J. Haydn (1732 – 1809): Sinfonia N0. 99 • F. Schubert (1797 – 1828): Sinfonia No. 5 – Concentus musicus Wien • Stefan Gottfried ֎

J. Haydn (1732 – 1809): Sinfonia N0. 99 • F. Schubert (1797 – 1828): Sinfonia No. 5 – Concentus musicus Wien • Stefan Gottfried ֎

Haydn • Schubert

Sinfonia No. 99 • Sinfonia No. 5

Concentus musicus Wien

Stefan Gottfried

 

Há vida após a morte. A orquestra Concentus musicus Wien – Ensemble für Alte Musik – foi criada por Nikolaus Harnoncourt bem no início de sua carreira de músico dedicado a interpretação de música antiga na forma como era tocada quando foi composta. A orquestra e seu maestro conviveram por mais de 60 anos desde o início desta jornada em busca de autenticidade.

O trabalho deles certamente contribuiu para que tivéssemos uma perspectiva mais realista da música antiga, mas o mais importante para nós, amantes da boa música, é que eles enriqueceram nossas audições com ótimas interpretações vibrantes e intensas.

Apesar do interesse em música ‘antiga’, o lema de Harnoncourt era ‘Arte é sempre nova’ (Art is always new) e esteve sempre presente em suas interpretações e reinterpretações das principais obras do repertório musical.

Pois foi com muita alegria que ouvi este disco com duas lindas sinfonias de compositores vienenses gravadas ao vivo e mostrando que a vida e a orquestra continuam sua vibrante jornada.

O novo diretor musical é o regente Stefan Gottfried e nomes ligados a orquestra, como Erich Höbarth e Andrea Bischof (membros do Quatuor Mosaïques) estão também presentes.

No programa uma sinfonia de Haydn, de seu período de maturidade, e uma sinfonia do jovem e talentosíssimo Schubert. A Sinfonia No. 99 é uma das que foram escritas para serem apresentadas em Londres nos concertos promovidos por Salomon, o empresário que promoveu duas visitas de Haydn a Londres. Esta foi estreada em 10 de fevereiro de 1794 no Hanover Square Rooms e possivelmente por influência de Mozart é a primeira das sinfonias de Haydn onde é usado clarinete na orquestração. Isso mostra que mesmo aos 61 anos, ele estava aberto a inovações.

A Sinfonia No. 5 de Schubert, apesar de ter sido composta quando o compositor ainda estava com 19 anos, mostra todo o seu talento. Apesar de uma orquestração mais modesta, sem uso de clarinete, trompete ou tímpano, talvez considerando as reais chances de ter a obra apresentada por alguma orquestra, esta obra tem uma grande afinidade com a música de Mozart.

Joseph Haydn (1732 – 1809)

Sinfonia No. 99 em mi bemol maior, Hob. I: 99

  1. Adagio – Vivace assai
  2. Adagio
  3. Menuetto e Trio – Allegretto
  4. Finale. Vivace

Franz Schubert (1797 – 1828)

Sinfonia No. 5 em si bemol maior, D. 485

  1. Allegro
  2. Andante con moto
  3. Menuetto. Allegro molto
  4. Allegro vivace

Concentus musicus Wien

Stefan Gottfried

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Concentus musicus Wien e seu novo diretor musical Stefam Gottfried

A real treat! Aproveite!

René Denon

Outra gravação da linda sinfonia de Schubert:

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nos. 5 e 6 – Camerata Academica des Mozarteums Salzburg – Sandor Végh

Giuseppe Verdi (1813-1901): “Il Corsaro” – Ópera em três atos (Norman, Caballe, Carreras, Mastromei, Gardelli)

Giuseppe Verdi (1813-1901): “Il Corsaro” – Ópera em três atos (Norman, Caballe, Carreras, Mastromei, Gardelli)

Uma anedota: “Certa feita, os jovens músicos, Muzio e Verdi, notaram um incêndio no centro de Milão e para lá se tocaram. Ao chegarem, perceberam que bombeiros solicitavam voluntários para ajudar no combate ao fogo. Verdi não quis permanecer e pulou um muro, enquanto Muzio acabou convocado para ajudar. Verdi, no entanto, ao transpor o muro, caiu num terreno baixo, dos jardins públicos e ficou a espera que as pessoas se dispersassem, pelo lado de fora, para sair…  

No dia seguinte, ambos se encontraram. Muzio, extenuado pela noite passada, ouviu de Verdi alguns gracejos. Mas a escapada de Verdi não tinha sido das melhores… Os portões dos jardins estavam fechados e Verdi não conseguia escalar de volta. Aprisionado no local, teve de juntar pedras e outros objetos, por hora e meia, até construir um trampolim que desse acesso ao topo do muro”…

Giuseppe Fortunino Francesco Verdi |
Músico e entusiasta da unificação italiana.
  1. Aspectos iniciais e vida familiar

“Il Corsaro” e “La battaglia de Legnano” encerram o período que Verdi, mais tarde, chamaria de ”os anos nas galés”… Intensa produção relacionada à sua afirmação como compositor e seus ideais de unificação italiana e libertação da Lombardia – sob domínio austríaco. Nesta época, os grandes coros, como Va’ pensiero, sull’ali dorate”, haviam-se tornado vigorosos apelos, libertários e patrióticos…

Em Paris, palco da estreia de “Jerusalém”, 1847, Verdi iniciava, com Giuseppina Strepponi, uma nova relação conjugal, após sete anos de viuvez. Além de tratar dos libretos de duas novas óperas, “Luisa Miller” e “Stiffelio” – uma transição para a linguagem que viria com “Rigoletto”, “Il trovatore” e “La traviata”…

A perda da família no primeiro casamento – dois filhos e depois a esposa – num curto espaço de tempo, entre os 25 e 27 anos, foi muito dolorosa, sobretudo porque a primeira esposa, Margheritta, era filha de seu dileto amigo e incentivador, Antonio Barezzi, uma figura paternal… Mais tarde, Verdi lembraria: “Um terceiro caixão saía da minha casa. Eu estava sozinho! Sozinho!”…

Margheritta Verdi Barezzi | Primeira esposa de Verdi

Mas, passado o tempo, tanto os amigos, quanto seus protetores estranhavam o isolamento e desejavam vê-lo reconstruir a vida pessoal e familiar. Verdi tinha apenas 34 anos e um futuro… Assim, a relação com Giuseppina foi bem vista, um achado e uma inspiração… Giuseppina era uma artista sensível e consciente do talento e da contribuição que Verdi daria à música e ao mundo…

A admiração mútua vinha desde os tempos da estreia, em Milão, de “Oberto, conde di san Bonifácio” – sua primeira ópera. E ela havia cantado o desafiante papel de “Abigaille”, em Nabucco, numa fase em que sua voz, precocemente, declinava. Ao reencontraram-se, Giuseppina era uma artista prestigiada e lecionava canto em Paris, embora não mais atuasse. E Verdi alcançava sucesso internacional, com estreias inéditas em Londres e Paris…

Giuseppina Verdi Strepponi / Segunda esposa de Verdi

Durante a passagem por Paris, ocorreria a estreia de “Il Corsaro”, em Trieste, Itália, no “Teatro Grande”, 25/10/1848. E o momento político na Europa era explosivo. No alvorecer de 1848, logo após a estreia de “Jerusalém”, iniciava um levante na Lombardia, que terminaria nos “Cinco dias de Milão” e no simbólico “22 de março” – episódio heroico na luta pela libertação da Lombardia e da unificação italiana. E outros levantes e revoluções explodiriam na França e na Alemanha…

  • Insurreições na Europa, 1848 – “A primavera dos povos”

Período conhecido como “Primavera dos povos”, em 1848 eclodiram diversas revoluções e manifestos pela Europa, marcando um conjunto de reivindicações liberais e trabalhistas. Simultaneamente ao “Levante de Milão”, ocorreu a “Revolução de 1848”, em Paris, com a abdicação do rei Luis Felipe, aos brados de “liberté, l’égalité ou la mort”, levando à “segunda república” francesa…

Revolução de Paris”, 1848 – “liberté, l’égalité ou la mort”
abdicação do rei Luís Felipe

Em Colônia, Alemanha, intelectuais e operários, 3 de março, saíram às ruas em protesto; e em Berlim, uma insurreição, 18 de março – com apoio da burguesia pela unificação dos estados alemães – exigia que Frederico Guilherme adotasse políticas liberais e convocasse uma “Assembleia Nacional“, eleita por sufrágio universal. De outro, enquanto a revolução expandia-se, os conservadores no parlamento – entre latifundiários e príncipes – debatiam uma contra revolução…

Em abril, Marx e Engels chegaram à Alemanha e lançam a “Nova Gazeta Renana“, custeada também por industriais liberais – a revista propunha uma aliança entre socialistas e liberais pela democracia… E em 1849, ocorreria o “Levante de Dresden”, liderado pelo anarquista russo Mikhail Bakunin e por Stephan Born, da classe operária, com apoio de Richard Wagner, então militante no “Vaterlandsverein”, que defendia a democracia e uma sociedade aberta a novas formas de arte… O que lhe custou o cargo vitalício de Kapellmeister em Dresden”, além de 11 anos de exílio dos estados alemães…

Aos 36 anos, Wagner fugia pela França e fixou-se na Suiça, com passagem por Veneza. Neste período, avançou na tetralogia “Anel do Nibelungo”, iniciou os “Mestres Cantores” e compôs “Tristão e Isolda”. Por fim, obteve a anistia e, aos 51 anos, uma oferta decisiva: o apoio de Ludwig II, da Baviera…

Era o advento de ideias políticas e filosóficas: Marx e Engels, com o “manifesto comunista”, denunciavam o sistema de dominação e exploração do trabalho, em defesa do socialismo e da luta de classes; o anarquismo e o liberalismo defendiam a democracia; e os processos de unificação avançavam pelos estados europeus…

Na França, após a “Assembleia Constituinte”, de 1848, a maioria moderada elegeu Luís Napoleão, presidente na “Segunda República”, que, durante o mandato, liderou um autogolpe, restaurando o Império e tornando-se Napoleão III, com importante papel na unificação italiana, além do Reino Unido e Prússia…

O processo realizou-se através de uma complexa articulação diplomática conduzida pelo conde Cavour e o rei Vitor Emanuele II, da Sardenha-Piemonte, apoiados por lideranças como Giuseppe Mazzini, da “Jovem Itália”; por republicanos, como Giuseppe Garibaldi e outros… Todos convergindo, por consenso, a uma monarquia parlamentarista e liberal, que permitiria adesão da maioria dos estados italianos…

  • O “Risorgimento”, 1815 – 1870

Após a derrota de Napoleão, emergiram vários e complexos movimentos contrapondo-se ao “Congresso de Viena”, que manteve o sistema de monarquias na península itálica, sob a proteção da Áustria. Os ideais nacionalistas, no entanto, mantiveram-se, estimulados pelo progresso econômico; pelo idioma – único e aglutinador; e pelo romantismo italiano, que se identificava com o “Risorgimento letterario” e politizava-se. Assim, temas aparentemente literários ou históricos, alertavam para a escravidão e tirania – condições a que se submetiam os italianos…

O movimento originou-se em sociedades secretas e pensamentos diversos, entre liberais e socialistas, monarquistas e republicanos, depois disseminados no “Jovem Itália”, de Giuseppe Mazzini, que defendia a mobilização popular como essencial para a integração e a unificação. A denominação veio do jornal “Il Risorgimento”, 1847, do conde Cavour, que estimulou o rei Carlos Alberto, da Sardenha-Piemonte, a aderir à causa da unificação, depois sucedido pelo filho, Vitor Emanuele II…

Giuseppe Mazzini, da “Jovem Itália” | Líder na unificação italiana

Tais movimentos, no entanto, tinham por oposição as monarquias tradicionais e absolutistas, dispersas pela península e apoiadas pela Áustria; nos “estados pontifícios”, administrados pelo papa, uma complexidade adicional; e no povo, extremamente católico, um elemento cultural e religioso relevante…

Verdi era liberal e anticlerical. Participou da mobilização, que durou cerca de 22 anos, desde o “Levante de Milão”, 1848; à declaração do “reino da Itália”, 1861; até a unificação, 1870, tornando Roma, a capital. A questão do estado do “Vaticano” ainda adentraria no sec. XX, finalizando o processo… Sua música identificou-se com aqueles ideais políticos e anseios populares, permitiu cantar-se a liberdade e semear a autodeterminação, tornando-se símbolo do “Risorgimento”. E, em 1874, seria nomeado senador por Vitor Emanuele IIentão monarca da Itália unificada…

  • 13ª Ópera – “Il Corsaro”, 1848

Verdi desejava estrear “Il Corsaro” em Londres, mas foi convencido a não fazê-lo, por tratar-se de literatura inglesa e do famoso poema de lord Byron, que tanto apreciava, mas que seria, fatalmente, avaliado pelo público e pela crítica inglesa – Byron era um autor extremamente polêmico… No lugar, decidiu por “Il Masnadieri”, para Londres, e “Il Corsaro”, para Trieste. De suas 28 óperas, “Il Corsaro” revelou-se entre as menos encenadas, embora trechos sejam executados frequentemente…

George Gordon Byron – Lord Byron | Poeta de “The Corsair”

Destinada à Trieste, o contrato vinha de Francesco Lucca“um cavalheiro extremamente odioso e indelicado” segundo Verdi, do qual desejava livrar-se. E Verdi trabalhou apressadamente, inclusive sem polemizar o libreto – como era seu costume – com Francesco Piave… E não compareceu à estreia, abdicando de ajustar a música durante os ensaios, antes da récita – outro costume… O trabalho foi concluído em fevereiro, 1848, cedendo todos os direitos de publicação e representação – como, de fato, a livrar-se de Lucca

Finalmente, enviou a partitura à Emanuele Muzio, seu amigo e assistente, que regeria a estreia. No entanto, Muzio não pode fazê-lo, pois havia fugido para Suiça durante o “Levante de Milão” – situação extremamente instável no norte da Itália… Muzio e Verdi ficariam alguns anos sem reencontrar-se… A ópera, por fim, estreou dirigida por Luigi Ricci e com o soprano Marianna Barbieri-Nini, que havia cantado “Lady Macbeth”, a qual Verdi assessorou, por correspondência… Na terceira récita, no entanto, a ópera foi retirada e, aparentemente, Verdi não se importou…

“Grande Teatro”, em Trieste, Itália – estreia de “Il Corsaro”. Hoje, “Teatro Lirico Giuseppi Verdi”

Neste ano, 1848, exceto em breve período, na primavera, em que Giuseppina esteve em Florença e depois encontraria Verdi em “villa Le Roncole” – cidade natal do músico, o casal manteve-se em Paris. Eventos revolucionários ocorriam, simultaneamente, na Itália, Alemanha e França e, possivelmente, Giuseppina preferia que permanecessem em Paris, na residência em Passy…

E Verdi acompanhava os acontecimentos na França, onde Luis Felipe abdicou para evitar agravamento da violência e iniciar negociações para instaurar a “Segunda República”. Para Verdi, politicamente nada acontecia, a não ser o grande funeral dos que tombaram, junto ao monumento à “Bastille”, que acompanhou pessoalmente… Mas lhe interessavam a “Assembleia Constituinte”, que legitimaria a “Segunda República” com eleição de Luís Napoleão… Para a Itália, só iria se acontecimentos o demandassem…

E quando recebeu notícias do “Levante de Milão”, para lá se dirigiu. Os “Cinco dias de Milão”, embora não sendo uma vitória duradoura, marcariam o início da expulsão dos austríacos e da unificação italiana – um longo e complexo processo… E Verdi escreveu à Piave, então em Veneza: …“Honra à toda a Itália que, neste momento, está sendo grande! Fique certo que a hora da libertação chegou!… É o povo que o exige e não há poder absoluto que possa resistir à vontade popular”…

 E, de fato, o “Risorgimento” só ganhou força quando foi às ruas e mobilizou a gente italiana pela ideia de nação – “um idioma, um povo e um território”, conforme defendia o movimento “Jovem Itália”, de Giuseppe Mazzini… Além da hábil condução diplomática, militar e política de Cavour e Vitor Emanuele, unindo os italianos sob o slogan: “Viva VERDI” – “Viva Vitor Emanuele, Re D’Italia”!…

Italianos picham os muros: “Viva VERDI” – “Viva Vitor Emanuele, Re D’Italia”!

Com entusiasmo, Verdi admitiu: …neste momento, “não escreveria uma nota musical, nem por todo o ouro do mundo… Sentiria imensa culpa em usar para a música, o papel que serve para fazer cartuchos. Bravo, Piave! Bravo, a todos os venezianos! Abaixo os pensamentos paroquiais, vamos estender uma mão fraterna e a Itália se tornará a melhor nação do mundo”… Assim, eclodia a primeira guerra de independência italiana…

No entanto, Verdi faria novo esforço criativo em mais um tema patriótico, na ópera “La Battaglia di Legnano”, por sugestão do libretista Salvatori Camaranno e apelo do poeta Giuseppe Giusti: “o acorde de tristeza sempre encontra eco em nosso peito… e assume diferentes aspectos, dependendo da época, da natureza e do lugar… neste momento, a tristeza que toma conta de nós, italianos, é de uma raça que sente necessidade de um destino melhor”…

“Episódio dos Cinco Dias de Milão” | Pintura de Baldassare Verazzi

Assim, ao contrário de óperas anteriores, “Il Corsaro” desconectou-se do que acontecia na Itália e na Europa. Sua motivação e primeiros esboços precediam “Macbeth”. Portanto, antes mesmo de “I Masnadieri” e da revisão que resultou em “Jerusalém”. De outro, musicólogos percebem inovações na concepção das árias, que apontam de forma incipiente, para uma transição e novos contornos melódicos, cujos sinais apareceriam mais claramente em “Luisa Miller” e “Stiffelio”. Onde a subjetividade ganharia relevância sobre os temas e contextos históricos, aliando lirismo e renovação temática…

O libreto de “Il Corsaro” foi elaborado por Francesco Maria Piave, que havia trabalhado com Verdi em “Ernani”, “I due Foscari” e “Macbeth”. E o poema épico de lord Byron enfocava “mais os humores dos personagens, do que os eventos que os provocavam”, aliado a um conteúdo histórico pouco representativo em simbolismo político. Assim, a ópera resultou num drama de ação e romance, cujo libreto manteve a forma de narrativa, quem sabe, reduzindo a tensão dramática, mas enfatizando a psicologia dos personagens – os acontecimentos são interiores, subjetivos… O amor entre Medora e Corrado, o desejo de liberdade da escrava Gulnara e o amor de Seid. Algo novo e promissor na dramaturgia verdiana!…

Entusiasta do poema de Byron, Verdi planejou a ópera com grande interesse e, mesmo em meio aos contratempos e problemas de saúde, demonstrava à Piave o desejo de concluí-la… Mas, se boa parte da música estava pronta, com o tempo, Verdi mudou. E, tendo direcionado sua energia a outros trabalhos, argumentou a Lumley, empresário britânico, que “Il Corsaro” era inadequada para Londres, por ser “enfadonha e teatralmente ineficaz”…

“Francesco Maria Piave”- libretista de
“Il Corsaro” e diversas óperas de Verdi

Por fim, a ópera foi mal recebida, deixando o sentimento de que “Trieste merecia uma ópera melhor”, apesar da qualidade do elenco… Sobretudo, se comparada às anteriores, “Macbeth”, “I Masnadieri” e “Jerusalém”, pareceu, à época, um trabalho menor… Mas o estilo e domínio do gênero estão presentes, com momentos de grande beleza e expressão – a assinatura lírica e orquestral de Verdi! Atualmente, todas as óperas de Verdi, com maior ou menor frequência, são encenadas…

  1. Sinopse de “Il Corsaro”
  • Personagens: Corrado, chefe dos corsários (tenor); Medora, amante de Corrado (soprano); Seid, Pasha de Corona (barítono); Gulnara, favorita de Seid (soprano); Giovanni, um pirata (baixo); Selimo, guerreiro de Seid (tenor); um eunoco (tenor); um escravo (tenor)
  • Coros: Corsários, mulheres, soldados, líderes e povo muçulmano.
  • Ato 1 – Numa ilha grega do mar Egeu, início dos anos 1800

A ópera inicia com breve e agitado “Prelúdio” orquestral.

Corsário – figurino

 Cena 1: O navio de Corrado

Numa ilha montanhosa, abrigo de corsários, um coro masculino anuncia a presença do chefe Corrado, que se encontra refugiado. Nostálgico, Corrado recorda sua infância e reflete sobre a existência, na ária “Tutto parea sorridere” (“Tudo parecia sorrir”). Mas, ao ter notícia de ações hostis do Pasha turco, Seid, decide reunir os comparsas e agir, atacando as forças turcas, na cabalettaSì, de Corsari il fulmine”.

Gaetano Fraschini – tenor heroico,
“Corrado” na estreia de “Il Corsário”. Atuou em óperas de Verdi e Donizetti

Cena 2: casa de Medora

Medora, sozinha e ansiosa, aguarda o retorno de Corrado, seu amante, pois pressente acontecimentos terríveis, na bela e vagamente sinistra romanzaNon so le tetre immagini” (“Maus pressentimentos não consigo afastar de meus pensamentos”). Com a chegada de Corrado, Medora tenta dissuadi-lo de partir, mas o corsário está decidido a enfrentar Pasha Seid, no belo duetto “No, tu non sai”, onde exaltam o amor e certa desconfiança no futuro…

  • Ato 2 – No porto de Corone, Turquia

Cena 1: No harém do Pasha Seid

No harém, cercada de cuidados, encontra-se Gulnara, a favorita do Pasha Seid. Gulnara, no entanto, sente-se triste e frustrada – é uma escrava, apesar das regalias e atenções do Pasha... Solitária, almeja a liberdade e um amor verdadeiro, na cavatina “Vola talor dal cárcere” (“Às vezes meu pensamento voa livre de sua prisão”)…

Obrigada a compartilhar a vida social, Gulnara é convidada pelo Pasha Seid para uma festa, onde celebrarão, antecipadamente, a vitória sobre os corsários – um confronto naval. Imersa em angústias, Gulnara volta-se para si mesma, novamente a sonhar com a liberdade, na cabaletta “Ah conforto è sol la speme” (“As almas perdidas encontram conforto na esperança”). Ao que as mulheres do harém respondem “ser ela, Gulnara, a esperança de todas”…

Marianna Barbieri-Nini, soprano
“Gulnara” na estreia de “Il Corsaro”

Cena 2: No banquete

No banquete, Pasha Seid e seus liderados evocam a proteção de “Allah”, para fortalecerem sua confiança e crença na vitória, na grande cena com solista e coro “Salve, Allah! tutta quanta” (“Salve Allah! Toda a terra ressoa com seu nome poderoso”). Em meio à comemoração, aproxima-se um servo e indaga ao Pasha se um “dervixe” – espécie de monge mendicante islâmico – pode adentrar a reunião. Pasha Seid permite e ambos cantam o duettino “Di que ribaldi tremano”… Mas, de imediato, todos percebem grandes chamas na orla marítima, no concertato “Ma qual luce diffondeci” – a frota do Pasha fora incendiada!…

Neste ínterim, o “dervixe” revela-se: não passava de Corrado disfarçado… E, de pronto, os corsários invadem o local, antes mesmo da mobilização das forças do Pasha. Uma batalha é travada. Inicialmente, Corrado e seus comparsas levam vantagem, mas vendo que o “harém” pegava fogo, Corrado decide salvar Gulnara e as outras mulheres, permitindo que os soldados do Pasha reorganizem-se… Ao agir pela segurança e proteção das mulheres, Corrado comete um erro estratégico, ficando em desvantagem no intenso combate…

Soldado turco – figurino

Corrado é preso e Seid o desafia, no concertato, com solistas e coro, “Audace cotanto, mostrarti pur sai?” onde reconhece a coragem e ousadia de Corrado, mas que o destino lhe foi generoso, permitindo vencer, aprisionar o líder e os demais corsários – foram dominados e serão condenados à terrível morte, mesmo aos inúteis apelos de Gulnara e do “harém”, implorando por suas vidas…

  • Ato 3

Cena 1: Nos aposentos de Seid

Mesmo regozijando sua vitória, Seid desconfia dos sentimentos de Gulnara, na ária “Cento leggiadre vergini”, onde exclama que cem virgens poderiam amá-lo, mas “seu coração batia apenas por Gulnara”… Seid receava que o arrojo de Corrado tivesse despertado o amor de Gulnara, que sonhava uma nova vida…

Enraivecido, enquanto aguarda a chegada de Gulnara, o Pasha planeja sua vingança, na cabaleta “S’avvicina il tuo momento” (“Seu momento se aproxima, sinto terrível sede de vingança”). Gulnara adentra e Pasha Seid, enciumado, questiona-lhe os sentimentos… Impulsiva, Gulnara declara que ama Corrado, confirmando as desconfianças de Seid, que lhe faz ameaças. Mas, Gulnara mostra-se resistente e decidida a enfrentar “o destino e as tempestades que virão”, no duetto “Sia l’istante maledetto”… E o Pasha a expulsa do recinto…

Achille De Bassini – barítono | “Pasha Seid” na estreia de “Il Corsario”
Atuou em diversas óperas de Verdi

Cena 2: Na prisão

Corrado está preso e aceita resignado sua condenação, na pungente ária “Eccomi prigionero!” (“Aqui estou, um prisioneiro”). Gulnara surge, após subornar um carcereiro, com intuito de retribuir a bondade e coragem de Corrado. E entrega-lhe uma faca, para proteger-se e usá-la contra Seid. Mas Corrado recusa o plano de Gulnara, alegando que existem princípios e honra entre combatentes, mesmo entre corsários…

De outro, Corrado percebe os sentimentos de Gulnara, quem sabe, a projetar nele suas esperanças de liberdade. E revela seu amor por Medora, no duetto “Al mio stanco cadavere”… Gulnara, frustrada, afasta-se dali e decide, ela própria, matar o Pasha…

Ouve-se um breve interlúdio com a música tempestuosa do prelúdio da ópera, que ambienta e sugere um assassinato… Gulnara mata Seid e confessa a autoria, no solo “Già l’opra è finita”. Com Seid morto, Gulnara e Corrado conseguem fugir da cidade de “Corone”…

Cena 3: Na ilha grega do mar Egeu

Na ilha dos corsários, desiludida e fragilizada, Medora ingere um veneno, ao imaginar que nunca mais encontraria Corrado. Mas, um veleiro aponta no horizonte trazendo Corrado e Gulnara, que fugiam de “Corone”… Medora e Corrado reencontram-se num intenso e afetuoso abraço… E ouve-se o magnífico terceto final “Voi tacete io non oso interrogarvi”, onde os personagens cantam seus sentimentos. Corrado relata como libertaram-se dos turcos, no solo “Per me infelice vedi costei” (“Infeliz por mim, você vê essa mulher… ela arriscou a vida, para salvar a minha”), ao que Gulnara responde em “Grazie non curo”…

“A separação de Corrado e Medora”,
pintura de Charles Wynne Nicholls

Em meio à imensa alegria e amoroso reencontro, Corrado percebe que Medora desvanece e está morrendo. Corrado cai em lágrimas e desespero… Medora lamenta em “O mio Corrado”… E as poucas alegrias, reminiscências da infância – evocadas na sua ária inicial, que lhe consolavam na solidão, desaparecem… Um sentimento amargo e profundamente triste o invade. A morte de Medora tirava o significado de sua própria existência… Resoluto e incontrolável, mesmo com seus companheiros tentando contê-lo, Corrado abandona a si mesmo e salta de um penhasco para morrer…

  • Cai o pano –

Densidade, extensão e variedade marcam a obra de Verdi. Uma energia criativa que o alimentou em diversas etapas e até o final da vida, revelada em “La traviata”, “Aída”, no apocalíptico “Réquiem” ou nas derradeiras “Otello” e “Falsttaf” – “musicando a liberdade e a autodeterminação, o amor e o trágico, o espirituoso e o escárnio, a ambição e a vendeta, os acertos e desacertos humanos”…

Sempre a surpreender seus contemporâneos, quando o consideravam obsoleto e acabado, Verdi tornou-se o autor de óperas mais executado no mundo. Inclusive na Alemanha, de Beethoven e Wagner, suas récitas perdem apenas para uma única ópera: “A flauta Mágica”, de Mozart

Giuseppe Verdi |
“O camponês de Roncole”

Após a estreia, “Il Corsaro” foi encenada em Milão e Turim, 1852, e em Modena, Novara, Veneza e Vercelli, 1853, sendo esquecida por mais de um século. Retornou às temporadas em 1963, em Veneza, e em 1966, fora da Itália, período em que teatros europeus resgataram inúmeras obras abandonadas pelo público…

Escrita na forma tradicional de números – solos, ensembles, coros e concertatos, além de prelúdios e intermezzos orquestrais, “Il Corsaro” inclui, de forma sucinta, apenas hora e meia de música, também “leitmotivs” – reminiscências temáticas no decorrer da ópera – que intensificam a expressão e dramaticidade…

  1. Gravações de “Il Corsaro”

Após resgate no teatro “La Fenice”, “Il Corsaro” tem sido revisitada com sucesso:

 Gravações

 Gravação em áudio, 1971

 “Orquesta y Coros del Teatro La Fenice di Venezia”, direção de Jesús López Cobos

Solistas: Giorgio Casellato Lamberti (Corrado) – Katia Ricciarelli (Medora) – Angeles Gulin (Gulnara) – Renato Bruson (Seid)

“Coros del Teatro La Fenice di Venezia”, Frankfurt, Alemanha

 Gravação em áudio da Phillips, 1975 – relançado pela Decca, 2013

 “New Philarmonia Orchestra”, direção de Lamberto Gardelli

Solistas: Jose Carreras (Corrado) – Jessye Norman (Medora) – Montserrat Caballe (Gulnara) – Gian-Piero Mastromei (Seid)

“Coro Ambrosian Singers”, Londres, Inglaterra

 Video, 1996

 “Orquestra do Teatro Regio di Torino”, direção Mauro Avogadro

Solistas: José Cura (Corrado) – Barbara Frittoli (Medora) – Maria Dragoni (Gulnara) – Roberto Frontali (Seid, il Pascià)

Coro do “Teatro Regio di Torino”, Itália

 Video – 2004

 “Orquestra do Teatro di Parma”, direção de Renato Palumbo

Solistas: Zvetan Michailov (Corrado) – Michela Sburlati (Medora) – Adriana Damato (Gulnara) – Renato Bruson (Seid)

“Coro do Teatro Regio”, Parma, Itália

 Gravação de áudio – 2005

 “Orquestra do Teatro Carlo Felice”, direção de Bruno Bartoletti

Solistas: Giuseppe Gipali (Corrado) – Serena Farnocchia (Medora) – Doina Dimitriu (Gulnara) – Roberto Servile (Seid)

“Coro do Teatro Carlo Felice”, Gênova, Itália

 Video – 2008

 “Orquestra do Teatro Regio di Parma”, direção de Carlo Montanaro

Solistas: Bruno Ribeiro (Corrado) – Irina Lungu (Medora) – Silvia Dalla Benetta (Gulnara) – Luca Salsi (Seid)

“Coro do Teatro Regio”, Parma, Itália

Vozes solistas e direção

Jessye Mae Norman, soprano | “Medora” em “Il Corsaro”

Neste trabalho, os solistas são celebridades, de modo que o ouvinte poderá apreciar a beleza e versatilidade de Jessye Norman, em “Medora”, na romanza Non so le tetre immagini” e no duetto “No, tu non sai”…

María de Montserrat Bibiana Concepción Caballé i Folch | Soprano catalã – “Gulnara” em “Il Corsaro”

Comover-se e encantar-se com a cor, domínio técnico e incríveis pianíssimos de Montserrat Caballe, soprano catalã, como “Gulnara”, em “Vola talor dal cárcere”, no duetto “Sia l’istante maledetto”, ou no terceto final, “Voi tacete io non oso interrogarvi”…

Jose Carreras – tenor catalão | “Corrado” em “Il Corsaro”

Ou o notável “Corrado”, do tenor catalão Jose Carreras, no auge da carreira, na cabaletta Sì, de Corsari il fulmine” e em Eccomi prigionero!”…

Gianpiero Mastromei – barítono | “Pasha Seid” em “Il Corsaro”

E no personagem do ”Pasha Seid”, o grande barítono italiano Gianpiero Mastromei, interpretando “Cento leggiadre vergini” e a cabaletta “S’avvicina il tuo momento”. Mastromei formou-se na “Escola de arte Lírica” do “Teatro Colón”, Buenos Aires. Cidade que o acolheu e manteve contato ao longo da carreira…

Lamberto Gardelli – regente

Além do trabalho de Lamberto Gardelli, sensível e credenciado regente à frente da “New Philarmonia Orchestra” e dos “Ambrosiam Singers”…

Por fim, cumprimentamos e aplaudimos a orquestra, os grandes coros e concertatos. Ressaltamos que “Il Corsaro”, embora pouco encenada, trata-se de grande música, que vale a pena ouvir e conhecer… Não por acaso, tem retornado às temporadas e com impecáveis elencos!

Download no PQP Bach

 Para download e compartilhamento da música de Verdi em “Il Corsaro”, sugerimos a gravação em áudio da Phillips, 1975, relançada pela decca, 2013, com a “New Philarmonia Orchestra” e coro “Ambrosian singers”, direção de Lamberto Gardelli e grandes solistas:

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Sugerimos também:

  1. Gravação em áudio: “Orquestra y Coros del Teatro La Fenice di Venezia”,1971, com as brilhantes atuações de Katia Ricciarelli, Angeles Gulin e Renato Bruson, direção de Jesús López Cobos:

2.    Video: “Orquestra do Teatro Regio di Torino”, 1996, com belas atuações de Barbara Frittoli, Maria Dragoni, José Cura e Roberto Frontali, direção de Mauro Avogadro:

“Va’ pensiero, sull’ali dorate”, pelo “Grande Coro PQP Bach”

“Música é a arte mais perfeita: nunca revela o seu segredo” – Oscar Wilde

Alex DeLarge

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CDs 7 a 9 de 9 – Mitsuko Uchida, Jeffrey Tate, English Chamber Orchestra

Vamos concluir mais uma integral dos Concertos para Piano de Mozart, com a dupla Mitsuko Uchida, sempre acompanhada por Jeffrey Tate, que dirige a English Chamber Orchestra,.

Aqui temos a fina flor dos Concertos, como os de nº 21, 25, 26 e 27. Obras fundamentais no repertório pianístico, nem precisam de apresentação. E sempre é um imenso prazer ouvir estas obras tocadas por Uchida. Creio que o prazer será compartilhado pelos senhores.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CDs 7 a 9 de 9 – Mitsuko Uchida, Jeffrey Tate, English Chamber Orchestra

CD 7

01. Concerto in E Flat, K. 482, nº 22 – Allegro
02. Concerto in E Flat, K. 482, nº 22 – Andante
03. Concerto in E Flat, K. 482, nº 22  – Allegro – Andante cantabile – Tempo I
04. Concerto in A, K. 488, nº 23 – Allegro
05. Concerto in A, K. 488, nº 23 – Adagio
06. Concerto in A, K. 488, nº 23 – Allegro assai

CD 8

01. Concerto in C Minor, KV. 491, nº 24 – Allegro
02. Concerto in C Minor, KV. 491, nº 24 – Larghetto
03. Concerto in C Minor, KV. 491, nº 24 – Allegretto
04. Concerto in C, K. 503, nº 25 – Allegro maestoso
05. Concerto in C, K. 503, nº 25 – Andante
06. Concerto in C, K. 503, nº 25 – Allegretto

CD 9

01. Concerto in D, K. 537, nº 26 – Allegro
02. Concerto in D, K. 537, nº 26 – Larghetto
03. Concerto in D, K. 537, nº 26 – Allegro
04. Concerto in B Flat, K. 595, nº 27 – Allegro
05. Concerto in B Flat, K. 595, nº 27 – Larghetto
06. Concerto in B Flat, K. 595, nº 27 – Allegro

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Mitsuko Uchida – Piano
English Chamber Orchestra
Jeffrey Tate – Conductor

FDP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CDs 4 – 6 de 9 – Mitsuko Uchida, Jeffrey Tate, Englisch Chamber Orchestra

Vamos dar continuidade a esta integral dos Concertos para Piano de Mozart, sempre nas competetentes mãos de Mitsuko Uchida e de seu fiel parceiro, Jeffrey Tate, que dirige a sempre ótima English Chamber Orchestra. Uma curiosidade sobre este maestro: também se formou médico, e especializou-se em cirurgia ocular. Infelizmente veio a falecer em 2017.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CDs 4 – 6 de 9 – Mitsuko Uchida, Jeffrey Tate, Englisch Chamber Orchestra

CD 4

Concerto in D, K. 451, nº 16 – Allegro Assai
Concerto in D, K. 451, nº 16 – Andante
Concerto in D, K. 451, nº 16 – Rondeau (Allegro di molto)
Concerto in G, K. 453, nº 17 – Allegro
Concerto in F, K. 423, nº 17 – Andante
Concerto in F, K. 423, nº 17 – Allegretto
Rondo in D, KV. 382 – Allegretto grazioso
Rondo in D, KV. 382 – Adagio
Rondo in D, KV. 382 – Allegro

CD 5

01. Concerto in B Flat, KV. 456, nº 18 – Allegro Vivace
02. Concerto in B Flat, KV. 456, nº 18 – Andante un poco sotenuto
03. Concerto in B Flat, KV. 456, nº 18 – Allegro Vivace
04. Concerto in F, K. 459, nº 19 – Allegro Vivace
05. Concerto in F, K. 459, nº 19 – Allegretto
06. Concerto in F, K. 459, nº 19 – Allegro Assai\

01. Concerto in D Minor, K. 466, nº 20 – Allegro
02. Concerto in D Minor, K. 466, nº 20 – Romance
03. Concerto in D Minor, K. 466, nº 20 – Allegro Assai
04. Concerto in C, K. 467, nº 21 – Allegro
05. Concerto in C, K. 467, nº 21 – Andante
06. Concerto in C, K. 467, nº 21 – Allegro vivace assai

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Mitsuko Uchida – Piano
English Chamber Orchestra
Jeffrey Tate – Conductor

FDP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CDs 1 a 3 de 9 – Mitsuko Uchida, Jeffrey Tate, English Chamber Orchestra

Assim como eu, muitos foram apresentados aos Concertos de Mozart pelas hábeis e talentosas mãos da pianista Mitsuko Uchida, ali por meados da década de 80. Os bolachões, ou LPs, como quiserem, estavam sempre a venda nas lojas de discos, mas os preços não eram muito acessíveis, podíamos comprar um ou dois por mês, e olha lá. Não cheguei a concluir a coleção, nem lembro quantos discos comprei. Mas era Mozart, e tremendamente bem tocado. Emocionante lembrar daqueles períodos de vacas magras (não que elas tenham conseguido engordar muito), quando fazíamos muitos sacrifícios para termos acesso a música de qualidade. O velho 3×1 da Philips tocava sem parar.

Mitsuko Uchida é uma reconhecida pianista japonesa, porém cidadã britânica, e que gravou muito entre os anos 80 e 90, sempre pelo selo Philips.  Hoje, já adentrada nos setenta e poucos anos, ainda grava e se apresenta em recitais. Recentemente postei uma integral dos concertos para piano de Beethoven com ela e com Sir Simon Rattle ainda nos tempos de Filarmônica de Berlim, creio que foi uma das últimas gravações do maestro frente à sua ex-orquestra.

Em pleno ano dedicado às comemorações dos 250 anos de nascimento de Beethoven, impossível deixarmos Mozart de lado. Esse compositor é fundamental, talvez tão necessário quanto o ar que respiramos. Mesmo em obras da mais terna juventude, ou até mesmo infância, a genialidade do gênio de Salzburg é algo que se manifesta a todo momento, impossível negar tal fato. Por isso achei interessante, e oportuno, esta série de postagens.

Uchida se uniu ao maestro Jeffrey Tate para realizar a empreitada. Mozartiano de mão cheia, muito experiente nesse repertório, ele nos entrega um Mozart robusto, coerente, e sua cumplicidade com a solista se sobressai ao não permitir que a orquestra se sobreponha ao piano. Com certeza esta série é uma referência nesse repertório.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CDs 1 a 3 de 9 – Mitsuko Uchida =, Jeffrey Tate, English Chamber Orchestra

CD 1

01. KV 175 in D, (1) Allegro
02. KV 175 in D, (2) Andante ma poco adagio
03. KV 175 in D, (3) Allegro
04. KV 238 in B flat, (1) Allegro aperto
05. KV 238 in B flat, (2) Andante un poco adagio
06. KV 238 in B flat, (3) Rondeau (Allegro)
07. KV 271 in E flat, Jeunehomme (1) Allegro
08. KV 271 in E flat, Jeunehomme (2) Andantino
09. KV 271 in E flat, Jeunehomme (3) Rondo (Presto)

CD 2

01. Concerto in C, KV 246 Lutzow (1) Allegro aperto
02. Concerto in C, KV 246 Lutzow (2) Andante
03. Concerto in C, KV 246 Lutzow (3) Rondeau (Tempo di menuetto)
04. Concerto in F, KV 413 (1) Allegro
05. Concerto in F, KV 413 (2) Larghetto
06. Concerto in F, KV 413 (3) Tempo di menuetto
07. Concerto in A, KV 414 (1) Allegro
08. Concerto in A, KV 414 (2) Andante
09. Concerto in A, KV 414 (3) Rondeau (Allgretto)

CD 3

01. Concerto in C, KV 415 1. Allegro
02. Concerto in C, KV 415 2. Andante
03. Concerto in C, KV 415 3. Rondeau (Allegretto )
04. Concerto in E flat, KV 449 1. Allegro vivace
05. Concerto in E flat, KV 449 2. Andantino
06. Concerto in E flat, KV 449 3. Allegro ma non troppo
07. Concerto in B flat, KV 450 1. Allegro
08. Concerto in B flat, KV 450 2. Andante
09. Concerto in B flat, KV 450 3. Allegro

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Mitsuko Uchida – Piano
English Chamber Orchestra
Jeffrey Tate – Conductor

FDP

Gabriel Fauré (1845 -1924): Os Quintetos para Piano (Domus / Marwood)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A atuação de Domus nessas duas obras-primas é leve, delicada e cheia de percepções. Esta é a melhor versão dessas duas lindas peças. São obras profundas e fascinantes de beleza sedutora executadas com cuidado e carinho. Fauré foi um homem modesto, músico e compositor que não alcançou o reconhecimento que provavelmente merecia. Criou uma música de piano sutil e cheia de nuances, deixando de lado as exibições sinfônicas bombásticas (wagnerianas) que estavam em alta na Paris do final do século XIX. Mas, devemos ser muito gratos por esse traço — pois dessa mentalidade contemplativa e subjugada surgiram obras maravilhosas de beleza rara como esses quintetos para piano. O brilho dessas peças é idealmente combinado por Susan Tomes, Richard Lester e o resto deste quinteto. Esta é uma gravação especial de grande profundidade e beleza expressiva. A sensação é a de que o tempo para. As atmosferas etéreas criadas por tons ricos e progressões harmônicas sutis e suaves são verdadeiras revelações da música de Fauré. Esses são momentos muito comoventes nessa música — é difícil imaginá-los tocados de forma mais maravilhosa do que isso. Os prêmio que este CD recebeu foram merecidíssimos!

Gabriel Fauré (1845 -1924): Os Quintetos para Piano (Domus / Marwood)

Piano Quintet No 1 In D Minor Op 89 (28:58)
1 Molto Moderato 10:25
2 Adagio 10:56
3 Allegretto Moderato 7:22

Piano Quintet No 2 In C Minor Op 115 (31:30)
4 Allegro Moderato 10:03
5 Allegro Vivo 4:04
6 Andante Moderato 10:57
7 Allegro Molto 6:06

Domus Quartett
Anthony Marwood

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O bigode de Fauré tinha dificuldades de passar na maioria das portas.

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – Radu Lupu, André Previn, Leif Andsnes

Hoje trago uma postagem um pouco diferente para os senhores. O mesmo compositor, a mesma obra, mas interpretadas por músicos e em épocas diferentes.

Tenho um grande apreço muito grande por dois destes concertos que trago hoje, o de nº 20 e o de nº 21. Os considero os melhores, dentre todos o que Mozart compôs.

Importante salientar que são três CDs que foram gravados em períodos bem distintos, quarenta anos se passaram entre um e outro. Mas ambos conseguem extrair aquela magia da música de Mozart que apenas os grandes músicos conseguem extrair. O da dupla Previn / Lupu foi gravado lá no início da década de 80, enquanto que o do pianista norueguês Leif Ove Andsnes foi recém lançado agora mesmo neste mês de maio de 2021. Muita água passou sob a ponte, o Planeta Terra é muito diferente daquele dos anos 80. Não posso dizer que aqueles eram tempos mais liberais (Tatcher / Reagan, Afeganistão), talvez mais intensos, e a interpretação precisa de Lupu demonstra isso, se comparados com este sombrio período que vivemos, em plena Pandemia. Mas a música de Mozart continua fresca, única e muito atual. Existe algo mais delicado e belo que o tema do Andante do Concerto de nº 21? Alguns podem considerar a interpretação de Andsnes um tanto quanto fria, calculista, metódica, mas creio que ele apenas reflete os tempos em que vivemos. A essência continua ali, presente, nas notas extraidas do piano. Cabe a nós localizá-la  …

Como diria Mestre Carlinus, uma boa apreciação e que melhores tempos venham pela frente … a trilha sonora o PQPBach vem fornecendo para os senhores.

01. Concerto for 2 Pianos No. 10 in E-Flat Major, K. 365-316a- I. Allegro
02. Concerto for 2 Pianos No. 10 in E-Flat Major, K. 365-316a- II. Andante
03. Concerto for 2 Pianos No. 10 in E-Flat Major, K. 365-316a- III. Rondo. Allegro
04. Piano Concerto No. 20 in D Minor, K. 466- I. Allegro (Cadenza by Beethoven)
05. Piano Concerto No. 20 in D Minor, K. 466- II. Romance
06. Piano Concerto No. 20 in D Minor, K. 466- III. Rondo. Allegro assai (Cadenza by Previn)

Radu Lupu – Piano (Concerto nº20)
André Previn Piano (Concerto nº 10) e Condutor
London Symphony Orchestra

CD 1
01 Piano Concerto No. 20 in D minor K. 466 I. Allegro
02 Piano Concerto No. 20 in D minor K. 466 II. Romanze
03 Piano Concerto No. 20 in D minor K. 466 III. Rondo Allegro assai
04 Piano Concerto No. 21 in C Major K. 467 I. Allegro maestoso
05 Piano Concerto No. 21 in C Major K. 467 II. Andante
06 Piano Concerto No. 21 in C Major K. 467 III. Allegro vivace assai

 

CD 2

01 Fantasia in C Minor K. 475
02 Piano Quartet in G Minor K.478 I. Allegro
03 Piano Quartet in G Minor K.478 II. Andante
04 Piano Quartet in G Minor K.478 III. Rondo
05 Maurerische Trauermusik (Masonic Funeral Music) in C Minor K. 477 (K. 479a)
06 Piano Concerto No. 22 in Es-Dur Major K. 482 I. Allegro
07 Piano Concerto No. 22 in Es-Dur Major K. 482 II. Andante
08 Piano Concerto No. 22 in Es-Dur Major K. 482 III. Allegro

Leif Ove Landsnes – Piano e Condutor
Mahler Chamber Orchestra

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Claude Debussy (1862-1918): Fantasia para piano e orquestra (Aimard/Salonen/Philharmonia)

Hoje trago uma gravação ao vivo que nunca foi lançada oficialmente, mas a qualidade do som do piano é excelente e a orquestra é ouvida um pouco mais distante, bem semelhante aliás à experiência nas salas de concerto. As gravações com dezenas de microfones, alguns na altura das cadeiras e outros lá no teto, nos dão um panorama sonoro diferente daquele de um concerto ao vivo (ai que saudades!). Sem falar nos tossidos…

Mas chega de papo sobre engenharia sonora. A intenção aqui é comparar a Fantasia de Debussy gravada por Pierre-Laurent Aimard/Esa-Pekka Salonen com o recente CD de Martha Argerich/Daniel Barenboim.

Aimard é um especialista na música moderna e contemporânea. Ele já apareceu aqui no PQPBach tocando Ravel, Bartók e Ligeti. Sobre as dificuldades de alguns ouvintes com a  música das últimas décadas, ele disse em uma entrevista: “Aprender a escutar essa música equivale a aprender uma nova língua. Você só vai admirá-la quando entender o que aquelas palavras querem dizer.”

Isso vale, por exemplo, para os dificílimos Estudos de Debussy e de Ligeti, dos quais Aimard é um dos maiores intérpretes. Para a Fantaisie de Debussy, nem tanto: composta entre 1889 e 1890, é uma obra da primeira fase de Debussy, já cheia das nuances típicas do compositor, mas ainda não tão vanguardista. As notas que fluem como cachoeiras, imitando os movimentos da água ou dos ventos, são comparáveis a momentos de suas obras de juventude mais famosas: os dois Arabescos (1891) e o Clair de lune, movimento da Suite Bergamasque (1890, com alterações do compositor em 1905).

Debussy se inspirou também nos ornamentos e arabescos da música barroca, sobre a qual ele escreveu: “Foi a era do ‘maravilhoso arabesco’ quando a música era sujeita às leis da beleza inscritas nos movimentos da própria Natureza.”

Pierre-Laurent Aimard usa um toque cheio de nuances nas teclas do piano para dar vida a esses arabescos, especialmente no movimento lento. Já Margerich Argerich faz alguns rubatos (mudanças no andamento) que dão uma vida diferente às frases, dão verdadeira fantasia à Fantasia. O Debussy dela lembra a gravação dos Preludios por Zimerman (Record of the year – Gramophone). Aimard, com toque cuidadoso e sonoridades delicadas, se inscreve na tradição de Novaes,  Gieseking, François, Michelangeli

É importante lembrar que a gravação de Argerich/Barenboim também foi ao vivo, com viradas de páginas e outras imperfeições típicas da vida real.

Qual versão é a melhor? Deixo para vocês decidirem.

Claude Achille DEBUSSY (1862-1918)

Fantaisie, para piano e orquestra, L. 73
1 – Andante ma non troppo
2 – Lento e molto espressivo
3 – Allegro molto

Salonen e Aimard

Esa-Pekka Salonen – conductor
Pierre-Laurent Aimard – piano
Philharmonia Orchestra
Royal Festival Hall, London, UK
4 May 2017 (Live Recording)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – FLAC
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – MP3 320kbps

Aimard agradecendo à plateia em Londres (Fonte: Twitter)

Pleyel

Gustav Mahler (1860–1911): Sinfonia No. 3 – Berliner Philharmoniker – Gustavo Dudamel ֍

Gustav Mahler (1860–1911): Sinfonia No. 3 – Berliner Philharmoniker – Gustavo Dudamel ֍

Gustav Mahler

Sinfonia No. 3 em ré menor

Berliner Philharmoniker

Gustavo Dudamel

 

Há dias ensaiava uma postagem com alguma obra de Mahler. Eu adoro a música de Mahler, especialmente pelos Lieder, mas confesso que preciso manter um certo distanciamento dessa música de tempos em tempos. É música muito intensa para ser ouvida levianamente. Assim vivo uns períodos de imersão e depois, distanciamento novamente.

Pois minha última imersão se deu esses dias e foi pela Terceira Sinfonia, que quase encerrou o ciclo das Sinfonias do Wunderhorn, aquelas que dividem material musical e usam poemas da coleção chamada Des Knaben Wunderhorn. Ela só não fechou este ciclo pois seu material acabou gerando mais uma sinfonia, a lindíssima Quarta Sinfonia, que usa o Lied ‘Das himmlische Leben’, que era programado para ser o último movimento da Terceira.

Há uma série de maravilhosas gravações desta Terceira Sinfonia e não resisto a mencionar algumas das minhas preferidas. Começo mencionando uma rara gravação comercial feita nos anos 70 pela London Symphony Orchestra regida por Jascha Horenstein e outra também relativamente antiga, regida por um dos primeiros regentes a difundir efetivamente a música de Mahler, Leonard Bernstein, a frente da New York Philharmonic, no selo CBS Masterworks, posteriormente comprado pela Sony. Pelo selo amarelo, há duas gravações muito interessantes feitas pelo saudoso Claudio Abbado, a primeira regendo a Wiener Philharmoniker e a segunda regendo a maravilhosa Berliner Philharmoniker. Esta última orquestra também aparece numa gravação da Philips, agora sob a regência do sempre competente Bernard Haitink. E como as orquestras voltam às obras importantes, a London Symphony Orchestra também aparece numa linda gravação no selo Sony, regida pelo americano Michael Tilson Thomas. Nesta gravação, há um ótimo bônus, com a excelente Janet Baker cantando os Rückert Lieder.

A gravação que eu estava namorando para postar tem a regência de Ivan Fischer, mas foi atropelada pela gravação que aqui apresento e que foi enviada pelo amigo FDP Bach! Dudamel regendo a espetacular Berliner Philharmoniker. Quando botei minhas mãos na mesma, fui logo ouvir o Coro dos Anjos, pois se fazia tarde e a sinfonia é longa. Eu adoro este movimento desde que o ouvi pela primeira vez no famoso LP da Deustche Grammaphon – Mahler para Milhões, com a Orquestra da Rádio Bávara regida por Rafael Kubelik, com o Tölzer Knabenchor.

O que me chamou a atenção especialmente nesta versão foi a qualidade da gravação. Incrível! Imperdível, diriam outros… Depois descobri, esta gravação é parte de um ciclo completo das Sinfonias de Mahler no selo da Berliner Philharmoniker, com todas as gravações feitas ao vivo com a orquestra, com possíveis diferentes regentes.

Sobre a Sinfonia, o que dizer? Que é impressionantemente grande, que foi concebida tendo um plano de progressivo desenvolvimento, do terreno para o etéreo… Os nomes dos movimentos originalmente enfatizavam este planejamento: O despertar de Pan; O que as flores dos campos me dizem; O que os animais da floresta me dizem; O que me dizem os seres humanos; O que me dizem os anjos; O que o Amor me diz. Mas os planos iniciais foram se ajustando na medida que a composição foi avançando. O primeiro movimento foi o último a ser terminado e é imenso. Seu desenvolvimento impressionou o próprio Mahler, que escreveu para seu protegido Bruno Walter dizendo: É terrível, a forma como ele continua a crescer, a se expandir, muito além de tudo o que eu já compus até agora, deixando até minha Segunda Sinfonia se parecer a um bebê. Como já mencionei, o plano original considerava um sétimo movimento com o Lied que acabou no final da sinfonia seguinte e isso deu a esta sinfonia mais uma característica especial que é a de terminar em um adagio, que trata do Amor…

Depois da primeira audição, Mahler subtraiu todos os títulos dos movimentos, apresentando a sinfonia como música absoluta, como se os títulos fossem andaimes que podiam ser retirados uma vez que a obra estava em pé, numa feliz comparação feita pelo Bruno Walter.

Gustav Mahler (1860 – 1911)

Sinfonia No. 3 em ré menor

  1. Kräftig. Entschieden
  2. Tempo di Menuetto. Sehr mäßig
  3. Comodo. Scherzando. Ohne Hast
  4. Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp
  5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
  6. Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Gerhild Romberger, contralto

Damen des Rundfunkchors Berlin

Knaben des Staats- und Domchors Berlin

Berliner Philharmoniker

Gustavo Dudamel

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FLAC | 379 MB

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MP3 | 320 KBPS | 227 MB

Gustavo Dudamel is in charge of the Third Symphony. […] This reading of the Third impresses from the very start. […] Overall, there’s all the necessary colour and swagger in a marvellous account of this opening movement.

Part II of the symphony encompasses the remaining five movements. […} The […} ‘Bimm bamm’ movement is fresh and sprightly; the choirs are well-disciplined. The long finale opens raptly. […] This is one of the peaks of this set. Parte da crítica que pode ser lida na íntegra aqui.

Dudamel em tempos de Covid…

Aproveite!
René Denon

Handel: Música para os Reais Fogos de Artifício • Concerti a due cori – Tafelmusik • Jeanne Lamon ֎

Handel: Música para os Reais Fogos de Artifício • Concerti a due cori – Tafelmusik • Jeanne Lamon ֎

Handel

Music for the Royal Fireworks

Concerti a due cori

Tafelmusik

Jeanne Lamon

 

Os nomes Tafelmusik e Jeanne Lamon passaram muitos anos juntos e apareceram em inúmeras capas de excelentes álbuns de música, vários deles marcando presença nas páginas do PQP Bach.

A combinação sempre foi garantia de ótima qualidade e o amor e a dedicação da diretora e violinista à sua orquestra realçava a sua arte que transparece em suas gravações.

Eu gosto particularmente dos concertos para violino de Bach, alguns álbuns de Vivaldi que eventualmente são acompanhados do violoncelista Anner Bylsma.

Outro álbum que tenho ouvido por muitos anos é este da postagem, que traz a festiva música de Handel.

Esta postagem presta uma homenagem a Jeanne Lamon, que morreu dia 20 de junho de 2021, aos 71 anos, vítima de câncer. Jeanne deixa a companheira Christina Mahler, que já foi a Principal Violoncelista da Tafelmusik.

Que este iluminado disco com a sua belíssima música de Handel, fruto da arte e do talento de Jeanne e seus músicos possam servir para nos lembrar que mesmo em circunstâncias tão adversas a arte pode servir de consolo e bálsamo. Penso nos muitos brasileiros que nesses dias têm os diagnósticos ou os tratamentos desta terrível doença adiados ou prejudicados devido aos destrambelhos da pandemia.

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Música para os Reais Fogos de Artifício, HWV 351

  1. Ouverture
  2. Bourrée
  3. La Paix
  4. La Réjouissance
  5. Menuet I
  6. Menuet II

Concerto da due cori No. 2, em fá maior, HWV 333

  1. Pomposo – Allegro
  2. A tempo giusto
  3. Largo
  4. Allegro ma non troppo
  5. A tempo ordinario

Concerto da due cori No. 1, em si bemol maior, HWV 332

  1. Ouverture – Allegro ma non troppo
  2. Allegro
  3. Largo
  4. A tempo ordinario
  5. Alla breve modera
  6. Menuet

Concerto da due cori No. 3, em fá maior, HWV 334

  1. Ouverture – Allegro
  2. Allegro ma non troppo
  3. Adagio
  4. Andante larghetto
  5. Allegro

Tafelmusik

Jeanne Lamon

Christina Mahler, primeiro violoncelo

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FLAC | 322 MB

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

Jeanne e Christina

The Book in on the Table: “This is clear, clean, crisp playing, that is lively, joyful, and, dare I say it, perfect in every way! The recording quality is superb as well. I have purchased many recordings with Jeanne Lamon conducting her group Tafelmusik, and I am starting to think that Lamon can do no wrong when it comes to conducting.”  John Doe (no Amazon)

Eu concordo com o Joe!

Aproveite!
René Denon

Outra postagem que poder interessar:

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias, Suítes, Concerto para Cravo e Orq. (Lamon)

Béla Bartók (1881-1945): Sonatas para Violino e Piano Nros. 1 e 2 / Sonata para Violino Solo (Kremer, Smirnov, Kovács) #BRTK140 Vol. 5 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Sonatas para Violino e Piano Nros. 1 e 2 / Sonata para Violino Solo (Kremer, Smirnov, Kovács) #BRTK140 Vol. 5 de 29

Aqui, toda a coleção.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As Sonatas para Violino e Piano estão entre as obras mais ousadas de Bartók. Como tais, elas pertencem ao período de sua música que radicais como Boulez consideram o seu melhor. Não tenho certeza se isso está correto, porque acho que MUITAS, MAS MUITAS MESMO DE SUAS PEÇAS, inclusive as menos pontiagudas, também são obras-primas. Essas 2 sonatas são incríveis, com certeza. E o desempenho de Kremer é ESPETACULAR! Por que eu sempre tive problemas com Gidon Kremer? Acho que ele esforçava tanto para ser uma estrela pop — a tal síndrome de Kronos — que me irritava. Já aqui, as esmagadoras demandas do compositor foram, uma a uma, compreendidas e sabiamente tocadas por este soberbo mestre.

A Sonata para Violino Solo foi encomendada por Yehudi Menuhin em novembro de 1943. Ele escreveu cartas a Menuhin em abril e junho de 1944 para concordar com pequenas alterações para tornar a Sonata mais fácil de tocar. O Tempo di ciaccona é essencialmente um movimento em forma de sonata escrito um pouco no estilo de uma chacona. Está repleto de harmonias e intervalos folclóricos típicos da Hungria. A Fuga é em quatro vozes em uma melodia em staccato. Depois de uma seção em que a melodia é acompanhada silenciosamente por notas rápidas, ela retorna como uma série de acordes, tocados alternadamente com o arco e dedilhados. No entanto, não é uma fuga estrita, já que cada episódio introduz um novo material. A Melodia começa com um tema lírico, enunciado isoladamente. O Presto alterna entre uma passagem muito silenciosa, rápida e semelhante a uma abelha — tocada com surdina — e uma melodia alegre. Bartók escreveu originalmente as passagens rápidas em quartos de tom, mas muitos violinistas optam por executar uma versão sugerida por Menuhin, que usa apenas as 12 notas padrão da música clássica ocidental. Aqui, Dénes Kovács toca como Bartók desejava. Há três temas contrastantes que aparecem ao longo deste movimento, todos os quais reaparecem na coda final. A Sonata Solo apresenta muitas dificuldades aos violinistas e usa toda a gama de técnicas de violino: várias notas tocadas simultaneamente, harmônicos artificiais , pizzicato para a mão esquerda executado simultaneamente com uma melodia tocada com o arco e grandes saltos entre as notas. Ele pegou pesado, mas era para o Menuhin, que amarelou… Mas o que interessa é que a música é belíssima, não é um caso de ser só difícil.

Béla Bartók (1881-1945): Sonatas para Violino e Piano Nros. 1 e 2 / Sonata para Violino Solo #BRTK140 Vol. 5 de 29

1 Sonata for violin & piano No. 1 in C-sharp minor, Sz. 75, BB 84 (Op. 21): I. Allegro appassionato
piano:
Jury Smirnov
violin:
Gidon Kremer (violinist)
recording of:
Sonata no. 1 for Violin and Piano, op. 21, Sz. 75, BB 84: I. Allegro appassionato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Sonata no. 1 for Violin and Piano, op. 21, Sz. 75, BB 84
12:42

2 Sonata for violin & piano No. 1 in C-sharp minor, Sz. 75, BB 84 (Op. 21): II. Adagio
piano:
Jury Smirnov
violin:
Gidon Kremer (violinist)
recording of:
Sonata no. 1 for Violin and Piano, op. 21, Sz. 75, BB 84: II. Adagio
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Sonata no. 1 for Violin and Piano, op. 21, Sz. 75, BB 84
9:36

3 Sonata for violin & piano No. 1 in C-sharp minor, Sz. 75, BB 84 (Op. 21): III. Allegro
piano:
Jury Smirnov
violin:
Gidon Kremer (violinist)
recording of:
Sonata no. 1 for Violin and Piano, op. 21, Sz. 75, BB 84: III. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
part of:
Sonata no. 1 for Violin and Piano, op. 21, Sz. 75, BB 84
10:01

4 Sonata for violin & piano No. 2 in C major, Sz. 76, BB 85: I. Molto moderato
piano:
Jury Smirnov
violin:
Gidon Kremer (violinist)
recording of:
Sonata no. 2 for Violin and Piano, Sz. 76, BB 85: I. Molto moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1922)
part of:
Sonata no. 2 for Violin and Piano, Sz. 76, BB 85
8:28

5 Sonata for violin & piano No. 2 in C major, Sz. 76, BB 85: II. Allegretto
piano:
Jury Smirnov
violin:
Gidon Kremer (violinist)
recording of:
Sonata no. 2 for Violin and Piano, Sz. 76, BB 85: II. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1922)
part of:
Sonata no. 2 for Violin and Piano, Sz. 76, BB 85
11:54

6 Sonata for solo violin, Sz. 117, BB 124 (edited by Yehudi Menhuin): I. Tempo di ciaccona
violin:
Dénes Kovács
recording of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124: I. Tempo di ciaccona
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1944)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124
7:55

7 Sonata for solo violin, Sz. 117, BB 124 (edited by Yehudi Menhuin): II. Fuga
violin:
Dénes Kovács
recording of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124: II. Fuga: Risoluto, non troppo vivo
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1944)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124
4:02

8 Sonata for solo violin, Sz. 117, BB 124 (edited by Yehudi Menhuin): III. Melodia
violin:
Dénes Kovács
recording of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124: III. Melodia: Adagio
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1944)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124
6:00

9 Sonata for solo violin, Sz. 117, BB 124 (edited by Yehudi Menhuin): IV. Presto
violin:
Dénes Kovács
recording of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124: IV. Presto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1944)
publisher:
Boosey & Hawkes (publisher; do NOT use as release label)
part of:
Sonata for Solo Violin, Sz.117, BB 124

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Béla Bartók em 1915 com seu filho Béla

PQP

.: interlúdio :. Joni Mitchell: Blue

.: interlúdio :. Joni Mitchell: Blue

Ontem, muita gente estava comemorando os 50 anos do álbum Blue, de Joni Mitchell. Um amigo até me mandou um link do Guardian onde uma série de artistas que foram inspirados pelo trabalho de Joni escolhiam sua canção preferida do disco. Mais de 6 delas foram citadas. Blue tem 10.

Eu fiz questão de reouvir o disco para escolher a minha. Fiquei entre a comovente River e as harmonias de A Case of You. Eu não posso escolher só uma delas.

Conheci Blue lá por 1975 e acho que o ouço a cada dois ou três anos — o que é muito pra mim — e ele só melhora. Sou meio desligado da música popular, mas há coisas que vêm e ficam. Joni é uma grande compositora, letrista e contadora de histórias.

Aliás, que ano foi 1971! Construção (Chico), London London (Caetano), Who`s Next (The Who), Led Zeppelin IV, Fa-Tal (Gal), Ela (Elis Regina), Tapestry (Carole King), Ram (Paul McCartney), Imagine (John Lennon), Aqualung (Jethro Tull), All things must pass (George Harrison), o que mais?

.: interlúdio :. Joni Mitchell: Blue

1 All I Want 3:32
2 My Old Man 3:33
3 Little Green 3:25
4 Carey 3:00
5 Blue 3:00
6 California 3:48
7 This Flight Tonight 2:50
8 River 4:00
9 A Case Of You 4:20
10 The Last Time I Saw Richard 4:13

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Blue, uma das obras-primas de Joni

PQP

Glenn Gould (1932-1982): Quarteto de Cordas Nº 1

Glenn Gould (1932-1982): Quarteto de Cordas Nº 1

O legado póstumo de Gould na Biblioteca Nacional do Canadá inclui sete caixas de composições. Além deste grande Opus 1, a maioria são ensaios breves e geralmente inacabados. Eles exibem tentativas em todos os estilos, de Palestrina (que foi feita para agradar a seus professores) a Schoenberg (que foi feito para irritá-los). O estilo do quarteto reflete o amor de Gould por Bruckner, Wagner e Richard Strauss. Glenn Gould foi sem dúvida um dos maiores pianistas do século XX. Claro, ele também era um verdadeiro excêntrico, opiniático e genial, frequentemente dividindo a cena da música erudita em dois campos, o dos a favor e o dos contra. Aqui temos o Gould compositor. Bem, ele não foi tão bom aqui quanto foi como pianista, mas o Quarteto é uma peça desafiadora de se ouvir, particularmente para podermos expandir a percepção sobre a mente criativa de Gould. Essa música não é para todos — aqueles que conhecem apenas o Bach de Gould ficarão chocados — mas, ainda assim, é um documento importante de um artista (muito) multifacetado.

Glenn Gould (1932-1982): Quarteto de Cordas Nº 1

1 String Quartet, Op. 1 (recorded under the supervision of the composer)

Symphonia Quartet

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Podia estar quente, mas Gould estava sempre vestido assim na rua.

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Edgard Varèse (1883-1965): Boulez Conducts Varèse

Edgard Varèse (1883-1965): Boulez Conducts Varèse

Eu amo a música moderna, principalmente aquela mais destrutiva. Varèse não é difícil se você já conhece e ama certo Messiaen. Em parte e em determinado período de suas vidas, ambos adotaram o vocabulário de Stravinsky de A Sagração da Primavera e o levaram para um território novo e altamente pessoal. Mas o número de ouvintes que querem pisar nesta selva é diminuto — as pessoas querem a beleza… Ora, vivemos num país horrível, com um governo que estimula a violência e a feiura. Gosto do belo, mas acho que o caos deve ter sua representação. Principalmente o caos erudito. Bem, Boulez entra no mundo sonoro de Varèse com o colorido de Strava em mente. Eu passei anos evitando Varèse, achando seus ataques massivos muito exaustivos. Mas o amor óbvio de Boulez por essa música e suas performances me convenceram. Varèse, eu agora concordo, é um original que precisa ser atendido em seus próprios termos, que incluem melodias e ritmos de dança — jamais ficamos totalmente inundados de ruído, apesar da notória sirene de incêndio em Amériques e Ionisation (na verdade, essa sirene é um instrumento musical eficaz, produzindo urgência, urgência!). Amériques é sensacional, mas as mais delicadas Déserts e Ionisation, talvez sejam pontos melhores para se entrar no mundo de Varèse. A gravação de DG é clara e tem muito impacto, mas fica aquém do espetacular retrato sonoro de Chailly para a Decca.

Edgard Varèse (1883-1965): Boulez Conducts Varèse

1 Amériques 25:12
2 Arcana 19:42
3 Déserts 17:11
4 Ionisation 5:51

Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez

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Quando ficou hospedado no PQP Bach Motel, Varèse bagunçou todo o quarto.

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Max Bruch (1838-1920) – Concerto for Clarinet & Viola in E, Op. 88, etc. – Meyer, Caussé, Duchable, Nagano, Orchestre de L´Opéra de Lyon

Este foi um dos mais belos Cds que ouvi neste ano, com certeza. Não apenas pelo timaço de músicos envolvidos mas principalmente pelas belíssimas obras nele gravadas. E olha que esse registro já foi feito há mais de trinta anos, quando este que vos escreve era apenas um garoto do interior morando na cidade grande.

Max Bruch foi um grande melodista e, além do magnífico Concerto para Violino, deixou também outras obras igualmente belas, porém desconhecidas e pouco gravadas. Eu particularmente não conhecia este Concerto para Viola e para Clarinete até há alguns meses, quando escolhi por acaso algo para ouvir em uma destas plataformas de streaming, e fiquei encantado. Repassei para o grupo e um dos colegas, que comentou: mas este Concerto Duplo é lindo demais… concordo. Talvez o único ‘pecado’ dele seja sua curta duração, uma pena, realmente. Nesta obra também podemos idenficar a forte influência que Bruch teve de Brahms, é inegável em alguns trechos das obras.

Além do Concerto Duplo, podemos também ouvir as 8 peças para Clarinete, Piano e Viola, peças igualmente belas e sensíveis.

Os músicos envolvidos são o clarinetista Paul Meyer, o violista Gérard Caussé, o pianista François-René Duchâble e o maestro Kent Nagano dirige a Orquestra da Ópera de Lyon. Não por acaso, os clientes da amazon foram unânimes em dar cinco estrelas para este CD.

Konzert Für Klarinette Viola Und Orchester Opus 88
1.  Andante Con Moto
2. Allegro Moderato
3. Allegro Molto

Acht Stücke Für Klarinette, Viola Und Klavier Opus 83
4. № 1 Andante
5. № 2 Allegro Con Moto
6. № 3 Andante Con Moto
7. № 4 Allegro Agitato
8. № 5 Andante
9. № 6 Andante Con Moto
10. № 7 Allegro Vivace Ma Non Troppo
11. № 8 Moderato

Paul Meyer – Clarinete
Gerard Caussé – Viola
François-René Duchâble – Piano
Orchestre de L´Opéra de Lyon
Kent Nagano – Condutor

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.: interlúdio :. Amina Alaoui: Arco Iris

.: interlúdio :. Amina Alaoui: Arco Iris

Arco Iris é o primeiro trabalho de Alaoui para a ECM. É focado no canto, mas apresenta belíssimo e inesquecível  acompanhamento de cordas e percussão. O disco é muito lindo, sutil e poético. Dificilmente você poderá ouvi-lo apenas uma vez. Eu amei Fado Menor e várias das outras faixas. Foi gravado em abril de 2010 em Lugano e lançado em 2011. Trata-se de uma esplêndida fusão de diferentes tradições para formar uma Península Ibérica toda própria. Há referências às tradições musicais do fado português, do flamenco espanhol, da música clássica persa e árabe-andaluza.

Amina Alaoui é uma marroquina que canta em árabe, persa clássico , haketia , espanhol e português. Ela nasceu em 1964 em uma família aristocrática em Fez, Marrocos. Aos seis anos começou a aprender música clássica andaluza em ambiente familiar. Aprendeu a tocar piano e foi iniciada na música clássica europeia. Amina também estudou no conservatório de Rabat de 1979 a 1981 e estudou dança moderna e clássica. Também é formada em filologia (Lycée Descartes) e linguística espanhola e árabe na Universidade de Madrid e na Universidade de Granada.

.: interlúdio :. Amina Alaoui: Arco Iris

1 “Hado” – 1:50
2 “Búscate En Mí” – 6:31
3 “Fado Al-Mu’tamid” – 5:30
4 “Flor De Nieve” – 4:07
5 “Oh Andaluces” – 6:55
6 “Ya Laylo Layl” – 9:18
7 “Fado Menor” – 5:26
8 “Búscate En Mí, Var.” – 5:32
9 “Moradía” – 3:59
10 “Las Morillas De Jaén” – 7:05
11 “Que Faré” – 4:26
12 “Arco Iris” – 6:34

Amina Alaoui – vocals, daf
Saïf Alah Ben Abderrazak – violin
Eduardo Miranda – mandolin
José Luis Montón – flamenco guitar
Sofiane Negra – oud
Idriss Agnel – percussion

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Amina Alaoui, em visita à sede árabe da PQP Bach Corp. de Granada.

PQP

Mendelssohn (1809 – 1847) & Tchaikovsky (1840 – 1893): Concertos para Violino – Akiko Suwanai – Czech Philharmonic Orchestra & Vladimir Ashkenazy ֍

Mendelssohn (1809 – 1847) & Tchaikovsky (1840 – 1893): Concertos para Violino – Akiko Suwanai – Czech Philharmonic Orchestra & Vladimir Ashkenazy ֍

Mendelssohn • Tchaikovsky

Concertos para Violino

Akiko Suwanai

Czech Philharmonic Orchestra

Vladimir Ashkenazy

Eu achava que se houvesse um pedacinho da cozinha do céu aqui na terra, esse seria o Bar das Freiras, que fazia o melhor queijo quente com banana do planeta. Ao lado da lanchonete das freirinhas, cuja féria vai toda para a caridade, fica o elevador que era pilotado pela Chica, a ascensorista com o maior sorriso que eu conheci e que morava em Niterói. Isto tudo aconteceu na minha outra vida, antes que eu soubesse que também moraria em Niterói.

Numa daquelas tardes, tive que correr para pegar o elevador: Chica, Chica, péra-aí! A porta já quase fechava e eu estava atrasado para o Seminário de Topologia. Acomodei-me e ataquei de assobio o tema do último movimento do Concerto para Violino que naqueles dias não saia da minha vitrola – fá, fá-fá-fi-fáá… Afinal, havia comprado na famosa Modern Sound aquele cobiçado LP do Heifetz e não ouvia outra coisa.   Foi então que ouvi a pergunta vinda do senhor professor: Mendelssohn ou Tchaikovsky? Olhei-o com alguma surpresa, afinal, não imaginava que professores de física se interessassem por música. Deve ser um destes concertos românticos, acrescentou ele. Eu ri e disse que era o tema do último movimento do Concerto de Brahms. Não muito fora da marca, riu ele, faz tempo que não ouço meus discos. Ficamos amigos e falávamos com frequência sobre nossas audições, sempre no vai-e-vem do elevador, cada um para o seu respectivo andar.

Lembrei-me dessas coisas ouvindo este disco da postagem com dois dos grandes concertos românticos para violino: Mendelssohn e Tchaikovsky! Quais outros? Bem, tem o pai de todos, o Concerto de Beethoven, o já mencionado Concerto de Brahms, já são quatro. Eu acrescentaria ‘o’ Concerto de Bruch, de Sibelius (certamente) e, talvez, Glazunov? Na verdade, basta olhar as gravações de Heifetz…

Na gravação deste disco a solista Akiko Suwanai usa o violino Dolphin Stradivarius, um violino feito em 1714 pelo famoso Antonio Stradivari e que também pertenceu ao Jascha Heifetz.

Atualmente a moça toca outro instrumento, mas nesta gravação temos uma feliz coincidência, afinal deve ser o mesmo instrumento ouvido nas gravações de Heifetz. E para acrescentar muita qualidade ao disco, temos a ótima Orquestra Filarmônica Tcheca, regida por Vladimir Ashkenazy, com gravações feitas no excelente Dvořák Hall – Rudolfinum -, em Praga.

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Concerto para Violino em mi menor, Op. 64

  1. Allegro molto appassionato
  2. Andante
  3. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)

Concerto para Violino em ré maior, Op. 35

  1. Allegro moderato
  2. Canzonetta: Andante
  3. Allegro vivacíssimo

Akiko Suwanai, violino

Czech Philharmonic Orchestra

Vladimir Ashkenazy

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FLAC | 249 MB

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MP3 | 320 KBPS | 196 MB

Momento ‘Sol Nascente’: メンデルスゾーンとチャイコフスキーのヴァイオリン協奏曲どちらも大好きですが、諏訪内晶子さんの演奏も素敵な魅力を感じました。

Eu amo os concertos para violino de Mendelssohn e Tchaikovsky, mas a performance de Akiko Suwanai também foi fascinante. (Tradutor do Google)

E também: Akiko Suwanai’s Tchaikovsky is one of the most musical renditions of the Tchaikovsky violin concerto. Just listen to around 1:00 of the first track, where she introduces the main theme. It is so beautiful and moving, not like any version I listened to.

Forte, ma non tanto…

Aproveitem!

René Denon

W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)

W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)

Depois de se estabelecer em Viena, sem se importar com a terrível advertência de papai Leopold, Mozart aproveitou todas as oportunidades para impressioná-lo com a seriedade de seus propósitos. Em abril de 1782, ele informou a seu pai que ‘Todos os domingos, às 12 horas, vou à casa do Barão van Swieten, onde não se toca nada além de Bach e Handel. No momento, estou fazendo uma coleção de fugas de Bach…”. Para as matinês semanais barrocas do Barão, Mozart também transcreveu diversas fugas de Bach para cordas, seis para trio e cinco para quarteto. Seu entusiasmo por Bach pode ter sido estimulado ainda mais por sua noiva, Constanze, que se era uma espécie de fugólatra.

Para seus arranjos de quarteto, Mozart favoreceu as fugas de som mais arcaico. Quando foram publicadas, eram precedidas, de maneira um tanto incongruente, por novos prelúdios de autoria desconhecida — era um Bach filtrado por um prisma galante. A Akademie für Alte Musik complementa três das transcrições de Mozart com arranjos anônimos de quinteto de cordas, com novos prelúdios. Fica tudo muito estranho. Para compensar a severidade potencial em uma sucessão de fugas lentas, a Akademie varia as cores instrumentais: cordas solo, orquestra de cordas, oboés, trombones e fagote.

Um disco interessantíssimo!

W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)

1 Prelude & Fugue In D Minor K405/4 6:03
2 Larghetto Cantabile In D Major & Fugue K405/5 4:45
3 Adagio & Fugue in A Minor 5:55
4 Allegro In C Minor K Anh 44 & Fuga A Due Cembali K426 4:33
5 Adagio Cantabile & Fugue In E Flat Major 3:55
6 Adagio & Fugue In C Minor K546 6:32
7 Adagio & Fugue in E Major K405/3 5:08
8 Adagio & Fugue in B Minor 6:08
9 Adagio & Fugue in D Minor 7:28

Akademie Für Alte Musik Berlin

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Bach e Mozart: conexões

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Rapsódias para Violino (Cello) e Piano, Canções Húngaras para Violino e Piano, Sonata para Violino e Piano BB 28 (Székely, Moore, László, Tusa, Szűcs, Szabadi, Beck) #BRTK140 Vol. 4 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Rapsódias para Violino (Cello) e Piano, Canções Húngaras para Violino e Piano, Sonata para Violino e Piano BB 28 (Székely, Moore, László, Tusa, Szűcs, Szabadi, Beck) #BRTK140 Vol. 4 de 29

Aqui, toda a coleção.

Maravilhoso disco! Aqui, mesmo as tais estranhezas do idioma de Bartók soam naturais. Também aquelas peças mais desconsideradas de seu repertório ganham brilho com os caras da Hungaroton no comando. Se você pensava que tinha todo o Bartók digno de se ter — os monumentais Quartetos de Cordas, a Música para Cordas, Percussão e Celesta, o Concerto para Orquestra, os três emocionantes concertos para piano — considere este conjunto de 29 discos. Nesta coleção todos os artistas são húngaros, mas esse não é o único aspecto importante. Ela é bastante democrática, dando espaço a vários artistas desconhecidos fora da Hungria. Por onde começar? Ora, por onde você quiser. Aproveite!

As Rapsódias são lindas e conhecidas, menos conhecida é a Sonata para Violino e Piano BB28 sem número.

Este é um trabalho do último ano dos estudos de Bartók no Conservatório de Budapeste. Mesmo que Bartók tenha atribuído a ela um número de opus, ele numerou sua próxima sonata para violino (a primeira das duas grandes que escreveu em 1921 e 1922) como a “No. 1”, garantindo assim o esquecimento desta. Embora seja boa música, ela carece da maioria das características do Bartók maduro. Seu estilo básico e ideias formais derivam diretamente de Brahms , embora a essa altura ele já tivesse se apaixonado pela abordagem de Richard Strauss. Embora Bartók já fosse um fervoroso nacionalista húngaro, ele desconhecia a existência de um corpo de genuína música folclórica húngara antiga. Seria necessário que sua parceria de coleta de canções folclóricas com Zoltán Kodály o colocasse em contato com essa grande tradição, e é a influência dessa música que criaria a verdadeira voz de Bartók. Em vez disso, Bartók recorreu à música de origem cigana de Liszt , então amplamente considerada a verdadeira música folclórica húngara, para parte de seu material musical, particularmente no movimento final. A obra está colocada firmemente no final da Era Romântica. Sua estreia veio em janeiro de 1904 com Bartók ao piano mais o violinista Jenš Hubay.

Béla Bartók (1881-1945): Rapsódias para Violino (Cello) e Piano, Canções Húngaras para Violino e Piano, Sonata para Violino e Piano BB 28 #BRTK140 Vol. 4 de 29

1 Rhapsody for violin & piano (with first ending) in A major, DD 70, BB 26b
recording of:
Andante in A major, BB 26b
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 26b)
3:49

2 Rhapsody for violin & piano No. 1. Sz. 86, BB 94/a: I. Moderato. Lassú
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: I. Prima parte “lassú”. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
arrangements:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: I. Prima parte “lassú”. Moderato
later versions:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87: I. Prima parte “lassú”. Moderato
part of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86
4:18

3 Rhapsody for violin & piano No. 1. Sz. 86, BB 94/a: II. Allegretto moderato. Friss
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
arrangements:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: II. Allegretto moderato. Friss
later versions:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
part of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86
5:49

4 Rhapsody for violin & piano No. 2. Sz. 89, BB 96/a: I. Moderato. Lassú
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89: I. Prima parte “lassú”. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
later versions:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90: I. Prima parte “lassú”. Moderato
part of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89
4:34

5 Rhapsody for violin & piano No. 2. Sz. 89, BB 96/a: II. Allegretto moderato. Friss
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89: II. Seconda parte “friss”. Allegro moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
later versions:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90: II. Seconda parte “friss”. Allegro moderato
part of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89
6:30

6 Rhapsody for cello & piano, Sz. 88, BB 94/c: I. Moderato. Lassú
cello:
Mező László
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: I. Prima parte “lassú”. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1929)
arrangement of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: I. Prima parte “lassú”. Moderato
part of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94
4:29

7 Rhapsody for cello & piano, Sz. 88, BB 94/c: II. Allegretto moderato. Friss
cello:
Mező László
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: II. Allegretto moderato. Friss
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1929)
arrangement of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
part of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94
5:48

8 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/34. Andante. Un poco più lento
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book II no. 34. Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 2: No. 34. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:33

9 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/36. Allegretto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book II no. 36. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 2: No. 36. Drunkard’s Song. Vivace
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
0:35

10 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/17. Lento, ma non troppo
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 17. Lento, ma non troppo
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 17. Round Dance. Lento
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:25

11 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/31. Allegro
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book II no. 31. Allegro
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 2: No. 31. Andante tranquillo
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:01

12 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/16. Lento, poco rubato
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 16. Lento, poco rubato
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 16. Old Hungarian Tune. Andante rubato
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:53

13 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/14. Allegretto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 14. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 14. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
0:29

14 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/19. Allegretto, scherzando
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 19. Allegretto scherzando
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 19. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
0:37

15 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/8. Sostenuto – allegro – adagio
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 8. Sostenuto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 8. Children’s Game. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:13

16 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/21. Allegro robusto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 21. Allegro robusto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 21. Allegro robusto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:06

17 Sonata for violin & piano in E minor, BB 28, DD 72: I. Allegro moderato (molto rubato)
engineer:
János Gyóri (in 1993)
producer:
László Beck (in 1993)
piano:
Márta Gulyás (in 1993)
violin:
Vilmos Szabadi (violin) (in 1993)
recording of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72: I. Allegro moderato (Molto rubato) (in 1993)
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1903-02 until 1903-05)
part of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72
9:17

18 Sonata for violin & piano in E minor, BB 28, DD 72: II. Andante
engineer:
János Gyóri (in 1993)
producer:
László Beck (in 1993)
piano:
Márta Gulyás (in 1993)
violin:
Vilmos Szabadi (violin) (in 1993)
recording of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72: II. Andante (in 1993)
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1903 until 1903-08)
part of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72
9:40

19 Sonata for violin & piano in E minor, BB 28, DD 72: III. Vivace
engineer:
János Gyóri (in 1993)
producer:
László Beck (in 1993)
piano:
Márta Gulyás (in 1993)
violin:
Vilmos Szabadi (violin) (in 1993)
recording of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72: III. Vivace (in 1993)
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1903-02 until 1903-05)
part of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72
9:39

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Béla Bartók em 1886 com a idade de 5 anos

PQP

.: interlúdio [em caixinhas de música] :. Yuko Ikoma & Cécile “Colleen” Schott

.: interlúdio [em caixinhas de música] :. Yuko Ikoma & Cécile “Colleen” Schott

(Acontece seguido, me pararem na rua para perguntar: como vocês do PQP conseguem manter o fluxo de postagens excelentes, uma atrás da outra? Eu respondo contando um segredinho: ouvimos tanta música boa que precisamos organizar escalas para publicar um post, e frequentemente nos arremessamos à jugular um do outro por um lugar na fila. É assim que hoje, nesta madrugada, eu encaixo um interlúdio furtivo, enquanto espio nas postagens agendadas uma pérola do Avicenna esperando a manhã chegar para tomar seu justo lugar no topo do blog.

E é assim que eu imaginei o par de discos que trouxe hoje: quietos, noturnos, querendo passar despercebidos. Por um lado, sua natureza: (muito) mais próximos à musique concrète do que o costumeiro jazz dessa coluna. Por outro, pelo próprio clima das composições: as leituras para caixinha de música que Yuko Ikoma, a acordeonista que vimos logo ali, fez de Erik Satie, ressoam claras nas frequências agudas, e crocantes nas médias; com simplicidade, cortam a noite trazendo um conforto paradoxal, evocando imagens circenses e, claro, alguma infância.

E se a palavra é simplicidade, bem, que a reforcemos: tanto os temas escolhidos quanto os arranjos em si não primam por invenções de qualquer espécie. São composições conhecidas, e daí parte do prazer que o álbum proporciona: reassimilar estas versões suaves, macias, e no entanto de notas bem definidas, de um cuidado maior do que o aparente.

Dois anos antes, em Paris, uma artista realizou um experimento semelhante; Cécile “Colleen” Schott gravou um disco de composições suas para caixinha de música. Nesse caso, e como é de seu perfil, Colleen explora mais; utiliza pedais de loop e edição em computador para criar atmosferas mais complexas. Às vezes em vinhetas simples, passáveis; noutras em melodias brilhantes e determinadamente angélicas. (Blue Dog é um grande fã de Colleen e tem sonhos com Your Heart is So Loud como trilha sonora, porque é um sortudo.)

Não é um par de discos que se vai ouvir a toda hora, de cabo a rabo; no entanto podem relocalizar qualquer situação. É uma música que serve para fundo de longos olhares, e que acalma a noite dos insones; e que como toda boa música, se escutada de perto, traz alguma inquietação. E ainda por cima mostra que, com um único e medieval elemento, se pode fazer música contemporânea experimental de grande sensibilidade.)

Yuko Ikoma – Moisture with Music Box /2008 [192]

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01 1ére Gymnopédie
02 2éme Gymnopédie
03 3éme Gymnopédie
04 Je te veux
05 Menues Propos Enfantins – Chant guerrier du roi des haricots
06 Menues Propos Enfantins – Ce que dit la petite princesse des Tulipes
07 Menues Propos Enfantins – Valse du Chocolat aux amandes
08 Prestidigitateur Chinois
09 Rêverie du Paurve
10 1ére Gnossienne
11 4éme Gnossienne
12 Berceuse

Colleen – Et les Boîtes à Musique /2006 [V2]

DOWNLOAD

01 John Levers the Ratchet
02 What is a Componium? (Part 1)
03 Charles’s Birthday Card
04 Will You Gamelan for Me?
05 The Sad Panther
06 Under the Roof
07 What is a Componium? (Part 2)
08 A Bear is Trapped
09 Please Gamelan Again
10 Your Heart is so Loud
11 Calypso in a Box
12 Bicycle Bells
13 Happiness Nuggets
14 I’ll Read You a Story

Boa audição!

Yuko Ikoma: brincando lindamente com Satie. E longe do acordeon.

Blue Dog

Prokofiev (1891 – 1953): Concertos para Piano Nos. 1 & 3 – Simon Trpčeski – RLPO – Vasily Petrenko ֍

Prokofiev (1891 – 1953): Concertos para Piano Nos. 1 & 3 – Simon Trpčeski – RLPO – Vasily Petrenko ֍

PRKFV

Concertos para Piano Nos. 1 & 3

Abertura sobre Temas Hebraicos

Simon Trpčeski, piano

Royal Liverpol Philharmonic Orchestra

Vasily Petrenko

Não me canso de ouvir estes concertos para piano… São os dois entre os cinco compostos por Prokofiev que ouço com mais frequência. O juvenil e impetuoso Concerto No. 1 é conciso e brilhante, como se esperava de um autoconfiante estudante que buscava se firmar como compositor e pianista. O outro concerto, o Terceiro, é mais espetacular ainda. Se bem que não é necessário fazer comparações…

Simon Trpčeski

Essas maravilhosas peças andaram em minha vitrola no disco que o FDP Bach repostou dia destes, na interpretação do ótimo Horácio Gutiérrez e como nada é por acaso, pouco depois me dei com este disco. O pianista macedônio Simon Trpčeski nos oferece uma excelente interpretação. Veja o que nos diz uma crítica que apareceu no The Guardian: ‘Nas mãos de ST, os dois concertos de Prokofiev no disco estão maravilhosamente apresentados – articulação impetuosa, ritmos atrevidos, uma habilidade de contornar as curvas com uma arrogância a um só tempo ágil e robusta’.

Vasily Petrenko

A Royal Liverpol Philharmonic Orchestra sob a regência de Vasily Petrenko está em ótima forma, inclusive na faixa entre os dois concertos, a bem-humorada Abertura sobre Temas Hebraicos.

Realmente, a tríplice aliança Trpčeski / RLPO / Petrenko tem colocado ótimos discos no mercado e, assim que obtivermos sinal verde da direção para postar Rachmaninov no blog, além de Prokofiev, voltaremos à carga…

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

Concerto para Piano No. 1 em ré bemol maior, Op. 10

  1. Allegro brioso – Andante assai – Allegro scherzando

Abertura sobre Temas Hebraicos, Op. 34 bis

  1. Abertura

Concerto para Piano No. 3 em dó maior, Op. 26

  1. Andante – Allegro
  2. Tema e Variações: Andantino
  3. Allegro ma non troppo

Simon Trpčeski, piano

Royal Liverpol Philharmonic Orchestra

Vasily Petrenko

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FLAC | 233 MB

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MP3 | 320 KBPS | 135

Simon, Vasily e a RLP

Momento ‘The Book is on The Table’: The performances by Trpčeski and the Royal Liverpool Philharmonic Orchestra under Vasily Petrenko are very strong, capturing the exuberance of the Piano Concerto No. 1 and delivering a crowd-pleasing, sparkling Third with no hint of the mordant quality many attach to the work. The Overture on Hebrew Themes, Op. 34bis, is a fine, little-known entr-acte. A crowd-pleasing Prokofiev release.

Aproveite!

René Denon

Tchaikovsky (1840 – 1893): Concertos para Piano Nos. 1 & 2 – Simon Trpčeski – RLPO – Vasily Petrenko ֍

Tchaikovsky (1840 – 1893): Concertos para Piano Nos. 1 & 2 – Simon Trpčeski – RLPO – Vasily Petrenko ֍

Tchaikovsky

Concertos para Piano Nos. 1 & 2

Simon Trpčeski, piano

Royal Liverpol Philharmonic Orchestra

Vasily Petrenko

 

Naqueles dias éramos felizes (sem o saber) e uma das diversões era a ronda – a visita às lojas de discos. Havia as lojas elitistas, com seus conhecidos, conhecedores e em geral desdenhosos vendedores, assim como também havia os xexelentos sebos, em geral com seus peculiares donos.

Nós, os frequentadores, já nos conhecíamos e entre nós havia alguma intimidade nascida das constantes coincidências. É claro que acabávamos descobrindo as preferências e gostos uns dos outros. Um dos insultos que prazerosamente lançávamos uns aos outros era a resposta dada à pergunta feita por quem acabava de entrar na loja, em geral em tom mais afoito: Muitas novidades? Mandávamos de volta: Já pegamos tudo que havia de bom, sobrou aí uma porção de Tchaikovskys para você!

O fato era que as novidades chegavam em geral em pequenos números de discos. Quantas vezes suspirávamos vendo alguém levar ao caixa o último CD de algum disco com Gilels tocando Sonatas para Piano de Beethoven… O sortudo ia exibindo o disco como um troféu e cabia a nós outros torcer para que a nova remessa fosse logo liberada pela alfândega e fosse um pouquinho mais pródiga.

Simon Trpčeski

Mas, os Tchaikovskys, estes nunca faltavam e daí, em parte, a razão de nossa brincadeira. Em especial, estava sempre presente em todas as lojas ‘o’ Concerto para Piano, em muitos casos em diferentes gravações – antigas ou recentes… Demorou para que me desse conta que Piotr havia escrito mais do que um concerto para piano. Este, o Número Um, o mais popular e frequentemente tocado e gravado entre todos os concertos para piano, recebe aqui uma gravação que achei primorosa. É verdade, fazia uma era que não ouvia o velho Cavalo de Batalha, mas o ouvi com muito prazer. Claro, isso foi graças a excelente interpretação do pianista macedônio Simon Trpčeski, acompanhado pela Royal Liverpol Philharmonic Orchestra, regida por Vasily Petrenko. A escolha do disco, que passou pelos intérpretes, também teve sua dose de influência pelo lado B, o Segundo Concerto, do qual gostei bastante e que apesar de bem menos famoso do que seu irmão mais velho, oferece muitos ótimos momentos, especialmente nesta gravação.

Assim, só posso lhe dizer, aproveite muito bem estes Tchaikovskys que aí estão!

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)

Concerto para Piano No. 1 em si bemol menor, Op. 23

  1. Allegro non troppo e molto maestoso – Allegro con spirito
  2. Andante semplice – Prestissimo
  3. Allegro con fuoco

Concerto para Piano No. 2 em sol maior, Op. 44

  1. Allegro brillante e molto vivace
  2. Andante non troppo
  3. Allegro com fuoco

Simon Trpčeski, piano

Royal Liverpol Philharmonic Orchestra

Vasily Petrenko

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FLAC | 249 MB

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MP3 | 320 KBPS | 165 MB

O maestro é o que está com a batuta…

Veja como o disco foi bem acolhido pela crítica:

“[In No. 2] Trpčeski begins like a racehorse out of the starting gate…Still, overall he sounds less impetuous and more poised than Denis Matsuev in his recent recording…Petrenko is always of a mind with his soloist, and shapes some powerful long crescendos, but lets the orchestra veer dangerously close to bombast.” BBC Music Magazine, September 2014 ***

“Trpceski’s take on the B flat minor dazzles.” Sunday Times, 5th October 2014

Aproveite!

René Denon

Béla Bartók (1881-1945): O Príncipe de Madeira / O Mandarim Miraculoso (Kórodi / Sándor) #BRTK140 Vol. 3 de 29

Béla Bartók (1881-1945): O Príncipe de Madeira / O Mandarim Miraculoso (Kórodi / Sándor) #BRTK140 Vol. 3 de 29

Aqui, toda a coleção.

Hoje é o Dia dos Namorados e não encontrei nada mais romântico e adequado à data do que o romantismo de O Mandarim Miraculoso.

O Mandarim Miraculoso é um balé pantomima de um ato composto por Béla Bartók entre 1918 e 1924, baseado numa história de Melchior Lengyel. Estreado em 1926 na Alemanha, causou grande escândalo e foi posteriormente banido por motivos morais. Após uma introdução orquestral retratando o caos da cidade grande, a ação começa em um apartamento onde moram três criminosos. Eles procuram em seus bolsos e gavetas por dinheiro, mas não encontram nenhum. Então forçam uma garota a ficar perto da janela e atrair os homens que passam. A garota começa uma dança bastante atrevida. Ela primeiro atrai um velho libertino, que faz gestos românticos cômicos. A menina pergunta: “Tem algum dinheiro?” Ele responde: “Quem precisa de dinheiro? Tudo o que importa é o amor.” Ele começa a perseguir a garota, ficando cada vez mais insistente até que os criminosos o agarram e o expulsam.

A garota volta para a janela e executa uma segunda dança. Desta vez, ela atrai um jovem tímido, que também não tem dinheiro. Ele começa a dançar com a garota. A dança fica mais apaixonada, mas o trio salta sobre ele e o expulsa também.

A garota começa a dançar novamente. Os mendigos e a garota veem uma figura bizarra na rua, que logo sobe as escadas. Os criminosos se escondem, e a figura, um mandarim (um chinês rico), fica imóvel na porta. Eles incitam a garota a atraí-lo. Ela começa outra dança picante. De repente, ele salta e abraça a garota. Eles lutam e ela escapa; ele começa a persegui-la. Os criminosos saltam sobre ele, despojam-no de seus objetos de valor e tentam sufocá-lo sob travesseiros e cobertores. No entanto, ele continua a olhar para a garota. Eles o esfaqueiam três vezes com uma espada enferrujada; ele quase cai, mas se joga novamente sobre a garota. O trio o agarra novamente e o pendura em um gancho de lâmpada. A lâmpada cai, mergulhando a sala na escuridão, e o corpo do mandarim começa a brilhar com uma luz verde-azulada assustadora. Os quatro ficam apavorados. De repente, a garota sabe o que devem fazer. Ela diz aos criminosos para soltarem o mandarim; eles obedecem. Ele pula de novo na garota, e dessa vez ela não resiste e eles se abraçam. Com o desejo do mandarim satisfeito, suas feridas começam a sangrar e ele morre.

O Príncipe de Madeira nunca alcançou a fama de O Mandarim Milagroso. A peça usa uma orquestra enorme (inclui até saxofones ). A música mostra a influência de Debussy e Richard Strauss, bem como de Wagner (a introdução ecoa o prelúdio de Das Rheingold). Um príncipe se apaixona por uma princesa, mas é impedido de alcançá-la por uma fada que faz uma floresta e um riacho anteporem-se contra ele. Para atrair a atenção da princesa, o príncipe pendura seu manto em um cajado. Coloca nele uma coroa e mechas de cabelo. A princesa avista este “príncipe de madeira” e vem dançar com ele. A fada traz o príncipe de madeira à vida e a princesa vai embora com ele, em vez do príncipe real, que se desespera. A fada fica com pena dele enquanto ele dorme, veste-o com roupas elegantes e reduz o príncipe de madeira a sem vida novamente. A princesa retorna e finalmente se une ao príncipe humano.

Feliz Dia dos Namorados!

Béla Bartók (1881-1945): O Príncipe de Madeira / O Mandarim Miraculoso (Kórodi / Sándor) #BRTK140 Vol. 3 de 29

1 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Curtain
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: I. Prelude
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
4:21

2 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): I. Dance. Dance of the princess in the forest
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: II. Dance 1: Dance of the Princess in the Forest
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
2:21

3 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): The prince starts on his way
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
2:27

4 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): II. Dance. Dance of the trees (Struggle-dance)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: III. Dance 2: Dance of the Trees
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
4:12

5 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Restored from his lassitude the prince walks / III. Dance. Dance of the waves – An idea enters his mind
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: IV. Dance 3: Dance of the Waves
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
5:38

6 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Anxious suspence
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
3:10

7 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): IV. Dance. Dance of the princess with the wooden puppet
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: V. Dance 4: Dance of the Princess With the Wooden Doll
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
4:14

8 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): The prince behind in greatest despair / The fairy steps out of the forest
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
5:37

9 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): The fairy takes curly golden hair
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
2:53

10 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): V. Dance. The princess in her endeavour to make him dance
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: VI. Dance 5: The Princess Pulls and Pushes Him and Tries to Make Him Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
0:57

11 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): VI. Dance. The princess tries to persuade the prince to her side to dance with her
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: VII. Dance 6: She Tries to Attract Him With a Seductive Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
0:54

12 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): VII. Dance. Quite alarmed the princess hurries forward him
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: VIII. Dance 7: Alarmed, the Princess Rushes After Him, but the Forest Stops Her
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
2:27

13 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Yet the prince persists. / And finally embraces her. Long kiss
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: IX. Postlude
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
2:41

14 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Allegro. Curtain rises. The first tramp goes through his pocket
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:

The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
3:21

15 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Moderato. First decoy game
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
3:47

16 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Lento. Second decoy game
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
3:20

17 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Sostenuto. Third decoy game
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:42

18 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Maestoso. The Mandarin enters
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
2:43

19 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Lento. Wild erotic dance
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
4:35

20 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Sempre vivace. She flees from him and he chases more and more wildly
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:59

21 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Sempre vivo. The tramps leap out
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
2:20

22 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Adagio. Suddenly the Mandarin’s head appears
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:05

23 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Allegro molto. At last the three tramps master their horror
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
2:01

24 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Agitato. The terrified tramps discuss
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:20

25 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Molto moderato. The body of the Mandarin begins to glow
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:58

26 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Più mosso. The kiss – The Mandarin falls on the floor
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19

Budapest Philharmonic Orchestra
András Kórodi (Príncipe)
János Sándor (Mandarim)

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Bartók lendo, estarrecido, sobre a CPI do Covid.

PQP

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias, Suítes, Concerto para Cravo e Orq. (Lamon)

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias, Suítes, Concerto para Cravo e Orq. (Lamon)

Nós éramos muitos. Meu irmão WF foi o mais velho dentre os irmãos. Para mim, é difícil vê-lo como o homem velho — organista, cravista, professor e compositor — que aparece no Google. Para mim, ele sempre será o chato que era o preferido de nosso pai. Quando nosso pai morreu, ele começou a ter dificuldades pelo consumo excessivo de álcool. Ele se tornou muito sensível e nada confiável e, embora nunca houvesse dúvidas sobre seu talento, ele imaginava que sim. Viveu muito. Ensinou muito. Tocou muito. Complicou muito. Complicou inclusive a sua vida, meu caro bachiano, ao perder 100 Cantatas de nosso pai. Mas este disco é do caraglio. Ouça porque vale a pena. Lamon e seus músicos de mesa são muito competentes neste repertório que fica na transição entre o estilos barroco e o rococó-classicismo.

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sinfonias, Suítes, Concerto para Cravo e Orq. (Lamon)

Sinfonia In D Major, F. 64
1 1. Allegro E Maestoso 3:55
2 2. Andante 3:15
3 3. Vivace 3:24

Sinfonia In D Minor, F. 65
4 Adagio & Fugue

Suite In G Minor, BWV 1070 (Attrib.: W. F. Bach)
5 1. Ouverture – Larghetto 4:35
6 2. Torneo 1:58
7 3. Aria – Adagio 5:22
8 4. Menuetto Alternativo – Trio 4:48
9 5. Capriccio 3:31

Concerto For Harpsichord, Strings And Basso Continuo In D Major, F. 41
10 1. Allegro 5:50
11 2. Andante 5:34
12 3. Vivace 4:28

Sinfonia In F Major For Strings, F. 67
13 1. Vivace 4:22
14 2. Andante 4:48
15 3. Allegro 3:18
16 4. Menuetto 1 & 2 2:30

Bassoon – Michael McCraw
Cello – Christina Mahler, Sergei Istomin
Concert Flute – Christopher Krueger, Elissa Poole
Directed By – Jeanne Lamon
Double Bass – Alison Mackay
Harpsichord – Charlotte Nediger
Horn – Derek Conrod, Teresa Wasiak
Oboe – John Abberger, Washington McClain
Orchestra – Tafelmusik Baroque Orchestra
Viola – Elly Winer, Ivars Taurins, Patrick G. Jordan
Violin – Christopher Verrette, David Greenberg, Kevin Mallon, Linda Melsted, Rona Goldensher, Stephen Marvin, Thomas Georgi
Violin [Leader] – Jeanne Lamon

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O queridinho do papai.

PQP

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul (Melis / Kasza / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 2 de 29

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul (Melis / Kasza / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 2 de 29

Aqui, toda a coleção.

O Castelo do Barba Azul, aqui cantada em húngaro, é única ópera de Bartók. Trata-se de uma versão moderna da lenda europeia sobre o cruel príncipe Barba Azul e suas esposas desaparecidas. É uma metáfora para a impossibilidade de amor entre homens e mulheres. Sete portas escondem os mais recônditos e obscuros segredos do Duque Barba Azul. Sua quarta mulher, Judite, chega ao seu castelo e pretende desvendar esses mistérios. Para isso terá que abrir cada uma das portas, dando início a um drama psicológico. A ópera tem apenas um ato e é protagonizada por apenas soprano e barítono.

Quando Judite chega ao castelo de Barba Azul, fica intrigada com as sete portas fechadas à chave. Dominada pela curiosidade sobre o segredo que esconde cada uma das áreas, exige que o marido lhe dê as chaves.

Logo na primeira porta encontra uma câmara da tortura…

O suspense sobre o que está por detrás de cada porta sobrepõe-se à ação. No entanto, só depois da revelação de um jardim que está por detrás da quinta porta, e de um lago feito de lágrimas, é que a narrativa explode de forma angustiante.

Béla Balázs, autor do libreto que deu origem à ópera de Béla Bartók proferiu esta curiosa afirmação “A minha balada é sobre a vida interior. O castelo do Barba Azul não é um castelo de pedras. O castelo é a sua alma. É solitário, escuro e secreto: o castelo de portas fechadas”.

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul (Melis / Kasza / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 2 de 29

1 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Here we are now. Now at last you see” 8:58
2 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Ah, I see seven great shut door-ways” 4:20
3 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Woe! What seest thou? (Door 1)” 3:44
4 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “What seest thou? Piles of cruel arms and armour (Door 2)” 3:47
5 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Mountains of gold! (Door 3)” 2:01
6 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Ah! Tender flowers! (Door 4)” 4:27
7 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Look, my castle gleams and brightens (Door 5)” 4:58
8 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Two more doors” 1:18
9 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “I can see a sheet of water (Door 6)” 5:38
10 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Tell me, tell me, dearest Bluebeard” 2:46
11 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Now I know it all, oh, Bluebeard” 3:43
12 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Hearts that I have loved and cherished (Door 7)” 2:27
13 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “The first I found at daybreak” 4:16
14 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Henceforth all shall be darkness” 1:52

baritone vocals: György Melis (baritone)
soprano vocals: Katalin Kasza
orchestra: Budapest Philharmonic Orchestra
conductor: János Ferencsik (conductor)
librettist: Béla Balázs

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Bartók de barba, preparando-se para a abrir uma porta…

PQP