A Quatro Mãos: Piano Brasileiro a Quatro Mãos – Duo Kaplan-Parente (Série Discos Marcus Pereira)

capaA intensa atividade do duo pianístico formado por José Alberto Kaplan e Gerardo Parente – ex-professores da Universidade Federal da Paraíba – também gerou este álbum lançado pelo precioso selo Discos Marcus Pereira. O repertório, bastante incomum, é aparentemente uma gota do imenso e inexplorado repertório brasileiro para quatro mãos. Aos que me cobram novas postagens do Discos Marcus Pereira, e em particular àqueles que me fizeram pedidos específicos, prometo para breve novos .:interlúdios:. com blocos de quatro ou cinco discos. Só lhes peço paciência, e que guardem os tomates, pois subi ao servidor muito mais coisas do que o tempo que tenho me permite postar. Fazemos o PQP Bach por puro amor, nas poucas horas livres, e sem nada ganharmos por isso – e, de quebra, ainda levamos algumas pedradas.

Sim, isso dói. E, sim, aceitamos abraços carinhosos ali na caixa de comentários.

PIANO BRASILEIRO A QUATRO MÃOS – DUO KAPLAN-PARENTE

Francisco Paulo MIGNONE 
01 – Lundu

José Alberto KAPLAN
02 – Duas Modinhas: Azulão (sobre canção de Jayme Ovalle) e Casinha Pequenina (tradicional)

Octavio MAUL
03 – Duas Miniaturas: Cirandinha e Polka Antiga

Aylton ESCOBAR
04 – Seresta opus um

Osvaldo LACERDA
05 – Brasiliana no. 4

Aloysio de ALENCAR PINTO
06 – Sarau de Sinhá: Schottisch – Polca – Romance – Contradança – Valsa – Noturno – Capricho – Lundu – Recitativo – Galope

Duo Kaplan-Parente
José Roberto Kaplan e Gerardo Parente, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Duo Kaplan-Parente, aqui disposto como Parente-Kaplan.
Duo Kaplan-Parente (ou, aqui, Parente-Kaplan)

Vassily Genrikhovich

 

Cristina Ortiz – Oito Compositores Brasileiros [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Cristina Ortiz é daquelas profissionais tão competentes que o Brasil não conseguiu segurar e manter residindo em terras verde-amarelas… Fato triste, por não a vermos com frequência embelezando nossas vidas cinzentas com suas récitas. Mas há um  alento, um meio-sorriso quando ela desembarca em solo pátrio para nos dar o ar de sua graça e, em se tratando de piano, quanta graça numa só pessoa!

Cristina se lança no piano como se o instrumento fosse uma extensão de seu próprio corpo, característica rara, presente somente nos melhores pianistas. Daquela mocinha simples, que assombrava os ouvintes com sua capacidade, chegou à maturidade, como bem diz a apresentação de seu site:

“Cristina Ortiz é uma artista que evoluiu de menina-prodígio à maturidade, determinada a comunicar ao mundo sua intuição, palette pianística, emoção e sensibilidade“, nos dizeres do jornal vienense ‘Die Presse’. Radicada na Inglaterra há muitos anos, são porém os dotes inerentes à sua cultura brasileira – paixão, espontaneidade e flexibilidade rítmica – os que mais fortemente transparecem em suas interpretações.

Solista com as mais famosas orquestras – Berlim, Chicago, Cleveland, New York, Praga, Viena, Londres – Cristina Ortiz já trabalhou sob a batuta de Ashkenazy, Chailly, Foster, Jansons, Järvi, Kondrashin, Leinsdorf, Masur, Mehta, Previn e Zinman, entre outros. Em tanto que camerista, tem se apresentado ao lado de artistas como Antonio Meneses, Uto Ughi, Emanuel Pahud, Lynn Harrell, ou o Quinteto de Sopro de Praga.

Possuidora de vasto e eclético repertório, quer em concertos ou gravações, seu compromisso com a música brasileira é evidente na aclamada ‘prémière’ do “Chôro” de Guarnieri no Carnegie Hall de New York ou nos 5 Concertos de Villa-Lobos, gravados para Decca. Cristina Ortiz continua sua procura por raridades musicais, através das obras de Clara Schumann, Mompou, Stenhammar, Schulhoff ou dos brasileiros Lorenzo Fernandez e Fructuoso Vianna.” (do site da pianista)

Hoje temos a dádiva de apresentar-vos a jovem Cristina Ortiz, leve e vibrante musicista em seus 26 anos, mandando ver em obras de compositores brasudcas de primeiríssima linha, como Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, José Siqueira e Cláudio Santoro, entremeados de outros menos conhecidos, mas cujas obras escolhidas para este álbum não estão de forma alguma em patamar inferior ao dos figurões. São eles Octavio Maul, José Vieira Brandão e Fructuoso Vianna. Repare que Cristina Ortiz foi peituda na produção deste LP e lançou mão de apresentar exclusivamente autores nacionais e contemporâneos: na época da gravação, 1976, apenas Nepomuceno e Maul haviam falecido (o ultimo faziam só 2 anos). Eram músicas novas, compostas com a mesma jovialidade de Cris (já fiquei íntimo…).

Um disco de altíssima categoria. Conheça mais um pouco de Cristina Ortiz e das belas músicas que a brasilidade produziu! Ouça! Ouça!

Cristina Ortiz (1950)
Cristina Ortiz

01. Galhofeira – Alberto Nepomuceno (1864-1920)
02. Prece – Alberto Nepomuceno (1864-1920)
03. Ponteio nº38 – Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
04. Ponteio nº48 – Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
05. Ponteio nº49 – Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
06. Tríptico: Choro – Octavio Maul (1901-1974)
07. Tríptico: Canção – Octavio Maul (1901-1974)
08. Tríptico: Samba – Octavio Maul (1901-1974)
09. Corta-Jaca – Fructuoso Vianna (1896-1976)
10. As Três Irmãs: Beatriz – Fructuoso Vianna (1896-1976)
11. As Três Irmãs: Pérola – Fructuoso Vianna (1896-1976)
12. As Três Irmãs: Rúbia – Fructuoso Vianna (1896-1976)
13. Estudo nº1 – José Vieira Brandão (1911-2002)
14. Congada – Francisco Mignone (1897-1986)
15. Segunda Valsa de Esquina – Francisco Mignone (1897-1986)
16. Cantiga – José Siqueira (1907-1985)
17. Paulistana – Cláudio Santoro (1919-1989)

Cristina Ortiz, piano
1976

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (185Mb)

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…Mas comente… O álbum é bom demais, merece umas palavrinhas…

Bisnaga