Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Quartetos para Cordas – Cds 1 e 2 de 8 – Quarteto Ittaliano

Já estou planejando postar estes quartetos de cordas de Mozart há algum tempo. A caixa tem 8 cds, vou tentar botar dois de cada vez, assim vai mais rápido e não embola a fila de futuras postagens.
Esta caixa faz parte da monumental série comemorativa dos 200 anos de morte de Mozart que a Phillips lançou em 1991. São cento e oitenta cds, acho, não lembro e nunca parei para contá-los.
Só sei que é Mozart e é o que importa. E esta integral dos quartetos são uma oportunidade para entendermos a evolução de Mozart enquanto compositor. A interpretação está a cargo do excelente conjunto Quartetto Italiano. É uma série para se baixar, guardar e ouvir aos poucos, sem pressa.

CD 1

01 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 1. Adagio
02 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 2. Allegro
03 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 3. Minuetto
04 – String Quartet No.1 In G Major, KV 80-73f – 4. Rondeau
05 – String Quartet No.2 In D Major, KV 155-134a – 1. Allegro
06 – String Quartet No.2 In D Major, KV 155-134a – 2. Andante
07 – String Quartet No.2 In D Major, KV 155-134a – 3. Molto Allegro
08 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 1. Presto
09 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 2. Adagio
10 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 3. Tempo Di Menuetto
11 – String Quartet No.3 In D Major, KV 156-134b – 2. Adagio (Original Version)
12 – String Quartet No.4 In C Major, KV 157 – 1. Allegro
13 – String Quartet No.4 In C Major, KV 157 – 2. Andante
14 – String Quartet No.4 In C Major, KV 157 – 3. Presto
15 – String Quartet No.5 In C Major, KV 158 – 1. Allegro
16 – String Quartet No.5 In C Major, KV 158 – 2. Andante Un Poco Allegretto
17 – String Quartet No.5 In C Major, KV 158 – 3. Tempo Di Minuetto

CD 2

01 – String Quartet No.6 In B Flat Major, KV 159 – 1. Andante
02 – String Quartet No.6 In B Flat Major, KV 159 – 2. Allegro
03 – String Quartet No.6 In B Flat Major, KV 159 – 3. Rondo. Allegro Grazioso
04 – String Quartet No.7 In E Flat Major, KV 160-159a – 1. Allegro
05 – String Quartet No.7 In E Flat Major, KV 160-159a – 2. Un Poco Adagio
06 – String Quartet No.7 In E Flat Major, KV 160-159a – 3. Presto
07 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 1. Allegro
08 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 2. Andante
09 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 3. Menuetto
10 – String Quartet No.8 In F Major, KV 168 – 4. Allegro
11 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 1. Molto Allegro
12 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 2. Andante
13 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 3. Menuetto
14 – String Quartet No.9 In A Major, KV 169 – 4. Rondeaux. Allegro

Quartetto Italiano

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FDPBach

Fasch / Haydn / Kohaut / Hagen: Concertos para alaúde

Maravilhoso disco, principalmente o concerto de Fasch, cujo Andante é belíssimo. Fasch (1688-1758) foi um contemporâneo de papai Bach e Telemann, mas já exibe sinais do estilo próximo clássico. A interação dos instrumentos no disco inteiro é fascinante e a textura do som criado por este grupo é muito envolvente. Impossível ouvi-lo uma vez só. Chiara Banchini é uma violinista inacreditável, e Hopkinson Smith (frequente parceiro de Savall) exibe excelente técnica e grande sensibilidade como solista.

Fasch / Haydn / Kohaut / Hagen: Concertos para alaúde

Johann Friedrich Fasch*: Concerto in d-minor for lute, 2 violin, alto & b.c.
1. Con in d: Allegro Moderato
2. Con in d: Andante
3. Con in d: Un Poco Allegro

Joseph Haydn: Cassation in C-major for lute oblige, violon & cello
4. Cassation in C: Presto
5. Cassation in C: Minuetto – Trio
6. Cassation in C: Adagio
7. Cassation in C: Finale. Presto

Carl Kohaut: Concerto in F-major for lute, 2 violins & cello
8. Con in F: Allegro
9. Con in F: Adagio
10. Con in F: Tempo Di Minuetto

Bernhard Joachim Hagen: Concerto in A-major for lute, 2 violins & cello
11. Con in A: Allegro Moderato
12. Con in A: Largo
13. Con in A: Allegro

Hopkinson Smith, lute

Chiara Banchini, violin
David Plantier, violin
David Courvoisier, viol
Roel Dieltiens, cello piccolo

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Baixem logo porque os 50 GB diários do Rapidshare se esgotam rapidamente… Os 50 Gb de tráfego diário são zerados às 21h, horário do Brasil. Depois do meio dia fica difícil. Ou compre uma conta Rapid Pro, seu avarento. É quase de graça e você poderá baixar os 935 CDs que já subi e mais os do Avicenna, tolinho, a qualquer hora e vários ao mesmo tempo. Se você não pode gastar alguns poucos reais, bem, chegue cedo para não ver a mensagem File owner’s public traffic exhausted.

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Symphony nº 2 in B Flat Major, op. 52 “Hymn of Praise”

LINK ATUALIZADO !! POSTAGEM REALIZADA EM 05/05/08 …
Por algum motivo desconhecido, esta sinfonia é uma das menos conhecidas do repertório mendelssohniano. Belíssima em sua forma é, na definição do próprio compositor, “uma Sinfonia-Cantata, baseada em textos da Bíblia, para solistas, coro e Orquestra”. Foi composta por ocasião das comemorações dos 400 anos de aniversário da grande invenção de Gutemberg, a imprensa.

Particularmente, essa sinfonia me era desconhecida, até ter acesso à essa gravação de Abbado ha pouco mais de 2 anos atrás. Existem pouquíssimas gravações dela, comparando com três últimas. O motivo? Sei lá. Os executivos das gravadoras é que precisariam explicar. Os corais são belíssimos, assim como as árias solistas. A orquestração é riquíssima, e em muitos momentos pode-se verificar uma forte influência dos corais bachianos. Não esqueçamos que foi Mendelssohn quem “redescobriu” Bach para a Europa das primeiras décadas do século XIX. Diria até que esta sinfonia é um tanto quanto ambiciosa em sua proposta, mas tem vários momentos magníficos.

As sopranos Elizabeth Konnel e Karita Mattila, e o tenor Hanz Peter Blochwitz, desconhecidos até então para mim, têm belíssimas vozes, e o London Symphony Chorus também é excelente. A direção, como sempre, é de Claudio Abbado, num dos melhores registros de sua carreira.

Para quem se interessar, a letra das árias está aqui.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Symphony nº 2 in B Flat Major, op. 52 “Hymn of Praise”

01 I. Sinfonia – Maestoso con moto-Allegro-Maestoso con moto come I
02 Allegretto un poco agitato
03 Adagio religioso
04 II. Allergo moderato maestoso – Allegro di molto
05 Molto piu moderato ma con fuoco
06 III. Recitativo
07 Allegro moderato
08 IV. Chor. A tempo moderato
09 V. Andante
10 VI. Allegro un poco agitato – Allegro assai agitato – Tempo I moderato
11 VII. Allegro maestoso e molto vivace
12 VIII. Choral. Andante con moto – Un poco piu animato
13 IX. Andante sostenuto assai
14 X. Allegro non tropo – Piu vivace – Maestoso come I

Elizabeth Konnel, Karita Mattila – Sopranos
Hanz Peter Blochwitz – Tenor

London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado

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Nicolo Paganini (1782-1840) – Violin Concerto n°1 in D major, op. 6, Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concerto n° 8 in A Minor, op. 47 – Hahn, SRSO, Oue

Depois que nos acostumamos com a impressionante performance de Salvatore Accardo tocando os concertos de Paganini, outras gravações nos soam estranhas, com aquela sensação de que falta alguma coisa.

Não posso considerar Hilary Hahn uma novata, ao contrário, desde praticamente sua adolescência ela frequenta os palcos do mundo inteiro e estúdios de gravação. Mas claro, falta-lhe a experiência dos mais velhos. Mas digamos que o que lhe falta desta experiência sobra em ousadia e a impetuosidade da juventude. Paganini é para poucos, eu diria. O cara escreveu seis concertos para violino que são verdadeiras armadilhas para o solista. Pedreira em cima de pedreira. Muitos o acusam de ter deixado o violino muito em destaque e consideram sua orquestração fraca. Um Liszt do violino. Mas convenhamos, o cara era o maior violinista de seu tempo, e alguns até dizem que foi o maior de todos, assim como Liszt também era o grande nome de seu tempo e claro que sua preocupação era o show, as piroctenias e o exibicionismo, característicos de sua personalidade, segundo os biógrafos.

Voltando a Hilary Hahn concordo com as quatro estrelas da amazon, e digo mais: não dou mais porque achei fraco o desempenho da orquestra e de seu regente. Han fez direitinho o dever de casa, mas o tal de Eiji Oue aparentemente faltou à algumas aulas. mas não estraga o geral. Um disco do cacete para aqueles que gostam de violino e de virtuosismo e técnicas elevadas á enésima potência.

Ah, tem o Concerto de Louis Spohr. Conheço pouco sobre ele, sei que foi contemporâneo de Paganini e de Beethoven, e que teria trabalhado por um tempo com o próprio Beethoven quando este compunha seu Trio op. 70, n°1, “Ghost”. Maiores informações sobre esse compositor podem ser encontradas em http://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Spohr .

01 Paganini – Violin Concerto No. 1 – I Allegro maestoso
02 II Adagio
03 III Rondo. Allegro spirituoso
04 Spohr L. – Violin Concerto No. 8 – I Allegro molto
05 II Adagio
06 III Allegro moderato

Hilary Hahn – Violin
Swedish Radio Symphony Orchestra
Eiji Oue – Conductor

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FDPBach

Canções Brasileiras: músicas para piano e canto de 11 compositores nacionais [link atualizado 2017]

Lindo!!!

Meu Deus (sim, não sou ateu)!
Faz quase dois meses que não posto nenhum álbum. Tive que viajar muito, mudei de cidade, deixei São Carlos para trás… Mas agora as coisas estão se organizando de novo e volto a colocar alguma coisa aqui neste espaço. Espero que este retorno seja bem recebido: mais música brasileira compartilhada na blogosfera.

O CD escolhido para este retorno é esta belezinha aqui: o Canções Brasileiras, canções estas muito bem interpretadas pelo piano elegante de Scheilla Glaser e a voz límpida de Sandra Félix. O repertório foi muito bem lapidado, escolhido e trabalhado: é um álbum que tem conjunto, ainda que sejam obras de vários compositores.

Eu destacaria a beleza melódica, em especial, da Canção de Ninar de Francisco Mignone, do Coração Triste de Alberto Nepomuceno (letra de Machado de Assis), da Valsinha Marajó de Waldemar Henrique e da Valsinha de Roda de Edmundo Villani-Côrtes. São as obras com maior candura do conjunto, amáveis. Mas talvez você leitor/ouvinte, goste mais de outras obras deste CD. Por via das dúvidas, escute-o todo, de cabo a rabo: tenho a plena certeza que vais gostar muito!

Ah, creditando: os fonogramas foram esplendorosamente cedidos pelo Raphael Soares, defensor perpétuo de Waldemar Henrique. Valeuzaço, Raphael.

Ouça, ouça! É uma joia! Deleite-se!

Canções Brasileiras

Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
1. Toada pra você
2. Meu Coração
Francisco Mignone (São Paulo, SP, 1897 – Rio de Janeiro, RJ, 1986)
3. Quando uma flor desabrocha
4. Cantiga de Ninar
Osvaldo Lacerda (São Paulo, SP, 1927 – 2011)
5. Minha Maria (letra de Castro Alves)
6. Cantiga I
7. Canção do Exílio (letra de Gonçalves Dias)
Ronaldo Miranda (Rio de Janeiro, RJ, 1948)
8. noite e dia
9. Cantares
Mozart Camargo Guarnieri (Tietê, SP, 1907 – São Paulo, SP, 1993)
10. Vai, Azulão (letra de Manuel Bandeira)
11. Canção Ingênua
Antônio Ribeiro (Cataguases, MG, 1971)
12. Trovas
13. Retrato (letra de Cecília Meirelles)
Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
14. Conselhos
15. Suspiro d’alma
Alberto Nepomuceno (Fortaleza, CE, 1864 – Rio de Janeiro, RJ, 1920)
16. Soneto
17. Coração Triste (letra de Machado de Assis)
Edmundo Villani-Côrtes (Juiz de Fora, MG, 1930)
18. Valsinha de Roda
19. Modinha da Moça de Antes
20. Baile Imaginário
Waldemar Henrique (Belém, PA, 1905-1995)
21. Valsinha do Marajó
Leopoldo Hakel Tavares (Satuba, AL, 1896 – Rio de Janeiro, RJ, 1969)
22. Azulão  (letra de Manuel Bandeira)

Sandra Félix, soprano
Scheilla Glaser, piano
2000

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Partituras e outros que tais? Clique aqui

A equipe do P.Q.P.Bach recomenda: Cante! Espante os males!

