Arnold Schönberg (1874-1951): Moses und Aron (Cambreling)

Arnold Schönberg (1874-1951): Moses und Aron (Cambreling)

“Acho, acima de tudo, que a expressão “música atonal” é muito infeliz – é o mesmo que chamar voar de “a arte de não cair” ou de nadar como “a arte de não se afogar”, a citação de “Hauer’s Theories” (1923) de Arnold Schönberg (1874-1951) personifica bem a figura do artista inovador e revolucionário. Em diversas situações ao longo da história da arte, inovar e romper com um sistema ou situação estabelecida, pressupõe um conhecimento sólido e profundo nessa área específica. De outro modo, não se estaria a romper com nada. Schönberg tinha um grande conhecimento prático e teórico da música e da sua evolução, tendo afirmado: “sou um conservador que foi forçado a tornar-se revolucionário”. Schönberg encarou esta nova organização sonora como uma consequência inevitável da desagregação do sistema tonal, já iniciada por Liszt (últimas peças) mas sobretudo por Wagner, e que conduziu ao que ele designou a “emancipação da dissonância”. De formação essencialmente autodidata, interpretação (tocou violino e violoncelo) e composição, Schönberg foi um teórico e pedagogo notável. Deixou trabalhos e escritos fundamentais sobre as bases da composição e da análise musical. Schönberg foi a figura central da “Segunda Escola de Viena”, juntamente com os seus brilhantes discípulos Alban Berg (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945), ambos vienenses (a designação “segunda” resulta da existência em Viena nos séculos XVIII e XIX de uma outra famosa tríade constituída por Haydn, Mozart e Beethoven).

Arnold Schoenberg. Auto retrato 1910

Em 1898, Schoenberg se converteu ao cristianismo na igreja luterana. Isso foi em parte para fortalecer seu apego às tradições culturais da Europa Ocidental, e em parte como um meio de autodefesa “em uma época de ressurgimento do anti-semitismo”. Em 1921, Arnold Schoenberg foi forçado a deixar sua casa de férias na Áustria por causa da crescente onda de anti-semitismo na Europa. Foi uma experiência traumática à qual Schoenberg frequentemente se referia, e da qual uma primeira menção aparece em uma carta dirigida a Wassily Kandinsky (abril de 1923): “Finalmente aprendi a lição que me foi imposta este ano, e Jamais esquecerei. É que não sou alemão, nem europeu, na verdade, talvez nem mesmo um ser humano (pelo menos, os europeus preferem o pior de sua raça a mim), mas sou judeu”. Essa experiência o levou a reavaliar sua identidade judaica e, por fim, o levou à composição de sua “obra-prima fragmentária”, “Moses und Aron”. A ópera extrai suas figuras e motivos do Livro do Êxodo, e o conflito entre as crenças dos dois personagens centrais é refletido na música. Schoenberg morreu seis anos antes de sua estréia, mas considerou “Moses und Aron” como sua obra mais importante. Com a ascensão do Partido Nazista , as obras de Schoenberg foram rotuladas de música degenerada , porque eram modernistas e atonais. Ele emigrou para os Estados Unidos em 1933, após longa meditação, regressou ao judaísmo, pois percebeu que “a sua herança racial e religiosa era incontornável” e assumiu uma posição inconfundível ao lado da oposição ao nazismo. Tornou-se cidadão americano em 1941.

“Moses und Aron” tem suas raízes na peça anterior de Schoenberg, “Der biblische Weg” (1926-27), uma resposta de forma dramática aos crescentes movimentos antijudaicos no mundo de língua alemã após 1848 e uma expressão profundamente pessoal de sua própria crise de “identidade judaica”. Schoenberg deixou “Moses und Aron” inacabado quando fugiu da Alemanha em 1932. Ele começou a esboçar a obra em 1926, que originalmente deveria ser um oratório, e escreveu os Atos I e II do que se tornou uma ópera entre 1930 e 1932. Há um libreto completo para o Ato III, mas a música nunca foi terminada. Às vezes é lido após o final da música, mas a tradição passou a ser interpretar os Atos I e II como uma ópera completa – o final do Ato II é uma conclusão poderosa. Apesar de seu status inacabado, é amplamente considerado como a obra-prima de Schoenberg (o compositor húngaro Zoltán Kocsis completou o último ato, com a permissão dos herdeiros de Schoenberg, em 2010). “Moses und Aron” quase sempre é interpretado do jeito como Schoenberg o deixou em 1932, com apenas dois dos três atos planejados concluídos.

Em suas excelentes notas de livreto, Sergio Morabito escreve astutamente: “O objetivo de Schoenberg é representar os choques de personalidade entre os personagens individuais de Moisés, Aarão e o povo, e por causa do posicionamento religioso-filosófico da ópera, não há referências diretas ao passado histórico ”. Schoenberg traz tudo para nossos próprios tempos. Não é de surpreender, portanto, que olhando para as fotos da produção no livreto, os performers estão em trajes modernos e bastante informais. É uma ópera muito incomum, sem cantoras principais. O único papel principal é de Aron, um alto tenor. A parte de Moisés, para voz baixa, é escrita como um canto falado. O outro papel vocal são os refrões, com vários personagens. Há muitas passagens de polifonia altamente complexa e deve ser lembrado que esta é uma partitura completa de doze tons – um fato do qual Schoenberg estava especialmente orgulhoso. Portanto, também é difícil para o ouvinte, mas acredito que a ópera é a obra-prima avassaladora de Schoenberg, tanto em seu sentido dramático quanto em seu equilíbrio quase clássico de ópera numérica e sua adoção do conceito de Wagner de desenvolvimento sinfônico contínuo. A escrita vocal e orquestral de Schoenberg é excelente e, embora a ópera não seja exatamente parte do repertório padrão, ela é encenada regularmente e há um número crescente de gravações. Gosto muito desta gravação que ora compartilhamos com os amigos do blog.

O Enredo de Moses und Aron
Uma curiosidade sobre o título da ópera: Schoenberg omitiu um “A” no nome de Aaron porque o compositor era extremamente supersticioso sobre o número 13; “Moses und Aaron” tem 13 letras!

Premiere: 6 June 1957 – Zurich Opera House

O Moisés de Michelangelo
Século XIII a.C.
Local: Egito e deserto.

Ato 1
Moisés, na presença da sarça ardente, relutantemente recebe de Deus a ordem para se tornar um profeta e libertar Israel da escravidão no Egito. Moisés pede para ser poupado de tal tarefa, ele está velho e embora possa pensar, ele não pode falar. Deus lhe garante que colocará palavras em seu coração e ordena que ele encontre seu irmão Aron.

No deserto, Moisés cumprimenta Aron, que terá que ser seu porta-voz, explicando suas idéias difíceis em termos que as pessoas possam entender. Logo os dois começam a se desentender: Moisés lhe assegura que o amor é a chave para desvendar esse mistério, mas Aron louva a Deus por ouvir orações e receber ofertas. Moisés adverte que a purificação do próprio pensamento é a única recompensa que se pode esperar dos tributos.

Na comunidade israelita, muitos afirmam ter visto Deus em diferentes manifestações. Um jovem casal fala sobre o fato de Moisés ter sido escolhido para liderar os israelitas. Os anciãos temem que, por ter matado um guarda egípcio, trazendo retribuição a seu povo, ele os coloque em mais problemas. Um homem expressa esperança de que a nova ideia de um único Deus se mostre mais forte do que os múltiplos deuses do Egito, mais forte do que as garras do Faraó. O povo reitera essa esperança, olhando para a chegada de Moisés e Aron, que vão mudando de papéis de maneira que é difícil distinguir um do outro. Tentando explicar como Deus só pode ser percebido dentro de si mesmo, Moisés fica frustrado com a loquacidade de Aron, que parece enfraquecer sua ideia. Aron desafia Moisés, agarrando sua vara e jogando-a no chão, quando ela se transforma em uma serpente; isso, diz Aron, mostra como uma ideia rígida pode se tornar flexível. As pessoas se perguntam como esse novo Deus pode ajudá-las contra o poder de Faraó. Aron mostra-lhes outra maravilha: a mão de Moisés, que parece leprosa, é curada quando ele a coloca sobre o coração, onde Deus habita. O povo agora acredita que Deus fortalecerá suas próprias mãos: eles se livrarão de suas algemas e escaparão para o deserto, onde Moisés diz que a pureza de pensamento fornecerá o único sustento de que precisam. Derramando água do Nilo, que parece se transformar em sangue, Aron interpreta o sinal, dizendo que eles não suarão mais sangue pelos egípcios, mas serão livres. Quando a água parecer clara novamente, Aron diz que o Faraó se afogará nela. Prometida uma terra de leite e mel, o povo jurou fidelidade a este novo Deus.

Ato 2
INTERLÚDIO. Moisés partiu há quarenta dias e o povo ficou esperando no deserto. Incomodado por sua longa ausência, o povo se pergunta se Deus e Moisés os abandonaram.

No sopé da montanha, Aron, um sacerdote e um grupo de anciãos se perguntam por que Moisés se foi por tanto tempo, já que a licenciosidade e a desordem prevalecem entre o povo. Aron lhes garante que, assim que Moisés assimilar a intenção de Deus, ele a apresentará de uma forma que o povo possa compreender. Para as pessoas ansiosas que se aglomeram em busca de conselhos, ele admite que Moisés pode ter desertado ou estar em perigo. Vendo-os indisciplinados e prontos para matar seus sacerdotes, Aron tenta acalmá-los devolvendo-lhes seus outros deuses: ele lhes dará uma imagem que possam adorar. Um bezerro de ouro é colocado e as ofertas são trazidas, incluindo abnegação no altar. Um jovem emaciado que protesta contra a falsa imagem é morto por líderes tribais. Os sacerdotes sacrificam quatro virgens, e as pessoas, que andam bebendo e dançando, tornam-se selvagens e orgiásticas. Depois de esgotados e muitos adormecidos, um vigia vê Moisés voltando da montanha. Destruindo o bezerro de ouro, Moisés exige uma prestação de contas de Aron, que justifica sua indulgência para com o povo dizendo que nenhuma palavra viera de Moisés. Embora o amor de Moisés seja inteiramente por sua ideia de Deus, Aron diz, o povo também precisa de seu amor e não pode sobreviver sem ele. Em desespero, Moisés esmaga as tábuas das leis que trouxe da montanha. Aron o denuncia como tímido, dizendo que ele mesmo mantém viva a ideia de Moisés ao tentar explicá-la. Guiado por uma coluna de fogo na escuridão, que durante o dia se transforma em coluna de nuvem, o povo sai, encorajado mais uma vez a seguir o sinal de Deus para a Terra Prometida. Moisés desconfia da coluna como outra imagem vã, mas Aron diz que ela os guia verdadeiramente. Quando Aron se juntou ao povo em seu êxodo, Moisés se sentiu derrotado. Ao colocar palavras e imagens no que não pode ser expresso, Aron falsificou a percepção absoluta de Moisés sobre Deus, lamentando que ele não tenha a capacidade de falar.

Ato 3
(Schoenberg nunca compôs a música para a única cena do ato final.) Aron é preso, acusado de fomentar esperanças inúteis com suas imagens, como a da Terra Prometida. Aron insiste que a palavra de Moisés não significaria nada para o povo, a menos que fosse interpretada em termos que eles pudessem entender. Moisés declara que tal sofisma conquistará a fidelidade do povo às imagens e não a Deus; por deturpar a verdadeira natureza de Deus, Aron continua conduzindo o povo de volta ao deserto. Quando Moisés diz aos soldados para soltarem Aron, Aron cai morto. Mesmo no deserto, disse Moisés, o povo alcançará seu objetivo – a unidade com Deus.

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“Moses und Aron” que vamos compartilhar com os amigos do blog é uma experiência de audição incrivelmente intensa. O que quer que se pense sobre a linguagem musical de Schoenberg – aqui ela encontra uma expressividade e coesão da qual nós ficamos imersos. Aparecendo no papel de Moisés, o magistral barítono Franz Grundheber oferece uma caracterização impressionante do personagem profético / revolucionário em sua interpretação meio cantada e meio falada, maravilhoso com uma “grandeza rústica”. O tenor Andreas Conrad incorpora seu irmão, Aron, com uma intensidade incrível, e o Europa Chor Akademie se destaca como o terceiro componente do drama, os israelitas. Toda a produção é supervisionada por um dos maestros mais convincentes deste repertório na atualidade, Sylvain Cambreling, que conduz a orquestra de execução impecável. Cambreling traz controle e visão impressionantes (e necessários) para esta ópera musicalmente complexa, uma construção de forte intensidade dramática por toda parte. Sob a batuta de Cambreling, a música nem parece tão dissonante. Identificamos a beleza das linhas instrumentais e as harmonias resultantes soam mais inebriantes do que estranhas, são reproduzidas com suavidade e com cuidado. Em minha modesta opinião de entusiasta de óperas no geral os cantores são todos notáveis, mesmo os pequenos papéis são notavelmente bem cantados. A escrita complicada tem um tratamento de conjunto excelente.

Moses und Aron – Arnold Schoenberg

Moses – Franz Grundheber
Aron – Andreas Conrad
EuropaChorAkademie
SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg
Sylvain Cambreling, maestro
Gravado em setembro de 2012

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„Minha música não é moderna, é apenas mal tocada“ – Arnold desabafando no PQPBach Caffé

Ammiratore

BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonata para violino e piano em Sol maior, Op. 96 – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonata para violino e teclado em Dó menor, BWV 1017 – Arnold Schönberg (1874-1951) – Fantasia para violino e piano, Op. 47 – Menuhin – Gould

A histórica esnobada de Rodolphe Kreutzer não criou em Beethoven urticárias para com violinistas franceses. Muito pelo contrário: admirador de Pierre Rode (1774-1830), violinista titular da corte de Napoleão, aproveitou uma visita do colega a Viena em 1812 para compor-lhe uma sonata para o instrumento. Rode, que fora um dos mais renomados violinistas da Europa, estava em declínio técnico por condições de saúde. Seu modus gallicus não era exatamente afeito nem ao temperamento, nem ao estilo de Ludwig. No entanto, aceitou a oferta, bancada pelo dedicatário da obra, o arquiduque Rudolph, que foi o pianista da estreia.

A obra composta para Rode marcou o retorno de Beethoven à sonata para violino, dez anos após sua composição anterior no gênero, para uma última experiência que praticamente arremata seu chamado período intermediário. Aquele ano de 1812 viu surgirem poucas composições, talvez pela dor de cotovelo trazida pela desilusão final com Antonie Brentano – aquela que foi, salvo melhor juízo, a “Amada Imortal” da  famosa carta que nunca chegou à destinatária. Foi o ano, também, em que escreveria em seu diário:


Tudo que se chama vida deve ser sacrificado ao sublime e tornar-se santuário da Arte”


Seria a limitada produção daquele 1812 um retiro de um sacerdote da Música a oferecer sacrifícios antes da fase mais ascética e visionária de sua vida? É bem possível. Assim como em obras do mesmo período – o quarteto Op. 95 e a sonata para piano, Op. 90, já apresentados em nossa série – Beethoven lança mão na Op. 96 de formas mais concisas para, de modo mui concentrado, expressar suas ideias. O contraste com a antecessora, a sonata que todos chamam de “Kreutzer”, mas deveriam chamar “Bridgetower”, não poderia ser maior. Em lugar do virtuosismo e da verve da “Bridgetower”, que abre com aqueles vigorosos acordes do violino solo e logo liberta a fúria concertística que permeará seu primeiro e último movimentos, a sonata que Beethoven escreveu a Rode é plácida, muito equilibrada, de caráter meio etéreo, meio pastoral. Ela inicia com extrema simplicidade: o primeiro movimento tem um tema principal que começa de maneira incomum, com um trinado, e perpassa todo o movimento com diálogos entre violino e piano, que repetem entre si, com poucos compassos de diferença, todo material temático que vai surgindo. No movimento lento, o piano tem um tema ao estilo de um hino religioso, ao qual o violino responde com um outra, mais cantável, que leva a um scherzo temperamental, com um sossegado trio. O finale foi escrito especificamente para o estilo de Rode, como Beethoven confessou ao arquiduque: “Não me apressei indevidamente para compor o movimento final, pois, em vista da execução de Rode, eu tive que mudar meus planos para esse movimento. Em nossos finales gostamos de passagens ruidosas, mas R não as aprecia – e por isso me senti um pouco tolhido”. Assim, ele escolheu abrir o movimento com um tema desconcertantemente despojado – ele sempre me lembra alguém a assobiar – sobre o qual desenvolvem-se variações cada vez mais rápidas, até que Beethoven parece abandonar os planos e mergulhar num prolongado Adagio, só para retomar o tema e encaminhar o movimento para um final rápido e efetivo.

Já lhes alcancei essa sonata numa interpretação excelente, pelo magnífico Kavakos. Achei, no entanto, que não poderia perder a oportunidade de oferecer-lhes este histórico encontro entre dois importantes músicos que nada tinham em comum, exceto o respeito um pelo outro: o pianista Glenn Gould (1933-1982) e o violinista Yehudi Menuhin (1916-1999). O precioso registro foi feito a partir do áudio de um especial de TV que foi ao ar em 1965, o qual alcançarei a vocês ao final da postagem, com obras de J. S. Bach, Beethoven e Schönberg que abarcam três séculos da tradição da música para violino e teclado. Melhores que as interpretações, talvez, sejam os diálogos que Gould e Menuhin travam acerca das obras antes de executá-las. Infelizmente, não encontrei uma versão legendada em português, nem uma transcrição dos textos. No entanto, acho que o contraste entre as posturas do fleumático Menuhin, com seu sotaque afiado pelos já tantos anos radicado no Reino Unido, e o palavroso Gould é tão interessante que dispensará tradutores. Os resultados que conseguem com seu duo, embora longe de serem interpretações de referência, não desagradarão mesmo aos numerosos detratores destes artistas incomuns, graças, a meu ver e ouvir, à imensa capacidade que Menuhin tinha de compreender e assimilar o estilo de seus colegas e responder-lhes com muito respeito, que lhe permitiria parcerias memoráveis e muito convincentes com músicos como Ravi Shankar e Stéphane Grappelli.

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Sonata para violino e teclado em Sol menor, BWV 1017

1 – Siciliano. Largo
2 – Allegro
3 – Adagio
4 – Allegro

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sonata para violino e piano em Sol maior, Op. 96
Composta em 1812
Publicada em 1816
Dedicada ao arquiduque Rudolph da Áustria

5 – Allegro moderato
6 – Adagio espressivo
7 – Scherzo: Allegro – Trio
8 – Poco allegretto

Arnold SCHÖNBERG (1874-1951)

Fantasia para violino com acompanhamento de piano, Op. 47

9 – Grave – Più mosso – Meno mosso – Lento – Grazioso – Tempo I – Più mosso
10 – Scherzando – Poco tranquillo – Scherzando – Meno mosso – Tempo I

Yehudi Menuhin, violino
Glenn Gould, piano

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J. S. Bach: Sonata, BWV 1017


Beethoven: Sonata, Op. 96


Schönberg: Fantasia, Op. 47

#BTHVN250, por René Denon

Vassily

Mahler: Sinfonia Nº 10 / Schoenberg: Sinfonia de Câmara Nº 1, Op. 9 / Strauss: Suíte de O Cavaleiro de Rosa, Op. 59

Mahler: Sinfonia Nº 10 / Schoenberg: Sinfonia de Câmara Nº 1, Op. 9 / Strauss: Suíte de O Cavaleiro de Rosa, Op. 59

IM-PER-DÍ-VEL !!! (Obrigado, Cássio!)

Três obras contrastantes da Viena de pouco antes da Primeira Guerra Mundial em versões de câmara que revelam os contrastes e as semelhanças entre elas. Aqui temos performances sofisticadas e vibrantes. Este disco é muito novo, lançado em julho deste ano pela DG.

Todas as três obras olham para trás e para a frente e, cada uma de uma maneira diferente, refletem a tensão entre modernismo e tradição da época. Ajuda que neste disco tudo é ouvido em rarefeitas e transparentes versões para conjunto de câmara.

O fascinante em ouvir o Adagio de Mahler brilhantemente reduzido a apenas sete instrumentos é que a clareza traz à tona a ousadia e o modernismo de Mahler. Enquanto Mahler, em suas sinfonias, lutava com o legado de Beethoven, também olhava para o futuro e, em sua décima sinfonia, sua desastrosa vida pessoal deu uma contribuição significativa. Sua esposa teve um caso com o arquiteto Walter Gropius e Mahler procurou aconselhamento com Sigmund Freud. Seu desespero infiltra-se constantemente na obra. Sem o luxo da orquestração de Mahler, podemos apreciar a notável sustentação dessa estrutura.

Adorei a forma como a peça é aberta, fazendo uma declaração sobre o mundo sonoro em que estamos entrando. Cada instrumentista interage de forma brilhante e esta versão funciona como música de câmara, não como uma sinfonia reduzida. Sim, esta versão para em pé mesmo sem o habitual colorido orquestral mahleriano. Um disco para ser ouvido muitas vezes.

O resto do CD também é muito bom, mas não chega aos pés de Mahler.

Mahler: Sinfonia Nº 10 / Schoenberg: Sinfonia de Câmara Nº 1, Op. 9 / Strauss: Suíte de O Cavaleiro de Rosa, Op. 59

1 Gustav Mahler (1860-1911), arr. Martyn Harry, Adagio from Symphony No. 10 (1910) [23:58]
2 Arnold Schoenberg (1874-1951), arr Anton Webern – Chamber Symphony No. 1 Op. 9 (1907) [21:12]
3 Richard Strauss (1864-1949), arr. Martyn Harry – Der Rosenkavalier: Suite Op. 59 (1910) [22:11]

O Alban Berg Ensemble Wien posa na Sala de Recepção à Música do Século XX da sede rural do PQP Bach (Foto: divulgação do perfil do Facebook do grupo)

:
Sebastian Gurtler, Regis Bringolf violins,
Subin Lee viola,
Florian Berner cello,
Silvia Careddu flute,
Alexander Neubauer clarinet,
Airane Haering piano
Nora Cismondi oboe
Alois Posch double bass

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PQP

The 20th-Century Piano Concerto, Vol.2 – Vários compositores e artistas

O segundo CD desta curiosa série traz ao menos dois registros memoráveis, a saber, o Segundo Concerto de Prokofiev com Alexander Toratze acompanhado pelo então jovem Valery Gergiev, e a histórica gravação do Segundo Concerto de Béla Bártok com Stephen Kovacevich.
Para muitos essa mistura pode soar estranha, afinal o CD termina com o Concerto para Piano de Schönberg, cmo ninguém mais ninguém menos que Alfred Brendel. O ultra romântico Terceiro Concerto de Rachmaninoff ao lado de Bártok e de Prokofiev… enfim, escolhas do produtor. Mas o que vale realmente é audição destas gravações.

Disc 1
Piano Concerto No. 2 In G minor, Op. 16
Composed By – Prokofiev*
Conductor – Valery Gergiev
Orchestra – Kirov Orchestra
Piano – Alexander Toradze
1.1 I. Andantino
1.2 II. Scherzo. Vivace
1.3 III. Intermezzo. Allegro Moderato
1.4 IV. Finale. Allegro Tempesto
Piano Concerto No.3 In D Minor, Op. 30
Composed By – Rachmaninoff*
Conductor – Edo de Waart
Orchestra – The San Francisco Symphony Orchestra
Piano – Zoltán Kocsis
1.5 I. Allegro Ma Non Tanto
1.6 Intermezzo (Adagio)
1.7 III. Finale (Alle Breve)
Disc 2
Piano Concerto In G major
Composed By – Ravel*
Conductor – Ivan Fischer
Orchestra – Budapest Festival Orchestra
Piano – Zoltán Kocsis
2.1 I. Allegramente
2.2 II. Adagio Assai
2.3 III. Presto
Piano Concerto No. 2, BB 75
Composed By – Bartók*
Conductor – Sir Colin Davis
Orchestra – BBC Symphony Orchestra
Piano – Stephen Kovacevich*
2.4 I. Allegro
2.5 II. Adagio – Presto – Adagio
2.6 III. Allegro Molto
Piano Concert, Op. 42
Composed By – Schoenberg*
Conductor – Rafael Kubelik
Orchestra – Bavarian Radio Symphony Orchestra*
Piano – Alfred Brendel
2.7 I. Andante
2.8 II. Molto Allegro (Bar 176)
2.9 III. Adagio (Bar 264)
2.10 IV. Giocoso (Moderato) (Bar 329)

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Schulhoff (1894-1942) / Schoenberg (1874-1951): Chamber Works

Schulhoff (1894-1942) / Schoenberg (1874-1951): Chamber Works

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O repertório desta gravação apresenta dois inovadores compositores judeus — Erwin Schulhoff e Arnold Schoenberg — que perseguiram estilos musicais muito diferentes e que encontraram destinos igualmente diversos. As três peças aqui apresentadas foram concluídas entre agosto de 1924 e março de 1927. Elas não são particularmente em estilo judaico, mas refletem mais a época em que foram escritas. O flatista Fenwick Smith comanda o disco. A Sonata de Schulhoff é muito bonita e tem final bem alegre. A instrumentação do ótimo Concertino é única: flauta, viola e contrabaixo. O resultado é um belo trabalho rústico, descrito por Schulhoff como “um flautista de pastores da Morávia nas ruas de Praga”. Esses dois trabalhos pouco divulgados recebem a transcrição ainda mais rara, preparada por Felix Greissle, da Sonata para Quinteto do Sopros, Op 26 de Schoenberg. A transcrição é para flauta e piano. O Quinteto foi a primeira composição dodecafônica de Schoenberg.

Um belo disco magnificamente bem projetado e concebido.

Schulhoff (1894-1942) / Schoenberg (1874-1951): Chamber Works

Erwin Schulhoff (1894-1942)
Sonata (1927) 12:02
for Flute and Piano
À René Le Roy
1 I Allegro moderato 4:40
2 II Scherzo. Allegro giocoso 1:34
3 III Aria. Andante 3:11
4 IV Rondo-Finale. Allegro molto gajo 2:28
Fenwick Smith, flute
Sally Pinkas, piano

Concertino (1925) 15:30
for Flute, Viola and Double-bass
Herrn H.W. Draber in Zürich
5 I Andante con moto – subito più mosso – Tempo I 5:52
6 II Furiant. Allegro furioso – Pesante 3:18
7 III Andante – Più mosso – Tempo I 3:58
8 IV Rondino. Allegro gaio 2:12
Fenwick Smith, flute
Mark Ludwig, viola
Edwin Barker, double-bass

Arnold Schoenberg (1874-1951)
Sonata (1926) 38:14
Transcription for Flute and Piano by Felix Greissle (1899-1982) of the Quintet for Wind Instruments, Op. 26 (1923-24)
9 I Schwungvoll 11:43
10 II Anmutig und heiter; scherzando 8:30
11 III Etwas langsam 9:24
12 IV Rondo 8:29
66:03
Fenwick Smith, flute
Randall Hodgkinson, piano

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Fenwick Smith: um belo disco magnificamente concebido

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia No. 6 – Michel Gielen

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia No. 6 – Michel Gielen
hänssler, ótima gravadora, mas as capas…

Bruckner 

Sinfonia No. 6

Bach/Schoenberg

Prelúdio e Fuga BWV 552

Anton Bruckner nunca ouviu a sua Sexta Sinfonia em sua totalidade. Ela foi composta entre setembro de 1879 e setembro de 1881, com algumas revisões feitas em 1882. Anton era obcecado por revisões. O segundo e o terceiro movimento da Sexta foram estreados em 11 de fevereiro de 1883 pela Filarmônica de Viena, regida por Wilhelm Jahn. A estreia de toda a sinfonia ocorreu em 26 de fevereiro de 1899, também pela Filarmônica de Viena, agora regida por Gustav Mahler.

Falando em uma entrevista sobre as escolhas das versões das Sinfonias de Bruckner para as suas gravações, Michael Gielen diz que “felizmente, há apenas uma versão da Sexta, assim como da Quinta, portanto não havia escolha a ser feita”.

Bruckner gastou tanto tempo revendo as primeiras sinfonias e compondo as últimas que não teve tempo para revisar estas duas nem para terminar a Nona. Sobre este tema, você poderá ler um pouco mais aqui.

Ainda sobre a Sexta Sinfonia, Gielen afirma: “Eu amo esta peça. (…) Acho simplesmente incrível a maneira como este ritmo dançante no início contrasta com o tema principal, que tem mais um caráter de tipo canção, fazendo a sinfonia começar subitamente com duas ideias”.

Em uma crítica sobre este disco, Victor Carr Jr menciona a meticulosa atenção dada por Gielen à estrutura rítmica e aos detalhes contrapontísticos, resultando em uma performance vibrante, com uma textura excepcionalmente clara. Gielen encurta os românticos ritardandos no fim do primeiro e último movimento, permitindo que os maravilhosos finais abruptos de Bruckner tenha seus devidos impactos. Você poderá ler a crítica completa aqui.

Arnold, achando tudo um grande barato…

Para completar o disco, a transcrição para orquestra do Prelúdio e Fuga em mi bemol maior, BWV 552, de Johann Sebastian Bach, feita por ninguém mais do que Arnold Schoenberg. O cara entendia de orquestração! Realmente, esta parte do disco merece atenção e é mais do que apenas um complemento. O contraste da Sinfonia para esta peça é maravilhoso, assim como ouvir a peça de Bach vestida de modernidade nos lembra da sua atemporalidade.

E a orquestra, hein? Maravilhosa, assim como a gravação.

 

 

Anton Bruckner (1824-1896)

Sinfonia No. 6 em lá maior

  1. Maestoso
  2. Sehr feierlich
  3. Nicht schnell – Trio. Langsam
  4. Bewegt, doch nicht zu schnell

Johann Sebastian Bach (1685-1750)/Arnold Schoenberg (1874-1951)

Prelúdio e Fuga para órgão em mi bemol maior, BWV 552

  1. Prelúdio
  2. Fuga

SWR Sinfonieorchester Baden-Baden und Freiburg

Michael Gielen

Direção artística: Helmut Hanusch

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FLAC | 306 MB

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MP3 | 320 KBPS | 163 MB

Aproveite!

René Denon

Abbado / Pollini – Complete Recordings – CD 7 e 8 de 8

Fui intimado pelo nosso Grão-Senhor PQPBach, fã inconteste deste dupla Abbado / Pollini, a concluir essa série. E como se fosse uma ordem judicial, cumpro a ordem. Confesso que tinha outros planos, mas tudo bem.

Estas integrais são complicadas, as vezes vejo mais que o que vale é a intenção, mas tudo bem. Reunir Schumann e Schoenberg no  sétimo CD é estranho, não acham? O maior expoente do Romantismo ao lado do criador e fundado da música moderna do Século XX … no mínimo curioso. O oitavo CD também flerta descaradamente com a música do Século XX, trazendo Bártok e Luigi Nono. Integrais…

Enfim, eis aí concluída mais uma integral. Divirtam-se.

CD 7

01 – Piano Concerto A-Moll 1. Allegro Affettuoso
02 – Piano Concerto A-Moll 2. Intermezzo. Andantino Grazioso
03 – Piano Concerto A-Moll 3. Allegro Vivace
04 – Piano Concerto Op.42 1. Andante
05 – Piano Concerto Op.42 2. Molto Allegro
06 – Piano Concerto Op.42 3. Adagio
07 – Piano Concerto Op.42 4. Giocoso (Moderato), Stretto

CD 8

01 – Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91- 1. Allegro moderato – Allegro
02 – Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91- 2. Andante – Allegro
03 – Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91- 3. Allegro molto
04 – Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101- 1. Allegro
05 – Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101- 2. Adagio – Presto – Adagio
06 – Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101- 3. Allegro molto – Presto
07 – Como una ola de fuerza y luz – Beginning
08 – Interno dolce
09 – Duro deciso
10 – (Part II) Piano entry
11 – Soprano veces de ninos doblen campanas dulces
12 – (Part III) Orchestra entry
13 – (Part IV) Orchestra and piano entry

CD 7 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Évocation – Sandrine Piau (soprano) & Susan Manoff (piano)

Évocation

Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

Chausson
Strauss
Debussy
Zemlinsky
Koechlin
Schoenberg

Sandrine Piau é uma grande estrela da performance barroca “historicamente informada”, e eu sinceramente espero que ela continue a cantar Vivaldi, Boccherini, Scarlatti e outros mestres do século XVIII como seu repertório preferencial. No entanto, se você é tanto fã de sua arte vocal quanto eu, você pode estar interessado em ouvir este recital de lieder romântico e um pouco pós-romântico ou o lindo CD de canções de Claude Debussy.

Piau é uma das especialistas em Música Antiga altamente treinadas da atual geração que também pode, sem compromisso, cantar música mais moderna com plena garantia técnica – a voz maior do peito, o vibrato projetivo, etc. – mantendo algumas das visões estéticas que têm emergido de práticas historicamente informadas. Ela é uma prova eficaz de que o movimento da Música Antiga amadureceu e pode se adequar a qualquer padrão da sala de concertos do século XX.

A seleção de canções neste recital testaria a amplitude da técnica vocal e da sensibilidade expressiva de qualquer soprano: Strauss, Schoenberg, Debussy, Chausson. Francamente, eu prefiro apenas o recital esteticamente mais concentrado das músicas de Debussy, mas se esse repertório for sua “sacola”, você definitivamente vai querer ouvir esta conquista de Sandrine Piau. (ex-internet, Amazon, 2007).

Évocation – 2007
Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

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XLD RIP | FLAC | 229 MB

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

powered by iTunes 12.8.0 |  1 h 08 min

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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If you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição!

Trois, mon Dieu! J’ai trouvé le Paradis Perdu !!

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

 

Schoenberg (1874-1951), Berg (1885-1935), Webern (1883-1945): Os Quartetos de Cordas da Segunda Escola de Viena

Schoenberg (1874-1951), Berg (1885-1935), Webern (1883-1945): Os Quartetos de Cordas da Segunda Escola de Viena

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma paulada!

Arnold, Alban e Anton… Schoenberg, Berg e Webern… a Segunda (ou Nova) Escola de Viena. Quando ouvi este disco pela primeira vez, numa caixona de vinil que pegara emprestada da biblioteca do Instituto Goethe de Porto Alegre, achei tudo muito estranho e impenetrável, radical mesmo. Mas a sensibilidade muda e hoje não entendo como achava tudo isso tão complicado. Estes quartetos são lindos e naturalmente inseridos na história da música do século XX. Ouve-se Mahler e Bruckner, ouve-se Viena. Pergunto ao jovem do final dos anos 70 onde estava a dificuldade. A interpretação do Quarteto Lasalle é imbatível! Indico fortemente.

CD 1:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet No.1 in D minor, Op.7

1) 1. Nicht zu rasch – [12:02]
2) 2. Kräftig (nicht zu rasch) – [11:48]
3) 3. Mäßig (langsame viertel) – [11:52]
4) 4. Mäßig (heiter) [7:26]
String Quartet No.2, Op.10
5) 1. Mäßig [5:55]
6) 2. Sehr rasch [6:43]
7) 3. Litanei (Langsam) [5:40]
8) 4. Entrückung (Sehr langsam) [10:56]

CD 2:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet No.3, Op.30

1) 1. Moderato [8:57]
2) 2. Adagio [8:17]
3) 3. Intermezzo (Allegro moderato) [6:52]
4) 4. Rondo [6:14]
String Quartet No.4, Op.37
5) 1. Allegro molto, energico [9:06]
6) 2. Comodo [7:10]
7) 3. Largo [7:31]
8) 4. Allegro [8:03]

CD 3:
Arnold Schoenberg (1874 – 1951)
String Quartet in D major (1897)
1) 1. Allegro molto [6:20]
2) 2. Intermezzo. Andantino grazioso [3:42]
3) 3. Andante con moto [6:52]
4) 4. Allegro [4:41]
Anton Webern (1883 – 1945)
5 Movements for String Quartet, Op.5

5) 1. Heftig bewegt [2:23]
6) 2. Sehr langsam [2:19]
7) 3. Sehr bewegt [0:41]
8) 4. Sehr langsam [1:37]
9) 5. In zarter Bewegung [3:23]
10) String Quartet (1905) [12:10]
6 Bagatelles for String Quartet, Op.9
11) 1. Mässig [0:35]
12) 2. Leicht bewegt [0:23]
13) 3. Ziemlich fliessend [0:22]
14) 4. Sehr langsam [0:45]
15) 5. Äusserst langsam [1:12]
16) 6. Fliessend [0:34]
String Quartet, Op.28
17) 1. Mässig [3:56]
18) 2. Gemächlich [1:46]
19) 3. Sehr fliessend [2:18]

CD 4:
Alban Berg (1885 – 1935)
Lyric Suite for String Quartet (1926)
1) I. Allegretto gioviale [2:55]
2) II. Andante amoroso [5:35]
3) III. Allegro misterioso – Trio estatico [3:17]
4) IV. Adagio appassionato [4:59]
5) V. Presto delirando – Tenebroso [4:27]
6) VI. Largo desolato [5:27]
String Quartet, Op.3
7) 1. Langsam [8:57]
8) 2. Mässige viertel [9:37]

Quarteto Lasalle

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O grupão
O grupão

PQP

Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque / Berg: Sonata / Webern: Piano Variations / Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque / Berg: Sonata / Webern: Piano Variations / Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um excelente disco de música moderna. A grande estrela do CD é o norte-americano George Tsontakis (1951) que esmerilha duas peças extraordinárias, abrindo e fechando os trabalhos. É impossível não se apaixonar pelo longo oratório para piano e orquestra representado por Man of Sorrows, assim como pela Waldstein-like Sarabesque. Dentre as outras obras, o destaque fica para a Sonata de Berg, o mais deglutível — e, quem sabe, o mais talentoso compositor — da Segunda Escola de Viena.

Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque,
Berg: Sonata, Webern: Piano Variations,
Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

Tsontakis: Man of Sorrows
1. Ecce Homo 2:12
2. Es Muss Sein 9:32
3. Lacrymosa 2:55
4. Gethsemane 9:35
5. Jesu Joy 8:20
6. Vir Dolorum 6:12

Schönberg :
6. kleine Klavierstücke op.19
7. Leicht 1:06
8. Langsam 0:55
9. Sehr Langsam 1:04
10. Rasch Aber Leicht 0:30
11. Etwas Rasch 0:36
12. Sehr Langsam 2 1:11

Berg : Sonate pour piano op.1
13. Piano Sonata

Webern : Variations pour piano op.27
14. Massig 1:54
15. Schnell 0:44
16. Fliessend 3:59

Tsontakis: Sarabesque
17. Sarabesque 5:47

Stephen Hough, piano
Dallas Symphony Orchestra
Andrew Litton

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George Tsontakis: nada rotineiro
George Tsontakis: nada rotineiro

PQP

Arnold Schoenberg (1874-1951): Choral Works

Arnold Schoenberg (1874-1951): Choral Works

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Ouvir é um ato que requer humildade. É imprescindível acreditar. Infelizmente nossa natureza não é assim, o que alguns chamam de senso crítico, eu chamo de idealização ou característica estética preferida. E isso, na maioria das vezes, leva a um impedimento da expressão do outro. A grande maioria de vocês sabem da dificuldade de ouvir o novo (não estou falando de um período específico da história). Aquela linguagem que é totalmente alheia ao nosso mundo tem que “forçosamente” criar uma memória musical. Pois a apreciação quase sempre vem da lembrança. Não foi a toa que boa parte das grandes obras-primas tiveram uma rejeição inicial. No meu caso, devo confessar que tenho enorme dificuldade com a música medieval e renacentista, isso porque meus ouvidos estão acostumados a uma certa dinâmica que é muito difícil abandonar. Ou talvez a sonoridade, tão próxima da arquitetura das igrejas, seja muito sacrificada numa gravação. Vou citar um exemplo bem geral: estou lendo uma biografia fantástica sobre Handel (Handel – Paul Henry Lang; Dover). Esta biografia foi lançada no início dos anos 1960, época na qual a música barroca, instrumental ou operística, era pouco executada (com exceção de Bach). Há um capítulo fantástico e quase profético sobre a estética das óperas barrocas, praticamente impossível de ser apreciada pelo século XIX e início do século XX. Pois o público valorizava um certo realismo ou tipo de ação no palco, que era inexistente e desinteressante para o ouvinte do período barroco. Tanto Handel como Rameau, por exemplo, deveriam enfatizar apenas as características psicológicas dos personagens, já que a ação (temas bíblicos, romanos ou gregos, em geral) era amplamente conhecida pelo público na época. Muitas vezes o mesmo libreto era usado por vários compositores. O que realmente importava era como o compositor arrancava lirismo e verdade daquilo. Hoje, passado algumas décadas depois do livro, o público é bem menos ortodoxo e muito mais interessado nesse período genial da música, um período além de Bach.

“E o que isso a ver com Schoenberg?” Bem, esse disco com obras corais, praticamente todos a cappela, me lembram um pouco a dificuldade que tenho com a música medieval. É difícil essa empreitada neste momento da minha vida (quanto mais cedo acostumar o ouvido, melhor), mas não vejo a música de Schoenberg mais difícil que a música de Guillaume de Machaut, por exemplo. São mundos tão distantes no tempo, mas tem tanto em comum. Pelo menos, não falta humildade nas minhas audições.

Arnold Schoenberg (1874 – 1951) – Choral Works

1. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Am Scheideweg (At the Crossroads)

2. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Vielseitigkeit (Versatility)
3. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Der neue Klassizismus (The New Classicism)
4. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Unentrinnbar (Inescapable)
5. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Du sollst nicht, du mußt (Thou Shall Not, Thou Must)
6. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Mond und Menschen (Moon and Mankind)
7. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Der Wunsch des Liebhabers (The Lover’s Wish)
8. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Hemmung (Restraint)
9. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Gesetz (The Law)
10. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Ausdrucksweise (Means of Expression)
11. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Glück (Happiness)
12. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Landsknechte (Yeomen)
13. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Verbundenheit (Obligation)
14. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Es gingen zwei Gespielen gut
15. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Der Mai tritt ein mit Freuden
16. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Mein Herz in steten Treuen
17. Peace on Earth (Friede auf Erden), for chorus & instruments ad lib, Op. 13
18. Dreimal tausend Jahre, for chorus, Op. 50a
19. De Profundis, for chorus, Op. 50b

Performed by Südfunk-Chor Stuttgart
Rupert Hubert

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Schoenberg em seu exílio californiano
Schoenberg em seu exílio californiano

CDF

Arnold Schoenberg (1874-1951): Weihnachtsmusik & Transcriptions

Arnold Schoenberg (1874-1951): Weihnachtsmusik & Transcriptions

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Volto com 3 belos discos. O primeiro disco foi uma agradável surpresa. Traz uma pequena peça para o Natal e transcrições feitas por Schoenberg. Todas as peças são miniaturas transcritas para um pequeno quinteto às vezes com violinos, clarinete ou flauta, mas sempre com a presença marcante do harmonium (um tipo de sanfona avantajada) e piano. A peça que abre o disco, Weihnachtmuzik, é melódica e despretensiosa, para ouvir com toda a família perto da árvore de Natal. A transcrição do Lieder eines fahrenden gesellen de Mahler é a jóia do disco, neste caso para ouvir sozinho. Berceuse élégiaque de Busoni também recebe uma transcrição excelente, parece um Arvo Part melhorado. No final temos uma justa homenagem ao Strauss II, que fazia uma música ligeira de altíssima qualidade. Duas adoráveis transcrições das famosas Rousen aus de Sudem e Kaisewalser. Todas as obras do disco foram escritas por volta de 1920. Claro que a motivação maior dessa postagem é para lavar a alma e prepará-la … (continua)

Faixas:

1. Weihnachtsmusik (Musique de Noël), for 2 violins, cello, piano & harmonium
2. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Wenn mein Schatz Hochzeit macht
3. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Ging heut’ Morgen übers Feld
4. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Ich hab’ ein glühend Messer
5. Transcription for voice & chamber ensemble of Mahler’s ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Die zwei
6. Transcription for piano quintet, flute, clarinet, piano & harmonium of Busoni’s ‘Berceuse elegiaque’
7. Transcription for string quartet, flute, clarinet & piano, of Johann Strauss’ ‘Emperor Waltz’
8. Transcription for string quartet, harmonium & piano of Johann Strauss’ ‘Rosen aus dem Suden’

Performed by Paul Meyer, Michel Moragues, Isabelle Berteletti, Louise Bessette, Jean-Luc Chaignaud

Conductor by Michel Béroff

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Transcreve, Arnold, transcreve...
Transcreve, Arnold, transcreve…

CDF Bach

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

Excelente interpretação da Noite de Schoenberg e um pouco de falta de charme no Schubert. É um problema. Sabe-se tocar bem o moderno mas depois entra duro demais no melodismo extremo de Schubby. Acho que assim dá para resumir este CD cuja estrela maior é a bela Janine Jansen. Mas o repertório é extraordinário. O Quintetão de Schubert é uma coisa e a Noite então?

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

1. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 1. Sehr langsam (bar 1) 6:41
2. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 2. Breiter (bar 200) 6:27
3. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 3. Schwer betont (bar 201) 2:36
4. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 4. Sehr breit und langsam (bar 229) 9:40
5. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 5. Sehr ruhig (bar 370) 4:22

6. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 1. Allegro ma non troppo 19:39
7. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 2. Adagio 14:09
8. Schubert: String Quintet In C, D.956 – 3. Scherzo (Presto) – Trio (Andante sostenuto) 9:34
9. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 4. Allegretto 9:49

Janine Jansen
Boris Brovtsyn
Amihai Grosz
Maxim Rysanov
Torleif Thedeen
Jens Peter Maintz

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Janine Jansen, Violine

PQP

Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Um CD ouvido com pouca atenção por este que vos escreve. Mas acho que ele vale pelas obras de Zimmermann e Xenakis, assim como pelo lindo som extraído pela ruiva Carolin Widmann de seu violino. O repertório é raro, coerente e a ECM não costuma perder a viagem.

Aliás, vejo agora que o The Guardian elogiou muito o CD, conforme vocês podem ler a seguir:

Carolin Widmann follows her impressive survey of Schumann’s violin sonatas last year with something completely different and, in its own way, equally outstanding. These four 20th-century works for violin and piano are sharply contrasted from each other, too, and it’s a measure of Widmann’s excellence, and that of the pianist Simon Lepper, that they all ­receive performances of such idiomatic understanding. If Bernd Alois Zimmermann’s early, rather Bartók-like and ­Bartók-lite sonata is the least memorable of the pieces, Widmann presents the best case I’ve heard on disc for the ­communicative power of Schoenberg’s sometimes dry and forbidding Phantasy for violin with piano accompaniment. She makes light of the technical ­challenges of Xenakis’s rebarbative ­Dikthas, while at the other end of the postwar stylistic spectrum she and ­Lepper produce a beautifully voiced performance of Morton Feldman’s Spring of Chosroes. A very fine collection.

Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Morton Feldman
Spring of Chosroes, for violin and piano Work
1 Spring of Chosroes, for violin and piano 14:09

Bernd Alois Zimmermann
Sonate für Violine und Klavier
2 1.Sonata 4:32
3 2.Fantasia 5:39
4 3.Rondo 4:43

Arnold Schoenberg
5 Fantasy for Violin and Piano, Op.47 10:02

Iannis Xenakis
6 Dikhthas, for violin and piano 12:50

Carolin Widmann, violin
Simon Lepper, piano

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Carolin Widmann
Carolin Widmann. PQP Bach está, pessoalmente, em fase puramente violinística

PQP

Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Verklärte Nacht, Pelleas und Melisande

Link revalidado por PQP.

Verklärte Nacht (Noite Transfigurada), escrita em 1899 para um sexteto de cordas, foi um dos raríssimos sucessos que Schoenberg teve em vida. Já velho, quando vivia nos Estados Unidos, ficou surpreso e felicíssimo em perceber que um taxista ouvia sua música no rádio. Ao contrário de suas obras do período atonal, Noite transfigurada é apaixonante logo na primeira audição. O tema da obra é curioso: um casal se encontra numa noite de lua cheia, e no meio do pega-pega a moça revela, arrependida, que está grávida de outro homem. “Não importa” diz o rapaz, “vou cuidar da criança como se fosse minha e viveremos para sempre felizes”. A presente versão que vamos ouvir é uma transcrição feita pelo próprio compositor em 1917 para orquestra de cordas e revista em 1943. Devo confessar que Schoenberg fez certo, pois a orquestra dá mais dramaticidade à obra. Como a composição foi influenciada por Wagner e Brahms, eu diria que a versão para orquestra está para Wagner, assim como o sexteto está para Brahms. E como Karajan foi um perfeito condutor de Wagner, esta gravação é obrigatória. Até os maiores detratores de Schoenberg caem de amor por esta obra.

Pelleas und Melisande, Op. 5, escrita três anos depois, não teve o mesmo sucesso. A obra é tonal, mas tão intrincada, complexa e densa que praticamente sufoca o ouvinte. A peça é um poema sinfônico de Richard Strauss elevado a 10. Dizem alguns especialistas que Schoenberg “exagerou” no empenho de criar algo novo, mas como é recompensador. Em certos momentos eu chego a pular da cadeira: “Isso”. O problema é que o “isso” não é tão freqüente. Novamente, não há melhor defensor da obra que o general Karajan e sua filarmônica de Berlim.

Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Verklärte Nacht, Pelleas und Melisande

1. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 1. Grave
2. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 2. Molto rallentando
3. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 3. Pesante
4. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 4. Adagio
5. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 5. Adagio
6. Pelleas und Melisande op.5 – Die Achtel ein wenig bewegt
7. Pelleas und Melisande op.5 – Heftig
8. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 9: Lebhaft
9. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 16: Sehr rasch
10. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 33: Ein wenig bewegt
11. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 36: Langsam
12. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 43: Ein wenig bewegter
13. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 50: Sehr langsam
14. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 55: Etwas bewegt
15. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 59: In gehender Bewegung
16. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 62: Breit

Berlin Philharmonic Orchestra
Conducted by Herbert von Karajan

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fsf
“Vou cuidar da criança como se fosse minha e viveremos para sempre felizes”. É isso aí, tem que assumir!

CDF

Arnold Schoenberg (1874-1951): Violin Concerto Op.36 / Sibelius (1865-1957): Violin Concerto Op.47

Schoenberg já estava vivendo na Califórnia quando escreveu seu Concerto para Violino. Ainda era um ser humano ríspido, mandão e gostava de estar sempre cercado de acólitos, mas já estava, de forma muito curiosa, tropicalizado. Usava roupas incríveis, quase havaianas em seu radicalismo. Queria fazer músicas para filmes em Hollywood, mas pedia dinheiro demais e não era contratado… Teve também a ilusão de que seu Concerto tocaria nas rádios — hábito nos anos 30 e 40 — e que ficaria famoso nos States. Nada disso aconteceu e hoje ouvimos com interesse diminuto a obra, que é boa. Nada além disso.

Já o Concerto para Violino de Sibelius é tonal e glorioso. (PQP não é sempre apologista do tonal, bem entendido). Hillary Hahn e Esa-Pekka Salonen, com seus suecos, dão um banho. Acho que vale a audição, claro.

Arnold Schoenberg (1874-1951): Violin Concerto Op.36 /
Sibelius (1865-1957): Violin Concerto Op.47

1. Violin Concerto, Op.36 – 1. Poco Allegro 11:36
2. Violin Concerto, Op.36 – 2. Andante grazioso 7:30
3. Violin Concerto, Op.36 – 3. Finale. Allegro 10:38

4. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 1. Allegro moderato 17:20
5. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 2. Adagio di molto 8:36
6. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 3. Allegro, ma non tanto 7:16

Hilary Hahn, violino
Swedish Radio Symphony Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Schoenberg em seu exílio californiano
Schoenberg em seu exílio californiano. Sucesso, só com os alunos…

PQP

Arnold Schoenberg (1874-1951) – The Complete String Quartets

Acredito que os quartetos de cordas de Schoenberg estão entre as produções mais rasgadamente revolucionárias de tudo aquilo que se produziu em matéria de arte no século XX. Junto com os quartetos de Bartok, formam uma espécie de manifesto da música do século passado. Inicialmente, os quartetos do compositor austríaco se mostram amendrotadores. A música é dura, técnica, lógica. Eu, inclusive, que sou dado (em muito) aos eflúvios do romantismo, sinto um certo estranhamento quando ouço algo assim: “árido”, “pedregoso”, com imensas arestas aos ouvidos pouco afeitos à música do século XX. Mas nem por isso deixa de ser um terreno menos empolgante. Não disponho de muitas versões desses quartetos. Acredito que esta gravação com o New Vienna String Quartet tenha vindo a mim há mais de um ano. Estava lá na minha conta no Rapidshare – abril de 2010. Havia enviado para lá há um bom tempo. Somente hoje pela manhã, enquanto organizava uma planilha de gastos, baixei os arquivos (não consegui localizar nos meus arquivos) e comecei a ouvir. Após essa operação, senti-me premido a postar. Não deixe de ouvir, de andar por esses corredores apertados da música modernista. Uma boa apreciação!

Arnold Schoenberg (1874-1951) – The Complete String Quartets

DISCO 01

String Quartet No.1 in D minor, Op.7
01. 1. Nicht zu rasch
02. 2. Kräftig (nicht zu rasch)
03. 3. Mäßig (langsame viertel)
04. 4. Mäßig (heiter) New Vienna String Quartet

String Quartet No.2, Op.10
05. 1. Mäßig
06. 2. Sehr rasch
07. 3. Litanei (Langsam)
08. 4. Entrückung (Sehr langsam)

DISCO 02

String Quartet No.3, Op.30
01. 1. Moderato
02. 2. Adagio
03. 3. Intermezzo (Allegro moderato)
04. 4. Rondo

String Quartet No.4, Op.37
05. 1. Allegro molto, energico
06. 2. Comodo
07. 3. Largo
08. 4. Allegro

New Vienna String Quartet
Evelyn Lear, soprano

BAIXAR AQUI CD1
BAIXAR AQUI CD2

Carlinus

Arnold Schoenberg (1874-1951) – Gurre-lieder

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Gurre-Lieder é uma cantata composta por Arnold Schoenberg a partir de uma obra do escritor dinamarquês Jens Peter Jacobsen (traduzido para o alemão por Robert Franz Arnold). A tradução para o português seria mais ou menos assim: “canções de Gurre”. Gurre é um castelo medieval situado na Dinamarca. O poema trata sobre amor, assassinato e revelações tenebrosas. A obra é dividida em três partes. Schoenberg someçou a composição desse monumental trabalho em 1900 e somente concluiu em 1911. É uma obra gigantesca, de quase 100 minutos, que exige bastante disciplina para ser ouvida. O Mi bemol inicial é sufocante como uma sauna a vapor – uma imitação do Anel de Wagner, já que estamos falando da fase inicial de Schoenberg? A gravação ora apresentada é ao vivo. Mais informações AQUI. As informações das faixas foram extraídas a partir de uma gravação de Simon Rattle encontrada na Amazon.

Arnold Schoenberg (1874-1951) – Gurre-lieder

1. Gurrelieder, Part One: Orchestral Prelude
2. Gurrelieder, Part One: Nun dämfpt die Dämm’rung (Waldemar)
3. Gurrelieder, Part One: O, wenn des Mondes Strahlen (Tove)
4. Gurrelieder, Part One: Ross! Mein Ross! (Waldemar)
5. Gurrelieder, Part One: Sterne jubeln (Tove)
6. Gurrelieder, Part One: So tanzen die Engel vor Gottes Thron nicht (Waldemar)
7. Gurrelieder, Part One: Nun sag ich dir zum ersten mal (Tove)
8. Gurrelieder, Part One: Es ist Mitternachtszeit (Waldemar)
9. Gurrelieder, Part One: Du sendest mir einen Liebesblick (Tove)
10. Gurrelieder, Part One: Du wunderliche Tove! (Waldemar)
11. Gurrelieder, Part One: Orchestral interlude
12. Gurrelieder, Part One: Tauben von Gurre (Waldtaube)
13. Gurrelieder, Part Two: Herrgott, weisst du, was du tatest
14. Gurrelieder, Part Three: Erwacht, König Waldemars Mannen wert! (Waldemar)
15. Gurrelieder, Part Three: Deckel des Sarges klappert (Bauer & Chor)
16. Gurrelieder, Part Three: Gegrüsst, o König (Waldermars Männen)
17. Gurrelieder, Part Three: Mit Toves stimme flüstert der Wald (Waldemar)
18. Gurrelieder, Part Three: ‘Ein seltsamer Vogel ist so’n Aal’ (Klaus-Narr)
19. Gurrelieder, Part Three: Du strenger Richter droben (Waldemar)
20. Gurrelieder, Part Three: Der Hahn erhebt den Kopf zur Kraht
21. Gurrelieder, Des Simmerwindes wilde Jagd: Orchestral Prelude
22. Gurrelieder, Des Simmerwindes wilde Jagd: Herr Gänsefuss, Frau Gänsekraut (Sprecher)
23. Gurrelieder, Des Simmerwindes wilde Jagd: Seht die Sonne (Chor)

 

Bavarian Radio Chorus Bavarian
Radio Symphony Orchestra

Zubin Mehta, regente

Sharon Sweet, Tove
Florence Quivar, Waldtaube
Jon Frederic West, Waldemar
Hans Hotter, Erzähler
Jon Garrison, Klaus Narr
David Wilson-Johnson, Bauer

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Carlinus

Arnold Schoenberg (1874-1951) Serenade, Op. 24, 5 Pieces for Orchestra, Op. 16 e Ode to Napoleon Buonaparte, Op. 41

Um post de extraordinário calibre. Um CD que revela hiatos bem interessantes da produção de Schoenberg. Empregar adjetivos de grande, revolucionário, importante, a Schoenberg é patinar no que já foi dito. Qualquer estudo que se faça na história da música deve incluir esse austríaco que além de músico era pintor, amante da literatura e da filosofia. Dizem que Schoenberg era fascinado pelos números, tendo criado uma relação “zagálica” com o número “13”. Mas isso é outra história. Ouçamos a música de Arnold. Boa apreciação!

Arnold Schoenberg (1874-1951) Serenade, Op. 24, 5 Pieces for Orchestra, Op. 16 e Ode to Napoleon Buonaparte, Op. 41

Serenade, op.24 (1920-23) for clarinet, bass clarinet, mandolin, guitar, violin, viola, cello, and a deep male voice 01. I. Marsch
02. II. Menuett
03. III. Variationen
04. IV. Sonett von Petrarca: “O könnt’ ich je der Rach’ an ihr genesen”
05. V. Tanzscene
06. VI. Lied (ohne Worte)
07. VII. Finale

Recorded in Paris, April 10, 1979

5 Pieces for Orchestra, op.16 (1909, rev. 1922)
08. I. Vorgefühle
09. II. Vergangenes
10. III. Farben
11. IV. Peripetie
12. V. Das obligate Rezitativ

Recorded in London, September 23, 1976

Ode to Napoleon Buonaparte, op.41 (1942) for string quartet, piano, and reciter
13. Ode to Napoleon Buonaparte, op.41

BBC Symphony Orchestra
Esemble InterContemporain
Pierre Boulez, regente

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Carlinus

Brahms – Schoenberg: Quarteto para Piano, Op. 25 (Arranjo para Orquestra)

Na minha opinião, trata-se do melhor Quarteto para Piano já escrito. E Schoenberg arranjou-o para orquestra, assim como fez com prelúdios de Bach e muitas outras obras. Afora o luxuoso tratamento que lhe dá Schoenberg, a música de Brahms é de primeiríssima linha, coisa de louco mesmo. Não deixem de ouvir.

IMPERDÍVEL!!!

Brahms – Schoenberg: Quarteto para Piano, Op. 25 (Arranjo para Orquestra de Arnold Schoenberg)

1. Piano Quartet in G Minor, Op. 25 – Allegro 13:42
2. Piano Quartet in G Minor, Op. 25 – Intermezzo (Allegro, ma non troppo) 8:40
3. Piano Quartet in G Minor, Op. 25 – Andante con moto 10:18
4. Piano Quartet in G Minor, Op. 25 – Rondo alla zingarese 8:53

Baltimore Symphony Orchestra
Sergiu Comissiona

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PQP

Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Concerto for string quartet & orchestra (after Handel’s Concerto Grosso, Op.6/7)

Imaginem Handel, no anos 1930, escrevendo um concerto para quarteto de cordas e grande orquestra? Schoenberg fez aqui um milagre: vestiu o barroco com uma roupagem moderna numa magnífica transcrição do concerto grosso op.6/n.7 de Handel, onde é possível até perceber traços de Brahms (início do último movimento, por exemplo). Eu acho que até os puristas vão adorar. A gravação é raríssima e excelente.

As outras obras do disco resolvi omitir para uma futura postagem.

CDF

Faixas:

1. 1. Largo
2. 2a. Allegro
3. 2b. Largo
4. 3. Allegretto grazioso
5. 4. Hornpipe – Moderato

Performed by San Francisco Ballet Orchestra
with Lark Quartet
Conducted by Jean-Louis LeRoux

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Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Erwartung, Cabaret Songs

É tão compreensivo que um ouvinte rejeite a música de Schoenberg. Como sentir prazer diante de algo que só é possível assimilar (caso assimile) acostumando o cérebro às dissonâncias e contrastes expressionistas, muitas vezes reveladoras de uma face pouco encantadora da natureza humana? No entanto como podemos ser completos, observando o mundo e a nós mesmos, se não lidamos com todos os aspectos conflitantes, como aqueles revelados na literatura de Dostoievski e tão bem aceitos por nós? Mas a música, por ser algo mais direto, parece ter aceitação quando apenas nosso lado romântico, engraçado, virtuoso ou divino é mostrado.

Erwartung de Schoenberg é um monodrama sobre medo e o descontrole. Alguns críticos a chamam de música freudiana. Não é realmente algo bonito de se ouvir. A história é um monólogo psicológico sobre uma mulher que espera seu amante numa floresta, até que ela descobre o corpo do rapaz assassinado. A partir daí ela começa a ter uma série de distúrbios e lembranças sobre uma possível traição dele ou até mesmo dela ter sido a autora do crime. A obra foi escrita para soprano e orquestra com pavorosas situações de desespero e agonia. Jessye Norman confessou que foi o papel mais difícil de sua carreira. Mas como foi recompensador o seu esforço, não há quem a supere aqui.

Quem vai encarar?

Para aqueles que não vão nessa empreitada, tentem ouvir as músicas de cabaret de Schoenberg. São lindíssimas e engraçadas, com destaque a última faixa do disco que não canso de ouvir.

CDF

Faixas:

1 -9. Erwartung, Op.17
10. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Galathea
11. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Gigerlette
12. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Der genügsame Liebhaber
13. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Einfältiges Lied
14. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Mahnung
15. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Jedem das seine
16. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Seit ich so viel Weiber sah
17. Cabaret Songs for voice & chamber orchestra – Nachtwandler

Performed by Metropolitan Opera Orchestra
with Jessye Norman
Conducted by James Levine

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Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Pierrot Lunaire, Bach BWV 552

A minha procura pela gravação de Pierrot Lunarie feita pela cantora Maria Bergmann, conduzida por Hans Rosbaud (selo WERGO), tem sido incessante. Pois guardo na memória o impacto que esta obra me causou e que, desde então, não venho sentindo com outras gravações. Um amigo sumiu com o disco e nunca mais o vi. Mas fiquei satisfeito com o disco Schäfer-Boulez, já postado aqui, que tem muitos detalhes revelados, mas pouco do lado obscuro (uma pena). Mas tenho uma bela compensação ou um complemento do disco Schäfer-Boulez que coloco aqui, até aguardar o disco da Wergo (será que alguém o encontra neste universo virtual? É uma raridade e está fora de catálogo fazem muitos anos). Jane Manning está muito convincente e Simon Rattle, ainda novinho (gravação de 1978), segura a peteca com perfeição. Aproveitem.

Outra surpresa que vos trago é a BWV 552 de Bach numa transcrição nada literal para orquestra feita por Schoenberg. Essa transcrição teve sua estréia em 1929 sob a regência de Furtwangler com a Filarmônica de Berlim. A obra recebeu grandes elogios, principalmente de Webern (que tem uma transcrição famosa de um movimento da Oferenda Musical de Bach). Não tenho informações sobre a gravação.

Um presente para curtir e se emocionar neste fim de semana (já ouvi umas 200 vezes essa transcrição).

CDF

Pierrot Lunaire
Performed by Nash Ensemble
with Jane Manning
Conducted by Simon Rattle

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Bach-Schoenberg (BWV 552):

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Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Pierrot Lunaire, Ode To Napoleon

Após aquele disco de Glenn Gould com as deliciosas e românticas canções de Schoenberg, aqui encontramos um ciclo de canções absolutamente revolucionário – Pierrot Lunaire de 1912. O pequeno melodrama para voz feminina e grupo de câmara é composto de 21 canções ultra-expressionistas, onde Schoenberg emprega a técnica (não inédita) do falado-cantado (Sprechstimme). As sensações sobre a noite, a lua, decapitação (Enthauptung) … são narradas-cantadas por uma personagem apavorante e salientadas pelos instrumentistas de forma virtuosa e febril.

A capacidade de Boulez de dar um novo brilho as obras que rege é mesmo espantosa. Gosto de tudo que ele grava. E a falta de fervor que alguns críticos condenam, eu vejo como uma vantagem. No entanto, no caso de Pierrot Lunaire, a dupla Christine Schäfer-Boulez poderia se soltar mais no imaginário psicótico da obra. Mas a clareza e majestosa voz de Schafer compensam a ausência de alucinadas declamações que eu gostaria de ouvir (noutra oportunidade postarei o que acho adequado). Ajuda muito assistir o DVD feito pelo mesmo grupo de músicos do cd. A direção lembra muito aqueles “absurdos” geniais de David Lynch.

Cannon

Outra importante obra deste disco é Ode a Napoleão, cujo texto de Byron (escrito em 1816) poderia ser chamado de Ode a Hitler ou qualquer outro ditador. Foi escrita por Schoenberg em 1942 e é uma das grandes obras-primas do século XX. Gravação exuberante.

CDF

cd:
1. Act I, No. 1, “Mondestrunken”
2. Act I, No. 2, “Colombine”
3. Act I, No. 3, “Dandy”
4. Act I, No. 4, “Die blasse Wascherin”
5. Act I, No. 5, “Valse de Chopin”
6. Act I, No. 6, “Madonna”
7. Act I, No. 7, “Der kranke Mond”
8. Act II, No. 8, “Nacht”
9. Act II, No. 9, “Gebet an Pierot”
10. Act II, No. 10, “Raub”
11. Act II, No. 11, “Rote Messe”
12. Act II, No. 12, “Galgenlied”
13. Act II, No. 13, “Enthauptung”
14. Act II, No. 14, “Kreuze”
15. Act III, No. 15, “Heimweh”
16. Act III, No. 16, “Gemeinheit”
17. Act III, No. 17, “Parodie”
18. Act III, No. 18, “Mondfleck”
19. Act III, No. 19, “Serenade”
20. Act III, No. 20, “Heimfahrt”
21. Act III, No. 21, “O alter Duft”
22. Herzgewachse Opus 20
23. Ode To Napoleon Buonaparte Opus 41

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Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Lieder

Caros amigos, confesso minha total displicência com vocês. Tenho tanta coisa para oferecer, mas como o tempo parece favorecer assuntos burocráticos e sem importância, sucumbo ao silêncio. Mas o fã das minhas intervenções sabe que a espera é sempre recompensadora. Não direi o que pretendo colocar no futuro, mas a cipoada de discos raros que pretendo postar é absurdamente empolgante e digna deste digníssimo site. Claro que não esquecerei minhas dívidas com os senhores, os outros discos da coleção Webern vão sair em breve. Na verdade sigo um pouco a política do meu irmão mais velho, gosto de colocar aquilo que ouço no momento, e para Webern, a audição deve ser curtida em espaços longos.

Mas o belo disco de canções de Webern, postado anteriormente, motivou a audição de outro grande disco com canções de Schoenberg. Este precioso disco que vos trago é uma das pérolas de minha coleção. Canções tão belas e românticas, que podem ser ouvidas com suas amadas antes do ato sexual. Ao contrário de Webern, Schoenberg não esperou atingir sua maturidade para publicar seu opus 1. O mestre percebeu que aquelas canções, mesmo bem pouco originais, mereceriam sua assinatura final. Fez certo. Os ciclos de canções op.1, op.2, op.3 e op.6 são inesquecíveis e ganham uma ótima interpretação do grande pianista Glenn Gould com cantores desconhecidos. Ressalto que a parte dedicada ao pianista tem igual importância ao dos cantores. Aliás, a fascinação de Gould por estas jóias pode ser sentida em seus gemidos, muito bem capitados pelos microfones.

Das Buch der hängenden Gärten” op.15 é a principal obra do disco. São 15 canções compostas na fase decisiva na história da música, entre 1908 e 1909. Aqui já temos um outro compositor, menos espontâneo, contudo harmonicamente superior ao dos outros ciclos. Peças de um grande mestre que ainda não está seguro no caminho que vai seguir. Terminam de maneira evasiva e conflituosa, mas apontando para o inevitável fim da tonalidade. Glenn Gould é absolutamente perfeito nessas obras, e os cantores são bem competentes.

Disco 1:

1 – 2. Zwei Gesänge, Op. 1
3 – 6. Vier Lieder, Op. 2
7 – 21. “Das Buch der hängenden Gärten” op. 15

Disco 2:

1 – 6. Sechs Lieder, Op. 3
7 – 8. Zwei Balladen, Op. 12
9 – 11. Drei Lieder, Op. 48
12 – 13. Zwei Lieder, Op. 14
14 – 15. Zwei Lieder, Op. post.
16 – 23. Acht Lieder, Op. 6

CDF Bach

DISCO 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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