Antonio Carlos Gomes (1836-1896) – Aberturas e Prelúdios (Carvalho) [link atualizado 2017]

UM BAITA DISCÃO!!

Depois da estupenda postagem do Avicenna logo ali abaixo (se você está fazendo busca e não está na ordem, é a essa postagem aqui a que me refiro), achei por bem fazer uma nova contribuição ao repertório de Antonio Carlos Gomes, com essa bela reunião de aberturas e prelúdios das óperas do mestre, com a qualidade da Orquestra Sinfônica Brasileira sob a batuta firme de um dos grandes nomes da regência de nosso país: Eleazar de Carvalho. Só poderia sair coisa boa.

Na grande condução de Carvalho é possível ver o Carlos Gomes de vários períodos, desde a imponente overture de  Il Guarany, obra em que já se apresentava maduro e inovava os padrões da ópera italiana, chegando às últimas e mais melodiosas obras, com o Noturno de Condor e a fantástica Alvorada de Lo Schiavo, cuja abertura é da mesma forma bela. Há ainda a militaresca entrada de Salvator Rosa e a densa e escura abertura de Fosca. Um primor. Aproveite para ouvir as peças de Lo Schiavo e Condor neste LP pois a captação aqui é bem melhor que a das gravações dessas óperas completas. Aliás, comece pelo Noturno, que é belíssimo, e já inicie bem o seu dia.

Ouça! É muito bom!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Aberturas e Prelúdios

1. Salvator Rosa, Abertura
2. Lo Schiavo, Prelúdio do I Ato*
3. Lo Schiavo, Alvorada (Prelúdio do IV Ato)
4. Il Guarany, Abertura
5. Condor (Odalea), Abertura*
6. Fosca, Abertura

*Ludmilla Jezovc, oboé
Orquestra Sinfônica Brasileira
Eleazar de Carvalho, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (77Mb)

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Bisnaga

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  1. Grande Eleazar… Ele era um regente rigorosíssimo, mas tinha um lado fanfarrão.

    Num ensaio de uma passagem (não sei a obra), ele ficou fixamente olhando para o tubista (o instrumento de formação do Eleazar). No intervalo, o tubista pediu que o maestro não fizesse mais isso, porque deixava ele muito nervoso. O Eleazar atendeu o pedido: ao refazer o ensaio da passagem, ele cobriu o rosto na direção do tubista…. :^D

  2. Grande postagem! Tenho este LP e uma digitalização que saiu fraquinha. Esta aqui saiu excelente porém ocorreu um problema: ao invés do prelúdio do Schiavo repete a abertura de Salvatore. Você pode corrigir? Obrigadíssimo!

    1. Lembrando que Campinas, no tempo de Carlos Gomes, era a 5ª, 6ª maior cidade do Brasil (hoje é a 13ª) e chegou, na década de 1870, a ultrapassar a população de São Paulo, além de ser um centro econômico muito mais vibrante que a própria capital até o fim do século XIX.

      1. Ai, ai, viúvas da grandiosidade de Campinas… 😀

        Sabiam que, até pouco tempo atrás, Campinas tinha uma revista local chamada “Capital”? E que, hoje, chama-se “Metrópole”?

        E sabiam que eu estou falando sério???

    1. Ah, rapaz, você viu? A faixa dois está com a Abertura do Salvator Rosa e o Prelúdio do Lo Schiavo…
      Pior que agora dá um trabalho separar, fazer o RAR e upar de novo…

  3. Boa postagem, Bisnaga.
    Ainda estou maravilhado com o album do Siqueira, amei a cantata.
    Caso não possa reupar o album, tente, por gentileza, enviar a faixa defeituosa consertada.
    Obrigado por todas as suas ótimas postagens no blog… Nenhuma peca !

    Obs: Só uma pergunta, por que você migrou para o Mediafire ?

    1. Prado, eu vou tentar subir o arquivo corrigido, mas a minha internet não anda ajudando… Foram 5 horas pra dar upload (dormi e deixei subindo).
      Sobre o Mediafire, eu fiz o contrário: estou indo pro Rapidshare, pois andam bloqueando umas contas, inclusive dos colegas aqui da confraria do PQP. Mas as postagens anteriores estão no Mediafire, ainda como é o caso das óperas do Carlos Gomes.

      Um abraço e continue curtindo as peças (quinta vai ter o Baptista Siqueira, irmão do Zé Siqueira)

  4. Acabei de escutar a Abertura O Guarani… muito boa interpretação. Equipara-se a interpretação do Benito Juarez com a Sinfônica de Campinas, que é a minha preferida. Por incrível que pareça não ouvi muita coisa na interpretação do grande Eleazar de Carvalho.

  5. É, rapaz, o Ceará nos deu caras como José de Alencar, Alberto Nepomuceno, Eleazar de Carvalho e Marcelo Stravinsky.
    É muita erudição! Que beleza!

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