Mozart (1756-1791) & Beethoven (1770-1827): Concertos para Clarinete – Michael Collins – Russian National Orchestra – Mikhail Pletnev ֍ BTHVN250

Mozart (1756-1791) & Beethoven (1770-1827): Concertos para Clarinete – Michael Collins – Russian National Orchestra – Mikhail Pletnev ֍ BTHVN250

Mozart – Beethoven

Concertos para Clarinete

Michael Collins, clarinete

Russian National Orchestra

Mikhail Pletnev

 

Beethoven tocava clarinete?

Por volta de 2000 e seus adjacentes, uma de minhas alegrias era ‘fazer a ronda’, dar uma passada pelos sebos de CDs do centro do Rio, com uma obrigatória parada no Arlequim, que ficava no Paço Imperial, bem perto da saída das barcas vindas de Niterói. Havia um almoço com um amigo, um café e para arrematar uma passadinha na banca do Osni, para ver se havia uma nova edição da Gramophone ou da BBC Music Magazine. Bons tempos…

A edição de janeiro de 2001 da Gramophone sobreviveu aos ataques de cupins e ainda está comigo. Neste número há uma seção chamada Critics’ Choice, na qual os contribuidores da revista fazem uma lista dos discos que mais gostaram entre os que resenharam ao longo do ano de 2000 indicando entre eles o favorito. Eu adoro estas listas e as releio ainda hoje, concordando com alguns, fazendo muxoxos a outros, mas sempre me divertindo muito. Vez ou outra, estas listas me fazem correr à prateleira em busca de um CD ou outro, ou ainda um arquivo para verificar a veracidade de uma afirmação, ou somente pelo prazer de fazer isto.

Foi assim que cheguei a este CD que estou postando aqui. Ele é o último da lista de Edward Greenfield, um crítico sênior da Gramophone, editor do Penguin Guide to Classical Music – a nata da crítica inglesa, que infelizmente faleceu em 2015. Sobre este CD ele diz: Meu outro disco de concerto que fica no alto da lista é do mágico clarinetista Michael Collins, no brilhante arranjo feito por Mikhael Pletnev do Concerto para Violino de Beethoven, tão bem tocado que silencia qualquer dúvida’.

Assim, esclarecida a dúvida, não acharam mais um concerto de Beethoven, encontrado em algum baú que ficou esquecido em algum sótão ou caído atrás de alguma prateleira de uma biblioteca empoeirada. É o Concerto para Violino transcrito para clarinete. Claro que pode… pode sim! O próprio Beethoven o arranjou para piano. E para arredondar de vez o disco, uma tremenda interpretação do maravilhoso Concerto para Clarinete de Mozart.

Wolfagang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Concerto para Clarinete e Orquestra em lá maior, K. 622

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para Clarinete (Violino) e Orquestra em ré maior, Op. 61

(Arr. Mikhail Pletnev)

  1. Allegro ma non tropo
  2. Larghetto
  3. Allegro

Michael Collins, clarinete

Russian National Orchestra

Mikhail Pletnev

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FLAC | 278 MB

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MP3 | 320 KBPS | 159 MB

Michael adorou o sofá do lounge do PQP Bach Corp

Na resenha escrita para a revista, Greenfield termina assim: ‘Like his teacher, Thea King, Collins uses a basset clarinet in Mozart’s great work, relishing the extra downward range and richness of timbre. This is as masterful a reading as there is in the catalogue […]. It is a reading not just elegant but powerful, too, as well as deeply poetic in the slow movement. […] This is a unique and generous coupling which brings out the mastery of this brilliant artist more compellingly than ever.’

Aproveite!

René Denon

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concertos para Piano – Leif Ove Andsnes

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Concertos para Piano – Leif Ove Andsnes

Haydn

Concertos para Piano

Norwegian Chamber Orchestra

Leif Ove Andsnes

Enquanto Mozart usava de seus concertos para piano para mostrar seu virtuosismo e atrair o público para os concertos que organizava, no caso de Haydn a motivação era diferente. Apesar de suas habilidades ao teclado, ele não era um virtuose. Seus concertos (ou divertimentos) foram compostos na medida que eram demandados por suas funções a serviço de seus patrões.

A lista de seus concertos para piano não é curta, mas agrega peças para cravo, órgão ou piano e entre os quatorze itens, apenas os três gravados neste disco são claramente de sua autoria.

Schantz, 1790

Os Concertos em fá e em sol maior devem ter sido compostos para o cravo como instrumento solista, enquanto que o Concerto em ré maior pode ter sido composto para o pianoforte. Haydn adquiriu um destes instrumentos construído por Wenzel Schantz em 1788 e passou a preferi-lo no lugar do cravo, devido ao seu ‘tão particular toque claro, leve e agradável’.  Os concertos são obras musicais do tipo ‘galante’ e sua orquestração usando apenas cordas, com um par de oboés e de trompas acrescentados no concerto em ré maior. Este é o mais popular dos três possivelmente devido ao seu inesquecível último movimento, o Rondo all’Ungarese (Allegro assai).

Maria Theresa von Paradis

O Concerto em sol maior foi apresentado no dia 18 de abril de 1784 em Paris, em um sofisticado Concert Spirituel, pela pianista, cantora e compositora cega, Maria Theresa von Paradis. Mozart teria completado em setembro deste mesmo ano, também para ela, o seu Concerto em si bemol maior, K. 456.

Eu andei ouvindo outras gravações além desta que estou postando, inclusive algumas onde o cravo ou o pianoforte é usado. Ouvi também alguns outros concertinhos, uns com órgão, dos que não são atribuídos a Haydn. Todos são agradáveis, mas estes três realmente se destacam.

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)

Concerto para Piano No. 4 em sol maior, Hob XVIII: 4

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Finale (Rondo – Presto)

Concerto para Piano No. 3 em fá maior, Hob XVIII: 3

  1. Allegro
  2. Largo cantabile
  3. Finale (Presto)

Concerto para Piano No. 11 em ré maior, Hob XVIII: 11

  1. Vivace
  2. Um poco adagio
  3. Rondo all’Ungarese (Allegro assai)

Norwegian Chamber Orchestra

Leif Ove Andsnes, piano e direção

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FLAC | 182 MB

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MP3 | 320 KBPS | 122 MB

O que fazer quando sair da quarentena?

A gravação de Leif Ove Andsnes é de 2000 e o disco recebeu (merecidamente) louvores e prêmios de crítica. Como disse um destes críticos naqueles dias: “In his hands and those of the Norwegian Chamber Orchestra […] these concertos blossom’.

Aproveite!

René Denon

.: interlúdio :. Chick Corea & Hiromi Uehara: Duet

.: interlúdio :. Chick Corea & Hiromi Uehara: Duet

Fiz questão de deixar em tamanho grande a imagem da capa deste CD, pois a achei muito bonita,mais um detalhe a a destacar neste belíssimo CD duplo, gravado ao vivo,  que traz dois dos maiores pianistas da atualidade tocando juntos.

Chick Corea dispensa apresentações, é uma lenda viva do piano no Jazz. Hiromi Uehara, ou simplesmente Hiromi, representa o frescor da juventude, mas, apesar da cara de moleque, e de se vestir como uma adolescente rebelde, já completou 40 anos, só que a gravação deste show aconteceu lá em 2009, ou seja, a moça ainda estava entrando nos seus trinta anos.  Já tive a oportunidade de trazer em outra ocasião trouxe dois outros cds dela tocando com antigos parceiros do próprio Chick Corea:  Lenny White e Stanley Clarke, turminha que arrasava lá dos anos 70, em um super grupo que se chamava Return to Forever. Quem não conhece, sugiro procurarem maiores informações.

Neste belíssimo e delicadíssimo CD, a dupla desfila seu talento interpretando canções famosas, que vão da nossa dupla Tom Jobim / Vinícius de Moraes (How Insensitive, ou traduzindo, Insensatez), passando por Beatles (Fool on the Hill) e obras já clássicas do próprio Chick Corea, passando por Bill Evans, Gershwin, Thelonius Monk além de peças da própria Hiromi.

Chick Corea & Hiromi Uehara: Duet

CD 1

1 Very Early
Written-By – Bill Evans

2 How Insensitive
Written-By – Antonio Carlos Jobim, Vinicius De Moraes

3 Déjà Vu
Written-By – Hiromi Uehara

4 Fool On The Hill
Written-By – John Lennon, Paul McCartney

5 Humpty Dumpty
Written-By – Chick Corea

6 Bolivar Blues
Written-By – Thelonious Monk

CD 2
1 Windows
Written-By – Chick Corea

2 Old Castle, By The River, In The Middle Of A Forest
Written-By – Hiromi Uehara

3 Summertime
Written-By – DuBose Heyward, George Gershwin, Ira Gershwin

4 Place To Be
Written-By – Hiromi Uehara

5 Do Mo [Children’s Song #12]
Written-By – Chick Corea

6 Concierto De Aranjuez/Spain
Written-By – Chick Corea, Joaquín Rodrigo

Chick Corea & Hiromi Uehara – Pianos

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Chick Corea & Hiromi Uehara – Dois Gênios do Piano

FDP

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Música de Câmara para Sopros

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Música de Câmara para Sopros

Gosto muito do velho Camille! Camille Saint-Saëns foi um dos músicos mais talentosos de sua época, compositor prolífico, figura de proa da música francesa e um dos maiores pianistas e organistas do século XIX. Ele também era um respeitado escritor e estudioso, além de um talentoso matemático e astrônomo amador. E adorava viajar! No início de sua carreira, na década de 1850, ele foi comemorado como o jovem compositor francês mais brilhante de sua época, ganhando grandes prêmios de composição e atraindo o apoio de alguns dos compositores mais famosos da época, como Rossini e Berlioz. Apesar de toda essa conquista, Saint-Saëns era considerado sem emoção e conservador por alguns de seus contemporâneos. No final de sua vida, no início de 1900, muitos dos principais compositores franceses da época, como Debussy, o consideravam antiquado e reacionário. Suas peças mais conhecidas, como o Carnaval dos Animais e a Sinfonia do Órgão, eram vistas como populistas e inconsequentes, tocando para a multidão ao invés de serem arte séria. Bobagem. E este não é o único problema que viam na música de Saint-Saëns. Ele adorava os compositores alemães, particularmente Bach e Mozart, e foi um dos primeiros músicos a apresentar Wagner ao público francês. No entanto, no auge de sua carreira, nas décadas de 1870 e 1880, ele foi incansável na promoção de nova música francesa e, durante a Primeira Guerra Mundial, argumentou que todas as apresentações de música alemã em Paris deveriam ser proibidas. Sua vida familiar foi uma agitada. Ele abandonou a esposa depois de apenas três anos, nunca mais falando com ela… A própria opinião de Saint-Saëns sobre esses conflitos e contradições era simples: “Eu sou um espírito eclético. Pode ser um defeito, mas não posso mudá-lo: não se pode substituir a personalidade de alguém. “

As cinco peças desta gravação cobrem grande parte da vida eclética de Saint-Saëns. Elas representam algumas de suas músicas mais belas para pequenos grupos de câmara, uma forma que Saint-Saëns frequentemente compôs ao longo de sua vida e são algumas de suas obras mais importantes no gênero.

Camille Saint-Saëns (1835-1921): Música de Câmara para Sopros

Caprice sur des airs danois et russes, Op. 79
1. Caprice sur des airs danois et russes, Op. 79 00:10:45

Clarinet Sonata in E-Flat Major, Op. 167
2. I. Allegretto 00:04:31
3. II. Allegro animato 00:02:04
4. III. Lento 00:04:16
5. IV. Molto allegro 00:05:12

Oboe Sonata in D Major, Op. 166
6. I. Andantino 00:03:28
7. II. Ad libitum – Allegretto 00:04:59
8. III. Molto allegro 00:02:28

Bassoon Sonata in G Major, Op. 168
9. I. Allegretto moderato 00:02:48
10. II. Allegro scherzando 00:03:35
11. III. Adagio – Allegro moderato 00:05:56

Romance in E Major, Op. 67 (arr. for horn and piano)
12. Romance in E Major, Op. 67 (arr. for horn and piano) 00:07:31

Tarantelle, Op. 6
13. Tarantelle, Op. 6 00:06:50

G’froerer, Joanna: Flauta
Hamann, Charles: Oboé
Lemelin, Stéphane: Piano
Millard, Christopher: Fagote
Sykes, Kimball: Clarinete
Vine, Lawrence: Trompa

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PQP

Tchaikovsky / Nielsen: Concertos para Violino (Frang)

Tchaikovsky / Nielsen: Concertos para Violino (Frang)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vilde Frang é muitas vezes comparada com a jovem Anne-Sophie Mutter e elas muitas vezes tocam juntas. É merecido. Surgiram muitas violinistas depois de Mutter e Mullova, mas a única que pode conversar com elas no mesmo degrau é Frang. Fico feliz por tê-la descoberto sem ter lido nada antes a respeito. Cruzei com um CD dela e disse logo de cara: isso não é normal!

Bem, voltemos. Aqui, Vilde Frang interpreta o muito amado Concerto de Tchaikovsky e nos dá sua terceira versão para o Concerto de Nielsen. Note que ela tinha 25 anos quando gravou este CD e já estava na terceira versão (hoje tem 29). No Tchai, Frang demonstra um virtuosismo seguro mas, longe de soltar fogos de artifício vazios, ela usa sua incrível técnica para reduzir um pouco a emoção habitual dos violinistas que costumam enfrentar a peça de forma ardente. A coisa fica mais sofisticada. O resultado final é uma gravação verdadeiramente notável — de cair o queixo — deste cavalo de batalha. Tudo o que se ouve desmente a juventude de Frang. Peça difícil e célebre, é complicado demonstrar novidades nela, só que a menina consegue. Já o Concerto de Nielsen mora em seu coração. Composto por Nielsen na terra natal da solista, a Noruega, foi estreado na Dinamarca. Vilde sempre foi louca por ele. O trabalho é muito escandinavo: melodias simples e sinceras colocadas em locais espaçosos e varridos pelo vento. Ouça com atenção. Frang é a violinista.

E nasceu num 19 de agosto, o que é um selo de alta qualidade.

Em colaboração com mamãe Mutter
Em colaboração com Mutter
E recebendo nosso aplauso
E ambas recebendo nosso aplauso

Tchaikovsky: Violin Concerto in D Major, Op. 35
1 I. Allegro moderato 18:33
2 II. Canzonetta (Andante) 6:27
3 III. Finale (Allegro vivacissimo) 10:10

Nielsen: Concerto for Violin and Orchestra Opus 33
4 I. Part I: Praeludium – Largo 6:47
5 II. Part I: Allegro cavalleresco 13:09
6 III. Part 2: Poco Adagio 6:14
7 IV. Part 2: Rondo: Allegretto scherzando 10:25

Vilde Frang
Danish National Symphony Orchestra
Eivind Gullberg Jensen

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Se eu tivesse o talento dela, jamais pararia de rir.
Se eu tivesse o talento dela, jamais pararia de rir.

PQP

G. P. Telemann (1681-1767): Trios & Quartets

G. P. Telemann (1681-1767): Trios & Quartets

Telemann foi um compositor prolífico que, apesar da longa vida, parece ter alterado pouco seu estilo ao longo dos anos. Foi um barroco muito tardio, quase fora do estilo. Não sou um especialista na obra do compositor, mas é o que me parece. Também sei que foi o compositor mais divulgado e famoso na época de Bach. Fazer o quê? Este CD não foi das melhores coisas que ouvi dele. A maior contribuição do excelente grupo de instrumentos históricos Epoca Barocca é o uso de uma variedade de diferentes duplas para o baixo contínuo, evitando o quase onipresente modelo de cravo e gamba. Isso tem a virtude de demonstrar o que se fazia no século XVIII, onde sem dúvida o que estava disponível era utilizado. O som do CD é um problema — o grupo é gravado muito de perto. Mas não deixa de ser um disco agradável e interessante. Talvez eu esteja de mau humor, sei lá.

G. P. Telemann (1681-1767): Trios & Quartets

1 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: I. Dolce 00:02:40
2 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: II. Allegro 00:01:42
3 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: III. Grave 00:00:43
4 Quartet No. 1 in D Major, TWV 43:D2: IV. Allegro 00:02:59

5 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: I. Largo 00:01:54
6 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: II. Allegro 00:02:08
7 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: III. Affettuoso 00:02:14
8 Essercizii musici: Flute Sonata in D Minor, TWV 42:d4: IV. Presto 00:01:46

9 Trio in F Major, TWV 42:F16: I. Adagio 00:02:12
10 Trio in F Major, TWV 42:F16: II. Presto 00:01:31
11 Trio in F Major, TWV 42:F16: III. Sarabande 00:03:12
12 Trio in F Major, TWV 42:F16: IV. Menuet 00:03:20

13 Quartet No. 3 in A Major, TWV 43:A2: I. Vivace 00:01:53
14 6 Quatuors ou Trios: Quartet No. 3 in A Major, TWV 43:A2: II. Largo 00:02:37
15 6 Quatuors ou Trios: Quartet No. 3 in A Major, TWV 43:A2: III. Allegro 00:02:39

16 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: I. Adagio 00:01:41
17 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: II. Allegro 00:01:47
18 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: III. Largo 00:00:53
19 Trio Sonata in G Major, TWV 42:G13: IV. Allegro 00:02:05

20 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: I. Affettuoso 00:02:01
21 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: II. Allegro 00:02:42
22 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: III. Arioso 00:02:07
23 Sonata in G Minor for Oboe and Bassoon, TWV 41:g12: IV. Gigue 00:02:54

24 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: I. Largo 00:01:51
25 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: II. Allegro 00:01:45
26 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: III. Affettuoso 00:01:26
27 Trio Sonata in E Minor, TWV 42:e9: IV. Vivace 00:01:49

28 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: I. Gratioso 00:02:04
29 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: II. Divertimento I: Allegro 00:03:32
30 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: III. Divertimento II: Tempo giusto 00:02:10
31 Quartet No. 6 in E Major, TWV 43:E1: IV. Divertimento III: Allegro 00:00:43

Epoca Barocca

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Foi prolífico em música, já em beleza vou lhes contar…

PQP

DESAFIO PQP! –> Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5 – ‘Emperor’ & Fantasia Coral #BTHVN250 ֍

DESAFIO PQP! –> Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano No. 5 – ‘Emperor’ & Fantasia Coral  #BTHVN250  ֍

BTHVN

Emperor

Fantasia Coral

The Voice PQP Bach

 

O quanto o conhecimento antecipado do intérprete afeta nossa apreciação de um disco?

Eu sempre considero esta questão, que pode funcionar em dois sentidos. O mais óbvio é o caso no qual idolatramos um artista a ponto de ficarmos insensíveis às suas falhas ou mesmo às suas tentativas menos frutíferas.

Só para ilustrar esta possibilidade, consideremos o caso da gravação do Concerto Tríplice de Beethoven feita pela EMI com a estelar ‘tróica’ Richter-Oistrakh-Rostropovich acompanhados pela Berliner Philharmoniker, regida por Karajan. A história está no livro ‘Maestros, Obras-Primas & Loucura’, do Norman Lebrecht. No dia da gravação, depois dos abraços no início, tudo deu errado. Oistrakh e Richter acharam os andamentos de Karajan muito solenes e mais outras reclamações. Rostropovitch entregou os pontos e passou para o lado do regente. Todo mundo reclamando de todos… A equipe de produção disse que Karajan tinha outros compromissos e queria encerrar as gravações. Quando Richter e Oistrakh solicitaram mais uma tomada de som, o produtor Peter Andry disse que já tinha material suficiente. O tempo restante na agenda de Karajan era para a foto da capa. Richter, que não tinha papas na língua, disse que a gravação ficou horrível e outras coisas que não repetirei aqui. Apesar de tudo, o disco segue aparecendo em reedições… Eu ouço uma gravação mais antiga (ainda) desta obra, aquela que reúne Lev Oborin, David Oistrakh, Sviatoslav Knushevitzky acompanhados pela Philharmonia Orchestra, regida por Malcolm Sargent e ainda farei uma comparação para tirar minhas próprias conclusões. Seria o disco assim, um fiasco, ou seria implicância do Lebrecht?

Alguém errou…

O outro sentido da questão ocorre quando há pré-julgamento e temos a situação: não ouvi e não gostei! Eu certamente tenho destas coisas e, recentemente, acabei dando a mão à palmatória. Não tenho grande estima pelo maestro americano Lorin Maazel. Além do disco no qual ele acompanha o Gidon Kraemer tocando o Concerto para Violino de Tchaikovsky, com a famosa capa em que o solista parece estar dizendo – Não fui eu! – pouco ouvi do maestro. Pois é, tenho seguido a vida sem ouvir discos outros com o Maazel. Então, dia destes ouvi a Oitava Sinfonia do grande Anton Bruckner em uma gravação EMI-Berliner Philharmoniker-Lorin Maazel. Não é que foi uma grata surpresa?

Assim, decidi fazer esta postagem de um repertório super conhecido, mas sem os nomes dos artistas… Uma proposta de audição às cegas, um blind listening test!

Justiça?

Claro, a questão dos créditos aos artistas envolvidos, tanto para receber os louros e loas, como para levar as tomatadas e apimentadas críticas, se apresenta imediatamente. Após vários tratos a bola, achei que a melhor solução será a de apresentar assim a postagem, sem os nomes, mas a mesma será reeditada, quarenta dias desde sua publicação – uma quarentena! – para que os nomes dos ilustres artistas sejam então claramente nomeados e que seja dado a cada um, segundo o seu talento, o seu devido quinhão.

Espero que você, leitor assíduo e atento de nosso ilustre blog, participe da brincadeira, ouvindo atentamente e anotando as suas impressões. Posteriormente, quando as identidades dos mascarados artistas forem reveladas, que você leia as suas impressões e descubra se elas poderiam ter sido influenciadas pelo prévio conhecimento.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para piano e orquestra No. 5 em mi bemol maior, Op. 73 – ‘Emperor’

  1. Allegro
  2. Adagio um poco mosso & III. Rondo

Fantasia para piano, solistas, coro e orquestra, Op. 80 – ‘Fantasia Coral’

  1. Fantasia Coral

Solução do Desafio:

Boris Berezovsky, piano

Swedish Chmber Orchestra Örebro

DR Vocal Ensemble and Choir

Thomas Dausgaard

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MP3 | 320 KBPS | 192 MB

Sente-se, ouça a música e, se aprovar, vire a cadeira!!!

Seja você o jurado… E aí, vai ou não virar a cadeira do The Voice PQP?

Aproveite e depois me conte…

René Denon

BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Trio para flauta, piano e fagote, WoO 37 – Serenata para flauta, violino e viola, Op. 25 – Graf – Gulli – Giuranna – Thunemann – Canino


Em mais uma babada minha, publiquei dois discos sem saber que, quase doze anos antes, nosso patrono FDP Bach já o tinha feito. O repertório do primeiro, que restaurei lá na postagem original de FDP, é um pot-pourri tão peculiar que não encontrei outra semelhante, de modo que a serenata vem hoje, e a obra para bandolim chegará posteriormente. Quanto ao segundo disco, além de também restaurar o link na postagem original, agi diferentemente e resolvi manter a postagem que escrevi, muito em função à homenagem ao trompista Myron Bloom. Assim, o trio para flauta, piano e fagote vem para cá, e a homenagem a Bloom segue lá.

