Jason Vieaux: Seville, The Music of Isaac Albeniz & Play – [Dose Dupla] ֎֎

Jason Vieaux: Seville, The Music of Isaac Albeniz & Play – [Dose Dupla] ֎֎

Não importa o que ele toque, a música está sempre repleta de espírito, perspicácia e reverência pelo gênero do momento.

[Mark Small]

Para inaugurar a coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’, escolhi dois álbuns do violonista americano Jason Vieaux. Os dois discos não poderiam ser mais diferentes, registrando dois momentos de sua vitoriosa carreira.

Seville, The Music of Isaac Albeniz é um disco de música para violão clássico, gravado em 2003. Todas as peças são transcrições de originais escritas para piano, e mesmo assim, não poderiam ser mais idiomáticas. Se você tem visto algumas de minhas postagens sabe que adoro esse gênero e o disco eu achei espetacular.

O outro álbum, denominado apenas Play, é de 2014 e bem mais variado, podendo mesmo ser considerado um .: interlúdio :. Neste, a escolha das músicas / compositores vai do clássico ao popular, de Torrega, Leo Brouwer e Segóvia a Paulo Bellinati, Tom Jobim e Duke Ellington. Mas, como frisou no seu artigo e crítico Mark Small, a música está sempre repleta de espírito.

Eu ouvi muitas vezes os dois discos, inicialmente mais os o que coloquei primeiro. Estes dias, no entanto, tenho ouvido com frequência o Play, Ambos estão nas plataformas de streaming, como a TIDAL ou qobuz, o que facilita especialmente quando dirijo ou estou fora de casa.

Jongo é um batuque só, a Felicidade de Jobim é imensa e a Cavatina de The Deer Hunter não podia ser mais pungente. Tarrega tem uma pegada mais clássica em seu belíssimo Capricho Árabe, assim como Recuerdos de la Alhambra, algumas faixas logo depois. Sunburst foi uma grata surpresa para mim e é outra que passou por John William, que foi também padrinho da Cavatina. As Abelhas de Augustín Barrios é uma peça bem bonita, assim como foi o Tango en Skai de Roland Dyens. Pode seguir ouvindo o disco até a peça do Duke e não terá um momento que não esteja repleto de beleza e bom gosto.

Isaac Albeniz (1860 -1909)

  1. Sevilla
  2. Cadiz
  3. Rumores De La Caleta
  4. Córdoba
  5. Granada
  6. Cataluña
  7. Tango
  8. Mallorca
  9. Cuba
  10. Zortzico
  11. Asturias (Leyenda)
  12. Torre Bermeja
  13. Capricho Catalán

Jason Vieaux, violão

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MP3 | 320 KBPS | 149 MB

Stanley Myers, o cara da Cavatina!

Play

  1. Paulo Bellinati: Jongo
  2. Julio Sagreras: El Colibri
  3. Antônio Carlos Jobim (Arranjo de Roland Dyens): A Felicidade
  4. Stanley Myers: ‘Cavatina’ From The Deer Hunter
  5. Francisco Tárrega: Capricio Arabe
  6. Andrew York: Sunburst
  7. Leo Brouwer: Danza Caracteristica
  8. Roland Dyens: Tango En Skai
  9. Francisco Tárrega: Recuerdos De La Alhambra
  10. Agustín Barrios: Las Abejas
  11. Andrés Segovia: Estudio Sin Luz
  12. Antonio Lauro: Vals Venezolano No. 3
  13. Fernando Bustamante (Arranjo de Jorge Morel): Misionera
  14. Música tradicional mexicana (Arranjo de Manuel Ponce): Por Ti Mi Corazon
  15. Regino Sainz de la Maza: Zapateado
  16. Agustín Barrios: Vals, Op. 8, No. 4
  17. Duke Ellington: In A Sentimental Mood

Jason Vieaux, violão

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Tirando onda de sertanejo…

Aqui, Vieaux percorre o terreno já bastante explorado do recital de violão latino-americano, mas, mais uma vez, imprime sua marca pessoal com peças incomuns, como uma seleção da trilha sonora de O Franco-Atirador, In a Sentimental Mood, de Duke Ellington, e A Felicidade, de António Carlos Jobim. Mesmo nas escolhas mais convencionais, Vieaux demonstra uma segurança própria; ele parece transitar com desenvoltura entre as tradições nacionais, como se as estivesse apresentando a um pequeno grupo. Sua execução no violão é limpa e elegante. Talvez o melhor aspecto do álbum seja o som: o pequeno Azica, tocando em um local não especificado, alcança uma ressonância natural do violão que coloca o ouvinte perto do guitarrista, mas não, como em tantas outras gravações, dentro do instrumento. Há um fator X nesta gravação, proveniente de seu ecletismo descontraído, que a torna muito atraente.

Excellent choice of pieces (from Tarrega, Segovia to Brouwer, Andrew York and Ellington) played with gusto and virtuosity; justly rewarded with a Grammy award earlier this year (for the Best Classsical Instrumental Solo). Equally interesting for estabished fans of the instrument as for newcomers – a real treat. Clearly, I am a fan – solo guitar rarely sound so good!

É inútil tentar rotular as inclinações musicais do vencedor do Grammy, Jason Vieaux. Um dos guitarristas clássicos mais proeminentes da Geração X, ele embarcou em uma aventura musical que inclui incursões profundas na literatura clássica justapostas a expedições sérias pelo pop, jazz e outros gêneros musicais. Não importa o que ele toque, a música está sempre repleta de espírito, perspicácia e reverência pelo gênero do momento.

Aproveite! Aproveite!

René Denon

Ilustração enviada pela industriosa equipe de artes do PQP Bach Publishing House para a postagem de hoje

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 6, CDs 1, 2, 3 e 4

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 6, CDs 1, 2, 3 e 4

Clique aqui para todo o Bach 2000.

E finalmente chegamos à Missa em Si Menor, BWV 232, tida por muitos como a maior obra de Bach e quiçá de todos os tempos. A gravação de Harnoncourt é realmente muito boa, assim como a das Missas Breves dos CDs 3 e 4 desta caixa. As faixas estão indicadas de forma miraculosamente correta, coisa anormal nesta coleção algo confusa.

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Bach 2000 – Caixa 6, CD 1
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BWV0232 Mass in B minor 01 Kyrie eleison
BWV0232 Mass in B minor 02 Christe eleison
BWV0232 Mass in B minor 03 Kyrie eleison
BWV0232 Mass in B minor 04 Gloria in excelsis Deo
BWV0232 Mass in B minor 05 Laudamus te
BWV0232 Mass in B minor 06 Gratias agimus tibi
BWV0232 Mass in B minor 07 Domine Deus
BWV0232 Mass in B minor 08 Qui tollis
BWV0232 Mass in B minor 09 Qui sedes
BWV0232 Mass in B minor 10 Quoniam tu solus
BWV0232 Mass in B minor 11 Cum Sancto Spiritu

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Bach 2000 – Caixa 6, CD 2
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BWV0232 Mass in B minor 12 Credo in unum Deum
BWV0232 Mass in B minor 13 Patrem omnipotentem
BWV0232 Mass in B minor 14 Et in unum Dominum
BWV0232 Mass in B minor 15 Et incarnatus est
BWV0232 Mass in B minor 16 Crucifixus
BWV0232 Mass in B minor 17 Et resurrexit
BWV0232 Mass in B minor 18 Et in Spiritum
BWV0232 Mass in B minor 19 Confiteor
BWV0232 Mass in B minor 20 Et expecto
BWV0232 Mass in B minor 21 Sanctus
BWV0232 Mass in B minor 22 Osanna
BWV0232 Mass in B minor 23 Benedictus
BWV0232 Mass in B minor 24 Osanna
BWV0232 Mass in B minor 25 Agnus Dei
BWV0232 Mass in B minor 26 Dona nobis pacem

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Bach 2000 – Caixa 6, CD 3
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BWV0233 Mass in F major 1 Kyrie
BWV0233 Mass in F major 2 Gloria
BWV0233 Mass in F major 3 Domine Deus
BWV0233 Mass in F major 4 Qui tollis
BWV0233 Mass in F major 5 Quoniam
BWV0233 Mass in F major 6 Cum Sancto Spiritu
BWV0234 Mass in A major 1 Kyrie
BWV0234 Mass in A major 2 Gloria
BWV0234 Mass in A major 3 Domine Deus
BWV0234 Mass in A major 4 Qui tollis
BWV0234 Mass in A major 5 Quoniam
BWV0234 Mass in A major 6 Cum Sancto Spiritu
BWV0239 Sanctus in D minor
BWV0240 Sanctus in G major
BWV0241 Sanctus in D major

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Bach 2000 – Caixa 6, CD 4
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BWV0236 Mass in G major 1 Kyrie
BWV0236 Mass in G major 2 Gloria
BWV0236 Mass in G major 3 Gratias agimus tibi
BWV0236 Mass in G major 4 Domine Deus
BWV0236 Mass in G major 5 Quoniam
BWV0236 Mass in G major 6 Cum Sancto Spiritu
BWV0235 Mass in G minor 1 Kyrie
BWV0235 Mass in G minor 2 Gloria
BWV0235 Mass in G minor 3 Gratias agimus tibi
BWV0235 Mass in G minor 4 Domine Fili
BWV0235 Mass in G minor 5 Qui tollis
BWV0235 Mass in G minor 6 Cum Sancto Spiritu
BWV0237 Sanctus in C major
BWV0238 Sanctus in D minor
BWV0242 Christe eleison in G minor

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Manuscrito da Missa em Si Menor de Bach
Manuscrito da Missa em Si Menor de Bach

PQP

.: interlúdio :. Canções, versões de Carlos Rennó de músicas de Cole Porter & George Gershwin

.: interlúdio :. Canções, versões de Carlos Rennó de músicas de Cole Porter & George Gershwin

Um bom e curioso CD. Cole Porter, George Gershwin – Canções, Versões é um projeto do letrista Carlos Rennó, reunindo pela primeira vez em disco um conjunto de seus trabalhos como autor de versões. Tudo é muito bom e as soluções encontrdas por Rennó são sempre brilhantes. Ele apresenta uma seleção de catorze canções — soberbamente interpretadas — dos dois grandes compositores da era clássica da canção americana – sete de cada. O repertório reúne canções dos anos 20 aos 40 que Cole Porter (1891 – 1962) e George (1898 – 1937) e Ira Gershwin (1896 – 1983) compuseram para musicais da Broadway ou Hollywood. A lista de cantores ao lado já dá o tom da qualidade dos caras.

Canções, versões de Carlos Rennó de músicas de Cole Porter & George Gershwin

01. EU SÓ ME LIGO EM VOCÊ
Intérprete: Zélia Duncan
Autoria: Cole Porter

02. QUE DE-LINDO
Intérprete: Caetano Veloso
Autoria: Cole Porter

03. FAÇAMOS (VAMOS AMAR)
Intérprete: Chico Buarque e Elza Soares
Autoria: Cole Porter

04. UM DIA DE GAROA
Intérprete: Gilberto Gil
Autoria: George & Ira Gershwin

05. BLABLABLÁ
Intérprete: Rita Lee
Autoria: George & Ira Gershwin

06. VOCÊ É O MEL
Intérprete: Tom Zé
Autoria: Cole Porter

07. TODA A VEZ QUE EU DIGO ADEUS
Intérprete: Cássia Eller
Autoria: Cole Porter

08. ABRAÇÁVEL VOCÊ
Intérprete: Jane Duboc
Autoria: George & Ira Gershwin

09. FASCINANTE RITMO
Intérprete: Ed Motta
Autoria: George & Ira Gershwin

10. OH, DAMA, TEM DÓ
Intérprete: Carlos Fernando
Autoria: George & Ira Gershwin

11. ENFIM AMOR
Intérprete: Sandra de Sá
Autoria: Cole Porter

12. QUEM TOME CONTA DE MIM
Intérprete: Paula Toller
Autoria: George & Ira Gershwin

13. A LORELAI
Intérprete: Mônica Salmaso
Autoria: George & Ira Gershwin

14. A MOÇA MAIS VAGAL DA CIDADE
Intérprete: Jussara Silveira
Autoria: Cole Porter

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Cole Porter em atividade febril

PQP

.: interlúdio :. Sivuca Sinfônico

Aproveito que presenteei vocês no Natal com Sivuca para presenteá-los novamente com uma pérola discográfica do sanfoneiro paraibano.

