A Obra Completa de Béla Bartók (1881-1945) – Concerto para viola e orquestra, em suas várias versões #BRTK140

O patrão PQP já lhes apresentou e contou a história do concerto para viola, o fragmentário canto do cisne de Béla Bartók, que o deixou incompleto ao falecer de leucemia há exatos 76 anos. O querido chefinho (bonita camisa a sua, aliás) também mencionou que a obra, encomendada pelo virtuose William Primrose, era apenas um punhado de esboços, por mais que o compositor afirmasse ao encomendante que a tinha bastante adiantada.

Pois bem: passada a comoção pela morte de Bartók, coube a seu amigo, aluno e violista Tibor Serly (1901-1978) a incumbência de organizar os fragmentos e completá-los de forma a permitir sua execução. Se não lhe coube também o privilégio de ser o regente da première, exercido por Antal Doráti, tendo Primrose como solista, restou a Serly reger a primeira gravação, que já lhes apresentamos há alguns meses.

Por mais gratos que devamos ser a Serly, é bastante óbvio que sua edição não soa muito como Bartók e, para complicar, o compositor – que já estava muito enfermo ao iniciar a obra – não deixou anotados seus planos e intenções. A insatisfação geral com o trabalho de Serly impulsionou outras iniciativas de reconstruir o concerto, entre as quais a mais notória foi a edição crítica de 1995, publicada no cinquentenário da morte de Béla. Extensamente anotada e comentada, ela foi organizada pelo violista Paul Neubauer e teve a colaboração peso-pesado do próprio filho do compositor, Péter Bartók. Ainda que a versão Neubauer-Bartók tenha sido aclamada nos meios acadêmicos e pareça estar a ganhar vagarosamente a preferência dos violistas, as duas reconstruções que eu considero mais efetivas são aquela feita pelo violista húngaro Csaba Erdélyi, que foi gravada pelo próprio arranjador, e – por incrível que pareça – o arranjo para violoncelo da lavra de Serly, o qual, num conclave de amigos de Bartók, venceu a versão para viola pelo placar de 8 a 6.

Imagino as piadas de violista que vieram depois.

 

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)
Concerto para viola e orquestra, Sz. 120, BB 128
(1945)
Edição de Péter Bartók e Paul Neubauer (1995)
1 – Allegro moderato
2 – Lento
3 – (Finale) Allegretto

Dois quadros, Sz. 46
4 – Em plena floração. Poco adagio
5 – Dança no vilarejo. Allegro.

Concerto para viola e orquestra, Sz. 120, BB 128 (1945)
Completado e orquestrado por Tibor Serly (1945)
6 – Moderato
7 – Adagio religioso
8 – Allegro vivace

Tibor SERLY (1901-1978)

9 – Rapsódia para viola e orquestra

Xiao Hong-Mei, viola
Budapesti Filharmóniai Társaság Zenekara (Orquestra Filarmônica de Budapest)
János Kovacs, regência

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Béla BARTÓK

Concerto para viola e orquestra, Sz. 120, BB 128 (1945)
Reconstruído e orquestrado por Csaba Erdélyi (2001)

1 – Allegro Moderato – Ritornello – Lento – Ritornello – Scherzo – Allegro Vivace

Csaba Erdélyi, viola
New Zealand Symphony Orchestra
Marc Taddei, regência

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Antonín Leopold DVOŘÁK
(1841-1904)
Concerto em Si menor para violoncelo e orquestra, Op. 104
1 – Allegro
2 – Adagio ma non troppo
3 – Allegro moderato

Béla BARTÓK

Concerto para viola e orquestra, Sz. 120, BB 128 (1945)
Completado, orquestrado e transcrito para violoncelo por Tibor Serly (1945)
4 – Moderato
5 – Adagio religioso
6 – Allegro vivace

János Starker, violoncelo
Saint Louis Symphony Orchestra
Leonard Slatkin, regência

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PQP Bach, pelo querido Ammiratore (1970-2021)

Vassily

Antonin Dvořák (1841-1904) – Concerto para Violoncelo – Kian Soltani, Daniel Baremboim, Staatskapelle Berlin

Nosso amado Concerto para Violoncelo de Dvorák volta ao PQPBach em muito boas mãos neste lançamento do selo Deutsche Grammophon, uma gravação muito elogiada pela imprensa.

Kian Soltani é um jovem violoncelista iraniano, nascido em 1992, vinte e oito anos de idade, mas já tem uma vasta experiência internacional. É o primeiro violoncelista da West-Eastern Divan Orchestra, do mesmo Daniel Baremboim, e vem se apresentando como solista nos últimos anos, gravando CDs inclusive, e ganhando prêmios ao redor do mundo.

Quando lembramos deste concerto os nomes de Rostropovich, Janos Starker e Pierre Fournier nos vem a cabeça imediatamente, e fico feliz de ouvir um músico tão jovem escrevendo seu nome ao lado destes grandes mestres do passado. Com certeza ele tem um futuro promissor pela frente. Vou acompanhar atentamente.

O concerto é acompanhado no álbum por 5 arranjos para violoncelo solo e conjunto de violoncelo (seis violoncelistas da Staatskapelle Berlin) de peças únicas conhecidas de várias obras maiores de Dvořák. Três deles foram arranjados pelo próprio Kian Soltani. O rapaz tem talento, com certeza. Vale a pena conhecer. Se os senhores gostarem, trago outro CD dele, também gravado com o mesmo Baremboim.

Antonin Dvořák – Concerto para Violoncelo

01 Cello Concerto in B Minor Op. 104 B. 191 I. Allegro
02 Cello Concerto in B Minor Op. 104 B. 191 II. Adagio ma non troppo
03 Cello Concerto in B Minor Op. 104 B. 191 III. Finale. Allegro moderato
04 4 Lieder Op. 82 B. 157 I. Lasst mich allein. Andante (Arr. Soltani For Solo Cello and Cello Ensemble)
05 Symphony No. 9 in E Minor Op. 95 B. 178 From the New World IV. Largo. Goin’ Home (Arr. Koncz For Solo Cello and Cello Ensemble)
06 Gypsy Melodies Op. 55 B. 104 IV. Songs My Mother Taught Me (Arr. Soltani For Solo Cello and Cello Ensemble)
07 4 Romantic Pieces Op. 75 B. 150 I. Allegro moderato (Arr. Soltani For Solo Cello and Cello Ensemble)
08 From the Bohemian Forest Op. 68 B. 133 V. Silent Woods (Arr. Niefind & Ribke For Solo Cello and Cello Ensemble)

Kian Soltani – Cello
Staatskapelle Berlin
Daniel Baremboim – Conductor

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Impromptu – Peças para Piano – Shai Wosner

Impromptu – Peças para Piano – Shai Wosner

IMPROMPTU 

Schubert & CIA

SHAI WOSNER

 

 

O álbum desta postagem parte de uma ideia simples – excelente – e é muito bem feito. Achei a capa ótima, com os nomes dos compositores e o do intérprete grafitados sobre uma foto informal, alegre, jovial. Traduz o espírito do disco.

Imagine reunir um grupo de compositores que também foram grandes intérpretes de suas obras e improvisadores em torno de um piano – numa espécie de jam session. Eles se alternam ao teclado, apresentando suas habilidades e seus poderes de improvisação. O tema do disco – Impromptu – é uma forma musical que, apesar de completamente escrita pelo compositor, é o que temos de mais próximo de suas improvisações. Assim como as peças intituladas Fantasias.

Uma maneira divertida de ouvir o disco é fazê-lo sem decorar a lista das peças e ir adivinhando qual é o compositor da vez ou qual deles ‘sentou-se’ ao piano naquele momento.

Agora é a minha vez…

Schubert é assim um pouco o anfitrião, o dono do piano, pois ao longo do recital ouvimos quatro dos seus impromptus. Temos também algumas surpreendentes presenças, mesmo que mais momentâneas, com Liszt, Dvořák, Gershwin e – pasmem – Charles Ives. Adorei ouvir o ensolarado Impromptu em lá bemol maior de Chopin surgindo logo após uma peça de Gershwin. Chopin senta-se três vezes ao piano e o grande Ludovico, apesar de só sentar-se uma vez, fica por lá quase dez minutos. Sua estranha Fantasia é um exemplo escrito de suas muitas e famosas improvisações, que a classifica para a lista do disco.

O pianista israelense Shai Wosner é excelente. Estudou com Andre Hajdu, professor que valorizava a improvisação e a considerava uma forma de busca do entendimento musical.

