Não sou tão familiarizado assim com a música para pequenos conjuntos do período barroco, com exceção dos Concertos de Brandenburgo de Bach e dos trios (Pièces de clavecin en concert) de Rameau. Então esse disco do grupo chefiado pela violinista Chiara Banchini causou nos meus ouvidos uma certa surpresa: essas obras, publicadas em 1700, aparecem aqui em certa medida como predecessoras dos quartetos de Haydn e dos quintetos de Mozart, estes últimos com formação quase igual – dois violinos, duas violas, um violoncelo. A diferença, em termos de instrumentação, é que além dos “cinco” que dão nome às sonatas/sinfonias, aqui temos também o baixo contínuo, executado em algumas das peças com cravo e em outras apenas pelo contrabaixo com teorba, instrumento da família do alaúde.
É claro que há outras diferenças entre as seis sinfonias de Albinoni (o nome sinfonia na época se aplicava a qualquer peça com harmonia entre mais de uma voz, não fazia portanto alusão a orquestra, basta lembrar que J.S. Bach nomeou “Invenções a duas vozes e Sinfonias a três vozes” as peças para cravo que hoje são numeradas BWV 772-801) e os quintetos de cordas de Mozart ou o quinteto tardio de Schubert. Mas a semelhança notável é o diálogo interessante, inteligente, erudito, equilibrado entre as diferentes vozes dos instrumentos que ora soam individuais, ora em consonância.
Tomaso Albinoni (1671-1751):
Sinfonie a Cinque, Op. 2 (Ensemble 415, Chiara Banchini)
Sonata nº 2 em dó maior
1 Largo
2 Allegro
3 Grave
4 Allegro
Sonata nº 6 em sol menor
5 Adagio
6 Allegro
7 Grave
8 Allegro
Sonata nº 4 em dó menor
9 Grave
10 Allegro Assai
11 Adagio
12 Allegro
Sonata nº 5 em si b maior
13 Largo
14 Allegro Assai
15 Grave
16 Allegro
Sonata nº 1 em sol maior
17 Grave – Adagio
18 Allegro
19 Adagio
20 Allegro
Sonata nº 3 em lá maior
21 Grave
22 Allegro
23 Adagio
24 Allegro
Ensemble 415, Chiara Banchini (violino e direção)
Recorded: 2008, Église Évangélique Allemande, Paris, France
“A opera seconda (op. 2) de Albinoni, publicada em Veneza em 1700 e dedicada ao Duque de Mantova, marca o fim do período de juventude do compositor. Alternando seis sonatas (ou sinfonias) com seis concertos, Albinoni marca o nascimento de uma nova linguagem. Essas obras revelam, em sua riqueza de progressões harmônicas, suas fugas e contrapontos, sua flexibilidade melódica e no rigor rítmico de suas danças, não apenas um excepcional compositor, mas também as tradições nas quais a inimitável comédia veneziana criou raízes.” (Olivier Fourés)
A única obra de alguma importância de Albinoni foi composta em 1945 por Remo Giazotto a partir de um pequeno fragmento — um movimento lento de uma trio sonata — “descoberto” entre as ruínas da Biblioteca Estatal. Trata-se do famoso Adágio de Albinoni, composição evidentemente de Giazotto, utilizada, entre outros, no filme Gallipoli. Giazotto era um sujeito modesto ou esperto? Escolha você. Para mim era um italiano daqueles bem malandros. O fato é que a obra — perfeitamente romântica — ficou famosíssimo. Mesmo sabendo-o autor de 50 óperas esquecidas e de uma música instrumental apenas agradável, comprei este World Premiere Recording para concluir o que esperava: os Balletti poderiam tranquilamente permanecerem inéditos, repousando sua morte em alguma biblioteca. É um CD que pode ser utilizado como fundo musical para festas classudas. Fica aquele barulhinho barroco no ambiente e as pessoas não perdem a atenção na conversa pois a música só surpreende por sua qualidade na faixa 38.
OK. Há uns Concertos para Oboé, escritos por Albinoni, que são bem legais.
1 Balletto Op. 3 N. 1 In Do Maggiore – Preludio Largo
2 Balletto Op. 3 N. 1 In Do Maggiore – Allemanda Allegro
3 Balletto Op. 3 N. 1 In Do Maggiore – Corrente Allegro
4 Balletto Op. 3 N. 1 In Do Maggiore – Gavotta Presto
5 Balletto Op. 3 N. 2 In Mi Minore – Allemanda Largo
6 Balletto Op. 3 N. 2 In Mi Minore – Sarabanda Allegro
7 Balletto Op. 3 N. 2 In Mi Minore – Giga Allegro
8 Balletto Op. 3 N. 3 In Sol Maggiore – Preludio Largo
9 Balletto Op. 3 N. 3 In Sol Maggiore – Allemanda Allegro
10 Balletto Op. 3 N. 3 In Sol Maggiore – Corrente Allegro
11 Balletto Op. 3 N. 3 In Sol Maggiore – Gavotta Presto
12 Balletto Op. 3 N. 4 In La Maggiore – Preludio Largo
13 Balletto Op. 3 N. 4 In La Maggiore – Allemanda Allegro
14 Balletto Op. 3 N. 4 In La Maggiore – Sarabanda Allegro
15 Balletto Op. 3 N. 4 In La Maggiore – Giga Allegro
16 Balletto Op. 3 N. 5 In Re Minore – Allemanda Largo Appoggiato
17 Balletto Op. 3 N. 5 In Re Minore – Corrente Allegro
18 Balletto Op. 3 N. 5 In Re Minore – Giga Allegro
19 Balletto Op. 3 N. 6 In Fa Maggiore – Preludio Largo
20 Balletto Op. 3 N. 6 In Fa Maggiore – Allemanda Allegro
21 Balletto Op. 3 N. 6 In Fa Maggiore – Sarabanda Allegro
22 Balletto Op. 3 N. 6 In Fa Maggiore – Giga Presto
23 Balletto Op. 3 N. 7 In Re Maggiore – Preludio Largo
24 Balletto Op. 3 N. 7 In Re Maggiore – Allemanda Allegro
25 Balletto Op. 3 N. 7 In Re Maggiore – Corrente Allegro
26 Balletto Op. 3 N. 7 In Re Maggiore – Sarabanda Allegro
27 Balletto Op. 3 N. 8 In Do Minore – Allemanda Largo
28 Balletto Op. 3 N. 8 In Do Minore – Corrente Allegro Assai
29 Balletto Op. 3 N. 8 In Do Minore – Giga Allegro
30 Balletto Op. 3 N. 9 In Sol Minore – Preludio Largo
31 Balletto Op. 3 N. 9 In Sol Minore – Allemanda Allegro
32 Balletto Op. 3 N. 9 In Sol Minore – Sarabanda Allegro
33 Balletto Op. 3 N. 9 In Sol Minore – Giga Allegro
34 Balletto Op. 3 N. 10 In Mi Maggiore – Preludio Largo
35 Balletto Op. 3 N. 10 In Mi Maggiore – Allemanda Presto
36 Balletto Op. 3 N. 10 In Mi Maggiore – Corrente Allegro Assai
37 Balletto Op. 3 N. 10 In Mi Maggiore – Giga Allegro
38 Balletto Op. 3 N. 11 In La Minore – Allemanda Larghetto
39 Balletto Op. 3 N. 11 In La Minore – Sarabanda Allegro
40 Balletto Op. 3 N. 11 In La Minore – Gavotta Presto
41 Balletto Op. 3 N. 12 In Sib Maggiore – Preludio Largo
42 Balletto Op. 3 N. 12 In Sib Maggiore – Allemanda Allegro
43 Balletto Op. 3 N. 12 In Sib Maggiore – Corrente Allegro
44 Balletto Op. 3 N. 12 In Sib Maggiore – Giga Allegro
Considerando-se que é um disco com obras de Albinoni, este CD é louco de bom. O disco é extremamente bem executado, é animado e bonitinho. Albinoni foi um compositor bem limitado que ficou famoso por causa de um italiano esperto, Remo Giazotto. Talvez você conheça um certo Adágio de Albinoni. Ele é amplamente conhecido por seu uso frequente em trilhas sonoras de filmes. Frequentemente aparece em gatinhos de clássicos barrocos curtos, porém… Na verdade, esta famosa obra não é de Albinoni. É uma criação de meados do século XX do musicólogo italiano Remo Giazotto, que alegou ter encontrado um fragmento de uma composição de Albinoni nos arquivos de uma biblioteca alemã bombardeada, a Staatsbibliothek (Biblioteca Estadual) em Dresden. Essa biblioteca continha um tesouro de composições de Albinoni que foram destruídas quando a cidade foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, então a alegação de Giazotto era até plausível. De acordo com Giazotto, o fragmento continha apenas o baixo contínuo e algumas frases da própria melodia, num total de apenas seis compassos. A partir desse material escasso, Giazotto desenvolveu uma composição completa, criando algo mais ou menos no estilo de uma chacona, mas com toda a cara do romantismo. Se aquela mistureca faz parte do barroco, eu sou o George Clooney. O novo Adágio era, na verdade, quase inteiramente — e talvez até mesmo inteiramente — uma composição de Giazotto, escrita em 1949. Ele foi publicado pela editora italiana Ricordi em 1958, quase trezentos anos após o nascimento de Albinoni, e com os direitos sendo de (adivinhe?) de Giazotto. Este Adágio é provavelmente uma ficção, já que ninguém além de Giazotto viu esse suposto fragmento de Albinoni. Giazotto morreu em 1998, levando seu segredo para o túmulo, e a história do Adagio em Sol Menor provavelmente permanecerá um mistério. No final das contas, é difícil desembaraçar a história sem acesso ao manuscrito original, que nunca foi tornado público (possivelmente porque ele não existia). Hoje em dia, a maioria dos estudiosos considera a obra como de Giazotto, embora o debate ainda continue. Para o público em geral, no entanto, a obra ainda é conhecida como apenas uma coisa — é o Adágio de Albinoni e fim.
Tomaso Albinoni (1671-1751): Oboe Concerti Op. 9, Nos. 2, 3, 5, 8, 9 & 11 (Anthony Camden, The London Virtuosi, John Georgiadis)
Oboe Concerto in C major, Op. 9, No. 5
I. Allegro 3:29
II. Adagio (non troppo) 1:59
III. Allegro 3:19
Oboe Concerto in F major, Op. 9, No. 3
I. Allegro 4:45
II. Adagio (non troppo) 2:12
III. Allegro 3:45
Oboe Concerto in D minor, Op. 9, No. 2
I. Allegro e non presto 04:33
II. Adagio 5:23
III. Allegro 3:07
Oboe Concerto in B flat major, Op. 9, No. 11
I. Allegro 4:13
II. Adagio 3:26
III. Allegro 3:13
Oboe Concerto in G minor, Op. 9, No. 8
I. Allegro 3:57
II. Adagio 2:15
III. Allegro 4:04
Oboe Concerto in C major, Op. 9, No. 9
I. Allegro 4:00
II. Adagio (non troppo)
3:02 III. Allegro 3:24
Total Playing Time: 01:04:06
Anthony Camden, oboe
Performed by:London Virtuosi
Conducted by:John Georgiadis
Não, este disco não tem qualquer relação com a rede social criada em 2006, com valor de mercado estimado em uns 10 a 25 US$ bi, faixa similar ao valor da PQP Bach Corp., também criada em 2006.
O título faz referência ao som dos pássaros. Em um trabalho musicológico de primeira, juntaram oito árias barrocas para soprano com referência aos cantores que vivem em cima das árvores, algumas de compositores famosos como A. Scarlatti, Vivaldi, Albinoni. Outros um pouco menos conhecidos, como J.A. Hasse, que viveu mais de 80 anos entre Dresden, Veneza e Viena, onde chegou a conhecer o jovem Mozart (ao que parece, ambos tinham grande respeito pelo talento do outro), e Leonardo Vinci, um dos criadores do estilo galante, célebre por suas óperas de melodias mais simples, com menos contraponto, e que morreu aos 40 anos ao comer um chocolate envenenado – dizem as más línguas – por um parente de uma de suas várias amantes. E alguns são hoje praticamente desconhecidos, como os italianos Andrea Stefano Fiorè e Pietro Torri.
Na maioria dessas árias, a cantora divide o papel de solista com a flauta doce ou flautino, que imita os pássaros. Como vocês sabem, a imitação dos pássaros é uma constante na história da música. No século XX beberam dessa tradição Mahler, Stravinsky, Villa-Lobos e Messiaen.
O canto dos pássaros pode servir de metáfora para os mais diversos sentimentos, como a alegria pastoral da ária de Gasparini:
Bell’augelletto
che vai scherzando
sui verdi rami,
t’intendo: tu mi chiami,
e parla in te l’amor.
Belo passarinho
que vai brincando
sobre verdes ramos,
te entendo: tu me chamas,
e em ti, fala o amor
Os pássaros, soltos ou na gaiola, também podem representar a liberdade ou a falta desta, como na ária de Hasse:
L’augelletto in lacci stretto perché mai cantar s’ascolta? Perché spera un’altra volta di tornare in libertà.
O passarinho na gaiola,
porque escutamos seu canto?
Porque ele espera em breve
voltar à liberdade.
E na ária de Alessandro Scarlatti – que faz parte da serenata Il giardino d’amore, espécie de cantata para um público mais reservado e mais aristocrático do que o das óperas – o canto do rouxinol aparece bem mais estilizado e rebuscado do que o estilo galante que surgiria algumas décadas depois. Assim como Hasse, Scarlatti trata de temas mais sombrios:
Rouxinol cantando (fonte: ebird.org)
Più non m’alletta e piace
il vago usignoletto
Já não me agrada e diverte
o charmoso rouxinol
Alguns desses compositores estão fazendo sua estreia no PQP hoje, por exemplo Francesco Gasparini, que foi Diretor do Pio Ospedale della Pietà em Veneza no começo do século 18, ou seja, foi patrão de Antonio Vivaldi. J.S. Bach copiou à mão a Missa Canonica de Gasparini em 1740, fez algumas mudanças na orquestração adicionando oboés, trombone e órgão, e regeu essa Missa provavelmente muitas vezes em Leipzig.
Três obras instrumentais para flauta doce e cordas completam o CD, incluindo um concerto de Vivaldi. É impressionante como sempre há novidades a se conhecer na música barroca!
ANDREA STEFANO FIORÈ (1686–1732)
1 “Usignolo che col volo”
Aria di Engelberta from the opera Engelberta (Milano 1708)
for soprano, flautino, strings & b.c.
