Faltam apenas dois dias para começar o maior espetáculo da Terra, palpites à parte, o que interessa aqui é a música, e com essa postagem quero revelar o meu interesse pela música marcial e solene das nações. Nesta seleção, feita especialmente para essa copa, temos representados alguns dos mais belos hinos nacionais já compostos. Infelizmente muitos outros não puderam fazer parte desta lista; esses ficarão para uma outra oportunidade. Aqui, tomei a iniciativa de selecionar os hinos de todos os países que farão parte da Copa do Mundo de 2010. Retirados de uma caixa com 8 cds, lançada em 2005, intitulada “The Complete National Anthems of the World”, todos são muito bem interpretados pela Slovak Radio Symphony Orchestra na regência de Peter Breiner. Não vou destacar nenhuma melodia, ouçam e tirem suas próprias conclusões.
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Copa do Mundo: África do Sul 2010 – Hinos dos Países
Grupo A
South Africa
“National anthem of South Africa”
Enoch Sontonga and Reverend ML de Villiers
Mexico
“Himno Nacional Mexicano” (“Mexican National Anthem”)
Jaime Nunó
Uruguay
“Himno Nacional” (“National Anthem”)
Francisco José Debali
France
“La Marseillaise” (“The Song of Marseille”)
Claude Joseph Rouget de Lisle
Grupo B
Argentina
“Himno Nacional Argentino” (“Argentine National Anthem”)
Blas Parera
Nigeria
“Arise O Compatriots, Nigeria’s Call Obey”
Nigerian Police Band, under the directorship of B. E. Odiase
South Korea
“Aegukga” (“The Patriotic Song”) (unofficial)
Ahn Eak-tae
Greece
“Ýmnos eis tīn Eleutherían” (“Hymn to Liberty”)
Nikolaos Mantzaros
Grupo C
England
“God Save the Queen” or King
Unknown
United States
“The Star-Spangled Banner”
John Stafford Smith
Algeria
“Kassaman” (“We Pledge”)
Mohamed Fawzi
Slovenia
“Zdravljica”(7th stanza) (“A Toast”)
Stanko Premrl
Grupo D
Germany
“Das Deutschlandlied” (3rd stanza) (“The Germany Song”)
Joseph Haydn
Australia
“Advance Australia Fair”
Peter Dodds McCormick
Serbia
“Bože pravde” (“God of Justice”)
Davorin Jenko
Ghana
“God Bless Our Homeland Ghana”
Philip Gbeho
Grupo E
Netherlands
“Het Wilhelmus” (“The William”)
Adrianus Valerius
Denmark National
“Der er et yndigt land” (“There is a Lovely Country”)
Hans Ernst Krøyer
Denmark Royal
Kongesangen (“The King’s Anthem”)
Unknown
Japan
“Kimi ga Yo” (“May Your Reign Last Forever”)
Traditional melody of the Meiji period
Cameroon
“O Cameroun, Berceau de nos Ancêtres” (“O Cameroon, Cradle of Our Forefathers”)
René Djam Afame
Grupo F
Italy
“Il Canto degli Italiani” (“The Song of the Italians”)
Michele Novaro
Paraguay
“Paraguayos, República o Muerte” (“Paraguayans, the Republic or Death”)
Françoice Dupuis, and Remberto Giménez
New Zealand
“God Defend New Zealand”
John Joseph Woods
Slovakia
“Nad Tatrou sa blýska” (“Lighting Over the Tatras”)
Folk tune
Grupo G
Brazil
“Hino Nacional Brasileiro” (“Brazilian National Anthem”)
Francisco Manuel da Silva
North Korea
“Aegukka” (“The Patriotic Song”)
Kim Wŏn’gyun
Côte d’Ivoire
“L’Abidjanaise” (“Song of Abidjan”)
Pierre Marie Coty and Pierre Michel Pango
Portugal
“A Portuguesa” (“The Portuguese Song”)
Alfredo Keil
Grupo H
Spain
“La Marcha Real” (“The Royal March”)
Unknown
Switzerland
“Schweizerpsalm” (“Swiss Psalm”)
Alberich Zwyssig
Honduras
“Himno Nacional de Honduras” (“National Anthem of Honduras”)
Carlos Hartling
Chile
“Himno Nacional de Chile” (“National Anthem of Chile”)
Ramón Carnicer
Slovak Radio Symphony Orchestra, Peter Breiner
Marcelo Stravinsky
Se passássemos o olhar pelas biografias, comentários, críticas ou estudos sobre músicos e suas obras, veríamos com surpresa como a palavra “gênio” e seus derivados inundam uma boa parte desses escritos, disseminados com uma generosidade completamente injustificada na maior parte dos casos. Adjetivar assim é uma mania utilizada em excesso, chegando às raias do louvor exagerado, fastidioso e, o que é pior, injustificável. A genialidade, infelizmente, é um dom que raramente faz parte da produção humana de ideias, na arte em geral e deveria guardar-se para aqueles escassos seres humanos que realmente a merecem. Se fizéssemos um inventário das personagens que habitam a história da música, veríamos que, dentre os milhares de bons músicos, compositores e intérpretes, muitos realizam um trabalho meritório, de qualidade, de expressão mais ou menos clara das ideias que expõem ou interpretam na escrita ou na leitura, e que por vezes atingem elevadas formas de expressão, mas são muito poucos, dia mesmo raros, os que transmitem uma visão pessoal, um ideal próprio e, na interpretação, uma compreensão que vai além do que está escrito, sendo capazes de revelar o que subsiste diante da quase sempre insuficiente forma de expressão desses sentimentos. Há que considerar que a interpretação da música é uma forma de criação nada fácil, e que, quando é somente leitura e não existe uma personalidade na maneira de pôr em foco, de transmitir, a música que lemos, a criatividade está ausente e não damos à interpretação toda a profundidade que existe em uma ideia musical, pequena ou grande, e porque na criação pura, a composição, também existe maior diversidade de categorias e que nessa diversidade o título de gênio, genial etc. pode e deve aplicar-se com cuidado.






Quando eu era jovem, era o maior e mais chato dos puristas. Um CD estimulante, inteligente e divertido como este passaria ao largo e eu talvez eu nem desconfiasse de sua existência. Mas a idade, se nos faz perder a maioria das coisas, dá-nos outras às quais não consideramos importantes, mas que, enfim, torna-nos mais tolerantes e sábios. Temos aqui o saxofonista e flautista Mário Sève, membro dos grupos Nó em Pingo d`Água e Aquarela Brasileira e o grande cravista Marcelo Fagerlande. Eles fazem uma curiosa e genial união do mestre da polifonia, meu pai, e do compositor e improvisador que fundou a segunda voz — improvisada ou não — na música popular brasileira. Este é um trabalho gravado em 1998 e lançado em 2001 que você deveria conhecer. Trata-se de um divertimento na melhor e mais gloriosa acepção do termo.
Qual teria sido a inspiração de Mozart para compor suas três últimas sinfonias? Apesar de quase dois séculos de sérias pesquisas e da criação de várias histórias de ficção (inclusive a peça e o filme Amadeus, de grande sucesso), os últimos anos da vida de Mozart permanecem envoltos em mistério. Persistem muitas questões acerca de sua morte, das circunstâncias financeiras e de seu casamento, mas nada disso é mais intrigante do que o aparecimento de sua famosa “trilogia final” – Sinfonia Nº 39, 40 e 41 – após seis semanas de febril criação, no verão de 1788.