.: interlúdio — das coisas que gostaria de ter compartilhado em 2012 :.

Em 2012, procurei pouco, e desordenadamente, pelo jazz. É assim, são os ciclos; estive entretido com outros barulhos e foram pra eles os esforços de garimpagem, análise e apreciação. Também apresentei sintomas da temida SCMD (Síndrome de Completude em Miles Davis — enfermidade onde o ouvinte, após tanto colecionar, tem a sensação de que não é preciso escutar qualquer coisa além de Miles Davis). No entanto, aqui e ali, atualizei alguns artistas e até descobri um par de ótimos discos esse ano. A pequena lista abaixo é um feliz natal cheio de votos de que, em 2013, haja mais e mais do prazer inenarrável de absorver a boa, divina, iluminada música, a todos nós.

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=mQycRAjOACg[/youtube]
Um dos temas preferidos de Blue Dog é essa qualidade efêmera, dicionarizando sutileza, que o piano de Bill Evans tem. Já admiti não entender de onde surge meu fascínio nem porque me comunico tanto ao ouvi-lo. Já Cannonball, outro personagem predileto, entendo bem porque gosto: a bonachice e o espírito leve que o acompanham se traduzem perfeitamente aqui desse lado da caixa de som. Evidente que com muita curiosidade descobri esse disco, onde Cannonball lidera Evans e a cozinha quadradíssima (pero competente) do Modern Jazz Quartet. Em algumas faixas, funciona bastante bem; noutras, Cannonball parece agitado demais para a quietude e clareza do trio que o acompanha. Evidente que é este é apenas um minúsculo comentário acerca de um disco que será sempre 5/5 só pela escalação e pelo encontro.


Cannonball Adderley & Bill Evans – Know What I Mean? /1961 link nos comentários
01 Waltz for Debby (Evans, Lees) 02 Goodbye (Jenkins) 03 Who Cares? [take 5] (Gershwin, Gershwin) 04 Venice (Lewis) 05 Toy (Jordan) 06 Elsa (Zindars) 07 Nancy (with the laughing face) (Silvers, Van Heusen) 08 Know What I Mean? [re-take 7] (Evans) 09 Who Cares? [take 4] 10 Know What I Mean? [take 12]
Cannonball Adderley; alto saxophone; Bill Evans, piano; Percy Heath, bass; Connie Kay, drums. Gravado entre 27/01 e 13/03/1961. Produzido por Orrin Keepnews para a Riverside

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=be386oMg2Yo[/youtube]
Todo mundo já sabe que do renascimento da cena jazz na Polônia, certo? Que bom. E que banda, esse sexteto de barulho contemporâneo. Tiremos o noise do caminho e é apropriado demais: brilhante forma de ler o jazz nesses anos 2000. Soa exatamente no tempo-espaço que ocupa, traz o frescor da criação, enquanto usa o vocabulário consagrado. E mostra que é muito mais produtivo divertido interessante dançar com o cânone do que brigar com ele.


Contemporary Noise Sextet – Ghostwriter’s Joke /2011 link nos comentários
01 Walk With Marylin 02 Morning Ballet 03 Is That Revolution Sad 04 Old Typewriter 05 Chasing Rita 06 Norman’s Mother 07 Kill The Seagull, Now!

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fyLhQd8cqpg[/youtube]
Copia/cola parágrafo anterior, troca a Polônia pelo Japão, feito o carreto, segue o baile. (Sempre muito interessante notar as diferenças de estilo entre europeus e japoneses. Acho graça da latinidade que o segundo exibe.) Quase sempre veloz e incansável, o Indigo é um dos preferidos da casa e, tradicional, segue lançando disco bom após disco bom — todo santo dezembro.


Indigo Jam Unit – Rebel /2012 link nos comentários
01 Rebel 02 Belief 03 Rio 04 Graduation Day 05 Danza Eterna 06 Peekaboo 07 4 Caminos 08 Unreachable 09 Reflection

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ClyWznHWRBk[/youtube]
Encontrei Dave Tarras pela minha irmã. Assistimos juntos (longe, mas comentando) o documentário do Ken Burns sobre jazz, e ela pescou a pérola acima de um curto link entre cenas. Depois de algum estarrecimento e pesquisa, saber que Tarras emigrou da Ucrânia para Nova Iorque em 1921, onde se tornou um dos mais populares clarinetistas de klezmer. O disco abaixo é um daqueles registros históricos, coletânea de gravações de qualidades diversas, que se torna uma incrível caminhada pelo passado. E toda aquela carga emocional tão própria do clarinete, permeando lamentos e exaltações, conta tantas histórias quanto o documentário onde as descobri.


Dave Tarras – Yiddish-American Klezmer Music 1925-1956 link nos comentários
01 Unzer Toirele 02 Yiddisher March 03 Good Luck 04 Polka “Strelotchek” 05 Chasidic in America 06 A Yid Bin Ich Gegboiren 07 Dem Monastrishter Rebin’s Chosid’l 08 Hopkele 09 Bridegroom Special 10 Die Goldene Chasene 11 Pas d’Espan 12 Mazel in Liebe 13 A Vaibele a Tsnien 14 Zum Gali Gali 15 Die Reize Nuch Amerkia 16 Branan Hassene 17 Kinos, Tkios un Ashrei 18 What Can You Mach? S’is America 19 Oriental Hora 20 Second Avenue Square Dance 21 Freilachs 22 Dayeynu 23 Rumanian Fantasy

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http://www.youtube.com/watch?v=5mL17N1ajIU
Julia Hülsmann é uma pianista que, além de germânica, grava para a ECM. Isso diz quase tudo que é preciso saber para conferir do que se trata. Falava antes da sutileza de Bill Evans? Bingo. Julia, com seu trio de baixo e bateria, trabalha de forma absolutamente minimalista e não houve qualquer desperdício na realização desse álbum. A música é suave, geralmente lenta, mas à medida em que as faixas se passam, vai se assimilando o estilo e percebendo a intensidade que traz. É um disco quieto e econômico, mas não é preguiçoso ou esparso — e consegue ter personalidade mesmo nos espaços que deixa desocupados. E também é lindo.


Julia Hülsmann Trio – Imprint /2011 link nos comentários
01 Rond Point 02 After the End of It 03 A Ligth Left On 04 Juni 05 Storm in a Teacup 06 Go and Open the Door 07 Luftballong 08 Ritual 09 Lulu 10 Ulmenwall 11 Zahlen Bitte 12 Whos Next

Boa audição!
Blue Dog

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Lateinische Kirchenmusik – BWVs 233 – 242, BWV 1081

Pensei muito na postagem que faria no Natal, e de repente, fuçando meu acervo, resolvi encarar a coleção de 181 cds da obra integral de Bach, na interpretação do Helmuth Rilling. No meio de tantos cds, estes dois cds me chamaram a atenção, e trazem as “Lateinische Kirchenmusik”, ou seja, obras sacras em latim. Tem missas, Sanctus, Credo, Kirie Eleison, enfim, várias obras sacras de Bach, baseadas na liturgia latina. Não lembro de terem sido postadas por aqui antes, talvez na coleção do Harnoncourt que o PQP postou.
Rilling chamou um timaço para encarar a empreitada, entre eles Thomas Quasthoff e Christopher Pregardien, dois dos maiores cantores líricos da atualidade.
Rilling não é um purista atrás da sonoridade ideal de uma orquestra do século XVIII. Ao contrário. A instrumentação é moderna, assim como a interpretação em si. Mas é Bach, e um gigante desta envergadura pode ser compreendido sendo interpretado de qualquer forma. E Rilling é sim um especialista no repertório. Não a toa a excelente gravadora alemã “Häensler” aceitou sua empreitada de gravar 180 cds, com a obra completa do gênio de Leipzig.
São dois cds em um único arquivo, e além disso, como estou bonzinho nesta véspera de Natal, ainda vos trago o booklet destes dois volumes, traduzido em trocentas línguas, menos em português, o mais próximo é o espanhol.
Ainda estou destrinchando esta coleção, com certeza a maior de meu acervo, e sei que ainda encontrarei outras jóias raras. Quem viver verá.
Então, um Feliz Natal à todos.

CD 1
1 BWV 233 – Messe F-Dur – Kyrie eleison
2 BWV 233 – Messe F-Dur – Gloria in excelsis Deo
3 BWV 233 – Messe F-Dur – Domine Deus
4 BWV 233 – Messe F-Dur – Qui tollis peccata mundi
5 BWV 233 – Messe F-Dur – Quoniam tu solus sanctus
6 BWV 233 – Messe F-Dur – Cum sancto spiritu

Donna Brown – Soprano
Ingeborg Danz – Alto
Wolfgang Schöne -Bass
Gächinger Kantorei Stuttgart
Franz Liszt Kammerorchester Budapest
Helmutt Rilling – Conductor

8 BWV 234 – Messe A-Dur – Kyrie eleison
9 BWV 234 – Messe A-Dur – Gloria in excelsis Deo
10 BWV 234 – Messe A-Dur – Domine Deus
11 BWV 234 – Messe A-Dur – Qui tollis peccata mundi
12 BWV 234 – Messe A-Dur – Quoniam tu solus sanctus
BWV 234 – Messe A-Dur – Cum sancto spiritu
Christine Schäfer – soprano
Ingeborg Danz – alto
James Taylor – tenore
Thomas Quasthoff – basso
Gächinger Kantorei Stuttgart
Bach-Collegium Stuttgart
Helmutt Rilling – Conductor

CD 2

1 BWV235 – Mass G minor – 1 Kyrie eleison
2 BWV235 – Mass G minor 2 Gloria in excelsis Deo
3 BWV235 – Mass G minor 3 Gratias agimus tibi
4 BWV235 – Mass G minor 4 Domine Fili unigenite
5 BWV235 – Mass G minor 5 Qui tollis peccata mundi
6 BWV235 – Mass G minor 6 Cum sancto spiritu

Ingeborg Danz – alto
Christoph Prégardien- tenore
Thomas Quasthoff – basso
Gächinger Kantorei Stuttgart
Bach-Collegium Stuttgart

7 BWV236 – Mass G major 1 Kyrie eleison
8 BWV236 – Mass G major 2 Gloria in excelsis Deo
9 BWV236 – Mass G major 3 Gratias agimus tibi
10 BWV236 – Mass G major 4 Domine Deus
11 BWV236 – Mass G major 5 Quoniam tu solus sanctus
12 BWV236 – Mass G major 6 Cum sancto spiritu

Ruth Ziesak – soprano
Ingeborg Danz – alto
Christoph Prégardien- tenore
Michel Brodard – basso
Gächinger Kantorei Stuttgart
Bach-Collegium Stuttgart

13 BWV 237 sanctus C major
14 BWV238 Sanctus D major
15 BWV240 Sanctus C major
16 BWV241 Sanctus in D major
17 BWV242 Criste eleison Gminor

Christiane Oelze – Sopran
Birgit Remmert – Alt
Michael Groß – Violoncello
Boris Kleiner – Organo

18 BWV1081 Credo in unum Deum

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FDPBach

: Claude Debussy – Pierre Boulez conducts Debussy (1862-1918) – Prélude à L' Après-Midi D' Un Faune, Jeux (Poème Dansé), Images Pour Orchestre e Danses (CD 2 de 5)

Postado originalmente em 21 de janeiro de 2011.

Seguindo com as postagens boulezianas: há algumas semanas atrás eu li uma poesia do poeta Manuel Bandeira chamada Debussy. Bandeira é um dos poetas mais brilhantes do Modernismo. Pertence àquela safra de intelectuais pernambucanos na qual se incluem ainda Gilberto Freyre, João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Nelson Rodrigues, José Condé, entre tantos nomes que abrilhatam a história das ideias e da produção de pensamento no Brasil do século XX. O que me chamou a atenção na poesia denominada Debussy, do autor de um dos livros de poesia que mais gosto, Libertinagem & Estrela da Manhã, foi o quanto ele conseguiu captar o espírito da música debussyana. Acredito que nem mesmo uma tese de doutorado explicite o caráter da música de Debussy como a poesia homônima de Bandeira, de caráter cândido, repleta de cicios e rumores brandos. Assim diz a poesia:

Para cá, para lá…
Para cá, para lá…
Um novelozinho de linha…
Para cá, para lá…
Para cá, para lá…

Oscila no ar pela mão de uma criança…

(Vem e vai…)
Que delicadamente e quase a adormecer o balança
– Psiu…
Para cá, para lá…
Para cá e…
O novelozinho caiu.

Curiosamente, é como se o poema acompanhasse o movimento pendular de alguma coisa. É como se os versos tivessem a velocidade de um metrônomo, que segue um ritmo lógico, matematizado: para cá, para lá… Depois de ter-nos informado que esse para cá, para lá (contínuo como mostram as reticências) é o movimento de um novelozinhoo de linha que oscila no ar pela mão de uma criança que delicadamente e quase a adormecer o balança, o poeta impede nossa manifestação com um psiu ciciante, para que não se acorde a criança que quase dorme. Belíssimo. Isso, de fato, é Debussy. Já vi muitos comentários de pessoas que não simpatizam com o compositor francês justamente por causa dessa atmosfera, desse halo invísivel de sonho etéreo, arrancado da indecisão de dois mundo, de um para cá, para lá… Por exemplo, basta que ouçamos a peça Prélude à L’ Après-Midi D’ Un Faune, para que percebamos essa atmosfera carregada de sugestão, lubricidade, indecisão, eroticidade e tons pictóricos. É como se Debussy pintasse com música os quadros de sonho que pervagavam sua mente. Não deixe de ouvir mais este maravilhoso CD conduzido por Pierre Boulez. Bom deleite!

Claude Debussy (1862-1918) – Prélude à L’ Après-Midi D’ Un Faune, Jeux (Poème Dansé), Images Pour Orchestre e Danses

Prélude à L’ Après-Midi D’ Un Faune
01. Prélude à L’ Après-Midi D’ Un Faune

Jeux (Poème Dansé)
02. Jeux (Poème Dansé)

New Philharmonia Orchestra
Pierre Boulez, regente

Images Pour Orchestre
03. I. Gigues
04. II. Iberia, Par Les Rues Et Par Les Chemins
05. II.Iberia, Les Parfums De La Nuit
06. II.Iberia, Le Matin D’ Un Jour De Fete
07. III. Rondes De Printemps

Danses
08. I. Danse Sacree
09. II. Danse Profane

The Cleveland Orchestra
Pierre Boulez, regente
Alice Chalifoux, harpa

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Carlinus

P. I. Tchaikovsky (1840-1893): Sinfonias Nos. 4, 5 e 6, "Patética"

Não sei se é a música mais adequada para um fim de mundo, até porque nem sempre acontece, mas foi a que me ocorreu postar para os maias. A regência é de Mravinsky, o que garante extrema qualidade e — por que não dizer? — um toque lendário a uma postagem que alude a nosso último dia na Terra. Não sei, mas a cada dia acho Tchaikovsky mais shostakovichiano. Bem, é o contrário, claro. Os dois CDs estão em duas faixas, um para cada uma, certo?

Se recebermos caixas de bombons e o mundo não acabar, pretendemos postar Ma Vlast com Kubelik e uma daquelas orquestras. Sem bombons, nada feito. Ah, importante: da Koppenhagen, sempre.

P. I. Tchaikovsky (1840-1893): Sinfonias Nos. 4, 5 e 6, “Patética”

Disco 1 [68:17]

Sinfonia No. 4 em F menor, Op. 36
01. I. Andante sostenuto – Moderato con anima – Moderato assai, quasi Andante – Allegro vivo
02. II. Andantino in modo di canzone
03. III. Scherzo. Pizzicato ostinato. Allegro
04. IV. Finale. Allegro con fuoco

Sinfonia no. 5 em E menor, Op. 64
05. I. Andante – Allegro con anima
06. II. Andante cantabile, con alcuna licenza – Moderato con anima – Andante nosso – Allegro non troppo – Tempo I

Disco 2 [60:34]

07. III. Valse. Allegro moderato
08. IV. Finale. Andante maestoso – Allegro vivace – Molto vivace – Moderato assai e molto maestoso – Presto

Sinfonia no. 6 em B menor, 74 – “Patética”
09. I. Adagio – Allegro non troppo
10. II. Allegro con grazia
11. III. Allegro molto vivace
12. IV. Finale. Adagio lamentoso

Leningrad Philharmonic Orchestra
Yevgeny Mravinsky

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PQP

Claude Debussy – Pierre Boulez conducts Debussy (1862-1918) – La Mer (Trois Esquisses Symphoniques), Nocturnes (Triptyque Symphonique), Printemps e Rhapsodie No. 1 (CD 1 de 5) – Link Revalidado

Postagem realizada originalmente em 30 de dezembro de 2010.

Eu e FDP conversamos e resolvemos “boulezar”. Ou seja, faremos algumas postagens para que se conheça com mais profundidade os trabalhos de Pierre Boulez. FDP inciou os trabalhos com Bartok e eu me resolvi por Debussy. Lá vai, então, o primeiro post. Julgo eu que vai ser um belo presente de início de ano e de despedida de 2010, seguindo mais ou menos as ideias aventadas por CDF. Alguns comentários: La Mer é uma das peças que mais ouvi em minha vida e mais me impressionei. A obra obedece a um programa muito bem montado, o que nos faz construir uma imagem impressionista do mar. É como se a imagem do mar se dissolvesse. O caráter vago, quase étereo, dispersivo da música do compositor francês sempre me chamou a atenção. Um exemplo são os Noturnos. Debussy me seduz. Mas, a obra dele que mais gosto é La Mer, verdadeiramente. Amaral Vieira diz que “em 1903, Claude Debussy escreveu ao seu colega André Messager: ‘Estou trabalhando em três esboços sinfônicos. Talvez não seja de seu conhecimento que eu havia sido destinado à bela profissão de marujo e que somente os acasos da vida desviaram-me de tal propósito. Apesar disso, tive sempre pelo Mar uma sincera paixão’. O tríptico La Mer tornou-se uma das mais conhecidas obras sinfônicas de Debussy. O músico começou a trabalhar nos primeiros esboços de La Mer um ano após a estreia de sua ópera Pélleas et Melisande, encenada em 1902. As primeiras ideias musicais foram escritas na Borgonha, curiosamente bem distante do mar. Em 1904, Debussy instalou-se em Jersey, dando continuidade à elaboração de sua obra sinfônica, mas foi somente em 1905 que a partitura pôde ser completada, após um longo processo criativo. A estreia deu-se em outubro do mesmo ano em Paris nos célebres Concerts Lamoureux, mas o público reagiu com frieza e hostilidade. Os críticos tampouco apreciaram a nova criação, na qual não viam nenhuma relação com o título e censuraram o compositor por ter empregado uma linguagem musical tão diferente daquela de sua ópera. Três anos mais tarde La Mer foi apresentada nos Concerts Colonne, sob a direção do próprio compositor, e obteve estrodoso sucesso, impondo-se desde então como uma das importantes composições do repertório sinfônico. Os três movimentos de La Mer obedecem a um plano de composição extremamente bem definido e equilibrado. Todos os recursos e fantasias orquestrais do Universo de Debussy são aqui utilizados e os títulos indicados pelo compositor ajudam-nos a mergulhar nas imagens marítimas que esta obra-prima suscita”. A obra possui três movimentos: (1) Da madrugada ao meio dia no mar; (2) O movimento das ondas; e (3) Diálogo do vento e do mar. Esta gravação com o Boulez e formidável. Não é a minha preferida. Gosto de uma interpretação feita por Claudio Abbado no Festival de Lucerne. Abbado empregou mais força na interpretação, o que deu um caratér mais pungente e firme à obra. Aparecem ainda neste post Nocturnes, Printemps e Première Rapsodie, Uma boa apreciação!

Claude Debussy (1862-1918) – La Mer (Trois Esquisses Symphoniques), Nocturnes (Triptyque Symphonique), Printemps (Suite Symphonique) e Rhapsodie No. 1 Pour Orchestre Avec Clarinette Principale

La Mer (Trois Esquisses Symphoniques)
01. I. De L’ Aube A Midi Sur La Mer
02. II. Jeux De Vagues
03. III. Dialogue Du Vent Et De La Mer

Nocturnes (Triptyque Symphonique)
04. I. Nuages
05. II. Fetes
06. III. Sirenes

Printemps (Suite Symphonique)
07. I. Tres Modere
08. II. Modere

Rhapsodie No. 1 Pour Orchestre Avec Clarinette Principale
09. Rhapsodie No. 1 Pour Orchestre Avec Clarinette Principale

New Philharmonia Orchestra
Pierre Boulez, regente
John Alldis Choir (4-6)
Gervase de Peyer, clarinete (9)

BAIXAR AQUI CD1

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Revalidado pelo Carlinus

J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Alaúde (interpretadas ao violão)

Esse CD me foi passado pelo FDP e, olha, é muito bom. O repertório, bem entendido, é genial, mas nossa Sharon Isbin ainda o valoriza com boa e compreensiva interpretação. Quando digo compreensiva, quero dizer nossa bela violonista entendeu e trouxe para perto de sua si as obras de Bach, tornando-as outra coisa. Isbin parece ser uma personalidade poética, lírica mesmo, e seu Bach é assim. Fiquei muito feliz de ouvir este CD e o repasso ao de pequepianos sequiosos por Bach.

Avicenna, penso também que este CD — tranquilizador e nada traumático — consista na música ideal para se ouvir após a derrota corintiana.

E vou-me embora correndo antes que o Avicenna me mate. Não sem antes afirmar que  o Chelsea é o Brasil no Mundial. Vai, Oscar!

J. S. Bach (1685-1750): A Suítes para Alaúde (interpretadas ao violão)

1. Ste BWV 1006a in E: Prelude
2. Ste BWV 1006a in E: Loure
3. Ste BWV 1006a in E: Gavotte en rondeau
4. Ste BWV 1006a in E: Menuet I and II
5. Ste BWV 1006a in E: Bourree
6. Ste BWV 1006a in E: Gigue

7. Ste BWV 995 in g performed in a: Prelude/tres vite
8. Ste BWV 995 in g performed in a: Allemande
9. Ste BWV 995 in g performed in a: Courante
10. Ste BWV 995 in g performed in a: Sarabande
11. Ste BWV 995 in g performed in a: Gavotte I & II (en rondeau
12. Ste BWV 995 in g performed in a: Gigue

13. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Passaggio/Presto
14. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Allemande
15. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Courante
16. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Sarabande
17. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Bourree
18. Ste BWV 996 in e: Praeludio: Gigue

19. Ste BWV 997 in c Performed in a: Prelude
20. Ste BWV 997 in c Performed in a: Fugue
21. Ste BWV 997 in c Performed in a: Sarabande
22. Ste BWV 997 in c Performed in a: Gigue
23. Ste BWV 997 in c Performed in a: Double

Sharon Isbin, violão

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Sharon Isbin: toca bem e ainda é bonita, viram? Eu comeria.

PQP

Diretamente da África do Sul

Um dos privilégios em postar no PQPBach é receber mensagens que nos faz encher o peito de orgulho do trabalho realizado.
Thank you, Jan, for your kind message. I want to share this gift with all members of our blog.

THANK YOU!

Avicenna

Avicenna

Greetings from South Africa….Remember, I am the happiest Carlos Gomes Fan, since you introduced me. Now you pushed me into heaven with Nunes Garcia. What an elegant composer, so much Romantic before the actual Romantic area began!! After the first notes of the Te Deum I am already totally ‘hooked”. It seems your country (and South America) is so very rich in musical treasures the world does not know about. You efforts to bring these treasure to a wider audience deserves a Musical Nobel Prize. You make a lot of people very happy (even if some won’t bother to say “Thanks”, they still enjoy it I guess…lol) and I am one of these lucky guys!! I understand the demand for Callas, Mozart and other mainstreamers, so I think it’s even more important to never forget the lesser known composers… THANK YOU!!

Jan

Jan, you can get more info on Nunes Garcia, in English, at: http://www.josemauricio.com.br/

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Violin Sonatas – CD 4 de 4 – Mutter, Orkis

E porque hoje é domingo, e o sol brilha lá fora, e estou muito a fim de dar uma saída, passear um pouco, vou lhes deixar em boa companhia: que tal o último CD de Frau Mutter e Lambert Orkis tocando as Sonatas para Violino e Piano e Orquestra de Mozart? Ótima pedida para aqueles que vão ficar em casa, curtindo o Faustão, ou coisas do gênero.

Então, divirtam-se.

01 – Mozart Sonata in C major, K.303 (293c) – I. Adagio – Molto Allegro
02 – Mozart Sonata in C major, K.303 (293c) – II. Tempo di Menuetto
03 – Mozart Sonata in F major, K.377 (374e) – I. Allegro
04 – Mozart Sonata in F major, K.377 (374e) – II. Thema. Andante – Var. I-V – Var. VI. Siciliana
05 – Mozart Sonata in F major, K.377 (374e) – III. Tempo di Menuetto
06 – Mozart Sonata in E minor, K.304 (300c) – I. Allegro
07 – Mozart Sonata in E minor, K.304 (300c) – II. Tempo di Menuetto
08 – Mozart Sonata in A major, K.526 – I. Molto Allegro
09 – Mozart Sonata in A major, K.526 – II. Andante
10 – Mozart Sonata in A major, K.526 – III. Presto

Anne-Sophie Mutter – Violin
Lambert Orkis – Piano

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FDPBach

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Violin Sonatas – CD 2 de 4 – Mutter, Orkis


Nestes períodos instáveis que vivemos na internet, com os diversos problemas que temos enfrentado com os rapidshares da vida, é quase um milagre e muita perseverança de nossa parte continuar este hercúleo trabalho de levar a boa música aos senhores.
E esta esplêndida violinista que é Anne-Sophie Mutter continua dando um banho de interpretação neste segundo cd, sempre ao lado de seu fiel escudeiro, o excelente pianista Lambert Orkis. Frau Mutter é uma grande estrela, sem dúvida.Divirtam-se.

01 – Mozart Sonata in A major, K.305 (293d) – I. Allegro di molto
02 – Mozart Sonata in A major, K.305 (293d) – II. Thema. Andante grazioso – Variazioni I-V – Var. VI. Allegro
03 – Mozart Sonata in B flat major, K.378 (317d) – I. Allegro moderato
04 – Mozart Sonata in B flat major, K.378 (317d) – II. Andantino sostenuto e cantabile
05 – Mozart Sonata in B flat major, K.378 (317d) – III. Rondeau. Allegro
06 – Mozart Sonata in G major, K.301 (293a) – I. Allegro con spirito
07 – Mozart Sonata in G major, K.301 (293a) – II. Allegro
08 – Mozart Sonata in E flat major, K.481 – I. Molto Allegro
09 – Mozart Sonata in E flat major, K.481 – II. Adagio
10 – Mozart Sonata in E flat major, K.481 – III. Thema. Allegretto – Var I-V – Var. VI. Allegro

Anne-Sophie Mutter – Violin
Lambet Orkis – Piano

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FDPBach

Alguém sugere alguma alternativa ao Rapidshare ou ficamos sem os arquivos?

Por favor, sem “viajadas”, OK? Falemos sobre coisas possíveis e consistentes. Odeio revalidar links. O caso é que o Rapidshare estabeleceu uma cota diária de tráfego que meus arquivos completam em poucos minutos a cada virada de dia. Para onde ir? Passo-lhes a palavra. Abaixo, a página do FAQ do Rapidshare que descreve a nova política.

Shostakovich: Sinfonias Nos. 1 & 7

Em compensação ao inesperado erro de Gergiev, Lenny dá um banho na interpretação da Sinfonia Nº 1, composta por Shosta aos 19 anos (!), e na altamente dramática Sinfonia Nº 7, Leningrado. Não sou doido pela Leningrado — apenas porque acho que há outras sinfonias melhores na obra do russo — , mas reconheço sua notável história e importância. Shostakovich sempre será lembrado por ela. E Leonard Bernstein? Eu, hein? Que sujeito talentoso, né? Porra, o cara arrasa em Mahler, em Ravel, em Brahms, em Beethoven, em Shosta… Te fudê.

Shostakovich: Sinfonias Nos. 1 & 7

Sinfonia Nº 1, Op. 10
1. Allegretto – Allegro non troppo – 1. Allegretto – Allegro non troppo 8:54
2. Allegro – Meno mosso – Allegro – Meno mosso – 2. Allegro – Meno mosso – Allegro – Meno mosso 4:47
3. Lento – Largo – [Lento] (attacca:) – 3. Lento – Largo – [Lento] (attacca:) 10:20
4. Allegro molto – Lento – Allegro molto – Meno mosso – Allegro molto – Molto meno mosso – Adagio – Largo – Più mosso – Presto – 4. Allegro molto – Lento – Allegro molto – Meno mosso – Allegro molto – 10:37

Sinfonia Nº 7, Op. 60 “Leningrado”
5. Allegretto – 1. Allegretto 31:45
6. Moderato (poco allegretto) – 2. Moderato (poco allegretto) 14:51
7. Adagio – 3. Adagio 19:26
8. Allegro non troppo – 4. Allegro non troppo

Chicago Symphony Orchestra
Leonard Bernstein

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Viram como eu sou bom pra caraglio?

PQP

Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nos. 1 & 15

Uma cagadinha do grande Gergiev. Estava ouvindo o disco e achando estranha a solenidade envolvida em duas sinfonias que merecem também muito de sarcasmo. Pois o homem pegou sua espetacular orquestra de São Petersburgo e tratou de deixar tudo sério demais. Errou. Porém, Gergiev é um mestre e tal erro é absolutamente inesperado e anormal. Fui ler as críticas a fim de descobrir se não era uma esquisitice minha e lá estava: solenidade e seriedade demasiadas. Qual é, ô meu?

Shostakovich (1906-1975): Sinfonias Nos. 1 & 15

Symphony no 1 in F minor, Op. 10
Written: 1924-1925; USSR
1. Allegretto 8:52
2. Allegro 4:40
3. Lento – Largo 8:45
4. Allegro molto – Lento – Adagio – Presto 9:35

Symphony no 15 in A major, Op. 141
Written: 1971; USSR
5. Allegretto 8:18
6. Adagio 14:59
7. Allegretto 4:04
8. Adagio – Allegretto 16:36

Mariinsky Theatre Orchestra
Valery Gergiev

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Gergiev deu uma cagadinha

PQP

Tomaso Albinoni (1671-1751) – Oboe Concertos – Robson, Collegium Musicum 90, Standage

Como o PQP está nos submetendo a uma enxurrada de barrocos, resolvi aderir à proposta.
Anthony Robson gravou três cds, pelo menos conheço três, com obras para oboe de Albinoni. O maior dos oboistas do século XX, Heinz Holliger, ainda vai dar o ar de sua graça interpretando estes concertos por aqui, mas por enquanto fiquemos com o excelente Robson e o ótimo Collegium Musicum 90, dirigido pelo excelente violinista Simon Standage, um especialista no repertório barroco.  Neste primeiro CD temos então os Concertos para Oboe e Cordas. Os outros dois cds trazem obras para dois oboes, onde Robson tem Catarine Latham como parceira.

Tomaso Albinoni – Oboe Concertos

01. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – I. Allegro
02. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – II. Adagio
03. Concerto Op.7 No.3 in B flat major – III. Allegro
04. Concerto Op.7 No.9 in F major – I. Allegro
05. Concerto Op.7 No.9 in F major – II. Adagio
06. Concerto Op.7 No.9 in F major – III. Allegro
07. Concerto Op.9 No.5 in C major – I. Allegro
08. Concerto Op.9 No.5 in C major – II. Adagio (non troppo)
09. Concerto Op.9 No.5 in C major – III. Allegro
10. Concerto Op.9 No.8 in G minor – I. Allegro
11. Concerto Op.9 No.8 in G minor – II. Adagio
12. Concerto Op.9 No.8 in G minor – III. Allegro
13. Concerto Op.7 No.12 in C major – I. Allegro e non presto
14. Concerto Op.7 No.12 in C major – II. Adagio
15. Concerto Op.7 No.12 in C major – III. Allegro
16. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – I. Allegro
17. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – II. Adagio (non troppo)
18. Concerto Op.9 No.11 in B flat major – III. Allegro
19. Concerto Op.9 No.2 in D minor – I. Allegro
20. Concerto Op.9 No.2 in D minor – II. Adagio
21. Concerto Op.9 No.2 in D minor – III. Allegro
22. Concerto Op.7 No.6 in D minor – I. Allegro
23. Concerto Op.7 No.6 in D minor – II. Adagio
24. Concerto Op.7 No.6 in D minor – III. Allegro

Anthony Robson – Oboe
Collegium Musicum 90
Simon Standage – Violin & Conductor

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Tomaso Albinoni – Double Oboe & Strings Concertos – Vol. 1

01. Concerto for Strings, Op. 7 No. 1 in D major I Allegro – Adagio e staccato
02. Concerto for Strings, Op. 7 No. 1 in D major II Allegro assai
03. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 2 in C major I Allegro
04. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 2 in C major II Adagio
05. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 2 in C major III Allegro
06. Concerto for Strings, Op. 9 No. 1 in B flat major I Allegro
07. Concerto for Strings, Op. 9 No. 1 in B flat major II Adagio
08. Concerto for Strings, Op. 9 No. 1 in B flat major III Allegro
09. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 3 in F major I Allegro
10. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 3 in F major II Adagio
11. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 3 in F major III Allegro
12. Concerto for Strings, Op. 7 No. 4 in G major I Allegro
13. Concerto for Strings, Op. 7 No. 4 in G major II Adagio
14. Concerto for Strings, Op. 7 No. 4 in G major III Allegro
15. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 5 in C major I Allegro
16. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 5 in C major II Adagio
17. Concerto with Two Oboes, Op. 7 No. 5 in C major III Allegro
18. Concerto for Strings, Op. 9 No. 4 in A major I Allegro
19. Concerto for Strings, Op. 9 No. 4 in A major II Adagio
20. Concerto for Strings, Op. 9 No. 4 in A major III Allegro
21. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 6 in G major I Allegro
22. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 6 in G major II Adagio
23. Concerto with Two Oboes, Op. 9 No. 6 in G major III Allegro
24. Sinfonia for Strings in G minor I Allegro
25. Sinfonia for Strings in G minor II Larghetto e sempre piano
26. Sinfonia for Strings in G minor III Allegro

Anthony Robson – Oboe
Catherine Latham – Oboe
Collegium Musicum
Simon Standage – Conductor

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Tomaso Albinoni – Double Oboe Concertos & String Concertos – Vol. 2

01 – Concerto for Strings, Op.7 No.7 – I Allegro
02 – Concerto for Strings, Op.7 No.7 – II Adagio
03 – Concerto for Strings, Op.7 No.7 – III Allegro
04 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.8 – I Allegro
05 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.8 – II Largo
06 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.8 – III Allegro
07 – Concerto for Strings, Op.9 No.7 – I Allegro
08 – Concerto for Strings, Op.9 No.7 – II Andante e sempre piano
09 – Concerto for Strings, Op.9 No.7 – III Allegro
10 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.9 – I Allegro
11 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.9 – II Adagio
12 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.9 – III Allegro
13 – Concerto for Strings, Op.7 No.10 – I Allegro
14 – Concerto for Strings, Op.7 No.10 – II Adagio
15 – Concerto for Strings, Op.7 No.10 – III Allegro
16 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.11 – I Allegro
17 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.11 – II Adagio
18 – Concerto with Two Oboes, Op.7 No.11 – III Allegro
19 – Concerto for Strings, Op.9 No.10 – I Allegro
20 – Concerto for Strings, Op.9 No.10 – II Adagio
21 – Concerto for Strings, Op.9 No.10 – III Allegro
22 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.12 – I Allegro
23 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.12 – II Adagio
24 – Concerto with Two Oboes, Op.9 No.12 – III Allegro

Anthony Robson – Oboe
Catherine Latham – Oboe
Collegium Musicum 90
Simon Standage – Conductor

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FDPBach

Vivaldi, Marcello, Quantz, J.C. Bach, Fasch: Florilegium Musicale

Excelente seleção, excelente disco de música barroca protagonizado pela compreensiva Camerata Koln de minha mais profunda alegria. CD excepcional para iniciar a manhã. Para ser ouvido antes, durante e depois do café, desde que não se vá à missa. Programo esta postagem “ontem”, na esperança de que, hoje pela manhã, as notícias de morte tenham cessado em Israel. Tenho muitos amigos judeus e eles sabem o quanto não suporto o sionismo. Chega, né?

Vivaldi – Concerto in g minor RV 104 “La Notte” Flute, 2 violins, bassoon & BC

1. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: La Notte
2. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: Fantasmi
3. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: Il Sonno
4. Chamber Concerto (‘La notte’), for flute or violin, 2 violins, bassoon & continuo in G minor, RV 104: Allegro

A. Marcello – Concerto in d minor Oboe, 2 violins, viola & BC
5. Concerto for oboe, strings & continuo in D minor, SF. 935 (often transposed to C minor): Andante
6. Concerto for oboe, strings & continuo in D minor, SF. 935 (often transposed to C minor): Adagio
7. Concerto for oboe, strings & continuo in D minor, SF. 935 (often transposed to C minor): Allegro

Quantz – Trio in C major Recorder, flute & BC
8. Trio in C: Affettuoso
9. Trio in C: Alla breve
10. Trio in C: Larghetto
11. Trio in C: Vivace

J.C.Bach – Quintett in D major Op.22.1 Fortepiano, flute, oboe, violin & cello
12. Quintet for flute, oboe, violin, cello & keyboard in D major, Op. 22/1, CW B76 (T. 304/6): Allegro
13. Quintet for flute, oboe, violin, cello & keyboard in D major, Op. 22/1, CW B76 (T. 304/6): Andantino
14. Quintet for flute, oboe, violin, cello & keyboard in D major, Op. 22/1, CW B76 (T. 304/6): Allegro assai

Fasch – Quartett in d minor 2 Oboes, bassoon & BC
15. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Largo
16. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Allegro
17. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Largo
18. Quartet for 2 oboes, obbligato basson & continuo in D minor, FaschWV N:d2: Allegro

Vivaldi – Concerto in C major RV 444 Sopranino recorder, 2 violins, viola & BC
19. Piccolo (Flautino) Concerto, for piccolo (or recorder/flute), strings & continuo in C major, RV 444: Allegro non molto
20. Piccolo (Flautino) Concerto, for piccolo (or recorder/flute), strings & continuo in C major, RV 444: Largo
21. Piccolo (Flautino) Concerto, for piccolo (or recorder/flute), strings & continuo in C major, RV 444: Allegro molto

Camerata Koln

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Nossa, o Quantz adorava pegar numa flautinha!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Complete Violin Sonatas – Augustin Dumay – Maria João Pires – CD 1 de 3

LINKS RESTAURADOS !!!

Problemas de saúde aliados a excesso de serviço tem me mantido afastado do blog. Mas tenho acompanhado o que acontece por aqui, e vejo o quanto PQP está trabalhando, postando cada vez mais material de qualidade. Já foram dez os colaboradores, porém este número diminuiu. Alguns saíram sem dar maiores explicações, outros explicaram que não conseguem conciliar a rotina diária com as postagens. Como um dos membros fundadores do blog, lá pelos idos de 2007, sinto-me em dívida com os senhores, sem estar trazendo minhas contribuições do período clássico e romântico. E olha que tenho ouvido muita música. Meu velho mp3 player me acompanha o tempo todo, para cima e para baixo, dentro do ônibus, caminhando pelo centro da cidade.
E um dos CDs que mais tenho ouvido é esta magnífica integral das sonatas para violino de Beethoven, com a Maria João Pires e seu velho aliado, Augustin Dumay. A parceria entre estes dois é antiga E quando um está tocando com o outro, milagres acontecem.
Já devo ter uma dezena de versões destas obras, e todas elas têm suas qualidades. Seja em leituras modernas, seja em leituras consideradas históricas, todas as versões que possuo me comovem, jamais poderia dizer uma é melhor que a outra. O que me levou a postar esta dupla Pires / Dumay foi, antes de mais nada, o fato de ter sido a última que adquiri. E desde os primeiros acordes já me encantei com a sutileza do violino de Dumay e com a forte personalidade que a dupla consegue impor em suas interpretações. Espero que curtam o tanto quanto estou curtindo. Vou postando aos poucos, para melhor ser apreciado.

01. Sonata No.1 in D Major, op. 12, n°1 – Allegro con brio
02. Tema con Variazioni Andante con moto
03. Rondo Allegro
04. Sonata No.2 in A major Op.12 No.2 Allegro vivace
05. Sonata No.2 Andante pio tosto allegretto
06. Sonata No.2 Allegro piacevole
07. Sonata No.4 in A minor Op.23 Presto
08. Sonata No.4 Andante scherzoso piu allegretto
09. Sonata No.4 Allegro molto
10. Sonata No.3 in E flat major Op.12 No.3 Allegro con spirito
11. Sonata No.3 Andante molta espressione
12. Sonata No.3 Rondo allegro molto

Augustin Dumay – Violino
Maria João Pires – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Complete Violin Sonatas – CD 2 de 3 – Dumay, Pires

Bem, este segundo cd da integral da sonatas de violino de Beethoven traz simplesmente a minha favorita, a de n°5, op. 24, denominada “Primavera”, e bem de acordo, eu diria. É música leve, ensolaradae clara como um belo dia primaveril. Seu primeiro movimento é uma das maiores e mais belas composíções da história da música, não temo em afirmar. Em seguida, bem, em seguida, temos a “Sonata a Kreutzer”, que dispensa comentários.
A dupla Dumay / Pires mais uma vez dá um show de interpretação. Claro que muitos vão citar talvez Szering / Haskil, Oistrack / Oberin, ou sei lá quem mais, no meio das dezenas de gravações que existem. Mas o que teria a dizer sobre isso é  seguinte: trata-se de música tão bela e perfeita que tenho certeza de que todos seus intérpretes incorporam o espírito beethovenniano e se jogam de corpo e alma em sua execução. Não há necessidade de se discutir isso. Todos tem seus valores.

P.S. Desconfio que o servidor de compartilhamento Depositfiles foi para o espaço, junto com o meu acervo, felizmente pequeno. Fazem três dias que tento acessá-lo sem sucesso. Por isso voltei para o uploaded, que tem se mostrado mais seguro, e está localizado na Alemanha.

01. Sonata No.8 in G major Op.30 No.3 – I. Allegro assai
02. II. Tempo di minuetto, ma molto moderato e grazioso
03. III. Allegro vivace
04. Sonata No.5 in F major Op.24 ‘Spring’ – I. Allegro
05. II. Adagio molto espressivo
06. III. Scherzo allegro molto
07. IV. Rondo allegro ma non troppo
08. Sonata No.9 in A major Op.47 ‘Kreutzer’ – I. Adagio sostenuto – Presto
09. II. Andante con variazioni
10. III. Presto

Augustin Dumay – Violin
Maria João Pires – Piano

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FDPBach

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Complete Violin Sonatas – CD 3 de 3 – Dumay, Pires

Eis o terceiro CD desta bela coleção das Sonatas para Violino de Beethoven. É música para animar a alma e o espírito. A parceria Dumay / Pires atinge momentos de rara beleza, e consegue transmitir muita paz e serenidade.
Como estou com preguiça hoje, depois de três dias de descanso,cito o biógrafo de Beethoven Maynard Solomon, que assim define a Sonata n°10, op. 96:

“No transcurso da vida de Beethoven, cada uma de suas crises psicológicas foi seguida de um período de reconstrução. Ele não pôde libertar-se permanentemente de profundos conflitos internos, mas foi capaz, repetidas vezes, de prevenir as mais sérias consequências emocionais através da imersão em seu trabalho e através da postulação e solução de problemas criativos cada vez mais intrincados e profundos. (…) Beethoven atingiu um nível espantoso de produtividade durante estes anos (1802-1813): suas obras incluíram uma ópera, um oratório, seis sinfonias, quatro concertos, cinco quartetos de cordas, três trios, três sonatas para cordas e seis sonatas para piano, além de música incidental para um certo número de obras teatrais muitos Lieder, quatro coleções de variações para piano e várias aberturas sinfônicas. (…) Só perto do final deste período a qualidade da produção de Beethoven vacilou um pouco, numa situação reparada de forma impressionante com a composição das Sétima e Oitava Sinfonias e da Sonata para Violino, op. 96. (…) A Sonata para Violino, op. 96, a décima e última das sonatas de Beethoven para piano e violino, foi esboçada e composta em 1812, após as Sétima e Oitava Sinfonias, com as quais contrasta como um delicado desenho a bico-de-pena em face de um conjunto de afrescos (…) Onde o duo de piano de violino tinha sido um veículo para a inauguração do “novo” caminho” de Beethoven na tempestuosa Sonata Kreutzer de uma década antes, a Sonata em Sol Maior abandona o “stile brillante molto concertante” do op. 47 a favor de uma comunicabilidade profundamente sentida e requintada, fornecendo assim uma coda serenamente imaginativa para o período intermédio. Como escreveu um crítico:” Em vez de urgentes e dramáticas súplicas, a atmosfera é aqui de gentil lirismo, apenas com vislumbres de grandes profundidades de experiência e conquista da dor que tinham possibilitado a obtenção desta serenidade”. 

Bem, senhores, creio que por hoje é isso. Espero que apreciem.

01. Sonata No.10 in  G major Op.96 – I. Allegro moderato
02. Sonata No.10 – II. Adagio espressivo
03. Sonata No.10 – III. Scherzo allegro
04. Sonata No.10 – IV. Poco allegretto – Adagio expressivo – Tempo I – Allegro – Poca adagio – Presto
05. Sonata No.6 in A major Op.30 No.1 – I. Allegro
06. Sonata No.6 – II. Adagio molto espressivo
07. Sonata No.6 – III. Allegretto con variazioni
08. Sonata No.7 in C minor Op.30 No.2 – I. Allegro con brio
09. Sonata No.7 – II. Adagio cantabile
10. Sonata No.7 – III. Scherzo allegro
11. Sonata No.7 – IV. Finale allegro – Presto

Augustin Dumay – Violino
Maria João Pires – Piano

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FDPBach

Antonio Vivaldi (1678-1741): Juditha Triumphans

A música sacra barroca está muito bem representada nesta obra prima de Vivaldi, o oratório “Juditha Trimphans”, curiosamente o único oratório de Vivaldi que chegou até nós, os restantes teriam sido perdidos. Belíssimos corais, solistas inspiradíssimos, principalmente Ann Murray, e Robert King e seu King´s Consort perfeitos, o resultado só poderia ser uma excelente gravação, nos proporcionando momentos mais que prazerosos.  Também tenho a versão da Kozèna, musa de meu irmão PQP Bach, mas sinto esta gravação do King´s Consort mais leve e solta.

Este cd faz parte de uma coleção de 10 cds da gravadora inglesa Hyperion chamada “Antonio VIvaldi Sacred Music”, e pretendo postar outros volumes desta série até o Natal.

Este oratório é baseado na história bíblica de Judite. Juntamente com o cd 2 estará seguindo o texto explicativo que acompanha esta edição da Hyperion. Eis o comentário do editor da amazon.com:

Vivaldi is best known for his instrumental music–concertos and concerti grossi–but perhaps his most-performed work, the Gloria, is for chorus and vocal soloists. This rarely recorded oratorio, “Juditha Triumphans,” combines all of Vivaldi’s favorite compositional mediums–solo instrumental, orchestral, solo vocal, and choral–in a work of impressive scope brimming with wonderful melodies and irresistible rhythms. Telling the story of the Jewish heroine Judith, who single-handedly saves her people from certain destruction by Nebuchadnezzar’s army, Vivaldi’s oratorio offers plenty of virtuoso music for soloists, which these performers, especially soprano Maria Cristina Kiehr, handle brilliantly. The action is fast-paced, the period instruments sound wonderful. And if the idea of an oratorio by Vivaldi scares you a little, have no fear; instead, prepare to be pleasantly surprised, amazed, and hooked. –David Vernier

Antonio Vivaldi (1678-1741) – Juditha Triumphans

CD 1

1. Overture. Allegro
2. Overture. Largo
3. Part 1. Coro. Arma, caedes, vindictae, furores
4. Part 1. Recitativo. Felix en fausta dies
5. Part 1. Aria. Nil arma, nil bella
6. Part 1. Recitativo. Mi Dux, Domine mi
7. Part 1. Aria. Matrona inimica
8. Part 1. Recitativo. Huc accedat Matrona
9. Part 1. Aria. Quo cum Patriae me ducit amore
10. Part 1. Recitativo. Ne timeas non
11. Part 1. Aria. Vultus tui vago splendori
12. Part 1. Recitativo. Vide, humilis prostrata
13. Part 1. Coro. O quam vaga, venusta, o quam decora
14. Part 1. Recitativo. Quem vides prope, aspectu
15. Part 1. Aria. Quamvis ferro et ense gravis
16. Part 1. Recitativo. Quid certno! Oculi mei
17. Part 1. Aria. Quanto magis generosa
18. Part 1. Recitativo. Magna, o foemina, petis
19. Part 1. Aria. Sede, o cara
20. Part 1. Recitativo. Tu Judex es, tu Dominus, tu potens
21. Part 1. Aria. Agitata infido flatu
22. Part 1. Recitativo. In tentorio supernae
23. Part 1. Aria con Coro. O servi, volate
24. Part 1. Recitativo. Tu quoque hebraica ancilla
25. Part 1. Aria. Veni, veni, me sequere fida
26. Part 1. Recitativo. Venio, Juditha, venio: animo fave
27. Part 1. Aria. Fulgeat sol frontis decorae
28. Part 1. Recitativo. In Urbe interim pia
29. Part 1. Coro. Mundi Rector de Caelo micanti

CD 2

1. Part 2. Recitativo. Summi Regis in mente
2. Part 2. Aria. O Sydera, o stellae
3. Part 2. Recitativo. Jam saevientis in hostem
4. Part 2. Recitativo. Nox in umbra dum surgit
5. Part 2. Aria. Nox obscura tenebrosa
6. Part 2. Recitativo. Belligerae meane sorti
7. Part 2. Aria. Transit aetas
8. Part 2. Recitativo. Haec in crastinum serva: Ah, nimis vere
9. Part 2. Aria. Noli, o cara, te adorantis
10. Part 2. Coro. Plena nectare non mero
11. Part 2. Recitativo. Tormenta mentis tuae fugiant a corde
12. Part 2. Aria. Vivat in pace, et pax regnet sincera
13. Part 2. Recitativo. Sic in pace inter hostes
14. Part 2. Aria. Umbrae carae, aurae adoratae
15. Part 2. Recitativo. Quae fortunata es tu vaga Matrona
16. Part 2. Aria. Non ita reducem
17. Part 2. Recitativo. Jam pergo, postes claudo
18. Part 2. Accompagnato. Summe Astrorum Creator
19. Part 2. Accompagnato. Impii, indigni Tiranni
20. Part 2. Recitativo. Abra, abra, accipe munus
21. Part 2. Aria. Si fulgida per te propitia caeli fax
22. Part 2. Recitativo. Jam non produl ab axe
23. Part 2. Aria. Armatae face, et anguibus
24. Part 2. Recitativo. Quam insolita luce
25. Part 2. Aria. Gaude felix
26. Part 2. Accompagnato. Ita decreto aeterno
27. Part 2. Coro. Salve, invicta Juditha, formosa

Ann Murray – Mezzo Soprano
Maria Cristina Kiehr – Soprano
Susan Bickley – Mezzo-Soprano
Sarah COnnoly – Mezzo-Soprano
Jean Rigby – Mezzo-Soprano

The Chor of The King´s Consort
The King´s Consort
Robert King – Conductor

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FDP

Paul Hindemith (1895-1963) – Obras para Violoncelo e Piano (Link Restaurado)

Postado originalmente em 15 de fevereiro de 2008.

É interessante como Hindemith colocou-se frente à música de sua época. Depois de uma infância de menino superdotado e de um início de carreira com agudo senso de provocação – revolucionário mesmo -, o compositor sentiu necessidade de ordem e, ao mesmo tempo que Stravinski mergulhava em partituras de Pergolesi, ele fazia sua virada estilística estudando J.S. Bach e Händel. As duas primeiras obras deste CD são do primeiro período e a terceira é de depois da virada. Este “passo atrás” foi acompanhado de um coro de críticas ao seu “neobarroquismo”, porém suas Kammermusik fizeram indesmentível sucesso (já postamos algumas em nosso PQP) e… são concertos de câmara para diversos instrumentos solistas dentro da estrutura dos Concertos de Brandenburgo. O enfant terrible do passado institucionalizou-se. Ao final de sua vida, Hindemith escreveu um Ludus Tonalis, espécie de Cravo bem temperado moderno. De certo modo, seu retorno a Bach foi sem volta… Mas é justamente sua polifonia e barroquismo que me agradam.

Este CD não chega a ser uma obra-prima, mas também não é decepcionante.

Paul Hindemith – Obras para Violoncelo e Piano

Three Pieces for Cello and Piano, Op. 8 (1917)
1. Capriccio In A Major
2. Phantasiestuck
3. Scherzo

Sonata for Cello and Piano, Op. 11 no 3 (1919)
4. 1st Movement
5. 2nd Movement

Sonata for Cello and Piano (1948)
6. I. Pastorale
7. II. Moderately Fast
8. III. Passacaglia

Emil Klein (Cello)
Wolfgang Manz (Piano)


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Postado pelo PQP. Restaurado pelo Carlinus

Antonio Carlos Gomes (1836-1896) – Sonata em Ré (movimentos I e IV – transcrições para camerata de violões) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

 

MEUS QUERIDOS, ISSO É APENAS PARA ATIÇAR VOSSAS VONTADES: SEMANA QUE VEM, QUANDO O P.Q.P.BACH COMPLENTARÁ 6 ANINHOS DE EXISTÊNCIA, POSTAREI ESTA MESMA SONATA, NO ORIGINAL, COM O ESTUPENDO QUARTETO BESSLER-REIS

No momento, fiquem com essa genial transcrição da peça para violões:

Vi as transcrições para piano de obras do Vivaldi postadas recentemente pelo PQP e não me contive (será que estou com inveja? Preciso consultar meu analista…): achei que seria muito importante disponibilizar essas duas modestas transcrições para violão (modestas pela quantidade, de forma alguma pela qualidade), com o 1º e o 4º movimentos da Sonata em Ré, na qual encontramos o conhecido Burrico de Pau.
A Sonata em Ré foi composta por Carlos Gomes em 1894, dois anos antes de sua morte. Já era ele um compositor maduro e, em seus últimos trabalhos, percebe-se uma elaboração maior com as cordas e um destaque maior para elas (pela formação de banda de Gomes, os sopros sempre tiveram um papel mais destacado do que em outros compositores de mesmo gênero e período). É uma peça dificílima, com arpejos, pizzicatos, espicatos, saltos muito destacados da primeira para a quarta corda, enfim, de técnica apuradíssima, que só intérpretes muito bons conseguem dar conta de executá-la fielmente.
E imaginar que o Burrico de Pau foi composto quando Carlos Gomes viu a sobrinha brincando com um daqueles cavalinhos com cabo de vassoura…
Nessas duas transcrições, muito bem executadas, a Camerata Octopus faz parecer que a peça foi feita para violão, e não para orquestra de cordas, tal são a beleza e agilidade das músicas e a precisão dos intérpretes.
Ouça, que estas levam o selo de IM-PER-DÍ-VEIS !

Antonio Carlos Gomes (Campinas, 1836 – Belém, 1896)
Sonata em Ré: Transcrições para Violão

01. Sonata em Ré – I. Allegro moderato
02. Sonata em Ré – IV. Vivace: O Burrico de Pau

Camerata de Violões Octopus (Conservatório de Tatuí, SP), 2004.
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Partituras e outros que tais? Clique aqui

Bisnaga

.: interlúdio :. Terje Rypdal: Odyssey In Studio & In Concert

Não morri de amores por este elogiadíssimo e ressuscitado Odyssey, onde temos um resumo da carreira de Rypdal desde os anos 70. Bem melhor é o terceiro CD, gravado ao vivo em 2009. Nem todos os CDs dos anos 70 e 80 da ECM eram atemporais e, para utilizar uma expressão antiquada, diria que o Odyssey original era bem datado. Mas, vejam bem, esta é apenas a minha opinião e tem valor bem limitado. Vale baixar pelo terceiro CD, que achei interessante.

Terje Rypdal: Odyssey: In Studio & In Concert

ODYSSEY – CD1 (ex ECM 1067)
01. Darkness Falls
02. Midnite
03. Adagio
04. Better Off Without You

ODYSSEY – CD2 (ex ECM 1067)
01. Over Birkerot
02. Fare Well
03. Ballade
04. Rolling Stone

Unfinished Highballs (previously unreleased) – CD3
01. Unfinished Highballs
02. The Golden Eye
03. Scarlet Mistress
04. Dawn
05. Dine and Dance to the Music of the Waves
06. Talking Back
07. Bright Lights – Big City

Personnel:

Terje Rypdal – electric guitar, synthesizer, soprano saxophone
Torbjørn Sunde – trombone
Brynjulf Blix – organ
Sveinung Hovensjø – bass guitar
Svein Christiansen – drums

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Terje Rypdal

PQP

Compositores Paraenses dos Séculos XIX e XX: Henrique Eulálio Gurjão (1834-1885), Wilson Fonseca (1912-2002), Clemente Ferreira Júnior (1864-1917), Octavio Meneleu Campos (1872-1927), Altino Pimenta (1921-2003) Waldemar Henrique (1905-1995), Araújo Pinheiro (1917-1998) [link atualizado 2017]

Compositores Paraenses dos Séculos XIX e XX é daqueles CDs despretensiosos. O intuito do álbum, pelo que se pode notar facilmente, é o resgate e o registro de músicas dos compositores daquelas quentes e pluviosas terras… Nem muito além disso.

Mas é aí que talvez resida a grande graça deste CD: não se propor ser grande. Com isso, as músicas todas soam com o mesmo espírito do álbum, despretensiosas e, por tal motivo, leves, cândidas, sem quererem impressionar, mas com uma graça agreste e sencilha.

As duas Ave-Marias que abrem o setlist, compostas para coro, do  General Henrique Gurjão e de Wilson Fonseca são plácidas e muito belas. Já as quatro faixas seguintes, gravadas pela primeira vez neste volume, de Clemente Júnior, não são tão cativantes, chegando a ser mesmo até simplórias (sim, o nível cai um pouco…).

O álbum recupera o fôlego com o belo Trendment de Meneleu Campos e cresce com as quatro peças para canto lírico dos compositores mais famosos, Altino Pimenta e Waldemar Henrique, encerrando-se nas duas composições mais inspiradas, para piano, violoncelo e violino, de Araújo Pinheiro e, novamente, Wilson Fonseca. A última peça, a Valsinha em Si Menor, realmente, é a mais cativante de todo o CD, e daquelas que se guarda entre as preferidas. Coisa linda!

CD simples, sem apoteoses escalafobéticas, sem pirotecnias musicais, e… muito bom! Assim, só! Ouça, ouça!

Fonogramas gentilmente cedidos por Raphael Soares, entusiasta da música erudita paraense.

Compositores Paraenses dos Séculos XIX e XX 
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General Henrique Eulálio Gurjão (Belém, PA, 1834-1885)
01. Ave Maria.
Wilson Fonseca (Santarém, PA, 1912 – Belém, PA, 2002)
02. Ave Maria.
Clemente Ferreira Júnior (Belém, PA, 1864-1917)
03. Cunha-poranga
04. Gavotte Republicaine
05. Sons que passam
06. Remembranza
Octavio Meneleu Campos (Belém, PA, 1872 – Rio de Janeiro, RJ, 1927)
07. Trendment
Altino Pimenta (Belém, PA, 1921-2003)
08. Apresentação
09. Chora Coração
Waldemar Henrique (Belém, PA, 1905-1995)
10. Uma Canção de Amor
11. Primavera
Raymundo de Araújo Pinheiro (Igarapé-Miri, PA, 1917 – Belém, PA,1998)
12. Lamento Negro
Wilson Fonseca (Santarém, PA, 1912 – Belém, PA, 2002)
13. Valsinha em Si Menor

Madrigal da UEPA
Alexandre Contente, órgão
Milton Monte, regente
Leonardo Coelho de Souza, Piano (faixas 03, 08, 09, 10 e 11)
Dione Colares, soprano (faixas 08, 09, 10 e 11)
Lia Braga, piano (faixa 04)
Valdecíria Lamêgo Paulino, piano (faixa 05)
Lúcia Azevedo Lisboa, piano (faixa 06)
Eliana Cutrim, Piano (faixas 07, 12 e 13)
Paulo Keuffer, violino (faixa 13)
Arthur Alves, violoncelo (faixa 11, 12 e 13)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (49Mb)
…Mas comente… Não me responda apenas com o vazio do silêncio…

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Bisnaga

G. F. Handel (1685-1759): O Messias

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta gravação é lá dos primórdios da Naxos, quando ela era uma estranha empresa que produzia discos bons e baratos. Com este Messias descobriu-se que a Naxos poderia fazer discos FANTÁSTICOS e baratos. Lembro que, com este registro da obra-prima de Handel, todas as revistas e o público finalmente abriram as pernas para a gravadora de Klaus Heymann, fundada em 1987.

Agora, meu amigo(a), chegou a hora de você abrir as pernas.

G. F. Handel (1685-1759): O Messias

Disc 1
1. Part I: Sinfonia 00:03:12
2. Part I: Recitative: Comfort ye my people (Tenor) 00:03:08
3. Part I: Aria: Every valley shall be exalted (Tenor) 00:03:35
4. Part I: And the glory of the Lord shall be revealed (Chorus) 00:02:37
5. Part I: Recitative: Thus saith the Lord (Bass) 00:01:24
6. Part I: Aria: But who may abide the day of His coming (Counter – tenor) 00:03:06
7. Part I: And He shall purify the sons of Levi (Chorus) 00:02:29
8. Part I: Recitative: Behold, a virgin shall conceive (Alto) 00:00:25
9. Part I: Aria: O thou that tellest good tidings to Zion (Alto) 00:05:33
10. Part I: Recitative: For behold, darkness shall cover the earth (Bass) 00:02:42
11. Part I: Aria: The people that walked in darkness have seen a great light (Bass) 00:04:25
12. Part I: For unto a child is born (Chorus) 00:04:03
13. Part I: Pifa 00:00:56
14. Part I: Recitative: There were shepherds abiding in the field (Soprano) 00:01:22
15. Part I: Glory to God in the highest (Chorus) 00:01:54
16. Part I: Aria: Rejoice greatly, O daughter of Zion (Soprano) 00:04:04
17. Part I: Recitative: Then shall the eyes of the blind be opened (Alto) 00:00:20
18. Part I: Aria: He shall feed His flock like a shepherd (Alto) 00:05:13
19. Part I: His yoke is easy, His burthen is light (Chorus) 00:02:22
20. Part II: Behold the Lamb of God (Chorus) 00:02:52
21. Part II: Aria: He was despised and rejected of men (Alto) 00:11:11
22. Part II: Surely, He hath borne our griefs and carried our sorrows (Chorus) 00:02:05
23. Part II: And with His stripes we are healed (Chorus) 00:01:54
24. Part II: All we like sheep have gone astray (Chorus) 00:03:55

Disc 2
1. Part II: Recitative: All they that see Him Laugh Him to scorn (Tenor) 00:00:44
2. Part II: He trusted in God that He would deliver Him (Chorus) 00:02:23
3. Part II: Recitative: Thy rebuke hath broken His heart (Tenor) 00:01:48
4. Part II: Arioso: Behold, and see if there be any sorrow like unto His sorrow! (Tenor) 00:01:34
5. Part II: Recitative: He was cut off out of the land of the living (Tenor) 00:00:19
6. Part II: Aria: But thou didst not leave His soul in Hell (Tenor) 00:02:42
7. Part II: Lift up your heads (Chorus) 00:03:04
8. Part II: Recitative: Unto which of the angels said He at any time (Tenor) 00:00:14
9. Part II: Let all the angels of God worship Him (Chorus) 00:01:28
10. Part II: Aria: Thou art gone up high (Counter – tenor) 00:03:17
11. Part II: The Lord gave the word (Chorus) 00:01:10
12. Part II: Duet: How beautiful are the feet of Him that bringeth glad tidings of salvation (Soprano, Counter – tenor) 00:03:22
13. Part II: Aria: Why do the nations so furiosly rage together (Bass) 00:03:08
14. Part II: Let us break their bonds asunder (Chorus) 00:01:50
15. Part II: Recitative: He that dwelleth in heaven shall laugh them to scorn (Tenor) 00:00:12
16. Part II: Aria: Thou shalt break them with a rod of iron (Tenor) 00:02:10
17. Part II: Hallelujah! (Chorus) 00:03:44
18. Part III: Aria: I know that my Redeemer liveth (Soprano) 00:06:07
19. Part III: Since by man came death (Chorus) 00:01:52
20. Part III: Recitative: Behold, I tell you a mystery (Bass) 00:00:32
21. Part III: Aria: The trumpet shall sound (Bass) 00:09:06
22. Part III: Recitative: Then shall be brought to pass the saying that is written (Counter – tenor) 00:00:17
23. Part III: Duet: O Death, where is thy sting (Counter – tenor, Tenor) 00:03:24
24. Part III: Aria: If God be for us, who can be against us (Soprano) 00:04:57
25. Part III: Worthy is the Lamb that was slain (Chorus) 00:07:19

Angus Davidson
Helen Parker
Kym Amps
John Bowen
Robin Doveton
Scholars Baroque Ensemble

Total Playing Time: 02:21:30

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Handel apressa o pintor. Porra, anda com essa merda!

PQP