Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios “The Ghost” & “Archduke” #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios “The Ghost” & “Archduke” #BTHVN250

Os irmãos Renaud e Gautier Capuçon e mais o pianista Frank Braley estão há tempo estabelecidos como parceiros de música de câmara. Aqui, eles tocam dois dos maiores trios para piano de Beethoven, o ‘Ghost’ e o ‘Arquiduque’. “Juntos, os três músicos têm a qualidade mais valiosa de todas na música de câmara”, escreveu The Guardian quando os Capuçons e Braley tocaram o ‘Arquiduque’ no Wigmore Hall: “eles ouvem atentamente um ao outro”. O relato que jornal dá da interpretação é que o Trio tinha um tremendo senso de coerência orgânica. Não entendo muito bem a palavra orgânica, mas OK. O comumente chamado Trio Arquiduque foi dedicado ao Arquiduque Rudolph da Áustria, o caçula de doze filhos de Leopoldo II. Rudolf era um pianista amador e patrono, amigo e aluno de composição de Beethoven. Beethoven dedicou um total de catorze composições ao arquiduque, que em troca dedicou uma de sua autoria a Beethoven. Grande coisa… O trio finaliza o chamado “período intermediário” de Beethoven. Ele começou a compor no verão de 1810 e o completou em março de 1811. Depois deste Trio, tudo virou um vendaval maravilhoso. E moderno.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios “The Ghost” & “Archduke”

Piano Trio No. 5 in D Major, Op. 70 No. 1, “Ghost”:
1 I. Allegro vivace e con brio 6:52
2 II. Largo assai ed espressivo 9:52
3 III. Presto 8:17

Piano Trio No. 7 in B-Flat Major, Op. 97, “Archduke”:
4 I. Allegro moderato 13:08
5 II. Scherzo. Allegro 11:27
6 III. Andante cantabile ma però con moto 12:57
7 IV. Allegro moderato 7:11

Gautier Capuçon, violoncelo
Frank Braley, piano
Renaud Capuçon, violino

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Não há nada como um pôr do sol na sede campestre do PQP Bach Musicians Resort.

PQP

#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 10 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

Finalizo mais uma integral, trazendo as três últimas Sonatas para Piano que Beethoven compôs, três petardos que não deixam pedra sobre pedra.

Alfred Brendel se aposentou há uns dez anos. Até hoje é um músico reverenciado, e curte sua velhice e sua fama ao lado de seus gatos, sim, ele é apaixonado por gatos. Até hoje suas gravações de Beethoven, tanto as de juventude quanto as de meia idade, são consideradas referências. Especializou-se principalmente nos compositores do Classicismo e do Romantismo, destacand0-se Mozart, Beethoven e Schubert.

1. Piano Sonata No.30 In E, Op.109-1. Vivace, Ma Non Troppo-Adagio Espressivo-Tempo I
2. Piano Sonata No.30 In E, Op.109-2. Prestissimo0
3. Piano Sonata No.30 In E, Op.109-3. Gesangvoll, Mit Innigster Empfindung (Andante Molto Cantabile Ed Espressivo)
4. Piano Sonata No.31 In A Flat, Op.110-1. Moderato Cantabile Molto Espressivo
5. Piano Sonata No.31 In A Flat, Op.110-2. Allegro Molto
6. Piano Sonata No.31 In A Flat, Op.110-3. Adagio Ma Non Troppo-Fuga (Allegro Ma Non Troppo)
7. Piano Sonata No.31 In A Flat, Op.110-4. Fuga (Allegro Ma Non Troppo)
8. Piano Sonata No.32 In C Minor, Op.111-1. Maestoso-Allegro Con Brio Ed Appassionato
9. Piano Sonata No.32 In C Minor, Op.111-2. Arietta (Adagio Molto Semplice E Cantabile)

Alfred Brendel – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 13 e 15 (Op. 132 e 130) / Grande Fuga Op. 133 (Tetzlaff) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 13 e 15 (Op. 132 e 130) / Grande Fuga Op. 133 (Tetzlaff) #BTHVN250

Esta é uma gravação novíssima, lançada no dia 2 de abril de 2020. E olha… Já ouvi melhores. Achei a coisa meio grossa. Muita gente gritando num conjunto que às vezes parece não estar bem ajustado. Cheguei a desconfiar de mim como ouvinte. Afinal, adoro o violinista Christian Tetzlaff e sua irmã Tanja. A comprovação de minha impressão veio fácil. Logo em seguida, ouvi todos os últimos quartetos com o Ébène e depois com o Mosaïques e… Quanta diferença! Ali sim manda o estilo, ali manda Beethoven. Como já disse várias vezes, aqui no PQP costumamos estar no Olimpo das interpretações, quase nada é ruim. O Tetzlaff Quartett é extraordinário, claro — se eles dessem um Concerto em Porto Alegre eu correria a vê-los –, mas, creiam, suas interpretações destas super peças do melhor repertório de todos os tempos têm adversários bem superiores. Fazer o quê?

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 13 e 15 (Op. 132 e 130) / Grande Fuga Op. 133

Beethoven: String Quartet No. 15 in A minor, Op. 132 42:36
I. Assai sostenuto – Allegro 9:18
II. Allegro ma non tanto 8:42
III. Molto adagio 15:55
IV. Alla marcia, assai vivace 2:09
V. Allegro appassionato 6:32

Beethoven: String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130 29:38
I. Adagio ma non troppo 12:45
II. Presto 2:03
III. Andante con moto ma non troppo 6:25
IV. Alla danza tedesca. Allegro assai 2:54
V. Cavatina. Adagio molto espressivo 5:31

Beethoven: Grosse Fuge in B flat major, Op. 133 14:33

Tetzlaff Quartett:
Christian Tetzlaff – first violin
Elisabeth Kufferath – second violin
Hanna Weinmeister – viola
Tanja Tetzlaff – cello

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Dá pra ver que os dois à direita são irmãos, né?

PQP

#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 9 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

Li em algum lugar, depois alguém comentou aqui no PQPBach, que em determinado momento de sua carreira Alfred Brendel teria dado uma declaração dizendo que não iria executar mais a Sonata “Hammerklavier” ao vivo, frente a uma platéia, pois era uma obra de muito difícil execução, e quando a tocava ficava exausto, a obra exige muito do intérprete. E devido a idade já avançada, não iria mais encarar a empreitada.
Para um músico do nível de Brendel dizer isso é porque o negócio deve ser complicado mesmo. E nesta integral que ora vos trago, o registro é ao vivo. Aliás, diga-se de passagem, daqui até o final desta integral só tem pauleira. Junto com a ‘Hammerklavier’, também temos neste CD ‘Les Adieux”, outra obra prima de Beethoven.

089. Piano Sonata No.29 In B Flat, Op.106 -Hammerklavier-1. Allegro
090. Piano Sonata No.29 In B Flat, Op.106 -Hammerklavier-2. Scherzo (Assai Vivace-Presto-Prestissimo-Tempo I)
091. Piano Sonata No.29 In B Flat, Op.106 -Hammerklavier-3. Adagio Sostenuto
092. Piano Sonata No.29 In B Flat, Op.106 -Hammerklavier-4. Largo-Allegro Risoluto
093. Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -Les Adieux-1. Das Lebewohl (Adagio-Allegro)
094. Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -Les Adieux-2. Abwesendheit (Andante Espressivo)
095. Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -Les Adieux-3. Das Wiedersehn (Vivacissimamente)

Alfred Brendel – Piano

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#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 3 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

Por um descuido, acabei esquecendo do terceiro volume desta caixa, então aqui está ele. E são exatamente as Sonatas de op. 10, vejam só. Ah, os registros destas gravações foram feitos ao vivo.

Bom proveito.

1. Piano Sonata No.5 In C Minor, Op.10 No.1-1. Allegro Molto E Con Brio
2. Piano Sonata No.5 In C Minor, Op.10 No.1-2. Adagio Molto
3. Piano Sonata No.5 In C Minor, Op.10 No.1-3. Finale (Prestissimo)
4. Piano Sonata No.6 In F, Op.10 No.2-1. Allegro0
5. Piano Sonata No.6 In F, Op.10 No.2-2. Allegretto
6. Piano Sonata No.6 In F, Op.10 No.2-3. Presto
7. Piano Sonata No.7 In D, Op.10 No.3-1. Presto
8. Piano Sonata No.7 In D, Op.10 No.3-2. Largo E Mesto
9. Piano Sonata No.7 In D, Op.10 No.3-3. Menuetto (Allegro)
10. Piano Sonata No.7 In D, Op.10 No.3-4. Rondo (Allegro)

Alfred Brendel – Piano

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Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos K 365 & Sinfonia Concertante K 364 – Norwegian Chamber Orchestra & Iona Brown

Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos K 365 & Sinfonia Concertante K 364 – Norwegian Chamber Orchestra & Iona Brown

Mozart

Concerto para dois pianos 

Sinfonia Concertante para violino e viola

Norwegian Chamber Orchestra

Iona Brown

 

O disco desta postagem não se cansa de me dar alegrias. Ao ouvi-lo não é difícil crer que Mozart sentia um grande prazer no convívio com outros músicos com os quais podia compartilhar sua imensa genialidade musical. Uma desta pessoas certamente foi Johann Christian Bach, o Bach de Londres. Os relatos de como os dois passavam tempo ao piano são bem conhecidos, tais como este deixado por Nannerl, irmã de Mozart:

“Herr Johann Christian Bach, music master of the queen, took Wolfgang between his knees. He would play a few measures; then Wolfgang would continue. In this manner they played entire sonatas. Unless you saw it with your own eyes, you would swear that just one person was playing.”

Håvard Gimse

A própria Nannerl certamente era outra destas pessoas com quem o convívio musical era prazeroso. Foi para tocarem juntos que este concerto para dois pianos foi composto. A orquestração tem seus débitos para com a música de J. C. Bach, mas a alegria e maestria da parte para os solistas testemunham esta camaradagem e cumplicidade existente entre os irmãos. Esta cumplicidade e alegria foi devidamente revivida nesta linda gravação pelos dois pianistas noruegueses Håvard Gimse e Vebjørn Anvik.

Vebjørn Anvik

Eu cheguei ao álbum seguindo a trilha do nome do violista Lars Anders Tomter, o qual eu conhecia por um lindo disco com sonatas para viola (ou clarinete) de Brahms. Foi então que me dei conta do nome da regente, Iona Brown. Ela foi uma violinista que fez carreira na orquestra de Neville Marriner, a Academy of St. Martin-in-the-Fields. Começou nas fileiras de violinos, chegou a primeiro violino e solista e também direção da orquestra.

Lars Anders Tomter

Quem viveu a transição dos LPs para Cds deve lembrar-se da gravação dos Concerti Grossi, Op. 6, de Handel, pela Academy of St. Martin-in-the-Fields, surpreendentemente dirigida por outra pessoa que não fosse Neville Marriner.

Iona Brown assumiu a Orquestra de Câmera da Noruega em 1981 com grande sucesso. Este disco é uma boa prova disto. Esta gravação da Sinfonia Concertante, na qual ela atua como solista e também regente foi escolhida pela revista Gramophone com a melhor, em uma lista de fazer inveja… Veja aqui.

 

Wolfie e Nannerl

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Concerto para dois pianos e orquestra em mi bemol maior, K 365

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Sinfonia Concertante para violino, viola e orquestra em mi bemol maior, K 364

  1. Allegro majestoso
  2. Andante
  3. Presto

Håvard Gimse & Vebjørn Anvik, pianos

Lars Anders Tomter, viola

Norwegian Chamber Orchestra

Iona Brown, violino e regência

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FLAC | 209 MB

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MP3 | 320 KBPS | 130 MB

Iona Brown (1941 – 2004)

Veredito da Gramophone sobre a gravação da Sinfonia Concertante: Top Choice

Superbly matched soloists and lithe ensemble playing in a joyous performance mingling subtlety of detail with a natural Mozartian flow. The Andante is profoundly moving in its subtlety and restraint.

Aproveite!!

René Denon

#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 8 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

O sétimo CD traz a Sonata ‘Apassionata’, com certeza uma das favoritas de muita gente, inclusive deste que vos escreve. Ou seja, apreciem sem moderação.
E uma experiência muito interessante encarar uma integral destas sonatas, já cansamos de falar disso por aqui. Podemos não gostar de uma ou outra, mas o conjunto da obra é o que vale, não acham? Ninguém aqui é louco de admitir que o genial Beethoven nunca compôs bobagens sem nexo. Faz parte do próprio processo criativo de qualquer um. Inclusive de Beethoven.
Vamos lá, o tempo urge, e já estamos quase lá . Faltam apenas mais três CDs fora este

079. Piano Sonata No.25 In G, Op.79-1. Presto Alla Tedesca
080. Piano Sonata No.25 In G, Op.79-2. Andante
081. Piano Sonata No.25 In G, Op.79-3. Vivace
082. Piano Sonata No.24 In F Sharp, Op.78 For Therese-1. Adagio Cantabile-Allegro Ma Non Troppo
083. Piano Sonata No.24 In F Sharp, Op.78 For Therese-2. Allegro Vivace
084. Piano Sonata No.27 In E Minor, Op.90-1. Mit Lebhaftigkeit Und Durchaus Mit Empfindung Und Ausdruck
085. Piano Sonata No.27 In E Minor, Op.90-2. Nicht Zu Geschwind Und Sehr Singbar Vorgetragen
086. Beethoven Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -Appassionata-1. Allegro assai
087. Piano Sonata No.23 In F Minor, Op.57 -Appassionata-2. Andante Con Moto
088. Piano Sonata No.23 In F Minor, Op.57 -Appassionata-3. Allegro Ma Non Troppo

Alfred Brendel – Piano

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#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 7 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

Acho que foi o colega René Denom que falou que quando encontra uma integral das sonatas para Piano de Beethoven que ainda não conhece, começa ouvindo a ‘Sonata Waldstein’: se ele gostar daquela interpretação possivelmente gostará das outras. É seu parâmetro de análise. Eu diria que meu parâmetro seria a ‘Patétique’.  Questão de gosto e de escolha pessoal. É como aquela discussão sobre qual disco você levaria para uma ilha deserta. Cada um faz uma lista pessoal.

Se eu levaria esta integral de Alfred Brendel? Ou o LP onde ouvi esta “Waldenstein” pela primeira vez? Como comentei em postagem anterior, Brendel foi fundamental na minha escolha de parâmetros, mas não diria que seja meu pianista favorito, outros nomes se destacariam, pelos mais diversos motivos que não cabe colocar aqui. Digamos que falo em nome do conjunto da obra.

Temos neste sétimo CD uma das melhores ‘Sonatas a Waldstein’ que já tive a oportunidade de ouvir, porém a mais ‘estranha’, principalmente em seu Rondó final. Ouçam e tirem suas conclusões.
Estamos entrando na reta final desta integral, e creio que neste CD temos alguns dos melhores momentos dela. Espero que apreciem. Eu gostei muito.

1. Piano Sonata No.21 In C, Op.53 -Waldstein-1. Allegro Con Bio
2. Piano Sonata No.21 In C, Op.53 -Waldstein-2. Introduzione (Adagio Molto)
3. Piano Sonata No.21 In C, Op.53 -Waldstein-3. Rondo (Allegretto Moderato-Prestissimo)
4. Piano Sonata No.22 In F, Op.54-1. In Tempo D’un Menuetto
5. Piano Sonata No.22 In F, Op.54-2. Allegretto
6. Piano Sonata No.28 In A, Op.101-1. Etwas Lebhaft Und Mit Der Innigsten Empfindung (Allegretto Ma Non Troppo)
7. Piano Sonata No.28 in A, Op.101-2. Lebhaft, marschmäßig (Vivace alla marcia)
8. Piano Sonata No.28 In A, Op.101-3. Langsam Und Sehnsuchtsvoll (Adagio Ma Non Troppo, Con Affetto)
9. Piano Sonata No.28 In A, Op.101-4. Geschwind, Doch Nicht Zu Sehr Und Mit Entschlossen- Heit (Allegro)
10. Andante Favori In F, WoO 57

Alfred Brendel – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 3, Op. 18 e 15, Op. 132 (Ébène/Paris) #BTHVN250 — Integral (7/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 3, Op. 18 e 15, Op. 132 (Ébène/Paris) #BTHVN250 — Integral (7/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que coisa mais linda esta série que finalizamos hoje! O Ébène fecha sua integral de quartetos de Beethoven com o maravilhoso Op. 132, aqui interpretado — surpreendentemente — com lentidão digna de Celibidache.  Parece há uma competição entre os quartetos: quem toca o Molto Adagio mais lentamente? Acho que o Ébène tem a liderança provisória com mais de um minuto de vantagem. Beethoven escreveu este movimento depois de se recuperar de uma doença grave que ele temia ser fatal porque havia sofrido com uma desordem intestinal durante todo o inverno de 1824. Ele escreveu na partitura: “Heiliger Dankgesang eines Genesenen et die Gottheit, in der lydischen Tonart ” (“Canção sagrada de ação de graças de um convalescente à Deidade, no modo lídio”). Após ouvir este Op. 132 por mais de quarenta anos, ele permanece assustadoramente bonito para mim. Ainda sou fascinado por sua construção e ainda me emociono com a oração do terceiro movimento, mesmo sendo ateu. Seus cinco movimentos em conjunto só se tornam mais intrigantes com o tempo.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 3, Op. 18 e 15, Op. 132 (Ébène/Paris)

1 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: I. Allegro 7:40
2 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: II. Andante con moto 8:19
3 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: III. Allegro 2:51
4 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: IV. Presto 6:17

5 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: I. Assai sostenuto – Allegro 9:55
6 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: II. Allegro ma non tanto 8:35
7 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: III. Molto adagio 20:59
8 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: IV. Alla marcia, assai vivace 2:12
9 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: V. Finale (Allegro appassionato) 6:40

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

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(aplausos)

PQP

#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 6 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

Estes tempos de Pandemia e de isolamento social que estamos vivendo estão ajudando a mudar alguns conceitos e costumes, dizem. Pode até ser, não aconteceu comigo, ainda. O uso da vírgula é intencional, pois ainda estamos no meio do burburinho. O futuro irá nos julgar.

1. Piano Sonata No. 16 in G Major, Op. 31 No. 1-1. Allegro vivace
2. Piano Sonata No.16 In G, Op.31 No.1-2. Adagio Grazioso
3. Piano Sonata No.16 In G, Op.31 No.1-3. Rondo (Allegretto)
4. Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -Tempest-1. Largo-Allegro
5. Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -Tempest-2. Adagio
6. Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -Tempest-3. Allegretto
7. Piano Sonata No.18 In E Flat, Op.31 No.3 -The Hunt-1. Allegro
8. Piano Sonata No.18 In E Flat, Op.31 No.3 -The Hunt-2. Scherzo (Allegretto Vivace)
9. Piano Sonata No.18 In E Flat, Op.31 No.3 -The Hunt-3. Menuetto (Moderato E Grazioso)
10. Piano Sonata No.18 In E Flat, Op.31 No.3 -The Hunt-4. Presto Con Fuoco

Alfred Brendel – Piano

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BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para violino e orquestra, Op. 61 – Kavakos

Depois de amar as maravilhosas gravações de Leonidas Kavakos para as sonatas de Lud Van, iniciou-se uma espera que admito ter sido ansiosa em demasia por este seu concerto de Beethoven com os bávaros da Rádio. Fruto de sua atuação como artista-em-residência da Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, doravante denominada SOBR, ela foi tão boa que rendeu, além do Op. 61, um delicioso registro do septeto Op. 20, que atesta o deleite que foi para alemães e grego fazer música no período. A SOBR, conjunto lapidado durante décadas por regentes do calibre de Jochum, Kubelík e Maazel, era então conduzida havia dezesseis anos pelo gigante Mariss Jansons, um grande formador de conjuntos, o que é facilmente percebido na resposta que ela dá a Kavakos em sua dupla tarefa de solista e regente. Os leitores-ouvintes que amam este concerto certamente perceberão que se trata de uma de suas mais longas interpretações em toda discografia, graças à escolha de andamentos muito comedidos que valorizam, assim como nas sonatas supracitadas, o belíssimo timbre de Kavakos, que saboreia sem pressa todos os fraseados. Acusaram-no de parir um concerto romantizado, no que eu o defendo: eu o achei muito clássico no respeito à partitura e na discrição dos contrastes dinâmicos, com toques românticos no uso do rubato e, como perceberão também, em várias notas longas, prolongadas ad libitum. As cadências foram adaptadas pelo solista a partir daquelas escrita por Beethoven para a versão pianística do concerto. A cadência principal, no primeiro movimento, chega a destoar da serenidade prevalecente com seu virtuosismo desenfreado, uma exibição quase boçal de técnica, como se Kavakos quisesse botar suas asinhas de mestre dos truques de fora depois de tantos minutos cantando com o arco. As demais são mais sossegadas e afeitas ao estilo da obra, e serão surpresas muito interessantes para aqueles que amam este concerto e o conhecem de cor. Trata-se dum registro a ser ouvido dentro do mesmo espírito daqueles últimos, visionários quartetos do Op. 130 em diante: sem pressa, sem comparações, e sem distratores mundanos.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Concerto em Ré maior para violino e orquestra, Op. 61
Composto em 1806
Publicado em 1808
Dedicado a Stephan von Breuning

1 – Allegro ma non troppo
2 – Larghett0
3 – Rondo: Allegro

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Leonidas Kavakos, violino e regência

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“How you doin’?”
#BTHVN250, por René Denon

Vassily

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 7 e 8, Op. 59, 1 e 2 (Ébène/Viena) #BTHVN250 — Integral (6/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 7 e 8, Op. 59, 1 e 2 (Ébène/Viena) #BTHVN250 — Integral (6/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os três quartetos Razumovsky, Op. 59, são obras que Ludwig van Beethoven escreveu em 1806, como resultado de uma encomenda do embaixador russo em Viena, o conde Andreas Razumovsky. Neste Disco, estão os dois primeiros e o terceiro está aqui. O único pedido específico feito pelo conde Razumovsky era que as músicas folclóricas russas fossem apresentadas de maneira significativa na música. Beethoven atendeu a esse pedido em dois dos três quartetos, mas com melodias que são, como ele disse, temas russos “reais ou imitados”. Com a publicação dos quartetos Op. 59, Beethoven transformou o gênero do quarteto de cordas para fora do cenário de “câmara” para um palco maior. Cada um dos quartetos Op. 59 se destaca como um trabalho individual monumental, tanto em termos de tamanho literal quanto de alcance dramático.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 7 e 8, Op. 59, 1 e 2

[10:43] 01. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: I. Allegro
[09:01] 02. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: II. Allegretto vivace e sempre scherzando
[14:12] 03. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: III. Adagio molto e mesto
[08:05] 04. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: IV. Allegro (Russian Theme)
[09:58] 05. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: I. Allegro (SHRM 96/24)
[13:14] 06. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: II. Molto adagio
[06:59] 07. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: III. Allegretto
[05:42] 08. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: IV. Finale – Presto

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

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Só faltam os Quartetos Nº 3 e 15!!!

PQP

#BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 5 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

Ah, a ‘Sonata ao Luar’ … muito romance já se iniciou ao som dessa obra prima, muitos suspiros, muitas emoções. Um amigo me ensinou os primeiros acordes no violão, mas parei por ali. Não tinha a técnica muito apurada para seguir em frente com o desafio. Sempre fui preguiçoso nos estudos.

Provavelmente quem me apresentou a esta obra foi Arthur Rubinstein, naquele antigo programa dominical na Globo chamado ‘Concertos para a Juventude”. Posteriormente adquiri esse LP do Brendel em algum sebo em Curitiba. Não lembro, já se passaram mais de três décadas ou quatro décadas … o tempo passa, o tempo voa. A situação financeira em casa na minha infância não permitia gastos com discos, o dinheiro era contadinho. Eu contava então com a cumplicidade da Rádio local, que tocava música clássica no final da tarde de domingo. Nomes como Wilhelm Kempff, Arthur Rubinstein, Herbert von Karajan, Karl Böhm, o então jovem Maurizio Pollini, Luciano Pavarotti, todos estes nomes estranhos começaram a se tornar familiares graças a estes programas. Creio que muitos de nós devemos muito a estas rádios.

046. Piano Sonata No.12 In A Flat, Op.26-1. Andante Con Variazioni
047. Piano Sonata No.12 In A Flat, Op.26-2. Scherzo (Allegro Molto)
048. Piano Sonata No.12 In A Flat, Op.26-3. Marcia Funebre Sulla Morte D’un Eroe
049. Piano Sonata No.12 In A Flat, Op.26-4. Allegro
050. Piano Sonata No.13 In E Flat, Op.27 No.1-1. Andante-Allegro-Tempo I
051. Piano Sonata No.13 In E Flat, Op.27 No.1-2. Allegro Molto E Vivace
052. Piano Sonata No.13 In E Flat, Op.27 No.1-3. Adagio Con Espressione
053. Piano Sonata No.13 In E Flat, Op.27 No.1-4. Allegro Vivace-Tempo I-Presto
054. Piano Sonata No.14 In C Sharp Minor, Op.27 No.2 -Moonlight-1. Adagio Sostenuto
055. Piano Sonata No.14 In C Sharp Minor, Op.27 No.2 -Moonlight-2. Allegretto
056. Piano Sonata No.14 In C Sharp Minor, Op.27 No.2 -Moonlight-3. Presto
057. Piano Sonata No.19 In G Minor, Op.49 No.1-1. Andante
058. Piano Sonata No.19 In G Minor, Op.49 No.1-2. Rondo (Allegro)

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E aí, galera, tão gostando dessas integral?

 

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 4, Op. 18, Nº 5, Op. 18 e Nº 16, Op. 135 (Ébène/Nairobi) #BTHVN250 — Integral (5/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 4, Op. 18, Nº 5, Op. 18 e Nº 16, Op. 135 (Ébène/Nairobi) #BTHVN250 — Integral (5/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aqui, só alegrias. Dois quartetos da época classicista de Beethoven e o último, quando ele já estava transformando o romantismo em algo muito pessoal. O Op. 18, publicado em 1801, são dois livros de três quartetos cada. São os primeiros seis quartetos de cordas de Beethoven. Eles foram compostos entre 1798 e 1800 por encomenda do príncipe Joseph Franz Maximilian Lobkowitz, que era o empregador de um amigo de Beethoven, o violinista Karl Amenda. Pensa-se que demonstrem seu domínio total do quarteto de cordas clássico desenvolvido por Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart. Já o Op. 135 foi escrito em outubro de 1826 e foi o último grande trabalho que ele completou, o último dos últimos quartetos e a última grande obra de Beethoven. O 135 foi estreado pelo quarteto Schuppanzigh em março de 1828, um ano após a morte do compositor. O trabalho é menor em tempo do que os outros quartetos tardios. Sob os acordes lentos introdutórios do último movimento, Beethoven escreveu no manuscrito “Muß es sein?” (Deve ser?) Ao qual ele responde, com o tema principal mais rápido do movimento, “Es muß sein ” (Deve ser!). Todo o movimento é intitulado ” Der schwer gefaßte Entschluß ” (“A decisão difícil”).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 4, Op. 18, Nº 5, Op. 18 e Nº 16, Op. 135

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4:
1 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: I. Allegro ma non tanto
2 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: II. Scherzo (Andante scherzoso quasi allegretto)
3 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: III. Menuetto (Allegretto)
4 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: IV. Allegro

Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5:
5 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: I. Allegro
6 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: II. Menuetto
7 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: III. Andante cantabile
8 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: IV. Allegro

Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135:
9 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: I. Allegretto
10 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: II. Vivace
11 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: III. Lento assai, cantate et tranquillo
12 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: IV. Grave ma non troppo tratto – Allegro

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

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O concerto em Nairobi foi na nada modesta sede da Aliança Francesa de lá.

PQP

BTHVN 250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD 4 de 10 – Integral das Sonatas para Piano – Alfred Brendel

A gente nunca esquece da primeira ‘Patética’, né? Claro que falo da Sonata de Beethoven, mas também poderia estar falando da famosa Sinfonia de Tchaikovsky, com a qual também tenho uma relação muito forte, porém isso é papo para outra ocasião.
BEETHOVEN com letra maiúscula, coisa de gênio essa sonata, não acham? E a cara do Brendel aí na foto diz tudo: o que vocês acharam? Sim, poderia ter sido mais intensa, mas acho que ficou boa.
Divirtam-se, pois vem bem mais por aí.

 

033. Piano Sonata No.8 In C Minor, Op.13 -Pathétique-1. Grave-Allegro Di Molto E Con Brio
034. Piano Sonata No.8 In C Minor, Op.13 -Pathétique-2. Adagio Cantabile0
035. Piano Sonata No.8 In C Minor, Op.13 -Pathétique-3. Rondo (Allegro)
036. Piano Sonata No. 9 in E Major, Op. 14 No. 1-1. Allegro
037. Piano Sonata No.9 In E, Op.14 No.1-2. Allegretto
038. Piano Sonata No.9 In E, Op.14 No.1-3. Rondo (Allegro Comodo)
039. Piano Sonata No.10 In G, Op.14 No.2-1. Allegro
040. Piano Sonata No.10 In G, Op.14 No.2-2. Andante
041. Piano Sonata No.10 In G, Op.14 No.2-3. Scherzo (Allegro Assai)
042. Piano Sonata No.11 In B Flat, Op.22-1. Allegro Con Brio
043. Piano Sonata No.11 In B Flat, Op.22-2. Adagio Con Molto Espressione
044. Piano Sonata No.11 In B Flat, Op.22-3. Menuetto
045. Piano Sonata No.11 In B Flat, Op.22-4. Rondo (Allegretto)

Alfred Brendel – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 2, Op. 18, Nº 11, Op. 95 e Nº 10, Op. 74 (Ébène/Melbourne) #BTHVN250 — Integral (4/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 2, Op. 18, Nº 11, Op. 95 e Nº 10, Op. 74 (Ébène/Melbourne) #BTHVN250 — Integral (4/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um ótimo CD desta série, este com quartetos das fases inicial e “middle” de Beethoven. Para este concerto em Melbourne, foram escolhidas três obras bastante contrastantes que permitiram ao quarteto explorar a notável amplitude e profundidade da escrita para cordas de Beethoven. No Op. 18, nº 2, há notável energia em todos os detalhes da música. Os episódios contrastantes do segundo movimento receberam bastante acentuados pelo primeiro violino, Pierre Colombet, enquanto a jocosidade haydniana do final foi perfeitamente realizada, com um toque esplêndido do violoncelista Raphaël Merlin.

O Op. 95, conhecido como “Serioso” tem uma arquitetura incomum. Destaca-se a ferocidade da abertura e a mudança de humor do final e seu fim abrupto foram muito bem trabalhados.

Para finalizar, temos o conhecido e amado Quarteto “Harp”, Op. 74. Numa palavra: o Ébène nos dá uma soberba execução desta linda peça.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 2, Op. 18, Nº 2, Nº 11, Op. 95 e Nº 10, Op. 74

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2:
1 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: I. Allegro
2 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: II. Adagio cantabile – Allegro – Tempo I
3 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: III. Scherzo (Allegro)
4 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: IV. Allegro molto, quasi presto

Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”:
5 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: I. Allegro con brio
6 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: II. Allegretto ma non troppo
7 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: III. Allegro assai vivace, ma serioso
8 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: IV. Larghetto espressivo – Allegretto agitato – Allegro

Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”:
9 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: I. Poco adagio – Allegro
10 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: II. Adagio ma non troppo
11 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: III. Presto
12 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: IV. Allegretto con variazioni

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

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O Quarteto Ébène em Schwarzenberg, mais exatamente na Angelica Kauffmann Saal, em 25 de agosto de 2018

PQP

#BTHVN250 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – Steven Lubin / The Academy of Ancient Music / Christopher Hogwood

 

 

“At present this is the only available set of Beethoven’s piano concertos on period instruments, although others are in progress. The lean sound of the small ensemble enables you to clearly hear countless details that are obscured on even the best modern orchestra recordings. Steven Lubin’s performances, and the different instruments he uses, are carefully attuned to the qualities of each individual concerto. His performances are triumphs of insight and expressiveness, and Hogwood makes sure the orchestra stays with him in every detail. My only major complaint about this set is that the wasted space on the third disc, which contains only the Emperor Concerto, should have been used for more Beethoven.” –Leslie Gerber

O comentário acima é do então editor da amazon.com quando do lançamento dessa caixa, que traz os Cinco Concertos de Beethoven interpretados em instrumentos de época. Claro que desde então diversas outras gravações foram lançadas. Talvez pela novidade, seja a que mais gosto. Novidade pelo fato de que foi o meu primeiro contato com estas obras interpretadas desta forma. Era algo totalmente diferente do que tinha ouvido até então: grande orquestra, piano de cauda novinho em folha, a massa orquestral encobrindo os detalhes da obra, como bem salientado acima.

O som baixo do pianoforte pode ser um problema para quem não está acostumado. Claro que é uma questão de educar os ouvidos.

Disc: 1
1. Piano Concerto No.1 in C: I Allegro con brio
2. Piano Concerto No.1 in C: II Largo
3. Piano Concerto No.1 in C: III Rondo: Allegro
4. Piano Concerto No.2 in B flat: I Allegro con brio
5. Piano Concerto No.2 in B flat: II Adagio
6. Piano Concerto No.2 in B flat: III Rondo: Molto allegro

Disc: 2
1. Piano Concerto No.3 in c: I Allegro con brio
2. Piano Concerto No.3 in c: II Largo
3.Piano Concerto No.3 in c: III Rondo: Allegro
4. Piano Concerto No.4 in G: I Allegro moderato
5. Piano Concerto No.4 in G: II Andante con moto
6. Piano Concerto No.4 in G: III Rondo: Vivace

Disc: 3
1. Piano Concerto No.5 in E flat: I Allegro
2. Piano Concerto No.5 in E flat: II Adagio un poco mosso
3. Piano Concerto No.5 in E flat: III Rondo: Allegro

Steven Lubin – Pianoforte
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood – Conductor

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Christopher Hogwood & Steven Lubin ensaiando.

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fazia muito tempo que o PQP Bach não postava algo tão divertido como este Il Fasolo? Houve um tempo em que a EMI lançava a coleção REFLEXE, que tenho em discos de vinil. A REFLEXE consistia em uma sucessão de obras-primas — sublimes ou divertidas. Com o tempo, o pessoal da música antiga foi ficando mais sisudo, obscuro e impopular. Parece que a academia, com seu sem-gracismo, tinha tomado conta do campinho. Agora, a maravilhosa gravadora Alpha tem aparecido com uma série de discos que resgatam a alegria e a espontaneidade das ruas. Este Il Fasolo? é uma espetacular surpresa. Ouçam e comprovem.

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

1. La Barchetta passaggiera, bergamasca
2. Lamento di Madama Lucia, con la riposta di Cola
3. Chi non sà come amor, for voice & continuo
4. Son ruinato, appassionato
5. Sguardo lusinghiero, canzonetta
6. O dolorosa sorte, madrigal
7. Aria alla napolitana, jacarà
8. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Primo Interlocutore
9. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Madonna Gola
10. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Baccho
11. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Primo Interlocutore
12. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Choro: Mentre per bizzaria
13. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Ballo di trè Zoppi
14. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Sguazzata di Colasone
15. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Non pensar Clori crudel
16. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Morescha de Schiavi
17. Acceso mio core, ciaccona

Le Poeme Harmonique
Vincent Dumestre

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Olhando assim não parece, mas esse pessoal faz uma bagunça...
Le Poeme Harmonique: olhando assim não parece, mas esse pessoal faz uma bagunça…

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 9, Op. 59, Nº 3, 13, Op. 130 e Grosse fuge, Op. 133 (Ébène/Tóquio) #BTHVN250 — Integral (3/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 9, Op. 59, Nº 3, 13, Op. 130 e Grosse fuge, Op. 133 (Ébène/Tóquio) #BTHVN250 — Integral (3/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um baita disco. Vou ter que procurar sinônimos para meus elogios a fim de não cansar vocês, meus tesouros. O Ébène é sensacional e as obras… O que dizer? O Razumovsky Nº 3 era o quarteto de Beethoven preferido de meu pai. É lindo mesmo. O que são o segundo e quarto movimentos? E o Op. 130, ainda acompanhado pela Grosse fuge da qual jamais deveria ter se separado? Um disco incrível. O Op. 130 foi estreado lançado em março de 1826 pelo Quarteto Schuppanzigh e dedicado a Nikolai Galitzin em sua publicação em 1827, ano da morte de Beethoven.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 9, Op. 59, Nº 3, 13. Op. 130 e Grosse fuge Op. 133

1. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: I. Introduzione (Andante con moto – Allegro vivace) (11:15)
2. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: II. Andante con moto quasi allegretto (9:26)
3. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: III. Minuet. Grazioso – Trio (5:16)
4. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: IV. Allegro molto (5:49)

5. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: I. Adagio ma non troppo – Allegro (13:33)
6. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: II. Presto (1:53)
7. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: III. Andante con moto, ma non troppo. Poco scherzando (7:02)
8. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: IV. Alla danza tedesca (Allegro assai) (3:12)
9. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: V. Cavatina (Adagio molto espressivo) (8:37)

10. Beethoven: Grosse fuge in B-Flat Major, Op. 133 (16:21)

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

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O Ébène adentrando o Palácio Chiyoshi, sede do PQP Bach em Tóquio.

PQP

 

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Lifschitz)

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Lifschitz)

Bach

A Oferenda Musical

Prelúdio e Fuga ‘Santa Ana’

Três Peças de Frescobaldi

Konstantin Lifschitz, piano

O primeiro disco de Konstantin Lifschitz que ouvi foi seu álbum de estreia, que trazia uma coleção de obras. Começando com a maravilhosa Abertura Francesa de Bach, prosseguia até peças de Scriabin e Medtner, passando por Papillons, de Schumann. O disco do selo Denon de 1994 foi seguido por um outro, gravado em junho de 1994 no Conservatório de Moscou com as Variações Goldberg, firmando assim as credenciais do jovem pianista como grande intérprete de Bach. Depois, silêncio… Não mais ouvi do Konstantin.

O primeiro CD há muito desapareceu de minhas prateleiras (ah, os amigos…), mas o outro, com as Variações do velho Bach, vez e outra frequenta minha vitrola.

Pois eis que chegou pela mala direta do PQP Bach recentemente uma penca de discos do Lifschitz tocando Bach. Ele então está aí, bem ativo. Inclusive, percebi que há uma integral das sonatas para piano do grande Ludovico, gravada ao vivo por ele. Mas isso vou deixar guardado, pois que tempo é largo, mas é finito.

Como queria logo dividir com os caros e insaciáveis seguidores do blog alguma coisa deste excelente pianista, escolhi da penca este que me pareceu muito apetitoso. E gostei tanto que tenho ouvido o mesmo, inteiro quando tempo permite, aos trechinhos quando o tempo escasseia. E é que mesmo com a quarentena e o enfurnamento, há coisas a serem feitas.

O que temos aqui? Um arranjo feito para piano da Oferenda Musical, que todo o mundo sabe (quem não sabe pode começar clicando aqui…) é resultado de uma longa e cansativa viagem que o velho Bach fez até Sanssouci, Potsdam, para pagar uma visita a Frederico, o Grande, e também ver seu filho Carl Philipp Emanuel. O monarca, que era cheio de truques e adorava colocar seus visitantes em uma saia justa (se bem que, no caso de Bach, seria uma peruca justa), desafiou Johann Sebastian a compor uma peça que nem o cão chupando manga conseguiria. Mas vai mexer com quem está quieto. Ouça o Ricercar a 6, na faixa 11 deste disco e começarás a entender o tamanho dos poderes do ‘maior de todos’.

Konstantin Lifschitz ainda acrescenta ao disco o Prelúdio e Fuga em mi bemol maior, BWV 552, apelidado ‘Santa Ana’, escrito originalmente para órgão. Os minutos finais, da fuga, são de tirar o folego. E assim, para baixar a adrenalina e lançar um olhar ao que aconteceu antes de Bach, ele completa o recital com três lindas tocatas de Frescobaldi. Ouçam e me contem vocês!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Oferenda Musical, BWV 1079 (arranjada para piano por K Lifschitz)
  1. Ricercar a 3
  2. Canon perpetuus super Thema Regium
  3. Canon 1. a 2_ Canon cancrizans
  4. Canon 2. a 2 Violini in uníssono
  5. Canon 3. a 2 per Motum contrarium
  6. Canon 4. a 2 per Augmentationem, contrario Motu
  7. Canon 5. a 2_ Canon circularis per Tonos
  8. Fuga canonica in Epidiapente
  9. Canon a 2 Querendo invenietis
  10. Canon perpetuus
  11. Ricercar a 6
  12. Canon a 4
  13. Triosonate_ Largo
  14. Triosonate_ Allegro
  15. Triosonarte_ Andante
  16. Triosonarte_ Allegro
Prelúdio e Fuga em mi bemol maior, BWV 552 ‘Santa Ana’
  1. Prelúdio
  2. Fuga

Girolamo Frescobaldi (1583 – 1643)

  1. Toccata prima do ‘Primo libro d’Intavolatura di toccate di címbalo et organo’
  2. Toccata quinta do ‘Secondo libro de toccate, canzone… di cembalo et organo’
  3. Toccata seconda do ‘Secondo libro de toccate, canzone… di cembalo et organo’

Konstantin Lifschitz, piano

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FLAC | 276 MB

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

Konstantin testando o piano do Salão Nobre da sede do PQP Bach Corp.

Se Konstantin Lifschitz foi ousado ao arranjar a OM para piano, sua interpretação justifica a ousadia. As peças complementares são também excelentes!

Aproveite!

René Denon

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 6, Op. 18 & 12, Op. 127 (Ébène/São Paulo) #BTHVN250 — Integral (2/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 6, Op. 18 & 12, Op. 127 (Ébène/São Paulo) #BTHVN250 — Integral (2/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um maravilhoso CD desta série do Ébène, desta vez advindo de um registro colhido na querida Sala São Paulo. Da ultra sofisticada série de últimos quartetos de Beethoven, o Op. 127 é aquele de que menos gosto. Ele foi concluído em 1825 e é o primeiro dos quartetos tardios. Mas gosto demais do Op. 18, Nº 6, uma peça com o toque de Haydn. O primeiro movimento é poderoso, o Scherzo é surpreendente com suas alterações rítmicas e interrupções (o que ocorre também no movimento inicial). A introdução lenta do quarto movimento, ‘La Malinconia’, é cheia de mudanças ousadas de harmonia e textura. É uma das passagens mais famosas do Beethoven inicial e ele pede que seja tocada com a maior delicadeza. Um discaço! O que dizer o Quarteto  Ébène? Olha, são estupendos!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 6, Op. 18 & 12, Op. 127 (Ébène)

1 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: I. Allegro con brio 6:24
2 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: II. Adagio ma non troppo 8:16
3 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: III. Scherzo (Allegro) 3:27
4 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: IV. La Malinconia 9:16

5 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: I. Maestoso – Allegro 7:16
6 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: II. Adagio ma non troppo e molto cantabile 17:01
7 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: III. Scherzando vivace 8:22
8 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: IV. Finale (Allegro) 6:51

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncello

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O Ébène chegando no Carlin-Avicenna Palace Concerts Center, sede paulista do PQP Bach

PQP

Patricia Petibon – Airs baroques français: Rameau, Lully, Charpentier, Grandval – 2001

Patricia Petibon

Airs baroques français

Rameau
Lully
Charpentier
Grandval

2001

 

Assim como azeitonas, alcachofras e, mais essencialmente e problemáticas, anchovas, a voz de Patricia Petibon é um gosto adquirido. Ela é uma coloratura alta (até E-flat), sua técnica é formidável, capaz de ter grande floridez e controle da respiração muito fina, ela canta principalmente sem vibrato, e o tom pode ser tão brilhante como diamante que pode irritar, embora em momentos dramáticos mais escuros, ela pode moderar o brilho. Ela se envolve completamente no que está cantando e, por isso, é muito comovente – a tristeza e o desespero de Jonathan em David et Jonathas, de Charpentier, são impressionantes, assim como a raiva lunática de Armide pela ópera de Lully (o que ela faz com a palavra “hate” é digno de Callas como Medéia). Todos os trechos de Rameau são habilmente manipulados, do silvestre ao bélico e vice-versa.

Ela também se diverte com a frivolidade e virtuosismo da obra quase inteiramente desconhecida de 15 minutos de Grandval (1676-1753), na qual o cantor tenta agradar sua platéia chamando por todos os vários estilos e temas de música de seu tempo: uma queixa de Orfeu, hinos a Baco, canções de amor fofas, árias de vingança, evocações para o inferno, um apelo a Netuno, um grito de guerra e assim por diante, tudo feito com paixão. A peça é um tour-de-force de mudança de humor – quase psicose, de fato – e Petibon me parece ser o único intérprete que eu quero ouvir cantar. Ela pode ser incrivelmente sedutora, lançando notas altas ou arrulhando como uma pomba. Ela deve ser dinamite no palco.

A maioria das músicas deste CD é rara e é quase o suficiente para querer ouvir, principalmente se o barroco francês é a sua xícara de chá. É maravilhosamente tocado por um grupo chamado Les Folies Françoises, liderado por Patrick Cohen-Akenine, com os sopros importantes presentes e tocados de maneira deslumbrante (os oboés amadeirados no primeiro número de Platee, o fagote em uma ária de Les fetes d’Hymen ), o cravo audível e comentando a voz o tempo todo, as cordas atacadas com verve, as trombetas e tambores nos trazendo de pé. Tente isso, você pode gostar. De fato, você pode adorar. – Robert Levine

Patricia Petibon – Airs baroques français
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
01. “Platée” (1749) – Air de Clarine: Soleil, fuis de ces lieux”
02. “Les fêtes de l’Hymen et de l’Amour” (1747) – Ariette de l’Amour: “Volez, plaisirs, célébrez ce beau jour
03. “Les fêtes de l’Hymen et de l’Amour” (1747) – “Entrée des Égyptien
04. “Les fêtes de l’Hymen et de l’Amour” (1747) – Ariette de l’Égyptienne: “L’amant que j’adore”
05. “Les fêtes de l’Hymen et de l’Amour” (1747) – Ariette de l’Égyptienne: “Amour, lance tes traits”
06. “Platée” – Air de la Folie: “Formons les plus brillants concerts… Aux langueurs d’Apollon”
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
07. “David et Jonathas” (1688) – Jonathas: “A-t-on jamais souffert une plus rude peine?”
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687)
08. Lully, “Armide” (1686) – Prélude. Armide: “Enfin, il est en ma puissance”
09. “Armide” – Armide: “Le perfide Renaud me fuit”
Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764)
10. “Les Indes Galantes” (1735) – Air de Phani: “Viens, hymen”
11. “Les Indes Galantes” – Air de Zima: “Régnez, plaisirs et jeux”
12. “Les Indes Galantes” – Chaconne
Nicolas Racot de Grandval (França, 1676-1753)
13 Rien du tout (1755), pour soprano, simphonie et basse continue

Para degustar:

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Boa audição!

 

 

 

 

Avicenna

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 1, Op. 18 & 14, Op. 131 (Ébène/Filadélfia) #BTHVN250 — Integral (1/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 1, Op. 18 & 14, Op. 131 (Ébène/Filadélfia) #BTHVN250 — Integral (1/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os 16 quartetos de cordas de Beethoven ocupam um lugar de honra no repertório de câmara e, com suas nove sinfonias e 32 sonatas para piano, traçam a progressão de uma vida criativa. 2020 marca o 250º aniversário do nascimento do compositor, e Quatuor Ébène estava realizando uma extensa turnê, intitulada Beethoven Around the World, que iria desde meados de 2019 a dezembro de 2020. Mas aí veio a pandemia… Durante esse período, o grupo francês faria mais de 120 apresentações num total de 21 países, com foco nos ciclos completos dos quartetos a partir de fevereiro de 2020. Beethoven Around the World abrange gravações ao vivo que constituem um ciclo completo, feito em sete das grandes cidades do mundo: Viena (no Konzerthaus); Filadélfia (Kimmel Center); Tóquio (Suntory Hall); São Paulo (Sala São Paulo); Melbourne (Centro de Recitais de Melbourne); Nairobi e Paris (Philharmonie de Paris). A interpretação do Ébène ficará como referência e o calor das apresentações ao vivo são apreciadíssimas por este que vos escreve. Vida longa ao Ébène! E que só voltem após a pandemia, tá?

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 1 & 14 (Ébène)

1 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: I. Allegro con brio 9:32
2 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: II. Adagio affettuoso ed appassionato 11:14
3 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: III. Scherzo. Allegro molto 3:17
4 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: IV. Allegro 6:37

5 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: I. Adagio ma non troppo e molto espressivo 7:35
6 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: II. Allegro molto vivace 3:12
7 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: III. Allegro moderato – Adagio 0:49
8 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: IV. Andante ma non troppo e molto cantabile – Allegretto 14:35
9 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: V. Presto 5:13
10 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: VI. Adagio quasi un poco andante 2:25
11 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: VII. Allegro 7:05

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncello

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Os Ébène chegando no Salão Negro da sede de Filadélfia do PQP Bach

PQP

Rick Wakeman (1949) – Journey to the Centre of the Earth

Como um cliente  / comentarista da amazon escreveu, mesmo depois de quarenta e cinco anos passados de sua gravação, este histórico registro ao vivo do tecladista Rick Wakeman continua atualizadíssimo. É um divisor de águas, eu diria. Partindo do livro clássico de Julio Verne, Wakeman nos leva a um mundo onírico, enriquecido com paisagens sonoras que nos tiram o fôlego em todos os momentos.

Juntar uma banda de rock com uma orquestra sinfônica não era novidade lá em 1974, vide o Concerto para Banda e Orquestra, do Deep Purple, lançado alguns anos antes. A novidade aqui é a introdução de um coro com dezenas de vozes e os teclados de Wakeman, que são o grande destaque do LP. Ele cria um universo sonoro com infinitas possibilidades, tendo como suporte, além do English Rock Essemble, banda que o acompanhava, “apenas” a Orquestra Sinfônica de Londres e o English Chamber Choir. Ah, sim, o registro da gravação foi feito no Royal Albert Hall, templo da música londrina.

Desde a impactante abertura, os incríveis solos de Wakeman e a fantástica performance  de seus vocalistas, Ashley Holt e Garry Pickford-Hopkins, e a narração, que cita passagens do livro de Verne, cada minuto desta aventura sonora é minuciosamente pensada em seus mínimos detalhes, uma produção impecável, mesmo se tratando de um registro ao vivo, direto do Royal Albert Hall.

Por incrível que pareça, Rick Wakeman trouxe esta loucura toda para o Brasil em 1975, em três apresentações memoráveis no Maracanazinho, no Rio, no Estádio da Portuguesa em São Paulo e no Gigantinho em Porto Alegre. Foi acompanhado pela Orquestra Sinfônica Brasileira, nos shows do Rio e de São Paulo, e na capital gaucha, pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, sempre sob a regência de Isaac Karabitchewsky.

Wakeman trouxe consigo uma parafernália de equipamentos que somavam dezenove toneladas. Os jornais da época contam que o músico era fã de futebol, e coincidiu que na mesma época do show do Rio, iria ocorrer a final do Campeonato Brasileiro entre o Cruzeiro e o Internacional de Porto Alegre, em pleno Estádio do Maracanã, e ele teria assistido a esta partida, vencida pelo time gaucho: “O espetáculo “acachapante” teve como momento de clímax (para os colorados) a homenagem que Wakeman, grande fã de futebol, fez ao Internacional, que dias antes, ali do lado, no Beira-Rio, tinha conquistado seu primeiro título de campeão brasileiro. No bis, Wakeman e seus músicos voltaram ao palco vestidos com camisetas vermelhas do time. Ele lógico, com a 3, do capitão Figueroa, autor do gol contra o Cruzeiro que garantiu a taça.” (Jornal Zero Hora, 29/10/2014).

Meu irmão mais velho contou certa vez que estava lá no Maracanazinho, e que nunca mais esqueceu o espetáculo que assistiu. Foram duas horas de uma loucura sonora e visual, que impactou todos os que lá estavam.

Dia desses me desafiaram a identificar os dez discos que mais me influenciaram, e este aqui com certeza está na lista. Quem não conhece, espero que goste, e para os saudosistas, como eu, serve para matar saudades.

  1. The Journey / Recollection
  2. The Battle / The Forest

The Band :

Garry Pickford-Hopkins & Ashley Holt – Vocals
Guitar – Mark Egan
Electric Bass – Roger Newell
Drums – Barney James

Music Arranged for the London Symphony Orchestra and The English Chamber Choir by Will Malone & Danny Beckerman

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O mago dos teclados em ação.

 

 

Prokofiev / Nielsen: Concerto para Violino Nº 1 / Concerto para Violino Op. 33

Prokofiev / Nielsen: Concerto para Violino Nº 1 / Concerto para Violino Op. 33

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Liya Petrova venceu o Concurso Internacional de Violino Carl Nielsen em 2016, o que tornou inevitável este disco do único concerto para violino da Nielsen. Há alguns anos, essa peça era tão rara no catálogo gravado que era preciso procurar muito para encontrar algo realmente bom. Hoje, pode-se escolher entre trinta ou quarenta gravações, incluindo algumas das principais celebridades. Sendo assim, Liya Petrova devia justificar a recomendação, né? E justifica. O primeiro ponto a seu favor é o som maravilhoso que ela produz. Esta é realmente uma das interpretações mais belas que se pode encontrar, algo que combina técnica aparentemente ilimitada com musicalidade de primeira. E isto tanto no Nielsen quando no extraordinário Concerto Nº 1 de Prokofiev. A Odense Symphony Orchestra também faz um trabalho espetacular. A búlgara Liya Petrova é uma estrela em ascensão, com a agenda lotada. Merece.

Prokofiev / Nielsen: Concerto para Violino Nº 1 / Concerto para Violino Op. 33

Prokofiev: Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19 23:19
I. Andantino 10:03
II. Scherzo. Vivacissimo 4:02
III. Moderato 9:14

Nielsen: Violin Concerto, Op. 33 (FS61) 38:25
I. Prelude. Largo – Allegro cavalleresco 20:40
IIa. Poco adagio 7:02
IIb. Rondo. Allegretto scherzando 10:43

Liya Petrova (violin)
Odense Symphony Orchestra
Kristiina Poska

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Liya Petrova está feliz por estrear no PQP Bach. Nós também.

PQP