Richard Wagner (1813-1883): Glenn Gould Conducts Wagner´s Siegfried Idyll

Richard Wagner (1813-1883): Glenn Gould Conducts Wagner´s Siegfried Idyll

Quando comprei este CD o fiz com um misto de receio e de curiosidade. Na época eu conhecia pouco a obra de Wagner, mas já conhecia a excentricidade de Glenn Gould, e me pareceu no mínimo deveras curioso um especialista em Bach tocando Wagner ao piano, ainda mais obras tão ricas orquestralmente falando, como a abertura dos “Mestres Cantores”, ou até mesmo o magnífico “Idílio” de Siegfried.

Mas o que realmente chama a atenção neste cd é Glenn Gould regendo um pequeno grupo de câmera. Foi sua primeira, única e última experiência no gênero, pois faleceu logo depois. O “Idílio” de Siegfried foi originalmente composto para uma pequena orquestra, 13 ou 14 músicos. Transcrevo abaixo o texto do libreto que acompanha o cd:

“(…) Em 1964 o próprio Gould ingressou no seu futuro de alta tecnologia retirando-se completamente da cena concertística. Em seguida permitiu ao público que ouvisse a sua produção musical somente sob a forma de cuidadas gravações, transmissões radiofônicas e transmissões de vídeo. Certa vez Wagner disse que, depois ter inventado a ‘orquestra invisível’ em Bayreuth queria agora inventar o ‘palco invisivel’, do qual Gould se voltava para o público na maneira pela qual Wagner enunciava às platéias de execuções convencionais e obrigava os ouvintes a aceitar os seus termos de apresentação.

Ao primeiro impacto não se associaria a transparência cristalina de um especialista em Bach como Gould com as redundantes sonoridades do ultra-romântico Wagner. Efetivamente, porém, Gould nutira profundo amor por Wagner, um amor que encontrava o próprio fundamento na natureza incorrigivelmente polífônica da sua música. As transcrições aqui apresentadas não só deram a Gould a possibilidade de ter uma experiência direta de Wagner, negada a quase todos os pianistas, mas forneceram também o material para um disco que correspondia aos critérios caros a Gould, apresentando música conhecida de maneira nova, estimulante e diferente. A prestidigitação característica de Gould resulta efetivamente em passagens característicamente contrapontísticas como o fugato do toque de trompa da Viagem ao Reno e a música redundante de Beckmesser na abertura de Os Mestres Cantores com o seu subsequente momento culminante, um tour de force de aguda força rítmica e luminosa transparência. Divertindo-se com a a possibilidade do meio de gravação ir além da execução ao vivo, Gould criou aqui algumas passagens mais densas da gravação a quatro mãos em mais de uma pista, não encontrando nenhum motivo musical para sacrificar a riqueza de Wagner aos limites de dez dedos invisíveis.

Em vez de procurar imitar a orquestra, Gould reelaborou estas peças para piano substituindo as figuras rítmicas por trêmulos introduzindo esquemas de motivos em acordes que se demonstravam muito longos para serem sustentados pelo piano e modificando as duplicações do baixo. Em toda a obra se observam numerosos toques interpretativos inesperados. O tema de marcha dos mestres cantores, pelo início da abertura, habitualmente um momento importante, procede aqui como uma breve e divertida passseata. Não se observa nem mesmo o tradicional retardamento desse tema durante seu aparecimento final, pois Gould saber transformar o enorme tumulto dos instrumentos de corda em um flutuar aéreo.. No ousadamente lento ‘Idílio de Siegfried’ o tema do acalanto em escala descendente é introduzido de maneira surpreendentemente não sentimental; a elaboração em tonalidade terna da peça é posta de lado por um momento sucessivo.

As primeiras tentativas de Gould de reger uma orquestra o desencorajaram de prosseguir nessa atividade porque devia executar movimentos agitando os braços, o que lhe dava tensões musculares que comprometiam seu controle magistral do teclado. Todavia, graças ao seu domínio na arte da composição, tinha a mente de um regente, e no fim se repropôs a tentar ainda compilando listas de repertórios que compreendiam concertos para piano onde podia acompanhar-se a si próprio, através de uma gravação em mais de uma pista. Gould iniciou sua nova carreira de regente em julho de 1982 quando, com os membros da Sinfônica de Toronto, gravou a versão de câmera original do Idílio de Siegfried. Sua executação de estréia, posta em circulação pela primeira vez neste disco, revelou-se um adeus porque Gould, hipertenso crônico, foi vítima de um golpe de apoplexia no dia 4 de outubro seguinte, nove dias depois de seu cinquentário. “ Benjamin Folkman.

Pois bem, então deixo-os com este cd curioso porém de uma beleza ímpar, graças ao talento de Glenn Gould, com certeza um dos maiores músicos do século XX, e que não temia ousar.

Richard Wagner – Glenn Gould Conducts Wagner´s Siegfried Idyll

01 Siegfried Idyll, for small orchestra in E major, WWV 103
02 Die Meistersinger von Nürnberg, opera, WWV 96- Vorspiel Zum I. Aufzug
03 Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods), opera, WWV 86d- Tagesgrauen Und Siegfrieds Rheinfahrt
04 Siegfried Idyll, for small orchestra in E major, WWV 103

Membros da Sinfônica de Toronto
Glenn Gould – Piano e Regência

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Glenn Gould: exorcizando Wagner do corpo
Glenn Gould: exorcizando Wagner do corpo

FDP Bach
Link revalidado por FDPBach em 02/24

Brahms & Schumann – Works for Cello & Piano – Bruno Philippe, Tanguy de Williencourt

Essa excelente dupla de músicos franceses já apareceu cá pelas bandas do PQPBach em outra ocasião, em postagem do colega René Denon. Hoje trago os dois encarando aquela que considero a mais bela Sonata para Violoncelo e Piano já composta, o op. 38 de Brahms. Uma obra prima como esta precisa antes de tudo de parceria entre os músicos, e aqui temos Philippe e Williencourt em perfeita sintonia.

Nesta primeira Sonata, composta quando o compositor ainda andava entrando nos seus trinta anos, temos uma novidade: Brahms omite o movimento lento, ficando estruturada da seguinte forma: Allegro non troppo, Allegretto quasi minuetto and Allegro. Trata-se de uma obra leve, solta, porém já com aquela densidade tipicamente brahmsiana, ou seja, nada é tão simples assim. Bruno Phillipe é jovem, ainda tem uma carreira longa pela frente, e não se intimida com as armadilhas de obras tão expressivas. Expõe contidamente toda sua carga dramática, mostrando que é um músico em pleno desenvolvimento, apesar da precocidade.

Malcolm McDonald, em sua excelente e fundamental biografia de Brahms, assim descreve essa primeira Sonata:

Contudo, o resultado é característicamente brahmsiano, acima de tudo no primeiro movimento, cujo caráter cismático e meditativo é reforçado pela concentração de Brahms sobre o registro mais baixo do violoncelo e o tom vivo e sombrio das cordas inferiores. O Piano, porém, nunca é limitado a um papel só de acompanhamento. Brahms de fato seguiu a praxe clássica de denominar a obra uma ‘Sonata para Piano com Violoncelo’, enfatizando a paridade dos dois instrumentos e na co-projeção do material temático as tessituras são minuciosamente entretecidas, às vezes a beira da obscuridade.

Espremida entre a Primeira e a Segunda Sonata, dois petardos peso pesadíssimos, Phillipe e Williencourt nos proporcionam mais momentos prazerosos e mais leves, quando interpretam as “Fantasiestücke for cello and piano”, de Robert Schumann, pequenas peças compostas originalmente para Clarinete, mas podendo ser arranjadas para violoncelo, de acordo com as próprias notas do compositor.

A Segunda Sonata para Violoncelo e Piano, de 0p. 99,  já foi composta por um compositor maduro, totalmente ciente de seu talento e fama. Uma pequena curiosidade: Brahms compôs esta e outras duas de suas obras primas, a Sonata para Violino op. 100 e o Trio com Piano op. 101, enquanto passava suas férias de verão na estação suíça de Hofstetten. Ou seja, este foi um período altamente produtivo. MCDonald considera esta Segunda Sonata ‘de forma relativamente expansiva e de caráter extrovertido.’

Como salientei acima, Bruno Phillipe é um músico jovem (estes registros foram realizados em 2014, quando o músico tinha meros vinte anos de idade), e muito talentoso e tem um grande futuro pela frente, e sua parceria com o pianista Tanguy de Williencourt já proporcionou excelentes CDs, que em algum momento no futuro trarei para os senhores.

