J. S. Bach (1685-1750): Paixão segundo São Mateus – McCreesh ֍

J. S. Bach (1685-1750): Paixão segundo São Mateus – McCreesh ֍

Bach

Paixão Segundo São Mateus

Gabrieli Consort & Players

Paul McCreesh

 

A Dor dos Outros

Um dos muitos livros que não terminei de ler, mas que muito me impressionou e me fez pensar (afinal, para que servem os livros, se não para isso?) é ‘Sobre fotografia’ da inquieta e inteligentíssima Susan Sontag. Ela fala entre outras coisas da banalização da imagem da dor devido à superexposição: As fotos de Don McCullin dos biafrenses magérrimos no início da década de 1970 produziram menos impacto, para alguns, do que as fotos de Werner Bischof das vítimas indianas da fome no início da década de 1950, porque estas imagens tornaram-se banais, e as fotos das famílias tuaregues que morriam de fome na África subsaariana, publicadas em revistas de todo o mundo em 1973, devem ter parecido, a muitos, uma reprise insuportável de uma exibição de atrocidades já familiar.

O tema da insensibilização diante a superexposição dos horrores é muito próprio para o momento atual. Há um ano, horrorizei-me com as cenas de veículos militares levando caixões de vítimas do Covid em Bergamo. Mal sabia do que ainda estava por vir. Mais inquietante ainda: o que está ainda por vir? A insensibilidade diante da dor do outro é o tema que tenho considerado neste período que antecede a Sexta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa. Como temos sido expostos ao crescente número de vítimas desta pandemia, resultado de tantos desencontros, desacertos e erros crassos, estamos sujeitos a este processo de insensibilização, que nos torna mais duros, menos simpáticos à dor do próximo. Preciso dizer também que este processo nos torna mais vulneráveis, menos cuidadosos?

Quanto mais será necessário para nos horrorizar? Enquanto escrevo o ‘número’ aproxima-se célere da barreira de 300 000. Possivelmente, esta barreira já foi pulverizada.

Foto do Portal de Notícias G1

Hoje vi a foto do corpo um homem velho, magérrimo, deitado no chão da enfermaria onde recebera a última tentativa de ajuda. Ao seu lado, sentada estava a enfermeira, vencida, cansada. A posição do homem lembra imagens de um crucificado. Impossível, mesmo com o risco de pecar, não relacionar as imagens. Vamos permitir que esta imagem passe, sem nos escandalizar? E o que faremos, como seremos daqui para frente?

O que nos pode dizer hoje, especialmente nestes dias conturbados, o sacrifício que é narrado e comentado nesta música tão perfeita? Confesso, aproximei-me com temeridade da audição desta obra. Tenho evitado estas obras mais sérias, mas a ocasião me obriga. Veja, pense, sinta… e ouça.

Matthias Grünewald

Escolhi uma gravação muito diferente, mesmo se considerarmos as gravações historicamente informadas, ela é diferente. Acho que o momento nos pede para sairmos de nossa ‘zona de conforto’. Neste sentido, McCreesh vai mexer com sua percepção da obra.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Paixão segundo São Mateus BWV 244

Gabrieli Consort & Players

Coro I:

Deborah York, soprano

Magdalena Kožená, mezzo-soprano

Mark Padmore, tenor

Peter Harvey, baixo

Coro II:

Julia Gooding, soprano

Susan Bickly, mezzo-soprano

James Gilchrist, tenor

Stephan Loges, baixo

Ulla Munch, soprano in ripieno

Paul McCreesh

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FLAC | 663 MB

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MP3 | 320 KBPS | 371 MB

Paul McCreesh

Aproveite, se puder…

Cuide-se!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Transcrições para violino e órgão (Paulet / Geiger)

J. S. Bach (1685-1750): Transcrições para violino e órgão (Paulet / Geiger)

Um disco muito interessante. Explorando algumas conhecidas obras de J.S. Bach, a dupla busca iluminar as possibilidades de improvisação da música barroca. Aqui, não temos somente o potente som do órgão. Ele dá espaço ao violino, o que traz à tona novas cores em lindas combinações.

A música era o ofício cotidiano da família Bach: aquele Bach das igrejas, o que se comprometeu a compor e apresentar música instrumental na corte de Koethen, o do Café Zimmermann em Leipzig, ou aquele que era permanentemente executado em sua casa por seus filhos, alunos, internos — todos, de certa forma estão aqui presentes de um modo diferente. Este criativo CD traz uma bonita abordagem àquilo que deveria ser o relacionamento de Bach com aqueles ao seu redor.

J. S. Bach (1685-1750): Obras e transcrições para violino e órgão (Paulet / Geiger)

1. Sonata per il Violino Solo e Basso Continuo, BWV 1021 (Arr. for Violin & Organ): I. Adagio (04:24)
2. Sonata per il Violino Solo e Basso Continuo, BWV 1021 (Arr. for Violin & Organ): II. Vivace (01:07)
3. Sonata per il Violino Solo e Basso Continuo, BWV 1021 (Arr. for Violin & Organ): III. Largo (02:47)
4. Sonata per il Violino Solo e Basso Continuo, BWV 1021 (Arr. for Violin & Organ): IV. Presto (01:38)

5. Sinfonia No. 7 in E Minor, BWV 793 (Arr. for Violin & Organ) (01:54)

6. Sinfonia No. 3 in D Major, BWV 789 (Arr. for Violin & Organ) (01:16)

7. Choral Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 (Arr. for Violin & Organ) (04:16)

8. Sinfonia No. 8 in F Major, BWV 794 (Arr. for Violin & Organ) (01:18)

9. Sinfonia No. 13 in A Minor, BWV 799 (Arr. for Violin & Organ) (01:28)

10. Sonata per Organo No. 4 in E Minor, BWV 528 (Arr. for Violin & Organ): I. Adagio, Vivace (02:32)
11. Sonata per Organo No. 4 in E Minor, BWV 528 (Arr. for Violin & Organ): II. Andante (05:00)
12. Sonata per Organo No. 4 in E Minor, BWV 528 (Arr. for Violin & Organ): III. Un poco Allegro (02:29)

13. Sinfonia No. 11 in G Minor, BWV 797 (Arr. for Violin & Organ) (02:05)

14. Sinfonia No. 2 in C Minor, BWV 788 (Arr. for Violin & Organ) (01:59)

15. Sinfonia No. 15 in B Minor, BWV 801 (Arr. for Violin & Organ) (01:34)

16. Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. for Violin & Organ): I. Allemanda (03:35)
17. Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. for Violin & Organ): II. Double (01:49)
18. Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. for Violin & Organ): III. Courante – Double (06:27)
19. Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. for Violin & Organ): IV. Sarabande – Double (03:32)
20. Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. for Violin & Organ): V. Tempo di Borea – Double (03:33)

21. Choral Wachet auf ruft uns die Stimme in E-Flat Major, BWV 645 (Arr. for Violin & Organ) (04:31)

Stéphanie Paulet, violino
Elisabeth Geiger, órgão

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A Família Bach — por Toby Edward Rosenthal, pintura de 1870,.

PQP

Boldog születésnapot! – Bartók, a zongoraművész (Bartók, o pianista) #BRTK140

 

“Boldog születésnapot!” não é uma sopa de letrinhas, e sim “feliz aniversário!” em húngaro – e as felicitações, claro, vão para o genial Béla Viktor János Bartók, em seu idioma nativo, no dia em que completaria 140 anos.

Não falo húngaro, nem jamais falarei. Limito-me a estudá-lo mui diletantemente, sem progresso algum, e há tantos anos que reconheço em meus esforços mais uma contemplação amedrontrada da legendária complexidade do magiar, com seus dezoito casos e vocabulário alheio ao léxico indo-europeu, do que uma pretensão real de algum dia dominar o Leviatã. Ainda assim, resolvi que os títulos das postagens de hoje seriam bilíngues, não para ostentar minha confessa semi-ignorância, e sim para homenagear devidamente o aniversariante, que tanto orgulho tinha de seu país, de sua cultura e de seu idioma, e que – mesmo notável poliglota – contemplava o resto do mundo a partir dessa inexpugnável ilha linguística.

Bartók, claro, também tocava piano (que o magiar, aliás, resolveu chamar de nada parecido com o italiano piano ou o alemão Klavier, e sim de ZONGORA). Reconhecia ritmos e melodias antes de balbuciar frases completas, e, antes de completar quatro anos, já estava tão familiarizado ao teclado que seu repertório contava com quarenta peças. Sua maior aliada era a mãe, Paula, uma professora de piano que começou a lhe dar aulas a partir dos cinco anos e não mediria esforços para garantir a melhor educação musical possível a seu filho, o que envolveu heroísmo depois da morte inesperada do marido, quando o menino tinha meros cinco anos. Sua admissão na classe de piano de István Thomán na Real Academia de Música de Budapest, aos dezoito anos, coroou a abnegação de Paula, a quem Béla permaneceria devotamente ligado até a morte dela.

Embora tenha feito várias turnês ao longo da vida – a primeira delas pela Alemanha, em 1903, ao graduar-se da Academia -, a carreira de Bartók como concertista sempre lhe teve um papel secundário, inda mais depois de ingressar no corpo docente da Academia, em 1908, como professor de piano. Com um emprego prestigioso e salário fixo, já não dependia mais dos recitais como ganha-pão, e podia assim lançar-se ao pleno cultivo de suas maiores paixões – a composição e o estudo da música folclórica húngara – até a reta final de sua vida, quando o fascismo e o envolvimento da Hungria na guerra obrigaram-no a refugiar-se nos Estados Unidos, onde viu-se obrigado novamente a sentar-se ao teclado para sustentar-se.

Mesmo com essa baixa prioridade dada à ribalta, Bartók legou-nos um número razoável de gravações em diferentes meios – incluindo cilindros de cera e o processo Welte-Mignon, semelhante à pianola – que não só servem como documentos fascinantes de seu pianismo, com também são testemunhos preciosos das concepções artísticas do gênio. A qualidade do som registrado pelos processos arcaicos não consegue, naturalmente, trazer a nossos tempos uma das virtudes mais laudadas por aqueles que ouviram Béla ao teclado: seu timbre, descrito como “belo”, “caloroso” e “profundamente convincente”. Muito evidentes, entretanto, são outras qualidades descritas por seus contemporâneos: a concentração (“sua execução de piano era desprovida de qualquer floreio superficial e irrelevante; cada tom era pura essência ”, segundo Lajos Hernádi), a inventividade (“ele foi um revolucionário na composição; sua performance ao piano também estava sob a égide da renovação, desprovida de qualquer rotina”, nas palavras de Géza Frid) e a espontaneidade (“há uma espécie de pureza virginal até em suas marteladas mais infernais… Isso é mais que o gênio do artista-intérprete; é o gênio inerente do artista criativo para tudo o que é criação”, como descreveu Aladár Tóth, esposo da grande pianista Annie Fischer).

As preciosidades que lhes apresento a seguir foram lançadas pelo selo Hungaroton em 1981, por ocasião do centenário do compositor, e compreendem a quase totalidade do legado fonográfico de Béla Bartók (a notória exceção é um recital com Joseph Szigeti na Livraria do Congresso em Washington, D. C., nos Estados Unidos, que será oportunamente publicada pelo colega Pleyel). Elas refletem o conforto com que ele assumia as funções de recitalista, camerista, acompanhador, pianista de duo e concertista, e atestam categoricamente sua destreza ao teclado. Alguns registros, como as sonatas de Scarlatti, dão a impressão de que o sisudo, quase ascético homem chegava mesmo divertir-se ao tocar piano. Outros, como o fragmento do “Concerto Patético” de Liszt, tocado com o colega de Academia e também compositor Dohnányi, contrastam seu estilo econômico com o som efusivo e ultrarromântico do segundo. E eletrizantes, acima de tudo, são as leituras suas próprias obras (algumas delas anunciadas em húngaros pelo próprio compositor), um legado inestimável para os pianistas que as desejam incorporar a seus repertórios e, pelo menos para mim, seu fã incondicional, fascinantes janelas para um passado não tão remoto em que o gênio estava entre nós.

BARTÓK HANGFELVÉTELEI CENTENÁRIUMI ÖSSZKIADÁS
(“Edição do centenário das gravações de Bartók”)
Editores:  László Somfai, Zoltán Kocsis, János Sebestyén
Hungaroton, 1991

I. BARTÓK ZONGORÁZIK 1920-1945 (“Bartók ao piano”)

Gravações em piano de rolo (processo Welte-Mignon)

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)

1 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – No. 5: Este a székelyeknél – Das Quinze canções camponesas húngaras, BB 79 – No. 6: Ballada
2 – Quinze canções camponesas húngaras, BB 79, Sz. 71 – Nos. 7-10, 12, 14, 15
3 – Sonatina para piano, BB 69, Sz. 55
4 – Danças folclóricas romenas para piano, Sz. 56, BB 68

Gravações fonográficas

5 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – No. 5: Este a székelyeknél – No. 10: Medvetanc (“Dança do Urso”)
6 – Das Duas danças romenas, Op. 8a, Sz. 43, BB56 –  No. 1: Allegro vivace
7 – Das Quatorze bagatelas para piano, Op. 6, BB 50 – No. 2: Allegro giocoso – Das Três Burlesques, BB 55 – No. 2:  Kicsit azottan
8 – Allegro barbaro, BB 63, Sz. 49

Suíte para piano, BB 70, Sz. 62, Op. 14
9 – I. Allegretto
10 – II. Scherzo
11 – III. Allegro molto – IV. Sostenuto

Suíte para piano, BB 70, Sz. 62, Op. 14
12 – I. Allegretto
13 – II. Scherzo
14 – III. Allegro molto – IV. Sostenuto

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)

15 – Sonata em Sol maior, K. 427/L. 286/P. 286 – Sonata em Lá maior, K. 212/L. 135/P. 155
16 – Sonata em Lá maior, K. 537/L. 293/P. 541 – Sonata em Si bemol maior, K. 70/L. 50/P. 21

Ferenc LISZT (1811-1886)

Années de Pèlerinage, 3ème Année, S. 163
17 – No. 7: Sursum corda

Béla BARTÓK

18 – Das Quinze canções húngaras para piano, BB 79, Sz. 71 – Nos. 7-10, 12, 14, 15
19  – Dos Três rondós sobre melodias folclóricas eslovacas, BB 92, Sz. 84 – No. 1: Andante
20 – Das Nove pequenas peças para piano, BB 90 – No. 6: Dal – No. 8: Csorgotanc – Petite Suite, BB 113 – No. 5: Szol

Béla Bartók, piano

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Zoltán KODÁLY (1882-1967)

Arranjos de música folclórica húngara para vozes e piano:
1 – No. 1: Molnár Anna
2 – No. 6. Harom arva
3 – No. 7: Kitrakotty mese
4 – No. 8: A rossz feleseg
5 – No. 9: Szomoru fuzfanak
6 – No. 11: Elkialton – No. 10: Egy nagyoru
7 – No. 12: Kocsi – No. 16: Asszony, asszony
8 – No. 15: Akkor szep az erdo
9 – No. 13: Meghalok – No. 30: Szolohegyen
10 – No. 41: Kortefa – No. 14: Viragos
11 – No. 18: Kadar kata
12 – No. 19: A noverek
13 – No. 20: Tucsoklakodalom
14 – No. 21: Zold erdoben
15 – No. 23: Most jottem – No. 24: Ciganynota
16 – No. 32: Katona vagyok en
17 – No. 39: Megegett Racorszag – No. 33: Arrol alul
18 – No. 37: Kadar Istvan balladaja
19 – No. 40: Labanc gunydal a kurucra Labanc
20 – No. 42: Rákóczi kesergoje

Vilma Medgyaszay, soprano
Mária Basilides, contralto
Ferenc Székelyhidy, tenor
Béla Bartók, piano

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Béla BARTÓK

Cinco canções folclóricas húngaras, BB 97, Sz. 33
1 – No. 1: Elindultam – No. 2. Altal – No. 3: A gyulai
2 – No. 4: Nem messze van ide – No. 5: Vegigmentem a tarkanyi

Vilma Medgyaszay, soprano
Béla Bartók, piano

Canções folclóricas húngaras, Sz. 42
3 – No. 1: Fekete fod – No. 3: Asszonyok, asszonyok
4 – No. 2: Istenem, istenem – No. 5: Ha kimegyek
5 – No. 6. Toltik a – No. 7: Eddig valo dolgom – No. 8: Olvad a ho

Mária Basilides, contralto
Ferenc Székelyhidy, tenor
Béla Bartók, piano

6 – Melodias folclóricas húngaras (arranjo de Jozséf Szigeti para violino e piano)
7 – Danças folclóricas romenas para piano, Sz. 56, BB 68 (arranjo de Zoltán Székely para violino e piano)

Rapsódia no. 1 para violino e piano, BB 94a, Sz. 86
8 – Lassú
9 – Friss

József Szigeti, violino
Béla Bartók, piano

Contrastes, para violino, clarinete e piano, BB 116, Sz. 111
10 – I. Verbunkos
11 – II. Piheno
12 – III. Sebes

József Szigeti, violino
Benny Goodman, clarinete
Béla Bartók,
piano

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De Mikrokosmos, para piano, BB 105
1 – Vol. 5: No. 124. Staccato – Vol. 6: No. 146. Ostinato
2 – Vol. 4: No. 113. Ritmo búlgaro – Vol. 5: No. 129. Terças alternadas – Vol. 5: No. 131. Quartas – Vol. 5: No. 128. Dança campesina
3 – Vol. 4: No. 120. Acordes de quinta – Vol. 4: No. 109. Da ilha de Bali – Vol. 5: No. 138: Gaita de foles
4 – Vol. 4: No. 100. No estilo duma canção folclórica – Vol. 6: No. 142. Do diário duma mosca – Vol. 6: No. 140. Variações livres
5 – Vol. 5: No. 133. Síncopes – Vol. 6: Seis danças em ritmo búlgaro: No. 149 – No. 148
6 – Vol. 4: No. 108. Luta – Vol. 6: Seis danças em ritmo búlgaro: Nos. 150-151
7 – Vol. 3: No. 94. Era uma vez… – Vol. 6: Seis danças em ritmo búlgaro: Nos. 152 – 153
8 – Vol. 5: No. 126. Mudança de tempo – Vol. 4: No. 116. Melodia –  Vol. 5: No. 130. Piada de aldeia – Vol 5: No. 139. András, o contente
9 – Vol. 6: No. 143. Arpejos divididos – No. 147. Marcha
10 – No. 144. Segundas menores, sétimas maiores
11 – No. 97. Notturno – No. 118. Tríades – No. 141. Tema – No. 136. Tons inteiros – No. 125. Navegando – No. 114. Tema e inversão

Béla Bartók, piano

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Sonata para dois pianos e percussão, BB 115, Sz. 110
1 – I. Assai lento – Allegro molto
2 – II. Lento, ma non troppo
3 – III. Allegro non troppo

Béla Bartók e Ditta Bartók-Pásztory, pianos
Henry Baker e Edward Rubsam, percussão

4 – Petite Suite, BB 113
5 – Das Quatorze bagatelas, Op. 6, Op. 6, BB 50 – No. 2: Allegro giocoso – Dos Três rondós sobre melodias folclóricas eslovacas – No. 1:. Andante
6 – Das Improvisações sobre canções camponesas húngaras, Op. 20, Sz. 74: Nos. 1, 2, 6, 7 & 8
7 – Das Nove pequenas peças para piano, BB 90 – No. 9: Preludio: All’ungherese
8 – Melodias folclóricas húngaras, BB 80b

Béla Bartók, piano

9 – Das Sete peças do ‘Mikrokosmos’ para dois pianos, BB 120 – Nos. 2, 5 &  6

Béla Bartók e Ditta Bartók-Pásztory, pianos

10 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – “Noite na Transilvânia” – “Dança do Urso”

De Para crianças, BB 53:
11 – Vol. 1: No. 3. Quasi adagio – No. 4. Dança da almofada – No. 6. Estudo para a mão esquerda – No. 10. Dança infantil – No. 12. Allegro
12 – Vol. 1: No. 13. Ballade – No. 15. Allegro moderato – No. 18. Canção do soldado – No. 19. Allegretto – No. 21. Allegro robusto
14 –  Vol. 2: No. 26. Moderato – No. 34. Allegretto – No. 35. Con moto – No. 31. Andante tranquillo – No. 30. Canção de zombaria

Béla Bartók, piano

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II. BARTÓK HANGARCHIVUM
Bartók hangja és zongorajátéka
1912-1944
(“Arquivo de gravações de Bartók – Bartók fala e toca piano”)

Fonográf-, Gépzongora- És Rádiófelvételek
(“gravações de fonógrafo, piano de rolo e rádio”)

Béla BARTÓK

1 – De Para Crianças, BB 53 – Vol. 3: No. 62. Molto allegro – Dos Sete esboços, Op. 9b, BB 54 – No. 3. Lento (excerto)
2 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – No. 10: Medvetanc – Dos Sete esboços, Op. 9b, BB 54 – No. 6. No estilo da Valáquia
3 – Das Quatorze bagatelas, Op. 6, BB 50 – No. 10. Allegro
4 – Das Quatorze bagatelas, Op. 6, BB 50 – No. 7. Allegretto molto – De Para crianças, BB 53 – Vol. 1, No. 10. Allegro molto
5 – Das Danças folclóricas romenas, BB 68 – No. 1: Joc cu bata (excerto)
6 – Das Danças folclóricas romenas, BB 68 – No. 3: Pe loc – No. 4: Buciumeana – No. 5: Poarga romaneasca – No. 6: Maruntel
7 – Das Duas danças romenas, Op. 8a, BB 56 – No. 1:. Allegro vivace
8 – Das Improvisações sobre canções camponesas húngaras, Op. 20, Sz. 74 – No. 1: Allegro vivace 9 – Allegro barbaro, BB 63
10 – Das Dez peças fáceis, Sz. 39, BB 51 – No. 5. Este a szekelyeknel (excerto)
11 – Das Dez peças fáceis, Sz. 39, BB 51 – No. 10: Medvetanc
12 –  Das Duas danças romenas, Op. 8a, BB 56 – No. 1:. Allegro vivace (excerto)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Da Partita no. 5 em Sol maior, BWV 829:
13 – No. 1: Praeambulum
14 – No. 6: Passepied – No. 7: Gigue (excerto)

Zoltán KODÁLY
Das Sete peças para piano, Op. 11:
15 – No. 2: Székely keserves – No. 4: Sirfelirat
16 – No. 6: Székely nota

Johann Sebastian BACH
Do Concerto para teclado em Lá maior, BWV 1055:
17 – I. Allegro (excerto)

Béla Bartók, piano
Budapesti Filharmóniai Társaság Zenekara (Orquestra Filarmônica de Budapeste)
Ernő Dohnányi, regência

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
18 – Rondó em Lá maior para piano, K. 386 (excerto)

Ferenc LISZT
19 – Variações sobre o tema “Weinen, klagen, sorgen, zagen”, S180/R24 (excertos)

Béla Bartók, piano

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Babitsné/Makai Anyag (“coleções Babitsné/Makai”)

Béla BARTÓK
Concerto para piano e orquestra no. 2, BB 101

1 – I. Allegro – II. Adagio – III. Allegro molto (excertos)

Béla Bartók, piano
Budapesti Szimfonikus Zenekara (Orquestra Sinfônica de Budapeste)
Ernest Ansermet, regência

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
2 – Seis variações sobre um tema original em Fá maior, Op. 34 (excerto)

Johannes BRAHMS (1833-1897)
3 – Das Klavierstücke, Op. 76 –  No. 2: Capriccio in Si menor

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)
4 – Dos Dois noturnos, Op. 27 – No. 1 em Dó sustenido menor

Béla BARTÓK
De Mikrokosmos, BB 105:
5 – Vol. 5: No. 138. Gaita de foles
6 – Vol. 4: No. 109. Da ilha de Bali (excerto)
7 – Vol. 6: No. 148. Seis danças em ritmo búlgaro: No. 1 (excerto)

Béla Bartók, piano

Wolfgang Amadeus MOZART
Sonata para dois pianos em Ré maior, K. 448

8 – I. Allegro con spirito (excerto)
9 – II. Andante (excerto)
10 – III. Allegro molto (excerto)

Claude-Achille DEBUSSY (1862-1918)
En blanc et noir, para dois pianos, L. 134
11 –  I. Avec emportement (excerto)
12 – II. Lent, Sombre (excertos)
13 – III. Scherzando (excertos)

Béla Bartók e Ditta Pásztory-Bartók, pianos

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Béla BARTÓK
1 – Rapsódia para piano e orquestra, Op. 1, Sz. 27 (excertos)

Béla Bartók, piano
Magyar Királyi Operaház Zenekara (Orquestra da Ópera Real Húngara)
Ernő Dohnányi, regência

Johannes BRAHMS
Sonata para dois pianos em Fá menor, Op. 34bis
2 – I. Allegro non troppo
3 – II. Andante un poco adagio
4 – III. Scherzo: Allegro
5 – IV. Finale: Poco sostenuto – Allegro non troppo

Béla Bartók e Ditta Pásztory-Bartók, pianos

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Béla BARTÓK
1 – Rapsódia no. 1 para violino e piano, Sz. 86, BB 94
2 – Magyar népdalok (Canções folclóricas húngaras), BB 109 (arranjo de Tivadar Országh para violino e piano)

Ede Zathureczky, violino
Béla Bartók, piano

Ferenc LISZT
3 – Concerto pathétique, para dois pianos, S258/R 356

Béla Bartók e Ernő Dohnányi, pianos

Prózai Anyagok (“material falado”)

Béla BARTÓK
Entrevistas, conferências e pronunciamentos:

4 – Texto da “Cantata profana” (em húngaro)
5 – Conferência sobre a expedição à Anatólia (em húngaro)
6 – Entrevista na Radio Bruxelles (em francês)
7 – Entrevista para a série “Ask the Composer” (em inglês)
8 – Gravações familiares (em húngaro)

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Bartók a zongoránál

PQP Bach, por Ammiratore

Vassily

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Seis Concertos para o Margrave de Brandenburg – Pinnock (2007) #BRANDENBURGAÇO

 

Os Brandenburgos completam seu tricentenário, e eu, que tanta alegria lhes devo, não poderia ficar de fora do #BRANDENBURGAÇO – a homenagem que nós outros, filhos e/ou devotos do Demiurgo, lhes prestamos hoje.

ooOoo

Já lhes contei como um certo Ludwig muito me impressionou, aos onze anos, quando chegou em forma de busto sobre um velho piano lá em casa. O que não lhes contei ainda, e talvez porque nem lhes interesse (embora eu vá contar mesmo assim) foi a iluminação bachiana que me veio numa cabulosa viagem à Disney, em algum momento de meus espinhudos quatorze anos. Pois entre um encontro e outro com ratos antropomórficos, vi-me num ônibus cheio de gremlins adolescentes, que parou num supermercado para, claro, mais um frenesi de consumo. Saí no final da horda e encontrei, no chão, uma nota de um dólar, que coletei enquanto seguia a manada. Entediado por nada encontrar que me interessasse, meti-me a vasculhar um balaio de fitas cassete e, entre um artista de mullet e blazer remangado e outro, encontrei uns tais de Brandenburg Concertos que me chamaram a atenção não porque os conhecesse, mas  porque custavam 99 cents – uma bagatela, portanto, ao alcance do Washington que me sorrira, à moda de  La Gioconda, alguns minutos antes.

Trocado o vil metal pela fita, voltei ao ônibus fedendo a Humanidade e quis escutá-la. Não tinha, por completa ignorância, expectativa alguma ao colocá-la em meu walkman (que era, caros djóvens, isso aqui). Por isso, talvez, meu completo embasbaco quando dei o play e, com o volume máximo, meus rudes ouvidos foram invadidos por…

… ISSO.

Mal sabia eu – talvez atordoado pela companhia de tantos mocorongos com orelhas do Pateta – que aquela fita mudariam minha vida de ouvinte para sempre.

ooOoo

Antes que me chamem de piegas, queria esclarecer que não me apego a gravações antigas. Por isso, não compartilharei aqui a gravação aquela de um dólar, por querer que ela fique em seu devido lugar, envolta em queridas memórias, e não exposta ao escrutínio de ouvidos agora muito mais críticos. Respeito a importância histórica de certos registros, mas busco na música sempre o frescor. Não me refiro, claro, àquele frescor de allegros vivaces e flautins imitando pássaros sobre harpas e cordas em pizzicato, e sim o que de vivo e pulsante perpassa toda grande música – venha ele de coisas recém-gravadas, venha de discos embolorados. Admiro, em especial, aquelas gravações que não envelhecem, e particularmente nesses Brandenburgos, talvez a música mais perfeita jamais escrita, tantas vezes revisitados e inesgotáveis nas possibilidades que oferecem aos artistas.

Uma dessas gravações que não envelhecem era – e ainda é, aliás – a brilhante leitura que deles fizeram o English Concert e Trevor Pinnock, na década de 80. Nem queria lhes contar mais de minha história de ouvinte – pois nem sou eu Fellini, nem isso aqui é meu Amarcord -, então só lhes conto mais que foram eles que me apresentaram a interpretação historicamente informada como uma vertente capaz de trazer vida e pujança à música do passado. Foi, de longe, a gravação que mais ouvi, e aquela a que sempre voltava como referência quando descobria alguma nova. Tanto foi minha interpretação favorita que, ao saber que Pinnock, para comemorar seus sessenta anos, reunira um conjunto de músicos europeus para sair em turnê e regravar os Brandenburgos, minha reação foi de preocupação. Por que, perguntava-me então, depois de tanto rodar por orquestras com instrumentos contemporâneos, Pinnock resolvia voltar à interpretação historicamente informada justamente para uma revisita à maior pérola de sua discografia?

A resposta de Pinnock – que minha mente cabreira imaginou estar com mera vontade de forrar os bolsos – veio em grande estilo, com essa estupenda gravação que calou imediatamente meu bichinho resmungão. A clareza e o brilho do registro de 1982 estão todos ali, agora com andamentos mais moderados, que permitem melhor admirar toda a transparência da execução. O som, claro, é melhor gravado – e, pelo menos assim me parece, o tamanho das forças instrumentais parece mais apropriado a cada concerto (particularmente no maravilhoso concerto no. 5, que tantas outras gravações vê o concertino sufocar, por cordas demais, o ripieno). A distribuição dos concertos nos discos – pares de um lado, ímpares do outro – não deve incomodar aqueles que, como os leitores-ouvintes do PQP Bach, sabem que eles foram compostos em diferentes épocas e para diversas finalidades, e reunidos, como o mais belo dos balaios de gatos, para serem assim apresentados ao Margrave de Brandenburg:

 

Seis Concertos
Com diversos Instrumentos
Dedicados
À Sua Alteza Real
Senhor
Christian Ludwig
Margrave de Brandenburg & c. & c. & c.,
por Seu mui humilde & mui obediente Servo
Johann Sebastian Bach
Mestre de Capela de Sua Alteza Real O
príncipe reinante d’Anhalt-Cöthen

Meu Senhor

Como tive, há poucos anos, a felicidade de me fazer escutar junto à Vossa Alteza Real, em virtude de suas ordens, e como eu então percebi que Vossa Alteza teve algum deleite com os pequenos talentos que o Firmamento me concedeu para a Música; e, quando a me retirar da presença de Vossa Alteza Real, Ela houve por bem me fazer a honra de me mandar o envio a Vossa Alteza de algumas peças de minha composição; eu, de acordo com as mais graciosas ordens de Vossa Alteza, tomei a liberdade de cumprir meus humílimos deveres para com Vossa Alteza Real com os presentes Concertos, que arranjei a diversos Instrumentos; rogando mui humildemente que não julgue sua imperfeição ao rigor do gosto fino e delicado que todos sabem que Vossa Alteza tem pelas obras musicais, mas para atrair, antes, em consideração benigna, o profundo respeito e a humilde obediência de que espero que Ela possa dar testemunho. Quanto ao resto, Meu Senhor, peço humildemente a Vossa Alteza Real que tenha a gentileza de continuar em suas boas graças para comigo, e que esteja convencido de que nada tenho maior no coração do que lhe poder ser empregado, em ocasiões mais dignas d’Ela e do Seu serviço, eu que sou, com um zelo incomparável,

Senhor
De Vossa Alteza Real
O mais humilde e mais obediente servo
Johann Sebastian Bach. Cöthen, 24 mar 1721

Trezentos anos hoje, meus caros – e tudo a soar tão vivo que parece ainda cheirar a tinta fresca!

ooOoo

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Seis concertos para vários instrumentos, dedicados à Sua Alteza Real Christian Ludwig, Margrave de Brandenburg, &c, &c, &c (Concertos de Brandenburg, BWV 1046-1051)

Concerto de Brandenburg no. 1 em Fá maior, BWV 1046
1 – [sem indicação de tempo]
2 – Adagio
3 – Allegro
4 – Menuetto – Trio I – Polacca – Trio II

Concertino:
Tim Jackson e Étienne Cutajar, trompas
Katharina Spreckelsen, Richar Earle e Frances Norbury, oboés
Eyal Streett, fagote
Kati Debretzeni, violino piccolo

Ripieno:
Beatrix Hülsemann, Sarah Moffatt, Marie Desgoutte e Bojan Čičić, violinos
Jane Rogers e Emilia Benjamin, violas
Jonathan Manson e Catherine Jones, violoncelos
Peter McCarthy, violone
Trevor Pinnock, cravo

Concerto de Brandenburg no. 3 em Sol maior, BWV 1048
5 – [sem indicação de tempo]
6 – [Adagio] [improvisação por Kati Debretzeni]
7 – Allegro

Kati Debretzeni, Bojan Čičić e Beatrix Hülsemann, violinos
Jane Rogers, Emilia Benjamin e Sarah Moffatt, violas
Jonathan Manson, Catherine Jones e  Catherine Finnis, violoncelos
Peter McCarthy, violone
Trevor Pinnock, cravo

Concerto de Brandenburg no. 5 em Ré maior, BWV 1050
8 – Allegro
9 – Affettuoso
10 – Allegro

Concertino:
Katy Bircher, flauta transversa
Beatrix Hülsemann, violino
Trevor Pinnock, cravo obbligato

Ripieno:
Kati Debretzeni e Marie Desgoutte, violino
Jane Rogers, viola
Jonathan Manson, violoncelo
Peter McCarthy, violone

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Concerto de Brandenburg no. 2 em Fá maior, BWV 1047
1 – [sem indicação de tempo]
2 – Andante
3 – Allegro assai

Concertino:
Robert Ehrlich, flauta doce
Katharina Spreckelsen, oboé
David Blackadder, trompete
Bojan Čičić, violino

Ripieno:
Beatrix Hülsemann, Jane Gordon e Marie Desgoutte, violinos
Emilia Benjamin, viola
Alison McGillivray, violoncelo
Peter McCarthy, violone
Trevor Pinnock, cravo

Concerto de Brandenburg no. 4 em Sol maior, BWV 1049
4 – Allegro
5 – Andante
6 – Presto

Concertino:
Kati Debretzeni, violino
Robert Ehrlich e Antje Hensel, flautas doces

Ripieno:
Beatrix Hülsemann, Marie Desgoutte, Sarah Moffatt e Bojan Čičić, violinos
Jane Rogers e Emilia Benjamin, violas
Jonathan Manson, violoncelo
Peter McCarthy, violone
Trevor Pinnock, cravo

Concerto de Brandenburg no. 6 em Si bemol maior, BWV 1051
7 – [sem indicação de tempo]
8 – Adagio ma non tanto
9 – Allegro

Jane Rogers e Emilia Benjamin, violas
Susanne Heinrich e Catherine Finnis, violas da gamba
Jonathan Manson e Peter McCarthy, violoncelos
Trevor Pinnock, cravo

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European Brandenburg Ensemble
Trevor Pinnock, regência


Vassily

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Concertos de Brandenburg – Pinnock

Para quem não gostou dos discos, ou muito menos de minha apresentação, recomendo darem uma nova chance a Pinnock, escutando sua incrível gravação de 1982 (não me deem novas chances, no entanto, porque, tsc, eu não as mereço)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo – The Amsterdam Baroque Orchestra & Ton Koopman ֎ #BRANDENBURGAÇO

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo – The Amsterdam Baroque Orchestra & Ton Koopman ֎ #BRANDENBURGAÇO

Bach

Concertos de Brandenburgo

The Amsterdam Baroque Orchestra

Ton Koopman

 

A gravação dos Brandenburgos oferecida pela The Amsterdam Baroque Orquestra regida pelo multitalentoso (organista, cravista, regente…) Ton Koopman é uma excelente opção ao lado da gravação feita por Pinnock (AP), especialmente para quem prefere expressivos contrastes menos precisamente marcados.

Mais ou menos assim começa o verbete no The Penguin Guide to Compact Disc, editado por Ivan March e pals, em 1996. Incríveis 25 anos se passaram e o álbum continua gracioso como sempre. O utilíssimo comentário, que atribui três estrelinhas à gravação, acrescenta o fato de que no Terceiro Concerto, a título de movimento lento, Koopman nos oferece a Toccata em sol maior, BWV 916, fazendo uma ponte entre os dois movimentos rápidos.

Esta postagem é uma revalidação (pelo menos dos Concertos de Brandenburgo) de outra, que foi ao ar em 21 de março de 2012, postada pelo Carlinus – justamente para comemorar o níver do João Sebastião Ribeiro. Aqui temos a revalidação com links novos para as versões flac e mp3 na nossa série PQP-Originals.

Veja o texto da postagem original:

Em homenagem ao dia natalício de Johann Sebastian Bach!!! Os Concertos de Brandenburgo são uma das páginas mais famosas e importantes da música barroca, além do que é uma das obras mais populares do vasto material de Johann Sebastian Bach. Estes concertos foram compostos no período que vai de 1718 a 1721 e ficaram esquecidos após o ano de 1734. Somente no século XIX é que voltaram a ser explorados e tocados. São uma das obras mais belas de todos os tempos. Vale a pena ouvir e se entusiasmar. Existe uma outra gravação aqui no blog com o inglês Trevor Pinnock, alguém que é especialista no repertório barroco e, principalmente, em Bach. Dessa vez, apresento o holandês Ton Koopman, outro especialista em Bach. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concertos de Brandenburgo

CD 1

Concerto No.1 em fá maior, Bwv 1046

  1. [Allegro]
  2. Adagio
  3. Allegro
  4. Minuet -Trio 1 – Minuet 2 – Polonaise – Minuet 3 – Trio 2 – Minuet 4
Monica Hugget, violino piccolo
Ku Ebbinge · Michel Henry Dombrecht, oboés
Michel Garcin Marrou · Jos Konings, trompas

Concerto No. 2 em fá maior, BWV 1047

  1. [Allegro]
  2. Andante
  3. Allegro assai
Ricardo Kanji, flauta doce
Alison Bury, violino
Ku Ebbinge, oboé
Crispian Steele Perkins, trompete

Concerto No.3 em sol maior, Bwv 1048

  1. [Allegro]
  2. Adagio
  3. Allegro
Monica Hugget · Alison Bury · Graham Cracknell, violinos
Jan Schlap · Trevor Jones · Nicola Cleminson, violas
Jaap Ter Linden · Richte Van Der Meer · Wouter Möller, violoncelos

CD 2

Concerto No.4 em sol maior, Bwv 1049

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Presto
Monica Hugget, violino
Ricardo Kanji · Reine-Marie Verhagen, flautas doces

Concerto No. 5 em ré maior, BWV 1050

  1. Allegro
  2. Affetuoso
  3. Allegro
Wilbert Hazelzet, flauta
Roy Goodman, violino
Ton Koopman, cravo

Concerto No. 6 em si bemol maior, BWV 1051

  1. [Allegro]
  2. Adagio ma non tanto
  3. Allegro
Jan Schlapp · Trevor Jones, violas
Christopher Coin · Sarah Cunningham, violas da gamba
Jaap Ter Linden, violoncelo

The Amsterdam Baroque Orchestra

Ton Koopman

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FLAC | 534 MB

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MP3 | 320 KBPS | 253 MB

A The Amsterdam Baroque Orquestra recebeu um reforço considerável de uma constelação de solistas ingleses. Veja os nomes listados…

Ton ensaiando a Orquestra PQP Bach no PQP Bach Hall de Nictheroy

Aproveite!
René Denon

J. S. Bach (1685–1750): Concertos de Brandenburgo em transcrições de Max Reger para piano a quatro mãos (Takahashi / Lehmann) #BRANDENBURGAÇO

J. S. Bach (1685–1750): Concertos de Brandenburgo em transcrições de Max Reger para piano a quatro mãos (Takahashi / Lehmann)  #BRANDENBURGAÇO

Que os Concertos de Brandenburgo, em sua forma original, fazem parte de um seleto grupo de criações que representam o que há de mais valoroso na música, todos nós do século XXI já sabemos ! Estas transcrições que o compositor alemão Max Reger (1873-1916) fez para piano a quatro mãos que ora vamos compartilhar com os amigos do blog, são um verdadeiro  delight ! Max foi uma figura fundamental para o renascimento de Bach no início do século XX e as transcrições deste álbum são um ótimo exemplo do seu magnífico trabalho.

As transcrições dos seis concertos de Brandenburgo datam do início de 1900, Max era um talentoso compositor e organista e seu trabalho bastante reconhecido na Alamanha do início do século XX, tinha um profundo conhecimento de contraponto que torna esses arranjos de Brandemburgo tão lindos de ouvir. As transcrições destas obras primas de Bach feitas por Reger, na minha humilde opinião, são ótimas. Porém não são fáceis de tocar, requer também um alto conhecimento de Bach e a dupla deste álbum beira a perfeição são dois grandes intérpretes, a japonesa Norie Takahashi (1978) e o alemão Björn Lehmann (1973) o que mais me impressionou é o entrosamento sobretudo no ritmo, andamentos adequadamente rápidos, o uso mínimo de pedal que ajuda a deixar a música de Bach mais cristalina.

Norie Takahashi e Björn Lehmann na noite de autógrafos no PQPBach Music Center

No que diz respeito às transcrições das peças para órgão, Takahashi e Lehmann nos oferecem duas obras (a onipresente Tocata e Fuga em Ré Menor e o Prelúdio e Fuga de Santa Ana), juntamente com sua versão da poderosa, magnifica, linda, tesuda Passacaglia BWV 582 (adoro com todas as forças esta obra…). Eles fornecem um contraste de bom gosto, um belo “brake” entre Concertos de Brandenburgo.

As interpretações são bastante técnicas, é uma delicia ouvir este álbum: a mais pura e maravilhosa música do divino Bach. Para quem ainda não conhece estas transcrições, Reger conseguiu de maneira perfeita reproduzir as características sonoras da orquestra e do órgão para o piano. Divirtam-se !!!!!

Max Reger (1873-1916)

“Sebastian Bach é para mim o começo e o fim de toda música; sobre ele repousa, e dele se origina o novo! O fato de Bach ter sido mal interpretado por tanto tempo é o maior escândalo para a ‘sabedoria crítica’ dos séculos XVIII e XIX.”

Johann Baptist Joseph Maximilian Reger (1873-1916)

1 – Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: I. Allegro
2 – Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: II. Andante
3 – Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: III. Allegro Assai

4 – Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: I. Allegro
5 – Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: II. Affettuoso
6 – Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: III. Allegro

7 – Brandenburg Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: I. Allegro
8 – Brandenburg Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: II. Adagio
9 – Brandenburg Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: III. Allegro
10 – Brandenburg Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: IV. Menuetto – Trio I – Polacca – Trio II

11 – Passacaglia in C Minor, BWV 582

12 – Toccata and Fugue in D Minor, BWV 565

13 – Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: I. Allegro
14 – Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: II. Andante
15 – Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: III. Presto

16 – Brandenburg Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: I. Allegro non
17 – Brandenburg Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: II. Adagio ma non Tanto
18 – Brandenburg Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: III. Allegro

19 – Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: I. Allegro con spirito – II. Adagio
20 – Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: III.

21 – Prelude and Fugue in E-Flat Major, BWV 552: I. Prelude
22 – Prelude and Fugue in E-Flat Major, BWV 552: II. Fugue

Piano: Norie Takahashi e Björn Lehmann

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Concertos de Brandenburgo, há 300 anos nas paradas de sucesso!

Ammiratore

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo (Sigiswald Kuijken, La Petite Bande) #BRANDENBURGAÇO

Neste dia 24 de março os Concertos de Brandenburgo completam 300 anos. A importância destas obras na história da música ocidental é incontestável. Esta espetacular série de Seis Concertos, um totalmente diferente do outro, faz minha alegria há décadas, e com certeza, vai me acompanhar até o final de meus dias.

Estamos fazendo postagens temáticas nos últimos tempos, como foi a bela homenagem a Piazzolla, e agora, temos estes Concertos tão especiais. Novamente, todos os participantes do blog vão contribuir, dentro de suas restrições de tempo e trabalho.

Escolhi esta gravação dos belgas da ‘La Petite Bande’ por vários motivos, e um deles, além da óbvia qualidade dos músicos envolvidos, é a presença do cravista Pierre Hantäi, um dos principais intérpretes de Bach deste século XXI. Tudo o que este rapaz toca vira ouro, e aqui não é diferente.
Então aproveitem este dia do #BRANDENBURGAÇO !!!

CD 1

01. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – I Allegro
02. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – II Adagio
03. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – III Allegro
04. Brandenburgisches Konzert No.1 F-Dur BWV 1046 – IV Menuetto, 2 Trios & Polacca

Horn – Claude Maury, Piet Dombrecht
Oboe – Marcel Ponseele, Taka Kitazato, Ann Vanlancker
Fagotte – Marc Vallon
Violino Piccolo – Sigiswald Kujiken

05. Brandenburgisches Konzert No.2 F-Dur BWV 1047 – I Allegro
06. Brandenburgisches Konzert No.2 F-Dur BWV 1047 – II Andante
07. Brandenburgisches Konzert No.2 G-Dur BWV 1047 – III Allegro Assai

Horn – Claude Mauri
Recorder – Barthold Kujiken
Oboe – Marcel Ponseele
Violin – Sigiswald Kujiken

08. Brandenburgisches Konzert No.3 G-Dur BWV 1048 – I-II AllegroAdagio
09. Brandenburgisches Konzert No.3 G-Dur BWV 1048 – III Allegro

CD 2

01. Brandenburgisches Konzert Nr.4 – G-Dur BWV 1049 – I Allegro
02. Brandenburgisches Konzert Nr.4 – G-Dur BWV 1049 – II Andante
03. Brandenburgisches Konzert Nr.4 – G-Dur BWV 1049 – III Presto

Violin – Sigiswald Kujiken
Recorder – Barthold Kujiken, Koen Dieltens

04. Brandenburgisches Konzert Nr.5 – D-Dur BWV 1050 – I Allegro
05. Brandenburgisches Konzert Nr.5 – D-Dur BWV 1050 – II Affettuoso
06. Brandenburgisches Konzert Nr.5 – D-Dur BWV 1050 – III Allegro

Violin – Sigiswald Kujiken
Transverse Flute – Barthold Kujiken
Harpsichord – Pierre Hantäi

07. Brandenburgisches Konzert Nr.6 – B-Dur BWV 1051 – I Allegro
08. Brandenburgisches Konzert Nr.6 – B-Dur BWV 1051 – II Adagio ma non tanto
09. Brandenburgisches Konzert Nr.6 – B-Dur BWV 1051 – III Allegro

Viola – Sigiswald Kujiken, Ryo Terakado
Viola da Gamba – Wieland Kujiken, Emmanuel Balssa
Violoncelo – Hidemi Suzuki
DOuble Bass – James Munro
Harpsichord – Pierre Hantäi

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#BRANDENBURGAÇO

 

J. S. Bach (1685 – 1750): Concertos de Brandenburgo – Hanover Band & Anthony Halstead ֎ #BRANDENBURGAÇO

J. S. Bach (1685 – 1750): Concertos de Brandenburgo – Hanover Band & Anthony Halstead ֎ #BRANDENBURGAÇO

Bach

Concertos de Brandenburgo

Hanover Band

Anthony Halstead

 

Em 1977 duas sondas espaciais, Voyager I e II, foram lançadas no espaço pela NASA com o objetivo de explorar os planetas do sistema solar e usando a força gravitacional dos bitelões serem lançadas no espaço interestelar. Coisa de filme de ficção científica. Clicando aqui você poderá descobrir onde elas estão neste momento.

Uma das missões destas viajantes estelares é levar a quem interessar possa, mensagens do planeta Terra. Nestes terríveis dias em que estamos vivendo, particularmente aqui no Brasil, não creio que algum tipo de vida ‘inteligente’ venha nos pagar uma visitinha, tomar um café. Mas eles terão a oportunidade de ver algumas imagens de como é a vida na Terra ou pelo menos como era em 1977. Isto porque as naves levam um disco com informações do tipo imagens, sons e até músicas e recados dados pelas pessoas que prepararam e lançaram as naves e, portanto, leva a perspectiva deles do que há na Terra. Como tudo foi supervisionado pelo Carl Sagan, podemos esperar, pelo menos boas e bem fundadas intenções.

No topo da lista das músicas gravadas no tal disco de ouro está o primeiro movimento do Concerto de Brandenburgo No. 2, interpretado pelo que na época era o melhor intérprete de Bach – Karl Richter regendo sua Orquestra Bach de Munique.

Christian Ludwig Markgraf von Brandenburg

Como o tempo voa, fosse hoje possivelmente a mensagem não estaria em um disco, mas em um pen drive e poderia levar todos os seis concertos reunidos por Bach para encher os olhos do Margrave de Brandenburgo para que este lhe oferecesse um emprego. Certamente a disputa para ser o escolhido como o melhor intérprete dos Brandenburgos seria muito acirrada. Instrumentos de época, um instrumento apenas para cada parte, escolha do tom e essas coisas dariam panos para mangas.

Halstead

O fato é que neste 24 de março de 2021 a famosa dedicatória lisonjeira escrita por Bach para o Margrave completa 300 anos e como nós aqui do PQP Bach não perdemos a oportunidade de postar as coisas que gostamos, aqui vai mais uma ótima gravação destes seis lindíssimos concertos. A Hanover Band é uma das muitas pioneiras orquestras inglesas que se especializou em interpretar música antiga (barroca, clássica) usando instrumentos e práticas de época. Na verdade, se você observar os nomes dos instrumentistas verá que eles se repetem em várias outras orquestras similares. Mas aqui eles estão, nesta gravação, sob a regência e liderança de Anthony Halstead, que toca cravo em essencialmente todos os concertos, mas toca trompa no primeiro deles.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concertos de Brandenburgo

CD 1

Concerto No.1 em fá maior, Bwv 1046

  1. [Allegro]
  2. Adagio
  3. Allegro
  4. Minuet -Trio 1 – Minuet 2 – Polonaise – Minuet 3 – Trio 2 – Minuet 4 7

Concerto No.3 em sol maior, Bwv 1048

  1. [Allegro]
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto No.4 em sol maior, Bwv 1049

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Presto

CD 2

Concerto No. 5 em ré maior, BWV 1050

  1. Allegro
  2. Affetuoso
  3. Allegro

Concerto No. 2 em fá maior, BWV 1047

  1. [Allegro]
  2. Andante
  3. Allegro assai

Concerto No. 6 em si bemol maior, BWV 1051

  1. [Allegro]
  2. Adagio ma non tanto
  3. Allegro

Hanover Band

Anthony Halstead

(Os nomes dos músicos em cada um dos concertos se encontram no encarte, junto com os arquivos musicais)

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FLAC | 477 MB

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MP3 | 320 KBPS | 300 MB

“The spacecraft will be encountered and the record played only if there are advanced spacefaring civilizations in interstellar space.”

– Carl Sagan

The Hanover Band’s gutsy playing stripped decades of varnish from the score with sound that was full-blooded…”

THE TIMES, EDINBURGH FESTIVAL

Aproveite!

René Denon

PS: Outra gravação porreta dos concertos do Margrave você encontrará aqui:

J. S. Bach (1685-1750): Concertos de Brandenburgo – Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini

J. S. Bach (1685-1750): Os Concertos de Brandenburgo (Freiburger Barockorchester) #BRANDENBURGAÇO

J. S. Bach (1685-1750): Os Concertos de Brandenburgo (Freiburger Barockorchester) #BRANDENBURGAÇO

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Neste 24 de março, os Concertos de Brandenburgo completam 300 anos de VIDA. Durante o dia de hoje, nós postaremos várias versões inéditas em nosso blog destes concertos. Já publicamos umas vinte, sei lá, mas hoje teremos um #BRANDENBURGAÇO

Eu, PQP Bach, escolhi postar a segunda versão da Freiburger Barockorchester, sem dúvida um dos maiores conjuntos barrocos em atividade. A gravação é estupenda! O 3º Concerto está vertiginoso e os restantes belíssimos!

O texto abaixo é a base de uma palestra sobre os Concertos de Brandenburgo que PQP Bach proferiu no StudioClio em 2017.  Divirtam-se. A palestra foi um sucesso. Também, né?, com esse tema…

.oOo.

Há uma série cômica de livros ingleses que nos ensina a como blefar culturalmente, a como falar sobre coisas que absolutamente desconhecemos. A série chama-se Manual do Blefador e divide-se em Literatura, Música, Filosofia, Artes Plásticas, etc. No livrinho de Música, o verbete Bach diz o seguinte: se você quiser impressionar um chefe ou uma potencial futura namorada ou namorado que conheça Bach, jamais tente enganá-los, pois a obra do compositor é muito extensa, há muita coisa de alta qualidade — as pessoas tornam-se fanáticas por ele — e não se pode adivinhar sobre o que fanático vai querer falar aquele dia. Então o jeito é preparar o melhor suspiro possível e dizer dramaticamente “Ah…, Bach!”, indicando que está absolutamente sem palavras. Deixe que o outro fale.

01 johann-sebastian-bach

Pois é surpreendente o porte e o grau de influência de Bach, assim como sua colocação como pedra fundamental de toda a nossa cultura musical. O mundo criado por Bach foi desenvolvido numa época em que não havia plena noção de obra; ou seja, Bach não se colecionava para servir à posteridade como os autores passaram a fazer logo depois. Ele escrevia para si, para seus alunos e contemporâneos. O que se sabe é que ele gostava das coisas bem feitas e era um brigão — passava grande parte de seu tempo solicitando mais e melhores músicos e procurando empregos mais rendosos. Tinha família enorme, conta-se 20 filhos, dos quais dez passaram pela alta mortalidade infantil do início do século XVIII.

À época, procurar empregos mais rendosos poderia ser um grande problema. Os empregadores consideravam traidores quem fazia isso. Por exemplo, quando Bach recebeu uma oferta do Príncipe Leopold, de Köthen – falaremos dele depois – Bach pediu permissão para deixar Weimar, onde trabalhava. Mas o Duque de Weimar não quis perder os serviços de seu brilhante músico e recusou o pedido. Como Bach insistisse, o Duque não teve dúvidas em colocá-lo na prisão, isso sem nenhum processo. Bach passou trinta dias preso.Porém, ao sair da prisão, em dezembro de 1717, partiu imediatamente para Köthen com sua família já de quatro filhos, sendo nomeado mestre de capela da corte do Príncipe Leopold.

Sabe-se pouco a respeito das opiniões e da vida não profissional de Bach, há apenas um episódio pessoal bem conhecido.

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Ele havia feito uma longa viagem de trabalho e ficara dois meses fora. Ao retornar, soube que sua mulher Maria Barbara e dois de seus filhos haviam falecido. Dias depois, Bach limitou-se a escrever no alto de uma partitura uma frase: “Deus, fazei com que seja preservada a alegria que há em mim!”. Pouco tempo depois ele casou de novo, continuou fazendo um filho depois do outro e, como não existiam, na época, equipes de futebol, ele pode criar, em seu próprio seio familiar, uma orquestra de câmara…

Bach costumava ganhar mais que seus colegas, mas nada que fosse espantoso. Ele era respeitado mais como virtuose do que como compositor — Telemann era considerado o maior compositor de sua época. Nosso herói também produzia cerveja em casa, mas este é um tema sobre o qual podemos falar outro dia. Pois ele, com toda esta família e mais alunos, produzia cerveja em enormes quantidades.

Príncipe Leopoldo de Köthen
Príncipe Leopoldo de Köthen

Por falar em quantidade, a perfeição e o número de obras que Bach criava e que era rápida e desatentamente fruída pelos habitantes das cidades onde viveu, era inacreditável. Tentaremos dar dois exemplos: (1) Suas obras completas, presentes na coleção Bach 2000, estão gravadas em 153 CDs. Grosso modo, 153 CDs são 153 horas ou 6 dias e nove horas ininterruptas de música… original.

Mas, como se não bastasse (2), ele parecia divertir-se criando dificuldades adicionais em seus trabalhos. Muitas vezes o número de compassos de uma ária de Cantata ou Paixão, corresponde ao capítulo da Bíblia onde está o texto daquilo que está sendo cantado. Em seus temas também aparecem palavras — pois a notação alemã (não apenas a alemã) é feita com letras. Ou seja, pode-se dizer que ele sobrava…

E imaginem que durante boa parte de sua vida Bach escrevia uma Cantata por semana. Em média, cada uma tem 20 minutos de música. Tal cota, estabelecida por contrato, tornava impossível qualquer “bloqueio criativo”. Pensem que ele tinha que escrever a música, copiar as partes e ainda ensaiar para apresentar domingo, todo domingo.

A capa dos concertos dedicados ao Margrave de Brandenburgo
A capa dos concertos dedicados ao Margrave de Brandenburgo

Poucas obras musicais são tão amadas e interpretadas como os seis Concertos de Brandenburgo. Tais concertos exibem uma face mais leve do gênio de Bach e, na verdade, fizeram parte de um pedido de emprego. Em 1721, aos 36 anos, Bach parecia feliz em Köthen. Ganhava adequadamente, seu patrono não só amava a música como era um músico competente.

O príncipe Leopoldo de Köthen, parte do Sacro Império Romano Germânico, gastava boa parte de sua renda para manter uma orquestra privada de 18 membros e convidava artistas viajantes para tocar com eles. A orquestra era excelente, com alguns dos melhores músicos daquela parte da atual Alemanha. Como calvinista, o Príncipe Leopoldo utilizava pouca música religiosa, liberando Bach para compor e ensaiar música instrumental. No entanto, o relacionamento pode ter azedado quando Bach solicitou a compra de um órgão. O pedido foi rejeitado. E vocês sabem como Bach era brigão.

O Margrave de Brandenburgo Christian Ludwig
O Margrave de Brandenburgo Christian Ludwig

Então, em 1721, Bach apresentou-se ao Margrave (comandante militar) Christian Ludwig de Brandenburgo. Ele foi com um manuscrito encadernado contendo seis concertos para orquestra de câmara com base nos Concertos Grossos italianos. Não há registro de que o Margrave tenha sequer agradecido a Bach pelo trabalho. Ele jamais imaginaria que aquele caderno — mais tarde chamado de Concertos de Brandenburgo — se tornaria uma referência da música barroca e ainda teria o poder de mover as pessoas quase três séculos mais tarde.

Em outras palavras, Bach escreveu os Brandenburgo como uma espécie de demonstração de suas qualidades, um currículo para um novo emprego. A tentativa deu errado. O Margrave de Brandenburgo nunca respondeu ao compositor e as peças foram abandonadas, sendo vendidas por uma ninharia após sua morte. Mesmo rejeitados, os Concertos de Brandenburgo sobreviveram em seus manuscritos originais, aqueles mesmos que tinham sido enviados para o Margrave de Brandenburgo no final de março de 1721. O título que Bach lhes dera era o de: “Seis Concertos para diversos instrumentos”).

Como foram encontrados? Ora, no inventário do Margrave dentro de um lote maior de 177 concertos de “obras mais importantes” de Valentini, Venturini e Brescianello.

Logo após a morte de Bach, sua música instrumental foi esquecida. Só sua música religiosa permaneceu, ainda que pouco interpretada.

Os Concertos de Brandenburgo são destaques de um dos períodos mais felizes e mais produtivos da vida de Bach. É provável que o próprio Bach tenha dirigido as primeiras apresentações em Köthen. O nome pelo qual a obra é hoje conhecida só apareceu 150 anos mais tarde, quando o biógrafo de Bach, Philipp Spitta, chamou-os assim pela primeira vez. O nome pegou.

Bach pensava nos concertos como um conjunto separado de peças. Cada um dos seis requer uma combinação diferente de instrumentos, assim como solistas altamente qualificados. O Margrave tinha sua própria orquestra em Berlim, mas era um grupo de executantes em sua maioria medíocre. Todas as evidências sugerem que estes concertos adequavam-se mais aos talentos dos músicos de Köthen.

Joshua Rifkin oferece uma explicação para que os Brandenburgo fosse ignorados por quem os recebera: “Como iria acontecer tantas vezes em sua vida, o gênio de Bach criava obras acima das capacidades dos músicos comuns e por isso eram esquecidas. Só mesmo em Coethen poderiam ser interpretadas!”. Com efeito, os Concertos permaneceram desconhecidos por meia dúzia de gerações, até que foram finalmente publicados em 1850, em comemoração ao centenário da morte de Bach. Mesmo assim, sua popularidade teria de esperar pelos toca-discos.

Os Concertos de Brandenburgo talvez sejam um dos maiores exemplos do pensamento criativo de Bach, pois compreende estilo contrapontístico, variedade de instrumentação, complexa estrutura interna e enorme profundidade. Eles não se destinavam a deslumbrar teóricos ou a desafiar intelectuais, mas sim causar puro prazer a músicos e ouvintes.

Manuscrito do terceiro Concerto de Brandeburgo de Bach
Manuscrito do terceiro Concerto de Brandeburgo de Bach

O concerto era a forma mais popular de música instrumental durante o barroco tardio, o principal veículo de expressão para os sentimentos, papel depois assumido pela sinfonia. Cada Brandenburgo segue a convenção do concerto grosso, em que dois ou mais instrumentos solo são destacados de um conjunto orquestral. Os concertos também observam a convenção de três movimentos, rápido-lento-rápido.

O único Concerto em quatro movimentos é o primeiro, ao qual foi adicionada uma dança final. Sua orquestração é incomum, podendo quase ser chamado de uma sinfonia. Talvez Bach quisesse dar um começo forte e rústico, destinado a alguém preguiçoso que fosse julgar o conjunto apenas por sua abertura.

Como dissemos, a inventividade de Bach também reside nas curiosas combinações instrumentais: no quarto concerto, por exemplo, o grupo habitual de cordas e contínuo acompanham o violino solo e duas flautas em um discurso musical brilhante. No quinto, Bach faz uso de uma flauta transversal, de violino e do cravo, mas o que resulta parece ser um antecessor dos grandes concertos para teclado. Ouçam, para exemplo, sua elaboradíssima cadenza do primeiro movimento.

Os outros concertos – a partir do N 2 – estão mais próximos do modelo de concerto grosso padrão. Para o meu gosto, apesar de suas qualidades, o Concerto Nº 1 é o patinho feio da coleção.

É a partir do segundo — para violino, flauta, oboé e trompete — que a leveza, a ousadia e a invenção tomam conta do conjunto, indo até o final. O concerto Nº 3 for escrito para 3 violinos, 3 violas, 3 violoncelos e contínuo, formado normalmente por cravo e contrabaixo. O Nº 4 foi escrito para violino e duas flautas. O 5º para flauta transversa, violino e cravo. O 6º é uma festa para as violas. Nem tem violinos.

Sem prejuízo dos outros concertos do ciclo, faço uma menção àquele que me trouxe para “dentro” da música erudita: o terceiro, que foi projetado para três grupos instrumentais que consistem em três violinos, três violas e três violoncelos, mais baixo contínuo. Escrito em três movimentos, com o segundo sendo um passeio no campo da improvisação, tem no primeiro e terceiro movimentos fascinantes e alegres temas e contrapontos, verdadeira exposição do virtuosismo de Bach como compositor. Para mim, ele é “o concerto barroco por excelência”.

(Sim, eu estava no banheiro quando meu pai colocou a agulha do toca-discos no começo do Concerto Nº 3. Saí de lá aos gritos, perguntando o que era aquilo. Nunca me recuperei).

(Em minha cabeça, esses concertos são das peças mais tocadas. Muitas vezes caminho pelas ruas assobiando-as. E tenho a melhor das convivências com elas).

J. S. Bach (1685-1750): Os Concertos de Brandenburgo (Freiburger Barockorchester)

Concerto No.1 In F Major BWV 1046
1-1 I. [Ohne Satzbezeichnung] 3:52
1-2 II. Adagio 3:40
1-3 III. Allegro 3:51
1-4 IV. Menuet – Trio I – Polonaise – Trio II 6:31

Concerto No.6 In B Flat Major BWV 1051
1-5 I. [Ohne Satzbezeichnung] 5:31
1-6 II. Adagio Ma Non Tanto 4:05
1-7 III. Allegro 5:38

Concerto No.2 In F Major BWV 1047
1-8 I. [Ohne Satzbezeichnung] 4:49
1-9 II. Andante 4:04
1-10 III. Allegro assai 2:37

Concerto No.3 In G Major BWV 1048
2-1 I. [Ohne Satzbezeichnung] – II. Adagio 5:37
2-2 III. Allegro 4:41

Concerto No.5 In D Major BWV 1050
2-3 I. Allegro 9:26
2-4 II. Affettuoso 5:44
2-5 III. Allegro 5:10

Concerto No.4 In G Major BWV 1049
2-6 I. Allegro 6:42
2-7 II. Andante 3:39
2-8 III. Presto 4:24

Freiburger Barockorchester

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A Freiburger Barockorchester ao chegar na recepção da PQP Bach Corp. a fim de suplicar que postássemos logo este CD.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): As Seis Suítes para Violoncelo (Truls Mørk)

J. S. Bach (1685-1750): As Seis Suítes para Violoncelo (Truls Mørk)

Passei um tempo pensando por onde começar. Acho muito importante iniciar um trabalho que você curte fazer com o pé direito. Minha dúvida era: “qual compositor?”. Acabei por fazer a escolha mais óbvia. As Seis Suítes para Violoncelo de J. S. Bach é minha obra favorita. Tenho muitas versões destas suítes. Escolhi esta por ser a que mais estudo, escuto, admiro e gosto. Existem centenas de composições para violoncelo.  Algumas boas, outras nem tanto. Sempre encontro algum movimento meio chato ou desnecessário em obras de outros compositores. Mas com Bach é diferente. Afinal, Bach é Bach. Todas as seis suítes são maravilhosas. A primeira é fantástica. A segunda também. A terceira… E assim por diante! Nada aqui é ruim. E isso é muito raro de se encontrar em outras obras. Truls Mørk  é o violoncelista responsável por mudar minhas convicções! Por muito tempo considerei a versão do mestre Anner Bylsma como a versão definitiva. Então, Steven Isserlis apareceu e me fez ficar dividido. Truls Mørk apareceu e me fez não abandonar Isserlis e Bylsma , mas os colocar em segundo e terceiro lugar, respectivamente.  Por quê? Ora, tudo, absolutamente tudo o que o violoncelista norueguês faz aqui é extremamente barroco. É a música de Bach. E ela flui com perfeição! Para mim, esta é a MELHOR versão das suítes para violoncelo de Bach! Duvida? Baixe e prove – me o contrário! ^^

Obs.: Para mais informações sobre Truls Mørk , clique aqui.

J. S. Bach (1685-1750): As Seis Suítes para Violoncelo (Truls Mørk)

CD 01
1. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Prélude (Moderato)
2. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Allemande (Molto moderato)
3. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Courante (Allegro non troppo)
4. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Sarabande (Lento)
5. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Menuett I & II (Allegro moderato)
6. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Gigue (Vivace)

7. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Préludium
8. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Allemande
9. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Courante
10. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Sarabande
11. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Menuett I & II
12. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Gigue

13. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Préludium
14. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Allemande
15. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Courante
16. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Sarabande
17. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Bourrées I & II
18. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Gigue

CD 02
1. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Prélude (allegro maestoso)
2. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Allemande (Allegro moderato)
3. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Courante (Allegro non troppo)
4. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Sarabande (Lento)
5. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Bourrée I & II
6. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Gigue (Vivace)

7. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Prélude (Adagio – Allegro moderato)
8. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Allemande (Molto moderato)
9. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Courante (Allegro non troppo)
10. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Sarabande (Lento)
11. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Gavotte I & II
12. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Gigue (Allegretto)

13. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Prélude (Allegro moderato)
14. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Allemande (Quasi adagio)
15. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Courante (Allegro non troppo)
16. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Sarabande (Lento)
17. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Gavotte I & II (Allegro moderato)
18. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Gigue (Vivace)

Cello – Truls Mørk

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Truls Mørk na masmorra heterossexual do PQP Bach. Lá, são oferecida(o)s virgens do sexo oposto aos presos, os homens recebem mulheres, as mulheres, homens, 10 por noite, às 10 da noite.

Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 – Maggie Cole, cravo ֎

Bach (1685-1750): Variações Goldberg, BWV 988 – Maggie Cole, cravo ֎

 

Bach

Variações Goldberg

Maggie Cole, cravo

 

 

Depois de tanto tempo sentado diante de suas anotações cheias de diagramas e fórmulas, o homem começou a pestanejar, entrando em um estado de torpor. A luz tremula vinda das chamas da lareira ajudava a fazer com que as fórmulas e esquemas começassem lentamente a se mover, primeiro no papel, depois pairando sobre a atulhada mesa de trabalho, girando numa estranha dança.

Havia já bastante tempo que ele buscava uma representação para a descoberta que satisfizesse os axiomas da teoria, mas era um terrível quebra-cabeça que sempre terminava com alguma peça sobrando ou faltando. Tantas vezes percorrera aquelas sendas e caminhos em seus pensamentos que só mesmo com muita persistência continuava tentando descobrir a solução do desafio.

August Kekulé

Foi então que entre as fórmulas que lhe dançavam diante dos olhos percebeu algo de novo, uma cobra que se enrolava, se enroscava e finalmente, abocanhava o próprio rabo. Ele acordou subitamente e num estalo fechou a questão. A cobra engolindo seu próprio rabo é um símbolo que lhe indicou a solução para o problema que tanto lhe desafiara – uma estrutura cíclica – um anel acomodando os seis átomos de carbono, cada um com quatro ligações, e mais seis átomos de hidrogênio com uma ligação cada – a molécula de benzeno! Quem contou esta história foi o próprio cientista, o químico Friedrich August Kekulé, que em 1865, aos 36 anos resolveu com um insight o problema de encontrar o modelo da estrutura da molécula de benzeno, inspirado no famoso símbolo da cobra engolindo o próprio rabo – ouroboros – que lhe ocorrera em um sonho.

A sensação de fazer uma descoberta como esta é inebriante e é uma das razões pelas quais muitas pessoas dedicam seu tempo e energia e talentos buscando ampliar o que já conhecemos. Mesmo modestas, pequenas descobertas ou até a resolução de um pequeno problema já indica como isto pode ser atraente e fascinante.

Eu lembrei desta história, de uma estrutura circular, quando estava a caça de uma boa gravação das Variações Goldberg, parte da minha busca de gravações das obras para teclado de João Sebastião Ribeiro interpretadas ao cravo. Eu sempre me esforço para poder ouvir a obra toda, o ciclo que se fecha na repetição da ária, ouroboros!

Maggie Cole

Dois critérios são importantes para minhas escolhas nestas postagens com música interpretada ao cravo. A qualidade do som e o andamento usado pelo intérprete, itens essenciais, na minha opinião. Meus candidatos para a postagem envolviam, além da escolhida Maggie Cole, Kenneth Gilbert no selo harmonia mundi e Pierre Hantaï, na primeira de suas gravações, no selo Opus 111. Hantaï é o queridinho de vários de nossos blogueiros e não é por pouca coisa, o cara é um bamba. Portanto, sua gravação já foi postada aqui. Assim, fiquei ouvindo Maggie, depois Kenneth, Kenneth de novo, depois Maggie, que acabou ganhando por pequeniníssimos detalhes. A gravação dela tem as repetições, por exemplo. O disco tem uma capa muito bonita e o selo Virgin Classics deixou saudades. De qualquer forma, para os dias com menos tempo para música, Kenneth Gilbert will fill the bill, nicely!

A música, bem, o que dizer? Que é uma das mais lindas que o grande João compôs? Que o Quodlieb e a Pérola Negra são as coisas mais lindas que você já ouviu? Que quando a ária é tocada pela primeira vez e ao seu final, ao passar para a primeira das variações, meu coração se enche de alegria? Bom, a tudo isto acrescento que quando a ária retorna, fechando o ciclo, sinto grande satisfação e tenho que me conter para não recomeçar tudo de novo.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Variações Goldberg

Maggie Cole, cravo

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FLAC | 514 MB

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MP3 | 320 KBPS | 180 MB

“A graceful, vital musician with an elegant technique and a razor-sharp feeling for phrasing and accent.”

New York Times

“Maggie Cole’s spirited, poetic and disciplined playing illuminates each and every one of Bach’s Goldberg Variations on her Virgin Classics recording.”

Gramophone

“Cole’s recording of the Goldberg Variations is a wonderful surprise musically and acoustically. She glides across the keyboard with great grace, and in the technically demanding passages, Bach’s intricate music is displayed to awesome effect.”

Billboard

Está esperando o que?

Aproveite!

René Denon

Maggie Cole nos jardins do Palacete PQP Bach no Cosme Velho, explicando como consegue aquelas perfeitas cruzadas de mãos para o atônito comitê do PQP Bach local…

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Messiaen / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Messiaen / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

Um bonito disco de gatinhos. Ou seja, são peças juntadas de vários compositores segundo critérios que um ateu não entende bem, mas que deve ser a tal Trindade, — Pai, Filho e Espírito Santo –, sem mulheres envolvidas. Mas são elas, sopranos e contraltos, as estrelas de um disco que inclui algumas joias extraordinárias como a faixa 6 de Duruflé, a 11 e a 22 de Fauré e a 18 de Brahms. As duas últimas quase me levaram às lágrimas e isto é raro neste coração seco de tanta irreligião. (Brincadeira, é um alívio ser assim em nosso país fundamentalista). O disco me deu enorme saudade da música praticada nas igrejas da Inglaterra e da Alemanha, que tanto ouvi em meus turismos-sinfônicos por aqueles países. É o esplendor, mas agora não dá pra viajar.

O Coral do Trinity College de Cambridge é misto e sua função principal é a de cantar serviços corais na capela Tudor do Trinity College, Cambridge. Em janeiro de 2011, a revista Gramophone nomeou-o como o quinto melhor coro do mundo.

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

1 Magnificat
Composed By – Walton*
3:57

2 Never Weather-Beaten Sail
Composed By – Parry*
3:22

Psalms Of David
Composed By – Schütz*
3 Der Herr Sprach Zu Meinem, Herren 3:21

4 I Was Glad
Composed By – Purcell*
4:08

5 Ubi Caritas
Composed By – Duruflé*
2:30

6 Tota Pulchra Es
Composed By – Duruflé*
2:24

Lobet Den Herrn
Composed By – Bach*
7 I Lobet Den Herrn BWV.320 4:56
8 II Hallelujah! 1:18

9 Seigneur, Je Vous En Prie
Composed By – Poulenc*
1:23

10 Exultate Deo
Composed By – Poulenc*
2:47

11 Requiem – In Paradisum
Composed By – Fauré*
3:37

Der Geist Hilft Unsrer Schwachheit Auf, BWV.226
Composed By – J.S. Bach*
12.1 I Der Geist Hilft Unsrer Schwachheit Auf 3:25
12.2 II Der Aber Die Herzen 2:12
12.3 III Du Heilige Brunst 1:45

13 Hear My Prayer
Composed By – Purcell*
2:57

14 Judas Mercator
Composed By – Victoria*
2:12

15 Unus Ex Discipulis
Composed By – Victoria*
2:31

16 O Sacrum Convivium!
Composed By – Messiaen*
4:34

17 Eternal Father
Composed By – Stanford*
6:28

18 Geistliches Lied
Composed By – Brahms*
4:50

19 There Is No Rose
Composed By – Anon*
2:18

20 Of The Father’s Heart
Composed By – Anon*
2:29

21 Sweet Was The Song
Composed By – Anon*
2:19

22 Requiem – Sanctus
Composed By – Fauré*
3:26

The Choir Of Trinity College Of Cambridge
Richard Marlow ‎

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Isso foi o que encontrei no Google ao digitar Glorious Trinity. A gloriosa Троицкий собор fica em Pskov.

PQP

Bach (1685-1750): Peças para Alaúde – Sean Shibe, violão ֎

Bach (1685-1750): Peças para Alaúde – Sean Shibe, violão ֎

Bach

Peças para Alaúde

BWV 996, 997 & 998

Sean Shibe, violão

 

Os vizinhos gostaram muito da música que emanou da casa do Cantor da Igreja de Santo Tomás naquela noite. Houve boas risadas e a conversa animada até bem mais tarde foi confirmada pelas garrafas de vinho que sobraram vazias no outro dia.

Todos já estavam acostumados com eventuais saraus na casa do João Sebastião Ribeiro, mas naquela noite, no ano de 1739, a visita do amigo Sílvio Leopoldo Branco, alaudista da corte de Dresden, acompanhado de um de seus alunos, de sobrenome Kropffgans, animou bem a festa, como se lembrou depois João Elias, primo do grande João Sebastião.

E tocaram muitas suítes, algumas delas até no estilo do conhecido saxão que se mudara para Londres, e outras mais curtas, no estilo das sonatas para igreja. E maravilhosos prelúdios seguidos de fugas não faltaram.

A visita encheu João Sebastião de alegria e depois o instigou a revisar umas de suas suítes compostas nos idos 1720 e algumas de antes ainda – para o alaúde, que ele gostava e volta e meia empregava em suas composições, mesmo as mais sérias. Chegou inclusive a compor algumas peças novas, de tanto que gostou de ouvir o ótimo Sílvio Leopoldo. A vista já andava cansada, mas a cabeça continuava ótima para compor. Algumas cópias das novas obras ficaram a cargo de seu aluno, João Tobias Krebs, o de apelido ‘Caranguejo’, que fora mesmo um achado.

E foi assim, por essas e outros maravilhosos encontros e visitas, as quais certamente resultaram em tardes e noites animadas, que nos chegaram algumas obras que continuam a encantar até mesmo os mais duros de coração.

Ouça este ótimo disquinho de uns 46 minutos pelos quais o jovem violonista Sean Shibe desfila habilidade, musicalidade e técnica impecáveis. Shibe merece cada um dos muitos prêmios que tem angariado. Aproveite que o disco é curto e ouça duas vezes a peça que gostar mais. Depois me conte!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Suíte para Alaúde No. 1 em mi menor, BWV996
  1. Praeludio
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Bourrée
  6. Gigue
Suíte para Alaúde No. 2 em dó menor, BWV997
  1. Preludio
  2. Fuga
  3. Sarabande
  4. Gigue
  5. Double
Prelúdio, Fuga e Allegro para Alaúde em mi bemol maior, BWV998
  1. Prelude
  2. Fuga & Allegro

Sean Shibe, arranjos e violão

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FLAC | 214 MB

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MP3 | 320 KBPS | 113 MB

 

Gramophone, June 2020

Shibe applies the musical and interpretative qualities that characterise its predecessors – energy, reflection, eclecticism, integration and emotional candour – to remind us that Bach might have been singular but he contained multitudes…Has the Prelude, Fugue and Allegro [of BWV997] ever sounded so contemporary in its nostalgic sweetness and, in the final movement, sheer unabashed joy?

The Guardian, 7th June 2020

Shibe reminds us of the sheer intelligence and eloquence of his musicianship. Pliancy, shape, nimble attention to ornaments, clarity in the lines of counterpoint: all make this essential listening.

The Times, 29th May 2020

This astonishing and adventurous guitarist…plays with such depth of tone, colour and intricacies of touch that it is as though he’s at a harpsichord, not strumming or plucking fretted strings…Shibe’s music-making is masterful, beautiful and convincing in every way…Above all, Shibe awes us with the exquisite tone balance across the whole range.

Sean Shibe às margens do Guaíba, nem acreditando na história de um certo mágico radinho de pilhas …

Bach (1685-1750): Suítes Inglesas, BWV 806 – 811 – Gustav Leonhardt, cravo ֎

Bach (1685-1750): Suítes Inglesas, BWV 806 – 811 – Gustav Leonhardt, cravo ֎

Bach

Suítes Inglesas

Gustav Leonhardt

 

 

Da cozinha vem o reconfortante cheiro do arroz sendo refogado ao som do martelinho amaciando os bifes… Ah, trabalhar em casa pode ser uma fonte de pequenos prazeres. Bem, o distante ruído de alguém aparando a grama não chega a incomodar, mas faz um contraponto de alerta, lembrando-me que nem tudo é sossego. Mas, a hora do almoço sempre reserva um intervalo de paz.

Gustav Leonhardt

Da vitrola vem o som do cravo neste disco espetacular. Ao se dar conta, você está batendo o pé, acompanhando o ritmo, muito bom, do começo ao fim. E o som é ótimo. Eu confesso não ser um fanático pelo som do cravo. Talvez seja trauma por ter conhecido o som deste  instrumento pelos velhos LPs da Wanda Landowska, mas assim que vejo ‘cravo’ na capa do disco, fico logo com um pé atrás. Mas em mais uma tentativa de quebrar essas rabugices, decidi revisitar as principais obras de João Sebastião interpretadas ao cravo. Comecei por estas Suítes Inglesas, na interpretação do Gustavo Coração de Leão e me dei muito bem. São gravações antológicas e figuram em muitas listas de mais-mais das obras de Bach. Elas foram objeto de uma postagem feita pelo PQP Bach em priscas eras. Dizem as lendas que naqueles dias os arquivos eram upados pela madrugada, quando o fluxo na internet permitia uma maior velocidade ao processo. Aqui está o texto original que foi ao ar em 21 de julho de 2010.

Confesso a vocês não ser um apaixonado pelas Suítes Inglesas de Bach. Meu pai, ao dar o nome a elas, foi presciente. Ele sabia do deserto de almas compositoras que sobreviria na Inglaterra entre os nomes de Henry Purcell e Benjamin Britten. Foram quase 300 anos de música de terceira linha. Então, reservou para os britânicos suas melodias mais previsíveis. Não obstante minha opinião, conheço pessoas que roubariam e matariam por elas, principalmente quando tocadas por Gustav Leonhardt, um verdadeiro viagra musical, capaz de erguer até um Cou… perin. Erguer Bach é muito mais fácil, não?

Assim, esta postagem conta para a série das PQP Originals!

Os ingleses, felizes com as suas suítes!

Apesar das provocações perpetradas aos ingleses pelo nosso blogueiro-mor, Bach não tinha qualquer intenção de oferecer algum conjunto de suítes aos ingleses, assim como não escreveu suítes para os franceses. Tampouco escreveu algum concerto especificamente para os italianos. Apesar do nome bem estabelecido, não foi João Sebastião quem assim alcunhou estas peças. As possibilidades mais plausíveis para este nome – Suítes Inglesas – são para as diferenciar do outro conjunto conhecido por Suítes Francesas ou ainda o fato de o primeiro biógrafo de Bach, Johann Nicolaus Forkel, ter afirmado que as suítes foram ‘fait pour les Anglois’. O certo é que o nome Suítes Inglesas aparece no final do século XVIII em uma de suas cópias que pertencia a Johann Christian Bach, o Bach de Londres.

João Sebastião as chamou ‘Suites avec leurs Préludes’ e isto precisamente as diferencia das chamadas Suítes Francesas. As suítes das duas séries são formadas basicamente por quatro danças – allemande, courante, sarabande e gigue -, sendo que algumas outras danças de estilo francês são inseridas entre a sarabanda e a gigue. Mas no caso das Suítes Inglesas, a sequência recebe um prelúdio. Vamos a um exemplo comparativo. Veja os nomes dos movimentos de duas Suítes:

Suíte Inglesa No. 4                                       Suíte Francesa No. 5

Prélude

Allemande                                                       Allemande

Courante                                                         Courante

Sarabande                                                       Sarabande

Minueto I – Minueto II – Minueto I         Gavotte – Bourrée – Loure

Gigue                                                               Gigue

Agora que você já sabe isto tudo, aproveite estas lindíssimas peças na interpretação de um dos melhores músicos de que temos notícia. Leonhardt além de cravista e regente, teve papel fundamental na formação de muitos outros excelentes músicos. Seu legado é inestimável.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

CD1

Suíte Inglesa No. 1 em lá maior, BWV 806

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante I – Courante II avec deux Doubles
  4. Sarabande
  5. Bourrée I – Bourrée II – Bourrée I
  6. Gigue

Suíte Inglesa No. 2 em lá menor, BWV 807

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande – Les agréments de la même Sarabande
  5. Bourrée I altenativement – Bourrée II – Bourrée I
  6. Gigue

Suíte Inglesa No. 3 em sol menor, BWV 808

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande – Les agréments de la même Sarabande
  5. Gavotte I alternativement – Gavotte II ou la Musette – Gavote I
  6. Gigue

CD2

Suíte Inglesa No. 4 em fá maior, BWV 809

  1. Prélude (vitement)
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Menuet I – Menuet II – Menuet I
  6. Gigue

Suíte Inglesa No. 5 em mi menor, BWV 810

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Passepied I em Rondeau – Passepied II – Passepied I
  6. Gigue

Suíte Inglesa No. 6 em ré menor, BWV 811

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande – Double
  5. Gavotte I – Gavotte II – Gavotte I
  6. Gigue

Gustav Leonhardt, cravo

Produção de Gerd Berg

Gravado na Holanda em 1984

O cravo usado nesta gravação foi construído por Nicholas Lefebvre em 1755 e foi restaurado por Martin Skrowonneck em 1984. Vale a pena uma visita a uma página que fala do trabalho de Skrowonneck. Caso você esteja interessado, basta clicar aqui.

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MP3 | 320 KBPS | 222 MB

The Penguin Guide to Recorded Classical Music, editado por Ivan March e CIA, diz: Leonhardt’s playing here has a flair and vitality that one does not always associate with him.

Ah, esqueci de contar, a sobremesa aqui foi uma tasca de goiabada!

Aproveite!

RD

PQP Bach-Quiz!

Nesta foto, Gus está:

a) Rindo a bandeiras despregadas

b) Rindo

c) Sorrindo

d) Tentando entender a piada

e) Todas as alternativas anteriores…

Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado – Uma Seleção do Livro 2 – Piotr Anderszewski, piano ֎

Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado – Uma Seleção do Livro 2 – Piotr Anderszewski, piano ֎

Bach

12 Prelúdios e Fugas do

Cravo Bem Temperado, Livro 2

Piotr Anderszewski

 

IN-CON-TOUR-NA-BLE

O calvo senhor seguia a mesma rotina matinal: uma caminhada pelos arredores para admirar a natureza e, ao voltar para a casa, sentava-se ao piano e tocava dois prelúdios e fugas de Bach. Depois, café da manhã, algumas escalas agora no violoncelo e então uma das suítes.

O senhor da historinha era Pablo Casals, uma lenda da música. Quem contava esta rotina era sua esposa Marta, que acrescentava: segunda-feira ele tocava a Suíte No. 1, terça-feira a No. 2 e assim por diante. Sábado e domingo ele tocava a Suíte No. 6, que é a mais difícil…

Eu adoro a ideia de alguém sentar-se ao piano e escolher dois ou três dos prelúdios e fugas do Cravo Bem Temperado e tocar, só para começar o dia. Temos notícias de alguns músicos famosos que faziam isto e muitos hoje devem continuar a fazer. Stravinsky, Angela Hewitt e o ator-pianista Duddley Moore são exemplos disso, começar o dia com Bach. Bach e café, uma combinação para lá de estimulante, que vão bem, juntos.

Lembrei-me destas coisas ao dar-me com o disco desta postagem, lançamento recente, com uma coleção de Prelúdios e Fugas escolhidos do Livro 2 do Cravo Bem Temperado do temperamental João Sebastião.

Há muitas gravações do Cravo Bem Temperado e várias são excelentes, mas em sua grande maioria, trazem os livros completos, 24 pares de prelúdios e fugas no primeiro, mais 24 pares no segundo, perfazendo o famoso ‘48’! É como se os intérpretes não ousassem perturbar a arquitetura de um monumento – apresentando sempre o conjunto completo.

A primeira exceção a essa regra não escrita que me lembre é uma gravação do vetusto Wilhelm Kempff, que gravou (ou a gravadora lançou) um LP com alguns prelúdios e fugas de cada um dos livros. Outro exemplo mais recente, de um disco que muito me agradou, foi o da pianista Edna Stern, que você poderá verificar clicando aqui.

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

Piotr Anderszewski já mostrou em sua discografia ser um grande intérprete de Bach, mas em suas gravações também optou por escolher algumas obras dos conjuntos sem gravar ‘ciclos completos’. Em seu disco de estreia, pela harmonia mundi, na série Les Nouveaux Interpretes, reuniu a Suíte Francesa No. 5 com a Suíte (Abertura) Francesa. Depois gravou dois discos de recitais com uma peça de Bach em cada um. Aí vieram dois discos com repertório dedicado a Bach, um com três Partitas e um com três Suítes Inglesas. Agora, esta maravilha… IRREMPLAÇABLE!

Em uma entrevista para Jedd Distler, da Gramophone, ele contou que na adolescência interessou-se por Bach via Glenn Gould, mas que a abordagem seca da interpretação adotada por ele não lhe satisfez nas suas abordagens. Encontrou uma maior afinidade com a interpretação do veterano Edwin Fischer, de qual disse: ‘I found it free, so poetic and really touching’. Segundo ele, outra inspiração vem das interpretações das grandes obras corais feitas por John Eliot Gardiner: ‘I love Jonh Eliot Gardiner’s interpretations for clarity of their textures’.

Piotr ainda observou que, enquanto o livro 1 foi todo composto em um menor período de tempo, dois ou três anos, seus prelúdios e fugas seguem uns aos outros de maneira mais justa. Já o livro 2 teria sido formado por peças antigas e novas e assim, mais próprio à sua abordagem de escolha. Mencionou também sua opinião de que as fugas deste livro guardam uma maior proximidade com as danças. ‘It’s probably because I’ve played so many of the Partitas and Suites that I notice this. For me, the last one, the B minor Fugue is a passepied. The F major Fugue is absolutely a gigue, and the F minor one is a bourrée’.

Ele ainda disse que essas escolhas foram amadurecendo ao longo de três anos e que havia diferentes possibilidades de alinhavar o programa, que só se definiu assim quase no final. Ele manteve o emparelhamento de Prelúdios e Fugas e começou e arrematou o programa exatamente com o primeiro e com o último par da coleção.

Eu gostei do disco como um lindo recital de música de Bach, e espero que você também o aprove!

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 1 em dó maior, BWV 870
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 12 em fá menor, BWV 881
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 17 em lá bemol maior, BWV 886
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 8 ré bemol menor, BWV 877
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 11 em fá maior, BWV 880
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 22 em si bemol menor, BWV 891
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 7 em mi bemol maior, BWV 876
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 16 em sol menor, BWV 885
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 9 em mi maior, BWV 878
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 18 em sol sustenido menor, BWV 887
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 23 em si maior, BWV 892
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Cravo Bem Temperado, Livro 2, Prelúdio e Fuga No. 24 em si menor, BWV 893
  1. Prelúdio
  2. Fuga

Piotr Anderszewski, piano

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MP3 | 320 KBPS | 185 MB

Piotr Anderszewski takes a characteristically creative approach to Bach’s Das Wohltemperierte Klavier (The Well-tempered Clavier). Rather than recording all 48 of its prelude-and-fugue pairings, he has focused on 12 pairings from Book Two. “I decided to put the pieces together in a sequence of my own subjective choosing, based sometimes on key relationships, at other times on contrasts. The idea behind this specific order is to create a sense of drama that suggests a cycle: 12 characters conversing with one another, mirroring each other.” Anderszewski’s last Erato album of Bach prompted BBC Music MaIgazine to write: “For anyone who loves Bach (or the piano) … this life-enhancing disc is required listening.

Dizem que João Sebastião adorava terminar o dia de trabalho com uma reconfortante fatia de torta de maçã acompanhada de uma revigorante xícara de café. Aí, antes de dormir, uma boa dedilhada no cravo, experimentando uns prelúdios e fugas… Depois, cama! Bom, quanto ao número de filhos, bem…

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Clavierfantasien (Staier)

J. S. Bach (1685-1750): Clavierfantasien (Staier)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sem muito medo de errar, posso dizer que um dos principais campos de experimentação de meu pai eram suas composições para órgão e as Fantasias. Se vocês querem ouvir um Bach diferente, é aí que ele está. Aliás, o nome “fantasia” diz tudo, não? O termo foi aplicado pela primeira vez em música durante o século XVI, para se referir a uma ideia musical imaginativa e não a um gênero de composição específico. Desde o início, a fantasia teve o sentido de “invenção”, particularmente em composições para alaúde. Algumas composições do barroco trazem esse nome e reafirmam a ideia do gênero como uma obra livre, sem laços estreitos com as formas estabelecidas, como Fantasia Cromática e Fuga BWV 903 para cravo, aqui presente (faixa 8), Fantasia e Fuga em Sol menor BWV 542 e a Fantasia e Fuga em Dó menor BWV 537 para órgão. Este disco é uma joia. Staier está tão à vontade quando na foto abaixo. Um disco sensacional.

J. S. Bach (1685-1750): Clavierfantasien (Staier)

1 Fantasia In A Minor BWV 922 6:38
2 Fantasia And Fugue In A Minor BWV 904 8:56
3 Fantasia In C Minor BWV 921 3:10
4 Fantasia In C Minor BWV 919 1:28
5 Prelude And Fugue In A Minor BWV 894 9:37
6 Prelude And Fughetta In G BWV 902 9:20
7 Prelude Anf Fugue In F BWV 901 2:20
8 Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor BWV 903 11:58
9 Fantasia “Duobus Subiectis” in G Minor BWV 917 2:12
10 Fantasia And Unfinished Fugue In C Minor BWV 906 7:02

Andreas Staier, cravo

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O sorriso de Staier ao adentrar o Museu Histórico Instrumental J.S. Bach da PQP Bach Corp.

PQP

J. S. Bach: As Seis Suítes para Violoncelo Solo + As Três Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (W. Kuijken/ P. Kuijken)

J. S. Bach: As Seis Suítes para Violoncelo Solo + As Três Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (W. Kuijken/ P. Kuijken)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Difícil imaginar uma versão das Suítes para Violoncelo melhor do que esta. O Olimpo é completado por Bruno Cocset e Paolo Pandolfo. Dia desses, liguei a TV e lá estava Yo-Yo Ma tocando as Suítes de Bach. Meu deus, que coisa mais sem graça! Não dá para comparar a interpretação de grandes celistas românticos e modernos — mas que são meros diletantes em Bach, como também era Rostropovich –, com a de caras que vivem e comem diariamente o barroco. Estes têm uma abordagem muito mais profunda, compreendem muito melhor o que pretendia Bach. Kuijken, nesta reedição da gravação feita em 2001-02, faz uma interpretação muito pessoal, relaxada e reflexiva dessas obras. Allemandes e sarabandes são especialmente calmas, embora os courantes e outros movimentos subsequentes mantenham seu espírito de dança.  Uma joia que merece ser ouvida.

J. S. Bach: As Seis Suítes para Violoncelo Solo + As Três Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (W. Kuijken/ P. Kuijken)

CD1:
Suite No. 1 in G major, BWV 1007
1. 1. Prelude
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Menuet 1re – Menuet 2re
6. 6. Gigue

Suite No. 2 in D minor, BWV 1008
7. 1. Prelude
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Menuet 1re – Menuet 2re
12. 6. Gigue

Suite No. 3 in C major, BWV 1009
13. 1. Prelude
14. 2. Allemande
15. 3. Courante
16. 4. Sarabande
17. 5. Bouree 1re – Bouree 2de
18. 6. Gigue

CD2:
Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010
1. 1. Preludium
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Bouree 1re – Bouree 2de
6. 6. Gigue

Suite No. 6 in D major, BWV 1012
7. 1. Prelude
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Gavotte 1re – Gavotte 2re
12. 6. Gigue

CD3:
Suite No. 5 in C minor “Discordable accord”, BWV 1011
1. 1. Prelude
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Gavotte 1re – Gavotte 2re
6. 6. Gigue

Sonata No. 1 in G major, BWV 1027
7. 1. Adagio
8. 2. Allegro ma non tanto
9. 3. Andante
10. 4. Allegro moderato

Sonata No. 2 in D major, BWV 1028
11. 1. Adagio
12. 2. Allegro
13. 3. Andante
14. 4. Allegro

Sonata No. 3 in G minor, BWV 1029
15. 1. Vivace
16. 2. Adagio
17. 3. Allegro

Wieland Kuijken, violoncelo, viola da gamba
Piet Kuijken, cravo

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Wieland Kuijken após bebedeira com PQP Bach, ou Bar.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Oboé (Hommel / Cologne)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Oboé (Hommel / Cologne)

Um bom disco de concertos originais, transcritos ou reconstruídos de Bach para oboé e orquestra. Bach certamente amava o som do oboé. São inúmeras as árias de Cantatas e outras obras vocais cujos temas são introduzidos pelo instrumento. Não chega a ser um abuso transcrever alguns de seus concertos para o instrumento. Christian Hommel não nega suas origens. Ele estudou oboé em Freiburg com Heinz Holliger e este parece ser mesmo seu modelo. Tem pedigree, portanto. Helmut Muller-Bruhl rege de uma maneira muito direta todos os cinco concertos. Ele fica na mesma linha Gardiner e Herreweghe: é genuinamente barroco do começo ao fim. O som claro e distinto, a execução boa e cheia de espírito bachiano me causaram uma boa dose de felicidade em meio a esta pandemia — a qual é tão apreciada por nosso governo.

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Oboé (Hommel/Cologne)

Concerto In A Major, BWV 1055, For Oboe D’amore, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (14:00)
1 Allegro 4:22
2 Larghetto 5:14
3 Allegro Ma Non Tanto 4:24

Concerto In G Minor, BWV 1056, For Oboe, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (9:26)
4 Allegro 3:10
5 Largo 2:48
6 Presto 3:29

Concerto In D Minor, BWV 1059, For Oboe, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (13:20)
7 Allegro 5:52
8 Adagio 4:10
9 Presto 3:18

Concerto In D Major, BWV 1053, For Oboe D’amore, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (18:34)
10 Allegro 7:54
11 Siciliano 4:15
12 Allegro 6:25

Concerto In C Minor, BWV 1060, For Oboe, Violin, Strings And Basso Continuo (Reconstructed) (12:52)
13 Allegro 4:40
14 Adagio 4:52
15 Allegro 3:20

Conductor – Helmut Müller-Brühl
Oboe, Oboe d’Amore – Christian Hommel
Orchestra – Cologne Chamber Orchestra*
Violin – Lisa Stewart

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Christian Hommel praticando na sala de espera da PQP Bach Corp. de Niterói (RJ). Após duas horas, ele conseguiu seu objetivo: o de beber uma cerveja com René Denon.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Partitas Nos. 1, 5 & 6 (Murray Perahia)

J. S. Bach (1685-1750): Partitas Nos. 1, 5 & 6 (Murray Perahia)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande disco! Com seu estilo cerebral e discreto, Murray Perahia dá um banho de alta categoria musical. A notável qualidade do repertório o ajuda, é claro. Exatamente como outros dois outros grupos de suítes prévias, as Francesas e Inglesas, as Partitas seguem o esquema básico da suíte: “Allemande-Courante-Sarabanda-Giga”. Neste esqueleto — cada Partita é diferente da outra –, Bach introduz um movimento de abertura distinto que determina a caráter de cada uma. Ele também acrescenta algumas danças diferentes ao modelo básico. As 6 Partitas, BWV 825–830 foram publicadas entre 1726 e 1730, em Leipzig.

J. S. Bach (1685-1750): Partitas Nos. 1, 5 & 6 (Murray Perahia)

Partita No. 1 In B Flat Major, BWV 825
1 I. Praeludium 1:59
2 II. Allemande 3:07
3 III. Corrente 2:52
4 IV. Sarabande 5:02
5 V. Menuet I & II 3:17
6 VI. Gigue 2:08

Partita No. 5 In G Major, BWV 829
7 I. Praeambulum 2:15
8 II. Allemande 4:30
9 III. Corrente 1:43
10 IV. Sarabande 4:20
11 V. Tempo Di Minuetto 2:01
12 VI. Passepied 1:44
13 VII. Gigue 3:55

Partita No. 6 In E Minor, BWV 830
14 I. Toccata 8:07
15 II. Allemande 3:10
16 III. Corrente 4:24
17 IV. Air 1:32
18 V. Sarabande 5:33
19 VI. Tempo Di Gavotta 1:56
20 VII. Gigue 5:51

Murray Perahia, piano

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Murray Perahia na assim chamada “Stairway to Heaven” da sede novaiorquina da PQP Bach Corp.

PQP

J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas

J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nosso amigo FDP Bach me enviou um belo presente. Um pen drive. Dentro dele, apenas maravilhas. Está é a primeira delas. Nossa!, tenho especialíssima predileção pelas Toccatas de Bach e aqui as temos notavelmente interpretadas por Angela Hewitt, agora não mais em registro pirata mas em gloriosa gravação da Hyperion. Hewitt regravou tudo o que tinha feito de Bach. Antes utilizara um Steinway e agora usa um Fazioli. Muito melhor, segundo ela. Não discutiria depois de ouvir isto.

J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas

1. Toccata for keyboard in C minor, BWV 911 (BC L142) (12:12)
2. Toccata for keyboard in G major, BWV 916 (BC L147) (7:27)
3. Toccata for keyboard in F sharp minor, BWV 910 (BC L146) (10:22)
4. Toccata for keyboard in E minor, BWV 914 (BC L145, 163) (6:49)
5. Toccata for keyboard in D minor, BWV 913 (BC L144) (11:41)
6. Toccata for keyboard in G minor, BWV 915 (BC L148) (9:00)
7. Toccata for keyboard in D major, BWV 912 (BC L143) (11:22)

Angela Hewitt, piano

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Daí, ó, eu gravo tudo de novo no piano Fazioli
Daí, ó, eu gravo tudo de novo no piano Fazioli

PQP

Bach (1685–1750) – Variações Goldberg – Pavel Kolesnikov ֍

Bach (1685–1750) – Variações Goldberg – Pavel Kolesnikov ֍

 

BACH

VARIAÇÕES GOLDBERG

PAVEL KOLESNIKOV

 

 

Em março de 2012 o pianista Jeremy Denk escreveu um artigo intitulado ‘Porque Eu Odeio As Variações Goldberg’ – ‘Why I Hate The Goldberg Variations’.

Ele inicia o artigo dizendo que a melhor razão para odiar as Variações Goldberg – além da óbvia razão de todo o mundo perguntar o tempo todo qual das duas gravações do Glenn Gould você prefere – é que todo o mundo ama as variações. Eu muito me simpatizei com o Jeremy. Eu também tenho assim uma certa tendência a evitar, a enfastiar daquilo que todo o mundo ama, especialmente em música. Até hoje não vi ‘A Casa de Papel’…

E como ele observou, não há uma semana que passe sem que uma nova gravação das tais variações surja seguida de comentários e críticas. O próprio Jeremy Denk se rendeu e gravou a obra e naquele período produziu alguns conteúdos para a NPR – National Public Radio, o serviço público de rádio americano. No artigo de Denk, que você pode ler aqui, ele explica as razões pelas quais claramente a série de variações sobre a tal ária estão fadadas ao fracasso: 80 minutos de música essencialmente em sol maior! Teria sido este o desafio para o mestre maior da composição, fazer com que amemos algo impensável?

Eu mesmo já postei uma gravação feita pela Zhu Xiao-Mei, que fez outra gravação posteriormente. Angela Hewitt também gravou duas vezes as VG para a Hyperion, o mesmo selo da gravação desta postagem. Um famosíssimo pianista asiático (excelente pianista, mas talvez um pouco midiático) acaba de lançar uma… na verdade, duas gravações das Goldberg – uma feita em estúdio e outra feita ao vivo.

Assim, quando um pianista se senta para gravar mais uma interpretação destas multivariadas peças, precisa estar certo de ter algo a dizer, mas sem cair em truques de ser diferente apenas. E se o artista é jovem, o desafio é ainda maior.

Na minha opinião (e na de alguns críticos que consegui ler), Pavel Kolesnikov venceu todas as armadilhas e apresentou uma gravação que prima pela simplicidade, mas também com bastante personalidade.

O que me chamou a atenção de imediato foi o som do disco. O piano é moderno (ele escolheu um piano da Yamaha, está lá no livreto) mas produz um som macio, aveludado, que empresta uma boa dose de intimidade à música que, afinal, foi composta para embalar as horas insones de um conde. Basta dizer que a excelente produção estava a cargo de Andrew Keener, um bamba dos estúdios.

Outro fator que acredito tenha contribuído para o sucesso desta beleza de disco está na maneira como Pavel incorporou a peça a seu repertório. Ele teria se esquivado da música de Bach até ser convidado a colaborar com a coreógrafa e dançarina Anne Theresa De Keersmaeker num projeto que usa as Variações Goldberg. O resultado desta colaboração (de 2018) resultou em uma série de espetáculos nos quais Anne Theresa dançava enquanto Pavel tocava ao vivo as Goldberg. Creio que esta aproximação com a dança certamente acrescentou uma outra dimensão à preparação deste disco e sugiro a você imediata investigação. Ouça a Variação 26, logo depois da Pérola Negra. Veja como o intérprete inicia sutilmente e como as duas vozes, a mais alta primeiro e logo depois a mais grave se perseguem e se buscam até o final. Eu gostei muito. Ouça e depois diga lá se o meu entusiasmo todo se justifica. Não deixe de ouvir também as Variações 11, 14, 16 e 23….

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Variações Goldberg

Pavel Kolesnikov, piano

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Alguns recortes das críticas do disco:

Kolesnikov’s Goldbergs are softly spoken, but they are also extraordinarily eloquent.

Produced by Andrew Keener, I regard this Hyperion issue as significant—with a strong claim equally on the dedicated Goldberg collector and the listener feeling his/her way through this monumental masterpiece.

… but my new favourite arrived this week from pianist Pavel Kolesnikov … in some ways I think it’s the antithesis of Lang Lang’s Goldbergs—a different kind of introspection, a natural rather than forced intimacy, ornamentation that’s delicately applied and feels organic, and a hushed, gentle pianism that draws you effortlessly inside the music and Bach’s imagination …

Aproveite!
René Denon

Veja também:

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Variações Goldberg

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82 – 49 – 58 (Kuijken / La Petite Bande)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82 – 49 – 58 (Kuijken / La Petite Bande)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Três notáveis Cantatas de Bach extraordinariamente bem interpretadas por Sigiswald Kuijken, seu grupo La Petite Bande e um time de cantores lotado de supercraques. Não tinha como dar errado e não deu. Claro que a Cantata BWV 82 é superior às outras duas — alguns diriam que ela é superior a todas às outras, opinião da qual discordo –, mas a 82 é uma indiscutível obra-prima que foi um pouco mais esmiuçada aqui.

Com base nos resultados das pesquisas de Joshua Rifkin e Andrew Parrott sobre a execução autêntica das Missas, Cantatas e Paixões de Bach, Sigiswald Kuijken limita a parte vocal a um quarteto vocal solo — que o próprio Bach às vezes estendia a oito cantores — em vez de um coro. Ele também reduziu o número de instrumentistas executando cada cantata. Sigiswald Kuijken adotou essa abordagem em suas gravações para a Accent Records (este é um CD desta coleção) em uma série de 19 CDs intitulada Cantatas of J. S.  Bach, que foi gravada entre 2004 e 2012.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV  82 – 49 – 58 (Kuijken / La Petite Bande)

Kantate BWV 82 “Ich Habe Genug”
1 Aria: “Ich Habe Genug” 7:42
2 Recitativo: “Ich Habe Genug” 1:12
3 Aria: “Schlummert Ein, Ihr Matten Augen” 9:31
4 Recitative: “Meine Gott” 0:51
5 Aria: “Ich Freue Mich Auf Meinem Gott” 3:38

Kantate BWV 49 “Ich Geh’ Und Suche Mit Verlangen”
6 Sinfonia 6:42
7 Aria: “Ich Geh’ Und Suche Mit Verlangen” 4:58
8 Recitativo: “Mein Mahl Ist Zubereitet” 2:08
9 Aria: “Ich Bin Herrlich, Ich Bin Schön” 5:18
10 Recitativo: “Mein Glaube Hat Mich Selbst..” 1:29
11 Duetto: “Dich Hab Ich Je Und Je Geliebet” 5:02

Kantate BWV 58 “Ach Gott, Wie Manches Herzeleid”
12 “Ach Gott Wie Manches Herzelied” 3:44
13 Recitativo: “Verfolgt Dich Gleich Die Arge Welt” 1:23
14 Aria: “Ich Bin Wergnügt In Meinem Leiden” 4:19
15 Recitativo: “Kann Es Die Welt Nicht Lassen” 1:24
16 Aria: “Nur Getrost, Getrost Ihr Herzen” 2:18

Bass Vocals – Klaus Mertens
Soprano Vocals – Nancy Argenta
Cello, Violoncello Piccolo – Hidemi Suzuki
Oboe,  Oboe d’Amore – Marcel Ponseele
Organ – Pierre Hantaï
Ensemble – La Petite Bande
Violin – Sigiswald Kuijken
Regência – Sigiswald Kuijken

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J. S. Bach / Hoyoul / Hellingk / Lechner / Sweelinck / Selle / Schein / Schütz / Bernhardt / Förtsch / Graupner / Stölzel: Deutsche Barock Kantaten (VIII) (Ricercar Consort) [2CD]

J. S. Bach / Hoyoul / Hellingk / Lechner / Sweelinck / Selle / Schein / Schütz / Bernhardt / Förtsch / Graupner / Stölzel: Deutsche Barock Kantaten (VIII) (Ricercar Consort) [2CD]

Um bonito CD duplo de Cantatas barrocas belamente interpretadas por excelentes cantores e orquestra historicamente informada. É claro que tudo sobe muito de nível quando passamos por Bach — que abre e fecha a função –, e também por Sweelinck e Schütz. É natural. Mas aqui ninguém decepciona. A coisa satisfaz plenamente quem ama o barroco, caso deste que vos escreve.

Gênero foi muito explorado  no período barroco, a Cantata (do italiano “cantata”, do verbo “cantare”) é um tipo de composição vocal, para uma ou mais vozes, com acompanhamento instrumental, às vezes com coro, de inspiração religiosa ou profana, contendo normalmente mais de um movimento e cujo texto descreve um fato dramático ou uma situação psicológica. Na Alemanha, a Kantate era basicamente um gênero sacro. Foi a mistura de textos bíblicos e poéticos o que caracterizou o formato da cantata alemã. As de Bach são atípicas em qualidade e diversidade. Depois e mesmo na época do mestre, nas mãos de compositores menores, o gênero foi se tornando cada vez mais padronizado, deixando as Cantatas fora de moda e fossilizadas.

J. S. Bach / Hoyoul / Hellingk / Lechner / Sweelinck / Selle / Schein / Schütz / Bernhardt / Förtsch / Graupner / Stölzel: Deutsche Barock Kantaten (VIII) (Ricercar Consort) [2CD]

CD1
Aus Tiefer Not Schrei Ich Zu Dir (BWV 38)
Composed By – Johann Sebastian Bach
(16:27)
1-1 Coro: “Aus Tiefer Not…” 4:23
1-2 Recitativo: “In Jesu Gnade…” 0:47
1-3 Aria: “Ich Höre Mitten In Dem Leiden…” 7:47
1-4 Recitativo: “Ach, Dass Mein Glaube…” 1:30
1-5 Aria (Terzetto): “Wenn Mein Trübsal…” 3:36
1-6 Choral: “Ob Bei Uns Ist Der Sünden…” 1:24

1-7 Aus Tiefer Not
Composed By – Balduin Hoyoul
2:18

1-8 Aus Tiefer Not
Composed By – Lupus Hellingk*
1:52

1-9 Aus Tiefer Not
Composed By – Leonhard Lechner
2:30

1-10 De Profundis
Composed By – Jan Pieterszoon Sweelinck
5:25

1-11 Aus Der Tiefe
Composed By – Thomas Selle
5:12
1-12 Aus Der Tiefe
Composed By – Thomas Selle
3:04

1-13 Ich Ruf Zu Dir
Composed By – Johann-Hermann Schein*
2:56
1-14 Aus Tiefer Not
Composed By – Johann-Hermann Schein*
2:50

1-15 Aus Tiefer Not
Composed By – Heinrich Schütz
2:39
1-16 Ich Ruf Zu Dir
Composed By – Heinrich Schütz
2:55
1-17 Aus Der Tiefe Ruch Ich
Composed By – Heinrich Schütz
3:59

1-18 Aus Der Tiefe
Composed By – Christoph Bernhardt*
7:19

1-19 Aus Der Tiefe
Composed By – Johann Philipp Förtsch
8:05

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CD2
Aus Der Tiefe Rufen Wir
Composed By – Christoph Graupner
(13:51)
2-1 Coro: “Aus Der Tiefe…” 4:40
2-2 Recitativo Accompagnato: “Wenn Aber Kommt Einmal…” 4:32
2-3 Coro: “Brunnquell Der Gnaden…” 4:39

Aus Der Tiefe Rufe Ich
Composed By – Gottfried Heinrich Stölzel
(15:00)
2-4 Aria: “Aus Der Tiefe…” 3:04
2-5 Recitativo: “Aus Tiefer Not…” 1:53
2-6 Aria: “Meine Hände Ringen Sich…” 4:34
2-7 Recitativo: “Jedennoch Bleib Ich…” 1:09
2-8 Aria Da Capo: “Aus Der Tiefe…” 4:20

Aus Der Tiefe Rufe Ich (BWV 131) (22:32)
Composed By – Johann Sebastian Bach
2-9 Coro: “Aus Der Tiefe Rufe Ich, Herr, Zu Dir…” 4:42
2-10 Aria & Choral: “So Du Willst Herr…” “Erbarm Dich Mein…” 4:41
2-11 Coro: “Ich Harre Des Herrn” 3:49
2-12 Aria & Choral: “Meine Seele Wartet…” “Und Weil Ich Denn…” 5:18
2-13 Coro: “Israel Hoffe Auf Den Herrn…” 4:02

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Greta De Reyghere, Katelijne van Laethem, Marie-Noelle de Callatay, sopranos
James Bowman, countertenor
Guy De Mey, tenor
Max van Egmond, bass

Capella Sancti Michaelis
Ricercar Consort

Disputa do Sacramento (Rafael, 1509-19)

PQP

J. S. Bach (1685 – 1750): Suítes Orquestrais para um Jovem Príncipe – Ensemble Sonnerie & Monica Huggett ∞

J. S. Bach (1685 – 1750): Suítes Orquestrais para um Jovem Príncipe – Ensemble Sonnerie & Monica Huggett ∞

Bach

Suítes Orquestrais

Gonzalo X. Ruiz, oboé

Ensemble Sonnerie

Monica Huggett

A música de Bach sempre é bem-vinda aqui, mas esta gravação das Suítes Orquestrais com o apelativo título ‘Suítes Orquestrais para um Jovem Príncipe’ nos oferece algumas novidades.

Temos as conhecidas quatro suítes que Bach compôs quando estava a serviço do Príncipe Leopold of Anhalt-Köthen, o tal jovem príncipe do título, mas três delas em suas versões ‘originais’ – as suítes de Nos. 2, 3 e 4.

Essas reconstruções buscam apresentar o que teria sido as primeiras versões destas peças. Não se preocupe muito, a música está toda aí e com a interpretação excelente da Monica Huggett e o Ensemble Sonnerie, com toda a sua grandeza preservada, especialmente se levarmos em conta a excelente produção da Avie.

Na Segunda Suíte, sai a flauta e entra um oboé. Inicialmente acreditava-se que o instrumento original (que não seria uma flauta) tenha sido um violino. No entanto, o oboísta Gonzalo X. Ruiz argumentou teoricamente e depois mostrou na prática que o oboé é o tal instrumento com destaque na primeira versão.

Nas duas últimas suítes as principais mudanças são a eliminação dos tímpanos e dos trompetes cujas partes foram acrescentadas posteriormente por Carl Philippe Emanuel na Terceira e por Johann Sebastian, para uso na Cantata BWV 110, na Quarta Suíte. Essas modificações não roubaram da música seu caráter festivo pois que foram aqui substituídas por instrumentos de cordas e oboés.

Temos assim uma reconstrução das Suítes como o Príncipe as deve ter ouvido. Se você baixar os arquivos e não se der conta de que é uma ‘reconstrução’ das Suítes, poderá se sentir como o alemão que comprou o disco da Amazon e se disse enganado, uma vez que a música não se apresenta conforme a intenção do Herr Bach. Cadê a flauta e os tímpanos e os trompetes que estavam aqui??? Mas se você gosta de música e tem a mente um pouco mais arejada, vai gostar muito, especialmente porque a Monica e a Sua Turma farão as Suítes dançarem para você!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Suíte No 1 em dó maior, BWV1066

  1. Ouverture
  2. Courante
  3. Gavottes I & II
  4. Forlane
  5. Menuettes I & II
  6. Bourrées I & II & Passepieds I & II

Suíte No 2 em si menor, BWV1067

  1. Ouverture
  2. Rondeau
  3. Sarabande
  4. Bourrées I & II
  5. Polonaise
  6. Menuet & Badinerie

Suíte No 3 em ré maior, BWV1068

  1. Ouverture
  2. Air
  3. Gavotte
  4. Bourrée & Gigue

Suíte No 4 em ré maior, BWV1069

  1. Ouverture
  2. Bourrées I & II
  3. Gavotte
  4. Menuette I & II
  5. Réjouissance

Gonzalo X. Ruiz, oboé solo na Segunda Suíte

Ensemble Sonnerie

Monica Huggett

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MP3 | 320 KBPS | 171 MB

Como disse outro ilustre crítico amador: The Ensemble Sonnerie, under Ms Huggett seems to play a much livelier set of suites than I have been used to. So far, it seems to be the way it should be played. and I actually love their performance.

Me too! Especialmente a Quarta Suíte!

Aproveite!

René Denon

Depois que a música termina, eles sempre deixam tudo na maior bagunça!!

Não deixe de ouvir também:

J. S. Bach (1685-1750) – Suítes Orquestrais – Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini

J. S. Bach (1685-1750): As Quatro Suítes Orquestrais

C P E Bach (1714 – 1788) • J S Bach (1685 – 1750) • G P Telemann (1681 – 1767) – Concertos para Oboé ∾ Ramón Ortega Quero & Kammerakademie Potsdam ∞

C P E Bach (1714 – 1788) • J S Bach (1685 – 1750) • G P Telemann (1681 – 1767) – Concertos para Oboé ∾ Ramón Ortega Quero & Kammerakademie Potsdam  ∞

C P E & J S Bach

G P Telemann

Concertos para Oboé

Ramón Ortega Quero

Kammerakademie Potsdam

 

Alguns filhos de famosos relutam seguir a carreira dos pais por diversas razões e certamente o peso da comparação está entre elas. No caso de Carl Philippe Emanuel, além do pai, também o padrinho era famoso. Talvez até mais famoso. No entanto, Emanuel era um Bach e naqueles dias, Bach e músico era quase a mesma coisa.

O florescimento da carreira de Emanuel ocorreu quando o ambiente cultural em que eles viviam fazia assim uma revisão do gosto musical, com o estilo barroco que se desenvolvera por gerações chegando a um ápice e com sua arte extremamente requintada da qual seu pai e seu padrinho eram assim dois grandes representantes começava a dar lugar a uma música menos estudada e mais leve, o estilo galante que abriria caminho para o classicismo. A contribuição de Emanuel para este estilo foi enorme e quando Mozart reverenciava um certo Bach em sua famosa frase, era a Emanuel a quem ele se referia.

Neste disco onde a Kammerakademie Potsdam tem importante papel, tendo como solista o oboísta Ramón Ortega Quero, temos quatro concertos dos três compositores – pai, filho e padrinho.

Mesmo que alguns deles não tenham sido compostos originalmente para o oboé, as adaptações fazem jus à maravilhosa música dessa época e é bem representativa da arte destes geniais compositores, que assim conviveram num período de transição artística.

O disco abre com o concerto do mais jovem compositor, escrito originalmente para flauta e arranjado para oboé pelo excelente solista. Aliás, Ramón tem desempenhado o papel de principal oboé de várias importantes orquestras, sendo mais recentemente indicado para assumir está posição na Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks. Veja uma entrevista sua aqui.

Em seguida, o Concerto em lá menor, BWV 1041, de Johann Sebastian Bach, aqui tendo o oboé no lugar do violino.

O Concerto de Telemann é o único em quatro movimentos e inicia com um lindo movimento mais lento – Siciliano.

Para terminar, o Concerto em sol menor, BWV 1056 de Bach, que tem o movimento lento mais lindo de todos. Confira!

Carl Philipp Emanuel Bach (1714 – 1788)

Concerto para flauta em ré menor, Wq. 22, H. 425 (arranjo para Oboé, cordas e cravo por R. O. Quero)

  1. [Allegro]
  2. [Andante]
  3. Allegro assai

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para violino em lá menor, BWV1041

  1. [Allegro moderato]
  2. Andante
  3. Allegro assai

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)

Concerto em lá maior para oboé d’amore, cordas e baixo contínuo, TWV 51:A2

  1. Siciliano
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Vivace

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para oboé em sol menor, BWV1056

  1. [Allegro]
  2. Largo
  3. Presto

Ramón Ortega Quero (oboe)

Kammerakademie Potsdam

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This is Ramón Ortega Quero’s debut Genuin CD and is part of the Movimentos edition. He won the ARD Music Competition and is solo oboist in the BR-Symphonieorchester.

Well supported here by the highly versatile Kammerakademie Potsdam.

Aproveite!

René Denon

Mais concertos para oboé aqui:

Albinoni (1671-1751) & Telemann (1681-1767): Oboe Concertos – Han de Vries