Franck / Szymanowski / Chausson / Debussy: Secret Love Letters (Batiashvili, Nézet-Séguin, Gigashvili)

Franck / Szymanowski / Chausson / Debussy: Secret Love Letters (Batiashvili, Nézet-Séguin, Gigashvili)

Elisabeth (ou Lisa) Batiashvili é uma extraordinária violinista georgiana. Não sou um especialista em música romântica — aliás, não sou especialista en puerra ninguna –, mas o Franck dela e do pianista Gigashvili me impressionou demais. Teoricamente, o disco descreve o amor proibido em várias formas. O álbum abre justamente com César Franck. Sua admirada Sonata para Violino traz um diálogo íntimo entre violino e piano, que vai do encanto terno à paixão fascinante. O momento introdutório do Allegretto ben moderato já mostra as muitas nuances de Batiashvili: sua qualidade de tom vibrante e fraseado fluido lembram vividamente a voz humana. As primeiras notas são um sussurro e um prenúncio do que está por vir. Bela interpretação! O desempenho de Gigashvili também é sólido: além de se alinhar perfeitamente às linhas do violino, ele adiciona profundidade aos grandes momentos e responde com sensibilidade às mudanças de cores harmônicas de Franck. No coração de Secret Love Letters está o Primeiro Concerto para Violino de Karol Szymanowski, uma meditação do compositor polonês sobre o poema de Tadeusz Miciński Noc Majowa (‘Noite de Maio’), escrito na Ucrânia durante a Primeira Guerra Mundial. É uma peça cheia de amor e dor decorrente das restrições vividas por um homem que estava apaixonado por outro homem em um momento em que isso era proibido legalmente e moralmente. O Poème para violino e orquestra de Ernest Chausson , composto em 1896, foi baseado em um conto do autor russo Ivan Turgenev, apaixonado pela famosa mezzo-soprano Pauline Viardot. E o CD fecha com Debussy.

Franck / Szymanowski / Chausson / Debussy: Secret Love Letters (Batiashvili, Nézet-Séguin, Gigashvili)

Violin Sonata In A Major
1 I. Allegretto Ben Moderato 6:07
2 II. Allegro 8:00
3 III. Recitativo. Fantasia. Ben Moderato. Molto Lento 7:21
4 IV. Allegreto Poco Mosso 5:55
Composed By – César Franck

5 Violin Concerto No. 1, Op. 35
Composed By – Karol Szymanowski

6 Poème, Op. 25
Composed By – Ernest Chausson

7 Beau Soir
Arranged By – Heifetz*
Composed By – Claude Debussy

Conductor, Piano – Yannick Nézet-Séguin (faixas: 5 to 7)
Orchestra – The Philadelphia Orchestra (faixas: 5, 6)
Piano – Giorgi Gigashvili (faixas: 1 to 4)
Violin, Liner Notes – Lisa Batiashvili

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Sim, PQP suspirou

PQP

Chausson (1855-1899): Viviane, Poemas para soprano e para violino / Lekeu (1870-1894): Fantasia, Adagio para cordas / Dukas (1865-1935): Aprendiz de feiticeiro / Debussy (1862-1918): Fantasia para piano, Rapsódia para clarinete, Prélude à l’après-midi d’un faune (Armin Jordan, Orquestras Suisse Romande e Monte-Carlo) #DEBUSSY160

As obras desta e da minha próxima postagem, em gravações por orquestras de países francófonos – Suíça, França, Mônaco – são todas do período que em francês costumam chamar Belle Époque (Bela época). Um período entre a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) e as terríveis duas Guerras Mundiais (a partir de 1914), que retrospectivamente – para as gerações que viveram essas guerras, sem falar na crise de 29 – foi visto como uma era de ouro por gente como Marcel Proust (1871-1922): “os verdadeiros paraísos são os paraísos perdidos”, disse ele, ou seja, a gente só dá valor depois que perde.

Aqui um parêntesis: o economista Thomas Piketty afirma que “todas as sociedades europeias na Belle Époque se caracterizam por uma fortíssima concentração dos patrimônios.” Ou seja, foi uma bela época sobretudo para uma minúscula fração de pessoas que viviam de renda e podiam passar a semana entre várias soirées, salões, óperas e concertos. O 1% mais rico da sociedade detinha 60% do patrimônio na França e quase 70% na Inglaterra, concentração maior do que em meados do século XIX. As bombas da 1ª Guerra e as falências de 1929, entre outros fatores político-econômicos, significariam uma grande destruição de patrimônios dos ricos, com uma redução na concentração de renda ao longo do século XX e a emergência das classes médias, porém a tendência é de novo aumento nessa concentração no nosso século XXI. Se vocês querem saber os motivos, terão de ler as 900 pgs. do livro que Pikkety publicou em 2013: O Capital no Século XXI.

Em todo caso, em termos musicais, a Belle Époque é o período em que surgem grandes obras francesas que até hoje estão no repertório clássico: a Sinfonia com órgão e os concertos de Saint-Saëns, a Sonata para violino de Franck e suas Variações Sinfônicas, o Réquiem de Fauré e seus Quartetos e Quintetos com piano, quase todas as obras de Debussy e as primeiras de Ravel. Além de outros compositores com uma ou duas obras ainda lembradas, como Chausson, Chabrier, Dukas, d’Indy, Boulanger…

Sempre fico feliz quando ouço algum regente que gravou a Fantasia para piano e orquestra de Debussy. Grandes maestros como Haitink, Ansermet, Boulez e Karajan não a gravaram. O próprio Debussy desprezou a obra – na estreia, quando ele ainda era um compositor bem pouco famoso, queriam tocar só um dos três movimentos, de forma que ele se irritou e enfiou a partitura na gaveta – e ela só foi estreada de fato por Alfred Cortot em 1919, um ano após a morte do compositor. Felizmente outros gigantes como Jean Martinon (com Ciccolini) e Ivan Fischer (com Kocsis) gravaram essa obra. Mais recentemente, Barenboim e Argerich. Faço questão de citar esses maestros porque na minha irrelevante opinião essa partitura de 1890 tem, cronologicamente, a primeira das primorosas orquestrações de Debussy, um pouco abaixo do Fauno, de La Mer e Nocturnes, mas no mesmo nível de Jeux, Images e das Danças para harpa e orquestra.

Nesta gravação com Jordan, a Fantasia para piano e orquestra (assim como a Rapsódia para orquestra com clarinete) são muito bem defendidas pela Orquestra da Ópera de Monte-Carlo (Mônaco), orquestra tradicional, que estreou obras de Honegger e de Fauré e foi fundada em 1856 no principado famoso pelas corridas de F1. No Fauno de Debussy, ele está em Genebra com a Orquestra da Suisse Romande (que significa a parte da Suíça que fala francês), orquestra fundada em 1918 pelo maestro Ernest Ansermet, que a dirigiu até 1967. Ansermet conheceu Debussy e suas gravações provavelmente estão entre as mais próximas de como o compositor queria que as obras soassem. E a orquestra Suisse Romande, claro, manteve após Ansermet uma profunda ligação com a obra de Debussy.

Já no poema sinfônico Aprendiz de Feiticeiro (1897), one-hit-wonder de Dukas, Jordan está em Paris com a Nova Orquestra Filarmônica da Radio France. É esse percurso entre Paris, lagos da Suíça e sul da França que Jordan fez quase toda a vida. Nascido em Lausanne (Suíça) em 1932, ele não precisou ir morar nos EUA como dezenas de grandes maestros das duas gerações anteriores (Szell, Reiner, Munch, Toscanini, Monteux). Morreu em 2006, cinco dias após um mal súbito que teve enquanto regia a ópera O Amor das Três Laranjas, de Prokofiev, em Basel (Basileia, Suíça).

Também sempre fico feliz quando encontro alguma gravação de Lekeu, compositor de morte muito precoce, que deixou para a posteridade uma grande sonata para violino, algumas obras orquestrais e  mais alguns esboços. No Adagio para cordas ele mostra sua voz muito característica e melancólica, que conheço bem da sua sonata para violino, estreada por Ysaye em 1893, mesmo ano em que Lekeu contraiu a febre tifóide que o vitimaria no começo do ano seguinte. Na Fantasia sobre temas da região de Angers, no oeste da França, Lekeu começa com fanfarras alegres, mas lá pelo 4º minuto se inicia novamente a melancolia romântica que o aproxima de românticos tardios como Tchaikovsky e Wagner. Ao mesmo tempo que sua personalidade musical é notável, também fica aquele ar de mistério: o que exatamente ele queria dizer, que caminhos tomaria se vivesse mais algumas décadas?

Viviane, de 1882, é uma das primeiras obras de Chausson, muito influenciada por Wagner. A orquestração do Poema do amor e do mar é um pouco mais distante da sonoridade de Wagner, e mais próxima do estilo orquestral de Debussy e de Fauré. O Requiem de Fauré (1988) já tinha sido estreado e o Fauno de Debussy seria estreado no ano seguinte, em 1894. Mas sabendo que Chausson era então amigo de Debussy (depois eles brigariam por causa de uma das várias mulheres por quem Debussy se apaixonou perdidamente) e frequentador dos mesmos salões, podemos imaginar que Chausson tenha ouvido uma versão preliminar do Fauno enquanto ele próprio orquestrava seu Poema em 1893. Há uma versão para tenor e uma para soprano. Aqui, quem canta é a diva Jessye Norman, aos 36 anos de idade. E nas melodias vocais, bem como às vezes na orquestra nos momentos dominados pelas cordas, Chausson retoma com força a sonoridade wagneriana. No Poema para violino e orquestra (1896), ela também alterna entre as polaridades francesa e alemã. É como se Wagner fosse um vício para esses franceses como Chausson, Fauré e Debussy: fugiam dele mas depois voltavam com evidente prazer.

As fotos acima são capas dos discos originais dos anos 1980 e 90. A gravadora francesa Erato, sumida desde 2001, ressurgiu em 2013 como um braço da Warner e lançou esta caixa de Armin Jordan em 2016, caixa da qual selecionamos apenas alguns CDs. Talvez voltemos algum dia com outras raridades de Jordan/Erato: Chabrier, Fauré, Franck…

O jovem Guillaume Lekeu

Ernest Chausson (1855-1899); Guillaume Lekeu (1870-1894)
1 Chausson: Viviane Op. 5 (1882)
2 Chausson: Poème de l’amour et de la mer Op. 19 : I. La fleur des eaux (1893)
3 Chausson: Poème de l’amour et de la mer Op. 19 : II. Interlude (1893)
4 Chausson: Poème de l’amour et de la mer Op. 19 : III. La mort de l’amour (1893)
5 Chausson: Poème pour violon et orchestre Op. 25 (1896)
6 Lekeu: Fantaisie sur deux airs populaires angevins (1892)
7 Lekeu: Adagio pour quatuor d’orchestre, Op. 3 (1891)
Jessye Norman, soprano (2-4)
Jean Moulière, violin (5)
Sinfonieorchester Basel (1)
Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo (2-7)
Armin Jordan

Paul Dukas (1865-1935), Claude Debussy (1862-1918)
1 Dukas: L’apprenti sorcier (1897)
2 La procession nocturne, Op. 6 (1910)
3 Debussy: Fantaisie pour piano et orchestre: I. Andante – Allegro (1890)
4 Debussy: Fantaisie pour piano et orchestre: II. Lento e molto espressivo (1890)
5 Debussy: Fantaisie pour piano et orchestre: III. Allegro molto (1890)
6 Debussy: Première rapsodie pour clarinette (1911)
7 Debussy: Prélude a l’après-midi d’un faune (1894)
Anne Queffélec, piano (3-5)
Antony Morf, clarinette (6)
Nouvel Orchestre Philharmonique de Radio France (1)
Orchestre Philharmonique de Monte-Carlo (2-6)
Orchestre de la Suisse Romande (7)
Armin Jordan

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O auditório exclusivo da PQP Corp. em Monaco, que de vez em quando emprestamos para a Orquestra de Monte-Carlo

Pleyel

Évocation – Sandrine Piau (soprano) & Susan Manoff (piano)

Évocation

Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

Chausson
Strauss
Debussy
Zemlinsky
Koechlin
Schoenberg

Sandrine Piau é uma grande estrela da performance barroca “historicamente informada”, e eu sinceramente espero que ela continue a cantar Vivaldi, Boccherini, Scarlatti e outros mestres do século XVIII como seu repertório preferencial. No entanto, se você é tanto fã de sua arte vocal quanto eu, você pode estar interessado em ouvir este recital de lieder romântico e um pouco pós-romântico ou o lindo CD de canções de Claude Debussy.

Piau é uma das especialistas em Música Antiga altamente treinadas da atual geração que também pode, sem compromisso, cantar música mais moderna com plena garantia técnica – a voz maior do peito, o vibrato projetivo, etc. – mantendo algumas das visões estéticas que têm emergido de práticas historicamente informadas. Ela é uma prova eficaz de que o movimento da Música Antiga amadureceu e pode se adequar a qualquer padrão da sala de concertos do século XX.

A seleção de canções neste recital testaria a amplitude da técnica vocal e da sensibilidade expressiva de qualquer soprano: Strauss, Schoenberg, Debussy, Chausson. Francamente, eu prefiro apenas o recital esteticamente mais concentrado das músicas de Debussy, mas se esse repertório for sua “sacola”, você definitivamente vai querer ouvir esta conquista de Sandrine Piau. (ex-internet, Amazon, 2007).

Évocation – 2007
Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

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XLD RIP | FLAC | 229 MB

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

powered by iTunes 12.8.0 |  1 h 08 min

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

Trois, mon Dieu! J’ai trouvé le Paradis Perdu !!

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

 

Chausson: Symphony in B-flat; La Tempête; Viviane; Soir de Fête – BBC Philharmonic, Tortelier CHANDOS 1999

Ernest Chausson é um compositor que deveria fazer parte de nosso dia-a-dia musical. Considerando a música pós-romântica francesa, que tiveram nomes como D’Indy, Fauré, Pierné, Dukas e Duparc, a sua obra se destaca como uma das mais bem acabadas, de um refinada arquitetura e um discurso musical límpido, avesso à prolixidade.

Mais uma vez nos perguntamos o porquê de sua música, como de tantos outros em condições similares, ser tão negligenciada. Só nos resta saborear esta arte incomum, não para fazer jus à sua qualidade, mas simplesmente porque é música boa mesmo.

Chausson, como tantos outros de sua geração, também foi enfeitiçado por Wagner, cuja influência é bastante nítida, mas seu toque francês inconfundível trata a matéria sonora com singular bom gosto, com toda a sutileza que lhe é inerente. Uma fusão da grandiloquencia wagneriana com a severidade arquitetônica de um César Franck ou de um Brahms, que também Chausson admirava profundamente. A Sinfonia em Si bemol é sua única obra do gênero, e é realmente espantosa pela maneira como consegue não cair nos modelos saturados de padrões sinfônicos dos discursos pós-românticos germânicos. É música clara, original e grandiosa.

Os poemas sinfônicos que a seguem são igualmente belos, com nítido destaque para Viviane, inspirado nas lendas do Rei Arthur, que nutriam em Chausson fascínio especial (aliás, este era um tema recorrente em Chausson, sua única ópera versa sobre este assunto) e A Tempestade, sobre Shakespeare, outro tema caro aos compositores do romantismo extendido. Consta ainda que esta que foi a primeira obra a utilizar a Celesta, dois anos antes de Tchaikovsky em seu poema sinfonico Voyoveda e depois no Quebra-Nozes (dizem que Tchaikovsky esperneou porque queria ter sido o primeiro a usar, mas isso também é lenda).

Ernest Chausson (1855-1899)
Symphony in B-flat, op.20
Viviane, op.5
Soir de Fête, op.32
La Tempête, op.18
BBC Philharmonic Orchestra
Yan Pascal Tortelier
CHANDOS, 1999

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Arquivo FLAC, 287Mb

Chucruten

Saint-Saens, Massenet, Wieniawski, Sarasate, Ravel, Chausson: Bohemian Rhapsodies

Saint-Saens, Massenet, Wieniawski, Sarasate, Ravel, Chausson: Bohemian Rhapsodies

Raramente postamos esses discos de clássicos populares e este é um deles. Não sei se a boa violinista Leila Josefowicz quis ou foi a gravadora que exigiu, mas garantimos que a moça divertiu-se bastante com toda a função. Estava animada. O programa não exigiu nada de seu intelecto, foi só trabalho para os dedos e braços. Como ocorre nestes trabalhos, o som do violino soa muito alto em relação à orquestra. Parece que estamos a um metro de Leila. A coisa vai indo mais ou menos até que… Bem, lembro de uma aluna de minha mulher que foi tocar a Meditação de Thais num recital da escola. A professora tinha-lhe dito — delicadamente, com outras palavras — para não cometer vulgares excessos melodramáticos. Mas a menina resolveu expressar-se… Calma, Leila não comete os mesmos erros. Curti mesmo foi a Tzigane de Ravel. O Poema de Chausson quase me matou.

Saint-Saens, Massenet, Wieniawski, Sarasate, Chausson, Ravel: Bohemian Rhapsodies

1. Carmen Fantasy, Op. 25 – Sarasate
2. Introduction And Rondo Capriccioso, Op. 28 – Saint-Saens
3. Zigeunerweisen, Op. 20 – Sarasate
4. Polonaise No. 1 In D, Op. 4 – Wieniawski
5. Meditation de Thais – Massenet
6. Tzigane – Ravel
7. Poeme, Op. 25 – Chausson

Leila Josefowicz
Academy of the St Martin-in-the-Fields
Sir Neville Marriner

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Desta vez, foi "sem penso" mesmo.
Desta vez, foi “sem penso” mesmo.

PQP

Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Este disco é bom demais, mas tem limitações, sabem? O Brahms é MESMO NOTÁVEL, o Bach é LINDO DE MORRER, o Ravel é EXTRAORDINÁRIO, mas depois o pequepiano de verdade deverá desligar o computador ou o CD Player porque a coisa fica suspeita. Após uma transição meio estranha a cargo de Chausson — um francês que achei mela-cueca — , o tal Waxman faz um medley de Carmen que é das piores coisas que ouvi ultimamente. OK, o CD tem cara de recital. Daquele gênero de recital que começa com o filé e termina com aquela concessão ao gosto do público mais vulgar. É um estilo do qual não gosto. Mas, como diz Milton Ribeiro, futebol é bola na rede e o resto é secundário. Então ouçam o que e como quiserem. Mas de uma coisa tenham certeza, esses armênios aê são bons pra caralho.

Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Brahms:
1. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: I. Allegro
2. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: II. Adagio
3. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: III. Un poco presto e con sentimento
4. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: IV. Presto agitato
Bach:
5. Ciaccona from Partita No.2 in D minor, BWV 1004 for violin solo
Ravel:
6. Tzigane, Rhapsodie de Concert
Chausson:
7. Poème Op. 25
Waxman:
8. Carmen Fantasie for Violin and Piano base on Themes from the Opera of Georges Bizet

Sergey Khachatryan, Violino
Lusine Khachatryan, Piano
Vladimir Khachatryan, Piano

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Sergey e Lusine Khachatryan, não encontramos Vladímir
Sergey e Lusine Khachatryan, não encontramos Vladímir

PQP

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu, PQP Bach, estava em férias e voltei hoje. Sou uma humilde pessoa que não ganha muito, mas que guarda algum. Então, estive em Londres, Roma e Praga, onde — adivinhem? — assisti um monte de concertos. O Rudolfinum de Praga à beira do Moldávia… A Saint-Martin-in-the-fields… O Queen Elisabeth Hall… O Royal Festival Hall… O Barbican Hall… O festival The Rest is Noise, baseado na obra de Alex Ross no Southbank Center…

Então, ainda sob a influência destes 20 maravilhosos dias, deixo para vocês um CD espetacular e cheio de prêmios Diapason d`Or, Choc, etc.

O Quarteto Schumann interpreta dois Quartetos para Piano, um melhor do que o outro. É música da melhor qualidade e a interpretação é sensacional.

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

Ernest Chausson (1855-1899)
Piano Quartet in A major Op.30
1. Piano Quartet in A major Op.30 : Animé 11:55
2. Piano Quartet in A major Op.30: Très calme 10:07
3. Piano Quartet in A major Op.30: Simple et sans hâte 4:05
4. Piano Quartet in A major Op.30: Animé 12:19

Gabriel Fauré (1845-1924)
Piano Quartet no.1 in C minor Op.15
5. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto moderato 9:57
6. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Scherzo (Allegro vivo) 5:40
7. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Adagio 7:18
8. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto 8:11

Quatuor Schumann

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quatuor-schumann

PQP

César Franck (1822-1890) – Symphony in D minor e Ernest Chausson (1855-1899) – Symphony in B-flat op.20

  Franck e Chausson são dois compositores da escola francesa. O disco traz dois trabalhos importantes desses compositores, sendo que a obra de Franck é mais conhecida. A Sinfonia em D do compositor de origem belga, e radicado na França, se constitui em algo singular entre tudo aquilo que foi escrito no século XIX. Possui uma linguagem à parte. Destoa do romantismo beethoveano ou brahmsiano; anda por caminhos diversos e possui, esteticamente, um encanto oriundo de um compositor que foi/é grande, mas que acabou sendo ofuscado por circunstâncias históricas à semelhança de Saint-Säens. O outro trabalho do disco é de Chausson. Inclusive este último foi pouco postado aqui no PQP Bach nos seus oito anos de febricitante atividade. Ainda não conhecia a Sinfonia do francês. Um ótimo disco não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

César Franck (1822-1890) – 

Symphony in D minor
01. I. Lento – Allegro non troppo
02. II. Allegretto
03. III. Allegro non troppo

Ernest Chausson (1855-1899) –

Symphony in B-flat op.20
04.  I. Lent – Allegro vivo
05.  II. Tres lent
06.  III. Anime – Tres anime

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente

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O experiente regente polonês Marek Janowski!

Carlinus

Chausson (1855–1899), Quarteto para piano / Copland (1900-1990), Trio / Janácek (1854-1928), On an overgrown path – – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 28 de 29

Mais um belíssimo CD da coleção da HM. Com três obras pouco divulgadas, dou destaque às peças de Copland e a um estranho e devaneador Janácek. Chausson é que aquele mela-cueca romântico que faz a alegria de alguns de nossos ouvintes-leitores.

Em minha opinião, a grande obra do disco é a de Copland, mas Janácek recupera-se no último CD da série ao contrapor suas Cartas Íntimas aos Contrastes de Bartók.

CD 28

Quatuor pour piano, violon, alto et violoncelle op.30 Ernest Chausson 37’30
1. 1st Movement
2. 2nd Movement ‘Tres Calme’
3. 3rd Movement ‘Simple Et Sans Hate’
4. 4th Movement ‘Anime’
Les Musiciens

Trio Vitebst Etude sur un thème juif Aaron Copland 13’16
5. Trio ‘Vitebsk
Trio Wanderer

On an overgrown path Leos Janácek 30’31
6. I. Nos Soirees
7. II. Une Feuille Emportee
8. III. Venez Avec Nous!
9. La Vierge De Frydek
10. V. Elles Havardaient En Hirondelles
11. VI. La Parole Manque!
12. VII. Bonne Nuit!
13. VIII. Anxiete Indicible
14. IX. En Pleurs
15. X. La Cheveche Ne S’Est Pas Envolee!
Alain Planès, piano

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PQP