Dietrich Buxtehude (1637-1707): Obras para Órgão (Koopman)

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Obras para Órgão (Koopman)

Se houve alguém “inventou” Bach, este foi Buxtehude. Leiam a seguir o texto que a Sociedade Bach do Brasil publicou nesta página. As intervenções entre parênteses são minhas.

Prolongando sua licença.

No outono de 1705 (papai tinha apenas 20 anos) Bach pediu uma licença para ausentar-se até Lübeck, lar do brilhante organista Dietrich Buxtehude. Tendo sido concedida uma licença de quatro semanas, Bach foi para Lübeck, percorrendo mais de 400 km em 10 dias. Quando chegou a hora de retornar a Arnstadt, Bach prolongou por mais três meses inteiros sua licença sem comunicar seus empregadores (ele era um grande criador de casos, mas deixem-no porque sabemos como valeu a pena). É possível que Bach haja partido de Arnstadt pensando em prolongar sua licença para que então pudesse assistir a apresentação de Buxtehude na Abendmusiken, um evento renomado no nordeste da Alemanha em comemoração ao Advento.

Uma oferta que ele poderia recusar.

O cargo do velho Buxtehude chamava a atenção de jovens músicos como Bach. Mas a prática era, que se após a morte de um Diretor Musical, este deixasse alguma filha não casada, o novo Diretor deveria tomá-la como esposa. Uma tradição que foi responsável pelo casamento de Buxtehude. Em 1703 Handel e Mattheson foram a Lübeck, oficialmente para assistir a Abendmusiken, e não oficialmente para verificar a filha solteira de 30 anos de Buxtehude (30 anos?, uma velha para a época! O fato é que ambos recusaram a moça).  Aparentemente Bach também não gostou do que viu, pois retornou a Arnstadt e logo depois se casou com a sua prima Maria Bárbara (sempre as primas…). Mesmo depois de dois anos passados da morte de Buxtehude sua infeliz filha permanecia solteira (coitada).

Ouçam como a música para órgão de Bach deve a tio Bux. Ouçam como a estética de papai é semelhante à do pai do canhão. Obviamente que Bach subiu a alturas que nenhum Bux sequer sonhou, mas foi nos ombros dele que papai ergueu-se para o primeiro salto.

Um grande CD!

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Obras para Órgão (Koopman)

1 Präludium Und Ciacona C-dur Bux WV 137 / Prelude And Ciacona In C Major / Prélude Et Chaconne En Ut Majeur 4:47
2 Eine Feste Burg Ist Unser Gott. Bux WV 184 4:13
3 Passacaglia D-moll Bux WV 161 6:28
4 Nun Komm, Der Heiden Heiland. Bux WV 211 2:30
5 In Dulci Jubilo Bux WV 197 2:15
6 Fugue C-dur / Fuga In C Major / Fugue En Ut Majeur Bux WV 174 3:39
7 Puer Natus In Bethlehem. Bux WV 217 1:05
8 Präludium D-dur / Prelude In D Major / Prélude En Ré Majeur Bux WV 139 5:38
9 Nun Lob, Mein Seel, Den Herren. Bux WV 212 4:15
10 Präludium G-moll / Prelude G Minor / Prélude En Sol Mineur Bux WV 163 7:41
11 Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern. Bux WV 223 7:19
12 Präludium G-moll / Prelude In G Minor / Prélude En Ré Mineur Bux WV 149 7:22

Ton Koopman, órgão

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Isso já é muita maldade.

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BRUCKNER 200 ANOS! Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias – Sinfonia Nro. 00 “Study Symphony” (Tintner)

BRUCKNER 200 ANOS! Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias – Sinfonia Nro. 00 “Study Symphony” (Tintner)

Seu nome era Anton mas podia ser Vassili por seu caráter dubitativo (sim, Les Luthiers!). Tinha 39 anos e não sabia ainda se era um sinfonista de verdade ou um estudante. Então, escreveu esta sinfonia que posto hoje e que nunca foi executada durante sua vida. Ele tinha quase certeza que escrevera uma porcaria e, como o neurótico que era, manteve tal quase certeza na quarta, quinta, sétima, oitava e nona, verdadeiras obras-primas do ocaso do século XIX.

Suas onze sinfonias (há esta oo e depois de 0 a 9) têm versões e revisões que o entretiveram durante toda a vida. Esteve em dúvida até morrer e foi uma tortura para maestros e editores. Portanto, neste CD, após a Sinfonia de Estudos, está a segunda das três versões para o último movimento de sua extraordinária Sinfonia Nº4. É uma Volksfest da qual o compositor acabou desistindo, mas que, se tivesse vivido uns três dias, talvez acabasse por mandar um bilhete ao editor, pedindo para recolocar este finale e criando uma nova versão, quem sabe?

As versões que postarei são as que mais gosto. O caos imperará e aparecerão uns cinco regentes diferentes em minha “integral” altamente pessoal.

Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias – Sinfonia Nro. 00 “Study Symphony” (Tintner)

Symphony No. 00 in F minor, “Study Symphony”, WAB 99
1. I. Allegro molto vivace 11:27
2. II. Andante molto 12:35
3. III. Scherzo: Schnell 05:09
4. IV. Finale: Allegro 08:21
Performed by: Royal Scottish National Orchestra
Conducted by: Georg Tintner

Symphony No. 4 in E flat major, WAB 104, “Romantic” (Fragmento recusado):
5. V. Volkfest (1878 version) 19:03
Performed by: Royal Scottish National Orchestra
Conducted by: Georg Tintner

Total Playing Time: 55:35

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Tintner suplicando para os primeiro violinos

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para Violino e Baixo Contínuo (Schmitt, Gervreau, Jansen)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para Violino e Baixo Contínuo (Schmitt, Gervreau, Jansen)

Este é aquele cantinho de Sonatas de Bach com alguns patinhos feios. Mas mesmo sendo patinhos feios, é Bach e Bach sempre vale a pena. Tanto que damos de cara com alguns movimentos de fazer cair os butiá do bolso de tão belos e bem escritos. As sonatas para violino e cravo de Johann Sebastian Bach são obras em forma de trio sonata, com as duas partes superiores no cravo e violino sobre uma linha de baixo fornecida pelo cravo e uma viola da gamba opcional. Ao contrário das sonatas barrocas para instrumento solo e contínuo, em que a realização do baixo figurado foi deixada ao critério do intérprete, a parte do teclado nas sonatas foi quase inteiramente especificada por Bach. Provavelmente, a maioria deles foi composta durante os últimos anos de Bach em Köthen entre 1720 e 1723, antes de ele se mudar para Leipzig.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para Violino e Baixo Contínuo (Schmitt, Gervreau, Jansen)

Sonate Pour Violon & Basse Continue En La Majeur, BWV Anhang II 153
Composed By – Johann Sebastian Bach
1 Andante 3:06
2 Allegro 2:00
3 Adagio 3:32
4 Allegro 2:09
5 Fuga 2:24

Sonate Pour Violon & Basse Continue En Mi Mineur, BWV 1023
Composed By – Johann Sebastian Bach
6 – 1:14
7 Adagio Ma Non Tanto 3:39
8 Allemanda 4:31
9 Gigue 2:56

Sonate Pour Violon & Basse Continue En Do Mineur, BWV 1024
Composed By – Johann Sebastian Bach
10 Adagio 2:40
11 Presto 3:45
12 Affetuoso 2:24
13 Vivace 4:14

14 Fugue Pour Violon & Basse Continue, BWV 1026
Composed By – Johann Sebastian Bach
4:35

Sonate Pour Violon & Clavecin Obligé En La Majeur, BWV 1025
Composed By – Johann Sebastian Bach, Sylvius Leopold Weiss
15 Fantasia 2:43
16 Courante 4:11
17 Entrée 3:45
18 Rondeau 4:02
19 Sarabande 3:59
20 Menuet 2:48
21 Allegro 4:00

Harpsichord – Jan Willem Jansen
Violin – Hélène Schmitt
Violoncello – Alain Gervreau

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WILLEM VAN HERP, CELEBRATING COMPANY IN INTERIOR, 1613/14-1677: Pole dancing no século XVII.

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Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 4 de 5) (CBSO / Rattle)

Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 4 de 5) (CBSO / Rattle)

Depois do comentário escrito por um certo Adolf Hitler na postagem anterior de Sibelius, apresso-me a postar o quarto volume. (O comentário é lá de 2008 e essa figura asquerosa — se ainda não morreu — deve ter ficado muito feliz com os anos Bolsonaro, que, aliás, quando será preso?) Antes, li felicíssimo a repercussão da atuação de Rattle em Berlim. Ele prometeu que ia mudar o repertório da orquestra e o está fazendo. Nos 44 concertos deste ano (2008), há poucos Beethoven e Mozart, mas muitas obras modernas e músicas — antigas e novas — pouco ouvidas. Um show de equilíbrio. Ele retirou da Orquestra de Berlim a obrigação de palmilhar sempre a mesma via crucis de compositores. (Hoje, Rattle escolheu sair de Berlim. Saiu como um herói, seu último concerto foi apoteótico e ele sempre volta à orquestra como convidado.)

