Música de Câmara com Clarinete – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (2 de 5) ֍

Música de Câmara com Clarinete – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (2 de 5) ֍

The Fibonacci Sequence

Clarinete

Brahms | Mendelssohn |

Baermann | Glinka | Milhaud

 

Um par de coelhos foi colocado em um pátio cercado por muros. Supondo que a cada mês, a partir do segundo mês de vida, cada casal de coelhos gera um novo casal de coelhos, quantos casais de coelhos povoarão o pátio ao fim de um ano?

Este problema aparece no capítulo 12 do Liber abaci, o livro escrito por Fibonacci em Pisa, após seu retorno da Argélia, onde viveu por um período e aprendeu o sistema numérico Hindu-Arábico entre muitas outras coisas que explica no livro.

O problema certamente era conhecido antes de Fibonacci colocá-lo no livro e faz parte de uma tradição entre os matemáticos que remonta aos tempos do Egito dos antigos faraós e dos povos mesopotâmicos – assírios, babilônios, que consiste em ensinar matemática através de bons e mesmo de rotineiros problemas. E o problema dos coelhos, enunciado por Fibonacci, é ótimo.

É claro, os detratores dos matemáticos vão logo atacar com comentários do tipo – o par de coelhos era formado por dois machos e nunca se reproduziram. Poderão reclamar dizendo que as condições como ‘nasce um par a cada mês’ e tal, sempre um macho e uma fêmea são inverossímeis. E eventuais problemas genéticos? Houve até uma ameaça de formação de um comitê que clamava – liberdade para os coelhos de Fibonacci…

Ora, os matemáticos nem ouvirão tais críticas e provocações, pois sabem que a historiazinha por trás do problema é apenas para torná-lo bonitinho. Se você realmente quer resolver o problema, concentre-se em entender as condições descritas e coloque a caraminhola para funcionar. Envolver-se com um problema, embebedar-se da vontade de resolvê-lo, mesmo que disponha de poucas ferramentas e que o problema pareça, à priori, inexpugnável, é a tarefa dos matemáticos. Esse élan, essa disposição é o que motiva os matemáticos e é o que impulsiona os avanços na Matemática. A curiosidade, dizem, matou o gato, mas no caso da Matemática, é o que lhe dá a vida. Ninguém é mais feliz do que um matemático realmente engajado na busca da solução de algum problema, mesmo que ele ou ela não admita.

A passagem dos meses serve para indicar os novos passos no desenvolvimento do processo descrito. Ao fim de cada mês, cada casal de coelhos amadurecido dará à luz a um novo casal. Assim, o problema será o de contar, ao fim de cada mês, quantos casais de coelhos povoam o pátio, levando em conta as condições do mês anterior. Pode-se agir como quiser, fazendo anotações, desenhando diagramas ou criando uma fórmula que esclareça a situação, levando em conta todas as hipóteses do enunciado.

Veja que diagramas e fórmulas são típicos objetos matemáticos, mas que demoraram séculos ou mesmo milênios para serem desenvolvidos e incorporados ao uso comum das pessoas. Mesmo o uso de um sistema numérico que emprestou agilidade e precisão aos cálculos só foi introduzido na cultura ocidental no século XIII e sofreu alguma resistência. Mas, chega de delongas e vamos ao problema.

Temos então as condições estabelecidas no problema: ao fim de cada mês, cada casal amadurecido dará à luz a um novo casal, que amadurecera ao fim do seu segundo mês de vida.

Portanto, começamos com um casal que amadurece ao fim do primeiro mês e dá à luz a um novo casal ao final do segundo mês. No fim do terceiro mês, o primeiro casal dá à luz a um novo casal e o segundo casal atinge a maturidade. Temos assim 1, 1, 2 e 3. Para o próximo mês, nascerão mais dois casais, pois um mês antes tínhamos dois casais de coelhos adultos e o terceiro casal chega à idade adulta. Resulta então em 3+2 = 5 casais de coelhos, dos quais 3 na idade adulta. Já dá para perceber o que acontecerá no fim do próximo mês: 5 + 3 = 8 casais, dos quais, 5 em idade adulta.