“Trios para flauta” foi um coelho tirado da cartola para colocar sob o mesmo teto duas obras absolutamente diferentes em estilo, contexto e finalidade, ainda que tenham em comum, além da prima donna de metal, a incrível heterodoxia na escolha de seus acompanhantes.

A obra que abre o disco, escrita para a rara combinação de flauta, piano e fagote, tem um estilo tão escarradamente mozartiano que talvez tenha feito Beethoven escondê-la, depois de achar sua própria voz. Parece que foi escrita para o conde Westerholt-Gysenberg, um fagotista amador cuja filha estudava piano com Ludwig e, como amiúde acontecia, despertara borboletas no estômago do compositor adolescente. É uma obra muito agradável, feita para entreter sem atrair muito a atenção, e não por acaso destinada à flauta, instrumento muito popular entre os nobres, incluindo o filho do conde, de quem Ludwig almejava tornar-se cunhado. Assinada pomposamente por “Louis van Beethoven – organista da corte de Sua Alteza Real o Príncipe Eleitor de Colônia”, ela evoca facilmente um Beethoven garoto, que ainda não completara dezesseis anos, circulando pela despreocupada corte em peruca, chapéu tricorno e casaca, enquanto afundava-se em preocupações com o sustento da família, o alcoolismo do pai, a saúde da mãe, e os horizontes que lhe acenavam de bem longe da provinciana Bonn.

O disco prossegue com a Serenata Op. 25, composta para a ainda mais incomum formação de flauta, violino e viola. Embora ninguém saiba ao certo para quem e em que circunstâncias ela foi escrita, suas melodias cativantes e notável leveza dão a entender que o dedicatário era o próprio bolso do compositor, que talvez precisasse de dinheiro e, por isso, escreveu algo certeiramente popular para surfar na onda de sua crescente notoriedade como compositor. Escrita aos seus vinte e poucos anos em Viena, ela segue o script dos divertimentos de Mozart, com vários movimentos de dança na mesma tonalidade. Ainda que ela não esteja no rol de suas obras mais célebres, é uma composição muito bem acabada que provavelmente fosse do apreço do compositor, que, ao permitir a publicação de um arranjo para flauta e piano, insistiu com o editor, e reinsistiu num tom mesmo ríspido, que frisasse no frontispício que o arranjo era de terceiros, mas o original era seu.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Trio em Sol maior para piano, flauta e fagote, WoO 37 (1786)

1 – Allegro
2 – Adagio
3 – Andante con variazioni

Peter-Lukas Graf, flauta
Klaus Thunemann, fagote
Bruno Canino, piano

Serenata em Ré maior para flauta, violino e viola, Op. 25
Composta em 1801
Publicada em 1802

4 – Entrata – Allegro
5 – Tempo ordinario d’un Menuetto
6 – Allegro molto
7 – Andante con variazioni
8 – Allegro scherzando e vivace
9 – Adagio – Allegro vivace e disinvolto

Peter-Lukas Graf, flauta
Franco Gulli, violino
Bruno Giuranna, viola

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Apesar de escutá-lo há décadas, nunca soube como era a lata de Peter-Lukas Graf. Fui googlear e, como podem ver, não tenho qualquer motivo para me arrepender.

#BTHVN250, por René Denon

Vassily

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sanguineus and Melancholicus Sonatas (+Telemann, Vivaldi, Boismortier e J.B. Bach)

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sanguineus and Melancholicus Sonatas (+Telemann, Vivaldi, Boismortier e J.B. Bach)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um baita CD deste originalíssimo compositor irmão de PQP Bach por parte de pai. Ouçam as faixas 5 e 6 me digam se aquilo não é um passo para o futuro. E, curiosidade, ainda temos aqui uma jovem Rachel Podger. Com apenas 19 anos, ela fazia parte deste excelente grupo chamado Florilegium como uma de suas fundadoras.

O que me fascina na ainda bastante misteriosa música de câmara de CPE Bach é sua maneira única de combinar uma marca muito digna de seriedade e uma concentração e originalidade muitas vezes perturbadora pelas surpresas nos momentos dramáticos, tudo isso sem perder o foco na simetria e na organização formal. Ele foi um mestre na arte das modulações estranhas. As tonalidades se modificam de uma forma realmente diferente do habitual. E eu adoro isso!

Carl Philipp Emanuel Bach foi o segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach. Seu talento se manifestou já na infância, recebendo completa e esmerada educação musical de seu pai, mas inicialmente tencionava dedicar-se profissionalmente ao Direito, estudando na Universidade de Leipzig e na Universidade de Frankfurt. Para nossa sorte, seus planos deram errado. Ao terminar o curso em 1738 foi empregado pelo rei Frederico II da Prússia como cravista, para quem trabalharia pelos trinta anos seguintes… Em 1768 sucedeu seu padrinho, Georg Philipp Telemann, na posição de kantor do Johanneum de Hamburgo, uma escola latina, bem como tornou-se diretor de música municipal, responsável pela música das cinco principais igrejas da cidade e pela ornamentação de cerimônias cívicas, onde permaneceria ativo até sua morte em 1788. Foi um grande dinamizador do ambiente musical de Hamburgo, além de ligar-se a importantes figuras da literatura e da filosofia, participando de clubes e sociedades de debates. Deixou obra volumosa, com mais de 750 composições entre peças para teclado solo, concertos, sinfonias, música sacra, música de câmara e lieder.

Obs.: há um problema na faixa 14 (Telemann), mas não tenho como corrigir. Se alguém puder mandar uma versão com o CD completo em mp3 de 320, por favor.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sanguineus and Melancholicus Sonatas (+Telemann, Vivaldi, Boismortier e J.B. Bach)

Quartet In D Major Wq 94 (1788)
Composed By – C.P.E. Bach*
1 Allegretto 5:19
2 Sehr Langsam Und Ausgehalten 4:33
3 Allegro Di Molto 4:48

4 Larghetto From Sonata In G Minor Wq 88 (1759)
Composed By – C.P.E. Bach*
6:10

Sonata In C Minor ‘Sanguineus And Melancholicus’ Wq 161 Nr.4 (1749)
Composed By – C.P.E. Bach*
5 Allegretto-Presto 5:02
6 Adagio 4:00
7 Allegro 6:22

Sonata In A Minor Wq 132 (1747)
Composed By – C.P.E. Bach*
8 Poco Adagio 4:09
9 Allegro 3:16
10 Allegro 2:52

Trio Sonata In C Major Wq 147 (1731)
Composed By – C.P.E. Bach*
11 Allegro 3:53
12 Adagio 5:04
13 Allegro 3:00

14 Allegro
Composed By – Telemann*

15 Allegro From Sonata In G Minor Opus 34
Composed By – Boismortier*

16 Allegro From Concerto In G Minor RV 107
Composed By – Vivaldi*

17 La Joye From Ouverture In D Major
Composed By – J.B Bach*

Florilegium:
Cello – Daniel Yeadon
Flute – Ashley Solomon
Harpsichord – Neal Peres Da Costa
Violin – Lucy Russell, Rachel Podger

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Pieter de Jode (1570-1634), depois de Maerten de Vos: Os Quatro Temperamentos (1590-1632)

PQP

Pietro Locatelli (1695-1764) – 4 Sonatas para Flauta – Wilbert Hazelzet & Ton Koopman

Pietro Locatelli (1695-1764) – 4 Sonatas para Flauta – Wilbert Hazelzet & Ton Koopman

Pietro Antonio Locatelli

Sonatas para Flauta, Op. 10, Nos. 2, 6, 7 & 10

Wilbert Hazelzet, flauta

Ton Koopman, cravo

Richte van der Meer, violoncelo

Como está difícil viajar, pelo menos para os simples mortais, vamos completar nossa miniturnê flautista, que iniciou em Leipzig com a música de Wilhelm Friedemann Bach, passou por Paris com a música charmosa de Boismortier, chegando à ensolarada Itália. Fechamos o ciclo com este disco contendo quatro sonatas de Locatelli. A bem da verdade, Locatelli passou boa parte de sua vida em Amsterdã, mas suas raízes são italianas e não é uma má ideia visitar Amsterdã.

O Ton holandês…

Apesar deste disco ter sido gravado em 1980, enquanto os anteriores são de 2005 (Bach) e 2014 (Boismortier), achei que o conjunto representa bem as diferenças dos estilos musicais. Aqui temos o modelo da sonata barroca que surgiu na Itália, com quatro movimentos: lento-rápido-lento-rápido. Locatelli foi aluno de Corelli e contemporâneo de Vivaldi. Em Amsterdã, ele ocupou-se, entre outras coisas, de assessorar os editores de música, por onde passaram as obras do outro Antonio.

Foto ‘vintage’ do Wilbert…

Estas peças de Locatelli, que era flautista e violinista, são ainda de um período no qual ele observava os modelos estabelecidos. Posteriormente sua obra ganhou mais em virtuosidade e ele faz parte da linhagem de virtuoses como seu antecessor  Torelli, seu quase exato contemporâneo Tartini e posteriormente Paganini. E já que mencionamos este tema, é justo ciar outro quase exato contemporâneo de Locatelli, mas de outro país, o virtuose Jean-Marie Leclair.

Um de seus contemporâneos disse de Locatelli que a expressividade de suas interpretações fariam um canário cair de seu poleiro em êxtase de prazer –  apesar de que como compositor lhe faltaria o inovador talento de Vivaldi. Mas, divago… O que interessa é o disco do Wilbert e Ton, que nos apresentam, com a ajuda do Richte, quatro lindas sonatas para flauta e baixo contínuo. O disco é do tempo em que não era necessário gravar todo o opus 10, bastando duas sonatas para cada lado do LP, permitindo aos músicos escolherem as sonatas que mais os agradavam. A mudança da tonalidade das sonatas deve ter influenciado a escolha da ordem de apresentação das mesmas. A segunda a ser apresentada é em sol menor, enquanto a terceira, que excepcionalmente é em três movimentos, em sol maior. O disco termina com uma sonata em ré maior.

Pietro Antonio Locatelli (1695 – 1764)

Sonatas para Flauta, Op. 10

Sonata No. 7 em lá maior

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Allegro

Sonata No. 6 em sol menor

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Allegro

Sonata No. 10 em sol maior

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Menuetto

Sonata No. 2 em ré maior

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Andante
  4. Presto

Wilbert Hazelzet, flauta

Ton Koopman, cravo

Richte van der Meer, violoncelo

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FLAC | 224 MB

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MP3 | 320 KBPS | 105 MB

Veja o que Nicholas Anderson disse sobre este disco, lá pelos idos de 1987…

I enjoyed these lively and imaginative performances. Hazelzet has a wonderfully supple rhythmic sense, a warm, rounded tone and a very impressive technique. He gives affectionate accounts of the four sonatas included in his recital and is alertly supported by an excellent continuo team, Ton Koopman and Richte van der Meer. […] Recommended.

Está esperando o que? Baixe logo os arquivos e ‘knock yourself out’!

Regale-se!

René Denon

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Este (bom) registro seria uma reparação. A história não deixou dois compositores extraordinários — nascidos no mesmo ano e a poucos quilômetros um do outro —  se encontrarem. Pois é, Georg Friedrich Handel e Johann Sebastian Bach vieram ao mundo em 1685, com um mês de diferença. Por duas vezes,  tentaram, mas não conseguiram se encontrar e nunca mais cruzaram seus caminhos na vida. Este álbum é dedicado a esta falha. OK, simpático.

Lina Tur Bonet (nascida em Ibiza, Espanha) e Dani Espasa (La Canonja, Espanha, quase na costa, olhando para Ibiza) oferecem aqui um CD que coloca as sonatas de Bach e Handel frente a frente. (Comparar alguém com Bach é sacanagem, mas OK novamente). A abordagem da dupla é muito livre e convincente. Acho que Lina tem certas excentricidades, mas que não as têm? E Bach proíbe? Não! A coisa realmente funciona ao mostrar a profundidade e a proximidade que ambos os compositores poderiam ter compartilhado.

Bach / Handel: An Imaginary Meeting (Sonatas para Violino e Cravo)

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 4 in C minor, BWV1017 17:02
I. Largo 4:22
II. Allegro 4:30
III. Adagio 3:28
IV. Allegro 4:42

Handel: Sonata in D major for violin and continuo, HWV371, Op. 1 No. 13 13:04
I. Affettuoso 3:47
II. Allegro 2:41
III. Larghetto 2:54
IV. Allegro 3:42

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 5 in F minor, BWV1018 18:12
I. [Largo] 7:43
II. Allegro 4:37
III. Adagio 3:16
IV. Vivace 2:36

Handel: Sonata in D Minor for violin and continuo, HWV359a, Op. 1 No. 1 8:04
I. Grave 2:25
II. Allegro 1:44
III. Adagio 1:11
IV. Allegro 2:44

Bach, J S: Sonata for Violin & Harpsichord No. 6 in G major, BWV1019 17:16
I. Allegro 3:33
II. Largo 1:40
III. Allegro 4:45
IV. Adagio 3:43
V. Allegro 3:35

Lina Tur Bonet, violino
Dani Espasa, cravo

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Lisa Tur Bonet na antessala da Sala de Espera da Recepção da Sala de Imanência e Transcendência da PQP Bach Corp.

PQP

Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840 – 1893) – Swan Lake, Op. 20, Serenade for String Orchestra in C Major, Op. 48, The Nutcracker Suite, Op. 71a The Sleeping Beauty, Op. 66 – Anatole Fistoulari, Royal Concertgebow Orchestra

Anatole Fistoulari foi um maestro ucraniano que viveu 88 anos, entre 1907-1995, e foi, mesmo que por um curto período, genro de Gustav Mahler, apesar deste já ter falecido há bastante tempo quando se casou com Anna Mahler, sim, ele também foi genro de Alma Mahler, figura ímpar na história da cultura vienense. Sugiro aos senhores a leitura de um livro chamado ‘Viena Fin-de-Siecle’, para melhor conhecerem o ambiente em que Alma e Gustav viveram, sempre cercados dos maiores intelectuais do século que acabava e do século que se iniciava. Também existe uma biografia dela, que creio que esteja com  edição esgotada.

Foi um maestro que fez considerável sucesso ali na metade do século, e gravou muito. Este disco que ora vos trago, foi recém lançado pela DECCA, gravado há quase sessenta anos, entre 1961 e 1963, devidamente remasterizado, e mostra todo o talento e versatilidade de Fistoulari frente a duas  das melhores orquestras do mundo, a do Concertgebow de Amsterdam, fama que ele ajudou a construir e Sinfônica de Londres, que também dispensa apresentações.

Aliás, gosto muito desse repertório (quem não gosta?), temos excelentes gravações destas obras que já foram postadas por aqui, mais uma não vai ter maiores problemas. Afinal, senhores, tratam-se dos balés de Tchaikovsky. Nestes sombrios tempos em que estamos vivendo, serve para alegrar e animar o dia.

São dois CDs, mas por preguiça, o ripador original colocou em apenas um arquivo. Divirtam-se.

Disc: 1
1. 1-13 Swan Lake, Op. 20 (Highlights)

Royal Concertgebow Orchestra
Anatole Fistoulari – Conductor

2. 14-17 Serenade for Strings in C Major, Op. 48

London Symphony Orchestra

Disc: 2
1. 1-8 the Nutcracker: Suite, Op. 71A
2. 9-23 Sleeping Beauty (Highlights)

London Symphony Orchestra
Anatole Fistoulari – Conductor

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.: interlúdio :. Wave: The Antonio Carlos Jobim Songbook

.: interlúdio :. Wave: The Antonio Carlos Jobim Songbook

Songbooks costumam ser uma bagunça com diversos intérpretes e gravações de várias épocas. Este aqui é caprichado na loucura, metendo na mistura gravações brasileiras e estadunidenses de Tom, turma da bossa nova, do jazz, etc., de vários períodos. Mais: este é apenas um dos muitos songbooks do glorioso Tom. Há um brasileiro que melhor, acho que este vem do país de Trump, mas foi lançado nos anos 90. Mesmo assim, a música de Tom sobrevive sob excertos de nomes fundamentais. Ella Fitzgerald, Elis Regina, Pat Metheny, Chick Corea, Herbie Hancock, Joe Henderson, João Gilberto, Oliver Nelson, Gil Evans, Oscar Peterson, Sarah Vaughan, Dizzy Gillespie, Toots Thieleman, Astrud Gilberto, etc. Eu gostei de ouvir, mas há que respirar fundo a cada mudança de faixa, porque o contexto sempre será outro.

.: interlúdio :. Wave: The Antonio Carlos Jobim Songbook

1 –Antonio Carlos Jobim Wave
Arranged By, Conductor – Claus Ogerman
Cello – Abe Kessler, Charles McCracken, George Ricci, Harvey Shapiro
Double Bass – Ron Carter
Drums, Percussion – Bobby Rosengarden, Claudio Slón*, Dom Um Romão*
Flute, Piccolo Flute – Jerome Richardson, Ray Beckenstein, Romeo Penque
French Horn – Joseph Singer
Piano, Guitar – Antonio Carlos Jobim
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Trombone – Jimmy Cleveland, Urbie Green
Violin – Bernard Eichen, Emanuel Green, Gene Orloff, Harry Lookofsky, Irving Spice, Joseph Malignaggi, Julius Held, Leo Kruczek, Lewis Eley, Louis Haber, Louis Stone, Paul Gershman, Raoul Poliakin
2:50

2 –Ella Fitzgerald Só Danço Samba (Jazz Samba)
Double Bass – Jim Hughart
Drums – Grady Tate
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Piano – Jimmy Jones (3)
Producer [Original Recording] – Norman Granz
Vocals – Ella Fitzgerald
5:48

3 –Joe Henderson with Herbie Hancock Happy Madness
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Piano – Herbie Hancock
Producer [Original Recording] – Oscar Castro-Neves, Richard Seidel
Tenor Saxophone – Joe Henderson
3:12

4 –Jobim* and Elis Regina Chovendo Na Roseira (Double Rainbow)
Bass – Luizão Maia
Drums – Paulo Braga*
Guitar – Oscar Castro-Neves
Lyrics By, Piano, Guitar, Whistling – Antonio Carlos Jobim
Piano, Electric Piano, Arranged By – Cesar Camargo Mariano*
Producer [Original Recording] – Aloysio De Oliveira
Vocals – Elis Regina
3:10

5 –Stan Getz and Charlie Byrd Desafinado (Off Key)
Double Bass – Keter Betts
Drums – Buddy Deppenschmidt
Guitar – Charlie Byrd
Guitar, Bass – Gene Byrd
Percussion – Bill Reichenbach
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Tenor Saxophone – Stan Getz
5:50

6 –Astrud Gilberto A Felicidade
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Orchestra – Gil Evan’s Orchestra*
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Arranged By, Conductor, Piano – Gil Evans
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Drums – Grady Tate
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Guitar – Kenny Burrell
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Percussion – Dom Um Romão*
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Trumpet – Johnny Coles
Orchestra [Gil Evan’s Orchestra including], Valve Trombone – Bob Brookmeyer
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Vocals – Astrud Gilberto
2:46

7 –Stan Getz with Chick Corea O Grande Amor
Double Bass – Ron Carter
Drums – Grady Tate
Piano – Chick Corea
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Tenor Saxophone – Stan Getz
4:43

8 –Jobim* and Pat Metheny Insensatez (How Insensitive)
Guitar – Pat Metheny
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Lyrics By [English] – Norman Gimbel
Piano, Vocals – Antonio Carlos Jobim
Producer [Original Recording] – Don Sickler, Richard Seidel
4:00

9 –Wes Montgomery Amor Em Paz (Once I Loved)
Arranged By, Conductor – Oliver Nelson
Clarinet – Phil Woods
Congas – Candido Camero*
Double Bass – George Duvivier
Drums [or] – Grady Tate, Sol Gubin
Flugelhorn, Piccolo Flute, Clarinet – Jerry Dodgion
Flute, Alto Flute – Danny Bank
Flute, Clarinet – Bob Ashton*
Flute, Piccolo Flute, Clarinet, Oboe, English Horn – Romeo Penque
Guitar – Wes Montgomery
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Lyrics By [English] – Ray Gilbert
Piano [or] – Herbie Hancock, Roger Kellaway
Producer [Original Recording] – Creed Taylor
Trombone – Jimmy Cleveland, Quentin Jackson, Tony Studd, Wayne Andre
Trumpet – Danny Moore, Donald Byrd, Ernie Royal, Joe Newman
4:45

10 –Stan Getz & João Gilberto featuring Antonio Carlos Jobim Corcovado (Quiet Nights Of Quiet Stars)
Double Bass – Tommy Williams (3)
Guitar, Vocals – João Gilberto
Lyrics By – Jobim*
Lyrics By [English] – Gene Lees
Percussion – Milton Banana
Piano – Antonio Carlos Jobim
Producer – Creed Taylor
Tenor Saxophone – Stan Getz
Vocals – Astrud Gilberto
4:14

11 –Oscar Peterson Triste
Double Bass – Sam Jones
Drums – Bobby Durham
Piano – Oscar Peterson
Producer [Original Recording] – Hans Georg Brunner-Schwer
5:17

12 –Sarah Vaughan The Boy From Ipanema
Lyrics By – Vinicius De Moraes
Lyrics By [English] – Norman Gimbel
Orchestra – Frank Foster’s Orchestra
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Arranged By, Conductor – Frank Foster
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Double Bass – George Duvivier
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Drums – Bobby Donaldson
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Flute – Jerome Richardson
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Guitar – Barry Galbraith
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Percussion – Willie Rodriguez
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Piano – Bob James
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Trombone – Benny Powell, Billy Byers, Britt Woodman, Richard Hixson, Wayne Andre
Orchestra [Frank Foster’s Orchestra], Violin – Bernard Eichen, Charles Libove, Emanuel Green, Gene Orloff, Harry Lookofsky, Leo Kruczek, Lewis Eley, Tosha Samaroff
Producer [Original Recording] – Quincy Jones
Vocals – Sarah Vaughan
2:29

13 –Dizzy Gillespie Samba De Uma Nota Só (One Note Samba)
Double Bass – Chris White (3)
Drums – Rudy Collins
Flute – Leo Wright
Percussion – Pepito Riestria
Piano – Lalo Schifrin
Producer [Original Recording] – Quincy Jones
Trumpet – Dizzy Gillespie
5:16

14 –Joe Henderson Vivo Sonhando (Dreamer)
Bass – Nico Assumpçao*
Drums – Paulo Braga*
Guitar – Oscar Castro-Neves
Piano – Eliane Elias
Producer [Original Recording] – Oscar Castro-Neves, Richard Seidel
Tenor Saxophone – Joe Henderson
5:25

15 –Toots Thielemans with Elis Regina Wave
Harmonica – Toots Thielemans
Vocals – Elis Regina
3:08

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Ah, Tom, se todos fossem iguais a você…

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Die Vier Symphonien – Rafael Kubelik, Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk

Já faz algum tempo que não trago as Sinfonias de Brahms, obras pelas quais sou absolutamente apaixonado. E o responsável desta vez é o maestro Rafael Kubelik, um dos grandes nomes da regência do Século XX, frente à fabulosa Orquestra da Rádio Bávara, é coisa finíssima, vale a pena ouvir.
Talvez Kubelik não carregue tanto na dramaticidade de outras interpretações, principalmente de Herbert von Karajan e seus Berliners. Brahms é um compositor que exige muito do maestro, não apenas no fator físico, com certeza deve ser muito cansativo reger a Primeira Sinfonia, por exemplo, mas principalmente na intensidade que algumas de suas obras requerem. Li em algum lugar que o início desta Primeira Sinfonia com aqueles tímpanos marcando fortemente era uma representação do destino batendo à nossa porta. Metáforas à parte, eu jamais iria criticar um maestro do nível do Kubelik.
Já discutimos estas sinfonias em outras ocasiões aqui no PQPBach, sugiro procurarem estas postagens para maiores informações sobre as obras. Não canso e nunca cansarei de repetir que Karajan é o meu regente favorito neste repertório, mas impossível não se render ao talento de outros gigantes, como Furtwangler, Toscanini, Szell, e Rafael Kubelik, nas duas ocasiões em que este gravou a integral, esta do selo Orfeo de 1983, e outra com a Filarmônica de Viena, gravada anteriormente lá em 1965, meu ano de nascimento.

Espero que apreciem. Eu gostei muito, a tenho ouvido com frequência.

CD 1

01. Un poco sostenuto – allegro
02. Andante sostenuto
03. Un poco allegretto e grazioso
04. Adagio – piu andante

CD 2

01. Symphony No. 2 in D major (I) Allegro non troppo
02. Symphony No. 2 in D major (II) Adagio non troppo
03. Symphony No. 2 in D major (III) Allegro grazioso
04. Symphony No. 2 in D major (IV) Allegro con spirito

CD 3

01. Allegro con brio
02. Andante
03. Poco Allegretto
04. Allegro
05. Allegro non Troppo
06. Andante Moderato
07. Allegro Giocoso – Poco Meno Presto
08. Allegro Energico e Passionato – Piu Allegro

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor

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Debussy (1862-1918): Préludes – Paul Jacobs, piano

Debussy (1862-1918): Préludes – Paul Jacobs, piano

Claude Debussy

Prelúdios

Paul Jacobs, piano

 

Com esta postagem completamos a apresentação das gravações de peças de Debussy feitas por Paul Jacobs para o selo Nonesuch. Aqui os Prelúdios, que como no caso de Chopin, somam 24, pelo menos se considerarmos aqueles reunidos por Chopin no Opus 28. No entanto, no caso de Debussy, não há um plano de contemplar as tonalidades, como no caso de Bach e Chopin. As suas motivações são outras. Uma análise disto está fora do escopo de uma simples postagem como esta, mas garanto que neste conjunto de peças há muito para se conhecer e admirar. Deixo aqui o link para um trabalho que, mesmo com muita informação técnica, poderá ser de boa leitura, se você tiver interesse e paciência de buscar as informações.

Fadas são encantadoras dançarinas…

Gostaria muito de imaginar que alguns de vocês vão ouvir várias vezes estas peças, pois que sucessivas audições permitem que nos aproximemos mais das intenções do compositor, tais como são reveladas pelo intérprete. No caso de Paul Jacobs, temos uma interpretação que busca não se interpor entre o compositor e o ouvinte e além de ser musicalmente muito refinada, é bastante afirmativa.

Em uma de minhas vidas passadas, durante um bastante rigoroso inverno, com muita neve e céus cinzentos, passei muitas tardes na companhia de uma outra gravação destas peças, mas as sucessivas audições me tornaram um absoluto admirador da obra. Não que tenha esgotado meu interesse por elas, muito pelo contrário, passei a buscar outras e outras gravações. Como não se render a tão pessoal e bela música?

Paul Jacobs

Pode haver título mais poético e evocativo do que ‘Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir’?   Este prelúdio foi inspirado pelo poema “Harmonie du soir”, de Baudelaire. No entanto, Debussy queria que os títulos viessem depois da música, sugerindo que a alusão do nome não deveria ser tomada ao pé da letra, como nos explica Jacobs no libreto da gravação.

Mas como não ser tocado por um título magistral como ‘La terrasse des audiences du clair de lune’? Aqui o título evoca uma noite em um templo na Índia. Faz me pensar no grande filme de David Lean, ‘A Passage to India’. Enfim, não demore e mergulhe logo neste maravilhoso conjunto de obras e o explore por bastante tempo.

Claude Debussy (1862 – 1918)

Préludes

Livre I
  1. Danseuses de Delphes
  2. Voiles
  3. Le Vent dans la plaine
  4. ‘Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir’
  5. Les Collines d’Anacapri
  6. Des pas sur la neige
  7. Ce qu’a vu le vent d’ouest
  8. La Fille aux cheveux de lin
  9. La Sérénade interroumpue
  10. La Cathédrale engloutie
  11. La Danse de Pluck
  12. Minstrels
Livre II
  1. Brouillards
  2. Feuilles mortes
  3. La Puerta del Vino
  4. ‘Les fées sont d’exquises danseuses’
  5. Bruyères
  6. ‘General Lavine’ – eccentric
  7. La Terrasse des audiences du clair de lune
  8. Ondine
  9. Hommage à S. Pickwick Esq. P.P.MP.C.
  10. Canope
  11. Les Tierces alternées
  12. Feux d’artifice

Paul Jacobs, piano

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FLAC | 229 MB

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MP3 | 320 KBPS | 192 MB

Espero que com esta e mais as outras duas postagens, possam ter revelado um pouco mais da arte tanto de Debussy quanto de Paul Jacobs.

Aproveite!

René Denon

Francis Poulenc (1899-1963): Concerto para Piano & Concert champêtre – Mark Bebbington

Francis Poulenc (1899-1963): Concerto para Piano & Concert champêtre – Mark Bebbington

Francis Poulenc

Concerto para Piano

Concert champêtre

Peças de Câmera com Piano

Mark Bebbington, piano

Este disco passou por baixo do radar dos nossos colaboradores aqui do PQP Bach Corp mas foi detectado pelo meu sistema de busca e apreensão de discos com concertos para piano. Sorte a minha assim como a de vocês, caros leitores-ouvintes do blog, pois o disco é ótimo.
O pianista britânico Mark Bebbington já dedicou-se às obras de Frank Bridge, John Ireland e Vaugham Williams. Agora cruzou o Canal da Mancha e nos brinda com um ótimo disco com música de Francis Poulenc.

Wanda e Francis

Poulenc compôs cinco obras para instrumento solista de tecla e orquestra. A primeira delas foi o Concert champêtre, para cravo e orquestra. Em junho de 1923 Poulenc assistiu a estreia da peça El retablo de maese Pedro, de Manuel de Falla, que ocorreu na casa da Princesa de Polignac. Esta obra emprega um instrumento que então era um pouco inusitado, um cravo. Naquele dia, o cravo foi tocado pela lendária Wanda Landowska. Wanda e Francis então se falaram e acabaram tornando-se calorosos amigos. Desta amizade surgiu, entre abril de 1927 e agosto de 1928 o Concert champêtre, com solo de cravo. A primeira apresentação deste concerto ocorreu em 3 de maio de 1929, na Sala Pleyel, em Paris, com Madame Landowska como solista, acompanhada da Orchestre Symphonique de Paris, regida por Pierre Monteux.
Apesar de afirmar que a apresentação deste concerto com piano no lugar do cravo fosse o pior que poderia acontecer, Poulenc foi o solista nesta forma em diversas ocasiões.
O Concerto para piano é de 1949 e foi comissionado pela Boston Symphony Orchestra, a pedido do maestro Charles Munch, como uma obra a ser apresentada por Poulenc e a orquestra em sua segunda turnê na América, que ocorreu em 1950. O concerto não foi um sucesso retumbante, mas segundo uma carta de Poulenc para Munch, escrita posteriormente, foi melhor do que ele esperava. Ufa!!
Completando este disco e funcionando com interlúdio entre os dois concertos, temos um lindo trio para piano, oboé e fagote, escrito por Poulenc  ainda em 1926. Gosto muito desta peça e em particular do movimento lento.

Fechando o cortejo temos a última peça de vulto escrita por Poulenc em 1962, em memória de Serge Prokofiev, mas que acabou sendo estreada no memorial do próprio Poulenc. Nada que isto deva preocupar nosso caro ouvinte-leitor, se é que você chegou até aqui. Há quem diga que as pessoas apenas baixam os arquivos musicais. Coisa que eu duvido, pois a segunda coisa que as pessoas que gostam de música mais apreciam são as histórias e anedotas sobre música e músicos. E assim, antes que eu devaneie ainda mais, não demore, baixe este excelente disco, com música que é vital, alegre, charmosa, com ótimas melodias e sonoridades lindas.

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Concerto para Piano e Orquestra

1. Allegretto
2. Andante con moto
3. Rondeau, à la Française

Trio para Piano, Oboé e Fagote

4. Presto
5. Andante
6. Rondo

Concert champêtre

7. Allegro molto
8. Andante
9. Finale

Sonata para Oboé e Piano

10. Élégie
11. Scherzo
12. Deploration

Mark Bebbington, piano

John Roberts, oboé

Jonathan Davies, fagote

Royal Philharmonic Orchestra

Jan Latham-Koenig, regente

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FLAC | 294 MB

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MP3 | 320 KBPS | 183 MB

Nada como tocar para uma audiência atenta…

Disseram do disco: ‘Bebbington excels in Poulenc, capturing the mood of light-hearted cheekiness perfectly … hugely rewarding’

I completely agree!

Aproveite!

René Denon

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

Bach (1685-1750): Prelúdios, Fugas e Corais – Edna Stern, piano

 

Bach

Prelúdios, Fugas e Corais

Edna Stern

 

 

Temos aqui um disco especial, diferente em alguns sentidos. A pianista Edna Stern usa alguns dos Prelúdios e Fugas do Cravo Bem Temperado para ‘contar uma história’. Na ‘montagem’ do disco ela usa quatro corais que servem para dar a ‘deixa’ para os prelúdios e fugas que os seguem. A escolha se baseia em um aspecto técnico – as tonalidades – mas também usa um aspecto mais subjetivo, para formar assim a sua ‘narrativa’.

Em uma entrevista que você poderá ler no livreto, ela explica o projeto. Numa das perguntas, o entrevistador aponta o eixo geral usando três palavras: struggles, sorrows e então, serenity. Certamente serenidade é tudo o que precisamos nestes tempos tão conturbados e assustadores que estamos vivendo.

Eu gostei imenso da interpolação dos quatro corais entre os doze prelúdios e fugas escolhidos – três para cada um deles.

Ferruccio, pensando em dó sustenido menor…

Um dos corais é de Brahms, escrito para órgão, mas aqui interpretado ao piano. A transição deste coral para o prelúdio seguinte (a faixa 8 para a faixa 9) é um dos momentos mais marcantes de todo o disco. Os outros três corais são transcrições para piano dos originais de Bach (que faz uso de antigos e conhecidos corais luteranos) feitas por Ferruccio Busoni. Eu gosto particularmente do ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’. O disco é tecnicamente impecável, adorei o som do piano, maravilhoso! A pianista já nos deu o ar da graça aqui no PQP Bach em postagens de PQP e FDP Bach, onde acompanha a famosa violinista Amandine Beyer. Ambas são excelentes postagens.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

  1. Coral ‘Nun komm’ der Heiden Heiland’, BWV 659 (Arr. Busoni)
  2. Prelúdio e
  3. Fuga No. 2 BWV 847 em dó menor
  4. Prelúdio e
  5. Fuga No. 15 BWV 860 em sol maior
  6. Prelúdio e
  7. Fuga No. 10 BWV 855 em mi menor
  8. Schmuecke dich o liebe Seele (No. 5 do Opus 122, de Brahms)
  9. Prelúdio e
  10. Fuga No. 9 BWV 854 em mi maior
  11. Prelúdio e
  12. Fuga No. 19 BWV 864 em lá maior
  13. Prelúdio e
  14. Fuga No. 6 BWV 851 em ré menor
  15. Coral ‘Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ’, BWV 639 (Arr. Busoni)
  16. Prelúdio e
  17. Fuga No. 12 BWV 857 em fá menor
  18. Prelúdio e
  19. Fuga No. 11 BWV 856 em fá maior
  20. Prelúdio e
  21. Fuga No. 22 BWV 867 em si bemol menor
  22. Coral ‘Wachet auf, ruft uns die Stimme’, BWV 645 (Arr. Busoni)
  23. Prelúdio e
  24. Fuga No. 21 BWV 866 em si bemol maior
  25. Prelúdio e
  26. uga No. 17 BWV 862 em lá bemol maior
  27. Prelúdio e
  28. Fuga No. 7 BWV 852 em mi bemol maior

Edna Stern, piano

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Sobre a arte da pianista Edna Stern a revista francesa Diapason disse ter ‘o panache de Martha Argerich, a musicalidade de Leon Fleisher e o impecável acabamento de Krystian Zimerman’.  Isso tudo por que ela foi aluna de cada um destes grandes mestres em diferentes etapas de sua formação…

Ouça você e depois me diga qual foi a história que o disco te contou…

Aproveite!

René Denon

.: interlúdio :. Keith Jarrett Trio – Standards In Norway

Comecei ouvindo Keith Jarrett ainda na minha adolescência, com o excepcional ‘Nude Ants’, que comprei despretensiosamente em um sebo de Curitiba. Não sabia o que esperar. Conhecia seu trabalho solo, principalmente o ‘Köln Concert’, hoje já considerado um dos maiores discos de improviso do Jazz de todos os tempos. Fiquei impressionado com a energia que saia de seu piano, e como ele se entregava na hora de tocar. Poucos músicos são tão expressivos quando Keith Jarrett. Seu gestual corporal é único, como se retorce, faz caretas, geme, enfim, uma catarse total a cada interpretação. Em um primeiro momento podemos achar exagerado, mas quando conseguimos captar a essência da música, entendemos que o que ocorre ali é único. Nunca mais ouviremos a mesma música da mesma forma.
Quando se reuniu ao baixista Gary Peacock e ao baterista Jack DeJohnette, a integração foi total. Já perdi a conta de quantos discos eles já lançaram, mas vou fazer esta pesquisa. Esses caras tocam juntos há muito tempo, e são verdadeiros mestres em seus instrumentos. Então, repito o que escrevi acima, nunca mais ouviremos a mesma música da mesma forma, e aí está a genialidade do(s) improvisador (es).
As capas minimalistas da ECM escondem tesouros por trás delas. Este disco que ora vos trago foi gravado em Oslo, Noruega, em 1989, pouco mais de trinta anos se passaram, e muita coisa aconteceu neste vasto mundo desde então. Mas mesmo assim, é incrível como ele é moderno em sua essência. Faixas como ‘Just in Time’ nos mostram um verdadeiro embate entre gigantes, o piano de Keith Jarrett, o contrabaixo de Gary Peacock e a máquina de ritmo chamada Jack DeJohnette.
Sempre recomendo um bom fone de ouvidos para se ouvir estes discos. Assim os senhores podem prestar atenção aos detalhes, fundamentais em  um disco em que se improvisa 99% do tempo.
Portanto, podem se deliciar. É papa finíssima.

01 – All Of You
02 – Little Girl Blue
03 – Just In Time
04 – Old Folks
05 – Love Is A Many-Splendored Thing
06 – Dedicated To You
07 – I Hear A Rhapsody
08 – How About You

Keith Jarrett – Piano
Gary Peacock – Bass
Jack DeJohnette – Drums

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R. Schumann (1810–1856): Kreisleriana ; F. Chopin (1810-1849): 2 Noturnos, Scherzo nº 3, Fantasia (Linda Bustani)

“Sentimos em certas obras de Schumann a ausência de certa razão soberana. Ao menor desvio, a ideia escapa ao compositor e, quando ele consegue reencontrá-la, é depois de uma corrida contra mil obstáculos” Camille Bellaigue (1885)

Se Beethoven, para alguns, era uma divindade soberana, Schumann era humano, demasiado humano. Seus ciclos estão sempre refletindo os sentimentos do ser humano: a solidão, a alegria, a melancolia… A Kreisleriana, fantasia para piano em oito movimentos, é um dos melhores exemplos: além das diferenças entre os movimentos, cada um deles também apresenta várias mudanças. É uma estética curiosamente parecida com os nossos tempos em que ouvimos canções curtas de 2 minutos ou damos risadas com memes de 3 segundos… Como vocês sabem, as tecnologias trouxeram o encurtamento do que em inglês se chama attention span (nos explica a wikipedia: quantidade de tempo em que uma pessoa consegue se concentrar em uma tarefa sem se distrair).

O título da obra é inspirado no personagem Johannes Kreisler, criado pelo autor romântico alemão E. T. A. Hoffmann (1776-1822), personagem também marcado por uma sensibilidade exagerada e por mudanças de humor.

A Kreisleriana foi dedicada a Frédéric Chopin, por quem Schumann tinha uma forte admiração. A admiração, ao que parece, não foi muito correspondida. Já que comecei com os perfis psicológicos de botequim, vou continuar com eles: Schumann era famoso por seu humor instável, mas por outro lado foi um crítico musical com vasta cultura e um gosto estável e influente: foi um dos responsáveis pela entronização de J.S.Bach e Beethoven no panteão germânico e um hábil cultivador de relações, elogiando a música de Chopin, Mendelssohn, Berlioz e Brahms. Já Chopin, socialmente, parece ter sido muito mais tímido: suas principais relações intelectuais (escândalo na época!) aparentemente foram com mulheres: suas alunas na alta sociedade parisiense e a escritora George Sand. Ao contrário de Schumann, nunca atuou como maestro. Tocou muito mais vezes em salões aristocráticos do que em salas de concerto. O polonês era, em suma, um sonhador recluso, enquanto seu contemporâneo alemão era um sonhador extremamente sociável, com episódios de delírios ou depressão aqui e ali, mas sempre ajudando os amigos.

A pianista Linda Bustani nasceu em Rondônia, estudou com Arnaldo Estrella e Antonio Guedes Barbosa no Rio de Janeiro – onde vive até hoje – e com Elisso Virsaladze em Moscou. Estreou no Brasil alguns concertos pouco tocados, como o 4º de Prokofiev, para a mão equerda. Suas interpretações dos compositores românticos – Chopin, Schumann, Tchaikovsky – são celebradas, sobretudo as de Schumann, compositor com o qual ela tem forte ligação desde a juventude. Tem tocado a música de câmara de Schumann por todo o Brasil, principalmente o quinteto e o quarteto para piano e cordas. Também é parceira do Quinteto Villa-Lobos, extraordinário grupo de sopros fundado em 1962, o mais antigo em atuação ininterrupta no Brasil (os músicos foram passando o bastão). Já que estamos falando de flutuações emocionais, de instabilidade e estabilidade, finalizo tirando o chapéu para Linda e seus parceiros de música de câmara, que representam há décadas uma estabilidade rara na música de nosso país, tão cheia de voos de galinha.

R. Schumann (1810–1856): Kreisleriana, opus 16 – Phantasien für das Pianoforte
1. Äußerst bewegt (Extremely animated), D minor
2. Sehr innig und nicht zu rasch (Very inwardly and not too quickly), B♭ major.
3. Sehr aufgeregt (Very agitated), G minor
4. Sehr langsam (Very slowly), B♭ major/G minor
5. Sehr lebhaft (Very lively), G minor
6. Sehr langsam (Very slowly), B♭ major
7. Sehr rasch (Very fast), C minor/E♭ major
8. Schnell und spielend (Fast and playful), G minor

F. Chopin (1810-1849):
9. Nocturne opus 27 n° 2 en ré dièse mineur
10. Nocturne opus 48 n° 1 en ut mineur
11. Fantaisie opus 49 en fa mineur
12. Scherzo N° 3 opus 39 en ut dièse mineur

Linda Bustani, piano

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Linda no Teatro Solís, em Montevideo

Pleyel

Johannes Brahms (1833-1897) – Sonates pour violoncelle & Piano – Anne Gastinel & François-Frederic Guy

Amo as Sonatas para Violoncelo de Brahms. Já as ouvi inúmeras vezes, com os mais diversos intérpretes, mas essa aqui era uma novidade para mim até pouco atrás, e olha que este registro foi realizado lá em 1999, o ano em que o mundo iria acabar, de acordo com alguns fatalistas e algumas previsões baseadas em Nostradamus. Bem, o mundo não acabou, mas digamos que não foi por falta de oportunidade.
Mas o que nos interessa aqui é este belo CD da jovem dupla Anne Gastinel & François-Frederic Guy, que nos trazem uma interpretação mais que convincente destas duas obras primas do repertório, dois petardos que exigem muito dos músicos, é música que tem de ser tocada com a alma e com o coração. São lindíssimas, sofridas, amargas em alguns momentos. Se não me engano quem me as apresentou foi  Janos Starker / György Sebök, um registro antigo, porém maravilhoso, uma das melhores gravações já realizadas destas obras, realizadas lá no ano de meu nascimento, 1965. Não podemos esquecer Rostropovich / Serkin, que também tem outro registro histórico destas obras.
Anne Gastinel tinha 28 anos na época em que gravou esse CD e Guy, nascido em 1999, tinha apenas 20 anos de idade na época desta gravação. Gastinel já era uma musicista experiente, madura, e é exatamente essa maturidade que me surpreende nestas gravações, em se tratando de músicos tão jovens. Seu parceiro na empreitada, François-Frederic Guy, fornece todo o suporte para ela desfilar todo o seu talento. Claro que o piano não cumpre apenas a função de acompanhante, mas também de solista. Mas não esperem um duelo entre as partes, ao contrário, sente-se que existe uma cumplicidade entre os dois. Posteriormente, os dois se juntaram novamente para gravarem as Sonatas de Beethoven, série que pretendo trazer logo, logo, dentro das comemorações dos 250 anos de nascimento do compositor.
Então vamos ouvir o que a juventude tem a nos dizer a respeito destas obras?

P.S. Uma curiosidade: Anne Gastinel se utiliza aqui nestas gravações de um instrumento que pertenceu ao lendário violoncelista catalão Pau Casals.

01. Brahms – Cello Sonata No.1 in E minor, Op.38 – I. Allegro non troppo
02. Brahms – Cello Sonata No.1 in E minor, Op.38 – II. Allegretto quasi menuetto
03. Brahms – Cello Sonata No.1 in E minor, Op.38 – III. Allegro
04. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – I. Allegro vivace
05. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – II. Adagio affettuoso
06. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – III. Allegro passionato
07. Brahms – Cello Sonata No.2 in F major, Op.99 – IV. Allegro molto

Anne Gastinel – Cello
François-Fréderic Guy – Piano

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Igor Stravinsky (1882-1971): Petrushka / Jeu de Cartes

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrushka / Jeu de Cartes

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aprendam: quando vocês passarem por algo que indique que há Gergiev e música russa disponíveis, se atirem porque a satisfação é garantida. O homem é um craque em todos os campos, mas joga em casa quando a coisa está russa. E que orquestração de Strava!!! A coisa é feérica e eufônica!

Petrushka é um balé burlesco composto de quatro cenas por Igor Stravinsky e coreografado por Michel Fokine. Foi composto entre 1910 e 11 e revisado em 1947. A peça foi montada pela primeira vez pela companhia russa de balé de Serguei Diaguilev em Paris, em 13 de junho de 1911. Vaslav Nijinski encarnou Petrouchka, com Tamara Karsavina como A Bailarina. Alexandre Orlov fazia o Mouro e Enrico Cecchetti o Mago.

A história é sobre um fantoche tradicional russo, Petrushka, que é feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida com a capacidade de amar, numa história que se assemelha a de Pinocchio. Petruchka conta a história de amor e de inveja de três bonecos. Os três ganham vida graças ao Mago. Petruchka ama a Bailarina, mas ela o rejeita. A Bailarina prefere o Mouro. Petruchka fica furioso e desafia o Mouro. No duelo, o Mouro acaba matando Petruchka, cujo fantasma se levanta sobre o teatro de bonecos quando a noite cai. Ele desafia o Mago, que acaba o matando pela segunda vez. Petruchka traz música, dança e design unidos como um todo. É um dos balés mais populares da Rússia e geralmente é encenado com coreografia e desenhos originais. Grace Robert escreveu em 1949: “Ainda que mais de trinta anos tenham se passado desde sua estreia, sua posição como um dos grandes balés de todos os tempos permanece intocada. Sua perfeita fusão de música, coreografia, decoração e seu tema — a sempre atual tragédia do espírito humano — unem-se para fazer o apelo se tornar universal.”

Jeu de cartes (Jogo de cartas) é um balé em três movimentos, ou jogos, composto por Igor Stravinsky em 1936-37 com libreto do compositor em colaboração com M. Malaieff (um amigo do filho mais velho de Stravinsky, Théodore Stravinsky) e com coreografia de George Balanchine . O ballet foi estreado pelo American Ballet no Metropolitan Opera House , em Nova York, em 27 de abril de 1937, sob a direção do compositor. Mas não é Petrushka…

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrushka / Jeu de Cartes

Petrushka (1910–11)
Premier Tableau (First Scene)
1 I. Introduction (À la Foire Du Mardi-Gras) [The Shrovetide Fair (Introduction)] 1:26
2 II. Le Compère de la Foire Amuse la Foule Du Haut de Son Tréteau [The Crowds] 4:07
3 III. Le Tour de Passe-passe [The Conjuring Trick] 1:57
4 IV. Danse Russe [Russian Dance] 2:41

Deuxième tableau (Second Scene)
5 I. Chez Pétrouchka [Petrushka’s Cell] 4:45

Troisième Tableau (Third Scene)
6 I. Chez Le Maure [The Moor’s Cell] 3:03
7 II. Danse de la Ballerine [Dance Of The Ballerina] 0:48
8 III. Valse de la Ballerine Et Du Maure [Waltz (The Ballerina And The Moor)] 3:22

Quatrième Tableau (Fourth Scene)
9 I. La Foire Du Mardi Gras (vers Le Soir) [The Shrovetide Fair (towards Evening)] 1:10
10 II. Danse Des Nounous [Dance Of The Wet-Nurses] 2:17
11 III. Entre Un Paysan Avec Un Ours [A Peasant Enters With A Bear] 1:49
12 IV. Les Tziganes Dansent. Le Marchand Joue de L’accordéon [The Gypsy Girls Dance] 0:56
13 V. Danse Des Cochers Et Des Palefreniers [Dance Of The Coachmen And Grooms] 2:00
14 VI. Les Déguisés [The Mummers] 2:17
15 VII. Mort de Pétrouchka [Petrushka’s Death] 2:55

Jeu de cartes (1936–37)
16 I. Première Donne [First Deal]. Alla Breve – Moderato Assai – Tranquillo 5:41
17 II. Deuxième Donne [Second Deal]. Alla Breve – Marcia – Variazioni 1-5 – Coda – Marcia 9:16
18 III. Troisième Donne [Third Deal]. Alla Breve – Valse – Presto – Tempo Del Principio 7:20

Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev

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Imagem de uma montagem de Petrushka

PQP

Joseph Bodin de Boismortier (1689-1755): Sonatas Op. 91 – Wilbert Hazelzet, flauta

Joseph Bodin de Boismortier (1689-1755): Sonatas Op. 91 – Wilbert Hazelzet, flauta

Boismortier

6 Sonatas para cravo e flauta, Op. 91

Wilbert Hazelzet, flauta

Gerard de Wit, cravo

 

 

Wilbert explicando o que é um ‘crescendo’ para a turma do PQP Bach
Gilbert de Wit

Os pequenos mestres podem nos proporcionar grandes prazeres! Eu pesquei esta frase na minha pesquisa para escrever estas mal traçadas sobre Joseph Bodin e agora não consigo lembrar onde, para dar algum crédito, pois a frase é danada de boa.
Dia destes postei um disco com música de Wilhelm Friedemann Bach interpretada pelo Hazelzet e trago esta outra face da moeda. Temos agora um repertório francês que mostra a versatilidade do flautista.
Boismortier foi um compositor francês que fez muito sucesso, inclusive econômico, pois foi um dos primeiros músicos a não depender de patrões diretos e editava sua própria música. Seu estilo incorporava os gostos francês e italiano, como a música deste lindo disco exemplifica, bem ao estilo de ‘les goûts réunis’. Ele não se acanhava ao aplicar o princípio de ‘flatter l’oreill’.
Na verdade, a capa deste disco diz muito sobre o mesmo. É uma prova que a escolha da capa adequada é uma arte a parte.
Observe que o título da música coloca o cravo antes da flauta e estas peças são da linhagem da música para cravo que posteriormente incorporou um instrumento melódico ou mesmo um grupo de instrumentos. Prática que remonta a François Couperin e outros mestres franceses.
O livreto que acompanha os arquivos musicais nos conta que em Paris, Boismortier manteve contato com músicos que atuavam nos Concerts Spirituels, como Louis Albert, Jean-Joseph Cassanéa de Mondoville, Jean-Baptiste Senaillé, Jean-Marie Leclair e Michel Blavet. Este último era assim o James Galway, o Jean-Pierre Rampal da época.

 

Joseph Bodin de Boismortier (1689 – 1755)

6 Sonatas para cravo e flauta Op. 91

Sonata em sol maior Op. 91 No. 3

1. Rondement
2. Gayement
3. Air: Gracieusement
4. Gayement

Sonata em sol menor Op. 91 No. 2

5. Gayement
6. Gracieusement
7. Gayement

Sonata em ré maior Op. 91 No. 1

8. Sicilienne
9. Gayement
10. Gracieusement
11. Gayement

Sonata em lá maior Op. 91 No. 5

12. Legerement
13. Gracieusement
14. Gayement

Sonata em mi menor Op. 91 No. 4

15. Gayement
16. Gracieusement
17. Gayement

Sonata em dó menor Op. 91 No. 6

18. Gayement
19. Gracieusement
20. Menuets I et II

Wilbert Hazelzet, flauta

Gerard de Wit, cravo

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Para os mais jovens amantes da música, o falutista Michel Blavet era o Emmanuel Pahud daqueles dias. Para artistas deste calibre e para audiências de gosto refinado que Joseph Bodin escreveu estas charmosíssimas peças.

Aproveite!

René Denon

W. A. Mozart (1756-1791): Le nozze di Figaro (As Bodas de Figaro), K.492 (Melhores lances)

W. A. Mozart (1756-1791): Le nozze di Figaro (As Bodas de Figaro), K.492 (Melhores lances)

Eu, PQP, não sou um apaixonado por óperas, mas gostei de ouvir este sensacional resumo de As Bodas de Figaro, de Mozart. Abaixo, copio um texto da Wikipedia a fim de não lhes incomodar com minha ignorância. Amo Mozart, acho notáveis as árias de Figaro — muitas delas célebres –, mas nunca me aprofundei em nenhuma de suas óperas e nem nas de outros… A versão que posto é festejadíssima. Aqui temos um resumo dela.

Le nozze di Figaro é uma ópera-bufa em quatro atos composta por Wolfgang Amadeus Mozart, sobre libreto de Lorenzo da Ponte, com base na peça homônima de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (Le Mariage de Figaro). Composta entre 1785 e 1786, foi estreada em Viena, em 1º de maio de 1786. Diz-se que Mozart começou a ter problemas com sua reputação a partir desta ópera, que satirizava certos costumes da nobreza.

A ação desenrola-se no Castelo do Conde de Almaviva, algures perto de Sevilha, no ano de 1785. Fígaro e Susanna, servos do Conde e da Condessa Almaviva, estão noivos e casam em breve. O Conde mantém um longo assédio sexual a Susanna o que a faz duvidar que este venha a cumprir a sua promessa de abolir o tão odiado “direito do senhor”, que estabelecia a prerrogativa de se deitar com a serva antes de a entregar ao futuro marido.

Ato I

Numa sala pouco mobiliada, Fígaro e Susanna fazem os preparativos da sua iminente boda. O criado tira medidas do seu novo quarto para calcular a disposição dos móveis enquanto a donzela prova o chapéu que usará durante a cerimônia. Cheio de satisfação, Fígaro comenta que a proximidade do confortável quarto com os aposentos dos condes facilitará o trabalho do futuro casal. No entanto, Susanna quebra a sua felicidade quando lhe conta o verdadeiro propósito do seu senhor: a localização do quarto permitir-lhe-á estar mais perto da jovem para exercer o seu direito de pernada. Fígaro, consternado, pergunta à sua prometida como é possível que Almaviva queira fazer uso de um direito que ele mesmo aboliu. A jovem responde que o Conde parece ter-se arrependido de tal decisão. Soa uma campainha e Susanna acode à chamada da Condessa. Só em cena, Fígaro comenta que seu amo não conseguirá o que quer: se quiser dançar, terá de ser ao som do seu tocar.

A seguir Fígaro abandona a cena e entram Bartolo e Marcellina, que mostra ao médico um contrato em que Fígaro se compromete a devolver a soma de um empréstimo. A intenção da mulher é exigir o pagamento imediato dessa dívida com a finalidade de impedir a boda do criado, por quem está apaixonada. Bartolo decide apoiá-la, porque deseja vingar-se do criado; há algum tempo, Fígaro ajudou o Conde a raptar a sua amada pupila Rosina, que se transformaria na Condessa de Almaviva. Bartolo sai de cena e entra Susanna com um vestido da sua senhora. Ambas trocam insultos sob uma forçada cortesia.

Assim que Marcellina sai, chega Cherubino. O jovem pagem dos Condes confessa a Susanna que o seu senhor o despediu porque o surpreendeu com Barbarina, filha do jardineiro Antonia, e pede à criada que interceda por ele perante a Condessa, a quem venera. Depois, cheio de ardor adolescente, declara o seu amor por todas as mulheres.

Ouve-se o voz do Conde, que se aproxima à distancia. Cherubino esconde-se rapidamente por detrás de uma poltrona. Uma vez em cena, Almaviva corteja Susanna, mas a repentina chegada do sacerdote Basílio, cuja intenção é convencer a jovem prometida a aceder aos desejos do seu patrão, interrompe os seus propósitos. O Conde decide se esconder também atrás da poltrona, precisamente no momento em que o pagem abandona com muita agilidade o seu esconderijo para se sentar sobre o mesmo assento, que Susanna habilmente cobre com o vestido da Condessa. Basilio, pensando encontrar-se a sós com a criada, faz alusão à atração que Cherubino sente pela Condessa. Almaviva, irado, decide abandonar o seu esconderijo. Susanna finge desmaiar para salvar a situação que, no entanto, se enreda ainda mais quando o seu senhor descobre Cherubino enquanto explica, precisamente, como tinha descoberto o jovem com Barbarina. O aparecimento súbito de Fígaro com um grupo de camponeses quebra a tensão. Os aldeões atiram flores aos pés do Conde para lhe agradecer a abolição ao direito da pernada. Depois, o prometido pede ao seu senhor que coloque um véu branco sobre a cabeça de Susanna como símbolo de pureza. Almaviva compreende de imediato a manobra do seu criado e entra no jogo, mas interiormente promete vingar-se. O par pede perdão de Cherubino, que é exonerado das suas culpas a troco da sua imediata incorporação no regimento de Almaviva. O 1º ato termina com a cômica descrição que Fígaro faz da dura vida militar que aguarda o pagem.

Ato II

Enquanto a Condessa lamenta as infidelidades do seu esposo, chegam Susanna e Fígaro, que a informa ter enviado uma carta anónima ao Conde, fazendo-o crer que existe outro homem na vida dela.

Sai Fígaro e nesse momento entra Cherubino, que canta o seu amor à Condessa. A Condessa e Susanna disfarçam-no de mulher e pedem ao Conde uma conversa com Susanna, à qual assistirá Cherubino. Nesse momento aparece o Conde e Cherubino tem de se esconder numa divisão. A Condessa diz ao Conde que é Susanna quem ali está escondida e ele tenta derrubar a porta.

Entretanto Susanna – também escondida – ajuda Cherubino a sair da divisão e põe-se no seu lugar.

Finalmente a Condessa confessa ao Conde que é Cherubino quem está ali; mas ao abrir a porta surge Susanna e tanto a Condessa como o Conde ficam muito surpreendidos. Então a Condessa, recompondo-se, diz que foi uma artimanha para o Conde ficar com ciúmes. Entra o jardineiro António, queixando-se que alguém partiu as suas floreiras ao saltar de uma janela. Entra Fígaro e diz que foi ele, mas António mostra um envelope que quem saltou pela janela, deixou cair; são, nem mais nem menos, as credenciais de Cherubino. Fígaro diz que Cherubino lho havia dado porque faltava o selo, mas o Conde não fica convencido com a explicação. Nesse mesmo momento, aparecem novamente Bartolo e Marcellina, que reclamam ao Conde o cumprimento da sua demanda, a sua boda com Fígaro.

Ato III

O juiz Don Curzio exige a Fígaro o cumprimento do contrato com Marcellina, pagar-lhe uma grande soma de dinheiro. Mas como este não a tem, obriga-o a casar com ela. Fígaro escusa-se dizendo que ele é de família nobre e que não pode casar-se sem uma autorização dos pais. Como prova dessa nobreza, mostra as fraldas que levava quando o encontraram e um sinal no braço direito.

Então Marcelina diz que Fígaro é o seu filho, que desapareceu pouco depois de nascer, e que Bartolo é o pai; assim já não tem que se casar com ela. Quando chega Susanna e vê Marcellina e Fígaro abraçados, dá-lhe uma bofetada. E Marcelina explica-lhe a nova situação.

A Condessa dita a Susanna uma carta para o Conde, de modo a confundi-lo. Entretanto entra um grupo de camponesas para oferecer flores à Condessa, entre as quais se encontra Cherubino disfarçado de mulher. Mas o jardineiro António e o Conde descobrem-no.

Celebra-se a boda entre Fígaro e Susanna e durante o baile, Susana dá ao Conde a carta que escreveu, a pedido da Condessa, marcando um encontro para essa noite. A agulha, com que está fechada a carta, deve ser devolvida em sinal de recebimento. O plano é que nessa noite não se encontre com Susanna ou com Cherubino, mas sim com ela – Condessa – que trocou a sua roupa com Susanna.

Ato IV

Fígaro surpreende a jovem Barbarina à procura da agulha que selava a carta, que o Conde lhe havia confiado para a entregar a Susanna. Mas ela perdeu-a. Fígaro sabe então que Susanna se vai encontrar com o Conde, mas ignora o plano. Enfadado, convida Bartolo e Basílio a serem testemunhas desse encontro e adverte-os sobre a infidelidade das mulheres.

Chegam a Condessa e Susanna, com as vestes trocadas, e ocasiona-se um encontro complicado.

Cherubino, que tinha ficado com Barbarina, vê a Condessa – que estava disfarçada de Susanna – e tenta beijá-la, mas nesse momento chega o Conde e é ele que recebe o beijo. Este responde-lhe com uma bofetada, mas atinge Fígaro que se tinha acercado para ver o que se passava.

Para se vingar do Conde, Fígaro começa a cortejar Susanna, pensando ser a Condessa, mas quando a reconhece declara-lhe o seu amor e esta enfurece-se cobrindo-o de bofetadas já que não se apercebeu que tinha sido reconhecida pelo marido. Quando dá conta, o par abraça-se e isto ira o Conde, que confunde Susanna com a Condessa. Quando se apercebe da situação, o Conde pede perdão à esposa pelas suspeitas e pela sua má conduta. A Condessa perdoa-o e acaba tudo numa alegre festa.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) Le nozze di Figaro, K.492 — Original version, Vienna 1786

1. Sinfonia [5:04]

Act 1
2. “Cinque… dieci… venti…” [3:04]
3. “Se vuol ballare, signor Contino” [2:45]
4. “La vendetta, oh, la vendetta” [3:27]
5. “Non so più cosa son, cosa faccio” [3:03]
6. “Non più andrai” [4:11]

Act 2
7. “Porgi amor” [3:26]
8. “Voi che sapete” [3:14]
9. “Venite… inginocchiatevi…” [3:34]
10. “Susanna, or via, sortite” [4:09]

Act 3
11. “Crudel! perchè finora” [3:03]
12. “Hai già vinta la causa” – “Vedrò mentr’io sospiro” [4:42]
13. “E Susanna non vien!” – “Dove sono i bei momenti” [6:53]
14. Cosa mi narri?…Che soave zeffiretto [3:51]
15. Ecco la marcia – Andate amici [6:41]

Act 4
16. “L’ho perduta… me meschina!” [1:51]
17. “Tutto è disposto” – “Aprite un po’ quegli occhi” [4:37]
18. “Giunse alfin il momento” – “Deh vieni non tardar” [4:31]
19. “Gente, gente, all’armi” [5:36]

Bo Skovhus
Ildebrando d’ Arcangelo
Florian Boesch
Patrick Henckens
Eva Liebau
Christine Schäfer
Marie McLaughlin
Anna Netrebko
Dorothea Röschmann
Wiener Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt

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Ildebrando D’Arcangelo und Anna Netrebko.

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Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sonatas e Trio com Flauta – Wilbert Hazelzet

Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Sonatas e Trio com Flauta – Wilbert Hazelzet

Wilhelm Friedemann Bach

Sonatas e Trios com Flauta

Wilbert Hazelzet – Marion Moonen

Jaap ter Linden – Jacques Ogg

 

Wilhelm Friedemann foi o filho mais velho do casal Johann Sebastian e Maria Barbara. Era chamado por seu pai de Friede (Paz) e a sua educação devemos pelo menos o surgimento de obras como as Suítes Francesas, as Invenções a duas e a três Partes, o Cravo Bem Temperado e as Triosonatas para órgão. E foram efetivas essas obras pois no fim de sua vida Friede foi lembrado como um dos maiores organistas (e improvisador) de seu tempo.

Wilbert Hazelzet

Wilhelm Friedemann cresceu recebendo sólida formação musical de seu pai e teve oportunidade de prosseguir nos estudos, inclusive com formação acadêmica. Estudou Lei, Filosofia e Matemática na Universidade de Leipzig e estudou violino com Johann Gottlieb Graun. Mas nem tudo foram flores na vida do filho mais velho de Johann Sebastian. Ele teve dificuldade para manter seus empregos e morreu na pobreza. A reputação como cuidador da parte que lhe coube do acervo de seu pai não é impoluta. De qualquer forma, estamos em família aqui e não queremos ferir suscetibilidades. O compositor, amigo de Goethe e professor de Mendelssohn, Karl Friedrich Zelter, disse de Wilhelm Friedemann: ‘como compositor ele tinha o tic douloureux de ser uma pessoa original, se distanciando de seu pai e irmãos, recorrendo a relações tolas, mesquinhas e inúteis nas quais ele era facilmente reconhecido como quem fecha seus próprios olhos para se tornar invisível’.
Mas o que principalmente nos interessa aqui é a música, que é ótima! Um disco com música de câmera com flauta ou, eventualmente, flautas.

Jacques Ogg

Eu sei, há quem seja som-de-flauta-intolerante. Neste caso, aconselho que seja mastigada uma pastilha daquelas antes de encarar o disco ou que se ouça uma ou duas sonatas por vez… Garanto-vos, no entanto, os prazeres e as surpresas com a inventividade do compositor, assim como com a habilidade dos músicos e a qualidade da produção serão largamente compensadores.

Wilhelm Friedemann Bach (1710 – 1784)

Sonata para flauta e baixo contínuo em mi menor, F 52

1. Allegro ma non tanto
2. Siciliano
3. Vivace

Triosonata para duas flautas e baixo contínuo em lá menor, F 49

4. Allegro

Sonata para flauta e piano em fá maior

5. Largo
6. Allegretto
7. Allegro assai e scherzando

Triosonata para duas flautas e baixo contínuo em ré maior, F 48

8. Andante
9. Allegro
10. Vivace

Sonata para flauta e piano em fá maior, F 51

11. Allegro non troppo
12. Andantino
13. Vivace

Triosonata para duas flautas e baixo contínuo em ré maior, F 47

14. Allegro ma non troppo
15. Largo
16. Vivace

Wilbert Hazelzet, flauta

Marion Moonen, flauta [F 47, 48, 49]

Jacques Ogg, cravo ou piano

Jaap ter Linden, violoncelo [F 47, 48 e 52]

Produção de Bettina Gerber
Gravado em Janeiro de 2005 na Lutherse Kerk, Haarlem, Holanda
Observação: O piano usado na gravação é uma cópia de um Piano Silbermann de 1746.

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FLAC | 269MB

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MP3 | 320 KBPS | 152 MB

Quanto a observação deixada por Zelter, façamos como foi sugerido no livreto (que acompanha os arquivos da música): Vamos fechar nossos olhos às suas falhas enquanto abrimos o mais que pudermos nossos ouvidos para a sua música. Seu tic douloureux não lhes causara qualquer mal.

Aproveite!

René Denon

Lebègue / Marais / Couperin / Rameau: Folies

Lebègue / Marais / Couperin / Rameau: Folies

Um bonito disco de música francesa para viola da gamba. Ele traz grandes compositores dos séculos XVII e XVIII. Algumas peças são transcrições. A viola da gamba costumava aparecer em conjuntos ou acompanhada por alaúde. É claro que a formação em duo (ou com mais membros) era muito utilizada pelas famílias. A viola da gamba baixo foi muito usada para complementar o cravo no baixo contínuo. Foi o instrumento favorito de Luís XIV e ficou associado à corte e à França (como o violino à Itália). Compositores como Marin Marais e Sainte-Colombe escreveram músicas complexas para virtuosos do instrumento. Entretanto, as violas da gamba foram caindo no desuso à medida que as salas de concerto ficaram maiores e a tonalidade mais alta e mais penetrante dos instrumentos da família do violino se tornou mais popular. Porém, nos últimos cem anos, a viola da gamba e seu repertório foram revividos pelos entusiastas de música barroca e de música renascentista.

E, como eu adoro uma Folia, acho que o destaque do disco é a última faixa. Ao lado é claro, de Le Dodo, a terceira.

Lebègue / Marais / Couperin / Rameau: Folies

1 – Nicolas-Antoine Lebègue – Les cloches

2 – Marin Marais – Les Voix Humaines, for viola da gamba & continuo in D major

3 – François Couperin – Le Dodo, ou L’Amour au berceau, for harpsichord
4 – François Couperin – Muséte de Choisi et Muséte de Taverni

5 – Jean-Philippe Rameau – La Coulicam, for harpsichord, violin & viol
6 – Jean-Philippe Rameau – La Livri, for harpsichord, violin & viol
7 – Jean-Philippe Rameau – Le Vézinet, for harpsichord, violin & viol

8 – François Couperin – Le Trophée, for harpsichord
9 – François Couperin – Airs pour la suite du Trophée
10 – François Couperin – Le Point du jour, Allemande, for harpsichord
11 – François Couperin – L’Anguille, for harpsichord

12 – Marin Marais – La Muzette, for viola da gamba & continuo in G major
13 – Marin Marais – Couplets de folies (Les folies d’Espagne), for viola da gamba & continuo in D minor

Les Voix Humaines:
Susie Napper (viola da gamba)
Margaret Little (viola da gamba)

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‘Uma jovem mulher tocando uma viola da gamba’, pintura de Gerrit van Honthorst (1592-1656)

PQP