A palavra gagliarda deriva do francês antigo gaillart e do provençal galhart, possuindo provável raiz celta (gal, que significa “força” ou “energia”)

O título do disco – Três séculos de música italiana – pode parecer propaganda enganosa, afinal três séculos é um bocado de tempo para se enfiar em um CD, mas se olharmos para o rol dos compositores – e o período no qual eles viveram – a conta fecha.
O mais antigo é Giovanni Maria Radino, de quem não sabemos a data exata de nascimento, mas estima-se por volta de 1550. O disco traz quatro elegantes gagliardas compostas por ele – lindas, vigorosas, mostrando todo o frescor e a inventividade da música daqueles dias.
Não faltam obras de Corelli, Frescobaldi, Domenico Scarlatti (mesmo que apenas uma sonata) e Vivaldi. Se bem que o conjunto de sonatas sob o título Il Pastor Fido pode ter sido colocado na conta do Padre Vermelho por conta do sucesso de venda de suas músicas impressas. Mas, com tantas belezuras, você vai se importar?
De um dos mais recentes compositores, Francesco Maria Veracini, temos uma sonata composta para violino e contínuo, mas aqui interpretada lindamente à flauta pelo ótimo Ashley Solomon.
Arcangelo Corelli (1653 – 1713)
12 Violin Sonatas, Op. 5 No. 4, Sonata in F Major
- Adagio
- Allegro
- Vivace
- Adagio
- Allegro
Giovanni Maria Radino (c.1550 – 1607)
Four Gagliarda
- Gagliarda prima
- Gagliarda seconda
- Gagliarda terza
- Gagliarda quarta
Ottavio Bariolla (1573 – 1619)
- Canzon Vigesima et ultima
Girolamo Frescobaldi (1583 – 1643)
- Toccata per Spinettina e Violino
Francesco Maria Veracini (1690 – 1768)
Violin Sonata in E Minor, I.A.5.I / 6
- Fantasia. Largo
- Allemanda. Larghetto
- Pastorale. Adagio
- Gigo. Allegro
Bernardo Storace (1637 – 1707)
- Ciaccona in C Major
Francesco Barsanti (1690 – 1772)
6 Sonatas, Op. 1 No. 2 Sonata in C Major
- Adagio
- Allegro
- Largo
- Presto
Domenico Scarlatti (1685 – 1757)
- Sonata in D Major, K. 281: Andante
Antonio Vivaldi (1678 – 1741)
Il pastor fido, Op.13 No. 4 Sonata in A Major
- Preludio. Largo
- Allegro ma non presto
- Pastorale ad libitum
- Allegro
Ashley Solomon, flauta ou flauta doce
Terence Charlston, órgão ou cravo
Jan Spencer, violoncelo
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O disco pode também ser ouvido em alguma das plataformas de streaming, como Qobuz ou Tidal…
Active as a soloist and chamber musician, Ashley is the director of Florilegium, and much of his time is spent working and performing with this ensemble that he co-founded in 1991. As a soloist, he has performed worldwide, including concertos in the Sydney Opera House, Esplanade (Singapore), Teatro Colon (Buenos Aires), Concertgebouw (Amsterdam), Konzerthaus (Vienna), Beethoven-Haus (Bonn) and Frick Collection (New York). He also records as a solo artist with Channel Classics, and his recording of the complete Bach’s Flute Sonatas was voted the best overall version of these works on either modern or period flute by Gramophone Magazine (February 2017):
Trecho da página ContinuoConnect
In 1996, he expanded his exploration of Italian music with Il Flauto Dolce: Italian Music from Three Centuries on Meridian, a collection spanning Renaissance, Baroque, and early Classical periods, including sonatas and canzonas by composers like Giovanni Paolo Cima (?) and Arcangelo Corelli. Accompanied by harpsichordist Terence Charlston and organist Jan Spencer, the album demonstrated Solomon’s command of the recorder across stylistic evolutions, from polyphonic Renaissance forms to more expressive Baroque lines.
Trecho da página Grokipedia
Aproveite!
René Denon







Este CD mereceu atenção especialíssima da Gramophone há alguns anos. Puxa, e ele é mesmo bom pra caraglio. Valeu o pequeno investimento. A música de Veracini é inteiramente italiana e de qualidade extraordinária e seu trabalho sobre a Sonata de Corelli é o melhor do CD. É para se ouvir de joelhos. Francesco Maria Veracini (1690-1768) viajou frequentemente pela Europa, tendo sido um dos primeiros violinistas freelancers, numa altura em que o grande objetivo de qualquer músico era obter um posto permanente (veja-se o caso de Bach, por exemplo, de quem Veracini foi contemporâneo). Nascido no seio de uma família de violinistas, fez os estudos musicais com o tio, Antonio Veracini (1659-1733), e não tardou que iniciasse a ronda europeia: Veneza (1711-1712), Londres (1714), Dusseldorf (1715), Londres de novo, Dresden (1717-1722), Florença (1723-33) e regresso a Londres (1741-1745). O virtuosismo de Veracini está bem expresso nos escritos do historiador inglês Charles Burney (1726-1814), um antigo aluno de Thomas Arne (1710-1778): “The year 1714 was rendered an important period for the progress of the violin in this country by the arrival of Geminiani and Veracini, as the abilities of these masters confirmed the sovereignity of the instrument over all others, in our theatres and concerts”. À carreira de violinista, que lhe trouxe fama e fortuna, Veracini juntou a de compositor, tendo escrito música vocal (óperas, cantatas, oratórios, canções), concertos e sonatas para violino (à volta de 60). Veracini faleceu no dia 31 de Outubro de 1768.

























