Minha intenção aqui é apenas a de completar o ciclo do “The Mahler Project”, dirigido pelo maestro inglês Michael Tilson Thomas, que traz a obra vocal de Mahler. São três belíssimos CDs, que, junto com as gravações das sinfonias, já se consolidaram como uma das grandes gravações mahlerianas deste começo de século XX. Nosso mentor PQPBach já postou as sinfonias, por duas vezes por sinal, agora é a vez da obra vocal.
Como informado acima, Michael Tilson Thomas está aqui, como em todo o projeto, dirigindo a Sinfônica de San Francisco, e tem excelentes solistas a seu dispor: o barítono Thomas Hampson e a mezzo soprano Susan Graham, o tenor Thomas Moser, o barítono Sergei Leiferkus e a soprano Marina Shaguch, e para completar, a mezzo soprano Michelle DeYoung.
Das Klagende Lied
01 I. Waldmarchen. Langsam und traumerisch
02 II. Der Spielmann. Sehr gehalten
03 III. Hochzeitsstuck. Heftig bewegt
Thomas Moser – Tenor
Sergei Leiferkus – Baritone
Marina Shaguch – Soprano
Michelle DeYoung – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
San Francisco Symphony Chorus
Michael Tilson Thomas – Conductor
01 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Wenn Mein Schatz Hochzeit Macht
02 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Ging Heut’ Morgen Übers Feld
03 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Ich Hab’ Ein Glühend Messer
04 Lieder Eines Fahrenden Gesellen- Die Zwei Blauen Augen Von Meinem Schatz
05 Rückert-Lieder- Ich Atmet’ Einen Linden Duft
06 Rückert-Lieder- Blicke Mir Nicht In Die Lieder
07 Rückert-Lieder- Liebst Du Um Schönheit
08 Rückert-Lieder- Um Mitternacht
09 Rückert-Lieder- Ich Bin Der Welt Abhanden Gekommen
10 Des Knaben Wunderhorn- Lied Des Verfolgten Im Turm
11 Des Knaben Wunderhorn- Der Tamboursg’sell
12 Des Knaben Wunderhorn- Wo Die Schönen Trompeten Blasen
13 Des Knaben Wunderhorn- Revelge
14 Des Knaben Wunderhorn- Urlicht
Thomas Hampson – Baritone
Susan Graham – Mezzo Soprano
San Francisco Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor, Piano
Juntamente com o Requiem (também gravado brilhantemente pelos The Tallis Scholars), esta peça define a reputação de Victoria como um compositor notável.
Os Tenebrae Responsories fazem parte do ciclo litúrgico tradicional durante a Semana Santa – na época de Vitória, a Igreja Católica Romana teria as Lamentações, Jeremias e outros meios para trabalhar no sentido de aumentar a tristeza e as trevas à medida que o mundo se aproximasse da Sexta-feira Santa e do Sábado Santo.
Os Tenebrae Responsories aqui não teriam sido cantados como um todo, mas divididos apropriadamente entre vários serviços. Eles são extremos na simplicidade – Victoria não permite que as configurações musicais dominem as palavras, que são muito importantes para definir o humor aqui. Victoria complementa as palavras. A música alterna entre solos e duetos para partes de quatro vozes, raramente expandindo além disso.
Tenebrae Responsories Tomás Luis de Victoria
Tenebrae Responsories 01. Amicus meus Tenebrae Responsories 02. Iudas mercator pessimus Tenebrae Responsories 03. Unus ex discipulis meis Tenebrae Responsories 04. Eram quasi agnus Tenebrae Responsories 05. Una hora Tenebrae Responsories 06. Seniores populi Tenebrae Responsories 07. Tamquan ad latronem Tenebrae Responsories 08. Tenebrae factae sunt Tenebrae Responsories 09. Animam meam dilectam Tenebrae Responsories 10. Tradiderunt me Tenebrae Responsories 11. Iesum tradidit impius Tenebrae Responsories 12. Caligaverunt oculi mei Tenebrae Responsories 13. Recessit pastor noster Tenebrae Responsories 14. O vos omnes Tenebrae Responsories 15. Ecce quomodo moritur Tenebrae Responsories 16. Astiterunt reges Tenebrae Responsories 17. Aestimatus sum Tenebrae Responsories 18. Sepulto Domino
Tenebrae Responsories – 1990 The Tallis Scholars Maestro Peter Phillips
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Álbum agradável e eufônico, com uma interessante mistura de instrumentos e estilos musicais. Algumas das faixas são bastante fracas, no entanto. A sutil e fascinante combinação de piano e kora, que eu nunca tinha ouvido antes, funciona bem e também é ótimo ouvir o koto, um dos meus instrumentos favoritos. Funcionará bem como música de fundo ou para as noites calmas e relaxantes em casa.
Bem, Transparent Water é a nova colaboração de estúdio entre o guitarrista e pianista Omar Sosa, sete vezes indicado ao Grammy, e o cantor senegalês e mestre de kora Seckou Keita, que reside em Londres. A ideia do projeto surgiu de um improviso casual da dupla em 2012 com o baterista Marque Gilmore no CLF Art Café em Londres. Motivado pela boa experiência, Omar convidou Seckou. Esta gravação foi lançada em fevereiro deste ano, mas é de 2013.
Omar Sosa, Seckou Keita: Transparent Water
1 Dary 5:09
2 In The Forest 5:14
3 Black Dream 5:24
4 Mining-Nah 4:11
5 Tama-Tama 4:55
6 Another Prayer 5:13
7 Fatiliku 5:38
8 Oni Yalorde 3:53
9 Peace Keeping 4:48
10 Moro Yeye 4:36
11 Recaredo 1993 4:19
12 Zululand 3:01
13 Thiossane 4:09
Havia um tempo em que os LPs dominavam a Terra. Era a única forma das pessoas terem acesso a música, se não fosse em apresentações ao vivo ou transmitidas pelo rádio.
Estarei postando pelos próximos dias uma série de gravações históricas do selo Deutsche Grammophon, realizadas antes do advento do estéreo, ainda na metade da década de cinquenta. Os maestros e orquestras são bem conhecidos pelos ‘frequentadores’ do PQPBach, músicos renomados e respeitados. O texto abaixo serão tirados do booklet da coleção.
“In February 1954, as part fo promotional campaign, Deutsch Grammophon produced a a now-legendary 10 inch LPs titled Musik … Sprache der Welt (Music – The Universal Language), that presented selections of its then-current recordings. That LP, now a rare collector´s item, consisted of extract works by the great composers. Each selection had a brief spoken introduction and was intended as a marketing tool for salesmen, to give – as Deutsch Grammophon wrote – “an impression of the breadth and quality of our repertory … a kind of calendar in sound”. It offered something different from the usual sales-information sheets and record catalogues. By reviving the title (and using the original Musik … Sprache der Welt cover art) we have developed this series to re-create the flavour and the spirit of those times at Deutsche Grammophon. The new 10 CD set of chronologically-ordered orchestral works (from Haydn to Bruckner) – features familiar iconic recordings (such as Furtwängler´s Schumann Fourth) that appear alongside recordings completely new to CD (e.g. Lehmann´s Schubert and Sanderling Beethoven´s Second). In fact, over half of this recordings appear internationally on CD for the first time. In many cases the recordings on the original LP are complemented by bonus material from the same conductor. In some cases, two LPs set have been put onto a single CD. The reproduction of original artwork and the illustrative material contained here evoke the look and feel of that period, and serve as a testemony to the cultural and aesthetic values of another era.”
David Butchart
P.S. Devido a importância histórica desta coleção, vou trazer também a arte das capas originais de cada CD.
CD 1
01. Symphonie Nr. 44 e-moll ‘Trauersymphonie’ Hob. I44 – 1.Satz Allegro con brio
02. Symphonie Nr. 44 e-moll ‘Trauersymphonie’ Hob. I44 – 2.Satz Menuetto Alleg
03. Symphonie Nr. 44 e-moll ‘Trauersymphonie’ Hob. I44 – 3.Satz Adagio
04. Symphonie Nr. 44 e-moll ‘Trauersymphonie’ Hob. I44 – 4.Satz Finale Presto
05. Symphonie Nr. 95 c-moll Hob. I95 – 1.Satz Allegro moderato
06. Symphonie Nr. 95 c-moll Hob. I95 – 2.Satz Andante cantabile
07. Symphonie Nr. 95 c-moll Hob. I95 – 3.Satz Menuet – Trio – Menuet
08. Symphonie Nr. 95 c-moll Hob. I95 – 4.Satz Finale Vivace
09. Symphonie Nr. 98 B-dur Hob. I98 – 1.Satz Adagio – Allegro
10. Symphonie Nr. 98 B-dur Hob. I98 – 2.Satz Adagio cantabile
11. Symphonie Nr. 98 B-dur Hob. I98 – 3.Satz Menuet Allegro – Trio – Menuet
12. Symphonie Nr. 98 B-dur Hob. I98 – 4.Satz Finale Presto
RIAS Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor
Hummel é um caso curioso na história da música. Bom compositor, foi contemporâneo dos gênios Haydn, Mozart e Beethoven, sendo bem inferior a este trio de ouro. O resultado é que pouca gente ouve ao “Mozart sem magia” representado por Hummel. Sua música é competente e agradável, sem transcendência, mas sem merecer o limbo. O pianista e maestro Howard Shelley é uma espécie de mensageiro de Hummel, tanto que gravou uma série de CDs com a obra do compositor. Com o selo de alta qualidade da Chandos, a série é um primor, mas, sabem?, é Hummel.
Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concertino Op. 73, Concerto para Piano Op. 113, Rondó Op. 117
Concertino in G major Op. 73 16:25
1.I Allegro moderato 8:13
2.II Andante grazioso 3:56
3.III Rondo 4:12
Piano Concerto in A flat major Op. 113 29:44
4.I Allegro moderato 15:42
5.II Romanze: Larghetto con moto 4:47
6.III Rondo alla Spagniola: Allegro moderato 9:13
7. Gesellschafts-Rondo in D major Op. 117 12:47
London Mozart Players
Howard Shelley piano / director
The Westminster Cathedral Choir
James O’Donnell, dir.
.
Tomás Luis de Victoria foi o maior compositor da “idade de ouro” espanhola da música polifônica do século XVI. Esta gravação inclui a Missa Dum Complerentur a seis vozes; o moteto a cinco vozes em que a missa é baseada, e mais seis hinos e sequências, incluindo o grande Popule Meus e uma composição do Improperia, que formam o coração da liturgia para a Sexta-Feira Santa.
Esta é uma música de beleza irresistível, que ilustra bem a extraordinária capacidade de Victoria de criar, através da simples homofonia, música extremamente comovente e de grande expressividade.
Missa Dum Complerentur Tomás Luis de Victoria
01. Veni Sancte Spiritus, sequence fo 8 voices 02. Dum complerentur dies Pentecostes, motet for 5 voices 03. Missa Dum complerentur, for 6 voices: Kyrie 04. Missa Dum complerentur, for 6 voices: Gloria 05. Missa Dum complerentur, for 6 voices: Credo 06. Missa Dum complerentur, for 6 voices: Sanctus 07. Missa Dum complerentur, for 6 voices: Benedictus 08. Missa Dum complerentur, for 6 voices: Agnus Dei 09. Popule meus, responsory (improperium) for 4 voices 10. Salve regina, antiphon for 6 voices 11. Veni Creator Spiritus, hymn for 4 voices 12. Pange lingua, hymn for 4 voices 13. Lauda Sion, sequence for 8 voices
Missa Dum Complerentur – 1996 The Choir of Westminster Cathedral Maestro James O’Donnell Joseph Cullen, organ continuo (1, 13)
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O violinista tcheco Josef Suk continua desfilando seu talento neste outro CD dedicado apenas a compositores tchecos. Tocando sonatas acompanhado por piano, ou duos com violoncelo, ele mostra que herdou mesmo o talento de seu avô, além do nome. Outro grande nome que temos neste CD é o do violoncelista francês Andre Navarra. Impressionante o trabalho da dupla nas difíceis peças de Bohuslav Martinu. Espero que apreciem. São músicos de altíssimo nível, mostrando todos os recursos de seus instrumentos.
1. Sonata for Violin and Piano I. Con moto
2. Sonata for Violin and Piano II. Ballade. Con moto
3. Sonata for Violin and Piano III. Allegretto
4. Sonata for Violin and Piano IV. Adagio. Un poco più mosso
5. From the Homeland, 2 pieces for Violin and Piano I. Moderato
6. From the Homeland, 2 pieces for Violin and Piano II. Andantino. Moderato. Allegro vivo. Moderato assai. Presto
7. Sonata for Violin and Piano I. Allegro vivo Allegretto
8. Sonata for Violin and Piano II. Lento
9. Sonata for Violin and Piano III. Largo
10. Sonata for Violin and Piano IV. Allegro
11. Duo for Violin and Cello No. 1, H 157 I. Preludium. Andante moderato
12. Duo for Violin and Cello No. 1, H 157II. Rondo. Allegro con brio
13. Duo for Cello and Violin No. 2, H 371 I. Allegretto
14. Duo for Cello and Violin No. 2, H 371 II. Adagio
15. Duo for Cello and Violin No. 2, H 371 III. Poco allegro
Josef Suk – Violin
Jan Panenka – Piano (1-10)
André Navarra (11-15) – Cello
A Sinfonia No. 5 é grande, enorme. Não me refiro apenas ao tempo cronológico, mas às dimensões e profundidade do trabalho. É uma das obras mais arrebatadores de Bruckner. Ao ouvir a Quinta Sinfonia, alçamos galáxias e realidades para além do mundo. A seguir, alguns dados importantes sobre a Quinta Sinfonia:
“Bruckner iniciou a composição de sua Quinta Sinfonia, em fevereiro de 1875, uma época de grandes dificuldades pessoais e econômicas para ele. Por causa disso, não causa admiração que esta sua obra inicie com um adagio, tempo sempre reflexivo e melancólico, presença constante na obra do músico. É a única sinfonia de Bruckner onde a lenta introdução influenciará, tanto tonal quanto tematicamente, em toda esta obra. A singulariedade do primeiro movimento, um complexo arranjo de temas e formas, com grandes espaços preenchidos separados por espaços abertos, tal qual uma “catedral sonora”, nas palavras do músico Halbreich. A constante mudança do tema, os constantes contrastes entre fortíssimos e pianíssimos, trazendo inovação à estrutura sinfônica, culminando com os belíssimos ostinati da coda. A aparência simples do adagio, só o é a primeira vista, pois possui como de costume nos adágios de Bruckner, uma bela riqueza composicional, começando de um início austero , evoluindo melodicamente através do desdobramento de modulações e mutações harmônicas, começando por um sentimento trágico que transforma-se em esperança. O scherzo que compõe o terceiro movimento demonstra toda a genialidade composicional de Bruckner, que partindo de um simples ländler, transforma-se em um dos maiores compostos pelo músico, cheio de crescendos seguidos de ríspidas paradas, uma grande demonstração da arte de conjugar extremos. O gigantesco quarto e último movimento, utilizando-se da forma sonata acrescida de uma dupla fuga onde aparecem os temas anteriores da sinfonia, transmutados em formas estranhas e imaginativas , sendo executados em uma gigantesca peça polifônica. A coda, com seus contrapontos e harmonias, utiliza-se enormemente da polifonia orquestral, que conduzirá à um dos maiores climax da música sinfônica”.
Toda a exuberância da música de Chopin está presente neste CD, lançado ano passado, e por esquecimento de minha parte, ainda não tinha aparecido aqui no PQPBach. Ok, falha nossas.
Jan Lisiecki é um jovem pianista polonês – canadense, que está encantando todo mundo com sua técnica apuradíssima, sensibilidade e virtuosismo. Conhecia suas leituras dos concertos para piano do mesmo Chopin ao lado de Howard Shelley, CD este que trouxe para os senhores já há algum tempo.
Neste que ora vos trago, Lisiecki gravou outras obras de Chopin compostas para Piano e Orquestra. Está muito bem acompanhado pela excelente NDR Elbphilharmonie Orchester, dirigida pelo seu conterrâneo, Krzysztof Urbański.
01. Chopin Andante Spianato & Grande Polonaise Brillante In G Major E Flat Major, Op. 22-Andante spianato. Tranquillo-Semplice
02. Chopin Andante Spianato & Grande Polonaise Brillante In G Major E Flat Major, Op. 22-Grande Polonaise brillante. Allegro molto
03. Chopin Rondo À La Krakowiak In F Major, Op. 14-Introduzione. Andantino quasi Allegretto-Allegro molto
04. Chopin Rondo À La Krakowiak In F Major, Op. 14-Rondo. Allegro non troppo-Poco meno mosso
05. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Introduzione. Largo-Poco più mosso
06. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Tema. Allegretto
07. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Var. I. Brillante
08. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Var. II. Veloce, ma accuratamente
09. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Var. III. Sempre sostenuto
10. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Var. IV. Con bravura
11. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Var. V. Adagio
12. Chopin Variations On Là ci darem la mano From Mozart’s Don Giovanni, Op. 2-Coda. Alla Polacca
13. Chopin Fantasy On Polish Airs, Op. 13-Largo non troppo
14. Chopin Fantasy On Polish Airs, Op. 13-Air Już miesiąc zeszedl psy się uśpily Andantino
15. Chopin Fantasy On Polish Airs, Op. 13-Thème de Charles Kurpinski Allegretto-Presto con fuoco-Lento quasi Adagio-Molto più mosso
16. Chopin Fantasy On Polish Airs, Op. 13-Kujawiak. Vivace
17. Chopin Nocturne In C Sharp Minor, Op. Posth
Jan Lisiecki – Conductor
NDR Elbphilharmonie Orchester
Krzysztof Urbanski
Um disco leve e divertido. Aqui, a super virtuose Petri dá um banho de competência ao lado de seu parceiro habitual Lars Hannibal — que não é Lecter. O que Petri faz é impressionante. Jamais imaginei que fossem possíveis tantos efeitos quanto os obtidos na obra de Kupkovič, por exemplo. Mas Petri não é só hábil. Ela sabe fazer música para lá de sua demoníaca forma de tocar. Um belo CD para você esquecer seu (sua) chefe e se alegrar após um dia de trabalho daqueles.
Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão
Georg Philipp Telemann (1681 – 1767): Sonata in D Minor / d-moll / ré mineur for Alto Recorder and Continuo
1 Affetuoso 1:52
2 Presto 3:34
3 Grave 0:54
4 Allegro 3:09
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Partita in C Minor / c-moll / ut mineur, BWV 1013, or Alto Recorder (Flute)
5 Allemande 2:31
6 Corrente 2:25
7 Sarabande 4:13
8 Bourrée anglaise 2:34
Thomas Koppel (b.1944): Nele’s Dances for Recorder and Lute
9 I Know You Are Crossing the Borders Somewhere 2:09
10 And I Know You Are Remembering, You Distant Boy 2:51
11 And I’m Still Feeling You in My Arms 1:47
12 In Front of the Castle With No Doors 1:45
13 Where the Living Dead Are Dancing 1:54
14 There I Dance My Dance on Black Feet 3:38
15 And Later On, In the Place That No One Knows 2:09
16 I Give Birth to the Warm Fruit of Our Love 0:58
17 And the Wild Foals Leave the Folds 0:35
18 In a Symphony of Galloping Hooves 0:54
19 Ernest Krähmer (1795 – 1837): Introduction, Theme, and Variations, Op, 32, for Soprano Recorder and Guitar 10:46
Antonio Vivaldi (1678 – 1741): Sonata in G Major / G-dur / sol majeur, RV 59, for Soprano Recorder and Continuo
20 Preludio – Largo 1:44
21 Allegro ma non presto 2:53
22 Pastorale 3:22
23 Allegro 1:45
24 Jacques Ibert (1890 – 1962): Entr’acte for Sopranino Recorder (Flute) and Guitar 3:00
25 Ladislav Kupkovič (b.1928) / arr. Petri: Souvenir for Sopranino Recorder (Violin) and Guitar (Piano) 4:06
26 Gordon Jacob (1895 – 1984): An Encore for Michala for Alto Recorder and Guitar 2:19
Michala Petri, flauta doce
Lars Hannibal, alaúde / violão
O Officium Defunctorum foi composto para o funeral da Imperatriz Maria, irmã de Filipe II de Espanha, filha de Carlos V, esposa de Maximiliano II e mãe de dois imperadores; foi dedicado à princesa Margaret para “as exéquias de sua mãe mais venerada”. A Imperatriz Maria morreu em 26 de fevereiro de 1603 e as grandes exéquias foram realizadas em 22 e 23 de abril. Victoria foi apontado como capelão pessoal da Imperatriz Maria desde 1586 até a época de sua morte.
Victoria publicou onze volumes de sua música durante sua vida, representando a maioria de sua produção composicional. Officium Defunctorum, o único trabalho a ser publicado por si só, foi o décimo primeiro volume e o último trabalho publicado por Victoria. A data de publicação, 1605, é freqüentemente incluída com o título para diferenciar o Officium Defunctorum de outra obra de Victoria, a Missa Requiem (em 1583, Victoria compôs e publicou um livro de Missas, reimpresso em 1592, incluindo uma Missa pro defunctis por coro a quatro).
A sublime Missa pro defunctis (1605) de Tomás Luis de Victoria tem sido uma obra central no repertório de The Sixteen; de fato, o número deste conjunto foi baseado nos 16 cantores – 12 homens, 4 meninos – do Monasterio de las Descalzas Reales, que Victoria provavelmente usou para suas próprias apresentações do Requiem. Mas o diretor Harry Christophers adiou o registro dessa obra-prima por muitos anos, esperando que sua interpretação amadurecesse e que o canto do grupo se tornasse o mais refinado possível.
Esta gravação de 2005 é presumivelmente tão boa quanto possível, e, como em qualquer versão do The Sixteen, isso é muito: o tom puro dos cantores, a entonação soberba, a dicção nítida e a mistura luminosa do conjunto são totalmente evidentes, e o Requiem é tão sonoramente rico e expressivamente sombreado como este trabalho renascentista era para soar. O tema sombrio Taedet animam meam, três antífonas marianas e três motetos de textos do Cântico dos Cânticos completam o programa, e as seleções compartilham o suave contraponto e plangentes harmonias modais que são características das maiores obras de Victoria. A gravação do DSD por Coro é maravilhosamente clara e focada, e a acústica da Igreja de São Silas, o Mártir, em Londres, dá a essa ressonância e presença ideais do SACD híbrido. Qualquer um que procura uma introdução perfeita a Victoria, à música sacra renascentista em geral, ou ao talento artístico de The Sixteen faria bem em conferir este esplêndido álbum, um dos melhores absolutamente por qualquer padrão. (extraído da internet)
. Requiem (1605) – Officium Defunctorum Tomás Luis de Victoria 01. Salve regina a 6 02. Ave Regina caelorum a 5 03. Nigra sum sed formosa 04. Quam pulchri sunt gressus tui 05. Trahe me post te 06. Ave regina caelorum a 8 07. Officium defunctorum: Taedet animam meam 08. Missa Pro Defunctis a 6: 1.Introit 09. Missa Pro Defunctis a 6: 2.Kyrie 10. Missa Pro Defunctis a 6: 3.Gradual 11. Missa Pro Defunctis a 6: 4.Offertory 12. Missa Pro Defunctis a 6: 5.Sanctus & Benedictus 13. Missa Pro Defunctis a 6: 6.Agnus Dei I, II and III 14. Missa Pro Defunctis a 6: 7.Communion 15. Missa Pro Defunctis a 6: 8.Funeral motet: Versa est in luctum 16. Missa Pro Defunctis a 6: 9.Responsory: Libera me
Requiem (1605) – Officium Defunctorum – 2005 The Sixteen, Harry Christophers, dir.
Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos. . When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.
Esta belezura de CD foi gravada alguns dias após o nascimento deste que vos escreve, lá em meados dos anos 60, no Theatré des Champs-Élyseés, e mostra todo o talento deste fantástico guitarrista, que inspirou gerações de outros guitarristas, com seu estilo e técnica únicos.
Ele é acompanhado por quatro excepcionais músicos:
Harold Mabern – Piano
Arthur Harper – Baixo
Jimmy Lovelace – Drums
Johnny Griffin – Sax Tenor
Sou fã confesso de Wes desde a primeira vez que o ouvi. O que ele faz aqui em clássicos como ‘Impressions’, de John Coltrane elevou a guitarra a um nível até então pouco explorado enquanto instrumento solista. Umas das particularidades mais incríveis deste gigante do Jazz é que era autodidata, aprendeu a tocar de ouvindo, ouvindo seu ídolo Charlie Christian.
01 – Four On Six
02 – Impressions
03 – The Girl Next Door
04 – Here’s That Rainy Day
05 – Jingles
06 – To Wane
07 – Full House
08 – ‘Round Midnight
09 – Blue ‘N Boogie ; West Coast Blues
10 – Twisted Blues
Hoje tenho o imenso prazer em compartilhar uma verdadeira pérola rara. Enrico Caruso nascido em Nápoles, Itália, em 25 de fevereiro de 1873 –faleceu em Nápoles aos 2 de agosto de 1921. É considerado o maior tenor de todos os tempos, para quem nunca ouviu estas gravações que ora lhes trago são registros com mais de 100 anos com a qualidade dos pioneiros da indústria fonográfica (gravação de som em discos de cera, o cilindro fonográfico), remasterizada com muito cuidado, a voz do italiano era ralmente fantástica, até o grande Luciano Pavarotti (1935 – 2007) nunca ousou comparar seu talento ao de Caruso. O alcance de sua voz era grande, desde as notas baixas – características da voz grave de barítono – até as notas mais agudas, combinada com grande capacidade de pronúncia e interpretação. É considerado, por muitos, como o agudo mais potente da história da ópera (ouçam o agudo no fim da faixa 29 “I Pescatori Dl Perle Mi Par D ‘ud” m-a-r-a-vi-l-h-o-s-o). De origem pobre, Caruso começou cantando serenatas, para ganhar algum dinheiro ajudando no sustento de seus 6 irmãos. Sua estréia cantando ópera foi em 15 de Março de 1895, em um teatro simples de sua cidade natal. Neste mesmo ano realizou as 20 primeiras gravações ainda na Itália, em Milão. Após 2 anos apresentando-se em cidades do sul da Itália, Caruso participou de uma audição com o maestro Giacomo Puccini (1858 – 1924), que estava em busca de um tenor para o papel principal de sua nova ópera, La Bohéme. Puccini ficou tão impressionado com a voz do jovem Caruso que, diz-se, perguntou-lhe “quem o enviou para mim? Deus?”. Em 1903, foi para Nova Iorque e, no mesmo ano, deu início a gravações fonográficas pela Victor Talking Machine Company antecessora da RCA-Victor. Caruso foi um dos primeiros cantores a gravar discos em grande escala, foi o primeiro cantor clássico a atrair grandes plateias em todo o mundo e ainda hoje figura entre os maiores intérpretes clássicos da história. Sua interpretação de “Vesti la giubba”, da ópera “Pagliacci”, foi a primeira gravação na história a vender 1 milhão de cópias. Em Novembro de 1903, estreou no Metropolitan, onde se apresentaria nas próximas 18 temporadas, somando um total de 607 apresentações em 37 papéis diferentes, muitas vezes sob direção do legendário Maestro Artuto Toscanini. De 1903 a 1920, Caruso apresentou-se no Met em todas as noites de abertura de temporadas, exceto em 1906, quando teve que cancelar sua apresentação por problemas particulares. Sua gravação mais lendária é de 1904, “Una Furtiva Lacrima”, de Gaetano Donizetti. Além da ópera, Caruso incluiu em seu repertório uma diversidade de canções napolitanas, popularizando-as pelo mundo afora. Paolo Tosti, compositor deste tipo de canções, chegou a compor especialmente para a voz de Caruso. Depois dele, os tenores italianos passaram a incluir as populares “canzonetas” em seu repertório. Lembro, quando criança, a “italianada” da família ao se juntar frequentemente aos domingos para mais uma festa regada a macarronada com porpeta… queijo e vinho. Colocavam os discos de canções napolitanas e mandavam ver no vinho…. cantavam, choravam (..bella Itália…) até cair…
Em 1917 Enrico apresentou-se no Municipal do Rio de Janeiro. Lá encantou o público interpretando Canio, da ópera “Pagliacci” de Ruggero Leoncavallo. Durante sua rápida passagem pela cidade de São Paulo, o tenor foi entrevistado pelo “Jornal Estado” (antecessor do estadão). Em 5 de junho de 1917, a edição noturna do “Estado” trazia as declarações do artista : “ Minha arte é o meu canto. Eu sou um cantor, eis tudo. E um cantor que não tem preferência por nenhum papel. Na minha opinião, o verdadeiro artista não pode ter preferência por quaisquer dos seus papeis”.
O legal destas gravações é que não havia como esconder as derrapadas dos artistas, não havia mixagem um exemplo é o pianista na faixa 24 “Giordano- Fedora – Amor Ti Vieta di non amar” erra e se apavora no início e percebemos que só acalma quando Caruso começa o canto….e que canto. Uma viagem no tempo, infelizmente não há maiores informações sobre os artistas que acompanhavam Enrico no encarte.
Enrico Caruso, His First recordings
AICC and Pathe discs and cylinders – 1900 – 1901
01 Carbonetti- Tu Non Mi Vuoi Piu Ben
02 Puccini- Tosca – E Lucevan Le Stelle
03 Meyerbeer- Qui sotto it ciel Discos Zonofono Records
04 Trimarchi- Un Bacio Ancora
05 Bolto- Luna Fedel
06 Donizetti- L’Elisir D’Amore – Una Furtiva lagrima
07 Puccini- Tosca – E Lucevan Le Stelle
08 Franchetti- Germania – No, Non Chiuder gli occhi vaghi
09 Verdi- Rigoletto – La Donna e Mobile
10 Mascagni- Cavalleria Rusticana – Siciliana The Gramophone and Typewriter Records / Recorded Milan, Italy – march 1902
11 Verdi- Rigoletto – Questa o Quella
12 Massenet- Manon – Chiudo Gli Occhi
13 Donizetti- L’Elisir D’Amore – Una furtiva lagrima
14 Boito- Mefistofele – Giunto sul passo estremo
15 Puccini- Tosca – E Lucevan le Stelle
16 Mascagni- Iris – Serenata
17 Franchetti- Germania – No, Non Chiuder gli occhi vaghi
18 Franchetti- Germania – Studenti! Udite Recorder november 1902
19 Boito- Mefistofele – Dai Campi, dai prati
20 Verdi- Aida – Celeste Aida
21 Ponchielli- La Gioconda – Cielo! e mar!
22 Mascagni- Cavalleria Rusticana – Siciliana
23 Cilea- Adriana Lecouvreur – No, piu nobile
24 Giordano- Fedora – Amor Ti Vieta di non amar
25 Leoncavallo- I Pagliacci – Vesti la giubba
26 Giorgi- Non T’Amo Piu
27 Cimmino- La Mia Canzone
28 Boito- Luna Fedel Recorded in Fall 1903
29 Bizet- I Pescatori Di Perle – Mi par d’udir ancora Recorded in April os 1904
30 Leoncavallo- Mattinata
Karl Richter conduz-nos pela sacralidade de Bach. É como se estivéssemos naquelas catedrais góticas medievais, com suas cristas a alcançarem o céu. O alemão Richter faz evocar de forma “atordoadora”, “avassaladora”, o conjunto de peças aqui contido nos 3 CDs. Acredito que muito da genialidade de Bach esteja aqui contida — são fugas, tocatas, fantasias, a passacaglia — e isso provoca em nós uma sensação de música que se espirala e vai alcançando o infinito. Mas faltam algumas peças fundamentais do compositor nesta, mesmo assim, boa coleção.
J. S. Bach (1685-1750): Peças para Órgão
CD1
01 Toccata und Fuge in D minor BWV 565 – Toccata
02 Toccata und Fuge in D minor BWV 565 – Fuge
03 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Vivace
04 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Largo
05 Triosonate No.2 in C minor BWV 526 – Allegro
06 Präludium und Fuge in D major (BWV 532), Präludium
07 Präludium und Fuge in D major (BWV 532), Fuge
08 Präludium und Fuge in A minor BWV 543 – Präludium
09 Präludium und Fuge in A minor BWV 543 – Fuge
10 Fantasie und Fuge in G minor – Fantasie
11 Fantasie und Fuge in G minor – Fuge
12 Präludium und Fuge in E flat major BWV 552 – Präludium
13 Präludium und Fuge in E flat major BWV 552 – Fuge
14 Präludium Und Fuge in E minor (BWV 548), Präludium
15 Präludium Und Fuge in E minor (BWV 548), Fuge
CD2
01 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – (Allegro moderato)
02 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – Adagio
03 Triosonate No.1 in E flat major BWV 525 – Allegro
04 Trio Sonata No.5 in C major, BWV 529_ Allegro
05 Triosonata No.5 in C major BWV 529 – Adagio
06 Trio Sonata No.5 in C major, BWV 529_ Allegro
07 Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
08 Kommst du nun, Jesus, vom Himmel Herunter BWV 650
09 Schmucke dich, o liebe Seele, BWV 654
10 Präludium Und Fuge in B minor (BWV 544), Präludium
11 Präludium Und Fuge in B minor (BWV 544), Fuge
12 Präludium Und Fuge In C Minor (BWV 546), Präludium
13 Präludium Und Fuge In C Minor (BWV 546), Fuge
14 Canzona in D minor, BWV 588
CD3
1 Toccata und Fuge in F major BWV 540 – Toccata
2 Toccata und Fuge in F major BWV 540 – Fuga
3 O Gott, du frommer Gott BWV 767
4 Toccata und Fuge ‘Dorian’ BWV 538 – Toccata
5 Toccata und Fuge ‘Dorian’ BWV 538 – Fuga
6 Sei gegrüßet, Jesu gütig – BWV 768
7 Passacaglia und Fuge in C minor BWV 582 – Passacaglia
8 Passacaglia und Fuge in C minor BWV 582 – Thema fugatum
A tradição de longa data de devoção à Virgem Maria resultou em algumas configurações soberbas de compositores espanhóis. Supremo entre eles, Victoria produziu algumas de suas melhores músicas para textos marianos.
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Esta gravação apresenta obras para oito partes, algumas delas para dois corais antifonais discretamente acompanhados por órgão e bajón*, todos exibindo as magníficas sonoridades pelas quais ele é famoso.
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bajón* – Antiguo instrumento musical parecido al fagot, pero de sonido más grave y construido en una sola pieza de madera. Ell bajón se utilizó en los siglos xvi y xvii , especialmente en la música religiosa . (Google tradutor)
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Devotion to Our Lady Tomás Luis de Victoria 01. Salve Regina a 8 02. Missa Salve a 8: 1. Kyrie 03. Missa Salve a 8: 2. Gloria 04. Missa Salve a 8: 3. Credo 05. Missa Salve a 8: 4. Sanctus 06. Missa Salve a 8: 5. Benedictus 07. Missa Salve a 8: 6. Agnus Dei 08. Ave Maris Stella a 4 (Rome 1581) 09. Alma Redemptoris Mater a 8 10. Regina caeli lactare a 8 11. Ave Maria gratia plena a 8 12. Magnificat Primi toni a 8
Devotion to Our Lady – 2011 The Sixteen, Harry Christophers, dir.
Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos. . When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.
Esta é, para muitos, uma das melhores gravações da Segunda Sinfonia de Mahler, intitulada “Ressurreição”. É uma grande obra, com grande orquestra, coro e solistas, e solidamente construída.
Nunca morri de amores por Zubin Mehta, mas esta sua gravação é sensacional. A impressão que me passa é que tudo conspirou a seu favor: uma orquestra espetacular, um coral magnífico e duas solistas no apogeu de suas carreiras. Alguns comentários dos clientes da amazon:
“A pinnacle for Mehta”,
“Desert Island version of the Mahler 2nd.”
“The Absolute Creme of the Creme”
“The best all around Resurrection ever recorded.”
Os comentários acima mostram a importância desta gravação que recomendo ser ouvida com atenção, sem maiores interrupções, sentados em suas melhores poltronas, de preferência usando um bom fone de ouvido, pois ela está cheia de detalhes, ricamente explorados por esta, repito e não temo em ser redundante, espetacular orquestra. E provavelmente foi o grande momento da vida de Zubin Mehta.
1 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 1. Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck
2 Symphony No.2 In C Minor – “Resurrection” – 2. Andante Moderato. Sehr Gemächlich
3 Symphony No.2 In C Minor – “Resurrection” – 3. Scherzo: In Ruhig Fliessender Bewegung
4 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 4. “O Röschen rot! Der Mensch liegt in grösster Not!”
5 Symphony No.2 In C Minor – “Resurrection” – 5a. Im Tempo Des Scherzos. Wild Herausfahrend
6 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5b. Maestoso. Sehr zurückhaltend – Wieder zurückhaltend –
7 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5c. Sehr langsam und gedehnt –
8 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5d. “Aufersteh’n, ja aufersteh’n wirst du” (Langsam. Misterioso) – “Auferstehung”
9 Symphony No.2 in C minor – “Resurrection” – 5e. “O glaube, mein Herz, o glaube”
Ileana Cotrubas – Soprano
Christa Ludwig – Contralto
Wiener Staatsopernchor
Wiener Philharmoniker
Zubin Mehta – Conductor
Um belíssimo disco de música romântica russa. Tugan Sokhiev é um craque absoluto e este CD é um primor. Sokhiev pode ser lírico sem açúcar, grandioso sem ser chato, apaixonado sem verbosidade. Sim, sei que há quilos de gravações deste repertório, mas o pessoal da revista Gramophone acertou ao colocar este CD como Editor`s Choice Award. Ouçam porque vale a pena. E é uma gravação de compositores russos concebida por um russo. Não tem erro. A coisa é de primeira linha mesmo.
Mussorgsky: Quadros de uma Exposição / Tchaikovsky: Sinfonia No. 4
Mussorgsky: Quadros de uma Exposição
1. Promenade
2. I. Gnomus
3. Promenade
4. II. Il Vecchio Castello
5. Promenade
6. III. Les Tuileries
7. IV. Bydlo
8. Promenade
9. V. Ballet Of The Unhatched Chicks
10. VI. ‘Samuel’ Goldenberg Und ‘Schmuyle’
11. VII. The Marketplace At Limoges
12. VIII. Catacombae, Sepulchrum Romanum
13. Cum Mortuis In Lingua Mortua
14. IX. The Hut On Fowls’ Legs
15. X. The Great Gate Of Kiev
Tchaikovsky: Sinfonia No. 4
16. Andante Sostenuto. Moderato Con Anima
17. Andantino In Modo Di Canzona
18. Scherzo. Pizzicato Ostinato: Allegro
19. Finale. Allegro Coon Fuoco
Orchestre National Capitol de Toulouse
Tugan Sokhiev
Ainda dia destes pensava em postar alguma coisa de Rimsky-Korsákov que não fosse ‘Sherazade’ ou o ‘Capricho Espanhol’. Eis que fuçando meus HDs externos encontro esta bela caixa de três CDs, onde o incansável maestro Neeme Järvi nos traz diversas aberturas e suítes de óperas do russo, gravadas com a excelente Scottish National Orchestra. Opa, é isso aí, pensei. Vamos apresentar algo diferente, que seja inédito por aqui. Falar em inédito talvez seja exagero, mas creio que algumas destas peças sejam realmente inéditas por aqui.
Então vamos ao que viemos.
CD 1
01. May Night – Overture. Rimsky-Korsakov
02. The Snow Maiden- I – Beautiful Spring. Rimsky-Korsakov
03. The Snow Maiden- II – Dance of the Birds. Rimsky-Korsakov
04. The Snow Maiden- III – The Procession of Tsar Berendey. Rimsky-Korsakov
05. The Snow Maiden- IV – Dance of the Tumblers. Rimsky-Korsakov
06. Christmas Eve. Rimsky-Korsakov
CD 2
01. Mlada- I – Introduction. Rimsky-Korsakov
02. Mlada- II – Redowa- A Bohemian Dance. Rimsky-Korsakov
03. Mlada- III – Lithuanian Dance. Rimsky-Korsakov
04. Mlada- IV – Indian Dance. Rimsky-Korsakov
05. Mlada- V – Procession of the Nobles. Rimsky-Korsakov
06. The Invisible City of Kitezh- I – Prelude- A Hymn to Nature. Rimsky-Korsakov
07. The Invisible City of Kitezh- II – Wedding Procession. Rimsky-Korsakov
08. The Invisible City of Kitezh- III – Tartar invasion and Battle of Kerzhenets. Rimsky-Korsakov
09. The Invisible City of Kitezh- IV – Death of Fevroniya and apotheosis of the Invisible City. Rimsky-Korsakov
CD 3
01. The Golden Cockerel (Le Coq d’Or)- I – Introduction and Dodon’s sleep. Rimsky-Korsakov
02. The Golden Cockerel- II – King Dodon on the battlefield. Rimsky-Korsakov
03. The Golden Cockerel- III – Queen of Shemakha’s Dance; King Dodon’s Dance. Rimsky-Korsakov
04. The Golden Cockerel- IV – Wedding Feast; Death of King Dodon; Finale. Rimsky-Korsakov
05. The Tale of Tsar Saltan- I – Tsar’s departure and farewell. Rimsky-Korsakov
06. The Tale of Tsar Saltan- II – Tsarina adrift at sea in a barrel. Rimsky-Korsakov
07. The Tale of Tsar Saltan- III – The three wonders. Rimsky-Korsakov
08. The Flight of the Bumble Bee (from The Tale of Tsar Saltan). Rimsky-Korsakov
National Scottisch Orchestra
Neeme Järvi – Conductor
Uma confissão: as obras para piano e as de câmara de Schubert, tocadas em instrumentos modernos, me dão uma mistura de contemplação e sono. Se eu ouvir no domingo depois do almoço, normalmente o sono vence. Este disco, gravado com instrumentos antigos, foi uma grande surpresa para mim: o som do piano austríaco fabricado em 1835, suas nuances, seu pedal um tanto frágil, seus agudos amadeirados, tudo isso tornou o drama Schubertiano muito mais presente, como se estivéssemos na sua sala de jantar.
São falsos os boatos de que o austríaco Jörg Demus comprou este piano ainda cheirando a novo. Mesmo assim, trata-se de um pianista veterano com muitas décadas de experiência e que já tocou em centenas de pianos antigos, pelos quais já tinha interesse ‘before it was cool’.
Os outros instrumentos também são antigos e se combinam com o “sotaque” local dos músicos austríacos em um Schubert autêntico, um CD que dá pra ouvir até o final sem terminar roncando.
Franz Schubert (1797-1828): Quinteto para piano e cordas em lá maior, D667 “A Truta” (“Forellenquintett”)
1. I. Allegro vivace
2. II. Andante
3. III. Scherzo: Presto – Trio
4. IV. Theme – Variationi – Allegretto
5. V. Allegro giusto Adagio e Rondo em fá maior para quarteto com piano, D487
6. I. Adagio
7. II. Rondo: Allegro vivace
8. Klavierstucke, D. 946: No. 2 em mi bemol maior
Jörg Demus, fortepiano (Schweighofer, Viena, 1835)
Thomas Albertus Irnberger, violino (Stainer, 1656)
Martin Ortner, viola (Stainer 1660)
Heidi Litschauer, cello (Stoss 1824)
Brita Bürgschwendtner, double bass (Krahmer-Pöllmann, 1971)
Entre 1680 e 1695, Henry Purcell compôs uma série de canções de boas-vindas e Odes para a celebração de ocasiões reais. Este programa, mostra a variedade e diversidade de Purcell, um compositor que aos seus 30 anos produziu muitas obras magníficas, e contará com um pequeno grupo de cantores e instrumentistas.
A Restauração formal da monarquia, com Charles II em 1660, marcou tanto um fim quanto um começo: o fim do experimento republicano da Inglaterra e o início de um longo processo de reconstrução monárquica e, com um rei politicamente propenso a acidentes no trono, a máquina de relações públicas de Charles II nunca poderia descansar.
Purcell juntou-se à sua pequena equipe de compositores no momento em que a onda de propaganda dos Stuart aumentava enormemente, e ele surfou nessa onda como uma pluma de tirar o fôlego, desde sua primeira ode à corte – o simples mas empolgante Welcome, Vicegerent of the mighty King ao ambicioso Fly, bold rebellion, envolvendo versos em sete partes e seis partes em coro.
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Royal Welcome Songs for King Charles II.
Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)
01. Catch – Since the Duke is Return’d, Z. 271 02. Welcome, Vicegerent of the Mighty King, Z. 340: Welcome, Vicegerent of the Mighty King 03. Welcome, Vicegerent of the Mighty King, Z. 340: Ah! Mighty Sir 04. Welcome, Vicegerent of the Mighty King, Z. 340: When the Summer in His Glory 05. Welcome, Vicegerent of the Mighty King, Z. 340: Music the Food of Love 06. Let Mine Eyes Run Down With Tears, Z. 24 07. Sleep, Adam, Sleep and Take Thy Rest, Z. 195 08. Beati omnes qui timent Dominum, Z. 131 09. O Sing unto the Lord, Z. 44: Symphony / O Sing unto the Lord a New Song 10. O Sing unto the Lord, Z. 44: Sing unto the Lord, and Praise His Name 11. O Sing unto the Lord, Z. 44: The Lord is Great 12. O Sing unto the Lord, Z. 44: O Worship the Lord 13. O Sing unto the Lord, Z. 44: Tell it Out Among the Heathen 14. Great God, and Just, Z. 186 15. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: SymphonyThe Sixteen 16. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: Fly, Bold Rebellion 17. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: Rivers From Their Channels Turn’d 18. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: If Then We’ve Found 19. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: Come Then, Change Your Notes 20. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: Be Welcome Then, Great Sir 21. Fly, Bold Rebellion, Z. 324: Welcome to all Those Wishes Fulfill’d
Purcell: Royal Welcome Songs for King Charles II – 2018 The Sixteen, Harry Christophers, dir.
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FDP resolveu postar outro álbum da Harmonia Mundi, e outra gravação de cantatas de nosso pai à cargo do Collegium Vocale de Philippe Herreweghe. Desta vez, ele tem uma presença ilustríssima, Andreas Scholl, o maior contra-tenor da atualidade. E são exatamente cantatas para esse raríssimo registro vocal. Alguns regentes, entre eles Helmuth Rilling e Tom Koopman, deixaram a interpretação destas cantatas à cargo de uma contralto, enquanto outros, como é o caso de Harnoncourt e de Herreweghe, se utilizam desse registro masculino.
Eis o texto da própria Harmonia Mundi que apresenta essa gravação em seu site: “The voice of the Holy Ghost? According to German theological tradition, which Bach knew very well, the alto voice was the very symbol of that of the Holy Ghost. These three solo cantatas do not contradict the rule, although we do not always know for whom Bach wrote them: it was neither a woman nor a castrato, so it could only be a falsetto or an extremely accomplished boy. These works demand enormous vocal virtuosity. Their extraordinary musical variety embraces sublime consolatory lullabies, a faithful echo of an organ concerto (BWV 170), and the dramatic qualities of an oratorio.”
A voz de Andreas Scholl é de uma beleza única, diria até um dom divino. Creio que seja uma bela postagem para inaugurar nosso novo endereço.
P.S. – Sempre gosto de recomendar o site http://www.bach-cantatas-com como referência para as cantatas. Lá se encontra o texto da cantata, traduzido para diversas línguas, em alguns casos o próprio português, além de diversos textos que as analisam em profundidade.
Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cantates Pour Alto BWV 35, 54, 170
01 – BWV 170.1 Aria; Vergnügte Ruh! beliebte Seelenlust!
02 – BWV 170.2 Rec; Die Welt, das Sündenhaus
03 – BWV 170.3 Aria; Wie jammern mich doch die verkehrten Herzen
04 – BWV 170.4 Rec; Wer sollte sich demnach
05 – BWV 170.5 Aria; Mir ekelt mehr zu leben
06 – BWV 54.1 Aria Wilderstehe doch der Sünde
07 – BWV 54.2 Rec; Die Art verruchter Sünden
08 – BWV 54.3 Aria; Wer Sünde tut, der ist vom Teufel
09 – BWV 35.1 Concerto
10 – BWV 35.2 Aria; Geist und Seele wird verwirret
11 – BWV 35.3 Rec; Ich wundre mich
12 – BWV 35.4 Aria; Gott hat alles wohlgemacht!
13 – BWV 35.5 Sinfonia
14 – BWV 35.6 Rec; Ach, starker Gott, lass mich
15 – BWV 35.7 Aria; Ich wünsche nur bei Gott zu leben
Collegium Vocale
Phillipe Herreweghe – Director
Andreas Scholl – Alto
PQPBach é doido por essa moça nascida na Letônia há pouco mais de trinta e sete anos, Baiba Skride. Postou dois cds dela no começo do ano tecendo altos elogios. Resolvi então trazer para os senhores um pouco mais do talento dessa moça, tocando um dos monumentos violinísticos do romantismo, o belíssimo concerto de Sibelius. A moça sua sangue e tira leite de pedra aqui. Vale cada minuto da audição. Como comentei em postagem anterior, vamos dar voz à nova geração, pois ela tem muito a dizer. Pelo menos aqui na música.
Bem, não estou trazendo apenas o Concerto de Sibelius, mas também o de Nielsen, com o qual não mantenho uma relação muito amistosa, mas deve ser alguma mania minha. Talvez se o ouvir mais, com atenção, possa vir a admirá-lo. Então, um sueco e um finlandês, direto das terras geladas, e tocados com uma paixão que poucas vezes ouvi nestas obras, principalmente no Sibelius. Lembro de Viktoria Mullova em começo de carreira, lá nos anos 80, encarando-o com Seiji Ozawa, mas Baiba Skride também bate um bolão aqui. Vale conferir.
CD 1
01. Violin Concerto in D minor, Op.47 – I. Allegro moderato
02. Violin Concerto in D minor, Op.47 – II. Adagio di molto
03. Violin Concerto in D minor, Op.47 – III. Allegro, ma non tanto
04. Serenade in D major
05. Serenade in G minor
CD 2
01. Violin Concerto – I. Präludium Largo
02. Violin Concerto – II. Allegro cavalleresco
03. Violin Concerto – III. Poco Adagio
04. Violin Concerto – IV. Rondo Allegretto scherzando
“A última vez que vi Paris” é o título de um filme famoso, com aquela diva de olhos violáceos, Miss Taylor. Hemingway alegou que “Paris é uma Festa”. Paris, enfim, não tem fim. Mas depende. Depende de quem viu Paris da última vez (ou pela última vez), e também para quem Paris signifique algo mais que ir ao Louvre tirar um selfie com a Gioconda. Para mim Paris é um espetáculo de beleza e história. Uma festa de beleza e história. À parte os sanitários imundos sem portas dos bistrôs nas áreas mais turísticas e a falta de hábitos higiênicos dos atendentes das pâtisseries, entre outras coisas básicas dessa natureza, Paris é tudo de bom. Seu cheiro de rosas e crepes, de pedras medievais e frio, suas sombras que são azuis e que inspiraram os impressionistas. Francamente, não vivi os odores que alguns me alardearam. Montaigne dizia que as cidades mais fétidas do mundo seriam Veneza e Paris. Em seu tempo acredito plenamente. Balzac dizia da dureza do chão de Paris. Como para quem a visita o melhor é andar, de fato, seu solo é coriáceo. Distâncias imensas que vencemos hipnotizados pela beleza, nos deixando na lona, com febre de cansaço; todavia, inebriados. Balzac também falou da qualidade da comida – ora, existem os turistas e os peregrinos. Me enquadro entre estes últimos. Caminhante, peregrino da arte e da beleza (quase um Goliardo) e portanto não abastado o suficiente para ‘nouvelles cuisines’. Lembro que num bistrô nas imediações des Invalides nos serviram uma carne dos cavalos de Napoleão, de 1812; e no Marais uma sopa cuja acidez acionaria as lâmpadas de toda a Torre Eiffel. Confesso meu necro-turismo, habitué dos campos santos, que me levou à honra de estar ao pé do túmulo do grande Debussy – atenção, não é no Père Lachaise, mas no cemitério de Passy. Estou parecendo uma dondoca de Caras se pavoneando. Falo de Paris porque o presente registro é uma ‘caminhada sentimental’ pela Lutécia – antigo nome da cidade luz (pela qual rezo aos antigos deuses para que não soçobre às invasões bárbaras, fanáticas, obscurantistas, assassinas e desertícolas).
Este disco traz um grande encontro ‘romântico’ entre o fabuloso Chet Baker e o maestro compositor romeno Vladimir Cosma (não confundir com Joseph Kosma, húngaro autor da melodia de Les feuilles mortes). Cosma, advindo de Bucareste para Paris para ser aluno de Nadia Boulanger. A sacerdotisa suprema da chamada música moderna, que em sua sabedoria sempre conduziu seus discípulos para os seus reais talentos, ao invés de encarcera-los nas mofadas fórmulas chamadas eruditas: entre muitos, Piazzolla e Gershwin. Todos os temas do disco são de Cosma. Variam entre lindos e deliciosos. Arranjos que lembram as escolas de Henry Mancini e Elmer Bernstein. Cosma é o que chamaríamos de um velho macaco em seu métier. Compositor de boas fórmulas melódicas, maestro e arranjador cativante, com um currículo vasto e admirável. Baker…
Alguém disse que nada havia a mais que se falar sobre ele? Sim, aquele drogadito do trompete, bafejado pelo sopro da beleza eterna em sua arte. Destacaria a faixa 5, Two Much. Baker era um camaleão que se adaptava aos mais diversos idiomas com a mesma verve. Sua atuação nesta faixa é tão bela e cativante quanto nas outras, todavia em seu arremate ele mostra por que seu nome se inscreve entre as constelações.
Esta colaboração entre o grande compositor de trilhas sonoras e maestro romeno Vladimir Cosma e o genialíssimo Chet Baker rendeu um dos mais belos discos de ambas as carreiras. Quando Cosma decidiu convidar Baker neste projeto, ele foi desencorajado por todos os tipos de negativas. Disseram: “não chame Chet Baker, ele vai aparecer chapado ou nem vai aparecer. Você não pode confiar nele ”. O maestro ficou apreensivo. Mesmo assim, Cosma rastreou o trompetista, que na época trabalhava na Itália. Os dois passaram horas ao telefone. Cosma teve o cuidado de dizer a Baker para trazer o trompete e o flugelhorn, já que ele tinha diferentes melodias que ele pensava ser mais adequadas para tais timbres, e Baker teve o cuidado de dizer a Cosma para não escrever nada onde ele tivesse que tocar mais alto do que um G ou F, já que seus dentes poderiam causar problemas. A música seria toda escrita para Baker, e o trompetista concordou em vir a Paris dois dias antes da sessão, a fim de ensaiar com o compositor, em seu apartamento em Paris. O encontro deles era para as duas horas. Nada de Chet. Horas vêm e vão sem nenhum sinal de Baker. Finalmente, depois das quatro, o telefone toca e é Chet. “Desculpe, cara, ainda estou na Itália. Meu carro quebrou e tenho que consertá-lo. Com certeza estarei aí amanhã a essa hora.” No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa: Chet não apareceu, mas novamente ele ligou: “Ei cara, demorou mais do que eu pensava para consertar meu carro, mas estou a caminho agora e estarei lá a tempo.” A essa altura, Cosma estava muito nervoso. Ele tinha prazos para gravar e contratou nada menos que 40 músicos, incluindo uma orquestra de cordas completa, e mais um baixista de Copenhage – ninguém menos que o grande NHOP; e um baterista da Califórnia. Como reforço, Cosma ligou para o melhor trompetista de jazz de Paris e diz a ele para estar lá caso Chet não aparecesse ou, pior, não estivesse em condições de tocar. No entanto, tarde daquela noite a campainha toca no apartamento de Cosma, e lá está Chet. Ele tem uma linda jovem com ele, a quem Cosma reconhece como a filha de um famoso saxofonista belga, seu amigo Jacques Pelzer. O que Baker não tem, entretanto, é um trompete; ele teve de vendê-lo para subsidiar o conserto do carro. Os planos cuidadosamente discutidos de Cosma para fazer certas músicas no trompete e outras no flugelhorn foram jogados pela janela. No entanto, Baker promete alugar um trompete e garantiu que tudo ficaria bem. Ele também pediu a Cosma para gravar algumas das músicas para ele em uma fita cassete, para que ele pudesse ouvi-la em seu hotel naquela noite. Cosma não achou boa ideia, mas concordou, não com muita confiança. A sessão está marcada para as 9h; assim que Cosma chegou às 8h30, ele ouviu um dos mais familiares sons do jazz moderno – o trompete de Chet Baker. Não apenas Chet está adiantado para o encontro, mas ele já aprendera todas as melodias. Na lata, como se diz. Cosma tocava cada música com a orquestra, mas Baker insistiu em não tocar durante o ensaio – ele não colocaria o trompete nos lábios até que a fita estivesse realmente rolando. E então – pura magia. “Eu não posso te dizer o quão bonito ele tocou”. Diz Cosma. “Foi magnífico. Cada tomada foi literalmente perfeita, lindamente executada, com sentimento e alma e sem erros. Quando terminamos, era quase impossível escolher o melhor take de cada música, porque eram todas tão maravilhosas quanto diferentes umas das outras ”. Apesar de suas saídas para se ‘abastecer’, a sua inspiração não diminuiu. Dessa forma, eles conseguiram gravar todas as faixas que precisavam em um único dia. Cosma e Baker nunca mais trabalharam juntos, mas mantiveram contato, e Cosma ia ver Baker todas as vezes que ele tocava em Paris nos quatro anos restantes de sua vida. Gênio é gênio.
Mas este texto não poderia ter uma Coda tão prosaica, afinal, falamos de Paris e de Paris há o que se dizer – e não caberia aqui (nem alhures). Evoco um ilustre de quem poucos lembram ou que poucos conhecem. O poeta e trompetista de jazz Boris Vian, de curta e intensa vida; a quem poderemos voltar a encontrar em outra esquina de Paris, noutra caminhada como esta. Segue um pequeno frasco com fragmentos de sua poesia:
Não queria morrer
Sem que tenham inventado as rosas eternas
A jornada de duas horas
O mar na montanha
A montanha no mar
O fim das dores
Os jornais em cores
A felicidade das crianças
E tantas coisas mais
Que dormem nos crânios
Dos geniais engenheiros
Dos joviais jardineiros
Dos solícitos socialistas
Dos urbanos urbanistas
E dos pensativos pensadores
Tantas coisas para ver
Para ver e ouvir
Tanto tempo esperando
Procurando no escuro.
Por fim, talvez a presença mais marcante de Paris nas telas (excetuando ‘Aristogatas’), esteja em Casablanca, 1942. Quando Rick (Bogart) relembra seus felizes dias de amor ao lado de sua bela Ilsa Lund Laszlo (Ingrid Bergman). Recorda o dia em que os nazis ocuparam Paris: “Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam cinza e você azul”. E na célebre despedida ao final da película: “Nós sempre teremos Paris”.
Chet Baker – Sentimental Walk in Paris, 1985.
12 + 12
Sentimental Walk
Hobbylog
B. Blues
Two Much
Douceurs Ternaires
Yves Et Jeun
Pintade A Jeun
Douceurs Ternaires (alt. Take)
B. Blues (alt. Take)
Pardon, Mon Affaire
Chet Baker – Trompete
Vladimir Cosma – Composições, arranjos e regência
Considero este Concerto uma das mais belas obras já compostas pelo ser humano, Ele demonstra através de suas notas todas as dores, angústias e lamentos que a alma humana pode expressar. Vai do sublime ao doloroso em apenas alguns compassos, levanta todas as nossas defesas psicológicas, nos demolindo aos poucos, para de repente nos permitir acioná-las novamente. A angústia existencial levada ao extremo, poderia assim defini-la.
Já contei esta história em outra ocasião, mas lembro da primeira vez em ouvi este concerto. Estava viajando com minha mãe e um casal de tios, e no meio do caminho subíamos uma serra, e no meio dessa serra meu tio parou o carro. Estava tocando a cadenza do início do concerto, não lembro quem era o solista, lembro do Karajan na capa da fita cassete, mas a beleza daquela passagem nos deixou sem ação, e ficamos admirando a paisagem ouvindo aquela música maravilhosa, apesar dos perigos do local em que paramos. Minha tia cutucou o marido e disse baixinho, vamos, aqui é perigoso estacionar. Em seguida, prosseguimos viagem. Mas aquela belíssima paisagem de primavera, com a Serra do Mar cheia de ipês roxos e amarelos me comoveram, e a partir daquele momento sempre associo este Concerto com aquela paisagem. Coisas de nosso cérebro.
Baiba Skride novamente nos mostra todo o seu talento, com uma leitura apaixonada, porém centrada, e é acompanhada por Andris Nelsons, seu conterrâneo, que rege a Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham. Um grande CD, com dois jovens músicos de extraordinário talento. Vale cada minuto da audição, de preferência com um bom fone de ouvido.
P.S. Fui pesquisar qual poderia ser a gravação do Karajan para este concerto é só encontrei duas: com o Christian Ferras e com a Anne-Sophie Mutter. Impossível ser a gravação da Mutter, pois este fato descrito se passou no final dos anos 70, e ela ainda não tinha sido descoberta por Karajan naquela época. Então provavelmente a gravação que meu tio ouvia naquela viagem era com o Christian Ferras. violinista francês que se suicidou com apenas 49 anos de idade. Uma pena.
01. Violin Concerto in D major, Op. 35, Allegro molto
02. Canzonetta. Andante
03. Finale. Allegro vivacissimo
04. Souvenir d’un lieu cher, Meditation
05. Scherzo
06. Mélodie
07. Swan Lake, Pas d’action
08. Swan Lake, Danse russe
Baiba Skride – Violin
City of Birmingham Symphony Orchestra
Andris Nelsons – Conductor
A Serra do Mar na região de Joinville é conhecida como Serra Dona Francisca. Essa é uma amostra de sua grandiosidade. Lá no alto nos sentimos nas nuvens.
Sim, é Mahler. E sim, é jazz contemporâneo e experimental. Trata-se de um disco de 1999 onde o The Uri Caine Ensemble toca temas de Mahler com imensa liberdade. Uri Caine iniciou seus estudos de piano aos sete anos de idade e teve lições com o pianista francês de jazz Bernard Peiffer aos 12. Estudou na Universidade da Pensilvânia tendo por tutor George Crumb. Com ele, adquiriu familiaridade com a música clássica, mas iniciou sua carreira como pianista de jazz em Filadélfia. Na década de 1980 foi viver em Nova Iorque. Caine, que tem gravados 16 álbuns, é muito apreciado pelas suas ecléticas e inventivas interpretações do repertório clássico. Este seu tributo em versão jazz para Gustav Mahler, gravado em 1999, recebeu um prêmio da Sociedade Alemã Mahleriana, embora tenha havido polêmica devido ao conservadorismo de alguns membros do júri. Caine também trabalhou nas Variações Goldberg de Bach, nas Variações Diabelli de Beethoven, bem como reinterpretou diversas obras de Wagner e Mozart. É um álbum certamente muito original, daqueles para se amar ou odiar. Eu estou no primeiro grupo.
The Uri Caine Ensemble: Gustav Mahler In Toblach
CD 1
1-1 Symphonie Nr. 5, Trauermarsch = Symphony No. 5, Funeral March 7:06
1-2 Oft Denk’ Ich, Sie Sind Nur Ausgegangen! Aus »Kindertotenlieder« = I Often Think They Have Merely Gone Out! From »Songs Of The Death Of Children« 10:24
1-3 Nun Will Die Sonn So Hell Aufgehn Aus »Kindertotenlieder« = Now Will The Sun Rise As Brightly »From Songs Of The Death Of Children« 5:35
1-4 Der Tamboursg’sell Aus »Des Knaben Wunderhorn« = The Drummer Boy From »The Boy’s Magic Horn« 14:03
1-5 Einleitung Zur Symphonie Nr. 5, Adagietto = Introduction To Symphony No. 5, Adagietto 1:53
1-6 Symphonie Nr. 5, Adagietto = Symphony No. 5, Adagietto 12:42
CD 2
2-1 Symphonie Nr. 1 »Titan« 3. Satz = Symphony No. 1 »Titan«, 3rd Movement 13:22
2-2 Ging Heut’ Morgen Übers Feld Aus »Lieder Eines Fahrenden Gesellen«, Symphonie Nr. 2 »Auferstehungs-Symphonie«, Andante Moderato = I Went Out This Morning Over The Countryside From »Songs Of A Wayfarer«, Symphony No. 2 »Resurrection«, Andante Moderato 13:26
2-3 Symphonie Nr. 2 »Auferstehungs-Symphonie«, Urlicht = Symphony No. 2 »Resurrection«, Primal Light 2:34
2-4 Interlude Zu »Der Abschied« = Interlude To »The Farewell« From »The Song Of The Earth« 1:49
2-5 Der Abschied Aus »Das Lied Von Der Erde« = The Farewell From »The Song Of The Earth« 26:25
Acoustic Bass – Michael Formanek
Alto Saxophone – David Binney
Arranged By [All Compositions Arranged By], Adapted By [All Compositions Adapted By] – Uri Caine
Drums – Jim Black
Piano, Keyboards – Uri Caine
Trumpet – Ralph Alessi
Turntables, Electronics [Live Electronics] – DJ Olive
Violin – Mark Feldman
Vocals, Oud – Aaron Bensoussan