Bisnaga

Robert Schumann – The Complete Piano Trios – Beaux Arts Trio

Por algum motivo este excepcional CD duplo do incrível Beaux Arts Trio nunca havia sido postado. Uma falha tremenda, que não consigo entender. Tanto eu quanto PQP trouxemos outras gravações excelentes principalmente do Quinteto op. 44 e do Quarteto op. 47, mas não com este grupo, considerado por muitos o melhor conjunto de câmara que já surgiu, o Beaux Arts Trio, que trazem dois músicos convidados, o Violista Samuel Rhodes e o violinista Dolph Betelheim.

Mas vamos suprir esta falta.

CD 1

1. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 1. Allegro brillante
2. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 2. In modo d’una marcia (Un poco largamente)
3. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 3. Scherzo (Molto vivace)
4. Piano Quintet in E flat, Op.44 – 4. Allegro, ma non troppo
5. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 1. Sostenuto assai – Allegro ma non troppo
6. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 2. Scherzo (Molto vivace)
7. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 3. Andante cantabile
8. Piano Quartet in E flat, Op.47 – 4. Finale (Vivace)
9. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 1. Mit Energie und Leidenschaft
10. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 2. Lebhaft, doch nicht zu rasch

CD 2

1. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 3. Langsam, mit inniger Empfindung
2. Piano Trio No.1 in D minor, Op.63 – 4. Mit Feuer
3. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 1. Sehr lebhaft
4. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 2. Mit innigem Ausdruck
5. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 3. In mässiger Bewegung
6. Piano Trio No.2 in F, Op.80 – 4. Nicht zu rasch
7. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 1. Bewegt, doch nicht zu rasch
8. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 2. Ziemlich langsam
9. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 3. Rasch
10. Piano Trio No.3 in G minor, Op.110 – 4. Kräftig, mit Humor

Samuel Rhodes – Viola
Dolf Betthelhem – Violin
Beaux Arts Trio

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FDPBach

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – A Execução de Stepan Razin y otras cositas


Este CD vale por Stepan Razin e pelo Cinco Fragmentos orquestrais preparatórios para a Sinfonia Nº 4. Outubro é uma música escrita para comemorar os 50 anos da revolução socialista e é um horror, data de uma época em que o relacionamento entre Shostakovich e o regime soviético ia muito mal.

A Execução de Stepan Razin, assim como a Sinfonia Nº 13 foi baseada em poemas de Ievtushenko. Razin foi um herói cossaco que opôs-se ao vóivoda do Don – nomeado pelo Czar – e, numa campanha militar bem sucedida, tomou várias cidades, acabando por ser derrotado na Batalha de Simbirsk. Então, foi levado à capital e decapitado. O poema de Ievtushenko não vê Razin como um fora-da-lei, mas como o protótipo do herói revolucionário, voltado para os interesses do povo. Sem dúvida, o texto tinha tudo para desagradar as autoridades, pois a referência aos longínquos tempos imperiais não escondia o apelo à revolta contra qualquer gênero de opressão.

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – A Execução de Stepan Razin y otras cositas

1. The Execution Of Stepan Razin, Symphonic Poem For Baritone Soloist, Mixed Chorus And Orchestra Op.119 (28:37)

Composer Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)
Conductor Gerard Schwarz
Performer Charles Austin (Bass Baritone)
Genre 20th Century Period / Chorus
Date Written 1964
Ensemble Seattle Symphony Orchestra
Period 20th Century
Language Russian
Country USSR
Recording Studio
Venue Center Opera House, Seattle
Recording Date 06/1996

2. October, Op.131 (13:10)
Composer Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)
Conductor Gerard Schwarz
Genre 20th Century Period / Tone Poem
Date Written 1967
Ensemble Seattle Symphony Orchestra
Period 20th Century
Country USSR
Recording Studio
Venue Benaroya Hall, Seattle, Washington
Recording Date 02/20003.

Cinco Fragmentos, Op. 42 (10:35)
3. Moderato
4. Andante
5. Largo
6. Moderato
7. Allegretto

Composer Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)
Conductor Gerard Schwarz
Genre 20th Century Period
Date Written 1935
Ensemble Seattle Symphony Orchestra
Period 20th Century
Country USSR
Recording Studio
Venue Benaroya Hall, Seattle, Washington
Recording Date 02/2005

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Em imagem de Sergei Kirillov, Stepan Razin

PQP

Johann Sebastian Bach – Violin Sonatas (1685-1750) BWV 1014-1021 – Viktoria Mullova – Octavio Dantone

NOVOS LINKS!!!

Este CD foi um de meus campeôes de download, deve ter ultrapassado a barreira dos 1000 cada um deles. Foi postado nos bons tempos do Rapidshare, tempos em que eu tinha conta premium e tudo o mais. Mas está aí o cd duplo, agora com links renovados.

Já que o mano PQP me deu autorização, trago então as famosas e tão comentadas gravações de Viktoria Mullova e Octavio Dantone para as Sonatas para Violino e Cravo de papai. Tiro este peso das costas, depois de ter sido acusado de agir sorrateiramente e na calada da noite quando postei as Sonatas para Violino Solo na semana passada, com a mesma Mullova.
Mas, como diz o outro, resolvemos os problemas de família entre a própria família, portanto,já nos entendemos.
Sem mais, vamos ao que interessa.
Eis o que o mais tradicional jornal inglês escreveu a respeito destas gravações:

THE TIMES – Geoff Brown 29 June 2007 ****

The Ice Queen was the old journalistic tag for Viktoria Mullova. But it’s better buried: the Russian-born violinist, now in her late forties, inflects her playing, as she inflects her career, with obvious emotional intensity.
She made her recording name in the late 1980s, playing the big concertos for Philips Classics. But then the men in suits got number-crunching. Result: the end of her contract and, in 2005, the start of a new life, with greater freedom, at the new label Onyx Classics, dedicated to giving artists as much control as they desire.
With Mullova, this means playing with gut strings on her precious 1750 Guadagnini. Her passion for period instruments is well known, but this new release of Bach sonatas for violin and harpsichord (BWV 1014-19) takes her deeper into Baroque repertory than before. The recording’s quite close: you can’t escape from the edge in her tone, especially in slow movements. Yet this Onyx two-disc set with the fiery Ottavio Dantone (mostly on harpsichord) equally celebrates Mullova’s gentler side. The fourth sonata’s opening largo purrs with restrained lyricism while the fifth’s largo, gravely beautiful, sounds the depths. There’s not a dull note anywhere.
Bach being Bach, Mullova’s old knack for clinical excellence isn’t wasted. Both players need extreme manual dexterity. Yet the counterpoint in these sonatas crackles with fire, and the relationship between violin and keyboard (are they colleagues or rivals, master or slave?) changes as often as the instrumental colours.
The kaleidoscope dazzles the most in the two additional sonatas for violin and continuo. In the first of them, BWV 529, Mullova sits back happily in a richly textured ensemble sound characterised by the extreme rhythmic thrust of lute and viola da gamba and the bright treble piping of Dantone’s positive organ. No one could listen to this and still harbour the cliche of Bach’s counterpoint being dry, the stitching of a sewing machine.

E sobre Mullova, o jornal americano Chicago Tribune escreveu que “[Viktoria] Mullova may be the most elegant,refined and sweetly expressive violinist on the planet.”
The Chicago Tribune, August 2005

Enfim, divirtam-se:

Johann Sebastian Bach – Violin Sonatas BWV 1014-1021 – Viktoria Mullova – Octavio Dantone

1. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Adagio
2. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Allegro
3. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Andante
4. Sonata in B minor, BWV 1014 for violin and harpsichord: Allegro
5. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Dolce
6. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Allergo
7. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Andante un poco
8. Sonata in A, BWV 1015 for violin and harpsichord: Presto
9. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Adagio
10. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Allegro
11. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Adagio ma non tanto
12. Sonata in E, BWV 1016 for violin and harpsichord: Allegro
13. Trio Sonata No. 5 in C, BWV 529 for violin, organ and continuo: Allegro
14. Trio Sonata No. 5 in C, BWV 529 for violin, organ and continuo: Largo
15. Trio Sonata No. 5 in C, BWV 529 for violin, organ and continuo: Allegro

CD 2

1. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Largo
2. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Allegro
3. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Adagio
4. Sonata in C minor, BWV 1017 for violin and harpsichord: Allegro
5. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Largo
6. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Allegro
7. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Adagio
8. Sonata in F minor, BWV 1018 for violin and harpsichord: Vivace
9. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Allegro
10. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Largo
11. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Allegro
12. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Adagio
13. Sonata in G, BWV 1019 for violin and harpsichord: Allegro
14. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Adagio
15. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Vivace
16. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Largo
17. Sonata in G, BWV 1021 for violin and continuo: Presto

Viktoria Mullova – Violin
Octavio Dantone – Harpsichord

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

.: interlúdio — Emil Viklický :.

(Inserir aqui parágrafo introdutório. Dificuldade/prazer das escavações menos prováveis versus simples acaso do levar um download adiante. Não prolongar demais a baboseira e evitar que a introdução emperre o post. (Interlúdio em tcheco é přestávka, e blue dog, modrá pes; ambos inutilizáveis em qualquer contexto, ô língua alienígena))

nullDono de um currículo que contém mais prêmios do que discos, o pequeno Emil aprendeu a tocar piano em casa: diz a lenda (e o site oficial também) que o avô mandou trazer um grand piano Hoffbauer da Áustria como presente de casamento para sua esposa. Se tomou lições da avó, seguimos ignorando, mas é bonitinho de imaginar — e a julgar por suas fotos, sempre sorrindo, não lhe parece ter sido uma infância torturante. Fato que inclusive se confirma na música que desenvolve: nada contém de sombria.

Embora pareça jamais ter sido outra coisa além de músico, Emil Viklicky formou-se em Matemática na então Tchecoslováquia do final dos anos 1960. Em paralelo à faculdade, aprofundou-se no piano para jazz e começou a tocar pela noite, onde chamou atenção até ganhar bolsas para ampliar sua educação musical nos EUA. Inquieto, desde então vem percorrendo o mundo, tocando em formações pouco estáveis, colaborando com uma plétora de outros artistas — principalmente europeus —, arriscando trilhas sonoras e ganhando láureas por suas composições. Ao instrumento, é daqueles players que elevam o estilo, trazendo refinamento e trabalhando com excelência os espaços de seus sons e dos à volta; e é interessante que o faça operando num dos mais enérgicos estilos do jazz, o fusion. No entanto, não se limita; hoje é mais conhecido pelos sofisticados trabalhos em que une jazz e música folk da Morávia.

Tendo sido jovem como (aparentemente) todos nós, Emil começou sua vida musical tocando numa banda de rock de protesto, que foi imediatamente censurada pelo regime comunista. Como não era vocalista nem letrista, mas viu que tinha um bom guitarrista ao lado, propôs que reformassem a banda como um grupo de jazz fusion — onde ele poderia mostrar mais seu trabalho e, de quebra, burlar a censura. Dessa ideia surgiu uma pérola perdida do estilo: o autointitulado, álbum único da banda Energit, primeiro disco deste post. Centrado numa longa composição chamada “Manhã”, cuja parte 1 ocupa todo o lado A da bolacha e é, sem rodeios, uma obra prima, traz o registro de uma longa, embora comedida relação com os pianos elétricos e até alguns sabores mais conservadores de sintetizadores. Como Zawinul (et al.) já havia demonstrado, é fácil perceber a intenção: preencher espaços de maneira sutil, porém eficaz, com as texturas e harmônicas que as variantes eletrificadas do piano oferecem. Essa marca permanece ao seu lado nos seus trabalhos de fusion, como podemos notar no segundo disco do post, The Funky Way of Emil Vicklicky — uma coletânea daquelas bem safadas mas que, pela dificuldade de acesso ao material original, acabam servindo bem ao propósito de dar um panorama artístico. (Mesmo que ele inclua uma versão de Chega de Saudade. Aliás, fato pronto pra mesa de boteco: “sabia que Chega de Saudade foi cantada até em tcheco?”) O terceiro e último álbum trazido aqui cobre o trabalho “high brow” de Emil: o único disco que encontrei do projeto Ad Lib Moravia, que lidera ao lado de outros músicos tchecos e apresenta-se regularmente pela Europa. Bem diferente do seu lado fusion, aqui ele coloca o piano a serviço das melodias folk típicas, agitando levemente seus limites até obter delas uma qualidade moderna e elevada de jazz, às bordas do contemporâneo clássico. Por folk, também vai contar com voz em algumas peças, e até violino; na mesma medida, há raros momentos solo, em que expressa bem as qualidades que o tornam um músico único.


Energit ‎– Energit /1975 link nos comentários
A Ráno (Part I.)
B1 Paprsek Ranního Slunce
B2 Noční Motýl
B3 Apoteóza
B4 Ráno (Part II.)

null
Emil Viklický ‎– The Funky Way Of Emil Viklický /2009 link nos comentários
01 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Trochu Funky
02 SHQ – Týden
03 Emil Viklický Big Band – Ještě Jednou Slunce
04 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Květen
05 Eva Svobodová – Kam S Tím Blues (Chega de Saudade)
06 Emil Viklický Big Band – 70 Východní
07 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Boston
08 Energit – Zelený Satén
09 Emil Viklický Big Band – Hromovka
10 SHQ featuring Eva Svobodová – Země Plná Lásky
11 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Zase Zapomněli Zavřít Okno
12 Emil Viklický Big Band – Siesta
13 Viklický/Frisell/Driscoll/Johnson – Jumbo Jet
14 Energit – Ráno (Part 1; edited version)
(01, 04, 07, 11, 13) from album “Okno”, 1980 • (02) from 7″ EP “Mini jazz klub č. 18”, 1977 • (03, 06, 09, 12) Previously unreleased, 1981 (03, 12), 1987 (06), 1979 (09) • (05) from album “Můj ráj”, 1984 • (08) from 7″ EP “Mini jazz klub č. 6”, 1976 • (14) originally from album “Energit”, 1975 • (10) from 7″ single ‘Zrcadlení’/‘Země plná lásky’, 1977

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Emil Viklický, Zuzana Lapčíková, Jiří Pavlica – Prší Déšť /1994 link nos comentários
01 Prolog 02 Prší Déšť 03 Grumla 04 Kvítí Milodějné 05 Šibeničky 06 Bazalička 07 Bylo Lásky 08 Koně Moje Vrané 09 Keď Sa Janko Na Vojnu Bral 10 Mal Som 7 Peňazí 11 Na Horách, Na Dolách 12 Dyby Ně Tak Bylo 13 Mašíruju Na Francúza 14 Touha 15 Epilog

Boa audição!
Blue Dog

Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações / Tartini (1692-1770): O Trilo do Diabo

É óbvio que eu amo Anne-Sophie Mutter, que a acho linda e que adoraria tê-la comigo em todas as noites após seus concertos e não-concertos. É óbvio que ela é uma extraordinária violinista, mas nada vai me impedir de dizer que este CD é uma porcaria, apesar do excelente repertório. O primeiro problema é o andamento marcial dado à obra de Vivaldi. Há pássaros e borboletas marchando em fila indiana sobre o arvoredo. Parece desenho animado. Em segundo lugar, há um fato pessoal. Eu não consigo mais ouvir música barroca tocada em instrumentos de hoje. Ao vivo, ainda dá para engolir, mas em disco não dá mais, me desculpem. Neste disco, parece que estão serrando Vivaldi em dois. Uma pena. Qualquer um pode discordar sem problemas, mas só depois de ouvir, tá?

Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações / Tartini (1692-1770): O Trilo do Diabo

1. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 1. Allegro 3:36
2. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 2. Largo 3:14
3. Concerto for Violin and Strings in E, Op.8, No.1, R.269 “La Primavera” – 3. Allegro (Danza pastorale) 4:21

4. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 1. Allegro non molto – Allegro 6:17
5. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 2. Adagio – Presto – Adagio 2:20
6. Concerto for Violin and Strings in G minor, Op.8, No.2, R.315 “L’estate” – 3. Presto (Tempo impetuoso d’estate) 2:33

7. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 1. Allegro (Ballo, e canto de’ villanelli) 6:19
8. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 2. Adagio molto (Ubriachi dormienti) 2:59
9. Concerto for Violin and Strings in F, Op.8, No.3, R.293 “L’autunno” – 3. Allegro (La caccia) 3:52

10. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 1. Allegro non molto 3:39
11. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 2. Largo 2:49
12. Concerto for Violin and Strings in F minor, Op.8, No.4, R.297 “L’inverno” – 3. Allegro 3:50

13. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 1. Larghetto affettuoso 3:56
14. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 2. Allegro 3:25
15. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 3. Andante – Allegro 1:12
16. Sonata for Violin and Continuo in G minor, B. g5 – “Il trillo del diavolo” – 4. Allegro assai 8:26

Anne-Sophie Mutter (violin & conductor)
Trondheim Soloists

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Anne-Sophie Mutter foi flagrada mandando PQP Bach tomar no cu

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – CD 3 de 3 – Brendel, Rattle, WPO

“If I belong to any tradition, then it is the tradition which makes the masterpiece telling the performer what he should do and not the performer telling the peace what it should be like or the composer what he ought to have composed.”
Alfred Brendel fez essa declaração em um documentário produzido por ocasião da gravação que ora posto. Creio que sintetiza bem o pensamento do grande pianista, um dos maiores de sua geração.
Para concluir a coleção temos então o Concerto n° 5, também conhecido por “Imperador”, o maior de todos os concertos para piano já compostos, talvez levemente ofuscado pelo Segundo Concerto de Brahms, outro peso pesadíssimo, mas o papo aqui é Beethoven. Tenho certeza que será uma bela trilha sonora para o domingo.
Nossa antiga colaboradora, Clara Schumann, tinha tamanho apreço por Brendel que o chamava de “Brendel, meu brendelzinho”. Não sei por onde anda nossa amiga portuguesa, sumiu sem deixar rastros. Se por acaso ela ainda nos acompanha, mesmo que no anonimato, fica aqui um grande abraço e faço questão de dedicar a postagem desta coleção a ela.

