Ludwig van Beethoven (1770-1827) -Missa solemnis in D, op. 123 e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphony No. 38 in D, K. 504 'Prague'

Apesar de não ter ouvido ainda este CD, conheço as peças. Como estou com certa pressa neste domingo pela manhã, não farei maiores comentários sobre o post. Ficará assim. Simplesmente não dar para perder. Abaixo segue um texto explicando a obra:

Dentro das principais Missas, consideradas clássicas (Bach e Bruckner), a de Beethoven possui uma forma sinfônica, em 5 movimentos: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. A obra possui um estilo dramático, é só observar as palavras do próprio Beethoven: “do coração! Que possa retornar aos corações”. Primeira audição em 6 de abril 1824 em São Petersburgo Ludwig van Beethoven compôs duas missas e um singular oratório intitulado Cristo no Monte das Oliveiras, além de duas cantatas compostas na juventude; essa foi toda a sua produção religiosa. A segunda missa, a impressionante Missa Solemnis, op. 123, por sua alta qualidade musical já seria suficiente para garantir a Beethoven um lugar na história da música. Composta para homenagear o arquiduque Rodolfo, a Missa Solemnis é tão extraordinária que a sua audição fora de uma sala de concertos é praticamente impossível. Os elementos que necessita para a sua execução extrapolam as dimensões de uma igreja de tamanho normal: quatro solistas (soprano, contralto, tenor e baixo), um grande coro, uma orquestra de cordas, duas flautas, dois oboés, dois clarinetes, dois fagotes, corno de bassetto, quatro trompas, dois trompetes, três trombones, timbales e um órgão. Sua estrutura segue as seções tradicionais de Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus/Benedictus e Agnus Dei, apesar de ser longa demais para a utilização litúrgica convencional. Além disso, seus textos em certas partes se afastam do dogma católico. Tremendamente complexa, a Missa Solemnis não se parece a nada: é única.
Assim o Kyrie, é um hino piedoso e solene, deve ser cantada com devoção. A parte central em forma de moteto (si menor e fa# menor) , é cantada pelos solistas e termina em pianíssimo. A volta do Kyrie, reintroduz a tonalidade principal e intensifica a harmonia numa bela alternância do coro e dos solistas em comovida prece que se extingue lentamente. O texto sagrado conduz aos movimentos seguintes, o Gloria e o Credo. Enquanto que na Missa em si menor de Bach, e o Gloria é cheio de alegria sobre humana, o canto de louvor de Beethoven encontra-se animado de incessante agitação. O Et in terra pax, traz o primeiro repouso porém o arrebatamento retorna com o Laudamus Te. A expressão, bem como a tonalidade é a seguir variável, até que a tonalidade principal seja reencontrada com o Pater omnipotens. A segunda parte do Gloria contem um expressivo Larghetto, o Qui tollis peccata mundi, que Beethoven concebeu como lamento e uma prece de tão comovente humanidade, de tal personalidade que ele próprio acrescentou um “o” para os solistas, e um “ah” para o coro, antes dos apelos finais do Miserere. A parte conclusiva deste movimento principia na tonalidade principal com um Quoniam tu solus Sanctus, espantosamente curto e agitado, culminando na grandiosa fuga coral do In gloria Dei Patris, onde Beethoven desenvolve uma arte contrapontística excepcional. Na conclusão, o início do Gloria que retorna acelerado até ao Presto dá desta maneira uma unidade sinfônica ao movimento.
O Credo, em sib maior, de acordo com o caráter do texto, é ainda mais variado e expressivo. Desde o início, sentimos o esforço tremendo que Beethoven realiza para nos transmitir sua fé. O Et incarnatus est e as outras seções que se seguem, falando da vida, crucificação, ressurreição e ascensão de Cristo; em Cuius regni non erit finis, a palavra non é expressamente repetida para maior ênfase, do mesmo modo que mais tarde a palavra credo. O final constitui, em duas fugas sobre o mesmo tema, a visão da vida eterna, Et vitam venturi saeculi, e nas exclamações finais do Amen, reaparece o tema original do Credo.
No Sanctus, o canto de louvores reflete uma prece humana, um Adágio e a meditação. Após o curto Pleni sunt coeli, fugado, e o Osanna, a meditação se expande em figuração. A melodia o solo de violino, desce flutuando das mais elevadas paragens, reconstitui o milagre da descida de Jesus e da transubstanciação. O Benedictus, é no amplo sentido, a música de transição, cujo caráter se infiltra no desenvolvimento posterior, indo além da repetição do Osanna.
O Agnus Dei, constitui o Finale deste grande sinfonia coral. Miserere nobis! É aqui, com o solo inicial do baixo, em si menor, e após com o expressivo refrão do coro, que a lamentação alcança maior profundidade. Depois a severidade diminui e a prece de paz que é o Dona nobis pacem, introduz e faz retornar suavemente a tonalidade original de re maior. Sem embargo, ainda não reina paz no mundo exterior. Oração pela paz interior e exterior, foi o substituto anotado pelo autor para esta parte. O primeiro interlúdio orquestral sugere uma perturbação na paz exterior. O equilíbrio íntimo parece se estabelecer. Dona nobis pacem soa como se fora uma fuga solene. O tema é uma reminiscência do Messias de Haendel, cujo texto Der Herr regiert von nun na auf ewig (Agora o Senhor reinará para sempre). Todavia não são as tempestades exteriores as que verdadeiramente nos perturbam; são os da alma. O Scherzo orquestral que se segue é extraordinário pelo rude, veemente contraponto. O Dona nobis pacem, que se sucede, é cantado pelo coro, na tonalidade de sib maior, e constitui autêntico apelo pela paz. Então a tonalidade principal de re maior e o compasso de 6/8, são alcançados após um lento desdobramento. Nessa atmosfera de esperança ante a paz ainda incerta do Dona nobis pacem do coro final, ouvimos os tímpanos em si bemol ribombarem ainda duas vezes – eco da paz perturbada. Beethoven conclui a missa sem acrescentar o grande final redentor.

Extraído DAQUI

DISCO 1

Elisabeth Schwarzkopf talks about the recording in a recent interview

Ludwig van Beethoven (1770-1827) -Missa solemnis in D, op. 123 01. Kyrie
02. Gloria
03. Credo
04. Sanctus

DISCO 2

01. Agnus Dei

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphony No. 38 in D, K. 504 ‘Prague’
02. Adagio
03. Andante
04. Finale, Presto

Karajan rehearses Beethoven’s Missa solemnis
05. Part 1
06. Part 2
07. Part 3
08. Part 4
09. Part 5

Singverein der Gesellschaft der Musikfreunde, Vienna Philharmonia Orchestra
Herbert von Karajan, regente
Elisabeth Schwarzkopf, soprano
Christa Ludwig, mezzo-soprano
Nicolai Gedda, tenor
Nicola Zaccarla, bass

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Carlinus

Mozart, Haydn, Albinoni, Pachelbel, Boccherini e Beethoven

Um CD para apreciadores iniciais de música clássica. Explico: esse CD traz peças de forte fragrância popular. São obras de catálogo; ou daquelas coletâneas criadas por revistas com intuito de agradar a um público não conhecedor de música erudita. Mas não faz mal. Estas obras são imortais pela simplicidade que evocam. Quem nunca ouviu o primeiro movimento da Serenata em Sol maior (“O pequeno serão musical”)? Ou o Canon de Pachelbel? Sendo assim, não deixe de ouvir este agradável CD! Boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Serenade in G major, K 525 “Eine kleine Nachtmusik”
01. Allegro
02. Romanze (Andante)
03. Menuett (Allegretto)
04. Rondo (Allegro)

Joseph Haydn (1732-1809) – Serenade from String Quartet in F, Op. 3/5
05. Andante cantabile

Tomaso Albinoni (1671-17151) – Adagio in G minor
06. Adagio in G minor

Johann Pachelbel (1653-1706) – Canon
07. Canon

Luiggi Boccherini (1743-1805) – Minuet from the String Quintet in E
08. Minuet from the String Quintet in E

Ludwing van Beethoven (1770-1827) – Minuet in G
09. Minuet in G

I Musici

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Carlinus

Restaurado – Robert Schumann (1810-1856) – Symphony No. 4 in D minor Op. 120 (1841 Version) & Symphony No. 2 in C major Op. 61 (CD 2 de 3) – 200 anos!!!

O texto do Carlinus tem algumas informações imprecisas, que podem gerar certa confusão. A Sinfonia no. 4 foi a segunda a ser composta, em 1841, mas ainda era uma obra embrionária, com o título provisório de “Fantasia sinfônica”. Schumann recuperou esta obra em 1851 (após, portanto, a composição das Sinfonias nos. 2 e 3), modificando bastante coisa e a publicando como Sinfonia no. 4.

A Sinfonia no. 4 que existe no repertório é *somente a versão definitiva* de 1851. A versão de 1841 é uma curiosidade que, se não me engano, foi gravada somente pelo Gardiner, neste ciclo realizado em instrumentos de época.

Outra coisa importante: a Sinfonia no. 4 nunca teve cinco movimentos, em versão alguma. É uma sinfonia nos quatro movimentos clássicos, mas encadeados, tocados sem interrupção. Algumas gravadoras, notadamente a Deutsche Grammophon (que tem mania de separar bastante as faixas de seus discos), colocam a transição entre terceiro e quarto movimentos em uma faixa separada. Mas isso não cria um movimento adicional. Com faixa própria ou sem faixa própria, a transição continua sendo apenas… uma transição!

(É uma transição extremamente bonita, aliás, em tudo próxima à transição entre scherzo e finale da Quinta de Beethoven.)

Texto do leitor-ouvinte José Eduardo.

Robert Schumann (1810-1856) – Sinfonia No. 4 in D minor Op. 120 (1841 Version) e Sinfonia No. 2 in C major Op. 61

Sinfonia No. 4 in D minor Op. 120 (1841 Version) (1841)
01. Andante con moto – Allegro di molto [08:18]
02. Romanza- Andante [03:48]
03. Scherzo- Presto [05:07]
04. Largo – Finale- Allegro vivace [06:47]

Sinfonia No. 2 in C major Op. 61 (1845-46)
05. Sostenuto assai – Allegro, ma non troppo [12:12]
06. Scherzo- Allegro vivace [07:01]
07. Adagio espressivo [10:08]
08. Allegro molto vivace [08:29]

Orchestre Révolutionnaire et Romantique
John Eliot Gardiner, regente

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Carlinus

[restaurado por Vassily em 23/5/2020]

Thomas Arne (1710-1778): 8 Aberturas

Esse disco é muito bom. A AAM de Christopher Hogwood dá um show de competência na espaçosa música de Arne.

Thomas Arne nasceu em Londres, em 2 de março de 1710. A imensa celebridade de que gozou em vida foi fruto não apenas de seu talento, mas também de um sentido publicitário sem o qual não poderia ter enfrentado a concorrência de Händel e de muitos músicos italianos que viviam em Londres no século XVIII. Arne morreu em Londres, em 5 de março de 1778.

Escreveu cerca de 50 óperas, mascaradas, pantomimas, etc., entre as quais Amor em uma vila, a sua obra-prima, sem esquecer de Artaxerxes, repostada por nós no último sábado, ou domingo, sei lá.

Thomas Arne (1710-1778): Eight Overtures

1 Overture No 3 in G major
2 Overture No 1 in E minor
3 Overture No 2 in A major
4 Overture No 4 in F major
5 Overture No 5 in D major
6 Overture No 6 in B flat major
7 Overture No 7 in D major
8 Overture No 8 in G minor

Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

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PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Concerto para Violino e Orquestra em D maior, Op. 77

FDP andou impossível no final de semana passado. Postou petardos sinfônicos de Brahms, “guiados” por Günther Wand. Fiquei meio zonzo com a disposição do moço. Certamente, FDP não estava para brincadeira. Por isso, andei pensando no que eu ia postar. Havia separado alguns CDs. Pensei em Bach, Britten, Mozart, Beethoven e etc. Mas me recordei dessa gravação do concerto para violino e orquestra, Op. 77, de Brahms. É uma das peças que mais aprecio. A gravação que ora apresento traz um grande nome da regência no século XX, pelo menos na primeira metade do século, Pierre Monteux. O maestro franco-americano fez importantes incursões musicais na primeira metade do século passado. Tocou violino, viola e tornou-se regente. A wikipédia diz que ” [No ano de] 1911, ele tornou-se condutor [regente] da compania de ballet Sergei Diaghilev, uma compania Russa. Nesta compania, ele conduziu as estréias de Petrushka, em 1911, e O Rito da Primavera em 1913, ambas de Stravinsky; Jeux de Debussy em 1913 e Daphnis et Chloé de Ravel em 1912. Estas interpretações mudaram o curso de sua carreira, sendo conhecido no resto de sua vida, por ser um grande condutor para obras da música francesa e russa”. Inclusive, qualquer dias desses, postarei Petrushka e o Rito da Primavera de Stravinsky com o próprio Monteux. Fato interessante é que Monteux fundou a Orquestra Sinfônica de Paris em 1929. Foi professor de importantes regentes Lorin Maazel, Neville Marriner, André Previn, David Zinman, entre outros. Por ora fiquemos com esta fabulosa gravação do concerto para violino e orquestra de Brahms, um dos maiores compositores de todos os tempos. Boa apreciação!

P.S. O CD custa U$ 250,00 (duzentos e cinquenta dólares) na Amazon. Um susto!

Johannes Brahms (1833-1897) – Concerto para Violino e Orquestra em D maior, Op. 77

01 I. Allegro non troppo (21:54)
02 II. Adagio (9:22)
03 III. Allegro giocoso,ma non troppo vivace (7:58)

London Symphony Orchestra
Henryk Szeryng, violino
Pierre Monteux, regente

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Carlinus

Curto e grosso

Durante a semana passada, fomos informados, por um representante dos detentores dos direitos sobre a obra de Villa-Lobos, que deveríamos retirar do ar todos os links das obras do maior compositor erudito brasileiro ou pagar multas e direitos. Retirei imediatamente do ar todos os posts de Villa. Não tenho como retirar todos os links, pois muitos não são nossos e sim de colaboradores que escolheram o PQP Bach como o maior repositório de Villa no Brasil. E, se não tenho como pagar em dia nem todas as minhas contas, imaginem se pagaria diretos sobre a obra alheia…

Já tivemos experiências com outros autores brasileiros, todos ainda vivos. Estes sempre se declararam felizes e honrados por terem sua obra aqui divulgada. Alguns nos mandam CDs e arquivos mp3 para serem postados. Ainda ontem recebi um CD já convertido em mp3 (e no Rapidshare) de um deles.

Acredito que Villa — sendo como era — também ficaria feliz em ver mais de 100 CDs com sua obra divulgados livremente para ouvintes, estudantes e músicos de todo o mundo, mas assim não pensam os detentores dos direitos. Pretendo entrar em contato direto com eles, mas por enquanto é isso. Paciência.

Estou escrevendo este arrazoado em função de que começaram a aparecer reclamações como a que segue (além de outras bem mais indignadas) com o sumiço:

Se reclama tanto que a cultura nacional não tem permeabilidade entre nossos patrícios (até a ponto de julgarem que o povo brasileiro é ignorante) e quando surge uma das poucas iniciativas de divulgação da verdadeira Música brasileira ela é obrigada a se calar?

Não entendo (talvez seja eu o idiota) como podem querer manter um compositor da importância de Villa-Lobos nos alçapões do desconhecimento e visar apenas o lucro, lucro este que verdadeiramente não lhes pertence, pois que é fruto da criatividade de alguém que sei que estaria envergonhado com tal decisão, alguém que lutou pela educação musical em nossa pátria e sabia que só se pode ensinar àquele que está encantado pelo que estuda.

Às vezes tenho pena dos artistas verdadeiros pela mesquinharia deste mundo…

É isso. E mais: peço calma. Não adianta nada encher de palavrões a caixa de comentários.

PQP


Last week, we were informed by a representative of the rights holders of Villa-Lobos’s work that we should remove all links to his works or face fines and royalties. I immediately took down all posts related to Villa. I can’t remove every link, as many are not ours but from collaborators who have chosen PQP Bach as the largest repository of Villa-Lobos in Brazil. And if I can’t even pay all my bills on time, let one say paying royalties on someone else’s work…

We have had experiences with other Brazilian authors, all still alive. They have always expressed happiness and pride that their works are being shared here. Some even send us CDs and MP3 files for posting. Just yesterday, I received a CD already converted to MP3 (and uploaded on Rapidshare) from one of them.

I believe that Villa-Lobos —being as he was—would also be happy to see more than 100 CDs of his work freely shared for listeners, students, and musicians worldwide, but such is not the view of the rights holders. I plan to contact them directly, but for now, that’s it.

I am writing this explanation because complaints have started to appear, like the one below (besides many more outraged ones), about the disappearance:

“They complain so much that our national culture lacks permeability among our compatriots (to the point of judging that Brazilians are ignorant) and when one of the few initiatives to promote true Brazilian Music appears, it is forced to remain silent?

I don’t understand (maybe I’m the idiot) how they want to keep a composer of Villa-Lobos’s importance in oblivion and aim solely at profit, a profit that truly does not belong to them, as it is the result of the creativity of someone who I know would be ashamed of such a decision—someone who fought for musical education in our homeland and knew that teaching can only happen to those enchanted by what they study.

Sometimes I feel sorry for true artists because of the pettiness of this world…”

That’s it. And more: I ask for patience. It’s pointless to fill the comment box with swear words.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Symphony Nº2, in D, op.73, Symphony nº4, op. 98, in B Minor – Wand – NDRSO

Meu final de semana foi muito agradável, A temperatura estava bem agradável, não muito quente, típico do início da primavera. O que me deixou um pouco irritado foi ter de ir ao shopping com minha esposa, e esperá-la fazer compras. Quem é casado sabe do que estou falando. A cada vez que ela saía do provador via alguma outra coisa que achava interessante e lá ia de novo para o tal do provador. Foram 50 minutos angustiantes. Não temos muita coisa para fazer em nossa cidade, então a classe média corre para o shopping, ou então para os supermercados. Não há outra coisa para fazer. Depois da loja de roupas pensamos em tomar um sorvete, porém todo aquele pessoal que estava lá dentro resolveu fazer o mesmo, ou seja, filas enormes na frente do McDonald´s, do Bob´s, e de outra sorveteria que tem lá dentro. O remédio foi voltar para casa e comprar o sorvete na padaria da esquina. Tomei o sorvete já em casa, na frente da televisão, e terminei de tomá-lo bem na hora em que o Guarani virava o jogo para cima do Flamengo. Lamentável.
Mais duas sinfonias de Brahms com o Günter Wand. Não tenho o que falar das sinfonias, adoro as duas e esta é uma das certezas que me acompanham na vida.

Johannes Brahms – Symphony nº2, in D, op.73, Symphony nº4, op. 98, in B Minor – Wand – NDRSO
01 – Brahms Symphony No.2 in D, Op.73 – I. Allegro non troppo
02 – Brahms Symphony No.2 in D, Op.73 – II. Adagio non troppo
03 – Brahms Symphony No.2 in D, Op.73 – III. Allegretto grazioso (Quasi Andantino)
04 – Brahms Symphony No.2 in D, Op.73 – IV. Allegro con spirito
05 – Brahms Symphony No.4 in E minor, Op.98 – I. Allegro non troppo
06 – Brahms Symphony No.4 in E minor, Op.98 – II. Andante moderato
07 – Brahms Symphony No.4 in E minor, Op.98 – III. Allegro giocoso, poco meno presto
08 – Brahms Symphony No.4 in E minor, Op.98 – IV. Allegro energico e passionato, P

NDR Sinfonieorchester

Günter Wand – Director

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FDPBach

Sergei Prokofiev (1891-1953): Alexander Nevsky • Lieutenant Kijé (LINK REVALIDADO)

Uma gravação clássica, verdadeira referência para quem quiser enfrentar estas duas obras de Prokofiev.

Alexander Nevsky foi criada para ser trilha sonora do filme de Eisenstein e, talvez, hoje seja maior do que o filme que a provocou. É quase inacreditável que Prokofiev a tenha criado aos poucos, durante a noite, após o trabalho que Eisenstein e seus atores e técnicos haviam realizado durante o dia. Se Nevsky é sensacional por motivos épicos, Tenente Kijé é sensacional por ser engraçada, bonita e leve. Com Abbado em sua melhor forma, este é — para utilizar um baita lugar comum — obrigatório em qualquer boa discoteca erudita.

Grande disco.

