Como não poderia deixar de ser, o último CD lançado pela violinista Amandine Beyer e seu conjunto Gli Incogniti é um primor, tanto por suas sempre bem vindas pesquisas histórico – musicológicas quanto pelo frescor em suas interpretações, tirando o mofo de obras já conhecidas em centenas, quiçá milhares de gravações no correr das últimas décadas. Claro que nunca vou deixar de ouvir antigos conjuntos como “I Musici”, que ‘ressuscitou’ o barroco ainda lá nos anos 50, mas como discutíamos dia destes no whattsap do grupo, nada como uma lufada de ar fresco neste repertório.
Amandine Beyer já nos proporcionou outros momentos de prazer com seu incrível conjunto especializado em música historicamente interpretada, e a cada novo CD sabemos que vem ouro puro por aí. Neste incrível CD que ora vos trago, Bach from Italy, lançado em 2025, ela nos mostra as influências e ‘releituras’ que Bach faz dos compositores italianos em sua época, especialmente Antonio Vivaldi e os irmãos Marcello, Alessandro e Benedetto Marcello, que eram muito populares na Alemanha naquele início de Século XVIII. Como bem sabemos, nosso querido Johann Sebastian era pouco conhecido por seus contemporâneos, apenas após a sua morte foi reconhecido pelo gênio que era.
Sugiro a leitura do livreto em anexo, que traz maiores detalhes e informações. Para os fãs do Barroco, eis um bom momento para atualizarem suas audições.
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Brandenburg Concerto No.4 in G major BWV 1049 PSS, AG, AB
Sol majeur / G-Dur
1 | I. Allegro 6’25
2 | II. Andante 3’34
3 | III. Presto 4’25
ANTONIO VIVALDI (1678-1741)
Concerto for 2 Violins and Cello in D minor RV 565 AB, VM, MC
Ré mineur / d-Moll (L’estro armonico Op.3, No. 11)
4 | I. Allegro 0’42
5 | II. Adagio e spiccato 0’24
6 | III. Allegro 2’50
7 | IV. Largo e spiccato 2’16
8 | V. Allegro 2’12
JOHANN SEBASTIAN BACH
Brandenburg Concerto No. 3 in G major BWV 1048 AB AR YK – VM OR MP – MC PS FB
Sol majeur / G-Dur
9 | I. Allegro – II. Adagio 5’34
10 | III. Allegro
JOHANN SEBASTIAN BACH
Concerto for 2 Violins in D minor BWV 1043 AB, AR
Ré mineur / d-Moll
14 | I. Vivace 3’25
15 | II. Largo ma non tanto 5’42
16 | III. Allegro 4’13
Oboe d’amore Concerto in A major BWV 1055R EL
La majeur / A-Dur
17 | I. Allegro 4’01
18 | II. Larghetto 4’15
19 | III. Allegro ma non tanto
JOHANN SEBASTIAN BACH
Concerto for 3 Violins in D major BWV 1064R AB, VM, YK
Ré majeur / D-Dur
1 | I. Allegro
2 | II. Adagio
3 | III. Allegro
BENEDETTO MARCELLO (1686-1739)
Violin Concerto in E minor S.C788
Mi mineur / e-Moll
(12 Concerti a cinque con Violino Solo e Violoncello obbligato Op. 1, No.2) AB
Solo violin part after J. S. Bach’s Concerto BWV 981
4 | I. Adagio staccato
5 | II. Allegro assai
6 | III. Adagio
7 | IV. Prestissimo
JOHANN SEBASTIAN BACH
Brandenburg Concerto No. 5 in D major BWV 1050 MG, AB, AF
Ré majeur / D-Dur
8 | I. Allegro
9 | II. Affettuoso
10 | III. Allegro
ANTONIO VIVALDI
Concerto for 4 Violins and Cello in B minor RV 580 AB, KV, YK, AR, MC
Si mineur / h-Moll
(L’estro armonico Op.3, No. 10)
11 | I. Allegro
12 | II. Largo – Larghetto – Adagio – Largo
13 | III. Allegro
JOHANN SEBASTIAN BACH
Concerto for Oboe and Violin in C minor BWV 1060R EL, AB
Do mineur / c-Moll
14 | I. Allegro
15 | II. Adagio
16 | III. Allegro
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (flac)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (mp3)
FDP

