Franghiz Ali-Zadeh (1947) – Mugam Sayagi

Ah tá, vocês vão querer me dizer que aguardavam a postagem do maior compositor do Azerbaijão no PQP Bach. Sim, agora lembro dos vários pedidos recebidos:

– Pequepêzinho, posta o Borat, quero dizer, o Ali-Zadeh para nós?

Pois peguei vocês! Não é O Franghiz Ali-Zadeh e sim A Franghiz Ali-Zadeh. Sim, a woman! Franghiz Ali-Zadeh (nascida em 1947) é uma compositora e pianista azerbaijana que vive atualmente na Alemanha. Ela é conhecida por combinar a música tradicional do Azerbaijão, o mugam, com técnicas da música ocidental, especialmente de Arnold Schönberg. Seus trabalhos fazem enorme sucesso na região Borat.

O nome deste CD significa “no estilo do mugam”. O mugam é uma incrivelmente sofisticada e emocionada forma de música e poesia. Sons de pingos d`água abrem a maravilhosa Oasis. A compositora toca piano no Quinteto Apsheron, cujo segundo movimento é sensacional. Music for Piano é uma música para piano, dã. Para finalizar, Mugam Sayagi, um quarteto de cordas que incorpora sintetizador e percussões exóticas locais. É uma obra estupenda. Vale várias audições.

Excelente!

Para variar, este CD é um rebento do mais importante quarteto de cordas de nosso tempo, o KRONOS QUARTET. Ótima qualidade de som.

Franghiz Ali-Zadeh (1947) – Mugam Sayagi

1. Oasis (1998) 13:19

2. Apsheron Quintet (2001) I. Tactile Time 11:27
3. Apsheron Quintet (2001) II. Reverse Time 7:23

4. Music for Piano (1989/1997) 7:32

5. Mugam Sayagi (1993) 21:20

Franghiz Ali-Zadeh
Scott Fraser
Kronos Quartet

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4 comments / Add your comment below

  1. Vou começar dizendo ao 21º que bastaria esta postagem extraordinária que acabamos de ouvir para revigorar qualquer um e a colocar os “mal dizentes” (nem sei o que disseram, mas o que disseram não tem valor) em silêncio. É muito bom o que vocês fazem!!!! Parabéns

    E agora?
    Uma compositora!!!
    Nascida em 1947!!!
    Pianista das mais refinadas!!!
    Capaz de nos levar não apenas ao Azzerbaijão e sim a um mundo de sons que mexe com timbres de extrema e sutil riqueza, com jogos incrívelmente expressivos de intensidades, com repetições sistemáticas de fórmulas rítimicas envolvidas por uma diversidade de instrumentação capaz de transformar um QUARTETO em um numeroso naipe de sonhos…
    Não da para comentar…
    Da apenas para ouvir e maravilhar-se…
    Precisamos ouvir e maravilharmo-nos com o que uma musicista é capaz de fazer com os sons e com as sonoridades quando ela (ou ele) é capaz de os dominar. …e tudo isto criando o novo… …e tudo isto fazendo ARTE de um nível incrivelmente refinado, cheia de contrastes que não se chocam nem se anulam e sim reforçam o poder expressivo uns dos outros…
    ………acho que em um de meus comentários passados cometi um erro grosseiro… …disse que havia uma certa discriminação contra as instrumentistas (mulheres) pois, só se apontavam nomes de instrumentistas (homens) e, a guiza de justificativa escrevi que no caso de compositores isto até que poderia justificar-se…
    Não!!!
    Não pode!!!
    Eis ai uma compositora de primeiríssimo time!!! …e como ela, devem existir diversas!!! Apenas, permanecem meio escondidas neste mundo tão frenético.
    Apenas para lembrar-me que não me esqueci: o Quarteto é extraordinários e está em nível idêntico ao da Compositora, que por sua vez está em nível idêntico a ela mesma como pianista e a todos os demais que integram-se em conjuntos irretocáveis.
    É… …não da para comentar…
    Só é possível ouvir e extasiar-se com o que nos é dado contemplar…

  2. Caros amigos!

    …ouvi as obras uma única vez… …a impressão não se devanece…
    …mesmo assim não consigo ficar sem dizer mais nada, pois, sinto uma espécie de temor de que aquelas gotas orvalhadas de sonoridades refrescantes não existam e que, simplesmente, eu acorde de um belo sonho que nunca existiu… de verdade… …estou sem coragem de ouvir novamente, temendo que o encantamento se desfaça.
    Aquela prece tristemente máscula do violoncelo… …suas súbitas fúrias, arranhando do talão para, pouco depois, sem pedir licença, juntar-se às suaves, quase infantis, vozes de um “coro instrumental celeste” que se envolve, suave e docemente, a aspergir candura e beleza na fundo da própria alma… ….será que eu apenas sonhei que ouvi o que eu ouvi?.. ….de qualquer forma… …pelo menos foi o que sonhei… …e, caros amigos… …como é bom libertar-se da tirania da tonalidade… Bem… …um grande abraço a todos e parabéns aos seres humanos que são capazes de chegar tão próximo da perfeição…
    Edson

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