Balaio de Preconceitos

Balaio de Preconceitos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é uma postagem de maio de 2011, preparada pelo sumido CDF Bach. São 6 excelentes CDs, uns  extraordinários, outros menos, todos muito bons. Espero que eles sirvam de bom augúrio para um melhor 2021 para todos nós. Adeus 2020, fique longe!

Depois do texto de CDF, logo após a marcação “.oOo.“, coloco as capas e os detalhes da cada disco. 

Lembro bem que minha primeira experiência como ouvinte atento foi com esse disco ao vivo de Chuck Mangioni. Foi uma revolução, pois na época eu só ouvia o que passava nas rádios (imaginem!). Não sei como foi parar em minhas mãos. Mérito meu não foi, meu miolo era mole demais para isso na época. Lembro, contudo, que as faixas 2 à 6, eu ouvia quase todos os dias, e claro, o clássico “Round Midnight”. O disco ainda me agrada, não sei se pela qualidade dos músicos (participações especiais de Dizzy Gilespie e Chick Corea) ou pelas lembranças de minha época de fedelho. Mas quem sabe outro menino desavisado acesse esse disco e sofra do mesmo impacto prazeroso e transformador.

Daí pra frente, descobri que a música não foi feita só pra dançar, tomar cachaça ou pensar na namorada. Depois de muitos anos intensos, ainda continuo desfazendo alguns dos meus preconceitos no mundo musical. Um bem antigo e ainda atual é sobre a importância de Telemann para história da música. Quem aqui já não leu que esse compositor alemão escreveu mais de 3000 trabalhos? Quase o que todos os outros grandes compositores escreveram em todas as épocas juntos. Um verdadeiro compositor de “quantidade”. Não era aceitável que Telemann, na época, pudesse ser mais famoso e importante que o velho papai Bach. Mas a vingança não tardou, Telemann caiu feio nas épocas seguintes, enquanto Bach subia no pedestal. Essa justiça dos tempos, no entanto, é imperfeita, nega a possibilidade de entendermos a fama e importância de Telemann na época.Trago para vocês três discos para mostrar um pouco da diversidade e qualidade desse grande compositor. O primeiro disco traz uma micro-ópera chamada Pimpinone, que costumava ser apresentada nos intervalos das grandes óperas de Handel. A obra é musicalmente divertidíssima e empolgante com apenas duas personagens, o chefe da casa Pimpinone e sua empregada Vespeta. Algo muito próximo de La Serva Padrona de Pergolesi. Pimpinone é uma ópera italiana em língua alemã. No segundo disco já vamos ver Telemann fazendo música religiosa, com aquele tom sombrio e ao mesmo tempo esperançoso da música alemã. São cantatas intimistas com poucos instrumentos que, sem exagerar, estão em pé de igualdade com algumas cantatas de Bach. No terceiro disco, vamos para a Espanha, onde Telemann com maestria única e original faz uma pequena peça musical sobre o “cavaleiro da triste figura” – Don Quichotte auf der Hochzeit des Comacho. Uma obra-prima ainda desconhecida da maioria dos ouvintes.

Outro injustiçado que até virou motivo de piada – Muzio Clementi. Em 1780, o pobre Clementi participou de uma pequena “competição” com Mozart para ver quem melhor interpretava e improvisava. Nem preciso dizer quem causou mais forte impressão. Mozart escreveu ao pai “ ele toca até bem…mas não tem bom gosto…muito mecânico” e depois em 1783 escreveu “Clementi é um charlatão, assim como todos os italianos”. Clementi foi basicamente um compositor para piano, e muito das suas sonatas iniciais apresentam, apesar do virtuosismo cativante, um pouco desse característica “mecânica” apontada por Mozart. No entanto, creio que Mozart teria mudado de opinião se ouvisse as sonatas do último período de Clementi. São sonatas beethovianas, com aquelas transições inesperadas e inspiradas. Prestem atenção na harmonia inicial da sonata op.40 n.2. As sonatas op.50 são às vezes mais inspiradas que as sonatas de Mozart (quem diria?).

Falo agora não apenas de um compositor desconhecido ou injustiçado, mas de uma época toda – a nossa. A música pós-1945 não convenceu o público e ainda não continua convencendo, com raríssimas exceções. Britten, Shostakovich, Arvo Part entre outros que estão fora do mainstream moderno, não contam. Falo dos compositores que estão na ponta da locomotiva, aqueles que escreveram a história do modernismo, esses estão na corda bamba da imortalidade. Citados em livros, porém desconhecidos nos palcos. “Culpa deles?” Só se a exploração de novos mundos for considerada um defeito. George Crumb é um compositor americano, um grande experimentador de possibilidades sonoras, abriu um novo espectro sonoro e pessoal, mas sem perder o foco de sua inspiração, aliás, inspiração muito ligada a poesia de Garcia Lorca. Esse disco trata de estudos moderníssimos para piano, algo que deixaria Chopin ou Liszt assustados. Na minha primeira audição imaginei ouvir um pequeno ensemble de músicos, mas foi engano meu, temos apenas o pianista e seu piano. Makrokosmos (1972-1973) é composto de dois volumes com 12 fantasias cada um sobre os símbolos do zodíaco. É preciso ouvir para acreditar. Absolutamente imperdível.

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Chuck Mangione – Tarantella

1 Tarantellas
2 The XIth Commandment Suite
3 Legend Of The One-Eyed Sailor
4 Bellavia
5 Hill Where The Lords Hide
6 Lake Placid Fanfare
7 Things To Come
8 ‘Round Midnight
9 Manteca
10 My One And Only Love
11 All Blues

Acoustic Guitar, Electric Guitar – Paul Viapiano
Alto Saxophone, Tenor Saxophone – Joe Romano
Baritone Saxophone – Bob Militello*
Bass Trombone – Jim Daniels
Congas, Percussion – Ralph McDonald*
Drums, Percussion – Dan D’Imperio, James Bradley, Jr.*
Drums, Timpani [Tympani] – Steve Gadd
Electric Bass – Charles Meeks, Jeff D’Angelo
Electric Guitar – Carl Lockett, Eric Gale
Flute – Kathyryn Moses*
French Horn – Jay Wadenpfuhl, Jerry Peel
Percussion – Dave Mancini
Piano [Acoustic Piano], Electric Piano – Gap Mangione
Piano [Acoustic Piano], Electric Piano, Trumpet, Percussion – Chick Corea
Producer, Conductor, Flugelhorn, Electric Piano – Chuck Mangione
Saxophone, Flute – Chris Vadala
Tenor Saxophone – Pat LaBarbera, Sal Nistico
Trombone – Birch Johnson, Keith O’Quinn, Rick Chamberlain
Trumpet, Flugelhorn – Jeff Tyzik, Joe Mosello, Lew Soloff
Trumpet, Jew’s Harp – Dizzy Gillespie

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Telemann – Pimpinone

01. Intermezzo I. Arie: Wer will mich? Bin Kammermädchen (Vespetta)
02. Rezitativ: Ich suche zwar ein Glück
03. Arie: Hoflich reden, lieblich singen (Vespetta)
04. Rezitativ: Doch was kann dieses wohl fur Lust erwecken
05. Arie: Wie sie mich ganz verwirren kann (Pimpinone, dazu Vespetta)
06. Rezitativ: Was aber denkt ihr nun zu tun
07. Duett: Mein Herz erfreut sich in der Brust (Vespetta, Pimpinone)
08. Intermezzo II. Rezitativ: Vespetta, willst du von mir gehen?
09. Andante und Arioso: Hab’ ich in dem Dienste (Vespetta)
10. Rezitativ: Schweig, schweig, du hast ja alles recht gemacht
11. Arie: Sieh doch nur das Feuer (Pimpinone)
12. Rezitativ: Er schweige nur
13. Arie: Ich bin nicht häßlich geboren (Vespetta)
14. Rezitativ: So geht es gut!
15. Arie/Duett: Reich die Hand mir, o welche Freude (Vespetta, Pimpinone)
16. Intermezzo III. Rezitativ: Ich will dahin, wohin es mir beliebet, gehn
17. Arie: Ich weiß, wie man redet (Pimpinone)
18. Rezitativ: Fur dieses Mal sei ihr der Ausgang unbenommen
19. Arie: Wie die andern will ich’s machen (Vespetta)
20. Rezitativ: Wie aber, wenn ich’s auch so machen wollte?
21. Arie/Duett: Wilde Hummel, böser Engel (Vespetta, Pimpinone)
22. Rezitativ: Du eigensinn’ger Esel, schau
23. Arie/Duett: Schweig hinkunftig, albrer Tropf! (Vespetta, Pimpinone)

Vespetta – Erna Roscher
Pimpinone – Reiner Süß
Staatskapelle Berlin
Conductor – Helmut Koch

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Telemann – Cantatas

Kein Vogel Kann Im Weiten Fliegen Twv 1:994 (Kantate Nr. 44 Aus Harmonischer Gottesdienst)
1 Aria: Kein Vogel Kann Im Weiten Fliegen 3:56
2 Recitativo: Kein Mensch Darf Den Geringer Schatzen 1:04
3 Aria: Erwage, Sichrer Mensch, Mit Beben 5:54

Deines Neuen Bundes Gnade Twv 1:212 (Kantate Nr. 47 Aus Harmonischer Gottesdienst)
4 Aria: Deines Neuen Bundes Gnade 4:53
5 Rezitativ: Wer Hat Den Schaum Der Wilden Wasserwogen 1:50
6 Ich Zweifle Nicht, Ich Bin Gerecht 4:04

Schau Nach Sodom Nicht Zurücke Twv 1:1243 (Kantate Nr. 48 Aus Harmonischer Gottesdienst)
7 Aria: Schau Nach Sodom Nicht Zurucke 3:40
8 Recitativo: Durch Christum Von Gesetze Los Zu Sein 1:16
9 Aria: Enthatlet Euch, Das Zu Erfullen 4:36

Die Ehre Des Herrlichen Schöpfers Zu Melden Twv 1:334 (Kantate Nr. 54 Aus Harmonischer Gottesdienst
10 Aria: Die Ehre Des Herrlichen Schopfers Zu Melden 2:59
11 Recitativo: Der Undank Ist Zu Gross 1:32
12 Aria: Singet Gott In Eurem Herzen 3:49

Verfolgter Geist, Wohin? Twv 1:1467 (Kantate Nr. 55 Aus Harmonischer Gottesdienst)
13 Aria: Verfolgter Geist, Wohin? 2:52
14 Recitativo: So Ist Es Gross Ist Die Gefahr 2:24
15 Aria: So Kampfet, Gerustete Krieger, Mit Freuden! 3:56

Locke Nur, Erde, Mit Schmeichelndem Reize Twv 1:1069 (Kantate Nr. 57 Aus Harmonischer Gottesdienst)
16 Aria: Locke Nur, Erde, Mit Schmeichelndem Reize 4:47
17 Recitativo: Verstummet Nur, Verkehrte Lehrer 1:06
18 Aria: Verlass Den Bau Der Ird’schen Hutte 3:58

Packe Dich, Gelähmter Drache Twv 1:1222 (Kantate Nr. 64 Aus Harmonischer Gottesdienst)
19 Aria: Packe Dich, Gelahmter Drache 4:04
20 Recitativo: Der Helfer Sei Gelobt 2:11
21 Aria: Hinweg, O Hollisches Getummel 4:00

Affourtit, Pieter
Bernardini, Alfredo
Beuse, Christian
Darmstadt, Gerhart
Eichberger, Myriam
Frimmer, Monika
Hammer, Christoph
Hirtreiter, Bernhard
Kotz-Geitner, Petra
Schwarz, Gotthold

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Telemann – Don Quichotte

Nr. 1 Aria (Don Quichotte) “Ein Wahrer Held Eilt Schon Ins Feld” 3:30
2 Nr. 2 Recitativo (Sancho Pansa) “Vortrefflich, Herr!” 1:26
3 Nr. 3 Aria (Sancho Pansa) “Mich Deucht, Ich Sehe Noch Die Fürchterliche Decke” 3:52
4 Nr. 4 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa) “So Kannst Du Denn Die Prellung Nicht Verschmerzen” 1:10
5 Nr. 5 Aria (Don Quichotte) “Kleinmütiger, Hör Auf Zu Klagen” 3:23
6 Nr. 6 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa) Bestrebst Du Dich Also, Dem Beispiel Nachzuahmen” 1:21
7 Nr. 7 Aria (Sancho Pansa) “Hat Mich Der Große Menschenfresser” 3:27
8 Nr. 8 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa) “Sieh, Sancho, Sieh! Hier Gibt’s Ein Neues Abenteuer” 0:48
Zweite Szene
9 Nr. 9 Coro (Sopran Solo, Chor Der Schäfer) “Die Schönste Schäferin Beglückt Den Reichsten Hirten Dieser Flur” 3:32
10 Nr. 10 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa, Grisostomo, Pedrillo) “Herr! Han Ich’s Nicht Gesagt?” 1:39
11 Nr. 11 Aria (Don Quichotte) “Beim Amadis, Beim Ritter Von Der Sonne!” 2:50
12 Nr 12 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa, Pedrillo) “Was Sagt Mein Herr?” 1:43
13 Nr. 13 Aria (Sancho Pansa) “Mein Esel Ist Das Beste Tier” 2:46
14 Nr. 14 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa, Grisostomo, Pedrillo) “So Sehr Nun Dieser Tag Die Flur Erfreut” 1:18
15 Nr. 15 Aria (Grisostomo) “Kein Schlaf Besucht Die Starren Augenlider” 4:19
16 Nr. 16 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa, Grisostomo) “Er Dauert Mich!” 1:31
17 Nr. 16a Coro “Die Schönste Schäferin” 3:30
18 Nr. 17 Recitativo (Sancho Pansa, Grisostomo, Pedrillo) “Mich Dünkt, Es Steigt Ein Dampf Von Wohlgerüchen” 0:48
19 Nr. 18 Duetto (Don Quichotte, Sancho Pansa) “Wenn Ich Die Trommel Rühren Höre” 3:18
Dritte Szene
20 Nr. 19 Recitativo (Don Quichotte, Sancho Pansa, Grisostomo) “Dort Kommt Die Braut” 1:08
21 Nr. 20 Aria E Coro (Grisostomo, Pedrillo, Chor Der Schäfer) “Dich, Schäfer, Dessen Glück Die Wälder Widerhallen” 1:48
22 Nr. 21 Recitativo (Comacho, Pedrillo, Chor Der Schäfer) “Geliebte Freundin, Höre” 0:41
Vierte Szene
23 Nr. 21a Recitativo Accompagnato (Basilio, Sancho Pansa, Quiteria, Comacho, Chor Der Freunde Des Basilio) “Schau Her, Quiteria!” 3:19
24 Nr. 22 Aria (Basilio) “Nun Bist Du Mein” 0:59
25 Nr. 23 Recitativo (Chor Der Freunde Des Comacho, Comacho, Don Quichotte, Sancho Pansa) “O List!” 1:00
26 Nr. 24 Aria (Quiteria) “Behalte Nur Dein Gold” 0:44
Fünfte Szene
27 Nr. 25 Recitativo (Comacho, Basilio, Sancho Pansa) “Nur Nicht Zu Stolz” 1:18
28 Nr. 26 Coro (Quiteria, Basilio, Don Quichotte, Sancho Pansa, Chor Der Schäfer) “Die Klugheit Ist Vom Günstigen Geschicke Das Kostbarste Geschenk” 1:31

Alto Vocals [Comacho] – Annette Kohler*
Bass Vocals [Don Quichotte] – Raimund Nolte
Bass Vocals [Sancho Pansa] – Michael Schopper
Bassoon – Rhoda Patrick
Chorus – Vokalensemble Der Akademie Für Alte Musik Bremen
Chorus Master – Manfred Cordes
Conductor – Michael Schneider (2)
Double Bass – Love Persson
Harpsichord [I] – Harald Hoeren
Harpsichord [II] – Sabine Bauer
Leader – Anke Backhaus
Libretto By – Daniel Schiebeler
Orchestra – La Stagione
Percussion, Timpani – Ekkehard Leue
Piccolo Flute – Karl Kaiser
Soprano Vocals [Grisostomo] – Mechthild Bach
Soprano Vocals [Pedrillo] – Silke Stapf
Soprano Vocals [Quiteria] – Heike Hallaschka
Tenor Vocals [Basilio] – Karl-Heinz Brandt
Theorbo – Michael Dücker
Trumpet – Friedemann Immer, Hannes Kothe
Viola – Claudia Steeb, Klaus Bundies
Violin [I] – Anke Vogelsänger, Hajo Bäß, Ruth Weber
Violin [II] – Barbara Kralle, Helmut Hausberg, Mechthilde Werner, Veronica Schepping
Violoncello – Nicholas Solo, Rainer Zipperling

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Clementi – Piano Sonatas

Piano Sonata in G major Op 40 No 1[24’52]
1 Allegro molto vivace[7’42]
2 Adagio, sostenuto e cantabile[5’41]
3 Allegro[6’17]
4 Finale: Presto[5’12]

Piano Sonata in B minor Op 40 No 2[15’54]
5 Movement 1: Molto adagio e sostenuto – Allegro con fuoco e con espressione[8’10]
6 Movement 2a: Largo mesto e patetico[2’10]
7 Movement 2b: Allegro – Tempo I – Presto[5’34]

Piano Sonata in D major Op 40 No 3[19’13]
8 Adagio molto – Allegro[10’30]
9 Adagio con molto espressione[3’39]
10 Allegro[5’04]

Piano Sonata in A major Op 50 No 1[21’06]
11 Allegro maestoso e con sentimento[8’29]
12 Adagio sostenuto e patetico[4’25]
13 Allegro vivace[8’12]

Piano Sonata in D minor Op 50 No 2[19’03]
14 Allegro non troppo ma con energia[8’19]
15 Adagio con espressione[4’20]
16 Allegro con fuoco, ma non troppo presto[6’24]

Piano Sonata in G minor ‘Didone abbandonata’ Op 50 No 3[25’35]
17 Largo patetico e sostenuto – Allegro ma con espressione[11’18]
18 Adagio dolente[5’57]
19 Allegro agitato, e con disperazione[8’20]

Howard Shelley (piano)

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Crumb – Makrokosmos I+II

Makrokosmos I
1 Klänge Des Ursprungs (Genesis I) (Krebs) 4:16
2 Proteus (Fisch) 1:17
3 Pastorale (Aus Dem Königreich Atlantis, Ca. 10,000 V. Chr.) (Stier) 2:10
4 Kruzifixus [Symbol] (Steinbock) 2:43
5 Der Gespenstische Gondoliere (Skorpion) 3:03
6 Nachtzauber I (Schütze) 4:13
7 Schattenmusik (Für Äolsharfe) (Waage) 2:40
8 Der Magische Kreis Der Unendlichkeit (Moto Perpetuo) [Symbol] (Löwe) 1:55
9 Der Abgrund Der Zeit (Jungfrau) 2:53
10 Frühlingsfeuer (Widder) 1:56
11 Traumbilder (Liebestod-Musik) (Zwilling) 4:52
12 Spiral-Galaxis [Symbol] (Wassermann) 2:46

Makrokosmos II
13 Morgenmusik (Genesis II) (Krebs) 2:53
14 Der Mystische Klang (Schütze) 3:01
15 Regen- Tod-Variatonen (Fisch) 1:46
16 Zwillings-Sonnen [Symbol] (Zwilling) 3:40
17 Gespenster-Nocturne: Für Die Druiden Von Stonehenge (Nachtzauber II) (Jungfrau) 3:14
18 Wasserspeier (Stier) 1:24
19 Tora! Tora! Tora! (Skorpion) 2:22
20 Eine Weissagung Nostradamus’ [Symbol] (Widder) 4:13
21 Kosmischer Wind (Waage) 3:37
22 Stimmen Aus 〈Corona Borealis〉 (Wassermann) 3:13
23 Litanei Der Glocken Der Milchstrasse (Löwe) 3:14
24 Agnus Dei [Symbol] (Steinbock) 3:56

Piano – Robert Groslot

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cdf

Amoyel, Bacri, Britten, Cassadó, Crumb, Dutilleux, Henze, Kodály, Ligeti: O Violoncelo do Século XX

Amoyel, Bacri, Britten, Cassadó, Crumb, Dutilleux, Henze, Kodály, Ligeti: O Violoncelo do Século XX

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este álbum reúne dois CDs de música moderna para violoncelo solo interpretados por Emmanuelle Bertrand. No passado recente, ambos foram lançados em separado. O primeiro disco é a estreia de Bertrand na Harmonia Mundi. Ele apresenta obras de Dutilleux, Crumb, Henze, Ligeti e Bacri. O segundo, lançado sob o título Le violoncelle parle (o violoncelo fala), inclui suítes para violoncelo solo de Britten e Cassadó e a monumental Sonata de Kodaly para violoncelo solo. Nas mãos de Bertrand, o violoncelo realmente “fala” e nos leva direto ao coração de uma linguagem ainda não compreendida por todos. “Não gostam agora? Gostarão mais tarde”, diria Beethoven. Muitas das peças foram dedicadas a Bertrand, mas damos destaque especial para Itinérance, onde a violoncelista canta — sim, com a voz. É óbvio que o compositor Pascal Amoyel sabia da bela voz da violoncelista.

Emmanuelle Bertrand – Le violoncelle au XXe siècle

Disc 1

Henri Dutilleux [1916-2013]
Trois strophes sur le nom de SACHER (1976-82)
1 I. Un poco indeciso / A tempo 4’02
2 II. Andante sostenuto 3’21
3 III. Vivace – Calmo – A tempo 3’14

Hans Werner Henze [1926-2012]
Sérénade (1949)
4 I. Adagio rubato 0’58
5 II. Poco allegretto 0’50
6 III. Pastorale 0’42
7 IV. Andante con moto. Rubato 0’59
8 V. Vivace 0’42
9 VI. Tango 1’16
10 VII. Allegro marciale 0’42
11 VIII. Allegretto 0’44
12 IX. Menuett 1’04

George Crumb [1929]
Sonate (1955)
13 I. Fantasia. Andante espressivo e con molto rubato 4’16
14 II. Tema pastorale con variazioni. Tema : Grazioso e dlicato Var. I : Un poco più animato. Var. II : Allegro possibile e sempre pizzicato. Var. III : Poco adagio e molto espressivo 5’01
15 III. Toccata. Largo e drammatico. Allegro vivace 2’31

György Ligeti [1923-2006]
Sonate (1948-53)
16 I. Dialogo. Adagio, rubato, cantabile 5’18
17 II. Capriccio. Presto con slancio – Sostenuto – Presto 5’10

Nicolas Bacri [1961]
Suite n°4 op.50 (1994-96)
dédiée à Emmanuelle Bertrand
18 I. Preludio. Adagio 4’35
19 II. Sonata gioconda. Presto volante, etc. 2’43
20 III. Intermezzo improvvisato. Adagio lamentoso 4’02
21 IV. Sonata seria. Andante maestoso 4’56

Disc 2

Benjamin Britten [1913-1976]
Suite for solo violoncello no.3 op.87 (1971) in C minor / ut mineur / e-moll
1 I. Introduzione. Lento 2’15
2 II. Marcia. Allegro 1’44
3 III. Canto. Con moto 1’20
4 IV. Barcarola. Lento 1’19
5 V. Dialogo. Allegretto 1’27
6 VI. Fuga. Andante espressivo 2’48
7 VII. Recitativo. Fantastico 1’27
8 VIII. Moto perpetuo. Presto 0’55
9 IX. Passacaglia. Lento solenne 8’32

Gaspar Cassadó [1897-1966]
Suite for solo violoncello (1926)
10 I. Preludio-Fantasia. Andante 6’06
11 II. Sardana (Danza). Allegro giusto 4’09
12 III. Intermezzo e danza finale. Lento ma non troppo 5’23

Pascal Amoyel [1971]
13 Itinérance (2003). Lento. Prégnant, du fond des âges 10’35

Zoltán Kodály [1882-1967]
Sonata for solo violoncello op.8 (1915)
14 I. Allegro maestoso ma appassionato 9’13
15 II. Adagio 12’50
16 III. Allegro molto vivace 11’46

Nicolas Bacri [1961]
17. Suite No. 4 pour violoncelle seul, Op. 50: V. Postludio – Adagio (2:36)

Emmanuelle Bertrand, violoncelo e também voz em Itinérance

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Emmanuelle Bertrand: intimidade com o século XX
Emmanuelle Bertrand: intimidade com o século XX

PQP

Henryk Górecki (1904-1991): Quarteto No. 1 e 2 — Steve Reich (1936): Different Trains — George Crumb (1929): Black Angels — Kronos Quartet 25 anos [6 e 7/10]

Henryk Górecki (1904-1991): Quarteto No. 1 e 2 — Steve Reich (1936): Different Trains — George Crumb (1929): Black Angels — Kronos Quartet 25 anos [6 e 7/10]

cover (2)

  • Repost de 28 de Janeiro de 2016

PQP sobre este post: IM-PER-DÍ-VEIS !!!

Górecki, Reich e Crumb, o que esses três têm em comum além da contemporaneidade de suas músicas? Nada que eu saiba amiguinhos, a pergunta foi só pra instigar curiosidade mesmo.

Górecki usa elementos minimalistas nesses dois quartetos seus, mas não sei se falta um pouco mais de vísceras que já havia ouvido em outras composições suas ou se o Kronos Quartet “falha na missão”.front

Reich é mais interessante, em sua música ele usa o elementos repetitivo e que vai se desenvolvendo aos poucos, embora aqui seja muito mais perceptível do que Music for 18 musicians por exemplo. Ele meio que brinca fazendo um contraponto minimalista e a música muda indo de uma repetição de tema à outro. E cada vez que um ou outro tema volta, ele volta com um elemento diferente. É genial. Ele adiciona umas vozes de radio também, puxando um elemento da eletroacústica, mas faz isso querendo anunciar o espírito de cada fase da música, por exemplo, New York é melancólica, Los Angeles é agitada, e quando volta à repetição New York to Los Angeles, que é meio que uma mistura, ele coloca uns sons de locomotiva. Uma brincadeira interessante. Com certeza uma música cheia de ideias que também é cheia de musicalidade.

Crumb chega pra não deixar pedra sobre pedra. Sua música é coisa que pirados como eu adoram. Ele faz inúmeras brincadeiras com elementos “não musicais”: a batida na madeira, um rangido, um suspiro, uma interjeição, etc. Mas não pense que isso tudo é sem coordenação como uma porcaria pós-moderna qualquer, na verdade ele consegue coordenar tudo isso muito bem, criando uma harmonia surpreendente. Dos três “porquinhos” aqui, ele é o mais criativo. Recomendo ouvir com o som bem alto e com muita atenção, pois a música dele está salpicada de detalhes quase inaudíveis.

Semana que vem trarei Terry Riley o oitavo disco da coleção juntamente com o nono, que trás obras de Alfred Schnittke.

25 Years of the Kronos Quartet [BOX SET 6 and 7/10]

Disc 6

Henryk Górecki (1904-1991):

Quasi una Fantasia, Quartet No. 2, Op. 64
01 I. Largo
02 II. Deciso – Energico (Marcatissimo sempre)
03 III. Arioso: Adagio cantabile
04 IV. Allegro (Sempre con grande passione e molto marcato)

05 Already It Is Dusk, Quartet No. 1, Op. 62

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Disc 7

Steve Reich (1936):

Different Trains
01 America – Before The War
02 Europe – During The War
03 After The War

George Crumb (1929):

Black Angels
04 I. Departure
05 II. Absence
06 III. Return

Kronos Quartet:
David Harrington, violin
John Sherba, violin
Hank Dutt, viola
Joan Jeanrenaud, cello

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Steve Reich e o quarteto fantástico. [Kronos Quartet photographed at San Francisco, CA February 23, 2011©Jay Blakesberg]
Steve Reich e o quarteto fantástico. [Kronos Quartet photographed at San Francisco, CA February 23, 2011©Jay Blakesberg]
Luke

Prokofiev / Crumb / Webern / Respighi: Recital 2000 com Mutter e Orkis

Prokofiev / Crumb / Webern / Respighi: Recital 2000 com Mutter e Orkis

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente CD de obras para violino e piano do século XX. Tudo começa com a bela Sonata de Prokofiev em contraste direto com os Quatro Noturnos de Crumb, uma viagem sonora fragmentada, preenchida com harmonias sutis, o mesmo clima que se ouvirá nas quatro peças de Webern. A coisa cai um pouco no Respighi, como era de se esperar. Mutter e Orkis são a melhor dupla violino e piano em ação. Fazem o que querem. 

(Bem, eu costumo ouvir, em casa, minha mulher tocar esta Sonata de Prokofiev com um amigo pianista. Eles tocam mais lentamente… Então, acho que certa desaceleração faz um bem tremendo àquele sensacional Scherzo).

Prokofiev / Crumb / Webern / Respighi: Recital 2000 com Mutter e Orkis

1 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 1. Moderato 7:35
2 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 2. Scherzo (Presto) 4:47
3 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 3. Andante 3:36
4 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 4. Allegro con brio 6:56

5 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno I: serenamente 2:51
6 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno II: scorrevole, vivace possibile 1:28
7 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno III: contemplativo 2:11
8 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno IV: con un sentimento di nostalgia 2:38

9 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 1. Sehr langsam 1:26
10 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 2. Rasch 1:32
11 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 3. Sehr langsam 1:31
12 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 4. Bewegt 1:09

13 Respighi: Sonata for Violin and Piano in B minor – 1. Moderato 9:28
14 Respighi: Sonata for Violin and Piano in B minor – 2. Andante espressivo 8:04
15 Respighi: Sonata for Violin and Piano in B minor – 3. Passacaglia – Allegro moderato ma energico 7:45

Anne-Sophie Mutter, violino
Lambert Orkis, piano

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Eu hoje acordei assim
Eu hoje acordei assim

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Kronos Quartet – Black Angels – Crumb, Tallis, Marta, Ives & Shostakovich – LINK REVALIDADO

51Y IErSdbL AA240 Os CDs do quarteto de cordas Kronos sempre fizeram minha alegria. O grupo existe há 34 anos e sempre faz trabalhos muito originais ligados à música moderna. Não surpreende o fato de terem estreado mais de 400 obras dedicadas a eles, algumas escritas por conhecidos nossos, como Piazzolla, Górecki, Reich, Boulez, etc. Ultimamente – pasmem! -, têm se apresentado com Tom Waits…

Mas fiquemos na música erudita. Há um CD de música erudita africana para quarteto de cordas que vou lhes contar… ou postar algum dia… quem sabe?

Este fantástico Black Angels (1990) é um CD sobre a guerra e a morte.

Inicia com a obra que dá nome ao CD, uma ode ao Vietman do norte-americano George Crumb (1929- ). Se o primeiro movimento é bastante assustador, o segundo começa por uma citação de A Morte e a Donzela de Schubert e finaliza com outra citação facilmente reconhecível mas que não consigo pescar na memória.

Thomas Tallis (1510-1585) parece estar como um peixe fora d`água neste trabalho do Kronos, porém o texto em que se baseia o moteto para 40 vozes Spem in Alium conta uma batalha bíblica.

Doom, a Sigh de Istvan Marta (1952- ) incorpora uma gravação autêntica de duas mulheres romenas lamentando a morte de parentes e amigos. É difícil ouvir até o fim o idioma universal da dor.

Depois, o completo contraste. Temos algo pra lá de espalhafatoso e engraçado. O compositor erudito americano Charles Ives (1874-1954) canta sua “Marcha Militar” They are there! (1917) de forma inacreditável. Exatamente, Ives canta! Trata-se de uma canção que escreveu “dedicada” à Primeira Guerra Mundial. A gravação de Ives é acompanhada discretamente pelo Kronos. Espantoso. Vale a pena conhecer a letra de They are there! (Fighting For The People’s New Free World):

There’s a time in many a life,
when it’s do though facing death
and our soldier boys will do their part
that people can live in a world where all will have a say.
They’re conscious always of their country’s aim,
which is Liberty for all.
Hip hip hooray you’ll hear them say
as they go to the fighting front.

Brave boys are now in action
They are there, they will help to free the world
They are fighting for the right
But when it comes to might,
They are there, they are there, they are there,
As the Allies beat up all the warhogs,
The boys’ll be there fighting hard
a-a-and then the world will shout
the battle cry of Freedom.
Tenting on a new camp ground.

When we’re through this cursed war,
All started by a sneaking gouger,
making slaves of men (God damn them),
Then let all the people rise,
and stand together in brave, kind Humanity.
Most wars are made by small stupid
selfish bossing groups
while the people have no say.
But there’ll come a day
Hip hip Hooray
when they’ll smash all dictators to the wall.

Then it’s build a people’s world nation Hooray
Ev’ry honest country free to live its own native life.
They will stand for the right,
but if it comes to might,
They are there, they are there, they are there.
Then the people, not just politicians
will rule their own lands and lives.
Then you’ll hear the whole universe
shouting the battle cry of Freedom.
Tenting on a new camp ground.
Tenting on a new camp ground

O Quarteto de Cordas Nº 8 de Dmitri Shostakovich (1906-1975), de 1960, é dedicado às vitimas do fascismo e da guerra. É uma obra-prima que já postamos aqui algumas vezes, mas que teima em reaparecer.

Lista das Obras:

– George Crumb “Black Angels: Thirteen Images from the Dark Land”, for ampliflied/electric String Quartet (1970)
– Thomas Tallis “Spem in Alium” 40-part motet (circa 16th century) arranged by Kronos
– Istvan Marta “Doom: A Sigh,” (1989)
– Charles Ives “They Are There!” (1917/1942) arranged by John Geist
– Dmitri Shostakovich String Quartet No. 8 (1960)

Faixas:

1. Black Angels: I. Departure (5:37)
2. Black Angels: II. Absence (5:25)
3. Black Angels: III. Return (7:13)

4. Spem In Alium (Sing And Glorify) (8:52)

5. Doom. A Sigh (10:54)

6. They Are There! (2:47)

7. Quartet No. 8: I. Largo (4:57)
8. Quartet No. 8: II. Allegro Molto (2:36)
9. Quartet No. 8: III. Allegretto (4:19)
10. Quartet No. 8: IV. Largo (4:12)
11. Quartet No. 8: V. Largo (3:56)

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