“Senhora Del Mundo” é linguagem em movimento. É o contrário do idioma que morreu por falta de uso, uma vez que os sinais musicais não descrevem imagens evidentes, mas traduzem intuições de tempo e espaço. Por isso, o que provêm do passado são os discursos subtendidos em cada representação.
“Senhora Del Mundo” é linguagem miscigenada, e consta de composições ibéricas dos séculos XVI e XVII, e, também, de composições coloniais latino-americanas.
É característica da música ibérica a presença de estruturas que remontam à tradição do canto monódico medieval e à polifonia franco-flamenga, e estas transmigraram para a música colonial.
Tais estruturas discursam, por definição, a sensação de estabilidade, porque nelas as tensões são minimizadas, ou suprimidas. Porém, quando há indecisão no uso delas, possibilita-se ao ouvinte sensação de instabilidade. Isto ocorre, por exemplo, nas músicas de Manuel Rodriges Coelho (1555-1623) e Manoel Dias de Oliveira (1738-1813).
Transformamos, portanto, em experiência auditiva um jogo entre o estável e o instável, e através dele buscamos expressar desejos de permanência e transcendência.
Enriquecem esse jogo as tendências simplificadoras da linguagem musical, que brotavam tanto no ambiente profano, que gerou os cancioneiros, quanto no sagrado. Isso ocorria devido à necessidade de melhor expressar a palavra pela música. Teve a América, então, acesso às formas simplificadas de polifonia e aos princípios da homofonia tonal.
Nossa interpretação explicita a impossibilidade de dissociar a informação objetiva de sua apreensão subjetiva. Se por um lado, nos ensinaram os europeus seus sistemas musicais, por outro, personalizamos tais ensinamentos e passamos a nos mostrar neles. Para isso, incorporamos à linguagem musical européia outros significados, justamente aquele herdado dos africanos e dos indígenas – e assim, nos revelamos em unidade.
(José Eduardo Costa Silva, extraído do encarte)
Palhinha: ouça: 03. Tarambote – Flautas Doces, Violino Barroco, Guitarra Barroca, Cravo, Rabecão e Percussão, fundo musical de um vídeo de um atelier português de azulejos.
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Pe. Manuel Rodrigues Coelho (Portugal, 1555-1623) 01. Verso Do 1º Tom – Flatua Doce, Flauta Traverso, Violino Barroco, Tiorba, Cravo, Rabecão E Percussão
Fr. Manuel Cardoso (Portugal, 1571-1650) 02. Benedictus – Da Missa ‘Veni Sponsa Christi, – Coro E Flauta Doce
Anônimo português (Séc. XVII) 03. Tarambote – Flautas Doces, Violino Barroco, Guitarra Barroca, Cravo, Rabecão E Percussão
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813) 04. Moteto ‘Bajulans’ – Coro, Violas Da Gamba, Rabecão E Flauta Doce
Anônimo português (Séc. XVI) 05. Vilancicos ‘Por Que Me Não Ves Joana’ – Coro, Alaúde E Viola Da Gamba
Juán Pérez Bocanegra (Peru, 1631) 06. Hanacpachap Cussicuinin – Coro, Flautas Doces, Flauta Traverso, Guitarra Barroca, Cravo, Rabecão E Percussão
Anônimo português (Séc. XVI) 07. Senhora Del Mundo – Flauta Doce, Flauta Traverso, Alaúde E Percussão
08. Venid A Suspirar – Coro
09. Vilancicos ‘Desesperança Vos Vestides’ – Flautas Doces, Flauta Traverso, Alaúde, Viola Da Gamba, Cravo, Rabecão E Percussão
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529) 10. Vilancicos ‘Si Abra En Este Baldres, Partitesos, Mis Amores E Levanta Pascual’ – Flauta Doce, Alaúde, Cravo, Rabecão E Percussão 2
Anônimo, Brasil 11. Dona Branca – Flautas Doces, Alaúde, Rabecão, Viele De Roda E Percussão 2
Rei D. João IV, de Portugal (1604-1656) 12. Dança – Flautas Doce, Alaúde, Viola Da Gamba, Cravo, Rabecão E Percussão 2
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813) 13. Motetos ‘Assumpta Est E Exaltata Est’ – Coro, Tiorba, Cravo, Rabecão E Percussão 2
Anônimo Jesuítico – Missão de Chiquitos (Sec. XVIII) 14. Arias ‘Euge Serve Bone, Fidelis Servus, Serve Bone’ – Flautas Doces, Flauta Traverso, Cravo, Rabecão E Percussão 2 15. Regina Caeli – Coro, Viele De Roda, Flautas Doce, Flauta Traverso, Violino Barroco, Guitarra Barroca, Cravo, Rabecão E Percussão 2
Senhora Del Mundo – 1998
Collegium Musicum de Minas . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
XLD RIP | FLAC 216,1 MB | HQ Scans 12,9 MB |
Era uma vez uma época em que havia maravilhosos blogs de música brasileira, que continham verdadeiros tesouros musicais que jamais serão encontrados em qualquer loja do mundo. Lembro-me do Loronix, da Bruxa do Vinil e, principalmente, do Um Que Tenha, mais conhecido como UQT. Depois vieram os brucutus e acabaram com tudo.
Pois foi exatamente o Fulano Sicrano, criador do UQT, quem me enviou esta gravação! Tim tim, Fulano, saudades …
Em sua apresentação no Brasil em 1959, Maria Magdalene Von Bosch – a grande Marlene Dietrich, “as pernas do século” – nesse antológico show no Golden Room do Copacabana Palace, dizem que La Dietrich estava deslumbrante. Quem assistiu a apresentação conta que a grande atriz cantou, para delírio da platéia, o “Luar do Sertão”, todinho em português que aprendeu com Cauby Peixoto.
O diretor musical era nada menos que o Burt Bacharach!
Marlene Dietrich 01. Look Me Over Closely 02. You’re the Cream in My Coffee 03. My Blue Heaven 04. The Boys in the Backroom 05. Das Lied ist aus 06. Je tire ma révérence 07. We All Right 08. Makin’ Whoopee 09. I’ve Grown Accustomed to Her Face 10. One For My baby 11. I Will Come Back Again 12. Luar do Sertão
Dietrich In Rio – 1959
Diretor musical: Burt Bacharach
Gustavo Dudamel tem sido muito associado a compositores das Américas: o norte-americano Bernstein, os mexicanos Revueltas e Chávez, o venezuelano Carreño, o brasileiro Villa-Lobos, o argentino Ginastera… Mas ele não se limita a isso: tive a sorte de vê-lo reger a nona de Mahler no Municipal do Rio de Janeiro e foi sem dúvida o maior Mahler que já vi ao vivo. Neste concerto ao vivo de 2009 podemos ouvi-lo regendo música de cantos bem distantes do planeta.
A Sinfonía india do mexicano Carlos Chávez, composta em 1935–36, usa melodias de tribos do norte do México. As percussões listadas incluem instrumentos indígenas: jicara de agua (metade de uma cabaça invertida e parcialmente submersa em água, batida com varas), güiro (um tipo de reco-reco), cascabeles, tenábari (uma série de casulos de borboleta), um par de teponaxtles, tlapanhuéhuetl e grijutian (corda de cascos de veado). O compositor autorizou a substituição por instrumentos orquestrais (não tão) similares, mas pediu para os originais serem usados sempre que possível.
Algumas das percussoes usadas na Sinfonía India
A música indígena do México é uma realidade da vida contemporânea. Não é, como se poderia pensar, uma relíquia para satisfazer a curiosidade de intelectuais ou para fornecer dados etnográficos. As características essenciais dessa música indígena conseguiram resistir a quatro séculos de contato com expressões musicais europeias.
Carlos Chávez
Uma resenha do concerto disse assim: “Gustavo Dudamel incitou performances exageradas e dramáticas de uma das orquestras mais tradicionais do mundo. Conduzindo a Sinfonía india de memória, seus movimentos eram de ballet, esculpindo finamente as quatro seções da obra. A energia da abertura foi contagiante e o tema central, lírico, apaixonado e hiperbólico de forma extravagante, mas com bom gosto em suas idas e vindas. Os percussionistas estavam visivelmente entusiasmados com os sons exóticos que produziam.”
Da famosa introdução até o final grandioso, passando pelo adagio belíssimo e açucarado, o concerto em lá menor de Grieg é todo perfeitinho e todo previsível. Tem lugar merecido no repertório de grandes pianistas, mas é uma pena que concertos mais ousados como os de Bartók ou a Rapsódia em azul sejam bem menos tocados. Como disse o colega de Sul21 Milton Ribeiro: Grieg é como a defesa do Inter, não tira o sono de ninguém.
Composta em 1944, a quinta sinfonia de Prokofiev pode não ser tão famosa quanto a quinta de Beethoven ou a de Shostakovich, mas tem seus encantos. Assim como seu compatriota soviético, Prokofiev alterna aqui entre um clima belicoso/heroico e momentos absurdamente líricos em que as cordas da orquestra do Concertgebouw brilham.
Carlos Chávez:
1. Sinfonía india (Introdução: Vivo, allegro / 1º tema: Allegretto cantabile – lento / 2º tema: Allegro cantabile / 3º tema: Poco più vivo)
Edvard Grieg:
Piano Concerto in A Minor, Op.16 (Jean-Yves Thibaudet, piano)
2. I Allegro molto moderato
3. II Adagio
4. III Allegro moderato molto e marcato – Quasi presto – Andante maestoso
Sergei Prokofiev:
Symphony No.5 in B-flat Major, Op.100
5. I Andante
6. II Allegro marcato
7. III Adagio
8. IV Allegro giocoso
Royal Concertgebouw Orchestra
Gustavo Dudamel, maestro
Ao vivo na Concertgebouw Grote Zaal, Amsterdam, Países-Baixos
22 de maio de 2009 (radio broadcast)
Quem nunca se deliciou com as obras de Gogol entende pouco a alma russa. O descrédito às instituições e à burocracia é fonte, por exemplo, da ótima e engraçada peça Inspetor Geral, o conto O Nariz e o grande romance semi-queimado Almas Mortas. O humor de Gogol transcende seu tempo e parece impregnar a arte russa. Algo que também surge na música de Prokofiev e principalmente de Shostakovich. Foi dessa fonte literária e musical que Schnittke escreveu várias brincadeiras musicais reunidas na chamada Suíte Gogol. Uma das obras mais divertidas e empolgantes que ouvi (aliás, inúmeras vezes). Essa obra é um refresco que contrapõe a pesada e densa peça chamada Labyrinths. Um grande obra de Schnittke que mereceria um texto mais longo e detalhado. Mas como hoje é dia dos namorados, um evento de absoluta importância, é realmente a Suíte Gogol que destaco aqui.
Alfred Schnittke (1934 -1998): Gogol Suite; Labyrinths
Gogol Suite
1. I. Overture. Allegro
2. II. Chichikov’s Childhood. Andantino
3. III. The Portrait. Slow Valse
4. IV. The Cloak. Andante-Accelerando
5. V. Ferdinand VIII
6. VI. The Bureaucrats. Allegro
7. VII. The Ball. In Tempo Di Valse
8. VIII. The Legacy. Pesante
Labyrinths
9. I. Moderato-Allegretto Scherzando-Meno Mosso-Adagio
10. II. Moderato
11. III. Allegretto
12. IV. Agitato
13. V. Cadenza-Andante-Maestoso
Chorale des Jeunesses Musicales de France Michel Richard de Lalande
Te Deum laudamus, grand motet, S. 32 1684
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O Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, foi um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de músicas do barroco francês.
Louis Martini (1912-2000) foi um maestro francês que teve papel preponderante no movimento de renovação da música antiga na França. No início, tocava viola (alto) assim que saiu do Conservatório de Paris (classe de Maurice Vieux), passando a integrar o Quarteto Loewenguth desde sua criação em 1929. Em seguida, ele participou das atividades da Jeunesses Musicales de France -JMF, cujo coral fundou e dirigiu por muitos anos.
Um contemporâneomais jovem deJean-Baptiste Lully(1632-1687), MichelRichard de Lalande ensinoumúsicaparaas filhas deLuís XIV.Foi nomeado mestredemúsica de câmarado reiemais tardediretorda Capela Real.
Lalande compôs balletse outras obrasinstrumentais, mas é mais conhecidocomo o principalcompositor do Grande Motetofrancês.
Espero que apreciem.
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726)
Te Deum laudamus, grand motet, S. 32 (1684) 01. Simphonie
02. Te Deum laudamus
03. Tibi omnes angeli
04. Sanctus Dominus Deus Sabaoth
05. Te gloriosus Apostolorum chorus
06. Tu Rex gloriae, Christe
07. Tu ad liberandum
08. Tu devicto mortis aculeo
09. Te ergo quaesumus
10. Aeterna fac
11. Per singulos dies
12. Dignare Domine
13. In te Domine speravi
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Conductor – Louis Martini
Marta Angelici, Edith Selig, André Meurant, Jean-Jacques Lesueur, Georges Abdoun
Enregistré à Paris, 1963
Trilhas digitalizadas de LP de 1963
Sonatas Chiquitanas Barroco Misional Latinoamericano Misiones jesuíticas del Paraguay
En la vida musical de las reducciones, la música instrumental ocupó un papel central. Cada misión contaba con un repertorio voluminoso con obras para una pequeña orquesta barroca —habitualmente para dos violines y continuo—, así como para los instrumentos de teclado, en particular para órgano. En el Archivo Musical de Chiquitos, donde se guarda el repertorio de la misión de San Rafael de Chiquitos, con algunas añadiduras de Santa Ana de Chiquitos, hay casi doscientas obras instrumentales para la orquesta y el mismo número de composiciones para un instrumento de teclado. Es admisible imaginarse que algunas bibliotecas de los 30 pueblos del Paraguay han sido más ricas aún en cuanto al número de obras instrumentales que ofrecían para sus músicos. Al parecer, las formas musicales más corrientes eran sonatas, conciertos y suites. Llegaban a las misiones desde Europa, junto a los nuevos misioneros que traían consigo las novedades musicales del Viejo Continente.
Sonatas Chiquitanas – vol 1 Anónimo – Missiones jesuíticas del Paraguay 01. Sonata 1 – AMCh 261 So14 – Sin indicacion de movimiento 02. Sonata I – AMCh 261 So14 – Adagio 03. Sonata I – AMCh 261 So14 – Presto 04. Sonata II – AMCh 261.01 So15 – Obertura 05. Sonata II – AMCh 261.01 So16 – Allegro 06. Sonata III – AMCh 263 So17 – Obertura 07. Sonata III – AMCh 263 So17 – Andante 08. Sonata III – AMCh 263 So17 – Allegro 09. Sonata IV – AMCh 264 So18 – Sin indicacion de movimiento 10. Sonata IV – AMCh 264 So18 – Andante 11. Sonata IV – AMCh 264 So18 – Allegro Minuete 12. Sonata V – AMCh 265 So19 – Allegro 13. Sonata V – AMCh 265 So19 – Andante 14. Sonata V – AMCh 265 So19 – Allegro 15. Sonata VI – AMCh 266 So20 – Obertura 16. Sonata VI – AMCh 266 So20 – Adagio 17. Sonata VI – AMCh 266 So20 – Allegro Niccolò Jommelli (Italia, 1714 – 1774) 18. Sonata VII – AMCh 267 So21 – Allegro 19. Sonata VII – AMCh 267 So21 – Andante Presto
Sonatas Chiquitanas – vol 1 – 2009
Orchesta de la Universidad del Norte, Asunción, Paraguay
Maestro Diego Sánchez Haase
O elegante e contido Mendelssohn foi um grandíssimo mestre, mas viu-se prejudicado pelo descabelamento romântico da Europa continental. O mais clássico dos românticos tornou-se moda foi na Inglaterra vitoriana que acolheu compreensivamente sua música em meio ao fog. Esta gravação é um primor, captando perfeitamente o clima inspirado e emocional de que o compositor tanto prezava. Essas peças são bem mais simples e menos densas do que as sonatas de Brahms e podem ser tocadas por amadores talentosos. Parecem pertencer ao domínio da música doméstica, sem se esforçar para obter grandes efeitos. Como não gostar de Mendelssohn?
