Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Violinkonzert nr. 1 in a-moll op. 99, Sinfonie nº5 in d-moll, op 47 – Oistrakh, Sanderling,

Baita gravação de 1966, com duas lendas do século XX, Igor Oistrakh, filho David Oistrakh, o maior dos violinistas russos, e o regente alemão Kurt Sanderling. O repertório não poderia ser diferente: Shostakovich.
Já nos foi apresentada diversas vezes aqui no PQPBach a relação entre Oistrakh e Shostakovich, por isso não irei tecer maiores comentários sobre o assunto. Nosso guru, PQPBach, já esclareceu. Mas vou me arriscar a trazer alguns dados biográficos sobre o maestro Kurt Sanderling, que creio que apareceu pouco por aqui. Vamos lá.
Nasceu em 1912 na então Prússia Oriental, região hoje pertencente a Polônia. Por sua descendência não ariana, perdeu sua cidadania alemã em 1935, e conseguiu visto na União Soviética, assim como outros alemães judeus. Já vinha estudando regência em Berlim, e em pouco tempo conseguiu se tornar Condutor Chefe da Orquestra da Radio de Moscou e posteriormente da poderosa Filarmônica de Leningrado. Retornou á Alemanhã em 1960 onde tornou-se regente da Sinfônica de Berlim e da Staatskapelle Dresden. Foi além disso, maestro assistente de um dos maiores maestros do periodo soviético, Yevgeny Mravinsky. Ainda nos anos 40 tornou-se grande amigo de Shostakovich. Veio a falecer em 2011, um dia antes de completar 99 anos.
Esta gravação que ora vos trago foi realizada em 10 de março de 1966, quando este que vos escreve recém tinha completado um ano de idade. Igor Oistrakh, filho de David Oistrakh, faz uma interpretação vigorosa do Primeiro Concerto para Violino de Shostakovich. Filho de peixe, peixinho é, como diz o ditado. Nem preciso dizer que trata-se de gravação histórica, lançada pelo selo Harmonia Mundi lá em 2002, mas que apenas recentemente chegou-me em mãos.
Completa o CD a magnífica Quinta Sinfonia do mesmo Shostakovich. Em outras palavras, material histórico, absolutamente imperdível.
Não sei o porque, mas esta me pareceu a trilha sonora ideal para este sombrio e chuvoso dia de eleições.

Shostakovich:  Violinkonzert Nr. 1 In E-Moll Op. 99 & Sinfonie Nr. 5 In D-Moll Op. 47

1. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – I. Nocturne Moderato
2. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – II. Scherzo Allegro
3. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – III. Passacaglia Andante
4. Violin Concerto No.1 in A minor, op.99 (I. Oistrakh on Violin, 66.10.3) – IV. Burlesque Allegro con brio
5. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – I. Moderato – Allgro con troppo – Largamente – Moderato
6. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – II. Allegretto
7. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – III. Largo
8. Symphony No.5 in D minor, op.47 (66.10.3) – IV. Allegro non troppo

Igor Oistrakh – Violin
Berliner Sinfonie-Orchester
Kurt Sanderling – Conductor

Gravações ao vivo, 1966

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MP3 | 320 KBPS | 183 MB

Shostakovich: Sinfonie Nr. 5 In D-Moll Op. 47

01. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: I. Moderato – Allegro non troppo
02. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: II. Allegro
03. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: III. Largo
04. Symphony No. 5 in D Minor, Op. 47: IV. Allegro non troppo

Berliner Sinfonie-Orchester

Kurt Sanderling

Gravação de 1982

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MP3 | 320 KBPS | 118 MB

Links restabelecidos por René Denon

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

Aqui está um CD em que uma excelente cantora de ópera faz duo com um pianista de jazz. A mezzo-soprano norte-americana Kate Lindsey e o pianista Baptiste Trotignon formam uma bonita parceria frutífera num programa centrado na música de Kurt Weill escrita nos dois lados do Atlântico. Os arranjos são de Trotignon. A assimilação de Lindsey do estilo parece quase sem esforço, e só ocasionalmente ela dá a impressão de que tem algo a provar. A primeira peça, Nanna’s Lied, tem sua voz mudando do sotaque de Weimar para a postura de um cantor de lieder e vice-versa. Das deliciosas profundidades graves de Denn Wie Man Sich Bettet, So Liegt Man da ópera Ascensão e Queda de Mahagonny à doçura da Broadway de Buddy on the Nightshift é um choque, mas a maioria das transições é mais suave, com Trotignon  ligando imaginativamente até alguns mini-medley. O disco também recebe algumas preciosidades de outros imigrantes austríacos como Korngold — So Gehst Du Wieder Auf é um destaque assim como Hymne, de Alma Mahler, que libera a voz clássica de Lindsey.

Weill / Alma Mahler / Korngold / Zemlinsky: Thousands of Miles

1 Nanna’s Lied
Composed By – Kurt Weill
3:24
2 Pirate Jenny (From The Threepenny Opera)
Composed By – Kurt Weill
4:23
3 Barbara Song (From The Threepenny Opera)
Composed By – Kurt Weill
4 Trouble Man (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
3:35
5 Hymne
Composed By – Alma Mahler*
5:19
6 Je Ne T’Aime Pas
Composed By – Kurt Weill
4:42
7 Thousands of Miles (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
4:41
8 Big Mole (From Lost In The Stars)
Composed By – Kurt Weill
9 Don’t Look Now
Composed By – Kurt Weill
3:01
10 Schneeglöckchen
Composed By – Erich W. Korngold*
2:51
11 Die Stille Stadt
Composed By – Alma Mahler*
3:05
12 Mond, So Gehst Du Wieder Auf
Composed By – Erich W. Korngold*
4:10
13 Lonely House – We’ll Go Away Together (From Street Scene)
Composed By – Kurt Weill
5:43
14 Der Abscheidsbrief
Composed By – Kurt Weill
3:18
15 Denn Wie Man Sich Bettet, So Liegt Man (From Rise And Fall Of The City Of Mahagonny)
Composed By – Kurt Weill
4:33
16 Buddy On The Nightshift
Composed By – Kurt Weill
3:40
17 Berlin Im Licht
Composed By – Kurt Weill
18 Und Hat Der Tag All Seine Qual
Composed By – Alexander Von Zemlinsky
4:18
19 Selige Stunde
Composed By – Alexander Von Zemlinsky
2:15

Mezzo-soprano Vocals – Kate Lindsey
Piano, Arranged By – Baptiste Trotignon

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Kate Lindsey: uau!

PQP

Natalie Dessay Baroque: Le Concert D`Astré, dir. Emmanuelle Haïm & Les Arts Florissants, dir. William Christie


Natalie Dessay (soprano)

Le Concert D`Astré
dir. Emmanuelle Haïm

Les Arts Florissants
dir. William Christie

 

O repertório barroco sempre desempenhou um papel importante na carreira estelar de Natalie Dessay. Ela começou a cantar em 1999, depois de conhecer Emmanuelle Haïm durante os ensaios de Alcina na Ópera de Paris – Palais Garnier. 
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Este CD duplo contém um retrato completo de Natalie Dessay cantando música barroca, incluindo repertório sagrado (Bach cantatas, Magnificat, Handel: Dixit Dominus) e ópera (Handel: Giulio Cesare ou Rameau: Les Indes Galantes) – principalmente sob a batuta de Emmanuelle Haïm, com quem formou uma ‘dupla’ barroca por mais de uma década. 
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Como escreve Emmanuelle Haïm no livreto: “Tocamos Bach, Monteverdi, Handel e Rameau no palco e nas gravações. Natalie é uma intérprete maravilhosa desta música, como sempre é, graciosa e com uma inspiração única ”.  Emmanuelle Haïm conduz o Concert d’Astrée.
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Natalie Dessay Baroque – 2015
Le Concert D`Astré, dir. Emmanuelle Haïm

Les Arts Florissants, dir. William Christie

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MP3 | 320 KBPS | 315 MB

powered by iTunes 12.8.0 |  2 h 12 min

 

– Natalie Dessay

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ara Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição.

Avicenna

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

Choram os caminhos de Sião é um hino composto por Handel para o funeral da rainha Caroline. Foi apresentado  pela primeira vez, é claro, no funeral da Rainha na Abadia de Westminster, isso em 17 de dezembro de 1737.  Depois, Handel retrabalhou o hino e o usou na abertura de seu oratório Israel no Egito, de 1739. O tema da Sinfonia foi utilizado por Mozart em seu Réquiem. Mas a música não é lá essas coisas. A Rainha Caroline foi a consorte de George II. Tinha sido amiga e patronesse de Handel por mais de trinta anos. Musicista amadora, Caroline se interessava por questões artísticas e intelectuais e sua morte foi muito pranteada. Handel recebeu um bom dinheiro pela composição escrita em apenas uma semana sobre textos dos livros bíblicos de Lamentações e Jó.

G. F. Handel (1685-1759): The Ways of Zion Do Mourn (Funeral Anthem for Queen Caroline), for chorus & orchestra, HWV 264

1 Sinfonia 2:02
2 The ways of Zion do mourn 6:31
3 How are the mighty fall’n! 2:31
4 She put on righteousness 2:45
5 When the ear heard her 3:20
6 How are the mighty fall’n! 0:54
7 She deliver’d the poor 5:45
8 How are the mighty fall’n! 0:54
9 The righteous shall be had 4:02
10 Their bodies buried in peace 5:05
11 The people will tell 2:04
12 Thet shall recieve a glorious kingdom 3:51
13 The merciful goodness of the Lord 3:44

Soprano – Norma Burrowes
Tenor – Martyn Hill
Countertenor – Charles Brett
Bass – Stephen Varcoe
Theorbo – Michael Lewin
Organ – Malcolm Hicks
The Monteverdi Choir
The Monteverdi Orchestra
John Eliot Gardiner

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A Rainha Caroline (1683-1737) | Gravura de Michael Dahl, c. 1730

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Castor & Pollux – Les Arts Florissants, dir. William Christie & Sandrine Piau

Castor & Pollux

Jean-Philippe Rameau
(France, 1683-1764)

Les Arts Florissants, dir. William Christie
dir. William Christie

 

Castor & Pollux é uma ópera de Jean-Philippe Rameau, apresentada pela primeira vez em 24 de outubro de 1737 pela Académie Royale de Musique em seu teatro no Palais Royal em Paris. O libretista era Pierre-Joseph-Justin Bernard, com grande reputação como poeta de salão. Esta foi a terceira ópera de Rameau e sua segunda na forma da tragédia em música. Rameau fez cortes substanciais, alterações e acrescentou novo material para a ópera para o seu renascimento em 1754. Especialistas ainda disputam qual das duas versões é superior. Seja qual for o caso, Castor et Pollux sempre foi considerado como um dos melhores trabalhos de Rameau.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palhinha: ouça: Disc 1, Scène III. “Tristes apprêts, pâles flambeaux” (Télaïre), com Agnès Mellon.

Rameau – Castor & Pollux – 1993
Les Arts Florissants, dir. William Christie

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Sandrine ‘Venus’ Piau

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Boa audição.

Avicenna

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Orchestral Suites – Neville Marriner, Radio-Sinfonieorchester Stuttgart

Orchestral Suite No.1 in D minor Op.43 (1878–9)

‘A Suite in the style of Lachner’, who published seven (1861–81), composed in Russia and Italy. Inscribed cryptically to *** – Tchaikovsky’s patroness in absentia Nadezhda von Meck – it dates from the period of The Maid of Orleans and the premieres of Eugene Onegin and the Liturgy of St John Chrysostom. Nikolai Rubinstein directed the first performance in Moscow, 8/20 December 1879. ‘On Saturday, the Suite was played with great success,’ reported Tchaikovsky’s publisher, Pyotr Jurgenson. ‘The [fugal] first movement did not arouse any particular enthusiasm on the part of the audience. The second [B flat major – written last, in August 1879] was liked. The Andante pleased very much, and the March [A major – which Tchaikovsky had wanted to discard on grounds of ‘doubtful merit’] drew applause which wouldn’t stop until it was repeated. The Scherzo [B flat major] was very well received. But by the time the Gavotte was played, interest flagged and the one thought in the mind of the audience was to leave as soon as possible. Rubinstein complained of the tremendous difficulties presented to the orchestra.’
‘Rooted primarily in the decorative world of the ballet divertissement [incidental scores, too, The Snow Maiden for instance] not concerned with major expressive issues’ (David Brown), the D minor Suite is finer than many commentators would lead us to believe, particularly in the hands of a committed champion like Gauk (or, later, Svetlanov). Typically, its orchestration, including triangle and glockenspiel, transforms simple ideas and cadences into an atmospheric carnival of costumes and ‘lighting’ angles.

Orchestral Suite No.2 in C Op.53 ‘Suite caractéristique’ (1883)

Dedicated to Tchaikovsky’s sister-in-law, Praskovya (who lived until 1956), this was first heard under Erdmannsdörfer in Moscow, 4/16 February 1884. Tchaikovsky himself directed the Petersburg premiere, 5/17 March 1887. To von Meck he generalised the genre: ‘for some time [the suite form has] been particularly attractive to me because of the freedom it affords the composer not to be inhibited by any
traditions, by conventional met hods and established rules’ (16/28 April 1884). Of the four examples he put together, the first three glow in vibrant images, eternal phrases (did Tchaikovsky ever write a bad tune?), and intricately detailed orchestral glamour/surprise.
Orbiting the note E (pivotally linking the keys of the five moments), No.2, as Tchaikovsky himself realised, impresses chiefly for its third and fourth movements, both originally longer: ‘I am almost certain that the Scherzo (with the accordions [four of the diatonic button variety: an extraordinary folk timbre]) and the Andante (Child’s Dreams) will please’ (to his younger brother Modest, 26 September/8 October 1883). Writing of the E major Scherzo, a thrilling chase, cinematically prescient, Brown suggests it ‘crosses into the musical territory of the Russian supernatural’. Of the A minor Andante, that it ‘contains both the most conventional and the most original music in the whole suite […] Even within the enchanted music of Sleeping Beauty, which it clearly presages, there is rarely quite the same disquieting sense of shapes indefinable and forces unknown.’ The ‘Little Russian’ finale, ‘Wild Dance in the style of Dargomizhsky’, pays homage to Dargomizshky’s Kazatchok fantasia (which Tchaikovsky had arranged for piano around 1868.

Orchestral Suite No.3 in G Op.55

Besides his symphonies and symphonic poems Tchaikovsky wrote four orchestral suites. They show, more than the works mentioned above, the extent to which the dance rhythm is the basis for his orchestral music. In all the four movements of the Third Suite (1884) this basis is always refined, but never obscured by a strong need for charm and elegance. Although the four movements have titles intended to clarify their own character, the mood on the surface in one movement is an undercurrent in another. The ‘Elegy’ is full of major-key moments and the ‘Valse romantique’ is, like a Schubertian waltz, always two coins of the same medal. In the Scherzo the dance rhythm always competes with the desire for refinement. No wonder Stravinsky admired Tchaikovsky’s art of orchestration. The finale was not meant as ballet music, but Tchaikovsky’s intention to let the music glitter and scintillate makes the listener wonder why this music is not more often heard.

Emanuel Overbeeke

Suite No.4 in G Op.61 ‘Mozartiana’ (1887)

‘Mozart I love as a musical Christ […] Mozart was a being so angelical and childlike in his purity, his music is so full of unattainably divine beauty, that if there is someone you can mention in the same breath as Christ, then it is he. […] Mozart is the highest, the culminating point which beauty has reached in the sphere of music […] In Mozart I love everything because we love everything in a person whom we truly love’ (Diary, 20 September/2 October 1886). The ‘Mozartiana’ suite adapts four short Mozart originals (according to Tchaikovsky ‘minutely enhanced and harmonically modified’), using a comparatively modest orchestra but including cymbals, glockenspiel and harp. ‘For around an hour each day I’m occupied with orchestrating piano pieces by Mozart, which by the end of the summer I should have turned into a suite of novel character (the old given contemporary treatment)’ (24 June/6 July 1887). Tchaikovsky directed the first performance in Moscow, at a Russian Musical Society concert on 14/26 November 1887.

I. Gigue: Gigue K574 (Leipzig, 16 May 1789), G major. II. Menuetto: Minuet K355 (Vienna, ?1786–87), D major. Trio section by Maximilian Stadler (1748–1833). III. Pregheira: Ave verum corpus K618 (Baden, 1746 June 1791), from Liszt’s organ transcription (Evocation à la Chapelle Sixtine, c. 1862), B flat major. IV. Thème et variations: Unser dummer Pöbel meint, after Gluck (1714–87) K455 (Vienna, 25 August 1784), G major.

Ates Orga, 2010

CD 10

01. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – I. Introduzione e Fuga
02. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – II. Divertimento
03. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – III. Intermezzo
04. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – IV. Marche Miniature
05. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – V. Scherzo
06. Orchestral Suite No. 1 in D minor, Op.43 – VI. Gavotte
07. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – I. Jeu de sons
08. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – II. Valse
09. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – III. Scherzo burlesque
10. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – IV. Rêves d’enfant
11. Orchestral Suite No. 2 in C major, ‘Suite Caractéristique’, Op.53 – V. Danse baroque

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CD 11

01. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – I. Élégie. Andante molto cantabile
02. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – II. Valse mélancolique. Allegro moderato
03. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – III. Scherzo. Molto vivace
04. Orchestral Suite No. 3 in G major, Op.55 – IV. Tema con Variazioni. Andante con moto
05. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – I. Gigue. Allegro (Gigue, K.574)
06. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – II. Menuet. Moderato (Minuet, K.355)
07. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – III. Preghiera. Andante non tanto (Ave verum corpus, K.618)
08. Orchestral Suite No. 4 in G major, ‘Mozartiana’ – IV. Thème et Variations. Allegro giusto (Unser dummer Pöbel meint, K.455)

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Radio-Sinfonieorchester Stuttgart
Neville Merriner – Conductor

.: interlúdio :. Fred Hersch: {Open Book}

.: interlúdio :. Fred Hersch: {Open Book}

R-10676095-1503040211-4793.jpegApós um episódio de coma e quase morte em 2008, o lírico pianista Fred Hersch manteve o status de pianista de jazz de primeira linha. A série de álbuns pós-doença, Whirl (2010), Alone At The Vanguard (2011), Floating (2014), Solo (2015) e Sunday Night At the Vanguard (2016), todos pela Palmetto Records, revelam clareza artística, ao lado de uma abordagem emotiva mais profunda, em comparação com sua produção excelente, mas talvez mais cerebral, de antes de sua luta contra sérios problemas de saúde.

{Open Book}, o décimo primeiro álbum de piano solo de Hersch, é excelente. Só ouvir Whisper not e Zingaro já basta para considerá-lo um disco de exceção.

Fred Hersch: {Open Book}

1 The Orb
Written-By – Fred Hersch
6:26
2 Whisper Not
Written-By – Benny Golson
6:27
3 Zingaro
Written-By – A. C. Jobim
7:58
4 Through The Forest
Written-By – Fred Hersch
19:54
5 Plainsong
Written-By – Fred Hersch
4:51
6 Eronel
Written-By – Sadik Hakim, Thelonious Monk
5:40
7 And So It Goes
Written-By – Billy Joel
5:57

Fred Hersch, piano

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Hersch: esquisitão calmo, sensível e bom de piano.
Hersch: esquisitão ressuscitado, calmo, sensível e bom de piano.

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Sonatas – Marc-Andre Hamelin

LINK ATUALIZADO!!

De todos os cds que já ouvi com as sonatas para piano de Mozart provavelmente este aqui pode facilmente ser classificado o melhor gravado nesta década. Marc-Andre Hamelin está impecável, nos oferecendo um Mozart cheio de vida e de emoção.
Eis o texto de apresentação deste CD duplo tirado do próprio site da Hyperion:

Eight of Mozart’s divinely inspired Piano Sonatas here receive performances of mercurial inspiration from consummate-musician cum virtuoso-wizard Marc-André Hamelin. His four Haydn albums have enthralled—this new Mozart will not disappoint. Two Rondos, a Fantasia, and a decidedly quirky Gigue complete a delight of a double album.”

Para se ouvir com calma, concentração, e silêncio.

CD 1
01 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 1 Allegro
02 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 2 Adagio
03 Mozart Piano Sonata in D major, K576 – 3 Allegretto
04 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 1 Allegro
05 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 2 Andante
06 Mozart Piano Sonata in G major, K283 – 3 Presto
07 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 1 Allegro
08 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 2 Adagio
09 Mozart Piano Sonata in F major, K332 – 3 Allegro assai
10 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 1 Allegro
11 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 2 Adagio
12 Mozart Piano Sonata in B flat major, K570 – 3 Allegretto
13 Mozart Rondo in D major, K485
14 Mozart Gigue in G major, K574

CD 2

15 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 1 Allegro moderato
16 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 2 Andante cantabile
17 Mozart Piano Sonata in C major, K330 – 3 Allegretto
18 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 1 Allegro
19 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 2 Andante cantabile
20 Mozart Piano Sonata in B flat major, K333 – 3 Allegretto grazioso
21 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 1 Allegro
22 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 2 Andante
23 Mozart Piano Sonata in C major, K545 – 3 Rondo
24 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 1 Adagio
25 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 2 Menuetto I & II
26 Mozart Piano Sonata in E flat major, K282 – 3 Allegro
27 Mozart Rondo in A minor, K511
28 Mozart Fantasia in D minor, K397

Marc-Andre Hamelin – Piano

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Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

mULLOVA pARTIM-PER-DÍ-VEL !!!

As obras do mais recente álbum de Viktoria Mullova são dedicadas à música para violino de Arvo Pärt. As composições derivam dos estudos de Pärt sobre a música da igreja medieval e são produtos que ele descreve como de estilo “tintinnabuli”, desenvolvido pelo compositor nos anos 70. “Descobri que é suficiente quando uma única nota é tocada de maneira bonita. Essa nota, ou uma batida silenciosa ou um momento de silêncio, me conforta. Eu trabalho com poucos elementos — com uma voz, duas vozes”. Tais peças se tornaram icônicas no repertório contemporâneo. Este álbum foi gravado na presença do compositor, como demonstra a capa. E é EXTRAORDINÁRIO.

Arvo Pärt (1935): Darf ich… / Fratres / Passacaglia / Tabula rasa / Spiegel im Spiegel

1. Darf ich… 02:52
2. Fratres 10:26
3. Passacaglia 04:42
4. Tabula rasa: I. Ludus 10:57
5. Tabula rasa: II. Silentium 20:35
6. Spiegel im Spiegel 09:25

Viktoria Mullova (violin)
Estonian National Symphony Orchestra
Paavo Järvi (conductor)

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Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.
Arvo Pärt e Viktoria Mulllova conspirando.

PQP

Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concertos, nº 4 in B Minor, op. 10, nº 11 in G Major, op. 70 – Ulf Hoelscher, RISOB

frontCD ORIGINALMENTE POSTADO EM 2014. NOVO LINK !!!

Assim como Hummel, Luis Spohr é outro compositor contemporâneo de Mozart, Haydn e Beethoven e que é injustamente esquecido nos dias atuais, apesar do esforço de algumas gravadoras de lançar cds com suas obras. Além disso, e assim como Hummel, que postei recentemente, Spohr era um também um virtuose, mas do violino, e rivalizava em sucesso com ninguém menos que Paganini. Além de ser um ás nos palcos, também produziu uma barbaridade, com dezoito concertos para violino, quatro para clarinete, entre muitos outros. O homem era uma máquina de compor.

Estou trazendo aqui dois concertos para violino, magnificamente interpretados por Ulf Hoelscher, músico até então desconhecido por mim. Mas o selo CPO por si só já é sinônimo de qualidade. Trarei outras obras deste compositor por este selo.  Espero que gostem.

01. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 I. Allegro moderato
02. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 II. Adagio
03. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 4, Op. 10 III. Rondo Allegretto
04. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 I. Adagio-Allegro vivace
05. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 II. Adagio
06. Ulf Hoelscher – Violin Concerto No. 11, Op. 70 III. Rondo. Allegretto

Ulf Hoelscher – Violin
Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica” (Haitink)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica” (Haitink)

coverIM-PER-DÍ-VEL !!!

Na minha opinião, esta é a melhor versão da Sinfonia Romântica de Bruckner. E creio a obra, ao lado da 5ª, 7ª e 9ª, seja um dos mais importantes trabalhos do compositor austríaco. Bernard Haitink é um mestre. Tive a sorte de vê-lo regendo e o homem é mesmo um monstro. É impossível de um músico não entrar no momento correto, tal a clareza de seus gestos aos 87 anos de idade, quando finalmente o vi trabalhando ao vivo. Este ano, ele caiu nas escadas do Concertgebouw e teve que cancelar alguns concertos. Mas já voltou. O que ele faz aqui é uma versão que se tornou há décadas referência do melhor Bruckner. É um disco para se ouvir de joelhos.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 4 “Romântica”

1 Bewegt, Nicht Zu Schnell
2 Andante, Quasi Allegretto
3 Scherzo (Bewegt) – Trio (Nicht Zu Schnell. Keinesfalls Schleppend)
4 Finale (Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell)

Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink: gênio absoluta da regência.
Bernard Haitink: gênio absoluto da regência.

PQP

Haydn: Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix – Sandrine Piau (soprano) & Accentus Akademie für Alte Musik Berlin, dir. Laurence Equilbey

Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix

Franz Joseph Haydn (Austria, 1732-1809)

Accentus Akademie für Alte Musik Berlin
dir. Laurence Equilbey

 

No caminho de volta de sua segunda estada na Inglaterra, no final de agosto de 1795, Haydn parou em Passau, antiga cidade episcopal da Baviera, que fica na confluência do Rio Danúbio com o Rio Inn. Na noite de sua chegada, assistiu à apresentação de uma de suas obras, as Sete Últimas Palavras. Mas ele nunca tinha ouvido daquela maneira sua composição antes: foi apresentada como uma cantata para vozes e orquestra, no arranjo de Passau Hotkammerrat e Kapellmeister Joseph Friebert (1723-99).

Haydn havia escrito as Sete Últimas Palavras em 1786 como um trabalho puramente orquestral. A solicitação original tinha vindo da Espanha, de um cânone de Cádiz, para ser mais preciso, que pedira ao sinfonista mais célebre da Europa que escrevesse música meditativa para os exercícios espirituais Passiontide na capela de Santa Cueva. Os movimentos individuais deviam servir, por assim dizer, como comentários sobre as palavras bíblicas lidas no púlpito. Para este fim, Haydn, portanto, forneceu uma sucessão de movimentos quase exclusivamente lentos. Mais tarde, ele escreveu: “A tarefa de escrever sete adágios sucessivos, cada um deles durando cerca de dez minutos, sem cansar o ouvinte, não era de maneira alguma fácil”. Esta foi a origem de uma das mais extraordinárias composições instrumentais de todo o século XVIII, que rapidamente se tornou uma das obras mais conhecidas de Haydn.

Edições impressas apareceram já em 1787/8 nos mais importantes centros musicais, Londres, Paris e Viena, e cópias manuscritas circularam pela Europa. Haydn também comercializou as Sete Últimas Palavras em seu próprio arranjo para quarteto de cordas, e em uma versão de teclado que ele mesmo não fez, mas ainda assim aprovou. A única maneira de retrabalhar a peça, que obviamente não lhe ocorreu – embora o assunto tenha se prestado tão claramente a ela – foi como uma obra vocal.

Mas sua estada em Passau mudou tudo o que Haydn tinha gostado na apresentação daquela noite de agosto de 1795. No entanto, seu veredicto sobre o arranjo de Friebert em si era: “Acho que eu poderia ter manipulado melhor as partes vocais”. Ele pediu a Friebert que lhe desse uma cópia de sua versão, e assim que ele voltou a Viena, ele começou a transformar as Sete Últimas Palavras em música vocal.

No início, o arranjo de Passau serviu-lhe como modelo. À medida que seu trabalho avançava, porém, ele se afastava cada vez mais dele. Para fazer seu arranjo, Haydn teve uma partitura copiada das partes impressas da versão original, na qual ele inseriu as partes vocais recém-compostas. No entanto, a escrita orquestral não permaneceu intocada: ele modificou algumas notas e marcações dinâmicas, e enriqueceu a instrumentação com pares de clarinetes e trombones, enquanto apagava duas das quatro partes originais das trompas.

Haydn inseriu em cada uma das sonatas uma das sete frases finais de Cristo na Cruz: (I) “Pater, dimitte illis, quia nesciunt, quid faciunt”, (II) ‘Hodie mecum eris in Paradio’, (III) ‘Mulier, ecce filius tuus’, (IV) Deus meus, Deus meus, utquid dereliquisti me, (V) ‘Site’, (VI) ‘Consummatum est’, (VII) “Em manus Tuas, Domine, commendo spiritum meum.

Existem duas adições particularmente proeminentes em comparação com a versão orquestral. Primeiro de tudo, Haydn prefaciava a maioria dos movimentos com introduções curtas em quatro partes em um estilo a cappella conscientemente arcaico, no qual a sentença de Cristo que dá à peça seu título é declamada à maneira de uma “epígrafe”. Além disso, entre a quarta e a quinta “palavras” ele inseriu um novo movimento instrumental, uma segunda Introdução em Lá menor, que agora separa claramente o trabalho em duas partes. Este movimento extraordinário, marcado apenas por instrumentos de sopro, surpreende o ouvinte pela sua severidade e acidez. Não foi por acaso que os contemporâneos a consideraram “entre as obras mais talentosas que Haydn já produziu”.

Nesse movimento, ele exige que a sonoridade seja reforçada por um contrafagote – pela primeira vez em sua produção. Haydn assumiu a maior parte do texto cantado do arranjo de Friebert. Provavelmente se deve ao próprio Passau Kapellmeister, que foi inspirado por modelos poéticos altamente emocionais como Geistliche Oden undbeder de Christian Rirchtegott Gellert (odes espirituais e canções) e Der Tod Jesu de Karl Wilhelm Ramler (A morte de Jesus) para escrever textos devocionais nos quais cada uma das “palavras” de Cristo da cruz é enfaticamente enfatizada.

No entanto, Haydn pediu ao barão Gottfried van Swieten, o influente patrono da música e diretor da Biblioteca Imperial (agora o Osterreichische Nationalbibliothek), para revisar o texto. Ao fazê-lo, van Swieten assumiu e ampliou os ecos óbvios de Ramler, chegando a emprestar todo o texto do movimento de fechamento, “terremoto”, diretamente de seu Der Tod Jesu. Van Swieten também organizou o primeiro desempenho da nova versão. Esta foi conduzida por Haydn em 26 de março de 1796 no Palais Schwarzenberg em Viena, em um dos concertos da Gesellschaft der Assoclierten Cavaliers, uma associação de nobres amantes da música cujo espírito de movimento era o próprio barão. Foi nesse mesmo cenário que, pouco mais de dois anos depois, o oratório de Haydn, The Creation, teve sua estréia. Naquela época, o arranjo oratorio das Sete Últimas Palavras já havia se estabelecido como um favorito firme no Passiontide em Viena. (ex-catálogo & internet)

Haydn: Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix – 2006
Accentus Akademie für Alte Musik Berlin
01. Introduzione: Maestoso Ed Adagio
02. Nr. 1 Largo: Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
03. Nr. 1 Largo: Vater, Vergib Ihnen, Denn Sie Wissen Nicht, Was Sie Tun
04. Nr. 2 Grave E Cantabile: Furwahr, Ich Sag’ Es Dir: Heute Wirst Du Bei Mir Im Paradiese Sein
05. Nr. 2 Grave E Cantabile: Furwahr, Ich Sag’ Es Dir: Heute Wirst Du Bei Mir Im Paradiese Sein
06. Nr. 3 Grave: Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter!
07. Nr. 3 Grave: Frau, Hier Siehe Deinen Sohn, Und Du, Siehe Deine Mutter!
08. Nr. 4 Largo: Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen?
09. Nr. 4 Largo: Mein Gott, Mein Gott, Warum Hast Du Mich Verlassen?
10. Introduzione: Largo E Cantabile
11. Nr. 5 Adagio: Jesus Refut: Ach, Mich Durstet!
12. Nr. 6 Lento: Es Ist Vollbracht
13. Nr. 6 Lento: Es Ist Vollbracht
14. Nr. 7 Largo: Vater, In Deine Hande Empfehle Ich Meinen Geist
15. Nr. 7 Largo: Vater, In Deine Hande Empfehle Ich Meinen Geist
16. Il Terremoto (Das Erdbeben): Presto E Con Tutta La Forza – Er Ist Nicht Mehr

Haydn: Les Sept Dernières Paroles du Christ en Croix – 2006
Sandrine Piau (soprano); Ruth Sandhoff (mezzo-soprano); Robert Getchell (ténor), Harry van der Kamp (basse)
Accentus Akademie für Alte Musik Berlin
dir. Laurence Equilbey

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MP3 | 320 kbps | 216 MB
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– Sandrine [suspiros] Piau

 

 

 

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição.

Avicenna

Louis Spohr (1784-1859) – Violin Concertos in A, Nos. 3 & 6 – Hoelscher, Fröhlich, RSOB

Vamos continuar nosso pacotaço de Louis Spohr? Mais dois concertos, booklet em anexo ao arquivo com todas as  informações biográficas que os senhores precisam.

Divirtam-se.

01. Violin Concerto in A major, WoO 12 I. Adagio Allegro
02. Violin Concerto in A major, WoO 12 II. Adagio
03. Violin Concerto in A major, WoO 12 III. Rondo
04. Violin Concerto No. 3, Op. 7 I. Adagio-Allegro
05. Violin Concerto No. 3, Op. 7 II. Siciliano, Andante
06. Violin Concerto No. 3, Op. 7 III. Rondo, Alla Polacca
07. Violin Concerto No. 6, Op. 28 I. Allegro
08. Violin Concerto No. 6, Op. 28 II. Recitativo. Andante-Allegro molto Allegro
09. Violin Concerto No. 6, Op. 28 III. Alla spagnuola. Tempo di Polacca

Ulf Hoelscher – Violin
Runddfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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Maurice Ravel (1875-1937): Daphnis et Chloé (completo)

Maurice Ravel (1875-1937): Daphnis et Chloé (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ravel e com um de seus principais intérpretes, Charles Munch. Já fazia tempo que eu queria renovar o link do “Daphnis et Chloé”, mas sempre acontecia alguma coisa que impedia. Vamos ver se agora sai. Charles Munch gravou “Daphnis et Chloé” de Ravel com a Boston Symphony e até hoje ninguém conseguiu superá-lo. É para se ouvir de joelhos, e agradecer aos céus eternamente por nos ter proporcionado momento tão especial na Terra. Imperdível é pouco. Uma das maiores gravações da história da indústria fonográfica, com certeza.

Até conhecê-la, eu me satisfazia com a gravação que o Abbado fez nos anos 70 com a Sinfônica de Londres, ou a gravação do Dutoit com a Orquestra de Montreal. Ambas são excelentes. Mas a delicadeza com que Munch explora as sutilezas da obra é o grande diferencial.

Comparem a primeira faixa, “Invocation to the Nymphs” desta versão com a versão mais light do Dutoit. Munch não joga leve não, mas por incrível que possa parecer, em momento algum sua mão é pesada. A suavidade das passagens que precisam ser suaves, as nuances das cordas, o empenho dos sopros, não há como não se transportar no tempo e se imaginar nos campos gregos, vendo os faunos e as ninfas descansando ao sol, na beira de rios, o soprar de uma leve brisa… insuperável, em minha opinião.

Sobre Daphnis e Chloé, a Wikipedia diz:

“Daphnis et Chloé é um balé, em um ato, com música de Maurice Ravel e baseado em um romance pastoral do século II. Em 1909 foi encomendado a Ravel por Sergei Diaguilev para os seus “Ballets Russes”. Com coreografia de Mikhail Fokine, levou três anos para ser criado. É definida por Ravel como uma “Sinfonia Coreográfica”. É uma obra da corrente musical impressionista.
Índice

A criação

Durante a primeira temporada dos Ballets Russes em Paris, no ano de 1909, o seu diretor, Sergei Diaguilev, tomou conhecimento de algumas músicas de Maurice Ravel. Impressionado com o seu talento, encomendou a partitura de um balé, “Daphnis et Chloé”, baseado em um romance pastoral do poeta grego Longus, que viveu no século II. Recomendou a Ravel que trabalhasse junto a Mikhail Fokine que seria o responsável pela coreografia do bailado. Ravel com seu estilo de trabalho meticuloso e bem cuidado, levou três anos para concluir a obra. Durante este tempo, algumas desavenças entre ele e Fokine aconteceram, principalmente no que dizia respeito ao cenário. Porém, conseguiram entrar em um acordo e os ensaios iniciaram. Nos ensaios também aconteceram alguns problemas, já que a partitura foi considerada difícil de ser dançada pelo corpo de baile.

A estreia

A estréia se deu em Paris, no Théâtre du Châtelet, no dia 8 de junho de 1912, com Nijinsky e Karsavina nos papéis principais (Daphnis e Chloé, respectivamente). O Regente foi Pierre Monteux. O cenografia e os costumes ficaram a cargo de Léon Baskt. A corografia era de Mikhail Fokine.

A sinopse do balé

A primeira cena é passada em um bosque sagrado, dedicado ao deus Pan. Vê-se a figura de Pan e as suas ninfas alojadas em suas cavernas. Daphinis e Chloé, juntos com donzelas e pastores, entram em cena para fazer a oferta das oferendas às ninfas. Uma dança geral é iniciada e os rapazes e as moças ficam separados. Daphnis é cercado pelas moças, enquanto Chloé é cercada pelos rapazes. Um deles, o jovem Dorcon, tenta beijar Chloé. Irado, Daphnis tenta expulsá-lo, mas é contido. Uma disputa então é proposta: quem dentre os dois melhor dançar fará jus a um beijo de Chloé. O primeiro a dançar é Dorcon. Sua dança é grotesca e primitiva. Em seguida, é a vez de Daphnis. Com movimentos e gestos graciosos, ele é o preferido da multidão. Ele é declarado vencedor e recebe o seu prêmio: um beijo da sua amada. Chloé sai de cena, deixando Daphnis em êxtase. Uma jovem de nome Lyceion então se aproveita para atrair Daphnis com sua dança. De repente, sons de combate são ouvidos. Um bando de piratas entra em cena, perseguindo as donzelas. Chloé é raptada e Daphnis sem poder fazer alguma coisa cai, sem sentidos. As ninfas de Pan surgem e tentam reanimá-lo, sem sucesso. Então, recorrem ao deus Pan. Surge outro cenário, retratando o esconderijo dos piratas. Chloé é levada a presença do chefe dos piratas, Bryaxis. Ela é forçada a dançar para ele. Sem ter como fugir, ela se prepara para iniciar a dança, quando o cenário se enche de luzes misteriosas. Sátiros surgem de todas as partes e cercam os piratas. Surge, então, a figura assustadora do deus Pan, fazendo com que os piratas fujam de pavor. Retorna-se ao primeiro cenário. Daphnis e Chloé estão juntos novamente. Em comemoração ao momento vivido, eles encenam uma mímica em que são evocados Pan e Syrinx. Em seguida, todos juntos executam uma grande dança em comemoração às núpcias, encerrando a peça.

A obra

A peça possui um só ato, dividido em três partes. Cada parte é relativa a um cenário. O tempo de duração da encenação é de uma hora. Uma grande orquestra é requerida, com um coro, que canta sem texto. Para a execução sem bailado, Ravel criou uma suíte orquestral dividida em duas partes, sendo a segunda a mais popular e sempre executada nas salas de concertos ao redor do mundo.”

Eu já falei que esta gravação é espetacular?

Maurice Ravel (1875-1937) – Daphnis Et Chloe (complete)

01 – Invocation To The Nymphs
02 – Entrance Of Daphnis And Chloe
03 – Dance Of The Young Girls Around Daphnis
04 – Dorcon’s Advance To Chloe
05 – Daphnis Reasserts His Love For Chloe
06 – Dorcon’s Grotesque Dance
07 – The Gracious Dance Of Daphnis
08 – The Triumph Of Daphnis And The Ecstatic Union With Chloe
09 – Entrance Of The Tempress Lyceion And Dance Of Veils
10 – The Invasion Of The Pirates
11 – Invocation To Pan By The Nymphs And The Prayer Of Daphnis
12 – Interlude
13 – The Orgiastic Dance Of The Pirates
14 – Bryaxis Orders Chloe To Be Brought Forward And To Dance
15 – Chloe’s Dance Of Supplication
16 – Creatures Of Pan Appear And Frighten The Pirates
17 – Sunrise, Daphins Prostrate At The Grotto Of The Nymphs
18 – Daphnis And Chloe Are Reunited
19 – Lammon Tells How Pan Saved Chloe
20 – Pan (Daphnis) Fashions A Flute From Some Reeds
21 – Abandoning Their Roles
22 – Girls Dressed As Bacchantes Enter With Tambourines
23 – Young Men Invade The Scene

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

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Charles Munch: imbatível nesta obra

FDP

Louis Spohr (1784-1854) – The Violin Concertos nº 2 & 5 – Ulf Hoelscher, Rundfunk Sinfonieorchester Berlin, Fröhlich

Trago hoje o segundo CD com a integral dos Concertos para Violino de Louis Spohr. Como comentei em postagem anterior, Spohr foi contemporâneo dos grandes compositores do início do século XIX, sendo amigo pessoal de vários deles, incluindo aí o próprio Ludwig, o Beethoven.

Espero que apreciem. O booklet com importantes informações sobre a vida e a obra de Spohr está anexado ao arquivo.

01. Violin Concerto No. 2, Op. 2 I. Allegro moderato
02. Violin Concerto No. 2, Op. 2 II. Adagio
03. Violin Concerto No. 2, Op. 2 III. Alla Polacca
04. Violin Concerto No. 5, Op. 17 I. Allegro moderato
05. Violin Concerto No. 5, Op. 17 II. Adagio ma non troppo
06. Violin Concerto No. 5, Op. 17 III. Rondo Allegretto

Ulf Hoelscher – Violin
Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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Louis Spohr (1784-1854) – The Violin Concertos nº 14, 15 & 1 – Ulf Hoelscher, Rundfunk Sinfonieorchester Berlin

Louis Spohr viveu em uma época de transição, foi contemporâneo de Beethoven, Mozart, Haydn, Schubert, Schumann, Mendelssohn, e a lista continua. Todos o admiravam, e além disso foi um dos maiores violinistas de seu tempo, rivalizando com Paganini. E também lecionou durante toda a sua vida, formando dezenas, quiçá centenas de novos músicos. Ele já apareceu aqui no PQPBach algumas vezes. Sendo contemporâneo de todos estes mestres acima relacionados, deve até ter sido meio difícil de se destacar, talvez por isso seguiu a carreira de professor, mas volto a destacar que era muito admirado por todos, seja como compositor, enquanto solista ou professor.
O excelente selo alemão CPO contratou o violinista Ulf Hoelscher para gravar seus concertos para violino. São obras curiosas, destacando sempre mais a parte técnica, que oferecem diversas armadilhas para os solistas.
Neste primeiro CD que ora vos trago temos três concertos, os de nº 14, 15 e o de nº 1. Espero que apreciem, pois serão ao todo sete cds, somando quinze concertos, e algumas peças avulsas.

P.S. Segue anexo ao arquivo excelente booklet que traz maiores informações sobre o compositor e seu tempo. Vale conferir.

01. Violin Concerto No. 14, Op. 110
02. Violin Concerto No. 15, Op. 128 I. Allegro
03. Violin Concerto No. 15, Op. 128 II. Larghetto
04. Violin Concerto No. 15, Op. 128 III. Rondo grazioso
05. Violin Concerto No. 1, Op. 1 I. Allegro vivace
06. Violin Concerto No. 1, Op. 1 II. Siciliano
07. Violin Concerto No. 1, Op. 1 III. Polonaise

Ulf Hoelscher – Violin
Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin
Christian Fröhlich – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

Normalmente negligenciadas pelos pianistas, esta coletânea de peças de Beethoven passa ao largo das sonatas. São Variações, Minuetos, Bagatelas e outras obras de menor porte que são quase desconhecidas do grande público, mas que revelam, se não o gênio de Beethoven, uma enorme elegância. O pianista, maestro e compositor russo Mikhail Pletnev dá-lhes tratamento de luxo. O melhor do deste CD duplo são as Bagatelas.

Bagatelas são composições breves. O termo significa o mesmo que em português: coisas descartadas ou sem importância. Só que aqui as coisas sem importância ganham outro significado: a de peças não sujeitas a um plano formal estabelecido.

O CD é bastante bom e agradável. Pletnev é efetivamente um mestre.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

9 Variations on a March by Dressler WoO 63
1) Thema. Maestoso – Var. I – IX [7:22]
Rondo in C major WoO 48
2 Allegretto [2:09]
Rondo in A major WoO 49
3) Allegretto [2:42]
6 Variations on a Swiss Song in F major WoO 64
4) Thema. Andante con moto – Var. I – VI [2:57]
24 Variations on Righini’s Arietta “Venni amore” WoO 65
5) Thema. Allegretto [0:47]
6) Var. I [0:43]
7) Var. II [0:43]
8) Var. III [0:37]
9) Var. IV [0:42]
10) Var. V [0:38]
11) Var. VI [0:38]
12) Var. VII [0:41]
13) Var. VIII [0:56]
14) Var. IX [0:44]
15) Var. X [0:41]
16) Var. XI [0:47]
17) Var. XII [1:05]
18) Var. XIII [0:41]
19) Var. XIV. Allegretto – Adagio [1:29]
20) Var. XV [0:34]
21) Var. XVI [0:41]
22) Var. XVII [0:53]
23) Var. XVIII [0:49]
24) Var. XIX [0:38]
25) Var. XX. Scherzando [0:41]
26) Var. XXI [0:45]
27) Var. XXII [0:41]
28) Var. XXIII. Adagio sostenuto [3:46]
29) Var. XXIV. Allegro – Allegro stringendo – Presto assai [2:12]
12 Variationen über das menuett a la vigano aus “Le Nozze Disturbate” von J. Haibel, WoO68
30) Thema. Allegretto – Var.I-XI – Var.XII.Allegro-Adagio [11:25]
6 Piano Variations in G, WoO 70 on “Nel cor più non mi sento”
31) Thema. (Andantino) – Var. I – VI [4:13]
6 Minuets WoO 10
32) No. 1 in C major [1:52]
33) No. 2 in G major [2:07]
34) No. 3 in E flat major [2:00]
35) No. 4 in B flat major [1:59]
36) No. 5 in D major [2:04]
37) No. 6 in C major [1:51]
Rondo in C, Op.51, No.1
38) Moderato e grazioso [5:11]
Rondo in G, Op.51, No.2
39) Andante cantabile e grazioso [7:43]

CD 2:
7 Bagatelles, Op.33
1) 1. Andante grazioso, quasi Allegretto [3:27]
2) 2. Scherzo (Allegro) [3:16]
3) 3. Allegretto [2:11]
4) 4. Andante [3:19]
5) 5. Allegro, ma non troppo [2:48]
6) 6. Allegretto quasi Andante [3:36]
7) 7. Presto [2:08]
6 Piano Variations in F, Op.34
8) Thema (Adagio) [1:38]
9) Variation I [1:25]
10) Variation II (Allegro ma non troppo) [1:05]
11) Variation III (Allegretto) [1:00]
12) Variation IV (Tempo di menuetto) [1:06]
13) Variation V: Marcia (Allegretto) [2:48]
14) Variation VI – Coda (Allegretto) [3:52]
Andante favori in F, WoO 57
15) Andante grazioso con moto [10:39]
Polonaise in C, Op.89
16) Alla polacca, vivace [5:50]
11 Bagatelles, Op.119
17) 1. Allegretto [3:02]
18) 2. Andante con moto [0:57]
19) 3. à l’Allemande [1:46]
20) 4. Andante cantabile [1:42]
21) 5. Risoluto [1:06]
22) 6. Andante – Allegretto leggiermente [2:02]
23) 7. Allegro ma non troppo [1:14]
24) 8. Moderato cantabile [2:06]
25) 9. Vivace moderato [0:45]
26) 10. Allegramente [0:18]
27) 11. Andante, ma non troppo [2:04]
Bagatelle in C minor WoO 52
28) Presto [3:56]
Bagatelle in C major WoO 56
29) Allegretto [1:44]

Mikhail Pletnev, piano

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Mikhail Pletnev dando uma canja no Concertgebouw de Amsterdam
Mikhail Pletnev dando uma canja, regendo a si mesmo

PQP

Handel: Between Heaven & Earth – Sandrine Piau, Accademia Bizantina


Handel: Between Heaven & Earth

Sandrine Piau

Accademia Bizantina
dir. Stefano Montanari

2009

 

A linda soprano francesa Sandrine Piau dá um recital de Handel de raro brilho aqui, escolhendo árias que vão desde a deslumbrante “Disserratevi, o porte d´Averno” de “La Resurrezione”, à agonia de Cleópatra em “Convey me to some peaceful shore” de “Alexander Balus”. Ela é acompanhada pela deliciosamente animada Accademia Bizantina, que curte suas próprias músicas, incluindo a mais feroz “Arrival of the Queen of Sheba” que você provavelmente ouvirá. (The Guardian)

Georg Friedrich Händel (Alemanha,1685 – Inglaterra,1759)
Sandrine Piau, Accademia Bizantina, dir. Stefano Montanari
01. La Resurrezione, HWV 47 – Act 1. Scene 1. Aria. Disserratevi, o porte d’Averno
02. Theodora, HWV 68 – Act 2. Scene 2. Recitative. O Thou bright Sun!
03. Theodora, HWV 68 – Act 2. Scene 2. Aria. With darkness deep as is my woe
04. A Song for St Cecilia’s Day, HWV 76 – Aria. What passion cannot Music raise and quell
05. Messiah, HWV 56 – Act 1. Scene 5. Aria. Rejoice greatly
06. Theodora, HWV 68 – Act 2. Scene 2. Largo
07. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Aria. O take me from this hateful light
08. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Recitative. Forgive, O queen
09. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Accompagnato. Calm thou my soul
10. Alexander Balus, HWV 65 – Act 3. Scene 4. Aria. Convey me to some peaceful shore
11. Joseph and His Brethren, HWV 59 – Act 3. Scene 2. Recitative. Art thou not Zaphnath? Is not Egypt sav’d?
12. Joseph and His Brethren, HWV 59 – Act 3. Scene 2. Aria. Prophetic raptures swell my breast
13. L’Allegro, Il Moderato, Ed Il Penseroso, HWV 55 – Act 3. Duet. As steals the morn upon the night
14. Solomon, HWV 67 – Act 3. Symphony (The Arrival of the Queen of Sheba)
15. L’Allegro, Il Moderato, Ed Il Penseroso, HWV 55 – Act 1. Accompagnato. First and chief on golden wing
16. L’Allegro, Il Moderato, Ed Il Penseroso, HWV 55 – Act 1. Aria. Sweet bird
17. Concerto Grosso in B flat major, Op. 3 No. 2 – Largo
18. Solomon, HWV 67 – Act 3. Scene 3. Aria. Let the bright seraphims
19. Il Trionfo Del Tempo E Del Disinganno, HWV 46a – Act 2. Accompagnato. Pure del cielo
20. Il Trionfo Del Tempo E Del Disinganno, HWV 46a – Act 2. Aria. Tu del Ciel ministro eletto

Handel: Between Heaven & Earth – 2009
Sandrine Piau
Accademia Bizantina
dir. Stefano Montanari

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MP3 | 320 kbps | 132MB
 

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– The Heaven !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição.

Avicenna

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (von der Goltz)

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (von der Goltz)

GoltzIM-PER-DÍVEL !!!

Na minha opinião, a Freiburger Barockorchester é melhor orquestra de câmara atualmente em atividade. E seu Konzertmeister é Gottfried von der Goltz. Ele se divide entre ser maestro e violinista principal — nem sempre atua como spalla — da orquestra. E agora nos chega com a obra máxima do repertório para violino solo: as Sonatas e Partitas, de Johann Sebastian Bach. Quando vi a capa do CD, me entusiasmei imediatamente. E agora, após duas audições completas, minha felicidade não se arrefeceu. A interpretação é poderosa. Assim como Beyer, Podger (Artista do Ano de 2018 da revista Gramophone) e Holloway, trata-se de um violinista especialista em repertório barroco. Cada passagem parece ter sido amadurecida por muito tempo, servindo à música. Vai para o topo, juntamente com os violinistas citados e mais Busch. É uma nova e esplêndida versão inédita deste monumento musical, cheio de humanidade e vida.

J.S. Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo

1. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: I. Adagio
2. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: II. Fuga. Allegro
3. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: III. Siciliana
4. Violin Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001: IV. Presto

5. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: I. Allemanda
6. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: II. Double
7. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: III. Corrente
8. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto
9. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: V. Sarabande
10. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VI. Double
11. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VII. Tempo di Borea
12. Violin Partita No. 1 in B Minor, BWV 1002: VIII. Double

13. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: I. Grave
14. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: II. Fuga
15. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: III. Andante
16. Violin Sonata No. 2 in A Minor, BWV 1003: IV. Allegro

17. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: I. Allemanda
18. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: II. Corrente
19. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: III. Sarabanda
20. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: IV. Giga
21. Violin Partita No. 2 in D Minor, BWV 1004: V. Ciaccona

22. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: I. Adagio
23. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: II. Fuga
24. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: III. Largo
25. Violin Sonata No. 3 in C Major, BWV 1005: IV. Allegro assai

26. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: I. Preludio
27. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: II. Loure
28. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau
29. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: IV. Menuets I & II
30. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: V. Bourée
31. Violin Partita No. 3 in E Major, BWV 1006: VI. Gigue

Gottfried von der Goltz, violino

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O violinista e maestro Gottfried von der Goltz
O violinista e maestro Gottfried von der Goltz

PQP

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)

frontThe Snow Maiden

The Russian playwright Alexander Ostrovsky, born in Moscow in 1823, is generally considered the most important figure in the Russian theatrical tradition between Gogol and Chekhov.. He studied Law at University but was forced to give up the course after a disagreement with one of the Professors, and started his career as a legal clerk, a job which gave him insights into the social interaction of the Russian merchant class and civil service; these he made use of in his first comedies. Later he turned to more serious drama, for example the tragedy Groza (1859) portraying the predicament of the young wife of a despotic merchant.
Though some of his works were initially banned by the authorities, he prospered under the more liberal reign of Alexander II and enjoyed the patronage of Alexander III. In addition to his literary work he became an important administrator of the Russian stage. He became the director of the famous Maly Theatre in Moscow; interested in music, he also founded the Society of Russian Dramatic Art and Opera Composers. Ostrovsky’s Snegoruchka – Vesennyaya Skazka (The Snow Maiden – a Spring Fairy Tale), to give it its full title, stands rather apart from his more realistic works. The Maly Theatre was closed for renovation in early 1873 and its dramatic troupe had to work at the neighbouring Bolshoi Theatre, which housed the opera and ballet companies. The Bolshoi management put it to Ostrovsky that he should create a spectacle involving all three arts – acting, dancing and music. The Snow Maiden was the result, and in it he drew upon a wide range of Russian folk-tales to create a sparkling mythic synthesis. For the first production, which took place on 11 May 1873, an important score of incidental music was commissioned from the 32-year-old Tchaikovsky, who was still in the process of establishing his reputation as a composer. Although he was teaching 27 hours a week at the Moscow Conservatoire, it took him just three weeks to write the music, which he composed as soon as he received each fresh batch of text from Ostrovsky, completing it in early April.
In the event it turned out to be Tchaikovsky’s contribution, more than Ostrovsky’s, which impressed the play’s first audiences. The gorgeous production was mounted at a cost of 15,000 roubles, but was judged tobe rather static, without much dramatic action. The Snow Maiden had four performances in the spring season of 1873, and four more in the winter season of 1873–4. After one further performance, however, it disappeared from the repertoire, probably because of the expense of using all three performing companies.
Tchaikovsky’s friend and mentor Nikolai Rubinstein, who admired the score, conducted it in concert, and it has occasionally been revived without Ostrovsky’s play. Tchaikovsky himself had great affection for this music. For some years after the production he planned to expand the incidental music into an opera, and he was highly incensed when he found that Rimsky-Korsakov had written an opera of his own on Ostrovsky’s play. He wrote to his brother Modest ‘… it’s as though they’ve taken from me by force something that is innately mine and dear to me, and are presenting it to the public in bright new clothes. It makes me want to weep!’ Much later, in 1891, he would re-use some of the music of The Snow Maiden in his incidental music to Shakespeare’s Hamlet.
The story of The Snow Maiden, which has some similarities to that of Hans Christian Andersen’s ‘The Little Mermaid’, deals with the opposition of eternal forces of nature and involves the interactions of mythological characters (Frost, Spring, the Wood-Sprite), real people (Kupava, Mizgir, Brussila), and those in-between beings who are half-mythical, half-real (the Snow Maiden, Lel the Shepherd, and Tsar Berendey). The Snow Maiden can only live if her heart remains cold, unwarmed by love. But wishing to  experience a life like other girls, she enters the world of human beings and innocently ruins a wedding when the bridegroom sees her and falls in love with her. Accused by the bride, of seducing her intended husband, the Snow Maiden is brought before the Tsar, Berendey, for judgement, and she decrees that she must marry the man – with whom she has meantime fallen in love. But love’s warmth has made her vulnerable to the rays of the Sun God, and when exposed to them she melts away to nothing.
Tchaikovsky composed a large quantity of music to accompany Ostrovsky’s play. Much of it is vocal and choral, including songs for Lel and the peasant Brusilo, and a monologue for Frost. The choral contributions include such attractive inspirations as the chorus of shivering birds, the chorus of flowers, and the choral carnival procession, a picture of Russian peasant life. All the dances are attractive and in fact give a hint of the great ballet composer Tchaikovsky would soon become. In composing this score for a play based on Russian fairytale, Tchaikovsky made more lavish use of Russian folksongs than in any previous work there are about a dozen of them, which he placed  in colourful settings. The Introduction, however, is borrowed from his earlier, unsuccessful opera Undine, which also provided the material for Lel’s first song.
In a letter of 1879 to his patroness Nadezhda von Meck, Tchaikovsky wrote that The Snow Maiden was ‘one of my favourite offspring. Spring is a wonderful time; I was in good spirits, as I always am at the approach of summer and three months of freedom. I think this music is imbued with the joys of spring that I was experiencing at the time’.

Malcolm MacDonald, 2010

01. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – I. Introduction
02. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – II. Dance & Choruses Of The Birds
03. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – III. Winter’s Monologue
04. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – IV. Carnival Procession
05. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – V. Melodrama
06. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – VI. Interlude
07. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – VII. Lehl’s First Song
08. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – VIII. Lehl’s Second Song
09. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – IX. Interlude
10. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – X. Chant Of The Blind Bards
11. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XI. Melodrama
12. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XII. Chorus Of The People And Courtiers
13. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XIII. Round Of The Young Maidens
14. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XIV. Dance Of The Tumblers
15. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XV. Lehl’s Third Song
16. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XVI. Brussila’s Song
17. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XVII. Apparition Of The Spirit Of The Wood
18. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XVIII. Interlude. The Spring Fairy
19. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XIX. Tsar Berendey’s March & Chorus
20. Incidental Music to the play by Ostrovsky, ‘The Snow Maiden (Snegurochka)’ – XX. Final Chorus

Natalia Erassova – Mezzo-Soprano
Alexander Archipov – Tenor
Nikolai Vassiliev – Baritone
Russian State Chorus & Orchestra
Andrei Chistiakov – Conductor

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Franz Liszt (1811–1886): Rapsódias Húngaras e Rapsódia Espanhola

Franz Liszt (1811–1886): Rapsódias Húngaras e Rapsódia Espanhola

R-11425891-1516116288-8890.jpegFranz Liszt (1811 – 1886) idealizou as Rapsódias Húngaras como uma espécie de coletânea das melodias nacionais húngaras, desejava criar o que ele chamava de “epopeias ciganas”. Liszt compôs a primeira em 1846, aos 35 anos de idade, e a última em 1885, aos 74 anos. A maioria de suas rapsódias húngaras são fundamentadas na forma da dança cigana, conhecida como czardas. Quase cento e cinquenta anos depois da última composição elas são indiscutivelmente populares. Nelas encontramos o contraste entre a musicalidade séria e o exibicionismo virtuoso, que tornou o próprio Liszt tão fascinante. A fim de coletar músicas ciganas e absorver o sabor forte de seus ritmos, o lento orgulho do lassan e o frenesi selvagem do friska, Liszt visitou acampamentos ciganos, fez muito mais do que usar apenas as czardas. Ele milagrosamente recriou no piano as características de uma banda cigana, com seu violino solo e o irresistível e suave efeito percussivo do cimbalom, a cítara húngara. Ora há algo selvagem e apaixonado em sua música … ora há tons de profunda melancolia, uma dor de cortar o coração e um desespero selvagem, que o ouvinte é involuntariamente levada por estas envolventes melodias. O gênio de Liszt teve a sensibilidade de reunir canções que poderiam estar unidas em um corpo homogêneo, uma obra completa, suas divisões dispostas de tal maneira que cada canção formaria de uma só vez um todo e uma parte, que poderia ser separada do resto e ser examinada e desfrutada”, cada melodia individualmente, mas que, no entanto, pertenceria ao todo pela estreita afinidade, a similaridade e a unidade do desenvolvimento .

Rapsódias Húngaras

Rapsódia Húngara No.1 (composto 1846; publicado em 1851). Imponente, grandiosa e retórica, a primeira rapsódia faz uso de três canções húngaras com muitas elaborações pianísticas e mudanças harmônicas.
Rapsódia Húngara No.2 (composto 1847; publicado em 1851). A segunda rapsódia é a mais conhecida das dezenove. Começa grandiosamente e heroicamente. Liszt recria no piano em um ponto o som do cimbalo, em outros sugerindo o violino cigano brilhante e impetuoso. Liszt escreveu sobre sua escolha de título: “Pela palavra Rapsódia, a intenção tem sido designar o elemento fantasticamente épico que consideramos que esta música contém … O nômade Cigano, embora se debatendo em diversos países e cultivando sua arte em outros países, foi no solo húngaro que veio a verdadeira valorização de sua música.
Rapsódia Húngara No.3 (publicado em 1853). A terceira rapsódia está entre as mais curtas, assemelha-se a sons de sino bem afinado e foi mais tarde usada livremente por Busoni e Messiaen, entre outros.
Rapsódia Húngara No.4 (publicado em 1853). Liszt escolheu temas baseados na música de Antal Gybrgy Csermolk, um talentoso compositor húngaro de música de câmara, a habilidade de Liszt de dar ao piano um som orquestral é revelada nesta rapsódia, com seus acordes ricos e deslumbrantes, padrões que cobrem toda a gama do teclado.
Rapsódia Húngara No.5 (publicado em 1853). De acordo com musicólogos, a quinta rapsódia é um arranjo livre de uma dança húngara de Jozsef Kossovits, essa Elegia “Heroica” (Heroide-elegiaque é o subtítulo impresso) é diferente das outras rapsódias. Temas lembrando a Marcha Fúnebre de Chopin e o “Estudo Revolucionário” sugerem que o tema desta elegia era na verdade dedicada ao amado amigo de Liszt, que morreu em 1849.
Esta rapsódia para mim tem uma conecção especial, há muito tempo quando na TV passava todos os domingos de manhã um programa que se chamava “Concertos para a Juventude” Roberto Szidon sempre aparecia nos programas tocando alguma peça e nos intervalos ele aparecia numa propaganda de piano tocando uma melodia linda e que ficou gravada na minha memória, alguns anos depois descobri ser a terceira parte desta rapsódia, corri na “Casa Amadeus” no centro de São Paulo e comprei a partitura desta rapsódia, que ainda sei tocar (veja bem… tocar, não interpretar, isto apenas para os grandes….rs).
Artigo45-5Rapsódia Húngara No.6 (publicado em 1853). A sexta rapsódia é um arranjo magistral de quatro canções húngaras populares. Liszt começa com um ritmo de marcha, procedendo através de um Presto curto e alegre para um desenvolvimento de oitava brilhante.
Rapsódia Húngara No.7 (publicado em 1853). A sugestão de que a sétima rapsódia deva ser tocada em “um estilo cigano desafiador e melancólico” é uma pista ampla de seu caráter. Consiste em uma introdução lenta improvisada seguida por uma seção principal que consiste em quatro temas populares e uma recapitulação. O tema da Friska é particularmente sedutor, trabalhado no estilo tipicamente virtuoso de Liszt.
Rapsódia Húngara No.8. (publicado em 1853). A oitava rapsódia é cheia de ornamentação luxuosa e efeitos que simulam o cimbalo. Esta rapsódia é o trabalho final no primeiro livro publicado, com elementos lentos e rápidos que levam a um clímax final. Às vezes chamado de Capriccio, o principal motivo alegro desta rapsódia foi usado também por Liszt em seu poema sinfônico Hungaria (1856).
Rapsódia Húngara No.9 (publicada em 1853). Conhecida como Carnaval de Pesth, Liszt criou uma das suas rapsódias mais longas e brilhantes. É um maravilhoso caleidoscópio de melodias de dança húngaras e um trabalho de enormes dificuldades técnicas e extenso conteúdo musical, especialmente no final elaborado.
Rapsódia Húngara No.10 (publicado em 1853). Os efeitos de filigrana predominam na décima rapsódia como uma forma alternativa e desafiadora (preferida por Liszt), mas evitada por alguns virtuoses. O tema era da Egressy, embelezado pelos suaves glissandos ascendentes e descendentes de Liszt.
Rapsódia Húngara No.11 (publicado em 1853). As figurações do cimbalo produzem um novo jogo de sonoridades nesta surpreendentemente curta rapsódia número 11. Em um clima de intimidade, em vez de ofuscar, instrumentos de cordas são sugeridos no rápido Vivace assai.
Rapsódia Húngara No.12 (publicado em 1853). Liszt dedicou a rapsódia número 12, uma das mais elaboradas, ao distinto violinista húngaro Joachim, usando uma conhecida melodia húngara. A melodia ouvida em fortes uníssonos é uma czarda atribuída ao compositor e violinista húngaro Mark Rozsavolgyi, enquanto o tema Allegro zingarese foi composto pelo compositor cigano Janos Bihari.
Rapsódia Húngara No.13 (publicado em 1853). Embora esta rapsódia ser a menos executada, é musicalmente uma das mais interessantes, com uma seção lenta amplamente desenhada, um vivace animado e um final brilhante. Depois de escalas ciganas húngaras na abertura lenta, Liszt cita as canções populares húngaras.
Rapsódia Húngara No.14 (publicado em 1853). Estas é talvez uma das mais populares de todas, também usado por Liszt como a famosa Rapsódia para orquestra n º 1 e numa versão para piano e orquestra, como a Fantasia Húngara.
Rapsódia Húngara No.15(Rakoczy March) (publicado em 1871). A rapsódia número 15 é mais conhecida como a Marcha Rakoczy. Esta mesma marcha foi usada por Berlioz em sua condenação do Fausto. Foi originalmente obra de Michael Barna, escrito em homenagem ao príncipe Francis Rakoczy, herói histórico da revolta húngara do século XVIII contra a Áustria. Continua a ser um símbolo da liberdade húngara e do orgulho nacional.
Rapsódia Húngara No.16 (composto 1882; publicado em 1882). Uma poderosa fanfarra de oitavas leva à introdução lenta. Progressões harmônicas sutis caracterizam esta rapsódia, composta por ocasião de um festival de Budapeste em homenagem a Munkacsy, um amigo próximo que também pintou um famoso retrato do compositor. Este trabalho é construído em torno de um único motivo melódico que gira em torno de uma nota central.
Rapsódia Húngara No.17 (publicado em 1882). Semelhante a anterior aesta rapsódia usa um acorde ou um tema cromaticamente alterado e depois repetido em sua forma original. Desde sua abertura, o impulso básico e o humor do trabalho permanecem sombrios.
Rapsódia Húngara No.18 (composto 1885; publicado em 1885). Liszt a compôs por ocasião da Exposição Nacional Húngara, e foi publicada pela primeira vez em um álbum intitulado “Album de Exposição de Compositores Húngaros”. A abertura Lassan é marcada e lenta. Depois de aproximadamente cinquenta compassos, o rápido Friska aparece em figuras ligeiras na mão direita. A música da demonstra a simplicidade cigana.
Rapsódia Húngara No.19 (composto 1885; publicado em 1886). Liszt explora um território harmônico mais desconhecido. Antecipando, talvez, as linhas dos compositores do início do século XX. O trabalho é repleto de passagens cintilantes em terças e cadências, excelente exemplo do estilo tardio de improvisação de Liszt, sondando novos efeitos harmônicos.
Rapsódia Espanhola (composto em em 1863). Em 1863 Liszt entrou no mosteiro de Madonna del Rosario de Roma e dois anos antes ele aceitou ordens religiosas menores. Longe de haver qualquer impulso religioso para este trabalho, a rapsódia espanhola pode ser comparada a um retrato musical de Espanha e Portugal, onde, mais de vinte anos antes, ele havia começado uma turnê de seis meses passando por Lisboa, Madri e Sevilha. Duas melodias tradicionais que Liszt teria ouvido na península ibérica são centrais para este exigente trabalho de piano e ambos são nomeados no subtítulo da obra: “Folies d’Espagne et Jota Aragonesa”. Essas melodias fornecem a base para um trabalho virtuoso construído sobre o princípio da variação, sua transformação temática a um mundo distante de suas fontes renascentistas. Depois de uma grande abertura florescer, um primeiro grupo de variações começa à maneira de uma passacaglia, em “La Folia” – uma dança cortês – cada variação sendo superada pela próxima em imaginação e desenvoltura. A variação final, identificada por números de escala rapidamente ascendentes, funde-se na envolvente “Jota Aragonesa”. Essa ideia mais rápida aparece inicialmente sobre um acompanhamento evocando castanholas e saias rodopiantes, e pode ser ouvida principalmente no agudo do piano. Depois de uma pausa, o que parece ser um terceiro tema, com seu ritmo de parada, é na verdade o começo de outro grupo de variações sobre “La Folia”, agora explorando um território harmônico de longo alcance e concluindo com uma grande reprise do “Jota”. Uma breve cadência, em terços cromáticos, anuncia uma seção conclusiva onde Liszt alterna os dois temas, culminando em um reaparecimento final e triunfante de “La Folia”. Uma fantástica obra!

franz-listzAs Rapsódias Húngaras estabeleceram um perfil em que a incisividade e o exagero do espaço deveriam substituir a musicalidade. Em vez de músico, o pianista deveria desempenhar o papel de um gladiador em cena, um atributo típico dos últimos anos do romantismo tardio. Essas são as principais virtudes destas peças para piano, carregadas de musculatura expansiva, arpejos cintilantes e sonoridade teatral. Para satisfazer as grandes multidões do século XIX, o piano teve que ser martelado para obter os aplausos necessários. Neste sentido as interpretações de Roberto Szidon (1941 – 2011) são soberbas ! Para mim é o melhor conjunto completo das rapsódias já gravado. Claro que em peças individuais Horowitz ou Cziffra dão um show ímpar. Porém para mim este conjunto das dezenove rapsódias húngaras e sobretudo na rapsódia espanhola Szidon é soberano. Seu som forte e sua aparente “mão pesada” alternadas com passagens que pedem muita sutiliza fazem parte das rapsódias húngaras, pois elas precisam disso para garantir a sensação petulante de onipresença. Liszt era a personificação do som estrondoso, pitoresco, virtuoso. A interpretação de Szidon é altamente criativa com personalidade muito marcante. As peças de Liszt pedem um talento que seja multidimensional, e Szidon está magnífico em quase todas as rapsódias. Um trabalho digno de um dos melhores músicos que este país já gerou. Muitos são os pianistas brasileiros que têm lugar cativo entre os principais nomes da música mundial. Grande parte deles, desconhecidos do público de seu próprio País, são admirados por onde quer que se apresentem e figuram no panteão dos deuses do instrumento. Poucos, no entanto, tiveram uma carreira fonográfica tão bem-sucedida quanto o gaúcho Roberto Szidon. Esta gravação das 19 “Rapsódias Húngaras”, de Franz Liszt, nunca saiu de catálogo, relançadas em diversos formatos desde a aparição inicial, nos tempos do LP, em 1973, considerada uma das referências de excelência da obra, ao lado dos registros do mítico György Cziffra (1921-1994).
Apreciem sem moderação !

Franz Liszt (1811 – 1886): Raspsódias Húngaras e Rapsódia Espanhola

CD1
1 – Rapsódia Húngara No. 1
2 – Rapsódia Húngara No. 2
3 – Rapsódia Húngara No. 3
4 – Rapsódia Húngara No. 4
5 – Rapsódia Húngara No. 5
6 – Rapsódia Húngara No. 6
7 – Rapsódia Húngara No. 7
8 – Rapsódia Húngara No. 8
9 – Rapsódia Húngara No. 9
10 – Rapsódia Húngara No. 10

CD2
1 – Rapsódia Húngara No. 11
2 – Rapsódia Húngara No. 12
3 – Rapsódia Húngara No. 13
4 – Rapsódia Húngara No. 14
5 – Rapsódia Húngara No. 15
6 – Rapsódia Húngara No. 16
7 – Rapsódia Húngara No. 17
8 – Rapsódia Húngara No. 18
9 – Rapsódia Húngara No. 19
10 – Rapsódia Espanhola

Piano – Roberto Szidon, gravação original de 1973 – remasterizada em CD – 1988

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Roberto Szidon na época das gravações - 1975
Roberto Szidon na época das gravações – 1975

Samuel Barber (1910-1981) – Violin Concerto, Op. 14, Piano Concerto, Op. 38, Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Second Essay, for orchestra, Op. 17, The School for Scandal, overture for orchestra, Op. 5 – Stern, Browning, Bernstein, Ormandy, etc

frontAndo meio sem tempo e com falta de inspiração, então minhas postagens tem saído truncadas, não dou continuidade a integrais, ando bem relaxado para dizer a verdade. Tem dias que nem ligo o computador.
Sei lá se isso vai continuar acontecendo, ou se de repente me sento em frente ao computador e preparo postagens para os próximos dez dias. Antes botava a culpa na internet sem vergonha que recebia em casa. Hoje não posso mais alegar isso. Posso dizer que tenho uma fórmula 1 de internet, comparando com antigos padrões.
Mas chega de blá-blá-blá … hoje tirei o dia para emocioná-los e creio que os senhores irão se emocionar bastante. Preparem seus lenços, os mais sensíveis irão derrubar lágrimas. e só temos feras aqui tocando o maravilhoso Concerto para Violino de Barber, com Isaac Stern ao lado de Leonard Bernstein nos áureos tempos da Filarmônica de New York.  Ouçam que coisa mais linda o primeiro movimento, é emocionante, delicado, sensível. Sem falar do Adagio para Cordas, com o Eugene Ormandy e sua Orquestra da Filadélfia absolutamente inspirados.
Sugiro um bom vinho e uma boa poltrona para melhor apreciarem essa belezura de CD.

01. Violin Concerto, Op. 14- 1. Allegro
02. Violin Concerto, Op. 14- 2. Andante
03. Violin Concerto, Op. 14- 3. Presto in moto perpetuo

Isaac Stern – Violin
New York Philharmonic
Leonard Bernstein – Conductor

04. Piano Concerto, Op. 38- 1. Allegro appassionato
05. Piano Concerto, Op. 38- 2. Canzone- Moderato
06. Piano Concerto, Op. 38- 3. Allegro molto

Johnn Browning – Piano
Cleveland Orchestra
George Szell – Conductor

07. Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet)

Philhadelphia Orchestra
Eugene Ormandy – Conductor

08. Second Essay, for orchestra, Op. 17
09. The School for Scandal, overture for orchestra, Op. 5

New York Philharmonic Orchestra
Thomas Schippers – Conductor

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Giacomo Carissimi (1605-1674): Jonah / The Judgement of Solomon / Jephthah (McCreesh)

Giacomo Carissimi (1605-1674): Jonah / The Judgement of Solomon / Jephthah (McCreesh)

512ZB+E2U3LIM-PER-DÍ-VEL !!!

Um verdadeiro tesouro. São três oratórios bastante raros de Carissimi. A estrutura é semelhante à das óperas de Cavalli, com o recitativo ornamentado fluindo livremente contra partes concertantes de solistas e coro. Jonas é o mais longo e mais elaborado, dura vinte minutos, com o coro duplo criando a grande tempestade. Afinal, não é fácil estar na barriga da baleia, já dizia ZÉ RODRIX. Jephte é mais alegre e Judicium Salomonis fica entre os dois, no disco e em espírito. Roubado de um ótimo comentário que está abaixo: “Carissimi, e Jephte em particular, são citados no Doutor fausto, de Thomas Mann. Quando Adrian Leverkhun viaja à Itália, fica estudando essas partituras e se espanta com a liberdade com que tratam o texto bíblico. “

Giacomo Carissimi (1605-1674): Jonah / The Judgement of Solomon / Jephthah (McCreesh)

1. Jephte, oratorio for 6 voices & continuo
2. Judicium Salomonis, oratorio for 4 voices, 2 violins & continuo (formerly attrib. to S. Capricornus)
3. Jonas, oratorio for soloists, 5 voices, 2 violins & continuo

Gabrieli Consort & Players
Paul McCreesh

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Nossa, que belo tipo de homem !!!!
Nossa, que belo tipo de homem !!!!

PQP

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741): Vivaldi – In furore, Laudate pueri e concerti sacri – Sandrine Piau & Accademia Bizantina

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In furore, Laudate pueri e concerti sacri

Antonio Lucio Vivaldi (1678 – 1741)

Sandrine Piau & Accademia Bizantina

 
In furore é a partitura ideal para qualquer soprano que está desejando um bom desafio. Além do triunfante virtuosismo desse moteto, acho que deve ser a energia comunicativa e radiante que ele inspira, o que faz com que seja um prazer realizá-lo. O Laudate pueri é uma daquelas raras obras em que me apaixonei loucamente e irremediavelmente à primeira vista. É a Jean-Claude Malgoire que devo essa emoção, e a descoberta de uma rica paleta vocal surpreendente em um compositor mais conhecido por sua música instrumental. Por anos eu senti uma profunda necessidade de gravar essas peças. Fiquei encantada por ter as condições ideais para realizar esse sonho pessoal, como um eco do sonho louco da Naïve: a Edição Vivaldi. (Sandrine Piau)
 
Vivaldi – In furore, Laudate pueri e concerti sacri
Antonio Lucio Vivaldi (1678 – 1741)
01. Motetto RV 626 ‘In furore iustissimae’ – I. Aria ‘In furore iustissimae’ – Allegro
02. Motetto RV 626 ‘In furore iustissimae’ – II. Recitativo
03. Motetto RV 626 ‘In furore iustissimae’ – III. Aria ‘Tunc meus fletus’ – Largo
04. Motetto RV 626 ‘In furore iustissimae’ – IV. Alleluia – Allegro
05. Sinfonia in si minore RV 169 – I. Adagio molto
06. Sinfonia in si minore RV 169 – II. Allegro ma poco
07. Laudate pueri RV 601 – I. Laudate pueri – Allegro non molto
08. Laudate pueri RV 601 – II. Sit nomen Domini – Allegro
09. Laudate pueri RV 601 – III. A solis ortu – Andante
10. Laudate pueri RV 601 – IV. Excelsus super omnes – Larghetto
11. Laudate pueri RV 601 – V. Suscitans a terra – Allegro molto
12. Laudate pueri RV 601 – VI. Ut collocet eum – Allegro
13. Laudate pueri RV 601 – VII. Gloria Patri et Filio – Larghetto
14. Laudate pueri RV 601 – VIII. Sicut erat – Allegro
15. Laudate pueri RV 601 – VIIII. Amen – Allegro
16. Concerto RV 541 per violino e organo in re minore – I. Allegro
17. Concerto RV 541 per violino e organo in re minore – II. Grave
18. Concerto RV 541 per violino e organo in re minore – III. Allegro molto
19. Concerto RV 286 ‘per la Solennita di San Lorenzo’ – I. Largo molto e spiccato – Andante molto
20. Concerto RV 286 ‘per la Solennita di San Lorenzo’ – II. Largo
21. Concerto RV 286 ‘per la Solennita di San Lorenzo’ – III. Allegro non molto
 
Vivaldi – In furore, Laudate pueri e concerti sacri – 2005
Sandrine Piau & Accademia Bizantina
dir. Ottavio Dantone
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição.

Avicenna

PS. – Acabei de descobrir que o companheiro FDP já postou esta obra, mas fiquei com dó de cancelá-la, tão bonita ela é!!!

Peças para piano por Radamés Gnattali (1906-1988)

Peças para piano por Radamés Gnattali (1906-1988)

Radames 1985Nosso Amigo Radamés

“Pra começar, o nome Radamés não existe. Foi inventado por Verdi numa ópera. Eu era pra ser Ernani, então apareceu outra parenta que usou o nome Ernani e minha mãe botou Radamés mesmo. Eu vejo o mundo como quando tinha dezoito anos, não tem diferença se estou mais velho ou mais moço, nada. Sou um sujeito feliz. Me casei duas vezes, muito bem casado, gosto da minha casa, da minha cama, de dormir, do meu piano – estudo muito – sempre tive bons amigos e o resto e o resto não tem importância nenhuma. Tenho meu pouquinho de dinheiro pra tomar o chope, quando não tenho, o Tom Jobim paga… sou feliz e pronto. Minha vida é rica de notas. Notas musicais.”

Falar de Radamés Gnattali dá um livro, como a formidável edição de 1996 do biógrafo Carlos Didier, parte de um projeto literário e cinematográfico. Radamés é um dos ápices da música brasileira, sem a menor sombra de dúvida; e a sua obra, embora ainda longe de ser devidamente apreciada, valorizada e interpretada (a família cobra pela xerox de obras aos pobres músicos que buscam interpretar peças mais raras), é um dos maiores tesouros da música. Sim, da música! e por que dizer nossa, se a beleza musical é para quem a ouve e a sente, a preza e ama? Seja daqui ou de Marte? Assim, vou deixando que Radamés fale por si ao longo desse texto, que redijo com especial carinho.

RG 2“Fico com inveja quando ouço Zimmerman, Pollini, Miguel Angelo Benedetti, principalmente quando tocam com orquestra. Eu estudei, ouvi e gosto mesmo é de concerto para piano e orquestra. É sempre o mesmo repertório: Chopin, Schumann, Rachmaninoff, mas gosto de ouvir porque sinto que tocar piano é que era o meu negócio, o que eu queria mesmo. É, e aí? Não pôde ser e acabou.” Diz Radamés, com uma ponta de amargura, ele de quem estima-se pelo menos 400 títulos de composições (fora as inéditas nos baús); mais os arranjos, que ao longo de 30 anos de trabalho nos discos e no rádio (Rádio Nacional), chegariam à faixa dos 10 mil. Primando não somente pela quantidade mas sobretudo pela qualidade musical e inovadora – a exemplo do arranjo de 1937 para ‘Lábios que Beijei’, na voz do grande Orlando Silva, onde pela primeira vez na produção fonográfica brasileira ouvem-se cordas numa canção romântica. Gnattali foi um dos maiores arranjadores da história. Oriundo da clave de Dó – violista de quarteto de cordas e diversos grupos de salão, incorporou ao cancioneiro brasileiro, com extrema habilidade e bom gosto, os elementos enriquecedores da música chamada erudita e do Jazz, chegando a ser acusado de americanizado pelo chato doidivanas e empolado Mário de Andrade (para mim uma espécie de Caetano Belle Époque sem o mérito de criar a beleza da qual o tropicalista é capaz). Ora, que dizer de Debussy, Stravinsky, Ravel… Seriam também pejorativamente chamados de ‘americanizados’? Bull Shit! Sempre fiz um paralelo entre Radamés e Gershwin. Ambos palmilharam com brilhantismo uma linha entre dois mundos musicais e nessa linha consolidaram suas identidades artísticas e seus estilos. A música de ambos foi escrita no rigor da pauta erudita, porém trazendo elementos ‘popularescos’. No caso de Gershwin, os elementos do Jazz; em Radamés, os estilos afro-brasileiros como o samba e seus derivados; o choro, mais a valsa e a música de concerto, com elementos ‘popularescos’. Quando ouvimos Gershwin ouvimos Gershwin, não propriamente Jazz nem música chamada erudita no rigor que se convencionou definir. O mesmo se dá com Radamés: Ele é ele e o resto da conversa é letra morta.

Radamés & Pixinguinha
Radamés & Pixinguinha

“Dizem que para ser boa a música tem de ser elaborada, mas eu não elaboro coisa nenhuma; aquilo vai saindo, vai saindo e pronto. Quando acabo eu digo: puxa, acabou essa merda e aí procuro fazer outra. Pra mim, tanto pode ser muito bom um choro, como uma sinfonia ser uma porcaria, ou uma sinfonia ser boa e o choro uma droga. Nesse ponto é tudo a mesma coisa.” Paradoxalmente… “Inspiração é coisa de cinema, o Chopin está lá assim, de repente dá aquela coisa e ele começa a escrever. Não sou assim não. Pra mim, é como no tempo de Haydn. Ele não tem cem, duzentas sinfonias? Isso dá trabalho, rapaz! Música pra mim é trabalho, não é divertimento. Alíás, pode ser também um divertimento.” “Sabe, eu só quero mesmo é fazer música que preste pra depois ir tomar meu chope.”

Figuras como Radamés não podem ser contempladas por fora dos anedotários – para a zanga dos ‘musicólogos sérios’, para os quais todas as informações devem trazer um selo de garantia acadêmica. Conta-se que o fabuloso Jacob do Bandolim conservava no teto da sala de sua casa uma mancha de cerveja como uma relíquia sagrada. Em certa ocasião na qual estavam reunidos ali alguns brilhantes músicos, o incomparável violonista Garoto executou uma das suas joias; ao fim do que, Radamés num transe apoteótico, lançou para o alto o conteúdo do seu copo de cerveja com um grito de exaltação.

É antigo princípio alquímico o de que nada vem do nada. Radamés, nascido em Porto Alegre, era filho de um imigrante de Verona vindo para tentar a vida como fabricante de rodas de carroça. Alessando Gnattali tocava bandolim e enamorou-se por Adélia Fossati, gaúcha, de uma família intensamente musical. Alessandro comprou um piano por 80 mil réis. Trabalhava de dia e estudava à noite, amanhecendo sobre as teclas. O marceneiro de carroças virou pianista, maestro, arranjador e professor, e trazia para o pequeno Radamés as novidades em matéria de partituras, especialmente do grande Ernesto Nazareth. Mas segundo Radamés, foi com Dona Adélia que aprendeu piano. Bibliófila, Dona Adélia também dirigiu ao pequeno o melhor que pode da literatura, o que incluía Dostoievski e Thomas Mann. “Até uns dezoito anos, meu pai comprava tudo de Villa-Lobos e me dava. Comecei a tocar Nazareth porque existiam partituras impressas. Não ouvia, tocava, pois naquele tempo não havia ainda vitrola, rádio, nada. Estudei nove anos de piano, querendo assimilar Bach, Beethoven, Schumann, Chopin…”.

O presente disco é um verdadeiro tesouro musical. A exuberância da música do mestre brotando diretamente de suas mãos, em temas consagradíssimos, colhidos do que há de melhor no repertório brasileiro. Matizados e revisitados numa poderosa e caleidoscópica gama de recriação e beleza. Minha ligação com este álbum é afetiva, pois que no ano em que saiu me foi presenteado pelo meu pai Uéliton Mendes (autor da mais completa discografia do Rei do Baião); na capa se lia a paráfrase do que Tom Jobim escrevera para Radamés, com ligeira modificação: “Alô Wellington, te ligo / Aqui fala o Radamés / Vamos tomar um chope / Te apanho na mesma esquina / Já comprei o amendoim…” Na sucessão de curvas que nos decorrem perdemos algo aqui e ali. Não sei onde foi parar aquele meu vinil, que ouvi pela primeira vez junto a outro grande amigo também já ido, o grande violonista e intérprete Ivan Andrade, de Itabaiana – Se; a quem devo muito conhecimento do melhor da canção brasileira, entre outras coisas, num tempo em que eu, mesmerizado pelos descobrimentos da música chamada erudita e o Jazz, nem queria saber de mais nada. Mea culpa!

RG 1

Neste disco, o Radamés pianista exalta temas de outros cancioneiros. Eu diria, considerando o nível das faixas, que ele quase que faz deles seus – não tenho dúvidas de que os próprios autores, no decurso de uma audição atenta destas faixas, ficariam honrados por tal exaltação. Lamento somente que ele não tenha incorporado ao rol duas peças suas, para mim de primeiríssima beleza: Alma Brasileira e seu Noturno. Mas seria querer demais. A escolha de Radamés é magistral, uma verdadeira sucessão de ícones sonoros: Carinhoso, Ponteio, Eu preciso aprender a ser só, Corcovado, Chovendo na roseira, Manhã de carnaval, Cochichando, Do lago à cachoeira e Nova ilusão. Agradeço imensamente ao companheiro de Távola Musical Wilson Ammiratore e demais colegas do PQP Bach, por nos conseguirem esta joia, entre outras mais. Deixo a Coda do texto a cargo da voz do mestre:

“Faço meu trabalho honestamente como um bom operário sem esperar reconhecimento algum. Quero apenas uma recompensa melhor em dinheiro, não tem nada a ver com arte, compreende? Antigamente, pagavam sessenta, oitenta mil réis por arranjo e pra mim era bom, porque um par de sapatos a gente comprava por quarenta. Aliás, como posso cobrar por uma coisa que Deus me deu sem pedir nada em troca?”

E vamos à música! Viva Radamés!

Texto: Wellbach
Texto das Faixas: Aviccena
Mouse Conductor: Ammiratore

01. Pixinguinha e João de Barro – Carinhoso
02. Edú Lobo e Capinam – Ponteio
03. Marcos e Paulo Sergio Valle – Preciso aprender a ser só
04. Tom Jobim – Corcovado
05. Tom Jobim – Chovendo na roseira
06. Luiz Bonfá e Antonio Maria – Manhã de carnaval
07. Pixinguinha – Cochichando (listada como “Cochicho”)
08. Sergio Ricardo – Do lago à cachoeira
09. José Menezes e Luiz Bittencourt – Nova ilusão

Piano – Radamés Gnattali (LP 1985)

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Radamés ao Piano - Gigante !
Radamés ao Piano – Gigante !

Ammiratore + WellBach