Kurt Weill – Ute Lumper Sings Kurt Weill – Vol 1 e 2

Estou planejando a postagem destes cds já há algum tempo, foi promessa que fiz para o Monge Ranulfus e que agora estou cumprindo. Estes dois CDs trazem as mais belas e geniais canções do grande compositor alemão Kurt Weill, e estão em perfeita sintonia com a excelente cantora Ute Lumper. Um repertório que traz os clássicos “Die Moritat von Mackie Messer”, imortalizada na língua inglesa como “Mack The Knife”, “Speak Low”, “I’m a stranger here myself” canções que foram interpretadas pelas grandes divas do Jazz americano, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, entre tantas (os) outros. Sem esquecer, é claro, da versão brasileira, imortalizada na “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque de Hollanda.
Creio que a interpretação de Ute Lumper tem mais a ver com a imaginada pela dupla Weill / Brecht. O aspecto teatral, muitas vezes as canções são quase faladas, se destaca, e Lumper está perfeita, lembrando aqueles ambientes de bordel na Berlim do período entre guerras, retratados em diversos filmes, como “O Anjo Azul”, e mais recentemente “Lili Marlene”.
Dois discaços, com certeza, e que preparam caminho para a pérola gravada por Anne-Sophie von Otter, que postarei logo, logo.
Divirtam-se.

Vol. 1

01..Der Silbersee Fennimores Lied
02..Der Silbersee Cäsars Tod
03..Die Dreigroschenoper Die Moritat von Mackie Messer
04..Die Dreigroschenoper Salomon-Song
05..Die Dreigroschenoper Die Ballade von der sexuellen Horigkeit
06..Berliner Requiem Zu Potsdam unter den Eichen
07..Berliner Requiem Nannas Lied
08..Der Silbersee Lied des Lotterieagenten
09..Aufstieg und Fall der Stadt Mahagony Alabama-Song
10..Aufstieg und Fall der Stadt Mahagony Denn wie Man sich bettet
11..Je ne t’aime pas
12..One Touch of Venus I’m a stranger here myself
13..One Touch of Venus Westwind
14..One Touch of Venus Speak Low

Ute Lumper – Singer
RIAS Berlin Kammeremsemble
John Mauceri – Conductor

Vol 2

1. Bilbao Song
2. Surabaya Johnny
3. Was Die Herren Matrosen Sagen
4. Der Song Von Mandelay
5. Das Lied Vom BranntweinhÄNdler
6. Youkali Tango
7. Les Filles De Bordeaux
8. Le Train Du Ciel
9. Le Grand Lustucru
10. Le Roi D’acquitaine
11. J’attends Un Navire
12. One Life To Live
13. A Saga Of Jenny
14. My Ship

Ute Lumper – Singer
RIAS Sinfonietta Berlin
John Mauceri – Conductor

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FDP

Johannes Brahms (1833-1896) – Piano Concertos – Kovacevich, Davis, LSO

Existem gravações que ficam marcadas na nossa cabeça,  e acabam se tornando as nossas favoritas. Isso pelos mais diversos motivos, mas creio que o mais importante é o emotivo, que acaba deixando de lado os aspectos técnicos. Na época em que adquiri o então LP com a gravação do Concerto n°2 de Brahms, em um sebo na minha cidade, eu estava com cabeça confusa, algo típico quando temos 20 anos de idade, e gastava todo o dinheiro que ganhava com discos. Claro que minha mãe e meu pai ficavam doidos, pois eu não comprava roupas nem calçados. Apenas discos. Mas como se tratava de uma época confusa de minha vida, principalmente conflituosa, decorrentes de uma paixão mal resolvida, e sem saber o que fazer, se estudava, ou trabalhaba, me apegava à música para tentar abafar aquele ímpeto juvenil.

A primeira vez que ouvi a gravação do Segundo Concerto para Piano de Brahms com essa dupla Kovacevich / Davis foi paixão à primeira audição. Já ouvi diversas outras, com os mais importantes pianistas do século XX, mas por algum motivo o então jovem Kovacevich me fisgou, e já se passaram 25 anos desde então.  O porque desta escolha não há como explicar. Foram dezenas, quiçá centenas de audições, quando o LP terminava eu apenas virava o disco (algo impensável essa geração alimentada por USB.) Ainda tenho o velho LP, com uma foto do então jovem Kovacevich, de gosto duvidoso, diria, mas enfim, foi e sempre será a minha interpretação favorita deste concerto. Há pouco tempo atrás consegui finalmente sua gravação do Concerto n°1, que eu não tivera a oportunidade de ouvir até então, pois estas gravações estava fora do catálogo da Philips, por algum motivo contratual, sei lá. Só sei que finalmente consegui os dois concertos, gravados na mesma época, com o mesmo fervor juvenil e impetuosidade do Kovacevich. Não tenho a data correta, mas deve ter sido realizada no começo ou no meio dos anos 70.  Uma curiosidade: ele foi casado com a Martha Argerich.
Esse CD duplo que estou postando traz os Concertos para piano de Bahms, mas também algumas de suas obras para piano solo.  Foi relançado por um selo menor, Newton, mas a qualidade da gravação continua a mesma, ou seja, excelente.
P.S. – O programa que usei para converter os arquivos para mp3 tirou-os de sua ordem correta. Só depois de subi-los para o megaupload é que descobri. Mas se resolve facilmente, obecendo a ordem que coloquei abaixo:

CD 1

1 – Piano Concerto n° 1 – I – Maestoso – Poco piú moderato
2 – II – Adagio
3 – III – Rondo – Allegro non troppo
4 – Scherzo in E Flat minor op. 4
5 – Ballades Op. 10 – I – N°1, in D Minor
6 – II – N° 2, in D
7 – III – N° 3, in B Minor
8 – IV – N°4, in B

CD 2

1 – PIano Concerto n°2, in B Flat, op. 83 – I. Allegro non troppo
2 – II – Allegro Apassionato
3 – III – Andante – Piú adagio
4 – IV – Allegreto grazioso – Un poco piú presto
5 – Klavierstücke Op. 76 – 1. Capriccio in F# minor
6 – 2. Capriccio in B minor
7 – 3. Intermezzo in Ab major
8 – 4. Intermezzo in Bb major
9 – 5. Capriccio in C# minor
10  – 6. Intermezzo in A major
11  – 7. Intermezzo in A minor
12  – 8. Capriccio in C major

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Sir Colin Davis – Director

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FDPBach

Alison Balsom – Trumpet Concertos

É, estou tentado voltar a vida do blog. Fiquei um tempo afastado pois meus estudos consomem cada vez mais meu tempo. A postagem de hoje nos revela uma belíssima mulher.. quero dizer Trompetista. O Concerto para Trompete de Haydn deu-se pela invenção do trompete de chaves que tem a capacidade de executar toda a gama de notas, oitavas e seus respectivos harmônicos. Possiu maior extensão que a Corneta. Tal mudançãs possibilitou uma abertura a composição para esse instrumento, já que só era usado para dar cornetadas para exército e para fazer fanfarras. Adota a forma Allegro ( sonata ), Andante ( sonata ) e Finalle Allegro. Um típico concerto modelo Haydniano. Por mais que eu toque Clarineta, não deixo de admirar outros concerto também, acho que o esse concerto uma das melhores composições do período clássico para instrumento solo. Não consigo perceber pelo som, se o trompete é o que se usa hoje em dia em conjuntos musicais ou se é usado instrumento de época. O importante é que o concerto é bonito pra caramba, e mulher também.
Enfim, boa audição.

