Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Elegy (Iestyn Davies / James Hall / The King´s Consort / Robert King)

Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Elegy (Iestyn Davies / James Hall / The King´s Consort / Robert King)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

E, pelas mãos competentes de Robert King e sua turma, voltamos a este belo recanto da música barroca inglesa, que já tínhamos abordado aqui. As canções são muito bonitas, é claro que Blow, o professor de Purcell, era mais grosso que seu leve aluno, mas está muito longe de ser uma vergonha. Neste disco, as vozes estão lindamente combinadas e fazem belos duetos. Só que, há o link acima… Aquele do “aqui“. E ocorre que, há mais de 30 anos, Robert King gravou para a Hyperion um disco com quase o mesmo conteúdo cantado por uma geração anterior de contratenores, James Bowman e Michael Chance. Tudo na gravação mais antiga é mais brilhante, mais vivo, até mesmo as canções mais sóbrias têm expressão mais profunda do que os do novo CD. A propósito: Who did Purcell blow?

Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Elegy (Iestyn Davies / James Hall / The King´s Consort / Robert King)

1 Purcell Hark how the songsters 3’00
2 Purcell In vain the am’rous flute 6’20
3 Purcell O solitude, my sweetest choice 5’40
4 Purcell Chaconne from Dioclesian 2’44
5 Blow Ah heav’n, what is’t I hear? 3’31
6 Purcell Sound the trumpet 2’23
7 Purcell Since the toils and the hazards of war 4’09
8 Purcell Sing, sing, ye druids 2’36
9 Blow Paratum cor meum 2’22
10 Purcell The Queen’s Epicedium: Incassum Lesbia 7’37
11 Blow The Queen’s Epicedium: No, Lesbia, you ask in vain 7’07
12 Purcell O dive custos Auriciae domus 6’26
13 Blow Ode: Mark how the lark and linnet sing 3’52
14 Blow Ode: But in the close of night 4’57
15 Blow Ode: So ceas’d the rival crew when Purcell came 2’55
16 Blow Ode: We beg not hell, our Orpheus to restore 1’51
17 Blow Ode: The pow’r of harmony too well they knew 2’35
18 Blow Ode: The heav’nly quire, who heard his notes 4’28
19 Blow Ode: Ye brethren of the lyre 2’49

Iestyn Davies countertenor
James Hall countertenor
The King’s Consort
Robert King

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Purcell
Blow

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Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Duetos para Contratenores (Bowman, Chance, The King’s Consort, King)

Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Duetos para Contratenores (Bowman, Chance, The King’s Consort, King)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco belíssimo, lindas melodias esplendidamente interpretadas. Realmente, Purcell foi um gênio. Apesar de ter vivido apenas 36 anos, compôs obras em vários gêneros, sempre com excelentes resultados artísticos. Sua popularidade na corte durante os reinados de três monarcas e sua vasta produção de odes, música cênica, hinos sacros, canções seculares, música de câmara e para órgão são uma prova cabal de seu talento. Ouçam as canções deste disco. John Blow foi seu professor. Blow nasceu 10 anos antes e faleceu 13 anos depois. Então, teve tempo de homenagear seu aluno com a comovente Ode On The Death Of Mr. Henry Purcell, presente neste disco. Robert King e seu grupo são perfeitos neste repertório. Sente-se a naturalidade e o profundo conhecimento que o The King’s Consort tem de seus notáveis conterrâneos.

Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Duetos para Contratenores

Purcell:
1 Sound The Trumpet Z323 2:21
2 In Vain The Am’rous Flute Z328 6:03
3 O Solitude, My Sweetest Choice Z406 5:41
4 Sing, Sing Ye Druids Z574 2:37
5 O Dive Custos Auriacae Domus Z514 (Elegy Upon The Death Of Queen Mary) 6:59
6 No, Resistance Is But Vain Z601 4:34
7 Hark How The Songsters Z632 2:59
8 Incassum, Lesbia, Rogas Z383 (The Queen’s Epicedium) 7:43

Blow:
9 Ah, Heav’n! What Is’t I Hear! 3:16
10 Ode On The Death Of Mr Henry Purcell 21:50

James Bowman
Michael Chance
The King’s Consort
Robert King

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Baltzar / Blow / Croft / Eccles / Keller / Matteis / Purcell: Purcell´s London – Consort Music in England from Charles II to Queen Anne (The Parley of Instruments)

Baltzar / Blow / Croft / Eccles / Keller / Matteis / Purcell: Purcell´s London – Consort Music in England from Charles II to Queen Anne (The Parley of Instruments)

Ouvindo este CD, a gente tem a impressão de que está vendo um filme de época, da Inglaterra do século XVII. Nada é muito brilhante, mas nada é totalmente ruim. Ah, mas tem Purcell! Bem, ele e sua alta qualidade aparecem por 1min11… O restante do tempo fica para compositores mais ou menos. No começo de cada faixa, vemos a entrada ou a presença da realeza… O CD funciona como uma vitrine de compositores ingleses e italianos pouco conhecidos que trabalharam em Londres. The Parley of Instruments faz um trabalho maravilhoso como sempre, só que é difícil salvar o barco das águas do Tâmisa.

Baltzar / Blow / Croft / Eccles / Keller / Matteis / Purcell: Purcell´s London – Consort Music in England from Charles II to Queen Anne (The Parley of Instruments)

1 Sonata No.1 In D
Composed By – Godfrey Keller
5:12
2 Divisions On A Ground In D Minor
Composed By – Nicola Matteis
3:54
3 Pavan And Galliard In C
Composed By – Thomas Baltzar
6:12
4 Chaconne A 4 In G
Composed By – John Blow
4:35
5 Symphony For Mercury From The Judgment Of Paris
Composed By – John Eccles
6:08
6 Sonata In D ‘Con Concertino’
Composed By – Anonymous
6:50
7 Suite From The Play “The Twin Rivals”
Composed By – William Croft
16:16
8 Cibell In C
Composed By – Henry Purcell
1:11

The Parley Of Instruments

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Um panorama da Londres do século XVII mostrando a London Bridge desde Southwark

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Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Messiaen / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Messiaen / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

Um bonito disco de gatinhos. Ou seja, são peças juntadas de vários compositores segundo critérios que um ateu não entende bem, mas que deve ser a tal Trindade, — Pai, Filho e Espírito Santo –, sem mulheres envolvidas. Mas são elas, sopranos e contraltos, as estrelas de um disco que inclui algumas joias extraordinárias como a faixa 6 de Duruflé, a 11 e a 22 de Fauré e a 18 de Brahms. As duas últimas quase me levaram às lágrimas e isto é raro neste coração seco de tanta irreligião. (Brincadeira, é um alívio ser assim em nosso país fundamentalista). O disco me deu enorme saudade da música praticada nas igrejas da Inglaterra e da Alemanha, que tanto ouvi em meus turismos-sinfônicos por aqueles países. É o esplendor, mas agora não dá pra viajar.

O Coral do Trinity College de Cambridge é misto e sua função principal é a de cantar serviços corais na capela Tudor do Trinity College, Cambridge. Em janeiro de 2011, a revista Gramophone nomeou-o como o quinto melhor coro do mundo.

Bach / Brahms / Duruflé / Fauré / Parry / Poulenc / Purcell / Schütz / Stanford / Victoria / Walton: Glorious Trinity

1 Magnificat
Composed By – Walton*
3:57

2 Never Weather-Beaten Sail
Composed By – Parry*
3:22

Psalms Of David
Composed By – Schütz*
3 Der Herr Sprach Zu Meinem, Herren 3:21

4 I Was Glad
Composed By – Purcell*
4:08

5 Ubi Caritas
Composed By – Duruflé*
2:30

6 Tota Pulchra Es
Composed By – Duruflé*
2:24

Lobet Den Herrn
Composed By – Bach*
7 I Lobet Den Herrn BWV.320 4:56
8 II Hallelujah! 1:18

9 Seigneur, Je Vous En Prie
Composed By – Poulenc*
1:23

10 Exultate Deo
Composed By – Poulenc*
2:47

11 Requiem – In Paradisum
Composed By – Fauré*
3:37

Der Geist Hilft Unsrer Schwachheit Auf, BWV.226
Composed By – J.S. Bach*
12.1 I Der Geist Hilft Unsrer Schwachheit Auf 3:25
12.2 II Der Aber Die Herzen 2:12
12.3 III Du Heilige Brunst 1:45

13 Hear My Prayer
Composed By – Purcell*
2:57

14 Judas Mercator
Composed By – Victoria*
2:12

15 Unus Ex Discipulis
Composed By – Victoria*
2:31

16 O Sacrum Convivium!
Composed By – Messiaen*
4:34

17 Eternal Father
Composed By – Stanford*
6:28

18 Geistliches Lied
Composed By – Brahms*
4:50

19 There Is No Rose
Composed By – Anon*
2:18

20 Of The Father’s Heart
Composed By – Anon*
2:29

21 Sweet Was The Song
Composed By – Anon*
2:19

22 Requiem – Sanctus
Composed By – Fauré*
3:26

The Choir Of Trinity College Of Cambridge
Richard Marlow ‎

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Isso foi o que encontrei no Google ao digitar Glorious Trinity. A gloriosa Троицкий собор fica em Pskov.

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Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 6 de 6 (mais Scans)

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 6 de 6 (mais Scans)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este conjunto apareceu originalmente como LPs separados nos anos 70 e 80, e passou esgotado por muito tempo. Era um crime, já que Purcell passou boa parte de sua curta e prolífica vida profissional no teatro, seja escrevendo as músicas incidentais contidas nesses CDs, ou a música para suas obras maiores, as semi-óperas (Rei Arthur, The Fairy Queen, etc.). Quase todas essas obras são joias e certamente representam um pináculo da música inglesa do século XVII. Purcell tinha gênio para extrair ouro musical das letras mais pesadas e ele faz o mesmo com os textos das canções nessas peças. Hogwood e o AAM oferecem performances limpas. O som desses discos analógicos antigos foi limpo e melhorado — embora eles já fossem originalmente muito bons. Como acontece com a maioria das coisas que Hogwood gravou, os extremos emocionais são achatados, então a natureza “sobrenatural” da música do final do século 17, tão frequentemente enfatizada em apresentações barrocas mais recentes, não aparece aqui. Mas, nossa, como vale a pena ouvir! O CD recebe o selo de imperdível principalmente pelas lindas peças instrumentais que estão lá no final. São ouro puro!

