The Image of Melancholy Barokksolistene Bjarte Eike
Barokksolistene, fundado e liderado pelo violinista e diretor artístico norueguês Bjarte Eike, é um conjunto barroco que “traz os ritmos puros da música folclórica escandinava para … o mais puro barroco” [Financial Times].
“The Image of Melancholy” é um dos primeiros grandes discos do grupo, foi lançado pelo selo BIS e explora o uso da melancolia na música ao longo dos séculos.No mesmo mês, em que foi lançado, ganhou o “International Recording of the Year” do Danish P2 Prisen Award.
Bjarte Eike e Barokksolistene estão localizados na Noruega e se estabeleceram em 2005. Eles são muito gratos por receber apoio do governo via Kulturraind e a comunidade da Noruega como orgulhosos embaixadores da cultura norueguesa.
Bjarte Eike (Noruega, 1972 -) 01. Savn – a tune for Signe
Anthony Holborne (Inglaterra, c1545 – 1602) 02. Image of melancholy
John Dowland (Inglaterra, 1563 – 1626) 03. Book of Songs, Book 2: Sorrow, stay, lend true repentant tears
Jørgen Nyrønning (Noruega, atual) 04. Bjørnsons bruremarsj
Anthony Holborne (Inglaterra, c1545 – 1602) 05. Wanton
Tradicional, Noruega 06. Gjendines bådnlåt
Ebba Rydqvist Ryan (Suécia, atual) 07. Mystery (Rosary) Sonata No. 9, “Jesus Carries the Cross”: I. Sonata
Dietrich Buxtehude (Suécia, 1637 – Free City of Lübeck, 1707) 08. Fried- und Freudenreiche Hinfahrt, BuxWV 76: II. Klag-Lied
Anthony Holborne (Inglaterra, c1545 – 1602) 09. Muy linda
Tradicional croata. Voz por Milos Valent 10. Joj Mati (Oh, mother, dear mother)
Traditional Swedish wedding march 11. Evertsbergs gamla brudmarscharr, arr. Bjarte Eike
Berit Norbakken Solset (Noruega, 1977 – ) 12. Bånsull
Anthony Holborne (Inglaterra, c1545 – 1602) 13. Last will and testament
Ruaidri Dáll Ó Catháin (Irlanda, c1570-c1650) 14. Tabhair dom do lamh (Give me your hand)
John Dowland (Inglaterra, 1563 – 1626) 15. Flow, my tears / Lachrimae antiquae
Jon Balke (Noruega, 1955 – ) 16. Introducing Susanne
Johann Sommer (Alemanha, 1542 – Roménia, 1574) 17. Devising Susanne
John Dowland (Inglaterra, 1563 – 1626) 18. Gaillard ‘Susanna’
William Byrd (England, 1540 – 1623) 19. Ye sacred muses
Niel Gow (Escócia, 1727 – 1807) 20. Niel Gow’s lament for the death of his second wife, arr. Bjarte Eike
The Image of Melancholy – 2014 – Bjarte Eike – violin/director
Milos Valent – viola/vocal
Kanerva Juutilainen – violin
Judith-Maria Blomsterberg – cello
Thomas Pitt – cello
Fredrik Bock – guitar/lute
Hans Knut Sveen – organ
Mattias Frostenson – bass
Sei, há Beethoven, Mozart, Bruckner, Mahler e Shostakovich, mas, em minha humilde opinião, esta sinfonia é a melhor que conheço. Brahms era visto como o sucessor de Beethoven e estava muito preocupado em ser digno da tradição sinfônica do mestre. Tão preocupado estava que preparou sua primeira sinfonia ao longo de mais de 20 anos. Sua composição iniciou-se em 1854 e sua finalização só ocorreu em 1876.
O maestro Hans von Bülow apelidou-a de “A Décima de Beethoven”, o que é apenas uma frase de efeito. Não pretendo desconsiderar que há uma citação da Nona de Beethoven no último movimento, porém os fatos obrigam-me a encarar isto como uma demonstração de gratidão a seu antecessor, ao qual tanto devia – ou, corrigindo, ao qual tanto devemos… Depois de anos e anos como ouvinte, afirmo tranquilamente que, até mais do Beethoven, o que há aqui é Schumann, principalmente na forma inteligente como foram desenvolvidos os elos entre os movimentos que parecem brotar logicamente um do outro. No mais, a Primeira de Brahms é uma derivação autêntica, exclusiva e original do estilo empregado por Brahms em sua música de câmara. Ademais, Brahms – que estreou sua sinfonia quarenta e nove anos após a morte de Beethoven – aborda o gênero de forma diversa, dando, por exemplo, extremo cuidado à orquestração e chegando a verdadeiros achados no segundo movimento e na introdução ao tema do último tema: aquele esplêndido solo de trompa, seguido da flauta e do arrepiante trio de trombones. Tais cuidados orquestrais evidentemente não revelam um compositor maior que Beethoven, apenas revelam que o tempo tinha passado, que Brahms já tivera contato com as orquestrações de Rimsky-Korsakov, Berlioz, Wagner, Liszt (os dois últimos eram seus inimigos), que Mahler tinha 16 anos de idade e que a Sinfonia Titã estaria pronta dali a 12 anos…
Seria idiotice dizer que tenho certeza de que tudo o que ouço nesta sinfonia está realmente lá? É que em minha opinião, Brahms resolveu apresentar nela todas as suas armas como compositor. A solidez da intrincada estrutura do primeiro movimento (Un poco sostenuto – Allegro) vem diretamente de alguns outros notáveis “primeiros movimentos” de sua música de câmara. Sua complicada estrutura rítmica e aparente rispidez causa certo desconforto a ouvintes mais acostumados a gentilezas. Sua estrutura não é nada beethoveniana, os temas são mostrados logo de cara, sem as lentas introduções de nosso homem de Bonn e nada de motivos curtos e afirmativos. Afinal, estamos ouvindo nosso homem de Hamburgo! Se o primeiro movimento demonstra toda a maestria do compositor ao lidar com diversas vozes e linhas rítmicas, o próximo é um arrebatador andante (Andante sostenuto) que parece pretender mostrar “vejam bem: além daquilo que ouviram, eu também faço melodias sublimes”. A melodia levada pelo primeiro violino ao final do andante é belíssima e inesquecível. O terceiro movimento (Un poco Allegretto e grazioso) nos diz que “além daquilo que ouviram, eu também faço scherzi divertidíssimos, viram?”. Claro que não chegamos à alegria demonstrada nos scherzi de Bruckner, porém, para um sujeito contido como foi Brahms, a terceira parte da sinfonia chega a ser uma galinhagem.
O último movimento é um capítulo à parte. É a música perfeita. Há a já citada introdução de trompas e trombones, mas há principalmente um dos mais belos temas já compostos. Meus livros estão dentro de caixas esperando por uma mudança e não posso conferir o que direi a seguir: no livro Doutor Fausto, de Thomas Mann, o personagem principal Adrian Leverkühn vende sua alma ao demônio em troca da glória e da imortalidade como compositor. Feito o negócio – no mais belo capítulo já escrito: o diálogo entre Adrian e o Demônio, que deverá estar figurando como papel de parede no lavabo de minha nova casa -, Adrian vai compor e… bem, ele acaba escrevendo uma peça muito parecida com o tema a que me refiro e a abandona. Seria este um sinal de Mann, indicando que seu personagem partiria do ponto mais alto existente para a construção de uma obra estupefaciente? Creio que sim, creio que sim. Mas, sabem?, não vou gastar meu latim descrevendo o tema que aparece aos 5 minutos do último movimento da sinfonia para ser transformado e retorcido até seu final.
Afinal, ele está aqui. A sinfonia completa está. Há versões melhores do que esta, mas o registro de Haitink é ótimo. Abbado — com uma abordagem de rispidez muito mais prussiana do que Karajan, em minha opinião por demais respeitoso – , Bernstein — que a aborda com o mais desbragado romantismo — são os campeões, em minha opinião. Os registros de Böhm e de, surpresa!, Riccardo Muti também não são nada desprezíveis.
Não é música para diletantes leigos como eu. Como a ouço há anos, posso avaliar como deve ser difícil equilibrar a rigidez formal e a imaginação melódica de uma sinfonia de orquestração complexa e que – inteiramente dentro da tradição de contrastes das sinfonias – parece pretender abarcar o mundo, mostrando-se ora imponente, ora delicada; ora jocosa, ora séria.
Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica
1. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: I. Un poco sostenuto – Allegro 13:42
2. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: II. Andante sostenuto 8:38
3. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: III. Un poco allegretto e grazioso 4:43
4. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: IV. Adagio – Allegro non troppo ma con brio 17:17
Estes dias o compadre Vassily deixou todo mundo boquiaberto ao comentar que um dia recebeu um email do pianista Murray Perahia, querendo informações sobre o grande Antônio Guedes Barbosa, que Vassily está concedendo a graça de ressuscitar para nossos ouvidos aqui no blog.
Pois bem: desde aquele dia não parei de pensar que a única postagem que o Monge Ranulfus fez envolvendo Murray Perahia estava fora do ar há muito tempo – e que, uma vez a tenham conhecido, xs senhorxs hão de convir que isso foi um grave pecado de sua parte!
Assim, o monge resolveu aproveitar o domingo para se penitenciar, mesmo se um tanto pela metade, pois no momento pode apenas revalidar o link, e não acrescentar à postagem um texto decente – o mesmo que, coincidentemente, aconteceu há mais de cinco anos, quando da postagem original. Mas pra não dizer que não falei das obras, vamos lá: duas ou três palavras:
Tanto as Variações do 3º quanto a Sonata do 4º Grande B existem também em versões com orquestra (no caso de Bartók, na forma do Concerto para 2 pianos e orquestra, de 1940), mas foram compostas originalmente na forma para dois pianos que se ouve aqui.
As variações de Brahms são tradicionalmente ditas “sobre um tema de Haydn”, mas não é preciso ouvir mais que um compasso para perceber que essa atribuição deve ser questionada, como de fato tem sido. O tema também é referido como “Hino de Santo Antônio”, e com ele as variações – as quais foram estreadas pelo próprio Brahms e por Clara Schumann (quem mais?) numa audição privada em Bonn, em 1873.
E agora, Brahms & Bartók por Solti & Perahia ficam com vocês!
Béla Bartók: Sonata para 2 pianos & percussão (1937)
01 I Assai lento 12:50
02 II Lento ma non troppo 06:27
03 III Allegro non troppo 06:37
Johannes Brahms: Variações sobre um tema de Joseph Haydn
(‘Chorale Sankt Antoni’) para 2 pianos, op.56b (1873)
04 Thema: Chorale St. Antoni: Andante
05 Var.1 Andante con motto
06 Var.2 Vivace
07 Var.3 Con motto
08 Var.4 Andante
09 Var.5 Poco presto
10 Var.6 Vivace
11 Var.7 Grazioso
12 Var.8 Poco presto
13 Finale: Andante
Murray Perahia e Sir Georg Solti, pianos David Corkhill e Evelyn Glennie, percussão
Gravado na Inglaterra em 1987
Por algum motivo inexplicável esta gravação do “L´Estro Armonico” gravado pela Rachel Podger com seu conjunto Brecon Baroque nunca tinha aparecido por aqui. E se trata de uma das melhores gravações já realizadas destas obras. Rachel Podger é uma das principais violinistas do período barroco na atualidade, sendo referência na área.
Então vamos suprir esta falta. Espero que apreciem. Eu gosto muito destes dois cds.
01 – Concerto No. 1 in D Major – Allegro
02 – Concerto No. 1 in D Major – Largo e spiccato
03 – Concerto No. 1 in D Major – Allegro
04 – Concerto No. 2 in G minor – Adagio e spiccato Allegro
05 – Concerto No. 2 in G minor – Larghetto
06 – Concerto No. 2 in G minor – Allegro
07 – Concerto No. 3 in G Major – Allegro
08 – Concerto No. 3 in G Major – Largo
09 – Concerto No. 3 in G Major – Allegro
10 – Concerto No. 4 in E Minor – Andante
11 – Concerto No. 4 in E Minor – Allegro assai
12 – Concerto No. 4 in E Minor – Adagio – Allegro
13 – Concerto No. 5 in A Major – Allegro
14 – Concerto No. 5 in A Major – Largo
15 – Concerto No. 5 in A Major – Allegro
16 – Concerto No. 6 in A minor – Allegro
17 – Concerto No. 6 in A minor – Largo
18 – Concerto No. 6 in A minor – Presto
19 – Concerto No. 7 in F Major – Andante
20 – Concerto No. 7 in F Major – Adagio
21 – Concerto No. 7 in F Major – Adagio – Allegro
22 – Concerto No. 8 in A Minor – Allegro
23 – Concerto No. 8 in A Minor – Larghetto e spiritoso
24 – Concerto No. 8 in A Minor – Allegro
25 – Concerto No. 9 in D Major – Allegro
26 – Concerto No. 9 in D Major – Larghetto
27 – Concerto No. 9 in D Major – Allegro
28 – Concerto No. 10 in B Minor – Allegro
29 – Concerto No. 10 in B Minor – Largo
30 – Concerto No. 10 in B Minor – allegro
31 – Concerto No. 11 in D Minor – Allegro – Adagio
32 – Concerto No. 11 in D Minor – Largo e spiccato
33 – Concerto No. 11 in D Minor – Allegro
34 – Concerto No. 12 in E Major – Allegro
35 – Concerto No. 12 in E Major – Largo
36 – Concerto No. 12 in E Major – Allegro
Particularmente considero este CD espetacular, a idéia pode não ser nova, mas o que me atrai nele são as possibilidades que Max Richter conseguiu extrair da indefectível obra de Vivaldi. Repaginadas, remodeladas, reconstruídas, recompostas, modernizadas, sei lá que adjetivos poderíamos aplicar. Aliado a isso, não podemos esquecer o enorme talento do violinista Daniel Hope. Sabemos já há algum tempo que ele gosta de explorar novas idéias, novas parcerias, não se limita apenas ao repertório tradicional ou pelo menos ao que se convencionou inserir no repertório tradicional. Ele ousa e muito. Ele encontrou em Max Richter o parceiro ideal para enveredar-se por outras paragens.Richter nasceu em 1966 na Alemanha, mas vem construindo sua carreira na Inglaterra. Os puristas irão se assustar, os modernos vão se deliciar… enfim, eu adorei. E espero que os senhores também apreciem.
1 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Spring 0
2 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Spring 1
3 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Spring 2
4 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Spring 3
5 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Summer 1
6 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Summer 2
7 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Summer 3
8 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Autumn 1
9 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Autumn 2
10 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Autumn 3
11 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Winter 1
12 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Winter 2
13 Konzerthaus Kammerorchester Berlin – Winter 3
Daniel Hope – Violin
Konzerthaus Kammerorchester Berlin
Andre de Ridder – Conductor
Ótimo disco antiguinho da Apex. Tanto a Abertura como Quinteto de Prokofiev estão entre suas peças mais inusitadas. A Abertura é muito popular, embora sua simplicidade não soe nada como Prokofiev. E o Quinteto, Op. 39, escrito para um grupo de dança para a improvável combinação de oboé, clarinete, violino, viola e contrabaixo, mostra-nos Prokofiev em seu modo experimental, como na Segunda Sinfonia. Esta peça deixa-o muito próximo do mundo sonoro de Pierrot Lunaire e L’histoire du Soldat, e é possivelmente a peça mais singular em toda a sua produção. Já o Octeto de Hindemith fica dentro do habitual do compositor, o que é muito bom! Mas eu recomendo o disco pelos Prokofiev mesmo!
Prokofiev (1891-1953): Abertura Sobre Temas Hebreus (1919) e Quinteto / Hindemith (1895-1963): Octeto
1 Sergei Prokofiev — Overture On Hebrew Themes, Op. 34 In C Minor — 8:51
Paul Hindemith — Octet
2 – Breit. Mäßig Schnell 8:01
3 – Varianten: Mäßig Bewegt 2:25
4 – Langsam 7:47
5 – Sehr Lebhaft 2:18
6 – Fuge Und Drei Altmodische Tänze: Walzer, Polka, Galopp 5:55
Sergei Prokofiev — Quintet, Op. 39 In G Minor
7 – Moderato 5:45
8 – Andante Energico 3:13
9 – Allegro Sostenuto, Ma Con Brio 2:04
10 – Adagio Pesante 4:12
11 – Allegro Precipitato, Ma Non Troppo Presto 2:46
12 – Andantino 4:16
Este CD é delicioso. É impossível não se encantar com a flauta de Lisa Friend e seus colaboradores do Brodsky Quartet.
Enquanto o estou ouvindo, está caindo uma chuva, quase garoa, persistente, e de alguma forma, a música de Mozart se encaixa perfeitamente como trilha sonora deste dia de inverno frio e nebuloso. Mas em se tratando de Mozart sabemos que ele se encaixaria à perfeição mesmo se o tempo estive bom, com um belo sol brilhando lá fora. Esta é a magia da música, e principalmente da música de Mozart.
Espero que apreciem como o estou apreciando.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Flute Quartets – Lisa Friend, Brodsky Quartet
01. Flute Quartet No. 1 in D Major, K. 285 Flute Quartet No. 1 in D Major, K. 285 I. Allegro
02. Flute Quartet No. 1 in D Major, K. 285 Flute Quartet No. 1 in D Major, K. 285 II. Adagio
03. Flute Quartet No. 1 in D Major, K. 285 Flute Quartet No. 1 in D Major, K. 285 III. Rondeau
04. Flute Quartet No. 2 in G Major, K. 285a Flute Quartet No. 2 in G Major, K. 285a I. Andante
05. Flute Quartet No. 2 in G Major, K. 285a Flute Quartet No. 2 in G Major, K. 285a II. Tempo di minuet
06. Flute Quartet No. 4 in A Major, K. 298 Flute Quartet No. 4 in A Major, K. 298 I. Andantec
07. Flute Quartet No. 4 in A Major, K. 298 Flute Quartet No. 4 in A Major, K. 298 II. Minuet
08. Flute Quartet No. 4 in A Major, K. 298 Flute Quartet No. 4 in A Major, K. 298 III. Rondo Allegretto grazioso
09. Flute Quartet No. 3 in C Major, K. Anh. 171 Flute Quartet No. 3 in C Major, K. Anh. 171 I. Allegro
10. Flute Quartet No. 3 in C Major, K. Anh. 171 Flute Quartet No. 3 in C Major, K. Anh. 171 II. Theme and Variations
11. Andante in C Major, K. 315 Andante in C Major, K. 315
Florian Heyerick é um regente de coro. Mas que regente, meu povo! Neste CD dedicado à família Scarlatti, temos 6 obras sacras saídas da lavra familiar dos Scarlatti. Alessandro — patriarca deste núcleo siciliano — é o craque da família e não faria feio em time nenhum. Domenico jogaria a segunda divisão com certo garbo. Já Francesco seria reserva no time de Domenico. Porém, mais do que as obras, o que encanta neste CD é a performance do coral e dos solistas vocais. É realmente algo maravilhoso o Ex Tempore de Florian Heyerick.
Alessandro, Francesco e Domenico Scarlatti:
Música Polifônica na Família Scarlatti
Domenico Scarlatti
3 Magnificat Anima Mea: I. Magnificat 4:21
4 Magnificat Anima Mea: II. Fecit Potentiam 1:38
5 Magnificat Anima Mea: III. Esurientes Implevit Bonis 4:27
6 Magnificat Anima Mea: IV. Gloria Patri et Filio 3:12
Francesco Scarlatti
8 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): I. Miserere Mei, Deus 3:11
9 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): II. Amplius Lava Me 2:39
10 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): III. Ecce Enim 2:11
11 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): IV. Asperges Me 1:44
12 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): V. Cor Mundum 1:34
13 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): VI. Ne Proicias Me 1:46
14 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): VII. Redde Mihi 1:08
15 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): VIII. Docebo Iniquos 3:09
16 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): IX. Sacrificium Deo 2:23
17 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): X. Benigne Fac Domine 1:21
18 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): XI. Tunc Acceptabis 1:16
19 Miserere Mei, Deus (Psalm 50): XII. Gloria Patri 2:37
Domenico Scarlatti
20 Missa Quatuor Vocum (di Madrid): Sanctus – Benedictus 2:31
21 Missa Quatuor Vocum (di Madrid): Agnus Dei 2:31
A obra prima de Stravinsky ‘Le Sacre du Printemp” é fantástica em qualquer tipo de instrumento em que seja interpretada. Seja a versão orquestral, seja a versão para dois pianos. Ambas versões já apareceram por aqui diversas vezes. E hoje estou trazendo mais uma para dois pianos, desta vez com nossas musas, as irmãs Labèque, Katia & Marielle. Trata-se de CD que já se encontra esgotado, e que por alguma obra do destino veio parar em meu computador. No site da Amazon tem alguns usados à venda, enquanto não o encontrei no site da DG, apesar de ser bem recente, creio que do final do ano passado. Enfim, são detalhes, curiosidades, que não vão impedir dos senhores terem acesso a esta jóia.
O CD se encerra com Debussy, ‘6 Epigraphes Antiques’. E Debussy nas mãos mágicas mãos destas irmãs, meus queridos, se transforma em algo transcendental. É para se ouvir em um dia chuvoso, como o de hoje, bem confortáveis em suas poltronas favoritas e se deliciar, pois as quatro mãos mágicas destas irmãs fazem milagre, ajudadas, é claro, volto a repetir, pela poderosa música de Stravinsky, e a sensibilidade e delicadeza da música de Debussy.
Enfim, rendam-se ao talento destas duas.
1 – 14 Stravinsky – Le Sacre du Printemp
15 – 20 – Debussy – 6 Epigraphes Antiques
Nos estertores do vinil, toda uma geração de melômanos teve seus primeiros contatos com a música antiga através da Coleção Reflexe, da EMI. A qualidade das gravações era tão grande que o jovem grupo de artistas responsáveis por elas estão aí até hoje, na música antiga e no barroco. Um deles chamava-se Jordi Savall com seu grupo Hespèrion XX. Este disco é lindo de chorar. (A gravação original em vinil era Quadraphonic, lembram disso?) Pois bem, a voz de Montserrat Figueras e o grupo de Savall jamais consideraram válidas as interpretações mecânicas de alguns equivocados. A coisa é de alta temperatura emocional e bonito, bonito, bonito. A música reflete a profunda influência árabe na península ibérica nos idos de 1200. Acho que você deve ouvir.
Cansós de Trobairitz: Songs of the Women Troubadours c. 1200
1 Vos Que’m Semblatz Dels Corals Amadors
Lyrics By – Condesa De Provenza, Gui De Cavalhon
Music By – Gaucelm Faidit
2 Estat Ai En Greu Cossirier
Lyrics By – Condesa De Dia*
Music By – Raimon De Miraval
3 Na Carenza Al Bel Cors Avinen
Lyrics By – Alais, Na Yselda I Na Carenza*, Carenza, Iselda
Music By – Arnaut De Maruelh
4 Si Us Quer Conselh, Bel’ami’Alamanda
Music By, Lyrics By – Guiraut De Bornelh
5 Ab Joi Et Ab Joven M’apais
Lyrics By – Condesa De Dia*
Music By – Bernart De Ventadorn
6 A Chantar M’er De So Q’ieu No Voldria
Music By, Lyrics By – Condesa De Dia
7 S’anc Fui Belha Ni Prezada
Music By, Lyrics By – Cadenet
Falar o que pálida? Só tem coisa boa aqui, lhes garanto. para ouvir sem moderação.
1. Symphonie No. 8 – Symponie der Tausend: Allegro impetuoso
2. Symphonie No. 8 – Symponie der Tausend: Poco adagio- Piu mosso (Allegro moderato)
3. Symphonie No. 8 – Symponie der Tausend: AuBerst langsam – Adagissimo
1. Symphonie No. 9: Andante comodo
2. Symphonie No. 9: Im Tempo eines gemaechlichen Laendlers – Etwas taeppisch und sehr derb
3. Symphonie No. 9: Rondo-Burleske – Allegro-assai – Sehr trotzig
4. Symphonie No. 9: Adagio – Sehr langsam und noch zurueckhaltend
Algumas obras para violoncelo e piano são diálogos contrapontísticos densos, podendo soar alegres e até dançantes nos movimentos mais rápidos, por exemplo as Sonatas de Beethoven e de Brahms para os dois instrumentos ou as Sonatas para Viola da Gamba e Cravo de Bach (tocadas por violoncelo e piano). E há outras obras em que os sons graves do violoncelo são usados para expressar sentimentos de difícil tradução em palavras ou em sons, próximos da melancolia, do ennui francês, do spleen britânico ou das saudades brasileiras. As obras de Liszt e Chopin aqui presentes se enquadram no segundo caso. Ao piano, Maria João Pires, portuguesa conhecida por seu toque delicado e sutil. Seus parceiros no violoncelo são o veterano brasileiro Antonio Meneses e o jovem russo Pavel Gomziakov. As gravações são todas ao vivo.
Maria João ganhou fama internacional ao conquistar o primeiro prêmio do concurso internacional ocorrido em Bruxelas, em 1970, por ocasião do bicentenário do nascimento de Beethoven. Mais recentemente, também foi elogiada e premiada por suas gravações dos concertos de Beethoven. Então é surpreendente que ela nunca tenha gravado oficialmente as sonatas para piano e violoncelo.
Pires/Gomziakov ensaiando em São Paulo
Em sua Lugubre Gondola o septuagenário Liszt reflete sobre a morte de seu amigo e genro Wagner e sobre a sua própria morte.
A sonata para piano e violoncelo em sol menor foi umas das últimas obras compostas por Chopin e a última publicada durante sua vida. Em uma carta de 1846 ele deixa claro que demorou bastante tempo para finalizá-la: “Quanto à minha sonata com violoncelo, às vezes estou satisfeito, às vezes insatisfeito. Coloco-a em um canto e depois retomo.”
O Chopin de Pires e Gomziakov é introspectivo, com as emoções românticas sempre contidas e sóbrias. Deixo-os com trechos de uma resenha do concerto dos dois, com o mesmo programa, em San Sebastián, Espanha:
Os dedos, o coração, os sentidos: tudo, do detalhe ao conjunto, conquistou o público. Interpretação maravilhosa da portuguesa Maria João Pires, enquanto o jovem russo Gomziakov fez seu instrumento cantar de forma romântica, contida, triste e lírica.
O recital soou como uma homenagem a um amigo morto recentemente, como se Chopin tivesse acabado de desaparecer. Não houve bis, nem aplausos entre a Sonata para Violoncelo e Piano e a última mazurka (op. 68 número 4, a última criação de Chopin), apenas introspecção, lirismo e expressão triste que se tornou alegria diante de uma arte tão bem feita. Meditação final que conduziu ao entusiasmo respeitoso e caloroso do público completamente conquistado pela magia e técnica de dois artistas gigantes.
Beethoven: Sonate für Violoncello und Klavier No. 3, Op. 69 (A-Dur)
A alemã de Munique, violinista e pianista, a verdadeira gênia que é Julia Fischer, dá-nos esta maravilhosa versão dos 24 Caprichos de Paganini, provavelmente sua única obra realmente boa. Fischer tira de letra este repertório criado pelo mais brilhante dos virtuoses. O fascínio que Paganini exercia era de tal ordem que se chegou a suspeitar que tivesse um pacto com o demônio. Imagina isto no início do século XIX… E todos os grandes virtuoses — não apenas do violino, mas do piano romântico — foram estimulados à tentação de rivalizar com ele. Paganini revolucionou a arte de tocar violino. Deixou a sua marca como um dos pilares da moderna técnica do instrumento. O seu Capricho em Lá menor, Op. 1 No. 24 está entre suas composições mais conhecidas e serviu de inspiração para outros proeminentes compositores como Johannes Brahms e Sergei Rachmaninov, que o reutilizaram em importantes obras de variações.
Niccolò Paganini (1782-1840) : 24 Caprichos Op. 1
1 No. 1 In E Major 1:47
2 No. 2 In B Minor 2:50
3 No. 3 In E Minor 3:19
4 No. 4 In C Minor 6:14
5 No. 5 In A Minor 2:46
6 No. 6 In G Minor 5:59
7 No. 7 In A Minor 3:51
8 No. 8 In E Flat 3:01
9 No. 9 In E Major 3:11
10 No. 10 In G Minor 2:17
11 No. 11 In C Major 4:32
12 No. 12 In A Flat 3:18
13 No. 13 In B Flat Major 2:27
14 No. 14 In E Flat 1:18
15 No. 15 In E Minor 2:47
16 No. 16 In G Minor 1:37
17 No. 17 In E Flat Major 3:47
18 No. 18 In C Major 2:33
19 No. 19 In E Flat Major 3:10
20 No. 20 In D Major 3:53
21 No. 21 In A Major 2:59
22 No. 22 In F Major 2:48
23 No. 23 In E Flat Major 4:44
24 No. 24 In A Minor 4:28
Em 2013, o grande maestro inglês Simon Rattle anunciou, para surpresa geral, que deixaria a orquestra ao fim de seu contrato, em meados de 2018. Seu sucessor, já eleito pelos músicos (como é o correto), é o russo Kirill Petrenko. “A decisão não foi fácil para mim”, afirmou a seus músicos o regente Simon Rattle, predileto do público, com sua cabeleira de cachos grisalhos. “Em 2018, terei trabalhado durante 16 anos na Filarmônica de Berlim. Antes, passei 18 anos como titular em Birmingham. Além disso, estarei prestes a comemorar 64 anos”. E com o charme que lhe é peculiar, acrescentou com uma ponta de humor: “Como alguém natural de Liverpool, não se pode passar por esse aniversário sem a pergunta dos Beatles: Will you still need me, when I’m 64?”
Esta gravação de sinfonia de Mozart — com origem em um DVD — é uma perfeição. Sim, Sir Simon, quem não precisaria de você?
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 39, 40 e 41
01. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ I. Adagio-Allegro
02. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ II. Andante con moto
03. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ III. Menuetto. Allegretto-Trio
04. Symphony No. 39 in E-Flat Major, K. 543_ IV. Finale. Allegro
05. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550_ I. Molto allegro
06. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550_ II. Andante
07. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550_ III. Menuetto. Allegretto-Trio
08. Symphony No. 40 in G Minor, K. 550_ IV. Allegro assai
09. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ I. Allegro vivace
10. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ II. Andante cantabile
11. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ III. Menuetto. Allegretto-Trio
12. Symphony No. 41 in C Major, K. 551 _Jupiter__ IV. Molto allegro
Mais duas obras primas esplendidamente interpretadas por este fantástico maestro tcheco.
Para se ouvir de joelhos, agradecendo pelo prazer de desfrutar momentos de tão raro prazer.
Estive ouvindo a Quarta Sinfonia hoje de manhã, antes de ir trabalhar, e confesso que nunca ouvi uma versão tão apaixonada quanto esta.
1. Symphonie No. 4: Bedachtig – Nicht eilen
2. Symphonie No. 4: In gemachlicher Bewegung – Ohne Hast
3. Symphonie No. 4: Ruhevoll
4. Symphonie No. 4: Sehr behaglich
1. Symphonie No. 5: Part I: Trauermarsch. In gemessenem Schritt. Streng – Wie ein Kondukt
2. Symphonie No. 5: Part I: Sturmisch bewegt – Mit groesster Vehemenz
3. Symphonie No. 5: Part II: Scherzo. Kraeftig, nicht zu schnell
4. Symphonie No. 5: Part III. Adagietto – Sehr langsam – attacca:
5. Symphonie No. 5: Part III: Rondo-Finale – Allegro – Allegro giocoso – Frisch
Um disco agradabilíssimo, onde temos o extraordinário Trio Nº 39 – e três outros –tocado da forma como se deve: bem cigana, conforme indica a capa do CD de Minasi e sua turma. Homem simpático, organizado e querido por todos, Haydn, o pai do classicismo musical vienense, é muitas vezes considerado “menor”. Erro. Vamos a uma historinha contada pelo pessoal da Deutsche Welle?
Ao falecer aos 77 anos de idade, em 31 de maio de 1809, em Viena, Joseph Haydn era o mais popular e, sem dúvida, também um dos mais abastados compositores da Europa. Sua música era executada em todo o continente, o público aclamava cada nova obra com entusiasmo. Altezas imperiais convidavam à sua mesa o filho de um artesão e de uma cozinheira. Como os tempos eram de instabilidade política, somente duas semanas após seu sepultamento, em 1º de junho, no cemitério de Hundsthurm, pode ser realizada uma cerimônia na igreja Schottenkirche. A missa foi solenemente acompanhada pelo Réquiem de Mozart.
O CRÂNIO FURTADO
No entanto, o que aconteceria em seguida com os restos mortais de Haydn pertence à categoria do grotesco. Um conhecido seu, Joseph Carl Rosenbaum, era adepto da frenologia, doutrina criada pelo médico alemão Franz Joseph Gall. Entre outros aspectos, ela se baseava na forma craniana para analisar o talento e a inteligência de uma pessoa.
Naquele junho mesmo, Rosenbaum abriu o túmulo do compositor e roubou sua cabeça. Somente em 1820, quando os Esterházy se propuseram a transferir os restos mortais, deu-se por sua falta. Descoberto em 1895, o crânio do venerável compositor foi guardado como relíquia durante décadas pela Sociedade dos Amantes da Música de Viena.
Não foi antes de 1954 que a cabeça pôde unir-se ao corpo, num magnífico sarcófago, no mausoléu mandado construir pela família de seus empregadores, os nobres Esterházy, na Bergkirche de Eisenstadt.
Pois é. Haydn perdeu a cabeça por séculos.
F. J. Haydn (1732-1809): Trios para Piano
1 Piano Trio No. 39 in G Major, Hob. XV:25, “Gypsy”: I. Andante
2 Piano Trio No. 39 in G Major, Hob. XV:25, “Gypsy”: II. Poco adagio
3 Piano Trio No. 39 in G Major, Hob. XV:25, “Gypsy”: III. Rondo a l’Ongarese. Presto
4 Piano Trio No. 13 in B-Flat Major, Hob. XV:38: I. Allegro moderato
5 Piano Trio No. 13 in B-Flat Major, Hob. XV:38: II. Menuetto
6 Piano Trio No. 13 in B-Flat Major, Hob. XV:38: III. Finale. Presto
7 Piano Trio No. 26 in C Minor, Hob. XV:13: I. Andante
8 Piano Trio No. 26 in C Minor, Hob. XV:13: II. Allegro spiritoso
9 Piano Trio No. 5 in G Minor, Hob. XV:1: I. Moderato
10 Piano Trio No. 5 in G Minor, Hob. XV:1: II. Menuetto
11 Piano Trio No. 5 in G Minor, Hob. XV:1: III. Finale. Presto
Riccardo Minasi, violino
Maxim Emelyanychev, piano
Federico Toffano, violoncelo
Não tenho muito mais a falar sobre as imensas Segunda Sinfonia e Terceira Sinfonias, já temos verdadeiros tratados sobre elas em outras postagens que foram aqui feitas. Portanto, para deixa-los mais felizes, vai de um pacote só estas duas obras primas.
1. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Allegro maestoso
2. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Andante moderto
3. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: (Scherzo) – In ruhig fliessender Bewegung
4. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Urlicht. Sehr feierlich, aber schlicht
5. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Im Tempo des Scherzo – Wild herausfahrend
6. Symphony No. 2 ‘Resurrection’: Langsam – Misterioso
01. Symphony No. 3 – 1 Kräftig. Entschieden
02. Symphony No. 3 – 2 Tempo di Menuetto. Sehr mässig
03. Symphony No. 3 – 3 Comodo. Scherzando. Ohne Hast
04. Symphony No. 3 – 4 Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp O Mensch! Gib acht!
05. Symphony No. 3 – 5 Lustig im Tempo und keck im Ausdruck Es sungen drei Engel einen s en Gesang
06. Symphony No. 3 – 6 Langsam. Ruhevoll. Empfunden
Bayerischeorchester Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor
Top Classical Albums of 2014 These excellent musicians, including the pianist Alexander Melnikov performing on a restored 1828 Graf piano, offer a powerful and insightful interpretation of Beethovens marvelous Archduke Trio.
–The New York Times
Best Classical Recordings of 2014 Exceptional. An A-team ensemble plays period instruments on this alluring disc, making for some ravishing textures.
–ArkivMusic
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Trios Op.70 No.2 & Op.97 ‘Archduke’
Trio for piano, violin and cello No. 6 in E Flat Major, No. 2, Op. 70
1 I. Poco sostenuto – Allegro ma non troppo 10:18
2 II. Allegretto 5:16
3 III. Allegretto ma non troppo 6:32
4 IV. Finale – Allegro 7:57
Trio for piano, violin and cello No. 7 in B Flat Major, Op. 97
5 I. Allegro moderato 12:57
6 II. Scherzo – Allegro 6:16
7 III. Andante cantabile, ma pero con moto 11:18
8 IV. Allegro moderato – Presto 6:55
Alexander Melnikov, piano
Isabelle Faust, violino
Jean-Guihen Queyras, violoncelo
Faço esta postagem em homenagem a um querido amigo que faleceu neste domingo, e que era fã incondicional do Joe Farrell. Aliás, foi este mesmo amigo que me apresentou este excepcional saxofonista e flautista, que também morreu jovem, antes dos 40 anos, no apogeu de sua carreira.
Este disco é muito leve, suave, delicado. A guitarra de George Benson cria um clima único pra Farrell desfilar seu talento e incrível capacidade de improvisação. Talvez seja uma boa trilha sonora para acompanhar meu amigo em seu caminho rumo a não sei aonde.
Descanse em paz, Alírio.
P.S. Me perdoem, não tenho a relação dos músicos que tocam neste CD. Se alguma boa alma puder ajudar, agradeço.
01. Flute Song
02. Beyond The Ozone
03. Camel Hump
04. Rolling Home
05. Old Devil Moon
Quando bati o olho na postagem do PQP, semana passada, com obras para clarinete, lembrei-me imediatamente deste álbum fantástico, e pensei: “seria injusto não compartilhar essa preciosidade”.
Supremo entre os clarinetistas do século XX, Benny Goodman era tão versátil que sentia-se perfeitamente à vontade tocando o “Concerto para Clarinete” de Mozart ou passeando através de “Honeysuckle Rose” de Fat Waller. A participação de Béla Bartók, Leonard Bernstein, Aaron Copland, Morton Gould e Igor Stravinsky nesta gravação comprova alta estima destes pelo seu talento, e é uma merecida homenagem e um maravilhoso registro de sua espantosa maestria e domínio inigualável do instrumento.
Leornard Berstein
01 Prelude, Fugue And Riffs 7:47
Columbia Jazz Combo, Leonard Berstein
Aaron Copland
02 Concerto For Clarinet And String Orchestra (with Piano & Harp) 16:53
Columbia Symphony Orchestra, Aaron Copland
Igor Stravinsky
Ebony Concerto
03 I – Allegro Moderato 3:00
04 II – Andante 2:34
05 III – Moderato; Con Moto 3:40
Columbia Jazz Combo, Igor Stravinsky
Morton Gould
Derivations For Clarinet And Band
06 I – Warm-Up 3:06
07 II – Contrapuntal Blues 6:36
08 III – Rag 2:16
09 IV – Ride-Out 3:59
Columbia Jazz Combo, Morton Gould
Béla Bartók
Contrasts
10 I – Verbunkos (Recruiting Dance) 5:28
11 II – Pihenö (Relaxation) 4:29
12 III – Sebes (Fast Dance) 6:57
Joseph Szigeti, Violin
Béla Bartók, Piano
Rafael Kubelik foi um regente único, com uma imensa discografia de altíssima qualidade, e que viveu plenamente entre 1916 e 1996, atravessando o século XX nos proporcionando um imenso prazer ao ouvi-lo. Suas interpretações de compositores como Dvorák e Smetana são históricas, e fazem parte do panteão das grandes realizações da indústria fonográfica.
A fantástica Orquestra da Rádio Bávara sempre teve o privilégio de ter a sua frente os principais regentes do século XX e Rafael Kubelik realizou um fantástico trabalho por lá. Um deles é esta integral das sinfonias de Mahler, uma das minhas favoritas.
Espero que apreciem.
Gustav Mahler – Symphony nº 1 – Rafael Kubelik, Orquestra da Rádio Bávara
1. Symphony No. 1 Titan I. Langsam. Schleppend – Im Anfang sehr gemchlich
2. Symphony No. 1 Titan II. Krftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio, Recht gemchlich
3. Symphony No. 1 Titan III. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
4. Symphony No. 1 Titan IV. Stürmisch bewegt
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Rafael Kubelik – Conductor
Um disco para sua discoteca básica. Haydn tinha 24 anos quando Mozart nasceu. Foram amigos, chegaram a tocar lado a lado Quintetos do segundo e, bem, Haydn sobreviveu ao amigo. Haydn foi professor de Beethoven. Era uma pessoa super deboas. Achava os dois jovens muito melhores do que ele. Aqui, temos o mestre que consolidou a forma sonata no primeiro movimento, depois um movimento lento, minueto e allegro final. O “Poco adagio” do Quarteto Imperador é apenas o hino da Alemanha. É um tremendo quarteto, grande música. O Sunrise também é belíssimo — melhor minueto ever. E depois temos seu talentoso pupilo no melhor Quarteto dos seis do notável Op. 18. As concepções do Quartetto Italiano (ativos entre 1945 e 1980) envelheceram um bocado, mas, puxa, ainda estão em ótimo estado.
Haydn (1732-1809) e Beethoven (1770-1827): Quartetos de Cordas
Haydn — String Quartet No. 62 in C major (‘Emperor’), Op. 76/3, H. 3/77:
1. Allegro
2. Poco adagio, cantabile
3. Menuetto (Allegro)
4. Finale (Presto)
String Quartet No. 63 in B flat major (‘Sunrise’), Op. 76/4, H. 3/78:
5. Allegro con spirito
6. Adagio
7. Menuetto (Allegro)
8. Finale (Allegro ma non troppo)
Beethoven — String Quartet No. 5 in A major, Op. 18/5:
9. Allegro
10. Menuetto
11. Andante cantabile
12. Allegro
A wikipedia italiana afirma que Vivaldi compôs cerca de 50 obras sacras. Para comparação, os concertos para violino foram mais de 200. Ao contrário de Gabrieli, Monteverdi e Bach, para o padre Vivaldi, compor para a Igreja era algo ocasional e ele nunca teve os prestigiosos títulos de Maestro di Cappella ou Primo Organista na Basília de São Marco em Veneza.
O Gloria RV 589, uma das três partituras de Vivaldi sobre o Gloria in excelsis Deo, foi esquecido por alguns séculos mas hoje é uma das obras sacras mais populares e mais gravadas no mundo todo. O texto em latim, que faz parte da missa católica, é dividido em doze movimentos, cada um com sua combinação de coro, vozes solistas (apenas no 3º, 6º, 8º e 10º) e instrumentos. O colorido instrumental e a virtuosidade das árias se contrapõem ao severo estilo antigo de Palestrina.
Nesta gravação, na catedral de Riga, na Letônia, a orquestra é substituída pelo órgão, em transcrição da organista Yevgenia Lisitsina (também conhecida como Jevgenija Lisicina e Eugenia Lissitsyna… não é mole transcrever caracteres russos!). Os vários registros do órgão alemão Walcker substituem as partes para cordas e sopros. No coro, como em boa parte da música feita na Europa do Leste e na Rússia, os potentes sons graves dos baixos se destacam.
As últimas faixas do CD trazem arranjos de Mozart pai e filho para trompa e órgão. Trompistas devem adorar, mas para os meus ouvidos a trompa soa solene do início ao fim e cansa os ouvidos…
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Gloria, RV 589
(arr. by Y. Lisitsina)
01. Gloria in excelsis Deo (3:22)
02. Et in terra pax hominibus (5:02)
03. Laudamus te (2:58)
04. Gratias agimus tibi (0:47)
05. Propter magnam gloriam (1:19)
06. Domine Deus (5:32)
07. Domine Fili unigenite (2:52)
08. Domine Deus, Agnus Dei (5:43)
09. Qui tollis peccata mundi (2:40)
10. Qui sedes ad dexteram (3:19)
11. Quoniam tu solus sanctus (1:14)
12. Cum Sancto Spiritu (3:29)
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
13. Larghetto (7:06)
(2nd Part From Quintet For Clarinet And String Orchestra A-Dur, Kv 581, arr. by F. Humbert)
Leopold Mozart (1719-1787).
Concerto For French Horn D-Dur
14. Allegro Moderato (5:45)
15. Andante (6:04)
16. Allegro (2:25)
G. Kalinina – soprano (3, 6)
I. Arkhipova – mezzo-soprano (3, 8, 10)
Yevgenia Lisitsina – Walcker organ (1883) of Riga Dom (1-12)
Comecei ouvindo este cd pelo fim, ou seja, pela Fantasia de Schumann. Creio que todos temos uma versão favorita desta obra prima do romantismo, e Sviatoslav Richter já nos proporcionou uma versão histórica, até hoje não batida, desta obra.
O Concerto Imperador, de Beethoven, então, nem se fala. Dentre as diversas versões que já ouvi, ainda amo a de Rubinstein mais do que todas.
Yundi é um jovem pianista chinês que já tem seu nome consolidado, e cada gravação sua é aguardada com ansiedade. trouxe anteriormente uma belíssima gravação de obras de Chopin, e agora, então trago Beethoven e Schumann. Duas obras que são pilares do que foi produzido no Romantismo, e Yundi nos proporciona uma leitura madura, de alguém que tem muito talento, e que aos poucos vem lapidando este talento, através de uma técnica impecável e sensibilidade aguçada.
Espero que apreciem.
Piano Concerto no. 5 in E flat major op. 73 – ‘Emperor’ – 1. Allegro
Piano Concerto no. 5 in E flat major op. 73 – ‘Emperor’ – 2. Adagio un poco mosso
Piano Concerto no. 5 in E flat major op. 73 – ‘Emperor’ – 3. Rondo (Allegro)
Fantasie in C, op. 17 – 1. Durchaus fantastisch und leidenschaftlich vorzutragen – Im Legendenton – Erstes TempoFantasie in C, op. 17 – 2. Mäßig. Durchaus energisch – Etwas langsamer – Viel bewegter
Fantasie in C, op. 17 – 3. Langsam getragen. Durchweg leise zu halten – Etwas bewegter
Yundi – Piano
Berliner Philarmoniker
Daniel Harding – Conductor