Estreada em 1952, a sétima e última sinfonia de Prokofiev é um retorno a uma linguagem mais simples, em parte devido à imposição do regime stalinista – ao contrário de Shostakovich, ele não viu a morte de Stalin, aliás o compositor e o ditador morreram no mesmo dia de 1953! – e lembra, então, um pouco a Sinfonia nº 1 “Clássica” de Prokofiev. Porém, bem mais longa do que a 1ª e demandando mais das orquestras, ela é menos ouvida hoje em dia… até porque a “Clássica” com seus 15 minutinhos serve frequentemente como tapa-buraco de programações orquestrais.
Aqui neste álbum, então, nada de tapa-buracos e nenhuma peça que serve de bis: são duas sinfonias que é preciso ouvir com calma para entrarmos na lógica de cada uma. E Vladimir Ashkenazy parece ser uma das pessoas mais bem informadas sobre a lógica de Prokofiev. Como pianista, ele já vinha gravando os concertos e sonatas do compositor desde a década de 1960 (aqui ao vivo com o genial G. Rozhdestvensky). Como regente, provavelmente já tinha Prokofiev em seu repertório há uns bons anos quando gravou essas duas sinfonias nos EUA. Preciso admitir que as gravações de Chopin por Ashkenazy me parecem frequentemente banais, sem sal nem pimenta, mas nas obras do Serguei o maestro (hoje aposentado) garantia mais emoções.
Serguei Prokofiev (1891-1953):
Sinfonia nº 6, em mi bemol maior (1947)
Sinfonia nº 7, em dó sustenido menor (1952)
The Cleveland Orchestra, Vladimir Ashkenazy

Pleyel