Mendelssohn / Bruch : Concertos para Violino e Romance para Viola (Jansen / Chailly)

Mendelssohn / Bruch : Concertos para Violino e Romance para Viola (Jansen / Chailly)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que disco bom! A interpretação de Jansen + Chailly + Gewandhausorchester para os concertos de Bruch e Mendelssohn é esplêndida. Fiquei realmente feliz com a audição dos dois concertos. Acho que o Mendelssohn de Jansen é efetivamente dos melhores registros que pode se encontrar por aí. A pureza de seu som de seu violino acompanha com precisão uma refinada dinâmica. A regência de Chailly e a herança mendelssohniana da Gewandhausorchester ajuda a solista a desenvolver nessas apresentações ao vivo as tensões essenciais e o impulso emocional. Pela primeira vez, no primeiro movimento do Bruch, denominado Vorspiel (Introdução), a marcação do andamento do Allegro moderato não parece deslocada, enquanto o movimento lento é comovente e suave, levado a um Andante fluente. Da mesma forma, no Concerto de Mendelssohn a performance de Jansen no Andante é contida, com resultado doce e terno, desta vez em um ritmo relativamente moderado, enquanto Chailly traz um sabor húngaro ao Finale, bastante comparável ao do Concerto para Violino de Brahms. Um disco sensacional!

Bruch / Mendelssohn / Vieuxtemps: Concertos para Violino (Jansen / Chailly)

Max Bruch (1838-1920)
Violin Concerto In E Minor, Op. 64
1 Allegro Molto Appassionato 13:00
2 Andante 8:01
3 Allegro Molto Vivace 5:53

4 Romance In F Major For Viola And Orchestra, Op. 85 8:27

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847)
Violin Concerto No. 1 In G Minor, Op. 26
5 Vorspiel: Allegro Moderato 8:00
6 Adagio 8:22
7 Finale: Allegro Energico 7:16

Janine Jansen, Violino
Gewandhausorchester Leipzig
Riccardo Chailly

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Janine Jansen sensualizando na sala de espera da PQP Bach Corp. Infelizmente, PQP fê-la esperar, pois estava ocupado analisando estupefato os mil pedidos de Bernardo Baethgen. Pobre Janine. Só de raiva, por ter feito a deusa perder seu tempo, PQP negou todos os pedidos de BB, pôs-se na ponta dos pés e foi ao encontro dela.

PQP

Bach/Busoni, Mendelssohn, Schubert/Liszt: Canções sem Palavras (Songs Without Words — Perahia)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Escrevo este textinho em 12 de junho, Dia dos Namorados, mas ele está programado para ir ao ar lá em 5 de julho, data em que está marcada a segunda dose de minha amada AstraZeneca, além de ser a dia de aniversário de minha mãe — ela faria 94 anos — e daquela pessoa que posso chamar de meu melhor amigo. Todas datas especiais, portanto. O disco do esplêndido Murray Perahia não tem nada a ver com isso. Mas é um bom disco, um disco, antes de tudo, inteligente. Ele explora os vários pontos fortes de Perahia. Estas peças exigem acima de tudo a capacidade de projetar e sustentar uma linha de canto, de moldar e dar forma a um som belo e cheio de nuances e de evocar a atmosfera de cada inspiração poética. Em suma, eles exigem um pianista com a sensibilidade e o temperamento de Perahia. Os Prelúdios Corais de Bach/Busoni são tocados com andamentos inteiramente naturais, não tão fúnebres como Nikolai Demidenko, mas nunca permitindo que os acompanhamentos, por mais floreados que sejam, soem apressados ​​ou agitados. Na seleção de canções de Mendelssohn, Perahia jamais chafurda nas peças mais lentas — um pecado comum em pianistas que as interpretam. Ele consegue trazer um sorriso ao nosso rosto com o final espirituoso. De todas essas riquezas, no entanto, eu estava mais interessado nas transcrições das canções de Schubert/Liszt. Perahia, um schubertiano natural e pianista de calor e pureza lírica, parece-me um candidato óbvio para esses arranjos maravilhosos e os resultados são sempre envolventes. A poesia pura deste disco é algo para se alegrar e a arte de Perahia brilha em cada compasso.

Bach/Busoni, Mendelssohn, Schubert/Liszt: Canções sem Palavras (Songs Without Words — Perahia)

Johann Sebastian Bach / Ferruccio Busoni
1 “Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme,” BWV 645 3:24
2 “Nun Komm, Der Heiden Heiland,” BWV 659 4:14
3 “Nun Freut Euch, Lieben Christen,” BWV 734 2:03
4 “Ich Ruf’ Zu Dir, Herr Jesu Christ,” BWV 639 3:04

Felix Mendelssohn
Lieder Ohne Worte
5 Opus 19, No. 3 2:07
6 Opus 67, No. 2 1:57
7 Opus 30, No. 4 2:27
8 Opus 19, No. 1 3:14
9 Opus 19, No. 5 2:13
10 Opus 30, No. 6 2:54
11 Opus 38, No. 3 2:13
12 Opus 102, No. 5 1:12
13 Opus 38, No. 2 1:58
14 Opus 30, No. 2 1:57
15 Opus 67, No. 1 2:02
16 Opus 38, No. 6 3:08
17 Opus 67, No. 4 1:43
18 Opus 53, No. 4 2:25
19 Opus 62, No. 2 1:47

Franz Schubert / Franz Liszt
20 “Auf Dem Wasser Zu Singen” 3:52
21 “In Der Ferne” 6:35
22 “Ständchen” 5:17
23 “Erlkönig” 4:28

Murray Perahia, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

OK, Murray eu sei dizer, mas e Perahia?

PQP

Mendelssohn (1809 – 1847) & Tchaikovsky (1840 – 1893): Concertos para Violino – Akiko Suwanai – Czech Philharmonic Orchestra & Vladimir Ashkenazy ֍

Mendelssohn (1809 – 1847) & Tchaikovsky (1840 – 1893): Concertos para Violino – Akiko Suwanai – Czech Philharmonic Orchestra & Vladimir Ashkenazy ֍

Mendelssohn • Tchaikovsky

Concertos para Violino

Akiko Suwanai

Czech Philharmonic Orchestra

Vladimir Ashkenazy

Eu achava que se houvesse um pedacinho da cozinha do céu aqui na terra, esse seria o Bar das Freiras, que fazia o melhor queijo quente com banana do planeta. Ao lado da lanchonete das freirinhas, cuja féria vai toda para a caridade, fica o elevador que era pilotado pela Chica, a ascensorista com o maior sorriso que eu conheci e que morava em Niterói. Isto tudo aconteceu na minha outra vida, antes que eu soubesse que também moraria em Niterói.

Numa daquelas tardes, tive que correr para pegar o elevador: Chica, Chica, péra-aí! A porta já quase fechava e eu estava atrasado para o Seminário de Topologia. Acomodei-me e ataquei de assobio o tema do último movimento do Concerto para Violino que naqueles dias não saia da minha vitrola – fá, fá-fá-fi-fáá… Afinal, havia comprado na famosa Modern Sound aquele cobiçado LP do Heifetz e não ouvia outra coisa.   Foi então que ouvi a pergunta vinda do senhor professor: Mendelssohn ou Tchaikovsky? Olhei-o com alguma surpresa, afinal, não imaginava que professores de física se interessassem por música. Deve ser um destes concertos românticos, acrescentou ele. Eu ri e disse que era o tema do último movimento do Concerto de Brahms. Não muito fora da marca, riu ele, faz tempo que não ouço meus discos. Ficamos amigos e falávamos com frequência sobre nossas audições, sempre no vai-e-vem do elevador, cada um para o seu respectivo andar.

Lembrei-me dessas coisas ouvindo este disco da postagem com dois dos grandes concertos românticos para violino: Mendelssohn e Tchaikovsky! Quais outros? Bem, tem o pai de todos, o Concerto de Beethoven, o já mencionado Concerto de Brahms, já são quatro. Eu acrescentaria ‘o’ Concerto de Bruch, de Sibelius (certamente) e, talvez, Glazunov? Na verdade, basta olhar as gravações de Heifetz…

Na gravação deste disco a solista Akiko Suwanai usa o violino Dolphin Stradivarius, um violino feito em 1714 pelo famoso Antonio Stradivari e que também pertenceu ao Jascha Heifetz.

Atualmente a moça toca outro instrumento, mas nesta gravação temos uma feliz coincidência, afinal deve ser o mesmo instrumento ouvido nas gravações de Heifetz. E para acrescentar muita qualidade ao disco, temos a ótima Orquestra Filarmônica Tcheca, regida por Vladimir Ashkenazy, com gravações feitas no excelente Dvořák Hall – Rudolfinum -, em Praga.

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Concerto para Violino em mi menor, Op. 64

  1. Allegro molto appassionato
  2. Andante
  3. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)

Concerto para Violino em ré maior, Op. 35

  1. Allegro moderato
  2. Canzonetta: Andante
  3. Allegro vivacíssimo

Akiko Suwanai, violino

Czech Philharmonic Orchestra

Vladimir Ashkenazy

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 249 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 196 MB

Momento ‘Sol Nascente’: メンデルスゾーンとチャイコフスキーのヴァイオリン協奏曲どちらも大好きですが、諏訪内晶子さんの演奏も素敵な魅力を感じました。

Eu amo os concertos para violino de Mendelssohn e Tchaikovsky, mas a performance de Akiko Suwanai também foi fascinante. (Tradutor do Google)

E também: Akiko Suwanai’s Tchaikovsky is one of the most musical renditions of the Tchaikovsky violin concerto. Just listen to around 1:00 of the first track, where she introduces the main theme. It is so beautiful and moving, not like any version I listened to.

Forte, ma non tanto…

Aproveitem!

René Denon

Felix Mendelssohn (1809-1847): Música para Violoncelo e Piano (Antonio Meneses e Gérard Wyss)

Felix Mendelssohn (1809-1847): Música para Violoncelo e Piano (Antonio Meneses e Gérard Wyss)

Eu poderia tentar escrever vários adjetivos para a música de Mendelssohn. Mas eu sei que jamais faria isto tão bem quanto outro integrante do PQP Bach: o Carlinus. Ele tem uma sensibilidade enorme para a música e principalmente para a música de Mendelssohn. Ele sabe traduzir os pensamentos e sentimentos em palavras. Pega aquelas impressões fantásticas em que nós pensamos e sentimos enquanto ouvimos música e traduz essas emoções em palavras… E eu considero isso algo muito bonito e difícil de conseguir fazer. Sim, eu tenho sentimentos, e ao ouvir música também me deixo “levar”, mas guardo o que sinto para mim. As sonatas para violoncelo e piano de Mendelssohn são muito legais. Adoro ouvir essas belezas. Meu primeiro contato com elas foi aqui no blog, justamente através do Carlinus. Fiz o pedido, ele demorou um tiquinho, depois respondeu e postou. Fiquei semanas ouvindo e feliz da vida porque fui atendido por ele. Hoje estou aqui para tentar retribuir a atenção que me foi dada presenteando vocês e o nosso amigo Carlinus com estas mesmas sonatas outrora postadas pelo mesmo (esse texto ta parecendo B.O. policial…). Esta versão é sublime, e é muito bem interpretada por Antonio Meneses, na companhia de Gérard Wyss. Espero que vocês gostem.