Cinco das composições aqui são transcrições – para sanfona e orquestra – de obras de Sivuca, em parceria ou não, e de compositores diletos dele – o bandolinista pernambucano Luperce Miranda (neste caso não é Lupércio) e Paganini. Luiz Gonzaga motivou a composição das outras duas obras.

Como este CD é daqueles de que não há muito a dizer e, sim, a ouvir, desejo desde já um 2009 com muita música a todos nós.

***

Sivuca Sinfônico

01. Rapsódia Gonzaguiana (Sivuca, sobre temas de Luiz Gonzaga)
02. Aquariana (Sivuca)
03. João e Maria (Sivuca / Chico Buarque)
04. Feira de Mangaio (Sivuca / Glória Gadelha)
05. Quando me Lembro (Luperce Miranda)
06. Moto Perpétuo (Paganini)
07. Concerto Sinfônico para Asa Branca (Sivuca, sobre temas de Luiz Gonzaga)

Arranjos, transcrições e orquestrações (e solista, claro): Sivuca
Com a participação da Orquestra Sinfônica do Recife, regida por Osman Giuseppe Gióia

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CVL

.: interlúdio:. Sivuca e Quinteto Uirapuru

Severino Dias de Oliveira, vulgo Sivuca (1930-2006), está na história da música brasileira por ter sido um de seus maiores acordeonistas – no Nordeste, diga-se sanfoneiros. Com isso se pensa que ele só compôs forrós e mesmo no Nordeste é difícil para os fãs do apontar outro sucesso de Sivuca que não seja Feira de mangaio (e ainda assim, muitos não sabem o nome da música), porém sua discografia se situa entre as mais ricas dentre os músicos nordestinos e seu catálogo abrange frevos, choros, jazz, canções e outros gêneros.

Pra quem pensa que o sanfoneiro em questão era músico prático (e rústico), Sivuca tem em seu histórico o privilégio de ter sido aluno (junto com Clóvis Pereira, Jarbas Maciel e Capiba) de Guerra-Peixe no Recife, no início da década de 50, quando ambos estavam na Rádio Jornal do Commércio. Nas décadas de 60 e 70, o músico paraibano rodou pelo mundo, tocando, compondo e fazendo arranjos – o arranjo original de Pata Pata, hit da recentemente falecida Miriam Makeba, foi feito por Sivuca.

Nos anos 70, viria a conhecer sua companheira inseparável até a morte: a médica conterrânea Glória Gadelha, também instrumentista e compositora, com quem Sivuca criou seus maiores sucessos. A ela, dedicou Aquariana, um presente e ao mesmo tempo pedido de desculpas por ter se esquecido do aniversário da esposa.

Ela o avisara três dias: comprou o próprio presente e deu pra ele dizendo “Se lembre”, pois sabia que o marido era muito distraído. Ele não se lembrou – e a culpa pela conseqüente crise de choro da mulher o forçou a se trancar no quarto e a só sair de madrugada com a partitura nas mãos.

Todas as peças de Sivuca e Glória Gadelha neste CD foram arranjadas pelo sanfoneiro, que passou a se dedicar a transcrições sinfônicas de suas músicas, nas últimas duas décadas de vida (espere meu post do dia 31).

Muito engenhosa, entre parênteses, é Chibanca no Uirapuru, de Hercílio Antunes, contrabaixista do Quinteto Uirapuru. O quinteto de João Pessoa é liderado por Rucker Bezerra, spalla da Sinfônica da Paraíba, que também assina peças neste disco.

Este é meu presente de Natal para vocês.

***

Sivuca e Quinteto Uirapuru

01. Choro de Cordel (Sivuca/ Glória Gadelha)
02. Em Nome do Amor (Glória Gadelha)
03. Sanhauá (Sivuca/ Glória Gadelha)
04. Luz (Rucker Bezerra)
05. Filhos da Lua (Glória Gadelha)
06. Chibanca no Uirapuru (Hercílio Antunes)
07. Canção Piazzollada (Sivuca/ Glória Gadelha)
08. Minha Luiza (Rucker Bezerra)
09. Aquariana (Sivuca)
10. Um Tom Para Jobim (Sivuca/ Oswaldinho do Acordeon)
11. Espreguiçando (Hercílio Antunes)
12. Feira de Mangaio (Sivuca/ Glória Gadelha)

Sivuca (sanfona)
Quinteto Uirapuru: Rucker Bezerra (1° violino); Renata Simões (2° violino); Luiz Carlos Jr. (viola); Kalim Campos (violoncelo); Hercílio Antunes (contrabaixo)

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CVL

Biber (1644-1704), Muffat (1653-1704), Rosenmüller (c.1620-1684), Scheidt (1593-1661), Schmelzer (c.1620-1680), Froberger (1616-1667), Kuhnau (1660-1722): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 16, 17 e 18 de 21)

Biber (1644-1704), Muffat (1653-1704), Rosenmüller (c.1620-1684), Scheidt (1593-1661), Schmelzer (c.1620-1680), Froberger (1616-1667), Kuhnau (1660-1722): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 16, 17 e 18 de 21)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Toda a série aqui, ó.

Aqui, a coisa fica mais alemã e indiscutivelmente melhor do que o grupo de CDs anteriores. O show de Leonhardt está no Froberger e no Kuhnau — apesar da narrativa — dos CDs 17 e 18, em minha opinião, mas ouvi apenas uma vez. Posso estar errado, claro.

CD 16:
Heinrich Ignaz Franz von Biber

Harmonia Artificiosa-Ariosa: Diversi Mode Accordata
01. Pars III

Mensa Sonora: Seu Musica Instrumentalis
02. Pars III

Fidicinium Sacro-Profanum
03. Sonata No. 3
04. Sonata No. 4
05. Sonata No. 5
06. Sonata No. 6

Georg Muffat

Armonico Tributo
07. Sonata No.2 In G Minor

Johann Rosenmüller
08. Sonata No.7 A 4

Samuel Scheidt
09. Paduan A 4

Johann Heinrich Schmelzer

Sacro-Profanus Concentus Musicus
10. Sonata No. 7 A 5
11. Sonata No. 9 A 5

Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord / organ

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CD 17:
Johann Jakob Froberger
01. Capriccio No. 2
02. Fantasia No. 3
03. Toccata No. 11, “Da Sonarsi Alla Levatione”
04. Ricercar No. 2
05. Canzona No. 2
06. Toccata No. 9

Suite No. 18
07. I Allemande
08. II Gigue
09. III Courante
10. IV Sarabande
11. Toccata No. 18

Suite No. 12
12. I Lamento Sopra La Dolorosa Perdita Della Real Msta
Di Ferdinando IV, Re De Romani (Allemande) – Gigue
13. II Courante
14. III Sarabande

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord

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CD 18:
Johann Kuhnau

Musicausche Vorstellung Einiger Biblischer Historien
Musical Depiction Os Certain Biblical Stories
Representation Musicale De Quelques Histoires Bibliques

01-10. Sonata No. 1: Der Streit Zwischen David Und Goliath
The Combat Between David And Goliath
Le Combat Entre David Et Goliath

11-14. Sonata No. 2: Der Von David Vermittelst Der Music Curirte Saul
Saul Healed By David With The Help Of Music
Sauel Gueri Par David Grace A La Musique

15-23. Sonata No. 3: Jacobs Heyrath
The Marriage Of Jacob – Le Marriage De Jacob
Gustav Leonhardt, organ / harpsichord / narration

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Mestre!
Mestre!

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 5, CDs 1, 2, 3 e 4

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 5, CDs 1, 2, 3 e 4

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 1
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BWV 134a – Die Zeit, die Tag und Jahre macht, serenata (secular cantata) for 2 voices, chorus & orchestra, (BC G5)
Performed by Amsterdam Baroque Orchestra
with Michael Chance, Paul Agnew
Conducted by Ton Koopman

1. Recitativo(alto, tenor): Die Zeit, die tag und Jahre macht
2. Aria(tenor): Auf, Sterbliche, lasset ein Jauchzen ertönen
3. Recitativo(alto, tenor): So bald, als dir die Sternen hold
4. Aria Duetto(alto, tenor): Es treiten, es siegen/prangen die kunftigen/voringen Zeiten
5. Recitativo (alto, tenor: Bedenke nur, beglucktes Land
6. Aria (alto): Der Zeiten Herr hat viel vergnugte Stunden
7. Recitativo alto, tenor): Hilf, Hochster, hilf, dass mich die Menschen preisen
8. Coro: Ergotzet auf Erden, erfreuet von oben

BWV 173a – Durchlauchtster Leopold, serenata for 2 voices (soprano, bass), flute, bassoon, strings & continuo, (BC G9)
Composed by Johann Sebastian Bach
Performed by Amsterdam Baroque Orchestra
with Lisa Larsson, Klaus Mertens
Conducted by Ton Koopman

9. Recitativo: Durchlauchtster Leopold
10. Aria: Güldner Sonnen frohe Stunden
11. Aria: Leopolds Vortrefflichkeiten
12. Aria: Unter seinem Purpursaum
13. Recitativo: Durchlauchtigster, den Anhalt Vater nennt
14. Aria: So schau dies holden Tages Licht
15. Aria: Dein Name gleich der Sonnen geh
16. Nimm auch, großer Fürst, uns auf

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 2
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BWV0201 Cantata 01 Coro “Geschwinde,geschwinde,ihr wirbelnden Winde”
BWV0201 Cantata 02 Recitativo (soprano,bass1,2) “Und du bist doch so unverschämt”
BWV0201 Cantata 03 Aria (soprano) “Patron,das macht der Wind”
BWV0201 Cantata 04 Recitativo (alto,bass1,2) “Was braucht ihr euch zu zanken”
BWV0201 Cantata 05 Aria (bass1) “Mit Verlangen”
BWV0201 Cantata 06 Recitativo (soprano,bass2) “Pan,rücke deine Kehle nun”
BWV0201 Cantata 07 Aria (bass2) “Zu Tanze,zu Sprunge”
BWV0201 Cantata 08 Recitativo (alto,tenor1) “Nunmehro Richter her”
BWV0201 Cantata 09 Aria (tenor1) “Phoebus,deine Melodei”
BWV0201 Cantata 10 Recitativo (tenor2,bass2) “Komm,Midas,sage du nun an”
BWV0201 Cantata 11 Aria (tenor2) “Pan ist Meister,laßt ihn gehn”
BWV0201 Cantata 12 Recitativo (soprano,alto,tenor1,2,bass1,2) “Wie,Midas,bist du toll”
BWV0201 Cantata 13 Aria (alto) “Aufgeblasne Hitze,aber wenig Grütze”
BWV0201 Cantata 14 Recitativo (soprano) “Du guter Midas,geh nun hin”
BWV0201 Cantata 15 Coro “Labt das Herz,ihr holden Saiten”

BWV0204 Cantata 1 Recitativo (soprano) “Ich bin in mir vergnügt”
BWV0204 Cantata 2 Aria (soprano) “Ruhig und in sich zufrieden”
BWV0204 Cantata 3 Recitativo (soprano) “Ihr Seelen,die ihr außer euch”
BWV0204 Cantata 4 Aria (soprano) “Die Schätzbarkeit der weiten Erden”
BWV0204 Cantata 5 Recitativo (soprano) “Schwer ist es zwar”
BWV0204 Cantata 6 Aria (soprano) “Meine Seele sei vergnügt”
BWV0204 Cantata 7 Recitativo (soprano) “Ein edler Mensch ist Perlenmuscheln gleich”
BWV0204 Cantata 8 Aria (soprano) “Himmlische Vergnügsamkeit”

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 3
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BWV0202 Cantata 1 Aria (soprano) “Weichet nur,betrübte Schatten”
BWV0202 Cantata 2 Recitativo (soprano) “Die Welt wird wieder neu”
BWV0202 Cantata 3 Aria (soprano) “Phoebus eilt”
BWV0202 Cantata 4 Recitativo (soprano) “Drum sucht auch Amor sein Vergnügen”
BWV0202 Cantata 5 Aria (soprano) “Wenn die Frühlingslüfte streichen”
BWV0202 Cantata 6 Recitativo (soprano) “Und dieses ist das Glücke”
BWV0202 Cantata 7 Aria (soprano) “Sich üben im Lieben”
BWV0202 Cantata 8 Recitativo (soprano) “So sei das Band der keuschen Liebe”
BWV0202 Cantata 9 Gavotte (soprano) “Sehet in Zufriedenheit”

BWV0203 Cantata 1 Aria (bass) “Amore traditore”
BWV0203 Cantata 2 Recitativo (bass) “Voglio provar”
BWV0203 Cantata 3 Aria (bass) “Chi in amore ha nemica la sorte”

BWV0209 Cantata 1 Sinfonia
BWV0209 Cantata 2 Recitativo (soprano) “Non sa che sia dolore”
BWV0209 Cantata 3 Aria (soprano) “Parti pur e con dolore”
BWV0209 Cantata 4 Recitativo (soprano) “Tuo saver al tempo e l’età contrasta”
BWV0209 Cantata 5 Aria (soprano) “Ricetti gramezza e pavento”

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 4
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BWV0206 Cantata 01 Coro “Schleicht,spielende Wellen”
BWV0206 Cantata 02 Recitativo (bass) “O glückliche Veränderung”
BWV0206 Cantata 03 Aria (bass) “Schleuß des Janustempels Türen”
BWV0206 Cantata 04 Recitativo (tenor) “So recht- Beglückter Weichselstrom”
BWV0206 Cantata 05 Aria (tenor) “Jede Woge meiner Wellen”
BWV0206 Cantata 06 Recitativo (alto) “Ich nehm zugleich an deiner Freude teil”
BWV0206 Cantata 07 Aria (alto) “Reis von Habsburgs hohem Stamme”
BWV0206 Cantata 08 Recitativo (soprano) “Verzeiht,bemooste Häupter starker Ströme”
BWV0206 Cantata 09 Aria (soprano) “Hört doch- der sanften Flöten Chor”
BWV0206 Cantata 10 Recitativo (soprano,alto,tenor,bass) “Ich muß,ich will gehorsam sein”
BWV0206 Cantata 11 Coro “Die himmlische Vorsicht”

BWV0207 Cantata 01 Marche
BWV0207 Cantata 02 Coro “Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten”
BWV0207 Cantata 03 Recitativo (tenor) “Wen treibt ein edler Trieb”
BWV0207 Cantata 04 Aria (tenor) “Zieht euren Fuß nur nicht zurücke”
BWV0207 Cantata 05 Recitativo (soprano,bass) “Dem nur allein soll meine Wohnung offen sein”
BWV0207 Cantata 06 Aria,Duetto (soprano,bass) “Den soll mein Lorbeer schützend decken”
BWV0207 Cantata 07 Ritornello
BWV0207 Cantata 08 Recitativo (alto) “Es ist kein leeres Wort”
BWV0207 Cantata 09 Aria (alto) “Ätzet dieses Angedenken”
BWV0207 Cantata 10 Recitativo (soprano,alto,tenor,bass) “Ihre Schläfrigen,herbei”
BWV0207 Cantata 11 Coro “Kortte lebe,Kortte blühe”

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São João Sebastião
São João Sebastião

PQP

Dvořák (1841-1904) / Herbert (1859-1924): Concertos para Violoncelo e Orquestra (Yo-Yo Ma, NYP, Masur)

Dvořák (1841-1904) / Herbert (1859-1924): Concertos para Violoncelo e Orquestra (Yo-Yo Ma, NYP, Masur)

Não sou um apaixonado por Dvořák, mas esta gravação é esplêndida. A parceria entre Yo-Yo Ma e Kurt Masur na Sony Classical, em 1995, é um desses registros que se impõem menos pela pirotecnia e mais pela serena gravidade e categoria. Trata-se de uma leitura do Concerto para Violoncelo, de Antonín Dvořák, que respira naturalidade e onde o violoncelo de Ma nunca se sobrepõe à orquestra, mas antes flutua sobre ela como uma voz lírica e melancólica. Masur, longe de qualquer gesto efusivo, permite que os temas folclóricos do compositor tcheco revelem sua faceta mais sombriaa, sem perder o ímpeto dramático. O que impressiona é a escuta mútua: o violoncelo canta, chora e exulta dentro da massa orquestral, não contra ela. Já no Concerto para Violoncelo em Mi menor, de Victor Herbert – uma obra mais rara, de inspiração romântica e leveza quase operística –, Ma e Masur giram a chave com naturalidade. Aqui, a gravação recupera o charme da belle époque: o violoncelo exibe seu lado mais cantabile e virtuosístico, com passagens de agilidade solar. A sonoridade é quente, detalhada e analógica no melhor sentido. No fim, o que fica é a impressão de que os dois concertos, tão díspares em espírito, foram unificados por uma visão de rara integridade musical: a de que o violoncelo é, acima de tudo, a voz humana.

Dvořák (1841-1904) / Herbert (1859-1924): Concertos para Violoncelo e Orquestra (Yo-Yo Ma, NYP, Masur)

Dvořák: Concerto For Cello And Orchestra In B Minor, Op. 104
1 I. Allegro 15:04
2 II. Adagio, Ma Non Troppo 12:34
3 III. Finale. Allegro Moderato 12:50

Herbert: Concerto For Cello And Orchestra No. 2 In E Minor, Op. 30
4 I. Allegro Imperuoso 8:14
5 II. Andante Tranquillo 6:49
6 III. Allegro 5:39

Cello – Yo-Yo Ma
Conductor – Kurt Masur
Orchestra – New York Philharmonic

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Esse cara não é mole, já ouviram sua recente gravação dos concertos de Shostakovich? Ouçam! Tem no PQP!

PQP

Domenico Scarlatti (1685-1757): Sonatas (Pascal Pascaleff, piano)

Como os visitantes mais atentos deste blog já leram por aqui, Domenico Scarlatti esteve em Florença no mínimo duas vezes na década de 1700, foi apresentado ao príncipe Ferdinando de’ Medici por seu pai Alessandro Scarlatti e conheceu os primeiros pianofortes criados por Bartolomeo Cristofori na corte dos Medici. As 555 Sonatas que garantiram a perenidade do nome de Domenico foram compostas anos depois, para serem tocadas principalmente ao cravo, mas é quase certo que o compositor ou seus contemporâneos também as tocavam ao órgão e ao piano, instrumento que a rainha Maria Bárbara importava de Florença.

O primeiro requisito a ser cumprido por um pianista que toca as sonatas de D.Scarlatti é tocar com as duas mãos de forma bem articulada, com peso igual em ambas, evitando que uma voz esconda a outra. O segundo requisito é uma atenção aos ornamentos, como trinados e appogiaturas, que são notas curtas e próximas à nota principal da melodia. Os ornamentos na música barroca devem ter ao mesmo tempo um ar de enfeites improvisados no momento e um caráter bem definido que só vem após um estudo profundo da partitura: um ornamento em um Andante é diferente de um outro em um Presto.

Atendendo a essas duas condições obrigatórias, resta ainda ao pianista muita imaginação para tocar as sonatas de forma variada, porque é difícil aguentar um CD ou um recital inteiro com 14 ou 18 sonatas soando parecidas. Normalmente essa variedade é alcançada alternando entre movimentos mais rápidos e mais lentos, aliás um erro comum com Scarlatti é tocar tudo muito apressado e como em uma competição de quem chega primeiro na linha de chegada… De fato, se Scarlatti era respeitado por seus contemporâneos como um virtuose do cravo, é verdade também que a maioria das sonatas foi composta nas suas últimas décadas de vida, provavelmente a maioria quando ele tinha mais de 60 anos de idade. O músico e historiador inglês Charles Burney (1726-1814) relata que teve acesso, por intermédio de um amigo, a um manuscrito com quarenta e duas peças de Scarlatti compostas nos seu penúltimo anos de vida, “entre as quais há vários movimentos lentos, e das quais apenas três ou quatro eu conhecia anteriormente, mesmo tendo colecionado composições de Scarlatti por toda minha vida. Elas foram compostas em 1756, quando ele estava gordo demais para cruzar suas mãos como costumava fazer, então elas não são tão difíceis quanto suas obras anteriores, que foram criadas para sua patroa, a rainha de Espanha, quando ainda era princesa das Astúrias.”

Maria Bárbara de Bragança, a patroa de Scarlatti (circa 1750)

Aqui cabem algumas explicações sobre o que escreveu Burney: as sonatas de maturidade também foram compostas para Maria Bárbara de Bragança, sob cuja proteção Domenico esteve até o fim da vida. E quando o autor fala em um corpo que engordou e não conseguia cruzar as mãos, é possível que se trate sobretudo da rainha de Espanha, vejam na foto ao lado…

O búlgaro Pascal Pascaleff, em seu primeiro álbum dedicado a Scarlatti, atende a todas as condições que mencionei acima. Ele se mostra especialmente cuidadoso com o cantabile – som que imita a voz humana – nas sonatas mais lentas, de andamento Allegretto (isto é, um pouco mais lento que um Allegro e com um certo humor que lembra os Scherzos das sonatas de Beethoven), Andante commodo ou simplesmente Andante. Sua gravação é o 25º CD na integral das Sonatas pela Naxos, integral que vem sendo lentamente gravada desde 1999 por mais de dez pianistas e ainda não terminou. Como dizem em inglês, “first come first served” ou, com significado não tão diferente por aqui, “quem chega por último é mulher do padre“, ou seja, as sonatas mais famosas já foram gravadas por quem chegou lá no começo: K.141 e K.208 no CD2 por Lewin, K.10 no CD3 por Jandó, K.96 no CD8 por Lee… Isso significa que Pascaleff, chegando na reta final da integral (faltam uns 6 a 10 CDs), pegou 18 sonatas mais ou menos desconhecidas entre as 555, mas ele claramente dedicou a elas toda sua atenção, passou longe de tratá-las como menos importantes. Nessas integrais lentamente gravadas, os músicos têm tempo de saborear as obras aos poucos, como foi o caso das inesquecíveis gravações das 32 Sonatas de Beethoven por Pollini (anos 1970 até anos 2010) ou dos Concertos de Mozart por Brendel/Marriner (1970 até 1985).

Domenico Scarlatti (1685-1757): 18 Sonatas
1. Sonata in F major, K.167, Allegro
2. Sonata in E major, K.206, Andante
3. Sonata in C major, K.243, Allegro
4. Sonata in E flat major, K.307, Allegro
5. Sonata in F major, K.350, Allegro
6. Sonata in E flat major, K.371, Allegro
7. Sonata in B minor, K.409, Allegro
8. Sonata in F major, K.437, Andante commodo
9. Sonata in A minor, K.451, Allegro
10. Sonata in D major, K.480, Presto
11. Sonata in C major, K.501, Allegretto
12. Sonata in G major, K.538, Allegretto
13. Sonata in G major, K.153, Vivo
14. Sonata in A major, K.221, Allegro
15. Sonata in E flat major, K.252, Allegro
16. Sonata in D major, K.281, Andante
17. Sonata in F major, K.297, Allegro
18. Sonata in A major, K.343, Allegro Andante

Pascal Pascaleff, piano
Recorded 19–21 August 2019 at The Bradshaw Hall, Royal Birmingham Conservatoire, UK
Curiosidade: na capa do álbum, vemos o Palácio Real de Aranjuez, uma das residências do Reis da Espanha, onde havia um cravo e um “clavicordio de piano hecho en Florencia”, segundo o inventário da Rainha.

