Béla Bartók – Piano Concertos – Kovacevich, Colin Davis, BBC Symphony Orchestra #BRTK140

Minha “modesta” contribuição para esta mega homenagem que o PQPBACH está fazendo a Béla Bartók é na verdade uma repostagem, meio que adaptada. Adaptada para trazer para os senhores esta espetacular gravação, com um de meus pianistas favoritos, Stephen Kovachevich Bishop, tocando os Concertos para Piano de Bartók, lá no final dos anos 60. Sei lá, uma conjunção dos astros favoreceu este encontro entre estes dois excepcionais músicos, e estas obras únicas ali encontraram dois jovens músicos, iniciando carreiras de sucesso e que juntos realizaram outras gravações memoráveis, como a dos Concertos de Beethoven e de Brahms. Stephen Kovacevich aliás veio a se tornar um dos grandes intérpretes de Beethoven e Colin Davis tornou-se no correr dos anos Sir Colin Davis, um Cavaleiro da Rainha da Inglaterra, e até a sua morte foi louvado como um grande maestro, fato incontestável.

A impetuosidade dos jovem solista não é um problema aqui. Sabemos que estes concertos bartokianos exigem muito sangue, suor e lágrimas, e por isso, neste caso, considero a impetuosidade e juventude não um problema e sim uma vantagem. Nosso colega Vassily a considera emblemática, e de forma alguma deve ficar fora desta homenagem ao genial compositor húngaro. E, vamos combinar, Kovacevich é um baita dum pianista e não se assusta com as armadilhas que a obra traz. Ao contrário, as encara como gente grande. Pena que abandonou os palcos e as gravações por tanto tempo…

Piano Concerto No.1 – 1.Allegro moderato
Piano Concerto No.1 – 2.Andante-
Piano Concerto No.1 – 3.Allegro molto
Piano concerto No.2 – 1.Allegro
Piano concerto No.2 – 2.Adagio – Più adagio – Presto
Piano Concerto No.2 – 3.Allegro molto
Piano Concerto No.3 – 1.Allegretto
Piano Concerto No.3 – 2.Adagio religioso
Piano Concerto No.3 – 3.Allegro vivace

Stephen Bishop Kovacevich – Piano
BBC Symphony Orchestra
London Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

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FDPBach

Igor Stravinsky – Stravinsky Conducts Stravinsky

Provavelmente meu primeiro contato com a música de Igor Stravinsky foi com o clássico desenho da Disney, ‘Fantasia’, e provavelmente também foi o de muita gente. Não sei dizer qual foi a minha reação inicial, mas com certeza gostei.  Posteriormente, comprei um LP com o ‘Pássaro de Fogo’ em uma interpretação do grande Claudio Abbado, em seus áureos tempos frente a Sinfônica de Londres. A partir deste momento comecei a prestar mais atenção ao compositor e à sua obra. Consequentemente, virei um admirador confesso do russo.

Igor Fyodorovich Stravinsky nasceu em 1882, nos arredores de São Petersburgo e morreu em 1971, em Nova York. Viveu 89 anos, enfrentou os principais conflitos do século XX, entre guerras e revoluções. E revolucionou a música, principalmente a partir de seus três balés principais, o já citado ‘Pássaro de Fogo’, ‘Petrouschka’, e a sua principal obra prima, ‘A Sagração da Primavera’. Esta será uma postagem coletiva, neste mês de abril completam-se os 50 anos de sua morte, portanto dedicaremos o mês a ele.

Escolhi trazer esta série mais por curiosidade, afinal, não são muitas as gravações em que os próprios compositores interpretam suas obras. Curiosamente, Igor não é considerado um bom maestro de suas próprias composições (???!). Isso pode soar estranho, afinal, quem melhor que o próprio autor para saber como sua obra deve ser tocada?

O que pretendo trazendo essa coleção com um compositor regendo sua própria obra é mostrar qual o entendimento que ele tem da forma de tocar sua própria obra. Em contrapartida, o colega Pleyel trouxe para os senhores o grande maestro suiço Ernest Ansermet, um dos principais maestros do século XX, em uma brilhante série de gravações que realizou destas mesmas obras ainda lá nos anos 50 e 60. Vale a pena a comparação. No correr deste mês trarei outras opções para os senhores poderem apreciar.

Hoje trago para os senhores as obras orquestrais e concertos. Os balés virão em outro momento. Temos grandes solistas, como o violinista Isaac Stern, o lendário clarinetista Benny Goodman, e nosso querido Igor estará a frente da Columbia Symphony Orchestra e da CBC Symphony Orchestra.

Enjoy it.

CD 1

01. Symphony in 3 Movements I. Overture – Allegro
02. Symphony in 3 Movements II. Andante – Interlude. L’istesso tempo
03. Symphony in 3 Movements III. Con moto

Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky – Conductor

04. Symphony in C Major I. Moderato alla breve
05. Symphony in C Major II. Larghetto concertante
06. Symphony in C Major III. Allegretto
07. Symphony in C Major IV. Largo – Tempo giusto, alla breve
08. Symphony of Psalms (1948 Version) I. Exaudi orationem meam, Domine (Revised 1948 version)
09. Symphony of Psalms (1948 Version) II. Exspectans exspectavi Dominum (Revised 1948 version)
10. Symphony of Psalms (1948 Version) III. Alleluia. Laudate Dominum (Revised 1948 version)

CBC Symphony Orchestra
Festival Singers of Toronto
Igor Stravinsky – Conductor

11. Symphony in E-Flat Major, Op.1 I. Allegro moderato
12. Symphony in E-Flat Major, Op.1 II. Scherzo. Allegretto
13. Symphony in E-Flat Major, Op.1 III. Largo
14. Symphony in E-Flat Major, Op.1 IV. Finale. Allegro molto
15. Concerto in E-Flat Major for Chamber Orchestra Dumbarton Oaks I. Tempo giusto
16. Concerto in E-Flat Major for Chamber Orchestra Dumbarton Oaks II. Allegretto
17. Concerto in E-Flat Major for Chamber Orchestra Dumbarton Oaks III. Con moto
18. Concerto in D for String Orchestra Basle Concerto I. Vivace
19. Concerto in D for String Orchestra Basle Concerto II. Arioso. Andantino
20. Concerto in D for String Orchestra Basle Concerto III. Rondo. Allegro

Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky – Conductor

21. Ebony Concerto I. Allegro moderato
22. Ebony Concerto II. Andante
23. Ebony Concerto III. Moderato – Con moto

Benny Goodman – Clarinet
Columbia Jazz Combo

24. Concerto for Piano and Wind Instruments I. Largo – Allegro (Revised 1950 version)
25. Concerto for Piano and Wind Instruments II. Largo (Revised 1950 version)
26. Concerto for Piano and Wind Instruments III. Allegro (Revised 1950 version)

Philipe Entremont – Piano
Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky – Conductor

27. Movements for Piano and Orchestra I. Eighth Note = 110
28. Movements for Piano and Orchestra II. Quarter Note = 52
29. Movements for Piano and Orchestra III. Eighth Note = 72
30. Movements for Piano and Orchestra IV. Eighth Note = 80
31. Movements for Piano and Orchestra V. Eighth Note = 104

Charles Rosen – Piano
Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky

32. Capriccio for Piano and Orchestra I. Presto (Revised 1949 Version)
33. Capriccio for Piano and Orchestra II. Andante rapsodico (Revised 1949 Version)
34. Capriccio for Piano and Orchestra III. Allegro capriccioso ma tempo guisto (Revised 1949 Version)

Phillipe Entremont – Piano
Columbia Symphony Orchestra
Robert Craft – Conductor

35. Concerto in D Major for Violin and Orchestra I. Toccata
36. Concerto in D Major for Violin and Orchestra II. Aria I
37. Concerto in D Major for Violin and Orchestra III. Aria II
38. Concerto in D Major for Violin and Orchestra IV. Cappricio

Isaac Stern Violin
Columbia Symphony Orchestra
Igor Stravinsky – Conductor

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Igor Stravinsky em desenho de Pablo Picasso datado de 1920.

Claude Debussy (1862 – 1918) – Suite Bergamasque, Première Rhapsodie, Prélude à l’après-midi d’un faune, etc – Messiaen Quartet Copenhagen

Pensei muito antes de fazer esta postagem em homenagem ao nosso querido colega Ammiratore, que nos deixou órfãos nesta semana, órfãos de sua inteligência, sabedoria e sensibilidade. É fácil identificar quando uma pessoa que recém conhecemos irá se tornar sua amiga, mesmo que este contato seja apenas virtual. Se não, de que outra forma iria conhecer este rapaz, que morava lá no interior do estado do Rio de Janeiro, a quase mil quilômetros de distância? Que evento físico poderia ocorrer que permitisse esse encontro?

A primeira troca de mensagens após seu ingresso no PQPBach ocorreu de forma tão tranquila que parecia que nos conhecíamos há décadas: perguntou se eu não queria compartilhar com ele sua conta no OneDrive. 1 TB é coisa pra burro, comentou, levaria décadas para encher este espaço. Mandou então a senha, e esse singelo ato, a partir de então, aumentou nossa cumplicidade. Trocávamos idéias sobre música e carros, sua paixão, era engenheiro mecânico, trabalhando em conhecida multinacional da área. Se propôs inclusive a comprar um carro zero KM para mim, se utilizando de seu desconto enquanto funcionário. Infelizmente a negociação nunca chegou a se concretizar, e continuo com meu velhinho de guerra.

Nesta singela e modesta homenagem ao querido colega, resolvi trazer Debussy, creio que poucos compositores poderiam expressar a dor de uma perda com tanta sensibilidade, ainda mais nestes sombrios tempos que vivemos. Nestes últimos cinco anos, tive a infelicidade de perder um irmão natural, vítima de complicações de um transplante, e de três grandes amigos: com dois deles tive o prazer de compartilhar nossas adolescências e início de vida adulta, e que resolveram deixar este vale de lágrimas mais cedo, e neste negro período pelo qual passa a espécie humana, eis que Ammiratore nos deixa.

Ninguém deve estar sentido mais a dor desta perda que sua esposa e seu casal de filhos. Essa dor é incurável. Deixo aqui meus sinceros sentimentos, lamento muito não poder tê-lo conhecido pessoalmente e não poder abraçá-los pessoalmente.

Este belíssimo e sensível CD é interpretado pelos dinamarqueses do “Messiaen Quartet Copenhagen” e nos apresentam um Debussy atualizado e adaptado. Porém nestes arranjos não se perde a essência da música de Debussy: aquela interiorização do sentimento, nada muito explícito, porém devidamente exposto.

Confesso que senti falta da orquestra no “Prélude à l’après-midi d’un faune”, minha obra favorita do compositor, e claro, da flauta que abre a obra, que apresenta um Fauno acordando de um sono na tarde. É assim que gostaria de acordar deste sonho terrível que vivemos nestes tempos sombrios: acordar e descobrir que tudo não passou de um sonho, e que não tivemos mais de trezentas mil mortes, e que tem uma mensagem no Whattsap do Ammiratore dizendo já eu posso agendar sua nova aventura wagneriana ou verdiana, ou haydniana.

Fico por aqui. Não consigo mais pensar em mais nada. Deixo-os com a belíssima música de Debussy, muito bem interpretada pelos dinamarqueses.

01. Suite Bergamasque I. Prélude
02. Suite Bergamasque II. Menuet
03. Suite Bergamasque III. Clair de Lune
04. Suite Bergamasque IV. Passepied
05. Première Rhapsodie
06. Prélude à l’après-midi d’un faune
07. Cello Sonata in D Minor I. Prologue – Lent, sostenuto e molto risoluto
08. Cello Sonata in D Minor II. Sérénade – Modérément animé
09. Cello Sonata in D Minor III. Finale – Animé, léger et nerveux
10. Violin Sonata in G Minor I. Allegro vivo
11. Violin Sonata in G Minor II. Intermède – Fantasque et léger
12. 12. Violin Sonata in G Minor III. Finale – Très animé

Messiaen Quartet Copenhagen :
Malin William-Olsson – Violin
Carl-Oscar Østerlind – Cello
t Kristoffer Hyldig – Piano
Viktor Wennesz – Clarinet

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Uma Nota Triste

Como comunicar um fato desses? Nosso querido amigo Ammiratore faleceu hoje, em consequência de complicações advindas do Covid-19. Esse foi sempre um espaço bem-humorado, mas hoje estamos absolutamente tristes, chocados e indignados. Era um jovem amigo, um culto e tranquilo amante da ópera que deixa esposa e dois filhos. Estamos sem palavras.

Para os próximos dias, temos ainda três postagens que foram agendadas por ele. Todas de óperas de Verdi. Vai ser difícil.

Assinado por todos os colaboradores do PQPBach.

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo (Sigiswald Kuijken, La Petite Bande) #BRANDENBURGAÇO

Neste dia 24 de março os Concertos de Brandenburgo completam 300 anos. A importância destas obras na história da música ocidental é incontestável. Esta espetacular série de Seis Concertos, um totalmente diferente do outro, faz minha alegria há décadas, e com certeza, vai me acompanhar até o final de meus dias.

Estamos fazendo postagens temáticas nos últimos tempos, como foi a bela homenagem a Piazzolla, e agora, temos estes Concertos tão especiais. Novamente, todos os participantes do blog vão contribuir, dentro de suas restrições de tempo e trabalho.

Escolhi esta gravação dos belgas da ‘La Petite Bande’ por vários motivos, e um deles, além da óbvia qualidade dos músicos envolvidos, é a presença do cravista Pierre Hantäi, um dos principais intérpretes de Bach deste século XXI. Tudo o que este rapaz toca vira ouro, e aqui não é diferente.
Então aproveitem este dia do #BRANDENBURGAÇO !!!

CD 1

01. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – I Allegro
02. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – II Adagio
03. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – III Allegro
04. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – IV Menuetto, 2 Trios & Polacca

Horn – Claude Maury, Piet Dombrecht
Oboe – Marcel Ponseele, Taka Kitazato, Ann Vanlancker
Fagotte – Marc Vallon
Violino Piccolo – Sigiswald Kujiken

05. Brandenburgisches Konzert No.2 F-Dur BWV 1047 – I Allegro
06. Brandenburgisches Konzert No.2 F-Dur BWV 1047 – II Andante
07. Brandenburgisches Konzert No.2 G-Dur BWV 1047 – III Allegro Assai

Horn – Claude Mauri
Recorder – Barthold Kujiken
Oboe – Marcel Ponseele
Violin – Sigiswald Kujiken

08. Brandenburgisches Konzert No.3 G-Dur BWV 1048 – I-II AllegroAdagio
09. Brandenburgisches Konzert No.3 G-Dur BWV 1048 – III Allegro

CD 2

01. Brandenburgisches Konzert Nr.4 – G-Dur BWV 1049 – I Allegro
02. Brandenburgisches Konzert Nr.4 – G-Dur BWV 1049 – II Andante
03. Brandenburgisches Konzert Nr.4 – G-Dur BWV 1049 – III Presto

Violin – Sigiswald Kujiken
Recorder – Barthold Kujiken, Koen Dieltens

04. Brandenburgisches Konzert Nr.5 – D-Dur BWV 1050 – I Allegro
05. Brandenburgisches Konzert Nr.5 – D-Dur BWV 1050 – II Affettuoso
06. Brandenburgisches Konzert Nr.5 – D-Dur BWV 1050 – III Allegro

Violin – Sigiswald Kujiken
Transverse Flute – Barthold Kujiken
Harpsichord – Pierre Hantäi

07. Brandenburgisches Konzert Nr.6 – B-Dur BWV 1051 – I Allegro
08. Brandenburgisches Konzert Nr.6 – B-Dur BWV 1051 – II Adagio ma non tanto
09. Brandenburgisches Konzert Nr.6 – B-Dur BWV 1051 – III Allegro

Viola – Sigiswald Kujiken, Ryo Terakado
Viola da Gamba – Wieland Kujiken, Emmanuel Balssa
Violoncelo – Hidemi Suzuki
DOuble Bass – James Munro
Harpsichord – Pierre Hantäi

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#BRANDENBURGAÇO

 

.: interlúdio :. 100 anos de Astor Piazzolla: Complete Tango! – Isabelle van Keulen Ensemble #Piazzolla100

Como definir um gênio? Difícil, não acham? Um músico do porte de Astor Piazzolla nasce a cada 100 anos, e olha lá. Nesta data, dia 11 de março, há exatos 100 anos nascia este imenso compositor e bandoneonista, Ástor Piazzola, que revolucionou o tango, e consequentemente, a música do Século XX.

O PQPBach não podia deixar esta data passar despercebida, então, em um esforço coletivo, e com poucos dias disponíveis, encaramos este desafio em fazer uma homenagem que faça jus à genialidade do aniversariante.

Infelizmente não poderei postar o meu disco favorito dele, que tenho apenas em LP, e no momento não tenho condições de converter para o formato digital. Trata-se do clássico álbum que a grande intérprete de Piazzolla, a cantora Amelita Baltar, gravou com canções do próprio e de seu fiel companheiro, Horacio Ferrer, onde ela faz o melhor registro que já ouvi da ‘Balada de un Loco’. Para quem não conhece, coloquei um link do Youtube aí embaixo parar conhecerem. Coisa de gênio …

Já venho postando cds do mestre argentino desde os primórdios do PQPBach, e nunca deixei de realçar suas qualidades, tanto quanto compositor quanto intérprete. O que estou trazendo para os senhores hoje são três cds que a violinista Isabelle van Keylen gravou em homenagem à ele, tendo para isso montado um conjunto que intitulou ‘Isabelle van Keulen Essemble’, um quarteto com um contrabaixo acústico, piano, o bandoneon e o violino de van Keulen. Alguém pode reclamar, ‘mas o que os holandeses entendem de tango?’, pode até ser que não entendam nada, mas entendem a importância da obra, e por isso fazem uma homenagem à altura. com o perdão da redundância. Aplicaria a mesma questão a três outros excepcionais músicos que também dedicaram álbuns a Piazzola, gravando com ele, inclusive, com o saxofonista norte americano Gerry Mulligan, o violinista lituano Gidon Kremer ou o acordeonista francês Richard Galliano. O que importa é que entenderam as ideias, os conceitos, e conseguiram nos proporcionar grandes e prazerosos momentos de audição para nós, meros mortais, apreciadores da bela arte.

Não quero me estender muito mais, pois quase todos os atuais membros do PQPBach toparam participar da empreitada. então, vamos ao que viemos.

CD1

1 Escualo
2 Verano Porteño
3 Invierno Porteño
4 Tristezas de un Doble A
5 Michelangelo ’70
6 Contrabajísimo
7 Oblivion
8 Libertango
9 Tangata
10 Tanti anni prima
11 Concierto para Quinteto

CD 2

1 Bando
2 Otoño porteño
3 Le grand tango (arr. Christian Gerber)
4 Soledad
5 Tres minutos con la realidad
6 Kicho
7 Primavera porteña
8 Adiós nonino
9 Tango para una ciudad

CD 3

1 Allegro tangabile
2 La Camorra I
3 Romance del diablo
4 Vayamos al diablo
5 Tango del diablo
6 Poema valseado
7 Fuga y misterio
8 Introducción al ángel
9 Milonga del ángel
10 Muerte del ángel
11 Resurrección del ángel

Isabelle van Keulen Ensemble
Isabelle van Keulen Violin
Christian Gerber bandoneon
Ulrike Payer piano
Rüdiger Ludwig double bass

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.: interlúdio :. Like Minds – Pat Metheny, Gary Burton, Chick Corea, Dave Holland, Roy Haynes

.: interlúdio :. Like Minds – Pat Metheny, Gary Burton, Chick Corea, Dave Holland, Roy Haynes

 

Sou fascinado por este CD, desde quando o adquiri, ainda lá pelo início dos anos 2000. Os tempos eram outros, era complicado conseguir material em mp3, afinal ainda não tínhamos internet rápida em casa, apenas alguns conhecidos, estagiários na Universidade, ficavam madrugadas adentro fazendo downloads de música e de filmes dentro da própria Universidade, aproveitando a estrutura de rede altamente profissional que tinha sido montada.

Era o tempo do Napster, e-mule, e mais alguns sistemas de troca de arquivos. E um gravador de CD também era algo com preço quase proibitivo, então organizávamos sessões de gravação para a troca de material. E quando comprei este primor de CD que ora posto, devem ter sido feitas umas vinte cópias logo nos primeiros dias.

Este CD traz um quinteto de ouro do jazz, e também coloca lado a lado novamente Chick Corea e Gary Burton, dupla que gravou discos antológicos nos idos dos anos 70. E para completar, ainda tem Pat Metheny, Dave Holland e Roy Haynes… e muito talento reunido em um só CD.

Claro que é IM-PER-DÍ-VEL !!! E deve ser ouvido e admirado de preferência acompanhado por um bom vinho…

Like Minds – Pat Metheny, Gary Burton, Chick Corea, Dave Holland, Roy Haynes

01 – Question And Answer
02 – Elucidation
03 – Windows
04 – Futures
05 – Like Minds
06 – Country Roads
07 – Tears Of Rain
08 – Soon
09 – For A Thousand Years

Gary Burton – Vibraphone
Chick Corea – Piano
Pat Metheny – Guitar
Dave Holland – Bass
Roy Haynes – Drums

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Gary Burton Pat MethenyGary Burton & Pat Metheny – Encontro de Gigantes do Jazz

 

 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sinfonias nº 39, 40 e 41, Concerto para Fagote – Anima Eterna Brugge, Jos van Immerseel, Jane Gower

 

Sou fã dos belgas do Anima Eterna Brugge já há bastante tempo, e sempre que possível acompanho seus lançamentos, sempre de excelente qualidade. Joos van Immerseel  já esta há bastante tempo na estrada e estes anos de experiência tem tornado suas interpretações mais seguras e maduras.

Adepto das interpretações historicamente informadas, van Immerseel gravou estas sinfonias já lá no início do século, 2001, para ser mais exato, e mais tarde também gravou a integral dos Concertos para Piano, atuando como solista, utilizando um Pianoforte. Trouxe essa integral já há alguns anos e ela teve uma ótima recepção. Espero que os senhores também apreciem estas Sinfonias.  Quem não está acostumado a este estilo de interpretação pode estranhar a sonoridade, a escolha dos tempos, enfim, é Mozart sob uma perspectiva diferente da de um maestro como Karl Böhm, por exemplo.

O texto abaixo foi retirado do libreto que segue em anexo, e é uma síntese, definida pelo próprio maestro, destas últimas três sinfonias:

“Mozart the man, with his individual temperament, was above all a musician. In this symphonic ‘trilogy’, he illuminated all aspects of human expression, quite independently of his personal situation. Each work presents a different character. No.39 in E fl at major contains numerous elements reminiscent of chamber music, while no.40 in G minor makes clear references to opera. No.41 in C major includes formal elements from Baroque music (overture, concerto, fugue). Its synthesis of sonata form and fugue was, and still is, a tour de force that could only have been written by Mozart.”

CD 1

SYMPHONY NO.39 IN E FLAT MAJOR, K543
1 ADAGIO – ALLEGRO
2 ANDANTE CON MOTO
3 MENUETTO. ALLEGRETTO
4 FINALE. ALLEGRO
SYMPHONY NO.40 IN G MINOR, K550
5 ALLEGRO MOLTO
6 ANDANTE
7 MENUETTO. ALLEGRETTO
8 ALLEGRO ASSAI

CD 2

SYMPHONY NO.41 IN C MAJOR, K551 ‘JUPITER’
1 ALLEGRO VIVACE
2 ANDANTE CANTABILE
3 MENUETTO. ALLEGRETTO
4 FINALE. MOLTO ALLEGRO
BASSOON CONCERTO IN B FLAT MAJOR, K191
5 ALLEGRO
6 ANDANTE MA ADAGIO
7 RONDO, TEMPO DI MENUETTO

Jane Gower – Basson
Anima Eterna Brugge
Jos van Immerseel – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia nº 5 – Zubin Mehta, Los Angeles Philharmonic Orchestra

Fiquei por dois dias sem acesso à Internet nem a TV, deu algum problema com minha operadora. Neste meio tempo aproveitei para fuçar meu acervo, e reencontrei esta preciosidade no meio da bagunça generalizada que é meu acervo. Foi um disco que me marcou profundamente, pois com ele conheci Mahler. Aliás, esta série ‘Ovation’ da DECCA era presença garantida nas lojas de discos lá em meados da década de 80. Comprei vários, mas eles desapareceram nas areias do passado, só restou este.

Demorei para conhecer Mahler, mas quando conheci, nunca mais o deixei. E foi exatamente com este disco, com esta capa, onde o jovem Zubin Mehta rege a magnífica Quinta Sinfonia, frente à Filarmônica de Los Angeles. Quando os sopros abrem a “Trauermarsch” (Marcha Fúnebre) comecei a entender que o assunto ali era sério. E durante os próximos sessenta e cinco minutos seguintes fiquei em estado de espera, para ver aonde aquilo tudo iria me levar. Trouxe anteriormente outro excelente registro de Mehta regendo Mahler, a Segunda Sinfonia, com a Filarmônica de Viena, também lá no começo de sua carreira. Performance histórica, que a gravadora DECCA lançou em sua coleção DECCA LEGENDARY PERFORMANCES. Mas confesso que essa aqui é a minha favorita.

Esta Sinfonia já apareceu por aqui em outras excelentes gravações, trago Mehta sem nenhum motivo maior que não o de evocar boas lembranças de minha juventude. A  melancolia que permeia esta obra me comove até hoje, mesmo depois de trinta e poucos anos que a conheço. Seu ‘Adagietto’ serviu de trilha sonora para um dos mais belos filmes que já vi, ‘Morte em Veneza’, de Luchino Visconti, assunto já abordado aqui mesmo no PQPBach por algumas vezes.

Mas vamos ao que viemos, apreciar a boa música.

  1. Trauermarsch
  2. Sturmisch bewegt Mit grosster Vehemenz
  3. Scherzo Kraftig nicht zu schnell
  4. Adagietto Sehr langsam
  5. Rondo-Finale Allegro

Los Angeles Philharmonic Orchestra

Zubin Mehta – Conductor

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Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonia nº 8 D. 944′, ‘A Grande’ – Nikolaus Harnoncourt, Berliner Philharmoniker

Concluindo esta série, hoje trago a Sinfonia D. 944, intitulada ‘A Grande’. E realmente, é uma das maiores obras primas de Schubert. Se ele não tivesse composto outras obras primas como os 4 Impromptus, o Qarteto A Morte e a Donzela, a Sonata ‘Arpeggione’, entre outras, poderia dizer que é sua maior obra.

Como comentei anteriormente, Harnoncourt ignorou a existência de uma Sétima Sinfonia, e as renumerou, por isso, aqui nesta sua integral, ela é numerada como sendo a Oitava, enquanto que para muitos, a ‘Oitava Sinfonia de Schubert’ seria sua Sinfonia Inacabada, que já trouxe para os senhores. Para encerrar esta discussão, só quero deixar claro que esta é uma discussão que está longe de acabar entre os musicólogos. Assim a Wikipedia coloca a questão:

Continua a haver uma controvérsia de longa data a respeito da numeração desta sinfonia, com alguns estudiosos (geralmente de língua alemã) numerando-a como Sinfonia nº 7. A versão mais recente do catálogo Deutsch (o catálogo padrão das obras de Schubert, compilado por Otto Erich Deutsch) a lista como No. 8, enquanto a maioria dos estudiosos de língua inglesa a lista como No. 9.

Detalhes à parte, a grandiosidade desta sinfonia é explorada nos mínimos detalhes pela poderosa Filarmônica de Berlim com um afiadíssimo Harnoncourt. Nunca canso de repetir que Schubert viveu apenas 31 anos, mas que conhecimento profundo da alma humana que ele tinha!! Que belezas mais teria produzido se tivesse vivido mais? Teria concluído sua ‘Inacabada’ e sua Sétima Sinfonia, da qual existem apenas fragmentos autografados? Não gosto muito de ficar explorando este terreno das suposições, mas creio que este seja um desafio interessante. Segundo conta a história, ele esteve presente no enterro de Beethoven, e não por acaso, quando veio a falecer um ano depois, foi enterrado ao lado de seu ídolo.

1. Symphony No. 8 in C Major, D. 944 Great I. Andante – Allegro ma non troppo
2. Symphony No. 8 in C Major, D. 944 Great II. Andante con moto
3. Symphony No. 8 in C Major, D. 944 Great III. Scherzo. Allegro vivace – Trio
4. Symphony No. 8 in C Major, D. 944 Great IV. Finale. Allegro vivace

Berliner Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Franz Schubert, por Hadi Karimi (https://hadikarimi.com/portfolio/franz-schubert)

Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias 5, 6 & 7 – Berliner Philharmoniker, Nikolaus Harnoncourt

Ouvir estas três sinfonias em sequência é uma experiência muito interessante. Mostra a evolução de um compositor, que aos poucos vai quebrando as amarras do Classicismo e mostrando que não era apenas mais um compositor jovem e talentoso. Sua capacidade de criar melodias magníficas, seu profundo conhecimento da dinâmica de uma orquestra, seu conhecimento de contraponto, enfim, acompanhamos aqui a consagração de um gênio, sendo o momento culminante sua ‘Sinfonia Inacabada’, para alguns, sua Oitava Sinfonia, para outros, sua Sétima.

Ouvi a Quinta Sinfonia pela primeira vez na Rádio Cultura, andando pelas ruas de São Paulo, voltando para casa em um final de tarde, começo da noite, vendo aquele imenso fluxo de pessoas e de carros circulando, e por incrível que possa parecer, me pareceu a trilha sonora perfeita.  Eram tempos duros, estava recém chegando na cidade grande, conhecendo seu ritmo, e tentando me adaptar a ele. Ainda não fizera muitos amigos, e era naquela fase de transição de nossas vidas, quando precisamos tomar as decisões que iriam nortear o futuro. Como trabalhava em um Bairro Central, o famoso Bixiga, e morava ali na região dos Campos Elíseos, a algumas quadras da famosa esquina da Ipiranga com a São João, preferia muitas vezes ir a pé para casa, ao invés de encarar aqueles ônibus e metrôs lotados. Eram tempos loucos, porém não tão violentos. Não tive coragem de fazer este trajeto novamente na última vez em que estive por lá.

Mas chega de conversa e vamos apreciar esta inédita parceria entre Nikolaus Harnoncourt, que por incrível que pareça nasceu ali mesmo em Berlim, e a orquestra mais famosa da cidade.

1. Symphony No. 5 in B-Flat Major, D. 485 I. Allegro
2. Symphony No. 5 in B-Flat Major, D. 485 II. Andante con moto
3. Symphony No. 5 in B-Flat Major, D. 485 III. Menuetto. Allegro molto – Trio
4. Symphony No. 5 in B-Flat Major, D. 485 IV. Allegro vivace
5. Symphony No. 6 in C Major, D. 589 I. Adagio – Allegro
6. Symphony No. 6 in C Major, D. 589 II. Andante
7. Symphony No. 6 in C Major, D. 589 III. Scherzo. Presto – Trio. Più lento
8. Symphony No. 6 in C Major, D. 589 IV. Allegro moderato
9. Symphony No. 7 in B Minor, D. 759 Unfinished I. Allegro moderato
10. Symphony No. 7 in B Minor, D. 759 Unfinished II. Andante con moto

Berliner Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Franz Schubert (1797-1828) – Sinfonias 3 & 4 – Berliner Philharmoniker, Nikolaus Harnoncourt

Dando sequência a esta excelente integral, trago hoje as sinfonias de nº 3 e de nº 4, obras de juventude de Schubert (estranho falar isso, afinal, qual obra dele não é de juventude? O cara morreu com meros 31 anos).
A partir da Terceira Sinfonia, Schubert já está mostrando a que veio, criando uma linguagem própria, libertand0-se um tanto quanto das amarras do classicismo, mas ainda preso nele.
A Quarta Sinfonia foi intitulada ‘Trágica’ pelo próprio Schubert, mas não se sabe qual o motivo para assim ter sido denominada.
Novamente, a parceria Harnoncourt / Berliner Philharmoniker funciona às mil maravilhas. Afinal, temos gente muito experiente envolvida, e que conhece muito bem esse repertório. Então é pouco provável que algo dê errado.

1. Symphony No. 3 in D Major, D. 200 I. Adagio maestoso – Allegro con brio
2. Symphony No. 3 in D Major, D. 200 II. Allegretto
3. Symphony No. 3 in D Major, D. 200 III. Menuetto. Vivace – Trio
4. Symphony No. 3 in D Major, D. 200 IV. Presto vivace
5. Symphony No. 4 in C Minor, D. 417 Tragic I. Adagio molto – Allegro vivace
6. Symphony No. 4 in C Minor, D. 417 Tragic II. Andante
7. Symphony No. 4 in C Minor, D. 417 Tragic III. Menuetto. Allegro vivace – Trio
8. Symphony No. 4 in C Minor, D. 417 Tragic IV. Allegro

Berliner Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano 23, 27 e 21 / Música Funeral Maçônica / Sinfonia Nº 40 (Jarrett-Davies)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano 23, 27 e 21 / Música Funeral Maçônica / Sinfonia Nº 40 (Jarrett-Davies)

Vamos então de Keith Jarrett em sua experiência mozartiana. Antes, porém, peço que deixem de lado seus intérpretes favoritos, como Géza Anda, Mitsuko Uchida, Alfred Brendel, Arhut Rubinstein, entre tantos outros, e prestem atenção à esta interpretação de Jarrett. Esqueçam as peripécias virtuosísticas que estão acostumados a ouvir dos dedos de Jarrett e se surpreendam com o lirismo e a tranquilidade que ele consegue transmitir com sua interpretação. Nem parece o mesmo músico que se torce, retorce, geme, grita, quando toca jazz. Aqui temos um músico plenamente consciente de seu talento, de sua capacidade, e que se rende ao gênio mozartiano, prestando-lhe uma belissima homenagem. Lento em alguns momentos? Pode até ser, mas desta forma ele consegue extrair da música elementos e detalhes que não se encontram em outras interpretações mais, digamos, virtuosísticas.

O acompanhamento é de primeiríssimo nível, com uma Sttugarter Kammerorchester simplesmente perfeita, com um balanço impecável, dirigida por outro grande pianista, Dennis Russel Davies.

De quebra, vai de brinde uma Sinfonia nº40 e a Maurerische Trauermusik, (Masonic Funeral Music), k. 477.

Espero que apreciem.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano 23, 27 e 21 / Música Funeral Maçônica / Sinfonia Nº 40 (Jarrett-Davies)

CD 1

(01)piano concerto 23 – allegro
(02)piano concerto 23 – adagio
(03)piano concerto 23 –  allegro assai

(04)piano concerto 27 – allegro
(05)piano concerto 27 – larghetto
(06)piano concerto 27 –  allegro

CD 2

(01)masonic funeral music k. 477

02)piano concerto 21 – allegro maestoso
(03)piano concerto 21 – andante
(04)piano concerto 21 – allegro vivace assai

(05)symphony 40 – molto allegro
(06)symphony 40 – andante
(07)symphony 40 – menuetto (allegretto) – trio
(08)symphony 40 – allegro assai

Keith Jarrett – Piano
Sttutgarter Kammerorchester
Dennis Russel Davies – Conductor

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Jarrett e a tchurma de Stuttgart.

