40 Most Beautiful Arias – Vários Intérpretes e Compositores – Warner Classics ֍

40 Most Beautiful Arias – Vários Intérpretes e Compositores – Warner Classics ֍

 

 

40 Mais Belas Árias

 

 

 

Estes dois discos têm me acompanhado no caótico trânsito de minha cidade nas últimas semanas e me dado tanto prazer que decidi fazer a postagem. Se o carro para no sinal, na geleia geral do trânsito ou no posto de gasolina, abro os vidros e deixo que essa exuberante arte do excesso se espalhe e impressione as pessoas, que me olham com alguma curiosidade.

As óperas têm estado presentes no blog, especialmente nas edições completas (e vastamente comentadas), mas aqui temos uma proposta diferente – coleção de árias – o crème de la crème. Veja o título: 40 Most Beautiful Arias – 40 Mais Belas Árias !

Há uma certa simplificação, pois que nem todas as faixas são árias, há alguns duetos também.

Eu confesso que costumava olhar com um certo desdém para este tipo de edição, por parecer um pouco populista, mas rendi-me à efetividade do produto, adorei ouvir essas belezuras, uma depois da outra… Realmente, é fácil criticar este tipo de lançamento, inclusive por deixar esta ou aquela outra ária de fora, pois que há muitas tantas tão bonitas, mas no fim dos discos chegamos ao entendimento de porque tantas pessoas se apaixonam por ópera. Além disso, a alternância tanto dos tipos de vozes quanto de estilos funcionou bem para mim.

No pacote há 18 compositores representados e o campeão é Puccini, com 11 árias, seguido de Mozart e Verdi, cada um com 5 números. Bizet tem 4 faixas, Handel 2 e o resto, uma cada.

Na escolha dos intérpretes os produtores devem ter tido um olho nos contratos, de forma que se poderia dizer que este ou aquele intérprete teria sido uma melhor opção. Mas não nos prendamos a essas coisas e se deixe levar pela onda da ópera, no que ela tem de melhor.

Há uma certa aura em torno de música clássica, ópera em especial, deixando uma impressão de inacessibilidade, que é necessário ter um gosto adquirido para de fato apreciar, mas isso é falso. As pessoas gostam (sempre gostaram) de ópera. Eu gosto do filme ‘O Feitiço da Lua’ (Moonstruck) pela história, mas também pela cena da ópera. O mocinho do filme (Nicholas Cage, quando jovem) é um padeiro que ama ópera e consegue levar a mocinha (Cher, a noiva de seu irmão mais velho) para uma noite na ópera. Mas não é um teatro qualquer, é o Metropolitan! A cena transmite toda a excitação e expectativa que antecede o espetáculo e mostra como as pessoas se envolvem com a apresentação. Pois bem, nem precisa vestir sua roupa de domingo, apenas ouça e deixe-se encantar pela magia dessas peças.

Moonstruck – Loretta e Ronny vão à Opera

As estrelas do disco:

Disco 1

Nessun dorma (Ninguém durma) – ária do Ato III de Turandot (1926), de Giacomo Puccini. A princesa Turandot decretara que ninguém poderia dormir na cidade de Pequim até o nome do príncipe (Calaf) lhe ser revelado. Calaf havia concordado que morreria caso seu nome fosse descoberto antes do amanhecer. Ele canta certo de que o esforço será em vão e que ao amanhecer ele mesmo dirá seu nome à princesa ganhando assim a sua mão em casamento. O papel é de um tenor. Neste disco, a ária é cantada por Placido Domingo que teve uma voz maravilhosa…

Turandot, no Met…
Carmen foi uma ópera revolucionária

L’amour est un oiseau rebelle (O amor é um pássaro rebelde) – Habanera – Ária do Ato I de Carmen (1875), de Georges Bizet. A ária é cantada pela própria protagonista, ao sair do trabalho, na fábrica de charutos. Carmen é a própria sedução, falando sobre o amor e as loucuras de amar. O papel é escrito para um mezzo-soprano, e a intérprete é Julia Migenes. Carmen é uma ópera especial entre todas, não só pela música maravilhosa, mas pela audácia dos temas e, é claro, termina em tragédia.

Una furtiva lacrima – ária de L’elisir d’amore (1832), ópera de Gaetano Donizetti, cantada por Nemorino, um jovem camponês. Ele está cheio de confiança por ter tomado a segunda dose da Poção do Amor (na verdade, apenas vinho) e esnoba todas as belas da vila, reunidas e interessadas nele devido à fortuna que acabara de herdar. Entre elas está Adina, que fica magoada com sua indiferença e sai. Nemorino assim descobre que ela está interessada nele e canta sua alegria por descobrir que ela o ama. Aqui o tenor é Roberto Alagna.

Je dis que rien ne m’épouvante (Posso dizer que nada me assusta…) – ària de Carmen, cantada por Micaëla, uma jovem da vila de Don José e que está apaixonada por ele. Carmen mete Don José em tantas confusões que a ele só resta unir-se aos contrabandistas (Dancaïre e Remendado, ótimos nomes…) que vivem escondidos nas montanhas. A pobrezinha Micaëla vai a sua procura e para afugentar seu próprio medo, canta essa canção.

Bizet

Au fond du temple saint também é de Bizet, mas da ópera Les pêcheurs de perles (1863) e não é uma ária, é um dueto. Os personagens são Nadir e Zurga, dois vértices de um (surpresa) triângulo amoroso. Os cantores aqui são Jerry Hadley e Thomas Hampson.

Ombra mai fu (também conhecida como Largo de Handel) – é uma ária da ópera Xérxes (1739), de Georg Frideric Handel. Muito conhecida, a ária é cantada por Xérxes para uma árvore, um plátano, louvando suas maravilhas… Aqui Xérxes é a cantora Jennifer Larmore.

When I am laid in earth – é um lamento cantado por Dido, na ópera Dido and Aeneas (década de 1680) de Henry Purcell. O sem-coração do Aeneas se apaixona por Dido, uma rainha, mas deve retornar à sua pátria e a abandona. É claro que ela vai se matar por isso, mas não sem antes nos cantar este maravilhoso lamento… Remember me, remember me, but ah! forget my fate! Aqui o lamento é da maravilhosa Véronique Gens.

Voi che sapete che cosa è amor – ária da ópera Le Nozze di Figaro (1786) do cara que sabia de tudo sobre ópera, Wolfgang Amadeus Mozart. A ária é cantada por Cherubino, um jovem pajem que vive apaixonado por todas as mulheres da ópera e canta para elas essa linda canção sobre o amor de dentro de seu uniforme militar… É claro que o papel é sempre de uma cantora (contralto) e aqui é a spettacolare Cecilia Bartoli.

Soave sia il vento – duetto de Così fan tutte (1790), outra do grande Mozart. Esta ópera é sobre (in)fidelidade no amor – rola uma aposta e dois casais serão submetidos a uma série de provas. Os mocinhos partem em um barco (de mentirinha, é claro) e as mocinhas, Dorabella e Fiordiligi, junto ao cético Don Alfonso, dão adeusinhos a eles, desejando que bons ventos os levem… As cantoras aqui são as famosas Kiri Te Kanawa e Frederica von Stade, que leva nobreza até no nome.

Mon coeur s’ouvre à ta voix – ária da ópera Samson and Delilah (1877) de Camille Saint-Saëns. Não consigo pensar nessa ópera sem lembrar dos filmes de Cecil B. DeMille, com Victor Mature e a deslumbrante Hedy Lamarr (deve ser um lance de numerologia, esse nome). Mas, voltando ao assunto, temas bíblicos como esse eram usados para um bom libreto, e essa ária é o momento no qual Dalila encanta e seduz o povero Sansão. A cantora aqui é o mezzo-soprano Olga Borodina e no finalzinho da ária o tenor José Cura da a voz a um balbuciante Sansão.

Nossa foto é apenas ilustrativa…

Pourquoi me réveiller, ária da ópera Werther (1887), de Jules Massenet. Você provavelmente sabe, Os Sofrimentos do Jovem Werther é um livrinho escrito por Goethe contando a história do mísero Werther, que está apaixonado pela Charlotte, que o ama de volta, mas está casada com outro homem. Sofrência no úrtimo com o terrível desfecho, suicídio do pobrezinho. O livro é um clássico, dizem autobiográfico (menos a parte do suicídio…) e gerou uma onda de suicídios nos dias de seu lançamento. Nesta ária, Werther lembra-se, ao lado de Charlotte, das suas leituras de poesias… O cantor é o tenor Jerry Hadley.

La donna è mobile, canzone do ato III, de Rigoletto (1851) ópera de Giuseppe Verdi. Essa é uma dessas óperas que você precisa ouvir pelo menos uma vez. Aqui o Duque de Mantua, um grande mulherengo, a là Don Giovanni, canta disfarçado de soldado está linda ária com palavras nada altaneiras sobre o caráter mundano das mulheres… O tenor aqui é Richard Leech.

Canção da Lua é uma ária da ópera Rusalka (1901), de Antonín Dvořák, mais conhecido pelo seu belíssimo Concerto para Violoncelo e pela Sinfonia ‘do Novo Mundo’. Rusalka conta a história de uma ninfa aquática que se apaixona por um humano. Aqui ela implora à Lua que revele ao príncipe (claro que o humano seria um príncipe…) o seu amor. A popularidade da ária sobrepujou a ópera e faz parte do repertório de grandes sopranos. Aqui está a cargo de  Eva Urbanová.

Un bel di é uma ária de nosso campeão Puccini, da ópera Madama Butterfly (1904). Cio-Cio-San, a Madame Butterfly, espera já há três anos a volta de seu marido americano. Sua empregada Suzuki tenta convence-la que ele não retornará, mas ela crê na volta dele – Un bel di, vedreno o barco chegando e tal… Aqui a cantora é Cristina Gallardo-Domâs.

 

Donna non vidi mai é uma ária da ópera Monon Lescaut (1893), de (ta dã…) Puccini. O jovem cavaleiro Renato des Grieux acaba de conhecer e se apaixonar por Manon Lescaut. Desafortunadamente ela deve atender ao chamado de seu irmão, mas promete retornar. Ficando sozinho des Grieux canta nesta ária todo o seu amor por Manon. Quem empresta a voz a des Grieux aqui é José Cura.

Brindisi, de outra maravilhosa ópera de Verdi. Mais uma que precisa ser ouvida – La Traviata (1853). Alfredo, o mocinho da ópera, é convencido por Gastone e Violetta, a mocinha, a exibir sua voz. Ele então canta esta Canção de Brindar. Na gravação Alfredo é Neil Shicoff.

La Divina interpretou Tosca como poucas…

Vissi d’arte é a ária! Como todas as próximas neste disco, é de Puccini, da ópera Tosca (1900), talvez a ópera das óperas. A mocinha é ela mesma uma cantora de ópera (o cara era bom). Amor e música – as razões de viver de Tosca (Vissi d’arte = Eu vivo para a arte). A primeira cantora a cantar no papel de Tosca foi Giuditta Pasta, a mais famosa cantora lírica do século XIX. Foi Desdemona em Otello e teve três grandes óperas escritas para ela – Anna Bolena, La Sonnambula e Norma, na qual está a ária Casta Diva, que faz parte do segundo CD. Foi a partir daí que se passou a chamar essas mega artistas de Diva. Giuditta Pasta foi a primeira Diva! Aqui a Diva é Kiri Te Kanawa.

Che gelida manina (Que mãozinha gelada!) ária cantada por Rodolfo para Mimi, quando eles se encontram pela primeira vez. Eles são os protagonistas de mais uma ópera emblemática, La Bohème (1896), de (adivinhe) Giacomino Puccini. Ele aproveita para dizer que está apaixonado por ela. Aqui, o Rodolfo é o ótimo José Carreras.

Si, mi chiamano Mimi é da mesma ópera, mesmo momento. Rodolfo acabou de se declarar a Mimi e pede que lhe fale algo sobre ela. Bom, ela então lhe diz (cantando lindamente) que a chamam Mimi, apesar de seu nome ser Lucia. Ah, o amor! Mimi aqui é interpretada pela espetacular Barbara Hendricks.

O soave fanciulla – Depois dessas duas árias, os enamorados se reúnem nesse dueto que encerra o Primeiro Ato da ópera La Bohème. De novo, José Carreras e Barbara Hendricks são Rodolfo e Mimi.

Disco 2

O mio babbino caro (cuidado, não é ‘bambino’!) é uma ária famosa de uma (não tão famosa) ópera de um ato de Puccini, chamada Gianni Schicchi (1918). A ária é cantada por Lauretta, que implora a seu pai (babbino) – Ganni Sichicchi – que a ajude casar-se com o amor de sua vida, Rinuccio. Bom, nem os nomes ajudam muito, mas a ária é daquelas que está no repertório de todas as grandes cantoras. Aqui, Lauretta é interpretada por Cristina Gallardo-Domâs.

Ebben? Ne Andrò Lontana é uma ária da ópera La Wally (1892), escrita por Alfredo Catalani. Essa ária é cantada pela heroína, quando ela decide sair de casa para sempre. Bom, ela é uma garota tirolesa que morre jogando-se em uma avalanche de neve… Pois é, vá entender libretos de óperas. A cantora aqui também é Cristina Gallardo-Domâs.

Les Contes d’Hoffmann, no Met!

Barcarolle é um dueto para soprano e mezzo-soprano de Les Contes d’Hoffmann (1881), a última ópera de Jacques Offenbach. Offenbach foi ótimo violoncelista e compôs inúmeras operetas de enorme sucesso. Essa Barcarolle tem uma das melodias mais populares do mundo e aposto como você vai se lembrar de já tê-la ouvido antes. Aqui as intérpretes são Jennifer Larmore e Hei-Kyung Hong.

La fleur que tu m’avais jetée é outra pérola de Carmen, de Bizet. A canção da flor é um dos momentos mais líricos da ópera e traz o motivo do destino. Don José aqui é interpretado por Placido Domingo.

Puccini

Signore, ascolta! É uma ária de Turandot, que como você já sabe, é de Puccini. A ária é cantada por Liu, uma escrava, para o príncipe Calaf, por quem está secretamente apaixonada! Ela o alerta para não arriscar sua vida pela fria princesa Turandot… Liu aqui é interpretada por Kiri Te Kanawa.

Un di felice é um dueto do primeiro ato da espetacular La Traviata (1853) de Giuseppe Verdi. Alfredo e Violetta cantam o tema mais famoso da ópera, que aqui são interpretados por Neil Shicoff e Edita Gruberova.

Dôme épais le jasmin – dueto da ópera Lakmé (1883), de Léo Delibes, cantado por Lakmé e sua serva Mallika, enquanto vão colher flores às margens de um rio. Um destes temas que são maiores do que a própria ópera, assim como a Barcarolle, de Offenbach. Aliás, cantados aqui pelas mesmas intérpretes, Jennifer Larmore e Hei-Kyung Hong.

Porgi amor – Cavatina do Segundo Ato de Le Nozze di Figaro (1786), de Mozart. A condessa, Rosina, só em seu quarto, lamenta a infidelidade de seu marido, o Conde de Almaviva. Ária curta, sem repetições, na qual a quase impossível simplicidade de Mozart transborda numa pequena joia. Aqui a condessa é Lella Cuberli.

Esse sabia de tudo e mais ainda, sobre óperas…

Dalla sua pace – Ária da ópera Don Giovanni (1787), composta pelo divino Mozart, e é cantada por Don Otavio, noivo de Donna Anna. Eu tinha um amigo que o chamava Don Otário, pois o personagem é assim, um dois de paus, nada faz de interessante, mas é o tenor da ópera, onde o Don, Leporello e Masetto são todos baixo-barítonos. Isso sem contar o Comendador, que é um baixo à la Ghiaurov.  Dalla sua pace foi composta para a apresentação da ópera em Viena, depois do sucesso em Praga, pois o tenor do dia não conseguia cantar a segunda ária de Don Otavio – Il mio tesoro – cuja parte …cercate…, é de matar de difícil. Aqui a bela Della sua pace está aos encargos de Hans Peter Blochwitz.

Casta Diva, assim como Vissi d’arte, é uma das mais famosas árias do repertório de soprano. A ópera é Norma (1831), de Bellini. Não é o capitão da Seleção Brasileira de Futebol de 1958, cuja estátua se encontra em frente ao Maracanã, mas Vincenzo Bellini, que escreveu o papel para Giuditta Pasta, a primeira das Divas. Aqui, a intérprete é Maria Callas, a Diva do século XX. O que realmente torna uma cantora uma Diva é a paixão que coloca em suas interpretações, assim como seu senso teatral.

 

Lascia ch’io pianga – Retornando no tempo, essa é uma ária da ópera Rinaldo (1705), de Handel. Como você pode imaginar, este é um lamento, construído sobre uma sarabanda. Logo após se casar com Rinaldo, Almirena é raptada por Armida. Ela está só no jardim de Armida e canta este seu lamento. A cantora na gravação é Marilyn Horne.

J’ai perdu mon Eurydice – essa memorável ária é da versão em francês de Orpheé et Eurydice (adaptada em 1774 da versão em italiano). Em italiano é Che faro senza Euridice (1762). Uma das mais lindas melodias colocadas em uma ária. Inesquecível mesmo após a primeira audição. A cantora aqui é Susan Graham.

Bein Männern, welche Liebe fuhlen – é um dueto da ópera Die Zauberflöte (1791), de Mozart. Pamina e Papageno cantam juntos um dueto sobre o amor em geral, mas não cantam um para outro, pois que não são parte de um par amoroso. Nesta gravação os cantores são Rosa Mannion e Anton Scharinger

Celeste Aida é a ária na qual Radamés, escolhido para comandar os invasores etíopes, canta sua esperança de ser o grande vencedor para assim ganhar também o amor de Aida. A ópera Aida (1871), de Giuseppe Verdi, é uma daquelas obras que é reconhecida por todos e as suas montagens podem envolver quase um universo. Aqui Radamés está ao encargo de Placido Domingo.

Chi il bel sogno di Doretta, da ópera La Rondine (A Andorinha) (1917) de Puccini. Nesta ária a protagonista Magda conta como Doretta se apaixonou por um estudante. Na ópera, por sua performace, Magda ganha um colar de pérolas, que aqui vai para Kiri Te Kanawa.

Quizz do PQP Bach: Qual é a série de cuja trilha sonora esta ária faz parte?

Amor ti vieta é uma ária da ópera Fedora, de Umberto Giordano. Como parte de seu plano de vingança, Fedora (1898) seduz o Conde Loris Ipanov. Nesta ária eles se encontram em uma festa e ele diz a ela que realmente a ama. O conde aqui é Placido Domingo.

Es lebt eine Vilja (Vilja-Lied) é da ópera Die Lustige Witwe (1905), de Franz Lehár. Em sua festa Hanna conta a história de um espírito da montanha, uma Vilja, que vaga por lá e seduz os caçadores com sua beleza. A cantora aqui é Karita Mattila.

E lucevan le stelle é do Terceiro Ato de Tosca, de Puccini. Mario Cavaradossi é o mocinho (literalmente) da ópera, um jovem e liberal pintor, amante de Tosca. Nesta belíssima ária Cavaradossi troca sua última posse, um anel, para que um guarda leve uma carta para sua amada Tosca. Enquanto ele escreve a carta, canta seu amor por Tosca e pela vida. Mais uma vez, a voz linda de Placido Domingo.

Verdi

Ave Maria é uma ária da ópera de maturidade de Verdi, Otello (1887). Desdemona reza à Virgem Maria um pouco antes de Otello entrar e cego de ciúmes, matá-la. Pois é, feminicídio é comum nas óperas… A Desdemona da vez é Cristina Gallardo-Domâs.

Non più mesta accanto al fuoco é da ópera La Cenerentola (1817), de Gioacchino Rossini. Ele mão poderia faltar , este genial compositor. Essa ópera é baseada no conto de fadas Cinderela, e foi composta em apenas 24 dias. Este é um dos momentos finais da ópera, onde a Cinderela canta que já não fica mais triste perto do fogo. Muito virtuosismo, mas a melodia aqui é a mesma de uma ária cantada pelo Conde Almaviva no final de O Barbeiro de Sevilha. Não por pouco que Rossini tinha fama de preguiçoso. Compunha deitado em sua cama. Se a folha em que estava escrevendo caísse, em vez de pegá-la do chão, ele começava tudo novamente em uma outra mais à mão. A cantora aqui é Jennifer Larmore.

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MP3 | 320 KBPS | 345 MB

Acredito que Ammiratore gostaria desta postagem.

Faça você também a experiência do carro…

Aproveite!

René Denon

Resposta do Quizz:

 

Viva a Rainha! – As Idades de Marthinha: a Oitava Década (2011-2020) [Martha Argerich, 80 anos]

Viva a Rainha! – As Idades de Marthinha: a Oitava Década (2011-2020) [Martha Argerich, 80 anos]

1941-1950 | 1951-1960 | 1961-1970 | 1971-1980 | 1981-1990 | 1991-2000 | 2001-2010 | 2011-2020


Se a década pré-pandêmica de nossa Rainha consolidou práticas das anteriores – raras gravações em estúdio, pouquíssimas aparições solo, prolífico camerismo e generoso incentivo a jovens talentos -, os anos 10 também a viram explorar repertório novo e desempenhar papéis inéditos, alguns ligados a suas raízes bonaerenses, tais como tangueira e Luthier, e outros ainda mais insuspeitos, como acompanhista em Lieder e em cancioneiro iídiche. Notem que essa discografia argerichiana que ora concluímos, e que supomos tão completa quanto a pudemos deixar, não inclui a importante coleção de registros de Marthinha no Festival de Lugano, que nosso colega FDP Bach está a nos trazer aos poucos.


Exceto por uma já tradicional vinda a Buenos Aires na metade do ano, quando dá a seus conterrâneos o privilegiado ar de sua graça, Martha não é lá muito afeita a explorar seu continente. Uma exceção notável foi a turnê por várias capitais do Brasil em 2004, certamente instigada pelo amado amigo Nelson Freire, com quem tocou em duo e autografou um LP do patrão PQP e um CD meu lá em nossa Dogville natal. Outra foi essa breve residência na província de Santa Fe, para a qual foi persuadida por outro amigo, Daniel Rivera, um pianista nascido em Rosario e radicado na Itália há muitas décadas. Cada disco registra a íntegra de uma das noites de Martha no festival, o que explica a repetição de algumas peças. Destaco a interpretação de Scaramouche, cujo movimento Brazileira cita (e, para muitos, plagia) Ernesto Nazareth, marcando, ainda que tangencialmente, uma das muito poucas vezes que a música brasileira passou pelos dedos de nossa deusa (outra delas está aqui). Digna de nota, também, é a substancial participação no repertório de compositores argentinos contemporâneos, especialmente na última noite, na qual a Rainha fez parte dum mui hábil conjunto de tango que incluiu sua primogênita, Lyda, a tocar viola.

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
Sonata em Ré maior para piano a quatro mãos, K. 381
1 – Allegro
2 – Andante
3 – Allegro molto

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Variações sobre um tema de Joseph Haydn, para dois pianos, Op. 56b
4 – Thema: Andante
5 – Poco più animato
6 – Più vivace
7 – Con moto
8 – Andante con moto
9 – Vivace
10 – Vivace
11 – Grazioso
12 – Presto non troppo
13 – Finale: Andante

Franz LISZT (1811-1886)
Les Préludes, poema sinfônico, S. 97
Transcrição para dois pianos do próprio compositor
14 – Andante maestoso

Daniel Rivera, piano II

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Dmitri Dmitriyevich SHOSTAKOVICH (1906-1975)
Concertino em Lá menor para dois pianos, Op. 94

1 – Adagio – Allegretto – Adagio – Allegro – Adagio – Allegretto

Sergei Vasilyevich RACHMANINOFF (1873-1943)
Suíte para dois pianos no. 2 em Dó maior, Op. 17
2 – Introduction
3 – Valse
4 – Romance
5 – Tarantella

Darius MILHAUD (1892-1974)
Scaramouche, suíte para dois pianos, Op. 165b
6 – Vif
7 – Modéré
8 – Brazileira

Luis Enríquez BACALOV (1933-2017)
9 – Astoreando, para dois pianos

Daniel Rivera, piano II

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Johannes BRAHMS
1-8 – Variações sobre um tema de Joseph Haydn, para dois pianos, Op. 56b

Sergei RACHMANINOFF
9-12 – Suíte para dois pianos no. 2 em Dó maior, Op. 17

Franz LISZT
13 – Les Préludes, poema sinfônico, S. 97
Transcrição para dois pianos do próprio compositor

Johannes BRAHMS (1833-1897)
De Souvenir de Russie, para piano a quatro mãos, Anh. 4/6:
14 – No. 3: Romance de Warlamoff. Con moto (vídeo)

Daniel Rivera, piano II

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Luis BACALOV
1 – “Astoreando”, para dois pianos

Ástor Pantaleón PIAZZOLLA (1921-1992)
2 – “Milonga Del Angel”, para dois pianos, viola, contrabaixo e bandoneón

Aníbal Carmelo TROILO (1914-1975)
3 – “Sur” y “La Última Curda”, para bandoneón

Néstor Eude MARCONI (1942)
e Daniel MARCONI
(1970)
4 – “Gris Se Ausencia” y “Robustango”, para bandoneón

Ástor PIAZZOLLA
5 – “Oblivión” del “Concierto Aconcagua” – “Tema de María” – “Verano Porteño” – Cadencia del “Concierto Aconcagua”-  “La Muerte del Angel” – “Lo Que Vendrá” – “Decarísimo”, para bandoneón

Néstor MARCONI
6 – “Para El Recorrido”, para piano, viola, contrabaixo e bandoneón
7 – “Moda Tango”, para piano, viola, contrabaixo e bandoneón

Ástor PIAZZOLLA
8 – “Libertango”, para piano, viola, contrabaixo e bandoneó
9 – “Tres Minutos Con La Realidad”, para dois pianos, viola, contrabaixo e bandoneón

Néstor Marconi, bandoneón (faixas 3-9)
Enrique Fagone, contrabaixo (faixas 6-9)
Daniel Rivera, piano (faixas 1, 2 e 9)
Gabriele Baldocci, piano (faixa 6)
Martha Argerich (faixas 1, 2, 7-9)
Lyda Chen, viola (faixas 2, 6-9)

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Gravado ao vivo em Rosario, Argentina, entre 19 e 25 de outubro de 2012


Se Martha também é María, e Argerich pela família catalã do pai, ela também é Heller por sua mãe Juanita, filha de judeus russos estabelecidos na província de Entre Ríos. E, se não lhes posso afirmar que o iídiche fez parte de sua infância, não tenho muitas dúvidas de que ele ajudou a aproximá-la de Ver bin Ikh! (“Quem sou eu!”), projeto da atriz e cantora Myriam Fuks. Nascida em Tel Aviv e radicada em Bruxelas, Myriam aqui resgata, com sua profunda voz de contralto, diversas canções judaicas centro-europeias, acompanhada dum prodigioso conjunto de amigos, que inclui o demoníaco Roby Lakatos, Mischa e Lily Maisky, o brilhante Evgeny Kissin (que desenvolve uma belíssima carreira paralela na composição e declamação de poemas em iídiche) e, claro, nossa Rainha, a quem cabe a honra de encerrar o álbum com a parte de piano de Der Rebe Menachem (“O Rabino Menahem”).

VER BIN IKH! – MYRIAM FUKS

1 – Vi Ahin Zol Ikh Geyn (S. Korn-Teuer [Igor S. Korntayer]/O. Strokh)
Evgeny Kissin, piano

02 – Far Dir Mayne Tayer Hanele/Klezmer Csardas de “Klezmer Karma” (R. Lakatos/M. Fuks)
Alissa Margulis, violino
Nathan Braude, viola
Polina Leschenko, piano

3 – Malkele, Schloimele (J. Rumshinsky)
Sarina Cohn, voz
Philip Catherine, guitarra
Oscar Németh, baixo

4 – Deim Fidele (B. Witler)
Lola Fuks, voz
Michael Guttman, violino

5 – Yetz Darf Men Leiben (B. Witler)
Paul Ambach, voz

6 – Greene Bletter (M. Oiysher)
Roby Lakatos, violino

7 – Die Saposhkeler’ (D. Meyerowitz)

8 – Pintele Yid (L. Gilrot/A. Perlmutter-H. Wohl)
Zahava Seewald, voz

9 – ls In Einem Is Nicht Dou Ba Keiner (B. Witler)

10 – Dous Gezang Fin Mayne Hartz (B. Witler)
Myriam Lakatos, voz

11 – Schlemazel (B. Witler)
Édouard Baer, voz

12 – Nem Der Nisht Tsim Hartz (B. Witler)

13 – Hit Oup Dous Bisele Koyer’ (B. Witler)
Michel Jonasz, voz

14 – Schmiele (G. Ulmer)
Mona Miodezky, voz
Roby Lakatos, violino

15 – Ziben Gite Youren (D. Meyerowitz)

16 – Bublitchki (Beygeleich) (Tradicional)
Alexander Gurning, piano

17 – Ver Bin Ikh? (B. Witler)
Mischa Maisky, violoncelo
Lily Maisky, piano

18 – Der Rebe Menachem (A. Gurning/M. Fuks-M. Rubinstein)
Martha Argerich, piano

Myriam Fuks, voz
Aldo Granato, acordeão
Klaudia Balógh, violino
Lászlo Balógh, guitarra
Christel Borghlevens, clarinete
Oscar Németh, contrabaixo

Gravado em Bruxelas, Bélgica, maio de 2014

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Martha sempre teve o costume de acolher, tanto em sua vida pessoal quanto sob as suas protetoras asas artísticas, artistas mais jovens, e um seu modus operandi bem típico nas últimas décadas tem sido o das participações, por óbvio muito especiais, em álbuns de colegas que admira. O pianista russo-alemão Jura Margulis teve o privilégio de ter a Rainha a seu lado para encerrar este volume de suas próprias transcrições para piano, tocando a dois pianos a Noite no Monte Calvo, de Mussorgsky. Eu, que adoro Modest quase tanto quanto amo Marthinha, não só fiquei entusiasmado ao finalmente ouvi-la tocar uma de suas obras, como também passei a sonhar com o dia em que a escutaria a tocar os Quadros de uma Exposição, que certamente ficariam supimpas sob suas mãos. Pode parecer um pedido exagerado a quem já tem oitenta anos e um tremendo repertório, mas não perdi minhas esperanças; muito pelo contrário, eu as vi renovadas quando Martha, em 2020, aprendeu e tocou as partes de piano da maravilhosa Der Hirt auf dem Felsen de Schubert e, para minha maior alegria, de duas das Canções e Danças da Morte de Mussorgsky. Sonhar, enfim, nada custa – ainda.

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Da Matthäus-Passion, BWV 244
1 – Wir setzen uns mit Tränen nieder

Wolfgang Amadeus MOZART
Do Requiem em Ré menor, K. 626
2 – Confutatis maledictis
3 – Lacrimosa

Giacomo PUCCINI (1858-1924)
4 – Crisantemi, SC 65

Franz LISZT
5 – Mephisto-Walzer

Robert SCHUMANN
De Dichterliebe, Op. 48:
6 – No. 4: Wenn ich in deine Augen seh’

Dmitri SHOSTAKOVICH
Da Sinfonia no. 8 em Dó menor, Op. 65
7 – Toccata
8 – Passacaglia

Sayat NOVA (1712-1795)
Transcrição de Arno Babadjanian (1921-1983)
9 – Melodie – Elegie

Modest Petrovich MUSSORGSKY (1839-1881)
10 – Noch′ na lysoy gore (“Noite no Monte Calvo”), para dois pianos

Jura Margulis, piano (1-10) e transcrições (exceto faixa 9)
Martha Argerich, piano II (faixa 10)

“Noite no Monte Calvo” gravada em Lugano, Suíça, junho de 2014

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Uma overdose de genialidade portenha, e praticamente um esculacho de Buenos Aires para com cidades menos dotadas de talentos (i.e., quase todas as outras), foi aquela noite de agosto de 2014 em que Les Luthiers encontraram Daniel Barenboim e Martha Argerich no sacrossanto palco do Teatro Colón. Depois da habitual dose de obras do imerecidamente obscuro Johann Sebastian Mastropiero, o genial quinteto juntou-se a Barenboim para narrar A História do Soldado de Stravinsky, e os seis se somariam a Martha para o Carnaval dos Animais de Saint-Saëns. Nem o vídeo, nem o áudio do memorável encontro foram lançados comercialmente – o que nos obriga a nos contentarmos com o ensaio geral, feito na manhã do concerto, com a plateia repleta de fãs que não tinham conseguido ingressos para a noite:


Martha e Daniel voltariam a se encontrar no Colón no ano seguinte, sem Les Luthiers, para um programa de formato mais familiar a eles. À rara audição dos estudos canônicos de Schumann no arranjo improvável de Debussy, eles fizeram seguir uma obra do próprio Claude-Achille e a irresistível sonata com percussão de Bartók: repertório incomum e – em que pese a ausência de J. S. Mastropiero – nada menos que tremendo.

Robert SCHUMANN

Seis estudos em forma canônica, para piano, Op. 56
Transcrição para dois pianos de Claude Debussy (1862-1918)
1 -Nicht zu schnell
2 – Mit innigem Ausdruck
3 – Andantino
4 – Innig
5 – Nicht zu schnell
6 -Adagio

Claude-Achille DEBUSSY (1862-1918)
En Blanc et Noir, suíte para dois pianos, L. 134
7 – Avec Emportement (À Mon Ami A. Koussevitzky)
8 – Lent. Sombre (Au Lieutenant Jacques Charlot Tué a l’ennemi en 1915, le 3 Mars)
9 – Scherzando (À Mon Ami Igor Stravinsky)

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)
Sonata para dois pianos e percussão, Sz. 110
10 – Assai lento – Allegro molto
11 – Lento, ma non troppo
12 – Allegro non troppo

Daniel Barenboim, piano II
Lev Loftus e Pedro Manuel Torrejón González, percussão (faixas 10-12)

Gravado ao vivo em Buenos Aires, Argentina, agosto de 2015

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Dezoito anos depois de sua primeira gravação juntos, Martha e Itzhak Perlman reecontraram-se em Paris para novas sessões em estúdio – as primeiras de Martha na década para o repertório de concerto. Às Fantasiestücke de Schumann e a sonata no. 4 de Bach, eles somaram a fatia brahmsiana da sonata F-A-E, completando o álbum com uma sonata de Schumann gravada em 1998 e ainda mantida inédita por falta de pareamento.

“Trabalhar com Martha”, disse Itzhak, “foi uma experiência única para mim… seu brilho e as cores que ela usa quando toca são reconhecíveis tão longo você as escuta – é ela, ninguém mais soa assim… Estou muito feliz com que pudemos de fato gravar novamente… quando surgiu a possibilidade de que ela tivesse um punhado de dias livres para gravar eu disse ‘eu irei a qualquer lugar!!!'”. A julgar pela cumplicidade com que tocaram e pelo olhar curioso de Martha para o bonachão Itzhak na capa do álbum, tenho certeza de que a viagem valeu a pena.

Robert SCHUMANN
Sonata para violino e piano no. 1 em Lá menor, Op. 105
1 – Mit leidenschaftlichem Ausdruck
2 – Allegretto
3 – Lebhaft

Fantasiestücke, para violino e piano, Op. 73
4 – Zart und mit Ausdruck
5 – Lebhaft, leicht
6 – Rasch und mit Feuer

Johannes BRAHMS
Scherzo para violino e piano, WoO 2 (da sonata “F-A-E”, composta em colaboração com Robert Schumann e Albert Dietrich)
7 – Allegro

Johann Sebastian BACH
Sonata para violino e teclado no. 4 em Dó menor, BWV 1017
8 – Siciliano. Largo
9 – Allegro
10 – Adagio
11 – Allegro

Itzhak Perlman, violino

Gravado em Saratoga, Estados Unidos, julho de 1998 (1-3) e Paris, França, março de 2016 (4-11)

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Ainda que a gravação anterior de Martha para o Carnaval dos Animais – aquela com Gidon Kremer – seja mais famosa, eu prefiro essa, com Antonio Pappano no duplo papel de pianista e regente e Annie, filha de Martha com Charles Dutoit, a narrar. Se aquela com Les Luthiers é melhor que essa, jamais saberemos enquanto os detentores da preciosa gravação no Colón não a trouxerem a público. O que sabemos é que Johann Sebastian Mastropiero é um compositor muitíssimo superior a Saint-Saëns e que, por isso, nossa Rainha deveria tocá-lo mais. Fica a dica, Marthinha.

Charles-Camille SAINT-SAËNS (1835-1921)

Sinfonia no. 3 em Dó menor, Op. 78, “com Órgão”
1 – Adagio – Allegro moderato
2 – Poco Adagio
3 – Allegro moderato – Presto
4 – Maestoso – Allegro

Daniele Rossi, órgão

Le Carnaval des Animaux, Grande Fantaisie Zoologique
5 – Introduction et Marche Royale du Lion
6 – Poules et Coqs
7 – Hémiones
8 – Tortues
9 – L’Éléphant
10 – Kangourous
11 – Aquarium
12 – Personnages à Longues Oreilles
13 – Le Coucou au Fond des Bois
14 – Volière
15 – Pianistes
16 – Fossiles
17 – Le Cygne
18 – Finale

Annie Dutoit, narração
Gabriele Geminiani, violoncelo
Libero Lanzilotta, contrabaixo
Antonio Pappano, piano II e regência

Gravado em Roma, Itália, novembro de 2016

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Enquanto se desligava aos poucos do festival centrado sobre si em Lugano, Martha passou a visitar Hamburgo com cada vez mais frequência, até ver um novo festival em torno de si, realizado no mês de junho na soberba Laeiszhalle daquela cidade em que mais chove em toda Alemanha. Este Rendez-vous with Martha Argerich é o tributo fonográfico do impressionante programa do festival em 2018, reunindo um elenco cheio de figuras estelares da galáxia da Rainha – incluindo algumas literalmente familiares, como suas filhas Lyda e Annie e o ex-companheiro Kovacevich. Gosto de todos os discos, repletos que são do elã característico de Marthinha, mesmo quando ela não está de fato a tocar. Meu xodó, no entanto, é o último, com um delicioso Carnaval dos Animais narrado por Annie e uma não menos saborosa seleção de repertório ibérico e latino-americano que se encerra com uma versão tanguera de Eine kleine Nachtmusik que certamente faria Amadeus gargalhar em dois por quatro.

Claude DEBUSSY
De Nocturnes, L. 91
1 – Fêtes (arranjo para dois pianos de Maurice Ravel)

Anton Gerzenberg, piano II

Sonata em Sol menor para violino e piano, L. 140
2 – Allegro vivo
3 – Intermède. Fantasque et léger
4 – Finale. Très animé

Géza Hosszu-Legocky, violino
Evgeni Bozhanov, piano

5 – Prélude à l’après-midi d’un faune, L. 86
(arranjo para dois pianos do próprio compositor)

Stephen Kovacevich, piano I

Sonata em Ré menor para violoncelo e piano, L. 135
6 – Prologue: Lent, sostenuto e molto risoluto
7 – Sérénade: Modérément animé
8 – Finale: Animé, léger et nerveux

Mischa Maisky, violoncelo

Joseph Maurice RAVEL (1875-1937)
9 – La Valse, poème choreographique (arranjo para dois pianos do próprio compositor)

Nicholas Angelich, piano II

Sonata em Ré menor para violino e violoncelo, M. 73
10 – Allegro
11 – Très vif
12 – Lent
13 – Vif, avec entrain

Alexandra Conunova, violino
Edgar Moreau, violoncelo

Sergey Sergeyevich PROKOFIEV (1891-1953)
Sinfonia no. 1 em Ré maior, Op. 25, “Clássica”
Transcrição para dois pianos de Rikuya Terashima
1 – Allegro
2 – Larghetto
3 – Gavotta: Non troppo allegro
4 – Finale: Molto vivace

Evgeni Bozhanov e Akane Sakai, pianos

5 – Abertura sobre temas hebraicos, para piano, clarinete, dois violinos, viola e violoncelo, Op. 34

Pablo Barragán, clarinete
Akiko Suwanai e Alexandra Conunova, violinos
Lyda Chen, viola
Edgar Moreau, violoncelo

Suíte de Cinderella (Zolushka), balé em três atos, Op. 87
Arranjo para dois pianos de Mikhail Vasilyevich Pletnev (1957)
6 – Introduction: Andante dolce
7 – Querelle: Allegretto
8 – L’Hiver: Adagio – Allegro moderato
9 – Le Printemps: Vivace con brio – Moderato – Presto
10 – Valse de Cendrillon: Andante – Allegretto – Poco più animato – Più animato – Meno mosso

Akane Sakai e Alexander Mogilevsky, pianos

11 – Gavotte: Allegretto
12 – Gallop: Presto – Andantino – Presto
13 – Valse Lente: Adagio – Poco più animato – Assai più mosso – Poco più animato – Meno mosso (più animato dell’adagio
14 – Finale: Allegro moderato – Allegro espressivo – Presto – Allegro moderato – Andante

Evgeni Bozhanov e Kasparas Uinskas, pianos

Sonata em Dó maior para dois violinos, Op. 56
15 – Andante cantabile
16 – Allegro
17 – Commodo (quasi allegretto)
18 – Allegro con brio

Tedi Papavrami e Akiko Suwanai, violinos

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Dmitri Dmitriyevich SHOSTAKOVICH (1906-1975)
Concerto em Dó menor para piano, trompete e orquestra de cordas, Op. 35
1 – Allegro moderato – attacca:
2 – Lento – attacca:
3 – Moderato – attacca:
4 – Allegro con brio

Sergei Nakariakov, trompete
Symphoniker Hamburg

Trio para piano, violino e violoncelo no. 2 em Mi menor, Op. 67
5 – Andante – Moderato – Poco più mosso
6 – Allegro con brio
7 – Largo
8 – Allegretto – Adagio

Guy Braunstein, violino
Alisa Weilerstein
, violoncelo

Zoltán KODÁLY (1882-1967)
Duo para violino e violoncelo, Op. 7
9 – Allegro serioso, non troppo
10 – Adagio – Andante
11 – Maestoso e largamente, ma non troppo lento – Presto

Guy Braunstein, violino
Alisa Weilerstein, violoncelo

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Jakob Ludwig Felix MENDELSSOHN Bartholdy (1809-1847)

Trio para violino, violoncelo e piano no. 1 em Ré menor, Op. 49 (transcrição para flauta, violoncelo e piano)
1 – Molto allegro ed agitato
2 – Andante con moto tranquillo
3 – Scherzo
4 – Finale

Susanne Barner, flauta
Gabriele Geminiani, violoncelo

Ludwig van BEETHOVEN
Concerto em Dó maior para violino, violoncelo e piano, Op. 56
5 – Allegro
6 – Largo – attacca:
7 – Rondo alla polacca

Tedi Papavrami, violino
Mischa Maisky, violoncelo
Symphoniker Hamburg
Ion Marin, regência

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Robert SCHUMANN
Fantasiestücke
para violoncelo e piano, Op. 73
1 – Zart und mit Ausdruck
2 – Lebhaft, leicht
3 – Rasch und mit Feuer

Mischa Maisky, violoncelo

04-23 – Dichterliebe, ciclo de canções sobre textos do Lyrisches Intermezzo de Das Buch der Lieder de Heinrich Heine, Op. 48 (edição original de 1840)

Thomas Hampson, barítono

 

Johannes BRAHMS
Sonata para piano e violino no. 2 em Lá maior, Op. 100
1 – Allegro amabile
2 – Andante tranquillo — Vivace — Andante — Vivace di più — Andante — Vivace
3 – Allegretto grazioso (quasi andante)

Akiko Suwanai, violino
Nicholas Angelich, piano

Sergey RACHMANINOV
Sonata em Sol menor para violoncelo e piano, Op. 19
4 – Lento. Allegro moderato
5 – Allegro scherzando
6 – Andante
7 – Allegro mosso

Jing Zhao, violoncelo
Lilya Zilberstein, piano

Camille SAINT-SAËNS
1-30 – Le Carnaval des Animaux, Grande Fantaisie Zoologique

Annie Dutoit
, narração
Jing Zhao, violoncelo
Lilya Zilberstein e Martha Argerich, pianos
Symphoniker Hamburg
Ion Marin, regência

Ernesto Sixto de la Asunción LECUONA Casado (1895-1963)
Quatro danças cubanas, para piano
31 – A la antigua
32 – Al fin te ví
33 – No hables más!
34 – En tres por cuatro

Três danças afro-cubanas, para piano
35 – La Conga de Medianoche
36 – La Comparsa
37 – Danza de los Ñañigos

Isaac Manuel Francisco ALBÉNIZ y Pascual (1860-1909)
Arranjo de Mauricio Vallina (1970)
Da Suíte España, Op. 165
38 – No. 2: Tango

Ángel Gregorio VILLOLDO Arroyo (1861- 1919)
Arranjo de Lea Petra
39 –
El Choclo

Mauricio Vallina, piano

Eduardo Oscar ROVIRA (1925- 1980)
40 – A Evaristo Carriego

Ástor PIAZZOLLA
41 – Triunfal
42 – Adiós Nonino

Wolfgang Amadeus MOZART
43 – Musiquita Noturna (arranjo do Allegro da Eine Kleine Nachtmusik, K. 525)

Jing Zhao, violoncelo (faixa 40)
The Guttman Tango Quartet:
Michael Guttman, violino
Lysandre Denoso, bandoneón
Chloe Pfeiffer, piano
Ariel Eberstein, contrabaixo

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Gravado em Hamburgo, Alemanha, junho de 2018


Entre os protegidos de Martha Argerich, o sul-coreano Dong Hyek Lim é um dos meus favoritos: não são muitos os jovens pianistas que conseguem, na falta de melhor definição, dizer a música sem firulas egocêntricas, nem aparentar qualquer esforço, mesmo nas passagens mais cabeludas do repertório. Aqui ele doma o monstruoso Rach 2 com um som apropriadamente grande e muita precisão, para depois encarar as Danças Sinfônicas de Sergey em companhia de Sua Majestade, que lhe concede o privilégio da especialíssima participação em seu álbum: uma moral e tanto para o pibe.

Sergey RACHMANINOV
Concerto para piano e orquestra no. 2 em Dó menor, Op. 18
1 – Moderato
2 – Adagio sostenuto – Più animato – Tempo I
3 -Allegro scherzando

Dong Hyek Lim, piano
BBC Symphony Orchestra
Alexander Vedernikov

Gravado em Londres, Reino Unido, setembro de 2018

Danças sinfônicas para orquestra, Op. 45
Transcrição para dois pianos do próprio compositor
4 – Non allegro
5 – Andante con moto
6 – Lento assai – Allegro vivace – Lento assai. Come prima – Allegro vivace

Dong Hyek Lim, piano I

Gravado em Berlim, Alemanha, dezembro de 2018

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Mais um Rendez-vous com Martha em Hamburgo, desta vez em 2019, com resultados muito bons, ainda que tão entusiasmantes quanto os do ano anterior. Jamais escreveria isso num tom de queixume, mas a Rainha legou-nos tantas interpretações memoráveis que as revisitas aos itens de seu repertório despertam comparações com as legendárias versões anteriores, num curioso efeito colateral dos setenta anos de carreira e duma magnífica discografia. Refiro-me, principalmente, à gravação do concerto de Tchaikovsky, em que ela brilha como sempre, mas a Sinfônica de Hamburgo não tanto quanto a Royal Philharmonic sob a mesma batuta de Charles Dutoit, décadas antes. E teria havido, enfim, menos elã no notável elenco de intérpretes do que no ano anterior, ou estarei eu tão só blasé depois de tanto escutar gravações antológicas de Marthinha para lhes apresentar sua discografia integral? Só vocês me poderão dizer.

Felix MENDELSSOHN
Trio para piano, violino e violoncelo no. 2 em Dó menor, Op. 66
1 – Allegro energico e con fuoco
2 – Andante espressivo
3 – Scherzo
4 – Finale. Allegro appassionato

Renaud Capuçon, violino
Edgar Moreau, violoncelo

Johannes BRAHMS
Sonata para violino e piano no. 1 em Sol maior, Op. 78
5 – Vivace ma non troppo
6 – Adagio
7 – Allegro molto moderato

Renaud Capuçon, violino
Nicholas Angelich, piano

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Wolfgang Amadeus MOZART
Andante e variações em Sol maior para piano a quatro mãos, K. 501
1 – Thema – Variationen I-V

Stephen Kovacevich e Martha Argerich, piano

Ludwig van BEETHOVEN
Sonata para violino e piano no. 9 em Lá maior, Op. 47, “Kreutzer”
2 – Adagio sostenuto — Presto
3 – Andante con variazioni
4 – Finale. Presto

Tedi Papavrami, violino

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)
Fantasia em Fá menor para piano a quatro mãos, D. 940
5 – Allegro molto moderato
6 – Largo
7 – Scherzo. Allegro vivace
8 – Finale. Allegro molto moderato

Gabriela Montero e Martha Argerich, piano

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Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY (1840-1893)
Concerto para piano e orquestra no. 1 em Si bemol menor, Op. 23
1 – Allegro non troppo e molto maestoso
2 – Andantino semplice – Prestissimo – Tempo I
3 – Allegro con fuoco

Symphoniker Hamburg
Charles Dutoit, regência

Igor Fyodorovich STRAVINSKY (1882-1971)
Les Noces, Cenas Coreográficas com Música e Vozes
4 – La tresse
5 – Chez le Marié
6 – Le Départ de la Mariée
7 – Le Repas de Noces

Nicholas Angelich, Gabriele Baldocci, Alexander Mogilevsky e Stepan Simonian, pianos
Europa Choir Akademie Görlitz
Charles Dutoit, regência

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Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)
Sonatas (Esercizi) para teclado:
1 – K. 495 em Mi maior
2 – K. 20 em Mi maior
3 – K. 109 em Lá menor
4 – K. 128 em Si bemol menor
5 – K. 55 em Sol maior
6 – K. 32 em Ré menor
7 – K. 455 em Sol maior

Evgeni Bozhanov, piano

Johann Sebastian BACH
Concerto em Lá menor para quatro pianos e orquestra de cordas, BWV 1065
8 – Allegro
9 – Largo
10 – Allegro

Martha Argerich, Dong Hyek Lim, Sophie Pacini e Mauricio Vallina, pianos
Symphoniker Hamburg
Adrian Iliescu, regência

Robert SCHUMANN
Kinderszenen
, para piano, Op. 15
11 – Von fremden Ländern und Menschen
12 – Kuriose Geschichte
13 – Hasche-Mann
14 – Bittendes Kind
15 – Glückes genug
16 – Wichtige Begebenheit
17 – Träumerei
18 – Am Kamin
19 – Ritter vom Steckenpferd
20 – Fast zu ernst
21 – Fürchtenmachen
22 – Kind im Einschlummern
23 – Der Dichter spricht

Martha Argerich, piano

Fryderyk Francyszek CHOPIN (1810-1849)
Introdução e Polonaise Brilhante em Dó maior, para violoncelo e piano, Op. 3
24 – Largo – Alla polacca

Mischa Maisky, violoncelo

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Sergey PROKOFIEV
Sonata para violino e piano no. 2 em Ré maior, Op. 94a
1 – Moderato
2 – Presto
3 – Andante
4 – Allegro con brio

Tedi Papavrami, violino

Concerto para piano e orquestra no. 3 em Dó maior, Op. 26
1 – Andante – Allegro
2 – Tema con variazioni
3 – Allegro ma non troppo

Symphoniker Hamburg
Sylvain Cambreling, regência

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Wolfgang Amadeus MOZART
Sonata em Ré maior para piano a quatro mãos, K. 381
1 – Allegro
2 – Andante
3 – Allegro molto

Martha Argerich e Akane Sakai, piano

Claude DEBUSSY
Petite Suite, para piano a quatro mãos, L. 65
4 – En bateau
5 – Cortège
6 – Menuet
7 – Ballet

Sergei Babayan e Evgeni Bozhanov, piano

Enrique GRANADOS Campiña (1862-1916)
Transcrição para violino e piano de Fritz Kreisler (1875-1962)
Das Doze danças espanholas, Op. 37
8 – No. 5: Andaluza

Friedrich “Fritz” KREISLER (1875-1962)
9 – Schön Rosmarin

Géza Hosszu-Legocky, violino
Sergei Babayan, piano

Francis Jean Marcel POULENC (1899-1963)
Sonata para dois pianos, FP 165
10 – Prologue
11 – Allegro molto
12 – Andante lyrico
13 – Epilogue

Witold Roman LUTOSŁAWSKI (1913-1994)
14 – Variações sobre um tema de Paganini, para dois pianos

Karin Lechner e Sergio Tiempo, pianos

Sergey RACHMANINOV
Das Seis peças para piano a quatro mãos, Op. 11
15 – No. 4: Valsa

Martha Argerich e Khatia Buniatishvili, piano

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Gravado em Hamburgo, Alemanha, junho de 2019


 

A gravação mais recente de Martha, já sob a égide da Covid-19, foi feita em duo com a pianista grega Theodosia Ntokou, outra de suas muito queridas protegidas. A escolha de uma transcrição da sinfonia “Pastoral” de Beethoven só não é mais curiosa do que a própria versão escolhida: em lugar da mais famosa e autoritativa, feita por Carl Czerny, aluno do próprio renano, elas escolheram o obscuro arranjo do ainda mais obscuro Selmar Bagge. A “Pastoral” foi-me uma grata surpresa, assim como lhes será a bonita leitura que Ntokou entrega da sonata “Tempestade”, depois de se despedir da Rainha. E, já que estamos a falar de despedidas, despeço-me eu aqui por terminar de oferecer-lhes, ao longo de oito capítulos e incontáveis adiamentos, a discografia completa da maior pianista de nosso tempo, num tributo aos seus oitenta anos que, concluído já no caminho de seus oitenta e dois, deseja-lhe a saúde e o fogo de sempre para oferecer ao público que tanto a ama o estupor com que ela o nutre há mais de sete décadas.

Ludwig van BEETHOVEN

Sinfonia no. 6 em Fá maior, Op. 68, “Pastoral”
Transcrição para dois pianos de Selmar Bagge (1823-1896)
1 – Erwachen heiterer Empfindungen bei der Ankunft auf dem Lande. Allegro ma non troppo
2 – Szene am Bach. Andante molto moto
3 – Lustiges Zusammensein der Landleute. Allegro
4 – Gewitter. Sturm. Allegro
5 – Hirtengesang. Frohe und dankbare Gefühle nach dem Sturm. Allegretto

Theodosia Ntokou, piano II

Gravado em Lugano, Suíça, julho de 2020

Das Três sonatas para piano, Op. 31:
No. 2 em Ré menor, “Tempestade”
6 – Largo
7 – Adagio
8 – Allegretto

Theodosia Ntokou, piano

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Desta década da discografia da Rainha vocês já encontravam aqui no PQP Bach as seguintes gravações:

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concerto No.25 K.503 & Piano Concerto No.20 K.466

2013


A Quatro Mãos: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Franz Schubert (1797-1828) – Igor Stravinsky (1882-1971) – Duos para piano – Martha Argerich e Daniel Barenboim

2014

[Restaurado] Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Abertura de “Le Nozze di Figaro” – Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para piano e orquestra em Dó maior, Op. 15 – Maurice Ravel (1875-1937): Rapsodie Espagnole – Pavane pour une Infante Défunte – Alborada del Gracioso – Boléro – Argerich – Barenboim #BTHVN250

2014


Hiroshima, ano 77 [Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para piano no. 1, Op. 15 – Argerich / Dai Fujikura (1977): Concerto para piano no. 4, “Akiko’s Piano” – Hagiwara]

2015


[Restaurado] BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para piano e orquestra em Dó maior, Op. 15 – Sinfonia no. 1 em Dó maior, Op. 21 – Argerich – Ozawa

2017


[Restaurado] Sergey Prokofiev – Prokofiev for Two – Martha Argerich, Sergei Babayan

2017


Viva a Rainha! – Martha Argerich, 80 anos [Debussy: Fantasia para piano e orquestra]

2018


[Restaurado] BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para piano e orquestra no. 2 em Si bemol maior, Op. 18 – Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Divertimento, K. 136 (excerto) – Edvard Grieg (1843-1907) – Suíte Holberg, Op. 40 – Argerich – Ozawa

2019



Nossa Rainha fala português [e que sdds, Nelson ♥♥♥]

Vassily

Giacomo Puccini (1858-1924) – La Bohème – Freni, Pavarotti, Karajan

Não sei se é mais fácil ou se é mais difícil falar de uma obra que foi tão importante em minha vida, que embalou meus sonhos amorosos de adolescência, que me fez acreditar na possibilidade de uma paixão correspondida. Naquela fase de transição, naquele período confuso que vai dos 15 ao 20 e poucos anos, é difícil entender os nossos sentimentos, eles estão todos à flor da pele.

A ópera ‘La Bohéme’ surgiu em minha vida bem nesta fase complicada, de transição. Comprei o LP em uma banca de revistas, na verdade não trazia a obra em sua íntegra, mas sim as principais árias. Na época, eu nutria uma paixão não correspondida por uma colega de aula, que também não se decidia. Digamos que ‘Che Gelida Manina’ foi a trilha sonora de minha vida naquele período. Emprestei o LP para ela, que devolveu algumas semanas depois dizendo que era a música mais bonita que já tinha ouvido. Expliquei-lhe a trama, e ela lamentou o tráfico desfecho. Mas fazer o que, era Puccini, era uma ópera, que em sua grande maioria sempre terminam em finais trágicos. Mas a morte da heroína já era uma morte anunciada, sabíamos o desfecho da trama desde o começo, mas mesmo assim choramos, assim como lamentamos a morte trágica de Carmen.

Mimi, a frágil Mimi, conhece o poeta Rodolfo, e se envolve com ele, depois de juntos cantarem uma das mais belas árias já compostas, a já citada ‘Che Gelida Manina’ que mãozinhas geladas… o envolvimento entre eles é confuso, ele é um boêmio, não tem um emprego fixo, deve pro seu senhorio, gasta o pouco que ganha na boemia, claro, por isso a ópera tem esse nome.

A já saudosa Mirela Freni realizou duas gravações dessa ópera. A primeira, em 1964, tinha Nicolau Gedda como Rodolfo, e foi dirigida pelo jovem maestro  norte americano Thomas Schippers, na época com 34 anos de idade. Aliás, esse maestro morreu muito jovem, meros 47 anos, de câncer no pulmão. Trágica coincidência, eu diria, a vida imitando a arte, sei lá. Na segunda vez, Mirela Freni gravou com seu amigo Luciano Pavarotti, gravação dirigida por Herbert von Karajan, e que fez muito sucesso à época, e provavelmente, a gravação mais famosa dessa ópera. e é essa a versão que estamos trazendo para os senhores.

Mirela Freni nasceu em Modena, Itália, em 1935, e morreu há poucos dias, mais especificamente dia 10 de fevereiro de 2020, na mesma Modena onde nasceu, e teve uma longa carreira. Durante alguns anos foi a soprano favorita de Herbert von Karajan, e com ele realizou gravações antológicas. Foi amiga de infância de Pavarotti, e continuaram grandes amigos durante toda a vida.

Mirella Freni e Luciano Pavarotti

La Bohème – Histórias

Henri Murger (1822-1861), nascido em Paris, aos 27 anos publicou um livro “Scènes de la Vie Bohème” , aproveitando as lembranças do tempo em que conviveu com pintores, escritores, filósofos, músicos e mulheres no Quartier Latin, na capital francesa. Quem teve a idéia primeiro, ninguém sabe. O certo é que Giacomo Puccini e Leoncavallo compuseram, na mesma época, uma ópera chamada “La Bohème”, ambas inspiradas no livro de Murger. Claro que deu treta entre os dois compositores, Leoncavallo acusava Puccini de ter tomado conhecimento da obra por seu intermédio porque havia comentado que estava criando uma ópera baseada no livro “Scènes de la Vie Bohème”. Puccini teria copiado sua ideia e passado a frente. Por sua vez Puccini disse que o livro chegara em suas mãos por acaso e num dia de chuva resolveu ler, gostando do enredo. Seja como for, tanto Puccini como Leoncavallo possuíam boas razões para gostar do assunto e ambos escreveram suas óperas. Ambos tinham a mesma idade e haviam passado, na mocidade, por muitas das situações descritas no famigerado livro de Murger. A versão de Puccini estreou um ano antes da versão de Leoncavallo.

Quando Giacomo Puccini estava fazendo seus estudos em Milão conheceu pintores, escritores, filósofos, músicos e belas mulheres cujo estilo de vida muito se assemelhava aos personagens de Murger. Sua convivência com essas criaturas ficaria nostalgicamente marcada em seu espírito. Suas recordações estudantis em Milão o motivaram a compor uma ópera. O tema orquestral, que abre a ópera, foi tirado de um “Capricho Sinfônico”, composto como peça do exame final no Conservatório. Sua Mimi confunde-se um pouco com as empregadinhas e as meninas aprendizes de costura que eram suas paqueras na época, os outros personagens são muito semelhantes as pessoas que conhecera pessoalmente nos ambientes boêmios de Milão.

Puccini, Giacosa e Illica na época da composição.

Para sua ópera, Puccini escolheu os libretistas Luigi Illica (1857–1919) – responsável por reescrever o romance de Murger, e Giuseppe Giacosa (1847–1906) – responsável por escrever os versinhos. A gestação de “La Bohème” durou quatro anos, com muito empenho e paixão na elaboração, Puccini, Illica, Giacosa e dando pitacos o editor Ricordi, ora brigado, ora entusiasmados, pontilhando o trabalho com rompimentos e reconciliações no bom estilo italiano, chegaram afinal aos resultados esperados.

Finalmente, em 1 de fevereiro de 1896, “La Bohème” estreou no Teatro Regio de Turim. Em carta enviada a um amigo, Puccini conta como foi a aceitação na noite de estreia: “O público a acolheu bem. A crítica, no dia seguinte, falou mal. Mesmo naquela noite, entre um ato e outro, nos corredores e no palco, ouvi sussurrarem perto de mim: – pobre Puccini, desta vez errou o caminho; esta ópera não terá vida longa…. Passei uma noite péssima e de manhã recebi comentários adversos dos jornais”. A verdade é que a crítica da época esperava uma obra na mesma linha trágica e vigorosa de “Manon Lescaut”, e não esperava uma escrita musical doce com texto informal, principalmente no início do segundo e terceiro atos. Mas sabemos que acabaria por obter um sucesso sem precedentes. Aliás como curiosidade podemos referir que a direção da primeira apresentação esteve a cargo de um jovem maestro de 28 anos chamado Arturo Toscanini.

Certa vez Giacomo Puccini, organizou testes para buscar um tenor para o papel principal de La Bohéme. Puccini ficou tão impressionado com a voz do jovem Enrico Caruso que, diz-se, perguntou-lhe “…quem o enviou para mim? Deus?”.

La Bohème – Enredo

A ópera começa com um ato que não estava previsto no primeiro rascunho do libreto, mas que foi criado por exigência expressa de Puccini. Esse ato surge de fato como uma forma de apresentação das personagens e traz uma maior consistência à narrativa. O libreto define a ação em Paris, por volta de 1830. Este não é um cenário aleatório, mas reflete as questões e preocupações de uma época em que, após as revoltas da revolução e da guerra, os artistas franceses perderam sua base tradicional de aristocracia e apoio da Igreja. A história se concentra na juventude autoconsciente, em desacordo com a sociedade em geral – um ambiente boêmio que é claramente reconhecível em qualquer centro urbano moderno.

Ato 1

A ópera começa em um sótão no bairro de Montmartre na véspera de Natal (a ópera se passa durante a primeira metade do século XIX), mas não é a atmosfera natalina que nela se desenrola o enredo. Marcello, o pintor e Rodolfo, o poeta, estão desesperados pelo frio que “inunda” a sala e faz com que Rodolfo queime seus escritos na lareira. Nelas, Colline, o filósofo do grupo, que pretende penhorar alguns livros justificando que a pobreza o assombra (“Già dell’Apocalisse appariscono i segni”). Quando a chama da chaminé termina de apagar, aparece Schaunard, o músico, com comida, lenha e, principalmente, dinheiro, de um cliente que o contratou. Depois de convencê-los de que deveriam deixar a comida para outra ocasião melhor e ir ao Quartier Latin para desfrutar as festas, o proprietário, Sr. Benoit, chega lembrando-os de que devem pagar o aluguel. Eles o convidam na maior cordialidade a beber vinho e prometem pagar a dívida, mas implorando para que fiquem por mais um tempo. A conversa com o proprietário vira e termina com os quatro boêmios o expulsando “desta casa honesta” quando falam sobre a suposta infidelidade do proprietário. Mas o grande momento emocional é a cena com Rodolfo, que ficou apenas para terminar um artigo. Mimì, uma vizinha, aparece para tentar acender a sua vela que havia sido apagada. A jovem diz chamar-se Mimi, aliás Lucia, e diz trabalhar como bordadeira. Rodolfo diz que é poeta e declara-lhe o seu amor. Os dois são pegos olhando um para o outro e é aí que acontece um dos maiores duetos já compostos, Rodolfo pega a mão fria de Mimi enquanto eles procuram a chave que ela havia perdido na casa e canta a famosa “Che gelida manina”, cujo tom melódico é apenas superado pela seguinte: Mimì canta “Sim, meu Chiaman Mimì”. Mas o melhor momento ainda está por vir: aquele em que os dois acabam se rendendo àquele amor nascido neles e que termina o ato no dueto “O soave fanciulla” e aquele “amor, … amor, …. amor” que ambos cantam quando, juntos, saem do sótão, a caminho do Quartier Latin. Lindo demais.

Ato 2

Quando chega ao Quartier Latin e, especificamente, ao Café Momus, Rodolfo apresenta Mimi aos amigos que a acolhem no grupo “Questa è Mimì, gaia fioraia ”. Enquanto eles estão comendo e conversando sobre Rodolfo e o amor, chega Musetta, ex-amante de Marcello, acompanhada de Alcindoro, que tenta ignorá-la em vão … o que causa nela um interesse renovado por ele “Quando me’n vo soletta per la via”. Museta canta e fala alto, tudo fazendo para chamar a atenção de Marcello. A cena evolui de tal maneira que Marcello acaba cedendo a seus encantos na expandida área “O gioventú mia, tu não sei morta”, onde ele já revela abertamente sua intenção de retornar a ela. Os seis amigos saem do Café Momús aproveitando a agitação causada pela chegada de um desfile. Bom a conta fica por conta do velho Alcindoro que não estava presente quando o grupo sai do Café Momus.

Ato 3

Este ato passa-se nas ruas de um bairro limítrofe da capital parisiense, junto da entrada dum cabaret, “O Porto de Marselha”, onde o Pintor Marcello está hospedado com Musetta, e onde naquela noite, também lá ficaram Rodolfo e Mimi. É Janeiro e as ruas estão cobertas de neve. Mimi procura Marcello queixando-se de Rodolfo que manifesta constantes crises de ciúme. Rodolfo aproxima-se e Mimi esconde-se. Então Marcello tenta saber, por Rodolfo, o que se passa, e o poeta diz ter medo daquilo que possa acontecer com Mimi, ela está muito doente e sente que ele é o culpado pelo mal que a mata e preocupado porque ele sabe que o amor não é suficiente para salvá-la. Mimi, que estava ouvindo as frases de Rodolfo, deixa o esconderijo para encontrá-lo e os dois começam um dueto em que, primeiro Mimi se despede de Rodolfo “onde lieta usou o tuo grido d’amore” e depois cantam juntos “Ci lascerem alla stagion dei fior” são juras de amor dos dois jovens, em contraste com uma discussão acalorada entre Musetta e Marcello.

Ato 4

Página autografada. O crânio a esquerda representa a morte de Mimi na prece de Musetta

Passado algum tempo, estamos de volta no sótão do primeiro ato em que Rodolfo e Marcello trabalham … ou tentam trabalhar porque os pensamentos melancólicos sobre Mimi e Musetta são tão intensos que os impedem de se concentrar “O Mimì tu più non torni”. Colline e Schaunard chegam, e a melancolia dá lugar a uma situação descontraída que lembra as cenas anteriores à chegada de Mimi com a vela no primeiro ato esta situação é interrompida com a chegada da alarmada Musetta “C’è Mimì che mi segue e sta male ” que traz consigo uma debilitada Mimi. Uma vez sozinhos, Rodolfo e Mimi iniciam uma conversa em que a felicidade da reunião é nublada pela doença de Mimi. Nesse momento, o ouvinte é transportado para o primeiro ato quando Mimi evoca o primeiro encontro entre eles, a vela apagada, a chave perdida … até que um ataque de tosse nos devolve à triste realidade. Musetta entrega uma luva para as mãos de Mimi se aquecerem é o começo do fim. Com as mãos na luva, ela diz as últimas palavras … e morre. Enquanto Musetta reza para que Mimi ainda esteja viva e se recupere, Schaunard, que está ao lado de Mimi, diz a Marcello que ela morreu. Rodolfo, que ainda não conhece o fim de sua amada, observa os rostos … até que Marcello vem abraçá-lo com o rosto transtornado. Rodolfo, desesperado, vai para o leito onde Mimi jaz com gritos de dor (“Mimi … Mimi … Mimi …”). Cai o pano.

“La Bohème” , a apaixonada, atemporal e indelével história de amor entre jovens artistas de Paris, podemos afirmar que é uma das óperas mais populares do mundo. Tem uma capacidade maravilhosa de causar uma poderosa primeira impressão e de revelar tesouros inesperados após dezenas de audiências. À primeira vista, “La Bohème” é a representação definitiva das alegrias e tristezas do amor e da perda; em uma análise mais minuciosa, revela o profundo significado emocional oculto nas coisas triviais – um chapéu, uma luva, um sobretudo velho, um encontro casual com um vizinho – que compõem nossa vida cotidiana.

Pessoal, que subam as cortinas do espetáculo e apreciem esta que é uma das óperas mais amadas . Há, certamente, poucos trabalhos, que de maneira tão perfeita fixam as mais variadas expressões da vida e do cotidiano. A delicada poesia, movimentação popular, o tranquilo idílio amoroso, humor e tragédia, tudo fundido numa perfeita unidade, o mestre Puccini não interrompe a melodia um instante sequer, e atingindo nas áreas de Rod16olfo e Mimi do primeiro ato, no humor do final do segundo ato, no quarteto do terceiro ato e na cena da morte de Mimi, alturas que sempre comovem. A história da pobre costureirinha, irmã gêmea proletária da Traviata, que morreu no pequenino e gélido quarto em que acalentou seu primeiro e único sonho de amor, comoveu milhões de criaturas – somos estas criaturas.

Puccini – La Bohème

Personagens e intérpretes

Rodolfo, poeta parisiense pobre que se apaixona por Mimi (tenor) – Luciano Pavarotti
Marcello, pintor, companheiro de apartamento de Rodolfo (barítono) – Rolando Panerai
Colline, filósofo, vive no mesmo apartamento de Marcello e Rodolfo (baixo) – Nicolai Ghiaurov
Schaunard, músico, é o quarto colega de apartamento (barítono) – Gianni Maffeo
Mimi/Lucia, uma pobre costureira (soprano) – Mirella Freni
Musetta, jovem namoradeira (soprano) – Elizabeth Harwood

Schönberger Sängerknaben
Chor der Deutschen Oper Berlin
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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Puccini e Leoncavallo discutindo a relação.

FDPBach e Ammiratore

Giacomo Puccini (1858-1924): Turandot (Nilsson, Corelli e Molinari-Pradelli)

Giacomo Puccini (1858-1924): Turandot (Nilsson, Corelli e Molinari-Pradelli)

Hoje estamos postando uma versão de Turandot que nos foi solicitada pelos nossos amigos do blog, a ópera em três atos foi composta pelo italiano Giacomo Puccini (1858-1924) e estreada no Scala de Milão a 25 de abril de 1926 com Toscanini na batuta. Como já postamos AQUI comentários e outras gravações desta fabulosa ópera, tentarei ser mais breve focando nos artistas desta gravação. Sem querer fazer de novo um resumo da ópera Turandot, vou apenas recordar que é uma história de uma princesa chinesa fria e cruel que, em vingança pela desgraça sofrida por um ancestral elaborou três enigmas para todos os seus pretendentes, se o pretendente não acertasse todos os enigmas ela mandava executar o indivíduo. Porém um príncipe estrangeiro se apaixona por ela, e consegue decifrar os enigmas, ela expressa seu ódio e raiva por ter sido superada. A ópera foi censurada na China por muitos anos porque o regime alegou que denegriu a China, os chineses e suas tradições, foi encenada apenas em 1998.

Nilsson e Corelli

Feita em estúdio no ano de 1965 com Nilsson, Corelli e Molinari-Pradelli é perfeita para quem prefere intensidade e excitação desenfreadas acima de tudo, então, um baita Turandot. Francesco Molinari-Pradelli foi considerado como um maestro de fraseado correto, mas não genial, e eu não discordo, mas uma coisa que neste trabalho não falta é a emoção. No final do primeiro ato (que para mim é um bom exemplo para comparação com outras gravações, CD1 faixa 15) acelera para uma velocidade vertiginosa no clímax, criando o caos musical: não é suave, não é elegante, mas capta perfeitamente o desespero selvagem do momento como Calaf desafia a todos. De todas as gravações amplamente disponíveis, esta provavelmente é mais próxima de um “Turandot as verismo”. Em vez do lirismo clássico de Puccini, ou do charme e majestade exóticos do mítico cenário chinês, a principal preocupação aqui parece ser a sangrenta brutalidade e loucura do enredo. Nilsson fez de Turandot sua grande especialidade no repertório italiano; o papel principal é muito exigente e requer um soprano com meios poderosos; é por isso que os sopranos wagnerianos tomaram conta da fria e arrogante princesa chinesa, nenhum tão bem sucedido quanto a imponente Nilsson (gosto muito da Callas e da Caballé, mas a Nilsson representa o papel da forma que Puccini deve ter concebido). O resto do elenco é magnífico, com Scotto e Corelli fornecendo muita emoção. O emocionante Calaf de Franco Corelli com sua voz tremendamente poderosa incendeia a partitura. Outros Calafs são mais elegantes tanto musicalmente quanto emocionalmente (é uma questão de gosto, tem o incomparável Pavarotti, o Fernandi, Stefano, todos gigantes), mas poucos podem igualar a excitação crua que Corelli oferece. Como Liú, Renata Scotto transmite fragilidade e sentimento impecáveis, lindo de ouvir. Sua interpretação da cena da tortura (CD2 faixa 15) é de cortar o coração, com tons quebrados e melancólicos, chega a ser gutural e ainda assim ardente. Bonaldo Giaiotti canta Timur com um tom áspero, enquanto Ping, Pang e Pong de Guido Mazzini, Franco Ricciardi e Piero de Palma são igualmente um trio de vozes bem entrosados com personalidade de sobra, das versões que já ouvi acredito que é a melhor versão para estes personagens.O Rome Opera Chorus oferece o coro com tons bastantes suaves e firmes, com um som grande e robusto para melhorar a atmosfera de sede, sangue e paixão ardente.

Essa é uma gravação que realmente provoca faíscas. Sensacional!

O Libretto e a história “passo a passo” estão AQUI, extraído de um livro , “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.

Abrem-se as cortinas e desfrutem da magnífica música de Puccini !

Turandot – Giacomo Puccini
CD1
01 Popolo di Pekino!
02 Padre! Mio padre!
03 Perduta la battaglia
04 Gira la cote! Gira!
05 Perche tarda la luna
06 La, sui monti dell’est
07 O giovinetto!
08 Figlio, che fai
09 Fermo! che fai T’arresta!
10 Silenzio, ola!
11 Guardalo, Pong!
12 Non indugiare!
13 Signore, ascolta!
14 Non piangere, Liu!
15 Ah! per l’ultima volta!
16 Ola, Pang! Ola Pong!
17 O Cina, o Cina
18 Ho una casa nell’Honan
19 O mondo, pieno di pazzi innamorati!
20 Addio, amore!
21 Noi si sogna
22 Gravi, enormi ed imponenti
23 Un giuramento atroce mi costringe
24 Diecimila anni al nostro Imperatore!

CD2
01 In questa reggia
02 Straniero, ascolta!…Nella cupa notte
03 Guizza al pari di fiamma
04 Gelo che ti dà foco
05 Gloria, O vincitore!
06 Figlio del cielo!
07 Tre enigmi m’hai proposto!
08 Ai tuoi piedi ci prostriam
09 Così comanda Turandot
10 Nessun dorma!
11 Tu che guardi le stelle
12 Principessa divina!
13 Quel nome!
14 L’amore …Tanto amore, segreto e inconfessato
15 Tu, che di gel sei cinta
16 Liù…bontà!
17 Principessa di morte!
18 Che è mai di me
19 Del primo pianto…
20 La mia gloria è il tuo amplesso!
21 Diecimila anni al nostro Imperatore!

Turandot: Birgit Nilsson (Soprano)
Calaf: Franco Corelli (Tenor)
Liu: Renata Scotto (Soprano)
Timur: Bonaldo Giaiotti (Bass)
Altoum: Angelo Mercuriali (Tenor)
Ping: Guido Mazzini (Bass)
Pang: Franco Ricciardi (Tenor)
Pong: Piero de Palma (Tenor)
Um Mandarim: Giuseppe Morresi (Bass Baritone)
1a Voz: Jeda Valtriani (Soprano)
2a Voz: Ida Farina (Soprano)

Conductor: Francesco Molinari-Pradelli

Orchestra/Ensemble: Rome Opera House Orchestra
Rome Opera House Chorus
Date of Recording: 1965

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We have to do something, sweetheart.

Ammiratore

 

Giacomo Puccini (1858-1924): Turandot

Giacomo Puccini (1858-1924): Turandot
Última página escrita por Puccini
Última página escrita por Puccini

A Estréia da ópera Turandot foi realizada no Scala de Milão a 25 de abril de 1926, a ópera em três atos foi composta pelo italiano Giacomo Puccini (1858-1924), a partir do libretto de Giuseppe Adami e Renato Simoni, baseada na peça de teatro homonima, datada de 1762, e de autoria de Carlo Gozzi. A ópera permaneceu inacabada até à data da morte de Puccini que, embora tivesse trabalhado nela com grande rapidez e entusiasmo, se deteve perante dificuldades no dueto final entre a princesa e o seu pretendente. Tendo à sua disposição quatro versões do libretto , acabou por falecer em 1924, deixando apenas esboços brevíssimos da ária. Com a sua morte, Toscanini sugeriu que o jovem e promissor compositor Franco Alfano talvez devesse completar a música do dueto. Não obstante, o maestro Toscanini ficou tão desapontado com o resultado que, na estreia, terminou a atuação no ponto em que Puccini a tinha deixado (cena d amorte de Liú). Voltou-se para a plateia, e anunciou que naquele ponto o compositor depôs a pena. Mesmo assim, procedendo a várias revisões na música de Alfano, baseada nas notas de Puccini, o maestro apresentou uma versão, que passou a ser aceita como definitiva. Em sua técnica geral de composição e complicada estrutura harmonica, “Turandot” revela um avanço sobre as óperas anteriores de Puccini. As altamente flexíveis formas de linguagem musical delineiam a ação com máxima eficiência, e há a soberba fusão de música e drama. Tudo isso provoca uma opulenta melodia pucciniana que faz de “Turandot” uma das mais belas partituras na literatura da ópera.

Em linhas gerais a história é a seguinte: Na China antiga, numa praça de Pequim, o povo aguarda a execução do príncipe da Pérsia, o último a tentar conquistar a fria e distante princesa Turandot. Para o conseguir há que ultrapassar uma prova que consiste na resolução de três enigmas. Na confusão, um velho, Timur, cai ao chão e é ajudado por uma jovem escreva Liù. Calaf ajuda-o e reconhece nele o seu pai, o rei Tártaro deposto. Liù está secretamente apaixonada por Calaf. A execução do príncipe da Pérsia consuma-se e Calaf fica encantado com a beleza de Turandot e, contrariando os conselhos de Timur de Liù e dos três ministros imperiais, Ping, Pang e Pong, decide tocar o gongo, anunciando a intenção de se sujeitar à prova. Turandot surge altiva e diz que a sua castidade e crueldade se destinam a vingar o sofrimento de uma antiga princesa. Mas Calaf soluciona os três enigmas e Turandot, desesperada, pede que a libertem da sua obrigação. Calaf diz-lhe que, se ela descobrir o seu nome até ao amanhecer, ele morrerá. Ninguém dorme em Pequim e Turandot tenta desesperadamente saber o nome. Liù diz-lhe que só ela o sabe mas não o dirá. Turandot pergunta donde lhe vem tanta força e Liù diz-lhe que é do amor que tem por Calaf. Liù apunhala-se mortalmente, impressionando todos. Calaf beija Turandot e revela-lhe o seu nome. Perante a população e o imperador, Turandot anuncia que sabe o nome do estrangeiro, seu nome é Amor. Abraçam-se e acabam felizes. No entanto, não se pode deixar de sentir que falta algo na história como por exemplo um sentimento de remorso por parte deTurandot. Calaf não acaba com a garota errada ? Ele não deveria ter ficado feliz com a amorosa Liù ? Sim, Turandot, no final, parece ter uma mudança de coração, mas esta princesa assassina e de coração frio é realmente redimível ? Enredo doido…. sei lá…. vamos ao que interessa, a extraordinária música de Puccini . Estou colocando para apreciação três interpretações duas completas e uma com trechos selecionados.

Os tês meninos: Comparar o incomparável, não dá…. nem me atrevo a escrever comparações do Pava, Giuseppe e Fernandi… esquece.

As Três meninas :Caricas, difícil também, mas lá vai: Callas é o personagem mais aberto, corajoso que está cobrindo insegurança e medo, enquanto Caballe tem um lado místico que eu não ouvi em nenhuma outra interpretação, Nilsson parece “feita” para o papel.. Em uma palavra, essas senhoras são “geniais” em vez de simplesmente atléticas. Se você quer ouvir “Turandot” como drama musical, cantado com musicalidade e imaginação impecáveis, ouça Callas ou Caballe. Se você quiser notas altas e firmes, ouça Nilsson. E gostaria de lembrar ao pessoal do blog que o primeiro Turandot, Rosa Raisa, escolhido pelo próprio Puccini, não era uma soprano wagneriana de aço. Mas, ao contrário, uma apaixonada atriz cantora italianizada com uma voz fascinante e imperfeita. Soa como Callas, hein? Para mim essas três interpretações, que são abordagens muito diferentes, mas todas poderosas e igualmente válidas, mostram o verdadeiro espírio da obra. Sem medo de errar elas fariam Puccinni ficar felizão da vida ao ouvi-las.

O Libretto e a história “passo a passo” estão juntos no arquivo de download, extraído de um livro que me acompanha desde 1984 (faz tempo…. amarelinho o coitado) .“As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.

Assim, em poucas palavras, cada regente e cada intérprete fornece um pano de fundo quase perfeito para suas concepções, respectivamente, muito diferentes.

Pessoal, abrem-se as cortinas e deleitem-se com a extraordinária música de Puccini !!

CD CaballeMontserrat Caballé,Luciano Pavarotti, Leona Mitchell, regência de Riccardo Chailly. Gravação ao vivo feita em San Francisco no dia 4 de novembro de 1977. Com o maestro Riccardo Chailly (1953), estréia de Montserrat Caballé (1933) como Turandot, Luciano Pavarotti (1935 – 2007) como Calaf, e Leona Mitchell (1949) como Liù. Foi uma performance extraordinária, Pavarotti (então com 42 anos) e Caballe, ambos no auge , e Chailly, aos 24 anos, em sua primeira aparição importante. Como bônus temos uma entrevista de Caballe e Pavarotti, discutindo suas carreiras, suas famílias, e contando as dicas e conselhos de Maria Callas sobre os papéis para Arthur Kaplan depois deste concerto. Esta versão interessante do Turandot é digna de várias observações. Ouvir Montserrat Caballe se afastar de seus dons essencialmente romanticos para ensaiar o papel de Turandot é incomum por si só. O fato de ela se absorver com uma inteligência primorosa a profundidade de sua interpretação, se não surpreendente, é gratificante. Magnífico canto de Leona Mitchell. Encantadora, inspira-se em cantar Liu com os lendários Pavarotti e Caballe. Bom, Pavarotti traz sempre uma luz com ele, dispensa cometários. Chailly aproveita ao máximo os recursos artísticos da modesta da Orquestra de Ópera de São Francisco, o coro canta esplendidamente. Caballe e Pavarotti, que dupla, nos faz sentir uma sede difícil de saciar ! Repetidas escutas trazem imensa alegria ! Do caraglio esta gravação ao vivo !

Giacomo Puccini (1858-1924)
Turandot (2 CDs)
CD1 Atto1 01 Popolo di Pechino
CD1 Atto1 02 Indietro cani
CD1 Atto1 03 Padre Mio Padre
CD1 Atto1 04 Gira la cote
CD1 Atto1 05 Perche tarda la luna
CD1 Atto1 06 La sui monti dellEst
CD1 Atto1 07 O giovanneto grazia
CD1 Atto1 08 La Grazia Principessa
CD1 Atto1 09 Figlio che fai
CD1 Atto1 10 Fermo Che Fai
CD1 Atto1 11 Silenzio ola
CD1 Atto1 12 Notta senza lumicino
CD1 Atto1 13 Signore Ascolta
CD1 Atto1 14 non Piangere Liu
CD1 Atto1 15 Ah Per ultima volta
CD1 Atto2 16 Ola Pang
CD1 Atto2 17 O China che or sussulti
CD1 Atto2 18 Ho una nellHonan
CD1 Atto2 19 O mondo pieno
CD1 Atto2 20 Addio amore
CD1 Atto2 21 Non ve in China per nostra fortuna
CD1 Atto2 22 Udite tromba
CD1 Atto2 23 Gravi enormi ed imponenti
CD1 Atto2 24 Un giuramento atroce mi constringe
CD1 Atto2 25 Diecimila anni al nostro Imperatore
CD1 Atto2 26 Popolo di Pechino
CD1 Atto2 27 In questa reggia
CD1 Atto2 28 O Principi che lugubre carovanne
CD1 Atto2 29 Straniero scolta
CD1 Atto2 30 Si Rinasce
CD1 Atto2 31 Guiezza al pari di fiamma
CD1 Atto2 32 Si Principessa
CD1 Atto2 33 Gelo che ti di foco
CD1 Atto2 34 La mia vittoria
CD1 Atto2 35 Figlio del Cielo
CD1 Atto2 36 No no Principessa altera
CD2 Atto2 01 Proposto
CD2 Atto2 02 Ai tuoi piedi ci prostriam
CD2 Atto3 03 Cosi comanda Turandot
CD2 Atto3 04 Nessun Dorma
CD2 Atto3 05 Tu che guardi le stele
CD2 Atto3 06 Straniero tu non sai
CD2 Atto3 07 Principessa divina
CD2 Atto3 08 Signor non parlero
CD2 Atto3 09 Che pose tanta forza
CD2 Atto3 10 Strappatele il segreto
CD2 Atto3 11 Tu che di gel sei cinta
CD2 Atto3 12 Liu Sorgi
CD2 Atto3 13 Liu Bonta
CD2 Atto3 14 Principessa di morte
CD2 Atto3 15 Che e mai di me
CD2 Atto3 16 La tua gloria resplandece
CD2 Atto3 17 Piu grande vittoria
CD2 Atto3 18 So il tuo nome
CD2 Atto3 19 Diecimila anni al nostro Imperatore
CD2 Atto3 20 Padre augusto
CD2 Interview Arthur Kaplan

Montsserrat Caballé – Turandot
Raymond Manton – Imperador Altoum
Giorgio Tozzi – Timur
Luciano Pavarotti – Calaf
Leona Mitchell – Liú
Dale Duesing – Ping
Remy Corazza – Pang
Josheph Frank – Pong
Aldo Bramante – Mandarim

Coro e orquestra da Opera de San Francisco, Regente Riccardo Chailly
Gravação ao vivo feita em 04 de novembro de 1977.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD CallasMaria Callas, Elisabeth Schwarzkopf, Eugenio Fernandi, regência Tullio Serafin
Esta é uma gravação única. O que falar de Callas (1923 – 1977)? Ela oferece uma visão bastante especializada de Turandot, é um desempenho emocionalmente envolvente da deusa dramática Callas. Serafin oferece uma leitura mais lenta, mais pesada e muito mais detalhada da extraordinária parte orquestral dessa obra Tullio Serafin (1878 – 1978) está totalmente em sincronia com a visão mais humanista dos personagens dados por seus interpretes. O Liu de Schwarzkopf (1915 – 2006) é, para mim, muito tocante (Serafin lhe dá um tremendo apoio), e Fernandi (1922 – 1991), apesar de recursos vocais muito diferentes do simpático gigante Gordinho de Módena, está bem: seu Calaf é apresentado em um nível mais humano o herói de tamanho olímpico que costumamos ouvir com Pavarotti. Callas corajosamente enfrenta muitos dos desafios vocais imponentes. Mas o que dizemos sobre aquela voz levemente trêmula e nervosa que provoca tal simpatia imediata?

Eu só posso dizer que ela tem esse neste modesto ouvinte uma tremenda admiração, seguindo-a com um libreto, eu estou continuamente surpreso com a sua capacidade de colorir palavras e frases inteiras com uma nobreza queixosa e angústia mal escondida que são totalmente emocionantes. Ela é, para mim, um desses raros e supremos artistas que de alguma forma conseguem tornar as limitações técnicas mais um ativo do que um passivo. Faz todo o sentido, portanto, que ela fizesse par com Fernandi. O maestro Tullio Serafin dá uma de suas interpretações mais individualistas e dramaticamente memoráveis. Ele nunca deixa que você esqueça que esta é uma história feia sobre pessoas bárbaras, ressaltando cada dissonância de Puccini e inspirando uma performance supremamente vívida do coro La Scala.

Giacomo Puccini (1858-1924)
Turandot (2 CDs) (Parte da coletânea de Callas que o Bisnaga postou nos idos de 2014)
CD 42
01. Popolo Di Pekino! (1º Ato)
02. Padre! Mio Padre!
03. Perduta La Battaglia
04. Gira La Cote! Gira!
05. Perche Tarda La Luna?
06. La, Sui Monti Dell’ Est
07. O Giovinetto!
08. Figlio, Che Fai?
09. Fermo! Che Fai? T’Arresta!
10. Silenzio, Ola!
11. Guardalo, Pong!
12. Non Indugiare!
13. Signore, Ascolta!
14. Non Piangere, Liu!
15. Ah! Per L’Ultima Volta!
16. Ola, Pang! Ola, Pong! (2º Ato)
17. O Cina, O Cina
18. Ho Una Casa Nell’ Honan
19. O Mondo, Pieno Di Pazzi Innamorati!
20. Addio, Amore!
21. Noi Si Sogna
22. Gravi, Enormi Ed Imponenti
23. Un Giuramento Atroce Mi Costringe
24. Diecimila Anni Ai Nostro Imperatore!
25. In Questa Reggia
26. Straniero, Ascolta! Nella Cupa Notte
27. Guizza Al Pari Di Fiamma
28. Gelo Che Ti Da Foco
29. Gloria, O Vincitore!
30. Figlio Del Cielo!
31. Tre Enigmi M’Hai Proposto!
32. Ai Tuoi Piedi Ci Prostriam

CD 43
01. Cosi Comanda Turandot (3º Ato)
02. Nessun Dorma!
03. Tu Che Guardi Le Stelle
04. Principessa Divina!
05. Quel Nome!
06. L’Amore? …Tanto Amore, Segreto E Inconfessato
07. Tu, Che Di Gel Sei Cinta
08. Li?…Bonta!
09. Principessa Di Morte!
10. Che e Mai Di Me? Perduta!
11. Del Primo Pianto, Si…La Mia Gloria e Il Tuo Amplesso!
12. Diecimila Anni Al Nostro Imperatore!

Maria Callas – Turandot
Giuseppe Nessi – Imperador Altoum
Nicola Zaccaria – Timur
Eugenio Fernandi – Calaf
Elisabeth Schwarzkopf – Liú
Mario Borriello – Ping
Renato Ercolani – Pang
Piero de Palma – Pong
Giulio Mauri – Mandarim

Coro e Orquestra del Teatro ala Scala di Milano, regente Tullio Serafin.
Julho de 1957

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD NilssonBirgit Nilsson,Giuseppe di Stefano,Leontyne Price regência de Francesco Molinari Pradelli.
Apresentação ao vivo de Birgit Nilsson (1918 – 2005) em Viena no dia 22 de junho de 1961, com Giuseppe di Stefano (1921 – 2008) como Calaf e Leontyne Price (1927) no papel de Liù, sob a batuta de Francesco Molinari Pradelli (1911-2006). Faixas Bonus.

Birgit Nilsson era lendária como a princesa cruel Turandot. Ela cantou este papel mais de 300 vezes ao longo de sua carreira e por quinze a vinte anos ela quase deteve o monopólio do papel nas casas de ópera do mundo. Birgit cantou Turandot pela primeira vez em 1957 na Royal Swedish Opera em Estocolmo. No final dos anos 70, Birgit alcançou o recorde mundial em relação ao número de apresentações do Turandot.

Em 7 de dezembro de 1958 foi a primeira apresentação de Birgit Nilsson como Turandot no La Scala, em Milão. Foi durante uma noite de gala em comemoração à 370ª temporada do teatro. Ela foi a primeira cantora estrangeira a abrir uma temporada naquela casa de ópera italiana, e a própria Birgit sentiu que era um dos eventos mais importantes de sua vida.

Assim como Serafin é ideal para uma visão mais perspicaz e íntima dos personagens da ópera, o retrato mais exuberante de Molinari-Pradelli está perfeitamente de acordo oferecida por suas estrelas. Nilsson pode ser uma caracterização mais suave do que a de Callas – mas ela certamente é mais uma “princesa do gelo”, com muito vigor vocal. Da mesma forma que Steffano está de tirar o fôlego seu Calaf é uma figura eloquente. Liù soa meiga e apaixonada na voz de Leontyne Price.

Giacomo Puccini (1858-1924)
Turandot (Faixas Bonus)

2-22 Signore escolta
2-23 Non piangere Liu
2-24 Ah Per La ultima volta
2-25 Nessun Dorma
2-26 Principessa divina
2-27 Signor non parlero
2-28 Che poso tanta forza nel tuo cuore
2-29 Strappatele il segreto
2-30 Tu che di gel sei cinta
2-31 Liu Sorgi

Birgit Nilsson – Turandot
Peter Klein – Imperador Altoum
Nicola Zaccaria – Timur
Giuseppe di Stefano – Calaf
Leontyne Price – Liú
Kostas Paskalis – Ping
Ermanno Lorenzi – Pang
Murray Dickie – Pong
Alois Pernerstorfer – Mandarim

Coro e orquestra da Opera de Vienna, Regente Francesco Molinari´Pradelli
Gravação ao vivo feita em Viena em 22 de junho de 1961.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

- Pois é Puccini, sua genialidade mais o talento da rapaziada acima são de cair o queixo !
– Pois é Puccini, sua genialidade somada ao talento da rapaziada acima são de cair o queixo !

AMMIRATORE

Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Giuseppe Verdi (1813-1901), Charles Gounod (1818-1893) e Giacomo Puccini (1858-1924) [Acervo PQPQBach] [link atualizado 2017]

ES-TU-PEN-DO !!!

(postado originalmente em 15 de novembro de 2012)

P.Q.P.Bach, SEIS anos, com Carlos Gomes na pauta. Acredito que vocês, nossos ilustríssimos usuários/ouvintes, apreciarão.

Já vos aviso que este CD é um de meus prediletos! Guardei-o para uma ocasião especial e, como posto às quintas e o aniversário do P.Q.P.Bach foi cair justo nesse dia da semana, ei-lo aqui.

Para começar, o que mais um violista (mesmo que frustrado, como eu), amante das cordas e das óperas, poderia achar de um CD de compositores operísticos que se arriscaram nas peças de câmara? É simplesmente maravilhoso!

E aqui temos os corajosos e belíssimos trabalhos para grupos de cordas compostos pelo nosso conterrâneo Carlos Gomes e contemporâneos seus: Verdi, Gounod e Puccini, que se aventuraram nessa área, com a qual não tinham muita experiência, e se saíram muito, mas muito bem.

O Quarteto em Mi Menor, de Verdi, é passional, romântico, como não poderia deixar de sê-lo vindo de um compositor italiano: uma joia. O Quarteto em Lá Menor, de Gounod é tenso, visceral, problemático: parece que ele quer resolver algo e não consegue, resultando em uma música instigante e que prende inevitavelmente nossa atenção e nosso interesse. Já a Crisantemi, de Puccini, é obra mais sencilha, melancólica e sofrida, há muito sentimento em suas notas bem escritas. Cativante.

O ponto alto, não querendo ser bairrista, mas inexoravelmente o sendo, é a Sonata em Ré, a conhecida Burrico de Pau, de Carlos Gomes (quem é da região de Campinas vira e mexe ouve seu primeiro movimento quando aparece a propaganda do “Concertos EPTV”: repare). Essa é uma obra de gênio, sinceramente: jovial, vibrante (e Carlos Gomes já estava doente) e, pelo que percebo, a de mais difícil execução de todo o álbum. Pizzicatos, estacatos, pulos da primeira para a quarta corda, percussão das costas dos arcos nas cordas… Muito difícil e, pra melhorar, muito bonita. O último movimento, que dá nome à sonata, foi composto quando Carlos Gomes viu a sobrinha brincando com um cavalinho de madeira. Ele estava em seu auge composístico, com as obras mais melódicas e mais refinadas de sua carreira.

Para melhorar ainda mais, esse conjunto de peças inspiradas é executado pelo Quarteto Bessler-Reis, nome por demais importante no cenário camerístico nacional. Os que possuem um ouvido mais apurado perceberão um errinho, uma pequena escorregadela aqui ou lá, mas não se poderá negar que a execução do Besser-Reis tem o que é mais essencial à música: paixão. A execução é vibrante, carregada: eles tocam com vontade, mesmo, não são meros executores; há muito sentimento e as músicas saem com as cores mais vivas que a paleta musical as poderia pintar.

Um baaaaita CD! Digno da comemoração dos SEIS anos de existência deste blog. Ouça, ouça! Faça seu dia, sua semana melhor!

Palhinha: o Quarteto Vox Brasiliensis (não achei vídeo com o Bessler-Reis) tocando o Burrico de Pau:

Quarteto Bessler-Reis
Carlos Gomes e seus Contemporâneos

Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
01. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, I. Allegro animato
02. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, II. Allegro Scherzoso
03. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, III. Adagio lento e calmo
04. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, IV. (Vivace) O Burrico de Pau
Giuseppe Verdi (Roncole, Itália 1813 — Milão, Itália, 1901)
05. Quarteto em Mi menor, I. Allegro
06. Quarteto em Mi menor, II. Andantino
07. Quarteto em Mi menor, III. Prestissimo
08. Quarteto em Mi menor, IV. Scherzo-fuga (allegro assi; mosso)
Charles Gounod (Paris, França, 1818 – Saint-Cloud, França, 1893)
09. Quarteto nº3 em Lá menor, I. Allegro
10. Quarteto nº3 em Lá menor, II. Allegreto quasi moderato
11. Quarteto nº3 em Lá menor, III. Scherzo
12. Quarteto nº3 em Lá menor, IV. Final. Allegreto
Giacomo Puccini (Lucca, Itália, 1858 – Bruxelas, Bélgica, 1924)
13. Crisantemi

Quarteto Bessler-Reis
Rio de Janeiro, 1999


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MP3  (238Mb)
FLAC  (421Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

…Mas comente… Não me responda apenas com o vazio do silêncio…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 01 a 11 de 70: Gaetano Donizetti (1797-1848), Vincenzo Bellini (1801-1835), Richard Wagner (1813-1883), Amilcare Ponchielli (1834-1886), Giacomo Puccini (1858-1924) e Pietro Mascagni (1863-1945) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL MESMO !!!

Agora em hospedeiro próprio! Viva o PQPQShare!

Essa semana resolvemos jogar pesado aqui no PQPBach!

Depois da postagem do Avicenna (logo abaixo desta), da formação do Acervo PQPBach de Música Colonial e Imperial Brasileira, coisa de embasbacar qualquer um, trago essa humilde coleçãozinha da Maria Callas… Hehehe!

Sendo assim, solenemente vos anuncio:

Regozijai, ó, callistas! Hoje, finalmente, após tantas promessas e protelações, este mortal que vos fala consegue inciar com base e categoria a série de SETENTA (isso mesmo, nada menos que setenta) álbuns com todas as gravações realizadas por Maria Callas em estúdio. Serão dez CDs por postagem a partir de hoje e pelas próximas seis terças-feiras (hoje temos até o número 11 para não quebrar a Tosca de Puccini).

Ah, Maria Callas, a grande diva, a divina, etc… Já lhes disse que ela não é nem de longe a soprano que mais gosto? Explico: Callas era uma soprano spinta, ou seja, uma soprano “empurrada”, na tradução literal, ou forçada, no nosso português. Tinha uma tessitura muito extensa que a fazia interpretar personagens que exigiam desde mezzo-soprano (Carmen, por exemplo) até o soprano ligeiro (como em Lakmé) e, com isso, muitas vezes lhe faltava peso para fazer as personagens mais graves e, especialmente, leveza em papéis mais agudos.

Seu timbre também não é dos mais belos e puros… Mas o que então tanto encanta em Maria Callas? O que tem que tanto cativa?

Creio que ela foi, acima de tudo uma intérprete fenomenal! Conseguia dar o exato ponto, o peso, a sustentação perfeita da nota, a respiração mais apropriada em suas interpretações, e que interpretações! Sua desenvoltura e performance em palco forçaram outros cantores líricos a melhorarem suas apresentações a representarem melhor as músicas que cantavam. Grande mulher, que por esses e outros motivos acabou por arrastar multidões a suas récitas, dos príncipes aos plebeus. conseguiu fazer de uma cantora de ópera uma popstar!

Bah! Nem quero falar mais! Callas dispensa muitos comentários (mas nem por isso deixem de comentar essa postagem), e farei mais colocações nas próximas postagens. Por agora, curta esse material, que já dá mais que um CD por dia até a semana que vem.

Ouça! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CD 01
Primeiro Recital (1 CD)

Richard Wagner (1813-1883)
01. Tristão e Isolda – Liebestod: Dolce e Calmo (3º ato) – Wagner, Richard
Vincenzo Bellini (1801-1835)
02. Norma – Casta Diva
03. Norma – Ah! Bello a Me Ritorna
04. I puritani – O, Rendetemi La Speme
05. I puritani – Qui La Voce Sua Soave
06. I puritani – Vien, Diletto, e In Ciel La Luna

Orchestra Sinfonica Nazionale della RAI
Arturo Basile, regente
Novembro de 1949, Turim

CDs 02-03-04
Amilcare Ponchielli (1834-1886)
La Gioconda

CD 02:
01. Preludio
02. Feste e Pane! (1º ato)
03. e Cantan Su Lo Tombe!
04. Figlia, Che Reggi Il Tremulo Pie
05. L’Ora Non Giunse Ancor Del Vespro Santo
06. Gloria a Chi Vince
07. Questi e L’Uom Ch’io Cerco
08. Suo Covo e Un Tugurio
09. Ribellion!
10. Voce Di Donna O d’Angelo
11. Enzo Grimaldo, Principe Di Santafior, Che Pensi?
12. O Grido Di Quest’ Anima
13. Maledici? Sta Ben…L’Amor T’Accieca
14. O Monumento!
15. Carneval! Baccanal!
16. Angele Dei

CD 03:
01. Ho! He! Ho! He! Fissa Il Timone! (2º ato)
02. Pescator, Affonda L’Esca
03. Sia Gloria Ai Canti Dei Naviganti!
04. Cielo e Mar!
05. Ma Chie Vien?
06. Deh! Non Turbare
07. e Il Tuo Nocchiere Or La Fuga T’Appresta
08. Stella Del Marinar!
09. e Un Anatema!
10. L’Amo Come Il Fulgor Del Creato!
11. Il Mio Braccio T’Afferra!
12. Laura! Laura, Ove Sei?
13. Tu Sei Traditio! …Noto M’e Il Rombo

CD 04:
01. Si! Morir Ella De’ ! (3º ato)
02. Ombre Di Mia Prosapia
03. Qui Chiamata M’Avete? …Bella Cos?, Madonna
04. Morir! e Troppo Orribile!
05. e Gia Che Ai Nuovi Imeni
06. O Madre Mia, Nell’ Isola Fatale
07. Benvenuti Messeri! Andrea Sagredo!
08. Grazie VI Rendo Per Le Vostre Laudi
09. Prodigio! Incanto!
10. Vieni! Lasciami!
11. d’un Vampiro Fatal
12. Preludio (4º ato)
13. Nessun V’ha Visto?
14. Suicidio!
15. Ecco, Il Velen Di Laura
16. Enzo, Sei Tu
17. O Furibonda Jena
18. Ten Va Serenata
19. La Barca S’Avvicina
20. a Te Questo Rosario
21. Ora Posso Morir. Tutto e Compiuto
22. Si, Il Patto Mantengo

Maria Callas, soprano
Fedora Barbieri, mezzo-soprano
Gianni Poggi, tenor
Paolo Silveri, barítono
Orchestra Sinfonica  e Coro Nazionali della RAI
Antonino Votto, regente
Setembro de 1952, Turim

CDs 05-06
Gaetano Donizetti (1797-1848)
Lucia di Lammermoor (2 CDs)

CD 05:
01. Preludio
02. Percorrete Le Spiagge Vicine (1º ato)
03. Tu Sei Turbato! e N’ho Ben Donde
04. Cruda, Funesta Smania
05. Il Tuo Dubbio e Omai Certezza
06. La Pietade In Suo Favore
07. Maestoso
08. Ancor Non Giunse?
09. Regnava Nel Silenzio
10. Quando Rapito In Estasi
11. Egli S’Avanza
12. Sulla Tomba Che Rinserra
13. Qui Di Sposa Eterna Fede
14. Ah, Talor Del Tuo Pensiero
15. Verranno a Te Sull’ Aure

CD 06:
01. Moderato-Lucia Fra Poco a Te Verra (2º ato)
02. Appressati, Lucia
03. Il Pallor Funesto, Orrendo…A Ragion Mi Fe’ Spietato
04. Nobil Sposo…Cessa, Cessa!
05. Soffriva Nel Pianto
06. Che Fia? Suonar Di Giubilo
07. Se Tradirmi Tu Potrai
08. Per Te d’Immenso Giubilo…Per Poco Fra Le Tenebre
09. Dov’e Lucia? …Qui Giungere Or La Vedrem
10. Ecco Il Tuo Sposo
11. Chi Mi Frena In Tal Momento
12. T’Allontana, Sciagurato…Rispettate In Me Di Dio
13. Sconsigliato! In Queste Porte Chi Ti Guida?
14. Esci, Fuggi, Il Furor Che M’Accende
15. d’Immenso Giubilo (3º ato)
16. Ah! Deh, Cessate Quel Contento! Dalle Stanze Ove Lucia
17. Oh! Qual Funesto Avvenimento!
18. Oh Giusto Cielo! Il Dolce Suono
19. Ohime! Sorge Il Tremendo
20. Ardon Gli Incensi_ Splendon Le Sacre Faci
21. Spargi d’Amaro Pianto
22. Maestoso-Tombe Degli Avi Miei
23. Fra Poco a Me Ricovero
24. Oh, Meschina! Oh, Fato Orrendo!
25. Dove Corri, Sventurato?
26. Tu Che a Dio Spiegasti L’Ali
27. Che Facesti?

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Tito Gobbi, barítono
Coro e Orquestra del Maggio Musicale Fiorentino
Tullio Serafin, regente
Fevereiro de 1953, Florença

CDs 07-08
Vincenzo Bellini (1801-1835)
I puritani (2 CDs)

CD 07:
01. Sinfonia
02. All’ Erta! All’ Erta! (1º ato)
03. O Di Cromvel Guerrieri
04. a Festa!
05. Or Dove Fuggo Io Mai?
06. Ah! Per Sempre Io Ti Perdei
07. T’Appellan Le Schiere…Bel Sogno Beato Di Pace e Contento
08. O Amato Zio, O Mio Secondo Padre!
09. Sai Com’ Ardein Petto Mio
10. Odi…Qual Suon Si Desta?
11. Ad Arturo Onore
12. a Te, O Cara, Amor Talora
13. Il Rito Augusto Si Compia Senza Me
14. Com’io, VI Unisca
15. Son Vergin Vezzosa
16. Sulla Virginea Testa
17. Ferma. Invan Rapir Pretendi
18. e Gia Al Ponte-Passa Il Forte
19. Ah Vieni Al Tempio-Fedele Arturo
20. Ma Tu Gia Mi Fuggi?

CD 08:
01. Ah…Dolor! Ah, Terror! (2º ato)
02. Qual Novella?
03. Cinta Di Fiori e Col Bel Crin Disciolto
04. e Di Morte Lo Stral Non Sara Lento
05. O Rendetemi La Speme…Qui La Voce Sua Soave Mi Chiamava
06. Vien, Diletto, e In Ciel La Luna!
07. Il Rival Salvar Tu D?i
08. Se Tra Il Buio Un Fantasma Vedrai
09. Riccardo! Riccardo!
10. Suoni La Tromba
11. Son Salvo, Alfin Son Salvo (3º ato)
12. a Una Fonte Afflitto e Solo
13. Qual Suon! Alcun S’Appressa
14. Son Gia Lontani
15. Fini…Me Lassa!
16. Ch’ei Provo Lontan Da Me?
17. Vieni Fra Queste Braccia
18. Alto La! Fedel Drapello
19. Cavalier, Ti Colse Il Dio
20. Credeasi, Misera!
21. Suon d’Araldi?

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Nicola Rossi-Lemeni, baixo
Rolando Panerai, barítono
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Março de 1953, Milão

CD 09
Pietro Mascagni (1863-1945)
Cavalleria rusticana (1 CD)

01. Preludio
02. O Lola Ch’ Haidi Lattila Cammisa
03. Preludio
04. Gli Aranci Olezzano
05. Dite, Mamma Lucia
06. Il Cavallo Scalpita
07. Beato Voi, Compar Alfio
08. Regina Coeli, Laetare: Alleluja!
09. Inneggiamo, Il Signor Non e Morto
10. Voi Lo Sapete, O Mamma
11. Tu Qui, Santuzza?
12. Fior Di Giaggiolo
13. Ah! Lo Vedi, Che Hai Tu Detto?
14. No, No, Turiddu, Rimani, Rimani Ancora
15. Oh! Il Signore VI Manda, Compar Alfio!
16. Intermezzo
17. a Casa, a Casa, Amici
18. Viva Il Vino Spumeggiante
19. a Voi Tutti, Salute!
20. Mamma, Quel Vino e Generoso

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Agosto de 1953, Milão

CDs 10-11
Giacomo Puccini (1858-1924)
Tosca (2 CDs)

CD10:
01. Ah! Finalmente! (1º ato)
02. e Sempre Lava!
03. Sante Ampolle! Il Suo Ritratto!
04. Dammi I Colori…Recondita Armonia
05. Gente La Dentro
06. Mario! Mario! Mario! …Son Qui
07. Ora Stammi a Sentir
08. Or Lasciami Al Lavoro
09. Ah, Quegli Occhi…Quale Occhio Al Mondo
10. Mia Gelosa!
11. e Buona La Mia Tosca
12. Sommo Giubilo, Eccellenza!
13. Un Tal Baccano In Chiesa!
14. Tosca? Che Non Mi Veda
15. Ed Io Venivo a Lui Tutta Degliosa
16. Tre Sbirri, Una Carrozza

CD11:
01. Tosca e Un Buon Falco! (2º ato)
02. Ha Piu Forte Sapore
03. O Galantuomo, Come Ando La Caccia?
04. Meno Male!
05. Ov’e Angelotti?
06. Ed Or Fra Noi Parliam Da Buoni Amici
07. Sciarrone, Che Dice Il Cavalier?
08. Orsu, Tosca, Parlate
09. Floria! Amore
10. Salvatelo! Lo? Voi!
11. Se La Giurata Fede Debbo Tradir-Gia Mi Struggea L’Amor
12. Come Tu Mi Odi!
13. Vissi d’Arte
14. Vedi, Le Man Giunte Io Stendo a Te!
15. Io Tenni La Promessa
16. Tosca, Finalmente Mia!
17. Or Gli Perdono!
18. Andante Sostenuto-Lo De’ Sospiri (3º ato)
19. Lento
20. Largo-Mario Cavaradossi? a Voi
21. e Lucevan Le Stelle
22. Moderato Con Moto-Ah! Franchigia a Floria Tosca
23. O Dolci Mani Mansuete e Pure
24. Senti, L’Ora e Vicina
25. Amaro Sol Per Te M’Era Il Morire
26. e Non Giungono
27. Com’e Lunga L’Attesa!
28. Presto! Su, Mario!

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Tito Gobbi, barítono
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Victor de Sabata, regente
Agosto de 1953, Milão

Só para os gulosos! BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 698Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 21-31 de 70: Luigi Cherubini (1760-1842), Gasparo Spontini (1774-1851), Giacomo Meyerbeer (1791-1864), Gioachino Rossini (1792-1868), Vincenzo Bellini (1801-1835), Giuseppe Verdi (1813-1901), Léo Delibes (1836-1891), Arrigo Boito (1842-1918), Alfredo Catalani (1854-1893), Giacomo Puccini (1858-1924), Francesco Cilea (1866-1950) e Umberto Giordano (1867-1948) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Terceira das sete terças-feiras (ops, hoje é quarta) que postamos essa coleção show de bola das gravações em estúdio de Maria Callas.

E… Meu Deus! Não consigo dizer que este grupeto de dez CDs é melhor que o anterior ou o próximo! Tem tanta coisa embasbacadora nessa coleção…

Pra não sair da rotina dessa série, só tem peso-pesado nas peças de hoje: temos o felicíssimo encontro de Callas com Karajan, na Madame Butterfly de Puccini, além das regências inspiradas de Tulio Serafin e as vozes marcantes dos tenores: Gedda, Di Stefano e Tucker dão show, show esse compartilhado/ofuscado por Gobbi (barítono) e Rossi-Lemeni (baixo).

Callas cintila, soberba, tanto nas óperas como nos três álbuns de árias nos quais resgata e apresenta outros compositores não tão conhecidos intercalados aos famosos. As óperas de hoje estão no topo da lista das mais necessárias, das básicas que todo iniciante no meio operístico deve conhecer e todo experiente deve revisar: Il Turco in Italia, Madama Butterfly, Aida e Rigoletto.

Ouça! Está do caraglio hoje! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta Oh, mio babbino caro, da ópera Gianni Schicchi, de Puccini (faixa 08 do CD 23):

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 21-22
Gioachino Rossini (1792-1868)
Il turco in Italia (2 CDs)

CD 21
01. Sinfonia
02. Nostra Patria e Il Mondo Intero (1º Ato)
03. Ho Da Fare Un Dramma Buffo
04. Ah! Se Di Questi Zingari L’Arrivo
05. Vado In Traccia Di Una Zingara
06. Chi Vuol Farsi Astrologar?
07. Ah, Mia Moglie, San Chi Sono
08. Non Si Da Follia Maggiore
09. Voga, Voga, A Terra, A Terra
10. Bella Italia, Alfin Ti Miro
11. Serva…Servo
12. Amici…Soccorretemi
13. Un Marito-Scimunito!
14. Ola, Tosto Il Caffe. Sedete
15. Siete Turchi, Non VI Credo
16. Lo Stupisco, Mi Sorprende
17. Come! Si Grave Scorno Soffrir Potete In Pace?
18. Un Vecchio Far Non Puo Maggior Follia
19. Per Piacere Alla Signora
20. No, Mia Vita, Mio Tesoro
21. Gran Meraviglie
22. Per La Fuga e Tutto Lesto
23. Perche Mai Se Son Tradito
24. Evviva d’Amore Il Foco Vitale
25. Chi Servir Non Brama Amor S’Allontani
26. Qui Mia Moglie Ha Da Venire
27. Ah! Che Il Cor Non M’Ingannava
28. Vada Via, Si Guardi Bene Di Cercar L’Amante Mio

CD 22
01. A Proposito, Amico (2º Ato)
02. d’un Bell’ Usodi Turchia
03. Se Fiorilla Di Vender Bramate
04. Non V’e Piacer Perfetto Se Nol Procura Amor
05. Che Turca Impertinente!
06. Credete Alle Femmine Che Dicon d’Amarvi!
07. In Italia Certamente Non Si Fa L’Amor Cosi
08. Fermate…Cosa C’e?
09. E Selim Non Si Vede!
10. Oh! Guardate Che Accidente!
11. Dunque Seguitemi
12. Questo Vecchio Maledetto
13. Si, Mi e Forza Partir
14. Son La Vite Sul Campo Appassita
15. Rida A Voi Sereno Il Cielo
16. Restate Contenti

Maria Callas, soprano
Nicolai Gedda, tenor
Nicola Rossi-Lemeni, baixo
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Gianandrea Gavazzeni, regente
Setembro de 1954, Milão

CD 23
Giacomo Puccini (1858-1924)
Puccini Arias (1 CD)

01. Manon Lescaut – In Quelle Trine Morbide
02. Manon Lescaut – Sola, Perduta, Abbandonata
03. Madama Butterfly – Un Bel Di Vedremo
04. Madama Butterfly – Con Onor Muore
05. La Bohème – Si. Mi Chiamano Mimi
06. La Bohème – Donde Lieta Usci
07. Suor Angelica – Senza Mamma
08. Gianni Schicchi – O Mio Babbino Caro
09. Turandot – Signore, Ascolta!
10. Turandot – In Questa Reggia
11. Turandot – Tu Che Di Gel Sei Cinta

Maria Callas, soprano
Philharmonia
Tullio Serafin, regente
Setembro de 1954, Londres

CD 24
Lyric and Coloratura Arias (1 CD)

Francesco Cilea (1866-1950)
01. Adriana Lecouvreur – Ecco: Respiro Appena. Lo Son L’Umile Ancella
02. Adriana Lecouvreur – Poveri Fiori
Umberto Giordano (1867-1948)
03. Andrea Chénier – La Mamma Morta
Alfredo Catalani (1854-1893)
04. La Wally – Ebben? Ne Andro Lontana
Arrigo Boito (1842-1918)
05. Mefistofele – L’Altra Notte In Fondo Al Mare
Gioachino Rossini (1792-1868)
06. Il barbiere di Siviglia – Una Voce Poco Fa
Giacomo Meyerbeer (1791-1864)
07. Dinorah – Ombra Leggera
Léo Delibes (1836-1891)
08. Lakmé – Dov’e L’Indiana Bruna?
Giuseppe Verdi (1813-1901)
09. I vespri siciliani – Merce, Dilette Amiche

Maria Callas, soprano
Philharmonia
Tullio Serafin, regente
Setembro de 1954, Londres

CD 25
Callas at La Scala (1 CD)

Luigi Cherubini (1760-1842)
01. Medea – Dei Tuoi Figli
Gasparo Spontini (1774-1851)
02. La Vestale – Tu Che Invoco
03. La Vestale – O Nume Tutelar
04. La Vestale – Caro Oggetto
Vincenzo Bellini (1801-1835)
05. La sonnambula – Compagne, Teneri Amici…Come Per Me Sereno
06. La sonnambula – Oh! Se Una Volta Sola…Ah! Non Credea Mirarti…Ah! Non Giunge

Maria Callas, soprano
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Junho de 1955, Milão

CD 26, 27
Giacomo Puccini (1858-1924)
Madama Butterfly (2 CDs)

CD 26
01. E Soffitto…E Pareti (1º Ato)
02. Questa e La Cameriera
03. Dovunque Al Mondo
04. Quale Smania VI Prendre!
05. Quanto Cielo! Ancora Un Passo Or Via
06. Gran Ventura
07. L’Imperial Commissario
08. Vieni, Amor Mio!
09. Leri Son Salita Tutta Sola
10. Ed Eccoci In Famiglia
11. Vieni La Sera
12. Bimba Dagli Occhi Pieni Di Malia
13. Vogliatemi Bene, Un Bene Piccolino
14. E Lzaghi Ed Izanami (2º Ato)
15. Un Bnel Di Vedremo
16. C’e. Entrate
17. Non Io Sapete Insomma

CD 27
01. A Voi Pero Giurerei Fede Costante
02. Ora A Noi
03. E Questo? E Questo?
04. Che Tua Madre Dovra
05. Io Scendo Al Piano
06. Vespa! Rospo Maledetto!
07. Una Nave Da Guerra
08. Scuoti Quella Fronda Di Ciliegio
09. Or Vienmi Ad Adornar
10. Coro A Bocca Chiusa
11. Oh Eh! Oh Eh! Oh Eh! (3º Ato)
12. Gia Il Sole!
13. Povera Butterfly!
14. Io So Che Alle Sue Pene
15. Addio, Fiorito Asil
16. Glielo Dirai?
17. Che Vuol Da Me?
18. Come Una Mosca Prigioniera
19. Con Onor Muore

Maria Callas, soprano
Nicolai Gedda, tenor
Lucia Danielli, mezzo soprano
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Herbert von Karajan, regente
Agosto de 1955, Milão

CD 28, 29
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Aida (2 CDs)

CD 28
01. Preludio
02. Si, Corre Voce Che L’Etiope Ardisca (1º Ato)
03. Se Quel Guerriero Io Fossi!
04. Celeste Aida
05. Quale Insolita Gioia Nel Tuo Sguardo!
06. Vieni, O Diletta, Appressati
07. Alta Cagion V’Aduna
08. Su! Del Nilo Al Sacro Lido
09. Ritorna Vincitor!
10. Possente Ftha…Tu Che Dal Nulla Hai Tratto
11. Immenso Ftha! …Mortal, Diletto Ai Numi
12. Nume, Custode E Vindice
13. Chi Mai Fra Gl’ Innie I Plausi (2º Ato)
14. Danza Degli Schiavi Mori
15. Vieni, Sul Crin Ti Piovano
16. Fu La Sorte Dell’ Armia’ Tuoi Funesta
17. Pieta Ti Prenda Del Mio Dolor
18. Su! Del Nilo Al Sacro Lido…Numi, Pieta
19. Gloria All’ Egitto,ad Iside
20. Marcia Trionfale
21. Ballabile
22. Vieni, O Guerriero Vindice

CD 29
01. Salvator Della Patria
02. Che Veggo! Egli? Mio Padre! Anch’io Pugnai…Ma Tu, Re, Tu Signore Possente
03. Il Dolor Che In Quel Volto Favella
04. O Re, Pei Sacri Numi…Gloria All’ Egitto
05. O Tu Che Sei d’Osiride (3º Ato)
06. Vieni d’Iside Al Tempio
07. Qui Radames Verra!
08. O Patria Mia
09. Ciel! Mio Padre!
10. Rivedrai Le Foreste Imbalsamate
11. Pur Ti Riveggo, Mia Dolce Aida
12. Nel Fiero Anelito Di Nuova Guerra
13. Fuggiam Gli Ardori Inospiti…La, Tra Foreste Vergini
14. Ma Dimmi: Per Qual Via
15. L’Aborrita Rivale A Me Sfuggia (4º Ato)
16. Gia I Sacerdoti Adunansi
17. Ohime! Morir Mi Sento!
18. Spirto Del Nume
19. A Lui Vivo, La Tomba…Sacerdoti: Compiste Un Delitto!
20. La Fatal Pietra Sovra Me Si Chiuse
21. Vedi? Di Morte L’Angelo…Immenso Ftha
22. O Terra, Addio

Maria Callas, soprano
Richard Tucker, tenor
Fedora Barbieri, mezzo soprano
Tito Gobbi, barítono
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Agosto de 1955, Milão

CDs 30-31
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Rigoletto (2 CDs)

CD 30
01. Preludio
02. Della Mia Bella Incognita Borghese (1º Ato)
03. Questa O Quella
04. Partite? Crudele!
05. In Testa Che Avete
06. Gran Nuova! Gran Nuova!
07. Ch’io Gli Parli
08. O Tu Che La Festa Audace
09. Quel Vecchio Maledivami!
10. Pari Siamo!
11. Figlia! Mio Padre!
12. Ah, Veglia, O Donna
13. Giovanna, Ho Dei Rimorsi
14. E Il Sol Del’ Anima
15. Addio! Speranza Ed Anima
16. Gualtier Malde! Silenzio!
17. Riedo! …Perch?? …Silenzio
18. Zitti, Zitti, Moviamo A Vendetta
19. Soccorso, Padre Mio!

CD 31
01. Ella Mi Fu Rapita! (2º Ato)
02. Parmi Veder Le Lagrime
03. Duca, Duca! Ebben?
04. Povero Rigoletto!
05. Cortigiani, Vil Razza Dannata
06. Mio Padre! Dio! Mia Gilda!
07. Tutte Le Feste Al Tempio
08. Compiuto Pur Quanto
09. Si, Vendetta, Tremenda Vendetta
10. E L’Ami? (3º Ato)
11. La Donna e Mobile
12. Un Di, Se Ben Rammentomi
13. Bella Figlia Dell’ Amore
14. Venti Scudi Hai Tu Detto?
15. E Amabile Invero
16. Della Vendetta Alfin Giunge L’Istante!
17. Chi Mai, Chi e Qui In Sua Vece?

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Tito Gobbi, barítono
Coro e Orchestra della Scala di Milano
Tullio Serafin, regente
Setembro de 1955, Milão

Só para os gulosos!
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POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 32-41 de 70: Gioachino Rossini (1792-1868), Vincenzo Bellini (1801-1835), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Giacomo Puccini (1858-1924) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uhú! Quarta das sete terças-feiras que postamos essa coleção show de bola das gravações em estúdio de Maria Callas.

Como hoje está uma correria, apelei e colei abaixo um trecho do Wikipedia que fala de Callas. Achei-o bem correto na análise:
Callas possuía uma voz poderosa e amplitude fora do comum. Isto permitia à cantora abordar papéis desde o alcance do mezzo-soprano até o do soprano coloratura. Com domínio perfeito das técnicas do canto lírico, possuía um repertório incrivelmente versátil, que incluía obras do bel canto (Lucia di Lammermoor, Anna Bolena, Norma), de Verdi (Un ballo in maschera, Macbeth, (La Traviata) e do verismo italiano (Tosca), e até mesmo Wagner (Tristan und Isolde, Die Walküre).
Apesar destas características, Callas entrou para a história da ópera por suas inigualáveis habilidades cênicas. Levando à perfeição a habilidade de alterar a “cor” da voz com o objetivo de expressar emoções, e explorando cada oportunidade de representar no palco as minúcias psicológicas de suas personagens, Callas mostrou que era possível imprimir dramaticidade mesmo em papéis que exigiam grande virtuosismo vocal por parte do intérprete – o que usualmente significava, entre as grandes divas da época, privilegiar o canto em detrimento da cena.
Muitos consideram que seu estilo de interpretação imprimiu uma revolução sem precedentes na ópera. Segundo este ponto de vista, Callas seria tributária da importância que assumiram contemporaneamente os aspectos cênicos das montagens. Em particular, é claramente perceptível desde a segunda metade do século XX uma tendência entre os cantores em favor da valorização de sua formação dramatúrgica e de sua figura cênica – que se traduz, por exemplo, na constante preocupação em manter a forma física. Em última análise, esta tendência foi responsável pelo surgimento de toda uma geração de sopranos que, graças às suas habilidades de palco, poderiam ser considerados legítimos herdeiros de Callas, tais como Joan Sutherland ou Renata Scotto.

Callas, nos anos dessas gravações, em fins dos anos 1950, estava no seu auge vocal e cênico, e sempre muito bem acompanhada nas orquestreas e nos duetos, como neste Trovatore de hoje, com Di stefano. Ainda temos o prazer de vê-la representando divinamente em La bohème, Un ballo in maschera, Il barbiere di Siviglia e La Sonnambula. Grandes jóias!
Preciso ir-me. O meu tempo acabou. Eu volto na quinta com Carlos Gomes e terça que vem, com Callas de novo…

Ouça! Como está bom! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta “D’amor sull’ali rosee”, de Il Trovatore, de Verdi (faixa 10 do CD 33):
http://www.youtube.com/watch?v=Yf15oAdOPHs

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 32-33
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Il trovatore (2 CDs)

CD 32
01. All’ Erta! All’ Erta! (1º Ato)
02. Di Due Figli Vivea Padre Beato
03. Abbietta Zingara, Fosca Vegliarda!
04. Brevi E Tristi Giorni Visse
05. Sull’ Orlo Dei Tetti
06. Che Piu T’Arresti?
07. Tacea La Notte Placida
08. Quanto Narrasti Di Turbamento M’ha Piena L’Alma!
09. Di Tale Amor
10. Tace La Notte!
11. Il Trovator! Io Fremo! …Deserto Sulla Terra
12. Anima Mia! …Più Dell’ Usato
13. Di Geloso Amor Sprezzato
14. Vedi! Le Fosche Notturne (2º Ato)
15. Stride La Vampa!
16. Mesta e La Tua Canzon!
17. Soli Or Siamo
18. Condotta Ell’ Erain Ceppi
19. Non Son Tuo Figlio!
20. Mal Reggendo All’ Aspro Assalto
21. L’Usato Messo Ruiz Invia! …Mi Vendica!
22. Perigliarti Ancor Languente
23. Tutto e Deserto
24. Il Balen Del Suo Sorriso
25. Qual Suono! Oh Ciel!
26. Per Me Ora Fatale
27. Ah! Se L’Error T’Ingombra
28. Perchè Piangete? …O Dolci Amiche
29. E Deggio E Posso Crederlo?

CD 33
01. Or Co’ Dadi,ma Fra Poco (3º Ato)
02. In Braccio Al Mio Rival!
03. Giorni Poveri Vivea
04. Deh! Rallentate, O Barbari
05. Quale d’Armi Fragor
06. Ah Si, Ben Mio, Coll’ Essereio Tuo
07. L’Onda De’ Suoni Mistici Pura Discendaal Cor!
08. Di Quella Pira, L’Orrendo Foco
09. Siam Giunti_ Ecco La Torre (4º Ato)
10. d’Amor Sull’ Ali Rosee
11. Miserere…Quel Suon, Quelle Preci
12. Di Te, Di Te Scordarmi Di Te
13. Udiste?
14. Mira, d’Acerbe Lagrime
15. Conte! Nè Basti!
16. Colui Vivra…Vivra! Contende Il Giubilo
17. Madre, Non Dormi?
18. Si, La Stanchezza M’Opprime
19. Ai Nostri Monti Ritorneremo
20. Che! Non M’Inganna
21. Parlar Non Vuoi? …Ha Quest’ Infamel’ Amor Venduto
22. Ti Scosta!
23. Prima Che d’Altri Vivere

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Rolando Panerai, baritono
Fedora Barbieri, mezzo soprano
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Herbert von Karajan, regente
Milão, Agosto de 1956

CDs 34-35
Giacomo Puccini (1858-1924)
La bohème (2 CDs)

CD 34
01. Questo Mar Rosso Mi Ammollisce E Assidera (1º Ato)
02. Abbasso, Abbasso L’Autor!
03. Si Puo? …Chi e La?
04. Al Quartiere Latin Ci Attendre Momus
05. Non Sono In Vena
06. Che Gelida Manina!
07. Si. Mi Chiamano Mimi
08. Ehi! Rodolfo! …O Soave Fanciulla
09. Aranci, Datteri! (2º Ato)
10. Chi Guardi? Odio Il Profano Volgo
11. Beviam…Ch’io Beva Del Tossico!
12. Quando Men’vo
13. Chi L’ha Richiesto? …Vediam

CD 35
01. Ohe, La, Le Guardie…Aprite! (3º Ato)
02. Mimi? ! …Speravo Di Trovarvi Qui
03. Marcello. Finalmente
04. d’Onde Lieta Usci Al Tuo Grido d’Amore
05. Dunque e Proprio Finita?
06. In Un Coupé? …Con Pariglia E Livree (4º Ato)
07. O Mimi, Tu Più Non Torni
08. Che Ora Sia?
09. C’e Mimi…C’e Mimi Che Mi Segue E Che Sta Male
10. Vecchia Zimarra, Senti
11. Schaunard, Ognuno Per Diversa Via
12. Sono Andatl?
13. Oh Dio! Mimi! …Che Avvien?

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Anna Moffo, soprano
Rolando Panerai, baritono
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, agosto-setembro de 1956

CDs 36-37
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Un ballo in maschera (2 CDs)

CD 36
01. Preludio
02. Posa In Pace, A’Bei Sogni Ristora (1º Ato)
03. S’Avanza Il Conte
04. La Rivedra Nell’ Estasi
05. Il Cenno Mio Di La Con Essi Attendi
06. Alla Vita Che T’Arride
07. Il Primo Giudice
08. Volta La Terrea
09. Ogni Cura Si Doni Al Diletto
10. Zitti…L’Incanto Non Dessi Turbare…Re Dell’ Abisso, Affrettati – Verdi, Giuseppe
11. Arrivo Il Primo! E Lui, e Lui!
12. Su, Fatemi Largo, Saper Vo’il Mio Fato
13. Rallegrati Omai
14. Che V’Agita Cosi?
15. Della Citta All’ Occaso
16. Consentimi, O Signore
17. Figlia d’Averno, Schiudi La Chiostra
18. Su, Profetessa, Monta Il Treppie
19. Di’tu Se Fedele
20. Chi Voi Siate, L’Audace Parola
21. E Scherzo Od e Follia
22. Finisci Il Vaticinio
23. Preludio (2º Ato)
24. Ecco L’Orrido Campo Ove S’Accoppia
25. Ma Dall’ Arido Stelo Divulsa
26. Teco Io Sto
27. Nonm Sai Tu Che Se L’Anima Mia
28. Oh, Qual Soave Brivido

CD 37
01. Ahime! S’Appressa Alcun
02. Amico, Gelosa T’Affido Una Cura
03. Odi Tu Come Fremono Cupi
04. Seguitemi
05. Ve’ ,sedi Notte Qui Colla Sposa
06. A Tal Colpa e Nulla Il Pianto (3º Ato)
07. Morro, Ma Prima In Grazia
08. Alzati! La Tuo Figlio
09. Eri Tu Che Macchiavi Quell’ Anima…o Dolcezze Perdute!o Memorie
10. Siam Soli. Udite
11. Dunque L’Onta Di Tutti Sol Una
12. d’Una Grazia VI Supplico
13. Qual e Dunque L’Eletto? …Ah! Del Conte La Morte Si Vuole!
14. Il Messaggio Entri
15. Ah! Di Che Fulgor, Che Musiche
16. Forse La Soglia Attinse
17. Ma Se M’e Forza Perderti
18. Ah! Dessa e La
19. Fervono Amori E Danze
20. Saper Vorreste Di Che Si Veste
21. Fervono Amori E Danza
22. Ah! Perchè Qui! Fuggite
23. E Tu Ricevi Il Mio!
24. Ella e Pura: In Braccio A Morte

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Tito Gobbi, baixo
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, setembro de 1956

СDs 38-39
Gioachino Rossini (1792-1868)
Il barbiere di Siviglia (2 CDs)

CD 38
01. Ouverture
02. Piano, Pianissimo, Senza Parlar (1º Ato)
03. Ecco Ridente In Cielo
04. Ehi, Fiorello?
05. Mille Grazie, Mio Signore
06. Gente Indiscreta!
07. La Ran La Le Ra, La Ran La La. Largo Al Factotum
08. Ah, Che Bella Vita!
09. Se Il Mio Nome Saper Voi Bramate
10. Oh, Cielo!
11. All’ Ideadi Quel Metallo
12. Piano, Piano…Un’ Altra Idea!
13. Oh, Il Meglio
14. Ah, Che d’Amore La Fiamma
15. Una Voce Poco Fa
16. Si, Si, La Vincero
17. Ah, Disgraziato Figaro!
18. Ah! Barbiere d’Inferno
19. La Calunnia e Un Venticello
20. Ah! Che Ne Dite?
21. Ma Bravi! Ma Benone!
22. Dunque Io Son
23. Fortunati Affetti Miei
24. Ora Mi Sento Meglio
25. A Un Dottor Della Mia Sorte

CD 39
01. Finora In Questa Camera
02. Ehi, Di Casa, Buona Gente
03. Ah, Venisse, Il Caro Oggetto
04. Dunque, Lei Vuol Battaglia?
05. Che Cosa Accadde, Signori Miei
06. Fermi Tutti, Nessun Si Muova
07. Fredda Ed Immobile
08. Ma Signor…Ma Un Dottor
09. Ma Vedi Il Mio Destino! (2º Ato)
10. Pace E Gioia Sia Con Voi
11. Insomma, Mio Signore, Chi e Lei
12. Venite, Signorina
13. Contro Un Cor Che Accende Amore
14. Bella Voce! Bravissima!
15. Quando Mi Sei Vicina
16. Bravo, Signor Barbiere, Ma Bravo!
17. Don Basilio! …Cosa Veggo!
18. Buona Sera, Mio Signore
19. Orsu, Signor Don Bartolo
20. Che Vecchio Sospettoso!
21. Il Vecchiotto Cerca Moglie
22. Temporale
23. Alfine Eccoci Qua
24. Ah, Qual Colpo Inaspettato!
25. Zitti, Zitti, Piano, Piano
26. Ah, Disgraziati Noi!
27. Insomma Io Ho Tutti I Torti
28. Di Si Felice Innesto

Maria Callas, soprano
Luigi Alva, tenor
Tito Gobbi, baixo
Philharmonia Orchestra
Alceo Galliera, regente
Londres, fevereiro de 1957

CDs 40-41
Vincenzo Bellini (1801-1835)
La sonnambula (2 CDs)

CD 40
01. Viva! Viva Amina! …Tutto e Gioia, Tutto e Festa (1º Ato)
02. In Elvezia Non V’ha Rosa
03. Care Compagne
04. Come Per Me Sereno…Sempre, O Felice Amina
05. Sovra Il Sen La Man Mi Posa
06. Il Piu Di Tutti, O Amina
07. Perdona, O Mia Diletta
08. Prendi: L’Anel Ti Dono
09. Scritti Nel Ciel Gia Sono…Ah! Vorrei Trovar Parole
10. Domani, Appena Aggiorni
11. Come Noioso E Lungo Il Cammin…VI Ravviso, O Luoghi Ameni…E Gentil, Leggiadra Molto
12. Contezza Del Paese
13. A Fosco Cielo, A Notte Bruna
14. Basta Cosi. Ciascuno Si Attenga
15. Elvino! E Me Tu Lasci
16. Son Geloso Del Zefiro Errante
17. Davver, Non Mi Dispiace
18. Che Veggio?
19. O Ciel! Che Tento?
20. Osservate: L’Uscio e Aperto
21. E Menzogna
22. d’un Pensiero E d’un Accento
23. Non Più Nozze

CD 41
01. Qui La Selva e Più Folta Ed Ombrosa (2º Ato)
02. Reggimi, O Buona Madre
03. Vedi, O Madre…e Afflitto E Mesto
04. Viva Il Conte!
05. Ah! Perchè Non Posso Odiarti
06. E Fia Pur Vero, Elvino
07. Signor Conte, Agli Occhi Miei
08. Signor? …Che Creder Deggio?
09. Oh! Se Una Volta Sola
10. Ah! Non Credea Mirarti
11. No, Più Non Reggo
12. Ah! Non Giunge Uman Pensiero

Maria Callas, soprano
Eugenia Ratti, soprano
Fiorenza Cossotto, mezzo soprano
Nicola Monti, tenor
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Antonino Votto, regente
Milão, março de 1957

Só para os gulosos!
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POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 42-51 de 70: Luigi Cherubini (1760-1842), Gaetano Donizetti (1797-1848), Vincenzo Bellini (1801-1835), Ambroise Thomas (1811-1896), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Giacomo Puccini (1858-1924) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quinta das sete terças-feiras que postamos essa coleção show de bola das gravações em estúdio de Maria Callas.

Esta semana está sensacional! é difícil não ficar meio abobado. Callas está potentíssima na escura Turandot, dramática em Manon Lescaut, brilhante em Medea e fantástica em Lucia de Lamermoor! Além de encantar em um CD exclusivo de árias de Verdi e arrepiar num álbum apenas de cenas de loucura. Passional como era, e como pouquíssimas foram, suas interpretações são geniais. Nem tenho muito o que falar. Só peço que a ouça!

Ouça! Ouça! Está fenomenal! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta a Cena da Loucura de Lucia de Lamermoor, de Gaetano Donizetti (faixa 01 do CD 49 e 16 do 51):

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 42-43
Giacomo Puccini (1858-1924)
Turandot (2 CDs)

CD 42
01. Popolo Di Pekino! (1º Ato)
02. Padre! Mio Padre!
03. Perduta La Battaglia
04. Gira La Cote! Gira!
05. Perche Tarda La Luna?
06. La, Sui Monti Dell’ Est
07. O Giovinetto!
08. Figlio, Che Fai?
09. Fermo! Che Fai? T’Arresta!
10. Silenzio, Ola!
11. Guardalo, Pong!
12. Non Indugiare!
13. Signore, Ascolta!
14. Non Piangere, Liu!
15. Ah! Per L’Ultima Volta!
16. Ola, Pang! Ola, Pong! (2º Ato)
17. O Cina, O Cina
18. Ho Una Casa Nell’ Honan
19. O Mondo, Pieno Di Pazzi Innamorati!
20. Addio, Amore!
21. Noi Si Sogna
22. Gravi, Enormi Ed Imponenti
23. Un Giuramento Atroce Mi Costringe
24. Diecimila Anni Ai Nostro Imperatore!
25. In Questa Reggia
26. Straniero, Ascolta! Nella Cupa Notte
27. Guizza Al Pari Di Fiamma
28. Gelo Che Ti Da Foco
29. Gloria, O Vincitore!
30. Figlio Del Cielo!
31. Tre Enigmi M’Hai Proposto!
32. Ai Tuoi Piedi Ci Prostriam

CD 43
01. Cosi Comanda Turandot (3º Ato)
02. Nessun Dorma!
03. Tu Che Guardi Le Stelle
04. Principessa Divina!
05. Quel Nome!
06. L’Amore? …Tanto Amore, Segreto E Inconfessato
07. Tu, Che Di Gel Sei Cinta
08. Li?…Bonta!
09. Principessa Di Morte!
10. Che e Mai Di Me? Perduta!
11. Del Primo Pianto, Si…La Mia Gloria e Il Tuo Amplesso!
12. Diecimila Anni Al Nostro Imperatore!

Maria Callas, soprano
Elisabeth Schwarzkopf
Eugenio Fernandi
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Tullio Serafin, regente
Milão, julho de 1957

CDs 44-45
Giacomo Puccini (1858-1924)
Manon Lescaut (2 CDs)

CD 44
01. Ave, Sera Gentile (1º Ato)
02. Tra Voi, Belle, Brune E Bionde
03. Ma Bravo!
04. Discendono, Vediam!
05. Cortese Damigella, Il Priego Mio Accettate
06. Donna Non Vidi Mai
07. La Tua Ventura Ci Rassicura
08. La Tua Proserpina Di Resisterti
09. Vedete? Io Son Fedele Ale Parola Mia
10. Non C’e Piu Vino?
11. Cavalli Pronti Avete?
12. Dispettosetto Questo Riccio! (2º Ato)
13. Sei Splendida E Lucente!
14. In Quelle Trine Morbide
15. Poiche Tu Vuoi Saper
16. Che Ceffi Son Costor?
17. Paga Costor!
18. VI Prego, Signorina
19. Oh, Saro La Piu Bella!
20. Ah! …Affe, Madamigella
21. Ah, Manon, Mi Tradisce
22. Lescaut! …Tu Qui?

CD 45
01. Intermezzo
02. Ansia Eterna, Crudel (3º Ato)
03. Manon! …Des Grieux!
04. All’ Armi! All’ Armi!
05. Il Passo M’Aprite!
06. Rosetta!
07. Presto In Fila! Marciate!
08. Ah, Non V’Avvicinate! …Come Io Piango Ed Imploro
09. Tutta Su Me Ti Posa (4º Ato)
10. Manon, Senti, Amor Mio! …Vedi, Son Io Che Piango
11. E Nulla! Nulla!
12. Sola, Perduta, Abbandonata

Maria Callas, soprano
Giuseppe di Stefano, tenor
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Tullio Serafin, regente
Milão, julho de 1957

CDs 46-47
Luigi Cherubini (1760-1842)
Medea (2 CDs)

CD 46
01. Sinfonia
02. Che? Quando Gia Corona Amor (1º Ato)
03. O Amore, Vieni A Me!
04. No, Non Temer
05. O Bella Glauce
06. Colco! Pensier Fatal!
07. Or Che Piu Non Vedro
08. Ah, Gia Troppo Trubo
09. Pronube Dive
10. Signor! Ferma Una Donna
11. Qui Tremar Devi Tu
12. Taci, Giason
13. Dei Tuoi Figli La Madre
14. Son Vane Qui Minacce
15. Nemici Senza Cor – Cherubini, Luigi

CD 47
01. Introduzione (2º Ato)
02. Soffrir Non Posso
03. Date Almen Per Pieta
04. Medea, O Medea!
05. Solo Un Pianto Con Te Versare
06. Creonte A Me Solo Un Giorno Da?
07. Figli Miei, Miei Ascolto
08. Hai Dato Pronto Ascolto
09. Ah! Triste Canto! …Dio Dell’ Amor!
10. Introduzione (3º Ato)
11. Numi, Venite A Me
12. Del Fiero Duol Che Il Cor Mi Frange
13. Neris, Che Hai Fatto
14. E Che? Io Son Medea!

Maria Callas, soprano
Renata Scotto
Mirto Picchi
Coro e Orchestra della Scalla di Milano
Tullio Serafin, regente
Milão, setembro de 1957

CD 48
Árias de Verdi I (vol. 1 de 3) (1 CD)
Giuseppe Verdi (1813-1901)

01. Macbeth – Nel Di Della Vittoria…Vieni! T’Affretta
02. Macbeth – La Luce Langue
03. Macbeth – Una Macchia e Qui Tuttora
04. Nabucco – Ben Io T’Invenni…Anch’io Dischiuso Un Giorno
05. Ernani – Surta e La Notte…Ernani, Ernani, Involami
06. Don Carlo – Tu Che Le Vanita

Maria Callas, soprano
Philharmonia
Nicola Rescigno, regente
Londres, setembro de 1958

CD 49
Cenas de Loucura

Gaetano Donizetti (1797-1848)
01. Lucia de Lamermoor- Piangete Voi? …Al Dolce Guidami Castel Natio
Ambroise Thomas (1811-1896)
02. Hamlet – A Vos Jeux…Partagez-Vous Mes Fleurs…Et Maintenant écoutez Ma Chanson –
Vincenzo Bellini (1801-1835)
03. Il Pirata – Oh! S’io Potessi…Col Sorriso d’Innocenza

Maria Callas, soprano
Philharmonia
Nicola Rescigno, regente
Londres, setembro de 1958

CDs 50-51
Gaetano Donizetti (1797-1848)
Lucia di Lammermoor (2 CDs)

CD 50
01. Preludio
02. Percorrete…Percorriamo Le Spiagge Vicine (1º Ato)
03. Tu Sei Turbato! …E N’ho Ben d’Onde
04. Cruda, Funesta Smania
05. Il Tuo Dubbio e Omai Certezza…Come Vinti Da Stanchezza
06. La Pietade In Suo Favore
07. Ancor Non Giunse?
08. Regnava Nel Silenzio Alta La Notte E Bruna
09. Quando Rapito In Estasi
10. Egli S’Avanza…Lucia, Perdona Se Ad Ora Inusitata
11. Sulla Tomba Che Rinserra Il Tradito Genitore
12. Qui Di Sposa Eterna Fede…Ah, Soltanto Il Nostro Foco
13. Ah, Talor Del Tuo Pensiero Venga Un Foglio Messaggero
14. Verranno A Te Sull’ Aure I Miei Sospiri Ardenti

CD 51
01. Lucia Fra Poco A Te Verra…Tremante L’Aspetto (2º Ato)
02. Appressati, Lucia…Il Palor Funesto, Orrendo
03. Soffriva Nel Pianto…Un Folle T’Accese
04. Che Fia? Suonar Di Giubilo
05. Se Tradirmi Tu Potrai…Tu Che Vedi Il Pianto Mio
06. Per Te d’Immenso Giubilo…Per Poco Fra Le Tenebre Spari La Vostra Stella
07. Dov’e Lucia? …Qui Giungere Or La Vedrem
08. Piange La Madre Estinta
09. Chi Mi Frena In Tal Momento
10. T’Allontana, Sciagurato…Rispettate In Me Di Dio
11. Sconsigliato! In Queste Porte Chi Ti Guida?
12. Esci, Fuggi, Il Furor Che Mi Accende
13. d’Immenso Giubilo S’Innalzi Un Grido (3º Ato)
14. Dalle Stanze Ove Lucia Tratta Avea Col Suo Consorte
15. Oh! Qual Funesto Avvenimento!
16. Il Dolce Suono Mi Colpi Di Sua Voce! …Ardon Gli Incensi
17. Spargi d’Amaro Pianto
18. Tombe Degli Avi Miei
19. Fra Poco A Me Ricovero Dara Negletto Avello
20. Oh, Meschina! Oh, Fato Orrendo!
21. Tu Che A Dio Spiegasti L’Ali

Maria Callas, soprano
Ferruccio Tagliavini
Piero Cappuccilli
Philharmonia Chorus & Orchestra
Tullio Serafin, regente
Londres, março de 1959

Só para os gulosos! BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 755Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Giacomo Puccini (1858-1924) – La Boheme – Netrebko – Villazon

Esta é a minha ópera pucciniana favorita e “Che Gelida Manina” é a minha ária favorita no universo da ópera. Se for fazer uma comparação com a “Tosca”, diria que já a ouvi algumas dezenas de vezes a mais. Sei lá, por algum motivo o trágico me atrai, e a dor dos personagens me comove. Vá entender… também reconheço que quando ouvi essa ópera pela primeira vez me encontrava em um momento um tanto quanto delicado de minha vida, morrendo de amores por alguém que até que me dava bola, porém não se decidia na vida. Não, não foi com ela que me casei.
Ouvi muito a Mirela Freni e o Nicolai Gedda cantando essa ópera. Meu velho LP já sumiu nas areias do tempo, e definitivamente a Anna Netrebko, apesar da beleza, deixa muito a desejar no papel da frágil Mimi. O Rodolfo do Villazon tem um pouco mais de personalidade. Pronto, falei… e sei que vou levar pedradas. Justiça se faça: eles podem não ser melhores que a Callas, que a a Freni, que o Pavarotti, ou que o Franco Corelli, mas formam um belíssimo par.
Li na amazon que existem 85 gravações dessa ópera no mercado atualmente. Cacete… e a pergunta do editor era: havia necessidade de mais uma? Não vou entrar no mérito dessa discussão. Com certeza, uma diva no nível da Netrebko precisaria de um registro gravado de sua interpretação, ao vivo, por sinal, e a Deutsche Grammophon não iria permitir essa falha em sua discografia, enfim.
A história de um grupo de amigos em Paris é conhecida, são poetas, pintores, artistas, enfim, que vivem com o pouco que conseguem, e gastam em bebida e mulheres, não necessariamente nessa ordem. O poeta Rodolfo se apaixona pela costureira, a frágil Mimi, sua vizinha, que, num belo dia, bate em sua porta para pedir uma xícara de açuçar. Uma pobre miserável, eu diria. Como se trata de Puccini eles se apaixonam no instante em que se conhecem e o Rodolfo canta a maravilhosa ária “Che Gelida Manina”, e a pobre Mimi se derrete por ele, respondendo com outra obra prima puciniana, “Si, Mi chiamono Mimi”. O resto da ópera traz outros bons momentos, mas esse início é de levar às lágrimas até o mais enrrustido e bruto ser humano.
Ousaria dizer que se o bom Giacomo tivesse composto apenas estas duas árias já teria contribuido muito para a história da música ocidental.
Preparem seus lenços de papel, já que se trata de Puccini é claro que vai ter alguma tragédia no final, e divirtam-se.

Giacomo Puccini (1858-1924) – La Bohème

CD 1

1. La Bohème / Act 1 – “Questo Mar Rosso”
2. La Bohème / Act 1 – Pensier profondo”
3. La Bohème / Act 1 – “Legna!”
4. La Bohème / Act 1 – “Si può”
5. La Bohème / Act 1 – “Io resto”
6. La Bohème / Act 1 – “Chi è là?”
7. La Bohème / Act 1 – “Si sente meglio?”
8. La Bohème / Act 1 – “Che gelida manina”
9. La Bohème / Act 1 – “Sì. Mi chiamano Mimì”
10. La Bohème / Act 1 – “Ehi! Rodolfo!”
11. La Bohème / Act 1 – “O soave fanciulla”
12. La Bohème / Act 2 – “Arranci, datteri!”
13. La Bohème / Act 2 – Chi guardi?
14. La Bohème / Act 2 – “Viva Parpignol”
15. La Bohème / Act 2 – Ch’io beva del tossico!
16. La Bohème / Act 2 – “Quando m’en vo”
17. La Bohème / Act 2 – “Chi l’ha richiesto?…Caro! – Fuori il danaro!”

CD 2

1. La Bohème / Act 3 – “Ohè, là, le guardie!” – “Aprite!”
2. La Bohème / Act 3 – “Sa dirmi, scusi” Anna Netrebko
3. La Bohème / Act 3 – “Mimi!” – “Speravo di trovarvi qui”
4. La Bohème / Act 3 – “Marcello. Finalmente!”
5. La Bohème / Act 3 – “Mimì è una civetta”
6. La Bohème / Act 3 – “Mimì è tanto malata!”
7. La Bohème / Act 3 – “Donde lieta uscì”
8. La Bohème / Act 3 – “Dunque è propio finita!”
9. La Bohème / Act 4 – “In un coupé?”
10. La Bohème / Act 4 – O Mimì, tu più non torni
11. La Bohème / Act 4 – Che ora sia?
12. La Bohème / Act 4 – “Gavotta”
13. La Bohème / Act 4 – “C’è Mimì…”
14. La Bohème / Act 4 – “Vecchia zimarra, senti”
15. La Bohème / Act 4 – “Sono andati”
16. La Bohème / Act 4 – “Che avvien?”
17. La Bohème / Act 4 – “Che ha detto il medico?”

Anna Netrebko
Rolando Villazon
Boaz Daniel
Nicole Cabel
Stephane Degout
Vitaliy Kowaljow

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Bertrand de Billy – Conductor

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FDPBach

Giacomo Puccini (1858-1924) – Tosca

Pretendo postar algumas óperas até o final do ano, se o tempo assim o permitir.
Começo com “Tosca”, a obra prima de Puccini, para desespero do mano PQPBach. Para muitos, a famosa soprano Maria Callas teria sido a principal intérprete do papel, mas a gravação que me veio às mãos foi esta com a soprano russa Galina Vishnevskaya no papel principal, gravação esta muito bem cotada no site da amazon, cujos comentaristas destacam o casal principal de solistas. A curiosidade fica por conta do regente: simplesmente Mstislav Rostropovich, o maior violoncelista do Século XX, que dedicou-se à regência a partir de determinada etapa de sua vida. E como o grande músico que era, também se destacou com a batuta.
Abaixo um resumo da ópera, retirado da Wikipedia:

Ato I
A Igreja de Sant’Andrea della Valle, em Roma

Angelotti acaba de fugir do Castelo de Sant’Angelo. Aterrorizado e ofegante, ele entra na igreja, aparentemente vazia. Sua irmã, a Marquesa Attavanti, está colaborando na sua fuga. Ela entrou na igreja alguns dias antes e, fingindo que rezava, escondeu uma chave aos pés da Madona; é a chave da capela dos Attavanti. Ele recolhe a chave rapidamente, entra na capela, e se esconde. Na igreja há uma grande pintura coberta com um pano, e diversos apetrechos de pintor. Um sacristão entra cantarolando. Sinos badalam, é a hora do Angelus, ele se ajoelha e reza. Chega Cavaradossi, o artista revolucionário esquerdista e voltairiano (adepto de Voltaire), e descobre o quadro no qual está trabalhando: é um retrato de Maria Madalena. O pintor canta enquanto trabalha, e o que ele canta é um hino de amor à arte, à vida, e à sua amante, Floria Tosca, uma cantora de ópera (Recondita armonia). O sacristão se apercebe de que o rosto da mulher que Cavaradossi está pintando é o mesmo de uma dama que veio à igreja rezar no dia anterior. Tendo trazido um cesto com comida e vinho, pergunta ao pintor se ele vai querer comer; ele responde que não está com fome, e despede o sacristão. Angelotti sai da capela e Cavaradossi reconhece seu amigo; os dois partilham os mesmos ideais revolucionários. A conversa dos dois é interrompida pela chegada de Tosca, que entra na igreja gritando “Mario! Mario!” Cararadossi dá o cesto de comida ao amigo e pede a ele que se esconda de novo, por precaução. Tosca pergunta com quem ele estava falando. “Contigo,” diz o pintor. Tosca olha para o quadro e reconhece o modêlo. “É a Attavanti. Ela esteve aqui?” “Eu a vi ontem, mas foi por acaso,” responde Mario. “Ela veio rezar e, sem que ela percebesse, pintei o seu retrato.” Tosca olha para o retrato cheia de ciúmes. A Attavanti tem os olhos azuis, Tosca tem os olhos negros. “Pinta os olhos dela de negro,” diz Tosca. Mario e Tosca cantam um ardente dueto de amor. Cavaradossi pede a ela que vá, porque ele precisa trabalhar. Ainda desconfiada, ela diz: “Mas pinta os olhos dela de negro!” e parte. Angelotti sai do esconderijo, e Cavaradossi lhe diz que a Tosca é bondosa, mas como ela não esconde nada do seu confessor, ele preferiu não contar nada a ela por enquanto, e pergunta a Angelotti qual é o seu plano. Este responde que sua irmã escondeu roupas de mulher para ele sob o altar; assim que escurecer ele as vestirá e fugirá. Cavaradossi oferece a Angelotti esconderijo em sua própria casa. Neste instante, ouve-se um tiro de canhão, vindo do Castelo de Sant’Angelo: a fuga de Angelotti foi descoberta. Angelotti pega as roupas de mulher, ele e Cavaradossi saem da igreja rapidamente; mas Angelotti deixa cair um leque.
O sacristão entra na igreja com um bando de padres, coroinhas e membros do coro, fazendo algazarra e em grande alegria: parece que Napoleão foi derrotado. Vai haver uma grande festa esta noite, com fogos de artifício e uma cantata no Palazzo Farnese com Floria Tosca. Chega Scarpia, acompanhado de Spoletta e vários policiais. Interroga o sacristão: “Um prisioneiro de estado acaba de fugir do Castelo de Sant’Angelo. Está escondido aqui?” Neste instante, Tosca entra na igreja para avisar Cavaradossi que não poderá estar com ele esta noite devido ao espetáculo no Palazzo Farnese. Enquanto seus homens revistam a igreja, Scarpia dirige-se a Tosca. “Permita-me cumprimentá-la, madame, eu sou seu admirador,” diz ele, beijando a mão da famosa diva. “Admiro suas virtudes. São raras as cantoras de ópera que vêm à igreja rezar. Pelo menos a Senhora não faz como certas damas, que entram na igreja para namorar pintores,” diz ele, apontando para o retrato da Attavanti. “O que está dizendo?” indaga Tosca, atônita. “Tem provas?” “Por acaso isto é apetrecho de pintor?” diz Scarpia, mostrando a ela o leque com a insígnia da Marquesa Attavanti que encontrou no chão. Num instante, Tosca imagina a cena toda: Mario e a Attavanti se beijando, ela entra na igreja, a Attavanti foge, deixando cair o leque. Corroída de ciúmes, ela sai rapidamente da igreja, que começa a se encher de fiéis, bispos, padres, e um cardeal, para ouvirem um Te Deum que será cantado para celebrar a vitória contra Napoleão. Scarpia ordena a seus homens que a sigam.

Ato II
Palazzo Farnese

Um espaçoso salão no terceiro piso do Palazzo Farnese. Vê-se uma ampla mesa recoberta de candelabros, vinhos, e iguarias finas. No primeiro e no segundo pisos do mesmo palácio a rainha Maria Carolina dá uma festa em honra de Melàs, o general que derrotou Napoleão. Ouve-se o som de gavotas vindas do andar de baixo, Tosca ainda não chegou para a cantata. Enquanto saboreia um vinho e prova umas iguarias, Scarpia medita. Seu objetivo é duplo: político e sexual. Cavaradossi e Angelotti, ele quer executá-los; Tosca, ele a quer possuir. Entra Sciarrone; Scarpia escreve rapidamente um bilhete, e diz a ele que o entregue a Tosca assim que ela chegar. Então ele canta um monólogo musical tão impressionante como o de Iago no segundo ato do Otello de Verdi, no qual ele joga luz sobre sua personalidade, mostrando claramente que tipo de pessoa ele é. Chega Spoletta, trazendo uma má notícia e uma boa. Revistaram toda a casa de Cavaradossi e não conseguiram encontrar Angelotti. Encontraram Cavaradossi, contudo, e ele é trazido para ser interrogado por Scarpia, ao mesmo tempo em que se ouve a voz da Tosca e do coro cantando a cantata no andar de baixo. Scarpia interroga Cavaradossi: ele quer saber onde está Angelotti. O que se segue então é musicalmente interessante, quando o som da cantata que vem do andar de baixo se mistura às linhas melódicas das vozes de Scarpia, de Spoletta, e de Cavaradossi, um exemplo engenhoso e bastante peculiar de polifonia. Scarpia, furioso, fecha a janela violentamente, interrompendo o som da cantata, e pergunta onde está Angelotti. Cavaradossi insiste que não sabe. Scarpia diz que uma pronta confissão evitará maiores sofrimentos. Tosca entra e, ao ver Mario, corre para abraçá-lo; Mario pede a ela que não diga nada do que sabe. Scarpia ordena que Mario seja torturado. Os gritos lancinantes do amante vindos da outra sala vão minando pouco a pouco a resistência de Tosca, que não aguenta mais e acaba revelando o lugar onde está escondido Angelotti. Mario desmaia. Seu corpo inerte e ensanguentado é trazido para a sala e posto no divã. Tosca o abraça e beija; ele volta a si. Sciarrone entra e anuncia: Napoleão é vitorioso na batalha de Marengo; a notícia anterior (da derrota) era falsa. Cavaradossi grita: Vittoria! Vittoria! Canta a plenos pulmões um pequeno hino de alegria e louvor à vitória de Napoleão: L’alba vindice appar che fa gli empi tremar! Scarpia declara que ele é um homem morto. Mario é arrastado para fora, e Scarpia fica a sós com Tosca. Oferece-lhe um gole de vinho e diz a ela que se acalme e não fique tão assustada. “Vamos buscar juntos um jeito de salvá-lo,” diz. “Você me pede uma vida. Eu só lhe peço um instante.” Tenta agarrá-la, beijá-la; Tosca o repele com violência: “você me causa nojo.” Scarpia ri. Ouve-se rufar de tambores, “estão preparando o patíbulo para o seu amante,” diz Scarpia. Caída no chão, ela canta Vissi d’arte, vissi d’amore (Eu vivi para a arte, eu vivi para o amor). Podemos comparar esta ária com o lamento de Jó ou de algum salmista da Bíblia, quando se sente injustamente maltratado. Batem à porta: é Spoletta, que traz a notícia de que Angelotti se suicidou assim que os guardas de Scarpia o encontraram. Anuncia que tudo está pronto para a execução de Mario, aguardam apenas a ordem de Scarpia. Este olha para Tosca e pergunta: “E então?” Ela responde que sim, está pronta a ceder aos desejos do infame animal, desde que liberem Mario imediatamente. Scarpia responde que não pode fazer graça abertamente, tem que haver uma execução simulada. Dá a ordem a Spoletta na frente de Tosca: execução à la Palmieri. “Sim, senhor, à la Palmieri,” diz Spoletta, e se retira. A mensagem em código é esta: ao conde Palmieri também foi prometida uma execução simulada, e ele acabou sendo fuzilado do mesmo jeito. Tosca não percebe que foi enganada.
Sozinha com Scarpia, ela pede a ele um salvo-conduto que ela e Mario possam escapar do país. Scarpia senta-se para escrevê-lo. Enquanto ele escreve, ela se aproxima da mesa, prova um gole de vinho, umas uvas, e vislumbra uma faca afiada e pontiaguda, usada para cortar um peru. Olhando fixamente para Scarpia, que está ocupado escrevendo, ela pega a faca e a esconde atrás de si. “Está pronto,” diz Scarpia; mas ao tentar se levantar da cadeira, recebe uma facada nas costas, duas, três… Tenta gritar, mas o sangue lhe invade a garganta e o afoga. Ti soffoca il sangue? Ti soffoca il sangue? Ela golpeia com vontade, parecendo possuída pelo próprio sadismo do vilão. Morre, danado! Quando percebe que já está golpeando um cadáver, ela diz: Or gli perdono, ao mesmo tempo que a orquestra toca um tema em forte em fá sustenido menor, o leitmotiv do destino de Tosca. E avanti a lui tremava tutta Roma, e diante dele toda Roma tremia. Ela acende duas velas, põe uma de cada lado do cadáver, põe um crucifixo no peito do mesmo, pega o papel que está sobre a mesa, e se retira de cena.

Ato III
Castelo de Sant’Angelo

O dia amanhece em Roma. Do terraço do Castelo de Sant’Angelo vislumbra-se à luz cinzenta e vermelho-escura da manhã o Vaticano e a Basílica de São Pedro. A hora da execução se aproxima. Um carcereiro chega à cela de Cavaradossi e pergunta se ele quer ver um padre. O revolucionário esquerdista voltairiano responde que não. Ele tem, contudo, um último desejo: quer deixar uma última mensagem para uma pessoa amada. Em troca, oferece ao carcereiro seu anel, única coisa que lhe resta. Chegou a hora de E lucevan le stelle, hora em que as palavras perdem o seu poder de expressão. Suas últimas imagens do mundo, seus momentos felizes ao lado de Tosca. Tosca chega correndo com um papel na mão, acompanhada de um sargento que abre a porta da cela. Abraçam-se, beijam-se, o dueto de amor que se segue é cheio de alegria. Ela conta como deu morte a Scarpia. O dolci mani, ó doces mãozinhas, capazes de matar. Tosca lhe explica, contudo, que ele deve passar por um último ritual antes de escapar daquele inferno: a execução simulada. Sendo, como é, uma artista de teatro, ela sabe todos os truques cênicos, inclusive como cair sem se machucar. Instrui a ele para que não se levante enquanto ela não chamar. O carcereiro chega com os guardas e dizem a ele que está na hora. “Estou pronto,” diz Mario. Os preparativos parecem levar uma eternidade, o nervosismo se apossa de Tosca; este é o último ato, a última coisa a fazer antes que possam escapar desse inferno. Mario é posto contra a parede. Atiram, ele cai. Vista de longe, a cena parece perfeita. “Como é lindo o meu Mario,” ela exclama. “Que artista!” Os guardas vão embora, e ela se aproxima de Mario. Ao ver que ele está morto, solta um grito. O assassinato de Scarpia foi descoberto, correm atrás dela. Montada no parapeito do terraço, ela exclama: “Perante Deus, Scarpia!” e salta para a morte.

Tragédia pouca é bobagem, diria o outro.  Já fui mais fã de Puccini, ouvi muito em determinada época de minha vida, e ainda sou, mas confesso que o tenho ouvido pouco.

P.S. Esqueci de uma informação importante; A Vishnevskaya era a esposa do Mischa, apelido do grande Rostropovich.

CD 1

1. Tosca / Act 1 – “Ah! Finalmente!”
2. Tosca / Act 1 – “Dammi i colori!” – “Recondita armonia”
3. Tosca / Act 1 – “Gente là dentro!”
4. Tosca / Act 1 – “Mario! Mario! Mario!”
5. Tosca / Act 1 – “Ah, quegli occhi…” – “Qual occhio al mondo può star di paro”
6. Tosca / Act 1 – “E buona la mia Tosca” – “Siam soli?”
7. Tosca / Act 1 – “Un tal baccano in chiesa! Bel rispetto!”
8. Tosca / Act 1 – Tosca? Che non mi veda
9. Tosca / Act 1 – “Ed io venivo a lui tutta dogliosa”
10. Tosca / Act 1 – “Tre sbirri… Una carozza… Presto” – Te Deum

CD 2

1. Tosca / Act 2 – “Tosca è un buon falco!”
2. Tosca / Act 2 – Ha più forte sapore
3. Tosca / Act 2 – “Meno male!” – “Egli è là”
4. Tosca / Act 2 – “Ov’è Angelotti?”
5. Tosca / Act 2 – “Ed or fra noi parliam da buoni amici”
6. Tosca / Act 2 – “Sciarrone: che dice il cavalier?”
7. Tosca / Act 2 – “Orsù, Tosca, parlate” – “Non so nulla!”
8. Tosca / Act 2 – Nel pozzo, nel giardino!
9. Tosca / Act 2 – Nel pozzo del giardino! Va, Spoletta!
10. Tosca / Act 2 – “Se la giurata fede”
11. Tosca / Act 2 – “Vissi d’arte, vissi d’amore”
12. Tosca / Act 2 – “Vedi, le man giunte”
13. Tosca / Act 2 – “E qual via scegliete?”
14. Tosca / Act 3 – “Io de’ sospiri” Un enfant de la Maîtrise
15. Tosca / Act 3 – “Mario Cavaradossi?” – “A voi”
16. Tosca / Act 3 – “E lucevan le stelle”
17. Tosca / Act 3 – “Franchigia a Floria Tosca”
18. Tosca / Act 3 – “O dolci mani”
19. Tosca / Act 3 – E non giungono
20. Tosca / Act 3 – “Come è lunga l’attesta!”
21. Tosca / Act 3 – “Presto, su! Mario!”

Floria Tosca – Galina Vishnevskaya
Mario Cavaradossi – Franco Bonissoli
Il Barone Scarpia – Matteo Manuguera
Cesare Angelotti – Antonio Zerbini
Spoletta – Mario Guggia
Un Sagrestano – Guido Mazzini
Sciarrone – Domenico Versaci Medici
Un carceriere – Giacomo Bertasi
Un pastore – A member of the children´s choir

Les Choeurs de Radio France –
Orchestre National de France
Mstislav Rostropovich – Director

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Puccini une as pessoas

Em setembro de 1962, Igor Stravinski visitou a União Soviética por 3 semanas. Recebeu muitas homenagens e seu único encontro mais demorado foi com Shostakovich. Porém, quando foram apresentados, o mortalmente tímido Shostakovich respondia com monossílabos as muitas tentativas de conversação feitas por Stravinski. Isso só até o momento em que eles encontraram algo para detestar juntos. “Você gosta de Puccini?”, perguntou Stravinski. “Não o suporto”, respondeu Shostakovich. A partir daí, eles encontraram do que falar e conversaram animadamente a noite inteira.

Lauro Machado Coelho