Vaughan Williams / Delius / Walton: Greensleeves · The Lark Ascending · Summer Night on the River · On Hearing the First Cuckoo in Spring (Zukerman / Black / Orquestra de Câmara Inglesa / Barenboim)

Vaughan Williams / Delius / Walton: Greensleeves · The Lark Ascending · Summer Night on the River · On Hearing the First Cuckoo in Spring (Zukerman / Black / Orquestra de Câmara Inglesa / Barenboim)

Contemplativo and very english, este CD me encheu o saco. Há poucas boas músicas eruditas inglesas entre os dois gênios maiores da ilha: Purcell e Britten. O romance imensamente popular e “quintessencialmente inglês” de Vaughan Williams para violino e orquestra, The Lark Ascending,  recebeu muitas gravações. Não há nenhuma evidência que sugira que o próprio compositor tenha considerado a peça de alguma forma excepcional, então por que ele se transformou no sucesso clássico que quase todo mundo conhece? Enquanto outrora este romance despretensioso era ouvido como uma evocação direta dos 12 versos de George Meredith que prefaciam a partitura, o público mais amplo de hoje desconhece em grande parte a sua fonte poética. A etiqueta “quintessencialmente inglesa” aplicável aos versos vitorianos parece cada vez mais inadequada para explicar o apelo global da música. Em 2011, quando a rede de rádio pública de Nova York perguntou aos ouvintes o que eles gostariam de ouvir no 10º aniversário do 11 de setembro, The Lark Ascending ficou em segundo lugar, atrás de Adagio de Barber. Eu não entendo. E vocês?

Vaughan Williams / Delius / Walton: Greensleeves · The Lark Ascending · Summer Night on the River · On Hearing the First Cuckoo in Spring (Zukerman / Black / Orquestra de Câmara Inglesa / Barenboim)

1 Fantasia sobre “Greensleeves” para orquestra de cordas, harpa e duas flautas (1934)
Composta por – Ralph Vaughan Williams
4:29
Concerto para oboé e orquestra de cordas em lá menor (1944)
Composta por – Ralph Vaughan Williams
Oboé – Neil Black (3)
2 1. Rondo Pastoral: Allegro Moderato 6:54
3 2. Minueto e Musette: Allegro Moderato 2:48
4 3. Finale (Scherzo): Presto 8:54

Duas peças para pequena orquestra
Composta por – Frederico Delius
5 1. Ao ouvir o primeiro cuco na primavera (1912) 7:12
6 2. Noite de verão no rio (1911) 5:41

Duas Aquarelas (1938)
Organizado por – Eric Fenby
Composta por – Frederick Delius
7 1. Lento, Ma Non Troppo 2:44
8 2. Alegremente, mas não rápido 2:10
9 Intermezzo (da ópera “Fennimore e Gerda”) (1909-10)
Composta por – Frederico Delius
5:50

Duas peças para cordas da música do filme “Henrique V” (1943-44)
Composta por – William Walton *
10 1. Passacaglia: Morte de Falstaff 2:47
11 2. “Toque seus lábios macios e parte” 2:01
12 The Lark Ascendente (Romance para violino e orquestra) (1914, Rev. 1920)
Composta por – Ralph Vaughan Williams
Violino – Pinchas Zukerman

Maestro – Daniel Barenboim
Orquestra – Orquestra de Câmara Inglesa

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PQP

Ralph Vaughan Williams (1872-1958): Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor (Davis / Carwood)

Ralph Vaughan Williams (1872-1958): Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor (Davis / Carwood)

Atendendo a pedidos, mesmo não sendo de minha seara: Vaughan Williams, o mais querido sinfonista inglês – embora quase nada saibamos dele aqui por essas bandas. Tanto que não vou copiar nada da Wikipédia ou de onde for; decidi escanear o encarte (que está em inglês) após ter postado as faixas. E espero que algum fã de VW fale-nos mais sobre ele nos comentários.

Este CD é anexo da edição de junho passado da revista Gramophone, que comprei quando caminhava em Dublin (ou será que foi em Londres?), atrás de algo sobre música folclórica irlandesa, escocesa e inglesa.

E, por favor, não se acostumem mal: este post caritativo foi uma exceção. Se vocês capricharem nos downloads e nos comentários dos meus CDs, aí posso mudar de pensamento.

***

Ralph Vaughan Williams (1872-1958): Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor (Davis/ Carwood)

BBC Music – Vol. 16 n° 11

Ralph Vaughan Williams (1872-1958)

Sinfonia n°5 em ré maior
1. Prelúdio: Moderato – Allegro – Tempo I
2. Scherzo: Presto misterioso
3. Romanza: Lento
4. Passacaglia: Moderato – Allegro – Tempo I – Tempo del Preludio

Orq. Sinf. da BBC, regida por Sir Andrew Davis

Missa em sol menor
5. Kyrie
6. Gloria
7. Credo
8. Sanctus
9. Benedictus
10. Agnus Dei

BBC Singers, regidos por Andrew Carwood

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Vaughan Williams em animado piquenique com sua esposa.

CVL

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) – Sinfonias nº 3 a 5, The Lark Ascending (Rozhdestvensky em Leningrado, Haitink em Londres)

Ralph Vaughan Williams – 1898

Prefiro começar falando do que não gosto na música  clássica britânica: exageros de solenidade, pompa e circunstância sobre um chão de harmonias banais. É o que eu penso quando ouço Elgar, por exemplo, ou certas obras de Vaughan Williams com metais grandiosos, como a sua 4ª sinfonia, ou a escrita coral tediosa da 1ª sinfonia. Por essas e outras, é costume dizer que depois da morte de Henry Purcell, ainda nos 1600, aquela ilha ficou sem qualquer nome relevante na música clássica até bem recentemente. Dinheiro não faltou, pelo contrário: Haydn enriqueceu em duas viagens a Londres, Händel se mudou para lá e Chopin, após separar-se de George Sand, fez uma longa turnê pela Inglaterra e Escócia. Muito abertos aos talentos estrangeiros e com grana pra bancar, o que lhes faltava eram ideias locais relevantes.

A controvérsia, então, seria sobre quem fez algo que preste após esse longo intervalo. Nosso patrão PQP Bach diz que foi Benjamin Britten (1913-1976), mas eu acho que foi Ralph Vaughan Williams: aluno de Ravel, ele conseguiu, em seus melhores momentos, fazer obras que associam a orquestração de jeito mais francês com melodias singelas do interior da Inglaterra. Atenção para a frase anterior: só nos melhores momentos. Das suas 9 sinfonias (ele também foi alvo da “maldição da nona”), entendo que as melhores são justamente aquelas desprovidas de pompa e circustância inglesas. Sua 3ª Sinfonia foi composta pouco após a 1ª Guerra Mundial, o apelido “pastoral” se refere menos a cantos de pássaros e mais às paisagens rurais em ruínas após as batalhas. E sua 5ª Sinfonia foi estreada em 1943, durante outra guerra. Ambas têm um ar de elegia e de respeito pelos pisoteados do mundo, mas não exatamente de tristeza: não é música que coloca as pessoas para baixo, talvez por causa da inspiração e mesmo fascinação por melodias populares que Vaughan Williams tinha em comum com B. Bartók e D. Scarlatti.

As duas gravações que trago hoje são de maestros de fora das ilhas britânicas: nascidos em 1929 e 1931, ambos eram um tanto distanciados de Vaughan Williams tanto em lugar de nascimento como em idade, mas ainda assim eram contemporâneos, pois já eram adultos quando o compositor faleceu. O russo Guennady Rozhdestvensky provavelmente teve contato mais próximo com a música de R.V.W. quando foi maestro principal da Orquestra da BBC, em Londres, de X a X. De volta à Rússia, regeu essas sinfonias em Leningrado (São Petesburgo), com os músicos russos dando à Sinfonia Pastoral um belo colorido. Destaque ainda para a capa da gravadora russa Melodia, com um ar vintage de papel envelhecido que é puro espetáculo, pois as gravações são de 1988 e o lançamento em CD, de 2014.

Já o holandês Bernard Haitink regeu incontáveis vezes a Sinfônica e a Filarmônica de Londres, tendo gravado com esta última as 9 sinfonias de Vaughan Williams, bem como outras obras como a Norfolk Rhapsody nº 1 e The Lark Ascending, que aparecem neste disco. Esta última é uma peça para violino e orquestra também de tom bucólico, pastoral, e nesta gravação a violinista Sarah Chang era uma adolescente, uma estrela ascendente, que executa sua parte com uma simplicidade, uma inocência que combina bem com a partitura.

Ralph Vaughan Williams (1872-1958):
Pastoral Symphony (Symphony No. 3) (1921)
I. Molto Moderato 11:42
II. Lento Moderato 8:35
III. Moderato Pesante 7:33
IV. Lento 10:14
Soprano – Elena Dof-Donskaya

Symphony No. 4 in F minor (1934)
I. Allegro 10:05
II. Andante Moderato 9:07
III. Scherzo. Allegro Molto 5:47
IV. Finale Con Epilogo Fugato. Allegro Molto

Guennady Rozhdestvensky, Orquestra Sinfônica Estatal da URSS
Live – Great Hall of the Leningrad Conservatory, 1988

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Ralph Vaughan Williams (1872-1958):
Symphony No.5 in D major (1943)
I: Preludio (Moderato) 12:38
II: Scherzo (Presto) 5:33
III: Romanza (Lento) 13:29
IV: Passacaglia (Moderato) 11:27
Norfolk Rhapsody No.1 (1906-1914) 11:36
The Lark Ascending (1914-1921) (Romance for violin on a poem by George Meredith) 13:33
Violin – Sarah Chang

Bernard Haitink, London Philharmonic Orquestra

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Cartão Postal do início do século XX retratando o Royal Albert Hall, onde a 5ª sinfonia de R.V.W. estrearia em 1943

Pleyel

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

Um excelente disco de Nicola Benedetti, que, apesar do nome, é escocesa. Neste Fantasie, seu quarto álbum, ela apresenta uma seleção de peças para violino que são muito amadas e que formam uma impressionante demonstração de qualidade interpretativa. A combinação de peças virtuosísticas de influência cigana com meditações e canções introspectivas funcionou maravilhosamente e mostram a maturidade de Benedetti. Ela foi vencedora do concurso de jovens músicos da BBC e depois estabeleceu uma carreira fantástica com grandes orquestras do Reino Unido, EUA e Japão, recebendo elogios por suas ousadas interpretações de concertos como os de Tchaikovsky, Mendelssohn, Sibelius, Glazunov e Szymanowski. Para Fantasie, Benedetti deixou de lado os grandes concertos para explorar algumas obras do recital padrão, mas também incluindo músicas não tão conhecidas, como a linda The Lark Ascending, de Vaughan Williams, uma das maiores obras para violino que, nos últimos três anos, foi eleita a peça favorita de música clássica da inglesa Classic FM, mas ainda pouco divulgada fora das ilhas.

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

1 Zigeunerweisen Op.20
Composed By – Pablo de Sarasate
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
8:59

2 The Lark Ascending
Composed By – Ralph Vaughan Williams
Conductor – Andrew Litton
Leader – Vesselin Gellev
Orchestra – The London Philharmonic Orchestra
15:57

3 Introduction And Rondo Capriccioso In A Minor
Composed By – Camille Saint-Saëns
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
9:19

4 Meditation From “Thais”
Composed By – Jules Massenet
Conductor – Daniel Harding
Leader – Carmine Lauri
Orchestra – The London Symphony Orchestra
5:39

5 Tzigane
Composed By – Maurice Ravel
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
10:02

6 Spiegel Im Spiegel
Composed By – Arvo Pärt
Piano – Alexei Grynyuk

7 Vocalise Opus 34 No.14
Composed By – Sergey Rachmaninov*
Piano – Alexei Grynyuk
6:11

8 Apres Une Reve
Composed By – Gabriel Fauré
Piano – Alexei Grynyuk

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Se eu tocasse como Nicola, sorriria assim

PQP

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) – Sinfonia Pastoral, Norfolk Rhapsodies

“Let us turn away and contemplate the past before all is lost to the vandals.” — W.G. Hoskins, The Making of the English Landscape

Na obra de Vaughan Williams, a forma sinfônica tem seus melhores momentos quando expressa as paisagens inglesas com suas canções populares, bem distantes do tom épico das sinfonias alemãs e austríacas.

Esse aspecto pastoral da obra de Vaughan Williams é típico da Inglaterra daquela época. Por exemplo W.G. Hoskins (1908-1992), que estudou a paisagem associada à nostalgia e à melancolia, vê a revolução industrial com horror. “Nenhum escrúpulo enfraqueceu sua ânsia por dinheiro; eles ganharam dinheiro e deixaram sua sujeira.”

O também inglês John Ruskin (1819-1900), meio século antes, já chamava atenção para a beleza das ruínas milenares, dos “muros lavados pelas várias ondas da humanidade”. Para Ruskin, as ervas e trepadeiras que crescem em qualquer área de ruína “têm uma beleza em todos os aspectos quase igual e, em alguns, incomensuravelmente superior à da escultura mais elaborada de suas pedras.”

A Sinfonia Pastoral de Vaughan Williams é, para muitos, a sua obra-prima no gênero. Ao contrário do que o nome indicaria, ela é uma sinfonia de guerra, como tantas outras do século XX. Escrita logo após a 1ª Guerra Mundial, na qual o compositor participou de batalhas nos campos franceses, ela tem a beleza das ruínas, de um mundo destruído por bombas e explorado por elites belicistas. Tem a simplicidade das plantas que crescem sobre pedras abandonadas.

Para nós, brasileiros, que não vivenciamos guerras há tantas décadas, um paralelo com o que se sentia no dia-a-dia das Grandes Guerras foi o incêndio do Museu Nacional. Assim como na 1ª Guerra as trincheiras devastaram os campos franceses e queimaram a Catedral de Reims, se na 2ª Guerra Dresden e Milão foram devastadas e a Ceia de Da Vinci se salvou quase por milagre, no nosso país tropical, grande parte da memória nacional queimou em uma noite de 2018 no Rio de Janeiro.

Considero belíssimas – e tão afastadas do sentimento médio de nossas ditas elites! – as palavras do antropólogo Viveiros de Castro. Para ele, aquela ruína deveria permanecer intocada, como o Coliseu:

A minha vontade é deixar aquela ruína como memento mori, como memória dos mortos, das coisas mortas, dos povos mortos, dos arquivos mortos, destruídos nesse incêndio. Eu não construiria nada naquele lugar. E, sobretudo, não tentaria esconder, apagar esse evento, fingindo que nada aconteceu e tentando colocar ali um prédio moderno, um museu digital, um museu da Internet – não duvido nada que surjam com essa ideia. Gostaria que aquilo permanecesse em cinzas, em ruínas, apenas com a fachada de pé, para que todos vissem e se lembrassem. Um memorial.

As duas rapsódias que completam este CD também mostram a nostalgia de um compositor amante do folclore numa era em que a locomotiva do progresso andava apressada em uma só direção.

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) – Sinfonia Pastoral, Norfolk Rhapsodies

1 Norfolk Rhapsody No. 2
2 Pastoral Symphony (Symphony No. 3) – I Molto Moderato
3 Pastoral Symphony (Symphony No. 3) – II Lento Moderato
4 Pastoral Symphony (Symphony No. 3) – III Moderato Pesante
5 Pastoral Symphony (Symphony No. 3) – IV Lento*
6 The Running Set
7 Norfolk Rhapsody No. 1

London Symphony Orchestra – Richard Hickox
*Soprano – Rebecca Evans (track 5)
Recorded at All Saints’ Church, Tooting, London; 16-18 January 2002

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Afetada pelo incêndio, árvore rebrota junto às ruínas do Museu Nacional (12/2/2019)

A Família das Cordas: Playing for the World – The New Violin Family

newviolinfamilyPois a história de Grigoriy Sedukh e seus violinos miúdos não parou em sua gravação que apresentamos ontem: esses instrumentos são apenas três duma série de oito, concebidos e confeccionados pela luthier Carleen Hutchins para reproduzir, em diferentes tamanhos, as qualidades sônicas do violino.

A luthier buscava criar um conjunto de instrumentos, ao estilo dos consorts de violas do século XVII, que tivessem características sonoras homogêneas, baseadas no violino. Seu trabalho, que envolveu colaboração com físicos, resultou num octeto de instrumentos que vão do sopranino ao contrabaixo, mas que são, essencialmente, violinos.

octet horizontal

Um desses instrumentos, o violino contralto, foi usado por Yo Yo Ma para tocar o Concerto para viola de Bartók, com recepção mista. Alguns saudaram o som como “revelador”, mas muita gente estranhou. A riqueza de timbre da viola se perde em prol de mais brilho e projeção, que é… bem, justamente aquilo que a gente não espera de uma viola.

Não obstante, várias instituições dedicam-se à divulgação do legado de Hutchins, alguns com devoção quase religiosa a sua figura, e comissionando novas composições para o peculiar conjunto instrumental.

Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!
Sério: olhem o T A M A N H O do violino contrabaixo!!!

Nesse álbum, gravado no que parece ser um congresso da The New Violin Family Association, várias peças de exibição são tocadas nos diversos instrumentos do octeto. A qualidade um tanto precária da gravação deixa para a nossa imaginação muito do tão apregoado brilho desses novos instrumentos, mas ouvir a Fantasia de Vaughan Williams tocada por eles, numa massa sonora mais homogênea que uma orquestra de cordas moderna, faz pensar que o sonho de Hutchins pode ter virado realidade.

Mais sobre a The New Violin Family Association em seu sítio na grande rede.

THE NEW VIOLIN FAMILY – PLAYING FOR THE WORLD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
01 – Suíte no. 2 em Si menor, BWV 1067 – Badinerie

Jean-Marie LECLAIR (1703-1777)
02 – Sonata em Mi maior – Adagio

Johann Sebastian BACH
03 – Concerto em Ré menor para dois violinos e orquestra, BWV 1043 – Largo

Marin MARAIS (1656-1728)
04 – L’Agréable

05 – Improvisação de Stephen Nachmonavitch e Sera Smolen

Jules Émile Frédéric MASSENET (1842-1912)
06 – Thaïs – Méditation

Diana GANNETT (1947)
07 – Simple Grace

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
08 – Evgenyi Onegin, Op. 24 – Ária de Lensky

Ottorino RESPIGHI (1879-1936)
09 – Danze ed Arie Antiche – Danza d’il Conte Orlando

George GERSHWIN (1898-1937)
10 – Porgy and Bess – Summertime

Ástor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)
11 – Libertango

Ralph VAUGHAN WILLIAMS (1872-1958)
12 – Fantasia em vinte e três partes sobre um tema de Tallis

Albert Consort
Hutchins Consort
The New Violin Family Association Festival Orchestra

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A família completa
A família completa

Vassily Genrikhovich

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) – Sinfonia No. 3, "Pastoral" e Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 6 em Fá maior, Op. 68 – "Pastoral"

Duas sinfonias pastorais. Não preciso dizer que estão entre as minhas peças favoritas. Tenho uma paixão incondicional por essas duas peças. São demonstrações de grande sensibilidade e de uma relação de respeito contemplativo para com a natureza. A Sinfonia No. 3 de Williams ou Sinfonia Pastoral como também é conhecida foi composta entre 1921 e 1922. Vaugham Williams teria arranjado motivos para compô-la em homenagem aos mortos e feridos durante a I Guerra Mundial. Ela se constituiria, assim, numa meditação possível sobre os sons da paz. A Sinfonia Pastoral apesar do nome sugestivo não é programática como a Sinfonia Pastoral de Beethoven. Interessante é saber que Vaughan Williams afirmava que essa composição não tinha nada a ver com a paisagem campestre das charnecas inglesas. O compositor a inseria num contexto bélico, afinal ele servira na Primeira Grande Guerra. A peça tem um caráter bucólico. É como se o tempo estivesse parado. Como se as estações se sucedessem. Como se um carro de boi, típico na paisagem do campo, seguisse na distância e nós ficassêmos a olhar na imensidão, parados. A outra peça dispensa comentários. É a conhecida e aclamada Sinfonia Pastoral de Beethoven, peça para a qual não faço qualquer concessão. É uma das minhas favoritas. Não deixe de ouvir este CD, pastoralmente, imperdível. Boa apreciação!

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) – Sinfonia No. 3, “Pastoral”*

01. I. Molto moderato
02. II. Lento moderato
03. III. Moderato pesante
04. IV. Lento – Moderato maestoso

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 6 em Fá maior, Op. 68 – “Pastoral

05. I. Allegro ma no troppo
06. II. Andante molto nosso
07. III. Allegro
08. IV Allegro
05. Allegretto

Royal Concertgebouw Orchestra
Sir Roger Norrington, regente
*Sibylla Rubens, soprano

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Carlinus