Bem, mas este é o melhor CD da coleção de Sibelius e um dos grandes discos que possuo. Sim, claro, a música ajuda. São as duas melhores sinfonias do muuuuito misterioso – como escreveu-me um amigo – Sibelius. Há algo na Sinfonia Nro. 5 que deixa meu duro coração sem lágrimas à flor da pele, quase se desmanchando de emoção. São três movimentos com temas bastante rarefeitos, mas belos, belos, belos e orquestrados estupendamente. A CBSO e Rattle não interpretam, mas parecem autenticamente criar a Sinfonia. O final da Quinta sempre me deixou obcecado e já sonhei várias vezes que – músico de uma orquestra qualquer – o errava lamentavelmente.

A execução da Sétima fica a alguns centímetros de Mravinski, que parece ter resolvido melhor o fato de ser uma música de cinco movimentos sem interrupções e, se Rattle ganha em colorido sonoro e no controle da orquestra, perde na qualidade do trombonista e nas passagens de um movimento a outro.

Um disco obrigatório, mesmo para quem não admira Sibelius.

Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 4 de 5) (CBSO / Rattle)

Disc: 4

Sinfonia Nro. 5, Op. 82
1. I. Tempo Molto Moderato – Allegro Moderato – Presto
2. II. Andante Mosso. Quasi Allegretto
3. III. Allegro Molto – Un Pochettino Largemente

4. Kualema – Scene With Cranes, Op. 44

Sinfonia Nro.7, Op. 105
5. I. Adagio –
6. II. Un Pochettino Meno Adagio – Vivacissimo – Adagio –
7. III. Allegro Molto Moderato –
8. IV. Vivace – Presto – Adagio

9. Night Ride and Sunrise, Op. 55

City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

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Sibelius tendo a cabeça de ovo duplicada

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Max Bruch (1838-1920) / Felix Mendelssohn (1809-1847): Violin Concertos (Vengerov / Masur)

Max Bruch (1838-1920) / Felix Mendelssohn (1809-1847): Violin Concertos (Vengerov / Masur)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os Concertos são magníficos, o violinista é fantástico, a orquestra idem. Importante notar que esta gravação é de 1993: Vengerov tinha 19 anos!

O Concerto para violino Nº 1 em sol menor de Max Bruch é um dos concertos para violino mais populares do repertório de violino solo e, junto com a Fantasia Escocesa , a obra mais famosa do compositor. O concerto foi concluído pela primeira vez em 1866 e a primeira apresentação foi realizada em 1866 por Otto von Königslow , com Bruch regendo. O concerto foi então consideravelmente revisado com a ajuda do célebre violinista Joseph Joachim e concluído em sua forma atual em 1867. A estreia do concerto revisado foi dada por Joachim em Bremen em 1868. 

Depois de assumir o cargo de principal diretor da orquestra do Gewandhaus de Leipzig em 1835, Mendelssohn nomeou seu amigo de infância, Ferdinand David, um ilustre violinista, como spalla da orquestra. O Concerto para violino, Op. 64, surgiu como uma colaboração entre ambos. Em carta de julho de 1838, Mendelssohn disse a David: “Eu gostaria de escrever um concerto para violino para você no próximo inverno. Já tenho uma ideia para um em mi menor, cuja abertura não deixa minha cabeça descansar”. Passaram-se seis anos para que a obra fosse completada. Foram aventadas várias hipóteses para justificar a demora: dúvidas do autor, a criação neste intervalo de uma sinfonia, e uma indesejada temporada em Berlim por ordem do rei Frederico Guilherme IV da Prússia. Neste período Mendelssohn e David mantiveram uma correspondência regular, mostrando o compositor a buscar aconselhamento técnico e estético, uma prática que depois se tornou habitual para outros compositores. Notem que esta gravação é com a mesma orquestra com que Mendelssohn estreou a obra. Os músicos já estavam com mais de 200 anos, mas muitos lembravam da estreia.

Ao final deste arquivo, veio uma obra a mais que creio ser a rápsódia Taras Bulba, de Leoš Janáček, mas só deus sabe se acertei.

Max Bruch (1838–1920) / Felix Mendelssohn (1809-1847): Violin Concertos (Vengerov / Masur)

MAX BRUCH

Violin Concerto No. 1 in G minor, Op. 26
I Vorspiel. Allegro moderato 08:10
II Adagio 08:11
III Finale. Allegro energico 07:40

FELIX MENDELSSOHN

Violin Concerto in E minor, Op. 64
I Allegro molto appassionato 12:57
II Andante 07:57
III Allegretto non troppo – Allegro molto vivace 06:34

Maxim Vengerov (violin)
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur (conductor)

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Vengerov advertindo o governador Leite sobre as alterações no Código Ambiental do RS e seus efeitos.

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Alban Berg (1885-1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / Suíte Lírica / Três Peças Orquestrais (Hirsch / Klas)

Alban Berg (1885-1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / Suíte Lírica / Três Peças Orquestrais (Hirsch / Klas)

O belo Concerto para Violino de Alban Berg foi escrito em 1935, ano de sua morte. (Em 24 de dezembro daquele ano, ele foi provavelmente picado por um inseto peçonhento e morreu). Seu Concerto é a peça mais conhecida e executada de Berg. A obra foi encomendada por Louis Krasner e dedicada por Berg “à memória de um anjo”. Foi o último trabalho que ele concluiu. Krasner executou a parte solo na estreia no Palau de la Música Catalana, Barcelona, ​​em abril de 1936, quatro meses após a morte do compositor, tornando-se um réquiem não apenas para Manon Gropius, mas também para Berg. Por que o anjo? Ora, o acontecimento que o estimulou a escrever o concerto foi a morte por poliomielite de Manon Gropius, de 18 anos, filha de Walter Gropius e de sua amiga e patrocinadora Alma Mahler (viúva de Gustav Mahler). Alma sentiu-se abandonada pelos Berg em seu período de luto, e Berg estava ansioso para reparar o erro. Berg enviou a Alma parte da partitura em 1935. Era o aniversário de 56 anos da Alma. No Concerto temos uma demonstração de como Berg lidou com o atonalismo — com tanta habilidade que a herança clássica de suas composições não foi apagada, justificando assim o termo frequentemente aplicado a ele: o “classicista da música moderna”.

Alban Berg (1885-1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / Suíte Lírica / Três Peças Orquestrais (Hirsch / Klas)

Violin Concerto
1 I. Andante – Scherzo 11:30
2 II. Allegro – Adagio 14:48

Pieces from the Lyric Suite (arr. for string orchestra)
3 I. Andante amoroso 07:04
4 II. Allegro misterioso 03:38
5 III. Adagio appassionato 07:26

3 Orchestral Pieces, Op. 6
6 No. 1. Praludium 05:12
7 No. 2. Reigen 05:36
8 No. 3. Marsch 09:22

Total Playing Time: 01:04:36

Conductor(s): Klas, Eri
Orchestra(s): Netherlands Radio Symphony Orchestra
Artist(s): Hirsch, Rebecca

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O dândi Alba Berg observando seus cães

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Dietrich Buxtehude (1637-1707): Obras Completas para órgão (Walter Kraft, 6CD)

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Obras Completas para órgão (Walter Kraft, 6CD)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tio Bux nunca nos mandou um presente que fosse, acho até que tinha morrido quando nasci, mas papai falava muito dele. Contava as viagens que fizera a Lübeck a fim de aprender sobre o órgão. Para nós, crianças, tio Bux era um homem grande e poderoso, maior do que papai. Hoje sabemos que papai era maior, mas a admiração que ele tinha por Bux era algo notável. Papai contava que o tio quisera repassar-lhe a filha, mas que ela era um jaburu assustador. Naquela época, os empregos eram herdados e Bux tentara fazer de papai seu herdeiro no cargo de organista ao mesmo tempo que salvava a filha encalhada. Seria um bom acordo. Para o tio, talvez para a moça. Ainda bem que papai fugiu e ficou com a prima Maria Bárbara e depois com a Anna Magdalena, ambas bonitinhas, jovens e parideiras. Eu, como vocês sabem, nasci de uma escapadela, mas não escapei das narrativas sobre o imenso organista que tinha sido tio Bux.

E aqui vocês têm a obra completa para órgão de Buxtehude. Sem a filha.

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Obras Completas para órgão (Walter Kraft, 6CD)

CD 1
01. Te Deum laudamus, BuxWV 218 – Praeludium 01:50
02. Te Deum laudamus, BuxWV 218 – Te Deum laudamus 03:00
03. Te Deum laudamus, BuxWV 218 – Te Martyratum candidatus 01:15
04. Te Deum laudamus, BuxWV 218 – Tu devicto mortis arcuelo 02:56
05. Te Deum laudamus, BuxWV 218 – Pleni sunt coeli et terra 05:28
06. Canzon in C major, BuxWV166 05:52
07. Canzonetta in C major, BuxWV167 01:19
08. Toccata in F major, BuxWV156 08:20
09. Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ, BuxWV196 03:08
10. Herr Jesu Christ, ich weiss gut wohl, BuxWV 193 03:55
11. Wir danken dir, Herr Jesu Christ, BuxWV 224 01:42
12. Toccata in F major, BuxWV 157 – Toccata 02:07
13. Toccata in F major, BuxWV 157 – Fugue 02:57
14. Prelude, Fugue and Ciacona in C major, BuxWV 137 – Prelude 01:42
15. Prelude, Fugue and Ciacona in C major, BuxWV 137 – Fugue 02:13
16. Prelude, Fugue and Ciacona in C major, BuxWV 137 – Ciacona 01:41
17. Ach, Herr, mein armen Sunder, BuxWV 178 03:19
18. Christ unser Herr zum Jordan kam, BuxWV 180 04:08
19. Prelude and Fugue in E minor, BuxWV 142 – Prelude 01:11
20. Prelude and Fugue in E minor, BuxWV 142 – Fugue 08:01

CD 2
01. Prelude in E minor, BuxWV 143 – Prelude 01:31
02. Prelude in E minor, BuxWV 143 – Fugue 02:59
03. Prelude in E minor, BuxWV 143 – Adagio 01:11
04. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 149 – Prelude 01:22
05. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 149 – Fugue 02:32
06. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 149 – Allegro 04:50
07. Prelude and Fugue in F major, BuxWV 145 – Prelude 01:55
08. Prelude and Fugue in F major, BuxWV 145 – Fugue 04:11
09. Fugue in B flat major, BuxWV 176 05:01
10. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 148 – Prelude 00:48
11. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 148 – Allegro 00:40
12. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 148 – Fugue 06:13
13. Prelude and Fugue in D major, BuxWV 139 – Prelude 01:09
14. Prelude and Fugue in D major, BuxWV 139 – Fugue 01:33
15. Prelude and Fugue in D major, BuxWV 139 – Adagio 03:05
16. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 150 – Prelude 01:00
17. Prelude and Fugue in G minor, BuxWV 150 – Fugue 07:11
18. Fugue in C major 03:49
19. Prelude and Fugue in A minor, BuxWV 153 – Prelude 01:24
20. Prelude and Fugue in A minor, BuxWV 153 – Fugue 05:27
21. Prelude and Fugue in C major, BuxWV 136 – Prelude 00:58
22. Prelude and Fugue in C major, BuxWV 136 – Fugue 03:04
23. Prelude and Fugue in C major, BuxWV 136 – Allegro 02:42
24. Prelude and Fugue in E major, BuxWV 141 – Prelude 00:52
25. Prelude and Fugue in E major, BuxWV 141 – Fugue 03:29
26. Prelude and Fugue in E major, BuxWV 141 – Presto 01:29
27. Prelude and Fugue in E major, BuxWV 141 – Adagio 01:42

CD 3
01. Prelude and Fugue in D minor, BuxWV 140 – Prelude 01:22
02. Prelude and Fugue in D minor, BuxWV 140 – Fugue 02:24
03. Prelude and Fugue in D minor, BuxWV 140 – Allegro 02:55
04. Der tag, der ist so freudenreich, BuxWV 182 04:29
05. Toccata in G major, BuxWV 164 03:23
06. Durch Adams Fall ist ganz verderbt, BuxWV 183 03:49
07. Prelude and Fugue in F sharp minor, BuxWV 146 01:41
08. Prelude and Fugue in F sharp minor, BuxWV 146 01:30
09. Prelude and Fugue in F sharp minor, BuxWV 146 01:28
10. Prelude and Fugue in F sharp minor, BuxWV 146 – Con discretione 03:24
11. Prelude and Fugue in the Phrygian Mode [a], BuxWV 152 – Prelude 01:16
12. Prelude and Fugue in the Phrygian Mode [a], BuxWV 152 – Fugue 03:56
13. Erhalt uns Herr bei deinem Wort 03:06
14. Es ist das Heil uns kommen her, BuxWV 186 02:46
15. Ein feste Burg ist unser Gott, BuxWV 184 03:51
16. Erhalt uns Herr bei deinem Wort, BuxWV 185 02:03
17. Praeambulum [Prelude and Fugue] in A minor, BuxWV 158 – Praeambulum 01:07
18. Praeambulum [Prelude and Fugue] in A minor, BuxWV 158 – Fugue 04:46
19. Prelude and Fugue in F major, BuxWV 144 – Prelude 01:09
20. Prelude and Fugue in F major, BuxWV 144 – Fugue 02:38
21. Nun komm, der Heiden Heiland, BuxWV 211 01:39
22. Prelude [Prelude and Fugue] in G minor, BuxWV 163 00:39
23. Praeambulum [Prelude and Fugue] in A minor, BuxWV 158 – Fughetta 01:54
24. Prelude [Prelude and Fugue] in G minor, BuxWV 163 – Fugue 1 04:00
25. Prelude [Prelude and Fugue] in G minor, BuxWV 163 – Fugue 2 01:52
26. In dulci jubilo 02:03
27. Prelude and Fugue in A major – Prelude 02:51
28. Prelude and Fugue in A major – Fugue 02:20
29. Prelude and Fugue in A major – Adagio 02:00

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CD 4
01. Ciacona in C minor, BuxWV 159 07:35
02. Lobt Gott, ihr Christen, allzugleich, BuxWV 202 01:25
03. Canzonetta [Canzona] in G major, BuxWV 171 03:00
04. Canzonetta in G minor, BuxWV 173 01:50
05. Gelobet seist du, Jesu Christ, BuxWV 189 02:15
06. Ciacona in E minor, BuxWV 160 06:01
07. Ich dank dir, lieber Herre, BuxWV 194 04:47
08. Canzonetta in D minor, BuxWV 168 05:00
09. Nun freut euch lieben Christen g’mein, BuxWV 210 14:29
10. Canzona in G major, BuxWV 170 04:33
11. Danket dem Herrn, BuxWV 181 03:28
12. Ich dank dir schondurch deinen Sohn, BuxWV 195 05:53
13. Kommt her zu mir, spricht Gottes Sohn, BuxWV 201 03:04
14. Magnificat prmi toni, BuxWV 203 08:08

CD 5
01. Gelobet seist du, Jesu Christ, BuxWV 188 10:04
02. Prelude and Fugue in G major, BuxWV162 06:13
03. Wie schon leuchtet der Morgenstern, BuxWV 223 08:52
04. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 214/215 – I. 03:33
05. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 214/215 – II. 02:24
06. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 214/215 – III. 02:22
07. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 214/215 – IV. 02:38
08. Vater unser im Himmelreich – I. 02:17
09. Vater unser im Himmelreich – II. 04:32
10. Vater unser im Himmelreich – III. 01:53
11. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 213 – I. 02:27
12. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 213 – II. 02:24
13. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 213 – III. 02:36
14. Prelude (fragment) in B flat major, BuxWV 154 01:12
15. Von Gott will ich nicht lassen, BuxWV 220 02:16
16. Von Gott will ich nicht lassen, BuxWV 221 02:31
17. Jesus Christus, unser Heiland, BuxWV 198 01:53
18. Nun lob mein Seel den Herren, BuxWV 212 04:20
19. Nun bitten wir der heil’gen Geist, BuxWV 209 02:55
20. Gott der Vater wohn bei uns, BuxWV 190 03:57
21. Fugue in G major, BuxWV 175 04:09

CD 6
01. Canzonetta in E minor, BuxWV 169 03:30
02. Magnificat primi toni, BuxWV 204 02:38
03. Vater unser in Himmelreich, BuxWV 219 02:55
04. Nun bitten wir den heilgen Geist, BuxWV 208 02:41
05. Magnificat noni toni, BuxWV 204 – Magnificat 01:58
06. Magnificat noni toni, BuxWV 204 – Versus 01:03
07. Magnificat noni toni, BuxWV 204 – Versus 5 alla duodecima 01:53
08. Auf meinen lieben Gott – Praeludium 00:57
09. Auf meinen lieben Gott – Double 01:02
10. Auf meinen lieben Gott – Sarabande 00:53
11. Auf meinen lieben Gott – Courante 00:54
12. Auf meinen lieben Gott – Gigue 00:49
13. Komm, heiliger Geist, Herre Gott, BuxWV 199 04:01
14. Herr Christ, der einig Gottes Sohn, BuxWV 192 03:00
15. Mensch, willst du leben seliglich, BuxWV 206 02:35
16. Puer natus in Bethlehem, BuxWV 217 01:18
17. War Gott nicht mit uns diese Zeit, BuxWV 222 02:44
18. Es spricht der Unweisen Mund wohl, BuxWV 187 02:53
19. Herr Christ, der einig Gottes Sohn, BuxWV 191 03:41
20. Komm, heiliger Geist, Herre Gott, BuxWV 200 03:50
21. Passacaglia in D minor, BuxWV 161 06:12
22. Toccata in G major, BuxWV 165 06:03
23. Ach Gott und Herr, BuxWV 177 02:19
24. Toccata in D minor, BuxWV 155 07:16

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Walter Kraft, órgão

Tio Bux
Tio Bux

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.: interlúdio :. Oscar Peterson plays The George Gershwin Songbook (2 LPs em 1 CD)

.: interlúdio :. Oscar Peterson plays The George Gershwin Songbook (2 LPs em 1 CD)

O incrível talento melódico de George Gershwin fica escarrado nestas duas coletâneas gravadas por Oscar Peterson. O notável pianista toca o songbook com extremo respeito e apenas trata de tocar os temas da forma mais bela e simples possível, sem grandes voos de improvisação. Basta ver os tempos de cada canção para se dar conta de que são canções tocadas em trio. Na verdade são dois LPs contidoa em um CD. Iniciamos por um de 1959 e outro de 1952. Ouvi tudo continuamente, mas creio ter gostado mais da versão de 1952 com o guitarrista Barney Kessel no lugar do baterista Ed Thigpen. Vale a pena ouvir este CD, nem que seja para poder dizer com ainda maior certeza que Gershwin foi sensacional.

Oscar Peterson Plays The George Gershwin Song Book

1 It Ain’t Necessarily So 2:45
2 The Man I Love 3:05
3 Love Walked In 2:45
4 I Was Doing All Right 2:47
5 A Foggy Day 2:51
6 Oh, Lady, Be Good! 2:58
7 Love IS Here To Stay 2:55
8 The All Laughed 2:28
9 Let’s Call The Whole Thing Off 2:16
10 Summertime 2:54
11 Nice Work If You Can Get It 2:04
12 Shall We Dance? 2:15

Oscar Peterson Plays George Gershwin

13 The Man I Love 3:30
14 Fascinating Rhythm 2:56
15 It Ain’t Necessarily So 3:13
16 Somebody Loves Me – Written-By – Ballard MacDonald, B. G. DeSylva*, George Gershwin 3:22
17 Strike Up The Band 3:14
18 I’ve Got A Crush On You 2:52
19 I Was Doing All Right 2:41
20 ‘S Wonderful 2:36
21 Oh, Lady, Be Good! 3:49
22 I Got Rhythm 3:16
23 A Foggy Day 3:38
24 Love Walked In 3:06

Bass – Ray Brown
Drums – Ed Thigpen (tracks: 1 to 12)
Guitar – Barney Kessel (tracks: 13 to 24)
Piano – Oscar Peterson
2 LPs on 1 CD

Tracks 1 to 12 recorded between July 21 and August 1, 1959 at Universal Recording Studios, Chicago – Original LP issue: Oscar Peterson Plays The George Gershwin Song Book, Verve V6-2054
Tracks 13 to 24 recorded probably between November 1 and December 4, 1952 in Los Angeles – Original LP issue: Oscar Peterson Plays George Gershwin, Clef MGC 605

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Oscar Peterson: respeito

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 9 de 9)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 9 de 9)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Enfim, chegamos ao final de mais uma série! O Op. 135 é menor em tamanho e nele há temas que aparecem acenar ao Op. 64 de Haydn, principalmente no primeiro movimento. Mas quando pensamos que Beethoven tornou-se mais clássico na forma, ele ataca novamente com seus temas curtos e afirmativos no segundo movimento e volta a expor uma longa reflexão no terceiro movimento. Mesmo assim, acho que nossos leitores-ouvintes, não ficariam escandalizados se eu dissesse que o Op. 135 é a Oitava Sinfonia deste grupo final. É menor e mais relaxado.

O mesmo não se pode dizer do Op. 131. Cheio de abismos e de contrastes, traz grande parte daquilo que Shostakovich faria depois. É. Confiram! Não estou dizendo que falte originalidade à Shosta, estou apenas comentando que ele foi à melhor fonte para fazer a melhor música. Alguns bebem de fontes mais impuras; Shosta caiu de cabeça na melhor delas. Porém, tergiverso. Analisando rapidamente temos um L-R-R-L-R-L-R (L=Lento, R=Rápido). Sim, sim, o homem estava escrevendo novamente em chinês e este quarteto deve ter sido detestadíssimo pelo público. Concordas, Flávio? (Quem trouxe o chinês à baila foste tu!) Na verdade, estou meio divagativo e fico pensando na impressão que aquele público da década de 20 do século XIX teve de um quarteto como este… Sorrio para o monitor como se estivesse vendo suas caras de pasmo ou talvez de indignação. Mal sabiam eles que estavam vendo o futuro. Se os movimentos fossem mais curtos e as mudanças de humor mais constantes, eles estariam DENTRO futuro e Beethoven seria internado.

Não obstante esta apresentação irônica, trata-se de música seríssima e adorada por mim. Sugiro uma audição muito atenta do Andante ma non troppo e molto cantabile. Há algo naquele violoncelo que parece negar toda a tranquilidade ao movimento. Acompanhem-no. É como se Beethoven, inteiramente neurótico como qualquer cidadão de nossa época, nos dissesse: a calma e a beleza, qualquer calma e beleza, meus amigos, são absolutamente falsas.

O Op. 131 é a música que perpassa todo o belíssimo filme "O Último Quarteto" de Yaron Zilberman
O Op. 131 é a música que perpassa todo o belíssimo filme “O Último Concerto” de Yaron Zilberman

Ludwig van Beethoven

String Quartet No. 16 in F major, Op. 135
I. Allegretto 00:06:01
II. Vivace 00:03:14
III. Lento assai, cantante e tranquillo 00:06:39
IV. Grave ma non troppo tratto – Allegro 00:07:03

String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131
I. Adagio ma non troppo e molto espressivo 00:08:01
II. Allegro molto vivace 00:03:00
III. Allegro moderato 00:00:50
IV. Andante ma non troppo e molto cantabile 00:13:43
V. Presto 00:05:19
VI. Adagio quasi un poco andante 00:02:02
VII. Allegro 00:07:06

Kodaly Quartet

Total Playing Time: 01:02:58

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Beethoven dando uma voltinha pelas redondezas
Beethoven dando uma voltinha pelas redondezas

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 8 de 9)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 8 de 9)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Originalmente, o Quarteto Op.130 era finalizado por uma enorme fuga. Depois, Beethoven resolveu separá-la do restante, criando a Grande Fuga (Grosse Fugue), Op. 133. Só que a indústria fonográfica atrapalhou as intenções do compositor. Creio que todos os discos de vinil e CDs que têm o Quarteto Op. 130, trazem a Grosse Fugue no final. Ou seja, a separação da fuga como obra autônoma não valeu para as gravações pelo simples motivo que é mais lógico colocá-la ali, logo após o Finale do Quarteto. É uma espécie de descumprimento póstumo. Você desejava assim, mas nós queremos assado… É claro que o CD do Kodály também traz a Grosse Fugue logo ali atrás, grudadinha no colo materno.

Fico pensando nos motivos que teriam levado Beethoven a separar a obra em duas. Talvez a razão fosse a inacreditável Cavatina, que normalmente era a última faixa do lado 1 dos discos… A Cavatina foi muitas vezes saudada pelo compositor como uma de suas maiores realizações. E é. Movimento aparentado do glorioso Adagio da Nona Sinfonia e ainda mais do terceiro movimento do Op. 132, é belíssima, com algumas melodias claras e outras apenas sugeridas, balbuciadas. Coisa de gênio. Talvez ele não quisesse ter dois movimentos tão significativos juntos, ou talvez achasse que a fuga tinha espírito diverso do resto ou que o quarteto já estava muito grande, não sei. Ou talvez algum de nossos leitores-ouvintes saiba o real motivo e o explique nos comentários.

O que importa é que este quarteto não fica a dever em nenhum aspecto a meu preferido, o Op. 132. É também genial e foi o primeiro que conheci, numa gravação do início dos anos 60 feita pelo Quarteto Amadeus, com a enorme carranca de Ludwig van na capa. Um presente do Dr. Herbert Caro há exatos de 37 anos.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Integral dos Quartetos de Cordas (CD 8 de 9)

1. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Adagio ma non troppo: Allegro 13:00
2. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Presto 2:03
3. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Andante con moto ma non troppo 6:28
4. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Alla danza tedesca: Allegro assai 2:51
5. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Cavatina: Adagio molto espressivo 6:17
6. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Finale: Allegro 9:00

7. Grosse Fuge in B flat major, Op. 133

Kodály Quartet

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Separo a Grosse Fugue do 130 ou deixo assim?
Goethe humilhando-se, Beethoven passando reto pelo monarca

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J. S. Bach (1685-1750): 8 Cantatas Seculares (Profanas), BWV 201 a 207 + Quodlibet BWV 524 (Rilling) 4 CDs

J. S. Bach (1685-1750): 8 Cantatas Seculares (Profanas), BWV 201 a 207 + Quodlibet BWV 524 (Rilling) 4 CDs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Publiquei há poucas semanas a segunda parte dessa maravilha. Ela está neste link, ó. E esta aqui é a primeira parte. O primeiro dos 4 CDs não é tão bom, mas os outros três são impressionantes. É notável o entusiasmo da turma de Rilling nestas Cantatas às vezes negligenciadas. As cantatas seculares foram escritas (tanto os textos como a música) para eventos especiais do calendário familiar, social, acadêmico ou político — um casamento, uma festa de aniversário, uma cerimônia acadêmica ou uma homenagem a um príncipe. Embora normalmente fossem tocadas apenas uma vez em sua forma original, Bach fez questão de reutilizar o material delas, se surgisse a oportunidade. Os exemplos mais conhecidos do uso de árias e coros seculares com novos textos sagrados são encontrados no Oratório de Natal, para o qual Bach baseou-se extensivamente em três cantatas festivas escritas para o Príncipe Eleitor da Saxônia e sua família.