OBS.: Carlinus, brigado por me ajudar a conhecer a música de Mendelssohn!

Felix Mendelssohn (1809-1847): Música para Violoncelo e Piano (Antonio Meneses e Gérard Wyss)

01. Sonata # 1, Op. 45 – I. Allegreo vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro assai

04. Sonata # 2 Op. 58 – I. Allegro assai vivace
05. II. Allegretto scherzando
06. III. Adagio
07. IV. Molto allegro e vivace

08. Variations Concertantes Op. 17

09. Lied ohne Worte, Op.19 #1

10. Lied ohne worte, Op.19 #3 Jägerlied

11. Assai tranquillo

12. Lied ohne Worte, Op.109

13. Lied ohne Worte, Op.19 #6 Venetianisches Gondellied

Antonio Meneses, cello
Gérard Wyss, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Neste triste país, às vezes nasce um gênio indiscutível.

Raphael Cello

Música de Câmara com Clarinete – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (2 de 5) ֍

Música de Câmara com Clarinete – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (2 de 5) ֍

The Fibonacci Sequence

Clarinete

Brahms | Mendelssohn |

Baermann | Glinka | Milhaud

 

Um par de coelhos foi colocado em um pátio cercado por muros. Supondo que a cada mês, a partir do segundo mês de vida, cada casal de coelhos gera um novo casal de coelhos, quantos casais de coelhos povoarão o pátio ao fim de um ano?

Este problema aparece no capítulo 12 do Liber abaci, o livro escrito por Fibonacci em Pisa, após seu retorno da Argélia, onde viveu por um período e aprendeu o sistema numérico Hindu-Arábico entre muitas outras coisas que explica no livro.

O problema certamente era conhecido antes de Fibonacci colocá-lo no livro e faz parte de uma tradição entre os matemáticos que remonta aos tempos do Egito dos antigos faraós e dos povos mesopotâmicos – assírios, babilônios, que consiste em ensinar matemática através de bons e mesmo de rotineiros problemas. E o problema dos coelhos, enunciado por Fibonacci, é ótimo.

É claro, os detratores dos matemáticos vão logo atacar com comentários do tipo – o par de coelhos era formado por dois machos e nunca se reproduziram. Poderão reclamar dizendo que as condições como ‘nasce um par a cada mês’ e tal, sempre um macho e uma fêmea são inverossímeis. E eventuais problemas genéticos? Houve até uma ameaça de formação de um comitê que clamava – liberdade para os coelhos de Fibonacci…

Ora, os matemáticos nem ouvirão tais críticas e provocações, pois sabem que a historiazinha por trás do problema é apenas para torná-lo bonitinho. Se você realmente quer resolver o problema, concentre-se em entender as condições descritas e coloque a caraminhola para funcionar. Envolver-se com um problema, embebedar-se da vontade de resolvê-lo, mesmo que disponha de poucas ferramentas e que o problema pareça, à priori, inexpugnável, é a tarefa dos matemáticos. Esse élan, essa disposição é o que motiva os matemáticos e é o que impulsiona os avanços na Matemática. A curiosidade, dizem, matou o gato, mas no caso da Matemática, é o que lhe dá a vida. Ninguém é mais feliz do que um matemático realmente engajado na busca da solução de algum problema, mesmo que ele ou ela não admita.

A passagem dos meses serve para indicar os novos passos no desenvolvimento do processo descrito. Ao fim de cada mês, cada casal de coelhos amadurecido dará à luz a um novo casal. Assim, o problema será o de contar, ao fim de cada mês, quantos casais de coelhos povoam o pátio, levando em conta as condições do mês anterior. Pode-se agir como quiser, fazendo anotações, desenhando diagramas ou criando uma fórmula que esclareça a situação, levando em conta todas as hipóteses do enunciado.

Veja que diagramas e fórmulas são típicos objetos matemáticos, mas que demoraram séculos ou mesmo milênios para serem desenvolvidos e incorporados ao uso comum das pessoas. Mesmo o uso de um sistema numérico que emprestou agilidade e precisão aos cálculos só foi introduzido na cultura ocidental no século XIII e sofreu alguma resistência. Mas, chega de delongas e vamos ao problema.

Temos então as condições estabelecidas no problema: ao fim de cada mês, cada casal amadurecido dará à luz a um novo casal, que amadurecera ao fim do seu segundo mês de vida.

Portanto, começamos com um casal que amadurece ao fim do primeiro mês e dá à luz a um novo casal ao final do segundo mês. No fim do terceiro mês, o primeiro casal dá à luz a um novo casal e o segundo casal atinge a maturidade. Temos assim 1, 1, 2 e 3. Para o próximo mês, nascerão mais dois casais, pois um mês antes tínhamos dois casais de coelhos adultos e o terceiro casal chega à idade adulta. Resulta então em 3+2 = 5 casais de coelhos, dos quais 3 na idade adulta. Já dá para perceber o que acontecerá no fim do próximo mês: 5 + 3 = 8 casais, dos quais, 5 em idade adulta.

Esta sequência de números, criada a partir das condições estabelecidas no problema é chamada de Sequência de Fibonacci.

1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, …

Cada novo termo da sequência é o resultado da soma dos dois termos anteriores. Em matematiquês:

F(n+1) = F(n)+F(n-1)  e  F(1) = 1, F(2) = 1.

Há uma verdadeira enxurrada de informações sobre a Sequência de Fibonacci e suas manifestações na natureza. Assim, não vamos entrar nesta parte, mas se você teve sua curiosidade despertada, basta deixar o seu lado matemático revelar-se mais um pouco. E aí, quantos pares de coelhos no fim do ano?

Ah, a música! Algumas palavras sobre o programa do disco que tem um clarinete como destaque. Funcionando um pouco como âncora neste programa, temos o Trio com Clarinete de Brahms, que abre os trabalhos de maneira ótima. Em seguida uma peça de Mendelssohn, Konzertstück, uma peça de concerto. Esta composição é fruto da amizade entre o jovem Mendelssohn, Heinrich Baermann, o melhor clarinetista daquela época, e seu filho Carl. Eles se conheceram em Berlim em 1832 e as habilidades do instrumentista inspiraram o compositor, a maneira que ocorrera antes com Mozart e Stadler, assim como Brahms e Mühfeld. Após a peça de Mendelssohn, vem um adagio para clarinete e quinteto de cordas escrito pelo próprio Heinrich Baermann, que também tinha alguma habilidade como compositor.

Prosseguindo, no programa, temos um Trio com Clarinete escrito por Mikhail Glinka, que era russo e compositor nacionalista. Ficou famoso por suas óperas ‘A Vida pelo Czar’ e ‘Russlan e Ludmila’. Esta peça foi escrita quando Glinka estava na Itália, morrendo de saudades de casa e pela inscrição deixada na peça: ‘Eu só tenho conhecido o amor pelas misérias que ele causa’, curtindo uma decepção amorosa.

Completando o disco, à francesa, uma suíte de Milhaud, escrita sob inspiração da música de Michel Corrette. A música foi escrita inicialmente para uma produção em francês de Romeu e Julieta, de Shakespeare.

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Trio para clarinete, violoncelo e piano em lá menor, Op. 114
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Andante grazioso
  4. Allegro (ii)

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Peça de Concerto No. 2 em ré menor, para clarinete, corno de basseto e piano, Op. 114
  1. Presto
  2. Andante
  3. Allegro grazioso

Heinrich Baermann (1784 – 1847)

Adagio em ré bemol maior para clarinete, dois violinos, viola, violoncelo e contrabaixo
  1. Adagio

Mikhail Glinka (1804 – 1857)

Trio Pathétique, para clarinete, fagote e piano
  1. Allegro moderato
  2. Scherzo: vivacissimo
  3. Largo
  4. Allegro con spirito

Darius Milhaud (1892 – 1976)

Suite d’après Corrette, para oboé, clarinete e fagote
  1. Entrée et Rondeau
  2. Tambourin
  3. Musette
  4. Sérénade
  5. Fanfare
  6. Rondeau
  7. Menuets
  8. Le Coucou

The Fibonacci Sequence

Kenneth Sillitoe, violino
Helen Paterson, violino
Louise Williams, viola
Benjamin Hughes, violoncelo
Stephen Williams, contrabaixo
Christopher O’Neal, oboé
Nicholas Bucknall, corno de basseto
Richard Skinner, fagote
Kathron Sturrock, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 283 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 157 MB

Em nossa próxima postagem falaremos do Número de Ouro!

Aproveite

René Denon

Martha Argerich & Friends – Live in Lugano 2006

61MN6X3XqaL._SS500

A Saga Argerichiana continua, com seu Festival de Lugano. Espero que estejam gostando.

Estive pensando com meus botões e tentando lembrar o que estava fazendo em 2006, um ano após uma mudança de cidade que fiz, o que ocasionou um desvio de rota em minha vida. Lembrei então que foram dois anos bem difíceis e complicados, desempregado, e os empregos que conseguia eram apenas bicos que ajudavam a quebrar um galho. A situação começou a melhorar em 2008, mas isso já é outra história.
O maravilhoso Quarteto com Piano op. 47 de Schumann abre esta caixa. O terceiro CD entra um pouco mais no século XX com uma sonata de Schnittke e um Concerto para Violoncelo até então totalmente desconhecido para mim, de Friedrich Gulda.
Divirtam-se.

Cd 1

01. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 1. Sostenuto assai
02. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 2. Scherzo
03. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 3. Andante cantabile
04. Schumann Piano Quartet in E-flat, op.47 – 4. Finale. Vivace

Martha Argerich, Renaud Capuçon, Lida Chen, Gautier Capuçon

05. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 1. Allegro assai vivace
06. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 2. Allegretto scherzando
07. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 3. Adagio
08. Mendelssohn Cello Sonata No.2 in D, op.58 – 4. Molto allegro e vivace

Gabriela Montero, Gautier Capuçon

09. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 1. Zart und mit A
10. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 2. Lebhaft, leicht
11. Schumann Fantasiestucke, for flugelhorn and piano, op.73 – 3. Rasch und mit

Martha Argerich, Sergei Nakariov

CD 2

01. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 1. Mit Energie und Leidenschaft
02. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 2. Lebhaft, doch nicht zu rasch
03. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 3. Langsam, mit inniger Empfindung
04. Schumann Piano Trio No.1 in D minor, op.63 – 4. Mit Feuer

Nicolas Angelich, Renaud Capuçon, Gautier Capuçon

05. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 1. Introduzione. Adagio mesto – Al
06. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 2. Scherzo
07. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 3. Largo
08. Taneyev Piano Quintet in G minor, op.30 – 4. Finale. Allegro vivace

Lilya Zilberstein, Dora Schwarzberg, Lucy Hall, Nora Romanoff-Schwasberg, Jorge Bosso

CD 3

01. Debussy Nocturnes, for 2 pianos (trans.Ravel) – 1. Nuages
02. Debussy Nocturnes, for 2 pianos (trans.Ravel) – 2. Fetes

Sergio Tiempo, Karin Lechner

03. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 1. Andante
04. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 2. Allegretto
05. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 3. Largo
06. Schnittke Violin Sonata No.1 (1963) – 4. Allegretto scherzando

Alissa Margulis, Polina Leschenko

07. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 1. Overture
08. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 2. Idylle
09. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 3. Cadenza
10. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 4. Menuet
11. Friedrich Gulda Concerto for cello and wind orchestra – 5. Finale alla marcia

Gautier Capuçon – Cello
Members of The Orchestra della Svizzera Italiana
Alexander Rabinovich-Barakovsky

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

Felix Mendelssohn Bartholdy – Paulus, op. 36 – Helmuth Rilling, Bach-Collegium Stuttgart, Gächinger Kantorei

Na verdade, o Oratório ‘Paulus’ foi a primeira obra que Felix Mendelssohn-Bartholdy compôs nesse gênero, após sua ‘imersão’ na obra de Bach. Nascido em uma abastada família judia, a família Mendelssohn converteu-se ao Luteranismo, quando o compositor ainda era uma criança. Obras  como estes Oratórios, além da Segunda e da Quinta Sinfonias, trazem elementos de cânticos luteranos.