Franz Schubert (1797 – 1828)

  1. Impromptu em fá menor, D. 935, 1

Charles Ives (1874 – 1954)

  1. Improvisação para piano, No. 3

Antonín Dvořák (1841 – 1904)

  1. Impromptu em ré menor, B 129

George Gershwin (1898 – 1937)

  1. Impromptu in two Keys

Frederik Chopin (1810 – 1849)

  1. Impromptu em lá bemol maior, Op. 29

Franz Schubert (1797 – 1828)

  1. Impromptu em lá bemol maior, D. 935, 2

Frederik Chopin (1810 – 1849)

  1. Impromptu em fá sustenido maior, Op. 36

Franz Liszt (1811 – 1886)

  1. Impromptu S 191 (1872)

Franz Schubert (1797 – 1828)

  1. Impromptu em si bemol maior, D. 935, 3

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

  1. Fantasia em sol menor, Op. 77

Frederik Chopin (1810 – 1849)

  1. Impromptu em sol bemol maior, Op. 51

Charles Ives (1874 – 1954)

  1. Improvisação para piano, No. 1

Frans Schubert (1797 – 1828)

  1. Impromptu em fá menor, D. 935, 4

Shai Wosner, piano

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MP3 | 320 KBPS | 190 MB

Don’t be Shai…

Para uma palhinha, clique aqui!

Aproveite!
René Denon

Antonin Dvorák (1841-1904) – Concerto para Violoncelo – Piotr Illich Tchaikovsky (1840-1893) – Variações Rococo – Rostropovich, Karajan, BPO

Sem querer, descobri uma grande falha em nossa coleção, e se trata exatamente deste disco, gravado lá em 1969 por dois dos maiores músicos do século XX, Herbert von Karajan e Mstislav Rostropovich. Em hipótese alguma esta gravação histórica poderia estar faltando aqui. As Variações Rococo, esta mesma leitura de Rostropovich, até apareceu em outra série, dedicada a Tchaikovsky, mas não o Concerto de Dvorák.

Estamos aqui tratando simplesmente uma das melhores gravações já realizadas tanto do Concerto quanto das Variações. O tempo já se encarregou de consagrá-las, e as sucessivas reimpressões desde então são outra prova de sua importância. Os alemães da DG não podem estar tão errados.

Com certeza, este seria um dos discos que eu levaria para uma ilha deserta. Quem não conhece, por favor, baixe. O que Rostropovich faz aqui é algo de outro mundo, coisa de gênio, poucos músicos atingiram tal nível de excelência.

1 Cello Concerto In B Minor, Op.104, B. 191 – 1. Allegro
2 Cello Concerto In B Minor, Op.104, B. 191 – 2. Adagio ma non troppo
3 Cello Concerto In B Minor, Op.104, B. 191 – 3. Finale (Allegro moderato)58
4 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Moderato assai quasi andante
5 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Tema: Moderato semplice
6 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione I: Tempo del Tema
7 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione II: Tempo del Tema
8 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione III: Andante sostenuto
9 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione IV: Andante grazioso
10 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione V: Allegro moderato
11 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione VI: Andante
12 Variations On A Rococo Theme, Op.33, TH.57 – Variazione VII e Coda: Allegro vivo

Mstislav Rostropovich – Violoncelo
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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“Você sabia que o PQPBach ainda não tinha postado essa nossa gravação?”

#SCHMNN210 – Robert Schumann (1810-1856) – Concerto para violoncelo, Op. 129 – Antonín Dvořák (1841-1904): Concerto para violoncelo, Op. 104 – Pyotr Tchaikovsky (1840-1893) – Pezzo capriccioso, Op. 62 – Rostropovich – Britten – Svetlanov

Há muito queria alcançar esse disco a vocês, mas ora me faltava a oportunidade, ora completamente o elã. Essa celebração do aniversário de Schumann, que já está na terceira semana, deu-me o pretexto que faltava. Ei-lo!

Imenso músico, cidadão do mundo, incrível figura humana: difícil falar mal de Mstislav Rostropovich, a quem a família e as multidões chamavam de Slava. Isso, claro, se tu não dessem ouvidos ao Politburo soviético, sempre reticente em permitir as turnês do grande homem pelo Exterior, onde encontrava-se abertamente com dissidentes do regime e nunca deixava de expressar sua opinião em prol da abertura de seu país.

Nunca lhe faltaram amigos, e estes lhe foram essenciais no início de seu exílio, depois que – muito por conta de suas ações cada vez mais francas de apoio à dissidência, que incluíram acolher em sua casa o desgraçado escritor Aleksandr Solzhenitsyn – teve que fugir da União Soviética com a roupa do corpo e buscar guarida nos Estados Unidos. Um de seus mais leais colaboradores no Ocidente era Benjamin Britten, que não só lhe dedicou o considerável conjunto de uma sonata para violoncelo e piano, três suítes para violoncelo solo e uma sinfonia para violoncelo e orquestra, como também o acompanhou ao piano e na regência em muitas de suas apresentações. Nesta gravação, os dois juntam forças numa apaixonada leitura do concerto de Schumann e numa breve peça de Tchaikovsky que, apesar do título caprichoso, conjura suas dores pela perda de um amigo. Apesar da qualidade da gravação deixar bastante a desejar – são, afinal, registros de rádio e televisão, coletados e lançados pela BBC -, o “som Rostropovich” e a afinação de sua parceria com Britten valem a audição.

Parceiros no palco…
… amigos na vida

A gravação mais notável do disco – e uma das mais eletrizantes de todos os tempos – é a do concerto de Dvořák, uma obra-prima apreciada mesmo por quem detesta o compositor. Realizada ao vivo em Londres durante o festival The BBC Proms em 21 de agosto de 1968, tornou-se notória por acontecer exatamente no dia em que as forças do Pacto de Varsóvia, lideradas pela União Soviética, invadiram a Tchecoslováquia para esmagar os movimentos de reforma liderados por Alexander Dubček, conhecidos pela posteridade como a Primavera de Praga. Rostropovich, que amava a magnífica capital da Boêmia – onde tocava com frequência, tinha muitos amigos e, o mais especial para ele, conhecera Galina, sua esposa – ouviu impotente as notícias da invasão, enquanto colocava-se na terrível situação de a um só tempo desejar alcançar apoio e solidariedade aos tchecoslovacos enquanto personificava, como cidadão soviético, o detestado agressor ante o engajado público londrino. A ironia de estar escalado para tocar exatamente uma obra do compositor mais célebre do país invadido não colaborou para melhorar o clima da acolhida, e protestos muito pervasivos ocorreram dentro e fora do Royal Albert Hall, tanto de quem pretendia impedir os soviéticos de tocarem, quanto daqueles que defendiam seu direito de escutá-los. Slava, enfim, decidiu tocar. A Orquestra Sinfônica Estatal da União Soviética foi recebida no palco com muita hostilidade, que só aumentou quando solista e regente – o legendário Evgeny Svetlanov – entraram em cena. Os protestos continuaram – ouvem-se gritos e apupos logo no começo da gravação – e, não obstante, o concerto continuou. O que aconteceu em seguida as senhoras e os senhores poderão bem ouvir, se não quiserem em minhas palavras fúteis: uma interpretação elétrica, emocionada, incomparável da obra-prima. Conta-se que Rostropovich chorava a terminar o Adagio e que passou o resto da peça a morder os lábios. Quando terminou e veio a chuva de aplausos, Slava ergueu sobre a cabeça uma partitura com o nome do compositor, dando uma demonstração clara de sua solidariedade aos tchecoslovacos e de seu amor pelo país e por sua cultura. Mesmo temendo pelos entes que estavam na União Soviética e pela própria segurança, ele – um corajoso inimigo da injustiça – não poderia deixar de se posicionar. Fê-lo com o gesto, fê-lo com a música – e esse registro do concerto de Dvořák, especialmente seu Adagio, nunca deixará de me emocionar como uma das mais incríveis gravações jamais realizadas.

Robert Alexander SCHUMANN (1810-1856)

Concerto em Lá menor para violoncelo e orquestra, Op. 129

1 – Nicht zu schnell
2 – Langsam
3 – Sehr lebhaft

Mstislav Rostropovich, violoncelo
London Symphony Orchestra
Benjamin Britten, regência

Antonín Leopold DVOŘÁK (1841-1904)

Concerto em Si menor para violoncelo e orquestra, Op. 104

4 – Allegro
5 – Adagio, ma non troppo
6 – Finale: Allegro moderato — Andante — Allegro vivo

Mstislav Rostropovich, violoncelo
Orquestra Sinfônica Estatal da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Evgeny Svetlanov, regência

 

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)

Pezzo capriccioso em Si menor para violoncelo e orquestra, Op. 62

07 – Andante con moto

Mstislav Rostropovich, violoncelo
English Chamber Orchestra
Benjamin Britten, regência

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21-8-1968

Vassily

 

Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival – 2008

Fiz uma pausa nas postagens dessa série da nossa amada Martha Argerich em seu Festival de Lugano para dar lugar às comemorações dos 210 anos de nascimento de Robert Schumann. Hoje trago mais um volume, mais três CDs que mostram todo talento e versatilidade desta excepcional artista.

Não preciso dizer o quanto Martha ama Schumann, tanto que temos aqui no primeiro CD a belíssima Sonata nº 2 para Violino e Piano, acompanhando o violinista Renaud Capuçon. Outro momento a destacar é sua parceria com o ex marido pianista Stephen Kovacevich, tocando uma peça de Mozart.

