IM-PER-DÍ-VEL !!!
É, no fim acabei tendo que dividir as sete postagens das gravações em estúdio de Maria Callas em dez. Ia dividir em mais partes, por conta das restrições ao volume de downloads imposta pelo Rapidshare, mas não achei justo ceifar-lhes a alegria de ter a coleção completa neste Natal que se aproxima. Assim sendo, está é a penúltima postagem da série e semana que vem, dia de Natal, ho-ho-ho!, presente do Papai Noel: o ciclo se fecha, a coleção EMI de Maria Callas se completa! Enfim!
Hoje, Callas mostra toda a sua dramaticidade nas pesadas árias verdianas e nas obras não tão conhecidas de Rossini e Donizetti, mas ainda assim de grande beleza. Mas, a meu ver, o grande destaque destes quatro CDs de hoje é, sem dúvida, sua interpretação fidelíssima ao papel boêmio, irônico, fugaz e encantador da cigana Carmen. e esse é um papel para mezzo soprano, papel que não seria o mais adequado para Callas, não fosse sua tessitura tão extensa. E as notas graves saem com propriedade, com corpo. ela tinha total domínio da voz!
Ouça! Maria Callas era realmente foda! Deleite-se! Atinja o êxtase!
Palhinha: Maria Callas canta L’amour est un oiseau rebelle, de Carmen, de Bizet (faixa 06 do CD 63), com uma perfeição na expressão, na ironia da personagem…
Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings
CD 61
Árias de Verdi (vol. 2 de 3) (1 CD)
Giuseppe Verdi (1813-1901)
01. Otello – Mi Parea…Mia Madre Aveva Una Povera Ancella
02. Otello – Piangea Cantando
03. Otello – Ave Maria Piena Di Grazie
04. Aroldo – Ciel, Ch’io Respir! …Salvami, Salvami Tu, Gran Dio!
05. Aroldo – O Cielo! Dove Son Io
06. Don Carlos – Non Pianger, Mia Compagna
07. Don Carlos – O Don Fatale
Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, dezembro de 1963 e fevereiro de 1964
CD 62
Árias de Rossini & Donizetti (1 CD)
Gioachino Rossini (1792-1868)
01. La Cenerentola – Nacqui All’ Affanno…Non Più Mesta
02. Guglielmo Tell – S’Allontanano Alfine…Selva Opaca
03. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Gaetano Donizetti (1797-1848)
04. La Figlia Del Reggimento – Convien Partir
Gioachino Rossini (1792-1868)
05. Lucrezia Borgia – Tranquillo Ei Posa…Com’e Bello
06. Sigismondo – Prendi, Prendi_ Per Me Sei Libero
Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, abril de 1964
CDs 63-64
Georges Bizet (1838–1875)
Carmen (2 CDs)
CD 63
01. Prelude
02. Sur La Place (1º Ato)
03. Avec La Garde Montante
04. C’est Bien La, N’Est-Ce Pas
05. La Cloche A Sonné…Dans L’Air, Nous Suivons Des Yeux La Fumee – Bizet, Georges
06. L’Amour Est Un Oiseau Rebelle
07. Carmen! Sur Tes Pas, Nous Nous Pressons Tous!
08. Quels Regards! Quelle Effronterie!
09. Parle-Moi De Ma Mere!
10. Reste La, Maintenant, Pendant Que Je Lirai
11. Que Se Passe-T-Il Donc La-Bas? …Au Secours! Au Secours!
12. Mon Officier, C’Etait Une Querelle
13. Pres Des Remparts De Seville
14. Voici L’Ordre_ Partez
15. Entr’ Acte
16. Les Tringles Des Sistres Tintaient (2º Ato)
17. Messieurs, Pastia Me Dit
18. Vivat! Vivat Le Torero!
19. Votre Toast, Je Peux Vous Le Rendre
20. La Belle, Un Mot
21. Eh Bien! Vite, Quelles Nouvelles? Nous Avons En Tête Une Affaire
CD 64
01. Mais Qui Donc Attends-Tu?
02. Halte La!
03. Enfin, C’est Toi! …Tout Doux, Monsieur, Tout Doux
04. La Fleur Que Tu M’Avais Jetee…Non, Tu M’Aimes Pas
05. Hola Carmen! Hola! Hola!
06. Entr’ Acte
07. Ecoute, Ecoute, Compagnon, Ecoute (3º Ato)
08. Reposons-Nous Une Heure Ici, Mes Camarades
09. Melons! Coupons!
10. Eh Bien?
11. Quant Au Douanier, C’est Notre Affaire
12. C’est Des Contrebandiers Le Refuge Ordinaire…Je Dis Que Rien Ne M’Epouvante
13. Je Ne Me Trompe Pas…C’est Lui Sur Ce Rocher
14. Quelques Lignes Plus Bas…Hola, Hola! Jose
15. Entr’ Acte
16. A Deux Cuartos! A Deux Cuartos! (4º Ato)
17. Les Voici! Voici La Quadrille!
18. C’est Toi! …Carmen, Il Est Temps Encore…Viva! Viva! La Course Est Belle!
Maria Callas, “mezzo soprano”
Nicolai Gedda
Robert Massard
Orquestra da Ópera de Paris
Georges Prêtre, regente
Paris, abril de 1964
Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 365Mb
POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga
Ah, e ela não poderia ir-se de nós sem interpretar a Tosca de Puccini! Que coisa!

IM-PER-DÍ-VEL !!!
IM-PER-DÍ-VEL !!!
Achados ! E que achados !!!
Sim, a capa é feia pra dedéu (esse Carlos Gomes desproporcional, mãozudo… tsc, tsc…), mas não se deixe levar pela embalagem: o LP aí em questão é um prazer só! Aqui, quando se retira a letra das músicas e troca-se a voz humana pela flauta, é possível ao ouvinte observar com mais clareza a melodia. E aí então, com certeza, se concluirá após a audição que Antônio Carlos Gomes era um grande melodista: suas árias e suas modinhas são obras de alta beleza.
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Baita CD !!!









MAIS UM BAITA DISCÃO!!
Nas aberturas e prelúdios por ele comandadas neste álbum é possível visualizar as mudanças que foram ocorrendo na obra de Carlos Gomes, pois as peças nos são elencadas em ordem cronológica. Gomes começa totalmente verdiano: as aberturas das duas primeiras óperas, A Noite do Castelo e Joanna de Flandres, estreadas no Brasil, lembram algo como Nabucco e Il Trovatore. Já Il Guarany imprime alguns traços nacionalistas, mas ainda se apresenta bastante ligada à escola italiana e à influência da figura onipresente de Verdi no cenário operístico milanês. Na escura Fosca, Carlos Gomes flerta com a ópera alemã: há uma tênue ligação com os wagnerianos, mas ainda era difícil se desvencilhar dos padrões italianos. Seguem-se as elaboradas overtures de Salvator Rosa e Maria Tudor: Nhô Tonico era compositor maduro e essas aberturas são mais densas e mostram um domínio maior dos instrumentos da orquestra. Temos então as obras de Lo Schiavo e Odaléa: dez anos de hiato na produção de óperas (entre Maria Tudor e Lo Schiavo) mostram um Carlos Gomes menos pesado e muito mais elegante, bem diferente do padrão das obras gomianas mais difundidas: ele se aproxima dos padrões da escola francesa e estava melhor do que nunca (é, particularmente, o que entendo como o que de melhor de Carlos Gomes que há)! Infelizmente nos deixou com apenas 60 anos e só nove óperas acabadas… Com mais tempo nos teria legado ainda mais e melhores tesouros…

UM BAITA DISCÃO!!
SEN-SA-CIO-NAL!!!
Mas voltemos, que estou dispersando muito… Bom, hoje temos a versão comandada pelo competentíssimo Ernani Aguiar, que além de importante regente e compositor contemporâneo, é grande pesquisador e incentivador da música erudita brasileira, especialmente a colonial/imperial.
Um baita CD!

Carlos Gomes alterou o nome original da ópera de Condor para Odaléa, tendo em vista possíveis apresentações na França, onde o nome do protagonista criaria um terrível cacófato com “con d’or” (ou cone de ouro, o apelido que se dava à região pubiana feminina, eufemizando aqui o termo)…

Ao mesmo tempo, as preferências, em dez anos, mudavam na Itália: os compositores da geração de Carlos Gomes eram preteridos pelos da Giovane Scuola (os veristas). Autores como Gomes, que estavam na transição entre o Romantismo tradicional e o Verismo encontravam dificuldades para encenar suas óperas. Pese nisso o tempo no qual Gomes não produziu nenhuma peça, o que contribuiu para a perda de visibilidade na cena artística de então.
Hoje é o aniversário de Niza de Castro Tank e, embora as mulheres odeiem que se diga a idade, aviso que 