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 6 de 6 (mais Scans)

CD6:

Love Triumphant, or Nature Will Prevail, incidental music, Z. 582
01. How happy’s the husband

Rule a Wife and Have a Wife, incidental music, Z. 587
02. There’s not a swain

The Female Virtuosos, incidental music, Z. 596
03. Love, thou art best

Epsom Wells, incidental music, Z. 579
04. Leave these useless arts

The Maid’s Last Prayer, or, Any Rather than Fail, incidental music, Z. 601
05. Though you make no return
06. No, resistance is but vain
07. Tell me no more

Aureng-Zebe, or, the Great Mogul, incidental music, Z. 573
08. I see, she flies me

The Canterbury Guests, or, A Bargain Broken, incidental music, Z. 591
09. Good neighbour why?

The Fatal Marriage, or, the Innocent Adultery, incidental music, Z. 595
10. The danger is over
11. I sigh’d and owned my love

Spanish Friar, or, the Double Discovery, incidental music, Z. 610
12. Whilst I with grief

Pausanias, the Betrayer of his Country, incidental music, Z. 585
13. Sweeter than roses
14. My dearest, my fairest

The Mock Marriage, incidental music, Z. 605
15. Oh! how you protest … ‘Twas within a furlong … Man is for the woman made

Oroonoko, incidental music, Z. 584
16. Celemene, pray tell me

17. Pavan for 2 violins & continuo in A major, Z. 748
18. Pavan for 2 violins & continuo in A minor, Z. 749
19. Pavan for 2 violins & continuo in B flat major, Z. 750
20. Pavan for 2 violins & continuo in G minor, Z. 751
21. Pavan for 3 violins & continuo in G minor, Z. 752
22. Sonata for violin & continuo (Trio Sonata) in G minor, Z. 780
23. Chacony, for 4 strings in G minor, Z. 730

Sopranos: Elizabeth Lane, Emma Kirkby, Joy Roberts, Judith Nelson, Prudence Lloyd
Countertenor: James Bowman
Tenors: Alan Byers, Julian Pike, Martyn Hill, Paul Elliott, Peter Bamber, Rogers Covey-Crump
Basses: Christopher Keyte, David Thomas, Geoffrey Shaw, Michael George
The Taverner Choir
Chorus Director: Andrew Parrott
Academy of Ancient Music
Conductor: Christopher Hogwood

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Saudades de Christopher Hogwood (1941-2014)

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Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 5 de 6

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 5 de 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O quinto CD desta série traz uma monte de obras-primas do barroco. Para começar, quem conhece o filme A Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, logo reconhecerá o Prelúdio, faixa 3. Logo depois, temos a belíssima Music for a while (8) e, como se não bastasse, a faixa 11 é Retir’d from any mortal’s sight, aqui em interpretação linda de morrer de Emma Kirkby. E o que dizer da cômica At the close of the ev’ning?

Imagine os filmes mais estúpidos de Hollywood que você possa imaginar: filmes de ação cafonas, comédias fofinhas e sem graça, grandes épicos xaroposos. Agora imagine que um dos maiores compositores vivos trabalhando para eles, produzindo trilhas musicais surpreendentes, assustadoramente belas e emocionantes para esses filmes descartáveis. É isso que você obtém com este conjunto: música que Henry Purcell compôs para cerca de duas dúzias de peças, muitas vezes totalmente esquecíveis, outras não, pois, ocasionalmente, ele se juntava a um dramaturgo digno de sua estatura como John Dryden, Aphra Behn ou William Congreve. Nestes casos, os resultados são ainda melhores, mas na maioria das vezes você pode — e deve — curtir a música aqui sem saber nada sobre as peças originais…

CD5:

The Libertine, or, the Libertine Destroyed, incidental music, Z. 600
01. Nymphs and shepherds
02. We come
03. Prelude
04. Prepare, prepare, new guests draw near
05. To arms, heroic prince

The Massacre of Paris, incidental music, Z. 604
06. Thy genius, Io (2 settings)

Oedipus, incidental music, Z. 583
07. Hear, ye sullen powers below
08. Music for a while
09. Come away, do not stay … Laius! Hear, hear
10. Overture for 2 violins, viola & continuo in D minor, Z. 771

The History of King Richard II, or, The Sicilian Usurper, incidental music, Z. 581
11. Retir’d from any mortal’s sight

Sir Barnaby Whigg, or, No Wit Like a Woman’s, incidental music, Z. 589
12. Blow, blow, Boreas, blow

Sophonisba, or Hannibal’s Overthrow, incidental music, Z. 590
13. Beneath the poplar’s shadow

The English Lawyer, incidental music, Z. 594
14. My wife has a tongue

A Fool’s Preferment, or, The Three Dukes of Dunstable, incidental music, Z. 571
15. I sigh’d, and I pin’d … There’s nothing so fatal as woman
16. Fled is my love … ‘Tis death alone … I’ll mount to yon blue Coelum
17. I’ll sail upon the Dog-star
18. Jenny, ‘gin you can love
19. If thou wilt give me back my love

The Indian Emperor, or, The Conquest of Mexico, incidental music, Z. 598
20. I look’d, and saw within

The Knight of Malta, incidental music, Z. 599
21. At the close of the ev’ning

Why, my Daphne, why complaining? (A Dialogue between Thirsis and Daphne), song for soprano, bass & continuo, Z. 525
22. Why, my Daphne, shy complaining

The Wives’ Excuse, or, Cuckolds Make Themselves, incidental music, Z. 612
23. Ingrateful love!
24. Hang this whining way of wooing
25. Say, cruel Amoret … Corinna, I excuse thy face

Cleomenes, the Spartan Hero, incidental music, Z. 576
26. No, no, poor suff’ring heart

Regulus, or, the Faction of Carthage, incidental music, Z. 586
27. Ah me! to many deaths

The Marriage-Hater Match’d, incidental music, Z. 602
28. As soon as the chaos … How vile are the sordid intregues

Sopranos: Elizabeth Lane, Emma Kirkby, Joy Roberts, Judith Nelson, Prudence Lloyd
Countertenor: James Bowman
Tenors: Alan Byers, Julian Pike, Martyn Hill, Paul Elliott, Peter Bamber, Rogers Covey-Crump
Basses: Christopher Keyte, David Thomas, Geoffrey Shaw, Michael George
The Taverner Choir
Chorus Director: Andrew Parrott
Academy of Ancient Music
Conductor: Christopher Hogwood

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Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 4 de 6

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 4 de 6

Muito bom este CD 4. Muitas árias bonitas e interessantes. Dotado de um sentido melódico muito expressivo, Purcell compôs toda a sua obra encaminhando-se para a modernidade. As suas composições foram escritas, basicamente, para a Igreja, a corte e o entretenimento. O gênio de Purcell como compositor de teatro foi prejudicado pelo fato de não haver ópera pública em Londres durante sua vida. A maior parte de sua música de teatro consiste em música instrumental e canções interpoladas ao drama, embora ocasionalmente houvesse oportunidades para cenas musicais mais extensas. Sua contribuição para o palco foi de fato modesta até 1689, quando escreveu a obra-prima Dido e Aeneas.

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 4 de 6

CD4:

The Double Dealer, incidental music, Z. 592
01. Overture
02. Hornpipe – Minuet – Air – Hornpipe
03. Cynthia frowns
04. Minuet – Minuet – Air – Air

The Richmond Heiress, or, A Woman Once in the Right, incidental music, Z. 608
05. Behold the man

The Rival Sisters, or, the Violence of Love, incidental music, Z. 609
06. Overture
07. Celia has a thousand charms
08. Take not a woman’s anger ill
09. How happy, how happy is she

Henry II, King of England, incidental music, Z. 580
10. In vain, ‘gainst Love, in vain I strove

Tyrannic Love, or, the Royal Martyr, incidental music, Z. 613
11. Hark! my Damilcar!
12. Ah! how sweet it is to love
13. Overture for 2 violins, 2 violas & continuo in G minor, Z. 772

Theodosius, or, the Force of Love, incidental music, Z.606
14. Prepare, prepare, the rites begin
15. Cans’t thou, Marina
16. The gate to bliss
17. Hark! Hark! behold the heav’nly choir
18. Now the fight’s done
19. Sad as death at dead of night
20. Dream no more of pleasures past
21. Hail to the myrtle shade
22. Ah cruel, bloody Fate

Sopranos: Elizabeth Lane, Emma Kirkby, Joy Roberts, Judith Nelson, Prudence Lloyd
Countertenor: James Bowman
Tenors: Alan Byers, Julian Pike, Martyn Hill, Paul Elliott, Peter Bamber, Rogers Covey-Crump
Basses: Christopher Keyte, David Thomas, Geoffrey Shaw, Michael George
The Taverner Choir
Chorus Director: Andrew Parrott
Academy of Ancient Music
Conductor: Christopher Hogwood

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Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 3 de 6

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 3 de 6

Este disco não chega ao nível dos dois primeiros, mas mesmo assim é muito bom. São mais árias do que música orquestral, às vezes parece que estamos ouvindo uma ópera barroca. Em sua música vocal, Purcell definiu a língua inglesa com uma sensibilidade que ninguém tinha igualado antes ou depois. Apenas Britten, que amava a música de Purcell, chegou próximo. Em sua música instrumental, Purcell mostrou-se um verdadeiro moderno, sendo um dos primeiros a explorar as possibilidades da cor orquestral. Ele mesclou influências do contraponto antigo às últimas danças francesas e às acrobacias vocais italianas. Ainda assim, o resultado é sempre puro Purcell. E com uma cara inglesa que vou lhes contar.

