Bach (1685-1750): Orgelbüchlein BWV 599 – 644 /-\ Simon Preston ֍

Bach (1685-1750): Orgelbüchlein BWV 599 – 644 /-\ Simon Preston ֍

 

Bach

Orgelbüchlein

Simon Preston

 

 

No dia 13 de maio de 2022 faleceu o organista Simon Preston. Em 4 de agosto ele completaria 84 anos. Simon Preston teve contato com a música muito cedo e aos cinco anos já havia se decidido pelo órgão. Foi organista de Westminster e Oxford até 1987, quando assumiu uma carreira de organista de concerto, apresentando-se pelo mundo todo.

Retrato do artista quando jovem

Seguindo um vago plano de postar as gravações das obras para órgão de Bach que ele gravou para a Deutsche Grammophon, decidi acrescentar este disco com o Pequeno Livro para Órgão, como uma homenagem em sua memória.

O título Orgelbüchlein pode dar uma impressão de despretensiosa, mas é o resultado de um planejamento até ousado. Em um realmente pequeno livro de 15,5 por 19 cm, Bach escreveu no alto de cada página nomes de 164 corais e tratou de preencher o livro com as composições que estão neste disco – 45 Prelúdios Corais. Essas composições foram criadas no período em que Bach passou em Weimar (1708 a 1717) mas o projeto ficou inconcluso com sua mudança para Cöthem. Em Weimar Bach dispunha do órgão da capela da corte que foi reconstruído entre 1712 e 1714 sob a sua orientação e determinações.

O título da obra, escrito pelo próprio Bach, diz: Pequeno Livro de Órgão, no qual o estudante de órgão é instruído sobre como deve desenvolver de diversas maneiras um coral e, ao mesmo tempo, adquirir experiência no uso do pedal, o qual, em cada um destes corais, é tratado como inteiramente obbligato.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Orgelbüchlein, BWV 599 – 845

Simon Preston, órgão

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FLAC | 330 MB

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MP3 | 320 KBPS | 178 MB

Na edição de 1996 de The Penguin Guide to CD, o verbete dedicado a este disco é curto, mas eloquente: Simon Preston conveniently gathers all 45 chorales of the Orgelbüchlein on to a single (74-minute) CD and plays them with persuasive musicianship on a fine Danish organ.

Realmente, o disco foi gravado na Igreja Abbey, Sorø, na Dinamarca. Uma lista com os corais se encontra nos arquivos.

Simon Preston (1943 – 2022)

Outras postagens da série:

Bach (1685-1750): Toccata e Fuga BWV 565 e outras peças para órgão – Simon Preston ֎

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Órgão, BWV 592 – 596 – Simon Preston ֍

J. S. Bach (1685–1750): Trio Sonatas – Simon Preston, órgão ֍

 

Poul Ruders (n. 1949): Concerto para Cravo – Mahan Esfahani – Aarhus Symphony Orchestra – Leif Segerstam ֍

Poul Ruders (n. 1949): Concerto para Cravo – Mahan Esfahani – Aarhus Symphony Orchestra – Leif Segerstam ֍

Poul Ruders

Concerto para Cravo

Mahan Esfahani, cravo

Aarhus Symphony Orchestra

Leif Segerstam

(Primeira Gravação)

Nos fins da década de 1710, Bach escreveu a primeira versão de um concerto no qual o papel do cravo passou de coadjuvante para protagonista. Na versão final de 1721, como o Concerto de Brandenburgo No. 5, surgia o primeiro Concerto para Cravo – com direito a uma longa cadenza.

Outros viriam pelo próprio Johann Sebastian e muitos mais pelos seus filhos e pelos outros herdeiros musicais.

O cravo começou a ceder lugar para o piano que assumiu esse papel de protagonista nos concertos – como nos muitos e maravilhosos Concertos de Mozart, que são herdeiros dos concertos de Johann Christian…

Esfahani achou a travessia Rio-Niterói fascinante…

O cravo teve seu retorno, promovido por Wanda Landowska, que não queria interpretar apenas as músicas do passado e conseguiu que compositores seus contemporâneos, como Francis Poulenc e Manuel de Falla escrevessem peças para ela.

Não faz muito tempo fiz uma postagem apresentando obras de compositores bem recentes – John Rutter, Philip Glass e Jean Françaix, interpretados pelo cravista Christopher D. Lewis.

Pois temos aqui uma novidade – um concerto para cravo escrito para o espetacular Mahan Esfahani pelo compositor dinamarquês Poul Ruders.

Se você acha que vai encarar longos trechos de música que não dá para assobiar, está bem enganado. O concerto é lindo e você vai ouvi-lo muitas vezes. Aposto uma cocada…

Poul Ruders (1949 –      )

Concerto para Cravo

  1. Avanti risoluto
  2. Andante
  3. Vivace – Martellato alla breve

Mahan Esfahani, cravo

Aarhus Symphony Orchestra

Leif Sangerstam

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FLAC | 120 MB

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MP3 | 320 KBPS | 57 MB

Esfahani achou a sede do Departamento de Música Nova do PQP Bach muito descolada…
Segerstam buscando nos arredores de Erechim inspiração para a sua trecentésima quadragésima quinta sinfonia…

Recorded live with Aarhus Symphony Orchestra and renowned harpsichordist Mahan Esfahani, under the direction of Leif Segerstam, at the world premiere in Aarhus, Denmark on September 10, 2020.

The Harpsichord Concerto was commissioned by Aarhus Symphony Orchestra and the Royal Scottish National Orchestra, for Mahan Esfahani.

The UK premiere took place on November 6, at Caird Hall in Dundee, with the Royal Scottish National Orchestra, under the direction of Thomas Søndergård.

Aproveite!

René Denon

Dmitri Shostakovich (1906 – 1975): Concertos para Piano – Alexander Toradze – Orquestra da Rádio de Frankfurt & Paavo Järvi ֍

Dmitri Shostakovich (1906 – 1975): Concertos para Piano – Alexander Toradze – Orquestra da Rádio de Frankfurt & Paavo Järvi ֍

 

Pela lembrança de

Alexander Toradze

 

O pianista Alexander ‘Lexo’ Toradze faleceu em 11 de maio de 2022 em South Bend, Indiana, EUA. Toradze foi professor de piano na Indiana University at South Bend por vários anos. Ele nasceu 69 anos antes em Tbilisi, Geórgia.

Em seu blog – SlippeDisc –, Norman Lebrecht conta que Lexo estava tocando um concerto de Shostakovich com a Vancouver Symphony Orchestra quando sofreu uma insuficiência cardíaca aguda. Mesmo assim, continuou até o fim do concerto: The pianista who played on through heart failure has died, foi o título da postagem.

O testemunho do regente Gerard Schwarz transcrito no post deixa evidente como o pianista era bem quisto pelos colegas.

Entre as suas gravações mais conhecidas há a integral dos Concertos para Piano de Prokofiev, acompanhado pela Kirov Orchestra, regida por Valery Gergiev. Eu tenho outros dois discos muito bons, gravados pela EMI (quando a EMI existia…), com peças solo de Ravel, Mussorgsky, Stravinsky e Prokofiev. O Gaspard de la nuit dele é comparável à gravação feita por Ivo Pogorelich e as Três Cenas de Petrushka estão bem juntas da gravação feita por Maurizio Pollini. Bem, essa é a minha opinião…

Este disco com os Concertos de Shostakovitch está ótimo!

Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)

Concerto para Piano No. 1 em dó menor, Op. 35

  1. Allegro moderato
  2. Lento
  3. Moderato
  4. Allegro con brio

Concerto para Piano No. 2 em fá maior, Op. 102

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Alexander Toradze, piano

Jurgen Ellensohn, trompete

Frankfurt Radio Symphony Orchestra

Paavo Järvi

Concertino para dois Pianos em lá menor, Op. 94

  1. Concertino

George Vatchnadze, piano

Alexander Toradze, piano

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FLAC | 265 MB

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MP3 | 320 KBPS | 185 MB

Sobre o disco: Really beautiful renditions. Fabulous, confident secure playing – you really can just relax and enjoy every note. Powerful, lyrical and mischievous by turns. Highly recommended!

Sobre o pianista: Alexander Toradze is universally recognised as a masterful virtuoso in the grand Romantic tradition. With his unorthodox interpretations, deeply poetic lyricism, and intense emotional excitement, Alexander Toradze lays claim to his own strong place in the lineage of the great Russian pianists.

Aproveite!

René Denon

Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo – Bruno Philippe ֍

Bach (1685-1750): Suítes para Violoncelo – Bruno Philippe ֍

BACH

Suítes para Violoncelo

Bruno Philippe

 

Um garoto de 13 anos entra em um sebo de livros e partituras e se depara com uma coleção de peças solo para o instrumento que está estudando. Ele está acompanhado de seu pai que lhe compra a coleção. O garoto vai para casa e se apaixona pela música, que o acompanhará por toda a sua vida.

O jovem é Pablo Casals e as peças são as seis suítes para violoncelo de Bach. Depois de tê-las estudado minuciosamente, passa a interpretá-las diariamente – uma a cada dia da semana. E como gosta muito da Sexta Suíte, ele a repete aos domingos.

Pablo dando um role em Camboinhas…

Pela perspectiva histórica, temporal, sempre pensei em Pablo Casals como um senhor gorducho, careca, como na foto em que ele aparece com um guarda-chuva na praia. No entanto, após ler a história de seu encontro com as suítes de Bach e como ele as revelou como peças de música maravilhosas que são, não apenas exercícios, passei a imaginá-lo ainda muito jovem, descobrindo as maravilhas dessas peças, sem pressa, pois que naqueles dias o tempo fluía de maneira muito mais tranquila do que nos nossos dias.

Fiquei mais uma vez com vontade de ouvir as tais suítes depois de ler o comentário de um de nossos seguidores na postagem com a gravação de Paul Tortelier. Ah, ótima é a gravação que Tortelier fez no início dos anos 80! Como o Conde Vassily imediatamente providenciou os links, tratei logo de baixar… Ouvir a tal gravação do Paul Tortelier me fez mais uma vez considerar como podemos mudar de opinião sobre as interpretações musicais ao longo do tempo. Achei o Tortelier realmente um mestre no comando do instrumento, capaz de fazê-lo soar, nos dias da gravação, como ele quisesse… e saí em busca de alternativas. Acabei dando com o disco desta postagem. Gostei tanto mais que achei que deveria postá-lo.

Bruno Philippe

Creio que entre muitas outras coisas, o fato de Bruno Philippe ter tido tempo para vivenciar a música, especialmente nas condições em que descreve no livreto – afastamento social devido ao Covid enquanto também se adaptava às novidades (para ele) das práticas de instrumentos de época, tornou sua gravação bastante especial.

Acredito que esta gravação nos apresenta uma interpretação atual, com os reflexos dos nossos dias, impregnando as obras de Bach com a fluidez dos nossos tempos, onde tudo demanda celeridade… Apesar de tudo, gosto de imaginar o paralelo com a viagem feita pelo jovem Casals, comparando-a com  a aventura vivida por Bruno, que resultou neste lindo álbum.

Bruno Philippe deixou no livreto suas impressões sobre esse período de convivência com estas obras de arte e vale muito a pena ler suas palavras…

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Suíte para Violoncelo No. 1 in G major, BWV1007

  1. Prelude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Minuets I & II
  6. Gigue

Suíte para Violoncelo No. 2 in D minor, BWV1008

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Minuets I & II
  6. Gigue

Suíte para Violoncelo No. 3 in C major, BWV1009

  1. Prelude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Bourrées I & II
  6. Gigue

Suíte para Violoncelo No. 4 in E flat major, BWV1010

  1. Prelude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Bourrées I & II
  6. Gigue

Suíte para Violoncelo No. 5 in C minor, BWV1011

  1. Prelude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Gavottes I & II
  6. Gigue

Suíte para Violoncelo No. 6 in D major, BWV1012

  1. Prélude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Gavottes I & II
  6. Gigue

Bruno Philippe, violoncelo

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FLAC | 584 MB

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MP3 | 320 KBPS | 299 MB

Bruno Philippe conceives Bach’s Suites for solo cello as a veritable existential journey, from life to death and resurrection.

Forgoing metal strings for their historical gut equivalents, the young French artist offers us an inward, deeply moving reading of this monument of instrumental music.

Nascimento, experiência, vida, espiritualidade, morte e ressurreição!

Aproveite!

René Denon

Até mais…

Michael Tippett (1905-1998): Concerto para Piano – Prelúdio – Fantasias – Howard Shelley – Bournemouth SO & Richard Hickox ֎

Michael Tippett (1905-1998): Concerto para Piano – Prelúdio – Fantasias – Howard Shelley – Bournemouth SO & Richard Hickox ֎

Sir Michael Tippett

Concerto para Piano

Fantasia sobre um tema de Handel

Fantasia Concertante sobre um tema de Corelli

Howard Shelley, piano

Bournemouth Symphony Orchestra

Richard Hickox

Dia desses, no fim do expediente, surgiu aqui no lounge da redação do PQP Bach a famosa discussão sobre os compositores ingleses – Handel e Purcell as figurinhas carimbadas. Não há o que seja mais inglês do que Elgar. Eu gosto demais de Dowland e logo lembrei da suíte Os Planetas, de Holst.

Richard Hickox

Pois a conversa acabou me levando a este disco da postagem que estava no fim da fila – um disco inglês do começo ao fim! O Concerto para Piano foi a obra que havia atraído a minha atenção. Gostei muito da peça e ouvi outras gravações. Optei por postar este disco pelo seu conjunto, as outras peças são bem interessantes. Também queria postar algum disco com o maestro Richard Hickox, que lamentavelmente já faleceu. Foi um regente muito versátil, à vontade tanto à frente de orquestras convencionais como diante de grupos adeptos aos instrumentos de época. Deixou muitas gravações de música inglesa, mas também de outros países e tinha ótima mão para música coral.

Howard Shelley

O pianista da postagem, Howard Shelley, também é excelente e o disco, com produção do selo Chandos é uma belezura.

Quanto a Sir Michael, foi um compositor que desenvolveu seu estilo ao longo de um considerável período, compondo suas primeiras obras durante a Segunda Grande Guerra. Suas obras mais conhecidas são a Fantasia Concertante sobre um tema de Corelli, que faz parte do disco, o oratório A Child of Our Time e a ópera The Midsummer Marriage.

A história do Concerto para Piano é a seguinte: Sir Michael foi assistir a um ensaio de Walter Gieseking, preparando o primeiro movimento do Quarto Concerto para Piano de Beethoven. Ele observou que influenciado por essa obra de Beethoven, ficou persuadido que se deveria escrever um concerto contemporâneo no qual o piano fosse usado mais uma vez por suas capacidades poéticas. A ideia teve que esperar até Tippett terminar a composição da ópera The Midsummer Marriage, para então se dedicar ao concerto que abre esse disco.

O Concerto para Piano de Tippett é bem diferente dos outros concertos para piano deste período, como os de Bartók e Prokofiev. Os adjetivos lírico e melodioso são bem aplicados. Eu adorei as diferentes combinações de instrumentos da orquestração, gerando lindas sonoridades. Em especial, o piano e a celesta, criando um clima parecido com o da ópera – música mágica.

Sir Michael Tippett (1905-1998)

Concerto para Piano e Orchestra*

  1. I Allegro non troppo
  2. II Molto lento e tranquillo
  3. III Vivace

Praeludium para sopros, sinos e percussão

  1. Maestoso

Fantasia sobre um tema de Handel para Piano e Orquestra*

  1. Allegro non troppo

Fantasia Concertante sobre um tema de Corelli para Orquestra de Cordas

  1. Adagio

Brendan O’Brien e Colin Verrall, violinos

Joseph Koos, violoncelo

Howard Shelley, piano*

Bournemouth Symphony Orchestra

Richard Hickox

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FLAC | 309 MB

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MP3 | 320 KBPS | 172 MB

Trecho da resenha de David Hurwitz:

Howard Shelley’s performance of the lyrical Piano Concerto deserves a fresh lease on life (not that there have been many versions to choose from), though it hasn’t quite the leonine athleticism of the Ogdon/Davis premiere on EMI. It is, however, much better recorded and possesses in abundance the long breathed, singing quality that the music demands. The same holds true for the rarely heard Fantasia on a Theme of Handel, a wonderful piece that merits more attention than it gets.

Sir Michael Tippett

Carl Nielsen (1865-1931) & Jean Sibelius (1865-1957): Concertos para Violino – Johan Dalene – Royal Stockholm Philharmonic Orchestra & John Storgårds ֍

Carl Nielsen (1865-1931) & Jean Sibelius (1865-1957): Concertos para Violino – Johan Dalene – Royal Stockholm Philharmonic Orchestra & John Storgårds ֍

Nielsen & Sibelius

Concertos para Violino

Johan Dalene

Royal Stokholm PO

John Storgårds

Semana passada aqui em casa estava uma delícia, com a visita de filho, nora e (é claro) a netinha. Mas, ouvir música ficou restrito aos headphones – a Galinha Pintadinha e sua trupe reinaram aqui…

Hoje, domingo à noite, depois que lá se foram, o lugar ficou terrivelmente quieto e decidi escolher algo diferente para ouvir. Diferente dos quase sempre concertos para piano – violino então. Há um certo tempo queria conhecer o Concerto para Violino de Nielsen e uma busca me levou a este disco da postagem. Primeiro a dobradinha Nielsen e Sibelius, antecipando pelo menos uma obra que já gosto muito. E como também gosto de novidades e novos intérpretes, a escolha se definiu na hora.

Johan Dalene

Johan Dalene é um jovem violinista de 22 anos, mas perfeitamente qualificado para a tarefa. Ele ganhou em 2019 a Nielsen Competition tocando exatamente o Concerto de Nielsen com perfeita técnica, mas também com domínio artístico que se espera de um intérprete mais maduro.

Johan começou a tocar violino aos quatro anos e pouco depois já dava seus primeiros concertos. Em 2016 teve participação no Verbier Festival como student-inresidence e em 2018 foi aceito no programa norueguês Crescendo, onde teve como mentores artistas como Janine Jansen, Leif Ove Andsnes e Gidon Kremer. Em um artigo no The Strad, ele conta que estudou desde os dez anos com o mesmo professor, Per Enokssen, primeiro violino da Gothenburg Symphony Orchestra.

O disco ganhou ótima resenha na Gramaphone e tenho certeza que, se você gosta de concertos para violino, vai ganhar espaço na sua playlist!!

Carl Nielsen (1865 – 1931)

Concerto para Violino, Op. 33

  1. Praeludium
  2. Allegro cavalleresco
  3. Poco adagio
  4. Rondo

Jean Sibelius (1865 – 1957)

Concerto para Violino em ré menor, Op. 47

  1. Allegro moderato
  2. Adagio di molto
  3. Allegro, ma non tanto

Johan Dalene, violino

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra

John Storgårds

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FLAC | 298 MB

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MP3 | 320 KBPS | 168 MB

Dalene adorou aparecer no PQP Bach, mas achou que o pessoal poderia ter feita a reforma do prédio antes de sua visita…

Veja o que Andrew MacGregor, da BBC, disse sobre o jovem violinista: Tecnique obviously, toughness when needed, and he can make it sing and spin out those long phrases.

Nielsen e especialmente Sibelius acharam ótimas as interpretações de Johan Dalene…

Aproveite!

René Denon

Gustav Mahler (1860-1911): Lieder – Elisabeth Kulman & Amarcord Wien ֎

Gustav Mahler (1860-1911): Lieder – Elisabeth Kulman & Amarcord Wien ֎

Gustav Mahler 

Lieder

Elisabeth Kulman

Amarcord Wien

 

Gustav Mahler foi o compositor-regente das grandes – imensas – sinfonias que revolucionou a arte de reger. Viveu um período de esplendor e decadência na Viena do fim do século 19.

Mahler conviveu com artistas e intelectuais como Freud, Klimt, Hugo Wolf, Hugo von Hofmannsthal, Schoenberg, Kokschka, Schiele, Schnitzler e Camillo Sitte.

Viena, além das valsas, também vivia de canções – Lieder – gênero que foi fundamental na obra de Mahler. Um Lied em sua forma mais comum consiste em voz acompanhada ao piano, como nas peças de Schubert, Schumann ou de Hugo Wolf. Mahler deixou canções nessa forma, mas as suas canções mais conhecidas, o acompanhamento é uma orquestra, como no caso do ciclo Lieder eines fahrenden Gesellen. Mas mesmo essas, têm suas versões com acompanhamento de piano. Além desse ciclo, cujas letras são do próprio Mahler, há dois grupos cujas letras são poemas de Friedrich Rückert – os Rückert-Lieder e o um tanto perturbador Kindertotenlieder. Mas há também um grupo de canções escritas sobre poemas do tipo folclórico escolhidos de uma coleção editada por Achim von Arnim e Clemens Brentano, chamada Des Knaben Wunderhorn. Algumas dessas canções acabaram fazendo parte ou servindo de base para movimentos de algumas das sinfonias de Gustav Mahler.

No disco da postagem temos, por assim dizer, um meio caminho, entre o piano e a orquestra. As canções escolhidas para o programa tiveram seus acompanhamentos arranjados para um inusitado conjunto de câmera, formação do grupo Amarcord Wien.  O todo não fica estranho, pois apesar da imensa orquestra usada por Mahler, sua orquestração é quase sempre leve e luminosa. A cantora Elisabeth Kulman iniciou sua carreira como soprano, mas desde 2005 tem atuado como mezzo-soprano e contralto. Neste disco mostra muito talento para interpretar as canções de Mahler.

As canções escolhidas são muito bonitas. Distribuídas no disco temos os 5 Rückert-Lieder , 2 canções do ciclo Lieder eines fahrende Geselle, uma do Kindertotenlieder e as restantes com letras da coleção de poemas Des Knaben Wunderhorn.

Os Rückert-Lieder compreendem três lindas cançõezinhas, Ich atmet einen linden Duft, Blicke mir nicht in die Lieder e Liebst du um Schönheit, que aparecem no início do disco, logo depois da primeira canção, além de duas canções enormes, muito das sérias, Um Mitternacht e Ich bin der Welt abhanden gekommen, no fim do disco, separadas pela canção que Mahler usou na Segunda Sinfonia, para preâmbulo da sua parte final.

O ciclo Lieder eines fahrende Geselle é formado por quatro canções. A segunda delas, Ging heut morgen übers Feld, aparece aqui no início do disco, assim como no vídeo da turma em ação, e a quarta, Die zwei blauen Augen, vem em quinta posição, ainda no ‘esquenta’ do disco.

A canção In diesem Wetter, in diesem Braus, dá realmente o tom do que é o ciclo Kindertotenlieder.

As outras canções têm como letras poemas da coleção Des Knaben Wunderhorn. Duas delas foram compostas mais anteriormente na vida de Mahler e publicadas nos livros de ‘Canções de Juventude’. A canção Ablösung im Sommer trata do cuco e do rouxinol. O cuco, por exemplo, é associado à traição amorosa. Essa canção serviu de base para o terceiro movimento da Terceira Sinfonia. A outra canção deste período é Ich ging mit Lustdurch einen grünen Wald.

Da coleção Des Knaben Wunderhorn temos a já mencionada Urlicht, que se tornou parte da Segunda Sinfonia, Wer hat dies Liedlein erdacht? (Quem compôs está cançãozinha?) e Lob des hohen Verstanden, que novamente trata do cuco e do rouxinol. Agora há um desafio para se saber qual ave canta mais lindamente. É claro que há que esperar o juiz que decidirá.

Para completar o pacote, uma versão de câmara do famoso Adagietto, da Quinta Sinfonia.

Gustav Mahler (1860 – 1911)

  1. Ging heut morger übers Feld – Mahler (Lieder eines fahrenden Gesellen)
  2. Ich atmet’ einen linden Duft – Rückert-Lieder
  3. Blicke mir nicht in die Lieder – Rückert-Lieder
  4. Liebst du um Schönheit – Rückert-Lieder
  5. Die zwei blauen Augen von meinem Schatz – Mahler (Lieder eines fahrenden Gesellen)
  6. Ablösung im Sommer – Des Knaben Wunderhorn – Livro III de Lieder und Gesänge ‘aus der Jugendzeit’
  7. Wer hat dies Liedlein erdacht? – Des Knaben Wunderhorn
  8. Lob des hohen Verstands – Des Knaben Wunderhorn
  9. Ich ging mit Lust durch einen grünen Wald – Des Knaben Wunderhorn – Livro II de Lieder und Gesänge ‘aus der Jugendzeit’
  10. Adagietto – 4 movimento da Quinta Sinfonia
  11. In diesem Wetter, in diesem Braus – Kindertotenlieder (Friedrich Rückert)
  12. Um Mitternacht – Rückert-Lieder
  13. Urlicht – (Des Knaben Wunderhorn) 4 movimento da Segunda Sinfonia
  14. Ich bin der Welt abhanden gekommen – Rückert-Lieder

Elisabeth Kulman, mezzo-soprano

Amarcord Wien:

Tommaso Huber, acordeão

Sebastian Gürtler, violino

Michael Williams, violoncelo

Gerhard Muthspiel, contrabaixo

Arranjos:

Sebastian Gürtler (faixas: 1, 10)

Wolfgang Muthspiel (faixas: 2 até 9, 11 até 14)

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FLAC | 266 MB

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MP3 | 320 KBPS | 133 MB

Em 1911, Henry Krehbiel escreveu sobre Mahler no New York Tribune: We cannot see how any of his music can long survive him.  Tudo indica que ele não havia ouvido o Adagietto…

Mahler já havia dado a sua resposta: My time will come!

Há em Viena lugar chamado Amarcord Café que serve delicias como está da imagem!

Aproveite!

René Denon

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Einojuhani Rautavaara (1928 – 2016): Sinfonia No. 7 • Concerto para Flautas • Cantus articus – Sinfonia Lahti & Osmo Vänskä ֍

Einojuhani Rautavaara (1928 – 2016): Sinfonia No. 7 • Concerto para Flautas • Cantus articus – Sinfonia Lahti & Osmo Vänskä ֍

Rautavaara

Sinfonia No. 7 – ‘Anjo de Luz’

Concerto para Flautas – ‘Danças com Ventos’

Cantus articus

Sinfonia Lahti

Osmo Vänskä

 

Einojuhani Rautavaara se disse afortunado por nascer na Finlândia, um país com destinos dramáticos, situado entre o oriente e o ocidente, entre a Europa e a Tundra, entre as fés ortodoxa e luterana (suas próprias palavras). Eu não creio que ele imaginasse como soam proféticas as palavras ‘destinos dramáticos’, devido ao momento em que vivemos. Talvez a Finlândia, assim como boa parte daquela região, esteja próxima a viver ‘destinos dramáticos’.

Einojuhani Rautavaara

Mas nosso espaço aqui é para entretenimento e boa música e Rautavaara é um compositor cuja obra merece ser divulgada e oferece uma oportunidade para ouvirmos música quase contemporânea.

Ainda segundo o próprio, Rautavaara iniciou seus estudos de composição com uma bolsa para estudar na Juilliard School de Nova Iorque, dada por Jan Sibelius. Esta experiência foi importante para seu entendimento do que é ser europeu. Ele também estudou na Suíça o que chamou de vanguarda musical. Depois tornou-se professor da Academia Sibelius até 1990, para ‘colocar o pão na mesa’. As atividades de composição ficavam para depois do jantar… Mesmo assim, ele produziu várias sinfonias, óperas, peças de câmara e música sacra.

Einojuhani vestido a caráter para gravar os cantos dos pássaros nas margens do rio Gravataí…

Uma coisa dá para garantir, Rautavaara tem boa mão para nomear suas obras. Me animei para ouvir sua música ao ver o nome de uma destas peças na capa de um disco no twitter de alguém – Cantus articus, Concerto para Pássaros e Orquestra. Esta obra foi escrita em 1972 para o Festival Acadêmico da Universidade de Oulu, que fica bem ao norte da Finlândia… na Tundra. Os solistas do concerto são pássaros do ártico e para a melhor conveniência deles, sua participação foi gravada pelo próprio Einojuhani. Você precisa ouvir para crer.

A Sinfonia que inicia o programa é a obra mais longa e tem o apelido Anjo de Luz. Essa obra foi encomendada pela Orquestra Sinfônica de Bloomington. Bloomington é a capital do estado de Indiana, no meio-oeste americano, e a sua universidade tem uma excelente escola de música. A primeira audição se deu lá em 1995. Há outras duas peças com nomes de anjos, mas eu só conheço essa.

Completando o programa do disco, um Concerto para Flautas, de nome ‘Danças com Ventos’, de 1974. Este concerto já deu seu ar da graça no PQP Bach, mas os links are long gone. A criatividade do autor faz com que o solista troque de instrumento diversas vezes.

Einojuhani Rautavaara (1928 – 2016)

Sinfonia No. 7 (Anjo de Luz)

  1. Tranquillo
  2. Molto allegro
  3. Come un sogno
  4. Pesante – Cantabile

Concerto para Flautas, Op. 63  (Danças com Ventos)

  1. Andantino
  2. Vivace
  3. Andante moderato
  4. Allegro

Cantus Arcticus, Op. 61 (Concerto para Pássaros e Orquestra)

  1. Suo (Pântano)
  2. Melankolia
  3. Joutsenet muuttavat (Cisnes migrando)

Petri Alanko, flauta(s) [5-8]

Sinfonia Lahti

Osmo Vänskä

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FLAC | 284 MB

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MP3 | 320 KBPS | 187 MB

Osmo Vänskä

The BIS recording is excellent, with state-of-the-art sound, and Vanska’s performance has impressive power and atmosphere; he keeps the music moving and casts a strong spell. — Penguin Guide, 2011 edition

Na entrevista com o pessoal do PQP Bach, lá pelos fins da década de 2000, Einojuhani afirmou: Desde 1990 minha vida tem sido muito agradável. Moro em uma velha casa com jardim e estou casado com a mais maravilhosa mulher que eu poderia imaginar…

Aproveite!
René Denon

Henri Dutilleux (1916-2013): Sinfonia No. 1 – Métaboles – Les Citations • Orchestre National de Lille & Jean-Claude Casadesus ֎

Henri Dutilleux (1916-2013): Sinfonia No. 1 – Métaboles – Les Citations • Orchestre National de Lille & Jean-Claude Casadesus ֎

Henri Dutilleux

Sinfonia No. 1

Métaboles

Les Citations

Orchestre National de Lille

Jean-Claude Casadesus

Henri dando umas dicas de como viver bem ao pessoal do PQP Bach…

Henri Dutilleux seria temido pelos burocratas, caso tivesse vivido por aqui. Ele trabalhou na Rádio Francesa de 1943 até 1963, quando se aposentou para se dedicar integralmente à composição. Vejam que Henri viveu até 2013 – um jubileu de aposentadoria!

No entanto, ele começou cedo. Aos 11 anos estudava piano, harmonia e contraponto no Conservatório de Douai e posteriormente estudou com Henri Büsser no Conservatório de Paris. Na Segunda Guerra alistou-se como maqueiro e serviu até a queda de Paris, em 1940. No entanto, o que conta é a música e Dutilleux era do ramo.

Fiquei surpreso com a beleza deste disco e mais surpreso ainda ao observar que seu programa coincide com a primeira metade do programa de uma postagem feita por Pleyel, coisa de dois anos atrás. Apesar disso, decidi insistir com a postagem pois as gravações oferecidas na postagem anterior foram feitas ao vivo e aqui temos uma outra opção. Além disso, Dutilleux e sua obra merecem mais visibilidade e divulgação.

No texto de sua postagem, Pleyel menciona a maneira fria como Pierre Boulez saudou a Primeira Sinfonia de Dutilleux. É bom lembrar que Boulez mandava no establishment musical francês e não admitia outras formas de composição que não adotasse o dodecafonismo. Apesar disso, Dutilleux construiu uma linguagem musical própria, evitando modismos e trabalhando cuidadosamente cada uma de suas peças. Ele dizia sobre elas: Eu não fico feliz com minha música a menos que ela me tome completamente. Tem que ser como no amor – paixão fulminante.

A Sinfonia No. 1 é de 1951 e foi a primeira obra puramente orquestral de Dutilleux e foi concebida em quatro movimentos monotemáticos com uma estrutura cíclica. Seu primeiro movimento é uma Passacaglia! A sua estreia foi feita pela Orchestre de l’Office de Radiodiffusion-Télévision Française, regida por Roger Désormière e isso certamente colocou Dutilleux no mapa da música. A sinfonia logo caiu no gosto de outros regentes, entre eles Jean Martinon, Charles Munch e Ernest Ansermet.

O que mais me impressionou nesta obra foram as sonoridades obtidas de uma orquestra com muitos instrumentos, tais como piccolo, triângulo, xilofone, celesta, harpa e outros desta sorte. Estes instrumentos são empregados para obter intrigantes efeitos, especialmente usados para fazer contraste aos sons mais baixos e de tonalidades mais escuras, produzidas por instrumentos como o corne inglês, baixo clarinete, contra fagote, trombone, tuba, gongo, tam tam. Não se deixe enganar pelo início, apenas pizzicati nos contrabaixos. As lindas sonoridades logo vão surgir. A sinfonia termina num movimento no qual toda a orquestra é usada, mas a música acaba assim como começou, calando-se lentamente.

A próxima obra, Métaboles (1964) foi encomendada pela Cleveland Orchestra, por ocasião de seu aniversário de 40 anos. Sua inspiração foi o virtuosismo do conjunto de instrumentos de madeira da orquestra. Sua estreia ocorreu em janeiro de 1965 com a orquestra regida por seu tirano regente, George Szell. Nesta obra a simetria da Primeira Sinfonia deu lugar a outra abordagem.  Ela foi concebida como uma série de permutações. Cada um dos quatro primeiros movimentos é iniciado por uma seção diferente da orquestra, que só é usada como um todo para iniciar o quinto e último movimento – Flamboyant. O título Métaboles se refere ao metabolismo biológico – uma alusão à maneira como o tema do primeiro movimento se transforma gradual e substancialmente.

No verão (do hemisfério norte) de 1985 Henri Dutilleux atuou como compositor residente do Festival de Aldeburgh, que foi fundado por Benjamin Britten e Peter Pears. Ele então compôs uma peça chamada For Aldeburgh 85 para oboé, cravo e percussão, em comemoração do aniversário de Peter Pears. Em 1990 ele retomou esta peça, acrescentou um contrabaixo e compôs mais um movimento, que chamou de Janequin a Jehan Alain. Este Jehan Alain foi um organista morto em ação 50 anos antes. Na composição deste movimento Dutilleux usa temas de Janequin e de Alain, daí o nome da peça – Les Citations.

Jean-Claude ensaiando a Orquestra de Câmara do Festival PQP Bach de Alegrete

O disco traz a Orchestre National de Lille regida por seu fundador, Jean-Claude Casadesus em cuidadosa produção da Naxos. Veja o que um dos críticos disse: The liner notes by Paul Conway are helpful in every way (pdf junto aos arquivos musicais), both as an introduction to Henri Dutilleux and to his music. […]. The entire CD exhibits impressive performances from the Orchestre National de Lille and their conductor Jean-Claude Casadesus. The recording is excellent with great clarity throughout but especially so in the translucent music of Les Citations.

Henri Dutilleux (1916 – 2013)

Sinfonia No. 1

  1. Passacaille
  2. Scherzo
  3. Intermezzo
  4. Finale, con variazioni

Métaboles

  1. Incantatoire
  2. Linéaire
  3. Obsessionnel
  4. Torpide
  5. Flamboyant

Orchestre National de Lille

Jean-Claude Casadesus

 

Les Citations

  1. For Aldeburgh 85
  2. De Janequin a Jehan Alain

Cyril Ciabaud, oboé

Kasia Tomczak-Feltrin, cravo

Mathieu Petit, contrabaixo

Romain Robine, percussão

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FLAC | 270 MB

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MP3 | 320 KBPS | 187 MB

Petit, o cara do contrabaixo…

A crítica de David Hurwitz (10/10), do site Classics Today, diz: Jean-Claude Casadesus first recorded the work a few decades ago for Forlane, if memory serves, with this same orchestra. That was a good performance, but this remake is just terrific. The orchestra has improved, and so has the engineering, which permits Casadesus to concentrate on capturing the vibrant textures of the outer movements (the finale especially), as well as the poignant lyricism of the third movement Intermezzo, with particular success.

Então, está esperando o que? Baixe logo o disco e deixe seu comentário…

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René Denon

To be continued…

Concertos para Violoncelo do Período Barroco Italiano: Elinor Frey • Rosa Barocca • Claude Lapalme ֎

Concertos para Violoncelo do Período Barroco Italiano: Elinor Frey • Rosa Barocca • Claude Lapalme ֎

G.B. Sammartine • A. Vivaldi

G. Tartini • L. Leo

Concertos para Violoncelo

Elinor Frey, violoncelo

Rosa Barocca & Claude Lapalme

 

O padre e professor de violino chegou ao Ospedale della Pietà para mais uma aula e não pode deixar de notar a jovem talentosa que praticava o violoncelo. Chamou-lhe a atenção a maneira como ela segurava o arco, com a mão invertida, por baixo da madeira. A moça tocava tão bem que logo a inspiração fez com que o prodigioso padre compusesse um lindo Concerto em sol maior para violoncelo e que foi gravado neste disco da postagem, com a intérprete usando exatamente a mesma técnica. Curioso, perguntou-lhe com quem havia aprendido aquela técnica e ouviu que fora com o Maestro Antonio, seu xará. Por pouco Antonio Vivaldi e Antonio Vandini não se encontraram nas salas de aula e de prática da instituição. Vandini já havia retornado a Pádua, onde era o violoncelista principal da ‘Veneranda Arca’, a orquestra da Basílica del Santo e mui amigo do compositor e violinista Giuseppe Tartini.

Antonio Vandini, violoncelista…

O Concerto para Violoncelo em lá maior muito certamente foi composto por Tartini para Vandini e é fácil acreditar que nas muitas ocasiões que os dois amigos se encontravam, o violoncelista interpretava em seu próprio instrumento movimentos de sonatas escritas pelo compositor para violino, como faz no disco a ótima violoncelista Elinor Frey.

Completam o disco concertos de Giovanni Battista Sammartini e Leonardo Leo.

João Batista nasceu em Milão, filho de um oboísta francês (Alexis Saint-Martin) e de Girolama de Federici. Assim como muitos de seus irmãos, J.B. estudou música com o pai e tornou-se bom compositor, assim como Giuseppe, um de seus irmãos, que também era oboísta. Você poderá ouvir mais alguma música composta eles, se acessar esta postagem aqui.  A intérprete é a excelente Chiara Banchini.

Leonardo Leo nasceu no reino de Nápoles e pode ter estudado com Alessandro Scarlatti. Gostaria de imaginá-lo sentado em bancos ao lado de Domenico, arengando contra as muitas tarefas dadas pelo Alessandro. Entre suas composições encontram-se óperas sérias e cômicas, assim como música sacra. Se o concerto aqui gravado lhe despertou o interesse, poderá visitar esta postagem aqui para ouvir mais alguns, interpretados pelo ótimo Anner Bylsma.

Elinor mostrando para o pessoal do PQP Bach a técnica que o Vandini ensinava…

Eu gosto bastante deste tipo de disco, com repertório de diferentes compositores, mas com um forte denominador comum, uma série de conexões entre as obras. A audição me fez buscar outras versões para comparações ou mesmo gravações de obras similares com outros intérpretes, fazendo-me concluir que não há uma única abordagem para cada peça. Espero que o disco lhe provoque boas reações e desperte muito a sua curiosidade.

Este disco é bem recente, foi gravado em setembro de 2021 e lançado este ano. A solista, a orquestra e seu regente são jovens e ainda não apareceram por aqui, mas suas credenciais são impecáveis, como você poderá ver caso leia as notas incluídas no arquivo. Não deixe passar mais um minuto e baixe este disco absolutamente (im)-PER-DÍ-VEL!

Giovanni Battista Sammartini (1700 – 1775)

Concerto em dó maior para Violoncelo, Cordas e Contínuo

  1. Allegro
  2. Andante sempre piano
  3. Allegro

Antonio Vivaldi (1678 – 1756)

Concerto em sol maior para Violoncelo, Cordas e Contínuo, RV 414

  1. Allegro molto
  2. Largo
  3. Allegro

Giuseppe Tartini (1692 – 1770)

Sonata para Violino No. 7 em lá menor, B.a1:

  1. Adagio (Arr. para violoncelo: Elinor Frey)

Concerto em lá maior para Violoncelo, Cordas e Contínuo, GT 1.A28

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro assai

Leonardo Leo (1694 – 1744)

Concerto No. 2 em ré maior para Violoncelo, Cordas e Contínuo, L. 10

  1. Andante grazioso
  2. Con bravura
  3. Larghetto con poco moto – mezza voce
  4. Fuga
  5. Allegro di molto

Giuseppe Tartini

Sonata para Violino No. 6 em mi menor, B.e1

  1. Andante cantabile (Arr. para violoncelo: Elinor Frey)

Elinor Frey, violoncelo

Rosa Barocca

Claudio Lapalme

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FLAC | 286 MB

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MP3 | 320 KBPS | 133 MB

Elinor…

Este é papa fina.

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René Denon

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro 2 – Trevor Pinnock, cravo ֎

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro 2 – Trevor Pinnock, cravo ֎

 

BACH

CBT II

PINNOCK

 

 

‘For the use and profit of the musical youth desirous of learning, as well as for the pastime of those already skilled in this study’.

‘Para o uso e proveito do jovem músico desejoso de aprender, assim como para o deleite daqueles já avançados nos estudos’.

Trevor Pinnock

Trevor Pinnock é regente, mas também é excelente cravista. Sua segunda gravação das Partitas de Bach é maravilhosa e quando ele gravou o CBT I eu adorei, ouvi um montão de vezes e postei logo em seguida. Não poderia ser diferente agora que ele gravou o segundo livro.

O Primeiro Livro de Cravo Bem Temperado veio a luz em 1722, trezentos anos atrás. Em um artigo escrito por Harold C. Schoenberg, cinquenta anos atrás, para o jornal The New York Times, comemorando os primeiros 250 anos,  há uma explicação do problema da afinação de instrumentos de tecla e a solução proposta por Bach – uma afinação temperada. “O que Bach fez foi dividir a oitava em intervalos aproximadamente iguais. Era um ajuste e nenhuma chave ficava perfeita, mas as imperfeições eram suficientemente pequenas para que o ouvido se ajustasse”. A genialidade de Bach estava a serviço da praticidade.

Bach trabalhou muito tempo em seu CBT I e o concluiu em 1722. Sempre genial, mas também por isso, bem prático, usou composições anteriores, algumas que figuravam no Clavier-Büchlein de Friedemann Bach, seu filho mais velho. Havia tratados deste tipo anteriores, para alaúdes e instrumentos do tipo, por exemplo, mas o CBT I foi a primeira coleção a explorar completamente todas as chaves, na forma de Prelúdios e Fugas, tão valorizada por Bach. O que poderia ter se tornado um tratado de estudos, interessante apenas para estudantes, tornou-se pelas mãos de Johann Sebastian num tesouro musical que delicia também aos ouvintes amantes da música.

The Pitch and Bach’s obsession with the keys

Schoenberg conta uma história que revela todo o carinho que Bach tinha por esta obra. Ele teve, por volta de 1724, um aluno chamado Heinrich Gerber, que deixou um relato de seus encontros com o professor. Primeiro ele teve que estudar as Invenções e depois o CBT I. Pois em pelo menos três encontros, Johann Sebastian, com a desculpa que estava sem vontade de dar aulas, escolhia algum de seus magníficos instrumentos e interpretava todos os prelúdios e fugas, do começo ao fim. Heinrich conta que estas foram as melhores horas que passou com o professor.

On Bach’s footsteps –the Well Tempered Clavier

Uma segunda coleção foi terminada em 1742, quando também foram concluídas as Variações Goldberg. Novamente composições anteriores foram adaptadas e muitas peças do novo volume têm conexões com as correspondentes peças do primeiro. É preciso lembrar que nestes 20 anos que se passaram os gostos musicais vigentes mudaram bastante e Bach certamente não estava alheio a isso. A fuga era uma forma musical rapidamente caminhando para se tornar arcaica, mas ainda encontrava grande interesse especialmente em estudantes de música.

O que você não pode deixar de ouvir aqui no livro II? Eu diria que não deve deixar de ouvir uma só nota que seja, mas considerando a vida moderna e que você tem pouco tempo de ócio e muitas coisas para ouvir, não deixe de ouvir os Prelúdios e Fugas de números 5, 9 e 22. Estes são (talvez como quaisquer outros) um bom lugar para começar. A Fuga No. 5  é do tipo stretto. (Falamos em stretto quando o sujeito é apresentado em uma voz e imitado em uma ou mais vozes, com a imitação iniciando-se antes que o sujeito inicial tenha terminado de soar.) Na Fuga No. 9 Bach retoma o espírito da antiga polifonia vocal, quase uma redução para teclado de um moteto a capella. A Fuga No. 22 é uma das mais imponentes de todas as escritas por Bach. É como se ele soubesse que haveria um tempo em que sua música soaria cada vez melhor, mesmo em novos e diferentes instrumentos. Em algum destes filmezinhos do videoblog do Pinnock ele menciona a diferença entre os dois livros. Ele diz que este segundo volume foi escrito em parte para o próprio autor, para seu prazer. Ele também menciona que em alguns momentos, Bach flerta com a ‘nova música’, que estava sendo feita por seus filhos e os novos compositores.

Nenhum dos dois livros foi publicado durante a vida de Bach e as primeiras edições surgiram em 1800. No entanto, cópias deles circulavam entre os músicos e aspirantes. Mozart arranjou algumas das fugas para conjuntos de câmara. Beethoven, que estudou com Gottlob Neefe, sabia os dois livros de cor. Joseph Haydn tinha cópias dos dois livros.

Há gravações completas dos dois livros feitas por cravistas e pianistas desde os tempos jurássicos. Wanda Landowska, Gustav Leonhardt e Ralph Kirkpatrick, ao cravo, Edwin Fischer, Walter Gieseking e Friedrich Gulda, ao piano, são alguns exemplos. Há muitas gravações memoráveis (e algumas nem tanto) e mesmo os selos menos famosos fazem lançamentos destas obras. Algumas gravações despertam paixões tanto pró como contra: Glenn Gould, Daniel Barenboim, Sviatoslav Richter… Ainda bem que há tantas possibilidades, basta ouvir e julgar por si mesmo, sem se preocupar tanto com o número de críticas encontradas neste ou naquele site…

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

O Cravo Bem Temperado – Livro II

Trevor Pinnock, cravo

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FLAC | 692 MB

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MP3 | 320 KBPS | 285 MB

Schoenberg segue mencionando que Heinrich não especificou qual tipo de instrumento Bach escolheu. Há inclusive gravações feitas tendo um órgão como o instrumento de tecla, como a de Robert Costin. A escolha de cravo ou piano é a mais comum e se você está procurando uma gravação moderna, com excelente som, em uma versão para cravo, está a um passo da felicidade.

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René Denon

The joy of music

Não deixe de visitar:

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado – Livro I – Trevor Pinnock, cravo

E também estes aqui:

Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado – Uma Seleção do Livro 2 – Piotr Anderszewski, piano ֎

J. S. Bach (1685-1750): 6 Partitas, BWV 825-830 (Pinnock)

Trevor tocando a fuga em ré maior para o pessoal do PQP Bach…

Poulenc (1899-1963) – Música para Piano – Charles Owen ֎

Francis Poulenc

Música para Piano

Charles Owen, piano

 

im-PER-DÍ-VEL!!

Nestes dias de notícias tão alarmantes, de tantas preocupações, verdadeiras atribulações, encontrar uns pedacinhos de alegria ao se reunir com amigos, em receber notícias pessoais que podem ao mesmo tempo alarmar e alegrar, servem como um refrigério.

Nesta lista de coisas que têm me ajudado a sorrir estão a visita da neta, uma ou outra reunião com amigos e familiares e, é claro, a música.

Este disco poderia muito bem ter me escapado entre as muitas tentações que abarrotam minha pasta de música. O selo e o pianista são ingleses e a música, mais francesa impossível. Mas foi amor à primeira audição e quando isso acontece, a postagem acaba acontecendo.

Um disco inteiramente dedicado a peças de Francis Poulenc. E vejam que ele mesmo não as tinha em alta estima. No entanto, esta coleção de peças curtas revela aspectos típicos de sua música, como um que de nostalgia, bastante leveza e muita elegância. Para que essa magia possa ser totalmente revelada é preciso um intérprete sensível, além de competente. Veja que beleza são as Trois Novelettes, passando por diferentes tipos de humor. Outra preciosidade é a suíte Napoli, com uma barcarolle, um noturno e um capricho italiano. Segundo o próprio Charles Owen: “Uma das grandes alegrias ao tocar este repertório é a necessidade de recapturar a joie de vivre inerente nestas composições”.

Charles Owen owns a piano…

Em uma pequena entrevista na BBC Music Magazine, ele revelou algumas peças musicais de que gosta por razões especiais. A Sonata para Piano em lá menor, D 845, de Schubert, o Concerto para Violino de Elgar, o ciclo de Lieder Frauenliebe und -leben, de Schumann, além da ode pastoral L’Allegro, il Peseroso ed il Moderato, de Handel, finalizando com a ópera A Raposinha Esperta, de Janáček.

Estas escolhas se devem a momentos especiais em sua vida, como foi o caso da sonata de Schubert. Aos 13 anos, quando era aluno da Menuhin School, assistiu a um concerto da pianista Imogen Cooper que interpretou esta sonata, deixando-o muito impressionado. Posteriormente Charles tornou-se aluno de Imogen. Você pode já imaginar que a conexão com o Concerto de Elgar se deu através do violinista Yehudi Menuhin. Mas, chega de spoilers, vá em busca da entrevista para descobrir o resto. Além disso, não quero tomar mais de seu tempo, ande, vá logo em busca do download. Tenho certeza que, mesmo ao ouvir este disco uma só vez, vai lembra-se dele com um sorriso.

Francis Poulenc (1899 – 1963)

Les Soirées de Nazelles

  1. Preambule
  2. Cadence
  3. Variation 1: Le comble de la distinction
  4. Variation 2: Le coer sur la main
  5. Variation 3: La desinvoltue et la discretion
  6. Variation 4: La suite dans les idees
  7. Variation 5: Le charme enjoleur
  8. Variation 6: Le contentement de soi
  9. Variation 7: Le gout du malheur
  10. Variation 8: L’alerte vieillesse
  11. Cadence
  12. Finale

Napoli – suite for piano

  1. Barcarolle
  2. Nocturne
  3. Caprice Italien

Mélancolie

  1. Mélancolie

Novelettes

  1. Novelette No. 1 em dó maior: Modere sans lenteur
  2. Novelette No. 2 em si bemol menor: Tres rapide et rythme
  3. Novelette No. 3 em mi menor: Andantino tranquillo

Improvisations

  1. Improvisation No. 1 em si menor
  2. Improvisation No. 2 em lá bemol maior
  3. Improvisation No. 3 em si menor
  4. Improvisation No. 4 em lá bemol maior
  5. Improvisation No. 5 em lá menor
  6. Improvisation No. 6 em si bemol maior
  7. Improvisation No. 7 em dó maior
  8. Improvisation No. 8 em lá menor
  9. Improvisation No. 9 em ré maior
  10. Improvisation No. 10 em fá mior, “Eloge des gammes”
  11. Improvisation No. 11 em sol menor
  12. Improvisation No. 12 em mi bemol maior, “Hommage a Schubert”
  13. Improvisation No. 13 em lá menor
  14. Improvisation No. 14 em ré bemol maior
  15. Improvisation No. 15 em dó menor, “Hommage a Edith Piaf”

Charles Owen, piano

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FLAC | 269 MB

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MP3 | 320 KBPS | 187 MB

Charles Owen esperando o pessoal do PQP Bach para uma entrevista,certo de que terá a última palavra…

A magical album. Charles Owen empathises closely with Poulenc’s elusive idiom catching its delicacy and insouciance brilliantly. An album to cherish and one that will undoubtedly figure highly in my recital discs of 2005.  [MusicWeb International]

Owen’s playing is marvellously alive. Where there are nuances, he finds them; where Poulenc plays the vulgarian (oh so aristocratically!), there too Owen is on the mark. Add to that a lovely ear for balance and fingers that are more than capable of these twisting exercises, and you have enjoyment at a high level.   [Gramophone 2004]

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René Denon

C.P.E. Bach (1714-1788) / J.C. Bach (1735-1782) / J.S. Bach (1685-1750): Concertos para Piano – Anastasia Injushina – Hamburger Camerata & Ralf Gothóni ֎

C.P.E. Bach (1714-1788) / J.C. Bach (1735-1782) / J.S. Bach (1685-1750): Concertos para Piano – Anastasia Injushina – Hamburger Camerata & Ralf Gothóni ֎

C.P.Emanuel – J.Christian – J.Sebastian

BACH

Concertos para Piano

Anastasia Injushina, piano

Hamburger Camerata & Ralf Ghotóni

 

Emanuel, o mais bonito da família…

Apesar de serem pai e dois filhos, é quase como se nesse disco houvesse três gerações de compositores. Carl Philipp Emanuel era filho de Maria Barbara, a primeira mulher de Bach e tinha 21 anos quando Johann Christian nasceu. Nesta época, Emanuel já era músico formado.

Johann Christian era filho de Anna Magdalena, estudou com seu pai até a morte deste. A partir de então, o jovem de 15 anos foi morar e trabalhar com Carl Philipp Emanuel.

Posteriormente Johann Christian mudou-se para a Itália, em busca de se aperfeiçoar no estilo italiano. Viveu em Bolonha e em 1760 tornou-se organista da Catedral de Milão. Em 1762 viajou para Londres para apresentação de óperas e acabou transferindo-se para lá. Tonou-se empresário organizando concertos e associou-se a Carl Friedrich Abel.

John Bach

Carl Philipp Emanuel trabalhou em Berlim e depois em Hamburgo, onde substituiu seu padrinho, Georg Philipp Telemann. Assim como todos os seus irmãos, Emanuel e Johann Christian estudaram com Johann Sebastian, mas seguiram estilos diferentes, uma vez que o barroco, estilo que Sebastian elevara à perfeição, começava a dar lugar na preferência das pessoas ao estilo clássico, que eles ajudaram a estabelecer. C.P. Emanuel era conhecido como o Bach de Berlim e, depois, Bach de Hamburgo. J. Christian tornou-se John e era o Bach de Londres. Johann Christian teve grande influência na formação musical de Mozart.

Os concertos deste disco são típicos exemplos de seus estilos. O Concerto de Emanuel tem súbitas mudanças de andamento, que representam sua abordagem pessoal: ‘um estilo expressivo, geralmente turbulento, conhecido como empfindsamer stil – estilo sensível, em que aplicava os princípios da retórica e drama às estruturas musicais.

Os dois concertos de Johann Christian fazem parte de um conjunto de seis e estão bem próximos aos concertos de juventude de Mozart.

João Sebastião Ribeiro

Para completar o disco, um dos muitos concertos que Johann Sebastian adaptou para cravo, cordas e baixo contínuo, usando movimentos de concertos para outros instrumentos ou trechos de suas cantatas. Impossível imaginar que não tenham sido criados já como concertos para algum instrumento de tecla, tão o maravilhoso era o dom musical do genial Sebastian.

Para nos brindar com este lindo programa musical, temos como solista a pianista Anastasia Injushina, que começou seus estudos aos quatro anos, em São Petersburgo e aos dez anos já se apresentava em concertos. Em 1991 mudou-se para a Finlândia onde continuou a estudar e estabeleceu sua carreira musical.

Anastasia Injushina

Para acompanha-la, temos a excelente Hamburger Camerata, regida por Ralf Gothóni, que eu conhecia por suas gravações como pianista. Isto tudo com produção esmerada do selo finlandês Ondine.

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788)

Concerto para Piano em ré maior, Wq. 43 / 2 (H472)

  1. Allegro di molto
  2. Andante
  3. Allegretto

Johann Christian Bach (1735-1782)

Concerto para Piano em ré maior, Op. 7, No. 3, W. C57

  1. Allegro con spirito
  2. Rondeau: Allegretto

Concerto para Piano em mi bemol maior, Op. 7, No. 5 (W C59)

  1. Allegro di molto
  2. Andante
  3. Allegro

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Concerto para Piano em mi maior, BWV1053

  1. Allegro
  2. Siciliano
  3. Allegro

Anastasia Injushina, piano

Hamburger Camerata

Ralf Ghotóni

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FLAC | 265 MB

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MP3 | 320 KBPS | 165 MB

Anastasia dando uma entrevista para o canal do YouTube do PQP Bach…

The Hamburg Camerata string are in sparkling form. Anastasia Injushina’s articulation is admirably versatile, though ornaments tend to accent, rather than simply decorate, the slow movement’s beautifully languid line…Injushina captures the elegance of fluid scales and pert ornaments. [BBC Music Magazine 2013]

This music is an apt vehicle for Anastasia Injushina’s limpid pianistic facility and taste, but the touches of individuality in the writing and in the work’s significance in the development of the keyboard concerto are outweighed by reams of stock, note-spinning gestures.  [Gramophone 2013]

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René Denon

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Nos. 14, 23 & 17 – Ao Luar, Appassionata & A Tempestade – Nikolai Lugansky ֎

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Nos. 14, 23 & 17 – Ao Luar, Appassionata & A Tempestade – Nikolai Lugansky ֎

BTHVN

Sonatas para Piano

Ao Luar – Appassionata – A Tempestade

Nikolay Lugansky, piano

 

Quanto tempo você demora até perceber que um disco é bom? Há discos que você sabe na hora, e este é um deles. Bom não, ótimo!

Nikolai Lugansky

Nikolai Lugansky é um pianista virtuose já bem estabelecido, até fiquei surpreso por ser esta a sua estreia no blog. Como é possível adivinha pelo nome, Nikolai nasceu em Moscou e seus pais eram cientistas. Ele aprendeu uma sonata de Beethoven antes mesmo de saber ler música e Tatiana Nikolaieva foi sua professora, entre outros.

Na verdade, ele já gravou duas destas sonatas antes – ‘Ao Luar’ e ‘Appassionata’, para o selo Erato, em 2005. Aliás, ótimo disco, quem sabe dia destes aparece por aqui. Mas este traz a novidade com ele, acaba de ser lançado, e tem a ótima sonata: ‘A Tempestade’, como complemento.

Esta última sonata é a segunda de um conjunto de três, que integram o opus 31 do Ludovico, obras que ele compôs aos 31 anos, às quais ele se referia como um recomeço: Estou trilhando um caminho novo! Creio que ele se referia em particular a esta entre as três, que é cheia de dramáticos contrastes. É claro que a Sonata ‘Ao Luar’, que inicia piano, segue acelerando e termina con fuoco, e a ‘Apassionata’, cujo nome lhe cabe tão bem, recebem aqui interpretações excelentes, como ele já o fizera no disco anterior.

Eu adorei o disco e tenho ouvido o mesmo com frequência. Tanto que decidi postá-lo, para que vocês possam tirar suas conclusões.

Ah, depois de ouvirem a tempestuosa sonata, me digam se a conhecida anedota na qual Beethoven teria enigmaticamente respondido – Leiam A Tempestade, de Shakespeare! – ao ser interpelado sobre o sentido desta obra, é verossímil ou não… Puro Sturm und Drang!

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para Piano No. 14 em dó sustenido menor, Op. 27 No. 2 ‘Ao Luar’

  1. Adagio sostenuto
  2. Allegretto
  3. Presto agitato

Sonata para Piano No. 23 em fá menor, Op. 57 ‘Appassionata’

  1. Allegro assai
  2. Andante con moto
  3. Allegro ma non troppo – Presto

Sonata para Piano No. 17 em ré menor, Op. 31 No. 2 ‘A Tempestade’

  1. Largo – Allegro
  2. Adagio
  3. Allegretto

Nikolai Lugansky, piano

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MP3 | 320 KBPS | 157 MB

Lugansky no Salão dos Espelhos do prédio da Fundação PQP Bach, em POA…

Comentário do Prestomusic: For this second volume of Beethoven sonatas, Nikolai Lugansky goes back in time and selects three milestones in the composer’s stylistic evolution: the ‘Moonlight’, the ‘Tempest’ and the ‘Appassionata’. The Master of Bonn gradually broke with the models he had inherited from the codes of Viennese Classicism in order to give free rein to affect, emotion and Romantic gesture.

With these three works, Beethoven laid the foundations of a free and humanistic art.

Aproveite!

René Denon

Miranda e a temestade, por J.W. Waterhouse

Mozart (1756 – 1791): Desperate Heroines – Árias – Sandrine Piau – Mozarteum Orchestra Salzburg – Ivor Bolton ֎

Mozart (1756 – 1791): Desperate Heroines – Árias – Sandrine Piau – Mozarteum Orchestra Salzburg – Ivor Bolton ֎

MOZART

Desperate Heroines

Sandrine Piau

Mozarteum Orchestra Salzburg

Ivor Bolton

 

Em lembrança do Mestre Avicenna!

Houve um período no qual eu frequentava as lojas do PQP Bach, mas do outro lado balcão, como consumidor… Inicialmente achava que tudo era obra de um só ente, algo assim entre Titã e Pantagruel, mas com o tempo e explorando as remotas regiões do seu cibernético espaço, comecei a divulgar diferenças nas postagens e me dei conta que o todo era resultado do esforço de um grupo de contribuintes.

Sandrine cantando para o pessoal do PQP Bach reunidos para o festim de São Paulo…

As postagens do Avicenna me chamaram a atenção devido a pequenos diferenciais, como o uso de cores nos títulos, o cuidado em realçar os links para os downloads, o arremate na postagem. Mas principalmente, me chamava a atenção uma certa coerência na escolha do que vamos aqui chamar de repertório. Passei a considera-lo um amigo com o qual tinha uma significativa identificação de gosto musical e daí a interpela-lo e deixar comentários nas postagens, foi um passo. Para minha surpresa e alegria, recebi resposta acolhedora, espirituosa e divertida. As brincadeiras em torno de sua musa, a lindíssima e charmosa Sandrine eram constantes.

Aqui trabalhamos como os remadores de Ben-Hur!

Acabei sendo convidado e me tornando um contribuinte do blog, membro dessa brancaleônica (mas orgulhosa) trupe devido à iniciativa do Avi, Mestre Avicenna. Nosso primeiro contato mais ‘humano’ foi um telefonema (ele me mandou um zap – posso te ligar às 19h?). Claro, foi a resposta. Nos falamos bastante e ele me deu várias dicas a sobre a (malas)arte de escrivinhar no blog.

Nos encontramos uma única vez, numa memorável tarde em São Paulo, numa reunião de alguns membros de nossa confraria, incluindo a alta diretoria.

Depois, com o tempo e os afazeres, fomos nos afastando um pouco. Ele deixou de fazer suas postagens, até o momento que, como disse o Bisnaga em sua singela postagem, foi ouvir os anjinhos in loco…

De qualquer forma, Avicenna, o Mestre Avi, assim como alguns de meus queridos amigos e irmãos na música, vai continuar em minhas conversações sobre esta absolutamente apaixonante arte.

Falando nisso, que achas daí, mestre, da escolha do disco para esta postagem? Sua pombinha cantando árias de um de meus mais queridos compositores… perfetto, non è vero?

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

  1. Le nozze di Figaro, K. 492, Act IV: L’ho perduta … Me meschina (Barbarina)
  2. Don Giovanni, K. 527, Act II: Crudele! Ah no, mio bene – Non mi dir (Donna Anna)
  3. La finta giardiniera, K. 196, Act I: Geme la tortorella (Sandrina)
  4. Mitridate, re di Ponto, K. 87, Act III: Ah ben ne fui presaga! – Pallid’ombre (Aspasia)
  5. Le nozze di Figaro, K. 492, Act IV: Giunse al fin il momento… (Susanna)
  6. La finta giardiniera, K. 196, Act II: Crudeli, fermate, crudeli (Sandrina)
  7. Idomeneo re di Creta, K. 366, Act II: Se il padre perdei la patria, il riposo (Ilia)
  8. Lucio Silla, K. 135, Act III: Sposo … mia vita … (Giunia)
  9. Il re pastore, K. 208, Act II: L’amero, saro costante (Aminta)

Sandrine Piau, soprano

Mozarteum Orchestra Salzburg

Ivor Bolton

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Ivor Bolton quando soube que seria o regente para o disco da Sandrine…

Piau recreates numb torment, fear and anger within the comparatively small expressive range of her soprano…And Ivor Bolton’s urging of the orchestral slings and arrows is everywhere minutely attuned to the elusive and delicate, nervous volatility Piau expresses so well. BBC Music Magazine, 2015

Ela…

Piau brings each of these women, amorous, vulnerable and/or tormented, to vivid life. Her tender shaping of ‘Non mi dir’ convinces you that Donna Anna does indeed love Don Ottavio…Elsewhere she finds an extra sensuous warmth in her tone for Susanna’s aria, and a darker intensity for Aspasia’s Gluckian ombra scena, and Sandrina’s ‘mad scene’. Gramophone, 2014

Ela continua linda, Mestre Avicenna!

René Denon

Delight in Disorder (Delícia de Bagunça): The English Consort of Two Parts – Pedro Memelsdorff & Andreas Staier ֎

Delight in Disorder (Delícia de Bagunça): The English Consort of Two Parts – Pedro Memelsdorff & Andreas Staier ֎

Vários Compositores

• Delight in Disorder •

English Consort of Two Parts

Pedro Memelsdorff, flauta doce

Andreas Staier, cravo

(Parabéns, Nancy!)

 

O título ‘Delight in Disorder’, algo assim como ‘Delícia de Bagunça’, resume o disco que traz o conhecido cravista alemão Andreas Staier e o flautista-doce Pedro Memelsdorff, nascido na Argentina e formado na Holanda, o verdadeiro protagonista.

Pedro Memelsdorff

A gravadora é alemã, mas a música é bem inglesa. Peças do período 1640 – 1680, anterior ao nascimento da trinca Bach, Handel e Scarlatti, é barroca, mas anterior ao tipo de música barroca a que estamos acostumados a ouvir.

Nesta época a música que frequentava os palácios tinha o mesmo sabor que a música das ruas, das pessoas comuns e isso garante a propriedade da primeira palavra do título do disco. Temos aqui uma coleção dos típicos gêneros da época: ayres, battles, suites, ballets e grounds.

Ayre ou air é uma canção com um solo (aqui dublado pela flauta) acompanhado por um alaúde (aqui dublado pelo cravo). John Dowland era um bamba no gênero. Aqui temos umas composições anônimas assim como composições dos irmãos William e Henry Lawes.

Andreas Staier

Battle é um gênero bem típico do barroco, no qual a música toma tons marciais e imita os sons de uma batalha. Nicola Matteis foi um violinista italiano que fez carreira e sucesso na Inglaterra, mas lá morreu em condições bem difíceis.

Não poderia faltar um gênero bem típico do barroco, a Suite, aqui representada por uma peça de Matthew Locke, que nasceu em Exeter e cantou no coro regido por Edward Gibbons, irmão do famoso Orlando Gibbons.

Para completar o disco ainda temos Ballets e Grounds, dois destes últimos da pena do príncipe dos compositores ingleses, Henry Purcell. John Cooper ou John Cowper foi um compositor e violista inglês que viajou pela Europa e acabou mudando seu nome para Giovanni Coprario (ou Coperario) e aqui deu sua cooperação nas masques.

Sei que nem todo o mundo tem a disposição de ouvir um disco todo de música com flauta, mas a bela bagunça aqui vale a investigação. Não deixe de ouvir alguns trechos e aposto que retornará mais vezes, para sentir-se transportado para uma época de (talvez) maior inocência do que esta nossa…

Delight In Disorder –

The English Consort of Two Parts 1640 – 1680

Henry Lawes

Ayres

  1. 3 Tunes New To John Playford’s Dancing Master (Anônimo)
  2. Why So Pale (William Lawes) / Bid Me To Live (Henry Lawes) / 2 Tunes New To John Playford’s Dancing Master (Anônimo)
Nicola Matteis

Battles

  1. Passages In Imitation Of The Trumpet, Ayres And Pieces IV (Nicola Matteis) / 5 Marches And Tunes From John Playford’s New Tunes (Anônimo)
Matthew Locke

Suites

  1. Fantazie Suite In A (Matthew Locke)
William Lawes

Ballets

  1. Court Masques Under Charles I And Charles II, 1640 – 1665 (Anônimo, Giovanni Coperario, William Lawes)
Giovanni Coperario
Henry Purcell

Grounds

  1. Toccata In A The Plaint, A Ground In A (Henry Purcell)
  2. The Black Joak, As ‘tis Perform’d At Dublin, Upon A Silent Ground In D, (Ca.1660)
  3. A Ground In D (Henry Purcell)

Pedro Memelsdorff, flauta doce

Andreas Staier, cravo

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De um crítico amador entusiasta: Wonderful recorder music with a fine harpsichord accompaniment. Pedro Memelsdorff plays with both great expression and technical virtuosity. The selections are excellent as well. I listen to this frequently and have not tired of it at all.

E ainda outro: This is one of the 10 CDs I would bring to a desert island. Pedro Memelsdorff is probably the most poetic and elegant recorder player of the whole world.

Aproveite!

René Denon

Memelsdorff durante uma apresentação no Salão Marmóreo do Prédio da Fundação PQP Bach em Buenos Aires…

Domenico Scarlatti (1685-1757): 17 Sonatas – Zhu Xiao-Mei, piano ֍

Domenico Scarlatti (1685-1757): 17 Sonatas – Zhu Xiao-Mei, piano ֍

SCARLATTI

Sonatas

Zhu Xiao-Mei, piano

 

A miúda mulher oriental terminou de passar o aspirador de pó nos tapetes da sala e foi guardá-lo no armário que ficava embaixo das escadas. Na volta para a sala arrumou os CDs e livros que estavam espalhados sobre a linda coffee table ao lado do enorme sofá. Tudo parecia rotina, mais uma imigrante cumprindo um odd job, housecleaning – nossas diaristas aqui – no belo apartamento de alguém que a conheceu e a empregou. No entanto, ao terminar suas tarefas, no lugar de se arrumar e ir embora, a empregada abriu o piano e encheu o ambiente com as lindas melodias de uma sonata de Scarlatti.

Imagine se a dona da casa, a principal flautista da Orquestra Sinfônica de Boston, lá estivesse. Ficaria embasbacada com a beleza das interpretações destas antigas sonatas recriadas em seu maravilhoso instrumento pela estudante de piano do New England Conservatory of Music, Zhu Xiao-Mei.

Pois foi assim, durante seus anos de estudo em Boston, Zhu Xiao-Mei teve de trabalhar em tempo parcial fazendo bicos aqui e ali, para se manter. Até mesmo trabalhar para a flautista em troca de poder praticar em seu piano foi parte de sua trajetória até o sucesso. Ela que já havia passado muitas dificuldades em seus anos iniciais na China, durante a Revolução Cultural. Foi durante uma visita de Isaac Stern à China, em 1979, que ela conseguiu ser notada e acabou se tornando aluna do Conservatório em Boston. Mas todas estas dificuldades não a tornaram uma pessoa amarga, mas sim uma especial artista.

O livreto deste disco com 17 lindas Sonatas de Scarlatti, gravadas ao vivo na Sala Martinů da Academia de Música de Praga em 14 de janeiro de 1994, diz que força interior é o que caracteriza Zhu Xiao-Mei, além de luminosidade, limpidez e uma qualidade cada vez mais rara entre nós nos dias de hoje – modéstia. Ela é particularmente famosa por suas interpretações da música de Bach, mas este disco revela um mestre em Scarlatti. E como todo autêntico artista, ela não poupa críticas ao compositor. Xiao-Mei leu uma a uma todas as 555 sonatas de Scarlatti e não hesitou em dizer que considera algumas decepcionantes, mas dois terços delas contêm música de alta qualidade. Os aplausos só são ouvidos ao final da décima sétima sonata e o disco é arrematado com uma peça de Schubert, outro compositor que ela tem em alta conta.

Domenico Scarlatti (1685 – 1757)

  1. Sonata em mi maior, K. 531 (L. 430)
  2. Sonata em mi menor, K. 98 (L. 325)
  3. Sonata em sol maior, K. 124 (L. 232)
  4. Sonata em sol maior, K. 125 (L. 487)
  5. Sonata em si menor, K. 87 (L. 33)
  6. Sonata em si menor, K. 27 (L. 449)
  7. Sonata lá maior, K. 533 (L. 395)
  8. Sonata em ré menor, K. 32 (L. 423)
  9. Sonata em ré menor, K. 141 (L. 422)
  10. Sonata em fá sustenido menor, K. 142
  11. Sonata em fá sustenido menor, K. 25 (L. 481)
  12. Sonata em fá menor, K. 69 (L. 382)
  13. Sonata em fá menor, K. 481 (L. 187)
  14. Sonata em fá menor, K. 386 (L. 171)
  15. Sonata em si bemol menor, K. 128 (L. 296)
  16. Sonata em lá maior, K. 39 (L. 391)
  17. Sonata em lá maior, K. 113 (L. 345)

Franz Schubert (1797 – 1828)

  1. Allegretto em dó maior, D. 915

Zhu Xiao-Mei, piano

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Você não imagina a cara da flautista depois que Zhu Xiao-Mei mudou-se para Paris e foi morar em um lindo apartamento próximo do Sena e da Catedral de Notre-Dame…

Aproveite!

René Denon

Zhu Xiao-Mei

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg – Jeremy Denk, piano ֎

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg – Jeremy Denk, piano ֎

BACH

Variações Goldberg

Jeremy Denk, piano

 

 

Rod Laver é um senhor que aparece nas famosas quadras de tênis do mundo todo, inclusive há uma delas que leva seu nome. Ele quase sempre está ao lado de uma mulher a quem explica os lances do jogo, seus olhos particularmente lacrimejantes se acendem quando ocorre uma jogada mais impressionante.

Rod Laver foi o tenista Top 1 nos anos sessenta e setenta e faz jus a todos os mimos que recebe da tribo durante os grandes torneios.

Menciono isso pois meu alter ego tenista está muito motivado pelo primeiro grande slam do ano, o Australian Open que está entrando na segunda e decisiva semana. Grandes jogos que acontecem noite adentro, pois que Melbourne fica lá, do outro lado do mundo.

Eu gosto de assistir a estes eventos ouvindo música – a TV no mute e o headphone tocando boa música – pois que em geral a esta hora já estão todos dormindo.

E qual seria a música mais adequada para uma ocasião como esta? Eu não tive dúvidas – aquela que Bach compôs para o jovem cravista tocar nas insones noites do embaixador russo na Corte da Saxônia, o Conde Kaiserling. Definitivamente, não se fazem mais embaixadores russos como antigamente…

Pois foi assim, pelas madrugadas insones assistindo a jogos de tênis que cheguei a esta joia de disco. E vocês sabem, assim que encontro uma destas pipetas de ouro, trato logo de dividi-la com vocês outros…

Jeremy antes de responder a pergunta do pessoal do PQP Bach se ele realmente detesta as Variações Goldberg…

O disco é de 2013, mas só agora meus mecanismos de busca conseguiram chegar até ele. Um querido amigo da Matemática já o havia mencionado com muitos louvores e valeu a espera. Ótima música, jogo excelente, noite perfeita!

A ária já prenuncia uma ótima gravação e a entrada da primeira variação é vencedora. Fica claro que há um expert no comando. E há poesia também, como você poderá ouvir na Variação No. 7.

Há dois momentos que considero muito importantes para julgar o sucesso de uma gravação das Variações Goldberg. Uma delas é a Variação 16, uma Overture, um recomeço, que segue à pensativa Variação 15. É preciso virar essa página sentindo-se revigorado, mas ainda com expectativas do que está por vir. Outro destes momentos reveladores é a mais longa das variações, a de No. 25, chamada Pérola Negra. Depois dela é só completar o ciclo, assim como o sprint final e correr para o abraço, que é a repetição da ária. Pois o Jeremy, que escreveu o provocativo artigo intitulado ‘Why I hate the Goldberg Variations’, mostra muita afeição pela obra e passa com flying colors nestes meus dois testes. Um disco para se ouvir muitas e muitas vezes…

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Variações Goldberg

Jeremy Denk, piano

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As it happens, Denk’s excellently engineered interpretation proves equally enjoyable and stimulating, with all repeats observed, including the Aria da capo. The opening Aria’s decorative phrases sing out with lightness and pliability in Denk’s hands, followed by a bouncy, crisply articulated Variation 1. […] Still, it’s clear that Denk has seriously lived with, thought about and (obviously) practised the Goldberg Variations to the point where ideation and execution barely differ, and that’s no small achievement. [Gramophone]

This CD is another to cherish in the huge catalogue of Goldberg recordings.      [Fiona Maddocks]

Aproveite!
René Denon

Será que dá para esticar ainda mais um pouquinho?

Talvez você gostaria de visitar estas postagens aqui, depois desta…

Bach (1685–1750) – Variações Goldberg – Pavel Kolesnikov ֍

Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nos. 25 & 20 – Jeremy Denk & The Saint Paul Chamber Orchestra ֎

Schubert (1797-1828): Sonata para Piano D. 959 & Impromptus, D. 899 – Irina Chukovskaya ֍

Schubert (1797-1828): Sonata para Piano D. 959 & Impromptus, D. 899 – Irina Chukovskaya ֍

Schubert

Sonata em lá maior, D. 959

4 Impromptus, D. 899

Irina Chukovskaya, piano

 

Uma semana desde que testei positivo para covid, todinha passada de quarentena. Tem sido como uma gripe, um resfriado, graças às doses de vacina. Mandarei fazer uma camiseta tipo OktoberFest: Vacinas, tomo todas! A melhor frase que vi no fb nestes dias: Se nenhum de seus amigos está com covid, é porque você não tem amigos!

No grupo de Zap do tênis, vários, no grupo de recém ou quase aposentados do meu trabalho, também. Mas, vamos ao que interessa, que a música ajudou um bocado a passar estes dias.

Algumas peças musicais se tornaram famosas especialmente por serem tecnicamente difíceis. A Balada em sol menor, de Chopin, assim como Islamey, de Balakirev e Scarbo, de Ravel, são exemplos do que eu quero dizer. Esta última peça, Scarbo, foi escrita por Ravel buscando suplantar Islamey em dificuldade…

O Concerto para Orquestra, de Bartók, costumava ser peça que metia medo em qualquer orquestra e regente. Mas, esta dificuldade pode ter se tornado em um tipo de maldição, pois o desafio técnico atrai virtuoses dos quatro cantos do mundo. Neste exato momento, há em algum obscuro conservatório algum prodígio de piano ainda desconhecido praticando à exaustão alguma destas peças pensando no próximo concurso que o tornará famoso e lhe abrirá as portas das salas de concerto mundo afora.

A superexposição nem sempre revela novos aspectos da peça, que é apresentada mais com o olho no cronometro do que nos possíveis sorrisos da audiência.

As peças para piano de Schubert, suas sonatas e outras obras características conseguiram ficar incólumes a esses assaltos – uma vez que são bem menos complicadas, do ponto de vista técnico. No caso destas obras, o desafio pode ser bem outro, que seja o de expor suas expansivas estruturas e seu universo lírico de maneira atraente e convincente.

O disco desta postagem faz isso, apresenta estas peças de maneira atraente, envolvente, renunciando à pirotecnia e deixando a música se apresentar de maneira inteira. Temos um disco com música de Schubert servida por uma pianista russa gravada por um selo polonês. A sonata é a penúltima das três grandes sonatas compostas por Franz Schubert uns poucos meses antes de morrer. O seu último movimento usa os mesmos temas de uma sonata de juventude e é um dos meus movimentos favoritos.

Os Impromptus são exemplos do que eu chamo música líquida… A sensação de um fluxo contínuo de sons luminosos me ocorre sempre que encontro uma interpretação que me agrada.

É bem possível que a pianista Irina Chukovskaya não seja sua conhecida, mas não se preocupe muito com isso. Ela tem todas as credenciais necessárias para interpretar qualquer página da literatura de piano e ela (ainda bem) escolheu estas maravilhas para gravar o disco. Anote o número de vezes que sorrir descuidadamente ao ouvi-lo e depois me conte…

Franz Schubert (1797 – 1828)

Sonata para Piano em lá maior, No. 20, D. 959

  1. Allegro
  2. Andantino
  3. Scherzo. Allegro vivace
  4. Rondo. Allegretto

4 Impromptus, D899 (Op. 90)

  1. 1 em dó menor – Allegro molto moderato
  2. 2 em mi bemol maior – Allegro
  3. 3 em sol bemol maior – Andante
  4. 4 em lá bemol maior – Allegretto

Irina Chukovskaya, piano

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Irina Chukoskaya em video conference com o pessoal da redação do PQP Bach Corp

A student of Stanislav Neuhaus and Vera Gornostayeva, prominent teachers and heirs to the Neuhaus school (after graduation from the Moscow Conservatory the pianist improved her skills with Dmitri Bashkirov and Mikhail Kollontai), Irina Chukovskaya won the Chopin International Competition in Warsaw in 1980. Today, the pianist gives concerts and master classes around the world constantly expanding her repertoire.

Schnabel’s 1937 recording of this sonata shows the way, and Chukovskaya plays in the same mode. Like Schnabel, she looks for potential drama to bring out, as in the contrasting themes in the Scherzo. Her reading of that movement is exceptional, in fact. In the finale she leans into the moving line rather than letting the songful main theme glide more expansively. There’s a more poised way to approach the finale, but Chukovskaya’s is satisfying.           [Fanfare Jul/Aug 2020]

Aproveite!
René Denon

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Op. 78 • 101 • 111 – Ingrid Marsoner ֍

Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Op. 78 • 101 • 111 – Ingrid Marsoner ֍

Beethoven

Sonata para Piano, Op. 101

Rondó Op. 129

Sonatas para Piano, Op. 78 & 111

Ingrid Marsoner

 

Fui até uma farmácia, paguei R$ 120 e um simpático enfermeiro enfiou-me nas narinas (nas ventas, teria dito meu saudoso pai) um cotonete que de tão longo parecia o espadachim do Zorro. Quinze minutos depois ele deu-me o resultado: positivo para Covid. Ou, DETECTADO, como diz lá no resultado. Detectado resultado reagente para Antígeno SARS-CoV-2 na amostra. Nunca fiquei tão desapontado com um resultado positivo em toda a minha vida, mas vocês hão de convir, essa coisa de resultado é relativa.

Como não sou negacionista e dou muita atenção para o que diz a ciência, estou com todas as três doses de vacina tomadas e também a vacina da gripe. Assim, espero passar esta fase como todos aqueles que escutaram a voz da razão e buscaram os recursos disponíveis, com sintomas leves e em casa. Até aqui, tudo bem…

O que você faria neste caso? Provavelmente, o mesmo que eu, com pequenas variações, dependendo do seu próprio grau de neurose…

Ingrid flagrada em um passeio no Jardim Botânico da sede do PQP Bach do Rio de Janeiro…

Eu decidi ouvir este disco com sonatas para piano de Beethoven. A intérprete, Ingrid Marsoner, é austríaca e foi aceita na Academia de Música de Graz aos 11 anos, como aluna de Sebastian Benda, que fora aluno de Edwin Fischer. Depois foi estudar com Rudolf Kehrer em Viena. Suas principais  inspirações musicais são os eminentes pianistas Tatiana Nikolaieva, Paul Badura-Skoda e Alfred Brendel.

O repertório do disco é muito interessante. Peças para piano de Beethoven de seu último período, pelo menos a linda Sonata op. 101, que inicia o disco, e a Sonata op. 111, a última do compositor e do disco. Há também famoso Rondó – Raiva pela perda de um real! – que é uma obra de juventude e foi publicada tardiamente, o que explica o elevado número de opus. No manuscrito da peça se encontra este nome, mas não nos garranchos do Ludovico, e podem muito bem ser do seu secretário marketeiro e imaginoso Anton Schindler. De qualquer forma, a propósito da estrutura do Rondó, o libreto menciona muito poeticamente uma citação de Christian Friedrich Hobbel – Uma pessoa só pode se transformar naquilo que ela já é!

A sonata dedicada à Teresa Brunswick parece ser também uma espécie de exercício, mas que beleza de sonatina. O Rondo é a sonatazinha fazem um certo interlúdio para a grande e última sonata, op. 111. O livreto também fala na diferença entre a poesia e a filosofia. Texto um pouco hermético, pelo menos para moi, mas que lindas ideias. Ouvir essa música buscando o caminho da poesia e não da filosofia, me deixou mais animado no fim do dia.

Não deixe de ouvir este desimportante e im-PER-DÍ-VEL disco, sem compará-lo com esta ou aquela interpretação – apenas sente-se e aproveite. Depois, me conte…

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sonata para Piano No. 28 em lá maior, Op. 101

  1. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung. Allegretto ma non troppo
  2. Lebhaft. Marschmäßig. Vivace alla marcia
  3. Langsam und sehnsuchtsvoll. Adagio, ma non troppo, con affetto + IV. Geschwind, doch nicht zu sehr, und mit Entschlossenheit. Allegro

Rondo a capriccio em sol maior, Op. 129 “Raiva pela perda de um real!”

  1. Rondó

Sonata para Piano No. 24 em fá sustenido maior, Op. 78 “à Thérèse”

  1. Adagio cantabile-Allegro ma non troppo
  2. Allegro vivace

Sonata para Piano No. 32 em dó menor, Op. 111

  1. Maestoso-Allegro con brio ed appassionato
  2. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

Ingrid Marsoner, piano

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Ludovico procurando por seu secretário…

Vejam o que o pessoal entendido achou do disco:

“Ingrid Marsoner’s interpretation of Sonata Op. 78 is fluent and nuanced, genuine and devoted, sensitive and inspired, with rhapsodic tension and conviction. She extracts many a design secret from this wonderful F# major Sphinx.”
Klassik Heute – Rainer E. Janka – July 2017

“It may be in the craggy, windswept heights of Op 111 that Marsoner is most impressive … Here, Marsoner’s ability to suggest the mighty integrity of Beethoven’s architecture from multiple points of view within the musical narrative is particularly impressive. This is mature Beethoven which will be understandable by virtually anyone, even as it remains engagingly personal in expression. Without awe, Marsoner expresses her reverence for Beethoven with scrupulous attention to detail. This well-recorded disc will be a welcome addition to any library of Beethoven piano music

Gramophone – Patrick Rucker – July 2017

Aproveite!

René Denon

Telemann (1681-1767): Concertos para Viola – Aberturas – Fantasias – Antoine Tamestit & Akademie für Alte Musik Berlin ֎

Telemann (1681-1767): Concertos para Viola – Aberturas – Fantasias – Antoine Tamestit & Akademie für Alte Musik Berlin ֎

Telemann

Concertos para Viola e Aberturas

Sonata e Fantasias

Antoine Tamestit, viola

Akademie für Alte Musik Berlin

 

Ano novo, disco novo! O disco é de 2022 e tem muitas virtudes: ótimo solista e excelente orquestra. A escolha do repertório também. Cheguei a ele atraído pelo Concerto para Viola, que conhecia de um disquinho produzido pela Naxos. E o concerto está renovado neste disco, como que renascido. Há na parte de trás do disco um texto mencionando o pioneirismo de Telemann ao escrever música para solo de viola. Pois ouvindo tudo, lembro também a enorme habilidade que ele tinha de encontrar uma melodia adequada para cada instrumento.

Antoine Tamestit

O programa também nos oferece uma boa variação. Temos duas suítes orquestrais com música colorida e com um certo sabor exótico, uma sonata para duas violas e duas fantasias escritas para violino solo, arranjadas para viola pelo solista, Antoine Tamestit. Para fechar o programa, um concerto para duas violas.

Antoine Tamestit atua como músico de câmara, fazendo parte de um Trio de Cordas, com o violinista Frank Peter Zimmermann e com o violoncelista Christian Poltéra, com os quais gravou trios de Mozart e Beethoven. Tem atuado com a Akademie für Ancient Musik Berlin, participando da gravação dos Concertos de Brandemburgo. Antoine também gravou um concerto para viola escrito para ele pelo compositor contemporâneo Jörg Widmann. Este disco eu não ouvi, mas fiquei curioso.

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767)

Overture (Suite) TWV 55:B8 em si bemol maior para cordas e b.c. ‘Ouverture burlesque’

  1. Ouverture. Lentement – Vif – Lentement
  2. Scaramouches. Vite
  3. Harlequinade. Plaisant
  4. Colombine. Con grazia
  5. Pierrot. Vite
  6. Menuet I – Menuet II. Vivement
  7. Mezzetin en Turc. Très vite

Concerto TWV 51:G9 em sol maior para viola, cordas e b.c.

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Andante
  4. Presto

Sonata en Canon TWV 40:121 em ré menor

  1. Vivace ma moderato
  2. Piacevole non largo
  3. Presto

Fantasia para solo de violino No. 2 em sol maior, TWV 40:15

arr. for viola: Antoine Tamestit

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Allegro

Overture (Suite) TWV 55:g2 em sol menor para cordas e b.c. ‘La Changeante’

  1. Overture. Lentement – Vite – Lentement
  2. Loure
  3. Les Scaramouches. Vitement
  4. Menuet I – Menuet II. Doux
  5. La Plaisanterie
  6. Hornpip
  7. Avec douceur
  8. Canarie

Fantasia para solo de violino No. 1 em si bemol maior, TWV 40:14

Arr. for viola: Antoine Tamestit

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Grave
  4. Allegro da capo

Concerto TWV 52:G3 em sol maior para duas violas, cordas e b.c.

  1. Avec douceur
  2. Gaÿ
  3. Largo
  4. Vivement

Antoine Tamestit, viola

Sabine Fehlandt, segunda viola (Sonata e Concerto)

Akademie für Alte Musik Berlin

Bernhard Forck

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FLAC | 350 MB

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MP3 | 320 KBPS | 168 MB

Viola e seu irmãozinho

A precursor in this field as in so many others, Telemann gave the viola its very first masterpieces, immediately establishing it as a solo instrument in its own right.

Alongside Sabine Fehlandt and the musicians of the Akademie für Alte Musik Berlin, Antoine Tamestit pays splendid tribute to this pioneering music, which blends melodic charm and contrapuntal rigour into an organic whole.

AAM Berlin

Aproveite!
René Denon

E não me venham com piadas sobre a viola…

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas para Baixo – David Greco – Luthers Bach Ensemble – Tymen Jan Bronda ֎

BACH

Cantatas BWV 56, 82 & 158

David Greco, baixo

Luthers Bach Ensemble

Tymen Jan Bronda

Este disco contém três cantatas para solo de baixo. Duas delas são espetaculares – BWV 56 e 82. Pesquisadores acreditam que ambas foram escritas para o mesmo solista, um estudante de direito em Leipzig, chamado Johann Christian Samuel Lipsius.

Eu tenho uma forte predileção pela Cantata BWV 82 e acho que o Johann Sebastian também tinha. Há quatro versões dela e a ária ‘Schlumert ein’, uma das mais bonitas que ele escreveu, também aparece em um caderno de música de Anna Magdalena Bach. É uma linda canção de ninar. Mas, um aviso aos navegantes, Albert Schweitzer a chamava Canção de Ninar para o Sono Eterno! Isso é porque toda a cantata reflete a perspectiva que o ambiente onde Bach vivia tinha sobre a morte – Ich habe genug –, o título e primeira frase da cantata, é algo assim como ‘Já deu para mim’. A morte era a passagem do misere terrestre, com dores e furúnculos, para o alívio e descanso eterno. Bom, muito o que pensar aqui, mas vamos a música, que é ótima!

Greco dando uma força para os baixos do Coral do PQP Bach em uma apresentação dia destes…

O solista do disco da postagem é australiano – David Greco – e completou sua formação na Holanda, onde colaborou com o pessoal do Luthers Bach Ensemble desde a sua formação. Assim, apesar de bastante jovem, ele é muito experiente para interpretar estas grandes obras.

Eu sei que este repertório já foi gravado por muitos cultuados intérpretes. Eu particularmente gosto das interpretações (bastante diferentes) de Olaf Bär, Thomas Quasthoff e Peter Kooy. Mas deixem essas feras guardadas e aproveitem esta beleza de disco. Ouça como a escolha de instrumentos dedilhados para reforçar o baixo contínuo torna esta gravação ótima.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Cantata BWV 82 ‘Ich habe genug’

  1. Ich habe genug
  2. Ich habe genug! Mein Trost ist nur allein
  3. Schlummert ein, ihr matten Augen
  4. Mein Gott! Wann kömmt das schöne
  5. Ich freue mich auf meinen Tod

Cantata BWV 158 ‘Der Friede sei mit dir’

  1. Der Freide sei mit dir
  2. Welt, ade, ich bin dein müde
  3. Recitative and Arioso. Nun Herr, regiere meinen Sinn
  4. Hier ist das rechte Osterlamm

Cantata BWV 56 ‘Ich will den Kreuzstab gerne tragen’

  1. Ich will den Kreuzstab gerne tragen
  2. Mein Wandel auf der Welt
  3. Endlich, endlich wird mein Joch
  4. Recitative and Aria. Ich stehe fertig und bereit
  5. Coro: Komm, o Tod, du Schlafes Bruder

David Greco, baixo

Joanna Huszcza, violino

Amy Power, oboé

Luthers Bach Ensemble

Tymem Jan Bronda

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FLAC | 221 MB

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MP3 | 320 KBPS | 116 MB

O pessoal do Luthers Bach Ensemble

Descansem bem estes olhinhos…

Aproveite!

René Denon

Gravação antológica da Cantata ‘Ich habe genug’

Bach (1685-1750): Toccata e Fuga BWV 565 e outras peças para órgão – Simon Preston ֎

Bach (1685-1750): Toccata e Fuga BWV 565 e outras peças para órgão – Simon Preston ֎

BACH

Obras para Órgão

Simon Preston

 

 

A primeira obra para órgão de Bach que ouvi foi a Toccata e Fuga em ré menor, interpretada pelo enigmático Capitão Nemo, no filme 20 000 Léguas Submarinas.

É claro, há a versão orquestrada no Fantasia, o famoso filme de Walt Disney, mas hoje estamos falando de órgão. Esta obra, apesar de ser uma das mais populares peças de Bach, assim como o coral Jesus, Alegria dos Homens e a tal Ária na Corda Sol, pode até ter nascido como uma peça para violino e há alguma dúvida se seria mesmo da autoria do grande compositor.

Não há muito o que se preocupar, apenas aproveite esta boa música, intensa e tão bem interpretada aqui pelo Simon Preston.

Simon prestando muita atenção aos pedidos feitos pelos nossos seguidores…

No entanto, devo dizer que cheguei a este disco em busca de outra peça, esta sim de Bach, as Variações Canônicas sobre o Hino de Natal ‘Vom Himmel hoch, da komm’ ich her’, BWV 769. Andava as voltas com o texto da última postagem de A Arte da Fuga e acabei mencionando-a. De enfiada, fui buscar alguma gravação para ouvir e lembrei-me dos discos gravados pelo ótimo Simon Preston, dos quais já postamos dois (1 & 2). O editor chefe postou uma antologia da série que pode ser acessada aqui.

Mas, voltando ao disco desta postagem, além das já mencionadas Toccata e Fuga e Variações Canônicas, há ainda outras excelentes peças. Destaque para a Fantasia e sol maior, que é uma delícia de se ouvir, e a última peça do disco, a imponente Prelúdio e Fuga ‘St. Anne’.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Toccata e Fuga em ré menor, BWV565
  1. Toccata: Adagio
  2. Fuga
Fantasia em sol maior, BWV572
  1. Très vitement
  2. Gravement
  3. Lentement
Variações Canônicas sobre o Hino de Natal ‘Vom Himmel hoch, da komm ich her’, BWV769
  1. Variatio 1: Nel canone all’ottava
  2. Variatio 2: Alio modo, nel canone alla quinta
  3. Variatio 3: Canone alla settima
  4. Variatio 4: Per augementationem. nel canone all’ottava
  5. Variatio 5: L’altra sorte del canone al rovescio: 1) alla sesta, 2) alla terza, 3) alla seconda e 4) alla nona
Prelúdio e Fuga em ré maior, BWV532
  1. Prelúdio
  2. Fuga
Pastoral em fá maior, BWV 590
  1. em fá maior (I)
  2. em dó maior
  3. em dó menor
  4. em fá maior (II)
Prelúdio Fuga em mi bemol maior, BWV552 ‘St Anne’
  1. Prelúdio pro organo pleno
  2. Fuga a 5 con pedale pro organo pleno

Simon Preston, órgão

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Kreuzbergkirche, Bonn. Local da gravação…

Recorded in 1988, the disc shows Simon Preston at his freshest and most communicative!

Aproveite!

René Denon

PS: Se você gosta de música de Bach para órgão, não deixe de visitar esta postagem aqui…

Bach (1685-1750): Joy of Bach – Keiko Nakata

Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – Evgeni Koroliov, piano ֍

Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – Evgeni Koroliov, piano ֍

BACH

A Arte da Fuga

Evgeni Koroliov, piano

 

O ano 2021 não terminou, mas esperneia seus últimos dias, o Natal já é folhinha arrancada do calendário. Eu olho a lista de decisões para o próximo ano e vejo: ouvir a Arte da Fuga, muitas vezes!

Entre as obras de Bach, esta é certamente uma das mais enigmáticas e, por isso, há fake news em torno dela.

Uma delas é a romântica visão de Johann Sebastian, já em ânsias de morte, escrevendo ainda uma fuga e sendo arrebatado pela süsse Tod, deixando-a assim, inacabada. Ou seja, como há uma fuga inacabada, fica a impressão que esta tenha sido a última obra composta por ele. Na verdade, a composição da Arte da Fuga remonta aos anos iniciais de 1740, o mesmo período de outras obras mais abstratas, Clavierübung, Cravo Bem Temperado e Variações Goldberg. Os últimos esforços de Bach foram para a publicação destas obras.

Outra questão foi mencionada pelo leitor Mario Olivero em sua resposta deixada nos comentários da postagem A Arte da Fuga/Le Consort de Violes des Voix Humaines sobre qual instrumento deveria ser usado na execução da obra, ou mesmo se a mesma teria sido escrita para ser executada ou apenas ‘lida’.

 

Essa pergunta se deve ao fato de a obra ter sido publicada sem qualquer indicação além das notas. Este tipo de escrita musical era usado para complicadas peças para órgão desde o século anterior. O próprio Bach havia publicado as Variações Canônicas sobre Vom Himmel hoch, BWV 769, primeiro nesta forma e posteriormente numa versão ‘executável’.

Acredito que Johann Sebastian muito apreciaria ver sua obra sendo executada e eu gosto de ouvi-la nas mais diferentes maneiras. Se bem que tenho uma certa predileção pelas gravações feitas ao piano. A menção da obra nos comentários mencionados certamente me colocou em boa disposição para audições e fui então mexer em meus guardados. Foi assim que cheguei a esta gravação, feita pelo Evgeni Koroliov. Algumas de suas gravações de outras obras (partitas, suítes francesas…) haviam me deixado um pouco reticente e só agora realmente ouvi a Arte da Fuga. Pois fui gostando um pouquinho mais a cada audição, tanto que decidi postá-la.

Nesta gravação, as fugas (contrapontos) estão dispostas em sequência e intercalados vez ou outra pelos cânones. A faixa 20, Fuga à 3 soggetti (Contrapunctus XIV) é aquela que Bach deixou inconclusa. As duas últimas faixas tocam após uma pequena pausa, com duas fugas para quatro mãos (2 claviere) que Bach deixou como fugas alternativas. Nestas peças Koroliov é acompanhado por Ljupka Hadzi-Georgieva.

Acho que nos próximos dias ouvirei as suas outras gravações novamente. Veremos…

Johan Sebastian Bach (1685 – 1750)

A Arte da Fuga

  1. Contrapunctus I
  2. Contrapunctus II
  3. Contrapunctus III
  4. Contrapunctus IV
  5. Contrapunctus V
  6. Contrapunctus VI à 4 in stylo francese
  7. Canon allà ottava
  8. Contrapunctus VII à 4 per augmentationem et diminutionem
  9. Canon per augmentationem in contrario motu
  10. Contrapunctus VIII à 3
  11. Contrapunctus IX à 4 alla duodecima
  12. Contrapunctus X à 4 alla decima
  13. Contrapunctus XI à 4
  14. Canon III alla decima in contrapunto alla terza
  15. Contrapunctus XII à 4 in forma rectus
  16. Contrapunctus XII à 4 in forma inversus
  17. Contrapunctus inversus XIIIa à 3 forma recta
  18. Contrapunctus inversus XIIIb à 3 forma inversa
  19. Canon IV alla duodecima in contrapunto alla quinta
  20. Fuga à 3 soggetti (Contrapunctus XIV)
  21. Fuga à 2
  22. Fuga inversa à 2 claviere

Evgeni Koroliov, piano

Ljupka Hadzi-Georgieva, piano II (faixas 21 e 22)

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MP3 | 320 KBPS | 199 MB

Gyorgy Ligeti said “if I am allowed only one musical work on my desert island, then I should choose Koroliov’s Bach, because forsaken, starving and dying of thirst, I would listen to it right up to my last breath.”
That’s written on the back of this CD package. What’s inside the package totally justifies the hyperbole. It is, in fact, one of the rare performances of Art of Fugue that truly transcends the idea that it is a work more for the eye and brain than the ear and heart.
This is playing of thoughtful mastery, profound and supremely articulated. As with Gould, there’s a strong personality at work, but this one is a bit less impious. Koroliov’s WTC and Goldbergs are excellent but this is his finest recording.

Aproveite!

René Denon

Beethoven (Arr. Mahler): Quarteto de Cordas, Op. 95 & Brahms (Orq. Schoenberg): Quarteto com Piano, Op. 25 – Wiener Philharmoniker & Christoph von Dohnányi ֍

Beethoven (Arr. Mahler): Quarteto de Cordas, Op. 95 & Brahms (Orq. Schoenberg): Quarteto com Piano, Op. 25 – Wiener Philharmoniker & Christoph von Dohnányi ֍

Beethoven/Mahler

Quarteto de Cordas ‘Serioso’

Brahms/Schoenberg

Quarteto com Piano ‘alla zingarese’

Wiener Philharmoniker

Christoph von Dohnániy

Qual é o limite entre música de câmara e música orquestral? Uma forma bem simples de decidir a questão é considerar o número de instrumentos usados na apresentação e estabelecer a fronteira – um noneto ainda seria música de câmara? Isso sem falar nas obras escritas para orquestra de câmara e toda a música escrita no período que vagamente denominamos ‘barroco’.

No entanto, há outros aspectos que transcendem o número dos instrumentos e que se refere à natureza da própria música. Quantos são os comentários que tratam das ‘dimensões orquestrais’ de certas sonatas para piano de Beethoven ou das ‘características camerísticas’ de algumas obras orquestrais de Mahler?

Como tudo na vida e em especial na música, a tentativa de rotular e estabelecer compartimentos estanques para colocar as coisas (e, pior ainda, as pessoas) sempre encontrará contraexemplos e deve ser tomado no sentido mais flexível possível.

Dia destes postei um disco com ‘reduções’ de obras orquestrais para conjuntos camerísticos – disco no qual se destacavam os nomes do Quarteto Arditti e de Arnold Schoenberg. O disco desta postagem vai na outra direção, onde temos arranjos para conjuntos maiores de obras originalmente escritas para conjuntos de câmara.

O arranjo de Quarteto Serioso, de Beethoven, feito por Mahler para orquestra (completa) de cordas foi destinado a um concerto com a Wiener Philharmoniker em 1899, a mesma orquestra desta gravação. Mahler fez arranjos e ajustes em obras que ele acreditava poderem atingir desta forma toda a sua potencialidade, levando em conta os recursos de sua magnífica orquestra. Imagine o tamanho do desafio colocado às cordas da orquestra, de manter o equilíbrio de música de câmera e a mesma agilidade esperada de um conjunto com poucos elementos, acrescentando o brilho e o volume possíveis de alcançar com a nova formação. Será que eles conseguiram em 1899 e nesta gravação? Você poderá julgar, pelo menos a segunda possibilidade.

De natureza um pouco diferente é a orquestração feita por Schoenberg do Quarteto com Piano de Brahms. As razões que o levaram a tal empreitada foram dadas por ele mesmo em uma carta escrita ao crítico americano Alfred Frankenstein: 1) Eu gosto desta peça; 2) Ela é raramente apresentada; 3) É sempre muito mal tocada, pois quanto melhor o pianista, mais alto ele toca e você nada ouve das cordas. Eu queria pelo menos uma vez ouvir tudo, e isto foi alcançado.

Apesar do uso de uma orquestra moderna, com muita percussão, incluindo xilofone, e novidades como glissando de trombone, a proposta de Schoenberg foi de ‘permanecer estritamente no estilo de Brahms’. Será que ele conseguiu? O que esta gravação nos diz?

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Quarteto de Cordas em fá menor, Op. 95

Arranjo para Orquestra de Cordas feito por Gustav Mahler (1860 – 1911)

  1. Allegro con brio
  2. Allegretto ma non troppo
  3. Allegro assai vivace ma serioso
  4. Larghetto esspressivo – Allegretto agitato

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Quarteto com Piano em sol menor, Op. 25

Orquestrado por Arnold Schoenberg (1874 – 1951)

  1. Allegro
  2. Intermezzo: Allegro non troppo
  3. Andante con moto
  4. Rondo alla zingarese: Presto

Wiener Philharmoniker

Christoph von Dohnányi

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FLAC | 297 MB

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MP3 | 320 KBPS | 166 MB

 

O regente, Christoph Dohnányi, é alemão de origem húngara e nasceu em 1929. É neto do pianista e compositor Ernö Dohnanyi e fez sua carreira passando pelas posições de assistente e diretor nas casas de ópera e balés. Recebeu apoio de George Solti e teve importantes posições como Diretor de Ópera de Hamburgo e Frankfurt. Atuou também por bom tempo com a Cleveland Orchestra, da qual é Music Director Laureate.

Gramophone: Dohnanyi’s performance is lucid, transparent and generally well played – especially by the strings. The sound is pleasingly luminous…

Então, está esperando o que? Aproveite!

René Denon

O Conjunto de Câmara da Wiener Philharmoniker