Brahms & Schumann – Works for Cello & Piano – Bruno Philippe, Tanguy de Williencourt

Johannes Brahms (1833-1897)

Sonata for cello and piano n°1 in E minor, op. 38

1. Allegro non troppo
2. Allegro quasi Menuetto
3. Allegro

Robert Schumann (1810-1856)

Fantasiestücke for cello and piano, op. 73
4. Zart und mit Ausdruck
5. Lebhaft, leicht
6. Rasch und mit Feuer

Johannes Brahms (1833-1897)

Sonata for cello and piano n°2 in F major, op. 99
7. Allegro vivace
8. Adagio affetuoso
9. Allegro passionato
10. Allegro molto

Bruno Philippe – Cello
Tanguy de Williencourt – Piano

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FDP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Sonata a Kreutzer – Nemanja Radulović, Double Sens

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Sonata a Kreutzer –  Nemanja Radulović, Double Sens

Confesso que não vinha acompanhando muito a carreira de Nemanja Radulović até me chegar em mãos esse extraordinário CD da Warner, lançamento de final de ano pela gravadora, onde toca o Concerto para Violino, e uma incrível versão orquestral da Sonata a Kreutzer, que vai deixar os mais puristas de cabelo em pé. O rapaz é acompanhando pela própria orquestra, originalmente um Conjunto de Câmara, mas para esta empreitada, deu uma aumentada no número de músicos, afinal, é o Concerto de Beethoven, né?

Mas enfim, vamos ao CD. Como não poderia deixar de ser, o talento, a versatilidade e o incrível domínio do instrumento prevalecem. Nemanja Radulović é um violinista de mão cheia, cheio de recursos técnicos e ousado em algumas escolhas. E a cumplicidade da ótima orquestra ajuda muito, estão sempre em perfeita sintonia.

Talvez alguns puristas estranhem o arranjo para Violino e Orquestra da “Sonata a Kreutzer”. Mas de acordo com o biógrafo de Beethoven, Maynard Solomon, o próprio compositor considerava essa obra quase uma Sinfonia Concertante, quando anotou na Primeira Edição da Sonata: “Escrita num estilo muito concertante, como o de um concerto”, e Solomon conclui: “assinalando assim a sua intenção de introduzir elementos de conflito dinâmico num dos principais gêneros de salão do período clássico” (SOLOMON, p. 259).

O Concerto para Violino de Beethoven é provavelmente o maior dos Concertos para Violino já compostos e é um prazer ouvir Nemanja Radulović tocando ele. É uma lufada de ar novo, uma nova roupagem, uma nova abordagem, como várias outras que temos acompanhado, que mostram o quanto este Concerto é atemporal. Espero que apreciem, eu gostei muito.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Sonata a Kreutzer – Nemanja Radulović, Double Sens

01. Beethoven_ Violin Concerto in D Major, Op. 61_ I. Allegro ma non troppo
02. Beethoven_ Violin Concerto in D Major, Op. 61_ II. Larghetto
03. Beethoven_ Violin Concerto in D Major, Op. 61_ III. Rondo. Allegro
04. Beethoven _ Arr. Radulović_ Sonata No. 9 in A Major, Op. 47 _Kreutzer_
05. Beethoven _ Arr. Radulović_ Sonata No. 9 in A Major, Op. 47 _Kreutzer__ II. Andante con variazioni
06. Beethoven _ Arr. Radulović_ Sonata No. 9 in A Major, Op. 47 _Kreutzer__ III. Finale. Presto

Nemanja Radulović – Violino
Double Sens

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano K. 242, K. 365 e K. 315f – AAM, Robert Levin, Ya-Fei Chuang

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano K. 242, K. 365 e K. 315f – AAM, Robert Levin,  Ya-Fei Chuang

Para os fãs das interpretações historicamente informadas, o nome de Robert Levin é bem conhecido. Trata-se de um exímio pianista, e musicólogo e desde 1993, professor em Harvard, que realizou diversas gravações com a Academy of Ancient Music, em seus áureos tempos com Christopher Hogwood como diretor, pelo saudoso selo L´Oiseau-Lyre, cujos lançamentos aguardávamos ansiosos ali em meados da década de 1980, principalmente suas gravações dos Concertos para Piano de Mozart.

A sonoridade dos instrumentos utilizados nas gravações em um primeiro momento nos deixou boquiabertos, não conhecíamos nada parecido. O som ao qual estávamos acostumados era o dos pianos Steinway, Bossenfelder ou Yamaha, e aquilo ali parecia muito seco, sem nenhuma amplitude sonora. E de Orquestras como Filarmônica de Berlim, de Viena, dentre outros grandes conjuntos europeus e norte americanos.   Eram outros tempos, não tínhamos Internet, nossa opção e talvez única forma de obter maiores informações era ler as matérias assinadas por ‘especialistas’ nos jornais e revistas da época. Então, quando estes LPs começaram a chegar aqui no Brasil, meio que virou uma febre. Aliados à qualidade das interpretações, outro detalhe a se destacar eram as capas.

Capa original do LP do selo LÓiseau-Lyre de gravação da dupla Levin/Hogwood.

Bem, e assim se passaram algumas décadas, e até mesmo aquele estilo de interpretação conhecido como historicamente informado evoluiu, muito devido a pesquisas de musicólogos como o próprio Robert Levin. Os instrumentos utilizados nesta gravação foram construídos baseados em um modelo de pianoforte que o próprio Mozart utilizava.

Ao lado de sua esposa, a também pianista Ya-Fei Chuang, Levin nos brinda com um belo CD para se ouvir o bom e velho Mozart como deveria soar lá no século XVIII. Quem nunca ouviu vai estranhar a sonoridade, não apenas do pianoforte, mas também da própria orquestra, criada há cinquenta anos por Christopher Hogwood exatamente para interpretações historicamente informadas. Atualmente ela é dirigida por Lawrence Cummings, e também já tem seu próprio selo.

Além dos conhecidos Concertos K. 242 (de nº 7) e do K. 365 (nº10), temos também uma rara gravação de uma obra que Mozart nunca concluiu, o K.Anh.56 (K315f), do qual se conheciam apenas fragmentos. A versão aqui apresentada foi reconstruída e concluida pelo próprio Robert Levin, mas com apenas um movimento. Trata-se de um Concerto para Piano e Violino, e aqui temos como solista o Spalla da AAM, Bojan Čičić. O colega René Denon já postou um CD desta mesma turma há alguns meses, que traz o imenso e poderoso Concerto de nº 21, o meu favorito e o de muita gente que conheço.

Ouvir Mozart sempre é um prazer para os ouvidos. E Robert Levin e sua turma aumenta ainda mais este prazer, nos proporcionando um Mozart leve, solto, divertido. Discaço, que vale e muito sua audição.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano K. 242, K. 365 e K. 315f – AAM, Robert Levin, Ya-Fei Chuang

Concerto No. 7 For Two Pianos And Orchestra In F Major K242
1 I Allegro
2 II Adagio 7:57
3 III Rondo. Tempo Di Minuetto 5:47

4 Concerto Movement For Piano, Violin, And Orchestra In D Major KAnh56 (315f)
Composed By [Completed By] – Robert Levin

Concerto No. 10 In E-flat Major For Two Pianos And Orchestra K365 (316a)
5 I Allegro
6 II Andante
7 III Rondo. Allegro

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FRÉDÉRIC CHOPIN (1810-1849) – PIANO CONCERTOS NOS. 1 & 2 – Ekaterina Litvintseva

Já fazia algum tempo que eu não trazia uma gravação dos Concertos para Piano de Chopin, nossos tão amados e queridos concertos. E hoje trago a nova geração, com todo respeito aos nossos ídolos do passado, principalmente Arthur Rubinstein, que continua a figurar no Olimpo dos grandes intérpretes destes Concertos, e mais atual, a maravilhosa Yuliana Avdeva.

Ekaterina Litvintseva nasceu a beira do Estreito de Behring, observando a neve de sua janela, afinal a moça cresceu quase no Pólo Norte. Aquela paisagem de gelo quase eterno, entremeada pela tundra no Verão influenciou a menina, que logo cedo começou a estudar piano, e aos 15 anos mudou-se para Moscou, onde foi estudar na Colégio Estatal de Música Frederic Chopin, e dali foi estudar na Alemanha. ” she acquired a new, analytical perspective on playing piano and drew on her experiences in Russia to develop her highly distinctive pianistic style (texto extraido, traduzido e adaptado do livreto e do site da pianista).

A verdade é que sou apaixonado por estes concertos, principalmente pelo primeiro. e foi exatamente este estilo mais analítico e de alguma forma, profundamente internalizado da artista o que mais me cativou nestas gravações. Entendido que não me refiro ao lado emotivo da interpretação, mas sim, ao lado seu lado mais racional e cerebral. Acostumado que estou a Rubinstein, por exemplo, ouvir uma interpretação mais ‘racional’ de uma obra tão escancaradamente romântica me deixa feliz. É quase como ouvir outra obra.

Posso estar exagerando? Talvez, meu lado mais emotivo está um tanto quanto resguardado neste final de ano (escrevo este texto exatamente no dia 31 de dezembro de 2023), talvez seja a idade, sei lá. Só sei que a música de Chopin me deixa assim, poucos compositores foram tão a fundo na compreensão da alma humana, e o mais incrível, o rapaz viveu apenas 39 anos.

01. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11 I. Allegro Maestoso
02. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11 II. Larghetto
03. Piano Concerto No. 1 in E Minor, Op. 11 III. Rondo. Vivace
04. Piano Concerto No. 2 in F Minor, Op. 21 I. Maestoso
05. Piano Concerto No. 2 in F Minor, Op. 21 II. Larghetto
06. Piano Concerto No. 2 in F Minor, Op. 21 III. Allegro Vivace

Ekaterina Litvintseva piano
Czech Chamber Philharmonic Orchestra Pardubice
Vahan Mardirossian conductor

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Camille Saint-Saëns (1835-1921): Piano Concertos – Gabriel Tacchino, Orchestra of Radio Luxembourg, Louis de Froment

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Piano Concertos – Gabriel Tacchino, Orchestra of Radio Luxembourg, Louis de Froment

Temos aqui um pacotaço com os 5 Concertos para Piano de Saint-Saëns, esse compositor tão interessante, e que aparece tão pouco cá pelas bandas do PQPBach, o que realmente é uma pena. Suas obras são belíssimas, inovadoras, conforme Franz Liszt observou, após o fracasso da primeira apresentação de seu segundo concerto:

‘I’d like to thank you again for your Second Concerto, of which I warmly approve. The form is new, and very successful; it becomes increasingly interesting as its three movement proceed, and you take due account of the effect that can be achieved by the pianist without sacrificing any of the composer’s ideas – an essential rule in this kind of work.’

Em outras palavras, Liszt enxergou o ‘revolucionário’ da obra, a partir do momento em que o compositor deixou de lado a forma tradicional e inovou em sua composição. Seguiram-se a este segundo mais três concertos, somando cinco no total.

E é com esta integral que inauguro minhas participações no PQPBach em 2024, ano em que estaremos completando a maioridade. Adoro essa virada dos séculos XIX e XX, exatamente por estas inovações que ocorriam na História da Música, principalmente na França. Debussy, Franck, Poulenc, Fauré, Saint-Saëns, entre outros (mesmo que esse fosse de uma geração anterior, mas foi um compositor que não se rendeu a estilos ‘amarrados’, ao contrário, inovou, e muito).

Os Concertos são bem diferentes entre si. O pianista francês Gabriel Tecchino nasceu em 1934 e foi aluno de ninguém mais, ninguém menos do que François Poulenc, se tornando um dos principais intérpretes do século XX, se especializando no repertório francês, mas não se limitando a ele. Gravou Beethoven, Liszt, Chopin, Mozart, sempre deixando sua marca nestas gravações.

O lendário maestro francês Louis de Froment o acompanha nesta empreitada, realizada no final dos anos 70 e restaurado pelo selo Brilliant Classics.

Camille Saint-Saëns (1835-1921) – Piano Concertos – Gabriel Tacchino, Orchestra of Radio Luxembourg, Louis de Froment

01. Piano Concerto No. 1 in D major, Op. 17 I. Andante – Allegro assai
02. Piano Concerto No. 1 in D major, Op. 17 II. Andante sostenuto quasi adagio
03. Piano Concerto No. 1 in D major, Op. 17 III. Allegro con fuoco

04. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 22 I. Andante sostenuto
05. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 22 II. Allegro scherzando
06. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 22 III. Presto

07. Piano Concerto No. 4 in C minor, Op. 44 I. Allegro moderato
08. Piano Concerto No. 4 in C minor, Op. 44 II. Allegro vivace

09. Piano Concerto No. 3 in E-Flat Major, Op. 29 I. Moderato assai
10. Piano Concerto No. 3 in E-Flat Major, Op. 29 II. Andante – III. Allegro non troppo

11. Piano Concerto No. 5 in F Major, Op. 103 Egyptian I. Allegro animato
12. Piano Concerto No. 5 in F Major, Op. 103 Egyptian II. Andante
13. Piano Concerto No. 5 in F Major, Op. 103 Egyptian III. Molto allegro
14. Piano Concerto No. 5 in F Major, Op. 103 Egyptian Fantasy for Piano and Orchestra, Op. 89 Africa

Gabriel Tacchino – Piano
Orchestra of Radio Luxembourg
Louis de Froment – Conductor

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Goldberg Variations Reimagined (Podger, Kelly, Brecon Baroque)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Goldberg Variations Reimagined (Podger, Kelly, Brecon Baroque)

Não creio que haja necessidade de se falar mais nada sobre as Variações Goldberg, meus colegas já gastaram muita tinta de caneta para comentar essa obra tão peculiar, e ao mesmo tempo, tão importante para o desenvolvimento da música ocidental como a conhecemos hoje. A partir de um tema, uma belíssima ‘Aria’ Bach escreve 32 variações sobre esse tema. Coisa de gênio mesmo. Composta originalmente para teclado, no correr dos séculos já vimos várias gravações com os mais diversos instrumentos, desde quarteto de saxofones, passando por versões para dois pianos, quarteto de cordas, etc.

Hoje trago para os senhores o fenômeno chamado Rachel Podger nos brindando com uma ‘releitura”, ou como diz o próprio título do CD, as “Variações Goldberg Reimaginadas”. O responsável por esta releitura e adaptação tão ousada é o cravista e maestro Chad Kelly.

Para não me estender muito no texto sugiro a leitura do interessante texto do mesmo presente no livreto em anexo ao arquivo. Ali, Kelly explicar sua forma de trabalho para realizar tal empreitada. Porque, vamos combinar, tem se de ter uma certa dose de coragem para encarar um petardo no nível das Goldberg e ‘traduzi-la’ para o nosso século, transcrevendo-a para instrumentos de sopro e de cordas, e ao mesmo  tempo respeitando e obedecendo as normas e regras das interpretações historicamente informadas.

Rachel Podger e seu conjunto Brecon Baroque novamente nos brindam com uma interpretação impecável, como não poderia deixar de ser em se tratando desses músicos, inclusive nos fazendo esquecer do ‘exotismo’ do projeto. O que ouvimos são as Goldberg sim, mas com outra roupagem.

Esta é a minha última postagem do ano de 2023, e preciso pedir desculpas para os senhores por ter postado tão pouco neste ano, felizmente com a chegada de outros membros ao grupo do PQP Bach minha ausência nem foi tão sentida assim. A vida da gente é um nada no mundo, porém os diversos fatores que afetam nosso dia a dia acabam se refletindo naquilo que não entendemos tão importante, vindo portanto a deixa-los de lado. O que é uma pena, pois entendo o PQP Bach como uma terapia.

Queria também pedir desculpas aos colegas do blog, pedi o espaço do dia 25 de dezembro para postar um Oratório de Telemann, porém não achei a obra tão relevante quanto esta empreitada de Miss Podger e sua turma. Então por favor, entendam esta postagem como um presente de Natal, inclusive estou disponibilizando os arquivos em FLAC para os mais puristas e em MP3 para aqueles que não se importam com a qualidade do áudio, querem apenas degustar a obra.

Um Feliz Natal para todos, e um ano de 2024 pleno de alegrias e realizações.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Goldberg Variations Reimagined (Podger, Kelly, Brecon Baroque)

1 ARIA
2 VARIATION 1
3 VARIATION 2 / VARIATION 3 CANONE ALL’UNISONO / VARIATION 4 / VARIATION 5
4 VARIATION 6 CANONE ALLA SECONDA / VARIATION 7 AL TEMPO DI GIGA / VARIATION 8
5 VARIATION 9 CANONE ALLA TERZA / VARIATION 10 FUGHETTA
6 VARIATION 11 / VARIATION 12 CANONE ALLA QUARTA
7 VARIATION 13
8 VARIATION 14
9 VARIATION 15 CANONE ALLA QUINTA IN MOTO CONTRARIO, ANDANTE
10 VARIATION 16 OUVERTURE / VARIATION 17
11 VARIATION 18 CANONE ALLA SESTA
12 VARIATION 19
13 VARIATION 20
14 VARIATION 21 CANONE ALLA SETTIMA / VARIATION 22 ALLA BREVE
15 VARIATION 23 / VARIATION 24 CANONE ALL’OTTAVA
16 VARIATION 25 ADAGIO / VARIATION 26
17 VARIATION 27 CANONE ALLA NONA / VARIATION 28
18 VARIATION 29 / VARIATION 30 QUODLIBET / ARIA DA CAPO

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Rachel Podger posando para a foto na sede do PQPBach Inc. em Quixeramobim.

FDP

George Frideric Händel (1685-1759): Un’Alma Innamorata (Francesca Aspromonte, Boris Begelman, Arsenale Sonoro)

Talvez este seja um dos mais belos CDs que postei nestes dezessete anos de PQPBach. A música de Handel é tão poderosa e intensa, mas ao mesmo tempo tão delicada e sutil !!! E quando o repertório são as  Cantatas em italiano, aí a coisa fica melhor ainda.