01.Piano Concerto No.5 in Es-dur, Op.73, Emperor – I. Allegro
02.Piano Concerto No.5 in Es-dur, Op.73, Emperor – II. Adagio un poco mosso
03.Piano Concerto No.5 in Es-dur, Op.73, Emperor – III. Rondo- Allegro ma non troppo

Alfred Brendel – Piano
Wiener Philharmoniker
Simon Rattle

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FDPBach

J. S. Bach (1685-1750) & F. F. Chopin (1810-1849): Os Prelúdios [link atualizado 2017]

Este disco duplo em versão vinil, abriu-me as portas para os Prelúdios de Bach e Chopin. Apesar de gostar muito desse álbum, demorei bastante a procurá-lo pela rede. Nesses últimos dias, lembrei dele por causa do aniversário de Chopin e comecei a “cascaviar” por aí. Encontrei o vinil em vários sites de vendas, mas nada de encontrar pra baixar, porém não desisti e continuei a busca, e pra minha surpresa, mas com uma capa bem diferente da versão em vinil, encontrei-o em cd, num desses famosos sites de vendas de novos e usados, e pra tudo ficar mais perfeito ainda, o vendedor morava na minha cidade. Dei o lance imeditamente, contactei o vendedor no mesmo instante e foi só ir buscar o disco, novíssimo e lacradinho. E para o deleite de todos, estou aqui compartilhando a minha mais nova aquisição.

A sequência lógica e meticulosamente pensada com que estes prelúdios são executados, dá um brilho diferente e mostra através desse gênero musical, a genialidade de dois compositores de estilos e épocas tão diferentes, mas que musicalmente se encaixam de forma espetacular obtendo uma incrível unidade harmônica. Não precisei nem escutar muitas vezes para me acostumar com a ideia, quase inevitável e natural, de uma peça “puxando” a outra, como se elas se completassem numa cadência perfeita.

O fato da gravação ser ao vivo e podermos ouvir tosses e outros ruídos desagradáveis, não tiram o brilhantismo do cd, pois a grande ideia do encontro e o virtuosismo dos dois renomados intérpretes brasileiros, compensam todos os pontos negativos que talvez possamos identificar na gravação desse histórico concerto ocorrido em 19 de setembro de 1981 na cidade de Nova York.

Usando o, já famoso, jargão do nosso maior colaborar e dono do blog, PQP Bach…
…este é um cd IM-PER-DÍ-VEL!

.oOo.

Bach & Chopin: Os Prelúdios

Disco 1
01 Bach: Nº 1 em Dó Maior / Chopin: Nº 1 em Dó Maior (4:14)
02 Chopin: Nº 20 em Dó Menor / Bach: Nº 2 em Dó Menor (3:08)
03 Bach: Nº 9 em Mi Maior / Chopin: Nº 9 em Mi Maior (3:17)
04 Chopin: Nº 8 em Fá Sustenido Menor / Bach: Nº 14 em Fá Sustenido Menor (2:45)
05 Bach: Nº 19 em Lá Maior / Chopin: Nº 7 em Lá Maior (2:13)
06 Chopin: Nº 2 em Lá Menor / Bach: Nº 20 em Lá Menor (2:59)
07 Bach: Nº 21 em Si Bemol Maior / Chopin: Nº 21 em Si Bemol Maior (3:28)
08 Chopin: Nº 4 em Mi Menor / Bach: Nº 10 em Mi Menor (4:50)
09 Bach: Nº 13 em Fá Sustenido Maior / Chopin: Nº 13 em Fá Sustenido Maior (6:04)
10 Chopin: Nº 22 em Sol Menor / Bach: Nº 16 em Sol Menor (3:11)
11 Bach: Nº 17 em Lá Bemol Maior / Chopin: Nº 17 em Lá Bemol Maior (4:36)
12 Bach: Nº 12 em Fá Menor / Chopin: Nº 18 em Fá Menor (3:17)

Disco 2

01 Bach: Nº 7 em Mi Bemol Maior / Chopin: Nº 19 em Mi Bemol Maior (6:44)
02 Chopin: Nº 14 em Mi Bemol Menor / Bach: Nº 8 em Mi Bemol Menor (5:24)
03 Bach: Nº 3 em Dó Sustenido Maior / Chopin: Nº 15 em Ré Bemol Maior (7:29)
04 Chopin: Nº 10 em Dó Sustenido Menor / Bach: Nº 4 em Dó Sustenido Menor (3:34)
05 Bach: Nº 5 em Ré Maior / Chopin: Nº 5 em Ré Maior (1:35)
06 Chopin: Nº 12 em Sol Sustenido Menor / Bach: Nº 18 em Sol Sustenido Menor (2:48)
07 Bach: Nº 15 em Sol Maior / Chopin: Nº 3 em Sol Maior (1:45)
08 Chopin: Nº 16 em Si Bemol Menor / Bach: Nº 22 em Si Bemol Menor (4:03)
09 Bach: Nº 23 em Si Maior / Chopin: Nº 10 em Si Maior (2:00)
10 Chopin: Nº 6 em Si Menor / Bach: Nº 24 em Si Menor (4:54)
11 Bach: Nº 11 em Fá Maior / Chopin: Nº 23 em Fá Maior (2:11)
12 Bach: Nº 6 em Ré Menor / Chopin: Nº 24 em Ré Menor (4:20)

Pianos:

Bach: João Carlos Martins
Chopin: Arthur Moreira Lima

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Gabriel della Clarinet
Trepostado por PQP
Tetrapostado por Bisnaga

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – CD 2 de 3 – Brendel, Rattle, WPO

Alfred Brendel, Simon Rattle e a Filarmônica de Viena continuam exibindo sua versatilidade, virtuosismo e excelência tocando os Concertos de n° 2 e de n° 3 de Herr Beethoven. Preciso falar mais alguma coisa? Não, né, então aproveitem bem, pois o tempo urge e preciso sair.

