Jascha Heifetz, alguma dúvida? Aqui ele toca o espetacular e ultra conhecido Concerto de Sibelius, o ótimo Concerto de Prokofiev com seus esplêndidos segundo e terceiro movimentos e outro bem ruinzinho de Glazunov, autor cujo maior mérito foi o ter sido professor de Shostakovich, que não o suportava nem como pessoa e ainda menos como compositor. BAITA DISCO!
Talvez as crianças não saibam quem é Heifetz, então vamos lá. Jascha Heifetz, nascido em 1901 em Vilnius ou Vilna (Lituânia, então pertencente ao Império Russo), foi um violinista russo-americano amplamente reconhecido como um dos maiores instrumentistas de todos os tempos. Prodigio precoce, estudou com o lendário Leopold Auer e ainda criança já deixava plateias estupefatas, levando o consagrado violinista Fritz Kreisler a declarar, após ouvi-lo: “É melhor pegarmos nossos violinos e quebrá-los sobre os joelhos”. Sua técnica impecável e som inconfundível estabeleceram um novo padrão para o instrumento, influenciando gerações. Após uma estreia triunfal no Carnegie Hall em 1917, Heifetz construiu uma carreira lendária, combinando uma precisão quase sobre-humana com uma dedicação altruísta, apresentando-se em inúmeros concertos beneficentes durante as guerras e, posteriormente, dedicando-se ao magistério. Ele, por si só, é IMPERDÍVEL.
Sibelius / Prokofiev / Glazunov: Concertos para Violino (Heifetz)
Violin Concerto In D Minor, Op. 47
Composed By – Jean Sibelius
(26:43)
1 Allegro Moderato 13:37
2 Adagio Di Molto 6:18
3 Allegro Ma Non Tanto 6:48
Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63
Composed By – Sergei Prokofiev
(23:12)
4 Allegro Moderato 9:02
5 Andante Assai 7:59
6 Allegro Ben Marcato 6:11
Violin Concerto In A Minor, Op. 82
Composed By – Alexander Glazunov
(18:56)
7 Moderato 3:59
8 Andante Sostenuto 3:24
9 Tempo I 6:04
10 Allegro 5:29
Conductor – Charles Munch (faixas: 4 to 6), Walter Hendl (faixas: 1 to 3, 7 to 10)
Orchestra – Boston Symphony Orchestra (faixas: 4 to 6), Chicago Symphony Orchestra (faixas: 1 to 3), RCA Victor Symphony Orchestra (faixas: 7 to 10)
Violin – Jascha Heifetz

PQP



IM-PER-DÍ-VEL !!!
Ouvi 5 vezes este CD. Em todas as vezes, gostei do Concerto de Glazunov. E o de Dvořák passou em branco. Apenas não o percebi. Notava apenas que a música (ou o CD) acabava. Sim, tenho problemas com alguns compositores românticos. O Concerto do russo Glazunov traz a orquestra polonesa tocando com frescor e precisão. A grande melodia da segunda seção é rica e calorosa, sem nenhum toque de sentimentalismo, e os ritmos galopantes do final são contagiantes ao serem interpretados em uma velocidade bem calculada, repleta de diversão. Alexander Glazunov (1865–1936) foi professor de Dmitri Shostakovich (1906–1975) no Conservatório de Leningrado (atual Conservatório de São Petersburgo). Essa relação teve um impacto significativo na formação de Shostakovich, embora fosse marcada por contrastes geracionais e estéticos. Glazunov apoiou a entrada de Shostakovich — mesmo estando ele abaixo da idade mínima requerida para o ingresso — no conservatório e reconheceu sua genialidade, mas tinha reservas em relação à linguagem modernista que o jovem começava a explorar.











Este foi o álbum de estreia de Julia Fischer. Sua colaboração com Yakov Kreizberg já vinha de algum tempo. Ela o considerava o mais simpático dos maestros, e ele a ajudou a concretizar a gravação. Ele compartilhava com ela a admiração pelo concerto de Khachaturian e apoiou o plano de gravar esta peça imerecidamente negligenciada. Ela achava difícil até vendê-la para os promotores de concertos, que sem dúvida teriam preferido a milésima versão do concerto de Tchaikovsky. Mas ambos os artistas acreditaram em todos os trinta e sete minutos da obra, que é mesmo magnífica. Kreizberg, imaginem, morreu em 2011 com apenas 51 anos. No Concerto de Khat, há um “apelo de sabor armênio”, às vezes soando folclórico, até mesmo oriental. Há poesia também, como no tratamento do segundo tema, e de todo o comovente Andante sostenuto, com mais cor armênia. David Oistrakh estreou este concerto. O Primeiro Concerto para Violino de Prokofiev é a obra mais familiar deste programa, tanto em concerto como em disco. Nas notas do livreto de Fischer, ela menciona sua ironia, sarcasmo, e seu lirismo, no qual ela diz que pretendeu focar. Ela faz justiça a todos os os estados de espírito, pois saborear esses contrastes é essencial, né? E ela tem razão — este é um concerto principalmente lírico, e sua estrutura incomum de dois movimentos externos lentos emoldurando um scherzo central influenciou alguns outros concertos de cordas. A abordagem de Fischer é bastante íntima e convincente. O Glazunov é aceitável, com um allegro final bem dançável e assobiável.













IM-PER-DÍ-VEL !!!



