Butterworth (1885-1916) / Parry (1848-1918) / Bridge (1879-1941) – Música para Orquestra de Câmara – English String Orchestra – William Boughton

Butterworth (1885-1916) / Parry (1848-1918) / Bridge (1879-1941)  – Música para Orquestra de Câmara – English String Orchestra – William Boughton

Butterworth – A Shropshire Lad & outras

Parry – Lady Radnor’s Suite

Bridge – Suite for String Orchestra

English String Orchestra

William Boughton

 

 

Em uma das minhas vidas passadas ensinei em uma universidade americana e tive como colega e vizinho de escritório um inglês – Lewis! Ele chegava com seu sobretudo de agente secreto, com um sorriso em apenas meia boca e mandava: Good morning, René! Era essencialmente tudo o que ele oferecia em termos de conversação, mas de alguma maneira, sabia que podia contar com ele. Gostaria de imaginar que em algum lugar da Inglaterra, dia destes, Lewis chegará em casa, servirá a large sip of Scotch e tocará algum CD do tipo deste que vos trago.

String Orchestras são verdadeiras instituições inglesas  e os compositores britânicos do início do século XX deixaram um repertório muito bonito para essa combinação.

Wyastone Leys, Monmouth

Este CD foi gravado, masterizado e manufaturado no Reino Unido, diz com orgulho na contracapa do CD o selo – Nimbus Records Limited. Tudo isto foi feito em um castelo: Waystone Leys, Monmouth. Mas na contracapa há também a informação de que a sua gravação foi feita no Great Hall da University of Birmingham.

Mas estes detalhes todos são para deixar claro que estamos diante de um repertório absolutamente British e excelente.

George Butterworth morreu em combate na Primeira Guerra, com apenas 31 anos. Estudou em Eton e Oxford e ajudou Cecil Sharp e Vaugham Williams em suas pesquisas em música folclórica. Neste disco temos quatro peças suas. A primeira teve material derivado de um ciclo de canções, A Shropshire Lad, principalmente da primeira canção, Loveliest of Trees. Pelos nomes você pode esperar uma música que representa mais as paisagens do interior da Inglaterra, com suas raízes folclóricas. O mesmo acontece nas outras três peças, em particular na última, The Banks of Green Willow.

Em seguida temos a Lady Radnor’s Suite, de Hubert Parry. O nome da peça se deve ao fato de Parry tê-la escrito para uma orquestra de câmera que era regida por Helen, a Condessa de Radnor, esposa do quinto Earl of Longford Castle, de Salisbury.

A última peça é de um (talvez) mais conhecido compositor, Frank Bridge, que foi professor de Benjamim Britten. Esta peça, a Suite for Strings, está em nível de comparação com Introduction and Allegro, de Elgar, e Fantasia on a Theme by Thomas Tallis, de Vaugham Williams.

George Butterworth (1885 – 1916)

  1. A Shropshire Lad
  2. English Idylls No. 1
  3. English Idylls No. 2
  4. The Banks of Green Willow

Hubert Parry (1848 – 1918)

5. Lady Radnor’s Suite

Frank Bridge (1879 – 1941)

11. Suite for Orchestra

English String Orchestra

Christophers Hirons, Leader

William Boughton, conductor

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FLAC | 207 MB

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MP3 | 320 KBPS | 139 MB

William Boughton, quando jovem…

Enfim, um lindo disco com música de excelente qualidade. E não é só para inglês ver!

Ah, se você estiver lendo isto, Lewis, gostaria de agradecer pela companhia nos corredores da universidade, em busca de another cup of coffee. Eu quase posso ouvi-lo dizendo: Don’t mention it!

René Denon

Edward Elgar – Cello Concerto – Sheku Kanneh-Mason, Simon Rattle, LSO

Monge Ranulfus, em seu retiro espiritual em alguma capital do litoral brasileiro, assim se referiu a este músico:

“Ele DIZ a música – e para mim esse o diferencial central que me faz reconhecer alguém como grande músico. Eu diria que ele enuncia frase por frase o discurso que essa música pretende ser… e com isso consegue fazer Elgar, que é um compositor apenas mediano, soar como um grande compositor. Consegue extrair profundidade de frases melódicas que seriam banais, em uma interpretação menor. “

Em se tratando do Concerto de Elgar, bem, o nível é bem elevado. Apenas para começo de conversa, lembro da recente excelente gravação de Alisa Weilerstein com o Daniel Baremboim / Staatskapelle Berlin, e claro, a gravação histórica de Jaqueline Du Pré ao lado de John Barbirolli / LSO. Isso para ficarmos em apenas duas. Ah, claro, estou esquecendo da pequena notável Sol Gabetta.

Mas o nome em questão aqui é o de Sheku Kanneh-Mason, uma revelação britânica de apenas 20 anos de idade. Assim a revista Grammophone descreve o artista: “Young artist, old soul”. Aliás, o último número desta conceituada revista dedicada algumas páginas ao jovem artista.

Ouvindo com atenção esta gravação, entendi o que o nosso Ranulfus quis dizer em seu comentário. Sheku tem uma abordagem mais sensível, não tão intensa quanto a de Du Pré, que nos dá a impressão de sangrar os dedos quando está tocando tal a força que ela imprime às notas. O jovem britânico nos dá uma outra possibilidade de leitura, e estou encantado com esta sua abordagem. Claro, a cumplidade da orquestra e do maestro também ajudam. Sir Simon Rattle e a Sinfônica de Londres já devem ter tocado este concerto tantas vezes que ele já se inseriu no DNA da orquestra e do próprio maestro. Por isso eles soam tão naturais e perfeitos. Nada a acrescentar nem para tirar.

Tenho a certeza de que ainda iremos falar muito deste jovem violoncelista.

1 Traditional: Blow The Wind Southerly (Arr. Kanneh-Mason)

2 Elgar: Variations on an Original Theme, Op. 36 “Enigma” – 9. Nimrod (Adagio) (Arr. Parkin)

3 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 1. Adagio – Moderato
4 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 2. Lento – Allegro molto
5 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 3. Adagio
6 Elgar: Cello Concerto in E Minor, Op. 85 – 4. Allegro

7 Elgar: Romance in D Minor, Op. 62 (Arr. Parkin)

8 Bridge: 4 Short Pieces, H. 104 – 2. Spring Song (Arr. Parkin)

9 Traditional: Scarborough Fair (Arr. Parkin)

10 Bloch: Prelude, B 63

11 Bloch: From Jewish Life, B 54 – 1. Prayer (Arr. B. Kanneh-Mason)

12 Fauré: Elégie in C Minor, Op. 24 (Arr. Parkin)

13 Klengel: Hymnus, Op. 57

Sheku Kanneh-Mason – Cello
London Symphony Orchestra
Sir Simon Rattle – Conductor

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Frank Bridge (1879-1941) – The Sea-Suite For Orchestra, Benjamin Britten (1913-1976) – Violin concerto, op. 15 e Witold Lutoslawski (1913-1994) – Concerto for Orchestra

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O maestro Yan Pascal Tortelier tem um currículo respeitável. Não havia escutado nada ainda sob a sua condução. Sou sabedor de que, após os problemas com John Neschling, em 2009, Tortelier foi contratado para ser o regente titular da Osquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Tortelier é francês de nascimento. Mas já teve a oportunidade de conduzir importantes orquestras como a de Londres, São Francisco, Montréal, Paris e São Petersburgo. Vale ressaltar que o seu principal protagonismo foi à frente da orquestra da BBC de Londres. Seu trabalho na BBC lhe rendeu um laureamento (inclusive, as peças regidas neste post estão a cargo da sinfônica inglesa). A primeira impressão foi positiva. As três peças (broadcastings) que surgem nesta postagem, deixaram-me feliz. Conhecia somente o concerto para violino de Britten, compositor que se sempre provoca admiração e surpresa quando o escuto. A suite de Bridge também provocou uma impressão de contentamento. Fato importante é que Frank Bridge foi professor de Britten, o maior compositor inglês de todos os tempos (em minha humilde opinião). Lutoslawski, por sua vez, com sua linguagem áspera, continua a ser um desafio. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Frank Bridge (1879-1941) – The Sea-Suite For Orchestra
01. 1. Seascape (Allegro ben moderato)
02. 2. Sea-foam (Allegro vivo)
03. 3. Moonlight (Adagio ma non troppo)
04. 4. Storm (Allegro energico)

Benjamin Britten (1913-1976) – Violin concerto, op. 15
05. I. Moderato Con Moto-
06. II. Vivace-Cadenza-
07. III. Passacaglia Andante Lento (Un Poco Meno Mosso)

Witold Lutoslawski (1913-1994) – Concerto for Orchestra
08. I. Intrada: Allegro maestoso
09. II. Capriccio notturno e arioso: Vivace
10. III. Passacaglia, toccata e corale: Andante con moto

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BBC Symphony Orchestra
Yan Pascal Tortelier, regente
Daniel Hope, violino

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Carlinus