Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis, Op. 123 (Herreweghe)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis, Op. 123 (Herreweghe)

Pois bem, após várias solicitações, não apenas do Sander, mas de vários outros de nossos leitores / ouvintes, trago para os senhores a Missa Solemnis. Sempre citando Maynard Solomon, temos a seguinte descrição e detalhes da obra:

“Tal como a primeira missa de Beethoven, a Missa Solemnis, op. 123, foi escrita para uma ocasião específica: destinava-se a celebrar a investidura do arquiduque Rudolph (1788-1831) como arcebispo de Olmütz (na Morávia) em 9 de março de 1820. Rudolph, filho do imperador Leopold II e irmão do imperador Franz era o mais importante dos mecenas de Beethoven desde 1809 em diante, e o beneficiário de nada menos que 15 dedicatórias, incluindo as dos Concertos para Piano nº 4 e 5, o Trio, op 97 (Arquiduque), as Sonatas opp. 106 e 111, e a Grosse Fugue, op. 133.

(…) A Missa tornou-se a paixão absorvente de Beethoven durante quatro anos, substituíndo Fidélio como a grande ‘obra problemática’ de sua carreira; Com efeito, há um sentido em que a Missa Solemnis passou a ser encarada por Beethoven como uma composição talismática, cujo valor para ele era tão grande que – como vimos antes – enveredou por uma série incomum de negociações e manipulações financeiras a respeito de sua publicação, o que lhe custou não poucas amizades e lhe granjeou a desagradável reputação de práticas comerciais desonestas.

(…) Embora possamos estar certos de que Beethoven verteu na Missa Solemnis seus mais profundos sentimentos religiosos, podemos estar certos de que não foi a adesão ao catolicismo que inspirou a obra. Conforme tem sido frequentemente assinalado, a peça nunca esteve inteiramente à vontade na sala de concerto nem na igreja. Em várias ocasiões, Beethoven sugeriu que ela poderia ser executada como “um grande oratório” (…)

(…) Entretanto, deve-se reconhecer também o papel desempenhado pela imaginação produtiva, e, embora existam muitos ‘caminhos novos para velhas ideias’, na Missa Solemnis, sua importância histórica reside predominantemente no modo como, muito mais do que reproduzidas, nela foram remodeladas as tradições da música litúrgica. Isso foi feito praticamente pelo mesmo método que criou a grande música religiosa dos predecessores de Beethoven, de Dufay a Josquin, a Handel e Bach, ou seja, uma recusa em aceitar as formas e linguagens recebidas como modelos eternos, e uma infusão de elementos seculares derivados de estilos musicais não-litúrgicos que ampliaram as possibilidades expressivas da forma, dando origem a novos significados associacionistas que, por seu turno, se embutiram na matriz da gramática musical mais recente.” (SOLOMON, p. 406-411)

Lendo este texto, não pude deixar de concordar quando ele diz que a Missa Solemnis sente-se pouco a vontade se executada numa igreja. Ou seja, Beethoven criou uma nova música sacra que, embora imbuída de profunda religiosidade, não necessariamente pode ser considerada música sacra, nos moldes a que nos acostumamos ao ouvir dos grandes mestres do gênero, como papai Bach, ou Handel. O próprio Beethoven teria escrito que considerava a música a capella o único estilo eclesiástico verdadeiro, “talvez por não desejar que a obra servisse a sua normal função apaziguadora como uma idealização da perpetuidade e imutabilidade da crença (SOLOMON, p. 409-410).

Curiosamente, enquanto escrevo este texto, ouço uma das melhores versões da 9º sinfonia que já tive a oportunidade de ouvir, uma contribuição da Laís Vogel, que está me ajudando  entender esta análise tão pormenorizada de Solomon. Em outras palavras, antes o homem que a fé. “A religião permanece constante, só O homem é inconstante”, terie escrito Beethoven a um amigo, discutindo sobre a imortalidade.

Para concluir, basta acrescentar que Beethoven considerava essa Missa a maior obra que compusera até então. Gosto muito da conclusão de Solomon em sua análise desta obra:

“(…) E assim, o conflito em curso entre a fé e a dúvida em Beethoven é revelado na Missa Solemnis. Como Riezler sabia, no “Donna nobis pacem”, com seus sons de discórdia e guerra, e seus angustiados clamores de paz, interior e exterior, Beethoven ‘atrevera-se a permitir que a confusão do mundo exterior invadisse o domínio sagrado da música eclesiastica’. Neste sentido, a Missa Solemnis antevê as questões e dúvidas teológicas – a par da guerra travada entre ciência e religião – que dominariam o campo da batalha intelectual do século XIX.”

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Missa Solemnis, Op. 123 (Herreweghe)

1 – Kyrie 11`55
2 – Gloria 16`59
3 – Credo 17`41
4 – Sanctus 5`16
5 – Benedictus 9`22
6 – Agnus Dei 16`09

Rosa Mannion – Soprano
Birgit Remmert – Contralto
James Taylor  – Tenor
Cornelius Hauptmann – baixo
Choir de la Chapelle Royale et du Collegium Vocale
Orchestre des Champs Elysées
Phillipe Herreweghe – Director

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O regente Herreweghe é ateu confesso, dizem
O regente Herreweghe é ateu confesso, dizem

FDP Bach

Beethoven (1770-1827): Os 5 Concertos para Piano com Paul Lewis (revalidado)

Conheci Paul Lewis através de uma gravação ao vivo da última sonata de Beethoven, a Op. 111. Realização extraordinária, cuja aparente simplicidade e profunda verdade cativaram minha atenção ao pianista para sempre.

Não muito tempo depois consegui a gravação integral das sonatas em estúdio, que Paul Lewis realizou entre 2006 e 2008 (disponibilizada aqui), e viciei: confesso que de lá pra cá raramente consigo suportar ouvi-las nas realizações de outros pianistas.

Nada mais natural, portanto que também quisesse disponibilizar os concertos de Beethoven com Lewis – o que fiz aqui originalmente em 16/09/2012 – mas confesso que não senti o mesmo entusiasmo que com as sonatas. Na ocasião levantei a hipótese de que o maestro não estivesse à altura da genialidade interpretativa do pianista –

… mas admito que pode ser um julgamento totalmente injusto. O fato é que qualquer interpretação de Lewis (inclusive as das sonatas) exige algum tempo de convívio, de audição repetida, até chegarmos a reconhecer toda a sua sutil grandeza. E é engraçado como a idade vem me tirando o gosto de ouvir massas orquestrais, me deixando cada vez mais fã da beleza do pequeno… E então simplesmente não parei para ouvir estas gravações por tanto tempo quanto a das sonatas. Quer dizer: ainda não me concedi a chance de me entusiasmar.

Seja como for, a esta altura já não dá pra falar de piano de Beethoven no século XXI sem levar Paul Lewis em conta. No mínimo por isso, estas gravações merecem ser conhecidas. Por isso tratei de incluí-las logo na “campanha de revalidação” dos links das postagens de Ranulfus (iniciada há poucos dias com as duas postagens de Porgy and Bess: na versão original e integral de Gershwin, e na extraordinária releitura de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald).

Mas, enfim, falávamos de Beethoven; vamos a ele, então!

BEETHOVEN: OS CINCO CONCERTOS PARA PIANO
BBC Symphony Orchestra regida por Jirí Belohlávek
Piano: Paul Lewis

Concerto No 1, em Do Maior, op.15 (1796-97)
I. Allegro con brio
II. Largo
III. Rondò: Allegro scherzando

Concerto No 2, em Si b Maior, op.19 (1787-89-95)
I. Allegro con brio
II. Adagio
III. Rondò: Molto allegro

Concerto No 3, em Do menor, op.37 (1800)
I. Allegro con brio
II. Largo
III. Rondò: Allegro

Concerto No 4, em Sol Maior, op.58 (1805-06)
I. Allegro moderato
II. Andante con moto in E minor
III. Rondò (Vivace)

Concerto No 5, em Mi b Maior, op. 73, “Imperador” (1809-11)
I. Allegro
II. Adagio un poco mosso
III. Rondò: Allegro ma non troppo

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Ranulfus, com a colaboração de FDP Bach

P.S. do Pleyel ao repostar em 2026: Nós, colaboradores do PQPBach, moramos em cidades diferentes. Por um acaso do destino, eu morei perto do Ranulfus nos seu últimos anos de vida. Estivemos juntos em alguns concertos e recitais de piano e pude constatar o amplo conhecimento que ele tinha do instrumento, além do seu gosto um tanto peculiar, o que é um elogio, pois preferimos (aqui o incluo por pura dedução) as extravagâncias de um gosto peculiar do que a mesmice de quem fica caçando likes e compartilhamentos com base no que todo mundo está achando. Então sempre levo a sério as recomendações dele – Debussy com Werner Haas / Noel Lee (pianos) e Martinon / ORTF, Chopin com Guiomar Novaes, Franck com André Isoir e este Beethoven com Paul Lewis, além dos “interlúdios” com Roberta Flack, Baden Powell, Egberto Gismonti/Naná Vasconcelos, Nara Leão e muitos outros…

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violoncelo (completas) (Isserlis, Levin)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violoncelo (completas) (Isserlis, Levin)

Nesta gravação, Steven Isserlis, juntamente com seu colaborador habitual, o pianista Robert Levin, apresenta as obras completas de Beethoven para violoncelo e piano, incluindo o arranjo de Beethoven para a sua Sonata para Trompa. O uso do pianoforte abre uma riqueza de possibilidades sonoras para essas obras. As cinco sonatas de violoncelo abrangem todas as fases de composição de Beethoven e, creio, são o ciclo mais importante de sonatas de violoncelo de todo o repertório. Isserlis escreve que o compositor “primeiro transforma o violoncelista num virtuoso confiante da forma clássica e, em seguida, um místico explorando estranhos mundos novos de beleza sobrenatural”. Não chego a ser apaixonado por estas Sonatas, mas a Op. 102, Nº 2, é fodíssima. Vale a pena,

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas pata Violoncelo (completas) (Isserlis, Levin)

CD 1 79:50

Cello Sonata In F Major Op 5 No. 1
1.1 Adagio Sostenuto 2:47
1.2 Allegro 14:11
1.3 Allegro Vivace 7:05

Cello Sonata In G Minor Op 5 No. 2
1.4 Adagio Sostenuto Ed Expressivo 5:19
1.5 Allegro Molto Più Tosto Presto 14:12
1.6 Rondo: Allegro 9:16

Cello Sonata In A Major Op 69
1.7 Allegro, Ma Non Tanto 12:35
1.8 Scherzo: Allegro Molto 5:24
1.9 Adagio Cantabile 1:30
1.10 Allegro Vivace 7:28

CD 2 79:08

Cello Sonata In C Major Op 102 No. 1
2.1 Andante 2:53
2.2 Allegro Vivace 5:11
2.3 Adagio Tempo D’andante 3:15
2.4 Allegro Vivace 4:28

Cello Sonata In D Major Op 102 No. 2
2.5 Allegro Con Brio 6:43
2.6 Adagio Con Molto Sentimento D’affetto 8:12
2.7 Allegro – Allegro Fugato 4:34
2.8 Variations In G Major On “See The Conqu’ring Hero Comes” From Handel’s Judas Maccabacus Wo 045 11:24
2.9 Variations In F Major On “Ein Mädchen Oder Weibchen” From Mozart’s Die Zauberflöte Op 66 9:17
2.10 Variations In E Flat Major On”Bei Männern, Weiche Liebe Fühlen” From Mozart’s Die Zauberflöte Wo 046 8:54

Horn Sonata In F Major Op 17, Arranged For Cello And Piano
2.11 Allegro Moderato 7:50
2.12 Poco Adagio, Quasi Andante 1:19
2.13 Rondo: Allegro Moderato 5:05

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Oi? | Arte de Sergio Artigas (http://artigas.deviantart.com/art/Ludwig-van-Beethoven-07-152989423)
Oi? | Arte de Sergio Artigas (http://artigas.deviantart.com/art/Ludwig-van-Beethoven-07-152989423)

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 74 & 130 (Chiaroscuro Quartet)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 74 & 130 (Chiaroscuro Quartet)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Quarteto Op. 74, conhecido como “das Harpas”, foi composto em 1809, durante os anos em que Napoleão sitiou Viena. A alcunha vem do primeiro movimento: Beethoven cria um efeito de harpa através de pizzicatos que se espalham pelos quatro instrumentos, uma textura leve e mágica que ilumina todo o quarteto. É uma obra de surpreendente serenidade para um período tão conturbado. O movimento lento, um adágio de beleza contida, desenha longas linhas melódicas que parecem flutuar acima da agitação de Donald Trumpo. O Scherzo irrompe com violência rítmica, quase brutal, mas é o finale que impressiona: uma variação com contratempos e síncopes que desafiam o ouvinte a encontrar o tempo, num jogo de desorientação deliciosa. O Op. 74 é Beethoven no meio de sua vida: maduro, contido, mas ainda capaz de explosões de humor e invenção.

Já o Op. 130, composto entre 1825 e 1826, pertence ao território do último Beethoven, onde as regras já foram “flexibilizadas”… A obra tem seis movimentos, uma estrutura inédita, e o primeiro movimento alterna momentos de dança quase ingênua com interjeições violentas. O segundo movimento é um Presto curto e frenético, uma corrida alucinada de dois minutos. O terceiro, um “Andante con moto ma non troppo”, desenha uma melodia simples que vai sendo quebrada e reconstruída a cada repetição. O quarto movimento é uma dança alemã, a Danza tedesca, de uma leveza que parece vir de outro século. Mas é o quinto movimento, a “Cavatina”, que rasga a coração: Beethoven escreveu-a em prantos, segundo testemunhas, e ela é uma página de tal desnudamento emocional que parece parar o tempo. E então vem o finale original, a “Grande Fuga”, um monstro sagrado de contraponto e dissonância que os editores da época pediram que Beethoven deixasse separado. Hoje sabemos que a Fuga é uma das portas para o século XX. Beethoven então escreveu um novo finale, mais leve e dançante, e o Op. 130 ganhou dois finais possíveis – um que encerra em paz, outro que explode o quarteto em mil pedaços. É o próprio Beethoven: a um passo do abismo, dançando sobre o vazio. Aqui, encerramos em paz.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 74 & 130 (Chiaroscuro Quartet)

String Quartet No.10 In E Flat Major, ‘Harp’, Op. 74 (29:29)
1 I. Poco Adagio — Allegro 9:28
2 II. Adagio Ma Non Troppo 8:59
3 III. Presto — Più Presto Quasi Prestissimo — Tempo I 4:56
4 IV. Allegretto Con Variazioni 5:51

String Quartet No.13 In B Flat Major, Op.130 (41:10)
5 I. Adagio Ma Non Troppo — Allegro 13:23
6 II. Presto 2:08
7 III. Andante Con Moto Ma Non Troppo. Poco Scherzoso 6:47
8 IV. Alla Danza Tedesca. Allegro Assai 3:09
9 V. Cavatina. Adagio Molto Espressivo 5:54
10 VI. Finale. Allegro 9:22

Cello [Chiaroscuro Quartet] – Claire Thirion
Viola [Chiaroscuro Quartet] – Emilie Hornlund*
Violin [Chiaroscuro Quartet] – Alina Ibragimova, Pablo Hernán Benedí

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O pessoal do Chiaroscuro passeando pelo relvado da Livraria Bamboletras em Porto Alegre

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 18 Nos. 4-6 (Chiaroscuro Quartet)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 18 Nos. 4-6 (Chiaroscuro Quartet)

Uma gravação muito, mas muito boa! Os últimos três Quartetos do Op. 18, escritos entre 1798 e 1800, mostram Beethoven se despedindo do classicismo de Haydn e Mozart para ensaiar seus primeiros gestos de, digamos, rebeldia. O Quarteto Nº 4  é o mais tempestuoso do conjunto. Ele pulsa com a urgência dramática e os contrastes bruscos que antecipam o Beethoven maduro. O segundo movimento, um scherzo nervoso e sincopado, parece menos uma dança e mais um tique nervoso… Já o Nº 5 funciona como uma pausa luminosa. Seu primeiro movimento é gracioso e arioso, quase mozartiano — o tema do minueto já carrega um sotaque campestre e a voz tipicamente beethoveniana. O destaque vem do movimento lento, um conjunto de variações sobre uma melodia melancólica que ganha contornos de ária trágica, intercalada por súbitos lampejos de furor. Por fim, o Nº 6 fecha o opus com um enigma. O quarteto é conhecido pelo final, intitulado “La Malinconia” (A Melancolia). Beethoven introduz um adagio lento e arrastado, cheio de pausas e harmonias dissonantes que parecem suspensas no ar, e então, sem aviso, irrompe em uma alegre dança vienense. É como se a melancolia fosse a sombra inevitável da leveza. Com esses quartetos, Beethoven prova que já dominava a forma herdada dos mestres, mas seu temperamento inquieto — e uma certa tristeza — já começava a rachar a moldura clássica por dentro.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 18 Nos. 4-6 (Chiaroscuro Quartet)

String Quartet N°4 In C Minor Op.18 N°4 (23:28)
1 I. Allegro Ma Non Tanto 8:31
2 II. Andante Scherzoso Quasi Allegretto 6:28
3 III. Menuetto 3:48
4 IV. Allegro – Prestissimo 4:53

String Quartet N°5 In A Major Op.18 N°5 (30:13)
5 I. Allegro 9:19
6 II. Menuetto 4:15
7 III. Andante Cantabile 9:45
8 IV. Allegro 7:08

String Quartet N°6 In B Flat Major Op.18 N°6 (25:11)
9 I. Allegro Con Brio 8:33
10 II. Adagio Ma Non Troppo 6:27
11 III. Scherzo 2:57
12 IV. La Malinconia 7:45

Cello [Chiaroscuro Quartet] – Claire Thirion
Viola [Chiaroscuro Quartet] – Emilie Hornlund*
Violin [Chiaroscuro Quartet] – Alina Ibragimova, Pablo Hernán Benedí

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O pessoal do ótimo Chiaroscuro na fase clara.

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 18 Nos. 1-3 (Chiaroscuro Quartet)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 18 Nos. 1-3 (Chiaroscuro Quartet)

Os seis quartetos de cordas do Op. 18 representam a primeira grande abordagem de Beethoven a uma forma que Haydn e Mozart haviam levado à perfeição. Publicados em 1801 mas compostos ao longo de vários anos, esses quartetos ainda respiram o ar do classicismo vienense, porém com uma tensão muscular e um ímpeto dramático que já anunciam o homem de Bonn. Os três primeiros quartetos, numerados de 1 a 3, são particularmente fascinantes por revelarem um compositor praticando as regras enquanto testa suas fronteiras. O Quarteto número 1, talvez o mais direto do conjunto, abre com uma elegância quase haydniana, mas logo exibe surpresas rítmicas e ousadias harmônicas que nenhum mestre do período teria se permitido. O segundo é um compêndio de contrastes: o primeiro movimento dança com graça, enquanto o Adagio cantabile e sonhador parece antecipar a languidez de Chopin. Já o terceiro quarteto, guarda no seu coração um movimento lento de beleza comovente e sombria, quase operística, como se Beethoven já ensaiasse as lágrimas que mais tarde vertaria nos quartetos finais. O que une os três é a clareza da escrita e o respeito pela conversa entre os quatro instrumentos – vozes que se interrompem, se imitam, se abraçam. Não há ainda o Beethoven fraturado dos quartetos tardios, mas há um jovem mestre que, ao herdar uma forma, já a empurra para o abismo. Essas obras respiram a liberdade recém-conquistada do compositor que se despede do século dezoito. E ao ouvi-las, imaginamos um Beethoven que sorri enquanto dobra a meta.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): String Quartets, Op. 18 Nos. 1-3 (Chiaroscuro Quartet)

String Quartet No. 1 In F Major, Op. 18
I. Allegro Con Brio 8:59
II. Adagio Affetoso Ed Appassionato 9:42
III. Scherzo. Allegro Molto 3:17
IV. Allegro 6:52

String Quartet No. 2 In G Major, Op. 18
I. Allegro 7:42
II. Adagio Cantabile 5:19
III. Scherzo. Allegro 4:12
IV. Allegro Molto, Quasi Presto 5:46

String Quartet No. 3 In D Major, Op. 18
I. Allegro 7:58
II. Andante Con Moto 7:08
III. Allegro 3:03
IV. Presto 6:25

Cello [Chiaroscuro Quartet] – Claire Thirion
Viola [Chiaroscuro Quartet] – Emilie Hornlund*
Violin [Chiaroscuro Quartet] – Alina Ibragimova, Pablo Hernán Benedí

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Enfim, o Chiaroscuro em foto.

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, op. 61, Romances / Franz Schubert (1797-1828): Rondo in A Major for Violin & Orchestra, D. 438 (Ehnes / Manze)

Gostaria de dedicar esta postagem, na verdade, repostagem, à memória de meu irmão mais velho, Maurício, que faleceu há pouco menos de quatro anos, e que faria aniversário no dia de hoje, 16 de setembro. Ele era um entusiasta da música, e foi em uma caixa de discos que ele me mandou que encontrei uma gravação deste imortal concerto, nas imortais mãos de David Oistrakh. Descanse em paz, mano, um dia nos reencontraremos novamente para ouvir boa música !!!

Nosso querido mentor, PQPBach, e sua namorada, que é violinista, consideram James Ehnes um dos principais violinistas da atualidade. E não há como negarmos tal afirmativa.  O cara tem um talento incrível, e sempre nos oferece novas possibilidades, mesmo naquelas obras tão conhecidas do repertório, como neste concerto de Beethoven, que creio que todos conhecem de cor e já devem ter ouvido dezenas de vezes com diversos outros intérpretes. Ouçam a cadenza escrita pelo lendário Fritz Kreisler para entenderem do que estou falando.

Além do concerto, também temos aqui os dois Romances, também escritos para Violino e Orquestra, e o belíssimo Rondo in A major, de Schubert.

Para completar o pacote, o regente é o Andrew Manze, que conhecemos bem com um excelente violinista, especializado no repertório barroco. Em outras palavras, os senhores estão em muito boas mãos.

Resumindo, trata-se de um esplêndido CD, seríssimo candidato a lançamento do mês da Revista Gramophone, quiçá, melhor lançamento do ano, da mesma revista.

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)

VIOLIN CONCERTO in D major op61
1 i Allegro ma non troppo* 23.24
2 ii Larghetto 9.40
3 iii Rondo*: Allegro 9.52

*Cadenzas by Fritz Kreisler

ROMANCE No.1 in G major for violin & orchestra op40 6.40

ROMANCE No.2 in F major for violin & orchestra op50 8.08

FRANZ SCHUBERT (1797-1828)

Rondo in A major for violin & orchestra D438 13.33
Adagio – Allegro giusto

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FDP

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino de 1 a 3 (Op. 12) – Variações sobre ‘Se vuol’ballare’ (Ehnes, Armstrong)

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino de 1 a 3 (Op. 12) – Variações sobre ‘Se vuol’ballare’ (Ehnes, Armstrong)

O 250º aniversário de Beethoven está chegando em 2020, mas os maiores craques, orquestras e gravadoras estão comemorando antes. Pela DG, Andris Nelsons já lançou uma extraordinária integral das sinfonias e Ehnes vem a passos largos gravando as Sonatas. Talvez isso acabe esvaziando a data de 17 de dezembro de 2020. Nós, por exemplo, postaremos a integral de Nelsons em 17 de dezembro de 2019… Este disco é excelente, apesar dessas primeiras Sonatas não serem tudo aquilo. Mas gosto muito da alegria da Sonata Nº 2 e das 12 Variações sobre um tema de Mozart. Tudo muito lindinho.

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino de 1 a 3 (Op. 12) – Variações sobre ‘Se vuol’ballare’

Beethoven: Violin Sonata No. 1 in D major, Op. 12 No. 1 20:19
I. Allegro con brio 8:47
II. Tema con Variazioni 6:42
III. Rondo – Allegro 4:50

Beethoven: Violin Sonata No. 2 in A major, Op. 12 No. 2 16:57
I. Allegro vivace 6:45
II. Andante, piu tosto Allegretto 5:00
III. Allegro piacevole 5:12

Beethoven: Violin Sonata No. 3 in E flat major, Op. 12 No. 3 18:19
I. Allegro con spirito 8:21
II. Adagio con molt’ espressione 5:37
III. Rondo – Allegro molto 4:21

Beethoven: Variations (12) for piano & violin in F major on Mozart’s ‘Se vuol’ballare’, WoO 40 10:41

James Ehnes, violino
Andrew Armstrong, piano

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Ehnes e Armstrong, uma dupla que tem tudo para se tornar uma lenda

PQP

BTHVN250 — Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 7 & 10 (Ehnes / Armstrong)

BTHVN250 — Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 7 & 10 (Ehnes / Armstrong)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um lançamento recentíssimo que me apresso a postar antes da data máxima. Ouvi-o rapidamente e fiquei muito feliz com ele. Duas excelentes Sonatas executadas pela incrível competência e elegância de Ehnes, acompanhado por seu fiel escudeiro Armstrong. Este disco, que finaliza a integral das Sonatas de Beethoven da dupla, confirma as qualidades especiais dos lançamentos anteriores: conjunto imaculado, equilíbrio, uma sensação da estrutura da música estar se desdobrando perfeitamente e com espontaneidade, criando a impressão de que os músicos vão descobrindo as qualidades especiais da música como se fosse a primeira vez. Ehnes não é um bobão, faz música sem o menor indício de ser um “solista em ação”. Alguns podem achar que a personalidade criativa de Beethoven é um pouco subprojetada aqui. No entanto, a perfeição de Ehnes — cada nota possui especial brilho — é uma fonte constante de admiração. O mesmo ocorre com a habilidade fantástica de Armstrong de fazer parceria com o violino de uma forma que sutilmente disfarça a disparidade entre o potencial de sonoro dos dois instrumentos (da qual Beethoven estava bem ciente).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 7 & 10 (Ehnes / Armstrong)

01. Violin Sonata No. 7 in C Minor, Op. 30 No. 2: I. Allegro con brio
02. Violin Sonata No. 7 in C Minor, Op. 30 No. 2: II. Adagio cantabile
03. Violin Sonata No. 7 in C Minor, Op. 30 No. 2: III. Scherzo (Allegro)
04. Violin Sonata No. 7 in C Minor, Op. 30 No. 2: IV. Finale (Allegro)

05. Violin Sonata No. 10 in G Major, Op. 96: I. Allegro moderato
06. Violin Sonata No. 10 in G Major, Op. 96: II. Adagio espressivo
07. Violin Sonata No. 10 in G Major, Op. 96: III. Scherzo (Allegro)
08. Violin Sonata No. 10 in G Major, Op. 96: IV. Poco allegretto

James Ehnes, violino
Andrew Armstrong, piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 4, 5, 8 Rondó & Seis Danças Germânicas (Ehnes / Armstrong) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 4, 5, 8 Rondó & Seis Danças Germânicas (Ehnes / Armstrong) #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

James Ehnes é o violinista dos violinistas. Deu para sentir isso em fevereiro deste ano, quando o vimos em ação ao vivo no Wigmore Hall. Bem, as duas primeiras sonatas deste CD são extraordinárias. A célebre Primavera nem se fala, mas não conhecia a fundo o lindo Op. 23. Este é o terceiro CD das sonatas de violino de Beethoven com James Ehnes e Andrew Armstrong e era aguardado com muita expectativa pelo mundo erudito. Os álbuns anteriores — Nº.9 ‘Kreutzer’ e 6 e Nº.1-3, Variações WoO40 — receberam críticas excelentes. A Gramophone escreveu sobre este lançamento: “Com alguns discos, você pode dizer antecipadamente que tudo vai dar certo”. E aqui, a popular sonata Primavera é emoldurada pela estranha e sedutora quarta sonata e a modesta oitava — apesar do irresistível último movimento (Allegro vivace). Um antigo Rondó e um conjunto de danças alemãs completam o generoso programa.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino Nos. 4, 5, 8 Rondó & Seis Danças Germânicas (Ehnes / Armstrong)

01. Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23: I. Presto
02. Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23: II. Andante scherzoso piu Allegretto
03. Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23: III. Allegro molto

04. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: I. Allegro
05. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: II. Adagio molto espressivo
06. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: III. Scherzo. Allegro molto
07. Violin Sonata No. 5 in F Major, Op. 24 “Spring”: IV. Rondo. Allegro ma non troppo

08. Six German Dances, WoO 42

09. Rondo for violin & piano in G Major, WoO 41

10. Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30/3: I. Allegro assai
11. Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30/3: II. Tempo di Minuetto, ma molto moderato e grazioso
12. Violin Sonata No. 8 in G Major, Op. 30/3: III. Allegro vivace

James Ehnes, violino
Andrew Armstrong, piano

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Ehnes e Armstrong ensaiando no Wigmore Hall

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos.6 & 9 ‘Kreutzer’ (Ehnes, Armstrong)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos.6 & 9 ‘Kreutzer’ (Ehnes, Armstrong)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muito me surpreenderei se James Ehnes não for um interessado em literatura, artes plásticas ou outro gênero de arte. É muito cultura envolvida, muito conhecimento e fineza de estilo, isso não vem apenas da música. Esta é a opinião de minha mulher, também uma violinista. Ehnes e o pianista Andrew Armstrong tocam juntos como só velhos parceiros de crime conseguem. Ambos fizeram notáveis gravações de Franck, Bartók, Strauss, Debussy e Elgar; agora eles se voltam para Beethoven com a mesma combinação de toque leve e clareza de ideias. Eles nunca precisam exagerar — tome a frase inicial da Kreutzer, a maneira impecavelmente eloquente com que o acorde de abertura toma-se de esplendor.

Este é o primeiro disco de sonatas de Beethoven gravado por James Ehnes e eu espero que ele e Armstrong sigam até gravar todas. O acoplamento da Kreutzer com a Op. 30/1 também é astuto, pois — poucos sabem disso — o Presto da Kreutzer era, originalmente, o movimento final do Op. 30/1.

Eles iniciam pela Kreutzer e seu movimento de abertura é incrivelmente bem tocado. Os silêncios são bem utilizados e os pizzicatos na casa dos 3min, a 6min31  e na casa dos 11 min estão suficientemente presentes. Os momentos finais são levados com extrema classe, reduzindo a dinâmica e o ritmo antes da explosão final.

Eles são um pouco mais lentos no Andante do que, por exemplo, Dumay e Pires ou Faust e Melnikov, mas assim que as variações começam, a coisa decola lindamente. Ibragimova e Tiberghien formam um dupla capaz de enfrentar Ehnes e seu parceiro, mas estes são muito mais atraentes no finale, mesmo sem deixar de lado a delicadeza.

A Op 30 nº 1 vem de um outro mundo. A abertura se desenrola muito bem. Faust e Melnikov parecem melhores, mas… Ehnes e Armstrong são arrebatadores no movimento lento, verdadeiramente molto espressivo, enquanto uma sensação de diversão fica latente, colocando o selo de IMPERDÍVEL à já notável discografia de Ehnes e Armstrong.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos.6 & 9 ‘Kreutzer’

Violin Sonata No.9 in A op.47 ‘Kreutzer’
1 Adagio sostenuto 13min43
2 Andante con variazioni 16min07
3 Finale: Presto 8min23

Violin Sonata No.6 in A op.30/1
4 Allegro 7min54
5 Adagio molto espressivo 7min23
6 Allegretto con variazioni 8min16

James Ehnes, violino
Andrew Armstrong, piano

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James Ehnes e Andrew Armstrong ensaiando na Sala de Transcendência e Imanência da sede campestre do PQP Bach

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino e Orq., Op. 61, Romance para Violino e Orq., Op. 40 e Romance para Violino e Orq., Op. 50 (Kremer, Harnoncourt)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino e Orq., Op. 61, Romance para Violino e Orq., Op. 40 e Romance para Violino e Orq., Op. 50 (Kremer, Harnoncourt)

51dAwfocJGL._SY355_Gosto imensamente do Opus 61 de Beethoven, cheio sensibilidade, leveza e reflexão. Há outras três ou quatro versões aqui no blog. Esta que trarei agora é com um dos meus condutores favoritos, que entende tudo e mais um pouco de regência e música, Nikolaus Harnoncourt. Ao violino temos o grande Gidon Kremer. Separei para os próximos dias uma versão muito boa com uma das minhas violinistas favoritas da atualidade, Anne-Sophie Mutter, que gosto duplamente pelos seguintes motivos: (1) pela técnica apurada e pela maturidade musical que a moça quase cinquentona conquistou; e (2) pela beleza, pela compleição física. Alguns dirão: “Ela não é nada!” Para mim o é. Tenho devaneios com aquela mulher. O Previn é quem se deu bem. Que pena! Por que não nasci na Alemanha? Voltando ao concerto: Beethoven escreveu o Concerto para violino e orquestra, Op. 61 em 1806. A obra não fez sucesso quando da estreia e foi pouco executada nos anos seguintes. Mendelssohn, em 1844, retomou as execuções desse concerto que de lá para cá tornou-se um dos principais concertos para o instrumento, o violino. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino e Orq., Op. 61, Romance para Violino e Orq., Op. 40 e Romance para Violino e Orq., Op. 50

Concerto para violino e orquestra em Ré maior, Op. 61
01. Allegro ma non troppo
02. Larghetto
03. Rondo, Allegro

Romance para violino e Orquestra em Sol maior, Op. 40
05. Romance para violino e Orquestra em Sol maior, Op. 40

Romance para violino e Orquestra em Fá maior, Op. 50
06. Romance para violino e Orquestra em Fá maior, Op. 50

The Chamber Orchestra of Europe
Nikolaus Harnoncourt, regente
Gidon Kremer, violino

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Alguém pode me explicar que porra foi aquela que fizeram nas cadenzas do meu belíssimo concerto?

Carlinus

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Artemis Quartet)

Mas FDPBach vai trazer mais uma integral dos Quartetos de Cordas de Beethoven? Já tem tantas postagens com essas obras no Blog !!

Nós melômanos nunca estamos satisfeitos, isso é certo. Lembro que antes do advento da internet meu acervo era muito, mas muito mais restrito. Escolhia os discos com atenção, claro que sempre de acordo com a disponibilidade no mercado e com meus parcos recursos financeiros. Uma integral dos quartetos era algo quase que impossível de se conseguir. Lembro que a DG oferecia uma caixa com todas as obras, e as dividia em Early, Middle & Last Quartets, intrepretadas pelo Melos Quartett. O preço era um tanto quanto inacessíveis para nós, pobres mortais assalariados, ou não. Enfim, eu sempre ficava namorando essas caixas nas lojas de disco. Nosso objetivo de acervo era muito mais modesto, uma integral destas já nos era suficiente.

O tempo passou, e eis que existe uma quantidade imensa de gravações disponíveis destes quartetos, integrais ou não. Havia inclusive uma discussão sobre o quão irregulares eram essas gravações de integrais. Alguns quartetos saiam quase perfeitos, outros parecia que tinham sido feitos em toque de caixa, para, possivelmente satisfazer os interesses da gravadora.

Nosso guru e mentor, PQPBach ama estes quartetos, e os conhece muito bem, já ouviu dezenas de vezes cada um deles, com os mais diversos intérpretes. Não é o caso deste que vos entrega essa série, um mero admirador do belo, que até pouco tempo atrás satisfazia-se com o histórico registro do Amadeus Quartett,  lá dos anos 50 e 60. Sem desmerecer jamais aquele que é considerado o melhor conjunto de cordas do século XX, sempre estou atrás das outras opções. E certa vez, em discussão do grupo do Whattsap do PQPBach, se não me engano nos tempos em que o nosso Vassily Genrikhovich encarou aquela maratona beethoveniana em comemoração aos 250 anos do nascimento do compositor, nos ofereceu diversas opções de registros destas obras, destaque para o Melos Quartett, dentre outros. A integral do Artemis Quartet foi, digamos assim, deixada de lado, devido exatamente a quantidade de outras ótimas opções.

Aproveitando meus últimos dias de férias de Natal e de Ano Novo resolvi preparar essa belíssima integral interpretada exatamente pelo Artemis Quartet, não tão recente, é verdade, afinal foi gravada entre 2006 – 2011. Não me darei ao trabalho de analisar as obras, já existem diversas postagens destes quartetos aqui no PQPBach, basta procurar para obter maiores informações.

E esta postagem está sendo feita exatamente no dia de meu aniversário de 61 anos de idade. FDPBach faz aniversário mas quem ganha o presente são os senhores. São sete cds ao todo, além do booklet, bem explicativo, por sinal.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Artemis Quartet)

String Quartet No.1 Op. 18 No. 1
1-1 1. Allegro Con Brio
1-2 2. Adagio Affetuoso Ed Appassionato
1-3 3. Scherzo. Allegro Molto – Trio
1-4 4. Allegro
String Quartet No.4 Op. 18 No. 4
1-5 1. Allegro Ma Non Troppo
1-6 2. Scherzo. Andante Scherzoso Quasi Allegretto
1-7 3. Menuetto. Allegretto – Trio
1-8 4. Allegretto – Prestissimo
String Quartet No.6 Op. 18 No. 6
1-9 1. Allegro Con Brio
1-10 2. Adagio Ma Non Troppo
1-11 3. Scherzo. Allegretto – Trio
1-12 4. La Malinconia. Adagio
1-13 5. Allegretto Quasi Allegro
String Quartet No.2 Op. 18 No. 2
2-1 1. Allegro
2-2 2. Adagio Cantabile
2-3 3. Scherzo. Allegro – Trio
2-3 4. Allegro Molto, Quasi Presto
String Quartet No.3 Op. 18 No. 3
2-5 1. Allegro
2-6 2. Andante Con Moto
2-7 3. Allegro – Minore – Maggiore
2-8 4. Presto
String Quartet No. 5 Op. 18 No. 5
2-9 1. Allegro
2-10 2. Menuetto – Trio
2-11 3. Andante Cantabile
2-12 4. Allegro
String Quartet No.7 Op. 59 No. 1 ‘Razumovsky’
3-1 1. Allegro
3-2 2. Allegretto Vivace E Sempre Scherzando
3-3 3. Adagio Molto E Mesto
3-4 4. Thème Russe. Allegro 7
String Quartet No.8 Op. 59 No. 2 ‘Razumovsky’
3-5 1. Allegro
3-6 2. Molto Adagio
3-7 3. Allegretto – Maggiore
3-8 4. Finale. Presto
String Quartet No.9 Op. 59 No. 3 ‘Razumovsky’
4-1 1. Introduzione. Andante Con Moto – Allegro Vivace
4-2 2. Andante Con Moto Quasi Allegretto
4-3 3. Menuetto. Grazioso – Trio – Coda
4-4 4. Allegro Molto
Strimg Quartet No.10 Op. 74 ‘Harp’
4-5 1. Poco Adagio – Allegro
4-6 2. Adagio Ma Non Troppo
4-7 3. Presto
4-8 4. Allegretto Con Variazioni
String Quartet No.11 Op. 95 ‘Quartetto Serioso’
4-9 1. Allegro Con Brio
4-10 2. Allegretto Ma Non Troppo
4-11 3. Allegro Assai Vivace Ma Serioso
4-12 4. Larghetto Espressivo – Allegretto Agitato – Allegro
String Quartet No.12 Op. 127
5-1 1. Maestoso – Allegro
5-2 2. Adagio, Ma Non Troppo E Molto Cantabile
5-3 3. Scherzando Vivace
5-4 4. Finale. Allegro
String Quartet No.14 Op. 131
5-5 1. Adagio Ma Non Troppo E Molto Espressivo
5-6 2. Allegro Molto Vivace
5-7 3. Allegro Moderato
5-8 4. Andante Ma Non Troppo E Molto Cantabile
5-9 5. Presto
5-10 6. Adagio Quasi Un Poco Andante
5-11 7. Allegro
String Quartet No.13 Op. 130, Op. 133
6-1 1. Adagio Ma Non Troppo – Allegro
6-2 2. Presto
6-3 3. Andante Con Moto Ma Non Troppo. Poco Scherzoso
6-4 4. Alla Tedesca. Allegro Assai
8-5 5. Cavatina. Adagio Molto Espressivo
6-6 6. Grosse Fuge Op. 133 Overtura. Allegro. Fuga
String Quartet Hess 34
6-7 1. Allegro Moderato
6-8 2. Allegretto
6-9 3. Allegro 3
String Quartet No.15 Op. 132
7-1 1. Assai Sostenuto – Allegro
7-2 2. Allegro Ma Non Tanto
7-3 3. Heiliger Dankgesang Eines Genesenen An Die Gottheit, In Der Lydischen Tonart
7-4 4. Alla Marcia, Assai Vivace
7-5 5. Allegro Appassionato – Presto
String Quartet No.16 Op. 135
7-5 1. Allegretto
7-6 2. Vivace
7-7 3. Lento Assai, Cantante E Tranquillo
7-8 4. Der Schwer Gefasste Entschluss, Grave – Allegro

Artemis Quartet

Cello – Eckart Runge
Viola – Friedemann Weigle, Volker Jacobsen
Violin – Gregor Sigl, Heime Müller, Natalia Prischepenko

Aproveitem.

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FDPbach

 

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827) – Piano Concertos, Claudio Arrau, Stattskapelle, Colin Davis

Creio que seja inevitável que em determinado momento de nossas vidas as lembranças comecem a dominar nossos pensamentos, ainda mais quando nos tornamos sexagenários. Quando crianças essa idade nos parece tão longínqua, e sou de uma geração que nem imaginava que viveria tanto.

Mas essa pequena introdução serve apenas para dar uma certa ‘motivação’ para esta postagem, como se isso fosse necessário. Eu ainda estava nos meus vinte e poucos anos quando conheci a Concerto para Piano nº 4 de Beethoven, com Claudio Arrau e o Colin Davis em Dresden. Na verdade, foi esse LP que me apresentou os Concertos para Piano de Beethoven. Até um ano antes, eu morava no interior do Paraná, longe da capital, e longe das lojas de discos. Então me mudei para a capital catarinense, e ali conheci uma loja de discos com um setor inteiro dedicado a música clássica, e com um gerente que conhecia muito do assunto. E foi ele quem me apresentou esse LP, recém lançado. Fui ansioso para casa e o coloquei para tocar no velho Philips 3×1. A partir de então entendi o porque se reverenciava tanto Beethoven. Comecei a procurar os outros concertos, com outros intérpretes e regentes. Ali iniciou minha obsessão pela música, no sentido de procurar outras interpretações, outras leituras. E esse mundo me cativou, e desde então, vivo imerso nele. Não sei quantas vezes ouvi esses concertos, com os mais diversos músicos. E era curioso também observar como um mesmo pianista, por exemplo, poderia ter versões diferentes das mesmas obras. Claro que depois entendi que a maturidade os incentivava a isso.

Um exemplo claro do que vos falo é Alfred Brendel. Li uma crítica de sua integral com Simon Rattle onde o crítico questionava isso, para que diabos lançar outra integral, se já tinha outras já consagradas, como a minha favorita, com o mesmo Colin Davis em Londres. No mesmo texto, o crítico justificava exatamente dessa forma: Brendel precisava ‘corrigir’ alguma coisa que não o deixara satisfeito nas outras gravações. Haveria necessidade? Talvez não, mas talvez tenha entrado na conversa alguma cláusula contratual que o obrigou a isso. Não sei, nem me interessa saber. O importante é que são registros gravados em épocas diferentes de sua vida, e só isso já me responde satisfatoriamente a pergunta do crítico.

Quando gravou essa integral que ora vos trago, Claudio Arrau já estava com oitenta e poucos anos de idade. E é a maturidade que se destaca aqui. Ele já havia gravado e tocado esses concertos inúmeras vezes, mas resolveu encarar novamente o desafio. Veio a falecer alguns anos depois, em 1991. Mas o que quero destacar aqui é a tranquilidade e serenidade que o velho mestre imprime à sua interpretação. Maturidade, com a certeza de que não precisa provar mais nada.

Espero que apreciem. Gosto muito destas gravações.

CD 1

Klavierkonzert Nr.1 In C-Dur , Op.15
1 Allegro Con Brio
2 Largo
3 Rondo (Allegro Scherzando)
Klavierkonzert Nr. 2 B-Dur, Op.19
4 Allegro Con Brio
5 Adagio
6 Rondo (Molto Allegro)

CD 2

Klavierkonzert Nr. 3 C-Moll, Op.37
1 Allegro Con Brio
2 Rondo (Allegro)
3 Rondo (Molto Allegro)
4 Piano sonata No. 6 op 10 No. 2 – 1. Allegro
5 Piano sonata No. 6 op 10 No. 2 – 2. Allegretto
6.Piano sonata No. 6 op 10 No. 2 – 3. Presto

CD 3

Klavierkonzert Nr. 4 G-Dur, Op.58
1 Allegro Moderato
2 Andante Con Moto
3 Rondo Vivace
4 32 Variationen über ein eigenes Thema c-moll

Klavierkonzert Nr. 5 Es-Dur, Op.73 “
1 Allegro
2 Adagio Con Poco Mosso
3 Rondo (Allegro)

Claudio Arrau – Piano
Staatskapelle Dresden
Colin Davis – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 10 (sério!) (Morris)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 10 (sério!) (Morris)

Beeth10— E daí, gata, tenho uma coisa pra te mostrar.

— Eu não curo reumatismo, viu?

— Nada disso, princesa, quero te mostrar aqueles motivos curtos e repetitivos.

— Repetitivos está OK, mas curtos…?

— Sim, e afirmativos.

— Em riste?

— Certamente! Vamos para aquele cantinho ali? Me parece mais adequado.

Os dois foram. A mulher já se preparava para os amassos quando o homem tirou um fone de ouvidos do bolso e um celular. Deixou tudo no ponto e introduziu levemente os fones no ouvido da mulher, que não entendia nada.

— É a 10ª de Beethoven.

A mulher fez uma cara de decepção e respondeu.

— Um, eu não estou aqui para ouvir eruditos, quero testosterona, meu! E, dois, Beethoven jamais chegou à décima, assim como tu jamais chegarias à 2ª, quiçá à 1ª!

— Nada disso. Acabam de remontar o primeiro movimento da décima.

— Quem?

— Um Cooper ou um Wyn qualquer coisa, não lembro.

— Vin? A propósito, podias ser um cavalheiro e pedir um vinho pra aquecer.

— Garçom!

— Então podemos retirar Beethoven da “Maldição da Décima”?

— O que é isso?

— Veio, tu não sabes que Bruckner, Mahler, Dvorargh, Beethoven, Schubert e Spohr escreveram nove sinfonias e aí veio um raio e fulminou com todos? Isto é, com um de cada vez… Não sabia?

— Mas Mahler fez o Adagio da Décima.

— Sim, mas era um adagio, não tinha muita ação. Aquilo lá devia estar moribundo como o teu Ludwig van.

— Então a décima é perigosa? Pode matar?

— Sim, haja disposição para chegar lá…

— Eu tenho.

Ele bem que tentou, mas acabou por deixar a segunda inacabada. Ainda hoje se encontram.

Beethoven: 10ª Sinfonia (Fragmento- Gravado em 1993)

1. Symphony No. 10 in E flat (19:44)
2. A História da Décima de Beethoven (28:50)

London Symphony Orchestra
Wyn Morris

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La decima

PQP

Beethoven (1770-1827): Trios para Piano , Op. 70, Nº 1 “Ghost” e 2 (Stuttgart Piano Trio)

Beethoven (1770-1827): Trios para Piano , Op. 70, Nº 1 “Ghost” e 2 (Stuttgart Piano Trio)

Boa gravação. O Ghost foi composto em 1808, no mesmo período da Sinfonia No. 5 e da Sinfonia No. 6 colocando-o firmemente no período médio de Beethoven. Por que “Ghost” (Fantasma)? O apelido não foi dado pelo compositor, mas surgiu devido ao caráter único e sobrenatural do segundo movimento (Largo assai ed espressivo). O apelido está intimamente ligado a um projeto de ópera que Beethoven tinha em mente, baseado em “Macbeth”, de Shakespeare. Ele estava esboçando música para a cena em que as três bruxas aparecem para Macbeth. Essa música era sombria, misteriosa e cheia de um suspense fantasmagórico. Beethoven, insatisfeito e abandonando o projeto da ópera, reaproveitou o material musical e o clima dessa cena para compor o segundo movimento deste trio. O aluno, factótum e amigo Carl Czerny, foi quem confirmou essa conexão. Então, quando você ouve o segundo movimento, está essencialmente ouvindo a música que Beethoven imaginou para uma assembleia de bruxas sobrenaturais – daí a sensação de “fantasma”. Uhhhhh… O segundo Trio também é ótimo viram?

Beethoven (1770-1827): Trios para Piano , Op. 70, Nº 1 “Ghost” e 2 (Stuttgart Piano Trio)

Piano Trio No. 5 in D Major, Op. 70, No. 1, “Ghost”
1 I. Allegro vivace e con brio 10:31
2 II. Largo assai ed espressivo 09:05
3 III. Presto 08:31

Piano Trio No. 6 in E-Flat Major, Op. 70, No. 2
4 I. Poco sostenuto – Allegro ma non troppo 10:18
5 II. Allegretto 05:08
6 III. Allegretto ma non troppo 05:23
7 IV. Finale: Allegro 07:39

Stuttgart Piano Trio

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Sai pra lá, demonho!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3 “Eroica” (Brüggen, Orchestra of the 18th Century)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3 “Eroica” (Brüggen, Orchestra of the 18th Century)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A excelente Orchestra of the 18th Century é muito particular. Eles permitem que as pessoas conversem durante seus concertos e costumam fazem o intervalo dos mesmos entre um  movimento e outro de uma obra. Vocês devem estar se perguntando se são malucos. Não, são uma orquestra do século XVIII que deseja que as pessoas tenham uma experiência de século XVIII! Vi um concerto deles no Southbank Center onde eles tocavam as três últimas sinfonias de Mozart. Eles tocaram a 39, metade da 40, foram para o intervalo, voltaram, completaram a 40 e depois fizeram a 41. O público foi incentivado a bater papo durante o Concerto, mas quase ninguém ousou. Tudo isto seria folclore se não fosse a EXTRAORDINÁRIA QUALIDADE da orquestra. Frans Brüggen (1934-2014), outro craque da Música Historicamente Informada, faz um belíssimo trabalho neste CD de 1987 e que talvez não tenhamos postado ainda. Sobre a qualidadee do repertório não vou falar. Desnecessário.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sinfonia Nº 3 “Eroica” (Brüggen, Orchestra of the 18th Century)

1 Allegro Con Brio 18:22
2 Marcia Funabre (Adagio Assai) 13:09
3 Scherzo (Allegro Vivace) 5:35
4 Finale (Allegro Molto) 12:06

Conductor – Frans Brüggen
Orchestra – Orchestra of the 18th Century

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Há pessoas que envelhecem com cabelo. Merda!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Sonatas para Piano Nos. 30 a 32, Op. 109 a Op. 111 – Anne Queffélec (piano) – “Ele por elas…” ֍

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Sonatas para Piano Nos. 30 a 32, Op. 109 a Op. 111 – Anne Queffélec (piano) – “Ele por elas…” ֍

‘Ele interpretado por elas…’

O foco da primeira postagem da série (?) ‘Ele, por elas…’ foi a Sonata ‘Waldstein’, um marco na produção de meio período do Ludovico, assim como a Sonata ‘Appassionata’. Eu gosto das interpretações temerárias, que vão na linha ‘fogo, foguinho…’, como a do Mikhail Pletnev (aqui), Maurizio Pollini (algum lugar no blog, eu aposto) e a própria Valentina Lisitsa (aqui).

A postagem de hoje é mais uma coisa de conjunto – a última vez que Beethoven comporia sonatas para piano, mais uma vez um grupo de três, mesmo que neste caso cada sonata tenha recebido um número de opus individual. Ouvir as três sonatas do Op. 2 (1795-6) e depois as sonatas deste disco, com op. 109 (1820), op. 110 (1821) e op. 111 (1822), revela uma jornada de uma vida artística genial. Experiência similar pode ser feita com os quartetos, comparando os seis quartetos do op. 18 e o grupo dos chamados Últimos Quartetos.

É verdade que a experiência e a impetuosidade podem ser ferramentas importantes para o intérprete, especialmente num conjunto de obras como estas. Não consigo deixar de comparar as interpretações do jovem Maurizio Pollini com as do maduro Willem Kempff. E vejam que Pollini as regravou no seu próprio período de maturidade. Bom, divago, como sempre… Vamos dar atenção à essa pianista espetacular, chamada Anne Queffélec. Com uma ótima discografia, ela gravou peças que demandam muita técnica, dando ênfase aos compositores franceses. Mais recentemente ela tem gravado obras de Scarlatti, Handel, Mozart.

O disco da postagem é relativamente recente, um disco maravilhoso dedicado a Beethoven, que reúne essas três sonatas que transcendem o estilo clássico ainda mais do que a Hammerklavier. O domínio da técnica, impecável, e a experiência desta pianista lhe dão a liberdade para nos brindar com sua sensível interpretação, trazendo a sua perspectiva da maturidade do genial compositor.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Piano Sonata No. 30 in E Major, Op. 109

  1. Vivace ma non troppo, sempre legato – Adagio espressivo
  2. Prestissimo
  3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung

Piano Sonata No. 31 in A-Flat Major, Op. 110

  1. Moderato cantabile molto espressivo
  2. Allegro molto
  3. Adagio ma non troppo – Arioso dolente
  4. Fuga. Allegro ma non troppo

Piano Sonata No. 32 in C Minor, Op. 111

  1. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
  2. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

Anne Queffélec, piano

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MP3 | 320 KBPS | 1 60 MB

To echoe Beethoven’s own words: “Music is the only incorporeal introduction to the world of knowledge (…) a higher revelation than all wisdom and philosophy… reaching beyond even the starry sky to the original source”. That is indeed where the epiphanies of the ultima verba uttered by the last three sonatas take us: on a journey of initiation that could not be undertaken in reverse. Let us listen to it…
“The rest is silence”
(Anne Queffélec)

… e o resto é silêncio! Aproveite!

René Denon

BTHVN255 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Ostatnie Sonaty Fortepianowe/Últimas Sonatas para Piano – Marcin Masecki (2015)

Ao renano genial em seu 255º aniversário

As derradeiras sonatas de Beethoven, tocadas num humilde piano vertical por um músico artificialmente surdo: sob quaisquer outras mãos, essa empreitada poderia desandar numa micagem tosca, mas Marcin Masecki não é um músico qualquer. Ao abordar, aos trinta e poucos anos, a trinca de obras-primas que tantos grandes pianistas de concerto guardam nas casacas até se lhes crerem maduros o bastante, o versátil, vasto Masecki abriu mão do trato sacrossanto que seus colegas costumam dar a elas e as recriou num “pianino” de seis oitavas (“raramente afinado”, segundo ele), que emula os instrumentos em frangalhos que serviram o compositor em seus últimos anos de vida. E foi além: usando tampões nos ouvidos e fones redutores de ruído, tocou-as na surdez mais completa possível a alguém que escuta. Em vez de ícones intangíveis burilados à perfeição, ele parte da perspectiva da precariedade em que as sonatas foram escritas – no apartamento mais caótico de Viena, com seus pianos mais torturados, e por um homem arrasado, capaz de ouvir tão só seus pensamentos – e nos oferece uma leitura calorosa e reverente, imbuída da estética lo-fi que explodiria nos anos de pandemia, em que havia tantos artistas a gravarem imperfeitamente em suas casas quanto ouvidos dispostos a escutá-los mundo afora.

A quem estiver em busca duma gravação definitiva, sem manchas e gravada em mármore, fica a cordial sugestão de procurá-la alhures – e aos ouvidos aventureiros dispostos a guardar os tomates, desejo bom proveito do frescor com que Masecki nos conta que a Arte, felizmente, sempre será aberta.


Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sonata para piano no. 30 em Mi maior, Op. 109
Composta em 1820
Publicada em 1821
Dedicada a Maximiliane Brentano

1 – Vivace ma non troppo – Adagio espressivo
2 – Prestissimo
3 – Gesangvoll, mit innigster Empfindung – Andante molto cantabile ed espressivo – Variazione I: Molto espressivo – Variazione II: Leggermente – Variazione III: Allegro vivace – Variazione IV: Un poco meno andante – Variazione V: Allegro ma non troppo – Variazione VI: Tempo I del tema

Sonata para piano no. 31 em Lá bemol maior, Op. 110
Composta em 1821
Publicada em 1822

4 – Moderato cantabile – Molto espressivo
5 – Allegro molto
6 – Adagio, ma non troppo – Arioso – Fuga: Allegro ma non troppo – L’istesso tempo di arioso – L’istesso tempo della Fuga poi a poi di nuovo vivente

Sonata para piano no. 32 em Dó menor, Op. 111
Composta em 1821-22
Publicada em 1823
Dedicada ao arquiduque Rudolph da Áustra

7 – Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
8 – Arietta – Adagio molto semplice e cantabile

Marcin Masecki, pianino Kemble de seis oitavas

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Masecki em ação na sala da Filarmônica Nacional de Varsóvia, palco do Concurso Internacional Chopin.

 

Vassily

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 7 de 9)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 7 de 9)

Qual é o melhor quarteto de cordas de Beethoven e por que é o Op. 132?

IM-PER-DÍ-VEL !!! 

Ah, os últimos Quartetos de Beethoven… Se o Quarteto Op. 132 não é a maior das músicas, está bem perto disso. É sempre difícil escrever sobre uma música que amamos muito e que nos faz lembrar fatos pessoais. A primeira coisa que me vem à mente quando penso no Opus 132 foi aquele momento mágico e levemente fantasmagórico em que eu, sentado na tranquilamente na sala, ouvi iniciar o Allegro Appassionato (último movimento do quarteto) e vi que, logo aos primeiros compassos, minha filha, aos cinco anos de idade, entrava girando na sala, dançando a valsa sozinha, de olhos fechados, por puro prazer de ouvir a música… Foi tão marcante que hoje soa-me hipócrita dizer que o movimento principal deste quarteto é o imenso e perfeito Heiliger Dankgesang eines Genesenen an die Gottheit, in der lydischen Tonart, um agradecimento à divindade pela recuperação que Beethoven obteve após grave enfermidade. Mas é, claro que é. O terceiro movimento, com suas duas explosões de alívio é o centro e razão de ser desta grande e fundamental obra.

Quando os últimos quartetos foram apresentados pela primeira vez, não foram bem recebidos pelo público. Ao receber a notícia, Beethoven deu a célebre resposta:

— Gostarão mais tarde.

Como ele sabia que estava escrevendo para o futuro é algo que consigo mais ou menos entender observando a evolução de sua música. Outro fato que chama a atenção é que, estética e conceitualmente, estes quartetos parecem projetar-se na evolução da história da música para colocarem-se quase 100 anos depois de sua época, talvez logo antes dos grandes quartetos de Schoenberg e Bartók. É um mundo à parte. Ouço meu filho dizer que, na opinião dele, ISTO é Beethoven, e não seus concertos ou sonatinhas iniciais. Ele se refere aos últimos quartetos, às últimas sonatas para piano, às Diabeli e certamente à Nona Sinfonia. O restante seria grandioso, mas menos pessoal e significativo. Lembro que quando era adolescente, nós tínhamos que nos aproximar destes quartetos respeitosamente e o Dr. Herbert Caro dizia que talvez fosse necessária maior maturidade para que um jovem pudesse entendê-los. Discordo postumamente do grande Dr. Caro, meu amigo e tradutor de Doutor Fausto, da Montanha Mágica, de Auto-de-Fé e outras tantas obras-primas. Desde jovem ouvia o Op. 132 e o 130 (acompanhado de sua Grande Fuga) da mesma forma e o respeito que sempre tive por estes quartetos emanou deles, independente de mim.

O fato é que o Op. 132 é uma música que passou a fazer parte de mim muito cedo. Eu, um adolescente na casa de meus pais, costumava ficar deitado, antes de dormir, tentando reproduzir nota a nota o terceiro movimento. Cronometrava para ver se chegava perto de seus 15 minutos… Às vezes, pensava conseguir reproduzi-lo por inteiro. Mas nunca ninguém pode comprovar, nem eu.

Este CD traz também a transcrição realizada pelo próprio Beethoven de sua Sonata para Piano Nº 9, Op. 14. É um excelente extra.

O quarteto Kodály demonstra toda a sua experiência e qualidade nestas gravações. Amor e profundo conhecimento da partitura estão certamente presentes neste grande trabalho dos quatro magníficos instrumentistas do Kodály. CD barato e altamente recomendável.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (Kodály) (CD 7 de 9)

String Quartet No. 15 in A minor, Op. 132
I. Assai sostenuto – Allegro 09:23
II. Allegro ma non tanto 08:02
III. Heiliger Dankgesang eines Genesenen an die Gottheit, in der lydischen Tonart: Molto adagio – Andante 15:40
IV. Alla marcia, assai vivace 02:17
V. Allegro appassionato 06:48

String Quartet in F major, H. 34 (tr. of Piano Sonata in E major, Op. 14, No. 1)
I. Allegro moderato 06:07
II. Allegretto 02:54
III. Allegro 03:16

Kodaly Quartet

Total Playing Time: 54:27

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Kodaly Quartet: só me resta agradecer
Kodaly Quartet: só me resta agradecê-los

PQP

Mozart: Quinteto K. 452 / Beethoven: Quinteto Op. 16 (Brendel, Holliger, Brunner, Baumann, Thunemann)

A nominata galática dos executantes e dos compositores não garante um grande CD. Talvez eu esteja equivocado, mas nem o Op. 16 de Beethoven e menos ainda o Quinteto K. 452 são grandes obras. Falo em equívoco, pois considero inconcebível que venha a tratar como algo de importância menor um CD que some Mozart, Beethoven, Brendel, Holliger, etc.

Mozart: Quinteto K. 452 / Beethoven: Quinteto Op. 16 (Brendel, Holliger, Brunner, Baumann, Thunemann)

01. Mozart – Quintet in E flat K.452 Largo – Allegro molto
02. Mozart – Quintet in E flat K.452 Larghetto
03. Mozart – Quintet in E flat K.452 Allegretto

04. Beethoven – Quintet in E flat Op.16 Grave – Allegro ma non troppo
05. Beethoven – Quintet in E flat Op.16 Andante cantabile
06. Beethoven – Quintet in E flat Op.16 Rondo

Alfred Brendel
Heinz Holliger
Eduard Brunner
Hermann Baumann
Klaus Thunemann

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PQP

Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para Piano e Orquestra “Imperador” / Sonata “Waldstein” (Tomsic, Nanut)

Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para Piano e Orquestra “Imperador” / Sonata “Waldstein” (Tomsic, Nanut)

Mais um disquinho bem produzido da incrivelmente imprevisível e ladra MoviePlay. Bem, ao menos a eslovena Dubravka Tomsic existe e está viva aos 85 anos. O maestro Nanut também existiu e morreu em 2017, também aos 85 anos. Ou seja, este é um CD que não foi produzido por fantasmas. E é de bom nível, sim. O Concerto para Piano Nº 5, Op. 73, de Ludwig van Beethoven, não recebeu o apelido de “Imperador” do próprio compositor. Beethoven, que era um grande defensor dos ideais da Revolução Francesa (liberdade, igualdade, fraternidade), detestava títulos de nobreza e não teria usado um termo como “Imperador” para sua própria obra, especialmente considerando que Napoleão, que se coroou imperador, era uma figura que Beethoven desprezava. Para mim, pessoa de gosto estranho e estragado, este Concerto começa a ir bem só no Adagio Un Poco Mosso. Ou seja, não posso dizer que amo o primeiro movimento. Acho chato pra caraglio. Já a Waldstein é a coisa mais amada e fofa. Por que Waldstein? A Sonata recebeu o apelido de “Waldstein” porque foi dedicada a um sujeito específico: o Conde Ferdinand Ernst Gabriel von Waldstein. Waldzinho foi um amigo crucial e mecenas que conheceu Beethoven quando o compositor ainda era jovem em Bonn. Ele foi um dos primeiros e mais importantes patronos de Beethoven, oferecendo-lhe uma montanha de pix.  Waldstein ficou igualmente famoso por ter escrito sobre Beethoven em 1792: “Caro Beethoven! Você está indo para Viena em atendimento a um desejo há muito frustrado. A cidade ainda está de luto e chora a morte de seu pupilo Mozart… Vai que é tua, Ludovico!” Depois ele segue laudatoriamente, mas… PREVÊ a grandeza de Beethoven. A dedicatória da Sonata foi um gesto de gratidão e amizade pelos pix alcançados. Quando Beethoven compôs esta sonata (por volta de 1803-1804), ele já estava estabelecido em Viena, e a homenagem a Waldstein era uma forma de agradecer pelo apoio fundamental.

Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para Piano e Orquestra “Imperador” / Sonata “Waldstein” (Tomsic, Nanut)

Piano Concerto No. 5 In E Flat, Op. 73
Conductor – Anton Nanut
Orchestra – Radio Symphony Orchestra Ljubljana*
1 Allegro 20:52
2 Adagio Un Poco Mosso 8:17
3 Rondo: Allegro 10:43

Piano Sonata In C, Op. 53 “Waldstein” Sonata
4 Allegro Con Brio 9:23
5 Adagio – Ma Non Troppo (Attaca) 4:02
6 Rondo: Allegretto – Moderato – Prestissimo 9:32

Piano – Dubravka Tomsic (tracks: 1-6)

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A Dubravka.

PQP

Ludwig van Beethoven: Concertos para Piano nº 3, 4 e 5 (Arrau/Klemperer), Trio Arquiduque (Gilels, Rostropovich, Kogan) e algumas sonatas, direto dos anos 1950

Hoje é (talvez) o aniversário de Beethoven e temos uma daquelas promoções: três CDs pelo preço de um. São gravações grandiosas, cheias de energia, acordes monumentais, desenvolvimentos e resoluções tonais enfáticas. Os pianistas Claudio Arrau e Emil Gilels eram grandes autoridades no assunto Beethoven mais ou menos entre as décadas de 1940 e 1980, assim como o maestro Otto Klemperer, um pouco mais velho que eles.

Arrau e Klemperer tiveram em comum a longevidade: ambos passaram muitas décadas viajando pelo mundo com esse repertório do compositor de Bonn. Com Klemperer, descobri recentemente, houve um fato curioso: por volta de 1940 ele foi diagnosticado com um tumor cerebral, passou por cirurgias arriscadas e muitos achavam que ele estava à beira da morte. Acontece que, após alguns anos afastado, na década de 1950 ele voltou triunfalmente aos palcos e às gravações, principalmente com a Philharmonia em Londres, e essas gravações ao vivo com Arrau são da época desse retorno com pompa e circunstância do antigo assistente de Mahler. Klemperer, que alguns já descartavam como um velhinho com um pé na cova, ainda gravaria, anos depois e com a mesma orquestra, a integral das sinfonias de Beethoven (tá tudo disponível no blog aqui).

Gilels morreu não tão velho assim, quando estava quase completando sua integral de gravações das sonatas pela Deutsche Grammophon. Mas essas gravações que trago aqui são mais antigas, mostram o jovem Gilels e, salvo engano, são todas ao vivo. No Trio Arquiduque ele está muito bem acompanhado de seus compatriotas M. Rostropovich e L. Kagan. Uma curiosidade que li recentemente: esse trio, com difíceis partes para o piano, foi a última obra tocada em público por Beethoven, em 1814, quando a sua surdez já progredia bastante. As obras posteriores para piano, como a Sonata op. 110 (de 1821) gravada aqui por Arrau, ou foram tocadas pelo compositor apenas para amigos muito próximos ou nem isso.


Ludwig van Beethoven (1770-1827):
CD1
1-3. Concerto para Piano No. 3 em Dó Menor, op. 37
4-6. Concerto para Piano No. 4 em Sol maior, op. 58

CD2
1-3. Concerto para Piano No. 5 em Mi b maior, op. 73
4-5. Sonata para Piano No. 24, op. 78 ‘A Thérèse’
6-9. Sonata para Piano No. 31, Op. 110

Claudio Arrau, piano
Philharmonia Orchestra, Otto Klemperer
Recorded: Royal Festival Hall, London, 1957 (Concertos) / Abbey Road Studio, 1957-58 (Sonatas)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Arrau/Klemperer

Ludwig van Beethoven (1770-1827):
1-3. Sonata para Piano No. 23, op. 57 “Appassionata”
4. 04. 32 Variações em Dó Menor, WoO 80
5-8. Trio op. 97 “Archduke”

Emil Gilels, piano
Leonid Kogan, violino / Mstislav Rostropovich, violoncelo
Gravado em: Florença, 1951 (Sonata) / Moscou, 1946 (Variações) / Moscou, 1956 (Trio)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Gilels

P.S. aproveitei a ocasião para reativar os links de outras gravações antológicas de obras de Beethoven:

A integral das sonatas para piano que Claudio Arrau gravou para a Philips na década de 1960 (aqui).
E a famosíssima gravação das cinco sonatas para piano e violoncelo por Richter e Rostropovich, também pela Philips (aqui)

Pleyel

Ludwig van Beethoven – Abertura Leonore, Piotr Ilich Tchaikovsky – Sinfonia no. 5 – Stanislaw Skrowaczewski, NHK Symphony Orchestra

O solo de Trompa que abre o Segundo Movimento da Quinta Sinfonia de Tchaikovsky é uma das mais belas páginas da história da música, sem dúvida alguma. Seu tema principal é um lamento, transmite uma angústia latente, daquelas que ficam presas na nossa garganta. A cada vez que a ouço parece que entra um cisco no meu olho, e a lágrima é inevitável. A repetição do tema principal pelas cordas amplia essa angústia.

A vida de Stanislaw Skrowaczewski não foi nem um pouco fácil. Foi um jovem prodígio ao piano já aos oito anos de idade (incrível como existem excepcionais pianistas poloneses) sendo solista e regente do Terceiro Concerto de Beethoven já nesta tenra idade. Porém foi obrigado a desistir do instrumento quando machucou as duas mãos em um bombardeio da Segunda Guerra Mundial. A partir de então, começou seus estudos de regência e composição ainda em sua Polônia natal. Em 1960 se exilou nos Estados Unidos, onde ele e sua esposa se naturalizaram norte-americanos.

Trarei uma série de CDs deste grande maestro do século XX, registros ao vivo com a NHK Symphony Orchestra, de Tõquio, entre 1996 e 1999. Stanislaw Skrowaczewski faleceu em 2017, com a idade de 94 anos de idade. Mesmo já idoso, podemos sentir um grande vigor em sua regência, mesmo em obras tão densas e complexas quanto a  Sinfonia ‘Patética‘, já citada acima. E não podemos deixar de citar sua incursão na obra de Bruckner, cujas sinfonias gravou na integra, junto com a Saarbrucken Radio Symphony Orchestra, gravação que foi premiada.

Este primeiro CD inicia com a Abertura Leonore, de Beethoven, e se conclui com uma belíssima interpretação da Quinta Sinfonia de Tchaikovsky. A NHK Symphony Orchestra é uma orquestra muito versátil, e encara as duas peças com muita competência.

1 “Leonore Nr.2” Ouvertüre
Symphony No.5
2 I. Andante
3 II. Andante Cantabile
4 III. Allegro Moderato
5 IV. Finale

NHK Symphony Orchestra

Stanislaw Skrowaczewski – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Beethoven (1770 – 1827): Sonatas para Piano Nos. 21 a 25 Op. 53 ‘Waldstein’, Op. 54, Op. 57 ‘Appassionata’, Op. 78 e Op. 79 – Valentina Lisitsa (piano) – “Ele interpretado por elas…” ֍

Beethoven (1770 – 1827): Sonatas para Piano Nos. 21 a 25 Op. 53 ‘Waldstein’, Op. 54, Op. 57 ‘Appassionata’, Op. 78 e Op. 79 – Valentina Lisitsa (piano) – “Ele interpretado por elas…” ֍

‘Ele interpretado por elas…’

Eu adoro o filme “Uma Janela Para o Amor” (A Room With a View), de 1985 – já lá se vão 30 anos – com o par Helena Bonham Carter e Julian Sanders. Nunca esqueci as cenas nas quais a Lucy Honeychurch toca trechos de sonatas para piano de Beethoven. Acho que a música desempenha papel relevante na história revelando-nos aspectos da personalidade da personagem representada então pela jovenzinha Helena Bonham Carter. Um verdadeiro furacão. Inspirado nessas imagens achei que seria interessante ouvir alguns discos gravados por mulheres com música de Beethoven. Ele interpretado por elas. É claro que há dezenas de postagens aí no seu PQP Bach mais próximo com essas características, mas não custa nada tentar algumas coisas novas.

https://www.youtube.com/watch?v=Fh6UE4NraLw

Começamos com um disco que faz parte da gravação integral das Sonatas para Piano do famoso Ludovico pela pianista nascida na Ucrânia, hoje residente na Carolina do Norte, Valentina Lisitsa. Ela é, assim como a Lucy Honeychurch, um furacão… Já andou aqui pelas nossas colinas tocando Scriabin e Rachmaninov, em postagens de Playel e FDP Bach. No Instagram dela aparece o epíteto @queen_of_rachmaninoff.

Eu adorei o disco, especialmente a interpretação da Waldstein. As outras sonatas também estão muito boas, com a poderosa Appassionata brilhando também! Aproveite bastante esse disco e, quem sabe, você se interesse também pelo resto das sonatas.

https://www.youtube.com/watch?v=HBrhaTDZ1tY

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para piano No. 21, em dó maior, Op. 53 ‘Waldstein’

  1. Allegro con brio
  2. Adagio molto
  3. Allegretto moderato – Prestissimo

Sonata para piano No. 22, em fá maior, Op. 54

  1. In tempo d’un minueto
  2. Allegretto – Più alegro

Sonata para piano No. 23, em fá menor, Op. 57, ‘Appassionata’

  1. Allegro assai
  2. Andante com moto
  3. Allegro ma non troppo – Presto

Sonata para piano No. 24 em fá sustenido maior, Op. 74 ‘à Thérèse’

  1. Adagio cantabile – Allegro ma non troppo
  2. Allego vivace

Sonata para piano No. 25, em sol maior, Op. 79

  1. Presto alla tedesca
  2. Andante
  3. Vivace

Valentina Lisitsa, piano

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MP3 | 320 KBPS | 172 MB

Valentina Lisitsa

 

Se puder, veja o filme!

Aproveite!

René Denon

Valentina adorou os jardins do Castelo do PQP Bach, perto de Florença…