FDP

Franz Schubert (1796-1828) – Sinfonias 1 e 2 – Nikolaus Harnoncourt, Berliner Philharmoniker

Estes registros foram realizados entre 2003 e 2008 e ficaram escondidos nos acervos da própria Filarmônica de Berlim, até que uma boa alma lá da gravadora da orquestra resolveu lançar, agora em 2015, um pouco antes da morte do maestro, que faleceu em 2016, e mostrar que o grande Nikolaus Harnoncourt não vivia apenas de interpretações historicamente informadas, quando necessário usava todos os recursos disponíveis e claro, toda a estrutura da própria orquestra para nos mostrar um Schubert modernizado e atual.
Gosto muito do Schubert das duas primeiras sinfonias, sua dinâmica puramente mozartiana, sua alegria e juventude expostas sem nenhum ressentimento ou amargura. Nunca canso de me espantar ao lembrar que ele viveu apenas 31 anos, e compôs uma obra extensa, entre sinfonias, obras de Câmara, sonatas para piano, etc. … um fenômeno, com certeza. Pena que nos deixou tão cedo.
Para melhor serem degustadas, vou trazer estas sinfonias de duas em duas. Harnoncourt ignora solenemente a existência de uma Sinfonia nº 7 (da qual existem apenas fragmentos de quatro movimentos) e as renumera até 8.
A poderosa Filarmônica de Berlim como sempre está perfeita. e nas mãos firmes e calejadas de Harnoncourt, atinge o nível de excelência ao qual já estamos acostumados.

P.S. estou oferecendo os arquivos no formato FLAC e em MP3. Ambos estão na mesma pasta do onedrive.

01. Symphony No. 1 in D Major, D. 82 I. Adagio – Allegro vivace
02. Symphony No. 1 in D Major, D. 82 II. Andante
03. Symphony No. 1 in D Major, D. 82 III. Menuetto. Allegretto – Trio
04. Symphony No. 1 in D Major, D. 82 IV. Allegro vivace
05. Symphony No. 2 in B-Flat Major, D. 125 I. Largo – Allegro vivace
06. Symphony No. 2 in B-Flat Major, D. 125 II. Andante
07. Symphony No. 2 in B-Flat Major, D. 125 III. Menuetto. Allegro vivace – Trio
08. Symphony No. 2 in B-Flat Major, D. 125 IV. Presto vivace

Berliner Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Conductor

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Da esquerda para a direita, sepultura de Ludwig van Beethoven, memorial a Wolfgang Amadeus Mozart e sepultura de Schubert, no Cemitério Central de Viena (imagem de domínio público).

Fredéric Chopin (1810-1839) – Piano sonata No. 3 (1954), Impromptus, Berceuse – Nikita Magaloff

Na verdade existe um décimo quarto cd nesta série do pianista Nikita Magaloff, com registros realizados lá no longínquo ano de 1954, do tempo em que os dinossauros caminhavam pela Terra. Vou postar, pois acho interessante essa possibilidade de entender a evolução da interpretação das obras de Chopin, além, é claro, da evolução da maturidade artística de Magaloff, lembrando que os outros volumes da série já foram realizados no final da vida do músico, em plenos anos 70. Outra informação é a de que este registro foi realizado antes do advento do Estéreo, então digamos que seria uma gravação para os mais ‘puristas’. Mas lhes garanto que a qualidade da interpretação já é a de um grande mestre, alguém que conhece profundamente a obra.

Vamos então ao que viemos. Hoje é domingo e ainda pretendo sair dar umas pedaladas.

01. Piano sonata No. 3 (1954) – I. Allegro maestoso

02. Piano sonata No. 3 – II. Scherzo

03. Piano sonata No. 3 – III. Largo

04. Piano sonata No. 3 – IV. Finale presto non tanto

05. Impromptu No. 1, Op. 29

06. Impromptu No. 2, Op. 36

07. Impromptu No. 3, Op. 51

08. Impromptu No. 4, Op. 66

09. Berceuse Op. 57

Nikita Magaloff – Piano

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Fredéric Chopin (1810-1839) – Variations brillantes, Op. 12, Souvenir de Paganini, Variations sur la Marche des Puritains de Bellini, etc. – Nikita Magaloff

Por algum motivo inexplicável não trouxe para os senhores o décimo terceiro CD desta imperdível coleção, uma das principais de meu acervo. Aqui o imenso pianista que foi Nikita Magaloff interpreta obras um tanto obscuras do repertório chopiniano. Vale a pena conhecer. Quero agradecer à leitora Isolda que me chamou a  atenção e lembrou desta falha. Para variar, minha vida anda uma loucura, então quase nem tenho participado com muita frequência do blog, de qualquer forma, estamos aí quando possível.

Sem mais delongas, vamos ao que viemos.

01. Variations brillantes, Op. 12

02. Souvenir de Paganini

03. Variations sur la Marche des Puritains de Bellini

04. Variations sur un air national allemand

05. Rondeau in C minor, Op. 1

06. Rondeau “À la Mazurka” in F major, Op. 5

07. Rondeau in E flat major, Op. 16

08. Rondeau for 2 pianos in C major, Op. 73

09. Variations for piano 4 hands ‘Sur un air national de Moore’

Nikita Magaloff – Piano

Michel Dalberto – Piano (faixas 8 e 9)

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George Frideric Handel (1685-1759) The Recorder Sonatas – Stefan Temmingh

Stefan Temmingh já foi chamado de sucessor de ‘Frans Brüggen’, o lendário flautista, maestro, musicólogo, entre outras ‘profissões’. Li isso na página do próprio Temmingh na internet, então vamos considerar um pouco uma jogada de marketing. Mas não podemos negar que o rapaz tem um talento imenso, e com certeza é um dos maiores flautistas da sua geração. E como tem excepcionais flautistas atualmente, principalmente no repertório barroco !! Álbuns dedicados a Vivaldi, a Corelli, a Teleman são lançados constantemente, e todos de excelente qualidade.

Este Cd que ora vos trago é dedicado a Handel, o genial compositor contemporâneo de Bach, com quem compartilha a grandiosidade. São obras agradáveis de se ouvir, principalmente em seus movimentos mais rápidos, que exigem do solista uma técnica mais apurada e isso Temminghs tem de sobra.

É incerto afirmar quantas sonatas Handel compôs, mas o  número se situa entre oito ou nove. Algumas destas foram compostas originalmente para outros instrumentos. Assim o editor do site amazon.com classificou este CD:

The Six Recorder Sonatas by George Frideric Handel are a compendium of the recorders original literature, and have an exceptional position because of their beauty. Theyre typically Handelian in character, in that the upper voice is very vocal, like his operas. The melodies are truly captivating and remarkable for their simplicity which demands far more virtuosity than simply moving the fingers quickly. The goal of Stefan Temmingh, one of Germanys most renowned recorder players of the younger generation, is to come as close as possible to the greatest of all instruments the human voice. The bass line makes an equal counterpart to the recorder part; its opulent, virtuosic and full of variety much more than in comparable pieces. Its executed without cello only by harpsichord, performed in an outstanding way by Wiebke Weidanz.

Dia destes nosso PQPBach postou outro CD deste admirável flautista, acompanhado pela soprano Dorothée Mields, e destacou em seu comentário como funciona bem esta parceria. Poderia afirmar também que neste CD a parceria com a cravista Wiebke Windanz também funciona perfeitamente. Enfim, um belo CD, que vai agradar bastante aos fãs do instrumento,  e claro, aos fãs de Handel.

1 Prelude in G major HWV 571
2 Sonata in C major HWV 365 Larghetto
3 Allegro
4 Larghetto
5 Tempo di Gavotta 1:44
6 Allegro 2:08
7 Flourish 0:25
Sonata in F major HWV 369
8 Grave
9 Allegro
10 Alla Siciliana
11 Allegro
12 Prelude in G minor HWV 572
Sonata in G minor HWV 360
13 Larghetto
14 Andante
15 Adagio
16 Presto
17 Fantaisie No.1 in B flat major 0:39 Anonymous (from the Charles Babel Collection)
Sonata in B flat major HWV 377
18 (Allegro)
19 Adagio
20 Allegro
21 Prelude in A minor HWV 576
Sonata in A minor HWV 362
22 Larghetto
23 Allegro
24 Adagio
25 Allegro
26 Prelude in B minor ZN773 by Henry Purcell (1659-1695)
Sonata in B minor HWV 367
27 Largo
28 Vivace
29 Furioso
30 Adagio
31 Alla Breve
32 Andante
33 A Tempo di Menuet

Stefan Temmingh – Flauta

Wiebke Windanz – Cravo

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concerto para Clarinete – Martin Fröst, Amsterdam Sinfonietta, etc.