Johann Nepomuk Hummel ( 1778 – 1837 )
Trumpet Concerto in E flat
1. I. Allegro con spirito:- Concerto in E flat major for Trumpet and Orchestra (1806)
2. II. Andante:- Concerto in E flat major for Trumpet and Orchestra (1806)
3. III. Rondo:- Concerto in E flat major for Trumpet and Orchestra (1806)

Joseph Haydn ( 1732 – 1809 )
Trumpet Concerto in E flat
4. Allegro:- Concerto in E flat for Trumpet & Orchestra Hob. VII e:I
5. Andante:- Concerto in E flat for Trumpet & Orchestra Hob. VII e:I
6. Finale. Allegro:- Concerto in E flat for Trumpet & Orchestra Hob. VII e:I

Giuseppe Torelli ( 1658 – 1709 )
Trumpet Concerto in D
7. I. Allegro:- Concerto for Trumpet & Orchestra in D major “Estienne Roger”
8. II. Adagio – Presto – Allegro:- Concerto for Trumpet & Orchestra in D major “Estienne Roger”
9. III. Allegro:- Concerto for Trumpet & Orchestra in D major “Estienne Roger”

Krtitel Jiri Neruda ( 1711 – 1776 )
Trumpet Concerto in E flat
10. I. Allegro:- Concerto for Trumpet and Strings in E flat major
11. II. Largo:- Concerto for Trumpet and Strings in E flat major
12. III. Vivace:- Concerto for Trumpet and Strings in E flat major

Alison Balson – Trumpet
Bremen German Chamber Philharmonic

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Gabriel della Clarinet

Eli-Eri Moura (1963) – Armorialis, primeiro movimento – update com vídeos

Texto original: 03 de maio de 2010.

Quando o Ranulfus apontou, sem nenhum disparate, semelhanças do concerto duplo de Nyman (postado abaixo) com sonoridades da música armorial, foi porque reconheceu instintivamente no compositor britânico a base modal que ele utilizou para a criação dos temas (fora a orquestração, que se não for coincidência, é referência direta e consciente – mas isso não temos dados para apontar).

A música folk modal das ilhas britânicas tem parentesco direto com as do norte da Península Ibérica devido ao passado céltico comum – e isso só fui pesquisar depois ter ouvido essa obra que ora vos posto.

Armorialis é uma peça concertante para viola, violoncelo e orquestra estreada no Recife, no Festival Virtuosi 2007, em um concerto-homenagem aos 80 anos de Ariano Suassuna (no qual estive porque eram minhas férias e quis fugir do agito carioca) que contou com a première de quatro partituras encomendadas para a ocasião, entre elas o Frevo n° 2 de Marlos Nobre.

Se os acordes iniciais da harpa – e a própria presença da harpa, fazendo o topos musical se deslocar do Medievo ibérico para a Renascença inglesa (daí a cara mais de Vaughan Williams do que de Antonio Nóbrega e Cussy de Almeida) – já foram algo inusitado, mais ainda foram as seções meio ataranteladas que entrecortam os solos apaixonados de viola e violoncelo (com o perdão das simplicações descritivas – tenho muita coisa pra dar conta ainda esta madrugada).

De fato, o impacto da estreia de Armorialis foi excelente. Lembro-me de um amigo ter dito que a peça foi composta menos de um mês e não deu trabalho a Eli-Eri Moura (“ele quis fazer uma peça que se tocasse sozinha, para não dar trabalho a maestro nenhum, segundo as palavras dele”), além de refletir uma preocupação (preocupação no bom sentido) de não imitar o estilo já empoeirado da Orquestra Armorial.

Só uma advertência: essa gravação não teve uma captação de som das melhores, mas dá muito bem pro gasto.

***

Armorialis
I. Romance

Orquestra Sinfônica Virtuosi, regida por Rafael Garcia
Viola: Rafael Altino
Violoncelo: Leonardo Altino

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CVL

***

Update, em 14 de junho de 2010: acabei de receber um e-mail com a filmagem da segunda audição mundial de Armorialis, no último dia 02, em João Pessoa-PB.

A afinação dos solistas já estava comprometida no terceiro movimento, e os dois primeiros movimentos tiveram um andamento mais lento (o primeiro movimento dá pra comparar com o áudio disponibilizado aqui), fora que a câmera de vídeo não tinha como captar bem a harpa e os contrabaixos, mas foi uma boa gravação e que certamente vai abrir as portas para novas execuções pelo país.

(Acabei de receber novo e-mail, comentando que o compositor disponibiliza a grade e as partes solistas para qualquer orquestra interessada.)

I. Romance

II. Incelença

III. Desafio

Orquestra Sinfônica da Paraíba, regida por Luiz Carlos Durier
Viola: Savio Santoro
Violoncelo: Paulo Santoro

Piotr Iliych Tchaykovsky – Tchaikovsky, Shakespeare – Dudamel – Simon Bolivar SOV

Confesso que demorei um pouco para aderir ao “dudamelismo”, mas tenho de reconhecer que o cara tem um baita de um talento, e trouxe para as salas de concerto um pouco daquele carisma e alegria que viamos nos bons tempos de Bernstein. Sorriso, dança, gestos e trejeitos de apoio aos músicos, enfim, carisma.
Dia destes tive a oportunidade de assistir sua “estréia” frente à Filarmônica de Los Angeles, da qual atualmente é diretor, tocando a Sinfonia Titâ de Mahler. Muito bom mesmo. Emocionante.
Este CD que estou postando é o último trabalho dele, com sua Orquestra Simon Bolivar Symphony Orchestra of Venezuela. Não pretendo entrar aqui nos méritos sociais ou políticos deste projeto que ele coordenou nas favelas de Caracas, mas também não posso deixar de admirar seu empenho neste mesmo projeto que o lançou mundialmente, que o tornou mundialmente conhecido, e o levou à frente de uma Filarmônica de Los Angeles, ou Berlim.
Estes trabalhos de Tchaikovsky aqui gravados não são tão conhecidos, com exceção, é claro, do balé Romeo e Julieta. Não diria que é um disco temático. Dudamel juntou três peças do russo que foram baseadas na obra do bardo. Mas é um baita disco com uma música simplesmente magnifíca, claro que para aqueles que admiram o compositor.
Uma boa dica para o domingo.

01 – Hamlet – Fantasy Overture after Shakespeare op. 67
02 – The Tempest – Symphonic Fantacy after Shakespeare op. 18
03 – Romeo and Juliet – Fantasy Overture after Shakespeare

Simon Bolivar Symphony Orchestra of Venezuela
Gustavo Dudamel – Director

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FDPBach

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in B flat major, Op. 67 e Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34 (CD 2 de 5)

Após alguns dias de ausência eu retorno ao PQP Bach para dá continuidade ao ciclo de postagens com o material camerístico de Brahns, iniciado há alguns dias atrás. Nesta ocasião teremos o Quarteto in B flat maior, Op. 67 e o o famoso Quinteto para dois pianos, dois violinos, viola e violoncelo em F menor, Op. 34. Para um dia como este é uma música agradavelmente adequada. Os comentários são dispensáveis. Que a música forneça suas explicações. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in B flat major, Op. 67 e Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34

String Quartet in B flat major, Op. 67 [32:13]
01. 1.Vivace
02. 2. Andante
03. 3. Agitato(Allegretto Non Troppo)
04. 4. Poco Allegretto Con Variazioni

Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34 [41:21]
05. 1. Allegro Non Troppo
06. 2. Andantem, Un Poco Adagio
07. 3. Scherzo.Allegro-Trio
08. 4. Finale.Poco Sostenut

Amadeus Quartet

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Carlinus

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) – Stabat Mater, Violin Concerto, Salve Regina in C Minor – Abbado, Mingardo, Carmignola, Orchestra Mozart

Após a overdose que tivemos nos últimos dias de coleções de parar o trânsito, volto discretamente para postar novamente a obra prima de Pergolesi, o “Stabat Mater”, nesta coleção impecável que Claudio Abbado gravou em pouco menos de um ano.
Sempre que ouço o ” Stabat Mater” de Pergolesi sinto um arrepio na espinha. Não conheço nada mais angustiante que este lamento, não há como não imaginar esta dor intensa que uma mãe deve sentir quando perde de um filho.
Sara Mingado e Raquel Harnisch estão magníficas no “Stabat Mater”. Conseguimos identificar a cumplicidade na dor e no lamento em suas interpretações. É como se viesse da própria alma. Me perdoem os mais puristas, mas ainda prefiro a voz feminina à dos contra-tenores, mesmo sendo fã das gravações do Andreas Scholl e do René Jacobs. Sara Mingardo faz um trabalho notável nesta gravação, volto a repetir.
Ah, antes que esqueça, alguém pediu dia desses alguma outra obra de Pergolesi, como um concerto, ou uma obra de câmera. Curiosamente, neste CD, temos um Concerto para Violino. E o intérprete é ninguém mais que Giuseppe Carmignola, um dos maiores intérpretes do violino barroco na atualidade. Paa encerrar o CD, mais um “Salve Regina”.
Assim encerro a série de postagens deste fantástico compositor, que infelizmente viveu apenas 26 anos. Esta coleção do Abbado foi um dos maiores lançamentos fonográficos da música clássica no ano de 2010. Vida longa ao Signore Abbado por nos proporcionar esse prazer.
O sol está a pino neste sábado de manhã, como esteve nos últimos dias aqui no interior. Está fazendo um friozinho agradável. Hoje tirei o dia para não fazer nada, não sair de casa, enfim, curtir o dia aqui, ouvindo uma boa música.
Tenham todos um bom final de semana.

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1. Stabat Mater
Sara Mingardo, Rachel Harnisch, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

2. Cujus animam
Rachel Harnisch, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

3. O quam tristis
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

4. Quae moerabat
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

5. Quis est homo
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

6. Vidit suum
Rachel Harnisch, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

7. Eia Mater
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

8. Fac ut ardeat
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

9. Sancta Mater
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

10. Fac ut portem
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

11. Inflammatus

12. Quando corpus – Amen
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

Concerto for Violin in B Flat Major
edited by Federico Agostinelli
13. 1. Allegro
14. 2. Largo
15. 3. Allegro
Giuliano Carmignola, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

Salve Regina in C Minor
edited by Federico Agostinelli

16.1. Salve, Regina
17 2. Ad te clamamus
18. 3. Eia ergo
19. 4. Et Jesum benedictum
20. 5. O clemens, o pia
Julia Kleiter, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

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FDPBach

Ferruccio Busoni (1866-1924) – String Quartet in C, Op.19 e String Quartet in D, Op.26

Não tenho conseguido parar de ouvir estes quartetos do compositor italiano Ferruccio Busoni. Ele apareceu pouco por aqui. Busoni era filho de músicos e possuía habilidades incomuns. Deu o seu primeiro concerto público aos sete anos de idade, o que o coloca na categoria de um Mozart ou de um Mendelssohn. Sua música é complexa. A wikipédia diz que a música de Busoni “é feita de diversas linhas melódicas entremeadas. Ainda que sua música não seja jamais de fa(c)to atonal no sentido schönbergiano do termo, suas obras tardias distinguem-se freqüentemente por uma tonalidade indeterminada, como as últimas de Franz Liszt. Nas notas de programa para sua Sonatina seconda de 1912, Busoni descreve sua peça como sendo senza tonalità (italiano para: sem tonalidade). Johann Sebastian Bach e Franz Liszt são regularmente citados como tendo tido uma influência decisiva sobre o compositor italiano, pois sua música contém elementos de neoclassicismo, e inclui melodias que se assemelham à aquelas de Wolfgang Amadeus Mozart. Busoni escreveu numerosas peças para piano”. Ouça e tire as suas conclusões. Uma boa experimentação.

Ferruccio Busoni (1866-1924) – String Quartet in C, Op.19 e String Quartet in D, Op.26

String Quartet in C, Op.19
01. I. Allegro moderato, patetico
02. II. Andante
03. III. Menuetto
04. IV. Finale. Andante con moto, alla marcia

String Quartet in D, Op.26
05. I. Allegro energico
06. II. Andante con moto
07. III. Vivace assai
08. IV. Andantino – Allegro con brio

Pellegrini-Quartett
Antonio Pellegrini, violino
Thomas Hofer, violino
Charlotte Geselbracht, viola
Helmut Menzler, cello

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Carlinus

.: interlúdio :. Pat Metheny – Zero Tolerance for Silence (1992)

Se você não suporta o free jazz, a Segunda Escola de Viena e as liberalidades de uma forma geral, fuja deste disco. Não se engane, o brilhantíssimo guitarrista Pat Metheny tem outra criatura dentro dele, mas não como você, leitor que sexualiza tudo, pensou. Há Dr. Jeckyll: o Metheny doce, melódico, brando, que poderia criar um trabalho com o titulo de Zero Tolerance for Noise; e Mr. Hyde: o parceiro de Ornette Coleman de Song X e autor deste agressivíssimo Zero Tolerance for Silence.

“A gravação mais radical da década…”. “Um novo marco na música para guitarra elétrica…”. “O instrumento queima, voa, são fragmentos retorcidos da imaginação de um incendiário mestre do imprevisível, um desafio para aqueles que se aventuram…”. Estes foram alguns trechos escritos para Zero Tolerance for Silence pelo guitarrista do Sonic Youth, Thurston Moore, em sua crítica. E é difícil expressar melhor a sensação — porque trata-se disso, de sensação — de ouvi-lo.

Em dezembro de 1992, Pat entrou no New York Power Station armado apenas com uma guitarra elétrica, pôs nela toda a distorção possível e gravou as cinco partes que compõem este disco absolutamente selvagem. Nele, o caos impera de forma especialmente arbitrária: são acordes quebrados, métricas inviáveis, conversas entre duas guitarras que lembram Frank Zappa — mas sem suas confusas influências eruditas, porque aquilo são apenas influências — , escalas inexistentes e todo o arsenal que você pode imaginar para um processo rigoroso de desconstrução que deixaria o free jazz tonto. Muitos, virando-lhe as costas, chamariam o CD de vanguardista ou o acusaria de ter apenas ruído como conteúdo, mas, desculpem, o fato é que há uma lógica estrutural nesta estranha suíte. A “situação” da primeira parte (18 minutos) torna-se logo depois mais agradável e melódica — de uma forma canhestra pra caralho — na parte 2, trazendo de volta lembranças de uma outra composição, “Parallel Realities” (com Jack DeJohnette, 1990), não ortodoxa. Neste mundo cheio de referências é dífícil ser totalmente original e os acordes de Metheny passam a lembrar Jimi Hendrix. Depois, o tema cerne do CD está agonizando e as notas se parecem com o movimento das garras de um animal morrendo… A parte 4 recebe um toque decididamente roqueiro reforçado pela presença de um terceira guitarra largando seus acordes em meio ao desarticulado diálogo dos dois principais instrumentos.

Um CD absolutamente radical, indicado apenas àquelas pessoas que não nada de varizes e conservadorismo em seus ouvidos.

IM-PER-DÍ-VEL, mas, repito, só para radicais !!!

Pat Metheny – Zero Tolerance for Silence (1992)

1. Part 1
2. Part 2
3. Part 3
4. Part 4
5. Part 5

Pat Metheny, guitarras

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PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 55 – "Heróica"

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Depois de uma semana de silêncio pleno, estou de volta com um baita CD, daqueles que fazem a gente perder a voz e ouvir com absurda devoção. Afinal, trata-se de Beethoven, do inominável Beethoven. Entre as sinfonias do alemão, a de número 3 é uma das minhas preferidas. Ela constitui uma plêiade de sentimentos morais. É um micro-mundo, uma representação da existencialidade complexa de Beethoven. O compositor era um campo de batalha. Este CD é um portento. Uma maravilha. É uma gravação realizada no ano de 1958 por Ferenc Fricsay à frente da Filarmônica de Berlim. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 55 – “Heróica”
01. Allegro con brio
02. Marcia funebre: Adagio assai
03. Scherzo: Allegro vivace
04. Finale: Allegro molto

Berliner Philharmoniker
Ferenc Fricsay, regente

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Carlinus

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in C menor, Op. 51 no. 1 e String Quartet in A menor, Op. 51 no. 2 (CD 1 de 5)

Já venho há dois meses com o intento de postar os quartetos de cordas de Brahms, uma joia, uma pérola, algo para qual nos falta palavras. Mas foi somente hoje que disse para mim mesmo: “Hoje a criança nasce!”. E como estou entusiasmado com estas postagens! Nutro uma profunda admiração pela música brahmsiana. Com o compositor não havia tempo para devaneios ou produções que fugiam àqueles elementos tão típicos da música genuinamente clássica. Deve ser por isso que ele não compôs balê ou ópera. Seus pés estavam fincados no terreno da música pura. Música-música (se é que existe esta expressão). Toda as vezes que vou postar Brahms corre dentro de mim certa expectação reverente. A alemão não era brincadeira. Sua música é um atestado de sua competência e seriedade. Em sua época o que vigorava eram as megalomanias de Wagner e dos compositores programáticos. Brahms conseguiu se impor compondo música absoluta – a mesma que compusera Beethoven, Mozart e Haydn. Tudo isso amalgamado ao espírito profundo do Romantismo. Resta-nos apenas ficar com o primeiro CD com os dois primeiros quartetos – O opus 51 no. 1 e 2. Estes quartetos são verdadeiras obras primas. Possuem uma capacidade de síntese, concentração e honestidade musical invejáveis, dificilmente encontráveis em outros compositores. Prestem atenção: falo “dificilmente”. Páro por aqui: é preciso ouvir para sentir estas duas maravilhas. Aprecie sem moderação, incontidamente!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in C menor, Op. 51 no. 1 e String Quartet in A menor, Op. 51 no. 2

String Quartet in C menor, Op. 51 no. 1 [30:10]
01. Allegro
02. Romanze. Poco Adagio
03. Allegretto molto moderato e comodo – Un poco piu animato
04. Allegro

String Quartet in A menor, Op. 51 no. 2 [31:04]
05. Allegro non troppo
06. Andate moderato
07. Quasi Minuetto, moderato – Allegretto vivace
08. Finale. Allegro non assai

Amadeus Quartet

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Carlinus

Antonio Vivaldi (1678-1741): Le Passioni dell'Uomo / Concertos para Violino

Esplêndido CD duplo da Deutsche Harmonia Mundi! Todos nós conhecemos e caracterizamos Totonho por seus concertos. Dos 241 concertos para violino que compôs, muitos deles têm títulos programáticos. O violinista barroco italiano Enrico Casazza, selecionou seis concertos cujos nomes referem-se às paixões humanas (L’Amoroso ou L’Inquietudine). O CD bônus inclui quatro concertos inicialmente compostos para outros instrumentos que não o violino. Estes trabalhos foram arranjados para violino e orquestra de cordas por Pablo Queipo de Llano. A orquestra de nome modestíssimo — La Magnifica Comunità — é, tá bom, bem boa mesmo.

Vivaldi (1678-1741): Le Passioni dell’Uomo / Concertos para Violino

Disco 1

01/03. Concerto for Violin in E minor, RV 277 “Il Favorito”
04/06. Concerto for Violin in D major, RV 234 “L’Inquietudine”
07/09. Concerto for Violin in E major, RV 271 “L’Amoroso”
10/12. Concerto for Violin in C minor, RV 199 “Il Sospetto”
13/15. Concerto for Violin in B minor, RV 387 “Per Signora Anna Maria”
16/18. Concerto for Violin in C minor, RV 761 “Amato bene”

Disco 2

01/03. Concerto for Violin in B minor, RV 378R
04/06. Concerto for Violin in G minor, RV 320
07/09. Concerto for Violin in B flat major, RV 432R (originally for Flute)
10/12. Concerto for Violin in G minor, RV 322 (reconstructed)

Enrico Casazza, Violino e regência
La Magnifica Comunità

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PQP

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) – Dixit Dominus – Confitebor tibi, Dominem – Chi non ode e chi non vede – Salve Regina in A minor – Abbado – Orchestra Mozart

Dando continuidade ao meu projeto de postar obras de Pergolesi, começo a postar a série de três CDs que Claudio Abbado gravou ente 2009 e 2010, com a excelente “Orchestra Mozart”, e neste cd, com o excelente “Coro della Radiotelevisione Svizzera”.
Adoro obras corais sacras. Claro que devido à clara influência de Bach e Handel, mas existem diversos outros compositores barrocos, contemporâneos de Bach, que também produziram magníficas obras, mas devido ao gigantismo de Johann e de Handel, ficaram um tanto quanto obscurecidos e esquecidos.  A índústria fonográfica vem tentando nos últimos tempos suprir estas carências e muitos músicos vêm se especializando nestes repertórios.
Desde a primeira vez que ouvi a voz celestial de Emma Kirkby cantando o “Stabat Mater” me apaixonei pela obra de Pergolesi. E nestes últimos anos venho procurando outras obras, mas trata-se de tarefa um tanto quanto difícil. Mas creio que com este projeto de Claudio Abbado, dedicando-se durante algum tempo ás obras principalmente sacras, um maior número de orquestras, ou músicos, venham a gravá-las. Inclusive, está sendo um sucesso a postagem da Anna Netrebko cantando o “Stabat Mater”, já são mais de 350 downloads em uma semana. Daí vemos o interesse de nossos leitores-ouvintes de terem acesso à estes cds, que de outra forma que não fosse esta, seria quase impossível adquirir. A não ser, é claro, que tenham cartão de crédito internacional, além de um bom saldo na conta corrente, e paciência para esperarem por até três meses para receber o produto.
Este CD que estou postando traz o magnífico “Dixit Dominus”,
Bem, problemas à parte, espero que apreciem a beleza destas obras. Em anexo, segue booklet com informações sobre as obras e as letras das mesmas.
1 – CONFITEBOR TIBI, DOMINE. I. Confitebor tibi, Domine
2 – II. Confessio et magnificentia opus eius
3 – III. Fidelia omnia mandata eius
4 – IV. Redemptionem misit populo suo
5 – V. Sanctum et terribile nomen eius
6 – VI. Gloria Patri
7 – VII. Sicut erat in principio

Julia Kleiter – Soprano
Rosa Bove – Contralto
Coro della Radiotelevisione Svizzera
Orchestra Mozart
Claudio Abbado – Conductor

8 – CHI NON ODE E CHI NON VEDE. I Aria_ Chi non ode e chi non vede
9 – II Recitativo_ Di costei parlo
10 – III – Largo_ Tu dovresti, Amor tiranno
11 – Recitativo_ Ma dove io mi rivolgo_
12 – Largo stentato_ Miseri affetti miei
13 – Aria. Presto_ Cadro contento

Rachel Harnisch – Soprano
Orchestra Mozat
Claudio Abbado

14 – SALVE REGINA a-moll. I. Salve Regina
15 – II. Ad te clamamus
16 – III. Eia ergo
17 – IV. O clemens, o pia

Julia Kleiter – Soprano
Orchestra Mozart
Claudio Abbado – Conductor

18 – DIXIT DOMINUS. I. Dixit Dominus
19 – II. Virgam virtutis
20 – III. Dominare
21 – IV. Tecum principium
22 – V. Juravit Dominus
23 – VI. Dominus a dextris tuis
24 – VII. Gloria Patri

Rachel Harnisch – Soprano
Lucio Gallo – Bass – Barítono
Coro dela Radiotelevisione Svizzera
Claudio Abbado – Conductor

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FDPBach

Coleção Grandes Compositores 15/33: Piotr Tchaikovsky (1840-1893) (2)

Queriam mais Tchaikovsky?! Pois bem, este é mais um daqueles raros compositores que mereceram bis nesta coleção. O repertório é semelhante ao volume anterior. Um concerto; desta vez temos o Concerto para Violino em Ré. Duas peças orquestrais avulsas; a Fantasia Romeu e Julieta e a Marcha Eslava. Uma suíte de balé; agora com O Quebra Nozes. Faltou uma sinfonia, mas temos a belíssima Serenata para Cordas em Dó para finalizar o álbum. Enfim, um excelente repertório e uma grande oportunidade para os iniciantes terem, um pouco mais, contato com as mais populares obras de um dos maiores compositores de todos os tempos.

Nascido de uma família russa de classe média, Tchaikovsky parecia destinado à carreira jurídica. Aos 19 anos, tendo completado seus estudos de direito, ele arranjou um emprego como funcionário do Ministério da Justiça. Mas a atração pela música, que ele sentia desde criança, demonstrou-se irresistível. Entrou para o conservatório musical de São Petersburgo e abandonou o emprego para dedicar-se inteiramente à arte.
Desde o início, ele foi uma voz musical forte e independente. Mantinha relações amistosas com Balakirev e Rimsky-Korsakov, compositores nacionalistas russos. Mas, ainda que com frequência Tchaikovsky buscasse inspiração nas canções folclóricas de sua terra, continuava a usar as formas e técnicas dos mestres clássicos de maneira absolutamente pessoal. Os primeiros anos que dedicou à música foram difíceis, mas trouxeram-lhe crescente reconhecimento. Apesar de inseguro sobre as suas habilidades e atormentado por sua homossexualidade, produziu uma série de composições famosas – óperas, sinfonias, balés e outras partituras -, que são o legado de sua genialidade.

Na última década do século XIX, Tchaikovsky já era reconhecido como o maior compositor russo. Fora condecorado pelo czar, suas obras eram aplaudidas por toda a Europa e até por plateias da América. O caminho para a fama e o sucesso, no entanto, havia sido tortuoso e marcado pelas angustiantes crises emocionais que continuariam a assombrar o compositor até o final de sua vida.

Fonte: Encarte do álbum.

Uma ótima audição!

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Coleção Grandes Compositores Vol. 15 – Piotr Tchaikovsky (2)

DISCO A

Violin Concert in D,Op. 35
01 Allegro moderato (17:51)
02 Canzonetta: Andante; Finale: Allegro vivacissimo (16:43)
Kyung Wha Chung, violin
Orchestre Symphonique de Montréal, Charles Dutoit

Romeo and Juliet, Fantasy Overture
03 (19:36)
Cleveland Orchestra, Riccardo Chailly

Marche Slave, Op. 31
04 (10:46)
Orchestre Symphonique de Montréal, Charles Dutoit

DISCO B

Nutcracker Suite, Op. 71a
01 Miniature overture; Characteristic dances (3:13)
02 March (2:23)
03 Dance of Sugar-Plum Fairy (1:44)
04 Russian Dance (1:08)
05 Arabian Dance (Coffee) (3:54)
06 Chinese Dance (Tea) (1:05)
07 Dance of the Reed-Pipes (2:26)
08 Waltz of the Flowers (6:40)

Serenade of Strings in C, Op. 48
09 Pezzo in forma di sonatina: Andante non troppo – Allegro moderato (8:52)
10 Waltz: Moderato (Tempo di valse) (3:37)
11 Elégie: Larghetto elegiaco (8:54)
12 Finale: (Tema Russo): Andante – Allegro con spirito (7:07)

Academy of St. Martin-in-the-Fields, Sir Neville Marriner

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Marcelo Stravinsky

Anton Dvorak (1841-1905) – Carnival Overture, Op.92, The Wood Dove, Op.110 e Symphony No.9 in E minor, Op.95 "From the New World" (CD 6 de 6 – final)

Chegamos, finalmente, ao último CD dessa caixa com a integral do material sinfônico de Dvorak. Confesso que me sinto mais pacificado após ter conseguido ter finalizado o empreendimento. É que precisava mergulhar com mais detença nas sinfonias compostas por Dvorak. Conhecia apenas as de número 6 a 9. Das demais, eu escutara somente pedaços esparsos. Neste último CD, temos a sinfonia mais famosa de Dvorak, a de número 9, também conhecida como “Sinfonia do Novo Mundo”. O trabalho estreou em 1893, no Carnigie Hall de Nova York, com um sucesso extraordinário. A Sinfonia no. 9 expressa o sentir de Dvorak. O compositor se encontrava numa terra distante da sua. As paisagens eram diferentes. As fragrâncias eram outras. Isso fez com que Dvorak criasse uma peça na qual vemos um diálogo de temas eslavos com temas americanos. Ou seja, esse “intercâmbio” temático resultou numa obra com fortes elementos trágicos, de uma beleza singular. No fundo, Dvorak está celebrando a sua terra. É uma espécie de missiva que ele manda para os seus estando numa terra distante. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Anton Dvorak (1841-1905) – Carnival Overture, Op.92,The Wood Dove, Op.110Symphony No.9 in E minor, Op.95 “From the New World”

Carnival Overture, Op.92

01. Carnival Overture, Op.92

The Wood Dove, Op.110

02. The Wood Dove, Op.110

Symphony No.9 in E minor, Op.95 “From the New World”

03. 1. Adagio – Allegro molto
04. 2. Largo
05. 3. Scherzo (Molto vivace)
05. 4. Allegro con fuoco

Berliner Philharmoniker
Rafael Kubelik, regente

BAIXAR AQUI CD6

Carlinus

Dietrich Buxtehude (1637-1707) – Trio Sonatas

Apesar da sexta-feira dita santa ter acabado, essa postagem é para comemorar a data. Todos os anos a igreja e a TV alimentam o ideário de dor e sofrimento da paixão de Cristo. E para se unir ao suposto sofrimento de Cristo pela humanidade, tantas outras micro-paixões acontecem. Tantos outras pessoas cismam em se cortar a fim de reproduzir as dores e as chagas de Cristo. Curiosamente, a espiritualidade ocidental foi construída sobre a dor. Assim quanto mais uma pessoa sofre, tanto mais ela é virtuosa. Os ditos santos foram homens que sofreram. Nenhum um santo tornou-se santo por ser feliz. A alegria e a felicidade são sentimentos perigososos que um santo jamais deverá sentir. É necessário que, antes de tudo, ele compunja o semblante. Não tome banho. Não se perfume. Abomine a natureza. O amor carnal. As relações humanas. A música. A poesia. Em suma: a beleza. Quando penso nessas supostas virtudes, lembro-me de uma frase de Nietzsche: “Prefiro ser um sátiro a um santo”. E pensando nisso, chego à conclusão de que a vida é muito pequena para que nos fiemos apenas por uma face dela. O universo está cheio de belezas, de cintilações de mistério. É estúpido, ato de suprema desinteligência, olhar para a vida e fazer da dor apenas virtude. Viver um ascetismo moral, não fruindo das tantas maravilhas que o unievrso nos fornece como dádiva, é ser devoto da mais suprema imbecilidade. Os religiosos são cegos em sua jornada monocromática. É baseado nisso que faço essa deliciosa postagem, cheia de encantos, de beleza. Ou seja, perigosa para os santos. Não deixe de ouvir. Fui até à Alemanha e trouxe essa bela efeméride barroca para este dia ensolarado. Um bom deleite!

Dietrich Buxtehude (1637-1707) – Trio Sonatas

01 – Sonata I in F major, BuxWV 252
02 – Sonata II in G major, BuxWV 253
03 – Sonata III in A minor, BuxWV 254
04 – Sonata IV in Bb major, BuxWV 255
05 – Sonata V in C major, BuxWV 256
06 – Sonata VI in D minor, BuxWV 257
07 – Sonata VII in E minor, BuxWV 258

The Boston Museum Trio
Daniel Stepner, baroque violin
John Gibbons, cravo
Laura Jeppesen, viola da gamba

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Carlinus

Anton Dvorak (1841-1905) – Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 e Symphony No. 8 in G major, Op. 88 (CD 5 de 6)

Mais duas sinfonias de Anton Dvorak. Agora, as de número 7 e 8. Das sinfonias compostas pelo tcheco, estas duas estão entre as que mais gosto. Acredito também que tenha sido as que mais ouvi. A Sinfonia no. 7 foi composta em 1885. É uma obra dura, com passagens turbulentas e taciturnas. Dvorak havia perdido parentes queridos à época da composição. Talvez esse clima infenso tenha permeado a mente e os sentidos de Dvorak. Já a Sinfonia No. 8 foi composta em 1889. É uma obra repleta de melodias doces, encantáveis; fortemente emotiva. Possui elementos musicais da Bohemia. Não deixe de ouvir mais esse importante e maravilhoso CD sob a direção de Kubleik.

Anton Dvorak (1841-1905) – Symphony No. 7 in D minor, Op. 70 e Symphony No. 8 in G major, Op. 88

Symphony No. 7 in D minor, Op. 70
01. 1. Allegro maestoso
02. 2. Poco Adagio
03. 3. Scherzo _ Vivace – Poco meno mosso
04. 4. Finale_ Allegro

Symphony No. 8 in G major, Op. 88
05. 1. Allegro con brio
06. 2. 2. Adagio
07. 3. Allegretto grazioso – Molto vivace
08. 4. Allegro, ma non troppo

Berliner Philharmoniker
Rafael Kubelik, regente

BAIXAR AQUI CD5

Carlinus

George Philipp Telemann (1681-1767): Aberturas, Sonatas e Concertos

O prolífico e popular Telemann dominou a música daqueles pequenos principados e reinos que hoje chamamos Alemanha. Ele já está numa posição entre Bach e seus filhos, dando os primeiros passos dentro do estilo galante — muito mais simples, despreocupado e metido a bonitinho. Telemann era um imenso talento, mas sua música sem grandes dramas ficou para trás, meio perdida em meio à profundidade bachiana, à grandiosidade handeliana, aos saracoteios italianos de Vivaldi e os grandes compositores que vieram logo a seguir: Haydn e Mozart.

Hoje, deve ter menos gravações do que o mano CPE Bach, um consistente e agressivo antecessor de Beethoven, a quem parece ter passado magicamente o amor aos temas curtos e afirmativos, aquela coisa de macho. (Nada temos a favor de Bolsonaro, desejamos mais é que ele vá tomar no cu).

Este grupo de 5 CDs é uma joia que postamos hoje para comemorar a morte de Jesus Cristo, célebre personagem fantástico presente em muitas músicas. A piada é que ele teria morrido hoje e ressuscitado três dias depois — segunda-feira, portanto. A ressurreição é considerada por muitos como base para o cristianismo. Jesus foi crucificado, morreu e foi enterrado. Então, teria descido até o inferno. Só que, no terceiro dia, ele voltou da morte, ascendeu ao céu e sentou-se ao lado direito de Deus, Pai Todo-Poderoso. Ninguém viu mas foi assim, dizem os cristãos e deístas.

Como ele nunca aparece e para não precisarmos ficar contando essas lorotas para elas, no domingo enchemos nossas crianças de chocolates. Elas ficam na delas, felizes. É assim.

A Páscoa existiria para nos lembrar deste espetáculo i-ni-gua-lá-vel.

Well, divirtam-se com Telemann.

George Philipp Telemann (1681-1767): Aberturas, Sonatas e Concertos

CD 1

Sonata F-dur TWV43:F01 2 violins, viola & BC

Concerto C-dur TWV51:C01 recorder, 2 violins, viola & BC

Ouverture fis-moll TWV55:fis01 2 violins, viola & BC

Quadro g-moll TWV43:g04 recorder, violin, viola & BC

Concerto G-dur TWV51:G09 viola solo, 2 violins, viola & BC

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CD 2

Concerto d-moll TWV43:d02 2 violins, viola & BC

Concerto F-dur TWV52:F01 recorder, basson, 2 violins, viola & BC

Sonate f-moll TWV44:32 2 violins, 2 violas & BC

Sonate D-dur TWV41:D06 cello & BC

Ouverture h-moll TWV55:h04 solo violin, 2 violins, viola & BC

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CD 3

Concerto D-dur TWV43:D04 2 violins, viola & BC

Concerti di camera g-moll TWV43:g03 recorder, 2 violins & BC

Sonatina c-moll TWV41:c02 basson & BC

Ouverture F-dur TWV55:F2 2 violas & BC

Sonatina a-moll TWV41:a4 recorder & BC

Sonate corellisante h-moll TWV42:h3 2 violins & BC

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CD 4

Concerto G-dur TWV43:G5 2 violins, viola & BC

Ouverture E-dur TWV55:E2 Oboe d’amore, 2 violins, viola & BC

Concerto B-dur TWV52:B1 2 recorders, 2violins, viola & BC

Sonata D-dur TWV41:D1 violin & BC

Concerto a-moll TWV43:a3 recorder, oboe, violin & BC

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CD 5

Concerto A-dur TWV43-A4 2 violins, viola & BC

Sonata d-moll TWV42-d10 recorder, violin & BC

Ouverture g-moll TWV55-g8 violin solo, 2 violins in ripieno & BC

Quadro G-dur TWV43-G6 recorder, oboe, violin & BC

Sonata C-dur TWV40-203 4 violins without bass

Partia 5 e-moll TWV41-e1 2 violins, viola & BC

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Musica Alta Ripa

Anne Rohrig (violin)
Ulla Bundies (violin)
Christoph Heidemann (violin, viola)
Susanne Dietz (violin)
Juris Teichmanis (cello)
Albert Bruggen (cello)
Michael McCraw (bassoon)
Dennis Götte (theorbo, baroque guitar)
Barbara Hofmann (violone)
Bernward Lohr (harpsichord)
Danya Segal (recorder)
Hans-Peter Westermann (oboe. oboe d’amore)

Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

PQP

Coleção Grandes Compositores 14/33: Franz Schubert (1797-1828)

O 14º álbum da Coleção Grandes Compositores nos traz o brilhante Franz Schubert. O texto a seguir nos fala um pouco sobre a obra que julgo ter maior popularidade entre as presentes gravações,  o Quinteto para Piano “A Truta”. Um breve texto nos fala um pouco sobre algumas curiosidades envolvendo esta magnífica peça.

Quinteto para Piano em Lá Menor, Op. 114, “A Truta”, D. 667

Quando nasceu a ideia de abordar um gênero de música de câmara mais complexo que o quarteto de cordas, Schubert já havia composto várias obras de câmara. Nessa época, o compositor estava em Zseliz, em casa dos Estehazy, e recebeu uma encomenda de um excelente músico e melômano, Silvestre Paumgartner, que era violoncelista. Schubert encontrava-se na plenitude de suas faculdades criativas e tinha terminado a sua Sonata em lá para piano, escrita para Josefina Von Keller, quando começou a abordar esse gênero que era novo para ele, já que nunca tinha levado a cabo a tarefa de unir piano e cordas, excessão feita a um antigo rondó em que o piano dialoga com um trio de cordas.

Não se sabe se foi ele que teve a ideia do quinteto ou se a encomenda sugeria ou pedia expressamente essa formação. No entanto, é quase certo que a escolha pouco comum dos instrumentos de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) para acompanhar o piano tenha sido ideia de Schubert. Existe apenas um exemplo anterior, um quinteto de Hummel, mas que só foi publicado em 1821, e por isso Schubert não podia conhecê-lo, o que desmente a possível influência que pudesse ter sofrido. Talvez se possa encontrar outra possível influência nas antigas formações de câmara italianas, que incorporavam sempre um baixo contínuo. O que não se entende bem é por que razão Paumgartner, que tocava violoncelo, tinha colocado ainda um baixo que praticamente coincidia com ele e que podia roubar-lhe a primazia. A única explicação possível é o tema melódico escolhido: o de Lied, A truta, que, segundo comentário de Stadler, era uma obra que entusiasmava Paumgartner. O próprio Stadler afirmou ter participado da redação da obra, tendo copiado as partes para enviá-las a Zseliz.

Texto: Eduardo Rincón

Uma ótima audição!

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Coleção Grandes Compositores Vol. 14: Franz Schubert

DISCO A

Symphony Nº 9 in C, D. 944 “Great”
01 Andante; Allegro ma non troppo (13:53)
02 Andante con moto (15:22)
03 Scherzo: Allegro vivace (9:59)
04 Allegro vivace (15:57)

Vienna Philharmonic Orchestra, Sir Georg Solti

DISCO B

Piano Quintet in A, D. 667 “Trout”
01 Allegro vivace (9:08)
02 Andante (7:26)
03 Scherzo: Presto (4:08)
04 Theme and Variations: Andantino (7:30)
05 Finale: Allegro giusto (6:55)

Clifford Curzon, piano
Members of the Vienna Octet

Piano Sonata in B Flat, D. 960
06 Molto moderato (13:18)
07 Andante sostenuto (9:20)
08 Scherzo: Allegro vivace con delicatezza (4:16)
09 Allegro ma non troppo (7:34)

Clifford Curzon, piano

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Marcelo Stravinsky

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 8 em Dó menor e Richad Wagner (1813-1883) – Lohengrin – Preludio Acto 1, Siegfried Idyll e Parsifal etc

Este é um CD implacável. Sério. Estou ouvindo a sua música atordoante desde às 8 e meia da manhã. Em meio ao pandemônio da preparação de provas, planejamento semanal, correção de exercícios. Desde o dia de ontem, encontro-me nesse torvelinho. Meu final de semana está sendo terrível. Segunda recomeçará a roda-viva. O que me consola é a música poderosa de Bruckner. Entre as sinfonias do compositor, a sua número 8 me bota um sorriso bobo de espanto e contemplação. Como alguém como Bruckner conseguiu fazer algo assim? Mas, com certeza, tal aspecto apenas engrandece a fineza e a sensibilidade que lhe habitava o interior. A peça é uma viagem filósofica e religiosa. Um evento cartático, com transfiguração e redenção. As sinfonias de Bruckner, a partir da Terceira, constituem eventos notáveis, de perfeição exagerada, beirando o impossível. Esta versão com Hans Knappertbusch, gravada em 1963, é algo que impressiona e se estabelece como uma das melhores versões que já ouvi. Aparece ainda no post, Richard Wagner. Sei. É um post que causa uma impressão fundante. Saiam da frente que a música é grande, enorme, capaz de silenciar os homens e embalar o universo. Um bom deleite!

DISCO 01

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 8 em Dó menor

01. I. Allegro moderato
02. II. Scherzo. Allegro moderato-Trio. Langsam
03. III. Adagio- Feierlich langsam, doch nicht schleppend

DISCO 02

01. IV. Finale- Feierlich, nicht schnell

*Versión 1892 de Bruckner y Joseph Schalk. Ed. Haslinger-Schlesinger-Lienau

Richad Wagner (1813-1883) –

Lohengrin – Preludio Acto 1
02. Lohengrin – Preludio Acto 1

Siegfried Idyll
03. Siegfried Idyll

Parsifal – Preludio Acto 1
04. Parsifal – Preludio Acto 1

Münchner Philharmoniker
Hans Knappertbusch, regente

BAIXAR AQUI CD1
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Carlinus

Franz Schubert (1797-1828): Integral das Sinfonias com Nikolaus Harnoncourt

Por alguma razão, FDP Bach postou os dois primeiros CDs desta série e a abandonou. Depois, mesmo os dois primeiros arquivos foram deletados e tudo ficou perdido. Agora, em um arquivo de duas partes, enfio para vocês todos os 4 CDs desta bela integral realizada por Harnoncourt bem a seu modo, revisando todas as indicações e andamentos originais de Schubert. O resultado é deslumbrante, sendo, comparativamente muito superior ao trabalho análogo desenvolvido na integral de Beethoven. As críticas para estes registros são de realmente unânimes. Mesmo os mais hostis às manias e à neurose das interpretações originais foram obrigados a cair de quatro e abrir as pernas.

Minha preferência vai para as Sinfonias Nº 4, 5, 8 e 9, mas aqui tudo é bão.

Franz Schubert (1797-1828): Integral das Sinfonias com Nikolaus Harnoncourt

CD1
1. Symphony No. 1 in D major, D82 Adagio. Allegro Vivace
2. Symphony No. 1 in D major, D82 Andante
3. Symphony No. 1 in D major, D82 Menuetto: Allegretto
4. Symphony No. 1 in D major, D82 Allegro Vivace

5. Symphony No. 4 in C major, D417 ‘Tragic’ Adagio Molto/Allegro Vivace
6. Symphony No. 4 in C major, D417 ‘Tragic’ Andante
7. Symphony No. 4 in C major, D417 ‘Tragic’ Menuetto: Allegro vivace
8. Symphony No. 4 in C major, D417 ‘Tragic’ Allegro

9. Overture in the Italian Style in D major, D590
10. Overture in the Italian Style in C major, D591

CD2
1. Symphony No. 2 in B-flat major, D 125: I. Largo – Allegro vivace
2. Symphony No. 2 in B – flat major, D 125: II. Andante
3. Symphony No. 2 in B – flat major, D 125: III. Menuetto: Allegro vivace
4. Symphony No. 2 in B – flat major, D 125: IV. Presto vivace

5. Symphony No. 6 in C major, D 589 ‘Little’: I. Adagio – Allegro
6. Symphony No. 6 in C major, D 589 ‘Little’ – II. Andante
7. Symphony No. 6 in C major, D 589 ‘Little’: III. Scherzo: Presto – Più lento
8. Symphony No. 6 in C major, D 589 ‘Little’ – IV. Allegro moderato

CD3
1. Symphony No. 3 in D major, D 200: I. Adagio maestoso – Allegro con brio
2. Symphony No. 3 in D major, D 200: II. Allegretto
3. Symphony No. 3 in D major, D 200: III. Menuetto (Vivace) – Trio
4. Symphony No. 3 in D major, D 200: IV. Presto vivace

5. Symphony No. 5 in B flat major, D 485: I. Allegretto
6. Symphony No. 5 in B flat major, D 485: II. Andante con moto
7. Symphony No. 5 in B flat major, D 485: III. Menuetto – Allegro molto
8. Symphony No. 5 in B flat major, D 485: IV. Allegro vivace

9. Symphony No. 8 in B minor, D 759 (Unfinished): I. Allegro moderato
10. Symphony No. 8 in B minor, D 759 (Unfinished): II. Andante con moto

CD4
1. Symphony No. 9 in C major, D 944 ‘Great’: I. Andante – Allegro ma non troppo
2. Symphony No. 9 in C major, D 944 ‘Great’: II. Andante con moto
3. Symphony No. 9 in C major, D 944 ‘Great’: III. Scherzo (Allegro vivace)
4. Symphony No. 9 in C major, D 944 ‘Great’: IV. Allegro vivace

Royal Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt

Recording:
May & November 1992, The Concertgebouw, Amsterdam

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PQP

Johann Sebastian Bach – Kammermusik – Cds 3 a 5 – MAK – Goebel

A tentativa anterior de postar esses cds não deu certo, por isso a nova postagem. Estou com problema s no meu PC, ele veio do conserto ontem mas o técnico não resolveu o problema principal, por isso ele vai voltar para a assistência técnica novamente.
Junte-se a isso uma rotina absolutamente maluca, que tem me deixado sem tempo para nada. E para completar, alguma falta de sintonia entre o Megaupload e o WordPress, que usamos para preparar as postagens, e a também o eterno bug do mesmo WordPress que apaga o link da amazon. Isso deixa qualquer um louco e sem ânimo para nada.
Pois bem, eis aqui então os três cds que faltavam nessa estupenda coleção da Arkiv, que traz a obra camerística de Bach, em interpretações irretocáveis, próximas à perfeição, eu diria. Peço perdão à minha eterna musa Viktoria Mullova que interpretou estas sonatas divinamente há pouco tempo atrás, e que eu vinha considerando a minha favorita. Mas não dá pra resistir ao timbre do violino barroco de Reinhard Goebel, e à precisão de Robert Hill. Impecável também está o violoncelista Jaap Ter Linden interpretando as Sonatas para Viola da Gamba. Portanto, três CDs absolutamente IM-PER-DÍVEIS, como salientaria nosso mano PQPBach.

CD 3
01 Sonata for Violin and Basso Continuo in E minor, BWV1023 – I – Adagio ma non tanto
02 Sonata for Violin and Basso Continuo in E minor, BWV1023 – II – Allemande
03 Sonata for Violin and Basso Continuo in E minor, BWV1023 – III – Gigue
04 Sonata for Violin and Basso Continuo in C minor, BWV1024 – I – Adagio
05 Sonata for Violin and Basso Continuo in C minor, BWV1024 – II – Presto
06 Sonata for Violin and Basso Continuo in C minor, BWV1024 – III – Affettuoso
07 Sonata for Violin and Basso Continuo in C minor, BWV1024 – IV – Vivace
08 Sonata for Violin and Basso Continuo in A major, BWV Anh.153 – I – Allegro
09 Sonata for Violin and Basso Continuo in A major, BWV Anh.153 – II – Largo
10 Sonata for Violin and Basso Continuo in A major, BWV Anh.153 – III – Allegro assai
11 Sonata for Violin and Basso Continuo in A major, BWV Anh.153 – IV – Adagio
12 Sonata for Violin and Basso Continuo in A major, BWV Anh.153 – V – Allegro
13 Sonata No.1 for Viola da Gamba and Harpsichord in G major, BWV1027 – I – Adagio
14 Sonata No.1 for Viola da Gamba and Harpsichord in G major, BWV1027 – II – Allegro ma non tanto
15 Sonata No.1 for Viola da Gamba and Harpsichord in G major, BWV1027 – III – Andante
16 Sonata No.1 for Viola da Gamba and Harpsichord in G major, BWV1027 – IV – Allegro moderato
17 Sonata No.2 for Viola da Gamba and Harpsichord in D major, BWV1028 – I – Adagio
18 Sonata No.2 for Viola da Gamba and Harpsichord in D major, BWV1028 – II – Allegro
19 Sonata No.2 for Viola da Gamba and Harpsichord in D major, BWV1028 – III – Andante
20 Sonata No.2 for Viola da Gamba and Harpsichord in D major, BWV1028 – IV – Allegro

CD 4

01 Viola Da Gamba Sonata No. 3 – BWV1029 – I – Vivace
02 Viola Da Gamba Sonata No. 3 – BWV1029 – II – Adagio
03 Viola Da Gamba Sonata No. 3 – BWV1029 – III – Allegro
04 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019a – I – Presto
05 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019a – II – Largo
06 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019a – III – Cantabile
07 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019a – IV – Adagio
08 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019a – V – Presto
09 Sonata for Flute and Bass Continuo – BWV1033 – I – Andante-Presto
10 Sonata No. 1 for Flute and Bass Continuo – BWV1033 – II – Allegro
11 Sonata No. 1 for Flute and Bass Continuo – BWV1033 – III – Adagio
12 Sonata No. 1 for Flute and Bass Continuo – BWV1033 – IV – Menuett I,II
13 Sonata No. 2 for Flute and Bass Continuo – BWV1034 – I – Adagio
14 Sonata No. 2 for Flute and Bass Continuo – BWV1034 – II – Allegro
15 Sonata No. 2 for Flute and Bass Continuo – BWV1034 – III – Andante
16 Sonata No. 2 for Flute and Bass Continuo – BWV1034 – IV – Allegro
17 Sonata No. 3 for Flute and Bass Continuo – BWV1035 – I – Adagio
18 Sonata No. 3 for Flute and Bass Continuo – BWV1035 – II – Allegro
19 Sonata No. 3 for Flute and Bass Continuo – BWV1035 – III – Siciliano
20 Sonata No. 3 for Flute and Bass Continuo – BWV1035 – IV – Allegro assai

CD 5

01 Partita for Solo Flute in A minor – BWV1013 – I – Allemande
02 Partita for Solo Flute in A minor – BWV1013 – II – Corrente
03 Partita for Solo Flute in A minor – BWV1013 – III – Sarabande
04 Partita for Solo Flute in A minor – BWV1013 – IV – Bouree (Anglaise)
05 Sonata No.1 for Flute and Harpsichord in B minor – BWV1030 – I – Andante
06 Sonata No.1 for Flute and Harpsichord in B minor – BWV1030 – II – Largo e dolce
07 Sonata No.1 for Flute and Harpsichord in B minor – BWV1030 – III – Presto-Allegro
08 Sonata No.2 for Flute and Harpsichord in Eb major – BWV1031 – I – Allegro moderato
09 Sonata No.2 for Flute and Harpsichord in Eb major – BWV1031 – II – Siciliano
10 Sonata No.2 for Flute and Harpsichord in Eb major – BWV1031 – III – Allegro
11 Sonata No.3 for Flute and Harpsichord in A major – BWV1032 – I – Vivace
12 Sonata No.3 for Flute and Harpsichord in A major – BWV1032 – II – Largo e dolce
13 Sonata No.3 for Flute and Harpsichord in A major – BWV1032 – III – Allegro

Reinhard Goebel – Violin
Robert Hill – Cembalo
Jaap Ter Linden – Cello
Henk Bouman – Cembalo
Wilbert Hazelzet – TransversFlöte

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

O dia em que o espetáculo foi para o lado de fora do Municipal. Dentro, só vaias

Conheça o caso aqui.

Por Thomas Pires Soares

Eu estava presente na frente do Teatro Municipal!!!

Foi uma bela manifestação! Pacífica, com vaias naturalmente, àqueles personagens já conhecidos da história que chegavam para o concerto. A parte dentro do Teatro, eu só vi no youtube! Depois, foi comovente a saída do público, sendo aplaudido pelos músicos demitidos que estavam TODOS (ao contrário do que o jornal O Globo noticiou) do lado de fora.

Os demitidos que usaram a camiseta com o escrito “SOS OSB” estavam do lado de FORA do Teatro. As vaias dentro da “casa” vieram do público. Houve algumas pessoas do público indignadas com a situação, pois queriam ver o concerto, entretanto, isto pode se dever ao fato de estas pessoas desconhecerem a questão do processo todo.

Além disso, os BRAVOS músicos da OSBJovem foram recepcionados pelos músicos demitidos, familiares dos mesmos, músicos de outras orquestras do Rio com entusiasmo, lágrimas de muitos ali, que se emocionavam com o grande feito dos Jovens, que bravamente e com muita elegância, protestaram contra toda esta situação que fragiliza seus “professores”(músicos demitidos) simplesmente, se levantando e não aceitando “fazer música” com um dos arquitetos (como afirmou a FOSB na TV) do projeto das reaudições (ou avaliação de desempenho). Este foi um momento histórico para a cultura brasileira, para a música brasileira, para a sociedade!!!!

Que a democracia chegue até os palcos e, respeitadas as hierarquias orquestrais (maestro, spalla, chefes de naipe e músicos tuttistas), se faça música de qualidade, com respeito e dignidade aos profissionais, para o PÚBLICO DO BRASIL!!!

Publicado no O DIA ONLINE.

Público vaia maestro da OSB no Theatro Municipal por 20 minutos

A crise na Orquestra Sinfônica Brasileira teve novo capítulo na tarde deste sábado. Começaria a série de cinco apresentações da OSB no Theatro Municipal, intitulada Topázio. Mas com as divergências entre músicos e maestro – que reprovou quase metade dos profissionais da sinfônica e demitiu quem se rebelou contra as avaliações de desempenho – quem subiu ao palco para o show foi a OSB Jovem.

Em seguida, quando entrou o maestro Roberto Minczuk, a plateia reagiu com vaias, durante 20 minutos. O maestro acabou se retirando de cena, seguido pelos músicos da orquestra. Um dos músicos tentou ler um manifesto contra a forma como a OSB vem sendo administrada por Minczuk, mas o som do teatro foi cortado.

Pelos alto falantes, a direção avisou que o espetáculo estava cancelado e pediu que a plateia se retirasse. Do lado de fora do Municipal, na Cinelândia, os músicos da OSB tocavam na calçada, em protesto.

Ei, Minczuk, vai tomar no c…!!!

PQP

F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas, Op.9

Vocês sabem, Haydn é uma espécie de Tchékhov da música erudita, alguém modesto, nada grandioso, mas cujas numerosas peças formam um mosaico dos mais belos já vistos.

Esta gravação do Op. 9 é maravilhosa, vale a pena ouvir sua bela sonoridade. É , fora de dúvida, uma campeã. Os instrumentos de época do The London Haydn Quartet dão aos quartetos inesperadas profundidade, sutileza e sensibilidade, fazendo com que a mais simples das idéias se tornem algo digno de admiração. Passagens ou ornamentos que soam desapercebidas em outros registros, tornam-se aqui mágicos. É difícil imaginar interpretações melhores destes trabalhos. O som é brilhante e a quase ausência de vibratos adiciona curioso sabor ao esplêndido timbre do quarteto.

É mais um tremendo disco parido pela sempre oportuna Hyperion.

F. J. Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas, Op.9

CD 1:
1. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – I. Moderato
2. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – II. Menuetto
3. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – III. Cantabile adagio
4. String Quartet in D minor, Op 9 No 4 – IV. Presto

5. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – I. Moderato
6. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – II. Menuetto – Trio
7. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – III. Adagio
8. String Quartet in C major, Op 9 No 1 – IV. Presto

9. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – I. Moderato
10. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – II. Menuetto
11. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – III. Largo
12. String Quartet in G major, Op 9 No 3 – IV. Presto

CD 2:
13. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – I. Moderato
14. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – II. Menuetto
15. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – III. Adagio – Cantabile
16. String Quartet in E flat major, Op 9 No 2 – IV. Allegro di molto

17. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – I. Poco adagio
18. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – II. Menuetto – Allegretto
19. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – III. Cantabile largo
20. String Quartet in B flat major, Op 9 No 5 – IV. Presto

21. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – I. Presto
22. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – II. Menuetto
23. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – III. Adagio
24. String Quartet in A major, Op 9 No 6 – IV. Allegro

The London Haydn Quartet

Catherine Manson: violin
Margaret Faultless: violin
James Boyd: viola
Jonathan Cohen: cello

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

PQP