Mas o mais belo, lírico e pungente é o terceiro CD, onde abre tocando seu conterrâneo Piazzolla, em versões matadoras para dois pianos, claro que ele não poderia faltar, assim como Ravel. Martha distribui o repertório desta série entre seus convidados, alguns conhecidos, outros desconhecidos, dando chance e permitindo que sejam conhecidos.

A relação dos músicos envolvidos está no booklet em anexo.

Vamos ao que viemos?

CD 1
01. Variations (5) on an original theme for piano, 4 hands in G major, K. 501
02. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 1. Ziemlich langsam – Le
03. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 2. Sehr lebhaft
04. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 3. Leise, einfach
05. Sonata for violin & piano No. 2 in D minor, Op. 121- 4. Bewegt
06. Piano Quintet in D major, Op. 51- 1. Allegro moderato
07. Piano Quintet in D major, Op. 51- 2. Andante con variazioni
08. Piano Quintet in D major, Op. 51- 3. Scherzo- Allegro vivace
09. Piano Quintet in D major, Op. 51- 4. Allegro moderato
10. Scherzo for 2 pianos, Op. 87

CD 2
01. Piano Trio No. 1 in C minor, Op. 8
02. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 1. Barcarolle
03. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 2. La Nuit
04. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 3. Les Larmes
05. Suite No. 1 (-Fantaisie-tableaux-) for 2 pianos in G minor, Op. 5- 4. Pâques
06. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 1
07. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 2
08. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 3
09. Concertino for piano, 2 violins, viola, clarinet, horn & bassoon, JW 7-11- 4
10. Slavonic Dance No. 1 for piano, 4 hands in C major, B. 78-1 (Op. 46-1)
11. Slavonic Dance No. 12 for piano, 4 hands in D flat major, B. 145-4 (Op. 72-4)
12. Slavonic Dance No. 7 for piano, 4 hands in C minor, B. 78-7 (Op. 46-7)
13. Slavonic Dance No. 10 for piano, 4 hands in E minor, B. 145-2 (Op. 72-2)

CD 3

01. Tres minutos con la realidad, tango
02. Oblivion, tango
03. Libertango, tango
04. Introduction & Allegro for harp, flute, clarinet & string quartet
05. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 1. Verano porteño
06. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 2. Otoño porteño
07. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 3. Invierno porteño
08. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle- 4. Primavera porteña
09. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 1. Maestoso
10. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 2. Tranquillo
11. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 3. Tempo di marcia – Andante
12. Fantasia elvetica (-Swiss Fantasy-), for 2 pianos & orchestra- 4. Tempo di polka – Piú vivo – Allegro

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BOOKLET – BAIXE AQUI

Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival

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Comecei a postar esta coleção lá em 2016, mas acabei parando. Não tenho muita certeza de que tenho todos os cds desta série, mas trarei o que tenho. Começo então renovando os links que trouxe naquela época. 

Esta coleção de gravações de Martha Argerich é sensacional, e virou meio que uma tradição. A EMI lançou durante aproximadamente dez anos um conjunto de três Cds de cada vez, que trazia as principais performances dos mais diversos músicos em um festival em uma cidadezinha suiça chamada Lugano.

Nestes três cds temos performances realizadas entre os anos de 2002 e 2004. Em minha modesta opinião, o melhor momento é a transcrição para dois pianos da Sinfonia Clássica de Prokofiev. Martha e Yefim Bronfman dão um show de versatilidade, talento e virtuosismo, mas o que mais poderiamos esperar destes dois?

Temos Maxim Vengerov, os irmãos Capuçon, Lilya Zilberstein, entre outros nomes não tão conhecidos.

Então vamos ao que viemos.

Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival

CD 1
Prokofiev:
01. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 I. Allegro
02. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 II. Larghetto
03. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 III. Gavotte Non troppo all
04. Symphony No. 1 in D major (‘Classical’), Op. 25 IV. Finale Molto vivace

Martha Argerich & Yefim Bronfman – Pianos

Tchaikovsky:
05. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a I. Ouverture miniature
06. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Marcia viva
07. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse de la fée dragée – Andante non tropo
08. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse russe: trépak
09. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse arabe: Allegretto
10. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Danse chinoise: Allegro Moderato
11. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a II. Danses caractéristiques. Dans de mirlitons: Moderato assai
12. Nutcracker, suite from the ballet, Op. 71a III. Valse des fleurs

Martha Argerich & Mirabela Dina – Pianos

Shostakovich:
13. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 I. Andante – Moderato
14. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 II. Allegro non troppo
15. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 III. Largo
16. Piano Trio No. 2 in E minor, Op. 67 IV. Allegretto

Martha Argerich – Piano
Maxim Vengerov – Violin
Gautier Capuçon – Cello

CD 2
Brahms:
01. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- I. Allegro
02. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- II. Adagio
03. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- III. Un poco presto e co
04. Sonata for Violin & Piano No. 3 in D minor, Op. 108- IV. Presto agitato

Lilya Zilberstein – Piano
Maxim Vengerov – Violin

Schubert:
05. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- I. Allegro moderato
06. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- II. Andante un poco mosso
07. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- III. Scherzo- Allegro
08. Piano Trio in B flat major, D. 898 (Op. 99)- IV. Rondo- Allegro vivace

Yefim Bronfman – Piano
Renaud Capuçon – Violin
Gautier Capuçon – Cello

CD 3
Schumann:
01. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 I. Allegro brillante
02. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 II. In modo d’una marcia – Un poco lar
03. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 III. Scherzo Molto vivace
04. Piano Quintet in E flat major, Op. 44 IV. Allegro ma non troppo

Martha Argerich – Piano
Dora Schwarzberg – Violin
Renaud Capuçon – Violin
Nora Romanoff-Schwarzberg – Viola
Mark Dobrinsky – Cello

 

Schumann:
05. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 I. Mit leidenschaftliche
06. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 II. Allegretto
07. Sonata for violin & piano No. 1 in A minor, Op. 105 III. Lebhaft

Martha Argerich – Piano
Géza Hossu-Legocky – Violin

Dvořák:
08. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) I. Allegro con fuoco
09. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) II. Lento
10. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) III. Allegro moderato
11. Piano Quartet No. 2 in E flat major, B. 162 (Op. 87) IV. Allegro ma non troppo

Walter Delahunt – Piano
Renaud Capuçon – Violin
Lida Chen – Viola
Gautier Capuçon – Cello

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FDP

Antonin Dvorak – Violin Concerto, Romance for Violin & Orchestra, Humoureske – Dami Kim, SPO

Este belo concerto para violino e orquestra de Dvorák acabou ficando ofuscando pelo Concerto para Violoncelo, e foi meio que relegado a segundo plano, o que é uma pena. É muito bonito, tem belas passagens, não sou músico mas não consigo identificar passagens muito técnicas ou difíceis, se estiver errado por favor me corrijam. Reza a lenda que em um primeiro momento, o compositor pensou em dedicar a obra a Joseph Joachim, que conhecera alguns anos antes, o grande virtuose da época, e grande amigo de Brahms, mas o violinista se mostrou cético com a obra, e teceu alguns comentários críticos, o que magoou Dvorák, que no final das contas, não lhe fez a dedicatória. O CD ainda traz dois momentos muito delicados, com o Romance para Violino e Orquestra e a conhecidíssima “Humouresque”.
Uma curiosidade: a jovem violinista sul coreana Dami Kim em 2012 ganhou o prestigioso Concurso Joseph Joachim em Hanover, entre diversos outros prêmios em outras competições. Neste CD ela enfrenta a obra com louvor, mostrando uma segurança muito grande e uma técnica muito apurada, mesmo nos momentos mais técnicos. No Romance, por exemplo, não se deixa cair nas armadilhas sentimentais da obra.
Vale a pena ouvir, ainda mais nestes tempos de isolamento, quando estamos em casa, longe do convívio social. Ah, quem não lembra do “Humouresque, nº 7, op. 101, última faixa do CD? Está sempre naquelas coletâneas de música clássica. Claro que isso não lhe tira a qualidade e a beleza da peça.

01. Violin Concerto in A Minor, Op. 53, I Allegro ma non troppo
02. Violin Concerto in A Minor, Op. 53, II Adagio ma non troppo
03. Violin Concerto in A Minor, Op. 53, III Finale Allegro giocoso, ma non troppo
04. Romance for Violin and Orchestra in F Minor, Op. 11
05. Humoresque, Op. 101, No. 7

Dami Kim – Violin
Slovak Philharmonic Orchestra
Damian Iorio

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Dvořák: Quarteto Americano / Borodin: Quarteto Nº 2 / Shostakovich: Quarteto Nº 8

Dvořák: Quarteto Americano / Borodin: Quarteto Nº 2 / Shostakovich: Quarteto Nº 8

Choque. No dia 26 de setembro de 2012, PQP Bach postou Dvořák. Sim, mas é por motivos nobres. Em primeiro lugar, não tenho problemas em opinar que o Quarteto Americano é uma boa composição. Gosto dele. Mas o destaque deste CD chama-se Alexandr Borodin e seu esplêndido Quarteto Nº 2, onde nosso amigo acertou a mão em cheio, escrevendo música sublime de ponta a ponta. Já o Shosta que fecha o disco é notável em termos de repertório — é grande música — , mas não recebeu o melhor dos tratamentos por parte do Borodin Quartet. Já o Borodin (o Alexandr) e o Dvořák estão perfeitos.