Esta sequência de números, criada a partir das condições estabelecidas no problema é chamada de Sequência de Fibonacci.

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, …

Cada novo termo da sequência é o resultado da soma dos dois termos anteriores. Em matematiquês:

F(n+1) = F(n)+F(n-1)  e  F(1) = 1, F(2) = 1.

Há uma verdadeira enxurrada de informações sobre a Sequência de Fibonacci e suas manifestações na natureza. Assim, não vamos entrar nesta parte, mas se você teve sua curiosidade despertada, basta deixar o seu lado matemático revelar-se mais um pouco. E aí, quantos pares de coelhos no fim do ano?

Ah, a música! Algumas palavras sobre o programa do disco que tem um clarinete como destaque. Funcionando um pouco como âncora neste programa, temos o Trio com Clarinete de Brahms, que abre os trabalhos de maneira ótima. Em seguida uma peça de Mendelssohn, Konzertstück, uma peça de concerto. Esta composição é fruto da amizade entre o jovem Mendelssohn, Heinrich Baermann, o melhor clarinetista daquela época, e seu filho Carl. Eles se conheceram em Berlim em 1832 e as habilidades do instrumentista inspiraram o compositor, a maneira que ocorrera antes com Mozart e Stadler, assim como Brahms e Mühfeld. Após a peça de Mendelssohn, vem um adagio para clarinete e quinteto de cordas escrito pelo próprio Heinrich Baermann, que também tinha alguma habilidade como compositor.

Prosseguindo, no programa, temos um Trio com Clarinete escrito por Mikhail Glinka, que era russo e compositor nacionalista. Ficou famoso por suas óperas ‘A Vida pelo Czar’ e ‘Russlan e Ludmila’. Esta peça foi escrita quando Glinka estava na Itália, morrendo de saudades de casa e pela inscrição deixada na peça: ‘Eu só tenho conhecido o amor pelas misérias que ele causa’, curtindo uma decepção amorosa.

Completando o disco, à francesa, uma suíte de Milhaud, escrita sob inspiração da música de Michel Corrette. A música foi escrita inicialmente para uma produção em francês de Romeu e Julieta, de Shakespeare.

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Trio para clarinete, violoncelo e piano em lá menor, Op. 114
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Andante grazioso
  4. Allegro (ii)

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Peça de Concerto No. 2 em ré menor, para clarinete, corno de basseto e piano, Op. 114
  1. Presto
  2. Andante
  3. Allegro grazioso

Heinrich Baermann (1784 – 1847)

Adagio em ré bemol maior para clarinete, dois violinos, viola, violoncelo e contrabaixo
  1. Adagio

Mikhail Glinka (1804 – 1857)

Trio Pathétique, para clarinete, fagote e piano
  1. Allegro moderato
  2. Scherzo: vivacissimo
  3. Largo
  4. Allegro con spirito

Darius Milhaud (1892 – 1976)

Suite d’après Corrette, para oboé, clarinete e fagote
  1. Entrée et Rondeau
  2. Tambourin
  3. Musette
  4. Sérénade
  5. Fanfare
  6. Rondeau
  7. Menuets
  8. Le Coucou

The Fibonacci Sequence

Kenneth Sillitoe, violino
Helen Paterson, violino
Louise Williams, viola
Benjamin Hughes, violoncelo
Stephen Williams, contrabaixo
Christopher O’Neal, oboé
Nicholas Bucknall, corno de basseto
Richard Skinner, fagote
Kathron Sturrock, piano

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Em nossa próxima postagem falaremos do Número de Ouro!

Aproveite

René Denon

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara

Ah, OK, é bom, mas não é apaixonante. Ninguém vai enlouquecer ouvindo este comportado Glinka e seu escudeiro Alabiev. São românticos legaiszinhos, com algum sotaque do oriente, nada mais do que isso. Glinka tem considerável importância histórica: pespegaram-lhe o título de Pai da Música Russa. Há pais melhores; o meu, por exemplo.

Glinka (1804-1857) e Alabiev (1787-1851): Música de Câmara

Mikhail Glinka (1804-1857)
Trio Pathétique in D minor
01-I. Allegro moderato
02-II. Scherzo: Vivacissimo – Trio: Meno mosso
03-Largo
04-Allegro con spirito – Alla breve, ma moderato

The Lark, arranged for piano by Balakirev
05-Andante quasi recitativo – Andantino

Viola Sonata in D minor
06-Allegro moderato
07-Larghetto ma non troppo (Andante)

Waltz-Fantasia
08-Waltz-Fantasia

Variations on a theme by Alabiev (The Nightingale)
09-Variations on a theme by Alabiev (The Nightingale)

Alexander Alabiev (1787-1951)

Violin sonata in E minor
10-Allegro con brio
11-Adagio cantabile
12-Rondo: Allegretto scherzando

Adrian Chandler, violino
Norbert Blume, viola
Colin Lawson, clarinete
Alberto Grazzi, basson
Olga Tverskaya, pianoforte

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Glinka: já tivemos melhores dias em nosso blog

PQP

The Lark – Recital para Piano – Christian Ihle Hadland

The Lark – Recital para Piano – Christian Ihle Hadland

Haydn – Brahms – Borodine  

Glinka – Balakirev – Schubert

Peças para Piano

Christian Ihle Hadland

 

 

Este disco tem uma proposta diferente. No lugar de apresentar peças de um único compositor ou mesmo reunir peças com alguma ligação temática, nos propõe uma coleção de obras que permite um olhar sobre a arte do intérprete. Eu gostei imenso do disco por isso.

Começamos com uma sonata de Haydn, para aquecer os dedos. E que aquecimento! Linda música. Iniciamos numa ascendente, uma de poucas sonatas de Haydn em tom menor. O ritmo logo acelera e gera um movimento de abertura cheio de bom humor. O movimento lento é mais interrogativo e reflexivo, mas bastante reservado quanto aos sentimentos, talvez uma das características do Franz Joseph. De qualquer forma, o último movimento irrompe com verve e ritmos marcados e trazendo de volta a alegria e o bom humor.

A próxima parada é um bom salto no tempo e no estilo musical. Brahms no seu período outonal, com um dos conjuntos de peças escritas quando Johannes já usava barba e barriga. Mas o Opus 119 tem suas surpresas em três intermezzi e uma rapsódia. O conjunto exibe diversidade, passando de um Adagio para Adantino agitato, depois grazioso, terminando com um Allegro risoluto.

Chegamos então aos russos e encontramos um pouco de melancolia. Mas nada que possa preocupar nosso caro leitor-seguidor. Borodin é compositor da Pequena Suíte, uma coleção de sete peças para piano, que inicia com um andante religiosos, mas como deve toda suíte, passa por suas danças.

A peça que dá nome ao disco é um arranjo para piano feito por Balakirev, um russo bamba no piano, de uma canção escrita por Glinka, de nome Zhavoronok (Lark em inglês e Cotovia em português).

Para arrematar, a título de encore, uma linda peça de Schubert, uma melodia húngara.

Joseph Haydn (1732 – 1809)

Sonata para piano em mi menor, Hob. XVI: 34

  1. Presto
  2. Adagio
  3. Finale

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Klavierstücke, Op. 119

  1. Intermezzo (Adagio)
  2. Intermezzo (Andantino)
  3. Intermezzo (Grazioso e giocoso)
  4. Rapsódia (Allegro risoluto)

Alexander Borodin (1833 – 1887)

Petite Suite pour piano

  1. Au Couvent. Andante religioso
  2. Tempo di menuetto
  3. Allegro
  4. Allegretto
  5. Andante
  6. Allegretto
  7. Andantino

Mikhail Glinka (1804 – 1857)

  1. Zhavoronok (The Lark – A Cotovia) – Arranjo para piano de Mily Balakirev (1837 – 1910)

 

Franz Schubert (1797 – 1828)

  1. Ungarische Melodie

Christian Ihle Hadland, piano

Aqui está o Balakirev, o cara do arranjo…

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Sobre o pianista, veja como a crítica o descreveu depois de um concerto no BBC Proms de 2013: … um talento verdadeiramente notável para cativar e encantar qualquer audiência com seu ‘toque de pérolas, um som de outro mundo’.

Christian Ihle Hadland, atuante até na quarentena. Busque no YouTube…

Aproveite!

René Denon

Martha Argerich & Friends – Live from Lugano Festival – 2007 #BTHVN250

De acordo com a Wikipedia, Lugano é uma cidade com 65 mil habitantes, localizada no Sul da Suíça, um local paradisíaco, ao lado de um lago absolutamente magnífico.

Foi ali que Martha Argerich organizou por muitos anos um Festival de Música, revelando muitos músicos talentosos, e outros já famosos aproveitaram para desfilarem ainda mais seu talento.

A série começa com o genial Trio para Piano ‘Ghost’ de Beethoven, belamente interpretado por Martha, o Capuçon violinista, Renaud, e Mischa Maisky, que dispensa apresentações. Músicos deste nível tocando juntos, em um lugar como este, com certeza seria o passeio dos sonhos de muita gente.

CD 1:

Ludwig van Beethoven (1770-1827):
Piano Trio in D major “Ghost”, Op. 70,1

Ferruccio Busoni (1866-1924) / Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791):
Fantasie für eine Orgelwalze, arrangement for 2 pianos in F minor (after Mozart, K. 608)

Robert Schumann (1810-1856):
Andante and Variations for 2 pianos in B flat major, Op. 46
Kinderszenen, Op. 15

Martha Argerich – piano
Lilya Zilberstein – piano
Gabriela Montero – piano
Renaud Capuçon – violin
Mischa Maisky – cello

CD 2:

Ludwig van Beethoven (1770-1827):
Piano Quartet No. 2 in D major, WoO 36,2

Maurice Ravel (1875-1937):
Ma mère l’oye, suite for piano 4 hands

Mikhail Glinka (1804-1857):
Grand Sextet for piano, two violins, viola, cello and double-bass

Olivier Messiaen (1908-1992):
Theme and Variations, for violin & piano

Maurice Ravel (1875-1937):
Daphnis et Chloé, suite No. 2 (transcr. 2 pianos Lucien Garban)

Martha Argerich – piano
Alexander Mogilevsky – piano
Karin Lechner – piano
Francesco Piemontesi – piano
Sergio Tiempo – piano
Lucia Hall – violin
Alissa Margulis – violin
Lida Chen – viola
Nora Romanoff-Schwarzberg – viola
Mark Drobinsky – cello
Enrico Fagone – double bass

CD 3:

Béla Bartók (1881-1945):
Violin Sonata No.1 Sz75

Ernő von Dohnányi (1877-1960):
Piano Quintet No.1 in C minor, op.1

Witold Lutosławski (1913-1994):
Variations on a Theme by Paganini for 2 pianos

Martha Argerich – piano
Nicholas Angelich – piano
Mauricio Vallina – piano
Renaud Capuçon – violin
Dora Schwarzerg – violin
Lucia Hall – violin
Nora Romanoff-Schwarzberg – viola
Jorge Bosso – cello

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The Art of the Nocturne, CD 4 de 4 – Noturnos para piano de vários compositores

Nocturnes BoxAntes que nossos arretados leitores-ouvintes me intimem novamente a concluir a série, o cabra aqui apressa-se em fazê-lo.

O último álbum é um saco de gatos repleto de noturnos escritos por contemporâneos de Chopin. De Clara Schumann a Camille Pleyel (que faria fortuna como fabricante de pianos), e de Glinka ao boçal Kalkbrenner, que quase foi professor de Chopin e se considerava, após a morte de Haydn e Beethoven, “o último músico clássico vivo”, tem de tudo. Em sua maioria, são bombons tão untuosos e adocicados que farão até os mais ardentes anti-chopinianos querer escutar os noturnos do mestre e espocar fogos em homenagem ao gênio polonês.

