Johannes Brahms (1833 – 1897): Peças para Piano – Anna Vinnitskaya [α] & Anna Fedorova [Channel Classics] – [Dose Dupla] ֎֎

Johannes Brahms (1833 – 1897): Peças para Piano – Anna Vinnitskaya [α] & Anna Fedorova [Channel Classics] – [Dose Dupla] ֎֎

Murphy: I’m durable, I’m steady and I’m faithful. And I’m in love for the last time in my life.
Emma: I’m in love for the first time in my life.
Diálogo do filme ‘O Romance de Murphy’ (1985)

Eu ando um pouco emotivo com essas histórias de amores entre pessoas mais idosas, portanto, tenham um pouco de paciência.

A primeira vez que ouvi alguma das peças para piano de Brahms, compostas já nos seus últimos anos de vida, foi no cinema, no filme ‘Chuvas de Verão’, de Cacá Diegues. O filme muito me impressionou naqueles dias, eu ainda não acreditava que o cinema nacional pudesse produzir um filme tão bom. E as melodias de Brahms nunca mais deixaram minha (fraca e confusa) memória musical. Vim a reencontrar essas peças um bom tempo depois, na gravação do infatigável Wilhelm Kempff. Hoje, a oferta de qualquer música é virtualmente ilimitada e a dificuldade é selecionar alguma entre as tantas disponíveis. Como sou fácil de agradar e tento ouvir tudo que me cai nas mãos, gosto da maioria.

Assim, quando estes dois discos convergiram para minha mesa de trabalho, considerei a postagem deles em mais uma edição da coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’. Eles têm em comum duas pianistas chamadas Anna, mas até que são bem diferentes, tanto no programa quanto na abordagem interpretativa, apesar da afinidade do material. Das quatro coleções que formam as publicações Opus 116 a 119, a Anna Vinnitskaya toca o Op. 116, mais o Op. 76, duas Rapsódias Op. 79 e uma transcrição da Chaconne de Bach para a mão esquerda. Ela me pareceu mais incisiva, mais extrovertida do que a outra Anna, a Fedorova, que toca apenas os Op. 117 a 119 e me parece mais contida.

Achei então que os dois discos iriam bem juntos, um na companhia do outro, fazendo a um tempo a apresentação das tais peças tardias, mas trazendo um pouco de contraste na maneira de interpretá-las. Veja lá voce, tire suas próprias conclusões e depois me conte.

JOHANNES BRAHMS (1833-1897)

CHACONNE FOR LEFT HAND (AFTER BACH’S PARTITA FOR VIOLIN SOLO BWV 1004, TRANSCRIBED BY BRAHMS)
  1. CHACONNE
KLAVIERSTÜCKE, OP.76
  1. CAPRICCIO IN F SHARP MINOR
  2. CAPRICCIO IN B MINOR
  3. INTERMEZZO IN A FLAT MAJOR
  4. INTERMEZZO IN B FLAT MAJOR
  5. CAPRICCIO IN C SHARP MINOR
  6. INTERMEZZO IN A MAJOR
  7. INTERMEZZO IN A MINOR
  8. CAPRICCIO IN C MAJOR
TWO RHAPSODIES, OP.79
  1. RHAPSODY NO.1 IN B MINOR
  2. RHAPSODY NO.2 IN G MINOR
SEVEN FANTASIES, OP.116
  1. CAPRICCIO IN D MINOR
  2. INTERMEZZO IN A MINOR
  3. CAPRICCIO IN G MINOR
  4. INTERMEZZO IN E MAJOR
  5. INTERMEZZO IN E MINOR
  6. INTERMEZZO IN E MAJOR
  7. CAPRICCIO IN D MINOR

ANNA VINNITSKAYA, PIANO

Anna Vinnitskaya

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MP3 | 320 KBPS | 102 MB

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Johannes Brahms (1833-1897)

3 INTERMEZZI, OP.117
  1. ANDANTE MODERATO
  2. ANDANTE NON TROPPO E CON MOLTO ESPRESSIONE
  3. ANDANTE CON MOTO
KLAVIERSTÜCKE, OP.118
  1. INTERMEZZO. ALLEGRO NON ASSAI, MA MOLTO APPASSIONATO
  2. INTERMEZZO. ANDANTE TENERAMENTE
  3. BALLADE. ALLEGRO ENERGICO
  4. INTERMEZZO. ALLEGRETTO UN POCO AGITATO
  5. ROMANCE. ANDANTE – ALLEGRETTO GRAZIOSO
  6. INTERMEZZO. ANDANTE, LARGO E MESTO
4 KLAVIERSTÜCKE, OP.119
  1. INTERMEZZO. ADAGIO
  2. INTERMEZZO. ANDANTINO UN POCO AGITATO
  3. INTERMEZZO. GRAZIOSO E GIOCOSO
  4. RHAPSODY. ALLEGRO RISOLUTO

ANNA FEDOROVA, Piano

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Anna Fedorova

Gostei muito das observações feitas pela Anna Fedorova no libreto do seu disco: For some time now, I have felt a strong urge to dive deeper into the world of Brahms. With this album, I feel very privileged to finally do so. Amid the chaos and the increasingly fast pace of the world right now, it felt kind of therapeutic to me. The music is deeply personal, full of tenderness, nostalgia, love and quiet reflection. At this stage of his life, he turned inward and wrote music of extraordinary intimacy and honesty. His lifelong bond with Clara Schumann remained a central part of his inner world. She was among the first to see these manuscripts and her presence seems to quietly accompany them, just as it accompanied Brahms throughout much of his life.

Fui buscar mais informações sobre a música de Brahms tocada no filme ‘Chuvas de Verão’ e o que descobri, com a ajuda do Chat PQP, está aqui, pode ser interessante.

Nadia Floresta de Miranda

Na documentação oficial da Cinemateca Brasileira, as peças para piano de Johannes Brahms incluídas na trilha sonora de Chuvas de Verão (1977) não são identificadas individualmente por seus nomes ou números de opus. O registro do filme detalha apenas que a trilha musical conta com fragmentos e composições de Johannes Brahms, executados no piano pela instrumentista Nadia Floresta de Miranda. A música erudita de Brahms divide espaço no longa de Cacá Diegues com faixas da música popular brasileira, incluindo fragmentos de Herivelto Martins, Jards Macalé, Jorge Mautner, Jararaca, Waldir Azevedo e a famosa canção de Roberto e Erasmo Carlos.

No Youtube há dois vídeos do Instituto Piano Brasileiro com interpretações da pianista Nadia Floresta de Miranda. No segundo deles, a partir de 23’, a Dona Nadia interpreta uma das peças de Brahms.

Nadia Soledade Floresta de Miranda | Scriabin, Prokofieff, Mussorgsky, Borodin (prov. 1962) – YouTube

Nadia Soledade Floresta de Miranda | Scriabin, Chávarri, Mompou, Khachaturian, Albéniz, Brahms |1977

Aproveite!

René Denon

Murphy (James Garner) & Emma (Sally Field)

Robert Schumann (1810 – 1856): Sinfonias – Los Angels Philharmonic Orchestra & Gustavo Dudamel [Platoon] ֎

Robert Schumann (1810 – 1856): Sinfonias – Los Angels Philharmonic Orchestra & Gustavo Dudamel [Platoon] ֎
O wende, wende deinen Lauf
Im Tale blüht der Frühling auf!

Alfred Böttger

A Primavera já está florindo no vale! Dizem que estes versos são a música que inicia a Primeira Sinfonia, justamente apelidada de ‘Primavera’ pelo próprio Robert. Vá lá, baixe os arquivos e confira você mesmo.

Schumann foi um compositor com grande pendor literário e o ano de 1840, no qual ele finalmente se casou com Clara, viu uma abundante produção de canções (Lieder), mas estava chegando a hora da música para orquestra.

Entre outubro de 1838 e abril de 1839 Schumann viveu em Viena e conheceu Ferdinand, irmão de Franz Schubert, que lhe apresentou a partitura da inédita ‘Sinfonia Grande’. Schumann arranjou para que ela fosse apresentada, o que aconteceu em Leipzig, dezembro de 1839, sob a regência do amigo Felix Mendelssohn.

Talvez a combinação disso tudo e mais o problema com os dedos da mão direita que o impedia de seguir uma carreira de pianista virtuoso, como a da esposa Clara, o tenha levado à composição de música orquestral. Com o gatilho da inspiração dada pelos versos, em quatro dias de janeiro de 1840 faz o esboço de toda a sinfonia, cuja orquestração estaria pronta em fevereiro.

Ele já tivera uma experiência com música sinfônica, como a composição de Sinfonia Zwickau e após a composição da ‘Primavera’ ele também compôs a peça Abertura, Scherzo e Finale e mais uma sinfonia em ré menor, que não teve tanto sucesso e foi posteriormente reformulada tornando-se a Quarta Sinfonia. De qualquer forma, deste período temos esta magnífica sinfonia, cheia de otimismo e vigor, refletindo a felicidade vivida no início do tão almejado casamento e que é aqui interpretada com todo o brilho e alegria que ela reflete pela ótima Orquestra de Los Angeles regida por Gustavo Dudamel.

A Segunda Sinfonia foi completada em 1846 e composta em um período no qual o compositor enfrentava problemas físicos e mentais. A sinfonia reflete um percurso que vai das dificuldades para a superação. Não deixe de prestar atenção em seu terceiro movimento, um sentido adagio, e a passagem para o exuberante final.

Mais cinco anos e Schumann se encontra em Düsseldorf, que fica próxima a Colônia e sua magnífica catedral, à beira do Reno. As belezas e as características da região o inspiram para a composição de sua Terceira Sinfonia, apelidada ‘Renana’, que demandaram cinco movimentos e não os usuais quatro, para poder acomodar tudo.

Como já foi mencionado, a Quarta Sinfonia é uma revisão de uma obra que fora composta mais cedo e apresenta algumas características inovadoras, como sua coesão e o fato de ser tocada, assim como o Concerto para Violoncelo, sem interrupções, de um movimento para o outro, sempre attacca.

Trechos do texto do site bem conhecido: A Quarta Sinfonia, de Robert Schumann, é a mais sombria e dramática do compositor. Após o sucesso da “Sinfonia Primavera”, o compositor voltou-se para uma linguagem mais densa e introspectiva, em ré menor, o que faz uma grande diferença, pois é a única em tonalidade menor, a mais pungente de todas.

Dez anos depois, em 1851, Schumann revisitou a partitura, e foi então que nasceu uma das obras mais inovadoras do século 19. Foi a primeira tentativa realmente eficaz de unificar os movimentos de uma sinfonia.

Robert Schumann (1810 – 1856)

Symphony No. 1 in B-Flat Major, Op. 38 “Spring”
  1. Andante un poco maestoso – Allegro molto vivace
  2. Larghetto
  3. Scherzo. Molto vivace
  4. Allegro animato e grazioso
Symphony No. 2 in C Major, Op. 61
  1. Sostenuto assai – Un poco più vivace – Allegro ma non troppo – Con fuoco
  2. Scherzo. Allegro vivace
  3. Adagio espressivo
  4. Allegro molto vivace
Symphony No. 3 in E-Flat Major, Op. 97 “Rhenish”
  1. Lebhaft
  2. Scherzo. Sehr mäßig
  3. Nicht schnell
  4. Feierlich
  5. Lebhaft
Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120 (1851 Version)
  1. Ziemlich langsam – Lebhaft
  2. Romanze. Ziemlich langsam
  3. Scherzo. Lebhaft
  4. Langsam – Lebhaft

Los Angeles Philharmonic Orchestra

Gustavo Dudamel

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MP3 | 320 KBPS | 310 MB

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“Over the years, the Los Angeles Philharmonic and I have built a special musical relationship founded on curiosity, trust, and a shared sense of adventure. Schumann’s symphonies reward that spirit of exploration, revealing new colors, contrasts, and emotional depths with each return. In this new recording, we sought to capture both the intimacy and the grandeur of his extraordinary voice.”

— Gustavo Dudamel

These live recordings were made during the Los Angeles Philharmonic’s 2018 ‘Schumann Focus’ festival. They are enjoyably warm-hearted yet clear-sighted performances overall, with more than a few moments of interpretative insight. The orchestra are in excellent form throughout, and although these are unapologetically big-band versions, Gustavo Dudamel does his best to keep textures clear – and quite successfully, for the most part.

If you’re looking for a traditional yet still illuminating approach, this new release is worthy of your consideration.

Veja: Vale a pena a sua consideração!

Aproveite!

René Denon

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Robert Schumann (1810 – 1856): Sinfonias – Stavanger Symphony Orchestra & Jan Willem de Vriend ֍

Igor Stravinsky (1882 – 1971): Le Baiser de la fée & Scènes de ballet – BBC Scottish Symphony Orchestra & Ilan Volkov [Hyperion] ֎

Igor Stravinsky (1882 – 1971): Le Baiser de la fée & Scènes de ballet – BBC Scottish Symphony Orchestra & Ilan Volkov [Hyperion] ֎

A música de Tchaikovsky é mais profundamente russa do que a música que há muito tem recebido o rótulo simplista de ser pitorescamente moscovita.                         
 I. Stravinsky
Strava ocupado revisando o texto da postagem…

Em 1921, Serge Diaghilev estava planejando a primeira produção no ocidente de ‘A Bela Adormecida’, balé com música de Tchaikovsky, e é bem possível que tenha pedido a Stravinsky para orquestrar algumas peças que haviam sido cortadas da versão do score de que ele dispunha. Pasmem, não havia internet naqueles dias, muito menos IA. Igor-Língua de Trapo-Stravinsky, que costumava fustigar vários de seus colegas compositores, mortos ou vivos, conterrâneos ou não, louvou a simplicidade da música de Tchaikovsky, sua veia melódica e o grande poder criativo evidente em sua música para o balé ‘A Bela Adormecida’.

Ilan Volkov

Alguns anos depois, por sugestão de Alexander Benois, pintor que trabalhara com Diaghilev, Stravinsky compôs a música para um balé a ser apresentado no verão europeu de 1928 pela companhia de Ida Rubinstein. A escolha caiu sobre uma história de Hans Andersen, A Donzela de Gelo, em óbvia ressonância com Tchaikovsky. O que parecia uma tarefa simples, tornou-se uma fonte que despertou a criatividade de Stravinsky, produzindo um balé que lembra Tchaikovsky, mas que é verdadeiramente Stravinsky. Eu adoro o tema logo no início do segundo quadro, sempre que ouço essa parte, ele gruda em meus ouvidos por bastante tempo.

A outra obra do disco é música composta em 1944 para um empresário da Broadway, Billy Rose, e faria parte como dança clássica do show ‘The Seven Lively Arts’. Ele queria uma versão curta do segundo ato de Giselle. O primeiro compositor a ser consultado para o trabalho foi Kurt Weill, que não aceitou, passando a empreitada para o Strava, que era do ramo (Apollo, Jeux de cartes) e bem sensível a moedas sonantes. O resultado está aí, 15 minutos de música para balé com base em regras clássicas e sem intenção de drama, mas com aquele abertura dramática, a la Stravinsky!

Igor Stravinsky (1882 – 1971)

Le Baiser De La Fée        (42:25)
  1. First Scene (Prologue) Lullaby In The Storm: Andante
  2. Second Scene A Village Fete: Tempo Giusto
  3. Third Scene At The Mill – Pas De Deux: Moderato
  4. Fourth Scene (Epilogue) Lullaby In The Land Of Eternity: L’istesso Tempo
Scène De Ballet (16:08)
  1. Introduction: Andante
  2. Danses Corps De Ballet: Moderato
  3. Variation Ballerina: L’istesso Tempo
  4. Pantomime: Lento
  5. Pas De Deux: Adagio
  6. Pantomime: Agitato Ma Tempo Giusto
  7. Variation Dancer: Risoluto
  8. Variation Ballerina: Andantino
  9. Pantomime: Andantino
  10. Danses Corps De Ballet: Con Moto
  11. Apothéose: Poco Meno Mosso

Orchestra – BBC Scottish Symphony Orchestra

Conductor – Ilan Volkov

Producer [Recording Producer] – Andrew Keener

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MP3 | 320 KBPS | 143 MB

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O disco é um primor, com produção geral de Andrew Keener e todos os acabamentos primorosos que a Hyperion oferece em cada um de seus lançamentos. O libreto, cuidadosamente escrito e muito bem ilustrado (veja a linda capa, no alto da postagem) com muita informação, está no site do selo e também nos arquivos da postagem.

A crítica do Classics Today é bastante favorável: Ilan Volkov’s first disc of the less-usual Stravinsky ballets was excellent, and so is this one. […  Há um outro disco do selo Hyperion com música para balé, de Stravinsky, pelo mesmo conjunto.] The BBC Scottish Symphony plays both works with elegance and panache. Solo winds relish their many opportunities to shine, and rhythms, particularly in Scènes de ballet, are appropriately clean without ever turning dry.

