The French Album – Jorge Federico Osorio, piano ֎

The French Album – Jorge Federico Osorio, piano ֎

Fauré • Debussy

Rameau

Chabrier • Ravel

Peças para Piano

Jorge Federico Osorio

Este disco é uma pérola! Adoro este repertório e tudo aqui está excelente. Imagine que você seja um pianista dono de uma soberba musicalidade, técnica poderosa, tenha uma imaginação vibrante e possua uma profunda paixão… Suponha ainda que disponha de uma gravadora interessada em produzir um álbum com o repertório que você escolheu e que você disponha de um ambiente ideal – familiar e tecnicamente impecável – com condições ideais para as gravações. Tudo para resultar assim em um dico primoroso.

Pois foi o que aconteceu aqui. O pianista Jorge Federico Osorio tem todas as qualificações listadas acima, segundo o livreto e como você poderá confirmar ao ouvir o disco. Ele mora em Chicago onde exerce as carreiras artística e acadêmica – é professor da Roosevelt University’s Chicago College of Performing Arts. A gravadora Cedille Records, de Chicago, tem por objetivo promover os artistas locais, criando assim as condições ideais para a produção do disco que foi gravado no Reva and David Logan Center of Arts da Universidade de Chicago em janeiro de 2020.

O programa consiste em oito prelúdios de Debussy e mais duas peças de outras coleções e são típicas da sonoridade que associamos à música francesa. O livreto diz: A fascinação de Debussy com as sonoridades do piano inspirara a criação de seus prelúdios. Eles podem ser ouvidos como experimentos sonoros: quais são as possibilidades das harmonias cromáticas e escalas não tradicionais?

Osorio fez suas escolhas entre as peças e as coloca na ordem que lhe agrada, o que acrescenta uma dose de surpresa na sequência. Começamos com a belíssima e extrovertida peça chamada Les collines d’Anacapri e passamos para a mais introvertida La terrasse des audiences du clair de lune. Para continuar no clima, Clair de lune, possivelmente a peça mais conhecida de Debussy, o movimento lento da Suíte Bergamasque. Mais beleza com a irrequieta peça Ce qu’a vu le d’Ouest seguida do segundo dos prelúdios, Voiles. Depois, ouvir o prelúdio da Catedral Submersa seguido de Fogos de Artifício é de tirar o fôlego. Osorio sai do universo de Debussy pisando em Fuilles mortes para entrar no clima dos precursores de música francesa para teclado com três lindas peças de Rameau, compostas originalmente para cravo.

Dai em diante, as origens latinas do pianista muito provavelmente entraram em consonância com o fascínio que os compositores franceses tinham com a música de origem espanhola. O clima fica ibérico com a Habanera de Chabrier, La Puerta del Vino e La soirée dans Grenade de Debussy e passa para a Alborada del gracioso de Ravel.

O disco se fecha assim como foi aberto, com uma Pavane. A peça da abertura é de Fauré e para completar, Ravel. Ótima hora e um quarto de excelente música.

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

  1. Pavane

Claude Debussy (1862 – 1918)

  1. Les collines d’Anacapri
  2. La terrasse des audiences du clair de lune
  3. Clair de lune
  4. Ce qu’a vu le vent d’Ouest
  5. Voiles
  6. La Cathédrale engloutie
  7. Feux d’artifice
  8. Feuilles mortes

Jean-Philippe Rameau (1683 – 1764)

  1. Les Tricotets
  2. Menuets 1 & 2
  3. L’Egyptienne

Emmanuel Chabrier (1841 – 1894)

  1. Habanera

Claude Debussy

  1. La Puerta del Vino
  2. La soirée das Grenade

Maurice Ravel (1875 – 1937)

  1. Alborada del gracioso
  2. Pavane pour une infante défunte

Jorge Federico Osorio, piano

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A famosa Puerta del Vino

Momento ‘The Book is on the Table’:

What appears to be a hodgepodge of French pieces actually emerges as a carefully crafted program. […] All told, an enjoyable and well-put-together recital.

… he [Osorio] plays with beauty and charm, a delicate touch, and a genuine grace, with expressive, nuanced singing in his piano playing. He is a richly expressive piano virtuoso of international fame, and in my experience has never demonstrated anything but sensitive, immaculate, committed, passionate playing, a most-refined pianist whose best work comes in expressively lyrical passages.

Producer James Ginsburg and Cedille’s ace engineer Bill Maylone recorded the music in the Reva and David Logan Center for the Arts at the University of Chicago in January 2020. The sound is gorgeous: not too sharp or bright; not too dull or soft. It simply sounds like a real piano in a real hall setting, with just the right amount of ambient bloom, room acoustics, and lifelike detail to bring it to life.

Aproveite!

René Denon

Jorge explicando para o pessoal do PQP Bach: Federico, não Frederico, Fe-de-rico…

 

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Gabriel Fauré (1845 -1924): Os Quintetos para Piano (Domus / Marwood)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A atuação de Domus nessas duas obras-primas é leve, delicada e cheia de percepções. Esta é a melhor versão dessas duas lindas peças. São obras profundas e fascinantes de beleza sedutora executadas com cuidado e carinho. Fauré foi um homem modesto, músico e compositor que não alcançou o reconhecimento que provavelmente merecia. Criou uma música de piano sutil e cheia de nuances, deixando de lado as exibições sinfônicas bombásticas (wagnerianas) que estavam em alta na Paris do final do século XIX. Mas, devemos ser muito gratos por esse traço — pois dessa mentalidade contemplativa e subjugada surgiram obras maravilhosas de beleza rara como esses quintetos para piano. O brilho dessas peças é idealmente combinado por Susan Tomes, Richard Lester e o resto deste quinteto. Esta é uma gravação especial de grande profundidade e beleza expressiva. A sensação é a de que o tempo para. As atmosferas etéreas criadas por tons ricos e progressões harmônicas sutis e suaves são verdadeiras revelações da música de Fauré. Esses são momentos muito comoventes nessa música — é difícil imaginá-los tocados de forma mais maravilhosa do que isso. Os prêmio que este CD recebeu foram merecidíssimos!

Gabriel Fauré (1845 -1924): Os Quintetos para Piano (Domus / Marwood)

Piano Quintet No 1 In D Minor Op 89 (28:58)
1 Molto Moderato 10:25
2 Adagio 10:56
3 Allegretto Moderato 7:22

Piano Quintet No 2 In C Minor Op 115 (31:30)
4 Allegro Moderato 10:03
5 Allegro Vivo 4:04
6 Andante Moderato 10:57
7 Allegro Molto 6:06

Domus Quartett
Anthony Marwood

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O bigode de Fauré tinha dificuldades de passar na maioria das portas.

PQP

Fauré / Debussy / Ravel / Poulenc / Stravinsky: Música Francesa para Duo de Piano – Paul Lewis · Steven Osborne ֍

Fauré / Debussy / Ravel / Poulenc / Stravinsky: Música Francesa para Duo de Piano – Paul Lewis · Steven Osborne ֍

Fauré · Debussy

Ravel · Poulenc

Stravinsky

Paul Lewis · Steven Osborne

 

Buscar inspiração no mundo do ‘Era uma vez…’ – no universo infantil – é um recurso usado por compositores do mundo todo. Isto também aconteceu com os compositores franceses da virada do século XIX para o século XX, como podemos ver nas duas suítes para piano a quatro mãos que abrem e fecham o programa deste maravilhoso disco.

Eu, que aprecio bastante estes dois ótimos pianistas, Paul Lewis e Steven Osborne, e como gosto muito deste repertório, tratei logo de ouvir e de postar este disco assim que me dei com ele. Inclusive, passei-o à frente de outros projetos. Afinal, nada como uma boa novidade para animar a gente.

Gabriel Fauré teve em 1892 um caso com Emma Bardac, cuja filha de tão pequenina tinha o apelido Dolly. Foi para ela que Fauré compôs cinco das seis peças desta Suíte Dolly, ao longo de alguns anos, acrescentando a primeira delas, a Berceuse, que já estava na gaveta esperando uma boa oportunidade. Essa música de salão é muito bela e agradável, mas demanda bastante trabalho dos intérpretes. Veja como o último movimento, Le pas espagnol, é de tirar o fôlego.

A peça a seguir é uma curta mas intensa Sonata para Piano, a quatro mãos, escrita por Poulenc ainda aos 19 anos e sob boa influência de Satie. O livreto fala em pureza, equilíbrio e reserva. Eu penso em intensidade e ritmos marcados.

Após esta breve sonata entramos em um universo sonoro diferente, com as Seis Epígrafes Antigas, de Debussy. Estas peças são arranjos feitos em 1914, para piano duo, de um material composto originalmente para duas flautas, duas harpas e celesta, por volta de 1900, para acompanhar um espetáculo de mímica e declamação de poemas – Les chansons de Bilittis. Claude fez estes arranjos com um olho no mercado para música para piano a quatro mão e outro na despensa, que já andava meio vazia.

Depois disso, a adorável Petit Suíte, também de Debussy, mas esta peça composta em 1888, 1889. Música de salão no melhor sentido da palavra – um pouco de superficialidade, nada de longos movimentos, ritmos simples e melodias memoráveis. Depois de ouvir ‘Em bateau’ uma só vez você reconhecerá a peça cada vez que voltar a ouvi-la. Claude estreou a suíte ao lado de Jacques Durand, que seria seu editor. Pois no último movimento, Claude ficou tão animado que deixou o pobre Durand arfando.

Na sequência Três Peças de Stravinsky, que era russo, mas estava emprestado na França, em 1914, às voltas com o espetacular insucesso da Sagração. A composição destas peças certamente foram uma boa maneira de retomar o fôlego assim como os seus poderes criativos.

E para completar este lindo disco, a Suíte Ma mère l’oye, de Maurice Ravel. Falar o que? Perfeição! Já ouvi muitas gravações desta suíte e gosto praticamente de todas (I’m easy to please), mas esta, senhores, está maravilhosa. Vejam lá o quão feérico é este jardim!

