Excelente disco! Mutter partiu para interpretações muito livres de Beethoven. Mullova ataca o repertório mais óbvio do gênio de Bonn acompanhada do piano forte. Eu gosto, sabem? Não seria a gravação que levaria para a ilha deserta, talvez levasse a de Mutter, só que é Mullova é aquela menina moscovita — na verdade de Zhukovsky, ali pertinho –, alta, magra e de sangue quente, que sempre tem algo de diferente (rimou!) a nos dizer. Como diz minha mulher, que é violinista: ela nasceu genial e foi aluna de Leonid Kogan, ou seja, não é alguém comum. Aproveitem, então. Viram ela na cena final de Juventude, de Paolo Sorrentino? Ah, pois é, tô dizendo.
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nº 3 & 9
Violin Sonata no.3 in E flat op.12 No.3 1) I Allegro con spirito [8.20]
2) II Adagio con molt’espressione [5.26]
3) III Rondo: Allegro molto [4.10]
Violin Sonata No.9 in A op.47 “Kreutzer” 4) I Adagio sostenuto – Presto – Adagio [13.44]
5) II Andante con variazioni [14.13]
6) III Presto [8.28]
VIKTORIA MULLOVA violin
KRISTIAN BEZUIDENHOUT fortepiano
Chorale des Jeunesses Musicales de France Gervais & Charpentier Gravação de 1957
Mais uma gravação épica do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses.
Espero que apreciem.
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Charles-Hubert Gervais (1671-1744) Te Deum Martha Angelici (soprano), Jeanninne Collard (contralto)
Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse) Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) Le Reniement de Saint Pierre, motet, H. 424 Martha Angelici (soprano), Solange Michel (contralto)
Michel Sénéchal (haute-contre), Jean Giraudeau (ténor)
Jacques Pruvost (baryton), Louis Noguera (basse)
Françoise Petit (clavecin)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre des Concerts Pasdeloup
Direction Louis Martini
Henriette Puig-Roget (orgue)
Enregistré à Paris (Eglise Saint-Roch), 12-16 novembre 1957
Fonogramas digitalizados de LP de 1957
La Colombina O Natal na Espanha e nas Américas Século XVI
Quatro cantores, solistas de renome, cujos caminhos se cruzaram em várias produções, madrigalistas fervorosos e, além disso bons amigos, decidiram formar um conjunto em novembro de 1990: La Colombina, o nome da coleção de música do final do século XV mantido na Biblioteca Colombina em Sevilha.
Cosmopolitas e muito latinos na formação, o conjunto é composto por um argentino, um italiano e dois catalães, especializados em música renascentista e música barroca, tanto religiosa como secular, cantando em sua maioria ‘a cappella’.
Enquanto o repertório favorito do grupo é muitas vezes espanhol, ele não deixa de excursionar pela música da França e especialmente da Itália. Desde a sua fundação, além de uma programação de gravação regular, La Colombina tem dado concertos na França, Bélgica, Espanha, Itália, Suíça, Holanda, Israel …
(traduzido do encarte)
O Natal na Espanha e nas Américas no séc. XVI Anonymous. Convento del Carmen, Mexico 01. Domine labia mea aperies – Deus in adjutorium Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664) 02. Christus natus est nobis Estêvão de Brito (Portugal, 1570-Spain, 1641)/Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 03. Jesu Redemptor omnium – Tu lumen et splendor Patris – Gloria tibi, Domine Gaspar Fernández (Portugal, 1570?- Puebla, Mexico, 1629) 04. Ensalada de Navidad – Desnudito parece mi Nino 05. Ensalada de Navidad – Ven y veras zagalejo 06. Ensalada de Navidad – Romance: Llegan los quatro al portal 07. Ensalada de Navidad – Romance: Sea para bien el Hijo Divino 08. Ensalada de Navidad – Este Nino se lleva la flor 09. Ensalada de Navidad – Naci tamborilero y sustentar me quiero 10. Ensalada de Navidad – Oy la musica del cielo 11. Ensalada de Navidad – Un relox a visto Andres 12. Ensalada de Navidad – Dominus dixit ad me Cristóbal de Morales (Spain, 1500-1553) 13. Pastores Dicite Quidnam Vidistes Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 14. O Magnum Mysterium Pedro de Cristo (Portugal, 1545/1550-1618) 15. Beata viscera Mariae – Beate viscera Mariae Virginis Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599) 16. Oy, Joseph, se os da en el suelo Cristóbal de Morales (Spain, 1500-1553) 17. Ad tantae Nativitatis Estêvão de Brito (Portugal, 1570-Spain, 1641) 18. Crudelis Herodes – Ibant Magi quam viderant – Gloria tibi, Domine Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 19. Magi viderunt stellam Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599) 20. Los Reyes siguen la’strella Bartomeu Càrceres (Spain, c.1546) 21. La Trulla
In Natali Domini – Christmas in Spain and the Americas in the 16th Century – 2000
La Colombina
Maria Cristina Kiehr – soprano
Claudi Cavina – alto
Josep Benet – tenor
Josep Cabré – baritono
O Japão costuma idolatrar os virtuosos do piano, porém se um pianista ou músico cancela um concerto no último momento, as consequências são implacáveis. Certa vez, o famoso Arturo Benedetti Michelangeli recusou-se a tocar por algum motivo. Em resposta, confiscaram seu piano pessoal e o mundo musical nipônico declarou-o persona non grata pelo resto da vida. Martha Argerich, hoje com 75 anos, décadas atrás também suspendeu um concerto em Tóquio, o último de sua primeira turnê do Japão, que estava sendo apoteótica. O imperador estaria presente, mas Martha brigara com seu namorado da época, o regente Charles Dutoit, e pegou um avião para o Alaska sem avisar ninguém. Jamais seria perdoada, só que… No ano seguinte, voltou ao Japão pagando sua passagem e deu 14 concertos sem receber nada. O mesmo organizador que tinha sido lesado por ela recebeu a renda de todos os 14 concertos, só que… Ela fez com que um pianista angolano — um dos muitos jovens que Martha auxiliou — sentasse a seu lado para virar as páginas da partitura. O angolano usava uma túnica sem mangas e a exposição da pele masculina no Japão é considerada quase tão obscena como o cancelamento de um concerto, mas ninguém disse nada porque Martha Argerich é algo sobre-humano para os japoneses.
Martha Argerich já tocou com lombalgia, com infecção dentária, em cadeira de rodas, de minissaia (pois perderam sua mala no aeroporto), com grama no cabelo (fizeram-na tocar numa floresta), mas só os concertos que ela suspendeu ficaram famosos. Declara que o que a sufoca desde os oito anos de idade são algumas das características da vida no mundo da música clássica: “Eu não quero ser uma máquina de tocar piano. Vivo sozinha, toco sozinha, ensaio sozinha, como sozinha, durmo sozinha. É muito pouco para mim”. Daniel Barenboim, que a adora, disse: “Martha fez todo o possível para destruir sua carreira, mas não conseguiu”. O primeiro concerto foi cancelado aos dezessete anos, “só para saber como eu me sentiria.” Aos vinte anos, com uma carreira brilhante pela frente, ela passou três anos sem se aproximar de um piano, assistindo TV em um pequeno apartamento em Nova York. Quando o dinheiro acabava, trabalhava como secretária. Afinal, para algo devia servir ter os dedos tão rápidos. A poucas quadras dali, vivia Vladimir Horowitz. Ela tinha a intenção de ir falar com ele para dizer: “Ajude-me a voltar a tocar piano”. Nunca se atreveu a uma visita. Melhor, pois Horowitz estava há dez anos sem tocar em público, submetia-se a sessões regulares de eletrochoque e só aceitava gravar discos em sua própria casa. Mas Argerich, como sabemos, voltou a tocar. Após sua consagração no Concurso Chopin em Varsóvia, em 1965, ela foi ao estúdio de Abbey Road gravar um álbum, porque todos os seus amigos estavam em Londres. Deixaram-na sozinha com um piano no estúdio. Ela pediu uma jarra de café, olhou hesitante para o teclado e executou três vezes o repertório que tinha escolhido. Abandonou a jarra de café vazia e nem ouviu o que tinha gravado. E passou a morar em uma espécie de pensão musical chamada Clube de Londres.
Quem morava lá? Barenboim, Jacqueline Du Pré, Nelson Freire, Fou-Tsong, Kovacevic, todos com apenas um único telefone na entrada do prédio cheio de vazamentos, pianos, sofás comidos pelas traças e cinzeiros. Todos em total liberdade e camaradagem. Havia gente que estava na casa para tocar algum instrumento e os que estavam lá para ouvir e conviver. Para quase todos, aquela comunidade era uma espécie de interlúdio feliz, mas ela entendeu que queria viver assim para sempre. Alugou um orfanato do século XIX, em Genebra — cuja porta não tem chave — povoou-a de pianos, gatos e sofás e recebeu todos os jovens pianistas em crise que a procuraram. Ela os adotava até a recuperação. O(a) adotado(a) tocava piano, participava de jogos de adivinhação, dançava e cozinhava para as filhas de Martha quando ela saía em turnê. Ela tem três filhas de três homens diferentes, apesar de a vida em comunidade lhe dar um ar respeitoso de mulher casada.