Dvořák | String Quartet op.96 »American«
1. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 1. Allegro ma non troppo
2. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 2. Lento
3. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 3. Molto vivace
4. String Quartet No. 12 in F major (‘American’), B. 179 (Op. 96): 4. Finale: Vivace ma non troppo

Borodin | String Quartet No.2
5. String Quartet No. 2 in D major: 1. Allegro moderato
6. String Quartet No. 2 in D major: 2. Scherzo: Allegro
7. String Quartet No. 2 in D major: 3. Notturno: Andante
8. String Quartet No. 2 in D major: 4. Finale: Andante – Vivace

Shostakovich | String Quartet No.8 op.110
9. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 1. Largo
10. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 2. Allegro molto
11. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 3. Allegretto
12. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 4. Largo
13. String Quartet No. 8 in C minor, Op. 110: 5. Largo

Janáček Quartet (Dvořák)
Borodin Quartet (Borodin, Shosta)

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Alexandr Borodin

PQP

Cesar Franck (1822–1890) – Sonata for Violin and Piano , Edvard Grieg (1843–1907) – Sonata for Violin and Piano no. 3 Op. 45 , Antonín Dvořák (1841–1904) – Romantic Pieces Op. 75 (B 150) – Renaud Capuçon, Khatia Buniatishvili

Esse com certeza é  um belo CD para iniciarmos o ano. Três peças que representam bem o Romantismo, belamente interpretadas por dois dos principais músicos da atualidade, Renaud Capuçon & Khatia Buniatishvili. Muitos podem argumentar, poxa, já existem tantas gravações destas Sonatas de Cesar Franck, há a necessidade de mais uma? Bem, fica a seu critério conhecer o que a nova geração tem a apresentar sobre uma obra tão conhecida.

A química entre os dois músicos existe, isso é inegável. Khátia é uma pianista muito expressiva, sem dúvidas, exala sensualidade em suas apresentações, e sabe como transferir essa expressividade para o piano. Ouçam a Sonata de Grieg, um dos melhores momentos do CD. Renaud Capuçon é o garoto de ouro da veterana Martha Argerich, com que já realizou diversas apresentações, inclusive desta mesma Sonata de Franck. Obviamente Khatia Buniatishvili não é nenhuma Martha Argerich, mas dá conta do recado com sobra.

A dupla encerra o CD com as belíssimas peças românticas de Dvorák. Um belíssimo CD, sem dúvidas.

César Franck – Sonata for Violin and Piano in A major
[1] I Allegretto ben moderato
[2] II Allegro
[3] III Recitativo-Fantasia. Ben moderato – Molto lento – a tempo moderato
[4] IV Allegretto poco mosso 6:04

Edvard Grieg – Sonata for Violin and Piano no. 3 Op. 45 in C minor
[5] I Allegro molto ed appassionato
[6] II Allegretto espressivo alla Romanza
[7] III Allegro animato 7:52

Antonín Dvořák – Romantic Pieces Op. 75 (B 150)
[8] I Allegro moderato
[9] II Allegro maestoso
[10] III Allegro appassionato
[11] IV Larghetto

Renaud Capuçon violin
Khatia Buniatishvili piano

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Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Lembram daquela série interminável de discos da Philips — lançados nos anos 70 e 80 — que eram seleções malucas de clássicos e que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Händel podia vir antes de um trecho de Rhapsody in Blue, o qual era seguido pela Abertura 1812 e pela chamada Ária na Corda Sol (mentira, corda sol coisa nenhuma) de Bach, por exemplo. Salada semelhante é servida por Khatia Buniatishvili neste CD. Mas o importante é faturar enquanto a beleza não abandona a pianista. Ela tem alguns anos de sucesso ainda. Como habitualmente, neste disco ela é muita emoção e languidez — principalmente a última –, acompanhada de um talento que não precisaria ter registros gravados. Temos tanta gente melhor! Depois deste disco altamente suspeito, ela sucumbe aqui. Só a aparência não basta. Afinal, ouvimos o CD. Vocês sabem que eu amo as belas musicistas, mas tudo tem limite.

O volume 1 da numerosa série

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

1 Johann Sebastian Bach: Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. Schafe können sicher weiden (Arr. for Piano)
2 Pyotr Ilyich Tchaikovsky: The Seasons, Op. 37b: X. October (Autumn Song)
3 Felix Mendelssohn-Bartholdy: Lied ohne Worte in F-Sharp Minor, Op. 67/2
4 Claude Debussy: Suite Bergamasque, L. 75: III. Clair de lune
5 Giya Kancheli: Tune from the Film by Lana Gogoberidze: When Almonds Blossomed
6 György Ligeti: Musica ricercata No. 7 in B-Flat Major
7 Johannes Brahms: Intermezzo in B-Flat Minor, Op. 117/2
8 Franz Liszt: Wiegenlied, S. 198
9 Antonín Dvorák: Slavonic Dance for Four Hands in E Minor, Op. 72/2: Dumka (Allegretto grazioso)
10 Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte in G Major, M. 19
11 Frédéric Chopin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 25/7
12 Alexander Scriabin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 2/1
13 Domenico Scarlatti: Sonata in E Major, K. 380
14 Edvard Grieg: Lyric Piece in E Minor, Op. 57/6: Homesickness
15 Traditional: Vagiorko mai / Don’t You Love Me?
16 Wilhelm Kempff: Suite in B-Flat Major, HWV 434: IV. Menuet
17 Arvo Pärt: Für Alina in B Minor

Khatia Buniatishvili, piano

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Desculpe, Khatia, não rolou.

PQP

Antonín Dvořák (1841-1904): As 9 Sinfonias – Kubelik, BPO

Outra postagem feita a toque de caixa, e também a pedidos do próprio PQPBach, que no domingo de noite pediu alguma gravação boa da Oitava Sinfonia de Dvorák. Fã que sou do compositor, fui procurar em meu acervo e encontrei esta integral com a condução de Rafael Kubelik.Informei ao grão mestre, que imediatamente a solicitou. E como esta integral nunca foi postada aqui, optei então em trazer todas as sinfonias.

Existem maestros e intérpretes que nasceram para serem os intérpretes de certos compositores. Kubelik / Dvorák é unanimidade, assim como Chopin / Rubinstein, Karajan / Beethoven, entre tantos outros. Talvez pelo fato de ser conterrâneo do compositor, Kubelik consegue como poucos extrair a alma boêmia da obra.

Eu tinha absoluta certeza de que já tinha trazido a integral das Sinfonias de Dvorák com o Kubelik, mas me enganei. Então, vamos fazer um pacotaço da integral, com este grande maestro que foi Rafael Kubelik. Tcheco, nasceu em 1914 e morreu em 1996. Foi um dos grandes maestros do século XX, e realizou inúmeras gravações, em sua grande parte pelo selo Deutsche Grammophon.

Antonin Dvorák – Sinfonias – Kubelik, BPO

01. Symphony No.1 in c, Op.3, B.9, ‘The Bells of Zlonice’, 1. Maestoso – Allegro
02. 2. Adagio di molto
03. 3. Allegretto
04. 4. Finale (Allegro animato)
05. Symphony No.2 in Bb, Op.4, B.12, 1. Allegro con moto
06. 2. Poco adagio
07. 3. Scherzo (Allegro con brio)
08. 4. Finale (Allegro con fuoco)

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01. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10 I. Allegro moderato
02. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10 II. Adagio molto, tempo di marcia
03. Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10 III. Finale. Allegro vivace
04 Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 I. Allegro
05. Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 II. Andante sostenuto e molto cantabile
06. Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 III. Scherzo. Allegro feroce
07. Symphony No. 4 in D minor, Op. 13 IV. Finale. Allegro con brio

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01. Symphony No.6 in D, Op.60, B.112, 1. Allegro non tanto
02. 2. Adagio
03. 3. Scherzo (Furiant Presto)
04. 4. Finale (Allegro con spirito)
05. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 I. Allegro non troppo
06. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 II Andante con moto
07. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 III. Andante con moto – Allegro scherzando
08. Symphony No. 5 in F major, Op. 76 IV. Finale. Allegro molto

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01. Symphony No.8 in G, Op.88, B.163, 1. Allegro con brio
02. 2. Adagio
03. 3. Allegretto grazioso – Molto vivace
04. 4. Allegro ma non troppo
05. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 I. Allegro maestroso
06. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 II. Poco adagio
07. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 III. Scherzo. Vivace – Poco meno mosso
08. Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 IV. Finale. Allegro

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05. Symphony No.9 in e, Op.95, B.178, ‘From the New World’, 1. Adagio – Allegro molto
06. 2. Largo
07. 3. Scherzo (Molto vivace)
08. 4. Allegro con fuoco

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Berliner Philharmoniker
Rafael Kubelik – Conductor

FDP

Antonin Dvorák – Violin Concerto, Romance in F for Violin & Orchestra, Op. 11, Mazurek for Violin & Orchestra Op. 49, Four Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75 – Jan Mrácek, NCSO, James Judd

“Dvorák era um especialista em cordas. Por quase dez anos ele tocou viola na orquestra do Teatro Provisório de Praga e era conhecido como um dos mais confiáveis ​​músicos de cordas da cidade, na medida em que ele participou da estreia privada do primeiro quarteto de cordas de Smetana em 1878. Ele também era um violinista que, como ele conta em uma entrevista com o The Sunday Times, tinha tocado o instrumento quando era menino. Se ele raramente tocou violino mais tarde, veio a deixar um punhado de obras para o instrumento, incluindo o concerto para violino. De acordo com um aluno de composição, Dvorák preferia seu concerto de violino ao grande concerto para violoncelo em Si menor. Embora a posteridade tenha favorecido o concerto para violoncelo, o concerto para violino, com seu virtuosismo apaixonado e lirismo abundante, sempre atraiu. Dvorák escreveu o trabalho no verão de 1879, quando sua reputação estava rapidamente adquirindo grade dimensão internacional. Além disso, graças a intervenção de Brahms, que encontrou para ele uma editora de Berlim e apresentações para influentes partidários musicais fora da Boêmia. Um dos mais importantes foi o amigo íntimo de Brahms, o violinista Joseph Joachim. Dvorák visitou Joachim em Berlim em julho de 1879 para discutir seu novo concerto; qualquer que seja o assunto de sua conversa, o concerto acabou sendo dedicado a Joaquim. Este não foi, no entanto, o fim da história. Enquanto elogiava Dvorák, sua compreensão do violino, Joachim sugeriu numerosas mudanças que o compositor, um ávido revisor de suas próprias obras, empreendeu meticulosamente. Mesmo essas alterações não foram suficientes para Robert Keller, um conselheiro de Dvorák, editor, que queria que ele mudasse o final do primeiro movimento em vez de deixá-lo levar diretamente para o movimento lento. Dvorák sabiamente rejeitou o conselho e manteve a passagem, uma das mais belas do concerto, ligando os dois primeiros movimentos. O concerto foi publicado em 1883 e estreou no mesmo ano pelo virtuoso tcheco František Ondr.”

Jan Mrácek é um jovem violinista tcheco, muito, mas muito talentoso, como os senhores poderão provar nesta sua impressionante interpretação do Concerto para Violino de Dvorák. Aliás, todos os envolvidos aqui são tchecos: compositor, orquestra, pianista… com exceção do maestro britânico James Judd, que conduz com muita competência a Orquestra Sinfônica Nacional Tcheca. O selo Onyx nos brinda com mais uma envolvente, brilhante e emocionante gravação. O talento e virtuosismo de Mracék está presente em todos os momentos, encarando com naturalidade todas as dificuldades inerentes às obras executadas.
Vale a pena a audição, para conhecermos um nome que com certeza ainda irá nos brindar com muitas outras gravações tão exuberantes quanto esta.

01. Violin concerto in a minor op. 53- I. Allegro ma non troppo – Quasi moderato
02. Violin concerto in a minor op. 53- II. Adagio ma non troppo
03. Violin concerto in a minor op. 53- III. Finale. Allegro giocoso, ma non troppo
04. Romance in F for Violin & Orchestra, Op. 11, B.38
05. Mazurek for Violin & Orchestra Op. 49, B.90
06. Four Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75- I. Allegro moderato
07. Four Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75- II. Allegro maestoso
08. Four Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75- III. Allegro appassionato
09. Four Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75- IV. Larghetto

Jan Mrácek – Violin
Luckás Klansky – Piano
Czech National Symphony Orchestra
James Ludd – Conductor

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Chamber Works II – Piano Trios – Guarnieri Trio

Até agora, grande parte das obras de Antonin Dvorák que foram postadas aqui no PQPBach eram obras dedicadas a um instrumento solista com orquestra, ou alguma outra obra orquestral, como as Sinfonias, Poemas Sinfônicos ou As Danças Eslavas.
Gostaria de apresentar aos senhores um outro Dvorák, o das obras para Câmara. Pretendo dar prosseguimento à belíssima coleção do selo tcheco Supraphon, dos quais já trouxe as sinfonias de Dvorák na histórica gravação de Vaclav Neuman com a Filarmônica Tcheca, e trazer os CDs da série dedicados à quase desconhecida obra de Câmara deste compositor. Teremos Trios para Piano, Quartetos de Corda, Quartetos com Piano, enfim, pretendo que esta série seja a mais completa possível. Como citei acima, trata-se de projeto do selo Supraphon, então talvez em alguns casos os músicos envolvidos não sejam tão conhecidos, mas lhes garanto a qualidade.
Por estar encantado com os Trios para Piano, começarei com o segundo volume da coleção. É de se ouvir com muita atenção.

CD 1

01. Piano Trio No. 1 in B flat major, B. 51 (Op. 21)- Allegro molto
02. Piano Trio No. 1 in B flat major, B. 51 (Op. 21)- Adagio molto e mesto
03. Piano Trio No. 1 in B flat major, B. 51 (Op. 21)- Allegretto scherzando
04. Piano Trio No. 1 in B flat major, B. 51 (Op. 21)- Finale, Allegro vivace
05. Piano Trio No. 2 in G minor, B. 56 (Op. 26)- Allegro moderato
06. Piano Trio No. 2 in G minor, B. 56 (Op. 26)- Largo
07. Piano Trio No. 2 in G minor, B. 56 (Op. 26)- Scherzo, Presto
08. Piano Trio No. 2 in G minor, B. 56 (Op. 26)- Finale, Allegro non tanto

CD 2

01. Piano Trio No. 3 in F minor, B. 130 (Op. 65) (once listed as Op. 64) Allegro
02. Piano Trio No. 3 in F minor, B. 130 (Op. 65) (once listed as Op. 64) Allegre
03. Piano Trio No. 3 in F minor, B. 130 (Op. 65) (once listed as Op. 64) Poco ad
04. Piano Trio No. 3 in F minor, B. 130 (Op. 65) (once listed as Op. 64) Finale,
05. Piano Trio No. 4 in E minor (‘Dumky’), B. 166 (Op. 90) Lento maestoso
06. Piano Trio No. 4 in E minor (‘Dumky’), B. 166 (Op. 90) Poco adagio
07. Piano Trio No. 4 in E minor (‘Dumky’), B. 166 (Op. 90) Andante
08. Piano Trio No. 4 in E minor (‘Dumky’), B. 166 (Op. 90) Andate moderato
09. Piano Trio No. 4 in E minor (‘Dumky’), B. 166 (Op. 90) Allegro
10. Piano Trio No. 4 in E minor (‘Dumky’), B. 166 (Op. 90) Lento maestoso

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Antonin Dvorák (1841-1904) – Simphonic Works – Sinfonias 6, 7 e 8 – Czech Philharmonic Orchestra, Václav Neumann

Front

LINKS ATUALIZADOS !!!

Dando continuidade a esta bela caixa da gravadora tcheca Supraphon trazemos mais três sinfonias de Antonin Dvorák, as de nº 6, 7 e 8, sempre nas mãos competentes de Václav Neumann regendo a Filarmônica Tcheca. Música de primeira interpretada por músicos de primeira.

Difícil isso dar errado, não acham?

1. Symfonie č. 6 D-dur, Op. 60 I. Allegro non tanto
2. Symfonie č. 6 D-dur, Op. 60 II. Adagio
3. Symfonie č. 6 D-dur, Op. 60 III. Scherzo (Furiant) Presto
4. Symfonie č. 6 D-dur, Op. 60 IV. Finale Allegro con spirito
5. Symfonie č. 7 d-moll, Op. 70 I. Allegro maestoso
6. Symfonie č. 7 d-moll, Op. 70 II. Poco adagio
7. Symfonie č. 7 d-moll, Op. 70 III. Scherzo Vivace. — Poco meno mosso
8. Symfonie č. 7 d-moll, Op. 70 IV. Finale Allegro

CD 6
1. Symfonie č. 8 G-dur, Op. 88 I. Allegro con brio
2. Symfonie č. 8 G-dur, Op. 88 II. Adagio
3. Symfonie č. 8 G-dur, Op. 88 III. Allegretto grazioso
4. Symfonie č. 8 G-dur, Op. 88 IV. Allegro ma non troppo
5. «V přírodě» (In Nature’s Realm), koncertní ouvertura, Op. 91 (B 168)
6. «Karneval» (Carnival), koncertní ouvertura, Op. 92 (B 169)
07 – ”Othello”, koncertni ouvertura

Czech Philharmonic Orchestra
Václav Neumann – Conductor

CDS 5, 6, 7 E 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Josef Suk (1874-1935) – Fantasy in G minor, Op.24, Antonin Dvorák (1841-1904) – Violin Concerto in A minor, Op.53, Romance in F minor, Op.11 – Christian Tezlaff, John Stogards, Helsinki Philharmonic Orchestra

FrontEstou dedicando esta semana aos tchecos, principalmente a Dvorák, como já podem ter percebido. Comecei com as sinfonias de Dvorák e um de seus principais intérpretes (calma, a coleção vai vir completa), Václav Neumann, depois tivemos um Josef Suk impecável tocando obras de seu bisavô e de seu avô (leiam as postagens para entenderem do que estou falando) e agora trago mais obras de Suk e de Dvorák, mas desta vez estou dando voz a nova geração, e que geração, senhores: Christian Tetzlaff está impossível aqui, sendo dirigido por orquestra e maestros finlandeses. Mais uma excelente gravação do Selo Ondine.
Começamos com uma Fantasia para Violino e Orquestra, composta por Josef Suk, um dos maiores violinistas do início do século XX, e que foi genro de Dvorák. Em seguida, Tetzlaff encara o Concerto para Violino, de Dvorák e um Romance, também composto para violino e orquestra. São obras pouco gravadas, por isso creio que seja interessante para quem não conhece, conhecer.

01. Suk Fantasy in G minor, Op.24
02. Dvorak Violin Concerto in A minor, Op.53 – I. Allegro ma non troppo
03. Dvorak Violin Concerto in A minor, Op.53 – II. Adagio ma non troppo
04. Dvorak Violin Concerto in A minor, Op.53 – III. Allegro giocoso, ma non troppo
05. Dvorak Romance in F minor, Op.11

Christian Tetzlaff – Violin
Helsinki Philharmonic Orchestra
John Stogards – Conductor

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Romantic Pieces For Violin and Piano, op. 75, Sonatina for Violin and Piano op. 100, Sonata for Violin and Piano, op. 57 – Josef Suk (1874-1935) – Four Pieces for Violin and Piano, op. 17

Box FrontEste delicioso CD traz obras desconhecidas de Dvorák (ao menos para mim) interpretadas por um bisneto do compositor. Explico: este Josef Suk é neto do compositor Josef Suk, que era genro de Dvorák. Que fofo, né? Tudo em família. E de quebra ele ainda toca algumas peças do avô e a belissima Sonatina de Schubert. Repertório de primeira.
Brincadeiras a parte, tratam-se de peças curtas, mas muito expressivas, e que são tocadas com muita propriedade e sensibilidade pelo Joseph Suk neto. Creio que os senhores irão gostar bastante. Eu gostei. Ah, algumas destas gravações ainda são da década de 50, ou seja, ainda foram realizadas em mono.

1. Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75I. Allegro moderato
2. Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75II. Allegro maestoso
3. Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75III. Allegro appassionato
4. Romantic Pieces for Violin and Piano, Op. 75IV. Larghetto
5. Sonatina for Violin and Piano in G major, Op. 100I. Allegro risoluto
6. Sonatina for Violin and Piano in G major, Op. 100II. Larghetto
7. Sonatina for Violin and Piano in G major, Op. 100III. Scherzo. Molto vivace att
8. Sonatina for Violin and Piano in G major, Op. 100IV. Finale. Allegro
9. Sonata for Violin and Piano in F major, Op. 57I. Allegro, ma non troppo
10. Sonata for Violin and Piano in F major, Op. 57II. Poco sostenuto
11. Sonata for Violin and Piano in F major, Op. 57III. Allegro molto
12. 4 Pieces for Violin and Piano, Op. 17I. Quasi ballata
13. 4 Pieces for Violin and Piano, Op. 17II. Appassionato
14. 4 Pieces for Violin and Piano, Op. 17III. Un poco triste
15. 4 Pieces for Violin and Piano, Op. 17IV. Burlesque

Josef Suk – Violino
Josef Hála – Piano (1 – 4)
Jan Panenka (5 – 15)

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Symphonies N. 1, 2, 3, 4 e 5 – Vlacláv Neumann, Czech Philharmonic Orchestra

FrontLINKS ATUALIZADOS !!!

Começamos a semana com uma belíssima caixa da gravadora tcheca Supraphon com as obras orquestrais de Antonin Dvorák interpretadas pela excelente Filarmônica Tcheca, e com um grande regente, também tcheco, Vacláv Neuman. Material de primeira, com certeza. Os fãs da cultura daquele país vão ficar contentes, e os fãs de Dvorák mais ainda, pois vão ter acesso a uma das melhores gravações destas sinfonias que já tive a oportunidade de ouvir.

CD 1

1. Symfonie č. 1 c-moll «Zlonické zvony» (Die Glocken von Zlonice) I. (Allegro)
2. Symfonie č. 1 c-moll «Zlonické zvony» (Die Glocken von Zlonice) II. Adagio di molto
3. Symfonie č. 1 c-moll «Zlonické zvony» (Die Glocken von Zlonice) III. Allegretto
4. Symfonie č. 1 c-moll «Zlonické zvony» (Die Glocken von Zlonice) IV. Finale Allegro animato

CD 2

1. Symfonie č. 2 B-dur, Op. 4 I. Allegro con moto
2. Symfonie č. 2 B-dur, Op. 4 II. Poco adagio
3. Symfonie č. 2 B-dur, Op. 4 III. Scherzo Allegro con brio
4. Symfonie č. 2 B-dur, Op. 4 IV. Finale Allegro con fuoco

CD 3

1. Symfonie č. 3 Es-dur, Op. 10 I. Allegro moderato
2. Symfonie č. 3 Es-dur, Op. 10 II. Adagio molto, tempo di marcia
3. Symfonie č. 3 Es-dur, Op. 10 III. Finale Allegro vivace
4. Symfonie č. 4 d-moll, Op. 13 I. Allegro
5. Symfonie č. 4 d-moll, Op. 13 II. Andante sostenuto e molto cantabile
6. Symfonie č. 4 d-moll, Op. 13 III. Allegro feroce
7. Symfonie č. 4 d-moll, Op. 13 IV. Allegro con brio

CD 4

1. Symfonie č. 5 F-dur, Op. 76 I. Allegro ma non troppo
2. Symfonie č. 5 F-dur, Op. 76 II. Andante con moto
3. Symfonie č. 5 F-dur, Op. 76 III. Andante con moto, quasi l’istesso tempo. — Allegro scherzando
4. Symfonie č. 5 F-dur, Op. 76 IV.  Finale Allegro molto
5. Symfonické variace (Symphonic Variations), Op. 78 (B 70)

Czech Philharmonic Orchestra
Václav Neumann – Conductor

CDs 1, 2, 3 e 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Vacláv Neuman e Rafael Kubelik em 1969
Vacláv Neuman e Rafael Kubelik em 1969

Dvorák, Janacek, Martinu: Love Songs, com Magdalena Kozená

Dvorák, Janacek, Martinu: Love Songs, com Magdalena Kozená

Às vezes a capa de um CD é muito superior ao conteúdo. É o caso deste recital da checa Kozená. Olha, me deu sono… O porre inicial de Dvorák é ab-so-ta-men-te le-tal. Pior que vodka de R$ 10,00. Que sujeitinho cacete! Ai, que tédio…

Ouvi este CD com meu filho. Eram 9 da manhã de domingo. Ele tem bom gosto, não aguentou e foi fazer café — que porra de compositor é esse, pai? — ; quando voltou, mudei de disco para não espantá-lo. Depois peguei de volta para ter certeza de que era péssimo. É, sem dúvida. Por favor, fujam!

Antonín Dvorák (1841 – 1904)
Písne milostné (Love Songs), Op.83
1) 1. O, nasi lásce nekvete (Oh, our love does not bloom) [1:50]
2) 2. V tak mnohém srdci mrtvo jest (Death dwells in so many a heart) [2:18]
3) 3. Kol domu se tedn potácím ( Now I stumble past the house) [1:27]
4) 4. Já vím, ze v sladke nadeji (I know that in sweet hope) [2:04]
5) 5. Nad krajem vévodí lehky spánek (Gentle slumber reigns over the countryside) [1:39]
6) 6. Zde v lese u potoka (Here in the forest by a brook) [1:58]
7) 7. V té sladké moci ocí tvych (In the sweet power of your eyes) [1:42]
8. 8. p duse drahá, jedinká (Oh, dear matchless soul) [1:38]

Bohuslav Martinu (1890 – 1959)
Novy Spalícek (New Spalicek / Miniatures)
9) 1. Bohatá milá (The Rich Sweetheart) [1:11]
10) 2. Opusteny mily (The Forsaken Lover) [1:07]
11) 3. Touha (Longing) [0:56]
12) 4. Zwedavé dievca (The Inquisitive Girl) [0:54]
13) 5. Veselé dievca (The Cheerful Girl) [0:27]
14) 6. Smutny mily (The Unhappy Lover) [2:26]
15) 7. Prosba (The Request) [1:26]
16) 8. Vysoká veza (The tall tower) [0:57]
Ctyri písne na texty moravské lidové poezie (Songs for a Friend of My Country)
17) 1. Konícky na ouhore (Ponies on the Fallow Land) [0:52]
18) 2. Ztaceny pantoflícek (The Lost Little Slipper) [0:43]
19) 3. Písen nábozná (A Religious Song) [1:52]
20) 4. Pozvání (An Invitaion) [0:57]

Antonín Dvorák (1841 – 1904)
Ctvero písní op.2 (Four Songs) na slova Gust. Pflegra-Moravského op. 2
21) 1. Vy vroucí písne ( You heartfelt songs) [2:20]
22) 2. O byl to krásny zlaty sen (Oh, that was a beautiful, golden dream) [2:07]
23) 3. Mé srdce casto (In pain, my heart often broods) [3:05]
24) 4. Na horách ticho (Silence on the mountains) [1:15]

Bohuslav Martinu (1890 – 1959)
25) Ukolébavka (Lullaby) [4:34]
Pisnicky na jednu stránku (Songs on one page)
26) 1. Rosicka (Dew) [0:58]
27) 2. Otevrení sloveckem (Unlocking with a single word) [0:32]
28) 3. Cesta k milé (Journey to the Beloved) [1:23]
29) 4. Chodnícek (The Footpath) [0:31]
30) 5. U mamenky (At Motherns) [1:12]
31) 6. Sen panny Marie (The Virgin Maryns Dream) [1:33]
32) 7. Rozmaryn (Rosemary) [1:03]
Nové slovenské písne (New Slovak Songs)
33) 2. Povedz ze mi, povedz (So tell me) [2:33]
34) 8. Mala som já rukávce (I had a blouse) [1:15]

Leos Janácek (1854 – 1928)
Moravská lidová poesie v písních (Moravian Folk Poetry in Songs)
35) 17. Komu kytka (Who Is the Posy For?) [1:29]
36) 5. Obrázek milého (A Loverns Picture) [0:53]
37) 19. Pérecko (Little Posy) [1:24]
38) 16. Stálost (Constancy) [1:05]
39) Láska (Love) [1:16]
40) 38. Loucení (Parting) [1:25]
41) 18. Konícky milého) [0:57]

Antonín Dvorák (1841 – 1904)
42) Dobrú noc, má mila (Good night, my darling) V náradním tónu (In Folk Tone) [3:38]

Magdalena Kozená
Graham Johnson

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Dessa vez não rolou, Magdalena
É raro, mas dessa vez não rolou, Magdalena

PQP

Antonin Dvorák – Violin Concerto In A Minor, Op.53, Max Bruch: Violin Concerto No.1 In G Minor, Op.26, Alexander Konstantinovich Glazunov (1835-1936) – Violin Concerto In A Minor, Op.82 – Martzy, Morini, RIAS Symphony Orchestra Berlin

coverFerenc Fricsay viveu pouco mas intensamente. Tinha o toque de Midas, tudo o que gravou é valioso demais, é ouro puro. E este CD que ora vos trago não poderia deixar de ser uma gema, devidamente lapidada pelo talento e virtuosismo não apenas do maestro, mas também de suas duas incríveis solistas, Johanna Martzy e Erika Morini. Da primeira eu já ouvira falar, algumas citações e alguns cds na internet. Erika Morini me era uma perfeita desconhecida até então.
Começando por Johanna Martzy, o que ela faz com o Concerto de Dvorák é algo de outro mundo. Mesmo tendo sido gravada em Mono, esta foi a melhor versão que ouvi nos últimos tempos. Era húngara, nascida em 1924, mas morreu jovem, meros 54 anos de idade,  (o que diabos tem na água que se toma na Hungria para terem tantos talentos por lá?). A paixão com que ela toca este concerto é de arrepiar.
Erica Morini era austríaca, nascida em 1904, filha de músico, e cedo se revelou uma grande musicista. O velho caso de talento precoce.
Mas vamos ao que viemos. Um CDzaço, daqueles que merecem ter um lugar de destaque na prateleira.

01 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 1. Allegro ma non troppo – Quasi moderato
02 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 2. Adagio, ma non troppo
03 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 3. Finale (Allegro giocoso, ma non troppo)

Johanna Martzy – Violin
RIAS Symphony Orchestra Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

04 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 1. Vorspiel (Allegro moderato)
05 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 2. Adagio
06 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 3. Finale (Allegro energico)
07 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 1. Moderato
08 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 2. Andante sostenuto
09 – Violin Concerto in A minor, op. 82- Tempo I
10 – Violin Concerto in A minor, op. 82- Cadenza
11 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 3. Allegro

Erika Morini – Violin
Radio-Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

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Katia & Marielle Labèque – Sisters – CD 2 de 6

katia-marielle-labeque-sisters-2016O segundo CD do duo Labèque Sisters traz um repertório bem mais eclético, que vai de Tchaikovsky a Berio, passando por Brahms, Dvorák entre outros. Outro grande momento das irmãs, impecáveis em sua incrível capacidade de tocarem juntas como se fossem uma só.
Já trouxe em outra ocasião a gravação das Danças Húngaras de Brahms com essa dupla, mas já faz bastante tempo, então os links também já eram.

2.001. Tchaikovsky Swan Lake, Op.20, TH.12 – Arr. for piano duet – Russian dance
2.002. Brahms Hungarian Dance No.1 in G Minor, WoO 1 No.1 – for piano duet – Allegro molto
2.003. Brahms Hungarian Dance No.20 in E Minor, WoO 1, No.20 – Arr. for piano duet – Poco allegretto – Vivace
2.004. Brahms Hungarian Dance No.5 in G Minor, WoO 1 No.5 – for Piano Duet – Allegro – Vivace
2.005. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.72, B.147 – For Piano Duet – No.2 in E Minor (Allegretto grazioso)
2.006. Dvorák 8 Slavonic Dances, Op.46, B.83 – For Piano Duet – No.8 in G Minor (Presto)
2.007. Bizet Jeux d’enfants, Op.22 – 12 pieces for Piano duet – 11. Petit mari, petite femme
2.008. J. Strauss II Pizzicato Polka – for Piano Duet – Pizzicato Polka
2.009. J. Strauss II Auf der Jagd, Op.373 – for Piano Duet – Polka (Schnell)
2.010. Fauré Dolly Suite, Op.56 – for piano duet – 1. Berceuse
2.011. Poulenc L’Embarquement pour Cythère, valse-musette pour deux pianos FP 150
2.012. Milhaud Scaramouche – for 2 Pianos Op.165b – 3. Brazileira (Mouvement de samba)
2.013. Grainger Country Gardens (Handkerchief Dance) – Arr. for Piano Duet – Country Gardens (Handkerchief Dance)
2.014. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – I. Allegro ben ritmato e deciso, in B flat
2.015. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – II. Andante con moto e poco rubato, in C sharp minor
2.016. Gershwin Three Preludes for Piano (1926) – Arr. for Piano Duet – III. Allegro ben ritmato e deciso, in E flat minor
2.017. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
2.018. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
2.019. Lutoslawski Variations on a Theme of Paganini – Arr. for two pianos – Variations on a Theme of Paganini
2.020. Berio Polka, for piano quatre-mains

Katia & Marielle Labèque – Piano

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Antonín Dvořák (1841-1904): Symphony No. 9 “From the New World” & Cello Concerto

Antonín Dvořák (1841-1904): Symphony No. 9 “From the New World” & Cello Concerto

coverHoje vou quebrar um pouquinho minha tradição de postar compositores modernos e contemporâneos, e vou postar um álbum de um compositor romântico.

Romântico? Na verdade, nem tanto. Dvorák, compositor tcheco, tinha um ideal nacionalista e modernista em sua música que antecipa bastante o movimento modernista que seria acompanhado por outros grandes compositores europeus como Jean Sibelius e Edvard Grieg. A sua Sinfonia No. 9, conhecida como “Do Novo Mundo” é uma obra extremamente reconhecida do repertório da música erudita. Percebi que o blog estava precisando que ela fosse repostada.

Embora num primeiro momento o nome possa remeter à uma ideia de novo mundo utópico ou imaginário, o drama de novo mundo foi muito real. Veio a partir do choque que Dvorák teve em sua estadia nos Estados Unidos. E junto à sinfonia, Dvorák escreveu também, no “novo mundo”, o famoso concerto para violoncelo.

A interpretação aqui é polêmica. Embora os performers sejam ótimos, a Orquestra da Academia de Santa Cecília conduzida por Antonio Pappano e o solista do concerto para violoncelo sendo Mario Brunello, por ser ao vivo, temos muitos “sons de marcenaria” como diria PQP. Eu não me importo, mas alguns comentaristas da Amazon foram cruéis em seu julgamento.

Antonín Dvořák (1841-1904)

CD1

Symphony No. 9 in E minor Op. 95 “From the New World”
01 Adagio – Allegro molto
02 Largo
03 Scherzo: Molto vivace – Poco sostenuto
04 Allegro con fuoco

Accademia di Santa Cecilia Orchestra
Antonio Pappano, conductor

CD2

Cello Concerto in B minor Op. 104
01 Allegro
02 Adagio, ma non troppo
03 Finale: Allegro moderato – Andante – Allegro vivo

Accademia di Santa Cecilia Orchestra
Antonio Pappano, conductor
Mario Brunello, cello

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Brunello, Pappano e a orquestra da Academia de Santa Cecília em ação.
Brunello, Pappano e a orquestra da Academia de Santa Cecília em ação.

Luke

Rimsky-Korsakov / Tchaikovsky / Dvorák / Richard Strauss: In the still of night (Canções Russas)

Rimsky-Korsakov / Tchaikovsky  / Dvorák  / Richard Strauss: In the still of night (Canções Russas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em março de 2009, um crítico da grande, excelente e normalmente irônica e contida revista londrina Gramophone parece ter enlouquecido:

… quando ouço Anna Netrebko cantar, viver , eu não quero que ela pare… Lembro-me das ovações arrebatadoras , quando as pessoas estavam realmente enlouquecendo pelo som de uma voz. Esse é o tipo de voz Netrebko tem… Ela também é um animal do palco… Ela é alimentada por puro talento e instinto… Eu prefiro Netrebko acima de qualquer outra pessoa, a qualquer hora.

Bem, OK, não preciso dizer mais nada. Ou talvez deva reforçar que a dupla Netrebko e Barenboim é mesmo espetacular?

Rimsky-Korsakov / Tchaikovsky  / Dvorák  / Richard Strauss: In the still of night  (Canções Russas)

Nicolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908)
Four Songs, Op.40
1) No.3 O chem v tishi nochey [2:28]
Four Songs, Op.27
2) No.4 Prosti! Ne pomni dney naden’ya [1:29]
Vesnoy, Op.43
3) No.2 Ne veter, veya s vïsotï [2:14]
4 No.1 Zvonche zhavoronka pen’ye [1:16]
Four Songs, Op.3
5) No.4 Na kholmakh Gruzii [2:31]
Six Songs, Op.8
6) No.5 V tsarstvo rozï i vina [2:46]
Four Songs, Op.6
7) No.4 Pesnya Zyuleyki [1:56]
Four Songs, Op.2
8) No.2 Plenivshis’ rozoy, solovey [3:09]
Four Songs, Op.42
9) No.3 Redeyet obklakov letuchaya gryada [3:26]
Two Songs, Op.56
10) No.1 Nimfa [3:25]
11) No.2 Son v letnyuyu noch’ [5:25]

Peter Ilyich Tchaikovsky (1840 – 1893)
Shest’ romansov (Six Romances), Op.57
12) No.1 Skazhi, o chom v teni vetvey [3:44]
13) Zabït tak skoro (1870) [2:56]
Dvenadtsat’ romansov (Twelve Romances), Op.60
14) No.6 Nochy bezumnïye [2:52]
Shest’ romansov (Six Romances), Op.6
15) No.5 Otchevo? [3:09]
Shest’ romansov (Six Romances), Op.63
16) No.6 Serenada [3:42]
Shest’ romansov (Six Romances), Op.16
17) No.1 Kolïbel’naya pesnaya [4:26]
Sem’ romansov (Seven Romances), Op.47
18) No.7 Ya li v pole da ne travushka bïla [6:05]
Shest’ romansov (Six Romances), Op. 73
19) No.5 Sred mrachnïkh dnei [1:51]
Sem’ romansov (Seven Romances), Op.47
20) No.6 Den li tsarit? [3:49]

Antonín Dvorák (1841 – 1904)
Ciganské melodie (Gypsy Melodies), Op.55
21) 4. Als die alte Mutter [3:46]

Richard Strauss (1864 – 1949)
Vier Lieder, Op.27
22) 2. Cäcilie [2:31]

Anna Netrebko, soprano
Daniel Barenboim, piano

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Anna Netrebko e Daniel Barenboim: já é uma dupla, né?
Anna Netrebko e Daniel Barenboim: já é uma dupla, né?

PQP

Antonin Dvorák (1841-1904): Cello Concerto – "Dumky" Trio – Queyras – Faust – Prague Philharmonia

Antonin Dvorák (1841-1904): Cello Concerto – "Dumky" Trio – Queyras – Faust – Prague Philharmonia


Belo e ensolarado domingo, e nada como um belo e bem interpretado Concerto para Violoncelo de Dvorák para tornar o dia ainda mais agradável. Não entendo como o mano PQP pode não gostar deste compositor mas tudo bem, cada um tem seu gosto e isso aprendi a respeitar nas pessoas.

Já trouxe outras duas versões para esta mesma obra, primeiramente a mais consagrada de todas, com um dos maiores violoncelistas do século XX, quem sabe talvez o maior deles, Rostropovich. Para muitos, trata-se da gravação definitiva. Pode ser. Particularmente, a minha favorita é com o Pierre Fournier, mas não vem ao caso discutir isso aqui agora.

Posteriormente trouxe outra gravação, desta vez com a Jacqueline Du Pré, que viveu pouco entre nós, mas que deixou sua marca.

Hoje trago mais uma gravação deste concerto, e desta vez é com o jovem Jean-Guihen Queyras. Resolvi dar voz aos novos intérpretes, e quando se trata de uma gravação da Harmonia Mundi precisamos prestar atenção ao que vem pela frente, pois geralmente se trata de material de primeira qualidade.

“Beauty. Slow Beauty”!, “This is a great one”, “ How Do You Spell ‘magnificent’ in Czech?”, são alguns dos comentários dos clientes da amazon, que deram 5 estrelas para este CD, e tenho de concordar com eles.

A Orquestra que acompanha o jovem Jean-Guihen é a The Prague Philharmonia regida por Jíri Belohlavek, que faz um belo trabalho, diga-se de passagem.

A outra obra que vem junto deste cd é o trio mais conhecido de Dvorák, o “Dumky” Trio. Sugiro uma leitura do texto do libretto que acompanha o cd. Nesta obra, Queyras é acompanhado pela violinista Isabelle Faust, e pelo pianista Alexander Melnikov.

Mas vamos ao que interessa:

Antonin Dvorák (1841-1904) – Cello Concerto – “Dumky” Trio

01 – Concerto pour violoncelle – I. Allegro
02 – Concerto pour violoncelle – II. Adagio ma non troppo
03 – Concerto pour violoncelle – III. Allegro moderato
04 – Trio n 4 ‘Dumky’ – I. Lento maestoso – Allegro quasi doppio movimento
05 – Trio n 4 ‘Dumky’ – II. Poco adagio – Vivace non troppo
06 – Trio n 4 ‘Dumky’ – III. Andante – Vivace non troppo
07 – Trio n 4 ‘Dumky’ – IV. Andante moderato – Allegretto scherzando
08 – Trio n 4 ‘Dumky’ – V. Allegro
09 – Trio n°4 ‘Dumky’ – VI. Lento maestoso – Vivace

Jean-Guihen Queyras – Cello
Isabelle Faust – Violin
Alexander Melnikov – Piano
The Prague Philharmonia
Jiri Behlolávek – Conductor

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Jean-Guihen Queyras
Jean-Guihen Queyras

FDP Bach

Antonín Dvořák (1841-1904): Cello Concerto In B Minor, Op. 104, etc. – Weilerstein, Belohlávek, CPO

814aq2JXfWL._SL1400_Que o Concerto para violoncelo de Dvořák é uma das mais belas obras já compostas para o instrumento não há dúvida, e é difícil postarmos uma versão desta obra que possa ser considerada de menor qualidade. Quando trazemos um músico do nível de Rostropovich ou Fournier, ou até mesmo quando trazemos uma instrumentista menos conhecida como Alisa Weilerstein o nível parece que permanece o mesmo. A música extraordinária de Dvořák parece que faz com que o instrumentista ultrapasse seus próprios limites, buscando no coração o que pode faltar de técnica ou experiência.

Alisa Weilerstein tem 34 anos, e já possui uma sólida carreira internacional, se apresentando com as principais orquestras do planeta, ao lado de maestros como Daniel Baremboim, com quem toca o Concerto de Elgar, e Jiri Belohlávek.

01 Dvorak Cello Concerto In B Minor, Op. 104 – 1. Allegro
02 Cello Concerto In B Minor, Op. 104 – 2. Adagio, Ma Non Troppo
03 Cello Concerto In B Minor, Op. 104 – 3. Finale_ Allegro Moderato

Alisa Weilerstein – Cello
Czech Philharmonic Orchestra
Jiri Belohlávek – Conductor

04 Lasst Mich Allein, Op. 82
05  Rondo In G Minor, Op. 94
06 Goin’ Home
07  Songs My Mother Taught Me, Op. 55_4
08  Silent Woods, Op. 68_5
09 Slavonic Dance #8 In G Minor Op. 46_8

Alisa Weilerstein – Cello
Anna Pollonsky – Piano

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Alisa Weilerstein em ação