LEONARDO VINCI (c.1690–1730)
2 “Rondinella che dal nido”
Aria di Ifigenia from the opera Ifigenia in Tauride (Venezia 1725)
for soprano, strings & b.c.
FRANCESCO GASPARINI (1661–1727)
3 “Bell’augelletto che vai scherzando”
Aria di Aurora from the serenata L’oracolo del fato (Venezia c. 1709)
for soprano, flautino & strings
FRANCESCO MANCINI (1672–1737)
Sonata 14 in G minor
Concerto for Recorder, two violins, viola & b.c.
from the Conservatory “San Pietro a Majella”, 24 concerti per flauto, Napoli 1725
4 Comodo
5 Fuga
6 Larghetto
7 Allegro
T. Albinoni
PIETRO TORRI (c.1650–1737)
8 “Amorosa rondinella”
Aria di Nicomede from the opera Nicomede (Munich 1728)
for soprano, strings & b.c.
TOMASO ALBINONI (1671–1751)
9 “Zeffiretti che spirate”
Aria di Epicide from the opera Eraclea (Genova 1705)
for soprano & b.c.
JOHANN ADOLF HASSE (1699–1783)
10 “L’augelletto in lacci stretto”
Aria di Araspe from the opera Didone abbandonata (Dresden 1742)
for soprano, flautino, strings & b.c.
CHARLES DIEUPART (1667–1740)
Concerto in A minor, for ‘small flute’, strings & b.c.
11 Vivace
12 Grave staccato
13 Allegro
Alessandro Scarlatti
ANTONIO VIVALDI (1678–1741)
14 “Quell’usignolo ch’al caro nido”
Aria di Barzane from the opera Arsilda regina di Ponto (Venezia 1716)
for soprano, strings & b.c.
ALESSANDRO SCARLATTI (1660–1725)
15 “Più non m’alletta e piace”
Aria di Adone from the serenata Il giardino d’amore (c. 1700–1705)
for soprano, flautino, strings & b.c.
ANTONIO VIVALDI
Concerto in F major, RV 442, for recorder, strings & b.c. Tutti gl’ Istromenti Sordini
16 Allegro mà non molto
17 Largo e Cantabile
18 Allegro
Nuria Rial, soprano
Maurice Steger, flautino & recorder
Kammerorchester Basel
Stefano Barneschi, violin & direction
Caricaturas de F. Gasparini e Vivaldi, por Pier Leone Ghezzi (1674-1755). Curiosidade: a palavra caricatura tem origem no italiano ‘caricare’ – pois o desenhista exagera, carrega nos traços da pessoa
Este CD é um horror e é, ao mesmo tempo, um dos maiores sucessos de todos os tempos de Karajan e da DG. Na minha opinião, as Fontane e os Pini di Roma são absolutamente chatos, mas tudo bem, tem gente que gosta. O Boccherini é um pouco melhor, mas então chega o falso Albinoni e fode tudo. Trata-se de uma “reconstrução” de 1945, feita por Remo Giazotto, a partir de um fragmento do movimento lento de uma trio sonata que ele NÃO descobriu entre as ruínas da Biblioteca Estatal. É um Adagio de Giazotto para grande orquestra. De barroco não tem nada. É totalmente romântico e os trouxas achem que é de Albinoni.
Karajan era um bom regente, mas sem tempo para pensar em algo além da autopromoção. Nasceu para ganhar dinheiro e este CD foi um de seus lances mais lucrativos e baixos artisticamente. O tom declamatório e melífluo do Adagio makes me sick. Vamos falar um pouquinho do tal Adagio?
Albinoni foi um compositor barroco veneziano relativamente obscuro. Então, em 1958, surgiu este “Adagio” que tem sido usado por companhias de balé, patinadores, filmes — lembram de Gallipoli, um filme de 1981 sobre a Primeira Guerra Mundial? — e, com letras, por uma série de vocalistas como Sarah Brightman, por exemplo. Esta peça é, no entanto, uma composição moderna. Conto o caso a seguir.
Manuscritos de Albinoni, incluindo uma série de partituras que nunca tinha sido publicada, estavam há muitos anos na Alemanha. Mas a biblioteca onde se encontravam foi destruída no bombardeio de Dresden, em fevereiro de 1945. Os papéis de Albinoni foram perdidos no incêndio. Porém, algumas obras do compositor tinham sido antes catalogadas por um musicólogo italiano chamado Remo Giazotto, autor de uma biografia de Albinoni. Em 1958, Giazotto introduziu esta peça como obra de seu biografado. Ele a teria reconstruído a partir de fragmentos de uma sonata.
Mas outros musicólogos tinham realizado as mesmas pesquisas e acharam tudo muito estranho. Denunciaram. Diante disso, como bom italiano enrolão — nem todos são –, a história de Giazotto mudou um pouco. Ele passou a dizer que tinha se baseado em alguns fragmentos de uma linha de baixo que estavam num manuscrito de Albinoni. Mais: ele alegou que tinha os fragmentos. E mais: disse que eles tinham sido enviados a ele por questões de segurança, quando a biblioteca em Dresden dispersou muitos de seus tesouros… Um cidadão imaginativo, sem dúvida. É fundamental saber que os direitos autorais da peça têm apenas o nome de Remo Giazotto. E que ele, é claro, jamais mostrou os tais manuscritos.
Karajan se daria bem com Giazotto. Dinheiro e embuste era com eles, arte não.
Respighi: Fontane di Roma, Pini di Roma, Antiche danze / Boccherini: Quintettino / Albinoni: Adagio
Respighi
1. Fountains of Rome – 1. The Valle Giulia Fountain at Daybreak (La fontana de Valle Giulia à l’alba) 4:14
2. Fountains of Rome – 2. The Triton Fountain in the Morning (La Fontana del Tritone al mattino) 2:45
3. Fountains of Rome – 3. The Trevi Fountain at Midday (La Fontana di Trevi al meriggio) 4:03
4. Fountains of Rome – 4. The Villa Medici Fountain at Sunset (La Fontana di Villa Medici al tramonto) 5:53
5. Pines of Rome – The Pines of Villa Borghese (I pini di Villa Borghese) 2:56
6. Pines of Rome – The Pines near a Catacomb (Pini presso una catacomba) 6:54
7. Pines of Rome – The Pines of the Janiculum (I pini del Gianicolo) 6:48
8. Pines of Rome – The Pines of the Appian Way (I pini della Via Appia) 5:17
9. Antiche danze ed arie per liuto, Suite III – 1. Italiana. Andantino 3:37
10. Antiche danze ed arie per liuto, Suite III – 2. Arie di corte. Andante cantabile-Allegretto-Vivace -Lento con grande espressione-Allegro vivace-Vivacis- simo-Andante cantabile 8:23
11. Antiche danze ed arie per liuto, Suite III – 3. Siciliana. Andantino 3:22
12. Antiche danze ed arie per liuto, Suite III – 4. Passacaglia. Maestoso – Vivace 4:54
Boccherini
13. Quintettino op.30, No.6, La musica notturna della strade di Madr. – 1. Introduzione 0:42
14. Quintettino op.30, No.6, La musica notturna della strade di Madr. – 2. Minuetto 1:50
15. Quintettino op.30, No.6, La musica notturna della strade di Madr. – 3. Largo assai, senza rigor di Battuta 2:35
16. Quintettino op.30, No.6, La musica notturna della strade di Madr. – 4. Passacalle 2:50
17. Quintettino op.30, No.6, La musica notturna della strade di Madr. – 5. Ritirata 2:20
Albinoni
18. Adagio for Strings and Organ in G minor 10:08
Wolfgang Meyer
Berlin Philharmonic Orchestra
Herbert von Karajan
Adrian Chandler e sua maravilhosa banda – La Serenissima – tem produzido alguns álbuns de música barroca que se destacam pela excelência musical, mas também por sair da rotina da escolha de repertório e pelos títulos. Já postamos alguns deles aqui, mais notoriamente ‘The Italian Job’, que reúne música de vários mestres do barroco italiano, maiores e menores.
Signore Chandler
Pois ele volta aqui com força total em um álbum que traz na capa o vestiário de um time de futebol cuja escalação enche os olhos de qualquer cartoleiro da música barroca. Vivaldi entra com a camisa 7. Não poderia pensar em melhor ponta esquerda!
Este novo projeto (o lançamento do disco é recente) surgiu de obras previamente escolhidas para projetos anteriores e que por esta ou aquela razão acabaram ficando de fora. Assim a propriedade do nome do álbum – Extra Time – nossa tradicional ‘Prorrogação’. E cada golaço fazem estes nossos compositores. Se bem que o Albinoni atua sob os arcos, como diriam os patrícios. Mas ouvindo sua Sinfonia com trompetes e oboés, diria que o Tadeu diria lá no Fantástico – Albinoni, como um gato… impediu o gol que era certo.
Enquanto Albinoni e Vivaldi são nomes bastante conhecidos dos amantes do barroco, os outros dois titulares do time são Giuseppe Antonio Brescianello e Nicola Matteis. Sobre o Nicola já demos informações em uma antiga postagem, que você pode revisitar clicando aqui. Italiano, atuou principalmente em Londres. Foi um excepcional violinista. Segundo Roger North, seria o reserva oficial de Arcangelo Corelli, titular de qualquer seleção.
Brescianello nasceu em Bologna (La Dotta, La Grassa, La Rossa!) mas há registros de suas atuações como músico e compositor em cortes e cidades que hoje se encontram na Alemanha.
De qualquer forma, temos um disco repleto de ótimas peças do repertório barroco que se alternam entre tradicionais concertos para violino e cordas e música para outras ocasiões, envolvendo trompetes, oboés e tímpanos. Viva o Barroco!
Tomaso Albinoni (1671 – 1751)
Sinfonia de ‘La Statira’ para 2 Trompetes, 2 Oboés, Cordass & Continuo
Allegro
Andante
Allegro
Antonio Vivaldi (1678 – 1740)
Concerto per la Solennità di S. Lorenzo para Violino, Cordas & Continuo em fá maior, RV 286
Largo molto e spiccato
Andante molto
Largo
Allegro non molto
Giuseppe Antonio Brescianello (1690 – 1758)
Concerto para Violino, Cordas & Continuo em sol maior, Bre 9
Allegro
Largo
Allegro
Nicola Matteis (c. 1670 – c. 1690)
Balletto di Cavalieri Romani, Spagnuoli, e Africani do Ato III de ‘Scipione nelle Spagne’ (Antonio Caldara) para 4 Trompetes, Timpani, 2 Oboés, Fagote, Cordas & Continuo em dó maior
Balletto
Antonio Vivaldi (1678 – 1740)
Concerto per Sua Maestà Cattolica Cesarea para Violino, Cordas & Continuo em dó maior, RV 171
Allegro
Largo
Allegro non molto
Concerto para Violino, Cordas & Continuo em si bemol maior, RV 365
Allegro poco
Largo
Allegro
Nicola Matteis (c. 1670 – c. 1690)
Ballo do Ato III de ‘Cajo Marzio Coriolano’ para 4 Trompetes, Timpani, 2 Oboés, Fagote, Cordas & Continuo em dó maior
Momento ‘I adore my English teacher’: The entire repertoire of La Serenissima is edited by director Adrian Chandler from manuscript or contemporary printed sources, a testament to its vision to enrich life by sharing its passion for Italian baroque music.
“Música Clássica para Leigos” (“Classical Music For Dummies”) é uma série de lançamentos projetados pela Deutsche Grammophon para oferecer aos leigos recém-chegados uma introdução perfeita ao mundo da música clássica.
A série é composta por 50 CDs de música clássica dedicados a diferentes compositores, maestros, pianistas, violinistas e cantores, a maioria contratados ou ex-contratados pela gravadora.
Baroque – The Essencials
Música barroca é toda música ocidental correlacionada com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera por Claudio Monteverdi no século XVII, até a morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.
Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente. As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do desejo e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente. Na realidade, trata-se do aproveitamento de dois modos: o modo jônico (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”). Essa era seguiu a era da música renascentista e foi seguida, por sua vez, pela era clássica. A música barroca constitui uma parte importante do cânone “clássico”, e agora é amplamente estudada, executada e ouvida.
Do Período Barroco na música surgiu o desenvolvimento tonal, como os tons dissonantes por dentro das escalas diatônicas como fundação para as modulações dentro de uma mesma peça musical; enquanto em períodos anteriores, usava-se um único modo para uma composição inteira causando um fluir incidentalmente consonante e homogêneo da polifonia.
Durante a música barroca, os compositores e intérpretes usaram ornamentação musical mais elaboradas e ao máximo, nunca usada tanto antes ou mais tarde noutros períodos, para elaborar suas ideias; fizeram mudanças indispensáveis na notação musical, e desenvolveram técnicas novas instrumentais, assim como novos instrumentos. A música, no Barroco, expandiu em tamanho, variedade e complexidade de performance instrumental da época, além de também estabelecer inúmeras formas musicais novas. Inúmeros termos e conceitos deste Período ainda são usados até hoje.
Os principais compositores da era barroca incluem Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, George Frideric Handel, Monteverdi, Scarlatti, Alessandro Scarlatti, Purcell, Georg Philipp Telemann, Jean-Baptiste Lully, Jean-Philippe Rameau, Jean-Baptiste Lully, Tomaso Albinoni, François Couperin, Giuseppe Tartini, Heinrich Schutz, Giovanni Battista Pergolesi, Buxtehude e Johann Pachelbel.
Baroque – Essentials
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759) 01. Solomon, HWV 67-Arrival Of The Queen Of Sheba Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741) 02. Concerto For Violin And Strings In E Major, Op.8, No.1, RV 269 “La Primavera”-1. Allegro Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750) 03. Brandenburg Concerto No.3 In G Major, BWV 1048-1. (Allegro) Johann Pachelbel (Alemanha, 1653-1706) 04. Canon in D, P.37 Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750) 05. Suite No.2 in B minor, BWV 1067-7. Badinerie Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759) 06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu” Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643) 07. Vespro della Beata Vergine, SV 206-1. Domine ad adiuvandum a 6 Louis-Claude Daquin (França, 1694-1772) 08. Premier livre de pieces de clavecin / Troisième Suite-16. Le coucou Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695) 09. Come, Ye Sons Of Art Away, Z. 323-3. Sound The Trumpet, Sound Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741) 10. Gloria In D Major, RV 589-1. Gloria in excelsis Deo Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750) 11. Adagio For Strings And Organ In G minor Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759) 12. Messiah, HWV 56 / Pt. 2-“Hallelujah” Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750) 13. Suite No.3 in D, BWV 1068-2. Air Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741) 14. Concerto For Violin And Strings In F Minor, Op.8, No.4, RV 297 “L’inverno”-1. Allegro non molto Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759) 15. Music For The Royal Fireworks: Suite HWV 351-4. La Réjouissance Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767) 16. Tafelmusik-Banquet Music In 3 Parts / Production 1-1. Ouverture-Suite In E Minor-6. Air. Un peu vivement Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750) 17. Herz und Mund und Tat und Leben, Cantata BWV 147-Arr. Guillermo Figueroa-10. Jesu, Joy Of Man’s Desiring Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764) 18. 6 Concerts transcrits en sextuor / 6e concert-1. La poule (Live) Giovanni Battista Pergolesi (Iesi, 1710-Pozzuoli, 1736) 19. Stabat Mater, P. 77-1. Stabat Mater Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764) 20. Hippolyte et Aricie-Overture Domenico Scarlatti (Nápolis, 1685 – Espanha, 1757) 21. Sonata In E, K.380 Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759) 22. Zadok The Priest, HWV 258 Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750) 23. Christmas Oratorio, BWV 248 / Part Two-For The Second Day Of Christmas-No.10 Sinfonia Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713) 24. Concerto grosso In G Minor, Op.6, No.8, MC 6.8 “Fatto per la Notte di Natale”-3. Adagio-Allegro-Adagio Gregorio Allegri (Itália, 1582-1652) 25. Miserere
Palhinha –06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”, com Andreas Scholl.
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Apesar do italianíssimo nome, La Serenissima é um conjunto inglês fundado pelo virtuose Adrian Chandler. O grupo adota a prática de performances historicamente informadas, mas não temam nossos PQP-nianos amigos amantes do barroco italiano que preferem o som dos instrumentos modernos. Temos aqui o melhor dos dois mundos.
Este álbum reúne obras de compositores que vieram de quatro grandes e lindas cidades italianas.
Da sereníssima Veneza, temos Vivaldi, Albinoni e o menos conhecido Antonio Caldara, cuja deliciosa Sinfonia em dó maior abre o álbum, com o extravagante uso de trompetes, fagotes, oboés, violino solo e as outras cordas. O movimento lento, contrasta imensamente dos outros, devido a sua delicadeza e o uso de staccato.
De Roma, la Città Eterna, temos uma obra de Corelli que não é um de seus concerti grossi. A Sinfonia a Santa Beatrice d’Este é a peça mais séria do disco e foi composta para fechar um longo oratório de um outro compositor. Chandler e sua banda encontram a medida certa de energia e gravidade para apresentar propriamente a música.
Adrian Chandler
De Padova, La dotta (a sábia Pádua), temos Tartini com o seu espetacular concerto para violino. Tartini foi um precursor do compositor-intérprete-virtuose, como seriam posteriormente Paganini e Vieuxtemps, entre outros. Nesta peça Adrian Chandler tem uma ótima oportunidade de exibir seus talentos de violinista.
Seguimos de volta para Veneza, com o Padre Vermelho e seu lindo concertinho alla rustica, seguido pelo não menos mavioso concerto para fagote.
O concerto para dois oboés de Tomaso Albinoni tem um lindíssimo adagio, para derreter o mais empedernido coração.
Para fechar este ótimo disco, mais uma sinfonia com molti instrumenti, de volta muitos instrumentos de sopros e tímpanos, na generosa obra de Giuseppe Torelli, cidadão de Bologna, la grassa (a gorda), a cidade das massas e da gastronomia.
De um inspirado crítico: O álbum The Italian Job tem todas as coisas que caracterizam La Serenissima:um tom fresco, tinindo, pleno de vitalidade e divertimento, tudo parece fácil e simples para o conjunto e para os solistas, e com fundamentada erudição, tanto na escolha do programa quanto na sua execução, sem perder nem de leve qualquer graça.
The Italian Job
Antonio Caldara (c. 1671-1753)
Sinfonia para dois oboés, dois fagotes, dois trompetes, tímpanos, violino, cordas e contínuo, em dó maior
Allegro
Andante, piano e staccato
Allegro
Arcangelo Corelli (1653-1713)
Sinfonia para o Oratório a Santa Beatriced’Este, para cordas e contínuo, em ré menor
Grave
Allegro
Adagio
Largo assai
Vivace
Giuseppe Tartini (1692-1770)
Concerto para violino, cordas e contínuo, em mi maior, D 51
Allegro
Grave “Tortorella bacie…”
Allegro assai
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto ‘alla rustica’ para dois oboés, cordas e contínuo, em sol maior, RV 151
Presto
Adagio
Allegro
Concerto para fagote, cordas e contínuo, em dó maior, RV 476
Allegro
Adagio
Allegro
Tomaso Albinoni (1671-1751)
Concerto à cinque, para dois oboés, cordas e contínuo, em fá maior, Op. 9, 3
Allegro
Adagio
Allegro
Giuseppe Torelli (1658-1709)
Sinfonia para quatro trompetes, tímpanos, dois oboés, dois fagotes, dois violinos, dois violoncelos, cordas e contínuo, em dó maior, G 33
Rachel Chaplin e Gail Hennessy, oboés
Peter Whelan, fagote
La Serenissima
Adrian Chandler, violin / diretor
Gravação: 23 – 26 de agosto de 2016, St John’s, Smith Square, Londres
Resumindo, um disco para ser ouvido numa ensolarada manhã de domingo, preguiçosamente escolhendo o cardápio do almoço, deixando a louça do café da manhã para mais tarde…
Esta postagem atende a um pedido: Me atrevo a pedir, solo si es posible, obras para oboe. Sim, Claudio, possibilíssimo!! Escolhi para isto um disco que mora aqui em casa faz tempo, muito tempo.
Veneziano como Vivaldi e seu contemporâneo, Albinoni foi músico completo. Treinado como violinista e cantor, casado com Margarita Raimondi, cantora de ópera, certamente era do ramo. Foi compositor de sonatas e concertos e tem várias publicações de conjuntos de obras.
O emprego é ótimo. Chato é ter que usar peruca…
O concerto italiano havia evoluído do concerto grosso (grupo de instrumentos solistas em oposição ao tutti) para os concertos para violino ou violoncelo (com cordas e contínuo). Nas primeiras décadas do século XVIII o boé passou também a exercer o papel de solista. Em seu Opus 7, Albinoni reuniu quatro concertos para cordas, quatro para dois oboés, cordas e contínuo e mais quatro para oboé, cordas e contínuo. Deve ter feito sucesso pois a fórmula se repetiu no Opus 9. Este disco traz os concertos para oboé do Opus 9.
Completanto o disco, três concertos de Georg Philipp Telemann, que também viveu neste maravilhoso período para a música. Telemann foi o mais famoso, versátil e produtivo compositor de sua geração, que inclui seu compadre Johann Sebastian Bach. Eu disse famoso, versátil e produtivo, não o maior…
Han de Vries, simpatia em pessoa!
O repertório do disco evidencia a diferença entre os estilos dos dois compositores, o veneziano e o alemão. Os concertos do Albinoni são, conforme ele mesmo explica, concertos com oboé. Ou seja, o oboé é mais integrada ao todo e, principalmente, canta – lembremos, o homem também foi cantor e casado com cantora. O adágio do Concerto No. 2, em ré menor, a segunda faixa do disco, é uma belíssima cantinela do oboé sobre o acompanhamento do primeiro violino que segue repetindo o mesmo motivo do início ao fim.
Enquanto os concertos de Albinoni são em três movimentos, Telemann segue mais a forma das sonatas, com quatro movimentos em pelo menos dois dos seus três concertos no disco. Além disso, Telemann explora mais o aspecto virtuosístico do oboé, colocando-o mais em oposição às cordas.
Esqueça essas coisas técnicas, coloque lá o disco para tocar e deleite-se, por que o Han de Vries é ótimo e o conjunto Alma Musica Amsterdam, regido pelo (cravista e expert barroco) Bob van Asperen acompanha tudo com perfeição. O CD é uma reunião de gravações feitas em 1981 e 1982 na Holanda, sob a cuidadosa produção de Gerd Berg.
Se música barroca não é sua praia, ouça apenas o primeiro concerto e considere. Se ele não lhe derreter o coração é por que ele é como o do Scarpia! Se você gosta de música barroca, vá em frente, ouça o disco todo. Mas, se você tem a carterinha de fã de Música Barroca, depois de ouvir o disco, vá lá e baixe todo o Opus 9 do Tomaso no post do Das Chucruten!
Tomaso Giovanni Albinoni (1671 – 1751)
Concerti a cinque Op. 9, para oboé e cordas
1-3. Concerto No. 2, em ré menor
4-6. Concerto No. 11, em si bemol maior
7-9. Concerto No. 5 em dó maior
10-12. Concerto No. 8 em sol menor
Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)
Concertos para oboé, cordas e baixo contínuo
13-16. Concerto em mi menor
17-20. Concerto em ré menor
21-22. Concerto em fá menor
Han de Vries, oboé (Gottlieb Crone, Leipzig c. 1735)
Mais um album que nos foi presenteado pelo nosso ouvinte e amigo Mário Olivero, onde se destaca a excepcional performance ao trompete de Crispian Steele-Perkins, considerado um dos mais completos trompetista da atualidade.
Music for Trumpet and Orchestra Antonio Alessandro Boncompagno Stradella, (Itália, 1643 – 1682) 01. Sonata a 8 Viole con una Tromba in D major Heinrich Ignaz Franz von Biber (Bohemia-Austria, 1644 [baptised]-1704) 02. Sonata IV a 5 in C major 03. Sonata I a 8 in C major 04. Duets for 2 Trumpets No. 1 in C minor 05. Duets for 2 Trumpets No. 11 in G minor 06. Duets for 2 Trumpets No 5 in C Major 07. Duets for 2 Trumpets No. 13 in A minor 08. Sonata X a 5 in G minor Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741) 09. Concerto in C Major, RV 537 – Allego 10. Concerto in C Major, RV 537 – Largo 11. Concerto in C Major, RV 537 – Allegro Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750) 12. Concerto for Trumpet – Allegro moderato 13. Concerto for Trumpet – Affettuoso 14. Concerto for Trumpet – Presto Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767) 15. Concerto for Trumpet – Allegro 16. Concerto for Trumpet – Adagio 17. Concerto for Trumpet – Aria 18. Concerto for Trumpet – Allegro Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759) 19. Airs from Vauxhall Gardens – Caro voi siete all’alma 20. Airs from Vauxhall Gardens – Se l’arco avessi 21. Airs from Vauxhall Gardens – March from Scipione 22. Airs from Vauxhall Gardens – See, the Conquering Hero Comes 23. Airs from Vauxhall Gardens – Overture from Atalanta
Music for Trumpet and Orchestra – 1993 Crispian Steele-Perkins (trumpet) Tafelmusik, dir. Jeanne Lamon
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The Art Of The Baroque Trumpet Vol. 5/5 – An Italian Concert
Niklas Eklund & Jeffrey Segal (baroque trumpet), Maria Keohane (soprano), Wasa Baroque Ensemble, Gabriel Bania & Edward H. Tarr
1998
Os trabalhos nesta gravação, Volume 5 na série de Naxos “A Arte do Trumpete Barroco”, exemplificam o cenário histórico do trompete na Itália durante o final do século XVII e XVIII. O trompete só começou a ser usado na igreja e no teatro de ópera quando se tornou possível que ele fosse tocado com sutileza dinâmica e tonal.
Os compositores representados neste repertório incluem alguns dos nomes mais importantes do período. Incluem compositores conhecidos como Vivaldi, Corelli, Torelli e Albinoni, e o menos conhecido Stradella, aqui representado por uma sinfonia de uma deliciosa serenata de casamento; Franceschini, o compositor de muita música sacra; Galuppi, que, como Vivaldi, atuou em Veneza e compositor de mais de cem óperas e Ziani, outro importante compositor veneziano de ópera. Todos eram mestres de seu ofício musical.
Palhinha: ouça:Vivaldi : Concerto in C Major R537
The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 5/5
An Italian Concert Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741) 01. Concerto in C Major R537: I. Allegro 02. Concerto in C Major R537: II. Largo 03. Concerto in C Major R537: III. Allegro 04. Combatta un gentil cor from Tito Manlio Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713) 05. Sonata in D major: I. Grave 06. Sonata in D major: II. Allegro 07. Sonata in D major: III. Grave 08. Sonata in D major: IV. Allegro 09. Sonata in D major: V. Allegro Marc’ Antonio Ziani (Itália, 1653 – 1715) 10. Trombe d’Ausonia from La Flora Giuseppe Torelli (Italia, 1658 – 1709) 11. Concerto in D Major: I. Allegro 12. Concerto in D Major: II. Adagio 13. Concerto in D Major: III. Presto 14. Concerto in D Major: IV. Adagio 15. Concerto in D Major: V. Allegro Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750) 16. Vien con nuovo orribil guerra Giuseppe Torelli (Italia, 1658 – 1709) 17. Sonata in D major: I. Grave 18. Sonata in D major: II. Allegro 19. Sonata in D major: III. Grave 20. Sonata in D major: IV. Allegro 21. Sonata in D major: V. Grave 22. Sonata in D major: VI. Allegro Baldassare Galuppi (Italy, 1706 – 1785) 23. Alla tromba della Fama Alessandro Stradella (Itália, 1639 – 1682) 24. Sinfonia avanti il Barcheggio: I. Allegro 25. Sinfonia avanti il Barcheggio: II. Andante 26. Sinfonia avanti il Barcheggio: III. Allegro 27. Sinfonia avanti il Barcheggio: IV. Allegro Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741) 28. Agitata da Due Venti from Griselda Petronio Franceschini (Italia, 1651 – 1680) 29. Sonata in D Major: I. Grave 30. Sonata in D Major: II. Allegro 31. Sonata in D Major: III. Adagio 32. Sonata in D Major: IV. Allegro
The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 5/5 – 1998 Niklas Eklund & Jeffrey Segal (baroque trumpet)
Maria Keohane (soprano)
Wasa Baroque Ensemble, Gabriel Bania & Edward H. Tarr
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Na verdade, tem razão um avaliador da Amazon: If you’re not the typical connoisseur of Classical music THIS CD IS FOR YOU! Pois é um CD variado e absolutamente encantador, um dos maiores sucessos do selo Archiv. Há excelência na interpretação de cada uma das peças e conheço muita gente boa que começou a ouvir música erudita por este LP de 1985, depois tornado CD. Porque o inexperiente que é esperto não quer saber de porcaria, quer carinho e atenção de primeira qualidade. Ninguém quer nada residual, né? E esta atenção é dada em fartas quantidades por Trevor Pinnock e seu English Concert.
(Nem que seja para mostrar para aquele seu sobrinho inteligente a fim de introduzi-lo neste mundo de leituras contraditórias).
Pachelbel: Canon & Gigue
Johann Pachelbel (1653-1706)
Canon and Gigue
for 3 violins and basso continuo in D major
Simon Standage • Micaela Comberti • Elizabeth Wilcock, violin
Anthony Pleeth, violoncello
Trevor Pinnock, harpsichord
1. Canon and Gigue in D major – 1. Canon The English Concert 4:31
2. Canon and Gigue in D major – 2. Gigue The English Concert 1:20
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sinfonia in G major
violin I (6), violin II (6), viola (3), violoncello (2), double bass (1), harpsichord
3. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 1. Allegro molto The English Concert 1:50
4. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 2. Andante The English Concert 1:48
5. Sinfonia for Strings and Continuo in G, R.149 – 3. Allegro The English Concert 2:31
Tomaso Albinoni (1671-1750)
Concerto a cinque, op. 9 no. 2 for solo oboe and strings in D minor
David Reichenberg, oboe
violin I (4), violin II (4), viola (3), violoncello (2), double bass (1), bassoon (I), harpsichord
6. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 1. Allegro e non presto David Reichenberg 4:28
7. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 2. Adagio David Reichenberg 3:59
8. Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo – 3. Allegro David Reichenberg 3:01
Henry Purcell (1659-1695)
Chacony in G minor
violin I (4), violin II (4). viola (3), violoncello (2), double bass (1), harpsichord
9. Ciacona in G minor The English Concert 5:23
George Frideric Handel (1685-1759)
The Arrival of the Queen of Sheba (Sinfonia from “Solomon”, Act III) in B flat major
oboe I/II, violin I (6), violin II (6), viola (3), violoncello (2), double bass (1), bassoon (1), harpsichord
10. Solomon HWV 67 – Arrival of the Queen of Sheba The English Concert 3:10
Charles Avison (1709-1770)
Concerto grosso no.9 in C major/A minor
(after Domenico Scarlatti: “Lessons for the Harpsichord”)
Concertino: Simon Standage • Elizabeth Wilcock, violin
Anthony Pleeth, violoncello
violin I (4), violin II (4), viola (3). violoncello (2). double bus (1), harpsichord
11. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 1. Largo The English Concert 2:13
12. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 2. Con spirito – Andante – Con spirito The English Concert 3:07
13. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 3. Siciliana The English Concert 3:19
14. Concerto Grosso No.9 in A minor after “Lessons for the Harpsichord” by Domenico Scarlatti – 4. Allegro The English Concert 3:44
Joseph Haydn (1732-1809)
Concerto for Harpsichord and Orchestra in D major
Trevor Pinnock, harpsichord
oboe I/II, horn I/II, violin I (4), violin II (4), viola (2), violoncello (2), double bass (1), bassoon (1)
15. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 1. Vivace The English Concert 7:58
16. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 2. Un Poco Adagio The English Concert 7:48
17. Concerto For Harpsichord And Orchestra In D Major, Hob.XVIII:11 – 3. Rondo All’Ungherese The English Concert 4:38
Anthony Pleeth
David Riechenberg
Micaela Comberti
Simon Standage
Elizabeth Wilcock
Esta compilação foi lançada em 1997 simultaneamente pelos selos DECCA e PHILIPS, já que a esta altura do campeonato as gravadoras começavam a abrir o bico e acabaram se fundindo (e se fudindo) em uma única, a Universal Music. E assim, o mesmo disco foi lançado de várias formas, já num prenúncio de desespero que viria a se concretizar no cenário dos anos 2000. Era o início do declínio da indústria da música clássica, segundo Norman Lebrecht.
Mas, de qualquer forma, agradecemos o fato de que todo o gigantesco acervo de meio século de gravações espetaculares foi digitalizado, podendo assim se manter acessível quando o negócio em si não se sustenta mais. E aí, gravações como esta, da década de 70 e 80, se mantém vívidas e disponíveis.
Albinoni já foi tratado aqui várias vezes por postagens magníficas, e, se o seu famoso Adagio (que inclusive consta no final deste disco, talvez para torná-lo mais vendável) é um grande embuste, pelo menos serviu para colocá-lo no cenário musical com algum respeito. E, realmente, estes concertos são bem diferentes do tal Adagio, e nos delicia com seu barroco autêntico.
A audição destes concertos, contudo, é muito curiosa: eles tem uma sonoridade que lembra muito a formação típica de Vivaldi, em alguns momentos parece Vivaldi, mas não tem os irresistíveis temas de Vivaldi, salvo algumas exceções. É como se estivéssemos ouvindo um Vivaldi sem a inspiração temática. Tirem suas conclusões.
E, nem preciso dizer, interpretação da melhor qualidade, Dream Team.
Boa audição.
Tommaso Albinoni
CD1
Concerto a 5 in B flat, Op.9, No.1 for Violin, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in D minor, Op.9, No.2 for Oboe, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in F, Op.9, No.3 for 2 Oboes, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in A ,Op.9, No.4 for Violin, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in C, Op.9, No.5 for Oboe, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in G, Op.9, No.6 for 2 Oboes, Strings, and Continuo
CD2
Concerto a 5 in D, Op.9, No.7 for Violin, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in G minor, Op.9, No.8 for Oboe, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in C, Op.9, No.9 for 2 Oboes, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in F, Op.9, No.10 for Violin, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in B flat, Op.9, No.11 for Oboe, Strings, and Continuo
Concerto a 5 in D, Op.9, No.12 for 2 Oboes, Strings,and Continuo
Adagio for Strings and Organ in G minor
Félix Ayo, violino
Heinz Holliger, oboe
Maurice Bourgue, oboe
I Musici
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Arquiva FLAC (sem perda de qualidade), 702Mb
Como o PQP está nos submetendo a uma enxurrada de barrocos, resolvi aderir à proposta.
Anthony Robson gravou três cds, pelo menos conheço três, com obras para oboe de Albinoni. O maior dos oboistas do século XX, Heinz Holliger, ainda vai dar o ar de sua graça interpretando estes concertos por aqui, mas por enquanto fiquemos com o excelente Robson e o ótimo Collegium Musicum 90, dirigido pelo excelente violinista Simon Standage, um especialista no repertório barroco. Neste primeiro CD temos então os Concertos para Oboe e Cordas. Os outros dois cds trazem obras para dois oboes, onde Robson tem Catarine Latham como parceira.
Tomaso Albinoni – Oboe Concertos
01. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – I. Allegro
02. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – II. Adagio
03. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – III. Allegro
04. Concerto Op.7 No.9 in F major – I. Allegro
05. Concerto Op.7 No.9 in F major – II. Adagio
06. Concerto Op.7 No.9 in F major – III. Allegro
07. Concerto Op.9 No.5 in C major – I. Allegro
08. Concerto Op.9 No.5 in C major – II. Adagio (non troppo)
09. Concerto Op.9 No.5 in C major – III. Allegro
10. Concerto Op.9 No.8 in G minor – I. Allegro
11. Concerto Op.9 No.8 in G minor – II. Adagio
12. Concerto Op.9 No.8 in G minor – III. Allegro
13. Concerto Op.7 No.12 in C major – I. Allegro e non presto
14. Concerto Op.7 No.12 in C major – II. Adagio
15. Concerto Op.7 No.12 in C major – III. Allegro
16. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – I. Allegro
17. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – II. Adagio (non troppo)
18. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – III. Allegro
19. Concerto Op.9 No.2 in D minor – I. Allegro
20. Concerto Op.9 No.2 in D minor – II. Adagio
21. Concerto Op.9 No.2 in D minor – III. Allegro
22. Concerto Op.7 No.6 in D minor – I. Allegro
23. Concerto Op.7 No.6 in D minor – II. Adagio
24. Concerto Op.7 No.6 in D minor – III. Allegro
Anthony Robson – Oboe
Collegium Musicum 90
Simon Standage – Violin & Conductor
01. Concerto for Strings, Op. 7 No. 1 in D major I Allegro – Adagio e staccato
02. Concerto for Strings, Op. 7 No. 1 in D major II Allegro assai
03. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 2 in C major I Allegro
04. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 2 in C major II Adagio
05. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 2 in C major III Allegro
06. Concerto for Strings, Op. 9 No. 1 in B flat major I Allegro
07. Concerto for Strings, Op. 9 No. 1 in B flat major II Adagio
08. Concerto for Strings, Op. 9 No. 1 in B flat major III Allegro
09. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 3 in F major I Allegro
10. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 3 in F major II Adagio
11. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 3 in F major III Allegro
12. Concerto for Strings, Op. 7 No. 4 in G major I Allegro
13. Concerto for Strings, Op. 7 No. 4 in G major II Adagio
14. Concerto for Strings, Op. 7 No. 4 in G major III Allegro
15. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 5 in C major I Allegro
16. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 5 in C major II Adagio
17. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 5 in C major III Allegro
18. Concerto for Strings, Op. 9 No. 4 in A major I Allegro
19. Concerto for Strings, Op. 9 No. 4 in A major II Adagio
20. Concerto for Strings, Op. 9 No. 4 in A major III Allegro
21. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 6 in G major I Allegro
22. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 6 in G major II Adagio
23. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 6 in G major III Allegro
24. Sinfonia for Strings in G minor I Allegro
25. Sinfonia for Strings in G minor II Larghetto e sempre piano
26. Sinfonia for Strings in G minor III Allegro
Anthony Robson – Oboe
Catherine Latham – Oboe
Collegium Musicum
Simon Standage – Conductor
01 – Concerto for Strings, Op.7 No.7 – I Allegro
02 – Concerto for Strings, Op.7 No.7 – II Adagio
03 – Concerto for Strings, Op.7 No.7 – III Allegro
04 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.8 – I Allegro
05 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.8 – II Largo
06 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.8 – III Allegro
07 – Concerto for Strings, Op.9 No.7 – I Allegro
08 – Concerto for Strings, Op.9 No.7 – II Andante e sempre piano
09 – Concerto for Strings, Op.9 No.7 – III Allegro
10 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.9 – I Allegro
11 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.9 – II Adagio
12 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.9 – III Allegro
13 – Concerto for Strings, Op.7 No.10 – I Allegro
14 – Concerto for Strings, Op.7 No.10 – II Adagio
15 – Concerto for Strings, Op.7 No.10 – III Allegro
16 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.11 – I Allegro
17 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.11 – II Adagio
18 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.11 – III Allegro
19 – Concerto for Strings, Op.9 No.10 – I Allegro
20 – Concerto for Strings, Op.9 No.10 – II Adagio
21 – Concerto for Strings, Op.9 No.10 – III Allegro
22 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.12 – I Allegro
23 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.12 – II Adagio
24 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.12 – III Allegro
Anthony Robson – Oboe
Catherine Latham – Oboe
Collegium Musicum 90
Simon Standage – Conductor
Um CD para apreciadores iniciais de música clássica. Explico: esse CD traz peças de forte fragrância popular. São obras de catálogo; ou daquelas coletâneas criadas por revistas com intuito de agradar a um público não conhecedor de música erudita. Mas não faz mal. Estas obras são imortais pela simplicidade que evocam. Quem nunca ouviu o primeiro movimento da Serenata em Sol maior (“O pequeno serão musical”)? Ou o Canon de Pachelbel? Sendo assim, não deixe de ouvir este agradável CD! Boa apreciação!
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Serenade in G major, K 525 “Eine kleine Nachtmusik”
01. Allegro
02. Romanze (Andante)
03. Menuett (Allegretto)
04. Rondo (Allegro)
Joseph Haydn (1732-1809) – Serenade from String Quartet in F, Op. 3/5
05. Andante cantabile
Tomaso Albinoni (1671-17151) – Adagio in G minor
06. Adagio in G minor
Johann Pachelbel (1653-1706) – Canon
07. Canon
Luiggi Boccherini (1743-1805) – Minuet from the String Quintet in E
08. Minuet from the String Quintet in E
Ludwing van Beethoven (1770-1827) – Minuet in G
09. Minuet in G
Venho ensaiando meu retorno ao PQP já há algumas semanas, mas algo me impede, apago tudo o que escrevi e vou fazer outra coisa.
Fui submetido a uma cirurgia, o que me deixou de molho por 40 dias, ou seja, tive tempo mais que suficiente para colocar minhas audições em dia, e também aproveitei para cobrir algumas lacunas em minha discoteca. E entre estas lacunas, estava Albinoni.
Escolhi este CD a dedo, depois de diversas audições, dezenas, centenas talvez, nestes seis meses em que estive afastado. Adoro o Oboe, e Albinoni escreveu diversos concertos para este instrumento. Estarei postando dois cds com estes concertos, que sempre estarão nas mãos competentes do solista Anthony Robson, acompanhado do excelente conjunto Collegium Musicum 90, dirigido pelo grande violinista Simon Standage.
Este primeiro CD traz alguns destes Concertos. São peças curtas, de grande beleza, que mostram um compositor consciente de seu talento, e que explora muito bem os recursos do instrumento.
01. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – I. Allegro
02. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – II. Adagio
03. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – III. Allegro
04. Concerto Op.7 No.9 in F major – I. Allegro
05. Concerto Op.7 No.9 in F major – II. Adagio
06. Concerto Op.7 No.9 in F major – III. Allegro
07. Concerto Op.9 No.5 in C major – I. Allegro
08. Concerto Op.9 No.5 in C major – II. Adagio (non troppo)
09. Concerto Op.9 No.5 in C major – III. Allegro
10. Concerto Op.9 No.8 in G minor – I. Allegro
11. Concerto Op.9 No.8 in G minor – II. Adagio
12. Concerto Op.9 No.8 in G minor – III. Allegro
13. Concerto Op.7 No.12 in C major – I. Allegro e non presto
14. Concerto Op.7 No.12 in C major – II. Adagio
15. Concerto Op.7 No.12 in C major – III. Allegro
16. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – I. Allegro
17. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – II. Adagio (non troppo)
18. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – III. Allegro
19. Concerto Op.9 No.2 in D minor – I. Allegro
20. Concerto Op.9 No.2 in D minor – II. Adagio
21. Concerto Op.9 No.2 in D minor – III. Allegro
22. Concerto Op.7 No.6 in D minor – I. Allegro
23. Concerto Op.7 No.6 in D minor – II. Adagio
24. Concerto Op.7 No.6 in D minor – III. Allegro
Anthony Robson – Oboe
Collegium Musicum 90
Simon Standage – Director