01.Piano Concerto No.2 in B-dur, Op.19 – I. Allegro Con Brio
02.Piano Concerto No.2 in B-dur, Op.19 – II. Adagio
03.Piano Concerto No.2 in B-dur, Op.19 – III. Rondo – Molto Allegro
04.Piano Concerto No.3 in c-moll, Op.37 – I. Allegro Con Brio
05.Piano Concerto No.3 in c-moll, Op.37 – II. Largo
06.Piano Concerto No.3 in c-moll, Op.37 – III. Rondo – Allegro

Alfred Brendel – Piano
Wiener Philharmoniker
Simon Rattle – Conductor

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FDPBach

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – CD 1 de 3 – Brendel, Rattle, WPO

Já faz algum tempo que não postamos nada com o grande Alfred Brendel. Então resolvi trazer esta integral dos concertos de piano de Beethoven, gravado no final dos anos 90. E acompanhado por Simon Rattle, antes deste assumir a Filarmônica de Berlim e antes de se tornar um Cavaleiro da Rainha e ostentar um Sir em frente ao nome.
Esta deve ser a terceira integral que Brendel gravou destes concertos de Beethoven. Lembro da versão com o Levine e com o Haitink, mas posso estar esquecendo alguma outra. Um músico da estatura de Brendel não se intimida diante do desafio de explorar novas sonoridades e possibilidades destas obras imortalizadas por ele mesmo e por outros gigantes do teclado. Como diz o texto do libreto que acompanha a caixa: “Do we really need another series of piano concertos by Beethoven? In this case, the answer is perfectly clear: with such musicianship, one could not have enough of them”.  A definição perfeita: nunca não serão suficientes pois tanto nós quanto os intérpretes estaremos procurando sempre algo mais. As novas gerações sucedem as velhas e já temos gente do nível do Paul Lewis, já postado por aqui e esmiuçado pelo Monge Ranulfus, nos mostrando uma leitura mais arejada. Li que Ronald Brautigam também está em processo de gravação destes concertos e que ao contrário das sonatas, está se utilizando de um piano moderno no lugar do pianoforte que utilizou nas gravações das sonatas. E com certeza teremos novidades. É a beleza da capacidade humana de superação.

Os clientes da amazon foram meio tímidos na avaliação: apenas 4 estrelas. Eu particularmente acrescentaria mais uma meia estrela por tudo o que Brendel já realizou.

Claro que esta é minha opinião. E não peço para ninguém compartilhá-la. Tratam-se apenas de palavras e a música de Beethoven está muito além delas.

Então divirtam-se.

01.Piano Concerto No.1 in C-dur, Op.15 – I. Allegro con brio
02.Piano Concerto No.1 in C-dur, Op.15 – II. Largo
03.Piano Concerto No.1 in C-dur, Op.15 – III. Rondo – Allegro scherzando
04.Piano Concerto No.4 in G-dur, Op.58 – I. Allegro moderato
05.Piano Concerto No.4 in G-dur, Op.58 – II. Andante con moto
06.Piano Concerto No.4 in G-dur, Op.58 – III. Rondo – Vivace

Alfred Brendel – Piano
Wiener Philharmoniker
Simon Rattle – Conductor

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Edward Elgar (1857-1934) – Cello Concerto – Jacqueline Du Pré – LSO, Sol Gabetta – DNSO, Anne Gastinel – CBSO

Eis uma coisa que não costumo fazer: postar a mesma obra interpretada por três intérpretes diferentes na mesma postagem: a incomparável Jacqueline Du Pré, gravação esta realizada no meio dos anos 60, a musa do PQPBach, a excelente Sol Gabetta, e a francesa Anne Gastinel, tendo estas duas últimas gravado estes cds recentemente.
O mesmo concerto interpretado por três mulheres de três gerações diferentes. Já tenho esta gravação da Du Pré há alguns anos, e não canso de ouvi-la. Como que prenunciando a doença que encerraria sua carreira, a inglesa joga-se de corpo e alma em sua interpretação, extraindo da obra de Elgar toda a emotividade que ela contém. Detalhe: Du Pré tinha apenas 20 anos de idade quando gravou o concerto, acompanhada pelo grande regente inglês Sir John Barbirolli e a Sinfônica de Londres. Seu nome logo foi associado ao Concerto, sendo esta gravação considerada lendária e definitiva.Como é sabido, teve de abandonar os palcos devido a ser acometida pela terrível doença conhecida como “Esclerose Múltipla”. Morreu em 1987, com apenas quarenta e dois anos de idade.
A argentina Sol Gabetta é um dos grandes nomes da nova geração de cellistas. Dia destes PQPBach trouxe aos senhores um vídeo dela tocando o dificílimo concerto de Shostakovich, e Sol dá um show. Mas esta sua leitura de Elgar me deixou um pouco decepcionado, talvez por ter na cabeça a visceral interpretação de Du Pré. Ao contrário do que poderiamos esperar de uma argentina, e o nome de Martha Argerich me vem imediatamente à cabeça, falta sangue, suor e lágrimas.  Talvez com o tempo eu me acostume com este seu comedimento.
Anne Gastinel não é uma desconhecida para nós, apesar de sua discografia não ser tão extensa, mas seu Bach é muito elogiado e considero esta sua gravação do Concerto de Elgar superior à de Gabetta. Talvez por ser mais velha que a argentina, a francesa assimilou melhor a profundidade e a emotividade necessárias para interpretação da obra.
Pois então vamos ao que viemos.

Elgar – Cello Concerto – Sol Gabetta

CD 1

01. Elgar – Concerto for cello and orchestra in E minor, op. 85 – 1. Adagio – Moderato
02. 2. Lento – Allegro molto
03. 3. Adagio
04. 4. Allegro – Moderato – Allegro ma non troppo
05. 5. Sospiri
06. 6. Salut d’amour
07. 7. La capricieuse
08. Dvorák – Waldesruh’, op. 68 No. 5
09. Dvorák – Rondo for cello and orchestra in G minor, op. 94
10. Respighi – Adagio con variazioni

CD 2

01. Vasks – ‘The Book’ for solo cello – I. Marcatissimo
02. II. Dolcissimo

Sol Gabetta – Cello
Danish National Symphony Orchestra
Mario Vengazo – Conductor

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Elgar, Barber Cello Concertos – Gastinel-Brown-Birmingham

01. Elgar – Concerto for Cello in E minor, Op. 85 – I. Adagio-moderato
02. II. Lento-Alegro molto
03. III. Adagio
04. IV. Allegro
05. Barber – Concerto for Cello in E minor, Op. 85 – I. Allegro moderato
06. II. Andante sostenuto
07. III. Molto allegro e appassionato