Alexander Nevsky op. 78

1. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (I. Russia under the mongol yoke) (3:05)
2. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (II. Song about Alexander Nevsky) (3:31)
3. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (III. The crusaders in Pskov) (6:39)
4. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (IV. Arise, ye russian people) (2:20)
5. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (V. The battle on the Ice) (12:02)
6. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (VI. The field of the dead) (6:01)
7. Serge Prokofiev – Alexander Nevsky, op. 78 (VII. Alexander’s entry into Pskov) (4:53)

Elena Obraztsova
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado

Lieutenent Kijé op. 60

8. Serge Prokofiev – Lieutenant Kijé, op. 60 (I. Kijé’s birth) (4:12)
9. Serge Prokofiev – Lieutenant Kijé, op. 60 (II. romance) (4:10)
10. Serge Prokofiev – Lieutenant Kijé, op. 60 (III. Kijé’s wedding) (2:37)
11. Serge Prokofiev – Lieutenant Kijé, op. 60 (IV. Troika) (2:44)
12. Serge Prokofiev – Lieutenant Kijé, op. 60 (V. Kijé’s burial) (5:52)

Chicago Symphony Orchestra
Claudio Abbado

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PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Cello Sonatas 1 – 5

Dois CDs para ninguém colocar defeito. Todo aquele mundo mágico de sensibilidade e razões humanizantes a se juntarem. Ouvir Beethoven é acercar-se de uma experiência, de um enlevo, que nos permite construir uma ponte sobre o abismo do mistério, que é existir. A música soa como um badalo que traz as cores do arco-íris e nos faz verbalizar razões sonhadoras. Beethoven nos faz entender que a vida é dura, é trágica, mas vale a pena ser vivida. Não é sábio despediçá-la. É preciso agarrar-se a cada fiapo que ela revela e nos oferece. Convido-o a ouvir estes dois belos CDs com as obras para violoncelo e piano do mestre Beethoven. Em Beethoven podemos encontrar paixão, heroísmo, angústia, humor, alegria, todos os altos ingredientes de uma grande experiência espiritual verdadeira. Vá direto, por exemplo, ao primeiro movimento da sonata número 2 encontrada no primeiro CD. Isso corrobora com o que estou falando. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Cello Sonatas 1 – 5

DISCO 1

Sonata No.1 in F major, op.5 no.1
1. Adagio sostenuto
2. Allegro
3. Rondo- Allegro vivace

Sonata No.2 in G minor, op.5 no.2
4. Adagio sostenuto e espressivo
5. Allegro molto e piu tosto presto
6. Rondo- Allegro

DISCO 2

Sonata No.3 in A major, op.69
o1. Allegro ma non tanto
o2. Scherzo- Allegro molto
o3. Adagio cantabile
o4. Allegro vivace

Sonata No.4 in C major, op.102 no.1
o5. I. Andante
o6. II. Allegro vivace
o7. III. Adagio
o8. IV. Tempo d’andante
09. V. Allegro vivace

Sonata No.5 in D major, op.102 no.2
10. Allegro con brio
11. Adagio con molto sentimento d’affetto
12. Allegro

Lynn Harrell, cello
Vladimir Ashkenazy, piano

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Carlinus

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias nos. 4, 5, 8 e Fragmentos Sinfônicos (CDs 3 e 4 de 6)

Mais dois extraordinários CDs com esta fenomenal integral das sinfonias de Schubert com Neville Marriner. Diga-se de passagem, o quarto CD traz uma das mais monumentais peças do repertório Romântico – a Sinfonia No. 8, também conhecida como “Inacabada”. Sempre que tenho a oportunidade de postá-la, repito com todas as palavras que foi com ela que o mundo da música clássica surgiu para mim. A fita que eu tinha com a peça quase estragou de tanto eu escutar. Ouçamos mais estes dois CDs. Bom deleite!

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonia No.4 em Dó Menor, D.417 – ‘Trágica’, Sinfonia No.5 em Si bemol maior, D.485, Sinfonia No. 8 em Si Menor, D.759 e Fragmentos Sinfônicos em Ré maior, D.708a

DISCO 3

Sinfonia No.4 em Dó Menor, D.417 – ‘Trágica’
01. I. Adagio Molto-Allegro Vivace
02. II. Andante
03. III. Menuetto (Allegro Vivace)
04. IV. Allegro

Sinfonia No.5 em Si bemol maior, D.485
05. I. Allegro
06. II. Andante Con Moto
07. III. Menuetto (Allegro Molto)
08. IV. Allegro Vivace

DISCO 4

Sinfonia No. 8 em Si Menor, D.759
01. I. Allegro Moderato
02. II. Andante Con Moto
03. III. Scherzo (Allegro)
(completado e orquestrado por Brian Newbould)
04. IV. Allegro Molto Moderato
(extraído de aus Rosamunde)

Fragmentos Sinfônicos em Ré maior, D.708a
05. I. (Allegro Vivace)
06. II. (Andante Con Moto)
07. III. (Scherzo. Allegro Vivace)
08. IV. (Presto)

Academy St. Martin in the Fields
Neville Marriner, regente

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Carlinus

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No.4 in E Flat major, WAB 104 – "Romântica" (Abbado)

Uma das grandes dádivas acerca do ser humano é que ele muda. Assim como a relidade é resultado de um devir constante, as concepções frágeis que vamos alimentando pela vida afora acabam sendo esfareladas pelo peso das horas, dos dias, dos meses. Oscar Wilde disse certa vez num aforismo extraordinário: “A única coisa de que podemos ter certeza acerca da natureza humana é que ela muda”. Nietzsche também diz que “há intuições que são admitidas com o tempo”. Ou seja, a questão é que há fatos e acontecimentos para as quais não estamos preparados em dado momento. Machado de Assis diz em Esaú e Jacó, que “o tempo dá um habeas corpus para que Deus haja”. Devaneei dessa forma para mostrar que há algum tempo Bruckner era alguém  que eu via com maus olhos. Hoje, compositor tornou-se uma figura admirada, benfazeja.  Daqui há alguns dias iniciarei uma série de postagens com 12 CDs com obras de Bruckner regidas por Sergiu Celibidache. Ou seja, um Bruckner lento, pesadão, mastodôntico, mas que eu gosto bastante. Por enquanto, boa apreciação desse extraordinário CD.

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No.4 in E Flat major, WAB 104 – “Romântica”.

I. Bewegt, nicht zu schnell
II. Andante quasi Allegretto
III. Scherzo. Bewegt – Trio. Nicht zu schnell. Keinesfalls schleppend – Scherzo
IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Lucerne Festival Orchestra
Claudio Abbado, regente

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Carlinus

Clara Wieck Schumann (1819-1896) e Carl Maria von Weber (1786-1826): Concertos para Piano

Este disco marca a estreia de Clara Wieck Schumann no PQP, não? Ela é uma tremenda personagem e não sei como não é mais explorada pela literatura e pelo cinema. Mas este CD é… insignificante. Weber é uma bosta e o concerto de Clara não fica muito além. Os intérpretes fazem de tudo para tornar a coisa interessante, mas é complicado.