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 3 de 6

CD3:

01. Overture and Suite for 2 violins, viola & continuo in G major, Z. 770 (inner parts incomplete)

Don Quixote, incidental music, Z. 578
02. Sing all ye Muses
03. When the world first knew creation
04. Let the dreadful engines of eternal will
05. With this sacred charming wand
06. Since times are so bad
07. Genius of England
08. Lads and Lasses, blithe and gay
09. From rosie bow’rs

Amphitryon, or, the Two Sosias, incidental music, Z. 572
10. Overture
11. Saraband
12. Celia, that I once was blest
13. Hornpipe – Scotch tune
14. For Iris I sigh
15. Air – Minuet – Hornpipe
16. Fair Iris and her swain
17. Bourrée

Sopranos: Elizabeth Lane, Emma Kirkby, Joy Roberts, Judith Nelson, Prudence Lloyd
Countertenor: James Bowman
Tenors: Alan Byers, Julian Pike, Martyn Hill, Paul Elliott, Peter Bamber, Rogers Covey-Crump
Basses: Christopher Keyte, David Thomas, Geoffrey Shaw, Michael George
The Taverner Choir
Chorus Director: Andrew Parrott
Academy of Ancient Music
Conductor: Christopher Hogwood

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Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 2 de 6

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 2 de 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Incrível a beleza das melodias e o bom humor das obras contidas neste CD 2. Não sei nada sobre as obras literárias que deram origem às músicas, mas acho que podemos garantir bons momentos de audição à comunidade pequepiana. Henry Purcell morreu aos 36 anos em 21 de novembro de 1695. Seu funeral na Abadia de Westminster, onde trabalhou por 16 anos como organista, foi enorme. Era figura muito importante e ele foi definido na época como “o maior gênio musical que a Inglaterra já teve”. Uma coleção de suas canções, publicada logo após sua morte, foi chamada de “Orpheus Britannicus”- o Orfeu Britânico. Não é um exagero.

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 2 de 6

Bonduca, or, The British Heroine, incidental music, Z. 574
01. Overture
02. Air – Hornpipe – Air
03. Hornpipe – Air – Minuet
04. Jack, thou’rt a toper
05. Hear us great Rugwith
06. Hear, ye Gods of Britain
07. Sing, sing, ye Druids!
08. Divine Andate, president of war
09. To arms
10. Britons strike home!
11. O lead me to some peaceful gloom

Circe, incidental music, Z. 575
12. We must assemble by a sacrifice
13. Their necessary aid you use
14. Come every demon
15. Lovers, who to their first embraces go
16. Magicians’ Dance … Pluto, arise!

The Virtuous Wife, or, Good Luck at Last, incidental music, Z. 611
17. Overture
18. Song tune – Slow Air – Air
19. Preludio – Hornpipe – Minuet – Minuet (1st Act tune)

The Old Bachelor, incidental music, Z. 607
20. Overture
21. Hornpipe
22. Thus to a ripe, consenting maid
23. Slow Air – Hornpipe
24. As Amoret and Thyrsis lay
25. Rondeau – Menuet – Boree – March – Jig

Sopranos: Elizabeth Lane, Emma Kirkby, Joy Roberts, Judith Nelson, Prudence Lloyd
Countertenor: James Bowman
Tenors: Alan Byers, Julian Pike, Martyn Hill, Paul Elliott, Peter Bamber, Rogers Covey-Crump
Basses: Christopher Keyte, David Thomas, Geoffrey Shaw, Michael George
The Taverner Choir
Chorus Director: Andrew Parrott
Academy of Ancient Music
Conductor: Christopher Hogwood

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Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 1 de 6

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 1 de 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Teatro Elisabetano é o teatro produzido durante o reinado de Elisabeth I da Inglaterra, de 1558 a 1603. Seu grande nome é, na verdade, imenso: William Shakespeare. A tradição de alta qualidade se mantém até hoje e Purcell teve boa fatia nesta aventura, apesar de ser pós-elisabetano. O teatro inglês diferenciava-se da produção do resto do continente europeu por seu alcance social: enquanto na Itália, por exemplo, o teatro estava reservado à elite, na Inglaterra príncipes, nobres, artesãos e camponeses assistiam e deleitavam-se com as montagens, embora cada um ocupasse um lugar específico dentro do teatro. Essa fusão de públicos levou também a uma fusão de estilos. Nesse período surgem as misturas muito particulares entre a tragédia, a comédia e o novelesco. Purcell escreveu música para muitas peças. Elas eram tocadas na abertura, nos intervalos e, às vezes também durante as peças, em momentos especialmente tensos, líricos ou cômicos. É tudo de primeira qualidade e este sexteto de CDs comprova a genialidade envolvida.

Henry Purcell (1659-1695): Música para o Teatro (Hogwood) — Vol. 1 de 6

Abdelazer, or, the Moor’s Revenge, incidental music, Z. 570
01. Overture
02. Rondeau – Air – Air – Minuet
03. Air – Jig – Hornpipe – Air
04. Song: Lucinda is bewitching fair

Distressed Innocence, or, the Princess of Persia, incidental music, Z. 577
05. Overture
06. Air – Slow Air – Air – Hornpipe or Jig
07. Rondeau – Air – Minuet

The Married Beau, or, the Curious Impertinent, incidental music, Z. 603
08. Overture
09. Slow Air – Hornpipe
10. Air – Hornpipe – Jig
11. Trumpet Air – March – Hornpipe on a ground
12. Song: See! where repenting Celia lyes

The Gordian Knot Unty’d, incidental music, Z. 597
13. Overture
14. Air – Rondeau Minuet – Air – Jig
15. Chaconne – Air – Minuet

Sir Anthony Love, or, the Rambling Lady, incidental music, Z. 588
16. Overture
17. Pursuing Beauty
18. No more, Sir, no more
19. In vain Clemene
20. Ground

Sopranos: Elizabeth Lane, Emma Kirkby, Joy Roberts, Judith Nelson, Prudence Lloyd
Countertenor: James Bowman
Tenors: Alan Byers, Julian Pike, Martyn Hill, Paul Elliott, Peter Bamber, Rogers Covey-Crump
Basses: Christopher Keyte, David Thomas, Geoffrey Shaw, Michael George
The Taverner Choir
Chorus Director: Andrew Parrott
Academy of Ancient Music
Conductor: Christopher Hogwood

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Classical Music For Dummies – The essentials – vol. 5/50 – The Baroque (c.1600 to 1750)


“Música Clássica para Leigos” (“Classical Music For Dummies”) é uma série de lançamentos projetados pela Deutsche Grammophon para oferecer aos  leigos recém-chegados uma introdução perfeita ao mundo da música clássica.

A série é composta por 50 CDs de música clássica dedicados a diferentes compositores, maestros, pianistas, violinistas e cantores, a maioria contratados ou ex-contratados pela gravadora.

Baroque – The Essencials

Música barroca é toda música ocidental correlacionada com a época cultural homônima na Europa, que vai desde o surgimento da ópera por Claudio Monteverdi no século XVII, até a morte de Johann Sebastian Bach, em 1750.

Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente também a mais influente. As características mais importantes são o uso do baixo contínuo, do desejo e da harmonia tonal, em oposição aos modos gregorianos até então vigente. Na realidade, trata-se do aproveitamento de dois modos: o modo jônico (modo “maior”) e o modo eólio (modo “menor”). Essa era seguiu a era da música renascentista e foi seguida, por sua vez, pela era clássica. A música barroca constitui uma parte importante do cânone “clássico”, e agora é amplamente estudada, executada e ouvida. 

Do Período Barroco na música surgiu o desenvolvimento tonal, como os tons dissonantes por dentro das escalas diatônicas como fundação para as modulações dentro de uma mesma peça musical; enquanto em períodos anteriores, usava-se um único modo para uma composição inteira causando um fluir incidentalmente consonante e homogêneo da polifonia.

Durante a música barroca, os compositores e intérpretes usaram ornamentação musical mais elaboradas e ao máximo, nunca usada tanto antes ou mais tarde noutros períodos, para elaborar suas ideias; fizeram mudanças indispensáveis na notação musical, e desenvolveram técnicas novas instrumentais, assim como novos instrumentos. A música, no Barroco, expandiu em tamanho, variedade e complexidade de performance instrumental da época, além de também estabelecer inúmeras formas musicais novas. Inúmeros termos e conceitos deste Período ainda são usados até hoje.

Os principais compositores da era barroca incluem Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, George Frideric Handel, Monteverdi, Scarlatti, Alessandro Scarlatti, Purcell, Georg Philipp Telemann, Jean-Baptiste Lully, Jean-Philippe Rameau, Jean-Baptiste Lully, Tomaso Albinoni, François Couperin, Giuseppe Tartini, Heinrich Schutz, Giovanni Battista Pergolesi, Buxtehude e Johann Pachelbel.

