Frescobaldi, Marcello, Bach, Händel, D’Hervelois, Rheinberger, Saint-Saëns: Peças para Violoncelo e Órgão

Frescobaldi, Marcello, Bach, Händel, D’Hervelois, Rheinberger, Saint-Saëns: Peças para Violoncelo e Órgão

Este CD é uma coletânea de peças transcritas para uma inusitada dupla de violoncelo e órgão, Se o violoncelista fosse outro que não Rostropovich, daria para cravar que seria uma porcaria, mas o russo toca tanto que a gente vai engolindo gatinho por gatinho (*). Rostrô não é um especialista em barroco e, por exemplo, sua versão das Suítes de Bach é bem insatisfatória. Creio que o repertório deste CD — cheio de barrocos — não o favorece em nada, mas ele dá conta do recado, mesmo que a gente tenha vontade de rir em alguns momentos de abordagem por demais russorromântica. Recomendo usar com moderação.

(*) Lembram aquelas seleções de clássicos dos anos 70 e 80 que tinham gatinhos na capa? Ali, o Aleluia de Handel podia vir antes de Rhapsody in Blue, a qual era seguida da Abertura 1812, por exemplo. Salada semelhante é a deste CD. Aqui só têm gatinhos, óin… O apelido “Disco de Gatinhos” ou “Concerto de Gatinhos” é de autoria do Júlio e da D. Cristina lá da King`s Discos, esplêndida loja que ficava na Galeria Chaves. Eles não gostavam muito daquelas seleções… Nem eu.

lp-vinil-1-os-classicos-mais-populares-do-mundo-vol-1-disco-raro-14055-MLB4212753538_042013-F

Frescobaldi, Marcello, Bach, Handel, D’Hervelois, Rheinberger, Saint-Saëns: Peças para Violoncelo e Órgão

1 –Girolamo Frescobaldi Toccata
Arranged By – Gaspar Cassadó
Composed By – Girolamo Frescobaldi
Organ – Herbert Tachezi 4:44
2 –Alessandro Marcello Adagio, BWV 974
Arranged By – Johann Sebastian Bach
Composed By – Alessandro Marcello
Organ – Herbert Tachezi 5:05
–Johann Sebastian Bach 3 Chorale Preludes
Arranged By – Zoltán Kodály
Composed By – Johann Sebastian Bach
Organ – Herbert Tachezi
3 – I. Ach, Was Ist Doch Unser Leben, BWV 743 5:14
4 – II. Vater Unser Im Himmelreich, BWV 762 4:12
5 – III. Christus, Der Uns Selig Macht, BWV 747 5:12

6 –Georg Friedrich Händel Aria
Arranged By – Grigori Pekker
Composed By – Georg Friedrich Händel
Organ – Herbert Tachezi 3:41
7 –Johann Sebastian Bach Toccata, Adagio & Fugue In C Major, BWV 564: Adagio
Arranged By – Alexander Siloti
Composed By – Johann Sebastian Bach
Organ – Herbert Tachezi 4:00
–Louis De Caix D’Hervelois Portraits De Jeunes Filles De La France D’Autrefois / Portraits Of Young Ladies From Old France
Arranged By – Folkmar Längin
Composed By – Louis De Caix D’Hervelois
Harpsichord – Herbert Tachezi
8 – I. La Florentine 4:40
9 – II. La Provençale 2:04
10 – III. La Lionnoise 2:24
11 – IV. La Bavaroise 1:35
12 – V. La Russienne 1:37
13 – VI. La Siciliene 1:55
14 – VII. La Milaneze 2:05
–Joseph Rheinberger* 3 Pieces (arr. From 6 Stucke Für Violine Und Orgel, Op.150)
Composed By – Joseph Rheinberger*
Organ – Herbert Tachezi
15 – I Abendlied 4:13
16 – II Pastorale 3:42
17 – III Elegie 4:07
18 –Camille Saint-Saëns Prière, Op.158
Composed By – Camille Saint-Saëns
Organ – Herbert Tachezi 5:29

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

De um disco de gatinhos, saiu um cachorrinho
De um disco de gatinhos, saiu um cachorrinho, au, au.

PQP

J.S.Bach (1685-1750): Cantatas 78 e 106 (Actus Mysticus, ou Tragicus) com Felix Prohaska

J.S.Bach (1685-1750): Cantatas 78 e 106 (Actus Mysticus, ou Tragicus) com Felix Prohaska

Publicado originalmente em 10.06.2010

Sim, claro que o nome atribuído tradicionalmente à Cantata 106 é Actus Tragicus, não Mysticus. Acontece que, não importa quem botou esse apelido, é uma baita traição às intenções de Bach.

Além disso, em junho de 2010 nosso blog já tem 4 outras versões da 106, então pra que postar mais esta? Ainda mais que o único arquivo que encontramos não é em mp3 de alta qualidade? Bem, acontece que um dia meu amigo Nahum – o mesmo da minha primeira postagem de órgão de Pachelbel – me escreveu dizendo que tem um amor especial por esta versão por ser a menos ‘operística’ que conhece; a menos com intenções de concerto e mais de ato propriamente religioso. Coincidiu que esta foi também a primeira 106 que ouvi, décadas atrás, e tendo a concordar.

Prohaska não é Harnoncourt mas foi um passo importante na direção. Já nos anos 50 começou a usar grupos menores e instrumentos mais autênticos do que, digamos, um Richter – embora tantas vezes tenha continuado exagerando nas lentidões e legatos. Mas como negar, por outro lado, que o gênio da musicologia que é Harnoncourt, na hora da realização às vezes exagera irritantemente no sentido oposto, o da saltitância? Enfim: eu acho que Prohaska merece respeito, vamos ver o que vocês vão achar.

No disco a Cantata 78 vinha primeiro, mas inverti. Dela prefiro mesmo outras gravações, esta me soa pesada e convencional… a não ser pelo segundo movimento, um dueto soprano-contralto que deve estar entre as páginas mais risonhas do pai do PQP, quase bandinha de festa popular… e pelo que andei vendo na net há quase uma seita de curtidores dessa peça justo nesta versão do Prohaska!

Mas a 106 é realmente muito especial
entre as cantatas de Bach, a começar por muito da sua grandeza se dever à – digamos – inexperiência: Bach tinha só 22-23 anos quando a compôs, e os jovens costumam ousar mais na invenção de formas pessoais para dizer o que querem. Mais tarde… sabem como é, a exigência de produzir rápido e muito, o leite das crianças… o jeito é recorrer a modelos de estrutura que já deram certo, ainda que preenchendo com conteúdos novos e genais.

E aqui nosso jovem ousou nada menos que… uma representação do momento da morte em primeira pessoa, inserida num rápido porém incisivo ensaio teológico.

Daí ser tão ridículo o apelido ‘tragicus’, pois toda a intenção a obra é afirmar que a morte não é tragédia e sim um encontro amoroso. Logo à frente está o texto completo com tradução interlinear pra vocês mesmo acompanharem e verem se não – mas ‘entrego’ antes alguns detalhes não tão óbvios.

Um, que a música é cheia de figurações do texto, p.ex: a sílaba alongada em ’so laaaaaaaange’ (’por taaaanto tempo’), ou os instrumentos que se calam para deixar soar a palavra stille (silêncio, quietude) – enquanto a instrumentação e tonalidade dita pastoral – fá maior, só flautas doces, violas da gamba e contínuo, sem violinos – visa ambientar esse pequeno estudo da morte num clima de (juro!) música de ninar.

Dois coros de escritura livre emolduram a ‘representação’: o inicial antecedido por uma ’sonatina’ instrumental, o final seguido por uma única cadência dos instrumentos que não é só um eco do amém, mas também uma espécie de conclusão da sonatina inicial, com um tom de brincadeira e ao mesmo tempo afirmação séria da unidade do conjunto.

De entremeio, dois ‘atos’ de solos e coros encadeados que correspondem de certa forma ao Velho e ao Novo Testamento: no primeiro afirma-se a morte como lei inescapável – mas ainda no meio dessa afirmação a alma humana (em forma de voz de soprano) começa a chamar pelo vencedor da morte: ‘vem, Senhor Jesus, vem!’ Tudo vai se calando, ficando só a voz e o pulsar do seu coração. O pulsar para… e a voz conclui a palavra ‘Je-su’ depois, ‘apoiada em nada’: nada menos que a afirmação da sua continuidade independente do corpo, que é precisamente o que a fé espera dessa invocação.

Mas parece que todas as tradições falam de um trajeto entre o momento da morte e o mundo definitivo do além (ver p.ex. no balé ‘300 anos de Zumbi’, de Gilberto Gil, que também já postei aqui): o ‘Novo Testamento’ se abre com a alma (que virou contralto) dizendo ‘estou enviando às tuas mãos o meu espírito, ao que Cristo – agora presente, não só invocado – responde ‘ainda hoje estarás comigo no paraíso’ – e de repente já é todo um grupo de contraltos que vai em frente cantando com uma… serenidade segura: ‘é com paz e alegria que eu viajo para lá’. E aí o coro final é louvor e afirmação de fé – mas sem se aventurar a oferecer nenhuma representação do estado final: afinal, na teologia aceita por Bach, ‘nem um olho viu, nem um ouvido ouviu o que Deus tem preparado para os seus’.

O antropólogo Gilbert Durand fala de três vertentes do imaginário humano; a do meio não importa agora, mas as duas extremas seriam a Heroica, de caráter diurno e derivada do esforço de conquista da posição vertical pela criança, e a Mística, de caráter noturno, derivada da busca da intimidade dos braços e do colo da mãe, anseio de descansar do esforço e riscos da existência separada reintegrando-se com o todo de onde se saiu. Quem sabe assim fique mais claro o porquê da minha traição ao título tradicional!

J.S. Bach: duas cantatas regidas por Felix Prohaska
01-04 Cantata 106, ‘Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit’
06-12 Cantata 78, ‘Jesu, der du, meine Seele’

Coro e orquestra “The Bach Guild” (projeto N.York-Viena da Vanguard Records)
Tereza Stich-Randall, soprano – Dagmar Hermann, contralto
Anton Dermota, tenor – Hans Braun, baixo – Anton Heiller, órgão

. . . . . BAIXE AQUI – download here

FAIXAS E TEXTO DA CANTATA 106

01 “SONATINA” INSTRUMENTAL

02 [MOVIMENTO ARTICULANDO 6 ELEMENTOS SUCESSIVOS OU SIMULTÂNEOS]

CORO
Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit.
A hora de Deus é a melhor de todas.
In Ihm leben, weben und sind wir, solange Er will,
N’Ele vivemos, “tecemos” e estamos, enquanto Ele quer,
In Ihm sterben wir zur rechten Zeit, wenn Er will.
N’Ele morremos na hora certa: quando Ele quer.

TENOR SOLO
Mein Herr! (Ach, Herr!)
Meu Senhor! (Oh Senhor!)
Herr, lehre uns bedenken, dass wir sterben müssen,
Senhor, ensina-nos a considerar que temos que morrer,
auf dass wir klug werden.
para ganharmos juízo.

BAIXO SOLO
Bestelle dein Haus!
Encomenda tua morada!
Denn du wirst sterben und nicht lebendig bleiben.
Pois tu irás morrer, e não permanecer em vida.

CORO (FUGATO)
Es ist der alte Bund: Mensch, du musst sterben.
Esse é o antigo pacto: ó humano, tu tens que morrer.

SOPRANO SOLO
Ja, komm, ja komm, Herr Jesu, komm!
Sim, vem, sim vem Senhor Jesus! Vem!

HINO: INSTRUMENTAL (texto implícito para os ouvintes)
Ich hab’ mein’ Sach’ Gott heimgestellt …
Entreguei minha causa a Deus …

IV. [MOVIMENTO ARTICULANDO 3 ELEMENTOS]

CONTRALTO SOLO
In deine Hände befehl ich meinen Geist;
A tuas mãos envio o meu espírito;
Du hast mich erlöset, Herr, Du getreuer Gott!
Tu me libertaste, ó Senhor, Deus fidedigno que és.

BAIXO SOLO
Heute, heute wirst du mit mir im Paradies sein.
Hoje, ainda hoje, comigo no paraíso hás de estar.

HINO: CONTRALTOS EM UNÍSSONO
Mit Fried’ und Freud’ ich fahr dahin
Com paz e alegria eu viajo para lá
in Gottes Willen.
na vontade de Deus.
Getrost ist mir mein Herz und Sinn,
Confortados estão para mim o coração e tino,
sanft und stille.
em brandura e quietude.
Wie Gott mir verheissen hat:
Como Deus me prometeu:
der Tod ist mein Schlaf worden.
a morte se tornou meu sono.

V. CORO
Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit
Glória, louvor, honra e majestade
Sei dir, Gott Vater und Sohn bereit,
sejam preparados para Ti, ó Deus ‘Pai e Filho
Dem heil’gen Geist mit Namen!
e Espírito Santo’ nomeado.
Die göttlich Kraft
O poder divino
mach uns sieghaft
nos faça vitoriosos
durch Jesum Christum – amen.
através de Jesus Cristo – amém.

Felix Prohaska

Ranulfus

J. S. Bach (1685-1750): Christus, Der Ist Mein Leben — Cantatas BWV 27, 84, 95 & 161

J. S. Bach (1685-1750): Christus, Der Ist Mein Leben — Cantatas BWV 27, 84, 95 & 161

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD que tem a Cantata BWV 95 deve ser sempre ouvido! A ária Ach, Schlage Doch Bald é obrigatória conhecer. Igualmente as árias Ich Bin Vergnügt Mit Meinem Glücke e Ich Esse Mit Freuden Mein Weniges Brot da Cantata BWV 84. O trabalho de Herreweghe com seu Collegium Vocale Gent impressiona como sempre. Difícil imaginar uma abordagem melhor para este grupo de Cantatas.

As cantatas constituem o grosso da produção de Bach, mas apenas nas últimas décadas sua importância vem sendo reconhecida. Esquecidas quase por completo no século XIX, até meados do século XX somente um pequeno número delas havia sido estudado em detalhe, situação que vem mudando diante do rápido crescimento dos estudos bachianos. A maior parte delas é sacra, compostas em Weimar e principalmente Leipzig, mas ele cultivou o gênero ao longo de quase toda a sua carreira. Muitas foram perdidas. De acordo com o obituário do mano Carl Philipp, ele compôs cinco ciclos completos para o ano eclesiástico, fora as cantatas profanas, o que representaria mais de 350 obras. Ainda sobrevivem 194 composições neste gênero, somando um total de mais de 1.200 movimentos individuais. As de sua fase inicial são compostas segundo o modelo alemão do século XVII, sem recitativos ou árias da capo, elementos de origem operística italiana que só aparecem em suas obras maduras. Mais tarde se consolidou um formato italianizado, com uma abertura mais elaborada com coro, seguida de uma alternância de cinco ou seis árias da capo e recitativos para voz solo, encerrando com uma harmonização coral simples homofônica a quatro vozes, quando a congregação possivelmente se unia ao coro, mas mesmo aqui são encontradas muitas outras soluções técnicas e formais, incluindo fugas, cânones, variações sobre um ostinato, formas concertantes, influência da abertura francesa e do antigo moteto, além de se valerem de uma ampla gama de forças instrumentais.

J. S. Bach (1685-1750): Christus, Der Ist Mein Leben — Cantatas BWV 27, 84, 95 & 161

Wer Weiß, Wie Nahe Mir Mein Ende; BWV 27
1 1. Choral + Recitiativo Sopran, Alto, Tenor: Wer Weiß, Wie Nahe Mir Mein Ende 4:03
2 2. Recititativo, Tenor: Mein Leben Hat Kein Ander Ziel 0:55
3 3. Aria, Alto: Willkommen! Will Ich Sagen 3:46
4 4. Rezitativo, Sopran: Ach, Wer Doch Schon Im Himmel Wär! 0:42
5 5. Aria, Bass: Gute Nacht, Du Weltgetümmel! 3:03
6 6. Choral: Welt, Ade! Ich Bin Dein Müde 0:57

Ich Bin Vegnügt Mit Meinem Glücke; BWV 84
7 1. Aria, Soprano: Ich Bin Vergnügt Mit Meinem Glücke 5:29
8 2. Rezitativo, Soprano: Gott Ist Mir Ja Nichts Schuldig 1:22
9 3. Aria, Soprano: Ich Esse Mit Freuden Mein Weniges Brot 4:44
10 4. Rezitativo, Soprano: Im Schweisse Meines Angesicht 0:57
11 5. Choral: Ich Leb Indes In Dir Vergnüget 0:49

Christus, Der Ist Mein Leben; BWV 95
12 1. Choral + Recitativo, Tenor: Christus Der Ist Mein Leben 4:58
13 2. Recitativo, Sopran: Nun, Falsche Welt! 3. Chorale, Sopran: Valet Will Ich Dir Geben 2:56
14 4. Recitativo, Tenor: Ach Könnte Mir Doch Bald So Wohl Geschehen 0:36
15 5. Aria, Tenor: Ach, Schlage Doch Bald, Selge Stunde 6:59
16 6. Recitativo, Bass: Denn Ich Weiß Dies 1:21
17 7.Choral: Weil Du Vom Tod Erstanden Bist 1:04

Komm Du Süße Todesstunde; BWV 161
18 1. Aria, Alto: Komm, Du Süße Todessstunde 4:41
19 2. Recitativo, Tenor: Welt! Deine Lust Ist Last! 1:48
20 3. Aria, Tenor: Mein Verlangen 4:40
21 4. Recitativo, Alto: Der Schluß Ist Schon Gemacht 2:01
22 5. Chor: Wenn Es Meines Gottes Wille 2:56
23 6. Choral: Der Leib Zwar In Der Erden 1:19

Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Collegium Vocale Gent com Philippe Herreweghe: Cantatas neles, maestro!
Collegium Vocale Gent com Philippe Herreweghe: Cantatas neles, maestro!

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Weltliche Kantaten, BWV 30a e 207

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Weltliche Kantaten, BWV 30a e 207

Um CD luxuoso. Regidos todos  pelo lendário Gustav Leonhardt, o extraordinário Café Zimmermann, conjunto francês chefiado pelo argentino Pablo Valetti, e mais solistas e coro dos Chantres du Centre de Musique Baroque de Versailles, tudo para interpretar duas Cantatas Profanas (ou Seculares) de papai Bach. A coisa é fina, mas as Cantatas não estão entre as melhores de Bach. Mas há momentos maravilhosos como, por exemplo, a ária Was die Seele kann ergötzen (faixa 5), o coral de abertura da Cantata 207 e todas as partes desta Cantata retiradas do Concerto de Brandenburgo Nº 1.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Weltliche Kantaten, BWV 30a e 207

01. BWV 30a – 1. Coro_ Angenhmes Wiederau
02. BWV 30a – 2. Recitativo_ So ziehen wir
03. BWV 30a – 3. Aria (B)_ Willkommen im Heil
04. BWV 30a – 4. Recitativo_ Da heute dir
05. BWV 30a – 5. Aria (A)_ Was die Seele kann ergötzen
06. BWV 30a – 6. Recitativo_ Und wie ich jederzeit bedacht
07. BWV 30a – 7. Aria (B)_ Ich will dich halten
08. BWV 30a – 8. Recitativo_ Und obwohl sonst der Unbestand
09. BWV 30a – 9. Aria (S)_ Eilt, ihr Stunden, wie ihr wollt
10. BWV 30a – 10. Recitativo_ So recht! ihr seid mir werte Gäste 11. BWV 30a –
11. Aria (T)_ So, wie ich die Tropfen zolle 12. BWV 30a –
12. Recitativo_ Drum, angenehmes Wiederau
13. BWV 30a – 13. Coro_ Angenehmes Wiederau

14. BWV 207 – 1. Coro_ Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten
15. BWV 207 – 2. Recitativo_ Wen treibt ein edler Trieb zu dem, was Ehre heißt
16. BWV 207 – 3. Aria (T)_ Zieht euren Fuß nur nicht zurücke
17. BWV 207 – 4. Recitativo_ Dem nur allein
18. BWV 207 – 5. Aria Duetto (B S)_ Den soll mein Lorbeer schützend decken
19. BWV 207 – 6. Ritornello
20. BWV 207 – 7. Recitativo_ Es ist kein leeres Wort
21. BWV 207 – 8. Aria (A)_ Ätzet dieses Angedenken
22. BWV 207 – 9. Recitativo_ Ihr Schläfrigen, herbei!
23. BWV 207 – 10. Coro_ Kortte lebe, Kortte blühe!

Monika Frimmer, soprano
Robin Blaze, contralto
Markus Schäfer, tenor
Stephan MacLeod, baixo

Les Chantres du Centre de Musique Baroque de Versailles:
Sophie Landy, Béatrice Gobin, Sarah Szlakmann, sopranos
Bruno Le Levreur, Julien Freymuth, Arnaud Raffarin, contraltos
Romain Champion, Benoît Porcherot, Dominique Bonnetain, tenores
Arnaud Richard, David Witczak, Louis-Pierre Patron, baixos
Olivier Schneebelt, direção

Café Zimmermann:
Pablo Valetti, violino & Konzertmeister
Nicholas Robinson, Mauro Lopes, Cecile Mille, David Plantier, Pedro Martin Gandia, violinos
Patricia Gagnon, José Manuel Navarro, violas
Petr Skalka, Etienne Mangot, violoncelos
Ludek Brany, contrabaixo
Céline Frisch, clavecin Emmanuel Alemany, René Maze, Guy Ferber, trompetes naturais (só nos lábios!)
Diana Baroni, Sarah Van Cornewal, flauta transversa
Patrick Beaugiraud, Henri Michel, Clémentine Humeau, oboé
Laurent Le Chenadec, fagote
David Vateville, tímpanos

Gustav Leonhardt, regência

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Me dá um café, por favor?
Me dá um café, por favor?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguém reclamou com razão. Fazia tempo que não postávamos um Cravo Bem Temperado tocado por um cravista. Então, trago este bom e consistente registro que Davitt Moroney gravou para a Harmonia Mundi lá em 1996. São dois downloads e quatro CDs para você se divertir no fim-de-semana. E… Bem, ouvi-lo é realmente mais embasbacante do que ouvir as gravações ao piano que grassam por aí. Não adianta, o instrumento original sempre traz suas vantagens.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

Livro 1

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 846 (1.1) Praeludium I (1.2) Fuga I – C Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 847 (2.1) Praeludium II (2.2) Fuga II – C Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 848 (3.1) Praeludium III (3.2) Fuga III – C Sharp Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 849 (4.1) Praeludium IV (4.2) Fuga IV – C Sharp Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 850 (5.1) Praeludium V (5.2) Fuga V – D Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 851 (6.1) Praeludium VI (6.2) Fuga VI – D Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 852 (7.1) Praeludium VII (7.2) Fuga VII – E Flat Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 853 (8.1) Praeludium VIII (8.2) Fuga VIII – E Flat Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 854 (9.1) Praeludium IX (9.2) Fuga IX – E Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 855 (10.1) Praeludium X (10.2) Fuga X – E Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 856 (11.1) Praeludium XI (11.2) Fuga XI – F Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 857 (12.1) Praeludium XII (12.2) Fuga XII – F Minor

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIII BWV 858 F Sharp Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIV BWV 859 F Sharp Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XV BWV 860 G Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVI BWV 861 G Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVII BWV 862 A Flat Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVIII BWV 863 G Sharp Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIX BWV 864 A Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XX BWV 865 A Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXI BWV 866 B Flat Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXII BWV 867 B Flat Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIII BWV 868 B Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIV BWV 869 B Minor

Livro 2

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – I BWV 870 C Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – II BWV 871 C Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – III BWV 872 C Sharp Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – IV BWV 873 C Sharp Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – V BWV 874 D Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VI BWV 875 D Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VII BWV 876 E Flat Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VIII BWV 877 D Sharp Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – IX BWV 878 E Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – X BWV 879 E Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – XI BWV 880 F Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – XII BWV 881 F Minor

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIII BWV 882 F Sharp Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIV BWV 883 F Sharp Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XV BWV 884 G Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVI BWV 885 G Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVII BWV 886 A Flat Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVIII BWV 887 G Sharp Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIX BWV 888 A Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XX BWV 889 A Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXI BWV 890 B Flat Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXII BWV 891 B Flat Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIII BWV 892 B Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIV BWV 893 B Minor

Davitt Moroney, cravo

BAIXE AQUI O LIVRO 1 — DOWNLOAD BOOK 1 HERE

BAIXE AQUI O LIVRO 2 — DOWNLOAD BOOK 2 HERE

Muito bom este Moroney que toca cravo e rege
Muito bom este Moroney. Desconheço outras gravações do gajo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Well Tempered Klavier Book II – Van Asperen

41oonnVyYRLEis o segundo livro da monumental obra de Johann Sebastian, o ‘Cravo Bem Temperado’, na excepcional leitura do excelente Bob van Asperen, cravista, organista e regente holandês, que tem uma longa história com esse repertório. Foi aluno de Gustav Leonhardt, além de também ter tocado no excelente conjunto de Sugiswald Kujiken, ‘La Petite Bande’.

Mas ainda estou em férias, e quero aproveitá-las, na certeza de que os senhores estarão em boas mãos.

01 – 24 – Well Tempered Klavier Book II

Bob van Asperen – Harpsichord

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Well Tempered Klavier Book I – Van Asperen

41oonnVyYRLPassada a primeira parte dos excessos de final de ano, continuo minha saga bachiana, trazendo agora o ‘Cravo Bem Temperado’, na interpretação sóbria do cravista holandês Bob van Asperen, nome conhecido nos circulos bachianos. Ah, esse gajo foi aluno de Gustav Leonhardt e tocou na ‘Petite Bande’, ou seja, tem um currículo respeitável.

Estive viajando nessa semana, voltei ontem, e tive pouco contato com o blog. Até levei o notebook, mas convenhamos, férias são férias, por isso, procurei me manter afastado do computador por esse período. Já trabalho na frente de um durante o ano inteiro, então, aproveitei para botar algumas leituras em dia, assim como ouvi alguns cds que aguardavam sua vez.

Espero que apreciem.

01 – 24 – Well Tempered Klavier Book I

Bob van Asperen – Harpsichord

 

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

VAN ASPEREN
Van Asperen sentado ao lado de seu instrumento de trabalho. Toca muito o gajo, tá ligado?

Johann Sebastian Bach (1685-1770) – Bach Sonatas for Solo Violin – Timmo Korhonen

Korhonen_Bach_cover.inddNOVOS LINKS !!!

As sonatas para violino de Bach transcritas para violão são algo absolutamente IM-PER-DÌ-VEL !!! E esse Timo Korhonen é um gigante do violão, porque convenhamos, transcrever Bach para o Violão exige um pleno conhecimento do instrumento e é claro, da própria obra de Bach. E o resultado é nada menos que brilhante, incrível. Existem diversos violinistas que encaram a obra de Bach, e só tenho a agradecer a eles por mostrarem as possibilidades deste instrumento que me acompanhava para todo o lado na minha adolescência e que depois deixei de lado.

Mas vamos ao que viemos. Tenho certeza que os senhores irão adorar.

01. Sonata No.1 in G minor, BWV1001 – I. Adagio
02. Sonata No.1 in G minor, BWV1001 – II. Fuga
03. Sonata No.1 in G minor, BWV1001 – III. Siciliana
04. SonataNo.1 in G minor, BWV1001 – IV. Presto
05. Sonata No.2 in A minor, BWV1003 – I. Grave
06. Sonata No.2 in A minor, BWV1003 – II. Fuga
07. Sonata No.2 in A minor, BWV1003 – III. Andante
08. Sonata No.2 in A minor, BWV1003 – IV. Allegro
09. Sonata No.3 in C major, BWV1005 – I. Adagio
10. Sonata No.3 in C major, BWV1005 – II. Fuga
11. Sonata No.3 in C major, BWV1005 – III. Largo
12. Sonata No.3 in C major, BWV1005 – IV. Allegro assai

 

Timmo Korhonen – Violão

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

016_Timo Korhonen
Timmo Korhonen e seu violão Weissgerber fabricado em 1928

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Keyboard Concertos – Tharaud, Les Violins du Roy, Labadie

717BKCBHE0L._SX522_Trago hoje mais uma gravação de obras de Bach com esse excelente pianista francês, Alexander Tharaud. Agora são nossos amados concertos para teclado, e Tharaud dá um show, para variar. Talvez os mais puristas torçam o nariz para o fato de ele estar tocando em um piano moderno, mas a música de Bach permite romper estas barreiras (vide o belíssimo CD que recém postei com o oboísta Alexei Ogrintchouk ou então as postagens de Wendy Carlos).

E Tharaud está muito bem acompanhado pelo conjunto ‘Les Violins Du Roy’ . Eu até diria que essa gravação pode servir de introdução à estas obras, antes de encararem Pierre Hantäi e seu mínúsculo conjunto de oito músicos no CD que PQPBach está postando por estes dias.

Então, divirtam-se. Aproveitem este período natalino para abrir aquela garrafa de vinho que está guardada há algum tempo, relaxem, sentem em suas poltronas favoritas e se deixem envolver pela música de Bach.

1. Keyboard Concerto in D Minor BWV 1052: I. Allegro
2. Keyboard Concerto in D Minor BWV 1052: II. Adagio
3. Keyboard Concerto in D Minor BWV 1052: III. Allegro
4. Keyboard Concerto in D Major BWV 1054: I. Allegro
5. Keyboard Concerto in D Major BWV 1054: II. Adagio e sempre piano
6. Keyboard Concerto in D Major BWV 1054: III. Allegro
7. Keyboard Concerto in D Minor BWV 974: II Adagio
8. Keyboard Concerto in F Minor BWV 1056: I. Allegro
9. Keyboard Concerto in F Minor BWV 1056: II. Largo
10. Keyboard Concerto in F Minor BWV 1056: III. Presto
11. Keyboard Concerto in G Minor BWV 1058: I Allegro
12. Keyboard Concerto in G Minor BWV 1058: II Andante
13. Keyboard Concerto in G Minor BWV 1058: III Allegro assai
14. Keyboard Concerto in A Minor BWV 1065: I. Allegro
15. Keyboard Concerto in A Minor BWV 1065: II. Largo
16. Keyboard Concerto in A Minor BWV 1065: III. Allegro

Alexander Tharaud – Piano
Les Violins Du Roy
Bernard Labadie

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Oboe Concertos – Alexei Ogrintchouk, Alina Ibragimova, Swedish Chamber Orchestra

frontTenho aproveitado estas minhas férias sabáticas, sem prazo para terminar, para colocar em dia a audição de muitos cds adquiridos nos últimos anos, e que aguardavam sua vez. Entre eles, encontrei essa pintura, com um músico para mim até então desconhecido, Alexei Ogrintchouk, nascido em Moscou, e com um sobrenome quase impronunciável, e que descobri ser o primeiro oboísta da Concertgebow Orchestra, Amsterdam, apenas … não é fraco o rapaz. Mais dados biográficos sobre ele podem ser encontrados neste link.

O outro nome a se destacar aqui é a bela violinista Alina Ibragimova, que já deu o ar de sua graça aqui no PQPBach. Talento, virtuosismo e sensibilidade aguçada são os ingredientes básicos que encontramos neste CD.

É Bach tocado com alma e muita paixão. Para se ouvir sem cansar, quantas vezes forem necessárias.

01. Concerto in F major – I. Allegro
02. Concerto in F major – II. Siciliano
03. Concerto in F major – III. Allegro
04. Concerto in D minor – I. Allegro
05. Concerto in D minor – II. Adagio
06. Concerto in D minor – III. Presto
07. Adagio from Easter Oratorio
08. Concerto in A major – I [no tempo marking]
09. Concerto in A major – II. Larghetto
10. Concerto in A major – III. Allegro ma non tanto
11. Concerto in C minor – I. Allegro
12. Concerto in C minor – II. Adagio
13. Concerto in C minor – III. Allegro

Alexei Ogrintchouk – Oboe & Director
Alina Ibragimova – Violin
Swedish Chamber Orchestra

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – English Suites, 1,3 e 5 – Piotr Anderszewski

71iGPXYdgZL._SX522_Até então eu conhecia Piotr Anderszewski através de um CD da Viktoria Mullova em sua incursão às sonatas de Beethoven (ou seria Brahms?).

Dia destes encontrei esta sua leitura de algumas suítes inglesas de Bach, tocadas ao piano. Belíssimo CD, gravado com seriedade e competência por um excepcional músico. Nascido em Varsóvia em 1969, já tem uma carreira consolidada, gravando e se apresentando com as principais orquestras européias.

Como tempo é algo que não disponho no momento, sugiro os senhores acessarem o site oficial do moço, http://www.anderszewski.net/ para maiores informações a seu respeito. Sobre as Suítes Inglesas creio que não há nada a se falar que já não se tenha falado aqui no PQPBach.

1- 8 English Suite No.3 in G Minor BWV 808

9 – 17 English Suite No.1 in A Major BWV 806

18 – 24 English Suite No.5 in E Minor BWV 810

Piotr Anderszewski – Piano

 

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach – Goldberg Variations – Alexander Tharaud

CoverNos próximos dias farei uma série de postagens com obras de Bach. E começo em grande estilo.

Já declarei por aqui que minha versão favoríta das Goldberg é a de Ralph Kirkpatrick, pois ela me acompanha desde que me conheço por gente, e foi através dela que conheci a obra deste gênio chamado Johann Sebastian.

Mas enfim, existem dezenas de outras gravações. E ao contrário de outras obras, me satisfaço com algumas que tenho. Claro que as que chegarem podem ser consideradas como lucro.

Dito isso, apresento aos senhores mais uma versão desta obra prima do gênio bachiano, desta vez com o pianista francês Alexander Tharaud,  que aos poucos vem sem tornando um especialista neste repertório. Sua gravação dos Concertos Italianos do mesmo Johann Sebastian me surpreendeu quando a ouvi pela primeira vez.

Espero que apreciem.

1 -32 – Goldberg Variations. BWV 988

 

Alexander Tharaud – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos

Para começar, eu adoro Alina Ibragimova. Ela é um brilhante exemplo do jovem solista moderno, tão confortável adotando instrumentos de época, como em estrear novas obras ou descobrir um repertório negligenciado. Sua nova gravação de Concertos para Violino de Bach abre com dois concertos que Bach escreveu realmente para o violino: os BWV 1041 e 1042. Ao lado deles, Ibragimova oferece três concertos que são reconstruções de concertos para teclado, dois dos quais provavelmente tiveram origem em concertos perdidos para violino. Se tudo isso soa um pouco formal e acadêmico, as performances de Ibragimova não são nada disso. Há exuberância, graça e criatividade na forma como ela aponta os ritmos de dança. Nos movimentos lentos, há grande intimidade e calma, como se estivéssemos ouvindo uma conversa entre amigos ou amantes. Seus acompanhantes são os 14 membros da Arcangelo, dirigidos a partir do cravo por Jonathan Cohen.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Violin Concertos

Violin Concerto in A minor BWV1041[12’17]
1 [Allegro moderato][3’43]
2 Andante[5’16]
3 Allegro assai[3’18]

Violin Concerto in E major BWV1042[14’55]
4 Allegro[7’02]
5 Adagio[5’28]
6 Allegro assai[2’25]

Violin Concerto in A major BWV1055[13’11]
7 Allegro[4’05]
8 Larghetto[5’17]
9 Allegro ma non tanto[3’49]

Violin Concerto in G minor BWV1056[9’01]
10 Allegro[3’06]
11 Adagio[2’33]
12 Presto[3’22]

Violin Concerto in D minor BWV1052[19’27]
13 Allegro[6’55]
14 Adagio[5’32]
15 Allegro[7’00]

Alina Ibragimova (violin)
Arcangelo
Jonathan Cohen (conductor)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Ibragimova, muito melhor do que Ibrahimovic
Ibragimova, muito melhor do que Ibrahimovic

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – English Suites 1,3 e 5 – Piotr Anderszewski

bach_english_suitesThe way he has considered the touch and dynamic of every phrase means that these are readings that constantly impress with fresh details each time you hear them’”

Este é comentário da conceituada revista Gramophone ao premiar este CD de Piotr Anderszewski como o melhor de 2014 na categoria Instrumental, em sua tradicional premiação anual. O  texto integral da resenha está aqui . 

Que mais podemos dizer desse CD além de ter sido escolhido o melhor do ano em sua categoria? Conheci este pianista em uma gravação em que ele acompanha Viktoria Mullova em sua leitura das sonatas de Brahms. E não lhe dei muito mais atenção depois disso. O que foi um erro. Sua carreira é muito sólida e suas gravações são muito recomendadas e bem avaliadas.

01 – 08 English Suite No.3 in G Minor BWV 808

09 – 17 English Suite No.1 in A Major BWV 806

18 – 24 18 – English Suite No.5 in E Minor BWV 810

Piotr Anderszewski – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Faixa 24 em formato MP3

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Italienisches Konzert BWV 971, Orchestersuite Nr. 2 h-Moll BWV 1067, etc. – Magali Mosnier, SKO

frontEis um baita de um CD para quem adora Bach e flauta, como é o meu caso.
A flautista francesa Magali Mosnier dá um show tocando em sua flauta um repertório dedicado a Bach, em transcrições e adaptações, ou obras efetivamente compostas para o instrumento pelo gênio de Leipzig. A excelente Stuttgarter Kammerorchester também é uma jóia. Infelizmente não consegui maiores informações sobre os autores de algumas transcrições, mas tudo bem.
Definitivamente, um excelente CD, até como introdução à obra de Bach.

1. Italian Concerto, for solo keyboard in F major (Clavier-Übung II/1), BWV 971 (BC L7): 1. Allegro
2. Italian Concerto, for solo keyboard in F major (Clavier-Übung II/1), BWV 971 (BC L7): 2. Andante
3. Italian Concerto, for solo keyboard in F major (Clavier-Übung II/1), BWV 971 (BC L7): 3. Presto
4. Sonata for flute & keyboard in E flat major, BWV 1031: Siciliano g-Moll
5. Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067: Polonaise: Lentement – Double
6. Orchestral Suite No. 2 in B minor, BWV 1067: Badinerie
7. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 5 in F minor, BWV 1056: 1. Moderato
8. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 5 in F minor, BWV 1056: 2, Largo
9. Concerto for harpsichord, strings & continuo No. 5 in F minor, BWV 1056: 3. Presto
10. Cantata No. 209, ‘Non sa che sia dolore,’ BWV 209 (BC G50): Sinfonia h-Moll
11. Sonata for flute & keyboard in A major, BWV 1032: 1. Vivace
12. Sonata for flute & keyboard in A major, BWV 1032: 2. Largo e dolce
13. Sonata for flute & keyboard in A major, BWV 1032: 3. Allegro
14. Bist du bei mir, aria arranged for voice & continuo (after Gottfried Stölzel), BWV 508
15. Willst du dein Herz mir schenken (Aria di Giovannini), aria for voice & continuo (AMN II/37), BWV 518
16. Weihnachtsoratorium (Christmas Oratorio), in six parts, BWV 248 (BC D7): Nur ein Wink von seinen Händen
17. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Erbarme dich

Magali Mosnier – Flute
Stuttgarter Kammerorchester
Michael Hoffstetter – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Italian Influences on Bach – BWV971 Italian Concerto, BWV973 Concerto in G (after Vivaldi), BWV975 Concerto in g minor (after Vivaldi), etc. Cyprien Katsaris

61gkzG1cVMLDia destes trouxe outro cd deste excelente pianista tocando Chopin.
No CD que estou trazendo hoje Katsaris dedica-se a Bach, mas curiosamente, apenas as peças que Bach transcreveu de compositores italianos, mais especificamente Vivaldi. Li em algum lugar que o objetivo de Bach ao transcrever estas obras era mais didático-educativo.
Qualquer que seja o motivo, é curioso ouvirmos essas peças, compostas originalmente para violino e orquestra de cordas. Podemos admirar ainda mais o velho Johann pela sua incrível capacidade criativa e claro, pela genialidade ao transcrevê-las para o teclado.
Katsaris é um músico completo, que respeita muito o que toca. Tenho certeza de que os senhores irão aprovar a experiência.

01 Bach BWV971 Italian Concerto – I. Allegro
02 II. Andante
03 III. Presto
04 Bach – BWV972 Concerto in D (after Vivaldi) – I
05 II. Larghetto
06 III. Allegro
07 Bach – BWV973 Concerto in G (after Vivaldi) – 1
08 II. Largo
09 III. Allegro
10 Bach – BWV975 Concerto in g minor (after Vivaldi) – 1
11 II. Largo
12 III. Giga. Presto
13 Bach – BWV976 Concerto in C (after Vivaldi) – 1
14 II. Largo
15 III. Allegro
16 Bach – BWV977 Concerto in C (after Vivaldi) – 1
17 II. Adagio
18 III. Giga
19 Bach – BWV978 Concerto in F (after Vivaldi) – 1
20 II. Largo
21 III. Allegro
22 Bach – BWV980 Concerto in G (after Vivaldi) – 1
23 II. Largo
24 III. Allegro
25 Bach – BWV916 Toccata in G – I. Presto
26 II. Adagio
27 III. Allegro

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma bela aquisição para sua coleção de obras de Bach. Trata-se de interpretações sensíveis e virtuosísticas para este diálogo entre a viola da gamba e o cravo, uma conversa musical do mais alto conteúdo. O resultado é de elegância ímpar. Uma delícia total ouvir este CD e, de cada vez, descobrir novas sutilezas e revelações sob as estruturas magníficas criadas por Bach. A colocação de duas árias cujos temas são apresentados pela viola da gamba — uma da São Mateus e outra da São João — ,separando as três sonatas, também foi uma grande ideia.

Um feliz 31 de agosto para todos!

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro, ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato

5. Preludio, improvisation for viola da gamba
6. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Komm, süßes Kreuz

7. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro

11. St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2): Es ist vollbracht

12. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
13. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
14. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro

Paolo Pandolfo, viola da gamba
Markus Hünninger, cravo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Pandolfo e Hunninger no Wigmore Hall
Pandolfo e Hünninger no Wigmore Hall

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Goldberg Variations BWV 988 (Karl Richter)

51BSixtI4TLMais uma gravação das Goldberg para a minha coleção, dessa vez com um dos ídolos do blog, o cara que apresentou Bach para muita gente, ainda nos anos cinquenta, sessenta e setenta. Enfim, Karl Richter foi um dos grandes nomes quando se fala em interpretação da obra de Johann Sebastian Bach. Podemos até não concordar com algumas leituras, mas ninguém é doido a ponto de negar a importância dele na divulgação da obra de Papai Bach.
Estas Variações Goldberg que ora vos trago podem parecer pesadas para alguns ouvidos mais acostumados com outras gravações, entre tantas existentes no mercado. Gustav Leonhardt, que foi um dos maiores intérpretes de Bach de todos os tempos, e mais recentemente Pierre Häntai são os meus favoritos, sem esquecer de Ralph Kirpatrick, que me apresentou estas obras, em um belíssimo LP da Arkiv, e que ouvi primeiramente ainda na minha infância. Glenn Gould causou alvoroço quando gravou essas variações lá em 1955, mas no piano. Ao cravo, os três nomes citados acima são os meus favoritos.
Então, mortais, deleitem-se com Karl Richter tocando as Variações Goldberg.

01. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Aria
02. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 1 a 1 Clav.
03. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 2 a 1 Clav.
04. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 3 Canane all’Unisono a 1 Clav.
05. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 4 a 1 Clav.
06. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 5 a 1 ovvero 2 Clav.
07. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 6 Canone alla Seconda a 1 Clav.
08. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 7 a 1 ovvero 2 Clav. Al temp…
09. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 8 a 2 Clav.
10. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 9 Canone alla Terza a 1 Clav.
11. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 10 Fugetta a 1 Clav.
12. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 11 a 2 Clav.
13. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 12 Canone alla Quarta (a 1 C…
14. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 13 a 2 Clav.
15. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 14 a 2 Clav.
16. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 15 Canone alla Quinta in mot…
17. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 16 Ouverture a 1 Clav. Andante
18. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 17 a 2 Clav.
19. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 18 Canone alla Sesta a 1 Clav.
20. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 19 a 1 Clav.
21. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 20 a 2 Clav.
22. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 21 Canone alla Settima (a 1…
23. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 22 a 1 Clav. Alla breve
24. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 23 a 2 Clav.
25. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 24 Canone all’Ottava a 1 Clav.
26. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 25 a 2 Clav. Adagio
27. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 26 a 2 Clav.
28. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 27 Canone alla Nona a 2 Clav.
29. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 28 a 2 Clav.
30. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 29 a 1 ovvero 2 Clav.
31. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 30 Quodlibet a 1 Clav.
32. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Aria da Capo

Karl Richter – Harpsichord

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

hqdefault
Karl Richter

 

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53

Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

A Sr.a Rattle sabe o que faz. Canta demais!
A Sra. Rattle sabe o que faz. Canta demais!

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Julius Berger

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Julius Berger

MI0001033551Depois de minha estreia neste eudaimônico blogue, ainda sob os auspícios do patrono PQP Bach, prossigo em minha bicicleta, e já sem rodinhas, a largar música por suas veredas.

Começo com uma gravação que toca em cheio as fibras deste coração ademais durão: nada menos do que o primeiro CD importado que comprei, ainda no século passado.

Para os jovens entre vós outros que não entendem nem o fascínio de um CD importado, nem muito menos como poderia ele amaciar miocárdio tão rijo, eu explico:

Naqueles medonhos tempos em que não só se votava no Collor com esperança, mas também no Afif por causa do jingle, eu comprei meu primeiro CD player, então conhecido como “toca-discos-laser”. A indústria fonográfica brasileira já investia sua sanha caça-níqueis em explorar, como é de sua praxe, os veios do lucro fácil e abundante. Como bem se sabe, aqui ao sul do Equador tais mananciais estão sempre mais próximos do telecoteco e das letras marotas do que de qualquer coisa que envolva arcos, espigões e cordas de tripa. Por conta disso, os lançamentos nacionais em música erudita restringiam-se essencialmente a um punhado de gravações remixadas em compact discs por uma empresa, cujo nome não mencionarei aqui por, assim digamos, responsabilidade jurídica. Pois aquele inominado moedor de som tinha o peculiar talento de fazer até mesmo a Filarmônica de Berlim completa, tocando a “Abertura 1812” de Tchaikovsky com coro, carrilhões e canhão, soar como a charanga do Brasil de Pelotas (nada contra) a tocar do fundo de um tarro de leite – e, cúmulo do ultraje, ainda acondicionar os tristes produtos em caixinhas meio foscas e ganhar dinheiro com isso.

Havia, lógico, alternativas à agonia e ao desespero. Lojas especializadas e ar-condicionadas ofereciam uma cornucópia de gravações importadas para quem – em dólares, de preferência – se dispusesse a pagar por elas. A mim, espinhudo estudante, que não só vivia de mesada, mas ainda por cima mesada em cruzados novos (eu lhes falei que os tempos eram medonhos!), restavam só dois expedientes: o plantão permanente ao pé do dito três-em-um, munido de minhas fitas virgens, pronto para pulsar o “REC” a cada anúncio de obra favorita, ou, como já se disse, os fanhosos lançamentos da gravadora-da-qual-não-se-diz-o-nome.

Entre minhas jornadas no purgatório de melômano de classe média, eu peregrinava aos frescos templos ladrilhados de CDs da Deutsche Grammophon e ficava lá a gastar as horas, que me sobravam mais do que o dinheiro, a sorver o ar gelado, escutar os entreveros dos ubíquos anciãos que pareciam capazes de matar ou morrer por Karajan ou Celibidache – e, ah sim, salivar muito de cobiça.

Antes que encontremos Pollyana Moça e comecemos com ela o jogo do contente, eu pego a contramão, engato a segunda e lhes conto que houve um dia em que me caíram no colo cinquenta dólares, cuja origem não revelo nem sob tortura chinesa, que me eram suficientes para não somente uma, mas sim para DUAS daquelas cobiçadas caixinhas repletas de prazer aural.

Corri, claro, feito um Dodge à minha loja preferida. Quando cheguei, o proprietário – um híbrido do Homer Simpson com o Shylock d’O Mercador de Veneza – acabara de colocar uma gravação no toca-discos-laser, que é a mesma que vocês escutarão na faixa 1 do primeiro CD a seguir.

Que dizer daquilo?

Ainda hoje não saberia responder. Se daquele transe me sobrasse um neurônio sequer para uma palavra, ele me gritaria “SUBLIME”. E, enquanto meus sentidos viravam suco, um violoncelo – instrumento que eu tolamente acreditara ser monódico – tecia, em semicolcheias, engenhosas ilusões de harmonia e movimento.

Nem percebi o dinheiro trocando de mãos. Para Shylock Simpson, aquele foi tão só o tilintar de mais um punhado de dobrões. Para mim, jovem melômano, eram as chaves para um devoto amor que eu nunca mais deixaria.

E mais não lhes digo acerca da música, pois se eu lhe pudesse descrever a beleza em palavras, ela não precisaria, enfim, ser música.

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrée I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

CD 02

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courrante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Bourrée I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

JULIUS BERGER, violoncelo de cinco cordas (Jan Pieter Rambouts, Amsterdam, 1700)

Julius Berger, todo faceirão
Julius Berger, todo faceirão

Vassily

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – English Suite No.2 in a Minor Bwv 807, English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Ivo Pogorelich

51A5vqbdwVLConfesso que nunca acompanhei com muita atenção a carreira de Ivo Pogorelich. Tanto que em minha ignorância acreditava que era russo, e não croata. Mas enfim, são detalhes.
O que importa aqui é essa sua excepcional leitura das Suítes Inglesas de Bach. Desde o fenomenal Prelúdio da segunda suíte, que abre o cd, podemos ver que ali está um músico focado, que sabe que tem pela frente um grande desafio, mas o encara com segurança e um tremendo virtuosismo.
Mas vamos ao que interessa.

1 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Prelude
2 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Allemande
3 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Courante
4 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Sarabande
5 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Bourée I – II
6 English Suite No.2 in a Minor Bwv 807 – Gigue
7 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808; Allemande
8 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Courante
9 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Sarabande
10 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Gavotte I – II
11 English Suite No.3 in G Minor Bwv 808 – Gigue

Ivo Pogorelich – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas for Violin & Harpsichord – Carmignola, Marcon

FrontNa certeza de que este CD já havia sido postado, deixei-o de lado nos últimos meses. Mas para minha surpresa, na verdade ele nunca apareceu cá pelas bandas do PQPBach. O que é uma boa notícia, afinal trata-se de dois estupendos músicos, especialistas no repertório barroco, encarando a obra de nosso Johann Sebastian.

Estas sonatas já apareceram por aqui em outras ocasiões, com outros intérpretes tão competentes quanto Carmignola / Marcon. Então por que estou as trazendo novamente? Simples, porque nós do PQPBach somos como caçadores do Santo Graal das gravações, gostamos de ouvir todas as possibilidades possíveis dentro da infindável variedade de possibilidades existentes no mercado. Não sei porque adquirimos esse vício, pertencemos àquele restrito mundo de metidos que enche a boca para dizer que prefere Rachel Podger tocando Bach à Viktoria Mullova, que as gravações históricas são superiores àquelas feitas pelas grandes orquestras, que citam nomes complicados como Harnoncourt ou Leonhardt … enquanto isso, 99,9% da população mundial não entende patavina do que estamos falando.
Então talvez seja para mostrar o porque preferimos Podger à Mullova, ou até mesmo ao Carmignola, que trazemos esses cds. Assim os senhores podem entender um pouco mais do que estou falando.
Ah, sim, tratam-se de dois cds absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS !!

CD 1

01. Sonata No.1 in B minor for Violin and Harpsichord, BWV 1014  I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Andante
04. IV. Allegro
05. Sonata No.2 in A major for Violin and Harpsichord, BWV 1015  I. (Dolce)
06. II. Allegro
07. III. Andante un poco
08. IV. Presto
09. Sonata No.3 in E major for Violin and Harpsichord, BWV 1016  I. Adagio
10. II. Allegro
11. III. Adagio ma non tanto
12. IV. Allegro

CD 2

01. Sonata No.4 in C minor for Violin and Harpsichord, BWV 1017  I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04.  IV. Allegro
05. Sonata No.5 in F minor for Violin and Harpsichord, BWV 1018  I. Largo
06. II. Allegro
07. III. Adagio
08. IV. Vivace
09. Sonata No.6 in G major for Violin and Harpsichord, BWV 1019  I. Allegro
10. II. Largo
11. III. Allegro (harpsichord solo)
12. IV. Adagio
13. V. Allegro

Giuliano Carmignola – Violin
Andrea Marcon – Harpsichord

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BACH PAI (1685-1750): integral dos MOTETOS – Camerata Antiqua de Curitiba / Roberto de Regina (1991)

JSBach Motetos CamerataCuritiba RobertoDeRegina CAPAPublicado originalmente em 13.08.2011

Vai pra quase 10 meses que o Monge Ranulfus reduziu drasticamente suas postagens aqui a quase zero por entrar numa fase de peregrinações que um dia há de arregar… mas por enquanto o máximo que começa a aparecer no horizonte é o fim da fase curitibana dessa peregrinação. E com isso veio a vontade de compartilhar algumas coisas garimpadas nesta fase – acima de tudo esta surpreendente integral dos Motetos do patrono maior do blog, gravada em 1991 e lançada em 1993, como parte das celebrações dos 300 anos da cidade.

Bem, o blog já tem outra integral dos motetos, postada pelo nosso Grão-Mestre-Fio-do-Véio em 07/12/2010, na Caixa 7 da série Bach 2000 – e com ninguém menos que Harnoncourt (gravação de 1980). Tem cabimento postar uma realização brasileira depois da de Harnoncourt?

Confesso que fui ouvir cheio dessa dúvida… e tive uma ótima surpresa. Não, não é Harnoncourt – nem deveria ser. Mas ouçam… e verão.

Eu não diria que todos os 64 minutos de música estão perfeitos – especificamente o início da faixa 2 (“Der Geist hilft”) me pareceu um pouco abaixo do restante, e se eu começasse por ali julgaria mal. Mas talvez seja principalmente pelo contraste com o finalzinho da faixa 1, que saiu tão nos trinques que acaba hipertrofiando nossas expectativas.

Mas não quero deixar uma impressão de condescendência – e pra isso digo apenas: o maior dos motetos, o monumental “Jesu Meine Freude”, está muito superior aqui – muito mais lindo – que nas minhas duas honoráveis gravações alemãs em vinil, dos anos 70.

E ainda, pra não dizer que não falei de texto, o encarte traz 9 páginas de comentários substanciosos às obras e a esta realização em particular – e o monge foi patet… ops, bonzinho o suficiente pra escaneá-lo, processá-lo e incluí-lo no pacote pra vocês.

Antes de passar à música, só mais uma observação – esta triste: este CD foi encontrado num sebo, perdido entre caqueiras. A tradicional livraria da fundação mantenedora foi fechada no início de 2010, e sequer na propagandeada sede própria existe a discografia completa da Camerata em arquivo. O custo de prensagem de CDs hoje é irrisório, qualquer turma de moleques de favela produz o seu; manter sempre em exposição e venda na sede alguns exemplares de cada item da discografia honraria o grupo e a cidade, e teria custo irrisório. Será que os responsáveis administrativos (não falo dos artísticos) não percebem o quanto fica feio esse descompasso entre a importância da realização acumulada desse grupo e o pouco respeito concreto que vem sendo mostrado por essa realização?

J.S. Bach: MOTETOS (integral) – Camerata Antiqua de Curitiba
Direção: Roberto de Regina – Gravado em 1991 – Editado em 1993

01 Singet dem Herrn ein neues Lied – BWV 225
[Cantai ao Senhor um cântico novo] – 12min46 (3 movimentos)
02 Der Geist hilft unser Schwachheit auf – BWV 226
[O Espírito ajuda em nossa fraqueza] – 07min52 (4 movimentos)
03 Jesu meine Freude – BWV 227
[Jesus minha alegria] – 20min07 (12 movimentos)
04 Fürchte dich nicht, ich bin bei dir – BWV 228
[Não temas, estou contigo] – 07min41 (seções encadeadas)
05 Komm, Jesu, komm – BWV 229
[Vem, Jesus, vem] – 09min33 (4 movimentos)
06 Lobet den Herrn, alle Heiden – BWV 230
[Louvai ao Senhor todos os pagãos] – 07min06 (seções encadeadas)

. . . . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus

Bach, Hindemith, C.Guarnieri, Fauré, Schubert e mais, na flauta & piano: dois recitais memoráveis

Duo Morozowicz 1 http://i30.tinypic.com/2vke3kg.jpgPublicado originalmente em 23.07.2010

Como vocês devem imaginar, escolhi vinis pelos quais tenho muito carinho para começar minha carreira de digitalizador amador – mas por estes dois o carinho é todo especial.

Tadeusz Morozowicz (pronunciado Morozóvitch) nasceu na Polônia em 1900, e em 1925 se instalou em Curitiba, onde dois anos depois fundaria o que se diz ter sido a segunda escola de balé do país.

Duo Morozowicz 2 http://i28.tinypic.com/6e3hv5.jpgNão sei se a escola foi mesmo a segunda, mas acho que Tadeusz realizou proeza maior: todos os três filhos foram leading figures da vida artística paranaense da segunda metade do século XX: Milena como coreógrafa, professora de dança, diretora de balé; Zbigniew Henrique como pianista, organista, compositor, professor formal e não formal com sua presença sempre questionadora e profunda; Norton, como flautista – aluno de ninguém menos que Aurèle Nicolet – e mais recentemente também como regente e diretor de festivais.

Henrique e Norton http://i27.tinypic.com/2w7274j.jpgAtuando em duo desde 1971, em 1975 Norton e Henrique resolveram transformar em disco um recital que haviam dado na Sala Cecília Meireles, no Rio. Gravadoras, como se sabe, sempre deram menos bola para qualidade que para a vendabilidade dos nomes; pouquíssimos músicos clássicos brasileiros eram gravados na época, sobretudo se não morassem no Rio. Sempre inventivo, Henrique lançou uma lista de venda antecipada – que tive o gosto de assinar -, e com isso levantou a verba para o primeiro destes discos. Com o segundo, três anos depois, não lembro os detalhes, mas também foi produção independente.

Quer dizer: a circulação destas gravações foi muito limitada até hoje – o que me parece um despropósito, dada a qualidade do material. Bom, pelo menos eu sinto assim. E é claro que, como frente a qualquer artista, pode-se discordar desta ou daquela opção – mas depois de ouvirem algumas vezes, duvido que vocês me digam que estou superestimando devido ao afeto por um professor marcante!

Ainda umas poucas observações: tenho certa preferência pela sonoridade do volume 2, onde Norton optou por menos vibrato e Henrique por menos staccato, mas isso não me impede de me deliciar com o volume 1, que começa com a singeleza das Pequenas Peças de Koechlin (que os franceses pronunciam Keklã, embora eu também já tenha ouvido Keshlã. Não conhecem? Bem, aluno de Fauré, professor de Poulenc e do português Lopes-Graça), passa pela consistência de Hindemith e pelo lirismo espantosamente ‘brasileiro’ da Fantasia de Fauré (para mim a faixa mais marcante), chegando a um final que, a despeito de minhas resistências a Bach no piano, me parece não menos que arrebatador.

Mas o ponto alto do conjunto me parecem ser as Variações de Schubert que ocupam todo um lado do volume 2 – e olhem que Schubert nem está entre meus compositores prediletos. Mas essa peça está, sim, entre as minhas prediletas, implantada que foi por ação desta dupla.

É preciso apontar ainda que em cada disco há uma seqüência de três pequenas peças de Henrique de Curitiba – ‘nome de compositor’ do pianista, adotado nos anos 50, ainda antes dos anos em Varsóvia, enquanto estudava com Koellreuter e Henry Jolles na Escola Livre de Música de São Paulo – junto com tantos nomes decisivos da nossa música, no geral bem mais velhos.

Renée Devrainne Frank foi a primeira professora de piano de Henrique. Nascida na França, emigrada para Curitiba com 9 anos, depois formada em Paris na escola de Alfred Cortot, Renée era casada com o flautista Jorge Frank e formava o Trio Paranaense com a cunhada cellista Charlotte Frank e a violinista Bianca Bianchi – tendo composto consideravelmente para as formações que esse grupo proporcionava. Pode-se dizer que sua peça gravada é puro Debussy fora de época, mas… sinceramente, dá para ignorar a beleza e a qualidade da escrita? Fico pensando em quantas donas Renée terão deixado obras de qualidade, Brasil e mundo afora, e permanecem desconhecidas – enquanto se lambem os sapatos de tantas nulidades promovidas pela indústria & mídia!

Enfim, achei que vocês gostariam de ter a seqüência dos dois discos fluindo juntos numa pasta só – espero não ter me enganado!

DUO MOROZOWICZ
Norton Morozowicz, flauta
Henrique Morozowicz, piano

VOLUME 1
Gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles
Rio de Janeiro, 30.05.1975

Charles Koechlin (1867-1950): SEIS PEQUENAS PEÇAS
101 Beau soir (Noite bonita) 1:23
102 Danse (Dança) 0:51
103 Vieille chanson (Velha canção) 0:42
104 Danse printanière (Dança primaveril) 0:53
105 Andantino 1:23
106 Marche funèbre (Marcha Fúnebre) 2:30

Paul Hindemith (1895-1963): SONATA PARA FLAUTA E PIANO (1936)
107 Heiter bewegt (com movimento alegre) 4:51
108 Sehr langsam (muito lento) 4:30
109 Sehr lebhaft (muito vivo) 3:36
110 Marsch (marcha) 1:22

Gabriel Fauré (1845-1924):
111 FANTASIA op.79 5:45

Henrique de Curitiba (1934-2008):
112 TRÊS EPISÓDIOS 3:54

J.S. Bach (1685-1750): SONATA EM SOL MENOR, BWV 1020
113 Allegro 3:40
114 Adagio 2:42
115 Allegro 3:42

VOLUME 2
Gravado ao vivo no Teatro Guaíra
Curitiba, 22.08.1978

Pietro Locatelli (1693-1764): SONATA EM FA
201 Largo 2:31
202 Vivace 2:14
203 Cantabile 4:16
204 Allegro 1:57

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993):
205 IMPROVISO n.º 3 para flauta solo (1949) 3:50

Henrique de Curitiba (1934-2008):
206 TRÊS PEÇAS CONSEQÜENTES para piano solo (1977) 6:19

Renée Devrainne Frank (1902-1979):
207 IMPROVISANDO (1970) 4:15

Franz Schubert (1797-1828):
208 Introdução e variações sobre ‘Ihr Blümlein alle’, op.160 18:34

. . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus

Kodály e Bach por Aldo Parisot, uma lenda do cello

Kodaly e Bach por Aldo Parisot http://i27.tinypic.com/9a2x38.jpgPublicado originalmente em 09.07.2010 como “uma lenda viva do cello”. Parisot faleceu em 31.12.2018, com 100 anos de idade.

Como os filhos de Bach em relação ao pai, Zoltán Kodály corre o risco de ser tomado por um compositor menor devido à sombra do outro húngaro maior do século 20, o gigante Béla Bartók – mas ainda que não tivesse as outras obras de valor que tem, já seria um pecado considerá-lo “menor” devido a esta Sonata para Cello Solo.

Meu conhecimento do repertório do cello é limitado, mas ainda assim arrisco a aposta de que essa é a maior obra do século 20 para o instrumento. No mínimo porque acho difícil conceber outra maior, ou em que a ousadia de experimentação nas técnicas tanto de composição quanto de execução – e isso em 1915! – tenham tido um resultado musical tão convincente. Arrisco mais: arrisco que essa é uma das poucas obras do repertório cellístico que podem de fato figurar lado a lado com as 6 suítes de Bach (a quinta das quais também comparece neste disco).

Vi-ouvi essa peça ao vivo apenas uma vez. Foi nos anos 70. Eu era um adolescente começando a descobrir com avidez o repertório do meu próprio século, e fiquei embasbacado não só com o poder musical da obra como também com o seu grau de exigência física. Nunca esqueci do cellista levantando ao final, vitorioso porém inteiramente enxarcado de suor… e só muitos anos mais tarde fiquei sabendo que aquele cellista, só três anos mais novo que o Parisot aqui, também tinha entrado para o campo das lendas: János Starker.

(… nome que é uma boa deixa para uma pequena digressão sobre a pronúncia do húngaro: ‘á’ tem o som do nosso ‘a’ e é sempre longo. Sem acento o ‘a’ tem o som do nosso ‘ó’, porém breve – de modo que o nome do gigante é pronunciado bÊÊló bÓrtook (com a tônica nas maiúsculas; o dobramento das vogais indica apenas que são longas). E o nome do cellista é iÁÁ-nosh.

Acontece que os húngaros juram que todas as suas palavras, sem exceção, têm a primeira sílaba como tônica. Mas aí falei ‘kôdali’ para um húngaro, e ele me corrigiu: ‘kodÁÁi’. E eu falei “mas a tônica não é sempre na primeira sílaba?”, e ele “É sim, não está ouvindo? ‘kodÁÁi'”. Continuei ouvindo a tônica no A que ele me dizia ser apenas longo, não tônico, mas achei prudente não discutir com um descendente dos hunos… E de resto aprendi que, pelo menos nesse caso, o L na frente do Y desaparece, como se fosse em francês).

Bom, sobre as suítes de Bach não há necessidade de que eu escreva uma linha que seja, não é mesmo? Então vamos falar do cellista.

Vocês pensam que o Antonio Meneses, nascido no Recife em 1957, foi o primeiro membro da elite mundial do violoncelo a sair do Nordeste brasileiro? Pois o Aldo Parisot nasceu em 1918 em Natal, onde deu seu primeiro concerto com 12 anos.

Parisot com Villa-Lobos 1953 http://i30.tinypic.com/zlyg6g.jpgParisot e James Kim 2006 http://i27.tinypic.com/2w3ties.jpgSegundo a en.wikipedia, em 1941-42 era primeiro cellista da Sinfônica Brasileira, no Rio, quando um diplomata estadunidense lhe ofereceu bolsa para estudar nos EUA com seu ídolo Emanuel Feuermann – o qual porém cometeu a indelicadeza de morrer antes do início das aulas.

Ainda assim o pessoal insistiu (era época da famosa política de sedução dos EUA para que o Brasil entrasse na guerra), e em 1946 Parisot desembarcou em Yale para cursos em Música de Câmara e Teoria Musical – havendo imposto a condição de que ninguém pretendesse dar-lhe aulas de cello. Ah, detalhe: o professor do curso teórico se chamava Paul Hindemith.

Parisot nunca voltou a viver no Brasil. Solou com as principais orquestras dos EUA, estreeou peças dedicadas a ele por um belo punhado de compositores, passou a ensinar nas escolas Peabody, Mannes, Julliard, e em Yale desde 1958. Deu master classes regularmente no Canadá, Israel, Coréia, Taiwan. Dean Parisot, um de seus três filhos com a pintora Ellen James, é respeitado como diretor de cinema e tevê – e ele mesmo, Aldo, também pinta e faz exposições cujos proventos são direcionados a um fundo de bolsas para estudantes de cello.

Tudo isso podemos ler sobre esse cidadão brasileiro em inglês. A wikipedia em português lhe dedica 3 (três) linhas. (Fotos acima: Parisot com Villa-Lobos em 1953; Parisot com o jovem cellista premiado James Kim na Coréia, 2006?)

A presente gravação foi feita não antes de 1956, pois utiliza o ‘Stradivarius De Munck’ que Aldo adquiriu nesse ano, mas provavelmente antes de 58, pois o artigo da capa menciona seu posto de professor em Peabody, mas não em Yale (assumido em 58). Seu Bach é portanto anterior à restauração estilística iniciada nos anos 60. É possivelmente a realização mais introvertida e escura que conheço da Suíte em do menor – respeitável mas não propriamente sedutora. Aliás, parece que em geral, também no Kodály, Parisot parece mais interessado em viajar fundo na música que em mostrá-la com brilho sedutor, mas esse Kodály… não, não vou dizer nada, deixo com vocês!

Zoltán Kodály (1882-1967)
Sonata para cello solo, op.8
(1915)
A1 Allegro maestoso
A2 Adagio
A3 Allegro molto vivace

J.S. Bach (1685-1750)
Suíte em do menor para cello solo
(n.º 5)
B1 Prelude
B2 Allemande
B3 Courante
B4 Sarabande
B5 Gavotte I
B6 Gigue

Violoncello: Aldo Parisot (* Natal, RN, Brasil, 1918)
Instrumento: Stradivarius ‘De Munck’, de 1730
Gravação original Everest (EUA), prov. entre 1956 e 1958
LP brasileiro Fermata: 1971
Digitalizado por Ranulfus, jul.2010

. . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus