Mieczysław Weinberg (1919-1996): Sonata No. 3 Op. 126 / Trio Op. 48 / Concertino Op. 402 / Symphony No. 10 Op. 98 (Kremerata Baltica] – Dainius Rudvalis (faixas: 2-1 to 2-8) Double Bass [Kremerata Baltica, Kremer)

Mieczysław Weinberg (1919-1996): Sonata No. 3 Op. 126 / Trio Op. 48 / Concertino Op. 402 / Symphony No. 10 Op. 98 (Kremerata Baltica] – Dainius Rudvalis (faixas: 2-1 to 2-8) Double Bass [Kremerata Baltica, Kremer)

A gente ouve Weinberg e logo pensa em Shostakovich. Mas num Shosta mais modesto do ponto de vista artístico. A relação entre a música de Mieczysław Weinberg e Dmitri Shostakovich é uma das mais fascinantes e complexas da música do século XX. A conexão começou em 1943, quando Weinberg, então um jovem compositor refugiado da Polônia na União Soviética, enviou sua Primeira Sinfonia a Shostakovich. Impressionado, Shostakovich não só o ajudou a se mudar para Moscou, como se tornou seu amigo mais próximo e mentor. Weinberg declarou: “Embora eu nunca tenha tido aulas com ele, considero-me seu aluno, sua carne e seu sangue”. Esta frase resume a dívida artística que sentia, mas a realidade é que o intercâmbio de ideias era uma via de mão dupla. A influência de Shostakovich na música de Weinberg pode ser percebida em diversos aspectos. Primeiramente pela estética compartilhada: ambos viveram sob a opressão do regime soviético, e essa experiência se traduziu em uma música de grande tensão emocional, ironia amarga, e uma profunda introspecção. Eles compartilhavam uma visão similar sobre o “papel da música” como um testemunho de seu tempo. Depois pela linguagem musical: é possível encontrar paralelos no uso de certos gestos musicais, como melodias líricas e melancólicas, scherzos grotescos e frenéticos, e uma predileção por formas como a passacaglia. E finalmente pela música judaica: Um dos elos mais fortes foi o interesse comum pela música folclórica judaica. Weinberg, filho de um diretor musical de teatro iídiche, trouxe essa herança em sua obra. Acredita-se que ele tenha sido uma fonte crucial para o florescimento do interesse de Shostakovich por esses temas, que resultou em obras-primas como o Segundo Trio com Piano e o ciclo “Da Poesia Popular Judaica”.

Mieczysław Weinberg (1919-1996): Sonata No. 3 Op. 126 / Trio Op. 48 / Concertino Op. 402 / Symphony No. 10 Op. 98 (Kremerata Baltica] – Dainius Rudvalis (faixas: 2-1 to 2-8) Double Bass [Kremerata Baltica, Kremer)

1-1 Sonata No. 3 Op. 126 22:14

Trio Op. 48
1-2 Allegro Con Moto 5:57
1-3 Andante 4:23
1-4 Moderato Assai 4:26

Sonatina Op. 46
1-5 Allegretto 4:11
1-6 Lento 5:18
1-7 Allegro Moderato 3:49

Concertino Op. 42
2-1 Allegretto Cantabile 5:42
2-2 Lento 5:30
2-3 Allegro Moderato Poco Rubato 4:39

Symphony No. 10 Op. 98
2-4 Concerto Grosso. Grave 9:34
2-5 Pastorale. Lento 8:52
2-6 Canzona. Andantino 8:16
2-7 Burlesque. Allegro Molto 3:15
2-8 Inversion. L’Istesso Tempo 4:37

Concertmaster [Kremerata Baltica] – Gidon Kremer (faixas: 2-4 to 2-8)
Double Bass [Kremerata Baltica] – Dainius Rudvalis (faixas: 2-1 to 2-8)
Double Bass [Kremerata Baltica], Leader [Alternating Group Leader] [Kremerata Baltica] – Danielis Rubinas (faixas: 2-1 to 2-8)
Orchestra – Kremerata Baltica (faixas: 2-1 to 2-8)
Piano – Daniil Trifonov (faixas: 1-5 to 1-7)
Soloist, Viola – Daniil Grishin (faixas: 1-2 to 1-4)
Soloist, Violin – Gidon Kremer (faixas: 1-1 to 2-3)
Soloist, Violoncello – Giedrė Dirvanauskaitė* (faixas: 1-2 to 1-4)
Viola [Kremerata Baltica] – Daniil Grishin (faixas: 2-1 to 2-8), Ingars Ģirnis (faixas: 2-1 to 2-8), Santa Vižine (faixas: 2-1 to 2-8), Vidas Vekerotas (faixas: 2-1 to 2-8), Zita Zemoviča (faixas: 2-1 to 2-8)
Viola [Kremerata Baltica], Leader [Alternating Group Leader] [Kremerata Baltica] – Daniil Grishin (faixas: 2-1 to 2-8)
Violin [Kremerata Baltica] – Agnė Doveikaitė-Rubinė* (faixas: 2-1 to 2-8), Andrei Valigura (faixas: 2-1 to 2-8), Dainius Peseckas (faixas: 2-1 to 2-8), Madara Pētersone (faixas: 2-1 to 2-8), Marie-Helen Rannat (faixas: 2-1 to 2-8), Nikita Borisoglebskiy* (faixas: 2-1 to 2-8), Rasa Vosyliūtė-Mickūnienė* (faixas: 2-1 to 2-8), Sanita Zariņa (faixas: 2-1 to 2-8), Simona Venslovaitė (faixas: 2-1 to 2-8)
Violin [Kremerata Baltica], Concertmaster [Kremerata Baltica] – Džeraldas Bidva* (faixas: 2-1 to 2-8)
Violin [Kremerata Baltica], Leader [Alternating Group Leader] [Kremerata Baltica] – Jana Ozoliņa* (faixas: 2-1 to 2-8)
Violoncello – Giedrė Dirvanauskaitė* (faixas: 1-2 to 1-4)
Violoncello [Kremerata Baltica] – Gunta Ābele (faixas: 2-1 to 2-8), Pēter Cirkšis* (faixas: 2-1 to 2-8), Rūta Tamutytė (faixas: 2-1 to 2-8)
Violoncello [Kremerata Baltica], Leader [Alternating Group Leader] [Kremerata Baltica] – Giedrė Dirvanauskaitė* (faixas: 2-1 to 2-8)

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Um sub-Shosta?

PQP

¡Que viva la Reina! – Martha Argerich, 84 anos [Rendez-vous with Martha Argerich, vol. 3]

Mais um outono para a Rainha, e desta feita ela nos presenteia com gravações novas – tão novas, claro, quanto podem ser as de alguém tão avessa aos estúdios e afeita a dividir a ribalta com jovens colegas e os parceiros de sempre. Estas que ora lhes apresento foram feitas algumas semanas depois do seu octagésimo aniversário, em junho de 2021, no festival que Martha vem consolidando em Hamburgo e no qual desfruta do privilégio de selecionar a pinça o tradicional petit comité que tem garantido muito de sua longeva alegria em pisar palcos.

No que tange a Sua Majestade, o melhor que ela nos oferece nesses volumes são a leitura da sonata Op. 30 no. 3 de Beethoven, com Renaud Capuçon – seu mais frequente e afiado parceiro ao arco, nos últimos anos -, um ebuliente Segundo Concerto de Ludwig, e o belíssimo Trio de Mendelssohn, ao lado de Mischa Maisky e da über-diva Anne-Sophie Mutter. A família Margulis – Jura, Alissa e Natalia – traz um azeitadíssimo Trio “Fantasma” e um mui tocante “Canto dos Pássaros”, joia folclórica catalã posta em pauta por Pau Casals. O variado cardápio também inclui as “Canções e Danças da Morte” de Mussorgsky, com o ótimo baixo Michael Volle, e uma Sonata para dois pianos e percussão de Bartók para a qual a Rainha, que tanto a tocou com nosso Nelson Freire, convidou seu outro Nelson favorito, o compatriota Goerner. O melhor retrogosto, entretanto, não foi o que veio de dedos hermanos, e sim das diminutas mãos de Maria João em Schubert – que maravilhosos, os dois improvisos! – e da última apresentação pública de Nicholas Angelich, um brahmsiano que sempre honrou o grande hamburguense e fez da Segunda Sonata para viola e piano seu canto de cisne.

ooOoo

Uma breve nota: a partir de hoje, mudarei a maneira de compartilhar música com os leitores-ouvintes. Cansei de ver a pedra rolar tantas vezes morro abaixo. Não farei mais comentários. Que venham os tomates.

Disco 1

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sete Variações para violoncelo e piano sobre “Bei Männern, welche Liebe fühlen”, da ópera “Die Zauberflöte” de Wolfgang Amadeus Mozart, WoO 46
1 – Thema. Andante
2 – Variation I
3 – Variation II
4 – Variation III
5 – Variation IV
6 – Variation V: Si prenda il tempo un poco più vivace
7 – Variation VI. Adagio
8 – Variation VII. Allegro ma non troppo

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich,
piano

Das Três Sonatas para violino e piano, Op. 30:
Sonata no. 3 em Sol maior
9 – Allegro assai
10 – Tempo di Minuetto, ma molto moderato e grazioso
11 – Allegro vivace

Renaud Capuçon,
violino
Martha Argerich,
piano

Dos Dois Trios para piano, violino e violoncelo, Op. 70:
No. 1 em Ré maior, “Fantasma”
12 – Allegro vivace e con brio
13 – Largo assai ed espressivo
14 – Presto

Alissa Margulis, violino
Natalia Margulis, violoncelo
Jura Margulis, piano


Disco 2

Ludwig van BEETHOVEN

Concerto para piano e orquestra no. 2 em Si bemol maior, Op. 19
1 – Allegro con brio
2 – Adagio
3 – Rondo. Molto allegro

Martha Argerich, piano
Symphoniker Hamburg
Sylvain Cambreling
, regência

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN-Bartholdy (1809-1847)

Trio para piano, violino e violoncelo no. 1 em Ré menor, Op. 49
4 – Molto allegro agitato
5 – Andante con moto tranquillo
6 – Scherzo: Leggiero e vivace
7 – Finale: Allegro assai appassionato

Anne-Sophie Mutter, violino
Mischa Maisky
, violoncelo
Martha Argerich
, piano

Johannes BRAHMS (1833-1897)

Das Duas Sonatas para clarinete e piano, Op. 120 (transcritas para viola e piano pelo compositor):
Sonata no. 2 em Mi bemol maior
8 – Allegro amabile
9 – Allegro appassionato
10 – Andante con moto – Allegro – Più tranquillo

Gérard Caussé, viola
Nicholas Angelich,
piano


Disco 3

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)

Dos Improvisos para piano, D. 935 (Op. Posth. 142):
No. 2 em Lá bemol maior
1 – Allegretto
No. 3 em Si bemol maior, “Rosamunde”
2 – Andante

Sonata para piano em Lá maior, D. 664
3 – Allegro moderato
4 – Andante
5 – Allegro

Maria João Pires, piano

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)

Sonata para piano a quatro mãos em Dó maior, K. 521
6 – Allegro
7 – Andante
8 – Allegretto

Martha Argerich e Maria João Pires, piano


Disco 4

Pau CASALS i Defilló (1876-1973)

1 – El Cant dels Ocells, para violino, violoncelo e piano

Alissa Margulis, violino
Natalia Margulis,
violoncelo
Jura Margulis,
piano

Manuel de FALLA y Matheu (1876-1946)

Suite Popular Espanhola, para violino e piano
2 – El Paño Moruno
3 – Nana
4 – Canción
5 – Polo
6 – Asturiana
7 – Jota

Tedi Papavrami, violino
Maki Okada, piano

César-Auguste-Jean-Guillaume-Hubert FRANCK (1822-1890)

Quinteto em Fá menor para dois violinos, viola, violoncelo e piano
8 – Molto moderato quasi lento – Allegro
9 – Lento, con molto sentimento
10 – Allegro non troppo ma con fuoco

Akiko Suwanai e Tedi Papavrami, violinos
Lyda Chen, viola
Alexander Kniazev, violoncelo
Evgeni Bozhanov, piano


Disco 5

Astor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)

1 – Le Grand Tango

Gidon Kremer, violino
Georgijs Osokins, piano

Leonard BERNSTEIN (1918-1990)

Danças Sinfônicas de West Side Story, para dois pianos
2 – Prologue
3 – Somewhere
4 – Scherzo
5 – Mambo
6 – Cha-cha
7 – Meeting Scen
8 – Cool Fugue
9 – Rumble Track
10 – Finale

Anton Gerzenberg e Daniel Gerzenberg, pianos

Astor PIAZZOLLA

[Las] Estaciones Porteñas,para violino, violoncelo e piano
11 – Invierno Porteño
12 – Verano Porteño
13 – Otoño Porteño
14 – Primavera Porteña

Tedi Papavrami, violino
Eugene Lifschitz, violoncelo
Alexander Gurning, piano


Disco 6

Modest Petrovich MUSSORGSKY (1839-1881)

“Canções e Danças da Morte”
1 – Kolybel’naya [“Acalanto”]
2 – Serenada [Serenata]
3 – Trepak
4 – Polkovodets [“O Marechal de Campo”]

Michael Volle, baixo-barítono
Daniel Gerzenberg, piano

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)

Sonata para dois pianos e percussão, Sz 110
5 – Assai lento
6 – Lento, ma non troppo
7 – Allegro non troppo

Martha Argerich e Nelson Goerner, pianos
Alexej Gerassimez e Lukas Böhm, percussão

Arno Harutyuni BABAJANYAN (1921-1983)

Trio em Fá sustenido menor para violino, violoncelo e piano
8 – Largo – Allegro espressivo – Maestoso
9 – Andante
10 – Allegro vivace

Michael Guttman, violino
Jing Zhao, violoncelo
Elena Lisitsian, piano

Disco 7

Dmitri Dmitriyevich SHOSTAKOVICH (1906-1975)

Sonata em Ré menor para violoncelo e piano, Op. 40
1 – Allegro non troppo
2 – Allegro
3 – Largo
4 – Allegro

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Sergei Sergeiyevich PROKOFIEV (1891-1953)

Sonata em Ré maior para flauta e piano, Op. 94
5 – Moderato
6 – Presto – poco meno mosso
7 – Andante
8 – Allegro con brio – poco meno mosso

Susanne Barner, flauta
Martha Argerich, piano

Dmitri SHOSTAKOVICH

9 – Concertino em Lá menor para dois pianos, Op. 94

Martha Argerich e Lilya Zilberstein, pianos

Mieczysław WEINBERG (1919-1996)

Doze Miniaturas para flauta e piano, Op. 29
10 – Improvisação
11 – Arietta
12 – Burlesque
13 – Capriccio
14 – Noturno
15 – Valsa
16 – Ode
17 – Duo
18 – Étude
19  – Intermezzo
20 – Pastorale

Susanne Barner, flauta
Akane Sakai, piano

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Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

Um disco mais ou menos de um compositor mais ou menos. Mieczysław Weinberg (também Moisey ou Moishe Vainberg, Moisey Samuilovich Vaynberg) foi um compositor soviético de origem polonesa-judaica. A partir de 1939, viveu na União Soviética e na Rússia e perdendo a maior parte de sua família no Holocausto. Deixou enorme obra que inclui vinte e duas sinfonias e dezessete quartetos de cordas. Acho que este disco interessa mais aos estudantes de violino moderno. Há bons momentos — como aquele em que Weinberg cita Shostakovich — e outros bem rotineiros, apesar dos esforços de Gidon Kremer.

Mieczysław Weinberg (1919-1996): 24 Prelúdios para Violino Solo, Op. 100

1 Prelude No. 1 2:10
2 Prelude No. 2 1:20
3 Prelude No. 3 1:07
4 Prelude No. 4 1:59
5 Prelude No. 5 2:33
6 Prelude No. 6 1:01
7 Prelude No. 7 1:44
8 Prelude No. 8 1:01
9 Prelude No. 9 1:35
10 Prelude No. 10 1:50
11 Prelude No. 11 1:56
12 Prelude No. 12 2:50
13 Prelude No. 13 1:41
14 Prelude No. 14 0:59
15 Prelude No. 15 4:00
16 Prelude No. 16 1:54
17 Prelude No. 17 2:22
18 Prelude No. 18 3:14
19 Prelude No. 19 2:02
20 Prelude No. 20 2:02
21 Prelude No. 21 1:44
22 Prelude No. 22 1:11
23 Prelude No. 23 2:15
24 Prelude No. 24 3:16

Gidon Kremer, violin

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Shosta, Weinberg e uma bela cabeça de mulher.

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