Um belo CD para apreciar em uma manhã de sábado, contanto que o alarme da casa do vizinho não tenha disparado e esteja tocando há mais de meia hora. Aí a sugestão é usar um bom fone de ouvido mesmo e torcer que a empresa de segurança chegue o mais rápido possível para desativá-lo.

O Concerto para Clarinete de Mozart me faz um bem tremendo, acalma meus nervos, como diziam os antigos. A suavidade do timbre do instrumento deve atingir certas áreas do cérebro que regulam meus níveis de ansiedade, sei lá …

Martin Fröst é sueco, nasceu em 1970, e desde seus oito anos de idade empunha seu clarinete. Além da dedicação ao instrumento, ele também é maestro, sendo atualmente o titular da Orquestra de Câmara Sueca.

O Concerto de Mozart dispensa apresentações, o que dizer daquele Adagio? Serena, é uma obra que me passa muita tranquilidade. Já ouvi diversas gravações e esta de Martin Fröst, realizada lá em 2003, está entre minhas favoritas. Demonstra muita maturidade, técnica e sensibilidade, sem precisar se exceder em malabarismos virtuosísticos. Talvez seja o sangue sueco, frio e com nervos de aço. Mozart compôs esta obra poucos meses antes de sua morte, que ocorreu em 5 de dezembro de 1791, e dedicou ele a Anton Stadler, o maior clarinetista de sua época, muito admirado pelo compositor, que a ele também dedicara seu Quinteto para Clarinete, obra que fecha este CD que ora vos trago.

O magnífico Quinteto K. 581 fora composto por Mozart dois anos antes, em 1789, que o chamava de ‘Quinteto do Stadler’, e é caracterizado principalmente pelo seu perfeito balanço, não privilegiando este ou aquele instrumento em particular.

P.S. Felizmente o alarme da casa do vizinho parou de tocar.  Assim posso melhor apreciar este belo CD.

01. Clarinet Concerto in A major, K. 622- I. Allegro
02. Clarinet Concerto in A major, K. 622- II. Adagio
03. Clarinet Concerto in A major, K. 622- III. Rondo. Allegro

Martin Fröst – Clarinet
Amsterdam Sinfonietta
Peter Oundjian – Conductor

04. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- I. Allegro
05. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- II. Larghetto
06. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- III. Menuetto – Trio I – Tri
07. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- IV. Allegretto con Variazioni

Martin Fröst – Clarinet
Vertavo String Quartet

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FDP

 

.: interlúdio :. Jazz Sabbath

Um interessante CD de jazz, com um ótimo trio tocando versões de canções clássicas do mítico grupo de rock ‘Black Sabbath’. Por si só, este CD poderia ser apenas um CD de covers, igual a dezenas de outros que vemos por aí. Mas os meninos resolveram contar uma história, que em um primeiro momento, pode soar verdadeira, mas depois de um tempo entendemos se tratar de uma brincadeira.

Enfim, resumindo a história, o Jazz Sabbath teria sido fundado em 1968 pelo pianista Milton Keanes, pelo baixista Jacque T´Fono, e pelo baterista Juan Také, e logo se destacaram no cenário do Jazz Londrino de final de década.  Teriam gravado um disco cujo lançamento foi marcado para a Sexta Feira 13, do mês de Fevereiro de 1970. Porém Milton Keanes sofreu um sério ataque do coração e o lançamento foi cancelado. E  enquanto se recuperava, o tal do material, ainda inédito, teria sido repassado para uma banda de Heavy Metal recém formada, convenientemente chamada ‘Black Sabbath’, que se apropriou destas canções e as transformou nas clássicas canções que os fãs da banda tão bem conhecem. A Fita Master, com a gravação original teria se perdido em um incêndio no galpão onde o estúdio guardava seu material. Passados quase cinquenta anos, aquele velho prédio foi vendido e o comprador encontrou a tal da Fita Master, que mostrava a origem daquelas canções. Ou seja, a famosa banda, que criou o Heavy Metal, era na verdade uma farsa, fazendo sucesso com música alheia.

Quando li essa história pela primeira vez,  me assustei, afinal sou fã do Black Sabbath, e ouço a banda desde minha adolescência. Repassei a história para os colegas daqui do PQPBach, que também se assustaram. Mas depois de uma pesquisa no Google, verificamos que se tratava apenas de uma jogada de marketing, os caras querendo ser famosos inventaram essa história.

Estratégias de marketing a parte, é um bom disco, nada excepcional. Deixam irreconhecíveis petardos como ‘Iron Man’, ‘Fairies Wear Boots’ e ‘Children of the Grave’. Keanes é um excelente improvisador, merece ser conhecido. E na verdade, Milton Keanes, na verdade, é Adam Wakeman, filho do tecladista Rick Wakeman, e que já toca com a banda há algum tempo, assim como seu pai, que é o responsável pelo piano em ‘Changes’, no mítico álbum ‘Volume 4″.

01. Fairies Wear Boots
02. Evil Woman
03. Rat Salad
04. Iron Man
05. Hand Of Doom
06. Changes
07. Children Of The Grave

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Confiram o nível da ‘farsa’ assistindo ao ótimo documentário abaixo :

 

.: interlúdio :. Hommage à Eberhard Weber – Pat Metheny, Jan Garbarek, Gary Burton, etc.

.: interlúdio :. Hommage à Eberhard Weber – Pat Metheny, Jan Garbarek, Gary Burton, etc.

Este CD me caiu em mãos por acaso, e o ouvia ocasionalmente, sem prestar muita atenção nele. Mas aproveitei estas pequenas férias coletivas de final de ano para ouvir alguns CDs com mais atenção, e esse foi um deles.

Minha geração (nasci em 1965) cresceu ouvindo e procurando os LPs e posteriormente os  CDs do selo de Manfred Eicher (ECM) ansiosamente nas lojas de discos. Músicos como Jan Garbarek, Gary Burton e Pat Metheny se tornaram nossa referência, e buscávamos ansiosamente todos os seus lançamentos. E tocando com toda essa galera, um nome se destacava, o do baixista alemão Eberhard Weber. Procurei então seus discos solos, e também seu trabalho ao lado de outros músicos geniais. Dono de um estilo único, com um timbre facilmente identificável, ele se destacou principalmente entre os anos 70 e 80. Infelizmente foi acometido por um derrame, o que o afastou dos palcos, mas não da música.

Este CD que ora vos trago foi gravado ao vivo, e tem um timaço de músicos envolvidos, começando pelos citados acima, Burton, Garbarek e Metheny, dentre outros, além da fantástica SWR Big Band,  Juntamente com seu amigo, o saxofonista norueguês Jan Garbarek e do guitarrista norte americano Pat Metheny, Weber se aproveitou da tecnologia, criando novas composições a partir de solos seus em trabalhos anteriores. São obras únicas, intimistas, que contam com a altíssima sensibilidade dos músicos envolvidos, Ouçam a incrível ‘Resumé Variations’, que abre o CD, onde Garbarek desfila todo o seu talento e versatilidade, ou então a suíte ‘Hommage’, composta por Pat Metheny, com 31 minutos de duração para entenderem o que digo. O texto de Metheny no encarte do CD também é bem esclarecedor:

“I was asked to participate in a special event to be held in January 2015 to honor Eberhard’s incredible life as a musician. My idea was to try to create something special for this very unique musician. Since Eberhard’s stroke in 2007, he has not been able to play. But I felt that his sonic identity was such a huge component in his work that I wanted to somehow acknowledge it in whatever form I could.

It came to me that it would be interesting to take the idea of sampling one step further; to find video elements of Eberhard improvising and then reorganize, chop, mix and orchestrate elements of those performances to gether into a new composition with a large projection of the Eberhard moments that I chose filling a screen behind us as we performed. It seemed like a new way to compose for me that would almost take the form of visual sampling. Although this seemed like an Eberhard-worthy idea, technically it was quite difficult to do. As it happened, there were only two really usable performances that included long stretches of Eberhard improvising on screen to be found, one from 1986 in Stuttgart and another brief interlude from a Jan Garbarek concert in 1988 in Leverkusen.

The challenges were many, but first and foremost was the issue how to create from scratch an extended piece that would honor Eberhard and also utilize the skills and talents of the commissioning large ensemble, the excellent SWR Big Band.”

Espero que apreciem. Este CD foi a minha trilha sonora de final de ano. E com esta postagem pretendo reiniciar meus trabalhos aqui no PQPBach, depois de alguns meses de ausência, devido a diversos problemas, desde saúde até profissionais. Mas estou acreditando que este novo ano vai me ajudar a superar os desafios que o ano velho trouxe.

FELIZ 2021 !!!

Hommage à Eberhard Weber – Pat Metheny, Jan Garbarek, Gary Burton, etc.

01. Resumé Variations
02 – Hommage
03 – Touch
04 – Maurizius
05 – Tübingen
06 – Notes After An Evening
07 – Street Scenes (Bonus Track)

PAT METHENY guitars
JAN GARBAREK soprano saxophone
GARY BURTON vibraphone
SCOTT COLLEY double bass
DANNY GOTTLIEB drums
PAUL McCANDLESS English horn, soprano saxophone
KLAUS GRAF alto saxophone
ERNST HUTTER euphonium
MICHAEL GIBBS arranger, conductor
RALF SCHMID arranger
RAINER TEMPEL arranger
LIBOR ŠÍMA arranger
and the SWR BIG BAND
HELGE SUNDE conductor

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FDP

George Gershwin – Piano Concerto in F Major / Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major (Grimaud}

George Gershwin – Piano Concerto in F Major / Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major (Grimaud}

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pelas barbas do profeta, PQP …!!! Hélène Grimaud tocando Gershwin e Ravel… aqueles viciados em Martha Argerich, Pollini, ou sei lá em qual outro intérprete para estes concertos, prestem atenção nestas gravações.. e não é que a francesinha dá conta do recado como gente grande (as aparências enganam, ela já tem 40 anos de idade)? E não se deixem enganar por este lindo rosto e nem por este sorriso cativante, atrás deles se esconde uma intérprete focada e segura, e que encara estes dois excepcionais concertos com um sorriso no rosto. Mas vamos ao que importa.

George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Hélène Grimaud

01 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ I. Allegro
02 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ II. Adagio – Andante con moto
03 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ III. Allegro agitato

04 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ I. Allegramente
05 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ II. Allegro assai
06 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ III. Presto

Baltimore Symphony Orchestra
David Zinman – Conductor

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Hélène (suspiro) Grimaud
Hélène (suspiro) Grimaud

FDP

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Missa S. Emidio | Salve Regina In F Minor | Manca La Guida Al Piè | Laudate Pueri Dominum (Abbado – Orchestra Mozart)

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Missa S. Emidio | Salve Regina In F Minor | Manca La Guida Al Piè | Laudate Pueri Dominum (Abbado – Orchestra Mozart)

Ando por demais barroco nos últimos tempos. Não me perguntem o motivo, não sei explicar. Só sei dizer que minhas próximas postagens serão barroco e mais barroco. Deixarei o romantismo de lado por um tempo. A não ser que apareça alguma coisa me pareça imprescindível por algum motivo.

A incrível capacidade de Claudio Abbado de se reciclar é algo que merece elogios. Quem diria que depois de velho o grande Claudio Abbado, ex poderoso diretor da Filarmônica de Berlim, que gravou discos antológicos de compositores do século XX, iria se tornar um adepto das gravações de época, com orquestras e coros menores, e se dedicar ao classicismo e ao barroco? Pois é, estes cds que ele gravou nos últimos anos, tocando com esta Orchestra Mozart, são imperdíveis. Recomendo todos eles.

Neste CD que ora posto, dando prosseguimento ao “Ciclo Pergolesi” a que me propus, temos uma belíssima “Missa de S. Emidio”, que recomendo com todas as letras. Como sempre, este tipo de CD tem de ser ouvido com calma, de preferência sentado em sua melhor poltrona, e degustando um bom vinho. Serve para refletirmos sobre os mistérios da natureza humana e divina. Um bom livro também faz boa companhia. Tem chovido muito aqui na minha região, e não dá vontade de sair de casa com esse tempo. Pergolesi, desta forma, se torna uma excelente companhia.

Espero que apreciem.

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Missa S. Emidio, Laudate pueri Dominum, Salve Regina (Abbado – Orchestra Mozart)

Missa S. Emidio (30:01)
1 Kyrie Eleison 0:45
2 Christe Eleison 2:28
3 Kyrie Eleison 0:58
4 Gloria In Excelsis Deo 2:41
5 Laudamus Te 2:08
6 Gratias Agimus Tibi 3:48
7 Domine Deus 4:12
8 Qui Tollis Peccata Mundi (I) 2:15
9 Qui Tollis Peccata Mundi (II) 4:04
10 Qui Sedes Ad Dexteram Patris 2:19
11 Quoniam Tu Solus Sanctus 1:48
12 Cum Sancto Spiritu. Amen 2:33

Salve Regina In F Minor (15:20)
13 Salve Regina 4:39
14 Ad Te Clamamus 4:44
15 Eia Ergo 1:33
16 Et Jesum Benedictum 2:18
17 O Clemens, O Pia 2:05

Manca la Guida Al Piè (8:40)
18 Recitativo: “È Dover Che Le Luci” 2:09
19 Aria: “Manca la Guida Al Piè” 6:31

Laudate Pueri Dominum (18:33)
20 Laudate Pueri Dominum 3:05
21 A Solis Ortu 3:38
22 Excelsus Super Omnes 2:06
23 Quis Sicut Dominus 2:05
24 Suscitans A Terra 2:29
25 Gloria Patri 2:53
26 Sicut Erat In Principio 2:15

Choir – Coro Della Radiotelevisione Svizzera* (tracks: 1-12, 20-26)
Chorus Master – Diego Fasolis (tracks: 1-12, 20-26)
Conductor – Claudio Abbado
Contralto Vocals – Sara Mingardo (tracks: 1-17)
Mezzo-soprano Vocals – Teresa Romano (tracks: 21)
Orchestra – Orchestra Mozart
Soprano Vocals – Rachel Harnisch (tracks: 20-26), Veronica Cangemi (tracks: 1-12, 18, 19)

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Abbado com a Orquestra Mozart

FDPBach

Johannes Brahms (1833-1897) – Sinfonias – Karajan, BPO (1959-1965)

De vez em quando volto a ouvir estas gravações de Karajan das sinfonias de Brahms. Sinto que preciso ouvi-las, talvez por entender que elas são a base de referência para outros registros destas obras que me caem em mãos.  Tenho uma ligação muito pessoal com estes discos, eles surgiram em um determinado momento muito importante de minha vida, um momento em que eu me encontrava em uma encruzilhada, tentando escolher o caminho a seguir. E foi ouvindo esta versão da primeira sinfonia que me inspirei a seguir o caminho que escolhi. Era um final de tarde de domingo, estava sentado na varanda da casa em que morava, coloquei a fita cassete no velho walkman, dia feio, meio nublado, para variar estava sozinho em casa. Se o caminho que escolhi foi o melhor não cabe discutir, só posso dizer que não me arrependo de minha escolha.

Já discutimos diversas vezes sobre esta obra, procurem lá atrás, nos primórdios do PQPBach, eram outros tempos, tudo bem, mas a idéia e a motivação continuam lá. Estas gravações foram realizadas entre 1959 – 1965. O próprio Karajan estava iniciando sua trajetória de sucesso frente à Orquestra Filarmônica de Berlim, onde veio a se consolidar como um dos maiores regentes do século XX.

Li uma crítica onde o autor considerava as quatro sinfonias de Brahms como uma uma obra só, cada sinfonia sendo um movimento. Depois de tanto ouvir estas obras, no correr destes últimos trinta anos, posso até concordar com esta hipótese, mas ao mesmo tempo, faço questão de ressaltar que cada uma delas tem uma personalidade própria, tem vida própria.

Portanto, está é a proposta desta postagem: todas as sinfonias de Brahms de uma só vez, para serem ouvidas na sequência, façam a experiência. Vale a pena.

Espero que apreciem. Com certeza, seriam discos que eu escolheria para levar para uma ilha deserta.

01 Symphonie Nr. 1 c-moll, op. 68- 1. Un poco sostenuto – Allegro
02 Symphonie Nr. 1 c-moll, op. 68- 2. Andante sostenuto
03 Symphonie Nr. 1 c-moll, op. 68- 3. Un poco allegretto e grazioso
04 Symphonie Nr. 1 c-moll, op. 68- 4. Adagio – Piùandante – Allegro non troppo, ma con brio

01 Symphony no. 2 op. 73 – 1 Allegro non troppo
02 Symphony no. 2 op. 73 – 2 Adagio non troppo
03 Symphony no. 2 op. 73 – 3 Allegro grazioso- Quasi andantino
04 Symphony no. 2 op. 73 – 4 Allegro con spirito

01 Symphony no. 3 in F major, op. 90- 1. Allegro con brio
02 Symphony no. 3 in F major, op. 90- 2. Andante
03 Symphony no. 3 in F major, op. 90- 3. Poco allegretto
04 Symphony no. 3 in F major, op. 90- 4. Allegro

01 Symphony no. 4 in E minor, op. 98- 1. Allegro non troppo
02 Symphony no. 4 in E minor, op. 98- 2. Andante moderato
03 Symphony no. 4 in E minor, op. 98- 3. Allegro giocoso
04 Symphony no. 4 in E minor, op. 98- Allegro ernegico e passionato

Herbert von Karajan – Conductor
Berliner Philharmoniker

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#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827): Symphony nº 9 in D Minor, op. 125 – Toscanini

#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827): Symphony nº 9 in D Minor, op. 125 – Toscanini

Com esta postagem, inicio uma série que farei com gravações históricas, que incluirá Furtwangler, Toscanini, Fricsay, entre outros.

E vou começar simplesmente por esta que é considerada a maior das gravações já realizadas da Sinfonia nº 9 de Beethoven. Na verdade, esta e a de Furtwangler, apesar de terem sido realizadas ainda na década de 50, são consideradas imbatíveis até hoje, mesmo com os avanços das técnicas de gravação. Talvez seja este seja um dos grandes trunfos desta gravação. Realizada ao vivo no Carnagie Hall, em 1952, temos um Toscanini já no alto de seus 85 anos. Até então, o maestro nunca se sentira seguro com suas performances da obra, tanto que só autorizou esta que aqui temos para ser lançada. Conhecemos sua fama de rigor com que dirigia as orquestras. E ao que tudo indica, esse rigor ele aplicava a si mesmo também. Enfim, trata-se de uma 9ª Sinfonia absolutamente perfeita em todos os seus detalhes. Ninguém, absolutamente ninguém que a ouve, tem opinião diferente.

A NBC Symphony Orchestra foi montada pelo próprio Toscanini, que a regeu por 17 anos, até 1954. Ou seja, era a sua cara.

Abaixo, deixo o comentário de um cliente da amazon, sobre esta gravação.

“Arturo Toscanini (1867-1957) spent much of his conducting career trying to give a “definitive” performance of Beethoven’s ninth symphony. He conducted the symphony numerous times; it wasn’t until 1952 that he was sufficiently satisfied with a recording of this major work to authorize a commercial release.

Toscanini had hated to record during the days of 78-rpm discs. Each 12-inch record side played a little under five minutes, so it was necessary for the conductor and musicians to stop periodically while the master was changed. Only in the United Kingdom, where Toscanini made recordings with the BBC Symphony Orchestra, did a record producer (Fred Gaisberg) come up with a system using two recording machines, so that Toscanini and the musicians did not have to stop.

Toscanini was very happy when RCA Victor began using magnetic sound film to record his sessions with the NBC Symphony. Then, in 1948, RCA switched to magnetic tape. With both processes, continuous performance were possible and true high fidelity was realized. Toscanini told his friends that he was often very happy with the long-playing records that RCA began issuing in 1950. By 1952, RCA was using a single full range microphone, suspended above Toscanini’s head, to achieve its “New Orthophonic” process. Occasionally, an additional microphone was used to pick up soloists. The results in this recording were exceptional and very realistic.

Toscanini always felt there were problems with performances with Beethoven’s ninth symphony. Something always seem to go wrong, either with the soloists, the chorus, the orchestra, or the conductor himself. It’s likely other conductors and musicians recognized the challenges of this very difficult music. Just as Beethoven had done with his “Missa Solemnis,” the composer challenged the musicians with his very profound and very intricate music. Both works stretch the singers to their vocal limits; having sung “Missa Solemnis” and the ninth symphony, this writer can attest to the considerable challenges of the music.

The commercial recording that Toscanini made with the NBC Symphony Orchestra in Carnegie Hall in 1952 was the culmination of years of trying to understand Beethoven’s intensely complicated musical score. That Toscanini succeeded in producing a legendary recording is a real tribute to his greatness. It’s particularly amazing that he made this recording the year he turned 85 years of age.

Joining Toscanini and the NBC Symphony in this recording were a group of outstanding vocal soloists, particularly American tenor Jan Peerce, whom Toscanini considered among his all-time favorite singers. Peerce first sang with Toscanini in a 1939 broadcast performance of this symphony. The Robert Shaw Chorale, which had first performed with Toscanini in a 1945 broadcast performance of the ninth, were on hand, again providing some of the best choral singing possible. Shaw would go on to become a symphony conductor himself (with the Atlanta Symphony) and some said that he was much influenced by his mentor.

It is well known that the four movements attempt to present various musical philosophies of life. Beethoven basically rejects the first three proposals, even reviewing them in the opening moments of the fourth symphony, and then has the bass soloist sing, “O friends, not these sounds.” Beethoven uses Schiller’s “Ode to Joy” and the recurring main theme has become one of his most famous melodies, later used as the tune for the hymn “Joyful, Joyful, We Adore Thee.” The composer clearly had already recognized that one must accept fate and not be discouraged; it was such determination that enabled to live and continue composing despite increasing deafness.

This performance set the standard for all recordings of the Beethoven ninth symphony. Few conductors, singers, and musicians have succeeded as well as Toscanini did in this memorable performance. “

Portanto, eis um grande momento da história da música no século XX.

Ludwig van Beethoven – Symphony nº 9 in D Menor, op. 125

1. Symphony No. 9, Op. 125 ‘Choral’ In D Minor: Allegro Ma Non Troppo, Un Poco Maestoso
2. Symphony No. 9, Op. 125 ‘Choral’ In D Minor: Molto Vivace
3. Symphony No. 9, Op. 125 ‘Choral’ In D Minor: Adagio Molto E Cantabile; Andante Moderato
4. Symphony No. 9, Op. 125 ‘Choral’ In D Minor: Presto; Allegro Assai

Eileen Farrell – Soprano
Nan Merriman – Contralto
Norman Scott – Bass
Jan Peerce – Tenor

NBC Symphony Orchestra
Robert Shaw Chorale
Arturo Toscanini

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Arturo Toscanini

FDP Bach

BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770–1827) The Piano Concertos – Bavouzet, Swedish Chamber Orchestra

Era só uma questão de tempo para que Jean-Efflam Bavouzet lançasse sua integral dos Concertos para Piano de Beethoven. Projeto pessoal, pressão da gravadora ou até mesmo dos fãs, como este que vos escreve, enfim, eis que finalmente foi lançado no final de agosto, ainda dentro das comemorações dos 250 anos de nascimento de Beethoven. Confesso que ainda não ouvi com a atenção devida, a correria do dia a dia impede, mas gostei do pouco do que ouvi.
Considero Bavouzet um dos pianistas mais completos da atualidade. Já postamos tantas versões destes concertos que fiquei pensando em prorrogar esta postagem para o ano próximo, mas sei lá o que vai acontecer até lá, as coisas anda tão confusas e loucas neste ano de 2020, que preferi antecipar.
Bavouzet é um músico tão completo que optou por ele mesmo dirigir a ótima Orquestra de Câmara Sueca. Versátil o rapaz, não é verdade? O texto abaixo é do próprio pianista explicando sua decisão:

“Tocar um concerto com um maestro que compartilha e enriquece a visão da obra em questão é uma das maiores alegrias na vida de um solista. No entanto, também se pode admitir que alguns aspectos de atuar sem um condutor podem ser vantajosos. O tempo de ensaio é geralmente aumentado pelo processo de elaboração dos diferentes protocolos de gestos do solista e do líder na coordenação da execução do conjunto. À medida que a obra avança, vai-se forjando um vínculo criativo, resultando em uma osmose artística, uma visão comum da obra, na qual o compromisso não tem lugar. Para o pianista há também o deleite de estar frente a frente com toda a orquestra, na comunicação visual direta, os músicos talvez mais propensos a iniciativas pessoais, multiplicando assim o prazer da participação genuína, do diálogo e da troca musical. As Cadenzas usadas ​​nesta gravação são todas de Beethoven, do conjunto que ele escreveu em 1809, e portanto são contemporâneas do Quinto Concerto. ” (livremente traduzido, a partir do editorial da Amazon).

Pois bem, então vamos ao que viemos, a tão esperada integral dos Concertos para Piano de Beethoven nas mãos mais que competentes de Jean-Efflaim Bavouzet.

COMPACT DISC ONE
Piano Concerto No. 2, Op. 19 (1787 / 88–95, revised 1798) in B flat major 
1 Allegro con brio
2 Adagio
3 Rondo. Molto allegro

Piano Concerto No. 1, Op. 15 (1795, revised 1800) in C major 
4 Allegro con brio
5 Largo
6 Rondo. Allegro

COMPACT DISC TWO
Piano Concerto No. 3, Op. 37 (1802–03) in C minor
1 Allegro con brio
2 Largo
3 Rondo. Allegro – Presto

Piano Concerto No. 4, Op. 58 (1805–06) in G major
4 Allegro moderato
5 Andante con moto
6 Rondo. Vivace – Presto

COMPACT DISC THREE
Piano Concerto No. 5, Op. 73 (1809) in E flat major (‘Emperor’)
1 Allegro
2 Adagio un poco mosso –
3 Rondo. Allegro

Grand Quintet, Op. 16 (1796–97)* in E flat major for Piano with Oboe, Clarinet, Bassoon, and Horn
4 Grave – Allegro, ma non troppo
5 Andante cantabile
6 Rondo. Allegro, ma non troppo

Swedish Chamber Orchestra
Karin Egardt oboe*
Kevin Spagnolo clarinet*
Mikael Lindström bassoon*
Terése Larsson horn*
Urban Svensson leader
Jean-Efflam Bavouzet pianist • director

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