Baroque – Essentials

Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
01. Solomon, HWV 67-Arrival Of The Queen Of Sheba
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
02. Concerto For Violin And Strings In E Major, Op.8, No.1, RV 269 “La Primavera”-1. Allegro
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
03. Brandenburg Concerto No.3 In G Major, BWV 1048-1. (Allegro)
Johann Pachelbel (Alemanha, 1653-1706)
04. Canon in D, P.37
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
05. Suite No.2 in B minor, BWV 1067-7. Badinerie
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
07. Vespro della Beata Vergine, SV 206-1. Domine ad adiuvandum a 6
Louis-Claude Daquin (França, 1694-1772)
08. Premier livre de pieces de clavecin / Troisième Suite-16. Le coucou
Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)
09. Come, Ye Sons Of Art Away, Z. 323-3. Sound The Trumpet, Sound
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
10. Gloria In D Major, RV 589-1. Gloria in excelsis Deo
Tomaso Albinoni (Itália, 1671 – 1750)
11. Adagio For Strings And Organ In G minor
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
12. Messiah, HWV 56 / Pt. 2-“Hallelujah”
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
13. Suite No.3 in D, BWV 1068-2. Air
Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)
14. Concerto For Violin And Strings In F Minor, Op.8, No.4, RV 297 “L’inverno”-1. Allegro non molto
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
15. Music For The Royal Fireworks: Suite HWV 351-4. La Réjouissance
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
16. Tafelmusik-Banquet Music In 3 Parts / Production 1-1. Ouverture-Suite In E Minor-6. Air. Un peu vivement
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
17. Herz und Mund und Tat und Leben, Cantata BWV 147-Arr. Guillermo Figueroa-10. Jesu, Joy Of Man’s Desiring
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
18. 6 Concerts transcrits en sextuor / 6e concert-1. La poule (Live)
Giovanni Battista Pergolesi (Iesi, 1710-Pozzuoli, 1736)
19. Stabat Mater, P. 77-1. Stabat Mater
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
20. Hippolyte et Aricie-Overture
Domenico Scarlatti (Nápolis, 1685 – Espanha, 1757)
21. Sonata In E, K.380
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
22. Zadok The Priest, HWV 258
Johann Sebastian Bach (Alemanha, 1685-1750)
23. Christmas Oratorio, BWV 248 / Part Two-For The Second Day Of Christmas-No.10 Sinfonia
Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713)
24. Concerto grosso In G Minor, Op.6, No.8, MC 6.8 “Fatto per la Notte di Natale”-3. Adagio-Allegro-Adagio
Gregorio Allegri (Itália, 1582-1652)
25. Miserere

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Palhinha – 06. Serse / Act 1 HWV40-“Ombra mai fu”, com Andreas Scholl.

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A part song é uma forma de canção coral secular organizada em várias partes vocais. Essas canções são comumente cantadas por um coral de soprano-contralto-tenor-barítono ou por um conjunto masculino ou feminino. O Pro Cantione Antiqua é masculino. Criada no período elisabetano, essa música geralmente é homofônica — o que significa que a parte mais aguda carrega a melodia e as outras vozes ou partes fornecem as harmonias que a acompanha — mas também podem ser altamente polifônicas, como a maioria das deste disco. São cantadas sempre a cappella, isto é, sem acompanhamento. Esta música foi criada na Grã-Bretanha e pode ser muito divertida, cantando piadas, amores, poemas líricos ou satíricos. O Pro Cantione Antiqua é um conjunto especialista neste gênero de repertório e, bem, eles dão um show pra nós.

Já sei que vai ter um monte de gente pedindo as Lute Songs. Não adianta pedir. É só conseguir que eu acrescento aqui. Este é um blog colaborativo, não temos SAC ou Central de Atendimento. Temos um Setor de Foda-se que está 24h à disposição de vocês. Quando algum de vocês quiserem pedir algo, façam-no com muitos elogios, salamaleques, agrados e bombons. Ou fodam-se.

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House
Part Songs
1 Hey Ho, To The Greenwood
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:06
2 Luer Falconers
Written-By – John Bennet
1:37
3 Hey Trola, Trola
Written-By – Edward Pearce
3:08
4 We Cats When Assembled
Written-By – Richard Browne (2)
2:20
5 Round About In A Fair Ring
Written-By – John Bennet
1:06
6 Yonder Comes
Written-By – Thomas Ravenscroft
6:25
7 Since Time So Kind
Written-By – Henry Purcell
1:23
8 I Cannot Come Every Day
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:57
9 Once, Twice, Thrice
Written-By – Henry Purcell
1:43
10 Tomorrow The Fox Will Come
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:09
11 Canst Thou Love
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:11
12 Celia Learning On A Spinnet
Written-By – Henry Purcell
1:44
13 Who Liveth So Merry
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:51
14 Long Have We Bin Perplext
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:03
15 Hey Ho, Nobody At Home
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:03
16 Give Us Once A Drink
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:58
17 Would You Know
Written-By – Henry Purcell
1:14
18 The Glories Of Our Birth
Written-By – Edward Coleman
4:04
19 Under This Stone
Written-By – Henry Purcell
1:55
20 Who’s The Fool Now?
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:42

Pro Cantione Antiqua

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Quem ouvir o CD entenderá

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Purcell / Mancini / Frescobaldi: Amour et Mascarade – Música Barroca Inglesa e Italiana

É difícil entender a motivação deste disco, mas que ele é sensacional, é. Trata-se de uma coleção de obras barrocas que inclui músicas de compositores ingleses e italianos, instrumentais e vocais, seculares e sagrados, executadas pelo grupo francês Ensemble Amarillis com a soprano Patricia Petibon e o tenor Jean- François Novelli. Para o ouvinte que procura uma variedade geral de peças da época barroca, executadas com energia animada, ele é a pedida certa. Destacam-se as faixas vocais com Petibon e Novelli. Petibon, a brilha na música de Purcell e de Mancini, é um prazer ouvi-la. Seu tom é absolutamente puro e seguro. As obras de Purcell, em particular, oferecem a ela a oportunidade de exibir uma notável variedade de cores tonais e sombras dramáticas sutilmente diferenciadas; sua apresentação do lamento The Plaint é uma maravilha de expressividade musical e dramática. Ela está igualmente em casa no alegre e sexy Sound the trumpet, no qual ela se junta à Novelli. Eles (com a assistência de Purcell) transformam o texto em uma metáfora erótica, cheia de provocações que não são de todo claras na partitura, mas que, nessa performance, saltam com alegria maliciosa. As faixas instrumentais não são, em geral, tão bem sucedidas quanto as árias. As performances são animadas, e o repertório é agradável e muitas vezes divertido, mas falta algo. As deliciosas performances vocais mais do que compensam quaisquer ressalvas, e fazem deste um disco que você não pode perder.

1 The Furies
Composed By – Anonymous
1:30
2 Bid The Virtues
Composed By – Henry Purcell
3:35
3 Canzon Terza
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:40
4 Canzon Quinta
Composed By – Girolamo Frescobaldi
5:00
5 Canzon Prima
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:41
6 Canzon Sesta
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:06
7 O Dive Custos
Composed By – Henry Purcell
7:47
8 The Fairey Masque
Composed By – Anonymous
2:49
9 Cupararee Or Graysin
Composed By – Anonymous
2:04
10 The Plaint
Composed By – Henry Purcell
8:11
11 The Ladies Masque
Composed By – Anonymous
1:47
12 Sound The Trumpet
Composed By – Henry Purcell
2:25
13 The Coates Masque
Composed By – Anonymous
1:50
14 The Second Witches Dance
Composed By – Anonymous
1:37
15 Quanto Dolce e Quell Adore – Largo
Composed By – Francesco Mancini
6:29
16 Quanto Dolce e Quell Adore – Recitatif
Composed By – Francesco Mancini
0:48
17 Quanto Dolce e Quell Adore – Allegro
Composed By – Francesco Mancini
4:18

Ensemble Amarillis:
Heloise Gaillard (flutes a bec et hautbois baroque),
Violaine Cochard (clavecin orgue),
Ophelie Gaillard (violoncelle),
Richard Myron (contrebasse).
Patricia Petibon (Soprano) e
Jean-Francois Novelli (Tenor)

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Henry Purcell (1659-1695): Dido and Aeneas – Jessye Norman – ECO – Raymond Leppard

Henry Purcell (1659-1695): Dido and Aeneas – Jessye Norman – ECO – Raymond Leppard

Henry Purcell

Dido and Aeneas

 

 

Raymond Leppard

Raymond Leppard foi regente, cravista e arranjador. Nasceu em 11 de agosto de 1927 e morreu em 22 de outubro de 2019.

Jessye Norman

Jessye Norman foi recentemente homenageada em nossas páginas, mas aproveito a postagem para reforçar a sua importância artística.

Raymond Leppard foi o responsável pelo retorno aos palcos das óperas de Claudio Monteverdi e de outros compositores desta época. Ele convenceu a direção da Ópera de Glyndebourne a apresentar L’Incoronazione di Poppea, de Monteverdi, em uma edição completa feita por ele, em 1962. Seguiu para Veneza em busca de outras óperas de Monteverdi e acabou descobrindo óperas de Francesco Cavalli também. Seguiram apresentações de L’Ormindo, de Cavalli, em 1967 e La Calisto, em 1970. Também houve a apresentação de Il Ritorno d’Ulisses in Patria, de Monteverdi.

Sua colaboração com Janet Baker em La Calisto, Il Ritorno e Orfeo ed Euridice, de Gluck, resultou em apresentações memoráveis destas peças.

No entanto, o surgimento das performances historicamente informadas e em instrumentos da época fez com os esforços pioneiros de Leppard parecessem romantizados e por demais exuberantes.

Ele que tinha uma longa colaboração com a English Chamber Orchestra e era considerado uma referência para música barroca, teve que se adaptar às mudanças. Grande e admirável músico que era, iniciou colaboração com outras orquestras e adaptou-se a novo repertório.

Particularmente notável foi sua colaboração com a Indianapolis Symphony Orchestra, da qual foi o diretor musical por 14 anos.

A obra desta postagem, além de reunir estes grandes artistas – Jessye Norman e Raymond Leppard – apresenta a ópera Dido and Aeneas, de Henry Purcell. Nesta gravação, além da regência, Leppard faz parte do baixo contínuo como cravista.

Você ouvirá, ao lado da maravilhosa voz de Jessye Norman, as vozes do barítono Thomas Allen e da soprano Marie McLaughlin. A ópera tem cenas com bruxas, tempestades e a heroína… hã, hã, … como dizer sem dar spoiler? Bem, é ópera e alguém tem que morrer. Neste link você poderá conseguir a sinopse com lindas ilustrações. Você encontrará o pdf do livreto junto aos arquivos musicais.

Henry Purcell (1658-1695)

Dido and Aeneas

Dido – Jessye Norman, soprano

Aeneas – Thomas Allen, barítono

Belinda – Marie McLaughlin, soprano

Sorceress – Patricia Kerr, mezzo-soprano

English Chamber Orchestra

Raymond Leppard

Gravado em Londres, 1985

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Certa ocasião, Raymond Leppard recebeu um conselho de Sir Thomas Beecham. ‘Compre as partituras das obras de seu repertório, anote todas as indicações de regência e nunca as empreste a outros regentes’. Pois em 1971, um incêndio destruiu sua residência, queimando todos os seus livros e partituras (com as tais anotações). Apesar disso, em 1976, o ano em que ele mudou-se para os Estados Unidos, disse em uma entrevista ao ‘The Guardian’ que passou a fazer novas leituras das obras de seu repertório. Desta experiência ele concluiu: ‘Se eu descobrir que estou repetindo a mim mesmo, doarei toda a minha biblioteca e recomeçarei novamente’.

Atitude inspiradora!

René Denon

Nelson Freire, 75 anos – Nelson Freire: Encores

Nelson Freire, 75 anos – Nelson Freire: Encores

Estamos no último minuto do 18 de outubro, e ainda em tempo de celebrar o septuagésimo quinto aniversário do Sr. Nelson José Pinto Freire, nascido no rio Grande, não o Rio Grande donde eu venho, mas o que banha a pacata Boa Esperança das Minas Gerais, um cidadão do mundo, e certamente um dos compatriotas que nunca nos deixará sem respostas se alguém nos perguntar o que de bom tem o Brasil, além de butiás e jabuticabas. Parabenizamos o célebre Sr. Freire e abraçamos o gentil Nelsinho, alcançando-lhe nossa gratidão pela longa e profícua carreira, que não para de nos trazer alegrias nessas já tantas décadas que o veem elencado entre os maiores pianistas em atividade. Além do quilate artístico, o mineirinho Nelson é um amor de criatura, ouro maciço. Discreto, caseiro e reservado, vive para a arte e para os amigos. Agora há pouco cheguei a brincar com os companheiros de blog, imaginando-o a bebemorar seu aniversário, entre um cigarro e outro, com a grande amiga Martha Argerich, parceira de vida e arte há seis décadas, só para depois me lembrar de ter lido numa entrevista que ele parou de fumar há alguns anos, por querer manter-se por muito tempo ainda ativo: menos em recitais e concertos, pois a rotina de viagens lhe aborrece muito, e cada vez mais em gravações, depois de por tanto tempo relutar em fazê-las, e legar ao futuro uma resposta a quem quer que pergunte “como tocava Nelson Freire?”.

Numa bonita postagem, o Pleyel já afirmara que muito se poderia “falar do talento de Nelson para escolher peças de bis, parte essencial de recitais à moda antiga”. Pois neste fresquíssimo álbum, nosso cintilante compatriota apresenta-nos parte de seu arsenal de tira-gostos, digestivos e, também, fogos de artifício para arrematar concertos e recitais, abarcando o longo arco de tempo entre os gênios de Purcell e do tabagistíssima Shostakovich. O pianismo é, naturalmente, de chorar de bom, e ao final da guirlanda de peças a gente só consegue se admirar por lhe descobrir mais um talento: o de fazer um recital coeso só com tantos, e tão diversos, e diminutos bombons e bagatelas.

Que sirva de exemplo para tantos outros. E muitas outras.

E, sim: refiro-me a ti, gostosona.

NELSON FREIRE – ENCORES

Christoph Willibald GLUCK (1714-1787)
Arranjo de Giovanni Sgambati
1- Orfeo ed Euridice: Melodia

Henry PURCELL (1659-1695)
2 – Hornpipe em Mi menor

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1759)
3 – Sonata em Ré menor, K. 64
4 – Sonata em Si menor, K. 377

Zygmunt Denis Antoni Jordan de STOJOWSKI (1870-1946)
5 – Aspirations, Op. 39: no. 1, “Vers l’Azur”

Ignacy Jan PADEREWSKI (1860-1941)
6 – Miscellanea, Op. 16: no. 4: Noturno em Si bemol maior

Richard Georg STRAUSS  (1864-1949)
Arranjo de Leopold Godowsky
7 – Seis Lieder, Op. 17: No. 2, Ständchen

Edvard Hagerup GRIEG (1843-1907)
Das “Peças Líricas” para piano:
8 – Livro I, Op. 12 – no. 1: Arietta
9 – no. 2: Valsa
10 – no. 5: Melodia Popular
11  – Livro II, Op. 38 – no. 1.: Berceuse
12 – Livro III, Op. 43 – no. 2: Viajante Solitário
13 – no. 4: Pequeno Pássaro
14 – no. 6: À Primavera
15 – Livro IV, Op. 47 – no. 4: Halling
16 – Livro V, Op. 54 – no. 1: Jovem Pastor
17 – Livro VIII, Op. 65 – no. 6: Dia de Casamento em Troldhaugen
18 – Livro IX, Op. 68 – no. 3: A seus pés
19 – no. 5: No berço

Anton Grigoryevich RUBINSTEIN (1829-1894)
20 – Duas Melodias, Op. 3 – no. 1 em Fá maior

Alexander Nikolayevich SCRIABIN (1872-1915)
21 – Dois Poemas, Op. 32 – no. 1 em Fá sustenido maior

Sergei Vasilyevich RACHMANINOV (1873-1943)
22 – Prelúdios, Op. 32 – no. 10 em Si menor: Lento
23 – no. 12 em Sol sustenido maior: Allegro

Dmitry Dmitryevich SHOSTAKOVICH (1906-1975)
Danças Fantásticas, Op. 5
24 – no. 1: Marcha. Allegretto
25 – no. 2: Valsa. Andantino
26 – no. 3: Polka. Allegretto

Enrique GRANADOS Campiña (1867-1916)
27 – Goyescas, Suíte para piano – no. 4: Quejas ó la maja y el ruiseñor

Frederic MOMPOU Dencausse (1893-1987)
28 – Scenes d’enfants – no. 5: Jeunes filles au jardin

Isaac Manuel Francisco ALBÉNIZ y Pascual (1860-1909)
29 – España, Op. 165 – Tango em Ré maior (arranjo de Leopold Godowsky)
30 – Navarra (completada por Déodat de Sévérac)

Nelson Freire, piano

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Nelson com Guiomar Novaes, 1977. Foto do acervo particular de Nelson Freire, publicada pelo sensacional Instituto Piano Brasileiro (http://institutopianobrasileiro.com.br), comandado pelo indispensável Alexandre Dias, apoiado por Nelson e que recomendamos demais.
No vídeo abaixo, parte do documentário “Nelson Freire” de João Moreira Salles, o aniversariante de hoje relembra a influência inspiradora de Guiomar em sua carreira, enquanto ouve, com olhos suados, a melodia de Gluck (que abre o CD que ora compartilhamos) na interpretação de sua ídola. E a “Nise” a que ele se refere é Nise Obino, sua maior mestra, decisiva para Nelson superar a transição de menino-prodígio a jovem artista e que, como descobrimos pelo documentário (que não podemos recomendar o bastante aos fãs de Nelson), muito mais que professora, foi-lhe uma grande paixão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vassily, com um agradecimento ao incansável FDP Bach por lhe ter alcançado esta gravação.

A Família das Cordas: Henry Purcell (1659-1695) – Fantasias for the Viols – Jordi Savall

81B3lfZG1YL._SL1274_Para encerrar essa série dos arcos, nada melhor que compartilhar com vocês algumas das mais maravilhosas obras já dedicadas a esses instrumentos: as Fantasias para violas compostas por Henry Purcell. Reunidas num consort – conjunto de instrumentos de mesmo feitio e tamanhos variados, que vai de soprano a viola da gamba baixo – as violas do Hespèrion XX fazem cintilar as ricas texturas sonoras compostas pelo gênio de 21 anos que, ninguém discute mais, foi o maior compositor já parido pelas ilhas inglesas. Na regência, só para arredondar, está o MIDAS Jordi Savall, que assegura a esta gravação o tão típico rótulo pequepiano que eu nunca antes usara e que agora estreio a plenos brônquios:

IM – PER- DÍ – VEL!!!

Henry PURCELL (1659-1695)

FANTASIAS FOR THE VIOLS (1680)
HESPÈRION XX – JORDI SAVALL

01 – Fantasia sobre uma nota

Fantasias em três partes
02 – Fantasia I
03 – Fantasia II
04 – Fantasia III

Fantasias em quatro partes
05 – Fantasia IV
06 – Fantasia V
07 – Fantasia VI

08 – In Nomine em seis partes

Fantasias em quatro partes
09 – Fantasia VII
10 – Fantasia VIII
11 – Fantasia IX

Fantasias em três partes
12 – Fantasia X
13 – Fantasia XI
14 – Fantasia XII

15 – In Nomine em sete partes

HESPÈRION XX

Jordi Savall, viola soprano e regência
Wieland Kuijken, viola baixo
Sophie Watillon, viola contralto
Eunice Brandão e Sergi Casademunt, violas tenores
Marianne Müller e Philippe Pierlot, violas baixo

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Aprendi que, nos quadros de Vermeer, o virginal (instrumento de teclado) representa a mulher, e a viola da gamba (normalmente atirada no chão), o homem. A paixão seria representada pela música tocada no virginal causando ressonância por simpatia nas cordas da gamba - a voz de uma mulher, enfim, tocando as fibras do coração de um homem. Johannes Vermeer van Delft, "A Lição de Música" (1692-1695).
Aprendi que, nos quadros de Vermeer, o virginal (instrumento de teclado) representa a mulher, e a viola da gamba (normalmente atirada no chão), o homem. A paixão seria representada pela música tocada no virginal causando ressonância por simpatia nas cordas da gamba – a voz de uma mulher, enfim, tocando as fibras do coração de um homem.
Johannes Vermeer van Delft, “A Lição de Música” (1692-1695).

Vassily Genrikhovich

Luci Horsch – Baroque Journey

Neste seu novo CD, a jovem flautista holandesa Luci Horsch nos convida a fazer uma viagem pelo Barroco. Então vamos de Van Eyck (compositor que abre e fecha o CD) a Bach, passando por Sammartini, Marais, Purcell, Handel, entre outros compositores menos conhecidos.

O imenso talento e virtuosismo de Luci Horsch nos espanta, mas ao mesmo tempo alegra. Tanta energia, sensibilidade e técnica em uma jovem de meros 19 anos de idade … com certeza ainda vamos ouvir muito essa moça. Lembram de seu primeiro CD, que eu mesmo trouxe há algum tempo atrás, todo dedicado a Vivaldi? Não? Então corram atrás dele.
A tradicional Academy of Ancient Music é quem a acompanha nesta viagem. Muito bem acompanhada, por sinal. Então, vamos embarcar nesta viagem? O booklet do CD é bem explicativo.

01 – Van Eyck – Lavolette
02 – Händel – The Arrival of the Queen of Sheba
03 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Allegro
04 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Adagio
05 – Bach – Concerto in D minor BWV 1059R – Presto
06 – Bach – Erbarme Dich (from St. Matthew Passion)
07 – Badinerie (from Suite No. 2 in B minor No. 2)
08 – Castello – Sonata Seconda
09 – Sammartini – Concerto in F Major – Allegro
10 – Sammartini – Concerto in F Major – Siciliano
11 – Sammartini – Concerto in F Major – Allegro assai
12 – Marais – Couplets des folles
13 – Couperin – Le Rossignol en Amour
14 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Gaiement
15 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Lentement
16 – Naudot – Concerto in C Major, Op. 17, No. 1 – Légèrement
17 – Tollett – Divisions on a Ground
18 – Purcell – Dido’s Lament (from Dido and Aeneas)
19 – Van Eyck – Engels Nachtegaeltje (The English Nightingale)

Luci Horsch – Recorders
Academy of an Ancient Music

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Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

Um excelente CD que traz duas lendas, a mezzo-soprano sueca Anne Anne Sofie von Otter e o Musica Antiqua Köln, dirigido por Reinhard Goebel. E é claro que a coisa teria que ser — e é — do mais alto nível. Apenas uma das peças incluídas nesta gravação era conhecida por mim antes de eu comprar este lançamento — o famoso Lamento d’Arianna de Claudio Monteverdi. Desta forma, esta maravilhosa gravação me apresentou várias novidades. A cantata de Antonio Vivaldi, Cessate, é uma delas. Com cerca de dez minutos de duração, a cantata é composta de várias seções contrastantes. Além de apreciar muito o Cessate, o madrigal Monteverdi que abre o disco, Con che soavita, também é muito atraente, complexo e cheio das harmonias ricas e quase ostentatórias. O disco conclui com duas peças fúnebres de Henry Purcell. O compositor inglês do barroco médio é mais famoso por ter escrito o mais famoso Lamento da época, o Lamento de Dido, de Dido and Aeneas, que não está no disco. Os dois encontrados aqui são Incassum, Lesbia, uma canção funerária escrita para um membro da família real, e O Solitude, uma canção solo menos formal mas talvez mais bem sucedida. Imprensado entre os Purcell, está uma deliciosa chacone para alaúde do início do barroco, da qual também gostei. Von Otter também escolheu dois italianos menores do século 17, Antonio Bertali e Giovanni Legrenzi, nenhum dos quais me pareceu excepcional. A qualidade da música é correspondida pelos executantes. Famosa por seu mezzo elegante e sem falhas, von Otter faz as passagens mais lentas de forma mais bela. Recomendado para os fãs de música clássica mais sérios e menos casuais.

Monteverdi, Vivaldi, Purcell, Bertali, Legrenzi, Piccinini: Lamenti

1 Monteverdi: Con Che Soavità 4:42
2 Bertali: Lamento Della Regina D’Inghilterra 15:24
3 Legrenzi: Il Ballo Del Gran Duca, Op. 16: Corrente Nona 3:19
4 Vivaldi: Cantata “Cessate, Omai Cessate” RV 684 10:52
5 Monteverdi: Lamento D’Arianna 11:07
6 Purcell: Incassum, Lesbia, Rogas, Z. 383 7:27
7 Piccinini: Ciaccona 1:52
8 Purcell: Oh Solitude! Z. 406 4:58

Anne Sofie von Otter
Musica Antiqua Köln
Reinhard Goebel
Jakob Lindberg
Markus Mollenbeck
Franz-Josef Selig

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Que Lamenti, que nada! A gente gosta é de ciência! (Rembrandt – A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp)

PQP

An Excess of Pleasure – Palladian Ensemble

An Excess of Pleasure – Palladian Ensemble

An Excess of Pleasure

As peças deste disquinho adorável, produzido em 1996, seguem um modelo que floresceu no início do século XVII, na Itália. Dois instrumentos melódicos com o acompanhamento do baixo contínuo – estamos em pleno período barroco. A combinação mais comum era de dois violinos como instrumentos melódicos, mas aqui temos um violino e uma flauta doce.

O repertório escolhido pelo (então) jovem grupo de instrumentalistas é de peças de compositores ingleses ou italianos que viveram na Inglaterra ou que tiveram suas músicas publicadas e ouvidas ali.

A maior parte delas é uma composição sobre um ground bass (basso ostinato, em italiano), que é um pequeno padrão melódico recorrente, tocado pelos instrumentos que fazem o baixo.

Marco Uccellini

A lindíssima Aria Sopra la Bergamasca, de Uccelini, que nunca esteve na Inglaterra, é um bom exemplo.

Nicola Matteis viajou da Itália para a Inglaterra a pé, com sua rabeca às costas. Presumo que ele tenha usado algum tipo de embarcação para cruzar o Canal da Mancha. Matteis tocava violino e guitarra e fez muito sucesso em Londres, por volta de 1670. O sucesso, no entanto, aparentemente lhe custou caro. O relato deixado por Roger North conta que excess of pleasure threw him into a dropsie, and he became very poor. Para entender o que lhe sucedeu basta saber que dropsie significa hidropsia.

Outro italiano do disco é Biaggio Marini, um virtuose do violino, como vários outros italianos. Originário de Brescia, ocupou postos em vários países, mas terminou seus dias em Veneza, onde conviveu com músicos da Catedral de São Marcos, Monteverdi entre eles.

Francesco Geminiani é de uma geração posterior a Marini e estudou com Alessandro Scarlatti (pai do Domenico) e Corelli, entre outros. Em 1714 visitou a Inglaterra, caindo nas graças do Conde de Essex e acabou se estabelecendo. São famosos seus arranjos das Sonatas para Violino Op. 5, de Corelli, para o formato de Concerto Grosso.

Vista de Londres por volta de 1700 (Robert Griffier) mostrando a Catedral de São Paulo e Velha Ponte de Londres
Henry Purcell

Completam o disco peças dos ingleses Matthew Locke, Christopher Simpson, John Blow e o mais famoso deles, Henry Purcell. Veja a opinião deste último sobre este tipo de composição: Composing upon a Ground is a very easie thing to do and requires but little Judgement. Sei, bom senso, não é, Henry?

Chamo a atenção para a violinista do Palladian Ensemble, que na capa do disco aparece timidamente segurando o seu instrumento, trajando um vestido verde turquesa – Rachel Podger, hoje uma referência para amantes da música barroca.

O selo Linn Records foi criado pela companhia do mesmo nome (Linn Hi-Fi), que produz aparelhos de som de altíssima qualidade. A produção é de Lindsay Pell e o local de gravação, Rosslyn Hill Chapel, Hampstead, é famosíssimo para os amantes da boa música gravada.

O excesso de prazer, que aparentemente foi o caminho da perdição para o Matteis, caiu esplendidamente para o título do disco, realmente muito prazeroso. A Aria sopra la Bergamasca, do Uccellini, vai grudar em você como chiclete no seu sapato.

Marco Uccellini (1603 – 1680)

1.Aria quinta sopra la Bergamasca

Nicola Matteis (1650 – 1714)

2. Aria spagnuola a due corde (from Ayres for the Violin)

3. Diverse bizzarie Sopra la Vecchia Sarabanda o pur Ciaccona

Matthew Locke (1621 -1677)

Broken Consort in D

4. Pavan

5. Ayre

6. Galliard

7. Ayre

8. Saraband

Christopher Simpson (1605 – 1669)

9. Divisions on John Come Kiss me Now

John Blow (1649 – 1708)

Sonata in A

10. Slow

11. (untitled)

12. Brisk

Biagio Marini (c. 1587 – 1663)

13. Sonata

Anonymous

14. Ciaconna

Francesco Geminiani (1687 – 1762)

15. Auld Bob Morrice

16. Lady Ann Bothwet’s Lament

17. Sleepy Body

Nicola Matteis (1650 – 1714)

18. Adamento con divisione (from Ayres for the Violin)

19. Aria (from Ayres for the Violin)

20. Grave (from Ayres for the Violin)

21. Ground in D, la sol re per fa la mano (from Ayres for the Violin)

Henry Purcell (1659 – 1695)

22. Two in one upon a ground

Nicola Matteis (1650 – 1714)

23. Bizzarie all’imor Scozzeze (Ground after the Scotch Humour)

 

Palladian Ensemble

Pamela Thorby, flautas doce

Rachel Podger, violino

Joanna Levine, viola da gamba, violoncelo, violone

William Carter, tiorba, guitarra

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Este disco contém um excesso de prazer… Aproveite!

René Denon

Henry Purcell (1659-1695): Musick’s Hand-Maid

Henry Purcell (1659-1695): Musick’s Hand-Maid

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um lindíssimo CD que percorre a obra instrumental e vocal deste monstro que foi Henry Purcell. Um disco sensível, belamente interpretado. Purcell foi daqueles compositores que morreram jovens e que nos deixaram enorme e importante obra. Não tinha wi-fi em sua casa. Sua facilidade em compor para todos os gêneros e públicos, sua popularidade na corte durante reinados de três monarcas e sua vasta produção de odes cortesãs, música cênica, hinos sacros, canções e esboços seculares, música de câmara e para órgão são uma prova clara de seu prodigioso talento. Compôs a ópera Dido e Aeneas e a semi-opera A tempestade. Este CD dá uma visão geral em sua obra. E a coisa é de abobar mesmo!

Henry Purcell (1659-1695): Musick’s Hand-Maid

Suite En Do
1 Music For A While 3:51
2 Air 0:51
3 Air 1:26
4 Begin The Song And Strike The Living Lyre 7:37

Suite En La Mineur
5 Prelude 1:46
6 Almand 4:06
7 Corant 1:44
8 Saraband 1:05
9 A New Ground 2:49
10 Round-O 2:45
11 Strike The Viol, Touch The Lute, Wake The Harp 2:21

Suite En Sol Majeur
12 Prelude 3:47
13 Alamand 1:29
14 Corant 1:52
15 A New Scotch Tune 3:15
16 Air 1:26
17 Gavott 1:20
18 A New Irish Tune 1:28
19 Ground In Gamut 1:49
20 An Evening Hymn 3:44

Suite En Ré Mineur
21 “Bell-barr” Almand “Very Slow” 4:50
22 Air 1:11
23 Minuet & Sefuchi’s Farewell 3:17
24 Ground 5:32

Suite En Sol Mineur
25 Cupid The Slyest Rogue Alive 2:39
26 Jig 0:59
27 Hornpipe 0:41
28 Jig 0:38
29 Here Let My Life 1:59
30 Thou Knowest Lord The Secrets Of Our Heart 2:10

Bandura, Guitar – Pat O’Brien
Bass Vocals – Harry van der Kamp
Cittern, Theorbo – Lee Santana
Ensemble – The Harp Consort
Flute, Recorder – Nancy Hadden
Guitar – Steve Player
Harp, Organ, Harpsichord, Percussion, Directed By – Andrew Lawrence-King
Lute, Guitar – Paul O’Dette
Lyre, Viol – Hille Perl
Soprano Vocals – Ellen Hargis
Tenor Vocals – Douglas Nasrawi, Rodrigo Del Pozo
Theorbo, Guitar – Thomas Ihlenfeldt
Viol – Jane Achtman
Violin [Renaissance] – David Douglass

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Henry Purcell: este foi grande

PQP

Haendel & Purcell – Sound of Trumpet – Alison Balsom, Trevor Pinnock, The English Concert

Dia destes um outro cd da Alison Balsom, dedicado a Bach, teve seu link atualizado, tratava-se de uma postagem lá do começo da década. Hoje trago para os senhores mais um belíssimo CD desta mesma Alison Balsom, onde novamente ela demonstra todo o seu talento. E aqui temos obras especificamente de Haendel e Purcell.

Os arranjos foram feitos pelo maestro inglês Trevor Pinnock, um dos grandes especialistas em Barroco dos últimos quarenta anos, e por ela mesma, o que reforça o que comentou PQPBach em postagem anterior, a moça além de uma excepcional instrumentista, é uma musicóloga de mão cheia. Para melhorar o que já está bom demais, ela é acompanhada pelo excelente conjunto The English Concert, conjunto criado e dirigido por Pinnock já há muito tempo.

Creio que esta seja uma bela trilha sonora para iniciar a semana, que promete ser bem agitada e difícil.

Haendel & Purcell – Sound of Trumpet – Alison Balsom, Trevor Pinnock, The English Concert

01. Handel – Arr Pinnock- Amidigi di Gaula, HWV 11, Act 3- Sento la goia
02. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 1- Overture
03. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 1- Come if you dare
04. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 5- Symphony
05. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 2- Shepherd, Shepherd, Leave Decoying
06. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 5- Round thy shores
07. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 5- Trumpet Tune
08. Purcell – Arr Balsom- King Arthur Suite, Z. 628, Act 5- Fairest isle
09. Handel – Arr Balsom- Atalanta, HWV 35- Overture
10. Handel – Arr Balsom- Birthday Ode for Queen Anne, HWV 74- ”Eternal Source of Light Divine” (countertenor)
11. Purcell – Arr Balsom- The Fairy Queen, Z. 629 – Suite of Musicks and Dances, Act 4- Symphony
12. Purcell – Arr Balsom- The Fairy Queen, Z. 629 – Suite of Musicks and Dances- Rondo (Second Musick)
13. Purcell – Arr Balsom- The Fairy Queen, Z. 629 – Suite of Musicks and Dances, Act 1- Jig
14. Purcell – Arr Balsom- The Fairy Queen, Z. 629 – Suite of Musicks and Dances, Act 5- Prelude
15. Purcell – Arr Balsom- The Fairy Queen, Z. 629 – Suite of Musicks and Dances, Act 5- Chaconne and Chorus
16. Purcell – Arr Balsom- Come Ye Sons of Art, Z. 323- Sound the trumpet (countertenor)
17. Handel – Arr Pinnock- Water Music, Suite in D Major, HWV 349- I. Overture
18. Handel – Arr Pinnock- Water Music, Suite in D Major, HWV 349- II. Gigue (Allegro)
19. Handel – Arr Pinnock- Water Music, Suite in D Major, HWV 349- III. Minuet (Aria)
20. Handel – Arr Pinnock- Water Music, Suite in D Major, HWV 349- IV. Bourrée
21. Handel – Arr Pinnock- Water Music, Suite in D Major, HWV 349- V. March No. 2 (Partenope, HWV 27)
22. Purcell – Arr Balsom- The Fairy Queen, Z. 629, Act 5- ”The plaint”
23. Handel – Arr Pinnock & Balsom- Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major- I. Adagio
24. Handel – Arr Pinnock & Balsom- Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major- II. Allegro
25. Handel – Arr Pinnock & Balsom- Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major- III. Siciliana (Largo)
26. Handel – Arr Pinnock & Balsom- Oboe Concerto No. 1 in B-Flat Major- IV. Vivace

Alison Balsom – Trumpet
The English Concert
Trevor Pinnock – Conductor

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Henry Purcell (1659-1695): The Food Of Love (canções)

Henry Purcell (1659-1695): The Food Of Love (canções)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Henry Purcell, nascido e morto em Londres (sepultado na Abadia de Westminster), foi compositor de vida breve e extensa obra. Até nossos dias, permanece como um dos mais importantes compositores ingleses. Sua facilidade em compor para todos os gêneros e públicos, sua popularidade na corte durante os reinados de três monarcas e sua vasta produção de canções seculares, odes cortesãs, música cênica, hinos sacros, sonatas, fantasias para viola, música de câmara e para órgão são provas claras de seu enorme talento. Compôs a sensacional ópera Dido and Aeneas e a semi-opera A tempestade.

Este disco é maravilhoso. Com instrumentação simples Paul Agnew acentua a grande qualidade melódica das canções, Os temas são o amor, a música, a poesia e a solidão. E eu amo Purcell desde a adolescência!

Henry Purcell (1659-1695): The Food Of Love (canções)

1 –Purcell* If Music Be The Food Of Love
2 –Purcell* Corinna Is Devinely Fair
3 –Purcell* Ah! How Sweet It Is To Love
4 –Purcell* What A Sad Fate Is Mine
5 –Purcell* I See She Flies Me Ev’rywhere
6 –Corbetta* Caprice De Chacone
7 –Purcell* O Sollitude, My Sweetest Choice
8 –Purcell* Music For A While
9 –Purcell* Ground In C For Harpsichord
10 –Purcell* O! Fair Cedaria
11 –Purcell* Man Is For The Woman Made
12 –Purcell* Not All My Torments Can Your Pity Move
13 –Purcell* On The Brow Of Richmond Hill
14 –Purcell* Pious Celinda Goes To Prayers
15 –Purcell* When First I Saw The Bright Aurelia’s Eyes
16 –Simpson* Prelude In D
17 –Purcell* The Cares Of Lovers
18 –Purcell* The Fatal Hour Comes On Apace
19 –Purcell* I Loved Fair Celia
20 –Purcell* When Her Languishing Eyes Said ‘Love!’
21 –Visée* Prelude In D Minor
22 –Purcell* A Morning Hymn
23 –Simpson* Prelude [in E]
24 –Purcell* The Earth Trembled
25 –Purcell* Now That The Sun Has Veil’s His Light
26 –Purcell* If Music Be The Food Of Love

Double Bass – Anne-Marie Lasla
Harpsichord, Organ – Blandine Rannou
Tenor Vocals – Paul Agnew
Theorbo, Guitar – Elizabeth Kenny

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Purcell, em declaração exclusiva para o PQP Bach

PQP

The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 1/5 – Niklas Eklund (baroque trumpet), The Drottningholm Ensemble, Nils-Erik Sparf – 1995

The Art Of The Baroque Trumpet
Vol. 1/5

Niklas Eklund (baroque trumpet)

The Drottningholm Ensemble
Nils-Erik Sparf

1995

 

Eklund aprendeu trompete exatamente como um trompetista do século 17 teria … de seu pai trompetista, começando aos cinco anos de idade. Na verdade, ele é a quarta geração de trompetistas dos Eklund. Duvido que houvesse alguma melhor maneira de aprender o instrumento. Os trompetistas eram muito apreciados e bem pagos em toda a Europa nos séculos do Renascimento e do Barroco; eles tinham suas próprias guildas (corporações de ofício,) e suas próprias tradições.

Como diz Eklund, a técnica necessária para tocar trompete barroco é bem diferente daquela do trompete moderno, e não é automático que um lhe dê o outro. O trompete que Eklund toca nesses CDs é uma cópia moderna feita por Reiner Egger de um instrumento feito por volta de 1700 por Johann Leonard Ehe II, talvez também um artesão de quarta geração.

O trompete natural histórico tocou mais confortavelmente em tom médio. O ‘trompete barroco’ de uso comum hoje tem um ou mais pequenos orifícios perfurados na tubulação, que podem ser cobertos e descobertos pelos dedos do músico. Isso foi introduzido pelos fabricantes modernos por Otto Steinkopf na década de 1960; ainda há alguns trompetistas que o rejeitam como uma inovação, mas na verdade ele já pode ter sido conhecido pelos músicos do 18º século. O trompete ‘com chave’, para o qual Haydn escreveu seu glorioso Concerto em Mi bemol maior, não poderia ter sido tocado muito bem no trompete Ehe, mas sua construção implica que os efeitos do orifício na tubulação já fossem compreendidos. De qualquer outra forma, o trompete haydn estava muito mais próximo do trompete barroco em construção e em técnica do que do moderno trompete valvulado.

The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 1/5
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
01. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1720) – I. Adagio
02. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1720) – II. Allegro
03. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1720) – III. Grave
04. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1720) – IV. Allegro
Johann Melchior Molter (Alemanha, 1696 – 1765)
05. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1750) – I. Allegro
06. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1750) – II. Adagio
07. Trumpet Concerto No. 1 in D Major (c. 1750) – III. Allegro
Johann Friedrich Fasch (Alemanha, 1688 – 1758)
08. Trumpet Concerto in D Major (c. 1750) – I. (Allegro)
09. Trumpet Concerto in D Major (c. 1750) – II. Largo
10. Trumpet Concerto in D Major (c. 1750) – III. Allegro
Leopold Mozart (Alemanha, 1719 – 1787)
11. Trumpet Concerto in D Major (c. 1762) – I. Andante (cadenza by N. Eklund)
12. Trumpet Concerto in D Major (c. 1762) – II. Allegro moderato
Giuseppe Torelli (Italia, 1658 – 1709)
13. Sonata in D Major (1690) – I. (Andante)
14. Sonata in D Major (1690) – II. (Allegro)
15. Sonata in D Major (1690) – III. Grave
16. Sonata in D Major (1690) – IV. (Allegro)
Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)
17. Sonata in D Major (1695) – I. (Allegro)
18. Sonata in D Major (1695) – II. Adagio
19. Sonata in D Major (1695) – III. (Allegro)
Georg Friedrich Händel (Alemanha, 1685 – Inglaterra, 1759)
20. Suite in D Major (1733) – I. Overture
21. Suite in D Major (1733) – II. Allegro (Gigue)
22. Suite in D Major (1733) – III. Air (Minuet)
23. Suite in D Major (1733) – V. March

The Art Of The Baroque Trumpet, Vol. 1/5 – 1995
Niklas Eklund (baroque trumpet)
The Drottningholm Ensemble

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição!

Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695) – Dido & Aeneas – Academy Of Ancient Music & Chorus, dir. Christopher Hogwood: Catherine Bott, Emma Kirkby, John Mark Ainsley – 1994

Dido & Aeneas

Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)

Academy Of Ancient Music & Chorus
dir. Christopher Hogwood

Catherine Bott
Emma Kirkby
John Mark Ainsley

1994

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [3º lugar]

..oOo..

Dido & Aeneas. Joseph Kerman, em 1952, descreveu esta ópera como uma “pequena ópera cristalina” que atinge a “perfeição dramática”. Foi realizada pela primeira vez na escola de uma menina em 1689. O libretista, Nahum Tate, era um dramaturgo e poeta com conexões em universidades e com escritores de livros educacionais.

A ópera, a partir do momento em que a abertura começa, conta uma história de tragédia e violência. A deserção de Dido por Enéias e sua morte subseqüente está relacionada no Livro IV de ‘Aenid’ de Virgílio. A aliança de Enéias com Dido o distrai do que deveria ser seu propósito: a fundação de Roma. Ele navega de Cartago para cumprir seu destino e, por suas próprias mãos, Dido morre. Tate representa o objetivo romano de Enéas como uma ilusão; suas instruções para embarcar para a Itália como um dispositivo pela Feiticeira para alcançar seu objetivo maligno: a destruição da Rainha Dido e seu reino. Portanto, esta é a tragédia do Dido; seus sentimentos, não a obediência mecânica de Aeneas às ordens (que são falsas; ele está tão enganado quanto Otelo), são o que significam.

A Feiticeira é cantada por um baixo, e o coro de bruxas contém tenores e baixos, como era habitual na época. O primeiro marinheiro é cantado por um menino que poderia ser um aspirante naquela época. O espírito da Feiticeira é dado a um contratenor, uma voz com conotações tradicionais do sobrenatural. A linha ‘alto’ dos coros é dada aos contratores e aos tenores elevados, o que torna a baixa tessitura de, por exemplo, a abertura de ‘Haste, Haste To Town’; ‘Destructions Our Delight’ e o final ‘With Drooping Wings’ mais plausível.

Este disco apresenta uma maravilhosa interpretação de Christopher Hogwood e The Academy of Music. Os solistas são habilidosos e todos os performers estão dramaticamente em seu papel. Emma Kirkby (Belinda) e Catherine Bott (Dido) formam um excelente duo dramático e John Mark Ainsley interpreta um ‘gostoso’ Aeneas. O acompanhamento, incluindo os efeitos sonoros especiais, é feito com bom gosto. Eu tenho 2 outras interpretações desta ópera que são muito boas, mas eu prefiro muito mais essa! (George Peabody, professor de canto e fã de música antiga, Amazon, dezembro de 2006)

Dido & Aeneas – 1994
Henry Purcell
Academy Of Ancient Music & Chorus
dir. Christopher Hogwood

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Boa audição!

Avicenna

Henry Purcell – The Fairy Queen – The Monteverdi Choir & The English Baroque Soloists. Dir. John Eliot Gardiner

The Fairy Queen

Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)

The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
.
Dir. John Eliot Gardiner

1982

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [6º lugar]

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Estreia
Teatro Real dos Jardins de Dorset, em 1692

Antecedentes

William Shakespear nem sempre foi a figura reverenciada que é hoje em dia, mesmo na Inglaterra. Em 1662, depois de uma das raras apresentações de Um Sonho de Uma Noite de Verão, Samuel Pepys, um dos acadêmicos mais influentes da Inglaterra do séc. XVII, declarou ter assistido à peça de teatro “mais insípida e ridícula” que ele alguma vez vira.

Cerca de 30 anos mais tarde, o sentimento em relação a esta peça parece ter mudado radicalmente. Um Sonho de Uma Noite de Verão, ressurgia como uma semi-ópera, de nome The Fairy Queen. De fato, Fairy Queen, de Henry Purcell, era precisamente o tipo de espectáculo que o público de Londres ansiava. No tempo de Purcell, eram os atores que resistiam à ideia de ópera tal como nós a conhecemos – não viam com bons olhos que os cantores desempenhassem os papeis principais e por isso criticavam a ousadia de Purcell. A verdade é que pouco resta da métrica shakespereana nesta adaptação que julga-se ter sido feita pelo ator e encenador Thomas Betterton.

Em Fairy Queen, tal como era tradição nos dramas restaurados, a música surge numa série de masques, ou divertimentos, cuja função é comentar e sublinhar o tema da peça – neste caso: o amor e o casamento. Com o desenrolar da música, podemos viajar até à produção original de Fairy Queen, no Teatro Real dos Jardins de Dorset, no ano de 1692 – uma produção tão cara, que segundo um cronista da época “terá agradado a todos os que a ela assistiram, excepto à própria companhia que terá ganho muito pouco com esta semi-ópera”.

Resumo
Lisandro e Demétrio estão apaixonados por Hérmia; Helena ama Lisandro, mas está prometida a Demétrio. Então, Lisandro e Hérmia fogem, envenenados pelos outros. Fogem, claro está, para o mundo encantado de Titania, a rainha das fadas – um mundo onde as poções são tão poderosas que até podem fazer com que uma rainha se apaixone por um burro. Oberon pede a Puck que venha até ao mundo das fadas para olhar por Titania. Esta, depois de alertada por uma das suas fadas, fica furiosa e enfrenta Puck.

No 3º ato, instala-se a confusão: Puck dá uma poção de amor a Lisandro, enquanto Oberon dá a mesma poção a Titania. Depois de acordar, Titania apaixona-se pela primeira criatura que lhe aparece à frente. A criatura é Botton – o da cabeça de burro! Apaixonada, Titania ordena que se inicie uma masque. As criaturas deste mundo encantado juntam-se todas numa grande dança. Titania está sob o feitiço da poção de Oberon e apaixonou-se por Botton. Também os mortais são afetados pelos feitiços: Hérmia e Lisandro; Helena e Demétrio.Entretanto Titania acorda e reconcilia-se com Oberon – o feitiço desfez-se. Para celebrar, entoam um hino de louvor ao sol nascente. Segue-se a masque para o aniversário de Oberon com canções de louvor à Primavera, ao Verão, ao Outono e ao Inverno. Puck verteu a poção mágica sobre os olhos de Lisandro para que ele se apaixonasse outra vez por Hérmia, e para que tudo voltasse a ser como era. E assim acabou o 4º ato desta semi-ópera de Henry Purcell, The Fairy Queen.

E assim, aproximamo-nos do grande final – onde fadas e mortais partilham as suas alegrias.

Estamos na corte de Theseus, prestes a assistir a dois casamentos: o de Hérmia com Lisandro; e o de Helena com Demétrio. Entretanto Oberon, para convencer Theseus de que possui poderes mágicos, convoca Juno que aparece numa carroça puxada por pavões. Segundo as indicações de cena originais, é suposto estarmos num jardim oriental onde tudo é exótico: a arquitetura, as árvores, os frutos, as plantas e os animais. Tudo tem que ter o aspecto de não pertencer a este mundo. Neste cenário, os pássaros voam e uma fonte tem que jorrar água que deve cair para uma enorme bacia.  Enquanto assistimos à dança de seis macacos, surge o deus Hymen, que quando se convence do amor daqueles dois casais faz com que as tochas se acendam e com que dos vasos de porcelana chinesa cresçam enormes laranjeiras carregadas de flores.

Perante a alegria geral, fica no ar a frase: “cada vez que o sol nascer que seja para vocês um novo dia de casamento, cada vez que o sol se ponha, uma nova noite de núpcias.” (http://www.rtp.pt/antena2/argumentos-de-operas/letra-p/henry-purcell-_1933_1918)

As 60 faixas podem ser vistas aqui.
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Henry Purcell – The Fairy Queen – 1982
The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
Dir. John Eliot Gardiner

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MP3 | 320 KBPS | 301 MB

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Boa audição!

Avicenna