Georg Friedrich Händel (1685-1759): Aberturas

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Aberturas

Não sei se Pinnock e seu The English Concert gravaram o Messias antes deste disco de 1986, apenas sei que, há 30 anos atrás, eles já estavam preparados para fazerem aquele que é, na minha opinião, o melhor registro do famoso oratório de Händel. Pois esta turma tem (ou tinha) Händel no DNA. Essas aberturas, ouvidas juntas, guardam algo de pomposo, talvez de repetitivo, mas a sonoridade da orquestra de Pinnock estava finamente preparada para mais. Como amo a música barroca, me lambuzei e me satisfiz mesmo aqui. Um belo disco.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Aberturas

Alceste;
HWV 45 Act 1: Grand Entrée
1 Maestoso 2:46
Agrippina;
HWV 6 Sinfonia:
2 Without Tempo Indication – Allegro – Adagio 4:04
Il Pastor Fido; HWV 8a
3 Without Tempo Indication – Lentement 4:12
4 Largo 3:53
5 Allegro 2:12
6 (Menuet) 2:00
7 Adagio 8:20
8 (Allegro) 3:24
Saul; HWV 53
Act 1: Sinfonia

9 Allegro 4:05
10 Larghetto – Adagio 2:42
11 Allegro 2:38
12 Andante Larghetto 2:40
Act 2: Sinfonia “Wedding Symphony”
13 Largo _ Allegro 4:44
Teseo; HWV 9
Ouverture

14 Largo – Without Tempo Indication 5:19
Samson; HWV 57
15 Andante – Adagio 3:53
16 Allegro 1:42
17 Menuetto 2:17

The English Concert
Trevor Pinnock

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O gordo mestre da ópera barroca
O gordo mestre da ópera barroca

PQP

Handel: Música para os Reais Fogos de Artifício • Concerti a due cori – Tafelmusik • Jeanne Lamon ֎

Handel: Música para os Reais Fogos de Artifício • Concerti a due cori – Tafelmusik • Jeanne Lamon ֎

Handel

Music for the Royal Fireworks

Concerti a due cori

Tafelmusik

Jeanne Lamon

 

Os nomes Tafelmusik e Jeanne Lamon passaram muitos anos juntos e apareceram em inúmeras capas de excelentes álbuns de música, vários deles marcando presença nas páginas do PQP Bach.

A combinação sempre foi garantia de ótima qualidade e o amor e a dedicação da diretora e violinista à sua orquestra realçava a sua arte que transparece em suas gravações.

Eu gosto particularmente dos concertos para violino de Bach, alguns álbuns de Vivaldi que eventualmente são acompanhados do violoncelista Anner Bylsma.

Outro álbum que tenho ouvido por muitos anos é este da postagem, que traz a festiva música de Handel.

Esta postagem presta uma homenagem a Jeanne Lamon, que morreu dia 20 de junho de 2021, aos 71 anos, vítima de câncer. Jeanne deixa a companheira Christina Mahler, que já foi a Principal Violoncelista da Tafelmusik.

Que este iluminado disco com a sua belíssima música de Handel, fruto da arte e do talento de Jeanne e seus músicos possam servir para nos lembrar que mesmo em circunstâncias tão adversas a arte pode servir de consolo e bálsamo. Penso nos muitos brasileiros que nesses dias têm os diagnósticos ou os tratamentos desta terrível doença adiados ou prejudicados devido aos destrambelhos da pandemia.

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Música para os Reais Fogos de Artifício, HWV 351

  1. Ouverture
  2. Bourrée
  3. La Paix
  4. La Réjouissance
  5. Menuet I
  6. Menuet II

Concerto da due cori No. 2, em fá maior, HWV 333

  1. Pomposo – Allegro
  2. A tempo giusto
  3. Largo
  4. Allegro ma non troppo
  5. A tempo ordinario

Concerto da due cori No. 1, em si bemol maior, HWV 332

  1. Ouverture – Allegro ma non troppo
  2. Allegro
  3. Largo
  4. A tempo ordinario
  5. Alla breve modera
  6. Menuet

Concerto da due cori No. 3, em fá maior, HWV 334

  1. Ouverture – Allegro
  2. Allegro ma non troppo
  3. Adagio
  4. Andante larghetto
  5. Allegro

Tafelmusik

Jeanne Lamon

Christina Mahler, primeiro violoncelo

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

Jeanne e Christina

The Book in on the Table: “This is clear, clean, crisp playing, that is lively, joyful, and, dare I say it, perfect in every way! The recording quality is superb as well. I have purchased many recordings with Jeanne Lamon conducting her group Tafelmusik, and I am starting to think that Lamon can do no wrong when it comes to conducting.”  John Doe (no Amazon)

Eu concordo com o Joe!

Aproveite!
René Denon

Outra postagem que poder interessar:

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias, Suítes, Concerto para Cravo e Orq. (Lamon)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Cantatas e Peças Avulsas (Mields, Perl, La Folia, Santana)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Cantatas e Peças Avulsas (Mields, Perl, La Folia, Santana)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso, daqueles impossíveis de se ouvir menos do que 3 vezes — no mesmo dia. Como sempre acontece quando Perl está envolvida, o calor e o afeto abundam, condizentes não apenas com os temas delicadamente amorosos das Cantatas, mas também com o ar ameno que a música do período italiano de Händel respira com tanta facilidade. Mas também há muita espontaneidade, uma sensação tangível de que os músicos estão gostando da companhia um do outro e das combinações um pouco incomuns que encontram. Ouvir Mields é sempre um prazer. Sua voz — clara, precisa e controlada — ilumina a música. Pena que esteja um tantinho submersa pelo conjunto relativamente grande da bela Tra le fiamme. Temos sonatas, outras peças avulsas, temos Tra le fiamme, mas também a esplêndida, deliciosa e sinuosa Cantata Spagnuola, cujas árias soam quase como baladas pop — resultado, talvez, da tendência de Handel de ignorar o lado lírico da gamba e de fazer uso do violão e do alaúde. Um lançamento incomum, cheio de musicalidade contagiante, um verdadeiro prazer de ouvir.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Cantatas e Peças Avulsas (Mields, Perl, La Folia, Santana)

Tra Le Flamme, HWV 170
1 I. Tra Le Flamme (Aria)
2 II. Dedalo Gia Le Fortunate Penne (Recitativo)
3 III. Pien Di Nuovo E Bel Diletto (Aria)
4 IV. Si, Si Purtroppo E Vero (Recitativo)
5 V. Voli Per L’aria (Aria)
6 VI. L’umo Che Nacque Per Salire Al Cielo (Recitativo)
7 VII. Tra Le Fiamme (Aria)

8 Chaconne In G Major, HWV 435

9 Nascermi Sento Al Core (From HWV 160b)

Sonata In G Minor, HWV 364b
10 I. Andante Larghetto
11 II. Allegro
12 III. Adagio
13 IV. Allegro

Cantata Spagnuola, HWV 461
14 I. No Se Emendara Jamas (Aria)
15 II. Si Del Quereros Es Causa (Recitativo)
16 III. Dimete Mix Oxos (Aria)

17 Hornpipe, HWV 461

La Blanca Rosa, HWV 160c
18 I. Sei Pur Bella, Pur Vezzosa (Aria)
19 II. Se Vien L’ape Ingeniosa (Recitativo)
20 III. E Certo Allor Sei La Regina D’ogni Altro Fior (Aria)

21 Col Partir La Bella Ciori (From HWV 77)
22 Chaconne In G Major, G228

Classical Guitar, Lute – Lee Santana
Orchestra – La Folia Barockorchester
Soprano Vocals – Dorothee Mields
Viola da Gamba – Hille Perl

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Flagrante de Händel após ouvir o disco acima.

PQP

Handel (1685 – 1759): Concerti grossi Op. 6 – Combattimento Consort Amsterdam & Jan Willem de Vriend ֎

Handel (1685 – 1759): Concerti grossi Op. 6 – Combattimento Consort Amsterdam & Jan Willem de Vriend ֎

HANDEL

Concerti grossi Op. 6

Combattimento Consort Amsterdam

Jan Willem de Vriend

 

Entre 1719 e 1737 Handel, que vivia em Londres, manteve companhias de ópera em estilo italiano, mas finalmente teve que mudar de ramo, com a falência da última delas. Era muito caro importar os cantores italianos e o gosto dos ingleses para este tipo de música era variável. Além disso, ele não era tão jovem e enfrentava problemas de saúde. Ele já havia se tornado cidadão britânico, decidiu adaptar-se aos gostos locais, permanecendo em Londres, em vez de buscar novas paragens. Chegara o tempo das odes e dos oratórios. Mantendo a tradição da época, fez reuso de música já composta para outras ocasiões, adaptando tudo para o momento. E quem ligava, se o resultado soava novo e adequado?

Além da música coral, Handel passou a arranjar e compor concertos para intercalar com os números destas apresentações. Queria mostrar seus poderes de grande compositor para garantir definitivamente a fama e o dinheiro.

Nos meses de setembro e outubro de 1739 ele trabalhou nestes concerti grossi, que pretendia usar na próxima temporada. Mesmo levando em conta o reuso, o resultado é verdadeiramente espetacular. A concisão de tempo não colocou em perigo a qualidade das peças nem diminuiu a inventividade. Handel planejou a obra toda como um conjunto de 12 concertos, seguindo a tradição estabelecida pelos mestres italianos como Corelli, Albinoni e Vivaldi. Além do uso em seus espetáculos, Handel fez parceria com o editor de música John Walsh Junior que anunciou a obra para venda por assinatura antes mesmo de Handel terminar de escrever as últimas notas.

Sala de Música na Casa de Handel, Londres
João Guilherme gostou da minha escolha…

Escolher uma gravação para a postagem não foi tarefa fácil, mas foi divertido. Certamente haverá desdobramentos. Apesar das boas lembranças trazidas pela audição das gravações de Iona Brown e Yuli Turovsky, o vibrato acabou me colocando em outra direção. É claro que Pinnock e Hogwood (que adoro) e inúmeros outros grupos gravaram estas obras e algumas destas boas opções já foram postadas. Assim, me concentrei nas novas gravações. Ouvi algumas vezes o lançamento do excelente selo BIS, uma gravação bastante elogiada com o grupo Arte dei Suonatori, que apesar do nome é polonês, regido por Martin Gester. Mas acabei optando pelo grupo holandês Combattimento Consort, regido pelo Jan Willem de Vriend que, apesar de atento às práticas historicamente informadas, usa instrumentos modernos. Talvez isso tenha sido a razão pela escolha. Espero que você também goste da escolha!

Georg Friedrich Handel (1685 – 1759)

[1-5] – Concerto grosso, Op. 6 No. 1 em sol maior, HWV319

[6-9] – Concerto grosso, Op. 6 No. 2 em fá maior, HWV320

[10-14] – Concerto grosso, Op. 6 No. 3 em mi menor, HWV321

[15-18] – Concerto grosso, Op. 6 No. 4 em lá menor, HWV322

[19-24] – Concerto grosso, Op. 6 No. 5 em ré maior, HWV323

[25-29] – Concerto grosso, Op. 6 No. 6 em sol menor, HWV324

[30-34] – Concerto grosso, Op. 6 No. 7 em si bemol maior, HWV325

[35-40] – Concerto grosso, Op. 6 No. 8 em dó menor, HWV326

[41-46] – Concerto grosso, Op. 6 No. 9 em fá maior, HWV327

[47-51] – Concerto grosso, Op. 6 No. 10 em ré menor, HWV328

[52-56] – Concerto grosso, Op. 6 No. 11 em lá maior, HWV329

[57-61] – Concerto grosso, Op. 6 No. 12 em si menor, HWV330

Combattimento Consort Amsterdam

Jan Willem de Vriend

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MP3 | 320 KBPS | 363 MB

Combattimento Consort Amsterdam maravilhados com o Salão de Música do PQP Bach Corp. em Blumenau

Gramophone: “the use of modern strings and woodwind is by no means a disadvantage because there are some salient aspects of these performances that are closer to historically informed practice than those one hears from some period-instrument sets…Combattimento Consort Amsterdam’s pursuit of dramatic conviction and rich textures is commendable”.

Veja o que disse uma outra crítica, que pode ser lida na íntegra aqui: “Stirring, exciting and moving in equal measure, this is a Handel Op. 6 with which to reward yourself, and which will deliver pleasure for as long as you possess it. […] Such a magnificent production, superbly recorded […], is therefore cause both for celebration and poignancy. Snap it up while you can”.

Baixe logo, enquanto pode… Aproveite!

René Denon

PS:O pessoal do Combattimento e o Jão Guilherme já nos visitaram antes. Veja aqui:

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Soldiers, Gypsies, Farmers and a Night Watchman: Instrumental Pieces by Biber

George Frideric Handel (1685-1759) The Recorder Sonatas – Stefan Temmingh

Stefan Temmingh já foi chamado de sucessor de ‘Frans Brüggen’, o lendário flautista, maestro, musicólogo, entre outras ‘profissões’. Li isso na página do próprio Temmingh na internet, então vamos considerar um pouco uma jogada de marketing. Mas não podemos negar que o rapaz tem um talento imenso, e com certeza é um dos maiores flautistas da sua geração. E como tem excepcionais flautistas atualmente, principalmente no repertório barroco !! Álbuns dedicados a Vivaldi, a Corelli, a Teleman são lançados constantemente, e todos de excelente qualidade.

Este Cd que ora vos trago é dedicado a Handel, o genial compositor contemporâneo de Bach, com quem compartilha a grandiosidade. São obras agradáveis de se ouvir, principalmente em seus movimentos mais rápidos, que exigem do solista uma técnica mais apurada e isso Temminghs tem de sobra.

É incerto afirmar quantas sonatas Handel compôs, mas o  número se situa entre oito ou nove. Algumas destas foram compostas originalmente para outros instrumentos. Assim o editor do site amazon.com classificou este CD:

The Six Recorder Sonatas by George Frideric Handel are a compendium of the recorders original literature, and have an exceptional position because of their beauty. Theyre typically Handelian in character, in that the upper voice is very vocal, like his operas. The melodies are truly captivating and remarkable for their simplicity which demands far more virtuosity than simply moving the fingers quickly. The goal of Stefan Temmingh, one of Germanys most renowned recorder players of the younger generation, is to come as close as possible to the greatest of all instruments the human voice. The bass line makes an equal counterpart to the recorder part; its opulent, virtuosic and full of variety much more than in comparable pieces. Its executed without cello only by harpsichord, performed in an outstanding way by Wiebke Weidanz.

Dia destes nosso PQPBach postou outro CD deste admirável flautista, acompanhado pela soprano Dorothée Mields, e destacou em seu comentário como funciona bem esta parceria. Poderia afirmar também que neste CD a parceria com a cravista Wiebke Windanz também funciona perfeitamente. Enfim, um belo CD, que vai agradar bastante aos fãs do instrumento,  e claro, aos fãs de Handel.

1 Prelude in G major HWV 571
2 Sonata in C major HWV 365 Larghetto
3 Allegro
4 Larghetto
5 Tempo di Gavotta 1:44
6 Allegro 2:08
7 Flourish 0:25
Sonata in F major HWV 369
8 Grave
9 Allegro
10 Alla Siciliana
11 Allegro
12 Prelude in G minor HWV 572
Sonata in G minor HWV 360
13 Larghetto
14 Andante
15 Adagio
16 Presto
17 Fantaisie No.1 in B flat major 0:39 Anonymous (from the Charles Babel Collection)
Sonata in B flat major HWV 377
18 (Allegro)
19 Adagio
20 Allegro
21 Prelude in A minor HWV 576
Sonata in A minor HWV 362
22 Larghetto
23 Allegro
24 Adagio
25 Allegro
26 Prelude in B minor ZN773 by Henry Purcell (1659-1695)
Sonata in B minor HWV 367
27 Largo
28 Vivace
29 Furioso
30 Adagio
31 Alla Breve
32 Andante
33 A Tempo di Menuet

Stefan Temmingh – Flauta

Wiebke Windanz – Cravo

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G. F. Handel (1685-1759): Il Delirio Amoroso (Dessay / Haïm)

G. F. Handel (1685-1759): Il Delirio Amoroso (Dessay / Haïm)

A soprano Natalie Dessay e a cravista e regente Emmanuelle Haim unem-se neste belo programa de duas cantatas solo de Handel, além de uma importante ária de Aci, Galatea e Polifemo (a versão italiana, não a em inglês, composta dez anos depois). Estas duas musicistas francesas já tinham unido suas forças em duas magníficas gravação de 2004: L’Orfeo de Monteverdi e outro Handel delicioso: Arcadian Duets. A voz de Dessay fez dela uma famosa intérprete de Mozart e músicas do bel canto, mas ultimamente ela tem feito incursões por Strauss e Massenet. No entanto, ela parece especialmente adequada para Handel. Le Concert d’Astrée é uma excelente orquestra. A cantata de abertura, Il Delirio Amoroso, com texto do cardeal Pamphili, é o lamento de Clori sobre a morte de Tirsi e inclui solos de destaque para oboé, violino, violoncelo e flauta. Da mesma forma, a ária de Aci – a mais longa e indiscutivelmente a melhor faixa do disco – enfatiza o solo vocal através de um instrumental brilhante que, paradoxalmemente, serve para lembrar o narrador de sua solidão. Parecido com a cantata de abertura, mas mais conciso, Mi palpita il cor também lida com a angústia de amor perdido e, novamente, um solo de oboé faz dueto com Dessay em contraponto melódico. Um baita disco.

G. F. Handel (1685-1759): Il Delirio Amoroso (Dessay / Haïm)

1) Introduzione
2) Recitative: Da Quel Giorno Fatale
3) Aria (Allegro): Un Pensiero Voli In Ciel
4) Recitative: Ma Fermati Pensier
5) Aria: Per Te Lasciai La Luce
6) Recitative: Non Ti Bastava Ingrato
7) Aria: Lascia Omai Le Brune Vele
8. Recitative: Ma Siamo Giunti In Lete
9) Entrée
10) Minuet: Inquesto A Mene Piaggie Serene
11) Recitative: Si Disse Clori
12) Minuet
Aci, Galatea E Polifemo
13) Aria: Qui L’augel Da Pianta In Pianta Lieto Vola (Aci)
Mi palpita Il Cor
14) Adagio: Mi Palpita Il Cor
15) Allegro: Agitata É L’alma Mia
16) Recitativo: Tormento E Gelosia
17) Aria (Largo): Ho Tanti Affanni In Petto
18) Recitativo: Clori Dite Mi Lagno
19) Aria (Allegro): S’un Di M’adora La Mia Crudele

Natalie Dessay, soprano
Le Concert D’Astrée
Emmanuelle Haïm, direction

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Dessay e Haïm trabalhando para você.

PQP

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Suítes para Cravo (Hantaï)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Suítes para Cravo (Hantaï)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Faz algum tempo que postamos coleções de Suítes de Handel para cravo solo. Nos últimos anos postamos com Scott Ross… Na minha opinião, aquilo era um desastre artístico. Depois, a coisa só melhorou com Ragna Schirmer e sua integral, Murray Perahia e Kenneth Gilbert. Agora, sob o comando de Pierre Hantaï, o nível permanece altíssimo. O CD é esplêndido. PH nos passa um Handel belo e convincente.

Quando publicou sua primeira coleção de suítes para cravo, em 1720, Handel parecia mais preocupado com a música vocal. Porém, assim que foi publicado, o conjunto encantou os amantes da música e se tornou um campeão de vendas em toda a Europa. Foi um sucesso tão grande que foi reimpresso várias vezes. Alternando entre os estilos francês e italiano, Handel não respeita a sequência costumeira das suítes de dança da época. Mas toca o coração. Seu encanto direto e poder imaginativo garantem a essas peças, hoje injustamente negligenciadas, um lugar de luxo no panteão da música para cravo.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Suítes para Cravo (Hantaï)

1. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Praelude
2. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Allemande
3. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Courante
4. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Gigue

5. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Adagio
6. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Allegro
7. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Adagio
8. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Allegro (Fugue)

9. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Praeludium, Allegro (Fugue)
10. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Allemande
11. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Courante
12. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Air ; 5 Variations
13. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Presto

14. Handel: Fugue in C minor HWV 610

15. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Allegro (Fugue)
16. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Allemande
17. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Courante
18. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Sarabande
19. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Gigue

Pierre Hantaï, cravo

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Handel (1727), por Balthasar Denner

PQP

Handel (1685 – 1759) ∞ Messiah ∞ Raymond Leppard ֎

Handel (1685 – 1759) ∞ Messiah ∞ Raymond Leppard ֎

HANDEL

MESSIAH

LEPPARD

Feliz Natal, apesar de tudo… ou especialmente por isso!

 

É Natal e eu vos ofereço outro Messias. Este oratório trata do nascimento de Cristo, depois falará sobre a morte – a redenção pelo sacrifício – e da Vitória do Messias sobre a morte. Termina com hino de louvores como uma torcida alegre pela vitória. De qualquer forma, é música ótima para se ouvir nestes dias.

Esta gravação é anterior ao movimento HIP, de uso de instrumentos antigos e práticas historicamente informadas. Raymond Leppard, que faleceu faz pouco mais do que um ano, era uma referência para música barroca. Gravava com a English Chamber Orchestra para os grandes selos, principalmente para a Philips, e sempre dispunha de ótimos cantores. Colaborou especialmente com Dame Janet Baker.

Esta gravação do Messias, agora que o movimento HIP já não é mais novidade e muitas de suas práticas foram incorporadas pelos outros grupos musicais, pode parecer um pouco lenta ou antiquada. Mas, na época em que foi lançada fazia um contraste enorme com as gravações de então, com coros e orquestras enormes e andamentos bem mais lentos ainda. Acho que esta gravação envelheceu graciosamente e tive muito prazer em ouvi-la novamente e preparar tudo para oferecê-la para vocês.

Felicity (adoro este nome) Palmer

Handel compôs música para reis e rainhas de carne e osso e aqui oferece toda a sua experiência e talento para o Rei dos reis!

O Natal é a festa do nascimento de Deus, feito menino e depois homem. Ele fez isso para trazer uma mensagem que ainda hoje soa revolucionária – amar o próximo como a si mesmo. Nestes dias de tantas atribulações e sofrimentos, mesmo para os não religiosos, esta mensagem de amor pode trazer um recado atual e oferecer um momento de consolo e de conforto. Que traga também esperança para que tantos sacrifícios não sejam vãos e que possamos realmente renascer melhores destes dias.

Ryland explicando como eram as gravações naqueles dias…

A obra é muito conhecida e é possível que você já a tenha ouvido, mesmo que seja alguns trechos. De qualquer forma, enumero aqui alguns momentos que você não pode perder.

– Logo após a abertura, temos um recitativo – Comfort ye, my people, seguido da ária para tenor – Ev’ry valley shall be exalted, onde se anuncia a vinda do Deus-Menino. As frases ‘The voice of him, that crieth in the wilderness: Prepare the way of the Lord … … the crooked straight, and the rough places plain’ falam do Batista, que anuncia a chegada do Senhor. Os caminhos devem ser aplainados!!

Helen Watts

– O Messias é uma obra na qual o coro é um dos protagonistas. Eu nunca deixo de me emocionar em diversos números corais e For unto us a child is born é um deles. Todos os nomes e títulos atribuídos ao Messias são declamados, terminando com o mais bonito de todos – o Príncipe da Paz.

– O nascimento de Cristo é geralmente associado à simplicidade e ao mundo de pastores e pessoas simples. Não é diferente aqui e Pifa – Pastoral, um número orquestral inicia uma sequência que trata exatamente de anjos e pastores.

– A primeira parte do oratório se encerra com o lindo coral His yoke is easy.

– A segunda parte trata do sofrimento de Cristo e a ária para contralto, He was despised and rejected of man! É bem forte. A letra inclui as impressionantes palavras ‘a man of sorrows and acquainted with grief’.

John Shirley-Quirk

– Alguns números corais merecem atenção aqui. All we like sheep, nesta gravação ganha um acompanhamento de órgão, tocado por Leslie Pearson, para um efeito divertido, espalhando as ovelhinhas – gone astray – para todos os lados. He trusted in God e Lift up your heads também são bem inspiradores.

– A segunda parte se encerra com o mais famoso coral de todos, Hallelujah. Contagiante! Prepare a caixa de lenços…

A terceira parte do oratório é mais curta, mas não deixe de notar a ária para soprano, I know my Redeemer liveth, o recitativo e ária para baixo The trumpet shall sound e o dueto para tenor e contralto, O death, where is thy sting, permitindo assim que os solistas se despeçam da audiência. Todos estes números celebram a vitória do Messias sobre a morte. E tudo termina com dois corais, um seguido ao outro – Worthy is the Lamb e Amen!

George Frideric Handel (1685 – 1750)

Messiah

Felicity Palmer, soprano

Helen Watts, contralto

Ryland Davies, tenor

John Shirley-Quirk, baixo

English Chamber Orchestra & Choir

Raymond Leppard

Nos arquivos anexados você encontrará muitas informações sobre as faixas e tudo o mais, inclusive o libreto.

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Foto do FB da English Chamber Orchestra… Como podem ver, they are still going…

Feliz Natal!
René Denon

Veja também:

Handel (1685-1759) ∞ Messiah ∞ Christopher Hogwood

.: interlúdio :. Ella and Louis ∞ Christmas ∞ Ella Fitzgerald & Louis Armstrong

G. F. Handel (1685-1759): Giulio Cesare (Jacobs)

G. F. Handel (1685-1759): Giulio Cesare (Jacobs)

“Júlio César” merece uma gravação tão completa e de primeira qualidade como esta. Elenco perfeito, encabeçado por Jennifer Larmore, de esplêndida performance. O som, como é habitual na Harmonia Mundi, não poderia ser melhor. O Concerto Köln, liderado por René Jacobs (ex-contratenor, especialista neste gênero de repertório) toca com a paixão e precisão necessárias ao trabalho.

Recomendo aos malucos pelo barroco. (São mais de quatro horas de música. Fui claro?) Acho que vale pra caralho ouvir este quarteto de CDs que disponibilizamos em um só arquivão.

G. F. Handel (1685-1759): Giulio Cesare

Disc: 1
1. Ov – Con Koln/Rene Jacobs
2. Act 1, Scene 1. Cesare E Curio: Viva Il Nostro Alcide – Con Koln/Rene Jacobs
3. Act 1, Scene 1. Cesare E Curio: Aria: Presti Omai/Scene 2. Cornelia, Sesto E Detti – Jennifer Larmore
4. Act 1, Scene 3. Achilla, E Detti: Aria: Empio, Diro – Jennifer Larmore
5. Act 1, Scene 4. Curio, Sesto E Cornelia: Aria: Priva Son D’Ogni Conforto – Bernarda Fink
6. Act 1, Scene 4. Curio, Sesto E Cornelia: Aria: Svegliatevi Nel Core – Marianne Rorholm
7. Act 1, Scene 5. Cleopatra, Poi Nireno, E Dopo Tolomeo: Aria: Non Disperar – Barbara Schlick
8. Act 1, Scene 6. Tolomeo, Ed Achilla: Aria: L’Empio, Sleale – Derek Lee Ragin
9. Act 1, Scene 7. Cesare, E Poi Curio Che Introduce Cleopatra E Nireno: Aria: Alma Del Gran Pompeo – Jennifer Larmore
10. Act 1, Scene 7. Cesare, E Poi Curio Che Introduce Cleopatra E Nireno: Aria: Non E Sivago – Jennifer Larmore
11. Act 1, Scene 7. Cesare, E Poi Curio Che Introduce Cleopatra E Nireno: Aria: Tutto Puo – Barbara Schlick
12. Act 1, Scene 8. Cornelia, E Poi Sesto; Cleopatra E Nireno In Disparte: Aria: Nel Tuo Seno – Bernarda Fink
13. Act 1, Scene 8. Cornelia, E Poi Sesto; Cleopatra E Nireno In Disparte: Aria: Cara Speme – Marianne Rorholm
14. Act 1, Scene 8. Cornelia, E Poi Sesto; Cleopatra E Nireno In Disparte: Aria: Tu La Mia Stella – Barbara Schlick

Disc: 2
1. Act 1, Scene 9. Cesare, Tolomeo Ed Achilla: Cesare, Alla Tua Destra/Aria: Va Tacito/Scene 10… – Derek Lee Ragin/Jennifer Larmore
2. Act 1, Scene 11. Cornelia, Sesto, Ed Achilla: Aria: Tu Sei Il Cor – Furio Zanasi
3. Act 1, Scene 11. Cornelia, Sesto, Ed Achilla: Son Nata A Lagrimar – Bernarda Fink/Marianne Rorholm
4. Act 2, Scene 1. Cleopatra, E Nireno: Eseguisti, O Niren – Barbara Schlick
5. Act 2, Scene 2. Nireno, E Poi Cesare: Sinf – Con Koln/Rene Jacobs
6. Act 2, Scene 2. Nireno, E Poi Cesare: Aria: V’Adoro, Pupille – Barbara Schlick
7. Act 2, Scene 2. Nireno, E Poi Cesare: Aria: Se In Fiorito – Jennifer Larmore
8. Act 2, Scene 3. Cornelia, E Poi Achilla – Bernarda Fink/Furio Zanasi/Derek Lee Ragin
9. Act 2, Scene 4. Cornelia, Tolomeo: Aria: Se A Me Non Sei Crudele – Furio Zanasi
10. Act 2, Scene 4. Cornelia, Tolomeo: Aria: Si Spietata/Scene 5. Cornelia, E Poi Sesto – Derek Lee Ragin
11. Act 2, Scene 6. Nireno, E Detti: Aria: Cessa Omai – Bernarda Fink
12. Act 2, Scene 6. Nireno, E Detti: Aria: L’Angue Offeso – Marianne Rorholm
13. Act 2, Scene 7. Cleopatra, E Poi Cesare: Aria: Venere Bella – Barbara Schlick/Olivier Lallouette
14. Act 2, Scene 8. Curio, E Detti: Aria: Al Lampo Dell’ Armi – Jennifer Larmore

Disc: 3
1. Act 2, Scene 8. Curio, E Detti: Che Sento?/Aria: Se Pieta – Barbara Schlick
2. Act 2, Scene 9. Tolomeo, Cornelia, E Poi Sesto: Aria: Belle Dee/Scene 10. Achilla, E Detti – Derek Lee Ragin
3. Act 2, Scene 11. Sesto, E Cornelia. Aria: L’Aura Che Spira – Marianne Rorholm
4. Act 3, Scene 1. Achilla: Aria: Dal Fulgor – Furio Zanasi
5. Act 3, Scene 2. Tolomeo, Cleopatra: Sinf – Con Koln/Rene Jacobs
6. Act 3, Scene 2. Tolomeo, Cleopatra: Aria: Domero – Derek Lee Ragin
7. Act 3, Scene 3. Cleopatra, Solo Con Guardie: E Pur Cosi/Aria: Piangero – Barbara Schlick
8. Act 3, Scene 4. Cesare, Poi Sesto, Nireno, Ed Achilla: Aria: Dall’ Ondoso/Aure, Deh, Per Pieta – Jennifer Larmore
9. Act 3, Scene 4. Cesare, Poi Sesto, Nireno, Ed Achilla: Aria: Quel Torrente – Jennifer Larmore
10. Act 3, Scene 5. Sesto, E Nireno: Aria: La Giustizia – Marianne Rorholm
11. Act 3, Scene 6. Cleopatra, E Poi Cesare: Voi, Che Mie Fide Ancelle – Barbara Schlick
12. Act 3, Scene 6. Cleopatra, E Poi Cesare: Aria: Da Tempeste/Scene 7. Cornelia, E Tolomeo – Barbara Schlick
13. Act 3, Scene 8. Sesto, E Detti: Aria: Non Ha Piu – Bernarda Fink

Disc: 4
1. Act 3, Scene Ultima. Cesare, Cleopatra, Curio, Nireno, Sesto E Cornelia: Sinf – Con Koln/Rene Jacobs
2. Act 3, Scene Ultima. Cesare, Cleopatra, Curio, Nireno, Sesto E Cornelia: Caro/Bella – Barbara Schlick/Jennifer Larmore
3. Act 3, Scene Ultima. Cesare, Cleopatra, Curio, Nireno, Sesto E Cornelia: Ritorni Omai – Con Koln/Rene Jacobs
4. Appendix: Aria: Qui Perde Un Momento – Dominique Visse

Jennifer Larmore (alto – Giulio Cesare)
Barbara Schlick (soprano – Cleopatra)
Bernarda Fink (mezzo-soprano – Cornelia)
Marianne Rorholm (soprano – Sesto)
Derek Lee Ragin (counter-tenor – Tolomeo)
Furio Zanasi (voice, bass – Achille)
Dominique Visse (counter-tenor – Nireno)
Olivier Lallouette (bass – Curio)

Concerto Köln
René Jacobs

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René Jacobs

PQP

G. F. Händel (1685-1759): Concerti grossi, Op. 3 (Akademie für Alte Musik Berlin)

G. F. Händel (1685-1759): Concerti grossi, Op. 3 (Akademie für Alte Musik Berlin)

Mesmo que a seleção de Concertos deste Op. 3 tenha sido provavelmente compilada pelo editora de Händel e não pelo próprio compositor, a qualidade geral e a natureza colorida da música contida nele o tornam um poderoso opus. Com sua profunda competência e absoluta animação, a Akademie für Alte Musik Berlin e o maestro Georg Kallweit demonstram porque eu os considero um dos melhores conjuntos barrocos da atualidade ao lado da Orquestra Barroca de Freiburg, do Giardino Armonico, Orchestra of the Age of Enlightenment e de outros poucos. Poucas vezes Händel foi tão bem tratado. Imaginem que conheci esses concertos na horrorosa versão romântica de Karl Richter. Que sorte que o mundo girou tantas vezes desde aqueles dias.

Concerto grosso (‘concerto grande’; plural: concerti grossi) é uma forma musical em que um grupo de solistas (concertino) — geralmente dois violinos e um violoncelo — dialoga com o resto da orquestra (ripieno), por vezes fundindo-se com este, resultando no tutti. Trata-se de uma forma estritamente instrumental, típica do período barroco. A denominação concerto grosso surgiu por volta de 1670, na partitura de uma cantata de Alessandro Stradella. Foi praticado principalmente na Itália, na Inglaterra e nos países germânicos. As diferentes partes — concertino, ripieno e tutti — são sustentadas pelo grupo do baixo contínuo (geralmente, feito por uma viola da gamba ou cravo). Alguns compositores utilizaram simplesmente a denominação de concerto, sinfonia ou sonata para designar a forma do concerto grosso.

G. F. Handel (1685-1759): Concerti grossi, Op. 3 (Akademie für Alte Musik Berlin)

Handel, George Frideric (1685-1759) :
Concerto Grosso Op. 3 No. 1 in B flat major, HWV312 7:44
01. I. Allegro 2:25
02. II. Largo 3:53
03. III. Allegro 1:26

Concerto Grosso Op. 3 No. 2 in B flat major, HWV313 10:08
04. I. Vivace 1:37
05. II. Largo 2:34
06. III. Allegro 1:47
07. IV. Menuet 1:18
08. V. Gavotte 2:52

Concerto Grosso Op. 3 No. 3 in G major, HWV314 8:01
09. Ia. Largo e staccato 0:36
10. Ib. Allegro 2:30
11. II. Adagio 1:04
12. III. Allegro 3:51

Concerto Grosso Op. 3 No. 4a in F Major, HWV315 12:03
13. I. Andante – Allegro – Lentement 5:57
14. II. Andante 2:07
15. III. Allegro 1:26
16. IV. Minuetto alternativo 2:33

Concerto Grosso Op. 3 No. 5 in D minor, HWV316 9:32
17. I. Grave 1:27
18. II. Allegro 2:19
19. III. Adagio 1:40
20. IV. Allegro ma non troppo 1:30
21. V. Allegro 2:36

Concerto Grosso Op. 3 No. 6 in D major, HWV317 6:30
22. I. Vivace 3:14
23. II. Allegro 3:16

Akademie für Alte Musik Berlin
Georg Kallweit

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Após muito procurarmos, encontramos a AKAMUS perdida na filial de Niterói da PQP Bach Corp.

PQP

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício e Música Aquática — Coleção Collegium Aureum Vol. 2 de 10

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício e Música Aquática — Coleção Collegium Aureum Vol. 2 de 10

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um resumo bastante incompleto do que foi a carreira do extraordinário Collegium Aureum, grupo que teve sua origem na Harmonia Mundi e que foi um dos principais pioneiros das interpretações historicamente informadas. 

Uma versão maravilhosa destas peças populares — e ótimas — de Händel. Eu adorei ouvir esta gravação que faz justiça à alta qualidade das obras.

A Música para Fogos de Artifício é uma suíte para instrumentos de sopro composta por Händel em 1749, a pedido do rei George II da Grã-Bretanha, para ser apresentada sob fogos no Green Park, em Londres, em 27 de abril de 1749. A música celebra o fim do Guerra da Sucessão Austríaca e assinatura do Tratado de Aix-la-Chapelle (Aachen) em 1748.

A Música Aquática é outra coleção de movimentos orquestrais, frequentemente dividida em três suítes. Sua estreia se deu em 17 de julho de 1717, após o rei George I encomendar um concerto para ser executado dentro do Tâmisa. Sim, isso mesmo. O concerto foi executado originalmente por cerca de 50 músicos, situados sobre uma barca nas proximidades da barca real, a partir da qual o monarca escutava a peça com seus amigos mais próximos. Uma nojeira. Aproveitando-se da correnteza do rio, as barcas se dirigiam a Chelsea. O rei Jorge gostou tanto das suítes que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes durante o tempo do percurso. Uma nojeira II. Mas a música de Händel é do caralho.

Georg Friedrich Händel (1685-1759) : Música para Fogos de Artifício e Música Aquática — Coleção Collegium Aureum Vol. 2 de 10

CD02: Handel – Music for the Royal Fireworks; Water Music (76:17)
George Frideric Handel (1685-1750)
Music for the Royal Fireworks, HWV 351
01. I. Ouverture
02. II. Bourrée
03. III. La Paix
04. IV. La Rejouissance
05. V. Minuet I
06. VI. Minuet II

Water Music, Suite N.1 in F, HWV 348
07. I. Ouverture
08. II. Adagio e staccato
09. III. Allegro – Andante – Allegro
10. IV. Allegro
11. V. Air
12. VI. Minuet
13. VII. Bourrée
14. VIII. Andante
15. IX. Hornpipe

Water Music, Suite N.2 in D-Dur, HWV 349
16. I. Ouverture
17. II. Alla Hornpipe
18. III. Minuet
19. IV. Lentement
20. V. Bourrée

Water Music, Suite N.3 in G-Dur, HWV 350
21. I. Andante
22. II. Rigauden I & II
23. III. Menuet I & II
24. IV. Gigue I & II

Collegium Aureum

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PQP

 

Handel (1685-1759) ∞ Concerti a due cori HWV 332 – 334 ∞ Freiburger Barockorchester ֍ Gottfried von der Goltz & Petra Müllejans

Handel (1685-1759) ∞ Concerti a due cori HWV 332 – 334 ∞ Freiburger Barockorchester ֍ Gottfried von der Goltz & Petra Müllejans

Handel

Concerti a due cori

Freiburger Barockorchester

Gottfried von der Goltz

Petra Müllejans

 

Os concertos compostos por Handel faziam parte dos espetáculos que ele promovia, apresentando-os nos intervalos de suas obras corais, as odes e os oratórios. Esses concertos certamente ajudavam atrair a audiência, mas por isso tinham um caráter ligeiramente diferente dos concertos normalmente compostos por outros compositores. Sem explorar o brilho ou virtuosismo de um dado instrumento, eles estavam mais próximos dos chamados Concertos Grossos (Grandes), como os compostos por Corelli. Assim surgiram os Concerti Grossi Op. 3, Op. 6 e também os inovadores Concerto para Órgão.

Banda militar com instrumentos de sopros

Estes três Concerti a due cori foram compostos e arranjados para acompanhar as apresentações corais no Covent Garden, nos anos 1747 e 1748 e levaram muitas novidades ao público. Handel fez ‘transcrições’ para orquestra de trechos famosos de suas obras corais. Além disso, como muitas bandas militares foram desfeitas em Londres a partir de 1745 e havia um bom número de músicos de instrumentos de sopros desempregados. Com essa oferta, ele pode usar na orquestração destes concertos diversos oboés, fagotes e trompas, além das tradicionais cordas, criando espetaculares efeitos sonoros. Assim, os concertos ficaram totalmente adequados para as apresentações ao lado das outras obras corais.

Nesta postagem temos uma gravação bastante recente feita por uma das melhores orquestras de música barroca em atividade. Além disso, a divisão da orquestra em dois grupos é um convite para brilharem os dois principais líderes da orquestra, Gottfried von der Goltz e Petra Müllejans.

Uma festa para os amantes da música barroca e uma bela oportunidade para aqueles ouvintes que estão se interessando por este tipo de música agora.

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Concerti a due cori HWV 332, HWV 333, HWV 334

Concerto a due cori em fá maior, HWV 334
1. Ouverture
2. Allegro
3. Allegro ma non troppo
4. Adagio
5. Andante larghetto
6. Allegro

Concerto a due cori em si bemol maior, HWV 332
7. Ouverture
8. Allegro ma non troppo
9. Allegro
10. Largo
11. A tempo ordinario
12. Alle breve moderato
13. Minuet

Concerto a due cori em fá maior, HWV 333
14. Pomposo
15. Allegro
16. A tempo giusto
17. Largo
18. Allegro ma non troppo
19. A tempo ordinario

Freiburger Barockorchester
Gottfried von der Goltz & Petra Müllejans

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FLAC | 272 MB

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MP3 | 320 KBPS | 128 MB

Distanciamento social… mesmo nos studios do PQP Bach Coop.

Outras gravações costumam acrescentar outras obras a este repertório, uma vez que o disco é relativamente breve para os padrões atuais. Mas isto não é uma grande preocupação para quem vai desfrutar de 45 minutos de música excelente com maravilhosos intérpretes. E tudo muito bem gravado!

Aproveite!

René Denon

Classical Music For Dummies – The essentials – vol. 5/50 – The Baroque (c.1600 to 1750)


“Música Clássica para Leigos” (“Classical Music For Dummies”) é uma série de lançamentos projetados pela Deutsche Grammophon para oferecer aos  leigos recém-chegados uma introdução perfeita ao mundo da música clássica.

A série é composta por 50 CDs de música clássica dedicados a diferentes compositores, maestros, pianistas, violinistas e cantores, a maioria contratados ou ex-contratados pela gravadora.

Baroque – The Essencials

Música barroca é toda música ocidental correlacionada com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera por Claudio Monteverdi no século XVII, até a morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.

Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente. As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do desejo e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente. Na realidade, trata-se do aproveitamento de dois modos: o modo jônico (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”). Essa era seguiu a era da música renascentista e foi seguida, por sua vez, pela era clássica. A música barroca constitui uma parte importante do cânone “clássico”, e agora é amplamente estudada, executada e ouvida. 

Do Período Barroco na música surgiu o desenvolvimento tonal, como os tons dissonantes por dentro das escalas diatônicas como fundação para as modulações dentro de uma mesma peça musical; enquanto em períodos anteriores, usava-se um único modo para uma composição inteira causando um fluir incidentalmente consonante e homogêneo da polifonia.

Durante a música barroca, os compositores e intérpretes usaram ornamentação musical mais elaboradas e ao máximo, nunca usada tanto antes ou mais tarde noutros períodos, para elaborar suas ideias; fizeram mudanças indispensáveis na notação musical, e desenvolveram técnicas novas instrumentais, assim como novos instrumentos. A música, no Barroco, expandiu em tamanho, variedade e complexidade de performance instrumental da época, além de também estabelecer inúmeras formas musicais novas. Inúmeros termos e conceitos deste Período ainda são usados até hoje.

Os principais compositores da era barroca incluem Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, George Frideric Handel, Monteverdi, Scarlatti, Alessandro Scarlatti, Purcell, Georg Philipp Telemann, Jean-Baptiste Lully, Jean-Philippe Rameau, Jean-Baptiste Lully, Tomaso Albinoni, François Couperin, Giuseppe Tartini, Heinrich Schutz, Giovanni Battista Pergolesi, Buxtehude e Johann Pachelbel.

Baroque – Essentials

Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
01. Solomon, HWV 67-Arrival Of The Queen Of Sheba
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
02. Concerto For Violin And Strings In E Major, Op.8, No.1, RV 269 “La Primavera”-1. Allegro
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
03. Brandenburg Concerto No.3 In G Major, BWV 1048-1. (Allegro)
Johann Pachelbel (Alemanha, 1653-1706)
04. Canon in D, P.37
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
05. Suite No.2 in B minor, BWV 1067-7. Badinerie
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
07. Vespro della Beata Vergine, SV 206-1. Domine ad adiuvandum a 6
Louis-Claude Daquin (França, 1694-1772)
08. Premier livre de pieces de clavecin / Troisième Suite-16. Le coucou
Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)
09. Come, Ye Sons Of Art Away, Z. 323-3. Sound The Trumpet, Sound
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
10. Gloria In D Major, RV 589-1. Gloria in excelsis Deo
Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750)
11. Adagio For Strings And Organ In G minor
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
12. Messiah, HWV 56 / Pt. 2-“Hallelujah”
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
13. Suite No.3 in D, BWV 1068-2. Air
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
14. Concerto For Violin And Strings In F Minor, Op.8, No.4, RV 297 “L’inverno”-1. Allegro non molto
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
15. Music For The Royal Fireworks: Suite HWV 351-4. La Réjouissance
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
16. Tafelmusik-Banquet Music In 3 Parts / Production 1-1. Ouverture-Suite In E Minor-6. Air. Un peu vivement
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
17. Herz und Mund und Tat und Leben, Cantata BWV 147-Arr. Guillermo Figueroa-10. Jesu, Joy Of Man’s Desiring
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
18. 6 Concerts transcrits en sextuor / 6e concert-1. La poule (Live)
Giovanni Battista Pergolesi (Iesi, 1710-Pozzuoli, 1736)
19. Stabat Mater, P. 77-1. Stabat Mater
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
20. Hippolyte et Aricie-Overture
Domenico Scarlatti (Nápolis, 1685 – Espanha, 1757)
21. Sonata In E, K.380
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
22. Zadok The Priest, HWV 258
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
23. Christmas Oratorio, BWV 248 / Part Two-For The Second Day Of Christmas-No.10 Sinfonia
Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713)
24. Concerto grosso In G Minor, Op.6, No.8, MC 6.8 “Fatto per la Notte di Natale”-3. Adagio-Allegro-Adagio
Gregorio Allegri (Itália, 1582-1652)
25. Miserere

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MP3 | 320 KBPS | 215 MB

powered by iTunes 12.8.2 | 1 h 43 min

Palhinha – 06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”, com Andreas Scholl.

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Este (bom) registro seria uma reparação. A história não deixou dois compositores extraordinários — nascidos no mesmo ano e a poucos quilômetros um do outro —  se encontrarem. Pois é, Georg Friedrich Handel e Johann Sebastian Bach vieram ao mundo em 1685, com um mês de diferença. Por duas vezes,  tentaram, mas não conseguiram se encontrar e nunca mais cruzaram seus caminhos na vida. Este álbum é dedicado a esta falha. OK, simpático.

Lina Tur Bonet (nascida em Ibiza, Espanha) e Dani Espasa (La Canonja, Espanha, quase na costa, olhando para Ibiza) oferecem aqui um CD que coloca as sonatas de Bach e Handel frente a frente. (Comparar alguém com Bach é sacanagem, mas OK novamente). A abordagem da dupla é muito livre e convincente. Acho que Lina tem certas excentricidades, mas que não as têm? E Bach proíbe? Não! A coisa realmente funciona ao mostrar a profundidade e a proximidade que ambos os compositores poderiam ter compartilhado.

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 4 in C minor, BWV1017 17:02
I. Largo 4:22
II. Allegro 4:30
III. Adagio 3:28
IV. Allegro 4:42

Handel: Sonata in D major for violin and continuo, HWV371, Op. 1 No. 13 13:04
I. Affettuoso 3:47
II. Allegro 2:41
III. Larghetto 2:54
IV. Allegro 3:42

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 5 in F minor, BWV1018 18:12
I. [Largo] 7:43
II. Allegro 4:37
III. Adagio 3:16
IV. Vivace 2:36

Handel: Sonata in D Minor for violin and continuo, HWV359a, Op. 1 No. 1 8:04
I. Grave 2:25
II. Allegro 1:44
III. Adagio 1:11
IV. Allegro 2:44

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 6 in G major, BWV1019 17:16
I. Allegro 3:33
II. Largo 1:40
III. Allegro 4:45
IV. Adagio 3:43
V. Allegro 3:35

Lina Tur Bonet, violino
Dani Espasa, cravo

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Lisa Tur Bonet na antessala da Sala de Espera da Recepção da Sala de Imanência e Transcendência da PQP Bach Corp.

PQP

Rosso – Italian Baroque Arias with Patricia Petibon – Venice Baroque Orchestra, dir. Andrea Marconi – 2010

   Rosso – Italian Baroque Arias

Patricia Petibon – soprano

Venice Baroque Orchestra
dir. Andrea Marconi

2010

 

Rosso, a coleção de árias de ópera barroca italiana da soprano Patricia Petibon, pode muito bem ser um dos recitais vocais barrocos mais divertidos que um ouvinte provavelmente encontrará, porque Petibon está obviamente tendo o momento de sua vida. As árias, algumas raridades familiares e genuínas, de óperas e oratórios de Handel, Vivaldi, Alessandro Scarlatti, Stradella, Porpora e Sartorio, expressam uma ampla gama de emoções, incluindo tristeza, delícia e maravilha, insinuações sedutoras e raiva explosiva.

Petibon, uma atriz cantora espetacular, se joga neles com um abandono tão inconsciente e com uma percepção interpretativa que o ouvinte, mesmo sem olhar para os textos, fica sem dúvida sobre os estados emocionais específicos, às vezes em evolução, dos personagens. Os puristas podem se ofender com as extremidades de suas interpretações, que usam suspiros, gritos, gritos e sussurros para transmitir a extremidade dos estados emocionais dos personagens, mas sua honestidade e franqueza expressivas são indiscutíveis.

A voz luminosa e lustrosa de Petibon e sua técnica impecável e um virtuosismo ágil devem dissipar as suspeitas de que ela recorra a extremos dramáticos para cobrir qualquer déficit vocal. Cada faixa é uma maravilha de profundidade interpretativa e vocalismo da mais alta ordem, mas o lamento de Alcina “Ah! Mio cor!” é especialmente deslumbrante; para aumentar a intensidade do desespero de Alcina, Petibon transpõe algumas passagens por uma oitava para a estratosfera e outras por uma oitava em uma faixa solidamente baritonal, produzindo efeitos impressionantes. No “Quando voglio“, de Cleópatra, do Sartorio de Giulio Cesare em Egito, Petibon cria um feitiço de sensualidade irresistível e divertida. O “Caldo sangue” de Scarlatti, de Ismaele, expõe a límpida pureza de sua voz; o fraseado sem costura e aveludado; e a sensibilidade de seus instintos dramáticos em exibição total.

Andrea Marcon lidera a Orquestra Barroca de Veneza em realizações excepcionalmente atenciosas e inventivas das partituras. O som limpo, presente e bem equilibrado da Deutsche Grammophon fornece um ambiente ideal para a clareza primitiva das performances. O recital da Petibon estabelece um alto padrão para a apresentação barroca e deve agradar aos fãs de música da época e de cantos notáveis.( ex-encarte)

Rosso – Italian Baroque Arias
Antonio Sartorio (Itália, 1630 – 1680)
01. Giulio Cesare in Egitto – Quando voglio
Antonio Alessandro Boncompagno Stradella, (Itália, 1643 – 1682)
02. Giovanni Battista – Queste lagrime e sospiri
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
03. Alcina / Act 1 – Tornami a vagheggiar
04. Rinaldo, HWV 7a / Act 2 – “Lascia ch’io pianga”
05. Ariodante  HWV 33 / Act 1 – “Volate, amori”
06. Giulio Cesare / Act 3 – “Piangerò la sorte mia”
Alessandro Scarlatti (Itália, 1660 – 1725)
07. La Griselda / Act 3 / Scene 3 – Se il mio dolor t’offende
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
08. Alcina / Act 2 – Ah, mio cor
09. Ariodante, HWV 33 / Act 1 – Neghittosi, or voi che fate
Nicola Antonio Giacinto Porpora (Nápoles, 1686 – Nápoles, 1768)
10. Lucio Papirio / Act 1 – Morte amara
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
11. L’Olimpiade, RV 725/ Act 2 Scene 5 – Siam navi all’onde
Antonio Sartorio (Itália, 1630 – 1680)
12. L’Orfeo – Orfeo, tu dormi 
Benedetto Marcello (Veneza, 1686 – Bréscia, 1739)
13. Arianna – Come mai puoi vedermi piangere
Alessandro Scarlatti (Itália, 1660 – 1725)
14. Il Sedecia, Rè di Gerusalemme – Caldo sangue

Para degustar:

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Um disco bem sem graça. São arranjos que o maridão Herriott escreveu para sua esposa Harnoy se esbaldar. Explico: é um disco impossível de ser reproduzido ao vivo, pois Harnoy faz solos de violoncelo acompanhada por ela mesma, às vezes numa orquestra de violoncelos, enquanto Herriott cria verdadeiros colchões de trompetes e flugelhorns. Gostei apenas do suingue da Ária da Suíte para Orquestra Nº 3 de Bach. Fiquei estalando os dedos como se ouvisse jazz. Foi usada muita tecnologia neste disco. Na verdade, quem brilha é Herriott e suas habilidades multifuncionais de escrever arranjos que incluem grandes conjuntos de violoncelos executados inteiramente por Harnoy, e corais de trompetes. Harnoy costuma fazer crossovers de Lennon & McCartney, Gershwin e tem seu público. Eu respeito, mas não é para mim.

Allegri / J. S. Bach / Corelli / Händel / Stölzel / Telemann: Back to Bach

Telemann
01. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: I. Vivace
02. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: II. Adagio
03. Six Sonates en Duo-Sonate No. 1, TWV 40.118: III. Allegro

Bach
04. Toccata, Adagio, and Fugue in C Major, BWV 564: Adagio (Arr. for Cello and Brass)

Handel
05. Sonata for Cello No. 3 in F Major: I. Adagio (Arr. for Cello and Brass)
06. Sonata for Cello No. 3 in F Major: II. Allegro (Arr. for Cello and Brass)
07. Sonata for Cello No. 3 in F Major (Arr. for Cello and Brass): III. Largo
08. Sonata for Cello No. 3 in F Major: IV. Allegro (Arr. for Cello and Brass)

Bach
09. Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Adagio (Arr. for Cello and Brass)

Corelli
10. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: I. Preludio
11. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: II. Allemanda
12. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: III. Sarabanda
13. Sonata No. 8 in D Minor, Op. 5: IV. Giga

Stölzel
14. Bist du bei mir

Corelli
15. Sonata No. 5 in B-flat Major, Op. 5: I. Adagio

Allegri
16. Miserere mei, Deus (Arr. for Cello and Brass)

Bach
17. Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air (Arr. for Cello and Brass)

Ofra Harnoy, violoncelos
Mike Herriott, trompetes

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A gente aguentou os gatinhos deles

PQP

Fascination Opera – Dorothea Seel, Christoph Hammer

Essa postagem vai para o nosso ex – colaborador Marcelo Stravinsky que, apesar de afastado do blog, ainda colabora conosco de uma forma ou outra. Se intitula um flautista amador (parece que tem uma banda de rock no estilo Jethro Tull), algo que eu nunca nem cheguei a ser, apenas soprava algumas melodias na minha velha Flauta Doce Yamaha (que por sinal, ainda tenho, jogada em algum lugar).  Mas vamos ao que viemos:

“Nineteenth-century opera arrangements for flute and piano have been extraordinary popular. Unfortunately the have so far received little attention in the annals of music history. Even in concerts you may hardly find them on the programmes. Therefore the present recording provides exciting music to rediscover with works by Briccialdi, Herman, Popp, Galli, Kuhlau, Furstenau, Boehm and Andersen. Dorothea Seel used three different flutes to reproduce the flute sound of the time in alI its diversity. This demands specific playing techniques, which can be determined from the h istor ical source texts. Christoph Hammer played an original pianoforte from the collection of the Tyrolean regional museum in Innsbruck. The woody tone, rich in harmonics, is a perfect foil for the flutes.”

Assim esse CD nos é apresentado no encarte (com o perdão da preguiça de traduzir). São árias de óperas transcritas para Flauta e Pianoforte. Quando eu era guri pequeno lá no interior, botava disco para tocar e ficava tentando tirar estas melodias, claro que dentro de um grau de amadorismo abaixo do crítico. E obviamente não tinha a técnica necessária para tirar estes sons, muito menos um instrumento adequado, ou então sequer a partitura. Era o famoso ‘tirar de ouvido’. Imaginem o resultado.

Dorothea Seel especializou-se em Flautas Tranversais do século XVIII e XIX, e é diretora artística do “Barocksolisten München”, ou seja, tem um currículo respeitável na área, basta ler o booklet em anexo.  Christoph Hammer especializou-se em performances historicamente informadas, e se utiliza nestas gravações de um pianoforte fabricado por Conrad Graf, fabricado em Viena em 1835.

Um belo CD, sem dúvida, e curioso. Estamos tão acostumados com estas melodias, de vez em quando as estamos assobiando (quem nunca?) …!! Estou ouvindo este CD em uma manhã de domingo de outono, com direito a céu de brigadeiro, e lhes garanto que está sendo uma bela trilha sonora.

01. Variations on ”The Barber of Seville”, Op. 83
02. ”Don Juan” de Mozart, Op. 24
03. Fantasia on ”La traviata”, Op. 76
04. Tannhäuser Fantasia – Lied vom Abendstern
05. 6 Variations on ”Euryanthe”, Op. 63
06. Opera Transcriptions, Op. 45 – No. 2, Norma
07. Polonaise de Carafa, Op. 8a
08. Fantaisie caprice sur ”Rinaldo”, Op. 203

Dorothea Seel – Flutes
Christoph Hammer – Pianoforte

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Oratório Messiah, HWV 56, de George Frideric Handel, versão 1754 do Foundling Hospital – Le Concert Spirituel, choir & orchestra e Hervé Niquet, maestro.

“Oratório Messiah, HWV 56, de George Frideric Handel, versão 1754 do Foundling Hospital, que apresenta cinco solistas: dois sopranos (Sandrine Piau, Katherine Watson), contralto (Anthea Pichanick), tenor (Rupert Charlesworth) e baixo-barítono (Andreas Wolf), gravado em 20 a 22 de dezembro de 2016, publicado em 6 de outubro de 2017, com Le Concert Spirituel, choir & orchestra e Hervé Niquet, maestro.

 

Depoimento de Hervé Niquet: Por que mais um Messiah? Examinei as diferentes partituras existentes e decidi pela versão muito interessante de 1754, que apresenta cinco solistas. Vocês devem se lembrar que, quando Handel chegou a um lugar para realizar seu oratório, ele tinha solistas de diferentes padrões à sua disposição. Então ele rapidamente revisou sua pontuação de acordo …

Tudo isso está diretamente relacionado à realidade da situação de Handel como promotor de concertos. Naqueles dias, para ganhar a vida com sua música, um compositor precisava absolutamente executar suas obras e lucrar à noite. A idéia de não retocar um trabalho para evitar “estragar” ou “distorcer” é muito mais moderna. Deve haver cerca de uma dúzia de versões do Messias (não listarei todas). A versão de 1754 raramente é tocada porque exige cinco solistas: dois sopranos, alto, tenor e baixo … optei aqui por uma interpretação operística, seguindo a sugestão do drama inerente a esse relato da vida de Cristo.

Oratório Messiah, HWV 56
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
PARTE I – DISCO 1
1 de 18 Part I – No.1 SINFONIA Grave-Allegro moderato
2 de 18 Part I – No.2 ACCOMPAGNATO “Comfort ye my people”
3 de 18 Part I – No.3 AIR “Every valley shall be exalted”
4 de 18 Part I – No.4 CHORUS “And the glory of the Lord”
5 de 18 Part I – No.5 ACCOMPAGNATO “Thus saith the Lord of hosts”
6 de 18 Part I – No.6 AIR “But who may abide”
7 de 18 Part I – No.7 CHORUS “And he shall purify”, No.8 RECITATIVE “Behold a virgin shall conceive”
8 de 18 Part I – No.9 AIR & CHORUS “O thou that tellest”
9 de 18 Part I – No.10 RECITATIVE “For behold”
10 de 18 Part I – No.11 AIR “The people that walked”
11 de 18 Part I – No.12 CHORUS “For unto us a Child is born”
12 de 18 Part I – No.13 Pifa (Sinfonia Pastorale), No.14 RECITATIVE “There were shepherds”
13 de 18 Part I – No.14B RECITATIVE “And lo, the angel of the Lord”, No.15 RECITATIVE “And the angel said unto them”
14 de 18 Part I – No.16 RECITATIVE & ACCOMPAGNATO “And suddenly”
15 de 18 Part I – No.17 CHORUS “Glory to God in the highest”
16 de 18 Part I – No.18 AIR “Rejoice greatly”, No.19 RECITATIVE “Then shall the eyes of blind”
17 de 18 Part I – No.20 AIR “He shall feed His flock”
18 de 18 Part I – No.21 CHORUS “His yoke is easy”

PARTE II – DISCO 2
1 de 29 Part II – No.22 CHORUS “Behold the lamb of God”
2 de 29 Part II – No.23 AIR “He was despised”
3 de 29 Part II – No.24 CHORUS “Surely He hath borne our griefs”
4 de 29 Part II – No.25 CHORUS “And with His stripes”
5 de 29 Part II – No.26 CHORUS “All we like sheep”
6 de 29 Part II – No.27 RECITATIVE & ACCOMPAGNATO “All they that see Him”
7 de 29 Part II – No.28 CHORUS “He trusted in God”
8 de 29 Part II – No.29 RECITATIVE “Thy rebuke hath broken His heart”
9 de 29 Part II – No.30 AIR “Behold, and see”
10 de 29 Part II – No.31 RECITATIVE “He was cut off out”
11 de 29 Part II – No.32 AIR “But Thou didst not leave His soul in hell”
12 de 29 Part II – No.33 CHORUS “Lift up your heads”, No.34 RECITATIVE “Unto which of the angels”
13 de 29 Part II – No.35 CHORUS “Let all the angels of God”
14 de 29 Part II – No.36 AIR “Thou art gone up on high”
15 de 29 Part II – No.37 CHORUS “The Lord gave the word”
16 de 29 Part II – No.38 AIR “How beautiful are the feet”
17 de 29 Part II – No.39 CHORUS “Their sound is gone out”
18 de 29 Part II – No.40 AIR “Why do the nations”
19 de 29 Part II – No.41 CHORUS “Let us break their bonds asunder”, No.42 RECITATIVE “He that dwelleth in heaven”
20 de 29 Part II – No.43 AIR “Thou shalt break them”
21 de 29 Part II – No.44 CHORUS “Hallelujah”

PART III – DISCO 2
22 de 29 Part III – No.45 AIR “I know that my Redeemer liveth”
23 de 29 Part III – No.46 CHORUS “Since by man came death”
24 de 29 Part III – No.47 RECITATIVE “Behold, I tell you a mystery”
25 de 29 Part III – No.48 AIR “The trumpet shall sound”, No.49 RECITATIVE “Then shall be brought to pass”
26 de 29 Part III – No.50 DUET “O death”
27 de 29 Part III – No.51 CHORUS “But thanks be to God”
28 de 29 Part III – No.52 AIR “If God be for us”
29 de 29 Part III – No.53 CHORUS “Worthy is the Lamb”

Para degustar:

Oratório Messiah, HWV 56, de George Frideric Handel, versão 1754
Le Concert Spirituel, choir & orchestra e Hervé Niquet, maestro – 2016
Sopranos (Sandrine Piau, Katherine Watson)
Contralto (Anthea Pichanick)
Tenor (Rupert Charlesworth)
Baixo-barítono (Andreas Wolf)

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Só o Avicenna mesmo para fazer isso!

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

The Art of Anne Sofie von Otter – 2013


The Art of
Anne Sofie von Otter

Anne Sofie von Otter é uma das principais mezzo-soprano da atualidade, conhecida por sua versatilidade em papéis de óperas, suas interessantes opções de recitais e sua disposição em assumir riscos vocais. Seu pai era um diplomata sueco cuja carreira levou a família a Bonn, Londres, e de volta a Estocolmo enquanto Anne Sofie estava crescendo. Como resultado, ela ganhou fluência em idiomas. Estudou música na Guildhall School of Music and Drama, em Londres. Sua principal professora de voz era Vera Rozsa, enquanto Erik Werba e Geoffrey Parsons a treinavam na interpretação de lieder.

Ela ganhou um contrato com a Basle Opera em 1983 e permaneceu na empresa até 1985, estreando como Alcina no Orlando Paladino de Franz Joseph Haydn. Ela também assumiu vários papéis masculinos escritos para mezzo-sopranos femininos, incluindo Cherubino no casamento de Mozart com Figaro, Hänsel no Hänsel und Gretel de Humperdinck e Orpheus no Orfée et Eurydice de Gluck. Em 1984, estreou no Festival de Aix-en-Provence como Ramiro em La Finta Giardiniera, de Mozart. Outras interpretações incluem Otaviano em Rosenkavalier de Strauss, o Compositor em Ariadne auf Naxos de Strauss e o papel-título de Tancredi de Rossini, entre outros.

Uma mulher alta e escultural, ela sente-se em casa em inúmeras séries de óperas do século XVIII, nas quais vozes altas costumavam interpretar os heróis. Ela cantou em Covent Garden, La Scala, Berlim, Munique, Roma e outras grandes casas de ópera.

Outra razão para a alta proporção de óperas da era barroca e clássica em seu repertório é uma importante relação de trabalho com o maestro John Eliot Gardiner, maestro britânico que começou como especialista em barroco. Ela fez o primeiro teste para ele em 1985, mas não conseguiu impressionar. Foi apenas com uma chance subseqüente para ele ouvi-la que ele começou a trabalhar com ela. Ela se juntou a ele em gravações da Nona Sinfonia de Beethoven; Clemenza di Tito de Mozart, Idomeneo e Requiem; Favola d’Orfeo de Monteverdi e L’Incoronazione di Poppea; Agripina e Jefté, de Handel; Orfée et Eurydice, de Gluck; e Oratório de Natal de Bach e St. Matthew Passion. Ele também conduziu a gravação de Seven Deadly Sins, de Weill, por von Otter, e selecionou músicas de teatro. Gravações significativas desde 2000 incluem Terezin / Theresienstadt, música do campo de concentração, e Boldemann, Gefors, Hillborg, canções orquestrais suecas contemporâneas.

Seu outro grande parceiro artístico é o pianista sueco Bengt Forsberg, seu parceiro de recital. Como Forsberg é um dos principais estudiosos no campo da literatura musical, von Otter conta com ele para sugerir músicas e organizar os programas de seus recitais. Com ele, ela se especializou em lieder desde os períodos do início e do final do período romântico, incluindo gravações bem recebidas de músicas de Schubert, Schumann, Brahms, Zemlinsky, Korngold e Mahler, além dos compositores românticos nórdicos, Alfvén, Rangstrom, Stenhammer e Sibelius.

Ela aprecia cantar músicas nas tonalidades especificadas originalmente pelos compositores. Quando ela veio gravar Seven Deadly Sins de Kurt Weill, ela usou a versão original para soprano alto, uma gama que ela possui, em vez da versão mezzo-soprano tradicional que foi feita para Lotte Lenya no final da carreira do cantor. Von Otter também gravou Seven Early Songs de Alban Berg, também música que é uma tensão para muitos sopranos. Além disso, ela não é avessa a esticar a voz para obter um efeito dramático. “Eu acredito em efeitos de choque”, ela disse uma vez em uma entrevista. No entanto, após os 40 anos de idade, ela teve algumas experiências particularmente ruins como resultado dessas duas tendências e, ela admite, magoou a voz. Como resultado, ela decidiu ser “sensata” e transpor para baixo. (extraído da internet)

Jacques Offenbach, nascido Jakob Eberst (Colônia, 1819 – Paris 1880)
1. Les Contes d’Hoffmann – Act – 1. Entr’acte (Barcarolle)
Anne Sofie von Otter, Stéphanie d’Oustrac & Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski & Chorus Of Les Musiciens Du Louvre

Franz Schubert (Austria, 1797 – 1828)
2. “Ellens Gesang III”, D839
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Gioachino Antonio Rossini (Pésaro, Italy, 1792-Passy, Paris, 1868)
3. La Cenerentola, Act 2 “Nacqui all’affanno e al pianto”
Anne Sofie von Otter, Orchestra Of The Frankfurt Opera, James Levine

Edvard Grieg (Noruega, 1843 – 1907)
4. Haugtussa – Song Cycle, Op.67, Killingdans
Anne Sofie von Otter & Bengt Forsberg (piano)

Franz Schubert (Austria, 1797 – 1828)
5. Im Abendrot, D.799
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Kurt Weill (1900 – 1950)
One Touch of Venus
6. I’m A Stranger Here Myself
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
St. Matthew Passion, BWV 244 – Part Two
7. No.47 Aria (Alto): “Erbarme dich, mein Gott”
Anne Sofie von Otter, Fredrik From, Baroque Concerto Copenhagen, Lars Ulrik Mortensen

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840 – 1893)
Eugene Onegin, Op.24, TH. – Act 1
8. Scene and Aria. “Kak ya lyublyu pod zvuki pesen etikh” – “Uzh kak po mostu, mostochku”
Mirella Freni, Anne Sofie von Otter, Staatskapelle Dresden, James Levine

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Requiem in D Minor, K. 626, compl. by Franz Xaver Süssmayer
9. 6. Benedictus

Anne Sofie von Otter, Barbara Bonney, Hans Peter Blochwitz, Willard White, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Edvard Grieg (1843 – 1907)
Haugtussa – Song Cycle, Op.67
10. Ved gjaetle – bekken
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
La clemenza di Tito, K. 621, Act 1
11. “Parto, ma tu ben mio”
12. “Oh Dei, che smania è questa”
Anne Sofie von Otter, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Kurt Weill (1900 – 1950)
One Touch of Venus
13. Speak Low
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Il pianto di Maria: “Giunta l’ora fatal” HWV 234
14. Cavatina: “Se d’un Dio fui fatta Madre”
Anne Sofie von Otter, Musica Antiqua Köln, Reinhard Goebel

Gustav Mahler (1860 – 1911)
Rückert-Lieder, Op. 44
15. 2. Liebst du um Schönheit
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
16. Serenade (from: “Don Juan”)
Anne Sofie von Otter, Ralf Gothoni

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Ariodante, HWV 33Act 2
17. “Tu preparati a morire”
Anne Sofie von Otter, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Idomeneo, re di Creta, K.366Act 1
18. “Il padre adorato”
Anne Sofie von Otter, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Mass in B Minor, BWV 232
Kyrie: No.1 Kyrie eleison
19. Agnus Dei
Widerstehe doch der Sünde, Cantata BWV 54
20. 1. “Widerstehe doch der Sünde”
Anne Sofie von Otter, Baroque Concerto Copenhagen, Lars Ulrik Mortensen

Edvard Grieg (1843 – 1907)
Haugtussa – Song Cycle, Op.67
21. Elsk
Kurt Weill (1900 – 1950)
22. Berlin im Licht – Song
Franz Schubert (1797 – 1828)
23. Der Wanderer an den Mond, D.870, op.80, no.1
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Christoph Willibald von Gluck (1714 – 1787)
Paride ed Elena, Wq 39Act 1
24. “O del mio dolce ardor”
Anne Sofie von Otter, Paul Goodwin, The English Concert, Trevor Pinnock

George Frideric Handel (1685 – 1759)
Hercules, HWV 60Act 2
25. Aria: “When beauty sorrow’s liv’ry wears”
Anne Sofie von Otter, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski

Edvard Grieg (1843 – 1907)
Haugtussa – Song Cycle, Op.67
26. Det syng
27. Med en Vandilje, Op.25, No.4
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Claudio Monteverdi (1567 – 1643)
L’incoronazione di Poppea, SV 308Act 2
28. Adagiati, Poppea – Oblivion soave (Arnalta)
Anne Sofie von Otter, Jakob Lindberg, Jory Vinikour

Johannes Brahms (1833 – 1897)
Fünf Lieder, Op.47
29. 3. Sonntag “So hab ich doch”
Franz Schubert (1797 – 1828)
30. Im Walde D 708
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

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Palhinha: ouça: 14. Cavatina: “Se d’un Dio fui fatta Madre”

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Boa audição!

Avicenna

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VII – Apollo e Dafne (HWV 122), Agrippina condotta a morire (HWV 110), Cuopre talvolta il cielo (HWV 98)

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VII – Apollo e Dafne (HWV 122), Agrippina condotta a morire (HWV 110), Cuopre talvolta il cielo (HWV 98)

Sadly, even exceptionally good things must come to an end: La Risonanza has reached the seventh and final instalment in its endeavour to research, perform and record all of Handel’s youthful cantate con strumenti composed in Italy.

Gramophone

Agora sim chegamos ao final das postagens das Cantatas Italianas do genial Händel. E com a joia da coroa, a maravilhosa Apollo & Dafne, talvez a mais conhecida e interpretada destas obras.

Händel foi um compositor prolífico, e, ao contrário de seu contemporâneo Bach, ingressou em praticamente todas as áreas, desde obras para instrumento solo, até os grandes oratórios, passando por trios, concertos, óperas, etc. Já cansei de dizer o quanto admiro esse compositor, e quanto mais o ouço mais ainda o admiro. A beleza de suas árias comove até o mais duro coração. Adicione à essa beleza a voz de Roberta Invernizzi, cuja textura deixa-nos muitas vezes sem fala. Nada é forçado, ela flui com tanta facilidade que muitas vezes dá-nos a impressão de estarmos ouvindo um anjo cantando, apesar de eu particularmente nunca ter visto ou ouvido um anjo, e creio que também nenhum dos senhores. E o que mais me impressiona com relação à estas obras é a precocidade do autor quando as compôs. Händel tinha pouco mais de 20 anos nessa época e sua produção já era espantosa.

Como sempre, sugiro a leitura do libreto que acompanha o arquivo. Ele dá o contexto em que as obras foram compostas e explica em detalhes como foi o processo de criação.

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VII – Apollo e Dafne (HWV 122), Agrippina condotta a morire (HWV 110), Cuopre talvolta il cielo (HWV 98)

01 – Apollo e Dafne (HWV 122) – La terra è liberata
02 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Pende il ben dell’universo
03 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Ch’il superbetto Amore
04 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Spezza l’arco e getta
05 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Felicissima quest’alma
06 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Che voce! Che beltà
07 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Ardi, adori e preghi
08 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Che crudel!
09 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Una guerra ho dentro il seno
10 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Placati al fin
11 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Come rosa in su la spina
12 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Ah, ch’un dio non dovrebbe
13 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Come in ciel benigna stella
14 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Odi la mia ragion
15 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Deh, lascia addolcire
16 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Sempre t’adorerò
17 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Mie piante correte
18 – Apollo e Dafne (HWV 122) – Cara pianta co’ miei pianti

19 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Dunque sarà pur vero
20 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Orrida, oscura
21 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Ma pria che d’empia morte
22 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Renda il cenere il tiranno
23 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Sì, sì, del gran tiranno
24 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Come, o Dio!
25 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Se infelice al mondo
26 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Prema l’ingrato figlio
27 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Su, lacerate il seno
28 – Agrippina condotta a morire (HWV 110) – Ecco a morte

29 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Cuopre talvolta il cielo
30 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Tuona, balena
31 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Così fiera procella
32 – Cuopre talvolta il cielo (HWV 98) – Per pietà de’ miei martiri

Roberta Invernizzi – Soprano
Thomas E. Bauer – Bass
Furio Zanasi – Bass
La Risonanza
Fabio Bonizzoni – Harpsichord & Direction

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Apollo e Dafne (1622-1623), de Gian Lorenzo Bernini.

FDPBach

Handel (1685-1759): Suítes para Cravo – Kenneth Gilbert

Handel (1685-1759): Suítes para Cravo – Kenneth Gilbert

 

Handel

Suítes para Cravo

Kenneth Gilbert, cravo

 

 

Sempre gostei de ler as críticas dos álbuns de música. Edições do Penguin Guide to CDs e revistas como a Gramophone sempre foram boas fontes, especialmente antes da era digital. Como estas publicações são inglesas, também buscava as impressões em outras partes. A revista francesa Diapason oferecia (e ainda oferece) uma perspectiva complementar, assim como a Fanfare, uma revista americana. Com o advento da internet, os blogs (PQP Bach entre eles) passaram a oferecer suas preferências e críticos amadores passaram a postar suas opiniões em diversos sites. Eu acho divertido ler essas críticas amadoras e a melhor de todas até hoje continua sendo a que foi escrita por Bernard Michael O’Hanlon sobre o maravilhoso disco desta postagem, que presta uma homenagem ao recém falecido cravista Kenneth Gilbert.

Acho esta crítica tão divertida que fiz uma tradução. O link para o texto original está aqui, assim você poderá verificar por si mesmo como o texto é colorido. Aqui vai…

Ollie…

“Mesmo se tomarmos em comparação os baixos padrões das colônias penais, os membros ordinários da Associação Australiana Knappertsbusch são a própria degradação. Cite uma iniquidade – corrupção e desprezo, usura e simonia, licenciosidade e alcoolismo, violência e gula, preguiça e xenofobia – estará presente aos magotes. Comparando, os porcos imundos eram um modelo de virtude e limpeza. Oliver Reed é o santo padroeiro destes bagunceiros infernais – e aqui temos um exemplo em que os alunos superam seu professor. Eu culpo aos ancestrais. Nenhum de seus antecessores foi listado no Debrett’s Peerage & Baronetage. A maioria deles – fenianos, com certeza – foram trazidos da Irlanda para a Terra de Van Diemen (Tasmânia) ou Sydney Cove. Reúna ser nascido na ralé com ter muito dinheiro e um virulento desprezo pela moralidade – este é o desafio que eu enfrento quando eles gritam – Voltemos aos cabarés do centro de Bangcoc! – É para entrar em desespero!

Mas um atenuante está à mão: a aristocrática escolha e apresentação de algumas suítes para teclado de Handel por Kenneth Gilbert. Sempre que eu toco este disco para os membros da AAK eles se tornam temporariamente enobrecidos (bem… isto na medida em que a natureza permite), a concupiscência diminui, as melhores coisas da vida entram em foco, e estão longe de envolver cachaça e rabos-de-saia.

De minha parte, aprecio demais a musicalidade de Gilbert: o que aqui temos está longe de ser uma jornada pelo Vale dos Ossos Secos; a fadiga aural que surge quando ouvimos o som do cravo aqui é mínima. Ele segue seu ritmo sem pressa e certamente deixa a música respirar. A Quinta Suíte desabrocha como uma rosa.

Jamais me separarei de meus discos de Richter/Gavrilov ou de Perahia neste repertório. No entanto, é uma enorme alegria ouvir esta música sendo tocada no instrumento para a qual foi composta.

Tamino e sua flauta pacificaram os animais selvagens. Com alguma sorte, Fred e Ken farão o mesmo com estes degoladores.”

Pois é, mesmo através da tradução, você pode ter uma ideia de como o disco enfeitiçou a turma do barulho…

Como era típico dos dias dos LPs, o álbum traz uma coleção de cinco suítes somando 58 minutos de música. O selo francês ‘harmonia mundi’ com sua estilosa capa quase toda preta com o ícone do selo e os títulos mínimos em branco completam o pacote. O disco foi editado mais uma vez na série ‘musique d’abord’, que comprova a sua popularidade.

Georg Friedrich Handel (1685 – 1759)

[1 – 4] – Suíte No. 5 em mi maior

[5 – 8] – Suíte No. 2 em fá maior

[9 – 14] – Suíte No. 3 em ré menor

[15 – 18] – Suíte No. 6 em fá sustenido menor

[19 – 24] – Suíte No. 7 em sol menor

Kenneth Gilbert, cravo

Produzido em 1977

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FLAC | 351 MB

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MP3 | 320 KBPS | 134 MB

Kenneth Gilbert

Nem todas as resenhas amadoras são tão coloridas quanto a que eu mencionei, mas muitas são bastante adequadas e próprias, como esta:

“Kenneth Gilbert made an excellent performance about these practically unknown Handel ‘s suites.

With refinement, serene eloquence, nuance and aristocratic charm, Gilbert goes to the musical nucleus of every piece and literally extracts all its virtues.

Go for this recording and enjoy it always. – Hiram Gòmez Pardo Venezuela

Eu repito: Go for it!

René Denon

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VI – Olinto Pastore

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VI – Olinto Pastore

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Após um hiato entre estas postagens handelianas, volto para postar mais um cd dessa coleção maravilhosa. Reconheço que desconhecia uma boa parte destas peças, e elas são realmente espetaculares. Além da qualidade da música, lindíssima, a interpretação também é excelente.

Não sei o por quê, mas sempre acabo me envolvendo com estas coleções, e dentre os outros membros do blog, minha internet deve ser a pior e mais lenta. É o preço por viver “afastado” da civilização, em um sítio, onde mal chega a linha telefônica. Afastado em termos, pois moro ao lado de uma Rodovia Federal que dá acesso à minha cidade, e os engarrafamentos são constantes nos horários de pico. Digamos que a tranquilidade venha apenas nos finais de semana.

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VI – Olinto Pastore

Olinto, Pastore Arcade (Oh! Come Chiare E Belle), HWV 143
1 Sonata: (Allegro) 1:08
2 Aria: Oh! Come Chiare E Belle [R1] 3:17
3 Recitativo: Ma Quel Che Più D’ogn’altro [R1, RB]] 1:05
4 Aria: Chi Mi Chiama? [RB] 2:58
5 Recitativo: Dell’arcadi Foreste [R1, RB] 1:02
6 Aria: Più Non Spero [RB] 0:20
7 Recitativo: Per Te Non Più Rubella [R1, RB] 1:37
8 Aria: Caro Tebro [YAF] 3:46
9 Recitativo: Si, La Gloria Son Io [YAF] 0:44
10 Aria: Tornami A Vagheggiar [YAF] 2:29
11 Recitativo: Tebro, Tu Non Respondi? [R1] 0:32
12 Aria: Al Suon Che Destano [R1] 1:32
13 Recitativo: Di Stupor, Di Diletto [RB, YAF] 1:03
14 Aria: Io Torno A Sperare [RB] 2:44
15 Recitativo: Di Si Giuste Speranze [YAF] 0:41
16 Aria: Astro Clemente [YAF] 1:58
17 Recitativo: Tebro, Ti Dissi Il Vero [R1, RB] 1:06
18 Aria: Alle Voci Del Bronzo Guerriero [R1] 2:47
19 Coro: Viva, Viva! 0:27

Duello Amoroso (Amarilli Vezzosa), HWV 82
20 Sonata: (Allegro) 1:33
21 Menuetto 0:50
22 Recitativo: Amarilli Vezzosa [RB] 0:35
23 Aria: Pieto Sguardo [RB] 3:08
24 Recitativo: Dunque Tanto S’avanza [YAF] 4:24
25 Aria: Piacer Che Non Si Dona [YAF] 4:05
26 Recitativo: Si, Si, Crudel, Ti Accheta [RB, YAF] 0:40
27 Aria: Quel Nocchiero [YAF] 2:13
28 Recitativo: Amarilli, Amarilli [RB] 0:33
29 Aria: È Vanità D’un Cor [RB] 4:40
30 Or Su, Giacché Ostinato [YAF, RB] 1:47
31 Aria: Si, Si, Lasciame, Ingrate [YAF, RB] 2:00

Alpestre Monte, HWV 81
32 Accompagnato: Alpestre Monte [YAF] 0:49
33 Aria: Io So Ben [YAF] 5:01
34 Recitativo: Quindi Men Vengo A Voi [YAF] 1:05
35 Aria: Almen Dopo Il Fato Mio [YAF] 5:18

Cello – Caterina Dell’Agnello
Double Bass – Davide Nava
Ensemble – La Risonanza
Soprano Vocals – Roberta Invernizzi
Violin – Carlo Lazzaroni, Elena Telò, Leila Schayegh, Raffaello Negri, Rossella Borsoni, Silvia Colli

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Ainda há vida do banquete, Adriaen van Utrecht, 1644

FDPBach (revalidado por PQP)

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Este entusiasmado CD da Kammerorchester Basel, dirigido por Julia Schröder, é realmente muito bom! Um Händel alegre e convincente! Gostei muito!

Os Concerti Grossi, Op. 3 , HWV 312-317, são seis concertos grossos de Händel compilados em conjunto e publicados por John Walsh em 1734. Hoje, os musicólogos concordam que Handel não tinha conhecimento inicial da publicação. Em vez disso, Walsh, buscando tirar proveito do sucesso comercial do Op. 6 de Corelli, simplesmente combinou várias das obras já existentes de Händel e as agrupou em seis “concertos”. A malandragem deu super certo. A estrutura do Op. 3 é um tanto incomum. Os seis concertos têm algo entre três e cinco movimentos, e apenas dois deles contém os quatro movimentos usuais. Só ocasionalmente as forças instrumentais são estabelecidas da maneira tradicional de concerto grosso.

O concerto grosso é uma forma de música barroca na qual o material musical é passado de um pequeno grupo de solistas — primeiro e segundo violinos, primeiro viola e violoncelo (o concertino) — a uma orquestra completa (o ripieno ou concerto grosso). Isso é diferente do concerto solo, que apresenta um único instrumento solo acompanhado pela orquestra.

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Concerto Grosso B Flat Major, Op. 3/2, HWV 313
1 Vivace 1:46
2 Largo 2:46
3 Allegro 1:46
4 Menuet 1:21
5 Gavotte 2:37

Concerto Grosso B Flat Major Op. 3/1 HWV 312
6 Allegro 2:23
7 Largo 4:16
8 Allegro 1:19

Concerto Grosso G Major, Op. 3/3, HWV 314
9 Largo E Staccato 0:27
10 Allegro 2:17
11 Adagio 0:52
12 Allegro 3:11

Concerto Grosso F Major, Op. 3/4, HWV 315
13 Andante-Allegro 6:02
14 Andante 2:22
15 Allegro 1:20
16 Minuetto Alternativo 2:18

Concerto Grosso D Major, Op. 3/6, HWV 317
17 Vivace 2:40
18 Adagio 1:16
19 Allegro 4:19

Concerto Grosso D Mino, Op. 3/5, HWV 316
20 Largo 1:26
21 Allegro 2:06
22 Adagio 1:56
23 Allegro Ma Non Troppo 1:35
24 Allegro 2:31

Orchestra – Kammerorchester Basel
Directed By – Julia Schröder

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Membras da Kammerorchester Basel na Sala de Afinação e Atonalização da PQP Bach Corp.

PQP

G. F. Handel (1685-1759): Suítes para Teclado – /|\ – D. Scarlatti (1685-1757): Sonatas – \|/ – Murray Perahia, piano

G. F. Handel (1685-1759): Suítes para Teclado – /|\ – D. Scarlatti (1685-1757): Sonatas – \|/ – Murray Perahia, piano

Handel – Suítes Nos. 2, 3 e 5

&

Chaconne

Scarlatti – 7 Sonatas

 

O que torna um disco avassaladoramente bom? Qual é a medida? Quais são os ingredientes ou as circunstâncias? A norma atual são discos tecnicamente bem produzidos com ótimos intérpretes, não há muito espaço para amadores. Mas há circunstâncias que permitem um disco quebrar, de longe, todas as possíveis graduações de bom, muito bom, ótimo, excelente…

Pois é o caso deste disco, um caso bem acima da curva. É certamente um dos meus dez melhores discos, talvez fique entre os cinco melhores…

Sei, estou um pouco eufórico, mas este disco faz isto comigo. Portanto, peço-vos, ouçam a música!

Mr. Handel

Vamos às circunstâncias do disco. Imagine um pianista renomado, no auge de sua carreira, sofre um corte em um de seus polegares, feito por uma folha de papel. O corte inflama e a coisa toda torna-se um pesadelo. Antibióticos, complicações diversas, até cirurgias. Como resultado, o pianista é forçado a um sabático de suas atividades. Mas música é a sua vida e ele precisa viver. Ouvir música, estudar música, talvez um pouco de regência.

Foi isso o que aconteceu com Murray Perahia no início da década de 1990. As complicações realmente o deixaram sem poder tocar por anos. Talvez para variar de suas principais escolhas musicais: Mozart, Beethoven, Schubert, Brahms, um pouco de música barroca. Afinal, na juventude convivera em Vermont com Pablo Casals e CIA. Bach, é claro, mas também os outros dois fenomenais compositores que nasceram no ano de 1685. Deve ter havido um grande alinhamento de planetas!

Diz a lenda que em um passeio qualquer, Perahia entrou em um sebo de livros e saiu de lá com uma partitura das Grandes Suítes de Handel. As sonatas de Scarlatti ele certamente conhecia de sua amizade e convivência com Horowitz. Se bem que suas interpretações são diferentes das do Volodya. Pois foi assim que, ao recobrar-se, Perahia gravou uma série de discos excepcionais com música de Bach, além deste aqui, com algumas das Suítes de Handel e umas Sonatas de Scarlatti.

Don Domenico

Entre as oito Grandes Suítes de Handel, escolheu as de Nos. 5, 3 e 2. A Suíte No. 5 termina com o mais famoso de todos os movimentos, as variações chamadas “The Harmonious Blacksmith” – “O Ferreiro Harmonioso”. Estas e a belíssima Chaconne.

A música de Handel, se comparada à música de Bach, parece mais simples, mais fácil, para não dizer mundana (a comparação me faz pensar em Tamino e Papageno). Mas a interpretação de Perahia realiza esta simplicidade, naturalidade, mas também um aspecto de solenidade que é fundamental. A fluidez desta música é irresistível. Se você não conseguir parar de ouvir a Chaconne, vez e de novo, não se preocupe, isto ocorre com frequência entre os ouvintes deste disco. Lembre-se que Handel era muito admirado por Mozart, Beethoven e Brahms.

No disco, a transição de Handel para Scarlatti é impactante. Saímos da solene Inglaterra para a estonteante Espanha, com suas procissões e igrejas, cavalheiros, guitarras e lindas damas. Preste atenção, está tudo aí na música. Se não perceberes, é só ouvir novamente.

Ande, baixe o disco e prepare-se para um período puro deleite musical.

George Frideric Handel (1685-1759)

Suíte No. 5 em mi maior, HWV 430

  1. Preludio
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Air con Variazioni – ‘The Harmonious Blacksmith’

Chaconne em sol maior, HWV 435

  1. Chaconne

Suíte No. 3 em ré menor, HWV 428

  1. Preludio – Presto
  2. Allegro
  3. Allemande
  4. Courante
  5. Air con Variazioni
  6. Presto

Suíte No. 2 em fá maior, HWV 427

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Allegro [Fugue]

Domenico Scarlatti (1685-1757)

  1. Sonata em ré maior, K. 491
  2. Sonata em si menor, K. 27
  3. Sonata em dó sustenido menor, K. 247
  4. Sonata em ré maior, K. 29
  5. Sonata em lá maior, K. 537
  6. Sonata em mi maior, K. 206
  7. Sonata em lá maior, K. 212

Murray Perahia, piano

Produção: Andreas Neubronner
Gravado em 1996

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FLAC |210 MB

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MP3 | 320 KBPS | 158 MB

Murray Perahia

Você poderá ler uma interessante entrevista com Murray Perahia aqui. Lamentavelmente há notícias que ele passa novamente por um período de dificuldades com a saúde. Que seja rápida a recuperação!

Enquanto isso, aproveite! Este disco merece o nosso selo altíssima qualidade!René Denon

Böhm / Buxtehude / Händel / Mattheson / Pauset / Scheidemann / Telemann / Weckmann: Hamburg 1734

Böhm / Buxtehude / Händel / Mattheson / Pauset / Scheidemann / Telemann / Weckmann: Hamburg 1734

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se você duvida que este disco seja a maior das extravagâncias, ouça direto os dois primeiros movimentos da Suíte Alster. Ou ela inteira, claro.

Hamburgo, 1734. O mais doido dos construtores de cravo, Hieronymus Albrecht Hass, criou um instrumento cuja sonoridade foi inspirada pela variedade e amplitude do órgão. Aqui, numa cópia deste cravo único, Andreas Staier interpreta obras dos melhores compositores que foram atraídos para a cidade por Hass. O resultado é uma profusão de cores. O cravista Staier é um mestre. E um cara corajoso, senão certamente evitaria tamanha anarquia.

Ouça e se SURPREENDA.

Georg Friedrich Haendel (1685-1759)

1. Chaconne

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Ouverture burlesque (aus “Der Getreue Music-Meister)
2. Ouverture à la Polonoise
3. Loure
4. Gavotte en Rondeau
5. Bourrée
6. Menuet
7. Giga

Dietrich Buxtehude (1637-1707)
8. Praeludium & Fuga

Johann Mattheson (1681-1764)
Aus “Grosse General-Bass-Schule”
9. Der Ober-Classe Dreizehntes Prob-Stück
10. Der Ober-Classe Siebendes Prob-Stück

Georg Böhm (1661-1733)
11. Praeludium, Fuga & Postludium

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Aus “Hamburger Ebb und Fluth” – transcription Andreas Staier
12. Loure. Der verliebte Neptunus
13. Bourrée. Die erwachende Thetis
14. Gavotte. Die spielenden Najaden
15. Harlequinade. Der schertzende Tritonus
16. Gigue. Ebbe und Fluth

Matthias Weckmann (c.1619-1674)
17. Toccata IV

Heinrich Scheidemann (1595-1663)
18. Pavana Lachrymae

Georg Phillipp Telemann (1681-1767)
Aus der “Alster-Ouvertüre” – transcription Andreas Staier
19. Die Hamburgischen Glockenspiele
20. Die concertierende Frösche und Krähen
21. Der Schwanen Gesang
22. Der Alster Schäffer Dorf Music

Brice Pauset (b. 1965)
23. Entrée

Andreas Staier
Christine Schornsheim

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Andreas Staier: baita CD, anárquico.

PQP