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

Suíte Dolly, Op. 56

  1. Berceuse
  2. Mi-a-ou
  3. Le jardin de Dolly
  4. Kitty-valse
  5. Tendresse
  6. Le pas espagnol

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Sonata para piano a quatro mãos

  1. Prélude
  2. Rustique
  3. Final

Claude Debussy (1862 – 1918)

6 Epigraphes antiques

  1. Pour invoquer Pan, dieu du vent d’été
  2. Pour un tombeau sans nom
  3. Pour que la nuit soit propice
  4. Pour la danseuse aux crotales
  5. Pour l’égyptienne
  6. Pour remercier la pluie au matin

Petite Suite

  1. En bateau
  2. Cortège
  3. Menuet
  4. Ballet

Igor Stravinsky (1882 – 1971)

Três Peças Fáceis para Piano Duo

  1. March
  2. Waltz
  3. Polka

Maurice Ravel (1875 – 1937)

Ma mère l’oye

  1. Pavane de la belle au bois dormant
  2. Petit poucet
  3. Laideronnette, impératrice des pagodes
  4. Les entretiens de la belle et de la bête
  5. Le jardin féerique

Steven Osborne & Paul Lewis, piano

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Steven & Paul

Fresh-faced charm pervades this astutely curated disc…Far from a marriage of convenience, Lewis and Osborne are long-standing duo partners, complementing each other perfectly in lightly-worn… 

— BBC Music

This offers not only the perfect escape from our current locked-down state but also the most sublime example of peerless pianism.

Gramophone Magazine, April 2021 – Recording of the Month

Aproveite!

René Denon

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Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Messiaen / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Messiaen / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

Um bonito disco de gatinhos. Ou seja, são peças juntadas de vários compositores segundo critérios que um ateu não entende bem, mas que deve ser a tal Trindade, — Pai, Filho e Espírito Santo –, sem mulheres envolvidas. Mas são elas, sopranos e contraltos, as estrelas de um disco que inclui algumas joias extraordinárias como a faixa 6 de Duruflé, a 11 e a 22 de Fauré e a 18 de Brahms. As duas últimas quase me levaram às lágrimas e isto é raro neste coração seco de tanta irreligião. (Brincadeira, é um alívio ser assim em nosso país fundamentalista). O disco me deu enorme saudade da música praticada nas igrejas da Inglaterra e da Alemanha, que tanto ouvi em meus turismos-sinfônicos por aqueles países. É o esplendor, mas agora não dá pra viajar.

O Coral do Trinity College de Cambridge é misto e sua função principal é a de cantar serviços corais na capela Tudor do Trinity College, Cambridge. Em janeiro de 2011, a revista Gramophone nomeou-o como o quinto melhor coro do mundo.

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

1 Magnificat
Composed By – Walton*
3:57

2 Never Weather-Beaten Sail
Composed By – Parry*
3:22

Psalms Of David
Composed By – Schütz*
3 Der Herr Sprach Zu Meinem, Herren 3:21

4 I Was Glad
Composed By – Purcell*
4:08

5 Ubi Caritas
Composed By – Duruflé*
2:30

6 Tota Pulchra Es
Composed By – Duruflé*
2:24

Lobet Den Herrn
Composed By – Bach*
7 I Lobet Den Herrn BWV.320 4:56
8 II Hallelujah! 1:18

9 Seigneur, Je Vous En Prie
Composed By – Poulenc*
1:23

10 Exultate Deo
Composed By – Poulenc*
2:47

11 Requiem – In Paradisum
Composed By – Fauré*
3:37

Der Geist Hilft Unsrer Schwachheit Auf, BWV.226
Composed By – J.S. Bach*
12.1 I Der Geist Hilft Unsrer Schwachheit Auf 3:25
12.2 II Der Aber Die Herzen 2:12
12.3 III Du Heilige Brunst 1:45

13 Hear My Prayer
Composed By – Purcell*
2:57

14 Judas Mercator
Composed By – Victoria*
2:12

15 Unus Ex Discipulis
Composed By – Victoria*
2:31

16 O Sacrum Convivium!
Composed By – Messiaen*
4:34

17 Eternal Father
Composed By – Stanford*
6:28

18 Geistliches Lied
Composed By – Brahms*
4:50

19 There Is No Rose
Composed By – Anon*
2:18

20 Of The Father’s Heart
Composed By – Anon*
2:29

21 Sweet Was The Song
Composed By – Anon*
2:19

22 Requiem – Sanctus
Composed By – Fauré*
3:26

The Choir Of Trinity College Of Cambridge
Richard Marlow ‎

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Isso foi o que encontrei no Google ao digitar Glorious Trinity. A gloriosa Троицкий собор fica em Pskov.

PQP

Les sons et les parfums: Música Francesa para Piano – Janina Fialkowska ֎

Les sons et les parfums: Música Francesa para Piano – Janina Fialkowska ֎

Tailleferre | Fauré | Poulenc

Chabrier | Debussy | Ravel

Peças para Piano

Janina Fialkowska

 

Depois de 13 dias caminhando todas as tardes por mais do que uma hora, meu joelho direito definitivamente zangou-se. Amanheceu com cara de poucos amigos e rangeu alto – botou-me de molho. Eu conheço a peça, reconheci o abuso e o tratei da melhor forma que pude – gelo e diclofenaco dietilamônio em gel. E pernas para o ar, que essa é a melhor das medicinas nestes casos. Dois dias de inatividade melhoraram o humor de meu parceiro joelho e assim consegui uns tantos minutos de pedaladas, espero que isso não me incorra em algum pedido de impedimento. Ao voltar para casa, depois do ritual de assepsia com álcool gel, água sanitária, que meu saudoso pai chamava quiboa, nos sapatos e tudo o mais. Atirei-me ao sofá e pus-me a escolher algum disquinho para embalar o fim da tarde, que a brisa vinda pela porta da varanda fica brincando com as cortinas e tudo fica muito propício. A patroa andava entretida em uma aula no zoom e eu não quis abusar da sorte – tratei de pegar qualquer coisa que já estava no pendrive espetado no sistema e dei com este disco de sugestivo nome ‘Les sons et les parfums’.

As primeiras notas do Noturno chegaram com uma lufadinha de brisa que veio da varanda para o sofá e tudo conjurou para que eu gostasse muito do disco, que foi ficando cada vez melhor.

Uma mistura de peças mais conhecidas, entremeadas por outras menos famosas, mas não menos charmosas.

Um crítico mencionou que já ouviu interpretações mais sutis dessas peças e eu acredito. A Janina tem uma certa objetividade, uma clareza na interpretação, que me soa mais como virtude do que falta. Assim, decidi compartilhar tudo com vocês.

Fialkowska nasceu no Canadá, onde começou seus estudos, mas foi a Paris, onde estudou com Yvonne Lefébure e passou também por Nova York, onde estudou com Sacha Gorodnitzki, na Juilliard School. Em 1974 ganhou um importante prêmio e com isso ganhou a atenção de Arthur Rubisnstein, que se tornou assim uma espécie de mentor e ela passou a ser identificada como intérprete de Chopin.

Neste disco os compositores mais conhecidos são Debussy e Ravel, cujas peças dominam a segunda parte. Isso é bom, mas as quatro primeiras delas, de Germaine Tailleferre, Gabriel Fauré, Francis Poulenc e Emmanuel Chabrier, são belíssimas. A Habanera, de Chabirer, que evoca a música espanhola, apesar do nome, está tocando agora… Portanto, não demore nem mais um pouco e vá logo baixando o arquivo.

Germaine Tailleferre (1892 – 1983)

  1. Impromptu

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

  1. Noturno No. 4 em mi bemol maior, Op. 36

Francis Poulenc (1899 – 1963)

  1. Intermezzo em lá bemol maior, FP118

Emmanuel Chabrier (1841 – 1894)

  1. Habanera

Claude Debussy (1862 – 1918)

  1. Poissons d’or (de Images pour piano, livre 2, No. 3)
  2. Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir (de Préludes, livre 1)
  3. Reflets dans l’eau (de Images pour piano, livre 1, No. 1)
  4. Clair de Lune (da Suite Bergamasque)

Maurice Ravel (1875 – 1937)

  1. Jeux d’eau

Sonatine

  1. Modéré
  2. Mouvement de menuet
  3. Animé

Janina Fialkowska, piano

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Cet affectueux parcours dans sa mémoire musicale évoque un portrait vibrant de Paris pendant la jeunesse de Mme Fialkowska, alors que « Poulenc et Tailleferre étaient encore très vivants et que les âmes de Ravel, Debussy et Fauré étaient toujours omniprésentes ».

Esta viagem afetuosa na memória musical evoca um retrato vibrante de Paris durante a juventude de Mme Fialkowska, quando “Poulenc e Tailleferre ainda estavam muito vivos e as almas de Ravel, Debussy e Fauré ainda eram onipresentes”.

Gramophone – Awards Issue 2019

This programme, selected with such care and affection, is imbued with the character, style and intelligence which are the hallmarks of Fialkowska’s playing… Fialkowska brings to bear an extraordinary variety of touch, producing sounds that seem tailored to their respective pieces…There’s simply no one quite like her.

Tailleferre was the only woman in the group of French composers, Les Six. Encouraged and inspired by her friends – including Poulenc and Ravel – she wrote many of her most important works during the 1920s, including her first Piano Concerto, the Harp Concertino, the ballets ‘Le marchand d’oiseaux’ and ‘La nouvelle Cythère’. She was composing and playing piano right up until her death at the age of 91.

Aproveite!

René Denon

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Coleção de Peças Francesas para Piano – Arthur Rubinstein

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

Um excelente disco de Nicola Benedetti, que, apesar do nome, é escocesa. Neste Fantasie, seu quarto álbum, ela apresenta uma seleção de peças para violino que são muito amadas e que formam uma impressionante demonstração de qualidade interpretativa. A combinação de peças virtuosísticas de influência cigana com meditações e canções introspectivas funcionou maravilhosamente e mostram a maturidade de Benedetti. Ela foi vencedora do concurso de jovens músicos da BBC e depois estabeleceu uma carreira fantástica com grandes orquestras do Reino Unido, EUA e Japão, recebendo elogios por suas ousadas interpretações de concertos como os de Tchaikovsky, Mendelssohn, Sibelius, Glazunov e Szymanowski. Para Fantasie, Benedetti deixou de lado os grandes concertos para explorar algumas obras do recital padrão, mas também incluindo músicas não tão conhecidas, como a linda The Lark Ascending, de Vaughan Williams, uma das maiores obras para violino que, nos últimos três anos, foi eleita a peça favorita de música clássica da inglesa Classic FM, mas ainda pouco divulgada fora das ilhas.

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

1 Zigeunerweisen Op.20
Composed By – Pablo de Sarasate
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
8:59

2 The Lark Ascending
Composed By – Ralph Vaughan Williams
Conductor – Andrew Litton
Leader – Vesselin Gellev
Orchestra – The London Philharmonic Orchestra
15:57

3 Introduction And Rondo Capriccioso In A Minor
Composed By – Camille Saint-Saëns
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
9:19

4 Meditation From “Thais”
Composed By – Jules Massenet
Conductor – Daniel Harding
Leader – Carmine Lauri
Orchestra – The London Symphony Orchestra
5:39

5 Tzigane
Composed By – Maurice Ravel
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
10:02

6 Spiegel Im Spiegel
Composed By – Arvo Pärt
Piano – Alexei Grynyuk

7 Vocalise Opus 34 No.14
Composed By – Sergey Rachmaninov*
Piano – Alexei Grynyuk
6:11

8 Apres Une Reve
Composed By – Gabriel Fauré
Piano – Alexei Grynyuk

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Se eu tocasse como Nicola, sorriria assim

PQP

Gabriel Fauré (1845 – 1924) · ∾ · Quartetos com Piano · ∾ · Fauré Quartett ֍

Gabriel Fauré (1845 – 1924) · ∾ · Quartetos com Piano · ∾ · Fauré Quartett ֍

Gabriel Fauré

Quartetos com Piano

Algumas Canções

Fauré Quartett

 

O lançamento deste disco foi ontem (escrevo na linda tarde de 2 de outubro de 2020) e deixou-me assim, um pouco surpreso.

O Fauré Quartett é formado por Konstantin Heidrich (violoncelo), Erika Geldsetzer (violino), Sascha Frömbling (viola) e Dirk Mommertz (piano). Estes quatro músicos alemães formaram este conjunto de câmera há 25 anos, quando estudavam em Karlsruhe. A escolha do nome se deve ao fato de que naquele ano de 1995 comemorava-se os 150 anos de nascimento do Gabriel e a música deste ótimo compositor francês os reuniu e mostrou a possibilidade de assim atuarem profissionalmente.

Minha surpresa vem do fato de que, apesar do nome, o grupo ainda não havia registrado as peças do homônimo compositor. Realmente, eles gravaram os quartetos de Mozart, de Brahms, e realizaram outros interessantes e ousados projetos para a Deustche Grammophon, mas nada de Fauré, até ontem…

Parece que eles passaram 25 anos se preparando para realmente fazer jus à música que tanto os inspirou. Posso vos garantir que valeu a espera. O disco é excelente.

O pianista do grupo, Dirk Mommertz, explica que os membros do grupo estão realmente muito conectados e isto gera algum risco: manter exatamente aquilo que uma música como a de Fauré precisa, o imprevisível, uma sensação de estar no ar, de leveza, mas também a profundidade que está dentro dela.

Dame Janet Baker

Veja como o Google tradutor do alemão verteu a mensagem de lançamento do álbum: O lançamento do novo disco é iminente! Estamos comemorando 25 anos do Quarteto Fauré. É por isso que Gabriel Fauré pode ser ouvido no CD. Muito! Seus dois quartetos de piano, Op. 15 e Op. 45, são adoçados com cinco canções: Notre Amour, Les Berceaux, Après un rêve, Clair de lune e Mandolin em um arranjo agradável de Dietrich Zöllner. O CD estará disponível a partir de 2 de outubro!

Gérard Souzay

 

 

Adoçados (versüßt) pode não ser muito elogioso para nossos ouvidos, mas tenho certeza que o contexto cultural alemão deve ser diferente. Digo isso por que achei os arranjos de impecável bom gosto. Acrescentei no arquivo que você já deve estar baixando gravações das canções Les Berceaux, Après un rêve, Clair de lune e Mandolin, nas vozes excepcionais de Gerard Souzay e Janet Baker, para que você compare e tire as suas próprias conclusões.

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

Quarteto com Piano No. 2, Op. 45

  1. Allegro molto moderato
  2. Allegro molto
  3. Adagio non troppo
  4. Allegro molto

Canções arranjadas para Quarteto com Piano (Dietrich Zöllner)

  1. Notre Amour
  2. Les Berceaux
  3. Après un rêve
  4. Clair de lune
  5. Mandoline

Quarteto com Piano No. 1, Op. 15

  1. Allegro molto moderato
  2. Scherzo. Allegro vivo – Trio
  3. Adagio
  4. Finale. Allegro molto

Fauré Quartett

Konstantin Heidrich, violoncelo

Erika Geldsetzer, violino

Sascha Frömbling, viola

Dirk Mommertz, piano

Extra – Canções

  1. Les Berceaux [Janet Baker]
  2. Après un rêve [Janet Baker]
  3. Après un rêve [Gerard Souzay]
  4. Clair de lune [Gerard Souzay]
  5. Mandoline [Gerard Souzay]
  6. Mandoline [Janet Baker]

Janet Baker e Geoffrey Parsons (piano)

Gerard Souzay e Jacqueline Bonneau (piano)

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E o pessoal está rindo à toa…

E o pianista do Fauré Quartett continua explicando: “One discovers much that is wonderful in Fauré’s music, from the darkest depths in the slow C minor movement, to the airiness and cheerfulness of some of the art songs we arranged and recorded” […] It is “incredibly challenging to cope with such emotional fluctuations along with all the imponderables as a member of an ensemble that has been rehearsing this music for over twenty years now. But it is exactly this that has perhaps driven us to rethink just about everything as much as possible. You have to look for a truth that offers validity.”

Na minha opinião, eles saíram-se brilhantemente do desafio!

Aproveite!

RD

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Gabriel Fauré (1845-1924): Sonatas para Violino – Krysia Osostowicz & Susan Tomes

Gabriel Fauré (1845-1924) – Violin Sonatas – Shlomo Mintz, Yefim Bronfman

Gabriel Fauré (1845-1924) – Violin Sonatas – Shlomo Mintz, Yefim Bronfman

Mas que danado de CD bonito, meus queridos… que dupla!!! Provavelmente uma das melhores gravações destas obras…

Dia destes o colega René Denon apresentou uma outra gravação da Primeira Sonata de Gabriel Fauré, mas essa obra é tão linda que me dá a liberdade de trazer para para os senhores uma outra possibilidade de leitura, mais antiga, mas com os então tão jovens Shlomo Mintz e Yefim Bronfman. Por algum motivo inexplicável me veio a cabeça estes versos daquela belíssima canção do Johnny Alf, imortalizada na voz de João Gilberto:

“Ah, se a juventude que essa brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só
Pra ser um sonho”

Sim, porque o que sinto ouvindo esse CD é uma brisa soprando, empurrando a dor e o lamento para longe, ainda mais nestes tão tristes tempos em que estamos vivendo.

Gabriel Fauré viveu em um período de transformações sociais intenso, quando nasceu Chopin ainda era vivo, e quando morreu, aos 79 anos de idade, o mundo já conhecia o atonalismo e o Jazz, e recém passara por uma violentíssima Grande Guerra, que ceifou milhões de vidas.  Além de compositor, Fauré foi educador e influenciou toda uma geração de músicos e compositores, vindo inclusive a receber um prêmio das mãos do Presidente francês pela sua importância na história da cultura francesa.

Então vamos deixar que estes dois excepcionais músicos nos apresentem estas belíssimas obras e nos ajudem a encarar a nossa triste realidade com um pouco mais de luz e esperança.

Gabriel Fauré (1845-1924) – Violin Sonatas – Shlomo Mintz, Yefim Bronfman

01. Violin Sonata op.13 – I. Allegro molto
02. Violin Sonata op.13 – II. Andante
03. Violin Sonata op.13 – III. Allegro vivo
04. Violin Sonata op.13 – IV. Allegro quasi presto
05. Violin Sonata op.108 – I. Allegro non troppo
06. Violin Sonata op.108 – II. Andante
07. Violin Sonata op.108 – III. Final. Allegro non troppo

Shlomo Mintz – Violin
Yefim Bronfman – Piano

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Debussy / Fauré / Poulenc / Ravel: ‘Fantasque’ – Sonatas para Violino – Franziska Pietsch, violino – Josu De Solaun, piano

Debussy / Fauré / Poulenc / Ravel: ‘Fantasque’ – Sonatas para Violino – Franziska Pietsch, violino – Josu De Solaun, piano

Fauré – Debussy

Ravel – Poulenc

Sonatas para Violino

Franziska Pietsch, violino

Josu De Solaun, piano

Um disco FANTASQUE! Com sabor gálico! Eu disse gálico, não gárlico… Brincadeiras à parte, temos aqui um disco maravilhoso reunindo quatro sonatas para violino e piano de quatro mestres franceses, compostas ao longo de um período de perto de 70 anos. Da Sonata No. 1 de Gabriel Fauré, composta em sua juventude, passamos para a Sonata para violino de Debussy, escrita quando ele já estava no fim de sua vida e faz parte de um conjunto planejado para seis sonatas, das quais apenas três chegaram a ser completadas. Depois a segunda sonata de Ravel, pois acabaram descobrindo uma primeira sonata mais de juventude, e a sonata de Poulenc, já mais modernosa, mas ainda com todos as características da tradição de sonatas para violino francesas.

Franziska…

Claro, há outras belíssimas sonatas que poderiam ter chegado ao disco, como a de César Franck, que nasceu em Liège, mas classifica para nossas ‘sonatas francesas’, para citar apenas uma. Para que olhar para a grama verde do vizinho, se já temos aqui um painel esplêndido para um recital e tanto, não acham?

Falando um pouco nos intérpretes, Franziska Pietsch é violinista nascida em Berlim Oriental de uma família de músicos, foi criança prodígio. Mudou-se para Berlim Ocidental em 1986 e estudou com Ulf Hoelscher e depois com Dorothy DeLay, na Julliard School, em Nova Iorque. Foi spalla em várias orquestras e também atou com solista e como musicista de câmera.

 

Josu

O pianista Josu De Solaun é um pianista espanhol que ganhou o primeiro prêmio em uma edição da Competição Internacional de Piano de Bucareste, como antes dele o fizeram Radu Lupu e Elisabeth Leonskaja. Seus principais professores foram Nina Svetlanova e Horacio Gutiérrez.

O libreto que está no pacote tem muito bom texto escrito pelo De Solaun, no qual ele explica a escolha do repertório do disco feita pela dupla de músicos: ‘Debussy e seu mundo de sonhos aforísticos; a mistura de humor sardônico com a sensualidade e gravitas sutilmente disfarçada de Poulenc; a urbanidade eclética, pastoral, melancólica de Ravel; e a nostálgica finesse e a aristocrática verve de Fauré’.

Realmente, um disco muito, muito bom. Dos adjetivos usados pelo De Solaun, sensualidade é o que transparece no som produzido pela dupla. Achei, na primeira audição, que o andamento escolhido era um pouquinho lento, mas depois, me rendi completamente. Gostei demais. Especialmente da sonata do Ravel. O movimento lento, um Blues, moderato, é especial. E a maneira como o piano e o violino provocam um ao outro, logo no início do último movimento, vale o disco. Não se faça de rogado, estes dois músicos não são ícones dos seus respectivos instrumentos, mas são espetaculares!

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

Sonata para violino No. 1 em lá maior, Op. 13

  1. Allegro molto
  2. Andante
  3. Allegro vivo
  4. Allegro quasi presto

 

Claude Debussy (1862 – 1918)

Sonata para violino em sol menor

  1. Allegro vivo
  2. Intermède: fantasque et léger
  3. Finale: três animé

Maurice Ravel (1875 – 1937)

Sonata para violino No. 2 em sol maior

  1. Allegretto
  2. Moderato
  3. Perpetuum mobile. Allegro

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Sonata para violino

  1. Allegro con fuoco
  2. Très lent et calme
  3. Presto tragico – Strictement la double lent

Franziska Pietsch, violino

Josu De Solaun, piano

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MP3 | 320 KBPS | 199 MB

O título do álbum foi encontrado no movimento lento da Sonata de Debussy. Boa inspiração! Aproveite!

René Denon

Carmen Fantasy – Anne-Sophie Mutter, James Levine, Wiener Philharmoniker

Espetacular CD dessa exímia e extraordinária violinista, em um repertório montado para ela mostrar a que veio. Não sobra pedra sobre pedra.

Com o perdão do exagero, este talvez seja o melhor disco que ela gravou em toda sua carreira, daqueles que servem para mostrar que ela não era apenas mais um rostinho bonito. Os destaques são, é claro, as obras de Pablo de Sarasate, que ela toca com uma perícia e uma técnica absolutamente estonteante. A “Tzigane” de Ravel, também é imperdível, mostrando como Mutter definitivamente não temia desafios, alíás, até hoje não os teme. Ela passa da loucura de Sarasate para a delicadeza de  Wieniawski, para logo em seguida nos levar ao devaneio de Massenet na “Meditation de Thais”, e à descontrução da “Carmen” de Bizet que Sarasate promoveu, enfim, ela transita nesse repertório incrível com a segurança e firmeza tipica dos grandes mestres.

Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir sem cansar.

1. Sarasate: Zigeunerweisen, Op.20
2. Wieniawski: Legende, Op.17
3. Tartini: Sonata For Violin And Continuo In G Minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo”
4. Ravel: Tzigane, M.76
5. Massenet: Thaïs / Acte Deux – Meditation
6. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – Introduction. Allegro Moderato
7. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 1. Moderato
8. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 2. Lento assai
9. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 3. Allegro moderato
10. Sarasate: Carmen Fantasy, Op.25 – 4. Moderato
11. Fauré: Berceuse, Op.16

Anne-Sophie Mutter – Violin
Wiener Philharmoniker
James Levine – Conductor

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Edward Elgar – Cello Concerto – Sheku Kanneh-Mason, Simon Rattle, LSO

Link atualizado !!!!

Monge Ranulfus, em seu retiro espiritual em alguma capital do litoral brasileiro, assim se referiu a este músico:

“Ele DIZ a música – e para mim esse o diferencial central que me faz reconhecer alguém como grande músico. Eu diria que ele enuncia frase por frase o discurso que essa música pretende ser… e com isso consegue fazer Elgar, que é um compositor apenas mediano, soar como um grande compositor. Consegue extrair profundidade de frases melódicas que seriam banais, em uma interpretação menor. “

Em se tratando do Concerto de Elgar, bem, o nível é bem elevado. Apenas para começo de conversa, lembro da recente excelente gravação de Alisa Weilerstein com o Daniel Baremboim / Staatskapelle Berlin, e claro, a gravação histórica de Jaqueline Du Pré ao lado de John Barbirolli / LSO. Isso para ficarmos em apenas duas. Ah, claro, estou esquecendo da pequena notável Sol Gabetta.

Mas o nome em questão aqui é o de Sheku Kanneh-Mason, uma revelação britânica de apenas 20 anos de idade. Assim a revista Grammophone descreve o artista: “Young artist, old soul”. Aliás, o último número desta conceituada revista dedicada algumas páginas ao jovem artista.

Ouvindo com atenção esta gravação, entendi o que o nosso Ranulfus quis dizer em seu comentário. Sheku tem uma abordagem mais sensível, não tão intensa quanto a de Du Pré, que nos dá a impressão de sangrar os dedos quando está tocando tal a força que ela imprime às notas. O jovem britânico nos dá uma outra possibilidade de leitura, e estou encantado com esta sua abordagem. Claro, a cumplidade da orquestra e do maestro também ajudam. Sir Simon Rattle e a Sinfônica de Londres já devem ter tocado este concerto tantas vezes que ele já se inseriu no DNA da orquestra e do próprio maestro. Por isso eles soam tão naturais e perfeitos. Nada a acrescentar nem para tirar.

Tenho a certeza de que ainda iremos falar muito deste jovem violoncelista.

1 Traditional: Blow The Wind Southerly (Arr. Kanneh-Mason)

2 Elgar: Variations on an Original Theme, Op. 36 “Enigma” – 9. Nimrod (Adagio) (Arr. Parkin)

3 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 1. Adagio – Moderato
4 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 2. Lento – Allegro molto
5 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 3. Adagio
6 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 4. Allegro

7 Elgar: Romance in D Minor, Op. 62 (Arr. Parkin)

8 Bridge: 4 Short Pieces, H. 104 – 2. Spring Song (Arr. Parkin)

9 Traditional: Scarborough Fair (Arr. Parkin)

10 Bloch: Prelude, B 63

11 Bloch: From Jewish Life, B 54 – 1. Prayer (Arr. B. Kanneh-Mason)

12 Fauré: Elégie in C Minor, Op. 24 (Arr. Parkin)

13 Klengel: Hymnus, Op. 57

Sheku Kanneh-Mason – Cello
London Symphony Orchestra
Sir Simon Rattle – Conductor

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Coleção de Peças Francesas para Piano – Arthur Rubinstein

Coleção de Peças Francesas para Piano – Arthur Rubinstein

 

Música Francesa para Piano

Arthur Rubinstein

 

 

O que você faz, depois que vai para casa?

The CD is on the table!

Eu sempre penso nisto quando imagino os grandes artistas em seus momentos, digamos assim, mais mundanos. É claro, a pergunta aplica-se a outras gentes e é possível que os hábitos domésticos, os interesses além daqueles estritamente profissionais, revelem mais sobre as pessoas do que aquilo que é público, aquilo que todos sabem sobre elas.

Pois fico imaginando como teria sido Arthur Rubinstein chegando em casa após um cansativo dia de gravações com uma enorme orquestra, um regente cheio de ideias diferentes das suas sobre o concerto que estão gravando. O produtor Max Wilcox atarefado com as faixas selecionadas para audição, o orçamento já em vias de estourar.

Então, chegar em casa, passar dos sapatos para os chinelos, um golinho de xerez, talvez, um lanchinho leve, por certo. Nada interessante na TV. Pronto, agora a noite já caiu de vez e a porta que dá para a sacada está aberta e deixa entrar uma brisa que além de balançar as cortinas esvoaçantes, traz um aroma das flores que só recendem à noite, assim como um restinho de luar. Pois não é que o clima se mostra então propício à música. O piano ali pertinho, sobre o velho tapete vermelho, sorri convidativamente com suas amareladas e amigas teclas. Música então, pensa nosso hipotético Arthur. O que tocaria para si próprio ou pequena e íntima companhia? Chopin? Nãh… muito pedido por todos. Beethoven, Schubert, Mozart? Não de novo, muito germânicos para a noite quase latina. E como era boa a convivência com os amigos franceses, colegas pianistas e queridos compositores. Jantares nas casas de uns, passeios nos arredores de Paris com adoráveis piqueniques. Assim, nosso pianista resolve tocar umas peças francesas, cheias de charme, de alegria e de muita elegância.

As Valses nobles et sentimentales do Maurice são mais conhecidas na versão para orquestra e merecidamente. Mas na falta da orquestra, Arthur vai de piano mesmo, que ele é capaz de recriar com seu instrumento a riqueza da partitura de Ravel. Mas as valsas foram originalmente escritas para piano e inspiradas pelas Valses sentimentales e as Valses nobles de Schubert. No entanto, diferentes das peças de Schubert, as de Ravel formam uma coleção de oito valsas que se emendam umas nas outras, fluindo num todo, passando por seções tempestuosas, langorosas, até a peça final onde as anteriores são recapituladas. A coleção teve sua estreia em um concerto da Sociedade Musical Independente, interpretadas por Louis Aubert, amigo de Ravel dos dias do conservatório. O concerto foi arranjado de forma que as pessoas não sabiam os nomes dos compositores das peças e eram estimuladas a adivinharem os autores. As tentativas muito divertiram Ravel. Entre elas surgiram nomes como Kodály, Satie, Chopin ou mesmo Mozart.

Poulenc ainda muito jovem e servindo durante a guerra, arranjou tempo para compor essas Mouvements perpétuels e conseguiu as enviar para Ricardo Viñes estreá-las em um concerto de fevereiro de 1919. Estes concertos misturavam diferentes artes, com poesia e exposições de pinturas além de música. Essas peças foram um sucesso imediato e mesmo muitos anos depois, sempre as ouvindo, quando perguntado como ele se sentia sobre elas, Poulenc respondeu que “ainda podia tolerá-las”.

O Intermezzo foi uma das poucas peças que Poulenc compôs em 1934 e a dedicou a uma querida amiga, a Condessa Marie-Blanche de Polignac, uma música amadora muito aplicada. Rubinstein também era amigo da Condessa e ganhou de Poulenc uma cópia do Intermezzo, com a inscrição “Para Arthur, um retrato de nossa querida Marie-Blanche”.

Ravel recuperava-se das agruras da guerra na casa de campo de Madame Fernand Dreyfus quando encontrou inspiração para compor uma suíte para piano, Le Tombeau de Couperin. Fazia assim simultaneamente um tributo à música francesa antiga e a vários amigos que perdera na guerra. Desta suíte ouvimos aqui a Forlane, lindíssima. A outra peça de Ravel no disco, La Vallée des cloches pertence a outra suíte, Miroirs.

Mais duas lindas peças seguem, um famoso noturno de Gabriel Fauré e outro intermezzo de Poulenc, este composto em 1943.

O disco termina com uma peça “pitoresca”, Scherzo-Valse, de Chabrier, o mais barulhento e histriônico dos compositores (quase amador) francês. Certamente a peça prenuncia sua famosa España. E assim também termina a nossa noite imaginada e transformada em um belíssimo disco, mais um da dupla Rubinstein – Wilcox, o artista e o artístico produtor.

 

Maurice Ravel (1875-1937)

  1. Valses nobles et sentimentales

Francis Poulenc (1899-1963)

  1. Mouvements perpétuels
  2. Intermezzo em lá bemol maior

Maurice Ravel (1875-1937)

  1. Forlane (da Suíte ‘Le Tombeau de Couperin’)
  2. La Vallée des cloches (da Suíte ‘Miroirs’)

Gabriel Fauré (1845-1924)

  1. Noturno em lá bemol maior, Op. 33, 3

Francis Poulenc (1899-1963)

  1. Intermezzo No. 2 em ré bemol maior

Emmanuel Chabrier (1841-1924)

  1. Scherzo-Valse

Arthur Rubinstein, piano

Produção: Max Wilcox

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Ravel colocou uma citação de Henri de Regnier no auto das Valses nobles et sentimentales: “… le plaisir delicieux et toujours nouveau d’une occupation inutile…” (… o prazer delicioso e sempre novo de uma ocupação inútil…)

Jurássico, perpétuo! Grande CD! Aproveite!

René Denon

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Gosto muito da música de Gabriel Fauré. Ela soa como um Brahms francês, um Brahms menos denso, mas cheio de elegância e belas melodias. Fico feliz ao ouvi-lo. A música de Fauré também tem sido descrita como uma ligação entre o romantismo e o modernismo, no primeiro quarto do século XX. Quando nasceu, Chopin ainda compunha e, quando morreu, começava-se a ouvir o jazz e a música atonal da Segunda Escola de Viena. O Grove Dictionary of Music and Musicians, que o descreve como o compositor mais avançado da sua geração em França, salienta que as suas inovações harmônicas e melódicas influenciaram a música de muitas gerações. Estes quartetos são belíssimos e a interpretação do Wanderer é digna deles.

Gabriel Fauré: Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Piano Quartet No.1 Op.15
1 Allegro Molto Moderato 9:30
2 Scherzo. Allegro Vivo 5:26
3 Adagio 7:10
4 Finale. Allegro Molto 7:43

Piano Quartet No.2 Op.55 In G Minor
5 Allegro Molto Moderato 11:05
6 Scherzo. Allegro Molto 3:29
7 Adagio Non Troppo 9:50
8 Finale. Allegro Molto 8:07

Trio Wanderer:
Cello – Raphaël Pidoux
Piano – Vincent Coq
Violin – Jean-Marc Phillips-Varjabédian
+ Viola – Antoine Tamestit

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Georges Seurat (1859-1891): Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (estudo)

PQP

Julian & John – Julian Bream e John Williams

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Dois monstros do violão clássico tocando juntos: o inglês Julian Bream e o australiano John Williams.

Preciso dizer mais?

Mais, então, não digo.

Desfrutem!

JULIAN BREAM & JOHN WILLIAMS – JULIAN AND JOHN

William LAWES (1602-1645)

Suíte para dois alaúdes

01 – Corant 1
02 – Alman
03 – Corant 2

Ferdinando Maria Meinrado Francesco Pascale Rosario CARULLI (1770-1841)

Duo em Sol maior para dois violões, Op. 34 no. 2

04 – Largo
05 – Rondo

Ferran (Fernando) SOR i Muntades (1778-1839)

L’encouragement em Sol maior para dois violões, Op. 34 no. 4

06 – Cantabile
07 – Tema con variazioni
08 – Valsa

Isaac Manuel Francisco ALBÉNIZ y Pascual (1860-1909)

09 – Cantos de España, Op. 232 – No. 4: Córdoba

Enrique GRANADOS y Campiña (1867-1916)

10 – Goyescas – Intermezzo

Manuel de FALLA y Matheu (1876-1946)

11 – “La Vida Breve” – Danza española

Joseph-Maurice RAVEL (1875-1937)

12 – Pavane pour une Infante Défunte

Gabriel Urbain FAURÉ (1845-1924)

Dolly, Suíte Op. 56

13 – Berceuse
14 – Mi-a-ou
15 – Le Jardin de Dolly
16 – Kitty-Valse
17 – Tendresse
18 – Le pas espagnol

Enrique GRANADOS y Campiña

19 – Danças Espanholas, Op. 37 – no. 2: Oriental

Julian Bream e John Williams, arranjos e violões

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Eis o OUTRO John Williams famoso, compositor estadunidense de trilhas sonoras, e que tá de saco cheio de que lhe peçam para tocar um violãozinho
Eis o OUTRO John Williams famoso, o compositor estadunidense de trilhas sonoras, que está de saco cheio de que lhe peçam para tocar um violãozinho

Vassily Genrikhovich

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

51a7Y69Z7oLNão, você não leu errado: estas são as gravações completas dos legendários violinistas Joachim e Sarasate, feitas no começo do século XX.

Sim, Joachim: aquele que estreou sob a batuta de Felix Mendelssohn e consolidou o Concerto Op. 61 de Beethoven no repertório, que escreveu dezenas de cadenzas para concertos alheios, fundador de uma importante escola pedagógica, amigo de Schumann e de Brahms, e consultor deste último nas obras concertantes para violino.

E sim, ele mesmo: Sarasate, o mais célebre dos violinistas do século XIX depois de Paganini, receptor das dedicatórias da Sinfonia Espanhola de Lalo, do Concerto no. 2 de Wieniawski, do Concerto no. 3 e Introdução e Rondó Caprichoso de Saint-Saëns, entre outros.

De quebra, para fechar o disco, algumas das gravações que Eugène Ysaÿe, o maior violinista de seu tempo, realizou durante uma visita a Nova York em 1912.

Joseph Joachim (1831-1907)
Joseph Joachim (1831-1907)

Joachim tinha 72 anos quando realizou suas gravações – idade avançada para a época – e certamente já não estava no melhor de sua forma, tanto física quanto técnica. As técnicas primitivas de gravações, agravadas pelas dificuldades inerentes à captação do som do violino, ainda mais com as cordas de tripa que eram então a norma, exigem bastante do ouvinte que deseja apreciar a arte deste violinista legendário. As duas peças de Bach para violino solo carregam a distinção de serem as primeiras obras do Pai da Música jamais gravadas. Chamam a atenção também as ornamentações que adicionou, especialmente à bourrée, o uso muito comedido de vibrato (pois a escola fundada por Joachim assim defendia) e o que parece uma entonação distinta, que talvez estivesse em voga na distante década de 1830, quando começou a receber sua educação musical.

Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 - ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.
Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 – ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.

 

Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.
Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.

Comedimento era o que não existia no diminuto corpo de Sarasate, virtuose de fama mundial e compositor de diversas obras feitas sob medida para exibir sua técnica. Diferentemente de Joachim, ele abusa do vibrato e, a julgar por suas gravações, apreciava andamentos insanamente rápidos. O Prelúdio da Partita em Mi maior de Bach, por exemplo, é tocada em velocidade lúbrica, mais rápido até do que era capaz o violinista sexagenário: lá pelo segundo terço ele se perde completamente, como um estudante em pânico na prova, e só vem a se recuperar quando a obra se encaminha para o final (ele parece comentar alguma coisa no fim – talvez uma exclamação desbocada – mas não a consegui entender). O arranjo do Noturno de Chopin permite apreciar um pouco de seu afamado “cantabile”, que pelo jeito abusava do portamento.  No entanto, é em suas próprias obras que o basco parece se sair melhor, principalmente no “Zapateado” e nas famosas “Zigeunerweisen” (Árias Ciganas), aparentemente abreviadas para caberem na gravação – o Adagio acaba bruscamente (em meio a instruções sem-cerimoniosamente faladas pelo intérprete) para dar lugar ao velocíssimo Finale.

Eugene Ysaÿe (1858-1931)
Eugene Ysaÿe (1858-1931)

Já o belga Ysaÿe, aluno dos legendários Vieuxtemps e Wieniawski em Bruxelas, viveu até os anos 30. Por isso, deixou um legado maior de gravações, que nos soam mais modernas e muito mais satisfatórias que as de Sarasate e Joachim – mérito, também, da impressionante evolução das técnicas de gravação. O movimento final do Concerto de Mendelssohn, apesar dos cortes necessários para que coubesse num lado de um LP de 78 rpm, é bastante bom, e a famosa elegância do estilo de Ysaÿe fica evidente, apesar de algumas escorregadelas. Lembremo-nos de que as gravações eram feitas em uma só tomada, e o alto custo da mídia não permitia o luxo de repetir tomadas a bel-prazer.

Ysaÿe e o pianista Camille de Creus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912)
Ysaÿe e o pianista Camille Decreus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912). Reparem no cone que fazia as vezes de microfone

 

Espero que apreciem estas gravações preciosas que permitem, pelo menos àqueles que lhe relevam os ruídos de superfície inerentes às limitações técnicas da época, uma fascinante viagem aural ao passado.

JOSEPH JOACHIM – THE COMPLETE RECORDINGS (1903)
PABLO DE SARASATE – THE COMPLETE RECORDINGS (1904)
EUGÈNE YSAYE – SELECTED RECORDINGS (1912)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – Partita no. 1 em Si menor para violino solo, BWV 1002 – Bourrée
02 – Sonata no. 1 em Sol menor para violino solo, BWV 1001 – Adagio

Joseph Joachim, violino
(1903)

Joseph JOACHIM (1831-1907)

03 – Romance em Dó maior para violino e piano

Johannes BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

04 – Dança Húngara no. 1 em Sol menor
05 – Dança Húngara no. 2 em Ré menor

Joseph Joachim, violino
Pianista desconhecido
(1903)

Pablo Martín Meliton de SARASATE y Nevascués (1844-1908)

06 – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20
07 – Capricho Basco, Op. 24
08 – Introdução e Capricho Jota, Op. 41
09 – Introdução e Tarantela, Op. 43
10 – Zortzico Miramar, Op. 42
11 – Danças Espanholas, Op. 21 – no. 2: Habanera
12 – Danças Espanholas, Op. 26 – no. 2: Zapateado

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

13 – Noturnos, Op. 9 – no. 2 em Mi bemol maior (transcrição de Sarasate para violino e piano)

Pablo de Sarasate, violino
Pianista desconhecido
(1904)

Johann Sebastian BACH

14 – Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006 – Prelúdio

Pablo de Sarasate, violino
(1904)

Emmanuel Alexis CHABRIER (1841-1894)

15 – Pièces pittoresques para piano – no. 10: Scherzo-Valse em Ré maior (transcrito por Ysaÿe para violino e piano)

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

16 – Berceuse, Op. 16

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)

17 – Concerto em Mi menor para violino e orquestra, Op. 64 – Finale: Allegro molto (redução abreviada para violino e piano)

Henryk WIENIAWSKI (1835-1880)

18 – Duas Mazurkas para violino e piano, Op. 19

Johannes BRAHMS, arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

19 – Dança Húngara no. 5 em Sol menor

Eugène Ysaÿe, violino
Camille Decreus, piano
(1912)

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BÔNUS: vocês sabiam que não há só uma, mas DUAS gravações de Johannes Brahms ao piano? Claro que o som é precaríssimo, pois elas são de 2 de dezembro de 1889 (imaginem, menos de um mês após a Proclamação de República no Brasil!). Brahms toca uma de suas Danças Húngaras e um trecho de uma polca de Josef Strauss. Este vídeo do pianista Jack Gibbons, que tem um dos melhores canais de YouTube para amantes do piano, guia-nos nessa experiência aural a um só tempo difícil e privilegiada:

Sarasate, o ligeirinho
Sarasate, o ligeirinho

Vassily Genrikhovich

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nº 1 & 2 / Noturno Nº 4

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nº 1 & 2 / Noturno Nº 4

IM-PER-DÍ-VEL !!!

PQP Bach tem lá suas manias. Uma delas é de considerar Fauré superior a Debussy. Ouçam este disco! Que repertório maravilhoso! Kathtyn Stott é uma intérprete internacionalmente reconhecida da música para piano de Fauré. Trata-se de uma especialista. Há muito tempo ela queria gravar os dois quartetos para piano do compositor, mas estava procurando o grupo certo. Ela descobriu o Hermitage String Trio, um conjunto com o qual ela passou a fazer turnês. Aos quartetos são acrescentados de um trabalho para piano solo de Fauré, o Noturno Nº 4. A pianista inglesa e os russos do Hermitage funcionam muito bem juntos. Os movimentos lentos, no entanto, são estranhos, parecem tensos, como se Stott quisesse um tempo e os russos outro, mas talvez seja apenas uma impressão minha. Mas ficou lindo! A leitura de Stott do Noturno Nº 4 de Fauré é sensível e bonita. Apesar de minha pequena restrição, este é um disco que desafia as grandes performances do passado.

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nº 1 & 2 / Noturno Nº 4

Piano Quartet No. 1 in C minor, Op. 15

1 1. Allegro molto moderato 09:12
2 2. Scherzo. Allegro vivo 05:17
3 3. Adagio 06:47
4 4. Allegro molto 07:52

Piano Quartet No. 2 in G minor, Op. 45

5 1. Allegro molto moderato 10:52
6 2. Allegro molto 03:29
7 3. Adagio non troppo 11:20
8 4. Allegro molto – Più mosso 08:36

9 Nocturne No. 4 in E flat major, for solo piano, Op. 36 08:17

Kathryn Stott, piano
The Hermitage String Trio

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Eu gosto de Fauré e de Manet.

PQP

Debussy / Ravel / Fauré: Quartetos de Cordas // Quartetos Ébène & Budapest

Debussy / Ravel / Fauré: Quartetos de Cordas // Quartetos Ébène & Budapest

Quartetos de Cordas

Debussy – Fauré – Ravel

Quarteto Ébene

&

Quarteto Budapest

Antes de conhecer a música, conheci a história. Era uma vez um tempo em que os livros eram mais acessíveis do que as gravações. Foi então que eu li a história de uma pessoa que achou um disco, sem capa, com o selo ilegível. Após um mínimo de limpeza, coloca o disco na vitrola e ouve uma frase tocada por um instrumento de cordas, num registro bem baixo. A frase é prolongada e pontuada pelo pizzicato de quatro notas ascendentes. A frase é então repetida por um terceiro instrumento de cordas e aí tudo mergulha numa sequência maravilhosa, um andantino, doucement expressif. Um quarteto de cordas, música como ele nunca houvera experimentado. Como eu desejei essa música.

O contador dessa história é Érico Veríssimo, um dos nomes mais importantes da (nossa e dos outros também) literatura. Aqui está o trecho das memórias de Erico, na íntegra: “Por aquele tempo eu havia descoberto – não me recordo em que velha gaveta, baú ou porão – um disco fonográfico quebrado, do qual restava apenas uma pequena superfície intacta, perto do rótulo azul, cujos dizeres estavam completamente ilegíveis, como se alguém os tivesse obliterado com a ponta dum prego. Por curiosidade coloquei o disco mutilado na minha vitrola, e pouco depois o que saiu de seu alto-falante, em meio de estalidos e crepitações, foi uma frase musical duma esquisita e inesperada beleza, que me enfeitiçou: a viola desenhava a linha melódica dum andante, cuja melodia me ficou gravada na memória. Que era tocada por um quarteto de cordas, não havia a menor dúvida. Também eu estava certo de que não ouvia a voz de Mozart nem a de Beethoven. Brahms, quem sabe? Não. A música me falava francês e não alemão, italiano ou qualquer outra língua. A frase do quarteto me perseguiu obsessivamente durante todo aquele fim de 1930. Parecia descrever musicalmente o meu estado de espírito naquela época de minha vida: doce e preguiçosa melancolia e ao mesmo tempo um hesitante desejo de fuga ou, melhor, de ascensão…

Só quatorze anos mais tarde, quando já liberto da ópera — para ser preciso em 1944, em San Francisco da Califórnia — é que vim a saber que a frase mágica era o andantino doucement expressif do Quarteto de cordas em sol menor, de Claude Debussy”.

O cara é um bamba, não é mesmo? Dá vontade de ler mais. Então vá, aproveite o embalo, leia o livro todo ao som desta postagem.

A busca pelo Quarteto de Debussy me levou à música de câmera francesa, que é fonte de muito prazer. É música de muita sofisticação e charme e vale profunda investigação. Lembro a postagem que fiz das Sonatas para Violino de Fauré, cujo Quarteto de Cordas, com o Quarteto de Ravel, completa um dos discos desta postagem. Este disco é interpretado pelo Quarteto Ébène e ganhou muitos prêmios na ocasião de seu lançamento. O disco merece todos os prêmios e certamente é uma referência atualíssima para esse rico repertório.

O local de gravação do disco do Quarteto Ébène é estonteante. La Ferme de Villefavard fica na região de Limousin (no Brasil, seria Limãozinho). É uma antiga granja originalmente construída no início do século passado e cuja renovação ficou ao cargo de Albert Yaying Xu, especialista em acústica de renome internacional.

Claude Debussy (1862-1918)

Quarteto de Cordas em sol menor, Op. 10

  1. Animé et très décidé
  2. Assesz vif et bien rythmé
  3. Anadantino, doucement expressif
  4. Très modéré – Très mouvementé

Gabriel Fauré (1845-1924)

Quarteto de Cordas em mi menor, Op. 121

  1. Allegro moderato
  2. Andante
  3. Allegro

Maurice Ravel (1875-1937)

Quarteto de Cordas em fá maior

  1. Allegro moderato – Très doux
  2. Assez vif – Très rythmé
  3. Très lent
  4. Vif et agite

Quatuor Ebène

Pierre Colombet, violino

Gabriel Le Magadure, violino

Mathieu Herzog, viola

Raphaël Merlin, violoncelo

Gravação: Ferme de Villefavard, Limousin, França, 2008
Produção: Etienne Collard

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FLAC | 368 MB

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MP3 | 320 KBPS | 184 MB

Este não é o Q Ébène, mas mostra o local da gravação com um quarteto de cordas.

No entanto, decidi também fazer uma homenagem aos antigos LPs e escolher um deles para ser postado ao lado da gravação mais recente. Após muitas horas de (prazerosa) procura, ouvindo várias gravações, este, aquele e aquele outro, fiquei entre duas opções: Quarteto Italiano e Quarteto Budapest. Vejam, nos dias dos LPs, os quartetos de Ravel e Debussy eram assim, irmãos gêmeos, assim como os concertos para piano de Schumann e de Grieg.

Veja como é linda a capa do LP

A interpretação do Quarteto Italiano é justamente famosa e o disco impressiona pela espetacular beleza sonora. No entanto, a capa do LP original, mais o grão de rusticidade que percebo na versão do Budapest Quartet, me fizeram pender para ele. Creio que o contraste com a gravação do QE será mais impactante. Ganha um doce quem descobrir na foto da capa do CD quais são os irmãos Schneider.

Claude Debussy (1862-1918)

Quarteto de Cordas em sol menor, Op. 10

  1. Animé et très décidé
  2. Assesz vif et bien rythmé
  3. Anadantino, doucement expressif
  4. Très modéré – Très mouvementé

Maurice Ravel (1875-1937)

Quarteto de Cordas em fá maior

  1. Allegro moderato – Très doux
  2. Assez vif – Très rythmé
  3. Très lent
  4. Vif et agite

The Budapest String Quartet

Joseph Roisman, violino

Alexander Schneider, violino

Boris Kroyt, viola

Misha Schneider, violoncelo

Gravação: 1958

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FLAC | 315 MB

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MP3 | 320 KBPS | 131 MB

La Ferme de Villefavard antes de encontrar a fada madrinha…

Vá, baixe os discos, ouça música e mergulhe nessa transversal de cultura. Leia os livros do Veríssimo, pai. Tudo bem, leia o filho que também é muito bom.

Os rapazes de Budapest!

René Denon

 

 

Gabriel Fauré (1845-1924): Sonatas para Violino – Krysia Osostowicz & Susan Tomes

Gabriel Fauré (1845-1924): Sonatas para Violino – Krysia Osostowicz & Susan Tomes
Place du Théâtre français (1898), por Camille Pissarro (1830-1903)

Sonata para violino No. 1 em lá maior, Op. 13

Sonata para violino No. 2 em mi menor, op. 108

A combinação de um instrumento melódico e um instrumento com teclado (piano, pianoforte ou cravo, dependendo da época) é muito apreciada pelos compositores e há uma enormidade de obras-primas com este formato.

Eu tenho uma especial predileção pelas sonatas para violino e piano produzidas por compositores franceses (e adjacências). Essas peças geralmente combinam graça, sutileza, elegância e sofisticação. Este disco traz duas delas: as sonatas de Gabriel Fauré.

Fauré viveu um período de tremendas mudanças, tanto na música quanto nas coisas do mundo. Quando iniciou sua vida de compositor, na década de sessenta do Século XIX, Chopin, Liszt e Wagner eram compositores de vanguarda. Quando morreu, seis anos depois de Debussy, o mundo havia passado pela Primeira Grande Guerra, Schoenberg era a vanguarda na música e até a Sagração da Primavera havia sido estreada.

Gabriel Urbain Fauré, 1907

Fauré foi membro fundador da Société Nationale de Musique, junto com Saint-Saëns (de quem fora aluno), Bizet, Chabrier, Franck e Massenet. A primeira das duas sonata para violino de Fauré teve sua estreia em um dos concertos da Société, que estimulou enormemente a produção de música de câmera francesa.

Compor era apenas uma das muitas atividades musicais de Fauré, que foi organista, professor e diretor do Conservatório de Paris. Em 1905, Maurice Ravel, que era aluno de Fauré, foi eliminado prematuramente de concorrer ao Prix de Roma (uma importante competição que garantia ao vencedor uma estada de um ano estudando em Roma) pela sexta vez. Essa controvérsia acabou com a demissão do antigo diretor do Conservatório e a indicação de Fauré em seu lugar. Ele mudou radicalmente a administração e o currículo do Conservatório. Instituiu bancas com membros externos e independentes para decidir as novas admissões, exames e competições. Isso acabou com antigos privilégios e favorecimentos que eram dados aos alunos particulares dos professores.

Krysia Osostowicz

A primeira sonata foi entusiasticamente recebida em janeiro de 1877 num concerto da Société National de Musique e ganhou uma ótima resenha no Journal de Musique, escrita por Saint-Saëns. A sonata chama a atenção pela sua verve e frescor, revelando a juventude do compositor.

A segunda sonata foi a primeira de uma série de obras-primas camerísticas compostas por Fauré. A sonata tem uma linguagem harmônica mais complexa do que a primeira e transparece as atribulações pelas quais o compositor passava. Fauré, como Beethoven, viveu na surdez seus últimos anos. Além disso, durante a composição da sonata, entre 1916 e 1917, seu filho estava em serviço militar.

Susan Tomes

Mas nada de preocupações, o disco é excelente, as intérpretes, Krysia Osostowicz, violino, e Susan Tomes, piano, são excelentes. Ambas são membros do Quarteto Domus e experts em música de câmera. A produção do disco, aos cuidados de Andrew Keener, é excelente. O selo Hyperion empacota tudo e arremata a encomenda com mais uma de suas capas maravilhosas.

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

Sonata para violino No. 1, em lá maior, Op. 13
  1. Allegro molto
  2. Andante
  3. Allegro vivo
  4. Allegro quasi presto
Sonata para violino No. 2, em mi menor, Op. 108
  1. Allegro non troppo
  2. Andante
  3. Allegro non troppo

Krysia Osostowski, violino

Susan Tomes, piano

Produção: Andrew Keener

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FLAC | 225 MB

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MP3 | 320 KBPS | 114 MB

Aproveite para apreciar a juventude da primeira e a maturidade da segunda sonata!

René Denon

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Entre 2009 e 2010, Cecilia Bartoli foi do Sacrifizio ao Pasticcio, do Olimpo ao Mercado. Após o belíssimo álbum de 2009, Sacrificium, La Bartoli lança agora um CD para angariar mais admiradores e perder outros tantos. O disco é um rolo só. Uma mistura de gêneros, épocas e uma demonstração de um virtuosismo às vezes um tantinho vazio. Gente que conhece ópera ficou incomodada pelos abusos cometidos em Una voce poco fa. A tentativa de Bartoli de se tornar ainda mais popular — e precisa? — esbarrou nas limitações artísticas de um repertório pra lá de estranho e um tratamento pra lá de “modernoso”. A Diva escorregou. Aguardamos para breve sua saída do shopping. Mas as faixas de 5 a 7… Só ela para tanta maravilhosa perfeição.

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

1. Handel – “Lascia la spina cogli la rosa” – Cecilia Bartoli, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski
2. Vivaldi – Gelido in ogni vena – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
3. Giacomelli – Sposa, non mi conosci – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
4. Caldara – Quel buon pastor son io – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
5. Mozart – “Voi che sapete” – Cecilia Bartoli, Wiener Philharmoniker, Claudio Abbado
6. Mozart – “Là ci darem la mano” – Cecilia Bartoli, Bryn Terfel, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung
7. Mozart – Laudate Dominum omnes gentes (Ps. 116/117) – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani
8. Bellini – Ah! non credea mirarti si presto estinto, o fiore – Cecilia Bartoli, Juan Diego Flórez, Orchestra La Scintilla, Alessandro de Marchi
9. Persiani – “Cari giorni” (Romanza der Ines) – Cecilia Bartoli, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
10. Rossini – Una voce poco fa – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
11. Bellini – Casta Diva – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
12. Franck – Panis Angelicus – Cecilia Bartoli, Cinzia Maurizio, Luigi Piovano, Daniele Rossi
13. Gabriel Fauré – Pie Jesu – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani, Daniele Rossi

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano

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Ai, aqueles Mozart me fazem esquecer todo o resto, Cecilia.

PQP

César Franck (1822-1890): String Quartet in D major / Gabriel Fauré (1845-1925): String Quartet in E minor

César Franck (1822-1890): String Quartet in D major / Gabriel Fauré (1845-1925): String Quartet in E minor

Aqui temos dois importantes representantes da música francesa do final do século XIX e início do século XX. Fauré, especificamente, é mais conhecido pelo seu Réquiem, com certeza uma das páginas mais belas da história música, tanto pela pureza, quanto pela simplicidade daquilo que ouvimos. No Réquiem de Fauré, percebemos um senso de equilíbrio, de elegância, clareza, recato poético, o que torna a obra absolutamente arrebatável. Sua música possui uma fragrância inconfundível. César Franck também foi o criador de um estilo bem singular no qual os atributos mais densos podem ser verificados em sua Sinfonia em D menor. Ou seja, nestes dois belos e tristes quartetos de cordas aqui apresentados, temos a oportunidade de descobrirmos um pouco mais do mundo artístico desses dois importantes compositores. Boa apreciação!

César Franck (1822-1890) – String Quartet in D major
01. Poco lento – Allegro
02. Scherzo:Vivace
03. Larghetto
04. Allegro molto

Gabriel Fauré (1845-1925) – String Quartet in E minor
05. Allegro moderato
06. Andante
07. Allegro

Dante Quartet
Krysia Osostowicz, violino
Giles Francis, violino
Judith Busbridge, viola
Bernard Gregor-Smith, violoncelo

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O Dante: não lembro de outro quarteto formado por dois casais
O Dante: não lembro de outro quarteto formado por dois casais

Carlinus

Cesar Frank (1822-1890) – Sonate pour Violin & Piano, Gabriel Fauré (1845-1924) – Sonate pour Violin & Piano, Eduard Lalo (1823-1892) – Symphonie Espagnole – Christian Ferras, Pierre Barbizet

slipcasefrontEste CD faz parte de  uma coleção da gravadora EMI intitulada “Les Introuvables”. Como o meu conhecimento da língua francesa é precário, recorri a meus colegas colaboradores daqui do PQPBach. O monge Ranulfus, ainda em retiro espiritual em uma paradisíaca praia do litoral brasileiro, tradutor da bela língua durante muitos anos, e o russo naturalizado gaúcho (ou seria o contrário?) Vassily Grienrikovich  (sim, ele está voltando, depois de alguns anos meditando, em viagens pela África e pela Europa do Leste e também por alguns rincões distantes do nosso país) me ofereceram então uma bela opção para a tradução desta palavra que não teria similar em português: Inencontráveis. Interessante levando em consideração a proposta da EMI: gravações raras, pouco ou talvez nunca comercializadas. “Tesouros” poderia ser uma opção, mas esta palavra pode ter outras possibilidades de entendimento. Por isso então fico com ‘Inencontráveis’ .

Enfim, este CD traz algumas pérolas discográficas deste grande violinista francês que suicidou-se antes de completar os cinquenta anos de idade.

Começa com a Sonata de Cesar Frank, uma joia do romantismo, talvez a principal obra deste compositor. Em seguida, temos outra pérola, a Sonata de Gabriel Fauré, para concluir com a “Symphonie Espagnole” de Lalo. Ou seja, um repertório basicamente francês.

Espero que os senhores apreciem. Eu gostei muito, principalmente da Sonata de Frank, uma das mais belas e intensas interpretações que já ouvi.

01 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 1. Allegretto ben moderato
02 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 2. Allegro
03 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 3. Recitativo-Fantasia
04 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 4. Allegretto poco mosso
05 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 1. Allegro molto
06 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 2. Andante
07 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 3. Allegro vivo
08 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 4. Allegro quasi presto

Christian Ferras – Violin
Pierre Barbizet – Piano

09 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 1. Allegro
10 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 2. Scherzan
11 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 3. Andante
12 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 4. Rondo (allegro)

Christian Ferras – Violin
Philharmonia Orchestra
Walter Süskind – Conductor

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Christian Ferras
Christian Ferras

C. Debussy (1862-1918) / G. Fauré (1845-1924) / M. Ravel (1875-1937): Várias Peças com Menahem Pressler

C. Debussy (1862-1918) / G. Fauré (1845-1924) / M. Ravel (1875-1937): Várias Peças com Menahem Pressler

PresslerIM-PER-DÍ-VEL !!!

Menahen Pressler (1923) tem uma carreira gloriosa, marcada pelos 53 anos como líder do esplêndido Beaux Arts Trio (1955 – 2008), certamente o melhor trio de todos os tempos. Pois agora, aos 94 anos, Pressler vem com sua extrema classe lançar seu sexto disco solo. Aliás, todos os seus discos solo foram elogiadíssimos — e gravados após os 90 anos do pianista. Curta com todo o cuidado o mestre. Não precisa mexer no volume, deixe Pressler agir. Aos 94 anos, ele está no auge, desfilando enorme sensibilidade num repertório nada simples. Se você tiver alguma dúvida, ouça as peças mais famosas do CD. Clair de Lune reaparece belíssima com uma dinâmica única. Já a Pavana para uma Infanta Morta, transformada em peça kitsch por alguns abusadores de melodias — principalmente jazzmen –, resplandece renascida, novinha, digna e linda nas mãos deste mágico. Acho que é obrigatório ouvir — e provavelmente curvar-se a — Pressler. Uma aula de estilo e sutileza.

Debussy / Fauré / Ravel: Várias Peças com Menahem Pressler

Debussy
1 Arabesque No.1 (From Deux Arabesques, L. 66) 5:27
2 Rêverie, L. 68 5:24
3 Clair De Lune (From Suite Bergamasque, L. 75) 6:14
4 The Little Shepherd (From Childrens’s Corner, L. 113) 3:15
5 La Plus Que Lente, L. 121 5:53

Préludes Book I, L. 117
6 Danseuses De Delphes 3:49
7 Voiles 5:01
8 La Fille Aux Cheveux De Lin 3:11
9 La Cathédrale Engloutie 7:33
10 Minstrels 2:33

Fauré
11 Barcarolle No. 6 In E Flat Major, Op. 70 5:30

Ravel
12 Pavane Pour Une Infante Défunte, M. 19 7:45
13 Oiseaux Tristes (From Miroirs, M. 43) 5:13

Menahem Pressler, piano

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Menahen Pressler assinou sua foto pra nóis (mentira)
Menahen Pressler assinou sua foto pra nóis (mentira)

PQP

Lili Boulanger: Salmos, Gabriel Fauré: Requiem

coverNeste 2018, muito se falou do centenário da morte do genial, inovador e sempre moderno Debussy. Pouco se falou, contudo, de Lili Boulanger, que morreu dez dias antes de Debussy.

Lili Boulanger teve uma carreira meteórica:
– aos seis anos de idade, antes de saber ler, já decifrava partituras. Gabriel Fauré se impressionou com seu ouvido absoluto e lhe deu as primeiras aulas de piano

– em 1913 foi a 1ª mulher a ganhar o cobiçado Prix de Rome, vencido por nomes como Berlioz, Debussy e Dutilleux, e que dava ao vencedor uma temporada de estudos em Roma. Note-se a concepção, desde o Renascimento, de que um grande artista devia conhecer a Itália e a capital do antigo Império. Lili passou pouco tempo em Roma, por causa de sua saúde delicada e da 1ª guerra mundial

– de 1914 a 1917, compôs sua obra-prima para solistas, coro, orquestra e órgão, baseada no Salmo 130, De Profundis (Du fond de l’abîme – Do fundo do abismo)

No começo de Do fundo do Abismo, é com sons agudos – e não com sonoridades graves e pesadas – que a orquestra introduz a oração desesperada que em seguida as vozes vão cantar (…).
O sentimento da solidão humana frente a uma onipotência, é esta a fonte de inspiração de Lili Boulanger, nos Salmos assim como no Pie Jesu, de uma linha melódica pura e com poucos ornamentos.
(Artigo de Joseph Baruzi no Ménestrel, 1923)

Nadia Boulanger, irmã de Lili, também compôs quando jovem e depois parou: dizia que suas obras não eram ruins, mas eram inúteis. Entre as décadas de 1910 e 1970, dedicou-se a ensinar, a reger e a divulgar a música de sua irmã pelo mundo. Nadia foi amiga de Stravinsky e professora de boa parte dos grandes compositores do século XX, de Piazzolla a Philip Glass. No Brasil, Almeida Prado e Egberto Gismonti, entre outros, foram a Paris estudar com ela.

Este disco foi gravado ao vivo em 1968, em um concerto em homenagem aos 50 anos de morte de Lili. Nadia regeu também o Requiem de Gabriel Fauré, que ela estreou na Inglaterra em 1936, quando foi a primeira mulher a reger a Royal Philharmonic de Londres. Também foi a primeira à frente da Filarmônica de Nova York, das Sinfônicas de Boston e da Filadélfia. Na sua estreia em Boston, em 1938, quando um repórter perguntou como ela se sentia ao ser a primeira mulher a reger a Boston Symphony, ela deu uma resposta ácida:

“Já faz um pouco mais de 50 ans que sou mulher, já superei o meu espanto inicial.”

Em décadas mais recentes esse Requiem de Fauré tem tido muito mais gravações na Inglaterra do que em qualquer outro lugar: London Symphony Orchestra & Tenebrae, Philharmonia Orchestra & Ambrosian Singers, Bournemouth Sinfonietta & Winchester Cathedral Choir, Choir of St John’s College & Academy of St Martin in the Fields, New Philharmonia Orchestra & Choir of King’s College, Cambridge… Mas Mademoiselle Nadia Boulanger foi a pioneira. Ouçam.

Lili Boulanger (1893-1918)
01. Psalm 24 ‘La terre appartient à l’Éternel’
02. Pie Jesu
03. Psalm 130 ‘Du fond de l’Abîme’

Gabriel Fauré (1845-1924)
Requiem, Op. 48
04. Introit et Kyrie
05. Offertoire
06. Sanctus
07. Pie Jesu
08. Agnis Dei
09. Libera me
10. In paradisum

Janet Price, soprano
Bernadette Greevy, contralto
Ian Partridge, tenor
John Carol Case, baritone
Simon Preston, organ
BBC Chorus, BBC Symphony Orchestra
Nadia Boulanger
Live at Fairfields Hall, London, England, 1968

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Nadia Boulanger, cheffesse (maestrina em francês)
Nadia Boulanger, cheffesse (maestrina em francês)

Pleyel

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Um CD de alta temperatura romântica que fui ouvindo sem maior interesse até que chegaram a meus ouvidos uma maravilhosa Siciliana (faixa 8), um irresistível Andante (Sonata Nº 2) e outro belíssimo Andante acompanhado por órgão (faixa 13). Ou seja, o CD não passou em branco, pois seus picos de qualidade são realmente admiráveis. Me agrada muito a forma com Fauré ligou seu romantismo com o modernismo nascente. O cara nasceu com Chopin ainda vivo e morreu ouvindo jazz e atonalismo. Não foi fácil, mas ele permaneceu em pé.

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

1 Romance, Op. 69 3:26
2 Elégie, Op. 24 6:50

Sonata No. 1, Op. 109 in D Minor (17:48)
3 I. Allegro 5:13
4 II. Andante 6:54
5 III. Final: Allegro commodo 5:35

6 Allegro moderato for two cellos 0:51
Cello [2nd Cello] – David Waterman
7 Sérénade, Op. 98 3:00
8 Sicilienne, Op. 78 3:47
9 Papillon, Op. 77 2:40

Sonata No. 2, Op. 117 in G Minor (18:45)
10 I. Allegro 6:10
11 II. Andante 8:00
12 III. Allegro vivo 4:28

13 Andante (original version of Romance, Op. 69) 4:33
Organ – Francis Grier

Cello – Steven Isserlis
Piano – Pascal Devoyon

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Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.
Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.

PQP

Fauré: Requiem / Bach: Partita, Chorales & Ciaccona

Fauré: Requiem / Bach: Partita, Chorales & Ciaccona

Gravado a partir de um concerto realizado em Londres do ano passado (2017), este disco entrelaça o Partita Nº 2 para Violino Solo de Bach com uma seleção de corais funerários de nosso Pai, seguido de uma performance do Réquiem de Fauré. A colocação da Partita e de sua Chaconne é inspirada pela teoria acadêmica atual de que esta peça seria um memorial escondido para sua falecida primeira esposa, Maria Barbara. A obra que representaria o luto de Bach. O coral e o solista, o spalla da LSO, Gordan Nikolitch, se reúnem na grande Chaconne, com um efeito desafiador e atraente. O experimento é fascinante. O Réquiem de Fauré, acompanhado sensivelmente pelo LSO Chamber Ensemble, é executado calorosamente, de forma uma só vez urgente e serena. Um disco excelente.

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
1 Ach Herr, lass dein lieb Engelein (Part 2 No 40, Chorale of St John Passion, BWV245)[2’09]
2 Allemanda (Movement 1 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’29]
3 Corrente (Movement 2 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[2’10]
4 Christ lag in Todesbanden (Versus 1 of Christ lag in Todesbanden, BWV4)[1’19]
5 Sarabanda (Movement 3 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’32]
6 Den Tod niemand zwingen kunnt (Versus 2 of Christ lag in Todesbanden, BWV4)[1’22]
7 Giga (Movement 4 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[3’03]
8 Wenn ich einmal soll scheiden (No 62, Chorale of St Matthew Passion, BWV244) [1’23]
Tenebrae, Nigel Short (conductor)
9 Ciaccona (Movement 5 of Partita No 2 in D minor, BWV1004)[13’08]

Gordan Nikolitch (violin)
Tenebrae, Nigel Short (conductor)

Gabriel Fauré (1845-1924)
Requiem Op 48 [36’40]
10 Introït et Kyrie Requiem aeternam dona eis, Domine [6’35]
11 Offertoire O Domine Jesu Christe [8’15]
William Gaunt (bass)
12 Sanctus [3’33]
13 Pie Jesu [3’32]
Grace Davidson (soprano)
14 Agnus Dei [6’17]
15 Libera me [4’53]
William Gaunt (bass)
16 In paradisum [3’35]

Tenebrae
London Symphony Orchestra Chamber Ensemble
Nigel Short (conductor)

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Esse é o bigodón Gabriel Fauré
Esse é o bigodón Gabriel Fauré

PQP