J. S. Bach (1685-1750): 8 Cantatas Seculares (Profanas), BWV 201 a 207 + Quodlibet BWV 524 (Rilling) 4 CDs

Disk 1 von 4 (CD)

Geschwinde, ihr wirbelnden Winde BWV 201 (Der Streit zwischen Phoebus und Pan) (Kantate)
1 1: Chor: Geschwinde, ihr wirbelnden Winde
2 2: Rezitativ: Und du bist doch so unverschämt und frei
3 3: Arie: Patron, das macht der Wind
4 4: Rezitativ: Was braucht ihr euch zu zanken
5 5: Arie: Mit Verlangen drück ich deine zarten Wangen
6 6: Rezitativ: Pan, rücke deine Kehle nun
7 7: Arie: Zu Tanze, zu Sprunge
8 8: Rezitativ: Nunmehro Richter her
9 9: Arie: Phoebus, deine Melodie
10 10: Rezitativ: Komm, Midas, sage du nun an
11 11: Arie: Pan ist Meister, laßt ihn gehen
12 12: Rezitativ: Wie, Midas, bist du toll
13 13: Arie: Aufgeblasne Hitze
14 14: Rezitativ: Du guter Midas, geh nun hin
15 15: Chor: Labt das Herz, ihr holden Saiten

Disk 2 von 4 (CD)

Weichet nur, betrübte Schatten BWV 202 (Hochzeits-Kantate)
1 1: Arie: Weichet nur, betrübte Schatten
2 2: Rezitativ: Die Welt wird wieder neu
3 3: Arie: Phoebus eilt mit schnellen Pferden
4 4: Rezitativ: Drum sucht auch Amor sein Vergnügen
5 5: Arie: Wenn die Frühlingslüfte streichen
6 6: Rezitativ: Und dieses ist das Glücke
7 7: Arie: Sich üben im Lieben
8 8: Rezitativ: So sei das Band der keuschen Liebe
9 9: Gavotte: Sehet in Zufriedenheit

Amore traditore (Cupido, du Verräter) BWV 203 (Kantate)
10 10: Arie:Amore traditore
11 11: Rezitativ: Voglio provar
12 12: Arie: Chi in amore ha nemica la sorte

Ich bin in mir vergnügt (Von der Vergnügsamkeit) BWV 204 (Kantate)
13 13: Rezitativ: Ich bin in mir vergnügt
14 14: Arie: Ruhig und in sich zufrieden
15 15: Rezitativ: Ihr Seelen, die ihr außer euch stets in die Irre lauft
16 16: Arie: Die Schätzbarkeit der weiten Erden
17 17: Rezitativ: Schwer ist es zwar, viel Eitles zu besitzen
18 18: Arie: Meine Seele sei vergnügt
19 19: Rezitativ: Ein edler Mensch ist Perlenmuscheln gleich
20 20: Arie: Himmlische Vergnügsamkeit

Disk 3 von 4 (CD)

Zerreißet, zersprenget, zertrümmert die Gruft (Der zufriedengestellte Aeolus) BWV 205 (Kantate)
1 1: Chor der Winde: Zerreißet, zersprenget, zertrümmert die Gruft
2 2: Rezitativ: Ja, ja! Die Stunden sind nunmehro nah
3 3: Arie: Wie will ich lustig lachen
4 4: Rezitativ: Gefürcht’ter Äolus
5 5: Arie: Frische Schatten, meine Freude
6 6: Rezitativ: Beinahe wirst du mich bewegen
7 7: Arie: Können nicht die roten Wangen
8 8: Rezitativ: So willst du, grimmger Äolus
9 9: Arie: Angenehmer Zephyrus
10 10: Rezitativ: Mein Äolus, Ach!
11 11: Arie: Zurücke, zurücke, geflügelten Winde
12 12: Rezitativ: Was Lust! Was Freude! Welch Vergnügen!
13 13: Arie: Zweig und Äste
14 14: Rezitativ: Ja, ja! Ich lad euch selbst zu dieser Feier ein
15 15: Chor der Winde: Vivat! August, August vivat!

16 16: Quodlibet (Was sind das für große Schlösser) BWV 524 (Fragment für 4 Soli und Basso continuo)

Disk 4 von 4 (CD)

Schleicht, spielende Wellen BWV 206 (Glückwunsch-Kantate)
1 1: Chor: Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde!
2 2: Rezitativ: O glückliche Veränderung!
3 3: Arie: Schleuß des Janustempels Türen
4 4: Rezitativ: So recht! beglückter Weichselstrom!
5 5: Arie: Jede Woge meiner Wellen
6 6: Rezitativ: Ich nehm zugleich an deiner Freude teil
7 7: Arie: Reis von Habsburgs hohem Stamme
8 8: Rezitativ: Verzeiht, bemooste Häupter starker Ströme
9 9: Arie: Hört doch! der sanften Flöten Chor
10 10: Rezitativ: Ich muß, ich will gehorsam sein
11 11: Chor: Die himmlische Vorsicht der ewigen Güte

Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten BWV 207a (Kantate)
12 12: Chor: Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten
13 13: Rezitativ: Die stille Pleiße spielt
14 14: Arie: Augustus’ Namenstages Schimmer
15 15: Marsch
16 16: Rezitativ: Augustus’ Wohl ist der treuen
17 17: Arie: Mich kann die süße Ruhe laben
18 18: Ritornello
19 19: Rezitativ: Augustus schützt die frohen Felder
20 20: Arie: Preiset, späte Folgezeiten
21 21: Marsch
22 22: Rezitativ: Ihr Fröhlichen, herbei
23 23: Chor: August lebe, lebe König

Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten BWV 207 (Kantate) (Auszug)
24 24: Rezitativ: Wen treibt ein edler Trieb
25 25: Rezitativ: Dem nur allein soll meine Wohnung offen sein
26 26: Rezitativ: Es ist kein leeres Wort

Alto Vocals – Ingeborg Danz
Bass Vocals – Andreas Schmidt, Dietrich Henschel
Choir – Gächinger Kantorei
Conductor – Helmuth Rilling
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Soprano Vocals – Sibylla Rubens
Soprano Vocals – Christine Schäfer
Tenor Vocals – Markus Ullmann*, Markus Schäfer

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Rilling mandando o desprefeito bolsonarista de Porto Alegre calar a boca.

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Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 3 de 5) (CBSO / Rattle)

Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 3 de 5) (CBSO / Rattle)

Tenho poucas gravações destas duas sinfonias de Sibelius. Uma versão é a Karajan e outra é a de Leaper para a Naxos. Rattle parece ser bastante mais compreensivo para com as brumas e o estranho mundo de Sibelius. Orienta-se melhor que os outros dentro dele. Como o finlandês faz muitas vezes uma música sem movimento, é fundamental aquela atenção debussiana para o som produzido. E aqui Rattle e sua ex-orquestra, a CBSO, dão um show. Gosto especialmente dos últimos movimentos das sinfonias presentes neste CD. Moderadamente recomendável para depressões leves e decididamente desaconselhável para quem está à beira do abismo.

Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 3 de 5) (CBSO / Rattle)

Disc: 3

Sinfonia Nro. 4, Op. 63
1. I. Tempo Molto Moderato, Quasi Adagio
2. II. Allegro Molto Vivace
3. III.II Tempo Largo
4. IV. Allegro

Sinfonia Nro.6, Op. 104
5. I. Allegro Molto Moderato
6. II. Allegretto Moderato
7. III. Poco Vivace
8. IV. Allegro Molto

9. The Oceanides (Aallottaret), Op.73

City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

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Sibelius lendo jornal com sua esposa Aino.

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Brahms / Liszt: Concertos para Piano Nº 1 (Lizzio * / Nanut / Goldmann / Tomsic)

Brahms / Liszt:  Concertos para Piano Nº 1 (Lizzio * / Nanut / Goldmann / Tomsic)

* Alberto Lizzio foi um pseudônimo inventado pelo produtor musical e maestro Alfred Scholz e associado a gravações antigas, muitas vezes dirigidas por Milan Horvat, Carl Melles ou pelo próprio Scholz. Essas gravações foram usadas para lançar gravações clássicas baratas para o mercado de massa ou para produção musical. Scholz escreveu uma biografia fictícia de Lizzio, alegando que ele nasceu em Merano , Tirol do Sul , em 30 de maio de 1926, estudou violino, composição e regência em Milão , Lombardia , e que sua segunda esposa, com quem teve um filho, morreu em 1980 em um acidente de carro em que Lizzio ficou gravemente ferido. A biografia fictícia termina com a sua morte em 22 de outubro de 1999, em Dresden.

Já Anton Nanut (13 de setembro de 1932 – 13 de janeiro de 2017) existiu de fato e foi um famoso maestro esloveno. De 1981 a 1999 atuou como maestro titular da Orquestra Sinfônica da RTV Eslovênia. Foi professor de regência na Academia de Música de Liubliana e líder artístico do Octeto Esloveno nos seus anos mais produtivos. Nanut colaborou com mais de 200 orquestras e fez mais de 200 gravações com diversas gravadoras. Sua gravação do Concerto de Brahms neste CD é fantástica! A pianista solista, a eslovena Dubravka Tomšič também existiu. Aliás, ainda está viva aos 84 anos e é realmente baita!

Brahms / Liszt: Concertos para Piano Nº 1 (Lizzio * / Nanut * / Goldmann / Tomsic)

Concerto For Piano No. 1 In D Minor Op. 15
Composed By – J. Brahms*
1 Maestoso 22:58
2 Adagio 13:12
3 Rondo: Allegro Ma Non Troppo 11:57

Concerto For Piano And Orchestra No. 1 In E Flat Major G124
Composed By – F. Liszt*
4 Allegro Maestoso 5:23
5 Quasi Adagio – Allegretto Vivace – Allegro Animato 9:11
6 Allegro Marziale Animato 4:05

Conductor – Alberto Lizzio (tracks: 4, 5, 6), Anton Nanut (tracks: 1, 2, 3)
Orchestra – Philharmonia Slavonica (tracks: 4, 5, 6), Simfonični Orkester RTV Ljubljana (tracks: 1, 2, 3)
Piano – Dieter Goldmann (tracks: 4, 5, 6), Dubravka Tomsic (tracks: 1, 2, 3)

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Dubravka Tomšič Srebotnjak, pianista eslovena | Foto: Tamino Petelinsek / STA

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (Bernstein / Wiener)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (Bernstein / Wiener)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É óbvio que nós já temos esta gravação no PQP, mas é tão bom revisitá-la, né? O ritmo de Bernstein para a marcha do primeiro movimento da Quinta Sinfonia de Mahler tornou-se mais lento nos longos 23 anos que separam a sua gravação de Nova York (CBS) desta mais nova, feita durante uma apresentação em Frankfurt. Prefiro muito mais esta versão como um todo. Por um lado, a Wiener toca muito melhor do que a NYPO de 1964, que estava num dia relativamente ruim quando a gravação foi feita. O melhor de tudo é o próprio Bernstein, aqui no seu auge, dando um toque demoníaco à música — onde é apropriado — e construindo a sinfonia inexoravelmente até ao seu triunfo final. Graças a uma gravação muito clara e bem equilibrada, cada sutileza, especialmente alguns dos contrapontos das cordas mais graves, são transmitidos conforme pretendido pelo maestro. Ficamos cientes da ousada novidade de grande parte da orquestração, de quão avançada ela deve ter soado nos primeiros anos deste século. Aqui temos a clara estrutura, o som e a emoção. O Adagietto não é arrastado, e a atenção escrupulosa à dinâmica de Mahler permite que o som sedoso das cordas de Viena seja ouvido com vantagem cativante, com a harpa também bem gravada. Parece-me que Bernstein é mais forte em Mahler quando a obra é uma das sinfonias mais otimistas, com menos tentação para ele acrescentar mais alguns graus de angústia. Suas Sétima e Quinta são ótimas interpretações, ao passo que eu relutaria em incluir sua Nona entre os momentos realmente memoráveis.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5 (Bernstein / Wiener)

Symphony No. 5 In C Sharp Minor (1:15:00)
1 Part I – 1. Trauermarsch. In Gemessenem Schritt. Streng. Wie Ein Kondukt 14:35
2 Part I – 2. Stürmisch Bewegt. Mit Größter Vehemenz 15:05
3 Part II – 3. Scherzo. Kräftig, Nicht Zu Schnell (Horn – Friedrich Pfeiffer) 19:05
4 Part III – 4. Adagietto. Sehr Langsam 11:16
5 Part III – 5. Rondo-Finale. Allegro – Allegro Giocoso. Frisch 15:02

Composed By – Gustav Mahler
Conductor – Leonard Bernstein

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Gustav Mahler desejando estar em uma festa com amigos.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Flötensonaten – Flute Sonatas / Triosonate – Trio Sonata BWV 1038 (Ensemble Trazom)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Flötensonaten – Flute Sonatas / Triosonate – Trio Sonata BWV 1038 (Ensemble Trazom)

Um disco bem antigo, com interpretações atualmente apenas aceitáveis, mas que vale pela Trio Sonata que abre o CD. Se você quiser ouvir uma grande versão das outras obras que figuram no CD, a provável campeã é esta aqui. Meus ouvidos garantem veementemente que a BWV 1038 é de Bach, mas… A Trio Sonata BWV 1038 de Bach para Flauta, Violino e Continuo propõe um enigma. Ele sobreviveu como um conjunto de peças escritas por Johann Sebastian Bach – mas a fonte não fornece um compositor. Assim, sua autenticidade tem sido questionada repetidas vezes. De acordo com as pesquisas mais recentes, entretanto, presume-se que esta bela sonata seja uma obra original de Bach.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Flötensonaten – Flute Sonatas / Triosonate – Trio Sonata BWV 1038 (Ensemble Trazom)

Trio Sonata In G Major BWV 1038 For Traverso, Violin And Basso Continuo
1 Largo 3:14
2 Vivace 1:01
3 Adagio 1:58
4 Presto 1:22

Flute Sonata In E Flat Major BWV 1031 For Traverso And Obl. Fortepiano
5 Allegro Moderato 3:17
6 Siciliano 2:18
7 Allegro 4:25

Flute Sonata In G Minor BWV 1020 For Traverso And Obl. Fortepiano
8 Allegro 3:37
9 Adagio 3:16
10 Allegro 5:00

Flute Sonata In E Major BWV 1035 For Traverso And Basso Continuo
11 Adagio Ma Non Tanto 2:22
12 Allegro 3:06
13 Siciliano 3:11
14 Allegro Assai 3:12

Flute Sonata In E Minor BWV 1034 For Traverso And Basso Continuo
15 Adagio Ma Non Tanto 3:08
16 Allegro 2:39
17 Andante 3:24
18 Allegro 4:36

Cello – Stefan Fuchs (2)
Ensemble – Ensemble Trazom
Flute [Traverso] – Julia Dickson
Harpsichord, Fortepiano – Urte Lucht
Violin – Susanne von Bausznern

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Hendrick ter Brugghen: O Tocador de Flauta

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W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 40. K. 550, e 41, “Júpiter”, K. 551 (Scholz)

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 40. K. 550, e 41, “Júpiter”, K. 551 (Scholz)

Hoje estava ouvindo a Rádio da Ufrgs e, de repente, entrou a Sinfonia N° 99 de Haydn, regida por Alfred Scholz. Esse Scholz foi um sujeito… Bem, ele foi um maestro e produtor musical que comprava a preço de banana gravações feitas atrás da chamada Cortina de Ferro e as vendia no Ocidente com nomes de orquestras, maestros e solistas que simplesmente não existiam. Às vezes, punha seu próprio nome, quando eram muito boas. Aqui no Brasil esses CDs chegavam pela MoviePlay. Alberto Lizzio era o pseudônimo mais usado. A orquestra Musici di San Marco e Philharmonia Slavonica, colaboradoras habituais de Lizzio, também jamais existiram… É claro que a Rádio da Universidade não vai examinar a biografia de cada músico, só que, como disse, Scholz atribuiu a si algumas boas gravações, além de ter escrito a biografia do grande Alberto Lizzio.

Porque falo nisto? Ora, porque me deparei hoje com este bom CD gravado por Scholz. Eu não tenho como saber quem é o verdadeiro maestro, quem vocês estarão ouvindo.

Symphonie Nr. 40 G-moll K 550 = Symphony No.40 In G Minor K 550
1 Molto Allegro 6:34
2 Andante 12:05
3 Menuetto – Allegretto 3:41
4 Finale: Allegro Assai 6:46

Symphonie Nr. 41 C-dur K 551 “Jupiter” = Symphony No.41 In C Major K 551
5 Allegro Vivace 11:20
6 Andante Cantabile 9:26
7 Menuetto – Allegro 5:01
8 Molto Allegro 8:49

Conductor – Alfred Scholz
Orchestra – London Philharmonic Orchestra

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Você é Alfred Scholz? Aparecem vários rostos diferentes no Google Images..

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Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 2 de 5) (CBSO / Rattle)

Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 2 de 5) (CBSO / Rattle)

As leves críticas recebidas pelo volume 1 desta coleção deverão diminuir muito na segunda parte de nossa empreitada sibeliana. Rattle faz uma contemplativa e tranquila abordagem da Sinfonia Nº 2, uma das mais adequadas que ouvi. Talvez a opção de não ser tão especular assuste alguns desacostumados, mas a versão é uma joia. O finale é extraordinário! Já a terceira é uma sinfonia que não é muito conhecida, apesar do esplêndido Andantino Con Moto, Quasi Allegretto, movimento que mora no meu coração. A 3ª mais me parece uma longa – e boa — preparação para algo que… vai acontecer na 4ª… Ainda mais depois de ouvir, ontem à noite, duas que são absolutamente o máximo, da autoria de seu agitado vizinho Nielsen. É decididamente um período sinfônico de minha vida e pretendo postar a integral de Shosta, Sibelius, Nielsen e Mahler. Só gente parruda. O registro que Rattle faz da segunda sinfonia é tão acertado quando casar com a belíssima mezzo-soprano Magdalena Kožená, atual Sra. Sir Simon. Os tabloides ingleses não cansam de escrever que ela tem 18 anos a menos que Rattle. Grande coisa.

Jean Sibelius (1865-1957): Integral das Sinfonias (CD 2 de 5) (CBSO / Rattle)

Disc: 2

Sinfonia Nro. 2
1. I. Allegretto
2. II. Temp Andante, Ma Rubato
3. III. Vivacissimo
4. IV. Finale: Allegro Moderato

Sinfonia Nro. 3
5. I. Allegro Moderato
6. II. Andantino Con Moto, Quasi Allegretto
7. III. Moderato – Allegro, Ma Non Tanto

City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

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Sibelius numa DR daquelas com sua esposa Aino.

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Henryk Górecki (1933-2010): Os Três Quartetos de Cordas (Royal String Quartet)

Henryk Górecki (1933-2010): Os Três Quartetos de Cordas (Royal String Quartet)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande CD duplo com os três quartetos do polonês Górecki. Eu prefiro os dois primeiros, mas jamais jogaria fora o terceiro. O Kronos Quartet encomendou as obras e as estreou. O que talvez jamais imaginasse é que, poucos anos depois, viria um Royal String Quartet, da Polônia — bem, o fato de serem poloneses não chega a ser surpreendente — e faria gravações bem melhores das obras. Bem, acontece, a gente bota as coisas no mundo e perde o controle sobre elas. A música de Górecki é algo extraordinário neste CD que recebi com o maior entusiasmo. Parabéns à Hyperion inglesa por nos trazer tais obras-primas. O Arioso do Quarteto Nº 2 é de chorar de tão lindo!

Henryk Górecki (1933-2010): Os Três Quartetos de Cordas (Royal String Quartet)

Disc: 1
1-1 Already It Is Dusk (String Quartet No 1) Op 62 (15:43)

Quasi Una Fantasia (String Quartet No 2) Op 64 (33:02)
1-2 Largo Sostenuto – Mesto 7:49
1-3 Deciso – Energico Marcatissimo Sempre 6:57
1-4 Arioso: Adagio Cantabile Ma Molto Espressivo E Molto Appassionato 8:00
1-5 Allegro Sempre Con Grande Passione E Molto Marcato 10:16

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Disc: 2
… Songs Are Sung (String Quartet No 3) Op 67 (55:54)

2-1 Adagio – Molto Andante – Cantabile 11:11
2-2 Largo Cantabile 12:55
2-3 Allegro Sempre Ben Marcato 4:51
2-4 Deciso – Espressivo Ma Ben Tenuto 12:24
2-5 Largo – Tranquillo 14:31

Royal String Quartet

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Górecki feliz, pelo visto
Górecki feliz, pelo visto

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Johannes Brahms (1833-1897): Symphony No.1, Op. 68 & Tragic Overture, Op. 81 (Böhm / Wiener)

Johannes Brahms (1833-1897): Symphony No.1, Op. 68 & Tragic Overture, Op. 81 (Böhm / Wiener)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu amo apaixonadamente as Sinfonias de Brahms, mas tenho uma queda especial por esta Nº 1. Você conhece a história: Brahms levou décadas para escrever esta obra. Os primeiros esboços foram feitos em meados dos anos 1850, a versão inicial do Allegro veio em 1862 – ainda sem a impactante introdução lenta –, e só em novembro de 1876 ele a concluiu. Boa parte dessa demora se deve ao peso que Brahms sentia em relação ao legado de Beethoven: “você não sabe o que é sempre escutar um gigante marchando atrás de você”, escreveu a um amigo. “Mas você consegue imaginar?”. Brahms queria compor uma sinfonia, todos esperavam por isso, mas ele ficava compondo outras peças: concerto para piano, música para cordas… Até que, finalmente, quando todos haviam desistido de insistir, com ele já aos 43 anos, veio a monumental Primeira Sinfonia. Ele começa sem nenhuma hesitação, no início temos um ‘bum, bum, bum, bum’ que é como nossos corações acelerados. O finale quase me mata a cada vez que o ouço. Aquelas trompas que o anunciam, nossa! A gravação é jurássica, mas em ótimo estado…

Johannes Brahms (1833-1897): Symphony No.1, Op. 68 – Tragic Overture, Op. 81 (Böhm / Wiener)

Symphony No. 1 in C minor, Op. 68 (Johannes Brahms)

1 1. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro 00:13:54
2 2. Andante sostenuto 00:10:34
3 3. Un poco allegretto e grazioso 00:04:54
4 4. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio – Piu allegro 00:17:49

Tragic Overture, Op. 81 (Johannes Brahms)
5 Tragic Overture, Op.81 00:13:36

Wiener Philharmoniker
Karl Böhm

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Brahms vindo com tudo pra cima de nós

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Richard Strauss (1864-1949): The Donkey`s Shadow (Des Esels Schatte) (Ustinov / Rickenbacher)

Richard Strauss (1864-1949): The Donkey`s Shadow (Des Esels Schatte) (Ustinov / Rickenbacher)

Algumas semanas antes de sua morte, em 1949, Richard Strauss escreveu uma opereta para a escola de seu neto. É baseado na famosa história de Christoph Martin Wieland, Des Esels Schatte. A maior parte da obra é ocupada pela narração falada. Embora a narração seja proferida com grande desenvoltura pelo fantástico Peter Ustinov (ele faz todas as vozes, incluindo as femininas em falsete), o disco esgotará a paciência da maioria dos ouvintes e dificilmente provocará novas audições. A música é esquecível – é a de um compositor que nunca foi grande em sua velhice. Pobre neto, podia ter ficado sem essa. Porém, para nossa felicidade, a partitura ficou incompleta.

Des Esels Schatten (The Donkey’s Shadow), Opera (TrV 294, AV 300) (Incomplete)

1 Prelude “The Frog Pond”
2 Narrator
3 No. 1 Duet Antrax/Struthion
4 Narrator
5 No. 2 Duet Antrax/Struthion
6 Narrator
7 Song Of Philippides
8 Narrator
9 No. 4 Duet Physignatus/Polyphonus
10 Narrator
11 No. 5 Song Of Kenteterion
12 Narrator
13 No. 6 Trio Physignatus/Kenteterion/Struthion
14 Narrator
15 No. 7 Trio Antrax/Krobyle/Gorgo
16 Narrator
17 No. 8a Gorgo’s Arietta
18 Narrator
19 No. 8b Trio Antryx/Krobyle/Gorgo
20 Narrator
21 No. 9 Pantomime Of Frogs And Storks
22 Narrator
23 No. 10 Chorus
24 Narrator
25 No. 11a Intermezzo-Narrator-No. 11b Chorus
26 Narrator
27 No. 12 Philippides’ address
28 Narrator
29 No. 13 Finale

Conductor – Karl Anton Rickenbacher
Orchestra – Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Narrator – Sir Peter Ustinov

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Richard Strauss animadíssimo com seu filho, que exulta

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Antonín Dvořák (1841-1904): Sinfonia Nº 6, Op. 60 / Serenata para Cordes, Op. 22 (Kubelik)

Antonín Dvořák (1841-1904): Sinfonia Nº 6, Op. 60 / Serenata para Cordes, Op. 22 (Kubelik)

A Sinfonia Nº 6 talvez seja a mais vienense das sinfonias de Dvořák, por conter fortes referências às sinfonias de Beethoven e Brahms. Enquanto o primeiro movimento é repleto do encanto e da luminosidade tão presentes em sua obra, o segundo traz outra característica do compositor: a melancolia. Se Dvořák tentou esconder o típico sabor tcheco de sua música, compondo uma sinfonia ao gosto vienense, no Scherzo ele se trai e nos brinda com uma deliciosa dança camponesa tcheca. O último movimento, doce, traz a delicada ambientação do início da Sinfonia Nº 6 de Beethoven.

Escrita em apenas duas semanas do ano de 1875, a Serenata para Cordas em mi maior, Op. 22, de Dvořák, está dividida em 5 movimentos. A estreia se deu em Praga, em dezembro do ano seguinte. “Trata-se da mais extraordinária obra musical escrita para orquestra cordas”, introduz Baldini. “Me deixem por uma vez declarar minha verdadeira paixão pela Serenata de Dvořák. Nela, o compositor tcheco consegue juntar sua criatividade melódica com uma escrita tecnicamente perfeita, e caracterizando cada movimento de uma forma única”, confessa.

Como Dvořák não é minha praia, roubei textos aqui e ali. Mas adoro a Serenata Op. 22 e a Sinfonia Nº 8, assim com o Scherzo desta Sinfonia Nº 6.

E, como disse um amigo, Dvořák com Kubelik é bilhete de primeira classe.

Antonín Dvořák (1841-1904): Sinfonia Nº 6, Op. 60 / Serenata para Cordes, Op. 22 (Kubelik)

Symphonie Nr. 6 D-Dur Op.60 (gravação de 1973)
1. Allegro Non Tanto 13:13
2. Adagio 11:27
3. Scherzo. Furiant. Presto 8:34
4. Finale. Allegro Con Spirito 11:56

Serenade fur Streichorchester E-Dur Op 22 (Serenade For Strings In E Major) (gravação de 1969)
5 Moderato 4:28
6 Tempo Di Valse 6:17
7 Scherzo: Vivace 5:21
8 Larghetto 5:03
9 Allegro Vivace 5:49

Berliner Philharmoniker [1-4]
English Chamber Orchestra [5-9]
Rafael Kubelik

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Kubelik foi uma importante figura da ex-Tchecoslováquia

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Bach / Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Bach /  Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

A série The Originals, da DG, costuma ser tiro certo. Apesar da absoluta confusão do repertório, este CD é maravilhosamente bem interpretado pelos Oistrakh em diversas formações orquestrais. As obras são tão díspares entre si que dá vontade de ouvir tudo separadamente. Mas, enfim, eram outros tempos e ninguém morria por falta de coerência. Posto este CD por ele ter sido uma audição habitual na casa de meus pais (os outros). É um disco muito alegre do começo ao fim. De certa forma, proporciona um contraste muito caloroso com a preferência contemporânea por performances de época para a maioria destas peças. (Nota: eu AMO e PREFIRO performances de época!). Prezo especialmente os duetos de Wieniawski porque raramente são gravadas. O que é mais legal é que muitas dessas peças são populares entre estudantes de violino, e ter dois violinistas estelares tocando-as é muito gostoso de ouvir.

Bach / Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Antonio Vivaldi:
1. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 1. Allegro 3:58
2. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 2. Larghetto 4:24
3. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 3. Allegro 4:00

J. S. Bach:
4. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 1. Adagio 4:29
5. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 2. Allabreve 2:53
6. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 3. Alla breve 2:35
7. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 4. Presto 4:56

G.F. Handel:
8. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 1. Andante – Allegro 5:12
9. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 2. Arioso 3:36
10. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 3. Allegro 2:01

J. G. Benda:
11. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 1. Moderato 6:37
12. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 2. Largo 5:27
13. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 3. Allegro 2:42

H. Wieniawski:
14. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.2 in E flat major 5:14
15. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.5 in E major 1:55
16. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.4 in A minor 1:31

P. de Sarasate:
17. Navarra for two violins, Op.33

David Oistrakh (Conductor, Violin),
Igor Oistrakh (Violin)
Franz Konwitschny (Conductor),
Gewandhaus Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra e outros

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Filho e pai, bem felizinhos.

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Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Trios & Sonatas (Epoca Barocca)

Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Trios & Sonatas (Epoca Barocca)

O grupo holandês Epoca Barocca é uma das melhores coisas surgidas na interpretação de música barroca nos últimos anos. Seu núcleo é formado por Alessandro Piqué (oboé), Margarete Adorf (violino), Sergio Azzolini (fagote) e Christoph Lehmann (órgão e cravo). Quando necessário, são convidados outros músicos a fim de reforçar o time-base. Quando ouvi o grupo pela primeira vez, pensei tratar-se de Ton Koopman e fiquei satisfeito quando soube que este foi professor e incentivador da turma. Este CD é consistente, muito bom até, mas não é de enlouquecer. Agora, para quem gosta de uma sonoridade barroca absolutamente transparente e límpida, linda mesmo, este CD é fundamental.

Por muito tempo, as composições de Fasch receberam o nome do catálogo de obras de Rüdiger Pfeiffer com a abreviatura “FWV”. Em nome da International Fasch Society, Gottfried Gille criou um novo catálogo de obras, agora cronológico, sob o título “Fasch Repertory” (abreviatura: “FR”), inicialmente das obras vocais de Fasch. Ele pode ser encontrado online na atualização 2019/20. A maioria das obras sobreviventes de Johann Friedrich Fasch estão no departamento de música do SLUB Dresden e na Universidade e Biblioteca Estadual de Darmstadt. Em sua homenagem, o Festival Internacional Fasch acontece em Zerbst a cada dois anos desde 1983 como parte do Festival de Música da Saxônia-Anhalt. O Prêmio Johann Friedrich Fasch é concedido desde 1991.

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Trios & Sonatas (Epoca Barocca)

QUADRO IN D MINOR FOR OBOE, VIOLIN, BASSOON & B.C
1. Poco allegro
2. Largo
3. Allegro

TRIO IN E MINOR FOR OBOE, VIOLIN & B.C
4. Adagio
5. Allegro
6. Affettuoso
7. Allegro

SONATA IN C MAJOR FOR BASSOON & B.C
8. Largo
9. Allegro
10. Andante
11. Allegro assai

QUADRO IN B FLAT MAJOR FOR RECORDER, OBOE, VIOLIN & B.C
12. Largo
13. Allegro
14. Grave
15. Allegro

TRIO IN G MINOR FOR OBOE, VIOLIN & B.C
16. Andante
17. Allegro
18. Poco allegro

QUADRO IN F MAJOR FOR VIOLIN, OBOE, BASSOON & B.C
19. Largo
20. Allegro
21. Largo
22. Allegro

CANON IN F MAJOR FOR RECORDER, BASSOON & B.C
23. Andante
24. Allegro
25. Allegro

Epoca Barocca

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Toda a simpatia de nosso ídolo.

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Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Sonatas a Quatro e Trios (Camerata Köln)

Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Sonatas a Quatro e Trios (Camerata Köln)

Mais um de Fasch para vocês. Apesar de ser um CD de apenas 10 anos da Harmonia Mundi, parece ser algo muito obscuro e secreto, não figurando nem na Amazon. Quase inteiramente dedicado aos sopros barrocos, o CD é bastante bom e a abordagem compreensiva da Camerata Köln auxilia em muito a bela música de Fasch. Dizem que vai cair um temporal em Porto Alegre, mas por ora está tudo muito bonito e quente na medida certa: 16 graus.

Por volta de 1728 a 1755 ele organizou uma “mudança musical” de Zerbst com colegas em Dresden e Darmstadt. Acontece que ele era moderninho. Aos 70 anos morreu em 5 de dezembro de 1758 em Zerbst. A sua música foi inovadora, sobretudo por sua preferência pela instrumentação de sopros e pelo material temático. Deixou inúmeras obras: 121 cantatas sacras, 82 suítes de abertura, 67 concertos, 32 sonatas e 19 sinfonias foram preservadas. Johann Friedrich Fasch apreciava particularmente as composições de Antonio Vivaldi e Georg Philipp Telemann. Isto emerge do inventário judicial do “Concert-Stube” (1743).

Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Sonatas a Quatro e Trio (Camerata Köln)

# Quartett f. Blockflöte, Oboe, Violine u. B.c. B-dur
Largo
Allegro
Grave
Allegro

# Trio f. 2 Oboen u. B.c. e-moll
Adagio
Allegro
Affettuoso
Giga

# Quartett f. Querflöte, 2 Blockflöten u. B.c. G-dur
Andante
Allegro
Affettuoso
Allegro

# Sonate f. 2 Oboen, Fagott u. B.c. g-moll
Largo
Allegro
Largo
Allegro

# Trio f. Traversflöte, Violine u. B.c. D-dur
Adagio
Allegro
Largo
Allegro

# Quartett f. 2 Oboen, Fagott u. B.c. d-moll
Largo
Allegro
Largo
Allegro

Camerata Köln

Michael Schneider / Blockflöte
Sabine Bauer / Blockflöte
Karl Kaiser / Traversflöte
Hans-Peter Westermann / Oboe
Piet Dhont / Oboe
Michael McCraw / Fagott
Annette Sichelschmidt / Violine
Rainer Zipperling / Violoncello
Harald Hoeren / Cembalo

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Fasch escrevendo uma de suas obras enquanto olha para outro lado.

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Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Concerti & Sinfoniae (Main-Barockorchester Frankfurt)

Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Concerti & Sinfoniae (Main-Barockorchester Frankfurt)

Fasch é o cara. Neste CD, temos uma série de boas sinfonias, mas o destaque mesmo vai para os três concertos. Parece que sua musicalidade transparece mais nos solos do que nos tutti. Excentricidade ou talentos à parte, trata-se de um belo CD de música barroca que ouço enquanto vejo o Atlético-MG tirar a liderança do meu Inter, que inexplicavelmente ocupava o primeiro posto do Brasileiro.

Johann Friedrich Fasch foi o primeiro filho do diretor da escola Friedrich Georg Fasch. A mãe era Sophia Wegerig. A maioria de seus ancestrais masculinos conhecidos eram pastores ou cantores da Saxônia e da Turíngia. Após a morte de seu pai em 1700, Fasch veio morar com o irmão de sua mãe, o pastor Gottfried Wegerig, em Teuchern. Quando menino, Fasch foi cantor em Weißenfels e depois no Leipzig Thomas Alumnat sob o comando de Thomaskantor Johann Kuhnau. Depois de já ter escrito óperas para a Ópera de Naumburg em 1711 e 1712 (ou tocado na orquestra da Ópera de Brühl), foi para Darmstadt em 1714 a fim de para estudar com Christoph Graupner e Gottfried. De 1715 a 1719 ocupou o cargo de “secretário” e escriturário em Gera e, de 1719 a 1721 foi organista e escrivão municipal em Greiz. Ele então foi para Praga como maestro dos Condes Morzin. Em 1722 tornou-se diretor musical da corte em Zerbst. Seu filho Carl Friedrich Christian Fasch nasceu lá em 18 de novembro de 1736. (segue)

Festival Fasch!: Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Concerti & Sinfoniae (Main-Barockorchester Frankfurt)

Sinfonia B-Dur (FWV M:B2)
1. Allegro
2. Cantabile
3. Allegro

Sinfonia g-moll (FWV M:g1)
4. Allegro
5. Andante
6. Allabreve
7. Allegro

Concerto für Chalumeau B-Dur (FWV L:B2)
8. Largo
9. Un poco Allegro
10. Largo
11. Allegro

Concerto für Violine und Oboe d-moll (FWV L:d4)
12. (Allegro)
13. Largo
14. Allegro

Concerto für Violine A-Dur (FWV L:A2)
15. (Allegro)
16. Largo
17. Allegro

Sinfonia a-moll (FWV M:a1)
18. Allegro
19. Andantino con sardinie piano
20. Allegro

Main-Barockorchester Frankfurt
Christian Leitherer, Chalumeau
Meike Güldenhaupt, Oboe
Martin Jopp, Violine

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Fasch de ladinho.

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