Alma Latina: Les Routes de l’Esclavage – Hespèrion XXI, Savall

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Repostagem com novos links, agregando no arquivo o encarte completo (540 páginas), compartilhado pelo ilustre João Ferreira. Valeu, João!

Postagem marcando o retorno do Bisnaga, depois de quase dois anos sem postar

Eita! Jordi Savall e seu toque de Midas…
E como fazer de uma longa história de opressão e sofrimento uma coisa bela?

Savall já vem há alguns anos trabalhando com temas de música mais antiga e mais periférica para os domínios europeus: música cipriota, música armênia… Aqui o maestro e violista catalão avança pelo universo da África e o que a une à Europa e à América: infelizmente, a escravidão… Seguindo o rastro da maior imigração forçada da história, coleta aqui e ali relatos, leis, decretos, mostrando a visão oficial, e canções, ritmos e danças, apresentando o outro lado, o da resistência dos negros levados às colônias de todo o continente americano, episódio terrível da nossa história e da história de tantos povos desses três continentes ligados pela escravidão…

De um lado, o álbum trata dos horrores da escravidão:

Uma das grandes coisas que se vêm hoje no mundo, e nós pelo costume de cada dia não admiramos, é a transmigração imensa de gentes e nações etíopes, que da África continuamente estão passando a esta América. (…) Já se, depois de chegados, olharmos para estes miseráveis, e para os que se chamam seus senhores, o que se viu nos dois estados de Jó é o que aqui representa a fortuna, pondo juntas a felicidade e a miséria no mesmo teatro. Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os, como deuses; os senhores em pé, apontando para o açoite, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás, como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Oh! Deus! quantas graças devemos à fé que nos destes, porque ela só nos cativa o entendimento, para que à vista destas desigualdades, reconheçamos, contudo, vossa justiça e providência. Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem, como os nossos? Não respiram com o mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os aquenta o mesmo sol? Que estrela é logo aquela que os domina, tão triste, tão inimiga, tão cruel? (Padre Antonio Vieira – Sermão Vigésimo Sétimo – trecho que é recitado, reduzido, na faixa 10)

… Do outro, a beleza que reside justamente na resistência (e talvez aqui esteja uma parte da resposta), na insistência dos povos africanos transplantados para as Américas e aqui misturados em suas etnias e credos, de celebrar a vida, de zombar dos patrões, de cantar a sua crença ou as crenças que forçosamente aprendeu. O álbum então se enche das misturas, das festas e das danças dos negros que chegaram aqui e dos que ficaram no continente natal, num envolvente colorido musical, tão bem lapidado e acabado, como era de se esperar das produções dirigidas pelo velho Savall.

É uma produção de vulto, patrocinada pela UNESCO: um verdadeiro livro multilígue de 540 páginas em francês, inglês, castelhano, catalão, alemão e italiano (eu escaneei os dados gerais e a parte em castelhano para vocês, já que não há texto em português, por ser a língua mais próxima da nossa e a Espanha ser o segundo país que mais acessa o PQPBach – ainda assim, deu 105 páginas!). Possui um DVD com filmagem do concerto e 2 CDs com os mesmos áudios (disponibilizo aqui os CDs). O encarte ainda traz, além das letras das músicas, pequenos artigos sobre o trabalho forçado escritos por antropólogos e sociólogos, uma cronologia do trabalho escravo no mundo e um Índice Global da Escravidão em 2016 da UNESCO. Informações ricas, importantes e chocantes sobre a realidade da servidão.

O resultado é grande, abrangente e muito equilibrado, com pesquisadores, musicólogos e músicos de França, Mali, Madagascar, México, Colômbia, Brasil (uhú!), Argentina, Venezuela e Espanha. O som é riquíssimo, como é a cultura africana, redondo: há um discurso muito bem alinhavado e coerente de cada récita para cada música. Enfim, um material de grandissíssima qualidade, que leva inexoravelmente o selo de IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Um teaser do álbum, pra vocês terem uma ideia:

Les Routes de l’Esclavage
As Rotas da Escravidão

Aristóteles (Estagira, Grécia, 384 a.C. – Cálcis, Grécia, 322 a.C.)
01. Recitado: 400 a.C. L’humanité est divisée en deux: Les maîtres et les esclaves.
Anônimo (Portugal)
02. Recitado: 1444. La 1ère cargaison africaine, avec 235 esclaves, arrive à l’Algarve
Tradicional (Mali)
03. Djonya (Introduction) Kassé Mady Diabaté voix
Mateo Flecha, el Viejo (Prades, Espanha, 1481 – Poblet, Espanha, 1553) / Tradicional (México), Son jarocho
04. La Negrina / Gugurumbé
Tradicional (Brasil – rec. por Lazir Sinval)
05. Vida ao Jongo (Jongo da Serrinha)
Fernando II de Aragão (Aragão, 1452 – Granada, 1516)
06. Recitado: 1505. Le roi Ferdinand le Catholique écrit une lettre à Nicolas de Ovando
Juan Gutierrez de Padilla (Málaga, Espanha, 1590 – Puebla, México, 1665)
07. Tambalagumbá (Negrilla à 6 v. et bc.)
Tradicional (Colômbia)
08. Velo que bonito (ou San Antonio)
Tradicional (Mali), canto griote
09. Manden Mandinkadenou
Padre Antônio Vieira (Lisboa, Portugal, 1608 – Salvador, BA – 1697)
10. Recitado: 1620. Les premiers esclaves africains arrivent dans les colonies anglaises. Sermões, 1661.
Tradicional (Brasil – rec. por Erivan Araújo)
11. Canto de Guerreiro (Caboclinho paraibano)
Tradicional (Mali)
12. Kouroukanfouga (instr.)
Richard Ligon (1585?-1662)
13. Recitado: 1657. Les musiques des esclaves. Histoire…de l’Île de la Barbade
Tradicional (México)
14. Son de la Tirana: Mariquita, María
Frei Felipe da Madre de Deus (Lisboa, Portugal, c.1630 – c.1690)
15. Antoniya, Flaciquia, Gasipà (Negro à 5)
Hans Sloane (Killyleagh, Irlanda, 1660 – Londres, 1753)
16. Recitado: 1661. Les Châtiments des esclaves. A voyage to the islands
Tradicional (Mali), canto griote
17. Sinanon Saran
Luís XIV (Saint-Germain-en-Laye, França, 1638 – Versalhes, França 1715)
18. Recitado: 1685. Le “Code Noir” promulgué par Louis XIV s’est imposé jusqu’à 1848
Roque Jacinto de Chavarría (Bolívia, 1688-1719)
19. Los Indios: ¡Fuera, fuera! ¡Háganles lugar!
Tradicional (ciranda – Brasil)
20. Saí da casa
Montesquieu (Brède, França, 1689 – PArias, França, 1755)
21. Recitado: 1748. De l’Esprit des lois. XV, 5: “De l’esclavage des nègres
Tradicional (Madagascar)
22. Véro (instrumental)
Tradicional (Colômbia)
23. El Torbellino
Juan de Araujo (Villafranca, Espanha, 1646 – Lima, Peru, 1712)
24. Gulumbé: Los coflades de la estleya
Escrava Belinda (Estado Unidos)
25. Recitado: 1782. Requête de l’esclave Belinda, devant le Congrès du Massachusetts
Tradicional (Mali), canto griote
26. Simbo
Tradicional (México), Son jarocho
27. La Iguana
Parlamento Francês
28. Recitado: 1848. Décret sur abolition de l’esclavage, dans toutes les colonies françaises
Anônimo (Codex Trujillo, Peru, século XVIII)
29. Tonada El Congo: A la mar me llevan
Tradicional (Brasil – rec. por Paolo Ró & Águia Mendes), maracatu e samba
30. Bom de Briga
Martin Luther King (Atlanta, Estados Unidos, 1929 – Memphis, Estados Unidos, 1968)
31. Recitado: 1963. “Pourquoi nous ne pouvons pas attendre
Tradicional (Mali), canto griote
32. Touramakan
Juan García de Céspedes/Zéspedes (Puebla, México, 1619 – 1678)
32. Guaracha: Ay que me abraso

França
Bakary Sangaré, voz (recitativos)
Mali
3MA
Kassé Mady Diabaté, voz
Ballaké Sissoko, kora
Mamami Keita, voz (coro)
Nana Kouyaté, voz (coro)
Tanti Kouiaté, voz (coro)
Madagascar
Rajery, valiha
Marrocos
Driss El Maloumi, alaúde
México / Colômbia
Tembembe Ensamble Continuo
Ada Coronel, vihuela, wasá e voz
Leopoldo Novoa, marimbol, marimba de chonta, triple colombiano e voz
Enrique Barona, vihuela, leona, jarana, quijada de caballo e voz
Ulisses Matínez, violon, vihuela, leona e voz
Brasil
Maria Juliana Linhares, voz
Zé Luís Nascimento, percussão
Argentina
Adriana Fernández, soprano
Venezuela
Iván García, voz
Espanha
   La Capella Reial de Catalunya
David Sagastume, contratenor
Víctor Sordo, tenor
Lluís Villamajó, tenor
Daniele Carnovich, baixo
   Hespèrion XXI
Pierre Hamon, flautas
Jean-Pierre Canihac, corneto
Béatrice Delpierre, chalémie
Daniel Lassalle, sacqueboute
Josep Borràs, dulciana
Jordi Savall, violas
Phillippe Pierlot, baixo de viola
Xavier Puertas, violon
Xavier Díaz-Latorre, teorba, guitarra romanesca e vihuela de mão
Andrew Lawrence-King, harpa barroco espanhola
Pedro Estevan, percussão
Jordi Savall, direção

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Dança de escravos – Johann Moritz Rugendas (1802-1858)

Bisnaga

W. A. Mozart (1756-1791): Árias com Magdalena Kožená

W. A. Mozart (1756-1791): Árias com Magdalena Kožená

Mozart compôs ao todo 22 óperas. Todas são belos trabalhos. Não sou muito ligado à ópera, mas as de Mozart eu costumo ouvir – principalmente sete delas. Essas óperas possuem árias que se imortalizaram na história da música. Como, por exemplo, ‘Voi che sapete che è amor”, da ópera “As Bodas de Fígaro”, que aparece no registro que ora posto. Este CD consagra as árias das óperas mozartianas na voz da bela Magdalena Kožená. No último domingo, 28, PQP postou um CD da moça celebrando a poesia de Handel com as  valorosas “Cantatas Italianas”. Há quem a tenha comparado à italiana Bartoli. Claro, cada uma possui sua singularidade. O fato é que aqui temos um trabalho lindíssimo. Kožená é casada com Simon Rattle, atual quase ex-diretor da Filarmônica de Berlim. São dois importantes nomes do cenário da música erudita. Boa apreciação dessas belíssimas árias.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Árias

01. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 4 – Giunse alfin il momento…Deh, vieni, non tardar…
02. Le nozze di Figaro, K.492 – with embellishments by Domenico Corri / Act 2 – Voi che sapete
03. Ch’io mi scordi di te… Non temer, amato bene, K.505
04. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 1 – “In uomini, in soldati”
05. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 2 – “Ei parte…Per pietà”
06. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 2 – “E amore un ladroncello”
07. La clemenza di Tito, K.621 / Act 2 – “Non più di fiori”
08. Idomeneo, re di Creta, K.366 / Act 1 – “Quando avran fine omai” – “Padre, germani, addio!”
09. Vado, ma dove? oh Dei!, K.583
10. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 1 – “Non so più cosa son, cosa faccio”
11. Alma grande e nobil core, K.578
12. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 3 – “Giunse alfin…” _ “Al desio di chi t’adora” (K.577)
13. Le nozze di Figaro, K.492 Act 2 Voi che sapete – e-album Bonus track.mp3

Magdalena Kožená, mezzo-soprano
Orchestra of the Age of Enlightenment
Sir Simon Rattle, regente
Jos van Immerseel, pianoforte

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Ah, vocês pensavam que eu ia colocar iuma imagem de Mozart aqui? Essa não!
Ah, vocês pensavam que eu ia colocar iuma imagem de Mozart aqui? Essa não!

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Arte da Fuga, BWV 1080

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Arte da Fuga, BWV 1080

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Obs. de PQP, hoje: Muitos dizem que A Arte da Fuga é uma música tão abstrata e complexa que serve melhor ao leitor de sua partitura do que ao ouvinte. Eu até concordo, mas esta gravação faz música de A Arte da Fuga. E sem perder a erudição e a complexidade. Uma coisa de louco! Mas deixemos a palavra ao Carlinus.

E eis que o PQP Bach chega às 2000 postagens. Isso mesmo! 2000 postagens. (Estávamos em 2010, senhores… Hoje temos 5000). Não é brincadeira. Iria postar Shostakovich, mas acredito que não postar o grande patriarca do blog, que empresta o nome ao espaço, seria uma grande heresia, um verdadeiro sacrilégio. Por isso, resolvi postar A arte da fuga, uma daquelas peças que nos deixa boquiabertos. Esta peça é para ouvir e chorar. Simplesmente, indescritível. É como se Bach pegasse todas as suas composições e dissesse: “Em suma, a síntese de tudo aquilo que produzi está em A Arte da Fuga”. Alguns dados objetivos da peça: “A Arte da Fuga (Die Kunst der Fuge, em alemão), BWV 1080, é uma peça inacabada do compositor alemão Johann Sebastian Bach. A composição da obra provavelmente se iniciou em 1742. A primeira versão de Bach que continha 12 fugas e dois cânones foi copiada em 1745. Este manuscrito tinha um título ligeiramente diferente, acrescentado posteriormente por seu genro, Altnickol: Die Kunst der Fuga. A segunda versão da obra foi publicada depois de sua morte em 1750, contendo 14 fugas e quatro cânones. A obra demonstra o completo domínio de Bach da mais complexa forma de expressão musical da música clássica européia, conhecida como contraponto. A obra é composta de combinações engenhosas e particularmente elaboradas de temas relativamente simples desenvolvidos como composições da mais alta musicalidade. A Arte da Fuga se situa entre os pontos mais altos a que chegou a música européia devido à complexidade única de sua forma e estrutura”. Boa apreciação!

Alguns dados extraídos DAQUI

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – A arte da Fuga, BWV 1080

DISCO 01

01. Contrapunctus 1 BWV 1080-1
02. Contrapunctus 2 BWV 1080-2
03. Contrapunctus 3 BWV 1080-3
04. Contrapunctus 4 BWV 1080-4
05. Contrapunctus 5 BWV 1080-5
06. Contrapunctus 6 a 4 in Stylo Francese BWV 1080-6
07. Contrapunctus 7 a 4 per et Diminut[ionem] BWV 1080-7
08. Contrapunctus 8 a 3 BWV 1080-8
09. Contrapunctus 9 a 4 alla Duodecima BWV 1080-9
10. Contrapunctus 10 a 4 alla Decima BWV 1080-10

DISCO 02

01. Contrapunctus 11 a 4 BWV 1080-11
02. Contrapunctus inversus a 4 BWV 1080-12.1
03. Contrapunctus inversus 12 a 4 BWV 1080-12.2
04. Contrapunctus inversus a 3 BWV 1080-13.1
05. Contrapunctus a 3 BWV 1080-13.2
06. Fuga a 3 Soggetti BWV 1080-19
07. Canon alla Ottava BWV 1080-15
08. Canon alla Decima Contrap[p]unto alla Terza BWV 1080-16
09. Canon alla Duodecima in Contrap[p]unto alla Quinta BWV 1080-17
10. Canon per Augmentationem in Contrario Motu BWV 1080-14
11. Fuga a 2 Clav. BWV 1080-18.1 [13.1bis]
12. Alio modo Fuga a 2 Clav. 1080-18.2 [13.2bis]

Sergio Vartolo & Maddalena Vartolo, cravos

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Bach Alfabeto

Carlinus

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lamento é um CD obrigatório para quem aprecia a música barroca. Trata-se de uma coleção de obras de minha família — de meu pai Johann Sebastian, de meu irmão Carl Philipp Emanuel (C.P.E.), e de parentes como Johann Christoph (aqui não podemos usar siglas, pois faríamos confusão com meu irmão Johann Christian), Johann Christoph Friedrich (J.C.F.) e até uma transcrição de uma cantata escrita pelo italiano Francesco Conti (1682-1732), feita por meu pai.

O mezzo soprano Magdalena Kožená (1973) é a própria perfeição e a Musica Antiqua de Colônia, conduzida por Reinhard Goebel, dispensa apresentações, creio. Esse é dos campeões. A orquestra fica TRANSLÚCIDA para receber a voz LÍMPIDA de Kožená. Baixe, compre, depois compre outros para dar de presente para os amigos de quem você gosta. Só a ária de abertura do CD já é uma obra belíssima, inesquecível, tocante. Vai lá e ouve, rapaz.

Lamento: Obras da Família Bach com Magdalena Kožená

1. Ach, Dass Ich Wassers G’nug Hatte
2.. Recitativo: Languet Anima Mea Amore Tuo
3.. Aria: O Vulnera, Vita Coelestis
4.. Recitativo: Amoris Tui Jaculo
5. Aria: Tu Lumen Mentis Es
6. Alleluja
7. Aria: Vergnugte Ruh, Beliebte Seelenlust
8.  Recitative: Die Welt, Das Sundenhaus
9. Aria: Wie Jammern Mich Doch Die Verkehrten Herzen
10. 4. Recitative: Wer Solte Sich Demnach
11. 5. Aria: Mir Ekelt Mehr Zu Leben
12. Bekennen Will Ich Seinen Namen
13. Selma
14. Saide, Komm, Mein Wunsch, Mein Lied!
15. Schon Ist Mein Madchen, Wie Die Traube
16. Du Quell, Der Sich Durch Goldsand Schlangelt
17. Mein Herz, Mein Herz Fleucht Ihr Entgegen

Faixa 1: Ach, daß ich Wassers genug hätte, vocal concerto
Composed by Johann Christoph Bach with Rachael Yates, Maren Ries,
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená, Stephan Schardt
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 2 a 6: Languet anima mea, cantata for voice, 2 oboes & strings
Composed by Francesco Bartolomeo Conti with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 7 a 11: Cantata No. 170, “Vergnügte Ruh, beliebte Seelenlust,” BWV 170 (BC A106)
Composed by Johann Sebastian Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixa 12: Cantata No. 200, “Bekennen will ich seinen Namen” (fragment), BWV 200 (BC A192)
Composed by Johann Sebastian Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená, Stephan Schardt
Conducted by Reinhard Goebel

Faixa 13: Selma (I), secular cantata for voice, 2 flutes, strings & continuo, H. 739, Wq. 236 Sie liebt! Mich liebt die Auserwählte
Composed by Carl Philipp Emanuel Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

Faixas de 14 a 17: Die Amerikanerin, cantata for soprano & orchestra, HW18/3
Composed by Johann Christoph Friedrich Bach with
Cologne Musica Antiqua, Magdalena Kožená
Conducted by Reinhard Goebel

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Magdalena Kožená: coisa de louco
Magdalena Kožená: coisa de louco

PQP

Gustav Mahler (1860-1910) – Symphony nº 5, Des Knaben Wunderhorn – Solti, Chicago Symphony Orchestra

61u1GQ552+LChego ao final da minha primeira semana de férias, e estou aproveitando para ouvir alguns discos que me marcaram muito. Posso estar enganado, mas creio que minha primeira gravação da Quinta Sinfonia de Mahler foi esta aqui, em um LP comprado em algum sebo ainda nos meus tempos de estudante morando em Curitiba. Ouvia em um velho toca discos 3 x 1, cujo motor não estava muito bom, então a rotação variava bastante. No final das contas, era engraçado.
Sir George Solti foi um dos maiores regentes do século XX, e esta sua incursão no universo mahleriano como condutor da Sinfônica de Chicago foi marcante. Lembrando que esta versão que ora vos trago é a versão de 1970, muitos a consideram superior a uma outra gravação que realizou com a mesma orquestra alguns anos mais tarde.

Espero que apreciem. Eu particularmente a considero uma das melhores gravações já realizadas desta sinfonia.

01 – Symphony No. 5 in C sharp minor – I. Trauermarsch. In gemessenem Schritt
02 – Symphony No. 5 in C sharp minor – II. Stürmisch bewegt
03 – Symphony No. 5 in C sharp minor – III. Scherzo. Kräftig, nicht zu schnell
04 – Symphony No. 5 in C sharp minor – IV. Adagietto
05 – Symphony No. 5 in C sharp minor – V. Rondo-Finale. Allegro
06 – Des Knaben Wunderhorn – Das irdische Leben
07 – Des Knaben Wunderhorn – Verlorne Müh’
08 – Des Knaben Wunderhorn – Wo die schönen Trompeten blasen
09 – Des Knaben Wunderhorn – Rheinlegendchen

Yvonne Minton – Mezzo Soprano
Chicago Symphony Orchestra
Sir George Solti – Conductor

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Dietrich Buxtehude (1637-1707): Cantatas

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Cantatas

Um raio “torrou” o meu modem no último domingo. Uma chuva torrencial que caiu aqui em Brasília trouxe uma série de problemas – inclusive o meu silêncio compulsório nos últimos dois dias. Somente hoje à noite a coisa foi solucionada. A seguir, este delicioso post com a música de Buxtehude. O compositor foi um dos principais nomes a influenciar Johann Sebastian Bach. Há alguns dias li um livro em que o autor afirma que Bach se deslocava cerca de 300 quilômetros a fim de ver Buxtehude tocando. Imagine se não vale a pena ouvir a música de Dietrich! “Dietrich Buxtehude (provavelmente Bad Oldesloe, 1637 – Lübeck, 9 de maio de 1707) foi um compositor e organista teuto-dinamarquês do período barroco. Apesar de nascido provavelmente na cidade de Bad Oldesloe, na época pertencente à Dinamarca (hoje território alemão), Buxtehude era de ascendência alemã e é considerado um dos representantes mais importantes do período barroco alemão.

O pai, organista e mestre de escola em Bad Oldesloe, muda-se para Hälsingburg, na Suécia, quando Buxtehude tinha um ano. O pai, também seu único professor de música por toda a vida, ainda se mudará para Helsingor, na Dinamarca, onde morrerá em 1674. Esta havia sido a cidade na qual Buxtehude cursara a Lateinschule. Buxtehude assume a função do pai, de organista na igreja em Hälsingburg em 1658 e, em 1660 vai para Helsingor, e, posteriormente, para Lübeck, na Alemanha, onde é nomeado Werkmeister (gerente geral) e organista da Marienkirche em 11 de abril de 1668, após concorrido concurso para um dos cargos mais cobiçados do norte do país. Casa-se, em agosto desse ano, com Anna Margarethe Tunder, filha de Franz Tunder, seu antecessor nesta igreja. Esse era o costume da época, no qual o sucessor do organista da igreja deveria se casar com a filha do seu antecessor. A partir daí, e nos 40 anos seguintes, Buxtehude entraria na parte mais prolífica de sua carreira, principalmente considerando que sua obra era praticamente nula até então. Buxtehude ganha prestígio com a retomada da tradição dos Abendmusik, que eram saraus vespertinos organizados na igreja, idealizados por seu antecessor inicialmente apenas como entretenimento para os homens de negócios da cidade, previstos para ocorrerem em cinco domingos por ano, precedendo o Natal. Mas Buxtehude ampliou grandemente o escopo destes saraus e para eles compôs algumas de suas melhores obras, em forma de cantata, das quais se preservam cerca de 120 em manuscrito, com textos retirados da Bíblia, dos corais da tradição Protestante e mesmo da poesia secular. Também dedicou-se a outros gêneros, como solos para órgão (variações corais, canzonas, toccatas, prelúdios e fugas) e os concertos sacros. Todos os oratórios se perderam, mas guardam-se os registros de que existiram. Em diversas ocasiões, foi visitado por compositores promissores da época, como Haendel e Mattheson, que o procuravam principalmente quanto à sua fama de organista. De todas as visitas, a mais notável foi a de Bach, grande admirador de sua obra. Bach prorroga a estada de quatro semanas inicialmente planejadas para quatro meses. Buxtehude, a despeito da importância para a música alemã e de sua origem também alemã (a família era de Buxtehude, uma cidade a sudoeste de Hamburgo), sempre se considerou dinamarquês”.

Extraído DAQUI

Dietrich Buxtehude (1637-1707) – Cantatas

01. Canite Jesu nostro
02. Mein Herz ist bereit
03. Salve, Jesu, patris gnate unigenite
04. Motetto: Cantate Domino
05. Fürchtet euch nicht
06. Herr, wenn ich nur dich habe
07. Ich bin eine Blume zu Saron
08. In dulci jubilo

Arcadia
Margaret Pearce & Helen Gagliano, soprano
Michel Leighton Jones, baixo
Catherine Shugg, Ross Mitchel & John Quaine, violino
Ruth Wilkinson, viola da gamba
Jacqueline Ogeil, órgão e direção

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Bux véio de guerra
Bux véio de guerra

Carlinus

Nicola Porpora (1686-1768): L’amato nome, Cantatas Op. 1

Nicola Porpora (1686-1768): L’amato nome, Cantatas Op. 1

O conjunto de Cantatas da Câmara Italianas, Op. 1, de Nicola Porpora, recebe uma nova e impressionante leitura dirigida por Stefano Aresi, um dos principais intérpretes deste compositor barroco tardio. Porpora, nascido em Nápoles, levou sua nuove musiche a Londres lá por 1730. Na verdade, Porpora tentou imitar Handel, que ficou famoso (e rico?) na Inglaterra. Porpora rapidamente se deu bem com a nobreza britânica e suas 12 cantatas, embora provavelmente escritas em Nápoles, foram publicadas sob o patrocínio de Frederico Luís, príncipe de Gales. Elas desfrutaram de grande sucesso, refletindo a posição de liderança da música italiana em toda a Europa da época. Estas 12 obras são interpretadas pelas quatro cantoras do Stile Galante: Francesca Cassinari e Emanuela Galli, sopranos, Giuseppina Bridelli e Marina De Liso, contraltos. Um belo CD! Há joias espalhadas nele.

Nicola Porpora (1686-1768): L’amato nome, Cantatas Op. 1

CD1
01. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata V: Scrivo in te ‘amato nome
02. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata V: O pianta avventurosa
03. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata V: Per te d’amico Aprile
04. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata X: Oh se fosse il mio core
05. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata X: Se lusinga il labbro e ‘l ciglio
06. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata X: Mi fa barbara e ingrata
07. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata X: Sento pietade
08. All’Altezza Reale Di Federico Prencipe Reale Di Vallia, Op. 1, Cantata VIII: Or Che Una Nube Ingrata
09. All’Altezza Reale Di Federico Prencipe Reale Di Vallia, Op. 1, Cantata VIII: Senza Il Misero Piacer
10. All’Altezza Reale Di Federico Prencipe Reale Di Vallia, Op. 1, Cantata VIII: M’Intendi? Io Tutto Dissi
11. All’Altezza Reale Di Federico Prencipe Reale Di Vallia, Op. 1, Cantata VIII: Contemplar Almen Chi S’Ama
12. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata III: Tirsi chiamare a nome
13. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata III: Se in amor che sia vicino
14. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata III: Sì, sì, benché l’aspetto
15. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata III: So ben che la speranza
16. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IX: Destatevi, o pastori
17. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IX: Nei campi e nelle selve
18. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IX: Tornerò fra le gregge
19. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IX: Silvio amante disperato
20. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VI: Già la notte s’avvicina
21. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VI: Lascia una volta, o Nice
22. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VI: Non più fra’ sassi algosi

CD2
01. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XI: Oh Dio, che non è vero
02. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XI: Quella ferita
03. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XI: Passano i fiumi e i rivi
04. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XI: Se mi prestasse i vanni
05. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IV: Queste che miri, o Nice
06. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IV: Sei mio ben, sei mio conforto
07. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IV: Credimi, sì, mio sole
08. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata IV: Amo, né sarà mai
09. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VII: Veggo la selva e il monte
10. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VII: Le direi mormorando fra’ sassi
11. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VII: Poscia quando il pasto guida
12. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata VII: Ma la selva, il monte, intanto
13. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata II: Nel mio sonno almen talora
14. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata II: Pria dell’aurora, o Fille
15. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata II: Partì con l’ombra, è ver
16. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata I: D’Amore il primo dardo
17. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata I: Fra gl’amorosi lacci
18. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata I: Ch’io mai vi possa
19. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XII: Dal povero mio cor
20. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XII: Mensogniera dici
21. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XII: Pallido, ancor tremante
22. All’altezza reale di Federico Prencipe reale di Vallia, Op. 1, Cantata XII: Ha scogli e rie procelle

Stefano Aresi
Stile Galante

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Nicola Porpora se fazendo de gostoso.
Nicola Porpora se fazendo de gostoso.

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Serguei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concertos – Mintz, Abbado, CSO

A1c-yO4xp3L._SL1500_Eis uma tremenda gravação dos Concertos para Violino de Prokofiev. Gosto muito desse violinista, Shlomo Mintz, nosso colega Das Chucruten recém citou ele entre seus violinistas favoritos para o Concerto de Beethoven.

Com Prokofiev sua abordagem é mais suave, eu diria, que a de David Oistrakh, ou de Viktoria Mullova, para citar uma gravação mais recente. Ele tirou a tensão implícita na obra, mas ao mesmo tempo destacou exatamente este lado mais delicado, se podemos usar este termo. Lembro que Prokofiev tinha vinte e seis anos de idade quase a mesma idade de Mintz quando compôs o Concerto nº1, quase a mesma idade do solista nesta gravação.

Não tenho o que falar de Abbado nestes seus anos de Chicago. Impecáveis, como não poderia deixar de ser.

Então vamos ao que viemos.

Serguei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concertos – Mintz, Abbado, CSO

1. Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19: I. Andantino
2. Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19: II. Scherzo. Vivacissimo
3. Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19: III. Finale. Moderato
4. Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: Allegro Moderato
5. Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: Andante Assai
6. Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: Allegro Ben Marcato

Shlomo Mintz – Violin
Chicago Symphony Orchestra
Claudio Abbado – Conductor

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FDP

Telemann / Pfeiffer / Graun / Abel: Concertos

Telemann / Pfeiffer / Graun / Abel: Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um belo CD que envolve a esplêndida Freiburger Barockorchester. Porém, desta vez, a grande estrela não é a orquestra e sim a gambista alemã Hille Perl. A competência da moça é efetivamente notável. Sua sonoridade nos consola ao apresentar um programa com trabalhos bem conhecidos e outros inteiramente fora do repertório habitual. Gravação lúcida, detalhada e suave. Dá para ouvir o CD por horas e horas, sem cansar. A música é profunda e a performance, soberba.

Telemann / Pfeiffer / Graun / Abel: Concertos

Georg Philipp Telemann
Concerto For Recorder, Viola Da Gamba & Orchestra TWV 52:a1
1 Grave 4:05
2 Allegro 4:22
3 Dolce 3:45
4 Allegro 3:41

Carl Friedrich Abel
From MS Drexel 5871
5 Adagio & Allegro 6:55

Johann Pfeiffer
Concerto In A Major For Viola Da Gamba, Two Violins & Basso Continuo
6 À Tempo Guisto 3:29
7 Allegro 2:56
8 Lerog 4:26
9 Allegro 2:59

Carl Friedrich Abel
From MS Drexel 5871
10 Interludium In D 2:24

Johann Gottlieb Graun
Concerto In G Major For Viola Da Gamba, Strings & Basso Continuo
11 Allegro 5:24
12 Adagio Ma Non Tanto 8:44
13 Allegro 7:22

Carl Friedrich Abel
From MS Drexel 5871
14 Arpeggiata & Fantasia 6:27

Viola da Gamba – Hille Perl
Alto Recorder – Han Tol
Violin – Petra Müllejans
Orchestra – Freiburger Barockorchester
Directed By – Petra Müllejans

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Hille Perl, que tremenda gambista!
Hille Perl, que tremenda gambista!

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Complete Masterpieces cds 36 – 39 – Os Quartetos para Cordas (Final)- Alexander String Quartet

81qUOSQaXZL._SL1500_Vamos completar a segunda parte dos quartetos aqui nestes últimos quatro cds, onde só temos obras primas, principalmente os três últimos quartetos, considerados as principais obras já compostas para esta formação. Existem milhares de páginas já escritas sobre estas peças, basta pesquisarem.
Lembro de ter tido o privilégio de ter assistido a uma apresentação do Quarteto Kódaly, quando interpretaram magistralmente o op. 132. Curioso foi antes de começarem a tocar pediram desculpas por eventuais falhas na execução, eles ainda estavam estudando a obra. Alguns anos depois lançaram a integral dos Quartetos pelo selo NAXOS. Foi um dos momentos mais mágicos de minha vida. A precisão e virtuosismo daqueles quatro músicos me marcou profundamente.

 

CD 36

01. String Quartet No.11 Op.95 in F minor – Allegro con brio
02. String Quartet No.11 Op.95 in F minor – Allegretto, ma non troppo
03. String Quartet No.11 Op.95 – Allegro assai vivace ma serioso. Piu Allegro
04. String Quartet No.11 Op.95 – Larghetto espressivo. Allegro agitato. Allegro
05. String Quartet No.12 Op.127 in E-flat Major – Maestoso. Allegro
06. String Quartet No.12 Op.127 – Adagio, ma non troppo e molto cantabile
07. String Quartet No.12 Op.127 in E-flat Major – Scherzando vivace
08. String Quartet No.12 Op.127 in E-flat Major – Finale

CD 37

01. String Quartet No.13 Op.130 in B-flat Major – Adagio ma non troppo. Allegro
02. String Quartet No.13 Op.130 in B-flat Major – Presto
03. String Quartet No.13 Op.130 in B-flat Major – Andante con moto ma non troppo
04. String Quartet No.13 Op.130 in B-flat Major – Alla danza tedesca. Allegro assai
05. String Quartet No.13 Op.130 in B-flat Major – Cavatina. Adagio molto espressivo
06. String Quartet No.13 Op.130 in B-flat Major – Finale. Allegro
07. Grand Fugue Op.133 in B-flat Major

CD 38

01. String Quartet No.14 Op.131 – Adagio ma non troppo e molto espressivo
02. String Quartet No.14 Op.131 in C-sharp minor – Allegro molto vivace
03. String Quartet No.14 Op.131 in C-sharp minor – Allegro moderato
04. String Quartet No.14 Op.131 – Andante, ma non troppo e molto cantabile
05. String Quartet No.14 Op.131 in C-sharp minor – Presto
06. String Quartet No.14 Op.131 in C-sharp minor – Adagio quasi un poco andante
07. String Quartet No.14 Op.131 in C-sharp minor – Allegro
08. String Quartet No.16 Op.135 in A Major – Allegretto
09. String Quartet No.16 Op.135 in A Major – Vivace
10. String Quartet No.16 Op.135 in A Major – Lento assai, cantate e tranquillo
11. String Quartet No.16 Op.135 in A Major – Grave, ma non troppo tratto. Allegro

CD 39

01. String Quartet No.15 Op.132 in A minor – Assai sostenuto – Allegro
02. String Quartet No.15 Op.132 in A minor – Allegro ma non tanto
03. String Quartet No.15 Op.132 in A minor – Molto adagio
04. String Quartet No.15 Op.132 in A minor – Alla Marcia, assai vivace
05. String Quartet No.15 Op.132 in A minor – Allegro appassionato

Alexander String Quartet
Ge-Fang, Frederick Lifsit – Violin
Paul Yarbrough – Viola
Sandy Wilson – Cello

CD 36 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 37 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 38 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 39 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Dumay, Pires)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Dumay, Pires)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Todos vocês desconfiam que meu compositor preferido seja meu pai Johann Sebastian Bach, não? E todos mais ou menos sabem que eu desprezo Dvorak, Rachmaninov, Debussy e até Wagner. Mas não sabem que meus três prediletos começam com a letra B: Bach, Beethoven, Brahms e Bartók. Johannes Brahms, claro! Sei que tal fato apenas tem importância dentro das paredes de meu cérebro e que estas impressões de ouvinte cinquentenário não devem ser vendidas como verdades ou garantia de qualidade, mas Brahms é o máximo!

É claro que tenho dezenas de gravações deste série de sonatas, mas não ouvi ainda nada melhor do que dupla Dumay-Pires e a formada por Mutter-Orkis. Certamente, esta é uma das mais belas gravações das sonatas de Brahms para violino e piano disponíveis e uma de minhas first choices.

Há que rebolar muito para espremer mais beleza destas obras de melancolia, paixão, intimidade e delicadeza.

Brahms: Sonatas para Violino e Piano

Sonata For Violin And Piano No.1 In G, Op.78
1. 1. Vivace ma non troppo
2. 2. Adagio
3. 3. Allegro molto moderato

Sonata For Violin And Piano No.2 In A, Op.100
4. 1. Allegro amabile
5. 2. Andante tranquillo – Vivace – Andante – Vivace di più – Andante vivace
6. 3. Allegretto grazioso (Quasi andante)

Sonata For Violin And Piano No 3 In D Minor, Op.108
7. 1. Allegro
8. 2. Adagio
9. 3. Un poco presto e con sentimento
10. 4. Presto agitato

Augustin Dumay, violino
Maria João Pires, piano

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Domenico Scarlatti (1685–1757): Sonatas e mais Sonatas, ¿como no?

Domenico Scarlatti (1685–1757): Sonatas e mais Sonatas, ¿como no?

A música erudita nos causa curiosos problemas. Imaginem que eu formatei este post colocando os discos na ordem de qualidade que esperava encontrar. Coloquei em primeiro lugar Rousset, depois Kirkpatrick, seguido de Yepes. Bem, é exatamente o contrário. Após ouvir os três CDs que não possuem sonatas em comum, diria que o melhor é o das transcrições de Yepes, seguido pelo do cravista-estudioso de Scarlatti Ralph Kirkpatrick e depois pelo francês Rousset.

Os três são bons, mas Yepes vence. Confiram!

Ah, Domenico não é tão talentoso quanto seu pai Alessandro, mas as 555 sonatas em um movimento que escreveu para comer a princesa portuguesa Maria Magdalena Bárbara são bem legais.

Christophe Rousset – Domenico Scarlatti: 15 Harpsichord Sonatas

1. Scarlatti – Kk 461 – Sonata in C major (4:01)
2. Scarlatti – Kk 124 – Sonata in G major (5:19)
3. Scarlatti – Kk 147 – Sonata in E minor (7:39)
4. Scarlatti – Kk 531 – Sonata in E major (3:40)
5. Scarlatti – Kk 44 – Sonata in F major (5:57)
6. Scarlatti – Kk 469 – Sonata in F major (3:17)
7. Scarlatti – Kk 426 – Sonata in G minor (7:37)
8. Scarlatti – Kk 427 – Sonata in G major (2:25)
9. Scarlatti – Kk 52 – Sonata in D minor (8:16)
10. Scarlatti – Kk 53 – Sonata in D major (3:39)
11. Scarlatti – Kk 120 – Sonata in D minor (4:15)
12. Scarlatti – Kk 144 – Sonata in G major (4:22)
13. Scarlatti – Kk 450 – Sonata in G minor (3:52)
14. Scarlatti – Kk 140 – Sonata in D major (3:59)
15. Scarlatti – Kk 141 – Sonata in D minor (4:24)

Christophe Rousset, cravo

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Ralph Kirkpatrick – Domenico Scarlatti: Sonatas for Harpsichord

01. Sonata for keyboard in G minor, K. 347 (L. 126)
02. Sonata for keyboard in G major, K. 348 (L. 127)
03. Sonata for keyboard in D minor, K. 213 (L. 108) “The Lover”
04. Sonata for keyboard in D major, K. 214 (L. 165)
05. Sonata for keyboard in F sharp major, K. 318 (L. 31)
06. Sonata for keyboard in F sharp major, K. 319 (L. 35)
07. Sonata for keyboard in E major, K. 380 (L. 23) “Cortege”
08. Sonata for keyboard in E major, K. 381 (L. 225)
09. Sonata for keyboard in C major, K. 356 (L. 443)
10. Sonata for keyboard in C major, K. 357 (L. S45)
11. Sonata for keyboard in C minor, K. 526 (L. 456)
12. Sonata for keyboard in C major, K. 527 (L. 458)
13. Sonata for keyboard in D major, K. 478 (L. 12)
14. Sonata for keyboard in D major, K. 479 (L. S16)
15. Sonata for keyboard in F major, K. 524 (L. 283)
16. Sonata for keyboard in F major, K. 525 (L. 188)
17. Sonata for keyboard in G major, K. 454 (L. 184)
18. Sonata for keyboard in G major, K. 455 (L. 209)
19. Sonata for keyboard in B flat major, K. 248 (L. S35)
20. Sonata for keyboard in B flat major, K. 249 (L. 39)
21. Sonata for keyboard in D major, K. 436 (L. 109)

Ralph Kirkpatrick, harpsichord

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Narciso Yepes – Domenico Scarlatti: Sonatas Transcribed for 10-String Guitar

1. Sonata in G major, K.146: [Allegretto] [3’16]
2. Sonata in D minor, K.34: Larghetto [3’37]
3. Sonata in F minor, K.238: Andante [3’07]
4. Sonata in Bb major, K.42: Minuetto [1’29]
5. Sonata in Eb major, K.474: Andante e cantabile [6’05]
6. Sonata in D minor, K.32: Aria [2’10]
7. Sonata in A major, K.322: Allegro [2’56]
8. Sonata in D minor, K.77: Moderato e cantabile [7’58]
9. Sonata in G major, K.283: Andante allegro [4’57]
10. Sonata in D minor, K.64: Gavotte [2’29]
11. Sonata in F major, K.446: Pastorale [4’50]
12. Sonata in B minor, K.377: Allegrissimo [3’23]

Narciso Yepes, 10-String Guitar

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Flagrante nada posado de Domenico, o que cara que namorou a princesa portuguesa Maria Magdalena Bárbara (Maria Bárbara de Bragança). Espalhem!
Flagrante nada posado de Domenico, o que cara que namorou a princesa portuguesa Maria Magdalena Bárbara (Maria Bárbara de Bragança). Espalhem!

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Philip Morris Glass (1937): Akhnaten

Philip Morris Glass (1937): Akhnaten

Um dos compositores mais influentes do final do século XX, Philip Glass descreve-se como um compositor de “música com estruturas repetitivas”.

A música composta por Philip Glass (31/01/1937 Baltimore, EUA) e o texto vocal extraído de fontes originais por Shalom Goldman. O Libretto de Philip Glass com colaboração de Shalom Goldman, Robert Israel e Richard Riddell. Akhnaten é uma ópera em três atos baseados na vida e convicções religiosas do Faraó Akhenaton (Amenhotep IV), a ópera foi escrita em 1983. Teve sua estréia mundial em 24 de março de 1984 no Staatstheater Stuttgart, Alemanha.

O texto da ópera, retirado de fontes originais, é cantado nas línguas originais (egípcio, arcadiano, hebraico e linguagem do público), vinculado com o comentário de um narrador em uma linguagem moderna, como inglês ou alemão.

Os textos egípcios do período são tirados de um poema do próprio Akhenaton do Livro dos Mortos e de extratos de decretos e cartas do período de dezessete anos do governo de Akhenaton. O Hino de Akhnaten para o Sol é cantado na língua da audiência (CD2 faixa03). Música e músicos de altíssima qualidade muito inspirados, logo no início (CD1 faixa03) temos cerca de 9 minutos ininterruptos com as batidas de tambores (incrível o ritmo perfeito e agressivo em toda a cena). Gosto muito desta ópera moderna, recomendo sem medo.

A ópera é dividida em três atos:

Ato 1: Ano 1 do reinado de Akhnaten em Tebas
Tebas, 11370aC

Prelúdio, verso 1, verso 2, verso 3
As cordas iniciam a ópera dando um clima místico. O escriba recita textos funerários das pirâmides. “Aberto são as portas duplas do horizonte, desbloqueadas estão suas trancas”.
Cena 1: Funeral do pai de Akhnaten Amenhotep III
A cena apresenta o funeral do pai de Akhenaton, Amanhotep III. Como ponto de partida do trabalho, representa o momento histórico imediatamente anterior ao “período de Amarna” ou ao reino de Akhenaton Ele retrata a sociedade em que as reformas de Akhenaton foram realizadas (reformas tão extremas que pode ser chamado de revolucionário). A ação da cena se concentra nos ritos funerários do Novo Reino da XVIII dinastia. Eles são dominados pelos sacerdotes de Ammon e aparecem como rituais de caráter extraordinariamente tradicional, derivada do livro egípcio dos mortos. A procissão do funeral entra na cena liderado por dois bateristas e seguido por um pequeno grupo de sacerdotes Ammone que era dele O tempo é precedido por Aye (pai de Nefertiti, conselheiro do faraó falecido e do futuro Faraó). Aye e um pequeno coro masculino cantam um hino funerário em egípcio. A música é basicamente uma marcha, e cresce até a intensidade de êxtase no final.
Cena 2: A Coroação de Akhnaten
Após uma longa introdução orquestral, durante a qual Akhnaten aparece, anunciada por uma trombeta solo, o Sumo Sacerdote, Aye e Horemhab cantam um texto ritual. Depois disso, o Narrador recita uma lista de títulos reais concedidos a Akhnaten, enquanto ele é coroado. Após a coroação, o coro repete o texto ritual desde o início da cena.
Cena 3: A janela
Depois de uma introdução dominada por sinos tubulares, Akhnaten canta um louvor ao Criador (em egípcio) na janela de aparições públicas. Esta é a primeira vez que ele canta, depois de já estar no palco há 20 minutos (e 40 minutos para a ópera) e o efeito de sua voz, contratenor,é surpreendente. Ele é acompanhado por Nefertiti, que na verdade canta notas mais baixas do que ele, e mais tarde pela Rainha Tye, cuja soprano sobe bem acima das vozes entrelaçadas do casal real.

Ato 2: Anos 5 a 15 em Tebas e Akhetaten
Cena 1: o templo
A cena abre com o Sumo Sacerdote e um grupo de sacerdotes cantando um hino para Amun, deus principal da velha ordem, em seu templo. A música torna-se cada vez mais dramática, já que Akhnaten, juntamente com a Rainha Tye e seus seguidores, ataca o templo. Esta cena tem apenas um canto sem palavras. As harmonias crescem muito cromáticas. O telhado do templo é removido e o sol deus que os raios de Aten invadem o templo, terminando assim o reinado de Amun e sentando os alicerces para o culto do único deus Aten.
Cena 2: Akhnaten e Nefertiti
Dois solistas introduzem um “tema do amor”. Acompanhado por um trombone solo o Narrator recita um poema parecido com a oração ao deus do sol. As cordas suavemente assumem a música, e o mesmo poema é recitado de novo, desta vez como um poema de amor de Akhnaten para Nefertiti. Então Akhnaten e Nefertiti cantam o mesmo texto um para o outro (em egípcio), como um dueto de amor íntimo. Depois de um tempo, a trombeta associada a Akhnaten se junta a eles como a voz mais alta, transformando o duo em um trio.
Cena 3: A Cidade – Dança
O Narrador fala um texto tirado das pedras da nova capital do império, Akhet-Aten (The Horizon of Aten), descrevendo a construção da cidade, com espaços grandes e cheios de luz. Depois de uma fanfarra de bronze, a conclusão da cidade é celebrada em uma dança alegre, contrastando com a música ritual e ritual com a qual este ato começou. (Na estréia de Stuttgart, a dança realmente descreveu a construção da cidade)
Cena 4: Hino
O que agora segue é um hino ao único deus Aten, uma longa ária de Akhnaten. É excelente, pois é o único texto cantado na linguagem da platéia, louvando o sol dando vida a tudo. Após a aria, um coro fora do palco canta o Salmo 104 em hebraico, datando cerca de 400 anos depois, que tem fortes semelhanças com o Hino de Akhnaten, enfatizando assim Akhnaten como o primeiro fundador de uma religião monoteísta.

Ato 3: Ano 17 e presente
Akhnaten, 1358aC
Cena 1: a família
Dois oboe d’amore interpretam o “tema do amor” do ato 2. Akhnaten, Nefertiti e suas seis filhas, cantam sem palavras em contemplação, são alheios ao que acontece fora do palácio. À medida que a música muda o Narrador lê cartas de vassalos sírios, pedindo ajuda contra seus inimigos. Como o rei não manda tropas, sua terra está sendo apreendida e saqueada por seus inimigos. A cena se concentra novamente em Akhnaten e sua família, ainda inconsciente do país se destruindo.
Cena 2: Ataque e Queda da Cidade
Horemhab, Aye e o Sumo Sacerdote de Aten começam a instigar as pessoas (coro), cantando parte das cartas do vassalo até que finalmente o palácio seja atacado, a família real morreu e a cidade do sol destruída .
Cena 3: as ruínas
A música do início da ópera retorna. O escriba recita uma inscrição no túmulo de Aye, louvando a morte do “herege” e o novo reinado dos deuses antigos. Ele então descreve a restauração do templo de Amun pelo filho de Akhnaten, Tutenkhamun. A música Prelúdio cresce e a cena se move para o atual Egito, para as ruínas de Amarna, a antiga capital Akhet-Aton. O Narrador aparece como um guia turístico moderno e fala um texto de um guia, descrevendo as ruínas. “Não resta nada desta gloriosa cidade de templos e palácios”.
Cena 4: Epílogo
Os fantasmas de Akhnaten, Nefertiti e Rainha Tye aparecem, cantando sem palavras entre as ruínas. A procissão fúnebre do início da ópera aparece no horizonte, e eles se juntam a ela.

CD1
Act I: Year 1 of Akhnaten’s Reign – Thebes
1. Prelude: Refrain, Verse 1, Verse 2 10:44
2. Prelude: Verse 3 0:40
3. Scene 1: Funeral of Amenhotep III 8:59
4. Scene 2: The Coronation of Akhnaten 17:15
5. Scene 3: The Window of Appearances 9:03

Act II: Years 5 to 15 – Thebes and Akhetaten
6. Scene 1: The Temple 12:47
7. Scene 2: Akhnaten and Nefertiti 10:10

CD2
1. Scene 3: The City 2:30
2. Scene 3: Dance 5:10
3. Scene 4: Hymn 13:35

Act III: Year 17 and the Present – Akhetaten
4. Scene 1: The Family 11:36
5. Scene 2: Attack and Fall 7:43
6. Scene 3: The Ruins 7:28
7. Scene 4: Epilogue 10:37

Akhnaten – Paul Esswood
Neferetiti – Milagro Vargas
Queen Tye – Melinda Liebermann
Horemhab – Tero Hannula
Amon High Priest – Helmut Holzapfel
Aye – Cornelius Hauptmann
Scribe – David Warrilow

The Stuttgart State Opera Orchestra & Chorus
Dennis Russel Davies – Maestro

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Philip se distraindo com suas pequenas células rítmicas
Philip se distraindo com suas pequenas células rítmicas

Ammiratore

Carmina Burana Sacri Sarcasmi

Carmina Burana Sacri Sarcasmi

Antes de tudo, é importante dizer que aqui não tem música de Carl Orff!!! Esta é a música medieval do século XIII extraída do Codex ” Buranus ” , aka ” Codex Latinus Monacensis ” mantido na Biblioteca Nacional da Baviera , em Munique. Carmina Burana (latim; em português: “Canções da Beuern” , sendo “Beuern” uma abreviação de Benediktbeuern) é o nome dado a poemas e textos dramáticos manuscritos do século XIII. As peças são em sua maioria picantes, irreverentes e satíricas e foram escritas principalmente em latim medieval, algumas partes em médio-alto-alemão e alguns com traços de Francês antigo ou provençal. Há também partes macarrônicas, uma mistura de latim vernáculo, alemão ou francês. Os manuscritos refletem um movimento europeu “internacional”, com canções originária de Ocitânia (atual sudoeste da França), França, Inglaterra, Escócia, Aragão, Castela e do Sacro Império.

Wellington Mendes complementa: estas canções contidas no Codex de Burano são o legado de uma curiosa classe musical da Idade Média, os Goliardos. Monges, intelectuais, poetas e cancioneiros, que itineravam entre as escolas e universidades europeias. Se diziam seguidores de um lendário Bispo Golias, que levara na juventude uma vida errante. Suas canções, como já bem diz o texto, são picarescas, satirizando os costumes, desmandos do poder, hipocrisia da Igreja, fracasso das cruzadas – nem o Papa escapava; canções hedonistas de louvor ao vinho e à vida desregrada, lamentações de clérigos destituídos de seus privilégios e de estudantes pobres; algumas delas francamente licenciosas. Enfim, sofreram a repreensão da igreja, sendo proibidos de dizerem missas, de cantarem suas sátiras, sendo decretado que os clérigos não deveriam ser bufões nem goliardos.

Carmina Burana Sacri Sarcasmi

1 Bonum Est Confidere 4:33
2 Adtende Lector! 0:42
3 Dic Christi Veritas 2:37
4 Dic Christi Veritas 6:17
5 Heu Nostris Temporibus 1:36
6 Flete Pehorrete 4:33
7 Ad Cor Tuum Reverte 5:53
8 Curritur Ad Vocem 2:13
9 Omittamus Studia 7:15
10 Carmen Ante Litteram [D.D. Sherwin] 3:34
11 Fas Et Nefas 2:49
12 Procurans Odium 2:32
13 Ave Nobilis Venerabilis 3:24
14 La Quarte Estampie Royal 2:15
15 Tempus Transit Gelidum 4:47
16 Olim Sudor Herculis 7:38
17 Eunt Ambe Virgines 1:52
18 Frigus Hinc Est Horridum 3:32

La Reverdie:
Voice – Matteo Zenatti
Voice, Arp, Teutonic Zithar – Ella De Mircovich
Voice, Flute, Vielle – Livia Caffagni
Voice, Lute, Psaltery – Claudia Caffagni
Voice, Mute Cornet, Percussion – Doron David Sherwin
Voice, Vielle, Symphonia, Bells – Elisabetta De Mircovich
Voice, Voice Actor – Andrea Favari

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carmina burana

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy – The Hebrides, Op.26 (Fingal’s Cave), Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’ – Bernstein, Israel Philharmonic Orchestra

51FsQ-+DVAL._SS500Se vivo fosse, Leonard Bernstein estaria comemorando seus 100 anos de idade neste ano de 2018. Mas viveu intensamente seus setenta e dois anos de vida. Foi o mais influente dos regentes norte americanos do século XX. Energia e vibração é o que sentimos quando ouvimos suas gravações.

Serão muitas as homenagens que prestaremos a ele aqui no PQPBach até a data de seu aniversário, que será comemorado no dia 25 de agosto.

Hoje trago sua incursão nas sinfonias de Mendelssohn, já no final de sua vida, regendo a Filarmônica de Israel. Serão dois cds belíssimos, pulsantes, cheios de energia e alegria, como deve ser ouvida a música de Mendelssohn.

O CD começa com a belíssima Abertura ‘As Hébridas’, composta quando da viagem do autor a Escócia. Trata-se de um arquipélago formado por algumas ilhas, situadas no norte da Escócia. e em uma destas ilhas temos a ‘Caverna de Fingal’ conhecido ponto turístico da região. Em seguida a esta Abertura, temos a magnífica Terceira Sinfonia, intitulada “Escocesa” . É uma obra prima, um marco da sinfonia romântica alemã. E nas mãos de Bernstein torna-se ainda mais brilhante.

Felix Mendelssohn Bartholdy – The Hebrides, Op.26 (Fingal’s Cave), Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish

01. The Hebrides, Op.26 (Fingal’s Cave), Allegro moderato
02. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 1. Andante con moto
03. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 2. Vivace non troppo
04. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 3. Adagio
05. Symphony No. 3 in A minor, Op. 56, MWV N 18 – ‘Scottish’, 4. Allegro vivacissimo

Israel Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein – Conductor

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A magnífica Gruta de Fingal, nas Hébridas, paisagem que inspirou Mendelssohn a compor uma de suas obras primas.

FDP

Clérambault (1676-1749) e outros organistas do Rei Sol

folderEra o tempo dos Luíses. Louis Marchand hoje é célebre principalmente pela disputa com Bach em Dresden, que só aparece em biografias muito posteriores e talvez nem tenha acontecido. É certo, contudo, que Bach tocava de memória as suítes de Marchand para cravo. Louis-Nicolas Clérambault se tornou célebre por suas obras para órgão, cravo e principalmente por suas cantatas em francês. Em 1710 Luís XIV ouviu uma dessas cantatas e o nomeou superintendente de música particular de sua amante/esposa, Madame de Maintenon.

As duas suítes para órgão de Clérambault são extremamente ornamentadas, utilizando alguns registros bastante curiosos dos órgãos franceses da época, como: flautas, basse de cromorne – nome de um imenso oboé de dois metros, equivalente ao fagote atual – e nasard, nome devido ao som anasalado.  Além de ser organista em igrejas de Paris (Convento de Santo Agostinho desde 1704, Saint-Sulpice desde 1715), Clérambault foi nomeado responsável pela música do Pensionato de Saint-Cyr, próximo a Versalhes, destinado à educação de jovens moças empobrecidas mas de origem nobre.

Também foi Madame de Maintenon quem fundou o Pensionato de Saint-Cyr, onde ela viria a morrer em 1719. Essa longeva amante de Luís XIV influenciou bastante o final de seu reinado, que foi considerado uma época de devoção e austeridade. Para ilustrar essa alternância entre a p…ria e a devoção, traduzi um poema anônimo da época:

Salomão por amor virou idólatra
Antônio amou demais sua Cleópatra
Mas as amantes desses soberanos
Não tinham setenta e cinco anos;
Há quarenta, na corte e na cidade,
A Maintenon não nos abandona.

O rei retirou-se, distante,
E tornou-se marido da amante;
É comum para o guerreiro,
Quando acaba a força bruta,
Se esconder no campo
E desposar uma velha p…

Sátira é só o que se escuta,
É tudo que aqui se diz:
Olhai esta santa p…
Como ela governa o país!
Era preciso até morrer de rir,
Mas antes se morre de fome.

Da coleção do Conde de Maurepas (1694-1749)

Les Organistes du Roy-Soleil

Louis Marchand (1669-1732)
01. Grand Jeu en ut majeur

Louis-Nicolas Clérambault (1676-1749)
Suite du premier ton
02. Grand plein jeu
03. Fugue
04. Duo
05. Trio
06. Basse et dessus de trompette
07. Récits de cromorne et de cornet separe
08. Dialogue sur les grands jeux

Suite du deuxième ton
09. Plein jeu
10. Duo
11. Trio
12. Basse de cromorne
13. Flutes
14. Récit de nasard
15. Caprice sur les grands jeux

Jean-François d’Andrieu (1681-1738)
16. Offertoire sur les Grands Jeux pour la fête de Pâques (Variations Sur Le Theme “O Filii…”)
André Raison (1650-1719)
17. Offerte du Cinquième ton ‘Le Vive-Le-Roy Des Parisiens’

Pierre Bardon, organista
Órgão Isnard (1774) de Saint Maximin En Provence, França

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Do alto desses tubos, quatro séculos vos contemplam
Do alto desses tubos, quatro séculos vos contemplam

Pleyel

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos (Melos)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos (Melos)

Não pretendo mentir para vocês. Eu tenho problemas com o Melos. Acho que lhes falta sangue, pulso. É claro que eles são ótimos, mas estou falando nas melhores versões dos últimos quartetos de Beethoven, estou falando de música de ordem superior, de Beethoven falando para o futuro, decidindo que o que devia ser, seria.  A gravação é boa? Sem dúvida! Tanto que a ouvi inteirinha ontem sem grande sofrimento, mas não me venham compará-la com as versões do Alban Berg, do Emerson e do Kodály String Quartet, por exemplo.

Por que comecei a postar a integral dos quartetos de Beethoven pelo final? Ora, porque gosto mais dos últimos, simples assim. Ah, tenho que terminar a postagem das 75 cantatas de Bach gravadas pelo Richter e os CDs que restam da Hewitt, não? Bem, acho que posso ir alternando. Ninguém vai morrer por isso.

Enquanto isso, em Porto Alegre, aguardamos o fim do verão e o retorno das temperaturas CIVILIZADAS.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): The Late String Quartets

Disc: 1
1. String Quartet No. 12 in E flat major, Op. 127: 1. Maestoso – Allegro
2. String Quartet No. 12 in E flat major, Op. 127: 2. Adagio, ma non troppo e molto cantabile – Andante con moto – Adagio molto espressi
3. String Quartet No. 12 in E flat major, Op. 127: 3. Scherzando vivace – Presto
4. String Quartet No. 12 in E flat major, Op. 127: 4. Finale

5. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 1. Adagio, ma non troppo e molto espressivo – attacca:
6. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 2. Allegro molto vivace – attacca:
7. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 3. Allegro moderato – attacca:
8. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 4. Andante, ma non troppo e molto cantabile –
9. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: Andante moderato e lusinghiero
10. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: Adagio –
11. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: Allegretto –
12. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: Adagio, ma non troppo e semplice –
13. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: Allegretto
14. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 5. Presto –
15. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: Molto poco adagio – attacca:
16. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 6. Adagio quasi un poco andante – attacca:
17. String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131: 7. Allegro

Disc: 2
1. String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130: 1. Adagio ma non troppo – Allegro
2. String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130: 2. Presto
3. String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130: 3. Andante con moto, ma non troppo
4. String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130: 4. Alla danza tedesca. Allegro assai
5. String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130: 5. Cavatina. Adagio molto espressivo – attacca:
6. String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130: 6. Finale. Allegro

7. Fugue for string quartet in B flat major (‘Grosse Fuge’), Op. 133: Overtura. Allegro – Fuga:
8. Fugue for string quartet in B flat major (‘Grosse Fuge’), Op. 133: Meno mosso e moderato
9. Fugue for string quartet in B flat major (‘Grosse Fuge’), Op. 133: Allegro molto e con brio
10. Fugue for string quartet in B flat major (‘Grosse Fuge’), Op. 133: Meno mosso e moderato
11. Fugue for string quartet in B flat major (‘Grosse Fuge’), Op. 133: Allegro molto e con brio
12. Fugue for string quartet in B flat major (‘Grosse Fuge’), Op. 133: Allegro

Disc: 3
1. String Quartet No. 15 in A minor (‘Heiliger Dankgesang’), Op. 132: 1. Assai sostenuto – Allegro
2. String Quartet No. 15 in A minor (‘Heiliger Dankgesang’), Op. 132: 2. Allegro ma non tanto
3. String Quartet No. 15 in A minor (‘Heiliger Dankgesang’), Op. 132: 3. Molto Adagio — Andante — Heiliger Dankgesang eines Genesenen an die Gottheit, in der lydischen Tonart. Molto adagio — Neue Kraft fühlend. Andante — Molto adagio — Andante–Molto adagio. Mit innigster Empfindung
4. String Quartet No. 15 in A minor (‘Heiliger Dankgesang’), Op. 132: 4. Alla marcia, assai vivace – Più allegro – attacca:
5. String Quartet No. 15 in A minor (‘Heiliger Dankgesang’), Op. 132: 5. Allegro appassionato

6. String Quartet No. 16 in F major, Op. 135: 1. Allegretto
7. String Quartet No. 16 in F major, Op. 135: 2. vivace
8. String Quartet No. 16 in F major, Op. 135: 3. Lento assai e cantante tranquillo
9. String Quartet No. 16 in F major, Op. 135: 4. “Der schwer gefaßte Entschluß (The difficult decision).” Grave, ma non troppo tratto (Muss es sein?/Must it be?) — Allegro (Es muss sein!/It must be!) — Grave, ma non troppo tratto — Allegro

Melos Quartet

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Coisa horrível esta montagem, credo.
Coisa horrível esta montagem, credo.

PQP

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968) – Complete Guitar Concertos

folderMinha relação com o compositor italiano Mario Castelnuovo-Tedesco vem da minha infância, quando ouvi pela primeira vez o jovem John Williams tocar o Concerto nº 1, no mesmo disco que tinha ‘apenas’ o Concierto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo. Em minhas investidas com o instrumento na adolescência até arranhava alguns momentos daquele concerto. Claro que era tudo de ouvido, meus pais não tinham condições de bancar meus estudos em uma escola de música. Portanto, este Concerto nº 1 teve uma enorme influência sobre mim e sobre as minhas futuras escolhas musicais.

Este CD que ora vos trago é dedicado ao compositor italiano, e traz suas obras compostas para um e dois violões, com acompanhamento de orquestra. Belíssimas obras, que mostram todas as possibilidades deste instrumento tão peculiar e versátil. Solistas muito competentes, acompanhados de uma orquestra idem, este CD traz bons momentos, com belas melodias e solos. Vale conferir

01. Concerto for Two Guitars, op.201 – I. Un poco moderato e pomposo
02. Concerto for Two Guitars, op.201 – II. Andante (semplice e quieto)
03. Concerto for Two Guitars, op.201 – III. Rondo mexicano

Lorenzo Micheli & Massimo Felici – Violões
Orchestra Sinfônica Abruzzese
Michael Summers – Conductor

04. Guitar Concerto No.1, op.99 – I. Allegretto
05. Guitar Concerto No.1, op.99 – II. Andantino. Alla romanza
06. Guitar Concerto No.1, op.99 – III. Ritmico e cavalleresco

Lorenzo Micheli – Violão
Orchestra Sinfônica Abruzzese
Michael Summers – Conductor

07. Guitar Concerto No.2, op.160 – I. Allegretto – Sarabanda con Variazioni
08. Guitar Concerto No.2, op.160 – II. Lento e grave (Tempo di Sarabanda)
09. Guitar Concerto No.2, op.160 – III. Var. 1 (Lo stesso tempo, appena più mosso)
10. Guitar Concerto No.2, op.160 – IV. Var. 2 (Tempo di Pavana)
11. Guitar Concerto No.2, op.160 – V. Var. 3 (Tempo di Minuetto)
12. Guitar Concerto No.2, op.160 – VI. Var. 4 (Tempo di Giga)
13. Guitar Concerto No.2, op.160 – VII. Var. 5 (Aria)
14. Guitar Concerto No.2, op.160 – VIII. Var. 6 (Fuga)
15. Guitar Concerto No.2, op.160 – IX. Fiesta. Allegretto vivace (ma non troppo)

Massimo Felici – Violão
Orchestra Sinfônica Abruzzese
Michael Summers – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto Triplo / Aberturas Egmont, Coriolano e Fidélio

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto Triplo / Aberturas Egmont, Coriolano e Fidélio

Eu tenho lá minhas restrições a Herbert von Karajan, mas ele deu acesso a vários jovens que hoje são monstros sagrados. Ao foto do disco ao lado têm Yo-Yo Ma e Anne-Sophie Mutter adolescentes, solando com a Filarmônica de Berlim. Esta gravação do Concerto Triplo não chega a ser uma maravilha, só que ela sempre será utilizada como referência e vendeu como água em seu tempo. Bem, o Concerto para violino, violoncelo e piano (Triplo) em Dó Maior, Opus 56, foi escrito por Ludwig van Beethoven entre 1803 e 1805, sendo publicado em 1807 e estreado em Viena e, 1808. Trata-se do único concerto de Beethoven para mais de um instrumento solista. Já as aberturas são first choices nos inícios de concertos no mundo inteiro.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto for Piano, Violin, and Cello in C, Op.56
1) 1. Allegro [17:48]
2) 2. Largo – attacca [5:50]
3) 3. Rondo alla Polacca [12:32]
Anne-Sophie Mutter
Mark Zeltser
Yo-Yo Ma
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

4) Music to Goethe’s Tragedy “Egmont” op.84 [8:21]
5) Overture “Coriolan”, Op.62 [9:00]
6) Overture “Fidelio”, Op.72c [6:55]

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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Uma Mutter quase criança com seu descobridor.
Uma Mutter quase criança com seu descobridor.

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Franz Schubert – Symphony no.2 in B flat major, D125, Symphony no.5 in B flat major, D485 – Antwerp Symphony Orchestra, Phillip Herreweghe

Antwerp Symphony Orchestra & Philippe Herreweghe - Schubert Symphonies Nos. 2 & 5 (2017)Tive uma semana puxada e conturbada, mal abri o blog. Nem postei o restante dos Quartetos de Corda de Beethoven. Uma colega de serviço precisou se ausentar devido a problemas de saúde do filho e claro que acumulou serviço. Fazer o que, né?

Depois daquela enxurrada de Debussys da semana passada, não pensem que acabaram as homenagens ao francês. Tenho bastante coisa para postar, mas vou fazer isso aos poucos. Por isso hoje volto ao Romantismo, com um Cd pouco divulgado, mas que tem suas qualidades. Phillipe Herreweghe deixa de lado um pouco o barroco e encara Schubert, dirigindo uma orquestra inédita aqui no PQPBach, a Sinfônica da Antuérpia. Bela gravação, ótima orquestra, um regente muito sólido e competente, enfim, uma bela opção musical para os senhores poderem aproveitar melhor o feriadão.

Essas duas sinfonias são muito interessantes, mostram a evolução da maturidade artística do compositor. A influência de Mozart, Beethoven e Haydn ainda se faz notar, principalmente na Segunda Sinfonia (o Andante parece uma peça do Wolfgang, não lhes parece?).

Enfim, vou lhes deixar com Schubert nesta Sexta Feira Santa. Espero que apreciem. Ah, de brinde vai o booklet do CD.

Symphony no.2 in B flat major, D125
[1] I. Largo – Allegro vivace
[2] II. Andante
[3] III. Menuetto (Allegro vivace)
[4] IV. Presto vivace
Symphony no.5 in B flat major, D485
[5] I. Allegro
[6] II. Andante con moto
[7] III. Menuetto (Allegro molto
[8] IV. Allegro vivace

Antwerp Symphony Orchestra
Phillip Herreweghe

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Clérambault / Couperin / Marais / Monteclair / Rameau: Cantates et Petits Macarons

Clérambault / Couperin / Marais / Monteclair / Rameau: Cantates et Petits Macarons

Este disco polonês consiste em uma agradável mistura de cantatas e peças instrumentais francesas que podem ser apreciadas como um concerto. Elas datam das três primeiras décadas do século XVIII, período entre a morte de Lully e a ascensão de Rameau, enorme compositor ainda subestimado. Esta combinação de compositores e a escolha do repertório oferecem um programa muito colorido e divertido. Com Clérambault, Montéclair e Rameau, a Cantata francesa atingiu uma espécie de apogeu, empurrando os limites de sua teatralidade e tornando-se cada vez mais operística. É como se estivéssemos num salão da Paris do século XVIII, numa tranquila tarde de verão, com a porta da sala de estar entreaberta e chegasse até nós um cheiro de perfume acompanhado do riso abafado das cortesãs e de sons de um violino virtuoso. Delícia.

Destaque para a faixa 22, a absurdamente linda e “ostinata” Sonnerie de Sainte Genevieve du Mont de Paris, de Marin Marais.

Cantates et Petits Macarons

1
Le Retour de la Paix: I. Vivement “Dans les maux qu’une afreuse guerre”
De Michel Pignolet de Monteclair
1:36

2
Le Retour de la Paix: II. Air “Pourquoi de la Parque inflèxible”
De Michel Pignolet de Monteclair
5:21

3
Le Retour de la Paix: III. Legèrement “O ciel! La fureur qui les guide”
De Michel Pignolet de Monteclair
1:20

4
Le Retour de la Paix: IV. Récitatif “Ah! quelle est mon erreur?”
De Michel Pignolet de Monteclair
0:25

5
Le Retour de la Paix: V. Lent et dètaché “Fille du ciel!”
De Michel Pignolet de Monteclair
3:14

6
Le Retour de la Paix: VI. Leger et doux “Mais quel èclat soudain!”
De Michel Pignolet de Monteclair
1:15

7
Le Retour de la Paix: VII. Récitatif “Discorde tes èforts”
De Michel Pignolet de Monteclair
1:32

8
Le Retour de la Paix: VIII. Air de Trompètes et de Musètes “Que les guerrieres trompètes”
De Michel Pignolet de Monteclair
2:05

9
L’Apothéose de Corelli in B Minor: I. Corelli au piéd du Parnasse prie les Muses de le Recevoir parmi elles
De François Couperin
2:06

10
L’Apothéose de Corelli in B Minor: II. Corelli charmé de la bonne réception qu’on lui fait au Parnasse, en marque Sa joye. Il continuë avec ceux qui L’accompagnen
De François Couperin
2:12

11
L’Apothéose de Corelli in B Minor: III. Corelli buvant à la Source D’hypocrêne. Sa Troupe Continuë
De François Couperin
1:55

12
L’Apothéose de Corelli in B Minor: IV. Enthouziasme de Corelli Causé par les eaux D’hypocrêne
De François Couperin
0:59

13
L’Apothéose de Corelli in B Minor: V. Corelli après son enthouziasme S’endort; et sa Troupe jouë le Sommeil suivant
De François Couperin
1:54

14
L’Apothéose de Corelli in B Minor: VI. Les Muses reveillent Corelli, Et le placent auprês d’Apollon
De François Couperin
0:43

15
L’Apothéose de Corelli in B Minor: VII. Remerciment de Corelli
De François Couperin
2:22

16
Le berger fidèle, RCT 24: “Prêt à voir immoler l’objet de sa tendresse” (Récitatif)
De Jean-Philippe Rameau
0:42

17
Le berger fidèle, RCT 24: “Diane , appaise ton courroux!” (Air plaintif)
De Jean-Philippe Rameau
4:31

18
Le berger fidèle, RCT 24: “Mais c’est trop me livrer à ma douleur mortelle” (Récitatif)
De Jean-Philippe Rameau
0:21

19
Le berger fidèle, RCT 24: “L’amour qui règne dans votre âme” (Air gai)
De Jean-Philippe Rameau
4:03

20
Le berger fidèle, RCT 24: “Cependant à l’autel le Berger se présente” (Récitatif)
De Jean-Philippe Rameau
0:58

21
Le berger fidèle, RCT 24: “Air vif et gracieux Charmant Amour, sous ta puissance”
De Jean-Philippe Rameau
4:14

22
Sonnerie de Sainte Genevieve du Mont de Paris
De Marin Marais
7:40

23
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: I. “Fort gravement” (Prelude)
De Louis-Nicolas Clerambault
0:41

24
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: II. “Mortels, pour contenter vos desirs curieux” (Récitatif)
De Louis-Nicolas Clerambault
0:30

25
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: III. “Au son des trompettes bruiantes” (Air gai)
De Louis-Nicolas Clerambault
4:26

26
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: IV. “Mais quel bruit interrompt ces doux amusements” (Tempeste)
De Louis-Nicolas Clerambault
2:03

27
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: V. “Non, les Dieux attendris” (Récitatif)
De Louis-Nicolas Clerambault
0:25

28
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: VI. “Oyseaux, qui sous ces feüillages” (Air fort tendrement)
De Louis-Nicolas Clerambault
2:44

29
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: VII. “Vos concerts heureux Oyseaux” (Sommeil)
De Louis-Nicolas Clerambault
2:03

30
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: VIII. “Mais quels novueaux accords dont l’horreur est extréme?” (Prelude infernal)
De Louis-Nicolas Clerambault
2:09

31
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: IX. “Ne craignons rien, un changement heureux” (Récitatif)
De Louis-Nicolas Clerambault
0:27

32
La Muse de l’Opera ou les caracteres lyriques: X. “Ce n’est qu’une belle chimere” (Air gay et piqué)
De Louis-Nicolas Clerambault
2:39

Natalia Kawalek, soprano
Il Giardino d’Amore
Stefan Plewniak

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Engordei bastante no ano passado.
Engordei bastante no ano passado.

PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Nude Ants (Live At The Village Vanguard)

.: interlúdio :. Keith Jarrett: Nude Ants (Live At The Village Vanguard)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não deixo por menos, estamos tratando de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos. Aqui, o quarteto escandinavo de Jarrett dá uma notável demonstração de musicalidade e tesão, atacando diversas vertentes, desde o jazz tradicional até o free. O pianista domina a música, mas as intervenções de Garbarek são sempre preciosas, assim como o acompanhamento de Danielsson e Christensen também são notáveis. O álbum é muito convincente, uma ilustração do trabalho refinado de Jarrett com influências europeias da música clássica e folclórica .

Keith Jarrett: Nude Ants (Live At The Village Vanguard)

1 Chant Of The Soil 17:12
2 Innocence 8:15
3 Processional 20:33
4 Oasis 30:34
5 New Dance 12:57
6 Sunshine Song 12:03

Bass – Palle Danielsson
Drums, Percussion – Jon Christensen
Piano, Timbales, Percussion, Music By – Keith Jarrett
Tenor Saxophone, Soprano Saxophone – Jan Garbarek

Recorded May 1979 at the Village Vanguard, New York.
Originally released as double LP in 1980.

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Jan Garbarek & Keith Jarrett: protagonistas de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos
Jan Garbarek & Keith Jarrett: protagonistas de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos

PQP

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

IM-PER-DÍ-VEL !!!! 

REVALIDADO POR VASSILY EM 2/8/2015

Atendendo a pedidos, nosso Serviço de Atendimento ao Chororô (SAC) disponibiliza links fresquíssimos para um belo álbum repleto da magistral Chaconne da Partita em Ré menor do Grande Pai Bach, em transcrições para piano (aquela célebre de Busoni, uma contemporânea de Lutz e a de Brahms para mão esquerda) e no original para violino solo. É daquelas obras que, na iminência do final do mundo, a gente desejaria colocar numa cápsula espacial para que se salve deste vale de lágrimas – e que muitos de nós outros, melômanos, certamente gostaríamos de ter nos ouvidos ao dele nos despedirmos. Uma tremenda gravação, acompanhada de uma das melhores resenhas jamais feitas pelo patrão PQP.

Vassily

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 10/5/2012

Numa noite fria do século XVIII, Bach escrevia a Chacona da Partita Nº 2 para violino solo. A música partia de sua imaginação (1) para o papel (2), alternando-se com o violino (3), no qual era testada. Anos depois, foi copiada (4) e publicada (5). Hoje, o violinista lê a Chacona (6) e de seus olhos passa o que está escrito ao violino (9) utilizando para isso seu controverso cérebro (7) e sua instável, ou não, técnica (8). Do violino, a música passa a um engenheiro de som (10) que a grava em um equipamento (11), para só então chegar ao ouvinte (12), que se desmilingúi àquilo.

Na variação entre todas essas passagens e comunicações, está a infindável diversidade das interpretações. Mas ainda faltam elos, como a qualidade do violino – e se seu som for divino ou de lata, e se ele for um instrumento original ou moderno? E o calibre do violinista? E seu senso de estilo e vivências? E o ouvinte? E… as verdadeiras intenções de Bach? Desejava ele que o pequeno violino tomasse as proporções gigantescas e polifônicas do órgão? Mesmo?

E depois tem gente que acha chata a música erudita…

-=-=-=-=-

Este CD faz ainda pior. É um disco onde há três diferentes transcrições (13, 13 e 13) que foram para o papel (14), para o pianista, etc. As transcrições são muito boas.

E apenas uma certeza. Tudo muito bom, tudo muito bonito, mas a Chaconne foi mesmo escrita o VIOLINO. Quando Beyer entra, o sol aparece. É algo absurdamente luminoso, apesar de, ao que tudo indica, Bach tê-la escrito durante o luto pela morte de sua primeira esposa Maria Barbara e em honra a ela. 

Bach – Busoni – Lutz – Brahms: Chaconne

1. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Busoni) 15:47

2. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Lutz) 15:18

3. Chaconne After Bach’s Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004 (Transcribed for Piano By Brahms) 15:28

4. Partita for Violin Solo No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Chaconne 13:58

Edna Stern, piano
Amandine Beyer, violino

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Chaconne

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral das Sinfonias com Claudio Abbado e a Filarmônica de Berlim (2008)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral das Sinfonias com Claudio Abbado e a Filarmônica de Berlim (2008)

ABSOLUTAMENTE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ludwig van Beethoven (Bonn, batizado em 17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827).

Não há jeito, você vai ter de baixar esses cinco CDs e depois vai comprá-los. Eu pensei que a grande versão de Abbado fosse uma balela, mas não é não. Tenho de explicar umas coisinhas.

Claudio Abbado (1933-2014 — note que este post é, originalmente, de 2010) registrara um ciclo completo das Sinfonias de Beethoven com a Filarmônica de Berlim no ano de 2000. Não se saiu nada bem. Era uma versão opaca e desapaixonada, pecado mortal em Beethoven. Tinha coisas boas nas Sinfonias 1, 2, 4 e 9, mas, no geral, era um registro decepcionante, abaixo do esperado. Para surpresa geral, Abbado e a Filarmônica gravaram tudo de novo um ano mais tarde. A gravação foi feita em 2001 a partir de performances ao vivo em Roma (ah, as gravações ao vivo, sempre melhores…), mas com a Nona Sinfonia da versão de 2000.

Céus, como Abbado conseguiu evoluir em tão curto espaço de tempo! A música respira e vive como nunca. É um TRIUNFO ESPETACULAR. No encarte, o maestro fala sobre o desenvolvimento de uma visão compartilhada com a orquestra. Isso é facilmente perceptível. Onde havia uma orquestra tocando notas, um ano depois havia sentido, direção e uma emoção arrasadora.

O que distingue esse conjunto de quase todos os outros ciclos completos é sua notável coerência. Não há falhas ou partes em que o ouvinte tenha de ser indulgente. O estilo está em consonância com o mainstream de nossos dias — tocada por instrumentos modernos, mas com texturas transparentes e tempos animados, Abbado revela detalhes expressivos com pertinência e permite que a música se desdobre esplendidamente.

Há muitos concorrentes — quem não sabe? — , mas se você estiver procurando por um ciclo completo das Sinfonias de Beethoven, fique sabendo que Abbado não é somente uma das principais recomendações, como uma first choice. Em minha opinião, nunca estas obras soaram tão espontâneas. Não seja besta de não ouvir.

Oh, sim. Histórias e mais histórias: Abbado sofreu um boicote aberto dos músicos da Filarmônica de Berlim. Sua forma de trabalho não lhes agradava. Abateu-se muito e ficou doente (verdade, quase morreu). O auge da crise foi entre 1998 e 2000. A lenda conta que os músicos, sentindo-se culpados, quiseram dar-lhe o maior Beethoven possível, pois, além de mal de saúde, ele estava deprimido, em vias de ser substituiído por Simon Rattle, por exigência dos músicos amotinados. Esta é a lenda. Acredite se quiser. Só sei de uma coisa, o resultado foi verdadeiramente ESPANTOSO. O lançamento da versão romana de 2001 ocorreu em 2008. É este o registro que PQP Bach apresenta a seus amados e detestáveis leitores-ouvintes.

Beethoven: Integral das Sinfonias

Disc: 1
1. Symphony No. 1 in C major, Op. 21: 1. Adagio molto – Allegro con brio
2. Symphony No. 1 in C major, Op. 21: 2. Andante cantabile con moto
3. Symphony No. 1 in C major, Op. 21: 3. Menuetto. Allegro molto e vivace – Trio
4. Symphony No. 1 in C major, Op. 21: 4. Finale. Adagio – Allegro molto e vivace

5. Symphony No. 3 in E flat major (‘Eroica’), Op. 55: 1. Allegro con brio
6. Symphony No. 3 in E flat major (‘Eroica’), Op. 55: 2. Marcia funebre. Adagio assai
7. Symphony No. 3 in E flat major (‘Eroica’), Op. 55: 3. Scherzo. Allegro vivace – Trio
8. Symphony No. 3 in E flat major (‘Eroica’), Op. 55: 4. Finale. Allegro molto – Poco Andante – Presto

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Disc: 2
1. Symphony No. 2 in D major, Op. 36: 1. Adagio – Allegro con brio
2. Symphony No. 2 in D major, Op. 36: 2. Larghetto
3. Symphony No. 2 in D major, Op. 36: 3. Scherzo. Allegro – Trio
4. Symphony No. 2 in D major, Op. 36: 4. Allegro molto

5. Symphony No. 4 in B flat major, Op. 60: 1. Adagio – Allegro vivace
6. Symphony No. 4 in B flat major, Op. 60: 2. Adagio
7. Symphony No. 4 in B flat major, Op. 60: 3. Allegro molto e vivace – Trio. Un poco meno allegro
8. Symphony No. 4 in B flat major, Op. 60: 4. Allegro ma non troppo

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Disc: 3
1. Symphony No. 5 in C minor (‘Fate’), Op. 67: 1. Allegro con brio
2. Symphony No. 5 in C minor (‘Fate’), Op. 67: 2. Andante con moto
3. Symphony No. 5 in C minor (‘Fate’), Op. 67: 3. Allegro
4. Symphony No. 5 in C minor (‘Fate’), Op. 67: 4. Allegro – Presto

5. Symphony No. 6 in F major (‘Pastoral’), Op. 68: 1. Angenehme, heitere Empfindungen, welche bei der Ankunft auf dem Lande im Menschen
6. Symphony No. 6 in F major (‘Pastoral’), Op. 68: 2. Szene am Bach. Andante molto moto
7. Symphony No. 6 in F major (‘Pastoral’), Op. 68: 3. Lustiges Zusammensein der Landleute. Allegro
8. Symphony No. 6 in F major (‘Pastoral’), Op. 68: 4. Donner. Sturm. Allegro
9. Symphony No. 6 in F major (‘Pastoral’), Op. 68: 5. Hirtengesang. Wohltätige, mit Dank an die Gottheit verbundene Gefühle nach dem Stu

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Disc: 4
1. Symphony No. 7 in A major, Op. 92: 1. Poco sostenuto – Vivace
2. Symphony No. 7 in A major, Op. 92: 2. Allegretto
3. Symphony No. 7 in A major, Op. 92: 3. Presto
4. Symphony No. 7 in A major, Op. 92: 4. Allegro con brio

5. Symphony No. 8 in F major, Op. 93: 1. Allegro vivace e con brio
6. Symphony No. 8 in F major, Op. 93: 2. Allegretto scherzando
7. Symphony No. 8 in F major, Op. 93: 3. Tempo di Menuetto
8. Symphony No. 8 in F major, Op. 93: 4. Allegro vivace

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Disc: 5
1. Symphony No. 9 in D minor (‘Choral’), Op. 125: 1. Allegro ma non troppo e un poco maestoso
2. Symphony No. 9 in D minor (‘Choral’), Op. 125: 2. Scherzo: Molto vivace – Presto
3. Symphony No. 9 in D minor (‘Choral’), Op. 125: 3. Adagio molto e cantabile – Andante moderato
4. Symphony No. 9 in D minor (‘Choral’), Op. 125: 4. Presto – Allegro assai
5. Symphony No. 9 in D minor (‘Choral’), Op. 125: 4. Presto – O Freunde, nicht diese Töne! – Allegro assai – Allegro assai vivace

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Karita Mattila
Thomas Moser
Thomas Quasthoff
Violeta Urmana

Claudio Abbado
Berlin Philharmonic Orchestra

Nós é que te agradecemos, Abbado
Nós te agradecemos, Abbado

PQP

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II & En blanc et noir (2018)

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II & En blanc et noir (2018)

100 anos da morte de Debussy

Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu sei quem estou envolvendo quando digo isso, mas é minha opinião: Maurizio Pollini é o melhor pianista de toda a era das gravações. Dito isto, completo o post explicando que o legendário pianista comemora na DG o ano do centenário de morte de Debussy com o álbum que inclui os Préludes II e En blanc et noir, o último gravado em duo com seu filho Danielle. Há vinte anos, Maurizio Pollini gravou o primeiro livro dos Préludes, investindo anos de experiência em suas dúzias de peças. É o estilo de Pollini. Ele passou 40 anos até gravar todas as Sonatas de Beethoven, até dar a cada uma delas maturidade sob suas mãos. Préludes II deve ficar entre as homenagens mais significativos a Debussy, um século após sua morte.

Claude Debussy (1862-1918): Préludes II (2018)

01. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-1. Brouillards
02. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-2. Feuilles mortes
03. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-3. La puerta del vino
04. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-4. Les fées sont d’exquises danseuses
05. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-5. Bruyères
06. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-6. General Lavine-eccentric
07. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-7. La terrasse des audiences du clair de lune
08. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-8. Ondine
09. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-9. Hommage à S. Pickwick, Esq., P.P.M.P.C.
10. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-10. Canope
11. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-11. Les tierces alternées
12. Debussy: Préludes-Book 2, L.123-12. Feux d’artifice
13. Debussy: En blanc et noir, L.134-1. Avec emportement
14. Debussy: En blanc et noir, L.134-2. Lent. Sombre
15. Debussy: En blanc et noir, L.134-3. Scherzando

Personnel:
Maurizio Pollini, piano
Daniele Pollini, piano

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Pollini não é mais uma criança, mas como toca!
Pollini no Southbank Centre, onde o vi em ação há alguns anos: não é mais uma criança, mas como toca!

PQP