Há um belo documentário filmado por sua filha mais nova. É a história íntima da mãe e das filhas. Em uma cena, todas estão sentadas na grama pintando as unhas dos pés. As filhas decidem pintar cada dedo da mãe de uma cor diferente. A agitada Annie, segunda filha (do citado Dutoit), diz que sua lembrança mais viva da infância é a de ficar deitada debaixo do piano, olhando os pés descalços de sua mãe até dormir. “Isto é minha mãe, mais do que seus cabelos, cigarros e gestos: onde já se viram pés tão grandes e tão femininos ao mesmo tempo?”. Stephanie, a mais jovem — diretora do documentário e filha do referido Stephen Bishop Kovacevich –, conta sobre a primeira vez que acompanhou sua mãe num concerto e sobre sua imensa provação: “Tudo era muito solene, muito dramático, eu não gostei, me senti estranha”. Ouviu todo o concerto angustiada nos bastidores até que sua mãe voltou: “Eu estava exausta e ela dez anos mais jovem.” Lyda, a mais velha e a única que já é mãe — é também violoncelista profissional –, fala de quando a mãe foi operada de um feio melanoma em 1999. Depois de três horas e meia na sala de cirurgia, ela estava feliz e radiante em contraste com o esgotamento dos cirurgiões. Eles se recusaram a fazer uma cirurgia convencional para abrir a caixa torácica de Martha, pois “uma pianista precisa de todos os músculos do seu corpo para tocar”.
Até hoje Martha Argerich avisa seus companheiros de palco para não lhe beijarem a mão ou tocarem seu cabelo. Ela não gosta. Já não vive em Genebra, mas em Bruxelas, numa casa também está cheia de pessoas, gatos e pianos. Como Tchékhov, que construiu uma casa para sua família e amigos e um quarto afastado para escrever, ela tem um pequeno apartamento em Paris onde apenas cabem um piano, uma cama, uma televisão e uma imagem de Liszt presa com fita adesiva na parede. Seu próximo projeto é uma pensão para artistas aposentados, como a que fundou Verdi em Milão para cantores que ficaram sem voz. De todas as suas formidáveis frases — “Quando os pianos não me querem, não os toco de jeito nenhum”, “Eu acho que eu nunca me senti exatamente mulher, só consigo me ver como a menina de cinco anos e o menino de quatorze que me habitam”, “Chopin é ciumento, exclusivo, faz com que você toque mal qualquer outro compositor”, “Como me saí hoje? Como um cavalo selvagem ou como um carrossel de cavalinhos?” — a minha favorita é “Sou um pouco infantil. Se fosse inteiramente infantil não diria”.
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Milton Ribeiro escreve:
(1) Há uns dez anos, fui pedir um autógrafo a Martha Argerich após um concerto. Como já tenho certa experiência, não levei um CD, mas um disco de vinil para que a assinatura saísse maior. A foto da capa era bonita pacas. Ela pegou o disco com a mão direita e tapou a boca com a esquerda, fazendo cara de admiração. Olhou para mim e disse:
— Como eu era bonita! Agora sou tão feia, tão horrível, uma bruxa velha.
Comecei a responder que não era nada disso e ela fez um gesto mandando eu me calar:
— Não minta, por favor.
(2) Em janeiro deste ano, vi Martha Argerich tocar o Concerto Nº 3 de Prokofiev no Southbank Center, em Londres, com a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo sob a regência de seu velho amigo Yuri Temirkanov. Foi um arraso. Não é somente uma das músicas que mais amo como é uma espécie de “Concerto de Martha”. Ninguém toca aquilo como ela, com aquela miraculosa exatidão e sensibilidade. Após a introdução, quando ela começou a tocar… Olha, não lembro de outra oportunidade em que eu chorei num concerto. Não houve escândalo, ninguém viu, mas aconteceu.
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Brahms / Lutoslawski / Prokofiev / Rachmaninov / Tchaikovsky: Music for Two Pianos
Piotr Tchaikovsky (1840-1893) · The Nutcracker – Suite
1. I. Ouverture miniature:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu)
2. Marche:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
3. Danse de la Fée Dragée:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
4. Danse russe Trepak:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
5. Danse Arabe:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
6. Danse Chinoise:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
7. Danse Mirlitons:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu), II. Danses caractérisque
8. III. Danse des Fleurs:- The Nutcracker, Suite from the Ballet (transcribed for two pianos by Nicolas Economu)
Sergei Rachmaninov (1873-1943) · Suite No.2 for two pianos
9. I. Introduction (Alla marcia):- Suite No. 2 in C Op. 17
10. II. Valse (Presto):- Suite No. 2 in C Op. 17
11. III. Romance (Andantino):- Suite No. 2 in C Op. 17
12. IV. Tarentelle (Presto):- Suite No. 2 in C Op. 17
Disc: 2 Johannes Brahms (1833-1897) · Sonata in F minor for two pianos, Op. 34b
1. Allegro non troppo:- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
2. Andante, un poco adagio:- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
3. Scherzo (Allegro):- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
4. Finale (Poco sostenuto – Allegro non troppo – Presto non troppo):- Sonata in F minor for 2 pianos Op.34b
Johannes Brahms (1833-1897) · St Antoni Variations
5. Theme – ‘St Anthony Choral’. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
6. Variation I. Andante con moto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
7. Variation II. Vivace:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
8. Variation III. Con moto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
9. Variation IV. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
10. Variation V. Poco presto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
11. Variation VI. Vivace:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
12. Variation VII. Grazioso:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
13. Variation VIII. Poco presto:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
14. Finale. Andante:- Variations on a theme by Haydn for 2 Pianos Op.56b
Sergei Prokofiev (1891-1953) . Symphony No.1 in D Major, Op.25 “Classical” (for two pianos):
15 I. Allegro 4:11
16 II. Larghetto 3:55
17 III. Gavotte. Non troppo Allegro 1:31
18 Finale. Molto vivace 4:20
Witold Lutosławski (1913-1994)
19 Variations on a Theme by Paganini for two pianos 5:34
Chorale des Jeunesses Musicales de France Michel R. de Lalande & Jean-Baptiste Lully Gravação de 1955
Quinta de várias gravações épicas do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses. Espero que apreciem.
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Michel Richard de Lalande (1657-1726) 01. De Profundis (Psaume CXXX)
Martha Angelici, Jacqueline Cellier (sopranos),
Jeannine Collard (contralto), Jean Giraudeau (ténor)
Louis Noguera (basse)
Jean-Baptiste Lully (1632-1687) 02. Dies Irae
Martha Angelici (soprano), Jeannine Collard (contralto)
Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre non identifié, Henriette Puig-Roget (orgue)
direction Louis Martini
Enregistré à Paris (Eglise Saint-Roch), en juin 1955
Trilhas digitalizadas de LP de 1955
Terribilis Est Canto Gregoriano Canto Hispánico Tropos y Polifonía S. VIII – XII
Schola Antiqua
En la presente grabación hemos querido concluir este recorrido por la liturgia de la Dedicación con seis piezas de la misma temática pertenecientes al rito hispánico.
Tras muchos años de infructuosas búsquedas, la Investigadora Carmen Rodríguez Suso, siguiendo unas pistas de naturaleza litúrgica rastreadas previamente por Miguel Cros ha localizado seis antífonas del rito de la Consagración del Altar pertenecientes a la antigua liturgia de Hispania.
Vienen a engrosar el escaso repertorio del canto “mozárabe” que hasta el momento contaba con poco más de una veintena de piezas pertenecientes a la antigua tradición, que se habían podido transcribir. (en algunos casos no sin dificultad) y que ya habían sido grabadas en su integridad por Schola Antigua.
Estas seís nuevas piezas formaban parte de un complejísímo ritual que, afortunadamente, en algunos lugares de la Septimanía quedó “fosilizado” e incluso perduró hasta prácticamente nuestros días.
La música es completamente diferente a la gregoriana. Nos sorprende por su espontaneidad y sencillez, por sus recorridos melódicos atípicos (Corpora sanctorum), por su variada estructura responsorial, y por la presencia de fórmulas salmódicas nada comunes en otros repertorios.
En efecto, una de las características del canto gregoriano (y por lo que conocemos de los demás repertorios regionales) es que en la recitación de los salmos, con la excepción del tono peregrino, dicha recitación de produce siempre sobre una misma nota, de acuerdo con un esquema modal preestablecido. Pues bien, en estas piezas, y he aquí uno de los hallazgos más reveladores, cada una de las dos partes en las que se divide la recitación de cada versículo sálmíco, canta en una nota, la segunda medio tono más arriba de la primera.
Por los testimonios que ya conocíamos del repertorio hispánico, quedaba clara su preferencia por la sonoridad de Re, pero este nuevo hallazgo abre nuevas posibilidades de estudio, al incorporar la sonoridad de Mí a la recitación de la primitiva música litúrgica hispana. (Juan Carlos Asensio Palacios, extraído do encarte)
Terribilis Est
Canto Gregoriano, S. VIII – XII Liturgia de la Dedicación de la Iglesia
01. Terribilis Est (Introito)
02. Kyrie “Clemens Rector” (Tropo)
03. Gloria “Quorum Mens” (Tropo)
04. Locus Iste (Gradual)
05. Adorabo Ad Templum (Alleluia)
06. Clara Chorus (Secuencia)
07. Lætatus Sum (Alleluia) – Psallat Ecclesia (Secuencia)
08. Rex Cæli Domine (Secuencia a 2 Voces)
09. Oravi Deum (Ofertorio)
10. Sanctus “Summe Pater” (Tropo)
11. Agnus Dei “Omnipotens Pater” (Tropo)
12. Domus Mea (Comunión)
13. Te Deum (Himno a 2 Voces) Rito Visigótico de Consagración del Altar
14. Erexit Iacob (Antífona)
15. Corpora Sanctorum (Antífona)
16. Vos Sacerdotes (Antífona)
17. Intulerunt Sacerdotes (Antífona)
18. Unxit Te Dominus (Antífona)
19. Induit Te (Antífona)
Terribilis Est – 2004
Schola Antiqua
Dir. Juan Carlos Asensio Palacios
Os Trios para Piano do compositor belga naturalizado francês César Franck são romantismo e ciclamato direto na veia. Franck foi professor, grande organista e teórico. O reconhecimento de seu talento foi póstumo, talvez pelo fato de não ter sido muito ligado às óperas numa França que impunha esse estilo e que ainda era resistente às sinfonias e à música de câmara. Ele teve tanto azar que morreu após um acidente de carro. Em 1890! Francamente.
As Bekova Sisters são refinadas e tocam com charme e romantismo essas boas e meio negligenciadas peças do repertório. A pianista Eleonora é esplêndida. O Trio Nº 4 é um fenômeno. Eu curti.
(Não temos o Vol. 1 desta coleção. Compramos o CD num ).
César Franck (1822-1890): Piano Trios
1 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: I. Allegro moderato 8:50
2 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: II. Andantino 5:36
3 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: III. Minuetto 4:05
4 Trio concertant No. 2 in B-Flat Major, Op. 1, No. 2, “Trio de salon”: IV. Final: Allegro molto 5:41
5 Piano Trio No. 4 in B Minor, Op. 2 19:05
6 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: I. Allegro 8:30
7 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: II. Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo 10:41
8 Trio concertant No. 3 in B Minor, Op. 1, No. 3: III. Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piu lento 9:45
Chorale des Jeunesses Musicales de France Marc-Antoine Charpentier & Nicolas Bernier Gravação de 1955
Quarta de várias gravações épicas do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de música da renascença composta por franceses. Espero que apreciem.
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Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) 01. De Profundis (Tome XX des “Meslanges”), H. 189 Nicolas Bernier (1664-1734) 02. Confitebor tibi Domine
Martha Angelici (soprano), Jean Archimbaud (sopraniste)
Jeannine Collard, Yvonne Melchior (contraltos)
Jean Giraudeau, Pierre Giannotti (ténors)
Louis Noguera (basse)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre non identifié, Henriette Puig-Roget (orgue)
direction Louis Martini
Trilhas digitalizadas de LP de 1955 .
Marc-Antonie Charpentier Jordi Savall Le Concert des Nations Messe et Motets pour la Vierge
Vários fatos interessantes coincidem com esta apresentação de 2007, de música antiga ao vivo na Capela do Palácio de Versalhes de “Messe et Motets pour la Vierge” por Marc Antoine Charpentier (francês, 1643-1704). Em primeiro lugar, são 90 minutos de algumas das maiores músicas já compostas e são interpretadas por Le Concert des Nations, liderado pelo maravilhosamente prolífico Jordi Savall (espanhol, nascido em 1942).
Uma visita ao castelo e jardins de Versalhes, 22,5 km a oeste de Paris, convida a muitas maneiras de sentir isso, porque é muito grande. O castelo, por exemplo, tem mais de 2.000 janelas (contagem: 2.153). O castelo real tem mais de 66.000 metros quadrados postado em 2.000 hectares.
Dentro do castelo, há muito para se ver: 6.123 pinturas; 1.500 desenhos; 15.000 gravuras; 2.000 esculturas e 5.000 peças de mobiliário. A maior parte do palácio foi construído na década de 1670 – por isso a música de Charpentier composta em 1702 poderia ter sido realizada apenas como no vídeo abaixo (embora a Capela só foi concluída em 1710).
Sobre que é esta composição? Durante a Contra-Reforma, a Igreja Católica renovou a sua devoção a Maria, a Mãe de Jesus. Charpentier era um compositor prolífico, que tinha uma lista diversificada de clientes em Paris e o artista teve que se adaptar continuamente seu trabalho. Sua música religiosa é admiravelmente complexa não só por suas relações musicais, mas por suas estruturas teológicas.
A composição final de Charpentier não é trivial. Ela suporta variadas expressões de devoção mariana: um diálogo didático em sua homenagem (“Canticum em honorem Virginis Mariae Beatae homines …”), uma aflita virgem Maria ao pé da Cruz (“Stabat mater dolorosa”), uma ladainha da Virgem e, finalmente, uma grande missa em sua honra para a glória de Deus (“Assumpta est Maria …”).
Adicionado aos seus desvios teológicos são os diferentes estilos musicais para solistas, coro e orquestra. O produto final é sublime e leva diretamente para a adoração através da Missa na Festa da Assunção de Maria ao céu, em 15 de agosto.
(traduzido e adaptado da internet)
Confira abaixo:
Em meu computador tem Stabat Mater de 12 compositores diferentes. Este é o mais pungente! Maravilhoso !!
Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704) 1. Canticum in honorem Beate Virginis Mariae inter homines et angelos H. 400 2. Stabat Mater pur des religieuses H. 15 3. Litanies de la Vierge à 6 voix et 2 dessus de violes H. 83 4. Missa assumpta est Maria H. 11A
Messe et Motets pour la Vierge
Jordi Savall & Le Concert des Nations
À la Chapelle Royale de Versailles – 2007
Às vezes ele é um Egberto Gismonti soltando vocalizes de vogais puras ao piano, em outras parece um Jarrett (mas fazendo ritmos com a boca), depois um elegante Chick Corea ou quem sabe um Satie enlouquecido? Mas, bem, a música sempre tem certo sabor oriental. Com tantos cruzamentos, é melhor dizer que tudo isso é Tigran Hamasyan, um pianista armênio de jazz. Ele toca composições originais que são fortemente influenciadas pelo que adiantei e ainda pela tradição popular armênia. Suas improvisações contêm harmonias e ornamentações estranhas, certamente baseados em tradições do Oriente Médio e do sul da Ásia Ocidental. Vale a pena ouvir e acompanhar a carreira. Este An Ancient Observer é muito bom disco. Desde a primeira faixa, entramos num mundo em que a palavra “ancient” é responsável por séculos de história, e as melodias vão e vem como lembranças de um sonho. Os vocais não somente adicionam riqueza de timbres, mas também cerca o ouvinte com uma presença espiritual.
Tigran Hamasyan (1987): An Ancient Observer
1 Markos and Markos 5:38
2 The Cave of Rebirth 5:39
3 New Baroque 1 1:50
4 Nairian Odyssey 11:00
5 New Baroque 2 1:36
6 Etude No. 1 2:08
7 Egyptian Poet 2:20
8 Fides Tua 4:51
9 Leninagone 3:56
10 Ancient Observer 5:57
Chorale des Jeunesses Musicales de France Marc-Antoine Charpentier & Charles-Hubert Gervais Gravação de 1956
Terceira de várias gravações épicas do Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Espero que apreciem.
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Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) 01. Miserere des Jésuites (Psaume L), H. 193
Martha Angelici, Andrée Esposito (sopranos), Jeannine Collard, Solange Michel (contraltos), Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse)
Charles-Hubert Gervais (1671-1744) 02. Exaudiat Te (Psaume XIX)
Martha Angelici (soprano), Jeannine Collard (alto), Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse), Bernard Jeannoutot (trompette en ré)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre des Concerts Pasdeloup – Henriette Roget (orgue)
direction Louis Martini
Enregistré à Paris (Eglise Saint-Roch), 21-23 novembre 1956
Trilhas digitalizadas de LP de 1956
Musica Birreynal Um agradável passeio pelas Américas sob o domínio europeu. Visite o México, o Perú, a Bolivia, o Chile e a Colombia do século XVI.
Una de las armas que el conquistador hispano utilizó con real eficacia en tierras americanas fue sin duda la expresión musical. Lenguaje capaz de tender el puente de plata en el encuentro de dos culturas tan diferentes pero, capaces de unirse en un espacio común de expresión.
Desde muy temprano en la historia del descubrimiento, conquista y colonización de América la figura de la Iglesia Católica y surol evangelizador aparece paralelamente a la figura del conquistador. No sólo es importante la conquista territorial, sino es imprescindible la de almas y corazones de los “naturales”.
La música vocal preferentemente fue el vehículo comunicacional más directo entre evangelizadores e indígenas, entre conquistadores y conquistados. Desde allí el embrión de la nueva expresión que se gesta y nace en el acto de encuentro de los seres, esencia de lo humano.
Las prácticas musicales y europeas fueron rápidamente asimiladas por los indígenas quienes fusionan, en una expresión única, la estética madura y refinada de formas europeas con una sensibilidad casi ingenua pero con la fuerza de los ríos caudalosos y el color de las selvas vírgenes, vitales y arrogantes.
Si bien gran parte de la música religiosa de los tiempos de conquista se ha perdido, aún es posible rescatar un vasto repertorio que debe, por cierto, ser reconstruido melódica y armónicamente, ya que se encuentran en archivos muy antiguos expuestos a inclemencias de todo tipo.
Del archivo de la Catedral de México, se han tomado dos motetes en lengua Nahuatl considerados los primeros testimonios documentados del repertorio indoamericano. De la misma manera Hanac Pachap, coral escrito en lengua quechua, forma parte junto a los dos motetes Nahuatl, de los escasos ejemplos del repertorio religioso indígena.
Este coral es la primera obra polifónica impresa en América del Sur, y forma parte del “Ritual Formulario e Institución de Curas” del Maestro de Capilla Juan Pérez Bocanegra, impreso en Lima en 1631.
Este tipo de música en lenguas nativas era concebido para la utilización del culto. (extraído do encarte)
Música Birreynal Hernando Franco (Espanha, 1532-México, 1585) 01. Sancta Maria 02. Diositlaço Natzine Anónimo Siglo XVI, Colombia 03. Salmo 115 Anónimo, c.1700, Chile 04. Zapateo Anônimo/Fray Gregorio de Zuola (Perú, 1640-1709) 05. Entre dos alamos Tomás de Torrejón y Velasco (España 1664 – Perú 1728) 06. Loa a Philipo Quinto Anônimo/Fray Gregorio de Zuola (Perú, 1640-1709) 07. Dime Pedro Anónimo c.1700, México 08. Lecciones con sus bajos para violin y continuo Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664) 09. Las estrellas se rien Anónimo c.1700, México 10. Exercicio segundo para dos violines y continuo Fr. Juan Pérez de Bocanegra (Cusco, ca. 1610) 11. Hanac Pachap Anónimo c.1790, Chile 12. Minuette para guitarra Fray Esteban Ponce de León (Perú, ca.1692-175¿?) 13. Musica de la loa a tres coros Anônimo Perú 14. Maria todo es Maria Anônimo Jesuítico, Bolivia 15. El dia del Corpus
Música Birreynal – 1995
Conjunto de Madrigalistas de la Universidad de Playa Ancha, Chile.
Dir. Alberto Teichelmann Shuttleton
Alfred Schnittke é um dos grandes nomes da música russa (quiçá mundial) nos últimos 50 anos. O presente post traz os “Salmos dearrependimento“. Essespedaçosde coral, com baseempoemasdo século15, para comemorar mil anosdecristianismonaRússia, revelam em muito as características sarcásticas oua ironia presente nas obrasdeSchnittke. Os salmos em questão são uma músicado coração, de expressão emocionaldireta. Otrabalhoassumeumapungência especial. São dramáticos, por isso, belos. Propícios à nossa época natalina. Boa apreciação!
Alfred Schnittke (1934-1998) – Psalms of Repentance
01. I (2:55)
02. II (5:06)
03. III (4:00)
04. IV (2:37)
05. V (3:18)
06. VI (2:10)
07. VII (6:23)
08. VIII (2:02)
09. IX (8:14)
10. X (3:42)
11. XI (4:07)
12. XII (8:26)
Chorale des Jeunesses Musicales de France André Campra & Marc-Antoine Charpentier Gravação de 1957
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O Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, foi um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60. Especializaram-se na interpretação de músicas do barroco francês.
Louis Martini (1912-2000) foi um maestro francês que teve papel preponderante no movimento de renovação da música antiga na França. No início, tocava viola (alto) assim que saiu do Conservatório de Paris (classe de Maurice Vieux), passando a integrar o Quarteto Loewenguth desde sua criação em 1929. Em seguida, ele participou das atividades da Jeunesses Musicales de France -JMF, cujo coral fundou e dirigiu por muitos anos.
Ele realizou, a partir de 1947, uma série de gravações de música barroca – em especial uma bela antologia de Marc-Antoine Charpentier – no final da era dos discos 78 rpm até o início dos anos 1960, pelos selos Pathé e Erato. A maior parte dessas obras conservam-se inéditas em CD, à exceção de algumas reaparições pontuais: sua célebre versão do Te Deum de M.C. Charpentier que apareceu nos créditos dos programas divulgados pela Eurovision (CD Erato), o De Profundis de Michel-Richard de Lalande, bem como o Miserere des Jésuites (Psalme L) de M.-A. Charpentier (arquivo de CD EMI « Les Pionniers du Baroque »).
Esta postagem é a segunda de várias gravações épicas desse coral que aqui serão postadas. Espero que apreciem. .
.André Campra (1660-1744) 01. Psaume LIII «Deus in nomine tuo» Martha Angelici (soprano), Jeannine Collard (alto)
Jean Giraudeau (ténor), Louis Noguera (basse)
Marc-Antoine Charpentier (1643-1704) 02. Lamentations pour les obsèques de la Reine Marie-Thérèse, H. 331 Martha Angelici, Andrée Esposito (sopranos)
Jeannine Collard, Solange Michel (altos), Michel Sénéchal (haute-contre)
Jean Giraudeau (ténor), Jacques Pruvost (baryton), Louis Noguera (basse)
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Orchestre non identifié, Henriette Roget (orgue)
Direction Louis Martini
Enregistré à Paris (Eglise Saint-Roch), 12-16 novembre 1957
Trilhas digitalizadas de LP de 1957
V Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos” Santa Cruz de la Sierra Bolivia 2004
Recientemente se ha descubierto más de 10.000 manuscritos musicales provenientes de las iglesias, catedrales, conventos y misiones jesuíticas en el Oriente Boliviano, más propiamente en Chiquitos y Moxos. La investigación de estos manuscritos comprueba que este “tesoro musical” aporta un extenso e importante material sobre el desarrollo de la música occidental en el Nuevo Mundo.
Medio siglo atrás maestros como Robert Stevenson, Curt Lange y Samuel Claro transcribieron estos manuscritos, traduciendo la “maravillosa” vida musical que existía en las colonias americanas. Inspirados con estas investigaciones, hace diez años atrás el mismo pueblo boliviano ha tomado liderazgo en la “apropiación” de este “tesoro”, en la cual participan el gobierno, la Iglesia Católica, los cabildos indígenas, las autoridades civiles, la empresa privada, las instituciones nacionales y extranjeras, investigadores y voluntarios.
El primer paso decisivo para la recuperación de las antiguas tradiciones musicales en Bolivia fue la creación del Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos” organizado y creado por la Asociación Pro Arte y Cultura (APAC).
Desde 1996 esta asociación invita a reconocidos músicos de todo el mundo, expertos en el género antiguo, a unir esfuerzos en la recuperación de la cultura musical americana. En abril y mayo del 2004 se realizó la quinta versión del encuentro y algunos de los momentos del inspirador pasado musical americano, reconstruidos por los artistas participantes en el V Festival “Misiones de Chiquitos”, fueron escogidos para los presentes CDs, que, así como el festival, son resultados del esfuerzo de los organizadores del evento y de sus generosos auspiciadores.
Las composiciones de los discos 2 y 3 provienen en su mayoría de diferentes ámbitos geográficos de América, que a lo largo de la época de la colonia fueron creadas por compositores europeos (presentes en América), criollos, indígenas anónimos, mulatos y otros desconocidos. A estas composiciones se han sumada algunas piezas de música antigua compuesta fuera de América, seleccionadas para participar en el festival por su calidad musical.
La variedad de sonoridades, estilos, formas musicales, etc., de estos discos corresponde al esplendor de la vida musical de la América Colonial. Este esplendor no tiene sólo expresiones en los centros urbanos (música catedralicia) y misionales (música reduccional) sino también incluye la música autóctona. Aunque los discos no incluyen música autóctona, esta se presentó en diferentes conciertos del festival.
Disco 1/3
Anónimo – Missiones de Chiquitos, s. XVIII 01. Sonata Chiquitana VIII 1. Allegro (a) 02. Sonata Chiquitana VIII 2. Andante (a) 03. Sonata Chiquitana VIII 3. Minuetto (a) 04. Caîma, Lyaî Jesús – motete (b) Anónimo – Missiones de Chiquitos y Moxos, s. XVIII 05. Exaltate Regem regum – verso (b) Anónimo – Missiones de Chiquitos, s. XVIII 06. Sonata Chiquitana IV 1. Allegro (c) 07. Sonata Chiquitana IV 2. Andante (c) 08. Sonata Chiquitana IV 3. Minuetto (c) Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726) 09. Ad Mariam – aria (d) Anónimo – Missiones de Moxos, s. XVIII 10. Bico payaco borechu – verso para Fiesta de San Francisco Xavier (e) 11. Al portal llegaron – villancico de Navidad (e) Anónimo – Missiones de Chiquitos, s. XVIII 12. La salve para la Virgen – letania (f) 13. Sonata Chiquitana XVIII – alegro (g) 14. Ara vale háva pehendu Ava – canto Guaraní (h) Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726) 15. Deus in adiutorium. Domine ad adiuvandum – verso introductorio. Fiesta Zuipaqu (i) Anónimo – Missiones de Chiquitos, s. XVIII 16. Dixit Dominus – salmo. Fiesta Zuipaquí (i) Musica de indios Canichana, Bolivia (1790) 17. Buenas Noches Señor (j) 18. Encha, Encha Va Chuai Hanan Nehem Cocule (j) 19. Nuasi hananem rama yeuco – Canto 3 (k)
(a) The Dorian Consort. (Suiza)
(b) Florilegium y solistas bolivianos, dir. Ashley Solomon. (Reino Unido-Bolivia)
(c) Freiburger Barockconsort, dir. Petra Mülljans. (Alemania)
(d) Ensemble Musica Fiorita, dir. Daniela Dolci. (Suiza)
(e) Les Carillons, dir. Rodrigo Diaz Riquelme. (Chile)
(f) Capilla del Sol, dir. Ramiro Albino. (Argentina)
(g) Camerata Urubichá, dir. Rubén Dario Suárez Arana mercado. (Bolivia)
(h) Ars Antiqua, dir. Eduardo Arámbula. (México)
(i) Estudio Músicantigua, dir. Sergio Candia Hidalgo. (Chile)
(j) Capilla de Indias, dir. Tiziana Palmiero. (Chile)
(k) Coro y Orquesta de San Ignacio de Moxos, dir. Karina Carrillo. (Bolivia)
Burgos. Ms. del Monasterio de Santa María la Real de las Huelgas 01. Flavit auster (l) Anónimo 02. Gloriose matris Dei (l) Burgos. Ms. del Monasterio de Santa María la Real de las Huelgas 03. Plange Castella misera (l) Burgos. Archivo Diocesano, leg. mus. B 37 04. Fluminis. O Domina. De Fluviis (l) El Escorial. Ms. J. B. 2 05. Por dereito ten a Virgen (l) Anónimo 06. Je suis trop jeunette (m) Raulin de Vaux (activo 1420) 07. Je suis trop jeunette (Instrumetal) (m) Editor: Pierre Attaingnant (ca. 1494-1552) 08. C’est grand plaisir (m) 09. C’est grand plaisir (Instrumental) (m) Pierre Guédron (ca. 1575-1620) 10. Que dit-on au village (m) Michael Pretorius (1571-1621) 11. Bransles de village (m) Pierre Guédron (ca. 1575-1620) 12. À Paris sur petit pon (m) Gaspar Sanz (España, 1640 – 1710) 13. Canarios y Jácaras(d) Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (México, c.1678-1755) 14. Ya la naturaleza redimida – cantata (d) Gutierre Fernandez Hidalgo (b ?Talavera de la Reina, c1547; d La Plata [hoy Sucre], Bolivia, 1623) 15. Gloria Patri – verso (n) Anónimo (s. XVII) 16. Hy, hy, hy, que de riza morremo – negrilla (n) Juan García de Zéspedes (Mexico, 1619-1678) 17. Convidando está la noche (n) Juan de Araujo (Villafranca, España, 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712) 18. Si El Amor Se Quedare Dormido (n) Anónimo (s. XVIII) (n) 19. Ah! Nerina, eu não posso (o) Luis de Camões – Anónimo 20. Na fonte esta Lianor (o) Manuel José Vidigal (Lisboa, ? – 1805) 21. Cruel saudade (o) Joaquim Manuel da Câmara (Rio de Janeiro, ca.1780 – ca.1840) 22. Desde o dia em que eu nasci (o) José Francisco Leal (Rio de Janeiro, 1792-18291) 23. Esta noite, ó céus, que dita (o)
(d) Ensemble Musica Fiorita, dir. Daniela Dolci. (Suiza)
(l) Alia Musica, dir. Miguel Sánchez (España)
(m) Doulce Mémoire, dir. Denis Raisin Dadre (Francia)
(n) Ensemble Villancico, dir. Peter Pontvik (Suecia)
(o) Segreis de Lisboa, dir. Manuel Morais (Portugal)
Johann Sebastian Bach (Austria, 1685-1750) 01. Overture (Suite) Nr. 2, BWV 1067 – 1. Ouverture (a) 02. Overture (Suite) Nr. 2, BWV 1067 – 2. Minuett (a) 03. Overture (Suite) Nr. 2, BWV 1067 – 3. Badinerie (a) 04. Chaconne para Violín solo, BWV 1004, Ryo Terakado, violin. (Japón) Heinrich Ignaz Franz von Biber (Bohemia-Austria, 1644 [baptised]-1704) 05. Suite de Mensa Sonora. Pars III – 1. Gagliarda (c) 06. Suite de Mensa Sonora. Pars III – 2. Zarabanda (c) 07. Suite de Mensa Sonora. Pars III – 3. Aria (c) 08. Suite de Mensa Sonora. Pars III – 4. Ciaccona (c) 09. Suite de Mensa Sonora. Pars III – 5. Sonatina (c) Arcangelo Corelli (Italia, 1653-1713) 10. Sonata en Do menor – 1. Grave (p) 11. Sonata en Do menor – 2. Allegro (p) Anon. (Codex Trujillo, Peru) 12. El buen querer – joropo (q) 13. Lanchas para bailar (q) 14. La lata (q) 15. El palomo (q) 16. Dennos licencia, Señores (q) Anônimo séc. XVIII 17. Homens errados e loucos / Você se esquiva de mim (r) Canto Gregoriano 18. Ecce Panis Angelorum – Secuencia para Corpus (s) 19. Victimae paschali (s) 20. Salve Regina (solemne) (t) Pedro de Cristo (Portugal, 1545/1550-1618) 21. Ay, mi Dios (u) Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529) 22. Si habrá en este baldrés (v) Giovanni Battista Bassani (Italia, ca. 1650-1716) 23. Missa mo fiesta San Xavier – Gloria (x) Tomás Pascual (Guatemala, ca. 1595-1635) 24. Domine ad adjuvandum (y) 25. Esta es cena de amor llena (y)
(a) The Dorian Consort. (Suiza)
(c) Freiburger Barockconsort, dir. Petra Mülljans. (Alemania)
(p) Ensemble Laterna Mágica
(q) Música Temprana, dir. Adrián Rodríguez Van der Spoel. (Paises Bajos)
(r) Ars Antiqua, dir. Eduardo Arámbula (México)
(s) Coral Nova, dir. Ramiro Soriano Arce. (Bolivia)
(t) Coro de Canto Gregoriano del Seminario Mayor de San Jeronimo, dir. Mateo Barrientos Vergara. (Bolivia)
(u) Coro Santa Cecilia, dir. Karin Rendón. (Bolivia)
(v) Ad Libitvm. (Bolivia)
(x) Elocuencia Barroca, dir. Sylvia Leidemann. (Argentina)
(y) Savae, dir. Christofer Moroney. (Estados Unidos)
São as Seis Trio Sonatas para órgão arranjadas para trios de diferentes formações — oboé, violino e contínuo, dois violinos, etc. O trabalho é de Robert King, regente e dono do King`s Consort. Já tinha ouvido trabalho semelhante realizado pelo oboísta Heinz Holliger e grupo, mas a versão de King me parece melhor, mais próxima de Bach e, fundamentalmente, mais colorida. Acho que está na hora dos organistas de “reapropriarem” de uma dos maiores ciclos de obras escritos para o instrumento. Aguardamos novas gravações deles!
J. S. Bach (1685-1750): As Seis Trio Sonatas
Trio Sonata in D minor, BWV527 arr. Robert King (b1960)
1 Movement 1: Andante [4’50]
2 Movement 2: Adagio e dolce [5’30]
3 Movement 3: Vivace [3’38]
Trio Sonata in G major, BWV530 arr. Robert King (b1960)
4 Movement 1: Vivace [3’34]
5 Movement 2: Lento [4’39]
6 Movement 3: Allegro [3’19]
Trio Sonata in E minor, BWV528 arr. Robert King (b1960)
7 Movement 1: Adagio – Vivace [2’54]
8 Movement 2: Andante [5’18]
9 Movement 3: Poco allegro [2’41]
Trio Sonata in C minor, BWV526 arr. Robert King (b1960)
10 Movement 1: Vivace [3’22]
11 Movement 2: Largo [3’01]
12 Movement 3: Allegro [3’25]
Trio Sonata in C major, BWV529 arr. Robert King (b1960)
13 Movement 1: Allegro [4’16]
14 Movement 2: Largo [5’32]
15 Movement 3: Allegro [3’08]
Trio Sonata in E flat major, BWV525 arr. Robert King (b1960)
16 Movement 1: [Allegro moderato] [2’29]
17 Movement 2: Adagio [4’59]
18 Movement 3: Allegro [3’23]
Chorale des Jeunesses Musicales de France Tomás Luis de Victoria Gravação de 1956
O Chorale des Jeunesses Musicales de France, fundado pelo maestro Louis Martini, foi um dos melhores corais europeus dos anos 50 e 60.
Especializaram-se na interpretação de músicas do barroco francês.
Existem raríssimas referências a ele e seu coral na internet. Uma das poucas, informa: “May 6–May 28, 1956 – In Paris, Heitor Villa-Lobos supervises the recording of his Bachiana Brasileira No. 6 by Fernand Dufrene (flute) and René Plessier (bassoon) and his Bachiana Brasileira No. 2 with the Orchestre National de la Radiodiffusion Française, the four suites of his Descobrimento do Brasil, his Chôros No. 10 and his Invocação em defesa da patria, with Maria Kareska (soprano), the Chorale des Jeunesses Musicales de France, and the Orchestre National de la Radiodiffusion Française for EMI.” (Wikipedia)
Tradução, segundo a gentil contribuição do nosso ouvinte Orlando: “28 de maio de 1956 – Em Paris, Heitor Villa-Lobos supervisiona a gravação de sua Bachiana Brasileira No. 6, com Fernando Dufrene (flauta) e René Plessier (fagote) e de sua Bachiana Brasileira No. 2 com a Orchestre National de la Radiodiffusion Française, as quatro suítes de seu Descobrimento do Brasil, seus Choros No. 10 e sua Inovação em defesa da pátria, com Maria Kareska (soprano), o Chorale des Jeunesses Musicales de France e a Orchestre National de la Radiodiffusion Française pela EMI”.”
Esta postagem é a primeira de várias gravações épicas desse coral que aqui serão postadas. Espero que apreciem.
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) 01. O Vos Omnes Anônimo 02. Le Noël de la Marche des Rois (Noël provençal)
03. Prière des Albigeois (1208)
O Vos Omnes / Le Noël de la Marche des Rois / Prière des Albigeois – 1956
Chorale des Jeunesses Musicales de France
Louis Martini, direction
Trilhas digitalizadas de LP de 1956
Georg Österreich (batizado em 17 de março de 1664 – 06 de junho de 1735) foi um compositor barroco alemão e colecionador. Ele é considerado o fundador da chamada coleção Bokemeyer (alemão: Sammlung Bokemeyer), que agora está depositada no Staatsbibliothek em Berlim e é considerada uma das coleções de música mais importantes do final do 17º século e início do século 18.
Filho de um fabricante de cerveja, ele recebeu suas primeiras aulas de música de seu padrinho, Johann Scheffler, “cantor” em Magdeburg. Com a recomendação de Scheffler ele foi aceito no Thomasschule zu Leipzig. Seu professor Johann Schelle reconheceu seu prematuro talento extraordinário. Como resultado, Österreich deixou Leipzig em 1680, e mudou-se para Hamburgo, onde ele continuou sua educação musical. Ao mesmo tempo, ele se tornou violinista no Gänsemarktoper. No outono de 1683, ele se matriculou na Universidade de Leipzig e, um ano mais tarde, seu talento foi reconhecido novamente, desta vez como um tenor na ópera de Hamburgo. Em 1689 ele foi contratado como Kapellmeister pelo Duque de Schleswig-Gottorf.
Österreich era um apaixonado colecionador de música, acumulando um número considerável de obras de 1670 a 1730, que formam a base da coleção Bokemeyer. Esta coleção é atualmente mantida no Staatsbibliothek, em Berlim. É considerada inestimável, porque muitas vezes é a única fonte de muitas obras de compositores famosos, incluindo Dietrich Buxtehude, Nicolaus Bruhns, Johann Rosenmüller, Matthias Weckmann, Vincent Lübeck e Johann Philipp Krieger.
Para Osterreich, contraponto e canon eram manifestações concretas da “ordem de Deus” (Ordnung Gottes), e sua elaboração revela a essência divina, insondável da criação de Deus, não apenas como uma metáfora de Sua ordem, mas como a realização concreta dessa ordem.
Österreich: Psalms & Cantatas
Georg Österreich (Germany, 1664-1735) 1. Sie ist fest gegründet (Psalm 87) 2. Herr Jesu Christ, wahr’ Mensch und Gott (choralkantate) 3. Dixit Dominus Domino meo (Psalm 110) 4. Der Gerechten Seelen sind in Gottes Hand (Trauerkantate) 5. Und Jesus ging aus von dannen (Evangelienkantate zu Matthäus 15, v 21ff)
Brahms levou relativamente um longo tempo para compor suas obras orquestrais: apenas na sua fase madura é que o gênero foi explorado em peças de fôlego. Sua primeira obra-prima sinfônica foi o Concerto para Piano Nº 1, que tem um caráter quase de sinfonia. As duas Serenatas, op. 11 e 16, são bem mais leves, mas são igualmente grandes trabalhos. Foram as Variações sobre um Tema de Haydn em sua versão orquestral que impulsionaram Brahms no gênero e abriram terreno para sua Primeira Sinfonia. Solene e dramática, esta sinfonia tem alguma afinidade com similares de Beethoven, principalmente com a Terceira e Quinta. Já a Segunda Sinfonia é mais mozartiana e pastoral — chega a lembrar a Sexta de Beethoven — com sua orquestração leve e brilhante. A Terceira, com dois movimentos lentos, um célebre terceiro movimento e um finale sombrio, que retoma as ideias do início, é a mais pessoal e enigmática. A Quarta Sinfonia é a mais conhecida delas juntamente com a Primeira. É merecido. Sua orquestração compacta e a monumental chacona do finale nos fazem lembrar papai Bach. Andris Nelsons vai bem, muito bem. Como sempre, aliás.
Johannes Brahms (1833-1896): As Sinfonias Completas
CD 01
01. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 68_ I. Un poco sostenuto-Allegro
02. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 68_ II. Andante sostenuto
03. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 68_ III. Un poco allegretto e grazioso
04. Symphony No. 1 in C Minor, Op. 68_ IV. Adagio-Più Andante-Allegro non troppo ma con brio-Più Allegro
CD 02
01. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73_ I. Allegro non troppo
02. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73_ II. Adagio non troppo
03. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73_ III. Allegretto grazioso (quasi andantino)
04. Symphony No. 2 in D Major, Op. 73_ IV. Allegro con spirito
05. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90_ I. Allegro con brio
06. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90_ II. Andante
07. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90_ III. Poco Allegretto
08. Symphony No. 3 in F Major, Op. 90_ IV. Allegro-Un poco sostenuto
CD 03
01. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98_ I. Allegro non troppo
02. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98_ II. Andante moderato
03. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98_ III. Allegro giocoso
04. Symphony No. 4 in E Minor, Op. 98_ IV. Allegro energico e passionato
Camille Saint-Saëns (1835-1921) é conhecido principalmente como compositor de obras sinfônicas e óperas. Se sua obra impressionante para órgão ainda não encontrou seu espaço merecido até hoje, a causa é talvez sua estética marcada por princípios clássicos e, consequentemente, correspondendo pouco ao estilo de órgão romântico francês de seu tempo.
A clareza excepcional das vozes, a elegância e o natural da melodia assim como a busca da perfeição das formas constituem os traços essenciais de sua obra e conferem às obras para órgão um refinamento sutil. São essas características que os críticos da época encontram em Saint-Saëns como músico. Franz Liszt considerava-o o maior organista de sua época, talvez porque Saint-Saëns tocava perfeitamente sua própria versão para órgão do Sermão aos Pássaros de São Francisco de Assis, de Liszt. Ele escreveu em 1870: “É possível a um músico chegar ao nível de Saint-Saëns; mas ser um músico maior do que ele? Impossível.” Charles Gounod escreveu: “É um músico que possui todos os instrumentos necessários ao seu trabalho e que os domina como ninguém; ele conhece bem os grandes mestres e seria capaz de escrever no estilo de Rossini, Verdi, Schumann ou Wagner; ele os conhece nos mínimos detalhes e é talvez por isso que não imita nenhum deles.”
Saint-Saëns tocou órgão desde jovem. Aos dezoito anos foi nomeado organista em Saint-Merry em Paris e em 1858 passou à igreja La Madeleine, onde exerceu sua atividade por vinte anos. Deixou o postou em 1877 para seguir carreira de concertista na França e no estrangeiro, tendo já nessa época um renome internacional como compositor e virtuose do órgão e do piano.
Sua obra para órgão tem três períodos bem separados. A obra de juventude, de 1852 a cerca de 1866, a obra clássica vai até 1898 e a obra tardia, entre 1917 e 1919. Contrariamente aos hábitos da época, Saint-Saëns dá apenas indicações gerais sobre os registros (timbres) a serem utilizados. Por sua carreira de concertista internacional, ele devia interpretar suas obras em instrumentos muito diversos na Europa e nas Américas. Em 1896 ele fez um recital no órgão Walcker de Winterthur, um dos dois instrumentos usados nesta integral.
A Primeira Fantasia em mi bemol é influenciada por Schumann. A primeira parte, com arpejos distribuídos por dois teclados, lembra uma toccata. Na segunda parte, o caráter é de uma rapsódia.
A igreja La Madeleine era a mais procurada na época para casamentos, assim, é provável que Saint-Saëns tenha tocado a Benedição nupcial op. 9 inúmeras vezes. Sinos distantes soam ao longo da obra.
O Ofertório em mi maior era tocado durante a missa católica. O salutaris hostia foi escrita inicialmente para órgão e soprano, fazendo parte da Missa op. 4, antes da versão para órgão solo. O Prelúdio em dó maior é uma obra de juventude.
As Três Rapsódias sobre Cânticos Bretões op. 7 foram compostas após uma viagem do compositor à Bretanha, no noroeste da França, em companhia de seu aluno Gabriel Fauré.
O Sermão aos Pássaros de São Francisco de Assis, composto por Liszt, foi adaptado para o órgão por Saint-Saëns e fez enorme sucesso nos concertos e nas missas de casamento na Madeleine. Liszt assistiu a alguns desses concertos e lhe escreveu em 1882: “Fico estupefato sempre que ouço seu sermão aos pássaros. Utilizas o órgão como uma orquestra, de uma maneira incrível como só um grande compositor e intérprete pode fazer. Os melhores organistas do mundo tirariam o chapéu.”
Como as tendências tipográficas mudaram entre 1880 e 1898, não é?
A Marcha Religiosa op. 107 foi criada em 1897 para a entrada da rainha Maria Cristina de Espanha na igreja São Francisco de Madrid. As Nove Peças para Órgão ou Harmonium foram reunidas nesta gravação, as primeiras seis são da publicação L’Organiste. O Prelúdio em dó menor tem uma voz solo sobre um acompanhamento de acordes.
As duas últimas composições de Saint-Saëns para o órgão datam de 1919. Ciprestes e Loureiros op. 156 tem também uma versão para órgão e orquestra. A Terceira Fantasia, op. 157, comparável às últimas obras para órgão de Liszt, tem uma grande simplicidade aliada a uma redução extrema de meios. Uma vez mais, o compositor mostra como sua linguagem musical não precisa de efeitos superficiais.
Traduzido do encarte do álbum. Texto de Stefan Johannes Bleicher.
CD 1 (1:04:09)
1ère Fantasie (E Flat Major)
Bénédiction Nuptiale Op. 9
Offertoire (E Major)
Elévation ou Communion Op. 13
O Salutaris Hostia
Prélude (C Major)
Trois Rhapsodies sur des Cantiques Bretons Op. 7 – 1ère Rhapsodie
Trois Rhapsodies sur des Cantiques Bretons Op. 7 – 2me Rhapsodie
Trois Rhapsodies sur des Cantiques Bretons Op. 7 – 3e Rhapsodie
Prédication aux Oiseaux de St. François d’Assise
CD 4 (0:52:31)
Marche Religieuse Op. 107 (4:41)
Neuf Pièces Pour Orgue ou Harmonium
I. Marche – Cortège
II. Interlude – Fugue
III. Offertoire
IV. Procession
V. Élévation
VI. Offertoire (sarabande)
VII. Ave Verum
VIII. Offertoire
IX. Élévation
Prélude C Minor
3e Fantaisie Op. 157
Cyprès et Lauriers Op. 156
Stefan Johannes Bleicher: órgão Kuhn, 1879/1989 na igreja St. Johan, Schaffhausen, Suíça.
Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda, em apresentação na Igreja de Saint-Eustache, em Paris, 1999.
Em março de 1999, a cidade de Paris, na França, foi palco da 40ª Reunião Anual dos Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, com o tema “Desenvolvimento e Cultura”. Para abrilhantar a programação festiva do evento, um banco privado brasileiro patrocinou a apresentação do Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda, sob os arcos da famosa Igreja de Saint-Eustache.
O Canto Gregoriano – breve notas sobre sua glória
Por sua singularidade musical, o canto gregoriano sempre transforma o público presente às celebrações litúrgicas do Mosteiro de São Bento em platéia emocionada.
É importante sublinhar que as melodias gregorianas foram criadas para a oração: o canto gregoriano é oração cantada. E esse canto, a uma só voz, a todos prende pela melodia, mesmo depois, já no silêncio da capela.
Os textos, em sua maioria, foram retirados da Sagrada Escritura, daí a profundidade e a riqueza do canto.
E as composições foram criadas na língua latina. Podemos dizer que esse tipo de canto supõe o latim, tal é o suporte que lhes oferecem as próprias palavras nascidas no Latium. O laço entre o latim e o canto gregoriano é tão estreito que se torna difícil cantar os mesmos textos em língua vernácula. Os Monges do Coro do Mosteiro de São Bento fizeram algumas experiências com melodias silábicas, como, por exemplo, o Gloria da Missa XV, o hino das Laudes de Páscoa, o Pai-Nosso, alguns hinos de Completas, etc. Os resultados agradaram aos ouvidos sensíveis.
Do imenso repertório de peças do canto gregoriano, selecionamos algumas, extraídas dos tempos fortes da liturgia da Igreja: Natal, Páscoa e Pentecostes.
Para preservar um repertório desses, só mesmo uma comunidade consagrada a isso, como a dos Monges do Mosteiro de São Bento. Na santa paz desse mosteiro, os monges cultivam o canto gregoriano, um canto muito antigo, flor de uma produção de séculos de cristianismo. Aqui, venerar é ouvir.
(extraído e adaptado do encarte)
01. Sinos em Saint-Eustache
02. Discurso do Sr. Enrique Iglesias
1ª PARTE
INTRODUÇÃO
03. Gaudeamus – Intróito da Missa de São Bento
QUARESMA E SEMANA SANTA
04. Attende, Domine – Canto responsorial
05. Exsurge … – Intróito de uma Missa Quaresmal
06. Lamentatio e Oratio Jeremiae Prophetae – Leituras do antigo Ofício de Trevas
07. Audi benigne – Hino de Vésperas
08. Christus … – Responsório gradual da Quinta-Feira Santa
09. Gloria, laus … – Hino ao Cristo Rei (da liturgia do Domingo de Ramos)
10. Ubi Caritas … – Canto ao lava-pés
PÁSCOA
11. Surrexit Dominus … – Responsório breve das Vésperas
12. Victimae Paschali Laudes – Sequência da Páscoa
13. Alleluia … – Da Missa da Ascensão
PENTECOSTES
14. Spiritus Domini – Intróito da missa
15. Veni, Sancte Spiritus – Sequência
16. Factus est repente – Antífona da Comunhão
INTERVALO
17. Órgão em Sanit-Eustache
2ª PARTE
ADVENTO E NATAL
18. Rorate – Canto responsarial
19. O Sapientia – Antífona maior do Magnificat
20. Hodie … – Antífona do Magnificat
21. Christe Redemptor – Hino de Vésperas
22. Puer natus … – Motete natalino
23. Kyrie IX – do ato penitencial
24. Puer … – Intróito da missa do dia
25. Stella ista – Antífona de Vésperas (Epifania)
PEÇAS EM PORTUGUÊS ADAPTADAS AO CANTO GREGORIANO
HINOS DE TERÇAS E COMPLETAS
26. Terça
27. Completas I
28. Completas II
29. Onde o Amor e a Caridade – Canto ao lava-pés
30. Pai-Nosso
ANTÍFONAS MARIANAS
31. Ave Regina Caelorum
32. Salve Regina
FINAL
33. Aleluia
Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda – 1999
Mestre do coro e solista: Gerardo de Barros Wanderley
Coordenador musical: Antonio Alves
Solistas: Ormindo Pires Filho e Paulo da Silva Cavalcanti
Organista: Silvio Lúcio Milanez de Medeiros
e um coro com “20 vozes escolhidas por Deus.”
Antonio dos Santos Cunha Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa Ensemble Turicum
Agora que o mundo finalmente abriu os olhos para os tesouros das artes plásticas e arquitetônicas do final do séc. XVIII da região de Minas Gerais, o Ensemble Turicum revela todo o esplendor da música de Antonio dos Santos Cunha. Ela constitui uma amálgama excepcional de ópera italiana com a melancolia portuguesa e a ternura tropical brasileira, dando aqui vida a uma maravilhosa música profunda e expressiva. (extraído do encarte)
Antonio dos Santos Cunha (1786 – 1815) Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa
01. Responsorium I: Ut vivificaret – 1. Sicut ovis (in I Nocturno)
02. Responsorium I: Ut vivificaret – 2. Tradidit (in I Nocturno)
03. Responsorium II: Quia in te – 1. Jerusalem (in I Nocturno)
04. Responsorium II: Quia in te – 2. Deduc (in I Nocturno)
05. Responsorium III: Quia venit – 1. Plange (in I Nocturno)
06. Responsorium III: Quia venit – 2. Accingite/Plange (in I Nocturno)
07. Responsorium IV : Nam et ille – 1. Recessit (in II Nocturno)
08. Responsorium IV : Nam et ille – 2. Dextruxit (in II Nocturno)
09. Responsorium V : Si est dolor – 1. O vos omnes (in II Nocturno)
10. Responsorium V : Si est dolor – 2. Attendite (in II Nocturno)
11. Responsorium VI : Et erit in pace – 1. Ecce quomodo (in II Nocturno)
12. Responsorium VI : Et erit in pace – 2. Tamquam agnus (in II Nocturno)
13. Responsorium VI : Et erit in pace – 3. Ecce quomodo (in II Nocturno)
14. Responsorium VII : Adversus – 1. Astiterunt (in III Nocturno)
15. Responsorium VII : Adversus – 2. Quare (in III Nocturno)
16. Responsorium VIII : Factus sum – 1. Aestimatus (in III Nocturno)
17. Responsorium IX : Ponentes milites – 1. Sepulto Domino (in III Nocturno)
18. Responsorium IX : Ponentes milites – 2. Accedentes/Domino (in III Nocturno)
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – I: Aestimatus sum/Cum descendentibus
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – II: Sepulto Domino/Signatus est
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – III: In pace in idipsum/Dormiam
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – IV: Caro mea/Requiescet
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – V: Sepulto Domino
Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa – 2005
Ensemble Turicum
Direção: Luiz Alves da Silva & Mathias Weibel
Martina Fausch, Vera Ehrensperger, Annette Labusch, sopranos
Elizabeth Bachmann, contrallto
Luiz Alves da Silva, Beat Mattmüller, contratenores
Reto Hofstetter, Frédéric Gindraux, tenor
Thomas Moser, baritono
Flávio Matias, baixo
Resolvi fazer minha primeira incursão no jazz neste blog. Como o colega PQP disse de si, não sou nenhum especialista nesse gênero: nem pensem em discutir comigo detalhes de estilos, gravações, nomes – mas, como em quase todos os campos, tenho minhas paixões também no jazz – e esta é provavelmente a maior. Não estranhem, portanto, que se trate de alguém que chegou a esse campo por uma porta lateral ou dos fundos, ou que fez qualquer caminho que não o mais usual em qualquer coisa: quase todas as minhas paixões são assim!
Miss Simone, ou melhor, Eunice Kathleen Waymon (com 36 anos na foto ao lado), começou com o piano aos 3 anos e fez um caminho de aprendizado clássico, como se nota das inflexões chopinianas da faixa 9 e sobretudo nas bachianas por toda parte, em especial na faixa 7.
Acontece que os recursos para bancar os estudos, pra variar um pouquinho, eram escassos, e Miss Waymon começou a levantar uns trocos tocando e cantando na noite – coisa que a senhora sua mãe pastora metodista fundamentalista não podia saber de jeito nenhum, pois apesar de não haver lido Drummond jamais consideraria isso uma solução, apenas uma quase-rima: com DEMON.
Foi assim que nasceu uma nova pessoa: Nina Simone – que levou uma vida tão cheia de aventuras e desventuras (pelo Caribe, África e França, inclusive impedida – acreditem – de voltar aos EUA por razões legais) que vocês deveriam procurar ler sobre ela em algum lugar.
Em 1958 sai então o primeiro disco dessa figura, então com 25 anos: Little Girl Blue. Estou dizendo porque todas as fontes dizem, mas não estranho se vocês duvidarem como eu duvidei: “isso não pode ser um disco de estreia!”
Não ouso dizer que seja um dos melhores discos da história do jazz porque, como já disse, não sou especialista e poderia ser apedrejado. Mas para mim, meu sentir pessoal, é um dos discos mais belos da história, ponto. Sim, yes, ja, oui: outros podem sentir diferente, mas eu sinto isso, digo há tempos e a impressão não parece querer mudar.
Mas como cada um é cada um, sugiro que vão sem nenhuma expectativa – como, aliás, acho que a gente devia ir sempre a qualquer coisa nova, não?
Nina Simone: Little Girl Blue (1958)
01 – Mood indigo [originalmente faixa 02]
02 – Don’t smoke in bed
03 – He needs ne
04 – Little girl blue
05 – Love me or leave me
06 – My baby just cares for me
07 – Good bait
08 – Plain gold ring
09 – You’ll never walk alone
10 – I loves you, Porgy [originalmente faixa 01]
11 – Central Park Blues
[Faixas-bônus – posteriores – incluídas na fonte utilizada]
12 – He’s got the whole world in His hands
13 – For all we know
14 – African mailman
15 – My baby just cares for me (extended version)
Mozart: Complete Sacred Music CD5
Missa solemnis in C minor, K.139 “Waisenhausmess” (Orphanage Mass)
Exsultate, Jubilate in F major, K.165 . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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MP3 320 kbps | 127,0 MB | 57 min
Mozart: Complete Sacred Music CD6
Missa brevis in G major, KV 140 “Pastoral”
Missa brevis in F major, KV 192 (186f)
Missa longa in C major, KV 262 (246a) . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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MP3 320 kbps | 145,0 MB | 1 h 07 min
Mozart: Complete Sacred Music CD7
Missa brevis in C major, KV 257 ‘Credo’
Litaniae de venerabili altaris sacramento, KV 243 . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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MP3 320 kbps | 132,5 MB | 1 h 01 min
Mozart: Complete Sacred Music CD8
Missa in honorem S Trinitatis In C Major K.167
Missa brevis In C Major K.258
Kyrie In G K.89 (73k)
Misericordias Domini In D Minor K.222 (205a)
Missa brevis In C Major K.259 “Orgelsolo” . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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. Mozart: Complete Sacred Music CD9
Grabmusik, K42 • Regina Coeli, K127
Tantum ergo, K142 • Ave verum corpus, K618
Kyries, K33, K90, K322 & K323
Scande coeli limina, K34
Veni Sancte Spiritus, K47 • Hosanna, K223
Miserere, K85 • Quaerite primum regnum Dei, K86 . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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. Mozart: Complete Sacred Music CD10
Venite populi, K260 • Regina Coeli, K108
Sancta Maria, K273 • Sum tuum praesidium, K198
Tantum ergo, K197 • Litaniae Lauratanae B.M.V., K109
Benedictus, K117 • Inter natos mulierum, K72
Alma Dei creatoris, K277 • Ergo interest, K143
Te Deum laudamus, K141 . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Mozart: Complete Sacred Music CD11
Missa solemnis in C major, KV 337
Litaniae de venerabili altaris sacramento in B-flat major, KV 125
Regina coeli in C major, KV 276 . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Mozart: Complete Sacred Music CD12
Kyrie In D Minor K.341 (368a)
Dixit et Magnificat In C Major K.193 (186g)
Missa brevis In B-Flat Major K.275 (272b)
Litaniae Lauretanae B.M.V. in D Major K.195 (186d) . BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Mozart: Complete Sacred Music CD13
Requiem in D minor K.626
Este é um EXTRAORDINÁRIO CD. Il Primo Omicidio é uma obra-prima de Alessandro Scarlatti e recebe aqui o melhor tratamento possível de René Jacobs e da Akademie für alte Musik Berlin. Escrito antes do Messias e das Paixões de Bach, este oratório é o protótipo, o modelo do oratório barroco. E QUE MODELO! A música contém profundidade genuína de emoção, fazendo total justiça à invenção de Scarlatti. O já veterano e competentíssimo maestro René Jacobs revela compreensão admirável da partitura. Também é um prazer ouvi-lo cantar o papel de deus. Sua voz de contratenor ainda mantém as qualidades de beleza que o fez o paradigma dos contratenores na década de 1970. O restante do elenco é também impecável. Dorothea Roschmann, Bernarda Fink e Graciela Oddone são todas notáveis, sempre trazendo da melhor maneira as belíssimas árias de papai Alessandro. Como Adão, o tenor Richard Croft cumpre admiravelmente seu papel representando outra família extremamente musical (seu irmão é grande barítono Richard Croft). Antonio Abete, como a voz de Lúcifer, é um excelente baixo: escuro, emotivo, poderosos e nada esquecível. Esta gravação vai deixar MALUCOS DE FELICIDADE os amantes de música barroca.
Alessandro Scarlatti – Il Primo Omicidio (2cd)
CD 1
1. Introduzzione All’oratorio : Spiritoso
2. Introduzzione All’oratorio : Adagio
3. Introduzzione All’oratorio : Allegro
4. Parte Prima : Recitativo “Figli Miseri Figli”
5. Parte Prima : Aria “Mi Balena Ancor Sul Ciglio”
6. Parte Prima : Recitativo “Di Serpe Ingannator Perfida Frode”
7. Parte Prima : Aria “Caro Sposo, Prole Amata”
8. Parte Prima : Recitativo “Genitori Adorati”
9. Parte Prima : Aria “Dalla Mandra Un Puro Agnello”
10. Parte Prima : Recitativo “Padre Questa D’abel Forz’e Che Sia”
11. Parte Prima : Aria “Della Terra I Frutti Primi”
12. Parte Prima : Recitativo “Figli Cessin Le Gare”
13. Parte Prima : Aria “Piu Dei Doni Il Cor Devoto”
14. Parte Prima : Recitativo “Disposto O Figli E Il Sacrificio”
15. Parte Prima : Aria “Sommo Dio Nel Mio Peccato”
16. Parte Prima : Recitativo “Miei Genitori, Oh Come Dritta Ascende”
17. Parte Prima : Duetto “Dio Pietoso Ogni Mio Armento”
18. Parte Prima : Recitativo “Figli Balena Il Ciel D’alto Splendore”
19. Parte Prima : Sinfonia
20. Parte Prima : Recitativo “Prima Imagine Mia, Prima Fattura”
21. Parte Prima : Aria “L’olocausto Del Tu Abelle”
22. Parte Prima : Recitativo “Ne’ Tuoi Figli, E Nipoti”
23. Parte Prima : Recitativo “Udiste, Udiste, O Figli”
24. Parte Prima : Aria “Aderite”
25. Parte Prima : Sinfonia
26. Parte Prima : Recitativo “Cain, Che Fai, Che Pensi?”
27. Parte Prima : Aria “Poche Lagrime Dolenti”
28. Parte Mrima : Recitativo “D’ucciderlo Risolvo, Il Core Affretta”
29. Parte Prima : Aria “Mascheratevi O Miei Sdegni”
30. Parte Mrima : Rcitativo “Ecco Il Fratello, Anzi Il Nemico”
31. Parte Prima : Duetto “La Fraterna Amica Pace”
32. Parte Prima : Recitativo “Sempre L’amor Fraterno E Un Ben Sincero”
CD 2
1. Parte Seconda : Recitativo “Ferniam Qui Abelle Il Paso”
2. Parte Seconda : Aria “Perche Mormora Il Ruscello”
3. Parte Seconda : Aria “Ti Risponde Il Ruscelletto”
4. Parte Seconda : Recitativo “Or Se Braman Posar La Fronda, E’l Rio”
5. Parte Seconda : Recitativo “Piu Non So Trattenr L’impeto Interno”
6. Parte Seconda : Andante E Staccato
7. Parte Seconda : Recitativo “Cain Dov’e Il Fratello? Abel Dov’e?”
8. Parte Seconda : Recitativo “Or Di Strage Fraterna Il Suolo Asperso”
9. Parte Seconda : Aria “Come Mostro Spaventevole”
10. Parte Seconda : Recitativo “Signor Se Mi Dai Bando”
11. Parte Seconda : Aria “O Preservami Per Mia Pena”
12. Parte Seconda : Recitativo “Vattene Non Temer, Tu Non Morrai”
13. Parte Seconda : Aria “Vuo Il Castigo, Non Voglio La Morte”
14. Parte Seconda : Recitativo “O Ch’io Mora Vivendo”
15. Parte Seconda : Aria “Bramo Insieme, E Morte, E Vita”
16. Parte Seconda : Grave, E Orrido Rcitativo “Codardo Nell’ardire, E Nel Timore”
17. Parte Seconda : Aria “Nel Poter Il Nume Imita”
18. Parte Seconda : Recitativo “Oh Consigli D’inferno, Onde Soggiace”
19. Parte Seconda : Aria “Miei Genitori, Adio”
20. Parte Seconda : Aria “Mio Sposo Al Cor Mi Sento”
21. Parte Seconda : Aria “Miei Genitori Amati”
22. Parte Seconda : Aria “Non Piangete Il Figlio Ucciso”
23. Parte Seconda : Recitativo “Ferma Del Figlio Mio Voce Gradita”
24. Parte Seconda : Aria “Madre Tenera, Et Amante”
25. Parte Seconda : Recitativo “Sin Che Spoglia Mortale”
26. Parte Seconda : Aria “Padre Misero, E Dolente”
27. Parte Seconda : Recitativo “Spirto Del Figlio Mio, Questi Son Sensi”
28. Parte Seconda : Aria “Piango La Prole Essangue”
29. Parte Seconda : Recitativo “Adam Prole Tu Chiedi, E Prole Avrai”
30. Parte Seconda : Aria “L’innocenza Paccando Perdeste”
31. Parte Seconda : Recitativo “Udii Signor Della Divina Idea”
32. Parte Seconda : Duetto “Contenti”
Bernarda Fink: alto
Graciela Oddone: soprano
Dorothea Röschmann: soprano
Richard Croft: tenor
René Jacobs: countertenor
Antonio Abete: bass
René Jacobs (cond.)
Akademie für alte Musik Berlin
Recording:
September 1997, Christuskirche, Berlin-Oberschöneweide