Felix Mendelssohn (1809-1847): Complete music for cello and piano
Cello Sonata No 1 in B flat major Op 45[21’44]
1 Allegro vivace[9’09]
2 Andante[6’09]
3 Allegro assai[6’26]
4 Variations concertantes Op 17[9’21]
Cello Sonata No 2 in D major Op 58[25’40]
5 Allegro assai vivace[8’10]
6 Allegretto scherzando[5’52]
7 Adagio[4’34]
8 Molto allegro e vivace[7’04]
Chorale des Jeunesses Musicales de France Marc-Antoine Charpentier
Messe à six voix et symphonie “Assumpta est Maria” ‘Meslanges, T.XXVII’, H.11 (1702)
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O Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, foi um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de músicas do barroco francês.
Louis Martini (1912-2000) foi um maestro francês que teve papel preponderante no movimento de renovação da música antiga na França. No início, tocava viola (alto) assim que saiu do Conservatório de Paris (classe de Maurice Vieux), passando a integrar o Quarteto Loewenguth desde sua criação em 1929. Em seguida, ele participou das atividades da Jeunesses Musicales de France -JMF, cujo coral fundou e dirigiu por muitos anos.
Ele realizou, a partir de 1947, uma série de gravações de música barroca – em especial uma bela antologia de Marc-Antoine Charpentier – no final da era dos discos 78 rpm até o início dos anos 1960, pelos selos Pathé e Erato. A maior parte dessas obras conservam-se inéditas em CD, à exceção de algumas reaparições pontuais: sua célebre versão do Te Deum de M.C. Charpentier que apareceu nos créditos dos programas divulgados pela Eurovision (CD Erato), o De Profundis de Michel-Richard de Lalande, bem como o Miserere des Jésuites (Psalme L) de M.-A. Charpentier (arquivo de CD EMI « Les Pionniers du Baroque »).
Espero que apreciem.
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
Messe à six voix et symphonie “Assumpta est Maria” ‘Meslanges, T.XXVII’, H.11 (1702) 01. Kyrie. Sinfonie devant le premier Kyrie 02. Kyrie. Premier Kyrie 03. Kyrie. Sinfonie devant le Christe 04. Kyrie. Christe 05. Gloria. Gloria 06. Gloria. Et in terra pax hominibus 07. Gloria. Domine Deus, Rex caelestis 08. Gloria. Qui tollis 09. Gloria. Quoniam tu solus Sanctus 10. Credo. Credo in unum Deum 11. Credo. Patrem omnipotentem 12. Credo. Et in unum Dominum 13. Credo. Et incarnatus 14. Credo. Crucifixus 15. Credo. Et resurrexit 16. Credo. Et in spiritum 17. Credo. Confiteor unum Baptisma 18. Credo. Et vitam venturi saeculi 19. Sanctus. Sinfonie du Sanctus 20. Sanctus. Sanctus 21. Benedictus pour l’orgue 22. Agnus Dei. Sinfonie devant l’Agnus 23. Agnus Dei. Agnus Dei 24. Agnus Dei. Sinfonie derrière l’Agnus
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Conductor – Louis Martini
Martha Angelici (soprano), Jean Archimbaud (sopraniste)
Jeannine Collard, Yvonne Melchior (contraltos)
Jean Giraudeau, Pierre Giannotti (ténors)
Louis Noguera (basse)
Enregistré à Paris, 1960
Trilhas digitalizadas de LP de 1960
Um delicioso passeio musical pela América Espanhola Séculos XVI ao XIX
Ao celebrar 20 anos de atividade, o Ensemble Villancico, fundado e conduzido por Peter Pontvik, é considerado atualmente pela crítica especializada como um dos mais importantes intérpretes de música antiga da América Latina. Com sua capacidade interpretativa e gerando sucessos musicais, o conjunto une uma reconhecida qualidade de vozes nórdicas, instrumentistas e dançarinas, especializadas no espírito colorido da música barroca latino-americana.
Caramba! O que fez um grupo sueco se apaixonar pela música e pela dança hispano-americanas do século 18? Sorte nossa!!
O Ensemble Villancico apresentou centenas de concertos em cerca de trinta países da Europa e América Latina em programas que caracterizam o Early World Music, principalmente o repertório do barroco latino-americano e da música antiga dos países nórdicos. O conjunto já se apresentou em festivais como Tage für Alte Musik Herne, Festival Mozart Augsburg, Festival Cervantino (México), Praga Festival da Primavera, York Festival de Música Antiga, Misiones de Chiquitos (Bolívia), Malta Barroco Festival e Vantaa Barroco Festival. Ele também realizou shows internacionais na televisão e no rádio em repetidas ocasiões e já lançou sete CDs.
O Ensemble Villancico recebeu o Prêmio Lucacic Ivan, na Croácia, e seu CD “Hy hy hy hy hy hy hy – the New Jungle Book of the Baroque” foi nomeado para o Swedish Grammis Recording Prize. (traduzido e adaptado do site do Ensemble Villancico)
Hy hy hy hy hy hy hy – the New Jungle Book of the Baroque Ensemble Villancico Juan de Araujo (Villafranca, España, 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712) 01. Aqui aqui valentones Anonymous, 1657? copy dated 1663 02. Hy hy hy, que de riza morremo Anonymous, Santa Eulalia, Guatemala, ca. 1600 03. Victoria, victoria (arr. R. Stevenson) Anonymous, Sucre, Bolivia, 18th century 04. Ymaynalla canqui tayta Fray José Manuel Úbeda (España, 1760 – Uruguay, 1823) 05. Misa para el dia de difuntos: Introito (arr. L. Ayestara) Lucas Ruiz de Ribayaz (España, 1626? – Peru, 1677?) 06. Gallardas Tomás de Torrejón y Velasco (España 1664 – Perú 1728) 07. La purpura de la rosa: No puede amor (arr. R. Stevens) Anonymous, The National Library, Sucre, Bolivia, 18th century 08. Vamos a Belen Juan de Lienas, Mexico, ca. 1617 – 1654) – Códice del Carmen 09. Lamentatio in coena Domini (arr. J. Bal y Gal) Lucas Ruiz de Ribayaz (España, 1626? – Peru, 1677?) – from “Luz y norte musical” 10. Achas y buelta del acha and bacas Gaspar Fernández (Portugal, 1570?- Puebla, Mexico, 1629) 11. No haya mas dulce alegria (arr. A. Tello) Antonio de Salazar (Sevilha, España c.1650 – Ciudad de México, 1715) 12. Oigan un vejamen (arr. R. Stevenson) Anonymous from Chiquitos, Bolivia, 18th century 13. Dulce Jesus mio Antonio de Salazar (Sevilha, España c.1650 – Ciudad de México, 1715) 14. Tarara qui yo soy Antoniyo (arr. R. Stevenson) Lucas Ruiz De Ribayaz (España, 1626? – Peru, 1677?) – from “Luz y norte musical” 15. Marionas, gaytas and zarambeques Gaspar Fernández (Portugal, 1570?- Puebla, Mexico, 1629) 16. Mi nino dulce y sagrado (arr. A. Tello) Anonymous, Guatemala, ca. 1600 17. Yesuchristo nuestro Dios (arr. P. Borg) Juan de Araujo (Villafranca, España, 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712) 18. Aqui, zagales, aqui pastores (arr. P. Nawrot) Juan Aranyés, España, ? – 1649 19. Un sarao de la chacona Anonymous from Chiquitos, Bolivia, 18th century 20. Yyay Jesuchristo (arr. P. Nawrot)
Hy hy hy hy hy hy hy – the New Jungle Book of the Baroque – 2002
Stockholm Ensemble Villancico
Maestro Peter Pontvik
Neste concerto de estreia de Gustavo Dudamel como regente da Filarmônica de Los Angeles, temos um maestro comedido, todo lento, espécie de mau Celibidache. Resolveu fazer diferente e não ficou bom. Acentuou o judaísmo da música de tal forma como nem Mahler, nem todos os regentes judeus que já regeram a Titã quiseram fazer. Exagerou. Deixou tudo lento. Olha, depois de ouvir Bernstein, Tilson Thomas e Haitink, ficou difícil alcançar o Olimpo nesta sinfonia. É território minadíssimo. Aguardemos que Duda amadureça.
Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1
1. Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut (Slow. Dragging. Like a sound of nature) 17:01
2. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell (Vigorous, agitated, but not too fast) 8:48
3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen (Solemn and measured, without dragging) 11:47
4. Stürmisch bewegt (Passionate, agitated) 20:49
Chorale des Jeunesses Musicales de France Marc-Antoine Charpentier Grand Magnificat, a 8 Voix et Deux Choeurs D’instruments pour Solistes, Choeurs et Orchestre, H. 74
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O Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, foi um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de músicas do barroco francês.
Louis Martini (1912-2000) foi um maestro francês que teve papel preponderante no movimento de renovação da música antiga na França. No início, tocava viola (alto) assim que saiu do Conservatório de Paris (classe de Maurice Vieux), passando a integrar o Quarteto Loewenguth desde sua criação em 1929. Em seguida, ele participou das atividades da Jeunesses Musicales de France -JMF, cujo coral fundou e dirigiu por muitos anos.
Ele realizou, a partir de 1947, uma série de gravações de música barroca – em especial uma bela antologia de Marc-Antoine Charpentier – no final da era dos discos 78 rpm até o início dos anos 1960, pelos selos Pathé e Erato. A maior parte dessas obras conservam-se inéditas em CD, à exceção de algumas reaparições pontuais: sua célebre versão do Te Deum de M.C. Charpentier que apareceu nos créditos dos programas divulgados pela Eurovision (CD Erato), o De Profundis de Michel-Richard de Lalande, bem como o Miserere des Jésuites (Psalme L) de M.-A. Charpentier (arquivo de CD EMI « Les Pionniers du Baroque »).
Espero que apreciem.
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704) 1. Magnificat à 8 voix, H. 74: 1. Prologue
2. Magnificat à 8 voix, H. 74: 2. Magnificat Anima Mea Dominu
3. Magnificat à 8 voix, H. 74: 3. Quia Fecit Mihi Magna
4. Magnificat à 8 voix, H. 74: 4. Et Misericordia Ejus
5. Magnificat à 8 voix, H. 74: 5. Fecit Potentiam
6. Magnificat à 8 voix, H. 74: 6. Suscepit Israel
7. Magnificat à 8 voix, H. 74: 7. Sicut Locutus Est
8. Magnificat à 8 voix, H. 74: 8. Gloria Patri
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Conductor – Louis Martini
Baritone Vocals – Georges Abdoun
Bass Vocals – Jacques Mars
Contralto Vocals – André Mallabrera
Organ – Marie-Claire Alain
Soprano Vocals – Jocelyne Chamonin, Martha Angelici
Tenor Vocals – Rémy Corazza
Trumpet – Maurice André
Enregistré à Paris, 1963
Trilhas digitalizadas de LP de 1963
Domenico Zipoli (1688 – 1726) Sonate d’Intavolatura Intégrale de l’œuvre pour orge Grande Barroco Italiano
A primeira edição das peças de Domenico Zipoli para órgão foi publicada em 1716, junto com um conjunto de peças para cravo, sob o título Sonate d’Intavolatura per Organo e Cimbalo.
Poucos meses mais tarde, o compositor de 28 anos de idade – que é considerado através desta peça como um dos últimos representantes importantes da tradição do Grande Barroco Italiano para órgão – desapareceu misteriosamente do palco musical europeu. Durante dois séculos não se sabia nada sobre a sua vida ou sobre o resto da sua obra ou sobre a data e o lugar onde ele tinha morrido.
Mesmo assim, as sucessivas edições de Hare and Walsh (1725, 1741, 1755) trataram de reconhecer sua reputação, como registrou Vincent d’Indy e o historiador de música, Combarieu.
Há alguns anos, os estudos de G. Furlong, L. Ayestaran, V. de Rubertis e L.F. Tagliani tiraram das trevas a vida e obra de Domenico Zipoli. (traduzido e adaptado do encarte)
Este registro foi realizado em 1989 pelo mestre Angelo Turriziani na igreja San Giovanni Battista Bellagio, Côme, Itália, pouco antes de seu falecimento. A capa do CD mostra o profeta Isaias, obra do artista Aleijadinho.
Sonate d’Intavolatura: Intégrale de l’œuvre pour orge
Domenico Zipoli (Prato, Itália,1688 – Córdoba, Argentina 1726) 01. Tocatta En Re Mineur 02. Verso I (Re Mineur) 03. Verso II (Re Mineur) 04. Verso III (Re Mineur) 05. Verso IV (Re Mineur) 06. Canzona (Re Mineur) 07. All’Elevazione I (Fa Majeur) 08. Verso I (Do Majeur) 09. Verso II (Do Majeur) 10. Verso III (Do Majeur) 11. Verso IV (Do Majeur) 12. Canzona (Do Majeur) 13. All’Offertorio (Do Majeur) 14. Verso I (Fa Majeur) 15. Verso II (Fa Majeur) 16. Verso III 17. Verso IV 18. Canzona (Fa Majeur) 19. Al Post Communio (Fa Majeur) 20. Verso I (Mi Mineur) 21. Verso II (Mi Mineur) 22. Verso III 23. Verso IV (Mi Mineur) 24. Canzona (Mi Mineur) 25. All’Elevazione (Do Majeur) 26. Verso I (Sol Mineur) 27. Verso II (Sol Mineur) 28. Verso III (Sol Mineur) 29. Verso IV (Sol Mineur) 30. Canzona (Sol Mineur) 31. Pastorale (Do Majeur)
Sonate d’Intavolatura: Intégrale de l’œuvre pour orge – 1989
Angelo Turriziani, órgão
O órgão francês de Widor e Vierne, e às vezes o de Messiaen, alterna entre silêncios profundos e fortíssimos ensurdecedores. Combina com grandes catedrais. O órgão de Saint-Saëns é mais contido, marcado por desenvolvimento de temas melódicos, simetrias, proporções clássicas. Um som mais adequado à igreja de tamanho médio numa área chique de Paris onde ele foi organista titular de 1858 a 1877.
A igreja La Madeleine foi construída entre 1763 e 1842, entre os reinados de Luís XV (que colocou, ele mesmo, a primeira pedra) e Luís Felipe, tendo sido atrasada pela Revolução Francesa. Seu estilo, imitando um templo grego estava em voga na época, ainda antes do gótico voltar à moda. A região foi embelezada nos governos Luís Felipe (Praça da Concórdia) e Napoleão III (Boulevards e a Ópera Garnier), de forma que a Madeleine era a igreja onde ia a alta sociedade parisiense.
Várias celebridades tiveram funerais na Madeleine: Chopin, Pedro II do Brasil e o próprio Saint-Saëns. O grande órgão foi construído por Aristide Cavaillé-Coll em 1846.
