Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Sinfonias – Wolfgang Sawalisch, The New Philharmonia Orchestra

Estes CDs me foram repassados gentilmente por nosso colaborador Rene Denon, quando lhe perguntei qual era o seu maestro favorito em se tratando de Mendelssohn. Ele nem pestanejou quando respondeu Wolfgang Sawalisch. Fiquei curioso então em conhecer estas gravações. Conhecia este maestro regendo principalmente Schubert e Brahms, e foi com grande satisfação e prazer que os ouvi atentamente. Lembro sempre do então jovem Claudio Abbado frente a Sinfônica de Londres quando falamos em Mendelssohn, integral que já trouxemos algumas vezes aqui no PQPBach.

Mendelssohn foi um fenômeno, um novo Mozart, e assim como esse, nos deixou muito cedo, meros 38 anos de idade, mas sua contribuição foi fundamental na história da música ocidental, com certeza foi um dos pilares do Romantismo. E estas suas sinfonias com certeza estão inscritas na categoria de obras primas daquele período tão importante da História da Cultura Ocidental. Sei que os senhores irão apreciar.

Cd 1

01. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 I. Allegro di molto
02. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 II. Andante
03. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 III. Menuetto, allegro molto
04. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 IV. Allegro con fuoco
05. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” I. Andante con moto–Allegro un poco
06. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” II. Vivace non troppo
07. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” III. Adagio
08. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” IV. Allegro vivacissimo

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

CD 2

01. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Sinfonia. Maestoso con moto – Allegr
02. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Alles was Odem hat lobe den Herrn
03. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid – Er z
04. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid
05. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ich harrte des Hern
06. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Stricke des Todes hatten uns umfangen
07. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Die Nacht ist vergangen
08. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Nun danket alle Gott
09. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Drum sin ich mit meinem Liede
10. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ihr Volker! bringet her dem Herrn

Rotraud Hansmann – Soprano
Helen Donath – Soprano
Waldemar Kment – Tenor
The New Philharmonia Chorus & Orchestra
Wolfgang Sawalisch – Conductor

CD 3

01. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 1. Allegro vivace
02. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 2. Andante con moto
03. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 3. Con moto moderato
04. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 4. Saltarello. Presto
05. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 1. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 2. Allegro vivace
07. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 3. Andante
08. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 4. Choral ‘Ein’ feste Burg ist un

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

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Musica Antiqua Bohemica – Pavel Josef Vejvanovský (1633/39 -1693): Sonatas – Miroslav Kejmar e Zdeněk Šedivý

61lJSyUZrnL._SS280Se fôssemos puristas, não poderíamos incluir esta gravação numa série de música antiga da Boêmia. Afinal, Pavel Vejvanovský era morávio da gema: nasceu no mesmo vilarejo de Hukvaldy onde, mais de dois séculos depois, Leoš Janáček encontraria a luz; passou boa parte da vida em Olomouc (para cujo príncipe-bispo trabalhou no auge da carreira) e morreu em (tente pronunciar isso sem deglutir a própria língua) Kroměříž – todos eles logradouros da Morávia. No entanto, se os próprios boêmios da Supraphon resolveram incluir Vejvanovský na série Musica Antiqua Bohemica, quem sou eu, com meu pobre nome sem diacríticos, para contestá-los?

Vejvanovský foi um trompetista virtuoso que sabia escrever brilhantemente para seu instrumento, sem saber lá dotar de muita espessura ou profundidade suas obras. A oportunidade de escutar solistas tão bons quanto Miroslav Kejmar e Zdeněk Šedivý – distintos ocupantes, cada um a seu tempo, do posto de primeiro trompete da Filarmônica Tcheca – garante uma experiência agradável, ainda mais após a overdose de cordas com que entupimos os martelos, as bigornas e os estribos de nossos leitores-ouvintes nas últimas semanas. Quem não for lá tão fã de metais quererá, provavelmente, passar esse naco em nosso rodízio.

PAVEL JOSEF VEJVANOVSKÝ – SONATAS

Pavel Josef VEJVANOVSKÝ (1633/39-1693)

01 – Serenada, MAB 49/27
02 – Sonata venatoria em Ré maior, MAB 36
03 – Sonata secunda a 6, MAB 47/7b
04 – Sonata vespertina a 8, MAB 47/1
05 – Sonata a 4, MAB 36
06 – Sonata a 5, MAB 49/27
07 – Serenada em Dó maior, MAB 36

Miroslav Kejmar e Zdeněk Šedivý, trompetes
Orquestra de Câmara de Praga (ou, para quem gosta de diacríticos e encontros consonantais: Pražský komorní orchestr)
Libor Pešek, regência

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KRO-MNER-JISH - mas cuidado com a língua!
KRO-mner-jish – mas cuidado com a língua!

Vassily Genrikhovich

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Uma excelente gravação para este esplêndido repertório. Talvez a Sinfonia Nº 1 de Brahms seja a que eu mais goste dentre todas. Sim, dentre todas as centenas de sinfonias que já ouvi. E é um registro de respeito! O inglês Edward Gardner demonstra a força e a extrema competência do naipe de cordas da orquestra de Bergen. É um conjunto excepcional como um todo. Maestro titular da Filarmônica de Bergen desde outubro de 2015, Edward Gardner liderou a orquestra em várias turnês internacionais, incluindo performances em Berlim, Munique e Amsterdam e no BBC Proms e no Festival Internacional de Edimburgo. Gardner foi recentemente nomeado titular Orquestra Filarmônica de Londres, com seu mandato iniciando em setembro de 2021. O cara é ótimo e vocês podem comprovar ouvindo o CD. Um bom 2020 para todos nós!

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Brahms: Symphony No. 1 in C minor, Op. 68 45:38
I. Un poco sostenuto – Allegro 16:01
II. Andante sostenuto 8:43
III. Un poco allegretto e grazioso 4:53
IV. Adagio – Allegro non troppo 16:01

Brahms: Symphony No. 3 in F major, Op. 90 35:43
I. Allegro con brio 12:45
II. Andante 8:28
III. Poco allegretto 5:56
IV. Allegro 8:34

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner

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Edward Gardner na Sala de Fantasmagoria e Concepção Melódica da PQP Bach Corp.

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 38, 39, 40 e 41 (Karl Böhm, WPO)

Esta deve ser a terceira ou quarta vez que estou repostando estes CDs que considero imprescindíveis em qualquer CDteca. Karl Böhm foi um dos maiores especialistas em Mozart do Século XX, e mesmo hoje, com tantos CDs sendo lançados com registros historicamente informados, ainda considero estes CDs “IM-PER-DÍ-VEIS”.

Este foi o disco que me apresentou estas duas sinfonias, quando eu era apenas um pré adolescente morando no interior do Paraná. Claro que minha vida nunca mais foi a mesma. Foi um choque. A suavidade da interpretação magistral de Karl Böhm contrastava com a sisudez do senhor de óculos quadrados que aparecia na capa do LP, assustador por vezes. Os primeiros compassos da Sinfonia n° 40 me comoveram desde a primeira audição e não preciso dizer que aquele LP se tornou um de meus favoritos. Ouvi tanto que o risquei, afinal meu velho 3×1 não era lá grandes coisas, mas era o que meus pais conseguiram comprar. E o usei exaustivamente até pedir arrego. Mas o LP com o selo amarelo estava sempre lá, rodando, enchendo o espaço com a beleza da música mozartiana. Creio que ainda o tenha.

Karl Böhm já havia gravado uma integral das sinfonias de Mozart, porém com a Berliner Philharmoniker, gravações estas consideradas definitivas. Só muito mais tarde tive acesso a elas e também me encantei. Mas esta última gravação de Böhm, realizada poucos anos antes de sua morte, ainda é a minha favorita. E Karl Böhm, difinitivamente, foi um dos maiores intérpretes da obra de Mozart. E a Filarmônica de Viena é minha orquestra favorita para este repertório.

Espero que os senhores gostem. Eu simplesmente adoro…
IM-PER-DÍ-VEL !!!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 38, 39, 40 e 41- Karl Böhm, WPO

Symphony nº 38 in D Major, “Prague” K. 504
01. 1 Adagio Allegro
02. 2 Andante
03. 3 Finale Presto

Symphony nº 39 in E Flat major K. 543
04. 1 Adagio Allegro
05. 2 Andante con moto
06. 3 Menuetto Allegretto Trio
07. 4 Finale Allegro

Symphony Nº 40 in G minor
1 Molto allegro
2 Andante
3 Menuetto – Allegretto – Trio
4 Allegro assai

Symphony No 41 in C major ‘Jupiter’
5 1 Allegro vivace
6 2 Andante cantabile
7 3 Menuetto – Allegretto – Trio
8 4 Molto allegro

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities #BTHVN250

Senhoras e senhores: é com imensa satisfação, dir-se ia prazer quase libidinoso (quase) que iniciamos nosso ANO BEETHOVEN, no qual celebraremos o ducentésimo quinquagésimo aniversário de nosso preclaro Lud Van, a apresentar-lhes a OBRA COMPLETA DE BEETHOVEN PARA BANDOLIM – tão imensa, verão os senhores, que não ocupa sequer um terço de um CD.

É interessante matutar o que deve ter levado um renano de sangue belga radicado em Viena a escrever algo para um instrumento mediterrâneo como o bandolim – algum amador talentoso e/ou rico, talvez, ou mais provavelmente um rabo de saia por quem, para variar, nutria sentimentos inconfessos que lhe alargavam as úlceras e o catapultavam para as tabernas mais pulguentas da capital austríaca. Já as obras que completam o álbum, que incluem algumas das numerosas “Árias Nacionais” arranjadas por Beethoven para duos e trios no final de sua vida, essas tiveram a vil inspiração do ouro: pagavam contas como ninguém, quanto mais em tempos de Guerras Napoleônicas, nas quais os patronos do “Espanhol Louco” se viam em maus lençóis e tinham que escolher entre cortar da própria carne e racionar o caviar, ou suspender as remessas de dinheiro para o apartamento mais caótico de Viena.

Nada há aqui de muito importante, embora eu ache muito simpáticas as diminutas peças para bandolim e piano. Entendam esta postagem, por favor, como uma caixa de bombons – aquelas que têm cada vez menos guloseimas interessantes, e cada dia mais renegados como o Smash e o Milkybar – que lhes ofereço para que  possa ter tempo de tomar um cafezinho.

A propósito: podem me passar o Sensação?

BEETHOVEN – RARITIES

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Adágio em Mi bemol maior para bandolim e piano, WoO 43/2
02 – Sonatina em Dó maior para bandolim e piano, WoO 44/1
03 – Sonatina em Dó menor, WoO 43/1

Andante e variações para bandolim e piano, WoO 44/2
04 – Andante
05 – Variazioni I-VI

Lájos Mayer, bandolim
Imre Rohmann, piano

Seis Árias Nacionais com variações para violino e piano, Op. 105
06 – Ária escocesa – Andantino quasi allegretto
07 – Ária escocesa – Allegretto scherzoso
08 – Ária austríaca – Andantino
09 – Ária escocesa – Andante espressivo assai
10 – Ária escocesa – Allegretto spiritoso
11 – Ária escocesa – Allegretto più tosto vivace

12 – Seis Danças Alemãs para violino e piano, WoO 42

Béla Bánfalvi, violino
Sándor Falvai, piano

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Nem venham: o Sensação é meu!

Vassily Genrikhovich

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Um bonito e tranquilo disco — com momentos lindos e outros nem tanto, mas que jamais chegam a ser maus — adequado para as horas de reflexão ou quando se quer algo culto, de nível, que não incomode muito. Weiss foi um dos compositores mais importantes e mais prolíficos da música alaúde da história e um dos alaudistas mais conhecidos em sua época. Ele escreveu cerca de 600 peças para alaúde, a maioria delas agrupadas em ‘sonatas’ (para não confundir com a sonata clássica posterior, baseada na forma da sonata) ou suítes, que consistem principalmente em peças de dança barroca. Como as deste disco. Weiss também escreveu originalmente um extenso repertório de música de câmara, duetos alaúde e concertos, mas apenas as partes solo sobreviveram. Setenta suítes, no entanto, são conhecidas em sua totalidade; a maioria dura cerca de 20 a 25 minutos. A música de Weiss é caracterizada pela compreensão única das capacidades de seu instrumento, seus pontos fortes e fracos. Weiss também era procurado como professor. Seus muitos alunos aristocráticos incluíam o jovem Frederico, o Grande, e suas irmãs Wilhelmena (mais tarde Margravine de Bayreutlt) e Anna Amalia, princesa da Prússia.

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Suite D-moll
1 Preludio 2:42
2 Fantasia 3:12
3 Sonata 3:17
4 Sarabande 4:55
5 Gique 2:15

Suite A-moll
6 Capricio 1:56
7 Allemande En Double 3:51
8 Courante 2:40
9 Fantasia 3:05
10 Gique 2:41
11 Capricio F-dur 3:08
12 Gique 2:21
13 Menuet 1:48

Suite D-moll
14 Prelude 0:58
15 Allamande 5:34
16 Courante 2:51
17 Gavotte 1:51
18 Sarabande 4:49
19 Menuet 2:05
20 Gique 2:58

Suite C-moll
21 Fantasia 2:03
22 Courante 2:18
23 Menuet I, II 3:06
24 Gique 2:50

Michael Freimuth, alaúde

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Silvius Leopold Weiss dá um sorrido maroto e despede-se deste horrível 2019

PQP

KAISERWALTZ – Waltz and Polkas – Wiener Philharmoniker, Karl Böhm

Agora sim, encerro os trabalhos de 2019 em grande estilo. Uma magnífica orquestra, um excepcional regente e um repertório, bem, esse repertório dispensa apresentações. Separem os móveis da sala, façam os pares e saiam valsando para saudar o novo ano. Não temam serem felizes. Precisamos de alegria e esperança neste ano que se inicia.

Karl Böhm regendo a Filarmônica de Viena, podermos assisti-los ao vivo, isso sim seria um sonho de consumo, impossível de ser realizado, infelizmente, afinal o grande maestro austríaco já nos deixou há bastante tempo. Mas esta excepcional Orquestra está lá, firme e forte, mesmo depois de 177 após sua fundação. Lhes garanto que se eu for o sortudo a ganhar os 300 milhões da Mega Sena da virada farei o possível para vê-los tocando.

Meus queridos e pacientes leitores – ouvintes deste longevo blog, já se vão treze anos desde que iniciamos este projeto utópico de levar-lhes música de alta qualidade. Passamos por diversos momentos críticos, e com certeza outros virão, não podemos garantir se ainda estaremos no ar, o mundo dá muitas voltas, mas garanto que faremos o possível estaremos continuarmos lhes proporcionando o prazer da boa música.

Como comentei acima, podem separar os móveis da sala, façam seus pares e podem sair valsando, para saudar o novo ano.

FELIZ 2020 !!!

Johann Strauss II (1825-1899)

01. An der schönen, blauen Donau, Op 314
02. Tritsch-Tratsch Polka, Op 214
03. Kaiserwalzer, Op 437
04. Unter Donner und Blitz Polka, Op 324
05. Rosen aus dem Süden, Op 388

Johann Strauss II & Josef Strauss (1827-1870)
06. Pizzicato Polka

Johann Strauss II

07. Annen-Polka, Op 117
08. Perpetuum mobile, Op 257

Wiener Philharmiker
Karl Böhm – Conductor

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Otto Nicolai (1810-1849) – Johann Strauss (1804-1849) – Josef Strauss (1827-1870) – Johann Strauss Filho (1825-1899) – Concerto de Ano Novo em Viena – Carlos Kleiber (1992)

61-QS8JumFLORIGINALMENTE PUBLICADO EM 31/12/2015, LINK REVALIDADO EM 31/12/2019 COM OS MESMÍSSIMOS PLANOS DE FOLGA PARA O ANO VINDOURO

Já imagino a claque tomateira rugindo:

– Pô, Vassily: VALSAS DE STRAUSS?
– Daqui a pouco tu tá postando André Rieu!
– Tá achando que o PQP Bach é lugar pra pai de debutante achar valsinha de quinze anos?
– Que chavãozinho, hein, postar concertinho de ano novo no Ano Novo?
– Você já ouviu música de verdade, Sr. Vassily Genrikhovich???

Ao que replico:

– Mas peraí, gurizada: já viram QUEM ESTÁ REGENDO???

Respeito, senhores: trata-se de Carlos Kleiber, figura enigmática e polêmica, mas – e isso ninguém discute – um dos maiores regentes do século XX. Crescentemente avesso a apresentações e gravações (o que, pressupomos, é bastante inconveniente para um regente), já estava bastante afastado dos palcos quando retornou (porque ele já o tinha feito em 1989) à Grande Sala do Musikverein (Associação de Música) de Viena para conduzir a Filarmônica daquela cidade no tradicional Concerto de Ano Novo de 1992. O ensaio meticuloso e o tremendo comando de Carlos sobre a orquestra garantem que estas peças bastante batidas, mas muito atraentes, soem como se as ouvíssemos pela primeira vez na vida – uma das características do “Estilo Kleiber”.

Sobre o final do ano, sou realmente meio cabreiro acerca das grandes mudanças que todos esperam para os trezentos e sessenta e poucos próximos dias do calendário. Não deixo aqui meus votos, portanto, mas antecipo uma resolução (mais que isso: uma autoimposição!) de Ano Novo: terei que reduzir a frequência de minhas postagens e resenhá-las, se tanto, mais sucintamente. Não que não tenha apreciado demais a oportunidade de postar quase diariamente desde meu ingresso na ademais fabulosa equipe do PQP Bach e de interagir com os poucos de vocês que se dispuseram, além de acessar o que lhes disponibilizo, a deixar-me um “joinha”, um resmungo ou algum pedido. Se desfrutaram de meus esforços um naquinho que seja do que eu desfrutei ao empenhá-los, imagino então que se divertiram.

1992 NEW YEAR’S CONCERT of the 150th Jubilee Year of the WIENER PHILARMONIKER – CARLOS KLEIBER

Carl Otto Ehrenfried NICOLAI (1810-1849)
01 – Die Lustigen Weiber Von Windsor: Abertura

Johann STRAUSS II (1825-1899)
02 – Stadt und Land, Polka Mazur, Op. 322

Josef STRAUSS (1827-1870)
03 – Dorfschwalben aus Österreich, Valsa Op. 164

Johann STRAUSS II
04 – Vergnügungzug, Polca Rápida Op. 281
05 – Der Zigeunerbaron: Abertura
06 – Tausend und Eine Nacht, Valsa Op. 346
07 – Neue Pizzicato-Polka, Op. 449
08 – Persischer Marsch, Op. 289
09 – Tritsch-Tratsch-Polka, Op. 214

Josef STRAUSS
10 – Sphärenklänge, Valsa Op. 235

Johann STRAUSS II
11 – Unter Donner und Blitz, Polca Rápida Op. 324
12 – An der Schöner Blauen Donau, Valsa Op. 314

Johann Baptist STRAUSS (1804-1849)
13 – Radetzky-Marsch, Op. 228

Wiener Philarmoniker
Carlos Kleiber, regência

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thats_all_folks_wallpaperVassily Genrikhovich

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle (Neun deutsche Arien / Music For The Royal Fireworks)

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle (Neun deutsche Arien / Music For The Royal Fireworks)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que baita, tremendo CD! Que cantora é Nuria Rial e que maravilhosa é a Austrian Baroque Company! As Neun deutsche Arien (Nove árias alemãs) foram escritas entre 1724 e 1727. São lindas árias aparentemente simples para uma voz solo, um instrumento melódico que o acompanha e um baixo contínuo. Até os títulos das árias revelam que Händel — famoso como criador de óperas e oratórios suntuosos — está disposto ao intimismo e ao espírito do pietismo primitivo. Do poeta hamburguês Barthold Heinrich Brockes, ele pega textos calmos e sensíveis que não eram nem do italiano do início da carreira nem do inglês que usaria no futuro. Eles foram são retirados da coleção de poesia de Brockes, Prazeres terrenos em Deus, que apareceu em 1721. Seu humor terno, frugal e despretensioso permitiu a Handel expressar na música íntima o mesmo domínio que demonstrou nas paixões palpitantes ou emoções virtuosísticas de outros trabalhos. Tanto a letra quanto o cenário de Händel são característicos da mudança do barroco, no sentido mais restrito, para a Era do Iluminismo: o homem descobre o traço de Deus na beleza independente da natureza e agradece a ele, Criador, com louvores, às vezes alegres, às vezes íntimos. As Nove árias alemãs incomuns permaneceriam isoladas no trabalho de Handel mesmo depois de 1727, pois logo o compositor voltou a formas mais tonitruantes. Mas fica clara uma coisa: que compositor foi Händel!

Já a redução da Música para os Reais Fogos de Artifício, apesar de estar muito abaixo das árias, é uma gracinha.

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle

Neun deutsche Arien
1 Künft’Ger Zeiten, Eitler Kummer, HWV 202 7:02
2 Das Zitternde Glänzen Der Spielenden Wellen, HWV 203 5:24
3 Süsser Blumen Ambraflocken, HWV 204 7:45
4 Süße Stille, Sanfte Quelle, HWV 205 4:53
5 Singe, Seele, Gott Zum Preise, HWV 206 4:44
6 Meine Seele Hört Im Sehen, HWV 207 6:09
7 Die Ihr Aus Dunklen Grüften, HWV 208 4:39
8 In Den Angenehmen Büschen, HWV 209 3:21
9 Flammende Rose, Zierde Der Erden, HWV 210 6:04

Music For The Royal Fireworks, HWV 351
Arranged By [Chamber Version] – Michael Oman

10 Ouverture 7:17
11 Bourée 1:06
12 La Paix 3:55
13 La Réjouissance 2:24
14 Menuet 0:51
15 Bourée 0:55

Bassoon – Wolfgang Heiler
Cello – Balázs Máté
Conductor, Recorder – Michael Oman
Guitar, Lute – Daniel Oman
Guitar, Theorbo – Thomas C. Boysen*
Harpsichord, Organ – Jeremy Joseph (3)
Oboe – Paolo Grazzi
Organ – Martina Schobersberger
Soprano Vocals – Nuria Rial (tracks: 1 to 9)
Violin – Riccardo Minasi

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Nuria dando um rolê pela Adega Inebriante de Vinhos da PQP Bach Corporation

PQP

Musica Antiqua Bohemica – Jan Křtitel Vaňhal (1739-1813): Sonatas para viola – Špelina – Hála

61gvLv85bLL._SS280Gostei dessa estratégia de postagens em série, pois ajuda este colecionador compulsivo a orientar-se em meio à sua Babilônia de gravações e deixa alguns de vocês (calculo que uns três ou quatro) na expectativa sobre o que mais virá.

Ao longo dessa semana, postaremos obras de compositores tchecos, alguns muito pouco conhecidos. Aliás, antes que perguntem: “tcheco” deriva de “Čech”, que quer dizer “boêmio” – o natural da Boêmia, uma das três regiões históricas que formam a atual República Tcheca, correspondendo aproximadamente às terras do antigo Reino da Boêmia que, desde sempre, foi centrado em Praga (as outras regiões são a Morávia, centrada em Brno, e a parte tcheca da Silésia, centrada em Ostrava).

Um dos incontáveis prazeres de se viver em Praga (o que fiz por sete meses, em tempos imemoriais) é desfrutar da grande música feita por excelentes músicos, e na maioria das vezes em joias arquitetônicas de extraordinária acústica. De quebra, ainda se encontram gravações baratíssimas (menos que um lanche lá naquele palácio da gordura trans e dos arcos dourados), em CD e vinil, do ótimo selo Supraphon, cujo catálogo parece um poço sem fundo donde não para de se encontrar coisa boa.

Uma das séries do Supraphon, “Musica Antiqua Bohemica” (da qual já postamos, na semana passada, a gravação com as sonatas para harpa solo de Krumpholz), aborda justamente tesouros pouco tocados, ou recém redescobertos, da música daquela região. É impressionante a quantidade de bons compositores cujas obras volumosas jazem nas bibliotecas da Boêmia. Os músicos daquela época não se enxergavam como gênios que compunham para eras vindouras, mas sim como artífices que trabalhavam para cumprirem seus deveres laborais. Dessa feita, eles compunham obras para alguma ocasião ou intérprete e, uma vez executadas, elas perdiam sua razão de ser e acabavam, muitas vezes vendidas pelo preço de papel velho, nalguma estante poenta.

Jan Křtitel Vaňhal, também conhecido como Johann Baptist Wanhal – a versão alemã, com menos diacríticos e muito mais amistosa de seu nome – já estreou no PQP numa postagem de nosso patrão. O que trago hoje para vocês é uma gotícula no verdadeiro manancial que é a sua obra: sonatas escritas para a viola com acompanhamento de cravo e piano. A essas cinco sonatas juntar-se-ão pelo menos outras oito, redescobertas e reconstruídas por uma querida violista e musicóloga de Brno que pretende fazer sua primeira gravação tocando-as ela mesma, com acompanhamento deste que vos fala.

Já pensaram? Uma estreia mundial, aqui neste eudaimônico blogue? Se o improvável encontro for gravado, e se talvez eu beber MUITO – quiçá uns Keep Coolers a mais no Ano Novo -, prometo postar a gravação aqui no PQP!

VAŇHAL – SONATAS FOR VIOLA AND HARPSICHORD (PIANO)

Jan Křtitel VAŇHAL (1739-1813)

Quatro Sonatas para viola e cravo, com baixo ad libitum, Op. 5

Sonata no. 4 em Dó maior
01 – Allegro moderato
02 – Adagio
03 – Finale con variazioni

Sonata no. 2 em Ré maior
04 – Allegretto moderato
05 – Arieta
06 – Finale. Andante

Sonata no. 3 em Fá maior
07 – Allegreto moderato
08 – Adagio
09 – Allegreto

Sonata no. 1 em Dó maior
10 – Allegro moderato
11 – Minuetto
12 – Rondo. Allegro.

Karel Špelina, viola
Josef Hála, cravo
Ladislav Pospíšil, violoncelo

Sonata em Mi bemol maior para viola e piano
13 – Allegro vivace
14 – Poco adagio
15 – Rondo. Allegretto.

Karel Špelina, viola
Josef Hála,
piano

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Vassily Genrikhovich

Agulhas em palheiros: a biblioteca do Clementinum de Praga (foto do autor)
Agulhas em palheiros: a biblioteca do Clementinum de Praga (foto do autor)

Cazzati / Grossi / Jacchini / Lazzari / Melani / Scarlatti / Stradella / Torelli / Vitali / Vivaldi: Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Cazzati / Grossi / Jacchini / Lazzari / Melani / Scarlatti / Stradella / Torelli / Vitali / Vivaldi: Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Um excelente disco do tempo em que Alison Balsom ainda não era a grande estrela que é hoje – com total merecimento. Até meados do século XVII, o trompete era essencialmente um instrumento cerimonial, tocado por soldados e atendentes da corte. Era normalmente utilizado em bandas de trompetes e bateria, nas quais fanfarras e músicas populares eram tocadas. No entanto, compositores alemães como Michael Praetorius e Heinrich Schütz começaram a experimentar o uso de trompetes em concertos por volta de 1620, e logo após 1650 os compositores começaram a escrever muitas peças para uma ou duas trombetas com órgão e com cordas e continuo. Este é o repertório que é explorado neste disco. Pensa-se normalmente que as primeiras sonatas da trompete foram escritas em Bolonha. E, com efeito, as primeiras sonatas de trompete impressas foram publicadas em 1665 por Maurizio Cazzati, maestro di capella em San Petronio, em Bolonha. No entanto, existem sonatas para trompete em manuscritos nas bibliotecas do norte da Europa que são mais antigas. Um exemplo disso é a sonata do compositor e cantor romano Alessandro Melani. Ela pode ser encontrada em manuscritos de Uppsala, na Suécia, provavelmente copiada nas décadas de 1680 ou 90, embora uma versão mais curta para uma única trombeta em um manuscrito de Oxford possa remontar à metade do século.

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Sonata a 6 in D major[5’43] Ferdinando Lazzari (1678-1754)
1 Presto e spicco[1’58]
2 Grave[0’35]
3 Canzona[0’59]
4 Grave[0’31]
5 Presto[1’40]

6 Sonata a 4 in G minor ‘La sampiera'[3’36]Maurizio Cazzati (1620-1677)

Sonata a 5 in D major Op 3 No 10[5’29] Andrea Grossi (1680-1690)
7 Vivace[1’11]
8 Adagio[2’06]
9 Grave[0’59]
10 Presto[1’13]

Sonata a 5 in D major[4’08] Giuseppe Maria Jacchini (c1663-1727)
11 Grave – Allegro[1’08]
12 Grave[0’38]
13 Allegro[1’06]
14 Grave – Allegro[1’16]
15 Sonata in A minor ‘La sassatelli’ Op 5 No 10[3’06]Giovanni Vitali (1632-1692)

Sonata a 5 in C major[10’19] Alessandro Melani (1639-1703)
16 Adagio – Allegro[2’01]
17 Allegro[3’14]
18 Canzona – Grave[2’42]
19 Vivace[2’22]
20 Sonata in E minor Op 10 No 17[5’15]Giovanni Legrenzi (1626-1690)

Il barcheggio[6’01] Alessandro Stradella (1639-1682)

21 Sinfonia in D major Movement 1: [Allegro][0’56]
22 Sinfonia in D major Movement 2: Andante[2’13]
23 Sinfonia in D major Movement 3: Allegro ma non troppo[1’16]
24 Sinfonia in D major Movement 4: Allegro[1’36]

Sonata a 5 in D major G7[5’23] Giuseppe Torelli (1658-1709)
25 Grave – Allegro[1’02]
26 Adagio[1’26]
27 Allegro[1’11]
28 Grave – Allegro[1’44]

Sonata a 4 No 1 in F minor[5’46] Alessandro Scarlatti (1660-1725)
29 Grave[0’51]
30 Allegro[1’38]
31 Larghetto[2’09]
32 Allemanda[1’08]

Concerto in C major RV537[6’41] Antonio Vivaldi (1678-1741)
33 Vivace[2’52]
34 Largo[0’33]
35 Allegro[3’16]

Crispian Steele-Perkins (trumpet)
Alison Balsom (trumpet)
The Parley of Instruments

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Vocês pensam que Vermeer não gostava de trompete?

PQP

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

André Danican Philidor, o velho [em francês: l’aîné] foi um membro da família de músicos franceses Philidor, conhecido também como André Danican Philidor le père depois de 1709. Ele era um bibliotecário musical, instrumentista e compositor. É conhecido principalmente como organizador e o principal copista do que hoje é conhecido como partituras manuscritas da Coleção Philidor de barroco francês. Philidor l’aîné foi nomeado para um cargo anteriormente ocupado por seu tio, Michel Danican, nos fuzileiros navais de Cromornes et Trompettes em 1659. Ele tocou oboé nos mosqueteiros reais de 1667 a 1677. Aparece em libretos dos balés e óperas de Lully como instrumentista de sopros e percussão. Ele tocava 33 instrumentos (!!!), incluindo oboés, flautas, flautas doces, fagotes e todo tipo de percussão. Compôs peças ocasionais ao longo de sua carreira e começou a escrever para o palco (óperas-ballets) após a morte de Lully, em 1687.

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

Musiques De L’Enfance Du Dauphin
1 Pavane Pour La Petite Guaire, Fait Pour Les Cornetz En 1601 (MS Philidor Pag. XXVI) 2:19
2 Gaillarde, En Suitte (MS Philidor Pag. XXVII) 1:46
3 Muzette “Ma Mignone” 1:31
4 Pavane Fait Au Mariage De Mr. Vandosme En 1609 (MS Philidor Pag. XVI) 2:38
5 Branle En Faubourdon (Fait En 1540) (MS Philidor Pag. XXXI) 0:36
6 Gaillarde En Suitte (MS Philidor Pag. XXXII) 0:34

Musiques Pour Le Sacre Du Roy Faites Le 17 Octobre 1610
7 Pavanne Pour Les Hautbois Fait Au Sacre Du Roy (MS Philidor Pag. XVIII) 1:33
8 2e Air En Suitte (MS Philidor Pag. XIX) 0:42
9 3e Air En Suitte (MS Philidor Pag. XX) 0:57

Musiques Pour Le Mariage Du Roy Louis XIII Faites En 1615
10 Pavanne Du Mariage De Louis XIII, 1615 (MS Philidor Pag. 120) 3:29
11 Bourée D’Avignonez (MS Philidor Pag. XXII) 1:59
12 Ballet A Cheval Pour Le Grand Carousel, Fait A La Place Royale Pour Le Mariage De Louis XIII, Joué Par Les Grands Hautbois, 1615 (MS Philidor Pag. 106) 0:59
13 2e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 108) 0:36
14 3e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 108) 0:17
15 4e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 109) 0:53

Concert Donné A Louis XIII En 1627 Par Les 24 Viollons Et Les 12 Grands Hautbois
16 Les Ombres (MS Philidor Pag. 1) 3:13
17 2e. Air Pour Les Mesmes (MS Philidor Pag. 2) 1:34
18 Charivaris Pour Les Hautbois (MS Philidor Pag. 4) 0:50
19 Gavotte En Suite (MS Philidor Pag. 6) 0:41
20 Les Suisses, Air Pour Les Viollons (MS Philidor Pag. 9) 2:25
21 Les Suissesses (MS Philidor Pag. 11) 1:58
22 Les Gascons (MS Philidor Pag. 13) 2:36
23 Entrée De Mr. De Liancourt (MS Philidor Pag. 14) 1:51
24 Les Ballets De La Faiste (MS Philidor Pag. 15) 2:18
25 Les Nimphes De La Grenouillere (MS Philidor Pag. 17) 2:47
26 Les Bergers (MS Philidor Pag. 20) 2:32
27 Les Ameriquains (MS Philidor Pag. 22) 3:00

Les Musiques Royales De 1634 À 1650
28 Fanfare (Improv.) 0:39
29 Intrada – Gavotte – Sarabande, Vers 1648 (Cassel) 2:31
30 Charivaris Pour Les Hautbois, 1648 (Mr. Dumanoir) (MS Philidor Pag. 26) 1:18
31 Courante De La Reine D’Anglaterre, 1634 (MS Philidor Pag. 117) 2:23
32 Gavotte, Vers 1648 (Cassel) 1:06
33 Fantaisie “Les Pleurs D’Orphée”, 1648 (L. Rossi) (Cassel) 3:40
34 Libertas (MS Philidor Pag. 113) 1:55
35 Sarabandes & Tambourin (Cassel) 2:13
36 “A L’Impero D’Amore” (Sarabande Italienne) (MS Philidor Pag. 116)

Conductor [Direction] – Jordi Savall
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Concertmaster [Concertino] – Manfredo Kraemer (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Double Bass [Basses De Violon] – Bruno Cocset (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Claire Giardelli (tracks: 29, 32), Laura Folch (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Tamas Varga* (tracks: 29, 32)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Viola [Hautes-contre De Violon] – Angelo Bartoletti (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Giovanni de Rosa (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Judit Földes (tracks: 29, 32), Martin Barrera* (tracks: 29, 32), Natan Paruzel (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Viola da Gamba [Violes De Gambe] – Eunice Brandao (tracks: 33, 36), Sergi Casademunt (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Sophie Watillon (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Violin [Violons] – David Plantier (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Davide Amodio (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Isabel Serrano (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Lydia Cevidalli (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Mauro Lopes* (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Pablo Valetti (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Santi Aubert (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Sílvia Mondino* (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Violone – Richard Myron (tracks: 29,32), Xavier Puertas (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Bassoon [Bassons] – Barbara Sela* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Claude Wassmer (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Jean-Noël Catrice (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Josep Borràs (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Concert Flute [Flûte Traversière] – Marc Hantaï (tracks: 5, 6)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Cornet – Jean-Pierre Canihac (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Marie Garnier* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Musette – Jean-Christoph Maillard* (tracks: 3)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Oboe [Hautbois] – Alfredo Bernardini, Béatrice Delpierre, Marcel Ponseele (tracks: 3, 5, 6)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Sackbut [Sacqueboutes] – Daniel Lassalle (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Elies Hernándis (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Harry Ries (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Nicolas Vallade (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Stephan Legée* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Trumpet [Trompettes] – Guy Ferber (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Roland Callmar (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Bassoon [Bassons] – Claude Wassmer (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Josep Borràs (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Flute [Flûtes Traversières] – Charles Zebley (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Marc Hantaï (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Oboe [Hautbois] – Alessandro Pique (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Ann Vanlancher* (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Marcel Ponseele (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Paolo Grazzi (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Taka Kitazato (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Trumpet [Trompettes] – Jean-Marc Imbert* (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Stephen Keavy (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Guitar, Theorbo [Théorbe] – Rolf Lislevand (tracks: 3, 5, 6, 29, 35), Xavier Díaz*
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Harpsichord [Clavecin], Organ [Organo Di Legno] – Carlos García Bernal*, Luca Guglielmi, Michael Behringer
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Percussion – Marc Clos (tracks: 1, 2, 4, 7 to 9, 10 to 15), Michèle Claude (tracks: 28, 29, 35), Pedro Estevan
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Theorbo [Théorbes] – Eduardo Egüez, Mathias Spaeter*
Ensemble, Orchestra – Le Concert Des Nations

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André Danican Philidor em quadro da Pinacoteca PQP Bach

PQP

Sergey Rachmaninov – Piano Concerto nº 3 – Horowitz, Reiner, Ormandy

O Rach 3, como é mais conhecido, é um dos mais difíceis concertos para Piano já compostos. Que o diga o pianista australiano David Helfgott, menino prodígio, que encarou o desafio de tocá-lo em um concurso, porém, devido a um esgotamento mental devido às horas de ensaio, e a esquizofrênia ainda não diagnosticada, e e também à pressão do pai, que queria que fosse tudo perfeito, veio a sofrer um colapso mental no dia da sua apresentação. Está tudo retratado no belíssimo filme intitulado ‘Shine, Brilhante”, com o ótimo ator australiano Geoffrey Rush. Quem ainda não viu, não sabe o que perdeu.

Wladimir Horowitz foi um dos maiores pianistas do século XX, e este Concerto fazia parte de seu repertório. Tenho dois registros dele, o primeiro lá dos anos 50, 1951, para ser mais exato, onde ele é acompanhado por Fritz Reiner. Já em idade avançada, 75 anos, veio a gravar novamente, nas comemorações de seu Jubileu, com o grande Eugène Ormandy. São com certeza dois registros históricos, estou trazendo para os senhores poderem fazer as devidas comparações. Divirtam-se. São dois momentos únicos, vale a pena conhecer.

 

Sergey Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto No. 3, In D Minor, Op. 30 (Gravação de 1951)

01. Allegro ma non tanto
02. Intermezzo Adagio
03. Finale. Alla breve

Wladimir Horowitz – Piano
RCA Victor Symphony Orchestra
Fritz Reiner – Conductor

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Sergey Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto No. 3, In D Minor, Op. 30 (Gravação de 1978)

01. Allegro ma non tanto
02. Intermezzo Adagio
03. Finale. Alla breve

Wladimir Horowitz
Nwe York Philharmonic Orchestra
Eugene Ormandy – Conductor

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A Família das Cordas: Der Arpeggione – Gerhart Darmstadt #BTHVN250

CD esgotado!
CD esgotado!

Pensaram que tínhamos esgotado a família dos arcos? Nah: nós nos lembramos do esquecido arpeggione, que gozou de breve voga no começo do século XIX, quando um visionário fabricante de violões teve a ideia, que certamente considerou brilhante, de construir um violão que se tocava com um arco.

Sim, ideia medonha.

E não fosse um Schubert a lhe dedicar uma ótima sonata (que hoje faz parte do repertório de violistas e violoncelistas), hoje ninguém sequer se lembraria da criação de Herr Johann Georg Stauffer.

Taí o bicho.
Ei-la

 

Não pensem, entretanto, que esse ostracismo do arpeggione foi imerecido: o som do instrumento é acanhado, o que dificultava tanto seu uso em grandes salas de concerto quanto seus duos com outros instrumentos. Além disso, os trastos – exatamente iguais aos dos violões – e a pouca tensão nas cordas acarretavam problemas de articulação, que são notórios nas poucas gravações disponíveis no mercado, e mesmo nas mãos de especialistas. Um deles é Nicolas Deletaille, que já deu o ar de sua graça aqui a tocar a Sonata “Arpeggione” de Schubert com acompanhamento do incansável Paul Badura-Skoda e, depois de trocar seu arpeggione por um violoncelo, juntar-se a um quarteto de cordas no maravilhoso Quinteto D. 956 do mesmo compositor.

O outro é Gerhart Darmstadt, que estrela este álbum que, logicamente, serve a “Arpegionne” como prato principal, junto com um punhado de outras peças originais para o instrumento e de uma pitada de outras transcrições – algumas delas feitas por um certo Vincenz Schuster, que foi amigo de Schubert e carrega a distinção de ter sido o único, er, ARPEGGIONISTA profissional de toda a história do planeta. O acompanhamento – a cargo de um pianoforte de som bem menos robusto que um piano moderno e de uma guitarra romântica com cordas de tripa – tem o mérito de não sufocar o algo fanhoso protagonista.

DER ARPEGGIONE – GERHARDT DARMSTADT

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Sonatina (Adagio) em Dó menor, WoO 43a
02 – Árias Nacionais, Op. 107 – no. 7: Ária russa em Lá menor

Franz Peter SCHUBERT (1797-1828)

03 – Quatro Canções do “Wilhelm Meister” de J. W. von Goethe, D. 877 – no. 4: Lied der Mignon em Lá menor

Franz Peter SCHUBERT

Sonata para arpeggione e pianoforte em Lá menor, D. 821

04 – Allegro moderato
05 – Adagio
06 – Allegretto

Louis (Ludwig) SPOHR (1784-1859)
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

07 – Tempo di Polacca em Lá maior, da ópera “Faust”

Bernhard Heinrich ROMBERG (1767-1841)
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

08 – Adagio em Mi maior

Folclore UCRANIANO
transcrição de Vincenz Schuster (1800-?) para arpeggione e guitarra

09 – Schöne Minka – Moderato em Lá menor

Johann Friedrich Franz BURGMÜLLER (1806-1874)

10 – Noturno em Lá menor para arpeggione e guitarra

Gerhart Darmstadt, arpeggione
Egino Klepper, pianoforte
Björn Colell, guitarra romântica

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Se fosse para reviver o arpeggione com esse formato, ele seria um sucesso instantâneo - ainda mais com esse gorrinho
Se fosse para reviver o arpeggione com esse formato (e com esse gorrinho) ele seria um sucesso instantâneo.

Vassily Genrikhovich

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano – Anna Vinnitskaya, Kremerata Baltica

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano – Anna Vinnitskaya, Kremerata Baltica

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esse CD traz excelentes interpretações dos Concertos para Piano de Shostakovich. A jovem pianista russa Anna Vinnitskaya dá um show, acompanhada pela extraordinária Kremerata Baltica. Em outras palavras, trata-se de um baita CD.

Este é o CD de estreia de Vinnitskaya na Alpha. O repertório foi escolhido pela pianista, a qual revela duas facetas da música do compositor justapondo o Concerto N° 1 para Piano Op. 35, uma composição insolente com um caleidoscópio de atmosferas e registros estilísticos (romantismo russo, jazz americano, neoclassicismo) que surpreende constantemente o ouvinte e o mais tradicional N° 2, escrito para o filho Maxim e que irradia o alegria da juventude.

Sem mais,

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Piano – Anna Vinnitskaya, Kremerata Baltica

01 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 I. Allegretto
02 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 II. Lento
03 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 III. Moderato
04 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 IV. Allegro con brio

05 Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 I. Allegro
06 Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 II. Andante
07 Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 III. Allegro

08 Concertino for Two Pianos in A Minor, Op. 94

09 Tarantella for Two Pianos

Anna Vinnitskaya
Kremerata Baltica

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Link alternativo

Anna, em visita à sede social de gala — porque ela merece — da PQP Bach Corp.

FDP (com uma pequena atualização de PQP)

 

A Quatro Mãos: Claude Debussy (1862-1918) – En Blanc et Noir – Katia e Marielle Labèque

MI0000987092Se falávamos ontem que nem sempre ser uma das maiores virtuoses vivas transforma alguém numa boa duetista, hoje constataremos que o bom duo multiplica seus fatores. As irmãs Labèque são excelentes pianistas, seu duo é dos melhores que existem, e elas acumulam álbuns impecáveis. Sinceramente, tenho ao ouvi-las a impressão de que uma só pianista está a tocar com vinte dedos. E, se tocar Debussy com dez dedos já é complicado, que se dirá então de fazê-lo vinte conjuntos de falanges? Este álbum, que inclui obras da juventude e do final de sua vida do pai de Chouchou, mostra a capacidade das Labèque de transpor os desafios timbrísticos e de articulação propostos por este compositor tão peculiar para o teclado. Uma de minhas peças favoritas em todo repertório para duo pianístico é justamente aquela que dá nome ao álbum, e os velhinhos saudosistas como eu reconhecerão o primeiro movimento de “En Blanc et Noir” como a vinheta de abertura do programa “Teclado”, que o pianista Gilberto Tinetti apresentava semanalmente na FM Cultura de São Paulo nos anos 90.

EN BLANC ET NOIR – THE DEBUSSY ALBUM
KATIA AND MARIELLE LABEQUE

Claude-Achille DEBUSSY (1862-1918)

En Blanc et Noir, para dois pianos
01 – Avec emportement
02 – Lent. Sombre
03 – Scherzando

Petite Suite, para piano a quatro mãos
04 – En bateau
05 – Cortège
06 – Menuet
07 – Ballet

Nocturnes para orquestra (versão para piano a quatro mãos)
08 – Nuages
09 – Fêtes

Épigraphes antiques, para piano a quatro mãos
10 – Pour invoquer Pan, dieu du vent d’été
11 – Pour un tombeau sans nome
12 – Pour que la nuit soit propice
13 – Pour la danseuse aux crotales
14 – Pour l’Égyptienne
15 – Pour rémercier la pluie au matin

16 – Lindaraja, para dois pianos

Katia e Marielle Labèque, pianos

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As irmãs Labèque: difícil saber onde termina uma e começa a outra
As irmãs Labèque: difícil saber onde termina uma e começa a outra

Vassily Genrikhovich

 

Ravel (1875-1937): Miroirs & La Valse – Stravinsky (1882-1971) – L’Oiseau de feu & Petrouchka – Beatrice Rana

Ravel (1875-1937): Miroirs & La Valse – Stravinsky (1882-1971) – L’Oiseau de feu & Petrouchka – Beatrice Rana

Ravel 

Stravinsky

Música para Piano

 

Por certo vocês já perceberam minha predileção pelo piano. Os compositores que se destacam por compor para este instrumento são sempre meus preferidos, especialmente aqueles que escreviam para piano antes que este fosse inventado e também por aqueles que desconstruíam seus primeiros protótipos com o exclusivo intuito de torná-los aquilo para o qual deveriam existir…

Quando encontro um disco que reúne repertório destes compositores interpretado por algum artista promissor, que traz uma certa ousadia ou um novo olhar para estas obras, não deixo de ouvir vezes e vezes. E foi isto o que aconteceu com este disco da postagem.

Dia destes postei um disco da Anne Queffélec interpretando a obra que abre este disco – Miroirs. Temos aqui uma outra espetacular interpretação, agora com a jovem e talentosíssima pianista italiana – Beatrice Rana. A moça é filha de pianistas profissionais e confessa que ficou chocada ao saber, ainda mais jovem, que as outras pessoas raramente têm pianos em suas casas.

Ravel e Stravinsky eram muito diferentes, mas tinham grande respeito um pelo outro. O ‘língua de trapo’ do Igor chamou Maurice de ‘o relojeiro suíço’ da música – é claro, caricaturando a obsessão de Ravel com a perfeição de suas peças. Mas também disse que Maurice fora o único que entendera sua música logo após o furor que foi a estreia de sua Sagração da Primavera. Além de Miroirs, o disco tem duas obras de Stravinsky. Alguns trechos do Oiseau de Feu transcritas para piano por Guido Agosti, um pianista que foi aluno de Ferruccio Busoni, entre outros, e três movimentos de Petrouchka, do próprio Stravinsky. Há uma gravação destes movimentos feita por Maurizio Pollini que é extraordinária, mas hoje o dia é da bela Beatrice.

Para completar o pacote, La Valse, de Maurice Ravel. Você verá que uma orquestra não cabe em um piano, mas quase. Além disso, não é hora de ficar procurando defeitos, agarre o par mais próximo e aproveite este disco espetacular!

Maurice Ravel (1875-1937)

Miroirs

  1. Noctuelles
  2. Oiseaux tristes
  3. Une Barque sur l’océan
  4. Alborada del gracioso
  5. La Vallée des cloches

Igor Stravinsky (1882-1971)

L’Oiseau de feu

  1. Dance infernale; Berceuse
  2. Finale

Petrouchka

  1. Danse russe; Chez Petrouchka; La Semaine grasse

Maurice Ravel (1875-1937)

La Valse

  1. La Valse

Beatrice Rana, piano

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MP3 | 320 KBPS | 108 MB

Ah, a bela Beatrice é capa da Gramophone, recebeu loas de todas as partes e teve um disco com as Variações Goldberg postado aqui pelo próprio PQP Bach. Então, ande, baixe logo o álbum, escute muitas vezes e venha logo aqui dizer que gostou. Pode clicar no ‘LEAVE A COMMENT’, bem em baixo do nome do compositor, no alto da nossa página, para dizer, mesmo com poucas e mal traçadas linhas, que gostou!

Aproveite!

René Denon

Piotr Illich Tchaikovsky (1840-1893) – Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in B-flat minor op. 23 – Emil Gilels, Chicago Symphony Ochestra, Fritz Reiner

Ontem fiquei por três horas cozinhando em fogo lento em um congestionamento gigantesco, voltando das festas de Natal, e pensando no que iria postar quando chegasse em casa. Curiosamente, o congestionamento, assim como surgiu desapareceu, sumiu, escafedeu-se. E pude concluir minha viagem. Mas enfim, vamos ao que viemos.
Nada que escreva vai mudar o fato de que este Concerto para Piano de Tchaikovsky é com certeza uma das maiores criações do ser humano, desde que o dito cujo começou a se expressar artisticamente, lá nos tempos da Idade da Pedra.
Junte-se a isso três cúmplices peso pesadíssimos (tudo superlativo aqui hoje), Emil Gilels, Fritz Reiner e Sinfônica de Chicago. Fala sério, você ainda não correu para baixar esse CD? Faz o favor, né?
P.S. Claro que Emil Gilels gravou essa obra em outras ocasiões, mas convenhamos, o que ele faz aqui é coisa de outro mundo, se é que me entendem.

P.S2. Não, não tem os excertos do Quebra Nozes neste CD. Apenas o Concerto, talquei?

Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in B-flat minor op. 23

1 I Allegro non troppo e molto maestoso – Allegro con spirito 20:20
2 II Andantino semplice – Prestissimo – Tempo I
3 III Allegro con fuoco – Allegro vivo

Emil Gilels piano
Chicago Symphony Orchestra
Fritz Reiner conductor

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Bedřich Smetana (1824-1884) – Má Vlast (Minha Pátria) – Rafael Kubelík (1990)

Ma_Vlast_KubelikUm CD sensacional com o registro de um dos mais significativos concertos da longa história da veneranda Orquestra Filarmônica Tcheca, na abertura do Festival Primavera de Praga em 12 de maio de 1990.

Nele, o legendário maestro Rafael Kubelík (1914-1996), ex-diretor artístico da Filarmônica, idealizador do Festival e regente do concerto de abertura de sua primeira edição, em 1946, retornava a seu país e ao pódio da magnífica Sala Smetana da Casa Municipal de Praga após um exílio de 42 anos.

Kubelík, que conseguira manter a Filarmônica ativa mesmo durante a brutal ocupação nazista da Tchecoslováquia, deixou o país após o golpe comunista de 1948, jurando só voltar depois que o país fosse liberado da opressão (“tendo vivido sob uma forma de tirania bestial, o Nazismo, por uma questão de princípios não iria viver sob outra”). Desenvolveu uma brilhante carreira no Reino Unido, Estados Unidos (onde teve problemas na Sinfônica de Chicago por aceitar músicos negros) e, principalmente, na Alemanha, elevando a Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara, sob sua batuta, à condição de um dos melhores conjuntos do mundo. Como o mais ilustre exilado tcheco de seu tempo, recebeu vários convites do governo comunista para retornar, ao que respondeu que só voltaria sob a condição de “liberdade de opinião, liberdade de criação, liberdade de expressão, e liberdade de movimento para qualquer tcheco e eslovaco decente, com ou sem talento” – o que, claro, só poderia acontecer depois do colapso do regime comunista da Tchecoslováquia, após a incruenta “Revolução de Veludo” liderada pelo escritor e dramaturgo Václav Havel em 1989.

“Esperei ansiosamente por este momento e sempre acreditei em que algum dia ele chegaria. Sou grato a Deus, à nossa nação inteira, aos amigos, e a todos vocês”, declarou Kubelík ao aterrissar em Praga e beijar o chão da pátria. Esta interpretação elétrica para o ciclo “Má Vlast” de Smetana – tradicional programa de abertura do Festival Primavera de Praga – só atesta sua excitação pela oportunidade longamente aguardada. Alguns leitores-ouvintes estranharão os andamentos escolhidos por Kubelík nesta sua quinta gravação da obra, em especial o do célebre “Vltava” (“O Moldava”), muito diferente do Allegro commodo non agitato prescrito pelo compositor. Entendo que, em lugar de considerar cada um dos poemas sinfônicos peças avulsas, como Smetana os concebeu, Kubelík preferiu abordá-los como movimentos de uma obra maior, enfatizando as citações dos Leitmotiven de cada um que vão ressurgindo nos demais e dando à obra uma coesão raramente vista em outras gravações. Especialmente tocante é a interpretação do solene hino hussita de “Tábor”, evocação da cidade-fortaleza fundada pelos seguidores do reformador Jan Hus e que, aqui, soa como o cerne emocional da obra.

SMETANA – MÁ VLAST – CZECH PHILARMONIC ORCHESTRA – RAFAEL KUBELÍK

Bedřich SMETANA (1824-1884)

Má vlast (“Minha Pátria”), Ciclo de Poemas Sinfônicos

01 – Vyšehrad
02 – Vltava
03 – Šárka
04 – Z českých luhů a hájů (“Das Florestas e Bosques da Boêmia”)
05 – Tábor
06 – Blaník

Česká filharmonie
Rafael Kubelík, regência
Gravado ao vivo na Sala Smetana da Casa Municipal de Praga (“Obecní dům”) na abertura do Festival Primavera de Praga (“Pražské jaro”) em 12 de maio de 1990

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Quem apreciou a gravação certamente gostará de assistir ao vídeo com a íntegra do concerto da Filarmônica Tcheca e do retorno de Kubelík do exílio. Notem a aclamação, durante a fanfarra de abertura (extraída da ópera “Libuše” de Smetana), que o presidente Vacláv Havel e sua esposa recebem ao ingressarem na tribuna de honra; o hino nacional tocado, que ainda é o tchecoslovaco – um híbrido do tcheco “Kde domov můj?” (“Onde está minha casa?”) e do eslovaco “Nad Tatrou sa blýska” (“Sobre os Tatras o clarão”), pois a dissolução pacífica da Tchecoslováquia só ocorreria dois anos depois; o comovente vigor com que Kubelík, então com 86 anos e já muito doente, conduz a Filarmônica Tcheca; e a maravilhosa arquitetura da Sala Smetana, uma das melhores casas de concerto do mundo, que fica dentro da não menos magnífica Casa Municipal de Praga, que é talvez o mais belo exemplo do estilo Art Nouveau e atração imperdível para todos que tiverem o privilégio de conhecer essa Rainha dos Superlativos que é a belíssima capital da Boêmia.

Vassily Genrikhovich

.: interlúdio :. Ella and Louis ∞ Christmas ∞ Ella Fitzgerald & Louis Armstrong

.: interlúdio :. Ella and Louis  ∞  Christmas ∞  Ella Fitzgerald & Louis Armstrong

 

 

Natal! Christmas! Natal!

 

 

 

Eu sei, é um pouco esquizofrênico estas canções falando de trenós, Natais brancos, homens de neve e coisas do gênero. Mas, (what the hell), é Natal!!!

Não temos os aficionados que ao menor possível sinal de neve nas serras gaúchas ou catarinenses desabam para lá em busca da tão sonhada paisagem?

Portanto, vamos de Christmas Album! Este disco pertence a uma inabalável tradição americana. De Elvis Presley, Nat King Cole, Johnny Mathis, Barbra Streisand, Sinatra (é claro!), Celine Dion até Rod Stewart (que é inglês), todos produziram pelo menos um Christmas Album.

Ella Fitzgerald e Louis Armstrong não ficaram de fora desta ilustre lista. E se cada um a seu turno faz grande sucesso, quando se juntam, aí é covardia!

Este “Ella & Louis Christmas” álbum é uma compilação. Não se preocupe por isto, você ouvirá cada um deles no que há de melhor e os dois juntos, algumas vezes, sempre gloriosos.

Temos um desfile de deliciosas canções, algumas nostálgicas, como é próprio da estação, outras humorosas, porque só de seriedade o homem acaba perecendo.

Se você não tiver tempo para todo o álbum, afinal, há que fazer compras de Natal, pagar promessas para ficar fora das listas dos que ganham meias e lenços (uma vez nesta lista, meu caro, you are gone!), ouça essa minha playlist:

∞ Have Yourself a Merry Little Christmas (só para entrar no clima…)

∞ Christmas Song (Ella at her best!)

∞ Let it Snow! Let it Snow! Let it Snow! (Esta eu canto com headphones e sunga…)

∞ White Christmas (onde Louis exibe todo o seu charme e talento)

∞ Baby, It’s Cold Outside (Aqui, Louis faz dueto com Velma Middleton. Espetacular! Delicioso!)

Louis & Velma

∞ I’ve Got My Love to Keep Me Warm (Louis e Ella, numa de suas mais lindas performances.)

∞ Jingle Bells (Como deixar de fora?)

∞ Woul You Like to Take a Walk? (Só para terminar com os dois cantando juntos.)

  1. Have Yourself a Merry Little Christmas (Ella)
  2. Sleigh Ride (Ella)
  3. The Christmas Song (Ella)
  4. Christmas Night in Harlem (Louis)
  5. Let it Snow! Let it Snow! Let it Snow! (Ella)
  6. Frosty The Snowman (Ella)
  7. Whitte Christmas (Louis)
  8. Cool Yule (Louis)
  9. Baby, It’s Cold Outside (Louis and Velma Middleton)
  10. I’ve Got My Love to Keep Me Warm (Louis & Ella)
  11. Santa Claus is Coming to Town (Ella)
  12. ‘Zat You, Santa Claus? (Louis)
  13. Jingle Bells (Ella)
  14. Rudolph The Red-Nosed Reindeer (Ella)
  15. Winter Wonderland (Louis)
  16. The Secret of Christmas (Ella)
  17. Christmas in New Orleans (Louis)
  18. What Are You Doing New Year’s Eve? (Ella)
  19. Would You Like to Take a Walk? (Ella & Louis)
  20. What a Wonderful Worls (Louis)

Louis Armstrong & Ella Fitzgerald

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Se você fizer uma outra playlist, pode mandar que ouvirei, mesmo que já seja Véspera de Ano Novo!

Aproveite e …

Feliz Natal!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Oratório de Natal (Weihnachts-Oratorium / Christmas Oratorio) (Jacobs)

J. S. Bach (1685-1750): Oratório de Natal (Weihnachts-Oratorium / Christmas Oratorio) (Jacobs)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Natal está chegando e já estou montando uma árvore em meu coração para abrigar meus amigos e presentes, principalmente os últimos. Esta data — que é uma verdadeira e bela conspiração de amor — sempre me deixa, bem , muito irritado…

Até porque o Natal é uma festa de origem pagã que nos foi roubada pelos religiosos. A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. No hemisfério norte, o solstício de inverno era comemorado por marcar a noite mais longa do ano. No dia seguinte, ela seria paulatinamente mais curta, encaminhando o final do período ruim para as lavouras. Então, no solstício de inverno era festejada a melhoria das perspectivas. Era um tempo em que o homem deixava de ser caçador errante e começava a dominar a agricultura; então a volta dos dias mais longos significava a certeza de novas colheitas no ano seguinte. Na Mesopotâmia a celebração era enorme, com mais de dez dias de festa. Já os gregos cultuavam Dionísio no solstício, o deus do vinho e do prazer. Na China, as homenagens representavam a harmonia da natureza. Os povos antigos que habitavam a atual Grã-Bretanha criaram Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano. Então, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus propôs à Igreja a fixação do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Aceita a proposta, a partir do século IV o Solis Invictus começou sua mutação. Ficou convencionado que Jesus nascera em 25 de dezembro e que as celebrações eram em sua honra. Ora, e meu pai caiu nessa.

Mas tergiverso.

Meus amigos, que Cantatas, que gravação, que belo trabalho de Jacobs com a Akademie für alte Musik Berlin. Quando digo que são Cantatas, não estou fazendo uma figura de linguagem: o Oratório de Natal foi escrito para o 25 de dezembro de 1734. Talvez por falta de tempo — o que era raro em Bach — , o compositor juntou algumas de suas Cantatas,  inclusive a música de três cantatas seculares (profanas), escritas entre 1733 e 1734, e a de uma cantata extraviada por meu irmão mais velho, aquele puto, que seria a BWV 248a.

Então, o oratório tem seis partes, sendo cada uma delas destinadas a apresentação em um dia das festas principais do período natalino. Modernamente, a peça é geralmente apresentada como um todo, ou dividida em duas partes iguais. A duração total da obra é aproximadamente três horas. De modo similar aos outros oratórios, um tenor Evangelista narra a história. A primeira parte (para o dia de Natal) descreve o nascimento de Jesus; a segunda (para o dia 26 de dezembro), a anunciação aos pastores; a terceira (para 27 de dezembro), a adoração dos pastores; a quarta (para o Ano Novo), a circuncisão (ui!) de Jesus; a quinta (para o domingo após o Ano Novo), a jornada dos Reis Magos, e a sexta (para a Epifania), a adoração dos Reis Magos.

J. S. Bach (1685-1750): Oratório de Natal

Weihnachts-Oratorium; BWV 248

Erster Teil / Am Ersten Weihnachtstag
1-1 1. Chor: Jauchzet, Frohlocket, Auf, Preiset Die Tage 7:31
1-2 2. Rezitativ – Evangelist: Es Begab Sich Aber Zu Der Zeit 1:19
1-3 3. Rezitativ – Alt: Nun Wird Mein Liebster Bräutigam 0:58
1-4 4. Arie – Alt: Bereite Dich, Zion, Mit Zärtlichen Trieben 4:48
1-5 5. Choral: Wie Soll Ich Dich Empfangen 1:41
1-6 6. Rezitativ – Evangelist: Und Sie Gebar Ihren Ersten Sohn 0:25
1-7 7. Choral – Sopran: Er Ist Auf Erden Kommen Arm / Rezitativ – Bass: Wer Will Die Liebe Recht Erhöhn 3:19
1-8 8. Arie – Bass: Großer Herr Und Starker König 4:51
1-9 9. Choral: Ach Mein Herzliebes Jesulein 1:22

Zweiter Teil / Am Zweiten Weihnachtstag
1-10 10. Sinfonia 7:48
1-11 11. Rezitaitv – Evangelist: Und Es Waren Hirten In Derselben Gegend 0:39
1-12 12. Choral: Brich An, O Schönes Morgenlicht 1:30
1-13 13. Rezitativ – Evangelist: Und Der Engel Sprach Zu Ihren / Engel: Fürchtet Euch Nicht 0:42
1-14 14. Rezitativ – Bass: Was Gott Dem Abraham Verheißen 0:38
1-15 15. Arie – Tenor: Forhe Hirten, Eilt, Acht Eilet 3:24
1-16 16. Rezitativ -Engel: Und Das Habt Zum Zeichen 0:20
1-17 17. Choral: Schaut Hin, Dort Liegt Im Finstern Stall 0:55
1-18 18. Rezitativ – Bass: So Geht Denn Hin, Ihr Hirten, Geht 0:51
1-19 19. Arie – Alt: Schlafe, Mein Liebster, Genieße Der Ruh 10:14
1-20 20. Rezitativ – Evangelist: Und Alsobald War Da Bei Dem Engel 0:14
1-21 21. Chor: Ehre Sei Gott In Der Höhe 2:19
1-22 22. Rezitativ – Bass: So Recht, Ihr Engel, Jauchzet Und Singet 0:23
1-23 23. Choral: Wir Singen Dir In Deinem Heer 1:52

Dritter Teil / Am Dritten Weihnachtstag
1-24 24. Chor: Herrscher Des Himmels, Erhöre Das Lallen 1:46
1-25 25. Rezitativ – Evangelist: Und Da Die Engel Von Ihnen Gen Himmel Fuhren 0:09
1-26 26. Chor: Lasset Uns Nun Gehen Gen Bethlehem 0:40
1-27 27. Rezitativ – Bass: Er Hat Sein Volk Getröst 0:36
1-28 28. Choral: Dies Hat Er Alles Uns Getan 0:56
1-29 29. Duett – Sopran, Bass: Herr, Dein Mitleid, Dein Erbarmen 7:04
1-30 30. Rezitativ – Evangelist: Und Sie Kamen Eilend Und Fanden Beide 1:24
1-31 31. Aire – Alt: Schließe, Mein Herze, Dies Selige Wunder 4:54
1-32 32. Rezitativ – Alt: Ja, Ja, Mein Herz Soll Es Bewahren 0:24
1-33 33. Choral: Ich Will Dich Mit Fleiß Bewahren 1:09
2-1 34. Rezitativ – Evangelist: Und Die Hirten Kehrten Wieder Um 0:25
2-2 35. Choral: Seid Froh 1:02
2-3 Chor (Da Capo Nr. 24): Herrscher Des Himmels, Erhöre Das Lallen 1:47

Vierter Teil / Am Fest Der Beschneidung
2-4 36. Chor: Fallt Mit Danken, Fallt Mit Loben 5:01
2-5 37. Rezitativ – Evangelist: Und Da Acht Tage Um Waren 0:28
2-6 38. Rezitativ – Bass: Immanuel, O Süßes Wort! / Choral – Sopran: Jesu, Du Mein Liebstes Leben 2:34
2-7 39. Arie – Sopran, Echo: Flößt, Mein Heiland, Flößt Dein Namen 5:34
2-8 40. Rezitativ – Bass: Wohlan, Dein Name Soll Allein / Choral – Sopran: Jesu, Mein Freud Und Wonne 1:44
2-9 41. Arie – Tenor: Ich Will Nur Dir Zu Ehren Leben 4:28
2-10 42. Choral: Jesus Richte Mein Beginnen 2:34

Fünfter Teil / Am Sonntag Nach Neujahr
2-11 43. Chor: Ehre Sei Dir, Gott, Gesungen 6:03
2-12 44. Rezitativ – Evangelist: Da Jesus Geboren War Zu Bethlehem 0:22
2-13 45. Chor: Wo Ist Der Neugeborne König Der Juden? / Rezitativ – Alt: Sucht Ihn In Meiner Brust 1:41
2-14 46. Choral: Dein Glanz All Finsternis Verzehrt 1:05
2-15 47. Arie – Bass: Erleucht Auch Meine Finstre Sinnen 4:29
2-16 48. Rezitativ – Evangelist: Da Das Der König Herodes Hörte 0:09
2-17 49. Rezitativ – Alt: Warum Wolt Ihr Erschrecken? 0:34
2-18 50. Rezitaitv – Evangelist: Und Ließ Versammlen Alle Hohenpriester 1:12
2-19 51. Terzett – Sopran, Alt, Tenor: Ach, Wenn Wird Die Zeit Erscheinen? 5:59
2-20 52. Rezitativ – Alt: Mein Liebster Herrschet Schon 0:29
2-21 53. Choral: Zwar Ist Solche Herzensstube 1:13

Sechster Teil / Am Epiphaniasfest
2-22 54. Chor: Herr, Wen Die Stolzen Feinde Schnauben 5:12
2-23 55. Rezitativ – Evangelist: Da Berief Herodes Die Weisen Heimlich / Rezitativ – Herodes: Ziehet Hin Und Forschet Fleißig Nach Dem Kindlein 0:42
2-24 56. Rezitativ – Sopran: Du Falscher, Suche Nur Den Herrn Zu Fällen 0:50
2-25 57. Arie – Sopran: Nur Ein Wink Von Seinen Händen 4:15
2-26 58. Rezitativ – Evangelist: Als Sie Nun Den König Gehöret Hatten 1:14
2-27 59. Choral: Ich Steh An Deiner Krippen Hier 1:45
2-28 60. Rezitativ – Evangelist: Und Gott Befahl Ihnen Im Traum 0:23
2-29 61. Rezitativ – Tenor: So Geht! Genug, Mein Schatz Geht Nicht Von Hier 1:54
2-30 62. Arie – Tenor: Nun Mögt Ihr Stolzen Feinde Schrecken 4:17
2-31 63. Rezitativ – Sopran, Alt, Tenor, Bass: Was Will Der Höllen Schrecken Nun 0:51
2-32 64. Choral: Nun Seid Ihr Wohl Gerochen 3:36

Dorothea Röschmann: soprano
Andreas Scholl: alto
Werner Güra: tenor
Klaus Häger: bass

René Jacobs (cond.)
RIAS-Kammerchor
Akademie für alte Musik Berlin

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René Jacobs, gênio total
René Jacobs, gênio total

PQP

Ariana Savall & Hirundo Maris – Silent Night – Early Christmas Music and Carols

Filho de peixe, peixinho é, reza o dito popular. E com Arianna Savall nada pode ser tão certo. Filha de Jordi Savall e de Montserrat Figueiras, a soprano e harpista segue carreira solo com o mesmo sucesso e qualidade dos pais, contando com a ajuda de músicos altamente qualificados, e que conhecem muito sobre música antiga.
Neste CD temos Canções de Natal de diversas culturas e tradições, desde escandinavas, irlandesas, provençal, norueguesas, catalãs. Um festival de ritmos estilos.
O texto abaixo foi livremente traduzido por mim, com a ajuda do Google. Peço desculpas pelos erros que aparecerem:

“Hirundo Maris, o grupo liderado pela catalã Arianna Savall e pelo norueguês Petter Udland Johansen, nos convida a uma viagem mística ao mundo mágico do inverno, do Advento e da música natalina. Este programa especial de música, montado por Hirundo Maris, contém músicas com raízes tradicionais e origens antigas, canções do Norte e do Sul, cheias de alegria e músicas do presente que abraçam as músicas do passado. Hirundo Maris se caracteriza por arranjos musicais muito pessoais e criativos e um amor pelo passado que se funde com o presente. Neste programa, o espírito antigo se harmoniza com o moderno.
As vozes puras e expressivas de Arianna e Petter se misturam em um diálogo delicado com uma grande variedade de instrumentos. Os músicos de Hirundo Maris são de muitos países europeus: Noruega, Inglaterra, Alemanha, Polônia, Espanha e Catalunha. Ouvimos gaitas de foles alegres, o virtuoso cornetto e violinos, flautas cheias de luz, a intensa hardingfele, o baixo profundo e constante, o poético Dobro, as harpas oníricas e a percussão cantada.”

Maiores informações no belo booklet que tem o link abaixo.

1 The Holly and the Ivy & El noi de la mare
(Trad. English & Catalan, arr. Arianna Savall & Petter Udland Johansen)
2 El desembre congelat
“Trad. Catalan, arr. Arianna Savall & Petter Udland Johansen”
3 Ay, que me abraso, ay!
Juan García de Zéspedes (c.1619–1679), arr. Arianna Savall & Petter Udland Johansen
4 Mitt hjerte alltid vanker
Trad. Scandinavian, arr. Arianna Savall & Petter Udland Johansen
5 Es ist ein Ros entsprungen
Michael Praetorius (1571–1621), arr. Arianna Savall
6 The Wexford Carol
Trad. Irish, arr. Arianna Savall & Petter Udland Johansen
7 Ô nuit brillante
Trad. Provençal, arr. Joseph Bovet, Arianna Savall & Petter Udland Johansen
8 El cant dels ocells
Trad. Catalan, arr. Jordi Savall
9 Kling no, klokka
Trad. Norwegian
10 La Salve
Arianna Savall
11 Rug Muire Mac do Dhia
Trad. Irish, arr. Arianna Savall
12 Stille Nacht
Franz Xaver Gruber (1787–1863) / Joseph Mohr (1792–1848) arr. Arianna Savall & Petter Udland Johansen

HIRUNDO MARIS
Arianna Savall soprano, Baroque triple harp, Renaissance harp
Petter Udland Johansen tenor, hardingfele, mandolin
Adam Taubitz violin (tr. 6) Sveinung Lilleheier Dobro, acoustic guitar
Gesine Bänfer cittern, flute, whistles
Ian Harrison whistle, border pipe, mute cornett
Miquel Àngel Cordero double bass Pedro Estevan percussion

CD BAIXE AQUI DOWNLOAD HERE

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Hirundo Maris

Handel (1685-1759) ∞ Messiah ∞ Christopher Hogwood

Handel (1685-1759)   ∞   Messiah   ∞   Christopher Hogwood

Handel

Messiah

Hogwood

Eu odeio dezembros! Onde moro faz um calor insuportável e a barba coça, demais. Suo às bicas e a fantasia vermelha não ajuda. Quando me livro de tudo isso e tento voltar para casa, o trânsito é péssimo.

Ah, tem os famosos livros-de-ouro! Brotam dos mais inusitados cantos, brandidos por mãos que se esticam em minha direção, seguidas por caras sorridentes, que não costumo ver no resto ano!

Santa tirando um cochilo antes de distribuir os presentes para o pessoal do PQP

E nem me fale de panetone, não suporto. Passas então, tenho horror!

Mas, que fazer? Lá pelo dia 20 começo a ceder terreno e entrar no clima de frenesi de Natal!

Só o que me consola é a tradicional audição de música de Natal, em particular do Messias.

Every valley shall be exalted, and every mountain and hill made low: the crooked straight and the rough places plain.”

Is. XL, 4

Assim aproveito a ocasião para dividir essa maravilha com vocês e sem mais outras palavras que não sejam:

Feliz Natal!

Vejam lá, não vão esquecer o aniversariante!

George Frideric Handel (1685-1759)

MESSIAH

Foundling Hospital Version 1754

Judith Nelson, Emma Kirkby, sopranos
Carolyn Watkinson, contralto
Paul Elliott, tenor
David Thomas, baixo
Choir of Christ Church Cathedral, Oxford
dirigido por Simon Preston
The Academy of Ancient Music

Christopher Hogwood

Gravação: St. Jude-on-the-Hill, Londres
Produção: Peter Wadland
Hogwood, com os anjos…

CD1

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CD2

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For unto us a child is born!

Feliz Natal!

René Denon

Georg Friedrich Händel (1685-1759) – Messiah – Karl Richter

Finalmente, depois de treze anos, o PQPBach traz para os senhores, entusiastas ou não, uma das gravações mais emblemáticas da história da indústria fonográfica do século XX. Amada por uns, odiada por outros, foi minha porta de entrada para o universo handaelino, assim como para muitos outros.

Confesso que até há alguns anos eu tinha medo de postar esse CD. Mas acho que todos merecem uma chance neste mundo. E convenhamos, estamos falando de um dos maiores especialistas na obra de Bach no século XX, antes de Harnoncourt e Cia Ltda, e muito antes de Gardiner, Pinnock, entre outros, Essa sua gravação do Messiah pode até ser considerada um equívoco, mas ajudou a divulgar esta obra prima do barroco, uma das maiores composições e criações do ser humano desde que ele pisou na Terra.

Aqueles que não a conhecem, baixem e tirem suas conclusões, os que a odeiam, ignorem a postagem. Simples assim.

CD 1 DISC ONE

1. Symphony (Grave-Allegro Moderato)
2. Accompagnato (Tenor): Comfort Ye My People
3. Aria (Tenor): Ev’ry Valley Shall Be Exalted
4. Chorus: And The Glory Of The Lord Shall Be Revealed
5. Accompagnato (Bass): Thus Saith The Lord Of Hosts
6. Aria (Bass): But Who May Abide The Day Of His Coming
7. Chorus: And He Shall Purify
8. Recitative (Contralto): Behold, A Virgin Shall Conceive/Aria (Contralto): O Thou That Tellest Good
9. Chorus: O AThou That Tellest Good Tidings
10. Accompagnato (Bass): For Behold, Darkness Shall Cover
11. Aria (Bass): The People That Walked In Darkness
12. Chorus: For Unto Us A Child Is Born
13. Pifa (Pastoral Symphony)
14. Recitative (Soprano): There Were Shepherds Abiding In The Fields
15. Chorus: Glory To God In The Highest
16. Aria (Soprano): Rejoice Greatly, O Daughter Of Zion
17. Recitative (Contralto): Then Shall The Eyes Of The Blind /Duet: (Contralto, Soprano): He Shall Feed
18. Chorus: His Yoke Is Easy, His Burthen Is Light
19. Chorus: Behold The Lamb Of God
20. Aria (Contralto): He Was Despised
21. Chorus: Surely, He Hath Borne Our Griefs

DISC TWO

1. Chorus: And With His Stripes We Are Healed
2. Chorus: All We Like Sheep Have Gone Astray
3. Accompagnato (Tenor): All They That See Him
4. Chorus: He Trusted In God
5. Accompagnato (Tenor): Thy Rebuke Hath Broken His Heart
6. Arioso (Tenor): Behold, And See If There Be Any Sorrow
7. Accompagnato (Tenor): He Was Cut Off Out Of The Land/ Aria (Tenor): But Thou Didst Not leave His So
8. Chorus: Lift Up Your Heads, O Ye Gates
9. Recitative (Tenor): Unto Which Of The Angels/Chorus: Let All The Angels Of God Worship Him
10. Aria (Contralto): Thou Are Gone Up On High
11. Chorus: The Lord Gave The Word
12. Aria (Soprano): How Beautiful Are The Feet
13. Arioso (Tenor): Their Sound Is Gone Out
14. Aria (Bass): Why Do The Nations So Furiously Rage
15. Chorus: Let Us Break Their Bonds Asunder
16. Recitative (Tenor): He That Dwelleth In Heaven/Aria (Tenor): Thou Shalt Break Them
17. Chorus: Hallelujah
18. Chorus: Since By Man Came Death
19. Accompagnato (Bass): Behold, I Tell You A Mystery/Aria (Bass): The Trumpet Shall Sound
20. Recitative (Contralto): Then Shall Be Brought To Pass/Duet (Contralto, Tenor): O Death, Where Is Thy Sting?
21. Aria (Soprano): If God Be For Us
22. Chorus: Worthy Is The Lamb That Was Slain
23. Chorus: Amen

SOPRANO: HELEN DONATH
CONTRALTO: ANNA REYNOLDS
TENOR: STUART BURROWS
BASS: DONALD MCINTYRE
LONDON PHILHARMONIC ORCHESTRA
CHOIR: JOHN ALLDIS CHOIR
KARL RICHTER – CONDUCTOR

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Jakub Jan Ryba (1765-1815) – Česká mše vánoční (Missa de Natal Tcheca)

Não me lembro da fonte, mas li certa vez que os tchecos são o povo que menos frequenta igrejas na Europa. De fato, quem explora as cidades e vilarejos na Boêmia e Morávia encontra normalmente nas igrejas mais turistas do que locais, mais flashes do que orações. Por isso, considero um fenômeno que esta pequena Missa, escrita para amadores e num estilo pastoral, seja tão popular naquelas terras, e de tal modo que mesmo tchecos seculares lotem as igrejas na véspera de Natal (conhecida por lá como “Štědrý den”, ou “Dia Generoso”, devido à fartura das mesas humanas, que se estende até as manjedouras dos animais) para escutar essa peça tão arraigada às suas tradições de final de ano.

O compositor Ryba (“peixe”, em tcheco), mestre de música em várias escolas e pequenas igrejas da Boêmia, teve uma vida muito triste, que acabou por tirar de si depois de, pela milionésima vez, ter sido exonerado de suas funções. Numa deprimente ironia, um dos poucos monumentos à sua memória fica justamente no bosque em que se matou – além, claro, desse delicado memorial musical que é sua Missa de Natal Tcheca. Ainda que publicada com o pomposo título Missa solemnis Festis Nativitatis D. J. Ch. accommodata in linguam bohemicam musikamque redacta – que redacta per Jac. Joa. Ryba, a Missa de Ryba encanta justamente por nada ter de solene e pomposo. Ela é, por isso mesmo, imensamente popular em seu país: nas ruas de Praga, perto do Natal, escutei muitas pessoas assobiando ou cantarolando o “Hej, mistře!” (“Ei, mestre!”) que abre a obra.

Apesar dos títulos latinos do movimentos, a Missa é toda cantada na língua tcheca, que a música consegue, num pequeno milagre, fazer soar menos árida que o habitual. O libreto, do próprio Ryba, transpõe os acontecimentos da Judeia para os pequenos vilarejos da Boêmia, ao estilo das encantadoras e rústicas gravuras que, ainda hoje, os artesãos vendem nos mercados de Natal em toda República Tcheca.

Este álbum encantador também inclui alguns hinos natalinos, também em tcheco, harmonizados para as mesmas forças vocais e instrumentais da Missa. Espero que seja do agrado dos leitores-ouvintes de todos os credos, observantes ou seculares, e que enriqueça o “Dia Generoso” daqueles que o celebram.

JAKUB JAN RYBA – ČESKÁ MŠE VÁNOČNÍ – KOLEDY

Jakub Šimon Jan RYBA (1765-1815)

Missa de Natal Tcheca
01 – Kyrie
02 – Gloria
03 – Graduale
04 – Credo
05 – Offertorium
06 – Sanctus
07 – Benedictus
08 – Agnus Dei
09 – Communio

Hinos natalinos

10 – Čas radosti, veselosti
11 – Veselme se všichni nyní
12 – Vánoční hospoda
13 – Byla cesta, byla ušlapaná
14 – Nastal nám den veselý
15 – Vánoční roztomilosti
16 – Vánoční magnét a střelec
17 – Maria hustým lesem šla
18 – Vánoční vinšovaná pošta

Zdena Koublová, soprano
Pavla Vykopalová, mezzo soprano
Tomáš Černý, tenor
Roman Janál, barítono

Coro Infantil Kühn
Coro de Câmara da Rádio de Praga
Virtuosi di Praga

Oldřich Vlček, regência

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A partir de 6:30, a mesma Missa Tcheca numa gravação feita na magnífica Catedral de São Vito, no Castelo de Praga.

Vassily Genrikhovich