Dignas de nota são as peças de Charles-Valentin Alkan (1813-1888), um compositor para piano extremamente original que, para minha total surpresa, faz sua estreia aqui no PQP Bach. Ele foi uma figura excêntrica, amigo de Liszt e Chopin e, ainda assim, tido por vários contemporâneos como o maior pianista de sua época. Daremos um jeito de trazer para cá, nas próximas semanas, um tanto de sua produção desenfreada, e muitas vezes prosopopeica, pelas mãos dos ótimos Marc-André Hamelin e Jack Gibbons.

THE ART OF THE NOCTURNE, volume IV

Joseph Étienne Camille PLEYEL (1788-1855)

01 – Noturno “alla Field” em Si bemol maior

Friedrich (Frédéric) Wilhelm Michael KALKBRENNER (1785-1849)

Noturnos para piano, Op. 121

02 – No. 1 em Lá bemol maior, “Les Soupirs de la Harpe Éolienne”
03 – No. 2 em Fá maior, a três mãos*

Clara Josephine SCHUMANN (1819-1896)

Soirées Musicales, Op. 6

04 – No. 2: Noturno em Fá maior

Louis James Alfred LEFÈBURE-WÉLY (1817-1870)

05 – Noturno em Ré bemol maior, Op. 54, “Les Cloches du Monestère”

Edmond WEBER (1838-1885)

06 – Noturno em Ré bemol maior, Op. 1, “Première Pensée”

Charles-Valentin ALKAN (1813-1888)

07 – Noturno em Si maior, Op. 22
08 – Esquisses, Op. 63 – no. 43: em Fá sustenido menor, “Notturnino Innamorato”

Mikhail Ivanovich GLINKA (1804-1857)

09 – Noturno em Mi bemol maior

Maria SZYMANOWSKA (1789-1831)

10 – Noturno em Lá bemol maior, “Le Murmure”

Ignacy Feliks DOBRZYNSKI (1807-1867)

Noturnos, Op. 21

11 – No. 1 em Sol menor
12 – No. 2 em Mi bemol maior

Noturnos, Op. 24

13 – No. 1 em Fá menor
14 – No. 2 em Ré bemol maior

15 – Noturno em Sol menor, “Pożegnanie” (“Despedida”)

Bart van Oort, piano Érard (1837)
* com Agnieska Chabowska

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Uma das duas únicas fotografias conhecidas de Alkan. Depois que vocês ouvirem sua música, não estranharão.
Uma das duas únicas fotografias conhecidas de Alkan. Depois que vocês ouvirem sua música, não a estranharão.

Vassily Genrikhovich

Glinka: Grande Sexteto / Rimsky-Korsakov: Quinteto para Piano e Sopros

Glinka: Grande Sexteto /  Rimsky-Korsakov: Quinteto para Piano e Sopros

IM-PER-DÍ-VEL PELO QUINTETO !!!

Aqui é outra história. Um excelente disco. Um supremo esforço de Glinka produziu um Sexteto bem aceitável e Rimsky-Korsakov — bem, o Quinteto tem luz própria — retorna gloriosamente a nosso blog. Este Quinteto para Piano e Sopros foi a música inaugural, a obra-prima que abriu este blog. Disco para baixar já! Então a gente usa de indulgência esperando o longo e até bom Glinka acabar e depois degusta o Korsakov, combinado?

Glinka: Grande Sexteto / Rimsky-Korsakov: Quinteto para Piano e Sopros

Glinka:

1. Gran sestetto originale, for piano & string quintet in E flat major, G. iv81: Allegro – Maestoso
2. Gran sestetto originale, for piano & string quintet in E flat major, G. iv81: Andante
3. Gran sestetto originale, for piano & string quintet in E flat major, G. iv81: Allegro con spirito

Rimsky-Korsakov: 

4. Quintet, for flute, clarinet, horn, basson & piano in B flat major: Allegro con brio
5. Quintet, for flute, clarinet, horn, basson & piano in B flat major: Andante
6. Quintet, for flute, clarinet, horn, basson & piano in B flat major: Rondo (Allegretto)

Capricorn Ensemble

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Rimsky-Korsakov: esse é fodão

PQP

Glinka, Borodin, Rimsky-Korsakov, Khachaturian e Mussorgsky: Russian Orchestral Works

Glinka, Borodin, Rimsky-Korsakov, Khachaturian e Mussorgsky: Russian Orchestral Works

51KAxiC2p-L._SL500_Geralmente posto aquilo que ouço. E desde que este CD me chegou às mãos eu não cesso de ouvi-lo. São obras bastantes conhecidas. Mas identifiquei nele três questões: (1) ele é “todo russo” – orquestra e regente; obras e compositores, (2) ele possui peças que ao meu modo de ver são sublimes como, por exemplo, Nas Estepes da Ásia Central de Borodin, O Capricho Espanhol de Korsakov e a Abertura da ópera Kovantchina de Mussorgsky e (3) todos são compositores russos a que muito admiro. Em suma: o conjunto é maravilhoso e deve ser essa unidade que me cativou. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Mikhail Ivanovich Glinka (1804-1857) – Overture Ruslan and Ludmilla
01. Overture Ruslan and Ludmilla

Aleksandr Porfirevich Borodin (1833-1887) – Danças Polovtsianas da ópera Príncipe Igor – Ato 2
02. Danças Polovtsianas da ópera Príncipe Igor – Ato 2

Nas Estepes da Ásia Central
03. Nas Estepes da Ásia Central

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Capricho Espanhol, Op. 34
04. Alborada
05. Variazioni
06. Alborada
07. Scena e canto gitano
08. Fandango asturiano

Aram Khachaturian (1903-1978) Dança do Sabre
09. Dança do Sabre

Modest Mussorgsky (1839-1881) – Abertura da Ópera Kovantchina
10. Abertura da Ópera Kovantchina

Uma noite no Monte Calvo
11. Uma noite no Monte Calvo

State Symphony Orchestra of Russian Federation
Evgeny Svetlanov, regente

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19th century landscape paintings | Gradovsky (Russian, 19th Century) - A Winter Landscape
19th century landscape paintings | Gradovsky (Russian, 19th Century) – A Winter Landscape

Carlinus

C. P. E. Bach, John Cage, Tigran Mansurian, Franz Liszt, Michail Glinka, Frédéric Chopin, Valentin Silvestrov, Claude Debussy e Béla Bartók: Alexei Lubimov — Der Bote — Elegias para Piano

C. P. E. Bach, John Cage, Tigran Mansurian, Franz Liszt, Michail Glinka, Frédéric Chopin, Valentin Silvestrov, Claude Debussy e Béla Bartók: Alexei Lubimov — Der Bote — Elegias para Piano

61fyfAw73OL._SS500IM-PER-Dí-VEL !!!

Maravilhoso disco formado por dez peças menores de compositores que apenas se unem por terem sido vanguardistas em seu tempo. Num recital que abarca 3 séculos, o pianista Lubimov dá uma aula sobre como montar um repertório erudito. Inicia com uma daquelas estranhas Fantasias do mano CPE que, para falar com a inteligência de Maitê Proença, é tudo di bom. Numa demonstração de parentesco inteiramente provocativa, mas pertinente, Lubimov dá seguimento ao recital com In a landscape, de John Cage. É notável como ambas combinam. E depois ele segue adiante com uma série de peças meditabundas. O mosaico fica lindo. O CD é da ECM. Com efeito, Manfred Eicher veio ao mundo para viabilizar as idéias mais doidas dos artistas. E para nos mostrar fatos nunca dantes pressentidos.

Alexei Lubimov – Der Bote

1 Carl Philipp Emanuel Bach: Fantasie für Klavier f-Moll
2 John Cage: In a landscape
3 Tigran Mansurian: Nostalgia
4 Franz Liszt: Abschied
5 Michail Glinka: Nocturne f-Moll “”La séparation””
6 Frédéric Chopin: Prélude c-Moll op. 45
7 Valentin Silvestrov: Elegie
8 Claude Debussy: Elégie
9 Béla Bartók: Vier Klagelieder op. 9a, Nr. 1
10 Valentin Silvestrov: Der Bote

Alexei Lubimov, Piano

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Grande Lubimov!
Grande Lubimov!

PQP

Constantin Silvestri – Russian Showpieces

frontHá alguns meses atrás fiz uma postagem com as sinfonias de Tchaikovsky regidas por este grande maestro romeno, Constantin Silvestri, mas ocorreram alguns problemas com os links e acabei tirando a postagem do ar. Vou fazer diferente agora, vou trazer alguns cds dessa excelente coleção, a ICON da EMI.
Começo a todo vapor, com essa série de obras de compositores russos que são figurinhas carimbadas no repertório de qualquer orquestra, como Tchaikovsky, Borodin e Glinka.

Constantin Silvestri – Russian Showpieces 

01 Glinka – Overture, Ruslan and Ludmila
02 Borodin – Prince Igor, Overture

Philharmonia Orchestra
Constantin Silvestri – Conductor

03 Borodin – Prince Igor – Polovtsian Dances
04 Borodin – In the Steppes of Central Asia
05 Tchaikovsky – Eugene Onegin, Polonaise
06 Tchaikovsky – Capriccio italien Op.45
07 1812 – Tchaikovsky – Overture Op.49

Bournemouth Symphony Orchestra
Constantin Silvestri – Conductor

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FDPBach

Glinka (1804-1857) – Sonata para Viola e Piano in D menor, Nikolai Roslavets (1881-1944) – Sonata para viola e piano e Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Sonata para viola e piano, Op. 147 (Repost))

Postado inicialmente em 11 de novembro de 2011. Simplesmente não pode ficar fora do ar. Álbum sensacional!!

Este CD é formidável. Reúne três importantes compositores da música russa – Glinka, Roslavets e Shostakovich. Glinka é considerado como o pai da música russa. Suas composições influenciaram O Grupo dos Cinco, formado por Balakirev, Borodin, Cui, Mussorgsky e Rimsk-Korsakov. Tal grupo procurava uma produção essencialmente russa. Já Roslavets tem em sua produção musical uma importante marca – suas obras revelam um mundo sonoro denso e misterioso, que sugere influências de Debussy e Scriabin, e, até certo ponto, Schoenberg. O último dos três compositores é Shostakovich, uma das minhas paixões. A Sonata para viola e piano, Op. 147 é singular e melancólica. Não deixe de ouvir este registro que revela o âmago da produção russa. Sou apaixonado pela música russa. E eis aqui uma possibilidade de conferir este extraordinário CD com três sonatas fantásticas. Boa apreciação!

Mikhail Glinka (1804-1857) – Sonata para Viola e Piano in D menor (18:21)
1. Allegro moderato [9:59]
2. Larghetto ma non troppo [8:14]

Nikolai Roslavets (1881-1944) – Sonata para viola e piano (12:23)
3. Sonata para viola e piano [12:23]

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Sonata para viola e piano, Op. 147 (36:11)
4. Moderato [11:24]
5. Allegretto [6:52]
6. Adagio [17:53]

Yuri Bashmet, viola
Mikhail Muntian, piano

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Carlinus

Mikhail Ivanovich Glinka (1804-1857) – Grande Sexteto em Mi bemol maior e Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Quinteto em Si bemol maior

Os dois compositores que aparecem nesta postagem são deveras importante para a música russa. Podemos chamar Mikhail Glinka de “grande pai”. Suas canções influenciaram os futuros compositores que surgiriam em seu país como, por exemplo, os membros do Grupo dos Cinco, composto por Mily Balakirev, César Cui, Modest Mussorgsky, Aleksandr Borodin e Nikolai Rimsky-Korsakov. Este último também aparece na postagem. Os maiores êxitos de Korsakov se deram com as óperas que compôs – quinze ao todo. Mas penso que as obras mais imponentes do compositor são as composições orquestrais, principalmente o maravilhoso Capricho Espanhol, a abertura de A Grande Páscoa Russa e a extraordinária suíte sinfônica Scheherazade. Uma boa audição!

Mikhail Ivanovich Glinka (1804-1857) – Grande Sexteto em Mi bemol maior
01. Allegro – Maestoso
02. Andante
03. Allegro con spirito

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Quinteto em Si bemol maior
04. Allegro con brio
05. Andante
06. Rondo (Allegretto)

Capricorn Emsemble
Elizabeth Perry, violino———–Miles Golding, violino
Susie Mészáros, viola———-Timothy Mason, cello
Barry Guy, contrabaixo——–Philippa Davies, flute
Anthony Lamb, clarinete——-Jonathan Williams, horn
Felix Warnock, fagote———Julian Jacobson, piano

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Carlinus

Mravinsky Edition – Glazunov, Korsakov, Glinka, Steinberg, Salmanov, Kachaturian, Liadov e Mussorgsky (CDs 3 e 4)

Vamos a mais dois CDs com esta série de 10 discos com Evgeny Mravinsky. Não sei se alguém lembra do último post que fiz com essa série. Todavia, vamos lá! Deixo transparecer todas as vezes que falo sobre Mravinsky, que ele foi o maior regente do século XX. Particularmente, a minha predileção pelo russo surge em decorrência de “um quê” de força e pujança que as peças regidas por ele possuem. É diferente ouvir Mravinsky. É sempre um evento grandioso, de elevação, robusteza e vigor. Nestes dois CDs ora postados, as peças são todas de compositores russos, o que constitui um evento particular. É imperativo ouvir. Boa apreciação!

DISCO 3

Alexander Glazunov (1865-1936) – Sinfonia No. 4 in E-Flat Major, Op. 48
01. Andante – Allegro moderato
02. Scherzo, Allegro vivace
03. Andante – Allegro

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Tale of the Invisible City of Kitezh
04. Prelude – Hymn to Nature
05. Bridal Procession
06. Tartar invasion and Battle of Kerzenets
07. Death of Frevronya and Apotheosis

Mikhail Ivanovich Glinka (1804-1857) – Overture Ruslan and Ludmilla
08. Overture Ruslan and Ludmilla

Osseyevich Maximilian Steinberg (1883-1946) – Dance of the Buffoons
09. Dance of the Buffoons

Dance of Gillina
10. Dance of Gillina

DISCO 4

Vadim Nikolayevich Salmanov (1912-1978) – Sinfonia No. 2 em Sol Maior
01. The Song of the Forest
02. Call of Nature
03. At the Sunset
04. The Forest Is Singing

Aram Khachaturian (1903-1978) – Sinfonia No. 3 em Dó maior (Sinfonia poema)
05. Sinfonia No. 3 em Dó maior (Sinfonia poema)

Anatoly Konstantinovich Liadov (1855-1914) – Baba Yaga Op. 56
06. Baba Yaga Op. 56

Modest Mussorgsky (1839-1881) – Khovantchina – Dawn on Moskwa River
07. Khovantchina – Dawn on Moskwa River

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

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Carlinus

Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão 2006

Hoje vai o CD com a Orquestra Acadêmica tocando as Ritmetrias do Edino Krieger. A captação de som desses CDs em Campos do Jordão ficou longe das melhores, mas é louvável a iniciativa de se lançarem esses discos com os registros do melhor festival de inverno da América Latina. Por isso, aproveitem.

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01 Glinka – Abertura da Ópera Russlan e Ludmila 5m45s
02 I – Andante sostenuto 18h21s
03 II – Andantino in modo canzona 8m55s
04 III – Scherzo – Allegro 5m32s
05 IV – Allegro con fuoco 8m56s
06 Edino Krieger – Ritmetrias – Variações rítmicas sobre um metro contínuo 6m52s

Roberto Minczuk e a Orquestra Acadêmica

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CVL