40 Most Beautiful Arias – Vários Intérpretes e Compositores – Warner Classics ֍

40 Most Beautiful Arias – Vários Intérpretes e Compositores – Warner Classics ֍

 

 

40 Mais Belas Árias

 

 

 

Estes dois discos têm me acompanhado no caótico trânsito de minha cidade nas últimas semanas e me dado tanto prazer que decidi fazer a postagem. Se o carro para no sinal, na geleia geral do trânsito ou no posto de gasolina, abro os vidros e deixo que essa exuberante arte do excesso se espalhe e impressione as pessoas, que me olham com alguma curiosidade.

As óperas têm estado presentes no blog, especialmente nas edições completas (e vastamente comentadas), mas aqui temos uma proposta diferente – coleção de árias – o crème de la crème. Veja o título: 40 Most Beautiful Arias – 40 Mais Belas Árias !

Há uma certa simplificação, pois que nem todas as faixas são árias, há alguns duetos também.

Eu confesso que costumava olhar com um certo desdém para este tipo de edição, por parecer um pouco populista, mas rendi-me à efetividade do produto, adorei ouvir essas belezuras, uma depois da outra… Realmente, é fácil criticar este tipo de lançamento, inclusive por deixar esta ou aquela outra ária de fora, pois que há muitas tantas tão bonitas, mas no fim dos discos chegamos ao entendimento de porque tantas pessoas se apaixonam por ópera. Além disso, a alternância tanto dos tipos de vozes quanto de estilos funcionou bem para mim.

No pacote há 18 compositores representados e o campeão é Puccini, com 11 árias, seguido de Mozart e Verdi, cada um com 5 números. Bizet tem 4 faixas, Handel 2 e o resto, uma cada.

Na escolha dos intérpretes os produtores devem ter tido um olho nos contratos, de forma que se poderia dizer que este ou aquele intérprete teria sido uma melhor opção. Mas não nos prendamos a essas coisas e se deixe levar pela onda da ópera, no que ela tem de melhor.

Há uma certa aura em torno de música clássica, ópera em especial, deixando uma impressão de inacessibilidade, que é necessário ter um gosto adquirido para de fato apreciar, mas isso é falso. As pessoas gostam (sempre gostaram) de ópera. Eu gosto do filme ‘O Feitiço da Lua’ (Moonstruck) pela história, mas também pela cena da ópera. O mocinho do filme (Nicholas Cage, quando jovem) é um padeiro que ama ópera e consegue levar a mocinha (Cher, a noiva de seu irmão mais velho) para uma noite na ópera. Mas não é um teatro qualquer, é o Metropolitan! A cena transmite toda a excitação e expectativa que antecede o espetáculo e mostra como as pessoas se envolvem com a apresentação. Pois bem, nem precisa vestir sua roupa de domingo, apenas ouça e deixe-se encantar pela magia dessas peças.

Moonstruck – Loretta e Ronny vão à Opera

As estrelas do disco:

Disco 1

Nessun dorma (Ninguém durma) – ária do Ato III de Turandot (1926), de Giacomo Puccini. A princesa Turandot decretara que ninguém poderia dormir na cidade de Pequim até o nome do príncipe (Calaf) lhe ser revelado. Calaf havia concordado que morreria caso seu nome fosse descoberto antes do amanhecer. Ele canta certo de que o esforço será em vão e que ao amanhecer ele mesmo dirá seu nome à princesa ganhando assim a sua mão em casamento. O papel é de um tenor. Neste disco, a ária é cantada por Placido Domingo que teve uma voz maravilhosa…

Turandot, no Met…
Carmen foi uma ópera revolucionária

L’amour est un oiseau rebelle (O amor é um pássaro rebelde) – Habanera – Ária do Ato I de Carmen (1875), de Georges Bizet. A ária é cantada pela própria protagonista, ao sair do trabalho, na fábrica de charutos. Carmen é a própria sedução, falando sobre o amor e as loucuras de amar. O papel é escrito para um mezzo-soprano, e a intérprete é Julia Migenes. Carmen é uma ópera especial entre todas, não só pela música maravilhosa, mas pela audácia dos temas e, é claro, termina em tragédia.

Una furtiva lacrima – ária de L’elisir d’amore (1832), ópera de Gaetano Donizetti, cantada por Nemorino, um jovem camponês. Ele está cheio de confiança por ter tomado a segunda dose da Poção do Amor (na verdade, apenas vinho) e esnoba todas as belas da vila, reunidas e interessadas nele devido à fortuna que acabara de herdar. Entre elas está Adina, que fica magoada com sua indiferença e sai. Nemorino assim descobre que ela está interessada nele e canta sua alegria por descobrir que ela o ama. Aqui o tenor é Roberto Alagna.

Je dis que rien ne m’épouvante (Posso dizer que nada me assusta…) – ària de Carmen, cantada por Micaëla, uma jovem da vila de Don José e que está apaixonada por ele. Carmen mete Don José em tantas confusões que a ele só resta unir-se aos contrabandistas (Dancaïre e Remendado, ótimos nomes…) que vivem escondidos nas montanhas. A pobrezinha Micaëla vai a sua procura e para afugentar seu próprio medo, canta essa canção.

Bizet

Au fond du temple saint também é de Bizet, mas da ópera Les pêcheurs de perles (1863) e não é uma ária, é um dueto. Os personagens são Nadir e Zurga, dois vértices de um (surpresa) triângulo amoroso. Os cantores aqui são Jerry Hadley e Thomas Hampson.

Ombra mai fu (também conhecida como Largo de Handel) – é uma ária da ópera Xérxes (1739), de Georg Frideric Handel. Muito conhecida, a ária é cantada por Xérxes para uma árvore, um plátano, louvando suas maravilhas… Aqui Xérxes é a cantora Jennifer Larmore.

When I am laid in earth – é um lamento cantado por Dido, na ópera Dido and Aeneas (década de 1680) de Henry Purcell. O sem-coração do Aeneas se apaixona por Dido, uma rainha, mas deve retornar à sua pátria e a abandona. É claro que ela vai se matar por isso, mas não sem antes nos cantar este maravilhoso lamento… Remember me, remember me, but ah! forget my fate! Aqui o lamento é da maravilhosa Véronique Gens.

Voi che sapete che cosa è amor – ária da ópera Le Nozze di Figaro (1786) do cara que sabia de tudo sobre ópera, Wolfgang Amadeus Mozart. A ária é cantada por Cherubino, um jovem pajem que vive apaixonado por todas as mulheres da ópera e canta para elas essa linda canção sobre o amor de dentro de seu uniforme militar… É claro que o papel é sempre de uma cantora (contralto) e aqui é a spettacolare Cecilia Bartoli.

Soave sia il vento – duetto de Così fan tutte (1790), outra do grande Mozart. Esta ópera é sobre (in)fidelidade no amor – rola uma aposta e dois casais serão submetidos a uma série de provas. Os mocinhos partem em um barco (de mentirinha, é claro) e as mocinhas, Dorabella e Fiordiligi, junto ao cético Don Alfonso, dão adeusinhos a eles, desejando que bons ventos os levem… As cantoras aqui são as famosas Kiri Te Kanawa e Frederica von Stade, que leva nobreza até no nome.

Mon coeur s’ouvre à ta voix – ária da ópera Samson and Delilah (1877) de Camille Saint-Saëns. Não consigo pensar nessa ópera sem lembrar dos filmes de Cecil B. DeMille, com Victor Mature e a deslumbrante Hedy Lamarr (deve ser um lance de numerologia, esse nome). Mas, voltando ao assunto, temas bíblicos como esse eram usados para um bom libreto, e essa ária é o momento no qual Dalila encanta e seduz o povero Sansão. A cantora aqui é o mezzo-soprano Olga Borodina e no finalzinho da ária o tenor José Cura da a voz a um balbuciante Sansão.

Nossa foto é apenas ilustrativa…

Pourquoi me réveiller, ária da ópera Werther (1887), de Jules Massenet. Você provavelmente sabe, Os Sofrimentos do Jovem Werther é um livrinho escrito por Goethe contando a história do mísero Werther, que está apaixonado pela Charlotte, que o ama de volta, mas está casada com outro homem. Sofrência no úrtimo com o terrível desfecho, suicídio do pobrezinho. O livro é um clássico, dizem autobiográfico (menos a parte do suicídio…) e gerou uma onda de suicídios nos dias de seu lançamento. Nesta ária, Werther lembra-se, ao lado de Charlotte, das suas leituras de poesias… O cantor é o tenor Jerry Hadley.

La donna è mobile, canzone do ato III, de Rigoletto (1851) ópera de Giuseppe Verdi. Essa é uma dessas óperas que você precisa ouvir pelo menos uma vez. Aqui o Duque de Mantua, um grande mulherengo, a là Don Giovanni, canta disfarçado de soldado está linda ária com palavras nada altaneiras sobre o caráter mundano das mulheres… O tenor aqui é Richard Leech.

Canção da Lua é uma ária da ópera Rusalka (1901), de Antonín Dvořák, mais conhecido pelo seu belíssimo Concerto para Violoncelo e pela Sinfonia ‘do Novo Mundo’. Rusalka conta a história de uma ninfa aquática que se apaixona por um humano. Aqui ela implora à Lua que revele ao príncipe (claro que o humano seria um príncipe…) o seu amor. A popularidade da ária sobrepujou a ópera e faz parte do repertório de grandes sopranos. Aqui está a cargo de  Eva Urbanová.

Un bel di é uma ária de nosso campeão Puccini, da ópera Madama Butterfly (1904). Cio-Cio-San, a Madame Butterfly, espera já há três anos a volta de seu marido americano. Sua empregada Suzuki tenta convence-la que ele não retornará, mas ela crê na volta dele – Un bel di, vedreno o barco chegando e tal… Aqui a cantora é Cristina Gallardo-Domâs.

 

Donna non vidi mai é uma ária da ópera Monon Lescaut (1893), de (ta dã…) Puccini. O jovem cavaleiro Renato des Grieux acaba de conhecer e se apaixonar por Manon Lescaut. Desafortunadamente ela deve atender ao chamado de seu irmão, mas promete retornar. Ficando sozinho des Grieux canta nesta ária todo o seu amor por Manon. Quem empresta a voz a des Grieux aqui é José Cura.

Brindisi, de outra maravilhosa ópera de Verdi. Mais uma que precisa ser ouvida – La Traviata (1853). Alfredo, o mocinho da ópera, é convencido por Gastone e Violetta, a mocinha, a exibir sua voz. Ele então canta esta Canção de Brindar. Na gravação Alfredo é Neil Shicoff.

La Divina interpretou Tosca como poucas…

Vissi d’arte é a ária! Como todas as próximas neste disco, é de Puccini, da ópera Tosca (1900), talvez a ópera das óperas. A mocinha é ela mesma uma cantora de ópera (o cara era bom). Amor e música – as razões de viver de Tosca (Vissi d’arte = Eu vivo para a arte). A primeira cantora a cantar no papel de Tosca foi Giuditta Pasta, a mais famosa cantora lírica do século XIX. Foi Desdemona em Otello e teve três grandes óperas escritas para ela – Anna Bolena, La Sonnambula e Norma, na qual está a ária Casta Diva, que faz parte do segundo CD. Foi a partir daí que se passou a chamar essas mega artistas de Diva. Giuditta Pasta foi a primeira Diva! Aqui a Diva é Kiri Te Kanawa.

Che gelida manina (Que mãozinha gelada!) ária cantada por Rodolfo para Mimi, quando eles se encontram pela primeira vez. Eles são os protagonistas de mais uma ópera emblemática, La Bohème (1896), de (adivinhe) Giacomino Puccini. Ele aproveita para dizer que está apaixonado por ela. Aqui, o Rodolfo é o ótimo José Carreras.

Si, mi chiamano Mimi é da mesma ópera, mesmo momento. Rodolfo acabou de se declarar a Mimi e pede que lhe fale algo sobre ela. Bom, ela então lhe diz (cantando lindamente) que a chamam Mimi, apesar de seu nome ser Lucia. Ah, o amor! Mimi aqui é interpretada pela espetacular Barbara Hendricks.

O soave fanciulla – Depois dessas duas árias, os enamorados se reúnem nesse dueto que encerra o Primeiro Ato da ópera La Bohème. De novo, José Carreras e Barbara Hendricks são Rodolfo e Mimi.

Disco 2

O mio babbino caro (cuidado, não é ‘bambino’!) é uma ária famosa de uma (não tão famosa) ópera de um ato de Puccini, chamada Gianni Schicchi (1918). A ária é cantada por Lauretta, que implora a seu pai (babbino) – Ganni Sichicchi – que a ajude casar-se com o amor de sua vida, Rinuccio. Bom, nem os nomes ajudam muito, mas a ária é daquelas que está no repertório de todas as grandes cantoras. Aqui, Lauretta é interpretada por Cristina Gallardo-Domâs.

Ebben? Ne Andrò Lontana é uma ária da ópera La Wally (1892), escrita por Alfredo Catalani. Essa ária é cantada pela heroína, quando ela decide sair de casa para sempre. Bom, ela é uma garota tirolesa que morre jogando-se em uma avalanche de neve… Pois é, vá entender libretos de óperas. A cantora aqui também é Cristina Gallardo-Domâs.

Les Contes d’Hoffmann, no Met!

Barcarolle é um dueto para soprano e mezzo-soprano de Les Contes d’Hoffmann (1881), a última ópera de Jacques Offenbach. Offenbach foi ótimo violoncelista e compôs inúmeras operetas de enorme sucesso. Essa Barcarolle tem uma das melodias mais populares do mundo e aposto como você vai se lembrar de já tê-la ouvido antes. Aqui as intérpretes são Jennifer Larmore e Hei-Kyung Hong.

La fleur que tu m’avais jetée é outra pérola de Carmen, de Bizet. A canção da flor é um dos momentos mais líricos da ópera e traz o motivo do destino. Don José aqui é interpretado por Placido Domingo.

Puccini

Signore, ascolta! É uma ária de Turandot, que como você já sabe, é de Puccini. A ária é cantada por Liu, uma escrava, para o príncipe Calaf, por quem está secretamente apaixonada! Ela o alerta para não arriscar sua vida pela fria princesa Turandot… Liu aqui é interpretada por Kiri Te Kanawa.

Un di felice é um dueto do primeiro ato da espetacular La Traviata (1853) de Giuseppe Verdi. Alfredo e Violetta cantam o tema mais famoso da ópera, que aqui são interpretados por Neil Shicoff e Edita Gruberova.

Dôme épais le jasmin – dueto da ópera Lakmé (1883), de Léo Delibes, cantado por Lakmé e sua serva Mallika, enquanto vão colher flores às margens de um rio. Um destes temas que são maiores do que a própria ópera, assim como a Barcarolle, de Offenbach. Aliás, cantados aqui pelas mesmas intérpretes, Jennifer Larmore e Hei-Kyung Hong.

Porgi amor – Cavatina do Segundo Ato de Le Nozze di Figaro (1786), de Mozart. A condessa, Rosina, só em seu quarto, lamenta a infidelidade de seu marido, o Conde de Almaviva. Ária curta, sem repetições, na qual a quase impossível simplicidade de Mozart transborda numa pequena joia. Aqui a condessa é Lella Cuberli.

Esse sabia de tudo e mais ainda, sobre óperas…

Dalla sua pace – Ária da ópera Don Giovanni (1787), composta pelo divino Mozart, e é cantada por Don Otavio, noivo de Donna Anna. Eu tinha um amigo que o chamava Don Otário, pois o personagem é assim, um dois de paus, nada faz de interessante, mas é o tenor da ópera, onde o Don, Leporello e Masetto são todos baixo-barítonos. Isso sem contar o Comendador, que é um baixo à la Ghiaurov.  Dalla sua pace foi composta para a apresentação da ópera em Viena, depois do sucesso em Praga, pois o tenor do dia não conseguia cantar a segunda ária de Don Otavio – Il mio tesoro – cuja parte …cercate…, é de matar de difícil. Aqui a bela Della sua pace está aos encargos de Hans Peter Blochwitz.

Casta Diva, assim como Vissi d’arte, é uma das mais famosas árias do repertório de soprano. A ópera é Norma (1831), de Bellini. Não é o capitão da Seleção Brasileira de Futebol de 1958, cuja estátua se encontra em frente ao Maracanã, mas Vincenzo Bellini, que escreveu o papel para Giuditta Pasta, a primeira das Divas. Aqui, a intérprete é Maria Callas, a Diva do século XX. O que realmente torna uma cantora uma Diva é a paixão que coloca em suas interpretações, assim como seu senso teatral.

 

Lascia ch’io pianga – Retornando no tempo, essa é uma ária da ópera Rinaldo (1705), de Handel. Como você pode imaginar, este é um lamento, construído sobre uma sarabanda. Logo após se casar com Rinaldo, Almirena é raptada por Armida. Ela está só no jardim de Armida e canta este seu lamento. A cantora na gravação é Marilyn Horne.

J’ai perdu mon Eurydice – essa memorável ária é da versão em francês de Orpheé et Eurydice (adaptada em 1774 da versão em italiano). Em italiano é Che faro senza Euridice (1762). Uma das mais lindas melodias colocadas em uma ária. Inesquecível mesmo após a primeira audição. A cantora aqui é Susan Graham.

Bein Männern, welche Liebe fuhlen – é um dueto da ópera Die Zauberflöte (1791), de Mozart. Pamina e Papageno cantam juntos um dueto sobre o amor em geral, mas não cantam um para outro, pois que não são parte de um par amoroso. Nesta gravação os cantores são Rosa Mannion e Anton Scharinger

Celeste Aida é a ária na qual Radamés, escolhido para comandar os invasores etíopes, canta sua esperança de ser o grande vencedor para assim ganhar também o amor de Aida. A ópera Aida (1871), de Giuseppe Verdi, é uma daquelas obras que é reconhecida por todos e as suas montagens podem envolver quase um universo. Aqui Radamés está ao encargo de Placido Domingo.

Chi il bel sogno di Doretta, da ópera La Rondine (A Andorinha) (1917) de Puccini. Nesta ária a protagonista Magda conta como Doretta se apaixonou por um estudante. Na ópera, por sua performace, Magda ganha um colar de pérolas, que aqui vai para Kiri Te Kanawa.

Quizz do PQP Bach: Qual é a série de cuja trilha sonora esta ária faz parte?

Amor ti vieta é uma ária da ópera Fedora, de Umberto Giordano. Como parte de seu plano de vingança, Fedora (1898) seduz o Conde Loris Ipanov. Nesta ária eles se encontram em uma festa e ele diz a ela que realmente a ama. O conde aqui é Placido Domingo.

Es lebt eine Vilja (Vilja-Lied) é da ópera Die Lustige Witwe (1905), de Franz Lehár. Em sua festa Hanna conta a história de um espírito da montanha, uma Vilja, que vaga por lá e seduz os caçadores com sua beleza. A cantora aqui é Karita Mattila.

E lucevan le stelle é do Terceiro Ato de Tosca, de Puccini. Mario Cavaradossi é o mocinho (literalmente) da ópera, um jovem e liberal pintor, amante de Tosca. Nesta belíssima ária Cavaradossi troca sua última posse, um anel, para que um guarda leve uma carta para sua amada Tosca. Enquanto ele escreve a carta, canta seu amor por Tosca e pela vida. Mais uma vez, a voz linda de Placido Domingo.

Verdi

Ave Maria é uma ária da ópera de maturidade de Verdi, Otello (1887). Desdemona reza à Virgem Maria um pouco antes de Otello entrar e cego de ciúmes, matá-la. Pois é, feminicídio é comum nas óperas… A Desdemona da vez é Cristina Gallardo-Domâs.

Non più mesta accanto al fuoco é da ópera La Cenerentola (1817), de Gioacchino Rossini. Ele mão poderia faltar , este genial compositor. Essa ópera é baseada no conto de fadas Cinderela, e foi composta em apenas 24 dias. Este é um dos momentos finais da ópera, onde a Cinderela canta que já não fica mais triste perto do fogo. Muito virtuosismo, mas a melodia aqui é a mesma de uma ária cantada pelo Conde Almaviva no final de O Barbeiro de Sevilha. Não por pouco que Rossini tinha fama de preguiçoso. Compunha deitado em sua cama. Se a folha em que estava escrevendo caísse, em vez de pegá-la do chão, ele começava tudo novamente em uma outra mais à mão. A cantora aqui é Jennifer Larmore.

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MP3 | 320 KBPS | 345 MB

Acredito que Ammiratore gostaria desta postagem.

Faça você também a experiência do carro…

Aproveite!

René Denon

Resposta do Quizz:

 

JS Bach (1685 – 1750): Concerto Italiano e outras peças para teclado – Rafał Blechacz, piano ֎

JS Bach (1685 – 1750): Concerto Italiano e outras peças para teclado – Rafał Blechacz, piano ֎

JS BACH

Concerto Italiano BWV 971
Partita No. 1 BWV 825
Quatro Duetos BWV 802 – 805
Fantasia e Fuga BWV 944
Partita No. 3 BWV 827
Jesus, Alegria dos Homens (de) BWV 147

Rafał Blechacz, piano

Há já um bom tempo não tenho visto no blog um disco do tipo deste – a excelente música para teclado de nosso compositor mor interpretada em um grand piano!

Pois que num domingo pela manhã é esse tipo de música que vai bem, especialmente naqueles ensolarados.

Rafal explicando para o pessoal do PQP Bach que ainda gosta muito de tocar órgão…

Rafał Blechacz é mais conhecido como intérprete de Chopin, pois quando um polonês ganha o Concurso Internacional de Piano Frédéric Chopin, isso é o que ele faz de melhor. Ele foi o vencedor em 2005, mas está absolutamente à vontade neste repertório, pois que técnica não lhe falta e ele iniciou sua carreira musical interessado em órgão, instrumento que tocou por algum tempo. Sendo assim, quando passou a dedicar-se ao piano, levou junto o amor pela música de Bach.

O programa é ótimo, começando com o Concerto Italiano, sublimação das transposições para instrumentos de tecla dos concertos de Vivaldi que Bach tanto praticou. As Partitas são importantes na obra de Bach, fazendo parte de suas primeiras publicações. Intercaladas uma Fantasia e os Quatro Duetos. Para completar, a título de bis, a transcrição feita para piano por Dame Myra Hess do belíssimo coral que é cantado duas vezes na Cantata Herz und Mund und Tat und Leben.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto Italiano, BWV971

  1. (Allegro)
  2. Andante
  3. Presto

Partita No. 1 em si bemol maior, BWV825

  1. Prelude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Menuet I & II
  6. Gigue

Duetos Nos. 1-4, BWV802-805

  1. Dueto 1 em mi menor, BWV 802
  2. Dueto 2, em fá maior, BWV 803
  3. Dueto 3, em sol maior, BWV 804
  4. Dueto 4, em lá menor, BWV 805

Fantasia e Fuga em lá menor, BWV944

  1. Fantasia
  2. Fugue

Partita No. 3 em lá menor, BWV827

  1. Fantasia
  2. Allemande
  3. Corrente
  4. Sarabande
  5. Burlesca
  6. Scherzo
  7. Gigue

Cantata BWV147 ‘Herz und Mund und Tat und Leben’

  1. Jesus, Alegria dos Homens (Arr. Myra Hess para Piano)

Rafał Blechacz, piano

Gravado: 2016

Local da Gravação: Meistersaal, Berlin

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FLAC | 215 MB

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MP3 | 320 KBPS | 154 MB

Blechacz is a superlative pianist – BBC Music Magazine

Celebrated by his Chopin awarded recordings and cited by critics as one of those talents that only come along every few decades – has now turned to Bach. The now 31-year-old winner of the 2005 International Chopin Piano Competition, has been immersed in Bach since his childhood and has cultivated a strikingly natural eloquence in his mature interpretations of the composer’s keyboard works.

Um lindo disco para manhãs de domingo, mas pode ser ouvido com muito prazer em outras ocasiões.

Aproveite!

René Denon

Brahms (1833-1897): Quinteto com Piano, Op. 34 e Quinteto de Cordas, Op. 111 – Pavel Haas Quartet, Boris Giltburg (piano) e Pavel Nikl (viola) ֎

Brahms (1833-1897): Quinteto com Piano, Op. 34 e Quinteto de Cordas, Op. 111 – Pavel Haas Quartet, Boris Giltburg (piano) e Pavel Nikl (viola) ֎

BRAHMS

Quinteto com Piano em fá menor, Op. 34

Quinteto de Cordas em sol maior, Op. 111

Pavel Haas Quartet

Boris Giltburg, piano

Pavel Nikl, viola

Um disco com dois quintetos de Brahms – o Quinteto com Piano e o Segundo Quinteto de Cordas (quarteto mais segunda viola) – em interpretações que (acredito) nossos leitores de Portugal vão chamar: uma power! Tanto que eu sugiro não ouvir com volume muito alto, especialmente no fone de ouvido.

O Quarteto Pavel Haas já nos visitou tocando três quartetos do grande Ludovico, mas era um disco de início de carreira deles, que começou em 2002. A formação daquela gravação, que você poderá acessar aqui, era Veronika Jarůškova, violino; Eva Karová, violino (Op. 18, 4 e Op. 135); Maria Fuxová, violino (Op. 95); Pavel Nikl, viola; Peter Jarůšek, violoncelo. Confira a formação atual logo após as faixas do disco.

Pavel Nikl

Pavel Nikl e Veronika Jarůškova são fundadores do quarteto, mas Pavel Nikl precisou se afastar por razões pessoais. No entanto, ele continua colaborando com o grupo, como é o caso no disco da postagem.

O pianista na primeira peça é Boris Giltburg, que desde 2002 tem se destacado em vários concursos para piano e já tem uma carreira de concertista consolidada. Entre seus projetos está o ciclo das Sonatas para Piano de Beethoven, para a Naxos, assim como um disco com os Concertos Nos. 1 e 2. Ele tem se destacado bastante por suas interpretações de Rachmaninov. Veja como a Gramophone aprecia suas características: His originality stems from a convergence of heart and mind, served by immaculate technique and motivated by a deep and abiding love for one of the 20th century’s greatest composer- pianists.

Boris adorando os Arcos da Lapa…

Uma frase que pesquei em uma das críticas do disco é reveladora sobre a natureza das duas peças: Where the String Quintet is radiant and vivacious, the Piano Quintet of almost 30 years earlier is stormy and impetuous. Arriscando uma traição: Onde o Quinteto de Cordas é radiante e vivaz, o Quinteto com Piano de quase trinta anos antes é tempestuoso e cheio de ímpeto. Eu conhecia mais o Quinteto com Piano (já com duas postagens aqui no Blog, aqui e aqui), mas esta gravação me revelou aspectos do Quinteto de Cordas que eu, definitivamente, conhecia pouco. Fica, assim, a dica…

Johannes Brahms (1833 – 1897)

Quinteto com Piano em fá menor, Op. 34

  1. Allegro non troppo
  2. Andante, un poco adagio
  3. Scherzo. Allegro – Trio
  4. Finale. Poco sestenuto – Allegro non troppo

Quinteto de Cordas No. 2 em sol maior, Op. 111

  1. Allegro non troppo, ma con brio
  2. Adagio
  3. Un poco allegretto
  4. Vivace ma non troppo presto

Pavel Haas Quartet

Veronika Jarůšková, violino
Marek Zwiebel, violino
Karel Untermüller, viola
Peter Jarůšek, violoncelo

Com Boris Giltburg, piano (Op. 34)

Pavel Nikl, viola (Op. 111)

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FLAC | 301 MB

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MP3 | 320 KBPS | 167 MB

Over 20 years of performing, the Haas Quartet have lost none of their east European spunk and folksy edge, qualities just as valuable when playing Brahms. Fiery passions and the crispest of rhythms mark outer movements, while slow movements bask in heartfelt nostalgia. Either way, everybody wins.
The Times, Maio de 2022

Aproveite!
René Denon

Pavel Haas Quartet na ante-sala do Music Hall do PQP Bach em São Gonçalo…

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para violino e cravo, BWV 1014 – 1019 – Andoni Mercero & Alfonso Sebastián ֎

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para violino e cravo, BWV 1014 – 1019  –  Andoni Mercero & Alfonso Sebastián ֎

J.S. Bach

Sonatas BWV 1014 – 1019

Andoni Mercero, violino

Alfonso Sebastián, cravo

 

Vinte quatro anos depois da morte de Johann Sebastian, CPE Bach escreveu: Os Trios com Teclado estão entre as melhores obras do meu querido falecido pai. Eles ainda soam muito bem e me dão muito prazer, mesmo tendo sido compostos há mais de cinquenta anos. Eles têm um número de adágios que não poderiam ter sido escritos de maneira tão cantante, caso tivessem sido compostas hoje.

Qual é o segredo destas maravilhosas peças, escritas por Bach há mais de trezentos anos? O (ótimo) livreto desta nova (e excelente) gravação dá uma boa pista: A escrita densa em estrito contraponto apresentada por estas sonatas está dentro da grande tradição alemã, mas a vitalidade, flexibilidade e o sentimento cantabile de suas linhas melódicas mostram a inconfundível estampa italiana. A genialidade de Bach estava em amalgamar o melhor de cada uma dessas diferentes abordagens musicais, talvez.

A história das Sonatas para cravo e violino remonta aos anos 1719 quando Bach trabalhava para o Príncipe Leopoldo na Corte de Cöthen e envolve a compra de um magnífico cravo. Mas a cópia mais antiga destas composições data de 1725 e foi feita pelo sobrinho de Bach, Johann Heirich, que era aluno de St. Thomas em Leipzig. A letra de Bach irrompe no manuscrito nos três últimos movimentos da Sexta Sonata, indicando que poderiam ter sido compostos neste período.

As peças foram revisadas em um outro manuscrito feito por Johann Friedrich Agricola, de 1741, e novamente, em 1750, agora num manuscrito feito pelo genro de Bach, Johann Christoph Altnickol, quando o título passou a ser Sechs Trios für Clavier und Violine.

Eu simplesmente adoro essas peças e não canso de ouvi-las. Já fiz algumas postagens com interpretações bastante diferentes delas aqui no blog e quando ouvi essa gravação, não tive dúvidas em fazer mais uma postagem.

Andoni Mercero e Alfonso Sebastián

Os nomes Andoni Mercero, Alfonso Sebastián e Eudora podem não ser muito conhecidos, mas deveriam, pois, tudo aqui é excelente. Mercero estudou violino em vários importantes centros musicais em Madri, Toronto, Berlim, Amsterdam. Atuou como membro e como solista nos principais grupos e orquestras especializados em práticas de época. Foi membro do Cuarteto Casals até pouco tempo e até toca viola… Alfonso Sebastián estudou piano e cravo inicialmente na Espanha e em Paris, com Patrick Cohen. Aperfeiçou-se também com grandes nomes como Gustav Leonhardt e Lars-Ulrik Mortensen. O selo independente Eudora tem sede em Madri e foi fundado pelo produtor e engenheiro de gravações Gonzalo Noqué, com o objetivo de capturar as melhores performances musicais com a melhor qualidade sonora possível. Se tomarmos este disco, que foi gravado na Igreja de San Miguel, em Doroca, Zaragoza, como amostra, podemos acreditar que eles são realmente excelentes.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Sonatas para Cravo e Violino, BWV 1014 – 1019

Sonata No. 1 em si menor, BWV1014

  1. Adagio; 2. Allegro; 3. Andante; 4. Allegro

Sonata No. 2 em lá maior, BWV1015

  1. Dolce; 6. Allegro; 7. Andante un poco; 8. Presto

Sonata No. 3 em mi maior, BWV1016

  1. Adagio; 10. Allegro; 11. Adagio ma non tanto; 12. Allegro

Sonata No. 4 em dó menor, BWV1017

  1. Largo; 2. Allegro; 3. Adagio; 4. Allegro

Sonata No. 5 em fá menor, BWV1018

  1. [sem indicação]; 6. Allegro; 7. Adagio; 8. Vivace

Sonata No. 6 em sol maior, BWV1019

  1. Allegro; 10. Largo; 11. Allegro; 12. Adagio; 13. Allegro

Andoni Mercero, violino

Alfonso Sebastián, cravo

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MP3 | 320 KBPS | 221 MB

Andoni Marcero

Aproveite!
René Denon

Bach (1685-1750): Pure Bach – Sonatas para violino e cravo – Rahel Maria Rilling & Johannes Roloff ֎

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para violino e cravo obbligato, BWV 1014-1019 – Chiara Banchini & Jörg-Andreas Bötticher

Mozart (1756 – 1791): Abertura de Don Giovanni, Concerto para Piano No. 23 & Sinfonia 40 – Andreas Staier, Le Concert de la Loge & Julien Chauvin ֍

Mozart (1756 – 1791): Abertura de Don Giovanni, Concerto para Piano No. 23 & Sinfonia 40 – Andreas Staier, Le Concert de la Loge & Julien Chauvin ֍

MOZART

Don Giovanni – Abertura

Concerto para piano No. 23

Sinfonia No. 40

Andrea Staier

Le Concert de la Loge

Julien Chauvin

Julien mostrando toda a alegria de aparecer de novo no PQP Bach…

Com a caneta ainda quente da última postagem, ouvi este disco e (quase) pude afirmar – é ainda melhor! O Concerto para Piano No. 23 de Mozart é um primor de simplicidade! E ainda temos um solista espetacular. Os discos de Andreas Staier podem ser um pouco estranhos, mas são sempre interessantes. Aqui ele é o solista de uma das obras e precisa ser ouvido. O piano participa (discretamente) do tutti inicial, como deve ter sido nos dias de Mozart, aguça a nossa curiosidade, antecipando sua entrada como solista.

O formato do disco segue o do álbum anterior – uma abertura de ópera, um concerto e uma sinfonia. Enquanto no disco anterior, a abertura do Fígaro era pura alegria e júbilo, a do Don Giovanni tem também um clima de mistério, de tons ameaçadores, como era de se esperar para uma ópera que mistura com maestria drama, comédia e uma dose de sobrenatural.

No concerto temos uma aula prática de ornamentação, pois que Andreas Staier é um solista sensacional. E a aula continua numa ótima entrevista dele no livreto. Ele fala de uma partitura com anotações de Barbara Ployel, uma aluna de Mozart. Essas anotações teriam sido feitas logo após uma das aulas com o compositor. Staier, no entanto, diz: Boa ornamentação não é como colocar maionese e ketchup sobre todas as (batatas) fritas, mas é preciso saber quando deixar espaços entre certas passagens, ornamentando outras, de maneira bem elaborada. Staier também tem uma palavra sobre o instrumento usado: magnífico, construído por Christoph Kern, uma cópia de um fortepiano construído por Anton Walter, por volta de 1790. Para a música de Mozart, você precisa de um teclado que possa cantar

Para concluir, a Sinfonia No. 40, em sol maior, que contrasta com sua irmã – Júpiter – que está no outro disco, por ser um pouco mais tímida, mas quem pode esquecer de seus primeiros acordes – ta-da-dam, ta-da-dam, ta-da-dam-tam… e que aqui termina com uma imensa alegria. Um disco para ouvir várias, várias vezes!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Don Giovanni

  1. Abertura

Concerto para Piano No. 23 em sol maior, K. 216

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai

Sinfonia No. 40 em sol menor, K. 550

  1. Molto allegro
  2. Andante
  3. Menuetto
  4. Alegro assai

Andreas Staier, fortepiano

Le Concert de la Loge

Julien Chauvin, violino e regência

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Uma das críticas: But all-in-all these are challenging and rewarding performances of familiar masterpieces that make the listener prick up his ears anew, not always a foregone conclusion.  Brian Robins

Aproveite!
René Denon

Haydn (1732 – 1809) & Mozart (1756 – 1791): Concertos para Piano No. 11 (H) & No. 12 (M) – Musikkollegium Winterthur & See Siang Wong ֎

Haydn (1732 – 1809) & Mozart (1756 – 1791): Concertos para Piano No. 11 (H) & No. 12 (M) – Musikkollegium Winterthur & See Siang Wong ֎

1782

Haydn & Mozart

Concertos para Piano

Musikkollegium Winterthur

See Siang Wong

O ano de 1782 encontrou Haydn trabalhando para o príncipe Miklós (Nicolau) Esterházy e já no auge de sua maturidade como compositor. Nessa época ocorre a publicação de seus Seis Quartetos Op. 33, pela firma Artaria, de Viena, que estabelece um nível altíssimo para esse gênero. É também dessa época o Concerto para Piano em ré maior, sua última composição desse tipo, que foi publicado em 1784. Assim como os concertos contemporâneos de Mozart é uma peça no Estilo Galante e uma das melhores. O seu último movimento, um Rondó Húngaro, tem todas as características do que Haydn fazia de melhor…

A orquestra em frente ao Musikkollegium esperando o pessoal do PQP Bach que viria para fazer umas entrevistas…

Enquanto Haydn vivia e produzia no palácio Hesterhaza, em 1782 Mozart estava finalmente em Viena, fora dos muros de Salzburgo. Neste ano, em 16 de julho, estreia no Burgtheater a ópera (deliciosa) Die Entführung aus dem Serail. O Concerto em lá maior, K. 414, foi composto no outono, junto com seus irmãos K. 413 e 415 (Nos. 11 – 13) como parte das obras a serem apresentadas para o público de Viena nos Lenten Concertos (Concertos do Período da Quaresma, quando os teatros de ópera ficavam fechados), em janeiro de 1783. O Concerto No. 12 tem em seu movimento lento a menção de um tema de Johann Christian Bach, o Bach de Londres, que morrera no início do ano, e era muito admirado por Mozart.

O piano do PQP Bach Lounge deixou o Wong de cabeça para baixo…

O disco completo deve conter mais uma Sinfonia e outras peças orquestrais, mas os Concertos e uma minúscula peça para piano solo foi o que consegui. Demorei um pouco até chegar ao disco, mas depois que o ouvi, gostei tanto que tenho o ouvido com alguma frequência agora. Como vocês sabem, quando isso acontece, acabo trazendo para vocês também aproveitarem. O See Siang Wong é ótimo, muito simpático e foi aluno do Bruno Canino no Hochschule der Künste Bern.

Joseph Haydn (1732 – 1809)

Concerto para Piano No. 11 em ré maior, Hob. XVIII: 11

  1. Vivace
  2. Um poco adagio
  3. Rondo all’Ungarese

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Concerto para Piano No. 12 em lá maior, K. 414

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegretto

Suíte para Piano K, 399

  1. Courante

See Siang Wong, piano

Musikkollegium Winterthur

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FLAC | 179 MB

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Mozart e Haydn se conheciam e tinham uma alta estima mútua. Há também relatos de ocasiões nas quais ambos tomaram parte de concertos de música de câmara. Dizem os detratores que eles tocavam bem viola…

Aproveite!

René Denon

PQP Bach – Quizz: Quem é o músico tocando viola na foto a seguir?

Mozart (1756 – 1791): Abertura de Le nozze di Figaro, Concerto para Violino No. 3 & Sinfonia Júpiter – Le Concert de la Loge & Julien Chauvin ֍

Mozart (1756 – 1791): Abertura de Le nozze di Figaro, Concerto para Violino No. 3 & Sinfonia Júpiter – Le Concert de la Loge & Julien Chauvin ֍

MOZART

Le nozze di Figaro – Abertura

Concerto para Violino No. 3

Sinfonia Júpiter

Le Concert de la Loge

Julien Chauvin

Aqui [em Praga] todos só falam de uma coisa – Fígaro;

Nada é tocado, assobiado, cantado ou cantarolado como – Fígaro!

Mozart escreveu de Praga para um Gottfried Emilian, de Viena: Eu vejo com enorme prazer as pessoas saltitando de puro deleite ao som da música de meu Fígaro, arranjado inteiramente como contradanças ou danças alemãs – Figaro, um não mais se acabar de Fígaro! Uma enorme honra para mim!

Teatro em Praga, onde Mozart regeu o Fígaro…

Pois é uma alegria saber que Mozart desfrutou do sucesso dessa ópera com música maravilhosa. Pois é com a abertura dessa obra que começa esse disco, da orquestra HIP, Le Concert de la Loge, regida pelo seu fundador, que também toca o violino e é o solista na próxima peça – o Concerto No. 3, em sol maior, K. 216, com seu deliciosos rondó final.

Talvez eles assustem um pouco, no início, pois que se atracam com o Fígaro em high speeds, mas depois as coisas vão se serenando um pouco mais. As peças são muito bem escolhidas, a Sinfonia Júpiter, enorme para os padrões da época, é uma maravilhosa peça e devia ser mais tocada.

Enfim, um programa especial para quem gosta da música de Mozart, mas com ares mais clássicos do que românticos, se é que você me entende…

Julien Chauvin

Julien Chauvin estudou violino, especializou-se em música antiga, ganhou vários prêmios e, por dez anos, participou do grupo Le Cercle de l’Harmonie, cuja direção dividiu com Jérémie Rhorer. Julien também tocou em vários grupo e orquestras barrocas até que em 2015 fundou uma nova orquestra especializada em música antiga, a Le Concert de la Loge. A inspiração veio de uma orquestra que fora fundada em 1783 pelo Conde d’Ogny – Concert de la Loge Olympique, o conjunto que encomendou as Sinfonias Paris, de Haydn. Aliás, esse grupo [o grupo do Chauvin, é claro… ah, marvada língua…] gravou essas sinfonias, intercaladas com obras de compositores franceses que fizeram sucesso naqueles dias, mas que hoje raramente têm suas obras executadas.

O disco tem todas as características dos álbuns de grupos que usam instrumentos e práticas de época, como os ritmos mais rápidos, maior transparência no som, maior equilíbrio entre os grupos de instrumentos. Acho que vale a pena ouvi-los!

A alegria de Mozart certamente seria grande, caso ele soubesse!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Le Nozze di Figaro

  1. Abertura

Concerto para Violino No. 3 em sol maior, K. 216

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Rondeau: Allegro

Sinfonia No. 41 em dó maior, K. 551 – Júpiter

  1. Allegro vivace
  2. Andante cantabile
  3. Menuetto – Allegretto
  4. Molto alegro

Le Concert de la Loge

Julien Chauvin, violino e regência

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FLAC | 325 MB

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MP3 | 320 KBPS | 152 MB

In any case, the French musicians’ view of Mozart represents an interesting alternative to that of the competition from other historically informed ensembles. The successful recording technique of this download does the rest to make the Mozart album by Le Concert de la Loge recommendable.

Julien bem mais relaxado, na entrevista com o pessoal do PQP Bach, depois que o post foi ao ar…

DESAFIO PQP! -> Beethoven (1770 – 1827): Concertos para Piano Nos. 1 & 2 ֍

DESAFIO PQP! -> Beethoven (1770 – 1827): Concertos para Piano Nos. 1 & 2 ֍

BTHVN

Concertos para Piano 1 & 2

Louis Schwizgebel, piano

London Philharmonic Orchestra

Thierry Fischer, regente

 

 

Nos anos 1788 e 1789 Beethoven morava em Bonn e havia composto um concerto para piano (que sobrevive graças à parte de piano e uma redução da parte da orquestra, como WoO 4). Foi neste período que produziu versões do que viria a ser o Concerto para Piano No. 2, em si bemol maior. Este acabou registrado como o Opus 19, em 1801. A estreia fora em 1795 com interpretação de Beethoven e regência de Haydn, em Viena, num primeiro concerto na nova cidade.

O Concerto No. 1 em dó maior, Op. 15 começou a ser composto em 1795, quando Beethoven estava já morando em Viena. Este concerto também ‘evoluiu’ após ser apresentado algumas vezes, antes de sua publicação. Era comum que o compositor-intérprete, como era o caso de Beethoven naqueles dias, ou Mozart, alguns anos antes, reservasse suas obras para os seus próprios concertos, antes de finalmente os publicarem, quando novas obras já estavam prontas para o repertório, mantendo assim o interesse e a curiosidade do público. Além disso, com as publicações e dedicatórias desses dois Concertos para Piano, Beethoven mostrou como era excelente negociador com as editoras.

Eu gosto muito destes dois concertos de Beethoven, que são mais próximos dos modelos clássicos (estilo galante) dos primeiros concertos de Mozart ou do Concerto em ré maior, de Haydn. Eles já mostram a linguagem individual de Beethoven, que se firmaria no Concerto No. 3 em dó menor. Este se pautava nos dois concertos em tons menores, de Mozart. Beethoven realmente admirava estas obras de Mozart, ao ponto de ter deixado cadências compostas para eles.

Mas, o disco da postagem permanece nesse momento pré-romântico – com dois lindos concertos para piano de um jovem compositor-intérprete confiante em seus talentos e com tanto ainda para dizer.

Espero que a gravação que escolhi para o DESAFIO PQP! lhe agrade, lhe traga muito prazer e o ajude a olhar estas duas obras pelo que são, sem comparações com seus Big Brothers que ainda estavam por vir.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Concerto para Piano No. 1 em dó maior, Op. 15

  1. Allegro con brio
  2. Largo
  3. Rondo (Allegro scherzando)

Concerto para Piano No. 2 em si bemol maior, Op. 19

  1. Allegro con brio
  2. Adagio
  3. Rondo (Allegro molto)

Louis Schwizgebel, piano

London Philharmonic Orchestra

Thierry Fischer

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MP3 | 320 KBPS | 147 MBOuça e veja se gosta pelo que seus ouvidos lhe dizem, não a capa do disco (armação minha…) ou as críticas. Depois, tente adivinhar os nomes dos intérpretes. Se descobrires, já sabes, o premio será de uma centena de free-downloads do blog mais sensacional de música que há por aí e uma tradicional cocada virtual!

Como tem sido o caso aqui nesta ‘coluna’, depois de algumas tentativas, os intérpretes receberão os devidos créditos para que ganhem os louros ou os tomates, conforme a turba assim decidir…

A identidade do pianista mascarado foi revelada pelo leitos Albinoni. Vejam os comentários…

Parabéns!

René Denon

Ao vencedor, as cocadas!

Schubert (1797–1828): Quinteto de Cordas em dó maior, D. 956 & Quartettsatz, D. 703 – Brodsky Quartet & Laura van der Heijden ֍

Schubert (1797–1828): Quinteto de Cordas em dó maior, D. 956 & Quartettsatz, D. 703 – Brodsky Quartet & Laura van der Heijden ֍

Schubert

Quinteto de Cordas, D. 956

& Quartettsatz, D. 703

Brodsky Quartet

Laura van der Heijden, violoncelo

Eu sempre me pergunto – até quando as pessoas seguirão ouvindo música como essa da postagem? Parece não haver mais tempo na vida das pessoas para tão longa música. Só o primeiro movimento do quinteto toma mais de 21 minutos.

Eu, que busco seguir o mandamento de ouvir a peça toda, uma vez iniciada uma audição, já tenho considerado trocar a letra por ‘ouvir o movimento todo’, dada a profusão de ofertas e considerando que os dias, como na canção, parecem tornar-se cada vez mais curtos.

Mas eu não resisto a um novo disco com o Quinteto de Schubert, como foi o caso deste. E gostei tanto que o ouvi até o fim e sempre dá vontade de ouvir de novo. Adoro essa maneira de Schubert parecer recomeçar de novo e de novo. Enfim, adivinhe o que está tocando agora, enquanto escrevo estas mal traçadas?

Laura, ainda jovem…

O disco é todo inglês, uma vez que o Quarteto Brodsky está baseado em Londres e comemora este ano (2022) 50 anos de apresentações. O quinto elemento é uma jovem e mais do que promissora violoncelista inglesa, Laura van der Heijden. O selo CHANDOS é British to the core.

A diferença de idades – de gerações – pode ter trazido uma rara felicidade ao disco, que além da qualidade artística, oferece uma produção excelente.

O que dizer da peça? Certamente é facilmente citada nas famosas listas de ‘as melhores 100 peças de música clássica’ ou ‘peças que levaria para uma ilha deserta’.

Na lista (famigerada e politicamente incorreta) do Otto Maria Carpeaux, é a peça de câmara do ano 1828 e acompanha apenas mais dois Quintetos de Cordas, ambos de Mozart, que usam uma segunda viola, não um segundo violoncelo. As peças de Mozart são Quinteto em sol menor, K. 516 (1787) e Quinteto em mi bemol maior, K. 614 (1791). Depois, só o Sexteto de Schoenberg, o Verklaerte Nacht, de 1899.

Um enorme Allegro, ma non troppo, de 21 minutos, que finge que acaba, apenas para recomeçar no próximo compasso, um Adagio profundo (o coração da peça, para muitos críticos) de 14 minutos seguidos de um Scherzo e terminando num quase dançante Allegretto. Nem dá para dizer que Schubert morreria algumas semanas depois de tê-lo terminado.

O disco é arrematado por uma linda interpretação de um primeiro movimento para algum enorme quarteto de cordas, que Schubert também (pena…) nunca terminou, o Quartettsatz.

Franz Schubert (1797 – 1828)

Quinteto de Cordas em dó maior, D. 956

  1. Allegro ma non troppo
  2. Adagio
  3. Scherzo
  4. Allegretto

Quarteto de Cordas No. 12 em dó menor, D. 703

  1. Allegro assai

Laura van der Heijden, violoncelo (D. 956)

Brodsky Quartet

              Krysia Osostowicz, violino

              Ian Belton, violino

              Paul Cassidy, viola

              Jacqueline Thomas, violoncelo

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FLAC | 269 MB

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MP3 | 320 KBPS | 155 MB

Quarteto Brodsky pousando para o lambe-lambe oficial do PQP Bach

Schubert’s String Quintet is one of those timeless and universal works, like Beethoven’s late quartets, which can be interpreted in so many different ways and yet be equally valid.

Celebrating its fiftieth anniversary in 2022, the Brodsky Quartet has performed more than 3000 concerts on the major concert stages of the world and has released more than seventy recordings. A natural curiosity and insatiable desire to explore have propelled the group in many artistic directions and continue to ensure it not only a place at the very forefront of the international chamber music scene but also a rich and varied musical existence. As they comment in their booklet note: ‘It seems fitting to mark the milestone by recording this epic and most celebrated of chamber works, Schubert’s String Quintet in C major, a piece which we have lived with since childhood, and which we have played with a long line of illustrious cellists. One of our earliest performances took place with Terence Weil, our mentor at college, at his retirement concert, just as we were starting out on our professional journey. Now the wonderful young Laura van der Heijden, who comes to this recording with a maturity which belies her years, represents with respect to us a similar age gap, proving that age is insignificant where there is a meeting of musical minds. Now we look forward to whatever our sixth decade might bring.’

Laura adorando conhecer o Jardim do PQP Bach, no Tibau

With all the external factors happening in the world we live in, this performance enables us to stop for a brief moment and let its moments of stillness and tranquility create a sense of hope as we ponder and our hearts are warmed.

Aproveite!

René Denon

Música Española por un poeta del piano – Joaquín Achúcarro ֎

Música Española por un poeta del piano – Joaquín Achúcarro ֎

Música Española

Albéniz, Granados,

Falla, Turina & Mompou

Joaquín Achúcarro, piano

 

Não se deixe enganar pela capa deste disco, certamente o resultado do esforço de algum estagiário que ficou encarregado do Departamento de Arte da gravadora. O disco é ótimo, assim como o título – música espanhola.

Joaquín adorou o trabalho da manicure do pessoal do PQP Bach…

Você deve saber, eu tenho uma queda por esse tipo de música e aqui o programa é todo em torno do excelente pianista basco Joaquín Achúcarro, que no dia 1 de novembro completará 90 anos. A postagem é também uma forma (modesta) de celebrarmos sua arte.

O disco foi lançado em 2014, mas o conteúdo é uma antologia de gravações feitas em 1978.

A primeira peça, Noches en los jardines de España, de Manuel de Falla, ocupa as três primeiras faixas e é para piano e orquestra. A peça que começara como uns noturnos para piano, acabou nesta forma graças ao incentivo do pianista francês Ricardo Viñes – a quem foi dedicada.

A segunda parte do recital, digamos assim, consiste em um conjunto de peças para piano solo. De Isaac Albéniz temos Granada e Sevilla, da Suíte Espanhola, que provavelmente você conhece nas transcrições para violão, nas interpretações de grandes como Andrés Segóvia, Julian Bream ou John Williams. Além dessas, também Navarra, que foi completada por Déodat de Séverac.

As três outras peças são danças. A Danza de la seducción, das Danzas Gitanas de Joaquín Turina; Andaluza, a quinta das Danzas Españolas de Enrique Granados; Canción y danza No. 6, de Federico Mompou.

O libreto descreve tudo: com suas grandes ondulações melódicas. A influência da guitarra com seu som ponteado e seco e, apesar de tudo, rico em harmonias… a influência árabe, cigana. Bom, got it?

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Há um nome não citado no disco, mas que talvez deva ser lembrado, antes de seguirmos para as letrinhas finais. Isaac Albéniz, Enrique Granados e Manuel de Falla estudaram com Felipe Pedrell (1841 – 1922), que dedicou sua vida ao desenvolvimento de uma escola de música espanhola, fundamentada nas canções nacionais folclóricas e nas obras primas do passado. Estes três compositores, assim como os outros dois (mais recentes) Joaquín Turina e Federico Mompou, estudaram em Paris e lá se aperfeiçoaram, mas retornaram à Espanha, onde continuaram a desenvolver suas carreiras. Na música, assim como nas ciências, experiências no exterior são vitais. Pedrell e seu pessoal sabia disso… e hoje?

Manuel de Falla (1876 – 1946)

Noches en los jardines de España
  1. En el Generalife
  2. Danza lejana
  3. En los jardines de la Sierra de Córdoba

Isaac Albéniz (1860 – 1909)

  1. Granada

Joaquín Turina (1882 – 1949)

  1. Danza de la seducción

Issac Albéniz (1860 – 1909)

  1. Sevilla

Enrique Granados (1867 – 1916)

  1. Danza española No. 5: Andaluza

Federico Mompou (1893 – 1987)

  1. Canción y danza No. 6

Isaac Albéniz (1860 – 1909)

  1. Navarra

Joaquín Achúcarro, piano

London Symphony Orchestra

Eduardo Mata

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FLAC | 192 MB

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Achúcarro, feliz por reaparecer no blog, depois de tantos anos…

Se lamenta Joaquín Achúcarro (Bilbao, 1932) de que los melómanos comiencen a referirse a él como ‘leyenda viva del piano’. “Ni soy tan viejo ni soy tan grande; además, con los años, uno va encogiendo”, dice con sonrisa cómplice y casi picarona. A sus contentas 88 primaveras, el maestro bilbaíno conserva intacta su mirada inteligente, contagiosa y franca. Los ojos transparentes también mantienen la luminosidad de siempre.  Veja a entrevista aqui.

Aproveite!

René Denon

PS: A outra postagem do Joaquín…

Manuel de Falla (1876 — 1946) – Obras Para Piano [link atualizado 2017]

PQP Bach – Quizz:

Quem se parece mais com quem? Saramago ou Mompou?

Harrison Birtwistle (1934-2022): Responses & Gawain’s Journey – Pierre-Laurent Aimard – SO des Bayerischen Rundfunks & Stefan Asbury ֎

Harrison Birtwistle (1934-2022): Responses & Gawain’s Journey – Pierre-Laurent Aimard – SO des Bayerischen Rundfunks & Stefan Asbury ֎

BIRTWISTLE

Responses

Gawain’ Journey

Pierre-Laurent Aimard, piano

SO des Bayerischen Rundfunks

Stefan Asbury

A tal capa…

Quando vi a notícia da morte de Sir Harrison Birtwistle lembrei-me da capa de um disco que vi em uma das revistas Gramophone, muitos anos atrás. O álbum ficou entre aqueles muitos que, por razões diversas, nunca cheguei a ouvir. Pode parecer um desinteresse pela música do nosso tempo, mas não é, pois que sou demais curioso pelo que se passa em torno de mim. Talvez oferta demais, tempo de menos e limitações físicas (acesso aos discos, pois que ir à concertos é ainda mais complicado, no meu caso). Foi assim, tentando contornar essa falta que coloquei uns dois ou três discos de Sir Harry no meu pen-drive. Ainda estou lidando com eles, mas achei que já era hora de dividir um deles com vocês.

Neste disco temos duas peças – um concerto para piano, música contemporânea, escrito em 2014, e uma suíte da ópera Gawain, a tal música da já mencionada capa de álbum na Gramophone.

Responses (Sweet Disorder) é uma obra comissionada pelo projeto musica viva, que reúne a Bayerischen Rundfunks, London Philharmonic Orchestra, Casa da Música Porto e Boston Symphony Orchestra. Esta é a sua primeira gravação. É um (segundo) concerto para piano (o anterior chama-se Antiphonies) e ganhou o subtítulo do livro de ensaios escrito por Robert Maxwell, amigo de Birtwistle: Sweet Disorder and the Carefully Careless.

Gawayn’s Journey é música adaptada por Elgar Howarth da ópera Gawain, na qual a parte das vozes foi adaptada para instrumentos de sopros, como o flugelhorn, cor anglais e trompete.

No livreto que se encontra junto aos arquivos, podemos ler que Birtwistle é um arquiteto do som em uma estranha geometria. Mais: ‘No teatro da imaginação orquestral de Harrison Birtwistle o concerto é um diálogo entre o indivíduo e a multidão. O indivíduo pode ser um herói sendo aclamado, um político sendo questionado, um acusado sendo julgado, um imigrante encontrado dificuldades em ser entendido, um oficial tentando manter a ordem, um investigador recebendo respostas conflitantes’.

Realmente, há um forte elemento de teatro na música de Birtwistle e através dela começo a fazer uma imagem da pessoa que ele foi – uma voz essencialmente individual.

No artigo sobre ele, escrito por Andrew Clements, que você poderá ler na íntegra aqui, descobrimos mais um pedacinho do que ele foi. Clements menciona um importante compositor que lhe teria dito: ‘Quando eu ou você olhamos por uma janela, nós vemos mais ou menos as mesmas coisas. Mas, se Harry olhasse pela janela, ele veria algo totalmente diferente’.

