Baltzar / Blow / Croft / Eccles / Keller / Matteis / Purcell: Purcell´s London – Consort Music in England from Charles II to Queen Anne (The Parley of Instruments)

Baltzar / Blow / Croft / Eccles / Keller / Matteis / Purcell: Purcell´s London – Consort Music in England from Charles II to Queen Anne (The Parley of Instruments)

Ouvindo este CD, a gente tem a impressão de que está vendo um filme de época, da Inglaterra do século XVII. Nada é muito brilhante, mas nada é totalmente ruim. Ah, mas tem Purcell! Bem, ele e sua alta qualidade aparecem por 1min11… O restante do tempo fica para compositores mais ou menos. No começo de cada faixa, vemos a entrada ou a presença da realeza… O CD funciona como uma vitrine de compositores ingleses e italianos pouco conhecidos que trabalharam em Londres. The Parley of Instruments faz um trabalho maravilhoso como sempre, só que é difícil salvar o barco das águas do Tâmisa.

Baltzar / Blow / Croft / Eccles / Keller / Matteis / Purcell: Purcell´s London – Consort Music in England from Charles II to Queen Anne (The Parley of Instruments)

1 Sonata No.1 In D
Composed By – Godfrey Keller
5:12
2 Divisions On A Ground In D Minor
Composed By – Nicola Matteis
3:54
3 Pavan And Galliard In C
Composed By – Thomas Baltzar
6:12
4 Chaconne A 4 In G
Composed By – John Blow
4:35
5 Symphony For Mercury From The Judgment Of Paris
Composed By – John Eccles
6:08
6 Sonata In D ‘Con Concertino’
Composed By – Anonymous
6:50
7 Suite From The Play “The Twin Rivals”
Composed By – William Croft
16:16
8 Cibell In C
Composed By – Henry Purcell
1:11

The Parley Of Instruments

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Um panorama da Londres do século XVII mostrando a London Bridge desde Southwark

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Concertos Nº 1 e 2 para Violino / Concerto para Viola (Kovács / Kórodi / Lukács / Németh) #BRTK140 Vol. 17 de 29

Aqui, toda a coleção.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ah, o amor. O Concerto Nº 1 para Violino e Orq. foi escrito nos anos de 1907 a 1908, mas só foi publicado em 1956, 11 anos após a morte do compositor, como “Concerto para Violino Nº 1, Op. Posth.” Foi estreado em 30 de maio de 1958. A razão disso? Ora, concerto foi dedicado à violinista Stefi Geyer, por quem Bartók estava apaixonado. Geyer não correspondeu aos sentimentos de Bartók e rejeitou tudo — o homem e o concerto –, atitude que chocou BB. (Geyer tornou-se depois uma importante violinista). Mas o concerto foi revivido depois que Bartók e Geyer morreram. A cópia do manuscrito de Geyer foi legada a Paul Sacher para ser interpretada por ele. O concerto foi logo gravado por David Oistrakh e Gennady Rozhdestvensky. Agora, volto àquilo de sempre. Eu jamais gostei deste concerto, mas… Ouvindo os húngaros… O concerto é sensacional!

O Concerto para Violino Nº 2, escrito entre 1937 e 1938, foi dedicado ao violinista virtuoso húngaro Zoltán Székely, que pediu a composição em 1936. Bartók compôs o concerto em uma difícil situação pessoal. Afinal, ele não era um fascista e estava enormemente preocupado pela força crescente do nazismo de Hitler. Ele tinha firmes posições políticas e antifascista, e por isso tornou-se o alvo de vários ataques na Hungria pré-guerra. Entretanto, a composição é tão, mas tão bonita que sei lá.

O Concerto para Viola e Orquestra foi uma das últimas peças escritas por Béla Bartók. Ele começou a compô-la enquanto vivia em Saranac Lake, Nova York, em julho de 1945. A peça foi encomendada por William Primrose, um respeitado violista que sabia que Bartók poderia fornecer uma peça desafiadora. Disse que Bartók não deveria “se sentir de forma alguma preso pelas aparentes limitações técnicas do instrumento”. Bartók, no entanto, estava no estágio terminal de leucemia que o matou e deixou apenas esboços no momento de sua morte. Primrose pediu a Bartók que escrevesse o concerto no fim de 1944. Há várias cartas trocadas entre eles a respeito da peça. Em um de 8 de setembro de 1945, Bartók afirma que está quase terminando e só tem a orquestração para terminar. Os esboços, entretanto, mostram que ele estava exagerando, não era este realmente o caso. Depois da morte de Bartók, seu Concerto para Viola e Orquestra foi finalizado pelo colega e amigo Tibor Serly. Uma primeira revisão foi feita pelo filho de Bartók e depois por Csaba Erdélyi. O Concerto foi estreado em 2 de dezembro de 1949 pela Orquestra Sinfônica de Minneapolis, com Antal Doráti como regente e William Primrose na viola. Tibor Serly também transcreveu o Concerto para o violoncelo. Pobres violistas! Uma reunião de amigos de Bartók expressou preferência pela adaptação para o violoncelo em relação ao original. A votação acabou com o placar de 8 x 6. Mas uma célula terrorista de violistas — os Genocidas Armados na Defesa do Original, G. A. D. O. — ameaçou de morte os amigos de Bartók alegando que eles não tinham usado o voto IMPRESSO e AUDITÁVEL e a versão para violoncelo acabou sendo roubada e destruída pelos milicianos.

Béla Bartók (1881-1945): Concertos Nº 1 e 2 para Violino / Concerto para Viola (Kovács / Kórodi / Lukács / Németh) #BRTK140 Vol. 17 de 29

1 Violin Concerto No. 1, Sz. 36, BB 48/a (Op. Posth.): I. Andante sostenuto
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Concerto for Violin and Orchestra no. 1, Sz. 36, BB 48a: I. Andante sostenuto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Concerto for Violin and Orchestra no. 1, Sz. 36, BB 48a
8:11

2 Violin Concerto No. 1, Sz. 36, BB 48/a (Op. Posth.): II. Allegro giocoso
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Concerto for Violin and Orchestra no. 1, Sz. 36, BB 48a: II. Allegro giocoso
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Concerto for Violin and Orchestra no. 1, Sz. 36, BB 48a
11:37

3 Violin Concerto No. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117: I. Allegro con troppo
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Ervin Lukács (conductor)
recording of:
Violin Concerto no. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117: I. Allegro non troppo
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1937 until 1938)
part of:
Violin Concerto no. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117
15:14

4 Violin Concerto No. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117: II. Andante tranquillo
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Ervin Lukács (conductor)
recording of:
Violin Concerto no. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117: II. Andante tranquillo
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1937 until 1938)
part of:
Violin Concerto no. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117
8:58

5 Violin Concerto No. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117: III. Allegro molto
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Ervin Lukács (conductor)
recording of:
Violin Concerto no. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117: III. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1937 until 1938)
part of:
Violin Concerto no. 2 in B minor, Sz. 112, BB 117
11:32

6 Viola Concerto (1949 Tibor Serly completion), Sz. 120, BB 128: I. Moderato (attacca)
viola:
Géza Németh (violist)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Concerto for Viola and Orchestra, Sz. 120, BB 128: I. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1945-07 to ????)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Concerto for Viola and Orchestra, Sz. 120, BB 128
11:32

7 Viola Concerto (1949 Tibor Serly completion), Sz. 120, BB 128: II. Adagio religioso – allegretto (attacca)
viola:
Géza Németh (violist)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Concerto for Viola and Orchestra, Sz. 120, BB 128: II. Adagio religioso
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1945-07 to ????)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Concerto for Viola and Orchestra, Sz. 120, BB 128
4:14

8 Viola Concerto (1949 Tibor Serly completion), Sz. 120, BB 128: III. Allegro vivace
viola:
Géza Németh (violist)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Concerto for Viola and Orchestra, Sz. 120, BB 128: III. Allegro vivace
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1945-07 to ????)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Concerto for Viola and Orchestra, Sz. 120, BB 128

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Bartók em foto cuja data é desconhecida, mas que é certamente de seu período estadunidense.

PQP

.: interlúdio :. Oregon in Moscow (1999)

.: interlúdio :. Oregon in Moscow (1999)

Eu gosto muito do Oregon. É um grupo que existe há quase 40 anos e seus integrantes possuem tanto carreira solo quanto se juntam periodicamente para criar os álbuns. Desde 1970, são 27 CDs! São jazzistas que, juntos, às vezes tendem à world music, mas que, na verdade, fazem música de vanguarda. Penso que o tempo tornou os 4 integrantes muito diferentes musicalmente — Colin Walcott já fez parte do Oregon — e que, desta forma, as composições sejam muito diversas entre si, o que torna o grupo às vezes assim, às vezes assado.

O álbum duplo Oregon in Moscow, de 1999, recebeu nota máxima em 17 avaliações da Amazon. Apesar da estranha presença de uma orquestra, o trabalho foi brilhantemente pensado, concebido e executado. Nota-se que o quarteto deu especial atenção a este projeto. As composições de McCandless “Round Robin” e “All That Mornings Bring”, soam como se tivessem sido originamente para orquestra e grupo de jazz. Fiel a seu estilo, Ralph Towner traz uma magnífica e espaçosa “The Templars”, que emerge com grande pompa e circunstância do quarteto e orquestra. “Icarus” é uma peça clássica de Towner, que fez sua estréia com o Paul Winter Consort e a Orquestra Sinfônica de Indianápolis, em 1970. “Spirits of Another Sort”, “Firebat”, “Zephyr”, “Free-Form Piece for Orchestra and Improvisors” são muito boas, mas não adianta, minha preferência sempre irá para “Anthem” (do álbum solo de Towner com o mesmo nome), música pela qual guardo incondicional amor. Aquele “não adianta” NÃO foi escrito por causa da ausência da grande orquestra em “Anthem”, foi por puro gosto pessoal.

Oregon in Moscow (1999)

Tracks CD 1:

01.- Round Robin
02.- Beneath an Evening Sky
03.- Acis and Galatea
04.- The Templars
05.- Anthem
06.- All The Mornings Bring
07.- Along the Way
08.- Arianna
09.- Icarus

Tracks CD 2:

01.- Waterwheel
02.- Spanish Stairs
03.- Free-Form Piece for Orchestra and Improvisors
04.- Spirits of Another Sort
05.- Firebat
06.- Zephyr

Ralph Towner: classical guitar, 12-string guitar, piano, synths
Paul McCandless: Oboe, English horn, soprano sax, bass clarinet
Glen Moore: acoustic bass
Mark Walker: drums and percussion
Tchaikovsky Symphony Orchestra of Moscow Radio

Recorded at State Recording House GDRZ, Studio 5, Moscow, Russia in June 1999.

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O Oregon numa foto da época deste CD, circa 1999.
O Oregon numa foto da época deste CD, circa 1999.

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CPE Bach / Firsowa / Yun / Karg-Elert / Jolivet / Wildberger / JS Bach: Peças para Flauta Solo (Kollé)

CPE Bach / Firsowa / Yun / Karg-Elert / Jolivet / Wildberger / JS Bach: Peças para Flauta Solo (Kollé)

Um bom disco. Andrea Kollé toca todo tipo de flautas, seja transversa, seja doce, barrocas, o diabo. Seu repertório é amplo. É uma musicista que trabalha como solista de obras sinfônicas, de óperas ou de peças de câmara. Nasceu em Amsterdam, estudou na Holanda com Abbie de Quant e na Basiléia com Aurèle Nicolet. Desde 1990 é membro da Orquestra da Ópera de Zurique e toca na Orquestra Barroca “La Scintilla”, também de Zurique. A música contemporânea é particularmente importante para ela, tendo feito várias estreias mundiais, principalmente a estreia holandesa da peça solo (T)air(E) de Heinz Holliger, em 1985. O compositor romeno Dan Dediu dedicou seu Naufragi para flauta solo a ela em 2001. Andrea Kollé fez várias gravações em CD, incluindo este, com composições de Bach, Yun, Firsowa, Wildberger e Karg-Elert. Ela também fez gravações como parte do Zürcher Bläser Quintett para as gravadoras Jecklin Edition e Musique Suisse. Eu curti moderadamente.

CPE Bach / Firsowa / Yun / Karg-Elert / Jolivet / Wildberger / JS Bach: Peças para Flauta Solo (Kollé)

Carl Philipp Emanuel Bach [1714 – 1788)
Sonate a-moll, WQ 132
1) Poco adagio [4:56]
2) Allegro [3:46]
3) Allegro [3:15]

Elena Firsowa (1950 – )
Zwel Inventionen
4) I. Andante [3:44]
5) II. Allegretto [2:32]

Isang Yun (1917 – 1995)
6) Salomo [7:28]

Sigfrid Karg-Elert (1877 – 1933)
7) Sonate “Appassionata” fis-moll [5:09]

André Jolivet (1905 – 1974)
8) Incantation “Pour que l’image devienne symbole” [3:54]

Jacques Wildberger (1922 – 2006)
9) Retrospective II [5:14]

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
10) Allemande [3:47]
11) Corrente [2:33]
12) Sarabande [3:47]
13) Bourée [1:48]

Andrea Kollé, flauta

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Andrea Kollé apresenta suas armas na recepção da PQP Bach Van Gogh Foundation de Amsterdam.

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano do Nº 24 a 27 (Larrocha / Solti)

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano do Nº 24 a 27 (Larrocha / Solti)

Meu deus, o que escrever? Um disco ruim, mas de alto nível artístico? Sim, é isso.

Ou não. Um disco bom, mas de concepção muito antiquada. Sim, também.

O que é sensacional? Sensacional é Alicia. Sensacional é o repertório feito de concertos magníficos de Mozart. O toque e o fraseado da Grande Dama Espanhola são exatamente como devem ser… Ela canta durante todo o tempo. É lindo de ouvir. Mas quando entram os violinos e o tamanho da orquestra, ouve-se um dos molhos mais pesados que já engoli. Parece que a orquestra de Solti tem mais violinos do que havia de Oompa-Loompas da fábrica de Willy Wonka. É uma feijoada gordurosa que causa azia e outros desconfortos. Um completo horror, sem a menor transparência, tentando destruir a beleza de tudo que Larrocha cria. O CD1 (Concerto Nº 24 & Nº 26) foi gravado em 1985 pela Chamber Orchestra of Europe (Chamber só na casa do caralho) e Solti-Wonka. O CD2 (Concerto Nº 25 & Nº 27) foi gravado em 1977 pela London Philharmonic Orchestra e Solti-Wonka. Depois dizem que o século XXI é uma desgraça… OK, podem acabar com o planeta, mas sob música muito melhor. A música mudou muito — e para melhor — em pouco tempo. Fiquei chocado ao ouvir estes CD. Parece um desabamento.

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano do Nº 24 a 27 (Larrocha / Solti)

Piano Concerto No.24 In C Minor, K491 (31:46)
I Allegro 14:50
II Larghetto 7:47
III Allegretto 9:09

Piano Concerto No.26 In D Major, K537 “Coronation” (31:09)
I Allegro 14:23
II Larghetto 5:56
III Allegretto 10:50

Piano Concerto No.25 In C Minor, K503 (33:21)
I Allegro Maestoso 15:23
II Andante 8:45
III Allegretto 9:13

Piano Concerto No.27 In B Flat Major, K595 (32:06)
I Allegro 14:47
II Larghetto 8:08
III Allegro 9:11

Alicia De Larrocha
Chamber Orchestra Of Europe
London Philharmonic Orchestra*
Sir Georg Solti

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Ela era pequenina, mas saiu com vida após os vários desabamentos que a orquestra de Solti promoveu sobre ela.

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Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Concertos para Violoncelo (Coin / Hogwood / AAM)

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Concertos para Violoncelo (Coin / Hogwood / AAM)

Um bom disco. Vivaldi escreveu 24 concertos para violoncelo e aqui temos 6 dos mais belos deles, interpretados de forma exuberante, em instrumentos autênticos, pela Academy of Ancient Music, com seu diretor Hogwood ao cravo e o grande Christophe Coin ao violoncelo. Os concertos, a maioria escrita durante a década de 1720, são criações repletas de lirismo, além de verve rítmica e invenção. A inclusão de quatro composições em tons menores dão vazão à natureza introspectiva  e frequentemente reprimida do compositor. Um disco indispensável para quem ama o violoncelo e Vivaldi. Hogwood garante um som cheio. As sonoridades das cordas são de seda, sem agudos incômodos. Se não me engano, trata-se de uma gravação de 1989, mas que soa como nova em folha ainda hoje.

Antonio Vivaldi (1678-1741): 6 Concertos para Violoncelo ( Coin / Hogwood / AAM)

01. Concerto in B minor, RV 424 – I. Allegro non molto
02. Concerto in B minor, RV 424 – II. Largo
03. Concerto in B minor, RV 424 – III. Allegro

04. Concerto in G minor, RV 416 – I. Allegro
05. Concerto in G minor, RV 416 – II. Adagio
06. Concerto in G minor, RV 416 – III, Allegro

07. Concerto in A minor, RV 418 – I. Allegro
08. Concerto in A minor, RV 418 – II. (Largo)
09. Concerto in A minor, RV 418 – III. Allegro

10. Concerto in F major, RV 412 – I. (Allegro)
11. Concerto in F major, RV 412 – II. Larghetto
12. Concerto in F major, RV 412 – III. Allegro

13. Concerto in C minor, RV 401 – I. Allegro non molto
14. Concerto in C minor, RV 401 – II. Adagio
15. Concerto in C minor, RV 401 – III. Allegro ma non molto

16. Concerto in G major, RV 413 – I. Allegro
17. Concerto in G major, RV 413 – II. Largo
18. Concerto in G major, RV 413 – III. Allegro

Christophe Coin – Cello
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood – Conductor

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Christophe Coin ficou puto porque o pessoal da limpeza da PQP Bach Corp. passou cloro em seu violoncelo.

PQP

.: interlúdio :. John Zorn – Nova Express

.: interlúdio :. John Zorn – Nova Express

John Zorn nasceu em Nova Iorque e, ainda criança, aprendeu a tocar piano, violão e flauta. Sua família possuía gostos musicais variados e ele ouvia música clássica e world music através de sua mãe, uma professora. Através de seu pai, um cabeleireiro, conheceu o jazz, as chansons francesas, e a música country. E o irmão  trouxe-lhe o rock dos anos 50. Zorn relembra um episódio de sua vida: após comprar uma gravação de Mauricio Kagel em 1968 — tinha 15 anos — o choque foi enorme, criando nele um grande interesse pela música experimental e a avant-garde. Nova Express traz de volta o lirismo atonal peculiar da música de Zorn. Interpretadas por um quarteto de jazz moderno formado por vibrafone, piano, baixo e bateria, essas composições episódicas, dinâmicas e temperamentais apresentam algumas das composições mais fortes de Zorn. O grupo é sensacional, são mestres a trazerem o som emocionante do estranho mundo do compositor. É jazz de câmara, moderno e repleto de belos detalhes e paixões dramáticas compostas e conduzidas por nosso alquimista do East Village.

.: interlúdio :. John Zorn – Nova Express

1. Chemical Garden
2. Port of Saints
3. Rain Flowers
4. The Outer Half
5. Dead Fingers Talk
6. The Ticket that Exploded
7. Blue Veil
8. IC 2118
9. Lost Words
10. Between Two Worlds

Personnel:

Nova Quartet:
Joey Baron: Drums
Trevor Dunn: Bass
John Medeski: Piano
Kenny Wollesen: Vibes

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O Nova Quartet merece todos os aplausos.

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G. P. Telemann (1681-1767): Oden 1741 (Mertens / Rémy)

G. P. Telemann (1681-1767): Oden 1741 (Mertens / Rémy)

Telemann é frequentemente colocado como um compositor de segunda linha. É que ele teve a infelicidade de pertencer à mesma geração de Bach e Handel e de ser mais moderninho. (Na verdade, ele estava alinhado com sua contemporaneidade. Estas canções são de 1741, quando o barroco já estava se despedindo). O fato de ele ser tão prolífico também fez com que alguns considerassem sua produção fácil e superficial. Mas sua música muitas vezes é profundamente comovente, e ele foi certamente um dos melhores compositores da atual Alemanha antes de Mozart e Schubert.

Este CD deixa claro o quão maravilhoso ele era. Na verdade, tendemos a pensar que o lieder alemão não começou antes de Beethoven e Mozart. (A canções avulsas não são um dos pontos fortes de Moz e de Beeth, certo?). É apenas quando chegamos a Schubert que os lieder assumem uma importância central na música alemã. Mas aqui temos Telemann cujo ‘Oden’ — ‘Odes’, uma palavra alemã sinônima à palavra ‘Lieder’, ‘Canções’ — não são apenas competentes, mas também belas e necessárias para a nossa compreensão do desenvolvimento posterior do lied.

As canções de arte, é claro, surgiram das canções folclóricas. Nas “24 canções de 1741” de Telemann, podemos sentir uma ascensão tanto em termos de qualidade como de textos. Os textos são fornecidos por poetas como Friedrich von Hagedorn, Daniel Stoppe, Johann Matthias Dreyer e Johann Arnold Ebert. Eles são principalmente anacreônticos, ou seja, escrevem letras que celebram a juventude, o prazer, a amizade.

Os acompanhamentos de cravo são pouco contrapontísticos. A voz é o importante, o acompanhamento fica em segundo plano. Se alguém ouvir com atenção, no entanto, descobrirá todos os tipos de sentimentos bem expressos. A execução de Ludger Rémy ao cravo é magistral. Minha única reclamação é que o som do cravo talvez esteja um pouco discreto demais. Por outro lado, Klaus Mertens é perfeito. Atrevo-me a dizer que ele é uma espécie de Fischer-Dieskau jovem. Ele é perfeito para essas canções despretensiosas, projetando seus significados com clareza.

Sobre minha comparação com Schubert: as melodias memoráveis ​​vêm uma após a outra. Fiquei muito impressionado com o parentesco entre as melodias de Telemann e as de seu santo sucessor, o Rei dos Lieder, Schubert. Se você ama Schubert, vai adorar essas canções. Confiram.

G. P. Telemann (1681-1767): Oden 1741 (Mertens / Rémy)

Odes (24), For Voice & Continuo, Twv 25:86-109
1 Indoctum Se Dulce Bibenti, Ode, Twv 25:86 3:37
2 Die Vergnügung, Ode, Twv 25:87 2:31
3 Die Tugend, Ode, Twv 25:88 2:20
4 Der Schäfer, ode, Twv 25:89 2:42
5 An Den Schlaf, Ode, Twv 25:90 3:21
6 Der Fröhliche Ausgeber, Ode, Twv 25:91 2:13
7 Wahre Vorzüge, Ode, Twv 25:92 2:08
8 Das Lachen, Ode, Twv 25:93 2:26
9 Trinklied, Ode, Twv 25:94 2:40
10 Der Mittelstand Zwischen Reichtum Und Armut, Ode, Twv 25:95 2:47
11 Vernünftige Lust, Ode, Twv 25:96 2:26
12 Der Wein, Ode, Twv 25:97 2:16
13 Jugendlust, Ode, Twv 25:98 3:13
14 Die Schlechte Mahlzeit, Ode, Twv 25:99 2:19
15 An Doris, Ode, Twv 25:100 4:00
16 Ein Guter Mut, Ode, Twv 25:101 3:30
17 Lob Des Weins, Ode, Twv 25:102 1:45
18 Das Vergnügte Schäferleben, Ode, Twv 25:103 2:14
19 Die Zufriedenheit, Ode, Twv 25:104 3:13
20 Die Gnügsamkeit, Ode, Twv 25:105 3:12
21 Das Gesundheittrinken, Ode, Twv 25:106 2:53
22 Der Freund, Ode, Twv 25:107 4:50
23 Das Landleben, Ode, Twv 25:108 1:29
24 Der Sonderling, Ode, Twv 25:109 4:38

Baritone Vocals – Klaus Mertens
Harpsichord – Ludger Rémy

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O autógrafo que Telemann deixou aqui no PQP Bach Museum.

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Rapsódia para Piano e Orq. / Scherzo para Piano e Orq. / Rapsódias Nº 1 e 2 para Violino e Orq. (Tusa / Németh / Lehel / Kovács / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 16 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Rapsódia para Piano e Orq. / Scherzo para Piano e Orq. / Rapsódias Nº 1 e 2 para Violino e Orq. (Tusa / Németh / Lehel / Kovács / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 16 de 29

Aqui, toda a coleção.

Eu não sou apaixonado por esta versão orquestral da Rapsódia para Piano. Ela foi escrita em 1904 e dedicada a Emma Gruber, que mais tarde se tornaria esposa de Zoltán Kodály. Tem seus momentos, mas são momentos. Também há uma versão para dois pianos. Bartók revisou e revisou esta Rapsódia para Piano. Em 1907, já na quarta versão, ele tratou de encurtá-la bastante.

O Scherzo, de 1905, é a peça mais fraca deste disco, em minha opinião.

Já o papo sobre as Rapsódias para Violino é totalmente outro. Bartók compôs ambas as Rapsódias como um gesto puramente pessoal, sem receber encomenda, e o fez sem contar a ninguém até que ambas estivessem concluídas. De acordo com o violinista Zoltán Székely, ele e o compositor se conheceram num dia em 1928 e, depois de conversarem por um tempo, Bartók repentinamente anunciou que tinha uma surpresa para ele. E mostrou-lhe os manuscritos das duas rapsódias, que ninguém antes tinha visto. “Uma é para você; a outra é para Szigeti”, Bartók disse a ele. “Você pode escolher a que quiser, eu escrevo a dedicatória para você na escolhida.” Székely escolheu a Segunda, mas acrescentou, “Isso não significa que eu esteja doando a Primeira Rapsódia para Szigeti! Gosto das duas!” Mas a outra foi para a concorrência… Ambas as Rapsódias têm o mesmo estilo de composição. Bartók pega fontes de música camponesa, adiciona uma orquestração sensacional junto com algum material próprio para servir de introdução ou desfecho — de forma que o material do compositor seja estritamente secundário –, nunca competindo com os temas folclóricos em destaque. A coisa ficou esplêndida, dançável, coisa de louco, adoro!

Béla Bartók (1881-1945): Rapsódia para Piano e Orq. / Scherzo para PIano e Orq. / Rapsódias Nº 1 e 2 para Violino e Orq. (Tusa / Németh / Lehel / Kovács / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 16 de 29

1 Rhapsody for piano & orchestra, Sz. 27, BB 36/b (Op. 1)
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Gyula Németh (conductor)
recording of:
Rhapsody for Piano and Orchester, op. 1, Sz. 27
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1905)
premiered at:
[concert] (1909-11-15)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 27)
22:48

2 Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): I. Adagio ma non troppo
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): I. Adagio ma non troppo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Scherzo (Burlesque), DD 68, Sz. 28, BB 25, op. 2
7:28

3 Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): II. Allegro. Scherzo
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): II. Allegro. Scherzo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Scherzo (Burlesque), DD 68, Sz. 28, BB 25, op. 2
9:58

4 Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): III. Andante. Trio
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): III. Andante. Trio
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Scherzo (Burlesque), DD 68, Sz. 28, BB 25, op. 2
4:51

5 Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): IV. Scherzo de Capo
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): IV. Scherzo de Capo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Scherzo (Burlesque), DD 68, Sz. 28, BB 25, op. 2
8:17

6 Rhapsody for violin & orchestra No. 1, Sz. 87, BB 94/b: I. Moderato. Lassú
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87: I. Prima parte “lassú”. Moderato
orchestrator and composer:
Béla Bartók (composer)
version of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: I. Prima parte “lassú”. Moderatopart of:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87
4:07

7 Rhapsody for violin & orchestra No. 1, Sz. 87, BB 94/b: II. Allegretto moderato. Friss
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
orchestrator and composer:
Béla Bartók (composer)
version of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderatopart of:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87
5:22

8 Rhapsody for violin & orchestra No. 2, Sz. 90, BB 96/b: I. Moderato. Lassú
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90: I. Prima parte “lassú”. Moderato
orchestrator and composer:
Béla Bartók (composer)
version of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89: I. Prima parte “lassú”. Moderatopart of:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90
4:03

9 Rhapsody for violin & orchestra No. 2, Sz. 90, BB 96/b: II. Allegro moderato. Friss
violin:
Dénes Kovács
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90: II. Seconda parte “friss”. Allegro moderato
orchestrator and composer:
Béla Bartók (composer)
version of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89: II. Seconda parte “friss”. Allegro moderatopart of:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90
6:23

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Bartók em 1939

PQP

.: interlúdio :. The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble: From The Stairwell

.: interlúdio :. The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble: From The Stairwell

Um disco muito bom! Eu curti bastante as improvisações livres do grupão de dark jazz, se este gênero existe. Faixas como Cocaine e Celladoor fizeram com que eu ouvisse e reouvisse o CD. From The Stairwell é uma surpresa. É uma surpresa porque as músicas são muito menos guiadas pelo ritmo em comparação com os trabalhos anteriores de The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble, e até contêm alguns tons de esperança aqui e ali. Às vezes, From The Stairwell faz você pensar em trilhas sonoras de filmes dos anos 60. Cada um dos numerosos detalhes presentes nas novas músicas de TKDE parecem estar no lugar certo e você pode apenas mergulhar no clima ou escolher um dos muitos aspectos e apreciá-lo por conta própria — sejam as batidas de Gideon Kiers, o baixo e o piano de Jason Köhnen, o trombone de Hilary Jeffery, a voz e o piano de Charlotte Cegarra, a guitarra de Eelco Bosman, o violoncelo de Nina Hitz, o violino de Sarah Anderson ou — aparecendo aqui como músicos convidados — o trompete de Eiríkur Óli Ólafsson e o saxofone e clarinete baixo de Coen Kaldeway. Um disco muito bom, repito.

The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble: From The Stairwell

Tracklist:

1. All is One [5:22]
2. Giallo [6:02]
3. White Eyes [8:28]
4. Cocaine [11:28]
5. Celladoor [7:17]
6. Cotard Delusion [5:46]
7. Les Etoiles Mutantes [6:17]
8. Past Midnight [12:03]

Credits:

Bass, Piano – Jason Köhnen
Cello – Nina Hitz
Drums, Effects [Fx], Electronics [Beats] – Gideon Kiers
Guitar – Eelco Bosman
Saxophone [Guest], Bass Clarinet [Guest] – Coen Kaldeway
Trombone – Hilary Jeffery
Trumpet [Guest] – Eiríkur Óli Ólafsson
Violin – Sarah Anderson
Vocals, Piano – Charlotte Cegarra

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TKJE em ação no PQP Jazz Theatre de Jericoacoara

PQP

Brahms / Debussy / Schumann / Shostakovich: Duo (Gabetta e Grimaud)

Brahms / Debussy / Schumann / Shostakovich: Duo (Gabetta e Grimaud)

O coro de elogios — alguns deles histéricos — que este CD vem recebendo dá até vontade de destoar, mas tal intenção morre à audição dos primeiros acordes. A argentina Gabetta e a francesa Grimaud fizeram um disco de indiscutível musicalidade, perfeito, irretocável. O repertório ajuda muito, claro, mas leiam abaixo o tom dos elogios:

“Put on your headphones, close the door and soak in these direct-connection performances of Schumann, Brahms, Debussy and Shostakovich by pianist Grimaud and cellist Gabetta. This is terrific.” –Mercury News, September 2012

e assim:

An inspiring, enjoyable, powerhouse meeting between two award-winning highly-individualistic classical music superstars who consider their initial meeting as fateful, not coincidence. Hélène Grimaud (who is called “the earth” in their interview), one of the greatest interpretative classical pianists who experiences sound as colors, and star cello virtuoso Sol Gabetta (“the air”), famed for the nuanced, singing quality of her instrumental interpretations and her highly emotional playing, meld their ‘earth and air’ talents and personae into a marvelous musical duo. It began in 2011 in a joyful, fateful musical encounter that ‘clicked’ immediately. In a wide spectrum of musical tastes, they cover the duo compositions of Robert Schumann, Johannes Brahms, Claude Debussy, and Dmitri Shostakovich, and this diverse program works wonderfully and has toured to great success. All performances are excellent and the ‘best of the best’ begins with the ‘storm to calm’ of the ‘Finale’ of Debussy’s Sonata for Violoncello and Piano in D Minor; the awesome beauty and virtuosity of the spellbinding 12 minute Shostakovich Allegro non troppo from the Sonata for Violoncello and Piano in D minor, Opus 40; the fiery third movement of Schumann’s ‘Drei Fantasiestücke’ (Three Fantasies), Opus 73 and the overpowering beauty of the familiar 14 minute Allegro non troppo and the 6 minute Allegro-Più presto movements of Brahms Sonata for Piano and Violoncello No 1 in E minor, Opus 38. Awesome performances by two great artists who form a dynamic duo of singular musical purpose. My Highest Recommendation! Five OUTSTANDING Stars! Independent, October 2012

Duo, com Sol Gabetta e Helene Grimaud

Drei Fantasiestücke op. 73
Composed By – Robert Schumann
1 I. Zart Und Mit Ausdruck 3:13
2 II. Lebhaft, Leicht 3:13
3 III. Rasch Und Mit Feuer 3:53

Sonata For Piano And Violoncello No. 1 in E minor op. 38
Composed By – Johannes Brahms
4 I. Allegro Non Troppo 14:27
5 II. Allegretto Quasi Minuetto – Trio 5:26
6 III. Allegro – Più Presto 6:22

Sonata For Violoncello And Piano In D Minor
Composed By – Claude Debussy
7 I. Prologue. Lent, Sostenuto E Molto Risoluto 4:36
8 II. Sérénade. Modérément Animé 3:13
9 III. Final. Animé, Léger Et Nerveux 3:40

Sonata For Violoncello And Piano In D Minor Op. 40
Composed By – Dmitri Shostakovich
10 I. Allegro Non Troppo 11:56
11 II. Allegro 2:50
12 III. Largo 8:21
13 IV. Allegro 3:58

Sol Gabetta, violoncelo
Helene Grimaud, piano

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P.S. —  Um pouquinho mais de Gabetta para os pequepianos. A música é Oblivion de Astor Piazzolla:

Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano (Kocsis, Lehel, Dezső, Ferencsik) #BRTK140 Vol. 15 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano (Kocsis, Lehel, Dezső, Ferencsik) #BRTK140 Vol. 15 de 29

Aqui, toda a coleção.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os textos abaixo foram retirados do site da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e são de autoria do grande Paulo Sérgio Malheiros dos Santos.

Aos dezoito anos, Bartók começou a estudar metodicamente as manifestações musicais populares de seu país. Estendeu suas pesquisas pelo Leste europeu, chegando ao Norte da África e à Turquia. Seu método de trabalho implicava uma ética – o respeito pelas diferentes etnias e a superioridade do humanismo sobre o nacionalismo. O compositor recolheu, classificou e analisou milhares de canções, em busca de procedimentos musicais comuns às diversas culturas camponesas. Assimilou a surpreendente riqueza rítmica do folclore (em seus compassos inusitados) e libertou-se da hegemonia do sistema tonal pelo uso sistemático de modos e escalas seculares.

Paralelamente às pesquisas de etnomusicologia, Bartók elaborou uma síntese original de certos aspectos do cânone da música ocidental. Reconhecia-se tributário, sobretudo, da influência de três grandes compositores: Debussy, Beethoven e Bach. Ao recuperar e incorporar elementos primitivistas à melhor tradição erudita europeia, Bartók contribuiu decisivamente para a renovação da linguagem musical contemporânea, tornando-se, incontestavelmente, um dos compositores mais inovadores e influentes do século XX.

Além da obra pianística, a produção de Béla Bartók (incontestavelmente um dos compositores mais originais, inovadores e influentes do século XX) abrange variados gêneros, incluindo obras orquestrais, música para teatro (ópera, balé e pantomima), importantes combinações de câmara, música vocal e coral. Sua arte atingiu um ponto culminante nos seis Quartetos de Cordas, associados em linha direta aos quartetos da última fase de Beethoven e que fazem de Bartók o principal mestre moderno dessa modalidade camerística.

Grande pianista, Béla Bartók atuou sob a direção de célebres regentes, convidado por orquestras europeias e americanas. Fez seu primeiro recital aos dez anos, quando ainda estudava com sua mãe, competente professora de piano. Depois, aperfeiçoou-se com Istvan Thoman, aluno de Liszt. Durante trinta anos, Bartók lecionou piano no Conservatório de Budapeste, consolidando a fama de excelente pedagogo. Dos três concertos que escreveu para o instrumento, estreou os dois primeiros, sendo o nº 1 sob a regência do célebre Wilhelm Furtwängler. Com o grande êxito do Segundo Concerto, despediu-se do público alemão. O Concerto nº 3, escrito no exílio norte-americano, foi sua obra derradeira.

O Concerto Nº 1:

No Concerto nº 1 triunfam os aspectos percussivos do pianismo de Bartók: sonoridades violentas, agregações de ásperos blocos substituindo os acordes tradicionais e um mecanicismo insistente. No todo, trata-se de uma resposta bastante pessoal – e ainda hoje muito impactante – aos apelos neoclássicos e construtivistas de sua época.

No primeiro movimento, Allegro moderato, o uso do ostinato torna-se fonte de enorme energia propulsora. Em vários momentos o piano se inclui entre os demais instrumentos de percussão, formando com eles um todo bem distinto.

No Andante central, em forma A-B-A, as cordas se calam. Trata-se de uma meditação sóbria e profunda. O piano, de início, dialoga com a percussão. Na seção B central, o solista repete um desenho obstinado que serve de fundo ao crescendo dos sopros, libertos em extraordinária politonalidade. Sem transição, grotescos glissandos dos trombones introduzem o terceiro movimento.

Allegro molto final apresenta seu primeiro tema sobre um ostinato das cordas. As outras ideias se relacionam com o material temático do primeiro movimento. Os motivos são breves, descontínuos e episódicos. Repleta de élan rítmico, a atmosfera é viva e animada.

O Concerto Nº 2:

O êxito do Concerto para piano nº 2 em Frankfurt, no dia 23 de janeiro de 1933, marcou a última apresentação pública de Béla Bartók na Alemanha. O compositor estava no auge de sua carreira pianística – a obra fora elaborada nos intervalos de uma longa turnê europeia e terminada na Suíça. Dos três concertos que escreveu para piano, Béla Bartók pôde estrear os dois primeiros. O último, escrito no exílio americano, simultaneamente ao Concerto para viola, foi sua obra derradeira (os compassos finais foram orquestrados por Tibor Serly, seu discípulo predileto).

Como Bach, Béla Bartók conscientemente cultivou conceitos matemáticos para atingir o equilíbrio entre a expressividade musical e a realização formal. Esse rigor bachiano domina, por exemplo, o tratamento temático do primeiro Allegro do Concerto para piano nº 2. Sua arquitetura divide-se nas seções clássicas – exposição, desenvolvimento, recapitulação e coda. Os temas da exposição são de caráter principalmente rítmico (stravinskyanos), o primeiro deles abrindo a partitura com a energia dos trompetes sobre o piano. Na recapitulação, todos esses temas aparecem invertidos e, na coda, o tema inicial será utilizado em movimento retrógrado. A estrutura do Concerto apresenta uma admirável simetria entre suas três partes. O Segundo Movimento é um dos mais belos de toda a obra orquestral de Bartók. A inclusão de um Presto central articula esse “noturno” em uma divisão também ternária (Adagio-Presto-Adagio). Emoldurado pelos dois adágios e pelos movimentos extremos, o Presto serve, assim, de núcleo para todo o Concerto que resulta em uma construção espelhada (rápido – lento/rápido/lento – rápido).

O Terceiro movimento possui uma agressiva aceleração (do Allegro molto ao Presto) e o piano liberta-se de qualquer vestígio romântico, executando traços de bravura e vigor inusitados.

A escrita orquestral do Concerto visa, sobretudo, a variedade das cores. O colorido diferenciado é nitidamente desenhado pela alternância dos naipes – no primeiro movimento dominam os instrumentos de sopro e a percussão, enquanto as cordas se calam. No segundo, os sopros só aparecem na seção central. O terceiro movimento é o único em que toda a orquestra é valorizada.

Obra da plena maturidade de Béla Bartók, o Concerto para piano nº 2 apresenta algumas das características mais marcantes de sua linguagem: a simetria formal matematicamente calculada, a animação dançante de matriz folclórica, o contraste dinâmico dos ritmos alternados e da irregularidade métrica, a indefinição tonal e o intenso lirismo.

O Concerto Nº 3: 

Durante três décadas, Bartók lecionou piano no Conservatório de Budapeste, consolidando a fama de excelente pedagogo. Dedicou a seu instrumento predileto obras didáticas de inegável valor artístico e um repertório fundamental para a música moderna.

Dedicado à esposa de Bartók, Ditta Pásztory, o Concerto nº 3 mantém um clima basicamente cantabile, notável pela flexibilidade e transparência melódica. A orquestração é fluida, leve. A linguagem emotiva e misteriosa tem algo de mágico, quase místico. O piano não é tratado de maneira percussiva, como na técnica predominantemente contrapontística do Primeiro Concerto; nem com a verve rítmica do Segundo.

No Allegretto inicial, em forma sonata, os violinos e as violas preparam a entrada do piano, que expõe o cantante primeiro tema, acentuadamente magiar. O segundo tema, com caráter scherzando, liga-se ao precedente por uma passagem das madeiras. O curto desenvolvimento utiliza, sobretudo, elementos do primeiro tema. O refinamento extraordinário da partitura culmina na sutileza dos compassos finais, destinados à flauta e ao piano.

Adagio religioso central tem forma ternária (A-B-A), com os diferentes períodos ligados pelas cordas. Estas iniciam a introdução – motivo pentatônico, tratado polifonicamente. O Coral (parte A), de grande simplicidade e serenidade atemporal, é enunciado pelo piano. O episódio central (parte B) mantém o clima reflexivo, apesar do virtuosismo dos arabescos pianísticos. O colorido orquestral se enriquece pelos trinados nas cordas e pelas breves interferências dos metais. O retorno do Coral (parte A) faz-se apenas nas madeiras, em torno das quais o piano tece delicadas figurações.

Na transição para o Allegro vivace final, após introdução de caráter húngaro, os tímpanos preparam a entrada de um fugato iniciado pelo piano. O movimento tem forma de rondó, com os trechos melódicos alternando-se com danças de ritmos sincopados. Esses elementos constituintes apresentam-se entrecortados de fugati. No final, o tema do rondó aparece nos violinos e uma figuração virtuosística do piano colore a conclusão.

Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano (Kocsis, Lehel, Dezső, Ferencsik) #BRTK140 Vol. 15 de 29

1 Piano concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91: I. Allegro
piano:
Zoltán Kocsis (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 1, Sz. 83, BB 91: I. Allegro moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Piano Concerto no. 1, Sz. 83, BB 91
8:46

2 Piano concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91: II. Andante
piano:
Zoltán Kocsis (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 1, Sz. 83, BB 91: II. Andante
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Piano Concerto no. 1, Sz. 83, BB 91
6:50

3 Piano concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91: III. Allegro
piano:
Zoltán Kocsis (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 1, Sz. 83, BB 91: III. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Piano Concerto no. 1, Sz. 83, BB 91
6:51

4 Piano concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101: I. Allegro
piano:
Zoltán Kocsis (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 2 in G major, Sz. 95, BB 101: I. Allegro
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1930 until 1931)
part of:
Piano Concerto no. 2 in G major, Sz. 95, BB 101
9:46

5 Piano concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101: II. Adagio – presto – adagio
piano:
Zoltán Kocsis (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 2 in G major, Sz. 95, BB 101: II. Adagio – Più adagio – Presto
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1930 until 1931)
part of:
Piano Concerto no. 2 in G major, Sz. 95, BB 101
12:51

6 Piano concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101: III. Allegro molto
piano:
Zoltán Kocsis (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 2 in G major, Sz. 95, BB 101: III. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1930 until 1931)
part of:
Piano Concerto no. 2 in G major, Sz. 95, BB 101
6:25

7 Piano concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (Tibor Serly completion): I. Allegretto
piano:
Ránki Dezső
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 3 in E major, Sz. 119, BB 127: I. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1945)
part of:
Piano Concerto no. 3 in E major, Sz. 119, BB 127
7:14

8 Piano concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (Tibor Serly completion): II. Adagio reglioso – poco piu mosso – tempo I
piano:
Ránki Dezső
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 3 in E major, Sz. 119, BB 127: II. Adagio religioso
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1945)
part of:
Piano Concerto no. 3 in E major, Sz. 119, BB 127
9:36

9 Piano concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (Tibor Serly completion): III. Allegro vivace
piano:
Ránki Dezső
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Piano Concerto no. 3 in E major, Sz. 119, BB 127: III. Allegro vivace
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1945)
part of:
Piano Concerto no. 3 in E major, Sz. 119, BB 127
6:25

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Concerto de despedida de Béla Bartók em Budapeste, dirigido por János Ferencsik. É uma loucura. Logo depois ele emigraria para os EUA a fim de fugir do nazismo.

PQP

Fauré / Debussy / Poulenc: Nuit d’étoiles — Mélodies françaises (Gens)

Fauré / Debussy / Poulenc: Nuit d’étoiles — Mélodies françaises (Gens)

Véronique Gens (1966) é uma linda e extraordinária soprano francesa. Ela passou grande parte de sua carreira gravando e executando música barroca. Sua estreia em 1986 foi com William Christie e seu Les Arts Florissants. Desde então, ela trabalhou com Marc Minkowski, René Jacobs, Christophe Rousset, Philippe Herreweghe, Jean-Claude Malgoire, ou seja, só com gente nada desprezível. Embora tenha começado como especialista em barroco, Gens também se tornou requisitada para papéis em óperas de Mozart e como intérprete de canções de Berlioz, Debussy, Fauré e outros. Suas numerosas gravações incluem muito Mozart e Purcel.

O repertório deste CD é desta época não barroca, trata-se de autores franceses, exclusivamente da virada da primeira metade do século XX. O disco é muito bom. O grande destaque são as canções de Poulenc, mais alegres e melodiosas que as de seus colegas Fauré e Debussy.

(suspiro)
(suspiro)

Fauré, Debussy, Poulenc: Nuit d’étoiles (Mélodies française)

Gabriel Fauré (1845 – 1924)
1. Après un rêve Op. 7 No. 1
2. Sylvie Op. 6 No. 3
3. Au bord de l’eau Op. 8 No. 1
4. Lydia Op. 4 No. 2
5. Le papillon et la fleur Op. 1 No. 1
6. Mandoline Op. 58 No. 1
7. Clair de lune Op. 46 No. 2
8. Les berceaux Op. 23 No. 1

Claude Debussy (1862 – 1918)
Trois Chansons de Bilitis
9) I. La flûte de Pan
10) II. La chevelure
11) III. Le tombeau des Naïades

Fêtes galantes, Set 1
12) I. En sourdine
13) II. Fantoches
14) III. Clair de lune
15) Nuit d’étoiles
16) Beau soir
17) Fleur des blés
18) La Belle au bois dormant
19) Noël des enfants qui n’ont plus de maison

Francis Poulenc (1899 – 1963)
Banalités FP 107 (Guillaume Apollinaire)
20) I. Chanson d’Orkenise
21) II. Hôtel
22) III. Fâgnes de Wallonie
23) IV. Voyage à Paris
24) V. Sanglots

Deux Mélodies de Guillaume Apollinaire FP 127
25) Montparnasse
26) Hyde Park

27) Les chemins de l’amour, valse chantée FP 106

Véronique Gens, soprano
Roger Vignoles, piano

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ffs
A bela Véronique Gens

PQP

.: interlúdio :. Eric Dolphy with Booker Little Live at the Five Spot 1 e 2

.: interlúdio :. Eric Dolphy with Booker Little Live at the Five Spot 1 e 2

Live at the Five Spot são dois álbuns de jazz que documentam a noite de 16 de julho de 1961, a qual marca o final da série de shows que Eric Dolphy e Booker Little fizeram no Five Spot em Nova York. Este dia não consta dos livros de história (aliás, talvez conste neste aqui), mas deveria, pois naquela noite havia uma eletricidade inédita nos ares novaiorquinos.

No tempo do vinil, havia um terceiro disco chamado Memorial Album onde estavam Number Eight (Potsa Lotsa) e Booker`s Waltz. Essas duas faixas agora estão nestes dois CDs que documentam a noite. A expressão “documentam a noite” é uma espetacular besteira de inspiração cartorial, pois não caracteriza nem a loucura criativa cubista e dissonante, nem a vivacidade dos solos de Dolphy. Quando Dolphy sola, é algo tão incomum que a gente pensa que possam surgir jacarés nos esgotos ou legumes em nossas cabeças.

Aliás, os enfermeiros berlinenses devem ter pensado em algo semelhante na tarde de 18 de junho de 1964, quando Dolphy caiu na rua e foi levado ao hospital. Eles não sabiam que ele era diabético e supuseram que ele estava apenas vivenciando uma overdose (é músico de jazz, não?). Então, deixaram-no deitadinho num leito até que passasse o efeito das drogas. Era um coma diabético. A insulina foi-lhe administrada tarde demais.

Eric Dolphy Live at the Five Spot 1

1. Fire Waltz 13:44
2. Bee Vamp (Live) 12:27
3. The Prophet 21:25
4. Bee Vamp (Alternate Take) 9:45

Recorded live at The Five Spot in New York, N Y on July 16, 1961.

Eric Dolphy – alto saxophone, flute, bass clarinet
Booker Little – trumpet
Mal Waldron – piano
Richard Davis – bass
Ed Blackwell – drums

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Eric Dolphy Live at the Five Spot 2

1. Aggression 17:16
2. Like Someone In Love 19:50
3. Number Eight (Potsa Lotsa) 15:31
4. Booker’s Waltz 14:34

Recorded live at The Five Spot in New York, N Y on July 16, 1961.

Eric Dolphy – alto saxophone, flute, bass clarinet
Booker Little – trumpet
Mal Waldron – piano
Richard Davis – bass
Ed Blackwell – drums

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Eric Dolphy: mais gênio impossível

PQP

Camille Saint-Saëns (1841-1904): Integral dos Concertos para Piano

Achei que ia ser um saco ouvir estes concertos — afinal, eles estão normalmente ausentes do repertório sinfônico das grandes orquestras! –, mas me enganei totalmente. Na verdade, adorei ouvi-los. Na verdade, me entusiasmei e achei SENSACIONAL ouvi-los. Os movimentos lentos são belíssimos; os rápidos são atléticos e exatos; a gravação do trio Rogé – Dutoit – LSO é esplendorosa.

E não dá para falar mal do altamente erudito e grande viajante tiozão que CS-S foi. Imaginem que ele tinha impulsos súbitos de viajar e viajava para os lugares mais malucos de um dia para outro, isso numa época em que fazê-lo era complicado. Ele conheceu o Sri Lanka, a Indochina, o Egito e lugares tão exóticos e bisonhos quanto Rio de Janeiro e São Paulo. E isso em 1899! Pior, vocês não acreditar, mas ele foi aos Estados Unidos! Morreu em Argel numa dessas viagens.

Camille Saint-Säens (1841-1904): Integral dos Concertos para Piano

1. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 1. Andante – Allegro assai 12:25
2. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 2. Andante sostenuto quasi adagio 10:27
3. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 3. Allegro con fuoco 5:36

4. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 1. Andante sostenuto 11:26
5. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 2. Allegro scherzando 5:51
6. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 3. Presto 6:50

7. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 1. Moderato assai – piu mosso (Allegro maestoso) 14:27
8. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 2. Andante 8:01
9. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 3. Allegro non troppo 7:39

10. Saint-Saëns: Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44 – 1. Allegro moderato – Andante 12:37
11. Saint-Saëns: Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44 – 2. Allegro vivace – Andante – Allegro 13:40

12. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 1. Allegro animato 11:25
13. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 2. Andante 11:48
14. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 3. Molto allegro 5:44

Pascal Rogé, piano
London Philharmonic Orquestra
Charles Dutoit

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Vais viajar, Camille?
Vais viajar, Camille?

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Suíte de Danças para Orq. / Música para Cordas, Percussão e Celesta / Concerto para 2 Pianos, Percussão e Orq. (Sándor, Lehel, Pásztory-Bartók, Tusa) #BRTK140 Vol. 14 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Suíte de Danças para Orq. / Música para Cordas, Percussão e Celesta / Concerto para 2 Pianos, Percussão e Orq. (Sándor, Lehel, Pásztory-Bartók, Tusa) #BRTK140 Vol. 14 de 29

Aqui, toda a coleção.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gosto muito das obras deste CD. Talvez a Música seja uma das tantas “melhores obras” de Bartók. E a Suíte foi minha porta de entrada para o compositor. É, portanto, uma obra que amo. Já o Concerto para 2 Pianos e Percussão é uma transcrição da já comentada Sonata para 2 Pianos e Percussão que segue o original.

Suíte de Danças (1923) foi a primeira obra de Bartók oficialmente encomendada. A encomenda era para comemorar o cinquentenário da união das cidades de Buda e Peste. Apesar do caráter patriótico da celebração, as cinco danças (interligadas por um refrão de caráter húngaro) apresentam também elementos árabes e romenos. A Suíte tem seis movimentos, embora algumas gravações a concebam como um único movimento de corpo inteiro.

Em 1934, o maestro suíço Paul Sacher casou-se com a herdeira da indústria farmacêutica Roche. Agora um dos homens mais ricos do mundo, o maestro aplicou seu dinheiro em uma de suas paixões: a música nova. Para celebrar o décimo aniversário da Orquestra de Câmara de Basel, que havia fundado, Sacher encomendou uma obra de um dos compositores de vanguarda da época. A peça escrita por Bartók – Música para cordas, Percussão e Celesta – seria reconhecida como uma de suas obras-primas. “É uma das mais puras e mais bem proporcionadas produções de seu estilo maduro. A música envolve muitas das contradições que fazem sua arte tão fascinante, ao mesmo tempo primitiva e sofisticada, selvagem e controlada, serena e aterrorizante, séria e cômica.” (Calvin Dotsey, autor das notas de programa da Sinfônica de Houston). Sua instrumentação é sui generis: duas orquestras de cordas, uma de cada lado; ao centro e mais afastado, um conjunto de instrumentos de percussão e teclado (xilofone, caixa, pratos, tam-tam, bumbo, tímpanos, celesta e piano).

São quatro os seus movimentos:

O primeiro é um Andante tranquilo, uma fuga meditativa no início. Aos poucos a tensão se eleva inexoravelmente, a música fica mais alta, até um clímax que é uma série de mi bemóis repetidos.

“O segundo movimento é um Allegro enérgico que combina os ritmos animados da música de rabeca húngara com os padrões estruturais que Mozart ou Beethoven teriam usado.” (Calvin Dotsey)

O terceiro movimento, Adagio, é um exemplo do que é chamado música de noite de Bartók. Apresenta uma parte importante para o xilofone, que abre o movimento. Para os que gostam de matemática, é comum a interpretação de que este solo é baseado na Sequência de Fibonacci: acelerando/retardando, usa o ritmo 1: 1: 2: 3: 5: 8: 5: 3: 2: 1: 1.

No último movimento, Allegro Molto, os violinos começam em pizzicato (dedilhado), imitando as cítaras e os címbalos tradicionais húngaros. O movimento tem assim o caráter de uma animada dança camponesa.

Fonte: Clássicos dos Clássicos.

E esses húngaros são foda mesmo. Ditta, a viúva de Bartók, faz um dos pianos no Concerto para 2 Pianos e Percussão. E quando eles tocam, mesmo eu achando a Sonata análoga ainda melhor, é sensacional. Sen. Sa. Cio. Nal.

Béla Bartók (1881-1945): Suíte de Danças para Orq. / Música para Cordas, Percussão e Celesta / Concerto para 2 Pianos, Percussão e Orq. #BRTK140 Vol. 14 de 29

1 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: I. Moderato
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: I. Moderato (for orchestra)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a (for orchestra)
3:30

2 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: II. Allegro molto
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: II. Allegro molto (for orchestra)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a (for orchestra)
2:23

3 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: III. Allegro vivace
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: III. Allegro vivace (for orchestra)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a (for orchestra)
2:58

4 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: IV. Molto tranquillo
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: IV. Molto tranquillo (for orchestra)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a (for orchestra)
4:01

5 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: V. Comodo
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: V. Comodo (for orchestra)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a (for orchestra)
1:01

6 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: VI. Finale
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: VI. Finale. Allegro (for orchestra)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a (for orchestra)
4:08

7 Music for strings, percussion & celesta, Sz. 106, BB 114: I. Andante tranquillo
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114: I. Andante tranquillo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114
7:30

8 Music for strings, percussion & celesta, Sz. 106, BB 114: II. Allegro
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114: II. Allegro
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114
7:38

9 Music for strings, percussion & celesta, Sz. 106, BB 114: III. Adagio
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114: III. Adagio
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114
7:11

10 Music for strings, percussion & celesta, Sz. 106, BB 114: IV. Allegro molto
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114: IV. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106, BB 114
7:42

11 Concerto for 2 pianos, percussion & orchestra, Sz. 115, BB 121: I. Assai lento – allegro molto
percussion:
Jószef Marton and Ferenc Petz
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Sándor
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Concerto for Two Pianos, Percussion and Orchestra, Sz. 115, BB 121: I. Assai lento
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Concerto for Two Pianos, Percussion and Orchestra, Sz. 115, BB 121
13:55

12 Concerto for 2 pianos, percussion & orchestra, Sz. 115, BB 121: II. Lento ma non troppo
percussion:
Jószef Marton and Ferenc Petz
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Sándor
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Concerto for Two Pianos, Percussion and Orchestra, Sz. 115, BB 121: II. Lento, ma non troppo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Concerto for Two Pianos, Percussion and Orchestra, Sz. 115, BB 121
6:21

13 Concerto for 2 pianos, percussion & orchestra, Sz. 115, BB 121: III. Allegro ma non troppo
percussion:
Jószef Marton and Ferenc Petz
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Sándor
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Concerto for Two Pianos, Percussion and Orchestra, Sz. 115, BB 121: III. Allegro non troppo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Concerto for Two Pianos, Percussion and Orchestra, Sz. 115, BB 121

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Bartók com sua esposa, Edith (Ditta) Pásztory em 1939

PQP

Matthias Weckmann (1616-1674): Cantatas Barrocas Alemãs (IX) (Ricercar Consort)

Matthias Weckmann (1616-1674): Cantatas Barrocas Alemãs (IX) (Ricercar Consort)

Eu não sei quantos discos desta série já postei. Sei que foram vários, o que é uma inexatidão, mas uma inexatidão plural. Com o passar dos anos, deixei de ser “completista”, ouço o que me cai nas mãos de forma menos sistemática do que fazia anos atrás. Então “vários” destes CDs fantásticos do Ricercar Consort estão pelo PQP. Nenhum deles é sensacional, mas também nenhum é esquecível. Este aqui é ótimo. Trata-se de Cantatas de um certo Matthias Weckmann, que já tem duas aparições  no PQP.

Matthias aprendeu música em Dresden com o grande Heinrich Schütz, depois foi para Hamburgo onde trabalhou com o famoso organista Praetorius na Igreja de São Pedro. Ele foi apresentado ao concertato italiano por Schütz, que lhe mostrou Giovanni Gabrieli e Monteverdi, mas foi o fundamental Sweelinck quem o influenciou ainda mais. Em 1655, após uma competição, foi nomeado organista titular da igreja de Saint James (Jakobkirche) em Hamburgo, onde passou o resto de sua vida. Ele fundou um renomado conjunto orquestral chamado Collegium Musicum em Hamburgo. Foi o período mais produtivo de sua vida: suas composições desta época incluem uma coleção de 1663, que contém textos que mencionam a terrível praga que matou sua primeira esposa e muitos de seus colegas em Hamburgo naquele ano. Ele morreu em Hamburgo e foi enterrado em um túmulo de família na Igreja de St. James, sob o órgão.

Matthias Weckmann (1616-1674): Cantatas Barrocas Alemãs (IX) (Ricercar Consort)

CD1
1-1 Weine Nicht 13:32
1-2 Zion Spricht 8:03
1-3 Herr Wenn Ich Nur Dich Habe 7:26
1-4 Wie Liegt Die Stadt So Wüste
Organ – Guy Penson
Violin [❘❘] – Ryo Terakado
16:00
1-5 Dialogo Von Tobias Und Raguel 11:45

CD2
2-1 Kommet Her
Viol [❘❘❘] – Kaori Uemura
7:59
2-2 Wenn Der Herr
Viol [❘❘❘] – Piet Strijkers*
10:56
2-3 Angelicus Coeli Chorus
Organ – Guy Penson
Violin [❘❘] – Ryo Terakado
7:18
2-4 Gegrüsset Seist Du 6:25
2-5 Rex Virtutum 5:31
2-6 Der Tod Ist Verschlungen 4:16
2-7 Es Erhub Sich Ein Streit
Choir – Capella Sancti Michaelis
Conductor – Erik Van Nevel
Organ – Johan Huys
Soprano Vocals – Jill Feldman
Tenor Vocals – Guy De Mey
Violin [❘❘] – Mihoko Kimura

Bass Trombone – Jean-Marie Xhonneux
Bass Vocals – Max Van Egmond
Cello – Hidemi Suzuki
Countertenor Vocals – James Bowman (2)
Double Bass – Eric Mathot
Dulcian – Jean-Louis Fiat
Ensemble – Ricercar Consort
Organ – Willem Jansen*
Recorder [❘] – Frédéric De Roos
Recorder [❘❘] – Patrick Denecker
Soprano Vocals – Greta De Reyghere
Tenor Vocals – Ian Honeyman
Theorbo – Philippe Malfeyt
Trombone [Alto] – Alain Pire
Trombone [Tenor] – Sébastien Jadot
Viol [❘], Viol [Dessus De Gambe] – Philippe Pierlot (2)
Viol [❘❘] – Sophie Watillon
Viol [❘❘❘] – Rainer Zipperling
Violin [❘] – François Fernandez
Violin [❘❘] – Enrico Gatti
Violin [❘❘❘] – Ghislaine Wauters

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“O anjo deixando a família de Tobias”, de Rembrandt (1641)

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra / Divertimento para Cordas / Scherzo para Orquestra (Doráti, Lehel) #BRTK140 Vol. 13 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra / Divertimento para Cordas / Scherzo para Orquestra (Doráti, Lehel) #BRTK140 Vol. 13 de 29

Aqui, toda a coleção.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O extraordinário Concerto para Orquestra é uma obra-prima em cinco movimentos composta por Béla Bartók em 1943. É uma de suas obras mais conhecidas e populares. Na partitura está escrito “15 de agosto – 8 de outubro de 1943”. Foi estreado em 1º de dezembro de 1944 pela Orquestra Sinfônica de Boston regida por Serge Koussevitzky. Foi um enorme êxito. Este Concerto é o mais conhecido da série de peças que têm o título aparentemente contraditório de Concerto para Orquestra. Isso contrasta com a forma convencional de concerto, que apresenta um instrumento solo com acompanhamento orquestral. Bartók disse que chamou a peça de concerto em vez de sinfonia, devido à forma como cada seção dos instrumentos é tratada — sempre de forma solista e virtuosística. A obra foi escrita em resposta a uma encomenda da Fundação Koussevitzky (dirigida pelo maestro Serge Koussevitzky) após a mudança de Bartók da sua Hungria natal — de onde ele fugiu por causa da Segunda Guerra Mundial — para os Estados Unidos. Especulou-se que a obra anterior de Bartók, o Quarteto de Cordas nº 6 (1939), poderia muito bem ter sido a última se não fosse por esta encomenda, que deu origem a um pequeno número de outras composições, incluindo sua Sonata para Violino Solo e o igualmente belíssimo Concerto para Piano No. 3. Bartók revisou seu Concerto para Orquestra em fevereiro de 1945. A maior mudança ocorreu no último movimento, que ficou mais longo. Ambas as versões do finale foram publicadas, mas o finale revisado é quase universalmente o executado.

Bartók escreveu a seguinte nota no programa de estreia da obra:

O clima geral da obra representa uma transição gradual da severidade do primeiro movimento e da lúgubre canção de morte do terceiro, para uma afirmação de vida do último. (…) O título desta obra orquestral sinfônica é explicada por sua tendência a tratar os instrumentos orquestrais individuais de uma maneira concertante ou solística. O tratamento “virtuoso” aparece, por exemplo, nas seções fugato do desenvolvimento do primeiro movimento (instrumentos de sopro) , ou na passagem perpetuum mobile do tema principal no último movimento (cordas), e especialmente no segundo movimento, em que duplas de instrumentos aparecem consecutivamente com passagens brilhantes.

Uma história encantadora e raramente citada sobre esse segundo movimento é relatada pelo maestro Antal Dorati — regente desta gravação –, que estudou piano e composição com Bartók em Budapeste e que ocasionalmente visitava seu antigo professor em Nova York:

Uma vez, quando estávamos sozinhos, Bartók me perguntou:

— Você sabe qual é a interrupção no interrotto do intermezzo [do Concerto]?

— Claro que sim, professor. É da Viúva Alegre.

–Da Viúva Alegre?

A música de Lehár era totalmente desconhecida para ele… Ele simplesmente não havia entendido a que eu estava me referindo.

Então, evidentemente, não era uma citação de lá.

— O que é então?

Tendo extraído minha promessa solene de que não contaria a ninguém enquanto ele ainda estivesse vivo, ele  confidenciou que estava caricaturando uma melodia da Sétima Sinfonia de Shostakovich, a “Leningrado”, que então gozava de grande popularidade na América e, na opinião de Bartók, mais do que merecida, pela luta contra o fascismo

— Então, dei vazão à minha raiva — completou ele.

Voltando, o Concerto para Orquestra segue o palíndromo empregado por Bartók em seu Quarto Quarteto de Cordas (1928), em que o movimento central lento é circundado por dois scherzos, que por sua vez são circundados por dois movimentos maiores.

É uma música linda, virtuosística e de conteúdo. É o trabalho mais popular do compositor e termina numa fuga espetacularmente complexa, antes da conclusão deliciosamente empolgante. No quarto movimento, o segundo scherzo, a orquestra parece rir duas vezes, coisa que Doráti consegue realizar esplendidamente nesta gravação.

Tamanha obra-prima veio acompanhada do Divertimento para Cordas, uma peça bem mais ou menos…

Mais interessante é o Scherzo para Orquestra. Em 1902, aos 21 anos, Bartók começou a trabalhar numa Sinfonia. Depois de tocar partes dela para professores e amigos, o compositor ficou inseguro de seu valor e, no final, decidiu orquestrar apenas o Scherzo. Para aqueles que estão familiarizados com as obras mais conhecidas dos últimos anos de Bartók, esta primeira peça de dez minutos será uma surpresa, principalmente por seu som típico de Richard Strauss. O Scherzo começa com um clima ensolarado, um ostinato animado que leva ao tema principal, uma valsa rápida de caráter um tanto brahmsiano. Alguns notaram sua semelhança com o segundo tema do primeiro movimento da Segunda Sinfonia de Brahms. Outros trechos de valsa aparecem ao longo do movimento. A orquestração de Bartók é bastante colorida, lembrando a música orquestral do Sibelius jovem. Na época, Bartók ainda não tinha desenvolvido a paixão pela música folclórica, o que explica  motivo de este Scherzo ser livre de qualquer indício de sabores húngaros. Aqueles que ouvem esta pequena joia pela primeira vez, provavelmente não suspeitarão que seu compositor é o jovem Béla Bartók.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra / Divertimento para Cordas / Scherzo para Orquestra (Doráti, Lehel) #BRTK140 Vol. 13 de 29

1 Concerto for orchestra, Sz. 116, BB 123: I. Introduzione
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: I. Introduzione. Andante non troppo – Allegro vivace
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1943)
part of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123
9:40

2 Concerto for orchestra, Sz. 116, BB 123: II. Giuoco delle coppie
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: II. Giuoco delle coppie. Allegretto scherzando
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1943)
part of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123
6:37

3 Concerto for orchestra, Sz. 116, BB 123: III. Elegia
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: III. Elegia. Andante non troppo
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1943)
part of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123
6:43

4 Concerto for orchestra, Sz. 116, BB 123: IV. Intermezzo interrotto
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: IV. Intermezzo interrotto. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1943)
part of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123
4:33

5 Concerto for orchestra, Sz. 116, BB 123: V. Finale
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123: V. Finale. Pesante – Presto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1943)
part of:
Concerto for Orchestra, Sz. 116, BB 123
9:34

6 Divertimento for string orchestra, Sz. 113, BB 118: I. Allegro non troppo
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Divertimento for String Orchestra, Sz. 113, BB 118: I. Allegro non troppo
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1939)
part of:
Divertimento for String Orchestra, Sz. 113, BB 118
9:40

7 Divertimento for string orchestra, Sz. 113, BB 118: II. Molto adagio
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Divertimento for String Orchestra, Sz. 113, BB 118: II. Molto adagio
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1939)
part of:
Divertimento for String Orchestra, Sz. 113, BB 118
9:20

8 Divertimento for string orchestra, Sz. 113, BB 118: III. Allegro assai
orchestra:
Hungarian State Orchestra (Hungarian National Philharmonic Orchestra)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Divertimento for String Orchestra, Sz. 113, BB 118: III. Allegro assai
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1939)
part of:
Divertimento for String Orchestra, Sz. 113, BB 118
7:39

9 Scherzo from symphony in E-flat major, BB 25, DD 68 for orchestra in C major: Scherzo
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Scherzo for piano & orchestra, DD 68, Sz. 28, BB 25 (Op. 2): II. Allegro. Scherzo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Scherzo (Burlesque), DD 68, Sz. 28, BB 25, op. 2

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Béla Bartók em Basel no anos de 1936

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro (Kermes)

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro (Kermes)

IM-PER-DÍ-VEL !!! 

Um par de CDs de excelentes árias de Vivaldi. Um dedicado às profanas, outro às sacras. O álbum inclui uma série de gravações inéditas e, assim, contribui para a descoberta do compositor. Mas o que interessa é que as gravações são alegria pura, levadas com grande competência. A música tem ritmo, belas melodias e extrema energia. Kermes, Marcon e a Orquestra Barroca de Veneza são bons amigos dos melômanos.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro


Amor Profano

1. L’Olimpiade / Act 2 – Siam navi all’onde 6:46
2. La fede tradita e vendicata (RV 712) – Sin nel placido soggiorno 7:43
3. Vivaldi: Orlando furioso RV 728 / Act 2 – Ah fuggi rapido 2:28
4. Tito Manlio / Act 3 – Non m’afflige il tormento di morte 4:06
5. Semiramide (RV 733) – Quegl’ occhi luminosi 5:06
6. Il Tigrane / Act 2 – Squarciami pure il seno 3:21
7. Catone in Utica / Act 1 – Se in campo armato 6:28
8. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 1. [without tempo indication] 2:22
9. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 2. Andante molto 2:39
10. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 3. Allegro 0:56
11. Griselda – dramma per musica – Agitata da due venti 5:31
12. Tito Manlio / Act 3 – Dopo sì rei disastri 1:39
13. La verità in cimento / Act 1 – Amato ben tu sei la mia speranza 7:25
14. Tito Manlio / Act 2 – Combatta un gentil cor 4:34
15. La farfalletta 6:47
16. Il Giustino / Act 3 – Or che cinto ho il crin d’alloro 3:36

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Amor sacro

1. 1. In furore iustissimae (Allegro) – 1. In furore iustissimae (Allegro) 5:10
2. 2. Miserationum Pater (Recitativo) – 2. Miserationum Pater (Recitativo) 0:59
3. 3. Tunc meus fletus (Largo) – 3. Tunc meus fletus (Largo) 7:42
4. 4. Alleluia (Allegro) – 4. Alleluia (Allegro) 1:31
5. Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” – Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” 7:25
6. Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” – Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” 1:14
7. Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” – Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” 3:10
8. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 1:59
9. Allegro (Aria) “In turbato mare irato” – Allegro (Aria) “In turbato mare irato” 6:49
10. Recitativo “Splende serena, o lux amata” – Recitativo “Splende serena, o lux amata” 0:56
11. Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” – Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” 7:44
12. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 2:12
13. Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” – Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” 7:37
14. Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” – Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” 1:02
15. Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” – Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” 8:21
16. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 3:02

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Simone Kermes
Simone Kermes

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Serenatas para Sopros K. 361 (Gran Partita) e K. 375 (Akademie für Alte Musik Berlin)

W. A. Mozart (1756-1791): Serenatas para Sopros K. 361 (Gran Partita) e K. 375 (Akademie für Alte Musik Berlin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu costumo citar sempre a mesma coisa quando posto a Gran Partita: a famosa cena do filme Amadeus onde Salieri fala do lindíssimo Adágio da obra:

Na página não parecia nada! O princípio simples, quase cômico. Só uma pulsação. Trompas, fagotes… Como uma sanfona enferrujada. E depois, subitamente… Lá bem no alto… Um oboé. Uma única nota, ali pendurada, decidida. Até que um clarinete a substitui, adoçando-a numa frase  voluptuosa… Isto não era uma composição de um macaco amestrado. Era música como eu nunca tinha ouvido. Cheia de uma saudade, de uma saudade não realizada. Parecia-me que estava a ouvir a voz de Deus.

Este é o texto de uma das mais belas cenas de Amadeus (1984), de Milos Forman. Quem o diz é F. Murray Abraham no papel de Salieri. Ele recebeu o Oscar de Melhor Ator.

A Serenata Nº 10 para sopros, K. 361, foi escrita para treze instrumentos: 2 oboés, 2 clarinetes, 2 corni di bassetto (os mesmos do Réquiem), 2 fagotes, 4 trompas e um contrabaixo. Foi composta em 1781 ou 1782 e é conhecida pelo apelido de Gran Partita, embora o título não tenha vindo da mão de Mozart. É enorme, tem sete movimentos. O K. 375 que abre este CD também é muito bom, mas fala sério, a Gran Partita é disparado a estrela do disco.

Esta gravação de duas das Serenatas de Mozart é uma joia que você deve ouvir. São duas obras-primas interpretadas com extremo bom gosto e senso do estilo mozartiano. A Akademie für Alte Musik Berlin é sinônimo de muito alta qualidade. Sempre!

W. A. Mozart (1756-1791): Serenatas para Sopros K. 361 (Gran Partita) e K. 375 (Akademie für Alte Musik Berlin)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791): Serenade No. 11 in E -Flat Major, K. 375
1 Serenade No. 11 in E-Flat Major, K. 375: I. Allegro maestoso 07:39
2 Serenade No. 11 in E-Flat Major, K. 375: II. Menuetto – Trio 03:36
3 Serenade No. 11 in E-Flat Major, K. 375: III. Adagio 05:45
4 Serenade No. 11 in E-Flat Major, K. 375: IV. Menuetto – Trio 02:21
5 Serenade No. 11 in E-Flat Major, K. 375: V. Finale. Allegro 03:40

Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran partita”
6 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran partita”: I. Largo – Molto allegro 09:49
7 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran Partita”: II. Menuetto – Trio I – Trio II 08:56
8 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran partita”: III. Adagio 05:19
9 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran Partita”: IV. Menuetto. Allegretto – Trio I – Trio II 04:55
10 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran partita”: V. Romance. Adagio 06:31
11 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran Partita”: VI. Tema con variazioni. Andante 09:38
12 Serenade No. 10 in B-Flat Major, K. 361 “Gran partita”: VII. Finale. Molto allegro 03:31

Akademie für Alte Musik Berlin

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Pobre do Salieri original. O filme faz-lhe a maior das sacanagens póstumas, mas é tão bom que deixa assim.

PQP

 

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 7 (Petrenko)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 7 (Petrenko)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Sinfonia Nº 7 de Mahler é a mais problemática e possivelmente uma das menos populares das nove (ou dez) do compositor. Pois é, mas é uma de suas melhores sinfonias, na minha opinião sempre equivocada… Com mais de uma hora de duração, entrando e saindo de vários reinos tonais e terminando de um modo estranhamente ensolarado, a obra tem três movimentos centrais que alguns consideram incoerentes. No entanto, o maestro Kirill Petrenko , liderando o Bayerisches Staatsorchester, tem tudo sob controle. Não é  que Petrenko faça algo revolucionário, embora seu finale, de 16min18, seja extraordinariamente rápido (compare com os 18min42 de Bernard Haitink). É que ele tem um conceito diferente para cada movimento e molda a orquestra com eficácia incomum. Em sua leitura, os dois movimentos “Nachtmusik” enquadram o Scherzo, que retoma o som inquietante e muitas vezes dissonante do movimento de abertura. Embora mais longos que o Scherzo, os noturnos são, nas mãos de Petrenko , interlúdios de um drama que só se resolve com o final. Apesar de sua extensão, a obra segue em uma única varredura coerente, como raramente acontece, e a energia ao vivo dessas apresentações de 2018 em Munique é palpável. Esperamos por mais Mahler de Petrenko. Bem, eu realmente pensei que conhecesse esse trabalho — todas as facetas dele. Mas Kirill Petrenko tem uma maneira de ouvir profundamente as texturas e harmonias que às vezes é realmente surpreendente. Ele nos dá ouvidos de raio-X. Esta peça foi talvez o maior salto que Mahler já deu em direção a um tipo de “música pura” que se apoiava menos na alta emoção e mais em uma uma gama quase alucinatória de cores em termos de textura e linguagem harmônica. E se ele consegue fazer mahlerianos experientes, mesmo por um momento, imaginar que esta é uma experiência inédita, então…  Este é um primeiro lançamento auspicioso para a própria gravadora da Bayerisches Staatsorchester e qualquer versão favorita desta sinfonia que você possa ter em sua coleção — seja Bernstein, seja MTT ou um dos Fischers –, mesmo assim Petrenko exige ser ouvido com atenção.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 7 (Petrenko)

1 Symphony No. 7 in E Minor: I. Langsam – Allegro risoluto, ma non troppo (Live) 20:47
2 Symphony No. 7 in E Minor: II. Nachtmusik. Allegro moderato (Live) 14:19
3 Symphony No. 7 in E Minor: III. Scherzo. Schattenhaft (Live) 9:22
4 Symphony No. 7 in E Minor: IV. Nachtmusik. Andante amoroso (Live) 11:45
5 Symphony No. 7 in E Minor: V. Rondo finale (Live) 16:18

Bayerisches Staatsorchester
Kirill Petrenko

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Kirill Petrenko pede para a gente manter a calma e esperar até o Boçalnato ir embora. Que vá logo e não retorne nunca mais!

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Béla Bartók (1881-1945): Poema Sinfônico “Kossuth” / 2 Retratos para Violino e Orq. / 2 Imagens para Orq. / 4 Peças para Orq. (Lehel, Szűcs, Erdélyi) #BRTK140 Vol. 10 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Poema Sinfônico “Kossuth” / 2 Retratos para Violino e Orq. / 2 Imagens para Orq. / 4 Peças para Orq. (Lehel, Szűcs, Erdélyi) #BRTK140 Vol. 10 de 29

Aqui, toda a coleção.

Um excelente disco. É incrível — os húngaros conseguem tocar de tal forma que até o Poema Sinfônico Kossuth ganha vida e torna-se muito bom. Apesar de trazer obras abaixo da média de Bartók, o disco está muito acima da média dos compositores, digamos, normais. O poema sinfônico foi escrito uma homenagem ao político húngaro Lajos Kossuth, herói da Revolução Húngara de 1848 e narra musicalmente sua tentativa fracassada de conquistar a independência da Hungria da Áustria em 1848-49. O próprio Bartók escreveu comentários detalhados sobre a partitura, delineando um programa. Embora a obra seja escrita em um único movimento, fala sério, ela é formada por dez movimentos ou seções interrelacionadas. A peça começa com Bartók esboçando um retrato de seu herói e termina com uma marcha fúnebre, que também foi arranjada para piano pelo compositor. Os poemas sinfônicos de Liszt e Strauss influenciam fortemente o trabalho, pois Bartók toma emprestadas ideias deles para desenvolver harmonias, progressões cromáticas e instrumentação. Ao longo da obra, além de melodias bem húngaras — trata-se obviamente de uma composição altamente nacionalista –, há uma sátira zombeteira ao hino nacional austríaco imperial, Gott erhalte Franz den Kaiser, que é usada na forma de um leitmotiv recorrente.

As outras obras são também menores e pouco comuns em concertos. Mas Two Portraits (Dois Retratos) e Two Images (Duas Imagens) também são excelentes quando tocadas por húngaros da gema.

Béla Bartók (1881-1945): Poema Sinfônico “Kossuth” / 2 Retratos para Violino e Orq. / 2 Imagens para Orq. / 4 Peças para Orq. (Lehel, Szűcs, Erdélyi) #BRTK140 Vol. 10 de 29

1 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: Kossuth
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: I. Kossuth
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
1:34

2 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: What Sorrow Lies So Heavily on thy Heart
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: II. Mi bú nehezedik a lelkedre, édes férjem?
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
1:07

3 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: Danger threatens the fatherland
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: III. Veszélyben a haza
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
0:57

4 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: A Better Fate then was Ours
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: IV. Hajdan jobb idõket éltünk
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
1:35

5 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: Yet this Brief-Lived Happiness Soon Disappeared
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: V. Majd rosszra fordult sorsunk…
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
1:18

6 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: To the Battlefield
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: VI. Harcra fel!
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
1:03

7 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: Come, Oh Come,
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: VII. Jöjjetek, jöjjetek! Szép magyar vitézek, aranyos leventék!
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
3:47

8 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: Excerpt
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: VIII. [untitled]
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
5:56

9 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: All Is Finished
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: IX. Mindennek vége
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
3:38

10 Symphonic poem for orchestra, Sz. 21, BB 31 “Kossuth”: A Hopeless Silence Reigns
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
György Lehel (conductor)
recording of:
Kossuth: X. Csöndes minden, csöndes
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Kossuth, Sz. 21, BB 31, DD 75a
1:09

11 Two portraits for violin & orchestra, Sz. 37, BB 48/b (Op. 5): No. 1. Egy idealis (One Ideal)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
Two Portraits, op. 5: 1. One Ideal. Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Two Portraits, Sz. 37, BB 48b, op. 5
10:00

12 Two portraits for violin & orchestra, Sz. 37, BB 48/b (Op. 5): No. 2. Egy torz (One Grotesque)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
Two Portraits, op. 5: 2. One Grotesque
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Two Portraits, Sz. 37, BB 48b, op. 5
2:40

13 Two pictures for orchestra, Sz. 46, BB 59 (Op. 10): No. 1. Viragzas (In Full Flower)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
2 Pictures, op. 10, Sz. 46: 1. In voller Blüte
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1910-08)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
2 Pictures, op. 10, Sz. 46
8:26

14 Two pictures for orchestra, Sz. 46, BB 59 (Op. 10): No. 2. A falu tanca (Village Dance)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
2 Pictures, op. 10, Sz. 46: 2. Dorftanz
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1910-08)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
2 Pictures, op. 10, Sz. 46
9:31

15 Four pieces for orchestra, Op.12, Sz. 51, BB 64: No. 1. Preludio
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51: I. Preludio: Moderato
orchestrator:
Béla Bartók (composer) (in 1921)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1912)
part of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51
7:06

16 Four pieces for orchestra, Op.12, Sz. 51, BB 64: No. 2. Scherzo
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51: II. Scherzo: Allegro
orchestrator:
Béla Bartók (composer) (in 1921)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1912)
part of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51
6:57

17 Four pieces for orchestra, Op.12, Sz. 51, BB 64: No. 3. Intermezzo
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51: III. Intermezzo: Moderato
orchestrator:
Béla Bartók (composer) (in 1921)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1912)
part of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51
5:22

18 Four pieces for orchestra, Op.12, Sz. 51, BB 64: No. 4. Marcia funebre
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
Miklós Erdélyi (conductor)
recording of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51: IV. Marcia funebre: Maestoso
orchestrator:
Béla Bartók (composer) (in 1921)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1912)
part of:
Four Orchestral Pieces, op. 12, Sz. 51

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Bartók ligadaço no folclore húngaro através de seu som digital conectado por bluetooth.

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Francis Poulenc (1899-1963): Concerto para Piano / Concerto para 2 Pianos / Concerto para Órgão

Francis Poulenc (1899-1963): Concerto para Piano / Concerto para 2 Pianos / Concerto para Órgão

Este é um excelente disco. A música de  Poulenc é interessante e alegre sem ser superficial. O compositor teve uma vida de constante luta interna. Alguém disse, com razão, que ele era “meio monge, meio mau rapaz”. Tendo nascido e educado na religião católica, Poulenc debatia-se com uma homossexualidade inaceitável à luz de suas convicções religiosas. “Sabes que sou sincero na minha fé, tanto como sou sincero na minha sexualidade parisiense”. Alex Ross escreveu que ele foi o primeiro compositor abertamente gay, embora, quando jovem, o compositor tenha tentado manter relações físicas com mulheres e tenha sido pai de uma menina, Marie-Ange. Depois foi uma sucessão de casos com homens que morriam tragicamente o que sempre o levava de volta à religião. Sua música, eclética e ao mesmo tempo pessoal, é melodiosa e embelezada pelas dissonâncias do século XX. Poulenc foi extremamente talentoso, elegante, tinha profundidade de sentimentos e um doce-amargo que são derivados da sua personalidade alegre e melancólica.

Francis Poulenc (1899-1963): Concerto para Piano / Concerto para 2 Pianos / Concerto para Órgão

Piano Concerto
1 I. Allegretto 10:03
2 II. Andante Con Moto 5:38
3 III. Rondeau À La Française 3:40
Piano – Pascal Rogé

Concerto For Two Pianos
4 I. Allegro Non Troppo 8:15
5 II. Larghetto 4:52
6 III. Finale: Allegro Molto 5:14
Piano [Piano I] – Sylviane Deferne
Piano [Piano II] – Pascal Rogé

Organ Concerto
7 Andante — 3:03
8 Allegro Giocoso — 1:54
9 Subito Andante Moderato — 7:00
10 Tempo Allegro, Molto Agitato — 2:48
11 Très Calme. Lent — 2:26
12 Tempo De L’Allegro Initial — 1:56
13 Tempo Introduction. Largo 2:57
Organ – Peter Hurford

Philharmonia Orchestra
Charles Dutoit

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Francis Poulenc foi flagrado por nossa reportagem fazendo cálculos a fim de acertar na Megasena.

PQP

Domenico Gallo (1730–c. 1768): 12 Trio Sonatas (Parnassi Musici)

Domenico Gallo (1730–c. 1768): 12 Trio Sonatas (Parnassi Musici)

No início da primeira faixa — a Sonata nº 1 em Sol maior — a maioria dos ouvintes se encontrará em um território surpreendentemente familiar — surpreendente porque este compositor pouco conhecido do século 18 foi quem escreveu uma canção popular por muito tempo atribuída a Pergolesi, uma atribuição errônea que deu credibilidade falsa adicional por seu uso na Pulcinella de Stravinsky. Na verdade, Stravinsky usou seleções de várias das sonatas do trio de Domenico Gallo em sua famosa música de balé, pensando que eram obras de Pergolesi porque foram publicadas com seu nome em edições inglesas do final do século XIX. O autor dessas obras habilmente escritas para violinos, violoncelo e cravo recebe os quatro excelentes músicos do Parnassi Musici e seus instrumentos de época. São 70 minutos de um ritmo constante e otimista. É música de câmara notável por suas melodias encantadoras e texturas habilmente variadas. Gallo mostra o seu melhor nos movimentos lentos. O grupo o interpreta com muito estilo e personalidade, o som é íntimo e quente. Claro, não é um barroco fundamental, mas merece um lugar na sua coleção de CDs, especialmente porque contém raridades que você não encontrará em outro lugar. Talvez os músicos de Parnassi e outros se sintam motivados a explorar e gravar as muitas outras obras de Gallo que permanecem não publicadas, nem executadas.

12 Sonatas For 2 Violins And Basso Continuo (Originally Attributed To Pergolesi)

1 Sonata No 1 In G Major (Moderato – Andantino – Presto) 5:38
2 Sonata No. 2 In B Flat Major (Presto – Adagio – Presto) 6:10
3 Sonata No. 3 In C Minor (Allegro – Andante – Allegro) 5:16
4 Sonata No. 4 In G Major (Moderato – Adagio – Allegro) 6:20
5 Sonata No. 5 In C Major (Allegro – Larghetto – Allegro) 6:17
6 Sonata No. 6 In D Major (Presto – Andante Non Tanto – Allegro) 5:14
7 Sonata No. 7 In G Minor (Non Presto – Andante – Allegro) 6:29
8 Sonata No. 8 In E Flat Major (Allegro Ma Non Tanto – Andantino – Allegro) 5:57
9 Sonata No. 9 In A Major (Presto – Larghetto – Allegro) 5:10
10 Sonata No. 10 In F Major (Moderato – Andantino – Tempo Di Minueto) 4:57
11 Sonata No. 11 In D Minor (Comodo – Largo – Allegro) 4:58
12 Sonata No. 12 In E Major (Allegro – Adagio – Presto) 5:09

Ensemble – Parnassi Musici
Harpsichord – Martin Lutz (4)
Luthier [Violin] – Claude Pierray, Leopold Widhalm
Violin – Margaret MacDuffie, Matthias Fischer
Violoncello – Stephan Schrader

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Essa era Gallo mesmo!

PQP

.: interlúdio :. Oliver Nelson: Sound Pieces

.: interlúdio :. Oliver Nelson: Sound Pieces

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sempre gostei de Oliver Nelson, principalmente como compositor e arranjador. Ah, como solista também. Sound Pieces é um tour de force bem diferente de outra obra-prima de Nelson, sua parceria com Eric Dolphy. Em uma carreira repleta de grandes arranjos e escrita soberba, Nelson se supera aqui. A faixa-título é inesquecível, contando uma história dramática sem palavras. Este álbum de 1966 oferece alguns de seus melhores trabalhos em ambas as áreas. Sound Piece for Jazz Orchestra é brilhante, lembra o estilo de concerto de Stan Kenton dos anos 50 e início dos anos 60. Aliás, de acordo com as notas do encarte, a banda de Kenton executou esta peça antes de sua gravação. Flute Salad apresenta um lindo uníssono de flautas e um solo de trompete de Conte Candoli que se parece muito com as músicas de Henry Mancini da época. The Lady from Girl Talk é uma adaptação de um dos temas de Nelson escritos para a TV. Nelson toca sax soprano nessas músicas que arranjou para big band com mais duas trompas, tuba e algumas duplas de metais. As cinco faixas restantes estão em um ambiente de quarteto, com Nelson continuando no sax soprano. Eu gosto mais de seu sax neste álbum do que em qualquer outro que já ouvi. Uma vez que ele escreveu quase todas as melodias, não deveria ser surpreendente que ele as internalizasse tão profundamente, produzindo um toque inovador e de extremo bom gosto. O CD cresceu em relação ao LP original, pois inclui mais duas faixas bônus. Sorte nossa! Recomendo!

.: interlúdio :. Oliver Nelson: Sound Pieces

1 “Sound Piece for Jazz Orchestra” – 9:44
2 “Flute Salad” – 2:49
3 “The Lady From Girl Talk” – 4:59
4 “The Shadow of Your Smile” (Mandel, Webster) – 9:44
5 “Patterns” – 6:19
6 “Elegy for a Duck” – 6:23
Bonus tracks on CD reissue:
7 “Straight, No Chaser” (Monk) – 9:10
8 “Example Seventy Eight” – 6:01

Personnel
Tracks 1-3

Oliver Nelson – soprano saxophone, arranger, conductor
John Audino, Bobby Bryant (#1-2), Conte Candoli, Ollie Mitchell, Al Porcino (#3) – trumpet
Mike Barone, Billy Byers (#3), Richard Leith, Dick Noel (#1-2), Ernie Tack – trombone
Bill Hinshaw, Richard Perissi – French horn
Red Callender – tuba
Gabe Baltazar – alto saxophone, clarinet, alto flute
Bill Green – piccolo, flute, alto flute, alto saxophone
Plas Johnson – tenor saxophone, bass clarinet, flute, alto flute
Bill Perkins – tenor saxophone, bass clarinet, flute, alto flute
Jack Nimitz – baritone saxophone, bass clarinet
Mike Melvoin – piano
Ray Brown – bass
Shelly Manne – drums

Tracks 4-8

Oliver Nelson – soprano saxophone
Steve Kuhn – piano
Ron Carter – bass
Grady Tate – drums

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Oliver Nelson ensaiando na PQP Bach`s Great New York Harlem Jazz Concert Hall

PQP