Estivemos no meio de uma enxurrada de postagens de Mozart, e agora temos uma enxurrada de Shostakovichs. Mas não creio que alguém vai reclamar. Estas gravações que ora vos trago são históricas, gravadas no apogeu da Guerra Fria. Esqueçam Haitink, Barshai, e não sei mais quem. Kirill Kondrashin é o nome do cara. Sim, claro que estou exagerando, o ideal é deixar todas estas gravações juntas, para serem analisadas, comparadas, etc. Ouvi-las à exaustão, para melhor identificarem as diferenças de leitura de cada um destes grandes maestros. E vamos ao que viemos.

IM-PER-DÍ-VEL !!!



Por algum motivo até agora inexplicável, os Motetos de papai ainda não foram postados. Não sei o porque, talvez mano PQP esteja guardando algum trunfo na manga, mas resolvi atender a alguns pedidos insistentes, feitos no correr dos últimos meses, aproveitando uma pequena folga que terei nesta semana. Obras corais extremamente complexas, inexplicavelmente pouco gravadas (talvez mesmo pela sua dificuldade de interpretação), estes motetos são verdadeiras obras primas de papai. Introspectivas, meditativas, elas exigem do ouvinte concentração absoluta, de preferência sem barulhos externos que atrapalhem suas peculiaridades. Herreweghe, bem, Herreweghe é um dos maiores regentes da obra de papai. Até agora não li nenhum comentário negativo de suas gravações. A Chapelle Royale e o Collegium Vocale Gent são seus eternos companheiros, e graças a eles e seus solistas, temos tido acesso a interpretações magníficas, não apenas das obras de papai, mas também de diversos outros compositores barrocos.
FDP Bach teve uma semana complicada, apesar de curta, que se encerrou com seu desligamento da empresa em que trabalhava. Ou seja, sua cabeça estava envolvida em outras coisas, por esse motivo deixou o blog um pouco às moscas. Mas felizmente seu caro irmão PQP voltou de férias, e colocou ordem na casa. Volto com mais barroco, numa bela gravação de Trevor Pinnock e seu English Concert, com suas gravações com instrumentos de época. E o que é mais importante, tocando Telemann, compositor muito caro a este que vos escreve e ao seu irmão PQP, e também ao nosso leitor/ouvinte Pedro, que teceu grandes elogios à ele, quando da última postagem realizada deste compositor. Tratam-se de um Concerto com três trompetes solistas, além de duas Suítes. Portanto, mais barroco com quem entende do assunto.







Já estava na hora de postarmos outra versão deste concerto, com certeza uma das maiores obras já compostas pelo ser humano. E postar uma versão recente, já que as anteriores foram gravações históricas, como a do David Oystrakh, postada ainda nos primórdios do blog.
Fiz uma confusão tremenda ontem, e acabei agendando uma postagem sem ter subido o arquivo para o rapidshare. Desculpem a confusão, ando meio atrapalhado nos últimos dias, ansioso, na verdade, devido às burocracias referentes à contratação em um novo emprego. Por este motivo, só ao chegar em casa hoje, perto das 3 da tarde, e que vi que a postagem sem o link.E como bobagem pouca é bobagem, no final das contas acabei deletando a postagem. Bem, vou resumir o que falei: Perlman está afiadíssimo neste cd, mostrando todo o seu virtuosismo, ao lado de seu amigo de longa data, Daniel Barenboim, nos bons tempos em que este era diretor da Orchestre des Paris, no começo dos anos 80. Então, eis duas obras famosas do repertório violinistico. Espero que apreciem. Ah, antes que me esqueça, o cd também traz uma obra de Berlioz, mas meu cd está com defeito nesta faixa, e simplesmente se recusa a ser convertido para mp3.










