J.S. Bach (1685-1750) – Oratório da Páscoa e Magnificat

Como no próximo domingo teremos a Páscoa, vamos a uma postagem alusiva ao coelhinho. Neste CD, acompanhando o Oratório, temos o Magnificat. Creio que já postamos ambas as obras, mas resolvi postar esta versão no Oratório basicamente por causa da esplêndida transparência da orquestra de Koopman na Sinfonia inicial e, principalmente, na ária “Sanfte soll mein Todeskummer”, uma das minhas mais radicais preferências no repertório bachiano.

O Magnificat de árias curtas e certeiras não preciso comentar, certo? E quem pensa que eu farei o trocadilho com magnífico se fudeu porque eu não vou fazer!

J.S. Bach – Oratório da Páscoa e Magnificat

1. Easter Oratorio BWV 249: Sinfonia
2. Easter Oratorio BWV 249: Adagio
3. Easter Oratorio BWV 249: Chorus: ‘Kommt, eilet und laufet’
4. Easter Oratorio BWV 249: Recitativo: ‘O kalter Manner Sinn!’
5. Easter Oratorio BWV 249: Aria: ‘Seele, deine Spezereien’
6. Easter Oratorio BWV 249: Recitativo: ‘Hier ist die Gruft’
7. Easter Oratorio BWV 249: Aria: ‘Sanfte soll mein Todeskummer’
8. Easter Oratorio BWV 249: Recitativo: ‘Indessen seufzen wir’
9. Easter Oratorio BWV 249: Aria: ‘Saget, saget mir geschwinde’
10. Easter Oratorio BWV 249: Recitativo: ‘Wir sind erfreut’
11. Easter Oratorio BWV 249: Chorus: ‘Preis und Dank’
12. Magnificat BWV 243: Chorus: ‘Magnificat anima mea Dominum’
13. Magnificat BWV 243: Aria: ‘Et exsultavit spiritus meus in Deo’
14. Magnificat BWV 243: Aria: ‘Quia respexit humilitatem’
15. Magnificat BWV 243: Chorus: ‘Omnes generationes’
16. Magnificat BWV 243: Aria: Quia fecit mihi magna qui potens est’
17. Magnificat BWV 243: Aria: ‘Et misericordia’
18. Magnificat BWV 243: Chorus: ‘Fecit potentiam in brachio suo’
19. Magnificat BWV 243: Aria: ‘Deposuit potentes de sede’
20. Magnificat BWV 243: Aria: ‘Esurientes implevit bonis’
21. Magnificat BWV 243: Chorus: ‘Suscepit Israel puerum suum’
22. Magnificat BWV 243: Chorus: ‘Sicut locutus est ad patres nostros’
23. Magnificat BWV 243: Chorus: ‘Gloria Patri, gloria Filio’

Lisa Larsson
Elisabeth von Magnus
Klaus Mertens
Gerd Türk
Bogna Bartosz

Amsterdam Baroque Orchestra and Choir
Ton Koopman

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The Sóstenes Files – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para Piano (CDs de 1 a 5)

Três recados para o Sóstenes: (1) muito obrigado!; (2) está cada vez mais complicado pegar as coisas no Megaupload, tive até que voltar ao Windows Explorer para que o Mega não contaminasse meu Firefox; (3) o CD 7 das sonatas de Beethoven está incompleto, tem somente duas faixas quando deveria ter sete.

Bem, aqui, nestes cinco CDs, temos a metade das sonatas para piano de Ludwig van. Depois posto o resto. Não sou um grande conhecedor das sonatas iniciais, mas gostei bastante das versões de Claudio Arrau. Fiquei apenas decepcionado com alguns maneirismos utilizados na Sonata Nº 13. Porém a qualidade de todo o restante — algumas horas! — fez com que eu passasse os últimos três dias ouvindo esses CDs sem parar e sem o menor incômodo.

Uma coisa admirável é a evolução que Beethoven, nascido 14 anos após Mozart, apresenta em relação a este. Pensava que as sonatas iniciais eram gentis e despreocupadas como a maior parte da obra pianística de Mozart. Estava enganado, são mundos inteiramente à parte.

Beethoven – Sonatas para piano

Disc: 1
Sonata 01 in F Op.2,1
1. 1. Allegro
2. 2. Adagio
3. 3. Menuetto (Allegretto)
4. 4. Prestissimo

Sonata 02 in F Op.2,2
5. 1. Allegro vivace
6. 2. Largo appassionato
7. 3. Scherzo (Allegretto)
8. 4. Rondo (Grazioso)

Sonata 05 in C Op.10
9. 1. Allegro molto e con brio
10. 2. Adagio molto
11. 3. Finale (Prestissimo)

Sonata 19 in G Op.49.1
12. 1. Andante
13. 2. Rondo (Allegro)

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Disc: 2
Sonata 03 in C Op.2,3
1. 1. Allegro con brio
2. 2. Adagio
3. 3. Scherzo (Allegro)
4. 4. Allegro assai

Sonata 04 in Eb Op.7
5. 1. Allegro molto e con brio
6. 2. Largo, con gran espressione
7. 3. Allegro
8. 4. Rondo (Poco allegretto e grazioso)

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Disc: 3
Sonata 06 in F Op.10
1. 1. Allegro
2. 2. Allegretto
3. 3. Presto

Sonata 07 in D Op.10
4. 1. Presto
5. 2. Largo e mesto
6. 3. Menuetto (Allegro)
7. 4. Rondo (Allegro)

Sonata 08 in C Op.13 “Pathetique”
8. 1. Grave – Allegro di molto e con brio
9. 2. Adagio cantabile
10. 3. Rondo (Allegro)

Sonata 09 in E Op.14,1
11. 1. Allegro
12. 2. Allegretto
13. 3. Rondo (Allegro comodo)

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Disc: 4
Sonata 10 in G Op.14,2
1. 1. Allegro
2. 2. Andante
3. 3. Scherzo (Allegro assai)

Sonata 11 in Bb Op.22
4. 1. Allegro con brio
5. 2. Adagio con molto espressione
6. 3. Menuetto
7. 4. Rondo (Allegretto)

Sonata 12 in Ab Op.26
8. 1. Andante con variazioni
9. 2. Scherzo (Allegro molto)
10. 3. Marcia funebre sulla morte d’un Eroe
11. 4. Allegro

Sonata 25 in G Op.79
12. 1. Presto alla tedesca
13. 2. Andante
14. 3. Vivace

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Disc: 5
Sonata 13 in Eb Op.27,1
1. 1. Andante – Allegro – Tempo I
2. 2. Allegro molto e vivace
3. 3. Adagio con espressione
4. 4. Allegro vivace – Tempo I – Presto

Sonata 14 in C# Op.27,2 – ‘Moonlight’
5. 1. Adagio sostenuto
6. 2. Allegretto
7. 3. Presto

Sonata 15 in D Op.28 ‘Pastorale’
8. 1. Allegro
9. 2. Andante
10. 3. Scherzo (Allegro assai)
11. 4. Rondo (Allegro ma non troppo)

Sonata 22 in F Op.54
12. 1. In Tempo d’un Menuetto
13. 2. Allegretto

Claudio Arrau,
piano.

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Integral das Sinfonias – A Décima-primeira (CD 9 de 11)

A Sinfonia Nº 11, Op. 103 – O Ano de 1905 (1957) talvez seja a maior obra programática já composta. Há grandes exemplos de músicas descritivas tais como As Quatro Estações de Vivaldi, a Sinfonia Pastoral de Beethoven , a Abertura 1812 de Tchaikovski, Quadros de uma Exposição de Mussorgski e tantas outras, mas nenhuma delas liga-se tão completa e perfeitamente ao fato descrito do que a décima-primeira sinfonia de Shostakovich.

Alguns compositores que assumiram o papel de criadores de “coisas belas”, vêem sua tarefa como a produção de obras tão agradáveis quanto o possível. Camille Saint-Saëns dizia que o artista “que não se sente feliz com a elegância, com um perfeito equilíbrio de cores ou com uma bela sucessão de harmonias não entende a arte”. Outra atitude é tomada por Shostakovich, que encara vida e arte como se fosse uma coisa só, que vê a criação artística como um ato muito mais amplo e que inclui a possibilidade do artista expressar – ou procurar expressar – a verdade tal como ele a vê. Esta abordagem foi adotada por muitos escritores, pintores e músicos russos do século XIX e, para Shostakovich, a postura realista de seu ídolo Mussorgsky foi decisiva. A décima primeira sinfonia de Shostakovich tem feições inteiramente mussorgkianas e foi estreada em 1957, ano do quadragésimo aniversário da Revolução de Outubro. Contudo, ela se refere a eventos ocorridos antes, no dia 9 de janeiro de 1905, um domingo — o Domingo Sangrento –, quando tropas czaristas massacraram um grupo de trabalhadores que viera fazer um protesto pacífico e desarmado em frente ao Palácio de Inverno do Czar, em São Petersburgo. O protesto, feito após a missa e com a presença de muitas crianças, tinha a intenção de entregar uma petição — sim um papel — ao czar, exatamente esta aqui, solicitando coisas como redução do horário de trabalho para oito horas diárias, assistência médica, melhor tratamento, liberdade de religião, etc. A resposta foi dada pela artilharia, que matou mais de cem trabalhadores e feriu outros trezentos.

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O primeiro movimento descreve a caminhada dos trabalhadores até o Palácio de Inverno e a atmosfera soturna da praça em frente, coberta de neve. O tema dos trabalhadores aparecerá nos movimentos seguintes, porém, aqui, a música sugere uma calma opressiva.

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O segundo movimento mostra a multidão abordar o Palácio para entregar a petição ao czar, mas este encontra-se ausente e as tropas começam a atirar. Shostakovich tira o que pode da orquestra num dos mais barulhentos movimentos sinfônicos que conheço, apesar de que Haitink supera em muito Kondrashin neste movimento.

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O terceiro movimento, de caráter fúnebre, é baseado na belíssima marcha de origem polonesa Vocês caíram como mártires (Vy zhertvoyu pali) que foi cantada por Lênin e seus companheiros no exílio, quando souberam do acontecido em 9 de janeiro.

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O final – utilizando um bordão da época – é a promessa da vitória final do socialismo e um aviso de que aquilo não ficaria sem punição.

CD 9

SYMPHONY No.11 in G Minor, Op.103
1. The Palace Square (Adagio)
2. January 9th (Allegro)
3. In Memoriam (Adagio)
4. Tocsin (Allegro non troppo)

Recorded: September 7, 1973
Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, Conductor
Total time 56:54

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Antonio Vivaldi (1678 — 1741) – Concertos para Flauta

Bons discos de concertos de Vivaldi há aos montes. Este é mais um. Com a grife da Harmonia Mundi – o que nunca é desprezível -, este CD traz sete concertos para uma e duas flautas. Creio que são os melhores que o Padre Rosso compôs para o instrumento, pois mais parece uma antologia de obras conhecidas e admiradas. Um CD consistente e bom, que não pode faltar na “discoteca básica”.

Vivaldi – Concertos para Flauta

1-3. Concerto In D Major, RV 427: Concerto In D Major, RV 427 (Re Majeur – D-Dur)
4-6. Concerto In G major, RV 438: Concerto In G major, RV 438 (Sol Majeur – G-Dur)
7-9. Concerto In A Minor, RV 440: Concerto In A Minor, RV 440 (La Mineur – A-Moll)
10-12. Concerto In C Major, RV 533: Concerto In C Major, RV 533 (Do Majeur/C-Dur) – para duas flautas
13-15. Concerto In D Major, RV 428: Concerto In D Major, RV 428, ‘il gardellino’ – para duas flautas
16-18. Concerto In G Major, RV 436: Concerto In G Major, RV 436 (Sol Majeur – G-Dur)
19-21. Concerto In D Major, RV 429: Concerto In D Major, RV 429 (Re Majeur – D-Dur)

Janet See (Flute)
Stephen Schultz (Flute)
Philharmonia Baroque Orchestra (Orchestra)
Nicholas McGegan (Conductor)

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Integral das Sinfonias – A Décima (CD 5 de 11)

Este monumento da arte contemporânea mistura música absoluta, intensidade trágica, humor, ódio mortal, tranqüilidade bucólica e paródia. Tem, ademais, história bastante particular.

Em março de 1953, quando da morte de Stalin, Shostakovich estava proibido de estrear novas obras e a execução das já publicadas estava sob censura, necessitando autorizações especiais para serem apresentadas. Tais autorizações eram, normalmente, negadas. Foi o perí­odo em que Shostakovich dedicou-se à música de cãmara e a maior prova disto é a distância de oito anos que separa a nona sinfonia desta décima. Esta sinfonia, provavelmente escrita durante o perí­odo de censura, além de seus méritos musicais indiscutíveis, é considerada uma vingança particular contra Stalin. Primeiramente, ela parece inteiramente desligada de quaisquer dogmas estabelecidos pelo realismo socialista. Para afastar-se ainda mais, seu segundo movimento contém exatamente as ousadias sinfônicas que deixaram Shostakovich mal com o regime stalinista. Não são poucos os comentaristas consideram ser este movimento uma descrição musical de Stálin: breve, é absolutamente violento e brutal, enfurecido mesmo, e sua oposição ao restante da obra faz-nos pensar em segundas intenções do compositor. Para completar o estranhamento, o movimento seguinte é pastoral e tranqüilo, contendo o maior enigma musical do mestre: a orquestra pára, dando espaço para a trompa executar o famoso tema baseado nas notas DSCH (ré, mi bemol, dó e si, em notação alemã) que é assinatura musical de Dmitri SCHostakovich, em grafia alemã. Para identificá-la, ouça o tema solo executado pela trompa. Ele será repetido quatro vezes. Ouvindo a sinfonia, chega-nos impressão de que, tendo sobrevivido à Stálin, Shosta canta diz insistentemente: Stalin está morto, DSCH, não. O mais notável da décima é o tratamento magistral em torno de temas que se transfiguram constantemente.

Um ano depois, em 1954, a Décima já tinha status de obra-prima no Ocidente. Stokowiski, Ormandy e Mitropoulos a gravaram, o último em registro fenomenal para a CBS. É um documento de uma época. Combina uma visão épica dos acontecimentos do inverno stalinista com os mais aterradores insights, tão característicos do último Shostakovich.

É música de primeira linha. Lembro de ter solicitado sua execução para a Rádio da UFRGS em 1974. Fui atendido e a Décima tornou-se parte do repertório habitual da emissora…

CD 5

SYMPHONY No.10 in E Minor, Op.93

1. Moderato
2. Allegro
3. Allegretto
4. Andante. Allegro

Recorded: September 24, 1973
Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, Conductor

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Integral das Sinfonias – A Nona (CD 8 de 11)

Obs.: No original, a Nona vem acompanhada pela Décima-Quinta, a última. Eu é que resolvi separá-las, pois se algum de vocês está acompanhando minhas curtas introduções, ao final saberão que não faz o menor sentido ouvi-las juntas.Depois da Sétima e da Oitava, terminada a Segunda Guerra Mundial, era esperada uma nova, heróica e grandiosa sinfonia. Stálin era uma pessoa curiosa, pois amava a música e incomodava os compositores soviéticos com mensagens e pedidos que, mesmo quando gentis, eram atemorizantes. Todos sabiam o que a Nona deveria ser. Ela deveria saudar a vitória na guerra na pessoa de Stálin. Porém, se o mandatário alguém curioso e cheio de pedidos, Shostakovich era sarcástico e compôs uma Nona que nada tinha a ver com glorificações. A Nona de Shosta corresponde ao que é a Oitava de Beethoven, uma “pequena e despretensiosa sinfonia”. Só que se lá Beethoven foi gentil e haydniano, aqui nosso amigo fez todo o tipo de brincadeiras, principalmente marciais. É um deboche ao que se esperava que fosse. Na época, Shostakovich era uma personalidade mundial e podia escrever o que bem entendesse. Já para estrear suas obras era outra história.

Antes de morrer, Shosta disse que escrevera muitas sinfonias e arrependia-se de algumas. Espero sinceramente que uma delas não seja esta Nona alegre, jocosa, bonitinha e cheia de intenções irônicas. Acho que ele se referia à Segunda, Terceira e Décima-Segunda Sinfonias, verdadeiros fracassos musicais… (opinião minha, claro).

A Nona tem dois movimentos lentos que poderiam ser considerados “sérios” e onde os sopros têm ganham enorme destaque. OK, mas mesmo assim eles afastam-se de tal forma da grandiosidade de suas sinfonias anteriores e principalmente daquilo que lhe era requerido que… E, como se não bastasse, os movimentos que abrem e fecham a sinfonia são efetivamente sarcásticos, verdadeiras distorções sobre a “música heróica” tão ao gosto do regime. Mas é música de primeira linha, sem dúvida. Bem, não é para menos que ele apenas tenha estreado a agressiva e espetacular Décima após a morte de Stálin. Talvez o homem não tivesse suportado outra reversão de expectivas.

CD 8

SYMPHONY No.9 in E Flat Major, Op.70
1. Allegro
2. Moderato. Adagio
3. Presto
4. Largo
5. Allegretto. Allegro

Recorded: March 20, 1965
Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – 33 Variações para Piano, Op.120, sobre uma Valsa de Anton Diabelli

Preciso comentar? Não, né? Aqui, Pollini está no ápice de seus poderes e, na minha opinião, supera todos os registros que ouvi até hoje (desconheço o trabalho de Marco Alcântara em seu SACD). Mas que sorte póstuma teve este Diabelli! Goldberg também. São as duas maiores obras de variações jamais escritas e ambas homenageiam seres que, se não fossem elas, existiriam apenas em cartórios eclesiásticos sob a forma de papéis amarelados. É o mesmo destino que aguardaria por nós – eu, FDP e CDF Bach -, se não nos fosse dada esta Second Life. Aproveitem que estou bonzinho: não é sempre que posto discos realmente bons em seqüência…

Beethoven – Variações Diabelli

1. Tema (Vivace) 0:52
2. Variation I (Alla marcia maestoso) 1:40
3. Variation II (Poco allegro) 0:51
4. Variation III (L’istesso tempo) 1:12
5. Variation IV (Un poco più vivace) 0:58
6. Variation V (Allegro vivace) 0:50
7. Variation VI (Allegro ma non troppo e serioso) 1:32
8. Variation VII (Un poco più allegro) 1:15
9. Variation VIII (Poco Vivace) 1:23
10. Variation IX (Allegro pesante e risoluto) 1:58
11. Variation X (Presto) 0:37
12. Variation XI (Allegretto) 1:02
13. Variation XII (Un poco più moto) 0:50
14. Variation XIII (Vivace) 0:55
15. Variation XIV (Grave e maestoso) 3:26
16. Variation XV (Presto scherzando) 0:35
17. Variation XVI (Allegro) 0:56
18. Variation XVII 0:58
19. Variation XVIII (Poco Moderato) 1:23
20. Variation XIX (Presto) 0:49
21. Variation XX (Andante) 2:05
22. Variation XXI (Allegro con brio – Meno allegro – Tempo I) 1:09
23. Variation Xxii (Allegro Molto): Alla “Notte E Giorno Faticar” Di Mozart 0:50
24. Variation Xxiii (Allegro Assai) 0:53
25. Variation Xxiv: Fughetta (Andante) 2:49
26. Variation XXV (Allegro) 0:47
27. Variation Xxvi 0:57
28. Variation Xxvii (Vivace) 0:54
29. Variation Xxviii (Allegro) 0:59
30. Variation Xxix (Adagio Ma Non Troppo) 1:07
31. Variation XXX (Andante, sempre cantabile) 1:46
32. Variation Xxxi (Largo, Molto Espressivo) 4:48
33. Variation Xxxii: Fuga (Allegro – Poco Adagio) 2:54
34. Variation Xxxiii (Tempo Di Minuetto Moderato, Ma Non Tirarsi Dietro) 3:57

MAURIZIO POLLINI, piano.

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Citação encontrada na rede

Para um ateu, a vida não possui significância especial e todos nós, seres humanos, somos o produto de dois elementos básicos: chance e evolução. A vida, seja ela material ou espiritual, acaba com a morte. Não há esquemas grandiosos que conferem à nossa existência significância particular, sejam eles de ordem divina ou de qualquer outra natureza. Como ateu, preciso encontrar alguma unidade, alguma estrutura no mundo que me cerca, algum esquema encadeado de coisas, fatos, eventos. Não posso buscar tal estrutura, infelizmente, na religião. A arte de Bach me fornece esse mundo, permeado por harmonias e simetrias matemáticas. Cada nota tem seu lugar, cada peça musical possui encadeamento lógico. A razão conduz à beleza; a beleza não é o objetivo final da expressão artística, esse objetivo sendo sua construção a partir da razão. A expressão artística passa a ser um espelho da harmonia celestial. Para mim, isso é um conforto frente à inexistência de Deus.

Francisco Cribari Neto

(Retirada daqui.)

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Integral das Sinfonias – A Oitava (CD 7 de 11)

A espantosa Oitava Sinfonia de Shostakovich é incomparavelmente mais interessante que a Sétima. Segundo Lauro Machado Coelho, seria a melhor de todas as sinfonias de Shosta, opinião da qual discordo. Mas concordo que ela é espetacular e das principais obras do autor. Enquanto os críticos brigavam, discutindo seu real significado esta obra de enorme sucesso desde sua estréia recebia uma curta frase de Shostakovich: A Oitava é, dentro de minha obra, comparável ao que o Réquiem de Anna Akhmátova é na dela..

Sem dúvida, é a maior obra composta sob inspiração da Segunda Guerra Mundial e olha que tivemos uma série bastante importante delas. Britten, Honegger, Prokofiev, Stravinski, Bartók e Schoenberg criaram obras a respeito da Guerra. Ela tinha, evidentemente, tudo para irritar Stalin, principalmente seu final – uma passacaglia em pianissimo -, e o extremamente raivoso e falso Alegretto que desemboca num brutal e kachaturiano Allegro non troppo. Isto é, tudo ao contrário. Nada de glorificação à vitória, mas uma fotografia do horror da guerra, desembocando num Réquiem.

A respeito, disse Iliá Ehrenburg:

Voltei perturbadíssimo do concerto. Parecia-me ter ouvido, de repente, a voz do antigo coro das tragédias gregas. A música possui a imensa vantagem de poder dizer tudo sem ter de mencionar nada.

CD 7

SYMPHONY No.8 in C Minor, Op.65

1. Adagio. Allegro ma non troppo. Allegro. Adagio
2. Allegretto
3. Allegro non troppo
4. Largo
5. Allegretto. Allegro. Adagio. Allegretto. Andante

Recorded: April 11, 1967
Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, Conductor
Total time 56:36

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Georg Friedrich Handel (1685 – 1759) – Música para Fogos de Artifício e Quatro Hinos de Coroação

Mais um disco da categoria “discoteca básica”. sabe o que tem de bom esta gravação? É que ela é desavergonhada e é capaz de enfrentar os tais fogos de artifício. São 24 oboés! Nove trompas! Nove trompetes! Doze fagotes! Quatro pares de tímpanos! Um par de tímpanos extra-large! O efeito de música de rua, pronta para enfrentar os fogos de artifício, é mantido e o efeito é o melhor possível. Exagero? Claro que não, é apenas autenticidade. Foi assim.

Este CD é divertidíssimo, um show de bola. Meio espalhafatoso, mas um show de bola.

Georg Friedrich Handel – Música para Fogos de Artifício e Quatro Hinos de Coroação

THE FOUR CORONATION ANTHEMS

Zadok the Priest (HWV258) [5’33]
(after I Kings 1,39-48)
1. Zadok the priest and Nathan the prophet anointed Solomon King. And all the people rejoiced and said: God save the King! Long live the King! May the King live for ever. Alleluia. Amen.

My heart is inditing (HWV261) [11’58]
(after Psalm 45: 1, 10, 12 and Isaiah 49:23)
2. My heart is inditing of a good matter; I speak of the things which I have made unto the King. Andante [2’46]
3. Kings’ daughters were among thy honourable women. Andante [2’57]
4. Upon thy right hand did stand the Queen in vesture of gold; And the King shall have pleasure in thy beauty. Andante [3’03]
5. Kings shall be thy nursing fathers, and queens thy nursing mothers. Allegro e staccato [3’08]

Let thy hand be strengthened (HWV259) [7’51]
(Psalm 89:13-14)
6. Let thy hand be strengthened, and thy right hand be exalted. [3’00]
7. Let justice and judgement be the preparation of thy seat. Larghetto [2’58)
8. Alleluia. [1’50]

The King shall rejoice (HWV260) [10’54]
(Psalm 21: 1, 2, 3, 5)
9. The King shall rejoice in thy strength, O Lord. Allegro [2’43]
10. Exceeding glad shall he be of thy salvation. Allegro [3’00]
11. Glory and great worship hast thou laid upon him. A tempo giusto – non tanto allegro. Thou hast prevented him with the blessings of goodness and hast set a crown of pure gold upon his head. Allegro [2’35]
12. Alleluia. Allegro [2’33]

MUSICK FOR THE ROYAL FIREWORKS [20’10]
13. Ouverture [9’45]
14. Bourrée [1’38]
15. La Paix [3’33]
16. La Réjouissance [2’17]
17. Menuet I and II [2’46]

Oxford New College Choir
King’s Consort
Robert King

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Puccini une as pessoas

Em setembro de 1962, Igor Stravinski visitou a União Soviética por 3 semanas. Recebeu muitas homenagens e seu único encontro mais demorado foi com Shostakovich. Porém, quando foram apresentados, o mortalmente tímido Shostakovich respondia com monossílabos as muitas tentativas de conversação feitas por Stravinski. Isso só até o momento em que eles encontraram algo para detestar juntos. “Você gosta de Puccini?”, perguntou Stravinski. “Não o suporto”, respondeu Shostakovich. A partir daí, eles encontraram do que falar e conversaram animadamente a noite inteira.

Lauro Machado Coelho

Igor Stravinski (1882-1971) – A História do Soldado (redução)

Este disco é um problema. Dele, eu apenas tenho a redução para clarinete, violino e piano da História do Soldado. A obra está completa. Vale a pena baixar. E como! É um CD de primeiríssima linha com o trio de mulheres checas dando tudo… A redução foi escrita pelo próprio Stravinski. A História do Soldado raramente consta dos programas de concerto e, quando aparece, é realizada somente em versão instrumental, ou seja, sem a parte cênica. Aqui, temos a redução da redução, pois em concertos é retirada a narração e as cenas, aqui temos também a retirada de alguns movimentos e uma radical redução do instrumental.

No CD original, há também obras de Bartók, Milhaud, Kachaturian…

Suíte de “A História do Soldado” – Redução de Igor Stravinski

1. Marcha do Soldado
2. O Violino do Soldado
3. Pequeno Concerto
4. Tango – Valsa
5. A Dança do Diabo

Ludmila Peterková – Clarinet
Gabriela Demeterová – Violin
Markéta Cibulková – Piano

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[Restaurado] Sergei Prokofiev (1891-1953) – Sonatas para Violino e Piano e 5 Melodias (Kremer, Argerich)

Esta é outra daquelas gravações que chegam e todos os bons críticos já a identificam imediatamente como definitiva, ao menos até a próxima que será considerada como tal. O trabalho que os Kremer e Argerich fazem aqui é de qualidade indiscutível e demonstra mais uma vez que Prokofiev é uma das preferências de Martita, que o compreeende como poucos. Bastará ouvir o Allegro Brusco da Sonata Nº 1 para se apaixonar imediatamente. CD para se ouvir dezenas de vezes sem cansar.

Sonata for Violin and Piano no.1 in F minor, op 80
1. Andante Assai
2. Allegro Brusco
3. Andante
4. Allegrissimo – Andante Assai, Come Prima

Five melodies for violin and piano, op. 35bis
5. Andante
6. Lento, Ma Non Troppo
7. Animato, Ma Non Allegro
8. Allegretto Leggero E Scherzando
9. Andante Non Troppo

Sonata for Violin and Piano no. 2 in D major, op. 94a
10. Moderato
11. Scherzo, Presto
12. Andante
13. Allegro Con Brio

Martha Argerich, Piano
Gidon Kremer, Violin

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[restaurado por Vassily em 5/6/2021, em homenagem aos oitenta anos da Rainha!]

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Integral das Sinfonias – Sinf. Nro. 6 (CD 5 de 11)

Lauro Machado Coelho faz uma notável defesa desta estranha Sexta em seu calhamaço Shostakovich – Vida, Música, Tempo (Ed. Perspectiva). É uma sinfonia curta, de considerável originalidade estrutural: é formado por um longo, belo e mórdido Largo, seguido de dois scherzi (Allegro e Presto). O Presto, muito circense, foi bisado na estréria, em 1939, sob a regência do genial Mravinski. Já a crítica oficial condenou como “Formalista” esta sinfonia “sem pé nem cabeça”: um Largo de vinte minutos e duas brincadeiras de 5 minutos cada… Eu acho esplêndido o primeiro movimento, que possui contatos com o Largo da Quinta e com trabalhos de Mahler e Sibelius, mas alguns especialistas admiram o grotesco e a cínica zombaria do finale. Ou seja, há controvérsias.

Não a vejo como uma obra menor, mas como uma quase não-sinfonia.

O quinto Cd desta coleção traz a Sexta junto à Décima. São obras tão diferentes que optei por separá-las, obedecendo a ordem cronológica. Então, este arquivo ficou bem pequeno.

CD 5

SYMPHONY No.6 in B Minor, Op.54

1. Largo
2. Allegro
3. Presto

Recorded: September 15, 1967

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Étienne Henri (ou Nicholas) Méhul (1763 – 1817) – Aberturas

Parece que hoje é o dia das raridades… Vamos lá. Este Méhul é muito bom compositor. Ouçam! É autor do romantismo inicial e é tão interessante que nem francês parece ser. O cara compôs de tudo: sinfonias, óperas, aberturas, balés, sonatas para piano e obras para teatro. É claro que a Orquestra de Bretanha deve ter promovido um The Best of, porém este é muito satisfatório. Mais um para a galeria de raridades absolutas dos ouvintes-leitores do PQP. Agora, vocês podem dizer aos amigos que a música, na opinião de vocês, divide-se em A.M. e D.M. (antes e depois de Méhul…). Ninguém vai entender nada, mas talvez alguém lhes tome por supremamente eruditos, sei lá. Tentem.

Faixas:

1. Le trésor supposé: Overture
2. Le jeune Henri: Overture
3. Joseph: Overture
4. Ariodant: Overture
5. Mélidore et Phrosine: Overture
6. Horatius Coclès: Overture
7. Bion: Overture
8. Le jeune sage et le vieu fou: Overture
9. Les deux aveugles de Tolède: Overture

Orchestre de Bretagne
dir. Stefan Sanderling

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Giovanni Stefano Carbonelli (1690? – 1772) – Sonates pour violin et basse continue

(Ouvi este CD apenas uma vez.) Os discos da Alpha, vocês sabem, são quase sempre espetaculares. E eles matam a pau novamente com este desconhecido Carbonelli, do qual pouco se sabe mas que pode nos dar uma hora de esplêndida música. São várias peças escritas para instrumentos variados, havendo até coisas para um tipo qualquer de “guitar” e órgão. A última obra do disco é a melhor. Enjoy!

Algumas poucas coisinhas sobre o compositor: In 1719, young Giovanni Stefano Carbonelli arrived in London from Rome, where he was active, invited by the Duke of Rutland to enter his service. So little is known about Carbonelli’s life that we just have to make do with what we can imagine from his music and from the musical context in England at that time. He was probably born during the last decade of the seventeenth century. We know that he studied with Corelli and that like his most famous fellow students, Pietro Castrucci and Francesco Geminiani, he felt deawn to London and settled there. London at that time was astir with the resounding successes of Handel’s operas and boasted the very best of European misicians. So it is easy to imagine the pull of such a city for a young and adventurous musician(…)

A lista de faixas foi retirada de um site russo e, bem, é aquilo…

1 I. 0:02:26 Sonate X, Sol Mineur
2 II. 0:03:25 -“-
3 III. 0:02:12 -“-
4 IV. 0:02:35 -“-
5 I. 0:02:51 Sonate I, Re Majeur
6 II. 0:02:33 -“-
7 III. 0:01:56 -“-
8 IV. 0:01:56 -“-
9 I. 0:02:41 Sonate XII, Si Mineur
10 II. 0:03:35 -“-
11 III. 0:07:48 -“-
12 Prelude, Ayres Pour Guitare, (Nicola Matteis ? – Ap. 1685) 0:05:43
13 I. 0:02:12 Sonate VII, La Mineur
14 II. 0:02:44 -“-
15 III. 0:02:04 -“-
16 IV. 0:03:08 -“-
17 I. 0:04:24 Sonate VI, La Majeur
18 II. 0:02:31 -“-
19 III. 0:10:11 -“-

Hélène Schmitt, violon
Gaetano Nasillo, cello
Andrea Marchiol, harpsichord & organ
Karl-Ernst Schröder, guitar

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Mais um mano

Após exaustivas pesquisas históricas, descobrimos mais um caso de papai e, como sempre acontecia com ele, mais um filho. Não tinha jeito de ele aprender o coitus interruptus, bastante popular na época. Carl Dietrich Fritz Bach, também conhecido por C.D.F. Bach, resultou da ligação de nosso pai com a Condessa de Shortshot, amásia de Frederico II e personagem do Les Luthiers. O nome Dietrich foi uma homenagem ao tio Bux, claro.

Seu foco no P.Q.P. Bach será a música moderna, que sempre considerei injustamente desprezada por aqui, mas ele terá toda a liberdade dada aos outros, ainda mais sendo filho de uma Condessa e falso bastardo de um soberano iluminista.

Éramos quatro, agora somos outro Grupo dos Cinco.

J. S. Bach (1685-1750) – Outra Oferenda Musical, BWV 1079

Uns sustos aqui e ali, mas é muito boa a versão da Ensemble Sonnerie. Não lembro das outras versões que postei, porém posso dizer que esta é muito superior à de Karl Münchinger – a qual lembro ter postado recentemente -, por exemplo. Excelente escolha de instrumentos.

Johann Sebastian Bach – A Oferenda Musical

1. Ricercar A 3
2. Canon Perpetuus Super Thema Regium
3. Canones Diversi Super Thema Regium: Canon 1. a 2 (Cancrizans)
4. Canones Diversi Super Thema Regium: Canon 2. a 2 Violini In Unisono
5. Canones Diversi Super Thema Regium: Canon 3. a 2 Per Motum Contrarium
6. Canones Diversi Super Thema Regium: Canon 4. a 2 Per Augmentationem, Contrario Motu…
7. Canones Diversi Super Thema Regium: Canon 5. a 2 (Canon Circularis Per Tonos) ‘Ascendente…
8. Fuga Canonica In Epidiapente
9. III Ricercar a 6
10. Canon a 2. Quaerando Invenietis
11. Canon a 4
12. Son Sopr’il Soggetto Reale: Largo
13. Son Sopr’il Soggetto Reale: Allegro
14. Son Sopr’il Soggetto Reale: Andante
15. Son Sopr’il Soggetto Reale: Allegro
16. Canon Perpetuus
17. Ricercar a 6

Frances Eustace
Wilbert Hazelzet
Gary Cooper
Paul Goodwin
Pavlo Beznosiuk
Monica Huggett

Ensemble Sonnerie

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Alberto Ginastera (1916-1983) e Reinhold Glière (1875-1956) – Concertos para Harpa e Orq.

Forte candidato a pior compositor de todos os tempos, Glière talvez não satisfizesse nem aquela sua tia romântica que ouve música só para revirar os olhos. É tudo excessivo, anacrônico, mais parecendo uma antologia de lugares-comuns. A harpa se presta. Já o concerto de Ginastera é aceitável, porém, depois de todo o caminhão de ciclamato soviético despejado por Glière tudo virou uma m..da e não conseguia ver graça em nada. Ô, cedezinho ruim! A tal Coloratura acabou comigo!

Reinhold Glière (1875-1956)
1. Harp Concerto in E flat major, Op. 74: I. Moderato Rachel Masters 10:40
2. Harp Concerto in E flat major, Op. 74: II. Tema con variazioni Rachel Masters 11:06
3. Harp Concerto in E flat major, Op. 74: III. Allegro giocoso Rachel Masters 5:19

4. Coloratura Soprano Concerto, Op. 82: I. Andante Eileen Hulse 8:58
5. Coloratura Soprano Concerto, Op. 82: II. Allegro Eileen Hulse 5:06

Alberto Ginastera (1916-1983)
6. Harp Concerto, Op. 25: I. Allegro giusto Rachel Masters 8:56
7. Harp Concerto, Op. 25: II. Molto moderato Rachel Masters 6:52
8. Harp Concerto, Op. 25: III. Liberamente capriccioso – Vivace Rachel Masters 7:50

Rachel Masters (Harpa)
Eileen Hulse (Soprano-sereia)
London Sinfonia (Orchestra)
The City of London Sinfonia (Orchestra)
Richard Hickox (Conductor)


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Henry Purcell (1659-1695) – Songs and Dialogues

Maravilhoso CD da Hyperion com Emma Kirkby, David Thomas e Anthony Rooley. É um CD para interromper os estudos de FDP Bach para o concurso que ocorrerá daqui um mês. Não sei vocês sabem que FDP ama Kirkby e sua voz de anjo. Anjo? Anjo coisa nenhuma! Aqui ela canta amorosamente com Thomas e faz perguntas como “What can poor females do?”. Ora, Emma.

Como diz o comentarista da Grammophone, é um disco inocentemente sexy na sua forma mais charmosa (e completa, FDP: Kirkby can never sounded more celestial…). Acho lindas essas canções do grande Purcell, mas elas ficam só fazem sentido com as letras. Aí é que fica clara a genialidade do compositor inglês. Então, ou procurem-nas na rede ou adquiram o CD. Vale a pena.

A gravação é de 1982. Ela cantava ainda melhor do que em 2007, quando a vi em Buenos Aires? Acho que sim.

Henry Purcell (1659-1695) – Songs and Dialogues

1 In all our Cynthia’s shining sphere, song, Z. 496
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

2 Tell me why my charming fair (from “Prophetess”), duet for soprano & bass, Z. 627/35
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

3 As Amoret and Thirsis lay, song (from “The Old Bachelor”), Z. 607/11
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

4 For Iris and her swain (from “Amphitryon”), song, Z. 572/11
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

5 Go tell Amynta, song, Z. 489
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

6 Why, my Daphne, why complaining? (A Dialogue between Thirsis and Daphne), song for soprano, bass & continuo, Z. 525
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

7 What can we poor females do? song for soprano, bass & continuo, Z. 518
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

8 Hence, fond deceiver, song for soprano, bass & continuo, Z. 492
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

9 In some kind dream, song, Z. 497
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

10 What a sad fate is mine, song, Z. 428 (2 versions)
with David [bass] Thomas, Anthony Rooley

11 Lost is my quiet forever, song, Z. 502
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

12 Stript of their green our groves appear, song, Z. 444
with Emma Kirkby, Anthony Rooley

13 You say ‘tis love (from “King Arthur”), soprano aria, Z. 628/35a
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

14 King Arthur, or, The British Worthy, semi-opera, Z. 628 For love ev’ry creature is formed by his nature
with Emma Kirkby, David [bass] Thomas, Anthony Rooley

Emma Kirkby (soprano)
David Thomas (bass)
Anthony Rooley (alaúde)

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A crítica musical

Enviado gentilmente a nós pelo amigo Raul Boeira. Publicado no Digestivo Cultural em 10/04/2008.

É preciso entender de música para resenhar um disco? É anti-ético para um jornalista musical ser amigo de artistas? Criticar é sempre “falar mal”? Essas e outras muitas dúvidas foram esclarecidas no curso de Crítica Musical promovido pelo Espaço da Revista Cult, voltado para jornalistas e estudantes de comunicação. Foram recrutados profissionais do mais alto escalão para discutir, avaliar e (por quê não?) criticar essa área do jornalismo cultural.

Uma das melhores (e mais subjetivas) definições sobre a atividade de um crítico musical foi dada pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches, crítico da Folha de S. Paulo por 10 anos e hoje sub-editor de cultura da revista Carta Capital. “Um dia você se vê à frente de um rio com uma tina de roupa suja, um punhado de sabão e aí você vai descobrir que misturando esses ingredientes talvez a roupa fique limpa, talvez não. Pode até descobrir que se você cantar enquanto lava o tempo passe mais rápido”. A metáfora, apesar de ter sido definida por ele como “viagens na maionese”, representa muito bem o exercício de analisar uma obra musical. Não tem manual nem cartilha para esse profissional: é ao longo do tempo, pesquisando e conhecendo este universo que o jornalista encontra seu estilo e o caminho que vai percorrer.

Os jornalistas que deram início a esta atividade na imprensa brasileira foram Nelson Motta e Ezequiel Neves, nos anos 70. Segundo o crítico musical do jornal O Estado de S. Paulo, Jotabê Medeiros, a marca dessa geração era o grande envolvimento com os artistas e com o meio musical, que ia muito além da relação jornalista-artista. “Houve uma confusão de papéis nessa época. O crítico de música também produzia festivais, produzia artistas, às vezes tinha uma banda e não raro escrevia sobre o que fazia”, explica Jotabê. Nelson Motta compôs com Dori Caymmi, Lulu Santos, produziu vários artistas e eventos, como o Saquarema 76 e Hollywood Rock, enquanto também escrevia sobre música no jornal O Globo. Ezequiel Neves, por sua vez, foi produtor do Barão Vermelho e escrevia em revistas de música, como as extintas POP, Música e Som Três. “[Ezequiel] foi também um dos primeiros paradigmas de uma crítica de rock e pop essencialmente brasileira”, avalia.

Nos anos 80, os críticos mais influentes foram Pepe Escobar, Fernando Naporano e Alex Antunes que, ao contrário dos jornalistas da década passada, foram mais influenciados pelo que se fazia nas revistas americanas e inglesas. “A abordagem era agressiva, mas era necessária, pois foi uma época em que a indústria musical se formatava, com novas gravadoras se instalando no país. Então os jornais precisavam de profissionais para suprir essa demanda”, conta Jotabê.

Ao expor um pouco da biografia de cada crítico que teve uma atuação importante na história da música brasileira, Jotabê pôde também traçar o perfil da crítica musical atual. “Hoje você tem pouco tempo para decidir se gosta ou não de alguma coisa. Tem tido muito gossip, apesar das abordagens em bons blogs como o do Lúcio Ribeiro e do Alexandre Matias. Não sei se é a morte da crítica, mas hoje a existência dela está em xeque”, observa.

O pouco tempo que um crítico musical tem para ouvir novos álbuns e artistas, analisar e ainda escrever sobre o assunto é, de fato, um dos grandes problemas que o profissional encontra atualmente. Principalmente porque para escrever sobre música, é preciso se aprofundar, até para mostrar que tem um certo conhecimento sobre o assunto. “Para escrever sobre música, é preciso ter referências, saber que tipo de música o compositor ouve, o que ele quer dizer com a obra”, opina Sérgio Martins, crítico da revista Veja.

A aula com o jornalista foi baseada em uma seleção musical de dez álbuns de estilos bem variados, como Back to Black (Amy Winehouse), River: The Joni Letters (Herbie Hancock), Nashville Skyline (Bob Dylan) e outros artistas que não estavam na lista inicial, como Siba e a Fuloresta, Nelson Cavaquinho e Cat Power. A partir deste material, Sérgio promoveu com os alunos um debate sobre os diversos aspectos de cada estilo, gênero e artista. O exercício praticado na aula foi bem similar à atividade diária de um crítico musical: tentar encontrar referências, influências, originalidade, avaliar a interpretação, a dinâmica da canção e, por fim, dar o toque opinativo, contanto, é claro, que este seja fundamentado em todos os outros itens.

Outra questão importante, que muitas vezes passa despercebida por muitos leitores, é a associação entre o “criticar” e o “falar mal”. O assunto foi abordado por Pedro Alexandre, que assumiu ter sido “cruel” na época em que trabalhou na Folha de S. Paulo. “Lá eu falava mal mesmo. Aí cansei, entrei em crise. Quem sou eu para falar mal, julgar, condenar alguém assim?”, revela. Para ele, a crítica de jornal hoje é “fast-food”, pois informa pouco e acabam informando mais sobre “as coisas feias” de uma obra do que os aspectos “bonitos”. “O que me influencia a escrever atualmente é a emoção que determinada música causa em mim”, respondeu inspirado a um dos alunos do curso.

Fora do campo (minado) dos jornais diários e revistas semanais, há também a crítica feita por veículos voltados à música e cultura em geral, tais como a revista Bravo!, a própria Cult, a extinta Bizz e a Rolling Stone Brasil, lançada há pouco mais de um ano no mercado, entre outras que já vieram e não sobreviveram. Os editores da RS Brasil Pablo Miyazawa e Ademir Correa contribuíram também com o curso expondo aos participantes como foi a adaptação da revista para o Brasil e as diferenças editoriais entre as publicações internacionais e a publicação brasileira.

Ao contrário do que parece, a Rolling Stone não é uma revista de música ― ou só de música. Os editores a definem como uma revista de mercado, sobre cultura pop. De fato, a publicação tem textos sobre política, cinema, games e televisão. E apesar da extrema preocupação com a imagem, principalmente com a capa, é uma revista que aposta nos textos longos. “É um rompimento com a atitude derrotista das revistas que parecem um blog impresso. A gente faz texto longo e vê que as pessoas lêem sim!”, explica Ademar.

O curso trouxe também profissionais que têm uma relação direta com a crítica, mas não atuam como críticos, como o maestro Abel Rocha e a assessora de imprensa Mariana “Piky” Levy Candeias. Rocha, diretor artístico e regente titular da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo há 4 anos, deu aos alunos noções básicas sobre música erudita e mostrou alguns dos trabalhos da orquestra e suas experiências em misturar música clássica com popular. Piky expôs aos participantes algumas histórias inusitadas que viveu ao longo de sua carreira (já trabalhou na MTV e nas gravadoras Warner, Abril Music e Trama), tomando-as como exemplo de que o jogo de cintura é fundamental para ser um bom assessor de imprensa. Outro fator importante é a sinceridade do assessor, mesmo em situações que podem comprometer a publicação de uma matéria sobre o artista para quem trabalha. “Tem que criar uma relação de confiança com o repórter, senão você vira um mala, fica taxado e perde a credibilidade”, alerta.

Complementando as experiências e informações fornecidas pelos palestrantes, o músico, produtor musical e presidente da gravadora Trama, João Marcelo Bôscoli, fez um retrospecto sobre a evolução tecnológica das mídias (disco, CD, MP3), a mudança de interesses das gravadoras e, finalmente, sobre o declínio do império das majors com a internet e a possibilidade de se consumir música de graça. “O problema da indústria com o MP3 é que as gravadoras pensam que vendem o CD, o físico, o material. Mas se faz música em MP3, disco, pen drive…Não importa! Música é ar vibrando, não é tangível. Tudo isso é mídia, é apenas um suporte para a obra”, explica Bôscoli.

Entre brincadeiras e histórias pitorescas sobre grandes nomes da MPB, como a própria Elis Regina, sua mãe, Bôscoli também conversou com os alunos sobre produção musical, cuja atividade, para ele, não tem regra. “A produção se baseia na atmosfera do estúdio, é um mergulho dentro do sentimento das pessoas. No mais, qualquer metodologia é inútil”, opina. Por fim, falou um pouco sobre as atividades e novidades da Trama, que hoje conta mais cerca de 56 mil bandas cadastradas em seu portal.

Entrevistas
O momento mais esperado do curso pela maioria dos alunos, creio eu, foi a chegada de Sérgio Dias e Zeca Baleiro para uma entrevista coletiva na Cult. Ministrados pelo jornalista Filipe Luna, editor da revista Cult, os músicos contaram histórias, falaram sobre trabalhos antigos, futuros projetos e, claro, comentaram a relação deles com a crítica musical. Ambos os músicos já viveram maus momentos por conta do julgamento de suas músicas. Na opinião de Zeca, falta boa vontade e preparo dos jornalistas. “Rola um deslumbramento com as bandas gringas, parece que não se interessam pela música brasileira”, critica. Sérgio concorda e é ainda mais radical: acredita que para ser um bom crítico musical, tem que ser um bom músico também.

O mutante comentou ainda sobre o processo de criação do grupo e afirmou que não havia nada pré-determinado ou alguma intenção de passar mensagens, nada disso. “Não existiu nada pré-pensado na banda. Se a gente fosse pensar tudo aquilo, em fazer algo revolucionário, nada do que foi feito teria acontecido”, conta. Algo que deixa os alunos inquietos é o fato de não haver mais movimentos musicais ou algo “revolucionário” na atual geração, o que para Sérgio só se explica de um jeito: “AI-6”. “Vivemos o AI-6, é a maneira mais eficiente de calar a boca dos outros: o medo. Na minha época, tínhamos medo da polícia, do governo e hoje temos medo de tudo! Vocês são produto de uma devastação cultural”, protesta.

Na coletiva de Zeca Baleiro, o assunto que mais gerou discussões foi a internet. Ele acredita que disponibilizar suas músicas em um site é uma forma de demonstrar respeito com o público. “A internet não pode ser vista como uma inimiga. A vida do CD está realmente comprometida, mas ainda temos que contemplar as duas rotas: quem gosta da estética do álbum e quem prefere baixar uma música de graça. Mas todas as saídas que vejo para este momento do mercado estão na internet”, conclui. O assunto, aliás, foi o que dominou boa parte do curso, seja por conta das facilidades de acesso à música quanto à informação ― e tudo o que a revolução digital tem promovido, alterado e transformado na crítica musical.

Débora Costa e Silva
São Paulo, 10/4/2008

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Integral das Sinfonias – Sinf. Nro. 4 (CD 4 de 11)

Shostakovich estrearia esta obra em 1936, mas, após 10 ensaios e de ouvir muitos conselhos, cancelou a apresentação para não dar oportunidade à crítica oficial de qualificá-la como “formalista”. Eram os tempos difíceis do stalinismo. Ademais, Shosta sempre esteve descontente com o terceiro e último movimento… Engavetada, a partitura perdeu-se durante a guerra. Em 1946, Mítia reescreveu-a a partir de uma redução para dois pianos. Mas, mesmo assimm ela só foi estreada quando o clima melhorou, em 1961, sob a regência de seu amigo Kiríll Kondrashin.

Escrita para um orquestra monstruosa – seis flautas, quatro oboés, oito clarinetes, sete percussionistas e QUATORZE CONTRABAIXOS – é uma talvez a sinfonia mais complexa de Shosta. Tem somente 3 movimentos, tendo no centro um scherzo mahleriano com dois imensos movimentos externos.

É uma sinfonia inteiramente mahleriana: o uso camarístico de uma orquestra enorme, o grotesco, o encadeamento de temas, tudo lembra Mahler. O tema do scherzo remete-nos direto à Sinfonia Ressurreição.

Ela possui tem a tragédia que vivia a União Soviética em seu cerne: parece um retrato da mais completa e infernal desesperança ou da morte. Nesta perspectiva, não é nada estranho que John Neschling a tenha utilizado no programa de 20 de outubro de 2005, data dos 30 anos da morte de Vladimir Herzog.

Alguns a consideram música hesitante e de má qualidade. Olha, o último movimento realmente é desinteressante – exceção feita a seu final deslumbrante -, porém o restante está muito, mas muito longe disso. Diria que os dois extraordinários primeiros movimentos não merecem o terceiro. Apenas isso. Por que Shosta não escreveu outro ou o suprimiu?

CD 4

DMITRI SHOSTAKOVICH – SYMPHONY No.4

1. Allegro poco moderato
2. Moderato con moto
3. Largo. Allegro

Recorded in 1962
Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin, Conductor
Total time 60:02

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Variações sobre uma Valsa de Diabelli

Postamos aqui, em versão CD, a respeitabilíssima gravação que o Príncipe Salinas possui em DVD. É um espanto e só perde mesmo para a versão de Pollini… Brincadeira, claro! Mas é verdade! É minha opinião! Vou lutar por ela! HAHAHAHA! Tenho mais de 50 anos e sei quão produtivas são essas briguinhas. Mas discutir e provocar é bom, né Príncipe? Concordo. As Diabelli são do período final e mais perfeito e maravilhoso de nosso Ludwig van: o dos indispensáveis quartetos, das primordiais últimas sonatas e da capital Nona Sinfonia. Se amanhã, lá pelas 10 da noite, não tivermos 100 downloads, desisto do blog. Um dia, posto o Pollini endiabrado das Diabelli. Por ora, fiquem com o pianista mais futuroso em atividade.

Note bem, Príncipe, Anderszewski nasceu em 4 de abril de 1969. 4 de abril é o dia de aniversário do Sport Club Internacional e 1969, o ano da inauguração do Beira-rio, onde o São Paulo morreu em 2006. Note bem, Príncipe, é um sinal…

Ludwig van Beethoven – Diabelli Variations

1. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Tema: Vivace 0:54
2. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation I: Alla marcia maestoso 1:53
3. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation II: Poco allegro 0:54
4. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation III: L’istesso tempo 1:33
5. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation IV: Un poco più vivace 1:02
6. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation V: Allegro vivace 0:59
7. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation VI: Allegro, ma non troppo 1:56
8. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation VII: Un poco più allegro 1:14
9. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation VIII: Poco Vivace 1:30
10. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation IX: Allegro pesante e risoluto 1:48
11. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation X: Presto 0:40
12. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XI: Allegretto 1:28
13. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XII: Un poco più mosso 0:59
14. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation XIII: Vivace 1:05
15. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XIV: Grave e maestoso 6:20
16. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XV: Presto scherzando 0:38
17. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XVI: Allegro 0:59
18. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation XVII: Allegro 1:03
19. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation XVIII: Moderato 2:18
20. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XIX: Presto 1:02
21. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XX: Andante 2:56
22. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XXI: Allegro con brio 1:35
23. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxii: Molto Allegro (Alla ‘Notte E Giorno Faticar’ Di Mozart) 0:52
24. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxiii: Assai Allegro 0:52
25. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxiv: Fughetta. Andante 3:45
26. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XXV: Allegro 0:48
27. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxvi: Allegro 1:06
28. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxvii: Vivace 1:03
29. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxviii: Allegro 1:02
30. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxix: Adagio, Ma Non Troppo 1:18
31. 33 Variations on a Waltz in C major by Diabelli Op.120: Variation XXX: Andante, sempre cantabile 3:13
32. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxxi: Largo, Molto Espressivo 6:33
33. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxxii: Fuga. Allegro 3:43
34. 33 Variations On A Waltz In C Major By Diabelli Op.120: Variation Xxxiii: Tempo Di Menuetto, Moderato (Ma Non Tirarsi Dietro) 3:52

Piotr Anderszewski, piano


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