.: interlúdio :. John Zorn: The Gnostic Preludes

.: interlúdio :. John Zorn: The Gnostic Preludes

O compositor John Zorn é um homem de muitos projetos, gêneros e estilos. Quando perguntado sobre estilos, ele respondeu: “Não tenho medo de estilos, gosto de todos.” Sua música é um cruzamento único — seja jazz de vanguarda, clássico, música de desenho animado, improvisação livre, etc. –, ele mergulha continuamente em territórios musicais diferentes. Sendo um explorador intrépido e uma esponja musical, seus interesses são tão vastos e em constante mudança que é inútil colocá-lo em qualquer coisa, exceto em uma categoria para si mesmo. Parece que a exploração é a motivação e o principal motor que conduz Zorn. Aqui, com Bill Frisell, Carol Emanuel e Kenny Wollesen, prepare-se para algumas das músicas mais bonitas que Zorn já fez. Ele se volta para a delicadeza da música de câmara com um conjunto íntimo de harpa, vibrafone e violão inspirado na Música Antiga, em Debussy, no minimalismo de Reich e nas tradições espirituais esotéricas de todo o mundo. A música é lírica e hipnótica, perfeita para meditação matinal, para uma tarde solitária ou contemplação à meia-noite. Interpretado com grande emoção por colaboradores de longa data de Zorn, eles interagem com sensibilidade e graça. Os Gnostic Preludes são uma das criações mais delicadas e sutis de Zorn.

John Zorn: The Gnostic Preludes

1 Prelude 1: The Middle Pillar 6:39
2 Prelude 2: The Book Of Pleasure 6:06
3 Prelude 3: Prelude Of Light 5:56
4 Prelude 4: Diatesseron 4:35
5 Prelude 5: Music Of The Spheres 8:14
6 Prelude 6: Circumambulation 6:34
7 Prelude 7: Sign And Sigil 6:22
8 Prelude 8: The Invisibles 3:35

Composed By, Arranged By – John Zorn
Ensemble – The Gnostic Trio
Guitar – Bill Frisell
Harp – Carol Emanuel
Vibraphone, Bells – Kenny Wollesen

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John Zorn explorando a discoteca multiestilo da PQP Bach Corp.

PQP

John Dowland (1563-1626): Lachrimæ or Seven Teares (HespèrionXX / Savall)

John Dowland (1563-1626): Lachrimæ or Seven Teares (HespèrionXX / Savall)

John Dowland foi um compositor, alaudista e cantor, contemporâneo de William Shakespeare, nascido na Inglaterra durante a era Elizabetana. Dowland escolheu a melancolia. Foi um músico versátil e, talvez, o mais famoso de sua época. Era considerado um instrumentista virtuoso. Compôs música sacra, música secular, obras para canto e instrumentais. Sua música instrumental passou por uma grande revitalização, tendo sido incluída no repertório erudito a partir da segunda metade do século XX. Este disco de 1987 tem um conjunto de cinco violas e um alaúde. Vocês sabem: tudo o que Savall toca vira ouro e aqui não é diferente. Os instrumentistas se deleitam no culto à melancolia dentro do qual Dowland, o “Orfeu inglês” da era elisabetana, é tão profundamente associado, em parte graças às 21 peças de consorte intituladas Lachrimae. Como o compositor é copiado na página de rosto da partitura dizendo que “as lágrimas podem ser derramadas não apenas de tristeza, mas às vezes de alegria”. Cheia de dissonâncias carregadas de lamentações, a música dificilmente abre um sorriso, mas o brilho da execução de Hespèrion XX traz alegria.

John Dowland (1563-1626): Lachrimæ or Seven Teares (HespèrionXX / Savall)

1 Lachrimae Antiquae 4:42
2 Sir John Souch His Galiard 2:02
3 Lachrimae Antiquae Novae 4:51
4 M. Henry Noell His Galiard 1:59
5 Lachrimæ Gementes 4:25
6 The Earle Of Essex Galiard 1:25
7 Lachrimæ Tristes 5:19
8 M. Nicholas Gryffith His Galiard 1:53
9 Lachrimæ Coactæ 4:53
10 M. Gils Hoby His Galiard 1:26
11 Lachrimæ Amantis 5:23
12 M. Thomas Collier His Galiard 1:27
13 Lachrimæ Veræ 5:13
14 Captaine Digorie Piper His Galiard 1:50
15 Semper Dowland Semper Dolens 5:57
16 The King Of Denmarks Galiard 1:58
17 Sir Henry Umptons Funerall 6:03
18 M. Bucton His Galiard 1:30
19 M. John Langtons Pavan 5:08
20 Mrs. Nichols Almand 1:22
21 M. George Whitehead His Almand 1:45

Composed By – John Dowland
Directed By – Jordi Savall
Ensemble – Hespèrion XX

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Dowland: lágrimas e mais lágrimas. Algumas, segundo ele, de alegria.

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Concertos para 2 Cravos (Musica Antiqua Köln / Goebel / Staier / Hill)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Concertos para 2 Cravos (Musica Antiqua Köln / Goebel / Staier / Hill)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje ouvi o Concerto para 2 cravos de Carl Philipp Emanuel Bach, Wq 46. E não consegui ultrapassá-lo. Fiquei em loop. O movimento lento (Largo e con sordino) me pareceu de uma beleza aterradora, de uma profundidade e inteligência abissais na versão da Musica Antiqua Köln (Goebel) que rolava nos meus fones. Ouvi umas 5 vezes o movimento de 10 min. Depois, em casa, fui ouvir a versão de Ton Koopman com a OSI e… Tudo me pareceu uma interessante improvisação. Algo até leve. Aí está um dos aspectos mais interessantes das interpretações, né? São dois mestres, porém onde Goebel viu uma coisa, Koopman viu outra. Eu fico com Goebel, mas como ir contra Koopman? Jamais! Desculpem, vou escutar tudo de novo. (Talvez seja bom lembrar que Goebel contou com os grandes Andreas Staier e Robert Hill nos cravos…).

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Concertos para 2 Cravos (Musica Antiqua Köln / Goebel / Staier / Hill)

Konzert Für 2 Cembali Und Orchester F-Dur – Wq 46; Helm 408
1. Allegro 8:55
2. Largo E Con Sordino 10:06
3. Allegro Assai 4:33

Sonate Für 2 Cembali – Falck 10; BWV Anh. 188
1. (Allegro Moderato) 6:02
2. Andante 5:35
3. Presto 3:56

Konzert Für 2 Cembali Und Orchester Es-Dur – Falck 46
1. Un Poco Allegro 10:39
2. Cantabile Senza Accompagnamento 3:20
3. Vivace 6:44

Cello – Christina Kyprianides*, Phoebe Carrai
Composed By – Carl Philipp Emanuel Bach (faixas: 1 to 3), Wilhelm Friedemann Bach (faixas: 4 to 9)
Conductor – Reinhard Goebel
Harpsichord – Andreas Staier, Robert Hill (9)
Horn – Andrew Joy, Stefan Blonck
Orchestra – Musica Antiqua Köln
Timpani – Eckhard Leue
Trumpet – Friedemann Immer, Susan Williams (2)
Viola – Christian Goosses, Karin Baasch, Karlheinz Steeb
Violin [❘] – Benjamin Hudson, Gustavo Zarba, Hajo Bäß, Reinhard Goebel, Werner Ehrhardt
Violin [❘❘] – Almut Bergmeier*, Andrea Keller, Mary Utiger, Paula Kibildis
Violone – Jean Michel Forest*, Jonathan Cable

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Hoje, Goebel largou o violino e apenas rege

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Alban Berg / Gustav Mahler: Sehnsucht — 7 Frühe Lieder / 4 Gesänge / Sinfonia Nº 4 (Hannigan, Steffani, Rolf Verbeek)

Alban Berg / Gustav Mahler: Sehnsucht — 7 Frühe Lieder / 4 Gesänge / Sinfonia Nº 4 (Hannigan, Steffani, Rolf Verbeek)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sehnsucht, palavra central e quase intraduzível do período vienense fin-de-siècle, descreve aspectos do desejo, da melancolia e da nostalgia. Durante a pandemia de Covid-19, havia uma saudade coletiva, tanto entre artistas quanto entre espectadores. O recital Sehnsucht, criado por Barbara Hannigan em Rotterdam, foi tocado ao vivo na sala de concertos vazia de De Doelen. A gravação em álbum, reconhece a tremenda performance de todos os envolvidos. Dois jovens artistas holandeses, o maestro Rolf Verbeek e o barítono Raoul Steffani, juntaram-se a Hannigan e à Camerata RCO para esta viagem íntima. O recital explora dois ciclos de canções de Berg que foram escritos pouco depois 4ª sinfonia de Mahler. Todas estas obras são apresentadas em arranjos para conjunto de câmara. Os lieder de Berg são expandidos de sua formação original de voz e piano para um diálogo com novas cores e formações. A 4ª sinfonia de Mahler é reduzida a uma jornada camarística como uma terna conversa.

Alban Berg / Gustav Mahler: 7 Frühe Lieder / 4 Gesänge / Sinfonia Nº 4 (Hannigan, Steffani, Rolf Verbeek)

01. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 1, Nacht
02. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 2, Schilflield
03. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 3, Die Nachtigall
04. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 4, Traumgekrönt
05. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 5, Im Zimmer
06. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 6, Liebesode
07. Berg: 7 Frühe Lieder (Arr. for Soprano and Chamber Orchestra by Reinbert de Leeuw): No. 7, Sommertage

08. Berg: 4 Gesänge, Op. 2 (Arr. for Baritone and Chamber Orchestra by Henk de Vlieger): No. 1, Aus Dem Schmerz sein Recht
09. Berg: 4 Gesänge, Op. 2 (Arr. for Baritone and Chamber Orchestra by Henk de Vlieger): No. 2, Schlafend trägt man mich in mein Heimatland
10. Berg: 4 Gesänge, Op. 2 (Arr. for Baritone and Chamber Orchestra by Henk de Vlieger): No. 3, Nun ich der Riesen Stärksten überwand
11. Berg: 4 Gesänge, Op. 2 (Arr. for Baritone and Chamber Orchestra by Henk de Vlieger): No. 4, Warm die Lüfte

12. Mahler: Symphony No. 4 in G Major (Arr. for Chamber Orchestra by Erwin Stein): I. Bedächtig, nicht eilen
13. Mahler: Symphony No. 4 in G Major (Arr. for Chamber Orchestra by Erwin Stein): II. In gemächlicher Bewegung, ohne Hast
14. Mahler: Symphony No. 4 in G Major (Arr. for Chamber Orchestra by Erwin Stein): III. Ruhevoll, poco adagio
15. Mahler: Symphony No. 4 in G Major (Arr. for Chamber Orchestra by Erwin Stein): IV. Wir geniessen die Himmlischen Freuden. Sehr behaglich

Barbara Hannigan
Raoul Steffani
Camerata RCO
Rolf Verbeek

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Sim, somos apaixonados por Barbara | Foto: Marco Borggreve

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): The Eight Great Suites (Driver)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): The Eight Great Suites (Driver)

Um excelente disco! Da minha perspectiva, do lugar periférico de onde espreito o movimento musical, Danny Driver começa a corrigir o desserviço prestado a este repertório de Händel pelo famoso — e mão pesada — Scott Ross. Por exemplo, o que Driver faz nas Suítes Nº 3, 5 e 7 é absolutamente maravilhoso, tirando-as da posição constrangida em que ficaram nas ultra divulgadas — e péssimas — interpretaçães de Ross. Estas suítes foram em grande parte escritas quando o compositor morava na Inglaterra. São um mosaico inspirado e muito idiossincrático de danças da corte francesa, lirismos vocais italianos, contrapontos teutônicos e melodias inglesas. Enquanto as suítes para teclado de Bach seguem padrões estruturais sempre semelhantes, as de Handel são imprevisíveis, sem duas suítes iguais no número e na ordem de seus movimentos. (Não pensem que esta seja uma crítica à Bach, deus me livre de tal blasfêmia). Há fugas, árias com variações, movimentos de sonata ao estilo italiano e até uma Passacaglia. Comparadas com o acabamento elaborado das suítes de Bach, as de Handel muitas vezes dão a impressão de improvisações escritas. Na verdade, aqui temos as oito grandes suítes e mais alguns extras, terminando em uma chacona de onze minutos. Eles são impecavelmente executados por Danny Driver. Driver me chamou a atenção ouvi seus dois álbuns de obras para piano solo de CPE Bach e os achei maravilhosos (aqui e aqui). Handel tem mais em comum com o filho mais talentoso de Johann do que pode parecer à primeira vista, notadamente seu amor pela improvisação em suas composições. E Driver é um bom pianista para ambos, abençoado com dedos ágeis e um belo senso de tempo, não dado a excessos românticos. Sem desmerecer os recursos do pianoforte, Driver não esquece que essas peças foram originalmente concebidas para cravo. Então, ele não nos ataca com excessos românticos de dinâmica ou andamentos. Ele faz com que essas belas e eloquentes peças soem como recém-descobertas.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): The Eight Great Suites (Driver)

1 Suite No 1 in a Major HWV426 Prelude [2’22]
2 Suite No 1 in a Major HWV426 Allemande [3’50]
3 Suite No 1 in a Major HWV426 Courante [2’31]
4 Suite No 1 in a Major HWV426 Gigue [3’13]

5 Suite No 2 in F Major HWV427 Adagio [2’30]
6 Suite No 2 in F Major HWV427 Allegro [2’19]
7 Suite No 2 in F Major HWV427 Adagio [1’31]
8 Suite No 2 in F Major HWV427 Allegro Fugue [2’09]

9 Suite No 3 in D minor HWV428 Prelude [1’01]
10 Suite No 3 in D minor HWV428 Allegro Fugue [2’32]
11 Suite No 3 in D minor HWV428 Allemande [3’46]
12 Suite No 3 in D minor HWV428 Courante [1’32]
13 Suite No 3 in D minor HWV428 Air, with Five Variations [8’51]
14 Suite No 3 in D minor HWV428 Presto [4’25]

15 Suite No 4 in E minor HWV429 Allegro Fugue [3’21]
16 Suite No 4 in E minor HWV429 Allemande [2’35]
17 Suite No 4 in E minor HWV429 Courante [1’52]
18 Suite No 4 in E minor HWV429 Sarabande [5’13]
19 Suite No 4 in E minor HWV429 Gigue [1’48]

20 Suite No 5 in E Major HWV430 Prelude [1’54]
21 Suite No 5 in E Major HWV430 Allemande [4’10]
22 Suite No 5 in E Major HWV430 Courante [1’49]
23 Suite No 5 in E Major HWV430 Air, with Five Variations the Harmonious Blacksmith [4’05]

Disc: 2
1 Suite No 6 in F Sharp minor HWV431 Prelude [2’12]
2 Suite No 6 in F Sharp minor HWV431 Largo [1’57]
3 Suite No 6 in F Sharp minor HWV431 Allegro Fugue [2’47]
4 Suite No 6 in F Sharp minor HWV431 Gigue [3’00]

5 Suite No 7 in G minor HWV432 Ouverture [6’07]
6 Suite No 7 in G minor HWV432 Andante [3’21]
7 Suite No 7 in G minor HWV432 Allegro [2’25]
8 Suite No 7 in G minor HWV432 Sarabande [3’23]
9 Suite No 7 in G minor HWV432 Gigue [1’35]
10 Suite No 7 in G minor HWV432 Passacaille Chaconne [4’26]

11 Suite No 8 in F minor HWV433 Prelude [2’19]
12 Suite No 8 in F minor HWV433 Allegro Fugue [2’27]
13 Suite No 8 in F minor HWV433 Allemande [2’51]
14 Suite No 8 in F minor HWV433 Courante [1’50]
15 Suite No 8 in F minor HWV433 Gigue [2’36]

16 Suite in C minor Partita HWV444 Prelude [1’44]
17 Suite in C minor Partita HWV444 Allemande (HWV445 Version) [4’26]
18 Suite in C minor Partita HWV444 Courante [1’50]
19 Suite in C minor Partita HWV444 Gavotte [1’03]
20 Suite in C minor Partita HWV444 Menuet [1’01]

21 Suite in E minor HWV438 Allemande [2’58]
22 Suite in E minor HWV438 Sarabande [3’09]
23 Suite in E minor HWV438 Gigue [1’45]

24 Chaconne in G Major HWV435 [11`11]

Danny Driver, piano

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Danny Driver em visita ao PQP`s Black Chamber Music Hall de Londres.

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Franck / Szymanowski / Chausson / Debussy: Secret Love Letters (Batiashvili, Nézet-Séguin, Gigashvili)

Franck / Szymanowski / Chausson / Debussy: Secret Love Letters (Batiashvili, Nézet-Séguin, Gigashvili)

Elisabeth (ou Lisa) Batiashvili é uma extraordinária violinista georgiana. Não sou um especialista em música romântica — aliás, não sou especialista en puerra ninguna –, mas o Franck dela e do pianista Gigashvili me impressionou demais. Teoricamente, o disco descreve o amor proibido em várias formas. O álbum abre justamente com César Franck. Sua admirada Sonata para Violino traz um diálogo íntimo entre violino e piano, que vai do encanto terno à paixão fascinante. O momento introdutório do Allegretto ben moderato já mostra as muitas nuances de Batiashvili: sua qualidade de tom vibrante e fraseado fluido lembram vividamente a voz humana. As primeiras notas são um sussurro e um prenúncio do que está por vir. Bela interpretação! O desempenho de Gigashvili também é sólido: além de se alinhar perfeitamente às linhas do violino, ele adiciona profundidade aos grandes momentos e responde com sensibilidade às mudanças de cores harmônicas de Franck. No coração de Secret Love Letters está o Primeiro Concerto para Violino de Karol Szymanowski, uma meditação do compositor polonês sobre o poema de Tadeusz Miciński Noc Majowa (‘Noite de Maio’), escrito na Ucrânia durante a Primeira Guerra Mundial. É uma peça cheia de amor e dor decorrente das restrições vividas por um homem que estava apaixonado por outro homem em um momento em que isso era proibido legalmente e moralmente. O Poème para violino e orquestra de Ernest Chausson , composto em 1896, foi baseado em um conto do autor russo Ivan Turgenev, apaixonado pela famosa mezzo-soprano Pauline Viardot. E o CD fecha com Debussy.

Franck / Szymanowski / Chausson / Debussy: Secret Love Letters (Batiashvili, Nézet-Séguin, Gigashvili)

Violin Sonata In A Major
1 I. Allegretto Ben Moderato 6:07
2 II. Allegro 8:00
3 III. Recitativo. Fantasia. Ben Moderato. Molto Lento 7:21
4 IV. Allegreto Poco Mosso 5:55
Composed By – César Franck

5 Violin Concerto No. 1, Op. 35
Composed By – Karol Szymanowski

6 Poème, Op. 25
Composed By – Ernest Chausson

7 Beau Soir
Arranged By – Heifetz*
Composed By – Claude Debussy

Conductor, Piano – Yannick Nézet-Séguin (faixas: 5 to 7)
Orchestra – The Philadelphia Orchestra (faixas: 5, 6)
Piano – Giorgi Gigashvili (faixas: 1 to 4)
Violin, Liner Notes – Lisa Batiashvili

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Sim, PQP suspirou

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.: interlúdio :. Keith Jarrett: Selected Recordings

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Selected Recordings

As tais “gravações selecionadas” são todas boas, mas não têm quase nada a ver umas com as outras. Este álbum duplo é formado por diversos grupinhos de gravações afins, porém, quando mudamos de grupo, o clima muda de tal forma que tomamos um susto. Não condeno o disco. Afinal, serve para que a gente tome contato com o ecletismo de Jarrett, mas a audição de enfiada é penosa. O CD começa com improvisações ao clavicórdio e finaliza com uma bela peça para órgão. De entremeio, temas para piano solo e para o quarteto escandinavo de KJ. Aprovado com restrições.

Keith Jarrett: Selected Recordings

1. Book Of Ways – 18 7:21
2. Book Of Ways – 12 4:07
3. Book Of Ways – 14 7:10
4. Bregenz, May 28, 1981 – Heartland 4:55
5. Spirits 16 2:10
6. Spirits 20 5:13
7. Spirits 2 1:37
8. Spirits 13 5:09
9. Spirits 25 2:18
10. Spheres – 7th Movement 8:17
11. The Windup 8:22
12. ‘Long As You Know You’re Living Yours 6:10
13. My Song 6:09
14. The Journey Home 10:32

1. Recitative 11:15
2. Americana 7:05
3. First (Solo Voice) 5:22
4. Fifth (Recognition) 5:04
5. Munich, June 2, 1981 – Part IV 11:06
6. Late Night Willie 8:45
7. The Cure 10:30
8. Bop-Be 6:16
9. No Lonely Nights 5:34
10. Hymn of Remembrance 4:03

Keith Jarrett, piano, clavicórdio, órgão, sopros
Mais seu quarteto escandinavo

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Jarrett em disco de produtor
Jarrett em disco de produtor

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Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Concertos para Cravo e Cordas (Gratton / Il Convito)

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Concertos para Cravo e Cordas (Gratton / Il Convito)

Mais um CD de bachinho!

O filho mais velho de Bach — que cometeu o perdoável crime de ter dispersado os bens paternos a fim de mitigar sua existência notoriamente precária — encontra uma defesa brilhante e cheia de personalidade neste recital projetado por Maude Gratton com seu Il Convito. Ouçam a Sinfonia, que atua como um elo de diversão entre os concertos: temos a musculatura de JSB, os inconstantes apartes de CPE Bach, mas com Wilhelm Friedemann acrescentando uma dose de estudada instabilidade. WFB raramente é relaxante. Algo nunca se encaixa. Este é um CD que nos conta um pouco mais sobre esse filho talentoso, mas desajeitado, de um grande pai.

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Concertos para Cravo e Cordas (Gratton / Il Convito)

Concerto En La Mineur Pour Clavecin Et Cordes Falck 45
1 1er Mouvement 5:34
2 Larghetto 3:29
3 Allegro Ma Non Molto 5:21

Sinfonia En Fa Majeur Falck 67
4 Vivace 4:35
5 Andante 4:03
6 Allegro 3:32
7 Menuetto I & II 2:23

Concerto En Ré Majeur Pour Clavecin Et Cordes Falck 41
8 Allegro 6:13
9 Andante 5:37
10 Presto 4:26
11 Allegro E Forte En Ré Mineur Falck 65 4:59

Concerto En Mi Mineur Pour Clavecin Et Cordes Falck 43
12 Allegretto 8:29
13 Adagio 9:11
14 Allegro Assai 5:39

Contrabass – Joseph Carver
Ensemble – Il Convito
Harpsichord, Conductor – Maude Gratton
Music By – Wilhelm Friedemann Bach
Music Director [Direction artistique] – Aline Blondiau
Viola – Gabriel Grosbard
Violin – Sophie Gent, Stéphanie Paulet
Violoncello – Emmanuel Jacques

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Maude Gratton

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Beethoven: Concerto Triplo / Schumann: Concerto para Piano (Argerich, Capuçon, Maisky, Rabinovitch-Barakovsky)

Beethoven: Concerto Triplo / Schumann: Concerto para Piano (Argerich, Capuçon, Maisky, Rabinovitch-Barakovsky)

Trilhei as saudosas andanças de Vassily Genrikhovich por Beethoven e as mais recentes pisadas dele com a Rainha Argerich, mas não consegui encontrar este CD. Se ele estiver repetido em nosso blog, paciência. Ninguém vai se importar de ter duplicada uma das boas versões do Concerto Triplo de Beethoven e do Concerto para Piano Besame Mucho de Schumann. O trio de solistas é arrebatador. Um Mischa Maisky emocionado, um Renaud Capuçon ainda engatinhando e já fabuloso em beleza sonora e precisão e uma obviamente imperial Martha Argerich. O que pedir mais? Ah, e tudo ao vivo, com as imperfeições inerentes ao ambiente de concerto. Ah, e temos Schumann! Aqui o Concerto de Schumann aparece em seu auge pela profundidade e pelo milagre da inimitável execução da Rainha Martha Argerich.

O Concerto para Violino, Violoncelo e Piano, Op. 56, foi escrito por Beethoven entre 1803 e 1805, sendo publicado em 1807 e estreado em Viena e, 1808. É mais comumentemente referido como Concerto Triplo, ou Concerto Tríplice, por ser dirigido a três instrumentos solistas, mais orquestra. Trata-se do único concerto de Beethoven para mais de um instrumento solista.

O Concerto para Piano, Op. 54, do compositor romântico alemão Robert Schumann foi concluído em 1845 e é o único concerto para piano do compositor . A obra completa foi estreada em Dresden em 4 de dezembro de 1845. É um dos concertos para piano mais tocados e gravados do período romântico.

Beethoven: Concerto Triplo / Schumann: Concerto para Piano (Argerich, Capuçon, Maisky, Rabinovitch-Barakovsky)

Triple Concerto For Violin, Cello & Piano In C Major, Op. 56
Composed By – Ludwig van Beethoven
1 I Allegro 16:55
2 II Largo 5:32
3 III Rondo all poöacca 12:46

Piano Concerto in A Minor, Op. 54
Composed By – Robert Schumann
4 Allegro affettuoso 13:36
5 Intermezzo (Andantino grazioso) 4:59
6 Allegro vivace 10:36

Cello – Mischa Maisky (faixas de 1 a 3)
Conductor – Alexandre Rabinovitch-Barakovsky*
Orchestra – Orchestra Della Svizzeria Italiana*
Piano – Martha Argerich
Violin – Renaud Capuçon (faixas  de 1 a 3)

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Martha merece todas as flores do mundo

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Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Seis Duetos para Duas Flautas (Barthold Kuijken, Marc Hantai)

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Seis Duetos para Duas Flautas (Barthold Kuijken, Marc Hantai)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois ontem cruzei como uma amiga especialmente musical na rua. Ela é uma querida! Quando nos encontramos, eu estava com este CD de WF Bach a mil nos fones. Peguei-os de minha cabeça e coloquei pra ela sem dizer nada. Logo, ela começou e se exclamar: que coisa linda!, isso é maravilhoso! Bem, pois é, é lindo mesmo.

É fácil pensar em Wilhelm Friedemann Bach como uma espécie de fracassado, pricipalmente devido à sua produção limitada — pelo menos em comparação com seus irmãos mais novos — e sua reputação como alcoolista e como perdedor de cerca de um terço da produção de Cantatas (só de Cantatas?, o que vocês acham?) de Johann Sebastian Bach que haviam sido cedidas aos seus cuidados. Mas esqueçam: os Seis Duetos para Duas Flautas é uma coleção de peças altamente atraente e fascinante que coloca o uso de procedimentos canônicos dentro da família Bach num contexto totalmente diferente. A assimetria é uma das marcas distintivas do mais filho mais velho de Bach. Ele combina elementos estranhos ​​em um todo unificado rara sofisticação. Neste sentido, WF Bach não é apenas bem-sucedido, mas a grande variedade de texturas imprevisíveis que ele alcança e o grande cuidado para não sair dos trilhos é parte integrante do que mantém o ciclo do seis interessante. Kuijken e Hantaï demonstram grande facilidade com esses difíceis instrumentos de época. O disco é tudo menos chato. Seu apelo não é tão limitado quanto se possa pensar. Duas flautas, sabem?

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Seis Duetos para Duas Flautas (Barthold Kuijken, Marc Hantai)

Duetto In F-Major (Falck 57)
1 Allegro E Moderato 4:29
2 Lamentabilie 7:55
3 Presto 2:04

Duetto In G-Major (Falck 59)
4 Allegro Mà Non Troppo 3:22
5 Cantabile 2:20
6 Allabreve 1:20
7 Gigue: Allegro 3:45

Duetto In E-Flat Major (Falck 55)
8 Allegro 3:05
9 Adagio Mà Non Molto 3:40
10 Presto 3:12

Duetto In E-Minor (Falck 54)
11 Allegro 2:52
12 Larghetto 3:05
13 Vivace 4:22

Duetto In E-Flat Major (Falck 56)
14 Un Poco Allegro 6:07
15 Largo 5:38
16 Vivace 2:59

Duetto In F-Minor (Falck 58)
17 Un Poco Allegro 1:52
18 Largo 4:30
19 Vivace 1:50

Flutes – Barthold Kuijken, Marc Hantaï

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Disco do ano de 1990… Complicado de arranjar uma foto dos solistas, vou lhes contar…

PQP

Heinrich Schütz (1585-1672): Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

Heinrich Schütz (1585-1672): Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um cidadão chamou minha atenção para um fato deveras chocante: não havia Heinrich Schütz em nosso blog! Não havia, há agora.

(Este post é de 2008)

Por exemplo, uma das músicas mais belas e fundamentais já postadas várias vezes por nosso blog foi Um Réquiem Alemão de Johannes Brahms. Pois você sabia a quem é dedicado seu último movimento, o coral Chor: “Selig sind die Toten, die in dem Herrn sterben”? Pois é, a Schütz, um compositor absolutamente fantástico e único na história da música.

Vindo lá do começo do barroco alemão, meditando sobre a morte, quase sempre à capela, com pouco baixo contínuo… Tudo para ser chato, não? Nada disso, sua música de sincera religiosidade, cheia de dissonâncias radicais e inesperadas o deixam ao lado dos maiores compositores de seu século: Monteverdi e Purcell. As obras que compõem este disco foram as que me convenceram, algumas décadas atrás, a conferir se havia mais vida inteligente antes de meu pai. São nestas obras — partes de suas Symphoniae sacrae, de 1649, que Schütz revela-se mais moderno e tocado pela teatralidade italiana, mas dentro de um clime de fervor coletivo, facultado pela enorme tradição polifônica alemã.

Gravação impecável de Gardiner. Ouça primeiro a faixa 3 e deixe-se convencer por Schütz.

Heinrich Schütz (1585-1672) – Musikalische Exequien, Motetos e Concertos (Gardiner)

Motetos e Concertos
1. Freue Dich Des Weibes Deiner Jugend
2. Ist Nict Ephraim Mein Teurer Sohr
3. Saul, Saul Was Verfolgst Du Mich?
4. Auf Dem Gebirge Hat Man Ein Geschrei Gehoret

Musikalische Exequien
5. Concerto In Form Einer Teutschen Begrabnis-Missa
6. Motette>>Herr, Wenn Ich Nur Dich Habe<<
7. Canticum Simeonis

Ashley Stafford
Michael Chance
Frieder Lang
Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
His Majesty’s Sagbutts and Cornetts
John Eliot Gardiner

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Esse merece rir, que talento!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Op. 61 / Benjamin Britten (1913-1976): Concerto para Violino, Op. 15 (Jansen / Järvi)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Op. 61 / Benjamin Britten (1913-1976): Concerto para Violino, Op. 15 (Jansen / Järvi)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando nasci veio um anjo safado, o chato dum querubim, e decretou que eu tava predestinado, a ser errado assim… Pois é, nesta quadra da minha vida, prefiro ouvir o Concerto de Britten ao de Beethoven — que já ouvi centenas de vezes. (Calma, não estou fazendo juízo de valor, tá?). Para piorar, dizem meus ouvidos que Janine Jansen gosta mais de tocar o inglês. Mas apenas uma impressão. Aliás, ela é uma supercraque. Tem a rara habilidade de comunicar enquanto nos engana… Pois parece tocar de maneira apenas correta, mas as pequenas variações de cor e ênfase transmitem uma sensação de intensa vida interior que vai nos envolvendo. Não sei se me expliquei bem. Seu Beethoven é convincente e, no Britten, ela trata de mostrar o lado mais interessante e desconfortável do trabalho. Os ritmos irregulares e os contrastes do Vivace central são claramente delineados e, na Passacaglia, Jansen constrói um grau doloroso de intensidade e desespero. Fui completamente conquistado pelo Britten da moça. Apaixonantemente intenso no movimento de abertura, adequadamente malévolo em todo o Scherzo inspirado em Prokofiev e dolorosamente comovente nos compassos finais da Passacaglia. Sua interpretação é notável no Beethoven — bem dentro da tradição romântica —  e ela se mostra uma defensora apaixonada do trabalho ainda negligenciado de Britten. A regência e a colaboração de Paavo Järvi não pode ser esquecida. Confiram!

Logo após ouvir este CD pela terceira vez, comentei por aí:

Janine Jansen não é somente uma violinista genial como montou um excelente repertório alternativo no qual se tornou especialista. Assim, como ela tomou conta de divulgar o excelente e desconhecido Quinteto para Piano e Cordas de Bartók, ela leva no bolso uma interpretação sensacional do Concerto para Violino de Benjamin Britten, Op. 15. São duas obras pouco divulgadas e muitíssimos boas, onde a holandesa acaba reinando. Tudo fora do mainstream. É claro que ela também toca os Concertões mais famosos (Beethoven, Brahms, Tchaikovsky, etc.), mas é bonito ver Jansen insistindo com obras diferentes e ótimas. Isso abre horizontes para nós. Eu? Um ano depois de ouvir intensivamente o Quinteto de Bartók, estou em loop no Concerto de Britten. No YouTube e em CD, não consigo parar de ouvir e ver.

(E ninguém me tira da cabeça que Shostakovich não deu uma boa olhada neste concerto de Britten de 1939 antes de compor seu Op. 77, de 1947. Não teve cópia nenhuma, mas há coincidências e ambos os concertos têm passacaglias…Anos depois, eles se tornariam grandes amigos).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Op. 61 / Benjamin Britten (1913-1976): Concerto para Violino, Op. 15 (Jansen / Järvi)

Violin Concerto In D Major, Op. 61 • Ré Majeur • D-Dur
Cadenza [Cadenzas] – Fritz Kreisler
Composed By – Ludwig van Beethoven
Violin – Janine Jansen
Orchestra – Die Deutsche Kammerphilharmonie Bremen*
Conductor – Paavo Järvi
CD-1 I Allegro Ma Non Troppo 22:56
CD-2 II Larghetto — 8:20
CD-3 III Rondo: Allegro 9:25

Violin Concerto, Op. 15
Composed By – Benjamin Britten
Violin – Janine Jansen
Orchestra – London Symphony Orchestra*
Conductor – Paavo Järvi
CD-4 I Moderato Con Moto 9:31
CD-5 II Vivace — Cadenza — 8:35
CD-6 III Passacaglia: Andante Lento 14:29

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Janine Jansen no parque dos 1000 Stradivarius do PQP Bach Financial Bank

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O Casamento do Céu e do Inferno: Motetos e Canções francesas do Século XIII

O Casamento do Céu e do Inferno: Motetos e Canções francesas do Século XIII

Chega a dar vontade de voltar no tempo e curtir um feudalismo (bem, com Bolsonaro foi isso, não?), tal a qualidade do Gothic Voices. Mas nada garante que fôssemos encontrar um grupo tão bom por lá… Então, melhor cheirar a fumaça de nosso tempo do que retornar ao século XIII. Além do mais, a presença da igreja devia ser sufocante. Em nenhuma outra época a influência da Igreja foi mais vasta. Mas também foi o século das grandes catedrais góticas de Colônia, Chartres, Reims, Auxerre, Amiens, Salisbury, Westminster, Burgos, Toledo… Apesar de que este CD esteja muito mais para o secular do que para o sacro. Bem, as grandes universidades da Europa foram fundadas no século XIII. A Universidade de Paris recebeu o seu alvará em 1215. Um ano antes, um enviado do Papa confirmara o estatuto da recém-criada Universidade de Oxford. Em 1210, S. Francisco de Assis conseguiu a aprovação papal para a regra que estabelecera para a sua pequena comunidade de pregadores errantes. De todos os santos medievais, foi ele quem gozou de maior popularidade dentro e fora da Igreja. Ascético mas alegre, poeta por natureza, criador do presépio de Natal, pregando aos pássaros, chegou a visitar o sultão para tentar convertê-lo ao Cristianismo, utilizando métodos mais próximos dos Evangelhos do que o comportamento dos cruzados. Uma das primeiras disciplinas a florescer neste novo ambiente intelectual foi a lógica formal, que conheceu novos progressos graças à recuperação do corpus integral de Aristóteles. E deu, né? Embriaguem-se de século XIII, meus amigos pequepianos!

O Casamento do Céu e do Inferno: Motetos e Canções do Século XIII

1. Je ne chant pas – Talens m’est pris
2. Trois sereurs – Trois sereurs – Trois sereurs
3. En tous tans que vente bise
4. Plus bele que flours – Quant revient – L’autrier jouer
5. Par un matinet – He, sire! – He, bergier!
6. De la virge Katerine – Quant froidure – Agmina milicie
7. Trop volentiers chanteroie
8. Ave parens – Ad gratie
9. Super te Jerusalem – Sed fulsit virginitas
10. A vous douce debonnaire
11. Mout souvent – Mout ai este en dolour
12. Can vei la lauzeta mover
13. Quant voi l’aloete – Diex! je ne m’en partire ja
14. En non Dieu – Quant voi la rose
15. Autres que je ne sueill fas
16. Je m’en vois – Tels a mout
17. Festa januaria

Obras de compositores franceses anônimos e de Blondel de Nesle, Colin Muset, Jehannot de l’Escurel, Bernart de Ventadorn e Gautier de Dargies.

Gothic Voices
Christopher Page

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Blake
De William Blake, trecho de Marriage of Heaven and Hell

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para órgão (Szathmáry)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para órgão (Szathmáry)

Quem tem vivência com a vasta discografia de J. S. Bach, sabe que este é um disco que se repete. Ele inicia com a Tocata e Fuga BWV 565 e segue com alguns dos melhores lances do imenso órgão de papai Bach. No PQP, devemos ter mais de dez discos com este formato, mas como cansar deles? Este é mais um — é excelente! — e vem do charmoso húngaro Zsigmond Szathmáry. Provavelmente, a Tocata e Fuga em ré menor, BWV 565, foi composta aos 19 anos por Bach, em 1704. O mesmo vale para a Passacaglia, que deve ter sido escrita ente 1706 e 1713. Já a Fantasia e Fuga, BWV 542, pode ter sido composta separadamente durante o tempo de Bach em Köthen (1717-1723). Ou seja, todas estas obras não são do Bach velho e sim do jovem e já perfeitamente maduro. Um bom disco.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para órgão (Szathmáry)

1 Toccata und Fuge d-moll, BWV565 8:51
2 Passacaglia und Fuge c-moll, BWV582 13:38
3 Fuge g-moll, BWV578 3:45
4 Phantasie und Fuge g-moll, BWV542 12:08

Drei Schübler-Choräle
5 ‘Wachet auf,ruft uns die Stimme’ BWV645 4:36
6 ‘Wo soll ich fliehen hin’ BWV646 1:53
7 ‘Wer nur den lieben Gott lässt walten’ BWV647 3:19

Zsigmond Szathmáry, Schnitger-Organ

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O indiscutível charme de Zsigmond Szathmáry

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Teclado, Vol. 2 (Driver)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Teclado, Vol. 2 (Driver)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Carl Philipp Emanuel Bach foi um dos grandes rebeldes musicais do século XVIII, trabalhando em um período de transição, mas destinado a ser ofuscado por outros. A história tem um jeito peculiar de fazer isso com compositores que não se encaixam perfeitamente nos moldes vigentes. Seu pai, Johann Sebastian Bach e Mozart, ambos gênios, refletem perfeitamente seus tempos. Emanuel Bach pode ter o mesmo talento, mas ele não é um perfeito barroco nem clássico e só agora, ao que parece, estamos começando a reconhecer seus talentos únicos. Evitando o modelo de um único clima por movimento da geração de seu pai, ele se diverte mudando de um humor para outro, justapondo introspecção com explosões temperamentais e explorando ritmos divergentes e harmonias peculiares. Reverenciada por Mozart, esta é uma música que às vezes vai além do classicismo para a turbulência de Beethoven e do período romântico. Em suma, CPE Bach era um visionário. A primeira incursão de Danny Driver na produção para teclado de CPE Bach foi um dos discos instrumentais mais emocionantes de 2010 e, mais uma vez, ele se mostra um guia ideal para esse repertório. (Este CD é de 2013). O seu instrumento de eleição é um Steinway. As gravações deste compositor limitam-se geralmente ao cravo ou ao pianoforte. Os instrumentos mais antigos tendem a enfatizar a natureza “para e anda” desta música, mas o mundo sonoro de Driver é uma revelação. O peso e a ressonância do piano abrem imediatamente uma dimensão beethoviana. Ainda mais impressionante é a alta compreensão do pianista das complexidades dessa música. Sua técnica impecável alia-se à clareza  para dar sentido aos sofisticados desafios de CPE. Em suma, é um trabalho superlativo realizado com habilidade consumada e registrado com naturalidade.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Teclado, Vol. 2 (Driver)

Sonata In F Sharp Minor H37 Wq52/4 (16:32)
1 Allegro 7:16
2 Poco Andante 4:40
3 Allegro Assai 4:36

Sonata In E Major H39 Wq62/5 (15:49)
4 Allegro 6:02
5 Andantino 4:45
6 Vivace Di Molto 5:02

Sonata In C Minor H121 Wq65/31 (11:57)
7 Allegro Assai Ma Pomposo 4:35
8 Andante Pathetico 2:57
9 Allegro Scherzando 4:25

Sonata In A Major H135 Wq65/32 (13:26)
10 Allegro 5:38
11 Andante Con Tenerezza 5:09
12 Allegretto 2:39

13 Fantasie In F Sharp Minor H300 Wq67 11:40

14 Rondo In D Minor H290 Wq61/4 4:12

Danny Driver, piano

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Danny Driver: profunda compreensão de um compositor altamente sofisticado

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Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias / Suite In G Minor / Concerto For Harpsichord In D Major (Talfelmusik / Lamon)

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias / Suite In G Minor / Concerto For Harpsichord In D Major (Talfelmusik / Lamon)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguns de vocês devem ter notado que eu — o PQP Bach, pessoalmente — estou fazendo frequentes visitas aos bachinhos, ou seja aos filhos de deus. Este disco tem excelente — notável mesmo! — repertório, mas na primeira audição me pareceu que faltou à Lamon e à Tafelmusik algo de verve. Não pensava, evidentemente, em vibratos e nem de violinistas se rasgando, mas sim em felicidade e entusiasmo. Achei que a excelente Jeanne Lamon (1949-2021) tivesse abordado WF com algum excesso de respeito, sem amor verdadeiro. Já na segunda audição, achei que era um dos melhores discos de WF que já tinha ouvido. E assim ele permanecerá, ao menos para mim. WF era o filho preferido de JS e, na minha opinião, — grande coisa! — era o segundo mais talentoso, logo após CPE. Mas ambos foram GENIAIS.

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias / Suite In G Minor / Concerto For Harpsichord In D Major (Talfelmusik / Lamon)

Sinfonia In D Major, F. 64
1 1. Allegro E Maestoso 3:55
2 2. Andante 3:15
3 3. Vivace 3:24

Sinfonia In D Minor, F. 65
4 Adagio & Fugue

Suite In G Minor, BWV 1070 (Attrib.: W. F. Bach)
5 1. Ouverture – Larghetto 4:35
6 2. Torneo 1:58
7 3. Aria – Adagio 5:22
8 4. Menuetto Alternativo – Trio 4:48
9 5. Capriccio 3:31

Concerto For Harpsichord, Strings And Basso Continuo In D Major, F. 41
10 1. Allegro 5:50
11 2. Andante 5:34
12 3. Vivace 4:28

Sinfonia In F Major For Strings, F. 67
13 1. Vivace 4:22
14 2. Andante 4:48
15 3. Allegro 3:18
16 4. Menuetto 1 & 2 2:30

Bassoon – Michael McCraw
Cello – Christina Mahler, Sergei Istomin
Concert Flute – Christopher Krueger, Elissa Poole
Directed By – Jeanne Lamon
Double Bass – Alison Mackay
Harpsichord – Charlotte Nediger
Horn – Derek Conrod, Teresa Wasiak
Oboe – John Abberger, Washington McClain
Orchestra – Tafelmusik Baroque Orchestra
Viola – Elly Winer, Ivars Taurins, Patrick G. Jordan
Violin – Christopher Verrette, David Greenberg, Kevin Mallon, Linda Melsted, Rona Goldensher, Stephen Marvin, Thomas Georgi
Violin [Leader] – Jeanne Lamon

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Wilhelm Friedemann bebeu e viveu muito. Era um sujeito alegre que teve vida complicada e que jamais aceitaria votar num representante das trevas e da morte como Jair Bolsonaro.

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The Neapolitans: Pergolesi, Durante, Leo (Wallfisch, Kraemer)

The Neapolitans: Pergolesi, Durante, Leo (Wallfisch, Kraemer)

Um bom disco que não é de enlouquecer, a não ser o muito surpreendente Allegro – Affettuoso de Durante (faixa 12). Simplificando, se você gosta da música de violino do século XVIII, encontrará uma hora de prazer ouvindo este programa habilmente interpretado com peças raramente ouvidas de compositores napolitanos. Elizabeth Wallfisch e seus colegas têm performances excelentes – com ritmos sensatos, articulados, que vão direto ao ponto. Por exemplo, o Concerto nº 5 para cordas de Francesco Durante é um trabalho de seis minutos ferozmente agitado e vivaz que é ao mesmo tempo aventureiro e emocionante. Considerando a abundância de gravações que apresentam obras dos mestres mais conhecidos do século XVIII, este lançamento é uma alternativa bem-vinda, que acentua claramente as virtudes da música que muitas vezes é preterida ou relegada a um status de segunda linha. O som não poderia ser melhor – ouvimos a solista e o grupo em um ambiente natural que nos permite observar cada detalhe.

Concerto In B Flat For Violin And Strings
Composed By – Giovanni Battista Pergolesi
(11:46)
1 Allegro 4:35
2 Largo 3:22
3 Allegro 3:49

Concerto No 2 In G Minor
Composed By – Francesco Durante
(10:38)
4 Affettuoso – Presto 4:30
5 Largo Affettuoso 3:37
6 Allegro Affettuoso 2:31

7 Sonata In A Major
Composed By – Giovanni Battista Pergolesi
2:03

Concerto In D Major For Four Violins And Strings
Composed By – Leonardo Leo
(11:11)
8 Maestoso 2:43
9 Fuga 2:19
10 (Larghetto) 3:08
11 Allegro 3:01

Concerto No 8 In A Major ‘La Pazzia’
Composed By – Francesco Durante
(9:23)
12 Allegro – Affettuoso 6:15
13 Affettuoso 1:17
14 Allegro 1:51

Sinfonia In F Major
Composed By – Giovanni Battista Pergolesi
(6:39)
15 Maestoso Sostenuto 2:04
16 Andante Grazioso 3:02
17 Allegro 1:33

Concerto No 5 For String Orchestra In A Major
Composed By – Francesco Durante
(6:00)
18 Presto 2:26
19 Largo 2:16
20 Allegro 1:18

Bass – Judith Evans
Cello – Catherine Finnis, Richard Tunnicliffe
Directed By – Nicholas Kraemer
Ensemble – The Raglan Baroque Players*
Lute – Elizabeth Kenny
Viola – Annette Isserlis, Judith Tarling
Violin – Alison Bury, Catherine Weiss, Elizabeth Wallfisch, Hetty Wayne, Jean Paterson, Rachel Isserlis, Susan Carpenter-Jacobs*

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A reação de Elizabeth Wallfisch quando lhe disseram que o Orçamento Secreto nada tinha a ver com corrupção.

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Teclado, Vol. 1 (Driver)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Teclado, Vol. 1 (Driver)

Um bom disco de um pianista inspirado. Danny Driver, que vi uma vez ao vivo apresentando-se no Wigmore Hall, é excelente! Já Carl Philipp Emanuel Bach, segundo filho de Johann Sebastian, foi reverenciado e criticado por seus contemporâneos por suas ousadias em relação aos modos convencionais de expressão musical. Ele aperfeiçoou um estilo de composição altamente original e intensamente pessoal conhecido como empfindsamer Stil (literalmente, o estilo sensível). É estranho, a música dramática de CPE Bach rompe claramente, mas também se baseia no estilo do início do século XVIII aperfeiçoado por seu pai. Suas composições marcam um dos primeiros e uma das mais inspiradas alterações da estética barroca. CPE Bach compôs mais de trezentas obras para teclado durante sua vida. Todas as obras desta gravação foram compostas durante a década de 1740, enquanto ele estava a serviço do rei Frederico II da Prússia.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonatas para Teclado, Vol. 1 (Driver)

Sonata In G Minor H47 Wq65/17 (1746) (15:26)
1 Allegro 5:59
2 Adagio 4:32
3 Allegro Assai 4:55

Sonata In A Major H29 Wq48/6 (1742) (19:20)
4 Allegro 7:22
5 Adagio 4:29
6 Allegro 7:27

Sonata in B flat major H25 Wq48/2 (12:56)
7 Vivace 5:51
8 Adagio 4:01
9 Allegro Assai 3:02

Sonata In C Minor H27 Wq48/4 (14:01)
10 Allegro 6:48
11 Adagio 4:26
12 Presto 2:45

Sonata In E Flat Major H50 Wq52/1 (16:16)
13 Poco Allegro 8:15
14 Adagio Assai 4:55
15 Presto 3:05

Danny Driver, piano

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Danny Driver rindo dos bozolóides lá embaixo.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 170, 54 e 169 (Bowman / King)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 170, 54 e 169 (Bowman / King)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É sempre complicado elogiar um disco cujo comando é do inglês Robert King. Não, não ignoramos que, em 2007, King foi condenado por quatorze acusações de agressão sexual a cinco meninos, três com menos de dezesseis anos, entre 1982 e 1995. King recebeu uma sentença de prisão de 3 anos e 9 meses e foi colocado no registro de criminosos sexuais por toda a vida. Durante o caso, King negou o abuso, descrevendo os meninos como “mentirosos”. Após o cumprimento da sentença, King não foi proibido de trabalhar com crianças. Em 2013, comentando após ter recebido críticas por ter participado de um concerto beneficente, King afirmou que “aceitei a sentença e paguei minha dívida com a sociedade”. Bem, este disco é de 1988, quando King estava… Sei lá. Só que é muito bom! Aqui temos as Cantatas de Bach BWV 170 (“ Vergnügte Ruh’ .), BWV 54 (“ Wiederstehe doch der Sünde “), e BWV 169 (“Gott soll allein mein Herze haben “). Ou seja, três das quatro cantatas para contralto solo que Bach escreveu estão incluídas aqui. Apenas a BWV 35 , Geist und Seele wird verwirret está faltando. O show é do contratenor James Bowman. Ele e King fazem uma grande dupla, acompanhados maravilhosamente pelo King`s Consort. O grupo ainda existe e é liderado por Robert King himself.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 170, 54 e 169 (Bowman / King)

Cantata: Vergnügte Ruh’, Beliebte Seelenlust, BWV170 (22:04)
1 Aria: Cantata: Vergnügte Ruh’, Beliebte Seelenlust 6:30
2 Recitativo: Die Welt, Das Sündenhaus 1:13
3 Aria: Wie Jammern Mich Doch Die Verkehrten Herzen 6:39
4 Recitativo: Wer Sollte Sich Demnach 1:14
5 Aria: Mir Ekelt Mehr Zu Leben

Cantata: Widerstehe Doch Der Sünde, BWV54 (12:26)
6 Aria: Widerstehe Doch Der Sünde 8:18
7 Recitativo: Die Art Verruchter Sünden 0:57
8 Aria: Wer Sünde Tut, Der Ist Vomteufel 3:04

Cantata: Gott Soll Allein Mein Herze Haben, BWV169 (24:15)
9 Sinfonia 8:30
10 Arioso And Recitativo: Gott Soll Allein Mein Herze Haben 2:27
11 Aria: Gott Soll Allein Mein Herze Haben 6:17
12 Recitativo: Was Ist Die Liebe Gottes? 0:39
13 Aria: Stirb In Mir 4:46
14 Recitativo: Doch Meint Es Auch Dabei 0:22
15 Chorale: De Süsses Liebe, Schenk Und Deine Gunst 1:03

Bass Vocals – Charles Pott (tracks: 15)
Cello – Jane Coe
Countertenor Vocals – James Bowman (2)
Directed By, Organ, Harpsichord – Robert King (9)
Double Bass – Peter Buckoke
Ensemble – The King’s Consort
Oboe Da Caccia – Gail Hennessy (tracks: 9 to 15)
Oboe d’Amore – Catherine Latham (tracks: 9 to 15), Valerie Darke (tracks: 1 to 5, 9 to 15)
Organ – James O’Donnell (2) (tracks: 1 to 5, 9 to 15)
Soprano Vocals – Gillian Fisher (tracks: 15)
Tenor Vocals – John Mark Ainsley (tracks: 15)
Viola – Alan George (tracks: 6 to 8), Jan Schlapp
Violin – Catherine Mackintosh, Miles Golding

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Adriano Banchieri (1568-1634): Gemelli Armonico & Metamorfosi Musicale (Ensemble Hypothesis)

Adriano Banchieri (1568-1634): Gemelli Armonico & Metamorfosi Musicale (Ensemble Hypothesis)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Adriano Banchieri é DIVERTIDO! Ele foi um compositor, organista, teórico e poeta italiano do Renascimento tardio e princípios do Barroco. Fundou a Accademia dei Floridi em Bolonha. Aliás, nasceu e morreu em Bolonha. Em 1587 tomou os hábitos da ordem beneditina e fez os seus votos em 1590, mudando o nome para Adriano. Um dos seus mestres no mosteiro foi Gioseffo Guami, que moldou o seu estilo. Sabe-se que conheceu Claudio Monteverdi e fez com ele trabalhos de teoria musical. Em sua obra, Banchieri procurou converter o madrigal para fins dramáticos. Especificamente, foi um dos criadores do gênero chamado “comédia madrigal” que, sem chegar a ser representada em cena, narrava uma história mediante o canto sequencial de uma coleção de madrigais. Muitas destas coleções foram compostas para divertir as reuniões dos círculos sociais de Bolonha. A comédia madrigal era considerada uma das percursoras da ópera, mas a maioria dos estudiosos considera-a uma coisa separada, consequência do interesse geral na Itália da época em criar formas músico-dramáticas. Banchieri foi ainda importante compositor de canzonettas, alternativa ligeira e popular aos madrigais nos finais do século XVI.

Adriano Banchieri (1568-1634): Gemelli Armonico & Metamorfosi Musicale (Ensemble Hypothesis)

1 Prologue: Su Rallegrate I Cuori 1:33
2 Primo Trattenimento: Passo A Mezzo Con Il Liuto 0:42
3 Part I: Primo Discorso: Non Piu Parol (Mich, Stef) 1:34
4 Part I: Primo Discorso: Sinfonia: Viri Sancti – In Convertendo Dominus – Vox Dilecti Mei – Sinfonia: Adversum Me 7:34
5 Part I: Secondo Discorso: Flavia Gentile, Adio! (Liv, Fla) 2:05
6 Part I: Terzo 1:57
7 Part I: Quarto Discorso: Ninetta, Bella Nitetta (Stef, Nin) 2:03
8 Secondo Trattenimento: Villotta Alla Contadinesca Nel Chitarrino 1:18
9 Hora Tertia: Sinfonia: Domine Audivi – Pastires Ad Pastores Inquirebant – Haec Loquutus Sum Vobis – Ibant Apostoli – Sinfonia: Domine, Dominus 9:08
10 Part II: Primo Discorso: Ahime, Come Faro? (Flo) 2:15
11 Part II: Secondo Discorso: Ascolta Pedrolin (Stef, Ped) 2:10
12 Part II: Terzo Discorso: Bondi, Sposo Dolcissimo (Stef, Ped, Mich) 1:28
13 Hora Sexta: Sinfonia: Equitatui Meo – Bonum Mihi Domie – Misericordias Domini – Qui Vult Venire Post Me 7:49
14 Part II: Quarto Discorso: Tic Toc! Signora Laura (Zan, Lau) 2:24
15 Hora Nona: Sinfonia: Exaude Domine Orationem – Sancta Cecilia Virgo – O, Vere Digan Ostia – O Quam Pulchra Es 7:14
16 Il Metamorfosi Musicale: Liquide Perle Amor Dagli Occhi Sparse 2:45
17 Part II: Quinto Discorso: Liquide Per L’amor Ranocchie Sparse (Stef, Ped) 3:11
18 Part II: Sesto Discorso: Deh, Laura, Che Farai (Lau) 2:46
19 Vesperae: Sinfonia: Beati Omnes – Deus Canticum Novum – Isti Sunt Triumphatores Qui Vivente – Estote Fortes In Bello 6:36
20 Terzo Trattinimento: Non E Esercizio In Terra (Mascherrata di Soldati) 1:07
21 Part III: Primo Discorso: Ahime! Chi Miro? (Lau, Flo) 2:58
22 Part III: Secondo Discorso: Fate Festa E Allegrezza! (Flo, Liv, Ped) 1:45
23 Bizzarria 1:13

Music Director – Leopoldo D’Agostino
Countertenor Vocals, Baritone Vocals – Bertrand Dazin
Ensemble – Ensemble Hypothesis
Organ, Spinet – Carole Parer
Percussion – Donato Sansone
Theorbo, Lute, Chitarrone – Ugo Nastrucci
Viola da Gamba – Cinzia Zotti
Violoncello – Gioele Gusberti

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Adriano Banchieri fotografado durante visita à sede bolonhesa do PQP Bach no ano de 1599, localizada na sala VIP da Torre dos Asinelli. Eu disse Asinelli, nada a ver com presidente asno que ora nos desgoverna.

PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Bordeaux Concert (Live)

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Bordeaux Concert (Live)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 1975, a verdadeira odisseia musical chamada The Köln Concert tornou-se o mais improvável produto de vendas multimilionárias. No Köln, Keith Jarrett revelou como uma relação privada, não planejada, desplugada e não comercial — entre apenas ele e um piano tradicional — poderia hipnotizar ouvintes em todo o mundo. Jarrett também tocou bastante música clássica e em grupos de jazz com grandes estrelas. Gravou dezenas de discos com mil artistas diferentes. Mas seguiu valorizando corajosamente sua arte sem esconderijos da improvisação em piano solo, como testemunhado por álbuns ao vivo, incluindo o Carnegie Hall Concert de 2006, o Rio de 2011 e, claro, aquela obra de 1975. Em 2018, dois golpes sucessivos interromperam essa alquimia espontânea — assim como as outras –, o que torna esta performance a final solo de Jarrett. Ela foi gravada em julho de 2016. Depois, Jarrett sofreu dois grandes AVCs em fevereiro e maio de 2018. Após o segundo, ficou paralisado e passou quase dois anos em uma clínica de reabilitação. Embora ele tenha recuperado a capacidade limitada de andar com bengala e possa tocar piano com a mão direita, permanece parcialmente paralisado do lado esquerdo e não deve se apresentar novamente. “Não sei como deve ser meu futuro. Não me sinto agora como um pianista”, disse Jarrett ao The New York Times em outubro de 2020. Neste disco, tudo começa com longos fragmentos de improvisação livre, cheio de agudos brilhantes e acordes melancólicos, enquanto Jarrett sente o instrumento e a sala. Quando um gospel de balanço lento surge na Parte III, seus assobios e ganidos irrompem, e quando os loops minimalistas frenéticos da Parte V param, o público entra em erupção. No final, tudo, desde as baladas improvisadas mais suaves até os blues mais exuberantemente pesados, é sensacional. E é notável a variação entre as partes. O público viu surgir uma música única que morava apenas na cabeça de Jarrett, naquele espaço, naquela tarde. Uma pena esses AVCs de merda.

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Bordeaux Concert (Live)

1. Keith Jarrett – Part I (Live)
2. Keith Jarrett – Part II (Live)
3. Keith Jarrett – Part III (Live)
4. Keith Jarrett – Part IV (Live)
5. Keith Jarrett – Part V (Live)
6. Keith Jarrett – Part VI (Live)
7. Keith Jarrett – Part VII (Live)
8. Keith Jarrett – Part VIII (Live)
9. Keith Jarrett – Part IX (Live)
10. Keith Jarrett – Part X (Live)
11. Keith Jarrett – Part XI (Live)
12. Keith Jarrett – Part XII (Live)
13. Keith Jarrett – Part XIII (Live)

Keith Jarrett, piano

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O gênio extirpando música de sua cabeça. O jazz é algo livre, que morre se vê um Ustra ser elogiado por uma besta repugnante

PQP

W. F. Bach (1710-1784): Sonatas e Trios para Flauta (Hazelzet, Moonen, etc.)

W. F. Bach (1710-1784): Sonatas e Trios para Flauta (Hazelzet, Moonen, etc.)

Excelente CD! Apresenta as obras para flauta do mano bachinho Wilhelm Friedemann, sejam Sonatas para flauta solo ou em Trio. Trata-se de música de grande beleza, encanto melódico e invenção e brilho instrumental. Embora a produção do filho mais velho de Johann Sebastian seja relativamente pequena, o significado de seu estilo, como sucessor lógico e verdadeiro de seu pai, é grande. Seu estilo, ainda baseado nos princípios barrocos, é livre, aventureiro e voltado para o futuro. Serve de ponte entre o Barroco e o Período Clássico. O grupo instrumetal holandês é sensacional.

W. F. Bach (1710-1784): Sonatas e Trios para Flauta (Hazelzet, Moonen, etc.)

Sonata In E Minor For Flute, Harpsichord And Cello, Fk. 52
1 I. Allegro Ma Non Tanto 5:39
2 II. Siciliano 2:53
3 III. Vivace 3:12

4 Trio In A Minor For Two Flutes And Piano, Fk. 49 (Allegro) 5:02

Sonata In F Major For Flute And Piano
5 I. Largo 3:03
6 II. Allegretto 5:05
7 III. Allegro Assai E Scherzando 3:14

Trio In D Major For Two Flutes, Harpsichord And Cello, Fk. 48
8 I. Andante 2:03
9 II. Allegro 2:33
10 III. Vivace 4:02

Sonata In F Major For Flute And Piano, Fk. 51
11 I. Allegro Non Troppo 5:13
12 II. Andantino 1:29
13 III. Vivace 5:03

Trio In D Major For Two Flutes, Piano And Cello, Fk. 47
14 I. Allegro Ma Non Troppo 3:32
15 II. Largo 7:04
16 III. Vivace 4:14

Wilbert Hazelzet (transverse flute)
Marion Moonen (transverse flute)
Jaap ter Linden (cello)
Jacques Ogg (harpsichord, pianoforte)

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A cara alegre do filho predileto. Esse não era um cidadão de bem, desses que defendem preconceitos, avalizam opressão, manutenção de desigualdades, aprovam orçamento secreto, etc.

PQP

C.P.E. Bach (1714-1788): Essai sur l’art véritable de jouer les instruments à clavier (Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar instrumentos de teclado) (Holtz)

C.P.E. Bach (1714-1788): Essai sur l’art véritable de jouer les instruments à clavier (Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar instrumentos de teclado) (Holtz)

Um disco muito bom e interessante, tocado com extrema perícia pelo brasileiro Cristiano Holtz, que iniciou os seus estudos de cravo aos doze anos de idade, no Brasil, com Pedro Persone. Aos quinze, a convite de Jacques Ogg, foi viver nos Países Baixos, com quem prosseguiu os seus estudos musicais. Permaneceu neste país durante dez anos estudando com vários outros professores, entre os quais Anneke Uittenbosch e Meno van Delft. Desde muito novo, a sua maior influência foi Gustav Leonhardt, que o aceitou excepcionalmente como seu último estudante oficial. Igualmente marcante na sua formação foram os estudos privados com Pierre Hantaï, Marco Mencoboni e Miklós Spányi. Este CD tem generosos 78 minutos e mostra novamente a grande arte de CPE Bach. Mas acho que Cristiano poderia ter mais fantasia e ser mais ousado, sei lá. Isto cai bem em CPE.

C.P.E. Bach (1714-1788): Essai sur l’art véritable de jouer les instruments à clavier (Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar instrumentos de teclado) (Holtz)

1 Keyboard Sonata in C Major, Wq. 63/1: I. Allegretto tranquillamente 2:26
2 Keyboard Sonata in C Major, Wq. 63/1: II. Andante mà innocentemente 1:58
3 Keyboard Sonata in C Major, Wq. 63/1: III. Tempo di minuetto con tenerezza 2:32

4 Keyboard Sonata in D Minor, Wq. 63/2: I. Allegro con spirito 2:23
5 Keyboard Sonata in D Minor, Wq. 63/2: II. Adagio sostenuto 3:15
6 Keyboard Sonata in D Minor, Wq. 63/2: III. Presto 2:27

7 Keyboard Sonata in A Major, Wq. 63/3: I. Poco allegro ma cantabile 4:08
8 Keyboard Sonata in A Major, Wq. 63/3: II. Andante lusingando 1:47
9 Keyboard Sonata in A Major, Wq. 63/3: III. Allegro 4:55

10 Keyboard Sonata in B Minor, Wq. 63/4: I. Allegro grazioso 4:00
11 Keyboard Sonata in B Minor, Wq. 63/4: II. Largo maestoso 4:38
12 Keyboard Sonata in B Minor, Wq. 63/4: III. Allegro siciliano scherzando 2:54

13 Keyboard Sonata in E-Flat Major, Wq. 63/5: I. Allegro di molto 1:35
14 Keyboard Sonata in E-Flat Major, Wq. 63/5: II. Adagio assai mesto e sostenuto 5:44
15 Keyboard Sonata in E-Flat Major, Wq. 63/5: III. Allegretto, arioso ed amoroso 4:32

16 Keyboard Sonata in F Minor, Wq. 63/6: I. Allegro di molto 3:19
17 Keyboard Sonata in F Minor, Wq. 63/6: II. Adagio affetuoso e sostenuto 5:14
18 Keyboard Sonata in F Minor, Wq. 63/6: III. Fantasia (Allegro moderato – Largo – Allegro moderato) 6:39

19 Keyboard Sonatina in G Major (In 2 Sonaten), Wq. 63/7 2:20

20 Keyboard Sonatina in E Major (In 2 Sonaten), Wq. 63/8 2:50

21 Keyboard Sonatina in D Major (In 2 Sonaten), Wq. 63/9 2:20

22 Keyboard Sonatina in B-Flat Major (In 2 Sonaten), Wq. 63/10 2:02

23 Keyboard Sonatina in F Major (In 2 Sonaten), Wq. 63/11 2:57

24 Keyboard Sonatina in D Minor (In 2 Sonaten), Wq. 63/12 0:59

Cristiano Holtz, cravo, clavicórdio

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Pelas fotos, adivinha-se um homem sério, que não aprecia brincadeiras… Mas não creio que ele votaria num idiota que faz arminha e diz-se imbroxável.

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para muitos instrumentos (Beyer)

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para muitos instrumentos (Beyer)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco cheio de recantos aprazíveis e interessantes. Uma viagem maravilhosa onde somos conduzidos pelas mãos da esplêndida Amandine Beyer. Há desde coisas marciais até extremas delicadezas. Um baita CD. Os concertos con molti stromenti de Vivaldi são verdadeiros precursores da sinfonia em sua amplitude, sonoridade e audácia. Nestas peças, o ‘Padre Ruivo’ divertia-se a inventar combinações de timbres literalmente inéditas. No famoso concerto Il Mondo al rovescio (O mundo de cabeça para baixo), ele convidou flautas, oboés e cravos para se unirem a violino e violoncelo em um turbilhão colorido. Esta gravação de Amandine Beyer e Gli Incogniti oferece a oportunidade de descobrir essas composições incrivelmente modernas.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para muitos instrumentos (Beyer)

1. Concerto in D Major, RV 562 “Per la Solennità di S. Lorenzo”: I. Andante – Allegro (05:04)
2. Concerto in D Major, RV 562 “Per la Solennità di S. Lorenzo”: II. Grave (02:51)
3. Concerto in D Major, RV 562 “Per la Solennità di S. Lorenzo”: III. Allegro (06:21)

4. Flute Concerto in E Minor, RV 432: I. Allegro (02:40)
5. Flute Concerto in E Minor, RV 432: II. Grave sopra il Libro (02:08)

6. Concerto in C Major, RV 556 “Per la Solennità di S. Lorenzo”: I. Largo – Allegro molto (04:55)
7. Concerto in C Major, RV 556 “Per la Solennità di S. Lorenzo”: II. Largo e cantabile (02:51)
8. Concerto in C Major, RV 556 “Per la Solennità di S. Lorenzo”: III. [Allegro] (04:03)

9. Concerto in F Major, RV 571: I. Allegro (04:03)
10. Concerto in F Major, RV 571: II. Largo (02:24)
11. Concerto in F Major, RV 571: III. [Allegro] (03:42)

12. Concerto for Violin and Oboe in G Minor, RV 576: I. [Allegro] (03:53)
13. Concerto for Violin and Oboe in G Minor, RV 576: II. Larghetto (02:06)
14. Concerto for Violin and Oboe in G Minor, RV 576: III. Allegro (03:32)

15. Violin Concerto in A Major, RV 344: I. Allegro (04:25)
16. Violin Concerto in A Major, RV 344: II. Largo (01:50)
17. Violin Concerto in A Major, RV 344: III. [Allegro] (04:11)

18. Concerto for 2 Oboes in A Minor, RV 536: I. [Allegro] (02:29)
19. Concerto for 2 Oboes in A Minor, RV 536: II. Largo (01:52)
20. Concerto for 2 Oboes in A Minor, RV 536: III. Allegro (01:34)

21. Concerto in F Major, RV 572 “Il Proteo o sià Il Mondo al rovescio”: I. Allegro (03:51)
22. Concerto in F Major, RV 572 “Il Proteo o sià Il Mondo al rovescio”: II. Largo (02:28)
23. Concerto in F Major, RV 572 “Il Proteo o sià Il Mondo al rovescio”: III. [Allegro] (03:08)

Amandine Beyer & Gli incogniti

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Quem não ama a talentosa magrelinha Beyer, aqui duplicada pra vocês? Imaginem se alguém talentosa e inteligente como ela votaria numa besta como Bolsonaro?

PQP

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Rondos & Fantasias (Christine Schornsheim)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Rondos & Fantasias (Christine Schornsheim)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD lindo, com várias faixas impressionantes e uma interpretação idem! Ouça esta maravilha para entrar em contato com o que há de moderno na família Bach. Sim, A Arte da Fuga de papai já é pura modernidade, mas aqui você tem contato com a improvisação do mano CPE. Às vezes, parece que estamos ouvindo Ligeti ou Cage. Embora Christine Schornsheim tenha excelentes registros de J.S. Bach, ela realmente se solta com seu filho Carl Philipp Emanuel. Seu teclado de eleição é um ‘Tangentenklavier’ de 1801 que pretende fundir o melhor que o clavicórdio, o cravo e o pianoforte têm para oferecer em termos de timbre e dinâmica. Pode não ser um instrumento do qual o compositor tivesse conhecimento, mas se presta perfeitamente ao idioma imaginativo de CPE e de Christine Schornsheim. Ela dá forma dramática e colorida aos arpejos e apimenta o capricho melódico de CPE. Efeitos de pedal discretos, mas perceptíveis, sublinham as cadências imprevisíveis e as pepitas dissonantes, já que a música vagueia por tantos humores quanto mudanças de tom. Uma entrevista com Schornsheim revela que ela é tão inteligente, perspicaz e espirituosa longe do teclado quanto frente a ele. Em suma, um CD absolutamente delicioso.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Rondos & Fantasias (Christine Schornsheim)

1 Fantasia I Es-Dur Wq 58/6 5:42
2 Rondo III B-Dur Wq 58/5 5:12
3 Rondo II c-Moll Wq 59/4 4:36
4 Rondo I C-Dur Wq 56/1 6:53
5 Rondo III a-Moll Wq 56/5 7:54
6 Rondo II E-Dur Wq 58/3 4:57
7 Fantasia II C-Dur Wq 59/6 7:26
8 Rondo II G-Dur Wq 57/3 4:38
9 Rondo III F-Dur Wq 57/5 5:06
10 Rondo II d-Moll Wq 61/4 3:53
11 Fantasia I F-Dur Wq 59/5 4:06
12 Rondo I E-Dur Wq 57/1 7:47
13 Fantasia II C-Dur Wq 61/6 5:05

Christine Schornsheim: Tangentenklavier

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Este é um Tangentenklavier. (Você não vai votar no Bolsonaro, certo? Ninguém do PQP votará no lixo)

PQP