 The Fairy’s Kiss, based on Tchaikovsky, is a tricky piece to play well; you need to capture something of the older Russian composer’s lyrical juice while remaining mindful of the younger man’s emotional coolness and ironic sense of distance. Volkov walks the tightrope very well; the music sings and flows, but never wallows. Fine sonics complement the performances, making this release easily recommendable.

Fácilmente recomendável, pois é ótimo disco…

Aproveite!

René Denon

Ilan Volkov, em foto mais recente…
Ilustração oferecida pela incansável equipe de artes da PQP Bach Publishing House para a postagem…

Bach (1685 – 1750): Concertos para Violino – Hilary Hahn (violino) – Los Angeles Chamber Orchestra – Jeffrey Kahane [DG] ֎

Bach (1685 – 1750): Concertos para Violino – Hilary Hahn (violino) – Los Angeles Chamber Orchestra – Jeffrey Kahane [DG] ֎
“…A experiência passada, revivida em seu significado, não é a experiência de uma única vida, mas de muitas gerações…”                                                                                                    T.S.Eliot

A violinista Hilary Hahn mencionou esta frase no libreto do disco, contando que a avistou na parede de um camarim enquanto fazia o aquecimento para um concerto, e afirmou que, se o poeta estivesse se referindo à música de Bach, não poderia estar mais certo. Podemos entender melhor o que ela quis dizer, seguindo a leitura do libreto um pouco mais, no qual ela descreve suas primeiras experiências em tocar em público peças de Bach, acompanhada por seus professores e usando instrumentos que no passado tocaram a mesma música por gerações anteriores. Mesmo que ela estivesse se referindo apenas à perspectiva de interpretação, de tocar a música de Bach, podemos pensar também que o próprio João Sebastião estava conectado à música de gerações e gerações de compositores que o precederam ou mesmo que eram seus contemporâneos e revivia essas experiências, com sua própria genialidade, na sua música.

Havia um bom tempo que não ouvia esse repertório e as últimas audições haviam sido de gravações com instrumentos de época, das quais gosto muito. Mas, foi com particular prazer que ouvi vezes e vezes esse disco, fazendo me lembrar das primeiras gravações que ouvi, dessas obras, especialmente com o belga Arthur Grumiaux.

Impossível ouvir apenas uma vez um disco como este, mesmo que você seja um adepto fervoroso da seita dos admiradores das práticas musicais historicamente informadas, ou instrumentos de época, para os íntimos.

Eu tenho uma predileção mais que especial pelos movimentos lentos dos concertos com dois solistas. Estes concertos também aparecem com roupagem de concertos para dois cravos e são fontes intermináveis de prazer… Podem aproveitar à vontade, não há qualquer contraindicação!

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto for violin, strings and continuo in E major, BWV 1042
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro assai
Concerto for 2 violins, strings and continuo in d minor, BWV 1043
  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro
Concerto for violin, strings and continuo in a minor, BWV 1041
  1. (Allegro moderato)
  2. Andante
  3. Allegro Assai
Concerto for oboe, violin, strings and continuo in c minor, BWV 1060
  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Violin – Hilary Hahn

Violin [Violin II] – Margaret Batjer

Oboe – Allan Vogel

Los Angeles Chamber Orchestra

Jeffrey Kahane

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MP3 | 320 KBPS | 147 MB

HH

No libreto, veja o que é dito sobre os movimentos lentos dos concertos duplos:

Esses movimentos [o primeiro e o último do Concerto para Oboé e Violino] emolduram um Adagio luminoso e introspectivo, no qual os dois solistas desenvolvem linhas contrapontísticas elegantes sobre acordes simples da orquestra.

O movimento lento do Concerto para Dois Violinos é um exemplo particularmente primoroso da habilidade de Bach em fazer o tempo parecer parar enquanto os músicos tecem uma tapeçaria mágica com fios de pungência, resignação e ternura. Qualquer coisa pareceria uma intrusão após um movimento como esse, mas Bach não poupa esforços no final incomumente enérgico, até mesmo impetuoso.

Atendendo ao pedido de uma ilustração do violinista belga mencionado no post, a ilustre equipe de artes do PQP Bach Publishing House enviou essa linda foto de outro simpático personagem belga…

Bartók (1881 – 1945): Os Concertos para Piano – (Zimerman | Andsnes | Grimaud) – (Chicago Symphony Orchestra | Berliner Philharmoniker | London Symphony Orchestra) – (Pierre Boulez) [DG] ֎

Bartók (1881 – 1945): Os Concertos para Piano – (Zimerman | Andsnes | Grimaud) – (Chicago Symphony Orchestra | Berliner Philharmoniker | London Symphony Orchestra) – (Pierre Boulez) [DG] ֎

Para mim, os concertos para piano de Bartók fazem parte do clímax de sua produção. Não se pode descrever o Século XX sem mencionar essas obras.

Pierre Boulez

Pierre se achando por aparecer, de novo, no PQP Bach…

É por isso que me atrevo postar este disco, que já apareceu por estas digitais páginas duas vezes, pelas mãos dos fundadores do blog, como parte de uma caixa com gravações de Boulez para a Deutsche Grammophon.
De todos os gêneros musicais, o que mais me atrai é o concerto para piano. É o tipo de música que mais geralmente ouço. Adoro os concertos de Mozart, Bach, Beethoven, Brahms, tudo maravilhas. Os mais românticos, como os concertos de Rachmaninov e Tchaikovsky, Schumann, Grieg, Chopin com menos frequência, mas sempre com muito prazer. Tem também os concertos para piano disfaçados de outra coisa, como as Variações Sinfônicas de César Franck e Noites nos Jardins de Espanha de Manuelito de Falla. Gosto muito do Concerto Egípcio de Saint-Saëns. Mais recentemente, os concertos modernosos de Poulenc e Tippett me encantaram. Um lugar mais que especial em meu coração (musical) fica assim reservado para aqueles compostos no início do século XX, os concertos de Ravel, em sol maior e o concerto para a mão esquerda, os concertos de Prokofiev, especialmente os de números ímpares, e os concertos de Bartók!
O disco da postagem foi gravado, cada concerto em uma locação diferente, como orquestras e solistas diferentes, tendo em comum apenas o maestro Boulez, mas tem uma unidade que muito me impressiona. Eu simplesmente amo essas gravações. Acho que o tempo em cada um desses tão diferentes concertos é perfeito, e o solista de cada um deles muito adequado. Não deixes de ouvir e podes dizer, nas rodas de conversa sobre música, que tens bom gosto musical! (Esta frase saiu meio agauchada. Bah!)

Béla Bartók (1881 – 1945)

Concerto para Piano No. 1
  1. Allegro Moderato – Allegro
  2. Andante – Allegro – Attacca:
  3. Allegro Molto

Krystian Zimerman, piano

Chicago Symphony Orchestra

Concerto para Piano No.2
  1. Allegro
  2. Adagio – Presto – Adagio
  3. Allegro Molto

Leif Ove Andsnes, piano

Berliner Philharmoniker

Concerto para Piano No.3
  1. Allegretto
  2. Adagio Religioso
  3. Allegro Vivace

Hélène Grimaud, piano

London Symphony Orchestra

Pierre Boulez

Gravações:

Chicago, Orchestra Hall (2001)

Berlim, Philharmonie, Grosse Saal (2003)

Londres, Jerwood Hall (2004)

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

Béla de boa, na Sala de Tapetes Persas, no Grand Hall do PQP Bach, de Budapest

De uma crítica: Three concertos, three orchestras, three soloists, one conductor–an interesting concept, and it works. These are very fine performances by any standard. […] Given the different recording venues, the sonics are surprisingly well equalized from one performance to the next, and while my reference edition remains Kocsis on Philips, this disc does full justice to the music and provides an excellent showcase for three of today’s most interesting and exciting pianists. It’s a keeper, for sure.
E ainda outra: A fascinating release, then, with much that is compelling and illuminating. The Grimaud/Boulez partnership proves particularly special.

Guarde, esse é particularmente especial!

Aproveite!

René Denon

Franz Schubert (1797 – 1829): Sinfonias Nos 5, Abertura ‘Die Zauberharfe’ (Rosamunde) & Sinfonia ‘Inacabada’ – Orquestra de Câmara da Rádio Holandesa & Ton Koopman [Erato] ֎

Franz Schubert (1797 – 1829): Sinfonias Nos 5, Abertura ‘Die Zauberharfe’ (Rosamunde) & Sinfonia ‘Inacabada’  – Orquestra de Câmara da Rádio Holandesa & Ton Koopman [Erato] ֎

Este dia luminoso, belo e radiante ficará comigo para o resto da vida. Os sons mágicos da música de Mozart ainda ressoam suavemente ao longe.               
Schubert

Schubert é justamente famoso por suas canções, música para piano e maravilhosas peças de música de câmara, mas Schubert tinha também bastante experiência pessoal com música para orquestra. Teve também aspirações de ganhar fama compondo música para teatro (singespiel).

Suas seis primeiras sinfonias foram compostas para orquestras amadoras, formada por músicos que se reuniam nas casas de um deles, como uma na qual Schubert tocava viola e se reunião na casa de Otto Hatwig, um violinista vienense.

Essa orquestra fez uma única apresentação durante a vida do compositor da sua Quinta Sinfonia, essa maravilha que inicia o disco da postagem e tem grandes paralelos com a Sinfonia No. 40 de Mozart, a quem Schubert idolatrava naqueles dias. Veja a citação do início da postagem, parte do registro que Schubert fez pouco depois de ter ouvido a um dos quintetos de Wolfie.

A Quinta Sinfonia tem a mesma orquestração da primeira versão da obra escrita por Mozart e Schubert havia feito uma cópia do Scherzo da peça…

A seguir, no disco, uma Abertura que Schubert usou como parte da música incidental que ele compôs para uma peça – Rosamunda. A música foi considerada a melhor parte da peça, que não fez qualquer sucesso. A abertura, no entanto, havia sido tomada emprestada de uma ópera composta por Schubert uns três anos antes – Die Zauberharfe. A abertura é bastante efetiva, como você poderá observar ouvindo o disco, que termina com a (possivelmente) mais famosa das sinfonias de Schubert – a Inacabada.

Esta obra não poderia ser mais misteriosa – para quais propósitos Schubert iniciara a composição de uma obra de tal escopo e por que não a teria ‘terminado’? Uma possível resposta seria a não iminência de tê-la interpretada. Mas, há a interessante possibilidade de que o compositor ter-se-ia dado por satisfeito com os dois contrastantes movimentos. Os originais da partitura foram dados a um compositor menor, Anselm Hüttenbrenner, que os manteve entre seus guardados por uns 35 anos após a morte de Schubert, só então oferecendo-os para o regente Johann Herbeck, que então arranjou a primeira apresentação da obra.

Franz Schubert (1797 – 1828)

Symphony No.5 In B Flat Major D.485

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Minuetto e trio
  4. Allegro vivace

Overture “Die Zauberharfe” D.644 ( Rosamunde)

  1. Overture

Symphony No.8 (7) In B Minor D.759 “Unfinished”

  1. Allegro moderato
  2. Andante con moto

The Netherlands Radio Chamber Orchestra

Ton Koopman

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MP3 | 320 KBPS | 160 MB

Chat PQP sobre a Quinta Sinfonia: Critics praise Koopman for capturing the “gemütlich” (cozy, friendly, and comfortable) spirit of this bright piece. Most of the movement feels fresh and satisfying.

Sobre a abertura: Described as fresh and exhilarating with no complaints from reviewers.

Os críticos são um pouquinho reticentes com a interpretação da Inacabada, mas o disco ganhou minha admiração pela primeira parte, especialmente a ‘mais mozartiana das sinfonias de Schubert’…

Aproveite!

René Denon

Ton, Ton, Ton, calma com as cordas da PQP Bach Sinfonietta de Amsterdam, NY

W. A. Mozart (1756 – 1791): Sinfonias Nos. 35, 36 & 38 – J. V. Voříšek (1791 – 1825): Sinfonia em ré maior – Prague Philharmonia & Jiří Bělohlávek [harmonia mundi & Supraphon] [Dose Dupla] ֎֎

W. A. Mozart (1756 – 1791): Sinfonias Nos. 35, 36 & 38 – J. V.  Voříšek (1791 – 1825): Sinfonia em ré maior – Prague Philharmonia & Jiří Bělohlávek [harmonia mundi & Supraphon] [Dose Dupla] ֎֎

Mozart was a genius and prodigy in Vienna and Paris and celebrated at such, but he was a rock star in Prague.

Mozart certamente era celebrado por todos os lugares que passava, mas a sua relação com a cidade de Praga era especial. Como bem colocou o maestro Wilbur Lin, em Praga ele era amado, o equivalente ao que hoje chamamos de estrela de roque! Em Praga foi estreada a ópera Don Giovanni e ele compôs uma sinfonia para a cidade, a Sinfonia Praga.

Mais uma edição da coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’ na qual temos dois álbuns com a mesma orquestra regida pelo seu regente, mas em selos diferentes, tocando música de Mozart. Basta baixar os arquivos e mandar ver…

É claro que a estrela da postagem é Mozart, com três de suas sinfonias de maturidade, lindas e muito bem apresentadas pelos músicos da cidade que o recebeu como uma verdadeira estrela. As Sinfonias Nos. 35 e 36 figuram no álbum com selo harmonia mundi – France. O outro álbum, do selo Supraphon, traz a Sinfonia No. 38, apelidada Sinfonia Praga. Acompanha a única sinfonia composta por Jan Voříšek, compositor boêmio que é da geração posterior a Mozart, ainda enraizado no classicismo, mas já com aspirações românticas. Aliás, esse compositor andou aqui pelo blog dia desses, a pedidos. É verdade, ele não chega a ser um Mozart, mas tem seus bons momentos. De qualquer forma, não devia ser fácil escrever sinfonias pouco tempo depois da morte de Mozart e quando ainda atuavam Haydn e o jovem Beethoven. De qualquer forma, vale a pena conferir.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Symphony No. 35 “Haffner” D-Dur K. 385

  1. Allegro Con Spirito
  2. Andante
  3. Menuetto
  4. Finale. Presto

Symphonie No. 36 “Linz” C-Dur K. 425

  1. Adagio – Allegro Spiritoso
  2. Andante
  3. Menuetto – Trio
  4. Presto

The Prague Philharmonia

Jiří Bělohlávek

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

______o\0O0/o______

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Symphony No. 38 In D Major ‘Prague’, K 504

  1. Adagio – Allegro
  2. Andante
  3. Finale. Presto

Jan Václav Hugo Voříšek (1791 – 1825)

Symphony in D major Op.24

  1. Allegro con spirito
  2. Andante
  3. Scherzo. Allegro ma non troppo
  4. Finale. Allegro con brio

The Prague Philharmonia

Jiří Bělohlávek

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

Estes discos estão disponíveis nas plataformas Tidal: [hm France], [Supraphon]   e   Qobuz: [hm France], [Supraphon]

 

 

Aqui, a parte ‘boa’ da crítica feita por Andrew Clements: the playing of the Czech strings in particular is impressively flexible, and their rhythmic pointing in the faster music is exhilarating.

Trecho de uma crítica num site tcheco, sobre o disco da Supraphon: Here then is a new title from the workshop of the Prague Philharmonia, offering fresh evidence of its musicians´ exceptional flair, being issued to mark the orchestra’s anniversary. The selections – Mozart’s “Prague” Symphony and Vorisek´s Symphony in D major – furnished the players and conductor alike with a golden opportunity literally to shine in their presentation of these compositional jewels. Their account is breathtaking indeed. Jewels of compositional art inequally brilliant readings by the Prague Philharmonia.

Veja como eles escrevem por lá:

W. A. Mozart

Symfonie č. 35 D dur “Haffnerova”, KV 385

Symfonie č. 36 C dur “Linecká”, KV 425

“Toto provedení Mozarta je úžasné, plné zářivé krásy, čímž má být řečeno, že je nezvykle propracované, má hloubku a zápal.”

“Esta interpretação de Mozart é maravilhosa, repleta de beleza radiante, ou seja, é excepcionalmente elaborada, profunda e apaixonada.”

– Classics Today

Aproveite! Aproveite!

René Denon

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Arriaga; Voříšek: Symphonies – Sir Charles Mackerras, Scottish Chamber Orchestra HYPERION 1995

Beethoven (1770 – 1828): Concerto para Piano No. 3 – Caroline Shaw (1982 – ): Watermark – Jonathan Biss (piano), Swedish Radio Symphony Orchestra & Malin Broman – [Orchid Classics] ֎

Beethoven (1770 – 1828): Concerto para Piano No. 3 – Caroline Shaw (1982 –     ): Watermark – Jonathan Biss (piano), Swedish Radio Symphony Orchestra & Malin Broman – [Orchid Classics] ֎
The man who can wield the power of this sword can summon to him an army more deadly than any that walks this earth. Put aside the Ranger. Become who you were born to be. Take the Dimholt Road.
Torne-se quem você nasceu para ser!

Eu simplesmente adoro essas frases de Lord Elrond, personagem do “Senhor dos Anéis”, dirigindo-se a Aragorn, criações do genial J. R. R. Tolkien, e lembrei-me dela ao pensar no período vivido por Beethoven durante a criação de seu Terceiro Concerto para Piano, o único em dó menor. Você deve saber que o ponto de partida foi o Concerto para Piano No. 24, também em dó menor, de Mozart. (Veja mais sobre esse tema aqui, por exemplo.) De qualquer forma, entre 1800, quando o concerto começou a ser escrito, e 1803, quando foi tocado pela primeira vez, tendo o próprio compositor como solista, improvisando a cadência, Ludwig tornou-se Beethoven, como definitivamente o conheceríamos. Claro, muito ainda restava em estoque, mas a mudança dos dois primeiros concertos ‘oficiais’ para este terceiro, é significativa. Acho interessante ouvi-lo assim, desgarrado de seus outros pares, e essa gravação com o pianista Jonathan Biss nos apresenta uma interpretação, digamos assim, contemporânea. Depois dos excessos românticos de gerações de pianistas lendários, depois das revisões feitas pelas interpretações historicamente informadas, com instrumentos de época, talvez essa gravação traga um certo equilíbrio, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Jonathan Biss nasceu em uma família de músicos e aos 17 anos, após já muitos estudos de piano, tornou-se aluno de Leon Fleisher no Curtis Institute of Music.

Este disco faz parte de um conjunto de cinco, cada um com um dos concertos para piano de Beethoven, mais uma obra contemporânea, encomendada para a ocasião. Este foi gravado ao vivo e a obra que acompanha o Concerto No. 3 é de Caroline Adelaide Shaw, chama-se Watermark e tem várias citações do concerto. O disco foi gravado ao vivo.

While Mr. Biss’s life in music provides him with tremendous satisfaction, playing music remains ever a struggle. He regards it as a pleasure and privilege to live this struggle, and to share its results with other people. [Embora a vida musical proporcione ao Sr. Biss imensa satisfação, tocar música continua sendo uma luta constante. Ele considera um prazer e um privilégio vivenciar essa luta e compartilhar seus resultados com outras pessoas.]

Ludwig van Beethoven (1770 – 1828)

Piano Concerto No. 3 in C minor, Op. 37

  1. Allegro con brio
  2. Largo
  3. Rondo: Allegro – Presto

Caroline Shaw (1982 –     )

Watermark

  1. I
  2. II
  3. III

Jonathan Biss, piano

Swedish Radio Symphony Orchestra

Malin Broman

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MP3 | 320 KBPS | 133 MB

Você pode ouvir este álbum no Tidal ou Qobuz!

Caroline adorou estrear no PQP Bach…

Caroline Adelaide Shaw is an American composer of contemporary classical music, violinist, and singer. She won the 2013 Pulitzer Prize for Music for her a cappella piece Partita for 8 Voices. Shaw received the 2022 Grammy Award for Best Contemporary Classical Composition for her Narrow Sea, and the 2025 Grammy Award for Best Chamber Music/Small Ensemble Performance for her Rectangles and Circumstance.

Caroline Adelaide Shaw é uma compositora americana de música clássica contemporânea, violinista e cantora. Ela ganhou o Prêmio Pulitzer de Música de 2013 por sua peça a cappella Partita for 8 Voices. Shaw recebeu o Grammy de Melhor Composição Clássica Contemporânea em 2022 por Narrow Sea e o Grammy de Melhor Performance de Música de Câmara/Pequeno Conjunto em 2025 por Rectangles and Circumstance.

Jonathan Biss is widely admired for his Beethoven – and this recording of the Third Concerto helps cement his reputation. It may be a middle-of-the-road interpretation: certainly, it aims for neither the edgy drama of Rubinstein’s version with Toscanini (RCA, 1/91) nor the deliberation (in several senses) of Arrau with Colin Davis (Philips, 6/89). But it’s middle-of-the-road in the best sense, offering imagination without eccentricity, pressure without pushiness, elegance without pretension, detail without fuss. Even when the playing is daringly flexible (say, the beginning of the second movement), it never loses shape; even when it turns volatile (say, the pounce at bar 57 in the finale), it never loses decorum. If you’re looking for one recording to live with, Biss’s is a plausible choice.

Jonathan Biss é amplamente admirado por suas interpretações de Beethoven – e esta gravação do Terceiro Concerto ajuda a consolidar sua reputação. Pode ser uma interpretação moderada: certamente, não busca o drama vibrante da versão de Rubinstein com Toscanini (RCA, 1/91) nem a ponderação (em vários sentidos) de Arrau com Colin Davis (Philips, 6/89). Mas é moderada no melhor sentido, oferecendo imaginação sem excentricidade, pressão sem agressividade, elegância sem pretensão, detalhe sem afetação. Mesmo quando a execução é ousadamente flexível (digamos, no início do segundo movimento), nunca perde a forma; mesmo quando se torna volátil (digamos, o ataque no compasso 57 do finale), nunca perde o decoro. Se você procura uma única gravação para ter sempre consigo, a de Biss é uma escolha plausível.

Escolha plausível, vindo da stiff Gramophone, é um baita elogio… eu recomendo!

Aproveite!

René Denon

PS: Se você apreciou essa postagem, talvez queira visitar também essa aqui:

Mozart (1756 – 1791): Concertos para Piano Nos. 21 e 22 – Jonathan Biss & Orpheus Chamber Orchestra ֎

Ravel & Bartók – Ma mère l’oye (Suíte) & Divertimento – Czech Philharmonic & Jiří Bělohlávek – [Supraphon] ֎

Ravel & Bartók – Ma mère l’oye (Suíte) & Divertimento – Czech Philharmonic & Jiří Bělohlávek – [Supraphon] ֎

Aceite nosso convite para um encontro com Jiří Bělohlávek, que amava a música acima de tudo e a serviu com a lealdade de um cavaleiro até o fim.
[frase citada no site Presto Classic]

As gravações reunidas neste disco são do início da carreira do grande maestro tcheco Jiří Bělohlávek, que amava a música acima de tudo, e o mostram preocupado em revelar as muitas qualidades da excelente orquestra. Eu presumo que a gravação foi feita na casa de concertos Rodolfinum, em Praga, reconhecida mundialmente por sua acústica espetacular, o que acrescenta ainda mais beleza no som capturado.

As obras não poderiam ser mais contrastantes, apesar da peça de Bartók haver sido composta apenas duas décadas depois da Suíte de Ravel. A Pavane pour une infante défunte e a Suíte Ma mère l’oye são para orquestra completa, o Divertimento, de Bartók, foi composto para orquestra de cordas. Essa peça foi encomendada por Paul Sacher, o maestro e mecenas suíço, que regia sua própria orquestra.

As peças de Ravel surgiram em versões para piano ou piano a quatro mãos, mas ganharam suas versões (magníficas) para orquestra e evocam outras épocas ou o universo dos contes de fada.

A peça de Bartók tem um que de neoclassicismo, com seus três movimentos, rápido-lento-rápido, evocando o concerto grosso. O lento movimento central, com seu caráter de noturno, é ladeado por dois movimentos que evocam danças e tem ritmos acelerados, com texturas realçadas por cordas beliscadas. Achei o primeiro movimento realmente irresistível.

Maurice Ravel (1875 – 1937)

Pavane pour une infante défunte

  1. Pavane

Ma Mère l’Oye

  1. Pavane de la Belle au bois dormant
  2. Petit Poucet
  3. Laideronette, impératrice des Pagodes
  4. Les entretiens de la Belle et de la Bete
  5. Le Jardin féerique

Béla Bartók (1881 – 1945)

Divertimento for Strings, Sz. 113

  1. Allegro non troppo
  2. Molto adagio
  3. Allegro assai

Czech Philharmonic Orchestra

Jiří Bělohlávek

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MP3 | 320 KBPS | 118 MB

As obras deste disco estão [também] em um conjunto de 8 CDs, fazendo parte de uma antologia da carreira do maestro. Os trechos a seguir foram extraídos de uma crítica deste pacote e pode ser lida na íntegra aqui.

Then we delve back into the vaults for the Ravel diptych, performances dating from 1973 and the very early days of his LP catalogue – with the Czech Philharmonic […].

Bartók’s Divertimeto has been on CD before – it dates from 1973 – possibly because it’s with the Czech Philharmonic[…]. It’s quite a rare example of Bělohlávek conducting Bartók.

These eight CDs offer a fair and thoughtful summation of Bělohlávek’s studio legacy and demonstrate the high level of interpretative control and consistency he displayed throughout his career.

Aproveite!

René Denon

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Mussorgsky (1839-1881): Quadros de Uma Exposição / Ravel (1875-1937): Ma Mère l’Oye & Rapsódia Espanhola – Carlo Maria Giulini

Haydn (1732 – 1809) – Rachmaninov (1873 – 1943) – Prokofiev (1891 – 1953) – Peças para Piano – Lukáš Vondráček – [TwoPianists] ֎

Haydn (1732 – 1809) – Rachmaninov (1873 – 1943) – Prokofiev (1891 – 1953) – Peças para Piano – Lukáš Vondráček – [TwoPianists] ֎
A musicalidade natural e segura de Lukáš Vondráček, aliada a uma técnica notável, há muito o destacam como um músico talentoso e maduro. 
Lukáš olhando a capa do disco de estreia e achando linda!

Após uma semana ouvindo canções napolitanas (e adorando isso) dei com meus costados neste disco que achei maravilhoso, refrescante, cheio de vigor e verve.

O pianista checo Lukáš Vondráček já nos brindou com uma ótima integral dos concertos para piano de Rachmaninov, que você pode desfrutar clicando aqui, numa ancestral postagem da coluna Dose Dupla – Dois pelo preço de um.

O disco desta postagem é mais antigo do que a gravação dos concertos, é o primeiro disco ‘comercial’ do moço. O repertório é de largo espectro, como convém para o primeiro projeto de um jovem talentoso artista. Começa com uma clássica sonata de Haydn com suas melhores características evidenciadas – humor memorável, ritmos marcantes e temas adoráveis. Em seguida, quase 20 minutos de romantismo tardio lançando um olhar sobre um tema marcante na história da música – La Folia – na peça Variações sobre um tema de Corelli, de Rachmaninov. Para terminar, um banho de modernidade, a espetacular Sonata No. 7, de Prokofiev, uma das Três Sonatas da Guerra.

Eu ouvi o disco umas três vezes de enfiada e continuo voltando a ele, especialmente pelas sonatas. Ah, mas o tema de Corelli também é muito bonito.

Franz Joseph Haydn (1732-1809)

Sonata in C major, Hob. XVI:50

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro molto

Sergei Rachmaninoff (1873-1943)

Variations on a Theme by Corelli, Op. 42

  1. Variations

Sergei Prokofiev (1891-1953)

Sonata No. 7, Op. 83

  1. Allegro inquieto
  2. Andante caloroso
  3. Precipitato

Lukáš Vondráček, piano

Recorded at: Endler Hall, StellenboschUniversity, South Africa, 29 – 30/09/2012
Produced by: Luis Magalhães
Balance engineer: Gerhard Roux

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

Lukáš Vondráček

TwoPianists Records is delighted to introduce Lukáš in his first major solo disc. […] What appealed to us about his playing is Lukáš’ immense musical personality – untamed, fresh, individual and above all, effortless. In an industry filled with talent, Lukáš Vondráček is most certainly a name to watch!

Czech pianist Lukáš Vondráček’s album featuring Haydn, Rachmaninov, and Prokofiev showcases his immense, untamed musical personality. Critics praise his effortless technique, where he balances volatile, thunderous power in Rachmaninov and Prokofiev with a rare, crystalline clarity and imagination in Haydn’s classical structures.

Enjoy!

Aproveite!

René Denon

O álbum pode ser ouvido na plataforma Tidal

.: interlúdio :. Serenata a Napoli (Pene Pati) & O Sole Mio (José Carreras) – [Dose Dupla] ֎֎

.: interlúdio :. Serenata a Napoli (Pene Pati) & O Sole Mio (José Carreras) – [Dose Dupla] ֎֎

Que coisa linda é um dia de sol!
O ar puro depois da tempestade,
O ar fresco parece já uma festa…
Que coisa linda é um dia de sol!

Que país europeu melhor inspiraria algum de seus poetas a escrever versos como estes que não fosse a Itália? Lembremo-nos da Sinfonia Italiana, de Mendelssohn. Há alguma sinfonia ainda mais ensolarada do que ela?

Pois na Itália há lugares lindos, como a região de Nápoles, com sua cidade entre o mar e o vulcão. Suas belezas inspiram seus habitantes há muitos séculos. Com uma cultura riquíssima, gastronomia e música entre elas, é certamente um lugar para se conhecer. Ainda não deu tempo de ir? Então, não deixe de ler o livro de Susan Sontag – O Amante do Vulcão –, e de ouvir as canções da postagem.

Primeira edição da coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’ do tipo .: interlúdio :. , com dois álbuns contrastantes, mas sobre o mesmo tema e, em algum sentido, complementares.

Carmine no Borello

Você pode estar se perguntando: como esse cara foi dar com seus costados em tais paragens? Pois bem, eu explico: perto de onde moro há um restaurante que serve comida italiana e em algumas noites da semana, terças e quintas-feiras, por exemplo, há música ao vivo. Tudo por conta de um simpaticíssimo chef-cantor, o Carmine. Nas quintas ele é acompanhado pelo maestro pianista que também o persegue levando o acordeão quando o tenor sai brindando algumas das mesas com uma canção específica, seja por um pedido especial, seja por ter aparecido algum comensal em dia de aniversário, e o contrabaixista, que dá deveras profundidade à música que eles produzem com clara cumplicidade e alegria. Canções napolitanas fazem parte forte do repertório e aprendi rápido que há algumas pérolas que brilham mesmo quando a interpretação não é perfeita, contanto que venha do coração. Marechiaro é uma delas, assim como a animada Funiculì, funiculà, você certamente já a ouviu por aí. Cada frequentador do restaurante que aparece mais de uma vez começa a desenvolver uma predileção por esta ou aquela. Eu adorei ‘O surdato ‘nnamurato. Foi assim que comecei a ouvir essas ‘canções napuletanas’ também fora do restaurante.

Este tipo de música popular tem raízes bem antigas nesta região de Nápoles e floresceu com muita força no fim do século XIX e início do século XX, com verdadeiros hits, tais como O sole mio, Torna a Surriento e o já mencionado hino aos bondinhos do vulcão, o Funiculì, funiculà, todas aí nos dois discos da postagem. O gênero é popular, mas sempre atraiu os grandes cantores de óperas – os tenores famosos –, desde Enrico Caruso, Tito Schipa, Mario Lanza, Giuseppe Di Stefano e Franco Corelli. É uma grande oportunidade para o cantor aproximar-se de um público que nem sempre está inclinado a ouvir música erudita. Os temas, como é de esperar, são de grande apelo: amores interrompidos, dores de cotovelo, saudades de algum lugar especial…

Eu escolhi dois álbuns que estão recheados de sucessos e, ao mesmo tempo, oferecem perspectivas diferentes destas tais ‘canções napuletanas’. O disco do Pene Pati – Serenata a Napoli – eu achei lindo e é bem recente. Ele tem uma voz muito bonita e a usa com leveza e suavidade. Além disso, o acompanhamento é primoroso, colocado ao encargo do grupo Il Pomo d’Oro, sob a liderança do guitarrista Antonello Paliotti, que nasceu em Nápoles. Além das canções, você ouvirá alguns números instrumentais.

Para uma perspectiva mais próxima da ópera, temos o disco do tenor José Carreras, gravado já há um bom tempo. Carreras é um dos vértices do famoso triângulo dos tenores, os outros dois, Pavarotti e Plácido Domingo. Eles também gravaram discos no gênero, mas eu me sinto mais à vontade com a abordagem do José. Ah, ia me esquecendo, no disco do Carreras o acompanhamento é da English Chamber Orchestra, aquela a que recorríamos para segurança da música barroca, antes do movimento dos instrumentos e práticas de época.

Para saber mais detalhes sobre as canções, seus compositores e letristas, busquei bastante e achei muito boa a página criada por Natalia Chernega, que você pode acessar aqui.

Nesta mencionada página há gravações antigas das canções lá mencionadas. Acabei assim montando um arquivo para cada disco, com gravações alternativas, são assim uma versão ‘genérica’ dos discos, completados por uma ou duas outras gravações que busquei no Youtube. A qualidade do som não chega a atender os requisitos do selo PQP Bach-Iso de Qualidade, mas a diversão é certamente garantida, com algumas boas surpresas.

Uma delas é o cantor Roberto Murolo, que canta a versão genérica da canção Marechiaro, uma pérola. Roberto é filho de um poeta, Ernesto Murolo, que escreveu letras de muitas canções napolitanas. Creio que ele merece uma postagem própria, mas primeiro vamos de Pati e Carreras.

Quais são as canções que eu gostei mais, que Carmine e eu recomendaríamos sem dúvida, aquelas que grudaram por mais tempo nos meus ouvidos?

Pois bem, ‘O surdato ‘nnamurato é minha mais preferida, ela grudou mesmo, especialmente o pedacinho em que se canta

Oje vita, oje vita mia!

Oje core ‘e chistu core!

Sì stata ‘o primmo ammore

E ‘o primmo e ll’urdemo sarraje pe’ mme!

A canção foi composta em 1915, durante a Primeira Grande Guerra e dá para entender o tema a partir daí.

Mas, Maria, Marì, Era di Maggio e ‘A vucchella são também belíssimas. Maggio, como você deve adivinhar, é o mês de Maio, que no Norte é o mês da Primavera. Lembram do lindo Lied de Schumann, Im wunderschönen Monat Mai?

Vucchella, vocês sabem o que é? Eu meio que custei a descobrir… Vucca significa boca no dialeto napolitano e vucchella significa boquinha, assim como no Português a terminação faz o diminutivo. Aliás, ouvindo o Roberto Murolo cantar me fez lembrar da nossa língua, de vez em quando.

Falando nisso, não deixe de ouvir a canção Marechiaro, outra que eu ouço sem cançar. Core ‘ngrato é bonita, começa com o cara dizendo o nome da moça: Catarì, Catarì… e Dicitencello vuie chegou a aparecer no álbum da Zizi Possi, que canta lá umas coisas bem bonitas, ainda vou passar algum tempo ouvindo a moça.

Assim, você poderá também explorar e descobrir um pouco dessa arte tão popular, mas também bem próxima do canto lírico.

‍Eduardo Di Capua‍ / Giovanni Capurro

  1. O sole mio‍

Paolo Costa ‍(Pasquale Mario Costa) / Salvatore Di Giacomo

  1. Napulitanata

Eduardo Di Capua‍ / Vincenzo Russo

  1. Maria, Marì‍

Antonello Paliotti‍

  1. Variazioni sul Basso di Tarantella: I. Preludio
  2. Variazioni sul Basso di Tarantella: II. Variazioni‍‍

‍Paolo Costa ‍(Pasquale Mario Costa) / Salvatore Di Giacomo

  1. Era di maggio

‍Francesco Paolo Tosti‍ / Gabriele D’Annunzio

  1. A vucchella

Antonello Paliotti‍

  1. Inquietudine‍

Enrico Cannio / Aniello Califano‍

  1. O surdato ‘nnammurato‍

Francesco Buongiovanni‍ / Aniello Califano

  1. Mandulinata a mare‍

Paolo Costa ‍(Pasquale Mario Costa) / Salvatore Di Giacomo

  1. Serenata Napoletana‍

Antonello Paliotti‍

  1. Romance‍

Salvatore Gambardella‍ / Gennaro Ottaviano

  1. ‘O marenariello‍

Francesco Paolo Tosti‍

  1. Marechiaro‍

Gaetano Lama / Libero Bovio

  1. Silenzio Cantatore

Antonello Paliotti‍

  1. Tarantella storta

Gaetano Lama / Libero Bovio

  1. Reginella‍‍

Francesco Buongiovanni / Salvatore Di Giacomo

  1. ‍Palomma ‘e notte‍

Ermes Alessandro Mario‍

  1. Canzone appassiunata‍

Antonello Paliotti‍

  1. Fronna e Ballo del Pomo d’Oro: I. Fronna d’o limone
  2. Fronna e Ballo del Pomo d’Oro: II. Ballo‍

Eduardo Di Capua‍ / Vincenzo Russo

  1. I te vurria vasà‍

Luigi Denza‍ / Giuseppe Turco

  1. Funiculì, funiculà

Pene Pati

Il pomo d’oro

Antonello Paliotti

Giulio d’Alessio

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MP3 | 320 KBPS | 168 MB

Arquivo Genérico do disco

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MP3 | 320 KBPS | 75 MB

Este álbum pode ser ouvido na plataforma Tidal…

 

Luigi Denza / Giuseppe Turco

  1. FuniculÌ, funiculà

Salvatore Cardillo / Riccardo Cordiferro

  1. Core ‘ngrato

Vincenzo D’Annibale / Libero Bovio

  1. ‘O paese d’o sole

Rodolfo Falvo / Enzo Fusco

  1. Dicitencello vuie

Gaetana Lama / Libero Bovio

  1. Silenzio cantatore

Ermes Alessandro Mario

  1. Santa Lucia luntana

Ernesto Di Curtis / Libero Bovio

  1. Tu, ca nun chiagne!

Eduardo di Capua / Giovanni Capurro

  1. ‘O sole mio

Eduardo Di Capua‍ / Vincenzo Russo

  1. I’ te vurria vasà

Ernesto Tagliaferri, Nicola Valente / Libero Bovio

  1. Passione

Giuseppe Cioffi / Gigi Pisano

  1. Na sera ‘e maggio

Enrico Cannio / Annielo Califano

  1. ‘O Surdato ‘nnamurato

Ernesto de Curtis / Giambattista de Curtis

  1. Torna a Surriento

José Carreras

English Chamber Orchestra

Edoardo Müller

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MP3 | 320 KBPS | 100 MB

Arquivo Genérico do disco

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MP3 | 320 KBPS | 83 MB

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A voz de tenor brilhante de Pene Pati, descrita pelo Le Monde como “cheia de luz solar”, faz dele o intérprete ideal para papéis como Rodolfo em La bohème e o Duque de Mântua em Rigoletto. Agora, com Serenata a Napoli, ele traz seu calor singular para outra forma de arte tipicamente italiana: a canção napolitana. Além de grandes sucessos como “O sole mio” e “Funiculì funiculà”, a era de ouro da canzone napoletana (1880-1930) produziu abundantes expressões líricas de paixão, melancolia e alegria. Evocando uma autêntica atmosfera napolitana, Pene Pati é acompanhado por oito instrumentistas do Il Pomo d’Oro, liderados pelo guitarrista napolitano Antonello Paliotti, que tocam instrumentos de corda friccionada, dedilhada e percussão – e castanholas.

“Abordei essas canções da mesma forma que abordaria as canções tradicionais da minha própria herança samoana”, diz Pene Pati. “Sejam de Samoa ou de Nápoles, canções como essas sempre contam uma história – falam de amor, família, da sua terra natal… Não se tratava apenas de escolher as peças mais populares, mas sim de encontrar as canções que evocam as memórias e conexões mais profundas. Também quis prestar muita atenção a cada detalhe em relação ao povo napolitano – o sotaque, a atmosfera, as emoções – queria tentar fazê-los acreditar que eu era napolitano… Trabalhei em estreita colaboração com o Il Pomo d’Oro, ouvindo as letras, as histórias dos napolitanos e, a partir daí, moldando a minha própria compreensão.”

José Carreras traz seu calor lírico característico, interpretação apaixonada e fraseado delicado para canções napolitanas e italianas. Críticos e fãs elogiam sua narrativa emotiva em clássicos como “Core ‘ngrato” e “Torna a Surriento”, embora os puristas observem que seu estilo operístico, inerentemente vigoroso, por vezes carece das nuances mais leves e idiomáticas dos cantores nativos.

Aproveite! Aproveite!

René Denon

PS: Nas listas com os créditos dos discos, os nomes estão colocados aos pares: Compositor / Letrista. As eventuais fotos são sempre do compositor.

Handel (1685 – 1759) & Vivaldi (1678 – 1741): Concertos Grossi, Op. 6, Nos. 5 e 9 & Estro Armonico, Op. 3, Concerti Nos. 8 e 11 – Ars Combinatoria & Canco López – [Dose Dupla] ֎֎

Handel (1685 – 1759) & Vivaldi (1678 – 1741): Concertos Grossi, Op. 6, Nos. 5 e 9 & Estro Armonico, Op. 3, Concerti Nos. 8 e 11 – Ars Combinatoria & Canco López – [Dose Dupla] ֎֎
“A música barroca é uma celebração da beleza e da diversidade da experiência humana.”
[William Christie]

Para esta edição da coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’, escolhi dois álbuns de um conjunto musical espanhol que bastante me impressionou, o Ars Combinatoria, orquestra e coro. Se bem que nos discos ouviremos apenas a orquestra.

Esse grupo surgiu em 1991 com o intuito de interpretar música polifônica espanhola do Século XVI, cantigas medievais e interpretar música de Bach, como conta a página do grupo, que você pode acessar clicando aqui.

Nestes dois discos estão reunidos apenas quatro concertos – dois de Handel, do opus 6, e dois de Vivaldi, do Estro Armonico. Acreditem, pouco tempo de música, mas muita qualidade.

Os dois concertos de Handel têm a adequada gravidade (gravitas), pomposidade, ajudada pela acústica do local de gravação (dos dois discos), o Mosteiro de Madalena, Sarria, na Galícia (no Caminho de Santiago).

Os dois concertos de Vivaldi, Nos. 8 e 11 (que tem uma fuga no seu primeiro movimento) e devem ter impressionado o padroeiro do blog, Sr. João Sebastião Ribeiro, quando este ainda jovem entrou em contato com a obra do Padre Vermelho. Tanto que fez transcrições para instrumentos de teclas de cinco deles, incluindo estes dois. Veja referências: [Rinaldo Alessandrini], [Simon Preston] ou [Keiko Nakata].

Como sugeriu WC em sua citação, vamos celebrar a experiência humana, pelo menos as positivas, ouvindo ótima música barroca!

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Concerto grosso Op. 6 nº 5 em sol maior, HWV 323

  1. Ouverture-Allegro
  2. Presto
  3. Largo
  4. Allegro
  5. Minuetto

Concerto grosso Op. 6 nº 9 em fá maior, HWV 327

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Larghetto
  4. Allegro
  5. Minuetto
  6. Giga

Elsa Ferrer & Liz Moore, violinos

María Saturno, violoncelo

Ars Combinatoria

Canco López

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MP3 | 320 KBPS | 81 MB

Este álbum pode ser encontrado na plataforma de streaming Tidal.

Ars Combinatoria dando um role no Caminho de Santiago

–\–o0O0o–/–

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerto em lá menor para dois violinos e cordas, RV 522 (L’Estro Armonico, Op. 3, No. 8)

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Concerto em ré menor para dois violinos, violoncelo e cordas, RV 565 (L’Estro Armonico, Op. 3, No. 11)

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro

Elsa Ferrer & Liz Moore, violinos

María Saturno, violoncelo

Ars Combinatoria

Canco López

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MP3 | 320 KBPS | 49 MB

Este álbum pode ser encontrado na plataforma de streaming Tidal.

Trecho da página da gravadora sobre o disco de Handel: Estes concertos destacam-se pela energia e contrastes dinâmicos. O seu carácter festivo e luminoso alternado com melodias doces refletem a capacidade de Handel em combinar técnica e expressão.

Trecho da página da gravadora sobre o disco de Vivaldi: Ars combinatoria escolhe os mesmos concertos que Johann Sebastian Bach escolheu para fazer as famosas transcrições de órgão, estes No. 8 em lá menor (BWV 593) e No. 11 em Ré menor (BWV 596).

Aproveite! Aproveite!

René Denon

Canco aproveitando o conforto das poltronas do Great Hall do PQP Bach Coo. em Gravataí

Il flauto dolce: Italian music from three centuries – Ashley Solomon (flute & recorder); Terence Charlstone (organ & harpsichord); Jan Spencer (cello) – [Meridien] ֎

A palavra gagliarda deriva do francês antigo gaillart e do provençal galhart, possuindo provável raiz celta (gal, que significa “força” ou “energia”)
Ashley Solomon

O título do disco – Três séculos de música italiana – pode parecer propaganda enganosa, afinal três séculos é um bocado de tempo para se enfiar em um CD, mas se olharmos para o rol dos compositores – e o período no qual eles viveram – a conta fecha.

O mais antigo é Giovanni Maria Radino, de quem não sabemos a data exata de nascimento, mas estima-se por volta de 1550. O disco traz quatro elegantes gagliardas compostas por ele – lindas, vigorosas, mostrando todo o frescor e a inventividade da música daqueles dias.

Não faltam obras de Corelli, Frescobaldi, Domenico Scarlatti (mesmo que apenas uma sonata) e Vivaldi. Se bem que o conjunto de sonatas sob o título Il Pastor Fido pode ter sido colocado na conta do Padre Vermelho por conta do sucesso de venda de suas músicas impressas. Mas, com tantas belezuras, você vai se importar?

De um dos mais recentes compositores, Francesco Maria Veracini, temos uma sonata composta para violino e contínuo, mas aqui interpretada lindamente à flauta pelo ótimo Ashley Solomon.

Arcangelo Corelli (1653 – 1713)

12 Violin Sonatas, Op. 5 No. 4, Sonata in F Major

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Vivace
  4. Adagio
  5. Allegro

Giovanni Maria Radino (c.1550 – 1607)

Four Gagliarda

  1. Gagliarda prima
  2. Gagliarda seconda
  3. Gagliarda terza
  4. Gagliarda quarta

Ottavio Bariolla (1573 – 1619)

  1. Canzon Vigesima et ultima

Girolamo Frescobaldi (1583 – 1643)

  1. Toccata per Spinettina e Violino

Francesco Maria Veracini (1690 – 1768)

Violin Sonata in E Minor, I.A.5.I / 6

  1. Fantasia. Largo
  2. Allemanda. Larghetto
  3. Pastorale. Adagio
  4. Gigo. Allegro

Bernardo Storace (1637 – 1707)

  1. Ciaccona in C Major

Francesco Barsanti (1690 – 1772)

6 Sonatas, Op. 1 No. 2 Sonata in C Major

  1. Adagio
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Presto

Domenico Scarlatti (1685 – 1757)

  1. Sonata in D Major, K. 281: Andante

Antonio Vivaldi  (1678 – 1741)

Il pastor fido, Op.13 No. 4 Sonata in A Major

  1. Preludio. Largo
  2. Allegro ma non presto
  3. Pastorale ad libitum
  4. Allegro

Ashley Solomon, flauta ou flauta doce

Terence Charlston, órgão ou cravo

Jan Spencer, violoncelo

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O disco pode também ser ouvido em alguma das plataformas de streaming, como Qobuz ou Tidal…

Active as a soloist and chamber musician, Ashley is the director of Florilegium, and much of his time is spent working and performing with this ensemble that he co-founded in 1991. As a soloist, he has performed worldwide, including concertos in the Sydney Opera House, Esplanade (Singapore), Teatro Colon (Buenos Aires), Concertgebouw (Amsterdam), Konzerthaus (Vienna), Beethoven-Haus (Bonn) and Frick Collection (New York). He also records as a solo artist with Channel Classics, and his recording of the complete Bach’s Flute Sonatas was voted the best overall version of these works on either modern or period flute by Gramophone Magazine (February 2017):

Trecho da página ContinuoConnect

In 1996, he expanded his exploration of Italian music with Il Flauto Dolce: Italian Music from Three Centuries on Meridian, a collection spanning Renaissance, Baroque, and early Classical periods, including sonatas and canzonas by composers like Giovanni Paolo Cima (?) and Arcangelo Corelli. Accompanied by harpsichordist Terence Charlston and organist Jan Spencer, the album demonstrated Solomon’s command of the recorder across stylistic evolutions, from polyphonic Renaissance forms to more expressive Baroque lines.

Trecho da página Grokipedia

Aproveite!

René Denon

O laborioso setor de imagens da PQP Bach Publishing House enviou essa ilustração para a postagem após ter acesso à lista de nomes dos compositores… Resta a pergunta: Como Vito descobriu que foi Emilio Barzini?

Mozart (1756 – 1791) & Haydn (1732 – 1809): Sinfonias Júpiter & Londres – Accademia Bizantina & Ottavio Dantone ֎

Mozart (1756 – 1791) & Haydn (1732 – 1809): Sinfonias Júpiter & Londres – Accademia Bizantina & Ottavio Dantone ֎

Toda a companhia ficou extremamente satisfeita, e eu também. Ganhei 4.000 florins nesta noite: algo assim só é possível na Inglaterra.

[Haydn, em seu diário]

Uma ótima ideia, reunir em um disco a última sinfonia escrita por Mozart e a última sinfonia escrita por Haydn. Como Haydn nasceu antes de Mozart, podemos ficar com a impressão de que a sinfonia de Haydn tenha sido escrita antes do que a de Mozart, mas não é esse o caso. Mozart completou sua última sinfonia em 10 de agosto de 1788 e recebeu o apelido de ‘Júpiter’ do empresário Johann Peter Solomon, que atuava em Londres. Pois foi o próprio Solomon quem proporcionou a Haydn visitas a Londres, onde este passou bons períodos. A Sinfonia ‘London’ foi composta em 1795, em sua segunda visita.

O disco faz parte do projeto musical ‘Imprinting’, no qual a Accademia Bizantina e Ottavio Dantone interpretam as grandes obras-primas do final do século XVIII e início do século XIX.

Neste álbum, eles reinterpretam duas obras-primas absolutas da transição entre dois séculos, utilizando instrumentos de época: a Sinfonia Júpiter de Mozart e a Sinfonia Londres de Haydn.

A capa do disco é de fundo laranja com marcas de impressões digitais, parte da identidade do projeto.

Veja o comentário de Ottavio Dantone sobre as obras: Embora se movam dentro de uma linguagem formal comum, as duas sinfonias revelam abordagens profundamente diferentes: a de Mozart é mais especulativa e universal, a de Haydn mais concreta, teatral e enraizada na experiência da audição. Em ambos os casos, porém, nos deparamos com o apogeu de uma forma que, precisamente por meio dessas obras, tornou-se um modelo essencial para o desenvolvimento da sinfonia do século XIX. Gravar essas duas últimas sinfonias significa, portanto, não apenas justapor duas obras-primas absolutas, mas também observar o fim de uma era e a abertura de novas perspectivas estéticas que marcarão indelevelmente a história da música.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Symphony No. 41 in C major, K551 ‘Jupiter’

  1. Allegro vivace
  2. Andante cantabile
  3. Menuetto. Allegretto
  4. Molto allegro

Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)

Symphony No. 104 in D major ‘London’

  1. Adagio – Allegro
  2. Andante
  3. Menuetto. Allegro
  4. Finale. Spiritoso

Accademia Bizantina

Ottavio Dantone

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Link para o qobuz  e para  o TIDAL…

 

 

 

Trecho de uma crítica na Scherzo: Poderíamos qualificar como arquitetônica a visão destas obras de parte de Dantone. Parece haver um desejo de mostrar a estrutura desses dois monumentos da música sinfônica do final do século XVIII em toda a sua clareza.

E aí, de qual sinfonia você gostou mais?

Aproveite!

René Denon

Dantone ensaiando a PQP Bach Sinfonietta

Se você gostou da postagem, talvez queira visitar esta outra aqui:

Mozart (1756 – 1791): Sinfonias Nos. 35 ‘Haffner’, 40 e 36 ‘Linz’ – Deutsche Kammerphilharmonie Bremen & Tarmo Peltokoski ֎

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943): Transcrições para Piano – Marek Kozák ֎

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943): Transcrições para Piano – Marek Kozák ֎
Transcrever obras orquestrais para piano pode ser uma tarefa ingrata, mas Rachmaninov recria com sucesso o som orquestral no teclado: Ainda não tive tempo de escrever para agradecer a Rachmaninov pelo arranjo feito.
[Glazunov]

Para esta postagem escolhi um disco com obras de um compositor e pianista – amado por tantos e desdenhado por alguns – Sergei Rachmaninov.

Como pianista ele foi maioral e a grana que ganhou com suas apresentações lhe permitiu viver em Beverly Hills, ter casa de veraneio na Suíça e satisfazer algumas de suas paixões, como ter carros, caríssimos naqueles dias, assim como hoje…

O disco traz as transcrições de diversas peças feitas para piano solo, pois que ele também fez transcrições para piano a quatro mãos, como uma das sinfonias de Glazunov. Rachmaninov segue a tradição estabelecida por outros compositores pianistas, como Franz Liszt e, posteriormente, Ferruccio Busoni. Ele aprendeu a técnica de fazer arranjos para piano ainda como estudante no Conservatório de Moscou, onde se matriculou aos doze anos de idade. Um dos desafios propostos pela transcrição, tanto para o trans(gressor)critor quanto para o intérprete, é recriar ao piano o som do conjunto original. No caso de uma canção, por exemplo, o piano já está lá e o teclado deve ‘cantar’ também.

Iniciando o discos temos três movimentos da Partita para violino solo BWV 1006, de Bach. Sobre essa minissuíte, o interessante artigo da página Interlude [aqui] diz: Não houve problemas com o reconhecimento do nome quando Rachmaninoff arranjou três movimentos da terceira partitura para violino de Johann Sebastian Bach para piano solo em 1933. Um comentarista escreveu: “Com algumas exceções, Rachmaninoff foi geralmente bastante fiel à música original em suas transcrições. Neste trabalho com Bach, no entanto, ele adicionou partes contrapontísticas e harmonias porque o original foi escrito para violino solo.” Rachmaninoff repensou completamente os três movimentos “para teclado com uma completude quase desconcertante… É muito característico do estilo conciso da escrita para teclado posterior de Rachmaninoff, e lamenta-se que ele não tenha feito paráfrases de outros movimentos da Partita.” Rachmaninoff apresentou a primeira execução dos três movimentos no início de sua temporada de 1933/34 em Harrisburg, Pensilvânia, e eles foram publicados naquele mesmo ano. Nem todos ficaram satisfeitos, e Rachmaninoff foi alvo de críticas por parte de “diversos puritanos e pseudo-intelectuais, especialmente porque a moda de confinar a música barroca para teclado ao cravo estava se intensificando na época”.

Como não sorrir ao ouvir a transcrição da canção Wohin, de Schubert, e Lilacs, do próprio Rchmaninov. Ele certamente tinha afinidade com essas peças. O Schezo, de Sonho de Uma Noite de Verão, de Mendelssohn, é também espetacular.

De olho em lindos encores, Rachmaninov transcreveu duas peças do violinista Fritz Kreisler, outro showman daqueles dias. Liebesleid e Liebesfreud são os nomes contrastantes… A propósito, Kreisler e Rachmaninov deram concertos juntos. Conta-se que em um recital da dupla em Nova Iorque, em um certo ponto, Fritz perdeu-se na partitura. Em pânico, sussurrou para Rachmaninoff: “Onde estamos?”. A resposta veio prontamente: “Carnegie Hall”.

Quem diria que por trás daquela cara melancólica haveria assim, bom humor?

Não faltam lolipops ao disco, como não poderia deixar de ser, e são todos ótimos: Hopák, de Mussorgsky, o Voo do Besouro, de Rimsky-Korsakov, uma Canção de Ninar, de Tchaikovsky. O Minueto, da Suíte L’arlésienne, de Bizet, foi uma de suas primeiras transcrições, feita logo após o sucesso de seu Concerto para Piano No. 2.

O disco é muito recente, foi gravado em 2025 e o selo Supraphon tem uma produção ótima. O arquivo traz o pdf do libreto com lindas fotos feitas na Villa Senar, casa que Rachmaninov tinha na Suíça. Marek Kozák, o pianista, é uma das figuras jovens mais notáveis ​​da cena musical checa. Finalista do Concurso Internacional de Piano Ferruccio Busoni de 2019 em Bolzano, vencedor do Concurso Europeu de Piano em Bremen em 2018 e em 2021 ganhou o prestigioso Concurso Géza Anda, Zurique.

Marek Kozák

Johann Sebastian Bach (arranjo de Rachmaninov)

Partita No. 3 in E Major, BWV 1006:

  1. Preludio
  2. Gavotte
  3. Gigue

Franz Schubert (arranjo de Rachmaninov)

  1. Die schöne Müllerin, Op. 25: Wohin?

Felix Mendelssohn (arranjo de Rachmaninov)

  1. A Midsummer Night’s Dream, Op. 61: Scherzo

Modest Mussorgsky (arranjo de Rachmaninov)

  1. Sorochyntski Fair: Hopak

Georges Bizet (arranjo de Rachmaninov)

  1. L’arlésienne Suite No. 1, Op. 23bis: Minuet

Fritz Kreisler (arranjo de Rachmaninov)

  1. Liebesfreud

Franz Behr (arranjo de Rachmaninov)

  1. Lachtäubchen, Op. 303: Polka de W. R

Sergei Rachmaninov

  1. Twelve Romances, Op. 21:5: Lilacs

Peter Ilich Tchaikovsky (arranjo de Rachmaninov)

  1. Six Romances, Op. 16: Lullaby

Fritz Kreisler (arranjo de Rachmaninov)

  1. Liebesleid

Nikolai Rimsky-Korsakov (arranjo de Rachmaninov)

  1. The Tale of Tsar Saltan: Flight of the Bumblebee

Sergei Rachmaninov

  1. Six Romances, Op. 38:4: Daisies

Franz Liszt (cadência de Rachmaninov)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2 in C-Sharp Minor

Marek Kozák, piano

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MP3 | 320 KBPS | 146 MB

The new album by pianist Marek Kozák featuring all transcriptions by Sergei Rachmaninoff has received a superb review together with the Editor’s Choice in the May issue of Gramophone magazine

Aproveite!

René Denon

Sergei levando o pessoal do PQP Bach para dar um rolê…

Jason Vieaux: Seville, The Music of Isaac Albeniz & Play – [Dose Dupla] ֎֎

Jason Vieaux: Seville, The Music of Isaac Albeniz & Play – [Dose Dupla] ֎֎

Não importa o que ele toque, a música está sempre repleta de espírito, perspicácia e reverência pelo gênero do momento.

[Mark Small]

Para inaugurar a coluna ‘Dois Pelo Preço de Um – Dose Dupla’, escolhi dois álbuns do violonista americano Jason Vieaux. Os dois discos não poderiam ser mais diferentes, registrando dois momentos de sua vitoriosa carreira.

Seville, The Music of Isaac Albeniz é um disco de música para violão clássico, gravado em 2003. Todas as peças são transcrições de originais escritas para piano, e mesmo assim, não poderiam ser mais idiomáticas. Se você tem visto algumas de minhas postagens sabe que adoro esse gênero e o disco eu achei espetacular.

O outro álbum, denominado apenas Play, é de 2014 e bem mais variado, podendo mesmo ser considerado um .: interlúdio :. Neste, a escolha das músicas / compositores vai do clássico ao popular, de Torrega, Leo Brouwer e Segóvia a Paulo Bellinati, Tom Jobim e Duke Ellington. Mas, como frisou no seu artigo e crítico Mark Small, a música está sempre repleta de espírito.

Eu ouvi muitas vezes os dois discos, inicialmente mais os o que coloquei primeiro. Estes dias, no entanto, tenho ouvido com frequência o Play, Ambos estão nas plataformas de streaming, como a TIDAL ou qobuz, o que facilita especialmente quando dirijo ou estou fora de casa.

Jongo é um batuque só, a Felicidade de Jobim é imensa e a Cavatina de The Deer Hunter não podia ser mais pungente. Tarrega tem uma pegada mais clássica em seu belíssimo Capricho Árabe, assim como Recuerdos de la Alhambra, algumas faixas logo depois. Sunburst foi uma grata surpresa para mim e é outra que passou por John William, que foi também padrinho da Cavatina. As Abelhas de Augustín Barrios é uma peça bem bonita, assim como foi o Tango en Skai de Roland Dyens. Pode seguir ouvindo o disco até a peça do Duke e não terá um momento que não esteja repleto de beleza e bom gosto.

Isaac Albeniz (1860 -1909)

  1. Sevilla
  2. Cadiz
  3. Rumores De La Caleta
  4. Córdoba
  5. Granada
  6. Cataluña
  7. Tango
  8. Mallorca
  9. Cuba
  10. Zortzico
  11. Asturias (Leyenda)
  12. Torre Bermeja
  13. Capricho Catalán

Jason Vieaux, violão

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Stanley Myers, o cara da Cavatina!

Play

  1. Paulo Bellinati: Jongo
  2. Julio Sagreras: El Colibri
  3. Antônio Carlos Jobim (Arranjo de Roland Dyens): A Felicidade
  4. Stanley Myers: ‘Cavatina’ From The Deer Hunter
  5. Francisco Tárrega: Capricio Arabe
  6. Andrew York: Sunburst
  7. Leo Brouwer: Danza Caracteristica
  8. Roland Dyens: Tango En Skai
  9. Francisco Tárrega: Recuerdos De La Alhambra
  10. Agustín Barrios: Las Abejas
  11. Andrés Segovia: Estudio Sin Luz
  12. Antonio Lauro: Vals Venezolano No. 3
  13. Fernando Bustamante (Arranjo de Jorge Morel): Misionera
  14. Música tradicional mexicana (Arranjo de Manuel Ponce): Por Ti Mi Corazon
  15. Regino Sainz de la Maza: Zapateado
  16. Agustín Barrios: Vals, Op. 8, No. 4
  17. Duke Ellington: In A Sentimental Mood

Jason Vieaux, violão

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Tirando onda de sertanejo…

Aqui, Vieaux percorre o terreno já bastante explorado do recital de violão latino-americano, mas, mais uma vez, imprime sua marca pessoal com peças incomuns, como uma seleção da trilha sonora de O Franco-Atirador, In a Sentimental Mood, de Duke Ellington, e A Felicidade, de António Carlos Jobim. Mesmo nas escolhas mais convencionais, Vieaux demonstra uma segurança própria; ele parece transitar com desenvoltura entre as tradições nacionais, como se as estivesse apresentando a um pequeno grupo. Sua execução no violão é limpa e elegante. Talvez o melhor aspecto do álbum seja o som: o pequeno Azica, tocando em um local não especificado, alcança uma ressonância natural do violão que coloca o ouvinte perto do guitarrista, mas não, como em tantas outras gravações, dentro do instrumento. Há um fator X nesta gravação, proveniente de seu ecletismo descontraído, que a torna muito atraente.

Excellent choice of pieces (from Tarrega, Segovia to Brouwer, Andrew York and Ellington) played with gusto and virtuosity; justly rewarded with a Grammy award earlier this year (for the Best Classsical Instrumental Solo). Equally interesting for estabished fans of the instrument as for newcomers – a real treat. Clearly, I am a fan – solo guitar rarely sound so good!

É inútil tentar rotular as inclinações musicais do vencedor do Grammy, Jason Vieaux. Um dos guitarristas clássicos mais proeminentes da Geração X, ele embarcou em uma aventura musical que inclui incursões profundas na literatura clássica justapostas a expedições sérias pelo pop, jazz e outros gêneros musicais. Não importa o que ele toque, a música está sempre repleta de espírito, perspicácia e reverência pelo gênero do momento.

Aproveite! Aproveite!

René Denon

Ilustração enviada pela industriosa equipe de artes do PQP Bach Publishing House para a postagem de hoje

Wagner (1813 – 1883): Aberturas e Prelúdios – Berliner Philharmoniker & Herbert von Karajan [EMI] ֎

Wagner (1813 – 1883): Aberturas e Prelúdios – Berliner Philharmoniker & Herbert von Karajan [EMI] ֎
Existe algum outro repertório no qual Herbert von Karajan tenha se destacado mais do que nas obras de Wagner? Seu talento teatral sempre fez maravilhas aqui e a sua abordagem renovou completamente nossa percepção da música wagneriana.

Reunir duas figuras polêmicas como Wagner e Karajan em uma única postagem envolve uma certa dose de risco. Vaias e tomates podem ocorrer, mas aqui no PQP Bach a música é fundamental. Apesar das controvérsias, Wagner foi inovador e a sua música continua influente e presente no cenário musical. Quanto a Karajan e a orquestra com a qual mais atuou, a Berliner Philharmoniker, há muitas gravações excelentes para se ouvir, como essas, de trechos orquestrais das óperas de Wagner.

As gravações desta postagem foram realizadas em 1974 no prédio da orquestra, chamado Berliner Philharmonie, construído entre 1960 e 1963, projetado pelo arquiteto Hans Scharoun, expoente do grupo expressionista Die Brücke e arquitetura orgânica.

As peças reunidas nestes dois ‘volumes’ apareceram em inúmeras edições de CDs pela antiga EMI, como pode ser visto nas ilustrações. É, portanto, uma boa oportunidade de tê-las reunidas assim, de forma mais organizada. Apesar de não ouvir essa música com frequência, gosto muito deste repertório e sempre tenho prazer quando a escuto.

O Prelúdio de Tristão e Isolda é bem possivelmente a mais icônica dessas peças e já apareceu na telinha da Globo como tema de novela. Mas, como não gostar de outros temas famosos e marcantes como os da Abertura de Tannhauser, de Lohengrin e o Graal? O cavaleiro Parsifal e a feérica abertura do Holandês Voador são de tirar o chapéu. Sobre essa última, não deixe de participar do PQP Bach Quizz, logo mais abaixo.

Richard Wagner (1813 -1883)

Volume 1

  1. Tannhäuser: Overture (1861 Paris Version) (11:37)
  2. Tannhäuser: Venusberg Music (1861 Paris Version) (12:13)
  3. Lohengrin, Act 1: Prelude (9:41)
  4. Tristan und Isolde: Prelude to Act 1 – Liebestod (Instrumental Version) (19:00)
  5. Der fliegende Holländer: Overture (11:07)

Volume 2

  1. Die Meistersinger von Nürnberg, Act 1: Prelude (9:35)
  2. Der fliegende Holländer: Overture (11:53)
  3. Parsifal, Act 1: Prelude (14:59)
  4. Parsifal, Act 3: Prelude (6:20)
  5. Lohengrin, Act 3: Prelude (3:14)
  6. Tannhäuser: Overture (15:02)

Berliner Philharmoniker

Herbert von Karajan

Volume 1

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Volume 2

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PQP Bach Quizz: A faixa 5 do primeiro volume e a faixa 2 do segundo volume são gravações diferentes da mesma abertura? Justifique a sua resposta se quiser ganhar a cocada virtual prêmio máximo do nosso famoso blog!

These are splendid Wagner performances, full of guts and devoid of the fussiness and overly smooth legato that so often make Karajan’s recordings a chore. I have always preferred his Berlin EMI recordings to his DG efforts, on the whole. There are times when the Berlin Philharmonic sounds like a different orchestra, with brass that don’t all lump together (check out the opening of The Flying Dutchman or the Tannhäuser Overture), and climaxes that benefit from more-than-usual bite.

Aproveite!

René Denon

Sobre gravações deixadas por Karajan: Aqui!

Você também pode ouvir essa música na plataforma de streaming: Volume 1 e Volume 2

Les sons et les parfums – Coleção de Peças Para Piano – Janina Fialkowska ֎

Les sons et les parfums – Coleção de Peças Para Piano – Janina Fialkowska ֎

Esta gravação desperta em mim um sentimento de pura nostalgia, não só pelos estudos de outrora imersos na ‘Escola Francesa’, mas também pelo poder evocativo desta música.
Janina Fialkowska

Este disco é ótimo! Uma coleção de peças de compositores franceses do Século XX compondo um recital coerente e delicioso.

É claro que um disco tão diferente das usuais coleções de obras de um dado compositor, como geralmente temos tido, só poderia ser resultado do desejo da artista de reviver as memórias de seus dias de estudante em Paris. É, assim, um disco com personalidade. Eu já o ouvi diversas vezes e, a cada vez, descubro mais uma pequena preciosidade para apreciar.

As quatro primeiras peças são de quatro diferentes compositores. Um Impromptu de Germaine Tailleferre, um Noturno de Gabriel Fauré, um Intermezzo de Francis Poulenc e a Habanera de Emmanuel Chabrier. Essa última peça me faz lembrar uma canção que quase consigo cantar junto, mas não consigo extamente precisar. Algumas peças de Debussy, incluindo o prelúdio que dá nome ao disco e a ultra conhecida Clair de lune. De Ravel, para completar o disco, o belíssimo Jeux d´eau e a Sonatine. Um disco que tem poesia até no nome!

Germaine Tailleferre (1892 – 1983)

  1. Impromptu En Mi Majeur

Gabriel Fauré (1845 – 1924)

  1. Nocturne No.4 En Mi Bemol Majeur

Francis Poulenc (1899 – 1963)

  1. Intermezzo En la Bemol Majeur

Emmanuel Chabrier (1841 – 1894)

  1. Habanera

Claude Debussy (1862 – 1918)

  1. Poissons d’or
  2. Les sons et les parfums tournent dans l’air du soir
  3. Reflets dans l’eau
  4. Clair de lune

Maurice Ravel (1875 – 1937)

  1. Jeux d’eau

Sonatine

  1. Modere
  2. Mouvement de Menuet
  3. Anime

Janina Fialkowska, piano

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Nascida no Canadá, Janina Fialkowska iniciou seus estudos de piano com a mãe aos 4 anos, continuando em sua cidade natal, Montreal, com Yvonne Hubert. Em Paris, estudou com Yvonne Lefébure e, em Nova York, na Juilliard School, com Sascha Gorodnitzki, vivenciando o melhor das tradições pianísticas francesa e russa. Sua carreira decolou em 1974, quando o lendário Arthur Rubinstein tornou-se seu mentor após sua premiada apresentação no concurso inaugural de Master Piano Competition, chamando-a de “intérprete nata de Chopin”, estabelecendo assim as bases para sua identificação vitalícia com esse compositor. (Texto concebido pelo CHAT PQP B…)

Aproveite!

René Denon

Rubinstein contando para Janina como ele se dá bem com a turma do PQP Bach…

Arie Favorite – Elīna Garanča (mezzo-soprano) – Latvian National Symphony Orchestra – Aleksandrs Viļumanis ֎

Arie Favorite – Elīna Garanča (mezzo-soprano) – Latvian National Symphony Orchestra – Aleksandrs Viļumanis  ֎

Reviews for Elīna Garanča’s Arie Favorite (2001) generally highlight her as a superb and rising talent, particularly praising her effortless, velvety mezzo-soprano technique.
Elīna adorou o Salão dos Espelhos do PQP Bach Tower em sua última visita ao head office da nossa corporação

Para a postagem desta edição da coluna “Domingo é Dia de Ópera”, que pode ir ao ar numa quinta-feira ou sábado, dependendo do humor do editor chefe do blog, escolhi um disco lançado em 2001 e que teve papel importante no início da carreira da simpatissíssima mezzo-soprano Elīna Garanča. sua carreira deslanchou completamente depois de suas performances no Festival de Salzburgo em 2003.

É claro, as árias foram escolhidas cuidadosamente para mostrar a beleza da voz e a técnica impecável da artista. O acompanhamento pela orquestra do seu país de origem é também muito bom e o disco é primoroso, na minha opinião.

Os compositores são do fim do século XVIII e início do século XIX, as árias em italiano, a menos de uma, em francês. Mozart, Rossini, Bellini, Donizetti e Massenet são eles. Eu conhecia razoavelmente as árias das óperas de Mozart e ‘Una voce poco fa’, do Barbeiro Rossiniano. As obras de Bellini e Donizetti ainda estão na minha lista de ‘o que fazer depois da aposentadoria’. Massenet também está lá com eles, me esperando. Pelo que ouvi aqui, haverá muita diversão.

Arie Favorite

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Le Nozze di Figaro

  1. Non so più cosa son, cosa faccio (Cherubino)
  2. Voi che sapete (Cherubino)

La Clemenza di Tito

  1. Deh per questo istante (Sesto)
  2. Parto, parto (Sesto)

Goachino Rossini (1792 – 1868)

Il Barbiere di Siviglia

  1. Una voce poco fa (Rosina)

La Cenerentola

  1. Nacqui all’affanno (Angelina)

Vincenzo Bellini (1801 – 1835)

I Capuleti e I Montecchi

  1. Se Romeo t’uccise un figlio (Romeo)

Gaetano Donizetti (1797 – 1848)

La Favorita

  1. Fia dunque vero – O, mio Fernando (Leonora)

Anna Bolena

  1. Per questa fiamma indomita (Giovanna)

Jules Massenet (1842 – 1912)

Werther

  1. Werther, Werther (Charlotte)

Elīna Garanča, mezzo-soprano

Latvian National Symphony Orchestra

Aleksandrs Viļumanis

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MP3 | 320 KBPS | 186 MB

De um entusiasta comprador do CD pela Amazon: Esta é uma gravação maravilhosa e Elīna Garanča está soberba. A quarta faixa, o “Parto, parto” de La Clemenza di Tito, de Mozart, vale o preço do CD por si só. Elīna Garanča faz a obra soar quase sem esforço, quando, obviamente, não é. Ela traz brilho à tradição dos papéis de mezzo-soprano, que muitas vezes são relegados a um segundo plano. Além disso, a gravação em si é exuberante e rica, e magistralmente executada.

Na ária por ele mencionada, ouça o clarinete-baixo que o Antonio Stadler e seu amigo Mozart curtiram imensamente.

Aproveite!

René Denon

Imagem enviada pela entusiasmada equipe de artes e produção do PQP Bach Publishing House para a postagem… mas, acho que confundiram os Bellinis…

Crossing Borders: Concertos e Sonatas para Flauta e/ou Flauta Doce – La Serenissima & Adrian Chandler ֎

Crossing Borders: Concertos e Sonatas para Flauta e/ou Flauta Doce – La Serenissima & Adrian Chandler ֎

Vivaldi: – Che album stupendo!
Telemann: – Was für ein tolles Album!

Há várias formas de se relacionar e desfrutar da música. Você pode ligar o rádio sintonizando em uma estação de sua simpatia e seguir fazendo o que normalmente faz ouvindo a seleção escolhida pela produção. Há também plataformas de streaming onde você pode buscar um determinado álbum ou uma playlist. Alexa! Toque ‘As Quatro Estações’, de Vivaldi!.

Elementos que nos ajudam na escolha de algum álbum envolve a capa, o(s) compositor(es) e, especialmente, o(s) intérprete(s). Tudo isso é resultado de importantes etapas da produção. Há uma tendência em substituir o nome do compositor ou da música por um catchy title, um título atraente, intrigante. No caso do disco da postagem é “Crossing Borders”, Atravessando Fronteiras, traz música composta no período barroco interpretada pela ótima orquestra de câmara inglesa, “La Serenissima”, liderada por Adrian Chandler, que também é violinista.

La Serenissima
Adrian Chandler

Mas, o disco pode oferecer algo mais do que uma bela paisagem sonora, também oferece uma oportunidade de ampliar e aprofundar os seus conhecimentos sobre o momento cultural no qual essas obras floresceram. E aqui é que se revela as conexões entre os vários compositores das obras, Telemann e Vivaldi os dois mais famosos. O livreto narra uma boa teia de conexões ligando esses compositores de diferentes (e como!) países, num período muito fértil de desenvolvimento musical – o período barroco. As obras e os estilos desses artistas talentosos e criativos influenciavam uns aos outros e figuras que hoje são menos lembradas, como o compositor Johann Georg Pisendell, ajudaram a estabelecer essas relações. Está tudo lá no libreto, basta cavar um pouco mais, caso isso lhe atice a curiosidade.

Não há uma peça ruim no disco, pelo menos na minha perspectiva, mas há dois concertos dos quais eu gostei mais e os ouvi mais vezes do que os outros – o concerto para flauta doce, de Vivaldi, e o concerto pra flauta e flauta doce, de Telemann, uma raridade por ter esses dois instrumentos soando juntos, com seu efervescente e contagiante presto. A menos que você não suporte o som de flauta, e nesse caso sugiro que busque em outra postagem música que caia mais no gosto, há para gregos e baianos aqui no blog, tenho certeza que gostará do “Crossing Borders”!

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Concerto for flute, strings and continuo in D major TWV51:D2

  1. Moderato
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Vivace

Ignazio Sieber (c1680-1761)

Sonata for recorder and continuo No 8 in G minor

  1. Preludio: Largo
  2. Corrente: Allegro
  3. Sarabanda: Largo
  4. Allemanda: Allegro

Francesco Durante (1684-1755)

Sonata movement for violin and continuo in C minor

  1. Giga

Antonio Vivaldi (1678-1741)

Concerto in F major RV442

  1. Allegro con molto
  2. Largo e cantabile
  3. Allegro

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Trio for flute, viola d’amore and continuo in D major TWV42:D15

  1. Adagio
  2. Presto
  3. Con gravità ma non grave
  4. Allegro

Giuseppe Antonio Brescianello (c1690-1758)

Concerto for two violins and continuo No 1 in E flat major

  1. Grave – Presto – Adagio – Presto – Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. [Allegro]

Georg Philipp Telemann (1681-1767)

Concerto for flute, recorder, strings and continuo in E minor TWV52:e1

  1. Largo
  2. Allegro
  3. Largo
  4. Presto

Antonio Vivaldi (1678-1741), arr. Adrian Chandler (b1974)

Largo e cantabile  (Original slow movement of Concerto in F major, RV442)

  1. Largo e cantabile

Katy Bircher (flute)

Tabea Debus (recorder)

La Serenissima

Adrian Chandler (conductor)

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MP3 | 320 KBPS | 186 MB

Their second album of 2025, and their 11th album with Signum Records, baroque giants La Serenissima return with an album of works by composers including Telemann, Sieber, Durante, and Brescianello. The album explores how their styles changed and developed as they ‘crossed borders’ between Italy, Germany, France and other European countries.

Em seu segundo álbum de 2025, e o décimo primeiro com a Signum Records, os gigantes do barroco “La Serenissima” retornam com um álbum de obras de compositores como Telemann, Sieber, Durante e Brescianello. O álbum explora como seus estilos mudaram e se desenvolveram à medida que “cruzavam fronteiras” entre a Itália, a Alemanha, a França e outros países europeus.

Aproveite!

René Denon

La Serenissima ficou animadíssima quando viu o pessoal do PQP Bach chegando para assistir ao ensaio para as gravações do disco…

Handel (1685 – 1759): Sonatas para Flauta Doce – Dan Laurin (flautas-doce), Hidemi Suzuki (violoncelo), Masaaki Suzuki (cravo/órgão) ֎

Handel (1685 – 1759): Sonatas para Flauta Doce – Dan Laurin (flautas-doce), Hidemi Suzuki (violoncelo), Masaaki Suzuki (cravo/órgão) ֎

A gravação ocorreu em Kobe, no Japão. Os irmãos Suzuki eram muito competitivos e tentavam de tudo para que o outro sofresse na sombra – um cenário perfeito para uma gravação inspirada!        
Dan Laurin
Dan testando um piccolo dolce da coleção do PQP Bach

Enquanto Bach tinha emprego fixo e, com isso, obrigações a cumprir, Handel era aventureiro e arriscava-se como empresário de óperas e oratórios. Vivia lautamente e convivia com nobres e ricos da sociedade inglesa, mas nem sempre a grana era certa. Pagar as contas dos fornecedores e manter a mesa de banquetes cheia podia ser complicado, com tantas intrigas dos compositores e companhias de ópera italianas. Assim, as publicações de sonatazinhas, concertos e música para teclado poderia vir a calhar, era uma fonte de renda que não se podia desprezar. E o Georg era um bamba da melodia fácil e certa para os instrumentos – violino, oboé, flautas. Ele e seu editor arranjaram muitas dessas sonatas e ótimas elas são, como atesta este excelente disco do flautista (doce) sueco, Dan Laurin. Ao seu lado os acompanhantes são da família Suzuki – Hidemi ao violoncelo e Masaaki nos teclados. Sobre essa parceria, você viu o que Dan escreveu…

George Frideric Handel (1685 – 1759)

Sonata a Flauto e Cembalo in A minor, HWV 362

  1. Larghetto
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Allegro

Sonata a Flauto e Cembalo in F major, HWV 369

  1. Grave
  2. Allegro
  3. Alla Siciliana
  4. Allegro

Sonata a Flauto e Cembalo in C major, HWV 365

  1. Larghetto
  2. Allegro
  3. Larghetto
  4. A Tempo di Gavotta
  5. Allegro

Sonata in D minor, HWV 367a

  1. Largo
  2. Vivace
  3. Furioso
  4. Adagio
  5. Alla breve
  6. (Andante)
  7. A tempo di Menuet

Sonata in B flat major, HWV 377

  1. (Corrente)
  2. Adagio
  3. Allegro

Sonata a Flauto e Cembalo in G minor, HWV 360

  1. Larghetto
  2. Andante
  3. Adagio
  4. Presto

Dan Laurin, recorder

Hidemi Suzuki, cello

Masaaki Suzuki, harpsichord, organ

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MP3 | 320 KBPS | 137 MB

Hidemi Suzuki
Masaaki Suzuki

De uma crítica fácil de localizar, especialmente para adeptos da IA: Por outro lado, o violoncelista barroco Hidemi Suzuki junta-se a Laurin e Masaaki Suzuki, e certamente imprime um ímpeto dinâmico em cada sonata. Um órgão substitui o cravo em três momentos, conferindo às peças uma sensação de foco suave. […] (Dan) Laurin, na flauta doce contralto, possui um timbre rico e luminoso. As suas interpretações, juntamente com as dos Suzukis, são majestosas, quase como concertos; a sua gama expressiva é ampla, as linhas cantáveis ​​de Handel realmente (ahãmm) cantam.

Aproveite!

René Denon

Dan Laurin depois do almoço com o pessoal do PQP Bach…

JS Bach (1685 – 1750): Paixão Segundo João – Solistas, Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

JS Bach (1685 – 1750): Paixão Segundo João – Solistas, Pygmalion & Raphaël Pichon ֎

O ódio, a injustiça, a traição, o amor, o sacrifício, o perdão, o remorso, a compaixão, a piedade do homem – tudo isso se reflete na profunda exposição musical do Evangelho feita por Bach, o quinto evangelista…

Quantas vezes você já foi pego por uma cena de filme que surge quando está dando um rolé com o controle remoto da TV? Tarde da noite, você ainda não está com sono e começa a procurar algo interessante para ver e vai que surge a cena de um julgamento – um interrogatório. Você presta pouca atenção, acabou de passar o canal de compras, quando surge uma pergunta: Qual é a acusação contra este homem? A pergunta te leva para dentro da trama, que ganha dramaticidade a medida que avança. Pronto, você está fisgado e vê o filme até o fim.

Foi mais ou menos isso que me aconteceu dia desses. Ou melhor, noite dessas. Tentando acionar o controle remoto do Denonzão, para fazer tocar um arquivo estocado no pendrive, acabei acionando a faixa 21 do arquivo que havia baixado uns dias antes – Johannes Passion, composta pelo padroeiro do blog, o JS Bachlein!

A gravação do grupo Pygmalion, sob a regência de Raphaël Pichon, está estalando de nova, foi gravada em abril de 2025 e lançada agora, em 2026. É disso que eu gosto, novidade! O que as novas gerações têm a dizer sobre as obras que já se perpetuaram como icônicas? Eles reviveram, para mim, as surpresas e os deslumbramentos que senti, quarenta anos atrás, ao ouvir a gravação desta mesma obra pelo então inovador e espetacular The Monteverdi Choir e The English Baroque Soloists, sob a direção de John Eliot Gardiner. Quase não dá para acreditar que já se foram 40 anos. Mas, o que nos interessa é a presente gravação. A capa traz um detalhe de uma pintura de Fabienne Verdier e contrasta com a capa do álbum de Gardiner por ser abstrata, enquanto a outra é figurativa (podemos até ver o discípulo que Jesus amava) mas ambas refletem a intensidade de cada uma das interpretações. O coro do Pygmalion é absurdamente ágil e intenso – uma as marcas registradas do Monteverdi Choir naqueles dias.

Nova geração de cantores também se apresenta, o evangelista é o tenor Prégardien, mas Julian, filho do Christoph, que nos deixou gravações antológicas.

Fabienne Verdier

Gostei tanto que ouvi tudo de novo, desta vez desde o começo. E que começo. O libreto, que você encontrará no arquivo, compara a inovação da abertura desta obra – sua aspereza e intensidade – com a abertura de outra obra-prima que seria escrita 200 anos depois, o início da Sagração da Primavera, por Stravinsky.

A Paixão segundo João, de Bach, é uma obra espetacular. Difere da outra Paixão escrita por ele, por nos lançar diretamente na ação, como num episódio do Tunel do Tempo. Na Paixão segundo Mateus, primeiro Jesus ceia com seus discípulos, o passo é outro. Aqui já nos deparamos com a turba e os soldados indo atrás dele, no Monte das Oliveiras. Se puder, siga a história, é um drama como poucos. Tem até uma espada arrancando uma orelha.

A estrutura da obra avança rapidamente, seis cenas encadeadas: a traição (Judas e a turba), a negação (Pedro), o julgamento (Pilatos, a turba, os sacerdotes), a crucificação (os soldados, a lança), morte (Es ist vollbracht) e sepultamento. A tensão da narrativa – o contraste entre o evangelista (tenor) e a turba (coro) é impressionante. Nos momentos cruciais, o evangelista diminui sua voz a um quase sussurro. O coro, quando faz a turba, grita, esganiça, só falta tacar pedra (Kreuzige!). Depois, tem que comentar e cantar docinho…

As árias também têm o papel de opinar sobre o drama e são belíssimas, a voz quase sempre acompanhada de um instrumento melódico. A primeira delas, para contralto, tem acompanhamento de oboés e depois, a ária para soprano vem com flautas, e violas no caso da ária para tenor. Na ária do Gólgota, o baixo é acompanhado pelo coro. A especial segunda ária para contralto é logo a seguir da morte de Jesus, Es ist vollbracht, e é acompanhada por viola da gamba. É um dos pináculos da obra. Antes dos coros finais ainda temos mais uma belíssima ária para soprano, acompanhada por flauta e oboé da caccia – Zerfliesse, mein Herze, in fluten der Zähren (Dissolva-se, meu coração, em torrentes de lágrimas). Percebeu?

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Johannes Passion

Prima parte

E xordium | Exorde

1 | 1. Chorus Herr, unser Herrscher 7’48

V errat und Gefangennahme | Trahison et Arrestation | Betrayal and Arrest

2 | 2a. Evangelista, Jesus Jesus ging mit seinen Jüngern über den Bach Kidron 2’30

3 | 3. Choral O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße 0’54

4 | 4. Evangelista, Jesus Auf dass das Wort erfüllet würde 1’10

5 | 5. Choral Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich 0’54

6 | 6. Evangelista Die Schar aber und der Oberhauptmann 0’47

7 | 7. Aria (Alto) Von den Stricken meiner Sünden 4’20

Verleugnung | Reniement | Denial

8 | 8. Evangelista Simon Petrus aber folgete Jesu nach 0’20

9 | 9. Aria (Soprano) Ich folge dir gleichfalls mit freudigen Schritten 3’30

10 | 10. Evangelista, Ancilla, Petrus, Jesus, Servus Derselbige Jünger 3’17

11 | 11. Choral Wer hat dich so geschlagen 1’45

12 | 12a. Evangelista Und Hannas sandte ihn gebunden 2’17

13 | 13. Aria (Tenor) Ach, mein Sinn, wo willst du endlich hin 2’25

14 | 14. Choral Petrus, der nicht denkt zurück 1’35

Seconda parte

V erhör und Geißelung | Interrogatoire et Flagellation | Interrogation and Scourging

15 | 15. Choral Christus, der uns selig macht 1’10

16 | 16a. Evangelista, Pilatus Da führeten sie Jesum von Kaiphas vor das Richthaus 4’10

17 | 17. Choral Ach großer König, groß zu allen Zeiten 1’35

18 | 18a. Evangelista, Pilatus, Jesus Da sprach Pilatus zu ihm 2’10

19 | 19. Arioso (Bass) Betrachte, mein Seel, mit ängstlichem Vergnügen 2’53

20 | 20. Aria (Tenor) Erwäge, wie sein blutgefärbter Rücken 8’27

Verurteilung und Kreuzigung | Condamnation et Crucifixion | Condemnation and Crucifixion

1 | 21a. Evangelista Und die Kriegsknechte flochten eine Krone von Dornen 6’13

2 | 22. Choral Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn 1’24

3 | 23a. Evangelista Die Jüden aber schrieen und sprachen 4’05

4 | 24. Aria (Bass) | Chorus Eilt, ihr angefochtnen Seelen 3’43

5 | 25a. Evangelista Allda kreuzigten sie ihn 2’17

6 | 26. Choral In meines Herzens Grunde 1’04

Tod Jesu | La Mort de Jésus | The Death of Jesus

7 | 27a. Evangelista Die Kriegsknechte aber, da sie Jesum gekreuziget hatten 4’06

8 | 28. Choral Er nahm alles wohl in acht 1’16

9 | 29. Evangelista, Jesus Und von Stund an nahm sie der Jünger zu sich 1’51

10 | 30. Aria (Alto) Es ist vollbracht! 5’59

11 | 31. Evangelista Und neiget das Haupt und verschied 0’36

12 | 32. Aria (Bass) | Choral Mein teurer Heiland, lass dich fragen 4’56

Grablegung | La Mise au tombeau | Burial

13 | 33. Evangelista Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriss 0’28

14 | 34. Arioso (Tenor) Mein Herz, in dem die ganze Welt 0’44

15 | 35. Aria (Soprano) Zerfließe, mein Herze 6’49

16 | 36. Evangelista Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag war 2’13

17 | 37. Choral O hilf, Christe, Gottes Sohn 1’12

18 | 38. Evangelista Darnach hat Pilatum Joseph von Arimathia 2’40

19 | 39. Chorus Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 7’32

20 | 40. Choral Ach Herr, lass dein lieb Engelein 2’23

Julian Prégardien, tenor, Evangelista

Huw Montague Rendall, baritone, Jesus

Ying Fang, soprano, Ancilla

Lucile Richardot, alto

Laurence Kilsby, tenor, Servus

Christian Immler, bass, Pilatus

Étienne Bazola, bass, Petrus

Pygmalion

Raphaël Pichon, direction

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MP3 | 320 KBPS | 274 MB

Raphaël foi conhecer o galpão onde o PQP Bach vai passar a estocar os arquivos baixados…

Bach never came closer to writing an opera than he did with the St John Passion. The leaner cousin of the more expansive St Matthew, it responds to incisive conducting and singers with a nose for drama, both of which this new recording possesses in spades.

Raphaël Pichon tears into the meat-grinding opening chorus with its agonised cries of desperation, later whipping his singers into a frenzy as they call for the release of Barrabas and demand that Christ be crucified. Pygmalion are razor-sharp throughout, including a vigorous engagement with the reflective chorale texts.

No one artist will ever have the last word on this masterwork, but Pichon’s fresh, re-envisioned approach helps us contemplate it from a different angle and in a different light. Such a compelling commitment to this famous score commands attention and rewards repeated listening.

Aproveite!

René Denon

Walking painting Rouge – Fabienne Verdier

Rossini (1792 – 1868): Il Barbiere di Siviglia – Cecilia Bartoli (Rosina), Leo Nucci (Figaro), William Matteuzzi (Almaviva), Enrico Fissore (Bartolo), Paata Burchuladze (Basilio), Chorus & Orchestra of Teatro Comunale di Bologna, Giuseppe Patanè ֎

Rossini (1792 – 1868): Il Barbiere di Siviglia – Cecilia Bartoli (Rosina), Leo Nucci (Figaro), William Matteuzzi (Almaviva), Enrico Fissore (Bartolo), Paata Burchuladze (Basilio), Chorus & Orchestra of Teatro Comunale di Bologna, Giuseppe Patanè ֎

Ludovico: – Signore Rossini, componha mais barbeiros! Continue a compor óperas-buffa!

Tendo em conta o enorme e retumbante sucesso das postagens com música lírica, esse vosso escrevinhador de postagens animou-se ainda mais e na seção ‘Domingo é Dia de Ópera’ e traz agora uma gravação completa de uma ótima peça – Il Barbiere di Siviglia.

Vejam, mesmo morando em cidades diferentes e distantes até no tempo (30 anos de diferença), Mozart e Rossini frequentavam a mesma barbearia – Beaumarchais Barber Shop –, e eram atendidos sempre pelo mesmo mestre barbeiro, um tal de Figaro. A tal barbearia atraia realmente muitos compositores de óperas, Giovanni Paisiello entre eles…

Em todos os Figaros, bilhetes iam para lá e para cá…

Rossini compôs seu ‘Il Barbiere di Siviglia’ trinta anos depois de Mozart haver composto sua ópera ‘Le Nozze di Figaro’, mas os eventos descritos na ópera de Rossini precedem aqueles da obra de Mozart. Ambos libretos são baseados nas peças de Beaumarchais, que mostra a nobreza às voltas com as mundanas complicações da ralé. Na ópera de Rossini o Conde de Almaviva se diz Lindoro e precisa da ajuda de Figaro para casar-se com Rosina, aquela que será a Condessa na ópera de Mozart. Na narrativa de Wolfgang (e Da Ponte) eles já se encontram casados (o nome Rosina é mencionado uma única vez) e o casório agora é do barbeiro, que se tornou o ajudante pessoal do Conde.

Mas como nas franquias de filmes de aventuras, não é necessário conhecer essa ópera antes ou aquela outra, ambas são ótimas, divertidíssimas e nos podem proporcionar música de primeira. Em comum as tramas e confusões – bilhetes, disfarces e uma horda de gentes tentando enrolar uns aos outros, mais atrapalhados do que safos.

Ela: o que o Salieri está fazendo por aqui? Isso é Rossini…

Hoje vamos de Rossini, uma gravação que tem como estrela a ótima Cecilia Bartoli como Rosina e Leo Nucci como o famoso barbeiro. O conde-Lindoro é William Matteuzzi e o Coro e Orquestra do Teatro Comunale di Bologna estão sob a regência de Giuseppe Patanè.

O que você não pode perder?

No primeiro ato estão as principais árias. “Ecco, ridente in cielo”, cantada pelo Conde é uma das primeiras e, depois, uma das mais famosas de todas, “Largo al factótum” na qual Figaro conta quem ele é e como vive ocupadíssimo: Figaro qua, Figaro la, Figaro qua, Figaro la, Figaro su, Figaro giu, Figaro su, Figaro giu!

Os coadjuvantes também cantam: “La calunnia è um venticello”, de Basílio, professor de música da doce Rosina, e “A un dottor della mia sorte”, de Bartolo, o tutor de Rosina, com quem quer casar-se. Ambas famosas e ótimas.

Além de óperas, Rossini deixou sua marca também na gastronomia…

Como se trata de uma ópera-buffa, há cenas engraçadas envolvendo vários personagens, o que muito contribui para o sucesso da peça. O mocinho, Conde de Almaviva, para se aproximar de sua amada Rosina disfarça-se de Lindoro, depois finge ser um soldado bêbado e finalmente ‘Don Alonso’, professor de música.

Há uma cena da lição de música, quando o pretenso professor dá aulas a Rosina e Figaro engabela o doutor Bartolo. Outro número imperdível é o quinteto (Figaro, Bartolo, Basilio, Rosina e Lindoro) “Buona sera”. Assim, de truques e bilhetes, vamos até o final feliz do Conde casando-se com Rosina, que passa a ser a Condessa… Afinal, o grande Ludovico não poderia errar, vaticinando que “Il Barbiere” faria sucesso enquanto houvesse algo como ópera-buffa sendo encenada pelo mundo afora.

Gioachino Rossini (1792 – 1868)

Il Barbiere Di Siviglia

CD1

  1. Sinfonia

Act One, Scene One

  1. Piano, Pianissimo 3:22
  2. Ecco Ridente in Cielo 7:32
  3. Gente Indiscreta 1:14
  4. Largo Al Factotum 5:00
  5. Ah, Ah! Che Bella Vita! 11:37
  6. All’Idea Di Quel Metallo 9:48

Scene Two

  1. Una Voce Poco Fa 6:39

CD2

  1. Si, Si, La Vincero 5:18
  2. La Calumnia E Un Venticello 4:54
  3. Ah! Che Ne Dite? 3:43
  4. Dunque Io Son…Tu Non M’Inganni? 5:11
  5. Ora Mi Sento Meglio 1:52
  6. A Un Dottor Della Mia Sorte 8:02
  7. Ehi, Di Casa!…Buona Gente! 9:07
  8. Che Cosa Accadde 2:40
  9. Questa Bestia Di Soldato 1:16
  10. Fredda Ed Immobile 3:43
  11. Mi Par D’Essere Con La Testa 4:45

CD3

Act Two

  1. Ma Vedi Il Mio Destino!                             3:47
  2. Insomma, Mio Signore                             3:21
  3. Contro Un Cor Che Accende Amore 7:09
  4. Bella Voce! Bravissima! 1:48
  5. Bravo, Signore Barbiere                             3:22
  6. Don Basilio!                                            10:53
  7. Ah! Disgraziato Me!                             4:50
  8. Dunque Voi Don Alonso               4:13
  9. Temporale                                            3:07
  10. Alfine, Eccoci Qua                             1:31
  11. Ah! Qual Colpo Inaspettato!               6:36
  12. Ah! Disgraziati Noi!                             4:40
  13. DI Si Felice Innesto!                             2:30

Cecilia Bartoli (mezzo-soprano)

William Matteuzzi (tenor)

Leo Nucci (baritone)

Enrico Fissore (baritone)

Paata Burchuladze (bass)

Coro del Teatro Comunale di Bologna

Orchestra del Teatro Comunale di Bologna

Giuseppe Patanè

Recorded: 1988-06

Recording Venue: Teatro Comunale, Bologna

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MP3 | 320 KBPS | 370 MB

Cecilia não poderia ter sido mais simpática com a equipe de fotógrafos do PQP Bach….
Lição de música!

This is a light, comic opera, and so it should sound joyous and fun. This performance achieves that perfectly, in great quality sound. And there are no bad performers in this, no one spoils the fun or one’s enjoyment by substandard singing or playing or conducting; it is a very solid performance of this great opera.

Patane recording – What jumps out at me is the joy of the artists’ musicmaking. The orchestra clearly has this music in its blood and they play with precision and panache, underlining what a talented orchestrator Rossini was. Another plus is a young Cecilia Bartoli as Rosina, a role which first brought her to prominence in the year before this recording.

Aproveite!

René Denon

Vai um Tournedos Rossini ao ponto? Aos veganos, as batatas…

Edition Klavier-Festival Ruhr Vol. 38 – Live Recordings 2019 – Pianistas: Elisabeth Brauß, Giuseppe Guarrera, Tiffany Poon, Alexander Ullmann, Till Hoffmann, Nicolas Namoradze, Lauren Zhang ֎

Edition Klavier-Festival Ruhr Vol. 38 – Live Recordings 2019 – Pianistas: Elisabeth Brauß, Giuseppe Guarrera, Tiffany Poon, Alexander Ullmann, Till Hoffmann, Nicolas Namoradze, Lauren Zhang ֎

Nestes três CDs eu tenho o enorme prazer de apresentar sete jovens pianistas extremamente talentosos que fizeram suas estreias no Ruhr Piano Festival 2019. Artistas promissores dos quais podemos esperar e certamente ouviremos muito mais no futuro.
Franz Xaver Ohnesorg, Director

Em função do enorme sucesso da postagem com gravações feitas no Klavier-Festival Ruhr, insistimos em apoquentar nossos seguidores com mais esta leva – três discos repletos de boa música. O tema da edição de 2019 é ‘Festivaldebüts’ – apresentação de pianistas que, naqueles dias, estavam em início de carreira.

Giuseppe Guarrera

Como nos discos da postagem anterior, os artistas vão se alternando nas apresentações das peças e cada disco promove um programa coerente.

Tiffany ficou casadinha depois da Sonata de Haydn…

O primeiro disco reúne algumas Sonatas de Scarlatti, uma sonata para piano e um andante com variazioni de Haydn. Completando o disco, uma melodia húngara de Schubert e as Variações sobre um tema de Schumann, de Brahms. Eu gostei muito das sonatinhas do Domenico, especialmente de umas interpretadas pelo siciliano Giuseppe Guarrera, das quais eu não me recordava ou conhecia. A transição para a Sonata No. 62 (Hob. XVI/52) de Haydn é impactante, foi a última que ele escreveu, após sua primeira viagem a Londres. O adágio é pré-romântico e o finale-presto deve ter impressionado o jovem Ludovico.

Nicolas Namoradze

O segundo disco é do qual eu mais gostei, com música para teclado, de Bach. Após uma das Sinfonias a três vozes, uma das Partitas e duas Suítes, uma inglesa e uma francesa. A Partita é a dramática Sexta. A Suíte Francesa é a que eu mais gosto, a Quinta, e está nas mãos de Tiffany Poon, a mesma pianista da Sonata de Haydn. Se você não ouvir essa peça pelo menos duas vezes é porque tens um coração de pedra.

O último disco muda de fase, vamos para o escancarado romantismo, depois das Variações sobre um tema de Paganini, de Brahms, um punhado de peças de Liszt. Os Sonetos de Petrarca são peças bem bonitas.

Elisabeth Brauss

Tudo gravado ao vivo com intérpretes jovens, de grande talento, mostrando ao público a que vieram. Eu gostei de tudo (é claro, mais disto ou daquilo do que daquilo outro) e cabe a você descobrir por que a música tem tanto poder de impressionar e mover as pessoas.

 

 

CD1

DOMENICO SCARLATTI (1685 – 1757)

  1. Sonate in D-Dur K 492 [03:42]
  2. Sonate in E-Dur K 380 [02:51]
  3. Sonate in f-Moll K 386 [02:38]
  4. Sonate in c-Moll K 56 [03:40]
ELISABETH BRAUß, piano
  1. Sonate in d-Moll K 9 [02:49]
  2. Sonate in d-Moll K 32 [02:31]
  3. Sonate in e-Moll K 394 [04:16]
  4. Sonate in G-Dur K 125 [01:06]
  5. Sonate in f-Moll K 466 [04:02]
  6. Sonate in F-Dur K 107 [02:29]
GIUSEPPE GUARRERA, piano

JOSEPH HAYDN (1732 – 1809)

Sonate in Es-Dur Hob. XVI:52

  1. Allegro [06:16]
  2. Adagio [07:50]
  3. Finale. Presto [04:15]
TIFFANY POON, piano
  1. Andante con variazioni in f-Moll Hob. XVII:6 [08:55]
ALEXANDER ULLMAN, piano

FRANZ SCHUBERT (1797 – 1828)

  1. Ungarische Melodie in h-Moll D 817 [03:38]
ALEXANDER ULLMAN, piano

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

  1. Variationen über ein Thema von Robert Schumann in fis-Moll op. 9 [17:49]
TILL HOFFMANN, piano

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CD2

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 – 1750)

  1. Sinfonia Nr. 9 in f-Moll BWV 795 [03:30]

Partita Nr. 6 in e-Moll BWV 830

  1. Toccata [07:31]
  2. Allemande [03:32]
  3. Corrente [03:14]
  4. Air [01:20]
  5. Sarabande [05:50]
  6. Tempo di Gavotta [01:14]
  7. Gigue [03:50]
NICOLAS NAMORADZE, piano

Englische Suite Nr. 6 in d-Moll BWV 811

  1. Prélude [07:32]
  2. Allemande [03:46]
  3. Courante [02:29]
  4. Sarabande [03:07]
  5. Double de Sarabande [03:08]
  6. Gavotte I & II [04:08]
  7. Gigue [03:02]
TILL HOFFMANN, piano

Französische Suite Nr. 5 in G-Dur BWV 816

  1. Allemande [03:15]
  2. Courante [01:51]
  3. Sarabande [05:03]
  4. Gavotte [01:07]
  5. Bourrée [01:21]
  6. Loure [02:17]
  7. Gigue [03:25]
TIFFANY POON, piano

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CD3

JOHANNES BRAHMS (1833 – 1897)

Variationen über ein Thema von Niccolò Paganini op. 35

  1. Heft I [13:12]
  2. Heft II [10:56]
LAUREN ZHANG, piano

FRANZ LISZT (1811 – 1886)

Six Grandes Études de Paganini S 141

  1. Nr. 1 in g-Moll [05:04]
  2. Nr. 2 in Es-Dur [05:25]
  3. Nr. 3 in gis-Moll „La Campanella“ [05:04]
  4. Nr. 4 in E-Dur [02:12]
  5. Nr. 5 in E-Dur [02:47]
  6. Nr. 6 in a-Moll [05:46]
O Dpto de Artes do PQP Bach Publishing House mandou essa ilustração de FL

Tre Sonetti del Petrarca S 158

  1. Sonetto 47 del Petrarca [06:38]
  2. Sonetto 104 del Petrarca [07:13]
  3. Sonetto 123 del Petrarca [07:51]
GIUSEPPE GUARRERA, piano
  1. Ungarische Rhapsodie Nr. 10 in E-Dur S 244/10 [05:43]
ALEXANDER ULLMAN, piano

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O Klavier-Festival Ruhr 2026 abordará “Die Welt des György Kurtág” e terá como participantes: Igor Levit & Markus Becker / Diana Krall / Krystian Zimerman und viele weitere Künstler…

Aproveite!

René Denon

Till Hoffmann ganhou a aposta feita com o pessoal do PQP Bach – tocou Bach até ‘descostas’…

Vive la France! – Klavier-Festival Ruhr – Debussy • Saint-Saëns • Chausson – Diversos Intérpretes ֎

Vive la France! – Klavier-Festival Ruhr – Debussy • Saint-Saëns • Chausson – Diversos Intérpretes ֎

Camille: – O que se pode escrever depois de Beethoven?

Claude: – Reflets dans l’ eau!

É possível que eu esteja um pouco assim como os compositores franceses num certo momento da história da música – cansado do modelo musical ‘alemão’, forma sonata serrando por cima, três movimentos para os concertos, quatro movimentos para as sinfonias e quartetos e tal.

Tenho preferido ouvir mais o repertório fruto dessa ‘rebeldia’, busca de uma outra maneira de compor, seja música ‘francesa’ ou na ‘espanhola’, um pouco de jazz e ópera.

Metropole Ruhr Essen

Foi nesta toada que dei com meus costados nesta coleção de quatro CDs gravados em 2018 na correspondente edição do Klavier-Festival Ruhr. Sei, fica na Alemanha, mas o tema daquela edição do festival foi “Vive la France!”, tá aí explicado.

Este festival ocorre ao longo de três meses, todos os anos, a partir de maio (Im wunderschönen Monat Mai), nesta parte da Alemanha, o Ruhrgebiet, cuja maior cidade é Dortmund. O pacote de quatro CDs nos oferece música para piano, canções e música de câmara. Eu havia decidido postar o primeiro CD, com peças para piano de Debussy, do qual eu gostei muito e ouvi diversas vezes. Mas, repensei a decisão e aqui estão também os outros três discos.

O segundo disco tem música para piano de Saint-Saëns, que escreveu, ao longo de sua relativamente longa e produtiva vida, pouco para piano solo, sempre peças características, nada de sonatas, essas coisas. Ele dizia “O que se pode escrever depois de Beethoven?”. Eu ouvi quase todo o disco, mas confesso que ainda estou lidando com ele, especialmente depois do disco do Debussy, ao qual acabo retornando. Os pianistas nos dois primeiros discos são ótimos, especialmente Mao Fujita, que mais recentemente mudou da Naxos para a Sony.

O terceiro disco promete, são canções desses dois compositores, mas eu ouvi mesmo algumas poucas. De qualquer forma, como o pianista que acompanha os cantores é o Graham Johnson, o cara da Edição Schubert da Hyperion, e tantas outras grandes empreitadas, temos mais que garantia de ótima qualidade, ficando apenas a questão do gosto musical a ser decidido pelas audições.

O quarto disco traz o Trio com Piano de Debussy, uma obra de juventude, escrita enquanto ele passava o verão de 1880 na idílica pequena cidade de Fiesole, que fica nas colinas próximas da cidade de Florença. (Chato, não é?) Debussy fora contratado como pianisra e professor de piano da família de Nadezhda von Meck, a ricaça mecenas de Tchaikovsky. A peça é bem bonita, mas não parece exatamente Debussy de seus dias posteriores. A outra peça é um Concerto para Piano, Violino e Quarteto de Cordas de Chausson. Eu achei a peça um pouco congestionada, mas talvez deva ouvir mais vezes. Certamente tem bons momentos, mas isso também tem as óperas de Wagner. Espero que você goste.

CD1

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

Images I (1904 – 05)
  1. Reflets dans l’ eau
  2. Hommage à Rameau
  3. Mouvement
Images II (1907)
  1. Cloches à travers les feuilles
  2. Et la lune descend sur le temple qui fut
  3. Poissons d’or

Sergei Redkin, piano

Moers, Martinstift | Live Recording: 23. Mai 2018

L’ isle joyeuse (1904)
  1. L’ isle joyeuse

Jamina Gerl, piano

Wattenscheid, Zeche Holland | Live Recording: 03. Mai 2018

 Estampes (1903)
  1. Pagodes
  2. Soirée dans Grenade
  3. Jardins sous la pluie

Mao Fujita, piano

Bochum, Kunstmuseum | Live Recording: 02. Juni 2018

 Deux Arabesques (1888)
  1. Arabesque Nr. 1 in E-Dur
  2. Arabesque Nr. 2 in G-Dur

Inga Fiolia, piano

Essen, Haus Fuhr | Live Recording: 09. Juni 2018

 Pour le Piano (1894 – 1901)
  1. Prélude
  2. Sarabande
  3. Toccata

Mao Fujita, piano

Bochum, Kunstmuseum | Live Recording: 02. Juni 2018

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CD2

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835 – 1921)

Sechs Bagatellen op. 3 (1855)
  1. Poco sostenuto
  2. Allegro animato quasi presto
  3. Poco adagio
  4. Moderato assai
  5. Allegro molto
  6. Poco sostenuto – Adagio

Juan Carlos Fernández-Nieto, piano

Bottrop, Kulturzentrum August Everding

Live Recording: 06. Mai 2018

 Album op. 72 (1884)
  1. Prélude: Poco allegro, tempo rubato
  2. Carillon: Moderato tranquillo
  3. Toccata: Allegretto
  4. Valse: Allegro grazioso e con moto
  5. Chanson Napolitaine: Andantino
  6. Final: Allegro quasi minuetto

Jamina Gerl, piano

Wattenscheid, Zeche Holland | Live Recording: 03. Mai 2018

Valses
  1. Valse canariote op. 88 (1890)
  2. Valse langoureuse op. 120 (1903)
  3. Valse gaie op. 139 (1912)

Juan Carlos Fernández-Nieto, piano

Bottrop, Kulturzentrum August Everding

Live Recording: 06. Mai 2018

Gavotte op. 23 (1871)
  1. Gavotte

Mao Fujita, piano

Bochum, Kunstmuseum | Live Recording: 02. Juni 2018

Feuillet d’ album op. 169 (1921)
  1. Feuillet d’ album

Sergei Redkin, piano

Moers, Martinstift | Live Recording: 23. Mai 2018

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CD3

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835 – 1921)

  1. L’ Attente (1855) (Victor Hugo) [02:21]
  2. La Coccinelle (1868) (Victor Hugo) [02:02]
  3. Rêverie (1851) (Victor Hugo) [04:12]
  4. Guitare (1851) (Victor Hugo) [01:48]
  5. Si vous n’ avez rien à me dire (1870) (Victor Hugo) [03:17]
  6. Viens (ca. 1855) (Victor Hugo) [02:36]
  7. Tournoiement (1870) (Armand Renaud) [03:17]
  8. Danse macabre (1873) (Henri Cazalis) [02:28]
  9. La cigale et la fourmi (ca. 1860) (Jean de La Fontaine) [02:05]
  10. El Desdichado (1871) (Jules Barbier) [03:29]
  11. Guitares et mandolines (1890) (C. Saint-Saëns) [01:50]
  12. Grasselette et maigrelette (1920) (Pierre de Ronsard) [02:27]
  13. Pastorale (1855) (Philippe N. Destouches) [02:29]

GRAHAM JOHNSON

SORAYA MAFI (Sopran)

FRANÇOIS LE ROUX (Bariton)

Herten, Schloss Herten | Live Recording: 14. Mai 2018

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

  1. Voici que le printemps (1884) (Paul Bourget) [02:56]
  2. Clair de lune (1882) (Paul Verlaine) [02:47]
  3. Clair de lune (1891) [02:55]

aus: Fêtes galantes I (Paul Verlaine)

aus: Ariettes oubliées (1888 rev. 1903) (Paul Verlaine)

  1. C’ est l’ extase [02:39]
  2. Il pleure dans mon coeur [02:49]
  3. Chevaux de bois [03:38]
  4. Le Faune [01:48]

aus: Fêtes galantes II (1904) (Paul Verlaine)

aus: Cinq Poèmes de Baudelaire (1889) (C. Baudelaire)

  1. Le jet d’ eau [06:08]
  2. Recueillement [04:50]

Chansons de Bilitis (1899) (Pierre Louÿs)

  1. La flûte de Pan [02:26]
  2. La chevelure [03:09]
  3. Le tombeau des Naïades [02:47]
  4. Ballade des femmes de Paris (1910) (François Villon) [02:12]
  5. Noël des enfants qui n’ ont plus de maisons (1916) [02:36]

(Claude Debussy)

GRAHAM JOHNSON

SARAH FOX (Sopran)

FRANÇOIS LE ROUX (Bariton)

Herten, Schloss Herten | Live Recording: 15. Mai 2018

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CD4

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)

Trio für Klavier, Violine und Violoncello in G-Dur (1880)
  1. Andante con moto allegro [09:51]
  2. Moderato con allegro [03:13]
  3. Andante espressivo [04:38]
  4. Appassionato [06:39]

THÉO FOUCHENNERET

MI-SA YANG (Violine)

VICTOR JULIEN-LAFERRIÈRE (Violoncello)

Herten, Schloss Herten | Live Recording: 13. Juni 2018

ERNEST AMÉDÉE CHAUSSON (1855 – 1899)

Konzert für Violine, Klavier und Streichquartett in D-Dur op. 21 (1889 – 91)
  1. Décidé [14:24]
  2. Sicilienne [04:10]
  3. Grave [10:52]
  4. Très animé [11:21]

BENJAMIN MOSER

LIZA FERSCHTMAN (Violine)

delian::quartett

Adrian Pinzaru (Violine) | Andreas Moscho (Violine)

Georgy Kovalev (Viola) | Miriam Prandi (Violoncello)

Essen-Werden, Folkwang Universität der Künste

Live Recording: 18. Mai 2018

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MP3 | 320 KBPS | 153 MB

Camille Saint-Saëns escreveu aproximadamente vinte obras para piano solo: seu estilo neoclássico melodioso e elegante deve ter se encaixado perfeitamente com a atmosfera cultivada nos salões parisienses.

No final do século XIX, um dos locais mais prestigiados onde os artistas parisienses se reuniam era o salão do compositor Ernest Chausson. Maurice Ravel era presença frequente nesse ilustre círculo, assim como Debussy, com quem Chausson cultivou uma significativa amizade. Por exemplo, os dois estudaram juntos a partitura de Boris Godunov, de Mussorgsky, e se maravilharam com suas sonoridades completamente incomuns.

Aproveite!

René Denon

Na região do Ruhr, a tradição mineira e a história industrial encontram o estilo hipster e as visões do futuro. Esta antiga área de indústria pesada transformou-se numa das regiões mais vibrantes da Alemanha.