W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)

W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)

Depois de se estabelecer em Viena, sem se importar com a terrível advertência de papai Leopold, Mozart aproveitou todas as oportunidades para impressioná-lo com a seriedade de seus propósitos. Em abril de 1782, ele informou a seu pai que ‘Todos os domingos, às 12 horas, vou à casa do Barão van Swieten, onde não se toca nada além de Bach e Handel. No momento, estou fazendo uma coleção de fugas de Bach…”. Para as matinês semanais barrocas do Barão, Mozart também transcreveu diversas fugas de Bach para cordas, seis para trio e cinco para quarteto. Seu entusiasmo por Bach pode ter sido estimulado ainda mais por sua noiva, Constanze, que se era uma espécie de fugólatra.

Para seus arranjos de quarteto, Mozart favoreceu as fugas de som mais arcaico. Quando foram publicadas, eram precedidas, de maneira um tanto incongruente, por novos prelúdios de autoria desconhecida — era um Bach filtrado por um prisma galante. A Akademie für Alte Musik complementa três das transcrições de Mozart com arranjos anônimos de quinteto de cordas, com novos prelúdios. Fica tudo muito estranho. Para compensar a severidade potencial em uma sucessão de fugas lentas, a Akademie varia as cores instrumentais: cordas solo, orquestra de cordas, oboés, trombones e fagote.

Um disco interessantíssimo!

W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)

1 Prelude & Fugue In D Minor K405/4 6:03
2 Larghetto Cantabile In D Major & Fugue K405/5 4:45
3 Adagio & Fugue in A Minor 5:55
4 Allegro In C Minor K Anh 44 & Fuga A Due Cembali K426 4:33
5 Adagio Cantabile & Fugue In E Flat Major 3:55
6 Adagio & Fugue In C Minor K546 6:32
7 Adagio & Fugue in E Major K405/3 5:08
8 Adagio & Fugue in B Minor 6:08
9 Adagio & Fugue in D Minor 7:28

Akademie Für Alte Musik Berlin

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Bach e Mozart: conexões

PQP

Viva a Rainha! – As Idades de Marthinha, parte II (1951-1961) [Martha Argerich, 80 anos]


Em homenagem aos oitenta anos da Rainha, adicionaremos mais uma camada à sua já extensa discografia aqui no PQP Bach. Eis a segunda de oito partes:


Logo que ficou ficou óbvio que não haveria professores no Hemisfério Sul capazes de darem conta da pequena María Martha (porque eu tinha HOJE anos de idade quando descobri que Martha também é María), começaram as tratativas para que a niña precoz fosse estudar na Europa. A escolha de María era clara: queria ir para Viena estudar com Friedrich Gulda, um pianista brilhante que já granjeara fama de excêntrico e anticonvencional, e cujo antiacademicismo mui provocativo o tornava o mais improvável dos professores.

E isso tudo antes de adotar o visual que, a partir dos anos 70, fê-lo ser mimosamente comparado a um “cafetão sérvio”.

Como os Argerich não nadavam em recursos, a mãe de María resolveu tomar providências. A (assim a chamemos) mui assertiva Juanita, com quem Martha sempre teria uma relação complicada, resolveu as coisas com ninguém menos que Juan Domingo Perón. Nas palavras da filha:

Eu tinha pouco mais de 12 anos, tinha tocado no Teatro Colón e o Perón tinha me convidado para um encontro na residência presidencial. Mamãe perguntou se ela poderia vir comigo, e eles disseram que sim, é claro. Eu não era muito peronista; lembro-me que estava sempre colando pedacinhos de papel em todos os lugares que diziam “Balbín-Frondizi” [antiperonistas ferrenhos e candidatos da oposição às eleições de 1951]. Perón nos recebeu e me perguntou: “E para onde você quer ir, ñatita?” E eu queria ir para Viena, estudar com Friedrich Gulda. Ele gostou de eu não querer ir para os Estados Unidos. O mais engraçado foi que minha mãe, para bajulá-lo, disse a ele que eu adoraria fazer um show na UES [União dos Alunos do Ensino Médio]. E devo ter feito uma cara um tanto reveladora de que não gostei da ideia, pois o Perón começou a concordar com mamãe, dizendo “claro senhora, vamos organizar”, enquanto piscava para mim e, por baixo da mesa, fazia com um dedo que não. Ele estava contendo mamãe e isso me acalmou – percebeu que eu não queria. Fantástico, não é? E ele deu um emprego ao meu pai. Ele o nomeou adido econômico em Viena. E disse à mamãe que a achava também muito inteligente, empreendedora e capaz, e que conseguiu outro cargo para ela na embaixada.

Naqueles tempos, o que Perón mandava, o governo fazia: no ano seguinte, os Argerich deixariam Buenos Aires com mala e cuias, rumo a Viena e ao encontro de Gulda.

Martha e Gulda em Viena, sob o olhar atendo do filho mais ilustre de Aracati, o grande Jacques Klein (à esquerda). Foto do acervo de Nelson Freire, disponibilizada pelo Instituto Piano Brasileiro.

Foram apenas dezoito meses de estudo, durante os quais Martha foi a única aluna de Gulda, um mestre apenas onze anos mais velho que ela e de ademais pouquíssimos alunos. Ainda que viesse a receber lições de Maria Curcio, de Stefan Askenaze e de Arturo Benedetti Michelangeli, Gulda foi a mais decisiva influência na carreira de nossa Rainha. Ela sempre o idolatrou, e frequentemente o cita em suas entrevistas. O austríaco, no entanto, não se impressionou com o estrelato posterior de sua aluna, aparentemente por achá-lo convencional demais para seus heterodoxos parâmetros. E a vida pessoal de Martha, também, parecia bater recordes mesmo para os caóticos padrões guldanianos: ao encontrá-la num camarim, décadas depois, depois de um recital, Gulda – que ficaria notório por divulgar a notícia de sua morte um ano antes de morrer de fato, e que intitulou seu concerto seguinte “Festa da Ressurreição” – tascou:

O que fizeste da tua vida???
O que fazer da vida é a preocupação de todas as ex-crianças prodígio, e Martha, egressa dos estudos com Gulda, não sabia o que fazer dela. Estava longe da bajulação que tinha na Argentina, mas ainda controlada a cabresto pela mãe, e no coração dum continente onde se levantava uma pedra e, debaixo dela, saíam enxames de pianistas promissores. A saída mais óbvia eram as láureas em concursos de piano, e ela conseguiu duas em menos de um mês, em 1957: no Concurso Internacional Busoni em Bolzano (Itália), e no Concurso Internacional de Genebra (Suíça), o qual Gulda também vencera com 16 anos.

Enquanto botava as manguinhas de fora para morar sozinha, Martha excursionava extensamente pelo continente e, antes dos vinte anos, fez sua estreia discográfica oficial pela prestigiosa Deutsche Grammophon, ostentando na capa os cabelos cacheados e o olhar tristonho típicos daquela década. A relação da promissora jovem com seu instrumento, enfim, sempre tivera profundas rachaduras e muito poucas alegrias. Num dos trechos mais tocantes do documentário assinado por sua filha, Stéphanie, Martha está a olhar álbuns da infância e estimar sua idade nas fotos pela presença do sorriso – sinal de que o piano ainda não entrara em sua vida.

Esse difícil período de transição entre ex-criança prodígio e superestrela do teclado é admiravelmente coberto por esta caixa da Hänssler, que mostra que nossa Rainha era uma artista consumada antes de completar 20 anos. Em diversas gravações ao vivo de qualidade variável, além da supracitada gravação de estreia em estúdio, são óbvias as qualidades que até hoje, mais de sessenta anos depois, nos deixam boquiabertos. Entre várias interpretações de Mozart, um compositor a que voltaria relativamente pouco em sua carreira, e o primeiro de seus sete registros do concerto de Ravel, que é de seus cavalos de batalha favoritos, o curioso destaque – e a prova principal de que Martha estava disponível para todas empreitadas – é o registro de dois recitais em Leningrado (atual São Petersburgo), no qual ela acompanhava o já famoso violinista Ruggiero Ricci, vinte anos mais velho, e que permaneceu seu amigo por toda vida.


Joseph Maurice RAVEL (1875-1937)

Concerto em Sol maior para piano e orquestra, M. 83
1 – Allegramente
2 – Allegro assai
3 – Presto
Südwestfunk-Sinfonieorchester Baden-Baden
Ernest Bour, regência
Gravação de 1960

Gaspard de la Nuit, três poemas para piano após Aloysius Bertrand, M. 55
4 – Ondine
5 – Le Gibet
6 – Scarbo
Gravação de 1960

Sonatina para piano em Fá sustenido menor, M. 40
7 – Modéré
8 – Mouvement de Menuet
9 – Animé
Gravação de 1960

Jeux d’eau, para piano, M. 30
10 – Très doux
Gravação de 1960

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)
Sonatina para violino e piano, Sz. 55, BB 102a (arranjo de A. Gertler)
11 – Cornemuses. Allegretto
12 – Danse De L’ours. Moderato
13 –  Finale: Allegro Vivace
Ruggiero Ricci, violino
Gravação de 1961

Pablo Martín Melitón de SARASATE y Navascués (1844-1908)
Introdução e tarantela para violino e piano, Op. 43
14 – Moderato
Ruggiero Ricci, violino
Gravação de 1961

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Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
Concerto para piano e orquestra no. 21 em Dó maior, K. 467
1 -Allegro maestoso
2 – Andante
3 –  Allegro vivace assai
Kölner Rundfunk-Sinfonieorchester
Peter Maag, regência
Gravado em 1960

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Das Três sonatas para piano, Op. 10: 
No. 3 em Ré maior
4 – Presto
5 – Largo e Mesto
6 – Menuetto. Allegro
7 – Rondo. Allegro
Gravado em 1960

Das Três sonatas para violino e piano, Op. 12:
No. 3 em Mi bemol maior
8 – Allegro con spirito
9 – Adagio con molt’espressione
10 – Rondo. Allegro molto
Ruggiero Ricci, violino
Gravado em 1961

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Wolfgang Amadeus MOZART
Sonata para piano no. 8 em Lá menor, K. 310
1 – Allegro maestoso
2 – Andante cantabile con espressione
3 – Presto

Sonata para piano no. 13 em Si bemol maior, K. 333
4 – Allegro
5 – Andante cantabile
6 – Allegretto grazioso

Sonata para piano no. 18 em Ré maior, K. 576
7 – Allegro
8 –  Andante cantabile
9 – Allegretto grazioso
Gravadas em 1960

Robert Alexander SCHUMANN (1810-1856)
Toccata em Dó maior para piano, Op. 7
10 – Allegro
Gravadas em 1960

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Duas rapsódias para piano, Op. 79
11 – Agitato, em Si menor
12 – Molto passionato, ma non troppo allegro, em Sol menor
Gravadas em 1961

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Franz LISZT (1811-1886)
1 – Rapsódia Húngara no. 6, para piano
Gravada em 1961

Fryderyk Francyszek CHOPIN (1810-1849)
2 – Barcarola em Fá sustenido maior para piano, Op. 60
3 – Scherzo para piano no. 3 em Dó sustenido menor, Op. 39
4 – Balada para piano no. 4 em Fá menor, Op. 52
Gravadas em 1960-61

Dos Doze estudos para piano, Op. 10
5 – No. 1 em Dó maior
Gravado em 1955 em Buenos Aires

Sergey Sergeyevich PROKOFIEV (1891-1953)
6 – Toccata para piano, Op. 11
7 – Sonata para piano no. 3 em Lá menor, Op, 28
Gravadas em 1961

Franz LISZT
8 1 – Rapsódia Húngara no. 6, para piano
Gravada ao vivo em 1957, durante o Concurso Internacional de Genebra

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Unsere Königin spricht Deutsch

 

PQP Bach, pelo saudoso Ammiratore (1970-2021)

Vassily

Viva a Rainha! – As Idades de Marthinha, parte I (1941-1951) [Martha Argerich, 80 anos]


Em homenagem aos oitenta anos da Rainha, adicionaremos mais uma camada à sua já extensa discografia aqui no PQP Bach. Eis a primeira de oito partes:


Marthinha, nossa Rainha, começou a tocar piano aos três anos.

Três anos!

Ela foi tão escandalosamente bem que, ao cinco, arranjaram-lhe aulas com o mais famoso professor de Buenos Aires, o calabrês Scaramuzza.

Cinco anos!

Scaramuzza era austero e feroz, mas bom pedagogo, e alguns anos sob sua tutela foram bastantes para que a menina virasse, juntamente com o garoto Daniel, a mais célebre Wunderkind portenha. Daí para que ela estreasse nos palcos foi um tapinha:

Programa da estreia de Marthita sob a regência de seu professor, Scaramuzza, em setembro de 1949. Notem que, a despeito dela ter completado oito anos em junho, atribuem-lhe sete anos.

Seus programas, além do concerto em Ré menor de Mozart, incluíam duas obras que seriam pedras angulares de seu repertório: o concerto no. 1 de Beethoven, e o concerto em Lá menor de Schumann – exatamente aqueles que, pelo resto da vida, seriam seus compositores favoritos. As gravações a seguir, restauradas a partir de registros de rádios argentinas, mostram a pequena notável já em grande forma, devorando os concertos com a naturalidade que lhe é tão peculiar.


Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Concerto para piano e orquestra no. 1 em Dó maior, Op. 15
1 – Allegro con brio
2 – Largo
3 – Rondo: Allegro

Martha Argerich, piano (aos oito anos)
Orquesta Sinfónica de Radio El Mundo
Alberto Castellanos, regência

Robert Alexander SCHUMANN (1810-1856)
Concerto em Lá menor para piano e orquestra, Op. 54
4 – Allegro affettuoso
5 – Intermezzo: Andantino grazioso
6 – Allegro vivace

Martha Argerich, piano (aos onze anos)
Orquesta Sinfónica de la Ciudad de Buenos Aires
Washington Castro, regência

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BÔNUS: o concerto em Ré menor de Mozart, numa transmissão radiofônica cujo locutor, curiosamente, atribui sete anos à solista de oito (o que, obviamente, não diminui meu pasmo com a precocidade de nossa Rainha)

1 – Introdução em espanhol (excerto)

Wolfgang Amadeus MOZART
 (1756-1791)
Concerto para piano e orquestra no. 20 em Ré maior, K. 466
2 – Allegro
3 – Romanze
4 – Rondo: Allegro assai

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Concerto para piano e orquestra no. 1 em Dó maior, Op. 15
4 – Allegro con brio
5 – Largo
6 – Rondo: Allegro

Martha Argerich, piano (aos oito anos)
Gran Orquesta Clásica de LR1
Alberto Castellanos, regência

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Nuestra Reina, en castellano

Se você gosta de Marthinha e dos concertos de Beethoven, recomendo fortemente esta gravação – sua única do concerto no. 3, que ela diz que “toca, mas mal”:

Beethoven (1770-1827): Concertos para Piano No 3 & No 2 – Martha Argerich – Mahler CO – Claudio Abbado

 

PQP Bach, pelo saudoso Ammiratore (1970-2021)

Vassily

 

 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Violino – Contzen, Goebel, Bayerische Kammerphilarmonie

Já ouvi tantas vezes estes Concertos para Violino de Mozart que praticamente os sei de cor. Cada detalhe, cada nuance, enfim, são mais de trinta anos que os ouço, com os mais variados solistas e orquestras. Mesmo depois de tanto tempo, nunca cheguei a uma conclusão ou definição de quais seriam as minhas gravações favoritas. Talvez o bom e velho Henryk Szeryng figure no topo da lista das 10 melhores, dentre as mais antigas, e recentemente, a ótima violinista alemã Isabelle Faust também realizou um notável trabalho em sua incursão nestas obras.

Mas estou sempre a procura de novas gravações, de novas possibilidades, de novas e inovadoras soluções (fui redundante?), afinal trata-se de Mozart, e quando se trata de Mozart, sabemos que nada nunca será definitivo. Esta gravação que ora vos trago me chamou a atenção por ter o maestro Reinhold Goebel, nosso velho conhecido, à frente de uma orquestra até então para mim desconhecida, e acompanhando uma solista que também confesso que não conhecia, Mirijan Contzen. Goebel tem um currículo respeitável em se tratando de gravações historicamente informadas, e não me surpreendeu ouvi-lo trazer aquilo que sempre procuro em minha incansável caça por Cds: novas soluções para velhos problemas.

Estes registros já tem dez anos mas não sofreram a ação do tempo, como tantas gravações que conhecemos tão bem. Talvez a novidade seja exatamente a solista que corajosamente escreveu as cadenzas dos concertos. Ato de coragem, repito, pois em se tratando de obras tão conhecidas, apresentar algo novo e diferente pode não agradar a todos. Sabemos que nós melômanos temos nossas manias e  alguns são (somos) extremamente conservadores. Fui procurar maiores informações e principalmente, as críticas referentes a estas gravações, mas só as encontrei na amazon alemã (tradução nas coxas, com a ajuda do tradutor do Google):

“Uma gravação de alto nível, historicamente informada, dos concertos para violino de Mozart, que também é sonoramente convincente. Elogios aos intérpretes e ao engenheiro de som!” (5 estrelas)

Outro foi mais incisivo em declarar que não gostou:

“Esta gravação não pode ser levada a sério, mas como uma piada de festa ou susto, é muito cara, mesmo pelo preço comparativamente baixo. Interpretações absurdas e toque de violino sem gosto. Felizmente, ninguém precisa decidir quem está jogando pior aqui. Maestro, solista e orquestra estão igualmente além do bem e do mal.” (Apenas 1 estrela)

Bem, confesso que realmente levei alguns sustos na audição, mas nada que pudesse mudar minhas convicções: os músicos envolvidos foram corajosos e ousados. Vale a pena conhecer.

Segue booklet em anexo. Sugiro muito sua leitura, altamente informativa.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Violino – Contzen, Goebel, Bayerische Kammerphilarmonie

CD 1
Konzert in B-Dur für Violine und Orchester KV 207
[01] I. Allegro moderato
[02] II. Adagio
[03] III. Presto
Konzert in D-Dur für Violine und Orchester KV 211
[04] I. Allegro moderato
[05] II. Andante
[06] III. Rondeau. Allegro
Konzert in G-Dur für Violine und Orchester KV 216
[07] I. Allegro
[08] II. Adagio
[09] III. Rondeau. Allegro

CD 2
Konzert in D-Dur für Violine und Orchester KV 218
[01] I. Allegro 08:13
[02] II. Andante cantabile
[03] III. Rondeau. Andante grazioso 06:11
Konzert in A-Dur für Violine und Orchester KV 219
[04] I. Allegro aperto – Adagio –
Allegro aperto
[05] II. Adagio
[06] III. Rondeau. Tempo di Menuetto
Konzert in D-Dur für Violine und Orchester KV 271a
[07] I. Allegro maestoso
[08] II. Andante
[09] III. Rondo. Allegro

As cadenzas são da própria solista, Mirijam Contzen

Mirijam Contzen – Violin
Bayerische Kammerphilharmonie

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Mirijam Contzen na sala de Concertos do PQPHall em Munique.

Mozart (1756 – 1791): Così fan tutte • (Homenagem ao Ammiratore) • solistas • Philharmonia Orchestra & Karl Böhm ֍

Mozart (1756 – 1791): Così fan tutte • (Homenagem ao Ammiratore) • solistas • Philharmonia Orchestra & Karl Böhm ֍

MOZART

Così fan tutte

Schwarzkopf • C. Ludwig

Kraus • G. Taddei

Berry • H. Steffek

Philharmonia Orchestra

Karl Böhm

Para homenagear nosso gentil e saudoso amigo, compare Ammiratore, como eu gostava de chamá-lo, decidi postar uma linda ópera. Não vou tentar fazer uma postagem no estilo dele, resultado de meticulosa pesquisa, com detalhes históricos e ilustrações bem específicas, além da apresentação de diferentes gravações… Eu não tenho estas habilidades que eram típicas dele. Costumava dizer-lhe que minhas (poucas) postagens de óperas buscam mais contagiar os visitantes do blog pelo meu amor por elas, por uma pequena anedota eventualmente introduzida e que o atraísse para a obra, contando que ela (a música) fizesse então a mágica. Ainda aposto nesta abordagem e tenho certeza de que nosso querido amigo aprovaria a postagem.

Così fan tutte é a terceira ópera surgida da colaboração de Mozart e Lorenzo da Ponte. As duas anteriores, Le Nozze di Figaro e Don Giovanni, não poderiam ser mais diferentes desta última. Enquanto Figaro e Don Giovanni estão repletas de personagens marcantes e árias fenomenais, Così se destaca por números apresentados por conjuntos de cantores: duos, trios, sextetos. As personagens aparecem aos pares: duas mocinhas, dois galãs e um casal formado pelo cínico filósofo e sua colaboradora, a camareira das moças. Outro aspecto que distingue esta obra das anteriores é ser politicamente incorreta e mais deliciosa ainda por isso. Afinal, o título, Così fan tutte, fala por si, mesmo sem tradução.

Veja como a trama é descrita em um dos sites que andei visitando: ‘Uma comédia com elementos nitidamente sérios, a peça traz um conto satírico de traição, onde a confiança é testada até o limite. Afinal, é possível que dois casais aparentemente fiéis tenham suas vidas afetivas arruinadas por um jogo de traições aparentemente inofensivo?’

Elisabeth e Christa ensaiando para uma apresentação no PQP Bach Opera Theater de Resende…

Assim é a ópera, repleta de troca de papéis, de disfarces e confusões. O libreto foi escrito por da Ponte sem um especial modelo literário e aparentemente tudo surgiu de uma história que lhe foi contada pelo próprio imperador austríaco. É claro que o tema não era de todo ausente da literatura, mas certamente chocou muitas pessoas na época de sua composição. A ópera também não ficou muito tempo em cartaz devido a morte do imperador. Assim, Così fan tutte firmou-se mesmo como uma das grandes óperas de Mozart, passando a integrar o repertório dos principais teatros do mundo a partir do século XX.

Quando Mozart iniciou a sua composição em novembro de 1789, estava financeiramente quebrado e a obra foi composta em tempo recorde – com a primeira apresentação em fins de janeiro de 1790. As reservas das pessoas sobre o tema e a morte do imperador, fechando os teatros para o luto oficial, contribuíram para que a ópera não salvasse as finanças de Mozart, o que foi realmente uma pena. A experiência de Mozart na composição de música de câmera certamente influenciou nas suas composições para grupos de cantores.

As moças e os galãs…

A história inicia com uma aposta feita pelo experiente Don Alfonso com os jovens Guglielmo e Ferrando, confiantes na fidelidade de suas amadas Fiordiligi e Dorabella. É claro que segue uma enfiada de confusões, disfarces e idas e vindas que incluem envenenamento e seções de mesmerização, até que as duas lindas se rendem aos encantos dos mocinhos disfarçados de bigodudos albaneses. Afinal, così fan tutte…

Bom, é curioso que naqueles dias Mozart havia escrito uma carta para a sua Constanze, que passava uns dias em uma estância de águas em Baden recuperando a saúde, admoestando-a a ser mais… discreta. Mas Mozart era realmente um ser humano diferenciado. Veja um outro trecho de carta, da mesma época: An astonishing number of kisses are flying about! I see a whole crowd of them. Ha! Ha! I have just caught three — They are delicious… I kiss you millions of times.

A gravação da postagem é clássica. Alguns diriam até jurássica. Bem, eu digo impecável, inigualável. As cantoras Elisabeth Schwarzkopf e Christa Ludwig (a quem aqui mais uma vez prestamos homenagem) estão perfeitas. O tenor Alfredo Kraus como Ferrando e Giuseppe Taddei como Guglielmo completam o quarteto central. Walter Berry, que fora casado com a Christa Ludwig, é Don Alfonso e Hanny Steffek uma ótima Despina. A Philharmonia Orchestra está sob o comando de Karl Böhm, cuja expertise em Mozart era indisputável naqueles dias, e a produção de Walter Legge completa o conjunto magnificamente.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Così fan tutte

Ópera buffa em dois atos

Fiordiligi – Elisabeth Schwarzkopf, soprano

Dorabella – Christa Ludwig, mezzosoprano

Ferrando – Alfredo Kraus, tenor

Guglielmo – Giuseppe Taddei, barítono

Don Alfonso – Walter Berry, baixo

Despina – Hanny Steffek, soprano

Philharmonia Orchestra & Chorus

Karl Böhm

Produção – Walter Legge

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FLAC | 732 MB

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MP3 | 320 KBPS | 379 MB

Karl era bom em Mozart, Strauss e Wagner. Já em certos outros assuntos…

Böhm já havia gravado a ópera para a DECCA em 1955 e voltaria a gravá-la em 1977 para o selo amarelo. Mas esta gravação, feita sob a supervisão de Walter Legge e com um time dos sonhos de cantores é, sem dúvida, a melhor escolha. O Penguin Guide diz: Its glorius singing is headed by the incomparable Fiordiligi of Schwazkopf and the equally moving Dorabella of Christa Ludwig; it remains a superb memento of Walter Legge’s recording genius and remains unserpassed…

Aproveite!

RD

Linda imagem da produção de Così fan tutte feita por J. E. Gardiner

Para uma visão geral da ópera, visite este site aqui.

Outra gravação para contrastar:

W. A. Mozart (1756-1791): Così fan tutte

 

Mozart (1756-1791): Sinfonias Nros. 23, 25, 28, 29, 31, 35, 36, Sinfonia Concertante e Posthorn (Berliner Philharmoniker / Abbado) ֍

Mozart (1756-1791): Sinfonias Nros. 23, 25, 28, 29, 31, 35, 36, Sinfonia Concertante e Posthorn (Berliner Philharmoniker / Abbado) ֍

Mozart

(Algumas) Sinfonias

Berliner Philharmoniker

Claudio Abbado

 

Como eu gosto muito de música que envolva piano – sonatas, concertos – acabo negligenciando um pouco os outros gêneros. Para manter uma dieta musical equilibrada é necessário, portanto, um certo planejamento. Foi assim que escolhi uma cesta de discos com sinfonias e me dei conta que estava há um bom tempo sem ouvir sinfonias de Mozart.

As Sinfonias eram ouvidas em casa assim, antes das vitrolas…

Wolfferl escreveu sinfonias desde que usava calças curtas e podemos dizer que ao longo de sua vida o gênero floresceu e ganhou proporções maiores. Certamente as sinfonias compostas por Haydn eram muito estimulantes, mas as últimas sinfonias produzidas por Mozart (que foram compostas quase três anos antes de sua morte) estabelecem elas próprias novos espetaculares padrões.

Confesso razoável desinteresse pelas pequenas obras de juventude e os discos que reuni com o mais destas obras ficaram pouco tempo sob a agulha da minha vitrola. Mesmo os conjuntos historicamente informados, com suas muitas repetições não ajudaram muito.

As capas do yellow label eram ‘muito’ melhores…

Assim, foi com bastante prazer que encontrei um pacote com várias sinfonias (já de maturidade) mas que ainda antecedem as grandes quatro últimas poderosas sinfonias. A orquestra, pasmem, Berliner Philharmoniker! Mas, acalmem seus desnecessários temores, em vez de Darth Vader, segurando a batuta está o gentil Claudio Abbado. Estas sinfonias são parte de uma série de gravações feitas pela Berliner Philharmoniker sob a regência de Abbado para a Sony, numa das primeiras gravações da orquestra fora do yellow label em muitos anos.

Como vocês possivelmente sabem, Claudio Abbado foi escolhido para suceder a Herbert von Karajan como o regente principal da orquestra e permaneceu neste cargo de 1990 até 2002. Com as simples e revolucionárias palavras ‘I’m Claudio for everyone. No titles!’ ele se apresentou e inaugurou uma nova etapa na vida artística de uma das maiores orquestras de todos os tempos.

A cara de felicidade de Claudio ao saber que seria o regente da BP

Como os berlinenses estavam em busca de uma imagem diferente daquela associada a HvK, as interpretações destas obras sob a batuta do novo Herr Direktor, que não queria ser assim chamado, soam bastante inovadoras – um som mais translúcido, mais leve. Houve até um certo ranger de dentes entre os críticos e fãs mais arraigados às velhas práticas da orquestra de som laqueado e opulento. Eu gostei bastante da nova abordagem. Como achei o material um pouco extenso, acabei fazendo uma seleção com as ‘mais-mais’. Espero que você goste.

No pacote temos duas sinfonias intermediárias – a ‘Pequena’ Sinfonia em sol menor, assim chamada para diferenciá-la da Sinfonia No. 40, também em sol menor, e a adorável Sinfonia No. 29 em lá maior. Depois temos uma Sinfonia Parisiense, em três movimentos, feita para agradar os ouvidos franceses. Em seguida duas maravilhosas sinfonias compostas para ocasiões específicas – a Sinfonia ‘Haffner’ e a Sinfonia ‘Linz’. Estas sinfonias são o prelúdio das quatro últimas majestosas que ainda estavam a caminho. Como gosto muito desta obra, inclui também a Sinfonia Concertante para Viola e Violino e uma ‘Sinfonia’ formada por três movimentos extraídos da Serenata Posthorn, uma espécie de encore para terminar o alentado programa.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Sinfonia No. 25 em sol menor, K183

  1. Allegro con brio
  2. Andante
  3. Menuetto – Trio
  4. Allegro

Sinfonia No. 29 em lá maior, K. 201

  1. Allegro moderato
  2. Andante
  3. Menuetto
  4. Allegro con spirito

Sinfonia No. 31 em ré maior, K297 ‘Paris’

  1. Allegro assai
  2. Andantino
  3. Allegro

Sinfonia No. 35 em ré maior, K. 385 “Haffner”

  1. Allegro con spirito
  2. Andante
  3. Menuetto
  4. Finale. Presto

Sinfonia No. 36 em dó maior, K. 425 “Linz”

  1. Adagio – Allegro spiritoso
  2. Andante
  3. Menuetto – Trio
  4. Presto

Sinfonia concertante em mi bemol maior, K. 364

  1. Allegro maestoso
  2. Andante
  3. Presto

Sinfonia da Serenade No. 9 em ré maior, K320 ‘Posthorn’

  1. Adagio maestoso – Allegro con spirito
  2. Andantino
  3. Finale. Presto

Wolfram Christ, viola (K 364)

Rainer Kussmaul, violino (K 364)

Berliner Philharmoniker

Claudio Ababdo

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MP3 | 320 KBPS | 415 MB

One bad review from Amazon-critics: Revisiting this disc was an act of penance. Was it efficacious? Not in the least. In fact, it just stoked my anger – a mortal sin in itself – that the most over-rated conductor on the planet would so mutilate the Berlin Phil to gain street-cred with the likes of Jeggy and Norrington. Nor am I that much of a sinner, sad to say, that I need to undergo this trial again in preparation for the Pascal Mystery to come.

A much warmer one: When first issued in 1993-94, these Mozart performances from Abbado and the Berlin Phil. were ill-fated. No one could quite accept that long-time DG artists had switched to Sony, and sales were poor. Now the performances have resurfaced in impeccable “enhanced” DSD sound, and they couldn’t be better. A direct comparison to Levine’s Sym. 31 with the Vienna Phil. (DG) is telling: it’s the Berliners who sound free, joyous, and alive inside–all Viennese virtues–while the Viennese themselves sound rushed and indifferent.

Here a professional one, on the Symphonies Nos. 29 & 35: Though Abbado’s Berlin sound is weighty, the results are not just big-scale but elegante too, with horns whooping out brightly. Abbado is never mannered and his phrasing and pointing of rhythm are delicately affectionate, conveying na element of fun and with speeds never allowed to drag. Slow movements are kept flowing, and finales are hectically fast, but played with such a verve and diamond-bright articulation that there is no feeling of breathlessness. [Trecho do Penguin’s Guide to CDs]

Brilho diamantino! Aproveite!

René Denon

– O que o pessoal do PQP Bach achou deste adagio?

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502, 542, 548

Eu ia postar um álbum de Alberto Ginastera rico em trechos misteriosos, noites cheias de estrelas e cenas impressionistas. Mas Ginastera vai ter que esperar. Após a morte de nosso colega de blog, o saudoso Ammiratore, que nos deixou chocados e indignados, não consigo postar nada que não seja Mozart. O mal tem vencido diariamente. Por isso mesmo, como diria Walter Benjamin (6ª Tese sobre a História), é preciso acender as centelhas, as faíscas da esperança.

Mozart é necessário em tempos de tristeza. A música dele não é sempre solar e esperançosa, é claro. Mas há inúmeras obras que nos deixam de queixo caído com a forma como tudo se encaixa positivamente e tudo se encaminha para a alegria. É o caso de alguns dos concertos para piano, algumas das sinfonias e também estes três trios. Mesmo os movimentos lentos aqui são um larghetto e dois andantes de uma beleza bucólica: um é grazioso, o outro é cantabile.

As interpretações deste disco, em instrumentos de época por um músico holandês e dois japoneses, colocam os três instrumentos no mesmo nível, como três personagens de um diálogo. Mozart foi um dos maiores mestres da ópera (teatro com música) e conhecia a arte de fazer também os instrumentos dialogarem em réplicas e tréplicas mas, como falei logo acima, as discussões aqui sempre tendem para a paz e o entendimento. Todas as gerações têm algo a aprender com o gênio de Salzburgo.

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502, 542 & 548
1 Piano Trio in B-flat major, KV 502: I. Allegro
2 Piano Trio in B-flat major, KV 502: II. Larghetto
3 Piano Trio in B-flat major, KV 502: III. Allegretto

4 Piano Trio in E major, KV 542: I. Allegro
5 Piano Trio in E major, KV 542: II. Andante grazioso
6 Piano Trio in E major, KV 542: III. Allegro

7 Piano Trio in C major, KV 548: I. Allegro
8 Piano Trio in C major, KV 548: II. Andante cantabile
9 Piano Trio in C major, KV 548: III. Allegro

Stanley Hoogland, fortepiano (after Walter, Wien, ca.1795)
Natsumi Wakamatsu, violin (by Tononi, Bologna, 1700)
Hidemi Suzuki, violoncello (after Guadagnini, Parma, 1759)

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Em 1782 Mozart comprou um piano construído por Anton Walter. Este da foto é uma cópia idêntica ao original de Walter.

Pleyel

Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 25 e 18 – Rudolf Firkušný – Southwest German RSO – Ernest Bour ֎

Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 25 e 18 – Rudolf Firkušný – Southwest German RSO – Ernest Bour ֎

Mozart

Concertos para Piano Nos. 25 & 18

Rudolf Firkušný

Há um crítico de música que se encaminhou para esta carreira com um único propósito – mostrar falsa a afirmação feita com empáfia pelo arrogante professor de Apreciação Musical:

Mozart é perfeito!

‘I bristled and set out to prove the man wrong!’

Ele escreveu em um de seus artigos: ‘Uma profunda resistência a Mozart não aprecia um bom augúrio para alguém que pretendia iniciar uma carreira que tivesse qualquer coisa a ver com música clássica!’ Se fosse Shostakovich, Hindemith ou Schoenberg, talvez fosse ainda possível, mas Mozart, pensei…

Realmente, pode parecer um pouco chocante ouvir alguém com interesse em música dita clássica uma afirmação como – não suporto Mozart!

Mesmo tendo mais de …. anos, continuo a me espantar quando ouço alguém afirmar com ênfase, e em alguns casos, até disfarçado prazer, que ‘não suporta a música de tal ou tal compositor’. Espanta-me afirmações assim peremptórias – detesto Rachmaninov! Tal radicalidade me parece tão improvável quanto o reverso – Ora, todo o mundo adora Rachamaninov!

Certa vez, um colega da universidade levou-me a fita cassete com a Sinfonia do Novo Mundo, que eu gostava tanto, para devolvê-la no outro dia e dizer, com um muxoxo: É bonitinha, mas meio cansativa, com tantas repetições dos temas. Ela acabou ficando um pouco chatinha… Disse assim e deixou-me, com a fita na mão. Que amigo urso! A Sinfonia nunca mais me foi a mesma. Amigos, cuidado com a má palavra descuidadamente lançada…

Estou mencionando tudo isto por razão de ser o tema da postagem Concertos para Piano de Mozart. Para mim eles são, senão provas, pelo menos evidências da quase perfeição de Mozart. Quem me garante isso é alguém que tem até mais experiência do que eu, não é, Miles?

Não sei que pensava o tal professor daquele que depois se fez crítico, mas definitivamente há Mozart e há Mozart. Dia destes a tentativa de audição de algumas sinfonias juvenis do nosso herói redundou em completo fracasso. Não passei da primeira. E olha que eram regidas pelo recomendado Jeffrey Tate!

Assim, começo a perceber que quando imagino perfeição e Mozart, certamente há que se fazer opções. Cada um de nós deve ter seu repertório de perfeições mozartianas. Até o próprio James Oestreich reconhece certos lampejos, rasgos de perfeição: ‘Minha resistência ao compositor gradualmente se erodiu em face de descobertas como ‘Le Nozze di Figaro’, especialmente as arrepiantes harmonias do final do ato II, a Gran-Partita para sopros, especialmente o primeiro Adagio que é de outro mundo’… E ele segue enumerando mais algumas obras, incluindo o Concerto para Clarinete.

Ernest Bour

Ele volta a resmungar sobre certas outras coisas, mas acabei por considerar que o Andante do Concerto para Piano No. 18 facilmente estaria na minha lista das perfeições do Wolferl! Especialmente quando interpretado pelo pianista Rudolf Firkušný, acompanhado pela Orquestra da Radio Alemã, regida pelo Ernest Bour. Este disco é da mesma safra do que foi postado anteriormente aqui.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Concerto para Piano No. 25 em dó maior, K. 503

  1. Allegro maestoso
  2. Andante
  3. Allegretto

Concerto para Piano No. 18 em si bemol maior, K. 456

  1. Allegro vivace
  2. Andante
  3. Allegro vivace

Rudolf Firkušný, piano

Southwest German Radio Symphony Orchestra

Ernest Bour

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Rudolf e o coqueiro de Piratininga…

Esta postagem só foi possível graças a colaboração de dois caros amigos parceiros aqui do blog… A eles, meu obrigado!

Aproveite!

René Denon

Não deixe de visitar:

Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 9 e 24 & Quarteto com Piano K. 478 – Rudolf Firkušný ֎

 

Haydn: Quarteto Op. 76 No. 2 / Bartók: Quartet No. 3 / Mozart: Quarteto No. 19, K. 465 #BRTK140

Haydn: Quarteto Op. 76 No. 2 / Bartók: Quartet No. 3 / Mozart: Quarteto No. 19, K. 465 #BRTK140

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Reverenciado desde o auge da era clássica até hoje, o quarteto de cordas é o gênero ideal para os compositores darem vazão às suas ideias mais inovadoras. O Quarteto Modigliani ilumina essas obras-primas brilhantes, cada uma testemunhando um ponto de importante na obra de seus autores. Gosto muito de CDs que parecem programas de concertos. É o caso deste. Tudo parece muito coerente, com Bartók colocado entre os dois clássicos. Trata-se de um disco excelente, com interpretações maduras de grandes obras. Todo o Op. 76 de Haydn é espetacular e este Quarteto “Das Quintas” é sensacional. O Quarteto Nº 3 de Bartók já foi muito comentado aqui e  o que dizer do Quarteto das Dissonâncias de Mozart? Bem, está tudo aí.

Haydn: Quarteto Op. 76 No. 2 / Bartók: Quartet No. 3 / Mozart: Quarteto No. 19, K. 465

~ Haydn: Quarteto Op. 76 No. 2
01. String Quartets, Op. 76: I. Allegro (D Minor) (9:52)
02. String Quartets, Op. 76: II. Andante o più tosto allegretto (D Major) (6:10)
03. String Quartets, Op. 76: III. Minuet (D Minor) – Trio (D Major) (3:41)
04. String Quartets, Op. 76: IV. Finale. Vivace assai (D Major) (4:07)

~ Bartók: Quartet No. 3
05. String Quartet No. 3, Sz. 85, Prima parte: I. Moderato (4:50)
06. String Quartet No. 3, Sz. 85, Seconda parte: II. Allegro (5:37)
07. String Quartet No. 3, Sz. 85, Recapitulazione della prima parte: III. Moderato – Coda. Allegro molto (5:05)

~ Mozart: Quarteto No. 19, K. 465
08. String Quartet No. 19 in C Major, K. 465: I. Adagio — Allegro (11:28)
09. String Quartet No. 19 in C Major, K. 465: II. Andante cantabile (F Major) (7:42)
10. String Quartet No. 19 in C Major, K. 465: III. Menuetto and Trio. Allegro (4:46)
11. String Quartet No. 19 in C Major, K. 465: IV. Allegro (8:01)

Quatuor Modigliani

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PQP

Boldog születésnapot! – Bartók, a zongoraművész (Bartók, o pianista) #BRTK140

 

“Boldog születésnapot!” não é uma sopa de letrinhas, e sim “feliz aniversário!” em húngaro – e as felicitações, claro, vão para o genial Béla Viktor János Bartók, em seu idioma nativo, no dia em que completaria 140 anos.

Não falo húngaro, nem jamais falarei. Limito-me a estudá-lo mui diletantemente, sem progresso algum, e há tantos anos que reconheço em meus esforços mais uma contemplação amedrontrada da legendária complexidade do magiar, com seus dezoito casos e vocabulário alheio ao léxico indo-europeu, do que uma pretensão real de algum dia dominar o Leviatã. Ainda assim, resolvi que os títulos das postagens de hoje seriam bilíngues, não para ostentar minha confessa semi-ignorância, e sim para homenagear devidamente o aniversariante, que tanto orgulho tinha de seu país, de sua cultura e de seu idioma, e que – mesmo notável poliglota – contemplava o resto do mundo a partir dessa inexpugnável ilha linguística.

Bartók, claro, também tocava piano (que o magiar, aliás, resolveu chamar de nada parecido com o italiano piano ou o alemão Klavier, e sim de ZONGORA). Reconhecia ritmos e melodias antes de balbuciar frases completas, e, antes de completar quatro anos, já estava tão familiarizado ao teclado que seu repertório contava com quarenta peças. Sua maior aliada era a mãe, Paula, uma professora de piano que começou a lhe dar aulas a partir dos cinco anos e não mediria esforços para garantir a melhor educação musical possível a seu filho, o que envolveu heroísmo depois da morte inesperada do marido, quando o menino tinha meros cinco anos. Sua admissão na classe de piano de István Thomán na Real Academia de Música de Budapest, aos dezoito anos, coroou a abnegação de Paula, a quem Béla permaneceria devotamente ligado até a morte dela.

Embora tenha feito várias turnês ao longo da vida – a primeira delas pela Alemanha, em 1903, ao graduar-se da Academia -, a carreira de Bartók como concertista sempre lhe teve um papel secundário, inda mais depois de ingressar no corpo docente da Academia, em 1908, como professor de piano. Com um emprego prestigioso e salário fixo, já não dependia mais dos recitais como ganha-pão, e podia assim lançar-se ao pleno cultivo de suas maiores paixões – a composição e o estudo da música folclórica húngara – até a reta final de sua vida, quando o fascismo e o envolvimento da Hungria na guerra obrigaram-no a refugiar-se nos Estados Unidos, onde viu-se obrigado novamente a sentar-se ao teclado para sustentar-se.

Mesmo com essa baixa prioridade dada à ribalta, Bartók legou-nos um número razoável de gravações em diferentes meios – incluindo cilindros de cera e o processo Welte-Mignon, semelhante à pianola – que não só servem como documentos fascinantes de seu pianismo, com também são testemunhos preciosos das concepções artísticas do gênio. A qualidade do som registrado pelos processos arcaicos não consegue, naturalmente, trazer a nossos tempos uma das virtudes mais laudadas por aqueles que ouviram Béla ao teclado: seu timbre, descrito como “belo”, “caloroso” e “profundamente convincente”. Muito evidentes, entretanto, são outras qualidades descritas por seus contemporâneos: a concentração (“sua execução de piano era desprovida de qualquer floreio superficial e irrelevante; cada tom era pura essência ”, segundo Lajos Hernádi), a inventividade (“ele foi um revolucionário na composição; sua performance ao piano também estava sob a égide da renovação, desprovida de qualquer rotina”, nas palavras de Géza Frid) e a espontaneidade (“há uma espécie de pureza virginal até em suas marteladas mais infernais… Isso é mais que o gênio do artista-intérprete; é o gênio inerente do artista criativo para tudo o que é criação”, como descreveu Aladár Tóth, esposo da grande pianista Annie Fischer).

As preciosidades que lhes apresento a seguir foram lançadas pelo selo Hungaroton em 1981, por ocasião do centenário do compositor, e compreendem a quase totalidade do legado fonográfico de Béla Bartók (a notória exceção é um recital com Joseph Szigeti na Livraria do Congresso em Washington, D. C., nos Estados Unidos, que será oportunamente publicada pelo colega Pleyel). Elas refletem o conforto com que ele assumia as funções de recitalista, camerista, acompanhador, pianista de duo e concertista, e atestam categoricamente sua destreza ao teclado. Alguns registros, como as sonatas de Scarlatti, dão a impressão de que o sisudo, quase ascético homem chegava mesmo divertir-se ao tocar piano. Outros, como o fragmento do “Concerto Patético” de Liszt, tocado com o colega de Academia e também compositor Dohnányi, contrastam seu estilo econômico com o som efusivo e ultrarromântico do segundo. E eletrizantes, acima de tudo, são as leituras suas próprias obras (algumas delas anunciadas em húngaros pelo próprio compositor), um legado inestimável para os pianistas que as desejam incorporar a seus repertórios e, pelo menos para mim, seu fã incondicional, fascinantes janelas para um passado não tão remoto em que o gênio estava entre nós.

BARTÓK HANGFELVÉTELEI CENTENÁRIUMI ÖSSZKIADÁS
(“Edição do centenário das gravações de Bartók”)
Editores:  László Somfai, Zoltán Kocsis, János Sebestyén
Hungaroton, 1991

I. BARTÓK ZONGORÁZIK 1920-1945 (“Bartók ao piano”)

Gravações em piano de rolo (processo Welte-Mignon)

Béla Viktor János BARTÓK (1881-1945)

1 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – No. 5: Este a székelyeknél – Das Quinze canções camponesas húngaras, BB 79 – No. 6: Ballada
2 – Quinze canções camponesas húngaras, BB 79, Sz. 71 – Nos. 7-10, 12, 14, 15
3 – Sonatina para piano, BB 69, Sz. 55
4 – Danças folclóricas romenas para piano, Sz. 56, BB 68

Gravações fonográficas

5 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – No. 5: Este a székelyeknél – No. 10: Medvetanc (“Dança do Urso”)
6 – Das Duas danças romenas, Op. 8a, Sz. 43, BB56 –  No. 1: Allegro vivace
7 – Das Quatorze bagatelas para piano, Op. 6, BB 50 – No. 2: Allegro giocoso – Das Três Burlesques, BB 55 – No. 2:  Kicsit azottan
8 – Allegro barbaro, BB 63, Sz. 49

Suíte para piano, BB 70, Sz. 62, Op. 14
9 – I. Allegretto
10 – II. Scherzo
11 – III. Allegro molto – IV. Sostenuto

Suíte para piano, BB 70, Sz. 62, Op. 14
12 – I. Allegretto
13 – II. Scherzo
14 – III. Allegro molto – IV. Sostenuto

Giuseppe Domenico SCARLATTI (1685-1757)

15 – Sonata em Sol maior, K. 427/L. 286/P. 286 – Sonata em Lá maior, K. 212/L. 135/P. 155
16 – Sonata em Lá maior, K. 537/L. 293/P. 541 – Sonata em Si bemol maior, K. 70/L. 50/P. 21

Ferenc LISZT (1811-1886)

Années de Pèlerinage, 3ème Année, S. 163
17 – No. 7: Sursum corda

Béla BARTÓK

18 – Das Quinze canções húngaras para piano, BB 79, Sz. 71 – Nos. 7-10, 12, 14, 15
19  – Dos Três rondós sobre melodias folclóricas eslovacas, BB 92, Sz. 84 – No. 1: Andante
20 – Das Nove pequenas peças para piano, BB 90 – No. 6: Dal – No. 8: Csorgotanc – Petite Suite, BB 113 – No. 5: Szol

Béla Bartók, piano

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Zoltán KODÁLY (1882-1967)

Arranjos de música folclórica húngara para vozes e piano:
1 – No. 1: Molnár Anna
2 – No. 6. Harom arva
3 – No. 7: Kitrakotty mese
4 – No. 8: A rossz feleseg
5 – No. 9: Szomoru fuzfanak
6 – No. 11: Elkialton – No. 10: Egy nagyoru
7 – No. 12: Kocsi – No. 16: Asszony, asszony
8 – No. 15: Akkor szep az erdo
9 – No. 13: Meghalok – No. 30: Szolohegyen
10 – No. 41: Kortefa – No. 14: Viragos
11 – No. 18: Kadar kata
12 – No. 19: A noverek
13 – No. 20: Tucsoklakodalom
14 – No. 21: Zold erdoben
15 – No. 23: Most jottem – No. 24: Ciganynota
16 – No. 32: Katona vagyok en
17 – No. 39: Megegett Racorszag – No. 33: Arrol alul
18 – No. 37: Kadar Istvan balladaja
19 – No. 40: Labanc gunydal a kurucra Labanc
20 – No. 42: Rákóczi kesergoje

Vilma Medgyaszay, soprano
Mária Basilides, contralto
Ferenc Székelyhidy, tenor
Béla Bartók, piano

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Béla BARTÓK

Cinco canções folclóricas húngaras, BB 97, Sz. 33
1 – No. 1: Elindultam – No. 2. Altal – No. 3: A gyulai
2 – No. 4: Nem messze van ide – No. 5: Vegigmentem a tarkanyi

Vilma Medgyaszay, soprano
Béla Bartók, piano

Canções folclóricas húngaras, Sz. 42
3 – No. 1: Fekete fod – No. 3: Asszonyok, asszonyok
4 – No. 2: Istenem, istenem – No. 5: Ha kimegyek
5 – No. 6. Toltik a – No. 7: Eddig valo dolgom – No. 8: Olvad a ho

Mária Basilides, contralto
Ferenc Székelyhidy, tenor
Béla Bartók, piano

6 – Melodias folclóricas húngaras (arranjo de Jozséf Szigeti para violino e piano)
7 – Danças folclóricas romenas para piano, Sz. 56, BB 68 (arranjo de Zoltán Székely para violino e piano)

Rapsódia no. 1 para violino e piano, BB 94a, Sz. 86
8 – Lassú
9 – Friss

József Szigeti, violino
Béla Bartók, piano

Contrastes, para violino, clarinete e piano, BB 116, Sz. 111
10 – I. Verbunkos
11 – II. Piheno
12 – III. Sebes

József Szigeti, violino
Benny Goodman, clarinete
Béla Bartók,
piano

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De Mikrokosmos, para piano, BB 105
1 – Vol. 5: No. 124. Staccato – Vol. 6: No. 146. Ostinato
2 – Vol. 4: No. 113. Ritmo búlgaro – Vol. 5: No. 129. Terças alternadas – Vol. 5: No. 131. Quartas – Vol. 5: No. 128. Dança campesina
3 – Vol. 4: No. 120. Acordes de quinta – Vol. 4: No. 109. Da ilha de Bali – Vol. 5: No. 138: Gaita de foles
4 – Vol. 4: No. 100. No estilo duma canção folclórica – Vol. 6: No. 142. Do diário duma mosca – Vol. 6: No. 140. Variações livres
5 – Vol. 5: No. 133. Síncopes – Vol. 6: Seis danças em ritmo búlgaro: No. 149 – No. 148
6 – Vol. 4: No. 108. Luta – Vol. 6: Seis danças em ritmo búlgaro: Nos. 150-151
7 – Vol. 3: No. 94. Era uma vez… – Vol. 6: Seis danças em ritmo búlgaro: Nos. 152 – 153
8 – Vol. 5: No. 126. Mudança de tempo – Vol. 4: No. 116. Melodia –  Vol. 5: No. 130. Piada de aldeia – Vol 5: No. 139. András, o contente
9 – Vol. 6: No. 143. Arpejos divididos – No. 147. Marcha
10 – No. 144. Segundas menores, sétimas maiores
11 – No. 97. Notturno – No. 118. Tríades – No. 141. Tema – No. 136. Tons inteiros – No. 125. Navegando – No. 114. Tema e inversão

Béla Bartók, piano

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Sonata para dois pianos e percussão, BB 115, Sz. 110
1 – I. Assai lento – Allegro molto
2 – II. Lento, ma non troppo
3 – III. Allegro non troppo

Béla Bartók e Ditta Bartók-Pásztory, pianos
Henry Baker e Edward Rubsam, percussão

4 – Petite Suite, BB 113
5 – Das Quatorze bagatelas, Op. 6, Op. 6, BB 50 – No. 2: Allegro giocoso – Dos Três rondós sobre melodias folclóricas eslovacas – No. 1:. Andante
6 – Das Improvisações sobre canções camponesas húngaras, Op. 20, Sz. 74: Nos. 1, 2, 6, 7 & 8
7 – Das Nove pequenas peças para piano, BB 90 – No. 9: Preludio: All’ungherese
8 – Melodias folclóricas húngaras, BB 80b

Béla Bartók, piano

9 – Das Sete peças do ‘Mikrokosmos’ para dois pianos, BB 120 – Nos. 2, 5 &  6

Béla Bartók e Ditta Bartók-Pásztory, pianos

10 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – “Noite na Transilvânia” – “Dança do Urso”

De Para crianças, BB 53:
11 – Vol. 1: No. 3. Quasi adagio – No. 4. Dança da almofada – No. 6. Estudo para a mão esquerda – No. 10. Dança infantil – No. 12. Allegro
12 – Vol. 1: No. 13. Ballade – No. 15. Allegro moderato – No. 18. Canção do soldado – No. 19. Allegretto – No. 21. Allegro robusto
14 –  Vol. 2: No. 26. Moderato – No. 34. Allegretto – No. 35. Con moto – No. 31. Andante tranquillo – No. 30. Canção de zombaria

Béla Bartók, piano

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II. BARTÓK HANGARCHIVUM
Bartók hangja és zongorajátéka
1912-1944
(“Arquivo de gravações de Bartók – Bartók fala e toca piano”)

Fonográf-, Gépzongora- És Rádiófelvételek
(“gravações de fonógrafo, piano de rolo e rádio”)

Béla BARTÓK

1 – De Para Crianças, BB 53 – Vol. 3: No. 62. Molto allegro – Dos Sete esboços, Op. 9b, BB 54 – No. 3. Lento (excerto)
2 – Das Dez peças fáceis, BB 51 – No. 10: Medvetanc – Dos Sete esboços, Op. 9b, BB 54 – No. 6. No estilo da Valáquia
3 – Das Quatorze bagatelas, Op. 6, BB 50 – No. 10. Allegro
4 – Das Quatorze bagatelas, Op. 6, BB 50 – No. 7. Allegretto molto – De Para crianças, BB 53 – Vol. 1, No. 10. Allegro molto
5 – Das Danças folclóricas romenas, BB 68 – No. 1: Joc cu bata (excerto)
6 – Das Danças folclóricas romenas, BB 68 – No. 3: Pe loc – No. 4: Buciumeana – No. 5: Poarga romaneasca – No. 6: Maruntel
7 – Das Duas danças romenas, Op. 8a, BB 56 – No. 1:. Allegro vivace
8 – Das Improvisações sobre canções camponesas húngaras, Op. 20, Sz. 74 – No. 1: Allegro vivace 9 – Allegro barbaro, BB 63
10 – Das Dez peças fáceis, Sz. 39, BB 51 – No. 5. Este a szekelyeknel (excerto)
11 – Das Dez peças fáceis, Sz. 39, BB 51 – No. 10: Medvetanc
12 –  Das Duas danças romenas, Op. 8a, BB 56 – No. 1:. Allegro vivace (excerto)

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Da Partita no. 5 em Sol maior, BWV 829:
13 – No. 1: Praeambulum
14 – No. 6: Passepied – No. 7: Gigue (excerto)

Zoltán KODÁLY
Das Sete peças para piano, Op. 11:
15 – No. 2: Székely keserves – No. 4: Sirfelirat
16 – No. 6: Székely nota

Johann Sebastian BACH
Do Concerto para teclado em Lá maior, BWV 1055:
17 – I. Allegro (excerto)

Béla Bartók, piano
Budapesti Filharmóniai Társaság Zenekara (Orquestra Filarmônica de Budapeste)
Ernő Dohnányi, regência

Wolfgang Amadeus MOZART (1756-1791)
18 – Rondó em Lá maior para piano, K. 386 (excerto)

Ferenc LISZT
19 – Variações sobre o tema “Weinen, klagen, sorgen, zagen”, S180/R24 (excertos)

Béla Bartók, piano

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Babitsné/Makai Anyag (“coleções Babitsné/Makai”)

Béla BARTÓK
Concerto para piano e orquestra no. 2, BB 101

1 – I. Allegro – II. Adagio – III. Allegro molto (excertos)

Béla Bartók, piano
Budapesti Szimfonikus Zenekara (Orquestra Sinfônica de Budapeste)
Ernest Ansermet, regência

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
2 – Seis variações sobre um tema original em Fá maior, Op. 34 (excerto)

Johannes BRAHMS (1833-1897)
3 – Das Klavierstücke, Op. 76 –  No. 2: Capriccio in Si menor

Fryderyk Franciszek CHOPIN (1810-1849)
4 – Dos Dois noturnos, Op. 27 – No. 1 em Dó sustenido menor

Béla BARTÓK
De Mikrokosmos, BB 105:
5 – Vol. 5: No. 138. Gaita de foles
6 – Vol. 4: No. 109. Da ilha de Bali (excerto)
7 – Vol. 6: No. 148. Seis danças em ritmo búlgaro: No. 1 (excerto)

Béla Bartók, piano

Wolfgang Amadeus MOZART
Sonata para dois pianos em Ré maior, K. 448

8 – I. Allegro con spirito (excerto)
9 – II. Andante (excerto)
10 – III. Allegro molto (excerto)

Claude-Achille DEBUSSY (1862-1918)
En blanc et noir, para dois pianos, L. 134
11 –  I. Avec emportement (excerto)
12 – II. Lent, Sombre (excertos)
13 – III. Scherzando (excertos)

Béla Bartók e Ditta Pásztory-Bartók, pianos

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Béla BARTÓK
1 – Rapsódia para piano e orquestra, Op. 1, Sz. 27 (excertos)

Béla Bartók, piano
Magyar Királyi Operaház Zenekara (Orquestra da Ópera Real Húngara)
Ernő Dohnányi, regência

Johannes BRAHMS
Sonata para dois pianos em Fá menor, Op. 34bis
2 – I. Allegro non troppo
3 – II. Andante un poco adagio
4 – III. Scherzo: Allegro
5 – IV. Finale: Poco sostenuto – Allegro non troppo

Béla Bartók e Ditta Pásztory-Bartók, pianos

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Béla BARTÓK
1 – Rapsódia no. 1 para violino e piano, Sz. 86, BB 94
2 – Magyar népdalok (Canções folclóricas húngaras), BB 109 (arranjo de Tivadar Országh para violino e piano)

Ede Zathureczky, violino
Béla Bartók, piano

Ferenc LISZT
3 – Concerto pathétique, para dois pianos, S258/R 356

Béla Bartók e Ernő Dohnányi, pianos

Prózai Anyagok (“material falado”)

Béla BARTÓK
Entrevistas, conferências e pronunciamentos:

4 – Texto da “Cantata profana” (em húngaro)
5 – Conferência sobre a expedição à Anatólia (em húngaro)
6 – Entrevista na Radio Bruxelles (em francês)
7 – Entrevista para a série “Ask the Composer” (em inglês)
8 – Gravações familiares (em húngaro)

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Bartók a zongoránál

PQP Bach, por Ammiratore

Vassily

Música de Câmara com Oboé – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (3 de 5) ֍

Música de Câmara com Oboé – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (3 de 5) ֍

The Fibonacci Sequence

Oboé

Mozart | Poulenc | Françaix

Alwyn | Elgar | Crusell

 

Um lindo número – no limite da harmonia!

Pegue sua carteira e tome seu cartão de crédito. Calma, não pediremos qualquer número, não se preocupe, isto será apenas uma pequena experiência matemática. Usando uma régua, meça em milímetros as dimensões de seu cartão. Pronto? Fazendo a experiência aqui obtive 86mm de largura por 54mm de altura. A proporção 86/54 é ‘quase’ harmoniosa. O pessoal que lida com finanças sabe das coisas, mas melhor teria sido 89/55, a relação entre dois números subsequentes da Sequência de Fibonacci.

Há uma relação entre a Sequência de Fibonacci e a Razão Áurea ou o Número de Ouro, representado geralmente pela letra grega Φ (phi). Em matematiquês,

Ou seja, Φ é o limite dos quocientes dos números subsequentes da Sequência de Fibonacci.

Lembrando, F1 = 1, F2  = 1 e Fn+1 = Fn + Fn-1. Assim, F1 = 1, F2 = 1, F3 = 2, F4 = 3, F5 = 5, F6 = 8, F7 = 13, F8 = 21, F9 = 34, e assim por diante.

Na prática, isto quer dizer que os quocientes  Fn+1/Fn são mais e mais próximos de Φ. Aqui, para falar em ‘proximidade’, lembramos que a distância entre dois números é o valor absoluto da diferença entre eles. Por exemplo, usando a calculadora do celular obtemos 89/55 = 1,61818181… e 1595/987 = 1,6180344478… O valor exato de Φ é

Antes que o papo se torne ainda mais técnico, vamos dizer que esta constante aparece com frequência em fenômenos da natureza e especialmente nas artes clássicas, remontando aos gregos. As proporções do Panteão, por exemplo, seguem esses padrões. Você poderá explorar mais este tema começando por aqui.

E agora, a música da postagem. Em 1781 Mozart estava numa feliz viagem até Munique, onde estava ocupado com a composição da ópera Idomeneo e a orquestra que se preparava para apresentá-la contava com o melhor oboísta daqueles dias, um dos primeiros virtuoses do instrumento, Friedrich Romm. Mozart escreveu o Quarteto com Oboé inspirado por este artista. ‘… ninguém é capaz de produzir um som tão bonito, redondo, gentil e puro…’

Já o Adagio K. 580a foi composto em 1789, na mesma época da composição do Quinteto com Clarinete e de Cosi fan tutte. Mozart completou a parte do solo do corne inglês, mas deixou outras partes incompletas. Esta é a gravação da partitura completada por Lowicki.

O Trio com Oboé de Poulenc é figurinha carimbada em minhas postagens, adoro esta peça. Temos em seguida uma obra de Jean Françaix, que foi aluno de Nadia Boulanger e compôs muito, até os últimos dias de vida. A julgar pela belezura desta peça aqui, sua obra bem merece ser explorada.

Para completar, temos uma Suíte escrita por Alwyn para o casal de virtuoses Léon e Sidonie Goossens, ele tocava oboé e ela harpa.

O Salut d’Amour, também para oboé e harpa foi composto por Elgar como um presente para sua amada, que havia composto um poema para o agradar…

O Divertimento para Oboé é uma obra de Bernhard Crusell, que é mais conhecido por suas composições para clarinete. Ele foi o principal clarinetista da Royal Court Orchestra de Estocolmo por muitos e muitos anos. Suas obras são típicas do período de transição do clássico para o romantismo.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Quarteto para oboé, violino, viola e piano em fá maior, K370
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Rondeau

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Trio para oboé, fagote e piano
  1. Presto
  2. Andante
  3. Rondo

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Adagio para trompa inglesa, violino, viola e violoncelo, KV 580a (Arr. de Lowicky)
  1. Adagio

Jean Françaix (1912 – 1997)

Quatuor à vents para flauta, oboé, clarinete e fagote
  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro molto
  4. Allegro vivo

William Alwyn (1905 – 1985)

Suite para oboé e harpa
  1. Minuet
  2. Valse Miniature
  3. Jig

Edward Elgar (1857 – 1934)

Salut d’Amour para oboé e harpa (Arr. O’Neal)

Bernhard Crusell (1775 – 1838)

Divertimento
  1. Allegro
  2. Andante poco adagio
  3. Allegro
  4. Allegro vivace

The Fibonacci Sequence

Jack Liebeck, violino
Zoe Beyers, violino
Yuko Inoue, viola
Andrew Fuller, violoncelo
Ileana Ruhemann, flauta
Christopher O’Neal, oboé
Julian Farrell, clarinete
Richard Skinner, fagote
Kathron Sturrock, piano

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Aproveite a harmoniosa música!

René Denon

Música de Câmara com Fagote – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (1 de 5) ֍

Música de Câmara com Fagote – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (1 de 5) ֍

The Fibonacci Sequence

Fagote

Weber | Sauguet | Ibert |

Jacob | Mozart

 

O rapazinho entrou sorrateiro pela porta e sentou-se discretamente no fundo da sala a tempo de ouvir as primeiras frases da aula do grande mestre: “Estas são as nove figuras usadas pelos hindus…”  Ele desenhou então no quadro nossos conhecidos

9  8  7  6  5  4  3  2  1

e prosseguiu: “…com estas nove figuras e o zefir podemos escrever qualquer número, como vocês aprenderão aqui”.

Bugia, hoje chamada Bejaïa

Leonardo sentiu que a viagem desde a sua cidade natal, cruzando o mar e chegando àquele estranho e novo mundo onde seu pai estava, começava a valer a pena.

Tudo era diferente – a língua, a religião, os costumes. Até os cheiros e sabores e mesmo a luz do dia lhe diziam que vivia agora em outro universo. Mas o que ele aprendeu naqueles anos que passou ali valeria por uma vida inteira.

Cagliari

Leonardo viera de Pisa e o navio que o trouxera ao porto de Bugia, na Cabília, Argélia, passara por Bonifácio, no estreito entre a Córsega e a Sardenha, onde também passou por Cagliari. Depois costeou a África desde Túnis até chegar a Bugia, que hoje é conhecida por Béjaïa.

Assim como as suas rivais repúblicas – Veneza, Gênova e Amalfi -, Pisa tinha grandes interesses comerciais em toda aquela área. O pai do nosso herói chamava-se Guglielmo Bonacci e era escrivão da aduana, junto aos representantes dos mercadores de sua terra natal. Pisa tinha representantes diplomáticos tanto em Bugia quanto em Túnis e mantinham seus próprios funduqs e magazines. Guglielmo sabia dos pendores matemáticos de seu filho e o chamara para estudar com os mestres daquela cidade tanto seus métodos de cálculo quanto suas soluções para diversos problemas envolvendo contabilidade e finanças, pois que Mestre Guglielmo era um homem prático.

Leonardo viveu nesta região de algo como 1185 até 1220. Ele não ficou apenas em Bejaïa, mas também visitou o Egito, a Síria, Grécia, Sicília e a região de Provença, sempre aprendendo. Com os conhecimentos que adquiriu mais seus próprios grandes talentos, tornou-se o maior matemático de sua época e contribuiu enormemente para o renascimento científico que a Europa viveria proximamente.

Na sua volta para Pisa, escreveu um livro que foi divulgado em 1202 (naquela época só havia cópias feitas à mão), o Liber abaci, no qual explica o sistema numérico Hindu-Arábico, que era praticamente desconhecido na Europa, assim como usá-lo nos cálculos, mostrando as enormes virtudes deste sistema posicional.

Se você acha pouco, tente efetuar a multiplicação dos números MMDXCIV e MMMCCCLXXIII.

Ao longo das quatro outras postagens desta série contaremos mais algumas coisas sobre Fibonacci, que tem seu nome associado a uma famosa sequência de números e que dá nome ao conjunto que toca a música – The Fibonacci Sequence.

Nejjarine Museum, um funduq restaurado

O conjunto The Fibonacci Sequence foi fundado pelo pianista Kathron Sturrock e fará 30 anos em 2024. É formado por renomados músicos e famoso por apresentar uma programação variada e imaginativa. A escolha do nome do conjunto foi motivada pelo fato dos números da tal sequência aparecerem, surgirem como mágica nas mais diversas situações, como na natureza, no número de ramos das árvores, nas pétalas das flores, nas espirais e de muitas outras formas. Além disso, há uma relação entre a razão dos seus números subsequentes e o número conhecido como a Proporção Áurea ou Número de Ouro, que para muitos determina as mais harmoniosas proporções nas artes e música.

Esta sequência será tema da próxima conversa, que estará disponível no seu distribuidor PQP Bach mais próximo em breve.

Os discos desta série são divididos em dois grupos temáticos. Os três primeiros trazem música de câmara com um instrumento de sopro (madeira) em destaque. Começamos com o fagote. Os dois últimos são dedicados cada um a um único compositor. Você não perde por esperar.

Neste disco temos música de cinco diferentes compositores. Dois são franceses, um é inglês, mais um alemão e um conhecido austríaco.

Carl Maria von Weber surgiu para a música com a ópera Der Freischutz e foi um precursor do romantismo. Neste sentido foi inovador, mas em suas outras composições foi mais convencional. Isso não quer dizer que suas outras obras não sejam interessantes e ele compôs com especial qualidade para clarinete.

Compositor menos conhecido, Henri Sauguet adorava música desde cedo e teve ajuda inicialmente de Canteloube e Millhaud. Estudou com Max Jacob, Satie e Koechlin. Compôs balés, sinfonias e muita música de câmara.

Assim como Sauguet, Jacques Ibert compôs balés, sinfonias e muita música de câmara, especialmente para formações com instrumentos de sopro. Estudou com Fauré e de 1946 até 1960 foi o diretor do Conservatório de Paris.

Do outro lado do Canal da Mancha, temos uma peça de Gordon Jacob que foi prolífico compositor e deixou também livros sobre composição e orquestração.

Para encerrar o disco, temos um compositor austríaco que dispensa apresentações.

Carl Maria von Weber (1786 – 1826)

Andante e Rondo ‘Ungarese’ para fagote, violino, viola e violoncelo (arr. Mordechai Rechtman)
  1. Andante
  2. Rondo

Henri Sauguet (1901 – 1989)

Barcarolle para fagote e harpa
  1. Barcarolle

Jacques Ibert (1890 – 1962)

Cinco peças para Trio com oboé, clarinete e fagote
  1. Allegro vivo
  2. Andantino
  3. Allegro assai
  4. Andante
  5. Allegro quasi marziale

Gordon Jacob (1895 – 1984)

Suíte para fagote, dois violinos, viola e violoncelo
  1. Prelude
  2. Caprice
  3. Elegy
  4. Rondo

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Quinteto em mi bemol maior para oboé, clarinete, trompa, fagote e piano, K. 452
  1. Largo – Allegro moderato
  2. Larghetto
  3. Allegretto

The Fibonacci Sequence

Richard Skinner, fagote
Kathron Sturrock, piano
Yuko Inoue, viola
Charles Sewart, violino
Ursula Gough, violino
Andrew Fuller, violoncelo
Christopher O’Neal, oboé
Julian Farrell, clarinete
Stephen Stirling, trompa
Gillian Tingay, harpa

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Some beautiful sonorities coming up now from the Fibonacci Sequence, one of the UK’s most prominent chamber ensembles who were founded back in 1994 by pianist, Kathron Sturrock.[…] Certainly this combination allows the bassoon to sing out and display its virtuosity.

Sarah Walker, BBC Radio 3, Classical Collection

Henri Sauguet

Aproveite!

René Denon

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sinfonias nº 39, 40 e 41, Concerto para Fagote – Anima Eterna Brugge, Jos van Immerseel, Jane Gower

 

Sou fã dos belgas do Anima Eterna Brugge já há bastante tempo, e sempre que possível acompanho seus lançamentos, sempre de excelente qualidade. Joos van Immerseel  já esta há bastante tempo na estrada e estes anos de experiência tem tornado suas interpretações mais seguras e maduras.

Adepto das interpretações historicamente informadas, van Immerseel gravou estas sinfonias já lá no início do século, 2001, para ser mais exato, e mais tarde também gravou a integral dos Concertos para Piano, atuando como solista, utilizando um Pianoforte. Trouxe essa integral já há alguns anos e ela teve uma ótima recepção. Espero que os senhores também apreciem estas Sinfonias.  Quem não está acostumado a este estilo de interpretação pode estranhar a sonoridade, a escolha dos tempos, enfim, é Mozart sob uma perspectiva diferente da de um maestro como Karl Böhm, por exemplo.

O texto abaixo foi retirado do libreto que segue em anexo, e é uma síntese, definida pelo próprio maestro, destas últimas três sinfonias:

“Mozart the man, with his individual temperament, was above all a musician. In this symphonic ‘trilogy’, he illuminated all aspects of human expression, quite independently of his personal situation. Each work presents a different character. No.39 in E fl at major contains numerous elements reminiscent of chamber music, while no.40 in G minor makes clear references to opera. No.41 in C major includes formal elements from Baroque music (overture, concerto, fugue). Its synthesis of sonata form and fugue was, and still is, a tour de force that could only have been written by Mozart.”

CD 1

SYMPHONY NO.39 IN E FLAT MAJOR, K543
1 ADAGIO – ALLEGRO
2 ANDANTE CON MOTO
3 MENUETTO. ALLEGRETTO
4 FINALE. ALLEGRO
SYMPHONY NO.40 IN G MINOR, K550
5 ALLEGRO MOLTO
6 ANDANTE
7 MENUETTO. ALLEGRETTO
8 ALLEGRO ASSAI

CD 2

SYMPHONY NO.41 IN C MAJOR, K551 ‘JUPITER’
1 ALLEGRO VIVACE
2 ANDANTE CANTABILE
3 MENUETTO. ALLEGRETTO
4 FINALE. MOLTO ALLEGRO
BASSOON CONCERTO IN B FLAT MAJOR, K191
5 ALLEGRO
6 ANDANTE MA ADAGIO
7 RONDO, TEMPO DI MENUETTO

Jane Gower – Basson
Anima Eterna Brugge
Jos van Immerseel – Conductor

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Maurerische Trauermusik (Savall)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Maurerische Trauermusik (Savall)

Não faltam gravações de primeira linha do Réquiem de Mozart. Esta é uma delas. É uma abordagem bastante íntima e relaxada e, para meus ouvidos, de atmosfera não muito devocional, o que é ótimo. O canto é tranquilo e os ritmos às vezes parecem um pouco alegres demais para um Réquiem. A gravação é 1991 e, no início dos anos 90, ainda havia um sentimento persistente de seriedade acadêmica sobre a maior parte do desempenho de instrumentos de época, mas Jordi Savall demonstra o valor de um toque leve, que desde então se tornou mais ou menos a convenção. No contexto do Réquiem de Mozart, isso não se coaduna com a gravidade do tema, embora sirva para destacar a elegância clássica que nunca está longe da superfície de Mozart. Não há andamentos super-rápidos aqui, pelo menos para os padrões de desempenho da época. No geral, a orquestra é mais impressionante do que o coro, e colocar a música fúnebre maçônica no início do disco dá a eles uma excelente chance de mostrar suas qualidades. Savall dá grande importância ao fato de que corni di bassetto de época são usadas. Eles são proeminentes na abertura e adicionam um maravilhoso colorido ao registro do meio dos instrumentos de sopro. Os metais são tocados de maneira rouca e agradável e os tímpanos soam adequadamente arcaicos. Este disco vai agradar mais aos fãs de Jordi Savall do que aos fãs de Mozart, penso eu.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Réquiem / Maurerische Trauermusik (Savall)

1 Maurerische Trauermusik, K 477 5:21

Requiem, K 626
2 Requiem 6:48
3 Dies Irae 1:41
4 Tuba Mirum 2:53
5 Rex Tremendae 1:37
6 Recordare 5:11
7 Confutatis 2:10
8 Lacrimosa 3:00
9 Domine Jesu 3:21
10 Hostias 3:32
11 Sanctus 1:14
12 Benedictus 4:55
13 Agnus Dei 8:33

Bass Vocals – Stephan Schreckenberger
Chorus – La Capella Reial De Catalunya
Conductor – Jordi Savall
Mezzo-soprano Vocals – Claudia Schubert
Orchestra – Le Concert Des nations
Soprano Vocals – Montserrat Figueras
Tenor Vocals – Gerd Türk

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Jordi Savall completará 80 anos em 1º de agosto e tem mais cabelo do que PQP Bach.

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos K. 515 e 516 (Griller)

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos K. 515 e 516 (Griller)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este foi um LP que ouvi quase até furar quando adolescente. Era apaixonado por estas obras e pelo Griller. Voltando a ele após décadas, digo que a paixão não foi a mesma, mas que gostei bastante. Claro, a gravação de 1964 sentiu o peso dos anos e do estilo pouco usual atualmente, quando se toca Mozart de uma forma muito mais leve. Mas deu pra se divertir bastante, principalmente pela ausência dos espocares dos vinis. Meu LP — tenho-o até hoje, assim como todos o que comprei — é exatamente ao da capa ao lado, da série Historical Anthology Of Music, do selo The Bach Guild. Porém, sem dúvida, esta é uma das maiores gravações de música de câmara já feitas. Os ingleses do Griller String Quartet continua a ser uma lenda entre os entusiastas e é fácil entender os motivos. Junto com o violista convidado William Primrose, eles tocam com uma combinação de vitalidade rítmica, equilíbrio perfeito do conjunto e pura beleza tonal que incomoda. O líder Sidney Griller, com sua atenção escrupulosa ao fraseado e à dinâmica, arranca cada gota de humanidade de seus solos. Uma joia fora de moda, mas uma joia!

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos K. 515 e 516 (Griller)

String Quintet In G Minor, K. 516 (31:34)
A1 Allegro
A2 Menuetto (Allegretto)
A3 Adagio Ma Non Troppo
A4 Adagio-Allegro

Quintet For Strings In C Major, K.515 (30:54)
B1 Allegro
B2 Menuetto (Allegretto)
B3 Andante
B4 Allegro

The Griller String Quartet with William Primrose:
Cello – Colin Hampton
Viola – Philip Burton, William Primrose
Violin – Sidney Griller, Jack O’Brien

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A cara dos ingleses do Griller quando a garçonete da PQP Bach Corp., sempre em trajes sumários, lhes ofereceu chá de carqueja para combater os gases.

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Todos os Concertos para Sopros (The Complete Wind Concertos) (Orpheus)

W. A. Mozart (1756-1791): Todos os Concertos para Sopros (The Complete Wind Concertos) (Orpheus)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Indiscutivelmente, uma das melhores gravações destas extraordinárias obras. A Orpheus Chamber Orchestra realiza aqui um trabalho de rara sensibilidade. São 212 minutos de grande Mozart. Que música, meus amigos!

A Orpheus é um conjunto que trabalha sem maestro. Os solistas para este conjunto de discos são todos membros da Orpheus e, presumivelmente, bem conhecidos de seus colegas. O resultado é esplêndido. Destaque para o Concerto para Clarinete, o para Flauta e Harpa e os para Flauta solo, além da Sinfonia Concertante. Divirtam-se.

Mozart: Concertos para Sopros (Completo)

CD1
01 Sinfonia Concertante in E flat, (297b) -1) Allegro
02 Sinfonia Concertante in E flat, (297b) -2) Adagio
03 Sinfonia Concertante in E flat, (297b) -3) Andantino con variazio
04 Clarinet Concerto in A, K 622 -1) Allegro
05 Clarinet Concerto in A, K 622 -2) Adagio
06 Clarinet Concerto in A, K 622 -3) Rondo. Allegro
07 Andante for Flute and Orchestra in C, K 315 (285e)

# Sinfonia concertante for oboe, clarinet, horn, bassoon & orchestra in E flat major, K(3) 297b (K. Anh. C 14.01) (spurious)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with David Singer, Stephen Taylor, William Purvis, Steven Dibner

# Clarinet Concerto in A major, K. 622
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Charles Neidich

# Andante for flute & orchestra in C major, K. 315 (K. 285e)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Susan Palma

-=-=-=-=-=-

CD2
01 Bassoon Concerto in B-flat K 191 (186e) -1) Allegro
02 Bassoon Concerto in B-flat K 191 (186e) -2) Andante ma adagio
03 Bassoon Concerto in B-flat K 191 (186e) -3) Rondo. Tempo di Menuetto
04 Horn Concerto No 2 in E-flat, K 417 -1) Allegro
05 Horn Concerto No 2 in E-flat, K 417 -2) Andante
06 Horn Concerto No 2 in E-flat, K 417 -3) Rondo. Allegro
07 Horn Concerto No 1 in D, K 412 (386b) -1) Allegro
08 Horn Concerto No 1 in D, K 412 (386b) -2) Rondo. Allegro
09 Horn Concerto No 3 in E-flat, K 447 -1) Allegro
10 Horn Concerto No 3 in E-flat, K 447 -2) Romance. Larghetto
11 Horn Concerto No 3 in E-flat, K 447 -3) Allegro
12 Horn Concerto No 4 in E-flat, K 495 -1) Allegro maestoso
13 Horn Concerto No 4 in E-flat, K 495 -2) Romance. Andante cantabile
14 Horn Concerto No 4 in E-flat, K 495 -3) Rondo. Allegro vivace

# Bassoon Concerto in B flat major, K. 191 (K. 186e)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Frank Morelli

# Horn Concerto No. 2 in E flat major, K. 417
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with William Purvis

# Horn Concerto No. 1 in D major, K. 412/514 (K. 386b)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with David Jolley

# Horn Concerto No. 3 in E flat major, K. 447
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with William Purvis

# Horn Concerto No. 4 in E flat major, K. 495
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with David Jolley

-=-=-=-=-=-

CD3
01 Oboe Concerto in C, K 314 (285d; 271k ) -1) Allegro Aperto
02 Oboe Concerto in C, K 314 (285d; 271k ) -2) Adagio non Troppo
03 Oboe Concerto in C, K 314 (285d; 271k ) -3) Rondo. Allegretto
04 Flute Concerto No 1 in G, K 313 (285c) -1) Allegro Maestoso
05 Flute Concerto No 1 in G, K 313 (285c) -2) Adagio ma non Troppo
06 Flute Concerto No 1 in G, K 313 (285c) -3) Rondo. Tempo di Menuetto
07 Flute, Harp Concerto in C, K 299 (297c) -1) Allegro
08 Flute, Harp Concerto in C, K 299 (297c) -2) Andantino
09 Flute, Harp Concerto in C, K 299 (297c) -3) Rondeau. Allegro

# Oboe Concerto in C major, K. 314 (K. 285d)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Randall Wolfgang

# Flute Concerto No. 1 in G major, K. 313 (K. 285c)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Susan Palma

# Concerto for flute, harp & orchestra in C major, K. 299 (K. 297c)
Composed by Wolfgang Amadeus Mozart
Performed by Orpheus Chamber Orchestra
with Susan Palma, Nancy Allen

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Um papo animado do pessoal da Orpheus
Um papo animado do pessoal da Orpheus

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano 23, 27 e 21 / Música Funeral Maçônica / Sinfonia Nº 40 (Jarrett-Davies)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano 23, 27 e 21 / Música Funeral Maçônica / Sinfonia Nº 40 (Jarrett-Davies)

Vamos então de Keith Jarrett em sua experiência mozartiana. Antes, porém, peço que deixem de lado seus intérpretes favoritos, como Géza Anda, Mitsuko Uchida, Alfred Brendel, Arhut Rubinstein, entre tantos outros, e prestem atenção à esta interpretação de Jarrett. Esqueçam as peripécias virtuosísticas que estão acostumados a ouvir dos dedos de Jarrett e se surpreendam com o lirismo e a tranquilidade que ele consegue transmitir com sua interpretação. Nem parece o mesmo músico que se torce, retorce, geme, grita, quando toca jazz. Aqui temos um músico plenamente consciente de seu talento, de sua capacidade, e que se rende ao gênio mozartiano, prestando-lhe uma belissima homenagem. Lento em alguns momentos? Pode até ser, mas desta forma ele consegue extrair da música elementos e detalhes que não se encontram em outras interpretações mais, digamos, virtuosísticas.

O acompanhamento é de primeiríssimo nível, com uma Sttugarter Kammerorchester simplesmente perfeita, com um balanço impecável, dirigida por outro grande pianista, Dennis Russel Davies.

De quebra, vai de brinde uma Sinfonia nº40 e a Maurerische Trauermusik, (Masonic Funeral Music), k. 477.

Espero que apreciem.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Concertos para Piano 23, 27 e 21 / Música Funeral Maçônica / Sinfonia Nº 40 (Jarrett-Davies)

CD 1

(01)piano concerto 23 – allegro
(02)piano concerto 23 – adagio
(03)piano concerto 23 –  allegro assai

(04)piano concerto 27 – allegro
(05)piano concerto 27 – larghetto
(06)piano concerto 27 –  allegro

CD 2

(01)masonic funeral music k. 477

02)piano concerto 21 – allegro maestoso
(03)piano concerto 21 – andante
(04)piano concerto 21 – allegro vivace assai

(05)symphony 40 – molto allegro
(06)symphony 40 – andante
(07)symphony 40 – menuetto (allegretto) – trio
(08)symphony 40 – allegro assai

Keith Jarrett – Piano
Sttutgarter Kammerorchester
Dennis Russel Davies – Conductor

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Jarrett e a tchurma de Stuttgart.

FDP

Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 9 e 24 & Quarteto com Piano K. 478 – Rudolf Firkušný ֎

Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 9 e 24 & Quarteto com Piano K. 478 – Rudolf Firkušný ֎

Mozart

Concertos para Piano Nos. 9 e 24

Quarteto com Piano K. 478

Rudolf Firkušný

 

Este é um daqueles discos que poderia muito bem ser encontrados na gôndola de queima de estoques da loja. Até os sebos – lojas de CDs usados – têm um espaço destes onde reúnem de tudo – CDs promocionais, CDs de banca e aqueles selos quase desconhecidos. Tudo oferecido a preço de ocasião. Eu sempre gostei de garimpar nestes locais em busca de algum esquecido tesouro, especialmente em alguma preguiçosa tarde chuvosa, no meio de uma ronda por tais lojas. O CD em questão é bem típico. Selo quase desconhecido: Intercord. Capa genérica com uma pintura abstrata que mais se parece com um borrão e letras com tipos bem ordinários. Um olhar mais atento, no entanto, começa a revelar uma possível compra: concertos para piano de Mozart. Dois concertões! A orquestra de uma Rádio Alemã é garantia de competência, que se eleva com a revelação do nome do maestro: Ernest Bour. Especialista em música moderna, mas também excelente nos clássicos. O empurrão que faltava em direção à carteira vem do nome do solista, o espetacular pianista tcheco, Rudolf Firkušný. Grande especialista em música de Janáček e Martinů, mas ótimo pianista em geral, como vocês poderão atestar por este disco.

Ernest Bour

Os dois concertos do disco são os maiores e mais intensos (se podemos dizer assim) de seus respectivos períodos. O Concerto em mi bemol maior, K. 271, é de 1777 e foi composto em Salzburgo, motivado pela visita de uma pianista virtuose francesa, Mademoiselle Jeunehomme. O concerto é muito bonito, em especial o andantino. No disco, este concerto vem em segundo.

O outro é o Concerto em dó menor, K. 491, de 1786, mesma época da composição do Figaro assim como de outros concertos. Este é possivelmente o concerto para piano no qual Mozart chegou mais próximo do romantismo. É um grande concerto e usa uma orquestra completa e foi muito admirado por Beethoven.

Para completar o pacote ‘Mozart – Firkušný’, estou colocando como bônus o Quarteto com Piano em sol maior, K. 478, no qual Firkušný colabora com membros do Quarteto Panocha, que na época eram muito mais jovens do que ele. Eles se conheceram durante uma turnê do quarteto, quando eles tocaram em uma festa oferecida por uma personalidade, em Nova York. Firkušný estava na festa e eles se tornaram amigos. Só bem depois eles tiveram oportunidade de realmente tocarem juntos. A amizade entre o idoso pianista e os jovens músicos cresceu, assim como o projeto de gravar os dois quartetos de Mozart. A gravação da peça que está no arquivo ocorreu em setembro de 1992, mas os planos para a gravação do outro quarteto, no entanto, foram interrompidos pela morte de Firkušný, o que foi uma grande pena. Mas esta gravação revela como música pode unir gerações e aproximar pessoas de idades das mais diversas e fica como uma homenagem a este grande pianista.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Concerto para Piano em dó menor, K. 491

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Concerto para Piano em mi bemol maior, K. 271

  1. Allegro
  2. Andantino
  3. Presto

Rudolf Firkušný, piano

SWF Sinfonie-Orchester Baden-Baden

Ernest Bour

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MP3 | 320 KBPS | 138 MB

(In Honorem Rudolf Firkušný)

Quarteto com Piano em sol maior, K. 478

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Rondo (Allegro)

Rudolf Firkušný, piano

Panocha Quartet (membros):

Jiří Panocha, violino

Miroslav Sehnoutka, viola

Jaroslav Kulhan, violoncelo

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MP3 | 320 KBPS | 56 MB

A evolução do Quarteto Panocha

Veja parte de um testemunho de uma aluna Firkušný que poderá ser lido na íntegra aqui.

‘I had the great honor to study with Firkusny at Juilliard for five years, and in person he was as modest and affable as he was unruffled and commandingly communicative on stage. The sweet scent of his cherry tobacco pipe and kindliness of his smile greeted me upon entry to Room 557 for my lessons. They’re etched in my memory as are his endless patience and aristocratic demeanor during my lessons’. (SARA DAVIS BUECHNER)

Aproveite!

René Denon

Veja a cara que o Miles Kendig fez ao ver a prévia da postagem…

W. A. Mozart (1756-1791): Os Quintetos de Cordas Completos + Divertimento para Trio K. 563 (Grumiaux)

W. A. Mozart (1756-1791): Os Quintetos de Cordas Completos + Divertimento para Trio K. 563 (Grumiaux)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estas gravações de Arthur Grumiaux são consideradas referências para os Quintetos de Cordas de Mozart. E não é para menos! Se gosto mais de um detalhe deste ou daquele outro registro, a gravação do belga sempre paira acima ou ao lado. Sinto nos meus ouvidos a atenção especial que Mozart dava a estes Quintetos com duas violas. O musicólogo Charles Rosen chamou a atenção para o fato de que os quintetos sempre surgiram logo após a conclusão de uma série de quartetos, como se o meio representasse uma realização mais ideal e final do pensamento musical do compositor. É curioso. Mesmo o K. 174 inicial possui uma complexidade marcante. Os quintetos empregam uma grande variedade de texturas: diálogos entre dois instrumentos com acompanhamento dos outros, a alternância de dois trios de cordas (dois violinos e viola ou duas violas e violoncelo), ou duetos de violino, ao lado de duetos de viola, acompanhados pelo violoncelo. É tudo muito bonito. As performances dessas intrincadas obras-primas de Mozart aqui recebem tratamento de luxo.

Então, temos um álbum triplo todo bom — os Quintetos K. 515, 516  e 614 são obras-primas — e que ainda tem de bônus o extraordinário Trio K. 563.

W. A. Mozart (1756-1791): Os Quintetos de Cordas Completos (Grumiaux)

CD1
String Quintet No. 1 In B Flat, K. 174
1. Allegro Moderato 8:47
2. Adagio 5:31
3. Menuetto Ma Allegretto 3:52
4. Allegro 5:44

String Quintet No. 4 In C Minor, K. 406 (516b)
5. Allegro 8:05
6. Andante 4:11
7. Menuetto In Canone 4:39
8.  Allegro 6:23

String Quintet No. 5 In D, K. 593
9. Larghetto – Allegro 10:15
10. Adagio 7:21
11. Menuetto. Allegretto 5:20
12. Allegro 5:15

CD2
String Quintet No. 2 In C, K. 515
1. Allegro 14:26
2. Andante 8:25
3. Menuetto. Allegretto 5:58
4. Allegro 7:35

String Quintet No. 3 In G Minor, K. 516
5. Allegro 10:44
6. Menuetto. Allegretto 5:09
7. Adagio Ma Non Troppo 7:20
8. Adagio – Allegro 9:44

CD3
String Quintet No. 6 In E Flat, K. 614
1. Allegro Di Molto 7:13
2. Andante 7:10
3. Menuetto. Allegretto 4:20
4. Allegro 5:30

Divertimento In E Flat For Violin, Viola And Cello, K.563
5. Allegro
6. Adagio
7. Menuetto (Allegretto) Trio
8. Andante
9. Menuetto (Allegretto) Trio I-II
10. Allegro

Violin [I] – Arthur Grumiaux
Violin [Il] – Arpad Gérecz
Viola [I] – Georges Janzer
Viola [Il] – Max Lesueur
Cello – Eva Czako

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Arthur Grumiaux (1921-1986)

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Alban Berg Qt.)

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Alban Berg Qt.)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como já disse num post anterior, eu gosto muito destas duas obras de Mozart. Sou apaixonado por elas desde que as ouvi num velho vinil da velha Historical Antology Of Music — The Bach Guild, com o Quarteto Griller. Realmente acredito estão entre as (muitas) melhores composições do Wolfgango. E acho que o Alban Berg Quartett sai-se muito melhor na empreitada do que a rapaziada do post anterior. O quinteto 515 inspirou Schubert a escrever seu próprio quinteto de cordas na mesma tonalidade (o de Schubert envolve dois violoncelos em vez de duas violas, como no quinteto de Mozart). O tema de abertura da obra de Schubert reteve muitas das características do primeiro movimento de Mozart. O 516 fazia Tchai chorar, como escrevi no texto do outro post.

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas. K. 515 e 516 (Alban Berg Qt.)

String Quintet No. 3 In C Major, K.515
A1 Allegro 13:05
A2 Andante 8:24
A3 Menuetto & Trio (Allegretto) 5:04
A4 Allegro 7:20

String Quintet No. 4 In G Major, K.516
B1 Allegro 10:15
B2 Menuetto & Trio (Allegretto) 4:45
B3 Adagio Ma Non Troppo 8:24
B4 Adagio – Allegro 10:27

Alban Berg Quartett + Markus Wolf, viola

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Mozart (1756 – 1791): Sonatas para Piano – Klára Würtz – 3/3 ∞

Mozart 

Sonatas para Piano

Terceiro Tempo

Klára Würtz, piano

 

Klára Würtz

Esta é a última postagem com as Sonatas para Piano de Mozart, interpretadas pela pianista húngara Klára Würtz. Há algum tempo vinha ensaiando uma postagem destas sonatas e considerei algumas possibilidades, entre elas as gravações de Mitsuko Uchida e Maria João Pires, as duas bem diferentes, ambas excelentes. Mas como são gravações tão conhecidas e cantadas em verso e prosa, achei que as gravações da Klára, que conheci ao longo deste ano que está passando, merecem alguma divulgação, mesmo que seja dentro do nosso modesto escopo.

Este grupo de seis sonatas é bem desigual, devido a maneira como as sonatas foram planejadas, refletindo a maior instabilidade na qual Mozart viveu seus últimos anos.

A Sonata em si bemol maior, K. 333, foi publicada em Viena, por Christoph Torricella, juntamente com algumas outras obras, inclusive a Sonata K. 284, a maior e última das seis primeiras sonatas. Esta sonata foi escrita, no entanto, em 1778 em Paris, período em que também estava na cidade Johann Christian Bach, compositor pelo qual Mozart tinha grande respeito e admiração. A Sonata tem ares das sonatas de Johann Christian. Mas outra fonte também fala na possibilidade de a sonata ter sido composta em Linz, na época da Sinfonia ‘Linz’. De qualquer forma, o estilo galante é bem nítido e a sonata agradabilíssima.

Em seguida uma grande Sonata em dó menor, K. 457, de outubro de 1784. Ela foi composta num período de grande atividade, com a composição de muitos concertos para piano. A peça em tonalidade menor é carregada de angústia e apresenta uma linguagem diferente, nova, especialmente se a compararmos com a sonata anterior. É pioneira no sentido que parece ter sido composta para um ambiente maior, além dos salões da nobreza. Esta sonata é, em geral, associada à Fantasia (também) em dó menor, K. 475, que não foi incluída nesta gravação. Assim, tomei a liberdade de acrescentar uma interpretação desta Fantasia e a coloquei como uma faixa bônus, no final do arquivo. A gravação é do (então) jovem pianista Alexej Gorlatch e se encontra em um disco-recital no selo Genuin, de 2010. Esta é, talvez, a Sonata mais próxima das sonatas que Beethoven viria compor alguns anos depois.

A Sonata em fá maior, K. 533/494 é uma montagem de movimentos compostos separadamente. Ela representa novamente uma retomada de direção de Mozart, que usa elementos que estudou nas obras de Bach e Handel, como contraponto e passeios em distantes tonalidades.

A Sonata K. 545 é uma ‘Sonata facile’, escrita para amadores. Mas mesmo aqui, a genialidade de Mozart faz com que uma beleza artística venha à superfície. Na ótima página sobra as sonatas, com os conteúdos escritos por Paul e Eva Badura-Skoda, você encontra uma classificação das sonatas por grau de dificuldade e esta é a mais fácil delas.

As duas últimas sonatas foram escritas em 1789. A Sonata em si bemol maior, K. 570, escrita na mesma tonalidade que o último Concerto para Piano, apresenta esta simplicidade que Mozart atingiu nas suas últimas obras, uma elusiva simplicidade, bem Mozart.

A Sonata em ré maior, K. 576 foi interpretada por Mozart na presença de Frederick Willelm II, Rei da Prússia, que encomendara alguns quartetos e sonatas fáceis a Mozart. Ele completou três quartetos e apenas esta sonata, que não é exatamente ‘fácil’. O apelido ‘Jagd-Sonate’ (Caça) se deve ao tema do primeiro movimento, com as fanfarras associadas à música de caça.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Sonata para Piano em si bemol maior, K. 333

  1. Allegro
  2. Andante cantabile
  3. Allegretto grazioso

Sonata para Piano em dó menor, K. 457

  1. Allegro molto
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Sonata para Piano em fá maior, K. 533

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Rondeau: Allegretto

Sonata para Piano em dó maior, K. 545

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Rondo

Sonata para Piano em si bemol maior, K. 570

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegretto

Sonata para Piano em ré maior, K. 576

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegretto

Klára Würtz, piano

Faixa Bônus

Fantasia para Piano em dó menor, K. 475

Alexej Gorlatch, piano

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MP3 | 320 KBPS | 257 MB

Klára Würtz

This is what is so special about Ms Wurtz. Her playing is very personal and yet never at variance with the composer’s wishes. When you hear her play Mozart for example, it feels as if you have never heard it before. That’s class.

There is a wonderful story, which several people have confirmed as true, when Ms Wurtz appeared recently in a concert with one of her tutors, Andras Schiff and received the best reviews of the evening which caused him to have a terrible huff!

Here is that rare joy! Mozart played with life, vibrancy and sheer excitement along with an exquisiteness that is so beautiful and rare that I do not know what to say. It would be a mistake for genuine music lovers not to buy this set.

Soul satisfying! Very special!                                                                                                                        David Wright

Aproveite!

René Denon

Veja também esta postagem:

W. A. Mozart (1756-1791): Sonatas para Piano – Murray Perahia

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Van Kuijk)

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Van Kuijk)

Acho lindos vários dos Quartetos de Cordas de Mozart, mas não há o que se compare aos Quintetos de Cordas K. 515 e 516. Sei que vai ter gente dizendo que há violistas demais, só que nem Rex Stout escreveu sobre. Os Quintetos de Cordas K. 515 e 516 em boa escala dominam a produção instrumental de Mozart no ano de 1787, o qual terminou com a estreia de Don Giovanni. É claro que a velocidade de composição era a de Mozart, mas mesmo assim ele trabalhou bastante neles. Tchaikovski chorava escondido quando ouvia o K. 516. É das mais sublimes músicas de câmara que existem. O 515 é longo e transmite afirmação, vontade de viver; o 516 é mais triste. O Adagio do 516, tocado com surdina, não convida à contemplação ou enlevo. O clima é de pressentimento, inquietação e isto emocionava muito Tchaikovski. Estes quintetos nos mostram o compositor no auge de suas faculdades criativas, em um gênero ao qual não retornava há quatorze anos e que aqui trouxe a um alto grau de perfeição formal.

O Van Kuijk é bom, mas peca justamente nos movimentos lentos. Falta-lhe um pouco do charme, da concentração e da maturidade que outros conseguiram imprimir. Logo, logo a gente posta outras versões melhores, vocês ouvirão!

Trecho da biografia de biografia de Tchaikovski, de Alexandr Poznansky.

W. A. Mozart (1756-1701): Quintetos de Cordas. K. 515 e 516 (Van Kuijk)

1. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: I. Allegro (12:41)
2. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: II. Andante (08:45)
3. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: III. Menuetto. Allegretto (04:59)
4. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: IV. Allegro (07:17)

5. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: I. Allegro (10:08)
6. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: II. Menuetto and Trio. Allegretto (04:47)
7. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: III. Adagio ma non troppo (07:55)
8. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: IV. Adagio – Allegro (10:27)

Quatuor Van Kuijk & Adrien La Marca

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PQP

Mozart (1756 – 1791): Sonatas para Piano – Klára Würtz – 2/3 ֎

Mozart (1756 – 1791): Sonatas para Piano – Klára Würtz – 2/3 ֎

Mozart

Sonatas para Piano

Segundo Tempo

Klára Würtz, piano

 

Klára Würtz

Nesta segunda postagem da série de Sonatas para Piano de Mozart, interpretadas pela pianista Klára Würtz, temos seis maravilhosas sonatas que se dividem assim em dois grupos de três. As Sonatas K. 309 e K. 311 foram escritas em 1777 na cidade de Mannheim, um lugar com muita música e bons compositores, naqueles dias. Mozart estava a caminho de Paris e passou por lá um tempo. A Sonata em dó maior, K. 309, foi dedicada à Rosa, jovem filha de Christian Cannabich, músico que teve papel importante no desenvolvimento da orquestra como nós a conhecemos. Ele dava importante papel aos sopros e o interesse de Mozart pelo clarinete certamente foi despertado nesta convivência.

Aqui traduzo um pouco livremente o que achei na net sobre a Rose Cannabich.

Esta imagem é puramente ilustrativa e pode não ser parecida com a real Rose

Rose era a mais velha de uma prole de seis crianças. Como era costume entre as famílias de músicos, as crianças recebiam educação musical, provavelmente de seus pais e de outros membros da orquestra.

Rose teve aulas de piano de Mozart de novembro de 1777 até março de 1778. Mozart e sua mãe estavam de viagem para Paris, mas passaram alguns meses em Mannheim para estudar a orquestra. Mozart escreveu para seu pai em 4 de novembro de 1777: “Ele tem uma filha que toca piano bastante bem e para ganhar a sua amizade estou trabalhando em uma sonata para sua mademoiselle filha”. Sobre Rose, ele disse “… uma garota bem-comportada e bastante bonita. Ela tem bastante senso para a sua idade e é recatada. Elá é séria, fala pouco, mas quando o faz é com graça e simpatia”. Assim, Rose merece a dedicação da linda sonata!!

Estas sonatas são muito espirituosas e já foi dito sobre elas: está na cara que foram escritas em Mannheim. A música é realmente muito especial e vibrante.

A Sonata em lá menor, K. 310 foi composta em Paris e distingue-se primeiramente por ser em tonalidade menor. Ela segue um pouco os padrões aos quais as audiências de Paris estavam acostumadas, mas a sonata é puro Mozart. Foi nesta fatídica viagem que morreu a mãe de Mozart, que o acompanhava.

As outras sonatas desta postagem, K. 330 – 332, foram compostas em Viena em 1783. Pensava-se que eram anteriores, de 1778, escritas também em Paris, mas a excelente página com as notas de Paul e Eva Badura-Skoda, que você pode acessar aqui, confirma a data posterior, assim como o livrinho de Stanley Sadie sobre Mozart e sua obra.

Neste grupo, a sonata mais famosa é a Sonata em lá maior, K. 331, que inicia com um conjunto de variações e termina com uma das mais conhecidas peças de Mozart, a Marcha Turca.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Sonata para Piano em dó maior, K. 309

  1. Allegro com spirito
  2. Andante un poco adagio
  3. Rondeau: Allegretto grazioso

Sonata para Piano em lá menor, K. 310

  1. Allegro maestoso
  2. Andante cantabile con espressione
  3. Presto

Sonata para Piano em ré maior, K. 311

  1. Allegro con spirito
  2. Andante con espressione
  3. Rondeau: Allegro

Sonata para Piano em dó maior, K. 330

  1. Allegro moderato
  2. Andante cantabile
  3. Allegretto

Sonata para Piano em lé maior, K. 331

  1. Andante grazioso
  2. Menuetto
  3. Alla Turca: Allegretto

Sonata para Piano em fá maior, K. 332

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Klára Würtz, piano

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A decisão mais difícil do dia: de qual sonata você gosta mais? K. 310 ou 331? Bom, deixe ouvi-las mais uma vez… talvez eu decida, ou não.

And now there is this complete set of Mozart’s 18 piano sonatas, in state of the art sound, as played by Hungarian pianist Klára Würtz. Her performances are, in a word, miraculous. Highest recommendation.

Jeffrey J. Lipscomb, FANFARE

Continuo recomendando!

René Denon

Veja também esta postagem aqui:

Mozart (1756 – 1791) ∞ Peças para Piano ∞ Francesco Piemontesi

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concerto para Clarinete – Martin Fröst, Amsterdam Sinfonietta, etc.

Um belo CD para apreciar em uma manhã de sábado, contanto que o alarme da casa do vizinho não tenha disparado e esteja tocando há mais de meia hora. Aí a sugestão é usar um bom fone de ouvido mesmo e torcer que a empresa de segurança chegue o mais rápido possível para desativá-lo.

O Concerto para Clarinete de Mozart me faz um bem tremendo, acalma meus nervos, como diziam os antigos. A suavidade do timbre do instrumento deve atingir certas áreas do cérebro que regulam meus níveis de ansiedade, sei lá …

Martin Fröst é sueco, nasceu em 1970, e desde seus oito anos de idade empunha seu clarinete. Além da dedicação ao instrumento, ele também é maestro, sendo atualmente o titular da Orquestra de Câmara Sueca.

O Concerto de Mozart dispensa apresentações, o que dizer daquele Adagio? Serena, é uma obra que me passa muita tranquilidade. Já ouvi diversas gravações e esta de Martin Fröst, realizada lá em 2003, está entre minhas favoritas. Demonstra muita maturidade, técnica e sensibilidade, sem precisar se exceder em malabarismos virtuosísticos. Talvez seja o sangue sueco, frio e com nervos de aço. Mozart compôs esta obra poucos meses antes de sua morte, que ocorreu em 5 de dezembro de 1791, e dedicou ele a Anton Stadler, o maior clarinetista de sua época, muito admirado pelo compositor, que a ele também dedicara seu Quinteto para Clarinete, obra que fecha este CD que ora vos trago.

O magnífico Quinteto K. 581 fora composto por Mozart dois anos antes, em 1789, que o chamava de ‘Quinteto do Stadler’, e é caracterizado principalmente pelo seu perfeito balanço, não privilegiando este ou aquele instrumento em particular.

P.S. Felizmente o alarme da casa do vizinho parou de tocar.  Assim posso melhor apreciar este belo CD.

01. Clarinet Concerto in A major, K. 622- I. Allegro
02. Clarinet Concerto in A major, K. 622- II. Adagio
03. Clarinet Concerto in A major, K. 622- III. Rondo. Allegro

Martin Fröst – Clarinet
Amsterdam Sinfonietta
Peter Oundjian – Conductor

04. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- I. Allegro
05. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- II. Larghetto
06. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- III. Menuetto – Trio I – Tri
07. Clarinet Quintet in A major (-Stadler-), K. 581- IV. Allegretto con Variazioni

Martin Fröst – Clarinet
Vertavo String Quartet

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FDP

 

Mozart (1756 – 1791): Sonatas para Piano – Klára Würtz – 1/3 ֎

Mozart (1756 – 1791): Sonatas para Piano – Klára Würtz – 1/3 ֎

Mozart

Piano Sonatas

Primeiro Tempo

Klára Würtz, piano

 

Klára Würtz

Esta é a primeira de uma série de três postagens com as Sonatas para Piano de Mozart, interpretadas pela pianista húngara Klára Würtz. Há algum tempo vinha ensaiando uma postagem destas sonatas e considerei algumas possibilidades, entre elas as gravações de Mitsuko Uchida e Maria João Pires, as duas bem diferentes, ambas excelentes. Mas como são gravações tão conhecidas e cantadas em verso e prosa, achei que as gravações da Klára, que conheci ao longo deste ano, merecem alguma divulgação, mesmo que seja dentro do nosso modesto escopo.

Eu gosto muito desta música, que ouço com frequência bastante razoável. Há excelentes discos com grupos de sonatas, como o gravado por Murray Perahia, mas aqui você tem a oportunidade de ter uma visão do conjunto.

O empurrãozinho que faltava para esta aventura veio de outro grande mestre vienense, quando descobri uma página da net que trata das sonatas, escrita por Paul e Eva Badura-Skoda.

Antes de prosseguirmos, quero repassar para vocês um conselho do crítico do Gramophone Classica Guide, o tipo de publicação que era muito útil antes do advento da internet: ‘Don’t be put off by critics who suggest that these sonatas are less interesting than some other Mozart compositions, for they are fine pieces written for an instrument that he himself played and loved’. Isto é, não se deixe enganar, essas sonatas são ‘papa fina’!

Esta gravação contém 18 sonatas que, seguindo o plano do site, dividiremos em três grupos de seis:

  1. Seis Sonatas K. 279 – 284;
  2. Três Sonatas K. 309 – 311; Três Sonatas K. 330 – 332;
  3. Sonata K. 333; Sonata 457 e Sonatas K. 533/494; 545; 570 e 576.

As Sonatas K. 279 – 284 formam um grupo e são as primeiras a serem preservadas. Mozart certamente produziu ou adaptou sonatas de outros compositores anteriormente, mas estas são as primeiras a entrarem na lista oficial. A primeira delas, Sonata em dó maior, K. 279, foi composta quando Mozart tinha 19 anos e era um músico absolutamente completo e experientíssimo.

A sequência de tonalidades – dó, fá, si bemol, mi bemol, sol e ré maior indica que Mozart considerava estas peças como parte de um grupo. Inclusive com a primeira delas mais fácil e a última uma peça mais elaborada e difícil. No entanto, o conjunto nunca foi publicado como tal durante a vida do compositor, sendo que apenas a última sonata foi publicada algumas vezes.

Esta última sonata foi encomendada a Mozart pelo Barão Thaddäus von Dürnitz e apresenta uma escrita bastante brilhante, se comparada às anteriores e tem vários efeitos como mãos se cruzando e termina com um conjunto de variações.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Sonata para Piano em dó maior, K. 279

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Sonata para Piano em fá maior, K. 280

  1. Allegro assai
  2. Adagio
  3. Presto

Sonata para Piano em si bemol maior, K. 281

  1. Allegro
  2. Andante amoroso
  3. Rondeau: Allegro

Sonata para Piano em mi bemol maior, K. 282

  1. Adagio
  2. Menuetto
  3. Allegro

Sonata para Piano em mi bemol maior, K. 283

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Presto

Sonata para Piano em ré maior, K. 284

  1. Allegro
  2. Rondeau em polonaise: Andante
  3. Andante (Tema con variazioni)

Klára Würtz, piano

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Eu tenho uma queda especial pela gentil Sonata em mi bemol maior, K. 282, desde que a ouvi no disco The Journey, de Leon Fleisher, que você pode ouvir aqui.

Veja como o crítico Jeffrey J. Lipscomb, FANFARE, fala destas gravações: These astonishing performances are exactly the way I play them myself—in my wildest dreams, that is. As for the set’s modest price, this is surely one of the best bargains since the days when gasoline sold for 30 cents per gallon and free glassware was yours for the asking. Highest recommendation.

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René Denon

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