Um lindo trabalho de Gaillard sobre estas obras notáveis de Vivaldi. Tudo muito bonito e bem gravado. As Sonatas para Violoncelo do Padre Vermelho são um capítulo à parte em sua obra, revelando uma faceta mais íntima e contemplativa do compositor, distante da exuberância de seus famosos concertos. Ele nutria uma particular afeição pelo violoncelo. Para além dos mais de 25 concertos que compôs para o instrumento, legou à posteridade nove sonatas para violoncelo e baixo contínuo, além de uma décima que se perdeu. Escritas em sua maioria entre 1720 e 1730, estas obras não foram concebidas para o grande público. Acredita-se que tenham sido criadas para um círculo restrito de alunos, amigos e patronos influentes. Entre esses patronos, destacavam-se aristocratas que eram violoncelistas amadores, como o Conde Rudolf Franz Erwein von Schönborn, que mantinha um rica biblioteca com várias destas partituras. Esta origem “privada” confere às sonatas um caráter mais pessoal e intimista. Elas seguem a forma da sonata barroca em quatro movimentos, com um padrão de andamentos Lento – Rápido – Lento – Rápido. Esta estrutura cria uma narrativa musical equilibrada, onde a calma e a reflexão se alternam com a agilidade e o virtuosismo. São um ponto fora da curva de Vivaldi, mas que ponto!
Antonio Vivaldi (1678-1741): As Sonatas Completas para Violoncelo (Gaillard, Pulcinella)
Sonate No.3 En La Mineur
CD1-1 Largo 4:21
CD1-2 Allegro 3:09
CD1-3 Largo 4:12
CD1-4 Allegro 2:55
Sonate No.5 En Mi Mineur
CD1-5 Largo 3:11
CD1-6 Allegro 2:44
CD1-7 Largo 4:12
CD1-8 Allegro 2:55
Sonate No.9 En Sol Mineur
CD1-9 Preludio Largo 4:30
CD1-10 Allemanda Andante 3:43
CD1-11 Sarabanda Largo 4:55
CD1-12 Gigue Allegro 2:09
Sonate No.2 En Fa Majeur
CD1-13 Largo 3:03
CD1-14 Allegro 2:23
CD1-15 Largo 3:34
CD1-16 Allegro 2:33
Sonate No.7 En La Mineur
CD1-17 Largo 2:14
CD1-18 Allegro Poco 2:25
CD1-19 Largo 3:30
CD1-20 Allegro 2:27
Sonate No.6 En Si Bémol Majeur
CD2-1 Preludio Largo 2:23
CD2-2 Allemanda Allegro 2:26
CD2-3 Largo 2:46
CD2-4 Allegro Corrente 2:28
Sonate No.4 En Si Bémol Majeur
CD2-5 Largo 4:05
CD2-6 Allegro 2:33
CD2-7 Largo 4:49
CD2-8 Allegro 3:01
Sonate No.1 En Si Bémol Majeur
CD2-9 Largo 3:32
CD2-10 Allegro 3:08
CD2-11 Largo 3:21
CD2-12 Allegro 2:02
Sonate No.8 En Mi Bémol Majeur
CD2-13 Larguetto 4:05
CD2-14 Allegro 2:44
CD2-15 Andante 2:38
CD2-16 Allegro 2:52
Cello [Continuo] [Pulcinella] – Emmanuel Jacques (2)
Cello [Soloist] [Pulcinella] – Ophélie Gaillard
Double Bass, Violone [Pulcinella] – David Sinclair (9)
Ensemble – Pulcinella
Guitar [Baroque] [Pulcinella] – Thor-Harald Johnsen
Harp [Baroque] [Pulcinella] – Giovanna Pessi
Harpsichord, Organ [Positive] [Pulcinella] – Maude Gratton
Theorbo, Guitar [Baroque] [Pulcinella] – Thomas C. Boysen*

PQP


AB-SO-LU-TA-MEN- TE IM-PER-DÍ-VEL !!!

IM-PER-DÍ-VEL !!!




São obras-primas tão esplêndidas que é estranho que tenham sido escritas por Schumann… Ambas surgiram durante o “ano de música de câmara” de Schumann, em 1842, um período em que o compositor, afastando-se temporariamente do ciclo de canções e da música para piano solo, mergulhou no estudo aprofundado dos grandes mestres do contraponto, como Haydn, Mozart e, especialmente, Bach. O Quinteto para Piano, Op. 44, composto primeiro, é frequentemente considerado uma das obras mais brilhantes e vigorosas de todo o período romântico. Escrito para piano e quarteto de cordas, Schumann inovou ao tratar o piano não como um mero acompanhante, mas como um solista integrado ao diálogo camerístico, criando uma textura sinfônica de rara riqueza. A obra é marcada por um primeiro movimento impetuoso, uma Marcia funebre de lirismo pungente no movimento lento (Fanny e Alexander, de Bergman) , e um finale que inicialmente causa estranheza pela sua explosividade, mas que se revela magistral ao integrar temas anteriores em uma conclusão unificada e triunfante.



Sempre fui fascinado pela música de Mussorgsky, mas durante muitos anos, infelizmente, a única obra a que tive acesso era a já tão comentada “Pictures at an Exhibition”, já postada aqui diversas vezes. Mas a obra que mais me impressionou deste compositor foi “Uma Noite no Monte Calvo”, na versão do Stokowsky para o clássico desenho da Disney, “Fantasia”. Fiquei fascinado pela música, e, depois de muito procurar, e encontrar apenas a versão orquestral, a versão de Rimsky-Korsakov, eis que encontro esta fantástica versão do Claudio Abbado, com direito a solista, coro e orquestra. Um cd simplesmente espetacular. Imperdível. Pelo que entendi, esta versão para solista, coro e orquestra é muito rara de ser executada. Mas minha busca terminou. Na verdade, até pouco tempo atrás eu desconhecia esta versão, e quando postei um cd com obras de compositores russos há algum tempo atrás, alguém, não lembro se foi o Exigente, comentou que procurava a outra versão. Fui então atrás, e graças aos recursos da WEB, a encontrei.
IM-PER-DÍ-VEL !!!
IM-PER-DÍ-VEL !!!



IM-PER-DÍ-VEL !!!



Muito bom CD! Lisa Batiashvili é ótima, mas ele vale mais pela qualidade da música do que pela interpretação. Batiashvili é perfeita — nasceu na Georgia, ex-União Soviética, em 1979. Estudou, mora na Alemanha e, bem, é linda. Boa para capas de discos. Também é excelente violinista, mas nós do PQP temos aquela mania da grande gravação, da melhor interpretação e, enfim, Heifetz nos deixou viciados. Pois Heifetz no Concerto de Sibelius é absolutamente fluente, de uma forma que parece inimitável. O esplêndido Concerto do também finlandês Lindberg finaliza o CD de forma inesperada. Ah, nem preciso dizer que Lindberg escreveu seu Concerto especialmente para a beldade. Olha, eu baixaria o CD.

Stanford? Quem é? PQP enlouqueceu? Não! E vou lhes dizer que a CD é bastante bom! É muito bem gravado e sedutor desde o primeiro solo de violino, o qual é imediatamente seguido pela orquestra. Stanford é um desses românticos perdidos num mundo que não o era mais. Sua música é muito boa e penso que não seja tão divulgada porque nada se espera de um compositor inglês. Afinal, a Inglaterra têm excelentes orquestras, instrumentistas e concertos. Compositores? são poucos bons. A especialidade é o rock. O disco foi…

Ele nasceu Ludwig Spohr, porém é mais conhecido como Louis. Não chega a ser surpreendente que Spohr tenha escrito para a obscura harpa. Afinal, ainda jovem, apaixonou-se pela bela harpista de 18 anos Dorette Scheidler. Casou-se com ela. Durante o casamento, Dorette abandonou a carreira de harpista e se concentrou em criar os filhos. É a mesma história de Clara Schumann, apesar de Dorette ter morrido jovem, causando grande dor em Louis. Foi um compositor prolífico, que produziu mais de 150 obras com número de opus, além de muitas outras não catalogadas por numeração de opus. Escreveu música em todos os gêneros. Spohr era um conceituado violinista, e inventou a queixeira para violinos por volta de 1820.
IM-PER-DÍ-VEL !!!
Pois bem, um argentino louco resolveu postar este CD, mas tratou de ignorar a Irish Rhapsody Nº 3 e a Concert Piece para Órgão e Orquestra e acompanham a Sinfonia Nº 7. Talvez justificadamente ressentido pela insistência dos ingleses em permanecer nas Malvinas, tratou de cortar pela metade o CD de Sir Charles (diz-se Tials, em pronúncia cockney) Stanford.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nada de especial. O 

Eu gosto de Stockhausen, falecido dias atrás, mais exatamente em 5 de dezembro. Sua música sempre me fascinou e posso passar horas ouvindo Stock, mesmo sem absolutamente compreendê-lo.



Hoje, dia 25, faz 101 anos que Shostakovich nasceu. P.Q.P. Bach lembrou e homenageia o mais humano dos compositores. Utilizamos versões clássicas um CD de versões clássicas a cargo de Leonard Bernstein e de Rudolf Barshai.

Nada excepcional. Não pedimos algo que chegue perto de um Rattle ou de um Bernstein ou de um Haitink, mas também não precisa ficar tão abaixo, né? Podemos combinar que esta é uma música de alto impacto? Pois é, parece que Santtu dá uma hesitada em ir com tudo nestes momentos. É estranho como a interpretação parece oscilar entre o prosaico e o exagerado. Basta observar a exposição do primeiro movimento: as páginas iniciais eletrizantes, ficaram carentes daquela tensão angustiante e arrebatadora. Em seguida, o segundo movimento demonstra qualidade, mas tenta, de forma autoconsciente, tocar as cordas de nossos corações como se fosse Hamnet. 










