Haydn (1732 – 1809) – Rachmaninov (1873 – 1943) – Prokofiev (1891 – 1953) – Peças para Piano – Lukáš Vondráček – [TwoPianists] ֎

Haydn (1732 – 1809) – Rachmaninov (1873 – 1943) – Prokofiev (1891 – 1953) – Peças para Piano – Lukáš Vondráček – [TwoPianists] ֎
A musicalidade natural e segura de Lukáš Vondráček, aliada a uma técnica notável, há muito o destacam como um músico talentoso e maduro. 
Lukáš olhando a capa do disco de estreia e achando linda!

Após uma semana ouvindo canções napolitanas (e adorando isso) dei com meus costados neste disco que achei maravilhoso, refrescante, cheio de vigor e verve.

O pianista checo Lukáš Vondráček já nos brindou com uma ótima integral dos concertos para piano de Rachmaninov, que você pode desfrutar clicando aqui, numa ancestral postagem da coluna Dose Dupla – Dois pelo preço de um.

O disco desta postagem é mais antigo do que a gravação dos concertos, é o primeiro disco ‘comercial’ do moço. O repertório é de largo espectro, como convém para o primeiro projeto de um jovem talentoso artista. Começa com uma clássica sonata de Haydn com suas melhores características evidenciadas – humor memorável, ritmos marcantes e temas adoráveis. Em seguida, quase 20 minutos de romantismo tardio lançando um olhar sobre um tema marcante na história da música – La Folia – na peça Variações sobre um tema de Corelli, de Rachmaninov. Para terminar, um banho de modernidade, a espetacular Sonata No. 7, de Prokofiev, uma das Três Sonatas da Guerra.

Eu ouvi o disco umas três vezes de enfiada e continuo voltando a ele, especialmente pelas sonatas. Ah, mas o tema de Corelli também é muito bonito.

Franz Joseph Haydn (1732-1809)

Sonata in C major, Hob. XVI:50

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro molto

Sergei Rachmaninoff (1873-1943)

Variations on a Theme by Corelli, Op. 42

  1. Variations

Sergei Prokofiev (1891-1953)

Sonata No. 7, Op. 83

  1. Allegro inquieto
  2. Andante caloroso
  3. Precipitato

Lukáš Vondráček, piano

Recorded at: Endler Hall, StellenboschUniversity, South Africa, 29 – 30/09/2012
Produced by: Luis Magalhães
Balance engineer: Gerhard Roux

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 146 MB

Lukáš Vondráček

TwoPianists Records is delighted to introduce Lukáš in his first major solo disc. […] What appealed to us about his playing is Lukáš’ immense musical personality – untamed, fresh, individual and above all, effortless. In an industry filled with talent, Lukáš Vondráček is most certainly a name to watch!

Czech pianist Lukáš Vondráček’s album featuring Haydn, Rachmaninov, and Prokofiev showcases his immense, untamed musical personality. Critics praise his effortless technique, where he balances volatile, thunderous power in Rachmaninov and Prokofiev with a rare, crystalline clarity and imagination in Haydn’s classical structures.

Enjoy!

Aproveite!

René Denon

O álbum pode ser ouvido na plataforma Tidal

.: interlúdio :. Serenata a Napoli (Pene Pati) & O Sole Mio (José Carreras) – [Dose Dupla] ֎֎

.: interlúdio :. Serenata a Napoli (Pene Pati) & O Sole Mio (José Carreras) – [Dose Dupla] ֎֎

Que coisa linda é um dia de sol!
O ar puro depois da tempestade,
O ar fresco parece já uma festa…
Que coisa linda é um dia de sol!

Que país europeu melhor inspiraria algum de seus poetas a escrever versos como estes que não fosse a Itália? Lembremo-nos da Sinfonia Italiana, de Mendelssohn. Há alguma sinfonia ainda mais ensolarada do que ela?

Pois na Itália há lugares lindos, como a região de Nápoles, com sua cidade entre o mar e o vulcão. Suas belezas inspiram seus habitantes há muitos séculos. Com uma cultura riquíssima, gastronomia e música entre elas, é certamente um lugar para se conhecer. Ainda não deu tempo de ir? Então, não deixe de ler o livro de Susan Sontag – O Amante do Vulcão –, e de ouvir as canções da postagem.

Primeira edição da coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’ do tipo .: interlúdio :. , com dois álbuns contrastantes, mas sobre o mesmo tema e, em algum sentido, complementares.

Carmine no Borello

Você pode estar se perguntando: como esse cara foi dar com seus costados em tais paragens? Pois bem, eu explico: perto de onde moro há um restaurante que serve comida italiana e em algumas noites da semana, terças e quintas-feiras, por exemplo, há música ao vivo. Tudo por conta de um simpaticíssimo chef-cantor, o Carmine. Nas quintas ele é acompanhado pelo maestro pianista que também o persegue levando o acordeão quando o tenor sai brindando algumas das mesas com uma canção específica, seja por um pedido especial, seja por ter aparecido algum comensal em dia de aniversário, e o contrabaixista, que dá deveras profundidade à música que eles produzem com clara cumplicidade e alegria. Canções napolitanas fazem parte forte do repertório e aprendi rápido que há algumas pérolas que brilham mesmo quando a interpretação não é perfeita, contanto que venha do coração. Marechiaro é uma delas, assim como a animada Funiculì, funiculà, você certamente já a ouviu por aí. Cada frequentador do restaurante que aparece mais de uma vez começa a desenvolver uma predileção por esta ou aquela. Eu adorei ‘O surdato ‘nnamurato. Foi assim que comecei a ouvir essas ‘canções napuletanas’ também fora do restaurante.

Este tipo de música popular tem raízes bem antigas nesta região de Nápoles e floresceu com muita força no fim do século XIX e início do século XX, com verdadeiros hits, tais como O sole mio, Torna a Surriento e o já mencionado hino aos bondinhos do vulcão, o Funiculì, funiculà, todas aí nos dois discos da postagem. O gênero é popular, mas sempre atraiu os grandes cantores de óperas – os tenores famosos –, desde Enrico Caruso, Tito Schipa, Mario Lanza, Giuseppe Di Stefano e Franco Corelli. É uma grande oportunidade para o cantor aproximar-se de um público que nem sempre está inclinado a ouvir música erudita. Os temas, como é de esperar, são de grande apelo: amores interrompidos, dores de cotovelo, saudades de algum lugar especial…

Eu escolhi dois álbuns que estão recheados de sucessos e, ao mesmo tempo, oferecem perspectivas diferentes destas tais ‘canções napuletanas’. O disco do Pene Pati – Serenata a Napoli – eu achei lindo e é bem recente. Ele tem uma voz muito bonita e a usa com leveza e suavidade. Além disso, o acompanhamento é primoroso, colocado ao encargo do grupo Il Pomo d’Oro, sob a liderança do guitarrista Antonello Paliotti, que nasceu em Nápoles. Além das canções, você ouvirá alguns números instrumentais.

Para uma perspectiva mais próxima da ópera, temos o disco do tenor José Carreras, gravado já há um bom tempo. Carreras é um dos vértices do famoso triângulo dos tenores, os outros dois, Pavarotti e Plácido Domingo. Eles também gravaram discos no gênero, mas eu me sinto mais à vontade com a abordagem do José. Ah, ia me esquecendo, no disco do Carreras o acompanhamento é da English Chamber Orchestra, aquela a que recorríamos para segurança da música barroca, antes do movimento dos instrumentos e práticas de época.

Para saber mais detalhes sobre as canções, seus compositores e letristas, busquei bastante e achei muito boa a página criada por Natalia Chernega, que você pode acessar aqui.

Nesta mencionada página há gravações antigas das canções lá mencionadas. Acabei assim montando um arquivo para cada disco, com gravações alternativas, são assim uma versão ‘genérica’ dos discos, completados por uma ou duas outras gravações que busquei no Youtube. A qualidade do som não chega a atender os requisitos do selo PQP Bach-Iso de Qualidade, mas a diversão é certamente garantida, com algumas boas surpresas.

Uma delas é o cantor Roberto Murolo, que canta a versão genérica da canção Marechiaro, uma pérola. Roberto é filho de um poeta, Ernesto Murolo, que escreveu letras de muitas canções napolitanas. Creio que ele merece uma postagem própria, mas primeiro vamos de Pati e Carreras.

Quais são as canções que eu gostei mais, que Carmine e eu recomendaríamos sem dúvida, aquelas que grudaram por mais tempo nos meus ouvidos?

Pois bem, ‘O surdato ‘nnamurato é minha mais preferida, ela grudou mesmo, especialmente o pedacinho em que se canta

Oje vita, oje vita mia!

Oje core ‘e chistu core!

Sì stata ‘o primmo ammore

E ‘o primmo e ll’urdemo sarraje pe’ mme!

A canção foi composta em 1915, durante a Primeira Grande Guerra e dá para entender o tema a partir daí.

Mas, Maria, Marì, Era di Maggio e ‘A vucchella são também belíssimas. Maggio, como você deve adivinhar, é o mês de Maio, que no Norte é o mês da Primavera. Lembram do lindo Lied de Schumann, Im wunderschönen Monat Mai?

Vucchella, vocês sabem o que é? Eu meio que custei a descobrir… Vucca significa boca no dialeto napolitano e vucchella significa boquinha, assim como no Português a terminação faz o diminutivo. Aliás, ouvindo o Roberto Murolo cantar me fez lembrar da nossa língua, de vez em quando.

Falando nisso, não deixe de ouvir a canção Marechiaro, outra que eu ouço sem cançar. Core ‘ngrato é bonita, começa com o cara dizendo o nome da moça: Catarì, Catarì… e Dicitencello vuie chegou a aparecer no álbum da Zizi Possi, que canta lá umas coisas bem bonitas, ainda vou passar algum tempo ouvindo a moça.

Assim, você poderá também explorar e descobrir um pouco dessa arte tão popular, mas também bem próxima do canto lírico.

‍Eduardo Di Capua‍ / Giovanni Capurro

  1. O sole mio‍

Paolo Costa ‍(Pasquale Mario Costa) / Salvatore Di Giacomo

  1. Napulitanata

Eduardo Di Capua‍ / Vincenzo Russo

  1. Maria, Marì‍

Antonello Paliotti‍

  1. Variazioni sul Basso di Tarantella: I. Preludio
  2. Variazioni sul Basso di Tarantella: II. Variazioni‍‍

‍Paolo Costa ‍(Pasquale Mario Costa) / Salvatore Di Giacomo

  1. Era di maggio

‍Francesco Paolo Tosti‍ / Gabriele D’Annunzio

  1. A vucchella

Antonello Paliotti‍

  1. Inquietudine‍

Enrico Cannio / Aniello Califano‍

  1. O surdato ‘nnammurato‍

Francesco Buongiovanni‍ / Aniello Califano

  1. Mandulinata a mare‍

Paolo Costa ‍(Pasquale Mario Costa) / Salvatore Di Giacomo

  1. Serenata Napoletana‍

Antonello Paliotti‍

  1. Romance‍

Salvatore Gambardella‍ / Gennaro Ottaviano

  1. ‘O marenariello‍

Francesco Paolo Tosti‍

  1. Marechiaro‍

Gaetano Lama / Libero Bovio

  1. Silenzio Cantatore

Antonello Paliotti‍

  1. Tarantella storta

Gaetano Lama / Libero Bovio

  1. Reginella‍‍

Francesco Buongiovanni / Salvatore Di Giacomo

  1. ‍Palomma ‘e notte‍

Ermes Alessandro Mario‍

  1. Canzone appassiunata‍

Antonello Paliotti‍

  1. Fronna e Ballo del Pomo d’Oro: I. Fronna d’o limone
  2. Fronna e Ballo del Pomo d’Oro: II. Ballo‍

Eduardo Di Capua‍ / Vincenzo Russo

  1. I te vurria vasà‍

Luigi Denza‍ / Giuseppe Turco

  1. Funiculì, funiculà

Pene Pati

Il pomo d’oro

Antonello Paliotti

Giulio d’Alessio

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MP3 | 320 KBPS | 168 MB

Arquivo Genérico do disco

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MP3 | 320 KBPS | 75 MB

Este álbum pode ser ouvido na plataforma Tidal…

 

Luigi Denza / Giuseppe Turco

  1. FuniculÌ, funiculà

Salvatore Cardillo / Riccardo Cordiferro

  1. Core ‘ngrato

Vincenzo D’Annibale / Libero Bovio

  1. ‘O paese d’o sole

Rodolfo Falvo / Enzo Fusco

  1. Dicitencello vuie

Gaetana Lama / Libero Bovio

  1. Silenzio cantatore

Ermes Alessandro Mario

  1. Santa Lucia luntana

Ernesto Di Curtis / Libero Bovio

  1. Tu, ca nun chiagne!

Eduardo di Capua / Giovanni Capurro

  1. ‘O sole mio

Eduardo Di Capua‍ / Vincenzo Russo

  1. I’ te vurria vasà

Ernesto Tagliaferri, Nicola Valente / Libero Bovio

  1. Passione

Giuseppe Cioffi / Gigi Pisano

  1. Na sera ‘e maggio

Enrico Cannio / Annielo Califano

  1. ‘O Surdato ‘nnamurato

Ernesto de Curtis / Giambattista de Curtis

  1. Torna a Surriento

José Carreras

English Chamber Orchestra

Edoardo Müller

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MP3 | 320 KBPS | 100 MB

Arquivo Genérico do disco

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MP3 | 320 KBPS | 83 MB

Este álbum pode ser ouvido na plataforma Qobuz…

A voz de tenor brilhante de Pene Pati, descrita pelo Le Monde como “cheia de luz solar”, faz dele o intérprete ideal para papéis como Rodolfo em La bohème e o Duque de Mântua em Rigoletto. Agora, com Serenata a Napoli, ele traz seu calor singular para outra forma de arte tipicamente italiana: a canção napolitana. Além de grandes sucessos como “O sole mio” e “Funiculì funiculà”, a era de ouro da canzone napoletana (1880-1930) produziu abundantes expressões líricas de paixão, melancolia e alegria. Evocando uma autêntica atmosfera napolitana, Pene Pati é acompanhado por oito instrumentistas do Il Pomo d’Oro, liderados pelo guitarrista napolitano Antonello Paliotti, que tocam instrumentos de corda friccionada, dedilhada e percussão – e castanholas.

“Abordei essas canções da mesma forma que abordaria as canções tradicionais da minha própria herança samoana”, diz Pene Pati. “Sejam de Samoa ou de Nápoles, canções como essas sempre contam uma história – falam de amor, família, da sua terra natal… Não se tratava apenas de escolher as peças mais populares, mas sim de encontrar as canções que evocam as memórias e conexões mais profundas. Também quis prestar muita atenção a cada detalhe em relação ao povo napolitano – o sotaque, a atmosfera, as emoções – queria tentar fazê-los acreditar que eu era napolitano… Trabalhei em estreita colaboração com o Il Pomo d’Oro, ouvindo as letras, as histórias dos napolitanos e, a partir daí, moldando a minha própria compreensão.”

José Carreras traz seu calor lírico característico, interpretação apaixonada e fraseado delicado para canções napolitanas e italianas. Críticos e fãs elogiam sua narrativa emotiva em clássicos como “Core ‘ngrato” e “Torna a Surriento”, embora os puristas observem que seu estilo operístico, inerentemente vigoroso, por vezes carece das nuances mais leves e idiomáticas dos cantores nativos.

Aproveite! Aproveite!

René Denon

PS: Nas listas com os créditos dos discos, os nomes estão colocados aos pares: Compositor / Letrista. As eventuais fotos são sempre do compositor.

Handel (1685 – 1759) & Vivaldi (1678 – 1741): Concertos Grossi, Op. 6, Nos. 5 e 9 & Estro Armonico, Op. 3, Concerti Nos. 8 e 11 – Ars Combinatoria & Canco López – [Dose Dupla] ֎֎

Handel (1685 – 1759) & Vivaldi (1678 – 1741): Concertos Grossi, Op. 6, Nos. 5 e 9 & Estro Armonico, Op. 3, Concerti Nos. 8 e 11 – Ars Combinatoria & Canco López – [Dose Dupla] ֎֎
“A música barroca é uma celebração da beleza e da diversidade da experiência humana.”
[William Christie]

Para esta edição da coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’, escolhi dois álbuns de um conjunto musical espanhol que bastante me impressionou, o Ars Combinatoria, orquestra e coro. Se bem que nos discos ouviremos apenas a orquestra.

Esse grupo surgiu em 1991 com o intuito de interpretar música polifônica espanhola do Século XVI, cantigas medievais e interpretar música de Bach, como conta a página do grupo, que você pode acessar clicando aqui.

Nestes dois discos estão reunidos apenas quatro concertos – dois de Handel, do opus 6, e dois de Vivaldi, do Estro Armonico. Acreditem, pouco tempo de música, mas muita qualidade.

Os dois concertos de Handel têm a adequada gravidade (gravitas), pomposidade, ajudada pela acústica do local de gravação (dos dois discos), o Mosteiro de Madalena, Sarria, na Galícia (no Caminho de Santiago).

