Arvo Pärt (1935-) – Tabula Rasa, Colagem sobre Bach e Sinfonia Nº3

Arto Pärt é um estoniano — talvez seja o único vivente nascido na Estônia que eu tenha ouvido falar — que compõe uma obra muito ligada ao passado. Não gosto muito de suas composições, algumas hipnoticamente repetitivas, outras sem movimento algum, feitas só de harmonias. Questão de gosto. Pärt, assim como Reich, devem muito de sua fama a Manfred Eicher, dono da gravadora ECM, que começou a divulgá-los nos anos 70 e 80. Pärt naturalizou-se austríaco e hoje vive em Berlim.

Temos aqui a obra mais famosa de Pärt, Tabula Rasa, que já foi pedida e repedida por nossos visitantes-ouvintes. É bonita e interessante. Desta forma, neste sonolento sábado de manhã, reabrimos nosso SAC, o qual já está fechado para que vocês não se acostumem…

Arvo PART: Tabula Rasa / Symphony No. 3

Tabula Rasa
1. Ludus 00:09:50
2. Silentium 00:14:42

Collage uber Bach
3. Toccata 00:02:47
4. Sarabande 00:03:08
5. Ricercare 00:01:44

Symphony No. 3
6. First Movement 00:06:29
7. Second Movement 00:06:10
8. Third Movement 00:07:43

Lesley Hatfield, violin
Rebecca Hirsch, violin
Ulster Orchestra
Takuo Yuasa, Conductor

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5 comments / Add your comment below

  1. Matéria da capa da revista Gramophone deste mês , com os grandes musicos clássicos modernos , dentre eles Arvo Pärt, mostrando porque o Blog do pessoal aqui é o melhor do Brasil e além do mais visionário.
    Golijov, Part , Reich…..PQP vocês estão em dívida com o argentino Golijov que tem uma PX S.Marcos muito elogiada e com a brasileira cantora,arranjadora e violonista Luciana de Souza no elenco.
    PQP tem preconceitos contra argentinos? rsrsr…eu não; cheguei até a torcer para um deles no Maracanã estes dias….pena que não deu.

  2. Caro PQP,
    penso ser discutível o facto de “Tabula Rasa” ser a mais famosa obra de Pärt. Contra-exemplos disso mesmo poderão ser a peça “Fratres”. Provavelmente o CD mais vendido de Pärt é o “Tabula Rasa” da ECM que, além da peça do mesmo nome, tem duas versões de Fratres (Uma com Kremer ao violino e Keith Jarret ao piano e a outra com os 12 violoncelistas da Filarmónica de Berlim). Pelo meio, nesse CD, há o belíssimo e hipnotizante “Cantus in memory of Benjamin Britten”. Pessoalmente não gosto do CD aqui postado. Questão de gosto. (risos)
    A obra mais ligada ao passado é, definitivamente, a coral, com muito da época medieval e renascentista. Em casos, lembrei-me de Palestrina ou Tallis.
    Para quem não gostar de repetição, o álbum “Alina” não é recomendado. Para os restantes, poderá ser um deleite.
    Acima de tudo, fico grato por ver aqui Pärt.

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