Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 15 & Poesias Populares Judaicas (Haitink, London Philharmonic, Concertgebouw)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 15 & Poesias Populares Judaicas (Haitink, London Philharmonic, Concertgebouw)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este foi o primeiro CD que comprei lá em janeiro de 1989. Tinha (ainda tenho) esta Sinfonia num vinil russo que é realmente excelente, mas me impressionei com a nova dinâmica sonora do CD e que trazia a extraordinária versão de Haitink. Haitink realmente compreende Shostakovich e sua versão das Sinfonias do russo é uma preciosidade. A Sinfonia Nº 15, Op. 141, composta em 1971, é uma despedida enigmática e autoconsciente — uma obra que mescla ironia, nostalgia e mortalidade sob uma aparente leveza. Estreada quando o compositor já enfrentava graves problemas de saúde, a sinfonia parece dialogar com toda sua trajetória: o primeiro movimento, quase circense, cita a abertura de Guilherme Tell, de Rossini, como um eco grotesco da infância, enquanto passagens de Crepúsculo dos Deuses, de Wagner, e temas de suas próprias obras surgem como fantasmas musicais. A escrita é paradoxalmente transparente e inquietante: o solo do violoncelo no Adagio soa como um lamento solitário, e o final, com seus sinos, celesta e percussão esparsa, evoca um relógio implacável que se desfaz em silêncio — não como resignação, mas como um último e doloroso questionamento sobre a vida e a arte. É a crônica de um homem que, diante do fim, escolheu falar através de símbolos, deixando-nos uma obra que é ao mesmo tempo testamento e mistério.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 15 & Poesias Populares Judaicas (Haitink, London Philharmonic, Concertgebouw)

Symphony No.15 In A Major, Op.141
I Allegretto 8:05
II Adagio – Largo 16:28
III Allegretto 4:12
IV Adagio – Allegretto 16:57
Orchestra – London Philharmonic Orchestra

From Jewish Folk Poetry, Op.79
I Lament For A Dead Infant 2:40
II Fussy Mummy And Auntie 2:50
III Lullaby 3:48
IV Before A Long Separation 2:25
V A Warning 1:18
VI The Deserted Father 2:05
VII A Song Of Poverty 1:24
VIII Winter 3:21
IX The Good Life 1:49
X A Girl’s Song 3:15
XI Happiness 2:39
Contralto Vocals – Ortrun Wenkel
Orchestra – Concertgebouw Orchestra*
Soprano Vocals – Elisabeth Söderström
Tenor Vocals – Ryszard Karczykowski

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Haitink: um dos maiores artistas de nosso tempo.

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Shostakovich (1906-1975): Piano Concerto No. 1 e 2 / Symphony No. 1 / Three Fantastic Dances (Ortiz, Berglund, Kurtz, Bournemouth, Philharmonia)

Shostakovich (1906-1975): Piano Concerto No. 1 e 2 / Symphony No. 1 / Three Fantastic Dances (Ortiz, Berglund, Kurtz, Bournemouth, Philharmonia)

Onde está você, Cristina Ortiz? Dando master classes em Londres e Nova Iorque? Pois esta baiana faz a maior falta ao Brasil. Ou a Porto Alegre, pois acabo de ler que ela apresentou o Concerto Nº 2 de Brahms em São Paulo, no ano passado. Deveria vir também mais pro sul…  Cristina Ortiz (1950) gravou faz tempo este concertos de Shostakovich e até hoje seus registros são importante referência na discografia. Mas me parece que Cristina, ao menos, meio que saiu do circuito das gravadoras. Ignoro as razões. Este CD é mais  do que perfeito. São notáveis interpretações de obras importantes de Shostakovich. Se você não ouviu, aproveite para conhecer Cris Ortiz. Será muito proveitoso. Ela dá um show de bola.

Shostakovich (1906-1975): Piano Concerto No. 1 e 2 / Symphony No. 1 / Three Fantastic Dances (Ortiz, Berglund, Kurtz, Bournemouth, Philharmonia)

1. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Allegro moderato – Allegro vivace – Moderato 6:05
2. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Lento 7:12
3. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Moderato 1:58
4. Piano Concerto No.1, Op.35 (1987 Digital Remaster): Allegro con brio – Presto – Allegretto poco moderato – Allegro con brio 6:49
Cristina Ortiz, piano
Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund

5. Piano Concerto No. 2 in F Op. 102 (1975 Digital Remaster): I. Allegro 7:27
6. Piano Concerto No. 2 in F Op. 102 (1975 Digital Remaster): II. Andante 6:48
7. Piano Concerto No. 2 in F Op. 102 (1975 Digital Remaster): III. Allegro 5:47
Cristina Ortiz, piano
Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund

NÃO SEI COMO A SINFONIA Nº 1 DE SHOSTA VEIO PARAR AQUI, MAS ELA VEIO JUNTO…

8. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: I. Allegretto – Allegro non troppo 7:48
9. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: II. Allegro 4:20
10. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: III. Lento – Largo 7:15
11. Symphony No. 1 in F minor Op. 10: IV. Lento – Allegro molto – Adagio – Largo – Presto 8:39
Philharmonia Orchestra
Efrem Kurtz 

12. Three Fantastic Dances Op. 5 (1987 Digital Remaster): I. Allegretto 1:09
13. Three Fantastic Dances Op. 5 (1987 Digital Remaster): II. Andantino 1:25
14. Three Fantastic Dances Op. 5 (1987 Digital Remaster): III. Allegretto 0:52
Cristina Ortiz, piano

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Ortiz: esta baiana é um uma tremenda pianista
Ortiz: esta baiana é um uma tremenda pianista

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Shostakovich (1906-1975): Concerto para piano e trompete, Concertino para 2 pianos, Quinteto para piano e cordas (Argerich, Verdernikov, Zilberstein, Capuçon)

Shostakovich (1906-1975): Concerto para piano e trompete, Concertino para 2 pianos, Quinteto para piano e cordas (Argerich, Verdernikov, Zilberstein, Capuçon)

IM-PER-DÌ-VEL !!!

Hoje, 25 de setembro de 2017, 111 anos de nascimento de Shostakovich!

Este é dos discos que considero obrigatórios. Grande música, grandes intérpretes. Inicia com o belo e jocoso primeiro concerto para piano; segue com o raro e simpático concertino para dois pianos e termina com o espetacular e lírico quinteto para piano. Ou seja, duas peças muito famosas de Shosta entremeadas por outra nem tanto. O quinteto é uma obra da minha mais absoluta preferência, com seus movimentos muito contrastantes, oscilando entre o lirismo, a tristeza e a alegria. (Jamais esquecerei a primeira vez que vi este quinteto ao vivo. Quando terminou o Intermezzo, a primeira violinista estava inteiramente lavada em lágrimas).

Shostakovich (1906-1975): Concerto para piano e trompete, Concertino para 2 pianos, Quinteto para piano e cordas (Argerich, Verdernikov, Zilberstein, Capuçon)

Concerto For Piano, Trumpet And Strings In C Minor Op. 35
1. I. Allegro Moderato 5:56
2. II. Lento 7:25
3. III. Moderato 1:28
4. IV. Allegro Con Brio 6:56
Martha Argerich, piano
Sergei Nakariakov, trompete
Orchestra della Svizzera Italiana
Alexander Verdernikov, regência

Concertino For 2 Pianos In A Minor Op.94
5. Adagio – Allegretto – Adagio – Allegro – Adagio – Allegretto 10:05
Martha Argerich, piano
Lilya Zilberstein, piano

Quintet For Piano And Strings In G Minor Op. 57
6. Prelude: Lento 4:25
7. Fugue: Adagio 11:29
8. Scherzo: Allegretto 3:20
9. Intermezzo: Lento 7:34
10. Finale: Allegretto 7:45
Martha Argerich, piano
Renaud Capuçon, violino
Alissa Margulis, violino
Lyda Chen, viola
Mischa Maisky, violoncelo

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Shostakovich e sua turma na estreia do fantástico Quintetão
Shostakovich e sua turma na estreia do fantástico Quintetão

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Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias de 5 a 7 / The Oceanides / Finlandia / Tapiola (Berglund, Helsinki)

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias de 5 a 7 / The Oceanides / Finlandia / Tapiola (Berglund, Helsinki)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Carnaval está aí e nada melhor para celebrar do que a boa música finlandesa. Olha o Sibelius chegando aí, gente!!! Todos sabem que a Finlândia é o país do Carnaval. Muitas loiras, vikings, calor humano, malemolência, vodka, neve e cerveja para acompanhar o salmão fresco defumado, o arenque do Báltico, as ovas de lota, a carne de alce e as frutas de fevereiro da Escandinávia. A terra do Papai Noel fica linda durante o Carnaval. Gansos sobrevoam lagos congelados, ouve-se o grasnar dos grous e escuta-se ecos do choro dos numenius sobre os brancos campos. Sibelius dizia que sua 6ª Sinfonia lhe lembrava “a queda dos primeiros flocos de neve”, mas isso é uma coisa pré-carnavalesca. Paavo Berglund é um grande regente finlandês e, como tal, está extremamente associado ao Carnaval. Morreu faz mais ou menos de 20 dias, em 25 de janeiro (postagem de 2012) e foi um imenso divulgador de Shostakovich em suas passagens por Bournemouth, pela Escócia, pela Orquestra de Câmara da Europa, por Helsinque, etc. Mas seu nome grudou mesmo em Sibelius. Berglund gravou 3 vezes o ciclo completo de sinfonias e poemas sinfônicos do bardo finlandês. Berglund foi um grande carnavalesco, porém não resistiu à depressão contraída após a morte de Joãosinho Trinta. Este álbum duplo é uma joia que você deveria baixar e ouvir neste sábado de Carnaval.

Jean Sibelius (1865-1957): Sinfonias de 5 a 7 / The Oceanides / Finlandia / Tapiola (Berglund, Helsinki)

Disc 1:
1. Symphony No. 5 in E flat major Op. 82: I. Tempo molto moderato – Allegro moderato – Presto 13:40
2. Symphony No. 5 in E flat major Op. 82: II. Andante mosso, quasi allegretto 8:00
3. Symphony No. 5 in E flat major Op. 82: III. Allegro molto – Un pochettino largamente 8:48

4. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: I. Allegro molto moderato 8:14
5. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: II. Allegretto moderato 5:31
6. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: III. Poco vivace 3:55
7. Symphony No. 6 in D minor Op. 104: IV. Allegro molto 11:11

Disc 2:
1. Symphony No. 7 in C Op. 105: Adagio 7:15
2. Symphony No. 7 in C Op. 105: Un pochettino meno adagio 3:01
3. Symphony No. 7 in C Op. 105: Poco rallentando al adagio 6:48
4. Symphony No. 7 in C Op. 105: Presto – Poco a poco rallentando al adagio 4:24

5. The Oceanides Op. 73 8:38

6. Finlandia Op. 26 7:26

7. Tapiola Op. 112 14:52

Paavo Berglund
Helsinki Philharmonic Orchestra

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Sibelius se fazendo. Sua mente está na vodka, na qual mergulhará após a sessão de fotos.

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte Dom Quixote / Suíte em ré menor / Suíte La Lyra (Northern Chamber Orch, Ward)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte Dom Quixote / Suíte em ré menor / Suíte La Lyra (Northern Chamber Orch, Ward)


Um bom álbum de obras de Telemann, nada de entusiasmar, a não ser a qualidade da orquestra e a Suíte La Lyra. Composta por volta de 1730, esta suíte orquestral pertence ao período prolífico de Telemann em Hamburgo e se destaca por seu caráter programático, inspirado na figura mitológica da lira de Orfeu, simbolizando o poder encantador da música. A obra é notável pela sua orquestração original, que inclui duas Lyra da Braccio, instrumentos de cordas friccionadas que produzem um som rústico, conferindo uma cor pastoral e única à peça. Seguindo o modelo da suíte de danças barroca, ela intercala movimentos tradicionais (como Overture, Rondeau, Loure) com peças de carácter descritivo, explorando contrastes entre a pompa francesa, a leveza italiana e o lirismo germânico, típicos do estilo eclético de Telemann. “La Lyra” é mais uma comprovação da imaginação de Telemann e de seu interesse por timbres incomuns, sendo hoje uma obra apreciada tanto por seu valor histórico quanto por seu charme pastoral, frequentemente recriada com adaptações para instrumentos modernos.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suíte Dom Quixote / Suíte em ré menor / Suíte La Lyra (Northern Chamber Orch, Ward)

Don Quixote Suite
1 I. Ouverture 05:42
2 II. Le Reveil de Quixotte 02:05
3 III. Son Attaque des Moulins a Vent 01:53
4 IV. Les Soupirs amoureux apres la Princesse Dulcinee 03:10
5 V. Sanche Panche berne 01:41
6 VI. Le Galop de Rosinante / Celui d’Ane de Sanche 02:13
7 VII. Le Couche de Don Quixotte 01:04

Ouverture in D Minor
8 I. Ouverture 07:05
9 II. Menuets I and II 02:47
10 III. Gavotte 01:33
11 IV. Courante 01:51
12 V. Air 03:18
13 VI. Loure 01:16
14 VII. Hornepipe 01:15
15 VIII. Canaries 01:44
16 IX. Gigue 02:56

Suite in E-Flat Major, “La Lyra”
17 I. Ouverture 06:28
18 II. Menuets I and II 03:01
19 III. La Vielle 01:32
20 IV. Sicilienne avec Cadenze 01:37
21 V. Rondeau 00:51
22 VI. Bourrees I and II 02:03
23 VII. Gigue 02:00

Total Playing Time: 59:05

Conductor(s): Ward, Nicholas
Orchestra(s): Northern Chamber Orchestra

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Nicholas Ward foi diretor artístico da NCO de 1982 a 2022

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.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Há pouco mais de 50 anos, Charles Mingus, Eric Dolphy e o sexteto de Mingus davam esta inacreditável comprovação de musicalidade e talento para uma plateia de Bremen. Dois meses depois, Dolphy morreria da forma mais estúpida possível: na tarde de 18 de Junho de 1964, ele caiu nas ruas de Berlim e foi levado a um hospital. Os enfermeiros não sabiam que ele era diabético e pensaram que ele (como acontecia com muitos jazzistas) estava sob overdose. Deixaram-no, então, num leito até que passasse o efeito das “drogas”. E Dolphy morreu após o coma diabético. Aos 36 anos. Bastava-lhe uma injeção. São coisas que acontecem muito com negros.

O som do CD não é uma maravilha, mas é muito mais do que o suficiente para se notar que estamos entre gênios. Mingus era um sujeito duríssimo com sua banda. Certa vez acertou um direto no queixo de seu fiel trombonista Jimmy Knepper porque ele não acertava uma nota. Com Dolphy, a comunicação parecia ser telepática. Mingus dizia que não precisava conversar muito com Dolphy, que eles se entendiam silenciosamente antes de partir para outras dimensões. Verdade, partiam mesmo.

Charles Mingus & Eric Dolphy: The Complete Bremen Concert

CD1
01 – A.T.F.W. [Art Tatum-Fats Waller]
02 – Sophisticated Lady
03 – So long Eric
04 – Parkeriana

CD2
01 – Meditations On Integration
02 – Fables Of Faubus

Charles Mingus, bass
Eric Dolphy, alto sax / flute / bass clarinet
Johnny Coles, trumpet
Clifford Jordan, tenor sax
Jacki Byard, piano
Dannie Richmond, drums

in April 16, 1964

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Charles Mingus e Eric Dolphy: muita genialidade em pouco espaço
Charles Mingus e Eric Dolphy: muita genialidade em pouco espaço físico

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Thomas Tomkins (1572-1656): Consort Music for Viols and Voices (Rose Consort of Viols)

Thomas Tomkins (1572-1656): Consort Music for Viols and Voices (Rose Consort of Viols)

Thomas Tomkins (1572–1656) foi um importante compositor inglês da Renascença tardia e do início do Barroco, pertencente à grande tradição polifônica da Inglaterra elisabetana e jacobina. Ele é visto como um dos últimos grandes polifonistas da escola inglesa, encerrando uma era que começou com Tallis e Byrd. Sua música, especialmente a sacra, permaneceu em uso em catedrais inglesas mesmo após a Restauração (1660). Sua produção reflete tanto a solenidade da tradição litúrgica quanto a sensibilidade humanista do final do Renascimento. Trabalhou como organista e mestre de coro na Catedral de Worcester e, mais tarde, tornou-se Gentleman (membro) da Capela Real, servindo sob os reinados de Elizabeth I, Jaime I e Carlos I. Viveu em um período turbulento: testemunhou a Guerra Civil Inglesa (1642–1651), que levou ao fechamento de muitas igrejas e capelas, interrompendo sua carreira musical institucional. Compôs hinos sacros tanto em estilo polifônico tradicional quanto em estilo mais declamatório (verse anthems), adaptando-se às necessidades litúrgicas da Igreja da Inglaterra. Escreveu também madrigais e canções, incluindo contribuições para a antologia The Triumphs of Oriana (1601), uma coletânea em homenagem à rainha Elizabeth I. Além disso, deixou obras para órgão e virginal, muitas vezes de caráter contrapontístico. Mesmo em meio à transição para o estilo Barroco (com homofonia e baixo contínuo), Tomkins manteve uma linguagem polifônica densa e rica, influenciada pela tradição de Byrd e Tallis.

Thomas Tomkins (1572-1656) : Consort Music for Viols and Voices (Rose Consort of Viols)

1 Pavan in F Major 03:22
2 Almain in F Major 01:36
3 In Nomine 02:50
4 Verse Anthem: Above the stars 03:52
5 Fantasia XIV 03:32
6 Fantasia I 02:05
7 A Fancy: For Two to Play 02:22
8 Hexachord Fantasia: Ut re mi 06:46
9 Verse Anthem: O Lord, let me know mine end 05:35
10 Fantasia XII 02:50
11 In Nomine II 02:34
12 Paven and Galliard: Earl Strafford 07:21
13 Fantasia 03:39
14 Miserere 03:02
15 Voluntary in C Major 02:59
16 Pavan in A Minor 04:35
17 Galliard: Thomas Simpson 02:01
18 Verse Anthem: Thou art my King, O God 04:00

Total Playing Time: 01:05:01

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Tomkins

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.: interlúdio :. Charlie Mingus: Mingus Ah Um

.: interlúdio :. Charlie Mingus: Mingus Ah Um

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Escrito em 2019). Este CD é um clássico que completa 60 anos em maio deste ano. Houve edição especial e shows da Mingus Big Band e outros. Charlie Mingus (1922-1979) pode ser definido como um compositor erudito que gosta de jazz. Por incrível que pareça, li esta definição numa dessas comunidades de jazz do Orkut. Ela é exata. Este CD abre com a pauleira de Better Git It In Your Soul e a calma Goodbye Pork Pie Hat (homenagem a Lester Young) e depois temos a ironia de Fables of Faubus — dedicada ao governador racista do Arkansas –, Open Letter To Duke, mais uma das dezenas de homenagens que Mingus fez a Duke Ellington, Bird Calls (para Charlie Parker), etc., mas o que interessa é a qualidade de todas as composições e a incrível forma da banda de Mingus. Este é, certamente, um dos dez discos mais importantes da história do jazz. E tenho dito!

Charlie Mingus – Mingus Ah Um – 320 kbps

1. Better Git It In Your Soul 7:20
2. Goodbye Pork Pie Hat 5:42
3. Boogie Stop Shuffle 4:59
4. Self-Portrait In Three Colors 3:07
5. Open Letter To Duke 5:49
6. Bird Calls 6:17
7. Fables Of Faubus 8:12
8. Pussy Cat Dues 9:12
9. Jelly Roll 6:15
10. Pedal Point Blues 6:28
11. GG Train 4:37
12. Girl Of My Dreams 4:07

Charles Mingus — bass, piano (with Parlan on 10)
John Handy — alto sax (1, 6–7, 9–12), clarinet (8), tenor sax (2)
Booker Ervin — tenor sax
Shafi Hadi — tenor sax (1–4, 7–8, 10), alto sax (5–6, 9, 12)
Willie Dennis — trombone (3–5, 12)
Jimmy Knepper — trombone (1, 7–10)
Horace Parlan — piano
Dannie Richmond — drums

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Clássico
Clássico

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Charles Avison (1709-1770): Seis Concertos em Sete Partes sobre obras de D. Scarlatti (Cafe Zimmermann)

Charles Avison (1709-1770): Seis Concertos em Sete Partes sobre obras de D. Scarlatti (Cafe Zimmermann)

Os “Concertos em Sete Partes” (Concerti Grossi in Seven Parts), de Charles Avison, têm uma relação direta com Domenico Scarlatti. Avison baseou explicitamente esses 12 concerti grossi (publicados em 1744) em temas extraídos das sonatas para cravo de Domenico Scarlatti. Avison admirava profundamente a inventividade melódica e harmônica de Scarlatti. Ele não apenas orquestrou as sonatas, mas realizou um trabalho de transcrição e adaptação, reorganizando e combinando temas de várias sonatas de Scarlatti (que eram peças para teclado solista) no formato do concerto grosso barroco, para orquestra de cordas e continuo, que era popular na Inglaterra da época, seguindo o modelo de Corelli. Essa coleção é considerada um dos exemplos mais extensos e ambiciosos da adaptação da obra de um compositor para um meio diferente no século XVIII. Foi uma forma de popularizar a música de Scarlatti no contexto de concerto inglês. Charles Avison era o mais importante compositor e teórico musical inglês de sua geração, atuando principalmente em Newcastle. Obviamente, nutria grande admiração pela música italiana, especialmente por Corelli, Geminiani e Scarlatti. Ele via em Scarlatti uma fonte de “Fantasia e Fogo” musical. A escolha de Scarlatti como fonte foi ousada, pois suas sonatas eram consideradas modernas, virtuosísticas e continham harmonias audaciosas para a época. Os Concertos em sete partes de Avison são, em essência, uma homenagem e uma reelaboração artística da obra de Domenico Scarlatti.

Charles Avison (1709-1770): Seis Concertos em Sete Partes sobre obras de D. Scarlatti (Cafe Zimmermann)

Concerto No. 6 En Ré Majeur
1 Largo 2:36
2 Con Furia 4:51
3 Adagio 1:57
4 Vivacemente 3:32

Concerto No. 5 En Ré Mineur
5 Largo 3:01
6 Allegro 1:43
7 Moderato 3:37
8 Allegro 2:17

Concerto No. 11 En Sol Majeur
9 Con Affetto 3:57
10 Allegro 3:21
11 Andante Moderato 3:00
12 Vivacemente 2:35

Concerto No. 3 En Ré Mineur
13 Largo Andante 1:27
14 Allegro Spiritoso 3:10
15 Amoroso 3:20
16 Allegro 2:04

Concerto No. 9 En Ut Majeur
17 Largo 1:32
18 Con Spirito-Andante-Con Spirito 3:48
19 Siciliana 3:04
20 Allegro 4:05

Concerto No. 12 En Ré Majeur
21 Grave Temporeggiato 2:02
22 Largo Tempo Giusto 1:19
23 Allegro Spiritoso 3:37
24 Lentemente 5:07
25 Temporeggiato 1:30
26 Allegro 3:21

Contrabass [Tutti] – Ludek Brany
Ensemble – Café Zimmermann
Harpsichord [Concertino] – Céline Frisch
Viola [Concertino] – Patricia Gagnon
Viola [Tutti] – Natan Paruzel
Violin [Concertino] – Amandine Beyer
Violin [Concertino], Concertmaster – Pablo Valetti
Violin [Tutti] – Alba Roca, Christophe Robert, Farran James, Helena Zemanová, Paula Waisman
Violoncello [Concertino] – Petr Skalka
Violoncello [Tutti] – Felix Knecht

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Ao centro, Pablo Valetti, à direita, com o rosto cortado, Amandine Beyer.

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G. P. Telemann (1681-1767): Concerto em ré maior / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture (Standage)

G. P. Telemann (1681-1767): Concerto em ré maior / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture (Standage)

Um grande disco com um belo concerto e três das melhores Aberturas (ou Suítes) de Telemann. Gosto muito de La Bouffonne e da Grillen, mas adoro mesmo é a Alster, com sua radical irreverência. A versão deste disco é mais comportada do que a da Akademie für alte Musik Berlin, mas ainda assim é muito digna. No vídeo abaixo, temos a Akademie dando um banho de conhecimento sobre como abordar o grande Telemann, compositor muito inferior a Bach, mas infinitamente mais popular do que o mestre em suas épocas. Ouçam por exemplo o vídeo abaixo a partir dos 8min30. A Akademie se esparrama, enquanto que O Collegium Musicum 90 apenas se deita.

Babem:

G. P. Telemann (1681-1767): Concerto em ré maior / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture (Standage)

1 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: I. Allegro 4:07
2 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: II. Grave 3:27
3 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: III. Presto 2:45

4 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: I. Overture 7:09
5 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: II. Loure 2:17
6 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: III. Rigaudon I and II 3:11
7 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: IV. Menuett I and II 3:36
8 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: V. Entree 2:30
9 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: VI. Pastourelle 3:04

10 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: I. Etwas lebhaft 3:44
11 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: II. Tandelnd 2:38
12 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: III. Presto 3:05

13 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: I. Overture 5:15
14 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: II. Die canonierende Pallas (Pallas in canon) 3:01
15 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: III. Das Alster-Echo (Alster Echo) 1:56
16 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: IV. Die Hamburgischen Glockenspiele (Hamburg Carillons) 2:37
17 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: V. Der Schwanen Gesang (Swan Song) 2:53
18 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: VI. Der Alster Schaffer Dorff Music (Village music of the Alster shepherds) 2:03
19 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: VII. Die concertierenden Frosche und Krahen (Concertizing frogs and crows) 3:02
20 Overture (Suite) In F Major, Twv 55:F11, “Alster”: VIII. Der Ruhende Pan (Pan At Rest) 3:51
21 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: IX. Der Schaffer und Nymphen eilfertiger Abzug (The hurried departure of nymphs and shepherds) 3:29

Collegium Musicum 90
Simon Standage

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Telemann foi substituído pelos e-mails e pela internet em geral.
Telemann foi substituído pelo WhatsApp e pela internet em geral.

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Grażyna Bacewicz (1909-1969): Concertos para Violino Nº 1, 3 e 7 (Kurkowicz, Borowicz)

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Concertos para Violino Nº 1, 3 e 7 (Kurkowicz, Borowicz)

Este é outro disco imperdível desta compositora polonesa muito pouco conhecida no Brasil. Uma injustiça. São obras realmente consistentes trazidas pela gravadora Chandos que acertou em cheio ao escalar a também polonesa Joanna Kurkowicz. O sétimo concerto é maravilhoso e mostra uma compositora — Bacewicz era também violinista — absolutamente segura. Os dois dois concertos também são bons, mas tão modernos quanto o sétimo.

Grażyna Bacewicz (1909-1969): Concertos para Violino Nº 1, 3 e 7 (Kurkowicz, Borowicz)

Violin Concerto No. 7
1) I. Tempo di mutabile
2) II. Largo
3) III. Allegro

Violin Concerto No. 3
4) I. Allegro molto moderato
5) II. Andante
6) III. Vivo

Violin Concerto No. 1
7) I. Allegro
8) II. Andante (molto espressivo)
9) III. Vivace

Joanna Kurkowicz, violin
Polish Radio Symphony Orchestra
Lukasz Borowicz

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Esta é a grande Grazyna Bacewicz
Esta é a grande Grazyna Bacewicz

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Georg Phillip Telemann (1681-1767): Flötenquartette (Musica Antiqua Köln)

Georg Phillip Telemann (1681-1767): Flötenquartette (Musica Antiqua Köln)


Já que nossa querida colega Clara Schumann se antecipou postando um Vivaldi maravilhoso, FDP Bach declara iniciado o nosso festival Barroco. Confesso que há pouco tempo ouço Telemann com atenção. Não sei se devido ao fato de ter feito mais sucesso que nosso pai em sua época (reconheço que a inveja é uma merda) ou se devido à dificuldade de se conseguir gravações suas, só sei que tive acesso à sua obra à pouco tempo, claro, com exceção de suas obras para flauta. Mas agora que tive acesso às interpretações de Reinhard Goebel e seu Musica Antiqua Köln, posso dizer que realmente estou ouvindo um gênio do barroco executado por mestres absolutos das gravações ditas de época. E por um selo que dispensa comentários, a “Archiv Produktion”. São obras para Flauta doce e transversal, além de oboé, executadas com maestria pelo conjunto de Goebel, e que revelam um total domínio da arte da composição. Peças curtas, mas que demonstram a genialidade de Telemann. Tenho certeza que todos irão adorá-las.

Georg Phillip Telemann (1681-1767): Flötenquartette (Musica Antiqua Köln)

01 – in g TWV43 g4 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro

04 – in G TWV 43 G6 – – Allegro
05 – Grave
06 – Allegro

07 – in d TWV 43 d3 – Adagio
08 – Allegro
09 – Largo
10 – Allegro

11 – in G TWV 43 G11 – Affettuoso
12 – Allegro
13 – Adagio
14 – Allegro

15 – in a TWV 43 a3 – Adagio
16 – Allegro
17 – Adagio
18 – Vivace

19 . in G TWV 43 G12 – Dolce
20 – Allegro
21 – Soave
22 – Vivace

23 – in B flat TWV 43 B2 – Spirituoso
24 – Grave
25 – Allegro

26 – in G TWV 43 G10 – Vivace
27 – Andante
28 – Vivace

Musica Antiqua Köln
On authentic instruments
Maurice Steger – recorder
Verena Fischer – transversal flute
Diego Nadra – oboe
Stephan Schardt – violin
Reinhard Goebel – violin & viola
Klaus-Dieter Brandt – violoncello
Léon Berben – harpsichord

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FDP

.: interlúdio :. André Mehmari: … de árvores e valsas

.: interlúdio :. André Mehmari: … de árvores e valsas

O álbum … de árvores e valsas (2014) de André Mehmari é uma obra fundamental em sua discografia, que revela uma faceta mais íntima, contemplativa e profundamente lírica do multi-instrumentista e compositor. Diferente do projeto colaborativo de “Contínua Amizade”, este é um trabalho essencialmente solo, centrado no piano, e funciona como uma declaração poética e pessoal. O título já evoca um universo nostálgico. O álbum é uma coleção de valsas e peças de caráter lírico, onde Mehmari explora a forma da valsa não apenas como dança, mas como um estado de espírito. Mehmari mostra toda a sua maturidade como pianista. O som é delicado e introspectivo. É possível ouvir ecos do Choro e Valsa Brasileira — a alma de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth está presente, mas filtrada pela contemporaneidade –, também há ecos de jazz nas improvisações e da música erudita com o impressionismo de Debussy e Ravel, e até da música minimalista, na construção de atmosferas. A qualidade da gravação e a riqueza de detalhes pedem uma escuta atenta. É possível ser profundamente brasileiro e universal, tradicional e inovador.

André Mehmari: … de árvores e valsas

1 Um Anjo Nasce
Acoustic Bass – Neymar Dias
Piano, Flute, Bandolin, Organ, Percussion, Clarinet – André Mehmari
1:30
2 Os Amores Difíceis
Acoustic Bass – Neymar Dias
Piano, Drums, Sampler – André Mehmari
4:19
3 Noturno Espanhol
Piano, Flute, Drums, Bass, Clarinet – André Mehmari
4:51
4 Mairiporã
Acoustic Bass – Zé Alexandre Carvalho
Piano, Guitar, Flute, Violin, Viola, Cello, Bandolin, Electric Guitar, Drums, Synth, Clarinet, Vocals – André Mehmari
5:31
5 Modular Paixões
Piano, Flute, Violin, Viola, Bandolin, Sampler, Clarinet – André Mehmari
Vocals – José Miguel Wisnik
3:49
6 Veredas
Piano, Accordion, Electric Bass, Flute, Rabeca, Viola, Cello, Drums, Synth, Voice, Percussion – André Mehmari
5:08
7 Valsa-Blue
Piano, Electric Bass, Flute, Clarinet, Violin, Electric Guitar, Drums, Whistle – André Mehmari
4:55
8 Vento Bom
Piano, Flute, Guitar, Percussion, Synth, Drums, Bass – André Mehmari
Vocals – Sergio Santos
4:13
9 Passeio
Clarinet – Gabriele Mirabassi
Piano – André Mehmari
3:50
10 O Espelho
Contrabass – Zé Alexandre Carvalho
Drums – Sergio Reze
Piano – André Mehmari
Vocals – Mônica Salmaso
4:15
11 Lullaby Zuzu
Piano, Synth, Electric Bass – André Mehmari
2:35
12 Toada
Baritone Saxophone – Teco Cardoso
Piano, Electric Piano, Electric Bass, Drums, Percussion, Synth, Accordion, Bandolin, Violin, Flute, Clarinet, Vocals – André Mehmari
5:46
13 Ná!
Drums – Sergio Reze
Piano, Electric Bass, Guitar, Flute, Clarinet, Violin, Accordion, Synth – André Mehmari
3:24
14 Eternamente
Synth, Effects – André Mehmari
1:21
15 Aria
Drums, Gong – Sergio Reze
Piano, Synth, Electric Bass, Voice, Handclaps, Percussion – André Mehmari
5:16
16 Um Anjo Nasce
Piano – André Mehmari
1:47
17 Ouro Preto
Piano, Viola, Organ, Clavichord, Electric Bass, Percussion, Synth, Clarinet, Vocals – André Mehmari
2:31

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J. S. Bach (1685-1750): Bach: A Strange Beauty (Dinnerstein)

J. S. Bach (1685-1750): Bach: A Strange Beauty (Dinnerstein)

Simone Dinnerstein chega romanticamente com um variado programa de obras (barrocas) de Bach e transcrições de Busoni (Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ), Kempff (Nun freut euch, lieben Christen gmein) e Myra Hess (Jesus bleibet meine Freude) tocada em um piano moderno que ressoa com toda uma gama de sons com um certo abuso de pedal que embaça e mistura as vozes. Nos Concertos Nº 1 e 5 para teclado (OK…) e orquestra é acompanhada pela Kammerorchester Staatskapelle Berlin de forma muito precisa com uma pulsação hipnótica e uma forte linha de baixo. Mas o melhor é provavelmente a Suíte Inglesa Nº 3 de onde emerge toda a estranha personalidade da pianista. O disco alterna momentos genuinamente inspirados se alternam com execuções, digamos, idiossincráticas. Dinnerstein é uma pianista séria, claro, mas ainda não chega a Perahia, Schiff e Hewitt. A apresentação do CD é linda, com pinturas a óleo da própria pianista e o som é esplêndido.

J. S. Bach (1685-1750): Bach: A Strange Beauty (Dinnerstein)

1 Ich Ruf Zu Dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
Arranged By [Arr.] – Busoni*
3:40

Keyboard Concerto No. 5 In F Minor, BWV 1056
2 Allegro 3:17
3 Largo 2:56
4 Presto 2:48

5 Nun Freut Euch, Lieben Christen Gmein, BWV 734
Arranged By [Arr.] – Kempff*
2:26

English Suite No. 3 In G Minor, BWV 808
6 Prélude 2:53
7 Allemande 5:02
8 Courante 1:59
9 Sarabande 4:13
10 Gavotte I/II 2:50
11 Gigue 2:20

Keyboard Concerto No. 1 In D Minor, BWV 1052
12 Allegro 8:00
13 Adagio 7:16
14 Allegro 7:13

15 Jesus Bleibet Meine Freude (Jesu, Joy Of Man’s Desiring), BWV 147
Arranged By [Arr.] – Hess*
3:53

Composed By – Johann Sebastian Bach
Orchestra – Kammerorchester Staatskapelle Berlin*
Piano – Simone Dinnerstein

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Dinnerstein: romântica pra mais de metro.

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W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491 (Cleveland, Uchida)

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491 (Cleveland, Uchida)

Uchida não quis saber de regentes para fazer esta série de Concertos para Piano de Mozart. Não parece, mas são gravações feitas ao vivo, no Cleveland`s Severance Hall. Ela já tem uma integral destes concertos com a English Chamber Orchestra, sob a regência de Jeffrey Tate. 20 anos depois, nesta regravação destas obras-chave de seu repertório, Uchida vem um pouquinho pior… A culpa é mais da orquestra — dirigida por ela — do que da categoria da pianista, sempre excelente. Apesar do espetacular trabalho dos sopros, o tamanho da orquestra é demasiadamente grande para as peças. A abordagem também é excessivamente romântica para Mozart. Tate era mais Mozart na versão anterior de Uchida .

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491 (Cleveland, Uchida)

1. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 1. (Allegro) 14:43
2. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 2. Larghetto 8:04
3. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 3. (Allegretto) 9:55

4. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 1. Allegro 11:43
5. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 2. Adagio 6:47
6. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 3. Allegro Assai 8:18

Mitsuko Uchida, piano
Cleveland Orchestra

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Cala a boca, PQP!
Cala a boca, PQP!

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Georg Philip Telemann (1681-1767): Concertos da Câmara (Musica Antiqua Köln, Reinhard Goebel)

Georg Philip Telemann (1681-1767): Concertos da Câmara (Musica Antiqua Köln, Reinhard Goebel)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Telemann foi um compositor extraordinariamente prolífico dentro da música para grupos camarísticos, explorando com maestria a forma do concerto grosso e do concerto para instrumentos solo, destacando-se pela invenção melódica e pelo colorido harmônico. Estas obras personificam a síntese característica do compositor, fundindo elegantemente a clareza e graça da música francesa, a vitalidade rítmica da escola italiana e o vigor contrapontístico e a solidez estrutural germânica. Também demonstrou uma curiosidade enorme sobre timbres, escrevendo concertos de câmara para combinações inusitadas e instrumentos considerados exóticos, como a viola d’amore, o chalumeau e a trombeta marinha. Compostos em sua maioria para o ambiente doméstico e social das burguesias de Frankfurt e Hamburgo, estes concertos são acessíveis em termos de técnica, porém ricos em conteúdo, permanecendo como pilares do repertório barroco e testemunhos do gênio eclético de Telemann. O MAK realizou muitas gravações de Telemann, fazendo a nossa vida mais feliz.

Georg Philip Telemann (1681-1767): Concertos da Câmara (Musica Antiqua Köln, Reinhard Goebel)

Konzert A-dur Für Zwei Skordierte Violinen Und Continuo 9:06
A1 1. Affettuoso 2:29
A2 2. Vivace 1:35
A3 3. Aria 2:21
A4 4. Bourrée 2:40

Konzert D-dur Für Vier Violinen Ohne Continuo 6:28
A5 1. Adagio 0:52
A6 2. Allegro 1:56
A7 3. Grave 2:11
A8 4. Allegro 1:25

Konzert A-moll Für Blockflöte, Viola Da Gamba, Streicher Und Continuo 14:56
A9 1. (Ohne Tempoangabe) 4:00
A10 2. Allegro 4:03
A11 3. Dolce 3:15
A12 4. Allegro 3:35

Konzert G-moll Für Blockflöte, Violinen Und Continuo 13:35
B1 1. (Allegro) 3:36
B2 2. Siciliana 5:33
B3 3. Bourrée 0:54
B4 4. Menuett 3:30

Konzert C-dur Für Vier Violinen Ohne Continuo 7:55
B5 1. Grave 1:22
B6 2. Allegro 3:09
B7 3. Largo E Staccato 1:54
B8 4. Allegro 1:30

Musica Antiqua Koln
Reinhard Goebel

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PQP

Piotr Ilitch Tchaikovski (1840-1893):Tchaikovsky & Shakespeare (Orquestra Simón Bolívar, Dudamel)

Pra lá de interessante este CD de Dudamel e sua turma da Venezuela. São três peças de longa duração escritas por Tchai sobre temas shakespearianos: Hamlet, A Tempestade e Romeu e Julieta. Um ideia bem óbvia, né? Dudamel parece o Rattle dos primeiros anos, erra pouco e parece levar muito bem sua vida entre um país e outro. Atualmente, é o maestro titular da extraordinária Orquestra Sinfônica de Gotemburgo e diretor musical da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, além de ser a grande estrela da Simón Bolívar. Um fenômeno. Afinal, este filho de um trombonista com uma professora de canto é um cara que começou no El Sistema venezuelano e ainda não completou 32 anos. Muito se ouvirá ainda falar deste baixinho que também é violinista. Em Los Angeles, onde passa meses sem ir, é conhecida a expressão Where the hell is Dudamel?, de tal forma sua ausência é sentida.

Tchaikovsky & Shakespeare

1. Hamlet – Fantasy Overture after Shakespeare op. 67 [18:38]
2. The Tempest – Symphonic Fantacy after Shakespeare op. 18 [24:41]
3. Romeo and Juliet – Fantasy Overture after Shakespeare [22:14]

Simón Bolívar Symphony Orchestra of Venezuela
Gustavo Dudamel

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Gustavo Dudamel mandando bala

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Grieg: Holberg Suite / Mozart: Eine kleine Nachtmusik / Tchaikovsky: Serenade for Strings

Grieg: Holberg Suite / Mozart: Eine kleine Nachtmusik / Tchaikovsky: Serenade for Strings

Certa vez, o cidadão André Carrara, pianista da Ospa, perguntou sobre bons programas para orquestras. Fiz uma reles listinha, mas peço a ele que venha aqui. Por exemplo, o programa do disco abaixo, Tchaikovsky & Shakespeare, é maravilhoso e o deste disco também. Sim, sei, só cordas, mas e daí? É um belo programa com três peças populares e muito bonitas. Todos os elogios a Yuri Bashmet e seus Moscow Soloists. Aqui há música pra mais de metro. Das três peças, garanto-vos que Grieg e Tchai são fantasticamente bem interpretados. Não ouvi o Mozart pela simples razão de que já enchi o saco da Eine kleine Nachtmusik.

Grieg: Holberg Suite / Mozart: Eine kleine Nachtmusik / Tchaikovsky: Serenade for Strings

“Holberg Suite” (From Holberg’s Time), for string orchestra, Op. 40, de Edvard Grieg
1. Praeludium: Allegro vivace 2:38
2. Sarabande: Andante 3:28
3. Gavotte: Allegretto – Musette: Un poco mosso – Gavotte 3:30
4. Air: Andante religioso 5:22
5. Rigaudon: Allegro con brio 4:17

Serenade No. 13 for strings in G major (“Eine kleine Nachtmusik”), K. 525, de Wolfgang Amadeus Mozart
6 . Allegro 7:43
7. Romance: Andante 5:25
8. Menuetto: Allegretto 1:53
9. Rondo: Allegro 5:06

Serenade for strings (or piano, 4 hands) in C major, Op. 48
10. Pezzo in forma di sonatina: Andante non troppo – Allegro moderato 9:35
11. Walzer: Moderato, tempo di valse 3:29
12. Elegie: Larghetto elegiaco 8:35
13. Finale (Tema russo): Andante – Allegro con spirito 7:21

Moscow Soloists
Yuri Bashmet

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Sabiam que Grieg (acima) era tio de Glenn Gould? Pois é, PQP é cultura!

PQP

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonatas e Fantasias para Flauta Doce (Brüggen, Bylsma, Leonhardt)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonatas e Fantasias para Flauta Doce (Brüggen, Bylsma, Leonhardt)

Este é um belo disco de Frans Brüggen em seus tempos de solista. E, puxa vida, o homem toca muito! Não é para menos que sua companhia é formada apenas por Anner Bylsma e Gustav Leonhardt. As sonatas são interpretadas pelo trio e as fantasias são obras para flauta solo. Eles todos estão perfeitos nestas obras do compositor que nosso amigo Pedro diz ser o melhor depois de nosso pai. (Não está longe da verdade, certo?) Um aviso: lá pelo meio do CD há uma ou duas faixas que apresentam pequenos defeitos. Eu optei por publicar porque é um grande CD e porque só poderei fazer a correção quando a dona do mesmo voltar do Chile, lá pelo final de fevereiro. Mas, repito, estamos frente a um belíssimo CD.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonatas e Fantasias para Flauta Doce (Brüggen, Bylsma, Leonhardt)

1. Sonata In F Major TWV 41:F2: Vivace
2. Sonata In F Major TWV 41:F2: Largo
3. Sonata In F Major TWV 41:F2: Allegro

4. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Largo

5. 12 Fantaisies A Travers, Sans Basse – Fantasia In D Minor TWV 40:4: Vivace

6. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Largo
7. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Vivace
8. Fantasia In D Minor TWV 40:4: Allegro

9. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Largo
10. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Allegro
11. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Largo
12. Canonic Sonata In B Flat Major TWV 41:B3: Vivace

13. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Largo – Spirituaoso – Allegro

14. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Adagio – Allegro

15. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Larghetto

16. Fantasia In G Minor TWV 40:9: Vivace

17. Fantasia In A Minor TWV 40:11: A Tempo Giusto

18. Fantasia In A Minor TWV 40:11: Presto

19. Fantasia In A Minor TWV 40:11: Moderato

20. Fantasia In C Major TWV 40:2: Vivace

21. Fantasia In C Major TWV 40:2: Allegro

22. Der Getreue Music – Meister – Sonata In F Minor TWV 41:f1: Triste
23. Sonata In F Minor TWV 41:f1: Allegro
24. Sonata In F Minor TWV 41:f1: Andante
25. Sonata In F Minor TWV 41:f1: Vivace

26. Fantasia In B Flat Major TWV 40:12: Allegro – Adagio – Vivace – Adagio

27. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Affettuoso
28. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Presto
29. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Grave
30. Sonata In D Minor TWV 41:D4: Allegro

31. Fantasia In F Major TWV 40:8: Alla Francese
32. Fantasia In F Major TWV 40:8: Presto

33. Sonata In C Major TWV 41:C2: Cantabile
34. Sonata In C Major TWV 41:C2: Allegro
35. Sonata In C Major TWV 41:C2: Grave
36. Sonata In C Major TWV 41:C2: Vivace

Frans Brüggen – flauta
Anner Bylsma – cello
Gustav Leonhardt – cravo

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Frans Brüggen (1934-2014) pensando na vida.

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Tchaikovski / Prokofiev / Shostakovitch: Miniatures Russes Pour Piano (Rimma Bobritskaia, piano)

Tchaikovski / Prokofiev / Shostakovitch: Miniatures Russes Pour Piano (Rimma Bobritskaia, piano)

Um disco raro que foi relançado com outra capa pela Harmonia Mundi France. É esta a edição que eu tenho. O título da HM francesa é mais exato: Miniatures for young pianists, pois é disto que se trata. Tem muito exercício e muita fofura. Por exemplo, as 24 peças de Tchai para crianças foram composta exclusivamente com fins pedagógicos. As pecinhas, todas curtas, são intituladas como “A Doença da Boneca”, “Marcha dos Soldados de Chumbo”, etc. e  foram dedicadas a seu sobrinho. O objetivo era proporcionar a jovens pianistas peças musicalmente ricas, porém tecnicamente acessíveis, que desenvolvessem tanto a técnica quanto a expressividade. Prokô e Shosta seguiram a onda. Um álbum agradável.

Tchaikovski / Prokofiev / Shostakovitch: Miniatures Russes Pour Piano (Rimma Bobritskaia, piano)

Album Pour Enfants Op. 29
Composed By – Pyotr Ilyich Tchaikovsky
1 Prière Du Matin 1:13
2 Matin D’hiver 1:02
3 Jouons à Dada! 0:37
4 Maman 0:56
5 Marche Des Soldats de Bois 0:50
6 La Poupée Malade 1:44
7 Enterrement de la Poupée 1:39
8 Valse 1:04
9 La Nouvelle Poupée 0:27
10 Mazurka 1:05
11 Chanson Russe 0:27
12 Le Paysan Joue de L’harmonica 0:44
13 Kamarinskïa 0:30
14 Polka 1:11
15 Chanson Italienne 0:58
16 Ancienne Chanson Française 1:13
17 Chanson Allemande 0:55
18 Chanson Napolitaine 1:02
19 Conte de la Nourrice 0:42
20 Baba-Yaga 0:38
21 Rêve Délicieux 2:14
22 Chant de L’alouette 0:52
23 Chanson Du Joueur de L’orgue de Barbarie 1:52
24 A L’église 0:46

Musique Pour Enfants Op. 65
Composed By – Sergei Prokofiev
25 Le Matin 1:53
26 Promenade 0:51
27 Historiette 2:13
28 Tarentelle 0:54
29 Repentir 1:49
30 Valse 1:07
31 Cortège Des Sauterelles 1:01
32 La Pluie Et L’arc En Ciel 1:15
33 Attrape Qui Peut 0:53
34 Marche 1:25
35 Le Soir 2:20
36 Sur Les Prés la Lune Se Promène 1:39

Divers
Composed By – Dmitri Shostakovich
37 Cahier D’enfant 3:01
38 Danse 0:36
39 Contredanse 2:15
40 Danse Espagnole 2:00
41 Nocturne 2:38

Cahier D’enfant
Composed By – Dmitri Shostakovich
42 Marche 0:37
43 Valse 0:37
44 L’ours 0:39
45 Histoire Gaie 0:30
46 Histoire Triste 1:32
47 La Poupée Mécanique 0:58
48 L’anniversaire 1:06

Rimma Bobritskaia, piano

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Rimma Bobritskaia

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The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 1, 2 e 3 de 27)

The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 1, 2 e 3 de 27)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta caixa é tão, mas tão maravilhosa que nem vou perder tempo justificando a postagem de mais uma série. Apenas digo que serão 27 CDs em 320 kbps que trarão todas as 15 sinfonias, todos os 15 quartetos, todas as sonatas para algum instrumento + piano, o quinteto, trios, os concertos para piano, violino e violoncelo, as suítes… Enfim, é um tesouro! Enjoy!

Ah, tinha esquecido: IM-PER-DÍ-VEL!!!

(Os textos abaixo foram “roubados” do amigo Milton Ribeiro.

The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 1, 2 e 3 de 27)

Sinfonia Nº 1, Op. 10 (1924-1925)

Shostakovich começou a escrever esta sinfonia quando tinha dezessete anos. Antes disso, tinha composto alguns scherzi que só interessaram à musicólogos. Sua estréia foi mesmo com esta Nº 1, terminada antes do autor completar vinte anos. Ela tornou aquele estudante de música, mais conhecido por ser o pianista-improvisador de três cinemas mudos de Petrogrado, internacionalmente célebre. Tal fama pode ser atribuída por Shostakovich ser o primeiro rebento musical do comunismo, mas ouvindo a sinfonia hoje, não nos decepcionamos de modo algum. É música de um futuro mestre.

Ela começa com um toque de trompete ao qual, se acrescentarmos um crescendo, tornar-se-á um tema de Petrouchka, de Igor Stravinski. Alguns regentes russos fazem esta introdução exatamemente igual à Petroushka. É algo curioso que o jovem Dmitri tenha feito esta homenagem, quando dizia que seus modelos – e isto foi comprovadíssimo logo adiante – eram Mahler, Bach, Beethoven e Mussorgski. Mas há mesmo algo de “boneca triste” no primeiro movimento desta sinfonia. O segundo movimento possui um curioso tema árabe, que é a primeira grande paródia encontrada em sua obra. Um achado.

O movimento lento, muito triste, é daqueles que a Veja consideraria uma comprovação do sofrimento do compositor sob o comunismo e de uma postura fatalista do tipo isto-não-vai-dar-nada-certo, porém acreditamos que a morte de seu pai, ocorrida alguns meses antes e a internação de Dmitri num sanatório da Criméia (ele contraíra tuberculose) tenha mais a ver. Há um belíssimo solo funéreo de oboé neste movimento.

CD 1
Symphony No. 1 in F minor Op. 10
1. Allegretto. Allegro ma non troppo
2. Allegro
3. Lento
4. Allegro molto, Lento Allegro molto

5. Symphony No. 2 in B major Op. 14 for Chorus & Orchestra

6. Symphony No. 3 in E flat major in E Flat major for Chorus & Orchestra

Rundfunkchor
WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai

Sinfonia Nº 4, Op. 43 (1936)
Uma sinfonia decididamente mahleriana. Shostakovich estudara Mahler por vários anos e aqui estão os monumentais ecos destes estudos. Sim, monumentais. Uma orquestra imensa, uma música com grandes contrastes e um tratamento de câmara em muitos episódios rarefeitos: Mahler. O maior mérito desta sinfonia é seu poderoso primeiro movimento, que é transformação constante de dois temas principais em que o compositor austríaco é trazido para as marchas de outubro, porém, minha preferência vai para o também mahleriano scherzo central. Ali, Shostakovich realiza uma curiosa mistura entre o tema introdutório da quinta sinfonia de Beethoven e o desenvolve como se fosse a sinfonia “Ressurreição”, Nº 2, de Mahler. Uma alegria para quem gosta de apontar estes diálogos. O final é um “sanduíche”. O bizarro tema ritmado central é envolvido por dois scherzi algo agressivos e ainda por uma música de réquiem. As explicações são muitas e aqui o referencial político parece ser mesmo o mais correto para quem, como Shostakovich, considerava que a URSS viera das mortes da revolução de outubro para a alienação e daí iria novamente para as mortes, representadas pela iminente segunda guerra. Trata-se de um Big Mac seríssimo.

CD 2
Symphony No. 4 in C minor Op. 43
1. Allegro poco moderato
2. Moderato con moto
3. Largo. Allegro

WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai

Sinfonia Nº 5, Op. 47 (1937)
Esta é a obra mais popular de Dmitri Shostakovich. Recebeu incontáveis gravações e não é para menos. O público costuma torcer o nariz para obras mais modernas e aqui o compositor retorna no tempo para compor uma grande sinfonia ao estilo do século XIX. Sim, é em ré menor e possui quatro movimentos, tendo bem no meio, um scherzo composto por um Haydn mais parrudo. Mesmo para os aficcionados, é uma obra apetitosa, por transformar a linguagem do compositor em algo mais sonhador do que o habitual. Foi a primeira sinfonia de Shostakovich que ouvi. Meu pai a trouxe dizendo que era uma sinfonia muito melhor que as de Prokofiev, exceção feita à Nº 1, Clássica, que ele amava. Alguns consideram esta obra uma grande paródia; eu a vejo como uma homenagem ao glorioso passado sinfônico do século anterior. A abertura e a coda do último movimento (Allegro non troppo) costuma aparecer, com boa freqüência, em programas de rádio que se querem sérios e influentes…

Sinfonia Nº 6, Op. 54 (1939)
Uma perfeição esta sinfonia cujo dramático, concentrado e lírico primeiro movimento (um enorme Largo) é seguido por dois allegros, sendo o último pra lá de burlesco, chegando a ser mesmo circense (Presto). A estrutura estranha e inexplicável tem o efeito, ao menos em mim, de uma compulsão por ouvi-la e reouvi-la. Acho que volto sempre a ela com a finalidade de conferir se o primeiro movimento é mesmo tão perfeito e profundo e para buscar uma explicação para a galinhagem final – isto aqui não é uma tese acadêmica, daí a palavra “galinhagem” ser permitida… Nossa sorte é que existe aquele segundo Allegro central para tornar a passagem menos chocante. Esta belíssima obra talvez faça a alegria de qualquer maníaco-depressivo. É uma trilha sonora perfeita para quem sai das trevas para um humor primaveril em trinta minutos. Começa estática e intelectual para terminar num circo. Simplesmente amo esta música! É um pacote completo e de só uma via com desespero, sorrisos e gargalhadas.

CD 3
Symphony No. 5 in D minor Op. 47
1. Moderato. Allegro non troppo. Moderato
2. Allegretto
3. Largo
4. Allegro non troppo. Allegro

Symphony No. 6 in B minor Op. 54
5. Largo
6. Allegro
7. Presto

WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai

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Shosta jogando xadrez, sendo observado pelos membros do Quarteto Glazunov

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 6, CDs 13 e 14

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 6, CDs 13 e 14

Clique aqui para todo o Bach 2000.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fechamos a caixa 6 com duas obras-primas absolutas. Ambas curtas, o Salmo 51, BWV 1083 — uma declaração de amor à música italiana na forma da adaptação de uma obra de Vivaldi, não? — e o Oratório da Páscoa se inscrevem com tranquilidade dentre as maiores composições de Bach. Logo logo o Avicenna ou outro dirá quem são os intérpretes, mas posso lhes garantir com tranquilidade que são de primeira linha. Um dos julgamentos que considero fatais em Bach é a forma — translúcida ou não — com que os gajos interpretam a ária Sanfte soll mein Todeskummer, do Oratório da Páscoa. Essa versão satisfez inteiramente o alto Padrão de Qualidade exigido por PQP Bach. Te mete!

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Bach 2000 – Caixa 6, CD 13
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BWV1083 Psalm 51 01 Versus 1 “Tilge,Höchster,meine Sünden”
BWV1083 Psalm 51 02 Versus 2 “Ist mein Herz”
BWV1083 Psalm 51 03 Versus 3 “Missetaten,die mich drücken”
BWV1083 Psalm 51 04 Versus 4 “Dich erzürnt mein Tun und Lassen”
BWV1083 Psalm 51 05 Versus 5-6 “Wer wird seine Schuld verneinen”
BWV1083 Psalm 51 06 Versus 7 “Sieh,Ich bin in Sünd empfangen”
BWV1083 Psalm 51 07 Versus 8 “Sieh,du willst die Wahrheit haben”
BWV1083 Psalm 51 08 Versus 9 “Wasche mich doch rein von Sünden”
BWV1083 Psalm 51 09 Versus 10 “Laß mich Freud und Wonne spüren”
BWV1083 Psalm 51 10 Versus 11-15 “Schaue nicht auf meine Sünden”
BWV1083 Psalm 51 11 Versus 16 “Öffne Lippen,Mund und Seele”
BWV1083 Psalm 51 12 Versus 17-18 “Denn du willst kein Opfer haben”
BWV1083 Psalm 51 13 Versus 19-20 “Laß dein Zion blühend dauern”
BWV1083 Psalm 51 14 Amen

BWV0245A Himmel, Reisse, Wet, Erbebe

BWV0245B Zerschmettert mich, Ihr felsen und ihr Hügel

BWV0245C Ach windet euch nicht so, geplagte seelen

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Bach 2000 – Caixa 6, CD 14
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BWV0249 Easter Oratorio 01 Sinfonia
BWV0249 Easter Oratorio 02 Adagio
BWV0249 Easter Oratorio 03 Chorus “Kommt eilet und laufet”
BWV0249 Easter Oratorio 04 Recitative (soprano,alto,tenor,bass) “O kalter Männer Sinn”
BWV0249 Easter Oratorio 05 Aria (soprano) “Seele,deine Spezereien”
BWV0249 Easter Oratorio 06 Recitative (alto,tenor,bass) “Hier ist die Gruft”
BWV0249 Easter Oratorio 07 Aria (tenor) “Sanfte soll mein Todeskummer”
BWV0249 Easter Oratorio 08 Recitative (soprano,alto) “Indessen seufzen wir”
BWV0249 Easter Oratorio 09 Aria (alto) “Saget,saget mir geschwinde”
BWV0249 Easter Oratorio 10 Recitative (bass) “Wir sind erfreut”
BWV0249 Easter Oratorio 11 Chorus “Preis und Dank”

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Fizeram esta reconstrução facial de Bach. Sei lá, entende?
Fizeram esta reconstrução facial de Bach. Sei lá, entende?

PQP

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968): Quinteto para Violão e Quarteto de Cordas, Op. 143 & Modest Mussorgsky (1839-1881): Quadros de uma Exposição (Kazuhito Yamashita, Tokyo String Quartet)

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968): Quinteto para Violão e Quarteto de Cordas, Op. 143 & Modest Mussorgsky (1839-1881): Quadros de uma Exposição (Kazuhito Yamashita, Tokyo String Quartet)

Pois é, este arquivo foi mandado por um de vocês de presente. Isto aconteceu há muuuuito tempo, talvez uns 15 anos… Não lembro quem foi. Este disco é uma junção das quatro primeiras faixas do primeiro álbum e de todo o segundo. Loucura, né? Gostei bastante do Castelnuovo-Tedesco, muito boa música. Composto em 1950, durante o exílio do compositor nos Estados Unidos, o Quinteto Op. 143 é uma obra-prima do repertório neorromântico, que funde a tradição lírica italiana com as harmonias coloridas e os ritmos agitados característicos de Castelnuovo-Tedesco. A peça é esplêndida pela forma engenhosa como equilibra e integra o timbre íntimo da violão com a massa sonora e a potência do quarteto de cordas, superando um desafio histórico de escrita para essa formação. Dividido em quatro movimentos, o quinteto alterna entre o vigor rítmico (notavelmente no finale, uma tarantela) e momentos de profunda melancolia e lirismo cantabile, refletindo a nostalgia do compositor por sua Itália natal. É considerada uma das contribuições mais significativas do século XX para o repertório de violão de câmara, mantendo-se como uma peça central e frequentemente executada por sua inventividade, emoção e perfeito domínio da escrita instrumental. E aqui Yamashita demonstra enorme categoria e musicalidade.

Já ao ouvir os Quadros lembrei da piada do Keith Richards: “Sabe por que o cão lambe o seu saco? Porque consegue!”. Yamashita consegue, parabéns Yamashita! O único problema é que não quero ouvir nunca mais. É muita habilidade para ficar BEM PIOR do que o original e do que os arranjos de Ravel e Ashkenazy. Peço perdão a quem me deu este presente, mas tudo tem limite!

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968): Quinteto para Violão e Quarteto de Cordas, Op. 143 & Modest Mussorgsky (1839-1881): Quadros de uma Exposição (Kazuhito Yamashita, Tokyo String Quartet)

1 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Allegro, Vivo E Schietto
2 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Andante Mesto
3 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Scherzo: Allegro Con Spirito, Alla Marcia
4 Quintet for Guitar & String Quartet, Op. 143: Finale: Allegro Con Fuoco

5 Promenade
6 Gnomus
7 Promenade
8 Il Vecchio Castello
9 Promenade
10 The Tuileries
11 Bydlo
12 Promenade
13 Ballet Of The Little Chickens
14 Samuel Goldenberg Und Schmuyle
15 A Market Place In Limoges
16 Catacombae
17 Con Mortuis In Lingua Mortua
18 The Hut Of Baba-Yaga
19 The Bahatyr Gate Of Kiev

Kazuhito Yamashita
Tokyo String Quartet

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Ele consegue

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G. F. Handel (1685-1759): Water Music / Music for the Royal Fireworks (Savall)

G. F. Handel (1685-1759): Water Music / Music for the Royal Fireworks (Savall)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Acho que estou passando por um Período Savall. Mas não creio que vocês tenham vontade de reclamar. Este é um disco festivo e luminoso como são a Música Aquática e a Música para os Reais Fogos de Artifício. Savall e sua orquestra dão um banho como o que aconteceu na estreia da Música para os Reais Fogos de Artifício.

A Música Aquática (Water Music) é uma suíte orquestral cuja estreia ocorreu em 17 de julho de 1717, após o rei Jorge I encomendar um concerto para ser executado sobre o rio Tâmisa. O concerto foi interpretado originalmente por cerca de 50 músicos que ficavam sobre uma barca próxima ao barco real, a partir do qual o monarca escutava a peça com sua corte. O rei teria gostando tanto das suítes que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes…

No dia 21 de Abril de 1749, contra a vontade do compositor, realizou-se a estreia da Música para os Reais fogos de Artifício. Handel escreveu-a para comemorar a assinatura do tratado de Aix-la-Chapelle, que pôs fim à Guerra da Sucessão da Áustria. A primeira apresentação desta obra, no dia 21 de Abril, foi mais um ensaio público do que uma estreia, pois a estreia estava marcada para o dia 27. No entanto, este ensaio juntou 12.000 pessoas, causando enorme engarrafamento na ponte de Londres. Da estreia propriamente dita, o mínimo que se pode dizer é que foi atribulada. Aconteceu no dia 27 de Abril de 1749 e a emoção não esteve ausente: a estrutura montada especialmente para a ocasião incendiou parcialmente, além de ter chovido durante o concerto, o que apagou os fogos-de-artifício, além de molhar o público.

Georg Friederich Handel: Water Music / Music for the Royal Fireworks

1. Water Music, Ste I: Prld
2. Water Music, Ste I: Menuet I
3. Water Music, Ste I: Menuet II
4. Water Music, Ste I: Rigaudon I
5. Water Music, Ste I: Rigaudon II
6. Water Music, Ste I: Menuet I
7. Water Music, Ste I: Menuet II
8. Water Music, Ste I: Gigue I
9. Water Music, Ste I: Gigue II
10. Water Music, Ste I: Bourree
11. Water Music, Ste I: Lentement
12. Water Music, Ste I: Alla Hornpipe

13. Water Music, Ste II in F: Ov
14. Water Music, Ste II in F: Adagio E Staccato
15. Water Music, Ste II in F: Allegro
16. Water Music, Ste II in F: Andante, Allegro
17. Water Music, Ste II in F: Menuet
18. Water Music, Ste II in F: Air
19. Water Music, Ste II in F: Bourree
20. Water Music, Ste II in F: Hornpipe
21. Water Music, Ste II in F: Aria
22. Water Music, Ste II in F: Menuet

23. Music For The Royal Fireworks, Ov: Adagio
24. Music For The Royal Fireworks: Allegro-Lentement-Allegro
25. Music For The Royal Fireworks: Bourree
26. Music For The Royal Fireworks, La Paix: Largo Alla Siciliana
27. Music For The Royal Fireworks, La Rejouissance: Allegro
28. Music For The Royal Fireworks: Menuet II – Menuet I – Menuet II

Le Concert Des Nations
Jordi Savall

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Jordi Savall: gênio
Jordi Savall: gênio

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Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia, Suíte Karelia, Suíte Lemminkainen, Valsa Triste, etc. (CSR, Schermerhorn)

Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia, Suíte Karelia, Suíte Lemminkainen, Valsa Triste, etc. (CSR, Schermerhorn)

Os poemas sinfônicos de Sibelius são como paisagens finlandesas transformadas em sons — densos e impregnados do espírito do norte. Em obras como “Finlândia” (hino nacional não oficial), “Karelia Suite” e “O Cisne de Tuonela” (misterioso e estático), Sibelius vai além da descrição musical: ele captura mitos, florestas, lagos e a própria luta identitária de seu povo. Com uma orquestração inovadora – onde timbres escuros, melodias que brotam de motivos mínimos e silêncios tensionados criam uma geografia emocional única. Não, esses poemas não narram histórias, mas evocam atmosferas onde a natureza e a alma humana se fundem. São, talvez, a expressão mais pura do que se chamou “o espírito do Norte”: austero, grandioso e profundamente lírico. O CD começa com Finlândia, termina com Valsa Triste e é — todo — bom demais. Querem comprovar? Ouçam a Valsa Triste desta orquestra checoslovaca (sim, antes da separação). Um pouco mais rápida que o habitual, mas com uma sensibilidade e compreensão abobantes. Confiram, por favor. Excelente!

Jean Sibelius (1865-1957): Finlândia, Suíte Karelia, Suíte Lemminkainen, Valsa Triste, etc. (CSR, Schermerhorn)

1. Finlandia, Op. 26 8:30

2. Karelia Suite, Op. 11: I. Intermezzo: Moderato 3:48
3. Karelia Suite, Op. 11: II. Ballade: Tempo di menuetto 6:21
4. Karelia Suite, Op. 11: III. Alla marcia: Moderato 4:34

5. Lemminkainen Suite, Op. 22: Lemminkainen Suite, Op. 22: IV. Lemminkainen’s Homeward Journey 7:08

6. Pohjola’s Daughter, Op. 49 14:04

7. Lemminkainen Suite, Op. 22: Lemminkainen Suite, Op. 22: II. The Swan of Tuonela 8:55

8. Kuolema (Death), Incidental music, Op. 44 (revised version): No. 1. Valse triste: Valse triste, Op. 44, No. 1 5:22

Czecho-Slovak Radio Symphony Orchestra (Bratislava)
Kenneth Schermerhorn

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E vocês pensam que eu entendi alguma coisa?
E vocês pensam que eu entendi alguma coisa?

PQP