Marshall / Bryars / Pärt: Out of the Darkness (Pappenheim)

Marshall / Bryars / Pärt: Out of the Darkness (Pappenheim)

Um bom disco que vale a pena pela peça de Julian Marshall e pela de Arvo Pärt.

Out of the Darkness, de Marshall, é uma cantata, mas talvez fosse melhor descrita como uma linda sequência de canções. Spiegel im Spiegel, de Pärt, dispensa comentários. E achei The Island Chapel , de Bryars, meio chatinha.

Out of the Darkness é uma cantata secular para mezzo-soprano, dois violoncelos e oito vozes. A inspiração para a peça é o poema Aus dem Dunkel (Out of the Darkness), de Gertrud Kolmar. Kolmar viveu em Berlim por grande parte de sua vida, mas foi transportada para Auschwitz em 1943, onde morreu. Sua poesia é surpreendentemente cheia de vida Aus dem Dunkel, é certamente uma das mais belas. Escrito em 1937, o poema evoca o desmoronamento e a decadência – servindo como uma predição assustadora da onda iminente de horror prestes a atingir o mundo.

Spiegel im Spiegel pode significar literalmente tanto “espelho no espelho” quanto “espelhos no espelho”, referindo-se a um espelho infinito , que produz uma infinidade de imagens refletidas por espelhos planos paralelos. A peça foi escrita originalmente para um violino e piano e violino — embora o violino tenha sido frequentemente substituído por um violoncelo — como no caso deste CD —  ou uma viola . Também existem versões para contrabaixo, clarinete, trompa, flugelhorn, flauta, oboé, fagote, trombone e percussão.

The Island Chapel foi escrita para ser apresentada na Capela de St. Nicholas, St. Ives, bem no sudoeste da Inglaterra, na Cornualha. A capela é um edifício simples e minúsculo, isolado e com vista para o mar por três lados. Então a “Ilha” é estritamente uma península (para James Joyce, “a disappointed island”) e no quarto lado ela olha para trás em direção à cidade e à Tate Gallery.

Marshall / Bryars / Pärt: Out of the Darkness (Pappenheim)

Marshall, Julian: Out of the Darkness

1 Prologue 3:46
2 One 5:49
3 Two 4:50
4 Three 4:30
5 Four 4:06
6 The River 6:22
7 Six 6:00

Melanie Pappenheim (mezzo-soprano)
Sophie Harris (cello)
Lucy Railton (cello)
School House 6 Ensemble
Howard Moody

8 Bryars, Gavin: The Island Chapel 17:06

Melanie Pappenheim (mezzo-soprano)
Sophie Harris (cello)
Ian Belton (keyboards)

9 Pärt, Arvo: Spiegel im Spiegel 8:23

Sophie Harris (cello)
Ian Belton (piano)

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Melanie Pappenheim não apenas canta esplendidamente como costuma pifar os atacantes de seu time

PQP

.: interlúdio, pero no mucho :. Pat Metheny: Road to the Sun (2021)

.: interlúdio, pero no mucho :. Pat Metheny: Road to the Sun (2021)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A carreira de quase 50 anos de Pat Metheny sempre equilibrou a tensão entre dois polos de desenvolvimento: (1) o refinamento e a expansão do alcance técnico e estético de sua “voz” virtuosa e exuberantemente romântica e (2) a construção de uma linguagem composicional ampla e em constante evolução que combina sofisticação harmônica e rítmica com acessibilidade. Road to the Sun é uma obra-prima e é o primeiro mergulho do violonista na composição de música clássica para violão.

O conjunto é composto primeiramente por duas longas suítes. A primeira metade do CD é dedicada aos quatro movimentos Four Paths of Light, escrita e interpretada pela sensação do violão clássico Jason Vieaux, cujas gravações abraçam o cânone do violão clássico, mas também o expandem para incluir modernistas como Astor Piazzolla, Baden Powell e Ernst Mahle. (Em 2005, Vieaux lançou Images of Metheny , no qual ele recriou as composições do jazzista para violão clássico solo). Como um todo, Four Paths of Light não lembra muito… Metheny. O primeiro e o quarto movimentos, altamente arpejados, cruzam o flamenco, o choro, o samba e os estudos clássicos pós-românticos, sem nunca revelar uma forma dominante. O segundo movimento lânguido é mais esparso e, bem, aqui parece o Metheny de New Chautauqua, de 1979 .

A suíte título em seis movimentos é composta para e executada pelo Los Angeles Guitar Quartet, formado por John Dearman , William Kanengiser , Scott Tennant e Matthew Greif. A estilo deles é o crossover. Seus shows e gravações envolvem de tudo, desde clássico e flamenco até o bluegrass, o rockabilly e o death metal. Road to the Sun une o impressionismo clássico de Debussy e Ravel a Django Reinhard. Os elementos de chamada e resposta são fundamentais no primeiro movimento, ao mesmo tempo hipnótico e sedutor. Reflete a influência de compositores clássicos canônicos como Francisco Tárrega. Depois, temos um familiar estilo “brasileiro”. Dá para pensar na obra César Guerra-Peixe. A parte quatro é construída de glissandi dos violões antes que a percussão dos mesmos nos dê uma sensação de desorientação e deslocamento. No quinto movimento, o dedilhar veloz de Metheny se junta ao do quarteto. Seu toque é inconfundível.

O CD é finalizado por uma leitura solo da peça para piano Für Alina de Arvo Pärt, tocada por Metheny no violão Pikasso I de 42 cordas e múltiplos braços. Road to the Sun apresenta as marcas musicais de Metheny, mas com um toque de coragem que vou lhes contar. E ele se sai brilhantemente na empreitada, revelando novas maneiras de confundir as fronteiras entre os gêneros.

O guitarrista e compositor Pat Metheny ganhou 20 prêmios Grammy em 12 categorias diferentes, incluindo Melhor Rock Instrumental, Melhor Gravação de Jazz Contemporâneo, Melhor Solo Instrumental de Jazz e Melhor Composição Instrumental. O Pat Metheny Group ganhou sete Grammys consecutivos em sete álbuns consecutivos. Sim, não é mole.

Pat Metheny: Road to the Sun (2021)

1. Jason Vieaux – Pat Metheny: Four Paths of Light, Pt. 1
2. Jason Vieaux – Pat Metheny: Four Paths of Light, Pt. 2
3. Jason Vieaux – Pat Metheny: Four Paths of Light, Pt. 3
4. Jason Vieaux – Pat Metheny: Four Paths of Light, Pt. 4

5. Los Angeles Guitar Quartet – Pat Metheny: Road to the Sun, Pt. 1
6. Los Angeles Guitar Quartet – Pat Metheny: Road to the Sun, Pt. 2
7. Los Angeles Guitar Quartet – Pat Metheny: Road to the Sun, Pt. 3
8. Los Angeles Guitar Quartet – Pat Metheny: Road to the Sun, Pt. 4
9. Los Angeles Guitar Quartet – Pat Metheny: Road to the Sun, Pt. 5
10. Los Angeles Guitar Quartet – Pat Metheny: Road to the Sun, Pt. 6

11. Pat Metheny – Arvo Pärt: Für Alina (arr. Pat Metheny for 42 string guitar)

Los Angeles Guitar Quartet
Pat Metheny
Jason Vieaux

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A Pikasso I foi criada e feita à mão pela luthier canadense Linda Manzer, a qual demorou dois anos para fabricá-la. Este violão acústico de 42 cordas e três braços foi popularizada por Pat Metheny.

PQP

Arvo Pärt (1935) / Philip Glass (1937) / Vladimir Martynov (1946): Silencio (Kremer)

Arvo Pärt (1935) / Philip Glass (1937) / Vladimir Martynov (1946): Silencio (Kremer)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco muito bom. Se já conhecíamos as outras obras — as duas de Pärt (ambas excelentes!) e a de Glass –, desconhecíamos a que nos causou a maior das surpresas. Com minuciosa insistência, Martynov acaba por nos atingir mortalmente o coração. Come in! é uma obra para violino e cordas de 1988, que é maravilhosamente solada pela esposa do compositor, Tatiana Grindenko.

Vários dos meus amigos pensam que eu tenho algo contra Glass. Mas, pô, ouçam este disco. Há um abismo qualitativo entre as peças de Pärt e Martynov e a de Glass. OK, eu permito que ele engraxe os sapatos do estoniano e do russo. Mas que deixe tudo brilhando. E limpo! Vai ter lobby poderoso assim no PQP!

Arvo Pärt (1935) / Philip Glass (1937) / Vladimir Martynov (1946): Silencio (Kremer)

Arvo Pärt (1935) – Tabula Rasa
1. Tabula Rasa: I. Ludus – Con Moto
2. Tabula Rasa: II. Silentium – Senza Moto

Philip Glass (1937) – Company for String Orchestra
3. Company: Movt I – Kremerata Baltica
4. Company: Movt II – Kremerata Baltica
5. Company: Movt III – Kremerata Baltica
6. Company: Movt IV – Kremerata Baltica

Vladimir Martynov (1946) – “Come in!”
7. Come In!: Movt I
8. Come In!: Movt II
9. Come In!: Movt III
10. Come In!: Movt IV
11. Come In!: Movt V
12. Come In!: Movt VI

Arvo Pärt (1935) – Darf Ich…
13. Darf Ich…

Tatiana Grindenko, violino
Kremerata Baltica
Gidon Kremer

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Martynov, quando soube que ia aparecer no PQP Bach

PQP

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

Um excelente disco de Nicola Benedetti, que, apesar do nome, é escocesa. Neste Fantasie, seu quarto álbum, ela apresenta uma seleção de peças para violino que são muito amadas e que formam uma impressionante demonstração de qualidade interpretativa. A combinação de peças virtuosísticas de influência cigana com meditações e canções introspectivas funcionou maravilhosamente e mostram a maturidade de Benedetti. Ela foi vencedora do concurso de jovens músicos da BBC e depois estabeleceu uma carreira fantástica com grandes orquestras do Reino Unido, EUA e Japão, recebendo elogios por suas ousadas interpretações de concertos como os de Tchaikovsky, Mendelssohn, Sibelius, Glazunov e Szymanowski. Para Fantasie, Benedetti deixou de lado os grandes concertos para explorar algumas obras do recital padrão, mas também incluindo músicas não tão conhecidas, como a linda The Lark Ascending, de Vaughan Williams, uma das maiores obras para violino que, nos últimos três anos, foi eleita a peça favorita de música clássica da inglesa Classic FM, mas ainda pouco divulgada fora das ilhas.

Sarasate / Vaughan Williams / Saint-Saëns / Massenet / Ravel / Pärt / Rachmaninov / Fauré: Fantasie (Nicola Benedetti)

1 Zigeunerweisen Op.20
Composed By – Pablo de Sarasate
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
8:59

2 The Lark Ascending
Composed By – Ralph Vaughan Williams
Conductor – Andrew Litton
Leader – Vesselin Gellev
Orchestra – The London Philharmonic Orchestra
15:57

3 Introduction And Rondo Capriccioso In A Minor
Composed By – Camille Saint-Saëns
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
9:19

4 Meditation From “Thais”
Composed By – Jules Massenet
Conductor – Daniel Harding
Leader – Carmine Lauri
Orchestra – The London Symphony Orchestra
5:39

5 Tzigane
Composed By – Maurice Ravel
Conductor – Vasily Petrenko
Leader – James Clark (6)
Orchestra – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
10:02

6 Spiegel Im Spiegel
Composed By – Arvo Pärt
Piano – Alexei Grynyuk

7 Vocalise Opus 34 No.14
Composed By – Sergey Rachmaninov*
Piano – Alexei Grynyuk
6:11

8 Apres Une Reve
Composed By – Gabriel Fauré
Piano – Alexei Grynyuk

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Se eu tocasse como Nicola, sorriria assim

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Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa / Cantus in Memory of Benjamin Britten (Benedek)

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa / Cantus in Memory of Benjamin Britten (Benedek)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco excelente. Tem todas as diferentes orquestrações de Fratres, com Summa e Festina Lente como interlúdios e Cantus in Memoriam of Benjamin Britten como uma espécie de coda. Você pode questionar se ouvir o mesmo trabalho várias vezes não é chato. Respondo que não, pois cada uma é muito diferente da outra. O som é cintilante, claríssimo. Quase difícil de acreditar que é a mesma orquestra de cada vez. Os húngaros acertaram em cheio. Mas por que tantos Fratres? Ora porque a música é demais e recebeu várias versões de Pärt. Fratres (Irmãos) é uma composição do compositor do estoniano Pärt, que exemplifica um de seus estilos de composição, o tintinnabuli. É uma música de três partes, escrita em 1977, sem instrumentação fixa. Ela foi descrita como um “conjunto fascinante de variações sobre um tema que combina atividade frenética e imobilidade sublime que encapsula a observação de Pärt de que ‘o instante e a eternidade estão lutando dentro de nós'”. Fratres foi utilizada em Amor Pleno, de Terence Malick, em Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, em O Clube, de Pablo Larraín, em Inverno Quente, de Tom Tykwer e em mais de dez outros filmes.

Arvo Pärt (1935): Fratres / Festina Lente / Summa

1. Fratres for Strings and Percussion 08:54
2. Fratres for Violin, Strings and Percussion 10:44
3. Festina Lente for Strings and Harp Ad Libitum 07:50
4. Fratres for String Quartet 08:42
5. Fratres for Cello and Piano 11:52
6. Summa for Strings 03:46
7. Fratres for Eight Cellos 11:51
8. Fratres for Wind Octet and Percussion (arr. B. Brinner) 07:45
9. Cantus in Memory of Benjamin Britten for Strings and Bells 07:39

Hungarian State Opera Orchestra
Tamás Benedek

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Eu também sou irmão de Pärt, tá? Por isso é que ele sorri assim.

PQP

Arvo Pärt (1935): Symphony No. 4 “Los Angeles”

Arvo Pärt (1935): Symphony No. 4 “Los Angeles”

  • Repost de 27 de Março de 2016

Trinta e sete anos foi o intervalo entre a composição da terceira sinfonia de Arvo Pärt e a quarta. Aqui temos o famoso tintinnabuli de Arvo Pärt em seu ápice: a forma orquestral.

Se vocês ouviram bem a Terceira Sinfonia, puderam notar que certos elementos hoje tão presentes na música de Pärt já eram perceptíveis lá, durante sua fase de transição. Mas é aqui que aquele sabor tão inconfundível do tintinnabuli de hoje fica claro.

Recomendo que os senhores prestem atenção em cada detalhe desta música. Pensem nela como a pele de uma mulher a quem fazemos um carinho deliciosamente delicado, cada movimento, cada pausa, cada cabelo tocado é um estímulo a mais. Da mesma forma, aqui cada corda, cada madeira, triângulo, marimba, sino que é tocado é um novo estímulo. É a percussão que mais chama nossa atenção. É como se a orquestra de cordas fizesse o papel objetivo da música. O tom, melodia, harmonia, etc. Enquanto que os instrumentos de percussão trouxessem o aspecto subjetivo, introspectivo, e, quem sabe, talvez até espiritual desta sinfonia.

Se o ouvinte chegar a ela esperando a “bagunça” das duas primeiras sinfonias ou a “grandeza sentimental” da terceira não encontrará isso tão facilmente aqui. Ao invés de Los Angeles eu teria a chamado de Delicata.

Arvo Pärt (1935): Symphony No. 4 “Los Angeles”

Symphony No. 4 “Los Angeles” (35:09)
1 Con Sublimità 12:04
2 Affannoso 14:12
3 Deciso 8:45
Orchestra – Los Angeles Philharmonic*
Conductor – Esa-Pekka Salonen

4 Fragments From Kanon Pokajanen (14:50)
Choir – Estonian Philharmonic Chamber Choir
Conductor – Tõnu Kaljuste

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LINK ALTERNATIVO

Eai baixinho, dando um rolê de bike?
Eai baixinho, dando um rolê de bike?

Luke

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Lembram daquela série interminável de discos da Philips — lançados nos anos 70 e 80 — que eram seleções malucas de clássicos e que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Händel podia vir antes de um trecho de Rhapsody in Blue, o qual era seguido pela Abertura 1812 e pela chamada Ária na Corda Sol (mentira, corda sol coisa nenhuma) de Bach, por exemplo. Salada semelhante é servida por Khatia Buniatishvili neste CD. Mas o importante é faturar enquanto a beleza não abandona a pianista. Ela tem alguns anos de sucesso ainda. Como habitualmente, neste disco ela é muita emoção e languidez — principalmente a última –, acompanhada de um talento que não precisaria ter registros gravados. Temos tanta gente melhor! Depois deste disco altamente suspeito, ela sucumbe aqui. Só a aparência não basta. Afinal, ouvimos o CD. Vocês sabem que eu amo as belas musicistas, mas tudo tem limite.

O volume 1 da numerosa série

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

1 Johann Sebastian Bach: Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. Schafe können sicher weiden (Arr. for Piano)
2 Pyotr Ilyich Tchaikovsky: The Seasons, Op. 37b: X. October (Autumn Song)
3 Felix Mendelssohn-Bartholdy: Lied ohne Worte in F-Sharp Minor, Op. 67/2
4 Claude Debussy: Suite Bergamasque, L. 75: III. Clair de lune
5 Giya Kancheli: Tune from the Film by Lana Gogoberidze: When Almonds Blossomed
6 György Ligeti: Musica ricercata No. 7 in B-Flat Major
7 Johannes Brahms: Intermezzo in B-Flat Minor, Op. 117/2
8 Franz Liszt: Wiegenlied, S. 198
9 Antonín Dvorák: Slavonic Dance for Four Hands in E Minor, Op. 72/2: Dumka (Allegretto grazioso)
10 Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte in G Major, M. 19
11 Frédéric Chopin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 25/7
12 Alexander Scriabin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 2/1
13 Domenico Scarlatti: Sonata in E Major, K. 380
14 Edvard Grieg: Lyric Piece in E Minor, Op. 57/6: Homesickness
15 Traditional: Vagiorko mai / Don’t You Love Me?
16 Wilhelm Kempff: Suite in B-Flat Major, HWV 434: IV. Menuet
17 Arvo Pärt: Für Alina in B Minor

Khatia Buniatishvili, piano

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Desculpe, Khatia, não rolou.

PQP

Beethoven / Pärt / Shostakovich: Sonata Kreutzer / Fratres / Prelúdios, Op. 34

Beethoven / Pärt / Shostakovich: Sonata Kreutzer / Fratres / Prelúdios, Op. 34

Kreutzer SonataIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um lindo CD da dupla De Maeyer e Kende. Ela é belga, ele, holandês. A escolha do repertório é realmente excelente. A Kreutzer de Beethoven dispensa apresentações. Fratres, de Pärt, tem luz própria, porém, dentro do CD, dá continuidade poética moderna e coerente à obra de Ludwig van. O CD finaliza com alguns arranjos para peças dos Prelúdios de Shostakovich. Infelizmente, apesar de tratar-se de meu amado Shosta, é a parte mais fraca do trabalho. Mesmo assim, está acima de quase tudo o que se ouve por aí.

Beethoven: Violin Sonata No. 9 in A Major, Op. 47, ‘Kreutzer’
01. I. Adagio sostenuto – Presto 14:26
02. II. Andante con variazioni 15:26
03. III. Finale (Presto) 08:42

Pärt: Fratres
04. Pärt: Fratres 12:06

Shostakovich / arr Tsyganov: Preludes, Op. 34
05. No. 10 in C-Sharp Minor (Moderato non troppo) 02:01
06. No. 12 in G-Sharp Minor (Allegretto non troppo) 01:53
07. No. 13 in F-Sharp Major (Moderato) 01:02
08. No. 15 in D-Flat Major (Allegretto) 00:55
09. No. 16 in B-Flat Minor (Andantino) 01:07
10. No. 17 in A-Flat Major (Largo) 02:27

Jolente De Maeyer, violin
Nicolaas Kende, piano

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Jolente De Maeyer não apenas toca belamente
Jolente De Maeyer não apenas toca belamente

PQP

Shostakovich / Pärt / Kancheli / Rachmaninov: Echoes of Time

Shostakovich / Pärt / Kancheli / Rachmaninov: Echoes of Time

IM-PER-DÍ-VEL !!! (o disco é ótimo e o repertório… MINHA NOSSA!)

O som de Shostakovich pertence às primeiras memórias de Lisa Batiashvili. Durante sua infância, ela frequentemente ouvia o quarteto de cordas de seu pai ensaiar a música do compositor, e em casa e em concerto, este era o mundo sonoro que moldava seu senso de cultura.

Lisa Batiashvili e sua família deixaram a Georgia quando ela tinha onze anos de idade, mas a música de Shostakovich viajou com eles. Mark Lubotsky, seu professor em Hamburgo, foi aluno de David Oistrakh, para quem Shostakovich escreveu seus concertos de violino e, para a jovem Lisa Batiashvili, isso parecia uma linha direta com a fonte. “Quando minha professora começou a contar histórias sobre o Primeiro Concerto para Violino, eu me apaixonei completamente por essa peça. David Oistrakh havia compartilhado informações muito emocionais e precisas sobre cada movimento. De alguma forma, a peça se tornou simbólica do tempo na União Soviética, que eu também a havia experimentado durante os primeiros dez anos da minha vida. Os artistas, durante os tempos soviéticos, estavam procurando a liberdade que Shostakovich buscava através de sua música. A música era uma fuga e um símbolo de liberdade em um momento difícil. Quando viajei para Moscou com meus pais, encontramos muitas pessoas, e tive a forte impressão de que essa música era um reflexo do que eles estavam passando”.

Esta gravação de Lisa foi sua estreia na DG e traz, claro, o primeiro Concerto para Violino de Shostakovich. Sob o título Echoes of Time, Lisa Batiashvili reuniu uma coleção de obras que iluminam a Rússia soviética. Traz também a Georgia com uma belíssima peça de Kancheli, E a peça de Pärt é ainda melhor.

Com a pianista Hélène Grimaud, Lisa toca para Spiegel im Spiegel de Arvo Pärt e o Vocalise de Rachmaninov. “Estávamos planejando há anos tocar juntas. Ela adora esse tipo de repertório. Eu a admiro muito, não apenas por sua musicalidade, mas também como uma pessoa incrivelmente séria. Enquanto Pärt e Kancheli, como Shostakovich, ambos sentiam o peso da opressão soviética, a música de Rachmaninov expressa um desejo nostálgico por sua pátria. Ah, há também a Valsa Lírica de Shostakovich, escrita para piano e arranjada para violino e orquestra por meu pai, com ecos de outra era”, diz ela.

Alemanha, Finlândia, Geórgia, Moscou, França. Lisa Batiashvili menciona um número surpreendente de lugares que são quase, mas não completamente, sua casa. “Aconteceu com frequência nos últimos quinze anos que eu não tinha certeza de onde eu era. Quando voltei para a Geórgia, descobri que não entendia mais quem eu era ou de onde pertencia. Eu não me integrei totalmente ao estilo de vida alemão, me sentia uma convidada em todos os lugares. Por outro lado, para os músicos, é uma enorme vantagem poder fazer a sua casa onde quer que vá. Agora tenho um marido francês, nossos filhos nasceram na Alemanha e não me sinto mais desconfortável com esse modo de vida. Quando você traz música para o mundo todo, é importante ter uma conexão fácil com todos os tipos de pessoas. E então, no final, você não é mais um estranho em qualquer lugar ”.

Shostakovich / Pärt / Kancheli / Rachmaninov: Echoes of Time

Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)
Violin Concerto No.1 in A minor, Op.99 (formerly Op.77)
1) 1. Nocturne (Moderato) [12:23]
2) 2. Scherzo (Allegro) [6:17]
3) 3. Passacaglia (Andante) [14:10]
4) 4. Burlesque (Allegro con brio – Presto) [4:42]

Giya Kancheli (1935 – )
5. V & V [10:51]

Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)
Dance of the Dolls
6. Lyric Waltz (orchestrated by Tamas Batiashvili) [3:25]

Lisa Batiashvili
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Esa-Pekka Salonen

Arvo Pärt (1935 – )
7. Spiegel im Spiegel [10:21]

Sergey Vasil’yevich Rachmaninov (1873 – 1943)
8. Vocalise, Op.34 No.14 [5:39]

Lisa Batiashvili
Hélène Grimaud

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Lisa Batiashvili: em casa (e fora dela) em qualquer lugar do mundo

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Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

mULLOVA pARTIM-PER-DÍ-VEL !!!

As obras do mais recente álbum de Viktoria Mullova são dedicadas à música para violino de Arvo Pärt. As composições derivam dos estudos de Pärt sobre a música da igreja medieval e são produtos que ele descreve como de estilo “tintinnabuli”, desenvolvido pelo compositor nos anos 70. “Descobri que é suficiente quando uma única nota é tocada de maneira bonita. Essa nota, ou uma batida silenciosa ou um momento de silêncio, me conforta. Eu trabalho com poucos elementos — com uma voz, duas vozes”. Tais peças se tornaram icônicas no repertório contemporâneo. Este álbum foi gravado na presença do compositor, como demonstra a capa. E é EXTRAORDINÁRIO.

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

1. Darf ich… 02:52
2. Fratres 10:26
3. Passacaglia 04:42
4. Tabula rasa: I. Ludus 10:57
5. Tabula rasa: II. Silentium 20:35
6. Spiegel im Spiegel 09:25

Viktoria Mullova (violin)
Estonian National Symphony Orchestra
Paavo Järvi (conductor)

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Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.
Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.

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Sacred Treasures IV – Choral Masterworks: Silent Prayers

2e4vr6cSacred Treasures IV
Choral Masterworks: Silent Prayers

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Sacred Treasures IV é a compilação de algumas das mais belas peças, de rica textura e ternura, do vasto repositório de música coral sacra ocidental, todas, exceto uma peça, datam do início do século 20 até o presente. Como o título sugere, estas obras-primas coral são orações verdadeiramente suaves.

Pärt, Arvo (Estônia, 1935 – ): Chamber Choir Versija
01. Magnificat Antiphones (7), for chorus – O Weisheit
Kedrov, Sr., Nikolay Nikolayevich (Rússia, 1871 – Paris, 1940): Kitka – Women’s Vocal Ensemble
02. Otche Nash (Our Father), for chorus
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611): Voices of Ascension
03. Jesu, dulcis memoria, hymn for 4 voices
Lauridsen, Morten Johannes (Estados Unidos, 1943 – ): Nordic Chamber Choir
04. Contre qui, rose, for chorus (Les Chansons des Roses No. 2)
Fauré, Gabriel Urbain (França, 1845 – 1924): The Cambridge Singers
05. Messe basse, for solo voices, chorus & organ – Benedictus
Hristov, Dobri (Bulgária, 1875-1941): Sofia Orthodox Choir
06. Cherubinischer Gesang (Cherubic Hymn) No 4
Duruflé, Maurice (França, 1902 – 1986): Corydon Singers
07. Requiem for orchestra, organ & chorus; for organ & chorus; for small ensemble, organ & chorus (3 versions), Op. 9 – In Paradisum
Lauridsen, Morten Johannes (Estados Unidos, 1943 – ): Nordic Chamber Choir
08. Lux Aeterna, for chorus & orchestra – O Nata Lux
Fauré, Gabriel Urbain (França, 1845 – 1924): The Cambridge Singers
09. Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 – In Paradisum
Lauridsen, Morten Johannes (Estados Unidos, 1943 – ): Polyphony
10. O Magnum Mysterium, for chorus
Pärt, Arvo (Estônia, 1935 – ): Vadim Gluzman
11. Spiegel im Spiegel, for violin & piano
Pärt, Arvo (Estônia, 1935 – ): Christoph Maria Moosmann
12. Pari intervallo, for organ

Sacred Treasures IV – Choral Masterworks: Silent Prayers – 1997
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XLD RIP | FLAC 241,7 MB |

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MP3 320 kbps – 131,5 – 52,1 min
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Boa audição.

Avicenna

Haydn / Takemitsu / Bartók / Pärt: Landscapes

Haydn / Takemitsu / Bartók / Pärt: Landscapes

Gosto desses CDs mistureca. Haydn, Bartók, Pärt e Takemitsu acabam conseguindo uma boa convivência na pequena área do disquinho. Sem Haydn, não se sabe o que seria do gênero do quarteto de cordas. Elo de ligação entre Johann Sebastian Bach e Wolfgang Amadeus Mozart sua obra é feliz, mas sem a qualidade de um Mozart ou as profundidades filosóficas de um Beethoven. Mas Joseph Haydn foi um grandíssimo gênio. Aqui, está na companhia de compositores nascidos séculos depois. Como combinam bem os revolucionários! Os três irmãos Mark, Erik e Ken Schumann, que cresceram na Renânia e tocavam juntos desde crianças. Em 2012, a violista estoniana Liisa Randalu juntou-se a eles para formar o excelente Schumann Quartett. Olho neles, os caras são bons.

Haydn / Takemitsu / Bartók / Pärt: Landscapes

JOSEPH HAYDN STRING QUARTETT IN B-FLAT MAJOR OP. 76 “SUNRISE”
1 ALLEGRO CON SPIRITO
2 ADAGIO
3 MENUETTO
4 FINALE

5 TORU TAKEMITSU “LANDSCAPE” FOR STRING QUARTET

BÉLA BARTÓK STRING QUARTET NO. 2
6 MODERATO
7 ALLEGRO MOLTO CAPRICCIOSO
8 LENTO

9 ARVO PÄRT “FRATRES”

Schumann Quartett

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Takemitsu: impressionado com a qualidade e a quantidade de música que temos aqui no PQP.
Takemitsu: impressionado com a qualidade e a quantidade de música que temos aqui no PQP.

PQP

Transformations 20th Century Works Violin & Piano (com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)

Transformations 20th Century Works Violin & Piano (com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)

Grande CD de 1999 que traz uma espécie de apanhado, na verdade, da segunda metade do século XX. Para comprovar, basta notar que a maioria dos compositores da “mostra” ainda está viva em 2017. Claro que o destaque fica com Fratres, obra de Pärt (diga Piárt) tão famosa que já foi utilizada em mais de dez filmes, sendo os mais famosos Sangue Negro (There Will Be Blood), de Paul Thomas Anderson e Amor Pleno (To the Wonder), de Terrence Malick. O restante das peças também são excelentes. Um Penderecki da fase radical, uma Gubaidulina sensacional e um Schnittke, ah, Schnittke.

Transformations 20th Century Works Violin & Piano
(com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)

Artem Vassilev
1. Pieces (5) for violin & piano
2. Pieces (5) for violin & piano
3. Pieces (5) for violin & piano
4. Pieces (5) for violin & piano
5. Pieces (5) for violin & piano

Arvo Pärt
6. Fratres, for violin & piano

Krzysztof Penderecki
7. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 1
8. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 2
9. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 3

Elena Langer
10. Transformations for violin & piano
11. Transformations for violin & piano

Witold Lutoslawski
12. Subito, for violin & piano

Sofia Gubaidulina
13. Dancer on a Tightrope, for violin & piano

Alfred Schnittke
14. Silent Night (Stille Nacht), for violin & piano

Roman Mints, violino
Evgenia Chudinovich, piano

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Pärt e Schnittke tentando repetir a foto de formatura de ambos, muitos ano depois
Pärt e Schnittke tentando repetir a foto de formatura de ambos, muitos anos depois

PQP

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

IM-PER-DÍ-V…

Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.

A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.

Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!

In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)

1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05

A relação com os artistas envolvidos:

Disc: 1

1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi

Disc: 2

1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller

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O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte
O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman: joguinho de xadrez com a morte

PQP

Arvo Pärt (1935): Adam’s Lament

Arvo Pärt (1935): Adam’s Lament

– Repost de 25 de Dezembro de 2015 –

Adianto o post que pretendia fazer no domingo e já aviso a vocês que pretendo postar Arvo Pärt aos domingos, com alguns interlúdios de vez em quando. E postar outros compositores às quintas, também com alguns interlúdios de quando em vez.

Por que adiantei o post de domingo pra hoje? Simples, temos aqui em Adam’s Lament a Christmas Lullaby, uma pequena e bela obra de natal. Além dessa temos Salve Regina, numa interpretação de Tõnu Kaljuste que não me agrada muito. Depois lhes trarei uma feita por Paul Hillier que considero muito mais adequada. Para vocês terem uma ideia, Paul Hillier é para Arvo Pärt aquilo que Jordi Savall é para Monteverdi, ou aquilo que Philippe Herreweghe é para Bach (se bem que aqui a treta é polêmica). Portanto é difícil superar Paul.

Falando em Savall, uma curiosidade: as lullaby’s desse álbum – Estonian Lullaby e Christmas Lullaby – foram dedicadas a ele e à sua mulher. E uma coincidência (que não tem nada a ver com Savall mas comigo): o texto usado no Christmas Lullaby é do evangelho de Lucas.

Tenham um ótimo dia.

Arvo Pärt (1935): Adam’s Lament

01 Adam’s Lament

02 Beatus Petronius

03 Salve Regina

04 Statuit et Dominus

05 Alleluia-Tropus*

06 L’Abbe Agathon

07 Estonian Lullaby

08 Christmas Lullaby

Latvian Radio Choir
Sinfonietta Riga
Vox Clamantis
Estonian Philharmoic Chamber Choir
Tallinn Chamber Orchestra
Tõnu Kaljuste, regente
Tui Hirv, soprano*
Rainer Vilu, barítono*

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Feliz natal criançada do pqp.
Feliz natal criançada do pqp.

Luke

Arvo Pärt (1935): Lamentate

Arvo Pärt (1935): Lamentate

Lamentate é uma das maiores composições de Arvo Pärt. É um concerto onde o piano é o elemento solista, mas tanto pra mim, quanto na visão do próprio compositor, não se assemelha nem um pouco à um concerto para piano tradicional. Como qualquer ouvinte experiente de Arvo Pärt deve ter percebido, suas composições raramente seguem tipos de composição tradicionais, como sinfonias, sonatas, motetos, etc. Por isso são mais conhecidas pelos nomes do que pelo seu tipo.

Essa obra, segundo a Wikipedia, foi dedicada à obra de um escultor britânico-indiano, chamada Marsyas:

Marsyas por Anish Kapoor

Vemos que essa obra, apesar de enorme e imponente, parece ao mesmo tempo ser delicada e frágil. É quase como a forma que o próprio Arvo Pärt descreve Lamentate:

“Essa obra é mercada diametralmente por dois humores opostos… Exagerando um pouco, Eu descreveria esses opostos como ‘brutalmente esmagadora e ‘intimamente frágil’.”

E acho que não tem maneira melhor de descrever Lamentate. Certamente aqueles que estavam acostumados com a delicadeza de Alina, por exemplo, ficarão estarrecidos com a brutalidade de Lamentate.

O solista é Alexei Lubimov, pianista por quem me apaixonei ao ouvir seu álbum Der Bote. Aqui ele é igualmente apaixonante em seu desempenho.

Arvo Pärt (1935): Lamentate

01 Da Pacem Domine

Lamentate
02 I. Minacciando
03 II. Spietato
04 III. Fragile
05 IV. Pregando
06 V. Solitudine – stato d’animo
07 VI. Consolante
08 VII. Stridendo
09 VIII. Lamentabile
10 IX. Risolutamente
11 X. Fragile e conciliante

Hilliard Ensemble
SWR Stuttgart Radio Symphony Orchestra
Andrey Boreyko, conductor
Alexei Lubimov, piano

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Alexei Lubimov
Alexei Lubimov

Luke

Arvo Pärt (1935) — Henryk Górecki (1933-2010) — Galina Ustvolskaya (1919-2006) : Solo Piano Works

Arvo Pärt (1935) — Henryk Górecki (1933-2010) — Galina Ustvolskaya (1919-2006) : Solo Piano Works

A capa deste álbum incomoda em três pontos: no design feio, no marketing e no esquecimento (ou será machismo?) de Ustvolskaya. A feiura da capa vocês podem perceber. O design é marketeiro pois coloca o nome de Górecki em caixa muito mais alta do que o nome de Pärt, que em 1994 — época do lançamento deste álbum — era menos conhecido que Górecki suponho eu. Esquecida pois mesmo as obras de Ustvolskaya ocupando a maior parte do álbum, o nome dela nem aparece na capa, só na parte de trás.

Mas apesar desses escorregões, é um álbum razoável.

As obras de Pärt vocês já estão cansados de ouvir. A sonata no. 1 e os quatro prelúdios de Górecki são tensos, imprevisíveis e violentos em alguns momentos. Algo que é inteiramente diferente da calmaria das obras de Pärt no começo do álbum, o que causa um estranhamento se ouvimos tudo em sequência.

Mas nada supera a deliciosa violência e tensão do piano de Ustvolskaya. Seus prelúdios dançam entre a leveza e a tensão. Se ouvirmos puramente os doze prelúdios, nos parece que falta algo na obra, como se estivesse inacabada. O álbum termina com a sonata no. 6 de Galina, tensa, densa e pesada. Tipicamente o estilo de Galina que assusta uns e leva outros ao gozo.

Arvo Pärt (1935):

01 Fur Alina

Variationen Zur Gesundung Von Arinushka
02 I: Moderato
03 II
04 III
05 IV: Piu Mosso
06 V
07 VI

Henryk Górecki (1933-2010):

Sonata No. 1
08 Allegro Molto, Con Fuoco
09 Grave Pesante E Corale
10 Allegro Vivace, Ma Non Troppo

Four Preludes
11 Molto Agitato
12 Lento-recitativo
13 Allegro Scherzando
14 Molto Allegro Quasi Presto

Galina Ustvolskaya (1919-2006):

Twelve Preludes
15 I
16 II
17 III
18 IV
19 V
20 VI
21 VII
22 VIII
23 IX
24 X
25 XI
26 XII

27 Sonata No. 6

David Arden, piano

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Apesar de sua música ser anormalmente tensa, Galina sabia sorrir muito bem.
Apesar de sua música ser anormalmente tensa, Galina sabia sorrir muito bem.

Luke

Arvo Pärt (1935): Miserere

Arvo Pärt (1935): Miserere

Hoje não farei uma análise propriamente minha, pois estou com pouco tempo, mas deixo aqui uma ótima análise de um consumidor da Amazon (se alguém requisitar, posso traduzir depois):

This disc is a single-composer study, of which it can be said that some items are better examples of his work than others.
Two works on this disc show Part’s tintinnabuli style in full bloom. “Miserere” itself is over thirty minutes long, and by far the best item in the programme. A setting of Psalm 51 in Latin (the same text as set in the famous Allegri “Miserere”) with verses interpolated from the “Dies Irae” of the Missa pro Defunctis, this work shows how Part’s style can magically draw a wealth of emotions from the simplest of musical concepts. Indeed, the work opens with the barest of motifs: the words of the psalm are chanted on three notes by a high solo tenor, interspersed with triadic statements (the so-called tintinnabuli pitches) on clarinet, and moreover bound together with distinct silences. This develops as the text unfolds: a solo counter-tenor joins the tenor in a haunting duet; meanwhile the instrumental ensemble expands to include other woodwinds and organ, all of which offer what appears to be a delicate wordless commentary. An abrupt change of pace comes with the “Dies Irae” verses, sung by a four-part chamber choir with massive, apocalyptic statements from woodwinds, brass, organ, percussion and electric guitars (!) – yet all is in the same style as the opening. After this massive outburst of terror, the opening discourse returns, sung by soloists (soprano, counter-tenor, two tenors and a bass). The interplay of voices and instruments carries the text forward in strikingly beautiful and sensitive ways. The work ends, in pure penitence and supplication, with a further choral statement, this time sung with heart-rending quietness: the “Rex tremendae” verse of the “Dies Irae,” bringing the work to a close. It truly is one of Part’s masterpieces – a proof that the extreme simplicity of the tintinnabuli style need not be limited to small-scale works, and can indeed break free of sounding annoying or repetitive. Recorded here in a very generous acoustic, played and sung with clarity and gravity, and carrying a beautifully sustained emotional weight, this is a definitive performance – a real gem.

The other tintinnabuli work (track 2) is “Festina lente” – “hurrying slowly” – which is scored for string orchestra and harp and makes use of the mensuration canon technique employed by the composer in “Miserere” and other works. This is a softer and more direct piece than “Miserere,” but the effect is refreshing after the profound writing of the former – and like “Miserere,” it is sensitively performed here.

The last work on the disc may at first seem off-putting. “Sarah was ninety years old” was composed just prior to Part’s formation of tintinnabuli (he had previously written serial music, like that of Schoenberg). It is a minimalist piece – the first four minutes or so feature nothing but a single drum, played with two beaters to produce alternating timbres of sound. These timbres are hacked out in a single rhythmic pattern that never seems to end: this is said to symbolise the ninety years of barren life lived by Sarah, wife of Abraham in the biblical book of Genesis. Presently, two tenors enter with an array of chords, cycling around each other and also set to a basic repeating rhythm. After more knocking from the drum and more very simple vocal droning, the organ enters, massive yet restrained, and an ecstatic solo soprano takes up the wordless narrative – Sarah conceives a child, the first of many that became the Israelites in the Genesis story. At first hearing (and perhaps several subsequent ones) this piece will seem dull and pointless; it does have a remarkable meaning, however, and it is quite gem-like even as it is barren and seemingly devoid of musical content.

Having described the contents of this disc, I feel that ultimately no description, not even the more explicitly-detailed ones given in the booklet, can prepare the listener for this music. If you like Arvo Part, it is essential listening; if you like the Hilliard Ensemble, it is one of their outstanding performances beyond any doubt. Some listeners may find it tedious, others may simply find it too overwhelming and give it a miss. However, with its excellent performances and intricate designs (such as are a hallmark of ECM New Series), this record is certainly very special.

Arvo Pärt (1935): Miserere

01 Miserere

02 Festina Lente

03 Sarah Was Ninety Years Old

The Hilliard Ensemble
Orchester Der Beethovenhalle Bonn
Dennis Russell Davies, conductor

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Arvo Pärt pichando a neve.
Arvo Pärt pichando a neve.

Luke

Arvo Pärt (1935): Kanon Pokajanen

Arvo Pärt (1935): Kanon Pokajanen

Quero discutir com vocês um pouco sobre música modal. Para entender melhor boa parte das obras de Pärt que postei até agora e as que virão no futuro, é bom ter uma noção do que se está escutando.

Imaginem algo circular, que não tem um fim, mas apenas uma progressão estável e contínua, variando muito pouco em sua forma e sempre retornando para os mesmos pontos. Essa ideia de circularidade não é apenas a ideia de história que tinham, por exemplo, os gregos antigos, ou os povos ameríndios do século XVI, é uma ideia que predominou na construção musical que veio do oriente e que se fixou por séculos no ocidente, o chamado cantochão (mais conhecido como canto gregoriano). A música ocidental como a conhecemos, a qual chamamos tonal, só veio a nascer com a Ars Nova no século XIII. Ao contrário da música modal, que anda em círculos, a música tonal possui uma construção teleológica, ou seja, com um telos, ou um fim. A música tonal poderíamos dizer, é como uma montanha russa, cheia de altos e baixos, enquanto a música modal, permanence constante e linear.

Um bom exemplo do que quero dizer é o segundo movimento de Tabula Rasa, Silentum, onde a música permanece constante e parece estar num ciclo infinito. Semelhantemente, quando forem ouvir a Kanon Pokajanen, entre um Ode e outro pode lhes parecer estar na mesma música, e durante vários momentos ao longo do álbum alguns modos se repetem. Se pensarmos bem, é até contraditório que o cristianismo, religião que delimita um fim pra história, possa conter em sua cultura algo de cíclico, sem fim. Mas a musica modal ocidental é resultado do contato com o oriente, cuja visão da história é, em algumas culturas, cíclica. Por isso que, um compositor, que em pleno final do século XX recupera a imemorável tradição musical medieval sacra, veio a surgir justamente no leste europeu, sob o cristianismo ortodoxo, que, querendo ou não, ainda conserva certas influências do oriente medieval.

Este é um álbum para se ouvir no momento mais espiritual e calmo possível. Um dia nublado, silencioso, uma enorme paz no espírito e aquele sentimento de que ouvir qualquer coisa dramática demais não vai cair bem. Desligue a TV (como brincou o próprio Pärt sobre como essa música deveria ser ouvida), o celular, e sinta a beleza e o imenso poder de uma fé.

Arvo Pärt (1935): Kanon Pokajanen for soloists & mixed choir

CD1

Kanon Pokajanen
01 Ode I
02 Ode III
03 Ode IV
04 Ode V
05 Ode VI

CD2

01 Kondakion

02 Ikos

03 Ode VII
04 Ode VIII
05 Ode IX

06 Prayer After the Canon

Estonian Philharmonic Chamber Choir
Tõnu Kaljuste, conductor
Ave Moor, alto
Kaia Urb, soprano
Tiit Kogerman, tenor

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writing

Luke

Arvo Pärt (1935): I Am The True Vine

Arvo Pärt (1935): I Am The True Vine

  • Repost de 8 de maio de 2016

Como devem ter percebido ao longo de todo esse tempo em que venho postando obras de Pärt, boa parte de sua produção musical é profundamente religiosa. A Berliner Messe que vem completa neste álbum, na ótima interpretação de Paul Hillier, nos lembra o cantochão tradicional (sobre o qual discuti aqui), mas com aquele toque de tintinnabuli que tanto nos agrada.

A beleza deste álbum está na sutileza e na beleza de sua religiosidade, portanto tentar escutá-lo buscando qualquer outra tendência “modernosa” que Pärt geralmente tem, por exemplo, em suas obras orquestrais ou camerísticas, não vai satisfazer o ouvinte afoito.

Se quiserem uma imersão completa na Berliner Messe, vocês podem até acompanhar a letra disponível no próprio site do compositor.

Além da Missa, reparem na beleza do Ode IX da Kanon Pokajanen. Trarei ela completa em breve, só aguardo o espírito necessário para escutá-la inteira de uma só vez. Infelizmente não estará na interpretação de Hillier, que neste álbum, conseguiu fazer um trabalho excelente (como lhe é de costume quando o assunto é Arvo Pärt).

Arvo Pärt (1935): I Am The True Vine

01 Bogoróditse dyévo (Hail Mary), for chorus

02 I Am the True Vine, for chorus

03 Ode IX: Nýnje k wam pribjegáju

04 The Woman with the Alabaster Box, for chorus

05 Tribute to Caesar, for chorus

Berliner Messe

06 Kyrie
07 Gloria
08 Erster Alleluiavers
09 Zweiter Alleluiavers
10 Veni Sancte Spiritus
11 Credo
12 Sanctus
13 Agnus Dei

Theatre of Voices
The Pro Arte Singers
Paul Hillier, conductor

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A interpretação de Hillier torna a música de Pärt matadora, acreditem.
A interpretação de Hillier torna a música de Pärt matadora, acreditem.

Luke

Alfred Schnittke (1934-1998) — Arvo Pärt (1935): Voices of Nature

Alfred Schnittke (1934-1998) — Arvo Pärt (1935): Voices of Nature

  • Repost de 21 de Abril de 2016

Voices of Nature é um álbum com obras para vozes tanto de Pärt quanto de Schnittke.

O destaque aqui fica com o belíssimo e profundo Concerto para Coro de Schnittke. Se vocês ouviram o álbum do Kronos Quartet com obras de Schnittke, vocês notarão que o segundo movimento do concerto é o belíssimo Collected Songs Where Every Verse Is Filled With Grief.

Além disso, temos algumas obras pequenas dos dois compositores as quais não são tão valiosas, embora também belas.

E para os conservadores, não se preocupem, Schnittke no concerto deste álbum não utiliza de seu famoso poliestilismo.

Voices of Nature

Alfred Schnittke (1934-1998):

Concert for Choir
01 I
02 II
03 III
04 IV

05 Voices of Nature for ten women’s voices and vibraphone

Arvo Pärt (1935):

06 Dopo la vittoria (Piccola Cantata)

07 Bogoróditse Djévo

08 ‘I am the True Vine’

Swedish Radio Choir
Tõnu Kaljuste, conductor

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Lindo casal: Pärt pensando no coito, Schnittke pensando no amor.
Pärt pensando no coito, Schnittke pensando no amor.

Luke

Arvo Pärt (1935): Tabula Rasa, Collage über BACH, Symphony No. 3

Arvo Pärt (1935): Tabula Rasa, Collage über BACH, Symphony No. 3

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  • Repost de 17 de Janeiro de 2016

Não sei como ainda não tinha postado esse álbum. Talvez eu devesse ter postado logo depois de ter discutido as três fases de composição de Arvo Pärt no post de Für Alina.

Pois bem, aqui está: Collage über Bach. Obra da fase de transição de Arvo Pärt assim como também é a sinfonia No. 3, que é igualmente sensacional.

Certa vez ouvindo a terceira sinfonia até tive um sonho meio acordado com um balé que se passaria conforme os movimentos dessa sinfonia. Não, não usei nenhuma substância, é só que a música por si só, principalmente a de Pärt, consegue estimular minha mente absurdamente.

Arvo Pärt (1935): Tabula Rasa, Collage über Bach, Symphony No. 30

Tabula Rasa*
01 Ludus
02 Silentium

Collage über Bach
03 Toccata
04 Sarabande
05 Ricercare

Symphony No. 3
06 First Movemente
07 Second Movement
08 Third Movement

Ulster Orchestra
Takuo Yuasa, conductor
Leslie Hatfield, violin*
Rebecca Hirsch, violin*

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Ta ouvindo o batidão?
Ta ouvindo o batidão?

Luke

Arvo Pärt (1935): Für Anna Maria – Música completa para piano – Jeroen van Veen

Arvo Pärt (1935): Für Anna Maria – Música completa para piano – Jeroen van Veen

– Repost de 10 de Janeiro de 2016 –

Arvo Pärt não é o compositor mais fã de obras para piano, ou teclas no geral, como vocês podem perceber. Em um álbum duplo, Jeroen van Veen conseguiu compilar todas as obras para o instrumento, e ainda teve que repetir algumas (risos).

Mesmo sendo poucas, são obras deliciosas. Für Alina vocês já conheciam, assim como Fratres, Pari Intervallo e Spiegel im Spiegel. Aqui todas essas obras estão para piano solo ou para dois pianos (no caso de Fratres, Pari Intervallo, Spiegel im Spiegel e Hymn To a Great City, obras que Jeroen toca com sua mulher, Sandra Van Veen).

A grande maioria das obras de Arvo Pärt são para vozes, ou possuem vozes, seja coro ou solistas, em algum momento. Mesmo assim, quando Pärt resolve fazer obras puramente instrumentais, ele sabe caprichar, como acontece por exemplo em Tabula Rasa.

O que Jeroen faz neste álbum duplo é interessante. No primeiro disco são apenas obras para piano da terceira fase de composição de Arvo Pärt (discuti sobre essas fases aqui). A que todos nós louvamos e adoramos. No segundo disco temos obras da primeira fase, e podemos perceber a influência de Schönberg em alguns momentos da música. Apesar disso, o segundo CD acaba com Für Alina, como se quisesse aliviar os ouvidos dos ouvintes da tensão característica do dodecafonismo que transparece em algumas das músicas da primeira fase de Pärt.

Arvo Pärt (1935): Für Anna Maria – complete piano music – Jeroen van Veen

CD 1

01 Für Alina (1976) [20:18]

02 Variations for the Healing of Arinushka (1977) [5:56]

03 Ukuaru valss (1973, rev. 2010) [2:54]

04 Für Anna Maria (2006) [1:21]

05 Für Alina (1976) [2:41]

06 Pari intervallo* (1976, rev. 2008) [5:26]

07 Hymn to a Great City* (1984, rev. 2004) [5:08]

10 Fratres* (1977, rev. 1980) [11:52]

11 Spiegel im Spiegel *(1978) [9:10]

08 Für Anna Maria (2006) [1:07]

09 Für Alina (1976) [3:15]

CD 2

Vier leichte Tanzstücke ‘musik für kindertheater’ (1956-57) [7:38]

01 I. Der gestiefelte Kater
02 II. Rotkäppchen und der Wolf
03 III. Schmetterlinge
04 IV. Tanz der Entenküken

Sonatina No. 1 (1959) [7:15]
05 I. Allegro
06 II. Larghetto
07 III. Allegro

Sonatina No. 2 (1959) [5:42]
08 I. Allegro energico
09 II. Largo
10 III. Allegro

Partita Op. 2 (1958) [7:18]
11 I. Toccatina
12 II. Fughetta
13 III. Larghetto
14 IV. Ostinato

15 Für Alina (1976) [23:06]

Jeroen van Veen, piano
*Sandra van Veen, segundo piano

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Jeroen van Veen: Nome de rockeiro e cabelo de cientista, mas acabou que ele é um pianista.
Jeroen van Veen: nome de rockeiro e cabelo de cientista, mas acabou que ele é um pianista.

Luke

Arvo Pärt (1935): Cello concerto ‘Pro et contra’, Perpetuum mobile, Symphonies Nos. 1-3

Arvo Pärt (1935): Cello concerto ‘Pro et contra’, Perpetuum mobile, Symphonies Nos. 1-3

Nos próximos dias, se tudo der certo, estaremos recebendo mais um colega no PQP Bach. Começamos a conversar em função de algo realmente preocupante: não quase Pärt em nosso acervo. Neste CD temos o curto Concerto para Violoncelo do compositor, a já antiga Perpetuum Mobile e três Sinfonias. A Nº 1, de 1964, foi escrita em dois movimentos e é poderosa com espetacular uso da percussão e uma fuga no final. A Nº 2 é bizarra com seus patinhos, flautinhas e trompinhas. A Nº 3 é esplêndida, uma espécie de virada no estilo do compositor, que seria completada em Tabula Rasa. Se vai baixar este CD pensando no Pärt contemplativo, esqueça. Aqui é porrada e humor. Coisas de gênio.

Arvo Pärt (1935):
Cello concerto ‘Pro et contra’, Perpetuum mobile, Symphonies Nos. 1-
3

Concerto for Violoncello and Orchestra ‘Pro et contra’:
01. I. Maestoso (05:04)
02. II. Largo (00:32)
03. III. Allegro (03:23)

04. Perpetuum Mobile, op.10 (04:20)

Symphony No.1 ‘Polyphonic’:
05. I. Canons (09:50)
06. II. Prelude and Fugue (06:34)

Symphony No.2:
07. I. First Movement (05:24)
08. II. Second Movement (02:27)
09. III. Third Movement (06:07)

Symphony No.3:
10. I. First Movement (06:19)
11. II. Second Movement (06:24)
12. III. Third Movement (08:31)

Frans Helmerson, cello
Bamberger Symphoniker
Neeme Järvi

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Alguém disse aí que eu não tenho humor?
Alguém disse aí que eu não tenho humor?

PQP

Arvo Pärt (1935): Collage & Pro et Contra

Arvo Pärt (1935): Collage & Pro et Contra

  • Repost de 24 de Janeiro de 2016

Vamos brincar de trava língua? Paavo Järvi rege Arvo Pärt também mas nem tão bem quanto Neeme Järvi rege. Tentem dizer isso bem rápido.
Pois é, hoje trago dois álbuns bem semelhantes, ambos focam nas obras de primeira e segunda fase de Arvo Pärt, enquanto suas interpretações também são bastante semelhantes, mas como disse no trava língua, Neeme, que é pai de Paavo, se sai um pouco melhor. Aqui, o filho não superou o pai.


No último post tive a ideia de trazer mais duas interpretações de Collage über Bach pra vocês, assim vocês podem compará-las. Mas não só por isso trago esses álbuns hoje, temos muitas obras pouco conhecidas, a maioria instrumentais, muitas sendo da primeira ou da segunda fase de Arvo Pärt. Mas no álbum COLLAGE temos algumas obras da terceira fase que vocês já conhecem: Summa e Fratres. E a antes inédita aqui no blog, Festina Lente. Neste monte de coisa tem duas obras pouco conhecidas que nem eu conhecia que no caso são Meie aedWenn Bach Bienen gezuechtet haette (eita, que nome grande).

A interpretação de Collage über Bach de Neeme Järvi é sensacional. Lembro que quando eu a ouvi pela primeira vez no carro de uma amiga que estava me dando uma carona eu senti como se a ouvisse pela primeira vez. Paavo chega quase no mesmo ponto em sua interpretação, mas não leva o prêmio.

Por algum motivo eu consegui até gostar das duas primeiras sinfonias nestes álbuns, principalmente nas interpretações de Neeme. Talvez eu esteja me tornando mais radical nos meus gostos auditivos. De qualquer forma, elas nunca serão melhores que a terceira sinfonia, que postei semana passada (assim como PQP já havia feito). A terceira sinfonia consegue ser melhor até mesmo que a quarta, que foi composta em 2008, a chamada Los Angeles. Quando eu a trarei para que vocês possam ouvir me perguntam? No futuro meus caros, no futuro…

Arvo Pärt (1935): Collage & Pro et Contra

COLLAGE

Collage sur B-A-C-H
01 I. Tocatta. Preciso
02 II. Sarabande. Lento
03 III. Ricercar. Deciso

04 Summa, for strings

05 Wenn Bach Bienen gezuechtet haette

06 Fratres, for string orchestra and percussion

Symphony No. 2
07 I
08 II
09 III

10 Festina Lente, for string orchestra and harp ad libitum

11 Credo, for piano solo, mixed choir and orchestra*

Philharmonia Orchestra
Neeme Järvi, conductor
Boris Berman, piano*

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PRO ET CONTRA

Pro et Contra*
01 I. Maestoso
02 II. Largo
03 III. Allegro

Symphony No. 1
04 I. Satz: Kanon
05 II. Satz: Präludium und Fuge

Collage über B A C H
06 I. Tocatta. Preciso
07 II. Sarabande. Lento
08 III. Ricercar. Deciso

09 Perpetuum mobile

Meie aed**
10 I. Allegro
11 II. Andantino cantabilell
12 III. Allegro
13 IV. Moderato-Allegro

Symphony No. 2
14 I. Satz: 104-120
15 II. Satz: 112
16 III. Satz: 48-60

Estonian National Symphony Orchestra
Paavo Järvi, conductor
Truls Mørk, cello*
Ellerhein Girls’ Choir**
Tiia-Ester Loitme, director**

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Em pé, da esquerda para direita: Paavo Järvi e Arvo Pärt. Sentados: Nora Pärt, Neeme Järvi (pai de Paavo) e Liilia Järvi.
Em pé, da esquerda para direita: Paavo Järvi e Arvo Pärt. Sentados: Nora Pärt, Neeme Järvi (pai de Paavo) e Liilia Järvi.

Luke