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Pleyel

O jovem pianista búlgaro Pascal Pascaleff em sua estreia no PQP Hall

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Variações sobre um tema de Haydn (Muti)

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Variações sobre um tema de Haydn (Muti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sei, há Beethoven, Mozart, Bruckner, Mahler e Shostakovich, mas, no meu sentir, esta sinfonia é a melhor que conheço. Brahms era visto como o sucessor de Beethoven e estava muito preocupado em ser digno da tradição sinfônica do mestre. Tão preocupado que preparou sua primeira sinfonia ao longo de mais de 20 anos. Sua composição iniciou-se em 1854 e sua finalização só ocorreu em 1876.

O maestro Hans von Bülow apelidou-a de “A Décima de Beethoven”, o que é apenas uma frase de efeito. Não pretendo desconsiderar que há uma citação da Nona de Beethoven no último movimento, porém os fatos obrigam-me a encarar isto como uma demonstração de gratidão a seu antecessor, ao qual tanto devia – ou, corrigindo, ao qual tanto devemos… Depois de anos e anos como ouvinte, afirmo tranquilamente que, até mais do Beethoven, o que há aqui é Schumann, principalmente na forma inteligente como foram desenvolvidos os elos entre os movimentos que parecem brotar logicamente um do outro. No mais, a Primeira de Brahms é uma derivação autêntica, exclusiva e original do estilo empregado por Brahms em sua música de câmara. Ademais, Brahms – que estreava sua sinfonia 49 anos após a morte de Beethoven – aborda o gênero de forma diversa, dando, por exemplo, extremo cuidado à orquestração e chegando a verdadeiros achados timbrísticos no segundo movimento e na introdução ao tema do último tema: aquele esplêndido solo de trompa, seguido da flauta e do arrepiante trio de trombones. Tais cuidados orquestrais evidentemente não revelam um compositor maior que Beethoven, apenas revelam que o tempo tinha passado, que Brahms já tivera contato com as orquestrações de Rimsky-Korsakov, Berlioz, Wagner, Liszt (os dois últimos eram seus inimigos), que Mahler tinha 16 anos de idade e que a Sinfonia Titan estaria pronta dali a 12 anos…

Em sua primeira sinfonia, Brahms resolveu apresentar todas as suas armas como compositor. A solidez da intrincada estrutura do primeiro movimento (Un poco sostenuto – Allegro) vem diretamente de alguns outros notáveis “primeiros movimentos” de sua música de câmara. Sua complicada estrutura rítmica e aparente rispidez causa certo desconforto a ouvintes mais acostumados a gentilezas. Sua estrutura não é nada beethoveniana, os temas são mostrados logo de cara, sem as lentas introduções nem os motivos curtos e afirmativos de nosso homem de Bonn. Afinal, estamos ouvindo nosso homem de Hamburgo! Se o primeiro movimento demonstra toda a maestria do compositor ao lidar com diversas vozes e linhas rítmicas, o próximo é um arrebatador andante (Andante sostenuto) que parece pretender mostrar “vejam bem: além daquilo que ouviram, eu também faço melodias sublimes”. A melodia levada pelo primeiro violino ao final do andante é belíssima e inesquecível. O terceiro movimento (Un poco Allegretto e grazioso) nos diz que “além daquilo que ouviram, eu também faço scherzi divertidíssimos, viram?”. Claro que não chegamos à alegria demonstrada nos scherzi de Bruckner, porém, para um sujeito contido como Brahms, a terceira parte da sinfonia chega a ser uma galinhagem.

O último movimento é um capítulo à parte. É a música perfeita. Há a já citada introdução de trompas e trombones, mas há principalmente um dos mais belos temas já compostos. No romance Doutor Fausto, de Thomas Mann, o personagem principal Adrian Leverkühn vende sua alma ao demônio em troca da glória e da imortalidade como compositor. Feito o negócio – num dos mais belos capítulos já escritos: o diálogo entre Adrian e o Demônio –, Adrian vai compor e… bem, sai-lhe uma peça muito parecida com o tema a que me refiro. Ele o abandona. Seria este um sinal de Mann, indicando que seu personagem partiria do ponto mais alto existente para a construção de uma obra estupefaciente? Creio que sim, creio que sim, meus queridos sete leitores. Mas, sabem?, não vou gastar meu latim descrevendo o tema que aparece aos 5 minutos do último movimento da sinfonia para ser transformado e retorcido até seu final.

Não é música para diletantes leigos como eu. Porém, como a ouço há anos, posso avaliar como deve ser difícil equilibrar a rigidez formal e a imaginação melódica de uma sinfonia que – inteiramente dentro da tradição de contrastes das sinfonias – parece pretender abarcar o mundo, mostrando-se ora imponente, ora delicada; ora jocosa, ora séria.

Ah, as Variações sobre um tema de Haydn também são música belíssima!

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Variações sobre um tema de Haydn

1 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 1. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro 17:15
2 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 2. Andante sostenuto 9:06
3 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 3. Un poco allegretto e grazioso 4:50
4 Symphony No.1 in C minor, Op.68 – 4. Adagio – Piu andante – Allegro non troppo, ma con brio – Piu allegro 17:19

5 Variations on a Theme by Haydn, Op. 56a 19:05

Philadelphia Orchestra
Riccardo Muti

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Brahms faz uma pose especial para o PQP
Brahms faz uma pose especial para o PQP desejando um feliz 2017

PQP

.: interlúdio :. Black Beauty: Miles Davis at Fillmore West (1970)

Daqui a poucos dias, Miles Davis completaria 100 anos de idade. Dou o pontapé inicial nas homenagens com um álbum ao vivo da fase fusion, um show pouco depois do lançamento do LP duplo Bitches Brew. As mudanças na banda de Miles, rumo a essa com instrumentos elétricos, foram graduais e o Bitches Brew, cujos temas compõem a maior parte do set list deste show, foi apenas o marco mais famoso e divulgado. Já no excelente Filles de Kilimanjaro, gravado em 1968, os fiéis escudeiros Ron Carter e Herbie Hancock usaram instrumentos elétricos, pouco antes de saírem da banda e darem lugar a outros grandes músicos. Também Tony Williams sairia pouco depois e seria substituído por Jack DeJohnette, que é o baterista aqui. E, além dos dois sopros, o destaque deste álbum ao vivo parece ser a dupla de percussionistas: DeJohnette brilha em todas as faixas e o brasileiro Airto Moreira rouba a cena em certos momentos com a cuíca e outras percussões que devem ter soado exóticas para os gringos. A presença de Airto, por cerca de dois anos na banda de Miles, é um dos ingredientes dessa fase fusion: depois ele seria substituído por outros percussionistas, mas em poucos momentos dos anos 1970 Miles tocaria com apenas uma pessoa na bateria/percussão.

Um detalhe sobre o lançamento desta gravação ao vivo: saiu em LP em 1973 apenas no Japão. Nos EUA e Europa, saiu apenas em 1997, já na era do CD. Possivelmente um dos motivos foi a dificuldade de se identificar os autores dos temas, devido à característica do show que era uma jam mais ou menos contínua, mas com base em temas já lançados, alguns de Miles e outros de outros autores. No LP de 1973, os 4 lados tinham apenas o nome Black Beauty I – IV, mas no CD as faixas vieram nomeadas. Outro motivo provável foi a abundância de gravações dos grupos de Miles naquele período, com o disco ao vivo no Fillmore East (junho de 1970) e outro chamado Live-Evil (fevereiro a dezembro de 1970). Mas neste último, apesar do nome, apenas parte da músca era realmente ao vivo e parte gravada em estúdio, com colagens pelo produtor Teo Macero. Também o LP Jack Johnson, gravado em estúdio (fevereiro-abril de 1970), juntava diferentes takes. Já neste Black Beauty, trata-se de um único show com começo, meio e fim. Finalmente, fica o registro de que o Fillmore West era uma casa de shows em San Francisco, terra que fervilhava com o rock psicodélico de Janis Joplin, Grateful Dead e outras bandas. Já o Fillmore East ficava em Nova York. Com capacidades entre 2.000 e 3.000 pessoas, ambas marcaram época e foram palco de dezenas de shows geniais, antes da triste era dos shows em estádios e arenas com suas acústicas de bosta. Vou repetir: show em estádio de futebol é uma das piores invenções de todos os tempos no que se refere à música ao vivo.

Miles Davis Sextet:
1-1 Directions 10:46
1-2 Miles Runs The Voodoo Down 12:22
1-3 Willie Nelson 6:23
1-4 I Fall In Love Too Easily 1:35
1-5 Sanctuary 4:01
1-6 It’s About That Time 9:59
2-1 Bitches Brew 12:53
2-2 Masqualero 9:07
2-3 Spanish Key/The Theme 12:15

Miles Davis – trumpet
Steve Grossman – saxophone
Chick Corea – electric piano
Dave Holland – electric and acoustic basses
Jack DeJohnette – drums
Airto Moreira – percussion
Recorded April 10, 1970 at “The Fillmore West,” San Francisco

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Corea, Airto, DeJohnette & Miles

Pleyel

.: interlúdio :. Homenagem a Wayne Shorter — Miles Davis: Filles de Kilimanjaro (1968) / Weather Report: Procession (1983)

Wayne Shorter (1933-2023) em 1969

Postagem original de 2023

Limpo como a água de um rio sem qualquer traço de poluição, com as borbulhas suaves de uma cachoeira nesse rio, o som do saxofone de Wayne Shorter pode ser comparado à pureza da voz de Milton Nascimento. E por um desses acasos da vida, os dois se tornaram bons amigos. Em sua longa carreira, Shorter gravou uma imensa discografia: aqui no blog, não faz tanto tempo que PQP postou um dos seus principais álbuns como instrumentista e compositor: Schizophrenia, de 1967. Anos antes, com Freddie Hubbard (trompete) e McCoy Tyner (piano), ele participou do grande álbum Ready for Freddie (1962). Vejamos a seguir outros momentos da discografia de Wayne Shorter em dois álbuns que não têm o seu nome na capa, mas que têm nele, como compositor, instrumentista, arranjador, um dos pilares de construções musicais coletivas.

Menos conhecido que álbuns mais dançantes e acelerados como Bitches Brew, Filles de Kilimanjaro é um disco do início da fase de experimentações de Miles Davis e seu grupo com instrumentos elétricos. Um delicioso disco mais calmo, cheio de floreios de blues lento, com bastante destaque para o sax tenor de Shorter e para o piano elétrico Fender Rhodes de Herbie Hancock. A linda mulher da capa é Betty Gray Mabry – depois Betty Davis – que se casou com Miles em 1968. O casamento durou apenas cerca de um ano, mas tudo indica que foi Betty quem fez Miles escutar a música psicodélica de gente como Jimi Hendrix, além de apresentar o guitarrista – amigo dela – ao trompetista. A faixa Mademoiselle Mabry também é uma referência a Mabry e se baseia em um dos riffs mais suaves de Hendrix, o da balada The wind cries Mary, lançada em 1967.

Em álbuns posteriores como o já citado Bitches Brew (“Miles wanted to call it Witches Brew, but I suggested Bitches Brew and he said, ‘I like that’.”Betty Davis), com a chegada da guitarra elétrica de John McLaughlin e de dois ou três percussionistas, Wayne Shorter teria menos destaque no grupo de Miles, do qual ele sairia em 1970 para fundar o grupo fusion Weather Report com o tecladista Joe Zawinul.

Miles Davis Quintet: Filles de Kilimanjaro
1. Frelon Brun
2. Tout de Suite
3. Petits Machins
4. Filles de Kilimanjaro
5. Mademoiselle Mabry
6. Tout de suite (alternate take)

Miles Davis – trumpet
Wayne Shorter – tenor saxophone
Herbie Hancock – electric piano on “Tout de Suite”, “Petits Machins”, and “Filles de Kilimanjaro”
Chick Corea – piano, RMI electra-piano on “Frelon Brun” and “Mademoiselle Mabry”
Ron Carter – electric bass on “Tout de Suite”, “Petits Machins”, and “Filles de Kilimanjaro”
Dave Holland – double bass on “Frelon Brun” and “Mademoiselle Mabry”
Tony Williams – drums
Recorded: June-September 1968, New York City, USA

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Filles de Kilimanjaro (mp3 320kbps)

Os discos mais famosos do Weather Report são aqueles com o fenomenal baixista Jaco Pastorius. Mas este Procession, de 1983, pouco após a saída de Jaco, é um outro interessante momento da discografia de Wayne Shorter que não merece ser esquecido. Se a faixa Where the Moon Goes, que dá início ao lado B do LP, inclui um coral com efeitos que alguns ouvidos não vão aprovar (os meus desaprovam), nas composições de Shorter – Plaza Real e The Well – temos aquele sax de som puro e calmo que mencionei lá em cima, associado aos sons muito originais dos sintetizadores de Zawinul e ao pau comendo nas percussões, que utilizam inovações dos anos 1980 sem soarem bregas, ao contrário de outros bateristas que abusararam de reverb e outros efeitos de gosto duvidoso naquela década.

Weather Report: Procession
1. Procession (Josef Zawinul)
2. Plaza Real (Wayne Shorter)
3. Two Lines (Zawinul)
4. Where the Moon Goes (Zawinul, lyrics by Nan O’Byrne and Zawinul)
5. The Well (Shorter, Zawinul)
6. Molasses Run (Omar Hakim)

Josef Zawinul – keyboards
Wayne Shorter – tenor and soprano saxophones
Omar Hakim – drums, guitar, vocals
Victor Bailey – bass
José Rossy – percussion, concertina
The Manhattan Transfer – vocals on “Where the Moon Goes”

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Procession (mp3 320kbps)

Wayne Shorter & Joe Zawinul, 2007

Pleyel

.: interlúdio :. Wayne Shorter: Schizophrenia (1967)

.: interlúdio :. Wayne Shorter: Schizophrenia (1967)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Wayne Shorter estava no auge de seus poderes criativos quando gravou Schizophrenia na primavera de 1967. Montou um sexteto que apresentava dois de seus companheiros de Miles Davis (o pianista Herbie Hancock e o baixista Ron Carter), mais o trombonista Curtis Fuller, o saxofonista alto / flautista James Spaulding e o baterista Joe Chambers, formando uma banda que era capaz de transmitir sua “esquizofrenia” musical, o que significa que esta é uma banda que pode tocar direitinho tão bem quanto pode estender os limites do jazz.

E aqui eles fazem isso simultaneamente, como em Tom Thumb. A batida e o tema da música são diretos, mas a interação musical e os solos se arriscam e resultam em resultados imprevisíveis. E “imprevisível” é a palavra mágica para esse conjunto de pós-bop nervoso. As composições de Shorter (assim como a única contribuição de Spaulding, Kryptonita) têm temas fortes, mas levam a um território desconhecido, desafiando constantemente os músicos e o ouvinte. Essa música existe na fronteira entre o pós-bop e o free jazz — ou seja, é baseada no pós-bop, mas sabe o que está acontecendo além da fronteira. Dentro de alguns anos, esta linha seria cruzada, mas a Schizophrenia estala com a empolgação de Shorter e seus colegas tentando equilibrar os dois extremos.

Wayne Shorter: Schizophrenia

01. Tom Thumb
02. Go
03. Schizophrenia
04. Kryptonite
05. Miyako
06. Playground

Wayne Shorter (tenor saxophone)
James Spaulding (alto saxophone, flute)
Curtis Fuller (trombone)
Herbie Hancock (piano)
Ron Carter (bass)
Joe Chambers (drums).

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P.S. de Pleyel ao repostar em 2026: de uns meses pra cá, estou completamente viciado neste disco. Um ponto muito alto da carreira de Wayne Shorter e dos outros músicos. Pelo caráter imprevisível das composições, elas permitem várias audições sem cansar.

Wayne em 1969, preparando seu show no recém-inaugurado Salão Dourado do Jazz PQP Bach de Las Vegas.

PQP

.: interlúdio :. Banda Mantiqueira: Bixiga

.: interlúdio :. Banda Mantiqueira: Bixiga

A Banda Mantiqueira é um dos projetos mais sensacionais da música instrumental brasileira, reunindo alguns dos melhores sopros do país sob a liderança do saxofonista e arranjador Nailor Proveta. Com uma formação que remete às big bands, mas com espírito brasileiro muito marcado, o grupo transita com naturalidade entre o jazz e gêneros como o choro, o samba e o frevo. O que mais impressiona é a energia coletiva: arranjos sofisticados, cheios de humor e invenção, aliados a uma execução precisa e, ao mesmo tempo, profundamente solta — como se tradição e improviso conversassem o tempo todo. Já o disco Bixiga é um belo retrato dessa identidade. O repertório homenageia compositores brasileiros, sobretudo ligados ao universo do choro e da música urbana, com releituras que preservam o espírito original, mas expandem as possibilidades sonoras através de arranjos criativos. Há momentos de grande lirismo, outros de explosão rítmica, sempre com destaque para o diálogo entre os instrumentos. É um álbum que celebra não apenas um bairro — o Bixiga — mas uma forma de fazer música: coletiva, pulsante e profundamente enraizada na cultura brasileira.

.: interlúdio :. Banda Mantiqueira: Bixiga

1 . Prêt-à-Porter De Tafetá
Aldir Blanc , João Bosco
2 Três no Choro
2 a . Aperitivo
Pernambuco (Ayres da Costa Pessoa) , Mário Rossi
2 b . Arranca Toco
Meira (Jaime Tomás Florence)
2 c . Modulando
Rubens Leal Brito (Britinho)
3 . Bixiga
Nailor Proveta (Nailor Aparecido Azevedo)
4 . Catavento E Girassol
Aldir Blanc , Guinga (Carlos Althier de Souza Lemos Escobar)
5 Cartola e Cavaquinho
5 a . As Rosas Não Falam
Cartola (Angenor de Oliveira)
5 b . Folhas Secas
Nelson Cavaquinho (Nelson Antônio da Silva) , Guilherme de Brito
5 c . Notícia
Nelson Cavaquinho (Nelson Antônio da Silva) , Alcides Caminha , Nourival Bahia
6 . Baião De Lacan
Aldir Blanc , Guinga (Carlos Althier de Souza Lemos Escobar)
7 . Urubu Malandro
Pixinguinha , João de Barro (Braguinha) , Louro (Lourival Inácio de Carvalho)

Banda Mantiqueira

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Um pedaço da Banda Mantiqueira

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Anton Arensky (1861-1906): Trio Nº 1, Op. 32 (Beaux Arts)

Anton Arensky (1861-1906): Trio Nº 1, Op. 32 (Beaux Arts)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Como sou uma pessoa original, gosto dos argentinos, principalmente quando o assunto não é futebol. Mas em 2008 certo blog hermano resolveu postar apenas o Trio Nº 1 de Arensky. O segundo não interessa. OK, interessa muito pouco, mas… Qual é a deles? Postar um CD pela metade!?!?

Pois em verdade vos digo que o Trio Nº 1 de Arensky é uma obra-prima como poucas. Ele é daqueles compositores de apenas uma obra, mas QUE OBRA, senhores. FDP BACH IRÁ ADORAR a elegância do romantismo impecável deste russo que morreu jovem sob os efeitos da bebida, deixando credores em todas as mesas de jogos de São Petersburgo, Moscou e Helsinki. Francamente, Anton!

A interpretação do Beaux Arts é um capítulo à parte, sendo este tão perfeito que nem ouso falar a respeito.

Arensky: Trio No. 1 In D, Op. 32

1. Allegro Moderato – Adagio 12:41
2. Scherzo, Allegro Molto 6:05
3. Elegia, Adagio 6:47
4. Finale. Allegro Non Troppo – Adagio – Allegro Molto 6:05

Beaux Arts Trio, Menahem Pressler, Piano

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Bebum: Anton Arensky por volta de 1904
Bebum: Anton Arensky por volta de 1904

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Wagner (1813 – 1883): Aberturas e Prelúdios – Berliner Philharmoniker & Herbert von Karajan [EMI] ֎

Wagner (1813 – 1883): Aberturas e Prelúdios – Berliner Philharmoniker & Herbert von Karajan [EMI] ֎
Existe algum outro repertório no qual Herbert von Karajan tenha se destacado mais do que nas obras de Wagner? Seu talento teatral sempre fez maravilhas aqui e a sua abordagem renovou completamente nossa percepção da música wagneriana.

Reunir duas figuras polêmicas como Wagner e Karajan em uma única postagem envolve uma certa dose de risco. Vaias e tomates podem ocorrer, mas aqui no PQP Bach a música é fundamental. Apesar das controvérsias, Wagner foi inovador e a sua música continua influente e presente no cenário musical. Quanto a Karajan e a orquestra com a qual mais atuou, a Berliner Philharmoniker, há muitas gravações excelentes para se ouvir, como essas, de trechos orquestrais das óperas de Wagner.

As gravações desta postagem foram realizadas em 1974 no prédio da orquestra, chamado Berliner Philharmonie, construído entre 1960 e 1963, projetado pelo arquiteto Hans Scharoun, expoente do grupo expressionista Die Brücke e arquitetura orgânica.

As peças reunidas nestes dois ‘volumes’ apareceram em inúmeras edições de CDs pela antiga EMI, como pode ser visto nas ilustrações. É, portanto, uma boa oportunidade de tê-las reunidas assim, de forma mais organizada. Apesar de não ouvir essa música com frequência, gosto muito deste repertório e sempre tenho prazer quando a escuto.

O Prelúdio de Tristão e Isolda é bem possivelmente a mais icônica dessas peças e já apareceu na telinha da Globo como tema de novela. Mas, como não gostar de outros temas famosos e marcantes como os da Abertura de Tannhauser, de Lohengrin e o Graal? O cavaleiro Parsifal e a feérica abertura do Holandês Voador são de tirar o chapéu. Sobre essa última, não deixe de participar do PQP Bach Quizz, logo mais abaixo.

Richard Wagner (1813 -1883)

Volume 1

  1. Tannhäuser: Overture (1861 Paris Version) (11:37)
  2. Tannhäuser: Venusberg Music (1861 Paris Version) (12:13)
  3. Lohengrin, Act 1: Prelude (9:41)
  4. Tristan und Isolde: Prelude to Act 1 – Liebestod (Instrumental Version) (19:00)
  5. Der fliegende Holländer: Overture (11:07)

Volume 2

  1. Die Meistersinger von Nürnberg, Act 1: Prelude (9:35)
  2. Der fliegende Holländer: Overture (11:53)
  3. Parsifal, Act 1: Prelude (14:59)
  4. Parsifal, Act 3: Prelude (6:20)
  5. Lohengrin, Act 3: Prelude (3:14)
  6. Tannhäuser: Overture (15:02)

Berliner Philharmoniker

Herbert von Karajan

Volume 1

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

Volume 2

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MP3 | 320 KBPS | 137 MB

PQP Bach Quizz: A faixa 5 do primeiro volume e a faixa 2 do segundo volume são gravações diferentes da mesma abertura? Justifique a sua resposta se quiser ganhar a cocada virtual prêmio máximo do nosso famoso blog!

These are splendid Wagner performances, full of guts and devoid of the fussiness and overly smooth legato that so often make Karajan’s recordings a chore. I have always preferred his Berlin EMI recordings to his DG efforts, on the whole. There are times when the Berlin Philharmonic sounds like a different orchestra, with brass that don’t all lump together (check out the opening of The Flying Dutchman or the Tannhäuser Overture), and climaxes that benefit from more-than-usual bite.

Aproveite!

René Denon

Sobre gravações deixadas por Karajan: Aqui!

Você também pode ouvir essa música na plataforma de streaming: Volume 1 e Volume 2

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 5, 6, 9 e 10, com Bernard Haitink

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 5, 6, 9 e 10, com Bernard Haitink

O único leitor-ouvinte que foi expulso do PQP sob ofensas nossas — de todos nós que aqui postamos –, foi um débil mental que falou mal de Haitink. Ele disse que Haitink era péssimo. Mereceu, né? Ouçam esta versão da 5ª de Mahler. Se você achar ruim, não você não achará ruim, pois, se aqui vem, tem ouvidos. Bem… Oh, yeah, aqui está a continuidade de nossa saga mahleriana levado pelas mãos firmes (ui!) de Bernard Haitink. Espero que gostem. Na minha opinião, os pontos altos são a 5ª e a 10ª, registros verdadeiramente difíceis de superar. Logo logo, posto os último CDs, que trazem a 7ª e a 8ª. Por pura falta de tempo, paro de escrever agora. Beijos na bunda de todos.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 5, 6, 9 e 10, com Bernard Haitink

CD5
Symphony No. 5 in C sharp minor
1. I. Trauermarsch 12:19
2. II. Sturmisch bewegt 14:02
3. III. Scherzo 18:00
4. IV. Adagietto (Sehr langsam) 10:35
5. V. Rondo – Finale (Allegro) 15:49
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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CD6
Symphony No. 10 in F sharp minor
1. I. Andante – Adagio 24:32
Symphony No. 6 in A minor
2. I. Allegro energico, ma non troppo 22:07
3. II. Scherzo. Wuchtig 13:16
4. III. Andante moderato 15:47
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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CD7
Symphony No. 6 in A minor
1. IV. Finale. Allegro moderato-Allegro energico 29:38
Symphony No. 9 in D
2. I. Andante comodo 27:01
3. II. Im Tempo eines gemachlichen Landlers 15:56
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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CD 8
Symphony No. 9 in D
1. III. Rondo-Burleske 12:57
2. IV. Adagio 24:42
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink: um de meus regentes preferidos
Bernard Haitink: o maior maestro que caminha sobre a superfície do planeta

PQP

W.F. Bach (1710-1784): Kantaten, Vols. 1 e 2 (Max)

W.F. Bach (1710-1784): Kantaten, Vols. 1 e 2 (Max)

Se há uma coisa de que faço absoluta questão é de ser democrático. Então, se publiquei fotos da bela Hélène Grimaud, nada mais justo que escolhesse um belo tipo de homem para estampar em nosso blog. O escolhido foi Hermann Max, um nanico que procura chegar aos céus através do laquê. Sei que tal escolha pode ser considerada de natureza polêmica, então informo o que interessa: Max é um serzinho de extremo talento. Tendo cumprido minha obrigação, passo ao CD.

Na verdade aos CDs, posto que são dois que empacotei no mesmo arquivo. Wilhelm Friedemann Bach é meu irmão mais velho, o preferido de papai. Suas Cantatas são boas, são até muito boas, mas, se têm a grife Bach — tal como nosso blog –, falta-lhes o crucial e inalcançável Johann Sebastian.

É um bom disco, bem interpretado e com regência segura de Max, mas são cantatas de meu mano, não de meu pai. Faz alguma diferença.

W.F. Bach (1710-1784): Kantaten, Vols. 1 e 2 (Max)

1. Chor: Lasset uns ablegen die Werke der Finsternis (Let us cast off the works of darkness)
2. Recitativo: Es ist nun hohe Zeit (It is now high time)
3. Choral: Steh auf vom Sündenschlaf (Arise from the sleep of sin)
4. Recitativo: Drum, Vater (Then, Father)
5. Aria: Höre, Vater, mit Erbarmen (Father, hearken with mercy)
6. Recitativo accompagnato: Ich weiß, die Nacht ist schon dahin (I know the night is already past)
7. Aria: Ich ziehe Jesum an im Glauben (I appeal to Jesus in the belief)
8. Choral: Den Geist, der heilig ist (Let the holy spirit guide you)
9. Chor: Lasset uns ablegen die Werke der Finsternis (Let us cast off the works of darkness) (No. 1 da

10. Chor: Es ist eine Stimme eines Predigers in der Wüste (The voice of him that crieth in the wilderne
11. Recitativo: Gott hat uns Gnad und Heil in Christo angetragen (God has offered us grace and salvatio
12. Aria: Der Trost gehöret nur vor Kinder (Solace belongs only to children)
13. Recitativo accompagnato: Dein Heiland läßt die Bahn (Your Saviour lets the path)
14. Aria: Holdseligster Engel (Most gracious angel)
15. Choral: Wir Menschen sind zu dem, o Gott (We men are unfit, O God)

16. Sinfonia: Allegro maestoso
17. Sinfonia: Andante
18. Sinfonia: Vivace

19. Kantate: Recitativo accompagnato: Dies ist der Tag (This is the day)
20. Kantate: Aria: Süßer Hauch von Gottes Throne (Sweet breath from the throne of God)
21. Kantate: Recitativo: Ich folge dir (I follow you)
22. Kantate: Aria: Entzünde mich, du Kraft der größten Liebe! (Kindle me, you power of supreme love!)
23. Kantate: Choral: Heilger Geist in Himmels Throne (Holy Spirit in heaven’s throne)

24. Chor: Erzittert und fallet (Tremble and fall)
25. Aria: Was für reizend sanfte Blicke (What enchanting gentle glances)
26. Recitativo: Das Grab ist leer (The tomb is empty)
27. Duett: Komm mein Hirte, laß dich küssen (Come, my shepherd, and let me kiss you)
28. Recitativo: Mein Heiland kommt (My Saviour is coming)
29. Aria: Rausch, ihr Fluten, donnernd Blitzen (Roar, ye floods and thunderous lightnings)
30. Choral: Heut triumphieret Gottes Sohn (Today the Son of God triumphs)

Barbara Schlick, s
Claudia Schubert, c
Wilfried Jochens, t
Stephan Schreckenberger, b

Rheinische Kantorei
Das Kleine Konzert
Hermann Max (Conductor)

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É o MAXimo

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 5, CDs 5, 6, 7 e 8

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 5, CDs 5, 6, 7 e 8

Clique aqui para todo o Bach 2000.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se você tiver que escolher um post de Cantatas para baixar, deve escolher este. Grandes Cantatas estas PROFANAS, a maioria sob a regência de Ton Koopman. Aqui estão a do Café e todas as outras. Um notável grupo de obras de Bach!

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 5
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BWV0205 Cantata 01 Coro “Zerreißet,zersprenget,zertrümmert die Gruft”
BWV0205 Cantata 02 Recitativo (bass) “Ja- Ja- Die Stunden sind nunmehro nah”
BWV0205 Cantata 03 Aria (bass) “Wie will ich lustig lachen”
BWV0205 Cantata 04 Recitativo (tenor) “Gefürcht’ter Aeolus”
BWV0205 Cantata 05 Aria (tenor) “Frische Schatten,meine Freude”
BWV0205 Cantata 06 Recitativo (bass) “Beinahe wirst du mich bewegen”
BWV0205 Cantata 07 Aria (alto) “Können nicht die roten Wangen”
BWV0205 Cantata 08 Recitativo (soprano,alto) “So willst du,grimmger Aeolus”
BWV0205 Cantata 09 Aria (soprano) “Angenehmer Zephyrus”
BWV0205 Cantata 10 Recitativo (soprano,bass) “Mein Aeolus,ach”
BWV0205 Cantata 11 Aria (bass) “Zurücke,zurücke,geflügelten Winde”
BWV0205 Cantata 12 Recitativo (soprano,alto,tenor) “Was Lust- Was Freude”
BWV0205 Cantata 13 Aria (Duetto) (alto,tenor) “Zweig und Äste”
BWV0205 Cantata 14 Recitativo (soprano) “Ja,ja- ich lad euch selbst zu dieser Feier ein”
BWV0205 Cantata 15 Coro “Vivat August”

BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 01 Recitativo (tenor) “Schweigt stille,plaudert nicht”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 02 Aria (bass) “Hat man nicht mit seinen Kindern”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 03 Recitativo (soprano,bass) “Du böses Kind,du loses Mädgen”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 04 Aria (soprano) “Ei,wie schmeckt der Coffee süße”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 05 Recitativo (soprano,bass) “Wenn du mir nicht den Coffee läßt”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 06 Aria (bass) “Mädgen,die von harten Sinnen”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 07 Recitativo (soprano,bass) “Nun folge,was dein Vater spricht”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 08 Aria (soprano) “Heute noch”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 09 Recitativo (tenor) “Nun geht und sucht der alte Schlendrian”
BWV0211 Cantata (Coffee Cantata) 10 Coro (soprano,tenor,bass) “Die Katze läßt das Mausen nicht”

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 6
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BWV0207a Cantata 01 Marche
BWV0207a Cantata 02 Coro “Auf,schmetternde Töne der muntern Trompeten”
BWV0207a Cantata 03 Recitativo (tenor) “Die stille Pleiße spielt”
BWV0207a Cantata 04 Aria (tenor) “Augustus’ Namenstages Schimmer”
BWV0207a Cantata 05 Recitativo (soprano,bass) “Augustus’ Wohl ist der treuen Sachsen Wohlergehn”
BWV0207a Cantata 06 Aria (Duetto) (soprano,bass) “Mich kann die süße Ruhe laben”
BWV0207a Cantata 07 Ritornello
BWV0207a Cantata 08 Recitativo (alto) “Augustus schützt die frohen Felder”
BWV0207a Cantata 09 Aria (alto) “Preiset,späte Folgezeiten”
BWV0207a Cantata 10 Recitativo (soprano,alto,tenor,bass) “Ihr Fröhlichen,herbei”
BWV0207a Cantata 11 Coro “Augustus lebe- Lebe König”
BWV0207a Cantata 12 Marche

BWV0210 Cantata 01 Recitativo (soprano) “O holder Tag,erwünschte Zeit”
BWV0210 Cantata 02 Aria (soprano) “Spielet,ihr beseelten Lieder”
BWV0210 Cantata 03 Recitativo (soprano) “Doch,haltet ein”
BWV0210 Cantata 04 Aria (soprano) “Ruhet hie,matte Töne”
BWV0210 Cantata 05 Recitativo (soprano) “So glaubt man denn,daß die Musik verführe”
BWV0210 Cantata 06 Aria (soprano) “Schweigt,ihr Flöten,schweigt”
BWV0210 Cantata 07 Recitativo (soprano) “Was Luft- Was Grab”
BWV0210 Cantata 08 Aria (soprano) “Großer Gönner,dein Vergnügen”
BWV0210 Cantata 09 Recitativo (soprano) “Hochteurer Mann,so fahre ferner fort”
BWV0210 Cantata 10 Aria (soprano) “Seid beglückt,edle beide”