Sir Harrison Birtwistle (1934 – 2022)

Responses (Sweet Disorder) (2014)

Gawain’s Journey

Pierre-Laurent Aimard, piano

Symphonieorchester des Bayersichen Rundfunks

Stefan Asbury

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Aimard mandou esse sorriso quando soube da postagem!

Birtwistle is a towering figure in British music. His language, though complex and modernistic, is distictive and exhilarating.

Veja o artigo aqui…

Aproveite!
René Denon

 

Birtwistle adorando os jardins da PQP Bach Foundation de Itaipuaçu

Mahler (1860-1911): Sinfonia No. 4 – Les Siècles & François-Xavier Roth ֍

Mahler (1860-1911): Sinfonia No. 4 – Les Siècles & François-Xavier Roth ֍

Gustav Mahler

Sinfonia No. 4

Sabine Devieilhe, soprano

Les Siècles

François-Xavier Roth

A canção Das himmlische Leben (A Vida no Céu) tem como letra um poema folclórico da coleção Des Knaben Wunderhorn e descreve a vida celestial sob a perspectiva de uma criança de tempos quase medievais: Há comida em abundância e música celestial!

Sabine Devieilhe, solista da postagem

Este texto faz contraponto à letra de uma outra canção, Das irdische Leben (A Vida na Terra), na qual a criança implora comida à mãe, que promete, mas ao fim da canção, a criança está morta. A canção da vida no céu deve ter sido uma boa inspiração para Mahler, que a compôs em 1892 e desejava usá-la como último movimento de sua Terceira Sinfonia, composta entre 1893 e 1896. É bom lembrar que Mahler era compositor apenas nas folgas, compondo nas férias de verão ou nos domingos. Sua principal atividade, que consumia seu tempo, era a regência. No entanto, para a Terceira Sinfonia, Mahler compôs um último movimento totalmente orquestral – um adagio originalmente intitulado ‘O que o amor me diz’, de proporções mais adequadas ao projeto, que terminou em uma alentada sinfonia. Ficou então a canção em busca de uma sinfonia que veio posteriormente – a Quarta – que assim como a Primeira, tem tamanho mais convencional, durando menos de uma hora e com uma orquestra menos gigantesca. Eu tenho uma afeição enorme por esta sinfonia, especialmente pelo seu terceiro movimento, um adagio deslumbrante, com seu momento de clímax espetacular – tantãs e timbales – o céu vindo abaixo e o retorno à calma, desaguando na canção da vida celestial.

Reri Grist

O segundo movimento, com seu áspero solo de violino é uma prova e tanto para os intérpretes. Há também a escolha da voz que cantará a canção do quarto movimento. É preciso uma boa dose de ingenuidade e frescor, sem desandar para sofisticação. Um dos principais divulgadores da obra de Mahler, Leonard Bernstein, gravou esta sinfonia em 1960, regendo a Filarmônica de Nova Iorque, tendo como solista Reri Grist, uma cantora soprano que estava bem no início de sua carreira. Em sua outra gravação, frente a Orquestra do Concertgebouw, de Amsterdã, gravada em 1988, o solista foi um garoto soprano, Helmut Wittek. Helmut tornou-se engenheiro de som, posteriormente.

Erté – Meio-dia

Esta gravação da postagem tem algo bastante especial. A orquestra Les Siècles usa instrumentos de época e suas gravações de obras do fim do século 19 e início do século 20, como Le Sacre du printemps, de Stravinsky, têm sido reveladoras, em termos de sonoridade, mas também receberam ótimas críticas do ponto de vista puramente musical. Acredito que este seja também o caso desta gravação e isso foi o que me levou a fazer esta postagem. O libreto que acompanha o arquivo musical tem uma entrevista bastante interessante com o regente François-Xavier Roth, na qual ele fala das motivações para fazer a gravação, assim como sobre planos de futuras gravações. O libreto também traz uma lista detalhada da origem dos instrumentos usados na gravação. A solista é uma ótima cantora e a questão da interpretação da canção no último movimento, buscando essa ingenuidade sem cair na armadilha da sofisticação é resultado da colaboração dela com o regente, como ele explica na entrevista. Assim, não deixe de desfrutar essa renovadora interpretação desta linda peça musical…

Gustav Mahler (1860 – 1911)

Sinfonia No. 4

  1. Bedächtig. Nicht eilen
  2. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
  3. Ruhevoll
  4. Sehr behaglich

Sabine Devieilhe, soprano

Les Siècles

François-Xavier Roth, regente

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F-X Roth e S Devieilhe

O arguto Lebrecht tem alguns ótimos pitacos sobre essa particular sinfonia de Maher: The fourth is Mahler’s smallest symphony, though still requiring an orchestra of 100 and lasting almost an hour. The score is littered with tripwires. How to pace the opening sleighbells effect baffles most conductors. […] The next pitfall comes at the start of the second movement, where Mahler tells the concertmaster to set aside his expensive violin and play rough and offkey, like a gypsy fiddle. […] The third movement, one of Mahler’s great adagios, can melt ice in Alaska, and the fourth contains a soprano song about animals frolicking in heaven, before they are eaten for lunch. Mahler wants it sung naively, ‘without irony’. (Arrisco uma tradução traiçoeira: A quarta é a menor das sinfonias de Mahler, mesmo assim demanda uma orquestra de 100 e demora quase uma hora. A partitura está repleta de armadilhas. O andamento do efeito dos sininhos de trenós na abertura atrapalha (confunde) a maioria dos regentes. A próxima armadilha está no início do segundo movimento, no qual Mahler diz ao primeiro violino para deixar de lado seu violino caríssimo e tocar fora do tom e com aspereza, como um violinista cigano. O terceiro movimento, um dos maiores adágios de Mahler, pode derreter gelo no Alasca, e o quarto tem uma canção para soprano que fala de animais brincando alegremente no céu, antes de serem comidos no almoço. Mahler quer que ela seja cantada com ingenuidade, ‘sem ironia’.)

O resumo da crítica de John Quinn para a MusicWeb International, que pode ser lida na íntegra aqui, também é reveladora: Perhaps in time I’ll become more attuned to François-Xavier Roth’s energetic way with the first movement. But even if I don’t, this is still a compelling, provocative and stimulating account of Mahler’s Fourth to which I’m certain I shall return in the future. The attractions of hearing Mahler’s music played on instruments of his time are manifold and it seems to me that Roth and his colleagues here offer many insights into the score. Mahler’s Fourth is one of the most popular of his works but perhaps that’s because some listeners – and conductors too – tend to overlook the troubled, unsettling nature of the music and focus instead on the surface charm. There’s little danger of such seduction here, I suggest.

The performance has been recorded in excellent sound. That, allied to the spare textures, allows for a great deal of inner detail to emerge very naturally. The documentation, in French, English and German, is good.

This is a thought-provoking rendition of the Fourth which all Mahlerians should hear.

Richard Fairman também faz uma crítica ‘fair’, no Financial Times: Think of this as a fascinating alternative to the many fine recordings already on the market. It will be interesting to see how Roth and Les Siècles fare if they press on to the more challenging peaks on Mahler’s symphonic journey.

Um artigo mais longo sobre a experiência de gravar a Quarta Sinfonia de Mahler usando instrumentos de época, na famosa Gramophone

A crítica pode ser lida aqui: ‘I absolutely adored this performance.’

François-Xavier ao saber das críticas de sua gravação…

Está esperando o que? Aproveite!

René Denon

Vivaldi (1678 – 1741): Le Quattro Stagioni – Kati Debretzeni e Orchestra of the Age of Enlightenment ֍

Antonio Vivaldi

As Quatro Estações

Kati Debretzeni

Orchestra of the Age of Enlightenment

 

Giunto è la Primavera, e festosetti

La salutan gl’augei con lieto canto

I fonti allo spinzar de zefiretti

Com dolce mormorio scorrono intanto…

É chegada a Primavera e festivamente os pássaros a saúdam com alegres canções… Assim começa o poema que acompanha o Primeiro Concerto da coleção publicada por Antonio Vivaldi em Amsterdã, em 1725, com o justo nome Il cimento dell’armonia e dell’inventione. Os quatro primeiro concertos da coleção ganharam uma identidade própria e Vivaldi, para muitos é o compositor das quatro estações. Nada mais justo.

Eu não ouço esses concertos com frequência, pois diversidade musical é algo essencial para mim, mas sempre que, por essa ou aquela situação, ouço alguma interpretação desses cavalos de batalha do barroco, eu os aprecio.

Assim, não foi diferente no caso desse disco, que ouvi apropriadamente nos primeiros dias desta Primavera em curso, aqui no Brasil.

Kati dando umas dicas para os violinistas da PQP Bach Orchestra…

O nome Kati Debretzeni pode não ser muito conhecido, a menos que você goste de ler a formação das orquestras. Ela assumiu a posição de líder violinista do English Baroque Soloists, sob a regência de Sir John Eliot Gardiner, em 2000. Ela atua em inúmeros grupos musicais que adotam as práticas de instrumentos antigos e, desde 2008, é uma das líderes no conjunto de violinos da Orchetra of the Age of Enlightenment.

Esta gravação foi feita em fevereiro de 2013, em uma igreja nos subúrbios de Londres, e deve ser por isso que os violinos realmente tremem de frio no último concerto. Mas na memória dos músicos estava bem presente as cores, cheiros e lembranças da Primavera!

Antonio Lucio Vivaldi (1678 – 1741)

As Quatro Estações

Concerto No. 1 em mi maior Op. 8 No. 1, RV 269 – La primavera

  1. Allegro
  2. Largo e pianissimo sempre
  3. Danza pastorale: Allegro

Concerto No. 2 em sol menor Op. 8 No. 2, RV 315 – L’estate

  1. Allegro non moto
  2. Adagio – Presto
  3. Presto

Concerto No. 3 em fá maior Op. 8 No. 3, RV 293 – L’autunno

  1. Allegro
  2. Adagio molto
  3. Allegro

Concerto No. 4 in fá menor Op. 8 No. 4, RV 297 – L’inverno

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Kati Debretzeni

Orchestra of the Age of Enlightenment

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In 1986, a group of inquisitive London musicians took a long hard look at that curious institution we call the Orchestra, and decided to start again from scratch. They began by throwing out the rulebook. Put a single conductor in charge? No way. Specialise in repertoire of a particular era? Too restricting. Perfect a work and then move on? Too lazy. The Orchestra of the Age of Enlightenment was born.

Since then, the OAE has shocked, changed and mesmerised the music world.

Period-specific instruments have become just one element of its quest for authenticity. Today the OAE is cherished more than ever. It still pushes for change, and still stands for excellence, diversity and exploration. More than thirty years on, there’s still no orchestra in the world quite like it.

Aproveite!
René Denon

Beethoven (1770–1827): Sinfonias Nos. 5 & 7 – MusicAeterna & Teodor Currentzis ֍

Beethoven (1770–1827): Sinfonias Nos. 5 & 7 – MusicAeterna & Teodor Currentzis ֍

BTHVN

Sinfonias Nos. 5 & 7

MusicAeterna

Teodor Currentzis

 

Impossível imaginar obra musical mais conhecida do que a Quinta Sinfonia de Beethoven. Desde a sua composição e estreia, em 1807, 1808, nenhuma outra obra musical permaneceu mais continuamente nos concertos e, posteriormente, nas gravações das grandes e pequenas orquestras. Nunca saiu de moda, mas suas interpretações sofreram com modismos ao longo do tempo.

Foi uma das primeiras peças que ouvi à exaustão, nos discos da Editora Abril, gravação com Otto Klemperer. Não a versão granítica, com a Philharmonia Orchestra, selo EMI, mas uma mais antiga, como som mais fuleiro, mas tempos mais ágeis. E vieram muitas outras gravações. Algumas mais notáveis, como a do Carlo Maria Giulini regendo a Orquestra de Los Angeles, a inabalável do Carlos Kleiber regendo a Filarmônica de Viena, posteriormente emparelhada com também magnifica gravação da Sétima Sinfonia.

DG e suas lindas capas…

Depois vieram as orquestras com instrumentos de época e a maneira como ouvimos Beethoven não mais seria a mesma. Não consigo deixar de comparar o efeito que o movimento HIP teve na maneira como ouvimos música barroca e clássica à retirada de muitas mãos de verniz que escureciam algumas luminosas pinturas de mestres tais como Rembrandt e Vermeer.

Como o tempo é implacável com tudo e todos, um certo refluxo ocorreu nesse movimento e as grandes orquestras incorporaram as lições do movimento das práticas de época e o fluxo de inúmeras gravações dessas obras continuam a invadir o mercado, agora também pelas plataformas de streaming e pelos audazes blogs de divulgação da boa música. Tanto que há até um certo fastio. Eu, por exemplo, tenho no estoque de possíveis audições a gravação do ciclo das sinfonias do Ludovico na gravação do Yannick Nézet-Séguin regendo a Chamber Orchestra of Europe, mas não me animei para ouvir. Provavelmente usarei o meu tempo para ouvir a gravação do Harnoncourt regendo a mesma orquestra.

Pois então, eu já ouvi essas duas sinfonias muitas vezes e para que uma nova gravação chegue a me tentar, custa. Já estava com esses arquivos em estoque no pen drive há um bom tempo, mas não havia entrado na sintonia de ouvir. Sempre há uma pilha de novidades me tentando e açoitando minha curiosidade que essas obras do repertório mais tradicional ficam um pouco de lado. Pois foi que numa viagem que deveria ser de um ou dois dias, mas que levou bem mais do que isso, para um lugar longe do meu acesso ao enorme arquivo de novidades que o PQP Bach Vault sempre me coloca à disposição que precisei me contentar com o que havia à mão por lá. Foi assim que ouvi o primeiro movimento da Sétima, enquanto caminhava em torno do lago, pois que lá havia um lago. Achei a interpretação arrojada, diferente das que lembrava ter ouvido, talvez por estar caminhando, com as endorfinas fluindo e fiquei ainda mais feliz. No outro dia foi a vez da Quinta Sinfonia e, de novo, a sensação de reencontro, de ‘puxa, por que não ouvi isso antes e mais vezes’…

Você sabe, Beethoven compôs estas obras com a clara intenção de chocar, de impactar os ouvintes, como realmente o fez. E é isso que eu ouvi nestas arrojadas gravações. Você pode ter suas versões preferidas, como as do Gunter Wand, Bernard Haitink, David Zinman, Charles Mackerras, Thomas Adès, especialmente se você, como eu, não liga tanto para o número de acessos no Spotify na hora de escolher o regente das sinfonias, e poderá voltar às essas gravações depois de ouvir estas, com o Teodor Currentzis regendo a MusicAeterna. Aposto que fará indulgências ao meu entusiasmo por elas. Não deixe de ouvi-las, especialmente se for caminhar… leve a Sétima!

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Sinfonia No. 5 em dó menor, Op. 67

  1. Allegro con brio
  2. Andante con moto
  3. Allegro
  4. Allegro

Sinfonia No. 7 em lá maior, Op. 92

  1. Poco sostenuto
  2. Allegretto
  3. Presto
  4. Allegro con brio

MusicAeterna

Teodor Currentzis, regente

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Teodor Currentzis

Veja parte da crítica da BBC Music Magazine, que você poderá ler na íntegra aqui e aqui: Where appropriate, they generate a rapier-like thrust that sweeps aside conventional thinking. It’s an exhilarating helter-skelter ride, which finds Currentzis (as if in full meditative flow) focusing on the music’s emotional narrative with electrifying powers of single- minded concentration.

musicAeterna

Sobre a orquestra: The musicAeterna Orchestra and the musicAeterna Choir are among the most sought-after Russian ensembles, constantly seeking to extend themselves creatively, whether in terms of their historically informed performances, their new interpretations of 19th- and 20th-century works or their premieres of contemporary compositions. Their members hail from 15 countries.

Momento em que Teodor sutilmente encoraja os metais da PQP Bach Orchestra…

Vários Compositores: Murray Perahia – Dois álbuns incomuns! ֍

Vários Compositores: Murray Perahia – Dois álbuns incomuns! ֍

 

 

 

 

 

 

Entre 1973 e 1989 os colecionadores de LPs e, posteriormente CDs, especialmente aqueles que apreciavam música para piano, puderam colecionar uma série de ótimos discos, lançados pelo selo CBS Masterworks e, posteriormente Sony. Eram álbuns trazendo o solista Murray Perahia, que ficava melhor a cada disco, mas sempre em repertório bastante clássico: Schumann, Chopin, Schubert, Mozart (a série de Concertos para Piano, com a ASMF). Havia também Mendelssohn (incluindo os Concertos para Piano) e, um pouco depois, Beethoven. Algumas Sonatas para Piano e a série dos Concertos para Piano, acompanhado pela Orquestra do Concertgebouw, regida por seu titular – Bernard Haitink. Além desses, esporádico Bartók, um Quarteto com Piano de Brahms, com o Quarteto Amadeus, e a dobradinha de Concertos para Piano de Schumann e Grieg. Aqui, a Orquestra da Rádio Bávara regida por Sir Colin Davis.

Este fluxo de belezuras, que seguiria depois com mais outras maravilhas, como o disco das Baladas de Chopin, o das Sonatas para Piano de Mozart, e de algumas tantas parcerias, foi turbilhonado em 1990 e 1991 por dois discos fora da curva – não em qualidade técnica ou beleza sonora, mas sim na escolha do repertório. Em 1990 foi lançado o disco The Aldeburgh Recital, com as Variações em dó menor, de Beethoven, o Carnaval de Viena, de Schumann e … tá dam… Liszt e Rachmaninov. E em 1991, um disco com o Prelúdio, Coral e Fuga, de César Franck e mais Liszt. Muito bem, são estes os discos da postagem.

Depois, o fluxo retomou sua regularidade, com bons discos de parcerias. Aliás, quando se juntava em parceria era sempre de nível excelente – Sir Georg Solti e Radu Lupu, ao piano, acompanhou Dietrich Fischer-Dieskau em uma gravação do Winterreise, o remake do Concerto de Schumann, agora com Claudio Abbado regendo a Berliner Philharmoniker. Aí vieram os discos com música mais antiga. Primeiro o maravilhoso álbum com música de Handel e Scarlatti, depois Bach – Suítes Inglesas, Variações Goldberg, Concertos para Piano, Partitas! Ah, as Partitas! E, para não dizer que tenha deixado de lado os clássicos, um e outro disco de Beethoven (ainda na Sony), o espetacular disco dos Estudos de Chopin e o tremendo disco com música de Brahms – Variações sobre um tema de Handel. Houve a mudança de casa, as Suítes Francesas, de Bach, inaugurando o selo amarelo, e finalmente o disco com a Hammerklavier e a Ao Luar. A qualidade sempre muito alta, mas os hiatos passaram a ser grandes – houve o ferimento no dedo com as complicações que seguiram. Mas essa lengalenga toda é para enfatizar o quanto os dois discos desta postagem são estranhos no ninho. A música de César Franck, Rachmaninov e Liszt não mais voltaram a frequentar os discos de Murray Perahia. Como essas peças foram para aí? A resposta tem a ver com Vladimir Horowitz.

Murray Perahia tinha 17 anos quando Horowitz bateu na porta de sua casa e disse: Poderia falar com o Sr. Perahia? Murray respondeu: Vou chamar meu pai. Não, respondeu Volodya, eu quero falar com Murray Perahia. Eu sou o Sr. Horowitz. O jovem Perahia ainda não havia realmente entendido de quem se tratava. A casa ficava em Nova Iorque, no bairro do Bronx, com muitos judeus. Todo o mundo se chamava Horowitz lá, disse Perahia na entrevista em que contou esta história.

Murray Perahia ainda não havia se decidido completamente pela carreira de pianista e enrolou. Horowitz esperou mais treze anos para finalmente aproximar-se de Murray Perahia, ganhar a sua amizade e tornar-se seu professor. Neste tempo, ele já era famoso e tinha uma carreira estabelecida. Era o pouco que faltava para definitivamente estabelecer Perahia como o pianista especialíssimo que ele tem sido.

Sobre essa experiência, Murray disse: Nós exploramos o piano ‘virtuoso’. Quando se aprende as cores que o piano pode oferecer, se descobre também o escopo do que se pode alcançar ao tocar o piano.

Horowitz lhe disse: Se você quer ser mais do que um virtuoso, primeiro você precisa se tornar um virtuoso!

Creio que esses dois discos são resultado dessa experiência, de chegar lá e depois ir além…

The Aldeburgh Recital

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

32 Variações para piano em dó menor, WoO 80

Robert Schumann (1810 – 1856)

Carnaval de Viena, Op. 26

Franz Liszt (1811 – 1886)

Rapsódia Húngara No. 12

Consolação No. 3

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943)

Etude-Tableaux Op. 33, No. 2 em dó maior

Etude-Tableaux Op. 39, No. 5 em mi bemol menor

Etude-Tableaux Op. 39, No. 6 em lá menor

Etude-Tableaux Op. 39, No. 9 em ré maior

Murray Perahia, piano

Faixas Extras

Consolação No. 3

(do álbum Horowitz em Moscou)

Etude-Tableaux Op. 33, No. 2 em dó maior

Etude-Tableaux Op. 39, No. 5 em mi bemol maior

Etude-Tableaux Op. 39, No. 5 em mi bemol menor

Etude-Tableaux Op. 39, No. 9 em ré maior

(do Álbum Horowitz plays Rachmaninov & Liszt)

Vladimir Horowitz, piano

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Volodya avistando a turma do PQP Bach na plateia de um de seus concertos…

Murray Perahia plays Franck & Liszt

César Franck (1822 – 1890)

Prelúdio, Coral e Fuga

Franz Liszt (1811 – 1886)

Valsa Mefisto No. 1

Soneto No. 104 de Petrarca (Anos de Peregrinação – Itália)

Estudo de Concerto No. 1 ‘Waldesrauschen’

Estudo de Concerto No. 2 ‘Gnomenreigen’

À Beira de Uma Fonte (Anos de Peregrinação – Suíça)

Rapsódia Espanhola

Murray Perahia, piano

Extra:

Valsa Mefisto No. 1

(do álbum Horowitz em Moscou)

Soneto No. 104 de Petrarca (Anos de Peregrinação – Itália)

(do álbum Horowitz plays Liszt)

Vladimir Horowitz, piano

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De uma entrevista dada à Bruce Duffie:

BD:    Do you play differently for the microphone than you do for a live audience?

MP:    I think yes.  There’s an excitement that goes into a live concert that’s very hard to capture in a recording.  Sometimes it works; sometimes it goes.  It’s not to say that it’s impossible, but I do find that it’s different to play for an audience.

Vivaldi (1678 – 1741): L’estro armonico, Op. 3 – Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini ֍

Vivaldi (1678 – 1741): L’estro armonico, Op. 3 – Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini ֍

VIVALDI

L’estro armonico, Op. 3

(mais os arranjos de Bach)

Concerto Italiano

Rinaldo Alessandrini

Antonio Vivaldi é mais conhecido pelos quatro primeiros concertos de seu Opus 8, Il cimento dell’armonia e dell’inventione, chamados ‘As Quatro Estações’. Mas, o primeiro conjunto de concertos de sua autoria a ser publicado em Amsterdam, em 1771, foi seu Opus 3, L’estro armonico – um conjunto com quatro concertos para um violino, quatro para dois violinos e quatro para quatro violinos.

Vivaldi foi um mestre da propaganda, nomeando maravilhosamente suas publicações. Il cimento dell’armonia e dell’inventione pode ser traduzido como A mistura amalgamada da harmonia e da invenção e L’estro armonico, algo como O fantástico espírito criativo e a harmonia

Rinaldo Alessandrini

O regente e cravista desta maravilhosa gravação da postagem explica em uma entrevista o sentido da palavra: ‘Estro is an attitude. You could translate it as a combination of fantasy and skill. In Italian, to be estroso is to be someone who has imaginative ideas, and lots of them’. Arriscando uma tradução: ‘Estro é uma atitude (essa parte foi mole…). Você poderia traduzir esta palavra como uma combinação de fantasia e habilidade. Em italiano, ser estroso é ser alguém com ideias imaginativas, muitas delas’.  Ah, no Dicionário de Palavras Cruzadas, estro significa ‘veia artística’!!

Este conjunto de concertos chamou a atenção do mundo musical da época para a inventividade do padre e, em especial, a atenção de Johann Sebastian Bach, que além de genial, estava muito atento ao que acontecia ao seu redor. Ele tanto estudou e provavelmente interpretou estes concertos que arranjou seis deles em diferentes combinações de instrumentos. Três concertos para um violino foram transcritos para cravo solo, dois concertos para dois violinos (um deles também um violoncelo) foram transcritos para órgão e o mais espetacular deles, para quatro violinos, foi transcrito para quatro cravos e cordas.

Esta gravação, além de nos apresentar os concertos de Vivaldi em uma estrosa gravação com instrumentos de época e com um instrumento para cada parte, também traz as transcrições feitas por Bach, em seguida de cada um dos respectivos concertos originais de Vivaldi.

Sobre a inventividade que o padre veneziano exibiu na composição destes maravilhosos concertos, veja o que o Alessandrini disse: ‘All these ideas coming one after another creates a suspense – nobody can say what’s coming in the next bar’. (Todas essas ideias surgindo uma após a outra cria um suspense – ninguém consegue dizer o que virá na próxima barra’.)

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

L’estro armonico, Op. 3

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Seis concertos para diferentes combinações de instrumentos

Vivaldi – Concerto No.1 para quatro violinos em ré maior RV 549

Vivaldi – Concerto No.2 para dois violinos em sol menor RV 578

Vivaldi – Concerto No.3 para violino em sol maior RV 310

Bach – Concerto cravo solo em fá maior BWV 978 (arranjo do Concerto RV 310)

Vivaldi – Concerto No.10 para quatro violinos em si menor RV 580

Bach – Concerto para quatro cravos lá menor BWV 1065 (arranjo do Concerto RV 580)

Vivaldi – Concerto No.11 para dois violinos e violoncelo em ré menor RV 565

Bach Concertor para orgão (solo) em ré menor BWV 596 (arranjo do Concerto RV 565)

Vivaldi – Concerto No.12 para violino em mi maior RV 265

Bach – Concerto cravo solo BWV 976 em dó maior (arranjo do Concerto RV 265)

Vivaldi – Concerto No.4 para quatro violinos em mi menor RV 550

Vivaldi – Concerto No.5 para dois violinos em lá maior RV 519

Vivaldi – Concerto No.6 para violino em lá menor RV 356

Vivaldi – Concerto No.7 para quatro violinos em fá maior RV 567

Vivaldi – Concerto No.8 para dois violinos em lá menor RV 522

Bach – Concerto para orgão (solo) em lá menor BWV 593 (arranjo do Concerto RV 522)

Vivaldi – Concerto No.9 para violino em ré maior RV 230

Bach – Concerto para cravo solo em ré maior BWV 972 (arranjo do Concerto RV 230)

Andrea Buccarella,

Salvatore Carchiollo,

Ignazio Schifani, cravos

Lorenzo Ghielmi, órgão

Concerto Italiano

Rinaldo Alessandrini, cravo e regência

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Alessandrini de olho no número de acessos da postagem…

Sobre o conjunto, os solistas e a gravação, a crítica na Gramophone não poupa elogios: ‘I can’t remember when I last enjoyed a Vivaldi album as much as this’.

Having previously tackled Vivaldi’s operas, a vibrant sense of theatre clings to Alessandrini’s every interpretative decision; and while he’s typically all over the detail, he never loses sight of how movements relate to one another. BBC Music Magazine

Of particular note is the organ playing by Lorenzo Ghielmi, who has a great knack for picking vibrant registrations, and the lovely integrated harpsichord playing by Alessandrini, Andrea Buccarella, Salvatore Carchiolo, and Iganzio Schifani. All in all, this set of discs ranks right up among the best renditions of the concertos. Fanfare

Aproveite, este é ‘papa fina’!

.: interlúdio :. Raphael Rabello & Dino 7 Cordas – Vibrações (Jacob & Época de Ouro) ֍

.: interlúdio :. Raphael Rabello & Dino 7 Cordas – Vibrações (Jacob & Época de Ouro) ֍

 

 

Raphael Rabello & Dino 7 Cordas

 

 

 

 

Vibrações

Jacob do Bandolim

Época de Ouro

 

Postagem dupla com (o melhor da) música brasileira! Uma pergunta irrespondível: o que é música brasileira? Ah, mas é música que pode ser reconhecida imediatamente, isso sim! Uma frase que pesquei por aí: ‘Rica em sonoridade, criatividade e elementos rítmicos, a música brasileira talvez seja uma das mais conhecidas no exterior’.

Gosto do ‘talvez seja’. Mostra um certo cuidado, pois que não precisamos ser arrogantes nem ultra categóricos. E do fim da frase: uma das mais conhecidas no exterior… Para quem sofre de complexo de vira-lata, a afirmação que vem do ‘exterior’ é imediatamente acatada. Considerações assim agora deixadas de lado, vamos à postagem!

Adorei esse disco do Raphael Rabello e Dino Sete Cordas,  tanto que decidi postá-lo. Na busca sobre mais informação para essas mal traçadas linhas, descobri que em 31 de outubro deste ano (2022), Raphael faria sessenta anos! Pois ele que se revelou um virtuose ainda muitíssimo jovem e teve de Herondino José da Silva, o Dino Sete Cordas, uma grande influência. Foi por isso que iniciou sua carreira musical tocando este instrumento. Assim, o primeiro disco da postagem é um encontro do aluno e do mestre, mas de certa forma é o encontro de dois mestres. O disco é uma pérola e precisa ser reconhecido.

Dino experimentando um violão de 7½ cordas do acervo do PQP Bach do bairro Santo Cristo, no Rio de Janeiro

Buscando informações sobre ele encontrei muitas louvações no Amazon e uma resenha interessante da qual ouso transcrever um pedacinho: Reza a lenda que o Raphael, com 10 anos de idade, teria escutado o Vibrações até o disco ficar imprestável, tentando imitar tudo o que o Dino fazia. Reza a lenda que o Raphael imitava até os óculos e o jeito de se vestir do Dino. Reza a lenda que o Dino inclinava o violão quando fazia uma baixaria pra o Raphael não ver.

Jonas, César, Carlinhos, Dino e Jacob

Daí a motivação para a segunda postagem: o clássico Vibrações! Baixei do You Tube, para começar, e mandei vir o disco pelo Mercado Livre – tudo usando nosso riquíssimo orçamento do PQP Bach! E está aí, outro disco maravilhoso! A faixa ‘Lamento’ está tocando exatamente agora! Jacob Pick Bittencourt, o Jacob do Bandolim, era famoso e foi inovador acrescentando algumas novidades ao Choro. Esse disco tem a primeira formação do conjunto Época de Ouro e foi gravado em 1967, pouco tempo antes da morte de Jacob. Os integrantes do conjunto eram: Dino Sete Cordas (Horondino José da Silva), tocando violão de sete cordas (😉), César Faria (Benedito Cesar Ramos de Faria) e Carlos Leite (Carlos Fernandes de Carvalho Leite), nos violões, Jonas Silva (Jonas Pereira da Silva), no cavaquinho, Gilberto d’Ávila, no pandeiro, e Jorginho (Jorge José da Silva), ritmista. César Faria é pai do Paulinho da Viola!

Sobre a música, basta ouvi-la e desfrutar! E se puder, divulgue! É muito boa para ficar esquecida…

Raphael Rabello & Dino 7 Cordas

  1. Conversa De Botequim (Noel Rosa e Vadico)
  1. Jongo (João Pernambuco)
  1. Escovado (Ernesto Nazareth)
  1. Alma De Violinos (Lamartine Babo e Alcyr Pires Vermelho)
  1. “1 X 0” (Um A Zero) (Pixinguinha e Benedito Lacerda)
  1. Odeon (Ernesto Nazareth e Hubaldo)
  1. Sons De Carrilhões (João Pernambuco)
  1. Segura Ele (Pixinguinha e Benedito Lacerda)
  1. Desvairada (Garoto)
  1. Graúna (João Pernambuco)
  1. Sonho De Magia (João Pernambuco)

Raphael Rabello, violão

Herondino José da Silva (Dino Sete Cordas), violão 7 cordas

Nas faixas Segura Ele, Conversa de Botequim, Graúna e 1 x 0, participação especial de Jorginho do Pandeiro, Neco do Cavaquinho e Celso Silva, na cacheta, tamborim, agogô e reco-reco

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MP3 | 320 KBPS | 90 MB

Vibrações

  1. Vibrações (Jacob Bittencourt)
  1. Receitas de Samba (Jacob Bittencourt)
  1. Ingênuo (Benedito Lacerda & Pixinguinha)
  1. Pérolas (Jacob Bittencourt)
  1. Assim Mesmo (Luiz Americano)
  1. Fidalga (Ernesto Nazareth)
  1. Lamento (Pixinguinha)
  1. Murmurando (Fon-Fon)
  1. Cadência (Joventino Maciel)
  1. Floraux (Ernesto Nazareth)
  1. Brejeiro (Ernesto Nazareth)
  1. Vesper (Ernesto Nazareth)

Jonas Pereira da Silva, cavaquinho

Carlos Fernandes de Carvalho Leite,

Benedito Cesar Ramos de Faria,

Horondino José da Silva, violões

Jacob Pick Bittencourt, bandolim

Gilberto d’Avila, pandeiro

Jorge José da Silva, percussão

Quizz: Who is who?

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FLAC |231 MB

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MP3 | 320 KBPS | 97 MB

Sobre o primeiro disco, de um entusiasta, no Amazon: Listen to the great contrapuntal back-and-forth. On your first few times through, you’ll be blown away by Raphael’s technique, but when you’ve listened to it twenty times you’ll keep listening to hear how Dino plays the 7 string. Wonderful music. ‘Must have’ for any guitar player.

Sobre o outro disco, veja aqui, aqui e aqui!

Aproveite (muito)!

René Denon

O fotógrafo do PQP Bach conseguiu uma brechinha durante a gravação do clássico Vibrações!

Debussy (1862 – 1918): Préludes – Steven Osborne – Michel Beroff – Ivan Ilic – Pierre-Laurent Aimard – Melvin Tan – Yukio Yokoyama ֍ #DEBUSSY160

Debussy (1862 – 1918): Préludes – Steven Osborne – Michel Beroff – Ivan Ilic – Pierre-Laurent Aimard – Melvin Tan – Yukio Yokoyama ֍ #DEBUSSY160

 

Debussy

Préludes

Osborne – Beroff – Ilic

Aimard – Tan – Yokoyama

 

Eu gosto imensamente dos Prelúdios, as peças de Debussy que eu mais ouço. Procuro ouvir a cada gravação que cruza o meu caminho – a curiosidade nos faz agir de modos estranhos. Umas são notáveis, outras apenas interessantes. Com o passar do tempo, acumulei um bocado delas e nesses dias de #DEBUSSY160, andei revisitando meu acervo e selecionei estas gravações para mais uma postagem…

Steven Osborne – Se me torcessem o braço para escolher uma única gravação para viver daqui para frente, poderia ser essa! Não, silly, calma, é apenas retórica, que aqui no PQP Bach vivemos um ambiente de plena liberdade, até ouvir Berlioz e Rachmaninov pode, só não relatem ao boss! Steven Osborne é um virtuose capaz de tocar ‘quaquer coisa’, o que pode ser um pouco perigoso em certos repertórios. Aqui, com a produção da Hyperion, assim como no seu outro disco com música de Debussy, ele acertou em cheio! Veja o que o Penguin Guide disse: Even in a crowded Debussy catalogue where competition is abundant, Steven Osborne is an artist to be reckoned with. He has a real feeling for keyboard colour, a keen imagination and na effortless technique. A very well-balanced recording from the Henry Wood Hall. E eu acrescento que a produção é de Andrew Keener!

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MP3 | 320 KBPS | 188 MB

Veja esta postagem aqui:

Claude Debussy (1860 – 1911) • ∾ • Peças para Piano • ∾ • Steven Osborne ֍

Michel Béroff – Estas gravações são de 1977, quando o pianista era bastante jovem. Temos uma abordagem mais impetuosa do que a média, digamos assim. Veja o que nos disse um crítico: Beroff’s playing is very masculine with huge dynamic range and pushing technical boundaries, and yet artistically and aesthetically very mature. He also possesses keenest sense for tonal colouring and delicacy (listen to Preludes Book 1&2). I do not agree with his judgment of tempo in Clair de lune (played too fast) and in some other slower pieces, but this set is by far the most satisfying complete set for me and stands repeated listening.

A crítica trata de um conjunto de gravações que incluem outras peças, como os Estudos, que aparecerão em outras postagens, por esses dias. Atenção, portanto!

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MP3 | 320 KBPS | 166 MB

Ivan Ilic – Ouvi esta gravação dos Prelúdios há pouco tempo e fiquei muito bem impressionado. O virtuosismo e precisão assim como a gravação me chamaram logo a atenção. Outra coisa a observar é a ordem que ele escolheu para apresentar os Prelúdios, diferente da usual. Quando estamos esperando um prelúdio, surge outro… Veja algumas críticas ao disco, que é de 2008: Ilic can join the best exponents of these evocative and sound-conscious pieces. He plays with admirable poise and clearly relishes both the evocative and expressive powers within each one. He also commands a wide range of colour and dynamics, both essential to painting pictures…There is no shortage of imagination in Ilic s playing but he doesn t overdo the imagery or the potential for sentimentality; nor does he force the more dramatic numbers and his articulation (as throughout) is impressive…Ilic brings individuality to his task that makes for persuasive listening and this is a release that I am pleased to have and recommend. –Classical Source, UK, August 6th 2008

There is much in American pianist Ivan Ilic’s performances of Debussy’s Book 1 and 2 Preludes to draw fresh responses from such well-known works. The clarity in his playing, and minimal use of pedal, gives sharp definition where others prefer a more reverberant haze…[in] character pieces [such] as General Lavine eccentric, Ilic’s personality is at its most decisive. –The Scotsman, UK, August 29th 2008

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MP3 | 320 KBPS | 177 MB

Pierre-Laurent Aimard – é um pianista francês que estudou com Yvonne Lorid e Maria Curcio. Ganho primeiro prêmio no Olivier Messiaen Competition e foi membro fundador do Ensemble InterContemporain, a convite de Pierre Boulez. Como pianista se dedica à música mais atual. Apesar disso, também gravou música mais antiga, como os Concertos para Piano de Beethoven, a convite de Harnoncourt, assim como a Arte da Fuga, de Bach. Suas interpretações dessas obras tem um olhar mais moderno, um viés mais racional, por assim dizer. Pois foi esse aspecto que me levou a ouvir suas interpretações da música de Debussy e de incluir suas gravações dos Prelúdios nesta postagem. Aqui temos trechos [positivos] de duas críticas sobre elas: As you’d expect, Aimard’s accounts of the 24 pieces are technically impeccable, whether articulating every rhythmic detail in La Danse de Puck, or perfectly layering the chordal accumulations of La Cathédrale Engloutie, but there is something matter of fact about it all, a lack of character and colour, and certainly very little humour, whether in La Sérénade Interrompue or Hommage à S Pickwick Esq. The Guardian

For him [Aimard], Debussy must always be allowed his own voice and few performances on record have proceeded with so little impediment or with greater transparency and lucidity. DG’s sound is of demonstration quality… Gramophone

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MP3 | 320 KBPS | 183 MB

Melvin Tan – nasceu em Singapura, mas ainda muito jovem mudou-se para a Inglaterra para estudar piano, primeiro na Yehudi Menuhin School e, depois, no Royal College of Music. Durante seus estudos, interessou-se pelo cravo e por instrumentos antigos, como o pianoforte. Com este instrumento fez conhecidas gravações dos Concertos para Piano de Beethoven, assim como algumas das sonatas e alguns Concertos para Piano de Mozart. Foi, portanto, com alguma surpresa que conheci estas suas gravações dos Prelúdios de Debussy usando um moderno (grand) piano. E concordo plenamente com o que o Penguin Guide diz sobre elas: The intelligence and sensitivity that made his fortepiano playing so vivid and alive are well in evidence here, and his Debussy has refinement and imagination that will not disapoint his many admirers.