Assim a magnífica soprano Francesca Aspromonte nos apresenta o CD (em uma livre tradução):

“Un’alma innamorata” é um programa sobre… amor. Apenas mais um recital sobre o amor. Bem, não exatamente.
Desta vez, ninguém está tentando condenar o garotinho que atira flechas. Pobre Cupido… Ele não é nenhum tirano, nenhum deus cruel, nenhum sádico jogando dardos com carne humana. A culpa é nossa!
Através da série de eventos felizes e infelizes da vida, o amor é uma das experiências mais bonitas, mas complicadas que os humanos enfrentam.
E como lidar com isso? Gostamos de responsabilizar o próprio Amor, gostamos de responsabilizar o próprio Amor por nossos sentimentos, cantando árias incrivelmente bonitas, longos lamentos líricos, coloratura desesperada, raivosa… mas ainda argumentando que somos vítimas de um pequeno mestre do mal.
“O amor me fez fazer isso!”
Não. É hora de assumir a responsabilidade, hora de escolher se as paixões e Mágoas vão definir como vivemos nossa vida. Os amantes abandonados, rejeitados ou traídos protagonizando essas cantatas, em
uma formação totalmente Handel, na verdade nos levar ao longo do caminho e através de seus
cantando parece ouvi-los dizer: “Estou apaixonado… e eu tenho que lidar com isso”.

Como não poderia deixar de ser, temos aqui mais um impecável CD do selo Pentatone, em um registro magnífico e tremendamente bem interpretado.

Em anexo ao arquivo segue o booklet com todas as informações necessárias e as letras das canções.

Com certeza leva o selo de IM-PER-DÍ-VEL !!!

1. Handel: Mi palpita il cor, HWV 132c: Aria. Mi palpita il cor – Recitativo. Tormento e gelosia
2. Handel: Mi palpita il cor, HWV 132c: Aria. Ho tanti affani in petto
3. Handel: Mi palpita il cor, HWV 132c: Recitativo. Clori, di te mi lagno
4. Handel: Mi palpita il cor, HWV 132c: Aria. Se un dì m’adora
5. Handel: Violin Sonata in G Minor, HWV 364a: I. Larghetto
6. Handel: Violin Sonata in G Minor, HWV 364a: II. Allegro
7. Handel: Violin Sonata in G Minor, HWV 364a: III. Adagio
8. Handel: Violin Sonata in G Minor, HWV 364a: IV. Allegro
9. Handel: Un’alma innamorata, HWV 173: Recitativo. Un’alma innamorata
10. Handel: Un’alma innamorata, HWV 173: Aria. Quel povero core
11. Handel: Un’alma innamorata, HWV 173: Recitativo. E pur benché egli veda
12. Handel: Un’alma innamorata, HWV 173: Aria. Io godo, rido e spero
13. Handel: Un’alma innamorata, HWV 173: Recitativo. In quanto a me, ritrovo
14. Handel: Un’alma innamorata, HWV 173: Aria. Ben impari come s’ama
15. Handel: Sonata a tre in G Minor, Op. 2 No. 6, HWV 391: I. Andante
16. Handel: Sonata a tre in G Minor, Op. 2 No. 6, HWV 391: II. Allegro
17. Handel: Sonata a tre in G Minor, Op. 2 No. 6, HWV 391: III. Arioso
18. Handel: Sonata a tre in G Minor, Op. 2 No. 6, HWV 391: IV. Allegro
19. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Sonata
20. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Recitativo. Tu fedel, tu costante
21. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Aria. Cento belle ami, Fileno
22. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Recitativo. L’occhio nero vivace
23. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Aria. Se Licori, Filli ed io
24. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Recitativo. Ma, se non hai più d’un sol cuore
25. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Aria. Se non ti piace amarmi
26. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Recitativo. Ma il tuo genio incostante
27. Handel: Tu fedel, tu costante, HWV 171: Aria. Sì, crudel, ti lascierò
28. Handel: S’un dì m’appaga la mia crudele, HWV 223

Francesca Aspromonte – Soprano
Boris Begelman – Violin, Conductor
Arsenale Sonoro

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FDP

.: interlúdio :. Herbie Mann: Peace Pieces – Music of Bill Evans

.: interlúdio :. Herbie Mann: Peace Pieces – Music of Bill Evans

Creio que eu nunca teria acesso a esse CD se Randy Brecker não tivesse tocado nele. Cheguei nele quando estava atrás da discografia do ótimo trompetista norte americano, que tem uma pequena participação nesta delicada, sincera e singela homenagem que o flautista Herbie Mann faz ao lendário pianista de jazz e compositor, Bill Evans. A curiosidade é que mesmo sendo homenagem a um pianista, os arranjos que Herbie Mann escreveu para essas obras não têm piano. Fica a cargo de uma guitarra, muito bem tocada por Bruce Dumlap, que ficou responsável pela parte harmônica. Um fiel escudeiro de Bill Evans também se faz presente, o baixista Eddie Gomez, e a bateria ficou a cargo de Louis Nash, com algumas intervenções do percussionista Sammy Figueroa. Enfim, um grande CD, tocado por ótimos músicos homenageando seu grande mestre, Bill Evans.

Herbie Mann – Peace Pieces – Music of Bill Evans

01. Peri’s Scope
02. Funkallero
03. Interplay
04. Turn Out The Stars
05. We Will Meet Again
06. Blue in Green
07. Waltz For Debbie
08. Very Early
09. Peace Piece

Herbie Mann – Flute
Randy Brecker – Flugelhorn
Eddie Gomes – Bass
Bruce Dunlap – Guitar
Louis Nash – Drums
Sammy Figueroa – Percussion

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Bill Evans – Um gigante do Jazz do século XX

FDP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Os Concertos para Violino (Standage / Hogwood)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Os Concertos para Violino (Standage / Hogwood)

Muita gente tem pedido a repostagem destes concertos de Violino de Mozart com o Carmignola e com o Claudio Abbado, postagem de uns três anos atrás, creio. Porém, no momento, não é possível fazer esta repostagem pelo simples fato de não ter mais este cd, devido a diversos problemas que tive nos últimos tempos com meu computador pessoal, onde ele estava armazenado.

Para os mais necessitados, digamos assim, por uma gravação histórica, resolvi tirar do baú esta gravação do Simon Standage, nos tempos em que ele era o spalla da “Academy of Ancient Music”, nos bons tempos do Christopher Hogwood. Esta gravação foi realizada em 1987, e o Standage ainda não tinha criado seu excelente conjunto “Colegium Musicum 90” . Sua parceria com o Hogwood nos anos 80 rendeu gravações antológicas, alimentando mais o comércio das gravações de orquestras que tocavam com instrumentos de época. Nesta gravação específica, o violino de Standage é uma réplica de um Stradivarius de 1703.

Adoro estes concertos, já devo tê-los ouvido umas cinquenta vezes cada um. Gosto muito das gravações do Oistrakh, realizadas ainda nos anos 60, se não me engano, e entre as recentes, a Julia Fischer fez um trabalho extraordinário. Não posso esquecer de nossa eterna musa, Anne-Sophie Mutter que há uns 5 anos atrás regravou os cinco concertos, além da Sinfonia Concertante.

Um detalhe interessante: as cadenzas são do próprio Standage. O homem não é fraco não, como diziam na minha terra.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Os Concertos para Violino (Standage / Hogwood)

CD 1

1 Violin Concerto n°1, in B Flat major, K. 207 – I – Allegro moderato
2 II – Adagio
3 III – Presto

4 Violin Concerto n°2, in D major, K. 211 – I – Allegro moderato
5 – II – Andante
6 – III – Rondeau

7 – Violin Concerto in G Major, K. 216 – I – Allegro
8 – II – Adagio
9 – III – Rondeau: Allegro
10 – Rondo in B Flat Major, K. 269

CD 2

1 – Violin Concerto n° 4, in D Major, K. 218 – I – Allegro
2 – II – Andante Cantabile
3 – III – Rondeau: Andante grazioso
4 – Violin Concerto n°5, in D Major, K. 219 – I – Allegro aperto
5 – II – Adagio
6 – III – Rondeau: Tempo de menuetto
7 – Adagio in E major, K. 261
8 – Rondo in C Major, K. 373

Simon Standage – Violin
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood – Director

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Grande Simon Standage!

FDPBach

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Complete Lute Suites (Sharon Isbin)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Complete Lute Suites (Sharon Isbin)

Este CD da ótima violonista Sharon Isbin já tem mais de dez anos, doze para ser mais exato. Mas é de uma qualidade única. Até pouco tempo atrás eram poucas as mulheres solistas deste instrumento tão peculiar e masculino que é o violão. Felizmente, nos dias de hoje esse número cresceu.
Sharon Isbin fez as tarefas de casa direitinho. Estudou até mesmo com Rosalyn Tureck, uma das grandes especialistas em Bach no século XX. Tureck inclusive está por trás deste CD, auxiliando Isbin na sua concepção e edição das obras aqui interpretadas.

Enfim, para quem gosta do instrumento, sugiro sua audição com atenção. Bach explorou todos os recursos disponíveis do alaúde, e Isbin transpôs com grande habilidade e maestria para o violão. Sugiro os senhores darem uma olhada em sua página pessoal para melhor a conhecerem.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Complete Lute Suites (Sharon Isbin)

Suite BWV 1006a In E Major · E-Dur · Mi Majeur (17:08)
1 Prelude 4:23
2 Loure 2:45
3 Gavotte En Rondeau 3:11
4 Menuet I & II (Da Capo Menuet I) 2:57
5 Bourrée 1:55
6 Gigue 1:58

Suite BWV 995 In G Minor Performed In A Minor· A-Moll · La Mineur (21:34)
7.1 Prelude:
7.2 Trés Vite 6:45
8 Allemande 3:31
9 Courante 2:07
10 Sarabande 4:15
11 Gavotte I & II (En Rondeau) 2:41
12 Gigue 2:15

Suite BWV 996 In E Minor · E-Moll · Mi Mineur (17:28)
13.1 Praeludio: Passaggio
13.2 Presto 2:59
14 Allemande 3:09
15 Courante 2:24
16 Sarabande 4:46
17 Bourrée 1:20
18 Gigue 2:51

Suite BWV 997 In C Minor Performed In A Minor · A-Moll · La Mineur (22:12)
19 Prelude 3:10
20 Fugue 8:12
21 Sarabande 5:28
22 Gigue 2:43
23 Double 2:39

Sharon Isbin, violão

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sharon isbin
Sharon Isbin – Beleza e talento a serviço de Bach

FDP

Bartók / D’hoe / Franck / Scărlătescu / Tchaikovsky: Dances (Amandine Beyer & Laurence Beyer)

Por várias vezes já declarei aqui no PQPBach minha admiração por esta excepcional violinista chamada Amandine Beyer. Até pouco tempo só ouvira discos seus tocando mais especificamente o repertório barroco, mas aqui neste disco que ora vos trago ela mergulha fundo no século XX e XXI, desde nosso adorado Bártok, com suas “Danças Populares Romenas”, o até então por  mim desconhecidos  Jeron D´Hoe e Ion Scarlatescu, e também mergulha com corpo e alma na magnífica “Sonata em Lá Maior”, de César Franck e Tchaikovsky com sua Valse Scherzo. Um repertório bem eclético, com certeza, que serve antes de tudo para mostrar toda a versatilidade e talento de Amandine Beyer.

Sobre Jeroen D´Hoe encontrei as seguintes informações em um site:

“Jeroen D’hoe (1968) is a prolific composer, pianist and musicologist, who engages in various dialogues with other musical styles and other art disciplines, usually commissioned by orchestras, ensembles, festivals and museums. He received a DMA (Doctor of Musical Arts) and Master of Music in composition with John Corigliano from The Juilliard School (New York), in addition to Masters in composition (Piet Swerts) and piano (Johan Lybeert and Alan Weiss) at LUCA School of Arts, Campus Lemmens (Leuven) and a Master in Musicology (KU Leuven). Jeroen D’hoe won the National Composition Competition of Queen Elisabeth (2003), the SABAM Prize for Composition (2003) with Toccata-Scherzo, and the Composition Competition of the Province of Flemish Brabant (2002) with Festival Anthem. He received the “Golden Poppy” Award (SABAM) for his oeuvre in the classical composition category (2008).

Sobre Ion Scarlatescu encontrei informações em romeno na Wikipedia, que diz que ele foi um pedagogo e professor no Conservatório de Música de Bucareste, e viveu entre 1872 e 1922. Sua “Bagatelle em Si Bemol Menor”, obra que Beyer gravou neste disco, é sua obra mais conhecida.

Enfim, um belíssimo CD, creio que os senhores irão gostar muito. A incursão de Beyer no repertório contemporâneo e romântico foi uma grande surpresa para mim. E apenas demonstrou o que já sabia: que grande violinista que ela é !!!

Béla Bartók (1881-1945)

01. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ I. Bot tánc _ Jocul cu bâtă
02. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ II. Brâul
03. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ III. Topogó _ Pe loc
04. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ IV. Bucsumí tánc _ Buciumeana
05. Rumanische Volkstanze, Sz.56_ V. Román polka _ Poarga Românească – Aprózó _ Mărunțel

Jeroen D’hoe (1968)

06. Dances for Violin and Piano_ I. Commencement dance
07. Dances for Violin and Piano_ II. Round
08. Dances for Violin and Piano_ III. Tango
09. Dances for Violin and Piano_ IV. Jig
10. Dances for Violin and Piano_ V. Chaconne
11. Dances for Violin and Piano_ VI. Ballet mécanique with spagnoletta

César Franck (1822-1890)

12. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ I. Allegretto ben moderato
13. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ II. Allegro
14. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ III. Recitativo Fantasia (ben moderato)
15. Sonate pour violon et piano in A Major, FWV 8_ IV. Allegretto poco mosso

 Piotr Iliich Tchaikovsky (1840-1893)

16. Valse Scherzo in C Major, Op. 34, TH 58

Ion Scărlătescu (1872-1922)

17. Bagatelle in B-Flat Minor

Amandine Beyer – Violino
Laurence Beyer – Piano

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LINK ALTERNATIVO

FDP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Octeto para Cordas, Op. 20, Sexteto para Piano, Op. 110 (Prazak Quartet, Kocian Quartet)

Um baita CD, que venho ouvindo já há alguns anos e que me agrada muito. Dois excelentes conjuntos de Câmara tchecos unem forças para encararem o genial Octeto para cordas de Mendelssohn. Coerência, eu diria, é a palavra chave para esta gravação do Octeto. Oito pessoas tocando juntas requer muito domínio, e principalmente, confiança e companheirismo. Uma derrapada de um pode atrapalhar o outro.

O Sexteto com Piano é outro peso pesado do repertório de Mendelssohn. Infelizmente, é pouco interpretado.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Octeto para Cordas, Op. 20, Sexteto para Piano, Op. 110 (Prazak Quartet, Kocian Quartet)

01 – 1. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Allegro Moderato
02 – 2. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Andante
03 – 3. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Scherzo, Allegro Leggierissimo
04 – 4. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Presto

05 – 5. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Allegro, Vivace
06 – 6. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Adagio
07 – 7. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Minuetto
08 – 8. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Allegro Vivace

Prazak Quartet
Kocian Quartet
Jaromir Keplac – Piano
Jiri Hudec – Double Bass

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O Quarteto Pražák existe desde 1974. Já ocorreram diversas substituições. Esta é a sua formação de 2021.

FDPBach

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Flute Concerto No. 1 in G Major, No. 2 in D major, Concerto for flute and Harp (Rampal)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Flute Concerto No. 1 in G Major, No. 2 in D major, Concerto for flute and Harp (Rampal)

Rampal e Mozart, que dupla…! Já me emocionei muito com estas gravações, que apenas consolidaram minha opinião a respeito de Rampal… gênio, mestre absoluto da flauta. Confesso que minha gravação favorita do concerto para flauta e harpa é com o Aurele Nicolet, acompanhado pelo Karl Richter… mas sejamos fiéis à coleção… tenho certeza de que ninguém vai se arrepender. E estou preparando outra postagem com esta dupla Nicolet / Richter… Para quem não conhece a obra, preste atenção no andantino do Concerto para flauta, harpa e orquestra. É um dos mais belos momentos da história da música. A delicadeza do dedilhar da harpa, acompanhada pelo sopro divino que emana dos pulmões de Rampal é de ressuscitar até defunto, de tão emocionante…

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Flute Concerto No. 1 in G Major, No. 2 in D major, Concerto for flute and Harp

Flute Concerto No. 1 in G major, K. 313 (K. 285c)

Performed by Israel Philharmonic Orchestra
Flauta – Jean-Pierre Rampal
Conducted by Zubin Mehta

01. Allegro
02. Adagio
03. Rondeau

Flute Concerto No. 2 in D major, K. 314 (K. 285d)

Performed by Israel Philharmonic Orchestra
Flute – Jean-Pierre Rampal
Conducted by Zubin Mehta

1- Allegro
2- Andante
3- Allegro

Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c)

with Franz Liszt Chamber Orchestra
Flute – Jean-Pierre Rampal
Harp – Marielle Nordmann
Conducted by Claudio Scimone

  1. Allegro
  2. Andantino
  3. Rondeau

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Mesmo com os óculos tortos, Rampal arranhava uma flautinha.

fdp

Maurice Ravel – Piano Concerto in G major, M. 83, Ballade in F sharp major op. 19 , Piano Concerto for the Left Hand in D major, M. 82 – Yuja Wang & Tonhalle-Orchester Zürich & Lionel Bringuier

Postagem de 2018, na época Yuja Wang vinha em um crescendo em sua carreira, e este CD da DG de 2015 foi muito elogiado na época. Hoje, com o nome já devidamente reconhecido e reverenciado, resolvi atualizar o link para que quem não a conheça possa admirar esse imenso talento que ainda vai nos trazer muitas alegrias. 

Outro nome do piano vindo das terras orientais, Yuja Wang é uma pianista centrada, apesar da louca vida que leva, viajando pelo mundo, mostrando seu imenso talento e virtuosismo. É muito intensa, irradia força e determinação com sua interpretação, encarando o desafio destas duas dificílimas peças com tranquilidade e muita, mas muita segurança.
O ótima Tonhalle-Orchester Zurich, dirigida pelo até então para mim desconhecido Leonel Bringuier faz sua parte com distinção e faz uma ótima parceria com Wang.
Por algum motivo desconhecido, estas duas peças apareceram pouco aqui no PQPBach, e até onde sei, todos amam Ravel. Vá entender.

01 Piano Concerto in G major, M. 83 – I. Allegramente – Andante – Tempo I
02 Piano Concerto in G major, M. 83 – II. Adagio assai
03 Piano Concerto in G major, M. 83 – III. Presto
04 Ballade in F sharp major op. 19 – Andante cantabile
05 Piano Concerto for the Left Hand in D major, M. 82 – I. Lento
06 Piano Concerto for the Left Hand in D major, M. 82 – II. Allegro
07 Piano Concerto for the Left Hand in D major, M. 82 – III. Tempo I

Yuja Wang – Piano
Tonhalle-Orchester Zürich
Leonel Bringuier – Conductor

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto no.2 in G minor, op.16 / Maurice Ravel (1875-1937): Concerto pour Piano et Orchestre en Sol Majeur – Anna Vinnitskaya

Este CD foi postado originalmente lá em 2018, muita água já passou por baixo da ponte, e como gosto dessa pianista, estou atualizando o Link. 

Vou fazer hoje uma postagem em ritmo acelerado, pois o tempo urge, e em menos de meia hora preciso sair para cumprir minha rotina diária de serviço. Mas antes vou dar aos senhores o prazer de ouvirem novamente este jovem talento, Anna Vinnistskaya, pianista russa nascida em 1983. Aqui ela encara dois dos grandes concertos para piano do século XX, o Segundo de Prokofiev e o em Sol Maior de Ravel. Duas obras primas indiscutíveis.

A moça está muito bem acompanhada aqui pela Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, dirigida por Gilbert Varga, filho de uma lenda do violino, Tibor Varga.

Espero que apreciem.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto no.2 in G minor, op.16 / Maurice Ravel (1875-1937): Concerto pour Piano et Orchestre en Sol Majeur – Anna Vinnitskaya

01. Piano Concerto no.2 in G minor, op.16 -Andantino-Allegretto
02. Scherzo Vivace – Serge Prokofiev piano concerto n2 Gm op16.
03. Intermezzo Allegro – Serge Prokofiev piano concerto n2 Gm op16.
04. Allegro tempestoso – Serge Prokofiev piano concerto n2 Gm op16.

05. Concerto pour Piano et Orchestre en Sol Majeur – Allegramente
06. Adagio assai
07. Presto

Anna Vinnistskaya – Piano
Deutsches Symphonie-Orchester Berlin
Gilbert Varga – Director

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FDP

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus D899 & D935- Murray Perahia

Relembrando algumas antigas postagens, encontrei uma lá de 2019, com estas mesmas obras de Schubert, nas mãos mais que competentes de András Schiff. Mas o velho mestre optou em gravá-las em um pianoforte, instrumento com o qual vem gravando seus últimos discos.

A conversa aqui é outra e os tempos idem. Precisamos retroceder quase quarenta anos no tempo, quando éramos jovens e ambiciosos, e planejávamos um futuro brilhante para nós. Este que vos escreve já estava entrando em sua maioridade legal, 18 anos, e morando em uma pequena cidade do interior do país, nem imaginava o que poderia vir pela frente. Mas a paixão pela música já existia,  e apesar das dificuldades de acesso a bons discos, principalmente devido a falta de dinheiro, ainda vivendo sob as asas dos pais, cada centavo que conseguia guardar era gasto em discos, o que deixava os pais irritados, mas orgulhosos, de certa forma: poderia estar gastando com drogas ou álcool, mas ia até a capital pelo menos uma vez por mês para comprar adquirir os bons e velhos LPs.

Enfim, em certa ocasião então lhe caiu em mãos uma fita cassete, isso mesmo, onde o pianista Murray Perahia interpretava os belíssimos “Impromptus” de Franz Schubert. Na primeira vez em que colocou a fita para tocar no velho 3×1 a mãe veio até o quarto querendo saber que maravilha de música era aquela. Expliquei para ela que era Schubert, mas também muito mais que isso não sabia. As informações que vinham, quando vinham, nos encartes dos LPs e fitas cassetes eram escassas. Fui então até a Biblioteca Municipal pesquisar na famosa Enciclopédia Barsa (caraca, deve ter gente que nem imagina o que seja isso), e lá encontrei o verbete Franz Schubert. Fiz as anotações necessárias, e voltei para casa e contei para minha mãe quem era o compositor, em que época ele havia vivido, quando morreu, etc. (puxa, morreu tão jovem mas fez uma música tão bonita e profunda!!!).

É neste adjetivo que pretendo focar o resto de minha digressão aqui. Bela e profunda são dois adjetivos por demais simples para definirmos tais obras. Estes ‘improvisos’ schubertianos sempre me deixaram maravilhado, por mais que os ouça. Eles nos deixam mais introspectivos e concentrados. E curioso que mesmo sem saber do que se tratava, foi a primeira sensação que tive, assim como minha mãe. Depois de tanto tempo, ouvindo novamente essa gravação de Murray Perahia, fico feliz ao reconhecer que ela envelheceu muito bem. O romântico Perahia mergulha fundo na obra, e nos apresenta uma interpretação segura, madura, com paixão porém sem excessos.

Mas vou deixá-los degustar esse belíssimo disco, um de meus favoritos, daqueles eu levaria para uma praia deserta.

Impromptus, Op. 90 / D 899 (1827)
No. 1 in C minor. Allegro molto moderato
No. 2 in E flat major. Allegro
No. 3 in G flat major. Andante
No. 4 in A flat major. Allegretto

Impromptus, Op. 142 / D 935 (1827)
No. 1 in F minor. Allegro moderato
No. 2 in A flat major. Allegretto
No. 3 in B flat major. Andante
No. 4 in F minor. Allegro scherzando

Murray Perahia – Piano

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Integral dos Concertos para Piano (Ashkenazy, Previn, LSO)

Serguei Prokofiev (1891-1953): Integral dos Concertos para Piano (Ashkenazy, Previn, LSO)

Eu tinha plena certeza de que esta série já tinha sido postada. Não sei como nem por que isso nunca aconteceu. Já oferecemos algumas outras opções para estes concertos, mas nunca estas aqui.

Provavelmente estas leituras de Ashkenazy para os concertos para piano de Prokofiev são suas melhores gravações já realizadas, junto com seu espetacular Rach, com o mesmo Previn e Sinfônica de Londres.

Nem vou me estender muito nos comentários, deixar que os senhores apreciem estes dois cds que merecem mais que cinco estrelas, com músicos no apogeu de suas carreiras.

O último a baixar é mulher do padre !!!

Serguei Prokofiev (1891-1953) – Integral dos Concertos para Piano (Ashkenazy, Previn, LSO)

CD1

01. Piano Concerto No. 1 in D flat major- I Allegro brioso
02. Piano Concerto No. 1 in D flat major- II Andante assai
03. Piano Concerto No. 1 in D flat major- III Allegro scherzando

04. Piano Concerto No. 4 in B flat major- I Vivace
05. Piano Concerto No. 4 in B flat major- II Andante
06. Piano Concerto No. 4 in B flat major- III Moderato
07. Piano Concerto No. 4 in B flat major- IV Vivace

08. Piano Concerto No. 5 in G major- I Allegro con brio
09. Piano Concerto No. 5 in G major- II Moderato ben accentuato
10. Piano Concerto No. 5 in G major- III Allegro con fuoco
11. Piano Concerto No. 5 in G major- IV Larghetto
12. Piano Concerto No. 5 in G major- V Vivo

CD 2

01. Piano Concerto No.2 in G minor -I- Andantino
02. Piano Concerto No.2 in G minor -II- Scherzo – Vivace
03. Piano Concerto No.2 in G minor -III- Intermezzo – Allegro moderato
04. Piano Concerto No.2 in G minor -IV- Allegro tempestoso

05. Piano Concerto No.3 in C -I- Andante – Allegro
06. Piano Concerto No.3 in C -II- Terna con variazioni
07. Piano Concerto No.3 in C -III- Allegro ma non troppo

Vladimir Ashkenazy – Piano
London Symphony Orchestra
Andre Previn

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A família Prokofiev curtindo a vida na datcha de PQP Bach na Crimeia.

FDP

.: interlúdio :. Michel Petrucciani, Jim Hall & Wayne Shorter: The Power of Three

.: interlúdio :. Michel Petrucciani, Jim Hall & Wayne Shorter: The Power of Three

Quando comprei este disco, e lá se vão mais de 20 anos, me interessava principalmente a dupla Wayne Shorter / Michel Petrucciani. O pequeno notável Petrucciani chamava a atenção pelo seu talento, apesar da sua doença degenerativa.

Quis o destino que Michel Petrucciani nascesse com algo chamado osteogenesis imperfecta (conhecida como doença de Elkman-Lobstein ou “ossos de vidro”) e, ao mesmo tempo, com imenso talento. Essa enfermidade causada pela ausência de colágeno ou insuficiência de sintetizá-la faz com que seus portadores estejam sujeitos a fraturas ósseas, causando vários problemas no crescimento, quando sobrevivem a ela, além de terem o sistema respiratório comprometido.

Filho de uma família de músicos, interessou-se pelo piano e, apesar da formação clássica, voltou-se ao jazz, seu primeiro interesse. Começou a se apresentar publicamente aos treze anos e com vinte mudou-se para os EUA e construiu uma carreira sólida ganhando, rapidamente, renome internacional. Ter menos de um metro de altura e pouco mais de 20 quilos não foram empecilhos para seu desenvolvimento como pianista. Petrucciani tocava em um piano normal com a diferença de ter os pedais adaptados para que pudesse alcançá-los.

Retirei a biografia abaixo do site allaboutjazz.com :

Born: December 28, 1962

Piano virtuoso Michel Petrucciani was born on December 28th 1962 in Orange France to Italian parents. He grew up surrounded by music as his father was a guitarist and his brothers were a bassist and a guitarist. He discovered the piano very young and one of his early influences was Duke Ellington. Because he was born with osteogenesis imperfecta; a condition that stunts growth and causes fragile bones and respiratory disorders, he had to have special extensions made for him to reach the pedals of the piano. The condition did not affect his hands, however, and he was able to study classical piano for 8 years. He gave his first professional concert at age 13 at the Cliousclat Festival where he was discovered by Clark Terry. Terry introduced him to a number of expatriate jazz musicians and this encouraged the young Petrucciani to embrace jazz as a musical idiom rather than classical music. At age 16 he met drummer Aldo Romano who was impressed by the teenager’s musical prowess and took him under his wing and 2 years later helped him launch his recording career with Flash. Petrucciani recorded a number of excellent albums for the French label Owl including a duet with Lee Konitz. In 1981 he performed at the Paris Jazz Festival and caused a sensation.

In 1982 he moved to the US and was introduced to Charles Lloyd. The latter was so impressed by the pianist that he helped him launch his American career. During this stay he met and married his first wife Erlinda Montaño. The marriage lasted 3 years. During he stay in the US Petrucciani had the opportunity to play with lot of the giants of jazz including Dizzy Gillespie. In 1986 he became the first Frenchman to sign a contract with the legendary Blue Note label. In 1990 he married classical pianist Gilda Butta with whom he had two children. This marriage also ended in divorce in the late 90s. He spent the 90s touring Europe and recording for Dreyfus Records. Near the end of his life he was trying to establish a jazz school in Paris.

In 1994 he was made a knight of the French Legion of Honor.

On January 6th 1999 Michel Petrucciani passed away of a severe pneumonia in Manhattan. He had recently celebrated his 36th birthday.

Ontem, dia 6 de janeiro, completou-se dez anos de sua morte. Esta postagem, portanto, é uma homenagem que o blog faz a este pequeno grande músico.

Wayne Shorter e Jim Hall dispensam apresentações. Já há algumas décadas eles estão na luta. Shorter, um dos maiores saxofonistas da história do jazz, tocou com todo mundo, inclusive com o nosso Milton Nascimento. Jim Hall é um dos gênios da guitarra, o cara que ajudou a criar uma linguagem própria do instrumento no jazz, e influenciou muita gente, como Pat Metheny, com quem gravou um cd espetacular, que pretendo postar por aqui qualquer hora destas, Bill Frisell, com quem recém lançou um cd, entre diversos outros. Apenar de estar com quase 80 anos de idade, continua na ativa.

Este cd tem momentos realmente notáveis, como a sensível “Careful”, de Jim Hall, e a bela e delicada “Morning Blues”, composição do próprio Petrucciani, que traz um dos mais belos solos de sax e piano que já tive a oportunidade de ouvir. É de se ouvir de joelhos, usando uma expressão do mano PQP.

Michel Petrucciani, Jim Hall & Wayne Shorter – The Power of Three

1. Limbo
2. Careful
3. Morning Blues
4. Waltz New
5. Beautiful Love
6. In A Sentimental Mood
7. Bimini

Jim Hall – Guitar
Wayne Shorter – Saxophone
Michel Petrucciani – Piano

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Um gigante chamado Michel Petrucciani

FDP Bach

Franz Schubert – Quinteto para Cordas – Tákacs Quartet, Miklós Perenyi

Em minha modesta opinião, este Quinteto para Cordas, de Franz Schubert, é uma das mais belas obras já compostas pelo espírito criativo humano. Difícil destacar uma parte específica, ele soa tão perfeito, os instrumentos estão tão bem integrados, que soam como um só.

E aqui Schubert apronta uma marotagem. Ao invés de dobrar as violas, algo normal nas composições para esta formação, ele dobra os violoncelos. Trata-se de obra longa, de fôlego, que intercala momentos de puro lirismo com outros momentos em que os instrumentistas precisam se desdobrar para dar conta do recado.

A gravação que me apresentou esta obra foi uma realizada pelo então jovem Yo-Yo Ma junto ao Cleveland Quartet, pelo antigo selo Columbia. Aquele disco me acompanhou durante muito tempo, mas infelizmente tive de me desfazer dele em determinado momento de vacas magras. O que lembro daquela gravação é o espírito essencialment romântico, como não poderia deixar de ser. O segundo movimento, um Adagio, emociona até mesmo o coração duro.

Mas vos trago duas gravações dessa obra, uma com o timaço formado pelos húngaros do Tákacs Quartet, acompanhados pelo violoncelista, também húngaro, Miklós Perenyi. A segunda, a citada acima, com o jovem Yo-Yo Ma acompanhando o excelente Cleveland Quartet, gravação essa que embalou meus primeiros sonhos e desejos, românticos inclusive.

Também gostaria de citar outra gravação dessa obra, também histórica, com o lendário Mistslav Rostropovich acompanhando o Mellos Quartett, também um primor de execução e de competência. Já postamos essa gravação por aqui, e creio que o texto do mano PQPBach sintetiza e ilustra bem o que sentimos sobre essa obra.

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto de Cordas, D. 956 (Melos)

1. String Quintet in C Major, D. 956, Op. 163 I. Allegro ma non troppo
2. String Quintet in C Major, D. 956, Op. 163 II. Adagio
3. String Quintet in C Major, D. 956, Op. 163 III. Scherzo. Presto
4. String Quintet in C Major, D. 956, Op. 163 IV. Allegretto

Yo-Yo Ma – Violoncelo
Cleveland Quartet

Miklós Perenyi – Violoncelo
Tákacs Quartet

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Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas & Trio – Sharon Kam, Martin Helmchen, Gustav Rivinius

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas & Trio – Sharon Kam, Martin Helmchen, Gustav Rivinius

Por algum motivo inexplicável, talvez apenas pela satisfação de ouvir clarinete, novamente volto a ele, desta vez com obras de Brahms dedicadas a ele. Volta e meia estas obras, principalmente as Sonatas, op. 120, uma das maiores obras compostas para o instrumento, aparecem por aqui.

Os solistas também são velhos conhecidos daqui do PQPBach, a clarinetista Sharon Kam e o pianista Martin Helmchen, que se juntam ao violoncelista Gustav Rivinius para tocarem o Trio, op. 114.

Creio que já me utilizei da citação abaixo, retirada da biografia de Brahms escrita por Malcolm McDonald, mas a considero fundamental para situar as Sonatas dentro do repertório para clarinete:

“À sua maneira elas eram, como o Concerto Duplo, pioneiras: como não havia modelos clássicos para tal combinação, ele estava constituindo um novo gênero com peças que desde então tem permanecido pedras angulares do repertório para clarineta”.

Sharon Kam é uma experiente clarinetista, com vasta discografia mas confesso que já ouvi versões mais emocionantes destas obras. Claro que é uma questão de perspectiva, e de ponto de vista. Já ouço estas obras há bastante tempo, e a cada audição novas possibilidades me aparecem. Karl Leister sempre será minha referência em se tratando das obras para clarinete de Brahms, inclusive minha próxima postagem será dedicada a ele.

Johannes Brahms (1833-1897) – Sonatas & Trio – Sharon Kam, Martin Helmchen, Gustav Rivinius

Sonata For Clarinet And Piano In F Minor / F-Moll, Op. 120 No. 1
1 Allegro Appassionato 7:40
2 Andante Un Poco Adagio 4:54
3 Allegretto Grazioso 4:07
4 Vivace 5:01

Sonata For Clarinet And Piano In E Flat Major / Es-Dur, Op. 120 No. 2
5 Allegro Amabile 7:49
6 Allegro Appassionato 5:16
7 Andante Con Moto – Allegro 6:47

Trio For Piano, Clarinet And Violoncello In A Minor / A-Moll, Op. 114
8 Allegro 7:42
9 Adagio 7:32
10 Andantino Grazioso 4:34
11 Allegro 4:26

Sharon Kam – Clarinet
Martin Helmchen – Piano
Gustav Rivinius – Cello

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FDP

Modest Mussorgsky (1839-1881): Pictures at an Exhibition (Emerson, Lake & Palmer)

Modest Mussorgsky (1839-1881): Pictures at an Exhibition (Emerson, Lake & Palmer)

Após alguns pedidos insistentes, e também consultar o mano PQP Bach, resolvi trazer a versão da banda de rock progressivo inglesa, Emerson, Lake & Palmer para a “Pictures at an Exhibition”, de Mussorgsky. Trata-se de uma visão muito pessoal da obra, e como aqui no PQP estamos abertos a todas as possibilidades, resolvi sair um pouco do meu repertório básico, a saber, barroco, clássico  romântico.

Como para muitos outros, este foi meu primeiro contato com Mussorgsky. Posteriormente caiu-me em mãos a versão do Alfred Brendel para piano, e então pude entender melhor a estrutura da obra. O outro lado deste mesmo LP trazia a versão orquestral, não me lembro com qual regente, mas mesmo assim me apaixonei pela obra.

Os três músicos dessa banda têm formação musical acadêmica, e todos são virtuoses em seus respectivos instrumentos. O próprio Keith Emerson, tecladista, compôs um concerto para piano muito interessante, claramente inspirado em Prokofiev e Stravinsky.

Os discos da banda sempre trouxeram trechos de obras de diversos compositores do século XX, como os já citados Stravinsky, Prokofiev, além de Bártok, Copland, entre diversos outros.

Modest Mussorgsky (1839-1881): Pictures at an Exhibition (Emerson, Lake & Palmer)

1. Promenade
2. The Gnome
3. Promenade
4. The Sage
5. The Old Castle
6. Blues Variations
7. Promenade
8. The Hut Of Baba Yaga
9.The Curse of Baba Yaga
10. The Hut Of Baba Yaga
11. The Great Gates Of Kiev
12. Nutrocker

Keith Emerson – Keyboards
Greg Lake – Bass, Guitar & Vocals
Carl Palmer – Drums

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Keith, Greg, Carl

FDP Bach

Antonin Dvorak (1841-1904): Danças Eslavas, op. 46 e op. 72 – Filarmônica Tcheca, Charles Mackerras

Minhas adoradas Danças Eslavas, de Dvorák, estão em muito boas mãos neste excelente CD do selo Supraphon. Compositor tcheco, orquestra tcheca, gravadora tcheca, e um maestro australiano nascido nos EUA que, como poucos, conhecia muito bem a alma eslava, dirigiu durante muitos anos esta orquestra. Enfim, tudo contribui para 72 minutos de puro deleite musical. Até então minha referência para estas obras era a gravação de Antal Doráti, que gravou com muita competência essas obras, com a Royal Philharmonic Orchestra, mas esta aqui está no mesmo nível de excelência, como não poderia deixar de ser.

São muitos os méritos de Mackerras nesse CD. Poderia destacar o profundo conhecimento da cultura eslava, que permitiu melhor penetrar e explorar essa cultura, apoiado é claro por uma excepcional orquestra, mais que tarimbada e especialista neste repertório. Lembro de ter assistido a apresentação de um grupo de dança paranaense, descendentes de eslavos que nos apresentou algumas coreografias baseadas nestas obras. Foi muito bonito e sensível. Comoveu a todos os presentes.

Espero que apreciem, trata-se de um CD delicioso de se ouvir.

Antonin Dvorak (1841-1904): Danças Eslavas, op. 46 e op. 72 – Filarmônica Tcheca, Charles Mackerras

Ist Series, Op.46 (B.83, 1878)
1 No.1 In C Major
2 No. II In E minor
3 No. III In A Flat Major
4 No. IV In F Major
5 No. V In A Major
6 No. VI In D Major
7 No. VII In C Minor
8 No. VIII In G Minor

2nd Series, Op.72 (B. 147, 1886-87)
9 No.I (IX) In B Major
10 No.II (X) In E Minor
11 No. III (XI) In F major
12 No. IV (XII) In D Flat Major
13 No. V (XIII) In B Flat Minor
14 No. VI (XIV) In B Flat Major
15 No. VII (XV) In C major
16 No. VIII (XVI) In A Flat Major

The Czech Philharmonic Orchestra
Sir Charles Mackerras – Conductor

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FDP

Johan Halvorsen (1864-1935): Orchestral Works, Vol. 1 (Bergen Philharmonic – Thorsen)

Johan Halvorsen (1864-1935): Orchestral Works, Vol. 1 (Bergen Philharmonic – Thorsen)

Aproveitando a deixa do mano PQPBach trago mais um compositor norueguês desconhecido, ao menos por mim. E que bela descoberta. Em minha santa ignorância, a música norueguesa se resumia a Grieg. E Halvorsen, por sinal, era seu amigo.

Mas voltemos à música de Halvorsen. Violinista de mão cheia, escreveu belas peças para o instrumento, peças curtas, por sinal, mas que demonstram um tremendo domínio dos recursos do instrumento, como pode ser ouvido no belo “Andante religioso para Violino e Orquestra”. Como maestro, Halvorsen dirigiu esta mesma Bergen Philharmonic (que na época se chamava Orchestra Harmonien). Para maiores detalhes sobre a vida e a obra de Halvorsen sugiro a leitura do booklet anexo, bem esclarecedor, trazendo detalhes sobre as obras. A coleção tem quatro cds. Trarei um de cada vez para melhor ser apreciado.
Neeme Järvi é um regente de mão cheia, ainda mais com este repertório. E a orquestra, apesar de desconhecida, também é muito boa.

Bela música, para se ouvir num dia nublado e frio como o de hoje.

Johan Halvorsen (1864-1935) – Orchestral Works, Vol. 1 – Bergen Philharmonic – Thorsen

1 Bojarernes Indtogsmarsch
2 Andante religioso for Violin & Orchestra
3 Suite from ‘Mascarade’ – 1 Holberg-Ouverture. Allegro moderato – Poco meno mosso –
[Tempo I] – Più mosso (un poco) – Intermedium
4 2 Cotillon. Introduktion Allegro – Allegro – Un poco meno mosso – Coda
5 3 Menuetto. Introduktion ad lib. – [ ] – Più mosso
6 4 Hanedansen. Allegro moderato – Con grandezza – Un poco animato – Coda
7 5 Gavotte. [ ] – Musette. [ ]
8 6 Molinasque (Grotesk dans). Allegro moderato – Coda. Più mosso
9 7 Kehraus (Bachanal). Vivace molto
10 8a Arietta. Andante con moto – Più mosso – Poco meno – Più mosso – Meno – Largamente – A tempo I – Adagio
11 8b Passepied. Allegretto grazioso – Meno mosso
12 La Mélancolie Mélodie de Ole Bull (1810–1880) – Andante
13 Symphony No. 1 in C minor – I Allegro non troppo – Un poco più mosso – Poco meno mosso – Agitato – Tempo I – Animato –
Meno mosso – Largamente – Più mosso
14 II Andante – Più mosso – Tempo I – Molto più mosso – Tempo I – Tranquillo – Più mosso – Pesante – Tranquillo – Adagio
15 III Scherzo. Lento – Allegro con spirito – Allegretto – Più mosso – Meno mosso – Tempo I (Allegro con spirito) – Lento – Allegro molto
16 IV Finale (Rondo). Introduction Andante – Allegro deciso – Un poco meno mosso – Tranquillo – Molto tranquillo – Tempo I (Allegro deciso) – Poco meno mosso – Un poco meno mosso – Allegro molto

Marianne Thorsen violin
Bergen Philharmonic Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

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Bigodón do Halvorsen

FDP

Wolfgang Amadeus Mozart (1759-1891) – Quintetos para Clarinete – Dieter Klöcker, Leopold String Quartet

Eis mais um delicioso CD do incansável clarinetista Dieter Klöcker, que gravou dezenas de CDs com obras para o seu instrumento. Aqui ele junta-se a um Quarteto de Cordas para tocarem o Quinteto para Clarinete K. 516c. Já trouxemos gravações dessa obra em outras ocasiões, com outros solistas. Mas já me declarei fã deste músico, que tem uma discografia considerável, tendo sido um musicólogo especializado na redescoberta de obras esquecidas para o seu instrumento, principalmente de compositores contemporâneos de Mozart e de Beethoven. Já trouxe outros CDs dele, quem não conhece, recomendo fortemente.

O site Mozart Project assim define esse Quinteto:

“O Quinteto para Clarinete em lá maior de Mozart, K. 581, foi escrito em 1789 para o clarinetista Anton Stadler. É o único quinteto de clarinete de Mozart e é uma das primeiras e mais importantes obras escritas para o instrumento. O quinteto é considerado uma conquista suprema da era clássica e é uma das obras mais populares de Mozart.”

É sempre bom ouvirmos este Quinteto. É uma obra deliciosa, que apenas confirma a genialidade de Mozart.

01. Movement for Clarinet and String Quartet in B-Flat Major, KV 516c Allegro
02. Movement for Clarinet and String Quartet in A Major, KV 581a Allegro non troppo
03. Movement for Clarinet, Bassetthorn and String Trio in F Major, KV 580b Allegro
04. Clarinet Quintet in A Major, KV 581 I. Allegro
05. Clarinet Quintet in A Major, KV 581 II. Larghetto
06. Clarinet Quintet in A Major, KV 581 III. Menuetto
07. Clarinet Quintet in A Major, KV 581 IV. Allegro con Variazioni

Dieter Klöcker – Clarinet
Leopolder Quartett

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