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 7
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BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 01 Recitativo (soprano1) “Was mir behagt,ist nur die muntre Jagd”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 02 Aria (soprano1) “Jagen ist die Lust der Götter”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 03 Recitativo (tenor) “Wie,schönste Göttin”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 04 Aria (tenor) “Willst du dich nicht mehr ergötzen”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 05 Recitativo (soprano1,tenor) “Ich liebe dich zwar noch”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 06 Recitativo (bass) “Ich,der ich sonst ein Gott”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 07 Aria (bass) “Ein Fürst ist seines Landes Pan”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 08 Recitativo (soprano2) “Soll denn der Pales Opfer”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 09 Aria (soprano2) “Schafe können sicher weiden”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 10 Recitativo (soprano1) “So stimmt mit ein”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 11 Coro (soprano1,2,tenor,bass) “Lebe,Sonne dieser Erden”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 12 Duetto (soprano1,tenor) “Entzücket uns beide”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 13 Aria (soprano2) “Weil die wollenreichen Herden”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 14 Aria (bass) “Ihr Felder und Auen”
BWV0208 Cantata (Hunting Cantata) 15 Coro (soprano1,2,tenor,bass) “Ihr lieblichste Blicke”

BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 01 Ouvertüre
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 02 Aria (Duetto) (soprano,bass) “Mer hahn en neue Oberkeet”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 03 Recitativo (sopano,bass) “Nu,Mieke,gib dein Guschel immer her”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 04 Aria (sopano) “Ach,es schmeckt doch gar zu gut”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 05 Recitativo (bass) “Der Herr ist gut”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 06 Aria (bass) “Ach,Herr Schösser”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 07 Recitativo (soprano) “Es bleibt dabei”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 08 Aria (soprano) “Unser trefflicher lieber Kammerherr”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 09 Recitativo (soprano,bass) “Er hilft uns allen,alt und jung”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 10 Aria (soprano) “Das ist galant”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 11 Recitativo (bass) “Und unsre gnäd’ge Frau”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 12 Aria (bass) “Fünfzig Taler bares Geld”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 13 Recitativo (soprano) “Im Ernst ein Wort”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 14 Aria (soprano) “Klein-Zschocher müsse”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 15 Recitativo (bass) “Das ist zu klug vor dich”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 16 Aria (bass) “Es nehme zehntausend Dukaten”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 17 Recitativo (soprano) “Das klingt zu liederlich”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 18 Aria (soprano) “Gib,Schöne,viel Söhne”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 19 Recitativo (bass) “Du hast wohl recht”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 20 Aria (bass) “Dein Wachstum sei feste”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 21 Recitativo (soprano,bass) “Und damit sei es auch genung”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 22 Aria (soprano) “Und daß ihr’s alle wißt”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 23 Recitativo (soprano,bass) “Mein Schatz,erraten”
BWV0212 Cantata (Peasant Cantata) 24 Coro (soprano,bass) “Wir gehn nun”

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Bach 2000 – Caixa 5, CD 8
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BWV0213 Cantata 01 Coro “Laßt uns sorgen,laßt uns wachen”
BWV0213 Cantata 02 Recitativo (alto) “Und wo- Wo ist die rechte Bahn”
BWV0213 Cantata 03 Aria (soprano) “Schlafe,mein Liebster,und pflege der Ruh”
BWV0213 Cantata 04 Recitativo (soprano,tenor) “Auf- Folge meiner Bahn”
BWV0213 Cantata 05 Aria (alto) “Treues Echo dieser Orten”
BWV0213 Cantata 06 Recitativo (tenor) “Mein hoffnungsvoller Held”
BWV0213 Cantata 07 Aria (tenor) “Auf meinen Flügeln sollst du schweben”
BWV0213 Cantata 08 Recitativo (tenor) “Die weiche Wollust locket zwar”
BWV0213 Cantata 09 Aria (alto) “Ich will dich nicht hören,ich will dich nicht wissen”
BWV0213 Cantata 10 Recitativo (alto,tenor) “Geliebte Tugend,du allein”
BWV0213 Cantata 11 Aria Duetto (alto,tenor) “Ich bin deine,du bist meine”
BWV0213 Cantata 12 Recitativo (bass) “Schaut,Götter,dieses ist ein Bild”
BWV0213 Cantata 13 Coro “Lust der Völker,Lust der Deinen”

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PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano Nos. 1 e 2, Abertura Festiva, “A Idade do Ouro” (Houstoun, New Zealand Symphony, Lyndon-Gee)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano Nos. 1 e 2, Abertura Festiva, “A Idade do Ouro” (Houstoun, New Zealand Symphony, Lyndon-Gee)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Shostakovich foi um excelente pianista. Poderia ter feito carreira como virtuose, mas, para nossa sorte, escolheu compor. Foi o vencedor do internacional Concurso Chopin de 1927 e fazia apresentações regulares executando seus trabalhos. O pequeno número de gravações do próprio compositor como pianista talvez deva-se ao fato de ele ter perdido parcialmente os movimentos de sua mão direita ao final dos anos sessenta. Este Concerto Nº 1 é realmente espetacular. Era uma boa época para os concertos para piano. O de Ravel aparecera um ano antes, assim como o 5º de Prokofiev. É coincidente que os três sejam alegres, luminosos, divertidos mesmo. Com quatro movimentos, sendo o primeiro muito melodioso e gentil, os dois centrais lentos e o último capaz de provocar gargalhadas, é um grande concerto. A participação de um trompetista meio espalhafatoso é fundamental, assim como de um pianista que possa fazer rapidamente a conversão entre a música de cabaré e a música militar exigidas no último movimento. Uma vez, assistindo a uma apresentação, vi como as pessoas sorriam durante a audição deste movimento. Não há pontos baixos neste maravilhoso concerto, que ainda traz, em seu segundo movimento, um lindíssimo solo para trompete, além de uma cadenza esplêndida, de ecos beethovenianos. Shostakovich foi o pianista de sua estréia, em 1933, na cidade de Leningrado.

O Concerto Nº 2 foi dedicado ao filho pianista Maxim Shostakovich. É um autêntico presente de pai para filho. Alegre, brilhante e cheio de brincadeiras de caráter privado como a inacreditável inclusão – no terceiro movimento de exercícios que seu filho praticava quando era estudante do instrumento. E não se surpreenda, o primeiro movimento deste concerto é conhecido entre as crianças que veem desenhos da Disney. É a música que é executada durante o episódio do Soldadinho de Chumbo em Fantasia 2000. Quando ouço esta música em casa, sempre um de meus filhos vem me dizer “olha aí a música do Soldadinho de Chumbo”. É claro que a música não tem nada a ver com a história infantil; Shostakovich fez um belo concerto para seu filho, de atmosfera delicada e afetuosa. O primeiro movimento (Allegro) começa com uma rápida introdução orquestral em seguida à qual entra o piano. De acordo com a prática habitual de Shostakovich, o tema inicial é um pouco mais poético do que o segundo, de entonação mais vigorosa e rítmica. Dois movimentos vivos e felizes cercam um melancólico, tocante e melodioso segundo movimento. A inspiração óbvia para este concerto foi o Concerto em Sol Maior (1931) de Ravel. Leonard Bernstein deu-se conta disto e gravou um de seus melhores discos em 1978, acumulando as funções de pianista e regente nos dois concertos. Se este concerto não arrancar algum sorriso do ouvinte, este necessita de urgentemente de anti-depressivos.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): : Concertos para Piano Nos. 1 e 2, Abertura Festiva, “A Idade do Ouro” (Houstoun, New Zealand Symphony, Lyndon-Gee)

Festive Overture, Op. 96
1 Festive Overture, Op. 96 06:04

Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 (1957)
2 I. Allegro 07:22
3 II. Andante 06:37
4 III. Allegro 05:46

The Golden Age Suite, Op. 22a
5 Introduction 03:54
6 Adagio 09:07
7 Polka 01:51
8 Dance 02:17

Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 (1933)
9 I. Allegretto – Allegro Vivace – Moderato – 06:31
10 II. Lento – 08:31
11 III. Moderato 01:42
12 IV. Allegro con brio 06:54

Conductor(s): Lyndon-Gee, Christopher
Orchestra(s): New Zealand Symphony Orchestra
Artist(s): Houstoun, Michael (PIANO); Taber, John (TROMPETE)

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Shostakovich no palco da Grande Sala do Conservatório de Moscou com Sviatoslav Richter e David Oistrakh

PQP

Chopin (1810-1849): O 4 Scherzos e outras obras (Nelson Freire)

É como um time que leva um gol logo nos primeiros minutos e passa o tempo restante buscando se recuperar: assim começa Nelson Freire o seu álbum de Scherzos de Chopin (ou Scherzi, já que a palavra é italiana) gravados na década de 1970. Isso porque o seu 1º Scherzo se inicia muito rápido, sem a seriedade e a grandeza de outras interpretações como a de Sviatoslav Richter e a de Maurizio Pollini. Nos Scherzos, Chopin faz uma arte profundamente contraditória onde o nome remete à piada, certos momentos também têm ritmos bem-humorados mas ao mesmo tempo o clima geral é de preocupação e tensão. No quarto Scherzo a tensão é um pouco mais suave, mas nos três primeiros a sensação é de que uma catástrofe está sempre no horizonte. E Nelson Freire inicia o 1º Scherzo mais como uma obra técnica virtuosa do que com essa gravidade teatral. Mas lá pelo meio desse Scherzo o pianista mineiro consegue convencer. Cada Scherzo tem uma seção central contrastante e mais lenta e suave. Ali, Freire começa a encantar. No 2º e no 3º, o encantamento permanece, chegando a uma conclusão no último e mais maduro dos Scherzos. No conjunto, uma gravação notável dessas quatro peças de Chopin. E o disco traz ainda alguns bônus de peso, incluindo a Balada nº 3, peça que foi muito tocada por Guiomar Novaes, pianista que Freire tinha na mais alta estima. Sem dúvida, as interpretações de Chopin por Novaes (nas Baladas, no Concerto nº 2, etc.) influenciaram bastante Nelson Freire. O álbum fecha com as Três Ecossaises, danças curtas e simples, que poucos pianistas tocam, mas Guiomar também as tinha no seu repertório.

Frédéric Chopin (1810-1849):
1. Scherzo nº 1, Op. 20
2. Scherzo nº 2, Op. 31
3. Scherzo nº 3, Op. 39
4. Scherzo nº 4, Op. 54 – Presto Con Fuoco
5. Polonaise nº 6, Op. 53
6. Ballade nº 3, Op. 47
7. Berceuse, Op. 57
8. Prélude, Op. 45 – Sostenuto
9. Trois Ecossaises, Op. 72

Nelson Freire, piano
Gravações lançadas pela 1ª vez em LPs da Telefunken (Alemanha), 1975 e 1976

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Nelson com Guiomar Novaes. Foto do acervo particular de Nelson Freire, publicada pelo sensacional Instituto Piano Brasileiro

Pleyel

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Sonatas Completas para Violoncelo (Gaillard, Pulcinella)

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Sonatas Completas para Violoncelo (Gaillard, Pulcinella)

Um lindo trabalho de Gaillard sobre estas obras notáveis de Vivaldi. Tudo muito bonito e bem gravado. As Sonatas para Violoncelo do Padre Vermelho são um capítulo à parte em sua obra, revelando uma faceta mais íntima e contemplativa do compositor, distante da exuberância de seus famosos concertos. Ele nutria uma particular afeição pelo violoncelo. Para além dos mais de 25 concertos que compôs para o instrumento, legou à posteridade nove sonatas para violoncelo e baixo contínuo, além de uma décima que se perdeu. Escritas em sua maioria entre 1720 e 1730, estas obras não foram concebidas para o grande público. Acredita-se que tenham sido criadas para um círculo restrito de alunos, amigos e patronos influentes. Entre esses patronos, destacavam-se aristocratas que eram violoncelistas amadores, como o Conde Rudolf Franz Erwein von Schönborn, que mantinha um rica biblioteca com várias destas partituras. Esta origem “privada” confere às sonatas um caráter mais pessoal e intimista. Elas seguem a forma da sonata barroca em quatro movimentos, com um padrão de andamentos Lento – Rápido – Lento – Rápido. Esta estrutura cria uma narrativa musical equilibrada, onde a calma e a reflexão se alternam com a agilidade e o virtuosismo. São um ponto fora da curva de Vivaldi, mas que ponto!

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Sonatas Completas para Violoncelo (Gaillard, Pulcinella)

Sonate No.3 En La Mineur
CD1-1 Largo 4:21
CD1-2 Allegro 3:09
CD1-3 Largo 4:12
CD1-4 Allegro 2:55

Sonate No.5 En Mi Mineur
CD1-5 Largo 3:11
CD1-6 Allegro 2:44
CD1-7 Largo 4:12
CD1-8 Allegro 2:55

Sonate No.9 En Sol Mineur
CD1-9 Preludio Largo 4:30
CD1-10 Allemanda Andante 3:43
CD1-11 Sarabanda Largo 4:55
CD1-12 Gigue Allegro 2:09

Sonate No.2 En Fa Majeur
CD1-13 Largo 3:03
CD1-14 Allegro 2:23
CD1-15 Largo 3:34
CD1-16 Allegro 2:33

Sonate No.7 En La Mineur
CD1-17 Largo 2:14
CD1-18 Allegro Poco 2:25
CD1-19 Largo 3:30
CD1-20 Allegro 2:27

Sonate No.6 En Si Bémol Majeur
CD2-1 Preludio Largo 2:23
CD2-2 Allemanda Allegro 2:26
CD2-3 Largo 2:46
CD2-4 Allegro Corrente 2:28

Sonate No.4 En Si Bémol Majeur
CD2-5 Largo 4:05
CD2-6 Allegro 2:33
CD2-7 Largo 4:49
CD2-8 Allegro 3:01

Sonate No.1 En Si Bémol Majeur
CD2-9 Largo 3:32
CD2-10 Allegro 3:08
CD2-11 Largo 3:21
CD2-12 Allegro 2:02

Sonate No.8 En Mi Bémol Majeur
CD2-13 Larguetto 4:05
CD2-14 Allegro 2:44
CD2-15 Andante 2:38
CD2-16 Allegro 2:52

Cello [Continuo] [Pulcinella] – Emmanuel Jacques (2)
Cello [Soloist] [Pulcinella] – Ophélie Gaillard
Double Bass, Violone [Pulcinella] – David Sinclair (9)
Ensemble – Pulcinella
Guitar [Baroque] [Pulcinella] – Thor-Harald Johnsen
Harp [Baroque] [Pulcinella] – Giovanna Pessi
Harpsichord, Organ [Positive] [Pulcinella] – Maude Gratton
Theorbo, Guitar [Baroque] [Pulcinella] – Thomas C. Boysen*

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Ophélie Gaillard tentando ver a cor da calcinha da colega.

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4, 5 & 6 (Mäkelä / Oslo Philharmonic)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4, 5 & 6 (Mäkelä / Oslo Philharmonic)

AB-SO-LU-TA-MEN- TE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esqueci o nome da praga, mas houve um comentarista aqui no PQP, que odiava o grande Bernard Haitink de cabo a rabo. Era inacreditável, tanto mais que Haitink foi aquele tipo correto, gentil, tranquilo, inteligente… E até era bem musical! Chego à conclusão que tínhamos um psicopata, talvez bolsomínion, nos visitando, porque era um ódio gratuito a quem nunca mordeu ninguém. Numa de nossas discussões, citamos o finlandês Klaus Mäkelä, que também foi espinafrado pelo cara logo após ser escolhido como regente titular do Concertgebouw de Amsterdam. Pelo jeito os músicos do Concertgebouw não acertam uma! Depois da frieza de Haitink e do Gatti assediador — foi inocentado –, chamaram mais um farsante pra comandá-los…

Imaginem que Mäkelä ocupa o cargo de Maestro Chefe da Filarmônica de Oslo desde 2020 e Diretor Musical da Orquestra de Paris desde setembro de 2021. Ele assumirá o título de Maestro Chefe da Royal Concertgebouw Orchestra em setembro de 2027 e na mesma temporada começa como Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Chicago. Todos idiotas: noruegueses, franceses, holandeses e estadunidenses. Mais de 400 músicos de algumas das maiores orquestras do mundo totalmente equivocados. Votaram nele. Estou impressionado até hoje. Ainda bem que faz tempo que o comentarista hostil sumiu.

Pois meus amigos, este trio de Sinfonias de Shostakovich receberam um belo tratamento por parte de Mäkelä — hoje com apenas 29 anos, esta gravação é de agosto de 2024, quando KM tinha 28. E os filarmônicos de Oslo… Noossa! Que orquestra e que maestro! Que gravação maravilhosa! Vai ouvir logo, vai, vai!

D. Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nº 4, 5 & 6 (Mäkelä / Oslo Philharmonic)

Symphony No. 4 In C Minor Op. 43
1-1 I. Moderato Poco Moderato – 16:11
1-2 Presto 12:35
1-3 II. Moderato Con Moto 9:03
1-4 III. Largo – 6:51
1-5 Allegro 22:20

Symphony No. 5 In D Minor Op. 47
2-1 I. Moderato – Allegro Non Troppo – Poco Sostenuto – Largamente – Più Mosso – Moderato 15:56
2-2 II. Moderato – Largamente – Poco Più Mosso 5:20
2-3 III. Largo 13:57
2-4 IV. Allegro Non Troppo – Allegro – Più Mosso 11:36

Symphony No. 6 In B Minor Op. 54
2-5 I. Largo 18:53
2-6 II. Allegro 5:43
2-7 III. Presto 6:45

Conductor – Klaus Mäkelä
Orchestra – Oslo Philharmonic

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PQP

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Just Biber (Rachel Podger, Brecon Baroque)

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Just Biber (Rachel Podger, Brecon Baroque)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O título espertinho do CD esconde um trabalho extraordinário sobre a música do inspirado e por vezes cômico Biber. Que compositor!

Há dez anos, Rachel Podger fez uma excelente gravação das Sonatas do Rosário de Biber para violino solo e baixo contínuo, cada uma retratando um episódio da vida de Cristo. Agora, ela acrescenta um disco com mais sonatas daquele que é indiscutivelmente o mais importante compositor barroco para violino depois de J.S. Bach – cinco das oito sonatas que Biber publicou em 1681, bem como a Sonata Representativa, de caráter quase teatral, que pode ou não ter sido composta por Biber e provavelmente data de 1669. As peças são todas caracterizadas por sua extrema dificuldade técnica, especialmente pelo uso extensivo da scordatura, quando as cordas individuais do violino são afinadas de forma diferente do usual. Podger lida com todos esses desafios de maneira brilhante, inclusive imitando sons de animais na Sonata Representativo; ela demonstra uma liberdade expressiva que nunca se excede, mas permanece fiel ao espírito da música. Embora as obras em si não sejam tão surpreendentes e vívidas quanto as Sonatas do Rosário, quem apreciou o trabalho anterior de Podger com Biber certamente também apreciará este.

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Just Biber (Rachel Podger, Brecon Baroque)

Sonata No. 5 In E Minor, C. 142
1 – (Untitled) 2:53
2 – Variatio – Allegro 3:56
3 – Presto 1:42
4 – Aria – Variations 3:19

Sonata No. 1 In A Major, C. 138
5 – (Untitled) 1:28
6 – Adagio 1:56
7 – (Untitled) 0:45
8 – Variatio 5:28
9 – Finale 1:58

Sonata No. 2 In D Minor, C. 139
10 – (Untitled) 1:15
11 – Aria 0:52
12 – Variatio 2:40
13 – Adagio 1:04
14 – (Untitled) 1:34
15 – Finale 1:01

Sonata Violino Solo Representativa In A Major, C. 146
16 – Allegro 2:08
17 – Die Nachtigal 1:53
18 – Der Cu Cu 0:46
19 – Der Fresch 1:22
20 – Die Henne Und Der Hann 0:40
21 – Die Vachtel 1:07
22 – Die Katz 0:53
23 – Musquetier Mars 1:31
24 – Allamande 2:18

Sonata No. 6 In C Minor, C. 143
25 – (Untitled) 1:05
26 – Passacaglia 4:35
27 – (Untitled) – Adagio 1:58
28 – Gavotta 1:38
29 – Adagio – Allegro – Adagio 3:20

Sonata No. 3 In F Major, C. 140
30 – Adagio – Presto 1:38
31 – Aria – Variatio 2:40
32 – Presto – Adagio 0:58
33 – Allegro 2:15
34 – Variatio 5:00

Archlute – Daniele Caminiti
Ensemble – Brecon Baroque
Harpsichord, Organ – Marcin Świątkiewicz
Percussion [Drum & Rebola] – Fred Thomas (3)
Theorbo, Baroque Guitar – Elizabeth Kenny
Viola da Gamba – Reiko Ichise
Violin – Rachel Podger

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Se a Rachel Podger, a gente também pode.

PQP

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): As Sonatas do Mistério (ou do Rosário) (Sepec)

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): As Sonatas do Mistério (ou do Rosário) (Sepec)

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Recentemente, postamos mais duas versões das Mystery Sonatas de Biber. A versão apresentada na segunda postagem é inferior a esta. Já a primeira é tão boa quanto. As Sonatas do Rosário de Heinrich Biber — 15 sonatas para violino e contínuo, retratando os 15 Mistérios do Rosário, e uma extensa passacaglia para violino solo — constituem um dos pontos mais altos na música virtuosa de violino barroco. O violinista Daniel Sepec apresenta uma bela interpretação autêntica do famoso ciclo sonata de Biber sobre violinos originais do célebre fabricante de violinos tirolês Jakob Stainer (c. 1617-1683), com luxuoso acompanhamento contínuo de Hille Perl, Lee Santana e Michael Behringer.

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): The Mystery Sonatas

Disc 1
1 Der freudenreiche Rosenkranz: No. 1 in D Minor, Die Verkündigung Mariae 5:43
2 Der freudenreiche Rosenkranz: No. 2 in A Major, Marias Besuch bei Elisabeth 4:20
3 Der freudenreiche Rosenkranz: No. 3 in B Minor, Christi Geburt, Anbetung der Hirten 6:36
4 Der freudenreiche Rosenkranz: No. 4 in D Minor, Christi Darstellung im Tempel 8:00
5 Der freudenreiche Rosenkranz: No. 5 in A Major, Der zwölfjährige Jesus im Tempel 7:29
6 Der schmerzensreiche Rosenkranz: No. 6 in C Minor, Leiden Christi am Ölberg 7:49
7 Der schmerzensreiche Rosenkranz: No. 7 in F Major, Christi Geißelung 8:03
8 Der schmerzensreiche Rosenkranz: No. 8 in B-Flat Major, Die Dornenkrönung 5:41
9 Der schmerzensreiche Rosenkranz: No. 9 in A Minor, Der Kreuzgang 6:58
10 Der schmerzensreiche Rosenkranz: No. 10 in G Minor, Die Kreuzigung 9:06

Disc 2
1 Der glorreiche Rosenkranz: No. 11 in G Major, Die Auferstehung 9:00
2 Der glorreiche Rosenkranz: No. 12 in C Major, Christi Himmelfahrt 6:53
3 Der glorreiche Rosenkranz: No. 13 in D Minor, Ausgießung des Heiligen Geistes 6:59
4 Der glorreiche Rosenkranz: No. 14 in D Major, Mariä Himmelfahrt 9:14
5 Der glorreiche Rosenkranz: No. 15 in C Major, Die Krönung der Jungfrau Maria 13:48
6 Der glorreiche Rosenkranz: No. 16 in G Minor, Passacaglia, Schutzengel-Sonate 8:46

Daniel Sepec, violino
Hille Perl, viola da gamba
Lee Santana, tiorba
Michael Behringer, cravo

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Daniel Sepec, a estrela do disco
Daniel Sepec, a estrela do disco

PQP