Clara Wieck Schumann: Piano Concerto in A minor, Op. 7
1. Piano Concerto in A minor, Op. 7: Allegro maestoso
2. Piano Concerto in A minor, Op. 7: Romanze: Andante non troppo, con grazia
3. Piano Concerto in A minor, Op. 7: Finale: Allegro non troppo

Carl Maria von Weber: Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11)
4. Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11): No. 1, Allegro
5. Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11): No. 2, Adagio
6. Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11): No. 3, Finale. Presto

Carl Maria von Weber: Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32)
7. Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32): No. 1, Allegro maestoso
8. Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32): No. 2, Adagio
9. Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32): No. 3, Rondo. Presto

Elizabeth Rich, piano
Janácek Philharmonic Orchestra
Dennis Burkh

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Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

PQP

John Adams (1947) – Harmonielehre, The Chairman Dances – Foxtrot for Orchestra, Tromba Lontana e Short Ride in a Fast Machine – Fanfare for orchestra

John Adams é um dos grandes nomes da composição na atualidade. Com os pés fincados no minimalismo – e, para alguns, no pós-minimalismo -, Adams é uma promessa. Particularmente, o pouco que ouvi do compositor despertou em mim uma curiosidade positiva. Por exemplo, a peça Harmonielehre, que leva o nome do famoso livro escrito por Schoenberg (Teoria da Harmonia), é uma maravilha. Muitas das minhas concepções sobre a música do século XX mudaram após a leitura do livro O Resto é Ruído de Alex Ross. Quando analisava a música do século passado antes da leitura do livro, enxergava apenas niilismo. O fato é que a música do século XX é um desafio. É desconstrução. Busca de novas possibilidades através de horizontes nunca antes vislumbrados. Ela atinge os sentidos de modo diverso ao do Romantismo ou do Barroco, por exemplo. Claro, nomes como Cage, Xenakis, Stockhausen e outros ainda constituem um desafio  para mim. Mas, estou aberto a novas sonoridades e isso é positivo. Boa apreciação desse fantástico e desafiante post!

John Adams (1947) – Harmonielehre, The Chairman Dances – Foxtrot for Orchestra, Tromba Lontana e Short Ride in a Fast Machine – Fanfare for orchestra

Harmonielehre
01. Part I
02. Part II – The Anfortas Wound
03. Part III – Meister Eckhardt and Quackie

The Chairman Dances – Foxtrot for Orchestra
04. The Chairman Dances – Foxtrot for Orchestra

Tromba Lontana
05. Tromba Lontana

Short Ride in a Fast Machine – Fanfare for orchestra
06. Short Ride in a Fast Machine – fanfare dor orchestra

Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle, regente

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Carlinus

Sergei Rachmaninov (1873-1943) – Symphonic Dances, Op. 45, Dances from 'Aleko' e Capriccio bohemien Op. 12

As Danças Sinfônicas de Rachmaninov, Op. 45, constituem uma suíte orquestral, composta em três movimentos. Rach terminou o trabalho em 1940, três anos antes de sua morte. É a última peça a ser escrita pelo russo. O trabalho sintetiza a produção musical do compositor. Gosto bastante da peça. Talvez, alguns virem o nariz para o CD e digam: “Eca!”. Estou postando, porque ouvi e gostei. Ela possui um quê de melancolia e frieza típica da música de Rach. É o romantismo tardio do compositor. Entretanto, o trabalho é bastante convicente e agradável. Em outro tempo, eu não daria importância ao trabalho. Mas, hoje, após amadurecer bastante a minha audição e me colocar em tom de humildade em relação ao compositor, acho os trabalhos de Rach muitos bons. Não deixe de ouvir. Boa audição!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) – Symphonic Dances, Op. 45, Dances from ‘Aleko’ e Capriccio bohemien Op. 12

Symphonic Dances, Op. 45
01. I. Non allegro
02. II. Adante con moto (Tempo di valse)
03. III. Lento assai – Allegro vivace

Dances from ‘Aleko’

Women’s Dance
04. Tempo di valse

Men’s Dance
05. Vivo – meno mosso, alla zingana – poco a poco accelerando – Presto furioso

Capriccio bohemien Op. 12
06. Allegro vivace

The Philharmonia
Neeme Järvi, regente

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Carlinus

Ata Formal do 3º ou 5º Encontro Internacional e Intergaláctico do PQP Bach

Rapidamente, de memória e em ordem alfabética, digo que este blog é feito por:

Avicenna,
Blue Dog,
Carlinus,
CDF Bach,
CVL (Ciço Villa-Lobos),
FDP Bach,
itadakimasu,
Marcelo Stravinsky,
PQP Bach e
Ranulfus.

Esqueci alguém? Destes, eu, PQP Bach, conhecia pessoalmente apenas o Blue Dog – que mora em Porto Alegre como eu. Porém, no fim da semana passada estive em São Paulo e finalmente (re)conheci Avicenna e Ranulfus. Foi um encontro tão bom quanto educado, tão educado como informativo e tão informativo quanto maluco, pois é muito estranho, como disse Ranulfus, quando alguém, cuja existência foi por anos virtual, subitamente se materializa na nossa frente.

Não interessa a nenhum leitor-ouvinte do blog, mas faço questão de dizer quão feliz fiquei durante e após nosso jantar. O Avicenna é um ser humano finíssimo, modestíssimo e muito tranquilo ao lado de Lady White, sua mulher após um interregno de 31 anos.

.:interlúdio explicativo:.

Pois ele, como Florentino Ariza, namorou-a na adolescência e tomou um pé na bunda. Depois, os dois casaram-se com intrusos, separaram-se e se reencontraram agora. Aos 36 anos de idade… Não, o nome real dela não é Fermina Daza.

.:fim do interlúdio explicativo:.

Avicenna veio com uma parruda versão da São Mateus de Bach, gravada por Karl Richter em 1958. O vinil histórico é de propriedade do Ranulfus, o qual é totalmente diferente. Não que não seja fino e educado, é que outras características se sobrepõem. É agitado e sua inteligência está sempre ameaçando sair pelos olhos, tão presente se mostra. Apesar da origem mais ao norte, o Ranulfus fala e age como um italiano. Veio com sua filha, a bonita e crespa Eva Sideral de la Revolución.

.:novo interlúdio explicativo:.

Pois a mãe de Eva, uma venezuelana, teve seis filhos, dois com Ranulfus. O outro de Ranulfus chama-se Lênin Fidel Che Gramsci Chávez Mao da Silva.

.:fim do novo interlúdio explicativo:.

Como tenho outro blog e alguma experiência nesses encontros, garanto que são normalmente muito satisfatórios e eu saí eufórico e muito feliz de nossa reunião. Já vi casos de pessoas saírem perdidamente apaixonadas. Não foi nosso caso. Há outro encontro, mais numeroso, marcado para o feriadão de 12 de outubro e que seria o 4º ou 6º, mas acho que não poderei ir porque estarei desfalcado em casa e é quase certo que terei de dar cobertura. Mas veremos! Até lá muita coisa pode mudar.

PQP

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Bachianas Brasileiras (completas)

Nota: esta postagem, assim como todas as demais com obras de Heitor Villa-Lobos, não contém links para arquivos de áudio, pelos motivos expostos AQUI

 

As Bachianas Brasileiras do grande Villa são, para muitos, a principal obra do compositor. Foram escritas entre os anos de 1930 e 1945. Estão erigidas por uma série de nove suítes ao todo. Villa fundiu material folclórico essencialmente brasileiro (em relevo a música sertaneja), às formas pré-clássicas de Bach – isso se constitui num neo-barroco. O compositor tencionava com isso criar uma versão à brasileira dos Concertos de Brandenburgo de Johann Sebastian Bach, segundo a wikipédia. Percebemos com isso dois fatores: (1) construir uma grande obra que homenageasse a alma do Brasil. Isso é notável! (2) Homenagear Bach, além de realçar a profunda influência do compositor alemão sobre a produção do Villa. Os títulos das Bachianas, curiosamente, receberam um títutlo à brasileira e outro bachiano. Esse fato apenas releva a duplicidade. Ou seja, é uma homenagem ao Brasil e à obra de Bach. A gravação ora apresentada é brasileira e tem na direção de Isaac Karabtchewsky conduzindo a Orquestra Sinfônica do Brasil. As canções são entoadas em português. Para muitos, não se trata de uma grande gravação. Ou seja, fica aquém das bachianas. Talvez “a uma” estrela que a moçada da Amazon deu, explicite bem o que estou falando. Mas como nosso esporte é postar, postamos o “necessário” e o “des-necessário” (falo por mim). É mais ou menos aquilo que Machado fala em Memórias Póstumas de Brás Cubas, numa das passagens mais belas da literatura brasileira: “Meu senhor, falou-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, tampouco amamos ou detestamos o que roemos: nós apenas roemos.” . Boa apreciação!

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Bachianas Brasileiras (completas)

DISCO 1

Bachianas Brasileiras No. 1- Pour orchestre ei violoncelles
01. Introduction (Embolada)
02. Prelude (Modinha)
03. Fugue (Conversa)

Bachianas Brasileiras No. 2 – Pour orchestre symphonique
04. Prelude (Ponteio)
05. Aria (O Canto da Nossa Terra)
06. Dance (Lembrança do Sertão)
07. Toccata (O Trenzinho do Caipira)

Bachianas Brasileiras No. 3 – Pour piano et orchestre
08. Prelude (Ponteio)
09. Fantaisie (Devaneio)
10. Aria (Modinha)
11. Toccata (Picapaú)

DISCO 2

Bachianas Brasileiras No. 4 – Pour orchestre symphonique
01. Prelude (Introdução)
02. Chorale (Canto do Sertão)
03. Aria (Cantiga)
04. Dance (Miudinho)

Bachianas Brasileiras No. 5 – Pour soprano et orchestra de violoncelles
05. Aria (Cantilena)
06. Dance (Martelo)

Bachianas Brasileiras No. 6. – Pour flute et solo de basson
07. Aria
08. Fantaisie

DISCO 3

Bachinas Brasileiras No. 7 – Pour orchestre symphonique
01. Prelude (Ponteio)
02. Gigue (Quadrilha Caipira)
03. Toccata (Desafio)
04. Fugue (Conversa)

Bachinas Brasileiras No. 8 – Pour orchestre symphonique
05. Prelude
06. Aria (Modinha)
07. Toccata (Catira Batida)
08. Fugue

Bachianas Brasileiras No. 9 – Pour orchestre à cordes
9. Prelue et Fugue

Orchestre Symphonique du Bresil
Isaac Karabtchewsky, regente

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BAIXAR AQUI CD 3
Scans

Carlinus

.: interlúdio – Mouse on the Keys :.

Seguindo o giro pelo Japão à procura das novas possibilidades do jazz, peço que parem por quatro minutos e assistam ao vídeo abaixo, preferencialmente em tela cheia.

Sob o singelo nome de Mouse on the Keys, um duo de pianos e um baterista vem fazendo uma daquelas espécies de música difíceis de caracterizar. Tem instrumental e improv de jazz, usa as estruturas leves do post-rock, e alterna momentos de força e velocidade com outros de swing, ou até atmosfera rarefeita. A marcação firme do baterista permite aos pianistas que concentrem-se na alternância entre baixo e solo; o resultado é absolutamente instigante.

Nem todos os momentos são perfeitos; sendo um projeto recente, há ainda que lapidar, com uma inspiração mais cultivada, a criatividade transbordante. Isso não significa que sejam menos dignos de serem ouvidos; é inovador e de poucos paralelos, e isso por si só já justifica a audição (e a torcida). Esta postagem traz os dois discos já lançados. “Sezession” é um EP, e tem composições mais vigorosas, recordando (de alguma forma) os momentos mais agressivos de Stanley Jordan; já no álbum “An Anxious Object” há mais espaço para mostrar a variação, e a evolução, dos estilos que compõem os ‘ratos nas teclas’.

Mouse on the Keys
Akira Kawasaki: drums, keyboards
Atsushi Kiyota: piano, keyboards
Daisuke Niitome: piano, keyboards


Sezession /2007 (V0)
download – 27MB [mediafire]
01 Saigo No Bansan
02 Toccatina
03 RaumKrankheit
04 A Sad Little Town


An Anxious Object /2009 (320)
download – 70MB [mediafire]
01 Completed Nihilism
02 Spectres de Mouse
03 Seiren
04 Dirty Realism
05 Forgotten Children
06 Unflexible Grids
07 Double Bind
08 Soil
09 Ouroboros

Boa audição!
Blue Dog

Restaurado – Robert Schumann (1810-1856) – Sinfonia em Sol menor – “Zwickau” WoO 29, Sinfonia em Si bemol maior – “Primavera”, Op. 39 e Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52 (CD 1 de 3) – 200 anos!!!

Já há algum tempo que eu tencionava postar a integral das sinfonias de Schumann e a ocasião do bicentenário de seu nascimento é um bom ensejo para isso. Como estou bastante disposto nesta noite, resolvi principiar hoje mesmo. Confesso que não sou um conhecedor profundo do trabalho sinfônico de Schumann. Já ouvi bastante a Sinfonia No. 1, “Primavera”. É um trabalho bem ao gosto romântico. Pelo que parece, Schumann possuía certos receios em se iniciar pelo mundo das sinfonias. Somente após ter conquistado a fama com os lieder e com as peças para piano, o compositor construiu seu primeiro trabalho. Foi encorajado pela sua esposa Clara Schumann. A Sinfonia “Primavera” ficou pronta em um mês e teve sua estréia em 1841, sob à batuta de Mendelssohn. Outro trabalho sinfônico que gosto do compositor é a sua sinfonia no. 3, “Renana”, que não estará presente nesta primeira postagem. Serão ao todo três postagens. Ainda não ouvi Gardiner em ação, mas acredito que seja um trabalho respeitável. Assim, aparecem nesta postagem: A Sinfonia em Sol menor, Zwickau, que foi deixada incompleta; a Sinfonia No. 1, “Primavera” e a Abertura, Scherzo e Finale em Mi, que Schumann considerava a sua segunda sinfonia, mas que não ficou assim conhecida para a posteridade. Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) – Sinfonia em G menor – “Zwickau” WoO 29, Sinfonia em B flat menor – “Primavera”, Op. 39 e Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52

Sinfonia em G menor – “Zwickau” WoO 29 (1832-33)
1. Moderato – Allegro
2. Andantino quasi allegretto – Intermezzo quasi Scherzo- Allegro assai – Anadantino

Sinfonia em B flat menor – “Primavera”, Op. 39(1841)
03. Andante un poco maestoso – Allegro molto vivace
04. Larghetto
05. Scherzo- Molto vivace
06. Allegro animato e grazioso

Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52 (1841)
07. Overture- Andante con moto – Allegro
08. Scherzo- Vivo
09. Finale- Allegro molto vivace

Orchestre Révoluitionaire et Romantique
John Eliot Gardiner, regente

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Carlinus

[restaurado por Vassily em 23/5/2020]

Coleção Grandes Compositores 07/33: G. F. Handel (1685 – 1759)

Até que enfim que estou dando as caras por aqui de novo, né pessoal?!?! Desculpem, mas minha vida anda muito corrida e meus momentos de lazer são mínimos. E pra complicar, não pra mim, mas para os seguidores das minhas postagens, comprei uma flauta transversal e estou no maior verme, ou seja, os pouquíssimos momentos livres, uso pra tentar dominar o instrumento. Bem, vou dar continuidade a coleção Grandes Compositores, trazendo-lhes esse álbum duplo com algumas das principais obras de Handel.

***

A Water Music (Música Aquática), e a Music for Royal Fireworks (Música para os Reais Fogos de Artifício), foram compostas para ocasiões típicas e especiais da corte londrina e se tornaram, mesmo porque ligadas a acontecimentos tão particulares, duas das composições mais conhecidas de Handel.

Conforme alguns relatos da época as peças da Water Music, idealizadas como fundo musical, eram ligadas a três festas aquáticas diferentes sobre o Tâmisa no reinado de Jorge I. Delas derivaram três suítes, diferentes entre si pela tonalidade, pelo número de instrumentos e, mais do que tudo, publicadas por dois editores londrinos diversos. A Water Music foi concebida para ser executada ao ar livre e a sua composição foi condicionada pelo contexto para o qual foi escrita; segundo relatos da época participavam da execução cerca de 50 músicos com os mais diferentes instrumentos. Mais tarde Handel reelaborou a Water Music e a Music for the Royal Fireworks para a sala de concerto, procurando sobretudo reconstruir um baixo-contínuo mais convincente que, em cima de uma embarcação, muito dificilmente poderia ser executado por um cravo ou um órgão. A Music for the Royal Foreworks foi composta para ser executada ao ar livre, durante os festejos no Green Park de Londres, por ocasião do fim da guerra da sucessão austríaca (1740-48). O rei, que encomendara a obra, era propenso a uma execução bandística, enquanto que Handel, ao contrário, tinha em mente um conjunto misto de cordas e sopros, versão esta, que, mais tarde, se firmaria nas salas de concerto.

Fonte: Texto de Gerhard Wienke

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores 07/33: Handel

DISCO A
Music for the Royal Fireworks

01. Ouverture (7:52)
02. Bourreé (1:37)
03. La Paix (2:51)
04. La Réjouinssance (1:58)
05. Minuet and Trio (2:56)

Water Music Suite in G
06. Minuet and Trio (5:04)
07. Rigaudon I and II (3:25)
08. Gigue (1:27)

Water Music Suite in D
09. Prelude (2:03)
10. Hornpipe (4:03)
11. Minuet (1:14)
12. Lentement (1:16)
13. Bourreé (0:53)

Water Music Suite in F
14. Ouverture (3:40)
15. Adagio e staccato (2:05)
16. Hornpipe and Andante (8:02)
17. Jig (2:09)
18. Air (3:23)
19. Minuet (2:05)
20. Bourreé and Hornpipe (1:32)
21. Gavotte (3:23)

Colin Tilney, harpsichord continuo
Academy of St. Martin-in-the-Fields, Sir Neville Marriner

DISCO B
Concerto Grosso in G, Op. 6, Nº 1

01. A tempo giusto (1:48)
02. Allegro (1:47)
03. Adagio (2:47)
04. Allegro (2:27)
05. Allegro (3:05)
Academy of St. Martin-in-the-Fields, Iona Brown

Sonata for Recorder and Continuo in F, Op. 1, Nº 11
06. Larghetto (2:00)
07. Allegro (1:45)
08. Alla siciliana (1:06)
09. Allegro (1:48)
Michala Petri, recorder
George Malcolm, harpsichord
Graham Sheen, bassoon

Concerto a due cori in F, Nº 2
10. Pomposo (1:45)
11. Allegro (1:54)
12. A tempo giusto (2:39)
13. Largo (2:00)
14. Allegro ma non troppo – Adagio (3:44)
15. A tempo ordinario (3:31)
English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Solomon: Arrival of the Queen of Sheba
16. (3:01)
English Baroque Soloists and Monteverdi Choir, John Eliot Gardiner

Coronation Anthems: Zadok The Priest
17. (5:33)
Academy and Chorus of St. Martin-in-the-Fields, Sir Neville Marriner

Messiah (excerpts)
18. Comfort ye, my people (2:22)
19. Ev’ry valley shall be exalted (3:11)
20. Behold, a virgin shall conceive (0:28)
21. O thou that tellest (5:36)
22. Why do the nations? (2:38)
23. Hallelujah (3:49)
24. I know that my Redeemer liveth (6:25)
Margaret Marshall, soprano
Catherine Robbin, mezzo-soprano
Anthony Rolfe-Johnson, tenor
Robert Hale, bass
English Baroque Soloists and Monteverdi Choir, John Eliot Gardiner

BAIXE AQUI- DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

César Franck (1822-1890) – Trio concertant No. 2 in B flat major, Op. 1, No. 2, "Trio de salon", Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2 e Trio concertant No. 3 in B minor, Op. 1, No. 3

Como prometi, segue o outro CD com mais trios de César Franck. É mais um CD para nos fazer pensar na importância do compositor. Penso que Franck não seja um compositor coadjuvante. Sua importância ainda não foi revelada. Sua obra geralmente fica obscurecida, talvez pela dificuldade no acesso ao material musical do franco-belga César Franck. Todavia, é uma das maiores obras do século XIX. Bom deleite!

César Franck (1822-1890) – Trio concertant No. 2 in B flat major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”, Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2 e Trio concertant No. 3 in B minor, Op. 1, No. 3

Trio concertant No. 2 in B flat major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”
01. I. Allegro moderato
02. II. Andantino
03. III. Minuetto
04. IV. Final: Allegro molto

Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2
05. 5. Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2, M. 4: Piano Trio No. 4 in B minor, Op. 2

Trio concertant No. 3 in B minor, Op. 1, No. 3
06. I. Allegro
07. II. Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo
08. III. Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piu lento

The Bekova Sisters

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Carlinus

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias nos. 1, 3, 2, 6 (CDs 1 e 2 de 6)

Schubert foi um compositor contumaz. Escreveu obras de modo frenético. Deixou uma quantidade considerável de obras inacabadas, pois era refém de sua inspiração. Quando mal terminava uma peça, já lhe surgia a ideia de escrever outra. O compositor morreu de modo precoce. Tinha pouco mais de 30 anos de idade. Decidi postar as suas sinfonias por dois motivos: (1) porque são obras de uma sobriedade, de uma clareza e de um vigor alegre que entusiasmam. Sinfonias como as de número 1, 3, 5, 6, 9 são encantadoras. De todas as sinfonias de Schubert a que mais gosto é a de 8. Foi com ela que o mundo da grande música se abriu para mim. Foi uma revelação. Um parto divino com nuvens a despejarem fogo e ventos suaves a acariciarem os sentidos do meu coração. Ela possui poderes sagrados. (2) Gosto muito da grandiosa obra de Schubert. Mas confesso que preciso adentrar com maior detença no seu mundo. Ou seja, preciso ouvi-lo mais. A postagem das suas 10 sinfonias será uma oportunidade extraordinária de assim proceder. Boa apreciação!

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonia No. 1 em Ré maior, D. 82, Sinfonia No. 3 em Ré maior, D. 200, Sinfonia No. 2 em Si bemol maior, D. 125 e Sinfonia No. 6 em Dó maior, D. 589

DISCO 1

Sinfonia No. 1 em Ré maior, D. 82
01. I. Adagio – Allegro vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro
04. IV. Allegro vivace

Sinfonia No. 3 em Ré maior, D. 200
05. I. Adagio maestoso – Allegro con brio
06. II. Allegretto
07. III. Menuetto (Vivace)
08. IV. Presto. Vivace

DISCO 2

Sinfonia No. 2 em Si bemol maior, D. 125
01. I. Largo – Alegro Vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro Vivace
04. IV. Presto Vivace

Sinfonia No. 6 em Dó maior, D. 589
05. I. Adagio
06. II. Andante
07. III. Scherzo (Presto)
08. IV. Allegro Moderato

Academy St. Martin in the Fields
Neville Marriner, regente

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Carlinus

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – String Trios – Complete

Já que completamos 200 Bachs, correremos aos 200 Beethovens. Nada mais razoável. Ainda não ouvi este CD. Mas em se tratando da música de câmera de Beethoven, vale a pena ser conferido; merece toda a atenção necessária. Não deixe ouvir. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – String Trios – Complete

DISCO 1

Trio for violin, viola & cello in E flat, Op.3
01. I. Allegro con brio
02. II. Andante
03. III. Menuetto, allegro
04. IV. Adagio
05. V. Menuetto, moderato
06. VI. Finale, allegro

Serenade for violin, viola & cello in D, Op.8
07. I. Marcia, allegro
08. II. Adagio
09. III. Menuetto, allegretto
10. IV. Adagio-scherzo, allegro
11. V. Allegretto alla Polacca
12. VI. Andante quasi allegro
13. VII. Marcia, allegro

DISCO 2

Trio for violin, viola & cello in G, Op.9/1
01. I. Adagio-allegro con brio
02. II. Adagio ma non tanto
03. III. Scherzo, allegro
04. IV. Presto

Trio for violin, viola & cello in D, Op.9/2
05. I. Allegretto
06. II. Andante quasi allegro
07. III. Menuetto, allegro
08. IV. Rondo, allegro

Trio for violin, viola & cello in c, Op.9/3
09. I. Allegro con spirito
10. II. Adagio con espressione
11. III. Scherzo, allegro molto
12. IV. Finale, presto

The Zurich String Trio
Boris Livschitz, violino
Zvi Livschitz, viola
Mikael Hakhnazarian, cello

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Carlinus

J. S. Bach (1685-1750) – Six Trio Sonatas

Mais um CD do “grande pai” – até os duzentos! Bach é uma maravilha, um prodígio que enobrece a humanidade. É uma experiência de grande satisfação e enriquecimento ouvir a sua música bem composta, bem arquitetada, de grande beleza e sublimidade. Nesse CD, verificamos a sua versatilidade. Para uma manhã de domingo, enquanto estou solitário em casa, é uma excelente companhia. Aquece o nosso espiríto. Refreia nossas ansiedades; pacifica nossas emoções. Boa apreciação dessas peças tão agradáveis!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Trio Sonatas

Sonata in D minor, BWV 527
01. I. Andante
02. II. Adagio e dolce
03. III. Vivace

Sonata in G major, BWV 530
o4. I. Vivace
05. II. Lento
06. III. Allegro

Sonata in E minor, BWV 528
07. I. Adagio-Vivace
08. II. Andante
09. III. Poco Allegro

Sonata in C minor, BWV526
10. I. Vivace
11. II. Largo
12. III. Allegro

Sonata in C major, BWV529
13. I. Allegro
14. II. Largo
15. III. Allegro

Sonata in E flat major, BWV525
16. I. Allegro
17. II. Adagio
18. III. Allegro

The King’s Consort
Robert King, diretor

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Carlinus

J. S. Bach (1685-1750 ) – Concertos para violino, BWV 1043, 1041, 1042 e 1060

Não faz mal que eu e PQP esbarremos na mesma intenção: postar Bach.  O grande diferencial é que ele é filho do homem; e, eu, um reles mortal apócrifo. Ele se muniu de uma japonesa com ares lascivos; e, eu, de uma alemã com os ares frescos da mocidade, Julia Fischer. Eu não tencionava postar este CD no dia de hoje. Tinha outros planos. Mas resolvi disponibilizar este registro, que já estava comigo há algum tempo.  Julinha Fischer com suas habilidades de violinista jovem, conseguiu me cativar. Estes concertos para violino me deixaram com uma impressão que somente a arte é capaz de remir o mundo de suas feiúras. Ontem à noite eu vi mais uma vez ao filme Dias de Nietzsche em Turim, do brasileiro Júlio Bressane. O diretor conseguiu fazer um extraordinário trabalho sobre a estadia de Nietzsche naquela cidade, antes do colapso que o paralisaria até o ano de sua morte, 1900. O filósofo passeia pela cidade e encanta-se com o clima, com a arquitetura sóbria e despretenciosa, com a lascividade das esculturas clássicas, que em tudo o convida à contemplação. A certa altura ele diz: “Se não fosse a arte, a vida seria um erro”. Que frase fantástica! Somente a arte nos torna mais humanos. Afasta-nos da mediocridade e nos faz sonhar com um mundo cheio de razões reais. A arte de Bach é habitada por verdades delicadas. E isso me faz muito bem nesta noite de brisa suave aqui no Planalto Central. Não deixe ouvir este ótimo registro de Johann Sebastian Bach. Agora é só comparar o Bach de minha alemã (Julia Fischer) com o Bach da japonesa (Akiko Suwanai) de PQP. Boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750 ) – Concertos para violino, BWV 1043, 1041, 1042 e 1060

Concerto for 2 Violins, Strings, and Continuo in D minor, BWV 1043*
1. Vivace
2. Largo ma no tanto
3. Allegro

Violin Concerto No.1 in A minor, BWV 1041
4. Allegro moderato
5. Andante
6. Allegro assai

Violin Concerto No.2 in E, BWV 1042
7. Allegro
8. Adagio
9. Allegro assai

Concerto for Violin, Oboe, and Strings in D minor, BWV 1060**
10. Allegro
11. Adagio
12. Allegro

Academy of St Martin in the Fields
Julia Fischer, violino
Alexander Sitkovetsky, violino*
Andrey Rubtsov, oboé**

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