Anne Gastinel – Cello
City of Birmingham Symphony Orchestra
Justin Brown – Conductor

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Jacqueline du Pre – Elgar – Cello Concerto in E minor, Op. 85, Saint-Saens – Cello Concerto No. 1 in A minor, Op. 33, Delius – Cello Concerto

1  Elgar – Cello Concerto in E minor, Op. 85 – I. Adagio – Moderato
2 II. Lento – Allegro molto
3 IIII. Adagio
4 IV. Allegro, ma non troppo

Jacqueline Du Pré – Cello
London Symphony Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

5 Saint-Saens – Cello Concerto No. 1 in A minor, Op. 33 – I. Allegro non troppo
6 – I. Adagio – Moderato
7  II. Allegretto con moto
8 III. Allegro non troppo

Jacqueline Du Pré – Cello
New Philharmonia Orchestra
Daniel Barenboim – Conductor

9 Delius – Cello Concerto – Lento – Con moto tranquillo

Jacqueline Du Pré
Royal Philharmonic Orchestra
Sir Malcolm Sargent – Conductor

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FDPBach

Frederic Chopin (1810-1849) – “Chez Pleyel” – Un concert de Chopin à Paris – Alain Planès

Eu poderia chamar este CD de temático, mas não seria o correto. Explico: o que o pianista francês Alain Planès faz aqui é “simular” uma apresentação de Chopin no ano de 1841, no famoso Salon Pleyel, em Paris. A descrição de Liszt, presente naquela rara aparição de Chopin tocando ao vivo, é emblemática:

“Last monday, at eight in the evening, the salons of M. Pleyel were splendidly iluminated; carriages constantly brought to the foot of a staircase covered by carpets and scented with flowers the most elegant women, the most fashionable young people, the most celebrated artists, the richest financiers, the most illustrious nobleman, a whole social elite, a whole aristocracy of birth, fortune, talent and beauty.
A grand piano stood open on a platform; people crowded around, aiming for the nearest places to it; already beforehand they pricked up their ears, prepared to listen reverently, saying to themselves that they must not miss a chord, a note, an intention, a thought of the man who was going  to come and sit there. And they were right to be so eager, attentive, religiously moved, for the man they were wainting for, whom they wished to see, hear, admire, applaud was not a merely a skilled virtuoso, a pianist expert int the art of playing notes; he was not merely and artist of great renown; he was all that  and more than all that: he was Chopin. “

O texto acima foi tirado do booklet do cd, uma primorosa edição da sempre excelente gravadora Harmonia Mundi. Como identifiquei acima, este texto foi escrito por Franz Liszt, que não por acaso se encontrava naquela apresentação. A leitura do restante do texto do booklet trará aos senhores maiores detalhes  e informações, inclusive sobre o piano que Alain Planès utiliza nesta gravação, construído em 1836 e que pertencia exatamente aos Salons Pleyes, célebre sala de concertos parisiense. Ou seja, existe a possibilidade de que este instrumento possa ter sido o instrumento que o próprio Chopin utilizou naquela noite. Curiosidades, com certeza.

Na verdade, o que importa aqui é a música de Chopin. O resto são detalhes. Espero que apreciem.

1 Alain Planès – Andante spianato op.22 en Sol majeur
2 Alain Planès – Ballade op.47 en La bémol majeur
3 Alain Planès – Nocturne op.48 no.1 en ut mineur
4 Alain Planès – Nocturne op.48 no.2 en fa dièse mineur
5 Alain Planès – Prélude op.28 no.13 en Fa dièse majeur
6 Alain Planès – Prélude op.28 no.11 en Si majeur
7 Alain Planès – Prélude op.28 no.4 en mi mieur
8 Alain Planès – Prélude op.28 no.9 en Mi majeur
9 Alain Planès – Étude op.25 no.1 en La bémol majeur
10 Alain Planès – Étude op.25 no.2 en fa mineur
11 Alain Planès – Étude op.25 no.12 en ut mineur
12 Alain Planès – Nocturne op.9 no.2 en Mi bémol majeur
13 Alain Planès – Nocturne op.27 no.2 en Ré bémol majeur
14 Alain Planès – Prélude op.45 en ut dièse mineur
15 Alain Planès – Prélude op.28 no.15 en Ré bémol majeur
16 Alain Planès – Mazurka KK IIb no.5 en la mineur
17 Alain Planès – Mazurka op.41 no.2 en mi mineur
18 Alain Planès – Mazurka op.41 no.3 en Si majeur
19 Alain Planès – Impromptu op.51 en Sol bémol majeur
20 Alain Planès – ‘Grande Valse’ op.42 en La bémol majeur

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Waldemar Henrique (1905-1995) – Canções (Alexandre Trik, baixo) [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Postado originalmente em janeiro de 2013. Só oficializando que este Disco é parte do Acervo P.Q.P.Bach de Música Clássica Brasileira…

Voltamos a postar Waldemar Henrique aqui no P.Q.P.Bach, o compositor que levava muito ao pé da letra aquela frase do arquiteto Mies van der Rohe: “Menos é mais“: sem grandes efeitos, sem grandes firulas orquestrais, Waldemar conseguia dar um caráter muito leve às suas músicas e, como lançava mão de letras com temas locais/regionais, muito se aproximou do popular, tanto que várias de suas melodias foram adaptadas por cantores de MPB.

Hoje, no caso, temos a interpretação de Alexandre Trik, baixo de voz muito escura e potente, que dá uma dramaticidade extra às composições de Waldemar Henrique, acompanhado por Helena Maia ao piano: vozeirão de responsa, parece um trovão! Voz essa que arrepia em alguns trechos. Vale a pena!

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Waldemar Henrique
O Canto da Amazônia

Lendas Amazônicas
01. Tamba-Tajá
02. Curupira
03. Foi o Boto, sinhá
04. Uirapuru
05. Matintaperêra
06. Manha-Nungara
07. Cobra Grande
Pontos Rituais
08. Sem seu
09. No jardim de Oeira
10. Abá Logun
11. Abaluaiê
Peças Avulsas
12. Adeus
13. Hei de morrer cantando
14. Senhora Dona Sancha
15. Trem de Alagoas

Alexandre Trik, baixo
Helena Maia, piano
Belém, outubro de 1982

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FLAC encartes em 3.0Mpixel (181Mb)
MP3 encartes em 3.0Mpixel (165Mb)

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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga