Chick Corea (1941): The Continents – Concerto for Jazz Quintet & Chamber Orchestra

O quase octagenário Chick Corea continua esbanjando vitalidade e energia, e mostrando a nós, crédulos fãs, que não perde nunca o foco. E como não poderia deixar de ser diferente, há quase dez anos, mais uma vez nos surpreendeu, ao fechar um contrato com a poderosa gravadora Deutsche Grammophon para gravar um CD, realizando assim um sonho antigo, como descreve no booklet do CD:

“Fazer música para uma combinação de músicos de orquestra e músicos de jazz tem possibilidades infinitas. O apreço pelas habilidades que cada um tem para com o outro cria um ambiente aqui carregado de alto interesse, comunicação criativa e novas ideias. Foi este o cenário para a composição e gravação de ‘The Continents’ – para mim um sonho tornado realidade.” Ainda de acordo com o booklet, Corea apresenta aqui “‘o seu sonho musical’ uma nova composição ao espírito de Mozart – onde o jazz e clássico convergem em um concerto de inspiração global para quinteto de jazz e orquestra de câmara.”

Comprei esse CD duplo já na época de seu lançamento, mais como curiosidade, afinal, Corea é conhecido por suas incursões na música clássica, já gravou Mozart com seus amigos Friedrich Gulda e Nikolaus Harnoncourt. Mas essa proposta era bem diferente. Nunca tivemos dúvidas com relação à genialidade do pianista, tanto enquanto compositor quanto intérprete.  Nem quanto à sua capacidade de se reciclar, se renovar constantemente, desde que seu nome apareceu, ainda em meados dos anos 60. Posso dizer também que sou suspeito para criticá-lo, adoro seu trabalho, e mesmo nos trabalhos mais ‘comerciais’, mais ‘fáceis’ consigo encontrar o gênio por trás de tudo aquilo.
Segundo o texto do booklet, as coisas deram tão certo que conseguiram acabar as gravações um dia e meio antes do previsto. então ele aproveitou aquelas horas que ainda sobravam no estúdio para gravar ainda mais algumas faixas com o quinteto e, improvisador como poucos, ainda improvisar ao piano por algumas faixas.
Espero que apreciem.

CD 1

The Continents – Concerto for Jazz Quintet and Chamber Orchestra

1 – Africa
2 – Europe
3 – Australia
4 – America
5 – Asia
6 – Antarctica

CD 2

1 – Lotus Blossomm
2 – Blue Bossa
3 – What´s This ?
4 – Just Friends
5 – Solo Continuum 31
6 – Solo Continuum 42
7 – Solo Continuum 53
8 – Solo Continuum 64
9 – Solo Continuum 75
10 – Solo Continuum 86
11 – Solo Continuum 97
12 – Solo Continuum 108
13 – Solo Continuum 119
14 – Solo Continuum 1310
15 – Solo Continuum 1411

The Members of The Harlem Quartet & Imani Winds

The Quintet –
Piano – Chick Corea
Soprano Saxophone, bass clarinet, flute – Tim Garland
Bass – Hans Glawischnig
Drums – Marcus Gilmore
Trombone – Steve Davis
Conductor – Steven Mercurio

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RESTAURADA – W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos e orquestra No. 10, K. 365 / Chick Corea (1941-2021): Fantasia para dois pianos / Friedrich Gulda (1930-2000): Ping Pong

RESTAURADA – W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos e orquestra No. 10, K. 365 / Chick Corea (1941-2021): Fantasia para dois pianos / Friedrich Gulda (1930-2000): Ping Pong


Um CD incrível, diferente, ótimo. Gulda, Chick Corea e Harnoncourt fazem um trio fabuloso nestes concertos de grande magnitude e versatilidade. Clássico e jazzístico se fundem – se é que devemos utilizar esta classificação. Chick Corea é um jazzista americano polivalente. Suas habilidades com o repertório erudito são fato patente desde a mais tenra infância do moço. Dizem que aprendeu a tocar piano aos 4 anos. Suas primeiras lições foram com obras de Bach, Mozart, Chopin, Beethoven, Scarlatti e outros. Cresceu com propensões para as fusões musicais. Tocou com Miles Davis, Gillespie, Hancock, Burton. Chegou a tocar em bandas de jazz-rock. Como se pode ver, o homem é um excursionista musical. Um David Bowie do jazz. Isso apenas realça o grande músico que é. Neste CD, Chick (apelido que ganhou da tia enquanto era menino ainda – “bochechudo”), está ao lado de Gulda, outra figura da versatilidade. Ao final da obra de Mozart, temos duas peças, uma do Chick e outra do Gulda. Um registro imperdível. A regência na obra de Mozart, como antecipei, é do grande Nikolaus Harnoncourt, maestro que ao meu modo de ver, dispensa maiores apresentações pela competência que lhe é peculiar. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a), Chick Corea (1941 -) – Fantasia para dois pianos, Friedrich Gulda (1930-2000) – Ping Pong

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) –
Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a)
01. Allegro [10:15]
02. Andante [8:00]
03. Rondeaux: Allegro [6:48]

Chick Corea (1941-2021) –
Fantasia para dois pianos

04. Fantasia para dois pianos [11:46]

Friedrich Gulda (1930-2000) –
Ping Pong [9:56]

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Nikolaus Harnoncourt, regente
Friedrich Gulda, piano
Chick Corea, piano

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Corea e Gulda de mãos dadas. Que coisa mais amada!
Corea e Gulda de mãos dadas. Que coisa mais amada!

Carlinus [restaurado por Vassily em 15.2.2021, em homenagem ao maravilhoso Chick Corea, falecido no dia 9 do mesmo mês]

Chick Corea (1941): Septet

Na minha opinião, este é um grande CD de autêntica música erudita. Creio que seja melhor, inclusive, que aquele outro de CC que o grande mano FDP Bach postou dia desses. Aqui, Chick Corea percorre facilmente aquele pequeno caminho que une o jazz à música erudita.

Sempre fico com um sentimento de pena quando leio aqueles comentaristas que dizem que o blog PQP Bach decaiu por este ou aquele motivo e depois tascam o verdadeiro problema: vocês postam jazz! Se há algo não nos afeta é esta pequena afirmação. Eu nem respondo a estas opiniões porque elas demonstram tanto preconceito (ou desconhecimento) e tal incompreensão da “coisa musical” que não merecem resposta.

No Septeto, Corea só retoma seu sotaque de jazz na última peça — The Temple Of Isfahan –, uma parente próxima da extraordinária La Fiesta, do disco Return to Forever, talvez ainda o melhor de Mr. Armando. Nas peças restantes, Corea sente-se inteiramente à vontade escrevendo uma peça erudita moderna e de excelente nível. Ele comprova que, assim como Mingus, é um compositor erudito que gosta de jazz. Ouçam com atenção porque este disco é de raro brilho.

Baita CD em 320 kbps!!!

Chick Corea: Septet

1. 1st Movement
2. 2nd Movement
3. 3rd Movement
4. 4th Movement
5. 5th Movement

6. The Temple Of Isfahan

Chick Corea: piano
Ida Kavafian: violin
Theodore Arm: violin
Steven Tenenbom: viola
Fred Sherry: cello
Steve Kujala: flute
Peter Gordon: French horn

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PQP

Chick Corea (1941) – Corea.concerto – Spain for Sextet – Piano Concerto nº1

Minhas próximas postagens serão dedicadas a dois gênios do piano no jazz, Chick Corea e Keith Jarrett, dois intrumentistas que, no correr das 4 décadas de suas carreiras, quebraram barreiras e rótulos, e mostraram a que vieram em discos memoráveis, verdadeiros clássicos do Jazz. Mas também excursionaram pela música clássica, e são alguns destes discos que pretendo mostrar, para fechar com duas séries únicas, imbatíveis no meu entender.
Mas comecemos com Chick Corea. Este cd tem uma proposta interessantíssima, e muito bonita. Começa com o grande clássico do pianista, “Spain”, em uma versão para Sexteto de Jazz e Orquestra, e conclui com seu Primeiro Concerto para Piano e Orquestra. Eu sou fascinado por “Spain” desde os tempos do Return to Forever, e esta versão está muito interessante, eletrizante na verdade, e mostra toda a versatilidade de Corea e Origin , o super sexteto que o acompanha  desde os anos 90. Aguardem pois trarei mais material dessa turma no correr destes dias.Eis o comentário do editorialista da amazon.com sobre esse cd:

Amazon.com
The resurgence of pianist Chick Corea in the 1990s seemingly knows no bounds, as is demonstrated by his
Corea.Concerto. Blending Corea’s thrilling regular jazz sextet, Origin, with the London Philharmonic Orchestra, this disc is Corea’s second journey into classical music, after The Mozart Sessions with conductor and vocalist Bobby McFerrin. But Corea.Concerto is Corea’s first original symphonic work and it’s a mightily impressive debut. The disc is split into two major pieces: a bombastic, new arrangement of Corea’s classic “Spain,” first recorded in 1972 with Return to Forever and here featuring lengthy showcases for the members of Origin, and Corea’s new “Piano Concerto No. 1,” modeled after Mozart’s piano concertos and featuring the Philharmonic with Origin bassist Avishai Cohen and drummer Jeff Ballard. Of the two, “Spain” is perhaps more satisfying, only because it gives more room for the members of Origin to shine and because the unusual blend of jazz sextet and symphony orchestra is achieved here to a greater effect. There are moments in Spain’s “Opening and Introduction” when Corea attains a wonderful fusion of Latin rhythms, big orchestral blocks of sound that recall composers like Edgar Varese and have a jazz harmonic sensibility. The “Piano Concerto” is a more strictly classical piece that wears its Mozart influence on its sleeve, with melodies spun back and forth between piano and orchestra. –Ezra Gale

Chick Corea (1941) – Corea.concerto – Spain for Sextet – Piano Concerto nº1

(01) Spain- opening and introduction
(02) Spain- theme
(03) Spain- conclusion
(04) Concerto #1 part one
(05) Concerto #1 part two
(06) Concerto #1 part three

Performed by London Philharmonic Orchestra
with Original Dixieland Jazz Band, Armando Anthony (“Chick”) Corea
Conducted by Steven Mercurio

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FDP Bach