O Oratório foi baseado na vida de Paulo de Tarso, que mais tarde ficou conhecido como o Apóstolo Paulo, personagem bíblico que foi um dos principais divulgadores do Cristianismo, e que assim como Felix, também era Judeu convertido. Importante salientar que Paulo já era adulto quando se converteu à fé cristã.

Assim como aconteceu com o Oratório ‘Elias’, que compôs dez anos depois e que postamos recentemente, Mendelssohn não economiza em recursos orquestrais e vocais, criando Corais absolutamente magníficos, árias delicadíssimas, e demonstra um profundo respeito pela fé cristã. Uma análise hsitórico-crítica mais detalhada pode ser encontrada neste Site. 

Escolhi para esta postagem a versão de Helmuth Rilling, um dos maiores especialistas em música sacra, e que gravou todas a obra de Bach.

Libretto do Oratório em Alemão: http://www2.cpdl.org/wiki/index.php/Paulus

Part 1

1. Overture
2. chorus Herr, der du bist der Gott (Lord! Thou alone art God)[4]
3. chorale Allein Gott in der Höh’ sei Ehr’ (To God on high be thanks and praise)
4. recitative & duet Die Menge der Gläubigen war ein Herz (And the many that believed were of one heart)
5. chorus Dieser Mensch hört nicht auf zu reden (Now this man ceaseth not)
6. recitative & chorus Und sie sahen auf ihn alle (And all that sat in the council)
7. aria (S) Jerusalem! die du tötest die Propheten (Jerusalem! Thou that has killed the Prophets)
8. recitative & chorus Sie aber stürmten auf ihn ein; Steiniget ihn! Er lästert Gott (Then they ran upon him; Stone him to death; He blasphemes God))
9. recitative & choral Und sie steinigten ihn; Dir, Herr, dir will ich mich ergeben (And they Stoned him; To thee, O Lord. I yield my spirit)
10. recitative Und die Zeugen legten ab ihre Kleider (And the Witnesses)
11. chorus Siehe! wir preisen selig, die erduldet (Happy and Blest are they)
12. recitative (T) & aria (B) Saulus aber zerstörte die Gemeinde; Vertilge sie, Herr Zebaoth (And Saul made havock of the Church; Consume them all)
13. recitative & arioso (Sii) Und zog mit einer Schar; Doch der Herr vergisst der Seinen nicht (But the Lord is mindful of his own)
14. recitative & chorus Und als er auf dem Weg war; Saul! was verfolgst du mich? (And as he was on the way; Saul, why do you persecute me?)
15. chorus Mache dich auf! Werde Licht! (Arise! Let there be light!)
16. choral Wachet auf! ruft uns die Stimme (Awake, calls the voice to us)
17. recitative Die Männer aber, die seine Gefährten waren (And his companions)
18. aria (B) Gott, sei mir gnädig nach deiner Güte (O God, have Mercy)
19. recitative Es war aber ein Jünger zu Damaskus (And there was a Disciple)
20. aria (B) & chorus Ich danke dir, Herr, mein Gott … Der Herr wird die Tränen (I praise thee, O Lord)
21. recitative Und Ananias ging hin (And Ananias went his way)
22. chorus O welch eine Tiefe des Reichtums der Weisheit (O great is the depth)

Part 2

23. chorus Der Erdkreis ist nun des Herrn (The Nations are now the Lord’s)
24. recitative Und Paulus kam zu der Gemeinde (And Paul came to the congregation)
25. duettino (TB) So sind wir nun Botschafter an Christi Statt (Now we are Ambassadors)
26. chorus Wie lieblich sind die Boten (How lovely are the Messengers)
27. recitative & arioso Und wie sie ausgesandt von dem heiligen Geist; Lasst uns singen von der Gnade des Herrn (I will sing of thy great mercies)
28. recitative & chorus Da aber die Juden das Volk sahen; So spricht der Herr: ich bin der Herr (But when the Jews; Thus saith the Lord; And they laid wait for Paul)
29. chorus & choral Ist das nicht, der zu Jerusalem; O Jesu Christe, wahres Licht (Is this he?; O Thou, the True and Only Light)
30. recitative Paulus aber und Barnabas sprachen (But Paul and Barnabas spake freely)
31. duet (TB) Denn also hat uns der Herr geboten (For so hath the Lord)
32. recitative Und es war ein Mann zu Lystra (And there was a man at Lystra)
33. chorus Die Götter sind den Menschen gleich geworden (The gods themselves)
34. recitative Und nannten Barnabas Jupiter (And they call Barnabas, Jupiter)
35. chorus Seid uns gnädig, hohe Götter (O be gracious, Ye Immortals.)
36. recitative, aria & chorus Da das die Apostel hörten; Aber unser Gott ist im Himmel (Now when the Apostles; For know ye not?; But our God abideth in Heaven!)
37. recitative Da ward das Volk erreget wider sie (Then the Multitude)
38. chorus Hier ist des Herren Tempel (This is the Lord’s Temple)
39. recitative Und sie alle verfolgten Paulus (And they all persecuted Paul)
40. cavatine (T) Sei getreu bis in den Tod (Be though faithful unto death)
41. recitative Paulus sandte hin und liess fordern die Ältesten (And Paul sent and called the elders)
42. chorus & recitative Schone doch deiner selbst; Was machet ihr, dass ihr weinet (Far be it from thy path)
43. chorus Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget (See what love)
44. recitative Und wenn er gleich geopfert wird (And though he be offered)
45. chorus Nicht aber ihm allein, sondern allen (Not only unto him)

Juliane Banse – Soprano
Ingeborg Danz – Alt
Michael Schade – Tenor
Andreas Schmidt – Bass
Gächinger Kantorei Sttutgart
Prager Kammerchor
Tschechische Phimharmonie
Helmuth Rilling – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Felix Mendelssohn Bartholdy, portrait by Friedrich Wilhelm von Schadow

 

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Elijah, op. 70 – Gerhaher, Rubens, Stutzmann, Taylor, Blomstedt, Gewandhaus Leipzig

Em seu passeio pelo continente europeu, nosso mentor PQPBach vem assistindo a uma série de concertos memoráveis na capital inglesa. Ontem teria sído o ápice, quando teve a oportunidade de assistir a este Oratório de Mendelssohn, “Elijah”, que por incrível que pareça, nunca tinha aparecido aqui no nosso blog. Me propus imediatamente a suprir esta falta irreparável, e já estou preparando outras obras deste compositor tão especial.

A gravação que escolhi é uma das que tenho, e traz ‘apenas’ a Orquestra do Gewanhaus de Leipzig dirigida pelo ótimo Herbert Blomstedt, que foi seu diretor por muitos anos. O Coro também é desta mesma sala de espetáculos. entre os solistas, podemos destacar a soprano Sybila Rubens e a contralto Natalie Stutzmann, que já apareceram por aqui algumas vezes.

Claro que a experiência de assistir a uma obra deste porte dentro de uma sala de espetáculos é bem diferente de sensação de apenas ouvi-la. Mas lhes garanto que será igualmente prazerosa. Depois da overdose que tivemos de Cantatas de Bach, é interessante notarmos a evolução do gênero música sacra, e com uma obra composta pelo mesmo Mendelssohn que redescobriu a obra de Bach, quando, em 1829, dirigiu a Paixão Segundo Matheus. na mesma Leipzig tão amada de Johann Sebastian.

CD 1

01. Chorus ‘Der Erdkreis ist nun des Herrn’
02. Recitativo (soprano) ‘Und Paulus kam zu der Gemeinde’
03. Duet (tenor, bass) ‘So sind wir nun Botschafter an Christi Statt’
04. Chorus ‘Wie lieblich sind die Boten’
05. Recitativo and Arioso (soprano) ‘Und wie sie ausgesandt’
06. Recitativo (tenor) and Chorus ‘Da aber die Juden das Volk sahen’
07. Chorus ‘Ist das nicht, …’ and Chorale ‘O Jesu Christe, wahres Licht’
08. Recitativo (tenor, bass) ‘Paulus aber und Barnabas sprachen’
09. Duet (tenor, bass) ‘Denn also hat uns der Herr geboten’
00. Recitativo (soprano) ‘Und es war ein Mann zu Lystra’
11. Chorus ‘Die Götter sind den Menschen gleich geworden’
12. Recitativo (tenor, bass), Aria (bass) and Chorus ‘Da das die Apostel hörten’
13. Recitativo (soprano) ‘Da ward das Volk erregt wider sie’
14. Chorus ‘Hier ist des Herren Tempel’
15. Recitativo (soprano) ‘Da ward das Volk erregt wider sie’
16. Cavatina (tenor) ‘Sei getreu bis in den Tod’
17. Recitativo (soprano, bass) ‘Paulus sandte hin und ließ fordern die Ältesten’
18. Chorus (with soloists) ‘Schone doch deiner selbst’ and Recitativo (bass) ‘Was
19. Chorus ‘Sehet, welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget’
20. Recitativo (soprano) ‘Und wenn er gleich geopfert wird’
21. Final Chorus ‘Nicht aber ihm allein, sonder allen’

CD 2

01. Arie (S) – Höre, Israel, höre des Herrn Stimme!
02. Chor – Fürchte dich nicht, spricht unser Gott
03. Rezitativ (A, B) und Chor – Der Herr hat dich erhoben
04. Chor – Wehe ihm, er muß sterben
05. Rezitativ (T) – Du Mann Gottes, laß meine Rede
06. Arie (B) – Es ist genug! So nimm nun, Herr, meine Seele
07. Rezitativ (T) – Siehe er schläft unter dem Wacholder
08. Terzett (Drei Engel) – Hebe deine Augen auf zu den Bergen
09. Chor – Siehe, der Hüter Israels
10. Rezitativ (A, B) – Stehe auf, Elias
11. Arie (A) – Sei stille dem Herrn
12. Chor – Wer bis an das Ende beharrt
13. Rezitativ (S, B) – Herr, es wird Nacht um mich
14. Chor – Der Herr ging vorüber
15. Rezitativ (A), Quartett (S, A, T, B) und Chor – Seraphim standen über ihm – H
16. Chor und Rezitativ (B) – Gehe wiederum hinab!
17. Arioso (B) – Ja, es sollen wohl Berge weichen
18. Chor – Und der Prophet Elias brach hervor
19. Arie (T) – Dann werden die Gerechten leuchten
20. Rezitativ (S) – Darum ward gesendet der Prophet Elias
21. Chor – Aber einer erwacht von Mitternacht
22. Quartett (S, A, T, B) – Wohlan, alle, die ihr durstig seid
23. Chor – Alsdann wird euer Licht hervorbrechen

Sibylla Rubens – Soprano
Nathalie Stutzmann – Contralto
James Taylor – Tenor
Christian Gerhaher – Baritone

Gewandhauskammerchor
Geewandhausorchester Leipzig
Herbert Blomstedt – Conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Iconóstase do mosteiro de Kiji, Carélia, Rússia

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Complete Symphonies – CDs 5 e 6 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Concluindo mais uma série, antes tarde que nunca, mais Mendelssohn para os senhores, nas mãos muito competentes do maestro Thomas Fey, que dirige a Sinfonica de Heildelberg. Produção nota dez, que mantém o padrão de qualidade da gravadora Hänssler, como não poderia deixar de ser.

Destaque para as Sinfonias de nº 2, um primor de composição com um coral fantástico e solistas idem. Volto a repetir, seria interessante os senhores compararem estas gravações com a versão de Sawalisch, que postei dia destes.

Lamentavelmente, há alguns anos, Thomas Fey sofreu uma queda em sua casa, que causou um grave dano cerebral, o que o afastou dos palcos, e consequentemente, dos estúdios.

CD 5

1. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish I. Allegro un poco agitato – Andante come prima
2. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish II. Vivace non troppo
3. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish III. Adagio
4. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVa. Allegro vivacissimo –
5. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVb. Allegro maestoso assai
6. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 I. Adagio – Allegro molto
7. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 II. Scherzo. Comodo (Schweizerlied)
8. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 III. Adagio
9. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 IV. Menuetto. Allegro moderato
10. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 V. Allegro molto

CD 6

1. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ia. Sinfonia. Maestoso con moto – Allegro
2. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ib. Allegretto un poco agitato
3. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ic. Adagio religioso
4. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIa. Alles was Odem hat
5. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIb. Lobe den Herrn meine Seele
6. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIa. Recitative. Saget es, die ihr erlöst seid
7. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIb. Er zählet unsre Tränen
8. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IV. Sagt es, die ihr erlöset seid
9. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang V. Ich harrete des Herrn
10. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VII. Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VIII. Chorale. Nun danket alle Gott
13. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IX. Drum sing’ ich mit meinem Liede
14. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang X. Ihr Völker, bringet her dem Herrn

Eleonore Malguerre – Soprano
Ulrika Strömstedt – Mezzo – Soprano
Markus Schäfer – Tenor
Heidelberger Sinfoniker
Deutscher Kammerchor
Thomas Fey – Conductor

CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Felix Mendelssohn Bartholdy – Complete Symphonies – CDs 3 e 4 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Mais Mendelssohn, sim, senhores. Estou aqui cobrindo uma falta de minha parte, pois esqueci de concluir esta excepcional série. Me obriguei a continuar pois não gosto de deixar as coisas pela metade.
Então mais dois volumes, com as magníficas Sinfonias para Cordas, obras de juventude do compositor, mas que, apesar da idade, mostram um compositor maduro, totalmente ciente de seu talento. Interessante ouvir esta gravação para poderem comparar com a versão de Sawalisch que postei recentemente.

CD 3

1. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 I. Allegro
2. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 II. Andante
3. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 III. Allegro
4. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 I. Allegro
5. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 II. Andante
6. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 III. Allegro
7. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3 I. Allegro di molto
8. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3 II. Andante
9. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3_III. Allegro
10. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 I. Grave – Allegro
11. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 II. Andante
12. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 III. Allegro vivace
13. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 I. Grave – Allegro
14. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 II. Andante
15. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 III. Scherzo
16. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 IV. Allegro vivace

CD 4

1. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation I. Andante – Allegro con fuoco
2. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation II. Allegro vivace
3. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation III. Andante
4. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation IV. Andante con moto – Allegro vivace
5. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 I. Allegro vivace
6. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 II. Andante
7. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 III. Presto
8. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 I. Allegr
o9. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 II. Menuetto
10. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 III. Prestissimo
11. String Symphony No. 10 in B Minor, MWV N10

Heildelberger Sinfoniker
Thomas Fey – Conductor

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Sinfonias – Wolfgang Sawalisch, The New Philharmonia Orchestra

Estes CDs me foram repassados gentilmente por nosso colaborador Rene Denon, quando lhe perguntei qual era o seu maestro favorito em se tratando de Mendelssohn. Ele nem pestanejou quando respondeu Wolfgang Sawalisch. Fiquei curioso então em conhecer estas gravações. Conhecia este maestro regendo principalmente Schubert e Brahms, e foi com grande satisfação e prazer que os ouvi atentamente. Lembro sempre do então jovem Claudio Abbado frente a Sinfônica de Londres quando falamos em Mendelssohn, integral que já trouxemos algumas vezes aqui no PQPBach.

Mendelssohn foi um fenômeno, um novo Mozart, e assim como esse, nos deixou muito cedo, meros 38 anos de idade, mas sua contribuição foi fundamental na história da música ocidental, com certeza foi um dos pilares do Romantismo. E estas suas sinfonias com certeza estão inscritas na categoria de obras primas daquele período tão importante da História da Cultura Ocidental. Sei que os senhores irão apreciar.

Cd 1

01. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 I. Allegro di molto
02. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 II. Andante
03. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 III. Menuetto, allegro molto
04. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 IV. Allegro con fuoco
05. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” I. Andante con moto–Allegro un poco
06. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” II. Vivace non troppo
07. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” III. Adagio
08. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” IV. Allegro vivacissimo

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

CD 2

01. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Sinfonia. Maestoso con moto – Allegr
02. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Alles was Odem hat lobe den Herrn
03. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid – Er z
04. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid
05. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ich harrte des Hern
06. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Stricke des Todes hatten uns umfangen
07. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Die Nacht ist vergangen
08. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Nun danket alle Gott
09. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Drum sin ich mit meinem Liede
10. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ihr Volker! bringet her dem Herrn

Rotraud Hansmann – Soprano
Helen Donath – Soprano
Waldemar Kment – Tenor
The New Philharmonia Chorus & Orchestra
Wolfgang Sawalisch – Conductor

CD 3

01. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 1. Allegro vivace
02. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 2. Andante con moto
03. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 3. Con moto moderato
04. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 4. Saltarello. Presto
05. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 1. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 2. Allegro vivace
07. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 3. Andante
08. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 4. Choral ‘Ein’ feste Burg ist un

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Violino – Alina Ibragimova – OAE – Vladimir Jurowski

Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Violino – Alina Ibragimova – OAE – Vladimir Jurowski

Mendelssohn

Concertos para Violino

Abertura ‘As Hébridas’ ou ‘A Gruta de Fingal’

 

O que chamou a minha atenção neste disco, além da excelente Alina Ibragimova, foi o plural de Concerto: Mendelssohn escreveu mais do que um Concerto para Violino?

Adoro cavalos…

O Concerto para Violino de Mendelssohn, assim no singular, é um dos primeiros concertos do tipo ‘cavalos-de-batalha’, ao lado do Concerto de Beethoven, obras que estabeleceram um altíssimo nível para os compositores que vieram depois. Ou seja, puxam uma fila que continua com Brahms, Tchaikovsky, Bruch, Sibelius e tantos outros. Tão excelsa companhia nos faz esquecer um pouco que o Concerto foi composto em um período onde o estilo clássico estava começando a ceder espaço para as maiores ousadias românticas.

Ferdinand David

Mendelssohn começou a composição deste concerto em 1838, mas o projeto só foi terminado em 1845. Durante este período, ele trocou várias cartas com Ferdinand David, amigo e primeiro violino da Leipzig Gewandhaus Orchestra, que ofereceu várias sugestões. A estreia ocorreu em Leipzig, em 13 de março de 1845, tendo Ferdinand David como solista. O concerto deve ter causado bastante impacto pelas ‘novidades’ que apresenta, como a entrada antecipada do solista, deixando o costumeiro preâmbulo da orquestra muito mais curto, assim como a maior integração entre os movimentos, passando de um para o outro mais fluentemente. O Concerto foi um sucesso imediato.

Esta gravação resgata este aspecto inovador do concerto por apresenta-lo com uma orquestra parecida com a que o introduziu às audiências da época e nos permite ver a obra sob uma diferente perspectiva daquela a que estamos mais acostumados.

Sir Yehudi Menuhin

Pois não é que o danado do Felix já havia composto outro Concerto para Violino ainda na adolescência? De escopo bem mais modesto, o Concerto para Violino em ré menor é uma obra que revela o futuro brilhante do jovem compositor. Com uma interpretação tão convincente como esta, dada pela Alina Ibragimova, podemos entender o interesse que a obra causou em Sir Yehudi Menuhin, o responsável por reintroduzir esta obra para as novas audiências. O último movimento é particularmente cativante, uma ótima lembrança para guardar nos ouvidos.

O disco também apresenta uma gravação da Abertura ‘As Hébridas’ ou ‘A Gruta de Fingal’, como é chamado o poema sinfônico composto por Mendelssohn, sob a impressão causada pela visão da famosa Ilha com a tal caverna.

Felix Mendelssohn (1809-1847)

Concerto para Violino em mi menor, Op. 64

  1. Allegro molto appassionato
  2. Andante
  3. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace

Abertura ‘As Hébridas’, ou

  1. Abertura ‘A Gruta de Fingal’

Concerto para Violino em ré menor

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Alina Ibragimova, violino

Orchestra of the Age of Enlightment

Vladimir Jurowski

Produção: Andrew Keener

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 249 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 129 MB

Alina Ibragimova, foto de Benjamin Ealovega

Alina Ibragimova é uma excelente intérprete, que apesar do pouco uso de vibrato, não deixa de apresentar a intensidade e virtuosismo dos concertos. O acompanhamento é com uma das minhas orquestras de época preferidas. A regência de Jurowski é excelente, como a gravação da ‘Gruta de Fingal’ mostra. A produção, ao encargo do Andrew Keener, com acabamento do selo Hyperion completa este lindo e revelador álbum. Aproveite!

René Denon

Felix Mendelssohn Bartholdy – Complete Symphonies – Cds 1 e 2 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Que tal uma overdose desse genial compositor chamado Mendelssohn? Creio que todos gostam dele, sejam suas sinfonias, seja sua obra de câmera, suas obras para piano, enfim, em todas as áreas em que atuou. Mesmo morrendo tão jovem, ele deixou sua marca.

Mas aqui vamos nos fixar em sua obra sinfônica. E estamos em boas mãos. Thomas Fey é um maestro alemão, já quase chegando aos sessenta anos de idade,  e tem total e pleno controle da ótima Orquestra de Heidelberg. Serão seis cds ao todo, muito bem gravados e produzidos. O Selo Hänsller Classics sempre é garantia de qualidade.

Ah, antes que esqueça, claro que não teremos aqui apenas as grandes sinfonias, como a Quarta, intitulada ‘Italiana’, ou a Quinta, também conhecida como ‘Reforma’, que o compositor criou para as comemorações dos 300 anos da implantação da Reforma Luterana, por Martin Luther. Thomas Fey também gravou as treze belissímas Sinfonias para Cordas, obra de juventude, mas que demonstram tremenda maturidade artística do adolescente Felix.

Mas vamos ao que viemos.

CD 1

1. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ I. Allegro di molto
2. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ II. Andante
3. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ III. Minuetto & Trio. Allegro molto
4. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 11, MWV N13_ IV. Allegro con fuoco
5. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ I. Adagio e grave – Allegro
6. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ II. Adagio
7. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ III. Menuetto. Allegro molto – Trio. Presto
8. String Symphony No. 8 in D Major, MWV N8 (Version for Orchestra)_ IV. Allegro molto
9. String Symphony No. 13 in C Minor, MWV N14

CD 2

1. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ I. Allegro
2. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ II. Andante
3. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ III. Menuetto
4. String Symphony No. 7 in D Minor, MWV N7_ IV. Allegro molto
5. String Symphony No. 12 in G Minor, MWV N12 _Fuga__ I. Fuga. Grave – Allegro
6. String Symphony No. 12 in G Minor, MWV N12 _Fuga__ II. Andante
7. String Symphony No. 12 in G Minor, MWV N12 _Fuga__ III. Allegro molto
8. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ I. Allegro vivace
9. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ II. Andante con moto
10. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ III. Con moto moderato
11. Symphony No. 4 in A Major, Op. 90, MWV N16 _Italian__ IV. Saltarello. Presto

Heidelberger Sinfoniker
Thomas Fey – Conductor

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3)
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

Lembram daquela série interminável de discos da Philips — lançados nos anos 70 e 80 — que eram seleções malucas de clássicos e que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Händel podia vir antes de um trecho de Rhapsody in Blue, o qual era seguido pela Abertura 1812 e pela chamada Ária na Corda Sol (mentira, corda sol coisa nenhuma) de Bach, por exemplo. Salada semelhante é servida por Khatia Buniatishvili neste CD. Mas o importante é faturar enquanto a beleza não abandona a pianista. Ela tem alguns anos de sucesso ainda. Como habitualmente, neste disco ela é muita emoção e languidez — principalmente a última –, acompanhada de um talento que não precisaria ter registros gravados. Temos tanta gente melhor! Depois deste disco altamente suspeito, ela sucumbe aqui. Só a aparência não basta. Afinal, ouvimos o CD. Vocês sabem que eu amo as belas musicistas, mas tudo tem limite.

O volume 1 da numerosa série

Bach, Brahms, Chopin, Debussy, Dvořák, Grieg, Kancheli, Kempff, Ligeti, Liszt, Mendelssohn, Pärt, Ravel, Scarlatti, Scriabin, Tchaikovsky: Motherland (com Khatia Buniatishvili)

1 Johann Sebastian Bach: Was mir behagt, ist nur die muntre Jagd, BWV 208: IX. Schafe können sicher weiden (Arr. for Piano)
2 Pyotr Ilyich Tchaikovsky: The Seasons, Op. 37b: X. October (Autumn Song)
3 Felix Mendelssohn-Bartholdy: Lied ohne Worte in F-Sharp Minor, Op. 67/2
4 Claude Debussy: Suite Bergamasque, L. 75: III. Clair de lune
5 Giya Kancheli: Tune from the Film by Lana Gogoberidze: When Almonds Blossomed
6 György Ligeti: Musica ricercata No. 7 in B-Flat Major
7 Johannes Brahms: Intermezzo in B-Flat Minor, Op. 117/2
8 Franz Liszt: Wiegenlied, S. 198
9 Antonín Dvorák: Slavonic Dance for Four Hands in E Minor, Op. 72/2: Dumka (Allegretto grazioso)
10 Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte in G Major, M. 19
11 Frédéric Chopin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 25/7
12 Alexander Scriabin: Etude in C-Sharp Minor, Op. 2/1
13 Domenico Scarlatti: Sonata in E Major, K. 380
14 Edvard Grieg: Lyric Piece in E Minor, Op. 57/6: Homesickness
15 Traditional: Vagiorko mai / Don’t You Love Me?
16 Wilhelm Kempff: Suite in B-Flat Major, HWV 434: IV. Menuet
17 Arvo Pärt: Für Alina in B Minor

Khatia Buniatishvili, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Desculpe, Khatia, não rolou.

PQP

F. Mendelssohn (1809-1847): Canções sem palavras (Lieder ohne Worte), com Guiomar Novaes

As paisagens como as do Sonho de uma noite de verão ou a Caverna de Fingal são, de certa forma, exteriores ao artista; elas não são ele mesmo. É nos Romances sem Palavras e nas Sinfonias que se deve procurar o Mendelssohn íntimo, o som, a tonalidade e o charme dessa alma. (Camille Bellaigue, 1909)

Década de 1820: Goethe tinha 75 anos quando Mendelssohn, então com doze anos, foi visitá-lo, apresentado por seu professor. Desde este primeiro encontro, Mendelssohn encantou Goethe tocando fugas de Bach e outras obras-primas, de forma que dois anos mais tarde, quando o jovem prodígio voltou a Weimar, o velho poeta, antes de cumprimentá-lo, abriu seu piano e disse “Vem aqui e me faz reviver os os espíritos adormecidos neste piano!” (Fonte: Goethe et Beethoven, por Henri Blaze de Bury, 1813-1888)

1830: Mendelssohn visita Goethe pela última vez e o poeta lhe dá de presente uma página do manuscrito do Fausto com as palavras “Ao amável Felix Mendelssohn, mestre soberano do piano, lembrança de amizade”. Após deixar Weimar e passar por Praga e Munique, em outubro de 1830 Mendelssohn chega a Veneza, aquela cidade única que foi o sonho de sua vida, como ele escreveu a suas irmãs.

Em Roma, onde chega em novembro de 1830, ele faz amizade com o abade Fortunato Santini, dono de uma rica biblioteca musical. Mendelssohn escreve à sua família pedindo que enviem da Alemanha uma coletânea de seis cantatas de Bach para presentear o abade. Em 1831, ainda em Roma, ele conhece o francês Hector Berlioz e as palavras a seguir, das memórias de Berlioz, mostram a relação de admiração um tanto agressiva entre os dois. Berlioz relata:

Um dia, eu falava do metrônomo e de sua utilidade.
“Por que usar o metrônomo?, questionou energicamente Mendelssohn, é um instrumento bastante inútil. Um músico que, olhando uma partitura, não adivinha logo o andamento é uma toupeira.”

No dia seguinte, quando pediu para olhar minha abertura Rei Lear que eu tinha escrito em Nice, ele a leu com atenção e, no momento de colocar os dedos no piano para tocá-la (o que ele fez com um talento incomparável), disse:
“Me dê o seu andamento”,
“Por quê? Você não disse ontem que qualquer um que olha uma partitura e não adivinha o andamento é uma toupeira?” (Fonte: Memórias de Hector Berlioz)

Sua forte ligação com a música de Bach, sua rejeição ao metrônomo, suas sinfonias em quatro movimentos (comparem com a inovadora Sinfonia Fantástica de Berlioz e os Poemas Sinfônicos de Liszt) fazem com que Mendelssohn seja considerado o mais clássico dos românticos. As Canções sem palavras mostram que a cabeça do compositor era mais complexa do que essas classificações. São obras curtas, de harmonia mais simples do que as que Chopin criava na mesma época. Não são equivalentes a noturnos por não terem uma seção contrastante no meio, nem muito menos se assemelham à forma sonata. Para um crítico de 1879, estes pequenos poemas formam, na música para piano, o equivalente dos Lieder de Schubert para o canto. São pequenas joias típicas do século XIX, perfeitas para serem tocadas em salas burguesas por donzelas puras ou senhoras respeitáveis, desde as amadoras até as grandes intérpretes, como Clara Schumann, a quem um dos livros de canções sem palavras foi dedicado.

Mendelssohn compôs um total de 48 peças para piano com este nome e mais uma para violoncelo. São pouco adaptadas aos recitais em grandes salas, aos concursos de piano e também, na minha opinião, às gravações de integrais: ouvir as 48 de uma só vez pode ser uma experiência repetitiva. Muito mais prazerosos são os discos em que pianistas tocam uma seleção de canções sem palavras, como um precioso LP gravado por Gieseking e este vinil de Guiomar, jamais editado em CD, que trago hoje para vocês.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Songs Without Words (Lieder ohne Worte)

A1 No. 1 Op. 19, No. 1 ”Sweet Remembrance”
A2 No. 6 Op. 19, No. 6 ”Venetian Gondola Song”, No. 1
A3 No. 42 Op. 85, No. 6 ”Song Of The Traveller”
A4 No. 40 Op. 85, No. 4 ”Elégie”
A5 No. 29 Op. 62, No. 5 ”Venetian Gondola Song”, No. 3
A6 No. 30 Op. 62, No. 6 ”Spring Song”
B1 No. 12 Op. 30, No. 6 ”Venetian Gondola Song”, No. 2
B2 No. 45 Op. 102, No.3 ”Tarantella”
B3 No. 22 Op. 53, No. 4 ”Sadness Of Soul”
B4 No. 18 Op. 38, No. 6 ”Duet”
B5 No. 34 Op. 67, No. 4 ”Spinning Song”
B6 No. 25 Op. 62, No. 1 ”May Breezes”
B7 No. 20 Op. 53, No. 2 ”The Fleecy Cloud”
B8 No. 47 Op. 102, No. 5 ”The Joyous Peasant”

Guiomar Novaes, piano
Turnabout Vox LP, 1961 (stereo)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE – FLAC

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE – MP3 320 kbps

Todo(a) pianista tem fotos com a mão no rosto, já repararam?

Pleyel

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

51a7Y69Z7oLNão, você não leu errado: estas são as gravações completas dos legendários violinistas Joachim e Sarasate, feitas no começo do século XX.

Sim, Joachim: aquele que estreou sob a batuta de Felix Mendelssohn e consolidou o Concerto Op. 61 de Beethoven no repertório, que escreveu dezenas de cadenzas para concertos alheios, fundador de uma importante escola pedagógica, amigo de Schumann e de Brahms, e consultor deste último nas obras concertantes para violino.

E sim, ele mesmo: Sarasate, o mais célebre dos violinistas do século XIX depois de Paganini, receptor das dedicatórias da Sinfonia Espanhola de Lalo, do Concerto no. 2 de Wieniawski, do Concerto no. 3 e Introdução e Rondó Caprichoso de Saint-Saëns, entre outros.

De quebra, para fechar o disco, algumas das gravações que Eugène Ysaÿe, o maior violinista de seu tempo, realizou durante uma visita a Nova York em 1912.

Joseph Joachim (1831-1907)
Joseph Joachim (1831-1907)

Joachim tinha 72 anos quando realizou suas gravações – idade avançada para a época – e certamente já não estava no melhor de sua forma, tanto física quanto técnica. As técnicas primitivas de gravações, agravadas pelas dificuldades inerentes à captação do som do violino, ainda mais com as cordas de tripa que eram então a norma, exigem bastante do ouvinte que deseja apreciar a arte deste violinista legendário. As duas peças de Bach para violino solo carregam a distinção de serem as primeiras obras do Pai da Música jamais gravadas. Chamam a atenção também as ornamentações que adicionou, especialmente à bourrée, o uso muito comedido de vibrato (pois a escola fundada por Joachim assim defendia) e o que parece uma entonação distinta, que talvez estivesse em voga na distante década de 1830, quando começou a receber sua educação musical.

Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 - ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.
Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 – ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.

 

Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.
Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.

Comedimento era o que não existia no diminuto corpo de Sarasate, virtuose de fama mundial e compositor de diversas obras feitas sob medida para exibir sua técnica. Diferentemente de Joachim, ele abusa do vibrato e, a julgar por suas gravações, apreciava andamentos insanamente rápidos. O Prelúdio da Partita em Mi maior de Bach, por exemplo, é tocada em velocidade lúbrica, mais rápido até do que era capaz o violinista sexagenário: lá pelo segundo terço ele se perde completamente, como um estudante em pânico na prova, e só vem a se recuperar quando a obra se encaminha para o final (ele parece comentar alguma coisa no fim – talvez uma exclamação desbocada – mas não a consegui entender). O arranjo do Noturno de Chopin permite apreciar um pouco de seu afamado “cantabile”, que pelo jeito abusava do portamento.  No entanto, é em suas próprias obras que o basco parece se sair melhor, principalmente no “Zapateado” e nas famosas “Zigeunerweisen” (Árias Ciganas), aparentemente abreviadas para caberem na gravação – o Adagio acaba bruscamente (em meio a instruções sem-cerimoniosamente faladas pelo intérprete) para dar lugar ao velocíssimo Finale.

Eugene Ysaÿe (1858-1931)
Eugene Ysaÿe (1858-1931)

Já o belga Ysaÿe, aluno dos legendários Vieuxtemps e Wieniawski em Bruxelas, viveu até os anos 30. Por isso, deixou um legado maior de gravações, que nos soam mais modernas e muito mais satisfatórias que as de Sarasate e Joachim – mérito, também, da impressionante evolução das técnicas de gravação. O movimento final do Concerto de Mendelssohn, apesar dos cortes necessários para que coubesse num lado de um LP de 78 rpm, é bastante bom, e a famosa elegância do estilo de Ysaÿe fica evidente, apesar de algumas escorregadelas. Lembremo-nos de que as gravações eram feitas em uma só tomada, e o alto custo da mídia não permitia o luxo de repetir tomadas a bel-prazer.

Ysaÿe e o pianista Camille de Creus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912)
Ysaÿe e o pianista Camille Decreus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912). Reparem no cone que fazia as vezes de microfone

 

Espero que apreciem estas gravações preciosas que permitem, pelo menos àqueles que lhe relevam os ruídos de superfície inerentes às limitações técnicas da época, uma fascinante viagem aural ao passado.

JOSEPH JOACHIM – THE COMPLETE RECORDINGS (1903)
PABLO DE SARASATE – THE COMPLETE RECORDINGS (1904)
EUGÈNE YSAYE – SELECTED RECORDINGS (1912)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

01 – Partita no. 1 em Si menor para violino solo, BWV 1002 – Bourrée
02 – Sonata no. 1 em Sol menor para violino solo, BWV 1001 – Adagio

Joseph Joachim, violino
(1903)

Joseph JOACHIM (1831-1907)

03 – Romance em Dó maior para violino e piano

Johannes BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

04 – Dança Húngara no. 1 em Sol menor
05 – Dança Húngara no. 2 em Ré menor

Joseph Joachim, violino
Pianista desconhecido
(1903)

Pablo Martín Meliton de SARASATE y Nevascués (1844-1908)

06 – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20
07 – Capricho Basco, Op. 24
08 – Introdução e Capricho Jota, Op. 41
09 – Introdução e Tarantela, Op. 43
10 – Zortzico Miramar, Op. 42
11 – Danças Espanholas, Op. 21 – no. 2: Habanera
12 – Danças Espanholas, Op. 26 – no. 2: Zapateado

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)

13 – Noturnos, Op. 9 – no. 2 em Mi bemol maior (transcrição de Sarasate para violino e piano)

Pablo de Sarasate, violino
Pianista desconhecido
(1904)

Johann Sebastian BACH

14 – Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006 – Prelúdio

Pablo de Sarasate, violino
(1904)

Emmanuel Alexis CHABRIER (1841-1894)

15 – Pièces pittoresques para piano – no. 10: Scherzo-Valse em Ré maior (transcrito por Ysaÿe para violino e piano)

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

16 – Berceuse, Op. 16

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)

17 – Concerto em Mi menor para violino e orquestra, Op. 64 – Finale: Allegro molto (redução abreviada para violino e piano)

Henryk WIENIAWSKI (1835-1880)

18 – Duas Mazurkas para violino e piano, Op. 19

Johannes BRAHMS, arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

19 – Dança Húngara no. 5 em Sol menor

Eugène Ysaÿe, violino
Camille Decreus, piano
(1912)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BÔNUS: vocês sabiam que não há só uma, mas DUAS gravações de Johannes Brahms ao piano? Claro que o som é precaríssimo, pois elas são de 2 de dezembro de 1889 (imaginem, menos de um mês após a Proclamação de República no Brasil!). Brahms toca uma de suas Danças Húngaras e um trecho de uma polca de Josef Strauss. Este vídeo do pianista Jack Gibbons, que tem um dos melhores canais de YouTube para amantes do piano, guia-nos nessa experiência aural a um só tempo difícil e privilegiada:

Sarasate, o ligeirinho
Sarasate, o ligeirinho

Vassily Genrikhovich

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino e Orq., Op. 64 / Octeto

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino e Orq., Op. 64 / Octeto

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta gravação foi “Editor`s Choice” da Gramophone em 2011, “Gravação recomendada” pela ClassicFM e depois, em 2016, foi considerada a melhor gravação do Concerto de Mendelssohn, novamente pela Gramophone. Tá bom?

Aclamado como “o Jascha Heifetz dos nossos dias”, o violinista James Ehnes é considerado um dos artistas mais perfeitos e musicais da música erudita. Talvez seja o melhor violinista em atividade atualmente. Ele já se apresentou em mais de 30 países, atuando e gravando com as melhores orquestras e regentes. A extensa discografia de Ehnes inclui desde sonatas para violino de Bach a Road Movies, de John Adams. Desde que Vladimir Ashkenazy ganhou destaque no cenário mundial na Competição Chopin de 1955 em Varsóvia, ele construiu uma carreira extraordinária de pianista. A regência tomou a maior parte de suas atividades nas últimas duas décadas, e ele mantém um relacionamento de longa data com a Philharmonia Orchestra, da qual foi nomeado regente em 2000.

O Concerto para Violino, Op. 64, de Mendelssohn passou a ser visto como um degrau inescapável na carreira de todo violinista que almejasse o sucesso, multiplicando-se seus recitais e gravações. Hoje é considerado uma das principais composições de Mendelssohn e um dos mais importantes exemplos de seu gênero, continuando a desfrutar de grande popularidade.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Concerto para Violino e Orq., Op. 64 / Octeto

Violin Concerto In E Minor Op.64 (26:37)
1 I Allegro Molto Appassionato 12:45
2 II Andante 8:16
3 III Allegretto Non Troppo – Allegro Molto Vivace 5:35

Octet In E Flat Op.20 (30:44)
4 I Allegro Moderato Ma Con Fuoco 13:49
5 II Andante 6:31
6 III Scherzo 4:29
7 IV Presto 5:53

Cello – Edward Arron (tracks: 4 to 7), Robert deMaine (tracks: 4 to 7)
Conductor – Vladimir Ashkenazy (tracks: 1 to 3)
Orchestra – Philharmonia Orchestra (tracks: 1 to 3)
Viola – Cynthia Phelps* (tracks: 4 to 7), Richard O’Neill (tracks: 4 to 7)
Violin – Andrew Wan (tracks: 4 to 7), Augustin Hadelich (tracks: 4 to 7), Erin Keefe (tracks: 4 to 7), James Ehnes

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Ehnes, genial.

PQP

A Família das Cordas: The Glory of Cremona – Ruggiero Ricci

FrontSerá que um Stradivarius vale tudo o que pedem por ele?

E um Amati? Ou um Guarneri?

Talvez este álbum possa ajudá-los a responder.

Nele, o virtuoso ítalo-americano Ruggiero Ricci (1918-2012) toca, em quinze famosos violinos, várias peças curtas que considera adequadas às características de cada instrumento. Depois, no que é talvez a parte mais interessante do álbum, ele toca o mesmo trecho – o início solo inicial do Concerto no. 1 de Max Bruch – com as mesmíssimas condições de estúdio em cada um dos violinos, a maior parte dos quais leva apelidos que remetem a ex-proprietários célebres. Apesar da overdose de Stradivari, o xodó de Ricci era seu inseparável Guarneri del Gesù (o “Ex-Huberman”, que surpreendemente não aparece nesta gravação), que foi, depois de sua morte, adquirido por uma companhia japonesa e cedido à violinista japonesa Midori Gotō.

A “Glória de Cremona” a que se refere o título é a rica tradição de luteria daquela cidade, que teve seu pináculo entre os séculos XVI e XVIII através de luthiers da estirpe de Stradivari, Guarnieri, Bergonzi, Amati e da Salo, cujos preciosos instrumentos são, há já muito tempo, o privilégio dos maiores virtuosos.

THE GLORY OF CREMONA – RUGGIERO RICCI

Jean-Antoine DESPLANES [Giovanni Antonio Piani] (1678-1760)
01 – Intrada [violino de Andrea Amati, c. 1560-170]

Pietro NARDINI (1722-1793)
02 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “ex-Rode”, 1733]

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)
03 – Praeludium [violino de Nicolò Amati, 1656]

Niccolò PAGANINI (1782-1840)
04 – Cantabile e Valzer [violino de Antonio Stardivari, “Il Monasterio”,1719]

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
arranjo de Carl Friedberg (1872–1955)
05 – Adagio [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden”, 1735]

Dmitri Borisovich KABALEVSKY (1904-1987)
06 – Improvisation, Op. 21 no. 1 [violino de Antonio Stradivari, “Il Spagnolo”, 1677]

Piotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
07 – Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – no. 2: Mélodie [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont”, 1735]

Francesco Maria VERACINI (1690-1768)
08 – Largo [violino de Gasparo da Salo, ca. 1570-80]

Maria Theresia von PARADIS (1759-1824)
arranjo de Samuel Dushkin (1891-1976)
09 – Sicilienne [violino de Carlo Bergonzi, “Il Constable”, 1731]

Jenő HUBAY (1858-1937)
10 – The Violin Maker of Cremona  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot”, 1744]

Georg Friedrich HÄNDEL (1685-1759)
11 – Larghetto [violino de Antonio Stradivari, “El Madrileño”, 1720]

Robert SCHUMANN (1810-1856)
arranjo de Fritz Kreisler (1875-1962)
12 – Romance em Lá maior [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps”, 1739]

Johannes BRAHMS (1833-1897)
13 – Dança Húngara no. 20 [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Joachim”, 1714]
14 – Dança Húngara no. 17  [violino de Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Gibson”, 1734]

Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN-Bartholdy (1809-1847)
arranjo de Fritz Kreisler
15 – Lieder ohne Wörte, Op. 62 – No. 1: “Mailüfte” (“Brisas de Maio”) [violino de Antonio Stradivari, “Ex-Ernst”, 1709]

Ruggiero Ricci, violinos
Leon Pommers, piano

 

Max Christian Friedrich BRUCH (1838-1920)

Concerto para violino e orquestra no. 1 em Sol menor, Op. 26
I – Vorspiel. Allegro moderato (excerto – solo inicial)
Executado por Ruggiero Ricci nos seguintes instrumentos:

16 – Andrea Amati (c. 1560-70)
17 – Nicolò Amati (1656)
18 – Antonio Stradivari, “Il Spagnolo” (1677)
19 – Antonio Stradivari, “Ex-Ernst” (1709)
20 – Antonio Stradivari, “Ex-Joachim” (1714)
21 – Antonio Stradivari, “Il Monasterio” (1719)
22 – Antonio Stradivari, “El Madrileño” (1720)
23 – Antonio Stradivari, “Ex-Rode” (1733)
24 – Gasparo da Salo (c. 1570-80)
25 – Carlo Bergonzi, “Il Constable” (1731)
26 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Gibson” (1734)
27 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Lafont” (1735)
28 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Il Plowden” (1735)
29 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Vieuxtemps” (1739)
30 – Giuseppe Guarneri del Gesù, “Ex-Bériot” (1744)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

 

Quebre um, e passe reencarnações pagando.
Quebre um, e passe reencarnações pagando.

 

Vassily Genrikhovich

F. Mendelssohn (1809-1847) / R. Schumann (1810-1856): Quartetos com Piano

F. Mendelssohn (1809-1847) / R. Schumann (1810-1856): Quartetos com Piano

Felix Mendelssohn

Robert Schumann

Quartetos com Piano

Märchenbilder

Este despretensioso disco reúne tantas coisas que eu gosto que decidi postá-lo. É mais um destes discos vendidos nas bancas junto com a BBC Music Magazine a esconder algumas gemas.

Felix Mendelssohn

O disco inicia com o Quarteto para Piano em si menor, Op. 3, de Mendelssohn, que foi composto quando Felix tinha apenas 16 anos. Nascido em família rica, ele foi criança prodígio e sua música tem muita ligação com a herança clássica de Mozart e Beethoven, mas com traços românticos, como em seu belíssimo Concerto para Violino. Este quarteto com piano é repleto de impetuosidade e brilhantismo.

Robert Schumann

Felix Mendelssohn e Robert Schumann foram amigos e nos primeiros dias do ano 1846, o casal Mendelssohn visitou o casal Schumann, que realizaram uma soirée. Nesta noite, Clara Schumann tocou a parte de piano e Mendelssohn a parte da viola do Quarteto para Piano em mi bemol maior de Robert Schumann. É uma obra de uma fase de intensa produção camerística do compositor, guarda muita beleza no Andante cantabile e imenso frescor nos outros movimentos. Fica um pouco na sombra do magnífico Quinteto com Piano, composto na mesma fase, mas é uma pequena obra prima.

Completam o disco quatro peças escritas por Schumann para viola e piano, os Märchenbilder, Op. 113. Schumann compôs estas peças para Wilhelm Joseph von Wasielewski, o primeiro violinista da Düsseldorf Musikverein, da qual Schumann era o diretor, e que fora roubado da Leipzig Gewandhaus, de Mendelssohn.

Talvez o Quarteto de Schumann seja a peça mais destacada do disco, mas as outras compõem com ele com muita harmonia.

Narek Hakhnazaryan
Juho Pohjonen

O disco, com repertório camerístico, tem por intérpretes músicos relativamente jovens, provenientes dos mais diferentes cantos do mundo. Como um produto típico de nossos dias, está repleto de diversidade. A sua gravação é proveniente da Chamber Music Society – CMS – do Lincoln Center, da cidade de Nova Iorque.

O violoncelista é Narek Hakhnazaryan, da Armênia, que em 2011 ganhou a Golden Medal do International Tchaikovsky Competition. Ao violino, Erin Keefe, a concertmaster da Minnesota Orchestra e detentora do Avery Fisher Carrer Grant de 2006. De uma geração anterior, o violista Paul Neubauer chegou ao posto de primeira viola da New York Philharmonic aos 21 anos, no início da década de 1980. Juho Pohjonen é um jovem pianista finlandês que tem se destacado por participar de muitos festivais de música e se apresentado com as principais orquestras do mundo.

Erin Keefe
Paul Neubauer

No entanto, o nome que me fez chegar ao disco é Da-Hong Seetoo, o produtor. A biografia de Da-Hong é impressionante. Nascido na China, de família musical, estudou violino na infância, mas tudo foi interrompido pela Revolução Cultural Chinesa. A música, os discos e livros, tudo foi banido de uma hora para outra. Nesta adversidade, Da-Hong acabou aprendendo muito sobre gravações. O gravador que ganhou de seu pai, que usava para gravar e regravar os discos que conseguiam emprestar, tudo por baixo dos panos, foi reparado por Da-Hong inúmeras vezes. Estudante do Conservatório de Shangai, foi ouvido em 1979 pelo primeiro violino da Sinfônica de Boston, Joseph Silverstein, que o recomendou para estudar no Curtis Institute of Music. Foi aceito sem mesmo uma audição. Posteriormente fez pós-graduação na Julliard School of Music. Neste período de estudos passou a gravar os discos de seus colegas. Esta experiência o ajudou a optar pela carreira de produtor de discos, na qual tem muito sucesso. Assim, seu nome completa esta constelação de talentos de diferentes países.

Da-Hong preparando-se para gravar a Abertura 1812

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Quarteto com Piano em si menor, Op. 3

  1. Allegro molto
  2. Andante
  3. Allegro molto
  4. Finale: Allegro vivace

Robert Schumann (1810 – 1856)

Märchenbilder (para viola e piano), Op. 113

  1. Nicht schnell (Não rápido)
  2. Lebhaft (Vivo)
  3. Rasch (Rápido)
  4. Langsam, mit melancholischem Ausdruck (Lento, com expressão melancólica)

Quarteto com Piano em mi bemol maior, Op. 47

  1. Sostenuto assai – Allegro ma non tropo
  2. Scherzo: Molto vivace
  3. Andante cantábile
  4. Finale: Vivace

Juho Pohjonen, piano

Erin Keefe, violino

Paul Neubauer, viola

Narek Hakhnazaryan, violoncelo

Produção: Da-Hong Seetoo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 298 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 173 MB

Aproveite, nem sempre temos tantas pessoas interessantes juntas vindo tocar para a gente.

René Denon

Maria, com Cecilia Bartoli

Maria, com Cecilia Bartoli

Com menos de vinte anos, a romana Cecilia Bartoli já era uma celebridade — ela disse que nasceu cacarejando… Hoje, aos 53 anos, ela segue como uma das principais cantoras líricas em atividade e nos prova que uma cantora pode ao mesmo tempo cantar bem , ser inteligente, ter auto-ironia e agir sem grandes poses. Sua praia é principalmente as óperas de Mozart e Rossini, mas ela explora outros repertórios em seus discos individuais.

Mais ou menos a cada dois anos, Cecilia Bartoli lança um álbum solo onde canta árias escolhidas. O primeiro que conheci, o espetacular The Vivaldi Album (1999), era belíssimo. Depois ouvi o também excelente Opera Proibita (2005), inteiramente dedicado a Handel, Scarlatti e Caldara. Ela é um sucesso de público e estes trabalhos receberam Grammys e o o escambal. Gosto muito dela e, por isso, atirei-me de cabeça neste recém lançado Maria.

Aqui, novamente — como faz em todos os seus álbuns — ela apresenta nada menos do que oito árias nunca antes gravadas, incluindo uma bonita Se un mio desir…Cedi al duol da ópera Irene, cuja partitura completa não chegou a nossos dias. Esta mistura de pesquisa e highlights como Casta Diva tornam interessantes os álbuns desta cantora que só cria álbuns de primeira linha, como The Gluck Album e The Salieri Album.

Na minha opinião, as melhores faixas são as que tem música de Bellini. Ontem, ao ouvir o CD, fui conferir por três vezes a faixa que estava tocando e sempre era uma de Bellini. Não é o melhor de seus discos. Há umas coisas tirolesas um pouco enervantes, mas uma cantora como Bartoli sempre vale a pena ouvir.

Cecilia Bartoli — Maria

1. Irene: Se un mio desir…Cedi al duol (3:45)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

2. Irene: Ira del ciel (2:25)
Composer Giovanni Pacini (1796 – 1867)

3. Ines de Castro: Cari giorni (4:09)
Composer Giuseppe Persiani (1799-1869)

4. Infelice, Op. 94 (12:19)
Composer Felix Mendelssohn (1809 – 1847)
Maxim Vengerov (Violin) <—– ATENÇÃO, FDP!

5. El poeta calculista: Yo que soy contrabandista (2:28)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

6. La sonnambula: Ah, non credea mirarti.
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

7. La sonnambula: Ah, non giunge
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

8. Air à la tirolienne avec variations, Op. 118 (7:27)
Composer Johann Nepomuk Hummel (1778 – 1837)

9 La figlia dell’aria: E non lo vedo…Son regina (7:05)
Composer Manuel García (1775 – 1832)

10 La fille du régiment: Rataplan (2:28)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

11. Tancredi: Di tanti palpiti (3:20)
Composer Gioachino Rossini (1792 – 1868)

12. I puritani: Qui la voce sua soave…
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

13. I puritani: Vien, diletto
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

14. Clari: Come dolce a me favelli (4:38)
Composer Jacques Halévy (1799 – 1862)

15. Amelia, ovvero Otto anni di costanza: Scorrete, o lagrime (2:34)
Composer Lauro Rossi (1810 – 1885)

16. L’Elisir d’Amore: Prendi, per me sei libero (4:18)
Composer Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

17. Norma: Casta diva (6:47)
Composer Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

Mezzo-soprano Vocals – Cecilia Bartoli
Leader [Orchestra La Scintilla] – Ada Pesch
Conductor – Adam Fischer

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Essa canta pra cacete!

PQP

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

Hoje trago para os senhores duas obras primas do genial Mendelssohn, que nos são apresentadas neste CD da Harmonia Mundi: o nosso amado Concerto para Violino e a Sinfonia nº 5, intitulada ‘Reforma’ dois petardos do repertório romântico, sem dúvida.

Isabelle Faust nos apresenta uma versão diferente do Concerto, sem aqueles arroubos sentimentais, digamos que sua leitura seja mais intimista, mais pessoal, ela não cede ao Romantismo exacerbado de algumas passagens. E conta para isso com a cumplicidade de Heras-Cassado, jovem maestro que vem se destacando nos últimos anos. Faust já é uma violinista experiente, com diversos álbuns gravados, inclusive recém postei sua excepcional nova incursão na obra de Bach. E aqui novamente demonstra que não teme se arriscar em testar outras perspectivas e possibilidades desta obra.

Elogiosa também a atuação de Heras-Casado ao escolher uma Orquestra de pequeno porte, mas de grande qualidade, e mais especializada no repertório barroco, a Freiburger Baroque Orchestra. Os que estão acostumados com a sonoridade de uma Filarmônica de Berlim, de Viena, do Concertgebow de Amsterdan, vão estranhar. Mas lembremos de que nos tempos em que Mendelssohn andava sobre esse nosso planeta não existiam estas grandes orquestras, mas pequenos conjuntos musicais como este de Freiburg.
Espero que apreciem.

Felix Mendelssohn-Bartholdy – Violin Concerto op.64, The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor, Symphony no.5 “Reformation” op.107 – Faust, Heras-Casado, FBO

1 Violin Concerto op.64 E minor
I. Allegro molto appassionato
2 II. Andante – Allegretto non troppo
3 III. Allegro molto vivace

4 The Hebrides – Concert Ouverture op.26 B minor / h-Moll / si mineur

Symphony no.5 “Reformation” op.107* D minor

5 I. Andante – Allegro con fuoco
6 II. Allegro vivace
7 III. Andante
8 IV. Choral “Ein feste Burg ist unser Gott”
Andante con moto – Allegro vivace – Allegro maestoso

Isabelle Faust Stradivarius violin “Sleeping Beauty”, 1704
Freiburger Barockorchester
Pablo Heras-Casado

BAIXE AQUI – DOWNLOAD  HERE

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Piano Concertos 1 & 2, 17 Variations sérieuses in D minor op. 54 d-Moll, etc. – Jan Lisiecki, Orpheus Chamber Orchestra

Jan Lisiecki é um pianista canadense, filho de pais poloneses e é um dos grandes nomes do piano de sua geração. Tem um dom único, é daqueles jovens músicos que já ganharam diversos prêmios, e de quem ainda iremos ouvir falar muito.
Os dois Concertos para Piano de Mendelssohn estão em muito boas mãos, podem ter certeza. Apesar da idade, ele toca com muita maturidade, e tem um pleno domínio do instrumento. E eu poderia dizer o mesmo de outras gravações suas, que inclusive já postei por aqui. Eis alguns comentários da crítica especializada:

“Jan Lisiecki. Remember the name.”- The Financial Times.

“A gift too rare to be squandered”- Gramophone Magazine

“Pristine, lyrical and intelligent”- The New York Times

“Perhaps the most ‘complete’ pianist of his age”

Então, senhores,preciso dizer que esta sua gravação de Mendelssohn é IM-PER-DÍ-VEL ???

Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in G minor op. 25
1 1. Molto allegro con fuoco
2 2. Andante
3 3. Presto – Molto allegro e vivace

17 Variations sérieuses in D minor op. 54 d-Moll

4 Tema. Andante sostenuto
5 Variation 1
6 Variation 2. Un poco più animato
7 Variation 3. Più animato
8 Variation 4. Sempre staccato e leggiero
9 Variation 5. Agitato. Legato ed espressivo
10 Variation 6. A tempo
11 Variation 7. Con fuoco
12 Variation 8. Allegro vivace
13 Variation 9
14 Variation 10. Moderato
15 Variation 11. Cantabile
16 Variation 12. Tempo del tema
17 Variation 13. Sempre assai leggiero. Sempre assai marcato
18 Variation 14. Adagio
19 Variation 15. Poco a poco più agitato
20 Variation 16. Allegro vivace
21 Variation 17

Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in D minor op. 40
22 1. Allegro appassionato
23 2. Adagio. Molto sostenuto – attacca
24 3. Finale. Presto scherzando

Rondo capriccioso in E major op. 14 E-Dur
25 Andante
26 Presto leggiero
27 Song Without Words in G minor “Venetian Gondola Song” op. 19b/6

Jan Lisiecki piano
Orpheus Chamber Orchestra (1–3 & 22–24)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn (1809-1847): Sinfonia Italiana / Brahms (1833-1897): Sinfonia No. 2 (National Ph. Orch. & Leopold Stokowski)

Mendelssohn – Sinfonia Italiana

Brahms – Sinfonia No. 2

A principal razão para esta postagem é este disco maravilhoso, que merece ser ouvido muitas e muitas vezes. A Sinfonia Italiana de Mendelssohn recebe uma de suas interpretações mais alerta e ensolarada de que se tem notícia. A Segunda Sinfonia de Brahms, com a repetição do primeiro movimento observada, está gloriosa. A orquestra formada para gravações com os melhores músicos das orquestras de Londres, foi reunida no lendário Studio 1 da EMI, na Abbey Road.

Capa de LP da CBS com a Sinfonia Italiana

Ouvindo o disco podemos imaginar um maestro vigoroso, mas flexível – características facilmente associadas a um jovem. Na verdade, estas foram praticamente as últimas gravações de Leopold Stokowski, aos 95 anos.

O produtor Roy Emerson conta que quando não estava no pódio, Stokowski era uma figura frágil, mas assim que começava qualquer atividade relacionada à música, seja estudando as partituras, ouvindo as gravações realizadas e, sobretudo, quando regendo, ele se revelava ativo e cheio de energia.

Para a maioria das pessoas da minha geração (e das gerações próximas, também), o nome Stokowsky está associado ao filme Fantasia, produzido por Walt Disney. Este filme foi feito em 1940! Foram usadas pela primeira vez técnicas de gravações em multiple audio channels e o filme apresentado em stereophonic sound. A Sagração da Primavera, que havia sido escrita em 1913 por Stravinsky, é um dos números do filme. A transcrição para orquestra da Toccata e Fuga em ré menor, de Bach, que abre o filme, lembra o começo da carreira de Stokowski como organista. Naquele tempo ele fazia o contrário, transcrevendo para órgão famosas peças orquestrais. Popularização de música erudita foi também uma das coisas para as quais Stokowski contribuiu.

Leopold Stokowski

Nascido em Londres, foi na Filadélfia que encontrou a oportunidade de desenvolver sua arte, tornando a Orquestra da Filadélfia uma das melhores do mundo. Numa época de regentes quase icônicos – Toscanini, Furtwängler, Klemperer, Bruno Walter – Stokowski foi capaz de imprimir sua própria personalidade na maneira de fazer música, produzindo seu típico som, com graves pronunciados, como o que você vai ouvir, se baixar este lindo disco.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847)

Sinfonia No. 4 em lá maior, Op. 90, Italiana

  1. Allegro vivace
  2. Andante con moto
  3. Con moto moderato
  4. Saltarello: presto

Johannes Brahms (1833-1897)

Sinfonia No. 2 em ré maior, Op. 73

  1. Allegro non troppo
  2. Adagio non troppo
  3. Allegretto grazioso
  4. Allegro con spirito

National Philharmonic Orchestra

Leopold Stokowski

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 329 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 167 MB

Clique e dançarei para você!

Aproveite!

René Denon

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Este CD também poderia ser chamado de Obras Completas para Piano e Orquestra de Mendelssohn.

Bem, nos últimos anos, Ragna Schirmer ascendeu ao posto de uma das melhores pianistas da Alemanha. Desta vez, ela se volta para Felix Mendelssohn, cujas obras completas para piano e orquestra ela apresenta junto com a Orquestra Sinfônica de Rádio Saarbrücken, conduzida por Günther Herbig. Esta gravação é mais uma vez resultado de muito estudo por parte de Ragna. E o Mendelssohn dela é bem animado. A pianista se delicia no ato de fazer música. A pianista encontrou em Günter Herbig um parceiro experiente e com o claro sentimento da leveza dessa música. Uma gravação muito boa, calorosamente romântica.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concertos para Piano Nº 1 e 2 / Capricho Brilhante / Serenata / Rondó Brilhante

Piano Concerto No. 1 in G minor, Op. 25
1)I. Molto allegro con fuoco
2) II. Andante
3) III. Presto

4) Capriccio brillant in B minor, Op. 22

Piano Concerto No. 2 in D minor, Op. 40
5) I. Allegro appassionato
6) II. Adagio – Molto sostenuto
7) III. Finale: Presto scherzando

8) Serenade and Allegro giocoso, Op. 43

9) Rondo brillant in E flat major, Op. 29

Ragna Schirmer, piano
Radio Symphony Orchestra Saarbrücken
Günther Herbig

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

A tranquilidade de quem tinha um pai banqueiro.

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Complete Works for Piano & Orchestra – Jean Louis Steuerman, Moscow Chamber Orchestra, Constantine Orbelian

Apesar do nome ‘estrangeiro’ Jean Louis Steuerman é carioca da gema. O conheci há muito tempo atrás, por meio de um LP duplo onde tocava as Partitas bachianas. Na verdade, ainda tenho esse LP, pelo qual tenho muito carinho. O adquiri em determinado momento muito importante de minha vida, aqueles momentos de transição, de escolhas, enfim, e esse LP com estas obras imortais de Bach foram meio que a trilha sonora de minha vida naquele momento. Aliás, tive a oportunidade de assistir a uma apresentação sua, com esta mesma orquestra russa, em plena Avenida Paulista, lá pelo início da década de 90, tocando um dos Concertos para Piano de Bach, não me recordo qual deles. Foi uma apresentação ao ar livre, em um belo final de tarde e início de noite.
Mas o papo aqui é Mendelssohn. Steuerman encara as obras compostas para piano e orquestra do genial compositor, e o faz com muita eficiência e talento. Supera as inúmeras armadilhas e dificuldades que aquelas peças possuem e as apresenta com muita competência e virtuosismo.
Um baita CD, para ser apreciado sem moderação. É uma grande oportunidade para aqueles que não conhecem o talento deste grande músico brasileiro que continua na ativa, se apresentando nas principais casas de espetáculo no Brasil e pela Europa.

01. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – I. Molto allegro con fuoco
02. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – II. Andante
03. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – III. Presto
04. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – I. Allegro appassionato
05. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – II. Adagio, molto sostenuto
06. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – III. Finale Presto scherzando
07. Capriccio brillant h-Moll Op. 22
08. Serenade und Allegro giocoso h-Moll Op. 43
09. Rondo brillant Es-Dur Op. 29

Jean Louis Steuerman – Piano
Moscow Chamber Orchestra
Constantine Orbelian

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE