Rutter, Glass & Françaix: Concertos para Cravo – Christopher D. Lewis ֍

Rutter, Glass & Françaix: Concertos para Cravo – Christopher D. Lewis ֍

Rutter: Suíte Antiga

Glass: Concerto para Cravo

Françaix: Concerto para Cravo

Christopher D. Lewis, cravo

West Side Chamber Orchestra

Kevin Mallon

 

im-PER-DÍ-VEL!!

Este é um disco que poderia facilmente ser deixado de lado, mas se você fizer isto, vai perder uma verdadeira pérola, uma belezura…

A capa poderia envolver música composta nos séculos XVII ou XVIII, mas as peças deste disco foram compostas na segunda metade do século XX. Uma, inclusive, é de 2002, no terceiro milênio.

A Suíte Antiga, para flauta, cravo e cordas, foi composta por John Rutter para o Britain’s Cookham Festival de 1979, para dividir o programa com o Concerto de Brandenburgo No. 5, o que influenciou a escolha dos instrumentos. A presença marcante da flauta faz pensar também na Suíte Orquestral No. 2. Rutter é conhecido por escrever música coral, mas aqui esbalda competência, criando uma linda peça. Aposto que você ouvira a Valsa – A Jazz waltz – e a Chanson mais de uma vez.

Eu conheço pouco a obra de Philip Glass, um compositor de música minimalista, mas entendi que neste Concerto para Cravo ele fez uma leitura moderna dos mestres do barroco. Particularmente bonito é o movimento ‘lento’.

A peça composta primeiro é a última no disco. Jean Françaix é um mestre da orquestração, com a expertise francesa para escrever para instrumentos de sopros, e com a leveza de um neoclassicista escreveu este lindíssimo concerto em 1959.

Christopher D. Lewis queria saber onde o pessoal do PQP Bach apara as madeixas…

O cravista Christopher D. Lewis nasceu no País de Gales, mas mudou-se em 2005 para o Canadá, para estudar com Luc Beauséjour e Hank Knox. Seu principal interesse, como fica evidente por este disco, é música moderna para cravo.

Ele tem uma excelente conexão com os músicos que o acompanham nesta gravação. Veja o que os críticos disseram: The WSCO deserves special praise under Kevin Mallon – balance is always an issue with a harpsichord, but those instances in this recording are scarce indeed. The orchestra is never too delicate, nor is it too hefty. Mallon deftly elicits warm, evocative performances from the orchestra while preserving the interplay, dialog, and cohesion of each work. (A WSCO com a direção de Kevin Mallon merece elogios especiais – equilíbrio com o cravo é sempre um problema, mas os exemplos nesta gravação são realmente escassos. A orquestra nunca é muito delicada, nem muito pesada. Mallon habilmente elicia performances calorosas e evocativas da orquestra, preservando a interação, o diálogo e a coesão de cada trabalho.)

 

John Rutter (Nascido em 24 de setembrode 1945)

Suíte Antiga para flauta, cravo e cordas

  1. Prelude
  2. Ostinato
  3. Aria
  4. Waltz – A Jazz waltz
  5. Chanson
  6. Rondeau

Philip Glass (Nascido em 31 de janeiro de 1937)

Concerto para Cravo

Jean Françaix (1912 –  1997)

Concerto para Cravo

  1. Toccata I
  2. Toccata II
  3. Andantino
  4. Menuet
  5. Finale

Christopher D. Lewis, cravo

John McMurtery, flauta

West Side Chamber Orchestra

Kevin Mallon

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MP3 | 320 KBPS | 181 MB

Lewis wandering… Quando será que o pessoal do PQP Bach postará outro dos meus CDs?
O cravo sorrindo para você!

BBC Music Magazine – Christmas Issue 2013: Typically adventurous, Naxos programmes Rutter’s pastoral prettiness with Glass’s insistent dancing patterns and Francaix’s lissom, quirky lyricism.

Gramophone – November 2013: [the Glass] makes for an understated and appealing piece, and one to which Christopher D Lewis is as responsive as he is to the other works here – sensitively accompanied by the West Side Chamber Orchestra under the attentive direction of Kevin Mallon…If the programme appeals, then there is no need to hesitate.

Aproveite!
René Denon

Rutter e seu pet… O PQ Bach apoia compositores que amam seus animais de estimação… especialmente quando sua música é boa…

Cécile Chaminade (1857-1944) – Jean Françaix (1912-1997) – Claude Debussy (1862-1918) – Lili Boulanger (1893-1918): Trios com Piano – Atos Trio ֎

Cécile Chaminade (1857-1944) – Jean Françaix (1912-1997) – Claude Debussy (1862-1918) – Lili Boulanger (1893-1918): Trios com Piano – Atos Trio ֎

Trios com Piano

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Atos Trio

 

Todos acudiram à porta do escritório do eminente matemático francês Lagrange na recém-criada École Polytechnique ao ouvirem os brados do sábio, surpreso com mais uma lista de problemas resolvidos perfeitamente pelo supostamente medíocre aluno Monsieur LeBlanc.

Naqueles dias, no finalzinho do século XVIII, o material de estudo e as listas de problemas ficavam à disposição dos alunos, que retornavam suas observações e soluções para serem avaliadas. Monsieur LeBlanc já era contado como alguém que não prosseguiria nos estudos, quando suas tarefas passaram a exibir soluções brilhantes, engenhosas e criativas. A criatividade e a imaginação são características apreciadas tanto nas artes como nas ciências.

Finalmente, Lagrange exigiu um encontro com o estudante e para sua surpresa, deparou-se com uma jovem – Mademoiselle Sophie Germain. Naqueles dias, as moças eram impedidas de estudar ciências como a Matemática. Havia inclusive uma literatura específica para elas, para que aprendessem apenas o necessário para as suas receitas e manejo de contas nos armarinhos.

Para a sorte de Germain e de todos, pois seu exemplo certamente ajudou a quebrar, ou pelo menos a trincar um paradigma, o sábio Lagrange não se importava nem um pouco com o fato de ela ser mulher e continuou a orientá-la e incentivá-la.

Lembrei-me desta história ao ouvir este adorável disco com peças para Trio com Piano de quatro compositores franceses, dois deles mulheres. É verdade que estas compositoras viveram basicamente um século depois de Sophie Germain, mas as mudanças na cultura e na sociedade são muito lentas. Assim como Sophie, elas enfrentaram resistência para realizar suas aspirações artísticas, mas tiveram a sorte de encontrar quem reconhecesse seus talentos e as ajudassem a prosseguir.

Cécile Cheminade, compositora da primeira peça do disco, impressionou Bizet ainda muito jovem e foi estudar no Conservatório de Paris. Foi compositora e pianista. Este trio foi composto quando ela tinha 30 anos. Ela foi a primeira compositora a ser agraciada com a legion d’honneur em 1913.

A mudança da primeira peça, que tem seus toques românticos e um lindo e melodioso movimento Lento, para o relativamente recente Trio de Jean Françaix é muito estimulante. Composto em 1986, esta peça alegre, com tons jazzísticos, não parece ter sido composta por um senhor nos seus 74 anos.

Como um contraponto a isto, em seguida temos o Trio de Claude Debussy, que foi composto quando ele tinha ainda 18 anos e servia como pianista em residência da família da milionária russa Nadeschda von Meck, em Fiesole, perto de Florença.

A última peça do disco é da compositora Lili Boulanger, irmã mais nova da importante compositora e professora de composição, Nadia Boulanger. Lili teve seus talentos musicais assim como seu ouvido perfeito descobertos por Gabriel Fauré e foi a primeira mulher a ganhar o Prix de Rome. Lamentavelmente, ela morreu ainda bem jovem.

Interpretando este lindo e colorido disco temos um ótimo conjunto alemão, formado por Annette Hehn, violino, Stefan Heinemeyer, violoncelo e ao piano Thomas Hoppe.

A nnette   T(h)o mas  e  S tefan   formam o Atos Trio!

Cécile Chaminade (1857 – 1944)

Trio com Piano No. 2 em lá menor, Op. 34 (1886)

  1. Allegro moderato
  2. Lento
  3. Allegro enérgico

Jean René Désiré Françaix (1912 – 1997)

Trio com Piano (1986)

  1. 5/8 = 52
  2. Scherzando
  3. Andante
  4. Allegrissimo

Claude Debussy (1862 – 1918)

Trio com Piano em sol maior (1880)

  1. Andante con motto alegro
  2. Scherzo
  3. Andante expressivo
  4. Finale appassionato

Marie-Juliette ‘Lili’ Boulanger (1893 – 1918)

D’um matin de printemps

  1. Trio com Piano

Atos Trio

Annette von Hehn, violino

Thomas Hoppe, piano

Stefan Heinemeyer, violoncelo

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MP3 | 320 KBPS | 166 MB

Eu achei muito próprio que o nome da matemática fosse Sophie e o da compositora Cécile!

Aproveite!

René Denon

O Atos Trio chegando para dar uma palhinha em uma conhecida livraria de Porto Alegre…

Debussy / Poulenc / Ravel / Françaix: Concertos para Piano de Compositores Franceses – Florian Uhlig, piano ֎

Debussy / Poulenc / Ravel / Françaix: Concertos para Piano de Compositores Franceses – Florian Uhlig, piano ֎

Debussy • Poulenc

Ravel • Françaix

Florian Uhlig, piano

Deutsche Radio Philharmonie

Saarbrücken Kaiserlautern

Pablo González

 

O carro com rodas largas e cheio de adesivos passou quase raspando junto ao guardrail e seguiu rosnando noite adentro – uma cena de filme de Steve McQueen… Esta é a imagem que me surge quando é mencionado a cidade de Le Mans – fundada por gauleses e cercada por romanos. Além das 24 Horas de Le Mans, a cidade tem uma bela catedral e um conservatório de música. O diretor era um Monsieur Françaix, casado com uma soprano. Como a semente não cai longe da árvore, Jean Françaix seguiu também na música, não antes de ser incentivado por ninguém menos do que Maurice Ravel, que elogiou sobretudo a curiosidade do garoto.

Nadia e Jean

Jean Françaix estudou piano com Isidor Philipp e composição com Nadia Boulanger no Conservatório de Paris. Seu Concertino para Piano é a pequena joia deste disco e foi seu primeiro sucesso. A estreia teve o compositor como solista acompanhado pela grande Berliner Philharmoniker. É uma lindeza de música, típica de Jean Françaix, cuja música foi caracterizada como gentil, urbana, fresca e envolvente em um outro libreto.

Este é um dos ‘concertos’ deste disco que tem selo alemão, repertório francês, orquestra e solista alemães e regente espanhol! São quatro compositores, cada um com uma peça. Os Concertos de Ravel e de Poulenc são bem conhecidos e excelentes. Um pouco diferente dos concertos outros, os franceses são mais leves, menos heroicos e com coloridos orquestrais múltiplos e intensos.

Catedral de Le Mans

A peça de Debussy é uma Fantasia para Piano e Orquestra com três movimentos, mas concebida como uma estrutura cíclica. Claude, que foi ótimo compositor de música orquestral e música para piano, deixou apenas esta peça com ‘cara’ de concerto. A obra é 1889-90 e fora enviada para a Académie des Beaux-Arts como parte das obrigações do ganhador do Prix de Rome. Ela teve sua estreia programada para um concerto da Société Nationale de Musique sob a regência de Vincent d’Indy. Como o programa era extenso, Vincent decidiu apresentar apenas um dos movimentos. O temperamental Claude arrebatou as partes orquestrais da obra e saiu batendo as portas. É claro que posteriormente escreveu uma carta ao Vincent desculpando-se, mas assim a peça ficou na gaveta por toda a vida do compositor.

Claude Debussy (1862 – 1918)

Fantasia para Piano e Orquestra

  1. I. Andante ma non troppo
  2. II. Lento e molto espressivo & III. Allegro molto

Jean Françaix (1912 – 1997)

Concertino para Piano e Orquestra em fá maior

  1. Presto leggiero
  2. Lent
  3. Allegretto
  4. Rondeau: Allegretto vivo

 

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Concerto para Piano e Orquestra

  1. Allegretto
  2. Andante con moto
  3. Rondo a la francaise (Presto Giocoso)

Maurice Ravel (1875 – 1935)

Concerto para Piano e Orquestra em sol maior

  1. Allegramente
  2. Adagio assai
  3. Presto

Florian Uhlig (piano)

Deutsche Radio Philharmonie Saarbrücken Kaiserslautern

Pablo González

Gravação: 9 de fevereiro de 2012

Local da Gravação: SWR Studio Kaiserslautern, Emmerich-Smola-Saal, Alemanha

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Florian extasiado com o luxo do Salão Turquesa da sede de campo da PQP Bach Corp. em Vitória

Eu tenho ouvido o disco com frequência, adoro este tipo de música. Assim, reunindo todas estas peças, montei esta postagem que, espero, você goste. Se ouvir o Concertino (que seja) uma vez, já me darei por satisfeito. Mas olha lá que o Concerto de Poulenc é também supimpa e tem também o do Ravel… Bom, deixo com você.

Aproveite!

René Denon

BBC Music Magazine – August 2013

Debussy’s unjustly-dismissed Fantasie and Francaix’s pithy Concertino are the highlights of this programme, superbly interpreted by Florian Uhlig.

Gramophone – August 2013

What an enticing programme this is…Uhlig proves a compelling advocate and the winds of the accompanying orchestra seem to gain in confidence as the work progresses…The über-compact Françaix Concertino is perhaps the highlight here, Uhlig and the orchestra vibrantly capturing the work’s myriad moods, culminating in a rip-roaring finale.

Música de Câmara com Oboé – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (3 de 5) ֍

Música de Câmara com Oboé – (Diversos Compositores) – The Fibonacci Sequence – (3 de 5) ֍

The Fibonacci Sequence

Oboé

Mozart | Poulenc | Françaix

Alwyn | Elgar | Crusell

 

Um lindo número – no limite da harmonia!

Pegue sua carteira e tome seu cartão de crédito. Calma, não pediremos qualquer número, não se preocupe, isto será apenas uma pequena experiência matemática. Usando uma régua, meça em milímetros as dimensões de seu cartão. Pronto? Fazendo a experiência aqui obtive 86mm de largura por 54mm de altura. A proporção 86/54 é ‘quase’ harmoniosa. O pessoal que lida com finanças sabe das coisas, mas melhor teria sido 89/55, a relação entre dois números subsequentes da Sequência de Fibonacci.

Há uma relação entre a Sequência de Fibonacci e a Razão Áurea ou o Número de Ouro, representado geralmente pela letra grega Φ (phi). Em matematiquês,

Ou seja, Φ é o limite dos quocientes dos números subsequentes da Sequência de Fibonacci.

Lembrando, F1 = 1, F2  = 1 e Fn+1 = Fn + Fn-1. Assim, F1 = 1, F2 = 1, F3 = 2, F4 = 3, F5 = 5, F6 = 8, F7 = 13, F8 = 21, F9 = 34, e assim por diante.

Na prática, isto quer dizer que os quocientes  Fn+1/Fn são mais e mais próximos de Φ. Aqui, para falar em ‘proximidade’, lembramos que a distância entre dois números é o valor absoluto da diferença entre eles. Por exemplo, usando a calculadora do celular obtemos 89/55 = 1,61818181… e 1595/987 = 1,6180344478… O valor exato de Φ é

Antes que o papo se torne ainda mais técnico, vamos dizer que esta constante aparece com frequência em fenômenos da natureza e especialmente nas artes clássicas, remontando aos gregos. As proporções do Panteão, por exemplo, seguem esses padrões. Você poderá explorar mais este tema começando por aqui.

E agora, a música da postagem. Em 1781 Mozart estava numa feliz viagem até Munique, onde estava ocupado com a composição da ópera Idomeneo e a orquestra que se preparava para apresentá-la contava com o melhor oboísta daqueles dias, um dos primeiros virtuoses do instrumento, Friedrich Romm. Mozart escreveu o Quarteto com Oboé inspirado por este artista. ‘… ninguém é capaz de produzir um som tão bonito, redondo, gentil e puro…’

Já o Adagio K. 580a foi composto em 1789, na mesma época da composição do Quinteto com Clarinete e de Cosi fan tutte. Mozart completou a parte do solo do corne inglês, mas deixou outras partes incompletas. Esta é a gravação da partitura completada por Lowicki.

O Trio com Oboé de Poulenc é figurinha carimbada em minhas postagens, adoro esta peça. Temos em seguida uma obra de Jean Françaix, que foi aluno de Nadia Boulanger e compôs muito, até os últimos dias de vida. A julgar pela belezura desta peça aqui, sua obra bem merece ser explorada.

Para completar, temos uma Suíte escrita por Alwyn para o casal de virtuoses Léon e Sidonie Goossens, ele tocava oboé e ela harpa.

O Salut d’Amour, também para oboé e harpa foi composto por Elgar como um presente para sua amada, que havia composto um poema para o agradar…

O Divertimento para Oboé é uma obra de Bernhard Crusell, que é mais conhecido por suas composições para clarinete. Ele foi o principal clarinetista da Royal Court Orchestra de Estocolmo por muitos e muitos anos. Suas obras são típicas do período de transição do clássico para o romantismo.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Quarteto para oboé, violino, viola e piano em fá maior, K370
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Rondeau

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Trio para oboé, fagote e piano
  1. Presto
  2. Andante
  3. Rondo

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Adagio para trompa inglesa, violino, viola e violoncelo, KV 580a (Arr. de Lowicky)
  1. Adagio

Jean Françaix (1912 – 1997)

Quatuor à vents para flauta, oboé, clarinete e fagote
  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro molto
  4. Allegro vivo

William Alwyn (1905 – 1985)

Suite para oboé e harpa
  1. Minuet
  2. Valse Miniature
  3. Jig

Edward Elgar (1857 – 1934)

Salut d’Amour para oboé e harpa (Arr. O’Neal)

Bernhard Crusell (1775 – 1838)

Divertimento
  1. Allegro
  2. Andante poco adagio
  3. Allegro
  4. Allegro vivace

The Fibonacci Sequence

Jack Liebeck, violino
Zoe Beyers, violino
Yuko Inoue, viola
Andrew Fuller, violoncelo
Ileana Ruhemann, flauta
Christopher O’Neal, oboé
Julian Farrell, clarinete
Richard Skinner, fagote
Kathron Sturrock, piano

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Aproveite a harmoniosa música!

René Denon

Poulenc, Roussel, Françaix, Ibert para quinteto de sopros (com ou sem piano)

20th Century Wind Music http://i49.tinypic.com/33kc1sh.jpgPostado originalmente em junho 2010

Sempre achei este um dos discos mais malucamente, esquisitamente encantadores entre os mais de mil vinis que cheguei a ter – tanto que foi logo o segundo vinil a que apliquei as artes de ripagem ensinadas pelo mestre Avicenna.

Infelizmente boa parte dele está também entre o pior do que tenho em matéria de ruídos indevidos, e nem mesmo com essas artes consegui eliminar um ruído grave, surdo, regular, que atravessa a primeira faixa do Quinteto de Françaix e avança um pouco pela segunda. Aliás: consegui eliminá-lo totalmente em várias tentativas, mas sempre ao custo de fazer dos timbres da trompa e do fagote uma caricatura irreconhecível.

Ora, direis, a peça de Françaix já é mesmo toda caricatural – antes de conhecê-la nunca imaginei que uma trompa podia produzir semelhantes gargalhadas roucas e zombeteiras… Mas é uma caricatura encorpada, consistente, e com o ruído eliminado tinha virado uma espécie de trilha de game japonês… Não, senhores, desculpem, mas aposto que é melhor agüentar um ruído estranho a mais, de entremeio aos arrulhos fantasmagóricos iniciais daquela trompa, do que ainda ouvir tal timbre se decompondo como uma lesma em que se jogou sal!

Enfim: mesmo em seus momentos mais meditativos ou sentimentais, este disco inteiro me parece pura alegria – o verdadeiro sentido da palavra divertimento, como o PQP disse há algum tempo de outro disco. Portanto, me apresso a deixar vocês com a música!

20th Century Wind Music for Wind Instruments
The Vienna Symphony Woodwinds

Kamillo Wanausek (flauta), Friedrich Wächter (oboé), Richard Schönhofer (clarinete), Ernest Mühlbacher (trompa), Leo Cermak (fagote) – com Hans Graf, piano

Francis Poulenc (1899-1963): SEXTUOR
A1  Allegro vivace
A2 Divertissement: Andantino
A3 Prestissimo

Albert Roussel (1869-1937):
A4 DIVERTISSEMENT op.6

Jean Françaix (1912-1997): QUINTET
B1 Andante tranquillo
B2 Presto
B3 Tema (andante) – variations
B4 Marcia francese

Jacques Ibert (1890-1962):TROIS PIECES BREVES
B5  Allegro
B6  Andante
B7  Assez lent – Allegro scherzando

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Ranulfus

Franz Schubert (1797-1828) – Der Hirt auf dem Felsen, D.965 (op. posth. 129), Robert Schumann (1810-1856) – Phantasiestücke, op. 73, Romanzen, op. 94, Claude Debussy (1862-1918) – Prèmiere Rapsodie, Francis Poulenc (1899-1963) – Sonata for Clarinet and Piano, Jean Françaix (1912-1997) – Tema con variazoni – Sharon Kam, Itamar Golar,

411Lrl-pL3LEste cd que ora vos trago faz parte de uma coleção com cinco cds em que a personagem principal, a clarinetista israelense Sharon Kam desfila seu talento em um repertório bem eclético, que vai de Mozart a Penderecki. Neste primeiro cd temos um belíssimo lied de Schubert, no qual ela acompanha a soprano Barbara Booney. Depois temos um outro romântico, Schumann, para então passarmos a um repertório mais contemporâneo, com Debussy, Poulenc, e o até então totalmente desconhecido, ao menos para mim, Jean Françaix.
Espero que apreciem. O clarinete aqui é o principal personagem, e Sharom Kam consegue demonstrar toda a versatilidade e possibilidades do instrumento.

1 – Schubert – Der Hirt Auf Dem Felsen, D.965

Barbara Booney – Soprano
Geoffrey Parsons – Piano

2 – Schumann – Phantasiestücke Op. 73_ I Zart Und Mit Ausdruck
3 – Phantasiestücke Op. 73_ II Lebhaft, Leicht
4 – Phantasiestücke Op. 73_ III Rasch Und Mit Feuer
5 – Romanzen Op 94 – I Nicht Schnell
6 – Romanzen Op 94 – II Einfach, Innig
7 – Romanzen Op 94 – III Nicht Schnell
8 – Debussy – Premiére Rapsodie, Reveusement Lent
9 – Poulenc – Sonata For Clarinet And Piano_ I Allegro Tristamente
10 – Sonata For Clarinet And Piano_ II Romanza
11 – Sonata For Clarinet And Piano_ III Allegro Con Fuoco
12 – Françaix – Tema Con Variazioni_ II Variazioni 1_ Larghetto Misterioso
13 – Tema Con Variazioni_ III Variazione 2_ Presto
14 – Tema Con Variazioni_ V Variazione 4_ Adagio
15 – Tema Con Variazioni_ VI Tempo Die Valzer
16 – Tema Con Variazioni_ VII Cadenze
16 – Tema Con Variazioni_ VIII Prestissimo

Sharon Kam – Clarinet

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FDPBach

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Sharon Kam – Beleza e talento a serviço do Clarinete

 

Satie (1866-1925) – Milhaud (1892-1974) – Auric (1892-1983) – Françaix (1912) – Fetler (1920) [link atualizado 2017]

Este é um dos cds que mais tenho ouvido nos últimos dois anos, não entendo porque demorei tanto a compartilhá-lo com os amigos. Trata-se de um álbum com obras de compositores franceses compostas nos extremos do século XX, ou seja, início, com os Les Six Satie, Milhaud e Auric e final do século com Françaix e Fetler. Satie nos presenteia com seu balé Parade, música que mais tenho escutado já há um bom tempo. De Milhaud temos a polêmica e empolgante Le Boeuf Sur Le Toit, pantomima baseada em canções brasileiras. A alegre, ritmada e cheias de emoções Ouverture é uma das poucas peças de Auric que tive a oportunidade de ouvir. Completam o álbum dois compositores que eu nunca tinha ouvido falar, mas que me empolgaram bastante, Jean Françaix nos brinda com seu despretensioso e singelo, mas muito bonito Concertino para Piano e Orquestra e Paul Fetler com os Contrasts para Orquestra, obra que me surpreendeu bastante, com passagens rápidas e ritmadas, bem ao meu gosto. Enfim, um álbum que vale a pena ouvir.

Uma ótima audição!

.oOo.

Satie – Milhaud – Auric – Françaix – Fetler

Erik Satie
01 Parade (Ballet realiste on theme of Jean Cocteau) (14:27)
[1.1] Choral – Prélude du Rideau rouge – Prestidigitateur Chinois (5:16)
[1.2] Petite fille Americaine (3:51)
[1.3] Acrobates (2:56)
[1.4] Final – Suite au  “Prélude du Rideau rouge” (2:24)

Darius Mihaud
02 Le Boeuf Sur Le Toit (Ballet, after Jean Cocteau) (18:35)

Georges Auric
03 Ouverture (7:51)

Jean Françaix
Concertino for Piano and Orchestra

04 Presto leggiero (1:51)
05 Lent (1:44)
06 Allegretto: Rondeau (4:15)
Claude Françaix, piano
London Symphony Orchestra

Paul Fetler
Contrasts for Orchestra

07 Allegro con forza (4:03)
08 Adagio (5:24)
09 Scherzo: Allegro ma non troppo (3:52)
10 Allegro marciale – Presto (4:58)

Minneapolis Symphony Orchestra (hoje Minnesota Orchestra), Antal Dorati

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga