The man who can wield the power of this sword can summon to him an army more deadly than any that walks this earth. Put aside the Ranger. Become who you were born to be. Take the Dimholt Road.
Torne-se quem você nasceu para ser!
Eu simplesmente adoro essas frases de Lord Elrond, personagem do “Senhor dos Anéis”, dirigindo-se a Aragorn, criações do genial J. R. R. Tolkien, e lembrei-me dela ao pensar no período vivido por Beethoven durante a criação de seu Terceiro Concerto para Piano, o único em dó menor. Você deve saber que o ponto de partida foi o Concerto para Piano No. 24, também em dó menor, de Mozart. (Veja mais sobre esse tema aqui, por exemplo.) De qualquer forma, entre 1800, quando o concerto começou a ser escrito, e 1803, quando foi tocado pela primeira vez, tendo o próprio compositor como solista, improvisando a cadência, Ludwig tornou-se Beethoven, como definitivamente o conheceríamos. Claro, muito ainda restava em estoque, mas a mudança dos dois primeiros concertos ‘oficiais’ para este terceiro, é significativa. Acho interessante ouvi-lo assim, desgarrado de seus outros pares, e essa gravação com o pianista Jonathan Biss nos apresenta uma interpretação, digamos assim, contemporânea. Depois dos excessos românticos de gerações de pianistas lendários, depois das revisões feitas pelas interpretações historicamente informadas, com instrumentos de época, talvez essa gravação traga um certo equilíbrio, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Jonathan Biss nasceu em uma família de músicos e aos 17 anos, após já muitos estudos de piano, tornou-se aluno de Leon Fleisher no Curtis Institute of Music.
Este disco faz parte de um conjunto de cinco, cada um com um dos concertos para piano de Beethoven, mais uma obra contemporânea, encomendada para a ocasião. Este foi gravado ao vivo e a obra que acompanha o Concerto No. 3 é de Caroline Adelaide Shaw, chama-se Watermark e tem várias citações do concerto. O disco foi gravado ao vivo.
While Mr. Biss’s life in music provides him with tremendous satisfaction, playing music remains ever a struggle. He regards it as a pleasure and privilege to live this struggle, and to share its results with other people. [Embora a vida musical proporcione ao Sr. Biss imensa satisfação, tocar música continua sendo uma luta constante. Ele considera um prazer e um privilégio vivenciar essa luta e compartilhar seus resultados com outras pessoas.]
Ludwig van Beethoven (1770 – 1828)
Piano Concerto No. 3 in C minor, Op. 37
- Allegro con brio
- Largo
- Rondo: Allegro – Presto
Caroline Shaw (1982 – )
Watermark
- I
- II
- III
Jonathan Biss, piano
Swedish Radio Symphony Orchestra
Malin Broman
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MP3 | 320 KBPS | 133 MB

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Caroline Adelaide Shaw is an American composer of contemporary classical music, violinist, and singer. She won the 2013 Pulitzer Prize for Music for her a cappella piece Partita for 8 Voices. Shaw received the 2022 Grammy Award for Best Contemporary Classical Composition for her Narrow Sea, and the 2025 Grammy Award for Best Chamber Music/Small Ensemble Performance for her Rectangles and Circumstance.
Caroline Adelaide Shaw é uma compositora americana de música clássica contemporânea, violinista e cantora. Ela ganhou o Prêmio Pulitzer de Música de 2013 por sua peça a cappella Partita for 8 Voices. Shaw recebeu o Grammy de Melhor Composição Clássica Contemporânea em 2022 por Narrow Sea e o Grammy de Melhor Performance de Música de Câmara/Pequeno Conjunto em 2025 por Rectangles and Circumstance.
Jonathan Biss is widely admired for his Beethoven – and this recording of the Third Concerto helps cement his reputation. It may be a middle-of-the-road interpretation: certainly, it aims for neither the edgy drama of Rubinstein’s version with Toscanini (RCA, 1/91) nor the deliberation (in several senses) of Arrau with Colin Davis (Philips, 6/89). But it’s middle-of-the-road in the best sense, offering imagination without eccentricity, pressure without pushiness, elegance without pretension, detail without fuss. Even when the playing is daringly flexible (say, the beginning of the second movement), it never loses shape; even when it turns volatile (say, the pounce at bar 57 in the finale), it never loses decorum. If you’re looking for one recording to live with, Biss’s is a plausible choice.
Jonathan Biss é amplamente admirado por suas interpretações de Beethoven – e esta gravação do Terceiro Concerto ajuda a consolidar sua reputação. Pode ser uma interpretação moderada: certamente, não busca o drama vibrante da versão de Rubinstein com Toscanini (RCA, 1/91) nem a ponderação (em vários sentidos) de Arrau com Colin Davis (Philips, 6/89). Mas é moderada no melhor sentido, oferecendo imaginação sem excentricidade, pressão sem agressividade, elegância sem pretensão, detalhe sem afetação. Mesmo quando a execução é ousadamente flexível (digamos, no início do segundo movimento), nunca perde a forma; mesmo quando se torna volátil (digamos, o ataque no compasso 57 do finale), nunca perde o decoro. Se você procura uma única gravação para ter sempre consigo, a de Biss é uma escolha plausível.
Escolha plausível, vindo da stiff Gramophone, é um baita elogio… eu recomendo!
Aproveite!
René Denon
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