Barricada na comuna de Paris em 1871. Ao fundo, La Madeleine, onde Saint-Saëns era organista titular nessa época.
Os seis Prelúdios e Fugas, em que Saint-Saëns cria efeitos que só o órgão é capaz de produzir, são as suas criações mais importantes para o órgão. Os três primeiros, op. 99, foram dedicados respectivamente a Charles-Marie Widor, Alexandre Guilmant e Eugène Gigout. As três vozes (duas mãos e pedaleira) do primeiro prelúdio se cruzam constantemente, obtendo efeitos impressionantes. No segundo prelúdio, ritmos complicados se alternam com uma melodia mais simples.
O Prelúdio em fá maior, um pequeno estudo de arpejos, faz parte do grupo de intermezzos litúrgicos. Os Dois Versículos dão uma ideia da música que era improvisada como intermezo entre corais litúrgicos ou utilizada como transição entre diferentes etapas da missa.
Funeral de Saint-Saëns: saída da igreja La Madeleine
Tema, Variações e Coral Dies irae: o tema e suas variações criam uma atmosfera que se encerra dramaticamente com a citação do coral Dies irae da missa fúnebre. A Segunda Fantasia foi dedicada à rainha Elisabeth da Romênia. Se alternam um trio, um coral, um fugato e uma toccata.
O segundo ciclo de Prelúdios e Fugas, op. 109, foi dedicado, em ordem, a Gabriel Fauré (organiste da Madeleine na época), Albert Perlhou e Henri Dalier. Louis Vierne escreveu: “Creio que os seis prelúdios e fugas, por um lado pelo seu estilo soberbo, e por outro lado por suas dificuldades técnicas, deveriam fazer parte do repertório de todo organista digno deste nome. A 2ª Fantasia em fá bemol é uma obra de concerto esplêndida, fazendo grande impressão no público. Em uma palavra: a contribuição de Saint-Saëns honra grandemente a escola francesa de órgão”
Após dez anos sem compor para o órgão, em 1917 Saint-Saëns terminou os Sete Improvisos. Pela primeira vez, recorreu a temas gregorianos. Essas obras têm harmonia mais complexa: o primeiro improviso, por exemplo, se baseia na escala de tons inteiros.
Traduzido do encarte do álbum. Texto de Stefan Johannes Bleicher.
CD 2 (0:51:54)
Trois Préludes et Fugues Op. 99
01. 1er Prélude et Fugue
02. 2me Prélude et Fugue
03. 3e Prélude et Fugue
04. Prélude F Major
05. Verset
06. Verset
07. Thème, Variations et Choral de Dies Irae
08. 2me Fantaisie
CD 3 (1:07:58)
Trois Préludes et Fugues Op. 109
01. 1er Prélude et Fugue
02. 2me Prélude et Fugue
03. 3e Prélude et Fugue
Stefan Johannes Bleicher: órgão Kuhn, 1879/1989 na igreja St. Johan, Schaffhausen (CD 2) e órgão Walcker, 1888, na Stadtkirche de Winterthur (CD 3). Ambos na Suíça.
O ganha-pão de Saint-Saëns quando jovem: órgão Cavaillé-Coll, La Madeleine, Paris
Chegamos ao fim dessa integral. A próxima será a de Olivier Messiaen, outro grande compositor francês com uma extensa e importante obra para órgão (vamos deixar as piadas sobre o tamanho e a importância dos órgãos para o comentários).
Pleyel
Chorale des Jeunesses Musicales de France 1963 Charpentier Te Deum, H. 146
Sétima gravação épica do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses.
Espero que apreciem.
Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) 01. Te Deum, H. 146: I. Prelude (Marche en rondeau) 02. Te Deum, H. 146: II. Te Deum laudamus (bass solo) 03. Te Deum, H. 146: III. Te aeternum Patrem (chorus and SSAT solo) 04. Te Deum, H. 146: IV. Pleni sunt caeli et terra (chorus) 05. Te Deum, H. 146: V. Te per orbem terrarum (trio, ATB) 06. Te Deum, H. 146: VI. Tu devicto mortis aculeo (chorus, bass solo) 07. Te Deum, H. 146: VII. Te ergo quaesumus (soprano solo) 08. Te Deum, H. 146: VIII. Aeterna fac cum sanctis tuis (chorus) 09. Te Deum, H. 146: IX. Dignare, Domine (duo, SB) 10. Te Deum, H. 146: X. Fiat misericordia tua (trio, SSB) 11. Te Deum, H. 146: XI. In te, Domine, speravi (chorus with ATB trio)
Gravação de 1963
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestra Jean-François Paillard
Direction Louis Martini
Martha Angelici, Jocelyn Chamonin, soprani ;
André Mallabrera, controtenore;
Rémy Corazza, tenore ;
George Abdoun, Jacques Mars, bassi ;
Marie-Claire Alain, organo;
Maurice André, tromba
Fonogramas digitalizados de LP de 1963
A leveza, a ternura, a elegância e, acima de tudo, a poesia cativante e a musicalidade duradoura das obras de Couperin são tão insinuantes hoje como eram há 300 anos.
Isto é particularmente verdade nesta gravação da AliaVox para o Le Concert des Nations liderado pelo violista baixo Jordi Savall. Um dos mais profundos e mais sutis de todos os músicos atuais, as interpretações de Savall são calorosamente carinhosas, espirituosamente bem humoradas, maravilhosamente musicais, e profundamente poéticas.
Savall e seus músicos executam 4 suites de Couperin com uma simpatia que passa para a empatia e uma compreensão de que se torna identificação. Como nos melhores conjuntos de jazz, nunca se sente uma distinção entre a música e músico, mas sim a unidade completa de ambos. Pode-se apontar felicidades infinitas – a expressividade das frases, o fraseado de linhas, as nuances de harmonias, a graciosidade de ritmos – mas é a unanimidade poética da interpretação que é mais impressionante.
Embora tenha havido gravações superlativas de Le Concert des Nations no passado, esta gravação será certamente o ponto de referência para os próximos anos. (traduzido e adaptado da internet)
François Couperin (France, 1668 – 1733) 01. Premièr Concert: Prélude – Gravement 02. Premièr Concert: Allemande – Légèrement 03. Premièr Concert: Sarabande – Mesuré 04. Premièr Concert: Gavotte – Notes Égales et Coulées 05. Premièr Concert: Gigue – Légèrement 06. Premièr Concert: Menuet En Trio 07. Second Concert: Prélude – Gracieusement 08. Second Concert: Allemande Fuguée – Gayement 09. Second Concert: Air Tendre 10. Second Concert: Air Contre Fugué – Vivement 11. Second Concert: Echos – Tendrement 12. Troisième Concert: Prélude – Lentement 13. Troisième Concert: Allemande – Légèrement 14. Troisième Concert: Courante 15. Troisième Concert: Sarabande – Grave 16. Troisième Concert: Gavotte 17. Troisième Concert: Muzette – Naïvement 18. Troisième Concert: Chaconne Légère 19. Quatrième Concert: Prélude – Gravement 20. Quatrième Concert: Allemande – Légèrement 21. Quatrième Concert: Courante Françoise 22. Quatrième Concert: Courante À L’Italiene 23. Quatrième Concert: Sarabande – Très Tendremen 24. Quatrième Concert: Rigaudon – Légèrement Et Marqué 25. Quatrième Concert: Forlane. Rondeau – Gayement
Les Concerts Royaux – 2004
Jordi Savall
Les Concert des Nations
Excelente disco! Mutter partiu para interpretações muito livres de Beethoven. Mullova ataca o repertório mais óbvio do gênio de Bonn acompanhada do piano forte. Eu gosto, sabem? Não seria a gravação que levaria para a ilha deserta, talvez levasse a de Mutter, só que é Mullova é aquela menina moscovita — na verdade de Zhukovsky, ali pertinho –, alta, magra e de sangue quente, que sempre tem algo de diferente (rimou!) a nos dizer. Como diz minha mulher, que é violinista: ela nasceu genial e foi aluna de Leonid Kogan, ou seja, não é alguém comum. Aproveitem, então. Viram ela na cena final de Juventude, de Paolo Sorrentino? Ah, pois é, tô dizendo.
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nº 3 & 9
Violin Sonata no.3 in E flat op.12 No.3 1) I Allegro con spirito [8.20]
2) II Adagio con molt’espressione [5.26]
3) III Rondo: Allegro molto [4.10]
Violin Sonata No.9 in A op.47 “Kreutzer” 4) I Adagio sostenuto – Presto – Adagio [13.44]
5) II Andante con variazioni [14.13]
6) III Presto [8.28]
VIKTORIA MULLOVA violin
KRISTIAN BEZUIDENHOUT fortepiano
Chorale des Jeunesses Musicales de France Gervais & Charpentier Gravação de 1957
Mais uma gravação épica do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses.
Espero que apreciem.
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Charles-Hubert Gervais (1671-1744) Te Deum Martha Angelici (soprano), Jeanninne Collard (contralto)
Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse) Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) Le Reniement de Saint Pierre, motet, H. 424 Martha Angelici (soprano), Solange Michel (contralto)
Michel Sénéchal (haute-contre), Jean Giraudeau (ténor)
Jacques Pruvost (baryton), Louis Noguera (basse)
Françoise Petit (clavecin)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre des Concerts Pasdeloup
Direction Louis Martini
Henriette Puig-Roget (orgue)
Enregistré à Paris (Eglise Saint-Roch), 12-16 novembre 1957
Fonogramas digitalizados de LP de 1957
La Colombina O Natal na Espanha e nas Américas Século XVI
Quatro cantores, solistas de renome, cujos caminhos se cruzaram em várias produções, madrigalistas fervorosos e, além disso bons amigos, decidiram formar um conjunto em novembro de 1990: La Colombina, o nome da coleção de música do final do século XV mantido na Biblioteca Colombina em Sevilha.
Cosmopolitas e muito latinos na formação, o conjunto é composto por um argentino, um italiano e dois catalães, especializados em música renascentista e música barroca, tanto religiosa como secular, cantando em sua maioria ‘a cappella’.
Enquanto o repertório favorito do grupo é muitas vezes espanhol, ele não deixa de excursionar pela música da França e especialmente da Itália. Desde a sua fundação, além de uma programação de gravação regular, La Colombina tem dado concertos na França, Bélgica, Espanha, Itália, Suíça, Holanda, Israel …
(traduzido do encarte)
O Natal na Espanha e nas Américas no séc. XVI Anonymous. Convento del Carmen, Mexico 01. Domine labia mea aperies – Deus in adjutorium Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664) 02. Christus natus est nobis Estêvão de Brito (Portugal, 1570-Spain, 1641)/Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 03. Jesu Redemptor omnium – Tu lumen et splendor Patris – Gloria tibi, Domine Gaspar Fernández (Portugal, 1570?- Puebla, Mexico, 1629) 04. Ensalada de Navidad – Desnudito parece mi Nino 05. Ensalada de Navidad – Ven y veras zagalejo 06. Ensalada de Navidad – Romance: Llegan los quatro al portal 07. Ensalada de Navidad – Romance: Sea para bien el Hijo Divino 08. Ensalada de Navidad – Este Nino se lleva la flor 09. Ensalada de Navidad – Naci tamborilero y sustentar me quiero 10. Ensalada de Navidad – Oy la musica del cielo 11. Ensalada de Navidad – Un relox a visto Andres 12. Ensalada de Navidad – Dominus dixit ad me Cristóbal de Morales (Spain, 1500-1553) 13. Pastores Dicite Quidnam Vidistes Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 14. O Magnum Mysterium Pedro de Cristo (Portugal, 1545/1550-1618) 15. Beata viscera Mariae – Beate viscera Mariae Virginis Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599) 16. Oy, Joseph, se os da en el suelo Cristóbal de Morales (Spain, 1500-1553) 17. Ad tantae Nativitatis Estêvão de Brito (Portugal, 1570-Spain, 1641) 18. Crudelis Herodes – Ibant Magi quam viderant – Gloria tibi, Domine Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 19. Magi viderunt stellam Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599) 20. Los Reyes siguen la’strella Bartomeu Càrceres (Spain, c.1546) 21. La Trulla
In Natali Domini – Christmas in Spain and the Americas in the 16th Century – 2000
La Colombina
Maria Cristina Kiehr – soprano
Claudi Cavina – alto
Josep Benet – tenor
Josep Cabré – baritono
O Japão costuma idolatrar os virtuosos do piano, porém se um pianista ou músico cancela um concerto no último momento, as consequências são implacáveis. Certa vez, o famoso Arturo Benedetti Michelangeli recusou-se a tocar por algum motivo. Em resposta, confiscaram seu piano pessoal e o mundo musical nipônico declarou-o persona non grata pelo resto da vida. Martha Argerich, hoje com 75 anos, décadas atrás também suspendeu um concerto em Tóquio, o último de sua primeira turnê do Japão, que estava sendo apoteótica. O imperador estaria presente, mas Martha brigara com seu namorado da época, o regente Charles Dutoit, e pegou um avião para o Alaska sem avisar ninguém. Jamais seria perdoada, só que… No ano seguinte, voltou ao Japão pagando sua passagem e deu 14 concertos sem receber nada. O mesmo organizador que tinha sido lesado por ela recebeu a renda de todos os 14 concertos, só que… Ela fez com que um pianista angolano — um dos muitos jovens que Martha auxiliou — sentasse a seu lado para virar as páginas da partitura. O angolano usava uma túnica sem mangas e a exposição da pele masculina no Japão é considerada quase tão obscena como o cancelamento de um concerto, mas ninguém disse nada porque Martha Argerich é algo sobre-humano para os japoneses.
Martha Argerich já tocou com lombalgia, com infecção dentária, em cadeira de rodas, de minissaia (pois perderam sua mala no aeroporto), com grama no cabelo (fizeram-na tocar numa floresta), mas só os concertos que ela suspendeu ficaram famosos. Declara que o que a sufoca desde os oito anos de idade são algumas das características da vida no mundo da música clássica: “Eu não quero ser uma máquina de tocar piano. Vivo sozinha, toco sozinha, ensaio sozinha, como sozinha, durmo sozinha. É muito pouco para mim”. Daniel Barenboim, que a adora, disse: “Martha fez todo o possível para destruir sua carreira, mas não conseguiu”. O primeiro concerto foi cancelado aos dezessete anos, “só para saber como eu me sentiria.” Aos vinte anos, com uma carreira brilhante pela frente, ela passou três anos sem se aproximar de um piano, assistindo TV em um pequeno apartamento em Nova York. Quando o dinheiro acabava, trabalhava como secretária. Afinal, para algo devia servir ter os dedos tão rápidos. A poucas quadras dali, vivia Vladimir Horowitz. Ela tinha a intenção de ir falar com ele para dizer: “Ajude-me a voltar a tocar piano”. Nunca se atreveu a uma visita. Melhor, pois Horowitz estava há dez anos sem tocar em público, submetia-se a sessões regulares de eletrochoque e só aceitava gravar discos em sua própria casa. Mas Argerich, como sabemos, voltou a tocar. Após sua consagração no Concurso Chopin em Varsóvia, em 1965, ela foi ao estúdio de Abbey Road gravar um álbum, porque todos os seus amigos estavam em Londres. Deixaram-na sozinha com um piano no estúdio. Ela pediu uma jarra de café, olhou hesitante para o teclado e executou três vezes o repertório que tinha escolhido. Abandonou a jarra de café vazia e nem ouviu o que tinha gravado. E passou a morar em uma espécie de pensão musical chamada Clube de Londres.
Quem morava lá? Barenboim, Jacqueline Du Pré, Nelson Freire, Fou-Tsong, Kovacevic, todos com apenas um único telefone na entrada do prédio cheio de vazamentos, pianos, sofás comidos pelas traças e cinzeiros. Todos em total liberdade e camaradagem. Havia gente que estava na casa para tocar algum instrumento e os que estavam lá para ouvir e conviver. Para quase todos, aquela comunidade era uma espécie de interlúdio feliz, mas ela entendeu que queria viver assim para sempre. Alugou um orfanato do século XIX, em Genebra — cuja porta não tem chave — povoou-a de pianos, gatos e sofás e recebeu todos os jovens pianistas em crise que a procuraram. Ela os adotava até a recuperação. O(a) adotado(a) tocava piano, participava de jogos de adivinhação, dançava e cozinhava para as filhas de Martha quando ela saía em turnê. Ela tem três filhas de três homens diferentes, apesar de a vida em comunidade lhe dar um ar respeitoso de mulher casada.
Há um belo documentário filmado por sua filha mais nova. É a história íntima da mãe e das filhas. Em uma cena, todas estão sentadas na grama pintando as unhas dos pés. As filhas decidem pintar cada dedo da mãe de uma cor diferente. A agitada Annie, segunda filha (do citado Dutoit), diz que sua lembrança mais viva da infância é a de ficar deitada debaixo do piano, olhando os pés descalços de sua mãe até dormir. “Isto é minha mãe, mais do que seus cabelos, cigarros e gestos: onde já se viram pés tão grandes e tão femininos ao mesmo tempo?”. Stephanie, a mais jovem — diretora do documentário e filha do referido Stephen Bishop Kovacevich –, conta sobre a primeira vez que acompanhou sua mãe num concerto e sobre sua imensa provação: “Tudo era muito solene, muito dramático, eu não gostei, me senti estranha”. Ouviu todo o concerto angustiada nos bastidores até que sua mãe voltou: “Eu estava exausta e ela dez anos mais jovem.” Lyda, a mais velha e a única que já é mãe — é também violoncelista profissional –, fala de quando a mãe foi operada de um feio melanoma em 1999. Depois de três horas e meia na sala de cirurgia, ela estava feliz e radiante em contraste com o esgotamento dos cirurgiões. Eles se recusaram a fazer uma cirurgia convencional para abrir a caixa torácica de Martha, pois “uma pianista precisa de todos os músculos do seu corpo para tocar”.
Até hoje Martha Argerich avisa seus companheiros de palco para não lhe beijarem a mão ou tocarem seu cabelo. Ela não gosta. Já não vive em Genebra, mas em Bruxelas, numa casa também está cheia de pessoas, gatos e pianos. Como Tchékhov, que construiu uma casa para sua família e amigos e um quarto afastado para escrever, ela tem um pequeno apartamento em Paris onde apenas cabem um piano, uma cama, uma televisão e uma imagem de Liszt presa com fita adesiva na parede. Seu próximo projeto é uma pensão para artistas aposentados, como a que fundou Verdi em Milão para cantores que ficaram sem voz. De todas as suas formidáveis frases — “Quando os pianos não me querem, não os toco de jeito nenhum”, “Eu acho que eu nunca me senti exatamente mulher, só consigo me ver como a menina de cinco anos e o menino de quatorze que me habitam”, “Chopin é ciumento, exclusivo, faz com que você toque mal qualquer outro compositor”, “Como me saí hoje? Como um cavalo selvagem ou como um carrossel de cavalinhos?” — a minha favorita é “Sou um pouco infantil. Se fosse inteiramente infantil não diria”.
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Milton Ribeiro escreve:
(1) Há uns dez anos, fui pedir um autógrafo a Martha Argerich após um concerto. Como já tenho certa experiência, não levei um CD, mas um disco de vinil para que a assinatura saísse maior. A foto da capa era bonita pacas. Ela pegou o disco com a mão direita e tapou a boca com a esquerda, fazendo cara de admiração. Olhou para mim e disse:
— Como eu era bonita! Agora sou tão feia, tão horrível, uma bruxa velha.
Comecei a responder que não era nada disso e ela fez um gesto mandando eu me calar:
— Não minta, por favor.
(2) Em janeiro deste ano, vi Martha Argerich tocar o Concerto Nº 3 de Prokofiev no Southbank Center, em Londres, com a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo sob a regência de seu velho amigo Yuri Temirkanov. Foi um arraso. Não é somente uma das músicas que mais amo como é uma espécie de “Concerto de Martha”. Ninguém toca aquilo como ela, com aquela miraculosa exatidão e sensibilidade. Após a introdução, quando ela começou a tocar… Olha, não lembro de outra oportunidade em que eu chorei num concerto. Não houve escândalo, ninguém viu, mas aconteceu.
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Brahms / Lutoslawski / Prokofiev / Rachmaninov / Tchaikovsky: Music for Two Pianos
Piotr Tchaikovsky (1840-1893) · The Nutcracker – Suite
1. I. Ouverture miniature:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu)
2. Marche:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
3. Danse de la Fée Dragée:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
4. Danse russe Trepak:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
5. Danse Arabe:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
6. Danse Chinoise:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
7. Danse Mirlitons:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
8. III. Danse des Fleurs:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu)
Sergei Rachmaninov (1873-1943) · Suite No.2 for two pianos
9. I. Introduction (Alla marcia):- Suite No. 2 in C Op. 17
10. II. Valse (Presto):- Suite No. 2 in C Op. 17
11. III. Romance (Andantino):- Suite No. 2 in C Op. 17
12. IV. Tarentelle (Presto):- Suite No. 2 in C Op. 17
Disc: 2 Johannes Brahms (1833-1897) · Sonata in F minor for two pianos, Op. 34b
1. Allegro non troppo:- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
2. Andante, un poco adagio:- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
3. Scherzo (Allegro):- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
4. Finale (Poco sostenuto – Allegro non troppo – Presto non troppo):- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
Johannes Brahms (1833-1897) · St Antoni Variations
5. Theme – ‘St Anthony Choral’. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
6. Variation I. Andante con moto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
7. Variation II. Vivace:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
8. Variation III. Con moto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
9. Variation IV. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
10. Variation V. Poco presto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
11. Variation VI. Vivace:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
12. Variation VII. Grazioso:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
13. Variation VIII. Poco presto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
14. Finale. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
Sergei Prokofiev (1891-1953) . Symphony No.1 in D Major, Op.25 “Classical” (for two pianos):
15 I. Allegro 4:11
16 II. Larghetto 3:55
17 III. Gavotte. Non troppo Allegro 1:31
18 Finale. Molto vivace 4:20
Witold Lutosławski (1913-1994)
19 Variations on a Theme by Paganini for two pianos 5:34
Chorale des Jeunesses Musicales de France Michel R. de Lalande & Jean-Baptiste Lully Gravação de 1955
Quinta de várias gravações épicas do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses. Espero que apreciem.
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Michel Richard de Lalande (1657-1726) 01. De Profundis (Psaume CXXX)
Martha Angelici, Jacqueline Cellier (sopranos),
Jeannine Collard (contralto), Jean Giraudeau (ténor)
Louis Noguera (basse)
Jean-Baptiste Lully (1632-1687) 02. Dies Irae
Martha Angelici (soprano), Jeannine Collard (contralto)
Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre non identifié, Henriette Puig-Roget (orgue)
direction Louis Martini
Enregistré à Paris (Eglise Saint-Roch), en juin 1955
Trilhas digitalizadas de LP de 1955
Terribilis Est Canto Gregoriano Canto Hispánico Tropos y Polifonía S. VIII – XII
Schola Antiqua
En la presente grabación hemos querido concluir este recorrido por la liturgia de la Dedicación con seis piezas de la misma temática pertenecientes al rito hispánico.
Tras muchos años de infructuosas búsquedas, la Investigadora Carmen Rodríguez Suso, siguiendo unas pistas de naturaleza litúrgica rastreadas previamente por Miguel Cros ha localizado seis antífonas del rito de la Consagración del Altar pertenecientes a la antigua liturgia de Hispania.
Vienen a engrosar el escaso repertorio del canto “mozárabe” que hasta el momento contaba con poco más de una veintena de piezas pertenecientes a la antigua tradición, que se habían podido transcribir. (en algunos casos no sin dificultad) y que ya habían sido grabadas en su integridad por Schola Antigua.
Estas seís nuevas piezas formaban parte de un complejísímo ritual que, afortunadamente, en algunos lugares de la Septimanía quedó “fosilizado” e incluso perduró hasta prácticamente nuestros días.
La música es completamente diferente a la gregoriana. Nos sorprende por su espontaneidad y sencillez, por sus recorridos melódicos atípicos (Corpora sanctorum), por su variada estructura responsorial, y por la presencia de fórmulas salmódicas nada comunes en otros repertorios.
En efecto, una de las características del canto gregoriano (y por lo que conocemos de los demás repertorios regionales) es que en la recitación de los salmos, con la excepción del tono peregrino, dicha recitación de produce siempre sobre una misma nota, de acuerdo con un esquema modal preestablecido. Pues bien, en estas piezas, y he aquí uno de los hallazgos más reveladores, cada una de las dos partes en las que se divide la recitación de cada versículo sálmíco, canta en una nota, la segunda medio tono más arriba de la primera.
Por los testimonios que ya conocíamos del repertorio hispánico, quedaba clara su preferencia por la sonoridad de Re, pero este nuevo hallazgo abre nuevas posibilidades de estudio, al incorporar la sonoridad de Mí a la recitación de la primitiva música litúrgica hispana. (Juan Carlos Asensio Palacios, extraído do encarte)
Terribilis Est
Canto Gregoriano, S. VIII – XII Liturgia de la Dedicación de la Iglesia
01. Terribilis Est (Introito)
02. Kyrie “Clemens Rector” (Tropo)
03. Gloria “Quorum Mens” (Tropo)
04. Locus Iste (Gradual)
05. Adorabo Ad Templum (Alleluia)
06. Clara Chorus (Secuencia)
07. Lætatus Sum (Alleluia) – Psallat Ecclesia (Secuencia)
08. Rex Cæli Domine (Secuencia a 2 Voces)
09. Oravi Deum (Ofertorio)
10. Sanctus “Summe Pater” (Tropo)
11. Agnus Dei “Omnipotens Pater” (Tropo)
12. Domus Mea (Comunión)
13. Te Deum (Himno a 2 Voces) Rito Visigótico de Consagración del Altar
14. Erexit Iacob (Antífona)
15. Corpora Sanctorum (Antífona)
16. Vos Sacerdotes (Antífona)
17. Intulerunt Sacerdotes (Antífona)
18. Unxit Te Dominus (Antífona)
19. Induit Te (Antífona)
Terribilis Est – 2004
Schola Antiqua
Dir. Juan Carlos Asensio Palacios
Os Trios para Piano do compositor belga naturalizado francês César Franck são romantismo e ciclamato direto na veia. Franck foi professor, grande organista e teórico. O reconhecimento de seu talento foi póstumo, talvez pelo fato de não ter sido muito ligado às óperas numa França que impunha esse estilo e que ainda era resistente às sinfonias e à música de câmara. Ele teve tanto azar que morreu após um acidente de carro. Em 1890! Francamente.
As Bekova Sisters são refinadas e tocam com charme e romantismo essas boas e meio negligenciadas peças do repertório. A pianista Eleonora é esplêndida. O Trio Nº 4 é um fenômeno. Eu curti.
(Não temos o Vol. 1 desta coleção. Compramos o CD num ).
César Franck (1822-1890): Piano Trios
1 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: I. Allegro moderato 8:50
2 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: II. Andantino 5:36
3 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: III. Minuetto 4:05
4 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: IV. Final: Allegro molto 5:41
5 Piano Trio No. 4 in B Minor, Op. 2 19:05
6 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: I. Allegro 8:30
7 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: II. Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo 10:41
8 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: III. Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piu lento 9:45
Chorale des Jeunesses Musicales de France Marc-Antoine Charpentier & Nicolas Bernier Gravação de 1955
Quarta de várias gravações épicas do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses. Espero que apreciem.
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Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) 01. De Profundis (Tome XX des “Meslanges”), H. 189 Nicolas Bernier (1664-1734) 02. Confitebor tibi Domine
Martha Angelici (soprano), Jean Archimbaud (sopraniste)
Jeannine Collard, Yvonne Melchior (contraltos)
Jean Giraudeau, Pierre Giannotti (ténors)
Louis Noguera (basse)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre non identifié, Henriette Puig-Roget (orgue)
direction Louis Martini
Trilhas digitalizadas de LP de 1955 .
Marc-Antonie Charpentier Jordi Savall Le Concert des Nations Messe et Motets pour la Vierge
Vários fatos interessantes coincidem com esta apresentação de 2007, de música antiga ao vivo na Capela do Palácio de Versalhes de “Messe et Motets pour la Vierge” por Marc Antoine Charpentier (francês, 1643-1704). Em primeiro lugar, são 90 minutos de algumas das maiores músicas já compostas e são interpretadas por Le Concert des Nations, liderado pelo maravilhosamente prolífico Jordi Savall (espanhol, nascido em 1942).
Uma visita ao castelo e jardins de Versalhes, 22,5 km a oeste de Paris, convida a muitas maneiras de sentir isso, porque é muito grande. O castelo, por exemplo, tem mais de 2.000 janelas (contagem: 2.153). O castelo real tem mais de 66.000 metros quadrados postado em 2.000 hectares.
Dentro do castelo, há muito para se ver: 6.123 pinturas; 1.500 desenhos; 15.000 gravuras; 2.000 esculturas e 5.000 peças de mobiliário. A maior parte do palácio foi construído na década de 1670 – por isso a música de Charpentier composta em 1702 poderia ter sido realizada apenas como no vídeo abaixo (embora a Capela só foi concluída em 1710).
Sobre que é esta composição? Durante a Contra-Reforma, a Igreja Católica renovou a sua devoção a Maria, a Mãe de Jesus. Charpentier era um compositor prolífico, que tinha uma lista diversificada de clientes em Paris e o artista teve que se adaptar continuamente seu trabalho. Sua música religiosa é admiravelmente complexa não só por suas relações musicais, mas por suas estruturas teológicas.
A composição final de Charpentier não é trivial. Ela suporta variadas expressões de devoção mariana: um diálogo didático em sua homenagem (“Canticum em honorem Virginis Mariae Beatae homines …”), uma aflita virgem Maria ao pé da Cruz (“Stabat mater dolorosa”), uma ladainha da Virgem e, finalmente, uma grande missa em sua honra para a glória de Deus (“Assumpta est Maria …”).
Adicionado aos seus desvios teológicos são os diferentes estilos musicais para solistas, coro e orquestra. O produto final é sublime e leva diretamente para a adoração através da Missa na Festa da Assunção de Maria ao céu, em 15 de agosto.
(traduzido e adaptado da internet)
Confira abaixo:
Em meu computador tem Stabat Mater de 12 compositores diferentes. Este é o mais pungente! Maravilhoso !!
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704) 1. Canticum in honorem Beate Virginis Mariae inter homines et angelos H. 400 2. Stabat Mater pur des religieuses H. 15 3. Litanies de la Vierge à 6 voix et 2 dessus de violes H. 83 4. Missa assumpta est Maria H. 11A
Messe et Motets pour la Vierge
Jordi Savall & Le Concert des Nations
À la Chapelle Royale de Versailles – 2007