Os dois concertos de Vivaldi, Nos. 8 e 11 (que tem uma fuga no seu primeiro movimento) e devem ter impressionado o padroeiro do blog, Sr. João Sebastião Ribeiro, quando este ainda jovem entrou em contato com a obra do Padre Vermelho. Tanto que fez transcrições para instrumentos de teclas de cinco deles, incluindo estes dois. Veja referências: [Rinaldo Alessandrini], [Simon Preston] ou [Keiko Nakata].

Como sugeriu WC em sua citação, vamos celebrar a experiência humana, pelo menos as positivas, ouvindo ótima música barroca!

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Concerto grosso Op. 6 nº 5 em sol maior, HWV 323

  1. Ouverture-Allegro
  2. Presto
  3. Largo
  4. Allegro
  5. Minuetto

Concerto grosso Op. 6 nº 9 em fá maior, HWV 327

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Larghetto
  4. Allegro
  5. Minuetto
  6. Giga

Elsa Ferrer & Liz Moore, violinos

María Saturno, violoncelo

Ars Combinatoria

Canco López

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MP3 | 320 KBPS | 81 MB

Este álbum pode ser encontrado na plataforma de streaming Tidal.

Ars Combinatoria dando um role no Caminho de Santiago

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Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerto em lá menor para dois violinos e cordas, RV 522 (L’Estro Armonico, Op. 3, No. 8)

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Concerto em ré menor para dois violinos, violoncelo e cordas, RV 565 (L’Estro Armonico, Op. 3, No. 11)

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro

Elsa Ferrer & Liz Moore, violinos

María Saturno, violoncelo

Ars Combinatoria

Canco López

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MP3 | 320 KBPS | 49 MB

Este álbum pode ser encontrado na plataforma de streaming Tidal.

Trecho da página da gravadora sobre o disco de Handel: Estes concertos destacam-se pela energia e contrastes dinâmicos. O seu carácter festivo e luminoso alternado com melodias doces refletem a capacidade de Handel em combinar técnica e expressão.

Trecho da página da gravadora sobre o disco de VivaldiArs combinatoria escolhe os mesmos concertos que Johann Sebastian Bach escolheu para fazer as famosas transcrições de órgão, estes No. 8 em lá menor (BWV 593) e No. 11 em Ré menor (BWV 596).

Aproveite! Aproveite!

René Denon

Canco aproveitando o conforto das poltronas do Great Hall do PQP Bach Coo. em Gravataí

Il flauto dolce: Italian music from three centuries – Ashley Solomon (flute & recorder); Terence Charlstone (organ & harpsichord); Jan Spencer (cello) – [Meridien] ֎

A palavra gagliarda deriva do francês antigo gaillart e do provençal galhart, possuindo provável raiz celta (gal, que significa “força” ou “energia”)
Ashley Solomon

O título do disco – Três séculos de música italiana – pode parecer propaganda enganosa, afinal três séculos é um bocado de tempo para se enfiar em um CD, mas se olharmos para o rol dos compositores – e o período no qual eles viveram – a conta fecha.

O mais antigo é Giovanni Maria Radino, de quem não sabemos a data exata de nascimento, mas estima-se por volta de 1550. O disco traz quatro elegantes gagliardas compostas por ele – lindas, vigorosas, mostrando todo o frescor e a inventividade da música daqueles dias.

Não faltam obras de Corelli, Frescobaldi, Domenico Scarlatti (mesmo que apenas uma sonata) e Vivaldi. Se bem que o conjunto de sonatas sob o título Il Pastor Fido pode ter sido colocado na conta do Padre Vermelho por conta do sucesso de venda de suas músicas impressas. Mas, com tantas belezuras, você vai se importar?

De um dos mais recentes compositores, Francesco Maria Veracini, temos uma sonata composta para violino e contínuo, mas aqui interpretada lindamente à flauta pelo ótimo Ashley Solomon.

Arcangelo Corelli (1653 – 1713)

12 Violin Sonatas, Op. 5 No. 4, Sonata in F Major

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Vivace
  4. Adagio
  5. Allegro

Giovanni Maria Radino (c.1550 – 1607)

Four Gagliarda

  1. Gagliarda prima
  2. Gagliarda seconda
  3. Gagliarda terza
  4. Gagliarda quarta

Ottavio Bariolla (1573 – 1619)

  1. Canzon Vigesima et ultima

Girolamo Frescobaldi (1583 – 1643)

  1. Toccata per Spinettina e Violino

Francesco Maria Veracini (1690 – 1768)

Violin Sonata in E Minor, I.A.5.I / 6

  1. Fantasia. Largo
  2. Allemanda. Larghetto
  3. Pastorale. Adagio
  4. Gigo. Allegro

Bernardo Storace (1637 – 1707)

  1. Ciaccona in C Major

Francesco Barsanti (1690 – 1772)

6 Sonatas, Op. 1 No. 2 Sonata in C Major

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Presto

Domenico Scarlatti (1685 – 1757)

  1. Sonata in D Major, K. 281: Andante

Antonio Vivaldi  (1678 – 1741)

Il pastor fido, Op.13 No. 4 Sonata in A Major

  1. Preludio. Largo
  2. Allegro ma non presto
  3. Pastorale ad libitum
  4. Allegro

Ashley Solomon, flauta ou flauta doce

Terence Charlston, órgão ou cravo

Jan Spencer, violoncelo

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MP3 | 320 KBPS | 349 MB

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MP3 | 320 KBPS | 159 MB

O disco pode também ser ouvido em alguma das plataformas de streaming, como Qobuz ou Tidal

Active as a soloist and chamber musician, Ashley is the director of Florilegium, and much of his time is spent working and performing with this ensemble that he co-founded in 1991. As a soloist, he has performed worldwide, including concertos in the Sydney Opera House, Esplanade (Singapore), Teatro Colon (Buenos Aires), Concertgebouw (Amsterdam), Konzerthaus (Vienna), Beethoven-Haus (Bonn) and Frick Collection (New York). He also records as a solo artist with Channel Classics, and his recording of the complete Bach’s Flute Sonatas was voted the best overall version of these works on either modern or period flute by Gramophone Magazine (February 2017):

Trecho da página ContinuoConnect

In 1996, he expanded his exploration of Italian music with Il Flauto Dolce: Italian Music from Three Centuries on Meridian, a collection spanning Renaissance, Baroque, and early Classical periods, including sonatas and canzonas by composers like Giovanni Paolo Cima (?) and Arcangelo Corelli. Accompanied by harpsichordist Terence Charlston and organist Jan Spencer, the album demonstrated Solomon’s command of the recorder across stylistic evolutions, from polyphonic Renaissance forms to more expressive Baroque lines.

Trecho da página Grokipedia

Aproveite!

René Denon

O laborioso setor de imagens da PQP Bach Publishing House enviou essa ilustração para a postagem após ter acesso à lista de nomes dos compositores… Resta a pergunta: Como Vito descobriu que foi Emilio Barzini?

Mozart (1756 – 1791) & Haydn (1732 – 1809): Sinfonias Júpiter & Londres – Accademia Bizantina & Ottavio Dantone ֎

Mozart (1756 – 1791) & Haydn (1732 – 1809): Sinfonias Júpiter & Londres – Accademia Bizantina & Ottavio Dantone ֎

Toda a companhia ficou extremamente satisfeita, e eu também. Ganhei 4.000 florins nesta noite: algo assim só é possível na Inglaterra.

[Haydn, em seu diário]

Uma ótima ideia, reunir em um disco a última sinfonia escrita por Mozart e a última sinfonia escrita por Haydn. Como Haydn nasceu antes de Mozart, podemos ficar com a impressão de que a sinfonia de Haydn tenha sido escrita antes do que a de Mozart, mas não é esse o caso. Mozart completou sua última sinfonia em 10 de agosto de 1788 e recebeu o apelido de ‘Júpiter’ do empresário Johann Peter Solomon, que atuava em Londres. Pois foi o próprio Solomon quem proporcionou a Haydn visitas a Londres, onde este passou bons períodos. A Sinfonia ‘London’ foi composta em 1795, em sua segunda visita.

O disco faz parte do projeto musical ‘Imprinting’, no qual a Accademia Bizantina e Ottavio Dantone interpretam as grandes obras-primas do final do século XVIII e início do século XIX.

Neste álbum, eles reinterpretam duas obras-primas absolutas da transição entre dois séculos, utilizando instrumentos de época: a Sinfonia Júpiter de Mozart e a Sinfonia Londres de Haydn.

A capa do disco é de fundo laranja com marcas de impressões digitais, parte da identidade do projeto.

Veja o comentário de Ottavio Dantone sobre as obras: Embora se movam dentro de uma linguagem formal comum, as duas sinfonias revelam abordagens profundamente diferentes: a de Mozart é mais especulativa e universal, a de Haydn mais concreta, teatral e enraizada na experiência da audição. Em ambos os casos, porém, nos deparamos com o apogeu de uma forma que, precisamente por meio dessas obras, tornou-se um modelo essencial para o desenvolvimento da sinfonia do século XIX. Gravar essas duas últimas sinfonias significa, portanto, não apenas justapor duas obras-primas absolutas, mas também observar o fim de uma era e a abertura de novas perspectivas estéticas que marcarão indelevelmente a história da música.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Symphony No. 41 in C major, K551 ‘Jupiter’

  1. Allegro vivace
  2. Andante cantabile
  3. Menuetto. Allegretto
  4. Molto allegro

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)

Symphony No. 104 in D major ‘London’

  1. Adagio – Allegro
  2. Andante
  3. Menuetto. Allegro
  4. Finale. Spiritoso

Accademia Bizantina

Ottavio Dantone

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MP3 | 320 KBPS | 139 MB

Link para o qobuz  e para  o TIDAL

 

 

 

Trecho de uma crítica na Scherzo: Poderíamos qualificar como arquitetônica a visão destas obras de parte de Dantone. Parece haver um desejo de mostrar a estrutura desses dois monumentos da música sinfônica do final do século XVIII em toda a sua clareza.

E aí, de qual sinfonia você gostou mais?

Aproveite!

René Denon

Dantone ensaiando a PQP Bach Sinfonietta

Se você gostou da postagem, talvez queira visitar esta outra aqui:

Mozart (1756 – 1791): Sinfonias Nos. 35 ‘Haffner’, 40 e 36 ‘Linz’ – Deutsche Kammerphilharmonie Bremen & Tarmo Peltokoski ֎

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943): Transcrições para Piano – Marek Kozák ֎

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943): Transcrições para Piano – Marek Kozák ֎
Transcrever obras orquestrais para piano pode ser uma tarefa ingrata, mas Rachmaninov recria com sucesso o som orquestral no teclado: Ainda não tive tempo de escrever para agradecer a Rachmaninov pelo arranjo feito.
[Glazunov]

Para esta postagem escolhi um disco com obras de um compositor e pianista – amado por tantos e desdenhado por alguns – Sergei Rachmaninov.

Como pianista ele foi maioral e a grana que ganhou com suas apresentações lhe permitiu viver em Beverly Hills, ter casa de veraneio na Suíça e satisfazer algumas de suas paixões, como ter carros, caríssimos naqueles dias, assim como hoje…

O disco traz as transcrições de diversas peças feitas para piano solo, pois que ele também fez transcrições para piano a quatro mãos, como uma das sinfonias de Glazunov. Rachmaninov segue a tradição estabelecida por outros compositores pianistas, como Franz Liszt e, posteriormente, Ferruccio Busoni. Ele aprendeu a técnica de fazer arranjos para piano ainda como estudante no Conservatório de Moscou, onde se matriculou aos doze anos de idade. Um dos desafios propostos pela transcrição, tanto para o trans(gressor)critor quanto para o intérprete, é recriar ao piano o som do conjunto original. No caso de uma canção, por exemplo, o piano já está lá e o teclado deve ‘cantar’ também.

Iniciando o discos temos três movimentos da Partita para violino solo BWV 1006, de Bach. Sobre essa minissuíte, o interessante artigo da página Interlude [aqui] diz: Não houve problemas com o reconhecimento do nome quando Rachmaninoff arranjou três movimentos da terceira partitura para violino de Johann Sebastian Bach para piano solo em 1933. Um comentarista escreveu: “Com algumas exceções, Rachmaninoff foi geralmente bastante fiel à música original em suas transcrições. Neste trabalho com Bach, no entanto, ele adicionou partes contrapontísticas e harmonias porque o original foi escrito para violino solo.” Rachmaninoff repensou completamente os três movimentos “para teclado com uma completude quase desconcertante… É muito característico do estilo conciso da escrita para teclado posterior de Rachmaninoff, e lamenta-se que ele não tenha feito paráfrases de outros movimentos da Partita.” Rachmaninoff apresentou a primeira execução dos três movimentos no início de sua temporada de 1933/34 em Harrisburg, Pensilvânia, e eles foram publicados naquele mesmo ano. Nem todos ficaram satisfeitos, e Rachmaninoff foi alvo de críticas por parte de “diversos puritanos e pseudo-intelectuais, especialmente porque a moda de confinar a música barroca para teclado ao cravo estava se intensificando na época”.

Como não sorrir ao ouvir a transcrição da canção Wohin, de Schubert, e Lilacs, do próprio Rchmaninov. Ele certamente tinha afinidade com essas peças. O Schezo, de Sonho de Uma Noite de Verão, de Mendelssohn, é também espetacular.

De olho em lindos encores, Rachmaninov transcreveu duas peças do violinista Fritz Kreisler, outro showman daqueles dias. Liebesleid e Liebesfreud são os nomes contrastantes… A propósito, Kreisler e Rachmaninov deram concertos juntos. Conta-se que em um recital da dupla em Nova Iorque, em um certo ponto, Fritz perdeu-se na partitura. Em pânico, sussurrou para Rachmaninoff: “Onde estamos?”. A resposta veio prontamente: “Carnegie Hall”.

Quem diria que por trás daquela cara melancólica haveria assim, bom humor?

Não faltam lolipops ao disco, como não poderia deixar de ser, e são todos ótimos: Hopák, de Mussorgsky, o Voo do Besouro, de Rimsky-Korsakov, uma Canção de Ninar, de Tchaikovsky. O Minueto, da Suíte L’arlésienne, de Bizet, foi uma de suas primeiras transcrições, feita logo após o sucesso de seu Concerto para Piano No. 2.

O disco é muito recente, foi gravado em 2025 e o selo Supraphon tem uma produção ótima. O arquivo traz o pdf do libreto com lindas fotos feitas na Villa Senar, casa que Rachmaninov tinha na Suíça. Marek Kozák, o pianista, é uma das figuras jovens mais notáveis ​​da cena musical checa. Finalista do Concurso Internacional de Piano Ferruccio Busoni de 2019 em Bolzano, vencedor do Concurso Europeu de Piano em Bremen em 2018 e em 2021 ganhou o prestigioso Concurso Géza Anda, Zurique.

Marek Kozák

Johann Sebastian Bach (arranjo de Rachmaninov)

Partita No. 3 in E Major, BWV 1006:

  1. Preludio
  2. Gavotte
  3. Gigue

Franz Schubert (arranjo de Rachmaninov)

  1. Die schöne Müllerin, Op. 25: Wohin?

Felix Mendelssohn (arranjo de Rachmaninov)

  1. A Midsummer Night’s Dream, Op. 61: Scherzo

Modest Mussorgsky (arranjo de Rachmaninov)

  1. Sorochyntski Fair: Hopak

Georges Bizet (arranjo de Rachmaninov)

  1. L’arlésienne Suite No. 1, Op. 23bis: Minuet

Fritz Kreisler (arranjo de Rachmaninov)

  1. Liebesfreud

Franz Behr (arranjo de Rachmaninov)

  1. Lachtäubchen, Op. 303: Polka de W. R

Sergei Rachmaninov

  1. Twelve Romances, Op. 21:5: Lilacs

Peter Ilich Tchaikovsky (arranjo de Rachmaninov)

  1. Six Romances, Op. 16: Lullaby

Fritz Kreisler (arranjo de Rachmaninov)

  1. Liebesleid

Nikolai Rimsky-Korsakov (arranjo de Rachmaninov)

  1. The Tale of Tsar Saltan: Flight of the Bumblebee

Sergei Rachmaninov

  1. Six Romances, Op. 38:4: Daisies

Franz Liszt (cadência de Rachmaninov)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2 in C-Sharp Minor

Marek Kozák, piano

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The new album by pianist Marek Kozák featuring all transcriptions by Sergei Rachmaninoff has received a superb review together with the Editor’s Choice in the May issue of Gramophone magazine

Aproveite!

René Denon

Sergei levando o pessoal do PQP Bach para dar um rolê…

Jason Vieaux: Seville, The Music of Isaac Albeniz & Play – [Dose Dupla] ֎֎

Jason Vieaux: Seville, The Music of Isaac Albeniz & Play – [Dose Dupla] ֎֎

Não importa o que ele toque, a música está sempre repleta de espírito, perspicácia e reverência pelo gênero do momento.

[Mark Small]

Para inaugurar a coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’, escolhi dois álbuns do violonista americano Jason Vieaux. Os dois discos não poderiam ser mais diferentes, registrando dois momentos de sua vitoriosa carreira.

Seville, The Music of Isaac Albeniz é um disco de música para violão clássico, gravado em 2003. Todas as peças são transcrições de originais escritas para piano, e mesmo assim, não poderiam ser mais idiomáticas. Se você tem visto algumas de minhas postagens sabe que adoro esse gênero e o disco eu achei espetacular.

O outro álbum, denominado apenas Play, é de 2014 e bem mais variado, podendo mesmo ser considerado um .: interlúdio :. Neste, a escolha das músicas / compositores vai do clássico ao popular, de Torrega, Leo Brouwer e Segóvia a Paulo Bellinati, Tom Jobim e Duke Ellington. Mas, como frisou no seu artigo e crítico Mark Small, a música está sempre repleta de espírito.

Eu ouvi muitas vezes os dois discos, inicialmente mais os o que coloquei primeiro. Estes dias, no entanto, tenho ouvido com frequência o Play, Ambos estão nas plataformas de streaming, como a TIDAL ou qobuz, o que facilita especialmente quando dirijo ou estou fora de casa.

Jongo é um batuque só, a Felicidade de Jobim é imensa e a Cavatina de The Deer Hunter não podia ser mais pungente. Tarrega tem uma pegada mais clássica em seu belíssimo Capricho Árabe, assim como Recuerdos de la Alhambra, algumas faixas logo depois. Sunburst foi uma grata surpresa para mim e é outra que passou por John William, que foi também padrinho da Cavatina. As Abelhas de Augustín Barrios é uma peça bem bonita, assim como foi o Tango en Skai de Roland Dyens. Pode seguir ouvindo o disco até a peça do Duke e não terá um momento que não esteja repleto de beleza e bom gosto.

Isaac Albeniz (1860 -1909)

  1. Sevilla
  2. Cadiz
  3. Rumores De La Caleta
  4. Córdoba
  5. Granada
  6. Cataluña
  7. Tango
  8. Mallorca
  9. Cuba
  10. Zortzico
  11. Asturias (Leyenda)
  12. Torre Bermeja
  13. Capricho Catalán

Jason Vieaux, violão

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Stanley Myers, o cara da Cavatina!

Play

  1. Paulo Bellinati: Jongo
  2. Julio Sagreras: El Colibri
  3. Antônio Carlos Jobim (Arranjo de Roland Dyens): A Felicidade
  4. Stanley Myers: ‘Cavatina’ From The Deer Hunter
  5. Francisco Tárrega: Capricio Arabe
  6. Andrew York: Sunburst
  7. Leo Brouwer: Danza Caracteristica
  8. Roland Dyens: Tango En Skai
  9. Francisco Tárrega: Recuerdos De La Alhambra
  10. Agustín Barrios: Las Abejas
  11. Andrés Segovia: Estudio Sin Luz
  12. Antonio Lauro: Vals Venezolano No. 3
  13. Fernando Bustamante (Arranjo de Jorge Morel): Misionera
  14. Música tradicional mexicana (Arranjo de Manuel Ponce): Por Ti Mi Corazon
  15. Regino Sainz de la Maza: Zapateado
  16. Agustín Barrios: Vals, Op. 8, No. 4
  17. Duke Ellington: In A Sentimental Mood

Jason Vieaux, violão

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Tirando onda de sertanejo…

Aqui, Vieaux percorre o terreno já bastante explorado do recital de violão latino-americano, mas, mais uma vez, imprime sua marca pessoal com peças incomuns, como uma seleção da trilha sonora de O Franco-Atirador, In a Sentimental Mood, de Duke Ellington, e A Felicidade, de António Carlos Jobim. Mesmo nas escolhas mais convencionais, Vieaux demonstra uma segurança própria; ele parece transitar com desenvoltura entre as tradições nacionais, como se as estivesse apresentando a um pequeno grupo. Sua execução no violão é limpa e elegante. Talvez o melhor aspecto do álbum seja o som: o pequeno Azica, tocando em um local não especificado, alcança uma ressonância natural do violão que coloca o ouvinte perto do guitarrista, mas não, como em tantas outras gravações, dentro do instrumento. Há um fator X nesta gravação, proveniente de seu ecletismo descontraído, que a torna muito atraente.

Excellent choice of pieces (from Tarrega, Segovia to Brouwer, Andrew York and Ellington) played with gusto and virtuosity; justly rewarded with a Grammy award earlier this year (for the Best Classsical Instrumental Solo). Equally interesting for estabished fans of the instrument as for newcomers – a real treat. Clearly, I am a fan – solo guitar rarely sound so good!

É inútil tentar rotular as inclinações musicais do vencedor do Grammy, Jason Vieaux. Um dos guitarristas clássicos mais proeminentes da Geração X, ele embarcou em uma aventura musical que inclui incursões profundas na literatura clássica justapostas a expedições sérias pelo pop, jazz e outros gêneros musicais. Não importa o que ele toque, a música está sempre repleta de espírito, perspicácia e reverência pelo gênero do momento.

Aproveite! Aproveite!

René Denon

Ilustração enviada pela industriosa equipe de artes do PQP Bach Publishing House para a postagem de hoje

Wagner (1813 – 1883): Aberturas e Prelúdios – Berliner Philharmoniker & Herbert von Karajan [EMI] ֎

Wagner (1813 – 1883): Aberturas e Prelúdios – Berliner Philharmoniker & Herbert von Karajan [EMI] ֎
Existe algum outro repertório no qual Herbert von Karajan tenha se destacado mais do que nas obras de Wagner? Seu talento teatral sempre fez maravilhas aqui e a sua abordagem renovou completamente nossa percepção da música wagneriana.

Reunir duas figuras polêmicas como Wagner e Karajan em uma única postagem envolve uma certa dose de risco. Vaias e tomates podem ocorrer, mas aqui no PQP Bach a música é fundamental. Apesar das controvérsias, Wagner foi inovador e a sua música continua influente e presente no cenário musical. Quanto a Karajan e a orquestra com a qual mais atuou, a Berliner Philharmoniker, há muitas gravações excelentes para se ouvir, como essas, de trechos orquestrais das óperas de Wagner.

As gravações desta postagem foram realizadas em 1974 no prédio da orquestra, chamado Berliner Philharmonie, construído entre 1960 e 1963, projetado pelo arquiteto Hans Scharoun, expoente do grupo expressionista Die Brücke e arquitetura orgânica.

As peças reunidas nestes dois ‘volumes’ apareceram em inúmeras edições de CDs pela antiga EMI, como pode ser visto nas ilustrações. É, portanto, uma boa oportunidade de tê-las reunidas assim, de forma mais organizada. Apesar de não ouvir essa música com frequência, gosto muito deste repertório e sempre tenho prazer quando a escuto.

O Prelúdio de Tristão e Isolda é bem possivelmente a mais icônica dessas peças e já apareceu na telinha da Globo como tema de novela. Mas, como não gostar de outros temas famosos e marcantes como os da Abertura de Tannhauser, de Lohengrin e o Graal? O cavaleiro Parsifal e a feérica abertura do Holandês Voador são de tirar o chapéu. Sobre essa última, não deixe de participar do PQP Bach Quizz, logo mais abaixo.

Richard Wagner (1813 -1883)

Volume 1

  1. Tannhäuser: Overture (1861 Paris Version) (11:37)
  2. Tannhäuser: Venusberg Music (1861 Paris Version) (12:13)
  3. Lohengrin, Act 1: Prelude (9:41)
  4. Tristan und Isolde: Prelude to Act 1 – Liebestod (Instrumental Version) (19:00)
  5. Der fliegende Holländer: Overture (11:07)

Volume 2

  1. Die Meistersinger von Nürnberg, Act 1: Prelude (9:35)
  2. Der fliegende Holländer: Overture (11:53)
  3. Parsifal, Act 1: Prelude (14:59)
  4. Parsifal, Act 3: Prelude (6:20)
  5. Lohengrin, Act 3: Prelude (3:14)
  6. Tannhäuser: Overture (15:02)

Berliner Philharmoniker

Herbert von Karajan

Volume 1

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MP3 | 320 KBPS | 150 MB

Volume 2

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MP3 | 320 KBPS | 137 MB

PQP Bach Quizz: A faixa 5 do primeiro volume e a faixa 2 do segundo volume são gravações diferentes da mesma abertura? Justifique a sua resposta se quiser ganhar a cocada virtual prêmio máximo do nosso famoso blog!

These are splendid Wagner performances, full of guts and devoid of the fussiness and overly smooth legato that so often make Karajan’s recordings a chore. I have always preferred his Berlin EMI recordings to his DG efforts, on the whole. There are times when the Berlin Philharmonic sounds like a different orchestra, with brass that don’t all lump together (check out the opening of The Flying Dutchman or the Tannhäuser Overture), and climaxes that benefit from more-than-usual bite.

Aproveite!

René Denon

Sobre gravações deixadas por Karajan: Aqui!

Você também pode ouvir essa música na plataforma de streaming: Volume 1 e Volume 2

Les sons et les parfums – Coleção de Peças Para Piano – Janina Fialkowska ֎

Les sons et les parfums – Coleção de Peças Para Piano – Janina Fialkowska ֎

Esta gravação desperta em mim um sentimento de pura nostalgia, não só pelos estudos de outrora imersos na ‘Escola Francesa’, mas também pelo poder evocativo desta música.
Janina Fialkowska

Este disco é ótimo! Uma coleção de peças de compositores franceses do Século XX compondo um recital coerente e delicioso.

É claro que um disco tão diferente das usuais coleções de obras de um dado compositor, como geralmente temos tido, só poderia ser resultado do desejo da artista de reviver as memórias de seus dias de estudante em Paris. É, assim, um disco com personalidade. Eu já o ouvi diversas vezes e, a cada vez, descubro mais uma pequena preciosidade para apreciar.

As quatro primeiras peças são de quatro diferentes compositores. Um Impromptu de Germaine Tailleferre, um Noturno de Gabriel Fauré, um Intermezzo de Francis Poulenc e a Habanera de Emmanuel Chabrier. Essa última peça me faz lembrar uma canção que quase consigo cantar junto, mas não consigo extamente precisar. Algumas peças de Debussy, incluindo o prelúdio que dá nome ao disco e a ultra conhecida Clair de lune. De Ravel, para completar o disco, o belíssimo Jeux d´eau e a Sonatine. Um disco que tem poesia até no nome!

Germaine Tailleferre (1892 – 1983)

  1. Impromptu En Mi Majeur

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

  1. Nocturne No.4 En Mi Bemol Majeur

Francis Poulenc (1899 – 1963)

  1. Intermezzo En la Bemol Majeur

Emmanuel Chabrier (1841 – 1894)

  1. Habanera

Claude Debussy (1862 – 1918)

  1. Poissons d’or
  2. Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir
  3. Reflets dans l’eau
  4. Clair de lune

Maurice Ravel (1875 – 1937)

  1. Jeux d’eau

Sonatine

  1. Modere
  2. Mouvement de Menuet
  3. Anime

Janina Fialkowska, piano

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MP3 | 320 KBPS | 129 MB

Nascida no Canadá, Janina Fialkowska iniciou seus estudos de piano com a mãe aos 4 anos, continuando em sua cidade natal, Montreal, com Yvonne Hubert. Em Paris, estudou com Yvonne Lefébure e, em Nova York, na Juilliard School, com Sascha Gorodnitzki, vivenciando o melhor das tradições pianísticas francesa e russa. Sua carreira decolou em 1974, quando o lendário Arthur Rubinstein tornou-se seu mentor após sua premiada apresentação no concurso inaugural de Master Piano Competition, chamando-a de “intérprete nata de Chopin”, estabelecendo assim as bases para sua identificação vitalícia com esse compositor. (Texto concebido pelo CHAT PQP B…)

Aproveite!

René Denon

Rubinstein contando para Janina como ele se dá bem com a turma do PQP Bach…

Arie Favorite – Elīna Garanča (mezzo-soprano) – Latvian National Symphony Orchestra – Aleksandrs Viļumanis ֎

Arie Favorite – Elīna Garanča (mezzo-soprano) – Latvian National Symphony Orchestra – Aleksandrs Viļumanis  ֎

Reviews for Elīna Garanča’s Arie Favorite (2001) generally highlight her as a superb and rising talent, particularly praising her effortless, velvety mezzo-soprano technique.
Elīna adorou o Salão dos Espelhos do PQP Bach Tower em sua última visita ao head office da nossa corporação

Para a postagem desta edição da coluna “Domingo é Dia de Ópera”, que pode ir ao ar numa quinta-feira ou sábado, dependendo do humor do editor chefe do blog, escolhi um disco lançado em 2001 e que teve papel importante no início da carreira da simpatissíssima mezzo-soprano Elīna Garanča. sua carreira deslanchou completamente depois de suas performances no Festival de Salzburgo em 2003.

É claro, as árias foram escolhidas cuidadosamente para mostrar a beleza da voz e a técnica impecável da artista. O acompanhamento pela orquestra do seu país de origem é também muito bom e o disco é primoroso, na minha opinião.

Os compositores são do fim do século XVIII e início do século XIX, as árias em italiano, a menos de uma, em francês. Mozart, Rossini, Bellini, Donizetti e Massenet são eles. Eu conhecia razoavelmente as árias das óperas de Mozart e ‘Una voce poco fa’, do Barbeiro Rossiniano. As obras de Bellini e Donizetti ainda estão na minha lista de ‘o que fazer depois da aposentadoria’. Massenet também está lá com eles, me esperando. Pelo que ouvi aqui, haverá muita diversão.

Arie Favorite

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Le Nozze di Figaro

  1. Non so più cosa son, cosa faccio (Cherubino)
  2. Voi che sapete (Cherubino)

La Clemenza di Tito

  1. Deh per questo istante (Sesto)
  2. Parto, parto (Sesto)

Goachino Rossini (1792 – 1868)

Il Barbiere di Siviglia

  1. Una voce poco fa (Rosina)

La Cenerentola

  1. Nacqui all’affanno (Angelina)

Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

I Capuleti e I Montecchi

  1. Se Romeo t’uccise un figlio (Romeo)

Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

La Favorita

  1. Fia dunque vero – O, mio Fernando (Leonora)

Anna Bolena

  1. Per questa fiamma indomita (Giovanna)

Jules Massenet (1842 – 1912)

Werther

  1. Werther, Werther (Charlotte)

Elīna Garanča, mezzo-soprano

Latvian National Symphony Orchestra

Aleksandrs Viļumanis

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De um entusiasta comprador do CD pela Amazon: Esta é uma gravação maravilhosa e Elīna Garanča está soberba. A quarta faixa, o “Parto, parto” de La Clemenza di Tito, de Mozart, vale o preço do CD por si só. Elīna Garanča faz a obra soar quase sem esforço, quando, obviamente, não é. Ela traz brilho à tradição dos papéis de mezzo-soprano, que muitas vezes são relegados a um segundo plano. Além disso, a gravação em si é exuberante e rica, e magistralmente executada.

Na ária por ele mencionada, ouça o clarinete-baixo que o Antonio Stadler e seu amigo Mozart curtiram imensamente.

Aproveite!

René Denon

Imagem enviada pela entusiasmada equipe de artes e produção do PQP Bach Publishing House para a postagem… mas, acho que confundiram os Bellinis…

Crossing Borders: Concertos e Sonatas para Flauta e/ou Flauta Doce – La Serenissima & Adrian Chandler ֎

Crossing Borders: Concertos e Sonatas para Flauta e/ou Flauta Doce – La Serenissima & Adrian Chandler ֎

Vivaldi: – Che album stupendo!
Telemann: – Was für ein tolles Album!

Há várias formas de se relacionar e desfrutar da música. Você pode ligar o rádio sintonizando em uma estação de sua simpatia e seguir fazendo o que normalmente faz ouvindo a seleção escolhida pela produção. Há também plataformas de streaming onde você pode buscar um determinado álbum ou uma playlist. Alexa! Toque ‘As Quatro Estações’, de Vivaldi!.

Elementos que nos ajudam na escolha de algum álbum envolve a capa, o(s) compositor(es) e, especialmente, o(s) intérprete(s). Tudo isso é resultado de importantes etapas da produção. Há uma tendência em substituir o nome do compositor ou da música por um catchy title, um título atraente, intrigante. No caso do disco da postagem é “Crossing Borders”, Atravessando Fronteiras, traz música composta no período barroco interpretada pela ótima orquestra de câmara inglesa, “La Serenissima”, liderada por Adrian Chandler, que também é violinista.

La Serenissima
Adrian Chandler

Mas, o disco pode oferecer algo mais do que uma bela paisagem sonora, também oferece uma oportunidade de ampliar e aprofundar os seus conhecimentos sobre o momento cultural no qual essas obras floresceram. E aqui é que se revela as conexões entre os vários compositores das obras, Telemann e Vivaldi os dois mais famosos. O livreto narra uma boa teia de conexões ligando esses compositores de diferentes (e como!) países, num período muito fértil de desenvolvimento musical – o período barroco. As obras e os estilos desses artistas talentosos e criativos influenciavam uns aos outros e figuras que hoje são menos lembradas, como o compositor Johann Georg Pisendell, ajudaram a estabelecer essas relações. Está tudo lá no libreto, basta cavar um pouco mais, caso isso lhe atice a curiosidade.

Não há uma peça ruim no disco, pelo menos na minha perspectiva, mas há dois concertos dos quais eu gostei mais e os ouvi mais vezes do que os outros – o concerto para flauta doce, de Vivaldi, e o concerto pra flauta e flauta doce, de Telemann, uma raridade por ter esses dois instrumentos soando juntos, com seu efervescente e contagiante presto. A menos que você não suporte o som de flauta, e nesse caso sugiro que busque em outra postagem música que caia mais no gosto, há para gregos e baianos aqui no blog, tenho certeza que gostará do “Crossing Borders”!

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Concerto for flute, strings and continuo in D major TWV51:D2

  1. Moderato
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Vivace

Ignazio Sieber (c1680-1761)

Sonata for recorder and continuo No 8 in G minor

  1. Preludio: Largo
  2. Corrente: Allegro
  3. Sarabanda: Largo
  4. Allemanda: Allegro

Francesco Durante (1684-1755)

Sonata movement for violin and continuo in C minor

  1. Giga

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto in F major RV442

  1. Allegro con molto
  2. Largo e cantabile
  3. Allegro

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Trio for flute, viola d’amore and continuo in D major TWV42:D15

  1. Adagio
  2. Presto
  3. Con gravità ma non grave
  4. Allegro

Giuseppe Antonio Brescianello (c1690-1758)

Concerto for two violins and continuo No 1 in E flat major

  1. Grave – Presto – Adagio – Presto – Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. [Allegro]

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Concerto for flute, recorder, strings and continuo in E minor TWV52:e1

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Presto

Antonio Vivaldi (1678-1741), arr. Adrian Chandler (b1974)

Largo e cantabile  (Original slow movement of Concerto in F major, RV442)

  1. Largo e cantabile

Katy Bircher (flute)

Tabea Debus (recorder)

La Serenissima

Adrian Chandler (conductor)

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MP3 | 320 KBPS | 186 MB

Their second album of 2025, and their 11th album with Signum Records, baroque giants La Serenissima return with an album of works by composers including Telemann, Sieber, Durante, and Brescianello. The album explores how their styles changed and developed as they ‘crossed borders’ between Italy, Germany, France and other European countries.

Em seu segundo álbum de 2025, e o décimo primeiro com a Signum Records, os gigantes do barroco “La Serenissima” retornam com um álbum de obras de compositores como Telemann, Sieber, Durante e Brescianello. O álbum explora como seus estilos mudaram e se desenvolveram à medida que “cruzavam fronteiras” entre a Itália, a Alemanha, a França e outros países europeus.

Aproveite!

René Denon

La Serenissima ficou animadíssima quando viu o pessoal do PQP Bach chegando para assistir ao ensaio para as gravações do disco…

Handel (1685 – 1759): Sonatas para Flauta Doce – Dan Laurin (flautas-doce), Hidemi Suzuki (violoncelo), Masaaki Suzuki (cravo/órgão) ֎

Handel (1685 – 1759): Sonatas para Flauta Doce – Dan Laurin (flautas-doce), Hidemi Suzuki (violoncelo), Masaaki Suzuki (cravo/órgão) ֎

A gravação ocorreu em Kobe, no Japão. Os irmãos Suzuki eram muito competitivos e tentavam de tudo para que o outro sofresse na sombra – um cenário perfeito para uma gravação inspirada!        
Dan Laurin
Dan testando um piccolo dolce da coleção do PQP Bach

Enquanto Bach tinha emprego fixo e, com isso, obrigações a cumprir, Handel era aventureiro e arriscava-se como empresário de óperas e oratórios. Vivia lautamente e convivia com nobres e ricos da sociedade inglesa, mas nem sempre a grana era certa. Pagar as contas dos fornecedores e manter a mesa de banquetes cheia podia ser complicado, com tantas intrigas dos compositores e companhias de ópera italianas. Assim, as publicações de sonatazinhas, concertos e música para teclado poderia vir a calhar, era uma fonte de renda que não se podia desprezar. E o Georg era um bamba da melodia fácil e certa para os instrumentos – violino, oboé, flautas. Ele e seu editor arranjaram muitas dessas sonatas e ótimas elas são, como atesta este excelente disco do flautista (doce) sueco, Dan Laurin. Ao seu lado os acompanhantes são da família Suzuki – Hidemi ao violoncelo e Masaaki nos teclados. Sobre essa parceria, você viu o que Dan escreveu…

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Sonata a Flauto e Cembalo in A minor, HWV 362

  1. Larghetto
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Allegro

Sonata a Flauto e Cembalo in F major, HWV 369

  1. Grave
  2. Allegro
  3. Alla Siciliana
  4. Allegro

Sonata a Flauto e Cembalo in C major, HWV 365

  1. Larghetto
  2. Allegro
  3. Larghetto
  4. A Tempo di Gavotta
  5. Allegro

Sonata in D minor, HWV 367a

  1. Largo
  2. Vivace
  3. Furioso
  4. Adagio
  5. Alla breve
  6. (Andante)
  7. A tempo di Menuet

Sonata in B flat major, HWV 377

  1. (Corrente)
  2. Adagio
  3. Allegro

Sonata a Flauto e Cembalo in G minor, HWV 360

  1. Larghetto
  2. Andante
  3. Adagio
  4. Presto

Dan Laurin, recorder

Hidemi Suzuki, cello

Masaaki Suzuki, harpsichord, organ

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Hidemi Suzuki
Masaaki Suzuki

De uma crítica fácil de localizar, especialmente para adeptos da IA: Por outro lado, o violoncelista barroco Hidemi Suzuki junta-se a Laurin e Masaaki Suzuki, e certamente imprime um ímpeto dinâmico em cada sonata. Um órgão substitui o cravo em três momentos, conferindo às peças uma sensação de foco suave. […] (Dan) Laurin, na flauta doce contralto, possui um timbre rico e luminoso. As suas interpretações, juntamente com as dos Suzukis, são majestosas, quase como concertos; a sua gama expressiva é ampla, as linhas cantáveis ​​de Handel realmente (ahãmm) cantam.

Aproveite!

René Denon

Dan Laurin depois do almoço com o pessoal do PQP Bach…

JS Bach (1685 – 1750): Paixão Segundo João – Solistas, Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

JS Bach (1685 – 1750): Paixão Segundo João – Solistas, Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

O ódio, a injustiça, a traição, o amor, o sacrifício, o perdão, o remorso, a compaixão, a piedade do homem – tudo isso se reflete na profunda exposição musical do Evangelho feita por Bach, o quinto evangelista…

Quantas vezes você já foi pego por uma cena de filme que surge quando está dando um rolé com o controle remoto da TV? Tarde da noite, você ainda não está com sono e começa a procurar algo interessante para ver e vai que surge a cena de um julgamento – um interrogatório. Você presta pouca atenção, acabou de passar o canal de compras, quando surge uma pergunta: Qual é a acusação contra este homem? A pergunta te leva para dentro da trama, que ganha dramaticidade a medida que avança. Pronto, você está fisgado e vê o filme até o fim.

Foi mais ou menos isso que me aconteceu dia desses. Ou melhor, noite dessas. Tentando acionar o controle remoto do Denonzão, para fazer tocar um arquivo estocado no pendrive, acabei acionando a faixa 21 do arquivo que havia baixado uns dias antes – Johannes Passion, composta pelo padroeiro do blog, o JS Bachlein!

A gravação do grupo Pygmalion, sob a regência de Raphaël Pichon, está estalando de nova, foi gravada em abril de 2025 e lançada agora, em 2026. É disso que eu gosto, novidade! O que as novas gerações têm a dizer sobre as obras que já se perpetuaram como icônicas? Eles reviveram, para mim, as surpresas e os deslumbramentos que senti, quarenta anos atrás, ao ouvir a gravação desta mesma obra pelo então inovador e espetacular The Monteverdi Choir e The English Baroque Soloists, sob a direção de John Eliot Gardiner. Quase não dá para acreditar que já se foram 40 anos. Mas, o que nos interessa é a presente gravação. A capa traz um detalhe de uma pintura de Fabienne Verdier e contrasta com a capa do álbum de Gardiner por ser abstrata, enquanto a outra é figurativa (podemos até ver o discípulo que Jesus amava) mas ambas refletem a intensidade de cada uma das interpretações. O coro do Pygmalion é absurdamente ágil e intenso – uma as marcas registradas do Monteverdi Choir naqueles dias.

Nova geração de cantores também se apresenta, o evangelista é o tenor Prégardien, mas Julian, filho do Christoph, que nos deixou gravações antológicas.

Fabienne Verdier

Gostei tanto que ouvi tudo de novo, desta vez desde o começo. E que começo. O libreto, que você encontrará no arquivo, compara a inovação da abertura desta obra – sua aspereza e intensidade – com a abertura de outra obra-prima que seria escrita 200 anos depois, o início da Sagração da Primavera, por Stravinsky.

A Paixão segundo João, de Bach, é uma obra espetacular. Difere da outra Paixão escrita por ele, por nos lançar diretamente na ação, como num episódio do Tunel do Tempo. Na Paixão segundo Mateus, primeiro Jesus ceia com seus discípulos, o passo é outro. Aqui já nos deparamos com a turba e os soldados indo atrás dele, no Monte das Oliveiras. Se puder, siga a história, é um drama como poucos. Tem até uma espada arrancando uma orelha.

A estrutura da obra avança rapidamente, seis cenas encadeadas: a traição (Judas e a turba), a negação (Pedro), o julgamento (Pilatos, a turba, os sacerdotes), a crucificação (os soldados, a lança), morte (Es ist vollbracht) e sepultamento. A tensão da narrativa – o contraste entre o evangelista (tenor) e a turba (coro) é impressionante. Nos momentos cruciais, o evangelista diminui sua voz a um quase sussurro. O coro, quando faz a turba, grita, esganiça, só falta tacar pedra (Kreuzige!). Depois, tem que comentar e cantar docinho…

As árias também têm o papel de opinar sobre o drama e são belíssimas, a voz quase sempre acompanhada de um instrumento melódico. A primeira delas, para contralto, tem acompanhamento de oboés e depois, a ária para soprano vem com flautas, e violas no caso da ária para tenor. Na ária do Gólgota, o baixo é acompanhado pelo coro. A especial segunda ária para contralto é logo a seguir da morte de Jesus, Es ist vollbracht, e é acompanhada por viola da gamba. É um dos pináculos da obra. Antes dos coros finais ainda temos mais uma belíssima ária para soprano, acompanhada por flauta e oboé da caccia – Zerfliesse, mein Herze, in fluten der Zähren (Dissolva-se, meu coração, em torrentes de lágrimas). Percebeu?

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Johannes Passion

Prima parte

E xordium | Exorde

1 | 1. Chorus Herr, unser Herrscher 7’48

V errat und Gefangennahme | Trahison et Arrestation | Betrayal and Arrest

2 | 2a. Evangelista, Jesus Jesus ging mit seinen Jüngern über den Bach Kidron 2’30

3 | 3. Choral O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße 0’54

4 | 4. Evangelista, Jesus Auf dass das Wort erfüllet würde 1’10

5 | 5. Choral Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich 0’54

6 | 6. Evangelista Die Schar aber und der Oberhauptmann 0’47

7 | 7. Aria (Alto) Von den Stricken meiner Sünden 4’20

Verleugnung | Reniement | Denial

8 | 8. Evangelista Simon Petrus aber folgete Jesu nach 0’20

9 | 9. Aria (Soprano) Ich folge dir gleichfalls mit freudigen Schritten 3’30

10 | 10. Evangelista, Ancilla, Petrus, Jesus, Servus Derselbige Jünger 3’17

11 | 11. Choral Wer hat dich so geschlagen 1’45

12 | 12a. Evangelista Und Hannas sandte ihn gebunden 2’17

13 | 13. Aria (Tenor) Ach, mein Sinn, wo willst du endlich hin 2’25

14 | 14. Choral Petrus, der nicht denkt zurück 1’35

Seconda parte

V erhör und Geißelung | Interrogatoire et Flagellation | Interrogation and Scourging

15 | 15. Choral Christus, der uns selig macht 1’10

16 | 16a. Evangelista, Pilatus Da führeten sie Jesum von Kaiphas vor das Richthaus 4’10

17 | 17. Choral Ach großer König, groß zu allen Zeiten 1’35

18 | 18a. Evangelista, Pilatus, Jesus Da sprach Pilatus zu ihm 2’10

19 | 19. Arioso (Bass) Betrachte, mein Seel, mit ängstlichem Vergnügen 2’53

20 | 20. Aria (Tenor) Erwäge, wie sein blutgefärbter Rücken 8’27

Verurteilung und Kreuzigung | Condamnation et Crucifixion | Condemnation and Crucifixion

1 | 21a. Evangelista Und die Kriegsknechte flochten eine Krone von Dornen 6’13

2 | 22. Choral Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn 1’24

3 | 23a. Evangelista Die Jüden aber schrieen und sprachen 4’05

4 | 24. Aria (Bass) | Chorus Eilt, ihr angefochtnen Seelen 3’43

5 | 25a. Evangelista Allda kreuzigten sie ihn 2’17

6 | 26. Choral In meines Herzens Grunde 1’04

Tod Jesu | La Mort de Jésus | The Death of Jesus

7 | 27a. Evangelista Die Kriegsknechte aber, da sie Jesum gekreuziget hatten 4’06

8 | 28. Choral Er nahm alles wohl in acht 1’16

9 | 29. Evangelista, Jesus Und von Stund an nahm sie der Jünger zu sich 1’51

10 | 30. Aria (Alto) Es ist vollbracht! 5’59

11 | 31. Evangelista Und neiget das Haupt und verschied 0’36

12 | 32. Aria (Bass) | Choral Mein teurer Heiland, lass dich fragen 4’56

Grablegung | La Mise au tombeau | Burial

13 | 33. Evangelista Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriss 0’28

14 | 34. Arioso (Tenor) Mein Herz, in dem die ganze Welt 0’44

15 | 35. Aria (Soprano) Zerfließe, mein Herze 6’49

16 | 36. Evangelista Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag war 2’13

17 | 37. Choral O hilf, Christe, Gottes Sohn 1’12

18 | 38. Evangelista Darnach hat Pilatum Joseph von Arimathia 2’40

19 | 39. Chorus Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 7’32

20 | 40. Choral Ach Herr, lass dein lieb Engelein 2’23

Julian Prégardien, tenor, Evangelista

Huw Montague Rendall, baritone, Jesus

Ying Fang, soprano, Ancilla

Lucile Richardot, alto

Laurence Kilsby, tenor, Servus

Christian Immler, bass, Pilatus

Étienne Bazola, bass, Petrus

Pygmalion

Raphaël Pichon, direction

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MP3 | 320 KBPS | 274 MB

Raphaël foi conhecer o galpão onde o PQP Bach vai passar a estocar os arquivos baixados…

Bach never came closer to writing an opera than he did with the St John Passion. The leaner cousin of the more expansive St Matthew, it responds to incisive conducting and singers with a nose for drama, both of which this new recording possesses in spades.

Raphaël Pichon tears into the meat-grinding opening chorus with its agonised cries of desperation, later whipping his singers into a frenzy as they call for the release of Barrabas and demand that Christ be crucified. Pygmalion are razor-sharp throughout, including a vigorous engagement with the reflective chorale texts.

No one artist will ever have the last word on this masterwork, but Pichon’s fresh, re-envisioned approach helps us contemplate it from a different angle and in a different light. Such a compelling commitment to this famous score commands attention and rewards repeated listening.

Aproveite!

René Denon

Walking painting Rouge – Fabienne Verdier

Rossini (1792 – 1868): Il Barbiere di Siviglia – Cecilia Bartoli (Rosina), Leo Nucci (Figaro), William Matteuzzi (Almaviva), Enrico Fissore (Bartolo), Paata Burchuladze (Basilio), Chorus & Orchestra of Teatro Comunale di Bologna, Giuseppe Patanè ֎

Rossini (1792 – 1868): Il Barbiere di Siviglia – Cecilia Bartoli (Rosina), Leo Nucci (Figaro), William Matteuzzi (Almaviva), Enrico Fissore (Bartolo), Paata Burchuladze (Basilio), Chorus & Orchestra of Teatro Comunale di Bologna, Giuseppe Patanè ֎

Ludovico: – Signore Rossini, componha mais barbeiros! Continue a compor óperas-buffa!

Tendo em conta o enorme e retumbante sucesso das postagens com música lírica, esse vosso escrevinhador de postagens animou-se ainda mais e na seção ‘Domingo é Dia de Ópera’ e traz agora uma gravação completa de uma ótima peça – Il Barbiere di Siviglia.

Vejam, mesmo morando em cidades diferentes e distantes até no tempo (30 anos de diferença), Mozart e Rossini frequentavam a mesma barbearia – Beaumarchais Barber Shop –, e eram atendidos sempre pelo mesmo mestre barbeiro, um tal de Figaro. A tal barbearia atraia realmente muitos compositores de óperas, Giovanni Paisiello entre eles…

Em todos os Figaros, bilhetes iam para lá e para cá…

Rossini compôs seu ‘Il Barbiere di Siviglia’ trinta anos depois de Mozart haver composto sua ópera ‘Le Nozze di Figaro’, mas os eventos descritos na ópera de Rossini precedem aqueles da obra de Mozart. Ambos libretos são baseados nas peças de Beaumarchais, que mostra a nobreza às voltas com as mundanas complicações da ralé. Na ópera de Rossini o Conde de Almaviva se diz Lindoro e precisa da ajuda de Figaro para casar-se com Rosina, aquela que será a Condessa na ópera de Mozart. Na narrativa de Wolfgang (e Da Ponte) eles já se encontram casados (o nome Rosina é mencionado uma única vez) e o casório agora é do barbeiro, que se tornou o ajudante pessoal do Conde.

Mas como nas franquias de filmes de aventuras, não é necessário conhecer essa ópera antes ou aquela outra, ambas são ótimas, divertidíssimas e nos podem proporcionar música de primeira. Em comum as tramas e confusões – bilhetes, disfarces e uma horda de gentes tentando enrolar uns aos outros, mais atrapalhados do que safos.

Ela: o que o Salieri está fazendo por aqui? Isso é Rossini…

Hoje vamos de Rossini, uma gravação que tem como estrela a ótima Cecilia Bartoli como Rosina e Leo Nucci como o famoso barbeiro. O conde-Lindoro é William Matteuzzi e o Coro e Orquestra do Teatro Comunale di Bologna estão sob a regência de Giuseppe Patanè.

O que você não pode perder?

No primeiro ato estão as principais árias. “Ecco, ridente in cielo”, cantada pelo Conde é uma das primeiras e, depois, uma das mais famosas de todas, “Largo al factótum” na qual Figaro conta quem ele é e como vive ocupadíssimo: Figaro qua, Figaro la, Figaro qua, Figaro la, Figaro su, Figaro giu, Figaro su, Figaro giu!

Os coadjuvantes também cantam: “La calunnia è um venticello”, de Basílio, professor de música da doce Rosina, e “A un dottor della mia sorte”, de Bartolo, o tutor de Rosina, com quem quer casar-se. Ambas famosas e ótimas.

Além de óperas, Rossini deixou sua marca também na gastronomia…

Como se trata de uma ópera-buffa, há cenas engraçadas envolvendo vários personagens, o que muito contribui para o sucesso da peça. O mocinho, Conde de Almaviva, para se aproximar de sua amada Rosina disfarça-se de Lindoro, depois finge ser um soldado bêbado e finalmente ‘Don Alonso’, professor de música.

Há uma cena da lição de música, quando o pretenso professor dá aulas a Rosina e Figaro engabela o doutor Bartolo. Outro número imperdível é o quinteto (Figaro, Bartolo, Basilio, Rosina e Lindoro) “Buona sera”. Assim, de truques e bilhetes, vamos até o final feliz do Conde casando-se com Rosina, que passa a ser a Condessa… Afinal, o grande Ludovico não poderia errar, vaticinando que “Il Barbiere” faria sucesso enquanto houvesse algo como ópera-buffa sendo encenada pelo mundo afora.

Gioachino Rossini (1792 – 1868)

Il Barbiere Di Siviglia

CD1

  1. Sinfonia

Act One, Scene One

  1. Piano, Pianissimo 3:22
  2. Ecco Ridente in Cielo 7:32
  3. Gente Indiscreta 1:14
  4. Largo Al Factotum 5:00
  5. Ah, Ah! Che Bella Vita! 11:37
  6. All’Idea Di Quel Metallo 9:48

Scene Two

  1. Una Voce Poco Fa 6:39

CD2

  1. Si, Si, La Vincero 5:18
  2. La Calumnia E Un Venticello 4:54
  3. Ah! Che Ne Dite? 3:43
  4. Dunque Io Son…Tu Non M’Inganni? 5:11
  5. Ora Mi Sento Meglio 1:52
  6. A Un Dottor Della Mia Sorte 8:02
  7. Ehi, Di Casa!…Buona Gente! 9:07
  8. Che Cosa Accadde 2:40
  9. Questa Bestia Di Soldato 1:16
  10. Fredda Ed Immobile 3:43
  11. Mi Par D’Essere Con La Testa 4:45

CD3

Act Two

  1. Ma Vedi Il Mio Destino!                             3:47
  2. Insomma, Mio Signore                             3:21
  3. Contro Un Cor Che Accende Amore 7:09
  4. Bella Voce! Bravissima! 1:48
  5. Bravo, Signore Barbiere                             3:22
  6. Don Basilio!                                            10:53
  7. Ah! Disgraziato Me!                             4:50
  8. Dunque Voi Don Alonso               4:13
  9. Temporale                                            3:07
  10. Alfine, Eccoci Qua                             1:31
  11. Ah! Qual Colpo Inaspettato!               6:36
  12. Ah! Disgraziati Noi!                             4:40
  13. DI Si Felice Innesto!                             2:30

Cecilia Bartoli (mezzo-soprano)

William Matteuzzi (tenor)

Leo Nucci (baritone)

Enrico Fissore (baritone)

Paata Burchuladze (bass)

Coro del Teatro Comunale di Bologna

Orchestra del Teatro Comunale di Bologna

Giuseppe Patanè

Recorded: 1988-06

Recording Venue: Teatro Comunale, Bologna

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MP3 | 320 KBPS | 370 MB

Cecilia não poderia ter sido mais simpática com a equipe de fotógrafos do PQP Bach….
Lição de música!

This is a light, comic opera, and so it should sound joyous and fun. This performance achieves that perfectly, in great quality sound. And there are no bad performers in this, no one spoils the fun or one’s enjoyment by substandard singing or playing or conducting; it is a very solid performance of this great opera.

Patane recording – What jumps out at me is the joy of the artists’ musicmaking. The orchestra clearly has this music in its blood and they play with precision and panache, underlining what a talented orchestrator Rossini was. Another plus is a young Cecilia Bartoli as Rosina, a role which first brought her to prominence in the year before this recording.

Aproveite!

René Denon

Vai um Tournedos Rossini ao ponto? Aos veganos, as batatas…

Edition Klavier-Festival Ruhr Vol. 38 – Live Recordings 2019 – Pianistas: Elisabeth Brauß, Giuseppe Guarrera, Tiffany Poon, Alexander Ullmann, Till Hoffmann, Nicolas Namoradze, Lauren Zhang ֎

Edition Klavier-Festival Ruhr Vol. 38 – Live Recordings 2019 – Pianistas: Elisabeth Brauß, Giuseppe Guarrera, Tiffany Poon, Alexander Ullmann, Till Hoffmann, Nicolas Namoradze, Lauren Zhang ֎

Nestes três CDs eu tenho o enorme prazer de apresentar sete jovens pianistas extremamente talentosos que fizeram suas estreias no Ruhr Piano Festival 2019. Artistas promissores dos quais podemos esperar e certamente ouviremos muito mais no futuro.
Franz Xaver Ohnesorg, Director

Em função do enorme sucesso da postagem com gravações feitas no Klavier-Festival Ruhr, insistimos em apoquentar nossos seguidores com mais esta leva – três discos repletos de boa música. O tema da edição de 2019 é ‘Festivaldebüts’ – apresentação de pianistas que, naqueles dias, estavam em início de carreira.

Giuseppe Guarrera

Como nos discos da postagem anterior, os artistas vão se alternando nas apresentações das peças e cada disco promove um programa coerente.

Tiffany ficou casadinha depois da Sonata de Haydn…

O primeiro disco reúne algumas Sonatas de Scarlatti, uma sonata para piano e um andante com variazioni de Haydn. Completando o disco, uma melodia húngara de Schubert e as Variações sobre um tema de Schumann, de Brahms. Eu gostei muito das sonatinhas do Domenico, especialmente de umas interpretadas pelo siciliano Giuseppe Guarrera, das quais eu não me recordava ou conhecia. A transição para a Sonata No. 62 (Hob. XVI/52) de Haydn é impactante, foi a última que ele escreveu, após sua primeira viagem a Londres. O adágio é pré-romântico e o finale-presto deve ter impressionado o jovem Ludovico.

Nicolas Namoradze

O segundo disco é do qual eu mais gostei, com música para teclado, de Bach. Após uma das Sinfonias a três vozes, uma das Partitas e duas Suítes, uma inglesa e uma francesa. A Partita é a dramática Sexta. A Suíte Francesa é a que eu mais gosto, a Quinta, e está nas mãos de Tiffany Poon, a mesma pianista da Sonata de Haydn. Se você não ouvir essa peça pelo menos duas vezes é porque tens um coração de pedra.

O último disco muda de fase, vamos para o escancarado romantismo, depois das Variações sobre um tema de Paganini, de Brahms, um punhado de peças de Liszt. Os Sonetos de Petrarca são peças bem bonitas.

Elisabeth Brauss

Tudo gravado ao vivo com intérpretes jovens, de grande talento, mostrando ao público a que vieram. Eu gostei de tudo (é claro, mais disto ou daquilo do que daquilo outro) e cabe a você descobrir por que a música tem tanto poder de impressionar e mover as pessoas.

 

 

CD1

DOMENICO SCARLATTI (1685 – 1757)

  1. Sonate in D-Dur K 492 [03:42]
  2. Sonate in E-Dur K 380 [02:51]
  3. Sonate in f-Moll K 386 [02:38]
  4. Sonate in c-Moll K 56 [03:40]
ELISABETH BRAUß, piano
  1. Sonate in d-Moll K 9 [02:49]
  2. Sonate in d-Moll K 32 [02:31]
  3. Sonate in e-Moll K 394 [04:16]
  4. Sonate in G-Dur K 125 [01:06]
  5. Sonate in f-Moll K 466 [04:02]
  6. Sonate in F-Dur K 107 [02:29]
GIUSEPPE GUARRERA, piano

JOSEPH HAYDN (1732 – 1809)

Sonate in Es-Dur Hob. XVI:52

  1. Allegro [06:16]
  2. Adagio [07:50]
  3. Finale. Presto [04:15]
TIFFANY POON, piano
  1. Andante con variazioni in f-Moll Hob. XVII:6 [08:55]
ALEXANDER ULLMAN, piano

FRANZ SCHUBERT (1797 – 1828)

  1. Ungarische Melodie in h-Moll D 817 [03:38]
ALEXANDER ULLMAN, piano

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

  1. Variationen über ein Thema von Robert Schumann in fis-Moll op. 9 [17:49]
TILL HOFFMANN, piano

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MP3 | 320 KBPS | 183 MB

CD2

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 – 1750)

  1. Sinfonia Nr. 9 in f-Moll BWV 795 [03:30]

Partita Nr. 6 in e-Moll BWV 830

  1. Toccata [07:31]
  2. Allemande [03:32]
  3. Corrente [03:14]
  4. Air [01:20]
  5. Sarabande [05:50]
  6. Tempo di Gavotta [01:14]
  7. Gigue [03:50]
NICOLAS NAMORADZE, piano

Englische Suite Nr. 6 in d-Moll BWV 811

  1. Prélude [07:32]
  2. Allemande [03:46]
  3. Courante [02:29]
  4. Sarabande [03:07]
  5. Double de Sarabande [03:08]
  6. Gavotte I & II [04:08]
  7. Gigue [03:02]
TILL HOFFMANN, piano

Französische Suite Nr. 5 in G-Dur BWV 816

  1. Allemande [03:15]
  2. Courante [01:51]
  3. Sarabande [05:03]
  4. Gavotte [01:07]
  5. Bourrée [01:21]
  6. Loure [02:17]
  7. Gigue [03:25]
TIFFANY POON, piano

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MP3 | 320 KBPS | 177 MB

CD3

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

Variationen über ein Thema von Niccolò Paganini op. 35

  1. Heft I [13:12]
  2. Heft II [10:56]
LAUREN ZHANG, piano

FRANZ LISZT (1811 – 1886)

Six Grandes Études de Paganini S 141

  1. Nr. 1 in g-Moll [05:04]
  2. Nr. 2 in Es-Dur [05:25]
  3. Nr. 3 in gis-Moll „La Campanella“ [05:04]
  4. Nr. 4 in E-Dur [02:12]
  5. Nr. 5 in E-Dur [02:47]
  6. Nr. 6 in a-Moll [05:46]
O Dpto de Artes do PQP Bach Publishing House mandou essa ilustração de FL

Tre Sonetti del Petrarca S 158

  1. Sonetto 47 del Petrarca [06:38]
  2. Sonetto 104 del Petrarca [07:13]
  3. Sonetto 123 del Petrarca [07:51]
GIUSEPPE GUARRERA, piano
  1. Ungarische Rhapsodie Nr. 10 in E-Dur S 244/10 [05:43]
ALEXANDER ULLMAN, piano

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MP3 | 320 KBPS | 179 MB

O Klavier-Festival Ruhr 2026 abordará “Die Welt des György Kurtág” e terá como participantes: Igor Levit & Markus Becker / Diana Krall / Krystian Zimerman und viele weitere Künstler…

Aproveite!

René Denon

Till Hoffmann ganhou a aposta feita com o pessoal do PQP Bach – tocou Bach até ‘descostas’…

Vive la France! – Klavier-Festival Ruhr – Debussy • Saint-Saëns • Chausson – Diversos Intérpretes ֎

Vive la France! – Klavier-Festival Ruhr – Debussy • Saint-Saëns • Chausson – Diversos Intérpretes ֎

Camille: – O que se pode escrever depois de Beethoven?

Claude: – Reflets dans l’ eau!

É possível que eu esteja um pouco assim como os compositores franceses num certo momento da história da música – cansado do modelo musical ‘alemão’, forma sonata serrando por cima, três movimentos para os concertos, quatro movimentos para as sinfonias e quartetos e tal.

Tenho preferido ouvir mais o repertório fruto dessa ‘rebeldia’, busca de uma outra maneira de compor, seja música ‘francesa’ ou na ‘espanhola’, um pouco de jazz e ópera.

Metropole Ruhr Essen

Foi nesta toada que dei com meus costados nesta coleção de quatro CDs gravados em 2018 na correspondente edição do Klavier-Festival Ruhr. Sei, fica na Alemanha, mas o tema daquela edição do festival foi “Vive la France!”, tá aí explicado.

Este festival ocorre ao longo de três meses, todos os anos, a partir de maio (Im wunderschönen Monat Mai), nesta parte da Alemanha, o Ruhrgebiet, cuja maior cidade é Dortmund. O pacote de quatro CDs nos oferece música para piano, canções e música de câmara. Eu havia decidido postar o primeiro CD, com peças para piano de Debussy, do qual eu gostei muito e ouvi diversas vezes. Mas, repensei a decisão e aqui estão também os outros três discos.

O segundo disco tem música para piano de Saint-Saëns, que escreveu, ao longo de sua relativamente longa e produtiva vida, pouco para piano solo, sempre peças características, nada de sonatas, essas coisas. Ele dizia “O que se pode escrever depois de Beethoven?”. Eu ouvi quase todo o disco, mas confesso que ainda estou lidando com ele, especialmente depois do disco do Debussy, ao qual acabo retornando. Os pianistas nos dois primeiros discos são ótimos, especialmente Mao Fujita, que mais recentemente mudou da Naxos para a Sony.

O terceiro disco promete, são canções desses dois compositores, mas eu ouvi mesmo algumas poucas. De qualquer forma, como o pianista que acompanha os cantores é o Graham Johnson, o cara da Edição Schubert da Hyperion, e tantas outras grandes empreitadas, temos mais que garantia de ótima qualidade, ficando apenas a questão do gosto musical a ser decidido pelas audições.

O quarto disco traz o Trio com Piano de Debussy, uma obra de juventude, escrita enquanto ele passava o verão de 1880 na idílica pequena cidade de Fiesole, que fica nas colinas próximas da cidade de Florença. (Chato, não é?) Debussy fora contratado como pianisra e professor de piano da família de Nadezhda von Meck, a ricaça mecenas de Tchaikovsky. A peça é bem bonita, mas não parece exatamente Debussy de seus dias posteriores. A outra peça é um Concerto para Piano, Violino e Quarteto de Cordas de Chausson. Eu achei a peça um pouco congestionada, mas talvez deva ouvir mais vezes. Certamente tem bons momentos, mas isso também tem as óperas de Wagner. Espero que você goste.

CD1

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

Images I (1904 – 05)
  1. Reflets dans l’ eau
  2. Hommage à Rameau
  3. Mouvement
Images II (1907)
  1. Cloches à travers les feuilles
  2. Et la lune descend sur le temple qui fut
  3. Poissons d’or

Sergei Redkin, piano

Moers, Martinstift | Live Recording: 23. Mai 2018

L’ isle joyeuse (1904)
  1. L’ isle joyeuse

Jamina Gerl, piano

Wattenscheid, Zeche Holland | Live Recording: 03. Mai 2018

 Estampes (1903)
  1. Pagodes
  2. Soirée dans Grenade
  3. Jardins sous la pluie

Mao Fujita, piano

Bochum, Kunstmuseum | Live Recording: 02. Juni 2018

 Deux Arabesques (1888)
  1. Arabesque Nr. 1 in E-Dur
  2. Arabesque Nr. 2 in G-Dur

Inga Fiolia, piano

Essen, Haus Fuhr | Live Recording: 09. Juni 2018

 Pour le Piano (1894 – 1901)
  1. Prélude
  2. Sarabande
  3. Toccata

Mao Fujita, piano

Bochum, Kunstmuseum | Live Recording: 02. Juni 2018

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MP3 | 320 KBPS | 172 MB

CD2

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835 – 1921)

Sechs Bagatellen op. 3 (1855)
  1. Poco sostenuto
  2. Allegro animato quasi presto
  3. Poco adagio
  4. Moderato assai
  5. Allegro molto
  6. Poco sostenuto – Adagio

Juan Carlos Fernández-Nieto, piano

Bottrop, Kulturzentrum August Everding

Live Recording: 06. Mai 2018

 Album op. 72 (1884)
  1. Prélude: Poco allegro, tempo rubato
  2. Carillon: Moderato tranquillo
  3. Toccata: Allegretto
  4. Valse: Allegro grazioso e con moto
  5. Chanson Napolitaine: Andantino
  6. Final: Allegro quasi minuetto

Jamina Gerl, piano

Wattenscheid, Zeche Holland | Live Recording: 03. Mai 2018

Valses
  1. Valse canariote op. 88 (1890)
  2. Valse langoureuse op. 120 (1903)
  3. Valse gaie op. 139 (1912)

Juan Carlos Fernández-Nieto, piano

Bottrop, Kulturzentrum August Everding

Live Recording: 06. Mai 2018

Gavotte op. 23 (1871)
  1. Gavotte

Mao Fujita, piano

Bochum, Kunstmuseum | Live Recording: 02. Juni 2018

Feuillet d’ album op. 169 (1921)
  1. Feuillet d’ album

Sergei Redkin, piano

Moers, Martinstift | Live Recording: 23. Mai 2018

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MP3 | 320 KBPS | 176 MB

CD3

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835 – 1921)

  1. L’ Attente (1855) (Victor Hugo) [02:21]
  2. La Coccinelle (1868) (Victor Hugo) [02:02]
  3. Rêverie (1851) (Victor Hugo) [04:12]
  4. Guitare (1851) (Victor Hugo) [01:48]
  5. Si vous n’ avez rien à me dire (1870) (Victor Hugo) [03:17]
  6. Viens (ca. 1855) (Victor Hugo) [02:36]
  7. Tournoiement (1870) (Armand Renaud) [03:17]
  8. Danse macabre (1873) (Henri Cazalis) [02:28]
  9. La cigale et la fourmi (ca. 1860) (Jean de La Fontaine) [02:05]
  10. El Desdichado (1871) (Jules Barbier) [03:29]
  11. Guitares et mandolines (1890) (C. Saint-Saëns) [01:50]
  12. Grasselette et maigrelette (1920) (Pierre de Ronsard) [02:27]
  13. Pastorale (1855) (Philippe N. Destouches) [02:29]

GRAHAM JOHNSON

SORAYA MAFI (Sopran)

FRANÇOIS LE ROUX (Bariton)

Herten, Schloss Herten | Live Recording: 14. Mai 2018

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

  1. Voici que le printemps (1884) (Paul Bourget) [02:56]
  2. Clair de lune (1882) (Paul Verlaine) [02:47]
  3. Clair de lune (1891) [02:55]

aus: Fêtes galantes I (Paul Verlaine)

aus: Ariettes oubliées (1888 rev. 1903) (Paul Verlaine)

  1. C’ est l’ extase [02:39]
  2. Il pleure dans mon coeur [02:49]
  3. Chevaux de bois [03:38]
  4. Le Faune [01:48]

aus: Fêtes galantes II (1904) (Paul Verlaine)

aus: Cinq Poèmes de Baudelaire (1889) (C. Baudelaire)

  1. Le jet d’ eau [06:08]
  2. Recueillement [04:50]

Chansons de Bilitis (1899) (Pierre Louÿs)

  1. La flûte de Pan [02:26]
  2. La chevelure [03:09]
  3. Le tombeau des Naïades [02:47]
  4. Ballade des femmes de Paris (1910) (François Villon) [02:12]
  5. Noël des enfants qui n’ ont plus de maisons (1916) [02:36]

(Claude Debussy)

GRAHAM JOHNSON

SARAH FOX (Sopran)

FRANÇOIS LE ROUX (Bariton)

Herten, Schloss Herten | Live Recording: 15. Mai 2018

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MP3 | 320 KBPS | 185 MB

CD4

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

Trio für Klavier, Violine und Violoncello in G-Dur (1880)
  1. Andante con moto allegro [09:51]
  2. Moderato con allegro [03:13]
  3. Andante espressivo [04:38]
  4. Appassionato [06:39]

THÉO FOUCHENNERET

MI-SA YANG (Violine)

VICTOR JULIEN-LAFERRIÈRE (Violoncello)

Herten, Schloss Herten | Live Recording: 13. Juni 2018

ERNEST AMÉDÉE CHAUSSON (1855 – 1899)

Konzert für Violine, Klavier und Streichquartett in D-Dur op. 21 (1889 91)
  1. Décidé [14:24]
  2. Sicilienne [04:10]
  3. Grave [10:52]
  4. Très animé [11:21]

BENJAMIN MOSER

LIZA FERSCHTMAN (Violine)

delian::quartett

Adrian Pinzaru (Violine) | Andreas Moscho (Violine)

Georgy Kovalev (Viola) | Miriam Prandi (Violoncello)

Essen-Werden, Folkwang Universität der Künste

Live Recording: 18. Mai 2018

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MP3 | 320 KBPS | 153 MB

Camille Saint-Saëns escreveu aproximadamente vinte obras para piano solo: seu estilo neoclássico melodioso e elegante deve ter se encaixado perfeitamente com a atmosfera cultivada nos salões parisienses.

No final do século XIX, um dos locais mais prestigiados onde os artistas parisienses se reuniam era o salão do compositor Ernest Chausson. Maurice Ravel era presença frequente nesse ilustre círculo, assim como Debussy, com quem Chausson cultivou uma significativa amizade. Por exemplo, os dois estudaram juntos a partitura de Boris Godunov, de Mussorgsky, e se maravilharam com suas sonoridades completamente incomuns.

Aproveite!

René Denon

Na região do Ruhr, a tradição mineira e a história industrial encontram o estilo hipster e as visões do futuro. Esta antiga área de indústria pesada transformou-se numa das regiões mais vibrantes da Alemanha.

G. Verdi (1813 – 1901): Rigoletto (Highlights) – Yordy Ramiro (tenor) • Eduard Tumagian (barítono) • Alida Ferrarini (soprano) • Slovak Radio Symphony Orchestra & Alexander Rahbari ֎

G. Verdi (1813 – 1901): Rigoletto (Highlights) – Yordy Ramiro (tenor) • Eduard Tumagian (barítono) • Alida Ferrarini (soprano) • Slovak Radio Symphony Orchestra & Alexander Rahbari ֎
O melhor de Rigoletto é sem dúvida sua intensidade dramática e genialidade melódica, apresentando momentos icônicos como “La donna è mobile”, do Duque, “Caro nome”, de Gilda, e o profundo quarteto do Ato 3, “Bella figlia dell’amore”.

Uma boa ópera precisa de um vilão, um mau-caráter de carteirinha! A fila destes personagens é longa e variada. Don Giovanni, Scarpia, Iago, Rainha da Noite são nomes que lá estão, sem dúvida. Ao lado do Don, no grupo dos mulherengos, está o Duque de Mântua, personagem importante de Rigoletto, a ópera de hoje, que é domingo.

Nos arquivos da postagem um convite diferente para ouvir as melodias do Giuseppe Verdi, os melhores momentos de uma gravação feita pela Naxos. No comando o ótimo regente de origem Persa, que estudou na Áustria com Hans Swarovsky, Alexander Rahbari.

Nesta ópera o protagonista é Rigoletto, o disforme bobo da corte do Duque de Mântua pai da mocinha Gilda, que cairá nas garras do volúvel Duque, vilão do dia. Você pode descobrir tudo e mais um pouco sobre essa obra prima, criada originalmente por Victor Hugo e transformada em ópera de tremendo sucesso por Verdi, acessando a postagem de nosso Verdi-expert, Alex Delarge. A postagem de hoje serve apenas de appetizer, quase um trailer para a ‘real-thing’. Quem sabe, ouvindo essa versão curta você se anima e mergulha neste mundo de emoções, sentimentos exacerbados, gestos imensos e muita paixão. Ópera é a arte do exagero.

Eduard Tumagian sem a corcunda de Rigoletto

O resumo da ópera? Tragédia, está na cara, não é? Uma maldição – na corte do Duque de Mântua, um incorrigível Don Juan, o corcunda e disforme Rigoletto faz pouco caso dos cortesãos para agradar ao Duque. Sua afiada língua acaba atraindo a maldição de um deles, sem contar o rancor de tantos outros. Logo ele que tem telhado de vidro. Vidro não, cristal! Sua linda filha – Gilda – a mocinha da ópera que vive escondida, longe dos olhares de todos. Preciso dizer mais? A povera ragazza cai nas manhas e artimanhas do Duque, que ela pensa ser um tal de Gualtier Maldè. ‘Caro nome’ é uma linda ária, que você não deve deixar de ouvir.

Yordi não encontrou a foto vestido de Duca e mandou essa onde ele está vestido de Pedrillo mesmo…

Vai rolar um contrato para a morte do Duque, o assassino de aluguel também tem nome de restaurante italiano – Sparafucile – mas, o destino joga sujo com o corcunda. Para mais detalhes, vá para a postagem oficial. Mas, aqui você encontrará uns bons trechos, como as duas árias do Duque – Questa o quella – logo no início da ópera, e a famosa ‘La donna è mobile’, que ele canta ao sair da taberna para onde fora atraído pelo Sparafucile, com a ajuda de sua irmã, Madalena.

Outro trecho impressionante é de Rigoletto, que canta ‘Cortegiani, vil razza dannata’, maldizendo de volta a turba de baba-ovos que vive em torno do Duque.

Há também momentos de conjunto, com o Rigoletto e sua ‘figlia’, ou com vários personagens cantando juntos. Verdi foi mesmo um bamba!

Giuseppe Verdi (1813 – 1901)

Rigoletto (Highlights)

  1. Act I: Prelude
  2. Act I Scene 1: Ballata: Questa o quella per me pari sono (Duca)
  3. Act I Scene 2: Pari siamo! (Rigoletto)
  4. Act I Scene 2: Figlia! … Mio padre! – Gia da tre lune – Ah! Veglia, o donna (Rigoletto, Gilda, Giovanna, Duca)
  5. Act I Scene 2: E il sol dell’anima (Duca, Gilda)
  6. Act I Scene 2: Gualtier Malde – Caro nome che il mio cor (Gilda)
  7. Act I Scene 2: Zitti, zitti, moviamo a vendetta (Chorus)
  8. Act II: Ella mi fu rapita! – Parmi veder le lagrime (Duca)
  9. Act II: Povero Rigoletto! … Ei vien, Silenzio (Marullo, Chorus, Rigoletto, Ceprano, Paggio, Borsa)
  10. Act II: Cortigiani, vil razza dannata (Rigoletto)
  11. Act II: Parla … siam soli – Ah! Solo per me l’infamia (Rigoletto, Gilda)
  12. Act III: La donna e mobile – Un di, se ben rammentomi (Duca, Sparafucile, Rigoletto, Maddalena, Gilda)
  13. Act III: Bella figlia dell’amore (Duca, Maddalena, Gilda, Rigoletto)
  14. Act III: Chi e mai, chi e qui in sua vece? – V’ho ingannato … colpevole fui (Rigoletto, Gilda)

Yordy Ramiro, tenor (Duca)

Eduard Tumagian, barítono (Rigoletto)

Alida Ferrarini, soprano (Gilda)

Jozef Špaček, baixo (Sparafucile)

Jitka Saparova, contralto (Madalena)

Slovak Radio Symphony Orchestra

Slovak Philharmonic Chorus

Alexander Rahbari

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MP3 | 320 KBPS | 152 MB

Alida Ferrarini, a Gilda desta gravação

Com árias suaves e arrebatadoras como “Questa o quella” e a incrivelmente cativante “La donna è mobile” (tão cativante, aliás, que Verdi se recusou a revelá-la ao elenco até os ensaios finais para manter a melodia em segredo), o lascivo Duque de Mântua prova que nem todos os tenores são heróis.

Rigoletto é considerada uma das melhores e mais eficazes obras de Verdi, combinando situações intensas e dramáticas com um brilhantismo melódico.

Aproveite!

René Denon

Rahbari de olho nas violas da PQP Bach Sinfonieta durante uma apresentação em Bagé

J.S. Bach (1685 – 1750): Variações Goldberg – Yuncham Lim (piano) ֎

J.S. Bach (1685 – 1750): Variações Goldberg – Yuncham Lim (piano) ֎

The Dialogue Between Bach and God: The Goldberg Variations, Yunchan Lim

Interlude – M. Buja

 

Yucham Lim, bem mais do que um pianista especialista em Rachmaninov

Há muitos discos bons sendo lançados quase que diariamente e mesmo discos ótimos, com qualidade técnica tanto dos artistas quanto das produções, numa onda enorme, a cada ano, cada mês. Nessa sequência de lançamentos, de vez em quando, surge um disco que além disso tudo nos oferece a oportunidade de ouvir uma grande obra ainda uma vez como se a primeira, nos revelando todo a sua beleza e encantamento. Foi o que me aconteceu ao ouvir este disco – Variações Goldberg, de Bach, com o pianista Yuncham Lim, gravadas ao vivo – que sortudos os presentes nestes concertos.

Eu havia selecionado duas gravações das tais variações para ouvir, esta e mais outra, que não vou citar nominalmente, ambas muito recentes. Gostei do libreto da outra, o arquivo desta oferecia apenas as faixas. Comecei com a outra, estranhei um pouco a lentidão da ária, mas alguns artistas querem fazer um contraste maior com a primeira e espiritada variação, sem contar com as tantas e tantas repetições. Insisti um pouco mais, mas acabei, pelo meio do caminho, decidindo mudar de disco, afinal não temos o dia todo para Goldbergues e a postagem requer um disco digno dos argutos e exigentes PQP Bachianos, frequentadores do blog.

Pois ao colocar o disco da postagem não senti qualquer coisa outra do que alegrias e prazeres. Sorrisos a cada dobra da partitura, o tempo passou a correr diferente, mais etéreo. Lá pela sétima variação (sei, sete é conta de mentiroso, mas você precisa tirar isso a limpo por si mesmo), com seus sons cristalinos, eu estava completamente fisgado. O disco é bom mesmo, é o que diz minha experiência de muitas ótimas gravações. Como posso afirmar isso tão peremptório? Pois ao terminar o disco, queria ouvir tudo de novo. Não deixe de ouvir!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Variações Goldberg

Yuncham Lim, piano

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MP3 | 320 KBPS | 186 MB

In a new recording by Yunchan Lim, the youngest winner of the Van Cliburn International Piano Competition in 2022, The Goldberg Variations are set out in a beautiful array. Recorded in Carnegie Hall, on the Perelman Stage in the Stern Auditorium, the modern Goldberg is presented in its finest garb.

Aproveite!

René Denon

Yucham aguardando o pessoal do PQP Bach para a entrevista

Ravel (1875 – 1937) • Barber (1910 – 1981) • Shostakovich (1906 – 1975): Constellations – Ensemble Ouranos ֎

Ravel (1875 – 1937) • Barber (1910 – 1981) • Shostakovich (1906 – 1975): Constellations – Ensemble Ouranos ֎

Desde a sua fundação, há dez anos, o Ensemble Ouranos tem como objetivo expandir o repertório para quinteto de sopros. “Constellations”, sua primeira gravação para a Alpha Classics, dá continuidade a essa tradição com transcrições de Shostakovich e Ravel. “Summer Music”, de Barber, completa o programa.

Em uma deliciosa crônica – O Recital – a fabulosa imaginação de LF Verissimo cria uma situação inusitada. No recital de um quarteto de cordas (poucas coisas seriam mais formais) surge um ‘quinto elemento’, um homem com uma tuba, vindo dos bastidores. Ele posta-se ao lado do violoncelista e quer tocar, ora bolas! Quer acompanhar o conjunto, improvisar algo, fazer o um-pá-pá…

Eu me lembrei desta crônica assim que vi o repertório do álbum da postagem. O Ensemble Ouranos é formado por cinco músicos que tocam instrumentos de sopros, nenhuma tuba, quase, mas flauta, clarinete, oboé, fagote e trompa. Como diz o libreto, o conjunto foi fundado por cinco solistas do Conservatoire Supérieur de Paris e explora o repertório para quinteto de sopros com liberdade e entusiasmo.

O pessoal do Ensemble Ouranos foi conhecer o novo PQP Bach Warehouse Space, em Erechim

Como o tal repertório não é assim tão extenso, além de obras originais para essa formação, eles vão de arranjos, alguns bem inusitados, o que nos traz de volta ao início da postagem – quarteto de cordas e instrumentos de sopros. Neste álbum eles interpretam o Oitavo Quarteto de Cordas de Shostakovich em um arranjo para quinteto de cordas feito por David Walter.

Eu já havia ouvido o quarteto original antes e tudo indica que é, assim, um expoente na obra de DSCH, quem é mais entendido do que eu que o diga. Eu achei o arranjo convincente como peça de música, mas não é um quarteto de cordas.

Deu um trabalhão, mas conseguimos ver o Samuel sorrir…

No programa do álbum uma peça de Samuel Barber, escrita para a formação de quinteto de sopros, chamada Summer Music. A inspiração para a peça vem de Summertime (e do blues) de Gershwin e também em coisas de Stravinsky. É uma música bem bonita.

A peça da qual eu mais gostei foi o arranjo da suíte Le tombeau de Couperin, de Maurice Ravel.

O disco tem o mesmo jeitão dos lançamentos do selo Alpha, um pouco ‘fora da caixa’, mas tudo feito com muito bom gosto, em particular a capa, bem estilosa.

Maurice Ravel (1875-1937)

Le tombeau de Couperin (Transcription de Mason Jones)
  1. Prélude
  2. Fugue
  3. Menuet
  4. Rigaudon
Pavane pour une infante défunte (Transcription de Guy du Cheyron)
  1. Pavane

Samuel Barber (1910-1981)

Summer Music, OP. 31
  1. Slow and indolent
  2. Lively, still faster
  3. Faster
  4. Tempo primo, joyous and flowing

Dmitri Shostakovich (1906-1975)

Quatuor N° 8 en ut mineur, Op. 110 (Transcription de David Walter)
  1. Largo
  2. Allegro molto
  3. Allegretto
  4. Largo
  5. Largo
Élégie (Arrangement de Lady Macbeth de Mtsensk, op. 29 acte I Scène 3 : Zherebyonok kkobylke toropitsa, Transcription de Nicolas Ramez)
  1. Adagio

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MP3 | 320 KBPS | 138 MB

Ensemble Ouranos

Mathilde Calderini, flauta
Amaury Viduvier, clarinete
Philibert Perrine, oboé
Rafael Angster, fagote
Nicolas Ramez, trompa

 

Postagem da highresaudio.com no fb: It is not a very conventional idea to think of Shostakovich as cozy. The Ouranos ensemble not only thinks so, they even play it that way. The outstanding French wind quintet proves this on its latest album, Constellations, complemented by works by Ravel and Barber. …

Enjoy this very fine and beautifully recorded album. Highly recommended  *****

 

Viu? Enjoy, aproveite!

René Denon

Além do homem do um-pá-pá, há outras pessoas querendo acompanhar o grupo Ouranos

Árias e Trechos de Óperas: Nessun dorma! – Pene Pati (tenor) – Orchestre National Bordeaux Aquitaine & Emmanuel Villaume ֍

Árias e Trechos de Óperas: Nessun dorma! – Pene Pati (tenor) – Orchestre National Bordeaux Aquitaine & Emmanuel Villaume ֍
Pene Pati, o primeiro tenor samoano a se apresentar nos principais palcos da Europa, possui uma versatilidade excepcional em uma ampla gama de papéis, abrangendo compositores como Mozart, Massenet, Donizetti, Gounod, Puccini e Verdi.

Domingo é dia de ópera e o disco de hoje é um álbum com árias para tenor interpretadas per Pene Pati, um jovem cantor que nasceu na ilha Samoa e cresceu em Auckland, Nova Zelândia. Ele cantava desde sempre, mas tornar-se cantor de ópera veio um pouco depois. Fez parte de um trio – Sol 3 Mio – que teve um disco nas paradas de sucesso da Nova Zelandia em 2014.

Depois de completar sua formação lírica em Cardiff, no Reino Unido, com ajuda da Fundação e do apoio de Kiri Te Kanawa, vencer várias competições, ganhou os palcos dos teatros de ópera de todo o mundo.

Pene está literalmente casado com a ópera. Sua esposa, Amina Edris, também é cantora de ópera e tem uma participação especial no álbum, assim como Amitai Pati, irmão de Pene.

O programa do álbum consiste em 18 números escolhidos para mostrar as características do cantor, mas também reflete seu gosto pessoal. O resultado é uma mistura de árias muito conhecidas – Nessun dorma!, que dá nome ao álbum e talvez seja a mais famosa ária de ópera para tenor, ou Che gelida manina, também de Puccini – com outras menos conhecidas e mesmo alguma raridade.

O disco também alterna peças em italiano (de compositores como Puccini, Verdi, Mascagni) e em francês (Massenet, Berlioz, Gounod). Enfim, uma joia de disco, com ótimas peças para que você desfrute um ‘momento na ópera’!

Pene Pati

Giacomo Puccini (1858 – 1924)

  1. Turandot, Act III: “Nessun Dorma”

Charles Gounod (1818 – 1893)

  1. Faust, Act III: “Salut, demeure chaste et pure”
  2. “Et toi, malheureux Faust” – C’est l’enfer qui t’envoie” – world premiere recording

Jules Massenet (1842 – 1912)

  1. Manon, Act III: “Je suis seul”- Ah! fuyez douce image”

Pietro Mascagni (1863 – 1945)

  1. L’Amico Fritz, Act II: Cherry Duet “Suzel, buon di”

Giuseppe Verdi (1813 – 1901)

  1. Macbeth – Act IV: “Dove siam”- “La patria tradita”

Hector Berlioz (1803 – 1869)

  1. La Damnation de Faust – Act IV: “Nature immense”

Jules Massenet

  1. Werther – Act IV: “Traduire”- “Ah! Bien souvent” – “Pourquoi me réveiller”

Giacomo Donizetti (1797 – 1848)

  1. Dom Sébastien – Act II: “Seul sur la terre”

Giacomo Puccini

  1. La Bohème – Act I: “Che gelida manina”

Saverio Mercadante (1795 – 1870)

  1. Il Bravo – Act I: Duet “Non sai tu che non avrai più del ciel”

Ernest Guiraud (1837 – 1892)

  1. Frédégonde – Act I: Duet . “‘Nous partirons ce soir”

Gaetano Donizetti

  1. La Favorite – Act IV: “La Maîtresse du roi?”

Gaetano Donizetti

  1. La Favorite – Act IV: “Ange si pur”
  2. Lucia di Lammermoor – Act III: “Tombe degli avi miei …fra poco a me ricovero”

Giuseppe Verdi

  1. Macbeth – Act IV: “O figli, o figli miei… Ah, la paterna mano”

Fromental Halévy (1799 – 1862)

  1. La Juive – Act II: Trio “Tu possèdes, dit-on”

Digital bonus track:

  1. Air de Faust traditionnel, Act 3: “Et toi, malheureux Faust … C’est l’enfer qui t’envoie” with recitative

Pene Pati, tenor

(com a participação de Amina Edris e Amitai Pati)

Choeur de l’Opéra National de Bordeaux

Orchestre National Bordeaux Aquitaine

Emmanuel Villaume

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MP3 | 320 KBPS | 196 MB

Pene Pati, uma grande voz!

“É sempre um processo delicado criar um álbum que conte a sua história como artista e capture o seu crescimento como músico e a sua trajetória como cantor”, escreve Pene Pati. “Nessun Dorma demonstra o meu amor pela arte de contar histórias e pelas emoções que ela pode evocar… Ao ouvir este álbum, espero que ele o leve a uma jornada emocional.”

De minha parte, eu apenas espero que você tenha muito prazer em conhecer o trabalho desse artista genial, com uma enorme carreira ainda para percorrer.

Aproveite!

René Denon

Imagem de um ‘tenor nascido na Samoa’ enviada pela sempre prestativa equipe do Departamento de Artes do PQP Bach Publishing House a tempo de completar a postagem…

Puccini (1858 – 1924): La Bohème (Highlights) – Angela Ghioghiu • Robert Alagna • Orchestra del Teatro alla Scala di Milano & Riccardo Chailly ֎

Puccini (1858 – 1924): La Bohème (Highlights) – Angela Ghioghiu • Robert Alagna • Orchestra del Teatro alla Scala di Milano & Riccardo Chailly ֎

‘La Bohème’ é uma das mais encantadoras histórias de amor que chegaram ao palco da ópera. Na Paris do século 19 um poeta e uma florista vivem uma paixão ardente em meio às alegrias e dificuldades da vida boêmia – vie charmante et vie terrible.

Coleção Folha GO

Hoje é domingo, dia de ópera! E que ópera é essa, estreada em 1 de fevereiro de 1896, 130 anos do dia que escrevo estas mal traçadas… Na batuta estava o batuta Arturo Toscanini, grande amigo do Giacomo, o Giacomino Puccini.

O charme e encantamento de uma noite na ópera pode ser sentido na sequência do filme Moonstruck, O Feitiço da Lua, em português. Os protagonistas, a deslumbrante Cher e o jovem Nicholas Cage, antes de se tornar o endiabrado motociclista, marcam um encontro no Metropolitan, para assistir exatamente a uma apresentação de La Bohème.

O disco da postagem apresenta nos papéis de sweetlovers os cantores Robert Alagna e Angela Ghioghiu, que chegaram a ser casados na vida real. O time é de primeira, a orquestra não poderia ser mais apropriada e o regente, vocês sabem, Riccardo é um bamba.

O que você não pode deixar de ouvir, vezes e mais vezes, nessa versão já resumida? A ária ‘Che gelida manina’ (não é ‘que menina geladinha’, mas sim, ‘Que mãozinha mais gelada!’) é o momento em que o mocinho, Rodolfo, que é um poeta, se apresenta a Mimi, a protagonista. Ele diz: ‘Que faço? Escrevo! Como eu vivo? Vivo!’ Essa é figurinha carimbada, cantada por todos os tenores famosos ou nem tão famosos assim. Pavarotti, Domingo, Carreras, a fila é longa. Aqui Rodolfo está incorporado no Alagna.

Essa ária é seguida pela ‘Sì, mi chiamano Mimi’, a resposta da mocinha, falando sobre si mesma: sou bordadeira e sou tranquila e feliz.

Ainda neste ato primo, tem o dueto de amor: ‘O soave fanciulla’, maraviglia!

Mas nem só de mocinho e mocinha se faz uma ópera e o ato segundo começa com uma cena envolvendo muitos personagens, sons e movimentação. Numa sequência de trivialidades, a amiga da mocinha, Musetta, canta sua valsa… ‘Quando me’n vo’ soletta per la via’, as pessoas param e olham… me examinam da cabeça aos pés’.

Desentendimentos, ciúmes, separações, doença e muito frio, pois que é fevereiro em Paris. A mocinha está doente, mas encontra seu amor…

No quarto ato chega a primavera, mas as coisas não estão nada boas. Não sou de dar spoiler, mas essa é fatal, a mocinha morre no final.

Não se preocupe tanto com entendimentos, a ópera nos chega pelo coração, passando pelos ouvidos. Coloque o arquivo para ouvir e deixe-se envolver pela linda música. Aposto que vai acabar procurando o resto da história…

Giacomo Puccini (1858 – 1924)

La Bohème (Highlights)

  1. Act 1 – -Questo mar rosso
  2. Act 1 – Chi è là- – Si sente meglio- (Extract)
  3. Act 1 – -Che gelida manina
  4. Act 1 – -Sì. Mi chiamano Mimì
  5. Act 1 – -O soave fanciulla
  6. Act 2 – Aranci, ninnoli! Caldi i marroni e caramelle
  7. Act 2 – Chi guardi (Extract)
  8. Act 2 – Quando men vo
  9. Act 2 – Chi l’ha richiesto
  10. Act 3 – -Mimì!
  11. Act 3 – -Mimì è tanto malata!
  12. Act 3 – -Donde lieta uscì al tuo grido
  13. Act 3 – -Dunque è propio finita!
  14. Act 4 – -In un coupé
  15. Act 4 – -O Mimì, tu più non torni
  16. Act 4 – -Vecchia zimarra, senti
  17. Act 4 – -Sono andati- Fingevo di dormire
  18. Act 4 – -Che avvien

Roberto Alagna

Angela Ghioghiu

Simon Keenlyside

Idelbrando D’Arcangelo

Elisabetta Scano

Orchestra del Teatro alla Scala di Milano

Riccardo Chailly

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MP3 | 320 KBPS | 157 MB

Riccardo Chailly é o batuta da vez…

With this new recording, Decca has pretty much sewn up the market on three generations of outstanding Bohèmes. Tebaldi and Bergonzi (still my personal favorite) represent the 1950s, Freni and Pavarotti represent the 70s, and now Gheorghiu and Alagna take us into the new millennium with a recording that ranks among the very best. Only de los Angeles and Björling (on EMI, conducted by Beecham) can really compete with these three recordings.

Aproveite!

René Denon

Ilustração de Arturino e Giacomino enviada pela prestativa equipe de artes do PQP Publishing House…

Iberia: Peças para Orquestra de Chabrier • Debussy • Ravel – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra & Domingo Hindoyan ֎

Iberia: Peças para Orquestra de Chabrier • Debussy • Ravel – Royal Liverpool Philharmonic Orchestra & Domingo Hindoyan ֎

Que tal embarcar em um avião imaginário rumo à ensolarada Espanha com Domingo Hindoyan e a RLPO? Seu mais recente álbum, ‘Iberia’, apresenta a Espanha através do olhar francês de Chabrier, Debussy e Ravel, e é pura alegria desde as primeiras notas.

A orquestra é inglesa, seu regente é venezuelano, o selo é londrino e os compositores franceses, mas a música é ibérica! Sensual, insinuante, ritmos envolventes, sonoridade grandiosa. Você não se decepcionará, se está buscando música para alegrar seu momento.

O repertório reflete o fascínio dos compositores franceses e artistas franceses com a cultura do país vizinho, especialmente no início do século passado. Nas décadas de 1960 e 70 surgiram ótimos discos com essa temática. O disco da Orquestra Sinfônica de Chicago regida por Fritz Reiner é um exemplo.

A peça que abre o programa desta postagem, España, de Emmanuel Chabrier, é icônica, e as outras peças de Debussy e Ravel seguem a mesma trilha com primor. É uma ótima oportunidade para a orquestra e seu diretor mostrarem seus méritos e alta qualidade. A produção também está impecável e o programa nos reserva uma hora e tanto de ótima audição, terminando com uma gravação do Bolero que me manteve ligado até a última nota.

Emmanuel Chabrier (1841-1894)

  1. España

Claude Debussy (1862-1918)

  1. Images – Ibéria: I. Par les rues et les chemins
  2. Images – Ibéria: II. Les parfums de la nuit
  3. Images – Ibéria: III. Le matin d’un jour de fête

Maurice Ravel (1875-1937)

  1. Rapsodie espagnole: I. Prélude à la nuit
  2. Rapsodie espagnole: II. Malagueña
  3. Rapsodie espagnole: III. Habanera
  4. Rapsodie espagnole: IV. Feria
  5. Miroirs: IV. Alborada del gracioso
  6. Pavane pour une infante défunte
  7. Boléro

Royal Liverpool Philharmonic Orchestra/Domingo Hindoyan

rec. 2022/24, Philharmonic Hall, Liverpool

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MP3 | 320 KBPS | 174 MB

Domingo apontando os caminhos para as violas da PQP Bach Sinfonietta

Do crítico da plataforma Presto Classical, falando deste álbum e mais um outro, gravados pela mesma orquestra e regente: I admit I’ve had the English album on repeat for the last three weeks, but ‘Iberia’ has quickly grabbed hold of me for its sheer [consults dictionary] alegría de vivir.

Alegria de viver! Aproveite!

René Denon

Ilustração enviada para a postagem pelo Dept. de Artes do PQP Bach Publishing House

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The Vivaldi Album – Thibault Cauvin (violão) – Orchestre de chambre de Paris & Julien Masmondet ֎

The Vivaldi Album – Thibault Cauvin (violão) – Orchestre de chambre de Paris & Julien Masmondet ֎

O álbum de Vivaldi foi uma aventura e uma celebração, um exuberante Carnaval Veneziano que, creio, teria deixado o compositor orgulhoso. Essas maravilhosas simples e naturais notas musicais nos aproximam e nos fazem sentir bem. Um tributo à uma existência descuidada, elas celebram a vida.

A primeira motivação para explorar esse disco é (claro) a música, linda música de Vivaldi, no que ela tem de mais atraente: fluidez, colorido sonoro, melodias inesquecíveis. Música para instrumentos de cordas dedilhadas, beliscadas – alaúdes, bandolins, aqui interpretadas ao violão.

O artista também despertou a minha curiosidade, Thibault Cauvin nasceu em família de músicos e toca violão desde sempre. Ganhou uma lista enorme de prêmios, construiu carreira de concertista e visitou o mundo todo, aparentemente.

Desde então, Thibault viajou para mais de 120 países, realizando quase 1500 apresentações, dos palcos mais prestigiados aos lugares mais atípicos, do Carnegie Hall em Nova York à Torre Eiffel, da Sala Tchaikovsky em Moscou à Cidade Proibida em Pequim, do Queen Elizabeth Hall em Londres ao Acrópole de Cartago. A guitarra de Thibault não conhece fronteiras, não tem limites; numa noite, 40.000 pessoas podem ouvi-lo na praia de Royan, na França, e dois dias depois, ele toca em um templo em ruínas na costa do Equador para algumas 200 pessoas privilegiadas. Diversidade, contrastes, aventuras, descobertas, liberdade, encontros, tantos temas caros a Thibault, e que ouvimos em sua música.

Tantas experiências ao redor do mundo acabou resultando em um livro – Alter Ego. Veja a ‘propaganda’ do mesmo: Com sua mochila e violão nas costas, Pierre é um aventureiro que percorre o mundo. Ele encontra muitas vidas que transformam seu mundo: uma mulher argelina com deficiência visual, uma florista no Rio, um mestre do tempo em Ouagadougou, entre outros. Mas, vamos à música!

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerto for Mandolin, Strings and Basso continuo in C major, RV 425
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto for Luth, Strings and Basso continuo in D major, RV 93
  1. Allegro giusto
  2. Largo
  3. Allegro
Concerto for Violin, Strings and Basso continuo in A minor, RV 356, (L’Estro armonico n°6)
  1. Allegro
  2. Largo
  3. Presto
Concerto for two Mandolins, Strings and Basso continuo in G major, RV 532
  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro
Trio Sonata for Luth, Violin and Basso continuo in G minor, RV 85
  1. Andante molto
  2. Larghetto
  3. Allegro
Trio Sonata for Luth, Violin and Basso continuo in C major, RV 82
  1. Allegro non molto
  2. Larghetto
  3. Allegro

Thibault Cauvin, guitar

Orchestre de chambre de Paris

Julien Masmondet, conductor

Deborah Nemtanu, violin
Xuefei Yang, guitar (Concerto for two mandolins)
basso continuo:
Benoît Grenet, cello
Yvon Repérant, harpsichord
Damien Pouvreau, theorbo, baroque guitar

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MP3 | 320 KBPS | 132 MB

Gostei tanto do disco que passei a imaginar a vida do Padre Vermelho na Sereníssima República. É claro que, além da música, outros aspectos prazerosos da vida vêm à mente. A julgar pelas imagens de que nos chegaram, não diria que Vivaldi fosse glutão (como deve ter sido o Saxão Inglês), mas apreciaria a boa comida, os vinhos?

A cozinha veneziana era rica em pratos com frutos do mar, famosos até hoje, sem contar os produtos trazidos de outras partes pelos seus comerciantes – bons vinhos e mesmo bacalhau da Escandinávia. Uhmmm… água na boca!

Sarde in Saor

Sarde in saor é um maravilhoso prato de antipasto veneziano feito com sardinhas fritas em camadas com cebolas, passas e pinhões marinados em vinagre e açúcar.

Baccalà Mantecato

Bacalhau salgado batido até formar uma mousse aveludada com azeite e alho, servido sobre polenta grelhada. Cremoso, salgado e delicado — este prato conta a história das rotas comerciais marítimas de Veneza para a Escandinávia.

Seppie al nero

Sépia cozido com sua tinta preta, geralmente servido com polenta ou usado em risoto.

Thibault Cauvin é um dos guitarristas mais talentosos, carismáticos e procurados do mundo hoje. Ele está viajando pelo mundo todo o ano a convite dos festivais e salas de concerto mais prestigiados. Sua extensa programação de turnês varia de Nova York a Hong Kong, São Paulo a Istambul, Londres a Melbourne e Cingapura e Tel-Aviv, sendo calorosamente aceito pelos críticos em mais de 1000 ocasiões. Ele também participou de muitos programas de TV e rádio e colaborou com músicos, compositores e orquestras sinfônicas famosos. Considerado um artista inovador e criativo, Thibault é regularmente convidado de honra em festivais, universidades e conservatórios em todo o mundo para dar aulas de mestrado, palestras ou para julgar competições.

Aproveite!

René Denon

Prokofiev & Rachmaninov: Concertos para Piano – Gary Graffman (piano) / The Cleveland Orchestra & George Szell / New York Philharmonic Orchestra & Leonard Bernstein ֎

Prokofiev & Rachmaninov: Concertos para Piano – Gary Graffman (piano) / The Cleveland Orchestra & George Szell / New York Philharmonic Orchestra & Leonard Bernstein ֎

An ideal coupling of unsurpassed performances, these stereo recordings of Gary Graffman’s performances of Prokofiev’s First and Third piano concertos should be heard by anyone who loves Prokofiev’s music.    (James Leonard)
Sobre o disco de música de Rachmaninov: This performance is a prime example of the phrase, “Oldie but goodie.” Inkpotter Isaak Koh called it well-paced and beautifully played.

 

Gary costumava ser um nome comum nos Estados Unidos e em países de língua inglesa lá pelos anos vinte do século passado, até as décadas de 50 e 60, como no caso dos atores Gary Cooper e, mais recentemente, Gary Oldman, sem esquecer o regente Gary Bertini. Há também uma cidade estadunidense chamada Gary, que fica em Indiana, na beira do Lago Michigan, perto de Chicago. Gary, a cidade, é famosa pela siderurgia, que lhe dá um aspecto acinzentado, e por ter sido cenário de alguns filmes de suspense… Se te oferecerem passar as férias em Gary deve ser alguma pegadinha. Mas, o Gary da postagem é outro – Gary Graffman – e nos deixou no ano passado, já bem idoso. Gary Graffman foi um pianista espetacular, como atestam os dois discos da postagem. Virtuose do mais alto calibre, mas também músico profundo, sensível e abrangente.

O fotografo do PQP Bach estava tentando colocar todo mundo na mesma polaroid… (orçamento curto)

Foi também professor, atuando no Curtis Institute of Music, da Filadélfia. Lang Lang foi seu aluno, assim como Yuja Wang e, mais recentemente, Haochen Zhang.

Para a postagem em sua lembrança escolhi dois discos que tem similaridades (compositores russos virtuoses do piano), mas que diferem pelo apelo ao público. Enquanto Rachmaninov, com seu Concerto No. 2 e as Variações sobre um tema de Paganini são peças de grande apelo popular, os Concertos Nos. 1 e 3 de Prokofiev são mais ‘modernosos’, oferecendo um bom contraste entre os discos.

Ambos são verdadeiros clássicos da discografia de Concertos para Piano e oferecem, cada um à sua maneira, grandes possibilidades de entretenimento. Afinal, agradar a gregos e baianos não é tarefa fácil.

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

Piano Concerto No. 3 In C Major, Op. 26

  1. Andante, Allegro
  2. Andantino (Tema Con Variazioni)
  3. Allegro Ma Non Troppo

Piano Concerto No. 1 In D Flat Major, Op. 10

  1. Allegro Brioso – Poco Piú Mosso – Tempo Primo
  2. Meno Mosso
  3. Andante Assai
  4. Sostenuto

Piano Sonata No. 2 In D Minor, Op. 14

  1. Allegro, Ma Non Troppo
  2. Scherzo. Allegro Marcato
  3. Andante
  4. Vivace

Piano Sonata No. 3 In A Minor, Op. 28, “From Old Notebooks”

  1. Sonata

Gary Graffman, piano

The Cleveland Orchestra

George Szell

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MP3 | 320 KBPS | 153 MB

Sergei Rachamaninov (1873 – 1943)

Concerto No. 2 In C Minor For Piano And Orchestra, Op. 18

  1. I – Moderato
  2. II – Adagio Sostenuto
  3. III – Allegro Scherzando

Rhapsody On A Theme Of Paganini, Op. 43

  1. Rhapsody

Gary Graffman, piano

New York Philharmonic Orchestra

Leonard Bernstein

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MP3 | 320 KBPS | 124 MB

The power and dexterity of his First Concerto is astonishing, but it is Graffman’s capacity to articulate the inexpressible yearning of its Andante assai that makes his performance indescribable. Szell and his Cleveland Orchestra are models of responsible support, Columbia’s mid-’60s stereo sound is clear and deep, and the inclusion of Graffman’s outstanding 1962 recordings of Prokofiev’s Second and Third piano sonatas is as enjoyable as it is inescapable.

 

Gary Graffman’s recording of Rachmaninoff’s Piano Concerto No. 2 with Bernstein and the NYP is generally hailed as a powerful, emotionally charged performance, known for its dramatic interplay, intense energy, and Graffman’s brilliant, sometimes fiery, pianism.

Aproveite!

René Denon

Gary, Indiana… vai?

Mozart (1756 – 1791): Árias de Óperas – Anna Netrebko • Elīna Garanča • Bryn Terfel • Thomas Quasthoff ֎

Mozart (1756 – 1791): Árias de Óperas – Anna Netrebko • Elīna Garanča • Bryn Terfel • Thomas Quasthoff ֎

Deh, vieni, non tardar, oh gioia bella,
vieni ove amore per goder
Anna, como Susanna

Domingo é dia de ópera – pelo menos para a Rádio MEC – e nada como um disco com árias de óperas de Mozart para encher a sala de música com os mais diversos sons e sentimentos – raiva, medo, persuasão – você pode nomear, vai encontrar tudo lá, inclusive um bocado de gozação. O disco é uma compilação de muitas gravações pelo selo amarelo, mas todas relativamente recentes, com cantores magníficos.

Liderando o time a soprano Anna Netrebko, cantando também o galês Bryn Terfel, Thomas Quasthoff, Elīna Garanča e outros. Entre os regentes Claudio Abbado e Charles Mackerras. A lista completa dos créditos está logo a seguir.

Eu gostei do disco, que parte logo para a ação, nada de ouverture, começamos logo com a anfitriã cantando uma ária da personagem Susanna, de As Bodas de Fígaro. A seguir alguns comentários (em parte amparados pelo Chat PQP Bach) sobre as árias apresentadas no disco.

Terfel como Fígaro

“Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar” (Susanna, de As Bodas de Fígaro): Esta é uma ópera buffa, por excelência. Trocas de papéis, jovem disfarçado de garota (papel sempre interpretado por cantora), um tentando passar a perna no outro. Nesta ária, Susanna está vestida como a Condessa e finge cantar uma canção de amor para o Conde; há uma enorme sinceridade nesta “falsa ária”, porque na verdade ela está cantando para Fígaro (embora ele não saiba disso e fica extremamente enciumado). Falsa nobreza, mas sentimentos verdadeiros; um sonho para os amantes do teatro.

“Ho già vinto la causa! … Vedrò mentr’io sospiro” (Conde, de As Bodas de Fígaro): O Conde quer dar uma de bonzinho, abriu mão do direito da ‘primeira noite’, mas está de ‘olho na butique’ da Susanna, até perceber que está sendo engabelado por todos, praticamente. É claro, fica furioso… Ária típica de ópera buffa.

“Parto, parto, ma tu, ben mio” (Sesto, La clemenza di Tito): ‘Ópera séria’, a última composta por Mozart, e esta é uma ária cantada pelo personagem Sesto (um contralto ou meio-soprano, de novo, mulher fazendo papel de homem), expressando seu conflito ao ter que partir, apesar do amor por Tito, seu amigo e imperador. Eu conheço pouco essa obra, nunca ouvi uma gravação completa, mas a ária é bem especial. Chama a atenção a interação da voz com o clarinete obbligato. Certamente Mozart, que era um perfeito ‘alfaiate’ para as vozes dos cantores com quem estava trabalhando, também prezava as amizades com os músicos. Aqui, o papel do clarinete certamente se deve ao seu amigo Anton Stadler.

Thomas, como ele mesmo…

“Madamina, il catalogo è questo” (Leporello, Don Giovanni): Essa é figurinha carimbada, a famosa ária do catálogo, na qual Leporello, o faz-tudo do mulherengo Don Giovanni, conta à pobre Donna Elvira, a lista de conquistas do famoso sedutor, revelando o mau caratísmo do famoso nobre.

“Oh smania! oh furie!” (Orestes, Idomeneo): É um famoso recitativo e ária dramática da ‘ópera séria’ que demonstra a maestria de Mozart em expressar emoções intensas, particularmente no personagem atormentado de Oreste, marcando um passo significativo em sua maturidade como compositor de ópera. O texto em italiano expressa tormento extremo, raiva e desespero, condizentes com a situação desesperadora de Orestes.

“In diesen heil’gen Hallen” (Saratro, A Flauta Mágica): Aqui uma ária para baixo profundo, personagem típico das companhias de ópera daquela época. O primeiro Sarastro chamava-se Franz Xaver Gerl e era membro da troupe de Emanuel Schikaneder, outro amigão de Wolfie. Ele foi o primeiro Papageno. A Flauta Mágica não era uma ‘ópera’ (no sentido buffa ou séria), era um Singspiel, uma brincadeira em alemão.

“Fuggi, crudele, fuggi!” (Donna Anna e Don Ottavio, Don Giovanni): Neste caso um dueto com a prima dona da ópera e o tenor. O dueto é dramático, os dois cantam na presença do corpo do Comendador, pai de Donna Anna, morto por Don Giovanni. Don Ottavio é o noivo da moça e quer protegê-la e tal, mas está mais para um ‘dois de paus’. Ah, mas suas árias são lindíssimas.

“Là ci darem la mano” (Don Giovanni, Zerlina): Nesse belíssimo dueto, daquele que não esquecemos mais, o péssimo Don Giovanni tenta seduzir a povera raggazza, Zerlina, que está noiva de Masetto. O Don quase consegue seus intentos, mas é impedido pela chegada dos outros personagens da ópera, que estão na sua cola…

Königin der Nacht

“Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen” (Rainha da Noite, A Flauta Mágica): Ária icônica, até quem não ouve música clássica, que dirá ópera, conhece. A Rainha da Noite promete mover as forças das profundas para conseguir seus intentos vingativos. Há quem diga que Mozart inspirou-se na sogra para esse papel. A Vingança do Inferno Ferve no Meu Coração. Barra pesada…

“Der Vogelfänger bin ich ja” (Papageno, A Flauta Mágica) Nesta deliciosa ária o lado mais terreno do quarteto principal da ópera se apresenta: o caçador de pássaros sou eu! Papageno é aquele que sente fome, tem sede, quer encontrar sua Papagena! Maraviglia!

“Ah, perdona al primo affetto” (Annio e Servilia, La clemenza di Tito): Dueto do Ato I da ópera, cantado pelos personagens Annio (um jovem nobre romano, frequentemente interpretado por uma mezzo-soprano) e Servilia (irmã de Sesto). É um momento de terno amor juvenil e resignação, que ocorre depois que Annio descobre que o Imperador Tito escolheu Servilia para ser sua imperatriz. Tipo, Tristão e Isolda, mas bem distante, viu…

“Zeffiretti lusinghieri” (Ilia, Idomeneo): Ária da princesa troiana cativa, na qual ela expressa seu amor por Idamante, pedindo aos ventos que levem suas declarações, em um momento de solidão e ternura antes de saber da ameaça de sacrifício que paira sobre seu amado. Parece enredo de novela de fim de tarde, mas é isso, tudo muito bonito.

“Soave sia il vento” (Fiordiligi, Dorabella e Don Alfonso, Così fan tutte) É um belíssimo trio no qual as irmãs Fiordiligi e Dorabella, junto com o cínico Don Alfonso, se despedem de seus amados Ferrando e Guglielmo, que estão em um barco fingindo ir para a guerra. É enrolado, mas tudo faz parte da aposta entre os rapazes e Don Alfonso. Elas estão pedindo que o vento seja suave e as ondas calmas para os amantes possam navegar tranquilamente. Um momento de paz e beleza lírica, encerrando assim o programa do álbum.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

  1. Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar
  2. Ho già vinto la causa! … Vedrò mentr’io sospiro
  3. Parto, parto, ma tu, ben mio
  4. Madamina, il catalogo è questo
  5. Oh smania! Oh furie…
  6. In diesen heil’gen Hallen
  7. Fuggi, crudele, fuggi!
  8. Là ci darem la mano
  9. Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen
  10. Der Vogelfänger bin iIch ja
  11. Ah, perdona al primo affetto
  12. Zeffiretti lusinghieri
  13. Soave sia il vento

Anna Netrebko (1, 5, 7, 12)

Elīna Garanča (3, 11)

Bryn Terfel (2, 13)

Thomas Quasthoff (4, 8, 10)

René Pape (6)

Christoph Strehl (7)

Erika Miklósa (9)

Miah Persson e Christine Rice (13)

Orchestra Mozart & Claudio Abbado (1, 5, 7, 12)

Scottish Chamber Orchestra & Charles Mackerras (2, 13)

Staatskapelle Dresden & Sebastian Weigle (3, 4, 8. 10, 11)

Mahler Chamber Orchestra & Claudio Abbado (6, 9)

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Claudio já nos seus últimos dias

This is, in other words, a collection of golden eggs worth anyone’s money. It must be regretted that DG have omitted texts and translations but at least provide thumbnail resumes of the contents of each number.

Aproveite!

René Denon

Sir Charles encorajando o grupo do PQP Bach Opera CIA