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Yukio Yokoyama – é um destes talentos que se revelam na mais tenra infância. Começou seus estudos no Japão e em 1986 foi estudar no Conservatório de Paris com bolsa do governo francês. Estudou com Jacques Rouvier e Vlado Perlemuter. Ganhou muitos prêmios internacionais e é um pianista fenomenal. Ficou famoso por interpretar em concertos ao longo de um período de dez meses não só todas as sonatas para piano de Beethoven como também todas as variações e as bagatelas. Eu já tenho ouvido seu disco com os Prelúdios de Debussy muitas vezes nesses últimos dois ou três anos e convido você a fazer o mesmo…

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MP3 | 320 KBPS | 175 MB

A essa coleção, acrescente as ótimas gravações disponíveis na postagem das Integrais da Obra para Piano de Debussy, com os pianistas François Chaplin, François-Joel Thiollier, Jean-Efflam Bavouzet, Jean-Yves Thibaudet, Martino Tirimo, Noriko Ogawa e Théodore Paraskivesko!

Aproveite!

René Denon

Debussy pronto para ir ao rega-bofes preparado para ele pelo pessoal do PQP Bach…

Debussy (1862 – 1918): Integral da Obra para Piano – François Chaplin – Jean-Efflam Bavouzet – Jean-Yves Thibaudet – François-Joel Thiollier – Martino Tirimo – Noriko Ogawa – Théodore Paraskivesko ֍ #DEBUSSY160

Debussy (1862 – 1918): Integral da Obra para Piano – François Chaplin – Jean-Efflam Bavouzet – Jean-Yves Thibaudet – François-Joel Thiollier – Martino Tirimo – Noriko Ogawa – Théodore Paraskivesko ֍ #DEBUSSY160

A obra para piano de Claude Debussy é inovadora, belíssima e não é imensa. É uma tentação para os pianistas e gravadoras colocá-la toda em um conjunto de quatro a cinco discos – L’integrale de l’oeuvre pour piano!

Talvez o primeiro pianista a fazer isso tenha sido Walter Gieseking, mas muitos outros fizeram isso depois dele e certamente continuarão a fazê-lo.

Eu acho fascinante poder ouvir toda essa obra, uma maravilhosa coleção, em um período relativamente curto de tempo… O desenvolvimento de um compositor genial todo colocado ao seu dispor em, digamos, uma semana?

Alguns pianistas vão um pouco além e incluem todas as pecinhas, mesmo as de juventude, ou as versões para piano desta ou daquela obra para outro tipo de combinação de instrumentos, fazendo com que um quinto disco (ou mesmo um sexto) seja acrescentado ao usual conjunto de quatro discos.

Mas, quais são as obras que fazem o núcleo destas coleções? Há peças isoladas e algumas coleções – conjuntos, trípticos ou suítes. Vamos fazer uma lista dessas que você não pode perder, facilitando assim um pouco a sua navegação pelos arquivos da postagem.

Peças avulsas:

Rêverie (1890)
Deux arabesques (1890-1)
L’isle joyeuse (1903 – 04)
… d’un cahier d’esquisses (1903)
Hommage à Haydn (1909)
La plus que lente (1910)
Berceuse héroïque (1914)
Page d’album e Élégie (1915)

Conjuntos de Peças:

Images (oubliées) (1894)

Pour le piano (1894-1901)

Suite bergamasque (1890-1905)

Images I (1901-1905)

Estampes (1903)

Images II (1907)

Children’s Corner (1906-1908)

Préludes Livre I (1910) – Livre II (1913)

La Boîte a joujoux (1913)

Études (1915)

Há outras peças, mas esse é o mapa ao qual você poderá recorrer para navegar nas sete integrais que escolhi para a postagem. Afinal, é mês do aniversário de 160 anos do Claude!

Das peças avulsas, a maior e (talvez) a primeira a apresentar as características que distinguem as inovações de Debussy é L’isle joyeuse.

Entre as coleções, certamente se destacam as Images, Estampes, Préludes e Études. Esta última coleção, de um período difícil da vida de Debussy, é um resultado de sua amizade com o seu editor, Jacques Durand, que o encarregou de uma nova edição da obra de Chopin. Essa atividade o inspirou para produzir seus próprios estudos, cujo conjunto é, para muitos, sua mais completa obra-prima.

Aproveito para lhe fazer um convite: na medida em que for ouvindo as peças, faça um esforço para expandir seus interesses culturais além da música. Este pode ser um aspecto do legado que nos foi deixado por Debussy, que tinha enorme interesse nas outras artes, das quais tirava muitas inspirações. Pintura, escultura, poesia… as pistas estão em todas as partes. Tente fazer o percurso inverso enquanto desfruta deste maravilhoso mundo sonoro.

Vamos às nossas coleções.

  • François Chaplin – Uma das mais completas, teve seus discos gravados pela Disques Pierre Verany (Arion) ao longo dos anos 2000 até 2007. Como a gravadora e o pianista são franceses, temos certeza que o sotaque está correto. Além disso, as revistas francesas especializadas em música, como a Diapason, receberam muito bem os lançamentos, na medida em que iam saindo. O sexto disco é um apêndice e traz textos de Debussy (que escrevia sobre música com o pseudônimo de Monsieur Croche) recitados por Jean Piat, que são ilustrados musicalmente por François Chaplin.

Volume 1

[1-3] Estampes

[4-9] Children´s Corner

[10] The little negro

[11-13] Images I

[14-15] Deux Images oubliées

[16-18] Pour le piano

Volume 2

[1-12] Préludes, livre I

[13] Danse

[14] Morceau de concurs

[15] Danse bohémienne

[16] Masques

[17] L’isle joyeuse

Volume 3

[1-12] Préludes, livre I

[13-16] Suite bergamasque

[17-18] Aranesques

Volume 4

[1] Rêverie

[2] D’un cahier d’esquisses

[3-5] Images II

[6] Hommage à Haydn

[7] La plus que lente

[8-13] Epigraphes antiques

[14] Berceuse heroïque

[15] Page d’album

[16] Élégie

[17] Les soirs illuminés par l’ardeur du charbon

Volume 5

[1-12] Études

[13] Ballade

[14] Mazurka

[15] Nocturne

[16] Valse romantique

François Chaplin, piano

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  • François-Joel Thiollier – Viva a Naxos! Cinco lindos discos, em particular o disco com os prelúdios, muito bem gravados e lançados entre 1994 e 1997. O pianista Fançois-Joel Thiollier já havia provado seu valor com alguns discos (incluindo a integral da obra para piano) de Ravel. Na época de seu lançamento os concorrentes eram peso-pesado, como o excelente Zoltan Kocsis, mas Thiollier oferecia uma ótima opção, como você poderá ouvir aqui. Veja o que a American Record Guide disse: Thiollier plays it beautifully…it was a real treat to hear this warm, sweet piano tone emerge out of complete silence.

Volume 1

[1-4] Suite Bergamasque

[5] Nocturne

[6] Danse bohemienne

[7] Rêverie

[8] Mazurka

[9-10] Deux arabesques, L. 66

[11] Valse romantique (L. 71)

[12] Ballade

[13] Danse – Tarantelle styrienne

[14-16] Pour le piano

Volume 2

[1] Le petit nègre

[2-7] Children’s Corner

[8-11] La Boite A Joujoux

[12-17] 6 Epigraphes antiques

Volume 3

[1-3] Images pour piano I

[4-6] Images pour piano II

[7-9] Estampes

[10-12] Images oubliées

[13] La plus que lente

[14] L’isle joyeuse

Volume 4

[1-24] Préludes

Volume 5

[1-12] Études

[13] D’un cahier d’esquisses

[14] Hommage à Haydn

[15] Élégie, L138

[16] Morceau de concours

[17] Page d’album: Pièce pour l’oeuvre du ‘Vêtement du blessé’

[18] Berceuse héroïque

[19] Masques

Francois-Joel Thiollier, piano

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  • Jean-Efflam Bavouzet – Aqui temos mais um pianista francês, mas a produção é do selo Chandos que é inglês. Nesta coleção a integral de divide em cinco discos, mas o quinto contém três balés… Além disso, este conjunto já frequentou as páginas do blog antes, quando foi postada pelo nosso colaborador-raiz, FDP Bach. Esta talvez seja a integral mais ‘completa’ que reúne qualidades artísticas e técnicas que a colocam na preferência de muitas pessoas. Eu sou bastante reticente e desgosto um pouco das comparações, especialmente em se tratando de gravações musicais. Veja, cada gravação traz em si uma longa história e há muitos aspectos que podem ser apreciados, mas levei em consideração a qualidade global deste item para trazê-lo novamente em uma postagem.

Volume 1

[1-24] Préludes

[25] Les soirs illuminés par l’ardeur du charbon

Volume 2

[1] Ballade

[2] Valse romantique

[3] Danse (Tarantelle styrienne)

[4-6] Images (oubliées)

[7-9] Estampes

[10-12] Pour le piano

[13] Masques

[14] L’isle joyeuse

[15] …D’un cahier d’esquisses

Volume 3

[1] Nocturne

[2-5] Suite bergamasque

[6] Danse bohémienne

[7-8] Arabesques

[9] Rêverie

[10] Mazurka

[11-16] Children’s Corner

[17] Hommage à Haydn

[18] Morceau de Concours

[19] La plus que lente

[20] The little nigar

[21] Page d’album

[22] Berceuse héroïque

[23] Élégie

Volume 4

[1-3] Images I

[4-6] Images II

[7-19] Études (incluíndo o Étude retrouvée)

Volume 5

[1-8] Khamma (Légende dansée)

[9-18] Jeux (Poème dansé)

[19-22] La Boîte à joujoux (Ballet pour enfants)

Jean-Efflam Bavouzet, piano

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MP3 | 320 KBPS | 830 MB

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  • Jean-Yves Thibaudet – Ooppss… mais um pianista francês com selo inglês. Esta gravação é mais antiga do que a anterior, lançamentos entre 1996 e 2000, mas é espetacular, do ponto de vista técnico e tem a qualidade de colocar tudo (?) em quatro discos. Veja como o Penguin Guide fala bem dele (pelo menos dos dois primeiros discos): Beautifully recorded, […] looks set to take first place in a competitive field. The Préludes are among the finest in record. Sobre a gravação dos Prelúdios: Always a crisp and articulate pianist, Thibaudet´s Préludes display greater freedom and imagination than is sometimes the case with him.

Volume 1

[1-12] Préludes I

[13-15] Estampes

[16-17] Arabesques

[18] Rêverie

[19] Masques

[20] L’isle joyeuse

Volume 2

[1-12] Préludes II

[13] …D’un cahier d’esquisses

[14] Morceau de Concours

[15] Danse bohémienne

[16] Nocturne

[17-18] Deux Images (oubliées)

[19-21] Pour le piano

Volume 3

[1-3] Images I

[4-6] Images II

[7] Le petit negre

[8-13] Children’s Corner

[14] La plus que lente

[15] Valse romantique

[16] Ballade

[17] Danse (Tarantelle styrienne)

[18] Mazurka

Volume 4

[1-4] Suite bergamasque

[5] Hommage à Haydn

[6] Élégie

[7] Berceuse héroïque

[8] Page d’album

[9-20] Études

[21] Étude retrouvée

Jean-Yves Thibaudet, piano

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MP3 | 320 KBPS | 720 MB

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  • Martino Tirimo é cipriota, pianista desde a mais tenra idade, estudou em Londres e Viena. Ganhou muitos prêmios e é ótimo pianista. Tem gravações de (todas) as peças solo para piano de Beethoven, de Schubert, mas essa coleção de quatro CDs com a obra para piano de Debussy é o que eu mais ouvi dele e é ótima. Foi gravada entre 1988 e 1991 para o selo inglês Carlton Classics e já teve várias novas edições. Veja o que o Jed Distler, da Classics Today,  disse: For starters, Tirimo’s warm, beautifully nuanced sonority and the alluring resonance of the Rosslyn Hill Chapel in Hampstead mesh in a way that evokes the composer’s “piano without hammers” ideal without sacrificing rhythmic backbone. Tirimo’s strong rhythm and care with scaling dynamics factors into this impression. Sobre a gravação dos Prelúdios, o Penguin Guide disse: Complete on one super-baigain CD, Tirimo’s set offers excellent value, his sensitive playing enhanced by fine digital sound. Por um ano de minha vida, este disco (Prelúdios) foi o que eu mais ouvi da música para piano de Debussy e esta coleção é especial para mim.

Volume 1

[1-12] Études

[13-15] Estampes

[16] L’isle joyeuse

Volume 2

[1-24] Préludes

Volume 3

[1-4] Suite bergamasque

[5-6] Deux Images (oubliées)

[7] Rêverie

[8] Danse (Tarantelle styrienne)

[9-10] Arabesques

[11] Ballade

[12] Valse romantique

[13] Nocturne

[14] Danse bohémienne

[15-17] Pour le piano

Volume 4

[1-3] Images I

[4-6] Images II

[7] Berceuse héroïque

[8] Mazurka

[9] La plus que lente

[10] Masques

[11] Élégie

[12] The little negro

[13] Page d’album

[14] Morceau de concours

[15] Hommage à Haydn

[16] …D’un cahier d’esquisses

[17-22] Chisldren’s Corner

Martino Tirimo

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MP3 | 320 KBPS | 699 MB

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  • Noriko Ogawa estudou no Tokyo College of Music e na Julliard School, em Nova Iorque. Ganhou em 1987 o prestigioso Leeds International Piano Competition, o que definitivamente impulsionou sua carreira de pianista internacional. Esta coleção de seis discos com a obra completa para piano, de Debussy, gravada pelo excelente selo (ótimo som) BIS entre 2001 e 2011, certamente mostra que não é necessário nascer em solo francês para falar esse idioma musical. A Gramophone disse o seguinte sobre o segundo disco da série: We have had to wait some time for volume 2 of Noriko Ogawa’s Debussy cycle on BIS, but the wait is made gloriously worthwhile. Every bar of these new performances confirm Ogawa as a most elegant, scrupulously sensitive interpreter of ‘music like a dream from which one draws away the veil’ (Debussy). O Penguin Guide  afirma que ela é ‘a superb interpreter of this repertoire’.

CD1

[1-2] Arabesques

[3] Danse, “Tarantelle styrienne”

[4] Ballade

[5] Valse romantique

[6] Rêverie

[7-10] Suite bergamasque

[11] Mazurka

[12] Nocturne

[13.] Danse bohemienne

[14-16] Pour le piano

CD2

[1-3] Images, Book 1

[4-6] Images, Book 2

[7-9] Images oubliees

[10-12] Estampes

[13] Masques

[14] L’isle joyeuse

CD3

[1-12] Preludes, Book

[13] …D’un cahier d’esquisses

[14] Morceau de concours

[15] Hommage a Haydn

[16] The Little Nigar

[17-22] Children’s Corner

[23] La plus que lente

CD4

[1-12] Preludes, Book 2

[13] Berceuse heroique

[14] Page d’album, “Piece pour le Vetement du blesse”

[15] Élégie

[16-19] La boite a joujoux (version for piano)

CD5

[1-12] Études

[13] Étude retrouvée

[14] Intermede (arr. of Piano Trio No. 1: II. Scherzo-Intermezzo)

[15-20] Epigraphes antiques (version for solo piano)

[21] Les soirs illumines par l’ardeur du charbon

CD6

[1] Fugue pour le concours de fugue (1881) (arr. N. Ogawa for piano)

[2] Fugue pour le concours de fugue (1882) (arr. N. Ogawa for piano)

[3] Fugue pour le concours de fugue (1883) (arr. N. Ogawa for piano)

[4] Fugue pour le concours d’essai, Prix de Rome Competition (1882) (arr. N. Ogawa for piano)

[5] Fugue pour le concours d’essai, Prix de Rome Competition (incomplete) (1883) (arr. N. Ogawa for piano)

[6-8] Fantaisie

Noriko Ogawa, piano

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MP3 | 320 KBPS | 1 GB

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  • Théodore Paraskivesko nasceu na Romênia, mas naturalizou-se francês. Estudou com Magda Tagliaferro, Yvonne Lefébure e Nadia Boulanger. Faz assim uma ponte entre a tradição de pianistas franceses mais próximos ao tempo de Debussy com esta geração representada pelos outros pianistas. Nova geração, mas não exatamente novíssima… Estas gravações foram feitas entre 1976 e 1980, e as conheci já em CDs, lançados pelo selo Calliope. Ela muito contribuiu para meu enorme interesse e admiração pela obra para piano de Debussy.

Volume 1

[1-24] Préludes Images Premier Livre

Volume 2

[1-3] Images I

[4-6] Images II

[7] Berceuse Héroïque

[8-13] Children’s Corner

Volume 3

[1-3] Pour Le Piano

[4-6] Estampes

[7-10] Suite Bergamasque

[11] Nocturne

[12-17] Six Epigraphes Antiques

Théodore Paraskivesco

Volume 4

[1-2] Arabesques

[3] La Plus Que Lente

[4] Le Petit Nègre

[5] L’isle Joyeuse

[6-17] Douze Études

Théodore Paraskivesco, piano

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MP3 | 320 KBPS | 651 MB

384

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Com tantas comemorações, Claude precisou descansar e relaxar um pouquinho…

Tenho feito um esforço de virtualmente sempre disponibilizar arquivos flac e mp3 em minhas postagens, mas considerando o volume de informação desta particular postagem, optei por disponibilizar apenas os arquivos mp3. Espero contar com a compreensão daqueles que preferem os arquivos flac, mas tenho certeza que a qualidade dos arquivos disponibilizados não os desapontará nem deixará de fazer brilhar a beleza desta música de que tanto gosto. Espero que aproveite bastante, mas há muito mais Debussy em estoque!

René Denon

Debussy (1862 – 1918): Études – Anne Queffélec – Michel Beroff – Mitsuko Uchida – Philippe Bianconi – Pierre-Laurent Aimard ֍ #DEBUSSY160

Debussy (1862 – 1918): Études – Anne Queffélec – Michel Beroff – Mitsuko Uchida – Philippe Bianconi – Pierre-Laurent Aimard ֍ #DEBUSSY160

Debussy

Études

Queffélec – Beroff

Uchida

Bianconi – Aimard

 

Os Estudos foram compostos por Debussy em 1915, como resultado de seu trabalho na edição das obras de Chopin. Essa tarefa lhe havia sido proposta por seu editor, Jacques Durand, parte de uma estratégia de animá-lo e ajuda-lo a passar por um período particularmente difícil da vida. O resultado é uma coleção de obras primas, por muitos consideradas o que há de melhor em sua obra. Ele mesmo teria dito que as peças ‘são um aviso aos pianistas para que nem tentem se profissionalizar, a menos que tenham mãos fenomenais’! Em sua correspondência com Durand, disse:

Estou certo que você irá concordar comigo que não há necessidade de

evidenciar o mecanismo instrumental apenas para parecer mais

comprometido, um toque de charme não vai machucar ninguém. Chopin

provou isso e fez com que essa necessidade se tornasse arrogante.

 

Nesta postagem trazemos algumas gravações desta coleção…

Anne Queffélec estudou no Conservatório de Paris e posteriormente em Viena com Paul Badura-Skoda, Jörg Demus e Alfred Brendel (assim como o fez Imogen Cooper). Teve sua carreira de pianista impulsionada ao ganhar competições de piano em Munique e Leeds. Desde os anos 1970 tem feito gravações de música principalmente francesa sempre com muito boa recepção de crítica e público. A Gramophone refere-se às suas gravações como “Delicious playing”, “Outstanding … thoughtful, poetic”, “Articulate, clear-textured and vivacious, this is commendable”.

Veja como ela respondeu a um de seus entrevistadores:

You will close the program with Debussy and Ravel. Why did you include those composers and those works?

AQ: The second half is dedicated to Debussy’s Reflets dans l’eau and Ravel’s Miroirs because I love these marvellous pieces! By programming Reflets and Miroirs together seemed to me connected to this idea of “reflections”, even if the music itself in Ravel ensemble, in the individual titles of the five pieces, don’t give us the key for the global name of Miroirs. This remains a mystery; we have to be like Alice in Wonderland, and agree to follow Ravel, and go through the mirrors in turn!

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Veja esta postagem aqui:

Ravel (1875-1937): Miroirs – Le tombeau de Couperin – Anne Queffélec

Michel Beroff gravou essencialmente toda a obra para piano de Debussy nos anos 1970 para a EMI, oferecendo uma visão mais virtuosística e incisiva. Sua gravação dos Prelúdios está na postagem que dediquei a esta obra e aqui temos a sua gravação dos Estudos. Veja o que disse de suas gravações um crítico amador, mas arguto: My search for complete recording of Debussy’s solo piano music had ended there, until I came across Michel Beroff through his awe-inspiring recording of Messiaen’s Vingt regards and astounding Prokofiev Concerti recording.

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Veja esta postagem aqui:

Serguei Prokofiev (1891-1953): Integral dos Concertos para Piano – Michel Béroff – Gewandhausorchester, Leipzig – Kurt Masur

Mitsuko Uchida – A partir de 1984 até 1989 a Philips lançou uma série de discos com música de Mozart, Sonatas e Concertos para piano, com uma solista japonesa – Mitsuko Uchida, que vieram a se tornar referência destas obras. Até acusadas de perfeitas, essas gravações foram… De qualquer forma, a menos de um disco com Sonatas para Piano de Chopin, o nome de Uchida ficou associado à Mozart. Posteriormente, gravou os Concertos para Piano de Beethoven, algum Schumann, alguma coisa da trinca Schoenberg, Berg e Webern e muito Schubert. Assim, sua gravação dos Estudos de Debussy desperta alguma surpresa, mas que surpresa! Para muitos, essa é a gravação que não pode faltar em qualquer coleção de discos de Debussy. Se eu fosse forçado por meios mesmo não muito cruéis a escolher uma gravação dos Estudos de Debussy, não vacilaria e a escolheria. Bom, é retórica, eu sei, mas dá a medida de quanto importante é esse disco. O Penguin Guide deixa de lado a tradicional fleuma inglesa e rasga a seda: Mitsuko Uchida’s remarkable account of the Études on Philips is not only one of the best Debussy piano records in the catalogue, but also one of the best recordings in the instrument. Em uma publicação semelhante, da Gramophone, lemos: The harmonic language and continuity of the Études is elusive even by Debussy’s standards, and it takes na artist of rare gifts to play them ‘from within’, at the same time as negotiating their finger-knotting (trança-dedos) intricacies. Mitsuko Uchida is such an artist.

De um maravilhado crítico amador: For some inexplicable reason this is Uchida’s only disc of Debussy. She is an ideal Debussy musician, with the technique, the intelligence, the sensibility and the capacity to be mercurial that his music demands. With the étudess, only Aimard comes close. A classic account.

A capa deste disco é espetacular…

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Philippe Bianconi já apareceu aqui em nossa versão de ‘o cantor mascarado’, quando interpretou os Concertos para Piano de Brahms. É um pianista notável e sua gravação chegou até aqui por apresentar uma visão um pouco mais ponderada, dando um pouco mais de ‘ar’ aos estudos. Além dos estudos, sua gravação traz outras peças para piano que levam a mão do sempre disponível e amigo André Caplet.  Vale a pena explorá-las.

 

 

Veja a lista de ‘extras’:

Élégie, L138

Le Martyre de Saint Sébastien – Suíte

I. La Cour des Lys. Prélude (transcription André Caplet)

II.Danse extatique (transcription André Caplet)

III. La Chambre magique (transcription André Caplet)

IV. La Passion (transcription André Caplet)

V. Le Laurier blessé (transcription André Caplet)

VI. Le Bon Pasteur (transcription André Caplet)

Les soirs illuminés par l’ardeur du charbon

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Veja esta postagem aqui:

DESAFIO PQP! –> Brahms (1833-1897): Concertos para Piano

Pierre-Laurent Aimard é um pianista mais geralmente associado à música moderna e/ou contemporânea e foi colaborador de Pierre Boulez. Assim, sua abordagem da música mais tradicional, como os Concertos para Piano de Beethoven ou Mozart, das obras de Bach e, em particular, de Debussy, traz um olhar diferenciado. Veja a crítica que este disco recebeu do compêndio da Gramaphone de 2009: With Pierre-Laurent Aimard the sheer freshness and novelty of this music come across strongly. So does the ardour; whereas some players are content with mood and atmosphere, his communication of feeling is acute. Assim como foi o caso do disco do Bianconi, aqui os Estudos não estão sozinhos. Neste caso, estão acompanhados de uma ótima interpretação das Images.

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Espero que tenha gostado das opções que apresento aqui… Acrescente também as ótimas gravações que estão na postagem da Integral das Obras para Piano com os pianistas François Chaplin, François-Joel Thiollier, Jean-Efflam Bavouzet, Jean-Yves Thibaudet, Martino Tirimo, Noriko Ogawa e Théodore Paraskivesko.

Aproveite!
René Denon

Claude, vendo ninguém à sua frente…

Radamés Gnattali (1906-1988): Moto Contínuo (Peças para Piano) – Luís Rabello ֍

Radamés Gnattali (1906-1988): Moto Contínuo (Peças para Piano) – Luís Rabello ֍

 

Radamés Gnattali

Peças para Piano

Luís Rabello, piano

 

 

Alô Radamés, te ligo
Aqui fala o Tom Jobim
Vamos tomar um chope
Te apanho na mesma esquina
Já comprei o amendoim

 

Imagine alguém que tenha sido parceiro de Tom Jobim, Villa-Lobos, Pixinguinha… O pai era músico nascido na Itália – apaixonado por óperas de Verdi. Quando nasceram os filhos foi logo tascando: Aída, Ernani… e Radamés!

Adivinhe o nome de pelo menos três enormes personagens da nossa música aqui reunidos…

Radamés Gnattali foi músico completo – pianista (interpretou o Concerto nº 1 de Tchaikovsky no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência de Arnold Glüchman), compositor, arranjador, regente. Seu Concerto para Piano No. 2 foi interpretado nos Estados Unidos da América por Arnaldo Estrella, acompanhado pela Orquestra da Filadélfia sob a regência de Eugene Ormandy, que escreveu na partitura usada na ocasião: To Mr. Gnattali – with admiration for his excellent Piano Concerto, E. O. Philadelphia, 3rd April 1943.

Radamés com o outro Rabello

Este disco da postagem foi uma agradabilíssima surpresa num domingo meio chato. Estava em busca de um disco de Raphael Rabello e dei com meus costados neste, de seu sobrinho, o pianista Luís Rabello. Gostei tanto do disco que imediatamente me pus a preparar a postagem. E que a música fale por si, baixe logo e aproveite – delicie-se!

 

Radamés Gnattali (1906 – 1988)

Moto Contínuo

  1. Moto Contínuo No. 1
  2. Moto Contínuo No. 2

Peças para Piano

  1. Uma rosa para o Pixinguinha
  2. Rapsódia Brasileira
  3. Poema Fim de Tarde
  4. Manhosamente – Choro

Vaidosas

  1. Vaidosa No. 1
  2. Vaidosa No. 2
  3. Vaidosa No. 3

Prelúdios

  1. Prelúdio Cigarra
  2. Prelúdio Paisagem
  3. Prelúdio Amolecado

Sonata para Piano No. 2

  1. Allegro Moderato
  2. Saudoso
  3. Ritmado

Estudo

  1. Choro

Exercícios sobre Rítmos Brasileiros

  1. Exercise No. 1
  2. Exercise No. 2
  3. Exercise No. 3
  4. Exercise No. 4

Guriatan de coqueiro

  1. Toada

Luís Rabello, piano

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Quizz: Qual ator você escalaria para o papel de Luís Rabello?

Para saber um pouco mais sobre o maestro, pode ver aqui e aqui.

In the music of Radames Gnattali (1906-1988) you will discover a fabulous craftsman, a great inventor of memories, a relentless experimenter. Gnattali is one of the major figures of the Brasilian 20th century musical landscape and Luis Rabello is likely the most authoritative exponent of his piano output.

The album is a portrait of Gnattali’s piano music, with heart warming melodies, dazzling virtuosity and a blend of Brazilian musical flavours where Classical music meets Jazz, Bossa-Nova, Samba and Choro.

Luis Rabello is a Brazilian classical pianist living in the Netherlands. Rabello was born in Rio de Janeiro into a family of renowned musicians who represented traditional musical genres in Brazil such as the Choro, Samba and Bossa Nova. [Prestomusic.com]

Aproveite!

René denon

Um poema de Tom Jobim para Radamés Gnattali:

Meu amigo Radamés é coisa melhor que tem
É um dia de sol na floresta, é a graça de querer bem
Radamés é água alta, é fonte que nunca seca
É cachoeira de amor, é chorão, é rei da peteca
Deu sem saber que dava e deu muito mais que tinha
Multiplicaram-se os pães, multiplicou-se a sardinha
O Radar é concertista, compositor, pianista, orquestrador, maestrão
E, mais que tudo, é amigo, navega junto contigo
É constante doação
Ajudou a todo mundo, e mais ajudou a mim.
Alô Radamés, te ligo
Aqui fala o Tom Jobim
Vamos tomar um chope
Te apanho na mesma esquina
Já comprei o amendoim

Resposta do quizz:

Johnny (Leonard Hofsttadter) Galecki

Debussy (1862 – 1918): Peças para Piano – Marc-André Hamelin (Images e Préludes, Livre II) & Vladimir Horowitz (Uma pequena coleção de peças) ֍ #DEBUSSY160

Debussy (1862 – 1918): Peças para Piano – Marc-André Hamelin (Images e Préludes, Livre II) & Vladimir Horowitz (Uma pequena coleção de peças) ֍ #DEBUSSY160

Claude Debussy

(Alguma) Música para Piano

A perspectiva do virtuose de piano

Parabéns!

Os pais de Claude Debussy eram pessoas simples – uma costureira e um balconista – e ficaram cheios de planos quando ele, com apenas dez anos, foi aceito no Conservatório de Paris para estudar piano. Uma carreira como pianista, virtuose do instrumento, seria a realização de um sonho. Mas, bem pouco tempo depois, a realidade se mostrou outra, para grande exasperação tanto dos pais quanto dos professores. O garoto adorava distorcer cada efeito do pobre instrumento e não parava de murmurar, como se estivesse todo o tempo falando com o instrumento. A avaliação dos mestres: ótimo acompanhante e dono de grande invenção harmônica, mas não um pianista!

Hoje é impossível falar da música para piano sem mencionar Claude Debussy, cuja obra para piano certamente deixou sua marca e influência. Basta pensar nos Prelúdios e nos Estudos.

Neste momento em que o colocamos em destaque pela passagem de 160 anos de seu nascimento, decidi evidenciar nesta postagem o aspecto desta obra que lança um apelo aos pianistas virtuoses. É claro, não deu para explorar o tema até o fundo (ah, se Conde Vassily se atracasse com isso…), mas a ideia é pontuar, lembrar esse aspecto.

Minhas limitações e poucos recursos me deixaram com estes dois pianistas, um do século 20, que de certa forma, também foi o século da música para piano de Claude: Vladimir Horowitz; o outro é bem atual e atuante: Marc-André Hamelin.

O primeiro arquivo é o conteúdo de um disco gravado por Marc-André Hamelin, todo dedicado a peças de Debussy. Os dois conjuntos de três peças para piano cada um, Images I e II, escritos entre 1901 e 1907, e o segundo livro dos Prelúdios, de 1912-13.

A música contida aqui nos revela como Debussy era inspirado pelas mais diferentes formas de arte e como ele conseguia recriar, de forma inovadora, as diferentes belezas – impressões – palavra que ele mesmo não aceitava, em sua própria arte.

Mas, aviso aos navegantes! Se você ainda não conhece esta música, a primeira parte do disco demanda um bom momento para ser ouvida, sem pressas ou ansiedades. Permita que as belezas sonoras extraídas do piano possam ser devidamente apreciadas. Se você prefere mais ação, vá até os prelúdios, depois de ouvir alguns movimentos das Images e, depois, volte… Não há pressa!

Marc-André Hamelin, em pose de pianista…

Veja os nomes das peças das Images: Reflets dans l’eau, Et la lune descend sur le temple qui fut, Poissons d’or.  Para realizar estas peças é necessário sensibilidade, inteligência, controle do tempo e o requisito que motivou a postagem, virtuosismo. Basta pensar no último dos Prelúdios, aqui interpretado magistralmente por Hamelin: Feux d’artifice.

O segundo arquivo, que oferecemos apenas em mp3, é uma compilação de algumas (poucas, pena…) peças de Debussy que Volodya tocava. Ele, que assim como Marc-André Hamelin, poderia tocar ‘qualquer coisa’, tinha estas peças em seu repertório. Aqui reunimos gravações feitas em estúdio com gravações ‘ao vivo’. Na verdade, duas peças são apresentadas duas vezes cada uma, gravadas assim, primeiro em estúdio e depois a gravação ao vivo.

A faixa 00 lhe dará uma ideia de como reage o pessoal do PQP Bach quando Volodya aparece por aqui, mas se isso te incomodar muito, pode simplesmente excluí-la.

A seleção de Horowitz começa com alguns Prelúdios, quatro deles: “Les fées sont d’exquises danseuses, Bruyères, “General Lavine” – eccentrique e La terrasse des audiences du clair de lune.  Todos em comum com o Hamelin. Um estudo para mostrar que era perfeito nos arpejos e duas típicas peças de encores: Serenade for the doll, da Suíte Children’s Corner, para deixar a plateia bem quietinha (que um bom pianista é assim, bota todo o mundo sob seu feitiço), fechando o petit recital com L’isle joyeuse, para sair nos ombros da multidão!

Primeiro Arquivo

Claude Debussy (1862 – 1918)

Images pour piano – Livro 1

  1. Reflets dans l’eau
  2. Hommage à Rameau
  3. Mouvement

Images pour piano – Livro 2

  1. Cloches à travers les feuilles
  2. Et la lune descend sur le temple qui fut
  3. Poissons d’or

Préludes – Livro 2

  1. Brouillards: Modéré
  2. Feuilles mortes: Lent et mélancolique
  3. La Puerta del Vino: Mouvement de Habanera
  4. Les fées sont d’exquises danseuses: Rapide et léger
  5. Bruyères: Calme
  6. «General Lavine»—excentric: Dans le style et le mouvement d’un Cake-Walk
  7. La terrasse des audiences du clair de lune: Lent
  8. Ondine: Scherzando
  9. Hommage à S Pickwick Esq PPMPC: Grave
  10. Canope: Très calme et doucement triste
  11. Les tierces alternées: Modérément animé
  12. Feux d’artifice: Modérément animé

Marc-André Hamelin (piano)

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FLAC – HiRe| 990 MB

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MP3 | 320 KBPS | 173 MB

Marc-André adorando conhecer a coleção de pianos do PQP Bach em Boston

The hallmarks of Hamelin’s style are always in evidence, and the clarity with which the polyphonic aspects of Reflets dans l’eau come through gives a sense of momentum rarely perceived in this piece.

BBC Music Magazine, janeiro de 2015

Hamelin’s stature, extraordinary from the start, increases with every new issue. And here in his latest album he subdues his legendary, transcendent technique to convey Debussy’s very essence with a surpassing ease and naturalness….Hamelin’s glistening sonority is flawlessly captured by the Hyperion team. This is a disc to treasure.

Gramophone, novembro de 2014

 Segundo Arquivo

Claude Debussy (1862 – 1918)

  1. Aplausos para Horowitz
  2. Prelude IV, Book II – Les fees sont d’exquises danseuses (Gravação em Estúdio)
  3. Prelude IV, Book II – Les fees sont d’exquises danseuses (Gravado ao Vivo)
  4. Prelude V, Book II – Bruyeres (Gravação em Estúdio)
  5. Prelude V, Book II – Bruyeres (Gravado ao Vivo)
  6. Prelude VI, Book II – General Lavine-eccentric Cake-Walk (Gravação em Estúdio)
  7. Préludes VII, Book II – La terrasse des audiences du clair de lune (Gravação ao Vivo)
  8. Étude – Pour les arpeges composes- Dolce e lusingando (Gravado ao Vivo)
  9. Serenade for the Doll – Allegretto ma non troppo (Gravado ao Vivo)
  10. L’isle joyeuse (Gravado ao Vivo)

Valdimir Horowitz, piano

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MP3 | 320 KBPS | 77 MB

As faixas 0, 2, 4 e 6 foram gravadas ao vivo em um concerto no Woolsey Hall da Yale University em 13 de novembro de 1966.

As faixas 1, 3 e 5 foram gravadas em estúdio entre 1962 e 1963. Produção de Thomas Frost. (Estas faixas fazem parte dos dois primeiros volumes de uma coleção lançada pela Sony com gravações de Horowitz e trazem as sessões de gravação feitas entre 1962 e 1963 no estúdio montado pela Columbia na mansão do artista, que se recusava a se mostrar num estúdio.)

As três últimas faixas foram gravadas no Concerto do Carnegie Hall de 1966. (Também fazem parte da coleção mencionada anteriormente.)

Não deixe de ler esta perspectiva sobre a arte de Horowitz.

Aproveite!

René Denon

Se você gostou do primeiro álbum, não vai deixar de apreciar estas postagens aqui:

Claude Debussy (1860 – 1911) • ∾ • Peças para Piano • ∾ • Steven Osborne ֍

Claude Debussy (1862-1918): Images I e II – Estampes – Ivan Moravec, piano

Debussy (1862 – 1918) – Préludes – Hiroko Sasaki, piano (Pleyel, 1873) ֍ #DEBUSSY160

Debussy (1862 – 1918) – Préludes – Hiroko Sasaki, piano (Pleyel, 1873) ֍ #DEBUSSY160

 

Claude Debussy

Préludes

Hiroko Sasaki, piano

 

O número 790 da 11th Avenue de NYC fica próximo a endereços famosos para os amantes da música – Carnegie Hall, Lincoln Center for Performing Arts e, uns três quarteirões dali, a Broadway.

Foi neste lugar que a pianista Hiroko Sasaki terminou a sua busca por um piano para realizar a gravação dos Prelúdios, de Debussy. O projeto já vinha amadurecendo há muitos anos e finalmente ela estava na fase de encontrar um instrumento adequado para realiza-lo, assim como o imaginava. No endereço citado, há uma firma de restauração de pianos de concerto e para colecionadores, a Klavierhaus. E foi buscando entre os pianos lá dispostos que ela avistou um piano realmente diferente –  vermelho com uma suntuosa decoração de apliques folheados a ouro, Chinoiserie – à Louis XV.

 

Ela o experimentou quase que por diversão e se apaixonou por ele. O instrumento é um piano Pleyel, construído em 1873 pela Pleyel, Lyon & Cie, de Paris. Foi construído em uma estrutura original de cravo, que o coloca ainda mais em uma situação sui-generis.

Hiroko conta que tocou alguns dos prelúdios no lindo piano e percebeu que havia encontrado o instrumento para realizar o seu projeto. Nem tudo estava perfeito, no entanto. Havia limitações, especialmente no volume de som a que nos acostumamos perceber nas interpretações de alguns prelúdios. Mas, os outros aspectos falaram mais alto e adaptações foram feitas pela pianista. O antigo piano lhe revelou coisas sobre essa música que ela ainda não percebera. Assim, espero que você ao ouvir o disco também descubra ou reencontre aspectos que essa maravilhosa música certamente pode lhe oferecer.

A famosa pianista Mitsuko Uchida arranjou para que a garota de Hiroko Sasaki, de 13 anos, deixasse o Japão para estudar na Yehudi Menuhin School, na Inglaterra. Aos 16 anos ela foi estudar com o lendário Leon Fleisher, no Curtis Institute, completando seus estudos em 1994. Além de carreira solo, Hiroko faz parte de um conjunto camerístico, o Amadeus Trio, ao lado de David Teie e Timothy Baker.

Essa postagem também faz parte das comemorações pelos 160 anos do nascimento de Claude Debussy (#DEBUSSY160) e eu escolhi esta gravação dos Prelúdios, que eu tanto gosto. É claro, esta é apenas uma gravação entre tantas, mas a cada audição, mesmo de não tão famosos intérpretes, consigo desfrutar dessa maravilhosa música.

O que você não pode deixar de ouvir?

Em se tratando dos Prelúdios, há muitos pequenos tesouros sonoros com os quais você pode se deleitar. A Catedral Submersa, no primeiro livro, certamente chama a atenção e gruda na memória. Mas há outros também, como o hiperativo Le vent dans la plaine. Mais um dos meus favoritos é Les sons et parfums tournent dans l’air du soir, pelo seu nome e atmosfera inebriante.

No livro 2, não deixe de passar pela Puerta del Vino, com toda a sua espanholice e deixe-se carregar pelos últimos dois – Les tierces alternées (o único título sem poesia, ou com poesia concreta) e os Fogos de Artifício, comemorando um 14 de julho, viva a França!

Claude Debussy (1862 – 1918)

Préludes – Livre 1

  1. Danseuses de Delphes
  2. Voiles
  3. Le vent dans la plaine
  4. Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir
  5. Les collines d’Anacapri
  6. Des pas sur la neige
  7. Ce qu’a vu le vent d’ouest
  8. La fille aux cheveux de lin
  9. La serenade interrompue
  10. La cathedrale engloutie
  11. La danse de Puck
  12. Minstrels

Préludes – Livre 2

  1. Brouillards
  2. Feuilles mortes
  3. La puerta del vino
  4. Les fees sont d’exquises danseuses
  5. Bruyeres
  6. General Lavine – eccentric
  7. La terrasse des audiences du clair de lune
  8. Ondine
  9. Hommage a S. Pickwick Esq. P.P.M.P.C
  10. Canope
  11. Les tierces alternees
  12. Feux d’artifice

Hiroko Sasaki, piano

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Hiroko Sasaki

When acclaimed pianist Hiroko Sasaki was looking for an instrument to record the Debussy Preludes on, she happened to spot a strange looking instrument, which turned out to be a Pleyel concert grand built in 1873, and she instantly fell in love with it. The piano, built in a beautifully ornamented harpsichord case, offers her the special sonorities, dynamics and colours that she thinks are essential in Debussy, who himself owned a Pleyel piano, his favourite instrument.

The result is fascinating, the familiar music is clothed in a new sound, the pianissimos seem to come from “a piano without hammers”, as Debussy wanted it. But an instrument needs a master to sound great, and Hiroko Sasaki does marvels with these 24 character pieces, full of atmosphere, caprice and imagination.

Louis XV Chinoiserie…

“exquisite proportion, rare poetic understatement, and a connoisseur’s in-depth grasp of many unusual textual options.”

— Musical America

Debussy: Preludes Books I and II review – beautiful sound Debussy would have recognised

Hiroko Sasaki’s performances, on an immaculately restored piano from 1873, have a sense of rightness about them

— Andrew Clements

Não perca, especialmente descubra que as fadas são dançarinas exóticas!

René Denon

Se você gostou dos Prelúdios de Debussy, não deve deixar de visitar essa postagem aqui:

Debussy (1862-1918): Préludes – Paul Jacobs, piano

Paul Jacobs foi um pianista muito especial… As suas outras gravações de obras de Debussy para o selo Nonesuch poderão ser encontradas nas duas próximas postagens:

Debussy (1862-1918): Images e Estampes – Paul Jacobs

Debussy (1862-1918): Études – Paul Jacobs

Debussy (1862 – 1918): Debussy Orchestrated – Orchestre National des Pays de la Loire & Pascal Rophé ֍ #DEBUSSY160

Debussy (1862 – 1918): Debussy Orchestrated – Orchestre National des Pays de la Loire & Pascal Rophé ֍ #DEBUSSY160

Debussy

Petite Suite

La boîte à joujoux

Children’s Corner

Orchestre National des Pays de la Loire

Pascal Rophé

Se houvesse um único critério para estabelecer se este ou aquele compositor teria passagem para o panteão dos imortais, na minha opinião, seria o reconhecimento imediato de alguma de suas peças, melodia (tune), vocês me entendem, pelos ‘trouxas’, aquelas pessoas que não são como nós e raramente ouvem música ‘clássica’, quem dirá leem os nomes das peças nas capas dos discos ou nos visores do streaming.

Lembra-se da sequência no início do filme ‘Amadeus’, de Milos Forman, na qual o idoso Salieri experimentando seu já não tão lento afundamento no esquecimento? Nenhum de seus ‘hits’ é reconhecido pelo padre que o assiste, mas eis que por encanto, um delas ascende os olhos do sacerdote desejoso de agradar ao decrépito Salieri – Sim, está sim, eu reconheço bem! – Pois esta não é minha, é da ‘criatura’! Assim é como Salieri se referia à Mozart.

Aplicando este mundano (admito) critério a Debussy ele teria passe livre para o tal panteão, um único bilhete no qual estaria escrito Clair de lune! Uma única evidência para tão ousada afirmação: basta lembrar do filme Frankie and Johnny (1996), com a deslumbrante Michelle Pfeiffer e o carismático Al Pacino. Se você não se lembra do filme, busque a última cena dele. Eu digo pela música, a melodia de Clair de lune surge na forma como foi composta por Debussy, para piano, e depois vai se transmutando em uma peça para orquestra. A continuidade das cenas embalada pela música é bastante interessante, levando em conta o momento em que o filme foi feito.

Henri Büsser, quando jovem…

Neste disco temos algo assim, a música composta originalmente por Debussy para piano é apresentada em roupas de música para orquestra.  A orquestração não é de Debussy, mas é quase como se fosse. Os orquestradores eram muito próximos, colaboradores e amigos dele, Henri Büsser e André Caplet.

Começamos com a Petit suíte, composta em 1899 para piano a quatro mãos e orquestrada por Henri Büsser em 1907, que foi plenamente aprovada por Debussy e é um sucesso desde então. A posto que você nunca deixará de reconhecer os acordes iniciais do primeiro movimento, En bateau.

Adivinhe qual ator seria escalado para fazer o papel do Caplet…

Em 1905 nasceu Chouchou, a filha de Debussy, que acabou escrevendo para ela a suíte Children´s Corner. A dedicatória ‘dear little Chouchou, with tender apologies from her father for what follows’, assim como os títulos dos movimentos, foram dados em inglês pelo próprio Claude. Ele gostava de inglês, especialmente dos escritos de Edgar Allan Poe. A orquestração ficou aos cuidados de André Caplet, amigo e colaborador de Debussy e também compositor. Entre os movimentos desta suíte, a Serenade for the Doll era um dos encores de Horowitz.

Em 1913, o ilustrador André Hellé (veja a capa do disco) sugeriu a Debussy que compusesse um balé para fantoches, descrevendo as aventuras de brinquedos que ganham vida. O tema faz sucesso desde sempre. Debussy certamente conhecia os balés de Tchaikovsky e de seu contemporâneo inovador Stravinsky. O resultado foi La Boîte à joujou que ele compôs para piano e iniciou a orquestração, mas que só foi terminada em 1919, de novo, por Caplet.

Claude Debussy (1862 – 1918)

Petite Suite

  1. En bateau
  2. Cortège
  3. Menuet
  4. Ballet

La Boite A Joujoux

  1. Prélude
  2. 1, Le magasin de jouets
  3. 2, Le champ de bataille
  4. 3, La bergerie à vendre
  5. 4, Après fortune faite
  6. Épilogue

Children’s Corner

  1. Doctor Gradus ad Parnassum
  2. Jimbo’s Lullaby
  3. Serenade for the Doll
  4. The Snow Is Dancing
  5. The Little Shepherd
  6. Golliwog’s Cake-Walk

Orchestre National des Pays de la Loire

Pascal Rophé

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FLAC | 261 MB

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Pascal Rophé e a ONPL achando a Sala de Concertos do PQP Bach em Pomerode encantadora…

With the present disc, Pascal Rophé and his Orchestre National des Pays de la Loire pay tribute to their great countryman, Claude Debussy – but not with the standard orchestral fare. Debussy Orchestrated paints a portrait of a light-hearted composer, seen through the eyes of two of his collaborators, Henri Büsser and André Caplet, who transferred the works recorded here from the keyboard to the orchestra.  [Resumo do site Prestomusic]

Both La boîte à joujoux and the similarly enchanting Children’s Corner are performed with deft panache by this quality orchestra, whose subtly shaded tone and style sound much more like those of earlier French vintages than the globalised full-colour sonority dominating elsewhere today. There are outstanding individual players, among them the principal oboe, whose haunting contribution to ‘The Little Shepherd’ in Children’s Corner is a special moment. [BBC Music Magazine, maio de 2022]

the playing is exquisite….a wonderfully engaging disc of great charm. [Gramophone, abril de 2022]

Aproveite!
René Denon

Pascal Rophé… Rophé!

Resposta do nosso quizz:

Quizz 2: Qual o nome da rádio, do programa de rádio e do apresentador do mesmo, no filme Frankie e Johnny?

César Franck (1822–1890) & Alfred Cortot (1877–1962) – Música para Piano e Arranjos Diversos – He Yue, piano (CD1) & Domenico Codispoti, piano (CD2) ֍

César Franck (1822–1890) & Alfred Cortot (1877–1962) – Música para Piano e Arranjos Diversos – He Yue, piano (CD1) & Domenico Codispoti, piano (CD2) ֍

Os três homens não poderiam ser mais diferentes, nos aspectos e temperamentos… Apesar de cada um ter já um nome firmado como solista de seu próprio instrumento, quando se reuniam formavam um conjunto notável, pela maneira como se completavam musicalmente, recriando com rara espontaneidade as obras para trio com piano. Tanto que seu exemplo ajudou a firmar este tipo de conjunto. Esse famoso trio costumava reunir-se com regularidade para ensaiar, estudar novas peças, mas também para falar de literatura, pintura, dança e, é claro, música. Mas eis que em certa ocasião, lá se foi o violoncelista para sua natal Catalunha por uns tempos, deixando o pianista e o violinista às voltas com sonatas, incluindo a famosa Sonata de César Franck. Pois foi assim, num destes dias, o pianista chegou mais cedo e o violinista atrasou mais do que o costume. O pianista, para não se entediar, começou, de brincadeira, a tocar a sonata TODA. Isso mesmo, não apenas a pouco trivial parte do piano, mas, assim cantando com o teclado, ia incluindo também a parte do violino. Bom, o pianista era um bamba e quando o violinista ouviu um trecho, foi logo prometendo nunca mais se atrasar – pois que senão você fará o recital sozinho, disse ele.

P. Casals, J. Thibaud e A. Cortot

Confesso ter imaginado isso tudo, mas que a história é plausível, ah, isso é. O trio a que me refiro era formado por Alfred Cortot (piano), Jacques Thibaud (violino) e Pablo Casals (violoncelo). O trio foi formado em 1905 e esteve ativo por décadas. Há registros dos três e, também, de Cortot e Thibaud tocando a tal Sonata de César Franck. Mas a postagem de hoje trata principalmente do pianista, regente e arranjador Alfred Cortot.

Como geralmente faço, estava revirando umas pilhas de discos que temos acumulados aqui no vault do PQP Bach Coop. em busca de coisas que goste ou de que possa vir a gostar. Acabei encontrando um disco que apesar de bem interessante, não chegou à postagem. Teve, no entanto, o mérito de indicar este arranjo – transcrição – da Sonata para Violino de César Franck para piano solo, feito por Alfred Cortot. Sai em busca de outras gravações e encontrei mais três discos com a peça. Depois de trocentas audições, dois deles acabaram entrando para a postagem. Eu nem sou assim um ouvinte assíduo das peças de Franck, acho que sua Sinfonia fica muito tempo taxiando antes de decolar e tal. Mas a Sonata para Violino, essa merece lugar de destaque. Minha gravação referência é a feita por Kyung-Wha Chung (violino) e Radu Lupu (piano), mas há muitas outras, excelentes.

No primeiro disco escolhido para a postagem, interpretados pelo ótimo pianista He Yue, encontramos um punhado de transcrições para piano de obras de diversos compositores, feitas por Cortot. As escolhas das fontes revelam dois aspectos das atividades ligadas ao piano. A de professor, que se preocupava com o aspecto técnico. Para ele, a música da Bach era muito importante na formação de um pianista. Esse aspecto está aqui na forma de uma transcrição da Toccata e Fuga em ré menor BWV 565. Imagino se o Capitão Nemo conhecia essa…

Mas Cortot também tinha um olho na audiência. Veja quais dois maravilhosos Lieder ele escolheu para transcrever: Wiegenlied, uma canção de ninar, de Brahms, e Heidenröslein, um dos maiores sucessos de Schubert. O Largo do Concerto em fá menor de Bach também tem uma dessas marcantes melodias, que gruda na memória da gente. Há também os desafios para qualquer pianista, dar conta sozinho de música que foi concebida para conjuntos maiores, como a Suíte Dolly, de Gabriel Fauré, escrita para duo de piano, o Largo da Sonata para Violoncelo de Chopin e a Sonata de César Franck, que completa o disco e foi a motivação para a postagem.

O segundo disco oferece música escrita originalmente apenas por César Franck, incluindo a tal transcrição para piano solo da Sonata para violino e piano feita por Cortot. Aqui uma interpretação um pouco diferente, talvez mais contida do que o virtuosismo do He Yue, mas o som produzido por Domenico Codispoti é muito bonito e não lhe falta virtuosismo e brilho quando chega a hora disso. A outra peça é uma transcrição para piano de um Prelúdio, Fuga e Variações escrito para órgão, feita por Harold Bauer. Bauer é também um ótimo personagem para se descobrir, mas hoje a postagem é do Cortot. Fechando o disco, uma outra peça notável de Franck, o Prelúdio Coral e Fuga, escrito para piano. Esta peça é figurinha carimbada nos álbuns de vários grandes pianistas, como Stephen Hough, Murray Perahia ou Evgeny Kissin. (Não perca, em breve, no seu PQP Bach mais próximo…)

Disco 1

Música transcrita para piano por

Alfred Cortot (1877 – 1962)

escrita originalmente por:

Gabriel Fauré (1893 – 1897)

Suíte Dolly, Op. 56

  1. Berceuse
  2. Mi-a-ou: Allegro vivo
  3. Le jardin de Dolly: Andantino
  4. Kitty-valse: Tempo di valse
  5. Tendresse: Andante
  6. Le pas espagnol: Allegro

Johann Sebastian Bach (1685 -1750)

  1. Toccata e Fugue em ré menor, BWV565

Johannes Brahms (1833 – 1897)

  1. Wiegenlied, Op. 49 No. 4 (Lullaby)

Johann Sebastian Bach (1685 -1750)

Concerto para Cravo em fá menor, BWV 1056:

  1. Largo

Frédéric Chopin (1810 – 1849)

Sonata para violoncelo em sol menor, Op. 65

  1. Largo

Franz Schubert (1797 – 1828)

  1. Heidenröslein, D257

César Franck (1822 – 1890)

Sonata para violino em lá maior

  1. Allegretto ben moderato
  2. Allegro
  3. Recitativo – Fantasia: Ben moderato – molto lento
  4. Allegretto poco mosso

He Yue, piano

Gravação: 27, 28 de outubro de 2012

Music Hall, Gu Lang Yu Piano School, Central Music Conservatory, Xiamen City, China

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FLAC |214 MB

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MP3 | 320 KBPS | 143 MB

Legendary pianist Alfred Cortot’s distinguished reputation as an educator is demonstrated in these magnificent arrangements of chamber music for solo piano. They cover every aspect of technique and expression, from Bach’s demanding Toccata and Fugue in D minor to Fauré’s delectable Dolly Suite and the grand scale of Franck’s Violin Sonata. Award-winning pianist He Yue is a young and rising star of the Chinese musical firmament.

Disco 2

César Franck (1822 – 1890)

Sonata para violino em lá maior (Arranjo de Alfred Cortot)

  1. Allegretto ben moderato
  2. Allegro
  3. Recitativo – Fantasia: Ben moderato – molto lento
  4. Allegretto poco mosso

Prelúdio, Fuga e Variações Op. 18 (Arranjo de Harold Bauer)

  1. Prelúdio
  2. Fuga
  3. Variações

Prelúdio, Coral e Fuga

  1. Prelúdio
  2. Coral
  3. Fuga

Domenico Codispoti, piano

Gravação: outubro de 2012

I Musicanti Studio, Roma

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FLAC |201 MB

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MP3 | 320 KBPS | 149 MB

This CD contains the CD premiere of the transcription for piano solo of the Franck violin sonata, made by Alfred Cortot, a fascinating pianistic tour de force, the new pianistic textures giving a special sonority to the unique harmonies of this master piece. The Prélude, fugue et variation is originally an organ work, and is transcribed for piano by the famous pianist Harold Bauer. The Prélude, chorale et fugue is Franck’s pianistic pièce de résistance, although also here the influence of Franck the organist is never far away. An excellent new recording by Italian pianist Domenico Codispoti, playing with a beautiful blend of grandeur and intimacy, and a wonderful transparency (listen to the canonic 4-th movement of the violin sonata!).

Aproveite!

René Denon

Alfred testando um piano Pleyel da coleção do PQP Bach…