Francisco António de Almeida (ca.1702-1755) – La Giuditta, Oratorio – Concerto Koln, René Jacobs

2prxqnrLa Giuditta, Oratorio
Francisco António de Almeida
ca.1702-1755

Comentários gentilmente enviados por Harry Crowl:

Francisco António de Almeida

Embora esse compositor tenha sido contemporâneo de João Rodrigues Esteves e tenha recebido uma formação bem semelhante, as suas obras encontradas até o momento refletem o gosto napolitano das óperas de Alessandro Scarlatti, Haendel e vários outros. Isso mostra que a convivência de estilo antigos e contemporâneos já era fato corriqueiro naquela época. “La Giuditta” foi composta em Roma, em 1726. É um exemplo bem típico do estilo napolitano de alternâncias em recitativos e árias do gênero “da capo”. A prática de ópera em Roma era vista com muita desconfiança pela Igreja e durante a quaresma, era terminantemente proibido as suas representações. Assim, ao longo do séc. XVII, os oratórios foram surgindo como representações sacras para a ocasião. Havia uma tendência em Portugal de se imitar o que acontecia em Roma, especialmente durante o reinado de D.João V. Os oratórios eram óperas sobre temas bíblicos com representações mais contidas. O compositor Giacomo Carissimi foi quem disseminou essa prática do oratório de maneira mais consistente no séc. XVII. Francisco António de Almeida foi o compositor da primeira ópera portuguesa em italiano, “La Pazienza di Socrate”, em 1733, da qual somente o manuscrito do 3o. ato chegou até os nossos dias.

Há também uma ópera cômica de sua autoria, “La Spinalba”, (alguns trechos nos vídeos do Youtube abaixo) muito próxima do estilo de Pergolesi. Há vários trechos dessa ópera no Youtube. Pode-se ter uma idéia muito clara desse intercâmbio entre Portugal e Itália nessa época, e principalmente, da intensidade e exuberância da música tanto religiosa quanto dramática escrita pelos portugueses ao longo do séc. XVIII.


Francisco António de Almeida (ca.1702-1755)
01. La Giuditta – Introduzione
02. La Giuditta – Recit: Sventurata Giuditta!
03. La Giuditta – Aria: Quella Fiamma
04. La Giuditta – Recit: Qual Mai Gente Superba
05. La Giuditta – Aria: Invitti Miei Guerrieri
06. La Giuditta – Recit: Ove Gli Occhi Raggio/Aria: Tortorella
07. La Giuditta – Recit: Illustre Prence/Aria: Saggio Nocchiero
08. La Giuditta – Recit: Ma Quale Ignoto Duce/Aria: La Dolce Speranza
09. La Giuditta – Recit: Ed Orgogliosa/Aria: Dal Mio Brando Fulminante
10. La Giuditta – Recit: Prence, Gia D’Ogni Intorno/Aria: Pallida E Scolorita
11. La Giuditta – Recit: A Tanto Rio Dolore/Aria: Giusto Dio
12. La Giuditta – Recit: Dunque, Con Alma
13. La Giuditta – Aria: Sento Che Dice Al Cor
14. La Giuditta – Recit: Ma Qual Vano Consiglio/A Due: Vanne, Addio
15. La Giuditta – Recit: Alto Signore/Aria: Dalla Destra Omnipotente
16. La Giuditta – Recit: Oh, Come Lieta/Aria: Un’ Alma Forte
17. La Giuditta – Recit: Quest’ E Il Giorno Fatale/Aria: Date, O Trombe
18. La Giuditta – Recit: Ma Quale Io Veggio/Aria: Lo Splendor
19. La Giuditta – Recit: Illustre Pellegrina
20. La Giuditta – Aria: Cara, Non Paventar
21. La Giuditta – Recit: Giace Dal Sonno Avvinto
22. La Giuditta – Aria: Mi Sento Nel Petto
23. La Giuditta – Recit: Tutta Lieta E Fastosa/Aria: Godete, Si Godete/Recit: Questa, Voi La Mirate
24. La Giuditta – Aria: Vengo A Te
25. La Giuditta – Recit: Ma Come Tant’ Ardire/A Due: Quel Diletto

Almeida, La Giuditta, Oratorio – 1998
Concerto Koln
Director: René Jacobs

Lena Lootens – soprano
Francesca Congiu – soprano
Martyn Hill – tenor
Axel Kohler – countertenor

Esta postagem é mais uma excelente colaboração do maestro, compositor e musicólogo Harry Crowl Jr. Não tem preço!

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MP3 320 kbps -278,0 MB – 2,0 h (2 CDs)
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Boa audição.

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Avicenna

Modinha e Lundu: Bahia Musical, séc. XVIII e XIX – Conjunto Anticália (Acervo PQPBach)

1zb6txvModinha e Lundu
Bahia Musical, séc. XVIII e XIX
Conjunto Anticália
1984

O material gravado neste disco ilustrou uma aula de um curso sobre cultura baiana, promovido pelo Centro de Estudos Baiano da UFBA, em 1982. Foi subsequentemente reapresentado uma quase dezena de vezes pelo grupo Anticália, para uma varieda de de platéias, das mais despretensiosas aos eruditos membros de congresso de história. Não faltaram os visitantes dos estados irmãos, e até mesmo um navio inteirinho da universidade americana, que parou no porto de Salvador. Contudo. o propósito maior é o de dar aos baianos, de volta, aquilo que é seu, um espelho de si mesmos. Não se entenda, entretanto, que haja aqui qualquer intenção regionalista ou mesquinha, pois modinha e lundu foram fenômenos não somente brasileiros, mas que envolveram também o outro lado do Atlântico.

A ênfase aqui é de música na Bahia- não da Bahia – tanto assim que não se hesitou até mesmo de incluir dois documentos de procedência portuguesa.

A despeito do interesse da UFBA, o tradicional problema das verbas não teria permitido a realização deste disco não fosse o apoio da COPENE em concretizá-lo. Não somente vale o agradecimento, mas a esperança de que isso se renove, uma vez que a Bahia, entre as demais unidades da federação, é uma das que mais se tem descuidado de sua memória musical.

A bibliografia musical brasileira carece assim de uma monografia, em profundidade, sobre as modinhas e lundus, vistos sob uma ótica baiana. Se esse é o objetivo futuro desta pesquisa, fique o ouvinte leigo poupado da controvérsia e da erudição, e apenas sujeito a um desfilar de rosas d’antanho, a que certamente não faltarão muitos deleites e alguns espinhos malvadamente permitidos.

Anticália

Compõem o Conjunto Anticália as instrumentistas Selma Alban, Conceição Perrone, Cristina Tourinho e Cândida Williams e a cantora Renata Becker (soprano), com a colaboração neste disco de Helder Parente, instrumentista e cantor.

Rendem uma homenagem de profundo carinho a Bárbara Vasconcelos, um de seus membros mais atuantes e talentosos, prematuramente levada de seu convívio e de promissora contribuição à vida musical da Bahia.

Manuel Veiga é etnomusicólogo, com doutorado na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Atualmente é Chefe do Departamento de Música da Universidade Federal da Bahia.
(extraído da contra-capa, 1984)

Modinha e Lundu: Bahia Musical, séc. XVIII e XIX
Anônimo
01. Landum
Anônimo (Séc. XVIII)
02. Quem ama para agravar
03. Eu nasci sem coração – Lundum
04. É tão bom, não dói, nem nada
Anônimo (Recolhido Von Martius entre 1817-1820)
05. Foi-se Josino e deixou-me
06. Prazer igual ao que sinto
Anônimo (Séc. XVIII)
07. Iaiazinha, você mesma
Anônimo
08. Tristes saudades
09. Astuciosos os homens são
Anônimo (modinha imperial coligida por Mário de Andrade)
10. Hei de amar-te até morrer
Xisto de Paula Bahia (Salvador, 1841-Caxambu,1894)
11. A mulata
Plínio Augusto Xavier de Lima (Caetité,1845-1873)/Xisto de Paula Bahia (Salvador, 1841-Caxambu,1894)
12. Quis debalde varrer-te da memória – Agora e sempre
Xisto de Paula Bahia (Salvador, 1841-Caxambu,1894)
13. Iaiá, você quer morrer
Anônimo
14. Morena, morena
15. És, Marília, meu arcanjo
16. Minha morena é bonita – Tirana

Modinha e Lundu: Bahia Musical, séc. XVIII e XIX – 1984
Conjunto Anticália


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Um LP do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
LP de 1984 digitalizado por Avicenna.

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Boa audição.

Avicenna

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) – Missa de Santa Cecília – Orquestra e Coro Gulbenkian (Acervo PQPBach)

2gwi7bbMissa de Santa Cecília (1826)
Pe. José Maurício Nunes Garcia

Orquestra e Coro Gulbenkian

Gravação gentilmente cedida por Rosana Lanzelotte. Não tem preço! Esta gravação não está em nenhum CD, é um privilégio que somente os ouvintes do PQPBach podem desfrutar!

O compositor e padre brasileiro José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) foi revisitado nos dias 6 e 7 de Junho de 2008 pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian em Lisboa, quando foi interpretada a Missa de Santa Cecília com quarteto de solistas composto por Paula Almenares (soprano), Giovanna Lanza (mezzo-soprano), Aldo Caputo (tenor) e Massimiliano Gagliardo (barítono) e com direção de Ricardo Kanji.

Na Missa “Santa Cecília”, o Pe. José Maurício Nunes Garcia parece ter deixado tudo o que restava de sua força física e da sua inspiração numa despedida à vida e à arte (Maestro Ernani Aguiar). Foi a sua última composição e a sua última regência.

3148qp1O excelente e completo site ‘Música Brasilis’ (www.musicabrasilis.org.br), concebido e coordenado pela cravista e musicóloga Rosana Lanzelotte, cuja carreira de solista levou-a a importantes salas de concerto, como o Wigmore Hall, St. Martin-in-the-fields (Londres), Otto Braun Saal (Berlim), Palazzo Barberini (Roma) e Fundação Gulbenkian (Lisboa), além das principais salas da América Latina. Foi a idealizadora do projeto O Amor Brasileiro, que apresentou a música de José Maurício Nunes Garcia e Sigismund Neukomm em concertos por diversas cidades da França durante o ano do Brasil em 2005, além de idealizadora da série Música nas Igrejas que, desde 1993, leva concertos de música clássica a todos os bairros do Rio de Janeiro. (http://www.lanzelotte.com/)

Ricardo Kanji especializou-se em flauta no Conservatório Real de Haia (Holanda) a partir de 1970, e em 1972 tornou-se o único brasileiro laureado no Concurso Internacional de Bruges. De 1973 a 1995 foi professor do mesmo Conservatório, cuja orquestra barroca dirigiu. Integra a Orquestra do Século XVIII, dirigida por Frans Bruggen, com quem viaja por todo o mundo. Gravou aplaudidos CDs para selos europeus, entre os quais destacam-se os dedicados às sonatas de Handel e Telemann (Phillips) e Mancini e Van Wassenaar (Globe). Depois de mais de 25 anos na Europa, decidiu retornar ao país e dedicou-se ao resgate do repertório brasileiro do período colonial. Idealizou o projeto História de Música Brasileira, pelo qual foi apontado como o melhor regente de 1999 pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Recentemente foi convidado a reger a Orquestra da Fundação Gulbenkian em Lisboa, à frente da qual realizou uma celebrada versão da Missa de Santa Cecília de José Maurício.
(http://movimento.com/mostraconteudo.asp?mostra=2&escolha=13&codigo=4231)

‘Musica Brasilis’ tem por objetivo resgatar e disponibilizar obras significativas do patrimônio musical brasileiro, pela primeira vez em formato que possibilita a execução. Além do acesso às partituras, áudios e vídeos, o portal conta com recursos interativos para ampliar o interesse e a fruição dos repertórios disponibilizados, tais como:

* Escuta Guiada: escuta sincronizada com a visualização da partitura e de comentários explicativos, que apontam aspectos da obra e dos instrumentos utilizados.
* Jogos Musicais: tem como objetivo aguçar a escuta, ampliar o gosto pela música brasileira e estimular a criatividade. A iniciativa é inspirada nos jogos de escuta desenvolvidos pelo IRCAM.

O ‘Musica Brasilis’ disponibiliza partituras de mais de 80 compositores brasileiros, vídeos de obras gravadas de compositores nacionais e uma infinidade de áudios de obras de compositores nacionais, de todas as épocas.

Compensa visitar: www.musicabrasilis.org.br

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830)
Missa de Santa Cecília (1826), CPM 113
1. Kyrie
2. Gloria in Excelsis
3. Laudamus
4. Gratias
5. Domine Deus
6. Qui Tollis
7. Qui Sedes
8. Quoniam
9. Cum Sancto Spiritu
10. Credo
11. Et Incarnatus
12. Crucifixus
13. Et Ressurrexit
14. Sanctus – Benedictus
15. Agnus Dei

Orquestra e Coro Gulbenkian – 2008
Regente: Ricardo Kanji

 

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.Boa audição.

Captura de Tela 2017-07-02 às 17.34.22

 

 

 

 

 

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Avicenna
PS – Ao refazer esta postagem perdí todos os excelentes comentários da postagem original, motivo pelo qual peço minhas desculpas.

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nuit Blanche

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nuit Blanche

Ingmar Bergman disse uma vez que Andrei Tarkovsky filmava como se sonha. E o Quarteto Tarkovsky, que recebeu o nome do grande cineasta russo, desenvolveu uma linguagem de própria, muito próxima dos sonhos. Para o líder e pianista François Couturier, o silêncio e a lentidão de Tarkovsky estão intimamente relacionados com a estética desenvolvida no terceiro álbum do grupo, Nuit blanche, produzido por Manfred Eicher em Lugano em abril de 2016. Aqui temos peças diversas composta por François Couturier ou criadas no momento por Couturier, a violoncelista Anja Lecher, o saxofonista Jean-Marc Larché e o acordeonista Jean-Louis Matinier. Elas exploram a textura dos sonhos e da memória e continuam a fazer uma referência oblíqua a Tarkovsky. É improviso, composição moderna e música barroca,tudo ao mesmo tempo agora.

François Couturier (1950): Nuit Blanche

1 Rêve 2:54
2 Nuit blanche 5:38
3 Rêve II 1:22
4 Soleil sous la pluie 4:41
5 Dream III 2:05
6 Fantasia 4:26
7 Dream IV 2:29
8 Urga 11:19
9 Daydream 2:52
10 Cum Dederit Delectis Suis Somnum 5:46
11 Nightdream 2:23
12 Vertigo 0:57
13 Traum V 1:31
14 Traum VI 2:25
15 Dakus 4:34
16 Quant ien congneu a ma pensee 5:05
17 Rêve étrange… 1:20

François Couturier
Tarkovsky Quartet

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E aí está o Tarkovsky Quartet
E aí está o Tarkovsky Quartet

PQP

 

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para Cordas — Lieder

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para Cordas — Lieder

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que alegria divulgar um CD como este! O Quarteto Ebène junta-se ao cellista Gautier Capuçon para fazerem o sublime Quinteto para dois violinos, viola e dois violoncelos. Posso chutar com boa dose de segurança que é a obra de câmara mais longa escrita por Schubert. Mas não se trata apenas de horizontalidade, também é uma obra gigantesca no sentido vertical. Todos os movimentos são perfeitos e contrastantes. Coisa de gênio de cabo a rabo. O que é aquele adágio? Como ele combina com o Scherzo que o segue! E os belíssimos movimentos inicial e final? Depois o grupo toca uma série de canções (lieder) de Schubert especialmente arranjadas pelo violoncelista do Ebène, Rapphael Merlin, e cantadas pelo barítono alemão Matthias Goerne. Olha, que disco! Ouçam, comprem, furem o CD de tanto ouvir! Afinal, mesmo no Brasil, com nossa situação e nossos “líderes”, a gente merece ser feliz e ver-escutar a beleza, né?

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para Cordas — Lieder

01. String Quintet in C Major, D. 956: I. Allegro ma non troppo
02. String Quintet in C Major, D. 956: II. Adagio
03. String Quintet in C Major, D. 956: III. Scherzo & Trio
04. String Quintet in C Major, D. 956: IV. Allegretto

05. Die Götter Griechenlands, D. 677
06. Der Tod und das Mädchen, D. 531
07. Der Jüngling und der Tod, D. 545
08. Atys, D. 585
09. Der liebliche Stern, D. 861

Quatour Ebène
Gautier Capuçon, cello
Matthias Goerne, barítono

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Foto tirada quando da gravação deste CD
Foto tirada quando da gravação deste CD

PQP

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo, BWV 1001-1006, arranjadas para Violoncelo

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo, BWV 1001-1006, arranjadas para Violoncelo

MarkkuMarkku Luolajan-Mikkola é um homem de técnica, sensibilidade e coragem. Simplificou os trechos que eram absolutamente impossíveis para o violoncelo, deixou a coisa mais lenta que o habitual, alterou as tonalidades e foi em frente, gravando as Sonatas e Partitas de Bach, originalmente escritas para o leve violino. É uma gravação estranha e maravilhosa. Os tempos das performances de Luolajan-Mikkola são os mais lentos que eu já ouvi. Mas não pense que tudo é uniformemente lento. A Chacona, por exemplo, dura cerca de 15 minutos, o que é a duração comum em violino. Markku Luolajan-Mikkola é um músico sensível e escrupuloso. Trata-se de um mestre de uma série de instrumentos de cordas. Aqui, ele toca um violoncelo barroco feito por Barak Norman em Londres por volta de 1700. O som é impressionante — rústico e forte, muito ressonante. A ideia maluca de transcrever do violino solo de Bach para o violoncelo não é nova, parece ter nascido com o próprio autor. Existem manuscritos do século 19 com tentativas de transcrições e, de acordo com Johann Friedrich Agricola, o próprio compositor costumava improvisar essas peças ao cravo, violoncelo e órgão. A transcrição de Luolajan-Mikkola é muito fiel ao original. Ele afirmou que os abusos eram absolutamente desnecessários, pois a idiomática para todos os instrumentos de cordas é a mesma…

OK. Divirtam-se com o finlandês. É um país incrível. A Finlândia e a Estônia são para a música clássica assim como a Irlanda está para a literatura. Há uma desproporção notável entre o tamanho da população e a excelência artística.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino, BWV 1001-1006, arranjadas para Violoncelo

Disc 1:
Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Arr. in G Minor for Cello):
1 I. Allemanda 4:42
2 II. Corrente 3:09
3 III. Sarabanda 4:16
4 IV. Gigue 4:29
5 V. Ciaccona 15:15

Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003 (Arr. in D Minor for Cello):
6 I. Grave 3:43
7 II. Fugue 10:38
8 III. Andante 5:13
9 IV. Allegro 7:02

Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006 (Arr. in A Major for Cello):
10 I. Preludio 4:47
11 II. Loure 4:22
12 III. Gavotte en rondeau 3:15
13 IV. Menuets I & II 4:54
14 V. Bourrée 1:40
15 VI. Gigue 2:09

Disc 2
Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002 (Arr. in E Minor for Cello):
1 I. Allemanda 5:31
2 II. Double 3:56
3 III. Corrente 4:13
4 IV. Double. Presto 3:53
5 V. Sarabanda 4:59
6 VI. Double 3:22
7 VII. Tempo di bourrée 3:54
8 VIII. Double 4:13

Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001 (Arr. in C Minor for Cello):
9 I. Adagio 4:05
10 II. Fugue. Allegro 6:47
11 III. Siciliana 3:27
12 IV. Presto 4:10

Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005 (Arr. in F Major for Cello):
13 I. Adagio 4:28
14 II. Fugue 12:41
15 III. Largo 2:57
16 IV. Allegro assai 5:34

Markku Luolajan-Mikkola, violoncelo barroco

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Markku Luolajan-Mikkola
Markku Luolajan-Mikkola

PQP

J. S. Bach, W. F. Bach, C.P.E. Bach & J. C. Bach: Dinasty Bach Family Concertos – Jean Rondeau

51xXUTD5VrL._SS500Neste belíssimo CD o jovem pianista Jean Rondeau mostra a genialidade da família Bach quando se tratava de concertos para teclado.

O CD começa com a obra imortal de nosso Johann Sebastian, com seu concerto nº 1, BWV 1052, o meu favorito, e creio que também seja de bastante gente. Depois temos obras  dos irmãos Wilhelm e Carl Phillip, mostrando que talento também vem de berço.

Apesar de jovem, Jean Rondeau já é um nome conhecido, com outros dois CDs já lançados. Sugiro ouvirem este CD para melhor apreciarem o talento desta nova geração. Ouçam o último movimento do BWV 1052 para poderem entender o que digo. Rondeau tira de letra as armadilhas da obra, que exige muita concentração, técnica e virtuosismo. O rapaz tem futuro.

P.S. Não consegui nem no site da Erato o nome do grupo orquestral que o acompanha, apenas os nomes dos músicos. Se alguém tiver alguma informação, agradeço.

Johann Sebastian Bach, W. F. Bach & C.P.E. Bach: Dinasty Bach Family Concertos – Jean Rondeau

Johann Sebastian Bach
01. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052- I. Allegro
02. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052- II. Adagio
03. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 1 in D Minor, BWV 1052- III. Allegro

Johann Christian Bach
04. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 6 in F Minor, W. C73 (formerly attrib. W. F. Bach)- I. Allegro di molto
05. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 6 in F Minor, W. C73 (formerly attrib. W. F. Bach)- II. Andante
06. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 6 in F Minor, W. C73 (formerly attrib. W. F. Bach)- III. Prestissimo

Wilhelm Friedemann Bach
07. Jean Rondeau – Keyboard Sonata in G Major, F. 7- II. Lamento

Johann Sebastian Bach
08. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056- I. Allegro
09. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056- II. Largo
10. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 5 in F Minor, BWV 1056- III. Presto

Carl Philipp Emanuel Bach
11. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto in D Minor, H. 427- I. Allegro
12. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto in D Minor, H. 427- II. Poco andante
13. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto in D Minor, H. 427- III. Allegro assai

Johann Sebastian Bach
14. Jean Rondeau – Harpsichord Concerto No. 4 in A Major, BWV 1055- II. Larghetto

Jean Rondeau – Harpsichord & Conductor

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FDP

Frédéric Chopin: Barcarolle / Claude Debussy: Les collines d’Anacapri, Soirée dans Grenade, Poissons d’or, Minstrels / Franz Liszt: Waldesrauschen, Gnomenreigen, Liebestraume, Valse oubliée, Rhapsody no. 10 – Guiomar Novaes

A brasileira de olhos ébrios de música e a sorte de um LP que sobreviveu à ditadura

Nestes tempos em que o Brasil parece repetir 1964 como farsa, o meu patriotismo tem encontrado apenas um refúgio inabalável: uma brasileira com os olhos ‘ébrios da música’ e aquele poder de isolar-se de tudo que a cerca – faculdade raríssima – que é a marca bem característica do artista. É assim que Debussy descreveu Guiomar Novaes quando ela tinha 13 anos. Mais de 60 anos depois, ela gravou seu segundo LP com música de Debussy*, e se trata de uma intérprete ideal, não só por ter conhecido o compositor quando estudou em Paris**, mas também pelo estilo de Guiomar, de toque delicado, cuidadoso,  às vezes forte mas nunca percussivo, considerado “feminino” naquela época distante em que mulheres deviam ser belas, recatadas e do lar.

O senso comum diz que esse toque feminino não deveria tocar as obras musculosas e diabólicas de Liszt, não é? Pois o senso comum mundial se rendeu a Guiomar. Segundo o American Record Guide, 1962:

“O surpreendente, e que vale à pena gritar do alto dos telhados, é que, pela primeira vez em quarenta anos, Novaes registrou aqui algumas de suas incomparáveis interpretações de Liszt. Sua performance na Dança dos Gnomos é tão brilhante e ritmicamente intoxicante quanto a de Emil von Sauer em um clássico 78 r.p.m.,  e sua 10ª Rapsódia está no nível da gravação histórica de Paderewski. É fácil entender por que no início do século ela foi apelidada a Paderewska dos Pampas***.”

Falar de Guiomar tocando Chopin é chover no molhado, pois as gravações completas dos Noturnos, Estudos, Valsas, Prelúdios, Concertos e de algumas preciosas Mazurkas estão por aí em LPs, CDs, youtube, no PQPBach, muito mais disponíveis do que este raro LP, o único de Guiomar pela Decca, e que nunca nem se cogitou lançar em CD.

O áudio que eu trago vem de um LP de família, e aqui começam as suposições, pois se mal conhecemos as histórias de parentes perseguidos nos anos de chumbo, o que dizer de um mero LP? Meus avós compraram este vinil importado por volta de 1963-64, devem ter ouvido poucas vezes e ele ficou no fundo de um armário carioca por décadas. No Brasil, um armário que dura décadas precisa de uma dose de sorte: um irmão de vovó teve a casa incendiada pelo regime militar. Se tivessem incendiado a casa dela (e foi por pouco que não), o LP viraria fumaça. Uma coisa é certa: a música sobreviveu.

* O primeiro, com os Prelúdios Livro I, em mono, tem qualidade de som bastante inferior

** O professor dela em Paris, Isidor Phillip, foi o amigo que dava a Debussy “conselhos de notação para que os pianistas pudessem entender melhor suas nuances e approach. Após considerável deliberação, ambos decidiram que quase nenhuma marca de pedal deveria ser usada” (wikipedia)

*** Pelo crítico James Huneker, biógrafo de Chopin e Liszt, que entendia mais de música do que de geografia

Guiomar Novaes Plays Chopin, Liszt, Debussy
Decca LP, circa 1962

A1. Barcarolle Op. 60 (Chopin)
A2. Les collines d’Anacapri (Preludes – Book 1) (Debussy)
A3. Soirée dans Grenade (Estampes) (Debussy)
A4. Poissons d’or (Images) (Debussy)
A5. Minstrels (Preludes – Book 1) (Debussy)
B1. Waldesrauschen (Forest Murmurs) (Liszt)
B2. Gnomenreigen (Dance of the Gnomes) (Liszt)
B3. Liebestraume No. 3 in A flat (Liszt)
B4. Valse oubliée no. 1 (Liszt)
B5. Hungarian Rhapsody no. 10 (”Preludio”) (Liszt)

Guiomar Novaes, piano

Títulos em português: Barcarola (Chopin) / As colinas de Anacapri, Noite em Granada, Peixes de ouro, Menestréis (Debussy) / Murmúrios da floresta, Dança dos Gnomos, Sonhos de amor, Valsa esquecida, Rapsódia húngara (Liszt)

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Novaes-Gramophone1964-Billboard1963
Se Guiomar fosse inglesa ou norte-americana, esse disco já estaria na 3ª reedição em CD…

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Orquestra Filarmônica de Berlim tem uma curiosa história recente. Com Herbert von Karajan tinha glamour, grana e resultados artísticos quase sempre de segunda linha. Melhorou muito com Abbado e Rattle, mas perdeu a grande fama, em boa parte ancorada pelas copiosas gravações de HvK para a DG. Só que, mesmo na época de baixaria artística, quando se apresentava com regentes convidados, destes que chegam para cumprir alguns concertos e vão embora, a orquestra arrasava. Por exemplo, quando pegou um gênio como Günter Wand, rendeu como nunca. Esta é uma gravação ao vivo que comprova o fato.

As duas sinfonias finais de Schubert estão translúcidas, claras e absolutamente cantantes. O velhinho Wand deu um jeito de iluminar as partituras como raramente se vê. Coisa de louco.

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

CD1
1. Sinfonie Nr. 8 h-moll Symphony No.8 B Minor ‘Unvollendete – Unfinished’ D 759: Allegro moderato
2. Sinfonie Nr. 8 h-moll Symphony No.8 B Minor ‘Unvollendete – Unfinished’ D 759: Andante con moto

CD2
3. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Andante – Allegro ma non troppo
4. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Andante con moto
5. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Scherzo: Allegro vivace
6. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Finale: Allegro vivace

Berlin Philharmonic Orchestra
Günter Wand

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Wand: um gênio
Wand: um gênio

PQP

Rubinstein Plays Chopin – Cd 2 de 10 – Arthur Rubinstein

FrontAs “Baladas” de Chopin estão entre as peças para piano favoritas de muita gente, inclusive deste que vos escreve. Cada compasso, cada nota traz uma explosão de cores, sentimentos e por que não dizer, dores. Chopin conseguiu extrair de seu piano uma torrente de emoções como poucas vezes se viu, ou ouviu, na história da música.
Beethoven escreveu uma Sonata que intitulou “Patética”, Tchaikovsky escreveu uma sinfonia que também levava essa alcunha, eu diria que diversas obras de Chopin poderiam ser enquadradas neste adjetivo, se seguirmos à risca o conceito deste termo no Dicionário Aurélio:

“Adj. Que comove a alma, despertando um sentimento de piedade ou tristeza, que revela forte emoção.”

Aí reside outro ponto que discuti dia destes quando levantei a questão do gênio. Um gênio como o de Chopin conseguiu extrair: “altíssimo grau de capacidade mental criadora.” E quando um gênio do porte de Arthur Rubinstein senta-se ao piano, sua genialidade, aliada à genialidade chopiniana, consegue como poucos elevar essa capacidade mental criadora à enésima potência. Coisa de louco.

Não, não esqueci dos “Scherzos”. Como esquecer do nº 2, talvez a primeira peça de Chopin que eu tenha ouvido na minha vida, em um velho LP com a maravilhosa Bella Davidovitch estraçalhando seu piano? A sensação de soco no estômago, ou como dizia um amigo, de secura na boca do estômago, deixa-nos prostados diante de tal enormidade de sensações que a obra transmite.
Chega de papo furado e vamos ao que interessa.

01 – Ballade No. 1, Opus 23. Largo – Moderato in G minor
02 – Ballade No. 2, Opus 38. Andantino in F major
03 – Ballade No. 3, Opus 47. Allegretto in A-flat major
04 – Ballade No. 4, Opus 52. Andante con moto in F minor
05 – Scherzo No. 1, Opus 20. Presto con fuoco in B minor
06 – Scherzo No. 2, Opus 31. Presto in B-flat minor
07 – Scherzo No. 3, Opus 39. Presto con fuoco in C-sharp minor
08 – Scherzo No. 4, Opus 54. Presto in E major
09 – Tarantelle, Opus 43. Presto in A-flat major

Arthur Rubinstein – Piano

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Johannes Brahms (1833-1897): Complete Piano Sonatas

Johannes Brahms (1833-1897): Complete Piano Sonatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Brahms, em sua furiosa autoexigência, não costumava errar. Publicar porcaria não era com ele, isso desde o início de sua carreira. Claro, que em suas Sonatas Completas, todas escritas na juventude, havia uma grandiloquência que ele não manteve, mas, pô, que belos exemplos de pianística romântica temos aqui! Muito influenciadas por Schumann, elas têm a característica de serem longas e muito difíceis, especialmente a terceira, uma das peças da minha mais absoluta preferência. Ela é uma das maiores sonatas pós-Beethoven já compostas. Em tamanho e qualidade. Eu também gosto da #1 e #2. Adoro o movimento final da sonata #1. A #2 é mais fácil que a #3, mas não pense que é muito mais. Digamos que fique no nível das Variações sobre um Tema de Paganini. Ou seja… E o Andante da terceira, que coisa linda! Curiosamente, estas Sonatas são negligenciadas. Talvez por suas enormes proporções. Mas é uma injustiça do cão.

O trabalho de François-Frédéric Guy é estupendo, cheio de técnica, senso de estilo romântico e compreensão.

Johannes Brahms (1833-1897): Complete Piano Sonatas

Disc 1:
1 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: I. Allegro non troppo (Ma energico) 6:06
2 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: II. Andante con espressione 5:24
3 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: III. Scherzo (Allegro) 3:57
4 Piano Sonata No. 2 in F-Sharp Minor, Op. 2: IV. Finale (Sostenuto – Allegro non troppo e rubato) 11:44

5 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: I. Allegro 11:37
6 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: II. Andante 5:47
7 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: III. Scherzo (Allegro molto e con fuoco) 5:58
8 Piano Sonata No. 1 in C Major, Op. 1: IV. Finale (Allegro con fuoco) 7:10

Disc 2
1 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: I. Allegro maestoso 10:34
2 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: II. Andante (Andante espressivo) 11:31
3 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: III. Scherzo (Allegro energico) 4:39
4 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: IV. Intermezzo (Andante molto) 3:32
5 Piano Sonata No. 3 in F Minor, Op. 5: V. Finale (Allegro moderato ma rubato) 7:40

François-Frédéric Guy, piano

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François-Frédéric Guy, estou pasmo com altíssima qualidade do que ouvi. De cair o queixo.
François-Frédéric Guy, estou pasmo com altíssima qualidade do que ouvi. De cair o queixo.

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A solene, complexa e majestosa música de Anton Bruckner por um de seus maiores especialistas, Bernard Haitink. São 57 impecáveis minutos de um gravação ao vivo. Vamos falar sério: Bernard Haitink é sem dúvida o grande maestro de Bruckner em nosso tempo. Já octogenário, suas leituras da obra bruckneriana tornaram-se ainda mais profundas, poderosas e intelectuais. Esta sexta, recentemente gravada, é um exemplo perfeito: é uma gravação de referência como as de Celibidache, Klemperer e Wand. Esta é a melhor sexta desde a célebre gravação de Wand, também ao vivo, com a orquestra NDR. Uma recomendação absoluta.

Anton Bruckner (1824-1896): Symphony No. 6

1. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): I. Maestoso 15:57
2. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): II. Adagio. Sehr feierlich 17:19
3. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): III. Scherzo – Trio 8:36
4. Symphony No. 6 in A Major, WAB 106 (ed. R. Haas): IV. Finale 15:06

Dresden Staatskapelle
Bernard Haitink

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Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach
Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – String Quintets – Accardo, Batjer, Hofmann, Phelps e Fillipini

folderJá ouvi outras gravações destas obras, excelentes, por sinal, mas a presença do violinista italiano Salvatore Accardo é um ponto a mais a favor destas gravações. Accardo é um dos maiores violinistas do século XX, e seu talento,versatilidade e virtuosismo são um destaque a mais destes CDs, gravados em 1988, porém lançados apenas em 1991.

 

CD 1
01. KV 174 I – Allegro moderato
02. KV 406 Andante
03. KV 406 Menuetto in canone
04. KV 406 Allegro
05. KV 516 Allegro
06. KV 516 Menuetto
07. KV 516 Adagio ma non troppo
08. KV 516 Adagio – Allegro

CD 2

KV 406 Allegro
KV 406 Andante
KV 406 Menuetto in canone
KV 406 Allegro
KV 516 Allegro
KV 516 Menuetto
KV 516 Adagio ma non troppo
KV 516 Adagio – Allegro

CD 3

01. KV.515_I.Allegro
02. KV.515_II.Andante
03. KV.515_III.Menuetto (Allegretto) – Trio
04. KV.515_IV.(Allegro)
05. KV.614_I.Allegro di molto
06. KV.614_II.Andante
07. KV.614_III.Menuetto (Allegretto) – Trio
08. KV.614_IV.Allegro

Salvatore Accardo – Violin
Margaret Batjer – Violin
Toby Hofmann – Viola
Cynthia Phelps – Viola
Rocco FIllipini – Cello

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

François Couperin (1668-1733): Obras para Cravo

François Couperin (1668-1733): Obras para Cravo

AvdWiele Nonesuch H71037 1IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que disco foda! É mais um velho vinil garimpado e digitalizado pelo genial blog holandês 33 toeren klassiek, o que me faz amar ainda mais a Holanda. A cravista belga Aimée Van De Wiele (1907-1991) realizou, em 1965, uma leitura muito bonita e moderna da música de Couperin. Suas interpretações do grande francês — que já era um revolucionário por si só — são multifacetadas e cheias de humor. Muitas das obras para teclado de François Couperin têm títulos descritivos e evocativos que expressam diferentes atmosferas, de harmonias ousadas e algumas atonalidades. São como miniaturas de poemas sinfônicos. Este aspecto chamou a atenção de Richard Strauss, que chegou a orquestrar algumas dessas peças. A música para piano de Johannes Brahms foi influenciada pela música para teclado de Couperin. Brahms interpretou-a publicamente e contribuiu, em 1880, para a primeira edição completa das Pièces de clavecin.

François Couperin (1668-1733): Obras para Cravo

1 Prelude (L’Art De Toucher Le Clavecin, #7) 2:45
2 Les Fastes De La Grande Et Ancienne Menestrandise (II / 11) 9:37
3 L’Attendrissante (III / 18) 2:37
4 Le Tic-Toc-Choc, Ou Les Maillotins (III / 18) 2:10
5 La Favorite (I / 3) 6:40
6 Le Carillon De Cythere (III / 14) 2:25
7 Les Barricades Mysterieuses (II / 6) 2:58
8 Les Ombres Errantes (IV / 25) 2:26
9 Les Calotins Et Les Calotines Ou La Piece Á Tretous (III / 19) 3:05
10 Le Rossingnol En Amour (III / 14) 3:57
11 L’Arlequine (IV / 23) 1:51
12 La Garnier (I / 2) 3:54
13 Les Folies Francaises Ou Les Dominos (III / 13) 9:15

Aimée Van De Wiele, cravo

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Um dos vídeos mais lindos que conheço:

AvdWiele Nonesuch H71037 txt

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J. S. Bach (1685-1750): As 4 Suítes Orquestrais

J. S. Bach (1685-1750): As 4 Suítes Orquestrais

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Todos os discos, todos os concertos, todos os gemidos e suspiros da Freiburger Barockorchester valem a pena. Ontem, presa de uma grave crise de HIPOBACHEMIA profunda — se me entendem — resolvi atacar novamente com a orquestra da pequena e bela e universitária cidade de Freiburg. Não me arrependi. Aqui está por inteiro o espírito atlético, dançável e saracoteante que deu 20 filhos a Bach em seus dois casamentos com Maria Barbara e Anna Magdalena, fora os que semeou no varejo, como eu.

Baixem logo porque este CD duplo da grande Harmonia Mundi é bom demais!

J. S. Bach (1685-1750): as 4 Suítes Orquestrais

1. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: I. Ouverture 11:26
2. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: II. Bourrées I & II 2:50
3. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: III. Gavotte 1:55
4. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: IV. Menuets I & II alternativement 4:14
5. Suite No. 4 in D Major, BWV 1069: V. Réjouissance 2:34

6. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: I. Ouverture 10:42
7. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: II. Rondeau 1:28
8. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: III. Sarabande 2:36
9. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: IV. Bourrées I & II alternativement 2:04
10. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: V. Polonaise & Double 3:17
11. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: VI. Menuet 1:05
12. Suite No. 2 in B Minor, BWV 1067: VII. Badinerie 1:23

13. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: I. Ouverture 9:17
14. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: II. Courante 2:18
15. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: III. Gavottes I & II alternativement 3:13
16. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: IV. Forlane 1:13
17. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: V. Menuets I & II alternativement 3:15
18. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: VI. Bourrées I & II alternativement 2:42
19. Suite No. 1 in C Major, BWV 1066: VII. Passepieds I & II 3:31

20. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: I. Ouverture 9:49
21. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air 4:37
22. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: III. Gavottes I & II alternativement 4:00
23. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: IV. Bourrée 1:10
24. Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: V. Gigue 2:47

Freiburger Barockorchester

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COMENTÁRIOS

PQP

O órgão de Händel, J.S. Bach, Mozart, Widor, Vierne, Litaize, Duruflé – 12 belas páginas

Olivier Latry - 12 des plus belles pages de sa discographieRecentemente eu escrevi que o Brasil tem uma rica tradição pianística, apesar dos pesares. Sobre o órgão de tubos, não se pode dizer o mesmo. São instrumentos caros, imensos, precisam de manutenção com mão de obra especializada… Tirando as honrosas exceções aqui e ali, muitas igrejas em nosso país deixaram seus órgãos definhar com os cupins e a maresia.

Pretendo trazer para o PQPBach um pouco desse instrumento. O CD de hoje tem algumas obras essenciais do repertório para órgão como os corais de Bach e a toccata de Widor.

Seis curiosidades sobre o órgão de tubos:

1. O órgão é um dos instrumentos mais antigos de que se tem notícia, segundo a tradição foi inventado no século III a.C. em Alexandria, muitos séculos antes do cravo ou do piano. O que não significa que ele só serve para tocar música antiga: compositores como os franceses Litaize, Duruflé e Messiaen escreveram muita música de vanguarda para órgão no século XX, sem falar nos mais recentes Xenakis (1922–2001), Ligeti (1923—2006), Terry Riley (1935–) e Philip Glass (1937–).
2. Antes da eletricidade, um assistente ficava atrás do órgão o tempo todo. Isso mesmo, nos tempos de Bach o som só saía continuamente enquanto alguém estivesse bombeando ar para os foles…
3. Órgãos fazem muito eco. Principalmente em igrejas amplas e altas, com grande reverberação, o som continua ecoando vários segundos depois do órgão parar de tocar. Ao vivo esse efeito é incrível e no disco de Olivier Latry também é possível ouvir o eco que fica no ambiente sonoro da Catedral Notre Dame de Paris.
4. Cada órgão é único: eles não são feitos em série, ao contrário de carros ou pianos. Por exemplo o órgão barroco Arp Schnitger de Mariana/MG tem semelhanças com seus irmãos que vivem na Alemanha e na Holanda, mas também tem muitas diferenças.
5. Órgãos têm teclados manuais – que podem ser dois, três, quatro… cada um com um registro, ou seja, tipo de som – e ainda uma pedaleira para os sons mais graves. Assim, com duas mãos e os pés, o organista pode tocar obras a três vozes como as Triosonatas de Bach.
6. Händel, W.F. Bach, C.P.E. Bach, Haydn, Mozart e Beethoven escreveram obras para órgãos mecânicos, ou “relógios musicais”, que eram instrumentos autômatos, sem um músico tocando, e deviam causar um grande espanto no século 18. As obras de Händel e Mozart aqui presentes fazem parte desse grupo, mas a gravação aqui tem um músico tocando, porque soa melhor, né?

Olivier Latry – 12 des plus belles pages de sa discographie
01 – Pieces for a Musical Clock, Georg Friedrich Händel (A voluntary on a flight of angels; Allegro; Menuet; Gigue)
02 – Choral ”Wachet auf, ruft uns die Stimme” (BWV 645), J.S. Bach
03 – Prélude & Fugue en fa mineur (BWV 534), J.S. Bach
04 – Choral ”Wir glauben all an einen Gott” (BWV 740), J.S. Bach
05 – Trio Sonata No. 2 (BWV 526), J.S. Bach
06 – Fantasia for mechanical organ in F minor, K. 608, Wolfgang Amadeus Mozart
07 – Symphonie No. 5 pour orgue: I. Adagio, Charles-Marie Widor
08 – Symphonie No. 5 pour orgue: II. Toccata, Charles-Marie Widor
09 – Naïades (24 Pièces de Fantaisie), Louis Vierne
10 – Carillon de Westminster (24 Pièces de Fantaisie), Louis Vierne
11 – Scherzo, Gaston Litaize
12 – Toccata, Maurice Duruflé

Olivier Latry – Órgão

Órgãos utilizados:
Händel, Mozart – órgão Stumm em Kirchheimbolanden, Alemanha (1745)
Bach (Coral BWV 645) – órgão Giroud em Le Grand Bornand, França (1988, ‘estilo século XVII’)
Bach (BWV 534) – órgão Aubertin em Vichy, França (1991)
Bach (Coral BWV 740) – órgão Aubertin em Viry-Chatillon, França (1991)
Bach (Trio Sonata) – órgão Giroud em Grenoble, França (1982)
Duruflé – órgão Cliquot/Cavaillé-Coll/Beuchet-Debierre em St Étienne du Mont, Paris, França (1777/1863/1956)
Widor, Vierne, Litaize: órgão Cavaillé-Coll (modificado) em Notre Dame de Paris, França (1868)

BAIXE AQUI (DOWNLOAD HERE) ou aqui (or here)

Kirchheimbolanden, Alemanha. Mozart pisou nessa pedaleira.
Kirchheimbolanden, Alemanha. Mozart pisou nessa pedaleira.

Música no Tempo das Caravelas: Conjunto Música Antiga da UFF (Acervo PQPBach)

29fayv4Música no Tempo das Caravelas
Conjunto Música Antiga da UFF
1998

Música Ibérica à Época do Descobrimento

Em 1992 saudávamos com entusiasmo a gravação do LP intitulado Cantares de Amor, Suspiros e Cuydados, que o Conjunto de Música Antiga da UFF, sob os auspícios da FUNARTE, realizara. Incluía-se, então, nas comemorações dos 500 anos da conquista da América, uma vez que as músicas selecionadas eram exemplos das que animavam os serões palacianos em Portugal e Espanha, ao tempo das descobertas ultramarinas.

Passados seis anos, quando se aproxima o ano 2.000 e já se iniciam as festas comemorativas dos 500 anos da conquista do Brasil pelos portugueses, esse meritório Conjunto retoma as músicas do citado LP, acrescenta-lhes outras, e oferta-nos um ainda mais rico documento cultural da Era da Expansão ibérica.

Sobre as letras do Cancioneiro de Elvas (Biblioteca Públia Hortênsia)

À exceção das composições Dos estreitas le siguen e Puestos estan frente a frente, bem como do solo de alaúde, todas as demais peças que compõem este CD foram retiradas do Cancioneiro da Biblioteca Públia Hortênsia, de Elvas (Portugal), se bem que para a composição “Romerico, tú que vienes” optou-se pela transcrição da letra, mais completa, do Cancionero Musical de Palacio.

É raríssimo o “Cancioneirinho de mão”, pequeno volume manuscrito sobre papel de 14,5 cm X 10 cm, possivelmente quinhentista, encontrado em 1928 na referida biblioteca de Elvas pelo musicólogo Manuel Joaquim, que o publicaria em Coimbra, no ano de 1940. A encadernação, evidentemente que posterior à sua elaboração, como observara o pesquisador-editor, dava a obra como pertença de um enigmático J. J. d’ A., ao que tudo indica iniciais de João Joaquim de Andrade, retratado em quadro também pertencente à Biblioteca. Curioso para nós, brasileiros, é que muito possivelmente o precioso Cancioneiro fora adquirido no Brasil, quem sabe para cá trazido pela Corte Real portuguesa em 1808, uma vez que o eclesiástico seu possuidor vivera por algum tempo no Rio de Janeiro, segundo legenda apensa ao seu retrato.

Quanto ao conteúdo, compõe-se de duas partes. Na primeira, encontram-se 65 composições com letra e notações musicais, que indicam serem elas a três vozes. Na segunda, 36 poesias sem música. Em todo o conjunto, predominam as letras em castelhano, sendo que penas 19 foram grafadas em português.

Várias marcas levam os especialistas a reconhecer como dos séculos XV e XVI as suas composições. Já Manuel Joaquim observara que uma delas seria a similaridade de certos 2yoe8sj desenhos que o papel utilizado apresenta em relação a papéis fabricados no século XVI, remontando os mais semelhantes à Salzburgo de 1525. Outra, seria a recolha, na coletânea, de música de Juan del Encina — tal seja, a composição Romerico tu que vienes. E, ainda, a analogia das letras com poemas do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Este, fora publicado em 1516, constituindo uma recolha da produção poética dos reinados de Afonso V, D. João II e D. Manuel. Tal analogia se mostra tanto na forma quanto na temática dos textos, bem como na marcante presença da língua e da cultura castelhana que neles se percebe — de resto uma tônica da época, devido a implicações políticas relacionadas com a aspiração dos soberanos, de unirem as coroas luso-espanholas, através de guerras e casamentos.

A tendência dominante nessas letras-poemas, quanto à forma, é para os versos curtos, de arte-menor, principalmente redondilhos, sendo reduzidíssima a ocorrência dos versos mais longos, de arte-maior. Abandonando a tradição paralelística trovadoresca, e pautando-se pela mentalidade glosadora então dominante na prédica clerical e no ensino universitário, bem como no folclore espanhol, elegeram os poetas-letristas de então como estrutura mais usual dos seus poemas a glosa, volta ou desenvolvimento de um mote. Daí que as formas estróficas mais utilizadas sejam as do vilancete, da cantiga e suas variações. Ao lado dessas, encontravam-se também os romances (poemas narrativos) e as esparsas (composições monostróficas, de versos mais longos). E destacava-se, no que concerne às características retóricas, o virtuosismo dos jogos verbais, tantas vezes instaurando o paradoxo.

É o que novamente faz o Música Antiga da UFF, pelo que merece os nossos aplausos e a nossa gratidão. Não se limitando a essas peças da época áurea de Portugal, documentam também, no romance “Puestos están frente a frente”, o seu ocaso: trata-se da narrativa da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, na qual o jovem rei português, D. Sebastião, desapareceria, sem deixar herdeiros para a coroa, que, com a morte do seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, em 1580, passaria para o domínio de Espanha, do qual só se libertaria em 1640, sem jamais retomar o brilho perdido. Brilho este que, no entanto, a arte perenizou, e que ora se representa nas peças deste CD, pelo que se torna valiosíssimo às comemorações do quinto centenário da conquista do Brasil.

Maria do Amparo Tavares Maleval, extraído do encarte

Música no Tempo das Caravelas
Anônimo
01. Obriga vossa lindeza
02. Venid a sospirar al verde prado
03. Tu Gitana que Adevinas
04. Testou minha ventura
05. Que He o que vejo
06. Las tristes lagrimas mias
07. Por amores me perdi
Pedro de Escobar (Portugal, c.1465–after 1535), a.k.a. Pedro do Porto
08. Pásame por Dios barquero
Anônimo
09. Llenos de lágrimas tristes
10. A la villa voy
Luís Milan (Espanha, c.1500-c.1561)
11. Pavana
Anônimo
12. Cuydados meus tão cuidados
13. Oigan todos mi tormento
14. Aquella voluntad que se ha rendido
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529)
15. Romerico tú que vienes
Anônimo
16. Porque me não ves Joana
17. Que sentis coraçon mio
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529)
18. Dos estrellas le siguen
Anônimo
19. Puestos estan frente a frente

Música no Tempo das Caravelas – 1998
Conjunto Música Antiga da UFF

2jcbrls
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XLD RIP | FLAC 240,9 MB | HQ Scans 4,1 MB |

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MP3 320 kbps – 107,0 + 4,1 MB – 49,3 min
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Boa audição!

Caravela

 

 

 

 

 

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Avicenna

Lobo de Mesquita (1746 – 1805): Te Deum: Orquestra de Câmara do Brasil & Coro Ars Nova: Maestro José Siqueira (Acervo PQPBach)

10moraqTe Deum de Lobo de Mesquita

(Originalmente postado em fevereiro de 2012)

Quis o destino benfazejo que este LP de 1978 fosse resgatado de uma prateleira empoeirada, cheia de LPs velhos, no fundo de um sebo! É um LP privado, não foi comercializado, e foi patrocinado pelo Banco do Brasil. Nada mais se sabe sobre ele, a não ser:


• é a principal obra (Te Deum) de um dos mais brilhantes compositores brasileiros (Lobo de Mesquita) interpretada por uma das mais importantes orquestras brasileiras (Orquestra de Câmara do Brasil) e acompanhada por um dos mais lapidados corais brasileiros (Coro Ars Barroca), regidos por um dos mais completos maestros brasileiros (José Siqueira). Em resumo: uma obra-prima jogada às traças !!  IM-PER-DÍ-VEL !!

Como podemos cobrar das novas gerações a falta de sentimento de cidadania, de amor e orgulho pela pátria, se nem os nossos heróis cultivamos? Nossos filhos vão se orgulhar do que? de quem?

Quem já ouviu falar no Maestro José Siqueira levanta a mão!

Esta repostagem é dedicada ao nosso amigo Bisnaga, que ressuscitou, reviveu neste site, a vida e a obra do maestro José Siqueira após esta postagem !!!!!! Não tem preço.

wlcd1fTe Deum

O Te Deum, também chamado às vezes o ambrosiano, devido à sua associação com Santo Ambrósio, é um hino tradicional de alegria e ação de graças. Primeiramente atribuído aos Santos Ambrósio e Agostinho, ou Hilary, agora está creditado para Nicetas, bispo de Remesiana (século 4). Ele é usado na conclusão do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas aos domingos fora da Quaresma, diariamente durante os Oitavas de Natal e Páscoa, e nas solenidades e festas.

Maestro José de Lima Siqueira

Maestro, compositor e acadêmico brasileiro nascido em 1907 em Conceição, no Vale do Piancó, alto sertão do Estado da Paraíba, regente e compositor reconhecido em nível internacional, de suma importância como educador pelo papel de liderança que exerceu no meio musical de sua época e pela participação na criação de várias entidades de classe e culturais, tornando-se uma das grandes figuras da música brasileira no século XX.

Filho de um mestre da banda Cordão Encarnado, em sua cidade natal, que lhe ensinou a tocar diversos instrumentos como saxofone e trompete. Durante sua juventude, atuou em bandas de música de várias cidades do interior da Paraíba. Foi para o Rio de Janeiro (1927), então capital da República, como integrante das tropas que tinham sido recrutadas para combater a Coluna Prestes e logo ingressou na Banda Sinfônica da Escola Militar, como trompetista. Estudou (1928-1930) composição com Francisco Braga e Walter Burle-Marx, no antigo Instituto Nacional de Música, e formou-se em Composição e Regência (1933) e iniciou sua brilhante carreira de compositor e regente no Brasil e no exterior, em grandes orquestras dos Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Itália, Holanda, Bélgica e Rússia, entre outros países.

Regeu nos Estados Unidos grandes orquestras como a Sinfônica de Filadélfia, Detroit, Rochester. Na França regeu a Orchestre Radio-Symphonique, de Paris, e em Roma, a Sinfônica de Roma, entre outras. Foi professor da Escola de Música da Universidade do Brasil, hoje da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira (1940) e formou-se em Direito (1943). Viajou pelos EUA e Canadá e fundou a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro (1949), fechada 2 anos depois. Quando esteve em Paris (1953) freqüentou o curso de musicologia da Sorbonne. Oficializou junto ao prefeito Miguel Arraes, a Orquestra Sinfônica do Recife, a mais antiga do país.

Idealizou e criou a Ordem dos Músicos do Brasil, assumindo a sua Presidência (1960). Fundou a Orquestra Sinfônica Nacional (1961) e a Orquestra de Câmara do Brasil (1967). Figura incomparável do mundo cultural brasileiro, foi aposentado (1969) pela ditadura militar devido à sua pregação democrática. Proibido de lecionar, gravar e reger, encontrou abrigo na extinta União Soviética, onde regeu a Orquestra Filarmônica de Moscou e participou como jurado de grandes concursos de música internacionais. Também foi em Moscou que boa parte de sua obra foi editorada e preservada enquanto que no Brasil o estúpido governo militar cuidava de alijá-lo da história.

(A esse respeito, conta-nos Carlos Pereira: Em 1964, no golpe militar, foi submetido a interrogatório e protagonizou com um coronel, um diálogo que ficou famoso. O milico lhe perguntou se já tinha ido à Rússia e ele não só confirmou, como disse que gostava de lá voltar de vez em quando para… reger a Sinfônica de Moscou. Resultado: foi fichado como comunista e proibido, por alguns anos, de reger a Orquestra Sinfônica Brasileira. http://www.carlospereira.net.br/index.php/component/content/article/34-cronicas/323)

Deve-se a ele ainda a criação da Orquestra de Câmara do Brasil, da Sociedade Artística Internacional, do Clube do Disco e da Ordem dos Músicos do Brasil. Também publicou vários livros didáticos tais como Canto Dado em XIV Lições, Música para a Juventude, em quatro volumes, Sistema Trimodal Brasileiro, Curso de Instrumentação, entre outros.

Faleceu aos 78 anos, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 22 de abril de 1985, deixando uma vastíssima obra composta de óperas, cantatas, concertos, oratórios, sinfonias e até a música de câmara, para instrumentos solos e para voz. A cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Música, fundada (1945) por Heitor Villa-Lobos, nos moldes da Academia Francesa, foi alocada para ele como co-fundador, depois que o efetivo da Academia se reduziu de 50 para 40 cadeiras. Seu nome foi dado à Grande Sala da Cidade da Música por decreto do então Prefeito Cesar Maia, publicado no Diário Oficial do Município (2008). Uma justa homenagem a essa figura reconhecida internacionalmente, defensor da cultura musical brasileira e responsável por iniciativas como a criação da Orquestra Sinfônica Brasileira da cidade do Rio de Janeiro, da Academia Brasileira de Música, da Ordem dos Músicos do Brasil e dos Concertos Para a Juventude.
(http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JoseLSiq.html)

Palhinha: ouça a integral do Te Deum, enquanto observa fotos de Serro, MG (antiga Vila do Príncipe), onde Lobo de Mesquita nasceu.

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José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
Te Deum
01. Te Dominum confitemur
02. Tibi omnes Angeli; tibi cæli et universæ Potestates
03. Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth
04. Te gloriosus Apostolorum chorus
05. Te Martyrum candidatus laudat exercitus
06. Patrem immensæ maiestatis
07. Sanctum quoque Paraclitum Spiritum
08. Tu Patris sempiternus es Filius
09. Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna cælorum
10. Judex crederis, esse venturus. Te ergo quæsumus, tuis famulis subveni, quos pretioso sanguine redemisti
11. Salvum fac populum tuum Domine, et benedict hereditati tuæ
12. Per singulos dies, benedicimus te
13. Dignare Domine die isto sine peccato nos custo dire
14. Fiat misericordia tua Domine super nos, quem admodum speravimus in te
15. Non confundar in aeternum

Barroco Mineiro – 1978
Orquestra de Câmara do Brasil & Coro Ars Barroca
Maestro José de Lima Siqueira

LP de 1978 digitalizado por Avicenna

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Boa audição.

deu-merda

 

 

 

 

 

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Avicenna

Vivaldi (1678-1741): Concerti Con Molti Strumenti (Violinos, Flautas, Oboés, Fagotes)

Vivaldi (1678-1741): Concerti Con Molti Strumenti (Violinos, Flautas, Oboés, Fagotes)

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Vivaldi era um padre que não rezava missas. Ainda na casa dos vinte anos, já padre, alegara problemas com a asma, que o faria tossir e tossir. Como oficiaria missas? Dizia-se fraco, mas teve grandes amores — um muito rumoroso com uma aluna, o contralto Anna Giró –, além de dar aulas, tocar violino e reger. Irritado, pensando que o Padre Rosso era um fingido, Benedetto Marcello escreveu um panfleto contra ele. Em 1737, Vivaldi respondeu:

Há 25 anos que não dou missas e eu não pretendo fazê-lo novamente, não por causa de alguma  proibição ou qualquer ordenança, mas por minha própria vontade, por causa de uma doença que sofro desde a infância e ainda me assombra.

Depois de ser ordenado sacerdote, disse Missas por um ano, mas depois decidi parar porque em três dias consecutivos tive que deixar o altar antes da celebração final por causa da minha doença.

Por esta razão eu vivo principalmente dentro de casa e nunca saio a não ser de gôndola ou de carro, já que não posso andar sem dor e aperto no peito.

Nenhum cavalheiro convida-me para ir a sua casa, mesmo o nosso príncipe, porque todos sabem de minha fraqueza.

Eu passeio após o jantar, mas nunca vou caminhando. Esta é a causa pela qual nunca rezo missas.

A propósito, excelente CD!

Vivaldi (1678-1741): Concerto Con Molti Strumenti (Violinos, Flautas, Oboés, Fagotes)

1. Con F.XII No.3 (RV 577) ‘Per L’Orch Di Dresda’ in g: Allegro
2. Con F.XII No.3 (RV 577) ‘Per L’Orch Di Dresda’ in g: Adagio
3. Con F.XII No.3 (RV 577) ‘Per L’Orch Di Dresda’ in g: Allegro

4. Con (RV 572) ‘Il Proteo, O Il Mondo Al Rovescio’ in F: Allegro
5. Con (RV 572) ‘Il Proteo, O Il Mondo Al Rovescio’ in F: Adagio
6. Con (RV 572) ‘Il Proteo, O Il Mondo Al Rovescio’ in F: Allegro

7. Con F.XII No.31 (RV 566) in d: Allegro Assai
8. Con F.XII No.31 (RV 566) in d: Largo
9. Con F.XII No.31 (RV 566) in d: Allegro

10. Con F.XII No.48 (RV 585) ‘In Due Cori’ in A: Allegro
11. Con F.XII No.48 (RV 585) ‘In Due Cori’ in A: Adagio
12. Con F.XII No.48 (RV 585) ‘In Due Cori’ in A: Allegro

13. Con F.XII No.14 (RV 556) ‘Per La Solennita Di S. Lorenzo’ in C:Largo-Allegro Molto
14. Con F.XII No.14 (RV 556) ‘Per La Solennita Di S. Lorenzo’ in C: Largo & Cantabile
15. Con F.XII No.14 (RV 556) ‘Per La Solennita Di S. Lorenzo’ in C: Allegro

16. Con F.XII No.17 (RV 557) in C: Allegro Non Molto
17. Con F.XII No.17 (RV 557) in C: Largo
18. Con F.XII No.17 (RV 557) in C: Allegro No Molto

19. Con F.XII No.33 (RV 576) ‘Sua Altezza Reale Di Sassonia’ in g: Allegro
20. Con F.XII No.33 (RV 576) ‘Sua Altezza Reale Di Sassonia’ in g: Larghetto
21. Con F.XII No.33 (RV 576) ‘Sua Altezza Reale Di Sassonia’ in g: Allegro

Matheus Ensemble
Jean-Christophe Spinosi

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Jean-Christophe Spinosi é um homem dividido
Jean-Christophe Spinosi é um homem dividido

PQP

O barroco nos caminhos do ouro: Cidades históricas brasileiras

xxxxxxO barroco nos caminhos do ouro
Cidades históricas brasileiras
Década de 1980

Atenção para esta raridade!

“O barroco nos caminhos do ouro”, realizado por Reinaldo Varela e Manuel Gama, é um documentário produzido pela RTP (Rádio e Televisão de Portugal) na década de 1980, localizado pelo referencial Diuner Melo. O documentário, que exibe as cidades históricas brasileiras em fase anterior à explosão turística dos anos 90, possui interessantes análises e imagens que não estão disponíveis nem em documentários da atualidade. Vale a pena conhecer e usar em aulas e cursos. Vamos divulgar! (Prof. Paulo Castagna)

Cap 1: Rota de Paraty – Começando pelo belíssimo porto estratégico de Paraty, este episódio leva-nos ainda a São João D’El Rey, Tiradentes e Mariana. De passagem por Amarantina, a descoberta da família Vilhena, que miniaturiza o património barroco do Brasil.

Vídeo Cap 1: Rota de ParatyBaixe aqui – Download here
MP4 – 297,1 MB – 26,1 min

Cap 2: Passagem de Mariana – O barroco português, principalmente aquele que floresceu no Norte de Portugal, foi transportado para o Trópico e lá sofreu as influências que singularizaram o estilo nos caminhos do ouro – enquanto se formavam as coordenadas espirituais de uma cultura que ainda hoje é marca do estado brasileiro de Minas Gerais. Neste episódio sobressai a Sé Catedral de Mariana, integrada num imponente conjunto da que foi a primeira vila, primeira cidade e primeira diocese das Minas Gerais. Mariana, que deve o seu nome à mulher de D. João V, D. Mariana de Áustria, foi ainda capital das Capitanias Unidas das Minas de Ouro e de São Paulo.

Vídeo Cap 2: Passagem de MarianaBaixe aqui – Download here
MP4 – 365,7 MB – 27,4 min

Cap 3: Relíquias do Rio – A ocupação gradual das novas Terras de Vera Cruz, com a divisão em capitanias, deu-se no contrapé da gesta do Oriente, onde se concentravam os esforços maiores do Reino. Portugal, país de dois milhões de habitantes, não podia manter a soberania tão longe das suas costas e em extensões tão grandes, sem sacrificar algumas conveniências. Em 1565, Estácio de Sá fundava as cidades de São Sebastião e de D. Sebastião, em homenagem ao mais popular dos mártires da cristandade e à mais bonita saudade portuguesa. A grande estrela deste episódio é o majestoso Mosteiro de São Bento, a maior e mais bem conservada das muitas relíquias que ainda hoje povoam o Rio de Janeiro.

Vídeo Cap 3: Relíquias do RioBaixe aqui – Download here
MP4 – 364,4 MB – 26,2 min

Cap 4: O misterioso Porto da Estrela – A pirataria foi a grande inimiga dos países ibéricos durante a colonização das Américas. Para a evitar os carregamentos de ouro saíam de portos estratégicos, como Paraty, ou do misterioso Porto da Estrela, no fundo da Baía de Guanabara. Praticamente desconhecido nos nossos dias, em local de difícil acesso, dele só restam hoje alguns vestígios insignificantes. No entanto, até ao século passado, desempenhou importante função económica em relação ao Rio de Janeiro, ao Brasil e a Portugal. A ligação com a tradição lisboeta mantém-se até ao presente no rio. A festa de Santo António é uma das mais populares da Cidade Maravilhosa.

Vídeo Cap 4: O misterioso Porto da EstrelaBaixe aqui – Download here
MP4 – 353,0 MB – 25,5 min

Cap 5: Por alcunha o Aleijadinho – Ao contrário do que sucedeu noutras latitudes durante as corridas para o ouro, e ao contrário do que recentemente ocorreu no próprio Brasil, com o surto aurífero da Serra Pelada, que deixou atrás de si um rasto de miséria, de prostituição, de doença e de crime, além de uma imensa ferida na terra violada e estéril, o ouro de Minas Gerais irrigou a terra brasileira com uma intensa vida cultural. Este episódio foca parte da obra do maior génio saído da cultura mineira do século dezoito: António Francisco Lisboa, por alcunha o Aleijadinho. A escultura em pedra sabão dos profetas no Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, e a igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Ouro Preto sobressaem neste episódio.

Vídeo Cap 5: Por alcunha o AleijadinhoBaixe aqui – Download here
MP4 – 322,5 MB – 26,2 min

Cap 6: O segredo de Ouro Preto e outros caminhos – Reclinada entre montanhas, a cidade de Ouro Preto recebe a luz fosca e doce da manhã de que falava Vitorino Nemésio. A câmara de Reinaldo Varela captou neste episódio, com rara sensibilidade, a luminosidade especial da antiga Vila Rica, descrita por escritores de primeira grandeza como o brasileiro Manuel Bandeira ou o nosso Vitorino Nemésio, o genial escritor da Terceira que inspirou este episódio com o seu livro “O Segredo de Ouro Preto e outros Caminhos”. Caminhos que nos levam ainda a Sabará, através de verdes campos bucólicos que saudosamente lembram as veigas de Bertiandos, na fresca Ribeira Lima.

Vídeo Cap 6: O segredo de Ouro Preto e outros caminhosBaixe aqui – Download here
MP4 – 400,2 MB – 26,3 min

Cap 7: Pela Estrada Real – Neste último episódio são revisitados, em parte, os caminhos percorridos na série, desde a “Rota de Paraty” ao “Misterioso Porto da Estrela”. A câmara de Reinaldo Varela percorreu sinuosos caminhos que parecem estradas romanas, os quais, unindo as minas ao mar, foram outrora calcorreados por bandeirantes e escravos. Por lá descia o ouro e subiam mercadorias, manufacturas, alimentos, artistas, religiosos, funcionários e poetas. A artéria pulsante de uma civilização. A antiga Estrada Real, que ligava Ouro Branco a Ouro Preto, lembra um Portugal rústico que vai desaparecendo. O museu de miniaturas do barroco da família Vilhena em Amarantina leva-nos ao encontro de uma cavalhada. Na sua ingenuidade de profundo significado etnológico, religioso e histórico, o espectáculo é um feliz e adequado final para a festa de Arte e beleza que é o barroco nos caminhos do ouro.

Vídeo Cap 7: Pela Estrada RealBaixe aqui – Download here
MP4 – 504,3 MB – 28,3 min

Vamos divulgar!

Avicenna

As modinhas do Brasil (Acervo PQPBach)

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As modinhas do Brasil

Eliane Aquino, soprano
Keila de Moraes, mezzo-soprano
Kenny Simões, espineta
Edilson de Lima, violão.

 

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.Segundo Silvio Romero, a modinha teria surgido …
Um outro grupo de escritores, dentre eles Tomaz Borba …
Já o escritor Ernesto Vieira,em seu …
O historiador português Pinto de Carvalho …
José Ramos Tinhorão, por sua vez …

Esse é o início dos 5 primeiros parágrafos do livro “As modinhas do Brasil”, de Edilson de Lima, publicado pela Edusp em 2001, 280 páginas, que apresenta a letra e a partitura de cada modinha abaixo, interpretadas por Eliane Aquino, soprano; Keila de Moraes, mezzo-soprano; Kenny Simões, espineta e Edilson de Lima, violão.

Compositor: Anônimo, séc. XIX/XVIII
01. Você Se Esquiva De Mim
02. Quem Me Vir Aflito E Triste
03.Pelo Amor De Deus
04. Tristemente A Vida Passa
05. Os Me Deixas Que Tu Dás
06. Eu Nasci Sem Coração
07. Ganinha, Minha Ganinha
08. Quem Ama Para Agravar
09. Sinto-Me Aflita
10. Vidinha Adeus
11. Por Desabafar Saudades
12. Choro, Padeço, Suspiro
13. Os Desprezos De Meu Bem
14. A Minha Nerina Gosta Dos Meus Ais
15. Se Fores Ao Fim Do Mundo
16. A Saudade Que No Peito
17. Ninguém Morra De Ciúme
18. Eu Estando Bem Juntinho
19. É Delicia Ter Amor
20. Quem Achou O Q’eu Achei
21. Da Minha Constante Fé
22. Eu Não Sei Minha Constância
23. Meu Amor, Minha Sinhá
24. Minha Mana Estou Gostando
25. Menina Você Vai Hoje
26. Homens Errados E Loucos
27. Cupido Tirano
28. Estas Lágrimas Sentidas
29. Ausente, Saudoso E Triste
30. Não Pode A Longa Distância

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Boa audição.

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Avicenna

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Svetlanov)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8 (Svetlanov)

Mahler 8 SvetlanovEu amo Mahler. Suas sinfonias, ciclos de canções, sua esposa. Mas, se eu tivesse que escolher dentre suas obras as que menos gosto, estas seriam a 8ª e a 9ª Sinfonias. Claro, deve ser uma limitação minha. Eu as acho realmente exageradas, grandiosas e menores. Porém, Mahler estava convencido da importância da obra. Aqui, ele renuncia ao pessimismo que marca boa parte da sua música, oferecendo a Oitava como expressão de confiança no espírito humano. Logo após a morte do compositor, as interpretações foram relativamente pouco comuns. No entanto, a partir de meados do século XX, a sinfonia foi incluída com regularidade nos programas das salas de concertos de todo o mundo e foi gravada em muitas ocasiões. Sem deixar de reconhecer a sua grande popularidade, os críticos modernos têm opiniões diversas sobre a obra, alguns opinando que seu otimismo é pouco convincente e considerando a obra como artística e musicalmente inferior a outras de suas sinfonias. É o que penso. A gravação de Svetlanov é, literalmente, boa e russa.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 8
1 Part 1. Hymnus “Veni, creator spiritus”. Allegro impetuoso 24:08
2 Part 2. Scène finale du “Faust II” de Goethe. Poco adagio – Più mosso 59:15

Natalia Gerassimova, Galina Boiko (Soprano)
Galina Borissova, Olga Alexandrova (Mezzo Soprano)
Alexei Martynov (Tenor)
Dimitri Trapeznikov (Bariton)
Anatoly Safiulin (Bass)
Ludmila Golub (Organ)
Russian State Symphony Orchestra
Moscow Choral Academy Children’s Choir
Moscow Choral Academy Mixed Choir
Yevgeny Svetlanov

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Mahler e Beyoncé
Mahler e Beyoncé

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Revisitação dos Santos Reis – Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (Acervo PQPBach)

aubfcwRevisitação dos Santos Reis

Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte

Esta postagem é um agradecimento à acolhida que tive do povo de Natal, RN, na semana de abril de 2010. Depois de saborear todos os camarões e lagostas a que tinha direito, nada mais me resta senão confraternizar com os amigos potiguares que tão amavelmente me receberam.

Pois não é que visitando o Museu do Artezanato Potiguar, instalado numa edificação que serviu de presídio até os anos 70, encontrei este CD maravilhoso e contundente, discretamente disposto no setor da Galeria de Arte? Imediatamente comprei-o e até agora não canso de agradecer aos Ventos do Oriente por me terem orientado nessa aquisição.

Antônio José Madureira passou a integrar o Movimento Armorial em 1970, que incluía diversas linguagens artísticas, cerâmica, tapeçaria, pintura, poesia, música e teatro, entre outras. Passou a liderar então o Quinteto Armorial.

Em 1974, no primeiro LP do grupo adaptou o romance pernambucano, provelmente do século XIX, “Romance de Minervina”. Em 1976 compôs “Aralume” que deu nome ao segundo disco do Quinteto armorial. No ano seguinte criou o Quarteto Romançal, com um violino, um violoncelo, um violão e flautas, do qual é regente. No mesmo ano gravou em Oslo na Nuruega o LP “Romançal”.

Tem participação como solista, compositor, arranjador e regente em mais de 40 músicas. Em 1980 fez a direção de produção do LP do “V Congresso Nacional de violeiros” – Disco 1 – “Violas e repentes”. Em 1986 lançou um LP de forma independente, que trazia entre outras a composição “Batucada”. Em 1992 lançou o disco “Brasília: o romance da Nau Catarineta” e no ano seguinte, “Opereta do Recife”. Neste último, interpretou, entre outras, “Índios do Nordeste”, com letra de autor desconhecido e “Poema de Natal”, “Chope”, “Ciranda”, “Dádivas do amante” e “Bairro do Recife”, sobre versos do poeta pernambucano Carlos Penna Filho.

Em 1999 lançou pela Copacabana/EMI o CD “Do romance ao galope nordestino sete flexas”. No mesmo ano fez os arranjos e as composições para o CD “Revisitação dos Santos Reis”, interpretadas pela Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte como parte das comemorações dos 400 anos da cidade de Natal. Tem diversas produções musicais para o cinema, teatro e dança. Tem músicas gravadas em diversos países e obras editadas pela Guitar Solo Publication da Califórnia, Estados Unidos. Teve músicas gravadas pelo Quinteto Armorial, por seu irmão, Antúlio Madureira e Cussy de Almeida, entre outros. (Dicionário Cravo Albin)

Revisitação dos Santos Reis
Antônio José Madureira (Macau, RN, 1949)
01. Loa do Potiguara
02. Canto do Mangue
03. Loa do Congolês
04. Procissão dos Navegantes
05. Loa do Mareante
06. Fortaleza dos Reis Magos

 

 

 

 

 

 

Revisitação dos Santos Reis -1999
Composição e arranjos: Antônio José Madureira
Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte
Coordenação artística e Regência: Maestro Osvaldo D’Amore

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Boa audição.

Avicenna

Antonio Lotti (ca.1667 – 1740): Kyrie, Gloria, Missa del sesto tuono

nna41xKyrie in B major
Gloria in D major
Missa del sesto tuono

Antonio Lotti (Italy, ca. 1667 – 1740)

Lotti Chamber Choir
Camerata Pro Musica
Maestro Ferenc Rózsa

Here are three of this early 18th Century composers masses of the Venice school, which have also received praise from Pope Pius X. It has constant harmonic tension with flowing melody and fine instrumental orchestration soaring around, above and in between.

This is fine performance by Camerata Pro Musica Chamber Orchestra and Lotti Chamber Choir all conducted by Ferenc Rózsa. Especially captivated by the Gloria in D Major, which is particularly glorious with its fine solo vocalists framed by baroque instrument flourishes!
Magnificent! (tirei da internet)

Antonio Lotti (Italy, ca. 1667 – 1740)
01. Kyrie in B major 1. Introduzione
02. Kyrie in B major 2. Kyrie
03. Kyrie in B major 3. Christe
04. Kyrie in B major 4. Kyrie
05. Gloria in D major 1. Gloria
06. Gloria in D major 2. Et in terra
07. Gloria in D major 3. Laudamus
08. Gloria in D major 4. Gratias
09. Gloria in D major 5. Domine Deus
10. Gloria in D major 6. Domine filii
11. Gloria in D major 7. Domine Deus, Agnus dei
12. Gloria in D major 8. Qui tollis
13. Gloria in D major 9. Qui sedes
14. Gloria in D major 10. Quoniam
15. Gloria in D major 11. Cum Sancto
16. Missa del sesto tuono 1. Kyrie
17. Missa del sesto tuono 2. Gloria
18. Missa del sesto tuono 3. Kyrie
19. Missa del sesto tuono 4. Sanctus
20. Missa del sesto tuono 5. Benedictus
21. Missa del sesto tuono 6. Agnus dei

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Boa audição.

Avicenna

J. S. Bach (1685-1750) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Violino e Violinos

J. S. Bach (1685-1750) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Violino e Violinos

71w5aknhufL._SL1000_Um bom disco da dupla de irmãs francesas, as irmãs Nemtanu. Concertos e peças de Bach com um Concerto multi-estilista de Schnittke encravado ali quase no final. Rola fácil o diálogo entre as duas irmãs tanto no Concerto de Bach quanto no comentário pós-moderno do russo. As duas — Deborah e Sarah Nemtanu, ambas com pouco mais de trinta anos — são spallas de orquestras em Paris e cada uma é uma forte a personalidade. Importante observação sobre o estilo: estas gravações combinam a correta quase falta de vibrato barroca com instrumentos modernos.

J. S. Bach / Alfred Schnittke: Concertos

1 Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: Vivace 3:38
2 Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: Largo ma non tanto 6:11
3 Concerto for 2 Violins in D Minor, BWV 1043: Allegro 4:47

4 Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Allegro I 7:17 (com Sarah)
5 Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Adagio e sempre piano 5:13
6 Violin Concerto in E Major, BWV 1042: Allegro II 2:32

7 Invention in C Major, BWV 772 1:18

8 Violin Concerto in A Minor, BWV 1041: Allegro moderato 3:48 (com Deborah)
9 Violin Concerto in A Minor, BWV 1041: Andante 5:40
10 Violin Concerto in A Minor, BWV 1041: Allegro assai 3:57

11 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Allegro 2:00
12 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Risoluto 3:18
13 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Pesante 6:47
14 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Adagio 7:03
15 Concerto Grosso No. 3 for 2 Violins, Harpsichord and Strings: Moderato 3:09

16 Invention in F Major, BWV 779 0:59

Sarah Nemtanu & Deborah Nemtanu, violinos
Paris Chamber Orchestra
Sascha Goetzel

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Sarah e Deborah Nemtanu medindo o espeço de cada uma
Sarah e Deborah Nemtanu medindo o espaço de cada uma

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